[c7s] Diabetes

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[c7s] Diabetes

  1. 1. Caio Baima (Nº 56) 1º 2º ManhãGiulia Ferrari (Nº 20)Marina Braga (Nº 34)Marina Ramalho (Nº 35) Rose Lopes - Biologia
  2. 2. Doença provocada pela deficiência de produção ou de ação da insulina, queleva a sintomas agudos e a complicações crônicas características. O distúrbioenvolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências. É um desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue. Ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando a insulina produzida pelo pâncreas não age adequadamente, devido a uma resistência do corpo à ação da insulina (diabetes tipo 2). Sem insulina suficiente para fazer a glicose passar para o interior das células, esta glicose acaba se acumulando no sangue, onde atinge níveis maiores que o normal.
  3. 3. Diabetes Mellitus tipo I: Diabetes Mellitus tipo II: Ocasionado pela destruição da Provocado predominantemente célula beta do pâncreas, em por um estado de resistência à geral por decorrência de doença ação da insulina associado a uma auto-imune, levando a relativa deficiência de sua deficiência absoluta de insulina. secreção. Outras formas de Diabetes Mellitus:quadro associado a desordens genéticas, infecções, doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas. Diabetes Gestacional: Circunstância na qual a doença é diagnosticada durante a gestação, em paciente sem aumento prévio da glicose.
  4. 4. No Diabetes tipo I, a causa básica é uma doença auto-imune que lesa irreversivelmente as células pancreáticas produtoras de insulina (células beta). Assim sendo, nos primeiros meses após o início dadoença, são detectados no sangue dos pacientes, diversos anticorpos sendo os mais importantes o anticorpo anti-ilhota pancreática, o anticorpo contra enzimas das células beta (anticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico - antiGAD, por exemplo) e anticorpos anti-insulina. No Diabetes tipo II, ocorrem diversos mecanismos de resistência a ação da insulina, sendo o principal deles a obesidade, que está presente na maioria dos pacientes. Nos pacientes com outras formas de Diabetes o que ocorre em geral é uma lesão anatômica do pâncreas, decorrente de diversasagressões tóxicas seja por álcool, drogas, medicamentos ou infecções, entre outras.
  5. 5. Ambos os tipos 1 e 2 tem fatores genéticos importantes, sendo o principal fatordesencadeante de 20-30% dos casos de tipo 1, e de 5-10% dos casos de diabetes tipo 2. Geralmente essa predisposição genética resulta em disfunção do pâncreas na produção de insulina. O tipo 1 é desencadeado mais cedo, atingindo crianças eadolescentes (principalmente por volta dos 10 aos 14 anos), pelo fato de ser genético. Pode ter tanto origem monogênica (um único gene defeituoso em áreas centrais da produção de insulina), quanto poligênica (vários genes em áreas secundárias). Os estudos indicam por volta de 20 genes responsáveis mas apenas 13 foram comprovados. Estudos indicam que cerca de 12% da população ocidental possui um ou mais genes favoráveis ao desenvolvimento de diabetes.A diabetes tipo 2 (Diabetes Mellitus tipo 2) também tem um fator genético, ocorrendo simultaneamente em 50 a 80% dos gêmeos idênticos e 20% dos não-idênticos. Entre os Pima (nativos americanos do Arizona) 50% da população desenvolve a Diabetes Mellitus tipo 2 enquanto em certos grupos orientais atinge menos de 1%. Porém, é importante lembrar que mesmo com uma genética favorável, hábitos saudáveis servem para prevenir e adiar o aparecimento dessa doença que acomete geralmente apenas os obesos, hipertensos e dislipidêmicos (que compreendem de 90-95% de todos os casos).
