ThinkQuest – Um Ambiente Virtual Facilitador no Processo de Aprendizagem no Ensino Fundamental

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Este trabalho discutiu a utilização de recursos tecnológicos no processo de ensino-aprendizagem e para isso descreveu e analisou um ambiente virtual de aprendizagem, denominado ThinkQuest, uma plataforma on-line oferecida pela Oracle Education Foudation.

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ThinkQuest – Um Ambiente Virtual Facilitador no Processo de Aprendizagem no Ensino Fundamental

  1. 1. CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC Douglas Ferreira ToméThinkQuest – Um Ambiente Virtual Facilitador no Processo de Aprendizagem no Ensino Fundamental São Paulo 2011
  2. 2. Douglas Ferreira ToméThinkQuest – Um Ambiente Virtual Facilitador no Processo de Aprendizagem no Ensino Fundamental Monografia apresentada ao curso de Pós-Graduação ―Tecnologias na Aprendizagem‖ do Centro Universitário Senac, na linha de pesquisa sobre Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Professora Orientadora Maria Salete Prado Soares São Paulo 2011
  3. 3. Dedicatória e Agradecimentos Dedico esta monografia especialmente para minha família (Helô, Bia e João Pedro), que acreditaram que eu conseguiria desenvolver este trabalho.Agradeço aos meus colegas e professores de curso, com quem aprendi muito. Espero ter colaborado um pouco para a aprendizagem de alguns.
  4. 4. Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, maspara transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto demundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minhautopia, mas participar de práticas com ela coerentes. Paulo Freire
  5. 5. RESUMOEste trabalho discutiu a utilização de recursos tecnológicos no processo deensino-aprendizagem e para isso descreveu e analisou um ambiente virtual deaprendizagem, denominado ThinkQuest, uma plataforma on-line oferecida pelaOracle Education Foudation.O objetivo era verificar se aquele ambiente e a utilização de suas ferramentasfacilitam a aprendizagem dos alunos do Ensino Fundamental e se as atividadesdesenvolvidas pelos professores e alunos propiciam a produção do pensamentocrítico, da criatividade, do trabalho em equipe, da compreensão intercultural, dacomunicação, tecnologia e autodireção, ou seja, se contribui para as habilidadesdo século XXI.A metodologia utilizada foi a pesquisa participante: foram observadas atividadese projetos desenvolvidos de professores e alunos usuários, de modo a identificarse e como a população pesquisada poderia produzir conhecimento, mudaratitudes e abordagens que levariam à aprendizagem.A partir da fundamentação teórica e da linha de trabalho com os AmbientesVirtuais de Aprendizagem, foram pesquisadas ferramentas do ThinkQuest e apossibilidade delas facilitarem a aprendizagem.Os resultados mostraram que as ferramentas e o ambiente ThinkQuest,juntamente com as atividades e projetos desenvolvidos pelo usuário, podemcontribuir para o desenvolvimento das competências e habilidades do século XXI,e serem um facilitador no processo de aprendizagem dos alunos do EnsinoFundamental.Palavras chave: Ambiente Virtual de Aprendizagem, Tecnologias naAprendizagem, Tecnologia de Informação e Comunicação, ThinkQuest.
  6. 6. Lista de IlustraçõesFigura 1: Página para digitar o usuário e senha de acesso ao ambienteThinkQuest.............................................................................................................25Figura 2: Ambiente acessado e visualização da página inicial.............................. 26Figura 3: Utilização do lápis nas publicações........................................................ 26Figura 4: Panfleto de divulgação do projeto.......................................................... 42Figura 5: Alimentos arrecadados após a participação da gincana dasolidariedade..........................................................................................................43Figura 6: Exemplo da atividade desenvolvida na sala de aula virtual – Parte 1.... 45Figura 7: Exemplo da atividade desenvolvida na sala de aula virtual – Parte 2.... 46Figura 8: Orientações da atividade Rede Segura.................................................. 47Figura 9: Comentários registrados pelos alunos na atividade: Rede Segura....... 48
  7. 7. Lista de GráficosGráfico 1: Respondendo ao questionamento: Quem é você?............................... 30Gráfico 2: Respondendo ao questionamento da origem da escola....................... 31Gráfico 3: Frequência no acesso ao ambiente ThinkQuest................................... 32Gráfico 4: Respostas sobre a utilização do ambiente ThinkQuest........................ 33
  8. 8. Lista de Abreviações e SiglasAVA – Ambiente Virtual de AprendizagemOEF - Oracle Education FoundationPCNs – Parâmetro Curriculares NacionaisTQ – ThinkQuestTIC’s – Tecnologias da Informação e ComunicaçãoUNRWA - Agências das Nações Unidas para o Trabalho e Ajuda Humanitária
