Figuras De Linguagem

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Algumas considerações sobre as Figuras de Linguagem para estudantes que pretendem prestar concursos públicos vestibulares ou similares.

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  • 1. FIGURAS DE LINGUAGEM Uma palavra vale mais do que mil imagens Prof. Marquinhos
  • 2. Figuras de som Brincando com as palavras
  • 3. aliteração:
    • consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.
    • Função: dar ritmo e imitar sons
    • “ Vozes veladas, veludosas vozes, Volúpias dos violões, vozes veladas, Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.” (Cruz e Souza)
  • 4. assonância:
    • consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.
    • Função: cadência e ritmo
    • “ Sou um mul a t o n a t o no sentid o l a t o mul a t o democr á tic o do lit o r a l.”
  • 5. paronomásia:
    • consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos.
    • “ Berro pelo aterro pelo desterro berro por seu berro pelo seu erro quero que você ganhe que você me apanhe sou o seu bezerro gritando mamãe. ”
  • 6. Figuras de construção Sintaxe poética
  • 7. elipse:
    • consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.
    • “ Na sala , apenas quatro ou cinco convidados.”
    • (omissão de havia, estavam, ficaram...)
  • 8. zeugma:
    • consiste na elipse de um termo que já apareceu antes.
    • Ele prefere cinema; eu , teatro. (omissão de prefiro)
    • Obs.: A Elipse difere do Zeugma porque neste o elemento que falta é único enquanto que naquela, mais expressiva, a interpretação é do leitor.
  • 9. polissíndeto:
    • consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.
    • Função: dar movimento, descrição cinematográfica
    • “ E sob as ondas ritmadas e sob as nuvens e os ventos e sob as pontes e sob o sarcasmo e sob a gosma e sob o vômito (...)”
  • 10. Assíndeto
    • Ao contrário do Polissíndeto, é a ausência total do conectivo.
    • Função: transmitir a ideia de rapidez, força e insistência energética.
    •   "Tendes jardins, tendes canteiros,
    • Tendes pátrias, tendes tectos“
    • Obs: Muitas vezes o assíndeto e o polissíndeto vêm para construir gradações.
  • 11. inversão:
    • consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase para que o verso se encaixe no ritmo do poema além de estimular a reflexão sobre o fazer poético.
    • “ Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
    • De um povo heróico o brado retumbante”
    • (As margens plácidas do Ipiranga ouviram
    • o brado retumbante de um povo heróico.)
  • 12. silepse:
    • consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser: • De gênero Voss a Excelência está preocupad o . • De número Os Lusíadas glorificou nossa literatura. • De pessoa “O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”
  • 13. anacoluto:
    • consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
    • A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.
  • 14. pleonasmo:
    • consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.
    • “ E rir meu riso e derramar meu pranto.”
  • 15. anáfora:
    • consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases para dar tom de retórica ao texto.
    • “ No meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho Tinha uma pedra No meio do caminho tinha uma pedra .
    • Nunca me esquecerei desse acontecimento Na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho Tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra .” (Drummond)
  • 16. Figuras de pensamento Palavra = imagem
  • 17. antítese:
    • consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
    • Função: denotar inquietação.
    • “ Os jardins têm vida e morte .”
  • 18. ironia:
    • é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.
    • “ A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”
  • 19. eufemismo:
    • consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.
    • Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)
  • 20. hipérbole:
    • trata-se de exagerar uma idéia com finalidade enfática.
    • Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)
  • 21. prosopopéia ou personificação:
    • consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados para estimular no leitor a criação imaginativa mais expressiva que a descrição denotativa.
    • O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
  • 22. gradação ou clímax:
    • é a apresentação de idéias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)
    • “ Um coração chagado de desejos Latejando, batendo, restrugindo.”
  • 23. apóstrofe:
    • consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada).
    • “ Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus!”
  • 24. Figuras de palavras A força dos símbolos
  • 25. metáfora:
    • consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido.
    • “ Meu pensamento é um rio subterrâneo .”
    • “ Chove metáfora no vestibular.” “Vamos ter que parir um texto no ENEM.” “Água mole em pedra dura...”
  • 26. Alguns símbolos usados na linguagem metafórica:
    • Cruz = sofrimento
    • Você é minha cruz!
    • Luz = sabedoria
    • Deus é a luz que guia meu passos.
    • Cobra = traição, maldade
    • Sua mãe é uma cobra, mulher!
    • Raposa = esperteza
    • Aquele político é uma raposa!
    • Sol = alegria
    • Você é o sol da minha vida!
    • Coração = amor, sentimentalismo
    • Aquela mulher é só coração!
  • 27.  
  • 28. metonímia:
    • como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado. Todavia, a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. Observe:
    • Não tinha teto em que se abrigasse. (teto em lugar de casa)
  • 29. Alguns exemplos de Metonímia
    • Parte pelo todo;
    • A multidão de olhos acompanhava o acidente.
    • Autor pela obra;
    • Você ouviu o último Skank?
    • Marca pelo produto;
    • Compre Q-boa normal e Q-boa Brilhante!
    • Efeito pela causa;
    • Respeite meus cabelos brancos.
    • Matéria pelo objeto;
    • O Brasil ganhou mais um ouro.
    • Continente pelo conteúdo...
    • Só quero um copo d’água e um prato de comida.
  • 30. catacrese:
    • ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado.
    • O pé da mesa estava quebrado.
  • 31. antonomásia ou perífrase:
    • consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade:
    • ...os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles)
  • 32. sinestesia:
    • trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.
    • Sua voz aveludada enchia o quarto...
    • Comprei um maço de cheiro-verde.