Plantas raras do Brasil
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Plantas raras do Brasil Plantas raras do Brasil Document Transcript

  • Plantas Raras do Brasil
  • Plantas Raras do Brasil
  • Conservação Internacional (CI-Brasil) Presidente Roberto Brandão Cavalcanti Vice-Presidente de Operações Carlos Alberto Bouchardet Diretores Guilherme Fraga Dutra Isabela Santos Luiz Paulo Pinto Patrícia Baião Paulo Gustavo Prado Ricardo Bomfim MachadoUniversidade Estadual de Feira de Santana Reitor José Carlos Barreto de Santana Diretor do Departamento de Ciências Biológicas Carlos Costa Bichara Filho Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Botânica Luciano Paganucci de Queiroz
  • Conservação InternacionalUniversidade Estadual de Feira de Santana Plantas Raras do Brasil Organizadores Ana Maria Giulietti Alessandro Rapini Maria José Gomes de Andrade Luciano Paganucci de Queiroz José Maria Cardoso da Silva Belo Horizonte, MG – 2009
  • Coordenação Editorial Isabela de Lima SantosProjeto Gráfico Lúcia NemerDesigner Assistente Fábio de AssisFotografias da Capa M.Trovó A. Rapini A. Chautems Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Nina C. Mendonça CRB6/1288P713 Plantas raras do Brasil / organizadores, Ana Maria Giulietti ... [et al.]. – Belo Horizonte, MG : Conservação Internacional, 2009. 496 p. : il., fots. color., mapas; 26 cm. Co-editora: Universidade Estadual de Feira de Santana. Inclui referências. ISBN: 978-85-98830-12-4. 1. Plantas raras – Brasil. 2. Diversidade biológica – Conservação. I. Conservação I ­ nternacional. II. Giulietti, Ana Maria. CDU : 582
  • SumárioSumárioPrefácio 11 BALANOPHORACEAE 90Agradecimentos 13 BEGONIACEAE 91 BERBERIDACEAE 95Colaboradores e Instituições 15 BIGNONIACEAE 96Introdução 23 BORAGINACEAE 101Catálogo de Plantas Raras do Brasil 37 BRASSICACEAE 102 ACANTHACEAE 39 BROMELIACEAE 103 ACHARIACEAE 44 BURMANNIACEAE 115 ALISMATACEAE 45 BURSERACEAE 116 ALLIACEAE 46 CACTACEAE 118 ALSTROEMERIACEAE 47 CALYCERACEAE 127 AMARANTHACEAE 48 CAMPANULACEAE 128 AMARYLLIDACEAE 51 ANNONACEAE 52 CANELLACEAE 130 APOCYNACEAE 54 CARYOPHYLLACEAE 131 APODANTHACEAE 65 CELASTRACEAE 132 AQUIFOLIACEAE 66 CHRYSOBALANACEAE 134 ARACEAE 67 CLUSIACEAE 139 ARALIACEAE 71 COMBRETACEAE 142 ARECACEAE 74 COMMELINACEAE 143 ASTERACEAE 76 CONNARACEAE 145
  • SumárioCONVOLVULACEAE 147 LENTIBULARIACEAE 238CUCURBITACEAE 150 LOGANIACEAE 239CUNONIACEAE 153 LORANTHACEAE 240CYPERACEAE 154 LYTHRACEAE 243DILLENIACEAE 159 Malpighiaceae 252DROSERACEAE 161 MALVACEAE 262EBENACEAE 162 MELASTOMATACEAE 263ERICACEAE 165 MELIACEAE 280ERIOCAULACEAE 166 MOLLUGINACEAE 281ERYTHROXYLACEAE 181 MONIMIACEAE 282EUPHORBIACEAE 183 MORACEAE 284GENTIANACEAE 185 MYRISTICACEAE 287GESNERIACEAE 187 MYRSINACEAE 288HYPERICACEAE 191 MYRTACEAE 289LAMIACEAE 192 OCHNACEAE 293LAURACEAE 201 OLACACEAE 297LECYTHIDACEAE 208 OLEACEAE 298LEGUMINOSAE 212 ORCHIDACEAE 299 SUBFAMÍLIA ­ AESALPINIOIDEAE C 212 OROBANCHACEAE 310 SUBFAMÍLIA ­ IMOSOIDEAE M 221 OXALIDACEAE 312 SUBFAMÍLIA ­ APILIONOIDEAE P 228 PASSIFLORACEAE 314
  • SumárioPICRAMNIACEAE 316 SYMPLOCACEAE 380PIPERACEAE 317 THISMIACEAE 382PLANTAGINACEAE 324 THYMELAEACEAE 383POACEAE 326 TRIURIDACEAE 384PODOCARPACEAE 341 TURNERACEAE 385POLYGALACEAE 342 URTICACEAE 391POLYGONACEAE 346 VELLOZIACEAE 392PORTULACACEAE 347 VERBENACEAE 399PROTEACEAE 348 VIOLACEAE 406QUIINACEAE 349 VITACEAE 407RHABDODENDRACEAE 350 VOCHYSIACEAE 408RUBIACEAE 351 XYRIDACEAE 411RUTACEAE 358 ZINGIBERACEAE 416SABIACEAE 362 Acervo Fotográfico 417SALICACEAE 363 Áreas-Chave para Espécies Raras deSANTALACEAE 364 ­ anerógamas F 433SAPOTACEAE 366SCHOEPFIACEAE 371SCROPHULARIACEAE 372SIMAROUBACEAE 374SOLANACEAE 375
  • 10
  • PrefácioPrefácio 11Um dos maiores desafios deste século é desenvolver modelos de desenvolvimento sociale econômico que tenham como sua base a conservação da biodiversidade. Esses modelos são especialmente importantesem países como o Brasil, detentores de grande parte das espécies existentes no planeta.O desenvolvimento sustentável de um país requer planejamento sistemático de conservação, com objetivos bem defini-dos e métodos consistentes de análise. Para isso, informações precisas sobre a distribuição das espécies são fundamentais.Nesse processo, nem todas as espécies são iguais. As espécies com distribuição restrita têm muito mais possibilidades deserem extintas por um evento catastrófico qualquer ou simplesmente pela ocupação humana desordenada do que espéciesamplamente distribuídas. Por isso, elas recebem maior atenção por parte dos conservacionistas. O argumento é simples:se protegermos as áreas onde estas espécies ocorrem, estaremos protegendo também populações de outras espécies quepossuem distribuições mais extensas e, assim, maximizando os esforços de conservação.Este livro é uma contribuição fantástica para a conservação da biodiversidade no Brasil e no mundo. Produto de uma par-ceria entre a Universidade Estadual de Feira de Santana e a Conservação Internacional, da qual orgulhosamente faço partedo seu Conselho Global, ele sintetiza o trabalho intenso de mais de 170 cientistas de 55 instituições e nos revela o mundodas plantas raras do Brasil. Plantas raras foram definidas como aquelas espécies que possuem distribuição menor do que10.000 km2. O número final deste esforço impressiona. Foram reconhecidas 2.291 espécies de plantas raras brasileiras,cerca de 4 a 6% de todas as espécies de plantas do país, muitas das quais se encontram à beira da extinção. As distribuiçõesdas espécies de plantas raras ajudam também a delimitar 752 áreas que são chaves para garantir a conservação da diversi-dade de plantas brasileiras. Essas áreas deveriam ser rapidamente reconhecidas por todos como prioridade imediata paraum trabalho intenso de preservação.Conservar o capital natural brasileiro e promover o uso sustentável dos recursos é um dever de todos os setores da socie-dade nacional. Sem o esforço conjunto dos cientistas e sem livros de síntese como este, às vezes torna-se difícil imaginara magnitude do desafio que ainda temos pela frente. Espero que esta obra sirva de inspiração para um pacto nacional maisamplo que tenha como objetivo desenvolver ações concretas para evitar a extinção das espécies no Brasil. André Esteves Membro do Conselho Diretor Conservação Internacional
  • Agradecimentos Agradecimentos 13Agradecemos a todas as instituições cujos pesquisadores colaboraram no estudo dasfamílias relacionadas no livro. Em especial, à Universidade Estadual de Feira de Santana por ter fornecido toda a infra-estrutura necessária ao projeto. Agradecemos ao Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) e ao Instituto do Milê-nio do Semi-Árido (IMSEAR), ambos do Ministério da Ciência e Tecnologia, pelos recursos para o trabalho de campo queserviu de base para a avaliação de várias espécies raras. A.M. Giulietti, A. Rapini, L.P. Queiroz e J.M.C. Silva agradecemao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela bolsa de produtividade em pesquisa.M.J.G. Andrade agradece à Conservação Internacional (CI-Brasil) pela bolsa recebida por meio da Fundação Instituto parao Desenvolvimento da Amazônia (FIDESA) para se dedicar à organização do livro. Este projeto foi desenvolvido graças aoapoio da Gordon and Betty Moore Foundation, baseada em Palo Alto (EUA), e de André Esteves, membro do Conselhoda Conservação Internacional. Por fim, um agradecimento especial a todos os autores, que demonstraram envolvimento emuita paciência ao longo deste projeto que, como qualquer grande trabalho de síntese, mostrou-se muito mais complexodo que tínhamos inicialmente imaginado. Comissão Organizadora
  • Colaboradores e InstituiçõesColaboradores e Instituições 15A lista a seguir inclui as pessoas que colaboraram para a produção deste livro: autoresdos capítulos, pesquisadores que contribuíram com a revisão do conteúdo e também aqueles que analisaram determinadas famí-lias e não encontraram espécies raras segundo os critérios adotados neste trabalho.Abel Augusto Conceição - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilAdilva de Souza Conceição - Universidade do Estado da Bahia, BA, BrasilAlain Chautems - Jardin Botanique de laVille de Genève, Genebra, SuíçaAlessandro Rapini - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilAlessandro Silva do Rosário - Museu Paraense Emílio Goeldi, PA, BrasilAlexa Araújo de Oliveira Paes Coelho - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilAlexandre Quinet - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilAline Costa da Mota - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilAna Cláudia Araújo - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RS, BrasilAna du Bocage - Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária, PE, BrasilAna Luiza Andrade Côrtes - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilAna Maria Giulietti - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilAna Maria Goulart Azevedo Tozzi - Universidade Estadual de Campinas, SP, BrasilAna Paula Fortuna Pérez - Universidade Estadual de Campinas, SP, BrasilAna Paula M. Santos - Universidade Federal de Uberlândia, MG, BrasilAnderson Alves-Araújo - Universidade Federal de Pernambuco, PE, BrasilAnderson F. P. Machado - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, RJ, BrasilAndrea Karla A. Santos - Universidade Estadual de Feira de Santana e Universidade Federal da Bahia, BA, BrasilAndrea O. de Araujo - Universidade Estadual Paulista, SP, BrasilAngela Borges Martins - Universidade Estadual de Campinas, SP, BrasilAntônio Elielson S. Rocha - Museu Paraense Emílio Goeldi, PA, Brasil
  • 16 Colaboradores e InstituiçõesAriane Luna Peixoto - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilAristônio M. Teles - Universidade Federal de Goiás, GO, BrasilArmando Carlos Cervi - Universidade Federal do Paraná, PR, BrasilCarlos Henrique Reif de Paula - Universidade Santa Úrsula, RJ, BrasilCarmen Sílvia Zickel - Universidade Federal Rural de Pernambuco, PE, BrasilCarolyn E. B. Proença - Universidade de Brasília, DF, BrasilCássio van den Berg - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilCecília O. Azevedo - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilCíntia Kameyama - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, BrasilClaudenir Simões Caires - Universidade de Brasília, DF, BrasilCláudia Elena Carneiro - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilClaudio Augusto Mondin - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, RS, BrasilClaudio Nicoletti de Fraga - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilCristiana Koschnitzke - Universidade Federal do Rio de Janeiro, RJ, BrasilDenise Monte Braz - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, RJ, BrasilDomingos Benício Oliveira Silva Cardoso - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilDouglas C. Daly - The New York Botanical Garden, NY, EUAEduardo Bezerra de Almeida Jr. - Universidade Federal Rural de Pernambuco, PE, BrasilEfigênia de Melo - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilEliane de Lima Jacques - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, RJ, BrasilElnatan B. Souza - Universidade EstadualVale do Acaraú, CE, BrasilElsa L. Cabral - Universidad Nacional del Nordeste, Córdoba, ArgentinaElsie Franklin Guimarães – Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilÉlvia Rodrigues de Souza - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilEric de Camargo Smidt - Universidade Federal do Paraná, PR, Brasil
  • Colaboradores e Instituições 17Fábio de Barros - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, BrasilFábio Vitta - Universidade Federal dosVales do Jequitinhonha e Mucuri, MG, BrasilFabrício Moreira Ferreira - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilFátima Regina Gonçalves Salimena - Universidade Federal de Juiz de Fora, MG, BrasilFernando Regis Di Maio - Universidade Estácio de Sá, RJ, BrasilFiorella F. Mazine - Universidade de São Paulo, SP, BrasilFlávio França - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilFrank Almeda - California Academy of Sciences, San Francisco, CA, EUAGardene Maria de Sousa - Universidade Federal do Piauí, PI, BrasilGeórgia R. G. Figueirêdo - Universidade Federal da Paraíba, PB, BrasilGleidineia Leite Campos - Colégio Estadual Luiz Pinto de Carvalho, BA, BrasilGustavo Heiden - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilGuy R. Chiron - Université Claude Bernard, Lyon, FrançaHilda Maria Longhi-Wagner - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RS, BrasilHeleno dias Ferreira - Universidade Federal de Goiás, GO, BrasilInês da Silva Santos - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilJarênio Rafael Ozeas de Santana - Universidade Federal de Goiás, GO, BrasilJimi Naoki Nakajima - Universidade Federal de Uberlândia, MG, BrasilJoão B. A. Bringel Jr. - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, DF, BrasilJoão Batista Baitello - Instituto Florestal do Estado de São Paulo, SP, BrasilJoão Luiz M. Aranha Filho - Universidade Estadual de Campinas, SP, BrasilJoão Renato Stehmann - Universidade Federal de Minas Gerais, MG, BrasilJohn D. Mitchell - The New York Botanical Garden, NY, EUAJorge Antônio Silva Costa - Universidade Federal da Bahia, BA, BrasilJorge P. P. Carauta - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, RJ, Brasil
  • 18 Colaboradores e InstituiçõesJosafá Carlos de Siqueira - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, RJ, BrasilJosé Floriano B. Pastore - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilJosé Iranildo Miranda de Melo - Universidade Estadual da Paraíba, PB, BrasilJosé Maria Cardoso da Silva - Conservação Internacional, PA, BrasilJosé Rubens Pirani - Universidade de São Paulo, SP, BrasilJuan Tun-Garrido - Facultad de MedicinaVeterinaria y Zootecnia,Yucatán, MéxicoJuliana de Paula-Souza - Universidade de São Paulo, SP, BrasilJúlio Antonio Lombardi - Universidade Estadual Paulista, SP, BrasilKarina Fidanza Rodrigues Bernado - Universidade Estadual de Campinas, SP, BrasilLaura Cristina Pires Lima - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilLeandro Jorge Telles Cardoso - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilLeila Macias - Universidade Federal de Pelotas, RS, BrasilLeilane Naiara Pedreira Sampaio - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilLeonardo de Melo Versieux - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, BrasilLeonardo Pessoa Felix - Universidade Federal da Paraíba, PB, BrasilLeslie R. Landrum - School of Life Sciences, AZ, EUALigia S. Funch - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilLívia G. Temponi - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, PR, BrasilLúcia G. Lohmann - Universidade de São Paulo, SP, BrasilLuciano Paganucci de Queiroz - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilLuisa Ramos Senna - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilMara Ritter - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RG, Brasil Marccus V. S. Alves - Universidade Federal de Pernambuco, PE, BrasilMarcelo D. M. Vianna Filho - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, RJ, BrasilMarcelo Fragomeni Simon - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, DF, BrasilMarcelo Reginato - Universidade Federal do Paraná, PR, Brasil
  • Colaboradores e Instituições 19Marcelo Trovó - Universidade de São Paulo, SP, BrasilMarcos da Costa Dórea - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilMarcos Gonzalez - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilMarcos Sobral - Universidade Federal de Minas Gerais, MG, BrasilMarcos José da Silva - Universidade Estadual de Campinas, SP, BrasilMarcus A. N. Coelho - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilMaria Bernadete Costa-e-Silva - Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária, PE, BrasilMaria das Graças Lapa Wanderley - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, BrasilMaria de Fátima Agra - Universidade Federal da Paraíba, PB, BrasilMaria de Fátima Freitas - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilMaria do Carmo Amaral - Universidade Estadual de Campinas, SP, BrasilMaria do Socorro Pereira - Universidade Federal de Campina Grande, PB, BrasilMaria Fernanda Calió - Universidade de São Paulo, SP, BrasilMaria Iracema Bezerra Loiola - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, RN, BrasilMaria José Gomes de Andrade - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilMaria Mercedes Arbo - Universidad Nacional del Nordeste, Córdoba, ArgentinaMaria Natividad Sanchez de Stapf - Instituto Smithsonian de Investigaciones Tropicales, PanamáMaria Regina de Vasconcelos Barbosa - Universidade Federal da Paraíba, PB, BrasilMaria Rita Cabral Sales de Melo - Universidade Federal Rural de Pernambuco, PE, BrasilMariana Saavedra - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilMário Barroso Ramos-Neto - Conservação Internacional, DF, BrasilMarla Ibrahim Uehbe de Oliveira - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilMarlon C. Machado - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilMarta Camargo de Assis - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, SP, BrasilMassimilliano Dematteis - Instituto de Botánica del Nordeste, Corrientes, ArgentinaMatheus Fortes Santos - Universidade de São Paulo, SP, Brasil
  • 20 Colaboradores e InstituiçõesMilena Ferreira Costa - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilMilene M. Silva-Castro - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilMilton Groppo - Universidade de São Paulo, SP, BrasilNathan Smith - The New York Botanical Garden, NY, EUAPatrícia Luz Ribeiro - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilPaula Dib de Carvalho - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Paulo Takeo Sano - Universidade de São Paulo, SP, BrasilPedro Fiaschi - Virginia Commonwealth University, VA, EUAPedro Germano Filho - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilPedro Lage Viana - Universidade Federal de Minas Gerais, MG, BrasilPedro Luís Rodrigues de Moraes - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilPeter W. Fritsch - California Academy of Sciences, CA, EUARafael A. Xavier Borges - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilRafael Batista Louzada - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, BrasilRaymond Mervyn Harley - Royal Botanic Gardens, Kew, Reino UnidoRegina Andreata - Universidade Santa Úrsula, RJ, BrasilRenato de Mello-Silva - Universidade de São Paulo, SP, BrasilRenato Goldenberg - Universidade Federal do Paraná, PR, BrasilReyjane Patrícia de Oliveira - Universidade Federal da Bahia, BA, BrasilRicardo de Souza Secco - Museu Paraense Emílio Goeldi, PA, BrasilRita Cristina Seco Lee - Universidade Estadual de Campinas, SP, BrasilRita de Cássia Araújo Pereira - Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária, PE, BrasilRita Fabiana de Souza Silva - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilRoberto Salas - Universidad Nacional del Nordeste, Córdoba, ArgentinaRodrigo B. Singer - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RS, BrasilRosana Romero - Universidade Federal de Uberlândia, MG, Brasil
  • Colaboradores e Instituições 21Rosangela Simão Bianchini - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, BrasilRoseli Torres - Instituto Agronômico de Campinas, SP, BrasilRoxana Cardoso Barreto - Universidade Federal de Pernambuco, PE, BrasilScott Mori - The New York Botanical Garden, NY, EUASebastião José da Silva Neto - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilSergio Eustáquio Noronha - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, DF, BrasilSergio Romaniuc Neto - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, BrasilSheila R. Profice - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilSilvana Aparecida Pires de Godoy - Universidade de São Paulo, SP, BrasilSilvana H. N. Monteiro - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilSimon J. Mayo - Royal Botanic Gardens, Kew, Reino UnidoSimone Fiuza Conceição - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, BA, BrasilTaciana Barbosa Cavalcanti - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, DF, BrasilTânia Regina Santos Silva - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilTarciso de Souza Filgueiras - União Pioneira de Integração Social Faculdades Integradas, DF, BrasilTatiana Tavares Carrijo - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilTeonildes Sacramento Nunes - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, BrasilThais Pacheco Kasecker - Conservação Internacional, PA, BrasilThais Trindade de Lima - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, BrasilVanessa L. Rivera - Universidade de Brasília, DF, BrasilVera Lúcia Gomes Klein - Universidade Federal de Goiás, GO, BrasilVidal de Freitas Mansano - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, BrasilVinicius Castro Souza - Universidade de São Paulo, SP, BrasilVolker Bittrich - Universidade Estadual de Campinas, SP, BrasilWellington Forster - Universidade Estadual de Campinas, SP, BrasilWilliam Antonio Rodrigues - Universidade Federal do Paraná, PR, Brasil
  • IntroduçãoIntrodução 23Alessandro Rapini, Maria José Gomes de Andrade, Ana Maria Giulietti, Luciano Paganucci de Queiroz & José Maria Cardoso da SilvaUma flora pouco conhecida e bastante ameaçada exigem atenção especial ao longo do ano todo. Para se ter uma idéia, cerca de 40% da área de Caatinga nunca foiAcredita-se que mais de 90% das espécies de angios- coletada e 80% dela é subamostrada (Tabarelli & Vicente,permas já estejam descritas, mas a grande maioria delas 2004). Floristicamente, a Amazônia brasileira é especial-continua praticamente desconhecida (Heywood, 2001) e mente subamostrada, possuindo uma intensidade de cole-boa parte da flora tropical permanece subamostrada (e.g. tas menor do que nos países vizinhos. Suas coletas estãoPrance et al., 2000). Assim, diferente do que acontece concentradas basicamente nas proximidades de grandescom grupos relativamente bem conhecidos, como aves e cidades, como Manaus e São Gabriel da Cachoeira, esten-mamíferos, cujo número de espécies pode ser considera- dendo-se pelas principais rotas de acesso ao longo dos riosdo estável (Diamond, 1985; May, 1986), as estimativas mais importantes, de modo que uma porção considerávelpara o número de espécies de fanerógamas ainda podem de sua área nunca foi coletada (Schulman et al., 2007).variar consideravelmente. Baseados em extrapolaçõesa partir da taxa média de sinônimos em determinados Ainda assim, vale ilustrar a diversidade da flora brasileiragrupos, Govaerts (2001) e Scotland & Wortley (2003) a partir de um conhecimento que, apesar de incipiente,chegaram a números discrepantes: 422.127 e 223.300 tem avançado consideravelmente desde a Flora Brasilien-espécies, respectivamente. Wilson (1988) havia sugerido sis. Dada a fase exploratória que ainda domina os estudoscerca de 290.000 espécies vegetais, sendo 248.500 só de taxonômicos no Brasil, qualquer estimativa para o nú-angiospermas. Entre 130.000 e 155.000 dessas espécies mero de espécies brasileiras de angiospermas será ine-são tropicais e quase metade delas estará ameaçada nas vitavelmente imprecisa e os números têm girado entrepróximas décadas, uma proporção bem maior do que os 35.000 e 55.000 (Groombridge, 1992; Govaerts, 2001;10% estimados para a flora temperada (Prance, 1977; Ra- Shepherd, 2003; Lewinsohn & Prado, 2005; Giulietti etven, 1987). Os Neotrópicos, com 15,8 milhões de km2, al., 2005), o que deve corresponder a um índice em tor-incluem seis dos 17 países considerados megadiversos no de 15% de toda a flora mundial. O Brasil é o quinto(Mittermeier et al., 1997) e cerca de 90.000 espécies de maior país em extensão territorial, mas esses númerosangiospermas (Prance & Campbell, 1988), 85.000 só na superam o de qualquer outro país: a China (o terceiroAmérica do Sul (Groombridge, 1992). país em extensão territorial) possui em torno de 30.000 espécies de angiospermas, duas vezes mais do que asO Brasil é o país que abriga a flora mais rica do planeta, floras dos Estados Unidos (quarto país em extensão ter-o que certamente está relacionado à sua extensão terri- ritorial) e do Canadá (segundo) juntas (http://www.torial, mais de 8.500.000 km², associada à enorme di- foc.org/china/mss/intro.htm); a Austrália (sexto paísversidade edáfica, climática e geomorfológica, levando a em extensão territorial) e a Rússia (primeiro) possuemuma ampla gama de tipos vegetacionais. Como em outras em torno de 20.000 espécies cada, destacando-se a altapartes do mundo, no Brasil as angiospermas também do- proporção (cerca de 90%) de endemismos na Austráliaminam praticamente todos os ambientes terrestres. Es- (Chapman, 2006); e a Índia, um país essencialmente tro-timativas para o número de espécies de fanerógamas no pical e o sétimo em extensão territorial, possui cerca depaís, no entanto, ainda são deficientes. Isso se deve em 15.000 espécies de angiospermas (Molnar et al., 1995).parte à falta de estudos taxonômicos e florísticos em esca-la nacional, em vez de regional, e em parte à necessidade A falta de conhecimento da flora brasileira é especialmen-de mais coletas intensivas, especialmente em áreas de difí- te preocupante frente à atual crise ambiental e estima-secil acesso, como regiões montanhosas, pontos remotos da que cerca de metade das espécies de plantas pode estarAmazônia e ambientes com sazonalidade marcada, como ameaçada de extinção (Pitman & Jorgensen, 2002). Extin-as caatingas, as florestas semideciduais e o pantanal, que ções são processos naturais, mas a superexploração dos re-
  • 24 Introduçãocursos, eliminação e fragmentação dos ambientes naturais, que elas ainda são insuficientes para proteger a maior par-introdução de espécies exóticas e liberação de poluentes te das espécies ameaçadas. Algumas dessas áreas não saí-têm aumentado em mais de 1.000 vezes a taxa natural ram do papel ou não foram planejadas cuidadosamente, ede extinção (Pimm et al., 1995; Gallagher & Carpenter, uma grande parcela delas está localizada em porções re-1997). Em 2008, a lista vermelha da IUCN (http:// motas e pouco diversas, como regiões polares, tundras ewww.iucnredlist.org) apontou 87 espécies de plantas ex- desertos (Mulongoy & Chape, 2004). A seleção de novastintas (incluindo cinco espécies brasileiras) e 28 extintas áreas para a conservação, portanto, continua sendo focona natureza (uma delas do Brasil), além de indicar 8.457 de atenção especial. Mas, como eleger áreas relevantesespécies de plantas ameaçadas (mais de 90% são angios- biologicamente a partir de um conhecimento tão incom-permas), sendo 32 brasileiras. Esses números mostram-se pleto? E quais critérios devem ser considerados durantealarmantes se considerarmos que apenas 3% das plantas uma tomada de decisão desse tipo? As respostas a estasdescritas foram avaliadas e que dessas, 70% foram consi- questões ainda são controversas (e.g. Vane-Wright et al.,deradas ameaçadas. A lista oficial das espécies brasileiras 1991; Freitag & Jaarsveld, 1997; Prendergast et al. 1999;ameaçadas de extinção, publicada em setembro de 2008 Szumik et al., 2002; Hortal & Lobo, 2006).pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), no entanto,considerou 472 espécies ameaçadas, um número quase 15 A seleção de áreas com base exclusivamente no número devezes maior do que aquele apresentado pela IUCN. Ele é espécies não necessariamente atingirá de maneira eficien-bem maior do que aqueles indicados pelo MMA em maio te seus objetivos, já que a riqueza observada em algumasde 1968 (13 espécies) e em janeiro de 1993 (108 espé- regiões pode denotar apenas a sobreposição de espéciescies), mas ainda ficou muito abaixo do resultado do le- comuns e não ameaçadas (Reid, 1998). Biodiversidadevantamento feito pelo consórcio de 300 especialistas, que também não deve ser encarada apenas como número deapontou 1.472 espécies para a lista atual (2008), muitas espécies; a discrepância entre elas, seu patrimônio evolu-das quais não foram reconhecidas pelo MMA. tivo, é um fator que precisa ser considerado (Vane-Wright et al., 1991; Forest et al., 2007; Mooers, 2007). QuaisquerBuscando evitar que espécies nativas sejam ameaçadas que sejam os critérios para o planejamento de unidades depelo comércio internacional, aproximadamente 29.000 conservação é imprescindível que se tenha um bom co-espécies de plantas já estão sob a proteção da Convenção nhecimento sobre a distribuição das espécies e que se pos-sobre o Comércio Internacional de Espécies Selvagens sa apontar aquelas com distribuição restrita a sítios pon-da Fauna e da Flora, a CITES (http://www.cites.org/ tuais (Prance, 1994). É necessário que sejam realizadas,eng/disc/species.shtml). Cerca de 450 espécies brasilei- então, avaliações quantitativas sobre biodiversidade e queras foram incluídas em um dos três apêndices da CITES, essas medidas possam ser mapeadas de modo a apontarporém essa lista se restringe basicamente a Orchidaceae, áreas que mereçam atenção especial e mais investimentosCactaceae e espécies de samambaias arbóreas (Cyathea para sua conservação (Margules & Pressey, 2000).spp. e Dicksonia sellowiana, o xaxim). Além desses grupos,apenas quatro espécies brasileiras de Euphorbia (Euphor- Uma das alternativas mais difundidas para a seleção de re-biaceae), três de Tillandsia (Bromeliaceae), três de Zamia giões prioritárias biologicamente são os hotspots, áreas in-(Zamiaceae), duas de Leguminosae e duas de Meliaceae substituíveis pela alta concentração de espécies exclusivasforam incluídas nessa lista. e sob forte ameaça de desaparecerem por já terem perdi- do uma grande proporção de sua área original. Myers etA redução da biodiversidade está em grande parte rela- al. (2000) apontaram 25 hostpots espalhados pelo mundo,cionada à eliminação dos habitats naturais. Unidades de áreas que abrigam pelo menos 0,5% de espécies de plantasconservação são reconhecidas internacionalmente como endêmicas (cerca de 1.500 espécies de plantas exclusivas)o instrumento mais poderoso de proteção da biodiversi- e com mais de 70% de sua área original devastada. Doisdade (UNEP-WCMC, 2008). Atualmente, existem mais deles foram considerados para o Brasil: a Mata Atlântica,de 102.000 áreas protegidas. Elas ocupam 18.764.958 com cerca de 20.000 espécies de plantas e 92,5% de suakm2 (3,4% da superfície da Terra), abrangendo 11,57% área original perdida, e o Cerrado, com 10.000 espéciesda porção terrestre (pouco mais de 1.500.000 km2 no de plantas e 80% de sua área original modificada. QuaseBrasil) e 0,45% dos oceanos. Todavia, existe uma grande 3% das espécies de plantas do mundo todo estão restritasdesproporcionalidade de área protegida entre os biomas, à Mata Atlântica e 1,5% ao Cerrado. Proteger todos osdesde 4,6% a 26,3% (Hoekstra et al, 2005), de modo remanescentes desses dois biomas talvez ainda seja utópi-
  • Introdução 25co e focar esforços exclusivamente neles deixaria desam- bastante restrita, as mais suscetíveis a distúrbios antró-paradas formações também relevantes biologicamente, picos ou eventos estocásticos naturais. Por isso, devemcomo áreas da Amazônia, da Caatinga ou do Pantanal. Por ser tratadas como vulneráveis. O mapeamento dessasesta razão, foi sugerido também a adoção do conceito de espécies raras, portanto, revelará sítios que são biologi-Regiões Naturais de Alta Biodiversidade (High Biodiversity camente insubstituíveis e, na maioria dos casos, com vá-Wilderness Regions, em inglês) que são áreas grandes (mais rias espécies ameaçadas (Callamander et al., 2005). Comde 750.000 km2), com alta concentração de espécies en- isso em mente, surgiu a idéia de se preparar um catálogodêmicas (pelo menos 1.500 espécies endêmicas) e com das espécies raras de fanerógamas do Brasil que pudessemais de 70% de sua área original ainda intacta. No Brasil, servir de base para a identificação de ACBs (Catálogo deapenas a Amazônia, com 30.000 espécies endêmicas de Plantas, neste volume).plantas e 80% de sua área intacta, foi classificada nestacategoria (Mittermeier et al., 2002). Certamente, existem regiões que podem apresentar um conjunto maior de espécies exclusivas de plantas em decorrência da especialização em resposta a fatores edá-E spécies raras como base para detecção de Áreas- ficos ou topográficos particulares ou devido a restrições à dispersão ou ainda associadas a processos recentes deChave para Biodiversidade (ACBs) diversificação responsáveis pela ampliação do número deUm dos objetivos da Convenção sobre Diversidade Bio- espécies neoendêmicas que ainda não ocuparam toda sualógica (Convention on Biological Diversity, CBD) é estabe- distribuição potencial (Lesica et al., 2006). Essas áreaslecer e fortalecer sistemas regionais de áreas de proteção apresentam relevância biológica particular e devem ter sí-dentro de um âmbito global, tendo como metas para tios de tamanho suficiente à manutenção das espécies con-2010 a proteção de pelo menos 10% de cada uma das sideradas durante o planejamento de uma rede de áreas deecorregiões do mundo, que segundo Olson et al. (2001) proteção nacional. No entanto, a percepção dessas áreastotalizam 867 unidades distribuídas em 14 biomas ter- com composição florística singular, como os refúgios narestres, e proteger as áreas de relevância biológica. Nesse Amazônia, vem sendo questionada (Nelson et al., 1990).sentido, a detecção de Áreas-Chave para Biodiversidade Elas freqüentemente denotam áreas mais exploradas pelos(ACBs, mas Key Biodiversity Areas, KBAs, em inglês; Eken botânicos, estando geralmente associadas a centros urba-et al., 2004; Langhammer et al., 2007) tem surgido como nos (Moerman & Estabrook, 2006), mas não necessaria-uma estratégia prática em escalas menores do que aque- mente são diferenciadas biologicamente. Mapear as espé-las delineadas pelos hotspots e compatível com implanta- cies raras em países megadiversos, amplos e heterogêneosção de unidades de conservação. Essas ACBs são sítios de como o Brasil, portanto, não é uma tarefa simples e seusinteresse global que devem ser identificados e protegidos resultados devem ser constantemente reavaliados.em âmbito regional ou nacional através de uma rede deáreas de proteção. Em se tratando de plantas, destacam- Uma espécie geralmente é considerada rara quando seusse entre esses sítios aqueles que abrangem as populações representantes estão confinados a uma pequena área (áreade uma proporção relativamente alta de espécies amea- de ocorrência restrita), quando ocorrem sob condiçõesçadas e/ou com distribuição restrita e que por isso são específicas (área de ocupação restrita) e/ou quando sãoinsubstituíveis e estão vulneráveis à extinção, precisando escassos ao longo de sua distribuição (baixa densidade)de proteção imediata. (Rabinowitz, 1981; Kruckeberg & Rabinowitz, 1985). Cerca de 20% da flora mundial, no entanto, é caracteri-A maioria das espécies de plantas pode ser considerada zada por dados deficientes, e os estudos em conservaçãorara e são poucas as espécies cosmopolitas; um quarto dependem da complementação e da atualização constanteda Terra, no entanto, é ocupado por cerca de 200 espé- dos dados taxonômicos (Callamander et al., 2005). Diantecies apenas (Kruckeberg & Rabinowitz, 1985). A maioria da atual lacuna no conhecimento da flora brasileira, a áreados estudos indica que a preservação de algumas poucas de ocorrência é o critério mais objetivo para se classificarespécies comuns pode ser suficiente para manter os prin- uma espécie como rara com base em materiais de herbá-cipais processos biológicos de um ecossistema; porém, rio, na literatura e na experiência dos especialistas. Dessapouco se sabe sobre a funcionalidade das espécies raras maneira, foram estabelecidos limites de distribuição geo-neste contexto (Lyons et al., 2005). Por outro lado, são gráfica restritivos para o enquadramento das espécies nes-as espécies raras, especialmente aquelas com distribuição te levantamento e consultados mais de 170 especialistas
  • 26 Introduçãode 55 instituições de pesquisa nacionais e internacionais. próximo, o que as enquadraria também na categoria Vul-Com essa vultosa colaboração foi possível, então, aces- nerável (VU) de acordo com o critério D2. Muitas dassar obras raras ou pouco conhecidas, teses e trabalhos no espécies mais ameaçadas, no entanto, não foram incluídasprelo, bancos de dados pessoais, além de observações de no catálogo. São aquelas que ainda não foram descritas oucampo de vários pesquisadores. cujo conhecimento parco impede que sua identidade seja estabelecida com segurança. Desamparadas, várias delasNeste catálogo, foram incluídas apenas espécies exclu- serão extintas antes mesmo de serem descobertas.sivamente brasileiras e com distribuição pontual. A listase restringe às espécies com registros até 150 km distan- Os sítios de relevância biológica detectados a partirtes entre si, o equivalente a cerca de 1º de latitude e 1º dessa flora de espécies raras não devem ser automati-de longitude de diferença entre eles. Isso corresponde a camente igualados às IPAs (Important Plant Areas, IPAs;uma área de ocorrência de até 10.000 km2. Espécies com Anderson, 2002), conforme definido para os países dadistribuição linear, ao longo da costa brasileira ou de ca- Europa a partir de fungos, algas, liquens e embriófitas.deias montanhosas, por exemplo, estarão restritas a áreas Diferente daquela proposta, eles não abordam númerobem menores que essa, no entanto. Esse limite foi estabe- de espécies, nem espécies ameaçadas ou biomas únicoslecido de maneira arbitrária, visando uma detecção práti- de maneira direta; além disso, para as IPAs, os endemis-ca e objetiva das espécies raras. Ele é bem menor do que mos foram definidos com base em limites políticos. Aos 50.000 km2 sugerido com base na congruência global presença de espécies endêmicas com distribuição restri-de centros de endemismos de aves, anfíbios e mamíferos ta é um dos vários critérios utilizados para a identifica-(Eken et al., 2004), mas coincide com aquele utilizado ção de ACBs (Langhammer et al., 2007). Desse modo,em outros levantamentos de espécies de plantas com dis- os 752 sítios detectados neste estudo como importan-tribuição restrita, próximo a 100 milhas (e.g. Sivinki & tes para as plantas raras brasileiras (Kasecker et al., esteKnight, 1996). Na realidade, a definição dos limites para volume) representam um subconjunto das informaçõesendemismos pontuais em plantas e invertebrados ainda necessárias para a definição de todas as ACBs do país.exige análises mais detalhadas, já que eles possuem, em Estes sítios têm um valor imenso por dois motivos. Pri-sua maioria, áreas de distribuição relativamente menores meiro, eles devem servir de base tanto para análises dee mais específicas (Langhammer et al., 2007). lacunas e complementaridade utilizadas na seleção de novas áreas para conservação e, como muitos deles sãoComo o catálogo refere-se exclusivamente às espécies definidos por espécies com áreas de ocorrência menoresendêmicas restritas de fanerógamas, extrapolações des- de 1.000 km2, eles devem ser protegidos em sua inte-ses resultados para outros grupos taxonômicos ou para gridade (Rodrigues et al., 2004). Segundo, esses sítioso número total de espécies devem ser vistas com reserva devem ser percebidos pelos órgãos ambientais como os(Prendergast et al., 1993; Reid, 1998). Também não se setores mais frágeis do território brasileiro e que porpode assumir que essas espécies estejam necessariamente isso exigem uma atenção maior no que diz respeito aoameaçadas. No entanto, com exceção de 2% das espé- licenciamento ambiental, dado que um planejamentocies com dados deficientes (não contam com localidade inadequado poderá levar à perda de espécies únicas dode coleta), as demais possuem limites restritos de ocor- patrimônio biológico brasileiro.rência (<10.000 km2), se enquadrando no critério B1 daIUCN (2001; IUCN Standards and PetitionsWorking Group, As espécies raras estão organizadas segundo a classifica-2008), e poderão ser classificadas como ameaçadas de- ção proposta pela APG II (2003; Souza & Lorenzi, 2008)pendendo do número de localidades ou fragmentação (a) e os registros estão sustentados em revisões taxonômicase se apresentarem declínio (b) e/ou flutuações extremas e floras recentes, mas dados de herbários e a experiência(c) dos: limites de ocorrência (i), área de ocupação (ii), dos especialistas também foram considerados. Nem to-condições ambientais (iii), número de localidades ou das as famílias foram avaliadas de maneira homogênea.subpopulações (iv) e/ou número de indivíduos madu- Entretanto, a detecção de ACBs está baseada em valoresros (v). A grande maioria das espécies é composta por individuais e não no seu significado comparativo (Lan-até cinco subpopulações (e possivelmente apresentam ghammer et al., 2007) e portanto essas lacunas não de-área de ocupação reduzida) e muitas poderão estar cri- verão prejudicar os resultados. Espécies novas continuamticamente ameaçadas ou mesmo extintas em um futuro sendo descritas a partir de coletas recentes, mesmo em
  • Introdução 27Estados brasileiros relativamente bem amostrados como espécies brasileiras dessa família foram indicadas comoSão Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em muitos raras, o que corresponde a praticamente um quarto dascasos, essas espécies apresentam distribuição pontual e espécies de Turneraceae. Além de 11 famílias com pou-representarão acréscimos importantes ao catálogo. Estu- ca representatividade na flora brasileira (menos de 100dos mais abrangentes e levantamentos em áreas pouco espécies), Lythraceae, Velloziaceae, Malpighiaceae, Cac-exploradas botanicamente, por outro lado, poderão re- taceae e Verbenaceae se destacam por possuírem pelovelar representantes de espécies atualmente consideradas menos um quinto de suas espécies brasileiras apontadasraras, mas que então serão desenquadradas em relação como raras. No caso de Lythraceae, tal montante repre-aos critérios utilizados aqui. Estes resultados, portanto, senta quase metade das espécies brasileiras e 11,5% danão são absolutos; eles refletem um momento do conhe- família como um todo e, no de Velloziaceae, um poucocimento dessa combinação particular de especialistas que mais 21% da família. Por outro lado, sem ter sido avaliadagentilmente se comprometeram com o projeto. por um especialista, Malvaceae se destaca negativamente, com apenas uma das 400 espécies brasileiras (0,025%) indicada como rara (Tabela 1). Entre as famílias avaliadas,Espécies raras de fanerógamas do Brasil 69 não apresentaram espécies raras (Tabela 2).A partir dos comentários de cada família, a estimativa para Existe, em média, uma espécie rara de angiosperma parao número de fanerógamas estaria próxima daquela suge- cada 3.730 km2 do território brasileiro (1:3.730). Ob-rida por Scotland & Wortley (2003), cerca de 225.000, viamente, elas não estão homogeneamente distribuídasenquanto o total de espécies de angiospermas brasileiras – muito pelo contrário. Com mais de 1.000 espécies ra-seria em torno de 30.000, mais próximo das 35.000 es- ras, a Região Sudeste apresenta a maior média (1:876),pécies sugeridas por Govaerts (2001). De acordo com es- destacando-se os Estados do Rio de Janeiro (1:175) esas estimativas, portanto, o Brasil abriga cerca de 13,5% do Espírito Santo (1:342), com uma quantidade relati-de toda a flora mundial. Esses dados, no entanto, estão vamente alta de espécies raras em relação às respectivasbaseados apenas nas famílias com espécies raras indicadas, extensões territoriais. A Região Norte, ocupando 45,3%não incluindo dezenas de famílias de angiospermas que, do território nacional, por outro lado, apresenta a menorapesar de pouco significativas individualmente, podem relação espécie rara: extensão territorial (1:16.466). Noalterar consideravelmente essa perspectiva quando inclu- Nordeste, estão os menores Estados brasileiros e tam-ídas coletivamente nesse cálculo. Nove famílias apresen- bém aqueles com a menor quantidade de espécies raras;tam pelo menos 1.000 espécies brasileiras e podem ser o Rio Grande do Norte foi o único Estado sem espéciesconsideradas hiperdiversas no país: Leguminosae (3.200 raras indicadas, enquanto a Paraíba e o Sergipe apresen-espécies), Orchidaceae (2.650), Bromeliaceae (2.150), taram apenas uma espécie rara cada. A Região Sul pos-Asteraceae (2.000), Rubiaceae (2.000), Poaceae (1.368), sui o menor número de espécies raras, o que pode estarEuphorbiaceae (1.000), Melastomataceae (1.000) e Myr- associado ao clima subtropical e a sua menor extensãotaceae (1.000). Apenas Bromeliaceae, com distribuição territorial (Tabelas 3 e 4).essencialmente neotropical, não desponta entre as 11maiores famílias de angiospermas, com pelo menos 5.000 Os Estados com maior quantidade de espécies raras fo-espécies, ao passo que Lamiaceae é a única dentre elas que ram Minas Gerais (550) e Bahia (484), seguidos por Rionão alcança 500 espécies brasileiras (Tabela 1). de Janeiro (250), Goiás (incluindo Distrito Federal, 202), Amazonas (164), Espírito Santo (135) e São Paulo (123)O Catálogo de Plantas Raras do Brasil inclui 2.291 espé- (Tabela 4). Essa ordem de representatividade reflete acies de fanerógamas. Elas representam 108 das 177 fa- grande quantidade de endemismos pontuais nos camposmílias avaliadas e correspondem entre 4 e 6,5% da flora rupestres da Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais ebrasileira. Cinco famílias apresentaram mais de 100 espé- Bahia, e na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Uma gran-cies raras: Leguminosae (190), Melastomataceae (120), de concentração de endemismos pontuais pode ser nota-Asteraceae (109), Eriocaulaceae (109) e Bromeliaceae da também nas florestas úmidas da Mata Atlântica, desde(107). Por outro lado, 21 famílias apresentaram apenas o Sul da Bahia até o Paraná – passando pela reserva dauma espécie rara e 61 até 10 espécies raras. Turneraceae Companhia Vale do Rio Doce, no Espírito Santo, a Serrase destaca pela alta proporção de espécies raras: 60% das dos Órgãos, no Rio de Janeiro, e a Serra do Mar, em São
  • 28 IntroduçãoPaulo –, e da Amazônia Central. Apesar de apresentarem Giulietti, A.M., Harley, R.M., Queiroz, L.P., Wanderley,fitofisionomias distintas, tanto os campos rupestres quan- M.G.L. & van den Berg, C. 2005. Biodiversity and con-to as florestas úmidas da costa brasileira e da Amazônia servation of plants in Brazil. Conserv. Biol. 19: 632-639.Central, especialmente na região próxima a Manaus, Govaerts, R. 2001. How many species of seed plants arecompartilham condições que podem favorecer uma alta there? Taxon 50: 1085-1090.biodiversidade com elevadas taxas de endemismos pontu- Groombridge, B. (ed.) 1992. Global biodiversity: Status of theais. Elas são áreas tropicais com alta incidência luminosa earth’s living resources. London, Chapman and Hall, 585p.e sem restrições hídricas severas, geralmente associadas Heywood, V. 2001. Floristic and monography – an uncer-a condições edáficas heterogêneas e barreiras geográficas tain future? Taxon 50: 361-380.de diferentes ordens, associadas à topografia acidentada Hoekstra, J.M., Boucher, T.M., Ricketts, T.H. & Roberts,ou a uma rede hidrográfica profusa. Além disso, são áreas C. 2005. Confronting a biome crisis: global disparitiespróximas a importantes centros urbanos, percorridas por of habitat loss and protection. Ecol. Letters 8: 23-29.naturalistas e botânicos desde o século XIX e algumas de- Hortal, J. & Lobo, J.M. 2006. Towards a synecologicallas sujeitas a levantamentos sistemáticos durante décadas. framework for systematic conservation planning. Biodiv. Informat. 3: 16-45. IUCN. 2001. IUCN Red List Categories and Criteria: Ver- sion 3.1. IUCN Species Survival Commission. IUCN,Referências Gland & Cambridge, ii + 30p. IUCN Standards and Petitions Working Group. 2008.Anderson, S. 2002. Identifying Important Plant Areas. Lon- Guidelines for using the IUCN Red List Categories and don, Plantlife International, 52p. Criteria. Version 7.0. Prepared by the Standards andAPG II. 2003. An update of the Angiosperm Phylogeny Petitions Working Group of the IUCN SSC Biodiversity Group classification for the orders and families of flow- Assessments Sub-Committee in August 2008. Down- ering plants: APG II. Bot. J. Linn. Soc. 141: 399-436. loadable from http://intranet.iucn.org/webfiles/doc/ SSC/RedList/RedListGuidelines.pdf.Callamander, M.W., Schatz, G.E. & Lowry II, P.P. 2005. IUCN Red List and the global strategy for plant conser- Kruckeberg, A.R. & Rabinowitz D. 1985. Biological aspects vation: taxonomist must act now. Taxon 54: 1047-1050. of endemism in higher plants. Ann. Rev. Ecol. Syst. 16: 447-479.Chapman, A.D. 2006. Numbers of living species in Australia and the world. Canberra, Australian Government, De- Langhammer, P.F., Bakarr, M.I., Bennun, L.A., Brooks, T.M., Clay, R.P., Darwall, W., Silva, N., Edgar, G.J., partment of the Environment and Heritage, 64p. Eken, G., Fishpool, L.D.C., Fonseca, G.A.B., Foster,Diamond, J.M. 1985. How many unknown species are yet M.N., Knox D.H., Matiku, P., Radford, E.A., Rodrigues, to be described? Nature 315: 538-538. A.S.L., Salaman, P., Sechrest, W. & Tordoff, A.W. 2007.Eken, G., Bennun, L., Brooks, T.M., Darwall, W., Fishpool, Identification and gap analysis of key biodiversity areas: L.D.C., Foster, M., Knox, D., Langhammer, P., Matiku, Targets for comprehensive protected area systems. In P. P., Radford, E., Salaman, P., Sechrest, W., Smith, M.L., Valentine (ed.) World commission on protected areas: Spector, S. & Tordoff, A. 2004. Key biodiversity areas as Best practice protected area guidelines series 15. Gland, site conservation targets. BioScience 54: 1110-1118. IUCN, xiv + 116p.Forest, F., Greyner, R., Rouget, M., Jonathan Davies, T., Lesica, P.,Yurkewycz, R. & Crone, E.E. 2006. Rare plants are Cowling, R.M., Faith, D.P. Balmford, A., Manning, J.C., common where you find them. Am. J. Bot. 93: 454-459. Proches, S., Bank, M., Reeves, G., Hedderson, T.A. & Lewinsohn, T.M. & Prado, P.I. 2005. How many species are Savolainen,V. 2007. Preserving the evolutionary potential there in Brazil? Conserv. Biol. 19: 619-624. of floras in biodiversity hotspots. Nature 445: 757-760. Lyons, K.G., Brigham, C.A., Traut, B.H. & Schwartz, M.W.Freitag, S. & Jaarsveld, A.S. 1997. Relative occupancy, en- 2005. Rare species and ecosystem functioning. Conserv. demism, taxonomic distinctiveness and vulnerability: Biol. 19: 1019-1024. priorizing regional conservation actions. Biodiv. Con- Margules, C.R. & Pressey, R.L. 2000. Systematic conserva- serv. 6: 211-232. tion planning. Nature 405: 243-253.Gallagher, R. & Carpenter, B. 1997. Human-dominated May, R.M. 1986. How many species are there? Nature 324: ecosystems (editorial). Science 277: 485-525. 514-515.
  • Introdução 29Mittermeier, R.A., Robles-Gil, P. & Mittermeier, C.G. Prance, G.T., Beentje, H., Dransfield, J. & Johs, R. 2000. (eds) 1997. Megadiversity: Earth’s biological wealthi- The tropical flora remains undercollected. Ann. Mis- est nations. Mexico City, CEMEX, Agrupaciaon Sierra souri Bot. Gard. 87: 67-71. Madre, 504p. Prendergast, J.R., Quinn, R.M., Lawton, J.H., Eversham,Mittermeier, R., Mittermeier, C., Pilgrim, J., Fonseca, G., B.C. & Gibbons, D.W. 1993. Rare species, the coinci- Konstant, W. R. & Brooks, T. (eds.) 2002. Wilderness: dence of diversity hotspot and conservation strategies. Earth’s last wild places. Mexico City, CEMEX, Agrupa- Nature 365: 335-337. cion Sierra Madre, 574p. Prendergast, J.R., Quinn, R.M. & Lawton, J.H. 1999. TheMoerman, D.E. & Estabrook, G.F. 2006.The botanist effect: gaps between theory and practice in selecting nature re- counties with maximal species richness tend to be home serves. Conserv. Biol. 13: 484-492. to universities and botanists. J. Biogeogr. 33: 1969-1974. Rabinowitz, D. 1981. Seven forms of rarity. In H. SyngeMolnar, A., Jansen, M. & Campbell, J.G. 1995. In S. Shen (ed.) The biologicals aspects of rare plant conservation, & A. Contreras-Hermosilla (eds) Institutional and Envi- New York, Wiley, p. 205-217. ronmental issues for forest and wetland development in Raven, P.H. 1987. The scope of the plant conservation prob- India. In Environmental and economic issues in forest- lem world-wide. In D. Bramwell, O. Hamann,V. Heywood, ry: selected case studies in Asia. Washington, D.C., The & H. Synge (eds) Botanic gardens and the world conserva- World Bank, p. 71-94. tion strategy. London, Academic Press, p. 155-179.Mooers, A. 2007. The diversity of biodiversity. Nature 445: Reid, W.V. 1998. Biodiversity hotspots. Trends Ecol. Evol. 717-718. 13: 275-280.Mulongoy, K.J. & Chape, S.P. (eds) 2004. Protected areas Rodrigues, A.S.L., Akçakaya, H.R., Andelman, S.J., Bakarr, and biodiversity: An overview of key issues. Montreal, M.I., Boitani, L., Brooks, T.M., Chanson, J.S., Fishpool, CDB Secretariat & Cambridge, UNEP-WCMC, 52p. L.D.C., Fonseca, G.A.B., Gaston, K.J., Hoffmann, M., Marquet, P.A., Pilgrim, J.D., Pressey, R.L., Schipper,Myers, N., Mittermeier, R.A., Miitermeier, C.G., Fonseca, J., Sechrest, W., Stuart, S.N., Underhill, L.G., Waller, G.A.B. & Kent, J. 2000. Biodiversity hotspot for conser- R.W., Watts, M.E.J. & Yan, X. 2004. Global gap analysis: vation priorities. Nature 403: 853-858. priority regions for expanding the global protected-areaNelson, B.W., Ferreira, C.A.C., Silva, M.F. & Kawa- network. BioScience 54: 1092-1100. saki, M.L. 1990. Endemism centres, refugia and bo- Schulman, L., Toivonen, T. & Ruokolainen, K. 2007. Ana- tanical colection density in Brazilian Amazonia. Nature lysing botanical collecting effort in Amazonia and cor- 345:714-716. recting for it in species range estimation. J. Biogeogr. 34:Olson, D.M., Dinerstein, E., Wikramanayake, E.D., Bur- 1388-1399. gess, N.D., Powell, G.V.N., Underwood, E.C., D’amico, Scotland, R.W. & Wortley, A.H. (2003). How many species J.A., Itoua, I., Strand, H.E., Morrison, J.C., Loucks, of seed plants are there? Taxon 52: 101-104. C.J., Allnutt, T.F., Ricketts, T.H., Kura, Y., Lamoreux, Shepherd, G.J. 2003. Conhecimento de diversidade de plan- J.F., Wettengel, W.W., Hedao, P.& Kassem, K.R. 2001. tas terrestres do Brasil. Ministerio do Meio Ambiente. Terrestrial ecoregions of the world: A new map of life on www.mma.gov.br/estruturas/chm/_arquivos/plantas1. Earth. BioScience 51: 933-938. Sivinki, R.C. & Knight, P.J. 1996. In J. Maschinski, H.D.Pimm, S.L., Russel, G.L., Gittleman, J.L. & Brooks, T.M. Hammond & H. Louella (eds) Southwestern rare and 1995. The future of biodiversity. Science 269: 347-350. endangered plants. Proceedings of the Second Confe-Pitman, N.C. & Jorgensen, P. 2002. Estimating the size of rence; 1995 September 11-14; Flagstaff, AZ. Gen. Tech. the world’s threatened flora. Science 298: 989. Rep. RM-GTR-283. Fort Collins, Department of Agri- culture, Forest Service, Rocky Mountain and Renge Ex-Prance, G.T. 1977. Floristic inventory of the tropics: where periment Station, p. 286-296. do we stand? Ann. Missouri Bot. Gard. 64: 659-685. Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guiaPrance, G.T. 1994. The use of phytogeographic for con- ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas servation planning. In P.I. Forey, C.J. Humphries & R.I. nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. Vane-Wright (eds) Systematics and conservation evalu- Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p. ating 50: 145-163. Szumik, C.A., Cuezzo, F., Goloboff, P.A. & Chalup, A.Prance, G.T. & Campbell, D.G. 1988. The present state of 2002. An optimality criterion to determine areas of en- tropical floristics. Taxon 37: 519-548. demism. Syst. Biol. 51: 806-816.
  • 30 IntroduçãoTabarelli, M. & Vicente, A. 2004. Conhecimento sobre Vane-Wright, R.J., Humphries, C.J., Williams, P.H. 1991. plantas lenhosas da Caatinga: lacunas geográficas e eco- What to protect: Systematics and the agony of choice. lógicas. In J.M.C. Silva, M. Tabarelli, M. Fonseca & L. Biol. Conserv. 55: 235-254. Lins (eds) Biodiversidade da Caatinga: áreas e ações Wilson, E.O. 1988. Biodiversity. 538 pp. National Academy prioritárias para a conservação. Brasília, Ministério do of Science/Smithsonian Institution. Washington, DC. Meio Ambiente, p. 101-110.UNEP-WCMC. 2008. State of the world’s protected areas: an annual review of global conservation progress. Cam- bridge, UNEP-WCMC, 36p.Tabela 1. Relação do número de espécies raras brasileiras e total de espécies por família. FAMÍLIA Nº de espécies raras Nº de espécies no Brasil Nº total de espécies Leguminosae 190 3.200 20.000 Melastomataceae 120 1.000 5.000 Asteraceae 109 2.000 23.000 Eriocaulaceae 109 800 1.200 Bromeliaceae 107 2.150 3.100 Poaceae 94 1.368 10.000 Apocynaceae 85 750 5.000 Orchidaceae 72 2.650 25.000 Malpighiaceae 71 300 1.300 Lamiaceae 69 475 7.180 Lythraceae 69 150 600 Piperaceae 63 500 2.500 Rubiaceae 53 2.000 13.000 Cactaceae 52 240 1.400 Verbenaceae 50 250 1.150 Turneraceae 48 80 190 Velloziaceae 48 200 221 Chrysobalanaceae 41 250 500 Acanthaceae 40 500 3.200 Lauraceae 40 400 2.750 Cyperaceae 35 664 5.000 Bignoniaceae 33 350 800 Sapotaceae 33 207 1.250 Xyridaceae 31 170 430 Solanaceae 30 500 3.000 Rutaceae 28 160 1.900 Araceae 27 350 3.750 Begoniaceae 27 200 1.400
  • Introdução 31Myrtaceae 26 1.000 5.000Gesneriaceae 23 230 3.500Polygalaceae 22 250 975Vochysiaceae 22 150 200Lecythidaceae 20 109 300Cucurbitaceae 19 200 900Ochnaceae 19 120 500Amaranthaceae 17 100 2.300Moraceae 17 230 1.100Ebenaceae 16 67 550Loranthaceae 16 100 800Araliaceae 15 85 1.900Convolvulaceae 15 300 1.650Clusiaceae 14 150 1.000Connaraceae 13 70 200Gentianaceae 13 90 1.650Passifloraceae 12 120 700Celastraceae 11 100 1.000Euphorbiaceae 10 1.000 6.000Orobanchaceae 10 100 1.700Oxalidaceae 10 114 950Plantaginaceae 10 120 2.500Annonaceae 9 250 2.500Symplocaceae 9 40 325Monimiaceae 8 77 200Commelinaceae 7 60 650Erythroxylaceae 7 114 240Santalaceae 7 80 100Loganiaceae 6 100 400Alstroemeriaceae 5 42 180Arecaceae 5 200 2.500Burseraceae 5 60 650Scrophulariaceae 5 23 1.500Aquifoliaceae 4 50 400Dilleniaceae 4 69 310Myrsinaceae 4 100 1.500Salicaceae 4 80 1.000Thismiaceae 4 7 45Triuridaceae 4 10 80Alismataceae 3 40 80Amaryllidaceae 3 150 850
  • 32 Introdução Campanulaceae 3 53 2.319 Lentibulariaceae 3 60 280 Meliaceae 3 100 550 Myristicaceae 3 65 400 Oleaceae 3 42 400 Quiinaceae 3 26 52 Violaceae 3 70 900 Zingiberaceae 3 17 1.300 Apodanthaceae 2 10 25 Boraginaceae 2 150 2.740 Canellaceae 2 6 20 Caryophyllaceae 2 42 2.000 Cunoniaceae 2 20 300 Olacaceae 2 60 150 Picramniaceae 2 20 44 Urticaceae 2 80 1.200 Vitaceae 2 45 800 Achariaceae 1 15 150 Alliaceae 1 10 600 Balanophoraceae 1 11 44 Berberidaceae 1 5 670 Brassicaceae 1 50 4.000 Burmanniaceae 1 30 100 Calyceraceae 1 5 650 Combretaceae 1 60 600 Droseraceae 1 12 100 Ericaceae 1 100 3.000 Hypericaceae 1 30 600 Malvaceae 1 400 4.200 Molluginaceae 1 90 100 Podocarpaceae 1 8 105 Polygonaceae 1 100 1.100 Portulacaceae 1 15 450 Proteaceae 1 40 1.600 Rhabdodendraceae 1 3 3 Sabiaceae 1 10 80 Schoepfiaceae 1 3 150 Simaroubaceae 1 30 180 Thymelaeaceae 1 30 750 TOTAL 2.291 30.017 223.848
  • Introdução 33Tabela 2. Famílias analisadas que não apresentaram espécies raras no Brasil e os respectivos autores dasanálises. Famílias Autor(a) da Análise Achatocarpaceae Patricia Luz Ribeiro Adoxaceae Patricia Luz Ribeiro Agavaceae Patricia Luz Ribeiro Aizoaceae Alexa Araújo O. Paes Coelho Anacardiaceae John D. Mitchell Anisophylleaceae Patricia Luz Ribeiro Basellaceae Patricia Luz Ribeiro Bataceae Patricia Luz Ribeiro Bixaceae Patricia Luz Ribeiro Bonnetiaceae Maria José Gomes de Andrade Cabombaceae Patricia Luz Ribeiro Calceolariaceae Patricia Luz Ribeiro Cannabaceae Patricia Luz Ribeiro Cannaceae Maria José Gomes de Andrade Cardiopteridaceae Patricia Luz Ribeiro Ceratophyllaceae Maria José Gomes de Andrade Chloranthaceae Maria José Gomes de Andrade Cistaceae Maria José Gomes de Andrade Clethraceae Maria José Gomes de Andrade Costaceae Ana Maria Giulietti Crassulaceae Maria José Gomes de Andrade Cyclanthaceae Maria José Gomes de Andrade Cymodoceaceae Maria José Gomes de Andrade Cyrillaceae Maria José Gomes de Andrade Elatinaceae Maria José Gomes de Andrade Euphroniaceae Maria José Gomes de Andrade Gelsemiaceae Maria José Gomes de Andrade Goodeniaceae Maria José Gomes de Andrade Goupiaceae Maria José Gomes de Andrade Griseliniaceae Maria José Gomes de Andrade Haloragaceae Maria José Gomes de Andrade Heliconiaceae Maria José Gomes de Andrade Hydrocharitaceae Maria do Carmo Amaral Hydroleaceae Maria José Gomes de Andrade Hypoxidaceae Maria José Gomes de Andrade Juncaceae Patricia Luz Ribeiro Juncaginaceae Patricia Luz Ribeiro Krameriaceae Ana Maria Giulietti Laxmanniaceae Maria José Gomes de Andrade
  • 34 Introdução Limnocharitaceae Maria José Gomes de Andrade Linaceae Maria José Gomes de Andrade Linderniaceae Maria José Gomes de Andrade Magnoliaceae Maria José Gomes de Andrade Marcgraviaceae Maria José Gomes de Andrade Martyniaceae Ana Maria Giulietti Mayacaceae Maria José Gomes de Andrade Menyanthaceae Maria José Gomes de Andrade Nyctaginaceae Alessandro Silva do Rosário Peridiscaceae Maria José Gomes de Andrade Plumbaginaceae Ana Maria Giulietti Pontederiaceae Marccus V. S. Alves Quillajaceae Maria José Gomes de Andrade Ranunculaceae Maria José Gomes de Andrade Rhizophoraceae Maria José Gomes de Andrade Rosaceae Maria José Gomes de Andrade Ruppiaceae Ana Maria Giulietti Sarraceniaceae Maria José Gomes de Andrade Siparunaceae Ariane Luna Peixoto Smilacaceae Regina Andreata Sphenocleaceae Maria José Gomes de Andrade Staphyleaceae Maria José Gomes de Andrade Stemonuraceae Maria José Gomes de Andrade Strelitziaceae Maria José Gomes de Andrade Surianaceae Maria José Gomes de Andrade Theaceae William Antonio Rodrigues Thurniaceae Ana Maria Giulietti Tropaeolaceae Juliana de Paula-Souza Winteraceae Ana Maria Giulietti Zygophyllaceae Ana Maria GiuliettiTabela 3. Número de espécies raras, extensão territorial e número de espécies raras por km2 em cada Região. REGIÃO Nº de espécies raras Extensão territorial (km2) Espécie rara: área (km2) Sudeste 1058 927.286 1:876,5 Nordeste 565 1.558.200 1:2.758 Centro-Oeste 273 1.612.088 1:5.905 Norte 235 3.869.638 1:16.466 Sul 125 577.214 1:4.618
  • Introdução 35Tabela 4. Número de espécies raras e extensão territorial dos Estados brasileiros. ESTADO Nº de espécies raras Extensão territorial (km2) Acre 14 153.150 Alagoas 3 27.933 Amapá 15 143.454 Amazonas 164 1.577.820 Bahia 484 567.295 Ceará 13 146.348 Goiás & Distrito Federal 202 341.300 Espírito Santo 135 46.184 Maranhão 13 333.366 Mato Grosso 53 363.981 Mato Grosso do Sul 18 906.807 Minas Gerais 550 588.384 Pará 68 1.253.164 Paraíba 1 56.585 Paraná 39 199.709 Pernambuco 34 98.938 Piauí 17 252.378 Rio de Janeiro 250 43.910 Rio Grande do Norte 0 53.307 Rio Grande do Sul 31 282.062 Rondônia 13 238.513 Roraima 7 225.116 Santa Catarina 55 95.443 São Paulo 123 248.809 Sergipe 1 22.050 Tocantins 22 278.421
  • C
  • 37Catálogo de Plantas Raras do Brasil Catálogo de Plantas Raras do Brasil
  • Acanthaceae ACANTHACEAE 39 1 Cíntia Kameyama, 2Ana Luiza A. Côrtes, 3Sheila R. Profice, 4Denise Monte Braz & 5Douglas C. DalyErvas ou arbustos, raramente trepadeiras ou árvores. Folhas decussadas, geralmentecom cistólitos, sem estípula. Inflorescências com brácteas folhosas, geralmente vistosas. Flores actinomorfas a zigomorfas,mais comumente bilabiadas, pentâmeras, gamopétalas, monoclinas; androceu com 2 ou 4 estames, às vezes com estami-nóides, geralmente com anteras biloculares; gineceu com ovário súpero, bilocular, e estilete filiforme. Cápsulas loculici-das, geralmente com poucas sementes e deiscência elástica, raramente drupas.Acanthaceae compreende cerca de 250 gêneros e 3.200 espécies, possuindo distribuição pantropical, com centros de di-versidade na região da Indo-Malásia, África (incluindo Madagascar), Brasil, Andes e América Central (Wasshausen, 2004).Inclui várias espécies de valor ornamental e algumas espécies de Justicia também têm importância forrageira e ecológica(Ezcurra, 2002). No Brasil, é representada por 44 gêneros, destacando-se Justicia e Ruellia, e cerca de 500 espécies (Souza& Lorenzi et al., 2008), sendo pelo menos 40 raras.Aphelandra acrensis Lindau 5 Comentários: Subarbusto com até 70 cm de altura. In- florescência com brácteas amarelas, passando a verme-Distribuição: ACRE: Assis Brasil, Alto Rio Acre lhas no ápice, e flores amarelas. (Wasshausen, 1975)(10º56’S, 69º34’W).Comentários: Erva terrestre. Conhecida apenas da ba-cia do rio Purus. Encontrada com flores entre setembro e Aphelandra espirito-santensis Profice & Wassh. 3fevereiro e com frutos em fevereiro. (Lindau, 1914; Daly Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Linhares, Reserva Na-et al., no prelo) tural da CompanhiaVale do Rio Doce (19º10’S, 39º53’W). Comentários: Erva com caule rasteiro. InflorescênciaAphelandra bahiensis (Nees) Wassh. 3 com flores amarelas. Ocorre na Mata Atlântica do norte do Espírito Santo. (Profice & Wasshausen, 1993)Distribuição: BAHIA: Porto Seguro, Reserva Florestalde Porto Seguro (16º26’S, 39º04’W).Comentários: Subarbusto com até 1 m de altura. Espiga Aphelandra grazielae Profice 2com brácteas e flores amarelas. Espécie conhecida apenas Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Ibiraçu, Estaçãopelo material-tipo e por uma coleta em floresta de tabu- Ecológica do Morro da Vargem (19º53’S, 40º23’W).leiro, no sul da Bahia. (Profice, inéd.) Comentários: Subarbusto com até 1 m de altura. Inflo- rescência com brácteas e flores róseas. Conhecida apenasAphelandra blanchetiana (Nees) Hook. 3 pelo material-tipo, coletado em Mata Atlântica, entre 300 e 400 m s.n.m. (Profice, 2005)Distribuição: BAHIA: Ilhéus (14º47’S, 39º04’W).Comentários: Subarbusto com até 60 cm de altura. In-florescência com brácteas avermelhadas e flores amare- Aphelandra hymenobracteata Profice 2las. (Wasshausen, 1975) Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa Teresa, Alto do Julião (19º56’S, 40º36’W).Aphelandra bradeana Rizzini 2 Comentários: Subarbusto com até 1 m de altura. Brác- teas e bractéolas membranáceas, as brácteas com as ner-Distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia (22o29’S, vuras evidentes. Conhecida apenas pelo material-tipo,44o33’W). coletado em Mata Atlântica. (Profice, 2005)
  • 40 ACANTHACEAEAphelandra margaritae E.Morr. 3 Aphelandra stephanophysa Nees 2Distribuição: ESPÍRITO SANTO: SantaTeresa (19º56’S, Distribuição: RIO DE JANEIRO: Macaé, Alto de Macaé40º34’W). (22º22’S, 41º47’W); Nova Friburgo (22o28’S, 42o53’W).Comentários: Subarbusto. Espiga com flores alaranjadas. Comentários: Arbusto ereto, com até 1 m de altura.Ocorre em Mata Atlântica. (Profice & Wasshausen, 1993) Inflorescência com brácteas amarelo-pálidas e flores ver- melhas. Ocorre na Serra do Mar, em florestas até 1.100 m s.n.m. (Wasshausen, 1975)Aphelandra maximiliana (Nees) Benth. 3Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Domingos Martins Dyschoriste smithii Leonard 2(20º21’S, 40º39’W); Santa Teresa, Estação Biológica deSanta Lúcia (19º56’S, 40º36’W). Distribuição: SANTA CATARINA: Concórdia, Vale doComentários: Subarbusto a arbusto com até 3 m de al- Rio Uruguai (27º14’S, 52º01’W).tura. Inflorescência com brácteas e flores róseas. Ocorre Comentários: Erva com até 25 cm de altura. Floresna Mata Atlântica, em lugares úmidos e sombrios, entre roxas, vistosas. Ocorre apenas nas ilhas rochosas do rio550 e 800 m s.n.m. (Profice, 2003) Uruguai, na altura da Barra do Arroio do Veado, onde forma densas aglomerações. (Wasshausen & Smith, 1969)Aphelandra nuda Nees 3 Justicia clivalis Wassh. 1Distribuição: PERNAMBUCO: Recife (08º05’S,34º54’W). Distribuição: Distrito Federal: Brasília (15º45’S,Comentários: Subarbusto. Espiga laxa, com flores ver- 47º45’W).melhas. Conhecida apenas pelo material-tipo e uma cole- Comentários: Subarbusto a arbusto ereto, de 1 a 3 m deta da metade do séc. 19. (Profice, 1997/1998) altura. Espigas com flores vermelhas. Ocorre em aflora- mentos de calcário e matas de galeria. (Wasshausen, 1989)Aphelandra paulensis Wassh. 2 Justicia concavibracteata Lindau 5Distribuição: SÃO PAULO: Cunha (23º04’S, 44º57’W).Comentários: Arbusto ereto. Inflorescência com brácteas Distribuição: ACRE: Marechal Thaumaturgo, Reservavermelhas e flores amarelas. Conhecida apenas pelo mate- Extrativista do Alto Juruá, (09º07’S, 72º42’W).rial-tipo, coletado na Mata Atlântica. (Wasshausen, 1975) Comentários: Erva terrestre, com cerca 80 cm de al- tura. Inflorescências com brácteas verdes e flores verdes com estrias lilás internamente. Conhecida apenas da ba-Aphelandra phrynioides Lindau 3 cia do rio Juruá. Encontrada com flores em maio. (Lin- dau, 1904; Daly et al., no prelo)Distribuição: BAHIA: Ilhéus (14º47’S, 39º02’W).Comentários: Erva. Espiga com flores amarelas. Co-nhecida apenas pelo material-tipo (Wasshausen, 1975) Justicia cyrtantheriformis (Rizzini) Profice 2 Distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia (22º29’S,Aphelandra rigida Glaz. ex Mildbr. 2 44º33’W); Parati (23º21’S, 44º07’W). Comentários: Erva. Espiga unilateral, laxa, peduncula-Distribuição: RIO DE JANEIRO: Macaé, Frade de da, dispostas no ápice do ramo. Ocorre na Mata Atlânti-M­ acaé­ (22º22’S, 41º47’W); Nova Friburgo, Alto de ca. (Profice, 1997a)Macaé (22º16’S, 42º31’W); Santa Maria Madalena(21º57’S, 42º00’W).Comentários: Subarbusto a arbusto, com até 2 m de Justicia meyeniana (Nees) Lindau 2al­ u­ a. Inflorescência com brácteas vermelhas e flores t r Distribuição: RIO DE JANEIRO: Angra dos Reisver­ e­has com fauce amarela. Ocorre na Mata Atlântica. m l (23º00’S, 44º19’W); Parati (23º13’S, 44º43’W). SÃO(Wasshausen, 1975) PAULO: Ubatuba (23º26’S, 45º04’W).
