• Share
  • Email
  • Embed
  • Like
  • Save
  • Private Content
4 ¬
 

4 ¬

on

  • 369 views

 

Statistics

Views

Total Views
369
Views on SlideShare
369
Embed Views
0

Actions

Likes
0
Downloads
1
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Microsoft PowerPoint

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    4 ¬ 4 ¬ Presentation Transcript

    • { 4ª. Aula de geografia linguística revisão da aula anterior: método da geografia linguística, método palavras e coisas, método onomasiológico tema: os atlas linguísticos a metodologia da geografia linguística As razões do trabalho de Gilliéron foram: a) a necessidade de registrar parte da riqueza e variedades dos falares locais em vias de desaparecimento, absorvidas pela língua comum.
    • b) a necessidade de colecionar materiais de todos os dialetos que pudessem ser utilizados em estudos comparativos; c) a necessidade de organizar um material homogêneo. Gilliéron utilizou um não linguista e não dialetólogo para as suas pesquisas de campo a fim de que não houvesse qualquer interferência. Escolheu Edmond Edmont, comerciante que se interessava e tinha bom ouvido para os estudos linguísticos. Gilliéron elaborou um questionário com 1.400 questões, depois, aumentando para 1.920 questões, a ser aplicado em 639 pontos de todo o país. Em cerca de 4 anos Edmond pesquisou 720 informantes em cerca de 550 pontos, com mais de um milhão de respostas.
    • A obra completa tem 36 fascículos, com 1920 mapas ordenados em 3 séries alfabéticas, de 1421, 326 e 173 mapas. A partir daí quase todos (ou todos) os países da Europa têm seu Atlas, seguindo mais ou menos os métodos de Gilliéron. INTERESSE E IMPORTÂNCIA DOS ATLAS. “O grande interesse do atlas está na grande massa de materiais que oferece agrupados; mas, ainda, penso, que sobretudo nas múltiplas surpresas que oferece. A busca, sobre o terreno, dá generosamente frutos para todos os lados. A descoberta de novos motivos de investigação e o levantamento incessante de problemas são dados que depõem em seu favor.
    • As descobertas feitas por um atlas são como brechas da muralha: através das fendas será possível penetrar no ignorado. E será necessário voltar sobre a brecha para ampliá-la e encontrar o fruto perseguido”. (MANUEL ALVAR, 1958:85). Os atlas têm valor linguístico sincrônico, fotografar os estágios da língua, num determinado momento de sua história, num espaço geográfico e num contexto social; e um valor diacrônico, ao registrar estágios diferentes da língua, pelas formas em desuso em outras regiões. Ao lado dos traços linguísticos e filológicos do ponto de vista fonético, morfológico e/ou lexicais dos falares, registram-se traços da cultura e particularidades étnicas da região estudada e de sesu falantes.
    • Diz Serafim da Silva Neto que os atlas nos oferecem: “a) instantâneo do panorama linguístico de um território; b) a possibilidade de reconstituir, em base firme e com dados concretos, a história da língua; c) registrando formas periféricas, de regiões isoladas, menos expostas às comunicações com os grandes centros e que, por isso, não acompanharam a evolução neles operada; d) a distribuição geográfica atual proporciona, em consequência, a reconstituição de áreas outrora vivas e hoje desaparecidas, submersas por outras camadas, devidas quer a empréstimos vindos de fora, quer a novas criações;
    • e) oferece-nos, assim, um quadro sinóptico da história da língua, pois nos evidencia viagens de palavras, outras de inovação e expansão, cruzamentos, regressões e falsas regressões, colisões e atrações homonímicas, pressão constante d alíngua comum sobre os falares”.
    • A GEOGRAFIA LINGUÍSTICA CONTRIBUI PARA OS SEGUINTES FATOS: a) demonstrar que cada mudança linguística parte de um indivíduo falante e se difunde por razões sociais e culturais b) que não existem mudanças simultâneas em toda uma língua, devidas a obscuras razões fisiológicas ou biológicas c) que as mudanças fonéticas se difundem com as palavras e que cada fenômeno tem sua área de difusão, segundo sua antiguidade e sua aceitação no ambiente social d) que os fenômenos linguísticos não só os lexicais mas os fônicos e gramaticais, passam de uma língua a outra
    • e) Que as palavras são formas de cultura, que acompanham na sua difusão os conceitos e os objetos de civilização f) que cada palavra, cada forma linguística, tem sua própria história e contribui para modificar a própria concepção da história da língua
    • ETAPAS DA GEOGRAFIA LINGUÍSTICA A geografia linguística compreende 04 etapas: a) preparação: seleção dos pontos, elaboração do questionário e estabelecimento dos e técnicas a serem utilizados; b) coleta do material: pesquisa de campo, aplicação do questionário, uso dos meios indiretos (fotografias, desenhos, ilustrações, apresentação de objetos); c) registro do material em mapas (cartas): que vão constituir os Atlas linguísticos; d) análise e interpretação do material das cartas.
