ESCULTURA DENTAL COM AUXÍLIO DO MÉTODO                  GEOMÉTRICO                           (Revisão Anatômica)4ª EdiçãoA...
1Título: Escultura Dental com Auxílio do Método Geométrico(Revisão Anatômica)Autor: Glauco Fioranelli Vieira et al.Ilustra...
2Autores:Glauco Fioranelli VieiraProf. Associado do Departamento de Dentística da FOUSP-SP.Prof. Titular de Dentística da ...
3COLABORADORES:Margareth OdaProfa. Dra. do Departamento de Dentística e Endodontia da FOUSP-SPMiriam Lacale TurbinoProfa. ...
4SUMÁRIOPREFÁCIO                                                                       5APRESENTAÇÃO                      ...
5PREFÁCIOO desenvolvimento dos materiais odontológicos é extremamente rápido e, por conseguinte,muitas vezes exige mudança...
6APRESENTAÇÃOEsta obra é fruto de uma amistosa parceria entre a equipe de Escultura Dental da Faculdadede Odontologia da U...
7                                           PARTE I                                   REVISAO ANATÔMICACapítulo 1 – Caract...
8Exemplo: 1º molar superior esquerdo – dente 26           Incisivo lateral inferior direito – dente 421.3 Nomenclatura das...
9      Fig. 1.3.1 Vista vestibular. Dente 23                 Fig. 1.3.2 Vista proximal. Dente 23I.     Para efeito de ilus...
101.4 Características gerais comuns a todos os dentesApesar de cada grupo de dentes apresentar detalhes particulares, algu...
11   Numa vista proximal as faces vestibular e lingual convergem para oclusa/incisal   (sentido vertical) (fig. 1.4.4).1.5...
12•   Bossa distal: terço incisal ou oclusal, porém sempre localizada mais próxima do terço    médio que a bossa mesial.A ...
13dentes posteriores localizam-se nos terços proximais da face oclusal e unem as cúspedeslinguais às vestibulares.        ...
144. Sulcos de desenvolvimentoSão depressões lineares, paralelas ao longo eixo do dente, localizadas nas faces vestibulare...
157. Borda IncisalÉ o encontro da face vestibular com a face lingual (fig. 1.6.4).                                Fig. 1.6...
161. CúspideSão estruturas de formato piramidal, consideradas unidades funcionais dos dentesposteriores. A cúspide recebe ...
17A cúspide mésio-palatina do primeiro molar superior, por apresentar uma base virtualpentagonal, possui três vertentes in...
185. Sulcos PrincipaisSão depressões que separam as cúspides. Os sulcos principais mésio-distais separam ascúspides vestib...
19molar inferior também apresenta uma ponte de esmalte unindo sua cúspide vestibular àcúspide lingual, porem de forma tran...
20Capítulo 2 – Relações interdentáriasHá dois tipos de relação de contato entre os dentes: relação interproximal e relação...
21• Direção das faces no sentido horizontal (vista oclusal)Convergência para o lado lingual, com exceção do 1º molar super...
22No arco inferior, podemos observar que os contatos interproximais, numa vista vestibular,localizam-se mais oclusalmente....
23                     Fig. 2.5 As áreas de contato determinam 4 espaços distintos;                      vista vestibular:...
24lingual encontra-se no terço médio. Além disse podemos observar uma relativa constânciana convexidade dessa face e um al...
25                    Alinhamento das arestas                   longitudinais vestibulares                    Alinhamento ...
26Capítulo 3 – Noções de OclusãoO conceito de oclusão abrange tanto a intercuspidação entre os arcos dentais e as diversas...
27Numa oclusão ideal estes contatos se dariam de forma bilateral e simultânea de maneiramais intensa entre os dentes poste...
283. Relação de Oclusal CentralEm uma pequena parcela da população a Relação Central (RC) coincide com a Posição deMáxima ...
29    Fig. 3.4 Vista lateral de um crânio destacando os pontos carnais násio (1) e gnátio (2), bem como a                 ...
30A Curva de Balkwill-Spee é mais comumente denominada Curva de Spee.Se, por outro lado, fizermos o mesmo processo virtual...
31  Capítulo 4 – Movimentos mandibulares  A liberdade de movimentos da mandíbula sofre interferência dos dentes. Alguns de...
32Para uma maior compreensão dos contatos que podem ocorrer nos movimentos delateralidade, é importante entender o movimen...
33                                         PARTE II      ESCULTURA DENTAL COM AUXÍLIO DO MÉTODO GEOMÉTRICOCapítulo 5 – Obt...
34•         Acabamento da escultura em ceraApós a escultura que será desenvolvida através do método contido neste livro, p...
35Capítulo 6 – Incisivo Central SuperiorPara uma familiarização com a escultura de um elemento dental o treinamento,eviden...
36Após o recorte das projeções é importante observar se as vistas vestibulares e lingual estãoem igual proporção, assim co...
37Fig. 6.8 Pontos ‘b” e “c” interseção das linhas longitudinais com linhas de bossa. Pontos “d” e “e” interseção          ...
38    Fig. 6.9 Recorte da      Fig. 6.10 Vista.   porção expulsiva e       vestibular dos    retentiva vestíbulo-     reco...
39•         Recorte da parte retentiva mésio-lingual e disto-lingual.Observar que por lingual, a porção expulsiva requer p...
40Capítulo 7 – Segundo molar inferiorA seqüência de escultura utilizando-se o auxílio do método geométrico é, basicamente,...
41•        Demarcação das bossas.•        Demarcação da linha de colo.•        Traçar linhas longitudinais a partir da pon...
42•         Une-se, agora o encontro dessas mesmas linhas longitudinais com a linha do colo,tanto por proximal, como por v...
43Fig. 7.8, 7.9 e 7.10: os pontos “a, b, c, d, e” formam uma figura geométrica com 3 planos, plano “a, b, c” “a,e, d” e pl...
44Fig. 7.14 e 7.15: Vista oclusal após o recorte da parte expulsiva e retentiva da coroa. Observar que a arestalongitudina...
45•         Demarcar as arestas longitudinais.•         Traçar a base das vertentes internas (que são ta,be, os limites da...
46Fig. 7.26, 7.27, 7.28 e 7.29: O arredondamento, fase final da escultura, torna-se bastante fácil, entretanto oconhecimen...
47Capítulo 8 – Canino superiorO canino superior é um dente que apresenta um contorno volumoso. Durante a fasegeométrica cu...
48                                  Fig. 8.6: Vista                                  vestibular do recorte           Fig. ...
49Capítulo 9 – Pré-molar superiorEste dente tem dois detalhes anatômicos importantes: o tamanho menor da cúspide lingualem...
50  Fig. 9.5: Recorte        Fig. 9.6: Recorte da parte  da porção                retentiva. Deve-se evitar  expulsiva mes...
51                Fig. 9.9: Detalhe da                             Fig. 9.10: Vista da lingual                parte expuls...
52        Fig. 916. e 9.17: Vista próximo-vestibular do arredondamento do primeiro pré-molar superior.                    ...
53sendo duas linguais e três vestibulares.As vestibulares denominam-se: mesial, mediana e distal, esta última a menor dela...
54           Fig. 10.4: As linhas                              Fig. 10.5: O recorte da porção           longitudinais são ...
55Fig. 10.9, 10.10, e 10.11: Com as vertentes externas das cúspides já recortadas, obteve-se os sulcosocluso-vestibulares ...
56Capítulo 11 – Primeiro molar superiorDentre todos os dentes do arco, o primeiro molar superior é o único que apresenta u...
57  Fig. 11.4: A projeção neste             Fig. 11.5: Vista próximo-vestibular  dente, no recorte proximal, é da        a...
58Fig. 11.8: Vista oclusal do primeiro molar superior com asvertentes externas das cúspides concluídas, tanto asvestibular...
59Capítulo 12 – Escultura de elementos unitários em manequins articuladosAté esta etapa, realizamos a escultura de element...
60•        01 manequim odontológico articulado com dentes removíveis•        troquéis em gesso cm preparos protéticos tota...
61    Fig. 12.1: O primeiro passo do              Fig. 12.2: A escultura das faces livres é    enceramento é i estabelecim...
62            Aspecto final da escultura concluídaFig. 12.7                        Fig. 12.8Fig. 12.9                     ...
63Capítulo 13 – Glossário de TermosTermos de OrientaçãoAÂngulo...: junção de duas ou mais superfícies. Ex.: ângulo mésio-i...
64Dentes posteriores: pré-molares e molares. Pág. 21.Distal: que dista (se afasta) da linha mediana.FFaces: lados ou super...
65OOclusal: em direção à superfície mastigatória de um dente posterior.Oclusão: encontro dos dentes superiores e inferiore...
66Arestas transversais: separam as vertentes mesiais das distais. Podem ser classificadas eminternas ou externas. Pág. 23,...
67Curva de Balkwill-Spee: curva sagital de oclusão. Pág. 39, fig. 3.5.Curva de Wilson: curva transversal de oclusão. Pág. ...
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  1. 1. ESCULTURA DENTAL COM AUXÍLIO DO MÉTODO GEOMÉTRICO (Revisão Anatômica)4ª EdiçãoAutoresGlauco Fioranelli VieiraÂngela De CaroliJosé Carlos GarófaloEdmir Matson
  2. 2. 1Título: Escultura Dental com Auxílio do Método Geométrico(Revisão Anatômica)Autor: Glauco Fioranelli Vieira et al.Ilustrações: Celso Luiz de Souza Santos Lúcia Benito de MoraesJornalista responsável: Elisangela Vigil – MTb 8576Edição eletrônica: Ad-Tech Comunicação4ª edição, Junho de 2003, 5.000 exemplares
  3. 3. 2Autores:Glauco Fioranelli VieiraProf. Associado do Departamento de Dentística da FOUSP-SP.Prof. Titular de Dentística da Universidade Brás Cubas.Prof. De Desenho, Escultura e Oclusão do curso de Odontologia das FaculdadesMetropolitanas Unidas.Ângela De CaroliCirurgiã-Dentista pela FOUSP-SP.Mestranda em Dentística pela FOUSP-SP.Estagiária Didática da Disciplina de Escultura Dental do Departamento de Dentística daFOUSP-SP.José Carlos GarófaloMestrando em Dentística pela FOUSP-SP.Especialista em Dentística Restauradora.Estagiário Didático da Disciplina de Escultura Dental do Departamento de Dentística daFOUSP-SP.Edmir MatsonProf. Titular do Departamento de Dentística da FOUSP-SP.Prof. Titular da Faculdade de Odontologia da Universidade Ibirapuera.
