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  • 1. HISTÓRIA DO PARANÁ
  • 2. • Ficou estabelecido, pelo Decreto-Lei n° 2457, de 31 de março de 1947 a atual bandeira. No centro da bandeira está inserida uma esfera azul simbolizando o céu e as cinco estrelas do Cruzeiro do Sul ordenadas pela posição em que se encontravam no dia 29 de agosto de 1853, data em que o imperador D. Pedro assinou a Lei de criação da Província do Paraná. • Cortando a esfera, abaixo da estrela superior, há uma faixa branca com a inscrição "Paraná" em letras verdes. Ao redor da esfera cruzam-se dois ramos verdes, um de pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) à direita e um de erva- mate (Ilex paraguariensis) à esquerda.
  • 3. • 1º Curitiba - 1.757.904 hab. • 2º Londrina - 488.287 hab. • 3º Maringá - 318.952 hab. • 4º Foz do Iguaçu - 301.409 hab. • 5º Ponta Grossa - 300.196 hab. • 6º Cascavel - 278.185 hab. • 7º São José dos Pinhais - 252.470 hab. • 8º Colombo - 224.404 hab • 9º Guarapuava - 166.897 hab. • 10º Paranaguá - 144.797 hab.
  • 4. As terras que hoje pertencem ao Estado do Paraná eram habitadas, durante a época do descobrimento do Brasil, pelos Carijós, do grupo Tupi e pelos Caingangues do grupo Jê.
  • 5. Carijós • Carijós são índios que ocupavam o território que ia de Cananéia (SP) até a Lagoa dos Patos (RS). Vistos como "o melhor gentio da costa", foram receptivos à catequese. Isso não impediu sua escravização em massa por parte dos colonos de São Vicente. • Eram os carijós índios dóceis, trabalhadores e bem intencionados. Pertenciam ao ramo Guarani e efetuaram uma marcha migratória do Paraguai para o sul do litoral brasileiro.
  • 6. Kaingang Os Kaingang ou Caingangue, ou ainda Kanhgág, são um povo indígena do Sul do Brasil. Sua língua pertencente à família linguística do Tronco Macro-Jê. Sua cultura desenvolveu-se à sombra dos pinheirais (Araucaria brasiliensis), ocupando a região sudeste/sul do atual território brasileiro.
  • 7. As primeiras expedições exploradoras • Durante o século XVI, a região do atual Estado do Paraná ficou abandonada por Portugal. Aproveitando-se disto, inúmeras expedições de outros países visitaram-na. Muitas delas vinham em busca de madeiras de lei. As mais importantes foram as espanholas, que chegaram a criar núcleos de povoamento no oeste paranaense.
  • 8. A colonização espanhola • Os espanhóis utilizaram o chamado Caminho de Peabiru, que seguia o seguinte traçado: partia da Capitania de São Vicente, em São Paulo e constituía-se numa vasta rede de caminhos em direção Leste-Oeste, atravessando todo o território do Paraná em direção ao Oceano Pacífico.
  • 9. • O povoamento da região paranaense desenvolveu-se muito lentamente e só se efetivou no século XX. Os espanhóis foram os pioneiros na exploração e ocupação do Paraná. Em 1553, o governador do Paraguai, Domingos Martinez de Irala, explorou o rio Paraná. No ano seguinte, Garcia Rodriguez de Vergara fundou a povoação de Ontiveros, próximo de Sete Quedas.
  • 10. • Em 1557, Ruy Diaz Melgarejo fundou a povoação de Ciudad Real del Guairá, junto à foz do rio Piquiri. • Em 1576, Melgarejo criou a Villa Rica del Espiritu Santo, na confluência dos rios Ivaí e Corumbataí. Estes foram o primeiros núcleos estáveis de povoamento do Paraná e a região onde se localizaram recebeu o nome de Guairá. Neles, a partir de 1610, os padres espanhóis organizaram missões ou reduções (aldeamentos de indígenas cristianizados) jesuíticas.
  • 11. Entradas e bandeiras • Somente no início do século XVII, com a descoberta de ouro de aluvião no território paranaense e a necessidade de índios para escravizar e que os luso-brasileiros começaram a ocupar a região, através de bandeiras que partiam de São Vicente. • Em 1602, a bandeira de Nicolau Barreto, que tinha a autorização do governador para procurar ouro e prata, desceu os rios Tietê e Paraná e atingiu o Guaira, onde aprisionou numerosos indígenas. Inutilmente, os espanhóis do Paraguai protestaram junto a dom Francisco de Sousa, então governador do Brasil naquela época.
