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Fundamentos
físicos e
radioproteção
TOMOGRAFIA
COMPUTADORIZADA
Paulo Roberto da Fonseca Filho
FATEC/BT - Facu...
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CT É IMPORTANTE...
APLICAÇÕES
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Diagnóstico Terapia
POR EXEMPLO...
http://ars.els-cdn.com/content/image/1-s2.0-
S0145213408000756-gr1.jpg
 A...
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TOTAL DE PROCEDIMENTOS COM CT NOS
ESTADOS UNIDOS
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IMV Benchmark Report on CT, 2006
SUMÁRIO
http://farm2.stat...
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 produção de raios X
 interação da radiação com a matéria
 formação de imagens em tomografia computadoriza...
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HISTÓRICO
http://24.media.tumblr.com/tumblr_lr1uvjjFWk1qc2un
mo1_400.jpg
http://clickamericana.com/eras/1890s...
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ESTRUTURA DA MATÉRIA
 Toda estrutura é formada por moléculas e estas por átomos
 Átomos são compostos por
...
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RADIAÇÃO
RADIAÇÃO
Corpuscular Eletromagnética
Natural Artificial
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RADIAÇÃO
Corpuscular
• Alfa
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• Nêutrons
• ...
Eletromagnética
Natural
• Elementos radioativos
Artifici...
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RADIAÇÃO
Corpuscular Eletromagnética
Natural Artificial
RAIOS X
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RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA
RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA
 Energia está associada à frequência da onda
 E= hf
 h=...
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RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA
 Energia está associada à frequência da onda
 E= hf
 h=6,63.10-34 Js
RADIAÇÃO EL...
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RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA
IONIZANTE
 Energia > 2 eV  ionização da matéria
 Tubo de raios catódicos
 Resul...
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SISTEMA DE RAIOS-X
GERADOR + TUBO
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Colimador: Diafragmas, geralmente fabricados em
chumbo, que limitam as dimensões do feixe em X e Y.
CARACTER...
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 Ponto focal:
 É a área de interação dos elétrons (para produção de raios-X)
 Tipicamente
 Grosso 1,0 a ...
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ANGULAÇÃO DO ALVO
 A área sobre a qual a radiação será projetada do ponto focal sobre o
paciente, depende d...
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CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO
GERADOR
Paulo R. Fonseca Filho 37
2 PARTES
 Circuito de alta tensão
(tubo)
...
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CIRCUITO DE ALTA TENSÃO
 Funcionamento
 Recebe alimentação da rede
(“tomada”)
 Estabiliza e retifica
 Pr...
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Paulo R. Fonseca Filho 41
SISTEMA DE RAIOS-X
 3 parâmetros são selecionáveis pelo usuário
 Corrente no tub...
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PRODUÇÃO DE RAIOS-X
 1) Aplicação de corrente no filamento
 Emissão termoiônica
 2) Aplicação de voltagem...
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Paulo R. Fonseca Filho 45
RADIAÇÃO CARACTERÍSTICA
 Em alguns eventos ocorre colisão diretamente com os
elét...
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RADIAÇÃO CARACTERÍSTICA
 A radiação característica emitida corresponde à diferença de
energias de ligação e...
30/07/2013
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ESPECTRO RESULTANTE
 O espectro resultante de todas as interações contém:
 Espectro contínuo: radiação de ...
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Paulo R. Fonseca Filho 51
Paulo R. Fonseca Filho 52
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ESPECTRO DE RAIOS-X
Paulo R. Fonseca Filho 53
RESFRIAMENTO, CARGA E PROTEÇÃO
54Paulo R. Fonseca Filho
30/07/2013
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INTERAÇÃO DE RAIOS-X COM A MATÉRIA
Paulo R. Fonseca Filho 55
INTERAÇÃO DE RAIOS-X COM A MATÉRIA
 3 formas
...
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Paulo R. Fonseca Filho 57
ABSORÇÃO FOTOELÉTRICA
 Interação com camadas mais
internas da eletrosfera
 Fóton...
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30
ESPALHAMENTO COMPTON
 Interação inelástica entre o fóton de
raios-X (com energia muito maior que a
energia ...
30/07/2013
31
30/07/2013
32
INTERAÇÃO COM A MATÉRIA
 A combinação destes três
efeitos produz efeito de
atenuação e espalhamento
no feix...
30/07/2013
33
ATENUAÇÃO
Paulo R. Fonseca Filho 65
30/07/2013
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COEFICIENTE DE ATENUAÇÃO DE MASSA
 Para uma dada energia, µ pode variar se o material
apresentar densidades...
30/07/2013
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COEFICIENTE DE ATENUAÇÃO DE MASSA
 O coeficiente de atenuação de massa corrige estas variações
normalizando...
30/07/2013
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RESUMINDO,
Paulo R. Fonseca Filho 71
CAMADA SEMI-REDUTORA
 Diferente da radiação emitida por uma fonte radi...
30/07/2013
37
Paulo R. Fonseca Filho 74
Paulo R. Fonseca Filho 75
30/07/2013
38
CAMADA SEMI-REDUTORA
 Feixe de radiação é alterado gradualmente conforme penetra
um determinado filtro
 Es...
30/07/2013
39
Paulo R. Fonseca Filho 78
Paulo R. Fonseca Filho 79
30/07/2013
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CSR
Paulo R. Fonseca Filho 81
Tabela I. Valores mínimos de camadas semi-
redutoras em função da fase e tensã...
30/07/2013
41
CSR
Paulo R. Fonseca Filho 84
CSR
Paulo R. Fonseca Filho 85
30/07/2013
42
AGORA, NA SAÍDA DO TUBO...
 Tamanho de campo,
 Magnificação,
 Ponto focal,
 etc...
Paulo R. Fonseca Filh...
30/07/2013
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PANORAMA DA FORMAÇÃO DE IMAGENS
Paulo R. Fonseca Filho 89
CONTRASTE
 Vários “tipos”
 Objeto
 Para ser vis...
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CONTRASTE
 Vários “tipos”
 Feixe de raios-X
 Imagem armazenada
 Imagem processada
 Imagem exibida
Paulo...
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Paulo R. Fonseca Filho 93
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TÉCNICAS DE REDUÇÃO DE ESPALHAMENTO
 O espalhamento pode ser reduzido com
 Menor campo de irradiação
 Gra...
