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  • 1. Projetos de Pesquisa Edição 2013 Prof. Dr. Carlos Fernando Jung carlosfernandojung@gmail.com www.metodologia.net.br Guia Rápido para Elaboração
  • 2. Como obter sucesso em um projeto?
  • 3. Você deve pensar de forma diferente!!!
  • 4. 1 + 1 = 2 1 + 1 = 4 Você já pensou nesta possibilidade? Quase todos pensam assim!
  • 5. 5 Pesquisa Quais as etapas de uma pesquisa? Projeto Execução Relatório Artigo Científico Protótipo Patente Modelo Memorial O resultado depende do tipo de pesquisa
  • 6. P&D Pesquisa Básica Pesquisa Aplicada Gerar Conhecimento Trabalhos Teóricos e Experimentais sobre os fundamentos de fenômenos e fatos (Sem Finalidade de Aplicação em Particular) Desenvolvimento Experimental Gerar Conhecimento Trabalhos Teóricos e Experimentais sobre os fundamentos de fenômenos e fatos (Com Finalidade de Aplicação em Particular) Gerar Produtos e Processos Utiliza o conhecimento científico e prático para o desenvolvimento de novos materiais, produtos, processos, dispositivos, sistemas e serviços, ou a otimização dos existentes. (Engloba a P&D Formal, Informal ou Ocasional) OECD. Manual de Frascati: Proposta de práticas exemplares para inquéritos sobre investigação e desenvolvimento experimental. (Trad.) More than Just Words (Portugal). Coimbra: F-Iniciativas, 2007. Quais são os tipos de pesquisas?
  • 7. Métodos para Gerar de Ideias Métodos para Identificar Necessidades no Mercado Métodos para Elaborar, Formatar e Executar Projetos Métodos para Organizar e Sistematizar o Tempo ...em sintonia com as fontes de financiamento Métodos para Relatar e Disseminar os Resultados Quais são os requisitos? Conhecer e saber utilizar...
  • 8. 8 Projeto Execução Resultado Elaborado por uma pessoa ou um grupo Fatores Previsto Imprevisto Pode depender do desempenho de outras pessoas Internos Externos Podem afetar o resultado A princípio estão controlados Na teoria Na prática Previsto Pode depender de recursos de terceiros Possíveis problemas no processo... Que problemas podem surgir?
  • 9. PROJETO DE PESQUISA
  • 10. Consiste em duas fases... 1ª Fase Criativa e Informal Elaboração 2ª Fase Formal e Normativa Formatação
  • 11. ELABORAÇÃO DO PROJETO
  • 12. 12 O que? Por que? Como? Quando? Com que? Responder as questões...
  • 13. O que? Produzir um novo conhecimento? Desenvolver um novo método? Desenvolver uma nova tecnologia? Desenvolver um novo produto? Desenvolver um novo processo? Melhorar um produto ou processo?
  • 14. Não tenho ideia alguma... Não sei o que fazer... Não sei onde procurar... Não conheço nenhuma demanda... Não vejo necessidade de nada... O que eu faço?
  • 15. Etapa 1 Ter uma ideia criativa ou identificar no mercado uma demanda ou necessidade Etapa 2 Pesquisar em bases de dados o que existe sobre o tema (periódicos e anais) Etapa 3 Pesquisar na base de dados do INPI a existência de patentes relacionadas ao tema http://www.inpi.gov.br
  • 16. ...para o mercado internacional? ...para o mercado nacional? ...para uma organização? Possui limitações? Quais? É algo novo, inovação, diferencial ou uma melhoria? O que pretendo fazer...
  • 17. 17 (1) Introdução das inovações tecnológicas no mercado (comercialização) (2) Atividades internas de P&D (3) Aquisição externa de P&D (Parcerias) (4) Aquisição de outros conhecimentos externos (Transferência de Tecnologia) (5) Treinamento (6) Aquisição de software (7) Aquisição de máquinas e equipamentos (8) Projeto industrial e outras preparações técnicas para a produção e distribuição Inovações Inovação para o Mercado Internacional Inovação para o Mercado Nacional Inovação para a Empresa Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento – OCDE, 2005 Atividade Inovativas
  • 18. Por exemplo: diferenciais de um novo sistema para controle da produção 18 1. Maior velocidade de aquisição de dados; 2. Mais rapidez na geração de informações; 3. Menor erro de medida; 4. Controle em Tempo Real (Real Time); 5. Otimização do tempo de tomada de decisão; 6. Redução dos “gargalos de produção. Sistema Anterior Fonte Figura: http://entaoffc.blogspot.com /2008_11_01_archive.html Fonte Figura: http://www.cartagena99.com/ Novo Sistema Supervisor Gestor Ambiente WEB Chão-de-Fábrica Leitor RFID Antena Servidor
  • 19. Por que? É importante para o meio acadêmico? Vai gerar um novo conhecimento? Vai agregar algo novo àquilo já existente? É importante para o meio empresarial? É uma inovação? É um diferencial competitivo?
  • 20. Etapa 1 Obter dados e informações no mercado, empresa ou organização Etapa 1.1 Identificar, coletar e classificar os dados e informações Etapa 1.2 Selecionar aquilo que sustentará seus argumentos sobre a necessidade e importância da pesquisa... Na empresa ou organização...
  • 21. Etapa 2 Pesquisar em bases de dados o que existe sobre o tema (periódicos e anais) Etapa 2.1 Identificar e classificar as publicações semelhantes e relacionadas ao tema Etapa 2.2 Selecionar as publicações que sustentem os seus argumentos sobre a necessidade e importância da pesquisa... Nas publicações...
  • 22. 22 Consultar as bases de dados de periódicos, teses e bibliotecas virtuais, veja algumas indicações: BANCOS DE TESES E DISSERTAÇÕES Banco de Teses da CAPES Banco de Teses e Dissertações - USP Banco de Teses e Dissertações - PPGEP/UFRGS BIBLIOTECAS DIGITAIS Biblioteca - Domínio Publico Biblioteca Digital - UNICAMP Biblioteca Virtual FAPESP Biblioteca Digital da OEI Biblioteca - British Library Biblioteca da UNESCO BASES DE DADOS Google - Acadêmico Base de Dados DOAJ Base de Dados REDALYC Base de Dados LATINDEX Scielo - Scientific Electronic Library Portal Acesso Livre Periódicos - CAPES Portal de Periódicos Livres CNEN-MCT/BRASIL Você pode acessar por http://www.metodologia.net.br
  • 23. Como otimizar a busca? http://br.freepik.com/fotos-gratis/pasta-empresario-trabalho-canetas_417563.htm ...caso contrário pode-se perder a motivação... Necessitamos saber encontrar rápido o que interessa...
  • 24. Ler o Título Ler o Resumo Ler as Conclusões Escolha uma Base de Dados (onde existem vários periódicos)... Digite uma palavra-chave... Selecione pelos títulos dos artigos aqueles mais próximos do tema de interesse... Uma sugestão... Sendo útil o Artigo...