  • 12. • Em 1611, quando os índios já estavam aldeados nas missões jesuíticas, nova bandeira dirigiu-se ao Guairá. Seu chefe era Pedro Vaz de Barros, que voltou outras vezes à região. • Entre os ávidos predadores (caçadores de índios) que, durante a segunda e terceira décadas do século XVII, freqüentaram o Guairá, estão Sebastião Preto e seu irmão Manuel Preto. Mas foi a bandeira de Antônio Raposo Tavares, organizada em 1628, que de fato inaugurou o ciclo de caça ao índio. • O bandeirante paulista Raposo Tavares atacou as missões jesuíticas e aprisionou milhares de índios aldeados, levando-os para São Vicente.
  • 13. • Em 1631, os vicentinos destruíram Ciudad Real del Guairá e Villa Rica del Espiritu Santo, que foram abandonadas pelos habitantes. Sem condições de resistir aos ataques dos bandeirante, os jesuítas resolveram abandonar o Guairá, e migraram para regiões mais distantes com os indígenas que restaram. • A destruição das missões, contudo, não foi seguida de imediato povoamento da região pelos luso-brasileiros. Em meados do século XVII, com o desenvolvimento da mineração, o alemão Heliodoro Eobanos, guia de vários bandeirantes, fundou a povoação de Paranaguá. • Com a chegada de muitos moradores, Paranaguá, em 1648 foi elevada à categoria de vila. No mesmo período e também devido à mineração surgiu outra povoação: Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais, atual Curitiba, elevada a vila em 1693.
  • 14. Exploração do ouro • Caminho da Graciosa: caminho primeiramente utilizado por indígenas, foi o traçado utilizado por aqueles que procuravam ouro no planalto. No segundo momento, foi utilizado para o trânsito de muares, sendo considerado Estrada apenas no século XIX – liga Curitiba com Morretes.
  • 15. • Por alguns anos, os exploradores conseguiram retirar alguma quantidade de ouro, com muito trabalho e pouco rendimento. A partir do descobrimento do ouro das Minas Gerais pelos paulistas, no final do século XVII, a reduzida mineração do Paraná perdeu a importância. A população de Paranaguá passou a viver somente da agricultura, e nos campos de Curitiba, permaneceu a criação de gado.
  • 16. Tropeirismo • Para atender às necessidades de alimentação e transporte dos mineradores das Minas Gerais, ocorreu uma grande procura de vacas, cavalos e mulas. Os campos de Curitiba e do atual Rio Grande do Sul, onde o gado se espalhava em grande quantidade, eram territórios muito favoráveis à pecuária.
  • 17. • Por volta de 1720, os paulistas começaram a buscar o gado do Rio Grande do Sul. Alguns anos depois, foi aberto o Caminho Viamão-Sorocaba Era um caminho que levava o gado das margens do rio da Prata e da lagoa dos Patos, no Sul, à feira de Sorocaba, em São Paulo, passando por Curitiba. Com isso, a região de Curitiba ganhou novo impulso e intensificou-se a ocupação de áreas de campos naturais dos planaltos paranaenses. Ampliava-se assim a conquista do interior. • Muitos paranaenses, passaram a dedicar-se ao rendoso negócio de comprar gado no Sul, engordá- lo em suas fazendas e vendê-lo em Sorocaba.
  • 18. • No final do século XVIII, quando o rendimento do ouro de Minas Gerais, Mato Grosso, e Goiás tornou-se reduzidíssimo, os moradores de Curitiba instalaram novas fazendas de gado, começando a povoar o norte, sul e oeste do atual Paraná. O primeiro passo foi a conquista do vale do rio Tibagi . • Em 1770, começou a exploração dos campos de Guarapuava, definitivamente colonizados só na metade do século XIX. Nessa época colonizaram- se os campos de Palmares. A ocupação dos campos naturais do oeste, pela criação de mulas, coincidiu com a expansão, também para o oeste, da lavoura cafeeira em São Paulo, que exigia cada vez maior número de animais para o transportes.