  4. 4. 3COLABORADORES:Margareth OdaProfa. Dra. do Departamento de Dentística e Endodontia da FOUSP-SPMiriam Lacale TurbinoProfa. Dra. do Departamento de Dentística e Endodontia da FOUSP-SPAlessandra SantanaCecile Irene DaumasCenso Luiz de Souza SantosFlavia Viviani MartinsMaitê André CamargoMaria Inez RodaPriscila Yumi NishimuraRodrigo Otávio Di Napoli NetoWashington Steagall JuniorYuri ArakakiEstagiários Didáticos da Disciplina de Escultura Dental do Departamento de Dentística eEndodontia da FOUSP-SPCarla TâmaraEx-Monitora da Disciplina de Escultura Dental e Aluna de graduação pela FOUSP-SPNinoshka Uceda GómezEx-Monitora da Disciplina de Escultura Dental e Aluna de graduação pela FOUSP-SPJosé Custódio Feres VieiraAluno de Graduação da Faculdade de Odontologia da Universidade Metodista de São PauloLúcia Benito de MoraesTécnica em Prótese DentalAGRADECIMENTOSAldo Francisco GomesTécnico da Disciplina de Escultura Dental da FOUSP-SPPaulo E. OkiharaAcadêmico – 3º ano noturno da FOUSP-SP
  5. 5. 4SUMÁRIOPREFÁCIO 5APRESENTAÇÃO 6PARTE I Revisão AnatômicaCapítulo 1Características Dentais1.1 Introdução à Escultura Dental 071.2 Nomenclatura dos Dentes 071.3 Nomenclatura das Faces dos Dentes 081.4 Características Gerais Comuns a todos os Dentes 101.5 Estruturas Anatômicas Comuns a todos os Dentes 111.6 Estruturas Anatômicas Exclusivas dis Dentes Posteriores 13Capítulo 2Relações Interdentárias 20Capítulo 3Noções de Oclusão 26Capítulo 4Movimentos Mandibulares 31PARTE II Escultura Dental com Auxílio do Método GeométricoCapítulo 5Obtenção de Silhueta 33Capítulo 6Incisivo Central Superior 35Capítulo 7Segundo Molar Inferir 40Capítulo 8Canino Superior 47Capítulo 9Pré-Molar Superior 49Capítulo 10Primeiro Molar Inferior 53Capítulo 11Primeiro Molar Superior 56Capítulo 12Escultura de elementos unitários em manequins articulados 59GLOSSÁRIO DE TERMOS 63REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 70
  6. 6. 5PREFÁCIOO desenvolvimento dos materiais odontológicos é extremamente rápido e, por conseguinte,muitas vezes exige mudanças na técnica empregada. Com o intuito de acompanhar essasmudanças, existe a necessidade de um aprimoramento constante e a base de formação doprofissional é fator fundamental nesse acompanhamento. A habilidade, assim como atécnica, requerem uma base de formação.A habilidade manual é inerente ao indivíduo, e não se pode negar que, em diversos ramosda odontologia, ela é fundamental. Também é inegável que a habilidade pode serdesenvolvida, e esse sempre foi um desafio de nossa disciplina.Nossos mestres, Fichman, Santos Jr. Steagall, Matson, Mandetta, entre outros, os quais jádirigiram a Disciplina de Desenho e Escultura Dental do Departamento de Dentística daFaculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, desenvolveram e aprimoraram ométodo geométrico, que dá ao aluno principalmente na prática de escultura dental, a visãoespacial de um dente a ser esculpido, independente de sua habilidade.Este manual, que teve a contribuição de alunos monitores, estagiários e professores doDepartamento de Dentística da FOUSP, destina-se tanto de odontologia como de técnicoem prótese dental e consiste numa primeira parte onde se faz uma revisão da anatomiabásica, e na segunda parte uma associação de ambas ao método geométrico de escultura.Os Autores.
  7. 7. 6APRESENTAÇÃOEsta obra é fruto de uma amistosa parceria entre a equipe de Escultura Dental da Faculdadede Odontologia da USP e da Gnatus Equipamentos Médico-Odontológicos, empresa estaque objetiva não apenas a disseminação de conhecimentos específicos para estudantes deOdontologia, mas, principalmente, a concentração de uma filosofia administrativa nosentido de desenvolver ações que possam colaborar com o processo de formação de novosprofissionais.É tão importante para nós quanto lançar um novo produto no mercado. Mas é, certamente,uma experiência fruto da maturidade que lutamos para conquistar em todos esses anos deexistência.Não faz muito tempo que as empresas descobriram que podem e devem agir e interagir coma comunidade. Diante do cenário novo que se traça a cada dia, não podemos esquecer que,hoje mais do que nunca, temos a oportunidade de estarmos próximos de nossos clientes.Isso nos permite desenvolver ações contextualizadas, ouvir e direcionar investimentos nosentido de satisfazê-los.Através de projetos como este, buscamos estar sempre presentes e interagir com o quenossa comunidade tem de mais sagrado: sua cultura, suas riquezas, suas raízes, seupotencial, enfim, peculiaridades que devemos respeitar.Temos um papel a cumprir e, para que possamos atingir nosso objetivo maior, que é buscaro desenvolvimento aliado à qualidade de vida, temos de experimentar sempre que possívelessa saída para fora dos limites de nossos setores de produção.Esta publicação é dirigida aos acadêmicos de Odontologia e apresenta conceitos básicos deanatomia dental e toda a técnica de Escultura em blocos de cera pelo método geométrico,passo a passo, através de fotos e ilustrações. O que faz dela, uma publicação completa eexclusiva.A Gnatus é líder de mercado, exportando atualmente, para mais de 135 países. É a maiorempresa nacional exportadora de equipamentos odontológicos comprovando sua liderançano Brasil.A Gnatus se preocupa em estar sempre a frente, lançando produtos com conceitosinovadores:• 1º Fotopolimerizador nacional tipo revolver.• 1º Aparelho ultra-som piezoelétrico no Brasil.• 1ª Empresa a produzir os aparelhos de Raio-X, conforme os requisitos da Norma deQualidade NBR IEC 601.• 1º Consultório fabricado no Brasil com fotopolimerizador acoplado ao equipo.• 1º Única empresa nacional do setor odontológico que possui 2 certificações ISSO 9002Internacionais – TÜV CERT Alemanha e IMQ/ IQNET Itália.• 1º Consultório fabricado no Brasil com fotopolimerizador acoplado ao equipo.• 1º Consultório com refletor e unidades acionados através de sensores ópticos.• Primeiras cadeiras odontológicas nacionais produzidas de acordo com a Norma NBR6875, o que garante total segurança ao paciente e ai profissional.
  8. 8. 7 PARTE I REVISAO ANATÔMICACapítulo 1 – Características Dentais1.1 Introdução à Escultura DentalUma das funções da Odontologia é restabelecer forma e função de elementos dentais ou desegmentos dos arcos dentais que foram parcial ou totalmente destruídos por causasdiversas, como cáries ou traumas. A Escultura Dental é a área da Odontologia que visaprover o profissional de uma das ferramentas necessárias à realização deste trabalho: areprodução fiel da forma anatômica dos dentes naturais.É através de profundo conhecimento anatômico que a Escultura Dental objetiva areintegração estética no sorriso, utilizando os mais diversos materiais restauradores.Além do conhecimento anatômico de cada dente, o estudo das relações funcionais dosdentes na cavidade ducal é de grande importância. No relacionamento dos diferentes dentesdentro da mesma arcada, temos as relações interproximais. Na relação de contatos entredentes de arcos antagonistas temos as relações oclusais ou, simplesmente, Oclusão.1.2 Nomenclatura dos DentesPodemos dividir as arcadas dentais em superior e inferior, estando a superior no ossomaxilar e a inferior na mandíbula. Cada uma destas arcadas pode ser dividida em hemiarcosou quadrantes direito e esquerdo. A identificação destas arcadas é feita didaticamente pormeio de números 1, 2, 3 e 4 a saber: Hemiarcada superior 1 2 Hemiarcada superior direita esquerda Hemiarcada inferior 4 3 Hemiarcada inferior direita esquerdaOs dentes incisivos centrais, incisivos laterais e caninos são os dentes superiores e a elessão atribuídos, respectivamente, os números 1, 2, e 3. Os pré-molares e os molares são osdentes posteriores e a eles atribuímos os números 4, 5, 6 , 7 e 8 (primeiro pré-molar,segundo pré-molar, primeiro molar, segundo molar e terceiro molar, respectivamente). Osdentes são dispostos de forma simétrica nas arcadas e para a identificação utilizaremos anotação da FDI*, com dois algarismos, sendo que o primeiro identifica i quadrante e osegundo, o dente: 1 2 8765321 12345678 4 3 87654321 12345678 * FDI: Federação Dental Internacional
  9. 9. 8Exemplo: 1º molar superior esquerdo – dente 26 Incisivo lateral inferior direito – dente 421.3 Nomenclatura das Faces dos DentesO elemento dental é dividido em duas porções distintas: coroa e raiz. O limite divisórioentre elas é de fácil visualização e se caracteriza como uma linha contínua, sinuosa e deformato variável que se estende por todos os lados dos dentes. É a linha do colo anatômico,correspondente à região cervical do dente. A cada um destes lados chamaremos faces.Podemos classificar estas faces como:• Faces livres (vestibular, lingual ou palatina): são as faces dos dentes que não matem contato com outros dentes da mesma arcada, estando voltadas, respectivamente, para o lábio e bochechas (vestíbulo bucal) e para a língua ou palato;• Faces proximais (mesial e distal): são as faces que mantêm contatos com os dentes da mesma arcada, estando voltadas, respectivamente, para o plano sagital mediano, e para a porção posterior dos arcos dentais. A face distal dos últimos molares não faz contato com dentes vizinhos;• Borda incisal: apesar de não ser uma face, é uma característica importante dos dentes anteriores. É formada pelo encontro das faces vestibular e lingual destes dentes.• Face oclusal: é a face dos dentes posteriores voltada para o arco antagonista.As faces levam o nome do lado para o qual estão voltadas.• Faces livres: vestibular e lingual (ou palatina nos superiores).• Faces proximais: mesial e distal.Didaticamente, o estudo da anatomia da coroa dental é amplamente facilitado pela divisãodas faces em terços e pelos sentidos de visualização. Em uma vista vestibular ou lingual,dividimos a face do dente no sentido horizontal em terço mesial, médio e distal, e nosentido vertical, em terço oclusal ou incisal, médio e cervical (fig. 1.3.1). Em uma vistaproximal, dividimos a face do dente em terço vestibular, médio e lingual no sentidohorizontal e, no sentido vertical, em terço incisal ou oclusal, ,édio e cervical (fig. 1.3.2). Porfim, em uma vista oclusal teremos uma face dividade em terço mesial, médio e distal nosentido médio-distal e, no sentido vestíbulo-lingual teremos os terços vestibular, médio elingual (fig. 1.3.3).No terço cervical, as faces proximais apresentam uma depressão característica, de maiormagnitude e concavidade nas fazes mesiais e quase imperceptível nas faces distais. Estasconcavidades, chamadas lojas papilares, são preenchidas pela papila gengival.
  10. 10. 9 Fig. 1.3.1 Vista vestibular. Dente 23 Fig. 1.3.2 Vista proximal. Dente 23I. Para efeito de ilustração todos os desenhos terão sua raiz ou base desenhadas para baixo.II. II. M = mesial, D = distal, L = lingual
  11. 11. 101.4 Características gerais comuns a todos os dentesApesar de cada grupo de dentes apresentar detalhes particulares, algumas característicaspodem ser observadas em todos os dentes, a saber:• As faces mesiais são sempre maiores nos dois sentido (ocluso-cervical e vestíbulo- lingual) e mais planas que as faces distais.• As faces vestibulares são geralmente mais altas (sentido cérvico-incisal ou cérvico- oclusal) e mais largas (sentido mesio-distal) que as faces linguais. Como única excerção temos o 1º molar superior, onde a face lingual ou palatina se aoresenta mais larga que a vestibular.• O ângulo formado entre a coroa e a raiz pe sempre mais agudo nas faces distais, em virtude de sua maior inclinação (fig. 1.4.1). Fig. 1.4.3 Convergência das faces Fig. 1.4.4 Convergência das faces proximais em vista vestibular vestibular e lingual em vista (sentido vertical). proximal (sentido vertical).• Convergências. Outra característica comum a todos os dentes, em função do tamanho de suas faces, é a convergência das mesmas. Numa vista oclusal/ incisal as faces vestibular e lingual convergem para distal (sentido mésio-distal). Nesta mesmo vista, as faces proximais convergem para lingual (sentido vestíbulo-lingual) (fig. 1.4.2). O 1º molar superior é a grande exceção, pois sua face lingual, sendo maior do que a vestibular, faz com que a convergência ocorra para vestibular. Em vista vestibular as faces proximais (mesial e distal) convergem para cervical (sentido vertical) (fig. 1.4.3).
