2a, aula geografia lingu+ìstica
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2a, aula geografia lingu+ìstica

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  • 1. 2ª. Aula de geografia linguística Revisão da primeira aula sobre alguns conceitos. TEMA: a linguística histórica do século xix o método histórico-comparativo o movimento neogramático A linguística, no sentido moderno, praticamente não existia antes do século XIX. Antes disso o estudo se concentrava nas normas das línguas. A gramática surgiu na Grécia antiga e tinha todo o embasamento filosófico e distinguiam os elementos da língua pelos critérios da lógica e não linguísticos.
  • 2. Os primeiros gramáticos clássicos foram Dionísio da Trácia da escola de Alexandria, escreveu a gramática grega. Varrão a gramática latina. Na Idade Média estudava-se a língua latina. No período renascentista também a gramática grega com o mesmo método dos antigos. Nos séculos XVII e XVIII foi elaborada a gramática geral de Port-Royal, alicerçada em uma base lógica. Os autores não se preocupavam com a estrutura própria de diferentes línguas, mas partiam de ideias a respeito da essência da linguagem.
  • 3. No século XIX surge a linguística histórica e comparada com caráter mais empírico. Um dos fatores de seu desenvolvimento foi o conhecimento do sânscrito no final do século XVIII por estudiosos franceses e ingleses. Consolidou-se a teoria do parentesco linguístico e a unidade de origem das línguas indo-europeias. A linguística tornou-se um meio de conhecer a pré-história dos povos e as culturas antigas.
  • 4. O MÉTODO HISTÓRICO COMPARATIVO O primeiro a aplicar este método foi Ramus Rask com o estudo comparado das línguas nórdicas. Franz Bopp e sua obra Sobre o sistema de conjugação da língua sânscrita em comparação com o da língua grega, latina, persa e germânica (1816), faz a comparação metódica do ponto de vista morfológico, isto é, do sistema verbal das principais línguas indo- europeias. Surgimento da Filologia Românica. Gramática das línguas românicas de Friedrich Diez; A Obra do mesmo nome de Wilhelm Meyer-Lubke dentre outros autores que aplicaram o método.
  • 5. A linguística comparada indo-europeia tem como objeto o grupo de línguas indo-europeias. “O método histórico-comparativo, porém não obteve os mesmos resultados satisfatórios em todos os níveis da linguagem. Na fonética, na morfologia, no léxico e questões afins o método revelou-se profíquo. Sua aplicação à sintaxe apresenta maiores dificuldades porque nesse nível é mais difícil comprovar a regularidade e a constância das correspondências em que o método se fundamenta. O campo sintático é o mais sujeito às particularidades tanto individuais como coletivas, conforme se pode verificar, por exemplo, no emprego românico do subjuntivo, precisamente o modo que expressa o ponto de vista do falante”. (BASSETO, 2005, p.67).
  • 6. No decorrer do século XIX, houve o desenvolvimento de outas ciências que influenciaram a linguística, sobretudo, a doutrina darwinista. “O determinismo da natureza encontrou um equivalente no domínio da linguagem, que se considerou mais ou menos como um organismo vivo, modificado necessariamente por leis que não admitem exceção”. (MALMBERG,1971, p. 31).
  • 7. August Schleicher defende que a língua é como as plantas e os animais, nasce, cresce, envelhece e morre. Influenciado pela teoria evolucionista de Darwin, formulou uma concepção que tomava a língua como um organismo vivo, com existência própria fora dos seus falantes. “Scheicher sustentou que a teoria elaborada por Darwin para o reinos animal e vegetal era também válida para a história linguística e que a fusão de diferentes línguas pela superfície terrestre bem como os contatos e conflitos entres elas estariam ligados à luta pela sobrevivência no mundo dos seres vivos, luta de que as línguas indo-europeias saíram vitoriosas” (ROBINS, 1983, p. 146-147).
  • 8. Surgimento do movimento NEOGRAMÁTICO e das leis fonéticas August Leskien iniciador do movimento neogramático. Participaram também Hermann Osthoff, Karl Brugmann, Hermann Paul. Pretendiam aproximar o método linguístico ao das ciências naturais, fazendo, assim, da linguística uma ciência não menos rigorosa.
  • 9. Um postulado das leis fonéticas é que se um determinado som numa posição e numa época dadas se transforma, a transformação deverá produzir-se em todas as palavras em que o som se encontra na mesma posição. Em outras palavras: pelos princípios das leis fonéticas se assumiu que as mudanças fonéticas tinham um caráter de absoluta regularidade, portanto, deveriam ser entendidas como leis que não admitem exceções. (FARACO, 2005, p. 51-52). Essa regra é geral, mas há uma exceção pelo princípio da analogia, pelo qual elementos da língua tenderiam a ser regularizados por força de paradigmas estruturais hegemônicos.
  • 10. Hermann Paul entendia que os fundamentos da mudança linguística deveriam ser buscados nos fatores psíquicos e físicos tomados como determinantes dos objetos culturais como a língua. Assim, a linguística só precisava de duas ciências, a psicologia e a fisiologia(mais daquela do que desta), para aprender a realidade da mutação histórica das línguas. (FARACO, 2005, p.146).
  • 11. Críticas aos neogramáticos O centro das polêmicas foi o conceito de lei fonética, compreendida como um princípio imanente de aplicação cega e sem exceção. Os linguistas não aceitavam que as mudanças se espalhassem por toda a comunidade e por todos os itens lexicais de modo totalmente uniforme. Com base em estudos dialetológicas os linguistas demonstram que uma mudança sonora pode mudar de maneira diferente duma palavra para outra, demonstrando que a mudança é lenta, progressiva e diferenciada, tanto no espaço geográfico, quanto no interior do vocábulo, sendo isso decorrência do fato de as condições de uso vem que cada palavra se encontram não serem idênticas.
  • 12. ESTUDOS EM REAÇÃO AOS NEOGRAMÁTICOS Hugo Schuchardt apesar de ter uma visão subjetiva da língua e como referência o falante individual. Porém, se opõe às leis fonéticas e chama a atenção para gama de variedades de fala existente numa comunidade qualquer, condicionadas por fatores como o sexo, a idade, o nível de escolaridade. Também chamou a atenção para as língua em contato quer pelas invasões, quer pela proximidade geográfica, tais se influenciam mutuamente. Schuchardt marca um ponto importante de mudança de concepção de língua.
  • 13. Antoine Meillet, no princípio do século XX que a língua passou a ter uma concepção mais sociológica do falante e da língua. “foi Meillet quem, de fato, elaborou uma perspectiva em que as condições sociais passaram a ser vistas como tendo uma influência decisiva sobre a língua e, consequentemente, sobre a mudança”. (FARACO, idem, p.153). Considerava a língua como um fato social e situava a linguística como uma ciência social. Para ele o que leva a uma mudança linguística é a realidade descontínua das línguas. A história dos homens não é linear nem homogênea , logo as sociedades são heterogêneas e essa heterogeneidade social é determinante na heterogeneidade linguística e condicionante da mudança. (FARACO, idem, p,153- 154).