    • OS MÉTODOS DA GEOGRAFIA LINGUÍSTICA: ELABORAÇÃO DE ATALS LINGUÍSTICOS Os métodos de pesquisa de geografia linguística são, na grande maioria, os mesmos utilizados por outros ramos da linguística, mas há alguns métodos que são específicos da geografia linguística. 1. Estudos preliminares 1.1 Pesquisa bibliográfica ( teórica, linguística, documental, dados históricos, geográficos, ecológicos, sócio-econômicos, dados estatísticos sobre densidade demográfica, atividades econômicas, escolas etc).
    • 1.2 Definição das localidades a serem pesquisadas a) escolha das localidades: deve haver uma relação entre extensão territorial e a população ; a rede de pontos dependerá dos objetivos do trabalho, do tamanho do país, região, estado ou município e da facilidade de acesso. Quanto mais estreita for a malha, mais completo será o levantamento dos dados e mais fatos linguísticos podem ser observados; depende da importância de cada micro-região.
    • b) Critérios para a escolha da localidade comunidade antiga, com tipo de vida tradicional e conservador; isolada de grandes centros; de atividade primordialmente pastoril e agrícola; ver a natureza do povoamento; processo de mudança que tenha sofrido; influências sobre as áreas vizinhas; importância econômica; estudos linguísticos já realizado na região. Isto permite um maior conhecimento e controle da região pelo pesquisador.
    • Modernamente inclui-se nas pesquisas de geografia linguística os grandes centros urbanos permitindo análises comparativos e contrastivos, sócio e etnolinguísticos. 2. Seleção dos informantes naturalidade: ter nascido e morado 2/3 da vida na localidade; grau de escolaridade: analfabeto ou primário completo; profissão;
    • domicílios e períodos de permanência em cada um deles; viagens efetuadas e duração de cada uma delas; naturalidade dos pais e do cônjuge; profissão dos pais e do cônjuge; outras atividades que desempenha; estado civil; número e idade dos filhos. Os informantes devem cobrir estas variáveis e estar distribuídos diatopicamente.
    • Fazer observações quanto ao aparelho fonador e as características psicológicas do informante. O número de informantes depende dos objetivos. Anteriormente se tomava um informante para os Atlas, hoje são tomado vários informantes. O informante ideal é o homem , rural, idoso, analfabeto ou semi-alfabetizado, que não tenha viajado muito.
    • Três tipos de informante, conforme Kurath tipo 1: pouca educação formal, pouca leitura e contatos formais restritos; tipo 2: alguma educação formal, geralmente o ensino fundamental, alguma leitura e mais contato sociais; tipo 3: educação superior, geralmente universitária, muita leitura e extensos contatos sociais. INSTRUMENTOS PARA PESQUISA de GL. a) fichas da localidade b) ficha dos informantes c) questionário
    • O QUESTIONÁRIO O princípio básico de um questionário para a geografia linguística é de que ele possa assegurar resultados que possam ser comparados. O questionário para o Atlas Linguístico deverá ser organizado a partir dos campos semânticos escolhidos par a pesquisa. Alguns campos sempre são utilizados: o homem, a terra, a família, a habitação e os utensílios domésticos, aves e animais, plantação, atividades sociais.
    • TIPOS DE QUESTIONÁRIOS O questionário pode ter questões do tipo: a) direto: em que o pesquisador pergunta diretamente ao informante. b) indireto: em que o pesquisador faz perguntas indiretas, através de desenhos, objetos etc. O informante é encorajado a dar respostas mais naturais. c) formal: o questionário que tem que ser perguntado e respondido sem rodeios e o pesquisador já conhecea resposta que quer ouvir;
    • d) informal: o questionário é apenas um roteiro e o pesquisador pode ir modificando ou fazendo perguntas de modo mais livre. e) nominal: questões que envolvem uma resposta pronta e direta, forçando o informante àquela resposta, como por exemplo: como você dia à pessoa que bate à porta e você quer que ela entre? Entre f) de preencher: em que se pede qu o informante complete a questão: Você adoça o café com....açúcar.
    • g) de conversação: em que há margem para mais de uma resposta: o que pode ser feito com leite? Manteiga, queijo, yogurte. h) reversivo: que leva o informante a dar resposta fazendo-o falar a respeito do assunto: para que é o estábulo e onde está localizado? i) de conversação: completam sequência de sentenças com espaços: alfaiate é o homem que..... ternos (faz). j) abertas: dão margem a mais de resposta. A resposta é livre: o que você mais gosta nesta cidade?
    • k) fechadas: dão margem a uma só resposta, precisa: possui carro? sim, não.