Transportes e Comércio Exterior do Brasil

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Professor Vladimir Nunes (Geografia )

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  • 1. Planejar adequadamente a rede de transportes de umpaís éfundamental para o bom desenvolvimento dasatividades econômicas. A mãode-obra precisa delapara se deslocar até seu local de trabalho. Oconsumidor necessita dos transportes para ir àscompras. Atualmente podemos efetuar nossas comprasatravés da rede da Internet e, teoricamente, nãoprecisamos nos deslocar de nossa residência para isso,mas não podemos esquecer também que o produtoencomendado chegará em nossa casa utilizando-se deum determinado meio de transporte.As matérias-primas e fontes de energia precisam serlevadas até oscentros industriais. Todos os insumos utilizados poruma indústria também se movimentam, assim como háum deslocamento da produção até os centros deconsumo.
  • 2. Os transportes aéreo e rodoviário são osmais rápidos enquanto oferroviário e o hidroviário são mais lentos.No entanto o custo para essessistemas segue uma caracterizaçãooposta. Os transportes ferroviário ehidroviário apresentam custos menoresespecialmente porque permitemtransportar muito mais carga de uma únicavez consumindo menoscombustível. Agora observe a tabela queapresentamos a seguir:
  • 3. Observamos nessa tabela que a maiorparte do transporte de cargas noBrasil é feito através de rodovias enquantoque o transporte hidroviário ainda épouco utilizado. Na última década, porém,observamos uma predisposição porparte da administração pública em alteraresse perfil incentivando uma maiorutilização do transporte hidroviário erecuperando o ferroviário que já foi muitoimportante no país.
  • 4. RodoviárioO Brasil possui aproximadamente1.700.000 Km de estradas sendo amaioria sem pavimentação (a maioria delassão estradas municipais). É umtransporte que permite maior agilidade erapidez. Seu trajeto é flexível,permitindo entregar as mercadorias deporta em porta e é ideal para pequenase médias distâncias. A expansão dasrodovias pode ser verificadaespecialmente a partir da década de 1950,ainda mais com a implantação daindústria automobilística. Durante asdécadas de 60 e 70 a estratégiagovernamental de integração regional levaa abertura de grandes rodoviascomo a Rio-Bahia, a Régis Bittencourt e aTransamazônica.
  • 5. As rodovias pertencentes ao plano do Governo Federal sãoclassificadas como apresentamos abaixo:*rodovias radiais – são aquelas que partem de Brasília. Sua numeração seestende de BR-01 a BR-100, aumentando no sentido horário. Exemplos: BR-10(Belém-Brasília) e BR-70 (de Brasília a Cáceres-MT);*rodovias longitudinais – são aquelas que percorrem o país no sentido dosmeridianos (norte-sul) com a numeração se estendendo de BR-101 a BR-200.A numeração aumenta do litoral para o interior. Exemplos: BR-101 (deFortaleza-CE a Osório-RS) e BR-116 (de Fortaleza-CE a Jaguarão-RS);*rodovias transversais – são aquelas que percorrem o Brasil no sentido dosparalelos (leste-oeste) com a numeração se estendendo de BR-201 a BR-300.A numeração aumenta no norte para o sul. Exemplos: BR-230 (de JoãoPessoa-PB a Benjamin Constant-AM – trata-se da rodovia Transamazônica) eBR-262 (de Vitória-ES a Corumbá-MS);*rodovias diagonais – são aquelas traçadas diagonalmente e sua numeraçãose estende de BR-301 a BR-400. Exemplos: BR-319 (de Porto Velho-RO aManaus-AM) e BR-364 (de Cuiabá-MT a Porto Velho-RO);*rodovias de ligação – ligam estradas entre si e geralmente apresentamreduzida extensão. Sua numeração se estende de BR-401 a BR-500.Exemplos: BR- 415 (de Ilhéus a Vitória da Conquista, na Bahia) e BR-452 (deRio Verde-GO a Araxá-MG).