  • 25. Gestão & Produção ISSN 0104-530X Gest. Prod. vol.16 no.2 São Carlos Apr./June 2009 Wilson de Castro Hilsdorf; Roberto Gilioli Rotondaro; Silvio Roberto Ignacio Pires Integração de processos na cadeia de suprimentos e desempenho do serviço ao cliente: um estudo na indústria calçadista de Franca Exemplo RESUMO O processo de globalização e a revolução digital têm trazido novos desafios de competitividade às empresas. Uma dessas novas necessidades é a mudança do foco do escopo gerencial para toda a cadeia de suprimentos. Gerenciar uma cadeia de suprimentos requer, entre outros aspectos, a integração dos "processos-chave" de negócios ao longo dessa cadeia. Nesse sentido, este trabalho teve como objetivo identificar como é a relação entre a integração de processos ao longo da cadeia de suprimentos e o desempenho no serviço prestado ao cliente (customer service). Para tanto, a abordagem exploratória foi utilizada, tendo como objeto de estudo uma cadeia de suprimentos calçadista localizada na cidade de Franca, a qual se constitui em um bom exemplo de cadeia consolidada e já inserida no mercado internacional. Os resultados obtidos permitem concluir que o desempenho do serviço ao cliente na cadeia estudada está relacionado diretamente com a integração dos processos de atendimento de pedidos, gestão da demanda e desenvolvimento de produtos ao longo da cadeia, envolvendo não apenas a integração com clientes, mas também com os fornecedores-chave. Pode-se constatar ainda que esse desempenho está relacionado também com a existência de competências internas nos processos considerados, nas empresas estudadas.
  • 26. Como? Pretendo obter os resultados... Pretendo obter os dados e informações.. Serão os procedimentos: etapa por etapa Encontrar e determinar o método de pesquisa... Utilizar um método já aplicado em pesquisa semelhante... Analisar os dados e obter uma síntese dos resultados...
  • 27. Existem vários métodos...
  • 28. Estabelecer Objetivo A partir da ideia / necessidade / demanda / problema Determinar Cenário Ambiente(s) de Estudo Determinar Amostra Tipo e Número Pesquisar Referências (pré-existentes) Elaborar Instrumento / Coleta de Dados Elaboração e Forma de Aplicação (FERRAMENTA) Coletar Dados Aplicação do Instrumento na Amostra Dados Coletados Dados Bibliográficos e Documentais Realizar Síntese / Resultados Tratar Dados Classificação / Estratificação Analisar Dados 28 Exemplo de método básico para Estudo de Caso...
  • 29. Exemplo de método básico para Desenvolvimento de Produto… 29 Projeto Conceitual Projeto Detalhado Problema Solução Modelo Necessidade Processo ProtótipoAvaliação Otimização Desenvolvimento do Protótipo Aplicação de Técnicas Ensaios e Testes
  • 30. Quando? Inicia a fase de execução do projeto... Poderei ir na organização coletar os dados... Poderei ter dados suficientes para sustentar os resultados... Devo iniciar o tratamentos dos dados coletados... Devo iniciar a análise dos dados... Devo iniciar o relatório final da pesquisa (Artigo)
  • 31. Com que? Recursos vou executar este projeto... Posso contar na organização... Posso contar na Instituição de Ensino... Recursos de Órgãos de Financiamento posso contar... Recursos de parcerias com outras empresas poderia contar.. Recursos não posso contar (Restrições e Limitações)
  • 32. O Projeto é viável? SIMNÃO Retornar ao início... Fazer a formatação do projeto... 32
  • 33. FORMATAÇÃO DO PROJETO
  • 34. Estrutura do projeto 34 1 INTRODUÇÃO 4 JUSTIFICATIVA 3 OBJETIVOS 5 METODOLOGIA 6 ORÇAMENTO 7 CRONOGRAMA REFERÊNCIAS 4.1 OBJETIVO GERAL 4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 6.1 MATERIAIS PERMANENTES 6.2 DESPESAS E MAT DE CONSUMO 6.3 SERVIÇOS DE TERCEIROS 6.4 DESPESAS COM PESSOAL 6.5 QUADRO RESUMO DO ORÇAMENTO 2 REVISÃO TEÓRICA
  • 35. 35 Sumário Revisão Teórica Metodologia Cronograma Capa Introdução Seções Secundárias/Revisão Procedimentos Método de Pesquisa Cenário Orçamento Referências Objetivos Objetivos Específicos Objetivo Geral Justificativa Fluxo básico das seções do projeto
  • 36. Sequência de apresentação do projeto 36 Seções do Projeto (em sequência , sem nova página para cada seção) Sumário Capa
  • 37. ELABORAÇÃO DO TÍTULO Considerações importantes..
  • 38. O Que é Tema e Título? Tema: Melhoria da Produtividade do Setor Calçadista da Região do Vale do Paranhana Título: Sistema de Controle e Monitoramento On-line Aplicado a Otimização de Linhas de Produção do Setor Calçadista 38
  • 39. O Que é um Tema ? Melhoria da Produtividade do Setor Calçadista da Região do Vale do Paranhana Um tema expressa a idéia central da pesquisa, aquilo que irá identificar o objeto de estudo ou a intenção do autor 39
  • 40. O Que é um Título? Um título é uma forma textual clara que deve expressar em poucas palavras aquilo que será realizado a partir do tema Sistema de Controle e Monitoramento On-line Aplicado a Otimização de Linhas de Produção do Setor Calçadista 40
  • 41. ELABORAÇÃO DE PARÁGRAFOS Considerações importantes..
  • 42. 42 Estrutura (Cada parágrafo ou grupo de parágrafos deve possuir ) Tese (ideia) Argumento Sustentação
  • 43. 43 PARÁGRAFO ORIGINAL O subsistema organização, que é o próprio Programa de Pólos, mostra-se como um componente que pode estar afetando de maneira importante o sistema. Um dos problemas que está desmotivando os pesquisadores é o atraso no repasse dos recursos financeiros às instituições (unidades executoras dos Pólos) que, por sua vez, ocasiona a necessidade de adaptação do orçamento previsto no projeto para aquisição dos equipamentos e instrumentos para pesquisa. Considerando o que é apresentado por Emery (1964, 1976) e Trist (1978), essa é considerada uma inadequação dos processos que pode afetar o trabalho dos indivíduos. Devido a isto, conclui-se que o subsistema organização tem afetado o subsistema técnico e, conseqüentemente, a motivação dos pesquisadores. JUNG, C. F. ; GUIMARÃES, L. B. M. ; RIBEIRO J. L. D. ; CATEN, C. S. T. . Fatores que Impactam o Desempenho de um Programa Estadual de Inovação Tecnológica sob o Enfoque Macroergonômico. Espacios (Caracas) , v. 30, p. 19-21, 2009.