  6. 6. Para detectar a doença, o exame básico, éa chamada glicemia de jejum, que deveestar entre 70 a 110 mg por 100 ml desangue. Se o resultado ultrapassar 126em dois exames seguidos, édiagnosticado a diabetes, mas se osnúmeros apontarem entre 110 e125, pede-se o teste oral de tolerância àglicose para tirar a duvida. O indivíduoingere 75 gramas de glicose diluída emágua e, após duas horas, faz o exame desangue. O diabete é diagnosticado seestiver acima de 200. Um valor entre 140e 199 acusa um quadro de pré-diabete.Uma vez diagnosticado, o diabético terá que incorporar à sua rotina diária o glicosímetro - o aparelho quemede a glicemia. Dependendo do caso, ele deverá monitorá-la várias vezes ao dia pois é o único jeito deevitar descompensações.Além disso, para manter a doença sob controle, essas pessoas devem realizar, pelo menos duas vezes aoano, o exame da hemoglobina glicada, ou A1C. Só ele detecta como se comportou o açúcar nos últimos doisou três meses, dado essencial para saber a quantas andam os estragos no organismo. O exame dosa aquantidade de glicose que se combinou com a hemoglobina dos glóbulos vermelhos, ou seja, o quanto deaçúcar circulou pelo sangue naquele período, que é justamente o tempo de vida das hemácias.
  7. 7. Os sintomas do Diabetes são decorrentes do aumento da glicemia edas complicações crônicas que se desenvolvem em longo prazo.Quando existe um aumento da glicemia pode ocorrer:•Sede excessiva.•Aumento do volume da urina.•Aumento do número de micções.•Surgimento do hábito de urinar à noite.•Fadiga, fraqueza, tonturas.•Visão borrada•Aumento de apetite•Perda de peso.
  8. 8. Os sintomas das complicações envolvem queixasvisuais, cardíacas, circulatórias, digestivas, renais, urinárias, neurológicas, dermatológicas e ortopédicas, entre outras. Oprolongamento da hiperglicemia (altas taxas de açúcar no sangue)pode causar sérios danos à saúde: Retinopatia diabética: lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar pequenos sangramentos e, como consequência, a perda da acuidade visualNefropatia diabética: alterações nos vasos sanguíneos dos rinsque fazem com que ocorra uma perda de proteína pela urina. Oórgão pode reduzir a sua função lentamente, mas de formaprogressiva até a sua paralisação total.Neuropatia diabética: os nervos ficam incapazes de emitir ereceber as mensagens do cérebro, provocando sintomas, comoformigamento, dormência ou queimação das pernas, pés emãos, dores locais e desequilíbrio, enfraquecimentomuscular, traumatismo dos pelos, pressão baixa, distúrbiosdigestivos, excesso de transpiração e impotência.
  9. 9. Pé diabético: ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve umaúlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente eos níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratadorapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do membro afetadoInfarto do miocárdio e acidente vascular: ocorrem quando os grandes vasos sanguíneos sãoafetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. Obom controle da glicose, a atividade física e os medicamentos que possam combater a pressãoalta, o aumento do colesterol e a suspensão do tabagismo são medidas imprescindíveis desegurança. A incidência desse problema é de duas a quatro vezes maior em pessoas comdiabetes.Infecções: o excesso de glicose pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando orisco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulosbrancos (responsáveis pelo combate a vírus, bactérias etc.) ficam menos eficazes com ahiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias seproliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisãocirúrgica.
  10. 10. O diagnóstico da doença acarreta muitas vezes um choque emocional para apessoa, que não está preparada para conviver com as limitações decorrentesda condição crônica interferindo na vida familiar e comunitária, afetando seu universo de relações. Ter que mudar hábitos de vida que já estão consolidados e assumir uma rotina que envolve disciplina rigorosa doplanejamento alimentar, da incorporação, ou incremento de atividade física, e uso permanente e contínuo de medicamentos. A modificação do estilo de vida não se instala magicamente, mas no decorrer de um percurso queenvolve repensar o projeto de vida e reavaliar suas expectativas de futuro. Amudança de hábitos de vida, é um processo lento e difícil. principalmente no que se refere à alimentação. A doença exige um controle de alimentação adequada exercício físicos, medicação se necessário e controle glicêmico. Essas medidas fazem parte do dia a dia do diabético.