  • 19. • Sempre como conseqüência da expansão dos currais de gado, nasceram então as cidades dos campos: Castro, Ponta Grossa, Palmeira, Lapa, Guarapuava e Palmas, todas do século XIX. • Mas a ocupação das terras paranaenses só se completaria efetivamente no século XX: – com a imigração européia; – o desenvolvimento da extração da madeira; – o avanço das plantações de café de São Paulo para o setentrião do Paraná; – as correntes de migração interna originárias dos Estados limítrofes de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
  • 20. Comarca de Paranaguá e Curitiba • Em 19 de novembro de 1811, foi criada a Comarca de Paranaguá e Curitiba, como território integrado à Capitania Geral de São Paulo. Em 6 de julho do mesmo ano, a Câmara Municipal de Paranaguá apelou ao príncipe regente, Dom João IV, solicitando a emancipação da comarca e a criação da capitania do Paraná, independente de São Paulo. Mesmo após a Independência do Brasil, porém, os paranaenses continuaram submetidos a São Paulo.
  • 21. • Dois episódios tornaram evidente a importância política e estratégica da região: a Guerra dos Farrapos e as Revoluções Liberais de 1842. • A Guerra dos Farrapos (1835 a 1845), que começou no Rio Grande do Sul e se espalhou pela Província de Santa Catarina, era contra a centralização política imposta pelas exigências e o encarecimento dos produtos da pecuária sulina. • As Revoluções Liberais de 1842, em Minas Gerais e São Paulo, foram promovidas pelo Partido Liberal, contra o ato de
  • 22. • Em 6 de fevereiro de 1842, uma lei provincial de São Paulo, elevou Curitiba à categoria de cidade. • Nesse período, a economia paranaense expandia-se com a produção local da erva-mate, exportada para os mercados argentino, uruguaio, paraguaio e chileno , além do comércio de gado. O mate era o principal produto de exportação do Paraná.
  • 23. Província do Paraná • Em 29 de agosto de 1853, foi aprovado o projeto de criação da Província do Paraná, por força da lei imperial nº 704, assinada por Dom Pedro II. • Embora a lei fosse aprovada, o fato de que a Emancipação política do Paraná ocorreu, isso demorou quatro meses para se concretizar. Como resultado da lei imperial, em 19 de dezembro de 1853, a Província do Paraná se separou da Província de São Paulo, deixando de ser a 5ª Comarca de São Paulo.
  • 24. • Curitiba foi escolhida como capital da nova província e, na mesma data da emancipação política da província, chegou à capital Zacarias de Góis e Vasconcelos, o primeiro presidente da Paraná, declarou logo que todos os seus problemas de administração poderiam ser resumidos em um só: povoar um território de 200.000 km² que contava com apenas 60.626 hab. Essa população estava situada principalmente nas cidades de Curitiba e Paranaguá.
  • 25. Desenvolvimento econômico • A partir de então, um programa oficial de imigração européia contribuiu para a expansão do povoamento e o aparecimento de novas atividades econômicas. As maiores levas de imigrantes que chegaram foram os poloneses, ucranianos, alemães e italianos e, os menores contingentes, suíços, franceses e ingleses. Para receber os novos habitantes para a região, foram fundados núcleos coloniais, principalmente no Planalto de Curitiba. Iniciou- se a exploração da madeira
  • 26. • O novo impulso de desenvolvimento ocorreu com a implantação de ferrovias na Província. Em 1880, iniciavam-se as obras de construção da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, atravessando um dos trechos mais íngremes da Serra do Mar. Entre picos abruptos e abismos, engenheiros brasileiros construíram uma das obras- primas da engenharia mundial. Em 1885, os trens passaram a correr pela primeira vez entre Paranaguá e Curitiba.
  • 27. • A indústria madeireira desenvolveu-se com o aparecimento de outras ferrovias, ligando as regiões das Mata de Araucárias aos portos, principalmente de Paranaguá, e à São Paulo. Grande número de serrarias ia acompanhando as ferrovias em direção ao interior do Estado. Com o avanço das estradas de ferro que acompanhavam a expansão do café de São Paulo, o transporte com mulas foi desaparecendo. O declínio do comércio de muares acarretou uma crise na sociedade pastoril paranaense.
  • 28. Transformação em Estado • Embora contasse com alguns clubes e dois jornais republicanos, Livre Paraná, em Paranaguá e a A República, em Curitiba, o movimento em favor das idéias republicanas foi muito fraco. Na Assembléia Provincial existia apenas um republicano, Vicente Machado da Silva Lima, que se destacaria na política paranaense nos primeiros anos da República.