  • 44. 44 O subsistema organização, que é o próprio Programa de Pólos, mostra-se como um componente que pode estar afetando de maneira importante o sistema. Um dos problemas que está desmotivando os pesquisadores é o atraso no repasse dos recursos financeiros às instituições (unidades executoras dos Pólos) que, por sua vez, ocasiona a necessidade de adaptação do orçamento previsto no projeto para aquisição dos equipamentos e instrumentos para pesquisa. Considerando o que é apresentado por Emery (1964, 1976) e Trist (1978), essa é considerada uma inadequação dos processos que pode afetar o trabalho dos indivíduos. Devido a isto, conclui-se que o subsistema organização tem afetado o subsistema técnico e, conseqüentemente, a motivação dos pesquisadores. JUNG, C. F. ; GUIMARÃES, L. B. M. ; RIBEIRO J. L. D. ; CATEN, C. S. T. . Fatores que Impactam o Desempenho de um Programa Estadual de Inovação Tecnológica sob o Enfoque Macroergonômico. Espacios (Caracas) , v. 30, p. 19-21, 2009. Tese Argumento Sustentação
  • 45. ELABORAÇÃO DAS SEÇÕES DO PROJETO
  • 46. 1 INTRODUÇÃO
  • 47. Introdução ao tema Contextualização Apresentação do Problema de Pesquisa Problema a ser Pesquisado Justificativa para a Pesquisa Objetivo da Pesquisa Tipo da Pesquisa Método Estrutura do Projeto Elementos da Introdução...
  • 48. 48 O sucesso de um programa governamental de fomento à geração de inovações tecnológicas depende das competências organizacionais dos atores envolvidos, oportunidades tecnológicas, recursos financeiros e humanos disponíveis e da minimização do impacto de variáveis do ambiente externo que possam afetar o desempenho do programa (Freeman, 1988; Nelson, 1993). JUNG, C. F. ; GUIMARÃES, L. B. M. ; RIBEIRO J. L. D. ; CATEN, C. S. T. . Fatores que Impactam o Desempenho de um Programa Estadual de Inovação Tecnológica sob o Enfoque Macroergonômico. Espacios (Caracas) , v. 30, p. 19-21, 2009. Um dos programas governamentais voltados ao desenvolvimento de inovações tecnológicas é o dos Pólos de Inovação Tecnológica, implantado em 1989 pela Secretaria da Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SCT/RS, 2007). O programa oportunizou a formação de sistemas regionais de inovação no estado, gerando anualmente, através de parcerias entre os setores público e privado, inúmeras novas tecnologias, produtos e processos. O objetivo principal do programa é aumentar a competitividade dos setores produtivos regionais (SCT/RS, 2007). Este programa auxiliou o financiamento de 413 projetos de P&D entre 1989 e 2005, em 21 regiões do Estado do Rio Grande do Sul (Jung, Caten e Ribeiro, 2007). Em cada região, existem Pólos de Inovação que possuem Unidades Executoras responsáveis pela gestão e execução dos projetos. Essas Unidades são normalmente instituições de ensino superior públicas ou privadas que possuem infra-estrutura para atividades de P&D. Cada Pólo de Inovação consiste em um sistema regional de inovação que é formado por universidades, faculdades, institutos e centros de pesquisa, empresas, associações e sindicatos. Tese Argumento Sustentação Tese Argumento Sustentação Tese Argumento Sustentação INTRODUÇÃO AO TEMA E CONTEXTUALIZAÇÃO
  • 49. 49 Souza (2006) afirma que, ao longo do tempo, o Programa de Pólos de Inovação Tecnológica do RS vem obtendo resultados satisfatórios através da inserção de novas tecnologias nos setores produtivos regionais. Entretanto, também foram constatados casos de insucesso no Programa. No período de 1989 a 1999 de um total de 260 projetos resultaram 21 casos de insucesso, ou seja, 8% dos projetos apoiados não cumpriram as metas técnicas estabelecidas. Já no período de 2000 a 2005 cerca de 2% dos 153 projetos não obtiveram êxito. JUNG, C. F. ; GUIMARÃES, L. B. M. ; RIBEIRO J. L. D. ; CATEN, C. S. T. . Fatores que Impactam o Desempenho de um Programa Estadual de Inovação Tecnológica sob o Enfoque Macroergonômico. Espacios (Caracas) , v. 30, p. 19-21, 2009. A Divisão de Pólos de Inovação Tecnológica da Secretaria da Ciência e Tecnologia do RS, responsável pela gestão do Programa, aponta como principais causas de insucessos problemas identificados nas fases de elaboração e execução dos projetos. Estes problemas estariam relacionados a deficiências existentes nas competências dos pesquisadores que atuam nos Pólos de Inovação Tecnológica (Souza, 2006). Seguindo esse raciocínio, poderia-se atribuir os problemas somente às competências dos pesquisadores, pois, conforme afirmam Parry (1996) e Perrenoud (2000), competência é um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que influenciam a maioria das atividades de um indivíduo e determinam o desempenho e resultado de um trabalho. Tese Argumento Sustentação Tese Argumento Sustentação Tese Argumento Sustentação APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA DA PESQUISA PROBLEMAA SER PESQUISADO
  • 50. 50 No entanto, existem fatores externos que afetam as competências dos indivíduos e a determinação destes é complexa. Estes fatores são decorrentes do ambiente que envolve as características organizacionais, envolvendo fatores sociais, políticos, educacionais etc. (Tadin et. al., 2005). Neste caso, Dejours (1997) salienta que a competência do indivíduo depende também do contexto social, é dependente tanto de um indivíduo quanto do outro, ou seja, depende do coletivo. Corroborando, Zarifian (2001) afirma que deve ser levada em conta a interação do indivíduo com o meio-ambiente. Desta forma, como os ambientes de trabalho não são lineares em suas características, podem motivar diferentemente um mesmo indivíduo, gerando diferentes resultados (Prahalad e Hamel, 1990). JUNG, C. F. ; GUIMARÃES, L. B. M. ; RIBEIRO J. L. D. ; CATEN, C. S. T. . Fatores que Impactam o Desempenho de um Programa Estadual de Inovação Tecnológica sob o Enfoque Macroergonômico. Espacios (Caracas) , v. 30, p. 19-21, 2009. Este projeto tem por finalidade de identificar, analisar e sintetizar os problemas que podem estar afetando as competências dos pesquisadores e gerando casos de insucesso em Pesquisa e Desesenvolvimento (P&D) no Programa de Pólos de Inovação Tecnológica da Secretaria da Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul. A pesquisa caracteriza-se como exploratório-explicativa com abordagem qualitativa. Será realizada uma análise das relações e inter-relações entre os subsistemas social, técnico, organização e ambiente externo, as competências dos pesquisadores e o desempenho do Programa. O projeto está estruturado conforme segue: a seção 2 apresenta o referencial sobre o tema, a seção 3 os objetivos, a seção 4 apresenta a justificativa, a seção 5 descreve a metodololgia, a seção 6 os recursos humanos e financeiros necessários e a seção 5 apresenta o cronograma para execução. Tese Argumento Sustentação TIPO DE PESQUISAOBJETIVO JUSTIFICATIVA PARAA PESQUISA MÉTODO ESTRUTURA DO PROJETOCONTEXTO ...último parágrafo da Introdução