  12. 12. 11 Numa vista proximal as faces vestibular e lingual convergem para oclusa/incisal (sentido vertical) (fig. 1.4.4).1.5 Estrutura anatômicas comuns a todos os dentes1. Linha do coloÉ uma linha contínua e sinuosa que divide o dente em cora e raiz. Em relação à bordaincisal ou face oclusal, é côncava nas faces livres e convexa nas proximais (fig. 1.5.1). Fig. 1.5.1 Linha do colo. Dente 212. BordasSão segmentos de reta que delimitam a transição entre faces dentais, levando o nome dasfaces que delimitam (fig. 1.5.2 e fig. 1.5.3) Fig. 1.5.2 Borda vestíbulo-distal. Dente 21 Fig. 1.5.3 Borda mésio-lingual. Dente 213. BossasSão elevações ou saliências de esmalte que se sobressaem nas faces dentais (fig. 1.5.4 e1.5.5).As bossas vestibular, mesial e distal têm localização comum a todos os dentes, a saber:• Bossa vestibular: terço cervical• Bossa mesial: terço incisal ou oclusal
  13. 13. 12• Bossa distal: terço incisal ou oclusal, porém sempre localizada mais próxima do terço médio que a bossa mesial.A bossa lingual ou palatina varia do grupo anterior para o posterior, localizando-se no terçocervical dos dentes anteriores e no terço médio das coroas dos dentes posteriores. Fig. 1.5.4 Bossas vestibular e Fig. 1.5.5 Bossas vestibular e lingual. Dente 23 lingual. Dente 244. Linha equatorialÉ a linha de maior contorno da coroa dental (resultante da união de todas as bossas), quepassa portanto, pelas áreas de maior convexidade das faces dentais. A linha equatorialdivide a coroa dental em duas áreas: uma área retentiva localizada cervicalmente à linhaequatorial, e uma área retentiva localizada cervicalmente à linha equatorial, e uma áreaexpulsiva localizada oclusal ou incisalmente à ela. Em virtude características funcionais dasfaces vestibulares dos dentes inferiores e linguais ou palatinas dos dentes superiores, a áreaexpulsiva apresenta maior grau de expulsividade nos terços oclusais (fig. 1.5.6). Fig. 1.5.6 Linha equatorial demarcada (vista proximal e vestibular). Dente 375. Cristais MarginaisSão saliências de esmalte de configuração cilindróide. Nos dentes anteriores localizam-senas porções proximais da face lingual, estendendo-se da borda incisal ao cíngulo. Nos
  14. 14. 13dentes posteriores localizam-se nos terços proximais da face oclusal e unem as cúspedeslinguais às vestibulares. Fig. 1.5.7 Crista Fig. 1.5.8 Crista marginal (anterior). marginal (posterior). Dente 21 Dente 361.6 Estruturas anatômicas exclusivas de Dentes Anteriores1. CínguloÉ uma saliência de esmalte no terço cervical da face lingual (fig. 1.6.1).2. Fossa lingualÉ uma depressão da face lingual delimitada pela borda incisal, cristas marginais e cíngulo(figura 1.6.1).3. Forame cegoÉ uma depressão puntiforme formada pela falta de coalescência do esmalte, na região entrecíngulo e fossa lingual. Não está sempre presente (figura 1.6.1).
  15. 15. 144. Sulcos de desenvolvimentoSão depressões lineares, paralelas ao longo eixo do dente, localizadas nas faces vestibularesde dentes anteriores, dividindo-as em segmentos. Têm desenvolvimento variável e são maisfreqüentes em dentes jovens (fig. 1.6.2). Fig. 1.6.2 Dente 215. Lóbulos de desenvolvimentoSão segmentos das faces vestibulares, delimitados pelos sulcos de desenvolvimento. Emnúmero de três, tendem a ser melhor visualizados em dentes reém irrompidos, chegando aentalhar as bordas incisais, formando os mamelos incisais (figura 1.6.2).6. Crista medianaÉ uma elevação de esmalte presente na face lingual dos caninos. O terço incisal do caninopode ser considerado uma cúspide, e assim, a aresta transversal lingual correspondente àcrista mediana, que é mais volumosa junta a ponta da cúspide e vai perdendo volume emdireção ao cíngulo. Pode apresentar-se também como uma elevação mais suave nos incisoscentrais e laterais superiores e é praticamente inexistente nos incisivos inferiores (fig.1.6.3). Fig. 1.6.3 Crista Mediana. Dente 23
  16. 16. 157. Borda IncisalÉ o encontro da face vestibular com a face lingual (fig. 1.6.4). Fig. 1.6.3 Borda incisal. Dente 211.7 Estruturas anatômicas exclusivas dos Dentes PosterioresNos dentes posteriores, as estruturas de maior interesse se localizam nas faces oclusais.A face oclusal pode ser classificada em anatômica e funcional. Entendes-se por face oclusalanatômica a região contida entre as arestas longitudinais das cúspides e as arestas dascristas marginais transversais. Durante a fisiologia mastigatória não é apenas a face oclusalanatômica que participa do processo de trituração dos alimentos. Portanto, a face oclusalfuncional corresponde à face oclusal anatômica acrescida dos terços oclusais das faceslinguais superiores e terços oclusais das faces vestibulares inferiores.As faces oclusais anatômicas apresentam uma série de elementos descritivos, os quaisdetalharemos a seguir.
  17. 17. 161. CúspideSão estruturas de formato piramidal, consideradas unidades funcionais dos dentesposteriores. A cúspide recebe o nome da face a qual apresenta proximidade; por exemplo,cúspide mésio-vestibular do 1º molar inferior. Cada cúspide pode ser comparadageometricamente a uma pirâmide de base quadrangular, exceto a cúspide mésio-palatina do1º molar superior, que apresenta a base pentagonal. Enquanto as cúspides possuemnormalmente quatro vertentes, a cúspide mésio-palatina do º molar superior é formada porcinco vertentes. Essa conformação confere detalhes anatômicos bem definidos: ápice,vertentes, arestas e sulcos.O ápice da cúspide em realidade é arredondado, e sofre desgaste ao longo do tempo emdecorrência da própria fisiologia mastigatória (fig. 1.7.2). Fig. 1.7.2 Detalhe da forma geométrica da cúspide. Dente 373. VertenteSão as faces da cúspide, normalmente em número de quatro. Cada cúspide apresenta duasvertentes internas ou triturantes, que estão situadas no interior da face oclusal anatômica, eduas vertentes externas ou lisas, que estão situadas nas faces vestibulares e linguais ounpalatinas. Tanto as vertentes internas quanto as externas são ainda classificadas emmesiais ou distais, de acordo com a proximidade de uma ou outra face, a fim de que sejamdiferenciadas (fig. 1.7.3). Vertente externa Vertente externa ou lisa distal ou lisa mesial Vertente interna Vertente interna ou triturante distal ou triturante mesial Fig. 1.7.3 Pré-molar geométrico face oclusal.
  18. 18. 17A cúspide mésio-palatina do primeiro molar superior, por apresentar uma base virtualpentagonal, possui três vertentes internas ou triturantes, as quais denominaremos mesial,média e distal (fig. 1.7.4). Fig. 1.7.4 Cúspide mési-lingual do primeiro molar superior. Dente 264. ArestasSão segmentos de retas formados pela união de vertentes de uma mesma cúspide ou de umacrista transversal, normalmente em número de quatro para cada cúspide. As arestas queseparam as vertentes externas das internas, paralelamente ao eixo mesio-distal da coroa, sãodenominadas arestas longitudinais. As arestas que separam duas vertentes internas ouexternas entre si, perpendicularmente ao eixo mésio-distal da coroa, são denominadasarestas transversais (fig. 1.7.5).As arestas longitudinais são ainda classificadas em mesiais ou distais, enquanto que asarestas transversais são classificadas em internas ou externas.A cúspide mésio-palatina do primeiro molar superios, como exceção às regras, apresentaduas arestas transversais internas, denominadas mesial e distal. Fig. 1.7.5 Arestas. Dente 37
  19. 19. 185. Sulcos PrincipaisSão depressões que separam as cúspides. Os sulcos principais mésio-distais separam ascúspides vestibulares das linguais, enquanto que os sulcos principais ocluso-vestibulares eoclusos-linguais separam cúspides vestibulares ou linguais entre si.Os sulcos principais meio-distais não são rigorosamente retilíneos, apresentandosinuosidades e, por vezes, até mesmo interrupções em seu trajeto, como veremos noprimeiro molar superior. Seu posicionamento no sentido vestíbulo-lingual também pevariável, o que explica diferenças volumétricas entre cúspides vestibulares e linguais. Nosdentes inferiores, os sulcos principais mésio-distais apresentam-se deslocados para lingual.Nos dentes superiores, apresentam-se deslocados para no primeiro pré-molar, centralizadosno segundo pré-molar e deslocados para vestibular nos molares (fig. 1.7.6). Fig. 1.7.6 Sulcos principais e secundários. Dente 36Exemplos de sulcos em um 1º molar inferior: sulco mésio distal ou sulco principal (1), sulco ocluso – lingual(2) e culco ocluso – vestibular (3), além de sulcos secundários (seta).6. Sulcos secundáriosSão depressões que entalham as vertentes das cúspides, com trajeto curviíneo em relação aaresta transversal. São mais profundos e estreitos próximo ao sulco principal mésio-distalde onde partem e mais rasos e largos a medida que se distanciam dele. Facilitam oescoamento de alimentos e o deslize de cúspides durente a função mastigatória (figura1.7.6-seta). Dente Superior Inferior 1º Pré-molar V>L V>L 2º Pré-molar V=L V>L 1º Molar ML > MV > DV > DL MV > ML > DL > MED > DV 2º Molar ML > MV > DV > DL MV > ML > DV > DLTabela 1: Volume das cúspides superiores e inferiores.7. Crista oblíqua ou ponte de esmalteA ponte de esmalte é uma saliência de esmalte que une as cúspides disto-vestibular emésio-lingual no primeiro molar superior, interrompendo o trajeto do sulco principalmésio-distal. Também é considerada uma área de reforlo da cora dental. O primeiro pré-
  20. 20. 19molar inferior também apresenta uma ponte de esmalte unindo sua cúspide vestibular àcúspide lingual, porem de forma transversal e não oblíqua.8. Fossa centralDepressão na porção da central da superfície oclusal de um molar. Corresponde ao encontrodos sulcos principais mésio-distal, ocluso-vestibular e/ou ocluso-lingual (fig. 1.7.8). Noprimeiro molar onferior, considera-se o encontro entre os sulcos mésio-distal, sulco acluso-vestibular-mesial e ocluso-lingual como fossa central e o encontro entre o sulco ocluso-vestibular-distal e o sulco mésio-distal como fossa distal.9. FóssulaDepressão rasa e de formato piramidal presente na superfície oclusal dos dentes posteriores.É formada pelo encontro de 3 vertentes internas: uma da cúspide vestibular, uma da cúspidelingual e uma da crista marginal. Pode ser mesial e distal (fig. 1.7.8).10. FossetaDepressão em forma de ponta localizada nas faces vestibulares e linguais dos molares,corresponde ao término dos culcos oclusos-vestibulares e ocluso-linguais (fig. 1.7.8). Fig. 1.7.8 Fossa central, fóssulas e fossetas. Dente 37
  21. 21. 20Capítulo 2 – Relações interdentáriasHá dois tipos de relação de contato entre os dentes: relação interproximal e relação oclusal.A relação interproximal caracteriza-se pelo contato estabelecido entre as faces proximais dedentes adjacentes de mesmo arco. A relação oclusal pe descrita como relação de contatoentre dentes antagônicos, ou seja, de arcos opostos. Fig. 2.1 A relação interproximal ocorre entre dentes de mesmo arco. A relação interoclusal ocorre entre dentes de arco opostos (antagônicos).Relações InterproximaisPara melhor compreendermos como se estabelece a relação interproximal dos dentes, bemcomo suas dimensões, é necessário o conhecimento da anatomia envolvida, ou seja, dasfaces proximais e estruturas adjacentes:• DimensõesMesial maior que distal, tanto no sentido vestíbulo-lingual quanto no sentido cérvico-oclusal.• Convexidade (sentido vestíbulo-lingual)A face distal mais convexa que sial (que é mais plana). Quando nos aproximamos daporção cervical da coroa, no sentido ocluso-cervical, a face mesial adquire um formatomais aconcavado quando comparada à distal.• Área de maior convexidadeEm ambas as faces, a região mais proeminente localiza-se no terço oclusal, no sentidocérvico-oclusal. No sentido vestíbulo-lingual, essa região localiza-se no terço vestibular,coincidindo com a área de contato proximal.• Formato das faces (vista proximal)Dentes anteriores: aspectos triangularDentes posteriores: aspectos trapézoidal (superiores) ou romboidal (inferiores)• Direção das faces no sentido vertical (vista vestibular)Convergência para cervical, sendo inclinação mais acentuada na face distal.