  • ACANTHACEAE 41Comentários: Erva com até 30 cm de altura. Inflores-cência terminal com flores lilás. Ocorre na Mata Atlânti- Mendoncia rizziniana Profice 3,5ca. (Profice, 1997a) Distribuição: ACRE: Cruzeiro do Sul (07º40’S, 72º37’W). Comentários: Trepadeira, densamente castanho-pubes-Justicia nervata (Lindau) Profice 2 cente. Folhas e bractéolas lanceolado-ovadas, cartáceas. Flores axilares, de 1 a 3 por inflorescência. Ocorre emDistribuição: RIO DE JANEIRO: Nova Friburgo, Mor- mata de terra firme. (Profice, 1988b)ro da Caledônia (22º17’S, 42º33’W).Comentários: Arbusto com até 2 m de altura. Flores ver-melho-alaranjadas. Ocorre na Mata Atlântica. (Profice,1996) Poikilacanthus harleyi Wassh. 2 Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das AlmasJusticia viridiflavescens Lindau 5 (13º32’S, 41º55’W). Comentários: Subarbusto com até 1 m de altura. EspigaDistribuição: ACRE: Cruzeiro do Sul (07º42’S, com brácteas e flores esverdeadas, maculadas de verme-72º37’W); Porto Walter, rio Juruá-Mirim (08º16’S, lho. Ocorre em áreas alteradas e beira de estradas. (Was-72º44’W). shausen & Harvey, 1995)Comentários: Erva terrestre, de 0,2 a 1 m de altura.Flores com corola verde de margem roxa e com estriasroxas no lábio inferior. Conhecida apenas da bacia do Ruellia kleinii Ezcurra & Wassh. 2Alto Juruá. Floresce de maio a agosto. (Lindau, 1904; Distribuição: SANTA CATARINA: FlorianópolisDaly et al., no prelo) (27º34’S, 48º37’W). Comentários: Erva com até 50 cm de altura. FloresMendoncia bahiensis Profice 3 alvas. Ocorre em lugares úmidos e abertos. (Ezcurra & Wasshausen, 1992)Distribuição: BAHIA: Una, Reserva Biológica do Mi-co-leão (15º17’S, 39º04’W); Ilhéus (14º47’S, 39º02’W);Porto Seguro (16º26’S, 39º04’W). Ruellia reitzii Wassh. & L.B.Sm. 2Comentários: Trepadeira. Flores alvas, com anel lilás na fau- Distribuição: SANTA CATARINA: Luís Alves (26º43’S,ce. Floresce em abril e frutifica de fevereiro a junho. Ocorre 48º55’W).em floresta de tabuleiro, no sul da Bahia. (Profice, 1997b) Comentários: Subarbusto; ramos escandentes. Flores vermelhas. Ocorre na Mata Atlântica, sobre solos úmidos,Mendoncia blanchetiana Profice 3 a beira de regatos e estradas. (Wasshausen & Smith, 1969)Distribuição: BAHIA: Uruçuca/Taboquinhas (14º35’S,39º17’W). Staurogyne elegans (Nees) Kuntze 4Comentários: Trepadeira. Inflorescências com bracté- Distribuição: MINAS GERAIS: Conceição do Matoolas vilosas e flores alvas. Floresce e frutifica em abril. Dentro (19º02’S, 43º25’W); Santana do RiachoOcorre em remanescentes de mata higrófila do sul da (19º10’S, 43º42’W).Bahia. (Profice, 1997b) Comentários: Subarbusto de 10 a 15 cm de altura, es- parsamente ramificado. Ocorre em matas de galeria ouMendoncia multiflora Poepp. & Endl. 2 próximas a cursos d’água, na Serra do Cipó. Floresce e frutifica de abril a julho. (Braz, inéd.)Distribuição: AMAZONAS: Benjamin Constant, AltoSolimões (04º22’S, 70º01’W); Esperança, rio Solimões(04º25’S, 69º50’W). Staurogyne itatiaiae (Wawra) Leonard 4Comentários: Trepadeira. Flores alvas, maculadas de Distribuição: Rio de Janeiro: Itatiaia (22º29’S,vermelho, de 5 a 10 por inflorescência. Ocorre em man- 44º33’W). São Paulo: Bananal, Serra da Bocaina, Es-chas secundárias de mata de terra firme. (Profice,1988a) tação Ecológica Bananal (22º41’S, 44º19’W).
  • 42 ACANTHACEAEComentários: Arbusto a subarbusto, de 1 a 1,5 m de do Itapemirim, Vargem Alta, Morro de Sal (20º50’S,altura, pouco ramificado. Ocorre no sub-bosque de flo- 41º06’W); Castelo, Forno Grande (20º36’S, 41º11’W).resta ombrófila densa. Encontrada com flores e frutos de Comentários: Erva ereta, de 10 a 90 cm de altura, rara-março a julho e de outubro a dezembro. (Braz, inéd.) mente ramificada. Ocorre no interior de floresta atlânti- ca ombrófila densa. Encontrada com flores em agosto e outubro e com frutos imaturos em outubro. (Braz, inéd.)Staurogyne minarum (Nees) Kuntze 4Distribuição: Minas Gerais: Catas Altas, Parque Na- Staurogyne warmingiana (Hiern) Leonard 4tural do Caraça (20º04’S, 43º24’W); Nova Lima, Matado Jambreiro (19º59’S, 43o50’W). Distribuição: Minas Gerais: Caeté, Serra da Pieda-Comentários: Arbusto de 1 a 2 m de altura, pouco ramifi- de (19º49’S, 43º40’W).cado. Ocorre no interior de florestas de galeria. Floresce de Comentários: Arbusto a subarbusto, com cerca de 1,5fevereiro a julho e frutifica de julho a setembro. (Braz, inéd.) m de altura, raramente ramificado. Coletada com flores em maio. (Braz, inéd.)Staurogyne parva Braz & R.Monteiro 4 Stenandrium goiasense Wassh. 1Distribuição: Espírito Santo: Santa Teresa, EstaçãoBiológica de Santa Luzia (19º58’S, 40º32’W). Distribuição: GOIÁS: Alvorada do Norte (14º28’S,Comentários: Erva ou subarbusto, de 20 a 40 cm de 46º29’W).altura, ramificado na base. Ocorre em locais semi-som- Comentários: Erva. Folhas em roseta. Escapo de 16 a 19breados de floresta ombrófila densa, às margens de rios. cm de comprimento. Flores com corola lilás. Ocorre emEncontrada com flores em maio e com flores e frutos em campos rupestres. (Wasshausen, 1990)dezembro. (Braz & Monteiro, 2006) Stenandrium hatschbachii Wassh. 2Staurogyne rubescens Braz & R.Monteiro 4 Distribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º30’S,Distribuição: Rio de Janeiro: Parati (23º13’S, 42º53’W).44º43’W). São Paulo: Ubatuba (23º26’S, 45º04’W). Comentários: Subarbusto ereto, com até 1 m de altura.Comentários: Erva ereta, de 50 a 90 cm de altura, rara- Flores lilás a vináceas. Ocorre normalmente entre ro-mente ramificada. Ocorre no interior de floresta atlântica chas. (Kameyama, 2003)ombrófila densa e de áreas em regeneração. Encontrada comflores e frutos em março e abril. (Braz & Monteiro, 2005) Stenandrium irwinii Wassh. 1Staurogyne vauthieriana (Nees) Kuntze 4 Distribuição: GOIÁS: Chapada dos Veadeiros (14º04’S, 47º37’W).Distribuição: Minas Gerais: Ouro Preto, Parque Es- Comentários: Erva. Folhas em roseta. Escapo com cer-tadual do Itacolomi (20º17’S, 43º30’W). ca de 10,5 cm de comprimento. Flores com corola ma-Comentários: Subarbusto com cerca de 50 cm de al- genta. Ocorre em encosta rochosa. (Wasshausen, 1990)tura, ramificado principalmente na base. Ocorre no in-terior de florestas e próximo a trilhas. Encontrada comflores e frutos em maio e julho. (Braz, inéd.) Stenandrium stenophyllum Kameyama 2 Distribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º34’S,Staurogyne veronicifolia (Nees) Kuntze 4 42º53’W). Comentários: Subarbusto ereto a decumbente, com atéDistribuição: Espírito Santo: Alfredo Chaves, 1,5 m de altura. Flores lilás-claras a roxo-avermelhadas.São Bento de Urânia (20º38’S, 40º44’W); Cachoeiro (Kameyama, 2003)
  • ACANTHACEAE 43Referências: Ambiente dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal e Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro,Braz, D.M. Inéd. Revisão taxonômica de Staurogyne Wall. Sér. Estudos e Contribuições n. 14, p. 9-22. (Acanthaceae) nos neotrópicos. Tese de doutorado, Uni- Profice, S.R. 1997b. Two new species of Mendoncia (Acan- versidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2005. thaceae) from Bahia. Brittonia 49: 67-70.Braz, D.M. & Monteiro, R. 2005. Staurogyne rubescens Profice, S.R. 1997/1998. Estudos taxonômicos em espécies (Acanthaceae): a new species from southeastern Brazil. Novon 15: 55-58. bra­ i­eiras de Aphelandra (Acanthaceae). Eugeniana 23: 1-7. slBraz, D.M. & Monteiro, R. 2006. Novas espécies de Stauro- Profice, S.R. 2005. Três novas espécies de Aphelandra R. Br. gyne Wall. (Acanthaceae) para o Brasil. Revta Brasil. Bot. (Acanthaceae) para o Brasil. Acta Bot. Bras. 19: 769-774. 29: 579-586. Profice, S.R. Inéd. Revisão taxonômica de Aphelandra R.Br.Daly, D.C., Silveira, M. & colaboradores. No prelo. First ca- de corola curto-bilabiada (Acanthaceae). Tese de douto- talogue of the Flora of Acre, Brazil/Primeiro catálogo da rado, Universidade Federal do Rio de Janeiro/Museu Flora do Acre, Brasil. Rio Branco, PRINTAC/EDUFAC. Nacional, Rio de Janeiro, 2003.Ezcurra, C. 2002. El género Justicia (Acanthaceae) en Suda- Profice, S.R. & Wasshausen, D.C. 1993. Aphelandra espirito- mérica Austral. Ann. Missouri Bot. Gard. 89: 225-280. santensis (Acanthaceae), a new species from Espírito San-Ezcurra, C. & Wasshausen, D.C. 1992. New species of to, Brazil. Novon 3: 280-283. Ruellia (Acanthaceae) from Southern South America. Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia Brittonia 44: 69-73. ilustrado para identificação das famílias de fanerógamasKameyama, C. 2003. Flora de Grão Mogol, Minas Gerais: nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. Acanthaceae. Bol. Bot. Univ. São Paulo 21: 51-53. Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.Lindau, G. 1904. Acanthaceae Americanae 3. Bull. Herb. Wasshausen, D.C. 1975. The genus Aphelandra (Acanthace- Boissier, sér. 2, 4: 401-408. ae). Smithsonian Contrib. Bot. 18: 1-163.Lindau, G. 1914. Acanthaceae. In Pilger, R. (ed.) Plantae Uleanae. Notizbl. Bot. Gart. Berlin-Dahlem 6(56): 192- Wasshausen, D.C. 1989. New species of Justicia (Acantha- 200. ceae) from the Planalto of Brazil. Brittonia 41: 379-384.Profice, S.R. 1988a. Mendoncia Vell. ex Vand. (Acanthaceae) Wasshausen, D.C. 1990. New species of Stenandrium (Acan- espécies ocorrentes no Brasil. Arch. Jard. Bot. Rio de thaceae) from the Planalto of Brazil. Brittonia 42: 1-6. Janeiro 29: 201-279. Wasshausen, D.C. 2004. Acanthaceae. In N. Smith, S.A.Profice, S.R. 1988b. Mendoncia rizziniana (Acanthaceae) Mori, A. Henderson, D.Wm. Stevenson & S.V. Heald espécie nova do estado do Acre. Revta Brasil. Biol. 48: (eds) Flowering plants of the Neotropics. Princeton, 397-399. Princeton University Press, p. 3-6.Profice, S.R. 1996. Acanthaceae. In M.P.A. Lima & R.R. Wasshausen, D.C. & Harvey,Y.B. 1995. Acanthaceae. In Guedes-Bruni (orgs) Reserva Ecológica de Macaé de B.L. Stannard (ed.) Flora of Pico das Almas, Chapada Cima, Nova Friburgo, RJ. Aspectos florísticos das espé- cies vasculares. Rio de Janeiro, Jardim Botânico do Rio Diamantina-Bahia,Brazil. Kew, Royal Botanic Gardens, de Janeiro, vol. 2, p. 23-35. p. 112-114.Profice, S.R. 1997a. Acanthaceae. In M.C.M. Marques, Wasshausen, D.C. & Smith, L.B. 1969. Acantáceas. Flora A.S.F. Vaz & R. Marquete (orgs) Flórula da APA Cairu- Ilustrada Catarinense. Itajaí, Herbário Barbosa Rodri- çu, Parati, RJ. Espécies vasculares. Ministério do Meio gues, parte 1, 129p.
  • 44 Achariaceae ACHARIACEAE Alessandro RapiniÁrvores, (sub)arbustos ou trepadeiras. Folhas alternas, simples, inteiras ou serreadasna margem, com ou sem estípulas. Flores actinomorfas, geralmente monoclinas, poli- ou isostêmones, hipóginas; cálice2- a 5-mero, dialissépalos; corola 4- a 15-mera, dialipétala; anteras com deiscência longitudinal; ovário com 3 a 8 carpelos(raramente 2 ou até 10), unilocular, com placentação parietal e muitos óvulos. Bagas ou cápsulas, freqüentemente comcerdas, acúleos ou alas.A circunscrição da família foi ampliada com a inclusão de alguns gêneros tradicionalmente classificados em Flacourtiaceae (= Sa-licaceae). Atualmente, ela abrange cerca de 30 gêneros e 150 espécies e tem distribuição pantropical. No Brasil, são registradosquatro gêneros e 15 espécies predominantemente amazônicas (Souza & Lorenzi, 2008), apenas uma delas indicada como rara.Carpotroche froesiana Sleumer Referências:Distribuição: AMAZONAS:Alto Içana, rio Aiari (01º21’S, Sleumer, H.O. 1980. Flacourtiaceae. Fl. Neotrop. Monogr.68º31’W). 22: 1-499.Comentários: Arbusto com cerca de 3 m de altura. Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guiaFolhas (sub)oblongas, glabrescentes ou com tricomas ilustrado para identificação das famílias de fanerógamasesparsos. Flores estaminadas alvo-indumentadas, em ci- nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed.meiras paucifloras; as pistiladas solitárias. Frutos (sub) Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.elipsóides, amarelo-esverdeados. Não é coletada desde adécada de 1940. (Sleumer, 1980)
  • Alismataceae ALISMATACEAE 45 Alexa Araújo de Oliveira Paes CoelhoErvas anuais ou perenes, lactescentes, rizomatosas ou estoloníferas. Folhas basais oualternas; as submersas lineares e sésseis; as flutuantes ou emergentes lineares a ovadas ou rombóides, com bainha na basedo pecíolo. Flores actinomorfas, trímeras, monoclinas, hipóginas; sépalas verdes, livres, persistentes; pétalas alvas ouamarelas; androceu com 3 ou numerosos estames livres, ocasionalmente com estaminódios; gineceu com carpelos livresou fundidos na base, de placentação basal ou laminar. Numerosos aquênios ou folículos, com sementes em forma de ‘U’.Alismataceae está representada por 12 gêneros e cerca de 80 espécies de plantas aquáticas (Haynes et al., 1998), predo-minando formas emergentes e com distribuição geográfica ampla, principalmente em regiões temperadas (Sculthorpe,1967). Echinodorus (com três espécies brasileiras raras indicadas) e Sagittaria são os únicos gêneros neotropicais e englo-bam a maior diversidade da família em número de espécies (Fasset, 1955; Rogers, 1983).Echinodorus glandulosus Rataj Referências:Distribuição: PERNAMBUCO: Tapera (08º23’S, Fasset, N.C. 1955. Echinodorus in the American tropics.38º05’W). Rhodora 57: 133-156; 174-188; 202-212.Comentários: Erva de 30 cm a 2,4 m de altura. Folhas Haynes, R.R. & Holm-Nielsen, L.B. 1994. Alismataceae.emersas ovadas, sem folhas submersas. Frutos com sépalas Fl. Neotrop. Monogr. 64: 1-112.alargadas ao seu redor. (Haynes & Holm-Nielsen, 1994) Haynes, R.R., Les, D.H. & Holm-Nielsen, L.B. 1998. Alis- mataceae. In K. Kubitzki (ed.) The families and genera ofEchinodorus lanceolatus Rataj vascular plants. Flowering plants - Monocotyledons Alis- matanae and Commelinanae (except Graminae). Berlim, Springer-Verlag, vol. 4, p. 11-16.Distribuição: SÃO PAULO: São Paulo (23º32’S, 46º38’W).Comentários: Erva com cerca de 1,5 m de altura. Folhas Rogers, G.K. 1983. The genera of Alismataceae in the sou-emersas ovado-lanceoladas, sem folhas submersas. Inflo- theastern United States. J. Arnold Arbor. 64: 383-420.rescência ereta, sem proliferação vegetativa. Conhecida Sculthorpe, C.D. 1967. The biology of aquatic vascularapenas pelo material-tipo. (Haynes & Holm-Nielsen, 1994) plants. London, Edward Arnold, 610p.E chinodorus teretoscapus Haynes & Holm-NielsenDistribuição: MATO GROSSO: Cáceres, rio Paraguai(16º04’S, 57º40’W).Comentários: Erva. Folhas emersas ovadas, sem folhassubmersas. Inflorescência com escapo cilíndrico e pedi-celo sem estrias. Conhecida apenas pelo material-tipo,coletado na Estação Ecológica do Taiamã. (Haynes &Holm-Nielsen, 1994)
  • 46 AlliaceaeALLIACEAE Marccus Alves & Anderson Alves-AraújoErvas bulbosas, perenes. Folhas alternas, sésseis, lineares a filiformes, perenes ou anuais.Inflorescência umbeliforme, uni- a multiflora, com escapo cilíndrico ou anguloso, sólido ou fistuloso, com 2 ou mais brácte-as. Flores actinomorfas, trímeras, diclamídeas, homoclamídeas, monoclinas, hipóginas, pediceladas, odoríferas e com antesediurna; androceu com 6 estames eretos; gineceu com ovário trilocular e estigma capitado ou trilobado. Cápsulas loculicidas.Alliaceae inclui de 12 a 15 gêneros e cerca de 600 espécies, estando amplamente distribuída no globo (Meerow, 2004). No Bra-sil, está representada por cerca de 10 espécies do gênero Nothoscordum (Souza & Lorenzi, 2008), uma delas indicada como rara.Nothoscordum bahiense Ravenna Referências:Distribuição: BAHIA: Maracás (13º26’S, 40º26’W). Alves-Araújo, A., Dutilh, J.H.A. & Alves, M. 2008. Ama-Comentários: Folhas filiformes. Flores diminutas, alvas. ryllidaceae s.s. e Alliaceae s.s. no Nordeste brasileiro. Ro-Diferencia-se de N. pernambucanum Ravenna, que possui driguésia 59 (no prelo).distribuição geográfica mais ampla, por apresentar ová- Meerow, A. 2004. Alliaceae. In N. Smith, S.A. Mori, A.rio com apenas um óvulo por lóculo. Conhecida apenas Henderson, D.Wm. Stevenson & S.V. Heald (eds) Flo-de uma população amostrada entre 1979 e 1983. Ocorre wering plants of the Neotropics. Princeton, Princetonnos campos rupestres da Bahia, no bioma Caatinga. (Ra- University Press, p. 408-409.venna, 1991; Alves-Araújo et al., 2008) Ravenna, P.F. 1991. New species of Nothoscordum (Alliaceae) – 9. Onira 3: 19-21. Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.
  • Alstroemeriaceae ALSTROEMERIACEAE 47 Marta Camargo de AssisErvas eretas ou volúveis, com rizoma simpodial. Folhas alternas, geralmente ressupinadas,glabras ou adaxialmente papilosas. Cimeiras umbeliformes, simples ou compostas, freqüentemente com brácteas foliáceas. Floresactinomorfas ou zigomorfas, trímeras, monoclinas, epíginas; tépalas externas geralmente sem padrão de manchas, as internas pin-talgadas, maculadas, listradas ou variegadas; androceu com 6 estames livres; gineceu com ovário trilocular (raramente unilocular),placentação axilar ou parietal, estilete trígono e estigma trífido, com ramos papilosos. Cápsulas loculicidas, com sementes globosas.Alstroemeriaceae tem distribuição neotropical, desde a região central do México até o Sul da América do Sul, com cerca de 180espécies. Está dividida em três gêneros: Alstroemeria (incluindo Schickedantzia e Taltalia), Bomarea e Leontochir. No Brasil, ocorremos dois primeiros gêneros: Alstroemeria, com 41 espécies (cinco delas indicadas como raras), tem distribuição peri-amazônica, con-centrada basicamente na porção leste do país e ocorrendo em quase todos os tipos de ambientes, e Bomarea, com apenas uma espé-cie, B. edulis (Tussac.) Herb., tem ampla distribuição, ocorrendo de norte a sul do país, em borda e interior de matas semidecíduas.Alstroemeria capixaba M.C.Assis Comentários: Erva ereta, com até 80 cm de altura. Fo- lhas cartáceas. Flores pêndulas, vermelhas. Ocorre emDistribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa Teresa, São afloramentos rochosos e cerrado. Floresce de janeiro aJoão de Petrópolis (19º59’S, 40º39’W);Vitória (20º14’S, março e frutifica em janeiro. (Assis, 2002, inéd.)40º15’W).Comentários: Erva ereta, com até 40 cm de altura. Fo-lhas membranáceas. Flores vermelhas. Ocorre no inte- Alstroemeria variegata M.C.Assisrior de florestas estacionais. Encontrada com flores emjunho. (Assis, 2003, inéd.) Distribuição: MINAS GERAIS: Caldas, Pedra Branca (21º55’S, 46º23’W). Comentários: Erva ereta, com até 80 cm altura. FolhasAlstroemeria chapadensis Hoehne cartáceas, papilosas adaxialmente. Flores vermelhas a amareladas. Ocorre em afloramentos rochosos, em al-Distribuição: MATO GROSSO: Chapada dos Guima- titudes elevadas. Encontrada com flores de novembro arães (15º29’S, 55º41’W).Comentários: Erva ereta, com até 80 cm de altura. Fo- fevereiro e com frutos em janeiro. (Assis, 2002, inéd.)lhas membranáceas. Flores amarelas. Ocorre em cerra-do. Encontrada com flores em março. (Assis, inéd.) Referências:Alstroemeria paraensis M.C.Assis Assis, M.C. 2002. Novas espécies de Alstroemeria L. (Alstro-Distribuição: PARÁ: Conceição do Araguaia (08º14’S, emeriaceae) de Minas Gerais, Brasil. Revta Brasil. Bot.49º18’W). 25: 177-182.Comentários: Erva com até 1,4 m altura. Folhas cartá- Assis, M.C. 2003. Duas novas espécies de Alstroemeria Lceas. Flores vermelho-alaranjadas. Ocorre nas florestas (Alstroemeriaceae) para o Brasil. Acta Bot. Bras. 17:estacionais semideciduais próximas ao rio Araguaia. En- 179-182.contrada com flores em fevereiro. (Assis, 2006, inéd.) Assis, M.C. 2006. A new species of Alstroemeria (Alstroeme- riaceae) from Pará, Brazil. Brittonia 58: 267-269.Alstroemeria penduliflora M.C.Assis Assis, M.C. Inéd. Alstroemeria L. (Alstroemeriaceae) do Bra-Distribuição: MINAS GERAIS: Joaquim Felício, Serra sil. Tese de doutorado. Universidade de São Paulo, Sãodo Cabral (17º45’S, 44º05’W). Paulo, 2001.
  • 48 Amaranthaceae AMARANTHACEAE Luisa Ramos Senna & Josafá Carlos de SiqueiraErvas, arbustos ou subarbustos. Folhas simples, sésseis ou pedunculadas, lisas nas margens,inteiras ou fendidas e por vezes mucronadas no ápice. Flores pequenas, 3- ou 5-meras, monoclamídeas, monoclinas oudiclinas (plantas monóicas, dióicas ou ginodióicas) isostêmones; tépalas escariosas ou suculentas, livres ou fundidas na baseou mais raramente fundidas até a altura mediana; estames livres ou fundidos em um tubo estaminal, eventualmente comprojeções alternas aos filetes (pseudo-estaminódios), anteras com deiscência longitudinal, introrsa ou latrorsa; gineceu2- ou 3-carpelar, unilocular geralmente com 1 (eventualmente muitos) óvulo por lóculo.Amaranthaceae inclui 169 gêneros e 2.360 espécies e está amplamente distribuída em regiões temperadas e tropicaisdo globo (APG, 1998; Judd, 1999). São encontradas principalmente em ambientes áridos, salinos, em áreas de restinga,no contato de vegetação com a praia ou em áreas antropizadas; poucas espécies são referidas para áreas de florestas ouambientes montanhosos (Kuhn et al., 1993; Townsend, 1993). São referidas cerca de 100 espécies (Barroso, 1998) e 17gêneros no Brasil; esse número, no entanto, é subestimado. O gênero mais representativo no país é Gomphrena, com 47espécies (Siqueira, 1992; Pedersen, 2000), seguido por Alternanthera com 45 (Senna, dados não publicados) e Pffafia com20 (Marchioretto, Inéd.). São encontradas principalmente em áreas de caatinga, cerrado e campos rupestres. São apon-tadas 17 espécies raras, mas revisões taxonômicas em gêneros como Alternanthera e mais estudos florísticos para o Brasilpoderão indicar muitas outras espécies raras na família.Alternanthera decurrens J.C.Siqueira Gomphrena centrota Holzh.Distribuição: MINAS GERAIS: Januária, Vale do Rio Distribuição: MATO GROSSO DO SUL: Corumbá,Peruaçu (15º11’S, 44º09’W). Serra do Urucum (18º55’S, 56º43’W).Comentários: Subarbusto; caule decumbente, levemen- Comentários: Subarbusto decumbente e ramoso. Folhaste piloso. Folhas oblongo-lanceoladas, com até 11 cm de subcoriáceas, fasciculadas a semi-amplexicaules. Ocorrecomprimento, acuminadas no ápice, decorrentes na base. em ambientes úmidos e pedregosos. Encontrada com flo-(Siqueira, 2004) res e frutos em abril e setembro. (Siqueira, 1992)Alternanthera januarensis J.C.Siqueira Gomphrena chrestoides C.C.Towns.Distribuição: MINAS GERAIS: Januária, Vale do Rio Distribuição: BAHIA: Mucugê (13º01’S, 41º22’W); Pal-Peruaçu (15º07’S, 44º34”W). meiras (12º31’S, 41º33’W); Piatã (13º06’S, 41º55’W).Comentários: Erva com cerca de 50 cm de altura, com Comentários: Erva com até 60 cm de altura; caule ere-tricomas amarelados, dendriformes. Inflorescências sés- to, não ramificado. Folhas crassas. Ocorre nos camposseis. Ocorre em mata ciliar. (Siqueira, 2004) rupestres da Chapada Diamantina. Floresce e frutifica de novembro a abril. (Siqueira, 1992; Senna, inéd.)Froelichiella grisea R.E.Fries Gomphrena hatschbachiana PedersenDistribuição: GOIÁS: Alto Paraíso de Goiás, ParqueNacional da Chapada dos Veadeiros (13º58’S, 47º21’W). Distribuição: BAHIA: Boquira (12º43’S, 42º35’W);Comentários: Erva ereta, pouco ramificada. Folhas Macaúbas, Serra Poções (12º54’S, 42º38’W).opostas, raramente condensadas na base dos ramos, car- Comentários: Erva reptante, densamente piloso-ferru-táceas. Ocorre nos campos rupestres da Chapada dos Ve- gínea. Folhas ovadas, mucronadas no ápice. Ocorre emadeiros. Floresce e frutifica entre setembro e novembro. campos rupestres. Floresce e frutifica entre janeiro e ju-(Marchioretto et al., 2002) nho. (Pedersen, 2000; Senna, inéd.)
  • Amaranthaceae 49Gomphrena hermogenesii J.C.Siqueira Comentários: Subarbusto; ramos eretos. Folhas linear-lan- ceoladas, levemente pilosas. Flores alvescentes, em inflo-Distribuição: GOIÁS: Alto Paraíso de Goiás, Chapada rescências pedunculadas. Ocorre em margens pedregosasdos Veadeiros (14º12’S, 47º42’W). de rio. Floresce e frutifica em setembro. (Pedersen, 2000)Comentários: Subarbusto ereto, pouco ramificado. Folhasopostas, subcoriáceas. Ocorre em campos rupestres. Flores-ce e frutifica entre setembro e dezembro. (Siqueira, 1992) Gomphrena serturneroides Suess. Distribuição: BAHIA: Caetité, Brejinho das AmetistasGomphrena hilii Suess. (14º09’S, 42º29’W). Comentários: Subarbusto escandente, ramificado. Fo-Distribuição: TOCANTINS: Paraíso do Tocantins lhas opostas, filiformes, membranáceas. Ocorre nas(10º12’S, 48º54’W).Comentários: Subarbusto ereto, ramificado. Folhas áreas de transição entre caatinga e cerrado da Chapadamembranáceas, fasciculadas. Somente conhecida do ma- Diamantina. Floresce e frutifica entre março e maio. (Si-terial-tipo, coletado em cerrado. (Siqueira, 1992) queira, 1992; Senna, inéd.)Gomphrena marginata Seub. Lecosia formicarum PedersenDistribuição: MINAS GERAIS: Couto Magalhães Distribuição: BAHIA: Itacaré (14º21’S, 39º14’W);(18º06’S, 43º24’W); Diamantina (18º06’S, 43º42’W). Una (15º06’S, 39º17’W).Comentários: Subarbusto ereto, com até 4 cm de altu- Comentários: Subarbusto ereto, pouco ramificado. Fo-ra, não ramificado. Folhas coriáceas. Ocorre no Planalto lhas alternas, cartáceas, arroxeadas abaxialmente. Ocor-de Diamantina. Floresce e frutifica de outubro a dezem- re na mata higrófila do sul da Bahia. Floresce e frutificabro. (Siqueira, 1992) em fevereiro. (Pedersen, 2000; Senna, inéd.)Gomphrena nigricans Mart. Lecosia oppositifolia PedersenDistribuição: BAHIA: Abaíra (13º19’S, 41º47’W); Bar-ra da Estiva (13º35’S, 41º14’W); Rio de Contas (13º42’S, Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Conceição do Caste-41º42’W). lo (20º22’S, 41º14’W).Comentários: Subarbusto ereto a decumbente, ramifi- Comentários: Subarbusto. Folhas opostas, membraná-cado na base. Folhas opostas, cartáceas. Inflorescências ceas. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado emvináceas, tornando-se enegrecidas com o tempo. Ocorre mata pluvial, com flores e frutos em outubro. (Pedersen,nos campos rupestres da porção sul da Chapada Diaman- 2000)tina. Floresce e frutifica em diferentes épocas do ano.(Siqueira, 1992; Senna, inéd.) Pfaffia argyrea PedersenGomphrena pulvinata Suess. Distribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º31’S, 42º50’W).Distribuição: PIAUÍ: Caracol (09º16’S, 43º19’W). Comentários: Erva rizomatosa. Folhas subsésseis, ova-Comentários: Subarbusto cespitoso, ramificado. Folhasopostas a fasciculadas, pequenas, ovado-triangulares. En- das, pilosas. Flores creme, em inflorescências peduncu-contrada em caatinga. Floresce e frutifica em setembro. ladas terminais. Ocorre sobre solos arenosos. Floresce e(Siqueira, 1992) frutifica em novembro. (Pedersen, 2000)Gomphrena riparia Pedersen Pfaffia minarum PedersenDistribuição: PARANÁ: Laranjeiras do Sul (25º24’S, Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-52º24’W); Rio Bonito do Iguaçu (25º29’S, 52º31’W). ra do Cipó (19º08’S, 43º39’W).
  • 50 AmaranthaceaeComentários: Subarbusto com cerca de 1 m de compri- Marchioretto, M.S. Inéd. Os gêneros Hebanthe Mart. e Pfaffiamento; ramos flexuosos. Folhas ovado-elípticas, com in- Mart. (Amaranthaceae) no Brasil. Tese de doutorado, Uni-dumento gríseo-tomentoso. Inflorescências alvescentas. versidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2008.Ocorre em campos rupestres e bordas de mata ciliar com Marchioretto, M.S., Windisch, P.G. & Siqueira, J.C. 2002.afloramentos rochosos. Encontrada com flores e frutos Os gêneros Froelichia Moench e Froelichiella R.E. Friesem janeiro e maio. (Pedersen, 1997) (Amaranthaceae) no Brasil. Pesquisas Bot. 52: 7-46. Pedersen, T.M. 1997. Studies in South American Amaran- thaceae 4. Adansonia, sér. 3, 19: 217-251.Referências: Pedersen, T.M. 2000. Studies in South American Amaran-APG (Angiosperm Phylogeny Group). 1998. An ordinal thaceae 5. Bonplandia 10: 83-112. classification for the families of flowering plants. Ann. Senna, L.R. Inéd. Amaranthoideae e Gomphrenoideae Missouri Bot. Gard. 85: 531-553. (Amaranthaceae Juss.) do estado da Bahia. DissertaçãoBarroso, G.M., Peixoto, A.L., Costa, C.G., Guimarães, E.F. de Mestrado, Universidade Estadual de Feira de Santana, & Ichaso, C.L.F. 1978. Amaranthaceae. Sistemática de an- Feira de Santana, 2006. giospermas do Brasil. São Paulo, EDUSP, vol. 1, p. 98-99 Siqueira, J.C. 1992. O gênero Gomphrena L. (Amaranthaceae)Judd W.S., Campbell, C.S., Kellogg, E.A. & Stevens, P.F. no Brasil. Pesquisas Bot. 43: 5-197. 1999. Plant systematics – A phylogenetic approach. Sun- derland, Sinauer Associates, 464p. Siqueira, J.C. 2004. Duas novas espécies de Alternanthera For- sk. (Amaranthaceae) para o Brasil. Eugeniana 27: 11-17.Kuhn, U., Birtch, V., Carolin, R., Freitag, H., Hedge, I.C., Uotila, P. & Wilson, G. 1993. Chenopodiaceae. In K. Ku- Townsend, C.C. 1993. Amaranthaceae. In K. Kubitzki, J. G. bitzki, J. G. Rohwer, & V. Bittrich (eds) The families and Rohwer, & V. Bittrich (eds) The families and genera of genera of vascular plants. Flowering plants. Dicotyle- vascular plants. Flowering plants. Dicotyledons: Magno- dons: Magnoliid, Hamamelid and Caryophyllid families. liid, Hamamelid and Caryophyllid families. New York, Berlin, Springer-Verlag, vol. 2, p. 253-281. Springer-Verlag, vol. 2, p. 70-91.
  • Amaryllidaceae AMARYLLIDACEAE 51 Marccus Alves & Anderson Alves-AraújoErvas bulbosas, perenes. Folhas alternas, sésseis ou pseudopecioladas, perenes ou anuais.Inflorescência umbeliforme, uni- a multiflora, com escapo cilíndrico ou anguloso e 2 ou mais brácteas, fusionadas ou não. Flo-res actinomorfas a zigomorfas, trímeras, diclamídeas, homoclamídeas, epíginas, sésseis a pediceladas; androceu com 6 estames(raramente 5), eventualmente com corona estaminal; gineceu com estigma capitado, trilobado a trífido. Cápsulas loculicidas.Amaryllidaceae inclui 60 gêneros e 850 espécies e está amplamente distribuída, sendo a América do Sul um de seus cen-tros de diversidade (Meerow, 2004). No Brasil, ocorrem aproximadamente 15 gêneros e cerca de 150 espécies (Dutilh,2005; Alves-Araújo et al., 2008), três delas indicadas como raras.Griffinia alba Preuss & Meerow Referências:Distribuição: PERNAMBUCO: São Lourenço da Mata, Alves-Araújo, A., Dutilh, J.H.A. & Alves, M. 2008. Ama-Reserva Ecológica de Tapacurá (07º58’S, 35º04’W). ryllidaceae s.s. e Alliaceae s.s. no Nordeste brasileiro.Comentários: Flores brancas. Conhecida apenas pelo Rodriguésia 59 (no prelo).material-tipo, coletado por Pickel na década de 1930, no Dutilh, J.H.A. 2005. Amaryllidaceae. In M.G.L. Wander-sub-bosque da Mata Atlântica, com flores em novembro. ley, G.J. Shepherd, T.S. Mehlen & A.M. Giulietti (eds) Flora fanerogâmica do Estado de São Paulo. São Paulo,(Preuss & Meerow, 2000; Alves-Araújo et al., 2008) FAPESP/RiMa, vol. 4, p. 244-256. Meerow, A. 2004. Amaryllidaceae. In N. Smith, S.A. Mori,Griffinia arifolia Ravenna A. Henderson, D.Wm. Stevenson & S.V. Heald (eds) Flowering plants of the Neotropics. Princeton, Prince-Distribuição: BAHIA: Alcobaça, Santo Antônio ton Press, p. 410-412.(17º31’S, 39º12’W). Oliveira, R.S. Inéd. Flora da Cadeia do Espinhaço: Ze-Comentários: Folhas longipseudopecioladas, sagitadas, phyranthes Herb. e Habranthus Herb. (Amaryllidaceae).similares às encontradas em Arum (Araceae). Flores lilás. Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo,Apresenta potencial para utilização como ornamental. São Paulo, 2006.Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado por San- Preuss, K.D. & Meerow, A.W. 2000. Griffinia alba (Ama-tos na década de 1970, no sub-bosque da mata úmida do ryllidaceae), a new species from Northeastern Brazil.litoral sul da Bahia, com flores em julho. (Ravenna, 2000; Novon 10: 230-233.Alves-Araújo et al., 2008) Ravenna, P.F. 2000. Five new species in the genus Griffinia (Amaryllidaceae). Onira 4: 19-22.Habranthus bahiensis RavennaDistribuição: BAHIA: Morro do Chapéu (11º5’S,41º12’W).Comentários: Folhas filiformes. Flores púrpura, com hi-panto curto. Ocorre no sub-bosque de mata ciliar ou emcampo aberto. Apresenta potencial para utilização comoornamental. (Alves-Araújo et al., 2008; Oliveira, inéd.)
  • 52 Annonaceae ANNONACEAE William Antonio RodriguesArbustos a árvores ou lianas; ramos fibrosos. Folhas dísticas; sem estípulas. Floresactinomorfas, geralmente com perianto trímero, diclamídeas, monoclinas, polistêmones, hipóginas; estames numerosos,espiraladamente dispostos; gineceu apocárpico, com muitos carpelos. Frutos geralmente compostos por carpelos bacá-ceos, livres ou mais raramente fundidos.Annonaceae é uma das famílias mais importantes de plantas lenhosas, incluindo cerca de 2.500 espécies e 135 gêneros(Chatrou et al., 2004) e ocorrendo no mundo todo, especialmente nos trópicos. Destaca-se também pela produção de frutoscomestíveis, dentre eles a graviola e a pinha. No Brasil, são encontrados cerca de 250 espécies e 33 gêneros (Souza & Lorenzi,2008), ocorrendo em diversos habitats, como florestas, cerrados, caatingas e restingas. São apontadas aqui nove espécies raras.Annona saffordiana R.E.Fries Duguetia rotundifolia R.E.FriesDistribução: MINAS GERAIS: Sabará (19º53’S, 43º48’W). Distribuição: TOCANTINS: Dianópolis (11º37’S,Comentários: Arbusto com até 2 m de altura; partes 46º49’W).jovens fusco-tomentosas. Folhas elípticas a obovadas. Comentários: Árvore ou arbusto, com cerca de 3 m deFlores opositifólias, com pétalas externas conatas e in- altura. Folhas elípticas a orbiculares, emarginadas, comternas menores. Ocorre em cerrado e em vegetação de nervuras primárias levemente elevadas adaxialmente,transição entre cerrado e campos rupestres. Conhecida esparsamente revestidas com escamas estreladas abaxial-apenas por três coletas. (Mass et al., 2001) mente. Flores com até 60 carpelos. Conhecida apenas pelo material-tipo. (Maas et al., 2001)Duguetia dicholepidota Mart. Guatteria riedaliana R.E.FriesDistribuição: BAHIA: Gentio do Ouro, Serra do Açu- Distribuição: BAHIA: Ilhéus (14º47’S, 39º02’W).ruá (11º24’S, 42º30’W). Comentários: Árvore ou arbusto. Folhas jovens e péta-Comentários: Arbusto com até 3 m de altura. Folhas las densamente revestidas por indumento adpresso-fer-ovado-elípticas, com nervuras impressas adaxialmente e rugíneo; as folhas elípticas, cartáceas. Conhecida apenasescamas estreladas abaxialmente. Flores verde-amareladas. pelo material-tipo. (Maas et al., 2001)Frutos com 80 mericarpos. Ocorre em caatinga, entre 500e 700 m s.n.m., no sertão do rio São Francisco. Encontra-da com flores e frutos em fevereiro. (He & Maas, 1993) Guatteria silvatica R.E.Fries Distribuição: RIO DE JANEIRO: Cantagalo (21º59’S,Duguetia restingae Maas 42º22’W). Comentários: Arvoreta. Folhas estreito-elípticas, cartá-Distribuição: BAHIA: Maraú (14º06’S, 38º59’W). ceas. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado comComentários: Árvore com cerca de 10 m de altura. Fo- flores, em floresta ombrófila densa. (Maas et al., 2001)lhas estreito-elípticas, com nervuras primárias impressasadaxialmente, densamente revestida com tricomas lon-gos, eretos, estrelados a simples abaxialmente. Conheci- Guatteria umbrosa R.E.Friesda apenas pelo material-tipo, coletado na restinga, com Distribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis (22º30’S,frutos em fevereiro. (Maas et al., 2001) 43º11’W).
  • Annonaceae 53Comentários: Árvore ou arbusto, de 9 a 12 m de altura. Referências:Folhas jovens densamente indumentadas, as mais velhasestreito-elípticas ou estreito-ovadas, esparsamente re- Chatrou, L.W., Rainer, H. & Maas, P.J.M. 2004. Annonace-vestidas com tricomas adpressos e acastanhados abaxial- ae. In N. Smith, S.A. Mori, A. Henderson, D.Wm. Ste-mente, cartáceas. Conhecida apenas pelo material-tipo, venson & S.V. Heald (eds) Flowering plants of the Neo-coletado em floresta ombrófila densa. (Maas et al., 2001) tropics. Princeton, Princeton University Press, p. 18-20. He, P. & Maas, P.J.M. 1993. Studies in Annonaceae, 16. AGuatteria xylopioides R.E.Fries taxonomic revision of Duguetia A.F.C.P. de Saint-Hilaire sect. Duguetia (Annonaceae) in Eastern Brazil. Bol. Mus. Paraense Emílio Goeldi 9(7): 143-205.Distribuição: RIO DE JANEIRO: Cabo Frio (22º52’S,41º59’W). Maas, P.J.M., Kramer, H.M., Junikka, L., Mello-Silva, R. &Comentários: Árvore ou arbusto. Folhas estreito-elípti- Rainer, H. 2001. Annonaceae from Central-eastern Bra-cas, com tricomas adpressos esparsos abaxialmente, cori- zil. Rodriguésia 52(80): 61-94.áceas. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado em Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guiarestinga, no nível do mar. (Maas et al., 2001) ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.Malmea obovata R.E.FriesDistribuição: BAHIA: Ilhéus (14º47’S, 39º02’W).Comentários: Planta lenhosa. Folhas (estreito-)elípticasou obovadas, com tricomas esparsos abaxialmente. Co-nhecida apenas pelo material-tipo, coletado em floresta.(Maas et al., 2001)
  • 54 Apocynaceae APOCYNACEAE Alessandro Rapini, Rita Fabiana de Souza Silva & Leilane Naiara Pedreira SampaioErvas a árvores ou trepadeiras, lactescentes, geralmente com coléteres nos nós, na faceadaxial das folhas e na axila do cálice. Flores actinomorfas ou quase, pentâmeras, gamopétalas, monoclinas, isostêmones,geralmente hipóginas; estames 4- ou 2-esporangiados, liberando grãos de pólen em mônades ou tétrades, livres ou reu-nidos em polínios; ovário com 2 carpelos livres no nível do ovário, mas que se fundem próximo ao ápice em uma cabeçaestilar. Frutos esquizocárpicos na maioria dos grupos, geralmente 1 par de folicários produzindo várias sementes comosas,eventualmente cápsulas ou mericarpos bacáceos ou drupáceos.Apocynaceae inclui quase 5.000 espécies e 450 gêneros. Está distribuídas principalmente nas regiões (sub)tropicais domundo todo. No Brasil, são estimados 750 espécies e 60 gêneros, estando especialmente diversificadas nas Regiões Sudes-te e Sul. São apontadas 85 espécies raras, mas revisões taxonômicas em gêneros complexos como Matelea e mais estudosflorísticos nas Regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste poderão indicar muitas outras espécies raras na família.Aspidosperma compactinervium Kuhlm. Barjonia harleyi Fontella & MarqueteDistribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro Distribuição: BAHIA: Abaíra (13º18’S, 41º48’W); Mucu-(22º54’S, 43º12’W). gê (12º58’S, 41º20’W); Rio de Contas (13º32’S, 41º54’W). Comentários: Subarbusto rupícola, glabro, com cercaComentários: Árvore com até 30 m de altura. Flores de 70 cm de altura. Folhas diminutas, lanceoladas a cor-diminutas. Ocorre nas matas da cidade do Rio de janeiro, diformes. Flores com corola creme, arroxeada para base,não tendo sido coletada desde meados do séc. 19. (Mar- e corona alva. Ocorre em campos rupestres do sul dacondes-Ferreira, inéd.) Chapada Diamantina, a partir de 1.000 m s.n.m. Flores- ce entre novembro e março. (Goyder, 1985)Aspidosperma thomasii Marcondes-Ferreira Blepharodon hatschbachii Fontella & MartqueteDistribuição: BAHIA: Ilhéus (14º52’S, 39º07’W); Distribuição: MATO GROSSO: Itiquira (17º20’S,Uruçuca (14º28’S, 39º05’W). 54º40’W); Rondonópolis (16º30’S, 54º40’W).Comentários: Árvore com até 21 m de altura. Folhas Comentários: Erva decumbente; ramos pilosos a pu-alternas, congestas no ápice dos ramos. Flores pequenas, bérulos. Folhas lineares, glabras. Flores com corola ama- relada, solitárias. Conhecida apenas por duas coletas, noamarelas. Ocorre somente em Mata Atlântica, no sul da sul do Mato Grosso. (Fontella-Pereira & Marquete, 1974)Bahia. (Marcondes-Ferreira, 1999) Condylocarpon glabrum Müll. Arg.Barjonia grazielae Fontella & Marquete Distribuição: RIO DE JANEIRO/ESPÍRITO SANTO:Distribuição: DISTRITO FEDERAL: localidade não in- Campos/Vitória (20º22’S, 40º15’W). Comentários: Liana glabra. Conhecida apenas pelo ma-dicada (15º50’S, 47º47’W). GOIÁS: Santo Antônio do terial-tipo, coletado em Mata Atlântica, ainda no séc. 19.Descoberto (15º56’S, 48º18’W). (Fallen, 1983)Comentários: Subarbusto glabro, com cerca de 30 cmde altura. Folhas diminutas, cordiformes, subsésseis. Flo-res solitárias. Ocorre sobre cascalhos, tendo sido coleta- Cynanchum morrenioides Goyderda pela última vez na década de 1970. (Marquete, 1979; Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das AlmasFontella-Pereira et al., 2004a) (13º31’S, 41º57’W).
  • Apocynaceae 55Comentários: Trepadeira; ramos pubescentes. Folhas Comentários: Subarbusto com cerca de 30 cm de altu-(sub)lineares, com tricomas na margem e nas nervuras. ra. Folhas lineares, glabras. Conhecida apenas pelo mate-Flores com corola castanho-arroxeada abaxialmente, rial-tipo, coletado em cerrado por Gardner, em 1839; acreme adaxialmente, e corona alva. Ocorre em campos localidade, na época pertencente ao Estado de Goiás, atu-rupestres acima de 1.500 m s.n.m. Floresce entre no- almente faz parte do Estado de Tocantins. (Konno, inéd.)vembro e março. (Goyder, 1995)Ditassa auriflora Rapini Ditassa insignis Farinaccio & Mello-Silva Distribuição: MINAS GERAIS: São Roque de Minas,Distribuição: MINAS GERAIS: Itacambira (17º02’S, Serra da Canastra (20º14’S, 46º21’W).43º21’W). Comentários: Trepadeira; ramos unilateralmente pubes-Comentários: Arbusto ereto, com cerca de 1 m de al-tura. Folhas lineares, glabras ou quase. Flores com coro- centes. Folhas elípticas a oblongas, glabras. Flores com co-la amarela. Ocorre em campos rupestres, entre rochas. rola alva. (Farinaccio & Mello-Silva, 2004; Konno, inéd.)(Rapini et al., 2001) Ditassa itambensis RapiniDitassa cipoensis (Fontella) Rapini Distribuição: MINAS GERAIS: Santo Antônio do Itam-Distribuição: MINAS GERAIS: Congonhas do Norte bé, Pico do Itambé (18º24’S, 43º19’W); São Gonçalo do(18º53’S, 43º43’W); Santana do Riacho (19º14’S, 43º33’W). Rio Preto (18º05’S, 43º20’W).Comentários: Trepadeira; ramos vilosos. Folhas elípti- Comentários: Trepadeira hirsuta. Folhas elípticas. Flo-cas, pilosas a hirsutas adaxialmente, pilosas a vilosas aba- res com corola alva ou creme. Ocorre na porção leste doxialmente. Flores alvas, em glomérulos. Ocorre apenas Planalto de Diamantina, acima de 1.500 m s.n.m. (Rapi-nos campos rupestres da Serra do Cipó. (Rapini et al., ni et al., 2001; Konno, inéd.)2001; Konno, inéd.) D itassa longisepala (Hua) Fontella &Ditassa dolichoglossa Schltr. E.A.SchwarzDistribuição: BAHIA: localidade não indicada. Distribuição: MINAS GERAIS: Catas Altas, Serra doComentários: Trepadeira encontrada em caatinga, a cer­ Caraça (20º02’S, 43º24’W); Itabirito, Pico do Itabiritoca de 300 m s.n.m. Conhecida apenas pelo material-ti­ o, p (20º13’S, 43º51’W); Ouro Preto (20º19’S, 43º29’W).coletado por Ule, no início do século passado. (Fontella-Pereira et al., 1989; Konno, inéd.) Comentários: Trepadeira; ramos hirsuto-tomentosos. Folhas elípticas a ovadas, quase glabras adaxialmente, pu- bescentes abaxialmente. Flores com corola creme, leve-Ditassa duartei Fontella & T.U.P.Konno mente rosada. Ocorre no Sul da Cadeia do Espinhaço, a partir de 900 m s.n.m. (Rapini et al., 2001; Konno, inéd.)Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Cachoeiro do Itape-mirim, Morro do Sal (20º48’S, 41º03’W).Comentários: Trepadeira; ramos velutinos. Folhas obo- Ditassa maricaensis Fontella & E.A.Schwarzvadas a oblongas, com tricomas esparsos na nervuraprincipal. Flores com corola alva. Conhecida apenas pelo Distribuição: RIO DE JANEIRO: Araruama (22º56’S,material-tipo, coletado em Mata Atlântica perturbada, na 42º20’W); Cabo Frio (22º52’S, 42º01’W); Maricádécada de 1960. (Konno, inéd.) (22º55’S, 42º49’W). Comentários: Trepadeira. Folhas elípticas a obovadas,Ditassa emmerichae Fontella & Marquete glabras. Flores com corola alvo-amarelada. Ocorre nas restingas cariocas, estando ameaçada pela especulaçãoDistribuição: TOCANTINS (‘GOIÁS’): Serra de Nati- imobiliária na região. (Fontella-Pereira et al., 1997; Kon-vidade (11º37’S, 47º37’W). no et al., 2001; Konno, inéd.)
  • 56 ApocynaceaeDitassa oberdanii Fontella & Marquete foi novamente encontrada, na serra cortada pela antiga estrada que ligava Santana do Riacho a Congonhas doDistribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa Teresa Norte. (Rapini et al., 2001)(19º56’S, 40º36’W).Comentários: Trepadeira; ramos hirsuto-vilosos. Folhas Hemipogon furlanii Fontellaestreito-lanceoladas, quase glabras. Flores alvas. Ocorreem Mata Atlântica, acima de 500 m s.n.m. (Konno, inéd.) Distribuição: MINAS GERAIS: Juramento (16º49’S, 43º34’W). Comentários: Trepadeira ou subarbusto escandente, deD itassa obscura (E.Fourn.) Farinaccio & 30 a 50 cm de altura. Folhas filiformes, glabras ou quase.T.U.P.Konno Flores com corola alva ou rósea. Conhecida apenas por três coletas, uma delas com localização imprecisa. (Rapi-Distribuição: MINAS GERAIS: Araxá, Serra de Araxá ni et al., 2001)(19º35’S, 46º56’W); São Roque de Minas, Serras da Ca-nastra (20º14S, 46º22W).Comentários: Trepadeira; ramos tomentosos. Folhas Hemipogon harleyi (Fontella) Goyderobovadas a elípticas, tomentosas adaxialmente, pubes- Distribuição: BAHIA: Abaíra (13º18’S, 41º48’W); Mu-centes abaxialmente. Flores com corola creme a alva. cugê (12º58’S, 41º20’W).Ocorre acima de 1.000 m s.n.m. (Konno, inéd.) Comentários: Trepadeira. Folhas lineares, glabras ou qua­ se. Flores com corola alva a esverdeada externamente, roxaDitassa subumbellata Malme internamente, e apêndice do ginostégio vináceo, even­ tualmente com tons verdes. Ocorre nos campos rupestresDistribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro do sul da Chapada Diamantina. (Fontella-Pereira, 1994)(22º58’S, 43º18’W).Comentários: Trepadeira; ramos unilateralmente pu- Hemipogon hatschbachii (Fontella) Rapinibescentes. Folhas elípticas a oblongas, glabras. Florescom corola alva. Encontrada em Mata Atlântica, a cerca Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-de 800 m s.n.m., e em restinga, não tendo sido coletada ra do Cipó (19º09’S, 43º39’W).há mais de 40 anos. (Konno, inéd.) Comentários: Subarbusto com cerca de 60 cm de altu- ra. Folhas filiformes ou quase. Flores com corola vinácea. Ocorre em campos rupestres, sobre solo pedregoso. NãoGonolobus dorothyanus Fontella & E.A.Schwarz era coletada desde o início da década de 1980, tendo sido novamente encontrada em 2008. (Rapini et al., 2001)Distribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro, Res-tinga de Jacarepaguá (22º55’S, 43º23’W).Comentários: Trepadeira. Folhas obovadas, elípticas ou Hemipogon piranii (Fontella) Rapinioblongas, glabras. Flores esverdeadas, com venação cas- Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Pirapamatanha. (Konno et al., 2001) (18º57’S, 43º46’W). Comentários: Erva escandente, glabra ou quase. Folhas line-Hemipogon abietoides E.Fourn. ares. Flores com corola alva, urceolada. (Rapini et al., 2001)Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-ra do Cipó (19º03’S, 43º42’W). Hypolobus infractus E.Fourn.Comentários: Erva com até 20 cm de altura. Folhas aci- Distribuição: BAHIA: localidade não indicada.culares, patente-recurvadas, dispostas espiraladamente. Comentários: Trepadeira; ramos hirsuto-tomentosos.Flores rosadas, urceoladas, com lacínios retorcidos. Co- Folhas ovadas, hirsutas. Conhecida apenas pelo material-nhecida apenas pelo material-tipo, coletado por Riedel tipo, coletado por Luschnath, na década de 1830. (Fon-em 1825 (‘1824’ in sched.) e referido para Serra da Lapa, tella-Pereira & Konno, 1999)
  • Apocynaceae 57Jobinia hatschbachii Fontella & E.A.Schwarz Malouetia pumila M.E.EndressDistribuição: PARANÁ: Piraquara, Serra do Mar Distribuição: RORAIMA: São Luiz do Anauá (00º46’N,(25º26’S, 49º03’W). 60º10’W).Comentários: Trepadeira glabra. Folhas elípticas. Inflo- Comentários: Arbusto glabro, com até 1 m de altura.rescências 2- ou 3-cótomas. Flores com corola amarelo-esverdeada. Conhecida apenas pelo material-tipo, coleta- Folhas ovadas, sésseis, coriáceas. Flores com corola alva.do na década de 1970. (Schwarz & Fontella-Pereira, 1995) Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado em cam- pina fechada, sobre solo arenoso. (Endress, 2004)Macroditassa marianae Fontella & M.V.Ferreira Marsdenia bergii MorilloDistribuição: SÃO PAULO: Ubatuba (23º23’S, 45º15’W).Comentários: Subarbusto volúvel. Folhas elíptico- Distribuição: PARÁ: Marabá, Serra dos Carajás (06º00’S,lanceoladas, glabras. Flores com corola alva. (Ferreira, 50º15’W)2005; Fontella-Pereira & Ferreira, 2005) Comentários: Trepadeira glabra. Folhas oblongo-elípti- cas a lanceoladas. Flores com corola amarela. Conheci-M andevilla harleyi M.F.Sales, Kin.-Gouv. & da apenas pelo material-tipo, coletado a cerca de 600 mA.O.Simões s.n.m., na década de 1970. (Morillo, 1993)Distribuição: MINAS GERAIS: Medina, Pedra da Onça(16º11’S, 41º26’W); Pedra Azul, Vale do Jequitinhonha Marsdenia carvalhoi Morillo & Carnevali(16º04’S, 41º18’W).Comentários: Arbusto ereto, com até 3 m de altura; Distribuição: BAHIA: Itamaraju (17º03’S, 39º32’W).ramos com apêndices nodais semelhantes a estípulas per- Comentários: Trepadeira glabra. Folhas elípticas a obova-sistentes. Flores com corola amarela. Ocorre em depres- das. Flores com corola amarelo-esverdeada externamente,sões, sobre lajedos graníticos, ou diretamente sobre asrochas, em afloramentos rochosos e caatinga circundan- arroxeada internamente e amarelada na fauce. Conhecidate. (Sales et al., 2006; Sales, inéd.) apenas pelo material-tipo e por um espécime cultivado na estufa de plantas temperadas, em Kew, Inglaterra. (Mo- rillo & Carnevali, 1987; Fontella-Pereira et al., 1989)Mandevilla rubra Markgr. ex M.F.Sales, Kin.-Gouv. & A.O.SimõesDistribuição: MINAS GERAIS: Curvelo (18º49’S, Marsdenia fontellana Morillo & Carnevali44º26’W); Gouveia (18º26’S, 43º41’W). Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Linhares (19º26’S,Comentários: Liana lenhosa. Folhas dispostas em ramos 40º03’W).laterais curtos. Flores com corola róseo-lilás a rubra. En-contrada em afloramentos quártzicos, em campos rupestres Comentários: Trepadeira glabra. Folhas elípticas. Floresdo Planalto de Diamantina. (Sales et al., 2006; Sales, inéd.) com corola rósea, mais clara para a base. Ocorre em orla de mata. (Morillo & Carnevali, 1987)M andevilla semirii M.F.Sales, Kin.-Gouv. &A.O.Simões Marsdenia hatschbachii MorilloDistribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º34’S, Distribuição: PARANÁ: Campina Grande do Sul42º56’W); Itacambira (17º04’S, 43º18’W). (25º19’S, 49º04’W)Comentários: Liana lenhosa. Folhas obovadas, disco- Comentários: Trepadeira glabra. Folhas elípticas. Inflo-lores, com venação terciária reticulada e conspícua aba-xialmente. Flores com corola rosa a púrpura. Ocorre em rescências com 40 a 50 flores de cor creme. Conhecidacampos rupestres da porção norte do Espinhaço de Mi- apenas pelo material-tipo, coletado em mata, na décadanas Gerais. (Sales et al., 2006; Sales, inéd.) de 1960. (Morillo, 1977)
  • 58 ApocynaceaeMarsdenia neomanarae Morillo Marsdenia ulei Schltr. & RotheDistribuição: DISTRITO FEDERAL: limite norte da Distribuição: BAHIA: localidade não indicada.Lagoa do Parnoá (15º40’S, 47º50’W). GOIÁS: São João Comentários: Trepadeira encontrada em caatinga e co-d’Aliança (14º41’S, 47º32’W). nhecida apenas pelo material-tipo, coletado por Ule noComentários: Subarbusto volúvel, glabro. Folhas lance- início do séc. 20. (Fontella-Pereira et al., 1989)oladas. Flores com corola alaranjada ou roxo-esverdeada.Conhecida por duas coletas em cerrado, a cerca de 1.000 Marsdenia virgultorum (E.Fourn) Malmem s.n.m., sendo a mais recente do início da década de1970. (Morillo, 1987; Fontella-Pereira et al., 2004a) Distribuição: MINAS GERAIS: Lagoa Santa (19º37’S, 43º53’W). Comentários: Arbusto glabro ou quase. Folhas elíptico-Marsdenia otoniensis Fontella & Morillo ovadas, glabras. Flores com corola carnosa, externamen- te esverdeada, internamente vinácea. Conhecida apenasDistribuição: MINAS GERAIS: Teófilo Otoni (17º48’S, pelo material-tipo, coletado em afloramentos calcários,41º33’W). no séc. 19. (Fournier, 1885)Comentários: Arbusto glabrescente com cerca de 1 mde altura. Folhas elípticas. Flores com corola castanha.Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado em bei- Matelea bahiensis Morillo & Fontellara de estrada, em meados da década de 1960. (Fontella- Distribuição: BAHIA: Ilhéus (14º58’S, 39º02’W); Ita-Pereira & Morillo, 1992) buna (14º48’S, 39º17’W). Comentários: Trepadeira glabra. Folhas obovadas a elíp- ticas, coriáceas. Flores com corola creme. ConhecidaMarsdenia pickelii Fontella & Morillo apenas por duas coletas em matas do sul da Bahia, a mais recente da década de 1980. (Fontella-Pereira et al., 1989)Distribuição: PERNAMBUCO: Gravatá, Serra dasRussas (08º11’S, 35º34’W).Comentários: Trepadeira glabra. Folhas elípticas. Co- Matelea dusenii Morillonhecida apenas pelo material-tipo, coletado em caatinga, Distribuição: SANTA CATARINA/PARANÁ: Portona década de 1930. (Fontella-Pereira, 1996) União/União da Vitória (‘Legrú’) (26º15’S, 51º05’W). Comentários: Trepadeira dourado-tomentosa. FolhasMarsdenia sessilifolia (E.Fourn.) Fontella cordiformes. Coletada pela última vez em 1910, na esta- ção ferroviária conhecida como Legru, na divisa entre osDistribuição: MINAS GERAIS: Itaobim (16º34’S, Estados do Paraná e de Santa Catarina. (Morillo, 1987)41º34’W); Pedra Azul (16º20’S, 41º05’W).Comentários: Arbusto suculento com ramos volúveis, Matelea marcoassisii (Decne.) Morilloformando touceiras entre rochas. Folhas elípticas, cras-sas. Flores com corola creme, avermelhada no ápice. Distribuição: SÃO PAULO: Ubatuba (23º21’S,Ocorre em lajedos na caatinga. (Fournier, 1885) 44º50’W). RIO DE JANEIRO: Mangaratiba (22º56’S, 44º04’W). Comentários: Trepadeira glabra. Folhas lanceoladas aMarsdenia thomasii Morillo oblongo-elípticas. Flores com corola esverdeada. Conhecida apenas em duas localidade, uma no litoral norte de São PauloDistribuição: MATO GROSSO: Sinop/Colíder, Serra e outra no Rio de Janeiro. (Konno & Fontella-Pereira, 2005)Formosa (11º37’S, 55º28’W).Comentários: Trepadeira glabra. Folhas elípticas. Flo-res com corola alva, em inflorescências laxas. Conhecida Matelea matogrossensis Fontellaapenas pelo material-tipo, coletado em meados da déca- Distribuição: MATO GROSSO DO SUL: Terenosda de 1980. (Morillo, 1998) (20º26’S, 54º49’W).
  • Apocynaceae 59Comentários: Trepadeira; ramos pubescentes. Folhas lan- Comentários: Trepadeira pilosa. Folhas ovadas a largo-ceoladas, glabrescentes. Flores com corola amarela e coro- elípticas. Flores alvas. Ocorre em campos rupestres dona vinácea. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado sul da Chapada Diamantina. Encontrada com flores prati-no início da década de 1970. (Fontella-Pereira, 1989) camente o ano todo. (Fontella-Pereira et al., 1989)Matelea morilloana Fontella Minaria abortiva (E.Fourn.) Rapini Distribuição: MINAS GERAIS: São João del Rei, SerraDistribuição: BAHIA: Caetité (14º04’S, 42º26’W); do Lenheiro (21º08’S, 44º17’W); Tiradentes, Serra deRio de Contas (13º30’S, 41º44’W). São José (21º06’S, 44º09’W).Comentários: Trepadeira; ramos hirsutos. Folhas ova- Comentários: Subarbusto hirsuto, com cerca de 20 cm dedas, híspidas a hirsutas adaxialmente, hirsutas a tomento- altura. Folhas cordiformes, revolutas. Flores com corola alvasas abaxialmente. Flores com corola vermelho-escura a a creme. Ocorre em campos rupestres. (Konno et al., 2006)roxa. (Fontella-Pereira, 1992) Minaria bifurcata (Rapini) T.U.P.Konno &Matelea refracta (E.Fourn.) Morillo RapiniDistribuição: MINAS GERAIS: Delfinópolis, Serra da Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º11’S,Babilônia (20º30’S, 46º30’W). 43º34’W).Comentários: Arbusto glabro. Folhas lanceoladas, sub- Comentários: Subarbusto escabro. Folhas elípticas, di-cordadas. Conhecida apenas pelo material-tipo, coleta- minutas. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletadodo por Glaziou em 1869, nas proximidades de Passos. sobre solo pedregoso, no Planalto de Diamantina, no iní- cio da década de 1970. (Rapini et al., 2001; Konno, inéd.)(Fournier, 1885)Matelea reitzii Fontella Minaria campanuliflora Rapini Distribuição: MINAS GERAIS: São Gonçalo do RioDistribuição: SANTA CATARINA: Curitibanos (27º19’S, Preto (18º05’S, 43º20’W).50º34’W). Comentários: Subarbusto hirsuto, com cerca de 25 cmComentários: Trepadeira fulvo-hirsuta. Folhas ovado- de altura. Folhas cordiformes, revolutas, eretas. Flor comelípticas. Flores com corola arroxeada. Conhecida apenas sépalas vináceas e corola creme-esverdeada com traçospelo material-tipo, coletado em campos, a cerca de 900 m vináceos. Encontrada na porção nordeste do Planalto des.n.m., na década de 1960. (Fontella-Pereira et al., 2004b) Diamantina. (Konno et al., 2006)Matelea santosii Fontella & Morillo M inaria diamantinensis (Fontella) T.U.P.Konno & RapiniDistribuição: BAHIA: Itabuna (14º49’S, 39º19’W); Ita-ju do Colônia (15º11’S, 39º41’W). Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º19’S,Comentários: Trepadeira; ramos velutinos. Folhas cor- 43º55’W). Comentários: Subarbusto prostrado ou com até 20 cmdiformes a ovadas, velutinas adaxialmente, vilosas a su- de altura; ramos alvo-tomentulosos. Folhas oblongas, re-blanosas abaxialmente. Flores com corola provavelmente volutas. Flores com corola creme. Conhecida apenas emvinácea. Frutos com longas projeções. Conhecida apenas dois pontos distantes cerca de 3 km entre si. (Rapini etpor duas coletas, a mais recente do início da década de al., 2001; Konno, inéd.)1970. (Fontella-Pereira & Morillo, 1994) M inaria grazielae (Fontella) T.U.P.Konno &Metastelma giuliettianum Fontella RapiniDistribuição: BAHIA: Mucugê (12º59’S, 41º20’W); Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º15’S,Rio de Contas (13º26’S, 41º45’W). 43º41’W).
  • 60 ApocynaceaeComentários: Subarbusto escabro formando touceiras en- Flores com corola alva ou creme-acastanhada. Ocorretre rochas. Folhas cordiformes, diminutas, reflexas. Flores sobre solos ferrugíneos, no sul da Cadeia do Espinhaço.com corola alva ou creme. Ocorre nos campos rupestres Não é recoletada na Serra do Rola-Moça desde o iníciodo Planalto de Diamantina. Encontrada com flores pratica- da década de 1960 e, apesar de duas coletas relativamen-mente o ano todo. (Rapini et al., 2001; Konno, inéd.) te recentes (1994 e 2004) em Itabirito, encontra-se pro- vavelmente extinta naquela localidade devido à minera- ção. (Rapini et al., 2001; Konno, inéd.)M inaria hemipogonoides (E.Fourn.) T.U.P.Konno& Rapini Minaria polygaloides (Silveira) T.U.P.Konno &Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- Rapinira do Cipó (19º07’S, 43º40’W).Comentários: Subarbusto glabro a escabro, com até 50 Distribuição: MINAS GERAIS: Caeté (19º49’S, 43º40’W);cm de altura. Folhas diminutas, lanceoladas, patentes. Santana do Riacho, Serra do Cipó (19º09’S, 43º34’W).Não era coletada havia quase 100 anos, tendo sido no- Comentários: Erva a subarbusto, com até 20 cm devamente encontrada em 2008, próximo à antiga estra- altura; ramos hirsutos. Folhas lanceoladas, geralmenteda que ligava Santana do Riacho a Congonhas do Norte. cimbiformes e eretas, glabras ou quase. Flores solitárias,(Rapini et al., 2001; Konno, 2005) com corola rósea a lilás. Típica da Serra do Cipó, foi co- letada uma única vez em Caeté, ainda na década de 1940. Floresce de outubro a abril. (Rapini et al., 2001)Minaria inconspicua (Rapini) RapiniDistribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º16’S, Minaria refractifolia (K.Schum.) T.U.P.Konno &43º50’W). RapiniComentários: Erva geralmente com até 15 cm de altu- Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º15’S,ra. Folhas lanceoladas a lineares, glabras ou quase. Flores 43º50’W); Gouveia (18º27’S, 43º44’W); Serrocom corola creme ou amarelada. Ocorre nos campos ru- (18º36’S, 43º22’W).pestres do Planalto de Diamantina. (Rapini et al., 2001) Comentários: Subarbusto com até 40 cm de altura, for- mando touceiras entre rochas; ramos pubescentes. Fo-Minaria magisteriana (Rapini) T.U.P.Konno & lhas sublanceoladas, cimbiformes, diminutas, reflexas,Rapini com tricomas esparsos adaxialmente. Flores com corola creme-esverdeada. Ocorre nos campos rupestres do Pla-Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Pirapama nalto de Diamantina. Floresce principalmente de janeiro(18º56’S, 43º44’W); Santana do Riacho (19º14’S, 43º33’W). a abril. (Rapini et al., 2001; Konno, inéd.)Comentários: Subarbusto rupícola, cespitoso, escabro.Folhas lineares a suboblongas, patentes. Flores com coro-la alva, solitárias. Coletada pela primeira vez em 1998, é Minaria semirii (Fontella) T.U.P.Konno & Rapiniconhecida apenas de duas localidades, nos campos rupes-tres da Serra do Cipó. (Rapini et al., 2001; Konno, inéd.) Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- ra do Cipó (19º06’S, 43º39’W).Minaria monocoronata (Rapini) T.U.P.Konno & Comentários: Subarbusto rupícola, cespitoso, escabro, com até 40 cm de altura. Folhas diminutas, cordiformes, re-Rapini volutas, patentes a reflexas. Flores com corola creme. Ocor-Distribuição: MINAS GERAIS: Ibiritê, Serra do Rola- re em campos rupestres. (Rapini et al., 2001; Konno, inéd.)Moça (20º04’S, 44º04’W); Itabirito, Pico do Itabirito(20º13’S, 43º50’W).Comentários: Erva com cerca de 10 cm de altura a su- Nephradenia filipes Malmebarbusto decumbente, pubescente. Folhas ovadas a lan- Distribuição: MATO GROSSO: Chapada do Guima-ceoladas, cimbiformes, patentes, esparsamente ciliadas. rães (‘Serra da Chapada’) (15º24’S, 55º44’W).