  • 51. 2 REVISÃO TEÓRICA
  • 52. 52 Para a elaboração da Revisão deve-se proceder a um levantamento bibliográfico e documental que pode ser realizado em bibliotecas, bases de dados, periódicos científicos e anais (artigos), livros etc.. A seção de Revisão Teórica tem por finalidade demonstrar as contribuições científicas existentes relacionadas diretamente ao tema do projeto
  • 53. 53 Estruturas de Revisão Teórica 2 Fundamentação teórica 2.1 Grupos Participativos 2.2 Modelos 2.3 Modelo de Rozenfeld UMA PROPOSTA DE MODELO APLICADO A GESTÃO DE GRUPOS PARTICIPATIVOS EM INDÚSTRIAS CALÇADISTAS Heloisa Helena Weber 2 Referencial teórico 2.1 Qualidade 2.2 Gestão da qualidade 2.3 Sistema de gestão da qualidade IMPLANTAÇÃO DE REQUISITOS PARA UM SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE EM UMA EMPRESA DO SETOR MOVELEIRO Robson Alexander Petry 2 Revisão teórica 2.1 Setor petroquímico 2.2 Sistemas de manutenção 2.3 Manutenção programada aplicada ao setor petroquímico 2.4 Gerenciamento de projetos 2.4.1 História, conceitos e características 2.4.2 Modelos de gestão de projetos 2.4.2.1 Projects in controlled environments - PRINCE2 2.4.2.1 Project Management Body of Knowledge – PMBOK 2.4.3 Escritório de gestão de projetos OTIMIZAÇÃO DA GESTÃO DE PARADAS DE MANUTENÇÃO EM UMA PLANTA PETROQUÍMICA Ícaro Brambila Barbosa 2 Referencial teórico 2.1 Ferramentas da qualidade 2.2 As Sete Perdas do Processo Produtivo 2.3 MASP (Método de Análise e Solução de Problemas) 2.4 O Processo de Espalmagem de laminado sintético UMA ABORDAGEM DE IMPLEMENTAÇÃO DO MASP, MÉTODO DE ANÁLISE E SOLUÇÃO DE PROBLEMAS, PARA A REDUÇÃO DE DEFEITOS EM UM PROCESSO DE LAMINADO SINTÉTICO Carolina Klein
  • 54. 54 Estruturas de Revisão Teórica 2 Referencial teórico 2.1 RFID 2.1.1 Leitor 2.1.2 Etiqueta 2.1.3 Camadas de um Sistema RFID 2.1.4 EPC (Eletronic Product Code) 2.1.5 Aplicação 2.2 Projeto de ambientes RFID 2.3 Computação gráfica 2.4 Simulação 2.5 Trabalhos relacionados 2 Referencial teórico 2.1 A Importância do cogumelo 2.2 Métodos de cultivo do Shitake 2.2.1 Vantagens e desvantagens do cultivo em substrato 2.2.2 Vantagens e desvantagens do cultivo em cepos 2.3 O processo de cultivo em cepos 2.3.1 Inoculação 2.3.2 Incubação 2.3.3 Indução 2.3.4 Frutificação 2.4 Arquitetura, metodologia e tecnologias 2.4.1 Arquitetura MVC 2.4.2 Metodologia 2.4.3 PHP e PHPNucleum 2.4.4 Flex Framework e AMFPHP SOFTWARE PARA APOIO AO PROJETO DE AMBIENTES RFID APLICADO A MODELOS DE PREDIÇÃO Leonardo Augusto Sápiras FERRAMENTA PARA CONTROLE DO PROCESSO DE PRODUÇÃO DO COGUMELO SHIITAKE Luciano Renato de Oliveira 2 Revisão de literatura 2.1 Cenário atual das aplicações Gateway 2.1.1 Solicitação de transação 2.1.2 Resposta da operadora que autoriza a transação 2.1.3 Mensagem da aplicação Gateway confirmando a transação 2.2 Gerações de logs em arquivos de texto SISTEMA DE ANÁLISE E MINERAÇÃO DE DADOS DE TRANSAÇÕES ELETRÔNICAS REGIMENTADAS PELA ISO8583 Jackson Adriano Machado Costa
  • 55. 55 Revisão Teórica Conceitual Histórica Tipos usuais em seções de projetos
  • 56. 56 A partir da problemática, surge a necessidade de explicar a organização como algo dinâmico e aberto. Deve-se considerar que, a todo instante, as relações entre os componentes de um sistema mudam, e o ambiente interno e externo de alguma forma se altera e pode afetar as competências dos indivíduos (Emery, 1964 e Trist, 1978). Neste cenário, uma opção para compreender como as características de uma estrutura organizacional podem influenciar os indivíduos e os próprios resultados da organização é utilizar a Teoria dos Sistemas Sócio-Técnicos. Essa teoria procura descrever como os sistemas se organizam, dividindo-os em sistemas menores (ou subsistemas) para entender como interagem e mutuamente se influenciam (Hendrick e Kleiner, 2000). Biazzi Jr. (1994) afirma que a perspectiva sócio-técnica considera na análise dois subsistemas: (i) o técnico, que são as máquinas, equipamentos, instrumentos e infra-estrutura técnica; e (ii) o social, que são os indivíduos e grupos de indivíduos, seus comportamentos, capacidades, cultura, sentimentos e tudo de humano que os acompanha. A partir da Teoria dos Sistemas Sócio-Técnicos, foi proposta uma nova abordagem. Hendrick (1993) propôs utilizar uma visão sistêmica para entender, explicar e projetar um sistema de trabalho: a abordagem macroergonômica. Esta proposta visa romper a tradicional visão microergonômica, que trata apenas do estudo das tecnologias de interface homem-máquina, humano-meio-ambiente, humano-trabalho ou humano-software. A abordagem macroergonômica propõe que a análise seja realizada a partir da relação humano-organização. A proposta macroergonômica propõe analisar toda a organização a partir do sistema de trabalho, e o sistema de trabalho a partir de toda a organização (Hendrick e Kleiner, 2000). Corroborando, Brown Jr. (1990) afirma que a macroergonomia procura entender as organizações como um sistema sócio-técnico e integra conceitos e métodos da Teoria dos Sistemas Sócio-Técnicos no campo da ergonomia. [...] REVISÃO TIPO: CONCEITUAL Exemplo de uma parte da Revisão…