  9. 9. SUMÁRIOINTRODUÇÃO ...................................................................................................... 111 Ambientes Virtuais de Aprendizagem – AVA’s .......................................... 142 Tecnologias na Educação - Aprendizagem no Século XXI ....................... 183 Conhecendo o ThinkQuest .......................................................................... 234 A Página Inicial e suas ferramentas ........................................................... 245 Espaço para Projeto ..................................................................................... 276 Metodologia da Pesquisa............................................................................. 287 A Pesquisa .................................................................................................... 29 7.1 Os Usuários do ThinkQuest .................................................................... 30 7.2 As Escolas dos Usuários ......................................................................... 31 7.3 Frequência nos acessos .......................................................................... 32 7.4 Onde acontecem os acessos? ................................................................ 32 7.5 As ferramentas que auxiliam no processo............................................. 33 7.6 O usuário avaliando se a ferramenta facilita a aprendizagem .............. 35 7.7 Quais ferramentas facilitam o processo de aprendizagem segundo seus usuários .................................................................................................... 36 7.8 Os usuários e suas experiências ............................................................ 38 7.9 Transformando os alunos........................................................................ 398 Experiências na utilização do ThinkQuest ................................................. 40 8.1 Projeto: Kindness Kids ............................................................................ 40 8.2 Projeto: Corrente do Bem ........................................................................ 41 8.3 Projeto: Sala de Aula Virtual .................................................................... 449 Conclusão ..................................................................................................... 49REFERÊNCIAS .................................................................................................... 51ANEXOS ............................................................................................................... 54
  10. 10. INTRODUÇÃO Muito se discute sobre ferramentas e metodologias que podem serutilizadas na educação presencial, semipresencial e a distância. Este trabalhoanalisou um ambiente virtual de aprendizagem, suas ferramentas e apossibilidade de serem utilizadas como um facilitador no processo deaprendizagem dos alunos. Conforme Pierri Lévy (2004, p.07), ―novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das comunicações e da Informática. As relações entre os homens, o trabalho, a própria inteligência dependem, na verdade, da metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. Escrita, leitura, visão, audição, criação e aprendizagem são capturados por uma Informática cada vez mais avançada‖. O processo de ensino aprendizagem sempre esteve no meu pensamento,acreditava que o professor deveria ser muito mais de um transmissor deinformações e sim um mediador do conhecimento, compartilhando, interagindo edesenvolvendo a aprendizagem de seus educando. Conforme Moran (2000, p.11), ―todos estamos experimentando que a sociedade está mudando nas suas formas de organizar-se, de produzir bens, comercializá-los, de divertir-se, de ensinar e de aprender. [...] O campo da educação está muito pressionado por mudanças, assim como acontece com as demais organizações‖. Durante o período de desenvolvimento deste estudo, pode-se constatarque há vários espaços de aprendizagem que se dizem educativos, váriossoftwares, sites, várias metodologias e mesmo vários educadores procurandoresolver o problema da educação, o que nem sempre corresponde à realidade.Dentre esses espaços os ambientes virtuais de aprendizagem, o presentetrabalho quer analisar o ambiente virtual ThinkQuest1, – um AVA oferecido às1 ThinkQuest – Oracle Education Foundation - http://www.thinkquest.org/pt_br/ 11
  11. 11. escolas públicas e particulares – e, avalia cada uma das ferramentas e suapossível contribuição no processo de aprendizagem dos alunos do EnsinoFundamental. Existem diversos ambientes de aprendizagem que oferecem váriosinstrumentos de trabalho, individual e coletivo, e que envolvem a interação ecomunicação. O problema que permeia este trabalho é se o ambiente ThinkQuesté adequado pedagogicamente e se atende aos requisitos de alunos e professoresdo Ensino Fundamental. A investigação desta pesquisa está, portanto, centradaneste ambiente, investigando as possibilidades de trabalho e se elas sãosatisfatórias para esse público. Partiu-se das possibilidades de aprendizagem e estudou-se o ambienteThinkQuest, analisando sua funcionalidade no processo de aprendizagem dosalunos do Ensino Fundamental. O ambiente ThinkQuest foi escolhido para esta pesquisa por apresentar osrequisitos já citados e porque permite realizar interação entre aluno-aluno, aluno-professor e professor-professor. Assim, esta pesquisa visa verificar se asferramentas de um ambiente virtual utilizado por professores e alunos do EnsinoFundamental, pode ser um facilitador no processo da aprendizagem dessesalunos. A pesquisa participante é aquela que o pesquisador, para realizar a observação dos fenômenos, compartilha a vivência dos sujeitos pesquisados, participando, de forma sistemática e permanente, ao longo do tempo da pesquisa, das suas atividades. O pesquisador coloca-se numa postura de identificação com os pesquisados. (Severino, 2007, p.120) A metodologia utilizada foi a pesquisa participante, cujo objetivo principalera verificar a plataforma ThinkQuest, suas ferramentas e se as atividadespropostas pelos professores desenvolvem nos alunos as habilidades do séculoXXI (pensamento crítico, criatividade, trabalho em equipe, compreensãointercultural, comunicação, tecnologia e autodireção). A análise dessasferramentas no desenvolvimento das atividades poderia indicar (ou não) seremelas facilitadoras no processo da aprendizagem do Ensino Fundamental. 12