  11. 11. O diabetes não pode ser dissociado de outras doenças glandulares. Além daobesidade, outros distúrbios metabólicos (excesso de cortisona, do hormôniodo crescimento ou maior produção de adrenalina pelas supra-renais) podemestar associados ao diabetes.O tipo IÉ também chamado de insulinodependente,porque exige o uso de insulina por via injetávelpara suprir o organismo desse hormônio quedeixou de ser produzido pelo pâncreas. Asuspensão da medicação pode provocar acetoacidose diabética, distúrbio metabólicoque pode colocar a vida em risco.O tipo IINão depende da aplicação de insulina epode ser controlado por medicamentosministrados por via oral. A doençadescompensada pode levar ao comahiperosmolar, uma complicação grave quepode ser fatal.
  12. 12. Dieta alimentar equilibrada é fundamental para o controle do diabetes. A orientação de umanutricionista e o acompanhamento de psicólogos e psiquiatras pode ajudar muito a reduzir opeso e, como consequência, cria a possibilidade de usar doses menores de remédios.Atividade física é de extrema importância para reduzir o nível da glicose nos dois tipos dediabetes.Atualmente estão disponíveis no mercado vários tipos de insulina que diferem entre si pelavelocidade de absorção, forma de aplicação e tempo de ação e de permanência no organismo,que podem ajudar no controle do diabetes tipo 1. "Existem aplicadores (canetas) que facilitam otrabalho do paciente. Há a opção também pela utilização de sistema de aplicação contínua deinsulina de rápida ação por dispositivos eletrônicos chamados ‘bombas de infusão”. Os modelosmais modernos são compactos e podem interagir com o sistema de aferição da glicemia.Já para o tipo 2, pode ser utilizada não apenas a insulina (empregada em situações específicas),mas também medicamentos destinados ao controle da doença. As sulfoniluréias e as glinidasestimulam a secreção do hormônio pelas células beta do pâncreas. A acarbose reduz a absorçãode carboidratos. A metformina e as glitazonas facilitam a ação da insulina nos tecidosperiféricos. Já os incretinomiméticos aumentam os níveis de GLP-1. A administração de análogosdesta substância, produzida por células intestinais ou de agentes que reduzem sua degradaçãono organismo humano, melhora a função da célula beta e também provoca efeitos benéficos emtecidos periféricos. Infelizmente esta realidade não está disponível para a maioria absoluta dosbrasileiros em função do seu alto custo.
  13. 13. Volta e meia aparecem na imprensa tratamentos Quando o assunto é a cura do diabetes, torna-seque têm tudo para possibilitar a cura do impossível deixar de lado a proliferação de terapiasdiabetes. No entanto, na prática, mesmo que alternativas apresentadas como poderosas aliadas nocontribuam para a melhora, não cumprem a controle da doença. Tal crença serviu como ponto depromessa de dar fim ao transtorno. A realização partida para que pesquisadores da Universidade dede estudos com células-tronco é a vertente mais Brasília (UNB) investigassem as propriedades do chápromissora para os cientistas que investigam feito com extrato de pata-de-vaca. De acordo comuma forma de acabar com a doença. "Talvez com informações divulgadas recentemente a substânciao desenvolvimento das terapias genéticas e a ajuda a estimular a ação da insulina, mas tambémsuperação de entraves jurídicos, devido ao estimula outras substâncias, como o estrógeno, o queconflito entre religião e ciência, ocorram avanços aumenta o risco de câncer de útero e mama, porna investigação do diabetes do tipo 1.“ exemplo. De acordo com pesquisas, não existemExiste também um estudo sobre a realização de evidências cientificas que comprovem os efeitos destetransplantes de pâncreas em pacientes com tipo de tratamento. Mas mesmo os médicos 100%diabete tipo 2. Uma linha mais recente de alopatas e descrentes de qualquer terapêutica ditapesquisa na Medicina tem buscado fazer o ‘alternativa’, com alguma frequência costumam setransplante apenas das ilhotas de Langerhans. O deparar com situações que sugerem algumaprocedimento é simples, tem poucas participação positiva de determinados agentes. Emcomplicações e exige uma hospitalização de alguns casos, por uma questão motivacional ecurta duração. O grande problema é a obtenção psicológica, desde que não ofereçam risco adicional osdas células, que são originárias de cadáveres. procedimentos convencionais não deveriam serSão necessários em média três doadores para se abandonados.conseguir um número razoável de células.