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TAMANHO DE CAMPO
Paulo R. Fonseca Filho 97
“AIR GAPS”
Paulo R. Fonseca Filho 98
30/07/2013
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GRADE ANTI-DIFUSORA
Paulo R. Fonseca Filho 99
GRADE
Paulo R. Fonseca Filho 100
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GRADE ANTI-DIFUSORA
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GRADE
Paulo R. Fonseca Filho 102
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FATOR DE BUCKY
 Bucky=1/grade
Paulo R. Fonseca Filho 103
“CUT OFF” DA GRADE
Paulo R. Fonseca Filho 104
30/07/2013
51
DESSA MANEIRA, O EQUIPAMENTO DE
RAIOS-X CONTÉM
 Tubo
 Grade anti-difusora
 Sistema detector de radiação ...
30/07/2013
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53
RELEMBRANDO
http://bjr.birjournals.org/content/79/939/248/F2.expansion.html
Pharmacokinetics of gold nanopar...
30/07/2013
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PRINCÍPIOS DE CT
112
30/07/2013
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 Radon (1917) provou que uma imagem de um objeto
desconhecido pode ser produzida se existirem um número
inf...
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CONCEITO DE “TOMO”
http://radiographics.rsna.org/content/28/7/2023/F7.large.jpg
http://api.ning.com/files/T6...
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Primeiro tomógrafo
foi desenvolvido
para cortes axiais
Feixe colimado
Pencil beam
3 mm x 13 mm
Tubo de ...
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58
Ao deslocar, a
transmissão de raios
X era medida.
 1970: 160 feixes
 2000: + 750 feixes
Concluído o
desl...
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1ª Geração
 Translação / Rotação
5 – 6 minutos/corte
180 projeções
160 feixes
A PRIMEIRA GERAÇÃO DE TOM...
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 Housnfield dividiu
cada corte em uma
matriz de pequenos
elementos de
volume
Voxels
 x e y  matriz
 z ...
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 O objetivo da reconstrução é determinar quanto um feixe de
raios X é atenuado em cada voxel.
 Estas atenu...
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62
Com base nestas
informações, é
possível calcular os
valores de u em
cada ponto
ART – algebraic
reconstruct...
30/07/2013
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SINOGRAMA
 Armazena os dados antes da reconstrução
 Objetos nos limites do FOV geram uma senóide no sinogr...
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RETROPROJEÇÃO
http://en.wikibooks.org/wiki/Basic_Physics_of_Nuclear_Medicine/X-Ray_CT_in_Nuclear_Medicine
RE...
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RETROPROJEÇÃO FILTRADA
 Os dados são filtrados antes de serem retroprojetados na
matriz de imagem
 Isso en...
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Número CT
Unidades Hounsfield
(HU)
CT=k*(uvoxel-uágua)/uágua
 k = constante
 k (1971) = 500
 k (2000) ...
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DetectoresO “HARDWARE”
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DETECTORES GASOSOS
DETECTORES DE XENÔNIO
 Utilizam Xe em alta pressão (25 atm)
 Bastante finos (6 cm)
 Um...
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 Cintilador + fotodiodo
 Cintilador emite luz quando recebe raios X
 Luz é convertida em sinal elétrico
...
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Feixes paralelos
Step-and-shot
Limitações:
 Faixa dinâmica –
acoplamento com água
 Artefatos de
endurec...
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Imagem CT em 1975 Imagem atual
(images courtesy Siemens Medical Systems and Imaginis.com)
Sem acoplamento
d...
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Gantry do Tomógrafo Computadorizado
fabricado por Ohio Nuclear para
tomografia de crânio.
Na janela (ao fund...
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Feixe fanbeam
 Cobre todo o paciente
Detectores
 250 ~ 750
 Algumas vezes xenonio
Detectores e alvo
mó...
30/07/2013
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http://samhs.org.au/Virtual%20Museum/xrays/helical%20ctscanne/helical%20ctscanner.html
Tubo de raios X
Detec...
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75
http://samhs.org.au/Virtual%20Museum/xrays/helical%20ctscanne/helical%20ctscanner.html
Tubo de raios X
Colim...
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5A GERAÇÃO
especifca para imagens CT do
coração
50 ms/slice
vídeos do coração batendo http://www.gemedica...
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 Neste caso, as informações são interpoladas
7A GERAÇÃO
Múltiplos conjuntos
de detectores
 Espaçamento ma...
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IMAGEM MULTI-SLICE
161
162
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Janelamen
to e
reconstruç
ão 3D
PÓS-PROCESSAMENTO
HISTOGRAMA
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JANELAMENTO
 Numa imagem CT, os tons de cinza são representados em HU
 Informação anatômica / clínica
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REPRESENTAÇÕES EM OUTRAS
DIMENSÕES
Podem ser recontruídas outras “visualizações” a partir de
uma aquisição (...
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QUALIDADE DE IMAGENS
QUALIDADE DE IMAGENS
CT em relação à radiografia
resolução de contraste melhor
RX 0,...
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84
FATORES QUE AFETAM A RESOLUÇÃO
ESPACIAL
 Picth do detector
 3ª geração: determina espaçamento dos feixes
...
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NÚMERO DE FEIXES
NÚMERO DE PROJEÇÕES
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Espessura de corte
eixo cranial-caudal
Pitch helicoidal
Pitch grande  reduz
resolução
FOV x Matriz
 F...
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FATORES QUE ALTERAM A RESOLUÇÃO
DE CONTRASTE (CNR)
mAs
Influencia na “quantidade” de raios X  SNR  CNR
...
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88
FATORES QUE ALTERAM A RESOLUÇÃO
DE CONTRASTE (CNR)
 Há uma relação clara entre
 SNR,
 Dimensões dos pixel...
30/07/2013
89
FATORES QUE ALTERAM A RESOLUÇÃO
DE CONTRASTE (CNR)
Espessura de corte
Cortes mais finos  melhor SNR  mel...
30/07/2013
90
SENSIBILIDADE DE CONTRASTE
30/07/2013
91
EFEITO DO BORRAMENTO
EFEITO DO RUÍDO
30/07/2013
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ENDURECIMENTO DO FEIXE
30/07/2013
93
AQUISIÇÕES “PARCIAIS” DE VOLUME
 Representação erronea do número CT
 Informação clínica “confusa”  mimeti...
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CONTROLE DE
QUALIDADE E NOÇÕES
DE DOSE
30/07/2013
95
 Garantia de qualidade vs Controle de qualidade
 Controle de qualidade
 Verificar a manutenção das caract...
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96
SISTEMA DE COLIMAÇÃO
Isocentro
Luz de Laser
indicando a
posição do centro
de varredura
Filme
envelopado
Obje...
