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    • CONCORDÂNCIA VERBAL
      Prof. Marquinhos
    • SUJEITO SIMPLES
      Regras Gerais:
      O Verbo concorda com o sujeito em número e pessoa:
      A vida não é feita só de coisas boas.
      3ª. Pessoa 3ª. pessoa
      Vocês já leram O Alienista de Machado de Assis?
      3ª. Pessoa 3ª. pessoa
    • Sujeito Composto:
      Faz-se a concordância com a pessoa de MENOR número:
      O dentista e eu só ficamos esperando você.
      3ª.pessoa 1ª.pessoa 1ª.pessoa (nós)
      Tu e meus vizinhos já ficastes sem receber água?
      2ª.pessoa 3ª.pessoa 2ª.pessoa (vós)
      mas:
      Tu e meus vizinhos já ficaram sem receber água?
      2ª.pessoa 3ª.pessoa 3ª.pessoa (vocês)
    • Regras especiais:
      Sujeito simples – verbo no plural
      O verbo irá para o plural nos seguintes casos:
      Quando o sujeito for representado por nomes próprios no plural, precedidos de artigo.
      Os Kennedysficaram famosos na década de 60.
      Os Estados Unidos nunca viram uma explosão de consumo como a que aconteceu na semana passada.
      Se os nomes próprios aparecerem sempre no plural e não estiverem precedidos de artigo, o verbo permanecerá no singular.
      Campinas é uma cidade encantadora. Atenas exala história.
      Se os nomes próprios exercerem a função de sujeito composto, o verbo irá naturalmente para o plural, mesmo que o sujeito não venha precedido de artigo.
      Campinas e Caracas são cidades da América Latina
    • b) Quando o sujeito estiver representado por pronomes interrogativos
      ou indefinidos no plural, seguido de de nós ou de vós, deve-se
      empregar o verbo na terceira pessoa do plural ou concordar com
      nós ou vós.
      Quais de vós teriam a coragem de perguntar?
      Alguns de nós serão chamados a depor.
      Muitos de nós preferimos espanhol a inglês.
      Alguns de nós seremos chamados a depor.
      Mas, se o pronome interrogativo ou indefinido estiver no
      singular, o verbo ficará sempre no singular.
      Jamais nenhum de nós esquecerá aquele tosto de beleza infinita.
      Qual de vós apoiará essa atitude?
      pronome interrogativo plural
      pronome indefinido singular
      pronome interrogativo singular
    • c) Quando os núcleos do sujeito de uma oração estiverem ligados pela proposição com.
      “ E atravessaram a serra,
      o noivo com a noiva dele.” (Mário de Andrade)
      Emprega-se, mais raramente, o verbo no singular, caso se
      queira dar relevo ao sujeito e transformar a expressão iniciada por com
      em adjunto adverbial de companhia.
      A mulher, com seus filhos, corria para alcançar o ônibus.
      A menina, com toda sua família, está tirando fotos.
      adj. adv. de companhia
      adj. adv. de companhia
    • d) Quando o sujeito representado pela expressão um dos que.
      Ela foi uma das pessoas que conseguiram o prêmio.
      Carlos revelou-se um dos concertistas que mais se aplicaram nos ensaios.
      Observação:
      Quando se quer dar destaque para o indivíduo, dentro do grupo abrangido pela expressão um dos que, o verbo fica no singular:
      Ela foi uma das pessoas que conseguiram o prêmio.
      O gerente é um daqueles espertalhões que sempre procura explorar os empregados.
      Carlos revelou-se um dos concertistas que mais se aplicou nos estudos.
      Com a expressão um dos que o verbo deve ser sempre empregado no plural.
      Se tiver dúvidas, veja a reescritura:
      Dos que mais recebem Bravo!, ele é um.
      (República – anúncio da revista Bravo! - adaptado)
    • Sujeito simples – verbo no singular
      O verbo deverá ser empregado no singular nos seguintes casos.
      a) Quando o sujeito estiver representado por um substantivo coletivo.
      A multidão aplaudiu de pé o maestro.
      O pessoal chegou mais cedo para a festa.
      b) Quando o sujeito estiver representado por pronome de tratamento.
      “Se Vossa Senhoria tem algum filho, peço-lhe amor por dele.” (Machado de Assis)
      Vossa Excelência agiu com moderação.
      Espero que Sua Reverendíssima possa receber-me agora.
      c) Quando o sujeito estiver representado pela expressão um ou outro.
      “Respondi-lhe que um ou outro lhe ficava bem.” (Machado de Assis)
      Sempre tem um ou outro que chega atrasado.
      d) Quando o sujeito for representado pela expressão mais de um.