  • 6. FerroviárioO Barão de Mauá implantou a primeira ferrovia no Brasil em 1854 no Riode Janeiro. Nas últimas décadas do século XIX e início do século XX(aproximadamente até 1920) ocorreu significativa expansão da malhaferroviária no país, coincidindo com a expansão da cultura cafeeira. Asferrovias seguiram para o interior junto com o café facilitando seu escoamentopara exportação, especialmente pelo Porto de Santos. Mas posteriormente,com a evolução do transporte rodoviário e com a mudança do eixo econômicodo Brasil do campo para a cidade, e da agricultura para a indústria, otransporte ferroviário passou por uma fase de estagnação e decadência.Iniciou-se a fase de expansão das rodovias no Brasil.A rede ferroviária apresenta uma série de problemas. A falta deplanejamento na expansão ferroviária determinou a falta de integração entreos vários percursos. As bitolas (distância entre um trilho e outro) das ferroviassão diferentes e o traçado está concentrado junto ao litoral com a finalidade defacilitar o escoamento de produtos para os portos exportadores. Adesorganização administrativa, os equipamentos deficientes e/ou obsoletos, afalta de eletrificação e a falta de manutenção prejudicaram muito o transporteferroviário nas últimas décadas. A própria extensão total das ferrovias no Brasilsofreu redução nas últimas décadas. Atualmente o Brasil possui apenas28.000 Km de ferrovias, uma extensão muito reduzida diante da área total do
  • 7. As ferrovias brasileiras pouco avançampara o interior e durante muitotempo estiveram sob administração doEstado, principalmente através daRFFSA e da FEPASA. A incapacidade doEstado em administrar as ferrovias enelas investir para sua recuperação emodernização também levou a umapolítica de privatização no setor através desua concessão após a realização deleilões. O objetivo é ampliar o transporte decargas por ferrovias, desafogandoas rodovias e diversificando a base dostransportes no país. Nas áreasurbanas, a administração dos trensmetropolitanos e de subúrbio também estásendo repassada para a iniciativa privada.O relevo planáltico do Brasil, por vezesmuito irregular com muitosmorros leva a um traçado sinuoso. Adistribuição geográfica mostra maiorconcentração na Região Sudeste, seguidapelo Nordeste, Sul, Centro-Oeste eNorte.
  • 8. Observe alguns destaques da malha ferroviária brasileira pósprivatização:*Ferrovia Novoeste – administra a EF Noroeste do Brasil que liga Bauru (SP) a Corumbá (MS)*Ferrovia Sul-Atlântica – administra ferrovias que integram os Estados da Região Sul*Ferrovia Tereza Cristina – serve a região carbonífera no sul de SC *Ferrovia Centro-Atlântica –administra ferrovias que interligam oNordeste e o Sudeste*Ferrovia MRS Logística – administra ferrovias entre SP-RJ-MG como a EF Central do BrasilAlgumas ferrovias brasileiras mostram muito claramente o papel de facilitar o escoamento de produtos paraexportação como:*EF do Amapá – era utilizada para transportar manganês da Serra do Navio até o Porto de Santana emMacapá;*EF dos Carajás – permite o escoamento dos minérios da Serra dos Carajás até o Porto de Itaqui, em SãoLuís;*EF Vitória-Minas – administrada pela CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) é uma das mais modernas dopaís e facilita a exportação de minério de ferro e outros produtos através do Porto de Tubarão no ES.Podemos também lembrar da construção de duas novas ferrovias que, se concluídas, permitirão maiorinteriorização desse transporte no país:*EF Norte-Sul – pretende ligar a EF dos Carajás até o Distrito Federal atravessando Tocantins e Goiás.Apenas um pequeno trecho no Maranhão (Açailândia até Imperatriz) está sendo operado;*FERRONORTE – pretende ligar Aparecida do Taboado (MS, na divisa com o Estado de SP) até Cuiabá. Otrecho no MS já está em operação e as obras prosseguem. Futuramente deve ser expandida para o suldo Pará e para Rondônia, além de um outro ramal partindo do MatoGrosso até o Triângulo Mineiro
  • 9. HidroviárioHistoricamente podemos dizer que o transporte hidroviário nunca teveprioridade nos planejamentos da rede de transportes no Brasil. Nosso paíspossui um predomínio de rios de planalto, com percurso acidentado eexcelentes para a produção de energia hidrelétrica. Apesar disso, muitos denossos rios são de planície e mesmo alguns de planalto podem ser utilizadospara navegação em parte de seu curso com a execução de algumas obras deretificação. No entanto é importante lembrar que esse tipo de transporte podese tornar “caro” econômica ou ambientalmente. A eliminação das curvas dosrios e serviços de dragagem do fundo de seus leitos podem ter um custoelevado, além de permitirem um escoamento das águas dos rios com maiorvelocidade.Recentemente passou a se incentivar um maior uso das hidrovias noBrasil, especialmente com programas de integração entre os vários meios detransporte. O sistema hidroviário é lento e, necessariamente, fica-se preso aoleito do rio. Assim, para o deslocamento das cargas, é importante que asempresas possam integrar o transporte hidroviário com ferrovias e rodoviasatravés dos terminais intermodais. Esse sistema integrado flexibiliza ostrajetos e garante maior alcance do sistema, atraindo mais os empresáriospara que dele se utilizem.
  • 10. Esse sistema apresenta a vantagem de umreduzido custo de operaçãodevido ao reduzido consumo decombustível e a poder transportar muitacarga de uma única vez. Confira abaixoalgumas das mais importantes hidroviasbrasileiras, já tradicionalmente utilizadasou de recente utilização:Paraguai – ParanáTietê – ParanáTocantins-AraguaiaXinguMadeiraSão FranciscoJacuí – Lagoa dos Patos
  • 11. ECLUSA