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Algumas considerações• evolução da produção cinematográfica  brasileira• relação dos filmes com temáticas  nacionais: “O q...
Caramuru- A Invenção do Brasil• 2000: ano dos 500 anos do  descobrimento do Brasil• localização: Brasil e Lisboa• história...
A construção do enredo• inspiração no livro Caramuru, de Santa  Rita Durão• bibliografia histórica• produções literárias q...
Com este material...“Arraes e Furtado somaram um certo rigor   histórico com irreverência, humor com     afeto e conforto ...
O argumento• Contexto histórico- O ciclo da navegação portuguesa iniciado em  1415- Portugal despontou pelo empreendedoris...
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Análise do filme• Brasil - identidade nacional viva - alegria,  “jeitinho”, boa vida, beleza das mulheres,  preferências c...
Análise do filme• Diogo Álvares - português com   características atuais dos brasileiros- faz graça dos problemas- tenta d...
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Análise do filme
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Análise do filme• Camila Pitanga e Deborah Secco - visual  garota de praia, identificadas pelo público “Por mais que diga ...
Análise do filme• uso do português brasileiro = “Amar,  verbo intransitivo” (M. Andrade) e seus  brasileirismos• Diogo Álv...
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Considerações finais• a existência do outro, com uma identidade  diferente da do eu, é reconhecida.• relação entre portugu...
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A CONCEPÇÃO DE IDENTIDADE E A RELAÇÃO COM O OUTRO NO FILME CARAMURU

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Apresentação de artigo no Seminário de Pós-Graduação - Universidade Feevale - 2010