  22. 22. 21• Direção das faces no sentido horizontal (vista oclusal)Convergência para o lado lingual, com exceção do 1º molar superior, onde a convergência épara vestibular, porque esta face é menor que a lingual.Cada dente faz contato proximal com dois outros dentes, sendo que a face mesial toca aface distal de seu dente vizinho. A exceção é observada nos incisivos centrais que fazemcontato entre si por mesial e os terceiros molares, que só contatam por mesial. Fig. 2.2 Vista vestibular: localização do ponto de contato. Observe a posição das bossas proximais (terço oclusal)O contato entre os dentes, como já foi relatado, se dá na região correspondente às bossasproximais (terço oclusal). No entanto, devemos levar em conta o posicionamento dosdentes no arco. Desta forma, observando-se o arco superior numa vista vestibular, oscontatos interproximais apresentam-se no terço oclusal, no sentido cérvico-oclusal. Entre 1ºe 2º molares superiores, pela própria implantação dos dentes na maxila, este contato seráestabelecido entre terço médio e terço oclusal. Numa vista oclusal, os contatosinterproximais se apresentam no terço vestibular (sentido vestíbulo-lingual). Entre 1º e 2ºmolares superiores, o contato é realizado entre terço vestibular e terço médio, pelo fato de aface palatina do 1º molar superior ser maior que a face vestibular, e também pelofechamento do arco superior (fig. 2.3). Fig. 2.3 Vista oclusal: localização dos pontos de contato proximais, de terço médio, pelo fechamento do arco superior nesta vista.
  23. 23. 22No arco inferior, podemos observar que os contatos interproximais, numa vista vestibular,localizam-se mais oclusalmente.Numa vista oclusal, localizam-se no terço vestibular devido à implantação e inclinação dsdentes no arco, e à localização das respectivas bossas proximais (fig. 2.4). Fig. 2.4 Vista oclusal: localização dos pontes de contato proximais inferiores no terço vestibular.O contato proximal determina áreas ou espaços distintos (fig. 2.5). Numa vista vestibular,teremos dois espaços:• Sulco interdental (ou interproximal): é o espaço que parte da área de contato emdireção incisal/ oclusal. Nos dentes posteriores, é o espaço que se estende da área decontato até a aresta das cristas marginais transversais, sendo formado pelas vertentesexternas de duas cristas marginais vizinhas (crista marginal transversal mesial de um dentee distal de seu adjacente). Nos dentesm anteriores, esse sulco é formado a partir do contatointerproximal até o ângulo inciso-proximal.• Espaço interdental (ou interproximal): é o espaço existente a partir da área decontato interproximal em direção à porção cervical da coroa. Este espaço situa-se entre asfaces proximais de dentes vizinhos de mesmo arco, e normalmente é preenchido pela papilagengival interdentária. Tanto o espaço interdental quanto o sulco interproximal podem serobservados em uma vista vestibular e lingual, sendo normalmente de formato triangular.Nesses dois casos, as bases dos triângulos são virtuais (base cervical e base oclusal,respectivamente).Ao observarmos a relação interproximal por uma vista oclusal, teremos a formação de duasáreas:• Ameia vestibular: é um espaço de formato triangular que parte da área de contato em direção vestibular.• Ameia lingual: é um espaço de formato triangular que parte da área de contato em direção lingual. As ameias linguais são maiores que as ameias vestibulares devido à própria posição daárea de contato (terça vestibular), já que as faces linguais de todos os dentes são menoresque as faces vestibulares, com exceção do 1º molar superior. As paredes das ameias são formadas pelas faces proximais dos dentes e a base desse triângulo (vestibular ou lingual) é virtual.
  24. 24. 23 Fig. 2.5 As áreas de contato determinam 4 espaços distintos; vista vestibular: 1. sulco interdental; 2 espaço enterdental; vista oclusal: 3. ameia vestibular; 4. ameia lingualRelação entre os detalhes anatômicos dos dentes de mesmo arcoAo observarmos a anatomia dos arcos dentários, podemos constar que esxistem detalhesanatômicos que se repetem e se relacionam entre si, apresentando relativa semelhança (fig.2.6). Fig. 2.6 Observar posição das bossas vestibulares, Altura da linha do colo, paralelismo entre arestas Transversais internas e altura de cúspideCaracterísticas comuns das faces dos dentes:• Face vestibular: constância na convexidade (região retentiva e região expulsiva daface) e na localização dos detalhes anatômicos – posição de bossa no terço cervical. Alémdisso, há um relativo paralelismo dessa face em todos os dentes.• Face lingual: diferente da face vestibular, a face lingual apresenta umasignificativa discrepância morfológica entre os dentes. Os incisivos têm uma concavidadeque diminui no canino, o qual, ao mesmo tempo apresenta aumento de volume na região docíngulo, passando a esboçar uma cúspide. Os pré-molares já apresentam um aumentosignificante de volume, caracterizando a cúspide lingual propriamente dita. Nos molares,esse aumento de volume é mais acentuado. Apesar dessas diferenças, há característicasanatômicas comuns nos dentes anteriores entre si e nos dentes posteriores entre si. Nosanteriores, observamos as cristas marginais e o cíngulo, mais evidentes nos superiores doque nos inferiores. A bossa lingual localiza-se no terço cervical. Já nos posteriores, a bossa
  25. 25. 24lingual encontra-se no terço médio. Além disse podemos observar uma relativa constânciana convexidade dessa face e um alinhamento na altura das cúspides.• Face oclusal: as pontas de cúspide vestibulares possuem um alinhamento, assimcomo as cúspides linguais. As arestas longitudinais das cúspides apresentam-se alinhadas(vista oclusal), com uma mesmo inclinação das arestas mesiais entre si e arestas distaisentre si (vista vestibular) (fig. 2.7). Fig. 2.7 Inclinação das arestas longitudinais: Arestas mesiais paralelas entre si (homólogas). Arestas distais paralelas entre si (homólogas). Vista vestibular.• As arestas transversais possuem um perfil igual para todos os dentes posteriores,numa vista do hemiarco em sua porção oclusal, ou seja possuem a mesma inclinação.As arestas transversais denominadas homólogas (num mesmo hemiarco e pertencentes aum mesmo grupo de dentes) apresentam um paralelismo relativo. Ressaltamos que adenominação arestas transversais refere-se às arestas transversais internas que sãohomólogas entre si, e às arestas transversais externas que também são homólogas entre si.O mesmo ocorre nas vertentes internas dos dentes posteriores (homólogas) e nas vertentesexternas (também homólogas).Outro parâmetro importante é o alinhamento do sulcos principais mésio-distais. Essessulcos seguem em continuidade de um dente para outro no mesmo hemiarco. No arcosuperior apresentam uma posição mais centralizada conforme avança para a região do 2ºmolar. Os sulcos mésio-distais dos dentes inferiores localizam-se em porção maislingualizada, e ainda assim, em alinhamento e continuidade (fig. 2.8).
  26. 26. 25 Alinhamento das arestas longitudinais vestibulares Alinhamento dos sulcos principais mésio-distais Alinhamento das arestas longitudinais linguais Alinhamento das arestas longitudinais Alinhamento dos sulcos PrincipaisFig. 2.8 Alinhamento dos sulcos mésio-distais dos dentes posteriores e alinhamento das arestas longitudinais.Hemiarcos superior e inferior.
  27. 27. 26Capítulo 3 – Noções de OclusãoO conceito de oclusão abrange tanto a intercuspidação entre os arcos dentais e as diversasposições e movimentos mandibulares, como as funções diretamente relacionadas aoaparelho mastigatório. Visando o aprendizado de Escultura Dental, focaremos a oclusãodental no que concerne apenas o posicionamento e as relações dentais.O relacionamento entre os arcos superior e inferior está intimamente ligado à ArticulaçãoTê,poro-Mandibular (ATM), bem como aos músculos, ligamentos e quaisquer outrasestruturas envolvidas nos movimentos funcionais desta articulação. A este conjuntopodemos dar o nome de Sistema Estomatognático. Este sistema será responsável pelaexecução da função mastigatória, e assim, pela oclusão dental de forma estática e dinâmica.Consideraremos posições mandibulares como os relacionamentos entre os arcos dentais deforma estática, enquanto os movimentos mandibulares representarão as relaçõesinteroclusais quando o sistema estomatognático estiver trabalhando de forma dinâmica, ouseja, quando a mandíbula estiver em excursão.Em relação aos Contatos Oclusais, para que possamos estudá-los e entendê-loscorretamente devemos primeiramente conhecer as principais estruturas anatômicas queefetivamente participam destes contatos.Os primeiros conceitos que devemos ter em mente são os de Cúspides de Suporte ouTrabaho e os de Cúspides de Corte ou Balanceio. As cúspides de suporte são aquelas queefetivamente contatam as faces oclusais dos dentes antagonisyas de maneira a promoversuperto efetivo à oclusão. São as cúspides vestibulares dos dentes inferiores e as palatinasdos dentes superiores (VIPS). Já as cúspides de corte são aquelas que não fazem contatodireto com as estruturas anatômicas das faces oclusais destes mesmo dentes antagonistas(fig. 3.1).Fig. 3.1 Representação esquemática das cúspides de suporte (cúspides VIPS) dos primeiros molaressuperiores e inferiores em corte frontal.Posições mandibulares1. Oclusão CentralA Oclusão Central (OC) pode ser definida como o posicionamento da mandíbula emrelação à maxila de maneira que consigamos o máximo número de contatos oclusais entreos dentes dos arcos superior e inferior.
