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Transcript

  • 1. 2ª MB Grupo 4: Kamile Dorigo Lucas Motte Igor Bronzon Rhuan Antônio Matheus Morais
  • 2. Desenvolvimento tecnológico e percepções dos processos e da dinâmica da superfície terrestre.
  • 3.  
  • 4. A técnica nasce, quando do nascimento da humanidade. Nela reside a característica marcante de que, uma vez inventado o primeiro instrumento, desencadeia - se um processo de melhoria de suas formas e usos para satisfazer as necessidades crescentes da sociedade.
  • 5. O processo progressista das técnicas requer da sociedade onde se instala, um profundo conhecimento de teorias científicas para a resolução dos seus problemas, dos seus porquês e de como seus objetivos são alcançados.
  • 6.
    • Segundo M. Dugud (1981),
    • “ Uma técnica não se converte em ferramenta, até que a saiba manejar e lhe aplicar o saber”.
  • 7. A Inovação Tecnológica
  • 8.  
  • 9.
    • Para Sigaut (1966),
    • “ O termo tecnologia difundiu-se na Europa, depois da Segunda Guerra Mundial, primeiramente com a mesma acepção que nos países anglo - saxões de onde provinha, isto é, para designar o conjunto de técnicas modernas e de cunho científico, em oposição às práticas realizadas pelos artesões.”
  • 10.
    • Historicamente, a tecnologia está relacionada à evolução e mudanças dos fatos e situações que ocorreram na nossa sociedade em termos reais e concretos.Observamos como isto ocorreu, ao longo do tempo, que se denominou Revoluções Industriais.
  • 11.
    • A primeira Revolução Industrial que começou na Inglaterra no fim do século XVIII e depois se expandiu para o resto do mundo, no século XIX, teve como marco significativo a máquina a vapor, a indústria do aço, e o surgimento das ferrovias. Neste momento, a máquina a vapor começa a modificar a vida do trabalhador.
  • 12.
    • Na segunda Revolução Industrial, que surgiu no século XIX, e é caracterizada pelo aparecimento do aço, energia elétrica, petróleo e indústria química, temos uma nova presença do trabalhador, não só pelas substituições inevitáveis, como pelas relações no mundo do trabalho, marcadas pela administração fordista.
  • 13.
    • A terceira Revolução Industrial, marca dos últimos trinta anos, caracteriza-se por uma acelerada transformação no campo tecnológico, com conseqüências não só no mercado de bens de serviço e de consumo como também, no modo de produção e na qualificação necessária dos novos trabalhadores e nas relações sociais.Essa fase é marcada ,segundo Schaff, por uma tríade revolucionário: microeletrônica, a microbiologia e a energia nuclear, o que nos levará, segundo o autor, a um desenvolvimento da humanidade.
  • 14.
    • Ricardo Santos, diretor de marketing de alianças da brasileira Datasul, localizada em Joinville, afirma: “O futuro é a transparência nas informações. De qualquer parte do mundo ou situação, o executivo poderá acessar a base de dados de sua empresa e gerenciar a sua produção”.
  • 15.
    • Uma vez que a tecnologia é colocada à disposição da sociedade ou do mercado, ela passa a ter valor que é determinado pela forma como vai ser adquirida. O valor de consumo, ou mesmo o valor como bem à sociedade, mais do que imposto pelos tecnólogos, ele é imposto pela própria sociedade.
  • 16.
    • Os filhos do novo milênio interagem com uma nova paisagem cultural, social e econômica, inovada pelos aparatos tecnológicos. Seja no lar, na escola, na indústria ou na igreja, na cultura ou no lazer, seja qual for nosso campo de atuação, a tecnologia nos trouxe uma nova linguagem, um novo conhecimento, um novo pensamento, uma nova forma de expressão.
  • 17.
    • Vários autores, muito acertadamente, enfatizam em suas conclusões, a questão da ética como “extremamente importante no terreno da tecnologia, uma vez que, alguns aspectos, transcendem a utilização de uma tecnologia mais sofisticada para encontrar-se com a reflexão dos limites e parâmetros desejáveis e aceitáveis de sua ação”.
  • 18.
    • Hilts (1994) diz,
    • “ A educação tecnológica deve estar voltada para os desafios das gerações futuras, em termos de modernização e capacidade emancipa tória, e, se ela deve ser entendida como algo que visa à felicidade do homem, precisamos desenvolvê-la dentro desta concepção, baseando –nos não só nos conhecimentos científicos mas, principalmente, nos valores que nossa sociedade nos impõe.”
  • 19.
    • O desenvolvimento tecnológico e a inovação de um país dependem, em grande parte, da formação de recursos humanos capacitados, bem como de investimentos consistentes, contínuos, de longo prazo e de porte.