30/07/2013
97
DESLOCAMENTO
LONGITUDINAL DA MESA
10m
Objetivo: Determinar a
exatidão do deslocamento
longitudinal da mesa.
...
30/07/2013
98
Freqüência mínima:
semestral e após reparos.
Tolerância: diferença entre o
ângulo nominal e o ângulo
medido ...
30/07/2013
99
RUÍDO
Ruído: é o número
de fótons utilizado
para fazer uma
imagem. Para uma
média 100 fótons, o
desvio padrã...
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100
O Ruído (N) é dado por:
Em que:
1000 = é a diferença entre os valores
nominais de números CT para água e ar...
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101
30/07/2013
102
Calcular a diferença entre o valor medido e o valor nominal do
número de CT (ΔCT), para a água e para o ar:...
30/07/2013
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RESULTADO
Uniformidade do número de CT:
(1) Em caso de ensaio de aceitação ou
levantamento de informações p...
30/07/2013
104
 Já para realizar levantamento
do perfil de dose de um corte,
um conjunto de detectores
pode ser utilizado...
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 Atenção para a
sobreposição de
dose!!!
DOSE MÉDIA EM MÚLTIPLOS CORTES
MEDIDA DO CTDI
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QUALIDADE DE IMAGENS - RESOLUÇÃO
 Dependência do mAs e do filtro de reconstrução
QUALIDADE DE IMAGENS - RU...
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 O nível de ruído pode comprometer o diagnóstico
QUALIDADE DE IMAGENS - RUÍDO
NOÇÕES DE
RADIOPROTEÇÃO
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Princípios
 Justificação
 Otimização
 Limitação
Cuidados
 Tempo
 Distância
 Blindagem
RADIOPROTEÇÃO
P...
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111
BIBLIOGRAFIA
 Physical Principles of Medical Imaging, Perry Sprawls Jr.,
www.sprawls.org/ppmi2
BIBLIOGRAFIA
30/07/2013
112
IMAGENS
 Roent gen :
ht t p ://www.biography .c om /im port ed/im ages/B io
graphy /Im ages/Profiles/R/Wil...
30/07/2013
113
 André Costa Neto, Físico Médico, pelas imagens de controle
de qualidade.
AGRADECIMENTOS
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Tomografia Computadorizada

  1. 1. 30/07/2013 1 Fundamentos físicos e radioproteção TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Paulo Roberto da Fonseca Filho FATEC/BT - Faculdade de Tecnologia de Botucatu prfonseca@fatecbt.edu.br UNIFEB – Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos prfonseca@feb.br CAT - SCAN  Computed Axial Tomography
  2. 2. 30/07/2013 2 CT É IMPORTANTE... APLICAÇÕES
  3. 3. 30/07/2013 3 Diagnóstico Terapia POR EXEMPLO... http://ars.els-cdn.com/content/image/1-s2.0- S0145213408000756-gr1.jpg  Acessível  Velocidade  Resolução  Sensibilidade  Versatilidade  ... CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES
  4. 4. 30/07/2013 4 TOTAL DE PROCEDIMENTOS COM CT NOS ESTADOS UNIDOS 7 IMV Benchmark Report on CT, 2006 SUMÁRIO http://farm2.static.flickr.com/1227/872829018_c9d634f45d_o.jpg
  5. 5. 30/07/2013 5  produção de raios X  interação da radiação com a matéria  formação de imagens em tomografia computadorizada  aquisição e nº CT, janelamento, etc  evolução dos sistemas de imagem  tomografias "avançadas": multi-slice  Controle de qualidade em tomografia HISTÓRICO http://www.fantom- xp.com/wallpapers/12/Corsets_History.jpg
  6. 6. 30/07/2013 6 HISTÓRICO http://24.media.tumblr.com/tumblr_lr1uvjjFWk1qc2un mo1_400.jpg http://clickamericana.com/eras/1890s/x-ray-wonders-1896  Röentgen  1895: descobre os raios X  Nobel de Física em 1901  Radon:  1917: Radon desenvolve a base matemática para reconstrução  Hounsfield  1967: Conceito de reconstrução de imagens por múltiplas projeções  1971: Primeiro protótipo clínico (Londres)  1972: primeira imagem de paciente  1979: Nobel de medicina e fisiologia HISTÓRICO
  7. 7. 30/07/2013 7 ESTRUTURA DA MATÉRIA  Toda estrutura é formada por moléculas e estas por átomos  Átomos são compostos por  Prótons  Nêutrons  Elétrons ESTRUTURA DA MATÉRIA
  8. 8. 30/07/2013 8
  9. 9. 30/07/2013 9 RADIAÇÃO RADIAÇÃO Corpuscular Eletromagnética Natural Artificial
  10. 10. 30/07/2013 10 RADIAÇÃO Corpuscular • Alfa • Beta • Nêutrons • ... Eletromagnética Natural • Elementos radioativos Artificial RADIAÇÃO Corpuscular • Alfa • Beta • Nêutrons • ... Eletromagnética • Raios X, gama • Calor, luz, RF, micro- ondas... Natural • Elementos radioativos Artificial • Produzida por um dispositivo
  11. 11. 30/07/2013 11 RADIAÇÃO Corpuscular Eletromagnética Natural Artificial RAIOS X
  12. 12. 30/07/2013 12 RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA  Energia está associada à frequência da onda  E= hf  h=6,63.10-34 Js
  13. 13. 30/07/2013 13 RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA  Energia está associada à frequência da onda  E= hf  h=6,63.10-34 Js RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA  Energia está associada à frequência da onda  E= hf  h=6,63.10-34 Js E < 2 eV = não ionizante
  14. 14. 30/07/2013 14 RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA IONIZANTE  Energia > 2 eV  ionização da matéria  Tubo de raios catódicos  Resultado da conversão de energia cinética de elétrons acelerados em radiação eletromagnética PRODUÇÃO DE RAIOS X
