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Apostila de anatomia palpatória óssea
 

Apostila de anatomia palpatória óssea

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    Apostila de anatomia palpatória óssea Apostila de anatomia palpatória óssea Document Transcript

    • 1Anatomia Palpatória Óssea Prof. Renato Almeida Salvador-Bahia
    • 2 ÍNDICE Pág.Definição ............................................................................................................................ 3Cuidados com as mãos ...................................................................................................... 3Efeitos da palpação no paciente ....................................................................................... 3Técnicas de palpação ........................................................................................................ 4Aprimoramento da arte da palpação .............................................................................. 4Cabeça e pescoço ............................................................................................................... 5Crânio ................................................................................................................................. 5Pescoço ............................................................................................................................... 7Tórax .................................................................................................................................. 8Esterno ............................................................................................................................... 8Costelas .............................................................................................................................. 9Vértebras............................................................................................................................ 10Abdome .............................................................................................................................. 12Abertura torácica inferior ................................................................................................ 12Cíngulo do membro inferior ............................................................................................ 12Membro superior .............................................................................................................. 13Região do cíngulo do membro superior .......................................................................... 13Clavícula ............................................................................................................................ 13Escápula ............................................................................................................................. 13Extremidade superior do úmero ...................................................................................... 14Cotovelo.............................................................................................................................. 15Punho e mão ...................................................................................................................... 16Membro Inferior ............................................................................................................... 17Quadril ............................................................................................................................... 17Joelho.................................................................................................................................. 18Tornozelo ........................................................................................................................... 20Pé ........................................................................................................................................ 21Referências ......................................................................................................................... 22
    • 3 ANATOMIA PALPATÓRIA ÓSSEADefiniçãoPalpação: Forma de exame físico que consiste em aplicar os dedos, ou a palma, de uma ou deambas as mãos, com pressão leve ou forte, em qualquer região do corpo humano, tateando-a, com oobjetivo de perceber fenômenos normais ou patológicos nos elementos anatômicos que fazem partede determinada região do corpo.Examinar: Analisar com atenção e minúcia; fazer o exame de; pesquisar. A palpação utiliza um dos principais sentidos, o tato, para investigar e obter informações oupara complementar as já obtidas por outros meios. Este método parece ser uma combinação detoque, sensação, exame, feedback sensorial e interpretação de acordo com experiências anteriores.O aprimoramento ou aperfeiçoamento da arte é atingido por meio da prática e do uso contínuos. Oestudo e a prática das técnicas de contato manual por um período prolongado proporcionam aoprofissional a habilidade de receber informações relativas a cada um dos pacientes. Muitos anos deexperiência de palpação de modo cuidadoso e controlado permitem mover, alongar e comprimirtecidos com um controle minucioso. O indivíduo que é palpado tem consciência da capacidade e da habilidade do profissional.Durante um exame inicial, tanto o profissional quanto o indivíduo passam por um processo deaprendizado em que cada um avalia o outro, dando e recebendo informação. Pouca informação podeser obtida se um dos participantes reluta em comunicar-se. A habilidade de palpar não é apenas um mero toque ou contato. Na verdade, é um exame decaráter investigativo que fornece informações para ambos os participantes.Cuidados com as mãos Em todas as atividades nas quais se utiliza as mãos para realizar movimentos precisos comfina sensibilidade tátil, é preciso tomar providências para manter sua mobilidade, sensibilidade edestreza. A limpeza é essencial e contribui para a sensação do tato, devendo-se, para isso, lavar asmãos com água corrente, sabão neutro e secá-las por completo, evitando o uso de cremes ou outrassubstâncias que venham, posteriormente, danificar a qualidade da textura das mãos. A qualidade dapalpação depende, em grande parte, da flexibilidade das mãos, sendo necessário preservar asarticulações em condições adequadas de uso, com a musculatura firme e forte, utilizando exercíciosespecíficos que visem a manutenção da mobilidade e aumento da força nas mãos.Efeitos da palpação no paciente Normalmente o paciente se apresenta com uma combinação normal de dúvidas, problemas einformações, sem uma ordem específica de prioridade, exceto, talvez, a presença prevalente de dor.O investigador precisa ser receptivo a todas as formas de informação, tentando analisar os fatos eproduzindo uma avaliação completa da situação, utilizando, para isso, um plano pré-determinadopara facilitar a compilação dos fatos em uma ordem específica, o que auxiliará na conclusão oudiagnóstico. Durante o período de questionamento é bom fazer um contato cuidadoso com a área de dor,o que incentiva ambas as partes a centrarem a atenção no motivo da consulta. Os movimentosdevem ser testados com grande cuidado, palpando e observando continuamente, monitorandoqualquer relutância para se mover, tensão, espasmo muscular, anomalias articulares e dor.