  14. 14. Uma das técnicas usadas na biotecnologia foi modificar, bactérias para produzir insulina humana. Ainsulina é uma proteína simples normalmente produzida pelo pâncreas. Em pessoas com diabetes, opâncreas não está em perfeito estado e não consegue produzir insulina. Já que a insulina é vital aoprocessamento de glicose no corpo os diabéticos devem injetar doses diárias de insulina em seus corpos.Antes dos anos 80, a insulina para os diabéticos vinha de porcos e era muito cara.Para baratear o custo da insulina, o gene que produz a insulina humana foi adicionado aos genes de umabactéria E. Coli. Assim que o gene foi colocado no lugar, o maquinário normal da célula produziu-a assimcomo faria com qualquer outra enzima. Ao fazer cultura de grandes quantidades de bactérias modificadase então abri-las e matá-las, a insulina pôde ser extraída, purificada e usada de maneira muito menosdispendiosa.O truque é não colocar o novo gene na bactéria. A maneira mais fácil é combinar o gene em umplasmídeo, um pequeno anel de DNA que uma bactéria costuma passar para outra em uma espécie desexo primitivo. Cientistas já desenvolveram ferramentas muito precisas para cortar plasmídeos normais ecombinar os novos gêmeos neles. Uma amostra de bactérias então é "infectada" com o plasmídeo.Algumas acabam incorporando o novo gene ao seu DNA. Para separar as infectadas das não infectadas, oplasmídeo também contém um gene que dá imunidade contra um antibiótico específico às bactérias. Aotratar a amostra com o antibiótico, todas as células que não absorveram o plasmídeo são mortas. Agora épossível fazer a cultura de novas gerações de bactérias E. Coli. para criar insulina em grandes quantidades.
  15. 15. Sheila Regina de Vasconcellos “Meu nome é Sheila Regina de Vasconcellos, sou carioca, tenho 42 anos e sou diabéticatipo 1 há 26 anos. Quando descobri a doença era adolescente e muitas mudançasaconteceram na minha vida. O controle nem sempre era fácil e embora não tivesse umcontrole muito rígido, jamais fiquei um dia sequer sem tomar a insulina. Depois veio otrabalho e viver era sempre mais importante do que cuidar da diabetes. Mas depois queme casei, o medo de não conseguir ter filhos me coloquei novamente nos trilhos. Tive dois filhos saudáveis: uma menina de 13 anos, e um menino de 7. Fui melhorandominha consciência e minha atitude com relação à doença, e após sofrer uma grave crisehipoglicêmica, que me causou uma fratura no tornozelo esquerdo, entrei na linha. Oreceio das complicações me fez passar a viver com diabetes dia a dia sem encobrir adoença, sem reclamar, com muito mais energia positiva.Hoje pratico exercícios 4 vezes na semana, mantenho uma dieta saudável, faço pelomenos 4 medições da glicemia por dia e tenho orgulho da minha glicada em menos de 7.Poder ver meus filhos crescerem é o que mais desejo na vida e por eles e por mim, cuidodo meu diabetes com muito amor.”

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