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A CONCEPÇÃO DE IDENTIDADE E A RELAÇÃO COM O OUTRO NO FILME CARAMURU

  1. 1. A Concepção de Identidade e a Relação com o Outro no Filme Caramuru Poliana Lopes Jornalista Especialista em História, Comunicação e Memória do Brasil Contemporâneo Mestranda em Processos e Manifestações Culturais
  2. 2. Algumas considerações• evolução da produção cinematográfica brasileira• relação dos filmes com temáticas nacionais: “O que é isso companheiro?” e “Carlota Joaquina”• - entretenimento x possibilidade de reflexão sobre o passado
  3. 3. Caramuru- A Invenção do Brasil• 2000: ano dos 500 anos do descobrimento do Brasil• localização: Brasil e Lisboa• história de amor e relações entre diferentes culturas• roteiro: Guel Arraes e Jorge Furtado• direção: Guel Arraes
  4. 4. A construção do enredo• inspiração no livro Caramuru, de Santa Rita Durão• bibliografia histórica• produções literárias que remetem ao Brasil, como Camões e Macunaíma
  5. 5. Com este material...“Arraes e Furtado somaram um certo rigor histórico com irreverência, humor com afeto e conforto com leveza, o que originou uma comédia histórica focada na origem de alguns dos bons e maus costumes do Brasil e no encontro de dois mundos e com ambas possibilidades de trocas afetivas e culturais.” (Lopes, 2010,p.2)
  6. 6. O argumento• Contexto histórico- O ciclo da navegação portuguesa iniciado em 1415- Portugal despontou pelo empreendedorismo, despertando nos concorrentes a necessidade da “espionagem” em busca dos mapas e informação sobre a navegação portuguesa.
  7. 7. O argumento• A lenda de Diogo Álvares Correa – o Caramuru- nascido em 1475, chegou ao Brasil em 1510 após um naufrágio na Bahia- foi capturado pelos tupinambás, por quem seria comido.- envolve-se com Paraguaçu e sua irmã Moema- foge para não morrer. Encontra pólvora e armas- dá um tiro e salva sua vida- passa a ser tratado como Caramuru - filho do Trovão- casa-se com Paraguaçu, retorna para a Europa e depois volta para o Brasil
  8. 8. O argumento• na historia, os roteiristas misturam fatos históricos, literatura e causos realidade + ficção“(no filme) a preocupação deixou de ser comemorar os 500 anos do descobrimento do Brasil para narrar em tom de comédia uma história que tem como pano de fundo aquela época. [...] Embora o encontro de Caramuru e Paraguaçu se baseie em fatos reais, trabalhamos as referências da História com muita liberdade. [...] O filme não tem culpa, ele nasce de um sentimento de amor pelo Brasil, de querer gostar de ser brasileiro, o que permite também uma irreverência à História, com respeito mas com criatividade. Muitas informações históricas estão no subtexto [...].” Guel Arraes
  9. 9. Identidade• A identidade é formada por processos inconscientes. O homem vive como se sua identidade fosse unificada, apesar de, segundo Hall, ela ser fragmentada e inacabada.• “A identidade surge não tanto da plenitude de identidades que já está dentro de nós como indivíduos, mas de uma falta de inteireza que é ‘preenchida’ a partir de nosso exterior, pelas formas através das quais nós imaginávamos ser vistos por outros.” (Hall, 2005, p. 39)• A cultura influencia diretamente na formação desta identidade.
  10. 10. Identidade Nacional• Entre as identidades culturais do indivíduo, a nacional destacou-se no processo globalizado em que o homem vive.• Cinco elementos característicos (Hall):- as narrativas da nação, que fornecem estórias, imagens, eventos históricos, símbolos e rituais que representam as experiências e são partilhadas por todos os seus indivíduos;- os elementos que as definem não mudam. Há ênfase na origem e na tradição, sem sofrer a ação do tempo;- tradições são inventadas e tratadas como antigas, apesar de serem recentes;- origem em um mito fundacional em um passado distante;- a identidade nacional pode ser simbolicamente originada da ideia de um povo puro, mesmo que este não seja o detentor do poder.
  11. 11. Identidade Nacional• a cultura nacional busca a unificação de seus membros em uma única identidade - grande família: “uma comunidade imaginada: as memórias do passado, o desejo de viver um conjunto, a preparação da herança.” (Hall, 2005, p. 58)• apesar das diferenças étnicas e classes sociais (o que torna as nações modernas híbridas culturalmente), há elementos que unificam os seus membros.
  12. 12. Eu e o Outro• Todorov - o olhar dos descobridores da América sobre o povo local. Eu - O Outro (outro)-(eu)• Colombo na América: cristianizar e encontrou ouro• não procura a verdade, e sim formas de confirmar a verdade que acreditava existir.• entende os índios como parte da natureza e aculturados; para ele, a cultura está diretamente ligada ao seu padrão europeu de conhecimento, hábitos, tradições.
  13. 13. Análise do filme• Brasil - identidade nacional viva - alegria, “jeitinho”, boa vida, beleza das mulheres, preferências culturais (carnaval e futebol)• crise em nível regional: reconhecimento de qualidades próprias e apontamento de defeitos dos outros - Sul x Nordeste• estas diferenças não suplantam a identidade nacional.
  14. 14. Análise do filme• Diogo Álvares - português com características atuais dos brasileiros- faz graça dos problemas- tenta dar um “jeitinho” para resolvê-los “a arte não pode se limitar a uma simples cópia da vida, ela tem uma missão de embelezar um poço a realidade.” (3’12”)
  15. 15. Análise do filme• Índia Paraguaçu - beleza e sensualidade - características atribuídas hoje a mulher brasileira• Cacique Itaparica - preguiça, malandragem e graça - características que são associadas aos brasileiros
  16. 16. Análise do filme
  17. 17. Análise do filme Índios x portugueses Paraguaçu x Diogo Álvares• Diferentes culturas não impedem um contato entre as personagens.• O conflito lingüístico não impede a comunicação - linguagem não-verbal
  18. 18. Análise do filme• Camila Pitanga e Deborah Secco - visual garota de praia, identificadas pelo público “Por mais que diga que descendemos de índios, brancos e negros, se colocássemos uma índia [...] ela seria vista com um olhar estranho.” Guel Arraes
  19. 19. Análise do filme• uso do português brasileiro = “Amar, verbo intransitivo” (M. Andrade) e seus brasileirismos• Diogo Álvares representa o estrangeiro de cada um de nós: quando fora de seu ambiente social, sente-se um “gringo” diante de novas culturas
  20. 20. Análise do filme Diogo Álvares Cristóvão Colombo• Sem querer chegar • ouro e cristianizar• Buscou entendimento • sem preocupação em primeiro para tirar proveito conversar e entender e depois para sobreviver• os dois admiravam a beleza da natureza, principalmente a das índias• Diogo reconhece as diferenças entre o eu e o outro• também tenta aproximar-se do grupo social a que não pertence
  21. 21. Considerações finais• a existência do outro, com uma identidade diferente da do eu, é reconhecida.• relação entre portugueses e índios retratada de forma simples e engraçada – relaciona personagens com características de identidade nacional de hoje• escolha do elenco - permite que o receptor se identifique e se reconheça enquanto brasileiro: mistura entre europeu e indígenas

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