    • 4 Ao examinar o movimento, já é preciso existir certo sentimento de confiança, e se amanipulação for cuidadosa ainda que firme, muito da tensão pode ser reduzida. Um sentimento decooperação e confiança supera a relutância inicial com relação ao atendimento. A palpação continua durante todo exame e o tratamento subseqüente. Se for realizada comatenção e sensibilidade, fornece dados sobre os problemas físicos do paciente e também pode“desvendar” problemas psicológicos. Todos os profissionais devem estar alertas para essapossibilidade e devem anotar qualquer comentário estranho que venha a desembocar naconversação. O contato físico com o paciente parece ser o elo necessário para esse processo, mas ahabilidade de reconhecer o sinal depende da capacidade, do treinamento e da sensibilidade doobservador. O paciente precisa confiar no profissional, que deve fornecer informações verbais e não-verbais. Outros dados referentes à condição do paciente devem ser continuamente recebidos duranteo tratamento. Mesmo o tratamento mais simples deve alimentar a sensação de estar sendo cuidado,de confiança e de compreensão.Técnicas de palpação A palpação é uma busca de informações e deve ser abordada de modo racional e planejado.Não é suficiente só colocar as mãos sobre o corpo, na esperança de receber as informaçõesnecessárias. Muito pouco se percebe ao contatar uma superfície com as mãos permanecendoestacionárias. Os movimentos das mãos são necessários para que as estruturas passem sob os dedosde forma controlada, visando determinar quais as áreas da superfície se encontram alteradas. Utilizando uma ou as duas palmas das mãos e os dedos, é possível obter um número maiorde informações referente ao movimento abaixo da superfície e sobre a reação do paciente aocontato. Em geral, se as estruturas abaixo da superfície são estacionárias, as mãos precisam serusadas em um movimento controlado, enquanto se as estruturas forem móveis, as mãos devem ficarestacionárias. O profissional deve estar absolutamente certo de que a posição do paciente é estável e que omovimento testado situa-se na articulação examinada e no plano que circunda o eixo desejado.Aprimoramento da arte da palpação O desenvolvimento do sentido do tato precisa ser cultivado. Cada contato com outro objetodeve ser realizado como se não houvesse visão nem audição, obtendo-se o máximo possível deinformações. O contínuo estudo da anatomia se faz essencial, devido os poucos benefícios obtidoscom a palpação sem consciência do que deve ser palpado.
    • 5 Cabeça e pescoçoCrânio  Bregma: intersecção dos ossos frontal e parietais (suturas frontal e sagital, respectivamente);  Lambda: interseção dos ossos parietais e occipital (suturas sagital e lambdóide, respectivamente). Visão superior  Processo mastóideo: grande protuberância óssea projetada para baixo a partir do osso temporal, o qual se une com o occipital. Visão posterior
    • 6 Osso temporal: forma a região central da lateral do crânio, articulando-se com o osso occipital, posteriormente, com o parietal, superiormente, com os ossos esfenóide e zigomático, anteriormente, e com a mandíbula, inferiormente; Arco do zigomático: crista óssea situada à frente do trago (tecido mole situado à frente do pavilhão da orelha), a qual é formada parte pelo osso temporal e parte pelo zigomático. Visão lateral Órbita: cavidade óssea delimitada pelo osso frontal, superiormente, pelo osso zigomático, lateralmente, pelo osso nasal, medialmente, e pela maxila, inferiormente. Visão anterior