  • 20.
    • O Brasil adotou a estratégia de que a pesquisa acadêmica geraria conhecimento que naturalmente se transformaria em inovações tecnológicas, o que não está refletindo a realidade do setor no país.
    • Sempre investiu de forma inconstante e em quantidade insuficiente os recursos públicos federais e estaduais no desenvolvimento de ciência e tecnologia (com exceção do estado de São Paulo), o que sempre preocupou a comunidade científica e empresarial do país.
    • Houve no Brasil um grande avanço científico nos últimos trinta anos. A iniciativa consistente para construir a competência científica, através do treinamento de pessoal qualificado dentro e fora do país, foi indiferente às oscilações político-econômicas, tanto em nível federal como estadual: hoje o Brasil responde por 1,3% dos artigos científicos publicados em revistas indexadas internacionais.
  • 21.  
  • 22.
    • Abordagem Sistêmica
    • O mundo passa atualmente por uma exacerbada, porém válida, preocupação com a escassez futura dos recursos naturais e com a qualidade de vida de sua população.
  • 23.
    • Práticas exercidas pelo sistema antrópico, calcadas em valores principalmente economicistas, somadas a grande parte dos trabalhos teóricos existentes, que se propuseram a entender geograficamente as organizações espaciais, porém, desprezando componentes chaves das mesmas, permitiram um processo de coisificação da natureza, resultando em amplas e drásticas modificações do meio físico/natural e no estabelecimento de novas organizações espaciais.
    • A crescente pressão antrópica sobre o planeta torna necessária a ampliação dos estudos ambientais, os quais possam indicar soluções para inúmeros problemas que atingem o meio ambiente em diversas escalas do tempo e do espaço.
  • 24.
    • Segundo Christofoletti (1999),
    • “ A abordagem sistêmica serve de embasamento para uma das formas mais eficientes de investigação da dinâmica do meio ambiente.”
  • 25.
    • Com a fixação da abordagem sistêmica na geografia, Sotchava, em 1960, introduziu o conceito de geossistema na literatura soviética, com a preocupação de estabelecer uma tipologia, aplicável aos fenômenos geográficos e que buscasse substituir o termo Ecossistema, adotado pelos biólogos. Na visão desse autor, os geossistemas são definidos como classe de sistemas dinâmicos, flexíveis, abertos e hierarquicamente organizados, com estágios de evolução temporal, numa mobilidade cada vez maior sob a influência do homem.
  • 26.
    • A relação entre sistemas controlados e controladores não deve ser considerada de maneira linear, haja vista a existência de mecanismos de retroalimentação, também conhecidos como feedback, pelos quais os sistemas subseqüentes podem “voltar a exercer influências sobre os antecedentes, numa perfeita interação entre todo o universo” (Christofoletti, 1979). Assim, as variáveis pertencentes aos sistemas físico/naturais dependem de fatores externos, também chamados de parâmetros, os quais regulam o funcionamento do sistema por meio do fornecimento de matéria e energia. A ajustagem das variáveis componentes de um sistema é resposta não linear à intensidade de tais parâmetros.
  • 27.
    • Uma vez que delimitar um dado sistema da superfície terrestre, constituinte de uma realidade complexa e que apresenta uma multiplicidade de fenômenos, exige uma capacidade de abstração profunda, dependente da formação intelectual do pesquisador, bem como de sua própria visão de mundo e conseqüentemente de sua percepção ambiental.
  • 28.
    • Outro obstáculo ao estudo dos sistemas está no que Christofoletti (1999) chama de “disponibilidade de instrumentação tecnológica” aplicada às pesquisas. Graças às possibilidades garantidas pelo desenvolvimento tecnológico, a produção de novos equipamentos favorece a obtenção de dados, a compreensão, o diagnóstico e o manejo dos sistemas de organização complexa.
  • 29.
    • Um dos exemplos de instrumental tecnológico de enorme aplicabilidade às análises espaciais, por meio de uma abordagem sistêmica, surgiu graças ao desenvolvimento da área computacional após a década de 80, culminando no desenvolvimento do SIG, que se trata de um sistema de computador para manusear dados espaciais (Bonham-Carter, 1994).
  • 30.
    • De acordo com Lima e Queiroz Neto (1997),
    • “ o ambiente é o resultado de uma relação imbricada de fatores físicos, químicos, biológicos e sociais, interferindo uns sobre os outros e variando no espaço e tempo.”
  • 31.
    • Organização espacial (sistema ambiental) deve ser caracterizada como entidade organizada na superfície terrestre formada pelos subsistemas físico/natural e antrópico, bem como por suas interações. O subsistema físico/natural é composto por elementos e processos relacionados ao clima, solo, relevo, águas e seres vivos, enquanto os componentes e processos do subsistema antrópico são aqueles ligados à população, urbanização, industrialização, agricultura e mineração, entre outras atividades e manifestações humanas, a exemplo da cultura e da política.