  • Apocynaceae 61Comentários: Arbusto glabro. Folhas lineares. Conhe- Comentários: Trepadeira glabrescente. Folhas elípticas,cida apenas pelo material-tipo, coletado por Malme em discolores. Flores com corola creme-esverdeada passan-1894, próximo ao Morro São Gerônimo. (Malme, 1900) do a arroxeada para a base, corona e apêndice do ginosté- gio alvos. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletadoOrthosia eichleri E.Fourn. recentemente em mata pluvial atântica. (Farinaccio & Mello-Silva, 2006)Distribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis (22º34’S,43º15’W); Teresópolis (22º26’S, 42º56’W).Comentários: Trepadeira hirsuta. Folhas elípticas. Co- Oxypetalum habrogynum Farinaccionhecida apenas da Serra dos Órgãos. (Fournier, 1885) Distribuição: MINAS GERAIS: São Roque de Minas, Serra da Canastra (20º11’S, 46º35’W).Orthosia loandensis Fontella Comentários: Trepadeira; ramos tomentosos. Folhas oblongas, pubescentes. Flores com corola roxa a verdeDistribuição: PARANÁ: São Pedro do Paraná (‘Loan- adaxialmente, alvas abaxialmente, corona alva e apêndiceda’), Porto São José (22º43’S, 53º10’W). do ginostégio alvo a rosado. Conhecida apenas por cole-Comentários: Trepadeira. Flores com corola amarela. tas recentes, em campos sobre solos úmidos, próximo aConhecida apenas pelo material-tipo, coletado em área capões. (Farinaccio, 2004)perturbada de mata úmida, a cerca de 245 m s.n.m., em1959. (Fontella-Pereira et al., 1985) Oxypetalum helios FarinaccioOxypetalum costae Occhioni Distribuição: MINAS GERAIS: São Roque de Minas, Serra da Canastra (20º10’S, 46º40’W).Distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia (22º26’S, Comentários: Trepadeira; ramos pubescentes. Folhas44º34’W). elípticas, com tricomas ao longo das nervuras. FloresComentários: Trepadeira; ramos fulvo-tomentosos. Fo- com cálice amarelo a verde, vináceo para a base, corolalhas ovado-cordadas, pubescentes adaxialmente, tomento- creme a amarela, corona verde-clara e apêndice do gi-sas abaxialmente. Flores com sépalas vilosas e corola ama- nostégio creme, rosado no ápice. Conhecida apenas porrelo-esverdeada. Conhecida apenas por duas coletas, acima coletas recentes, ocorrendo em bordas de capões, sobrede 2.000 m s.n.m. (Occhioni, 1952; Marquete et al., 2007) solos úmidos. (Farinaccio, 2004)O xypetalum glaziovii (E.Fourn.) Fontella & Oxypetalum kleinii Fontella & MarqueteMarqueteDistribuição: MINAS GERAIS: Aiuruoca, Serra do Papa- Distribuição: SANTA CATARINA: Lauro Müller, Serragaio (22º02’S, 44º40’W). RIO JANEIRO: Itatiaia (22º26’S, do Rio do Rastro (28º26’S, 49º26’W).44º34’W). SÃO PAULO: Cruzeiro (22º34’S, 44º56’W). Comentários: Trepadeira puberulenta. Folhas triangula-Comentários: Trepadeira ou arbusto prostrado. Flores res. Ocorre nos paredões rochosos de Aparados da Serra,com corola alva a esverdeada. Encontrada entre pedras, entre 800 e 1.300 m s.n.m. (Fontella-Pereira et al., 2004b)a partir de 1.800 m s.n.m., na Serra da Mantiqueira,divisa entre Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais,especialmente em Itatiaia. Floresce de outubro a abril. Oxypetalum leonii Fontella(Marquete et al., 2007) Distribuição: MINAS GERAIS: Caparaó, Pico da Ban- deira (20º25’S, 41º46’’W).O xypetalum gyrophyllum Farinaccio & Mello- Comentários: Trepadeira; ramos glabrescentes. FolhasSilva lanceoladas, glabras ou com tricomas esparsos. Flores com cálice vináceo a castanho, corola alva, corona eDistribuição: RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO: Para- apêndice do ginostégio vináceos, passando a esbranqui-ti/Ubatuba, Pico do Cuscuzeiro (23º15’S, 45º15’W). çados para o ápice. (Fontella-Pereira, 1996)
  • 62 ApocynaceaeOxypetalum lutescens E.Fourn. Comentários: Erva ereta a prostrada. Folhas largo-ova- das, vilosas. Flores com corola esverdeada. Ocorre nosDistribuição: RIO DE JANEIRO: Nova Friburgo campos rupestres do sudeste de Minas Gerais e nos cam-(22º19’S, 42º34’W). pos de altitude do Rio de Janeiro. (Marquete et al., 2007)Comentários: Trepadeira dourado-vilosa. Folhas ova-das. Flores com lacínios da corola reflexas expondo acorona e o apêndice do ginostégio rostrado. Conhecida Oxypetalum reitzii Fontella & Marqueteapenas pelo material-tipo, coletado por Glaziou no séc. Distribuição: SANTA CATARINA: Presidente Getú-19. (Marquete et al., 2007) lio (‘Rio do Sul’), Serra do Mirador (‘Alto Matador’) (27º04’S, 49º43’W).Oxypetalum morilloanum Fontella Comentários: Trepadeira vilosa. Folhas oblongas. Flores com corola alva. Conhecida apenas pelo material-tipo,Distribuição: SANTA CATARINA: Abelardo Luz coletado em floresta ombrófila densa, a cerca de 800 m(26º34’S, 52º19’W). s.n.m., na década de 1950. (Fontella-Pereira et al., 2004b)Comentários: Subarbusto ereto, puberulento, com cer-ca de 40 cm de altura. Folhas lineares. Flores com corolacreme. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado Peplonia riedelii (E.Fourn.) Fontella & Rapiniem região aberta, a cerca de 900 m s.n.m., na década de Distribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro1960. (Fontella-Pereira et al., 2004b) (22º56’S, 43º32’W). Comentários: Trepadeira glabra. Folhas (sub)elípticas.Oxypetalum oblanceolatum Farinaccio & Mello- Flores com corola creme a esverdeada. Foi coletada pelaSilva última vez na década de 1960. (Rapini et al., 2004)Distribuição: PARANÁ: Cândido de Abreu (24º30’S,51º30’W). Rauvolfia blanchetii A.DC.Comentários: Trepadeira pubescente. Folhas oblance-oladas, pubescentes adaxialmente, tomentosas abaxial- Distribuição: BAHIA: Jacobina (11º10’S, 40º31’W);mente. Flores com corola creme-esverdeada, corona cre- Utinga (12º05’S, 41º06’W).me, apêndice do ginostégio roxo. Conhecida apenas pelo Comentários: Arbusto com xilopódio. Folhas verticila-material-tipo, coletado no início da década de 1970, em das, densamente pilosas. Flores pequenas. Não é recole-floresta de araucárias, atualmente substituída por planta- tada desde o séc. 19. (Koch, inéd.)ção de soja. (Farinaccio & Mello-Silva, 2006) Stemmadenia brasiliensis Leeuwenb.Oxypetalum pardense E.Fourn. Distribuição: PARÁ: Oriximiná (01º45’S, 55º51’W).Distribuição: SÃO PAULO: São José do Rio Pardo Comentários: Arbusto com até 4 m de altura. Flores alvas.(‘Rio Pardo’) (21º35’S, 46º53’W). Coletada em bosques úmidos até 200 m s.n.m., na décadaComentários: Subarbusto; ramos fulvo-hirsutos. Folhas de 1980. (Leewenberg, 1994; Morales & Méndez, 2005)estreito-ovadas, imbricadas, lanosas. Conhecida apenaspelo material-tipo, coletado por Riedel, em 1824. (Fa-rinaccio, 2005) Tassadia geniculata Fontella Distribuição: MATO GROSSO: Serra Nova, rio Suiá-Oxypetalum patulum E.Fourn. Missu (11º39’S,51º25’W). Comentários: Trepadeira; ramos tomentosos. FolhasDistribuição: MINAS GERAIS: Aiuruoca (22º03’S, elípticas, pubsecentes. Flores com corola amarela. Co-44º40’W); Lima Duarte, Serra de Ibitipoca (21º42’S, nhecida apenas pelo material-tipo, coletado em cerra-43º53’W). RIO DE JANEIRO: Itatiaia (22º26’S, 44º34’W). dão, na década de 1960. (Fontella-Pereira, 1977)
  • Apocynaceae 63Tassadia rizzoana Fontella Fontella-Pereira, J. & Konno, T.U.P. 1999. Contribuição ao estudo das Asclepiadaceae brasileiras, 31. HypolobusDistribuição: TOCANTINS: Araguatins (05º37’S, E.Fourn., um gênero extinto? Bradea 8: 139-143.48º07’W). Fontella-Pereira, J. & Marquete, N.M.S. 1974. EstudosComentários: Trepadeira pubescente a tomentosa. Fo- em Asclepiadaceae, 5. Uma nova espécie de Blepharodonlhas ovadas a elípticas. Flores com corola alva. Conhecida Decne. Bol. Mus. Bot. Munic. 18: 1-5.apenas pelo material-tipo, coletado na década de 1970. Fontella-Pereira, J. & Morillo, G. 1992. Asclepiadaceae(Fontella-Pereira, 1992) brasilienses 10. Novas espécies em Blepharodon Decne. e Marsdenia R. Br. Act. Bot. Venez. 16(2-4): 73-77. Fontella-Pereira, J. & Morillo, G.N. 1994. AsclepiadaceaeReferências: brasilienses 11. Novas espécies de Matelea Aubl. Ernstia 3: 117-121.Endress, M.E. 2004. New species of Malouetia (Apocynace- Fontella-Pereira, J., Hatschbach, G. & Hartmann, R.W. ae): A trio from Amazônia. Brittonia 56: 307-313. 1985. Contribuição ao estudo das Asclepiadaceae do Para-Fallen, M.E. 1983. A taxonomic revision of Condylocarpon ná 3. Notas preliminares. Bol. Mus. Bot. Munic. 64: 1-47. (Apocynaceae). Ann. Missouri Bot. Gard. 70: 149-169. Fontella-Pereira, J., Valente, M.C., Harley, R.M. & Mar-Farinaccio, M.A. 2004.Two new species of Oxypetalum (Ascle- quete, N.F.S. 1989. Contribuição ao estudo das Ascle- piadoideae, Apocynaceae) from Brazil. Novon 12: 446-450. piadaceae brasileiras – 24. Checklist preliminar do Esta-Farinaccio, M.A. 2005. Oxypetalum R.Br. In M.G.L. Wan- do da Bahia. Rodriguésia 67(41): 81-115. derley, G.J. Shepherd, T.S. Melhem & A.M. Giulietti Fontella-Pereira, J., Araujo, D.S.D. & Paixão, R.J. 1997. As- (eds) Flora fanerogâmica do Estado de São Paulo. São clepiadaceae da Área de Proteção Ambiental de Massam- Paulo, FAPESP, RiMa, vol. 4, p. 130-150. baba. Pabstia 8(4): 1-16.Farinaccio, M.A. & Mello-Silva, R. 2004. Asclepiadoideae do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Fontella-Pereira, J., Santos, L.B., Ferreira, M.V., Goes, M.B., Brasil. Bol. Bot. Univ. São Paulo 22: 53-92. Carvalho, R.J.P., Konno, T.U.P. & Mezabarba, V.P. 2004a. Asclepiadaceae. In T.B. Cavalcanti & A.E. Ramos (orgs)Farinaccio, M.A. & Mello-Silva, R. 2006. Oxypetalum gyro- Flora do Distrito Federal, Brasil. Brasília, DF, Embrapa phyllum and O. oblanceolatum, new species of Asclepia- Recursos Genéticos e Tecnológicos, vol. 3, p. 65-123. doideae (Apocynaceae) from Brazil, and a key for the O. insigne group. Novon 16: 235-239. Fontella-Pereira, J., Valente, M.C., Silva, N.F.M. & Ichaso, C.L.F. 2004b. Apocináceas-Asclepiadóideas. In A. ReisFerreira, M.V. 2005. Macroditassa Malme. In M.G.L. Wan- derley, G.J. Shepherd, T.S. Melhem & A.M. Giulietti (ed.) Flora ilustrada catarinense. Itajaí, Herbário Barbo- (eds) Flora fanerogâmica do Estado de São Paulo. São sa Rodrigues, 250p. Paulo, FAPESP, RiMa, vol. 4, p. 120-121. Fournier, E.P.N. 1885. Asclepiadaceae. In C.F.P. Martius &Fontella-Pereira, J. 1977. Revisão taxonômica do gênero A.W. Eichler (eds) Flora brasiliensis. Monachii, Typogra- Tassadia Descaisne (Asclepiadaceae). Arch. Jard. Bot. Rio phia Regia, vol. 6, pars 4, p. 189-332, tab. 50-98. de Janeiro 21: 235-392. Goyder, D.J. 1995. Asclepiadaceae. In B.L. Stannard (ed.)Fontella-Pereira, J. 1989. Estudos em Asclepiadaceae - 25. Flora of the Pico das Almas, Chapada Diamantina, Bahia. Uma nova espécie de Matelea Aubl. Rodriguésia 67: 79-80. Kew, Royal Botanic Gardens, p. 140-150.Fontella-Pereira, J. 1992. Estudos em Asclepiadaceae. 27. Koch, I. Inéd. Estudos das espécies neotropicais do gênero Uma nova espécie de Tassadia Decne. e de Matelea Aubl. Rauvolfia L. (Apocynaceae). Tese de doutorado, Univer- Bradea 6: 61-64. sidade de Campinas, Campinas, 2002.Fontella-Pereira J. 1994. Estudos em Asclepiadaceae. 28. Konno, T.U.P. Inéd. Ditassa R.Br. no Brasil (Asclepiadoide- Duas espécies novas do Estado da Bahia. Pabstia 5: 1-3. ae – Apocynaceae). Tese de doutorado, Universidade deFontella-Pereira, J. 1996. Contribuição ao estudo das Ascle- São Paulo, São Paulo, 2005. piadaceae brasileiras, 28. Novos táxons. Pabstia 7: 1-4. Konno, T.U.P. & Fontella-Pereira, J. 2005. Matelea Aubl. InFontella-Pereira, J. & Ferreira, M.V. 2005. O gênero Macro- M.G.L. Wanderley, G.J. Shepherd, T.S. Melhem & A.M. ditassa (Apocynaceae-Asclepiadoideae) no Brasil. Bon- Giulietti (eds) Flora fanerogâmica do Estado de São Pau- plandia 14: 7-34. lo. São Paulo, FAPESP, RiMa, vol. 4, p. 123-125.
  • 64 ApocynaceaeKonno, T.U.P., Fontella-Pereira, J. & Araujo, D.S.D. 2001. Morillo, G.N. 1987. Notas sobre Marsdenia R. Br. en el ne- Asclepiadaceae brasilienses, 12. Diversity and distribu- otropico. Ernstia 45: 18-25. tion of taxa from the sandy coastal – plan vegetation of Morillo, G.N. 1993. Nuevos táxones sudamericanos en el Rio de Janeiro. Asklepios 82: 11-18. género Marsdenia R. Br. (Asclepiadaceae). Anales Jard.Konno, T.U.P., Rapini, A., Goyder, D.J. & Chase, M.W 2006. . Bot. Madrid 51: 55-63. The new genus Minaria (Apocynaceae).Taxon 55: 421-430. Morillo, G.N. 1998. Notas sobre el género Marsdenia R. Br.Leeuwenberg, A.J.M. 1994. A revision of Tabernaemontana. en el geotrópico. Ernstia 8: 3-8. The new world species and Stemmadenia. Kew, Royal Bo- tanic Gardens, 400p. Morillo, G.N. & Carnevali, G. 1987. Marsdenia suberosa (Fourn.) Malme y sus afines. Ernstia 45: 1-10.Malme, G.O.A. 1900. Die Asclepiadaceen des regnell’schen Herbars. Kongl. Svenska Vetensk.-Akad. Handl. 34(7): Occhioni, P. 1952. Nota sôbre o gênero Oxypetalum R. 1-101, tab. 1-8. Brow. com a descrição de nova espécie e nova variedade da Flóra do Itatiaia. Duseniana 3: 197-203.Marquete, N.M.S. 1979. Revisão taxonômica do gênero Bar- jonia Decne. (Asclepiadaceae). Rodriguésia 31(51): 7-70. Rapini, A., Mello-Silva, R. & Kawasaki, M.L. 2001. Ascle- piadoideae (Apocynaceae) da Cadeia do Espinhaço de Mi-Marquete, N.F.S., Fontella-Pereira, J. & Valente, M.V. 2007. nas Gerais, Brasil. Bol. Bot. Univ. São Paulo 19: 55-169. Asclepiadoideae (Apocynaceae) from Southeastern Bra- zil. 1. The genus Oxypetalum from Rio de Janeiro State, Rapini, A., Fontella-Pereira, J., de Lamare, E.H. & Liede- Brazil. Ann. Missouri Bot. Gard. 94: 435-462. Schumann, S. 2004. Taxonomy of Peplonia (including Go-Marcondes-Ferreira, W 1999. A new species of Aspidosperma . nioanthela) and a reinterpretation of Orthosieae (Ascle- Mart. (Apocynaceae) from Bahia, Brazil. Brittonia 51: 74-76. piadaceae, Apocynaceae). Kew Bull. 59: 531-539.Marcondes-Ferreira,W. Inéd. Aspidosperma Mart., nom. cons. Sales, M.F. Inéd. Estudos taxonômicos de Mandevilla Lind- (Apocynaceae): estudos taxonômicos. Tese de Doutora- ley subgênero Mandevilla (Apocynaceae) no Brasil. Tese do, Universidade de Campinas, Campinas, 1988. de Doutorado, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1993.Morales, J.F. & Méndez, M.G. 2005. Estudios en las Apocy- naceae Neotropicales 22: nuevos realineamientos taxonó- Sales, M.F., Kinoshita, L.S. & Simões, A.O. 2006. Eight micos en el género Stemmadenia (Apocynaceae, Rauvolfio- new species of Mandevilla Lindley (Apocynaceae, Apocy- ideae, Tabernaemontaneae). Candollea 60(2): 345-371. noideae) from Brazil. Novon 16: 112-128.Morillo, G.N. 1977. Nuevas especies, nuevas combinacio- Schwarz, E.A. & Fontella-Pereira, J. 1995. O gênero Jobi- nes y nuevos nombres en las Asclepiadaceae sulamerica- nia Fournier (Asclepiadaceae) no Brasil. Acta. Biol. Par. nas. Mem. Soc. Ci. Nat. La Salle 37: 119-127. Curitiba 24: 49-157.
  • Apodanthaceae APODANTHACEAE 65 Flávio FrançaErvas áfilas, holoparasitas. Flores vistosas, solitárias, actinomorfas, diclinas; tépalas 10ou 15; estames 5 a muitos, fundidos em um tubo; ovário ínfero, unilocular, pluriovulado, com placentação parietal. Bagas.Estudos filogenéticos demontraram que Rafflesiaceae e Apodanthaceae não estão proximamente relacionadas; enquantoa primeira está inserida em Malpighiales, a segunda está mais relacionada a Curcubitales (Barkman et al., 2007). Apodan-thaceae inclui três gêneros e cerca de 25 espécies tropicais; no Brasil, ela está representada por dois gêneros e 10 espécies(Souza & Lorenzi, 2008), duas delas raras.Apodanthes minarum Vattimo Referências:Distribuição: MINAS GERAIS: Viçosa-São Miguel do Barkman, T.J., McNeal, J.R., Lim, S.-H., Coat, G., Croom,Anta (20º43’S, 42º47’W). H.B.,Young, N.D. & dePamphilis C.W. 2007. Mitochon-Comentários: Parasita de Casearia (Salicaceae). Brácteas drial DNA suggests at least 11 origins of parasitism ininferiores com três lobos no ápice. Flores com pétalas angiosperms and reveals genomic chimerism in parasitic plants. BMC Evol. Biol. 7: 248.irregularmente orbiculares, com uma expansão na parteinferior de um dos lados. Conhecido apenas pelo mate- Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guiarial-tipo. (Vattimo, 1971, 1973) ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.Pilostyles stawiarskii Vattimo Vattimo, I. 1971. Contribuição ao conhecimento da Tribo Apodanthea R.Br. Parte 1: Conspecto das espécies (Ra-Distribuição: PARANÁ: Palmas, Bituruna (26º10’S, fflesiaceae). Rodriguésia 26(38): 37-62.51º33’W). Vattimo, I. 1973. Notas sobre o gênero Apodanthes Poit. comComentários: Parasita de Mimosa scaberrima (Bracatin- descrição de duas espécies novas (Rafflesiaceae). Revtaga, Leguminosae). Flor estaminada com disco convexo; a Brasil. Biol. 33: 135-141.pistilada com disco plano, nitidamente distinto do estile-te. (Vattimo, 1971)
  • 66 AquifoliaceaeAQUIFOLIACEAE Milton GroppoÁrvores, arbustos ou subarbustos. Folhas alternas, simples, com nervação broquidódromaou semicraspedódroma, geralmente estipuladas. Flores actinomorfas, 4- a 6-meras, diclamídeas, heteroclamídeas, gamos-sépalas, diclinas por aborto, isostêmones ou hipóginas; estames livres, alternipétalos, adnatos na base às pétalas; ovário4- a 6-locular, de placentação axilar, com 1 óvulo pendente por lóculo, estilete curto ou estigma séssil. Drupa, com 4 a 6sementes envolvidas pelo endocarpo coriáceo formando pirenos.Aquifoliaceae inclui apenas o gênero Ilex, com cerca de 400 espécies, distribuídas preferencialmente em regiões tropicais, maspresentes também em regiões temperadas. No Brasil, são encontradas cerca de 50 espécies, quatro delas consideradas raras.Ilex auricula S.Andrews Ilex prostrata GroppoDistribuição: BAHIA: Barra da Estiva, Serra do Sincorá Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-(13°28’S, 41°18’W). ra do Cipó (19º08’S, 43º42’W).Comentários: Arbusto com cerca de 3 m de altura. Comentários: Planta prostrada, a única espécie de Ilex com esse hábito. Ocorre em campos rupestres. ColetadaOcorre em campos rupestres. Floresce entre janeiro e com flores de novembro a março e em junho e com fru-março, frutificando em julho. (Andrews, 1983, 1985) tos de fevereiro a março. (Groppo & Pirani, 2002, 2005)Ilex blanchetii Loes Referências:Distribuição: BAHIA: Salvador (12º58’S, 38º30’W).Comentários: Arbusto de 1,5 a 2,5 m de altura. Folhas sés- Andrews, S. 1983. A new species of Ilex (Aquifoliaceae)seis, arredondadas. Semelhante a I. theezans Mart. ex Reissek, from Bahia, Brazil. Kew Bull. 37: 681-682.espécie mais comum. Ocorre em restinga, próximo a Salva- Andrews, S. 1985. A checklist of the Aquifoliaceae of Bahia.dor. Floresce de novembro a dezembro. (Andrews, 1985) Rodriguésia 37: 34-44. Groppo, M. 2007. A new species of Ilex (Aquifoliaceae) from Espinhaço Range, Bahia, Brazil. Bot. J. Linn. Soc.Ilex mucugensis Groppo 153: 153-156. Groppo, M. & Pirani, J.R. 2002. Ilex prostrata (Aquifoliace-Distribuição: BAHIA: Mucugê (13º00’S, 41º22’W). ae): a new species from Minas Gerais, Brazil. Kew Bull.Comentários: Arbusto de 2 a 2,5 m de altura. Conheci- 57: 979-983.da apenas por três coletas. Ocorre nos campos rupestres Groppo, M. & Pirani, J.R. 2005. Flora da Serra do Cipó,da porção central da Chapada Diamantina. Coletada com Minas Gerais: Aquifoliaceae. Bol. Bot. Univ. São Pauloflores em janeiro, dezembro e julho. (Groppo, 2007) 23: 257-265.
  • Araceae ARACEAE 67 1 Lívia G. Temponi, 2Marcus A. N. Coelho & 3Simon J. MayoErvas perenes; caules aéreos ou subterrâneos, rizomatosos, cormosos ou tuberosos.Folhas espiraladas ou dísticas, inteiras ou compostas, tripartidas, palmadas, pedadas ou pinadas, raramente peltadas, algu-mas vezes com genículo, com venação reticulada ou peniparalelinérvea. Inflorescências terminais, pseudolaterais, 1 a vá-rias; espádice com flores actinomorfas, monoclinas ou diclinas, então com flores pistiladas na base e estaminadas no ápice,às vezes com flores estaminadas estéreis intercaladas; tépalas evidentes, reduzidas ou ausentes, hipóginas, protogínicas;estames livres ou conados, anteras geralmente extrorsas, conectivo freqüentemente hipertrofiado. Ovário sincárpico, 1- a47-locular, com 1 a vários óvulos por lóculo. Frutos bacáceos ou utriculares, isolados ou sincárpicos.Araceae está dividida em nove subfamílias, incluindo 107 gêneros e aproximadamente 3.750 espécies. Está distribuída nas Amé-ricas Tropical e do Norte, na África Tropical Continental e Sul, Eurásia Temperada, Arquipélago Malaio, Madagascar e Seychel-les (Mayo et al., 1997). No Brasil, ocorre em todo o território nacional, com 30 gêneros e aproximadamente 350 espécies,sendo a Mata Atlântica um dos centros de diversidade da família (Govaerts & Fodin, 2002). São apontadas 27 espécies raras.Anthurium ameliae Nadruz & Cath. Comentários: Erva terrestre. Folhas eretas, ovadas a ovado-lanceoladas, com as nervuras laterais primárias eDistribuição: SÃO PAULO: Bananal, Serra da Bocaina secundárias claramente visíveis em ambas as faces. Es- pádice brevistipitada, com espata verde. (Coelho, 2006)(22º41’S, 44º19’W).Comentários: Erva terrestre ou rupícola. Folhas leve-mente discolores, com as 2 nervuras basais e as laterais Anthurium fragae Nadruzprimárias levemente impressas a somente visíveis na face Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Castelo (20º36’S,adaxial, levemente proeminentes a somente visíveis na 41º11’W).abaxial. Espádice séssil, com espata reflexa. Ocorre em Comentários: Erva rupícola, heliófila. Folhas longipe-floresta de altitude voltada para a face atlântica, no vale cioladas, com mais de 30 cm de comprimento, lanceo-do rio Bracuhy. (Coelho & Catharino, 2005) ladas, agudas no ápice, cuneadas na base. Espádice séssil. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado em 2000, numa floresta de altitude. (Coelho, 2006)Anthurium bocainense Cath. & NadruzDistribuição: SÃO PAULO: Bananal (22º41’S, Anthurium gomesianum Nadruz44º19’W); São José do Barreiro, (22º38’S, 44º34’W). Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa TeresaComentários: Erva terrestre. Folhas levemente pruino- (19º56’S, 40º36’W).sas abaxialmente, com 3 nervuras basais fortemente im- Comentários: Erva terrestre ou rupícola. Folhas lan-pressas adaxialmente. Espádice estipitada, com espata na- ceoladas, agudas ou algumas vezes curto-apiculadas novicular. Ocorre na Serra da Bocaina, nordeste do estado ápice, cuneadas na base. Frutos verdes. (Coelho, 2006)de São Paulo, dentro e no entorno do Parque Nacional daBocaina. (Coelho & Catharino, 2005) Anthurium jureianum Catharino & Olaio Distribuição: SÃO PAULO: Peruíbe, Estação BiológicaAnthurium bragae Nadruz da Juréia (24º24’S, 47º02’W). Comentários: Erva terrestre ou rupícola. Folhas adultasDistribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia, Parque Na- coriáceas, ovado-peltadas, deflexas, com nervuras basais.cional Itatiaia (22º24’S, 44º38’W). (Catharino & Olaio, 1990)
  • 68 AraceaeAnthurium langsdorffii Schott lhas elípticas a lanceoladas. Pedúnculo tênue e longo. Espádice com cerca de 2 cm de comprimento, longistipi-Distribuição: SÃO PAULO: Bananal (22º41’S, tada; estípete com comprimento igual ou maior do que a44º19’W). RIO DE JANEIRO: Mangaratiba (22º57’S, espádice. (Temponi, inéd.)44º02’W); Parati (23º13’S, 44º43’W).Comentários: Erva hemiepífita. Folhas linear-lanceo-ladas, pendentes. Espádice estipitada, com espata larga, Anthurium pilonense Reitzesverdeada-avinosada. (Coelho, inéd.) Distribuição: SANTA CATARINA: Palhoça (27º39’S, 48º40’W). Comentários: Erva rupícola. Folhas com base cordada, 15Anthurium lucidum Kunth ou 16 nervuras laterais primárias e apenas 1 basal para cada lobo. Conhecida apenas pelo materia-tipo. (Coelho, inéd.)Distribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro(22º54’S, 43º12’W).Comentários: Erva rupícola; caule espesso, ereto; ca- Anthurium radicans K.Koch & A.Haagetafilos marcescentes. Folhas oblongo-ovadas, cordada nabase, coriáceas. Pecíolo e pedúnculo longos, de 20 a 30 Distribuição: BAHIA: Cachoeira (12º36’S, 38º57’W);cm de comprimento. Espádice com espata lanceolada, Ipiau/Jequié (13º51’S, 40º05’W).decorrente na base. (Temponi, inéd.) Comentários: Erva terrestre. Caule rastejante, com catafi- los inteiros, persistentes. Folhas pequenas, com pecíolo de até 10 cm de comprimento e lâmina de até 15 cm de compri-Anthurium megapetiolatum E.G.Gonç. mento, com 3 a 5 nervuras laterais primárias profundamente marcadas na face adaxial e proeminentes na abaxial. EspádiceDistribuição: MINAS GERAIS: Araponga (20º40’S, com espata largo-ovada, cordada na base. (Temponi, inéd.)42º26’W); Conceição do Mato Dentro (19º02’S,43º25’W); Santana do Riacho (19º10’S, 43º43’W).Comentários: Erva terrestre. Folhas com pecíolo longo, Anthurium simonii Nadruzultrapassando o comprimento do pedúnculo, e lâmina Distribuição: RIO DE JAEIRO: Parati (23º13’S,coriácea, oblonga, com 14 a 18 nervuras laterais inscul- 44º43’W); Petrópolis (22º30’S, 43º10’W).pidas na face adaxial e proeminentes na abaxial. Ocorre Comentários: Erva terrestre ou rupícola. Folhas lance-em áreas de afloramentos rochosos, nas bordas ou partes oladas, estreitando-se em direção à base e acuminadas naperturbadas de florestas de galeria. (Gonçalves, 2001) base. Frutos vinosos no ápice, esverdeados a esbranqui- çados na base. (Coelho, 2006)Anthurium microphyllum (Raf.) G.DonDistribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro Anthurium unense Nadruz & Cath.(22º54’S, 43º12’W). Distribuição: SÃO PAULO: São Sebastião (23º48’S,Comentários: Erva rupícola. Folhas com lâmina ovada 45º25’W).de até 15 cm de comprimento, coriácea, verde-escura, Comentários: Erva terrestre. Folhas com lâmina cor-com nervuras laterais obscuras. Espádice vinosa, com até dada na base, bulada, com nervuras laterais e basais (13 cm de comprimento, e estípete de 1,5 cm de compri- a 2) profundamente impressas na face adaxial. Ocorremento. Ocorre nos afloramentos rochosos dos Morros da no interior da Mata Atlântica, próximo a rios. ConhecidaUrca, Pão de Açúcar e Pedra da Gávea. (Temponi, inéd.) apenas por duas coletas. (Coelho, 2006)Anthurium mourae Engl. Anthurium victorii Nadruz & Cath.Distribuição: MINAS GERAIS: Alto Caparaó (20º26’S, Distribuição: SÃO PAULO: Santo André, Estação Bio-41º53’W). lógica Alto da Serrra (23º39’S, 46º32’W).Comentários: Erva escandente, com entrenós longos e Comentários: Terrestre. Folhas ovado-triangulares, corda-catafilos inteiros e persistentes recobrindo o caule. Fo- das na base, com lobos basais arredondados. (Coelho, 2006)
  • Araceae 69Anthurium xanthophylloides G.M.Barroso Comentários: Erva epilítica. Folhas ovadas, (sub)corda- das na base, coriáceas, agrupadas no ápice, com nervurasDistribuição: ESPÍRITO SANTO: Ibiraçu (19º50’S, laterais primárias bem diferenciadas das interprimárias.40º22’W); São Mateus (18º42’S, 39º51’W); Santa Teresa Espádices solitárias, com espata não constrita, creme-(19º56’S, 40º36’W). esverdeada externamente, vermelho-esverdeada inter-Comentários: Erva epilítica, raramente terrestre. Fo- namente. (Sakuragui et al., 2005)lhas eretas, com lâmina triangular-ovada, cordada nabase, de 40 a 70 cm de comprimento, coriácea, com 11a 17 nervuras laterais primárias proeminentes em ambas Philodendron fragile Nadruz & Mayoas faces. Ocorre em afloramentos de granitos e gnaisse. Distribuição: RIO DE JANEIRO: Nova Friburgo, Ma-(Gonçalves & Salviani, 2001) caé de Cima (22º17’S, 42º32’W); Santa Maria Madalena (21º58’S, 42º00’W).Philodendron altomacaense Nadruz & Mayo Comentários: Erva hemiepífita. Folhas ovado-triangu- lares, subcordadas na base. Espádices eretas, com espataDistribuição: RIO DE JANEIRO: Nova Friburgo, Ma- levemente constrita, 1 a 2 por simpódio; flores com ová-caé de Cima (22º16’S, 42º32’W); São Fidélis (21º38’S, rio 7-9-locular. (Sakuragui et al., 2005)41º43’W).Comentários: Erva hemiepífita. Folhas verde-escuras,com nervuras laterais primárias e interprimárias profun- Philodendron millerianum Sakur. & Mayodamente impressas adaxialmente. Espádices não constri- Distribuição: RIO DE JANEIRO: Nova Friburgo, Ma-tas, creme-esverdeadas externamente, creme com base caé de Cima (22º17’S, 42º32’W).avermelhada a vinosa internamente, 1 a 3 por simpódio. Comentários: Erva hemiepífita. Folhas subcordadas na(Sakuragui et al., 2005) base, com divisões posteriores curtas. Espádice com es- pata fortemente constrita, alva. (Sakuragui et al., 2005)Philodendron biribirense Sakur. & MayoDistribuição: MINAS GERAIS: Diamantina, Extração Philodendron pachyphillum K.Krause(18º17’S, 43º32’W); Serro,Trinta Réis (18º31’S, 45º34’W). Distribuição: BAHIA: Barra da Estiva (13º37’S,Comentários: Erva epilítica. Folhas ovadas, cordadas 41º19’W); Lençóis (12º33’S, 41º23’W).na base, esbranquiçadas adaxialmente, verde-claras aba- Comentários: Erva epilítica. Folhas com lâmina ovada,xialmente, com nervuras laterais primárias levemente cordadas na base, com nervuras laterias primárias poucodiferenciadas das nervuras interprimárias. Espádices so- diferenciadas das interprimárias. Espádices solitárias, comlitárias, com espata não constrita, verde-avermelhadas espata moderadamente constrita. Ocorre nos campos ru-externamente, vermelho-esverdeadas internamente. pestres da Chapada Diamantina. (Sakuragui et al., 2005)(Sakuragui et al., 2005) Philodendron rhizomatosum Sakur. & MayoPhilodendron carinatum E.G.Gonç. Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do RiachoDistribuição: AMAPÁ: Porto Grande (00º42’S, 51º23W) (19º12’S, 43º41’W).Comentários: Erva escandente. Folhas obovadas, obtusas Comentários: Erva terrestre. Caule rizomatoso. Folhasa arredondadas na base. Espádice com espata moderada- cordadas; profilo vermelho. Espádice com pedúncu-mente constrita, verde externamente, com pequenos nec- lo longo, cerca de 3 vezes o comprimento da espata, etários vermelhos internamente. (Sakuragui et al., 2005) espata esverdeada, tornando-se creme durante a antese. (Sakuragui et al., 2005)Philodendron cipoense Sakur. & Mayo Philodendron simonianum SakuraguiDistribuição: MINAS GERAIS: Datas (18º19’S,43º39’W); Jaboticatubas (19º31’S, 43º44’W); Santana Distribuição: SÃO PAULO: Pouso Alto/Natividade dado Riacho (19º10’S, 43º43’W). Serra (23º33’S, 45º26’W).
  • 70 AraceaeComentários: Erva escandente. Folhas sagitadas, com 3 Coelho, M.A.N. 2006. New species of Anthurium (Araceae)a 4 nervuras laterais primárias. Espádice com apêndice from Brazil. Aroideana 29: 91-103.estéril longo e espata reflexa durante a antese, caracterís- Coelho, M.A.N. & Catharino, E.L.M. 2005. Duas espéciesticas pouco comuns no gênero. (Sakuragui, 2001) novas de Anthurium Schott (Araceae) para o Brasil. Ro- driguésia 56(88): 35-41.Philodendron tenuispadix E.G.Gonç. Gonçalves, E.G. 2001. A new Anthurium (Araceae) from Serra do Cipó, Brazil. Aroideana 24: 6-12.Distribuição: ESPÍRITO SANTO: São Gabriel da Palha Gonçalves, E.G. & Salviani, E.R. 2001. Anthurium xantho-(19º01’S, 40º32’W); Santa Teresa (19º56’S, 40º36’W). phylloides G.M.Barroso (Araceae) re-found in EspíritoComentários: Erva hemiepífita, ocasionalmente terres- Santo State, Eastern Brazil. Aroideana 24: 13-17.tre. Folhas ovadas a ovado-triangulares, cordadas na base, Govaerts, R. & Frodin, D.G. 2002. World checklist and bi-com 6 a 8 nervuras laterais primárias. Espádice delgada, bliography of Araceae (and Acoraceae). Kew, Royal Bo-com apêndice estéril apical longo. (Sakuragui et al., 2005) tanic Gardens, 560p. Mayo, S.J., Bogner, J. & Boyce, P.C. 1997. The genera of Araceae. Kew, Royal Botanic Gardens, 370p.Referências: Sakuragui, C.M. 2001. Two new species of Philodendron (Araceae) from Brazil. Novon 11: 102-104.Catharino, E.L.M. & Olaio, A.A.R. 1990. Anthurium jureia- num Catharino & Olaio, nova espécie de Araceae endê- Sakuragui, C.M., Mayo, S.J. & Zappi, D.C. 2005 Taxonomic mica do litoral de São Paulo, Brasil. Hoehnea 17(2): 1-6. revision of Brazilian species of Philodendron section Ma- crolebium. Kew Bull. 60: 465-513.Coelho, M.A.N. Inéd. Taxonomia e biogeografia de Anthu- rium (Araceae) seção Urospadix subseção Flavescentiviridia. Temponi, L.G. Inéd. Sistemática de Anthurium sect. Urospa- Tese de doutorado, Universidade Federal do Rio Grande dix (Araceae). Tese de doutorado, Universidade de São do Sul, Porto Alegre, 2004. Paulo, São Paulo, 2006.
  • AraliaceaeARALIACEAE 71 Pedro FiaschiPlantas geralmente lenhosas, às vezes hemiepifítas. Folhas alternas, eventualmenteheteroblásticas, simples, palmadas ou pinado-lobadas ou compostas com pecíolo geralmente alargado na base; estípulasausentes ou liguladas. Inflorescências terminais ou pseudolaterais, paniculadas, umbelas simples ou compostas, com uni-dades terminais em umbelas, capítulos, racemos ou espigas. Flores actinomorfas, geralmente pentâmeras, isostêmones,epíginas; cálice cupuliforme, com lobos reduzidos; pétalas livres, às vezes caliptradas; estames alternos às pétalas, comfiletes inflexos no botão; ovário 2- a 5-carpelar (raramente com muitos carpelos), unilocular, com placentação apical eestiletes livres ou conatos. Drupas ou bagas, com mesocarpo carnoso e endocarpo esclerificado.Araliaceae inclui 37 gêneros e aproximadamente 1.900 espécies, a maioria das quais em áreas tropicais e subtropicais daÁsia, Oceania, Américas Central e do Sul, e Madagascar. No Brasil, são encontrados quatro gêneros e cerca de 85 espéciesnativas (15 delas indicadas como rara): Aralia (3 espécies), Dendropanax (cerca de 25, 4 raras), Oreopanax (2) e Schefflera(cerca de 55, 11 raras). A maioria das espécies brasileiras ocorre em regiões úmidas, geralmente acima de 600 m s.n.m.,no Planalto Brasileiro, ou em áreas remanescentes do Planalto das Guianas, em áreas limítrofes com a Venezuela.Dendropanax caudatus Fiaschi Dendropanax trilobus (Gardner) Seem.Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Cachoeiro de Ita- Distribuição: RIO DE JANEIRO: Teresópolis, Serrapemirim, Reserva Florestal Bananal do Norte (20º51’S, dos Órgãos (22º27’S, 43º00’W).41º10’W); SantaTeresa, rio Saltinho (19º59’S, 40º39’W). Comentários: Árvore com até 8 m de altura. Flores bre-Comentários: Arbusto de 1,5 a 3,5 m de altura. Inflo- vipediceladas, em inflorescências curtas e ramificadas.rescências curtas, ramificadas. Ocorre em matas ombró- Ocorre em florestas montanas. (Frodin & Govaerts, 2003)filas de terras baixas. Encontrada com flores e frutos emabril. (Fiaschi, 2006) Schefflera botumirimensis Fiaschi & PiraniDendropanax denticulatus Fiaschi Distribuição: MINAS GERAIS: Botumirim, Serra da Canastra (16º51’S, 43º01’W).Distribuição: SÃO PAULO: São Luís do Paraitinga, Comentários: Arbusto com até 2 m de altura. Inflores-Parque Estadual da Serra do Mar (23º13’S, 45º19’W). cência terminal, pendente durante a frutificação. OcorreComentários: Árvore com cerca de 10 m de altura.Flores longipediceladas, em inflorescências ramificadas. em campos rupestres. Encontrada com flores em julho eOcorre em floresta ripária. Encontrada com flores e fru- com frutos de julho a setembro. (Fiaschi & Pirani, 2005a)tos em janeiro. (Fiaschi & Jung-Mendaçolli, 2006) Schefflera capixaba FiaschiDendropanax geniculatus Fiaschi Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Cariacica, ReservaDistribuição: BAHIA: Lençóis, Serra da Chapadinha Biológica de Duas Bocas (20°17’S, 40°31’W).(12º27’S, 41º26’W). Comentários: Arvoreta sem ramificações, de 6 a 7 mComentários: Árvore com até 10 m de altura. Inflores- de altura. Inflorescência pseudolateral, paniculada, longacência alongada, simples. Ocorre em mata de grotão, na e pendente. Ocorre no sub-bosque de matas ombrófilasChapada Diamantina. Encontrada com frutos em feverei- submontanas. Encontrada com flores em março. (Fiaschiro. (Fiaschi, 2005) & Pirani, 2005b)
  • 72 AraliaceaeSchefflera cephalantha (Harms) Frodin S chefflera plurispicata Maguire, Steyermark & FrodinDistribuição: MATO GROSSO: Chapada dos Guima-rães (15º29’S, 55º41’W). Distribuição: AMAZONAS: São Gabriel da Cachoeira,Comentários: Arvoreta. Inflorescência terminal, pani- Serra da Neblina (00º33’S, 65º59’W).culada, com unidades terminais em capítulo. Conhecida Comentários: Árvore com cerca de 25 m de altura. In­apenas pelo material-tipo, coletado por Malme em 1902.Ocorre provavelmente associada a matas ciliares. (Frodin flo­ es­ ên­ ia terminal, paniculada, com unidades termi- r c c& Govaerts, 2003) nais em espiga. Ocorre nas matas montanas da serra Pira­ pu­ u, lado brasileiro da Serra da Neblina, entre 1.250 e c 1.300 m s.n.m. Encontrada com flores em janeiro. (Ma-Schefflera eximia Frodin guire et al., 1984)Distribuição: AMAZONAS: São Gabriel da Cachoeira,Serra da Neblina (00º43’N, 66º18’W).Comentários: Árvore com cerca de 4 m de altura. In- Schefflera racemifera Fiaschi & Frodinflorescência terminal, umbela composta. Frutos 5-an- Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa Maria de Jeti-gulados. Ocorre em florestas montanas dominadas por bá (20º02’S, 40º44’W).Bonnetia. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletadopor Boom. (Frodin, 1993) Comentários: Arvoreta de 2 a 4 m de altura, sem ra- mificações. Folhas com folíolos lineares. Inflorescência pseudolateral, paniculada. Ocorre em sub-bosque deSchefflera fruticosa Fiaschi & Pirani mata ombrófila, a cerca de 700 m s.n.m. EncontradaDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- com flores de dezembro a março e com frutos em março.ra do Cipó (19º20’S, 43º37’W). (Fiaschi & Frodin, 2006)Comentários: Arbusto de 1 a 1,5 m de altura. Inflores-cência terminal, paniculada, ereta, delicada. Ocorre emcampos rupestres. (Fiaschi & Pirani, 2005a) Schefflera ruschiana Fiaschi & Pirani Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa Teresa, EstaçãoSchefflera glaziovii (Taub.) Frodin & Fiaschi Biológica de Santa Lúcia (19º57’S, 40º32’W). Comentários: Árvore com cerca de 10 m de altura. In-Distribuição: MINAS GERAIS: Congonhas do Norte,Serra Talhada (18º51’S, 43º45’W); Santana do Pirapama florescência pseudolateral, paniculada. Ocorre em matas(18°55’S, 43°54’W); Santana do Riacho, Serra do Cipó ombrófilas submontanas, a cerca de 660 m s.n.m. En-(19º04’S, 43º42’W). contrada com flores em janeiro e com frutos em abril.Comentários: Arbusto de 1 a 2 m de altura. Inflorescên- (Fiaschi & Pirani, 2005b)cia terminal, paniculada, ereta. Ocorre em campos rupes-tres, raramente em orla de matas ciliares. Encontrada comflores e frutos de março a junho. (Fiaschi & Pirani, 2007) Schefflera succinea Frodin & Fiaschi Distribuição: RIO DE JANEIRO: Nova Friburgo, Ma-Schefflera lucumoides (Decne. & Planch. ex caé de Cima (22º20’S, 42º32’W); Santa Maria Madalena,Marchal) Frodin & Fiaschi Parque Estadual do Desengano (22º00’S, 42º00’W) Comentários: Árvore com até 12 m de altura. FolhasDistribuição: MINAS GERAIS: Itabirito, Serra do Itabi-rito (20º13’S, 43º51’W); Rio Acima (20°05’S, 43°51’W). com folíolos articulados, glabrecentes. InflorescênciaComentários: Arbusto com até 2 m de altura. Folhas pseudolateral, paniculada. Ocorre nas matas montanassimples. Inflorescência terminal, paniculada, congesta. das áreas mais setentrionais da Serra do Mar, entre 1.100(Fiaschi & Pirani 2007) e 1.800 m s.n.m. (Fiaschi & Pirani, 2007)
  • Araliaceae 73Referências: Fiaschi, P. 2006. A new species of Dendropanax (Araliaceae) from the state of Espírito Santo, Brazil. Novon 16: 480-482.Fiaschi, P. 2005. Three new species of Dendropanax (Aralia- Fiaschi, P. & Jung-Mendaçolli, S.L. 2006. Three new species ceae) from Bahia, Brazil. Brittonia 57: 240-247. of Dendropanax (Araliaceae) from São Paulo state. Can-Fiaschi, P. & Frodin, D.G. 2006. Schefflera racemifera, a new dollea 61: 457-466. species of Araliaceae from Espírito Santo state, Brazil. Frodin, D.G. 1993. Studies in Schefflera (Araliaceae), 6. New Kew Bull. 61: 187-191. species and subordinate taxa in the Venezuelan GuayanaFiaschi, P. & Pirani, J.R. 2005a. Three new species of Sche- and immediately adjacent areas. Novon 3: 367-403. fflera J.R. Forst. & G. Forst. (Araliaceae) from Espinhaço Frodin, D.G. & Govaerts, R. 2003.World checklist and biblio- Range, Minas Gerais, Brazil. Novon 15: 117-122. graphy of Araliaceae. Kew, Royal Botanic Gardens, 444p.Fiaschi, P. & Pirani, J.R. 2005b. Four new species of Sche- Maguire, B., Steyermark, J.A. & Frodin, D.G. 1984. Araliace- fflera (Araliaceae) from Espírito Santo state, Brazil. Kew ae. In B. Maguire et al. (eds) The Botany of the Guayana Hi- Bull. 60: 77-85. ghland – Part 12. Mem. NewYork Bot. Gard. 38: 46-82.Fiaschi, P. & Pirani, J.R. 2007. Estudo taxonômico do gêne- ro Schefflera J.R. Forst. & G. Forst. (Araliaceae) na Região Sudeste do Brasil. Bol. Bot. Univ. São Paulo 25: 95-142.
  • 74 Arecaceae ARECACEAE Alessandro RapiniPlantas lenhosas, espinescentes ou inermes, geralmente formadas por um estipe e umacoroa de folhas no ápice, ou lianas; caule aéreo geralmente anelado em decorrência das cicatrizes foliares, menos freqüen-temente curtos, subterrâneos ou rizomatosos. Folhas geralmente alternas, plicadas, pinapartidas ou (costa)palmadas nasplantas adultas, com bainha tubulosa. Panículas ou espigas geralmente solitárias, axilares, inter ou intrafoliares, subtendi-das por um profilo, freqüentemente seguido de brácteas pedunculares, eventualmente uma delas ampla e lenhosa. Floresactinomorfas, geralmente trímeras, diclamídeas, monoclinas ou mais freqüentemente funcionalmente diclinas (plantasmonóicas), dispostas aos pares ou em tríades (cincinos com 2 flores estaminadas e 1 pistilada central) agregados ou soli-tários; androceu geralmente com 6 estames (raramente 3 ou muitos); ovário súpero e apocárpico ou ínfero e sincárpico,com 3 lóculos uniovulados. Drupas, raramente frutos bacáceos.Arecaceae é uma das famílias mais características dentre as angiospermas, sendo um importante formador de paisagensem desertos na África, mangues na Ásia, e veredas, babaçuais e carnaubais na América do Sul, além de ser de grande im-portância para o ser humano, especialmente para as comunidades indígenas americanas. De representantes da família seaproveitam o palmito, a tâmara, o açaí, a pupunha, além da água-de-coco, o óleo-de-dendê e o leite-de-coco; são tambémutilizadas para construção de habitações indígenas, no artesanato e para ornamentação. A família inclui cerca de 200 gêne-ros e 2.500 espécies e possui distribuição predominantemente pantropical. Aproximadamente 40 gêneros e cerca de 200espécies são nativos do Brasil, cinco delas apontadas como raras.Attalea pindobassu Bondar Bactris tefensis A.J.Hend.Distribuição: BAHIA: Jacobina (11º10’S, 40º31’W); Distribuição: AMAZONAS: Tefé (03º22’S, 64º37’W).Miguel Calmon (11º26’S, 44º36’W); Piritiba (11º44’S, Comentários: Estipes com até 1,5 m de altura, solitárias40º34’W). ou agrupadas. Coroa de 4 a 10 folhas de 9 a 13 pares de folíolos, espinescentes. Panículas profusamente ramifica-Comentários: Estipe com até 15 m de altura. Coroa de das. Conhecida como marajá, ocorre em mata de terraaté 25 folhas pinadas e eretas. Inflorescências longamente firme. (Henderson et al., 1995)pedunculadas partindo de entre as folhas. O pindobaçu,ou coco-palmeira, ocorre apenas no extremo norte daChapada Diamantina, entre 350 e 1.200 m s.n.m. (Hen- Syagrus leptospatha Burretderson et al., 1995) Distribuição: MATO GROSSO DO SUL: Campo Grande (20º27’S, 54º37’W). Comentários: Estipe curta e subterrânea. Folhas comBactris soeiroana Noblick ex A.J.Hend. até 9 pares de folíolos. Espiga subtendida por bráctea peduncular papirácea. Conhecida apenas pelo material-Distribuição: BAHIA: Salvador (12º57’S, 38º25’W). tipo, coletado na década de 1930, tendo sido consideradaComentários: Estipes com até 1,5 m de altura, agrupa- possivelmente extinta. (Henderson et al., 1995)das. Coroa de 4 a 10 folhas com 8 a 17 pares de folíolos,lanosas na bainha, pecíolo e ráquis, espinescentes. Paní-culas subtendidas por uma bráctea peduncular castanha a Syagrus werdermannii Burrettomentoso-acizentada. Conhecida como jussá ou tucum, Distribuição: BAHIA: Caetité (14º03’S, 42º27’W).é encontrada apenas em restinga, ocorrendo nas dunas. Comentários: Estipe curta e subterrânea, ramificada ou(Henderson et al., 1995) não. Coroa de 4 a 8 folhas com 10 a 20 pares de folíolos.
  • ARECACEAE 75Panícula tomentuloso-acizentada, subtendida por uma Referência:bráctea peduncular lenhosa. Conhecida como coco-de-vassoura ou coco-peneira, ocorre em vegetações abertas, Henderson, A., Galeano, G. & Bernal, R. 1995. Field Guideentre 800 e 1.000 m s.n.m., na porção sul da Chapada to the palms of the Americas. Princepton, PrinceptonDiamantina. (Henderson et al., 1995) University Press, 420p.
  • 76 AsteraceaeASTERACEAE Jimi Naoki Nakajima, Aristônio M. Teles, Mara Ritter, Claudio Augusto Mondin, Massimilliano ­Dematteis, Gustavo Heiden, Rafael A. Xavier Borges, Vanessa L. Rivera, João B. A. Bringel Jr., Mariana Saavedra, Rita de Cássia Araújo Pereira & Maria Rita Cabral Sales de MeloErvas a arbustos, menos freqüentemente árvores ou lianas. Folhas geralmente alternasou opostas, simples. Inflorescência em capítulos (flores dispostas em um receptáculo único e circundadas por brácteasinvolucrais) solitários ou organizados em capitulescências; flores geralmente pentâmeras, com cálice modificado em pápus(papilho) ou ausente e corola gamopétala; androceu com 5 estames sinânteros; gineceu com ovário ínfero, bicarpelar,unilocular, uniovulado, e estilete bífido. Fruto do tipo cipsela.Asteraceae é a maior família dentre as angiospermas, com aproximadamente 1.600 gêneros e 23.000 espécies (Anderberg etal., 2007), o que representa cerca de 10% da flora mundial (Pruski & Sancho, 2003). A maioria das espécies ocorre preferen-ciamente em formações campestres e montanas nas regiões (sub)tropicais e temperadas do mundo, exceto na Antártica (Funket al., 2005). No Brasil, a família está representada por aproximadamente 2.000 espécies e 250 gêneros (Souza & Lorenzi,2008), com um grande número de espécies endêmicas, especialmente no Cerrado, sendo 109 espécies apontadas como raras.Antheremanthus hatschbachii H.Rob. Aspilia grazielae J.U.SantosDistribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol, rio Ita- Distribuição: MATO GROSSO DO SUL: Corumbá,cambiruçu (16º35’S, 42º54’W). Urucum (19º08’S, 59º13’W).Comentários: Arbusto com até 2 m de altura. Folhas pe- Comentários: Arbusto com cerca de 1 m de altura.cioladas, oblongo-elípticas, discolores. Capítulos com cer- Folhas ovadas. Aquênios com mais de 3 aristas conspí-ca de 60 brácteas involucrais e 60 flores alvas, em capitu- cuas no pápus. Encontrada com flores e frutos em abril.lescências tirsóides. Ocorre sobre solo litólico, nos camposrupestres do norte da Cadeia do Espinhaço de Minas Ge- (Santos, 2001)rais. Encontrada com flores em maio. (Robinson, 1992a) Aspilia hatschbachii J.U.SantosAspilia discolor J.U.Santos Distribuição: MATO GROSSO DO SUL: Rio Verde doDistribuição: MATO GROSSO: Casacalheira (12º49’S, Mato Grosso (18º48’S, 54º49’W).51º46’W). Comentários: Arbusto com cerca de 1 m de altura.Comentários: Subarbusto com cerca de 1,5 m de altu- Folhas pecioladas, acuminadas no ápice. Ocorre em am-ra. Folhas opostas. Aquênios desprovidos de aristas no biente rupestre com afloramentos de arenito. Encontra-pápus. Ocorre em cerrado. Encontrada com flores e fru- da com flores e frutos em fevereiro. (Santos, 2001)tos em janeiro. (Santos, 2001)Aspilia goiazensis J.U.Santos Aspilia podophylla Baker Distribuição: GOIÁS: Formosa, Boa EsperançaDistribuição: GOIÁS: Mozarlândia, Serra do Tombador(14º54’S, 50º29’W). (15º32’S, 47º12’W).Comentários: Erva ereta, com cerca de 80 cm de altura. Comentários: Subarbusto com cerca de 1,3 m de altura.Folhas oblongas a oblongo-lanceoladas. Capítulos com Folhas com pontuações escuras abaxialmente. Conhecidaflores do disco pilosas. Ocorre em cerrado. Encontrada apenas pelo material-tipo, coletado na década de 1820,com flores e frutos imaturos em março. (Santos, 2001) em cerrado. (Santos, 2001)
  • Asteraceae 77Aspilia pohlii (Sch.Bip. ex Baker) Baker nutos, paucifloros, solitários, na axila das folhas. Ocorre em campos rupestres. (Barroso, 1976)Distribuição: GOIÁS: Engenho do Capitão Pires (loca-lidade não identificada).Comentários: Arbusto de 90 cm a 1,25 m de altura. Aqu- Baccharis dubia Deble & A.S.Oliveiraênios com 5 ou 6 aristas no pápus. Conhecida apenas pelo Distribuição: MINAS GERAIS/ESPÍRITO SANTO:material-tipo, coletado no início do séc. 19. (Santos, 2001) Parque Nacional do Caparaó, Pico da Bandeira (20º31’S, 41º54’W).Aspilia pseudoyedaea H.Rob. Comentários: Subarbusto a arbusto, com cerca de 50 cm de altura, polígamo; capítulos pistilados, estaminadosDistribuição: DISTRITO FEDERAL: Brasília (15º36’S, e radiados (com flores do raio pistiladas e do disco mo-47º41’W); Fercal (15º36’S, 47º49’W); Sobradinho noclinas) em plantas distintas. (Deble & Oliveira, 2006)(15º39’S, 47º51’W).Comentários: Subarbusto de 1,5 a 2,5 m de altura. Fo-lhas pecioladas. Conhecida apenas por dois registros, em Baccharis elliptica Gardner1956 e 1966, foi redescoberta em 2005 e 2006. Ocor- Distribuição: MINAS GERAIS: Couto de Magalhãesre em cerrados, campos úmidos, matas de galeria e em (18º04’S, 43º28’W); Diamantina (18º14’S, 43º36’W);ambientes rupestres. Encontrada com flores e frutos em Gouveia (18º25’S, 43º42’W).outubro, abril e maio. (Santos, 2001) Comentários: Arbusto com até 1,5 m de altura. Folhas elípticas a orbiculares, denteadas na metade distal. Capí-B accharis arassatubensis Malag. & Hatschb. ex tulos longipedicelados, em capitulescências corimbifor- mes terminais. Ocorre nos campos rupestres da porçãoG.M.Barroso central do Planalto de Diamantina, entre 1.100 e 1.300Distribuição: PARANÁ/SANTA CATARINA: Guara- m s.n.m. (Barroso, 1976)tuba/Garuva, Serra de Araçatuba (25º55’S, 48º40’W).Comentários: Arbustos de 1 a 2 m de altura. Folhas Baccharis macrophylla Dusénoblongas, inteiras a curtamente serreadas na margem.Capítulos na axila das folhas e difusos ao longo dos ra- Distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia, Parque Na-mos. (Barroso, 1976) cional do Itatiaia (22º29’S, 44º33’W). Comentários: Arbustos com cerca de 1 m de altura. Fo- lhas elípticas a obovadas, esparsamente denteadas no ápi-Baccharis ciliata Gardner ce, cerosas, coriáceas. Capitulescências terminais corimbi-Distribuição: RIO DE JANEIRO: Teresópolis, Parque formes. Ocorre a acima de 2.000 m s.n.m. (Dusén, 1913)Nacional da Serra dos Órgãos (22º24’S, 42º57’W).Comentários: Subarbusto com até 0,5 m de altura. Fo- Baccharis maxima Bakerlhas elípticas a obovadas, denteadas na metade superiorda lâmina, seríceas quando jovens. Capítulos em capitu- Distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia, Parque Na-lescências corimbiformes. Ocorre em campos de altitu- cional do Itatiaia (22º29’S, 44º33’W).de, acima de 2.000 m s.n.m., sendo registrada apenas na Comentários: Subarbusto de 0,5 a 1 m de altura. FolhasPedra dos Sinos. (Barroso, 1976) lanceoladas, membranáceas, tomentosas. Capítulos dispos- tos em capitulescências paniculiformes amplas. Ocorre em campos de altitude acima de 2.000 m s.n.m. (Barroso, 1976)Baccharis concinna G.M.BarrosoDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Par- Baccharis pseudovaccinioides Malag.que Nacional da Serra do Cipó (19º17’S, 43º34’W).Comentários: Subarbusto com cerca de 1 m de altura. Distribuição: RIO DE JANEIRO: Teresópolis, ParqueFolhas obovadas, denteadas na margem. Capítulos dimi- Nacional da Serra dos Órgãos, (22º24’S, 42º57’W).
  • 78 AsteraceaeComentários: Subarbusto com cerca 1 m de altura. Fo- Comentários: Arbusto ereto, de 15 a 40 cm de altura,lhas oblongas, trinérveas, denteadas no ápice. Capítulos ramificado. Folhas obovadas, levemente revolutas na mar-axilares, pedunculados. Ocorre em campos de altitude gem, densamente alvo-lanosas na face abaxial. Capítulosdo Campo das Antas e da Pedra do Frade. (Barroso, 1976) homógamos, em capitulescência corimbiforme. Ocorre em fendas de rochas, entre 2.000 e 3.000 m s.n.m. Flo-Bidens edentula G.M.Barroso resce entre fevereiro e dezembro. (Freire, 1993)Distribuição: GOIÁS: Teresina de Goiás, Chapada dosVeadeiros (13º52’S, 47º16’W). Chionolaena lychnophorioides Sch.Bip.Comentários: Arbusto com até 1,5 m de altura. Folhas Distribuição: MINAS GERAIS: Conceição de Ibitipo-com segmentos filiformes. Aquênios sem pápus. Ocorre ca, Serra de Ibitipoca (21º38’S, 43º52’W); Ouro Preto,em campos rupestres. Encontrada com flores e frutos emmarço. (Bringel, inéd.) Itacolomi (20º22’S, 43º31’W); Santo Antônio do Itambé (18º28’S, 43º18’W). Comentários: Arbusto ereto, de 20 a 40 cm de altura.Calea abbreviata Pruski & Urbatsch Folhas lineares, levemente revolutas na margem, densa- mente alvo-lanosas na face abaxial. Capítulos solitários,Distribuição: GOIÁS: Alto Paraíso de Goiás, Chapada com as flores pistiladas mais numerosas que as funcional-dos Veadeiros (14º04’S, 47º30’W). mente estaminadas. Ocorre em fendas de rochas, entreComentários: Erva com até 25 cm de altura, com xilo-pódio. Capítulos solitários. Ocorre em campos limpos 1.350 a 1.450 m s.n.m. Encontrada com flores entree freqüentemente úmidos, no nordeste de Goiás. En- abril e maio. (Freire, 1993)contrada com flores e frutos em outubro e novembro.(Pruski & Urbatsch, 1988; Bringel, inéd.) Chionolaena jeffreyi H.Rob.Calea brittoniana Pruski Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das Almas (13º34’S, 41º48’W).Distribuição: MINAS GERAIS: São Roque de Minas, Comentários: Subarbusto de 10 a 20 cm de altura; ramosParque Nacional da Serra da Canastra (20º08’S, 46º39’W). ascendentes. Folhas linear-elípticas, pecioladas. CapítulosComentários: Arbusto com até 1,5 m de altura. Folhas solitários. Ocorre entre 1.600 a 1.850 m s.n.m. Encon-discolores, denteadas a serreadas na margem. Capítulos trada com flores entre março e julho. (Freire, 1993)radiados, com brácteas involucrais membranáceas, refle-xas e tomentosas no ápice, em capitulescência corimbifor-me. Ocorre em campos rupestres. Encontrada com flores Chionolaena wittigiana Bakerde abril a julho. (Pruski, 1984; Nakajima, inéd.-2000) Distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia, Serra do Ita- tiaia (22º29’S, 44º32’W).Calea irwinii G.M.Barroso Comentários: Arbusto ereto, de 15 a 30 cm de altura, le- nhoso. Folhas lineares a linear-elípticas, levemente revolutasDistribuição: GOIÁS: Alto Paraíso de Goiás, Chapada na margem, densamente alvo-lanosas na face abaxial. Ocor-dos Veadeiros (14º09’S, 47º36’W).Comentários: Arbusto com cerca de 1 m de altura. Ca- re sobre solo litólico, entre 2.400 e 2.600 m s.n.m. Encon-pítulos em cimeiras. Ocorre em campos rupestres, a cer- trada com flores entre outubro e novembro. (Freire, 1993)ca de 1.000 m s.n.m. Encontrada com flores em março.(Urbatsch et al., 1986) Crysolaena hatschbachii H.Rob.Chionolaena isabellae Baker Distribuição: PARANÁ: Piraí do Sul, Serra de Furnas (24º32’S, 49º55’W).Distribuição: MINAS GERIAS: Itamonte (22º15’S, Comentários: Subarbusto ereto, com cerca de 70 cm de44º50’W). RIO DE JANEIRO: Itatiaia, Serra de Itatiaia altura; ramos subverticilados. Folhas oblongo-lanceola-(22º29’S, 44º32’W). das, densamente pubescentes na face abaxial. Capítulos
  • Asteraceae 79com 25 brácteas involucrais e cerca de 15 flores. Ocorreem campos arenosos. Encontrada com flores em novem- Dimerostemma bishopii H.Rob.bro. (Robinson, 1992b) Distribuição: GOIÁS: Nova Roma, nas proximidades do rio Paranã (13º49’S, 47º08’W); Monte Alegre deDasyphyllum lanceolatum (Less.) Cabrera Goiás (13º15’S, 46º54’W). Comentários: Arbusto robusto, de 1,2 a 2,1 m de altura.Distribuição: SÃO PAULO: São Paulo (23º34’S, 46º43’W). Ocorre sobre solos calcários, em sombra parcial, em tran-Comentários: Arvoreta. Folhas estreito-lanceoladas, sição de cerrado e floresta estacional. Floresce de fevereiroglabras ou laxamente seríceas. Flores com corola velutina a março, com capítulos velhos em abril. (Moraes, inéd.)na base. Conhecida apenas por duas coletas, uma de Sellodo séc. 19 e outra de Hoehne, no bairro do Butantã, emSão Paulo. (Cabrera, 1959) Dimerostemma grazielae H.Rob. Distribuição: GOIÁS: Alto Paraíso de Goiás (13º59’S,Dasyphyllum lanosum Cabrera 47º19’W); Teresina de Goiás (13º55’S, 47º18’W). Comentários: Arbusto robusto, de 1 a 1,7 m de altura,Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- com xilopódio. Ocorre nos campos rupestres, eventual-ra do Cipó (19º07’S, 43º38’W). mente em transição para cerrado, da Chapada dos Veadei-Comentários: Arbusto. Folhas lanceoladas, imbricadas, ros. Floresce de abril a maio. (Bringel, inéd.; Moraes, inéd.)densamente lanosas. Conhecida apenas por coletas doséc. 19. (Cabrera, 1959) Eremanthus leucodendron Mattf.Dasyphyllum retinens (S.Moore) Cabrera Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das Almas (13º34’S, 41º48’W).Distribuição: MATO GROSSO: Chapada dos Guima- Comentários: Arvoreta com até 2 m de altura; ramosrães (15º27’S, 55º44’W). densamente pubescentes. Capítulos aglomerados, cir-Comentários: Arbusto. Folhas ovado-elípticas, pubes- cundados por brácteas involucrais foliáceas. Ocorre emcentes na face abaxial. Capitulescência densa. Conhecida carrasco, a cerca de 1.600 m s.n.m. Encontrada com flo-apenas por coletas do séc. 19. (Cabrera, 1959) res em agosto. (Hind, 1995)Dasyphyllum trychophyllum (Baker) Cabrera Eremanthus seidelii MacLeish & H.SchumacherDistribuição: MINAS GERAIS: Catas Altas, Serra do Distribuição: MINAS GERAIS: Capitólio (20º35’S,Caraça (20º04’S, 43º21’W); Itambé (19º25’S, 43º19’W). 46º02’W); Delfinópolis (20º21’S, 46º50’W); São Ro-Comentários: Arbusto ereto, de 0,5 a 1 m altura. Folhas que de Minas, Parque Nacional da Serra da Canastralargo-elípticas, densamente pubescentes, as superiores (20º09’S, 46º39’W).imbricadas, envolvendo os capítulos. Conhecida apenas Comentários: Arvoreta com até 4 m de altura; ramospor coletas do séc. 19 e uma de Damázio no início do séc.20. (Cabrera, 1959) acinzentados, lepidoto-tomentosos. Folhas elípticas, ar- gênteas. Capitulescência com 1 a 7 capítulos aglomerados. Flores com pápus avermelhado. Ocorre em campos ru-Dendrophorbium restingae A.Teles, J.N.Nakaj. & pestres. Floresce entre junho e agosto. (MacLeish, 1987)StehmannDistribuição: SÃO PAULO: Peruíbe, Estação Ecológica Graphistylis argyrotricha (Dusén) B.Nord.Juréia-Itatins (24º19’S, 46º59’W).Comentários: Ervas robustas, de 1 a 1,5 m de altura. Distribuição: MINAS GERAIS: Passa Quatro (22º23’S,Folhas gríseo-tomentosas abaxialmente, as basais ovado- 44º58’W). RIO DE JANEIRO: Itatiaia (22º29’S, 44º33’W).cordadas e pecioladas, as superiores oblongas e sésseis. Comentários: Arbusto a subarbusto, de 1 a 2 m de altu-Ocorre em restinga. (Teles et al., 2006) ra. Caule, ramos e pecíolos avermelhados. Folhas (oblon-
  • 80 Asteraceaego-)lanceoladas, uniformemente dentadas na margem,argenteo-tomentosas abaxialmente. Ocorre em campos H ysterionica nebularis Deble, Oliveira & Marchioride altitude, entre 2.000 e 2.800 m s.n.m. (Cabrera,1957; Hind, 1993a) Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Cambará do Sul, Fortaleza (29º02’S, 50º08’W).Graphistylis cuneifolia (Gardner) B.Nord. Comentários: Subarbusto lenhoso, de 10 a 20 cm de altura; ramos densamente folhosos no ápice. Folhas pina-Distribuição: RIO DE JANEIRO: Teresópolis, Parque tissectas, com poucos segmentos. Conhecida apenas dosNacional da Serra dos Órgãos (22º24’S, 42º57’W). penhascos rochosos da região da Serra Geral. FloresceComentários: Arbusto com cerca de 0,5 m de altura. em outubro e novembro. (Deble et al., 2004)Folhas congestas, cuneiformes, serreadas na metade dis-tal. Capítulos radiados, com com flores amarelas, em ca-pitulescências corimbiformes. Conhecida do Campo das Hysterionica pinnatisecta Matzenb. & SobralAntas e da Pedra do Sino, não é coletada desde a década Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Cambará do Sul,de 1950. (Cabrera, 1957) Fortaleza (29º02’S, 50º08’W). SANTA CATARINA: Lau- ro Müller, Serra do Rio do Rastro (28º23’S, 49º23’W).Graphistylis toledoi (Cabrera) B.Nord. Comentários: Subarbusto ascendente, de 20 a 50 cm de altura; ramos densamente folhosos no ápice. FolhasDistribuição: SÃO PAULO: São José do Barreiro, Serra profundamente pinatissectas. Capítulos 1 a 3, radiados,da Bocaina (22º38’S, 44º34’W). com flores do raio alvas. Ocorre em fendas de penhascosComentários: Erva robusta a arbusto, com cerca de 1,5 basálticos, de 900 a 1.200 m s.n.m., na formação Riom de altura. Folhas elípticas a (oblongo-)elípticas, agu- do Rastro, em Santa Catarina, e na Serra Geral, no Riodas no ápice, levemente atenuadas na base, regularmente Grande do Sul. Floresce e frutifica em novembro e de-serreadas e eventualmente revolutas na margem. Ocorre zembro. (Matzenbacher & Sobral, 1996)de 1.900 a 2.100 m s.n.m. (Cabrera, 1957) Ichthyothere connata BlakeHoehnephytum almasensis D.J.N.Hind Distribuição: GOIÁS: Alto Paraíso de Goiás (14º08’S,Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das Almas 47º44’W); Cavalcante (13º47’S, 47º28’W); Monte Ale-(13º34’S, 41º48’W). gre de Goiás (13º14’S, 47º09’W); Teresina de GoiásComentários: Arbusto perene, de 60 cm a 1,2 m de (13º50’S, 47º14’W).altura. Folhas elípticas a orbiculares, com nervação dis- Comentários: Subarbusto ereto, com cerca de 80 cmtintamente reticulada. Capitulescências terminais corim- de altura, pouco ramificado. Folhas decussadas, ovadas,biformes. (Hind, 1993b, 1995, 1999) freqüentemente conatas na base, glaucas. Ocorre nos campos rupestres e campos cerrados da Chapada dos Ve- adeiros. Encontrada com flores e frutos de novembro aHolocheilus monocephalus Mondin março. (Pereira, inéd.)Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: São José dosAusentes, Serra da Rocinha (28º48’S, 50º00’W); São Ichthyothere elliptica H.Rob.José dos Ausentes, Silveira, Monte Negro (28º39’S,50º00’W). SANTA CATARINA: Bom Jardim da Serra, Distribuição: GOIÁS: Cristalina, Serra dos CristaisSerra do Rio do Rastro (28º28’S, 49º51’W). (16º36’S, 47º37’W).Comentários: Erva de 15 a 60 cm de altura. Folhas ro- Comentários: Erva prostrada, com cerca de 30 cm de altu-suladas. Ocorre nos campos úmidos e turfosos de Apara- ra. Capitulescências formadas por 1 a 4 capítulos densamen-dos da Serra Geral, no extremo sul do Brasil, acima de te agrupados em glomérulos. Ocorre em campos rupestres1.000 m. s.n.m. Floresce de outubro a dezembro. (Mon- e campos cerrados abertos. Encontrada com flores e frutosdin, 1995; Mondin & Vasques, 2004) provavelmente de novembro a março. (Pereira, inéd.)