  15. 15. 30/07/2013 15 Paulo R. Fonseca Filho 29 SISTEMA DE RAIOS-X GERADOR + TUBO 30Paulo R. Fonseca Filho
  16. 16. 30/07/2013 16 Colimador: Diafragmas, geralmente fabricados em chumbo, que limitam as dimensões do feixe em X e Y. CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO TUBO  Anodo (alvo)  Elevado número atômico  Elevado ponto de fusão  Rotativo (fanbeam)  Anodo rotativo  Distribui melhor a carga do tubo  Melhora resfriamento  Portanto, aumenta a vida útil do tubo  10.000 rpm
  17. 17. 30/07/2013 17  Ponto focal:  É a área de interação dos elétrons (para produção de raios-X)  Tipicamente  Grosso 1,0 a 1,2 mm  Fino: 0,3 a 0,6 mm  Idealmente, quanto menor o ponto focal, menos “borrões” na imagem  Melhor resolução  Mas maior carga de calor no tubo  desgaste
  18. 18. 30/07/2013 18 ANGULAÇÃO DO ALVO  A área sobre a qual a radiação será projetada do ponto focal sobre o paciente, depende da angulação do tubo  7 a 20 º CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO TUBO  Blindagem  Considerando o fato de que os raios-X são produzidos em todas as direções  uma camada significativa de chumbo reveste todo o tubo, exceto a saída do feixe “principal”  Filtração inerente  A ampola de raios-X, por si só, já filtra raios-X de baixa energia, fenômeno conhecido como filtração inerente Paulo R. Fonseca Filho 36
  19. 19. 30/07/2013 19 CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO GERADOR Paulo R. Fonseca Filho 37 2 PARTES  Circuito de alta tensão (tubo)  Produzir alta voltagem entre catodo e anodo  Circuito do filamento  Produzir alta corrente no filamento para emissão de elétrons Paulo R. Fonseca Filho 38
  20. 20. 30/07/2013 20 CIRCUITO DE ALTA TENSÃO  Funcionamento  Recebe alimentação da rede (“tomada”)  Estabiliza e retifica  Produz alta tensão (transformador) Paulo R. Fonseca Filho 39 CIRCUITO DE ALTA TENSÃO  Configurações mais importantes Paulo R. Fonseca Filho 40
  21. 21. 30/07/2013 21 Paulo R. Fonseca Filho 41 SISTEMA DE RAIOS-X  3 parâmetros são selecionáveis pelo usuário  Corrente no tubo (mA - 6,24 . 1015 e/s)  Voltagem (kV)  Tempo de exposição (s)  Às vezes tem-se especificado nos protocolos a combinação de corrente (mA) e tempo de exposição (s): mAs Paulo R. Fonseca Filho 42
  22. 22. 30/07/2013 22 PRODUÇÃO DE RAIOS-X  1) Aplicação de corrente no filamento  Emissão termoiônica  2) Aplicação de voltagem entre catodo e anodo  50.000 – 150.000 V (50 – 150 kV)  3) Elétrons interagem com alvo 43Paulo R. Fonseca Filho PRODUÇÃO DE RAIOS-X  Elétrons interagem com alvo  Em 0,5% dos casos, o elétron se aproxima do núcleo do átomo do alvo  A atração (força elétrica) promove desaceleração e mudança de trajetória do elétron  A perda de energia cinética é convertida em radiação elétromagnética  bremsstrahlung (radiação de freamento) Paulo R. Fonseca Filho 44
  23. 23. 30/07/2013 23 Paulo R. Fonseca Filho 45 RADIAÇÃO CARACTERÍSTICA  Em alguns eventos ocorre colisão diretamente com os elétrons de camadas K e L, por exemplo  Ao ejetar estes elétrons, dá-se origem ao processo de emissão conhecido como radiação característica Paulo R. Fonseca Filho 46
  24. 24. 30/07/2013 24 RADIAÇÃO CARACTERÍSTICA  A radiação característica emitida corresponde à diferença de energias de ligação entre as camadas da eletrosfera  Exemplo, para tungstênio (W): Paulo R. Fonseca Filho 47 Camada Energia de ligação (keV) K 69,5 L 11,5 M 2,5 RADIAÇÃO CARACTERÍSTICA  Neste exemplo, um elétron salta da camada L para camada K  Energia emitida:  69,5-11,5 = 57,0 keV Paulo R. Fonseca Filho 48
  25. 25. 30/07/2013 25 ESPECTRO RESULTANTE  O espectro resultante de todas as interações contém:  Espectro contínuo: radiação de freamento  Espectro discreto: radiação característica Paulo R. Fonseca Filho 49 RADIAÇÃO POR FREAMENTO Paulo R. Fonseca Filho 50
  26. 26. 30/07/2013 26 Paulo R. Fonseca Filho 51 Paulo R. Fonseca Filho 52
  27. 27. 30/07/2013 27 ESPECTRO DE RAIOS-X Paulo R. Fonseca Filho 53 RESFRIAMENTO, CARGA E PROTEÇÃO 54Paulo R. Fonseca Filho
  28. 28. 30/07/2013 28 INTERAÇÃO DE RAIOS-X COM A MATÉRIA Paulo R. Fonseca Filho 55 INTERAÇÃO DE RAIOS-X COM A MATÉRIA  3 formas  Absorção fotoelétrica (efeito fotoelétric0)  Espalhamento Compton  Espalhamento Rayleigh (espalhamento coerente) Paulo R. Fonseca Filho 56
  29. 29. 30/07/2013 29 Paulo R. Fonseca Filho 57 ABSORÇÃO FOTOELÉTRICA  Interação com camadas mais internas da eletrosfera  Fóton incidente transfere sua energia para o elétron, que é ejetado com uma determinada energia cinética  Em seguida, ocorre emissão de radiação característica (estabilizar a eletrosfera)  Para elementos com Z < 10, a emissão de radiação característica é próxima de zero  Probabilidade de ocorrência é :  proporcional a Z3  Inversamente proporcional a E3  P α (Z/E)3 Paulo R. Fonseca Filho 58