  • 57. 57 O final do século XX foi marcado pelo crescimento da consciência da sociedade em relação a esses custos e à degradação dos ecossistemas decorrentes do processo de desenvolvimento econômico (BELLEN, 2004). Desde a década de 1960, os impactos ambientais dos sistemas produtivos vendo sendo percebidos como um problema. No ano de 1962, Rachel Carson, em sua publicação “Silent Spring”, propôs se pensar em “uma primavera sem pássaros e mamíferos nos Estados Unidos da América”, em virtude da utilização indiscriminada de pesticidas e seus nocivos efeitos. Na década de 70, os cientistas e políticos influenciados por esta publicação passaram a propor ações por meio da formação de grupos ambientalistas, como: o Environmental Defense Fund – EDF; o Natural Resources Defense Council – NRDC; o World Wildlife Naturschutz – BUND; o Partido Verde; e o Green Peace. Entretanto, a preocupação com o meio-ambiente difundiu-se nos anos 70, após a publicação do livro de Paul Elrich intitulado “Population Bomb” em 1968. Esta obra associava o crescimento da população humana com a degradação do meio-ambiente (GUIMARÃES, 2006). Rattner (1999) afirma que a sociedade desde então têm manifestado, em escala e extensão crescentes, preocupações com a degradação ambiental, a redução dos recursos naturais e a necessidade do ”esverdeamento” de projetos de desenvolvimento. Estas percepções conduziram a um novo conceito: o de desenvolvimento sustentável (BELLEN, 2004). Este conceito foi proposto pela World Comission for Environment and Development, através do documento “Our Common Future”. Este documento, posteriormente, foi a base para as discussões propostas na conferência da United Nations Conference on Environment and Development em 1992 no Rio de Janeiro (MANZINI e VEZZOLI, 2008). A definição de desenvolvimento sustentável que este documento apresenta diz ser sustentável: o desenvolvimento que é capaz de garantir as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras atenderem também as suas (KAZAZIAN, 2005). A World Comission for Environment and Development foi criada pela Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em 1987, atendendo as proposições da Conferência Mundial sobre o Meio-Ambiente Humano de 1972 (SCOTTO, CARVALHO e GUIMARÃES, 2007). A Conferência de Estocolmo (como ficou conhecida em função do local de realização) inaugurou em 1972 o debate internacional no ciclo de conferências da ONU. Este período de debates culminou com a realização, em 1992, da Conferência Mundial para o Meio-Ambiente e Desenvolvimento no Rio de Janeiro, conhecida como a Rio-92 (GUIMARÃES, 2006). REVISÃO TIPO: HISTÓRICA Exemplo de uma parte da Revisão…
  • 58. 3 OBJETIVOS
  • 59. O objetivo geral deverá delimitar e expressar a finalidade principal da pesquisa (projeto) Os objetivos específicos podem ser elaborados a partir do objetivo geral, devem ser atingidos durante a execução da pesquisa. O resultado da pesquisa é medido pelo cumprimento do objetivo geral, ele deve expressar a finalidade 59
  • 60. Como Iniciar um Objetivo Quando se tem o objetivo de conhecer: Apontar, Citar, Classificar, Conhecer, Definir, Descrever, Identificar, Reconhecer Quando se tem o objetivo de compreender: Compreender, Concluir, Deduzir, Demonstrar, Determinar, Diferenciar, Discutir Quando se tem o objetivo de aplicar: Desenvolver, Empregar, Estruturar, Operar, Organizar, Praticar, Selecionar, Otimizar Quando se tem o objetivo de analisar: Comparar, Criticar, Debater, Discriminar, Examinar, Investigar, Provar, Ensaiar, Medir Quando se tem o objetivo de sintetizar: Compor, Construir, Especificar, Esquematizar, Formular, Produzir, Propor, Reunir 60
  • 61. Exemplo de Objetivo Geral Desenvolver um sistema para controle e monitoramento, apoiado por um software e uso da tecnologia RFID - Radio Frequency Identification, capaz de identificar, localizar e analisar em tempo real gargalos em linhas de produção industriais do setor calçadista, com a finalidade de otimizar o processo de produção, tornando as empresas mais produtivas e rentáveis. Utilizar: Efetuar, Estudar, Analisar, Prever, Dimensionar etc... 61
  • 62. Exemplo de Objetivo Geral Desenvolver um modelo customizado para Controle Estatístico da Qualidade aplicado à uma indústria de metalização Utilizar: Efetuar, Estudar, Analisar, Prever, Dimensionar etc... 62
  • 63. Para obter Objetivos Específicos: derivar o Objetivo Geral Desenvolver um sistema para controle e monitoramento, apoiado por um software e uso da tecnologia RFID - Radio Frequency Identification, capaz de identificar, localizar e analisar em tempo real gargalos em linhas de produção industriais do setor calçadista, com a finalidade de otimizar o processo de produção, tornando as empresas mais produtivas e rentáveis. Implementar o sistema / detectar gargalos na linha de produção / combinar métodos e técnicas da engenharia em controle de processos, métodos de desenvolvimento de produtos, métodos da computação / supervisionar e gerar informações / tomar de decisões em real-time / viabilizar acesso as informações em tempo real / viabilizar acesso onde o usuário estiver 63
  • 64. Exemplo de Objetivos Específicos A partir deste objetivo geral se pode elaborar os seguintes objetivos específicos: a) implementar no chão-de-fábrica um sistema inteligente capaz de detectar gargalos na linha de produção capaz de supervisionar e gerar informações para a tomada de decisões em real-time; b) possibilitar a utilização do sistema desenvolvido via plataforma web, viabilizando o acesso as informações em tempo real de qualquer parte onde o usuário estiver localizado; c) fornecer em tempo real informações sobre os tempos de produção nos setores de fabricação e lead time do processo, em duas vias, ou seja, para o gestor e pessoal dos setores de fabricação. 64 Desenvolver um sistema para controle e monitoramento, apoiado por um software e uso da tecnologia RFID - Radio Frequency Identification, capaz de identificar, localizar e analisar em tempo real gargalos em linhas de produção industriais do setor calçadista, com a finalidade de otimizar o processo de produção, tornando as empresas mais produtivas e rentáveis.