  • Asteraceae 81Ichthyothere matogrossensis R.C.A.Pereira & lescências glomerulosas; flores com a série externa do pápus coroniforme. Ocorre em campos rupestres da Chapada Dia-Semir mantina. Encontrada com flores em janeiro. (Semir, inéd.)Distribuição: MATO GROSSO DO SUL: CampoGrande, Lagoa Rica (20º26’S, 54º38’W).Comentários: Erva decumbente, com cerca de 60 cm Lychnophora mello-barretoi G.M.Barrosode altura; ramos sarmentosos. Folhas opostas, sésseis, Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-coriáceas. Ocorre em campos cerrados úmidos. Encon- ra do Cipó (19º09’S, 43º43’W).trada com flores e frutos provavelmente de outubro a Comentários: Arbusto de 1 a 2 m de altura; ramos delica-março. (Pereira, inéd.) dos. Folhas ovadas a elípticas, pecioladas. Capitulescência em glomérulos compostos; flores com série externa do pápus escamiforme. Ocorre em campos rupestres. Encon-Ichthyothere petiolata H.Rob. trada com flores entre novembro e abril. (Semir, inéd.)Distribuição: RONDÔNIA: Ariquemes (09º54’S,63º02’W); Porto Velho (08º45’S, 63º54’W). Lychnophora phylicifolia DC.Comentários: Erva ereta, com cerca de 80 cm de altura.Flores femininas com tricomas glândulosos pluricelula- Distribuição: BAHIA: Barra da Estiva, Serra do Sincoráres na corola. Ocorre em manchas do cerrado amazônico (13º36’S, 41º19’W).e em áreas de capoeiras. Encontrada com flores e frutos Comentários: Arbusto com cerca de 1,25 m altura. Fo-de outubro a março. (Pereira, inéd.) lhas imbricadas, ovadas a ovado-lanceoladas, discolores. Capitulescência em glomérulo simples; flores com a série externa do pápus coroniforme. Ocorre em campos ru-Leptostelma camposportoi (Cabrera) Teles & pestres. Encontrada com flores em março. (Semir, inéd.)SobralDistribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia, Parque Na- Lychnophora santosii H.Rob.cional do Itatiaia (22º29’S, 44º33’W); Teresópolis, Par- Distribuição: BAHIA: Érico Cardoso, Água Quen-que Nacional da Serra dos Órgãos (22º24’S, 42º57’W). te (13º25’S, 42º04’W); Rio de Contas, Pico das AlmasComentários: Erva perene, com até 90 cm de altura. (13º32’S, 41º54’W).Folhas oblanceoladas, denteadas na margem, membra- Comentários: Arbusto de 1 a 1,5 m altura, pouco ra-náceas. Capítulos radiados com flores do raio alvas, em mificado. Folhas congestas no ápice da planta, obovadas acapitulescências corimbiformes. (Teles et al., no prelo) elípticas, discolores, lisas adaxialmente. Capitulescência em pseudoglomérulos; capítulos com 3 flores. OcorreLychnophora albertinioides Gardner em campos rupestres da Chapada Diamantina. Encontra- da com flores entre novembro e março. (Semir, inéd.)Distribuição: MINAS GERAIS: Itambé do Mato Den-tro, Serra do Itambé (19º22’S, 43º24’W).Comentários: Arbusto com cerca de 1,7 m altura. Fo- Lychnophora sericea D.J.N.Hindlhas linear-lanceoladas a oblanceoladas, discolores, lisas Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico do Itobiraadaxialmente. Capitulescência no ápice de ramos subfo- (13º21’S, 41º52’W).lhosos. Coletada apenas no séc. 19, em campos rupes- Comentários: Árvore com cerca de 1 m de altura. Folhastres. (Semir, inéd.) lineares a subuladas, densamente seríceas na face adaxial. Ca- pitulescência em glomérulo simples. Ocorre em campos ru-Lychnophora crispa Mattf. pestres. Encontrada com flores em novembro. (Hind, 2000a)Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das Almas Lychnophora souzae H.Rob.(13º32’S, 41º54’W).Comentários: Arbusto com até 1 m altura. Folhas ovadas Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º13’S,a lanceoladas, discolores. Capítulo com 5 flores, em capitu- 43º36’W).
  • 82 AsteraceaeComentários: Arbusto de 1 a 1,3 m altura. Folhas con- Comentários: Erva escaposa. Folhas lineares a elípticas.gestas no ápice da planta, (linear-)subuladas. Capitules- Capítulos pedunculados, com 21 a 43 flores. Ocorre emcência espiciforme ou em glomérulo; flores com série ex- campos arenosos. Floresce entre junho e setembro. (Se-terna do pápus aneliforme. Ocorre em campos rupestres. mir & Jesus, 2004)Encontrada com flores entre março e junho. (Semir, inéd.)Lychnophoriopsis damazoi (Beaverd) H.Rob. Minasia pereirae H.Rob. Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina, Rio das Pe-Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-ra do Cipó (19º09’S, 43º43’W). dras (18º20’S, 43º54’W); Gouveia (18º26’S, 43º44’W).Comentários: Arbusto. Folhas lineares, escábridas. Capítu- Comentários: Erva escaposa. Folhas oblanceoladas, rí-los com brácteas involucrais de ápice longo e estreito; flores gidas, coriáceas. Capítulos com 40 flores, aglomeradoscom cerdas persistentes no pápus. Ocorre em campos ru- na axila de brácteas foliáceas, em capitulescência compestres. Encontrada com flores em junho. (Robinson, 1992a) pedúnculo adpresso-tomentoso. Ocorre nos campos ru- pestres do Planalto de Diamantina. Floresce entre marçoLychnophoriopsis hatschbachii H.Rob. e maio. (Robinson, 1992a; Rivera, inéd.)Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º13’S,43º36’W). Pamphalea ramboi CabreraComentários: Arbusto. Folhas linear-lanceoladas, re- Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Cambará dovolutas na margem, alvo-lanosas abaxialmente. Capitu- Sul, Serra da Pedra (29º03’S, 50º08’W); Cambará dolescência espiciforme, alongada; capítulo com brácteasinvolucrais reflexas no ápice. Ocorre em campos rupes- Sul, Taimbezinho (29º11’S, 50º07’W); Canela (29º22’S,tres. (Robinson, 1992a) 50º49’W). Comentários: Erva perene, rizomatosa, de 15 a 35 cm de altura. Folhas rosuladas, (ob)ovaladas, longipecioladas.Minasia alpestris (Gardner) H.Rob. Ocorre nos campos úmidos e turfosos dos Campos deDistribuição: MINAS GERAIS: Datas (18º20’S, Cima da Serra, no extremo sul do Brasil. Encontrada com43º39’W); Diamantina (18º20’S, 43º54’W). flores de setembro a março. (Mondin & Baptista, 1996)Comentários: Erva escaposa. Folhas oblanceoladas, rí-gidas, coriáceas. Capitulescência com pedúnculo densa-mente velutíneo; capítulos com 20 a 25 flores, aglome- Paralychnophora atkinsae D.J.N.Hindrados na axila de brácteas foliáceas. Ocorre nos campos Distribuição: BAHIA: Mucugê (12º59’S, 41º23’W).rupestres do Planalto de Diamantina. Floresce entre Comentários: Árvore com até 2,5 m de altura. Folhasmarço e setembro. (Robinson, 1992a; Rivera, inéd.) lineares, conspicuamente revolutas na margem. Capítu- los unidos em sinflorescências compactas. Ocorre entreMinasia cabralensis H.Rob. rochas adjascentes a córregos. Encontrada com flores en- tre janeiro e março. (Hind, 2000b)Distribuição: MINAS GERAIS: Várzea da Palma, Serrado Cabral (17º39’S, 44º06’W).Comentários: Erva escaposa. Folhas lineares, argênteas. Paralychnophora patriciana D.J.N.HindCapítulos pedunculados, com 20 a 25 flores, solitários ou emcapitulescências pouco ramificadas. Ocorre em campos ru- Distribuição: BAHIA: Abaíra, Chapada Diamantinapestres. Encontrada com flores em abril. (Robinson, 1992a) (13º14’S, 41º40’W). Comentários: Árvore com até 3 m de altura. Folhas estrei-Minasia lewinsohnii Semir & F.F.Jesus to-obovadas a estreito-elípticas. Capítulos com 24 a 26 flo- res, unidos pela base em sinflorescências compactas. Ocor-Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º13’S, re em campos rupestres adjascentes a córregos. Encontrada43º36’W). com flores entre janeiro e fevereiro. (Hind, 2000b)
  • Asteraceae 83Senecio almasensis Mattf. margem. Capítulos discóides, com flores amarelas, em panículas de cimas corimbiformes. Ocorre nos camposDistribuição: BAHIA: Mucugê (13º00’S, 41º22’W); rupestres do Planaldo de Diamantina, de 1.100 a 1.800Piatã, Serra dos Três Morros (13º09’S, 41º46’W); Rio de m s.n.m. (Cabrera, 1974)Contas (13º34’S, 41º48’W).Comentários: Erva robusta, com até 3 m de altura. Fo-lhas longipecioladas, ovadas, auriculadas na base, dentea- Senecio promatensis Matzenb.das na margem. Ocorre na Chapada Diamantina. (Cabre- Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: São Franciscora, 1957; Hind, 1995, 1999) de Paula, Centro de Pesquisas e Conservação da Nature- za Pró-Mata (29º17’S, 50º18’W).Senecio gertii Zardini Comentários: Subarbusto anual, ereto, com até 0,5 m de altura. Folhas sésseis, serreadas, pinatissectas ou irre-Distribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º33’S, gularmente trissegmentadas. Ocorre em mata ombrófi-42º54’W). la mista, como planta aquática emergente ou em solosComentários: Arbusto com até 4 m de altura. Caule, ramos úmidos à margem de turfeiras. Floresce e frutifica eme folhas densamente alvo-tomentosos. Folhas sésseis, oblan- setembro e outubro. (Matzenbacher, inéd.)ceoladas, agudas no ápice, auriculadas na base, irregularmen-te denteadas na margem. Capítulos discóides, com floresamarelas, em capitulescências paniculiformes. Ocorre em Senecio ramboanus Cabreracampos rupestres, de 970 a 1.200 m s.n.m. (Zardini, 1979) Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Cambará do Sul, Taimbezinho (29º02’S, 50º08’W). SANTA CATARI-Senecio graciellae Cabrera NA: Praia Grande, Serra do Fachinal (29º11’S, 49º57’W). Comentários: Erva perene, com cerca de 1 m de altura.Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Castelo, Forno Gran- Folhas profundamente pinatissectas, auriculadas na base,de (20º36’S, 41º11’W); Muniz Freire (20º27’S, 41º24’W). aurículas irregularmente laciniadas. Capítulos radiadosComentários: Arbusto com cerca de 1,5 m de altura. com flores do raio alvas, dispostos em capitulescênciasFolhas basais sésseis, em roseta, as superiores esparsas. corimbiformes. (Cabrera, 1957; Matzenbacher, inéd.)Capítulos radiados, com flores amarelas, em capitules-cências corimbiformes terminais. (Cabrera, 1957) Senecio regis H.Rob.Senecio harleyi D.J.N.Hind Distribuição: BAHIA: Rio de Contas: Pico das Almas (13º34’S, 41º48’W).Distribuição: BAHIA: Rio do Pires, Garimpo das Almas Comentários: Arbusto ereto, com cerca de 0,5 m de al-(13º08’S, 42º16’W). tura. Folhas ovadas, agudas no ápice, cuneadas na base, 3-Comentários: Subarbusto de 40 cm a 1 m de altura. a 5-denteadas na margem. Capítulos discóides, em capitu-Folhas estreito-elípticas, conduplicadas. Capitulescências lescências paniculiformes. (Robinson, 1980; Hind, 1999)axilares, com 2 a 4 capítulos discóides. Ocorre na Chapa-da Diamantina. (Hind, 1999) Senecio reitzianus CabreraSenecio hatschbachii Cabrera Distribuição: SANTA CATARINA: Florianópolis, La- goa da Conceição (27º33’S, 48º27’W).Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º17’S, Comentários: Arbusto ramoso na base, com caules ascen-43º50’W); Santo Antônio do Itambé, Pico do Itambé dentes, densamente folhosos na porção basal, quase áfilos na(18º27’S, 43º18’W). porção distal. Folhas sésseis, oblongo-espatuladas, obtusas noComentários: Erva a arbusto perene, de 1,5 a 2 m de al- ápice, semi-auriculadas na base, carnosas. Capítulos radia-tura. Caule, ramos e folhas densamente incano-tomento- dos, em capitulescências corimbiformes paucicéfalas. Ocor-sos. Folhas ovado-elípticas, irregularmente denteadas na re sobre dunas. (Cabrera, 1957; Cabrera & Klein, 1975)
  • 84 AsteraceaeSmallanthus araucariophilus Mondin Stevia leptophylla Sch.Bip. ex BakerDistribuição: RIO GRANDE DO SUL: Cambará do Distribuição: PARANÁ:Vila Velha (25º15’S, 49º58’W).Sul (29º02’S, 50º08’W). Comentários: Erva perene, de 10 a 40 cm de altura. Fo-Comentários: Erva ereta, com até 3 m de altura. Folhas lhas alternas, densamente imbricadas, subuladas, inteiras naopostas. Ocorre em floresta com araucária, no extremo margem, glabras. Flores com pápus de 8 ou 9 aristas. Ocor-sul do Brasil, a cerca de 1.000 m s.n.m. Floresce em ja- re em afloramentos areníticos. (Nakajima, inéd.-1991)neiro e fevereiro. (Mondin, 2004) Stevia organensis GardnerStenocline heringeri H.Rob. Distribuição: RIO DE JANEIRO: Teresópolis, SerraDistribuição: DISTRITO FEDERAL: Brasília (15º36’S, dos Órgãos (22º24’S, 42º57’W).47º41’W). Comentários: Erva perene, com cerca 1 m de altura.Comentários: Erva perene, 0,5 m altura. Caule cilíndri- Folhas opostas, ovado-rômbicas, subcordadas e amplexi-co. Folhas largo-oblanceoladas, Capítulos com 5 flores e caules na base. Flores com pápus de 4 a 6 aristas. Ocor-brácteas involucrais externas agudas no ápice, em capitu- re nos afloramentos graníticos acima de 1.800 m s.n.m.lescência corimbiforme densa. (Robinson 1984) Floresce em maio e junho. (Nakajima, inéd.-1991)Stevia catharinensis Cabrera & Vittet Stevia resinosa GardnerDistribuição: SANTA CATARINA: Chapecó (27º06’S, Distribuição: MINAS GERAIS: Caeté, Serra da Pieda-52º36’W); Joaçaba (27º10’S, 51º30’W). de (19º52’S, 43º40’W).Comentários: Erva perene, com cerca 0,5 m de altura. Comentários: Erva ascendente. Folhas opostas, oblon-Folhas opostas, linear-lanceoladas. Capitulescência laxa, gas, tomentosas, resinoso-pontuadas. Capitulescênciacom poucos capítulos; flores com 16 cerdas ásperas no paniculada, laxa; flores com pápus de até 2 aristas. Co-pápus. Ocorre em bordas de matas. Floresce em novem- nhecida apenas pelo material-tipo, coletado por Gardner,bro e dezembro. (Monteiro, 1982) no séc. 19. (Nakajima, inéd.-1991)Stevia decussata Baker Stilpnopappus laiseae R.Barros & R.L.EstevesDistribuição: MINAS GERAIS: Poços de Caldas(21º47’S, 46º33’W). Distribuição: PIAUÍ: Serra Negra, Parque Nacional deComentários: Subarbusto de 75 cm a 1,5 m de altura. Fo- Sete Cidades (04º05’S, 41º39’W).lhas decussadas, ovadas, semi-amplexicaules na base, pon- Comentários: Subarbusto ereto, com cerca de 60 cm detuado-glandulosas. Capitulescência densamente corimbosa; altura. Folhas liner-lanceoladas, congestas, aglomeradasflores com pápus de 2 ou 3 aristas. Ocorre em campos de de 3 a 5. Cipselas dimorfas. Ocorre em cerrados rupes-altitude. Floresce em março a abril. (Nakajima, inéd.-1991) tres, entre rochas, em solo litólico ou arenoso. Floresce em maio e junho. (Barros & Esteves, 2004)Stevia hilarii B.L.Rob. Vernonia almedae H.Rob.Distribuição: MINAS GERAIS: São Roque de Minas,Parque Nacional da Serra da Canastra (20º08’S, 46º39’W). Distribuição: DISTRITO FEDERAL: Brasília (15º57’S,Comentários: Erva ereta, perene, de 30 a 40 cm de al- 47º52’W); Planaltina (15º29’S, 47º38’W).tura. Folhas opostas, patentes, lanceoladas, glabras. Capi- Comentários: Subarbusto ereto, com até 2 m de altu-tulescência paniculada, laxa, terminal; flores com pápus ra. Folhas lineares a lanceoladas. Flores magenta a lilás.de 6 a 8 aristas. Ocorre em campos litólicos. (Nakajima Aquênios com pápus ferrugíneos. (Althoff, inéd.; Ri-& Semir, 2001; Nakajima, inéd.-2000) vera, inéd.)
  • Asteraceae 85Vernonia arachniolepis Ekman & Dusén ex Malme Vernonia echinocephala H.Rob.Distribuição: PARANÁ: Jaguariaíva (24º15’S, 49º42’W). Distribuição: GOIÁS: Alto Paraíso de Goiás (14º00’S,Comentários: Arbusto. Folhas elípticas. Inflorescências 47º25’W); Teresina de Goiás (13º49’S, 47º17’W).multifloras. Conhecida apenas por três coletas da primei- Comentários: Subarbusto. Folhas lineares, discolores,ra metade do séc. 20. Encontrada com flores em novem- densamente pilosas, revolutas na margem. Capítulos so-bro. (Malme, 1933) litários, com brácteas involucrais fortemente acuminadas e flores lilás a magenta. Ocorre na Chapada dos Veadei-Vernonia argentea Less. ros. (Rivera, inéd.)Distribuição: SÃO PAULO: Itapetininga (23º39’S, Vernonia gertii Demmateis48º09’W); Itararé (24º04’S, 49º18’W).Comentários: Erva com menos de 1 m de altura. Ca- Distribuição: MATO GROSSO DO SUL: Bodoquena,pítulos solitários, com flores purpúreas. Aquênios com Serra da Bodoquena (20º32’S, 56º43’W).pápus branco. Ocorre em cerrados, na transição para Comentários: Arbusto de 2 a 2,5 m altura. Folhas lan-Mata Atlântica, no sul do Estado de São Paulo. (Leitão ceoladas, atenuadas na base. Capitulescência com 85 aFilho, inéd.; Rivera, inéd.) 92 capítulos pedunculados. Conhecida apenas pelo mate- rial-tipo, coletado em solo calcário, com flores em maio.Vernonia caiapoensis H.Rob. (Demmateis, 2003)Distribuição: GOIÁS: Chapadão do Céu (18º25’S, Vernonia glanduloso-dentata Hieron52º33’W); Mineiros (17º33’S, 52º34’W).Comentários: Erva; ramos quase sempre solitários. Fo- Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina, Sopalhas lineares, com nervura central proeminente na face (18º12’S, 44º25’W); Santana do Riacho, Serra do Cipóabaxial. Capítulos solitários, com flores magenta e brác- (19º17’S, 43º37’W).teas involucrais em poucas séries. Ocorrre no Parque Comentários: Arbusto com até 3 m de altura. FolhasNacional das Emas, na Serra do Caiapó. (Rivera, inéd.) linear-lanceoladas, pecioladas. Capitulescência panicu- lado-escorpióide, com até 7 capítulos sésseis por ramo.Vernonia constricta Matzenb. & Mafioleti Ocorre na porção central da Cadeia do Espinhaço de Mi- nas Gerais. (Rivera, inéd.)Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Capão da Canoa(29º44’S, 50º00’W); Tramandaí (29º59’S, 50º08’W). Vernonia heringeri H.Rob.Comentários: Subarbusto perene, ereto, com até 60 cmde altura. Folhas sésseis, lanceoladas, subcoriáceas. Co- Distribuição: GOIÁS: Luziânia (16º24’S, 47º53’W);nhecida apenas por duas coletas do final do séc. 20, em Santo Antônio do Descoberto (15º56’S, 48º15’W).região litorânea com solos arenosos e úmidos, integran- Comentários: Arbusto com pilosidade argêntea, se-do a vegetação psamófila, próximo ao mar. Encontrada melhante a V. argyrophylla. Folhas coriáceas. Flores alvas.com flores e frutos em dezembro e fevereiro. (Matzen- Ocorre acima dos 1.000 m s.n.m. (Rivera, inéd.)bacher & Mafioleti, 1994) Vernonia leucodendron (Mattf.) MacLeishVernonia dusenii Malme Distribuição: BAHIA: Abaíra (13º20’S, 41º53’W); RioDistribuição: PARANÁ: Jaguariaíva (24º15’S, 49º42’W). de Contas (13º23’S, 41º51’W).Comentários: Arbusto. Folhas elípticas. Inflorescências Comentários: Arbusto semelhante a V. crotonoides; ramospaucifloras. Conhecida por apenas uma coleta da primei- densamente pilosos. Ocorre na porção sudoeste da Cha-ra metade do séc. 20, com flores em abril. (Malme, 1933) pada Diamantina. (MacLeish, 1984)
  • 86 AsteraceaeVernonia mirandae R.Barros & Semir Vernonia rugulosa Sch.Bip. ex BakerDistribuição: PIAUÍ: Currais, Serra de Uruçuí (09º00’S, Distribuição: PERNAMBUCO: Pesqueira, Serra do44º24’W). Ororubá (08º21’S, 36º41’W).Comentários: Subarbusto ereto. Capítulos solitários, Comentários: Subarbusto com cerca de 1,5 m de al-com flores magenta. (Barros, inéd.) tura. Cipselas multicostadas, com glândulas nos sulcos, glabras. Robinson (1988) transferiu 116 espécies neotro-Vernonia nordestinae R.Barros & Semir picais de Vernonia para um novo gênero Lessingianthus, in- clusive V. rugulosa, que passou a ser denominada de Lessin-Distribuição: PIAUÍ: Currais, Serra do Uruçuí (09º00’S, gianthus rugulosus (Sch.Bip. ex Baker) H.Rob. Ele refere à44º24’W). espécie apenas para Minas Gerais, mas ela só é conhecidaComentários: Subarbusto ereto; ramos velutinos. Fo- pelo material-tipo, coletado em 1956, em brejo de alti-lhas ovaladas, com nervação craspedódroma. Ocorre em tude, a cerca de 850 m s.n.m. (Melo, inéd.)campos rupestres. (Barros, inéd.)Vernonia pabstii (G.M.Barroso) MacLeish Vernonia scaposa G.M.Barroso Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º09’S,Distribuição: GOIÁS: Cristalina (16º44’S, 47º36’W).Comentários: Erva. Folhas coriáceas. Capítulos pauciflo- 43º30’W).ros. Aquênios com pápus rosado. Ocorre em afloramen- Comentários: Erva. Folhas lineares, reunidas na base dotos rochosos de altitude. (MacLeish, 1984; Rivera, inéd.) ramo. Capítulos solitários, com flores púrpura. Ocorre na região de Diamantina. (Rivera, inéd.)Vernonia perangusta Malme Vernonia spixiana Mart. ex DC.Distribuição: PARANÁ: Fortaleza (24º18’S, 50º17’W).Comentários: Subarbusto. Folhas lineares. Capítulos Distribuição MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-paucifloros. Conhecida apenas pelo material-tipo, cole- ra do Cipó (19º18’S, 43º38’W).tado na primeira metade do séc. 20, com flores em feve- Comentários: Erva. Flores lineares, levemente revo-reiro. (Malme, 1933) lutas na margem. Capítulos com até 8 flores. Aquênios com pápus alvo. (Rivera, inéd.)Vernonia phaeoneura ToledoDistribuição: MINAS GERAIS: Monte Verde (22º53’S, Vernonia subpaludosa Malme46º02’W). SÃO PAULO: Campos do Jordão (22º44’S, Distribuição: PARANÁ: Jaguariaíva (24º15’S, 49º42’W).45º35’W). Comentários: Arvoreta. Folhas elípticas. CapítulosComentários: Árvore com até 3 m de altura. Capítulos multifloros. Conhecida apenas pelo material-tipo, cole-com flores alvas. Ocorre em matas de altitude. (Leitão tado na primeira metade do séc. 20, com flores em de-Filho, inéd.) zembro. (Malme, 1933)Vernonia reitziana Cabrera Vernonia ulei Hieron.Distribuição: SANTA CATARINA: Campo Alegre,Morro do Iquererim (26º11’S, 49º15’W). Distribuição: SANTA CATARINA: Laguna (28º31’S,Comentários: Subarbusto. Folhas elípticas. Capítulos 48º50’W).paucifloros. Conhecida apenas pelo material-tipo, cole- Comentários: Arbusto. Folhas lineares. Capítulos comtado na segunda metade do séc. 20, com flores em feve- flores pupúreo-violáceas. Conhecida apenas pelo mate-reiro. (Cabrera & Vittet, 1961) rial-tipo, coletado em 1884. (Cabrera & Klein, 1980)
  • Asteraceae 87Vernonia urussuiensis R.Barros & Semir Wunderlichia insignis BaillonDistribuição: PIAUÍ: Currais, Serra de Uruçuí Distribuição: RIO DE JANEIRO: Nova Friburgo(09º00’S, 44º24’W). (22º16’S, 42º32’W); Santa Maria Madalena (21º58’S,Comentários: Arbusto com cerca de 1,5 m de altura; 41º59’W); Sapucaia (21º59’S, 42º54’W).ramos com indumento ocre. Folhas lanceoladas a elípti- Comentários: Arbusto com até 2 m de altura. Folhas ovado-cas. Capítulos grandes, com flores fortemente magenta. orbiculares, densamente tomentosas. Capítulos pêndulos.(Barros, inéd.) Ocorre sobre rochas graníticas. (Barroso & Maguire, 1973)Vernonia viminea Ekman ex Malme W underlichia senaei Glaz. ex Maguire & G.M.BarrosoDistribuição: PARANÁ: Capão Grande (24º45’S, Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º09’S,49º57’W). 43º30’W).Comentários: Arvoreta. Folhas elípticas. Capítulos Comentários: Arbusto virgado, de 1 a 3 m de altura,multifloros. Conhecida apenas pelo material-tipo, cole- pouco ramificado. Folhas (oblongo-)elípticas, fortemen-tado na primeira metade do séc. 20, com flores em feve- te reticuladas. Ocorre em campos rupestres, entre fen-reiro. (Malme, 1933) das de rochas. (Barroso & Maguire, 1973)Viguiera corumbensis Malme Referências:Distribuição: MATO GROSSO DO SUL: Corumbá(19º11’S, 57º38’W); Miranda (19º56’S, 57º01’W). Althoff, K.C. Inéd. O gênero Vernonia Schreb. (Compositae)Comentários: Erva a subarbusto, de 1,5 a 2 m de altura. no Distrito Federal, Brasil. Dissertação de mestrado,Folhas pecioladas, acuminadas no ápice. Encontrada com Universidade de Brasília, Brasília, 1998.flores e frutos de março a abril. (Magenta, inéd.) Andenberg, A.A., Baldwin, B.G., Bayer, R.G., Breitwie- ser, J., Jeffrey, C., Dillon, M.O., Eldeñas, P., Funk, V., Garcia-Jacas, N., Hind, D.J.N., Karis, P.O., Lack, H.W.,Wedelia souzae H.Rob. Neson, G., Nordenstam, B., Oberprieler, CH., Panero, J.L., Puttock, C., Robinson, H., Stuessy, T.F., Susanna,Distribuição: GOIÁS: Alto Paraíso de Goiás (14º03’S, A., Urtubey, E., Vogt, R., Ward, J. & Watson, L.E. 2007.47º30’W); Cavalcante (13º32’S, 47º29’W). Compositae. In J.W. Kadereit & C. Jeffrey (eds) Flowe-Comentários: Arbusto de 1 a 1,6 m de altura, dicoto- ring plants. Eudicots. Asterales in K. Kubitzki (ed.) Se-micamente ramificado. Ocorre em campos adjacentes a ries: The Families and Genera of Vascular Plants. Berlin, Springer Verlag, vol. 8, p. 61-86.mata de galeria, sobre solos úmidos ou encharcados, naChapada dos Veadeiros. Floresce provavelmente de outu- Barros, R.F.M. Inéd. A tribo Vernonieae Cass. (Asteraceae) em áreas de conservação de cerrado do estado do Piauí,bro a março. (Bringel, inéd.) Brasil.Tese de doutorado, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2002.W underlichia bahiensis Maguire & Barros, R.F.M. & Esteves, R.L. 2004. Nova espécie de Stilp-G.M.Barroso nopappus Mart. ex DC. (Asteraceae, Vernonieae) para o Piauí, Brasil. Bol. Mus. Nac. Rio de Janeiro 125: 1-6.Distribuição: BAHIA: Lençóis/Itaberaba (12º28’S, Barroso, G.M. 1976. Compositae – subtribo Baccharidinae41º24’W). Hoffmann: estudo das espécies ocorrentes no Brasil. Ro-Comentários: Arvoreta. Capítulos globosos; flores com driguésia 28(40): 3-273.corola de 3,5 cm de comprimento. Conhecida apenas Barroso, G.M. & Maguire, B. 1973. A review of the genuspelo material-tipo, representado por uma exsicata frag- Wunderlichia (Mutisieae, Compositae). Revta Brasil. Biol.mentada. (Barroso & Maguire, 1973) 33: 379-401.
  • 88 AsteraceaeBringel, J.B.A. Inéd. A tribo Heliantheae Cassini (Astera- Hind, D.J.N. 2000a. A new species of Lychnophora (Com- ceae) na bacia do rio Paranã (GO, TO). Dissertação de positae:Vernonieae: Lichnophorinae) from Bahia, Brazil. mestrado, Universidade de Brasília, Brasília, 2007. Kew Bull. 55: 393-397.Cabrera, A.L. 1957. El género Senecio (Compositae) en Bra- Hind, D.J.N. 2000b. Two new species of Paralychnophora sil, Paraguay y Uruguay. Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro (Compositae: Vernonieae) from Bahia, Brazil. Kew Bull. 15: 163-264. 55: 367-379.Cabrera, A.L. 1959. Revisión del género Dasyphyllum Leitão Filho, H.F. Inéd. Contribuição ao conhecimento taxo- (Compositae). Revta Mus. La Plata 9(38): 65-66. nômico da tribo Vernonieae no estado de São Paulo.Tese de doutorado, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 1972.Cabrera, A.L. 1974. Tres Compositae nuevas de Minas Ge- rais (Brasil). Bol. Mus. Bot. Curitiba 15: 1-7. MacLeish, N.F.F. 1984. Eight new combinations in Vernonia (Compositae: Vernonieae). Syst. Bot. 9: 133-136.Cabrera, A.L. & Klein, R.M. 1975. Compostas: Senecio- neae. In R. Reitz (ed.) Flora ilustrada catarinense. Itajaí, MacLeish, N.F.F. 1987. Revision of Eremanthus (Composi- Herbário Barbosa Rodrigues, vol. 2, p. 125-222. tae: Vernonieae). Ann. Missouri Bot. Gard. 74: 265-290.Cabrera, A.L. & Klein, R.M. 1980. Compostas: Vernonieae. Magenta, M.A.G. Inéd. Viguiera Kunth. (Asteraceae- He- In R. Reitz (ed.) Flora ilustrada catarinense. Itajaí, Her- liantheae) na América do Sul e sistemática das espécies bário Barbosa Rodrigues, vol. 3, p. 227-408. do Brasil. Tese de doutorado, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.Cabrera, A.L. & Vittet, N. 1961. Compositae Catarinensis, 1: Vernonieae. Sellowia 13: 143-193. Malme, G.O. 1933. Compositae Paranaenses Dusenianae. Kungl. Sv. Vet. Akad. Handl. 12(2): 1-122.Deble, L.P. & Oliveira, A.S. 2006. Uma nova espécie de Baccharis L. (Asteraceae – Astereae) de Minas Gerais Matzenbacher, N.I. inéd. O complexo “senecionóide” (As- (Brasil). Balduinia 9: 10-12. teraceae – Senecioneae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Tese de doutorado, Universidade Federal do Rio GrandeDeble, L.P., Oliveira, A.S. & Marchiori, J.N.C. 2004. Hyste- do Sul, Porto Alegre, 1998. rionica nebularis, espécie nova de Astereae - Asteraceae para o estado do Rio Grande do Sul (Brasil). Ci. Flor. 14: 9-11. Matzenbacher, N.I. & Mafioleti, S.I. 1994. Estudo taxonô- mico do gênero Vernonia Schreb. (Asteraceae) no RioDemmateis, M. 2003. New species and new combinations Grande do Sul, Brasil. Comum. Mus. Ci. Tecnol. – PU- in Brazilian Vernonieae (Asteraceae).Taxon 52: 281-286. CRS, Sér. Bot. 1: 1-133.Dusén, P. 1913. Sur la flore de la Serra do Itatiaya. Arch. Matzenbacher, N.I. & Sobral, M. 1996. Duas novas espécies de Mus. Nac. Rio de Janeiro 13: 1-119. Hysterionica Willd. (Asteraceae – Astereae) no Sul do Bra-Freire, S.E. 1993. A revision of Chionolaena (Compositae, sil. Comum. Mus. Ci.Tecnol. – PUCRS, Sér. Bot. 2: 15-21. Gnaphalieae). Ann. Missouri Bot. Gard. 80: 397-438. Melo, M.R.C.S. Inéd. Levantamento florístico e estudo ci-Funk, V.A., Bayer, R.J., Keeley, S., Chan, R., Watson, L., togenético da tribo Vernonieae Cass.(Asteraceae) no Es- Gemeinholzer, B., Schiling, E., Panero, J.L., Baldwin, tado de Pernambuco. Tese de doutorado, Universidade B.G., Garcia-Jacas, N., Susanna, A. & Jansen, R.K. 2005. Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2005. Everywhere but Antarctica: Using a supertree to unders- Mondin, C.A. 1995. Holocheilus monocephalus (Asteraceae-Mu- tand the diversity and distribution of the Compositae. tisieae), nova espécie do sul do Brasil. Napaea 11: 31-34. Biol. Skr. 55: 343-374. Mondin, C.A. 2004.Two new species of Smallanthus (Asterace-Hind, D.J.N. 1993a. A checklist of the Brazilian Senecione- ae: Heliantheae) from Brazil. Compositae Newslett. 41: 1-8. ae (Compositae). Kew Bull. 48: 279-295. Mondin, C.A. & Baptista, L.R.M. 1996. Relações bioge-Hind, D.J.N. 1993b. Notes on the Compositae of Bahia, ográficas da tribo Mutisieae Cass. (Asteraceae), sensu Brazil: 1. Kew Bull. 48: 245-277. Cabrera, no Rio Grande do Sul. Comun. Mus. Ciênc.Hind, D.J.N. 1995. Compositae. In B.L. Stannard (ed.) Flo- Tecnol. – PUCRS, Sér. Bot. 2: 49-152. ra of the Pico das Almas, Chapada Diamantina, Bahia, Mondin, C.A. & Vasques, C.L. 2004. O gênero Holocheilus Brasil. Kew, Royal Botanic Gardens, p. 175-278. Cass. (Asteraceae-Mutisieae-Nassauviinae) no Rio Gran-Hind, D.J.N. 1999. The tribe Senecioneae (Compositae) in de do Sul, Brasil. Iheringia, Sér. Bot. 59: 161-172. Bahia, Brazil, with descriptions of a new section and spe- Monteiro, R. 1982. Estudos taxonômicos em Stevia série cies in Senecio. Kew Bull. 54: 897-904. Multiaristatae no Brasil. Revta Brasil. Bot. 5: 5-15.
  • Asteraceae 89Moraes, M.D. inéd. Taxonomia e filogenia de Dimerostemma, Robinson, H. 1984. New species of Chionolaena and Stenocline e sua relação intergenérica na subtribo Ecliptinae (As- from Brazil (Inuleae: Asteraceae). Phytologia 55: 121-126. teraceae-Heliantheae). Tese de doutorado, Universidade Robinson, H. 1992a. Notes on Lychnophorinae from Mi- Estadual de Campinas, Campinas, 2004. nas Gerais, Brazil, a synopsis of Lychnophoriopsis Sch.Bip.,Nakajima, J.N. Inéd. Taxonomia fenética das séries Paleaceo- and the new genera Anteremanthus and Minasia (Verno- aristatae e Pauciaristatae de Stevia Cav. (Asteraceae, Eupa- nieae: Asteraceae). Proc. Biol. Soc. Wash. 105: 640-652. torieae). Dissertação de mestrado, Universidade Estadu- Robinson, H. 1992b. Two new species of Chrysolaena from al Paulista, Rio Claro, 1991. Brazil (Vernonieae: Asteraceae). Proc. Biol. Soc. Wash.Nakajima, J.N. Inéd. A família Asteraceae no Parque Nacional 105: 657-663. da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil.Tese de doutora- do, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2000. Santos, J.U.M. 2001. O gênero Aspilia Thou. Belém, Museu Paraense Emílio Goeldi. 303p.Nakajima, J.N. & Semir, J. 2001. Asteraceae no Parque Na- cional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil. Revta Semir, J. Inéd. Revisão taxonômica de Lychophora Mart. Brasil. Bot. 24: 471-478. (Vernonieae: Compositae). Tese de doutorado, Universi- dade Estadual de Campinas, Campinas, 1991.Pereira, R.C.A. Inéd. Revisão Taxonômica do Gênero Ichthyothere Mart. (Heliantheae – Asteraceae). Tese de Semir, J. & Jesus, F.F. 2004. A new species of Minasia (As- doutorado, Universidade Federal Rural de Pernambuco, teraceae, Vernonieae) from the planalto de Diamantina, Recife, 2001. Minas Gerais, Brasil. Novon 14: 233-235.Pruski, J.F. 1984. Calea brittoniana and Calea kristiniae: two Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia new compositae from Brazil. Brittonia 36: 98-103. ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed.Pruski, J.F. & Sancho, G. 2003. Asteraceae. In N. Smith, Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p. S.A. Mori, A. Henderson, D.Wm. Stevenson & S.V. He- ald (eds) Flowering plants of the Neotropics. Pricenton, Teles, A.M., Nakajima, J.N. & Stehmann, J.R. 2006. Den- Princeton University Press, p. 33-39. drophorbium restingae (Asteraceae: Senecioneae), a newPruski, J. F. & Urbatsch L.E. 1988. Five species of Calea species from São Paulo, Brazil. Sida 22: 123-128. (Compositae: Heliantheae) from Planaltine Brazil. Brit- Teles, A.M., Sobral, M. & Stehmann, J.R. No prelo. Synop- tonia, 40: 341-356. sis of Leptostelma (Asteraceae: Astereae). CompositaeRivera, V.L., Inéd. Estudos fitogeográficos em Vernonia Newslett. 46. Schreb. (sensu lato) no bioma Cerrado. Dissertação de Urbatsch, L.E., Zlotsky, A. & Pruski, J.F. 1986. Revision mestrado, Universidade de Brasília, Brasília, 2006. of Calea sect. Lemmatium (Asteraceae: Heliantheae) fromRobinson, H. 1980. Studies in the Senecioneae (Asterace- Brazil. Syst. Bot. 11: 501-504. ae). 10. A new species of Senecio from Brazil. Phytologia Zardini, E.M. 1979. Una nueva especie del género Senecio L. 46: 293-294. (Compositae) de Brasil. Bol. Mus. Bot. Munic. 37: 1-5.
  • 90 Balanophoraceae BALANOPHORACEAE Leandro Jorge Telles CardosoErvas fungóides, holoparasitas de raiz, aclorofiladas, suculentas, róseas a vermelhas,castanhas, brancas ou amareladas, monóicas ou dióicas; órgão vegetativo subterrâneo (“tuber”), áfilo ou com escamas.Folhas ausentes ou reduzidas a escamas, sendo caducas nas inflorescências jovens. Inflorescência epígea, espádice ou capí-tulo, freqüentemente com bainha residual semelhante a uma volva na base. Flores monoclinas: as estaminadas trímeras,com perigônio livre, trilobado, ou nuas; sinândrio isostêmone e anteras com 1 ou mais tecas; as pistiladas com perigônioinconspícuo, adnato ao ovário e irregularmente lobado, ou nuas; ovário ínfero, com 1 a 3 carpelos, sem lóculos definidose 1 a 2 estiletes terminais, com estigmas capitados. Aquênios.Balanophoraceae possui aproximadamente 44 espécies e 17 gêneros nas regiões (sub)tropicais (modificado de Hansen,1980). Pode ser encontrada nos mais diferentes ambientes, exceto nos desertos. No Brasil, ocorrem seis gêneros e 11 espé-cies (uma delas indicada como rara), não tendo sido registrada apenas na Caatinga. A Mata Atlântica possui o maior númerode espécies endêmicas e o Estado do Rio de Janeiro é a região mais diversa, com sete espécies e cinco gêneros de Balano-phoraceae (Falcão, 1966, 1971). Os fragmentos florestais da cidade do Rio de Janeiro, da Serra do Mar e da Serra da Manti-queira são refúgios dessas espécies, naturalmente escassas, e das interações ecológicas indispensáveis para sua sobrevivência.Lophophytum rizzoi Delprete Referências:Distribuição: GOIÁS: Goiânia, Ribeirão João Leite Delprete, P.G. 2004. A new species of Lophophytum and the(16º40’S, 49º15’W), Pirenópolis, Serra dos Pireneus first report of Lathrophytum (Balanophoraceae) from the(15º50’S, 48º55’W). state of Goiás, Central Brazil. Kew Bull. 59: 291-295.Comentários: Folhas escamiformes, subpeltadas, cadu- Falcão, W.F de A. 1966. Balanophoraceae do Estado da Gua-cas. Inflorescência rósea, vermelha ou ferrugínea, estro- nabara. Rodriguésia 37: 133-139.biliforme, de 9,2 a 11 cm de comprimento, monóica, Falcão,W de A. 1971. Balanophoraceae do Estado do Rio de .F.com flores pistiladas na porção apical e as estaminadas Janeiro. Atas Soc. Biol. Rio de Janeiro 14(5-6): 151-155.na basal. Flores estaminadas em ramificações curtas, de Hansen, B. 1980. Balanophoraceae. Fl. Neotrop. Monogr.0,5 a 1 mm de comprimento e com 5 ou 6 flores cada; 23: 1-79.as pistiladas com estiletes longos, de 1,5 a 1,8 mm decomprimento. Conhecida apenas por duas coletas, umaem campos rupestres a cerca de 1.350 m s.n.m. e outraem mata ciliar a cerca de 400 m s.n.m. (Delprete, 2004)
  • Begoniaceae BEGONIACEAE 91 Eliane de Lima JacquesErvas, arbustos ou subarbustos, eretos ou trepadores, raramente epífitas; caules geral-mente carnosos. Folhas alternas, simples, inteiras, lobadas, partidas a sectas, assimétricas, pecioladas e com estípulas ca-ducas ou persistentes. Inflorescência cimosa. Flores diclinas (plantas monóicas), as estaminadas actinomorfas, as pistiladaslevemente zigomorfas; tépalas alvas, róseas ou vermelhas, 2 a 4 nas estaminadas, em 2 verticilos, 3 a 5 nas pistiladas, em1 verticilo; androceu geralmente com numerosos estames, livres ou unidos, e anteras bitecas, com deiscência longitudi-nal ou poricidas; gineceu com ovário ínfero, geralmente trilocular, trialado, de placentação axilar, 3 estiletes levementeunidos na base e bífidos no ápice, e superfície estigmática papilosa. Cápsulas loculicidas com alas dorsais desenvolvidas ourudimentares; sementes pequenas e numerosas, com testa ornamentada.Begoniaceae tem distribuição pantropical e possui dois gêneros: Hillebrandia, monotípico e restrito ao arquipélago doHavaí, e o gênero Begonia, amplamente distribuído, com cerca de 1.400 espécies (excluindo os híbridos). A maioria dasespécies de Begonia apresenta potencial ornamental. No Brasil, a família está representada por aproximadamente 200 es-pécies (27 raras), distribuídas em todas as formações vegetais (exceto manguezais) e tendo um dos seus principais centrosde diversidade na Mata Atlântica.Begonia aconitifolia A.DC. (20º22’S, 40º39’W); Itarana, Pedra do Cruzeiro (19º52’S, 40º53’W). MINAS GERAIS: Manhuaçu (20º16’S, 42º02’W).Distribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro Comentários: Ervas lanosas. Folhas coriáceas, cimbifor-(22º57’S, 43º17’W). mes no material vivo, com pecíolo de 60 cm a 2 cm deComentários: Folhas fendidas. Flores com os ramos dos comprimento. Flores com hipanto vermelho-vivo. Cáp-estigmas auriculiformes. Coletada em área atualmente sulas com alas semelhantes entre si ou uma ligeiramenteurbanizada. Está possivelmente extinta na natureza, sen- menor, de 1 a 5 mm de comprimento. Ocorre em cam-do conhecida apenas através de cultivo. Todos os binô- pos de altitude, sobre afloramentos graníticos, entre 800mios associados a B. aconitifolia foram descritos a partir e 1.000 m s.n.m. (Jacques, inéd.)de material cultivado. (Jacques, inéd.) Begonia boraceiensis HandroBegonia admirabilis Brade Distribuição: SÃO PAULO: Biritiba-Mirim (23º34’S,Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Cachoeiro do Itape- 46º02’W); Salesópolis, Estação Biológica de Boracéiamirim (20º50’S, 41º11’W); Domingos Martins (20º21’S, (23º32’S, 45º51’W).40º39’W); Muniz Freire (20º27’S, 41º24’W); Santa Te- Comentários: Ornamental pelas folhas amplas e inflo-resa, Estação Biológica Santa Lúcia (19º55’S, 40º35’W). rescências vistosas. (Gomes da Silva & Mamede, 2001;Comentários: Folhas transversalmente elípticas, de 14 a Gomes da Silva, inéd.)29 cm de comprimento. Frutos com margem superior damaior ala ligeiramente ascendente e a inferior arredonda-da, passando a ascendente-oblíqua. Ocorre em floresta om- Begonia bradei Irmsch.brófila densa, nas proximidades dos rios, sobre rochas ou Distribuição: SÃO PAULO: Bertioga (23º51’S,em paredões rochosos. (Kollmann, 2006; Jacques, inéd.) 46º09’W); Santo André, Reserva Biológica Alto da Serra de Paranapiacaba (23º47’S, 46º18’W); São Paulo, ParqueBegonia albidula Brade Estadual das Fontes do Ipiranga (23º39’S, 46º37’W). Comentários: Endêmica às cotas de maior altitude naDistribuição: ESPÍRITO SANTO: Castelo, Forno Gran- região central da Serra do Mar. (Gomes da Silva, inéd.;de (20º36’S, 41º11’W); Domingos Martins, Pedra Azul Gomes da Silva & Mamede, 2001)
  • 92 BegoniaceaeBegonia brevilobata Irmsch. Begonia ibitiocensis E.L.Jacques & MamedeDistribuição: SÃO PAULO: Santo André, Reserva Bioló- Distribuição: RIO DE JANEIRO: Campos dos Goita-gica do Alto da Serra de Paranapiacaba (23º47’S, 46º18’W). cazes, Ibitipoca (21º45’S, 41º20’W).Comentários: Subarbusto híspido. Folhas levemente as- Comentários: Erva ereta, com entrenós distintos. Fo-simétricas, oblongas ou elípticas, formando um pequeno lhas peltadas. Cimeiras dicasiais multifloras. Frutos comlobo na base, que encobre o ápice do pecíolo. (Gomes da alas desiguais. Ocorre em afloramentos rochosos. (Jac-Silva, inéd.; Gomes da Silva & Mamede, 2001) ques & Mamede, 2004; Jacques, inéd.)Begonia coccinea Hook. Begonia jureiensis S.J.Gomes da Silva & MamedeDistribuição: RIO DE JANEIRO: Teresópolis, Serra Distribuição: SÃO PAULO: Iguape, Estação Ecológicados Órgãos (22º29’S, 43º03’W). Juréia-Itatins (24º32’S, 47º15’W).Comentários: Arbusto epífito. Frutos obcônicos. Comu- Comentários: Erva. Folhas peltadas. Flores com anterasmente confundida com um cultivar de mesmo nome, mas extrorsas, conectivos não prolongados e estigmas comque é terrestre e produz frutos cordiformes. Ocorre so- ramos achatados. Conhecida apenas por duas coletas.bre árvores com mais de 20 m de altura. (Jacques, 1996) Ocorre em paredões rochosos no meio da mata. (Gomes da Silva & Mamede, 2001; Jacques, inéd.)Begonia edmundoi BradeDistribuição: RIO DE JANEIRO: Teresópolis, Serra Begonia konderreisiana L.B.Sm. & R.C.Sm.dos Órgãos (22º29’S, 43º03’W). Distribuição: SANTA CATARINA: Joinville (26º19’S,Comentários: Erva ereta. Folhas lanceoladas, inconspi- 48º52’W).cuamente assimétricas. Frutos com alas semelhantes en- Comentários: Erva. Folhas fortemente assimétricas,tre si. Ocorre em floresta ombrófila densa, em torno de recurvadas em forma de ‘C’, com estípulas persistentes.1200 m s.n.m. (Jacques, inéd.) Cápsulas com alas semelhantes entre si, de 4 a 5 mm de comprimento. Conhecida apenas por três coletas. (Klein,Begonia espiritosantensis E.L.Jacques & Mamede 1997; Jacques, inéd.)Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Serra, Estação Bioló-gica Mestre Álvaro (20º06’S, 40º19’W). Begonia kuhlmannii BradeComentários: Erva recoberta com tricomas estrelados.Folhas cordiformes, ferrugíneas no material herboriza- Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Colatina, rio Pancasdo. Flores com estigmas multifendidos, com papilas no (19º30’S, 40º37’W); Nova Venécia (18º42’S, 40º24’W);ápice dos ramos e placenta bipartida. Conhecida por três Santa Teresa, Pedra do Cruzeiro (19º54’S, 40º45’W).coletas em Mata Atlântica preservada. (Jacques & Mame- Comentários: Semelhante a B. albidula, é facilmente re-de, 2004; Jacques, inéd.) conhecida pelos pecíolos mais longos, indumento furfu- ráceo a velutino, folhas planas no material vivo e pelo hi- panto alvo a esverdeado. Ocorre em campos de altitude,Begonia hilariana A.DC. a cerca de 900 m s.n.m. (Jacques, inéd.)Distribuição: SANTA CATARINA: Araranguá/Meleiro(28º53’S, 49º33’W). Begonia lanstyakii BradeComentários: Semelhante a B. scharffii Hook.f. pelasfolhas transversalmente elípticas e frutos com alas cor- Distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia, Parque Na-niformes, mas não apresenta folhas pilosas em ambas cional do Itatiaia (22º23’S, 44º35’W).as faces. Ocorre em locais úmidos e sombreados, sobre Comentários: Erva. Folhas freqüentemente vermelhasrochas, blocos de pedra ou barrancos. (Smith & Smith, quando jovens. Flores grandes, vistosas, com ramos dos1971; Jacques & Mamede, 2004; Jacques, inéd.) estigmas achatados. Ocorre em campos de altitudes, en-
  • Begoniaceae 93tre fendas de rochedos, relativamente protegida de altainsolação e das baixas temperaturas, a cerca de 2.300 m Begonia paulensis A.DC.s.n.m. (Jacques, inéd.) Distribuição: MINAS GERAIS: Passa Quatro (22º23’S, 44º57’W). RIO DE JANEIRO: Itatiaia (22º30’S,Begonia larorum L.B.Sm. & Wassh. 44º33’W). SÃO PAULO, Cruzeiro (22º34’S, 44º51’W); São José do Barreiro (22º39’S, 44º37’W).Distribuição: SÃO PAULO: Santos, Ilha dos Alcatrazes Comentários: Planta ornamental. Folhas peltadas, com(22º23’S, 44º37’W). nervuras terciárias arqueadas, Flores com indumento vi-Comentários: Erva com indumento viloso; ramos laterais náceo. Ocorre em floresta ombrófila densa, nos grotõesencurtados, recobertos por estípulas. Folhas inconspicua- das matas, às vezes sobre pedras, na Serra da Mantiquei-mente assimétricas, com pecíolo curto. (Jacques, inéd.) ra. (Jacques, inéd.)Begonia lubbersii E.Morren Begonia piresiana Handro Distribuição: SÃO PAULO: Bertioga, Praia de Guara-Distribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis, Serra da tuba (23º46’S, 45º54’W); São Sebastião, Barra de UnaEstrela (22º30’S, 43º11’W). (23º49’S, 45º31’W).Comentários: Erva. Folhas rômbicas, peltadas, com es- Comentários: Planta revestida por densa pilosidade aco-típulas persistentes. Flores pistiladas, sem profilos. Afim breada. (Gomes da Silva & Mamede, 2001; Gomes dade B. maculata Raddi, a qual possui folhas basifixas, trans- Silva, inéd.)versalmente elípticas, estípulas caducas e dois profilosnas flores pistiladas. Não é coletada desde o início da dé-cada de 1950. (Jacques, inéd.) Begonia rufosericea Toledo Distribuição: SÃO PAULO: Caraguatatuba (23º35’S,Begonia lunaris E.L.Jacques 45º26’W); Ubatuba (23º27’S, 45º06’W). Comentários: Planta revestida de indumento híspido-Distribuição: RIO DE JANEIRO: Cachoeiras de Ma- ferrugíneo. Folhas oblongo-lanceoladas, levemente assi-cacu, Estação Ecológica Estadual do Paraíso e Centro de métricas, decorrentes na base. (Gomes da Silva & Mame-Primatologia do Rio de Janeiro (22º28’S, 42º54’W). de, 2001; Gomes da Silva, inéd.)Comentários: Erva a subarbusto ereto. Folhas semilu-nares. Flores alaranjadas a vermelho-alaranjadas, caracte-rística rara nas espécies brasileiras de begônia. Cápsulas Begonia rubropilosa A.DC.com alas inflexas. Ocorre em floresta baixo-montana, Distribuição: MINAS GERAIS(?). RIO DE JANEI-em pequenas e esparsas populações, sobre ou entre as RO: Mangaratiba, Reserva Ecológica do Rio das Pedrasrochas, à margem dos rios ou no interior da floresta, em (22º55’S, 44º02’W).semi-sombra. (Jacques, 2008) Comentários: Planta coberta por escamas vináceas. Frutos com alas triangulares. Ocorre em costão rochosoBegonia nuda Irmsch. ou no interior de floresta ombrófila densa, em locais en- solarados, mas com muita nebulosidade. Sua ocorrênciaDistribuição: SÃO PAULO: Iguape, Serra da Juréia, em Minas Gerais é duvidosa; na etiqueta da exsicata de A.Estação Ecológica Juréia-Itatins (24º32’S, 47º15’W); Saint-Hilaire s.n., consta um ponto de interrogação após aItanhaém, Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo citação do Estado. (Jacques, inéd.)Curucutu (23º59’S, 46º44’W).Comentários: Erva glabra. Flores estaminadas com duastépalas. Ocorre na porção sul da Serra do Mar, em cotas Begonia scharffii Hook.de menor altitude. (Gomes da Silva & Mamede, 2001; Distribuição: SANTA CATARINA: Grão-Pará, SerraGomes da Silva, inéd.) do Corvo Branco (28º10’S, 49º12’W); Florianópolis,
  • 94 BegoniaceaeMorro Costa da Lagoa (27º32’S, 48º27’W); Lauro Mül- um porte mais robusto, folhas subcoriáceas, glabérrimas,ler, Serra do Rio do Rastro (28º24’S, 49º23’W); Palhoça, estípulas grandes e papiráceas, placenta inteira e frutosTeresópolis (27º39’S, 48º39’W). com alas desenvolvidas. Ocorre em locais de baixa decli-Comentários: Erva híspida, coberta com escamas fili- vidade e maior acúmulo de matéria orgânica, tais comoformes e longas. Folhas pilosas. Flores com alas do hi- topos de morros e fendas de rochas. (Pompéia et al., 1993)panto corniformes e ramos dos estigmas de grande es-pessura, caráter pouco comum nas espécies brasileiras debegônia. Ocorre nos paredões rochosos de arenito, em Referências:locais sombrios, entre 490 e 1.100 m s.n.m. (Jacques &Mamede, 2005; Jacques, inéd.) Gomes da Silva, S.J. Inéd. Begoniaceae da Mata Atlântica na Serra do Mar do Estado de São Paulo, Brasil. Tese deBegonia squamipes Irmsch. mestrado, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998. Gomes da Silva, S.J. & Mamede, M.C.H. 2001. Begoniace-Distribuição: SANTA CATARINA: Bom Jardim da Ser- ae da Mata Atlântica na Serra do Mar do Estado de Sãora, Serra do Rio do Rastro (28º20’S, 49º38’W); Lauro Paulo, Brasil. Bol. Inst. Bot. 15: 1-61.Müller, Serra do Oratório (28º24’S, 49º23’W). Jacques, E.L. 1996. Begoniaceae. In M.P.M. Lima & R.Comentários: Erva recoberta por escamas macias. Flo- Guedes-Bruni (orgs) Reserva Ecológica de Macaé deres com tépalas quase iguais entre si. Frutos com alas Cima, Nova Friburgo – RJ: aspectos florísticos das espé-semelhantes entre si, estreito-triangulares, corniformes. cies vasculares. Rio de Janeiro, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, vol. 2, p. 93-103.Ocorre em paredões rochosos ou basálticos ou no inte-rior de mata nebular. (Jacques, inéd.) Jacques, E.L. 2008. Begonia lunaris E.L.Jacques (Begoniace- ae), uma nova espécie para o Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguesia 59: 259-263.Begonia toledoana Handro Jacques, E.L. Inéd. Estudos taxonômicos das espécies brasi- leiras do gênero Begonia L. (Begoniaceae) com placentaDistribuição: SÃO PAULO: Apiaí, Parque Estadual Tu- partida. Tese de doutorado, Universidade de São Paulo,rístico do Alto da Ribeira (24º31’S, 48º46’W); Eldorado, São Paulo, 2002.Parque Estadual de Jacupiranga, núcleo Caverna do Dia- Jacques, E.L. & Mamede, M.C.H. 2004. Novelties in Be-bo (24º34’S, 48º17’W); Iporanga (24º34’S, 48º36’W). gonia (Begoniaceae) from the coastal forests of Brazil.Comentários: Erva castanho-vilosa, com tricomas Brittonia. 56: 75-81.longos, finos e emaranhados. Folhas adaxialmente com Jacques, E.L. & Mamede, M.C.H. 2005. Notas nomenclaturaistricomas dendríticos, longos nas nervuras, curtos na lâ- em Begonia (Begoniaceae). Revta Brasil. Bot. 28: 579-588.mina. Ocorre no sub-bosque de mata sobre rochas cal-cárias, próximo de grutas, em áreas de transição entre Klein, R.M. 1997. Espécies raras ou ameaçadas de extinção: Estado de Santa Catarina. Rio de Janeiro, Fundação Institu-floresta atlântica e campo de altitude. (Gomes da Silva & to Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. vol. 3, 283p.Mamede, 2001; Gomes da Silva, inéd.) Kollmann, L.J.C. 2006. Begoniaceae da Estação Biológica de Santa Lúcia, Município de Santa Tereza, Estado doBegonia venosa Skank ex Hook. Espírito Santo, Brasil. Bol. Mus. Biol. Mello Leitão (n. sér.) 20: 7-25.Distribuição: SÃO PAULO: Santos, Ilha dos Alcatrazes Pompéia, S.L., Pereira, A., Rossi, L., Aidar, M.P.M., Moraes,(24º06’S, 45º42’W). R.P. & Santos, R.P. 1994. A vegetação da Ilha de AlcatrazesComentários: Erva lanosa, com tricomas estrelados. Es- - São Paulo. Anais do III Simpósio de Ecossistemas da Cos-típulas venosas, paleáceas, translúcidas e persistentes. Fru- ta Brasileira, Serra Negra - SP, 1993, ACIESP 2: 54-67.tos com alas rudimentares. Assemelha-se a Begonia curtii Smith, L.B. & Smith, R.C. 1971. Begoniáceas In R. ReitzL.B.Sm. & B.G.Schub., uma espécie endêmica do Espírito (ed.) Flora ilustrada catarinense. Itajaí, Herbário Barbo-Santo, pelas estípulas venosas, diferindo por esta apresentar sa Rodrigues, 128p.
  • BerberidaceaeBERBERIDACEAE 95 Maria José Gomes de Andrade & Patrícia Luz RibeiroArbustos geralmente espinescentes, glabros. Folhas alternas, simples, ocasionamentedissectas, lobadas ou compostas, inteiras a denteadas; sem estípulas. Flores pequenas, actinomorfas, geralmente com2 verticilos 4- a 6-meros de sépalas e de pétalas (o mais interno estaminoidal) livres, monoclinas; estames geralmenteopositipétalos, com anteras de deiscência valvar; ovário súpero, trilobado, unilocular, geralmente com poucos óvulos eplacentação basal. Bagas.Berberidaceae inclui 15 gêneros e cerca de 670 espécies, a maioria em Berberis (500 espécies) e distribuídas nas regiõestemperadas do hemisfério norte e na Terra do Fogo (Campbell, 2004). No Brasil, ocorrem cerca de cinco espécies (Souza& Lorenzi, 2008), do Rio Grande do Sul a São Paulo, uma delas rara.Berberis kleinii Mattos Referências:Distribuição: Santa Catarina: Bom Retiro Ahrendt, L.W.A. 1961. Berberis and Mahonia. A taxonomic(27º48’S, 49º32’W); São Joaquim (26º37’S, 51º35’W); revision. J. Linn. Soc., Bot. 57: 1-410.Urubici (28º01’S, 49º38’W). Campbel, L.M. 2004. Berberidaceae. In N. Smith, S.A.Comentários: Arbusto de 1 a 2 m de altura, com es- Mori, A. Henderson, D.Wm. Stevenson & S.V. Healdpinhos. Folhas fasciculadas, com uma flor por fascículo. (eds) Flowering plants of the Neotropics. Princeton,Bagas negras. Ocorre em regiões altas, úmidas e pedre- Princeton University Press, p. 48-50.gosas. (Ahrendt, 1961; Mattos, 1969) Mattos, J. R. 1969. Berberidáceas. In R. Reitz & R.M. Klein (eds) Flora Ilustrada Catarinense. Itajaí, Herbário Barbo- sa Rodrigues, 15p. Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.
  • 96 Bignoniaceae BIGNONIACEAE Lúcia G. Lohmann & Milene M. Silva-CastroÁrvores, arbustos ou lianas. Folhas geralmente opostas e compostas, freqüentemente como folíolo terminal modificado em gavinha simples ou furcada nas trepadeiras, sem estípulas. Flores zigomorfas, geralmentevistosas, pentâmeras, gamopétalas, monoclinas, oligostêmones, hipóginas; estames 4, geralmente didínamos, e estami-nódio geralmente presente; ovário bilocular, com muitos óvulos. Cápsulas com sementes aladas, ocasionalmente bagas.Bignoniaceae inclui 120 gêneros e 800 espécies; ¾ dessa diversidade são encontrados no neotrópico (Lohmann, 2004),especialmente em matas secas e cerrados. No Brasil, são encontrados 33 gêneros e cerca de 350 espécies (Souza & Loren-zi, 2008), 33 delas são raras.Adenocalymma adenophorum (Sandwith) táceos, e pina terminal freqüentemente modificada em gavinha simples. Inflorescências racemosas, com eixoL.G.Lohmann achatado e bractéolas mais longas que os lobos do cá-Distribuição: AMAZONAS: Manaus, Reserva Ducke lice. Flores com corola amarela, tubular-campanulada,(02º56’S, 59º57’W); Manaus, Projeto Dinâmica Biológi- e cálice campanulado. Cápsulas septicidas, lanceoladas.ca dos Fragmentos Florestais (02º24’S, 59º51’W). Conhecida apenas pelo material-tipo. (Hauk, 1999; Loh- mann, inéd., no prelo-a)Comentários: Liana alcançando 15 m de altura. Folhas2- ou 3-ternadas, com folíolos elípticos a obovados, den-samente glandular-pubescentes, e a terna terminal mo- Adenocalymma fruticosum A.H.Gentrydificada em gavinha simples. Flores com corola amarela,tubular-campanulada. Cápsulas septicidas, lanceoladas, Distribuição: BAHIA: Mucugê, Serra do Sincoráachatadas, glandular-pubescentes. (Lohmann & Hopkins, (13º06’S, 41º25’W).1999; Lohmann, inéd., no prelo-a) Comentários: Arbusto com cerca de 1 m de altura. Fo- lhas trifolioladas, com folíolos ovados, glabros, sem gavi- nha. Flores com corola amarelo-pálida, glabra. CápsulasAdenocalymma bullatum Bureau & K.Schum. septicidas, lanceoladas. Conhecida apenas pelo material- tipo, coletado em campo geral. (Gentry, 1993; Loh-Distribuição: RIO DE JANEIRO: Resende (22º28’S, mann, inéd., no prelo-a,b)44º27’W).Comentários: Liana. Folhas 3- ou 2-folioladas, com fo-líolos elípticos, coriáceos, fortemente bulados e ferru- Adenocalymma nervosum Bureau & K.Schum.gíneos, o terminal modificado em gavinha simples. Flo- Distribuição: MINAS GERAIS: Catug, Ponteleteres com corola amarela, tubular-campanulada. Cápsulas (17º00’S, 42º00’W).septicidas, lanceoladas. Ocorre nas florestas úmidas da Comentários: Arbusto ereto. Folhas trifolioladas, comcosta do Rio de Janeiro. (Bureau & Schumann, 1896; Lo- folíolos lanceolados, raramente oblanceolados, ferrugí-hmann, inéd., no prelo-a) neos, coriáceos. Flores com corola amarelo-clara, cam- panulada a infundibuliforme, tomentosa externamente.Adenocalymma cidii (A.H.Gentry ex Hauk) Cápsulas septicidas, lanceoladas. Ocorre em floresta. (Bureau & Schumann, 1896; Lohmann, inéd., no prelo-a)L.G.LohmannDistribuição: AMAZONAS: Novo Aripuanã (05º07’S,60º21’W). Adenocalymma salmoneum J.C.GomesComentários: Liana. Folhas 2- ou 3-pinadas, com folí- Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Colatina (19º34’S,olos ovados, glabros, com venação broquidódroma, car- 40º37’W); Domingos Martins (20º22’S, 40º40’W); Gua-
  • Bignoniaceae 97rapari (20º38’S, 40º31’W); Linhares (19º21’S, 40º03’W); minal modificado em gavinha simples. Flores com corolaSanta Teresa, São João de Petrópolis (19º51’S, 40º32’W). amarela, infundibuliforme, externamente pubescente.Comentários: Liana. Folhas bifolioladas, com folíolos Cápsulas septicidas, lanceoladas, pubescentes. Conhecidacoriáceos, elíptico-lanceolados, o terminal modificado apenas pelo material-tipo, coletado em floresta úmida.em gavinha simples. Flores com corola alaranjada, in- (Hauk, 1999; Lohmann, inéd., no prelo-a)fundibuliforme, glandular externamente. Cápsulas sep-ticidas, lanceoladas. Ocorre em florestas úmidas. (Loh-mann, inéd., no prelo-a) Amphilophium perbracteatum A.H.Gentry Distribuição: BAHIA: Caetité, Brejinhos das Ametistas,Adenocalymma salzmannii DC. Serra Geral de Caitité (14º19’S, 42º27’W). Comentários: Liana alcançando até 5 m de altura. Fo-Distribuição: BAHIA: Manoel Vitorino (14º11’S, lhas 2- ou 3-folioladas, com folíolos elípticos, ocráceo-40º17’W). pubescentes, o terminal modificado em gavinha trífida.Comentários: Liana. Folhas 2- ou 3-folioladas, com Flores com cálice amarelo-claro, duplo, com a margemfolíolos oblongo-lanceolados, glabros adaxialmente, pi- ondulada, e corola roxo-intensa, coriácea, pseudocleis-losos abaxialmente, o terminal modificado em gavinha tógama. Conhecida apenas pelo material-tipo. (Gentry,simples. Flores com corola alaranjada, tubular, com lobos 1985; Lohmann, inéd., no prelo-b)curtos (cerca de 5 mm de diâmetro). Cápsulas septicidas,elíptico-lanceoladas. Ocorre em florestas úmidas. (Bure-au & Schumann, 1896; Lohmann, inéd., no prelo-a) Anemopaegma mirabile (Sandwith) A.H.Gentry Distribuição: PIAUÍ: São João dos Patos (06º28’S,Adenocalymma subspicatum A.H.Gentry 43º43’W). Comentários: Arbusto. Folhas 2- ou 3-folioladas, comDistribuição: CEARÁ: Viçosa do Ceará (03º34’S, folíolos elípticos, pubescentes, sem gavinha. Flores com41º04’W). cálice de lobos alongados, de 3 a 4 cm de comprimen-Comentários: Liana. Folhas bifolioladas, com folíolos to, e corola amarela, tubular-campanulada. Ocorre emelípticos, glabros, coriáceos, o terminal modificado em florestas secas. (Bureau & Schumann, 1896; Lohmann,gavinha simples. Flores com corola amarela, campanu- inéd., no prelo-a)lado-infundibuliforme. Cápsulas septicidas, lanceoladas.Ocorre em carrascos e caatingas. (Gentry, 1993; Loh-mann, inéd., no prelo-a) B ignonia costata (Bureau & K.Schum.) L.G.LohmannAdenocalymma ubatubense Assis & Semir Distribuição: RIO DE JANEIRO: Parati (23º17’S, 44º40’W); Rio de Janeiro, Tijuca (22º55’S, 43º13’W);Distribuição: SÃO PAULO: Ubatuba, Picinguaba Volta Redonda, Reserva Florestal da Gianta (22º31’S,(23º22’S, 44º49’W). 44º04’W).Comentários: Liana. Folhas bifolioladas, com folíolos Comentários: Lianas; ramos tetragonais. Folhas 1- aovado-oblongos a subelítpicos, tomentosos, cartáceos, 3-folioladas, com folíolos oblongo-lanceolados, lepido-o terminal modificado em gavinha simples. Flores com tos, glabros, com venação broquidódroma. Flores comcorola amarela, infundibuliforme, glabra. Ocorre no li- cálice campanulado, pentalobado, e corola rosada, cam-toral norte do Estado de São Paulo. (Assis & Semir, 1999; panulada. Cápsulas septicidas, elípticas, com ornamenta-Lohmann, inéd., no prelo-a) ções pontiagudas. Ocorre em florestas úmidas. (Bureau & Schumann, 1896; Lohmann, inéd., no prelo-a)Adenocalymma velutinum (A.H.Gentry ex Hauk)L.G.Lohmann F ridericia crassa (Bureau & K.Schum.) L.G.LohmannDistribuição: PARÁ: Altamira (03º13’S, 52º15’W).Comentários: Liana lenhosa. Folhas pinadas a biterna- Distribuição: MARANHÃO: Barra do Corda (05º31’S,das, com folíolos elípticos, pubescentes, coriáceos, o ter- 45º10’W); Buriti Bravo (05º49’S, 43º51’W).