  30. 30. 30/07/2013 30 ESPALHAMENTO COMPTON  Interação inelástica entre o fóton de raios-X (com energia muito maior que a energia de ligação) e o elétron “livre”  Elétrons “livres”:muito fracamente ligados ao átomo  camadas mais externas  Transferência parcial de energia  Raios-X incidente altera sua trajetória em um ângulo θ e elétron ejetado em um ângulo φ  Es/E0=1/(1+E0(1-cosθ)/511 keV)  Se E0  ~5keV: raios-X “ricocheteiam”  ~20keV: raios-X espalhados em todas direções  ~60keV: raios-X espalhados “para frente”  P ~ 5% de todos eventos de espalhamento para tecidos biológicos Paulo R. Fonseca Filho 59 ESPALHAMENTO COMPTON  Se E0  ~5keV: raios-X “ricocheteiam”  ~20keV: raios-X espalhados em todas direções  ~60keV: raios-X espalhados “para frente” P α densidade eletrônica Entre 10 -150 keV, praticamente independe de E0. Para altas energias, decresce com 1/E0 Paulo R. Fonseca Filho 60
  31. 31. 30/07/2013 31
  32. 32. 30/07/2013 32 INTERAÇÃO COM A MATÉRIA  A combinação destes três efeitos produz efeito de atenuação e espalhamento no feixe de radiação ATENUAÇÃO  A relação entre a fluência de fótons incidentes sobre um material de espessura x e a transmitida é dada por  em que µ é o coeficiente de atenuação linear (cm-1) e x é a espessura (cm)  µ total é a soma dos coeficientes de cada mecanismo de interação da radiação com a matéria  µ = fotoelétrico + rayleight + compton + produção de pares Paulo R. Fonseca Filho 64
  33. 33. 30/07/2013 33 ATENUAÇÃO Paulo R. Fonseca Filho 65
  34. 34. 30/07/2013 34 COEFICIENTE DE ATENUAÇÃO DE MASSA  Para uma dada energia, µ pode variar se o material apresentar densidades diferentes Paulo R. Fonseca Filho 67 Paulo R. Fonseca Filho 68
  35. 35. 30/07/2013 35 COEFICIENTE DE ATENUAÇÃO DE MASSA  O coeficiente de atenuação de massa corrige estas variações normalizando pela densidade Paulo R. Fonseca Filho 69 PARA MISTURAS DE MATERIAIS Paulo R. Fonseca Filho 70
  36. 36. 30/07/2013 36 RESUMINDO, Paulo R. Fonseca Filho 71 CAMADA SEMI-REDUTORA  Diferente da radiação emitida por uma fonte radioativa, o feixe de raios-X é composto por múltiplas energias  Depende de  kVp  Forma de onda do gerador  Filtração inerente  Filtros Paulo R. Fonseca Filho 73
  37. 37. 30/07/2013 37 Paulo R. Fonseca Filho 74 Paulo R. Fonseca Filho 75
  38. 38. 30/07/2013 38 CAMADA SEMI-REDUTORA  Feixe de radiação é alterado gradualmente conforme penetra um determinado filtro  Esta alteração diminui o coeficiente de atenuação médio  Medir o espectro nestas condições é impraticável  Por isso, caracterizamos o feixe em termos de CSR Paulo R. Fonseca Filho 76 CAMADA SEMI-REDUTORA  Para a um dado material, camada semi-redutora é a espessura que reduz a intensidade de um feixe à metade de seu valor inicial Paulo R. Fonseca Filho 77
  39. 39. 30/07/2013 39 Paulo R. Fonseca Filho 78 Paulo R. Fonseca Filho 79
  40. 40. 30/07/2013 40 CSR Paulo R. Fonseca Filho 81 Tabela I. Valores mínimos de camadas semi- redutoras em função da fase e tensão do tubo CSR(mm Al) kVp monofásico trifásico 70 2,1 2,3 80 2,3 2,6 90 2,5 3,0 100 2,7 3,2 110 3,0 3,5 120 3,2 4,9 130 3,5 4,1
  41. 41. 30/07/2013 41 CSR Paulo R. Fonseca Filho 84 CSR Paulo R. Fonseca Filho 85
  42. 42. 30/07/2013 42 AGORA, NA SAÍDA DO TUBO...  Tamanho de campo,  Magnificação,  Ponto focal,  etc... Paulo R. Fonseca Filho 87 CONTRASTE EM RAIOS-X Paulo R. Fonse ca Filho 88
  43. 43. 30/07/2013 43 PANORAMA DA FORMAÇÃO DE IMAGENS Paulo R. Fonseca Filho 89 CONTRASTE  Vários “tipos”  Objeto  Para ser visível, o objeto deve possuir contraste físico em relação ao meio, isso é, diferença de densidade ou composição química (Z)  Grande influência de espalhamento Paulo R. Fonseca Filho 90 Material Zef Densidade (g/cm3) Água 7.42 1.0 Músculo 7.46 1.0 Gordura 5.9 2 0.91 Ar 7.64 0.00129 Cálcio 20. 0 1.55 Iodo 53. 0 4.94 Bário 56. 0 3.5
  44. 44. 30/07/2013 44 CONTRASTE  Vários “tipos”  Feixe de raios-X  Imagem armazenada  Imagem processada  Imagem exibida Paulo R. Fonseca Filho 91 92
  45. 45. 30/07/2013 45 Paulo R. Fonseca Filho 93 Paulo R. Fonseca Filho 94
  46. 46. 30/07/2013 46 TÉCNICAS DE REDUÇÃO DE ESPALHAMENTO  O espalhamento pode ser reduzido com  Menor campo de irradiação  Grades anti-difusoras  Criando “air gaps“ entre o detector e o objeto Paulo R. Fonseca Filho 95 TAMANHO DE CAMPO Paulo R. Fonseca Filho 96
  47. 47. 30/07/2013 47 TAMANHO DE CAMPO Paulo R. Fonseca Filho 97 “AIR GAPS” Paulo R. Fonseca Filho 98
  48. 48. 30/07/2013 48 GRADE ANTI-DIFUSORA Paulo R. Fonseca Filho 99 GRADE Paulo R. Fonseca Filho 100
  49. 49. 30/07/2013 49 GRADE ANTI-DIFUSORA Paulo R. Fonseca Filho 101 GRADE Paulo R. Fonseca Filho 102
  50. 50. 30/07/2013 50 FATOR DE BUCKY  Bucky=1/grade Paulo R. Fonseca Filho 103 “CUT OFF” DA GRADE Paulo R. Fonseca Filho 104
  51. 51. 30/07/2013 51 DESSA MANEIRA, O EQUIPAMENTO DE RAIOS-X CONTÉM  Tubo  Grade anti-difusora  Sistema detector de radiação  filme RELEMBRANDO
  52. 52. 30/07/2013 52
  53. 53. 30/07/2013 53 RELEMBRANDO http://bjr.birjournals.org/content/79/939/248/F2.expansion.html Pharmacokinetics of gold nanoparticles(a–d) and iodine contrast agent (e–h, Omnipaque®) in mice. (a,e) Before injection. (b,f) 2 min after injection; (c,g) 10 min after injection; (d,h) 60 min after injection. The gold nanoparticles show low liver and spleen uptake and clearance via kidneys and bladder (b–d). At 60 min (d), the contrast in the gold-injected mouse is similar to the uninjected mouse (a), indicating efficient clearance.