  28. 28. 27Numa oclusão ideal estes contatos se dariam de forma bilateral e simultânea de maneiramais intensa entre os dentes posteriores e menos intensa entre os dentes posteriores e menosintensa entre os anteriores.A Oclusão Central é também denominada de Posição de Máxima Intercuspidação (PMI),ou Mpaxima Intercuspidação (MIC), ou ainda Oclusao Habitual (OH).Esquematicamente teríamos uma situação de engrenamento intenso entre os arcos dentaiscomo representado na figura abaixo (fig. 3.2). Fig. 3.2 Vista Lateral dos hemiarcos dentais evidenciando a Oclusão Central (OC).Em Oclusão Central, de maneira geral, os pontos de contatos oclusais entre os dentesanteriores ocorrem entre as bordas inciais e 1/3 incisal das faces vestibulares dos incisivos ecaninos inferiores com os 1/3 médio e incisal das faces palatinas de seus correspondentessuperiores, concentrando-se principalmente nas cristas marginais destes dentes.Entre os dentes posteriores os contatos oclusais em máxima intercuspidação ocorreriamentre os cúspides de suporte e cristas marginais, fóssulas e pontes de esmalte de maneirageral. Assim sendo, as cúspides de suporte de um determinado dente contataria a faceoclusal de seu antagonista na sua região de cristas marginais, fóssulas ou pontes de esmaltequando presentes.2. Relação CentralA Relação Central (RC) pode ser entendida como uma posição postural da cabeça damandíbula dentro da cavidade articular. Esta relação independe da presença de dentes,sendo assim, podemos descrevê-las também em indivíduos edêntulos.Quanto às ATMs, as cabeças da mandíbula assumiriam uma posição de equilíbrio emrelação às cavidades articulares, de forma que não haja tensões ou esforços exagerado nosmúsculos, ligamentos e discos articulares diretamente relacionados a estas articulações.Há grande controvérsia entre os diversos autores que estudam oclusão quanto aoposicionamento exato da cabeça da mandíbula durante a posição de RC. Entretanto, nosparece ser mais coerente a escola que determina a posição ântero-superior na cavidadearticular.
  29. 29. 283. Relação de Oclusal CentralEm uma pequena parcela da população a Relação Central (RC) coincide com a Posição deMáxima Intercuspidação (PMI). Temos neste caso a Relação de Oclusão Central (RC=OC).4. Dimensão Vertical de RepousoQuando o sistema estomatognático está em repouso, ou seja, não está exercendo funçãomastigatória, de deglutição, ou de fonação, há o estabelecimento de um equilíbrio dosmúsculos elevadores e abaixadores da mandíbula de maneira que esta assume uma posiçãoem relação à maxila em que não há contatos oclusais entre os dentes dos arcos superior einferior. Nesta posição podemos mensurar a distância entre dois pontos antropológicoscarnais, násio e gnátio representados esquematicamente na figura abaixo (fig. 3.3).Fig. 3.3 Vista lateral de um crânio destacando os pontos carnais násio (1) e gnático (2) bem como amensuração da DVR.A medição encontrada nos fornecerá o valor da Dimensão Vertical de Repouso (DVR).5. Dimensão Vertical de OclusãoPor outro lado, quando temos o sistema estomatognático em Posição de MáximaIntercuspidação (PMI) a medição entre os mesmos dois pontos antropológicos carnais nosdará o valor da Dimensão Vertical de Oclusão (DVO) como representado na figura 3.4.
  30. 30. 29 Fig. 3.4 Vista lateral de um crânio destacando os pontos carnais násio (1) e gnátio (2), bem como a mensuração da DVO.6. Espaço Funcional LivreA diferença entre os valores da DVR e da DVO é conhecida como Espaço Funcional Livre(EFL). Esquematicamente, este espaço pode ser representado pela distância entre a bordaincisal do incisivo central inferior e a porção da face palatina do incisivo central superioronde esta mesmo borda faz contato quando em OC.Curvas de oclusãoEntende-se por Curvas de Oclusão as curvas virtuais formadas a partir das posiçõescaracterísticas dos elementos dentais em seus respectivos arcos dentais.São elas:- Curva de Balkwill-Spee- Curva de Wilson1. Curva de Balkwill-SpeePor definição, a Curva de Balkwill-Spee ou Curva Sagital de Oclusão seria a curva formadaquando da união virtual da ponta de cúspide do dente canino com as pontas de cúspidesvestibulares dos dentes posteriores num hemiarco superior. Esquematicamente, teríamosuma curva ântero-posterior ascendente em direção distal quando de uma vista sagital dohemiarco em questão (fig. 3.5). Fig. 3.5 Representação esquemática da Curva de Spee em um hemiarco superior quando em vista lateral.
  31. 31. 30A Curva de Balkwill-Spee é mais comumente denominada Curva de Spee.Se, por outro lado, fizermos o mesmo processo virtual de unir a ponta de cúspide do caninoàs pontas de cúspide vestibulares dos dentes posteriores em um hemiarco inferior; ou seunirmos as pontas de cúspides linguais dos dentes posteriores em um hemiarco superior ouinferior, encontraremos curvas de oclusão paralelas à Curva de Spee. Da mesma forma,podemos imaginar que uma curva que se origine da união dos sulcos principais mésio-distais dos dentes posteriores em um hemiarco superior ou inferior seja uma curva deoclusão paralela à Curva de Spee. Este paralelismo entre as curvas de oclusão é importantepois irá garantir o perfeito engrenamento e relacionamento entre os dentes e,conseqüentemente, entre os arcos dentais.2. Curva de WilsonA Curva de Wilson ou Cruva Transversal de Oclusão pode ser definida como uma curvalátero-lateral que passa sobre a cúspide vestebular e lingual de um dado dente posteriorposicionado em seu hemiarco e também sobre as mesmas cúspide vestibular e lingual deum dado dente posterior posicionado em seu hamiarco e também sobre as mesmas cúspidesdo dente correspondente a este mesmo dente no hemiarco oposto, quando de uma vistafrontal.Como exemplo teríamos uma curva de oclusão passando sobre as cúspides mésio-vestibulare mésio-lingual do primeiro molar inferior direito e também sobre as mesmas cúspides doprimeiro molar inferior esquerdo. Formar-se-ia uma curva de oclusão cuja concavidade évoltada para o arco superior. É importante ressaltar que esta mesma curva pode serreproduzida na arcada inferior (fig. 3.6). Fig. 3.6 Corte frontal das arcos superior e inferior demonstrando a Curva de Wilson.A formação da Curva de Wilson deve-se à direção de implantação dos dentes nos alvéolosdentais com suas inclinações características.
  32. 32. 31 Capítulo 4 – Movimentos mandibulares A liberdade de movimentos da mandíbula sofre interferência dos dentes. Alguns desses movimentos são determinados pelo engrenamento dos dentes antagonistas. Podem ser ântero-posteriores e laterais e serão estudados para o entendimento dos Princípios de Oclusão. Os ântero-posteriores são movimentos de protrusão e retrusão da mandíbula. No movimento de protrusão, os dentes inferiores anteriores partem de uma situação de máxima intercuspidação, e deslizam pelas concavidades palatinas dos dentes anteriores superiores até ficarem topo a topo, desocluindo os dentes posteriores. A trajetória dos incisivos inferiores no movimento de protrusão é chamada de guia anterior ou guia incisiva (fig. 4.1). Fig. 4.1 Em OC (máxima intercuspidação) há contato entre o bordo incisal do inciso central inferior e a face lingual do incisivo central superior (figura 4.1.a). O movimento de protrusão caracteriza-se por contato apenas entre dentes anteriores (figura 4.1.b). Os incisivos centrais superiores e inferiores são os responsáveis pela guia anterior. O movimento da mandíbula para posterior a partir da oclusão central caracteriza o movimento de retrusão, onde há contato apenas entre dentes posteriores. A extensão desse movimento é variável, sendo menor em arcada com relação de oclusão central. Em movimento de lateralidade, a mandíbula desloca-se para um dos lados em relação ao plano sagital médio. O hemiarco que se afasta do plano sagital médio denominamos lado de trabalho. É o lado para o qual a mandíbula se movimenta. O lado da mandíbula qie se aproxima do plano sagital, é o lado de balanceio (fig. 4.2). Fig. 4.2 A partir do plano sagital médio, a mandíbula podedeslocar-se para um dos lados; o lado que se afasta do planosagital denomina-se trabalho; o que se aproxima, balanceio.
  33. 33. 32Para uma maior compreensão dos contatos que podem ocorrer nos movimentos delateralidade, é importante entender o movimento de um dente posterior inferior em relaçãoao seu antagonista, durante uma fase do ciclo mastigatório.Os contatos não se dão exatamente entre ponta de cúspide e fundo de fóssula, mas ocorremnas vertentes, bem próximo dessa situação. Ocorrem também entre ponta de cúspide ecrista marginal transversal.Partindo de máxima intercuspidação há uma abertura do plano oclusal, os alimentos sãoposicionados entre os dentes com o auxílio da língua e das bochechas. Os dentes inferioresdeslocam-se para esse lado até que as cúspides superiores e inferiores estejamemparelhadas (lado de trabalho). Inicia-se a trituração dos alimentos com o fechamento doplano oclusal, onde a ponta de cúspide toca em um ponto da vertente interna do denteantagonista e se desloca até o fundo da fóssula, ou esse contato ocorre apenas no final domovimento.Para uma análise prática do tipo de guia de desoclusão, faz-se o movimento inverso ao dociclo mastigatório, partindo da posição de máxima intercuspidação, a mandíbula se deslocapara um determinado lado (trabalho), mantendo contato entre os dentes desse lado.No lado de trabalho podem ser encontrados três tipos de guias de desoclusão:1. Guia canino: o canino inferior desliza na concavidade palatina do canino superiorna lado de trabalho, desocluindo os demais dentes, tanto do lado de trabalho quanto do ladode balanceio.2. Função parcial de grupo: os caninos e pré-molares tocam simultaneamente seuscorrespondentes antagonistas, no lado de trabalho, havendo desoclusão dos demais dentes.Nesta modalidade de desoclusão, sempre há toque de caninos antagonistas e mais um, doisou três dentes adjacentes e seus antagonistas Antero-posterior. Ou seja: podemos ter toqueentre os dentes 3 e 4 inferiores com 3 e 4 superiores, ou dentes 3, 4 e 5 inferiores com 3, 4 e5 superiores, ou ainda, dentes 3, 4, 5 e 6 inferiores com 3, 4, 5 e 6 superiores.3. Função total em grupo: os caninos (3), pré-molares (4,5) e molares (6,7) de umarco, tocam simultaneamente seus homólogos do arco antagonista no lado de trabalho,havendo total desoclusão no lado de balanceio (fig. 4.3).Fig. 4.3 Guia Canino. Vista lingual, observar o guia canino no lado de trabalho (direto). Se fosse lateralidadeem função parcial de grupo existiria toque também nos primeiros pré-molares ou em ambos os pré-molares dolado de trabalho; e se fosse função total de grupo, além de toque nos pré-molares, existiria também toque nosmolares. Observar o lado do balanceio (esquerdo), onde não há contato.