  • 65. Exemplo de Objetivos Específicos A partir deste objetivo geral se pode elaborar os seguintes objetivos específicos: a) identificar e priorizar os principais defeitos de qualidade de fabricação através das ferramentas e métodos de Controle Estatísticos da Qualidade; b) gerar informações a partir da análise dos dados do modelo que auxiliem a compreensão dos motivos dos defeitos de qualidade dos processos de metalização; c) elaborar um modelo que sirva de base para futuros estudos de qualidade aplicados a indústria de metalização; d) verificar o modelo proposto. 65 Desenvolver um modelo customizado para Controle Estatístico da Qualidade aplicado à uma indústria de metalização
  • 66. Exemplo de Objetivos Específicos A partir deste objetivo geral se pode elaborar os seguintes objetivos específicos: a) Desenvolver um simulador CAD que possa ser acessado em um navegador WEB; b) Criar uma camada que possibilite a integração com um algoritmo de predição RFID de terceiros; c) Testar a aplicação comparando os seus resultados com testes reais; d) Implantar a aplicação para que pesquisadores possam testar seus modelos de predição. 66 Desenvolver um ambiente WEB que possibilite o projeto de cenários tridimensionais para simulação de modelos de predição RFID
  • 67. 4 JUSTIFICATIVA
  • 68. Na justificativa é que se “vende o projeto”, ou seja, nesta seção que deve ser explicado “Por que Fazer” “Por que é importante o que estou querendo fazer” 68
  • 69. Exemplo No planejamento estratégico, as organizações buscam cada vez mais recursos tecnológicos para apoiar os processos de decisão. As ferramentas para gestão on-line em tempo real de processos são atualmente um importante campo para a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Um dos principais fatores que podem determinar o sucesso da indústria brasileira é o sistema nacional de P&D. São muitos os desafios enfrentados pelos países em desenvolvimento, na tentativa de acompanhar a fronteira do conhecimento científico, fortalecer seus sistemas regionais ou setoriais de Ciência Tecnologia e Inovação (CT&I) e aproveitar as oportunidades geradas pelo avanço do conhecimento para o desenvolvimento socioeconômico, visando à melhoria da qualidade de vida. A introdução de ações de política de desenvolvimento tecnológico que proporcionem uma produção industrial eficaz e ágil deve impulsionar a demanda por PD&I nos mais diferentes setores produtivos. A PD&I terá papel relevante no processo de racionalização e diversificação do processo operacional na indústria permitindo agregação de valor aos mesmos. Contribuirá para redução de custos, identificando novas utilizações de produtos já existentes e novos produtos com potencial de absorção nos mercados externos. Vem se observando tendência de aumento da pressão pela geração de tecnologias que atendam, de modo eqüitativo, aos requisitos de agilização e eficiência de processos de produção, e que promova a justiça social e a qualidade de vida. A tendência é de se trabalhar, principalmente, com tecnologia que possa racionalizar processos operacionais, informando em tempo real sobre acontecimentos em diferentes postos de trabalho. O projeto tem finalidade pesquisar, desenvolver, implementar e difundir um sistema inteligente capaz de detectar gargalos nas linhas de produção, combinando os métodos e técnicas da engenharia de controle de processos e de desenvolvimento de produtos com os da computação em desenvolvimento de software e algoritmos capazes de supervisionar e gerar informações para a tomada de decisões em real-time. O sistema proposto para controle e monitoramento de gargalos em linhas de produção do setor calçadista proposto tem por justificativa possibilitar a identificação e análise no chão de fábrica dos tempos e do lead time dos processos de fabricação, visando otimizar a produtividade destes processos através um maior controle pela geração rápida de informações destinada a tomada de decisões, tornado a empresa mais rentável e com menos perdas. 69
  • 70. 5 METODOLOGIA
  • 71. A metodologia é um conjunto de métodos, técnicas e procedimentos que tem por finalidade viabilizar a execução do projeto, obtendo-se como resultado um novo produto, processo ou conhecimento. 71
  • 72. Na seção de metodologia deve ser descrito como se pretende chegar ao resultado da pesquisa. A descrição deve ser detalhada passo a passo (etapa por etapa) Deve ser indicado o método se pré-existente, a forma de coleta, tratamento, análise (interpretação dos dados) 72
  • 73. Exemplo de Método (Desenvolvimento de Produto) – Rozenfeld et al. (2006) 73
  • 74. Exemplo de Método (Planejamento de RP) – Amaral e Jung (2010) 74
  • 75. Exemplo de Método (Gestão) – Weber e Jung (2010) 75 PréDesenvolvimento Identificaro problemaou demanda Definirinteressados noprojeto Realizarreunião de aberturacomtodos osinteressados; Definirequipe; Definirobjetivosdo projeto Definiro escopodo projeto; Verificarse não há mudanças estratégicas programadasparao escopodoprojeto; Desenvolvimento Desenhar fluxogramado processo Definirindicadores de desempenho; Coletardadosdos indicadores escolhidos; Capacitar as pessoas responsáveispela coletade dados Desenvolvimento Estudaro Processoe observar oportunidadesde melhoria Aplicar ferramenta parageração de idéiase análise; Localizar causa raiz Registrarlições aprendidas. Desenvolvimento Desenvolverplano de ação ValidarAçõescom níveltático Implantaras ações propostas Registraras lições aprendidas PósDesenvolvimento Reuniras pessoas envolvidasno projetoparaanalisar e discutir resultados; Otimizar documentose procedimentos; Registraras lições aprendidas Gate 1 •O Projeto é do interesse da empresa? •As pessoas envolvidas compreendem a importância do projeto? •Foi obtida a aprovação da direção e o apoio dos envolvidos? Gate 2 •Existem dados históricos para os indicadores escolhidos •Os Dados Coletados são suficientes? Gate 3 •Aatual situação apontada requer alguma tomada de decisão urgente? •O diagnóstico elaborado é coerentecomos dados levantados? Gate 4 •As ferramentas utilizadas para monitoramento e controleda execução das ações foram eficazes? •Aexecução das ações ocorreude forma satisfatória? Gate 1 Gate 3 Gate 2 Gate 4