  • 98 BignoniaceaeComentários: Liana. Folhas 2- ou 3-folioladas, com folí- cartáceos. Flores com corola amarela. Cápsulas loculi-olos elípticos, tomentosos abaxialmente, o terminal mo- cidas, lineares. Ocorre no Vale do Rio Doce. (Gentry,dificado em gavinha simples. Flores com cálice cupular, 1992; Grose & Olmstead, 2007)truncado, pubescente, e corola rosa, coriácea, cinéreo-tomentosa. Cápsulas septicidas, lineares, pubescentes,com glândulas esparsas. Ocorre em florestas secas. (Bu- Handroanthus catarinensis (A.H.Gentry) S.Grosereau & Schumann, 1896; Lohmann, inéd., no prelo-a) Distribuição: PARANÁ: Campina Grande do Sul, Pico Caratuva (25º18’S, 49º03’W); Guaratuba, Alto do Ser-Fridericia elegans (Vell.) L.G.Lohmann ra (25º52’S, 48º34’W). SANTA CATARINA: Garuva, Monte Cristo (26º01’S, 48º51’W).Distribuição: RIO DE JANEIRO: Macaé (22º21’S, Comentários: Arbusto com cerca de 3 m de altura. Folhas41º47’W); Rio de Janeiro, Recreio dos Bandeirantes palmadas, heptafolioladas (raramente hexafolioladas), com(22º52’S, 43º16’W). folíolos oblongo-elípticos a lanceolados. Flores com corolaComentários: Lianas. Folhas 2- ou 3-folioladas, comfolíolos (ovados-)oblongos, coriáceos, glabros, com ga- amarela. Cápsulas loculicidas, lineares. Ocorre nos camposvinha simples. Flores com corola alva, infundibuliforme, altos do Sul. (Gentry, 1992; Grose & Olmstead, 2007)membranácea. Cápsulas septicidas, lanceoladas. Ocorrena Mata Atlântica. (Bureau & Schumann, 1896; Loh-mann, inéd., no prelo-a) Handroanthus cristatus (A.H.Gentry) S.Grose Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Linhares, Reserva Na-Fridericia paradoxa (Sandwith) L.G.Lohmann tural da CompanhiaVale do Rio Doce (19º24’S, 40º28’W). Comentários: Árvore com até 40 m de altura. FolhasDistribuição: BAHIA: Morro do Chapéu, Tamaburi palmadas, pentafolioladas (raramente hexafoliolada),(11º24’S, 41º00’W). com folíolos (oblongo-)obovados ou rômbico-elíptico,Comentários: Liana. Folhas trifolioladas, com folíolos cartáceos. Flores com corola amarela. Cápsulas loculi-elíptico-lanceolados, vilosos, cartáceos, sem gavinha. cidas, lineares. Ocorre em floresta seca. (Gentry, 1992;Flores com cálice tubular, membranáceo, de lobos alon- Grose & Olmstead, 2007)gados, e corola rosa, membranácea. Ocorre nas caatin-gas. (Lohmann, inéd., no prelo-a,b) H androanthus selachidentatus (A.H.Gentry) ­ .Grose SFridericia trachyphylla (Bureau & K.Schum.)L.G.Lohmann Distribuição: BAHIA: Sento Sé (10º11’S, 41º25’W). Comentários: Árvore com até 4 m de altura. Folhas 1- aDistribuição: RIO DE JANEIRO: Botafogo (22º58’S, 3-folioladas, com folíolos ovados, cartáceos. Flores com43º12’W); Ilha do Governador (22º49’S, 43º10’W). corola magenta. Cápsulas loculicidas, lineares. Ocor-Comentários: Arbusto. Folhas 1- a 3-folioladas, comfolíolos elípticos, glabros, cartáceos, sem gavinha. Flo- re nas dunas do rio São Francisco, no interior da Bahia.res com cálice campanulado, membranáceo, e corola (Gentry, 1992; Grose & Olmstead, 2007)vinácea, esbranquiçada nos lobos, membranácea, glabra.Ocorre na Mata Atlântica. (Bureau & Schumann, 1896;Lohmann, inéd., no prelo-a) Jacaranda bullata A.H.Gentry Distribuição: AMAZONAS: Barcelos, rio AracáHandroanthus arianeae (A.H.Gentry) S.Grose (00º23’N, 63º15’W). Comentários: Árvore com até 10 m altura. Folhas bipi-Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Linhares, Reserva Na- nadas, com 17 a 31 pinas de folíolos assimétricos, elípti-tural da CompanhiaVale do Rio Doce (19º24’S, 40º28’W). cos a elíptico-rômbicos. Flores com corola azul(-púrpu-Comentários: Árvore com até 40 m altura. Folhas pal- ra) e anteras monotecas. Cápsulas loculicidas, elípticas.madas, pentafolioladas, com folíolos (oblongo-)elípticos, (Gentry & Morawetz, 1992)
  • Bignoniaceae 99Jacaranda crassifolia Morawetz Comentários: Arbusto com até 4 m de altura. Folhas pinadas, com folíolos assimetricamente oblongos. FloresDistribuição: MINAS GERAIS: São João del Rei com corola magenta e anteras bitecas. Cápsulas loculici-(21º08’S, 44º15’W); RIO DE JANEIRO: Rezende, Ita- das, elípticas. (Gentry & Morawetz, 1992)tiaia (22º29’S, 44º33’W).Comentários: Árvore com até 12 m de altura. Folhasbipinadas, com 13 a 15 pinas de folíolos ovado-elípticos Jacaranda subalpina Morawetzou obovados. Flores com corola violeta, alva no tubo, e Distribuição: RIO DE JANEIRO: Engenheiro Passos,anteras bitecas. Cápsulas loculicidas, elípticas. (Gentry & Serra de Itatiaia (22º30’S, 44º40’W); SÃO PAULO: Cam-Morawetz, 1992) pos do Jordão, Serra da Mantiqueira (22º43’S, 45º34’W). Comentários: Árvore com cerca de 12 m de altura. Fo-Jacaranda egleri Sandwith lhas bipinadas, com 11 a 23 pinas de folíolos elípticos a oblongos, cartáceos. Flores com corola púrpura, alvaDistribuição: PARÁ: Jacareacanga, Missão Velha na fauce, e anteras bitecas. Cápsulas loculicidas, elípti-(07º45’S, 57º20’W). cas. Ocorre em áreas montanhosas, a cerca de 1.800 mComentários: Arbusto com cerca de 25 cm altura. Fo- s.n.m. (Gentry & Morawetz, 1992)lhas pinadas, com folíolos elíptico-ovados. Flores com co-rola púrpura-clara e anteras bitecas. Cápsulas loculicidas,elípticas. Ocorre sobre areias pobremente drenadas do Lundia damazii DC.rio Cururu, no Alto Tapajós. (Gentry & Morawetz, 1992) Distribuição: MINAS GERAIS: Ouro Preto (20º21’S, 43º29’W).Jacaranda intricata A.H.Gentry & Morawetz Comentários: Liana. Folhas 2- ou 3-folioladas, com folío- los deltóides, cartáceos, pubescentes, o terminal modifica-Distribuição: GOIÁS: Luziânia, Serra dos Cristais do em gavinha simples. Flores com corola alva, infundibuli-(16º46’W, 47º36’W). forme, pubescente. Cápsulas septicidas, lineares, pubérulas.Comentários: Arbusto com cerca de 1 m de altura. Fo- Ocorre em cerrado. (Lohmann, inéd., no prelo-a)lhas pinadas, com folíolos assimetricamente oblongos.Flores com corola púrpura e anteras bitecas. Cápsulas lo-culicidas, elípticas. Ocorre nos campos rupestres, entre Mansoa onohualcoides A.H.GentryGoiás e Minas Gerais. (Gentry & Morawetz, 1992) Distribuição: CEARÁ: Canindé, Serra de Baturité (04º19’S, 39º06’W).Jacaranda racemosa Cham. Comentários: Lianas. Folhas 2- ou 3-folioladas, com folíolos estreito-ovados a elípticos, glabros, cartáceos, eDistribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º14’S, gavinhas trífidas. Flor com corola rosa e guias de néctar43º39’W); Santana do Riacho, Serra do Cipó (19º10’S, esbranquiçados, infundibuliforme, membranácea. Cáp-43º42’W). sulas septicidas, linear-oblongas, subcilíndricas. OcorreComentários: Arbusto monopodial, com até 0,5 m em mata. (Gentry, 1976; Lohmann, inéd., no prelo-a)de altura. Folhas (bi)pinada, com 6 a 8 pinas de folíolosoblanceolados a obovados. Flores com corola vinácea eanteras bitecas. Cápsulas loculicidas, orbiculares. Ocorre Pachyptera ventricosa (A.H.Gentry) L.G.Lohmannnos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço. (Gentry& Morawetz, 1992) Distribuição: PARÁ: Paragominas (03º00’S, 47º30’W). Comentários: Lianas. Folhas 2- ou 3-folioladas, comJacaranda rugosa A.H.Gentry folíolos (estreito-)elípticos, lepidotos, cartáceos, e gavi- nhas trífidas. Flores com corola alva, infundibuliforme,Distribuição: PERNAMBUCO: Buíque (08º34’S, membranácea, pubescente externamente. (Lohmann,37º14’W). inéd., no prelo-a)
  • 100 BignoniaceaeSparattosperma catingae A.H.Gentry Gentry, A.H. 1992. Bignoniaceae Part 2. Tribe Tecomeae. Fl. Neotrop. Monogr. 25(2): 1-362.Distribuição: BAHIA: Maracás (13º27’S, 40º27’W). Gentry, A.H. 1993. Six new species of Adenocalymma (Bigno-Comentários: Árvore com até 10 m de altura. Folhas com niaceae) from Eastern South America. Novon 3: 137-141.3 folíolos (oblongo-)elípticos, cartáceos. Flores com coro- Gentry, A.H. & Morawetz, W. 1992. Jacaranda. In A.H.la alva, estriada de vermelho, e anteras bitecas. Cápsulas Gentry, Bignoniaceae Part 2, Tribe Tecomeae. Fl. Neo-loculicidas, lineares. Ocorre em caatinga. (Gentry, 1992) trop. Monogr. 25(2): 51-105. Gomes, B. Inéd. Revisão de Pleonotoma Miers (Bignonieae,Tabebuia reticulata A.H.Gentry Bignoniaceae). Dissertação de mestrado, Universidade de Brasília, Brasilia, 2006.Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Linhares, Reserva Na- Grose, S.O. & Olmstead, R.G. 2007. Taxonomic revisionstural da CompanhiaVale do Rio Doce (19º24’S, 40º28’W). in the polyphyletic genus Tabebuia s.l. (Bignoniaceae).Comentários: Árvore com cerca de 5 m altura. Folhas Syst. Bot. 32: 660-670.simples, ovadas a ovado-oblongas, membranáceas. Flores Hauk, W.D. 1999. Four new species of Memora from Southcom corola púrpura, alva na base do tubo. Cápsulas loculi- America. Novon 9: 48-54.cidas, lineares. Ocorre em caatinga edáfica. (Gentry, 1992) Lohmann, L.G. 2004. Bignoniaceae. In N. Smith, S.A. Mori, A. Henderson, D.Wm. Stevenson & S.V. Heald (eds) Flowering plants of the Neotropics. Princeton, Princeton University Press, p. 51-53.Referências: Lohmann, L.G. Inéd. Phylogeny, classification, morphologi- cal diversification and biogeography of Bignonieae (Big-Assis, M. & Semir, J. 1999. Adenocalymma ubatubensis Assis e noniaceae, Lamiales). Tese de doutorado, University of Semir, a new species of Bignoniaceae from Ubatuba, São Missouri, Saint Louis, 2003. Paulo State, Brazil. Novon 9: 136-138. Lohmann, L.G. No prelo-a. A new generic classification ofBureau, E. & Schumann, K. 1896. Bignoniaceae. In C.F.P. Bignonieae (Bignoniaceae) based on molecular phylo- Martius, A.G. Eichler & I. Urbans (eds) Flora brasilien- genetic data and morphological synapomorphies. Ann. sis. Weinheim, Verlag J. Cramer, vol. 8, pars 2, p. 1-451. Missouri Bot. Gard.Candolle, A.P. 1845. Bignoniaceae. Prodromus systematis Lohmann, L.G. No prelo-b. Bignoniaceae. In M.L. Guedes naturalis regni vegetabilis. Paris, Victoris Masson, vol. 9, (ed.) Flora da Chapada Diamantina. p. 142-248. Lohmann, L.G. & Hopkins, M.J.G. 1999. Bignoniaceae.Gentry, A.H. 1976. Studies in Bignoniaceae 19: Generic In J.E.L.S. Ribeiro et al. (eds) Flora da Reserva Ducke: mergers and new species of South American Bignoniace- Guia de identificação de uma floresta de terra-firme na ae. Ann. Missouri Bot. Gard. 63: 46-80. Amazônia Central. Manaus, INPA/DIFD, p. 608-623.Gentry, A.H. 1980. Bignoniaceae – P art 1 (Crescentieae Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia and Tourrettieae). Fl. Neotrop. Monogr. 25(1): 1-131. ilustrado para identificação das famílias de fanerógamasGentry, A.H. 1985. Studies in Bignoniaceae 48: New South nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. American species of Bignoniaceae. Phytologia 57: 240-248. Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.
  • Boraginaceae BORAGINACEAE 101 Simone Fiuza Conceição, Maria N. Sanchez de Stapf, José I. M. Melo & Tânia R. S. SilvaErvas, subarbustos ou árvores, raramente lianas ou parasitas de raízes, glabras ou comtricomas com cistólitos ou corpos semelhantes a cistólitos basais e/ou parede calcificadas. Folhas geralmente alternas,raramente opostas ou verticiladas, simples, raramente profundamente lobadas a compostas, sem estípula. Flores solitáriasou em cimeiras, geralmente actinomorfas, raramente assimétricas, geralmente pentâmeras, gamossépalas, gamopétalas,monoclinas ou diclinas, isostêmones, hipóginas; gineceu geralmente bicarpelar, com 1 a muitos óvulos por lóculo, emplacentação parietal ou axilar. Drupa, esquizocarpo ou cápsula.Boraginaceae inclui cerca de 148 gêneros e 2.740 espécies, destacando-se Cordia (cerca de 320 espécies), Heliotropium(260) e Tournefortia (150) (Judd, 2002). Possui centros de diversidade na zona temperada do hemisfério norte e nos trópi-cos (América Central e norte da América do Sul) (Al-Shehbaz, 1991). No Brasil, ocorrem 12 gêneros e aproximadamente150 espécies, duas delas apontadas como raras.Cordia decipiens I.M.Johnst. Referências:Distribuição: AMAZONAS: Manicoré (05º48’S, Al-Shehbaz, I.A. 1991. The genera of Boraginaceae in the61º42’W). southeastern United States. J. Arnold Arbor., Suppl. Ser.Comentários: Árvore com cerca de 12 m de altura. Fo- 1: 1-169.lhas elípticas a ovadas, com margem denteada na metade Judd, W.S., Campbell, C.S., Kellogg, E.A., Stevens, P.F. &distal. Frutos ovóides, densamente estrigosos. Conhecida Donogue, M.J. 2002. Plant Systematics: a phylogeneticapenas pelo material-tipo, coletado no início do séc. 20, approach. 2a ed. Sunderland, Sinauer Associates, 576p.próximo a Santa Fé, na base do rio Madeira, com frutos Melo, J.I.M. 2007. Uma nova espécie de Tournefortia L. (Bo-em setembro. (Stapf, inéd.) raginaceae s.l.) para o Nordeste do Brasil. Hoehnea 34: 155-158.Tournefortia andrade-limae J.I.M.Melo Stapf, M.N. Inéd. Filogenia de Cordia L. e revisão taxonômica de Cordia sect. Coelococca Stapf. Tese de doutorado, Univer-Distribuição: PARAÍBA: São José dos Cordeiros sidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, 2007.(07º23’S, 36º48’W).Comentários: Folhas arredondadas na base, com vena-ção broquidódroma. Flores com anteras de cerca de 1mm de comprimento, ovado-triangulares, e ovário la-geniforme, em inflorescências densamente ramificadas.Encontrada com flores em junho. (Melo, 2007)
  • 102 BrassicaceaeBRASSICACEAE Maria Bernadete Costa-e-SilvaErvas ou arbustos, mais raramente árvores ou lianas. Folhas simples ou compostas. Floresgeralmente diclamídeas, tetrâmeras e monoclinas; androceu geralmente com numerosos estames ou 6 estames tetradí-namos, freqüentemente inseridos em um disco; ovário súpero, bicarpelar, unilocular, pluriovulado, sobre um ginóforo.Cápsula folicular, baga ou síliqua.Brassicaceae (incluindo Capparaceae) abrange cerca de 400 gêneros e 4.000 espécies. Possui distribuição cosmopolita e,no Brasil, está representada por 10 gêneros e cerca de 50 espécies (1 rara), ocorrendo de norte a sul. A grande maioria dasespécies habita preferencialmente áreas abertas, em ambiente ruderal, margens de rios, lugares úmidos ou sobre pedra,ocorrendo em caatingas, restingas, cerrados e campos alagados, menos freqüentemente no entorno ou em clareiras dasflorestas atlântica e amazônica (Souza & Lorenzi, 2008; Costa e Silva, inéd.).Haptocarpum bahiense Ule Referências:Distribuição: BAHIA: Maracás (13º26’S, 40º26’W). Costa e Silva, M.B. 2002. Distribuição das espécies de Ca-Comentários: Erva delicada, com cerca de 50 cm de al­ u­ t pparaceae na caatinga. In E.V.S.B. Sampaio, A.M. Giu-ra. Próxima de Dactylaena microphylla, diferencia-se ape­ as n lietti, J. Virgínio & C.F.L. Gamarra-Rojas (eds) Vegeta-pelos frutos síliquas que deixam o resto do replo após a que- ção e flora da caatinga. Recife, APNE/CNIP, 127p.da, característica não encontrada em Dactylaena. Conhecida Costa e Silva, M.B. Inéd. O gênero Cleome L. (Capparaceaeapenas pelo material-tipo, coletado por Ule no início do Juss.) para o Brasil. Tese de doutorado, Universidade Fe-séc. 20. (Pax & Hoffmann, 1936; Costa e Silva, 2002) deral Rural de Pernambuco, Recife, 2000. Pax, F. & Hoffmann, K. 1936. Capparidaceae. In A. Engler & K. Prantl (eds) Die natürlichen Pflanzenfamilien 2oed., Leipzig, Wilhelm Engelmann, vol. 17(b), 220p.
  • BromeliaceaeBROMELIACEAE 103 Maria das Graças Lapa Wanderley, Rafael Batista Louzada, Gardene Maria de Sousa, Thais Trindade de Lima & Leonardo de Melo VersieuxErvas perenes, terrestres, epífitas ou rupícolas; raízes ausentes ou grampiformes nasespécies atmosféricas. Caule geralmente curto com folhas em roseta e recoberto pelas bainhas foliares, ou mais raramentecaule desenvolvido. Folhas espiraladas ou dísticas, revestidas por tricomas absorventes pluricelulares, inteiras ou serreadasa fortemente espinescentes na margem. Inflorescência terminal ou axilar, racemosa, simples ou composta, multiflora auniflora, com escapo ou séssil; escapo com brácteas imbricadas a laxas, freqüentemente vistosas. Flores trímeras, geral-mente monoclinas; pétalas geralmente vistosas; androceu com 6 estames; ovário súpero, ínfero ou semi-ínfero, trilocular,pluriovulado, de placentação axilar. Cápsulas ou bagas; sementes pequenas, estriadas ou reticuladas.Bromeliaceae inclui cerca de 57 gêneros e 3.100 espécies. Possui distribuição neotropical, exceto por uma espécie de Pitcair-nia que ocorre no oeste do continente africano. Estima-se que 70% dos gêneros ocorram no Brasil, com maior diversidade naMata Atlântica e na Cadeia do Espinhaço. São apontadas 107 espécies raras, entretanto, devido ao número reduzido de revisõesgenéricas na família, e com a descoberta contínua de novos táxons, além de lacunas de coleta em algumas regiões geográficas,especialmente nas áreas montanhosas do nordeste, nas regiões do norte do país, na fronteira com a Venezuela, e em certas áre-as do sudeste, como a Serra da Bocaina, em São Paulo, o número de espécies raras em Bromeliaceae poderá sofrer alteração.Aechmea alopecurus Mez Aechmea castanea L.B.Sm.Distribuição: BAHIA: Itororó (15º06’S, 40º02’W); Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Cariacica, ReservaMacarani (15º46’S, 40º24’W). MINAS GERAIS: Salto Biológica de Duas Bocas (20º17’S, 40º31’W); Santa Tere-da divisa (16º04’S, 40º03’W). sa, Estação Biológica de Santa Lúcia (19º59’S, 40º32’W).Comentários: Epífita, ocasionalmente terrestre. Folhas Comentários: Epífita ou terrestre. Folhas em rosetaem roseta infundibuliforme, verdes, lepidotas. Flores infundibuliforme, verdes, lepidotas. Flores congestas,congestas, polísticas, com pétalas rosadas a vináceas, em polísticas, com pétalas roxas na porção apical, em inflo-inflorescência simples, alvo-lanuginosa. Conhecida ape- rescência simples e ereta. Conhecida apenas pelo mate- rial-tipo, foi recentemente reencontrada em Cariacica.nas pelo material-tipo, sem indicação da localidade, foi Ocorre em floresta atlântica de encosta, entre 500 e 700redescoberta na Bahia e em Minas Gerais, em 2000 e m s.n.m. (Sousa, inéd.)2003. Ocorre em áreas de floresta atlântica de encosta,entre 560 e 960 m s.n.m. (Sousa, inéd.) Aechmea depressa L.B.Sm.Aechmea brueggeri Leme Distribuição: BAHIA: Santa Cruz da Vitória (14º54’S, 39º48’W); Una, Reserva Biológica de Una (15º09’S,Distribuição: MINAS GERAIS: Rio Preto (22º05’S, 39º05’W).43º48’W). Comentários: Terrestre, raramente epífita. Folhas emComentários: Terrestre. Flores lilás a roxas e brácteas roseta infundibuliforme, verdes, lepidotas. Flores con-róseas. Ocorre numa mata de galeria prestes a ser inun- gestas, polísticas, com pétalas verdes de margens alvas,dada por uma barragem de usina hidrelétrica, entre 400 em inflorescência simples e ereta. Ocorre no interior dee 450 m s.n.m. Floresce entre junho e setembro. (Ver- floresta atlântica densa submontana e em tabuleiros cos-sieux & Wendt, 2006) teiros. (Sousa & Wanderley, 2006; Sousa, inéd.)
  • 104 BromeliaceaeAechmea digitata L.B.Sm. & Read Aechmea werdermannii HarmsDistribuição: BAHIA: Almadina (14º44’S, 39º42’W); Distribuição: PERNAMBUCO: Floresta, Reserva Bio-Santa Cruz da Vitória (14º54’S, 39º48’W). lógica de Serra Negra (08º40’S, 38º18’W).Comentários: Epífita. Folhas em roseta infundibulifor- Comentários: Terrestre. Folhas em roseta infundibuli-me, verdes, lepidotas. Flores congestas, polísticas, com forme, verdes, lepidotas. Flores com pétalas amarelas,pétalas alvas, em inflorescência simples ou composta. em inflorescência composta, laxa. Ocorre em brejo deConhecida apenas pelo material-tipo, foi redescoberta altitude. (Sousa & Wanderley, 2000, 2006)recentemente. Ocorre em áreas de floresta ombrófiladensa de encosta, entre 500 e 600 m s.n.m. (Sousa &Wanderley, 2006; Sousa, inéd.) Alcantarea burle-marxii (Leme) J.R.Grant Distribuição: MINAS GERAIS: Pedra Azul (16º01’S,Aechmea hostilis E.Pereira 41º17’W). Comentários: Rupícola. Conhecida apenas por três co-Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa Teresa, Estação letas. Ocorre em afloramentos graníticos (inselbergs), emBiológica de Santa Lúcia (19º59’S, 40º32’W). área de transição entre Mata Atlântica e Caatinga, entreComentários: Epífita. Folhas em roseta infundibulifor- 620 e 1.000 m s.n.m. Floresce em dezembro e janeiro.me, verdes, as mais internas com máculas verde-escuras, (Versieux & Wendt, 2006)lepidotas. Flores congestas, polísticas, com pétalas ver-de-claras, em inflorescência simples, inclusa na roseta.Ocorre em floresta ombrófila densa submontana, entre Alcantarea duarteana (L.B.Sm.) J.R.Grant500 e 900 m s.n.m. (Sousa, inéd.) Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º11’S, 43º34’W); São Gonçalo do Rio Preto, Parque EstadualAechmea mulfordii L.B.Sm. do Rio Preto (18º05’S, 43º20’W). Comentários: Rupícola. Ocorre em campos rupestres,Distribuição: PERNAMBUCO: Cabo, Engenho Boa entre 1.000 e 1.450 m s.n.m. Floresce entre janeiro eVista (08º17’S, 35º02’W). março. (Versieux & Wendt, 2006)Comentários: Terrestre. Folhas em roseta infundibulifor-me, verdes, lepidotas. Flores com pétalas amarelas, em inflo-rescência composta, laxa. (Sousa & Wanderley, 2000, 2006) Alcantarea farneyi (Martinelli & A.F.Costa) J.R.GrantAechmea rodriguesiana (L.B.Sm.) L.B.Sm. Distribuição: RIO DE JANEIRO: Santa Maria Madale-Distribuição: AMAZONAS: Manaus, Reserva Ducke na, Parque Estadual do Desengano (21º57’S, 42º00’W).(02º57’S, 59º55’W). Comentários: Rupícola de pequeno porte, formandoComentários: Epífita. Folhas em roseta infundibulifor- pequenas touceiras. Folhas em roseta graminiforme,me, verdes a verde-amareladas, lepidotas. Flores conges- canaliculadas, verdes. Flores com pétalas amarelas, emtas, polísticas, com pétalas alvas, em inflorescência com- inflorescência simples, subereta ou pêndula. Ocorre emposta. Ocorre em floresta ombrófila densa submontana e dois afloramentos rochosos em campos de altitude, entrecampinas, entre 50 a 200 m s.n.m. (Sousa & Wanderley, 1.000 e 1.700 m s.n.m. (Martinelli & Costa, 1990)2007; Sousa, inéd.) Alcantarea hatschbachii (L.B.Sm. & Read) LemeAechmea triangularis L.B.Sm. Distribuição: MINAS GERAIS: Gouveia (18º26’S,Distribuição: ESPÍRITO SANTO: interior do estado. 43º41’W).Comentários: Epífita. Ocorre em floresta ombrófila Comentários: Rupícola. Ocorre em campos rupestres, adensa montana, entre 650 e 1.000 m. s.n.m. Encontrada cerca de 1.100 m s.n.m. Conhecida apenas por duas co-com flores de maio a dezembro. (Faria, inéd.) letas. Ocorre no Planalto de Diamantina, região que tem
  • Bromeliaceae 105sido descaracterizada pelo extrativismo de diversas espéciesvegetais, além das queimadas constantes (Gert Hatschbach, Canistrum fosterianum L.B.Sm.com. pess.). Floresce em janeiro. (Versieux &Wendt, 2006) Distribuição: BAHIA: localidade não indicada. Comentários: Epífita. Brácteas róseo-avermelhadasBillbergia fosteriana L.B.Sm. e flores com pétalas alvas. Ocorre em restinga árborea ou de transição, na faixa litorânea próxima à cidade deDistribuição: BAHIA: Maracás (13º25’S, 40º26’W). Salvador, a aproximadamente 50 m s.n.m. Floresce emComentários: Epífita. Folhas em roseta tubulosa, verdes outubro. (Leme, 1997)com bandas alvas, lepidotas. Flores com pétalas azul-es-verdeadas no ápice, poucas, em inflorescência simples elanuginosa. Ocorre em floresta ombrófila densa submon- Canistrum montanum Lemetana. (Smith & Downs, 1979; Wanderley & Sousa, 2002) Distribuição: BAHIA: Una (15º09’S, 39º05’W). Comentários: Epífita. Brácteas vermelho-coralinas e flo-Bromelia arenaria Ule res com pétalas alvas, lilás no ápice. Ocorre em uma região montanhosa recoberta por floresta úmida, entre 200 e 700Distribuição: BAHIA: Remanso (09º36’S, 42º06’W) m s.n.m. Floresce de dezembro a abril. (Leme, 1997)Comentários: Terrestre. Folhas em roseta infundibu-liforme, verdes, lepidotas. Flores com pétalas roxas naporção apical, em inflorescência composta, ereta e laxa. Canistrum triangulare L.B.Sm. & ReitzOcorre na Caatinga. (Smith & Downs, 1979; Wanderley Distribuição: ESPÍRITO SANTO: SantaTeresa (19º59’S,& Sousa, 2002; Sousa & Wanderley, 2006) 40º32’W); Domingos Martins (20º22’S, 40º39’W); Ven- da Nova do Imigrante (20º20’S, 41º08’W). Comentários: Epífita. Folhas com espinhos escuros,Canistropis exigua (E.Pereira & Leme) Leme roxo-escuras abaxialmente. Brácteas vermelhas e floresDistribuição: SÃO PAULO: Caraguatatuba, Reserva com pétalas alvas. Ocorre no estrato médio e superiorFlorestal de Caraguatatuba (26º36’S, 45º25’W); Salesó- de floresta úmida de encosta, a partir de 800 m s.n.m. Floresce de novembro a janeiro. (Leme, 1997)polis, Casa Grande (23º32’S, 45º51’W).Comentários: Rupícola de pequeno porte. Inflorescên-cia com brácteas vermelhas. Ocorre na Mata Atlântica, Cryptanthus bromelioides Otto & A.Dietr.entre 50 e 900 m s.n.m. (Leme, 1998) Distribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro, Jar- dim Botânico (22º58’S, 43º13’W).Canistrum aurantiacum E.Morren Comentários: Erva caulescente, ereta. Folhas estreito- elípticas. Flores com pétalas espatuladas, obovadas, obtu-Distribuição: ALAGOAS: localidade não indicada. sas, em inflorescência simples e séssil. Ocorre em flores-PERNAMBUCO: localidade não indicada. tas baixas. (Ramírez, inéd.)Comentários: Terrestre ou epífita. Brácteas vermelhase flores amarelas. Ocorre em redutos da Mata Atlânticado Nordeste e nos brejos de altitude, desde o nível do Cryptanthus burle-marxii Lememar até 900 m s.n.m. Floresce predominantemente denovembro a março. (Smith & Downs, 1979; Leme, 1997) Distribuição: PERNAMBUCO: Gravatá (08º12’S, 35º34’W). Comentários: Erva acaulescente. Folhas um pouco recurva-Canistrum camacaense Martinelli & Leme das. Flores com pétalas verdes, em inflorescência composta ou simples. Ocorre em áreas costeiras secas. (Ramírez, inéd.)Distribuição: BAHIA: Una (15º09’S, 39º05’W).Comentários: Epífita ou terrestre. Brácteas vermelho-fer­ ugíneas e flores com pétalas amarelas. Ocorre na r Cryptanthus capitatus LemeMata Atlân­ i­ a, em floresta úmida de encosta, entre 200 tce 700 m s.n.m., no sul da Bahia. Floresce de janeiro a Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Aracruz, Peladojulho. (Leme, 1997) (19º49’S, 40º16’W).
  • 106 BromeliaceaeComentários: Erva curto-caulescente. Folhas largas, estrei- te secunda. Inflorescência com escapo delgado. Ocorre emtando-se em direção à base, com margens inteiras em dire- campos rupestres, entre 800 e 1300 m s.n.m. Floresceção ao ápice. Brácteas vermelhas e flores com sépalas conspi- principalmente em fevereiro. (Versieux & Wendt, 2006)cuamente marrom-lepidotas, em inflorescência subglobosano ápice. Ocorre em locais sombreados de pequenas monta-nhas próximas a áreas costeiras. (Ramírez, inéd.) Dyckia bracteata (Wittm.) Mez Distribuição: MINAS GERAIS: Ouro Branco, Serra deCryptanthus colnagoi Rauh & Leme Ouro Branco (20º28’S, 43º43’W). Comentários: Terrestre ou rupícola. Inflorescência comDistribuição: BAHIA: Potiraguá (15º36’S, 39º51’W). raque e escapo pubescente-ferrugíneos e brácteas maio-Comentários: Erva curto-caulescente. Folhas estreito- res que as flores. Ocorre em campos de altitude e cam-triangulares, verdes ou marrons na margem, tornando- pos rupestres, entre 1.000 e 2.500 m s.n.m. Florescese esverdeadas, avermelhadas e amarronzadas em direção entre agosto e novembro. (Versieux & Wendt, 2006)ao centro, respectivamente. Ocorre a cerca de 250 ms.n.m. (Ramírez, inéd.) Dyckia delicata Larocca & SobralCryptanthus leopoldo-horstii Rauh Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Barros Cassal, Linha Pessegueiro (29º07’S, 52º35’W)Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º15’S, Comentários: Rupícola. Folhas suculentas, (vermelho-)43º36’W); Gouveia (18º27’S, 43º44’W). cinéreas. Flores com sépalas verdes e pétalas amarelas,Comentários: Erva acaulescente. Folhas estreito-trian- em inflorescência simples ou composta. Ocorre em aflo-gulares. Flores longas, com dois calos na base de cada es- ramentos rochosos. (Larocca & Sobral, 2002)tame. Ocorre em fendas de rochas ou sobre cupinzeiros,nos campos rupestres do Planalto de Diamantina, acima Dyckia densiflora Schult.f.de 1.000 m s.n.m. (Ramírez, inéd.) Distribuição: MINAS GERAIS: Ouro Preto (20º19’S, 43º29’W).Dyckia agudensis Irgang & Sobral Comentários: Rupícola. Inflorescência com escapo pubescente-ferrugíneo. Ocorre nos campos rupestres doDistribuição: RIO GRANDE DO SUL: Agudo, Cerro Quadrilátero Ferrífero, entre 1.000 e 1.800 m s.n.m.,Agudo (29º38’S, 53º17’W). estando ameaçada pela exploração de minério de ferro.Comentários: Rupícola. Folhas suculentas, glabras, reco- Floresce de outubro a abril. (Versieux & Wendt, 2006)bertas por cera. Inflorescência congesta, com escapo estriadoe brácteas maiores que os internós. (Irgang & Sobral, 1987) Dyckia elongata MezDyckia argentea Mez Distribuição: BAHIA: Milagres (12º51’S, 39º52’W). Comentários: Rupícola. Folhas verdes, triangulares,Distribuição: MINAS GERAIS: Tiradentes, Serra de densamente lepidotas. Inflorescência simples, laxa. (Smi-São José (21º05’S, 44º10’W). th & Downs, 1974; Wanderley & Sousa, 2002; Sousa &Comentários: Rupícola. Ocorre em campos rupestres, Wanderley, 2006)entre 1.300 e 1.400 m s.n.m. Floresce em novembro.(Versieux & Wendt, 2006) Dyckia julianae StrehlDyckia brachyphylla L.B.Sm. Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Barra do Ribei- ro (30º18’S, 51º19’W).Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º11’S, Comentários: Rupícola. Flores numerosas, com sépalas43º34’W). verdes, estreito-ovadas, em inflorescência às vezes rami-Comentários: Terrestre ou rupícola. Folhas triangulares, ficada. Ocorre em afloramentos rochosos ou terrenosem roseta pequena, com até 6 cm de altura, freqüentemen- pedregosos. (Strehl, 2004)
  • Bromeliaceae 107Dyckia limae L.B.Sm. Encholirium biflorum (Mez) ForzzaDistribuição: PERNAMBUCO: Catimbau, Vale do Ca- Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º11’S,timbau (08º32’S, 37º14’W). 43º34’W).Comentários: Terrestre. Folhas verde-acinzentadas, Comentários: Terrestre. Ocorre no Planalto de Dia-triangulares, densamente lepidotas. Flores poucas, se- mantina, na porção mineira da Cadeia do Espinhaço. Flo-cundas, com pétalas alaranjadas, em inflorescência sim- resce de outubro a janeiro. (Forzza, 2005, inéd.)ples, raramente composta. Ocorre em afloramentos ro-chosos da Caatinga. (Smith & Downs, 1974; Wanderley& Sousa, 2002; Sousa & Wanderley, 2006) Encholirium erectiflorum L.B.Sm. Distribuição: PIAUÍ: Piracuruca, Parque Nacional deDyckia maracasensis Ule Sete Cidades (04º05’S, 41º41’W). CEARÁ: localidade não indicada. Comentários: Terrestre. Folhas verdes, levemente ciné-Distribuição: BAHIA: Maracás (13º25’S, 40º26’W). reas. Flores secundas, amarelas, em inflorescência com-Comentários: Terrestre. Folhas verde-acinzentadas, posta. Ocorre na caatinga e no cerrado. (Forzza, 2005;triangulares, densamente lepidotas. Flores poucas, su- Wanderley & Sousa, 2002; Sousa & Wanderley, 2006)beretas ou secundas, com pétalas amarelas, em inflo-rescência composta, ferrugíneo-lanuginosa. Ocorre emafloramentos rochosos. (Smith & Downs, 1974; Sousa & Encholirium heloisae (L.B.Sm.) Forzza & Wand.Wanderley, 2006; Wanderley & Sousa, 2002) Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- ra do Cipó (19º10’S, 43º35’W).Dyckia mello-barretoi L.B.Sm Comentários: Terrestre. Ocorre em campos rupestres, sobre solos areno-pedregosos. Floresce de dezembro aDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- março. (Forzza, 2005, inéd.)ra do Cipó (19º09’S, 43º38’W).Comentários: Terrestre ou rupícola. Ocorre em cam-pos rupestres, entre 600 e 1.300 m s.n.m. Floresce entre Encholirium irwinii L.B.Sm.agosto e fevereiro. (Versieux & Wendt, 2006) Distribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º34’S, 42º56’W).Dyckia pectinata L.B.Sm. & Reitz Comentários: Rupícola. Ocorre em campos rupestres, diretamente sobre a rocha. Floresce de dezembro a mar-Distribuição: MINAS GERAIS: Conceição do Rio Ver- ço. (Forzza, 2005, inéd.)de (21º53’S, 45º11’W).Comentários: Rupícola. Folhas com espinhos de cercade 6 mm de comprimento. Ocorre em cerrado, de 880 a Encholirium pedicellatum (Mez) Rauh950 m s.n.m. Encontrada com flores em junho e feverei- Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina, Serra dosro. (Versieux & Wendt, 2006) Cristais (18º11’S, 43º34’W). Comentários: Terrestre. Ocorre em campos rupestres,Dyckia pernambucana L.B.Sm. preferencialmente sobre solos areno-pedregosos. Flores- ce nos meses de janeiro e fevereiro. (Forzza, 2005, inéd.)Distribuição: PERNAMBUCO: Brejo da Madre deDeus (08º08’S, 36º22’W).Comentários: Terrestres. Folhas verde-acinzentadas, Encholirium reflexum Forzza & Wand.lepidotas. Flores poucas, secundas, com pétalas alaranja- Distribuição: MINAS GERAIS: Rio Pardo de Minas,das, em inflorescência simples ou composta. Ocorre em Serra do Deus-Me-Livre (15º44’S, 42º45’W).afloramentos rochosos, nos brejos de altitude. (Smith & Comentários: Rupícola. Ocorre em campos rupestres, dire-Downs, 1974; Wanderley & Sousa, 2002; Sousa & Wan- tamente sobre a rocha. Ocorre no norte da porção mineira daderley, 2006) Cadeia do Espinhaço. Floresce em maio. (Forzza, 2005, inéd.)
  • 108 BromeliaceaeEncholirium scrutor (L.B.Sm.) Rauh Hohenbergia itamarajuensis Leme & BarachoDistribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º11’S, Distribuição: BAHIA: Itamaraju (16º59’S, 39º34’W).43º34’W); Santana do Riacho, Serra do Cipó (19º10’S, Comentários: Erva com cerca de 1,3 cm de altura.43º37’W). Flores com pétalas azuladas, lilás a purpúreas. OcorreComentários: Terrestre. Ocorre sobre solos areno-pedre- nos remanescentes de Mata Atlântica do extremo sul dagosos. Floresce de janeiro e fevereiro. (Forzza, 2005, inéd.) Bahia, entre 200 e 300 m s.n.m. Em cultivo, floresce de maio a julho. (Baracho, inéd.)Encholirium vogelii Rauh Hohenbergia pennae E.PereiraDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-ra do Cipó (19º09’S, 43º40’W). Distribuição: BAHIA: Andaraí (12º58’S, 41º20’W);Comentários: Terrestre. Ocorre sobre solos areno-pe- Mucugê (12º59’S, 41º29’W).dregosos, entre afloramentos rochosos. Floresce de feve- Comentários: Erva de 60 cm a 1,3 m de altura. Flores comreiro e março. (Forzza, 2005, inéd.) pétalas lilás, aromáticas. Ocorre na porção sul da Chapada Diamantina. Floresce de outubro a fevereiro. (Baracho, inéd.)Fernseea bocainensis E.Pereira & Moutinho Neoregelia azevedoi LemeDistribuição: SÃO PAULO: Bananal, Serra da Bocaina Distribuição: BAHIA: Camacã, Jacareci (15º19’S,(22º40’S, 44º22’W). 39º35’W).Comentários: Epífita ou terrestre. Folhas em roseta Comentários: Epífita. Ocorre na Mata Atlântica, entregraminiforme, verdes, densamente lepidotas. Flores com 250 e 300 m s.n.m. Em cultivo, floresce de dezembro apétalas roxo-azuladas, em inflorescência simples, alvo-la- fevereiro. (Leme, 1998)nuginosa, ereta. Ocorre em floresta atlântica de altitude.(Proença & Wanderley, no prelo) Neoregelia brigadeirensis C.C.Paula & LemeHohenbergia brachycephala L.B.Sm. Distribuição: MINAS GERAIS: Araponga, Parque Esta- dual da Serra do Brigadeiro (20º40’S, 42º27’W).Distribuição: BAHIA: Gongogi (14º19’S, 39º27’W). Comentários: Rupícola. Ocorre em rochas, nas bordas daComentários: Erva de grande porte. Inflorescência de Mata Atlântica, entre 1.200 e 1.500 m s.n.m. (Leme, 1998)1,4 a 1,7 m de altura. Ocorre nas florestas úmidas dasvertentes do rio Gongogi. (Baracho, inéd.) Neoregelia brownii LemeHohenbergia edmundoi L.B.Sm. & Read Distribuição: MINAS GERAIS: Carangola, Parque Estadu- al da Serra do Brigadeiro, Fervedouro (20º43’S, 42º16’W).Distribuição: BAHIA: Mucugê (13º00’S, 41º28’W). Comentários: Epífita ou rupícola. Ocorre em floresta eComentários: Erva com cerca de 1,5 m de altura. Folhas campos de altitude, a cerca de 1.300 m s.n.m. (Leme, 1998)avermelhadas arredondadas no ápice. (Baracho, inéd.) Neoregelia diversifolia E.PereiraHohenbergia hatschbachii Leme Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Domingos Martins,Distribuição: BAHIA: Ilhéus, Olivença-Acuípe Pedra Azul (20º24’S, 41º01’W).(14º52’S, 39º07’W). Comentários: Rupícola. Flores lilás. Ocorre na MataComentários: Erva com cerca de 2,5 m de altura. Inflo- Atlântica, em áreas de transição entre floresta e campos derescência castanho-lanosa. Ocorre no litoral sul da Bahia. altitude, a aproximadamente 1.200 m s.n.m. Floresce deFloresce em julho e agosto. (Baracho, inéd.) outubro a novembro. (Smith & Downs, 1979; Lemos, 1998)
  • Bromeliaceae 109Neoregelia inexspectata Leme Nidularium albiflorum (L.B.Sm.) LemeDistribuição: ESPÍRITO SANTO: Venda Nova dos Imi- Distribuição: SÃO PAULO: localidade não indicada.grantes, Montanha do Campo (20º19’S, 41º09’W). Comentários: Epífita. Folhas púrpura abaxialmente. Flo-Comentários: Epífita. Ocorre em floresta úmida de en- res alvas. Ocorre no estrato médio-inferior do sub-bos-costa, a cerca de 1.450 m s.n.m. Em cultivo, floresceu no que da floresta atlântica, a cerca de 1.000 m s.n.m. (Smithmês de março. (Leme, 1998) & Downs, 1979; Leme, 2000)Neoregelia kerrye Leme Nidularium altimontanum LemeDistribuição: BAHIA: Una (15º09’S, 39º05’W). Distribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis, Serra dosComentários: Epífita ou rupícola. Ocorre em trechos Órgãos (22º34’S, 43º15’W).de Mata Atlântica, nas serras da região cacaueira da Comentários: Terrestre. Ocorre em matas nebulares, aBahia. Em cultivo, floresce principalmente em dezem- cerca de 1.000 m s.n.m. Floresce em janeiro e fevereiro.bro. (Leme, 1998) (Leme, 2000)Neoregelia longipedicellata Leme Nidularium amorimii LemeDistribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis, Morro do Distribuição: BAHIA: Una, Serra dos Quatis (15º09’S,Cuca (22º24’S, 43º13’W). 39º05’W).Comentários: Rupícola. Ocorre nos campos de altitude da Comentários: Terrestre ou epífita. Ocorre em florestaSerra dos Órgãos, acima de 1.600 m s.n.m. (Leme, 1998) atlântica úmida de encosta, no sul da Bahia. Floresce em fevereiro e março. (Leme, 2000)Neoregelia mucugensis Leme Nidularium apiculatum L.B.Sm.Distribuição: BAHIA: Mucugê (12º58’S, 41º20’W). Distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia, Parque Na-Comentários: Rupícola. Ocorre nos campos rupestres cional do Itatiaia (22º26’S, 44º34’W).da Chapada Diamantina, a partir de 700 m s.n.m. Em Comentários: Epífita ou rupícola. Brácteas róseo-púr-cultivo, floresce de setembro a dezembro. (Lemos, 1998) puras e flores vermelho-coralinas. Ocorre na Mata Atlân- tica, entre 700 e 1.200 m s.n.m. Floresce de dezembro aNeoregelia paulistana E.Pereira maio. (Smith & Downs, 1979; Leme, 2000)Distribuição: SÃO PAULO: São Sebastião (23º46’S,45º25’W). Nidularium atalaiense E.Pereira & LemeComentários: Epífita. Flores lilás. Ocorre na região Distribuição: RIO DE JANEIRO: Arraial do Cabo, Ilhacosteira de São Paulo. Floresce de agosto a outubro. (Le- do Cabo (22º59’S, 41º59’W).mos, 1998) Comentários: Terrestre ou rupícola. Folhas esverdeadas a avermelhadas. Brácteas serreadas, ferrugíneas a verme-Neoregelia pernambucana Leme & J.A.Siqueira lho-alaranjadas, e flores alvas no tubo e azul-escuras no ápice. Originalmente freqüente, encontra-se quase ex-Distribuição: PERNAMBUCO: Jaqueira, Serra do tinta, com remanescentes na Ilha do Cabo, próximo aoQuengo (08º45’S, 35º47’W). Atalaia. Ocorre em restinga com afloramentos rochosos,Comentários: Epífita. Ocorre sobre árvores altas em nas grotas úmidas e vertentes mais elevadas da Ilha, emremanescentes de Mata Atlântica bem preservada. Flo- Mata Atlântica, com até 410 m s.n.m. Floresce de outu-resce em dezembro e janeiro. (Leme, 1998) bro a fevereiro. (Leme, 2000)
  • 110 BromeliaceaeNidularium azureum (L.B.Sm.) Leme Comentários: Epífita. Ocorre nas encostas florestadas de regiões serranas, especialmente em matas nebulares,Distribuição: MINAS GERAIS: Coronel Pacheco, Água de 900 a 1000 m s.n.m. (Leme, 2000)Limpa (21º37’S, 43º19’W).Comentários: Epífita. Ocorre no sub-bosque de florestade várzea, próximo a cursos d’água. Floresce em feverei- Nidularium mangaratibense Lemero e março e de agosto a outubro. (Leme, 2000) Distribuição: RIO DE JANEIRO: Mangaratiba (22º57’S, 44º02’W).Nidularium bocainense Leme Comentários: Epífita. Ocorre em regiões de difícil acesso, nas partes mais íngremes e úmidas da Mata Atlân-Distribuição: RIO DE JANEIRO: Angra dos Reis tica, acima de 600 m s.n.m. (Leme, 2000)(22º55’S, 44º34’W). SÃO PAULO: São José do Barrei-ro, Serra da Bocaina (22º40’S, 44º35’W).Comentários: Terrestre ou epífita. Brácteas purpúreo- Nidularium minutum Mezvermelhas no ápice e flores alvas no tubo e azul-claras noápice. Ocorre no sub-bosque de floresta úmida de encos- Distribuição: SÃO PAULO: Santo André, Reserva Bio-ta. Floresce de dezembro a março. (Leme, 2000) lógica de Paranapiacaba (23º48’S, 46º23’W). Comentários: Terrestre. Brácteas verdes na base, verme- lhas em direção ao ápice, e flores alvas. Ocorre na MataNidularium catarinense Leme Atlântica, entre 700 e 1.000 m de altitude. Floresce de de- zembro a fevereiro. (Smith & Downs, 1979; Leme, 2000)Distribuição: SANTA CATARINA: Campo Alegre(26º11’S, 49º16’W).Comentários: Epífita. Ocorre em floresta úmida de en- Nidularium rosulatum Ulecosta. Em cultivo, floresce em dezembro. (Leme, 2000) Distribuição: RIO DE JANEIRO: Saquarema (22º51’S, 42º33’W); Casimiro de Abreu (22º29’S, 42º12’W)Nidularium corallinum (Leme) Leme Comentários: Terrestre. Ocorre principalmente emDistribuição: SÃO PAULO: Bananal, Sertão do Rio restinga arbórea próxima do nível do mar. Floresce deVermelho (22º40’S, 44º19’W). maio a julho. (Smith & Downs, 1979; Leme, 2000)Comentários: Epífita. Ocorre no sub-bosque de florestade encosta, a cerca de 1.200 m s.n.m. Floresce de maio Nidularium utriculosum Ulee agosto. (Leme, 2000) Distribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro, BaíaNidularium itatiaiae L.B.Sm. de Guanabara (22º56’S, 43º17’W). Comentários: Brácteas vermelhas e flores azuis. OcorreDistribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia, Cachoeira do na restinga de Copacabana, atualmente urbanizada, e é en-Maromba (22º26’S, 44º34’W). contrada também na Reserva Ecológica do Tinguá, próxi-Comentários: Epífita ou rupícola. Ocorre no sub-bos- mo à Baía de Guanabara, em mata de final de baixada. Flo-que, na Mata Atlântica da Serra da Mantiqueira. Floresce resce em novembro. (Smith & Downs, 1979; Leme, 2000)em dezembro e janeiro e também por volta de agosto.(Leme, 2000) Nidularium viridipetalum LemeNidularium kautskyanum Leme Distribuição: RIO DE JANEIRO: Angra dos Reis (22º59’S, 44º17’W); Parati (23º12’S, 44º44’W).Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Alfredo Chaves, Ma- Comentários: Rupícola ou epífita. Ocorre em florestaravilha (20º35’S, 40º46’W); Venda Nova do Imigrante, atlântica de encosta, entre 100 e 400 m s.n.m. FloresceAlto Bananal (20º20’S, 41º08’W). em fevereiro e março. (Leme, 2000)
  • Bromeliaceae 111Orthophytum albopictum Philcox Comentários: Rupícola. Como Orthophytum hatschba- chii, as folhas são vermelhas passando a verdes na base;Distribuição: BAHIA: Mucugê, Parque Municipal de a inflorescência é séssil, com flores de sépalas verdes eMucugê (13º00’S, 41º29’W). pétalas alvas. Ocorre em paredões de arenito na beira deComentários: Rupícola. Folhas patentes a suberetas rios encachoeirados. Encontrada com flores em janeiro.quando jovens. Flores com sépalas verdes e pétalas alvas, (Leme, 2004)em inflorescência séssil. Ocorre na Chapada Diamantina.Floresce em dezembro a janeiro. (Philcox, 1985) Orthophytum humile L.B.SmOrthophytum amoenum (Ule) L.B.Sm. Distribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol, Parque Estadual de Grão Mogol (16º34’S, 42º56’W).Distribuição: BAHIA: Palmeiras, Morro da Mãe Inácia Comentários: Rupícola. Folhas subcoriáceas, de tons(12º27’S, 41º28’W). variados. Flores de sépalas verdes e pétalas alvas, emComentários: Rupícola. Folhas em roseta, arqueadas a inflorescência séssil. Ocorre em locais expostos a lumi-retroflexas, lúcidas, róseas na base. Flores com pétalas al- nosidade, na beira de rios e córregos. Encontrada comvas, em inflorescência séssil. Ocorre em locais expostos a flores em agosto e setembro. (Smith, 1968)luminosidade durante todo o dia, no Parque Nacional daChapada Diamantina. Floresce em janeiro. (Ule, E, 1909) Orthophytum itambense Versieux & LemeOrthophytum burle-marxii L.B.Sm. & Read Distribuição: MINAS GERAIS: Santo Antônio do Itambé, Parque Estadual do Pico do Itambé (18º24’S,Distribuição: BAHIA: Lençóis, Ribeirão do Meio 43º19’W).(12º34’S, 41º24’W); Palmeiras, Morro da Mãe Inácia Comentários: Rupícola. Folhas verdes, arqueadas; na(12º27’S, 41º28’W); Seabra (12º26’S, 41º41’W). floração, a base se torna avermelhada. Flores com sépalasComentários: Rupícola. Folhas vináceas, passando a inconspícuas e pétalas alvas. Típica da margem esquerdaum vermelho-vivo na base. Flores com sépalas verme- do rio Preto, próximo a Cachoeira da Fumaça. Florescelhas e pétalas alvas, em inflorescência séssil. Ocorre em em agosto; em cultivo, porém, foram observadas floresambientes xéricos ou na beira de rios encachoeirados, em abril. (Versieux & Leme, 2007)na região do Parque Nacional da Chapada Diamantina.Floresce em janeiro. (Smith & Read, 1979; Rauh, 1990) Orthophytum mello-barretoi L.B.Sm.Orthophtum hatschbachii Leme Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-Distribuição: BAHIA: Abaíra, Catolés de Cima ra do Cipó (19º10’S, 43º39’W).(13º18’S, 41º51’W); Rio de Contas, Pico das Almas Comentários: Rupícola. Folhas estreito-triangulares.(13º31’S, 41º58’W); Rio de Contas, Estrada Real Flores com sépalas densamente lanosas no ápice, em inflo-(13º35’S, 41º49’W). rescência subglobosa, com escapo curto. Ocorre em cam-Comentários: Rupícola. Folhas vermelhas, tornando-se pos rupestres. Floresce de julho a setembro. (Smith, 1952)verdes na base da lâmina e no ápice da bainha; a coloraçãoesverdeada da base das folhas forma um anel verde emvolta da inflorescência séssil. Flores com sépalas verdes e Orthophytum mucugense Wand. & A.A.Conc.pétalas alvas. Ocorre em lugares ensolarados e na beira de Distribuição: BAHIA: Mucugê, Parque Municipal Sem-rios. Encontrada com flores em dezembro. (Leme, 1995) pre-Viva (13º00’S, 41º29’W). Comentários: Rupícola. Folhas patentes a recurvadas, ver-Orthophytum heleniceae Leme des a avermelhadas. Flores com sépalas verdes e pétalas al- vas, em inflorescência séssil. Ocorre em paredões rochososDistribuição: BAHIA: Andaraí, Parque Nacional da às margens de córregos e cachoeiras da Chapada Diaman-Chapada Diamantina (12º48’S, 41º21’W). tina. Floresce em agosto. (Wanderley & Conceição, 2006)
  • 112 BromeliaceaeOrthophytum schulzianum Leme & M.Machado Tillandsia copynii GoudaDistribuição: MINAS GERAIS: Diamanatina (18º18’S, Distribuição: MINAS GERAIS: Paracatu, Verdelândia43º43’W); São Gonçalo do Rio Preto, Parque Estadual (17º11’S, 46º58’W).do Rio Preto, Chapada do Couto (18º04’S, 43º28’W). Comentários: Epífita. Ocorre em caatinga e cerrado, noComentários: Rupícola. Folhas vermelhas abaxialmen- noroeste de Minas Gerais, a cerca de 560 m s.n.m. Fruti- fica em outubro. (Versieux & Wendt, 2006)te. Flores com pétalas verdes de margem alva, em in-florescência com escapo vermelho, recoberto por umadensa camada de escamas. Ocorre no Planalto de Dia- Tillandsia grazielae Sucre & Bragamantina. Encontrada com flores em maio. (Leme & Ma-chado, 2005) Distribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis/Teresópolis, Parque Nacional da Serra dos Órgãos (22º26’S, 43º06’W). Comentários: Epífita ou rupícola. Floresce de outubroOrthophytum supthutii E.Gross & Barthlott a janeiro. (Tardivo, inéd.)Distribuição: MINAS GERAIS: Conceição do MatoDentro (19º01’S, 43º27’W). Tillandsia jonesii StrehlComentários: Rupícola. Folhas verdes. Flores com Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Porto Alegrepétalas longas e alaranjadas. Encontrada com flores em (30º02’S, 51º10’W); Riozinho (29º38’S, 50º27’W).agosto. (Gross & Barthlott, 1990) Comentários: Rupícola. Ocorre em rochas úmidas, iso- lada ou formando touceiras. Floresce entre junho e se- tembro. (Tardivo, inéd.)Orthophytum zanonii LemeDistribuição: ESPÍRITO SANTO: Pancas, Parque Na- Tillandsia kautskyi E.Pereiracional dos Pontões Capixabas, Laginha de Pancas (19º09’S, Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Domingos Martins40º48’W). (20º23’S, 40º39’W).Comentários: Rupícola; caule longo, ereto. Folhas le- Comentários: Epífita. Ocorre em floresta de encosta,pidotas, avermelhadas. Inflorescência com brácteas es- entre 700 e 1.000 m s.n.m. Floresce de maio a setembro.verdeadas, levemente alvas no ápice. Ocorre em inselber- (Tardivo, inéd.)gs, até 430 m s.n.m. Encontrada com flores em agosto.(Leme, 2004) Tillandsia organensis R.EhlersPitcairnia curvidens L.B.Sm. Distribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis/Teresópolis, Parque Nacional da Serra dos Órgãos (22º26’S, 43º06’W).Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- Comentários: Rupícola. Ocorre entre 1.800 e 2.000 mra do Cipó (19º10’S, 43º40’W). s.n.m. (Tardivo, inéd.)Comentários: Rupícola. Floresce de dezembro a março.(Versieux & Wendt, 2006) Tillandsia reclinata E.Pereira & Martinelli Distribuição: RIO DE JANEIRO: próximo à Petrópo-Quesnelia violacea Wand. & S.L.Proença lis, Vale das Videiras (22º30’S, 43º11’W). Comentários: Rupícola. Ocorre acima de 1.000 mDistribuição: SÃO PAULO: Ribeirão Grande, Parque s.n.m. Floresce de setembro a fevereiro. (Tardivo, inéd.)Estadual Fazenda Intervales (24º12’S, 48º20’W).Comentários: Epífita ou terrestre. Folhas em roseta infun-dibuliforme, verdes, espinescentes. Flores com pétalas ro- Tillandsia sprengeliana Klotzsch ex Mezxo-azuladas, em inflorescência simples, lanuginosa, ereta. Distribuição: RIO DE JANEIRO: Arraial do Cabo, IlhaOcorre na Mata Atlântica. (Wanderley & Proença, 2006) do Cabo (22º59’S, 41º59’W).
  • Bromeliaceae 113Comentários: Epífita ou rupícola. Floresce de outubroa janeiro. (Tardivo, inéd.) Vriesea limae L.B.Sm. Distribuição: PERNAMBUCO: Brejo da Madre deVriesea atropurpurea Silveira Deus (08º08’S, 36º22’W). Comentários: Epífita. Folhas em roseta infundibulifor-Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Par- me, cobertas por escamas cinéreo-lepidotas. Inflorescên-que Nacional da Serra do Cipó, (19º14’S, 43º36’W). cia composta, bipinada. (Smith & Downs, 1977; Wander-Comentários: Terrestre ou rupícola, de 1,5 a 2 m de ley & Sousa, 2002; Sousa & Wanderley, 2006)altura. Folhas em roseta infundibuliforme, estreito-trian-gulares, arroxeadas no ápice. Flores campanuladas, compétalas amarelas, com traços atropurpúreos no ápice, Wittrockia spiralipetala Lemeem inflorescência simples e ereta. Heliófita do alto das Distribuição: RIO DE JANEIRO: Parati (23º12’S,serras, ocorre em solos arenosos e rasos. (Leme, 1999; 44º48’W). SÃO PAULO, Cunha (23º04’S, 44º58’W).Versieux & Wendt, 2006, 2007) Comentários: Epífita. Folhas espinescentes. Flores com pétalas purpúreo-avermelhadas. Ocorre na copa das árvo-Vriesea cacuminis L.B.Sm. res da floresta de encosta da Mata Atlântica, a cerca de 1.000 m s.n.m. Floresce de dezembro a fevereiro. (Leme, 1997)Distribuição: MINAS GERAIS: Conceição do Ibitipoca,Parque Nacional de Ibitipoca (21º42’S, 43º52’W); RioPreto, Serra do Funil (21º58’S, 43º54’W). Referências:Comentários: Rupícola. Folhas em roseta infundibuli-forme. Flores amarelas. Ocorre em campos rupestres, Baracho, G.S. Inéd. Revisão taxonômica de Hohenbergiaacima de 1.300 m s.n.m. Conhecida apenas do Parque Schult. & Schult. f. subg. Hohenbergia. Tese de doutorado,Estadual de Ibitipoca, foi registrada recentemente para a Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2003.Serra do Funil. Floresce de julho a outubro. (Versieux & Faria, A.P.G. Inéd. Revisão taxonômica e filogenia de Aech-Wendt, 2006) mea Ruiz & Pav. subg. Macrochordium (De Vriese) Baker, Bromelioideae-Bromeliaceae. Tese de doutorado, Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro, RioVriesea cearensis L.B.Sm. de Janeiro, 2006.Distribuição: CEARÁ: Maranguape, Serra de Maran- Forzza, R.C. 2005. Revisão Taxonômica de Encholiriumguape (03º53’S, 38º43’W). Mart. ex Schult. & Schult. f. (Pitcairnioideae – Brome- liaceae). Bol. Bot. Univ. São Paulo 23: 1-49.Comentários: Epífita. Folhas em roseta infundibulifor-me, verdes, cobertas com escamas castanhas. Inflores- Forzza, R.C. Inéd. Revisão do gênero Encholirium Mart. excência composta. Conhecida apenas pelo material-tipo. Schult. & Schult f. (Pitcarnioideae-Bromeliaceae).Tese de(Smith & Downs, 1977; Sousa & Wanderley, 2006) doutorado, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001. Gross, E. & Barthlott,W. 1990. Orthophytum Beer in Brome- lienstudien. Trop. Subtrop. Pflanzenwelt 75: 46-8.Vriesea densiflora Mez Irgang, B.E. & Sobral, M. 1987. Dyckia agudensis (Bromeliaceae),Distribuição: MINAS GERAIS: Santo Antônio do Itam- nova espécie do Rio Grande do Sul, Brasil. Napaea 3: 5-7.bé, Parque Estadual Pico do Itambé (18º24’S, 43º20’W); Larocca, J. & Sobral, M. 2002. Dyckia delicata (Bromeliace-São Gonçalo do Rio Preto, Parque Estadual do Rio Preto ae), a new species from Rio Grande do Sul, Brazil. No-(18º09’S, 43º22’W) von 12: 234-236.Comentários: Rupícola. Folhas em roseta tubular, ver- Leme, E.M.C. 1995. Miscellaneous new species of Braziliandes, arroxeadas ou vináceas no ápice. Flores esverdeadas, Bromeliaceae. Selbyana 16: 120-122.em inflorescência amarela, composta e densa. Ocorre na Leme, E.M.C. 1997. Canistrum – Bromélias da Mata Atlân-região do Planalto de Diamantina. (Versieux & Wendt, tica. Rio de Janeiro, Salamandra Consultoria Editorial2006, 2007) Ltda., 107p.
  • 114 BromeliaceaeLeme, E.M.C. 1998. Canistropsis – Bromélias da Mata Atlân- melioideae-Bromeliaceae. Tese de doutorado, Universi- tica. Rio de Janeiro, Salamandra Consultoria Editorial dade de São Paulo, São Paulo, 2004. Ltda., 143p. Sousa, G.M. & Wanderley, M.G.L. 2000. Aechmea Ruiz &Leme, E.M.C. 1999. Revision of the lithophytic Vriesea spe- Pav. (Bromeliaceae) do Estado de Pernambuco, Brasil. cies from Minas Gerais State, Brazil – Part 3. J. Brome- Acta Bot. Bras. 14: 77-97. liad Soc. 49: 3-11. Sousa, G.M. & Wanderley, M.G.L. 2006. Bromeliaceae. InLeme, E.M.C. 2000. Nidularium – Bromélias da Mata Atlân- M.R.V. Barbosa, C. Sothers, S. Mayo, C.F.L. Gamarra- tica. Rio de Janeiro, Salamandra Consultoria Editorial Rojas & A.C. Mesquita (orgs) Checklist das plantas do Ltda., 263p. Nordeste brasileiro: angiospermas e gimnospermas. Brasília, Ministério de Ciência e Tecnologia, p. 42-47.Leme, E.M.C. 2004. Studies on Orthophytum – Part 2: Two new scapeless species. J. Bromeliad Soc. 54(2): 66-74. Sousa, G.M. & Wanderley, M.G.L. 2007. Aechmea rodriguesia- na (L. B. Sm.) L. B. Sm. (Bromeliaceae) uma espécie endê-Leme, E.M.C. & Machado, M.C. 2005. Studies on Ortho- mica da Amazônia brasileira. Acta Amazon. 37: 517-520. phytum – Part 4: Two new species from Brazil. J. Brome- liad Soc. 55(4): 145-192. Strehl, T. 2004. Novas espécies de Bromeliaceae do Rio Grande do Sul. Vidalia 2(2): 26-36.Martinelli, G. & Costa, A.F. 1990. A new Vriesea from Bra- zil – Vriesea farneyi Martinelli & Costa. J. Bromeliad Soc. Tardivo, R.C. Inéd. Revisão taxonômica de Tillandsia L. 40(4): 151-153. subgênero Anoplophytum (Beer) Baker (Bromeliaceae). Tese de doutorado, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.Philcox, D. 1985. Orthophytum albopictum. Kew Mag. 2: 354-7. Ule, E. 1909. Beitrage zur Flora Von Bahia. 1. Bot Jahrb.Proença, S.L. & Wanderley, M.G.L. No prelo. Bromeliace- Syst. 42: 191. ae. In M.G.L. Wanderley et al. (eds) Flora fanerogâmica do Estado de São Paulo, vol. 5. Versieux, L.M. & Leme, E.M.C. 2007. A new lithophytic Orthophytum (Bromeliaceae) from the Espinhaço Range,Ramírez, I.M. Inéd. Systematics, phylogeny and chromo- Minas Gerais, Brazil. Novon 17: 130-134. some number evolution in Cryptanthus (Bromeliaceae). Ph.D. Thesis, University of Missouri, Saint Louis, 1996. Versieux, L.M. & Wendt, T. 2006. Checklist of Bromeliace- ae of Minas Gerais, Brazil with notes on taxonomy andRauh, W. 1990. Orthophytum burle-marxii var. seabrae, a new endemism. Selbyana 27(2):107-146. variety from Brazil. J. Bromeliad Soc. 35: 247-250. Versieux, L.M. & Wendt, T. 2007. Bromeliaceae diversitySmith, L.B. 1952. Orthophytum mello-barretoi L.B. Smith. and conservation in Minas Gerais state, Brazil. Biodivers. Bol. Mus. Nac. Rio de Janeiro 2. 15: 2. Conserv. 16: 2989-3009.Smith, L.B. 1968. Orthophytum humile. Phytologia 16: 75. Wanderley, M.G.L. & Conceição, A.A. 2006. Notas taxo-Smith, L.B. & Downs, R.J. 1974. Pitcairnioideae (Brome- nômicas e uma nova espécie do gênero Orthophytum Beer liaceae). Fl. Neotrop. Monogr. 14: 1-658. (Bromeliaceae) da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Sitientibus, sér. Ci. Biol. 6: 3-8.Smith, L.B. & Downs, R.J. 1977.Tillandsioideae (Bromelia- ceae). Fl. Neotrop. Monogr. 14: 663-1492. Wanderley, M.G.L. & Proença, S.L. 2006. Nova espécie de Quesnelia Gaudich. (Bromeliaceae) do Estado de SãoSmith, L.B. & Downs, R.J. 1979. Bromelioideae (Bromelia- Paulo, Brasil. Hoehnea 33: 111-113. ceae). Fl. Neotrop. Monogr. 14: 1493-2141. Wanderley, M.G.L. & Sousa, G.M. 2002. Distribuição dasSmith, L.B. & Read, R.W. 1979. Orthophytum burle-marxii. J. espécies de Bromeliaceae na Caatinga. In E.V.S.B. Sam- Bromeliad Soc. 29: 164-165. paio, A.M. Giulietti, J. Virgínio & C.F.L. Gamarra-Ro-Sousa, G.M. Inéd. Revisão Taxonômica de Aechmea Ruiz & jas (eds) Vegetação e flora da Caatinga. Recife, APNE/ Pav. subgênero Chevaliera (Gaudich. ex Beer) Baker Bro- CNIP, p. 121-122.
  • Burmanniaceae BURMANNIACEAE 115 Ana Maria GiuliettiErvas geralmente anuais, saprófitas e aclorofiladas; caule aéreo geralmente não ramifi­cado; rizoma tuberoso. Folhas espiraladas, desenvolvidas ou reduzidas. Inflorescências terminais, cimosas, ou reduzidas aflores isoladas. Flores trímeras, diclamídeas, heteroclamídeas ou homoclamídeas, ou monoclamídeas, monoclinas, hipó-ginas, geralmente com nectários; perianto fundido; androceu com 6 estames; ovário com 1 ou 3 lóculos pluriovulados.Cápsulas freqüentemente alada.Inclui cerca de 100 espécies e nove gêneros, estando distribuída nas regiões tropicais (Heywood et al., 2007). No Brasil,ocorrem oito gêneros e cerca de 30 espécies (1 rara), especialmente no interior das matas úmidas (Souza & Lorenzi, 2008).Gymnosiphon capitatus (Benth.) Urb. Referências:Distribuição: AMAZONAS: São Gabriel da Cachoeira Heywood, V.H., Brummitt, R.K., Culham, A. & Seberg, O.(00º27’S, 66º53’W). 2007. Flowering plants of the world. Kew, Royal BotanicComentários: Erva de 4 a 22 cm de altura. Folhas es- Gardens, 424p.treitamente triangular-ovadas. Flores alvas, em inflores- Maas, P.J.M., Maas-van de Kamer, H., Benthem, J., Snel-cência com 2 cincinos contraídos. Conhecida apenas por ders, H. C. M., & Rübsamen, T. 1986. Burmanniaceae.duas coletas na margem de rios, entre o rio Uaupés e o Fl. Neotrop. Monogr. 42: 1-177.rio Mariê, no noroeste do Amazonas. (Maas et al., 1986) Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.