  54. 54. 30/07/2013 54 PRINCÍPIOS DE CT 112
  55. 55. 30/07/2013 55  Radon (1917) provou que uma imagem de um objeto desconhecido pode ser produzida se existirem um número infinito de projeções desse objeto. CONCEITO DE “TOMO” http://2.bp.blogspot.com/-8OaFS3NPcCE/T2fk_Q-z2HI/AAAAAAAAAbw/pxGnnGLL_Ug/s1600/Britannica.jpg http://cdn.shopify.com/s/files/1/0101/0252/products/bboy1_2013_large.jpg?438
  56. 56. 30/07/2013 56 CONCEITO DE “TOMO” http://radiographics.rsna.org/content/28/7/2023/F7.large.jpg http://api.ning.com/files/T6cajD7HTuoOaLKvvCD0nkktuWgHyhYTBIxapqheUExDFIE8EE6kn6rfYQdMHUeaODAF-m*xT-UONcC6ZJ8N2mLwi5QM6WUR/Figure2.jpg
  57. 57. 30/07/2013 57 Primeiro tomógrafo foi desenvolvido para cortes axiais Feixe colimado Pencil beam 3 mm x 13 mm Tubo de raios X ligado a um detector A PRIMEIRA GERAÇÃO DE TOMÓGRAFOS http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/Emi1010.jpg Cortes axiais Feixe colimado Pencil beam (3x13 mm) Tubo de raios X ligado a um detector Deslocamento simultâneo A PRIMEIRA GERAÇÃO DE TOMÓGRAFOS
  58. 58. 30/07/2013 58 Ao deslocar, a transmissão de raios X era medida.  1970: 160 feixes  2000: + 750 feixes Concluído o deslocamento, o sistema girava  1970: passos de 1º para coletar 180 projeções  2000: + 1000 projeções ao longo de 360º A PRIMEIRA GERAÇÃO DE TOMÓGRAFOS A intensidade de cada feixe é registrada por um detector de NaI A PRIMEIRA GERAÇÃO DE TOMÓGRAFOS
  59. 59. 30/07/2013 59 1ª Geração  Translação / Rotação 5 – 6 minutos/corte 180 projeções 160 feixes A PRIMEIRA GERAÇÃO DE TOMÓGRAFOS http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/39/RIMG0277.JPG  Housnfield dividiu cada corte em uma matriz de pequenos elementos de volume Voxels  x e y  matriz  z  espessura do corte RECONSTRUÇÃO
  60. 60. 30/07/2013 60  Housnfield dividiu cada corte em uma matriz de pequenos elementos de volume Voxels  x e y  matriz  z  espessura do corte RECONSTRUÇÃO As dimensões do voxel dependem: Espessura do objeto de imagem Tamanho da matriz  “matriz de reconstrução” RECONSTRUÇÃO
  61. 61. 30/07/2013 61  O objetivo da reconstrução é determinar quanto um feixe de raios X é atenuado em cada voxel.  Estas atenuações são representadas numa escala de tons de cinza em uma matriz plana (2D)  imagem RECONSTRUÇÃO Considere: N0  intensidade inicial Ni  intensidade final  Se N0=Nie-ux  x = -ln (Ni/N0)  x= u1 + u2 + u3 +... RECONSTRUÇÃO
  62. 62. 30/07/2013 62 Com base nestas informações, é possível calcular os valores de u em cada ponto ART – algebraic reconstruction technique  Muito sensível ao ruído  Computacionalmente “cara” RECONSTRUÇÃO Alternativa – retroprojeção RECONSTRUÇÃO
  63. 63. 30/07/2013 63 SINOGRAMA  Armazena os dados antes da reconstrução  Objetos nos limites do FOV geram uma senóide no sinograma  Uma CT de 3ª geração com falha num detector apresentaria uma linha vertical no sinograma  Representação  Feixes  horizontal  Projetções  vertical RECONSTRUÇÃO  Filtered backprojection  mais comumente utilizado  reconstroi utilizando um “procedimento inverso” à aquisição  valor de  é “espalhado” ao longo do caminho que percorreu durante a aquisição  dados de diversos feixes são retroprojetados em uma matriz, formando a imagem
  64. 64. 30/07/2013 64 RETROPROJEÇÃO http://en.wikibooks.org/wiki/Basic_Physics_of_Nuclear_Medicine/X-Ray_CT_in_Nuclear_Medicine RETROPROJEÇÃO FILTRADA http://en.wikibooks.org/wiki/Basic_Physics_of_Nuclear_Medicine/X-Ray_CT_in_Nuclear_Medicine
  65. 65. 30/07/2013 65 RETROPROJEÇÃO FILTRADA  Os dados são filtrados antes de serem retroprojetados na matriz de imagem  Isso envolve a convolução de uma “máscara”  Diferentes máscaras são usadas conforme a aplicação clínica  Cada projeção é previamente filtrada antes da reconstrução RECONSTRUÇÃO – RETROPROJEÇÃO FILTRADA
  66. 66. 30/07/2013 66 Número CT Unidades Hounsfield (HU) CT=k*(uvoxel-uágua)/uágua  k = constante  k (1971) = 500  k (2000) = 1000 Informação quantitativa e qualitativa REPRESENTAÇÃO  Número CT  Unidades Hounsfield (HU)  CT=k*(uvoxel-uágua)/uágua  k = 1000  entre –1,000 e +3,000  –1,000 = ar  –300 a –100 = tecido mole  – 200 = pulmão  0 = água  + 50 = músculo  +3,000 < osso e áreas com contraste  Informação quantitativa e qualitativa REPRESENTAÇÃO
  67. 67. 30/07/2013 67 DetectoresO “HARDWARE”
  68. 68. 30/07/2013 68 DETECTORES GASOSOS DETECTORES DE XENÔNIO  Utilizam Xe em alta pressão (25 atm)  Bastante finos (6 cm)  Um septo metálico aumenta a eficiência
  69. 69. 30/07/2013 69  Cintilador + fotodiodo  Cintilador emite luz quando recebe raios X  Luz é convertida em sinal elétrico  Dimensões  1.0 x 15 mm (or 1.0 x 1.5 mm for multiple detector arrays)  Materiais  CdWO4  Cerâmicas à base de Y e Gd  Vantagens:  Menores  Mais eficientes DETECTORES DE ESTADO SÓLIDO Sistemas de imagemO “HARDWARE”
  70. 70. 30/07/2013 70 Feixes paralelos Step-and-shot Limitações:  Faixa dinâmica – acoplamento com água  Artefatos de endurecimento do feixe  Artefatos de movimento  Aquisição de 4 – 5 min GERAÇÕES – 1ª GERAÇÃO 144 "Siretom" dedicated head CT scanner, 1974
  71. 71. 30/07/2013 71 Imagem CT em 1975 Imagem atual (images courtesy Siemens Medical Systems and Imaginis.com) Sem acoplamento de água Aquisição 20 s 2ª GERAÇÃO
  72. 72. 30/07/2013 72 Gantry do Tomógrafo Computadorizado fabricado por Ohio Nuclear para tomografia de crânio. Na janela (ao fundo), o Gantry do Delta Scan 50. Em primeiro plano, a estação de controle do Gantry, e teclado para entrada de dados no computador. E a direita, o controlador dos parâmetros radiográficos. Computador da marca Digital, modelo PDP11-34 de 64 bits, fabricado em 1977 com, duas unidades de disco removível com capacidade de 1 MB.