    • 7Pescoço  Osso hióide: situado aproximadamente 3-5 cm abaixo da mandíbula;  Cartilagem tireóide: lâmina alargada e achatada situada abaixo de uma depressão inferior ao osso hióide;  Proeminência laríngea: projeção situada na linha mediana anteriormente às lâminas da cartilagem tireóide;  Cartilagem cricóide: situada aproximadamente 4 cm abaixo da cartilagem tireóide. Visão anterior  C1: também denominada de atlas, não possui corpo vertebral, possuindo duas massas laterais que sustentam o crânio. Tem um tubérculo posterior, ao invés do processo espinhoso, e seus processos transversos são largos e pontiagudos;  C2: também denominada de áxis, possui o processo odontóide, o qual se projeta para cima a partir de seu corpo. Processo espinho grande e proeminente, e processos transversos pequenos;  C3 a C6: corpos vertebrais ovais e pequenos, canais vertebrais grandes, lâminas compridas, processos espinhosos bífidos e amplos processos transversos com um forame;  C7: possui um processo espinhoso proeminente e não-bífido. Visão posterior
    • 8 Processo transverso de C1: palpável entre o ângulo da mandíbula e a ponta do processo mastóideo; Linha dos processos transversos: identificada aproximadamente 2 cm anterior à ponta dos processos espinhosos. Visão lateral TóraxEsterno A extremidade anterior da primeira costela está situada 1 cm abaixo e 1 cm lateral à extremidade medial da clavícula; Junção manubrioesternal: local de inserção das cartilagens das segundas costelas; Junção xifoesternal: local de inserção da cartilagem das sétimas costelas. Região anterior
    • 9Costelas  Costelas 1 a 12: articulam-se com a coluna vertebral através das cabeças;  Costelas 1 a 10: articulam-se com a coluna vertebral através dos tubérculos;  Costelas 2 a 8: ocultadas pela escápula;  Costela 8: a mais longa;  Costelas 8 a 10: suas cartilagens formam a parte anterior da margem costal, unindo-se ao processo xifóide;  Costela 11: sua ponta está situada anterior à linha do ponto mediano da axila;  Costela 12: a mais curta;  Ângulo da costela: situado aproximadamente 3-4 cm lateral às pontas dos processos transversos, sendo que a primeira costela não possui ângulo;  Ângulo costal: ângulo e projeção formados situado no nível da nona cartilagem costal, do processo espinhoso de L1 e a ponta da décima segunda costela. Região anterior Região posterior
    • 10Vértebras  Processos espinhosos: os que estão localizados na parte superior do tórax têm suas respectivas pontas niveladas com a face superior do corpo vertebral inferior, enquanto os que estão na parte inferior têm processos mais longos, os quais atingem a margem inferior da vértebra de baixo;  T3: ponta do processo espinhoso aproximadamente no mesmo nível da raiz da espinha da escápula;  T7: ponta do processo espinho aproximadamente no mesmo nível do ângulo inferior da escápula;  T12: processo espinhoso semelhante aos das vértebras lombares;  Processos transversos: suas pontas laterais estão situadas 3 cm lateral e paralelas aos processos espinhosos.
    • 11
    • 12 AbdomeAbertura torácica inferior  Delimitada pelas seguintes estruturas: processo xifóide, margem costal, ângulo costal até a décima costela, décima primeira costela (anterior à linha axilar média) e ponta da décima segunda costela (mesmo nível do processo espinhoso de L1).Cíngulo do membro inferior  Delimitado pelas seguintes estruturas: EIAS, crista ilíaca, EIPS e sacro (região ântero- posterior) e tubérculos púbicos (região anterior);  Sacro: delimitado pela L5, superiormente, pelos ílios, lateralmente, e pelo cóccix, inferiormente.
    • 13 Membro superiorRegião do cíngulo do membro superiorClavícula  Localizada na região ântero-superior da parede torácica;  Situada entre o manúbrio do esterno, medialmente, e o acrômio da escápula, lateralmente;  Aproximadamente 10 cm de comprimento;  Osso longo em forma de “S”, quando visto de cima;  Faces articulares revestidas por fibrocartilagem. Região anteriorEscápula  Localizada na região póstero-superior da parede torácica;  Osso triangular e plano, composto por 3 ângulos, 3 margens e 2 faces;  Margem medial: situada aproximadamente 5 cm lateral aos processos espinhosos de T2 a T8;  Processo coracóide: situado 3 cm abaixo da junção do dos terços lateral e médio da clavícula;  Cavidade glenoidal: situada aproximadamente 3 cm abaixo e lateral ao processo coracóide.