  34. 34. 33 PARTE II ESCULTURA DENTAL COM AUXÍLIO DO MÉTODO GEOMÉTRICOCapítulo 5 – Obtenção da SilhuetaMateriais e instrumentos envolvidos• Papel quadriculado• Lápis preto nº 2• Borracha• Tesoura• Bloco de cera para escultura de macro modelo (49X22X20mm)• Bloco de cera para escultura em tamanho natural*• Canivete ou faca, afinados• Espátula Lecron• Esculpidor Hollemback 3 e 3S• Silhueta de uma vista proximal e vestibular (lingual no primeiro molar superior)para cada parte.• Placa de vídeo para apoio do bloco de cera• Lamínula para checar paralelismo dos cortes• Meia de seda para alisamento da cera• Talco para avivar desenhos da superfícir da cera• Escova de dente macia* Pode ser utilizado qualquer tamanho de bloco de cera para treino. Sugerimos que secomece com o macro modelo devido a facilidade de visualização de detalhes, e, após algumtreinamento, utilize-se um bloco de cera compatível com o tamanho do dente natural.Obtenção da silhuetaEm um papel quadriculado, delimitamos um retângulo de 5,0 cm X 2,0 cm, dentro do qualiremos desenhar a silhueta do dente que desejamos esculpir. Desenhe as faces de maiortamanho, as mesiais e as vestibulares e, no caso do 1º molar superior, a mesial e a palatina.Este desenho poderá ser copiado de algum modelo e, mesmo que o modelo seja menor,poderá ser ampliado; ou ainda, poderá ser desenhado livremente utilizando os seusconhecimentos de anatomia dental.Após o desenho feito, recorte-o, obtendo-se assim a silhueta do dente.No início de cada capítulo, fazemos a projeção de cada dente no bloco de cera.Obs.: Como facilitar a visualização da técnica de escultura:• Demarcação de traços e linhasComo um instrumento de ponta, demarcamos a cera traçando os desenhos e linhasnecessários (sulco de pouca profundidade). Esses sulcos serão avivados aplicando-se talcocom um pincel macio.
  35. 35. 34• Acabamento da escultura em ceraApós a escultura que será desenvolvida através do método contido neste livro, passa-se àfase de acabamento da escultura em cera.Utilizaremos a escova de dente macia para o acabamento inicial da escultura.Então, passa-se a meia de seda sobre a cera para obter-se o brilho final da superfície.
  36. 36. 35Capítulo 6 – Incisivo Central SuperiorPara uma familiarização com a escultura de um elemento dental o treinamento,evidentemente, é um passo muito importante.O método geométrico é um auxiliar no treinamento da escultura dental.A maior dificuldade para o iniciante na escultura é dar o posicionamento espacial inicial dodente; o método geométrico deve ser visto como a obtenção de um esboço para que sechegue na anatomia final do dente. O conhecimento da forma dental e das proporções queos detalhes anatômicos possuem é de fundamental importância para que se corrija aslimitações desse método.O método baseia-se na projeção ortogonal das faces proximais e vestibulares dos dentes emum bloco de cera e tem a seguinte seqüência:• Obtenção das silhuetas proximal e vestibular (fig. 6.1 e 6.2).• Desenho da projeção da face proximal no bloco de cera (fig. 6.3).• Recorte da projeção proximal (fig. 6.4).É importante, nesse recorte, que a face vestibular e a lingual estejam paralelas entre si, istope obtido com o auxilio de uma placa de vidro e uma lamínula. Apóia-se a parte plana dobloco de cera, não recortada, na placa de vidro e com a lamínula, também apoiada na placa,tenta-se contato em toda a superfície testada. Pequenos recortes de ajuste podem ser feitoscom a lamínula.• Desenho da projeção vestibular no recorte da projeção proximal (fig. 6.5).• Recorte da projeção vestibular (fig. 6.6).
  37. 37. 36Após o recorte das projeções é importante observar se as vistas vestibulares e lingual estãoem igual proporção, assim como as vistas mesial e distal. Observar também se oposicionamento das bossas e a linha de colo está correto. Os passos seguintes são:• Demarcação das bossas.• Demarcação da linha do colo.• Traçar linhas longitudinais a partir do bordo incisal, seguindo o longo eixo dodente (fig. 6.6 e 6.7).As linhas demarcadas podem ser avivadas com talco, para facilidade da visualização.Após a demarcação das linhas, procederemos ao recorte da parte expulsiva e retentiva dosdentes. A referência para o recorte será dada pela interseção das linhas longitudinais (apartir do bordo incisal) e transversais (linha do colo e linha das bossas).
  38. 38. 37Fig. 6.8 Pontos ‘b” e “c” interseção das linhas longitudinais com linhas de bossa. Pontos “d” e “e” interseção das linhas longitudinais com linha de colo. Unir pontos “b” e “c” e recortar plano “a, b, c”. Unir ponto “d” e “e” e recortar plano “b, c, d, e”.Seguiremos os seguintes passos (fig. 6.7 e 6.8):• Demarcação da interseção das linhas longitudinais e transversais.• Unir ponto de encontro das interseções nas bossas proximais com as das bossasvestibulares mais próximas.• Unir ponto de encontro das interseções na linha do colo proximal com as das linhade colo vestibular.Após a união de “bossa com bossa” e “colo com colo” recortaremos a porção retentiva eexpulsiva. Seguiremos a seqüência (fig. 6.9 e 6.10):• Recorte da porção expulsiva próximo-vestibular.• Recorte da porção retentiva disto-vestibular.Por lingual, na união da interseção lingual, chega-se um pouco aquém desse ponto emfunção do arredondamento (fig. 6.11 e 6.12).
  39. 39. 38 Fig. 6.9 Recorte da Fig. 6.10 Vista. porção expulsiva e vestibular dos retentiva vestíbulo- recortes expulsivos e proximal. retentivos. Fig. 6.11 Por lingual, Fig. 6.12 O limite do recorte há apenas uma linha da parte retentiva não deve longitudinal. Observar chegar à linha longitudinal a posição da (seta), para não se perder demarcação das linhas volume do dente durante o de colo com colo e arredondamento. O recorte bossa com bossa. expulsivo nos incisivos é muito pequeno.
  40. 40. 39• Recorte da parte retentiva mésio-lingual e disto-lingual.Observar que por lingual, a porção expulsiva requer pouco recorte.É importante observar que as linhas de demarcação são respeitadas, pois elas são os limitesdo contorno. Serão desgastadas durante o arredondamento do dente, que é a última fase daescultura.Detalhes que devem ser observados durante o arredondamento:• Lóbulos de desenvolvimento vestibular.• Cristas marginai, mesial e distal, na face lingual.• Cíngulo lingual.• Lojas papilares. Fig. 6.13 Vista Fig. 6.14 Vista Fig. 6.15 Aspecto de disto-vestibular da lingual após o uma vista vestibular. fase geométrica arredondamento. Passa-se, agora, ao concluída. alisamento da escultura primeiro com a escova de dente e, depois com a meia de seda ou solventes de cera aplicados com algodão apenas umedecido.
  41. 41. 40Capítulo 7 – Segundo molar inferiorA seqüência de escultura utilizando-se o auxílio do método geométrico é, basicamente, amesma para todos os dentes. Nos dentes posteriores, a dificuldade pode estar noenvolvimento da face oclusal. De todos os dentes, o segundo molar inferior é o que possuimaior geometrismo nessa face. Razão esta, para que este dente seja feito no início dotratamento. Fig. 7.3 Fig. 7.4 Recorte da Fig. 7.5 Desenho da Demarcada a projeção mesial no vista vestibular posição da linha bloco de cera. aplicado sobre o do colo, bloco após o recorte desenhamos a da vista proximal. vista proximal no bloco de cera.Assim como nos incisivos, após o recorte das projeções, é importante observar se as vistasvestibular, lingual e proximais, assim como as posições das bossas e da linha de colo, estãocorretas. Os passos seguintes são:
  42. 42. 41• Demarcação das bossas.• Demarcação da linha de colo.• Traçar linhas longitudinais a partir da ponta das cúspides, seguindo o longo eixodo dente, duas para cada face.Fig. 7.6: Como é uma projeção das faces, as bossas são demarcadas em uma linha (a1, a2); a linha do colo (b),apesar de nos dentes posteriores estar próximo de um plano em todo o contorno do dente, nas proximaisfazendo uma ligeira curvatura; as linhas longitudinais (c1, c2, c3, c4) partem da ponta de cúspide e seguemreto, seguindo o longo eixo do dente.Pontos importantes são a interseção dessas linhas longitudinais com as linhas de bossas e a linha do colo.• Demarcação da interseção das linhas longitudinais e transversais (colo e bossa).• Demarcar-se o ponto de encontro das linhas longitudinais com as bossasproximais e une-se este ponto com o ponto de encontro das linhas longitudinais e dasbossas vestibulares mais próximas.
  43. 43. 42• Une-se, agora o encontro dessas mesmas linhas longitudinais com a linha do colo,tanto por proximal, como por vestibular.Fig. 7.7: Da interseção das linhas longitudinais com as linhas transversais, encontramos pontos nas bossas ena linha do colo. Unimos esses pontos com uma reta, logicamente marcando o bloco de cera, obtendo assim afigura 7.7.Após a união de “bossa com bossa” e “colo com colo”, recortaremos a porção retentiva eexpulsiva. Seguindo a seqüência:• Recorte da porção expulsiva mésio-vestibular e disto-vestibular.• Recorte a porção retentiva disto-vestibular e mésio-vestibular.• Recorte da parte retentiva e expulsiva mésio-lingual e disto-lingual.• É importante observar que as linhas de demarcação são respeitadas, pois elas sãoos limites do contorno. Serão desgastadas durante o arredondamento do dente, que é aúltima fase da escultura.
  44. 44. 43Fig. 7.8, 7.9 e 7.10: os pontos “a, b, c, d, e” formam uma figura geométrica com 3 planos, plano “a, b, c” “a,e, d” e plano “e, c, d”. Unindo-se os pontos “a, b, d” obtemos um novo plano que é a parte expulsiva (acimada linha de maior contorno) do dente. O mesmo procedimento obtém-se a parte retentiva.Fig. 7.11, 7.12 e 7.13: O mesmo procedimento executado por próximo-vestibular é feito com relação as facespróximo-linguais. Obtendo-se desta forma a parte retentiva e expulsiva dessas faces.Após essa fase, nós obtemos as vertentes proximais externas das cúspides. Em uma visãooclusal (figura 7.14), observamos que as arestas longitudinais estão em uma posição maisexterna à sua posição real do dente. Procederemos agora, o recorte das vertentes distais dascúspides mesiais e as vertentes mesiais das cúspides distais. A definição dessas vertentesdefine também a parte externa dos sulcos ocluso-vestibular e ocluso-lingual e oposicionamento correto das arestas longitudinais. A seqüência do recorte é:• União das pontas de cúspides vestibulares.• União das pontas de cúspides linguais.• Traçar direção do sulco vestibular (até a metade o terço médio da face vestibular).• Recorte das vertentes que formam os sulcos, tendo como referencia a união dascúspides (arestas longitudinais) e as linhas longitudinais.
  45. 45. 44Fig. 7.14 e 7.15: Vista oclusal após o recorte da parte expulsiva e retentiva da coroa. Observar que a arestalongitudinal vestibular encontra-se mais vestibularizada (a), o mesmo ocorre por lingual. O posicionamentocorreto desses detalhes anatômicos (a2) é o primeiro passo para a escultura da vertente externas meisal; outralinha que se traça neste momento pe a referência do sulco mésio-vestibular (b) e mésio-lingual.Fig. 7.16, 7.17 e 7.18: Detalhes da escultura das vertentes que formam o sulco ocluso-vestibular (porçãovestibular).Fig. 7.19: Após o término da escultura geométrica das paredes axiais, passamos para oclusal. Nesta fase ossulcos principais mésio-distal e vestíbulo-lingual (s) e as arestas longitudinais vestibular e lingual (a2),encontram-se posicionados. O importante é definir a posição das arestas das vertentes internas, no exemplo aarestas interna da cúspide mesial (a).O recorte geométrico da fase oclusal tem a seguinte seqüência:
  46. 46. 45• Demarcar as arestas longitudinais.• Traçar a base das vertentes internas (que são ta,be, os limites das vertentesinternas da crista marginal transversal).• Recortar as vertentes mesiais.• Recortar as vertentes distais.• Recortar as vertentes internas das cristas marginais transversais.Fig. 7.20, 7.21, 7.22 e 7.23: Observar o detalhe da marcação dos limites das arestas internas (a), o triânguloformado está na parte mais externa do dente no limite da cera e vamos aprofundá-lo até o vértice (observarfiguras 7.24 e 7.25). A partir de dois planos internos, “1” e “2”, Fig. 19 transformamos em uma únicavertente. O mesmo procedimento é feito em todas as vertentes internas das cúspides.Fig. 7.24 e 7.25: Vista vestibular e palatina do final dos cortes geométricos. Observar que as linhas dereferências não foram tocadas, o que vai propiciar um dente do tamanho planejado.