  • 116 BurseraceaeBURSERACEAE Douglas C. DalyÁrvores ou mais raramente arbustos, resinosos, aromáticos. Folhas alternas, compostas,geralmente imparipinadas, sem estípulas. Flores pequenas, actinomorfas, pentâmeras, geralmente dialipétalas, diclinas(plantas dióicas), diplostêmones, com disco nectarífero intra-estaminal na maioria das vezes, hipóginas; flores pistiladascom estaminódios e as estaminadas com pistilódios; ovário com 1 a 5 lóculos biovulados. Drupas com 1 a 5 pirenos e 1semente por lóculo.Burseraceae inclui 18 gêneros e 650 espécies, possuindo distribuição essencialmente tropical, desde desertos até florestasúmidas (Daly, 2004). No Brasil, ocorrem oito gêneros e 60 espécies (cinco delas são raras), possuindo centro de diversi-dade na Amazônia (Souza & Lorenzi, 2008).Dacryodes edilsonii D.C.Daly Comentários: Árvore de dossel ou sub-bosque. Frutos verdes por fora e vermelhos por dentro. Ocorre nas par-Distribuição: ACRE: Brasiléia, Reserva Extrativista tes baixas de declives íngremes ou às vezes em cristas.Chico Mendes (10º50’S, 68º55’W). Floresce de outubro a março e frutifica de outubro a ja-Comentários: Árvore de 28 a 32 m de altura. Folhas neiro. (Daly, 1990)com pecíolo e raque densamente pubescentes e folíoloscoriáceos. Flores verde-claras. Frutos ovóides. Ocor-re em mata de altitude. Floresce em maio e frutifica de Trattinnickia ferruginea Kuhlm.maio a outubro. (Daly, 2005) Distribuição: MINAS GERAIS: Marliéria, Parque Esta- dual do Rio Doce (19º42’S, 42º43’W).Protium dawsonii Cuatrec. Comentários: Árvore com mais de 20 m de altura. Ocorre em mata úmida. Floresce de setembro a novem-Distribuição: GOIÁS: São João d’Aliança, Chapada dos bro, apresentando frutos em setembro. (Daly, 1999)Veadeiros (14º30’S, 47º30’W).Comentários: Arvoreta. Folíolos densamente pilososabaxialmente. Ocorre em Cerrado. Encontrada com flo-res em abril. (Cuatrecasas, 1959) Referências: Cuatrecasas, J. 1959. In L.B. Smith et al.,The Machris Brazi-Protium dusenii Swart lian Expedition: Botany – Phanerogamae Amaranthaceae and other families. Los Angeles Cty. Mus. Contr. Sci. 30:Distribuição: PARANÁ: Morretes, Serra da Prata 1-16, p. 4-6(25º36’S, 48º42’W).Comentários: Árvore. Folíolos elípticos, acuminados Daly, D.C. 1990. The genus Tetragastris and the forests ofno ápice, coriáceos. Inflorescências glomerulosas. En- eastern Brazil ‑ Studies in neotropical Burseraceae 3.contrada com flores em julho. (Swart, 1966) Kew Bull. 45: 179-194. Daly, D.C. 1999. Notes on Trattinnickia, including a synopsisTetragastris breviacuminata Swart in eastern Brazil’s Atlantic forest complex. Studies in ne- otropical Burseraceae 9. Kew Bull. 54: 129-137.Distribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro, Vista Daly, D.C. 2004. Burseraceae. In N. Smith, S.A. Mori, A.Chinesa (22º54’S, 43º12’W). Henderson, D.Wm. Stevenson & S.V. Heald (eds) Flo-
  • Burseraceae 117 wering plants of the Neotropics. Princeton, Princeton Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia University Press, p. 67-70. ilustrado para identificação das famílias de fanerógamasDaly, D.C. 2005. Dacryodes edilsonii, a new species from sou- nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. thwestern Amazonia. Studies in neotropical Burseraceae Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p. 12. Brittonia 57: 118-122. Swart, J.J. 1966. Novitates Burseracearum 3. Acta Bot. Ne-Daly, D.C., Silveira, M. et al. No prelo. First catalogue of erl. 15: 47-48. the Flora of Acre, Brazil/Primeiro catálogo da Flora do Acre, Brasil. Rio Branco, PRINTAC/EDUFAC.
  • 118 Cactaceae CACTACEAE Marlon C. MachadoPlantas perenes, suculentas, geralmente áfilas e com aréolas – gemas axilares modi­ficadas em ramos curtos e comprimidos, cobertos com um indumento persistente de espinhos e/ou tricomas, de ondese originam novos ramos ou botões florais; a base da folha subtendendo cada aréola é modificada em um tubérculo, osquais podem se fundir verticalmente formando costelas. Flores geralmente solitárias, conspícuas, actinomorfas ou maisraramente zigomorfas, monoclinas; receptáculo modificado em um pericarpelo incluindo a zona em torno do ovário eprolongando-se entre o ovário e o perianto (hipanto perigínico), nu ou coberto por escamas tipo brácteas e/ou aréolas;tépalas e estames numerosos; ovário via de regra ínfero, unilocular e com numerosos óvulos. Frutos suculentos ou secos,nus ou com aréolas pilosas e/ou espinescentes, (in)deiscentes, com numerosas sementes.Cactaceae possui cerca de 120 gêneros e mais de 1.400 espécies (Cronquist, 1981; Barthlott & Hunt, 1993; Hunt, 1999;Hunt, 2006), sendo a segunda maior família de angiospermas endêmica da região neotropical (Taylor & Zappi, 2004). OBrasil é o terceiro maior centro de diversidade da família, com aproximadamente 240 espécies e 35 gêneros, sendo quemais de 80% das espécies e 50% dos gêneros são endêmicos, destacando-se a Bahia, Minas Gerais e o Rio Grande do Sulem número de espécies. São apontadas 52 espécies raras.Arrojadoa albicoronata (Van Heek et al.) Comentários: Subarbusto ramificado a partir da base, com caules finos e porção subterrânea formando umP.J.Braun & Esteves tubérculo; aréolas com bastante lanosidade alva. FloresDistribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º36’S, avermelhadas, tubulares, em cefálios apicais. Ocorre em42º56’W). áreas de solos arenosos à leste de Mato Verde. (Taylor &Comentários: Subarbusto ramificado a partir da base, Zappi, 2004; Braun & Esteves Pereira, 2007)com caules finos e porção subterrânea formando tu-bérculos; aréolas com bastante lanosidade alva. Floresavermelhadas, tubulares, em cefálios apicais. Ocorre em Arrojadoa marylanae Soares Filho & M.Machadoáreas de solos arenosos à oeste de Grão Mogol. (Braun & Distribuição: BAHIA: Tanhaçu, Sussuarana (14º09’S,Esteves Pereira, 2007) 41º12’W). Comentários: Cacto colunar não ramificado, com muitasArrojadoa bahiensis (P.J.Braun & Esteves) costelas e espinhos dourados. Região florífera formando um cefálio apical, que com recorrência de crescimentoN.P.Taylor & Eggli vegetativo forma anéis ao longo do caule. Flores rosadas,Distribuição: BAHIA: Abaíra (13º18’S, 41º48’W); Mucu- tubulares, com perianto patente. Ocorre em afloramen-gê (12º58’S, 41º20’W); Rio de Contas (13º32’S, 41º54’W). tos de quartzo leitoso. (Soares Filho & Machado, 2003)Comentários: Cacto globular a colunar curto, ramificadoa partir da base. Flores róseas, com perianto alvo, tubula-res, nascidas no ápice do caule. Encontrada em paredões Arrojadoa multiflora F.Ritterrochosos da Chapada Diamantina. (Taylor & Zappi, 2004) Distribuição: BAHIA: Caetité (14º07’S, 42º30’W). Comentários: Subarbusto ramificado a partir da base,Arrojadoa eriocaulis Buining & Brederoo com caules finos e aréolas com bastante lanosidade bran- ca. Flores amarelo-alaranjadas, tubulares, em cefáliosDistribuição: MINAS GERAIS: Mato Verde (15º23’S, apicais. Ocorre em cerrado, sobre solos arenosos. (Rit-42º46’W). ter, 1979; Braun & Esteves Pereira, 2007)
  • Cactaceae 119Arthrocereus glaziovii (K.Schum.) N.P.Taylor & C ipocereus bradei (Backeb. & Voll) Zappi &Zappi N.P.TaylorDistribuição: MINAS GERAIS: Caeté (19º49’S, 43º40’W); Distribuição: MINAS GERAIS: Conselheiro MataItabirito (20º13’S, 43º51’W); Nova Lima (19º58’S, 43º50’W). (18º17’S, 43º58’W); Diamantina (18º11’S, 43º34’W);Comentários: Cacto com caules finos, ereto ou pro- Francisco Dumont (17º20’S, 44º13’W); Joaquim Felício (17º45’S, 44º12’W).cumbente, segmentado; segmentos curtos, quase globo- Comentários: Cacto colunar, com até 3 m de altura, ere-sos. Flores alvas, infundibuliformes, com até 15 cm de to, azul-celeste nos ramos novos, pouco ramificado, comcomprimento e 8 cm de diâmetro, noturnas. Ocorre em espinhos negros. Flores com perianto alvo-esverdeado ecanga, nos campos rupestres da região centro-sul de Mi- tubo floral azul-escuro, com até 5 cm de comprimento enas Gerais. (Taylor & Zappi, 2004) 2 cm de diâmetro, noturnas. Frutos azul-escuros, ovói- des. Ocorre nos campos rupestres da porção central da Cadeia do Espinhaço, na Serra do Cabral e vertente oesteArthrocereus rondonianus Backeb. & Voll do Planalto de Diamantina. (Taylor & Zappi, 2004)Distribuição: MINAS GERAIS: Joaquim Felício, Serrado Cabral (17º42’S, 41º04’W); Diamantina (18º11’S, C ipocereus crassisepalus (Buining & Brederoo)43º34’W); Monjolos (18º17’S, 44º04’W). Zappi & N.P.TaylorComentários: Cacto colunar, com até 1 m de altura, Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º11’S,ramificado a partir da base, ereto, com espinhos doura- 43º34’W); Itamarandiba (17º55’S, 42º49’W); Rio Ver-dos. Flores rosadas, infundibuliformes, com até 13 cm melho (18º17’S, 43º00’W).de comprimento e 9 cm de diâmetro, noturnas. Ocorre Comentários: Cacto colunar, com até 3 m de altura,em áreas rochosas dos campos rupestres da porção cen- ereto, verde-glauco, pouco ramificado, com 4 a 6 cos-tral da Cadeia do Espinhaço de Minas Gerais. (Taylor & telas e aréolas com lanosidade acastanhada. Flores comZappi, 2004) perianto alvo-esverdeado e tubo floral azul-escuro, tubu- lares, com até 5 cm de comprimento e 3 cm de diâmetro, noturnas. Frutos azul-escuros, ovóides. Ocorre nas áreasBrasilicereus markgrafii Backeb. & Voll rochosas dos campos rupestres da porção central da Ca- deia do Espinhaço, na Serra do Cabral e vertente oesteDistribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol, Serra do do Planalto de Diamantina. (Taylor & Zappi, 2004)Barão (16º34’S, 42º56’W).Comentários: Cacto colunar, com até 2,5 m de altura,pouco ramificado a partir da base. Flores alvo-esverdea- Cipocereus laniflorus N.P.Taylor & Zappidas, infundibuliformes, com até 6 cm de comprimento Distribuição: MINAS GERAIS: Catas Altas, Serra doe 9 cm de diâmetro, noturnas; pericarpelo com brácte- Caraça (20º02’S, 43º24’W).as verdes, triangulares. Ocorre em campos rupestres. Comentários: Cacto colunar, com cerca de 1,5 metro(Taylor & Zappi, 2004) de altura, ereto, azul-celeste nos ramos novos, pouco ra- mificado, com 5 a 7 costelas e aréolas com lanosidade acastanhada. Flores com perianto alvo-esverdeado e tuboCereus insularis Hemsl. azul-escuro, com até 7 cm de comprimento e 3,5 cm de diâmetro, noturnas. Frutos azul-escuros, ovóides. Ocor-Distribuição: PERNAMBUCO: Arquipélago de Fer- re em áreas rochosas de campos rupestres, na porção sulnando de Noronha (03º50’S, 32º25’W). da Cadeia do Espinhaço. (Taylor & Zappi, 2004)Comentários: Cacto colunar, com até 2 m de altura,ramificado a partir da base, com muitos espinhos ama-relados. Flores alvas, infundibuliformes, com até 13 cm Cipocereus pleurocarpus F.Ritterde comprimento e 8 cm de diâmetro, noturnas. (Taylor Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Pirapama& Zappi, 2004) (18º57’S, 43º46’W); Santana do Riacho (19º03’S, 43º42’W).
  • 120 CactaceaeComentários: Cacto colunar, com até 1,5 m de altura, ere- Comentários: Cacto colunar, com até 6 m de altura,to, verde, pouco ramificado, com espinhos castanhos. Flores ramificado, com 18 a 20 costelas e com espinhos acasta-com perianto amarelado e tubo avermelhado, tubulares, com nhados; cefálio lateral, com lanosidade cinzenta e cerdasaté 5 cm de comprimento e 1,5 cm de diâmetro, diurnas. marrons. Flores com perianto alvo e tubo floral e peri-Frutos esbranquiçados, ovóides. Ocorre nas áreas rochosas carpelo vináceos, com até 5 cm de comprimento e 2 cmdos campos rupestres da Serra do Cipó. (Ritter, 1979) de diâmetro, subtendidas por muitas brácteas pequenas e tufos de tricomas avermelhados a castanho-dourados. Ocorre sobre afloramentos rochosos, na caatinga da ver-C oleocephalocereus purpureus (Buining & tente noroeste da Chapada Diamantina e das Serras daBrederoo) F.Ritter Cana-Brava e de Santo Inácio. (Taylor & Zappi, 2004)Distribuição: MINAS GERAIS: Itinga (16º35’S, 41º48’W).Comentários: Cacto colunar, com até 80 cm de altura, Floribunda pusilliflora F.Ritterverde, ramificado na base, com 12 a 18 costelas e comespinhos avermelhados; cefálio lateral com lanosidade Distribuição: MINAS GERAIS: Monte Azul (15º08’S,branca e cerdas vermelhas. Flores magenta, diurnas. Fru- 42º53’W).tos vermelhos, turbiniformes. Ocorre em inselbergs de Comentários: Cacto colunar, com até 1 m de altura,rocha granítica. (Taylor & Zappi, 2004) verde, ramificado a partir da base, ereto, com espinhos castanho-avermelhados. Flores com perianto esbranqui-Discocactus horstii Buining & Brederoo çado e tubo floral vermelho-rosado, tubulares, com até 4 cm de comprimento e 1 cm de diâmetro, diurnas. FrutosDistribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º34’S, avermelhados, ovóides. Ocorre em paredões rochosos de42º56’W). campos rupestres, com menos de cinco indivíduos co-Comentários: Cacto globular, com até 6 cm de diâmetro, nhecidos. (Ritter, 1979; Taylor & Zappi, 2004)acastanhado a atropúrpureo, com 15 a 22 costelas e aréo-las com espinhos curtos e acinzentados, pectinados; cefálioterminal, com lanosidade branca e cerdas longas, acasta- Frailea buenekeri W.R. Abrahamnhadas a negras. Flores alvas, infundibiliformes, noturnas. Distribuição: RIO GRANDE DO SUL:Vila Nova do SulFrutos alvos, deiscentes lateralmente. Ocorre em campos (30º20’S, 53º53’W); São Gabriel (30º22’S, 54º21’W).com cascalho de quartzo leitoso. (Taylor & Zappi, 2004) Comentários: Cacto globular a elongado, com até 6 cm de comprimento e 4 cm de diâmetro, verde a acastanha-Discocactus pseudoinsignis N.P.Taylor & Zappi do, com até 23 costelas e uma marca violácea escura em forma de crescente abaixo de cada aréola, com espinhosDistribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol, Serra do curtos, alvos a amarelados, adpressos, ocasionalmenteBarão (16º34’S, 42º56’W). plumosos, pectinados. Flores amarelas, infundibulifor-Comentários: Cacto globular-achatado, com até 20 cm mes, com até 3,5 cm de comprimento e 3,5 cm de di-de diâmetro, verde, com 12 costelas e aréolas com espi- âmetro, diurnas; aréolas do tubo floral com lanosidadenhos teretes, acinzentados; cefálio terminal, com lanosi- creme e espinhos esbranquiçados a amarronzados. Ocor-dade alva e cerdas longas, acastanhadas a negras. Flores re em afloramentos rochosos. (Hunt, 2006)alvas, infundibiliformes, noturnas. Frutos amarelados,deiscentes lateralmente. Ocorre em campos arenosos.(Taylor & Zappi, 2004) Frailea mammifera Buining & Brederoo Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Dom PedritoFacheiroa ulei (Gürke) Werderm. (30º57’S, 54º37’W). Comentários: Cacto globular, com até 3 cm de diâme-Distribuição: BAHIA: Barra dos Mendes (11º48’S, tro, verde a acastanhado, com uma marca violácea escura42º01’W); Brotas de Macaúbas (12º01’S, 42º38’W); em forma de crescente abaixo de cada aréola, com até 20Gentio do Ouro (11º25’S, 42º31’W); Itaguaçú da Bahia costelas, cada qual dividida em tubérculos com a aréola(11º01’S, 42º24’W); Xique-Xique (10º48’S, 42º41’W). no ápice, com espinhos curtos e amarelados. Flores ama-
  • Cactaceae 121relas, infundibuliformes, com até 3,5 cm de comprimen- Comentários: Cacto globular a ligeiramente alongado,to e 3,5 cm de diâmetro, diurnas; aréolas do tubo floral com até 35 cm de altura e 25 cm de diâmetro, verde,com lanosidade creme e espinhos amarelados a amarron- com 10 a 12 costelas e aréolas com espinhos curvos,zados. Ocorre em afloramentos rochosos. (Hunt, 2006) longos, 4 a 7 espinhos centrais e até 14 espinhos radiais, avermelhados quando novos, passando a acinzentados;Melocactus azureus Buining & Brederoo cefálio terminal, com cerdas vermelhas densas e lanosi- dade esbranquiçada. Flores rosadas. Frutos brancos a li-Distribuição: BAHIA: Irecê (11º18’S, 41º51’W); Ita- geiramente rosados. Ocorre em afloramentos de granitoguaçu da Bahia (11º01’S, 42º24’W); Jussara (11º03’S, e áreas de canga. (Taylor & Zappi, 2004)41º58’W); Presidente Dutra (11º18’S, 41º59’W).Comentários: Cacto globular a elongado, com até 30 cmde altura e 20 cm de diâmetro, azul-celeste, glauco, com Melocactus estevesii P.J.Brauncerca de 10 costelas e aréolas com espinhos negros a casta-nho-escuros quando novos, passando a acinzentados; cefálio Distribuição: RORAIMA: Alto Alegre, Mucajaíterminal, com cerdas vermelhas e lanosidade esbranquiça- (02º36’N, 62º15’W).da. Flores rosadas. Frutos brancos. Ocorre em afloramen- Comentários: Cacto globular, com até 18 cm de diâme-tos de calcário Bambuí, na drenagem dos rios Verde e Jaca- tro e 16 costelas, de 9 a 14 espinhos recurvados, averme-ré, região centro-norte da Bahia. (Taylor & Zappi, 2004) lhados a negros, 1 a 4 centrais com 6 cm de comprimento e 8 ou 9 radiais, o inferior mais longo; cefálio terminal, com até 13 cm de comprimento e 6 cm de diâmetro,Melocactus braunii Esteves com cerdas avermelhadas e lanosidade alva. Flores rosa-Distribuição: BAHIA: Senhor do Bonfim (10º28’S, das, com até 3,7 cm de comprimento e 1,8 cm de diâme-40º13’W). tro. Frutos vermelhos, com até 4 cm de comprimento eComentários: Cacto discóide, com até 8 cm de altura e 1 cm de diâmetro. Ocorre em afloramentos rochosos da15 cm de diâmetro, glauco-esverdeado, com cerca de 13 porção oeste de Roraima, na área indígena dos Ianomâ-costelas e aréolas com 1 espinho central e até 9 espinhos mis. (Hunt, 2006)radiais, negros a castanho-escuros quando novos, passan-do a acinzentados; cefálio terminal, com cerdas verme-lhas e lanosidade esbranquiçada, com cerca de 4 cm de Melocactus ferreophilus Buining & Brederooaltura e 6 cm de diâmetro. Flores rosadas. Ocorre nos Distribuição: BAHIA: Barro Alto (11º46’S, 41º54’W);campos rupestres da região sudoeste de Senhor do Bon-fim, a leste do rio Salitre. (Esteves Pereira, 2003) Morro do Chapéu (11º33’S, 41º09’W); Mulungu do Morro (11º58’S, 41º38’W); São Gabriel (30º22’S, 54º21’W).Melocactus conoideus Buining & Brederoo Comentários: Cacto cilíndrico, com até 45 cm de al- tura e 19 cm de diâmetro, verde-glauco, com cerca deDistribuição: BAHIA: Vitória da Conquista, Serra do 10 costelas e aréolas com até 15 espinhos curvos, lon-Periperi (14º47’S, 40º53’W). gos, negros a castanho-escuros quando novos, passando aComentários: cacto discóide, com até 10 cm de altura e acinzentados; cefálio terminal com cerdas densas, aver-17 cm de diâmetro, verde-lustroso, com 11 a 15 costelas melhadas a acastanhadas. Flores rosadas. Frutos brancos.e aréolas com 1 espinho central e até 11 espinhos radiais,castanhos quando novos, passando a acinzentados; cefálio Ocorre em afloramentos de calcário Bambuí, na drena-terminal, com cerdas vermelhas e lanosidade esbranqui- gem do rio Jacaré. (Taylor & Zappi, 2004)çada. Flores rosadas. Frutos magenta, esbranquiçadospróximo à base. Ocorre no Morro do Cruzeiro, sobrecascalho. (Taylor & Zappi, 2004) Melocactus glaucescens Buining & Brederoo Distribuição: BAHIA: Morro do Chapéu (11º33’S,Melocactus deinacanthus Buining & Brederoo 41º09’W). Comentários: Cacto globular, com até 18 cm de altura eDistribuição: BAHIA: Bom Jesus da Lapa, Juá (13º26’S, 24 cm de diâmetro, glauco-azulado, com 7 a 15 costelas43º10’W). e aréolas com 1 a 2 espinhos centrais e até 8 espinhos
  • 122 Cactaceaeradiais, negros quando novos, passando a acinzentados; com 15 a 20 costelas e aréolas com espinhos amarelo-cefálio terminal, com lanosidade esbranquiçada. Flores dourados a acastanhados e bastante lanosidade branca.rosadas. Frutos vermelhos. Ocorre sobre solos arenosos. Flores com perianto esbranquiçado e tubo floral rosado,(Taylor & Zappi, 2004) tubulares, com até 1,8 cm de comprimento e 8 mm de diâmetro, nascidas na lateral do caule, próximo ao ápice, diurnas. Frutos rosados, obovados. Ocorre nos camposMelocactus lanssensianus P.J.Braun rupestres. (Taylor & Zappi, 2004)Distribuição: PERNAMBUCO: Caetés (08º46’S,36º37’W). Micranthocereus streckeri Van Heek &Van CriekComentários: Cacto globular, com até 8 cm de altura e 14cm de diâmetro, glauco-esverdeado, com cerca de 12 cos- Distribuição: BAHIA: Seabra (12º25’S, 41º46’W).telas e aréolas com um espinho central curvado para cima e Comentários: Cacto colunar, com até 1 metro de altura,até 8 espinhos radiais curvos, rosados-acinzentados a bege; ereto, ramificado a partir da base, glauco-azulado, comcefálio terminal, com cerdas vermelho-claras a rosadas e 17 a 25 costelas e aréolas com espinhos amarelo-dou-lanosidade esbranquiçada. Flores e frutos rosados. Ocorre rados; cefálio lateral, com cerdas douradas a castanho-em afloramentos de granito. (Taylor & Zappi, 2004) avermelhadas e lanosidade castanha a esbranquiçada. Flo- res rosadas, tubulares, com até 5 cm de comprimento eMicranthocereus auriazureus Buining & Brederoo 2,2 cm de diâmetro, diurnas. Frutos magenta, obovados. Ocorre nos campos rupestres. (Taylor & Zappi, 2004)Distribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol, Serra doBarão (16º34’S, 42º56’W).Comentários: Cacto colunar, ereto, com até 1,5 m Micranthocereus violaciflorus Buiningde altura, ramificado a partir da base, glauco-azulado, Distribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º34’S,com 15 a 19 costelas e aréolas com espinhos amarelo- 42º56’W); Porteirinha (15º45’S, 43º01’W).dourados e lanosidade branca. Flores magenta-rosadas, Comentários: Cacto colunar, com até 1 metro de al-tubulares, com até 2,5 cm de comprimento e 1 cm de tura, pouco ramificado, verde, com 14 a 17 costelas ediâmetro, nascidas na lateral do caule, próximo ao ápice, aréolas com espinhos amarelo-dourados a avermelhadosdiurnas. Frutos rosados, obovados. Ocorre nos campos e bastante lanosidade branca; zona florífera na lateral dorupestres. (Taylor & Zappi, 2004) caule, com cerdas vermelhas longas. Flores com perianto púrpura e tubo floral avermelhado, tubulares, com atéMicranthocereus hofackerianus (P.J.Braun & 2,3 cm de comprimento e 7 mm de diâmetro, diurnas. Frutos esverdeados, obovóides. Ocorre nos campos ru-Esteves) M.Machado pestres. (Taylor & Zappi, 2004)Distribuição: BAHIA: Piatã (13º09’S, 41º45’W).Comentários: Cacto colunar, com até 1 metro de altu-ra, ereto, pouco ramificado a partir da base, esverdeado, Parodia arnostiana (Lisal & Kolarik) Hofackercom tubérculos, raízes tuberosas e aréolas com espinhos Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Dom Pedri-negros a castanho-escuros e lanosidade bege. Flores com to (30º57’S, 54º37’W); Vila Nova do Sul (30º20’S,perianto amarelo-citrino e tubo floral avermelhado, tu- 53º53’W).bulares, nascidas na lateral do caule, próximo ao ápice, Comentários: Cacto globular, com até 6 cm de altura ediurnas. Frutos vináceo-glaucos, obovóides. Ocorre nos 8 cm de diâmetro, solitário, com 21 a 30 costelas ligeira-campos arenosos. (Machado, 2006) mente tuberculadas e aréolas com espinhos acinzentados, 1 a 3 centrais e até 16 radiais. Flores amarelas, campanu-Micranthocereus polyanthus (Werderm.) Backeb. ladas, com até 6 cm de comprimento e 7,5 cm de diâ- metro, diurnas; aréolas do tubo floral providas de lano-Distribuição: BAHIA: Caetité (14º07’S, 42º30’W). sidade creme e espinhos esbranquiçados a amarronzadosComentários: Cacto colunar com até 1,5 m de altu- na parte externa; estigma púrpura. Ocorre em áreas dera, ereto, ramificado a partir da base, glauco-azulado, afloramentos rochosos. (Hunt, 2006)
  • Cactaceae 123Parodia carambeiensis (Buining & Brederoo) Parodia rechensis (Buining) F.H.BrandtHofacker Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Caxias do Sul,Distribuição: PARANÁ: Carambeí (24º57’S, 50º06’W); Ana Rech (29º04’S, 51º04’W).Ponta Grossa (25º05’S, 50º10’W). Comentários: Cacto claviforme a cilíndrico curto, ra-Comentários: Cacto globular a curto-cilíndrico, com mificado a partir da base, com até 8 cm de altura e 5 cmaté 10 cm de altura e 8 cm de diâmetro, ramificando a de diâmetro, com cerca de 18 costelas ligeiramente tu-partir da base, com 12 a 14 costelas ligeiramente tuber- berculadas; aréolas densamente arranjadas ao longo dasculadas e aréolas com uma pequena projeção cônica na costelas, com espinhos amarelos, 3 ou 4 centrais e até 6base, densamente arranjadas ao longo das costelas, com radiais. Flores amarelas, infundibuliformes, com até 3 cmespinhos amarelados a castanho-avermelhados, 4 centrais de comprimento e 3,5 cm de diâmetro, diurnas; estigmae até 8 radiais. Flores amarelo-douradas, infundibulifor- amarelo-esbranquiçado; aréolas do tubo floral com espi-mes, com até 2,5 cm de comprimento e 2,55 cm de di- nhos esbranquiçados externamente. Ocorre em aflora-âmetro, diurnas; aréolas do tubo floral com lanosidade mentos rochosos. (Hunt, 2006)creme e espinhos esbranquiçados a amarronzados na par-te externa; estigma púrpura. Ocorre em áreas de aflora-mentos rochosos. (Hunt, 2006) Parodia stockingeri (Prestle) Hofacker & P.J.BraunParodia gaucha M.Machado & Larocca Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Unistalda (29º04’S, 55º00’W).Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Encruzilhada Comentários: Cacto claviforme a cilíndrico curto, emdo Sul (30º31’S, 52º31’W). geral solitário, com até 10 cm de altura e 4 cm de diâ-Comentários: Cacto claviforme a curto-cilíndrico, com metro, com 12 a 14 costelas ligeiramente tuberculadas;até 12 cm de altura e 8 cm de diâmetro, ramificando aréolas com uma pequena projeção cônica na base, den-a partir da base, com 18 a 22 costelas ligeiramente tu- samente arranjadas ao longo das costelas, com espinhosberculadas e aréolas com uma pequena projeção cônica amarelo-dourados a castanho-avermelhados, 4 centrais ena base, densamente arranjadas ao longo das costelas, até 14 radiais. Flores amarelas, avermelhadas na base in-com espinhos amarelo-dourados, 6 centrais e até 26 ra- terna do tubo, infundibuliformes, com até 4 cm de com-diais. Flores amarelas, infundibuliformes, com até 4 cmde comprimento e 5 cm de diâmetro, diurnas; estigma primento e 4,5 cm de diâmetro, diurnas; estigma aver-e base interna do tubo floral avermelhados; aréolas do melhado; aréolas do tubo floral com lanosidade creme etubo floral com lanosidade creme e espinhos esbranqui- espinhos esbranquiçados a amarronzados externamente.çados a amarronzados na parte externa. Ocorre em áreas Ocorre em áreas de afloramentos rochosos. (Hunt, 2006)de afloramentos rochosos. (Machado et al., 2008) Pilosocereus aureispinus (Buining & Brederoo)Parodia neohorstii (Theunissen) N.P.Taylor F.RitterDistribuição: RIO GRANDE DO SUL: Caçapava do Distribuição: BAHIA: Ibotirama (12º15’S, 43º10’W);Sul (30º29’S, 53º29’W). Oliveira dos Brejinhos (12º18’S, 42º56’W).Comentários: Cacto globular a curto-cilíndrico, solitá- Comentários: Cacto colunar, ereto, com até 2 m derio, com até 10 cm de altura e 8 cm de diâmetro, com 18 altura, ramificado a partir da base, verde, com 18 a 24a 26 costelas ligeiramente tuberculadas e aréolas com 1 a 6 costelas; aréolas densamente arranjadas ao longo das cos-espinhos centrais negros e até 24 espinhos radiais esbran- telas, com espinhos amarelo-dourados a castanho-aver-quiçados. Flores, amarelas, infundibuliformes, com até 4 melhados, 8 a 16 centrais e 14 a 16 radiais. Flores comcm de comprimento e 3,5 cm de diâmetro, diurnas; estig- perianto rosado a esbranquiçado e tubo floral rosado,ma vermelho; aréolas do tubo floral com lanosidade cre- tubulares, com até 5 cm de comprimento e 2,2 cm deme e espinhos esbranquiçados a amarronzados externa- diâmetro, noturnas. Frutos globosos. Ocorre em aflora-mente. Ocorre em afloramentos rochosos. (Hunt, 2006) mentos rochosos. (Taylor & Zappi, 2004)
  • 124 CactaceaePilosocereus aurilanatus F.Ritter na divisa dos municípios de Campo Formoso, Sento Sé e Umburanas, em três localidades menos de 40 km dis-Distribuição: MINAS GERAIS: Joaquim Felício, Serra tantes entre si. (Machado & Charles, 2004; Hunt, 2006)do Cabral (17º43’S, 44º12’W).Comentários: Cacto colunar, com até 3 m de altura,ereto, ramificado a partir da base, verde-glauco a azula- P ilosocereus fulvilanatus (Buining & Brederoo) F.Ritterdo, com 10 a 17 costelas; aréolas densamente arranjadasao longo das costelas, com espinhos amarelo-dourados, 8 Distribuição: MINAS GERAIS: Botumirim (16º51’S,a 9 centrais e 14 a 16 radiais; região florífera diferenciada, 43º00’W); Cristália (16º44’S, 42º54’W); Grão Mogolcom aréolas produzindo bastante lanosidade amarelada a (16º26’S, 42º53’W).acastanhada e longos espinhos dourados. Flores com pe- Comentários: Cacto colunar, com até 4 m de altura, ra-rianto rosado a esbranquiçado e tubo floral rosado, tubu- mificado acima da base, verde-glauco a azulado, com 4 alares, com até 5 cm de comprimento e 4 cm de diâmetro, 7 costelas; aréolas densamente arranjadas ao longo dasnoturnas. Frutos globosos. Tratado como subespécie de P. costelas, com bastante pilosidade e espinhos amarronza-aurisetus (Werderm.) Byles & G.D.Rowley por Taylor & dos, 1 a 7 espinhos centrais e 8 a 10 radiais; região florí-Zappi (2004). Ocorre em afloramentos rochosos. fera diferenciada, com aréolas produzindo bastante lano- sidade amarronzada. Flores com perianto esbranquiçado e tubo floral esverdeado, tubulares, com até 5,2 cm dePilosocereus azulensis N.P.Taylor & Zappi comprimento e 3 cm de diâmetro, noturnas. Frutos glo- bosos, deiscentes quando maduros, com polpa vermelha.Distribuição: MINAS GERAIS: Pedra Azul (16º00’S, Ocorre nos campos rupestres. (Taylor & Zappi, 2004)41º17’W).Comentários: Cacto colunar, com até 4 m de altura, ra-mificado acima da base, verde-escuro, com 8 a 10 coste- Pilosocereus rosae P.J.Braunlas; aréolas densamente arranjadas ao longo das costelas, Distribuição: MINAS GERAIS: Augusto de Limacom pilosidade e espinhos amarronzados, de 1 a 4 espi- (18º06’S, 44º21’W).nhos centrais e de 10 a 14 radiais. Flores e frutos desco- Comentários: Cacto colunar, com até 3 m de altura,nhecidos. Ocorre em afloramentos rochosos. (Taylor & ramificado acima da base, azulado, com 5 a 8 costelas;Zappi, 2004) aréolas densamente arranjadas ao longo das costelas, com espinhos castanhos a negros, 3 ou 4 centrais e 8 a 10 ra-Pilosocereus bohlei Hofacker diais. Flores com perianto esbranquiçado e tubo floral marrom-esverdeado a rosado, tubulares, com até 6 cmDistribuição: BAHIA: Campo Formoso (10º13’S, de comprimento e 4 cm de diâmetro, noturnas. Frutos41º02’W), Sento Sé (10º19’S, 41º23’W); Umburanas globosos, deiscentes quando maduros. Tratado como su-(10º21’S, 41º11’W). bespécie de P. fulvilanatus (Buining & Brederoo) F.RitterComentários: Cacto colunar, com até 2 m de altura, ra- por Taylor & Zappi (2004), considerado neste trabalhomificado a partir da base, azulado, com cerca de 9 a 12 como espécie distinta. Ocorre nos campos rupestres dascostelas e caules dimórficos, mais largos na fase juvenil, montanhas acima de Santa Bárbara.medindo até 12 cm de diâmetro na base e estreitando paracerca de 5 cm de diâmetro na fase adulta; aréolas comespinhos amarelo-dourados a vermelho-acastanhados, 1 Rhipsalis agudoensis N.P.Taylorcentral e 30 a 40 radiais; região florífera diferenciada, Distribuição: RIO GRANDE DO SUL: Agudo (29º40’S,com aréolas produzindo bastante lanosidade branca. Flo- 53º12’W).res com perianto esbranquiçado e tubo floral esverdeado, Comentários: Cacto epífito de caules pendentes, com seg­tubulares, com até 5,5 cm de comprimento e 3,5 cm de men­ os de crescimento determinado, achatado, com até 15 tdiâmetro, noturnas. Frutos globosos, deiscentes quando cm de comprimento e 4 cm de diâmetro, crenado nas bor-maduros, com polpa branca. Ocorre nas áreas arenosas das. Flores brancas, com até 2 cm de diâmetro, nascendoda Serra do Curral Frio (também conhecida por Serra em grupos nas aréolas. Frutos magenta-rosados, globosos,do Angelim, Serra do Mimoso ou Serra São Francisco), com até 6 mm de diâmetro. (Taylor & Zappi, 2004)
  • Cactaceae 125Rhipsalis hoelleri Barthlott & N.P.Taylor 22 costelas tuberculadas; aréolas com espinhos amarela- dos, 4 centrais e até 4 radiais. Flores amarelas, infundibi-Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Domingos Martins liformes, com até 2,7 cm de comprimento e 2,5 cm de(20º21’S, 40º40’W). diâmetro, diurnas; aréolas do tubo floral com lanosidadeComentários: Cacto epífito, com até 1,5 m de com­ ri­p alva e espinhos esbranquiçados a amarronzados exter-men­ o; ramos pendentes, cilíndricos, de 3 a 4 mm de diâ­ t namente. Ocorre em afloramentos rochosos. (Schulz & Machado, 2000; Taylor & Zappi, 2004)me­ ro. Flores vermelho-carmim, com até 1 cm de diâmetro. tFru­ os vermelhos quando maduros, globosos, com cerca de t8 mm de diâmetro. Conhecido apenas pelo material-tipo, U ebelmannia gummifera (Backeb. & Voll)co­e­ a­ o na década de 1980. (Taylor & Zappi, 2004) ltd Buining Distribuição: MINAS GERAIS: Itamarandiba (17º55’S,Schlumbergera kautskyi (Horobin & McMillan) 42º49’W); Rio Vermelho (18º17’S, 43º00’W).N.P.Taylor Comentários: Cacto cilíndrico, solitário, com até 60 cm de altura e 15 cm de diâmetro, glauco-acinzentado, esver-Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Alfredo Chaves deado ou avermelhado, rugoso, com 30 a 40 costelas tu-(20º40’S, 40º48’W); Domingos Martins (20º21’S, berculadas; aréolas com espinhos cinzentos, 2 a 6 centrais40º40’W). e até 4 radiais. Flores amarelas, infundibiliformes, comComentários: Cacto com ramos pendentes e segmen- até 2,5 cm de comprimento e 3 cm de diâmetro, diurnas;tados; segmentos alados, de 2,2 a 4 cm de comprimen- aréolas do tubo floral com lanosidade alva e espinhos es-to e de 1,4 a 2,5 cm de diâmetro, ramificados apenas a branquiçados a amarronzados externamente. Ocorre empartir do ápice truncado; aréolas com 1 ou 2 dentes nas áreas de cascalho de quartzo, nas Serras do Ambrósio emargens. Flores com perianto magenta externamente e Negra. (Schulz & Machado, 2000; Taylor & Zappi, 2004)rosado internamente, infundibuliformes, com até 5 cmde comprimento e 2,7 cm de diâmetro. Frutos amarelosquando maduros, angulosos. Ocorre em afloramentos Uebelmannia pectinifera Buiningrochosos. (Taylor & Zappi, 2004) Distribuição: MINAS GERAIS: Bocaiúva (17º07’S, 43º49’W); Couto de Magalhães de Minas (18º04’S,Tacinga braunii Esteves 43º27’W); Datas (18º19’S, 43º39’W); Diamantina (18º11’S, 43º34’W).Distribuição: MINAS GERAIS: Jequitinhonha, bacia do Comentários: Cacto cilíndrico, solitário, com até 1 mrio Jequitinhonha (16º32’S, 41º02’W). de altura e 17 cm de diâmetro, glauco-esverdeado (al- gumas populações com placas cerosas brancas), rugoso,Comentários: Arbusto áfilo, semi-escandente, glauco- com 13 a 29 costelas; aréolas densamente arranjadas aoesverdeado a púrpura, com até 6 m de comprimento; longo das costelas, com espinhos cinzentos, negros oucladódios longos, achatados, com até 35 cm de compri- amarelo-alaranjados quando novos, 2 a 6 centrais e atémento e 3,5 cm de largura; aréolas com gloquídeos cur- 3 radiais. Flores amarelas, infundibiliformes, com atétos. Flores com perianto verde, tubulares, com até 7 cm 1,6 cm de comprimento e 1 cm de diâmetro, diurnas;de comprimento e 2 cm de diâmetro, diurnas. Ocorre aréolas do tubo floral com lanosidade alva e espinhosem afloramentos de granito ou gnaisse da caatinga do esbranquiçados a amarronzados externamente. Ocorrenordeste de Minas Gerais. (Taylor & Zappi, 2004) nos campos rupestres da região central de Minas Gerais. (Schulz & Machado, 2000; Taylor & Zappi, 2004)Uebelmannia buiningii DonaldDistribuição: MINAS GERAIS: Itamarandiba (17º55’S, Referências:42º49’W).Comentários: Cacto globular a cilíndrico curto, solitá- Barthlott,W. & Hunt, D.R. 1993. Cactaceae. In K. Kubitzki,rio, com até 12 cm de altura e 8 cm de diâmetro, púrpu- L.Rohwer, & V. Bittrich (eds) The families and genera ofreo-acastanhado a verde-avermelhado, rugoso, com 16 a vascular plants. Berlin, Springer, vol. 2, 161-197.
  • 126 CactaceaeBraun, P.J. & Esteves Pereira, E. 2007. Beautiful and Bizarre Machado, M.C. & Charles, G. 2004. Pilosocereus bohlei Ho- Arrojadoa – The taxonomy of subgenus Albertbuiningia. facker - a remarkable new species from Brazil. British Cactus Succ. J. 79(6): 254-263. Cact. Succ. J. 22:188-192.Cronquist, A. 1981. An integrated system of classification of flo- Machado, M.C., Nyffeler, R., Eggli, U. & Larocca e Silva, J.F. wering plants. NewYork, Columbia University Press, 1262p. 2008. A new species of Parodia (Cactaceae, Notocacteae)Esteves Pereira, E. 2003. Melocactus braunii Esteves – a new from Rio Grande do Sul, Brazil. Novon 18: 214-219. species of Cactaceae from Bahia, Brazil. British Cact. Ritter, F. 1979. Kakteen in Südamerika, Band 1. Spangen- Succ. J. 21(3): 137-142. berg, F. Ritter Selbstverlag, 374p.Hunt, D.R. 1999. CITES Cactaceae checklist, ed. 2. Kew, Schulz, R. & Machado, M.C. 2000. Uebelmannia and their Royal Botanic Gardens, 315p. Environment. Teesdale, Schulz Publishing, 160p.Hunt, D. R. 2006. The new cactus lexicon. Milborne Port, Soares Filho, A.O. & Machado, M.C. 2003. Arrojadoa ma- DH Books, 899p. rylanae – a new Arrojadoa species from the state of Bahia,Machado, M.C. 2006. Micranthocereus hofackerianus (Cacta- Brazil. British Cact. Succ. J. 21: 114-122. ceae) – eine neue Kombination für ein bemerkenswertes Taylor, N.P. & Zappi, D.C. 2004. Cacti of Eastern Brazil. Taxon. Kakt. Sukk. 57: 267-273. Kew, Royal Botanic Gardens, 498p.
  • CalyceraceaeCALYCERACEAE 127 Maria José Gomes de Andrade & Patrícia Luz RibeiroErvas. Folhas alternas, freqüentemente formando uma roseta na base, sem estípulas. Floresem capítulos terminais subtendidos por brácteas involucrais, geralmente actinomorfas, pentâmeras, gamopétalas, mo-noclinas, isostêmones, epíginas, com corpos glandulosos alternos aos estames; ovário unilocular, com 1 óvulo pêndulo.Aquênios com cálice persistente.Calyceraceae inclui seis gêneros e 60 espécies sul-americanas, apenas cinco espécies no Brasil (Souza & Lorenzi, 2008),uma delas rara.Boopis itatiaie Dusén Referências:Distribuição: São Paulo: Itatiaia, Serra de Itatiaia Magenta, M.A.G. & Pirani, J.R. 2002. Callyceraceae. In(22º24’S, 44º50’W). M.G.L. Wanderley, G.J. Shepherd & A.M. Giulietti (eds) Flora fanerogâmica do Estado de São Paulo. São Paulo,Comentários: Erva de 30 a 40 cm de altura, decumben- FAPESP, RiMa, vol 2, p. 67-69.te, glabra. Capítulos terminais ou laterais com brácteas Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guiainvolucrais lineares e longas, de 2 a 5 cm de comprimen- ilustrado para identificação das famílias de fanerógamasto. Ocorre em terrenos alagadiços de campos de altitude, nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed.sobre turfeiras. (Magenta & Pirani, 2002) Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.
  • 128 Campanulaceae CAMPANULACEAE Silvana Aparecida Pires de GodoyErvas ou subarbustos, raramente arbustos ou arvoretas, lactescentes. Folhas alternas,raramente opostas ou verticiladas, simples, sem estípula. Flores actinomorfas ou zigomorfas, pentâmeras, monoclinas,isostêmones, com hipanto; corola campanulada ou tubulosa, às vezes ressupinada, bilabiada, com lobos (des)iguais; an-droceu com filetes livres ou monadelfos, sempre aderidos ao disco nectarífero ou à base da corola, e anteras livres ousinânteras, introrsas; gineceu sincárpico, com ovário ínfero ou raramente semi-ínfero, pluriovulado, de placentação axilar,estilete terminal e geralmente 2 ou 3 estigmas, secos ou úmidos. Cápsulas loculicidas, com lobos curtos, raramente pori-cidas, ou fruto bacáceo, com numerosas sementes pequenas por lóculo, aladas ou não.Campanulaceae conta com 84 gêneros e 2.319 espécies, principalmente em regiões subtropicais e temperadas de todoo mundo (Lammers, 2007). Apresenta formas de vida variadas, sendo notável a paquicaulia, desenvolvimento de cauleseretos em plantas herbáceas, que resulta em ervas com até 4 m de altura, característica de algumas espécies de Lobelioi-deae. No Brasil, está representada por cinco gêneros: Centropogon, Hippobroma, Lobelia, Siphocampylus e Wahlenbergia, e 53espécies (três indicadas como raras), especialmente nas Serras do Mar, da Mantiqueira e do Espinhaço.Lobelia brasiliensis A.O.S.Vieira & G.J.Shepherd los e anteras acinzentadas. Forma pequenas populações com indivíduos isolados e relativamente dispersos noDistribuição: DISTRITO FEDERAL: Brasília (15º50’S, sub-bosque da mata, principalmente em áreas úmi-47º55’W). das, na beira de rios. (Wimmer, 1953; Renata BacellarComentários: Erva de 1,5 a 4 m de altura, coberta por Mello, com. pess.)indumento amarelado. Folhas sésseis, estreito-oblongasou elíptico-lanceoladas, levemente serreado-denteadasna margem, com 14 a 26 pares de nervuras secundárias, Siphocampylus lauroanus Handro & M.Kulhm.cartáceas. Flores alvas ou creme-esverdeadas, em race- Distribuição: SÃO PAULO: Biritiba-Mirim (23º34’S,mo terminal com até 1,5 m de comprimento. A única 46º01’W); Salesópolis (23º33’S, 45º51’W).espécie do subgênero Tupa no Distrito Federal. Ocorre Comentários: Subarbusto subereto ou decumben-preferencialmente em cerrado ou áreas perturbadas pela te, de 20 a 80 cm de altura, glabro; ramos cilíndricos,ação antrópica, em brejos, campos ou locais úmidos na com protuberâncias esponjosas de cerca de 2 mm debeira de matas secas, de galeria ou buritizais, acima de diâmetro. Folhas alternas, aglomeradas pelo encurta-1.000 m s.n.m. (Vieira & Shepherd, 1998) mento dos entrenós, (estreito-)lanceoladas, suberetas ou patentes, raramente subdeflexas; pecíolo de 5 mmSiphocampylus humilis E.Wimm. a 1,6 cm de comprimento. Flores com corola tubulosa, ventricosa, vermelha no tubo, amarela na base dos la-Distribuição: RIO DE JANEIRO: Teresópolis, Serra cínios e verde no ápice, e com anteras azuladas. Ocor-dos Órgãos (22º23’S, 42º57’W). re em depressões ou fendas rochosas formadas peloComentários: Erva delicada, profusamente ramificada; movimento das águas, nas formações florestais à beiraramos rentes ao solo. Folhas alternas, ovadas, subcorda- de riachos da Serra do Mar, entre 700 e 900 m s.n.m.das na base, com nervuras proeminentes; pecíolo de 6 Apresenta potencial para utilização como ornamental emm a 1,3 cm de comprimento. Flores tubulosas, com parece ser de fácil cultivo. (Handro & Kulhmann, 1962;corola vermelha, fauce e lacínios internamente amare- Godoy, 2003)
  • Campanulaceae 129Referências: Lammers, T.G. 2007. World checklist and bibliography of Campanulaceae. Kew, Royal Botanic Gardens, 675p.Godoy, S.A.P. 2003. Campanulaceae: Siphocampylus. In Vieira, A.O.S. & Shepherd, G.J. 1998. A new species of Lo- M.G.L. Wanderley, G.J. Shepherd, A.M. Giulietti & T.S. belia from Brazil. Novon 8: 457-460. Melhem (orgs) Flora fanerogâmica do Estado de São Wimmer, E.F. 1953. Campanulaceae-Lobelioideae, 2. In Paulo. São Paulo, Fapesp/RiMa, vol. 3, p. 20-28. R. Mansfeld (ed.) Das Pflanzenreich. Berlin, Akademie-Handro, O. & Kuhlmann, M. 1962. Uma nova espécie de Si- Verlag, vol. 4-276b, p. i-viii + 261-814. phocampylus da flora paulista. Arch. Bot. Estado São Paulo s.n., 3: 263.
  • 130 CanellaceaeCANELLACEAE Fábio de BarrosÁrvores ou arbustos, com casca clara e aromática. Folhas alternas, inteiras, coriáceas,geralmente com pontuações translúcidas, sem estípulas. Cimeiras ou racemos, às vezes flores solitárias. Flores actino-morfas, cíclicas (raramente hemicíclicas, diclamídeas), monoclinas, hipóginas; cálice com 3 a 5 sépalas; corola com 4 a 12pétalas imbricadas, geralmente livres; androceu com 5 a 20 estames monadelfos e com anteras rimosas, extrorsas; ovário2- a 6-carpelar, unilocular, com 2 a muitos óvulos em placentas parietais. Bagas com 2 a muitas sementes de testa brilhantee endosperma oleoso.Canellaceae inclui 6 gêneros e cerca de 20 espécies. É encontrada nas Américas, sudeste da África e Madagascar. Seis es-pécies e dois gêneros, Canella e Cinnamodendron, são encontrados na América do Sul. No Brasil, está representada apenaspor Cinnamodendron, do qual Capsicodendron é sinônimo. O gênero engloba seis espécies e sua distribuição estende-se doSul do Brasil até a Guiana Francesa, Suriname e Venezuela. O centro de diversidade do gênero é a Mata Atlântica do Sul eSudeste do Brasil, onde ocorrem quatro espécies, duas delas indicadas como raras.Cinnamodendron occhionianum F.Barros & no ápice, cuneadas na base. Flores com 10 pétalas, tubo estaminal com cerca de 3,2 mm de comprimento, an-J.Salazar teras de 1 a 1,2 mm de comprimento e ovário com 2Distribuição: SÃO PAULO: Cananéia, Parque Estadual placentas e 4 óvulos. Ocorre na Mata Atlântica da Serrada Ilha do Cardoso (25º12’S, 48º00’W). dos Órgãos, a cerca de 1.000 m s.n.m. Não foi coletadaComentários: Árvore de 15 a 20 m de altura. Flores recentemente. (Occhioni, 1947; Salazar, inéd.)com 10 pétalas, 10 estames e ovário com 2 placentas.Vegetativamente, é semelhante a Cinnamodendron dinisiiSchwacke. Ocorre na Mata Atlântica do litoral Sul doEstado de São Paulo, entre 120 e 200 m s.n.m. (Salazar, Referências:inéd.; Barros & Salazar, no prelo) Barros, F. & Salazar, J. No prelo. A new species of Canella- ceae from Brasil: Cinnamodendron occhionii F. Barros & J.Cinnamodendron sampaioanum Occhioni Salazar. Novon.Distribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis (22º30’S, Occhioni, P. 1947. Nova espécie de “Canellaceae”. Arch.43º11’W); Teresópolis (22º26’S, 42º59’W). Jard. Bot. Rio de Janeiro 7: 157-163.Comentários: Árvore com até 20 m de altura. Folhas Salazar, J. Inéd. Systematics of Neotropical Canellaceae.oblongas a elíptico-lanceoladas, agudas e conduplicadas PhD Thesis, Cornell University, Ithaca, 2006.
  • CaryophyllaceaeCARYOPHYLLACEAE 131 Cláudia Elena CarneiroErvas anuais ou perenes; caule geralmente intumescido nos nós. Folhas simples, de­cussadas ou pseudoverticiladas, geralmente estreitas, às vezes suculentas, com ou sem estípulas. Flores solitárias ou emcimeiras dicasiais, actinomorfas, pentâmeras (raramente tetrâmeras), monoclinas, hipóginas ou períginas; sépalas geral-mente escariosas; pétalas ocasionalmente reduzidas, livres, inteiras, emarginadas, bífidas ou recortadas; androceu com 5 a10 estames (raramente 1 a 4), filetes às vezes unidos às pétalas formando um tubo adnato a um ginóforo; ovário sincárpicoou paracárpico, com placentação basal, central ou central-livre; estames e ovário às vezes sobre um antóforo. Cápsulasloculicidas ou septicidas, ou utrículos indeiscentes; sementes 1 a muitas, geralmente com testa ornamentada, embriãoperiférico, curvo sobre o perisperma.Caryophyllaceae possui distribuição cosmopolita, ocorrendo principalmente em regiões temperadas ou temperadas quen-tes do Hemisfério Norte, tendo como centro de diversidade a Europa Central e regiões limítrofes ao Mediterrâneo. Apre-senta uma vasta amplitude ecológica sendo encontrada desde o nível do mar até elevações variando de 3.000 a 3.600 ms.n.m., habitando campos gramados, cultivados, planícies arenosas, bordos de matas, barrancos, encostas rochosas, locaisde sombra, umidade e de sol, inclusive ambientes gelados. No Brasil, são reconhecidas 42 espécies (2 raras) e 17 gêneros,dentre os quais, cinco são cultivados (Agrostemma, Dianthus, Gypsophila, Saponaria e Vaccaria), ocorrendo principalmentenos campos sulinos, com algumas espécies de ampla distribuição.Paronychia fasciculata Chaudhri Comentários: Erva perene, com cerca de 26 cm de altu- ra; ramos prostrados. Folhas revolutas na margem, comDistribuição: MINAS GERAIS: Belo Horizonte (19º56’S, nervura central saliente na face abaxial. Flores aglomera-43º55’W). das, pseudo-axilares. Utrículos com uma única sementeComentários: Erva perene, com cerca de 25 cm de altu- brilhante. Ocorre nos campos do nordeste do Rio Gran-ra. Folhas aparentemente fasciculadas; estípula castanho- de do Sul. Encontrada com flores e frutos de novembroclara, com manchas avermelhadas. Flores avermelhadas, a fevereiro. (Carneiro & Furlan, 2004; Carneiro, inéd.)cônicas a cilíndricas; brácteas castanho-claras, com man-chas avermelhadas. Ocorre em cerrado. Encontrada comflores e frutos em julho. (Carneiro, inéd.) Referências:Paronychia revoluta C.E.Carneiro & A.Furlan Carneiro, C.E. Inéd. A família Caryophyllaceae no Brasil. Tese de doutorado, Universidade Estadual Paulista, RioDistribuição: RIO GRANDE DO SUL: Bom Je- Claro, 2004.sus (28º41’S, 50º24’W); Cambará do Sul (29º08’S,50º05’W); Farroupilha (29º15’S, 51º21’W); São Fran- Carneiro, C.E. & Furlan, A. 2004. Paronychia revoluta, a newcisco de Paula (29º27’S, 50º32’W). species of Caryophyllaceae from Brazil. Novon 14: 33-35.
  • 132 Celastraceae CELASTRACEAE 1 Milton Groppo & 2Júlio Antonio LombardiÁrvores, (sub)arbustos ou lianas. Folhas simples, alternas ou opostas, com estípulaspequenas e decíduas. Flores actinomorfas, 4- ou 5-meras, inconspícuas, monoclinas ou diclinas (plantas monóicas ou di-óicas), geralmente isostêmones, hipóginas; pétalas imbricadas; estames alternipétalos, inseridos abaixo ou sobre as bordasde um disco carnoso, com anteras bitecas; ovário livre ou envolvido pelo disco, 2- a 5-locular, geralmente com 1 ou 2óvulos por lóculo, eretos ou pêndulos. Cápsulas, drupas ou sâmaras; sementes geralmente ariladas.Celastraceae foi ampliada de modo a incluir as Hippocrateaceae. De acordo com essa circunscrição, a família inclui cercade 50 gêneros e 1.000 espécies, distribuídas em diversos ambientes, com 17 gêneros e cerca de 100 espécies representa-dos no Brasil (Souza & Lorenzi, 2008). São apontadas 11 espécies raras.Elachyptera coriacea Lombardi 2 Comentários: Árvore de 10 a 12 m de altura. Flores amarelas, em inflorescências pedunculadas. Ocorre nasDistribuição: BAHIA: Piatã (13º09’S, 41º46’W). baixadas e encostas da Mata Atlântica. Encontrada comComentários: Liana. Folhas coriáceas, com margem flores em janeiro e com frutos imaturos em outubro.denteada na parte distal. Flores esverdeadas, diminutas. (Lombardi, 2004)Ocorre em fragmentos de mata dominados por trepadei-ras, as matas de cipó, na Chapada Diamantina encontradacom flores em fevereiro. (Lombardi, 2002) Maytenus basidentata Reissek 1 Distribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de JaneiroPeritassa longifolia Lombardi 2 (22º54’S, 43º10’W). Comentários: Arbusto ou arvoreta com cerca de 3 m deDistribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa Teresa, Reser-va Biológica Augusto Ruschi (19º56’S, 40º36’W). altura. Folhas espinescentes próximo à base. Ocorre naComentários: Liana. Flores amarelas, pequenas. Frutos Mata Atlântica, no Morro do Corcovado. A coleta maiselipsóides. Ocorre na Mata Atlântica, a cerca de 700 m recente é de 1943. Encontrada com flores e frutos ems.n.m. Encontrada com flores em novembro e com fru- fevereiro. (Carvalho-Okano & Leitão Filho, 2005)tos imaturos em abril e maio. (Lombardi, 2004) Maytenus horrida Reissek 1Peritassa sadleri Lombardi 2 Distribuição: MINAS GERAIS: Januária (15°28’S,Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Brejetuba (20º08’S, 44°22’W).41º17’W); Itarana, Alto Jatiboca (20º00’S, 40º54’W). Comentários: Arbusto a arvoreta com cerca de 1,5 mComentários: Arvoreta de 4 a 5 m de altura. Flores ver- de altura. Folhas espinescentes. Cápsulas tetrágonas. Co-des, inconspícuas. Frutos piriformes. Conhecida apenas por nhecida como inherê-bravo, ocorre em mata seca, sobredois indivíduos. Ocorre em fragmentos de Mata Atlântica.Encontrada com flores e inicio de frutificação em fevereiro solo pedregoso. Floresce e frutifica em outubro e novem-e com frutos maduros em outubro. (Lombardi, 2004) bro. (Carvalho-Okano & Leitão Filho, 2005.)Salacia nemorosa Lombardi 2 Maytenus glazioviana Loes. 1Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa Teresa, Estação Distribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de JaneiroBiológica de Santa Lúcia e Reserva Biológica Augusto (22º54’S, 43º10’W); Teresópolis, Serra dos ÓrgãosRuschi (19º56’S, 40º36’W). (22º24’S, 42º57’W).
  • Celastraceae 133Comentários: Arbusto ou arvoreta, de 6 a 8 m de altu-ra. Não é coletada desde a década de 1920. Ocorre em Maytenus truncata Reissek 1mata. Encontrada com flores em setembro. (Carvalho- Distribuição: BAHIA: Contendas do Sincorá (13º46’S,Okano & Leitão Filho, 2005) 41º03’W); Jequié (13º51’S, 40º05’W). Comentários: Arbusto com cerca de 2 m de altura. Fo- lhas espinescentes, parcialmente pinatifidas. Denomina-Maytenus opaca Reissek 1 da popularmente de todo-jeito, ocorre em matas secas. Floresce e frutifica de setembro a dezembro. (Carvalho-Distribuição: BAHIA: Mucugê (13º00’S, 41º24’W); Okano & Leitão Filho, 2005)Palmeiras, Caeté-Açu (12º36’S, 41º29’W); Rio de Con-tas, Pico das Almas (13º32’S, 41º55’W).Comentários: Arbusto de 1 a 3 m de altura. Ocorre nos Referências:campos rupestres e na margem arenosa de rios da ChapadaDiamantina. Floresce de setembro a dezembro, frutificando Carvalho-Okano, R.M. 1995. Celastraceae. In B.L. Stannardem maio. (Harley & Simmons, 1986; Carvalho-Okano, 1995) (ed.) Flora of the Pico das Almas, Chapada Diamantina, Bahia, Brazil. Kew, Royal Botanic Gardens, p. 171-172.Maytenus radlkoferiana Loes 1 Carvalho-Okano, R.M. & Leitão Filho, H.F. 2005. O gêne- ro Maytenus Mol. Emend. Mol. (Celastraceae) no BrasilDistribuição: MINAS GERAIS: Barão de Cocais extra-amazônico. In M.S. Reis & S.R. Silva (eds) Conser-(19º56’S, 43º28’W). vação e uso sustentado de plantas medicinais e aromáticas:Comentários: Árvore com cerca de 5 m de altura. Co- Maytenus spp. Espinheira Santa. Brasília, IBAMA, p. 11-52.nhecida apenas por duas coletas, apenas uma delas com Harley, R.M. & Simmons, N.A. 1986. Florula of Mucugê,município indicado, coletada em 1971. Encontrada com Chapada Diamantina, Bahia, Brazil. Kew, Royal Botanic Gardens, 228p.flores e frutos imaturos em janeiro. (Carvalho-Okano &Leitão Filho, 2005) Lombardi, J.A. 2002. A new species of Elachyptera (Ce- lastraceae, Hippocrateoideae) from Bahia, Brazil. Kew Bull. 57: 483-486.Maytenus rupestris Pirani & Carvalho-Okano 1 Lombardi, J.A. 2004. Three new species of Celastraceae (Hippocrateoideae) from southeastern Brazil, and a newDistribuição: MINAS GERAIS: Conceição do Mato combination in Peritassa. Novon 14: 315-321.Dentro (19º05’S, 43º35’W); Jaboticatubas (19º20’S, Pirani, J.R. & Carvalho-Okano, R.M. 1999. Maytenus ru-43º37’W); Santana do Riacho (19°08’S, 43°42’W). pestris (Celastraceae), a new species from Minas Gerais,Comentários: Arbusto ou arvoreta, de 1 a 3 m de altu- southeastern Brazil. Novon 9: 95-97.ra. Ocorre nos campos rupestres da Serra do Cipó, entre Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guiarochas e suas fendas ou na margem de córregos e riachos. ilustrado para identificação das famílias de fanerógamasFloresce de setembro a novembro, frutificando de no- nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed.vembro a maio. (Pirani & Carvalho-Okano, 1999) Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.
  • 134 Chrysobalanaceae CHRYSOBALANACEAEAna Maria Giulietti, Adilva de Souza Conceição, Maria José Gomes de Andrade & William Antonio RodriguesÁrvores, arbustos ou raramente subarbustos. Folhas simples, alternas, com estípulasfrequentemente caducas. Flores actinomorfas ou zigomorfas, diclamídeas, heteroclamídeas, 5- ou 4-meras, monoclinas,oligo-, iso- ou polistêmones, hipóginas; androceu com filetes livres ou unidos na base, anteras com deiscência longitudinal;gineceu unilocular com 2 óvulos basais eretos ou bilocular com 1 óvulo por lóculo, estilete geralmente ginobásico. Drupas.Chrysobalanaceae inclui cerca de 500 espécies e 20 gêneros. Está distribuída principalmente na América Tropical e Cari-be, mas também na África e Ásia (Hewood et al., 2007). No Brasil, ocorrem sete gêneros e cerca de 250 espécies (Souza& Lorenzi, 2008) e foram exaustivamente estudadas por Prance (1972, 1976, 1989). São apontadas 41 espécies raras, amaioria da Mata Atlântica e da Amazônia.Couepia amaralae Prance Couepia coarctata PranceDistribuição: AMAZONAS: Barcelos, Serra do Aracá Distribuição: BAHIA: Maraú (14º06’S, 39º00’W).(00º51’S, 63º18’W). Comentários: Árvore com até 6 m de altura. FolhasComentários: Arbusto de 1 a 4 m de altura. Folhas estreito-oblongas a oblongo-elípticas; pecíolo de 6 aoblongas a oblongo-elípticas; pecíolo de 4 a 5 mm de 10 mm de comprimento. Flores em densas panículas terminais. Conhecida por três coletas. Ocorre em res-comprimento. Flores em panículas pouco ramificadas ou tinga. Encontrada com flores em janeiro e fevereiro.racemos, terminais ou axilares. Ocorre nas margens do (Prance, 1989)rio Aracá. Encontrada com flores em fevereiro e março.(Prance, 1989) Couepia glabra PranceCouepia bondarii Prance Distribuição: AMAZONAS: Manaus (03º02’S, 60º00’W). Comentários: Árvore com cerca de 10 m de altura. Fo-Distribuição: BAHIA: localidade não indicada. lhas oblongas a oblongo-lanceoladas; pecíolo de 8 a 12Comentários: Árvore(?). Folhas oblongo-lanceola- mm de comprimento. Flores em panículas terminais oudas; pecíolo de 6 e 10 mm de comprimento. Flores axilares. Conhecida apenas por duas coletas da região doem racemos terminais. Conhecida por apenas duas co- baixo rio Negro. Encontrada com flores em agosto e se-letas, uma na Bahia e a outra localidade não indicada. tembro. (Prance, 1989)(Prance, 1972) Couepia insignis FritschCouepia carautae Prance Distribuição: BAHIA: Una (15º17’S, 39º04’W). Comentários: Árvore. Folhas oblongas, com 21 a 25 pa-Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Linhares, Reser- res de nervuras, proeminentes na face abaxial. Flores emva Natural da Companhia Vale do Rio Doce (19º21’S, racemos paucifloros. (Prance, 1972, 1989)39º58’W).Comentários: Árvore com cerca de 22 m de altura. Fo-lhas estreito-oblongas; pecíolo de 6 a 10 mm de com- Couepia leitaofilhoi Pranceprimento. Flores em racemos subterminais. Conhecida Distribuição: SÃO PAULO: Ubatuba (23º27’S, 45º04’W).apenas pelo material-tipo, coletado com flores em janei- Comentários: Árvore. Folhas oblongas, com indumentoro. (Prance, 1989) curto, castanho na face abaxial. Flores em panículas com
  • Chrysobalanaceae 135indumento castanho e tomentoso. Encontrada com floresde janeiro a março. (Prance, 2003) Couepia reflexa Ducke Distribuição: PARÁ: Juriti Velho (02º24’S, 56º18’W).Couepia longipetiolata Prance Comentários: Árvore de porte médio. Folhas oblongo- elípticas, com 10 a 13 pares de nervuras proeminentesDistribuição: BAHIA: Itacaré (14º17’S, 39º01’W). em ambas as faces; pecíolo de 5 a 8 mm de comprimen-Comentários: Árvore com cerca de 8 m de altura. Fo- to. Flores em panículas axilares. Conhecida apenas pelolhas oblongas; pecíolo de 1,4 a 1,8 cm de comprimento. material-tipo. (Prance, 1972)Flores em panículas subterminais. Conhecida por duascoletas. Ocorre em florestas litorâneas. Encontrada comflores em fevereiro e agosto. (Prance, 1989) Couepia stipularis Ducke Distribuição: AMAZONAS: localidade não indicada.Couepia marleneae Prance Comentários: Árvore com cerca de 30 m de altura. Fo- lhas oblongas a oblongo-lanceoladas, com 14 a 20 paresDistribuição: AMAZONAS: Mun.(?) Manaus-Porto Ve- de nervuras proeminentes na face abaxial; pecíolo de 9lho, entre os rios Castanho e Tupana (03º04’S, 60º28’W). a 15 mm de comprimento. Inflorescências em panículasComentários: Árvore com cerca de 8 m de altura. Fo- terminais e axilares. (Prance, 1972)lhas oblongo-lanceoladas; pecíolo de 4 a 7 mm de com-primento. Flores em racemos terminais. Ocorre emmata de terra firme, ao sul de Manaus. Encontrada com Exollodendron gracile (Kuhlm.) Pranceflores em julho. (Prance, 1989) Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Linhares, Reserva Na- tural da CompanhiaVale do Rio Doce (19º23’S, 40º02’W).Couepia meridionalis Prance Comentários: Árvore com até 34 m de altura. Folhas oblongo-lanceoladas, com 6 a 8 pares de nervuras nãoDistribuição: SÃO PAULO: Santos (23º57’S, 46º18’W). proeminentes. Inflorescência em panículas terminais.Comentários: Árvore. Folhas oblongo-elípticas, densa- Conhecida por duas coletas. Ocorre na Mata Atlântica.mente lanosas na face abaxial. Flores em panículas terminais. Encontrada com flores em janeiro. (Prance, 1989)Conhecida apenas pelo material-tipo. (Prance, 1972, 2003)Couepia monteclarensis Prance Hirtella arenosa Prance Distribuição: AMAZONAS: Manacapuru (03º17’S,Distribuição: MINAS GERAIS: Caratinga, Estação Bio- 60º39’W); Rodovia Manaus-Itacoatiara, localidade im-lógica de Caratinga (19º47’S, 42º08’W). precisa.Comentários: Árvore. Folhas oblongas, com 8 a 10 pa- Comentários: Arbusto com até 3 m de altura. Folhasres de nervuras proeminentes na face abaxial; pecíolo de8 a 10 mm de comprimento. Flores em panículas termi- oblongo-elípticas, pecíolo de 0,5 a 1 mm de comprimento.nais. Conhecida apenas por duas coletas. Ocorre na Mata Flores em racemos subterminais. Conhecida apenas por trêsAtlântica. Encontrada com flores em fevereiro e maio. coletas. Ocorre em campinas sobre areia branca, na Amazô-(Prance, 1989) nia Central. Encontrada com flores em julho. (Prance, 1989)Couepia parvifolia Prance Hirtella barnebyi PranceDistribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis, Serra de Distribuição: RONDÔNIA: Porto Velho, rio PretoPetrópolis (22º24’S, 43º11’W). (09º27’S, 63º07’W).Comentários: Árvore. Folhas oblongo-lanceoladas, com Comentários: Arbusto com até 2 m de altura. Folhas oblon-7 a 9 pares de nervuras proeminentes na face abaxial; pe- gas; pecíolo de 2 a 2,5 mm de comprimento. Flores em pa-cíolo de 5 a 7 mm de comprimento. Flores em panículas nículas com poucas flores. Conhecidas apenas pelo material-terminais. (Prance, 1972) tipo, coletado com flores em agosto. (Prance, 1989)
  • 136 ChrysobalanaceaeHirtella barrosoi Prance Comentários: Árvore com cerca de 12 m de altura. Fo- lhas oblongas, com 8 a 10 pares de nervuras proeminen-Distribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro, Hor- tes em ambas as faces; pecíolo de 3 a 4 mm de compri-to Florestal (22º54’S, 43º41’W). mento. Flores em racemos densos. Conhecida apenas porComentários: Árvore. Folhas lanceoladas; pecíolo de 2 duas coletas. Encontrada com flores em março e julho.a 3 mm de comprimento. Flores em panículas. Conheci- (Prance, 1989)da apenas por duas coletas. Ocorre em floresta litorânea.Encontrada com flores em maio e com frutos em agosto.(Prance, 1972) Hirtella santosii Prance Distribuição: BAHIA: Una (15º17’S, 39º04’W).Hirtella conduplicata Prance Comentários: Árvore com até 8 m de altura. Folhas elípticas, com 15 a 19 pares de nervuras proeminentesDistribuição: AMAZONAS: Lago do Castanho-Mirim e densamente hirsuta na face abaxial; pecíolo com 3 a(03º53’S, 65º08’W). 5 mm de comprimento. Flores em racemos terminais.Comentários: Árvore com até 20 m de altura. Folhas Ocorre em florestas do litoral baiano. (Prance, 1989)oblongo-elípticas; pecíolo entre 0,5 e 1 mm de compri-mento. Flores em racemos terminais ou subterminais.Conhecida apenas por duas coletas no mesmo local.Ocorre em mata de terra firme. Encontrada com flores Hirtella scaberula Spruce ex Hook.em junho. (Prance, 1989) Distribuição: AMAZONAS: Panuré (00º05’S, 67º07’W). Comentários: Arvoreta. Folhas ovado-elípticas; pecíoloHirtella dorvalii Prance com cerca de 3 mm de comprimento. Flores em racemos axilares e terminais. Ocorre em caatinga amazônica, naDistribuição: RORAIMA: Caracaraí (01º50’S, 61º06’W). região do rio Uaupés. (Prance, 1972)Comentários: Arbusto(?). Folhas oblongo-ovadas; pecí-olo de 2 a 4 mm de comprimento. Flores em panículasalongadas. Conhecida por três coletas. Ocorre em flores- Licania anneae Pranceta de caatinga, sobre solo arenoso. Encontrada com flores Distribuição: PARÁ: Cuiabá-Santarém, Igarapé Joséentre abril e maio. (Prance, 1989) Preto (02º25’S, 54º42’W). Comentários: Árvore com até 7 m de altura. FolhasHirtella juruensis Pilg. oblongo-lanceoladas; pecíolo de 5 a 7 mm de comprimen- to. Flores em panículas de racemos axilares e terminais.Distribuição: MATO GROSSO: Juruena (12º50’S, Encontrada com flores em novembro. (Prance, 1989)58º55’W).Comentários: Árvore. Folhas oblongas; pecíolo comcerca de 2 mm de comprimento. Flores em racemos ter- Licania apiculata Pranceminais. (Prance, 1989) Distribuição: AMAZONAS: Mun.(?) rio Cuieiras. Comentários: Arbusto(?). Folhas oblongas a oblongo-Hirtella longifolia Benth. ex Hook. lanceoladas; pecíolo de 3 a 4 mm de comprimento. Flo-Distribuição: AMAZONAS: Panuré (00º05’S, 67º07’W). res em panículas terminais. (Prance, 1989)Comentários: Arvoreta. Folhas lanceoladas; pecíolo de3 a 4 mm de comprimento. Flores em racemos axilares eterminais. Ocorre em florestas, na região do Rio Uaupés. Licania aracaensis Prance(Prance, 1972) Distribuição: AMAZONAS: Barcelos, Serra do Aracá (00º54’N, 63º19’W).Hirtella parviunguis Prance Comentários: Árvore com cerca de 6 m de altura. Fo- lhas oblongas, conduplicatas; pecíolo de 3 a 4 mm deDistribuição: ESPIRÍTO SANTO: Linhares (19º23’S, comprimento. Flores em panículas subterminais. (Pran-40º02’W). ce, 1976, 1989; Prance & Johnson, 1992)
  • Chrysobalanaceae 137Licania arianeae Prance Comentários: Folhas oblongo-ovadas, coriáceas; pecío- lo de 3 a 7 mm de comprimento. Flores em panículasDistribuição: ESPÍRITO SANTO: Linhares, Reserva Na- racemosas densas. Encontrada com flores de setembro atural da CompanhiaVale do Rio Doce (19º21’S, 39º58’W). novembro. (Prance, 1972)Comentários: Árvore com até 20 m de altura. Folhasoblongas a oblongo-elípticas, coriáceas; pecíolo de 6 a 8mm de comprimento. Flores aclamídeas, em panículas Licania maranhensis Prancecom raque e ramos ferrugíneo-tomentosos. Encontrada Distribuição: MARANHÃO: Barra da Corda (05º31’S,com flores em maio. (Prance, 1989) 45º10’W). Comentários: Folhas elípticas, coriáceas; pecíolo com cerca de 8 mm de comprimento. Flores em panículasLicania bahiensis Prance terminais. (Prance, 1972)Distribuição: BAHIA: Ilhéus (14º49’S, 39º03’W).Comentários: Árvore. Folhas oblongo-elípticas, coriá- Licania marleneae Pranceceas; pecíolo de 3 a 6 mm de comprimento. Flores empanículas racemosas terminais. Conhecida das florestas Distribuição: AMAZONAS: Mun.(?) Rodovia Manaus-do sul da Bahia. (Prance, 1972) Porto Velho, entre os rios Castanho e Tupana (03º50’S, 60º22’W). Comentários: Árvore com até 15 m de altura. FolhasLicania glazioviana Warming oblongo-elípticas, coriáceas; pecíolo entre 2 e 3 mm de comprimento. Flores aclamídeas, em panículas subtermi-Distribuição: RIO DE JANEIRO: localidade não indicada. nais. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado emComentários: Folhas oblongo-lanceoladas a elípticas, mata de terra firme, com flores em julho. (Prance, 1989)membranáceas; pecíolo de 3 a 4 mm de comprimento. Flo-res solitárias, sésseis. Ocorre em restinga. (Prance, 1972) Licania maxima PranceLicania indurata Pilg. Distribuição: AMAPÁ: Mun.(?) rio Oiapoque (03º44’N, 51º48’W).Distribuição: SÃO PAULO: localidade não indicada. Comentários: Árvore com até 32 m de altura. FolhasComentários: Arvoreta. Folhas ovado-lanceoladas a oblongas, membranáceas; pecíolo de 6 a 7 mm de com-oblongo-lanceoladas, coriáceas; pecíolo de 5 a 8 mm de primento. Flores em panículas racemosas subterminais.comprimento. Flores em panículas subterminais, ferru- Conhecida apenas pelo material-tipo. (Prance, 1972)gíneo-tomentosas. (Prance, 1972, 2003) Licania nelsonii PranceLicania lamentanda Prance Distribuição: AMAZONAS: Barcelos, Serra do AracáDistribuição: BAHIA: Ilhéus (14º49’S, 39º03’W); (00º51’S, 63º18’W).Uruçuca (14º35’S, 39º17’W). Comentários: Árvore com até 30 m de altura. FolhasComentários: Árvore. Folhas oblongo-elípticas, coriá- oblongo-elípticas, tomentosas, cartáceas; pecíolo de 1 a 2ceas; pecíolo de 1,1 a 1,5 cm de comprimento. Flores mm de comprimento. Flores em espigas terminais ou axila-aclamídeas, em panículas racemosas. Ocorre em matas res, densamente agrupadas. Conhecida apenas por duas co-de restinga do litoral sul da Bahia, com muitas palmeiras. letas. Ocorre em floresta de igapó, sobre solo arenoso. En-Encontrada com flores em maio. (Prance, 1989) contrada com flores em fevereiro e março. (Prance, 1989)Licania maguirei Prance Licania piresii PranceDistribuição: MATO GROSSO: Barra do Garças, Serra Distribuição: AMAPÁ: Mun.(?) entre os rios Oiapoquedo Roncador (15º53’S, 52º15’W). e Araguari.