    • 14 Região posteriorExtremidade superior do úmero  Situada verticalmente sob a margem lateral do cíngulo do membro superior;  Tubérculo menor do úmero: projeção ligeiramente em ponta situada lateralmente ao processo coracóide;  Tubérculo maior do úmero: responsável pela saliência arredondada da região do ombro. Região anterior
    • 15Cotovelo  Crista supracondilar lateral: margem aguda que termina no epicôndilo lateral;  Cabeça do rádio: situada imediatamente abaixo do epicôndilo lateral;  Crista supracondilar medial: margem aguda que termina no epicôndilo medial, o qual pode ser palpado aproximadamente 2 cm acima da articulação do cotovelo;  Olécrano: grande formação óssea que pode ser palpada na face posterior do cotovelo. Região lateral esquerda Região posterior
    • 16Punho e mão  Piramidal e pisiforme: ossos do carpo que podem ser palpados imediatamente distais à cabeça da ulna;  Face lateral do escafóide, trapézio (ossos do carpo) e base do primeiro metacarpo: situados distalmente ao processo estilóide do rádio;  Extremidades inferiores do rádio e da ulna: concavidade que permite o encaixe do escafóide, semilunar e piramidal;  Fileira proximal do carpo: concavidade que permite o encaixe do trapézio, trapezóide, capitato e hamato. Região palmar  Processo estilóide da ulna: pequena projeção situada na região póstero-medial da cabeça da ulna;  Tubérculo dorsal do rádio: situado na região posterior da extremidade distal do rádio. Região dorsal
    • 17 Membro InferiorQuadril  Crista ilíaca: crista óssea localizada na região da cintura, delimitada anteriormente pela Espinha Ilíaca Ântero-Superior e, posteriormente, pela Espinha Ilíaca Póstero-Superior;  Margem anterior da pelve menor: crista óssea situada aproximadamente 4 cm acima da genitália, cuja depressão central abrange a união dos ossos púbicos;  Trocânter maior do fêmur: situado aproximadamente 10 cm abaixo da região mais lateral da crista ilíaca;  Face lateral do sacro: forma o componente medial da incisura isquiática, fazendo trajeto inferior e lateralmente, terminado no cóccix;  Tubérculos articulares: pequenos tubérculos situados lateralmente aos processos espinhosos do sacro, alinhados aos processos articulares das vértebras acima;  Túber isquiático: situado ântero-lateral à face lateral do sacro e póstero-medial ao trocânter do fêmur. Região anterior Região posterior
    • 18Joelho  Patela: situada na região anterior do joelho, sendo mais larga na margem superior e mais estreita na inferior;  Côndilos do fêmur: convexos para frente, delimitados pelos epicôndilos medial e lateral do fêmur e situados, respectivamente, nas faces medial e lateral do terço distal do fêmur;  Cabeça da fíbula: situada aproximadamente 1 cm abaixo da borda do côndilo lateral da tíbia e lateralmente à fossa poplítea. Região anterior Região posterior
    • 19Região medial direitaRegião lateral direita
    • 20Tornozelo  Maléolos medial e lateral: delimitam a linha da articulação do tornozelo, sendo que entre suas respectivas faces anteriores se localiza a cabeça do tálus. Região anterior  Astrágalo: crista horizontal do sustentáculo do tálus, situada 1 cm abaixo da ponta do maléolo medial;  Sulco maleolar: situado posteriormente às margens posteriores dos maléolos medial e lateral.
    • 21 Região posteriorPé  Navicular: situado à frente da cabeça do tálus, cuja grande tuberosidade se projeta para baixo e medialmente, ficando aproximadamente 2,5-3 cm para baixo e à frente da ponta do maléolo medial;  Tubérculo da fíbula: situado 1 cm abaixo e anteriormente à ponta do maléolo lateral. Região dorsal  Calcanhar: região mais posterior do calcâneo, delimitada pelos processos medial e lateral da tuberosidade do calcâneo. Região plantar
    • 22Referências 1. FIELD, D.. Anatomia palpatória. 2 ed. São Paulo. 2001 2. STONE, R. J.. Atlas musculoesquelético. 5 ed. Porto Alegre. Artmed, 2006.