      Mais de um já me avisou do acidente ocorrido na estrada.
      Certamente, mais de um aluno de nossa escola passará no vestibuar.
    • No entanto, se a expressão mais de um indicar reciprocidade, o verbo irá para o plural.
      Mais de um automóvel se chocaram.
      Mais de um dos visitantes se entreolharam com espanto.
      Se a expressão aparecer mais de uma vez o verbo também irá para o plural.
      Mais de um arquiteto, mais de um engenheiro deverão comparecer à reunião na construtora.
      e) Quando o sujeito estiver representado por expressões partitivas: a maioria, a maior parte, o menor número, pequena quantidade etc.
      A maior parte das pessoas toma café rapidamente de manhã.
      A maioria dos trabalhadores recebe o salário no último dia útil do mês.
      Caso se queira destacar a idéia de conjunto, o verbo pode também ir para a terceira pessoa do plural.
      “A maioria dos acidentes são devidos à imprudência dos motoristas.” (Folha de S. Paulo)
      Grande parte dos alunos receberam a notícia do feriado com alegria.
    • Sujeito composto – verbo no singular
      O verbo permanece no singular nos seguintes casos em que o sujeito é composto:
      a) Quando o sujeito estiver representado por uma sequência de
      palavras resumidas por pronomes indefinidos no singular: tudo, nada,
      ninguém etc.
      Dinheiro, fama, viagens, nada mais me importa.
      “Plumas, flores, colares, xales, tudo que enfeita a vida está aqui.” (Cecília Meireles)
      b) Quando os núcleos do sujeito designarem seres semelhantes com
      palavras sinônimas ou quase sinônimas.
      “Tanto trabalho, tanto agonia custa um menino.” (Rachel de Queirós)
      palavras semelhantes
      Um conselho, uma palavra amiga era suficiente para acalmá-lo.
      palavras semelhantes
    • c) Quando os núcleos forem representados por verbos no infinitivo, usados de forma genérica e indeterminada.
      Amar e sofrer é próprio do ser humano.
      Brincar e folgar era só o que ele gostava de fazer.
      Observação:
      Se as formas nominais no infinitivo vierem precedidas de artigo e estiverem determinadas, o verbo irá para o plural:
      O amar e o sofrer são próprios do ser humano.
      O brincar e o folgar eram só o que ele gostava de fazer.
      Casos especiais de concordância verbal
      1. Quando o sujeito for o pronome quem, o verbo irá para a terceira pessoa do singular, concordando com o pronome, ou com o antecedente.
      Sou eu quem fala agora.
      3ª pes. sing.
      Sou eu quem falo agora.
      antecedente de quem
    • Somos nós quem deverá tomar as providências.
      Somos nós quem deveremos tomar as providências.
      antecedente de quem
      Quando o sujeito for o pronome que, o verbo concordará com
      seu antecedente
      Foste vós que o elegestes?
      antecedente de quem
      Foram os bandeirantes que tiveram a glória de alargar as fronteiras do Brasil.
      2. Quando o sujeito for expresso por número percentual ou fracionário, o
      verbo concordará com o número.
      Pesquisa revela que 50% dos vestibulandos pretendem seguir Medicina
      Apenas 1% das ferramentas se perdeu.
      Quase um terço do pescado se estragou.
    • Observação:
      É comum, entretanto, encontrarem-se, na imprensa, exemplos de
      frases com o verbo concordando com a expressão que
      acompanha o numeral:
      “Oitenta por centro do dinheiro gasto na educação em Estados do Nordeste é
      consumido antes de chegar às salas de aula.” (Revista Veja)
      3. Quando o sujeito composto expressar gradação de idéias, o verbo
      poderá ir tanto para o plural quanto para o singular, indiferentemente.
      Um olhar, um gesto, uma palavra bastava (bastavam) para ela ser feliz.
      Uma raiva incontida, um ódio duro, um furor irreprimível dominou-o (dominaram-no).
      4. O verbo parecer, quando seguido de infinitivo, admite duas
      possibilidadesde concordância com o sujeito no plural ou composto.
      a)Flexiona-se o verbo parecer:
      As nuvens pareciam chorar.
      O amanhecer e o anoitecer no campo parecem quadros que acabaram de
      ser pintados.
      b) Flexiona-se o infinitivo e o verbo parecer fica no singular:
      As nuvens parecia chorarem.
      “O amanhecer e o anoitecer parece deixarem-me intacta.” (Cecília Meireles)