  • 76. O método de pesquisa proposto é qualitativo. A abordagem qualitativa prioriza uma visão interpretativa da realidade do ponto de vista dos indivíduos ou contexto pesquisado (SILVA, GOBBI e SIMÃO, 2005). Nesse estudo, serão utilizados dados resultantes de uma análise realizada no ano de 2006 pela equipe da Divisão de Pólos de Inovação Tecnológica da Secretaria da Ciência e Tecnologia do RS que teve a finalidade de evidenciar os problemas relacionados a casos de insucesso em P&D ocorridos no período de 1989 a 2005. Os procedimentos a serem realizados em campo para a coleta de dados consistem na aplicação de dez entrevistas individuais realizadas com pesquisadores de diferentes Pólos de Inovação. Será elaborada uma entrevista que apresenta uma questão aberta. Essa entrevista será enviada por e-mail aos pesquisadores. A questão aberta possuí a seguinte redação: “Quais os problemas que podem afetar seu desempenho profissional e gerar casos de insucesso em P&D no Programa de Pólos de Inovação Tecnológica da SCT/RS?”. Os dados coletados serão relacionados, interpretados, categorizados e apresentados da seguinte forma: (i) quadro com os problemas relatados pela equipe da Divisão de Pólos de Inovação Tecnológica da SCT/RS; (ii) quadro com a categorização dos problemas relatados pela equipe da Divisão; (iii) quadro com os problemas relatados pelos pesquisadores entrevistados dos Pólos de Inovação Tecnológica; (iv) quadro com a categorização dos problemas relatados pelos pesquisadores relacionados aos subsistemas: ambiente externo, social, organização e técnico. Serão considerados como subsistemas neste estudo: (i) o Programa de Pólos de Inovação Tecnológica da SCT/RS como subsistema organização; (ii) as instituições (unidades executoras) dos Pólos de Inovação e as Associações, Sindicatos, Clubes, Prefeituras Municipais, Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDES), Partidos Políticos e empresas como subsistema ambiente externo; (iii) a comunidade em geral, membros da família e colegas de trabalho dos pesquisadores, fornecedores e clientes dos Pólos de Inovação Tecnológica como subsistema social; e (iv) os equipamentos, instrumentos, máquinas e infra-estrutura física (laboratórios etc.) como subsistema técnico. Para a análise dos dados resultantes das entrevistas dos pesquisadores e das informações disponibilizadas pela equipe da Divisão de Pólos de Inovação Tecnológica da SCT/RS, serão utilizados os princípios do método de análise de conteúdo proposto por Bardin (2002). Este método baseia-se em operações de desmembramento do texto em unidades, envolvendo descobrir os diferentes núcleos de sentido que constituem a comunicação para posteriormente realizar o seu reagrupamento em categorias. No recorte de conteúdos, tem-se a etapa da codificação, na qual são feitos recortes em unidades de contexto e de registro; e a fase da categorização, onde os requisitos para uma categoria são a exclusão mútua, homogeneidade, pertinência, objetividade e fidelidade e produtividade (SILVA, GOBBI e SIMÃO, 2005). Por fim, será elaborado um mapa conceitual que apresentará uma síntese que irá relacionar e inter-relacionar as competências dos pesquisadores e o desempenho do Programa de Pólos de Inovação com os problemas relatados pelos pesquisadores associados aos subsistemas social, técnico, organização e ambiente externo. O método para elaboração dos mapas conceituais será baseado em Heimlich e Pittelman (1990), Cossette e Audet (1992), Fiol e Huff (1992). Para a construção dos mapas, será utilizado o software CMap Tool, que é uma ferramenta distribuída gratuitamente pela University of West Florida. 76 Exemplo de descrição metodológica
  • 77. A pesquisa será realizada a partiu de um estudo bibliográfico e documental com base em modelos de seleção e classificação de projetos, Fatores Críticos de Sucesso, Diretrizes do Programa de Polos e no processo de aquisição e tratamento de dados realizado. Após este procedimento, serão identificados e propostos indicadores representativos para estabelecer o potencial estratégico de projetos. Para serem determinados os indicadores, será utilizada a abordagem qualitativa. Para Demo (2008) este tipo de abordagem permite uma interpretação da realidade sob o ponto de vista de cada indivíduo. Serão utilizadas técnicas para o tratamento dos dados baseadas nos princípios metodológicos propostos por Hora, Monteiro e Arica (2010), Macedo e Matos (2010), Antonelli (2009), Porcile (2009), Silva e Lima (2009), Penteado (2009), Pereira et al. (2008), Queiroz et al. (2008), Trzeciak (2003) e Jung (2010). Na sequência, será desenvolvido o Sistema com base no software Microsoft Excel e realizada a aplicação em uma amostra dos projetos aprovados pelo Programa de Pólos da SCT/RS. O objetivo da aplicação será avaliar o Sistema e verificar o enquadramento dos projetos em uma escala de valores propostos. Esta avaliação permitirá analisar a adequação do Sistema aos objetivos propostos no trabalho. 77 Exemplo de descrição metodológica
  • 78. O modelo escolhido para o desenvolvimento deste projeto foi o linear, que segundo Pressman (2002) também pode ser denominado modelo sequencial linear, modelo em cascata ou ciclo de vida clássico. Desta forma o desenvolvimento será dividido em análise, projeto, codificação, testes, e implantação. 7.2.1 Análise Será feito uma análise de quais são os elementos (e suas características) existentes num ambiente de RFID que podem influenciar no resultado das simulações. Também serão eleitos alguns modelos de simulação para a validação do software proposto. 7.2.2 Projeto A partir dos dados analisados, serão criados diagramas que demonstrarão a estrutura da aplicação. Em seguida será feito o projeto da interface de visualização. 7.2.3 Codificação A codificação desta ferramenta CAD será feita utilizando o paradigma de orientação à objetos. A linguagem será Java, utilizando a biblioteca de a abstração Java OpenGL (JOGL). Para que esta aplicação possa ser utilizada em um navegador WEB, será necessária fazer com que ela seja acessada através de Applets Java. Desta forma, os navegadores que irão utilizar o sistema, deverão ter suporte a Applets Java. 7.2.4 Testes Nas fases finais do desenvolvimento do projeto, serão realizados testes da aplicação, e testes reais utilizando um modelo de predição que ainda não foi definido. Os resultados das simulações, reais e virtuais, serão analisadas para identificar se a ferramenta CAD proposta obteve sucesso. 7.2.5 Implantação O software a ser desenvolvido será instalado em um servidor WEB Apache, em um provedor de hospedagem confiável. 7.3 Manutenção do sistema A manutenção do software CAD será feita sempre através do uso de ferramentas para controle de versão, e nunca diretamente em produção. O controle de versão deste software será feito com a ferramenta SubVersion. 7.4 Tecnologias e ferramentas O desenvolvimento deste software será feito com o uso da IDE (Integrated Development Enviroment, ou Ambiente Integrado para desenvolvimento) Eclipse. E o controle de versões será feito através da ferramenta SubVersion. Para tornar possível o acesso WEB desta aplicação, o software proposto será desenvolvido na linguagem de programação Java, e a sua execução poderá ser feita através de Applets Java. O desenvolvimento da parte gráfica da aplicação será feita com a biblioteca de abstração OpenGL JOGL. 78 Exemplo de descrição metodológica