  47. 47. 46Fig. 7.26, 7.27, 7.28 e 7.29: O arredondamento, fase final da escultura, torna-se bastante fácil, entretanto oconhecimento da anatomia é fundamental para que se proceda esse passo.
  48. 48. 47Capítulo 8 – Canino superiorO canino superior é um dente que apresenta um contorno volumoso. Durante a fasegeométrica cuidados devem ser observados para que o dente não perca dimensão durante oarredondamento.• As linhas longitudinais são em número de uma para cada face.No entanto, podem ser duas na face vestibular e na face lingual, uma bem próxima da outra.• Se a opção for por um linha longitudinal. Durante o recorte expulsivo e retentivo,chegar com o recorte aquém do encontro de bossa com bossa e colo com colo.
  49. 49. 48 Fig. 8.6: Vista vestibular do recorte Fig. 8.5: Unindo expulsivo e retentivo. bossa com bossa e Obsevar que os colo com colo; recortes ficam aquém recortar os planos da interseção da linha expulsivos e longitudinal com a retentivos. linha do colo.Fig. 8.7:Vista do recorte da porção expulsiva e retentiva da face mesial, vista por lingual. Observar que nesta face o recorte também chega apenas próximo da interseção da Fig. 8.8: Vista linha longitudinal com a proximal do final do linha do colo. recorte geométrico. Fig. 8.9: Vista Fig. 8.10: vestibular do final Vista da escultura. lingual.
  50. 50. 49Capítulo 9 – Pré-molar superiorEste dente tem dois detalhes anatômicos importantes: o tamanho menor da cúspide lingualem relação ao da vestibular e o deslocamento dela para mesial.Três passos devem ser seguidos para a obtenção desses detalhes:• Linha longitudinal lingual deslocada para mesial (fig. 9.8).• Antes de se realizar o corte geométrico da face oclusal, diminuir o volume dacúspide lingual (fig. 9.11, 9.12 e 9.13)• Deslocar a aresta transversal da cuspide lingual para a mesial (fig. 9.15). Fig. 9.1: Fig. 9.2: Silhueta da face Projeção da face proximal. vestibular. Fig. 9.3: Desenho da Fig. 9.4: Marcação face vestibular após das linhas de o recorte da projeção bossa, linha de proximal. colo e as linhas longitudinais à partir das pontas de cúspides.
  51. 51. 50 Fig. 9.5: Recorte Fig. 9.6: Recorte da parte da porção retentiva. Deve-se evitar expulsiva mesial. avançar nas linhas de demarcação, pois o dente ficará, durante o arredondamento, com um dimensão menor que o proposto inicialmente.Fig. 9.7: Vistavestibular com recorte Fig. 9.8: Os pré-molaresretentivo e expulsivo. têm a cúspide lingualObservar o deslocada para mesial, porcomprimento das essa razão deslocamos aarestas longitudinais, a língua longitudinal.distal é maior que amesial.
  52. 52. 51 Fig. 9.9: Detalhe da Fig. 9.10: Vista da lingual parte expulsiva mesial com a parte retentiva e recortada. expulsiva recortadas. Observar que a ponta de cúspide não está na posição correta do recorte. Fig. 9.11: Vista por Fig. 9.12: Desenha-se Fig. 9.13: Aspecto da vista oclusal após o recorte o contorno oclusal, oclusal após o recorte dos axial. Observar que a marcando-se as excessos axiais. cúspide lingual arestas. encontrase com muito volume.Fig. 9.14 e 9.15: Definir as arestas medianas a partir das pontas de cúspides e as fóssulas proximais.Recorte das vertentes internas mesiais e a vertente interna da crista marginal transversal. Notar que aaresta interna da cúspide lingual está deslocada para mesial.
  53. 53. 52 Fig. 916. e 9.17: Vista próximo-vestibular do arredondamento do primeiro pré-molar superior. Fig. 9.18 e 9.19: Vista oclusal geométrica e após o arredondamento.Capítulo 10 – Primeiro molar inferior Fig. 9.20: Vista próximo-oclusal.Cinco cúspides caracterizam este dente,
  54. 54. 53sendo duas linguais e três vestibulares.As vestibulares denominam-se: mesial, mediana e distal, esta última a menor delas.Durante a forma geométrica, as características as características do recorte são:• Na silhueta vestibular, desconsiderar a cúspide distal. Seria como se ela tivessecontida na aresta distal da cúspide mediana (fig. 10.4 e 10.5).• No recorte da vista vestibular, não incluir recorte do sulco ocluso-vestibular (fig.10.4).• As linhas longitudinais vestibulares partem das pontas de cúspides mesial emediana (fig. 10.4).• Após o recorte expulsivo, desenhar a cúspide distal da face vestibular (fig. 10.6).
  55. 55. 54 Fig. 10.4: As linhas Fig. 10.5: O recorte da porção longitudinais são em número expulsiva e retentiva de duas, uma parte da ponta desconsidera, nesta primeira da cúspide vestíbulo-mesial e etapa, a cúspide disto-vestibular. a outra da cúspide mediana. Fig. 10.7: Vista oclusal após o recorte expulsivo e retentivo das faces proximais, vestibular e lingual. Fig. 10.6: Após o recorte da parte retentiva a expulsiva “vertente distal”, que é bem mais alongada devido a desconsideração da cúspide distal, desenhamos agora a vertente distal da cúspide mediana e a cúspide disto-vestibular.Fig. 10.8: Observar na linha pontilhada, as arestasobtidas até então. As linha por vestibular e lingual sãoas posições dos sulcos ocluso-vestibular e ocluso-lingual. A linha contínua é que caracterizará as arestaslongitudinais.
  56. 56. 55Fig. 10.9, 10.10, e 10.11: Com as vertentes externas das cúspides já recortadas, obteve-se os sulcosocluso-vestibulares e ocluso-lingual (seta). A partir das pontas de cúspides, demarcar as arestas dasvertentes internar. Observar na figura 10.10 o aspecto geométrico da escultura oclusal, e na figura 10.11, oinício do arredondamento dessa face. Fig. 10.12: Vista por oclusal da face Fig. 10.13: Vista disto-oclusal do dente oclusal após o arredondamento. após o arredondamento. Fig. 10.14: Vista vestibular após o arredondamento.
  57. 57. 56Capítulo 11 – Primeiro molar superiorDentre todos os dentes do arco, o primeiro molar superior é o único que apresenta umadistância mésio-distal da face lingual maior do que a mesmo distância por vestibular.Possui também como característica a ponte de esmalte, que nada mais é do que acontinuidade de uma aresta da cúspide mésio-lingual com a aresta da cúspide disto-vestibular, interrompendo o sulco mésio-distal.Uma outra característica desse dente é que a cúspide mésio-lingual possui cinco vertentes,sendo duas externas (ou lisa) e três internas (ou triturantes).Os detalhes a serem observados no recorte geométrico desse dente são:• A silhueta é uma vista lingual, pois esta é face maior que a vestibular (fig. 11.4).• As arestas internas da cúspide mésio-lingual são em número de duas, portanto,este dente tem três vertentes internas nesta cúspide. Fig. 11.1: Silhueta Fig. 11.2: Silhueta Fig. 11.3: Detalhes da face proximal. lingual. oclusal.
  58. 58. 57 Fig. 11.4: A projeção neste Fig. 11.5: Vista próximo-vestibular dente, no recorte proximal, é da após o recorte expulsivo e retentivo. face lingual.Fig. 11.6: Vista oclusal após o recorte Fig. 11.7: Demarcação do sulco mésio-expulsivo e retentivo das faces axiais. distal (interrompido na região da ponteObservar a demarcação do sulco ocluso- de esmalte) e as fóssulas mesial (seta) elingual deslocado para distal, pois a distal.cúspide disto-lingual é a menor nestedente.
  59. 59. 58Fig. 11.8: Vista oclusal do primeiro molar superior com asvertentes externas das cúspides concluídas, tanto asvestibulares quanto as linguais. Observar que além dossulcos (fig. 11.7), agora estão demarcadas as arestas. Notetambém a posição da ponte de esmalte que está contida nasarestas que vão da ponta de cúspide vestíbulo-distal àponta de cúspide mésio-lingual.Fig. 11.9, 11.10 e 11.11: Detalhes da escultura das vertentes internas das cúspides mesiais do primeiromolar superior.
  60. 60. 59Capítulo 12 – Escultura de elementos unitários em manequins articuladosAté esta etapa, realizamos a escultura de elementos dentais pela técnica geométrica, tendocomo referências para tal escultura as características gerais de tamanho, convergência econvexidade das faces dentais e nos passos preconizados pela técnica de escultura.A partir desta etapa executaremos a escultura de elementos dentais montados em manequimarticulado. Para tanto, além dos conceitos anatômicos assimilados e praticados noscapítulos anteriores deveremos usar como referências para escultura, os detalhes comunsdos dentes do mesmo arco, o relacionamento do dente a ser esculpido com os dentesadjacentes (relação interproximal) e do arco antagonista (relação oclusal). Utilizaremosuma técnica mista de enceramento progressivo para escultura dos contornos axiais do dentee de amassamento de cera plastificada para registro das estruturas oclusais.Relacionando-se o dente esculpido com seus adjacentes e antagonistas, buscamos umequilíbrio oclusal do arco, além de uma harmonia estética. Diversos são os detalhes a seremobservados, tais como forma e localização de bossas, arestas, vertentes, sulcos, etc; bemcomo o alinhamento vestíbulo-lingual de faces, bordas incisais e pontas de cúspides,paralelismo de estruturas homólogas, posição e profundidade dos sulcos principais, curvasde Spee e Wilson. A reprodução fiel destas referências deve também ser acompanhada doestabelecimento dos contatos oclusais e observação dos movimentos oclusais durante estesmovimentos. Rever capítulos 1 a 4.Referências Anatômicas e Funcionais para Escultura de Dentes Anteriores• Contatos proximais• Posicionamento de bossas vestibular e lingual• Inclinação da face vestibular• Contatos oclusais nas cristas marginais transversais• Guias de desoclusão anterior e guia canina• Altura e posicionamento vestíbulo-lingual da Borba incisalReferências Anatômicas e Funcionais para Escultura de Dentes Posteriores• Contatos proximais• Posicionamento de bossas vestibular e lingual• Inclinação da face vestibular• Contorno e convergência das faces proximais e livres• Posicionamento de pontas de cúspides• Posicionamento de sulcos principais• Posicionamento e altura de cristas marginais• Inclinação de arestas e vertentes• Paralelismo entre estruturas homólogas• Contatos oclusais• Guias de desoclusãoMaterial necessário
  61. 61. 60• 01 manequim odontológico articulado com dentes removíveis• troquéis em gesso cm preparos protéticos totais e/ou parciais• vaselina• lapiseira 0,5 mm• cola de cianoacrilato (tipo Super Bonder)• lamparina• cera para enceramento progressivo• gojetador• Lê Cron• Hollemback 3 e 3s• Escova dental macia• Talco• PincelTécnica de escultura• Preparo do troquel: deve-se marcar com lapiseira fina o limite do preparo dental.Esta marcação pe em seguida fixada com cola e o troquel posicionado na arcada domanequim.• Isolamento com vaselina sólida da porção radicular do troquel, dos dentesadjacentes e do arco antagonista.• Plastificação da cera e obtenção dos primeiros pontos de referência: contatosproximais, bossa vestibular e arestas da face vestibular.• Preenchimento e obtenção do contorno da face vestibular.• Determinação da bossa lingual e contorno da face lingual.• Enceramento e obtenção do contorno axial do dente, estabelecendo-se inclinaçãoe convergência das faces livres e proximais e o correto limite cervical linha de colo).• Plastificação da cera na face oclusal (posteriores) ou lingual (anteriores) eestabelecimento dos contatos oclusais. Nessa fase realizaremos o amassamento da ceraplastificada através do estabelecimento dos contatos oclusais entre as duas arcadas domanequim.• Observação da imagem negativa do dente antagonista impressa na cera einterpretação das marcas obtidas.• Remoção dos ecessos de cera.• Escultura da face funcional, tendo como referência as marcas obtidas e ascaracterísticas anteriormente citadas.• Acabamento da cera, através do alisamento com Hollemback, Lê Cron, meia deseda e escova dental.• Verificação oclusal com talco pincelado sobre as faces de contato oclusal.• Verificação e conferência dos movimentos excursivos mandibulares e da ausênciade interferências.