  • 138 ChrysobalanaceaeComentários: Árvore. Folhas oblongas, coriáceas; pecí- Referências:olo de 5 a 6 mm de comprimento. Flores em panículas depanículas. (Prance, 1972) Heywood, V.H., Brummitt, R.K., Culham, A. & Seberg, O. 2007. Flowering plants of the world. Kew, Royal BotanicParinari alvimii Prance Gardens. 424p. Prance, G.T. 1972. Chrysobalanaceae. Fl. Neotrop. Mono-Distribuição: BAHIA: Ilhéus (14º17’S, 39º02’W); Ita- gr. 9: 1-409.caré (14º17’S, 39º02’W); Uruçuca (14º35’S, 39º17’W). Prance, G.T. 1976. Additions to Neotropical Chrysobalana-Comentários: Árvore com até 20 m de altura; ramos den- ceae. Brittonia 28: 209-230.samente ferrugíneo-tomentosos. Folhas oblongas a ovadas;pecíolo de 3 a 8 mm de comprimento, com grandes estí- Prance, G.T. 1989. Chrysobalanaceae. Fl. Neotrop. Mono-pulas amplexicaules. Flores em panículas densas, terminais gr. 9(suppl.): 1-267.ou axilares. Ocorre nas florestas litorâneas do sul da Bahia. Prance, G.T. 2003. Chrysobalanaceae. In M.G.L. Wander-Encontrada com flores de março a outubro. (Prance, 1989) ley, G.J. Shepherd, A.M. Giulietti & T.S. Melhem (eds) Flora fanerogâmica do Estado de São Paulo. São Paulo, FAPESP, RiMa, vol. 3, p. 33-44.Parinari littoralis Prance Prance, G.T. & Johnson, D. 1992. Plant collections from theDistribuição: BAHIA: Maraú (14º06’S, 39º00’W). plateau of Serra do Aracá (Amazonas, Brazil) and theirComentários: Árvore de porte médio. Folhas elípticas, phytogeographic affinities. Kew Bull. 47: 1-24.coriáceas; pecíolo de 3 a 4 mm de comprimento, com Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guiaestípulas ovadas. Flores em panículas densas, axilares. ilustrado para identificação das famílias de fanerógamasOcorre em florestas litorâneas. Encontrada com flores nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed.em março. (Prance, 1972) Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.
  • Clusiaceae CLUSIACEAE 139 1 Volker Bittrich & 2William Antonio RodriguesÁrvores, arbustos ou ervas, eventualmente (hemi-)epífitos, geralmente latescentes ouresinosos. Folhas geralmente opostas e coriáceas, sem estípulas. Flores actinomorfas, geralmente 4- ou 5-meras, monocli-nas ou diclinas (plantas dióicas), polistêmones, hipóginas; corola dialipétala, geralmente amarela ou alva; androceu comnumerosos estames livres ou conatos, formando feixes opositipétalos ou um tubo basal, eventualmente com estaminódios;ovário 2- a 5-locular, geralmente com vários óvulos por lóculo. Cápsulas secas ou carnosas, bagas ou drupas; sementeseventualmente com arilo branco ou laranja.Com a segregação de Hypericoideae em uma família a parte, Clusiaceae ficou reduzida a 30 gêneros e cerca de 1.000espécies, estando distribuída em diversos ambientes, cerrados, florestas e restingas. No Brasil, são encontrados 18 gênerose cerca de 150 espécies (Souza & Lorenzi, 2008), 14 delas apontadas como raras.Caraipa aracaensis Kubitzki 2 dos; porém, a separação entre elas precisa ser melhor investigada. Ocorre em campos rupestres. (Saddi, inéd.)Distribuição: AMAZONAS: Barcelos, Serra do Aracá(00º54’N, 63º20’W).Comentários: Arbusto de 25 cm a 1,5 m de altura. Flores Kielmeyera divergens Saddi 1alvas. Frutos pubescente-ferrugíneos. Ocorre às margens ala- Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Pedra Pintada (loca-gáveis de um riacho de solo arenoso, entre 1.000 e 1.200 m lidade não identificada).s.n.m. Encontrada com flores em dezembro e com frutos em Comentários: Árvore glabra. Folhas geralmente elíp-fevereiro. (Kubitzki, 1986/1987; Prance & Johnson, 1992) ticas, com até 14 cm de comprimento, mais ou menos arredondadas na base, membranáceas; pecíolo com até 3 cm de comprimento. Flores alvas, em racemos comCaraipa longisepala Kubitzki 2 pedúnculo de até 15 cm de comprimento; sépalas ampla- mente ovadas a ovado-elípticas, com até 6 mm de largu-Distribuição: AMAZONAS: Barcelos, Serra do Aracá ra; pétalas com até 4 cm de comprimento; anteras sem(00º49’N, 63º19’W). glândulas apicais. Semelhante a K. rupestris, difere daquelaComentários: Arbusto de 1 a 2,5 m de altura. Frutos espécie por caracteres quantitativos. Ocorre em bordapubescente-ferrugíneos. Ocorre em campinarana de de floresta, provavelmente perto da fronteira entre Es-areia branca, na base da serra. Encontrada com flores e pírito Santo e Rio de Janeiro, não tendo sido coletadafrutos em janeiro e fevereiro. (Kubitzki, 1986/1987) desde a década de 1910. (Saddi, inéd.)Kielmeyera anisosepala Saddi 1 Kielmeyera itacarensis Saddi 1Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- Distribuição: BAHIA: Itacaré (14º15’S, 39º01’W).ra do Cipó (19º14’S, 43º33’W). Comentários: Árvore com até 10 m de altura, glabra.Comentários: Arbusto ou subarbusto; ramos suberosos. Folhas com até 27 cm de comprimento, membranáceasFolhas sésseis, com até 9 cm de comprimento, glabras, a subcoriáceas; pecíolo com até 4 cm de comprimento.(sub)coriáceas. Flores róseas, em racemos; sépalas for- Flores, conhecidas apenas em botão, em inflorescênciatemente desiguais, tomentosas; pétalas tomentosas, com ramificada corimbosa, com pedúnculo de até 15 cmaté 2,5 cm de comprimento; anteras lineares, com até 4 compr.; sépalas (sub)orbiculares ou obladas, com até 8mm de comprimento, loceladas nas margens; estigmas mm de comprimento e 1 cm de largura. Ocorre na matacilíndricos. Semelhante a K. coriacea Mart., que difere de restinga perto do estuário do Rio de Contas, não ten-desta espécie pelas sépalas (sub)iguais e estigmas clava- do sido coletada desde a década de 1960. (Saddi, inéd.)
  • 140 ClusiaceaeKielmeyera juruensis Saddi 1 Comentários: Arvoreta; ramos glabros. Folhas elípticas, com até 11 cm de comprimento, arredondadas na base,Distribuição: MATO GROSSO: Juruena (10º12’S, glabras, membranáceas; pecíolo com até 2 cm de com-58º28’W). primento. Flores alvas, em inflorescências ramificadas,Comentários: Arbusto com até 2 m de altura, glabro. corimbosas, com pedúnculo de até 10 cm de compri-Folhas oblongas, com até 15 cm de comprimento, mem- mento e indumento avermelhado; sépalas com até 4 mmbranáceas; pecíolo com até 3 cm de comprimento. Flo- de comprimento e 2 mm de largura, tomentosas; pétalasres alvas, em inflorescências racemo-corimbosas, com com até 1,5 cm de comprimento; anteras quadrangula-pedúnculo de até 20 cm de comprimento; sépalas geral- res. Ocorre em floresta costeira, não sendo coletada des-mente elípticas, com até 1,7 cm de comprimento e 1,5 de a década de 1940. (Saddi, inéd.)cm de largura e; pétalas com até 5 cm de comprimento.Ocorre em cerrado, não tendo sido coletada desde a dé- Kielmeyera rupestris Duarte 1cada de 1910. (Saddi, inéd.) Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Nova Venécia, Serra de Cima (18º42’S, 40º23’W).Kielmeyera marauensis Saddi 1 Comentários: Arbusto ou arvoreta, glabro. Folhas oblongas, com até 15 cm de comprimento, membraná-Distribuição: BAHIA: Maraú (14º07’S, 39º00’W). ceas ou subcoriáceas, obtusas a arredondadas na base;Comentários: Árvore com até 25 m de altura, glabra. pecíolo com até 3 cm de comprimento. Flores alvas, emFolhas com até 20 cm de comprimento, coriáceas; pe- racemos com pedúnculo de até 6 cm de comprimento;cíolo com até 2,5 cm de comprimento. Flores alvas, em sépalas ovadas a ovado-triangulares, de 1 a 2 (raramenteinflorescências ramificadas, corimbosas, com pedúnculo até 3) mm de largura; pétalas com até 2 cm de compri-de até 15 cm de comprimento; sépalas orbiculares a obla- mento; anteras sem glândula apical. (Saddi, inéd.)das, com até 9 mm de comprimento e 1,1 cm de largura;pétalas com até 5 cm de comprimento; anteras com glân-dula rostrada no ápice. Assemelha-se a K. itacarensis, da Kielmeyera sigillata Saddi 1qual parece se separar pelo pecíolo e folhas mais curtos,além da textura e nervação das folhas; porém essa sepa- Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Colatina (19º20’S,ração requer mais estudos. Ocorre em mata de restinga. 40º45’W).(Saddi, inéd.) Comentários: Arbusto ou arvoreta, glabro. Folhas oblongas, com até 17 cm de comprimento, obtusas ou abruptamente cuneadas na base, coriáceas, com nervurasKielmeyera occhioniana Saddi 1 secundárias não salientes abaxialmente; pecíolo com até 3 cm de comprimento. Flores alvas, em racemos comDistribuição: ESPÍRITO SANTO: Linhares, Reserva Na- pedúnculo de até 15 cm de comprimento; sépalas comtural da CompanhiaVale do Rio Doce (19º10’S, 39º51’W). até 7 cm de comprimento e 6 cm de largura; pétalas comComentários: Árvore com até 30 m de altura, glabra. até 4 cm de comprimento; anteras sem glândula apical.Folhas com até 18 cm de comprimento, membranáce- Ocorre em mata litorânea, não tendo sido coletada desdeas a hialinas, com corpúsculos resiníferos conspícuos e a década de 1960. (Saddi, inéd.)nervuras secundárias pelo menos 4 mm distantes entresi; pecíolo com até 3 cm de comprimento Flores alvas,em inflorescências ramificadas, corimbosas, com pe- Kielmeyera similis Saddi 1dúnculo de até 13 cm de comprimento; sépalas ovadas a Distribuição: GOIÁS: Caldas Novas (17º44’S, 48º37’W).ovado-elípticas, com até 6 mm de comprimento; anteras Comentários: Subarbusto não ramificado, com até 70com glândula distinta no ápice. Ocorre em floresta cos- cm de altura. Folhas cuneadas na base, glabras, coriáceas;teira. (Saddi, inéd.) pecíolo de 0,5 a 1 cm de comprimento. Flores róseas, em racemos com pedúnculo de até 11 cm de comprimen-Kielmeyera rufotomentosa Saddi 1 to, tomentosos; pétalas de 1,5 a 2 cm de comprimento, indumentada, ciliada. Semelhante a K. pumila Pohl, queDistribuição: ESPÍRITO SANTO: Colatina, rio Pancas difere desta espécie especialmente pelo pedúnculo e pe-(19º29’S, 40º36’W). dicelos glabros. Ocorre em cerrado. (Saddi, inéd.)
  • Clusiaceae 141Kielmeyera trichophora Saddi 1 Referências:Distribuição: MATO GROSSO: Chapada dos Guima- Ducke,A. 1922. Plantes nouvelles ou peu connues de la régionrães (‘Santa Anna da Chapada’) (15º25’S, 55º43’W). amazonniene. Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 3: 3-283.Comentários: Subarbusto não ramificado, com até 50 Kubitzki, K. 1986/1987. Three new species of Caraipacm de altura. Folhas sésseis, de 5 a 7 cm de comprimen- (Guttiferae). Acta Amazon. 16/17: 157-160.to, obtusas a arredondadas na base, glabras, coriáceas. Prance, G.T. & Johnson, D. 1992. Plant collections from theFlores alvas, em racemos, às vezes paucifloros, com pe- plateau of Serra do Aracá (Amazonas, Brazil) and theirdúnculo de até 7 cm de comprimento; pedúnculo e pedi- phytogeographic affinities. Kew Bull. 47: 1-24.celo tomentosos; pétalas de 1 a 1,5 cm de comprimento, Saddi, N. Inéd. A taxonomic revision of the genus Kielmeyeraglabras ou com tricomas esparsos. Ocorre em cerrado, Martius (Guttiferae). Ph.D. Thesis, University of Rea-não tendo sido coletada desde 1902. (Saddi, inéd.) ding, Reading, 1982. Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guiaMoronobea pulchra Ducke 2 ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed.Distribuição: AMAZONAS: Manaus, Ponta Negra e Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.baixo rio Tarumã (03º03’N, 60º05’W).Comentários: Árvore com até 10 m de altura. Floresalvas, vistosas. Ocorre nas campinaranas de solo silicoso.Apresenta potencial ornamental. Encontrada com floresem novembro. (Ducke, 1922)
  • 142 Combretaceae COMBRETACEAE Maria Iracema Bezerra LoiolaErvas, lianas, arbustos ou árvores. Folhas geralmente opostas, simples. Inflorescênciasracemosas (raramente cimosas), geralmente espiciformes, axilares ou raramente terminais. Flores actinomorfas ou rara-mente zigomorfas, mono- ou diclamídeas, 4- ou 5-meras, em geral monoclinas, iso- ou diplostêmones, epíginas; sépalassimétricas, livres ou soldadas; pétalas alvo-esverdeadas, amarelas a avermelhadas, livres, com prefloração valvar ou imbri-cada; estames exsertos a raramente inclusos; ovário unilocular, com 2 a 4 óvulos em placentação apical e estilete geral-mente filiforme, único sobre um disco nectarífero. Fruto drupáceo, nucóide ou sâmara, raramente deiscente; semente 1,geralmente alada com testa enrugada.Combretaceae compreende 20 gêneros e 600 espécies. Tem distribuição pantropical, com representantes ocorrendo emdiferentes ambientes, como borda e interior de florestas, caatingas, manguezais, restingas e dunas litorâneas (Judd et al.,1999; Souza & Lorenzi, 2005). Os gêneros mais representativos são Combretum (250 espécies) e Terminalia (200). No Bra-sil, são encontrados seis gêneros e cerca de 60 espécies (Souza & Lorenzi, 2008), uma delas indicada como rara.Combretum rupicola Ridl. Referências:Distribuição: PERNAMBUCO: Fernando de Noronha Judd, W.S., Campbell, C.S., Kellogg, E.A. & Stevens, P.F.(04º00’S, 33º10’W). 1999. Plant systematics – A phylogenetic approach. Sun- derland, Sinauer Associates, 464p.Comentários: Arbusto. Flores diclinas (planta dióica),monoclamídeas. Ocorre preferencialmente em solos ba- Loiola, M.I.B. & Sales, M.F. 1996. Estudos taxonômicos do gê- nero Combretum Loefl. (Combretaceae R. Br.) em Pernam-sálticos pedregosos. (Ridley, 1890; Loiola & Sales, 1996) buco – Brasil. Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 34: 173-190. Ridley, H.N. 1890. Combretum rupicola. J. Linn. Soc., Bot. 27: 28. Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.
  • Commelinaceae COMMELINACEAE 143 Roxana Cardoso BarretoErvas com mucilagem. Folhas alternas, freqüentemente formando uma roseta na base,eventualmente arroxeadas abaxialmente, com bainha fechada. Flores em cincinos subtendidos por 1 bráctea, actninomor-fas ou zigomorfas, trímeras, dialipétalas, monoclinas, hipóginas; pétalas azuis, alvas ou violeta, marcescentes; estames 6,alguns eventualmente reduzidos a estaminódios, freqüentemente com tricomas no filete; ovário trilocular, com 1 a váriosóvulos por lóculo. Cápsulas loculicidas, raramente indeiscentes.Commelinaceae inclui 42 gêneros e cerca de 650 espécies, estando distribuída nas regiões tropicais e temperadas, comexceção da Europa (Hardy & Faden, 2004). No Brasil, são reportados 14 gêneros e cerca de 60 espécies (Souza & Lorenzi,2008), sete delas raras.Dichorisandra fluminensis Brade Siderasis fuscata (Lodd.) H.E.MooreDistribuição: RIO DE JANEIRO: Cabo Frio (22º52’S, Distribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro, Cor-41º59’W). covado (22º56’S, 43º14’W).Comentários: Erva ereta, de 10 a 15 cm de altura. Fo- Comentários: Erva rizomatosa, formando touceiras,lhas quase rosuladas. Inflorescências laterais perfurando revestida por pilosidade castanho-avermelhada (excetoa base da bainha. Conhecida apenas pelo material-tipo. nas pétalas), sem caule aéreo visível. Inflorescências no(Brade, 1957) centro da roseta de folhas. Ocorre no sub-bosque de flo- restas, entre 200 e 400 m s.n.m. (Barreto, inéd.)Dichorisandra interrupta Mart.Distribuição: SÃO PAULO: Cananéia, Ilha do Cardoso Tripogandra elata D.R.Hunt(25º08’S, 47º58’W).Comentários: Erva ereta, com cerca de 1,5 m de altura. Distribuição: DISTRITO FEDEDRAL: BrasíliaFolhas obovóides, vilosas nas margens da bainha. Ocorre (15º54’S, 47º43’W). GOIÁS: São João d’Aliança, Serraem mata de restinga. (Barreto, inéd.) Geral do Paraná (14º42’S, 47º30’W). Comentários: Erva perene, ereta ou decumbente, comDichorisandra macrophylla Gleason até 2 m de altura. Folhas oblongo-lanceoladas, invaginan- tes na base. Ocorre em mata de galeria e cerrado, sobreDistribuição: MINAS GERAIS: Viçosa (20º44’S, rochas calcárias, extensivamente exploradas no nordeste42º52’W). de Brasília, onde está ameaçada. (Hunt, 1979)Comentários: Erva perene, prostrada; caule com nósradicantes. Folhas com linhas verde-claras adaxialmente,purpúreas abaxialmente. (Barreto, inéd.) Tripogandra warmingiana (Seub.) Handlos Distribuição: MINAS GERAIS: Lagoa Santa (19º38’S,Dichorisandra neglecta Brade 43º53’W); Corinto, vale do rio Bicudo (18º28’S, 44º27’W). Comentários: Erva decumbente na base, com até 19Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Cachoeiro do Itape-mirim (20º50’S, 41º04’W). cm de altura; caule com nós radicantes. Folhas ovóides aComentários: Erva ramosa, de 30 a 60 cm de altura. In- ovóide-lanceoladas, levemente oblíquas na base. Conhe-florescências pequenas, quase radicais, escuras e difíceis cida apenas por duas coletas, a mais recente no início dade serem percebidas. Conhecida apenas pelo material- década de 1970, em floresta de galeria, sobre solo úmi-tipo, coletado em mata úmida. (Brade, 1957) do, a cerca de 525 m s.n.m. (Handlos, 1975)
  • 144 CommelinaceaeReferências: S.V. Heald (eds) Flowering plants of the Neotropics. Princeton, Princeton University Press, p. 425-427.Barreto, R.C. Inéd. Levantamento das espécies de Com- Hunt, D.R. 1979. New species and a new combination in melinaceae R. Br. nativas do Brasil. Tese de doutorado, the Tradescantieae. American Commelinaceae: 7. Kew Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997. Bull. 33: 403-406.Brade, A.C. 1957. Espécies novas da Flora do Brasil 2. Arch. Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia Jard. Bot. Rio de Janeiro 15: 5-19. ilustrado para identificação das famílias de fanerógamasHandlos, W.L. 1975. The taxonomy of Tripogandra. Rhodo- nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. ra. 77: 213-333. Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.Hardy, C.R. & Faden, R.B. 2004. Commelinaceae. In N. Smith, S.A. Mori, A. Henderson, D.Wm. Stevenson &
  • Connaraceae CONNARACEAE 145 Ana Maria GiuliettiÁrvores, arbustos ou lianas. Folhas compostas, paripinadas, trifolioladas ou raramenteunifolioladas, alternas, sem estípulas. Inflorescências paniculadas, às vezes caulifloras. Flores actinomorfas, 4- ou 5-meras,dialipétalas ou raramente gamopétalas, monoclinas, iso- ou diplostêmones, hipóginas; androceu com filetes livres ouunidos na base e anteras com deiscência longitudinal; gineceu apocárpico, com 1 a 5 carpelos, com 2 óvulos eretos ouparietais. Folículos; sementes geralmente com testa carnosa e vistosa.Connaraceae inclui cerca de 200 espécies e 10 gêneros, com distribuição pantropical (Heywood et al., 2007). No Brasil,ocorrem quatro gêneros e cerca de 70 espécies (Souza & Lorenzi, 2008), 13 delas apontadas como raras.Connarus celatus Forero Comentários: Folhas com 1 a 5 folíolos suborbiculares a ovado-elípticos e tricomas dendroídes. Flores em paní-Distribuição: PARÁ: Monte Alegre (01º56’S, 54º00’W). culas densifloras. Conhecida somente pelo material-tipo,Comentários: Arvoreta. Folhas com 3 folíolos estreito- coletado no Planalto de Diamantina, por Glaziou, na se-elípticos e tricomas simples. Flores em panículas multi- gunda metade do séc. 19. (Forero, 1983)floras. Conhecida apenas por duas coletas, com flores emabril e maio. (Forero, 1983) Connarus portosegurensis ForeroConnarus marginatus Planch. Distribuição: BAHIA: Jussari (15º09’S, 39º32’W); Porto Seguro (16º27’S, 30º04’W).Distribuição: RIO DE JANEIRO: Rio de Janeiro Comentários: Arbusto a liana, com até 4 m de altura.(22º54’S, 43º12’W). Folhas com 3 folíolos oblongo-obovados e tricomas sim-Comentários: Arbusto. Folhas com 1 a 5 folíolos (ova- ples. Flores em panículas. Frutos cor-de-oliva passando ado-)elípticos e tricomas simples. Flores em panículas. amarelo-alaranjados. Encontrada com flores entre julhoNão é coletada desde meados do séc. 20. Ocorre em e setembro e com frutos em novembro. (Forero, 1983)áreas atualmente antropizadas, incluindo o Corcovado, aGávea e Copacabana. Encontrada com flores de janeiro aoutubro. (Forero, 1983) Connarus subpeltatus G.Schellenb. Distribuição: PARANÁ: Colombo, Volta GrandeConnarus nodosus Baker (25º15’S, 49º08’W). Comentários: Folhas com 5 a 7 folíolos oblongos e tri-Distribuição: RIO DE JANEIRO: Cabo Frio (22º52’S,42º01’W); Rio de Janeiro (22º54’S, 43º12’W). comas simples. Flores em panículas. Conhecida apenasComentários: Arbusto. Folhas com 3 a 9 folíolos elípti- por duas coletas, o material-tipo coletado por Gardnercos e tricomas simples. Flores em tirsóides-paniculados. em local incerto e a outra por Jönsson, em 1914, comFreqüente durante os séc. 19 e 20, em áreas atualmente flores em novembro. (Forero, 1983)antropizadas, como o Corcovado, a Barra da Tijuca, Co-pacabana, o Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá. En-contrada com flores de agosto a novembro e com frutos Rourea bahiensis Forerode abril a novembro. (Forero, 1983) Distribuição: BAHIA: Belmonte (15º52’S, 38º54’W); Itabuna (14º48’S, 39º16’W).Connarus oblongus G.Schellenb. Comentários: Arbusto(?); ramos jovens esparsamente pubérulos. Folhas com 11 a 23 folíolos obovados. Fru-Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina, São João tos em panículas reduzidas. Conhecida apenas por duasda Chapada (18º05’S, 43º47’W). coletas com frutos em janeiro e outubro. (Forero, 1983)
  • 146 ConnaraceaeRourea blanchetiana (Progel) Kuhlm. Rourea pseudospadicea G.Schellenb.Distribuição: BAHIA: Salvador(?) (12º59’S, 38º28’W). Distribuição: SÃO PAULO: Paranapanema, rio BonitoComentários: Arvoreta ou arbusto escandente(?); ra- (23º23’S, 48º43’W).mos jovens ligeiramente estriados, lenticelados. Folhas Comentários: Arbusto; ramos jovens tomentosos. Fo-com 29 a 33 folíolos oblongos. Inflorescências em paní- lhas com 9 a 11 folíolos oblongo-elípticos. Frutos em in-culas reduzidas Conhecida apenas por cinco coletas sem frutescências axilares. Conhecida apenas pelo material-indicação de localidade, feitas até meados do séc. 19, tipo, coletado com frutos em novembro. (Forero, 1983)quatro delas por Blanchet e uma de Salzmann. Baseadono histórico desses coletores é provável que tenha sidocoletada nas imediações de Salvador. (Forero, 1983) Rourea tenuis G.Schellenb. Distribuição: BAHIA: Itamaraju (17º03’S, 39º33’W);Rourea chrysomalla Glaz. ex G.Schellenb. Teixeira de Freitas (17º32’S, 39º43’W). Comentários: Arbusto; ramos jovens vilosos. FolhasDistribuição: DISTRITO FEDERAL: Planaltina (15º37’S, com 3 a 7 folíolos elípticos. Flores em panículas termi-47º39’W); Taguatinga (15º48’S, 48º02’W).Comentários: Subarbusto; ramos jovens densamente vi- nais reduzidas. Ocorre na mata higrófila ou em capoeiralosos, lenticelados. Folhas com 10 a 17 folíolos oblongos. do sul da Bahia. (Forero, 1983)Flores em inflorescências racemosas, axilares. O mate-rial-tipo coletado por Glaziou “nos campos próximos doRio Parananá” refere-se provavelmente a rio Paranoá, que Referências:forma junto com o rio São Bartolomeu o Lago Paranoá,em Brasília. (Forero, 1983; Fonseca & Proença, 2002) Forero, E. 1983. Connaraceae. Fl. Neotrop. Monogr. 36: 1-207. Fonseca, L.C.M. & Proença, C.E.B. 2002. Connaraceae. InRourea laurifolia G.Schellenb. T.B. Cavalcanti & A.E. Ramos (orgs) Flora do Distrito Federal. Brasília, Embrapa Recursos Genéticos e Biotec-Distribuição: MATO GROSSO: Cáceres (16º03’S, nologia, vol. 2, p. 41-47.57º41’W). Heywood, V.H., Brummitt, R.K., Culham, A. & Seberg, O.Comentários: Árvore(?), ramos jovens pubérulos. Folhas 2007. Flowering plants of the world. Kew, Royal Botaniccom 5 folíolos (obovado-)elípticos. Flores em panículas Gardens, 424p.axilares ou pseudoterminais. Conhecida apenas pelo mate- Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guiarial-tipo, coletado com flores em setembro. (Forero, 1983) ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed.Rourea prancei Forero Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.Distribuição: MARANHÃO: Estreito (05º47’S, 43º15’W).Comentários: Liana; ramos jovens vilosos. Folhas com3 folíolos ovados a ovado-oblongos. Flores em panículasterminais. Conhecida apenas pelo material-tipo, coleta-do com flores em agosto. (Forero, 1983)
  • ConvolvulaceaeCONVOLVULACEAE 147 1 Rosangela Simão Bianchini & 2Alessandro Silva do RosárioErvas, arbustos ou trepadeiras, raramente árvores ou holoparasitas, geralmente lates-centes. Folhas alternas, sem estípulas. Flores actinomorfas, pentâmeras, gamopétalas, monoclinas, isostêmones, hipógi-nas; corola funiliforme, plicada; androceu com estames geralmente de tamanhos desiguais; ovário bilocular, geralmentecom 2 óvulos por lóculo. Cápsulas com deiscência longitudinal em 4 segmentos, eventualmente indeiscentes, ou bagas.Convolvulaceae inclui 55 gêneros e cerca de 1.650 espécies essencialmente tropicais, ocorrendo desde desertos e restin-gas até florestas tropicais, especialmente na beira da mata (Austin, 2004). No Brasil, ocorrem 18 gêneros e cerca de 300espécies (Souza & Lorenzi, 2008); 15 delas são indicadas como raras.Bonamia corumbaensis Hoehne 1 Comentários: Holoparasita volúvel, áfila, glabra; ramos delgados, amarelos. Flores em cimeiras congestas, glo-Distribuição: MATO GROSSO DO SUL: Corumbá bosas; pedicelo com mais de 1,5 mm de comprimento;(19º00’S, 57º39’W). sépalas triangulares, agudas, não se sobrepondo; corolaComentários: Subarbusto de 30 a 60 cm de altura, pou- globosa, com cerca de 1,5 mm de comprimento, os lo-co ramificado. Folhas ovadas a elípticas, arredondadas a bos agudos, inflexos; escamas estaminais ovadas, curto-subcordadas na base, obtusas a agudas no ápice, glabres- fimbriadas. (Yunker, 1932)centes, subcoriáceas; pecíolo de 3 mm a 1 cm de compri-mento. Flores em cimeiras 2- ou 3-floras; sépalas oblon- Dicranostyles falconiana (Barroso) Ducke 1gas a suborbiculares, glabras, subcoriáceas, as externaspouco menores; corola campanulada, com cerca de 2 Distribuição: AMAZONAS: Manaus (03º06’S, 59º58’W).cm de comprimento. Conhecida apenas por três coletas. Comentários: Liana; ramos pouco angulosos ou cilíndri-Ocorre em campos. (Myint & Ward, 1968) cos. Folhas grandes, elípticas a oblongas, obtusas, trun- cadas ou cordadas na base, obtusas a acuminadas no ápi- ce, glabras a glabrescentes, com pecíolo de 4 mm a 2 cmBonamia kuhlmannii Hoehne 1 de comprimento. Flores em inflorescências tirsiformes, multifloras; sépalas ovadas, glabras; corola infundibulifor-Distribuição: MATO GROSSO: Buriti (17º59’S, me, de 4 a 5 mm de comprimento. Conhecida apenas pelo53º33’W). material-tipo. (Austin, 1973; Austin & Cavalcante, 1982)Comentários: Liana com indumento ferrugíneo. Fo-lhas ovadas, truncadas a subcordadas na base, obtusas noápice, densamente seríceo-ferrugíneas, submembraná- Dicranostyles solimoesensis Mennega 1ceas; pecíolo de 1 a 2,5 cm de comprimento. Flores em Distribuição: AMAZONAS: São Paulo de Olivençacimeiras paucifloras, axilares; sépalas externas ovadas a (03º23’S, 68º52’W).cordiformes, obtusas, densamente velutino-ferrrugíneas, Comentários: Liana; ramos acinzentados. Folhas pe-as internas menores, orbiculares, glabrescentes; corola quenas, elípticas a obovadas, atenuadas a arredondadascampanulado-infundibuliforme, com cerca de 2,5 cm de na base, obtusas no ápice, glabrescentes; pecíolo de 6 a 8comprimento. Ocorre em cerrado. (Myint & Ward, 1968) mm de comprimento. Flores em inflorescências racemi- formes a tirsiformes, multifloras; sépalas ovadas, agudas,Cuscuta globosa Ridl. 1 com pubescência avermelhada; corola sub-rotácea, com cerca de 5 mm de comprimento; filetes glabros e esti-Distribuição: PERNAMBUCO: Fernando de Noronha letes ramificados. Conhecida apenas pelo material-tipo.(03º51’S, 32º25’W). (Austin, 1973; Austin & Cavalcante, 1982)
  • 148 ConvolvulaceaeEvolvulus chapadensis Glaz. ex Ooststr. 1 Ipomoea daturiflora Meisn. 1Distribuição: GOIÁS: Alto Paraíso de Goiás, Chapada Distribuição: MINAS GERAIS: Juiz de Fora (21º46’S,dos Veadeiros (14º05’S, 47º40’W). 43º21’W). RIO DE JANEIRO: Miguel Pereira (22º28’S,Comentários: Subarbusto cespitoso, de 10 a 15 cm de 43º28’W); Petrópolis (22º29’S, 43º11’W).altura, densamente seríceo-viloso. Folhas sésseis, (estrei- Comentários: Trepadeira delicada; ramos fistulosos.to-)ovadas, arredondadas na base, agudas no ápice, serí- Folhas cordiformes, obtusas a acuminadas no ápice, es-ceo-vilosas, discolores. Flores solitárias, sésseis, axilares; parsamente seríceas; pecíolo de 7 a 16 cm de compri-sépalas estreito-ovadas, acuminadas, vilosas, semelhantes mento. Flores em cimeiras 1- a 3-floras; sépalas ovadas aentre si; corola hipocrateriforme, com cerca de 1,5 cm elípticas, agudas a acuminadas, esparsamente pilosas, asde comprimento. (Ooststroom, 1934) internas iguais ou menores; corola infundibuliforme, de 7,5 a 9 cm de comprimento. Ocorre em capões e matas úmidas. (Simão-Bianchini, inéd.)Evolvulus gnaphalioides Moric. 1Distribuição: BAHIA: Gentio do Ouro (“Assuruá”) Ipomoea franciscana Choisy 1(11º25’S, 42º30’W); Morro do Chapéu (11º33’S, 41º09’W).Comentários: Subarbusto prostrado, densamente alvo- Distribuição: BAHIA: Itatim (12º44’S, 39º47’W); Ma-lanuginoso, raramente amarelado. Folhas sésseis, imbri- racás (13º25’S, 40º26’W); Milagres (12º53’S, 39º53’W);cadas, cordiformes, obtusas a agudas no ápice, cartáceas. Santa Teresinha (12º45’S, 39º31’W).Flores em inflorescências 1- ou 2-floras, axilares; sépa- Comentários: Subarbusto ramificado; ramos glabros,las ovadas, agudas no ápice, semelhantes entre si; corola fistulosos. Folhas oblanceoladas, cuneadas na base, obtu-azul, subinfundibuliforme, de 8 a 12 mm de comprimen- sas a arredondadas no ápice, glabras; pecíolo de 5 a 8to. Ocorre sobre solo arenoso. (Ooststroom, 1934; Jun- mm de comprimento. Flores solitárias; sépalas oblongas,queira & Simão-Bianchini, 2006) arredondadas a obtusas no ápice, glabras, subcoriáceas; corola infundibuliforme, de 5 a 6 cm de comprimento. (Simão-Bianchini, inéd.)Ipomoea calyptrata Dammer 1Distribuição: MINAS GERAIS: Araçuaí (16º51’S, Ipomoea macedoi Hoehne 142º04’W).Comentários: Liana; ramos alvo-lanosos. Folhas cordi- Distribuição: MINAS GERAIS: Ituiutaba (18º45’S,formes, obtusas a acuminadas no ápice, alvo-lanosas, mais 49º32’W).densamente na face abaxial, com pecíolo de 2,2 a 2,8 cm Comentários: Erva prostrada ou trepadeira delicada. Fo-de comprimento. Flores envoltas por brácteas grandes e lhas profundamente trilobadas, truncadas a subcordadaspersistentes, em cimeiras 1- a 3-floras; sépalas externas na base, os lobos lanceolados, inteiros a denteados, obtu-elípticas, arredondadas no ápice, alvo-lanosas, subcoriá- sos a acuminados no ápice; pecíolo híspido, de 4 a 8 cm deceas, as internas pouco menores; corola infundibulifor- comprimento. Flores em cimeiras 1- ou 2-floras; sépalasme, com cerca de 5,5 cm de comprimento. Conhecida externas ovadas a subtriangulares, cordadas na base, agu-apenas pelo material-tipo. (Simão-Bianchini, inéd.) das a acuminadas no ápice, esparsamente pubescentes, as internas menores, ovadas, agudas a aristadas; corola alva, tubuloso-infundibuliforme, de 2 a 2,5 cm de comprimen-Ipomoea cavalcantei D.F.Austin 1,2 to. Apesar de contar com várias coletas, não é encontrada desde 1961. (Hoehne, 1950; Simão-Bianchini, inéd.)Distribuição: PARÁ: Marabá, Serra dos Carajás (05º53’S,50º25’W).Comentários: Subarbusto; ramos escandentes, pilosos. Ipomoea marabensis D.Austin & R.Secco 2Folhas geralmente elípticas, cuneadas a obtusas na base,obtusas a arredondadas no ápice, seríceas; pecíolo com até Distribuição: PARÁ: Marabá, Sul de Carajás (05º56’S,8 mm de comprimento. Flores em cimeiras 1- a 3-floras; 50º25’W).sépalas elípticas, obtusas, seríceas, cartáceas, semelhantes Comentários: Erva ereta, procumbente; ramos pilosos,entre si; corola vermelha, hipocrateriforme, de 5 a 5,5 com tricomas adpressos. Folhas freqüentemente com 1cm de compr. (Austin, 1981; Austin & Cavalcante, 1982) par de nectários na base. Flores solitárias ou até 13 em ci-
  • Convolvulaceae 149mos terminais a axilares. Frutos ovóides a arredondados, Austin, D.F. 2004. Convolvulaceae. In N. Smith, S.A. Mori,com 4 valvas, glabros, marrons. (Austin & Secco, 1988) A. Henderson, D.Wm. Stevenson & S.V. Heald (eds) Flowering plants of the Neotropics. Princeton, Prince- ton University Press, p. 113-115.Jacquemontia revoluta Sim.-Bianch. 1 Austin, D.F. & Cavalcante, P.B. 1982. Convolvuláceas daDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- Amazônia. Publ. Avulsas Mus. Emílio Goeldi 36: 1-134.ra do Cipó (19º03’S, 43º42’W). Austin, D.F. & Secco, R.S. 1988. Ipomoea marabaensis, novaComentários: Subarbusto delicado; ramos eretos ou as- Convolvulaceae da Serra dos Carajás (PA). Bol. Mus.cendentes. Folhas lineares, atenuadas na base, agudas no Para. Emílio Goeldi, sér. Bot., 4: 187-194.ápice, fortemente revolutas na margem, com tricomas Austin, D.F. & Staples, G.W. 1983. Additions and changesestrelados esparsos; pecíolo com até 2 mm de compr. in the Neotropical Convolvulaceae – Notes on Merremia,Flores solitárias, axilares; sépalas ovadas, agudas a obtusas Operculina, and Turbina. J. Arnold Arbor. 64: 484-486.no ápice, glabras; corola azul-clara, campanulada, de 7 a10 mm de comprimento. Ocorre em campos rupestres. Hoehne, F.C. 1950. Algumas novidades da Flora do Brasil(Simão-Bianchini & Pirani, 1997; Simão-Bianchini, 1999) Austro Oriental entre Orchidáceas e Convolvuláceas. Arch. Bot. Est. São Paulo 2: 110. Junqueira, M.E.R & Simão-Bianchini, R. 2006. O gêneroMerremia repens D.F.Austin & Staples 1 Evolvulus (Convolvulaceae) no município de Morro do Chapéu, BA, Brasil. Acta Bot. Bras. 20: 157-172.Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-ra do Cipó (19º03’S, 43º42’W). Myint,T. & Ward, D.B. 1968. A taxonomic revision of the ge-Comentários: Trepadeira lenhosa na base. Folhas digi- nus Bonamia (Convolvulaceae). Phytologia 17: 121-237.tadas, com folíolos elípticos, cuneados na base, obtusos Ooststroom, S.J. 1934. A monograph of the genus Evolvulus.a agudos no ápice, com tricomas simples, mais densos Meded. Bot. Mus. Herb. Rijks Univ. Utrecht. 14: 1-267.abaxialmente; pecíolo de 1,3 a 3 cm de comprimento. Simão-Bianchini, R. 1999. Jacquemontia revoluta (Convolvu-Flores em cimeiras 2- a 7-floras; sépalas glabras, mem- laceae), a new species from Minas Gerais, Brazil. Novonbranáceas, as 2 externas orbicular-ovadas, as 3 internas 9: 104-106.maiores, estreito-ovadas, arredondadas no ápice; coro-la lilás, campanulada, de 4,5 a 6,5 cm de comprimento. Simão-Bianchini, R. Inéd. Ipomoea L. (Convolvulaceae) noOcorre em orla de mata ciliar. (Austin & Staples, 1983; Sudeste do Brasil. Tese de doutorado, Universidade deSimão-Bianchini & Pirani, 1997) São Paulo, São Paulo, 1998. Simão-Bianchini, R. & Pirani, J.R. 1997. Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: Convolvulaceae. Bol. Bot. Univ. São Paulo 16: 125-149.Referências: Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guiaAustin, D.F. 1973. The american Erycibeae (Convolvulace- ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas ae): Maripa, Dicranostyles, and Lysiostyles I. Systematics. nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. Ann. Missouri Bot. Gard. 60: 306-412. Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.Austin, D.F. 1981. Novidades nas Convolvulaceae da flora Yunker, T.G. 1932. The genus Cuscuta. Mem. Torr. Bot. amazônica. Acta Amazon. 11(2): 291-295. Club.18: 113-331.
  • 150 CucurbitaceaeCUCURBITACEAE Vera Lúcia Gomes Klein & Jarênio Rafael Ozeas de SantanaTrepadeiras ou ervas prostradas, geralmente com gavinhas subopostas às folhas. Folhasalternas, palmatilobadas ou mais raramente digitadas, com nectários extraflorais e sem estípulas. Flores actinomorfas, ge-ralmente pentâmeras, diali- ou gamopétalas, diclinas (plantas monóicas, dióicas ou polígamas); estames 3 a 5 (raramenteapenas 1), coniventes, com anteras freqüentemente sigmóides, 2- ou 1-tecas; ovário ínfero, unilocular, eventualmentecom placentação intrusiva, geralmente pluriovulados. Bagas ou cápsulas.Cucurbitaceae inclui cerca de 130 gêneros e 900 espécies, possuindo distribuição (sub)tropical (Nee, 2004). Destaca-sepela produção de frutos comestíveis, como a melancia, o melão, a abóbora e o chuchu. No Brasil, são encontrados cercade 30 gêneros e 200 espécies (Souza & Lorenzi, 2008), das quais 19 são raras.Apodanthera hindii C.Jeffrey Apodanthera villosa C.JeffreyDistribuição: BAHIA: Mucugê, Serra do Sincorá Distribuição: BAHIA: Morro do Chapéu, Rio do Ferro(13º01’S, 41º25’W); Rio de Contas, Pico das Almas Doido (11º38’S, 41º02’W); Morro do Chapéu, Serra do(13º31’S, 41º58’W). Tombador (11º35’S, 41º12’W). Comentários: Descrita recentemente, ocorre na porçãoComentários: Trepadeira dióica, de 4 a 5 m de altura; norte da Chapada Diamantina. (Jeffrey, 1992)ramos carnosos. Folhas profundamente lobadas. Florescoaxilares; as estaminadas em racemos densos. Frutosvermelhos. Frutifica em novembro. (Jeffrey, 1992) Cayaponia gracillima (Cogn.) Cogn. Distribuição: Minas Gerais: Lagoa Santa (19º38’S,Apodanthera linearis Cogn. 43º53’W). Comentários: Folhas delicadamente membranáceas, ve-Distribuição: BRASIL: localidade não indicada. lutinas. Flores pequenas, tomentosas externamente. En-Comentários: Afim de A. sagittifolia (Griseb.) M.Cro­ contrada com flores pistiladas e estaminadas em janeiro.vetto, diferindo pelo tamanho reduzido de toda a planta e (Cogniaux, 1881)pelas inflorescências estaminadas mais curtas ou quase domesmo tamanho da folha. Conhecida apenas pelo mate- Cayaponia nitida Gomes-Kleinrial-tipo, coletado por Sello. (Martinez-Crovetto, 1954) Distribuição: BAHIA: Porto Seguro, Reserva do Cen- tro de Pesquisa do Cacau (16º27’S, 39º04’W); UnaApodanthera succulenta C.Jeffrey (15º13’S, 39º01’W). Comentários: Planta escandente, ramificada. FolhasDistribuição: BAHIA: Gentio do Ouro (11º24’S, com 3 ou 4 folíolos brilhantes. Flores densamente vilo-42º30’W). sas. (Gomes-Klein & Pirani, 2005)Comentários: Escandente, com cerca de 2 m de altura;caule muito suculento. Folhas com 3 folíolos subsésseis.Flores estaminadas amareladas, com receptáculos delica- Cayaponia noronhae C.Jeffreydamente ascendente-pubescentes, em densos fascículos. Distribuição: PERNAMBUCO: Fernando de Noronha(Jeffrey, 1992) (03º51’S, 32º25’W).
  • Cucurbitaceae 151Comentários: Flores pequenas, campanuladas, longipe- Comentários: Espécie próxima a C. trifoliata Cogn., po-diceladas; as pistiladas com hipanto liso. Frutos e semen- rém distinta por suas folhas menos profundamente parti-tes glabros. Encontrada com flores estaminadas e pistila- das e folíolos inteiros. Ocorre sobre rochas basálticas nadas e frutos em agosto e setembro. (Jeffrey, 1971) porção oriental da ilha. (Ridley, 1890)Cayaponia petiolulata Cogn. Fevillea bahiensis G.Rob. & WunderlinDistribuição: BAHIA: Ilhéus (14º46’S, 39º03’W); Una, Distribuição: BAHIA: Almadina, Mata da Serra Pancadi-Reserva Biológica de Mico-leão (15o09’S, 39o05’W); nho (14º43’S, 39º39’W); Uruçuca (14º34’S, 39º18’W);Uruçuca, Parque Estadual Serra do Conduru (14º28’S, Wenceslau Guimarães (13º43’S, 39º40’W).39º05’W). Comentários: Folhas marrom-avermelhadas, escurasComentários: Planta escandente, ramificada. Folhas quando desidratadas. Como em Fevillea moorei Hook. f.,com 3 a 5 folíolos obovados, longipeciolulados, verdes, da Guiana Amazônica brasileira, possui glândulas somen-brilhantes, glabrescentes. Flores pistiladas com estilete te na base do cálice foliar; porém suas flores estaminadaslongo. (Cogniaux, 1878) são minúsculas, diferindo da espécie amazônica. (Robin- son & Wunderlin, 2005)Cayaponia rugosa Gomes-Klein Gurania gracilis Cogn.Distribuição: GOIÁS: Alto Paraíso de Goiás, Chapada Distribuição: RIO DE JANEIRO: Localidade não in-dos Veadeiros (14º06’S, 47º44’W). dicada.Comentários: Planta prostrada, ramificada. Folhas intei- Comentários: Semelhante a G. subumbellata (Miq.)ras ou tripartidas em lobos subdeltóides, rugosa e bulada. Cogn., porém é completamente glabra. Conhecida ape-Flores densamente vilosas externamente. Frutos peque- nas pelo material-tipo, coletado por Glaziou com floresnos, com apenas uma semente sem calosidade na base. En- estaminadas. (Cogniaux, 1916)contrada com flores estaminadas e pistiladas em dezembroe com frutos em março. (Gomes-Klein & Pirani, 2005) Gurania lignosa Cogn.Ceratosanthes angustiloba Ridl. Distribuição: PARÁ: Belém (01º26’S, 48º29’W); Santa Izabel do Pará (01º18’S, 48º09’W).Distribuição: PERNAMBUCO: Fernando de Noronha Comentários: Semelhante a G. sinuata (Benth.) Cogn., mas(03º51’S, 32º25’W). difere pelas folhas longo-acuminadas. Encontrada com flo-Comentários: Distinta das demais espécies do gênero res estaminadas em agosto e setembro. (Cogniaux, 1916)pelas folhas estreito-lobadas, com lóbulos laterais biloba-dos. (Ridley, 1890) Gurania sinuata (Benth.) Cogn.Ceratosanthes cuneata Ridl. Distribuição: PARÁ: localidade não indicada. Comentários: Folhas com ápice arredondado ou retuso.Distribuição: PERNAMBUCO: Fernando de Noronha Flores estaminadas com anteras lineares, conectivos es-(03º51’S, 32º25’W). treitos, lóculos retos e apêndice liso. Conhecida apenasComentários: Semelhante a C. hilariana Cogn., porém pelo material-tipo, coletado por Spruce, com flores esta-os frutos não foram observados. (Ridley, 1890) minadas em agosto. (Cogniaux, 1876)Ceratosanthes rupicola Ridl. Gurania velutina Cogn.Distribuição: PERNAMBUCO: Fernando de Noronha Distribuição: Localidade não indicada, Região Amazô-(03º51’S, 32º25’W). nica(?).
  • 152 CucurbitaceaeComentários: Semelhante a G. spruceana Cogn., porém Cogniaux, A. 1881. Cucurbitaceae. In A.L.P.P. Candolle &com folhas macias e acinzentadas. Conhecida apenas pelo A.C.P. Candolle (eds) Monographieae Phanerogamarummaterial-tipo, coletado por Wallis, com flores estamina- Prodromi nunc continuation. Paris, G. Manson, vol. 3,das. (Cogniaux, 1876) p. 325-964. Cogniaux, A.1887. Wilbrandia glaziovii Cogn. In Descrip- tions de quelques cucurbitacées nouvelles. Bull. Acad.Gurania wawrei Cogn. Roy. Belgique 3(14): 346-364. Cogniax, A. 1916. Cucurbitaceae : Fevillea et melothrieae. InDistribuição: BAHIA: Porto Seguro (16º26’S, 39º04’W); Das Pflanzenreich Regni Vegetabilis Conspectus. Lei-Prado (17º08’S, 39º22’W). pzig, Verlag von Wilhelm Engelmann, vol. 4 275 I, HeftComentários: Folhas trilobadas. Flores com tubo do re- 66, p. 1-277.ceptáculo glabro, menor que as sépalas em comprimento. Gomes-Klein, V.L. & Pirani, J.R. 2005. Four new species ofEncontrada com flores em fevereiro. (Cogniaux, 1876) Cayaponia (Cucurbitaceae) from Brazil and Bolivia. Brit- tonia 57: 108-117.Wilbrandia glaziovii Cogn. Jeffrey, C. 1971. Further notes on Cucurbitaceae 2. Kew Bull. 25: 191-236.Distribuição: RIO DE JANEIRO: Conceição de Ma- Jeffrey, C. 1992. The genus Apodanthera (Cucurbitaceae) incabu (22º05’S, 41º52’W); Maricá, Pico do Alto Moirão Bahia state, Brazil. Kew Bull. 47: 517-528.(22º55’S, 42º49’W); Rio de Janeiro, Pontal de Sernam-betiba (23º02’S, 43º30’W). Martinez-Crovetto, R. 1954. Especies nuevas o críticas del género Apodanthera (Cucurbitaceae). Notul. Syst. (Paris)Comentários: Folhas robustas, verde-escuras e glabres- 15: 44-47.centes na face adaxial, verde-claras, acinzentadas e den-samente tomentosas na abaxial. Flores estaminadas em Nee, M. 2004. Cucurbitaceae. In N. Smith, S.A. Mori, A.inflorescências congestas. Encontrada com flores esta- Henderson, D.Wm. Stevenson & S.V. Heald (eds) Flo-minadas e pistiladas e frutos de setembro a dezembro. wering plants of the Neotropics. Princeton, Princeton(Cogniaux, 1887) University Press, p. 120-121. Ridley, H.N. 1890. Notes on the botany of Fernando de No- ronha. J. Linn. Soc., Bot. 27: 1-94.Referências: Robinson, G.L. & Wunderlin, R.P. 2005. Revision of Fevillea (Cucurbitaceae: Zanonieae). Sida 21: 1791-1996.Cogniaux, A. 1876. Diagn. Cucurb. Nouv. Bruxelles, F. Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia Hayez, Imprimeur de l’Académie royale. ilustrado para identificação das famílias de fanerógamasCogniaux, A.1878. Cucurbitaceae. Bull. Soc. Bot. Belgique nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. 17: 275-303. Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.
  • Cunoniaceae CUNONIACEAE 153 Carmen Sílvia ZickelÁrvores ou arbustos, eventualmente hemiepífitos. Folhas decussadas, compostas, impa-ripinadas ou digitadas, raramente unifolioladas, geralmente com pecíolo e raque alados e folíolos serreados na margem;estípulas conspícuas. Flores pequenas, actinomorfas, 4- a 7-meras, dialipétalas, geralmente monoclinas, diplostêmones,raramente polistêmones, hipóginas, geralmente com disco nectarífero; gineceu bicarpelar, com ovário tetralocular, 2 amuitos óvulos por lóculo e 2 estiletes divergentes. Cápsulas geralmente com sementes aladas.Cunoniaceae inclui 26 gêneros e cerca de 300 espécies, a metade em Weinmannia. Ocupa preferencialmente florestasmontanas, estando distribuída principalmente nos trópicos, com centro de diversidade na Nova Caledônia (Bradford,2004). No Brasil, são encontrados Weinmannia e Lamanonia, com cerca de 20 espécies (Souza & Lorenzi, 2008); duas es-pécies de Lamanonia são apontadas como raras.Lamanonia brasiliensis Zickel & Leitão Referências:Distribuição: DISTRITO FEDERAL: Brasília (15º56’S, Bradford, J. 2004. Cunoniaceae. In N. Smith, S.A. Mori, A.47º49’W). Henderson, D.Wm. Stevenson & S.V. Heald (eds) Flo-Comentários: Árvore de 6 a 10 m de altura. Frutos wering plants of the Neotropics. Princeton, Princetonoblongos; sementes aladas, oblongo-elípticas. Ocorre em University Press, p. 121-124.áreas ecotonais entre cerrado e mata ciliar. Floresce de Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guiaagosto a outubro. (Zickel & Leitão Filho, 1993) ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG II. 2a ed. Nova Odessa, Instituto Plantarum, 704p.Lamanonia chabertii (Pamp.) L.B.Sm. Zickel, C.S. & Leitão Filho, H.F. 1993. Revisão taxonômica deDistribuição: SÃO PAULO: São José de Barreiro, Serra LamanoniaVell. (Cunoniaceae). Revta Brasil. Bot. 16: 73-91.da Bocaina (22º38’S, 44º34’W).Comentários: Arbusto; caule cilíndrico, piloso. Florescom os filete pilosos. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado com flores em fevereiro. (Zickel & LeitãoFilho, 1993)
  • 154 Cyperaceae CYPERACEAE Marccus Alves, Ana Cláudia Araújo & Fábio VittaErvas terrestres ou aquáticas, de pequeno a grande porte, anuais ou perenes. Folhas ex-pandidas ou ausentes, lanceoladas a elípticas, parelinérveas, sésseis ou pseudopecioladas, com bainha fechada. Inflorescên-cia laxa a congesta, com profilo bicarenado; escapo terminal ou lateral, anguloso a cilíndrico, por vezes fistuloso; brácteatectriz foliácea a glumiforme. Espigueta 1 a muitas; antóides mono- ou diclinos, com 1 gluma e de 1 a 6 cerdas periânticaspor vezes presentes; androceu com 1 a 3 estames; gineceu com ovário súpero, unilocular, uniovulado, e estigma 2- a3-partido. Aquênios trígonos, globosos a lenticulares, lisos a ornamentados; estilopódio e hipopódio, por vezes presentes.Cyperaceae está entre as 10 maiores famílias de angiospermas, com quase 5.000 espécies, ocorrendo em praticamentetodas as partes do mundo. No Brasil, ocorrem 41 gêneros e 664 espécies (200 endêmicas), com centro de diversidade nasRegiões Sudeste e Norte (Alves et al., 2008), sendo apontadas 35 espécies raras.Abildgaardia disticha Lye Bulbostylis graminifolia C.B.ClarkeDistribuição: BAHIA: Morro do Chapéu (11º35’S, Distribuição: MATO GROSSO: Querência (12º47’S,41º12’W). 52º15’W).Comentários: Erva anual, com até 20 cm de altura, Comentários: Erva cespitosa, com até 90 cm de altura.formando pequenas touceiras. Conhecida apenas pelo Flores e frutos desenvolvidos coletados em dezembro.material-tipo, coletado em março de 1977, em ambiente (Prata, inéd.)aberto sobre solo areno-pedregoso, entre 900 e 1.000 ms.n.m. (Lye, 1986) Bulbostylis loefgrenii (Boeck.) Prata & M.G.LópezAbildgaardia papilosa Kral & M.Strong Distribuição: SÃO PAULO: Atibaia (23º07’S, 46º33’W); Moji-Guaçu (22º22’S, 46º56’W); Pirassu-Distribuição: BAHIA: Palmeiras, Serra da Larguinha nunga, Cerrado de Emas (21º58’S, 47º15’W).(12º30’S, 41º33’W). Comentários: Erva cespitosa, com até 30 cm de altu-Comentários: Erva anual ou perene de vida curta, com ra. Ocorre em ambientes abertos, na margem do biomaaté 40 cm de altura, formando pequenas touceiras. Folhas Cerrado, sobre solo argiloso. Encontrada com flores ee aquênios papilosos. Conhecida apenas pelo material- frutos maduros em outubro. (Prata, inéd.)tipo, coletado em julho de 1985, sobre solo areno-pe-dregoso, nos campos rupestres da Chapada Diamantina,a cerca de 1.000 m s.n.m. (Kral & Strong, 1999) Bulbostylis lombardii Kral & M.Strong Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º14’S,Bulbostylis distichoides Lye 43º36’W); Santana do Riacho, Parque Nacional da Serra do Cipó (19º17’S, 43º38’W).Distribuição: BAHIA: Morro do Chapéu (11º35’S, Comentários: Erva com até 60 cm de altura. Apresenta41º12’W). potencial ornamental para o uso desidratado em artesa-Comentários: Erva diminuta, com até 20 cm de altu- nato. Ocorre nos campos rupestres e campos cerrados dara. Conhecida apenas por duas coletas. Ocorre em am- porção central da Cadeia do Espinhaço de Minas Gerais,bientes abertos, entre 900 e 1.000 m s.n.m., sobre solo sobre solo areno-pedregoso. Encontrada com flores epedregoso-arenoso. (Prata, inéd.) frutos maduros entre junho a agosto. (Prata, inéd.)
  • Cyperaceae 155Bulbostylis nesiotis (Helms.) C.B.Clarke Comentários: Erva perene, terrestre, cespitosa, com cerca de 70 cm de altura. Encontrada com flores e frutosDistribuição: ESPÍRITO SANTO: Vitória, Ilha de Trin- em fevereiro. (Simpson, 1993, 1995)dade (20º30’S, 29º18’W).Comentários: Erva com até 25 cm de altura. Conheci-da apenas por duas coletas. Ocorre em campos arenosos Cyperus brumadoi D.A.Simpsone pedregoso, com registros de pequenas populações em Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das Almasampla expansão. (Alves & Martins, 2004; Prata, inéd.) (13º31’S, 41º57’W). Comentários: Erva perene, anfíbia, cespitosa, cerca deBulbostylis smithii Barros 20 cm de altura. Comum em solo úmido de campos ru- pestres. Encontrada com flores e frutos de dezembro aDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Par- março. (Simpson, 1993, 1995; Araújo et al., inéd.)que Nacional da Serra do Cipó (19º15’S, 43º40’W).Comentários: Erva com até 60 cm de altura. Apresentapotencial ornamental para o uso desidratado em artesa- Eleocharis almensis D.A.Simpsonnato. Ocorre em campos rupestres e campos cerrados, Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das Almassobre solo areno-pedregoso. Encontrada com flores e (13º31’S, 41º57’W).frutos maduros entre junho e agosto. (Prata, inéd.) Comentários: Erva perene, anfíbia, cespitosa, com cer- ca de 45 cm de altura; reprodução vegetativa por esto-Cryptangium humile (Nees) Boeck. lões. Ocorre em cerrado de altitude, em ambientes aquá- ticos temporários. (Simpson, 1993, 1995)Distribuição: MINAS GERAIS: Congonhas do Norte(18º51’S, 43º45’W); Santana do Riacho, Morro do Breu(19º06’S, 43º37’W). Eleocharis bahiensis D.A.SimpsonComentários: Erva perene, com até 15 cm de altura,desprovida de roseta basal de folhas, formando toucei- Distribuição: BAHIA: Maracás (13º21’S, 40º20’W).ras densas entre rochas. Ocorre nos campos rupestres da Comentários: Erva anual, cespitosa, com cerca de 10porção norte da Serra do Cipó. (Vitta, inéd.) cm de altura. Ocorre em solos úmidos e ricos em miné- rio. (Simpson, 1987a; Araújo et al., inéd.)Cryptangium polyphyllum (Nees) Boeck. Eleocharis morroi D.A.SimpsonDistribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis, Morro daPedra do Oratório (22º31’S, 43º10’W); Rio de Janeiro, Distribuição: BAHIA: Lençóis, Parque Nacional daPedra da Gávea (22º53’S, 43º17’W). Chapada Diamantina (12º33’S, 41º24’W); Morro doComentários: Erva perene, com até 43 cm de altura, Chapéu (11º35’S, 41º12’W).desprovida de roseta basal de folhas; ramos dos paraclá- Comentários: Erva anual, cespitosa, com cerca de 40dios com muitas brácteas foliáceas, conferindo à planta cm de altura. Comum em solos úmidos e ricos em miné-hábito bastante peculiar. Ocorre sobre afloramentos rio. (Simpson, 1987a)rochosos graníticos ou gnáissicos. Vários exemplaresde uma espécie ainda não descrita foram coletados naChapada Diamantina, Bahia, e erroneamente identifica- Eleocharis olivaceonux D.A.Simpsondos como Lagenocarpus polyphyllus (Nees) Kuntze (= C. Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das Almaspolyphyllum). (Vitta, inéd.) (13º31’S, 41º57’W). Comentários: Erva perene, anfíbia, cespitosa, comCyperus almensis D.A.Simpson cerca de 20 cm de altura; reprodução vegetativa por es- tolões. Ocorre em solos úmidos de campos rupestres.Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das Almas Encontrada com flores e frutos de dezembro a março.(13º31’S, 41º57’W). (Simpson, 1993, 1995; Araújo et al., inéd.)
  • 156 CyperaceaeFuirena lainzii Luceño & M.Alves úmidos próximos ao litoral, entre 800 e 1.000 m s.n.m. (Alves & Thomas, 2002; Alves, inéd.)Distribuição: PERNAMBUCO: Capoeiras (08º44’S,36º37’W).Comentários: Erva aquática, fixa, com cerca de 70 cm Hypolytrum jardimii M.Alves & W.W.Thomasde altura; ramos eretos e emersos. Conhecida apenas por Distribuição: BAHIA: Camamu (13º55’S, 39º05’W);coletas do inicio da década de 1970. Ocorre em ambien- Itacaré (14º17’S, 39º02’W); Uruçuca, Serra Grandetes aquáticos temporários da porção nordeste do Semi-árido nordestino. Encontrada com flores e frutos em (14º28’S, 39º05’W).agosto e outubro. (Luceño & Alves, 1996) Comentários: Erva perene, cespitosa, com cerca de 50 cm de altura e folhas pseudopecioladas. Ocorre no sub-bosque de florestas úmidas litorâneas, em baixasHypolytrum amorimii M.Alves & W.W.Thomas altitudes, geralmente associada a áreas de encosta com afloramento rochoso evidente. (Alves et al., 2002; Al-Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Cariacica, Reserva ves, inéd.)Biológica de Duas Bocas (20º16’S, 40º28’W).Comentários: Erva perene, exuberante. Folhas forte-mente vináceas abaxialmente. Ocorre no sub-bosque de Hypolytrum lucennoi M.Alves & W.W.Thomasflorestas úmidas litorâneas, preferencialmente em en-costas íngremes, entre 600 a 800 m s.n.m. (Alves et al., Distribuição: BAHIA: Jaguaquara (13º32’S, 39º57’W);2002; Alves, inéd.) Ubaitaba, Parque da Torre (14º15’S, 39º20’W). Comentários: Erva perene, robusta, com cerca de 1,7H ypolytrum espiritosantense M.Alves & m de altura. Forma populações com poucos indivíduos em áreas florestais úmidas próximas ao litoral, entre 500W.W.Thomas e 700 m s.n.m. Encontrada com frutos entre junho e ju-Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Cariacica, Reserva lho. (Alves & Thomas, 2002; Alves, inéd.)Biológica de Duas Bocas (20º16’S, 40º28’W).Comentários: Erva robusta, com cerca de 1,5 m dealtura. Forma populações com poucos indivíduos, em Hypolytrum paraense M.Alves & W.W.Thomasambientes florestais úmidos, sazonalmente alagados, na Distribuição: PARÁ: Marabá, Serra dos Carajás (05º57’S,proximidade de pequenos riachos, entre 600 a 800 m 50º18’W).s.n.m. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado Comentários: Erva com cerca de 0,5 m de altura.com frutos em julho de 2001. (Alves & Thomas, 2002; Ocorre em canga, entre 600 e 700 m s.n.m., sobre soloAlves, inéd.) com altas concentrações de ferro. (Alves et al., 2002; Al- ves, inéd.)Hypolytrum glaziovii Boeck.Distribuição: RIO DE JANEIRO: Magé (22º34’S, Lagenocarpus adamantinus Nees43º06’W); Rio de Janeiro, Parque Nacional da Florestada Tijuca (22º56’S, 43º14’W). Distribuição: MINAS GERAIS: Datas (18º22’S, 43º40’W);Comentários: Erva perene, robusta, com cerca de 1,5 Diamantina (18º07’S, 43º35’W).m de altura, formando pequenas touceiras. Apresenta Comentários: Erva perene, de 70 cm a 1,1 m de altura,potencial paisagístico. Ocorre no sub-bosque de florestas formando pequenas touceiras laxas. Ocorre sobre aflo-úmidas litorâneas, preferencialmente em áreas de encos- ramentos quártzicos do Planalto de Diamantina comota, entre 100 e 700 m s.n.m. (Alves, inéd.) colonizadora primária, sendo a única do gênero com esta característica. (Vitta, inéd.)Hypolytrum glomerulatum M.Alves &W.W.Thomas Lagenocarpus bracteosus C.B.ClarkeDistribuição: BAHIA: Boa Nova (14º23’S, 40º08’W).Comentários: Erva perene, cespitosa, robusta, com cer- Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-ca de 1,5 m de altura. Ocorre em ambientes florestais ra do Cipó (19º08’S, 43º40’W).