  • 32.  
  • 33.
    • Com relação às manifestações temporais dos fenômenos da natureza e do homem definem-se pelo menos quatro escalas de importância nos estudos das organizações espaciais, as quais seguem:
    • A primeira trata-se da escala do tempo futuro, referente aos eventos que poderão se tornar realidade. Nas análises e estudos em Geografia, tratam-se das previsões científicas de eventos, fenômenos, processos, formas e organizações espaciais que poderão existir, por meio de geração de modelos normativos, cenários, dentre outros.
  • 34.
    • A segunda trata-se da escala do tempo da Natureza. Os elementos naturais estão inter-relacionados, sendo que seus processos e formas existentes na organização físico/natural se manifestam em uma escala de tempo que lhe é própria. Como exemplo, pode ser citada a formação de solos a partir do intemperismo de rochas e da influência de condições morfoclimáticas atuais. Uma vez que o processo de uso e ocupação das terras degrade propriedades do mesmo, para que se constitua um novo processo pedogenético é necessário um período de tempo de milhares ou milhões de anos, escala temporal não compatível com a escala temporal dos eventos humanos.
  • 35.
    • A terceira trata-se da escala do tempo histórico do homem. Tal escala se inicia com a presença humana, não do pré-histórico nômade e coletor, mas a partir do surgimento das grandes civilizações, quando, por meio do uso das técnicas, o homem torna-se capaz de alterar de forma significativa, elementos e fenômenos pertencentes ao sistema físico/natural em uma tentativa de reduzir seus obstáculos e de controlá-lo.
  • 36.
    • A quarta trata-se da escala do tempo presente, que se caracteriza pelo fato do sistema antrópico, nas últimas décadas (em especial no pós Segunda Guerra e mais precisamente no pós década de 70 do século XX) ter atingido grande desenvolvimento técnico.
    • Este período equivale ao que Richta (1968) e posteriormente Santos (2002) apontaram como aquele que se distingue de seus antecessores pela profunda inter-relação da ciência, da técnica e da informação, que permitiu ao mercado tornar-se global.
  • 37.
    • Não se deve achar que o ambiente deva ser considerado como uma produção artificial do homem. Por mais que o processo de uso e ocupação das terras se processe sob uma lógica cada vez mais ligada ao mercado, e haja adensamento de objetos técnicos tanto no campo quanto nas cidades, não se deve pensar que a natureza deixou de existir, ou que não seja também responsável por processos de formação de organizações espaciais, ou ainda que não seja capaz de influenciar a estruturação, dinâmica e funcionamento dos sistemas antrópicos.
  • 38.
    • A afirmação de que “a natureza deixou de ser uma parte significativa do nosso meio ambiente” (Geller, 1989) Apud: Santos (2002) demonstra o descaso com que o homem tem tratado a mesma, desconsiderando seus processos e funcionamento, o que reflete a lógica com que tem se processado o uso e ocupação das terras a partir da segunda metade do século passado.
  • 39.
    • A escala do tempo presente trata-se do período em que o sistema antrópico passa a possuir condições de interferir e de transformar os processos físico/naturais com grande intensidade. Também é neste período que emerge a necessidade cada vez maior de se conhecer os elementos, atributos, inter-relações e funcionamentos dos sistemas físico/naturais, para que o processo de uso e ocupação das terras não seja guiado exclusivamente por lógicas economicistas e de mercado, mas sim a partir do conhecimento dos geossistemas, a fim de que maior equilíbrio na relação homem/natureza seja atingido.
  • 40.
    • Apesar do desenvolvimento tecnológico alcançado pelo homem, tornando-lhe capaz de alterar e controlar parte dos elementos e fenômenos pertencentes à natureza, esta, uma vez que constitui um sistema complexo, está longe de ser plenamente conhecida, quanto menos controlada. Assim, apesar da existência do tempo da ação humana (escalas de tempo histórico do homem e presente), há o tempo natural (escala de tempo da natureza), que coexistem no processo de formação das organizações espaciais.
  • 41.
    • O sistema antrópico é capaz de influenciar parte dos sistemas físico/naturais impondo-lhes ritmos diferentes e acelerando processos com conseqüente alteração de suas escalas de tempo de ocorrência (Perez Filho, 2006).
    • Assim processos e formas que se manifestariam na escala do tempo da natureza, passam a ocorrer nas escalas do tempo histórico e presente. E é por isso que alguns pesquisadores, ao observarem as formas com que o homem tem interferido na dinâmica natural da Terra, defendem a idéia de, no tempo presente, ocorrerem processos geomorfológicos com gênese antrópica.