  • 29. • A partir da Proclamação da República, em 1889, intensificou-se o povoamento do Paraná. Já nesse ano, a Estrada de Ferro Sorocabana atingia Botucatu e avançava em direção ao vale do rio Paranapanema, onde estavam as terras roxas do norte paranaense. Com a estrada aumentou a penetração de cafeicultores mineiros e paulistas, que fundavam fazendas e criavam cidades nos vales dos rios Paranapanema, Cinzas e Jataí.
  • 30. Cerco da Lapa • A Revolução Federalista, que pretendia depor o chefe da nação, Floriano Peixoto, e o então governador do Rio Grande do Sul, Júlio de Castilhos, e a Revolta da Armada, rebelião deflagrada no Rio de Janeiro também contra Floriano Peixoto, alastraram-se pelo sul do país e repercutiram no Paraná. Em 1894, os federalistas reuniram-se aos contingentes da Revolta da Armada, que rumaram para o sul e tomaram Curitiba, Tijucas do Sul, Lapa, Paranaguá e Antonina. Numerosos combates foram travados no Paraná entre os revoltosos e as forças legalistas, que sufocaram as duas revoltas.
  • 31. Guerra do Contestado • Em 1912, iniciou-se a Guerra do Contestado, um movimento armado que opôs os habitantes pobres da região situada entre os rios Uruguai, Pelotas, Iguaçu e Negro às forças oficiais. Os rebeldes eram liderados por José Maria de Santo Agostinho, um curandeiro tido por santo. Além disso, a região era disputada por Santa Catarina e pelo Paraná, daí o nome de Contestado. As divergências entre os dois Estados e a luta dos sertanejos só terminaram em 1916.
  • 32. Questões agrárias • Em 1920, o Paraná ocupava o 13º lugar em população no Brasil, com cerca de 700.000 habitantes; em 1960, o estado havia passado para o quinto lugar, com mais de 4,2 milhões de habitantes. Esse aumento não se deveu apenas ao crescimento natural, mas a intensas correntes migratórias internas, pelas quais se deslocaram habitantes de outros estados para áreas até então incultas do Paraná • Desde o final do século XIX, lavradores paulistas e mineiros iniciaram a formação de fazendas de café no norte do estado, rico em terras roxas. A esse tipo de ocupação veio juntar-se a colonização dirigida, tanto oficial como particular.
  • 33. • Acorreram também novas levas de colonos, notadamente japoneses e, com a experiência de empreendimentos semelhantes na Austrália e na África, em 1924, Lord Lovat visitou o Paraná e três anos depois obteve do governo uma concessão de 500.000 alqueires de terra no norte do estado. Fundou então a Paraná Plantation Ltda. que, ao lado da Companhia de Terras do Norte do Paraná e da Companhia Ferroviária do Norte do Paraná, executou o plano de colonização dessa zona. O eixo da operação foi Londrina, que a partir
  • 34. • Na região dos rios Iguaçu e Paraná, as matas eram há muito exploradas por empresas que comercializavam madeira e mate. Desde a década de 1920 ocorria ali a ocupação espontânea por colonos gaúchos e catarinenses, em geral descendentes de alemães e italianos. Após a revolução de 1930, anuladas numerosas concessões de terras, passou- se, por iniciativa do governo estadual e de particulares, à ocupação organizada, dirigida para a agricultura variada e a criação de animais de pequeno porte.
  • 35. Revolução de 1930 e Intervenção • Deflagrada a revolução em outubro de 1930, já no dia 5 do mesmo mês seus partidários, com apoio de forças militares, apossaram-se do governo estadual paranaense, instalaram um governo provisório e substituíram as autoridades no interior. As finanças públicas estavam em completo desequilíbrio e a economia em crise. Havia ainda a grave questão das terras devolutas do estado. O general Mário Tourinho, primeiro interventor, foi substituído no governo por Manuel Ribas. Este, eleito em 1935, foi confirmado como interventor pelo Estado Novo, em 1937, e permaneceu no cargo até 1945.
  • 36. • Na década de 1960, todas as terras do Paraná já estavam ocupadas, mas, em seu processo de ocupação, a par do colono que comprava um ou mais lotes, surgiu também a figura do "posseiro", que tendia a se instalar no terreno que julgava do estado ou sem dono. Passou a ocorrer também a venda múltipla, a compra do "não dono" e a "grilagem" em grande escala. Assim, a época foi também de conflitos e lutas agrárias, que se prolongaram por toda a segunda metade do século XX, sem qualquer solução duradoura no meio dos avanços da economia e da sociedade.