  • 79. A pesquisa proposta é aplicada tendo por finalidade o estudo teórico-experimental acerca dos aplicativos (softwares) disponíveis para a construção de um sistema de informações destinado a processos de gestão do conhecimento e, na sequência, será realizado o desenvolvimento experimental que segundo a OECD (2007) consiste em utilizar o conhecimento científico e prático para o desenvolvimento de novos materiais, produtos, processos, dispositivos, sistemas e serviços, ou a otimização dos existentes. O protótipo será desenvolvido a partir do CMS (Content Management System) Moodle. Este sistema permitirá que a montagem e as configurações principais da interface do sistema de informações serem montadas de forma mais rápida e interativa do que um sistema totalmente em HTML. As telas a serão desenvolvidas com PHP (Hypertext Preprocessor), HTML (HyperText Markup Language) e JavaScript e integradas à base do sistema Moodle, aproveitando as funcionalidades iniciais oferecidas por este CMS. Posteriormente, será realizada a apresentação do protótipo em uma reunião, nas dependências da Secretaria da Ciência e Tecnologia do RS, ao Chefe da Divisão de Polos de Inovação do RS e aos gestores dos 23 Polos de Inovação. Na oportunidade, será aplicada a técnica de brainstorming para serem geradas novas ideias, discutir as possibilidades e limitações da versão inicial do sistema para gestão do conhecimento. A partir das sugestões e proposições feitas pelo grupo serão estabelecidas e criadas áreas de gestão específicas como, por exemplo: (i) área de gestão para a comunidade da Divisão de Polos, (ii) área de gestão da comunidade de pesquisadores, e (iii) área de gestão para a comunidade empresarial. A proposta inicial do sistema que prevê uma área para a inserção de todos os projetos existentes em cada Polo de Inovação Tecnológica, destinada ao acesso por parte da comunidade em geral e empresarial. 79 Exemplo de descrição metodológica
  • 80. 6 ORÇAMENTO
  • 81. 6.1 MATERIAL PERMANENTE MATERIAIS PERMANENTES Discriminação Materiais Existentes Materiais a Adquirir Quantidad e CUSTO UNITÁRI O Quantida de Custo Unitário Microcomputador PC Mod. P-IV, Marca: HH 01 2.500,00 04 2.500,00 Impressora Laser Mod. GIII, Marca: EPS 01 1.000,00 ANALISADOR DE ESPECTRO MOD. AS-1800 MARCA: WB 01 10.000,00 Câmera Digital Mod. SS-99, Marca: FUJITS 01 3.000,00 Sub Total 1: R$ 2.500,00 Sub Total 2: R$ 24.000,00 (Sub Total 1 + Sub Total 2) = Total: R$ 26.500,00 81
  • 82. 6.2 DESPESAS E MATERIAL DE CONSUMO DESPESAS E MATERIAIS DE CONSUMO Discriminação Diárias de RH Materiais a Adquirir Quantidade CUSTO UNITÁRIO Quantidad e Custo Unitário Cartucho de Tinta Preta Mod. 777, Marca: EPS 04 150,00 Cartucho de Tinta Color Mod. 779, Marca: EPS 04 100,00 PACOTE COM 500 FOLHAS TIPO: A4, MARCA: RR 05 50,00 Caneta Colorida 10 10,00 Combustível Tipo: Gasolina Comum 1.000 litros 3,00 Hospedagem em Hotel 10 100,00 Sub Total 1: R$ 1.000,00 Sub Total 2: R$ 4.060,00 (Sub Total 1 + Sub Total 2) = Total: R$ 5.060,00 82
  • 83. 6.3 SERVIÇOS DE TERCEIROS SERVIÇOS DE TERCEIROS Discriminação Serviços para Cursos e Consultorias Serviços para Obras e Instalações Quantidade CUSTO UNITÁRIO Quantidad e Custo Unitário Mão-de-Obra para Instalação Hidráulica 40 h 30,00 Mão-de-Obra para Instalação Elétrica 40 h 30,00 MÃO-DE-OBRA PARA INSTALAÇÃO DE GÁS 40 h 20,00 Consultoria para Operação do Bioreator 10 h 100,00 Curso de Aperfeiçoamento em Operação Remota de Bioreator 60 h 100,00 Mão-de-Obra para Instalação de Climatizador 20 h 10,00 Sub Total 1: R$ 7.000,00 Sub Total 2: R$ 3.200,00 (Sub Total 1 + Sub Total 2) = Total: R$ 10.200,00 83
  • 84. 6.4 DESPESAS COM PESSOAL DESPESAS COM PESSOAL Nome do Profissional Função na Pesquisa QUANTIDA DE DE HORAS NA PESQUISA Custo/hor a Xxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxx Coordenador/Pesq. 1.000 100,00 Xxxxxxxxx xxxxxx Pesquisador 1.000 80,00 Total: R$ 18.000,00 84
  • 85. 6.5 QUADRO RESUMO DO ORÇAMENTO QUADRO RESUMO DO ORÇAMENTO Orçamentos Especificação dos Valores MATERIAIS PERMANENTES Materiais Existentes Materiais a Adquirir R$ 2.500,00 R$ 24.000,00 DESPESAS E MATERIAIS DE CONSUMO Diárias a Pagar Materiais a Adquirir R$ 1.000,00 R$ 4.060,00 SERVIÇOS DE TERCEIROS Serviços a Pagar para Cursos e Consultorias Serviços a Pagar para Obras e Instalações R$ 7.000,00 R$ 3.200,00 DESPESAS COM PESSOAL Total de Horas a Pagar R$ 18.000,000 Valor Total do Orçamento da Pesquisa: R$ 59.760,00 85
  • 86. 7 CRONOGRAMA
  • 87. Exemplo Mês / Atividade Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Elaboração do Projeto X X X Aplicação do Método X X X Coleta de Dados X X X Tratamento e Apresentação dos Dados em Seminário X Análise dos Dados e Elaboração do Artigo (TCC) X X X X Defesa na Pré Banca de TCC X Correções e Banca Final TCC X 87
  • 88. REFERÊNCIAS
  • 89. Relacionar nesta última seção todas as bibliografias utilizadas para citações realizadas nos textos do projeto Formatação com base na norma NBR 6023 da ABNT Para efetuar as citações no texto utilizar a norma NBR 10520 da ABNT Para facilitar esta formatação utilizar o Manual de Elaboração e Formatação de Projetos de Pesquisa e TCC JUNG, Carlos Fernando. Metodologia para pesquisa & desenvolvimento: aplicada a novas tecnologias, produtos e processos. Rio de janeiro: Axcel Books, 2004. 89
  • 90. 90 Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. Rio de Janeiro, 2003. BOZEMAN, B. Technology transfer and public policy: a review of research and theory. Research Policy. 29, 627-655, 2000. BARDIN, L. Análise de conteúdo. Trad. Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 2002. BIAZZI Jr. F. A conveniência e a viabilidade da implementação do enfoque sócio-técnico nas empresas. Revista de Administração de Empresas, n. 34, Jan/Fev. p. 30-37. São Paulo, 1994. BROWN Jr. O. Macroergonomics: a review. In: Human factors in organizational design and management III. K Noro and O. BROWN Jr. (ed.), North Holland: Elsevier Science Publishers, 1990. CARROL, J. B. Humann cognitive abilities: a survey of factor analytic studies. New York: Cambridge University Press, 1993. CATTEL, ,R. B. Abilities: their structure, growth and action. Boston: Houghton Mifflin, 1971. COSSETE, P.; AUDET, M. Mapping of an idiosyncratic schema. Journal of Management Studies, v.29, n.3, p. 325-348, 1992. CHEN, Mu-Yen; CHEN, An-Pin. Knowledge management performance evaluation: a decade review from 1995 to 2004. Journal of Information Science, 32 (1), 17-38, 2006. CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1999. DEJOURS, C. O fator humano. Rio de janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1997. EMERY, F. Report on the Hunsfoss Project. London: Tavistock, 1964. EMERY, F. Future we are in. Leiden : Martinus Nijhoff, 1976. FIOL, C. M.; HUFF, A. S. Maps for managers: where are we? Where do we go from here? Journal of Management Studies, v.29, n.3, p.267-286, 1992. FREEMAN, C. Japan: a New National System of Innovation? In: Technical change and economic theory. London: Printer Publishers, 1988. Exemplo

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