  73. 73. 30/07/2013 73 Feixe fanbeam  Cobre todo o paciente Detectores  250 ~ 750  Algumas vezes xenonio Detectores e alvo móveis  Não há mais translações Aquisição  1975: 5s  2000: 0,3 s Artefatos em anel 3ª GERAÇÃO
  74. 74. 30/07/2013 74 http://samhs.org.au/Virtual%20Museum/xrays/helical%20ctscanne/helical%20ctscanner.html Tubo de raios X Detectores
  75. 75. 30/07/2013 75 http://samhs.org.au/Virtual%20Museum/xrays/helical%20ctscanne/helical%20ctscanner.html Tubo de raios X Colimador Fonte de tensão Maior diâmetro 170 – 180 cm 1200 a 4800 detectores 4ª GERAÇÃO
  76. 76. 30/07/2013 76 5A GERAÇÃO especifca para imagens CT do coração 50 ms/slice vídeos do coração batendo http://www.gemedicalsystems.com/rad/nm_p et/products/pet_sys/discoveryst_home.html# 6A GERAÇÃO Helicoidal: adquire imagem enquanto a mesa move  Menor tempo para uma aquisição completa  Menor uso de contraste
  77. 77. 30/07/2013 77  Neste caso, as informações são interpoladas 7A GERAÇÃO Múltiplos conjuntos de detectores  Espaçamento maior no colimador  Mais dados para reconstrução das imagens  Com apenas um conjunto de detectores, a resolução é determinada pela abertura do colimador  Com múltiplos detectores, a espessura do corte (slice) é determinada pelas dimensões do detector
  78. 78. 30/07/2013 78
  79. 79. 30/07/2013 79 IMAGEM MULTI-SLICE 161 162
  80. 80. 30/07/2013 80 Janelamen to e reconstruç ão 3D PÓS-PROCESSAMENTO HISTOGRAMA
  81. 81. 30/07/2013 81 JANELAMENTO  Numa imagem CT, os tons de cinza são representados em HU  Informação anatômica / clínica
  82. 82. 30/07/2013 82 REPRESENTAÇÕES EM OUTRAS DIMENSÕES Podem ser recontruídas outras “visualizações” a partir de uma aquisição (considerando alguma perda de resolução) Seleção de volumes ou superfícies permite sofisticadas visualizações 3D REPRESENTAÇÕES EM 3D
  83. 83. 30/07/2013 83 QUALIDADE DE IMAGENS QUALIDADE DE IMAGENS CT em relação à radiografia resolução de contraste melhor RX 0,5% CT 5% resolução espacial pior RX 7 lp/mm; CT 1 lp/mm
  84. 84. 30/07/2013 84 FATORES QUE AFETAM A RESOLUÇÃO ESPACIAL  Picth do detector  3ª geração: determina espaçamento dos feixes  4ª geração: determina a amostragem  Abertura do detector  Quanto menor o detector melhor a resolução  Número de projeções  Poucas projeções  aliasing  Número de feixes  número de feixes aumenta conforme o pitch diminui  Ponto focal do tupo  Pontos focais grandes geram perda de definição FATORES QUE AFETAM A RESOLUÇÃO ESPACIAL
  85. 85. 30/07/2013 85 NÚMERO DE FEIXES NÚMERO DE PROJEÇÕES
  86. 86. 30/07/2013 86 Espessura de corte eixo cranial-caudal Pitch helicoidal Pitch grande  reduz resolução FOV x Matriz  Filtros e Métodos de reconstrução  Artefatos de movimento FATORES QUE AFETAM A RESOLUÇÃO ESPACIAL Espessura de corte eixo cranial-caudal Pitch helicoidal Pitch grande  reduz resolução FOV x Matriz  Filtros e Métodos de reconstrução  Artefatos de movimento FATORES QUE AFETAM A RESOLUÇÃO ESPACIAL
  87. 87. 30/07/2013 87 FATORES QUE ALTERAM A RESOLUÇÃO DE CONTRASTE (CNR) mAs Influencia na “quantidade” de raios X  SNR  CNR Dose Aumenta linearmente com mAs FOV Para o mesmo paciente, sob os mesmos parâmetros de imagem, se o FOV aumenta, as dimensões do pixel aumenta  aumenta CNR FATORES QUE ALTERAM A RESOLUÇÃO DE CONTRASTE (CNR)  Resolução de constraste está relacionada à SNR  SNR está relacionada à “quantidade” raios X  Há uma relação clara entre  SNR,  Dimensões dos pixels (),  Espessura de corte (T),  Dose (D): T SNR D 3 2  
  88. 88. 30/07/2013 88 FATORES QUE ALTERAM A RESOLUÇÃO DE CONTRASTE (CNR)  Há uma relação clara entre  SNR,  Dimensões dos pixels (),  Espessura de corte (T),  Dose (D): T SNR D 3 2  
  89. 89. 30/07/2013 89 FATORES QUE ALTERAM A RESOLUÇÃO DE CONTRASTE (CNR) Espessura de corte Cortes mais finos  melhor SNR  melhor CNR Filtros e Métodos de reconstrução Osso x partes moles Velocidade de rotação do Gantry Dimensões do paciente Maior paciente  maior atenuação  pior SNR  pior CNR Endurecimento do feixe
  90. 90. 30/07/2013 90 SENSIBILIDADE DE CONTRASTE
  91. 91. 30/07/2013 91 EFEITO DO BORRAMENTO EFEITO DO RUÍDO
  92. 92. 30/07/2013 92 ENDURECIMENTO DO FEIXE
  93. 93. 30/07/2013 93 AQUISIÇÕES “PARCIAIS” DE VOLUME  Representação erronea do número CT  Informação clínica “confusa”  mimetizar patologias  Opções  cortes mais finos  em tomógrafo helicoidal, pode-se usar a imagem RAW, se disponível.