  • 37. História Recente • À medida que o governo estadual procurava tornar o Paraná o celeiro agrícola do país e um produtor de madeira capaz de levar a efeito amplos reflorestamentos, os conflitos fundiários não só continuaram como cresceram em intensidade. Centenas de milhares de pequenos proprietários rurais e trabalhadores sem terra encenaram um êxodo rural que provocou um esvaziamento demográfico em mais de cinqüenta municípios.
  • 38. • Mais tarde, porém, a soja aumentou sensivelmente o espaço que ocupava. Em 1980, a colheita de soja atingia o recorde de 2.500kg por hectare, maior do que a marca americana até então alcançada, enquanto a de trigo colocava o Paraná no primeiro lugar nacional, com 57% da produção de todo o país. Também a indústria dava saltos expressivos, como a instalação, em 1976, de uma fábrica de ônibus e caminhões em Curitiba e o início do funcionamento, em 1977, da refinaria Presidente Getúlio Vargas. Realizaram- se ainda nessa época os primeiros grandes melhoramentos que fizeram da capital paranaense um modelo de novas soluções urbanísticas: inaugurou-se a primeira parte das ciclovias da cidade e surgiu o sistema de ônibus expressos.
  • 39. • Aumentaram, no entanto, as disputas de terra, até mesmo em reservas indígenas, assim como denúncias de graves perturbações ambientais causadas pelo crescente número de barragens para construção de usinas hidrelétricas--nos rios Iguaçu, Paranapanema, Capivari e Paraná. Em 1982, o desaparecimento do salto de Sete Quedas, imposto pela necessidade de formar o imenso reservatório da represa de Itaipu, provocou intenso movimento de protesto.
  • 40. • Nos últimos anos do século XX, o estado do Paraná exibia um bom quadro social e econômico, com estabilização populacional e modernização agrícola e industrial, com destaque para a instalação de montadoras de veículos automotores no estado, ao mesmo tempo em que a economia paranaense procurava tirar partido das oportunidades oferecidas pelo Mercosul.
  • 41. Paranaense - povo de pouca história e muita geografia Não houve ciclos hegemônicos. O Paraná teve ciclos regionais e muito curtos, insuficientes para formar a nata e deixar história: - Madeira de lei nos primórdios; - Pequena quantidade de ouro encontrada; - Entreposto das tropas; - Erva-mate: deu origem a primeira oligarquia; - Café no norte pioneiro;
  • 42. Nem 150 anos de emancipação • Sem luta. Sem sangue. Sem glórias. O Barão de Antonina, de pouquíssimas letras, mas de muita astúcia e muito dinheiro, era o maior interessado na instalação da Província. Foi ao Rio e convenceu a maioria no parlamento do Império. • De Nabuco a Feijó todos eram contrários ao desmembramento da 5a Comarca. Venceu o Barão de Antonina e o Paraná surgiu sem empreendimento ou luta, a não ser diplomacia política.
  • 43. Depois do mate, o desmatamento • Há 100 anos o Paraná era imenso território inexplorado. Tinha apenas 34 municípios e 324 mil habitantes. Começou então a abandonar o extrativismo e a descobrir sua vocação agropecuária. • O café saltou as fronteiras de São Paulo e desceu até onde a geada e a fragilidade dos solos o fez recuar. Outra breve idade do ouro. O café enriqueceu o Norte, fez brotar cidades, quadruplicou a população do Estado em duas décadas. Pela primeira vez a riqueza era produzida pelo trabalho e não pela predação, pela extração, como nos ciclos anteriores.
  • 44. Anos 50, o Sudoeste recebeu colonos do Rio Grande do Sul • Gaúchos descendentes de italianos e alemães que formaram uma sociedade baseada no minifúndio. Muita guerra para garantir a propriedade. • Nos anos 60, no Oeste, gente do Sul, gente do Nordeste, gente de todas as partes ocupou as terras e estendeu a monocultura da soja e trigo até as barrancas do rio Paraná. • Nos anos 70 o Estado passou a represar os rios e a construir grandes hidrelétricas. Desapareceu as Sete Quedas e as terras mais férteis do extremo-Oeste. Foram expulsa a população para o Paraguai e para o Norte. Alto preço para passar à condição de grande produtor de energia.