  • Cyperaceae 157Comentários: Erva perene, de 40 cm a 1 m de altu-ra, formando touceiras laxas. Frutos atingindo 7 mm de Rhynchospora paranaënsis A.C.Araújo & W.W.Thomascomprimento, os maiores do gênero. Ocorre em camposrupestres arenosos, freqüentemente associados a áreas Distribuição: PARANÁ: Colombo (25º16’S, 49º13’W);de drenagem, principalmente na região do Alto do Pa- Ponta Grossa, Vila Velha (25º07’S, 49º45’W).lácio. (Vitta, inéd.) Comentários: Erva perene, com cerca de 30 cm de altura. Ocorre no extremo sudoeste do Cerrado, em áreas par- cialmente urbanizadas atualmente. Encontrada com floresLagenocarpus subaphyllus T.Koyama e frutos em outubro. (Araújo et al., 2004; Araújo, inéd.)Distribuição: ESPÍRITO SANTO: Castelo, For-no Grande (20º33’S, 41º14’W); Domingos Martins Scleria cuyabensis Pilger(20º22’S, 40º40’W).Comentários: Erva perene, com até 1,3 m de altura, Distribuição: MATO GROSSO: Cuiabá (15º29’S,desprovida de folhas basais. Escapo com brácteas redu- 55º41’W).zidas. Ocorre sobre afloramentos graníticos. A combina- Comentários: Erva anual, cespitosa, com cerca de 45ção de Lagenocarpus subaphyllus em Cryptangium foi sugeri- cm de altura. Ocorre em campo cerrado. Conhecidada por Vitta (inéd.), mas ainda não foi publicada. apenas pelo material-tipo, coletado em março de 1899, e algumas coletas do início do séc. 20. (Core, 1936, 1954)Rhynchospora calderana D.A.Simpson Trilepis ciliatifolia T.Koyama.Distribuição: BAHIA: Caldeirão (11º01’S, 40º16’W).Comentários: Erva perene, cespitosa, com cerca de 50 Distribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis, Serra doscm de altura. Floretas com base do estilete caduca, carac- Órgãos (22º26’S, 43º01’W). Comentários: Erva perene, cespitosa, com cerca de 20 cmterística rara no gênero. Ocorre em cerrado e campos ru- de altura. Ocorre em inselbergs dentro dos limites da Matapestres do Nordeste. (Simpson, 1987b; Araújo et al., inéd.) Atlântica, sendo possivelmente colonizadora primária de su- perfícies rochosas. (Koyama & Maguire, 1965;Vitta, 2002)Rhynchospora enmanuelis Luceño & RochaDistribuição: SÃO PAULO: Tupã, Reserva do Sete Trilepis microstachya (C.B.Clarke) H.Pfeiff.(21º56’S, 50º30’W). Distribuição: MINAS GERAIS: localidade não indi-Comentários: Erva perene, com cerca de 20 cm de al- cada. RIO DE JANEIRO: Petrópolis, Serra dos Órgãostura. Ocorre em campos sazonalmente inundados, sobre (22º26’S, 43º01’W).solos areno-argilosos, nas margens de corpos hídricos. Comentários: Erva perene, cespitosa, com cerca deConhecida apenas pelo material-tipo, coletado com flo- 10 cm de altura. Ocorre em inselbergs dentro dos limi-res e frutos maduros em dezembro de 1995. (Rocha & tes da Mata Atlântica, sendo possivelmente colonizadoraLuceño, 2002) primária de superfícies rochosas. (Koyama & Maguire, 1965; Vitta, 2002)Rhynchospora nanuzae Rocha & LuceñoDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Par- Trilepis tenuis Vittaque Nacional da Serra do Cipó (19º16’S, 43º39’W). Distribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis, Serra dosComentários: Erva cespitosa, com cerca de 35 cm de Órgãos (22º26’S, 43º01’W).altura. Ocorre em campos rupestres, acima de 1.000 m Comentários: Erva perene, cespitosa, com cerca de 10s.n.m., sobre solos areno-argilosos sazonalmente inun- cm de altura. Ocorre em inselbergs dentro dos limites dadados. Coletado com flores e frutos maduros em abril. É Mata Atlântica, sendo possivelmente colonizadora pri-possível que esteja relacionada a uma das subespécies de mária de superfícies rochosas. Conhecida apenas peloRhynchoposra tenuis Willd. ex Link. (Rocha & Luceño, 2002) material-tipo, coletado em abril de 1968. (Vitta, 2002)
  • 158 CyperaceaeReferências: Koyama, T. & Maguire, B. 1965. Cyperaceae tribe Lageno- carpeae. Mem. New York Bot. Gard. 12: 8-54.Alves, M. inéd. Hypolytrum Rich. (Cyperaceae) nos Neo- Kral, R. & Strong, M. 1999. Eight novelties in Abildgaardia trópicos. Tese de doutorado, Universidade de São Paulo, and Bulbostylis (Cyperaceae) from South America. Sida São Paulo, 2003. 18: 837-859.Alves, M. & Thomas, W.W. 2002. Four new species of Hy- Luceño, M. & Alves, M. 1996. Fuirena lainzii, nueva espécie polytrum Rich. (Cyperaceae) from Costa Rica and Brazil. de ciperáceas. An. Jard. Bot. Madrid 54: 415-418. Fedd. Repert. 113: 261-270. Lye, K. 1986. A new species of Abildgaardia (Cyperaceae)Alves, M., Thomas, W.W. & Wanderley, M.G. 2002. New from Brazil. Nord. J. Bot. 5: 675-767. species of Hypolytrum Rich. (Cyperaceae) from the Neo- Prata, A. P. Inéd. O gênero Bulbostylis Kunth (Cyperaceae) tropics. Brittonia 54: 124-135. no Brasil. Tese de doutorado, Universidade de São Paulo,Alves, M., Araújo, A.C., Prata, A.P., Vitta, F., Hefler, S., São Paulo, 2004. Trevisan, R., Gil, A.B., Martins, S. & Thomas, W. 2008. Rocha, E.L. & Luceño, M. 2002. Estudo taxonômico de Avanços e desafios no conhecimento da diversidade de Rhynchospora Vahl seção Tenues (Cyperaceae) no Brasil. Cyperaceae no Brasil. In M.I.B. Loiola, I.G. Baseia & J.E. Hoehnea 29: 189-214. Lichston (orgs) Atualidades, desafios e perspectivas da Botânica no Brasil. Natal, Imagem Gráfica, p. 121-122. Simpson, D.A. 1987a. Notes on Brazilian Cyperaceae 3. Kew Bull. 43: 127-134.Alves, R. & Martins, L. 2004. Restabelecimento de espécies endêmicas da Ilha de Trindade. Albertoa 3: 45-52. Simpson, D.A. 1987b. New descriptions and a new species of Rhynchospora from northeastern Brazil. Kew Bull.Araújo, A.C. Inéd. Revisão de Rhynchospora Vahl sect. Plurio- 42:889-895. florae Kük. (Cyperaceae). Tese de doutorado, Universi- dade de São Paulo, São Paulo, 2001. Simpson, D.A. 1993. New species and a new combination in Cyperaceae from Brazil. Notes on Brazilian Cyperace-Araújo, A.C., Thomas, W.W. & Longhi-Wagner, H. 2004. ae: 6. Kew Bull. 48: 699-713. Two new species and two new combinations in Rhyn- chospora sect. Pluriflorae (Cyperaceae). Novon 14: 8-10. Simpson, D.A. 1995. Cyperaceae. In B.L. Stannard (ed.) Flora of the Pico das Almas. Chapada Diamantina, BahiaAraújo, A.C., César, E.A. & Simpson, D.A. Inéd. Lista Pre- – Brazil. Kew, Royal Botanic Gardens, p. 661-682. liminar da Família Cyperaceae na Região Nordeste do Brasil - Série Repatriamento de Dados do Herbário de Vitta, F. 2002. Trilepis tenuis (Cyperaceae: Trilepideae), a Kew para a Flora do Nordeste do Brasil. Kew, Royal Bo- new species from Rio de Janeiro, southeastern Brazil. tanic Gardens, vol. 3. Brittonia 54: 120-123.Core, E.L. 1936. The American species of Scleria. Brittonia Vitta, F. A. Inéd. Revisão taxonômica e estudos morfológi- 2: 1-108. cos e biossistemáticos em Cryptangium Schrad. ex Nees e Lagenocarpus Nees (Cyperaceae: Cryptangieae). Tese deCore, E. L. 1954. The genus Scleria in Brazil. Rodriguésia doutorado, Universidade de Campinas, Campinas, 2005. 15: 137-162.
  • Dilleniaceae DILLENIACEAE 159 Claudio Nicoletti de FragaÁrvores, arbustos ou lianas. Folhas alternas, inteiras, denteadas ou lobadas na margem,adaxialmente glabras ou ásperas pela presença de tricomas com sílica, abaxialmente glabras ou recobertas por trico-mas simples ou estrelados, sem estípulas. Flores actinomorfas, geralmente pentâmeras; sépalas iguais ou as 3 externasmenores e as 2 internas maiores e acrescentes ao androceu e ao gineceu; pétalas alvas ou amarelas, inteiras ou lobadas,com prefloração imbricada; androceu com numerosos estames (de 20 a 400) e anteras com deiscência longitudinal;gineceu com 1 a 6 carpelos, geralmente apocárpico ou fusionado na base. Esquizocarpos, com sépalas persistentes,cápsula (in)deiscente ou baga.Dilleniaceae possui distribuição pantropical, com cerca de 310 espécies e 12 gêneros, sendo reconhecidos seis gêneros e69 espécies no Brasil: Davilla (29 espécies), Doliocarpus (20) e Tetracera (17), e os monotípicos Curatella, Neodillenia e Pinzo-na. Apenas Tetracera possui representantes paleotropicais; os demais gêneros são neotropicais, mas nenhum é endêmico doBrasil (Kubitzki, 1970, 1971; Aymard, 1997, 2002; Fraga & Aymard, 2007). A maior diversidade da família no Brasil estána Mata Atlântica, com 35 espécies, 26 delas endêmica ao bioma, sendo Davilla o gênero mais expressivo. Na Amazônia,ocorrem aproximadamente 30 espécies, concentradas no gênero Doliocarpus. O Cerrado, por sua vez, possui cerca de 15espécies; a crença de ser esse o bioma típico da família está ligado à sua abundância e não à diversidade em número deespécies. São apontadas quatro espécies raras.Davilla glaziovii Eichler Davilla sessilifolia FragaDistribuição: RIO DE JANEIRO: Petrópolis (22º34’S, Distribuição: BAHIA: Alagoinhas, Campus da UNEB43º15’W); Rio de Janeiro, Campo Grande (22º54’S, (12º03’S, 38º19’W); Esplanada (11º47’S, 37º57’W);43º34’W). Conde, Fazenda do Bu, (12º01’S, 37º43’W); Entre Rios,Comentários: Trepadeira; caule com indumento ferru- mata de São João (11º56’S, 38º05’W).gíneo. Folhas elíptico-lanceoladas, buladas. Flores com 5 Comentários: Trepadeira de ramos cinza, glabros. Fo-sépalas, 2 externas adpressas e aladas, em inflorescências lhas sésseis, lanceoladas, glabras, coriáceas. Flores companiculadas. Frutos com sépalas crustáceas acrescentes. pétalas amarelas, bilobadas, ovários 2, dialicarpelares.Conhecida por duas coletas de Glaziou no séc. 19, uma Frutos com duas sementes por ovário, com sépalas acres-na Serra do Couto e outra na Serra das Paineiras, onde centes. Foi descrita em 2008 a partir de dez coletas aonão foi localizada novamente, e uma população na Serra norte do Recôncavo Baiano. (Fraga, no prelo)do Mendanha. (Kubitzki, 1971)Davilla sellowiana Eichler Doliocarpus prancei KubitzkiDistribuição: SÃO PAULO: Mogi das Cruzes, São Ge- Distribuição: AMAZONAS: Rio Urubu, entre Cachoeiraraldo (23º32’S, 46º11’W); Cotia (23º36’S, 46º56’W) Iracema e Rodovia Manaus Itaquatiara (03º28’S, 68º58’W)Comentários: Trepadeira; caule com indumento ferrugí- Comentários: Trepadeira de ramos cinza, glabros.neo. Folhas elípticas, brilhantes. Flores com 5 sépalas, 2 Folhas elíptico-lanceoladas, coriáceas. Frutos recober-externas adpressas, aladas e hirsutas, em inflorescências pa- tos por densos tricomas ferrugíneos. Conhecida ape-niculadas. Frutos com sépalas crustáceas acrescentes. Não nas pelo material-tipo, coletado por Prance em 1968,foi recoletada nos últimos 70 anos, e a maior parte de sua próximo à cachoeira, ambiente atípico para espécies doárea de distribuição, nos arredores da cidade de São Paulo, gênero, que costumam vegetar áreas mais secas. (Ku-encontra-se completamente urbanizada. (Kubitzki, 1971) bitzki, 1971)
  • 160 DilleniaceaeReferências: Fraga, C.N. No prelo. Three new species in Davilla (Dille- niaceae) from Bahia, Brazil. Brittonia 60.Aymard, G.A. 1997. Dilleniaceae novae Neotropicae: 9. Kubitzki, K. 1970. Die Gattungen Tetracera (Dilleniaceae). Neodillenia a new genus from Amazon basin. Harvard Mitt. Bot. Staatssamml München 8: 1-98. Pap. Bot. 10: 121-131. Kubitzki, K. 1971. Doliocarpus, Davilla, und verwandte Gat-Aymard, G.A. 2002. A new species of Davilla (Dilleniaceae) tungen (Dilleniaceae). Mitt. Bot. Staatssamml München amongst the Flora of São Paulo, Brazil. Acta. Bot. Venez. 9: 1-105. 25: 153-159.Fraga, C.N. & Aymard, G.A. 2007. Tetracera forzzae (Dille- niaceae), uma nova espécie para a Zona da Mata de Mi- nas Gerais, Brasil. Novon 17: 433-436.
  • DroseraceaeDROSERACEAE 161 Tânia R. S. SilvaErvas de 3 a 30 cm de altura, insetívoras. Folhas em roseta, vináceas, com tricomas glan-dulares. Inflorescência monocásica. Flores actinomorfas, pentâmeras, monoclinas, isostêmones, hipógina; corola marces-cente, persistente; gineceu 3- ou 5- carpelar, com ovário unilocular, placentação parietal e 3 ou 5 estiletes. Cápsulas, 3- ou5-valvar; sementes oblongas a elípticas, com testa reticulada ou papilosa.Droseraceae inclui três gêneros e cerca de 100 espécies, possuindo distribuição cosmopolita. No Brasil, está representadaapenas pelo gênero Drosera, com 12 espécies. Com sete espécies, três delas endêmicas e uma apontada como rara, a RegiãoSudeste concentra a maior diversidade da família no Brasil.Drosera graomogolensis T.Silva Referência:Distribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º20’S, Correa, M.D. & Silva, T.R.S. 2005. Drosera (Droseraceae).42º49’W). Fl. Neotrop. Monogr. 96: 1-65.Comentários: Caule de 3 a 7 cm de comprimento. Fo-lhas vináceas, sésseis, oblongas, tricomas glandulares. Co-letada pela última vez em 1990. (Corrrea & Silva, 2005)
  • 162 Ebenaceae EBENACEAE Matheus Fortes Santos & Paulo Takeo SanoÁrvores ou (sub)arbustos, geralmente dióicos. Folhas geralmente alternas, simples, in-teiras na margem, abaxialmente com nectários extraflorais achatados. Inflorescências axilares, multifloras a unifloras.Flores actinomorfas, 3- a 8-meras, raramente com corona; as estaminadas freqüentemente menores que as pistiladas, com2 a cerca de 100 estames, inseridos geralmente na base do tubo da corola, solitários, algumas vezes em pares, tríades oufascículos; as pistiladas com ovário súpero ou ínfero, 2- a 8-carpelar, com carpelos biovulados e ramos do estilete em geralfendidos irregularmente. Baga com 1 a 16 sementes e cálice em geral acrescente.Ebenaceae apresenta distribuição pantropical, contando com 500 a 600 espécies e três gêneros: Diospyros, pantropical,Euclea., com 12 a 20 espécies, restrito à África e ao Oriente Médio, e Lissocarpa, com oito espécies restritas ao norte enoroeste da América do Sul. Historicamente complexo, o estudo sistemático do grupo vem sendo incrementado pela pu-blicação de diversas (35) novas espécies (Wallnöfer, 1999, 2000, 2003, 2005; Sothers, 2003), além da revisão de Lissocarpa(Wallnöfer, 2004). No Brasil, estão presentes duas espécies de Lissocarpa, na Amazônia Ocidental, e cerca de 65 espéciesde Diospyros, com maior diversidade na região amazônica (cerca de 47 espécies), 16 delas apontadas como raras.Diospyros acreana Cavalcante pelo material-tipo, coletado em 1982, na mata de igapó à margem do Lago do Mapari, sobre solo arenoso, comDistribuição: ACRE: Basiléia, vila Epitácio Pessoa flores e frutos em novembro. (Wallnöfer, 2000)(11º01’S, 68º45’W).Comentários: Árvore com cerca de 2 m de altura. Folhaselípticas, pubescentes abaxialmente, cartáceas. Flores 3- Diospyros cachimboensis Pires & Cavalcanteou 4-meras, com cálice obcônico. Ocorre em mata de ter- Distribuição: PARÁ: Santarém, Serra do Cachimbora firme e áreas campestres adjacentes. Conhecida apenas (09º28’S, 54º56’W).por dois materiais citados no protólogo, ambos coletados Comentários: Árvore. Folhas oblongo-elípticas, tomen-em 1923, com flores em novembro. (Cavalcante, 1966) tosas abaxialmente, cartáceas. flores 4- ou 5-meras, com cálice subpiramidal. Conhecida apenas do material-tipo,Diospyros amabi B.Walln. coletado em 1956, a cerca de 425 m s.n.m., com flores em dezembro. (Cavalcante, 1963a)Distribuição: BAHIA: Una (15º09’S, 39º05’W).Comentários: Árvore de 5 a 12 m de altura. Folhassubelípticas, glabras, coriáceas. Flores tetrâmeras, com Diospyros froesii Cavalcanteos lobos do cálice triangulares. Ocorre na Mata Atlân-tica, incluindo áreas de restinga. Floresce em dezem- Distribuição: AMAZONAS: São Paulo de Olivença, riobro e fevereiro, frutifica em novembro e julho. Conhe- Solimões (03º22’S, 68º52’W).cida apenas por quatro coletas, a última há 10 anos. Comentários: Arvoreta. Folhas largo-ovaladas, pubes-(Wallnöfer, 2005) centes e denso-papilosas abaxialmente, subcoriáceas. Flores pentâmeras, com cálice rígido no fruto. Conhe- cida apenas pelo material-tipo, coletado em 1945, comDiospyros arupaj B.Walln. frutos em abril. (Cavalcante, 1977)Distribuição: AMAZONAS: Novo Japurá, rio Japurá(01º55’S, 66º55’W). Diospyros juruensis A.C.Sm.Comentários: Árvore com cerca de 16 m de altura.Folhas lanceoladas a elípticas, cartáceas. Flores tetrâme- Distribuição: AMAZONAS: bacia do rio Juruá, boca doras, com os lobos do cálice bilobados. Conhecida apenas rio Embira, afluente do Taraucá.
  • Ebenaceae 163Comentários: Árvore com cerca de 20 m de altura. com os lobos do cálice indistintos no fruto. Ocorre nasFolhas elíptico-oblongas, glabras, cartáceas. Flores geral- florestas de brejo. Encontrada com flores e frutos em de-mente tetrâmeras, com cálice campanulado. Conhecida zembro. (Sothers, 2003)apenas pelo material-tipo, coletado em 1933, com floresem junho. (Cavalcante, 1963a) Diospyros tarim B.Walln.Diospyros landii Cavalcante Distribuição: AMAZONAS: Manaus (03º00’S, 59º58’W). Comentários: Árvore de 3 a 15 m de altura; ramos comDistribuição: ACRE: Brasiléia, Seringal Montevidéo córtex verrucoso. Folhas oblongas, cartáceas, indumento(11º00’S, 68º44’W). brúneo. Flores tetrâmeras (raramente trímeras), com osComentários: Árvore com cerca de 8 m de altura. Fo- lobos do cálice quilhados no fruto. Ocorre na mata delhas (estreito-)lanceoladas, esparsamente tomentosas terra firme. Floresce em setembro e outubro, e frutificaabaxialmente, cartáceas. Flores 4- ou 5-meras, com oslobos do cálice triangulares. Conhecida apenas por duas de janeiro a dezembro. (Wallnöfer, 2000)coletas em 1972, com flores em julho. (Cavalcante, 1977) Diospyros trombetensis SandwithDiospyros manausensis Cavalcante Distribuição: PARÁ: Oriximiná, Lago do SalgadoDistribuição: AMAZONAS: Manaus (02º53’S, 59º58’W) (01º45’S, 55º51’W).Comentários: Árvore de 5 a 15 m de altura. Folhas Comentários: Arvoreta; ramos delgados. Folhas oblon-oblongas, glabras, cartáceas. Ocorre na mata de terra gas a oblongo-elípticas, glabras, subcoriáceas. Flores comfirme. Encontrada com frutos em março e junho. (Ca- os lobos do cálice deltóide-agudos. Conhecida apenas porvalcante, 1966) duas coletas, a última em 1919. Ocorre na mata de terra firme. Encontrada com flores em outubro e novembro.Diospyros mexiae Standl. (Cavalcante, 1963a)Distribuição: MINAS GERAIS: Carangola (20º44’S,42º01’W). Diospyros uaupensis CavalcanteComentários: Árvore delgada, com cerca de 5 m de altu- Distribuição: AMAZONAS: São Gabriel da Cachoeira,ra. Folhas oblongas, glabras, coriáceas. Flores tetrâmeras; rio Negro (00º07’N, 67º05’W).cálice crasso e plano no fruto. Ocorre na Mata Atlântica, Comentários: Árvore com cerca de 7 m de altura. Fo-em área de encosta, a cerca de 920 m s.n.m. Encontrada lhas oblongas a oblongo-lanceoladas, coriáceas. Florescom frutos em fevereiro. (Cavalcante, 1963b) tetrâmeras, com cálice replicado e lenhoso no fruto. Co- nhecida apenas por duas coletas em 1975, na mata deDiospyros scottmorii B.Walnn. terra firme, com frutos em abril. (Cavalcante, 1977)Distribuição: BAHIA: Gongogi (14º18’S, 39º29’W);Ilhéus (14º47’S, 39º12’W); Uruçuca (14º30’S, 39º03’W). Diospyros ubaita B.Walln.Comentários: Árvore de 4 a 22 m de altura. Folhas lan-ceoladas a oblongas, glabras, cartáceas. Flores tetrâme- Distribuição: BAHIA: Itacaré (14º16’S, 39º01’W).ras, com os lobos do cálice semicirculares. Encontrada Comentários: Árvore com cerca de 20 m de altura. Fo-com flores em março, maio, setembro e outubro, e com lhas ovadas, papilosas abaxialmente, cartáceas a subcoriá-frutos em maio e outubro. (Wallnöfer, 2005) ceas. Flores 4- a 6-meras, com os lobos do cálice triangu- lares. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado em 1979, com flores em outubro. (Wallnöfer, 2005)Diospyros serrana SothersDistribuição: PERNAMBUCO: São Vicente Férrer, Diospyros xavantina SothersMata do Estado (07º35’S, 35º30’W).Comentários: Árvore com até 30 m de altura. Folhas Distribuição: MATO GROSSO: Cocalinho, margemelípticas, pubescentes abaxialmente. Flores pentâmeras, do rio Cristalino (12º54’S, 50º49’W).
  • Ebenaceae164Comentários: Árvore com até 18 m de altura. Folhas Cavalcante, P.B. 1977. Espécies novas da flora amazônicaelípticas a obovadas, seríceas a glabrescentes abaxialmen- (Ebenaceae). Acta Amazon. 7(2): 189-197.te, coriáceas. Flores 5- ou 6-meras, com cálice campa- Sothers, C.A. 2003. New species of Diospyros (Ebenaceae)nulado. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado from Brazil. Kew Bull. 58: 473-477.em 2000, em mata de galeria inundável, com flores em Wallnöfer, B. 1999. Neue Diospyros-Arten (Ebenaceae) ausjunho. (Sothers, 2003) Südamerika. Ann. Naturhist. Mus. Wien 101B: 565-592. Wallnöfer, B. 2000. Neue Diospyros-Arten (Ebenaceae) aus Südamerika – 2. Ann. Naturhist. Mus. Wien 102B:Referências: 417-433. Wallnöfer, B. 2003. A new species of Diospyros from sou-Cavalcante, P.B. 1963a. Contribuição ao conhecimento do thwestern Amazonia. Ann. Naturhist. Mus. Wien 104B: gênero Diospyros Dalech. (Ebenaceae) na Amazônia. Bol. Mus. Paraense Emílio Goeldi, N. S., Bot. 20: 1-53. 563-566.Cavalcante, P.B. 1963b. Nova contribuição ao conhecimen- Wallnöfer, B. 2004. A revision of Lissocarpa Benth. (Ebena- to do gênero Diospyros Dalech. (Ebenaceae) no Brasil. ceae subfam. Lissocarpoideae (Gilg in Engler) B.Walln.). Bol. Mus. Paraense Emílio Goeldi, N. S., Bot. 21: 1-15. Ann. Naturhist. Mus. Wien 105B: 515-564.Cavalcante, P.B. 1966. Duas novas espécies do gênero Dios- Wallnöfer, B. 2005. New species of Diospyros (Ebenaceae) pyros Dalech. (Ebenaceae) da Amazônia. Bol. Mus. Para- from the Neotropics and additional information on D. ense Emílio Goeldi, N. S., Bot. 22: 1-9. apeibacarpos. Ann. Naturhist. Mus. Wien 106B: 237-253.
  • EricaceaeERICACEAE 165 William Antonio RodriguesArbustos ou subarbustos. Folhas opostas, alternas ou verticiladas, simples, coriáceas, semestípulas. Flores actinomorfas ou ligeiramente zigomorfas, geralmente pentâmeras, diclamídeas, monoclinas, diplostêmo-ne; estames com anteras poricidas; ovário súpero ou ínfero, pluriovulado. Cápsulas, bagas ou drupas.Ericaceae conta com cerca de 130 gêneros e 3.000 espécies. São, em geral, vistosas e características de grandes altitudes.No Brasil, ocorrem 12 gêneros e cerca de 100 espécies, apenas uma é indicada como rara.Vaccinum pipolyi Luteyn Referência:Distribuição: AMAZONAS: Barcelos, Serra do Aracá Luteyn, J.L. 1986. A new Vaccinium (Ericaceae) from Guaya-(00º48’N, 63º19’W). nan Brazil. Brittonia 38: 101-103.Comentários: Arbustos com até 1,5 m de altura. Co-nhecida apenas por duas coletas, a cerca de 1.200 ms.n.m., com flores e frutos em março. (Luteyn, 1986)
  • 166 EriocaulaceaeERIOCAULACEAE Ana Maria Giulietti, Maria José Gomes de Andrade, Marcelo Trovó & Paulo Takeo SanoErvas monóicas, acaulescentes com folhas em roseta ou caulescentes, com ou sem pa-racládios. Folhas geralmente espiraladas, às vezes fasciculadas. Inflorescências em capítulos; escapos cilíndricos ou acha-tados, solitários ou fundidos; envolvidos em sua base por espatas agudas ou truncadas no ápice. Flores 3- ou 2-meras,diclamídeas, heteroclamídeas, diclinas, iso- ou diplostêmones, com tecas 4- ou 2-esporangiadas, grãos de pólen espiro-aperturados, ovário súpero com 3 ou 2 lóculos uniovulados. Cápsulas loculicidas ou raramente aquênios, produzindo 1 a3 sementes lisas ou com projeções da testa.Inclui cerca de 1.200 espécies e 11 gêneros que se distribuem principalmente nas regiões tropicais; Eriocaulon é o únicogênero que ocorre também em áreas temperadas. No Brasil, ocorrem nove gêneros, exceto Mesanthemum, endêmicodo continente africano, e Lachnocaulon, endêmico dos Estados Unidos. Para o país, são estimadas cerca de 800 espécies,especialmente diversificadas nas Regiões Sudeste e Nordeste, especialmente na Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais eBahia. São apontadas 109 espécies raras, mas revisões taxonômicas em gêneros complexos como Paepalanthus e Syngonan-thus e estudos florísticos em áreas montanhosas pouco conhecidas poderão indicar muitas outras espécies raras na família.Actinocephalus aggregatus F.N.Costa Comentários: Erva; caule com cerca de 3,5 cm de al- tura. Folhas em roseta basal relativamente pequena emDistribuição: MINAS GERAIS: Congonhas do Norte, relação aos paracládios. Paracládios eretos, bastante de-Serra Talhada (18º47’S, 43º43’W). senvolvidos, com brácteas foliáceas conspícuas; escaposComentários: Erva perene; caule curto. Folhas em rose- numerosos, com disposição esférica. Conhecida exclusi-tas basais, eretas, com tricomas malpighiáceos. Presença vamente do holótipo, coletado por Álvaro da Silveira node paracládios; escapos de 30 a 42 cm de altura. Conhe- início do séc. 20. (Sano, 2004, inéd.)cida apenas da porção norte da Serra do Cipó. Floresceem junho. (Costa, 2006) Actinocephalus ciliatus (Bong.) SanoActinocephalus cabralensis (Silveira) Sano Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º14’S, 43º36’W); Serro (18º35’S, 43º23’W).Distribuição: MINAS GERAIS: Joaquim Felício, Serra Comentários: Erva. Folhas em roseta, densamente ve-do Cabral (27º45’S, 44º10’W). lutinas quando jovens, longamente ciliadas, com os cí-Comentários: Erva ereta, com rizoma subterrâneo do lios persistentes mesmo quando senescentes. Paracládiosqual partem rosetas de folhas, ausentes nos indivíduos longos, geralmente eretos. Sobressai-se na vegetaçãoférteis. Folhas espiraladas, estreito-lanceoladas a line- herbácea e rasteira onde vivem. (Sano, 2004, inéd.)ares, verde-claras, esparsamente pilosas adaxialmente,glabras abaxialmente. Paracládios subverticilados, fre-qüentemente adpressos ao eixo alongado; inflorescência Actinocephalus cipoensis (Silveira) Sanoem umbelas com capítulos congestos. Forma populações Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-relativamente densas, ocupando amplas extensões. En- ra do Cipó (19º15’S, 43º38’W).contrada com flores o ano todo. (Sano, 2004, inéd.) Comentários: Erva; caule com cerca de 3,5 cm de al- tura. Folhas da roseta conspicuamente menores que osActinocephalus callophyllus (Silveira) Sano paracládios. Flores pistiladas com pedicelo piloso; tri- comas longos, filamentosos. Conhecida apenas pelo ma-Distribuição: MINAS GERAIS: Serro, Pico do Itambé terial-tipo, coletado por Álvaro da Silveira, no começo(18º35’S, 43º23’W). do séc. 20, foi considerada extinta na Lista de Espécies
  • Eriocaulaceae 167Brasileiras Ameaçadas de Extinção. (Sano, 2004, inéd.; Comentários: Erva; caule longo, escandente ou semi-www.biodiversitas.org.br) decumbente, o que a diferencia das demais espécies do gênero. Paracládios alongados. Brácteas involucrais dos capítulos com dorso piloso e tricomas concentrados naActinocephalus claussenianus (Koern.) Sano porção mediana. Habita bordas de mata. Aparentemente, floresce o ano todo. (Sano, 2004, inéd.)Distribuição: MINAS GERAIS: São Roque de Minas,Serra da Canastra (20º07’S, 46º39’W).Comentários: Erva. Capítulo com receptáculo portan- Actinocephalus falcifolius (Koern.) Sanodo tricomas longos, visíveis a olho nu. Flores pistiladascom sépalas bem menores que as pétalas e gineceu com Distribuição: MINAS GERAIS: Ouro Preto, Serra decoluna desenvolvida, com cerca de 1 mm de comprimen- Lavras Novas (20º20’S, 43º28’W).to, as maiores no gênero. (Sano, 2004, inéd.) Comentários: Erva com rizoma subterrâneo desenvolvi- do. Eixo florífero alongado, ramificado a partir do centro da roseta. Distribuição concentrada na Serra de LavrasActinocephalus compactus (Gardner) Sano Novas, próximo a Ouro Preto e arredores. Encontrada com flores em várias épocas do ano. (Sano, 2004, inéd.)Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º14’S,43º36’W).Comentários: Erva; caule de 2 a 4 cm de altura. Folhas Actinocephalus fimbriatus (Silveira) Sanoem roseta, densamente viloso-papilosas, caráter exclu- Distribuição: MINAS GERAIS: Couto de Magalhães desivo da espécie. Espata com ápice truncado, densamen- Minas, Chapada do Couto (18º04’S, 43º28’W).te ciliado; tricomas também papilosos. Escapos curtos, Comentários: Erva; caule com cerca de 3 cm de com-congestos, o que conferiu à espécie o epíteto específico. primento. Folhas em roseta, lanceoladas, pubescentesConhecida apenas pelo material-tipo. (Sano, 2004, inéd.) adaxialmente, glabrescentes abaxialmente. Paracládios eretos; escapos com disposição esférica e indumento se-Actinocephalus coutoensis (Moldenke) Sano ríceo. Conhecida apenas pelo holótipo, coletado por Ál- varo da Silveira, no início do séc. 20. (Sano, 2004, inéd.)Distribuição: MINAS GERAIS: Couto de Magalhães deMinas, Chapada do Couto (18º04’S, 43º28’W). Actinocephalus glabrescens (Silveira) SanoComentários: Erva; caule de 1 a 2 cm de altura. Roseta defolhas pouco desenvolvida. Paracládios com escapos em ar- Distribuição: MINAS GERAIS: Serro, Milho Verderanjo umbeliforme. Flores com até 1,6 mm de comprimen- (18º36’S, 43º23’W).to. Conhecida apenas pelo material-tipo. (Sano, 2004, inéd.) Comentários: Erva; rizoma de 0,5 a 1 cm de compri- mento. Folhas lanceoladas, glabrescentes. Conhecida ex- clusivamente pelo holótipo, coletado por Álvaro da Sil-Actinocephalus deflexus F.N.Costa veira, no início do séc. 20. (Sano, 2004, inéd.)Distribuição: MINAS GERAIS: Santana de Pirapama,Serra do Cipó (18º57’S, 43º46’ W). Actinocephalus graminifolius F.N.CostaComentários: Erva perene; caule curto. Folhas em rose- Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-ta basal, lineares, deflexas. Paracládios presentes; escapos ra do Cipó (19º09’S, 43º43’W).de 26 a 38 cm de altura. Conhecida apenas da Fazenda Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal,dos Inhames, na porção norte da Serra do Cipó. Floresce lineares. Paracládios delgados e alongados; escapos de 20em junho. (Costa, 2006) a 30 cm de altura. Floresce em junho. (Costa, 2006)Actinocephalus diffusus (Silveira) Sano Actinocephalus herzogii (Moldenke) SanoDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- Distribuição: BAHIA: Abaíra (13º14’S, 41º40’W); Piatãra do Cipó (19º15’S, 43º38’W). (13º08’S, 41º47’W); Rio de Contas (13º34’S, 41º48’W).
  • 168 EriocaulaceaeComentários: Erva; rizoma de 1 a 4 cm de comprimen-to. Folhas lineares a lanceoladas, esparsamente seríceas a Actinocephalus robustus (Silveira) Sanoglabrescentes na face adaxial, glabrescentes a glabras na Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-abaxial. Paracládios de 4 a 40 cm de comprimento. Co- ra do Cipó (19º09’S, 43º43’W); Santana do Pirapama,nhecida exclusivamente da porção sudeste da Chapada Serra Mineira (19º00’S, 44º01’W).Diamantina, próximo a Serra do Sincorá. Floresce entre Comentários: Erva; caule curto a alongado, de 10 a 80dezembro e fevereiro. (Sano, 2004, inéd.) cm de altura. Folhas marcescentes e reflexas quando se- nescentes, espirodísticas, formando roseta basal, ou apicalActinocephalus heterotrichus (Silveira) Sano quando o caule se alonga e engrossa. Restrita à região da Serra do Cipó e áreas adjacentes, com um registro a noro-Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º14’S, este da Serra, em Santana do Pirapama. (Sano, 2004, inéd.)43º36’W); Santana do Riacho, Serra do Cipó (19º09’S,43º43’W).Comentários: Erva. Folhas em roseta basal, ausentes Actinocephalus stereophyllus (Ruhland) Sanonos indivíduos férteis. Eixo florífero de 30 a 60 cm de Distribuição: MINAS GERAIS: Conselheiro Mataaltura, ramificado; brácteas do eixo e dos paracládios (18º17’S, 43º59’W); Corinto (18º21’S, 44º27’W); Dia-ligeiramente deflexas, glaucas e densamente velutinas. mantina (18º13’S, 43º36’W).Conhecidas apenas por duas coletas na Serra do Cipó (in- Comentários: Erva; rizoma com até 6 cm de compri-cluindo o holótipo) e duas no Planalto de Diamantina. mento. Folhas em roseta, ausentes nos eixos floríferos(Sano, 2004, inéd.) e presentes nos eixos vegetativos. Espatas com ápice truncado, membranáceas, quase hialinas. DistribuiçãoActinocephalus nodifer (Silveira) Sano concentrada no Planalto de Diamantina, chegando até Corinto. Floresce o ano todo. (Sano, 2004, inéd.)Distribuição: MINAS GERAIS: Couto de Magalhães deMinas, Chapada do Couto (18º04’S, 43º28’W).Comentários: Erva; caule com cerca de 6 cm de altura. Blastocaulon albidum (Koern.) RuhlandFolhas lanceoladas, esparsamanente pilosas. Brácteas in- Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º14’S,volucrais dos capítulos pilosas no dorso. Conhecida ape- 43º36’W).nas pelo material-tipo, coletado por Álvaro da Silveira, Comentários: Erva anual; caule longo, ramificado. Fo-no início do séc. 20. (Sano, 2004, inéd.) lhas ao longo do caule, lineares, pubescentes. Espata com ápice truncado. Escapos de 3 a 4 cm de altura, glabros.Actinocephalus ochrocephalus (Koern.) Sano Planta muito delicada, ocorrendo na sombra de grandes blocos de pedra ou na entrada de pequenas cavernas, vi-Distribuição: BAHIA: Maraú (14º06’S, 39º00’W); Sal- vendo geralmente em simpatria com Blastocaulon rupestre.vador (12º57’S, 38º30’W). (Ruhland, 1903; Scatena et al., 1999)Comentários: Erva de 15 a 55 cm de altura. Eixos florí-feros relativamente grossos e densamente recobertos porbrácteas eretas, sendo facilmente localizada nas dunas Blastocaulon rupestre (Koern.) Ruhlandonde habita. Folhas em roseta basal, geralmente ausente Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º14’S,nos indivíduos férteis; quando persistentes, as folhas são 43º36’W).levemente involutas. Capítulos de coloração ocrácea, o Comentários: Erva anual; caule longo, ramificado. Fo-que conferiu o epíteto à espécie. Ocorre exclusivamente lhas ao longo do caule, lineares, pubescentes. Espata comnas dunas de Salvador até Maraú, no litoral baiano. Em ápice truncado. Escapos de 4 a 6 cm de altura, glabros.Salvador, ocorre nas dunas de Itapuã, próximo à Lagoa Planta muito delicada, ocorrendo na sombra de grandesdo Abaeté, e nos arredores do aeroporto, áreas urbani- blocos de pedra ou na entrada de pequenas cavernas. En-zadas sob forte pressão antrópica, sobretudo do mercado contrada com flores em abril e maio. (Ruhland, 1903;imobiliário e turístico. (Sano, 2004, inéd.) Scatena et al., 1999)
  • Eriocaulaceae 169Eriocaulon aquatile Koern. cida apenas pelo material-tipo, coletado em solo arenoso por Martius, em maio de 1818. (Ruhland, 1903)Distribuição: MINAS GERAIS: Morro do Pilar, Serrade Santo Antônio (19º12’S, 43º22’W); Santana do Ria-cho, Serra do Cipó (19º09’S, 43º43’W). Eriocaulon majusculum RuhlandComentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal, Distribuição: MINAS GERAIS: Aiuruoca, Serra do Pa-lineares, glabras. Espata com ápice oblíquo. Escapos de pagaio (21º58’S, 44º36’W); RIO DE JANEIRO: Serra9,5 a 54 cm de altura, glabros. Conhecida pelo material- de Itatiaia (22º29’S, 44º32’W).tipo, coletado por Martius na Serra de Santo Antônio Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal,(Ruhland, 1903), e por coletas mais recentes na Serra do lanceoladas, glabras. Espata com ápice truncado. Esca-Cipó. (Giulietti, 1978) pos de 30 a 35 cm de altura, glabros. Ocorre a partir de 2.000 m s.n.m.; as coletas recentes são poucas e restritas a Itatiaia. Floresce em dezembro. (Ruhland, 1903)Eriocaulon buchellii RuhlandDistribuição: GOIÁS: Cavalcante (13º51’S, 47º34’W). Eriocaulon papillosum Koern.Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta ba-sal, lineares, glabras. Espata com ápice oblíquo. Escapos Distribuição: GOIÁS: Salinas (18º14’S, 49º33’W).de 8 a 16 cm de altura, glabros. Conhecida apenas pelo Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal,material-tipo, coletado por Burchell. (Ruhland, 1903) lanceoladas, papilosas adaxialmente, glabras abaxialmen- te. Espata com ápice oblíquo. Escapos de 10 a 15 cm de altura, glabros. Conhecida apenas pelo material-tipo, co-Eriocaulon carajense Moldenke letado por Weddell. (Ruhland, 1903)Distribuição: PARÁ: Marabá, Serra dos Carajás(05º54’S, 50º19’W). Eriocaulon spongilifolium SilveiraComentários: Erva anual; caule curto. Folhas em rose- Distribuição: SÃO PAULO: Rio Claro (22º24’S,ta basal, lanceolado-lineares, glabras. Espata com ápice 47º33’W).oblíquo. Escapos de 11 a 15 cm de altura, glabros. Ocor- Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal,re em solos úmidos, a cerca de 700 m s.n.m. Encontrada lanceoladas, glabras. Espata com ápice oblíquo. Escaposcom flores em maio. (Moldenke, 1973a) de 60 a 70 cm de altura, glabros. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado por Löfgren. (Silveira, 1928)Eriocaulon cipoense SilveiraDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- Eriocaulon stramineum Koern.ra do Cipó (19º09’S, 43º43’W). Distribuição: GOIÁS: Mun.? Salinas. MATO GROSSO:Comentários: Erva; caule alongado. Folhas ao longo do Barra do Garças, Serra do Roncador (15º53’S, 52º15’W).caule, lanceoladas, glabras. Espata com ápice oblíquo. Es- Comentários: Erva anual; caule curto. Folhas em rosetacapos de 0,5 a 1 m de altura, glabros (Silveira, 1928). basal, lineares, glabras. Escapos de 6 a 15 cm de altura,Ocorre dentro de riachos, com o caule atingindo até 13 glabros. Era conhecida apenas pelo material-tipo, coleta-cm de altura, mantendo o capítulo e parte do escapo do por Weddell em Salinas. Salinas, em Goiás, pode sersempre emersos. Floresce de março a novembro. (Giu- atualmente o município de Bom Jesus de Goiás, próximolietti, 1978) do limite de Mato Grosso. Em 2005, foi encontrada ou- tra coleção dessa espécie, coletada por Irwin na Serra do Roncador. (Ruhland, 1903)Eriocaulon griseum Koern.Distribuição: PIAUÍ: Oeiras, Serra de Dois Irmãos Leiothrix argyroderma Ruhland(07º01’S, 42º09’W).Comentários: Erva anual; caule curto. Folhas em rose- Distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia, Serra do Ita-ta basal, lanceolado-lineares, glabras. Espata com ápice tiaia (22º29’S, 44º32’W). SÃO PAULO: Marins, Pico dooblíquo. Escapos de 5 a 8 cm de altura, glabros. Conhe- Marins (22º27’S, 45º09’W).
  • 170 EriocaulaceaeComentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal, se glabras. Espata com ápice oblíquo. Escapos de 50 a 70lanceoladas, glabrescentes. Espata com ápice oblíquo. Esca- cm de altura, esparsamente pubescentes. Conhecida apenaspos de 5 a 28 cm de altura, glabros. Ocorre em solos brejo- por duas coletas, somente o material-tipo com localidadesos de campos rupestres, freqüentemente acima de 2.000 indicada. Encontrada com flores em abril. (Silveira, 1928)m s.n.m. Floresce de abril a setembro. (Ruhland, 1903) Leiothrix linearis SilveiraLeiothrix cipoensis Giul. Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- ra do Cipó (19º07’S, 43º43’W).ra do Cipó (19º15’S, 43º38’W). Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal,Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal, lanceoladas a lineares, quase glabras. Espata com ápicelanceoladas a lineares, glabrescentes. Espata com ápice oblíquo. Escapos de 13 a 15 cm de altura, pubescentes.oblíquo. Escapos de 7 a 13 cm de altura, pubescentes. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado em cam-Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado em cam- pos rupestres úmidos, com flores em abril. (Silveira,pos rupestres, entre gramíneas, sobre solo arenoso, com 1928; Giulietti, inéd.)flores em fevereiro. (Giulietti, 1987)Leiothrix crassifolia (Bong.) Ruhland Leiothrix luxurians (Koern.) Ruhland Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º14’S,Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º14’S, 43º36’W).43º36’W); Santana do Riacho (19º18’S, 43º40’W). Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal,Comentários: Erva; caule subterrâneo desenvolvido, lineares, glabras ou esparsamente pubescentes. Espataemitindo porções aéreas. Folhas em roseta basal, lance- com ápice tridenteado. Escapos de 9 a 25 cm de altu-oladas, quase glabras. Espata com ápice oblíquo, geral- ra, pubescentes, tricomas adpressos, com brotamentos.mente tetradenteado. Escapos de 2 a 3,5 cm de altura,glabros. Ocorre em campos rupestres, do Planalto de Ocorre nos campos rupestres do Planalto de Diamantina,Diamantina até a Serra do Cipó. Floresce praticamente o sobre solos arenosos, cobrindo outras plantas com seusano inteiro, especialmente em março e abril. (Scatena & escapos. Floresce de abril a setembro. (Ruhland, 1903)Giulietti, 1996; Giulietti, inéd.) Leiothrix milho-verdensis SilveiraLeiothrix distichoclada Herzog Distribuição: MINAS GERAIS: Serro, Milho VerdeDistribuição: BAHIA:Abaíra (13º14’S, 41º40’W); Rio de (18º27’S, 43º30’W); Diamantina (18º14’S, 43º36’W).Contas (13º34’S, 41º48’W); Andaraí (12º49’S, 41º19’W). Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal,Comentários: Erva; caule curto. Folhas dísticas, em ro- lineares, pubescentes. Espata com ápice oblíquo. Escaposseta basal, conduplicadas, esparsamente pubescentes na de 3 a 23 cm de altura, pubescentes. Conhecida apenasface adaxial, pubescentes na abaxial, especialmente nas por duas coletas do Planalto de Diamantina. Encontradamargens. Espata com ápice oblíquo. Escapos de 20 a 40 com flores em abril. (Silveira, 1928)cm de altura, pubescentes. Ocorre nos campos rupestresda Chapada Diamantina, da região mediana para o Sul,onde é mais freqüente. Floresce principalmente de maio Leiothrix obtusifolia Silveiraa julho. (Giulietti, 1996a) Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- ra do Cipó (19º09’S, 43º43’W).Leiothrix gomesii Silveira Comentários: Erva; caule curto. Folhas cespitosas, ere- tas, lanceoladas, obtusas no ápice revolutas nas margens,Distribuição: MINAS GERAIS: Ouro Preto, Serra do esparsamente pilosas e glabrascentes adaxialmente, glabrasCapanema (20º20’S, 43º30’W). abaxialmente, coriáceas. Espata com ápice dividido. Esca-Comentários: Erva; caule subterrâneo desenvolvido e aé- pos de 6 a 9 cm de altura, retorcidos, esparsamente pilososreo curto. Folhas em roseta basal, lanceolado-lineares, qua- e com 4 costelas salientes. (Silveira, 1928; Giulietti, inéd.)
  • Eriocaulaceae 171Leiothrix rupestris Giul. quo. Escapos de 30 a 40 cm de altura. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado próximo ao rio Brumado.Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º14’S, (Giulietti & Parra, 1995)43º36’W).Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal,lineares, glabrescentes. Espata com ápice oblíquo. Esca- Paepalanthus almasensis Moldenkepos de 4 a 45 cm de altura, pubescentes, retorcidos, combrotamentos vegetativos. Ocorre em campos rupestres, Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das Almasentre pedras ou na sombra de grandes blocos de rochas. (13º32’S, 41º55’W).Floresce de julho a outubro. (Giulietti, 1987) Comentários: Erva cespitosa. Folhas lineares, com lon- gos tricomas filamentosos, principalmente no ápice. Es- pata com ápice oblíquo. Escapos de 27 a 40 cm de altura.Leiothrix sclerophylla Silveira Ocorre em campos rupestres a partir de 1.500 m s.n.m., sobre solos de areia branca. Floresce principalmente deDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-ra do Cipó (19º15’S, 43º38’W). março a maio. (Giulietti & Parra, 1995)Comentários: Erva; caule subterrâneo desenvolvido eaéreo curto. Folhas em roseta basal, lanceoladas, glabres-centes. Espata com ápice oblíquo e denteado. Escapos de Paepalanthus anamariae Hensold5 a 11 cm de altura, glabrescentes. Floresce praticamente Distribuição: MINAS GERAIS: Fechados (18º49’S,o ano todo. (Silveira, 1928) 43º52’W). Comentários: Erva acaulescente. Folhas em roseta ba-Leiothrix sinuosa Giul. sal, lineares, pubescentes. Espata com ápice oblíquo. Es- capos de 13 a 23 cm de altura. Conhecida apenas peloDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- material-tipo, representando uma única grande popula-ra do Cipó (19º15’S, 43º38’W). ção no norte da Serra do Cipó, entre Córrego dos Piões eComentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal, Córrego Soberbo. Coletada com fruto no final de março,lineares, glabrescentes. Espata com ápice oblíquo. Esca- provavelmente florescendo entre novembro e janeiro.pos de 7 a 40 cm de altura, pubescentes, muito retorci- (Hensold, 1988)dos. Ocorre em campos rupestres, sobre solo arenoso eúmido. Floresce especialmente em abril. (Giulietti, 1987) Paepalanthus argenteus SilveiraLeiothrix spiralis (Koern.) Ruhland Distribuição: MINAS GERAIS: Congonhas do NorteDistribuição: MINAS GERAIS: Serra do Cipó (19º15’S, (18º48’S, 43º39’W); Diamantina (18º14’S, 43º36’W);43º38’W). Santana do Riacho, Serra do Cipó (19º09’S, 43º43’W).Comentários: Erva de 10 a 50 cm de altura. Folhas ces- Comentários: Erva; caule ereto, curto e espessado. Fo-pitosas, de 1,5 a 4 cm de comprimento, esparsamente lhas lanceoladas a lineares, densamente velutinas abaxial-pilosas, com tricomas curtos ou longos, glabrascentes da mente. Espata com ápice truncado, arredondado a acumi-porção mediana para o ápice. Foi descrita com base em nado. Escapos de 9 a 55 cm de altura. Brácteas involucraismaterial jovem, coletado por Riedel na Serra da Lapa, dos capítulos creme a castanho-claras. A variedade típicaporção oeste da Serra do Cipó. Acompanhando o desen- ocorre do Planalto de Diamantina até a porção sul da Ser-volvimento das plantas, foi possível verificar a presença ra do Cipó, enquanto P. argenteus var. elatus (Bong.) Hen-de brotamentos nos capítulos, indicando que L. cuscutoidesSilveira é sinônimo desta espécie. Floresce de novembro sold é conhecida apenas pelo material-tipo, coletado pro-a abril. (Ruhland, 1903; Silveira, 1928; Giulietii, inéd.) vavelmente na porção norte da Serra do Cipó. Floresce e frutifica o ano todo. (Hensold, 1988; 1998)Paepalanthus albo-tomentosus Herzog Paepalanthus ater SilveiraDistribuição: BAHIA: Rio de Contas (13º34’S, 41º48’W).Comentários: Erva; caule curto, lenhoso. Folhas em ro- Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser-seta basal, lineares, tomentosas. Espata com ápice oblí- ra do Cipó (19º09’S, 43º43’W).
  • 172 EriocaulaceaeComentários: Erva; caule com até 6 cm de comprimento. com ápice bidenteado. Escapos de 14 a 18 cm de altura,Folhas lineares, pilosas, glabrescentes. Espata com ápice oblí- pubescentes, portando no ápice muitos capítulos unidos.quo. Escapos de 14 a 24 cm de altura. Brácteas involucrais Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado com flo-dos capítulos quase negras. Conhecida apenas do Morro do res em julho. (Silveira, 1928; Tissot-Squali, 1997)Breu. Floresce de fevereiro a abril. (Hensold, 1988, 1998) Paepalanthus caparoensis RuhlandPaepalanthus aureus Silveira Distribuição: MINAS GERAIS: Alto Caparaó, Serra doDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- Caparaó (20º26’S, 41º52’W).ra do Cipó (19º09’S, 43º43’W). Comentários: Erva, geralmente formando touceiras. Fo-Comentários: Erva; caule curto. Folhas lineares, gla- lhas em roseta, geralmente glabras. Espata lisa, com ápicebrescentes adaxialmente, glabras abaxialmente. Espata oblíquo. Escapos pouco numerosos, glabros. Ocorre noscom ápice arredondado a acuminado. Escapos de 13 a campos rupestres da trilha para o Pico da Bandeira. Flores-31 cm de altura. Brácteas involucrais dos capítulos dou- ce principalmente de janeiro a junho. (Trovó et al., 2006)radas. Distingue-se das demais espécies de Paepalanthussubg. Xeractis que ocorrem na mesma região pelo aspectoespinescente do capítulo devido ao ápice agudo das sépa- Paepalanthus cinereus Giul. & L.R.Parralas e brácteas. Floresce e frutifica provavelmente o anotodo. (Hensold, 1988, 1998) Distribuição: BAHIA: Abaíra (13º14’S, 41º40’W); Rio de Contas, Pico das Almas (13º32’S, 41º55’W). Comentários: Erva; caule longo, ereto ou decumbente.Paepalanthus barbiger Siveira Folhas ao longo do caule, espirotrísticas, lanceoladas, pi- losas adaxialmente, alvo-tomentosas abaxialmente. EspataDistribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- com ápice oblíquo. Mais de 200 escapos de 20 a 25 cm dera do Cipó (19º04’S, 43º39’W). altura, glabros. Conhecida apenas por poucas coletas emComentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal, li- campos rupestres a partir 1.600 m s.n.m, na região sul daneares, densamente tomentosas e barbuladas no ápice quan- Chapada Diamantina. Floresce principalmente de janeiro ado jovens. Paracládios presentes. Escapos de 20 a 40 cm decomprimento. É freqüente no Pico do Breu. (Silveira, 1928) maio. (Giulietti & Parra, 1994, 1995; Giulietti et al., 2003)Paepalanthus barbulatus Herzog Paepalanthus complanatus SilveiraDistribuição: BAHIA: Abaíra (13º14’S, 41º40’W); Mu- Distribuição: MINAS GERAIS: José de Melo, Serra docugê (12º57’S, 41º33’W); Rio de Contas, Pico das Almas Cipó (19º09’S, 43º43’W).(13º32’S, 41º55’W). Comentários: Erva; caule com até 40 cm de compri-Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal, mento. Folhas ao longo do caule, lanceoladas, pubescen-lanceoladas, esparsamente pubescentes, ciliadas. Espa- tes. Espata com ápice oblíquo. Escapos de 11 a 26 cmta com ápice oblíquo. Escapos de 20 a 25 cm de altura, de altura, pubescentes. Brácteas do capítulo castanho-glabros. Ocorre nos campos rupestres da Chapada Dia- escuras. Ocorre na extremidade sul da Serra do Cipó, aomantina, da região mediana para o Sul. Floresce princi- norte de José de Melo. Coletada com flores de novembropalmente de janeiro a julho. (Giulietti, 1986; Giulietti & a junho, provavelmente florescendo mais ou menos deParra, 1995; Giulietti et al., 2003) maneira contínua. (Hensold, 1988)Paepalanthus benedictii Silveira Paepalanthus conduplicatus Koern.Distribuição: MINAS GERAIS: Marinis, Serra da Man- Distribuição: MINAS GERAIS: Catas Altas, Serra dotiqueira (21º59’S, 44º44’W). Caraça (20º04’S, 43º23’W); Ouro Preto, Serra do Capa-Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta ba- nema (20º20’S, 43º30’W); Santana do Riacho, Serra dosal, lanceolado-lineares a oblongas, pubescentes. Espata Cipó (19º08’S, 43º43’W).
  • Eriocaulaceae 173Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal, Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta ba-linear-conduplicadas. Espata com ápice truncado. Esca- sal, lanceoladas, ciliadas, glabrescentes. Espata com ápi-pos de 65 a 80 cm de altura, portando no ápice muitos ce oblíquo. Escapos de 30 a 35 cm de altura, glabros.capítulos unidos. Característica pelas folhas conduplica- Ocorre nos campos rupestres da Chapada Diamantina.das, a variedade típica possui folhas e escapos glabros, O material-tipo é referido como tendo sido coletado emocorrendo na região mais sul das montanhas de Minas Jacobina por Blanchet, em 1837. Os limites desse mu-Gerais, enquanto P. conduplicatus var. pubescens Silvei- nicípio, no entanto, abrangiam uma área muitas vezesra possui folhas e escapos pubescentes, sendo endêmi- maior do que a atual. Floresce principalmente de julho aca da Serra do Cipó. Encontrada com flores em abril. dezembro. (Giulietti et al., 2003)(Ruhland, 1903; Silveira, 1928; Tissot-Squali, 1997)Paepalanthus contasensis Moldenke Paepalanthus flaviceps Koern. Distribuição: MINAS GERAIS: Sabará (19º53’S,Distribuição: BAHIA: Rio de Contas (13º34’S, 41º48’W).Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal, 43º48’W).lanceoladas, esparsamente pubescentes na face adaxial, Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal, li-pubescentes na abaxial, densamente ciliadas. Espata com neares, esparsamente pubescentes. Espata com ápice trun-ápice oblíquo. Escapos de 20 a 30 cm de altura, pubes- cado. Escapos de 30 a 40 cm de altura, glabrescentes, por-centes. Ocorre em campos rupestres. Floresce principal- tando no ápice muitos capítulos unidos. Conhecida apenasmente de março a abril. (Moldenke, 1980a) pelo material-tipo, coletado por Sellow, nas proximidades de “Rio das Pedras”. (Ruhland, 1903; Tissot-Squali, 1997)Paepalanthus cordatus Ruhland Paepalanthus garimpensis SilveiraDistribuição: GOIÁS: Alto Paraíso de Goiás, Chapadados Veadeiros (14º07’S, 47º30’W). Distribuição: MINAS GERAIS: Barão de Cocais, SerraComentários: Erva com cerca de 1 m de altura. Folhas do Garimpo (19º56’S, 43º28’W).em roseta, pilosas, ciliadas. Quando em estádio reprodu- Comentários: Erva; caule alongado, com até 4 cm detivo, apresenta um caule alongado e coberto com folhas comprimento. Folhas lineares a linear-lanceoladas, pu-cordiformes. Espata com ápice oblíquo. Escapos reuni- bescentes. Espata com ápice oblíquo. Escapos de 7 a 11dos em inflorescência terminal. Foi descrita com base em cm de altura, pubescentes. Conhecida apenas da locali-um material sem escapos nem capítulos, porém as brác- dade-tipo, entre Caeté e Santa Bárbara. Floresce entreteas cordiformes no eixo reprodutivo não deixam dúvi- janeiro e abril. (Hensold, 1988)das sobre sua definição, nem sobre seu posicionamentotaxonômico. (Ruhland, 1903) Paepalanthus globulifer SilveiraPaepalanthus digitiformis Hensold Distribuição: MINAS GERAIS: Diamantina (18º14’S, 43º36’W); Santana do Riacho (19º09’S, 43º43’W).Distribuição: MINAS GERAIS: Conceição do Mato Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta ba-Dentro (19º02’S, 43º25’W).Comentários: Erva decumbente; caule longo, com até sal, lanceolado-lineares, glabrescentes. Espata com ápice35 cm de comprimento. Folhas ao longo do caule, linea- truncado. Escapos de 20 a 40 cm de altura, pubescentes,res a lanceoladas, pubescentes. Espata com ápice oblíquo. portando no ápice muitos capítulos unidos. Bem repre-Escapos de 17 a 35 cm de altura, pubescentes. Brácteas sentada na Serra do Cipó, mas com apenas uma coleta noinvolucrais dos capítulos castanhas. Ocorre a sudeste de Planalto de Diamantina. Floresce o ano todo. (Silveira,Ouro Fino. Floresce em fevereiro. (Hensold, 1988) 1928; Tissot-Squali, 1997)Paepalanthus erigeron Mart. ex Koern. Paepalanthus grão-mogolensis SilveiraDistribuição: BAHIA: ‘Jacobina’(?); Abaíra (11º12’S, Distribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º33’S,40º31’W); Palmeiras (12º26’S, 41º29’W). 42º54’W).
  • 174 EriocaulaceaeComentários: Erva; caule ereto. Folhas ao longo do caule, Serra de Itatiaia (22º29’S, 44º43’W). SÃO PAULO: Sãolanceoladas, pilosas, decíduas. Espata fendida. Escapos de 15 José do Barreiro, Serra da Bocaina (22º44’S, 44º34’W).a 30 cm de altura. Ocorre em campos, sendo conspícua de- Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal,vido ao hábito. Floresce entre março e julho. (Silveira, 1928) lineares, pubérulo-hirsutas, ciliadas. Espata com ápice truncado, oblíquo a bidenteado. Escapos com cerca de 35 cm de altura, glabrescentes, portando no ápice muitos ca-Paepalanthus harleyi Moldenke pítulos unidos. Conhecida apenas das Serras do Itatiaia e da Bocaina (com a sinonimização de P. batocephalus Ruhland).Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das Almas Floresce o ano todo. (Ruhland, 1903; Tissot-Squali, 1997)(13º34’S, 41º48’W).Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal,muito estreitas, esparsamente pilosas. Espata com ápice Paepalanthus langsdorffii (Bong.) Koern.oblíquo. Cerca de 10 escapos, de 24 a 28 cm de altura, al-vo-vilosos. Ocorre em campos rupestres acima de 1.500 Distribuição: MINAS GERAIS: Ouro Preto (20º17’S,m s.n.m., sobre solos de areia branca. Floresce principal- 43º29’W).mente de dezembro a março. (Giulietti & Parra, 1995) Comentários: Erva; caule alongado, com até 25 cm de comprimento. Folhas lanceolado-lineares, pubescentes. Espata com ápice agudo. Escapos de 12 a 24 cm de altura.Paepalanthus henriquei Silveira & Ruhland Brácteas involucrais dos capítulos castanhas, muito escu- ras. Conhecida apenas pelo material-tipo, supostamenteDistribuição: MINAS GERAIS: Lima Duarte, Parque coletado no Pico do Itacolomi, em agosto, principalmen-Estadual do Ibitipoca (21º50’S, 43º47’W). te em botões. (Hensold, 1988)Comentários: Erva com cerca de 30 cm de altura. Fo-lhas em roseta, pilosas, ciliadas. Espata com ápice trun-cado, pilosa. Numerosos escapos, do tamanho das folhas. Paepalanthus lanuginosus HensoldOcorre em campos rupestres. (Ruhland, 1903) Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Riacho, Ser- ra das Mangabeiras (19º13’S, 43º40’W); Barbacena (?).Paepalanthus homomallus (Bong.) Mart. ex Koern. Comentários: Erva; caule curto. Folhas lineares, lano- sas. Espata com ápice agudo. Escapos de 11 a 19 cm deDistribuição: MINAS GERAIS: Fechados (18º49’S, altura. Brácteas involucrais do capítulo castanhas e casta-43º52’W); Congonhas do Norte (18º48’S, 43º40’W). nho-avermelhadas. Conhecida apenas pelo material-tipo,Comentários: Erva; caule curto. Folhas lineares, pubes- coletado na Serra do Cipó, com botões em abril, porémcentes. Espata com ápice acuminado. Escapos de 13 a 31 cm conta com um registro duvidoso nas proximidades dede altura. Brácteas involucrais dos capítulos castanho-claras Barbacena. (Hensold, 1988)a douradas. Conhecida apenas da porção norte da Serra doCipó. Floresce de novembro a janeiro. (Hensold, 1988) Paepalanthus lepidus SilveiraPaepalanthus inopinatus Moldenke Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Ricaho, Ser- ra do Cipó (19º09’S, 43º43’W).Distribuição: BAHIA: Rio de Contas (13º34’S, 41º48’W). Comentários: Erva; caule alongado, com até 12 cm deComentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal, comprimento. Folhas lanceolado-lineares, esparsamentelanceoladas, esparsamente pubescentes na face adaxial, pubescentes. Espata com ápice agudo. Escapos de 13 a 18pubescentes na abaxial. Espata com ápice oblíquo. Escapos cm de altura. Brácteas involucrais do capítulo castanhas.de 10 a 50 cm de altura, pubescentes. Conhecida apenas Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado no Capãopor duas coletas nas proximidades do rio Brumado. En- Redondo, com inflorescências quase no final da antesecontrada com flores em março e julho. (Moldenke, 1980b) em abril. (Hensold, 1988)Paepalanthus itatiaiensis Ruhland Paepalanthus luetzelburgii HerzogDistribuição: MINAS GERAIS: Passa Quatro, Serra de Distribuição: BAHIA: Mucugê (12º59’S, 41º20’W);Itatiaia (22º23’S, 44º52’W). RIO DE JANEIRO: Itatiaia, Rio de Contas (13º34’S, 41º48’W).
  • Eriocaulaceae 175Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal,lanceoladas, esparsamente pubescentes na face adaxial, Paepalanthus pulvinatus N.E.Br.pubescentes na abaxial. Espata com ápice oblíquo. Esca- Distribuição: BAHIA: Lençóis (12º27’S, 41º25’W);pos de 20 a 40 cm de altura, pubescentes. O material- Mucugê (12º59’S, 41º20’W); Piatã (13º08’S, 41º47’W).tipo é de Rio de Contas, porém as coletas recentes são Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta ba-dos campos rupestres de Mucugê. Floresce de fevereiro sal, lineares, densamente pubescentes. Espata com ápicea julho. (Giulietti, 1986) truncado. Escapos de 2 a 4 cm de altura, densamente pu- bescentes. Encontrada em campos rupestres da porçãoPaepalanthus obtusifolius (Steud.) Koern. central da Chapada Diamantina, sobre solos arenosos. Floresce praticamente o ano todo. (Giulietti, 1986; Mi-Distribuição: BAHIA: Lençóis (12º27’S, 41º25’W); randa & Giulietti, 2001)Mucugê (12º59’S, 41º20’W); Rio de Contas (13º34’S,41º48’W).Comentários: Erva; caule alongado. Folhas espiralada- Paepalanthus revolutus Hensoldmente dispostas ao longo do caule, lanceoladas, esparsa- Distribuição: MINAS GERAIS: Congonhas do Norte,mente pubescentes a glabras. Espata com ápice oblíquo. Serra do Cipó (18º48’S, 43º39’W).Escapos de 10 a 18 cm de altura, glabros. Ocorre espe- Comentários: Erva; caule alongado, até 20 cm de altu-cialmente sobre solos arenosos, na beira de riachos pouco ra. Folhas lineares a lanceolado-lineares, puberulentas aprofundos da Chapada Diamantina, da parte central para glabras. Espata com ápice agudo a truncado. Escapos deo sul. Floresce praticamente o ano todo. (Giulietti, 1986; 10 a 30 cm de altura. Brácteas involucrais dos capítulosGiulietti & Parra, 1995; Miranda & Giulietti, 2001) castanhas. Ocorre na porção leste da Serra do Cipó. Flo- resce de fevereiro a abril. (Hensold, 1988)Paepalanthus oerstedianus Koern.Distribuição: SÃO PAULO: São Paulo (23º59’S, Paepalanthus senaeanus Ruhland46º44’W). Distribuição: MINAS GERAIS: Santana do Richo, Ser-Comentários: Erva cespitosa, com cerca de 30 cm de ra do Cipó (19º09’S, 43º43’W).altura. Folhas em roseta, glabras. Espata com ápice fendi- Comentários: Erva; caule curto a alongado, com atédo, glabra. Escapo com cerca de 25 cm de comprimento. 4 cm de comprimento. Folhas lanceolado-lineares, pu-Capítulos ocre, característicos da espécie. Ocorre ape- bérulas. Espata com ápice agudo. Escapos de 6 a 26 cmnas em áreas sombreadas dos campos de altitude da Ser- de altura. Brácteas involucrais dos capítulos castanhas,ra do Mar, no núcleo do Curucutu, onde é freqüente. as mais internas mais finas e mais claras em direção às(Ruhland, 1903) margens. Coletada em antese entre os meses de abril e agosto. É vistosa por causa das brácteas bem maiores quePaepalanthus piresii Moldenke os capítulos e o contraste entre sua face adaxial alva e indumentada e a abaxial castanha. (Hensold, 1988)Distribuição: PARÁ: Novo Progresso, Serra do Ca-chimbo (09º30’S, 55º30’W).Comentários: Erva; caule curto. Folhas em roseta basal, Paepalanthus stannardii Giul. & L.R.Parralineares a lanceoladas, podendo ser alvo-tomentosas ada- Distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das Almasxialmente. Espata com ápice oblíquo. Escapos de 7 a 10 (13º32’S, 41º55’W).cm de altura. Inclui duas variedades, ambas conhecidas Comentários: Erva; caule longo. Folhas espiraladamenteapenas pelo material-tipo; a típica foi coletada com flores dispostas ao longo do caule, lanceoladas, esparsamenteem dezembro, na Serra do Cachimbo, enquanto P. piresii pubescentes. Espata com ápice oblíquo. Escapos de 15 avar. villosus Moldenke foi coletada com flores em junho, 25 cm de altura, pubescentes. Conhecida apenas em solonão havendo indicação precisa de sua localidade. (Mol- de turfeira muito úmido, acima de 1.600 m s.n.m. Flores-denke, 1960a, 1980c) ce de novembro a agosto. (Giulietti & Parra, 1994, 1995)
  • 176 EriocaulaceaePaepalanthus striatus Ruhland Paepalanthus urbanianus RuhlandDistribuição: SÃO PAULO: São José do Barreiro, Serra Distribuição: GOIÁS: Alto Paraíso de Goiás, Chapadado Mar (22º38’S, 44º34’W). dos Veadeiros (14º18’S, 47º35’W).Comentários: Erva com cerca de 25 cm de altura. Fo- Comentários: Erva com cerca de 50 cm de altura. Fo-lhas em roseta, pilosas, com nervuras bem marcadas. lhas em roseta, glabras, ciliadas. Quando em estádio re-Espata com ápice fendido, glabra. Escapo com cerca de produtivo, apresenta caule alongado coberto com folhas25 cm de comprimento. Capítulos esverdeados. Ocorre lanceoladas. Espata com ápice oblíquo. Escapos reunidosapenas em áreas alagadas de campos de altitude, com in- em inflorescência terminal. (Ruhland, 1903)divíduos ocorrendo isoladamente. (Ruhland, 1903) Paepalanthus vigiensis MoldenkePaepalanthus superbus Ruhland Distribuição: Pará: Vigia (00º51’S, 48º07’W). Comentários: Erva; caule alongado. Folhas ao longo doDistribuição: MINAS GERAIS: Fechados (18º49’S, caule, lineares, pubescentes. Espata com ápice oblíquo.43º52’W); Santana do Riacho (19º09’S, 43º43’W); Dia- Escapos de 6 a 8 cm de altura. Conhecida apenas pelomantina (17º57’S, 43º38’W). material-tipo. (Moldenke, 1949a)Comentários: Erva; caule alongado, de 25 a 40 cm dealtura. Folhas lineares a lanceolado-lineares, pubescentes.Espata com ápice agudo a acuminado. Escapos de 9 a 30 Paepalanthus villipes Moldenkecm de altura; 3 a 34 inflorescências por planta. Brácteas Distribuição: Pará: Vigia (00º51’S, 48º07’W).involucrais dos capítulos castanhas a cinza-acastanhadas. Comentários: Erva; caule alongado. Folhas ao longo doInclui três variedades, a típica possui de 35 a 45 brácteas caule, lineares, pubescentes. Espata com ápice oblíquo.por capítulo, enquanto P. superbus var. gracilis Hensold e P. Escapos de 5 a 8 cm de altura. Conhecida apenas pelosuperbus var. niveo-niger (Silveira) Hensold possuem de 15 material-tipo. (Moldenke, 1949b)a 30 brácteas por capítulo. As três variedades ocorrem naSerra do Cipó, mas a var. niveo-niger também é mencio-nada para “Baraúna”, possivelmente um fazenda próxima Paepalanthus viridulus Ruhlanda Barão de Guaicuí, no planalto de Diamantina. A var.superbus e a var. gracilis florescem provavelmente a partir Distribuição: MINAS GERAIS: Lima Duarte, Parque Estadual de Ibitipoca (21º50’S, 43º47’W).de janeiro, enquanto a var. niveo-niger floresce em maio. Comentários: Erva com cerca de 5 cm de altura. Folhas(Hensold, 1988) em roseta, glabras. Espata com ápice fendido, glabra. Es- capos numerosos. Capítulos alvos, sendo uma das poucasPaepalanthus uncinatus Gardner espécies que apresentam brotamento do centro do capí- tulo. Ocorre em fendas de rocha e ambientes sombrea-Distribuição: MINAS GERAIS: Itambé do Mato Den- dos. (Ruhland, 1903)tro (19º25’S, 43º19’W).Comentários: Erva; caule alongado, com até 20 cm decomprimento. Folhas (lanceolado-)lineares, pubescentes. Paepalanthus xiphophyllus RuhlandEspata com ápice agudo. Escapos de 10 a 30 cm de altura. Distribuição: MINAS GERAIS: Catas Altas(?), ‘Serra daBrácteas involucrais verdes quando vivas, castanho-claras Gandavelha’ (20º04’S, 43º21’W).a amareladas no material seco. Inclui duas variedades; a Comentários: Erva; caule alongado. Folhas lanceoladas,típica possui brácteas de 1 a 1,2 cm de comprimento, pubescentes. Escapos de 4 a 5 cm de altura. Brácteasenquanto em P. uncinatus var. rectus Hensold elas vão de involucrais castanho-acinzentadas, escuras. Conhecida5 a 7,5 mm de comprimento. Ambas são conhecidas da apenas pelo material-tipo, citado como ‘Serra da Ganda-mesma localidade-tipo, na porção leste da Serra do