  94. 94. 30/07/2013 94 CONTROLE DE QUALIDADE E NOÇÕES DE DOSE
  95. 95. 30/07/2013 95  Garantia de qualidade vs Controle de qualidade  Controle de qualidade  Verificar a manutenção das características técnicas e requisitos de desempenho dos equipamentos.  Evitar que os equipamentos sejam operados fora das condições exigidas.  Estabelecer e implementar padrões de qualidade de imagem e verificar sua manutenção.  Diminuir a dose no paciente.  Diminuir ao máximo o desgaste do tubo.  No Brasil, vigora a portaria MS 453/98  Sistema de Colimação;  Alinhamento da mesa em relação ao Gantry;  Deslocamento longitudinal da mesa;  Inclinação do Gantry;  Ruído, exatidão e uniformidade do no de TC;  Resolução espacial de baixo contraste;  Espessura de corte;  Dose média em Múltiplos Cortes (MSAD).
  96. 96. 30/07/2013 96 SISTEMA DE COLIMAÇÃO Isocentro Luz de Laser indicando a posição do centro de varredura Filme envelopado Objetivo: Avaliar a coincidência do indicador luminoso interno com o feixe de radiação. RESULTADO Tolerância: diferença  2mm. Freqüência mínima: semestral e após reparos. Traçar uma reta sobre o laser e, em seguida, fazer furos sobre essa reta. No filme revelado, é mostrada a coincidência do feixe de radiação e o indicador luminoso.
  97. 97. 30/07/2013 97 DESLOCAMENTO LONGITUDINAL DA MESA 10m Objetivo: Determinar a exatidão do deslocamento longitudinal da mesa. Verificar: Se a diferença entre as distâncias percorridas e as indicadas no gantry encontram-se dentro de ± 2 mm. INCLINAÇÃO DO GANTRY Objetivo: Verificar o nível de angulação do gantry. Material: Filme radiográfico posicionado verticalmente em relação ao gantry.
  98. 98. 30/07/2013 98 Freqüência mínima: semestral e após reparos. Tolerância: diferença entre o ângulo nominal e o ângulo medido entre ± 3º. RESULTADO RUÍDO, EXATIDÃO E UNIFORMIDADE DO NO DE TC Objetivo: Avaliar o nível de ruído, a uniformidade e a exatidão do valor médio do número CT. Material: Cilindro de acrílico preenchido com água, com diâmetro de pelo menos 20 cm.
  99. 99. 30/07/2013 99 RUÍDO Ruído: é o número de fótons utilizado para fazer uma imagem. Para uma média 100 fótons, o desvio padrão é dado por raiz (100) = 10, isto é, 10% da média. RUÍDO
  100. 100. 30/07/2013 100 O Ruído (N) é dado por: Em que: 1000 = é a diferença entre os valores nominais de números CT para água e ar*. σROI = desvio padrão dos números de CT na ROI da região central. RUÍDO 100 1000 x roi N   RESULTADO • Em caso de ensaio de aceitação ou levantamento de informações para linha de base, verificar se o valor do ruído é menor ou igual ao valor especificado pelo fabricante. • Em caso de teste de constância, verificar se a sua variação em relação à linha de base está dentro de ± 10% ou 0,2 HU, o que for maior.
  101. 101. 30/07/2013 101
  102. 102. 30/07/2013 102 Calcular a diferença entre o valor medido e o valor nominal do número de CT (ΔCT), para a água e para o ar: ΔCT = CTcentral - CTnominal Em que: CTcentral = valor médio dda ROI central. CTnom = 0 (zero) para a água. CTnom = 1000 para o ar. Verificar se a diferença entre o valor médio do número de CT na ROI central e o valor nominal encontra-se dentro de ± 5 HU. EXATIDÃO DE NÚMERO CT UNIFORMIDADE A uniformidade do número CT (U) dada por: U = CTper – CTcentral onde: CTcentral = valor médio do número de CT na ROI central. CTper = valor médio do número de CT de cada uma das ROI´s na periferia do dispositivo de testes.
  103. 103. 30/07/2013 103 RESULTADO Uniformidade do número de CT: (1) Em caso de ensaio de aceitação ou levantamento de informações para linha de base, verificar se a uniformidade do número de CT encontra-se dentro de ± 5 HU. (2) Em caso de teste de constância, verificar se o desvio em relação ao valor de referência está dentro de ± 2 HU.  Para medir a dose de um procedimento, simuladores são utilizados em associação com câmaras de ionização. DOSIMETRIA
  104. 104. 30/07/2013 104  Já para realizar levantamento do perfil de dose de um corte, um conjunto de detectores pode ser utilizado PERFIL DE DOSE DOSE MÉDIA EM MÚLTIPLOS CORTES
  105. 105. 30/07/2013 105  Atenção para a sobreposição de dose!!! DOSE MÉDIA EM MÚLTIPLOS CORTES MEDIDA DO CTDI
  106. 106. 30/07/2013 106
  107. 107. 30/07/2013 107
  108. 108. 30/07/2013 108 QUALIDADE DE IMAGENS - RESOLUÇÃO  Dependência do mAs e do filtro de reconstrução QUALIDADE DE IMAGENS - RUÍDO
  109. 109. 30/07/2013 109  O nível de ruído pode comprometer o diagnóstico QUALIDADE DE IMAGENS - RUÍDO NOÇÕES DE RADIOPROTEÇÃO
  110. 110. 30/07/2013 110 Princípios  Justificação  Otimização  Limitação Cuidados  Tempo  Distância  Blindagem RADIOPROTEÇÃO Plano de proteção radiológica
  111. 111. 30/07/2013 111 BIBLIOGRAFIA  Physical Principles of Medical Imaging, Perry Sprawls Jr., www.sprawls.org/ppmi2 BIBLIOGRAFIA
  112. 112. 30/07/2013 112 IMAGENS  Roent gen : ht t p ://www.biography .c om /im port ed/im ages/B io graphy /Im ages/Profiles/R/Wilhelm -Conrad - Ront gen -3 9 7 0 7 -1 -4 0 2 .jpg  Radon ht t p ://upload.wikim edia.org/wikipedia/c om m on s/9 /9 b/J ohann_Radon.png  Hounsfield ht t p ://c apone.m t su.edu/phys4 6 0 0/Sy llabus/CT/ Lec t ure_5 /lec t ure_5 .ht m l  Radiaç ão E M ht t p://h2 phy sic s.org/? c at =4 5 AGRADECIMETNOS
  113. 113. 30/07/2013 113  André Costa Neto, Físico Médico, pelas imagens de controle de qualidade. AGRADECIMENTOS

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