  62. 62. 61 Fig. 12.1: O primeiro passo do Fig. 12.2: A escultura das faces livres é enceramento é i estabelecimento dos iniciada pelo estabelecimento das bossas e pontos de contatos proximais e i das linhas longitudinais, que unem as contorno das faces mesial e distal. pontas das cúspides à linha de colo do dente. Fig. 12.3: O preenchimento das Fig. 12.4: A face oclusal deve ser paredes axiais deve seguir os limites preenchida em excesso, e a cera estabelecidos pelos contatos plastificada para registro das relações proximais, linha longitudinais e oclusais com o arco antagonista. bossas, bem como tamanho e convergências das faces. Fig. 12.6: Os seguintes detalhes anatômicos podem serFig. 12.5: Deve-se, então, estabelecer a observados na face oclusal.oclusão entre as duas arcadas do a. Pontas de cúspide do dente antagonista tocandoarticulador, imprimindo-se a forma da na área que corresponde ao fundo de fóssula doface oclusal do dente antagonista na cera dente em escultura.plastificada. b. Sulco principal antagonista determinando as pontas de cúspides do dente em escultura. c. Ponte de esmalte (nesse caso, do 1º molar superior) tocando e imprimindo o sulco ocluso- vestibular distal. d. Crista marginal.
  63. 63. 62 Aspecto final da escultura concluídaFig. 12.7 Fig. 12.8Fig. 12.9 Fig. 12.10
  64. 64. 63Capítulo 13 – Glossário de TermosTermos de OrientaçãoAÂngulo...: junção de duas ou mais superfícies. Ex.: ângulo mésio-incisal, inciso-distal.Ângulo axial: encontro de duas faces axiais; ex.: mésio-vestibular, mésio-lingual, disto-vestibular e disto-lingual, etc.Antagonista: antagônico, que atua no sentido oposto, contrário. Pág. 28, fig. 2.1.Ápice: porção terminal, ponta da cúspide ou ponta da raiz. Pág. 22.Apical: relativo ao ápice.Arcada dental: superior ou inferior, corresponde respectivamente ao conjunto de dentesimplantados na maxila ou na mandíbula, em forma de arco. Pág. 11.Arco antagonista: arcada oposta. O arco inferior se opõe ao superior, e vice-versa. Pág. 11.BBorda incisal: borda cortante dos dentes anteriores, originada do encontro da face vestibularcom a face lingual ou palatina dos mesmos. Pág. 20, fig. 1.6.4.CContatos oclusais: contatos estabelecidos entre dentes de arcadas opostas.Convergência para...: perda de volume para.... Ex.: Em vista oclusal, as faces vestibulares elinguais convergem para distal, ou seja, perdem volume de mesial para distal, devido àdiferença de tamanho das faces proximais. PÁG. 15, fig. 1.4.1, 1.4.2, 1.4.3 e 1.4.4.DDentes anteriores: incisivos centrais, incisivos laterais e caninos. Pág. 18.Dentes análogos: dentes correspondentes situados em hemiarcos diferentes de uma mesmaarcada. Ex.: 13 e 23; 36 e 46.Dentes antagônicos: dentes correspondentes implantados em arcadas opostas. Ex.: 13 e 43;26 e 36.
  65. 65. 64Dentes posteriores: pré-molares e molares. Pág. 21.Distal: que dista (se afasta) da linha mediana.FFaces: lados ou superfícies das coroas dentais. São elas: mesial, distal, lingual, vestibular eoclusal. Pág. 12.Faces axiais: faces paralelas ao longo eixo do dente, ex.: face vestibular, lingual, mesial edistal.Face distal: face do dente que dista da linha média seguindo a curvatura do arco dental.Face lingual: face do dente voltada para a língua (nos dentes superiores e o termo maisusado é face palatina devido à adjacência ao palato).Face mesial: face do dente que se aproxima da linha média seguindo a curvatura do arcodental.Face vestibular: face dos dentes anteriores e posteriores voltada à abertura da cavidade oral,ao vestíbulo.Face oclusal: anatômica ou funcional. Relativo a dentes posteriores. Ver definição pág. 21 efig. 1.7.1.Face proximal: face axial de um dente voltada para o dente adjacente. São as faces mesiaise distais. Pág.: 12.FDI: Federação Dental Internacional. Pág. 11.HHemiarcos: direito ou esquerdo, corresponde a metade de uma arcada. Pág. 11.IIncisal: relativo a borda incisal.LLingual: voltado para a língua.MMesial: voltada para a linha mediana.
  66. 66. 65OOclusal: em direção à superfície mastigatória de um dente posterior.Oclusão: encontro dos dentes superiores e inferiores quando a mandíbula se aproxima damaxila, pela ação dos músculos mastigatórios. Pág. 35.QQuadrante: hemiarco. Pág. 11.RRelações interproximais: entre dentes de mesma arcada. Pág. 29 e fig. 2.2.Relações oclusais: entre dentes de arcadas opostas. Pág. 11.SSentido horizontal: vestíbulo-lingual, ou mésio-distal. Pág. 13, figs. 1.3.1 e 1.3.2.Sentido vertical: cérvico-oclusal ou cérvico-incisal. Pág. 13, fds. 1.3.1 e 1.3.2.VVestibular: relativo a face vestibular.Termos anatômicosAAmeia: espaço em forma de “V” entre as superfícies proximais de dois dentes adjacentesem contato, somente observado em vista oclusal. Pode ser vestibular ou lingual. Pág. 32.Área de contato proximal: região da superfície mesial ou distal de um dente, que toca odente adjacente do mesmo arco. Pág. 32, fig. 2.5Arestas: segmentos de reta formados pela união de vertentes de uma mesma cúspide. Pág.23.Arestas longitudinais: separam as vertentes externas das internas. Podem ser classificadasem mesiais ou distais. Pág. 23, fig. 1.7.5.Aresta longitudinal mesial: localizada na porção mesial da cúspide.Aresta longitudinal distal: localizada na porção distal da cúspide.
  67. 67. 66Arestas transversais: separam as vertentes mesiais das distais. Podem ser classificadas eminternas ou externas. Pág. 23, fig. 1.7.5.ATM: Articulação Têmporo-Mandibular. Pág. 37.BBalanceio, lado de: lado oposto ao de trabalho, durante o movimento de lateralidade. Pág.43, fig. 4.2.Bordas: segmentos de reta que delimitam a transição entre faces dentais. Temos a bordaincisal, mésio-vestibular, mésio-lingual, disto-lingual e disto-vestibular. Pág. 16.Bossas: elevações ou saliências de esmalte que se sobressaem nas faces axiais. São elas:mesiais, distais, linguais e vestibulares. Pág. 16.CCabeça da mandíbula: eminência ovóide presente numa determinada extremidade damandíbula. Relaciona-se com o osso temporal na cavidade articular. Pág. 37.Cavidade articular: depressão de profundidade variável presente no osso temporal, alija acabeça da mandíbua. Pág. 37.Cíngulo: saliência de esmalte no terço cervical da face lingual dos dentes anteriores, nãoconfundir com bossa lingual. Pág. 18, fig. 1.6.1.Coroa: porção do dente recoberta por esmalte. Pág. 12.Crista: elevação linear que une cúspides ou reforça a periferia de certas faces dos dentes.Pág. 18.Crista mediana: elevação de esmalte na face lingual dos dentes anteriores. Mais evidenteem caninos superiores, onde acompanha a aresta transversal lingual. Pág. 20, fig. 1.6.3.Crista oblíqua ou ponte de esmalte: união de arestas transversais internas de uma cúspidevestibular a uma lingual. Pág. 25.Cristas marginais: saliências de esmalte presentes na periferia das faces linguais dos dentesanteriores e das faces oclusais dos dentes posteriores. São as cristas marginais mesiais edistais. Pág. 18, fig. 1.5.7 e 1.5.8.Cúspide: pronunciada a elevação da superfície oclusal de um dente, que termina em formacônica do dente jovem e arredondada no dente adulto. Pág. 21.Curvas de Oclusão: ver definição pág. 39 e fig. 3.5 e 3.6.
  68. 68. 67Curva de Balkwill-Spee: curva sagital de oclusão. Pág. 39, fig. 3.5.Curva de Wilson: curva transversal de oclusão. Pág. 40, fig. 3.6.DDVO – Dimensão vertical de oclusão: Pág. 36, fig. 3.4.DVR - Dimensão vertical de repouso: Pág. 37, fig. 3.3.EEspaço funcional livre: espaço formado pela diferença entre DVR e DVO. Pág. 39.Espaço interdental: ou espaço interproximal. Pág. 31.FForame cego: depressão puntiforme formada pela falta de coalescência de esmalte, presenteentre o cíngulo e a fossa lingual. Pág. 19, fig. 1.6.1.Fossa: depressão arredondada ou angular na superfície de um dente. Pág. 19 e 25.Fossa lingual: depressão ampla e rasa na face lingual dos dentes anteriores. Pág. 19, fig.1.7.8.Fóssula: depressão rasa e de formato piramidal presente na superfície oclusal dos dentespodteriores. É formada pelo encontro de 3 vertentes internas: uma da cúspide vestibular,uma da cúspide lingual e ma da crista marginal. Pode ser mesial e distal. Pág. 26, fig. 1.7.8.Fosseta: depressão em forma de ponta localizada nas faces vestibulares e linguais dosmolares, corresponde ao término dos sulcos ocluso-vestibulares e ocluso-linguais. Pág. 2.,fig. 1.7.8.Função parcial de grupo: os caninos e pré-molares tocam seus antagonistas, no lado detrabalho, durante o movimento de lateralidade, com desoclusão dos demais dentes. Pág. 44.Função total de grupo: os caninos, pré-molares e molares tocam seus antagonistas, duranteo movimento de lateralidade, no lado de trabalho, com desoclusão dos demais dentes. Pág.44.GGuia anterior: é a trajetória descrita pelos incisivos inferiores sobre as faces palatinas dosincisivos superiores, durante o movimento protrusivo, partindo da posição de oclusalcentral até a posição de topo-atopo. Pág. 42.

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