  12. 12. A hipótese é que é possível acontecer a aprendizagem dos alunos,utilizando as ferramentas disponíveis no ambiente e que elas funcionam comofacilitadoras. A primeira parte deste trabalho relata o uso das tecnologias na educação –a aprendizagem no século XXI – falando sobre o AVA e apresenta o ambienteThinkQuest, sua história, sua contribuição para o desenvolvimento daaprendizagem no século XXI, a segurança que ele apresenta para as crianças,suas ferramentas e como elas podem desenvolver a aprendizagem dos alunos doEnsino Fundamental. Em seguida mostra-se a abordagem da pesquisa realizada com osusuários do ambiente, professores e alunos, verificando qual é a instituição detrabalho ou estudo, a frequência e onde acontecem os acessos, se existe umfacilitador no processo de aprendizagem, quais ferramentas contribuem para essafacilidade, as experiências dos usuários e as transformações após começar autilizar o ambiente. 13
  13. 13. 1 Ambientes Virtuais de Aprendizagem – AVA’s Um ambiente virtual de aprendizagem surge da necessidade de criarcursos que possam ser desenvolvidos com o auxilio da Internet. Esses ambientessão elaborados por uma equipe de tutores e professores que administram o cursocom a inserção de atividades e conteúdo. Ambientes digitais de aprendizagem são sistemas computacionais disponíveis na internet, destinados ao suporte de atividades mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação. Permitem integrar múltiplas mídias, linguagens e recursos, apresentar informações de maneira organizada, desenvolver interações entre pessoas e objetos de conhecimento, elaborar e socializar produções tendo em vista atingir 2 determinados objetivos. (ALMEIDA, 2003) O ambiente virtual de aprendizagem precisa apresentar, em seu ambientede trabalho, ferramentas que podem expressar esse processo de aprendizagem,de forma integrada e colaborativa, com a possibilidade de socialização em seususuários e não possuindo espaços geográficos que possam impedi-los. Valelembrar que os ambientes virtuais de aprendizagem não são restritos à educaçãoa distância. É notável que o avanço tecnológico possibilitou uma nova realidade educacional: o ensino mediado por computador. A inserção do computador na educação provoca uma mudança de comportamento dos participantes do processo ensino - aprendizagem. [...] O ambiente virtual propicia o resgate de uma postura mais ativa e menos passiva dos alunos. O professor também é afetado por estas mudanças, deixando de ser o centro do processo - detentor de todo o conhecimento – para transformar-se em um mediador das atividades de aprendizagem. Nessa nova realidade, o ensino tende a tornar-se mais individualizado, adaptando-se aos diferentes perfis psicológicos, formas de aprender e comportamentos dos diferentes alunos. O estudo adquire maior flexibilidade, podendo ser realizado de acordo com a disponibilidade de tempo do aluno e no local mais adequado. É fundamental fornecer suporte na preparação do professor para exercer suas funções neste novo ambiente, aproveitando ao máximo os recursos oferecidos pela plataforma. É de vital importância que o professor esteja preparado para se relacionar com seus alunos através da interface computacional e para isso ele precisa dominar as ferramentas disponíveis. Uma barreira a ser ultrapassada é a visão tradicional do professor sobre o ensino. A aplicação da tecnologia na educação, o que2 Periódico de Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, publicado na Revista de Educação e acessado em15/01/11 em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-97022003000200010&script=sci_arttext 14
  14. 14. para muitos professores é vista como um risco, não substitui nenhum dos elementos envolvidos com o ensino presencial tradicional. O ensino semi-presencial mantém ainda as principais referências do ensino presencial. Desta forma, tanto alunos quanto professores, podem realizar uma transição suave para o novo contexto e os professores podem se concentrar na adaptação e utilização das estratégias mais adequadas ao novo ambiente de ensino. [...] Professores e alunos precisam ser alfabetizados em relação às possibilidades das novas tecnologias, de modo que os desníveis de 3 conhecimento tornem-se cada vez menores (HAGUENAUER , 2003) Segundo Filatro (2004, p.26), ―o desenvolvimento da informática abriupossibilidades a novas formas de educação, formais ou informais, individuais oucoletivas, de natureza autodidata ou sob a supervisão de grandes instituições deensino, em formato presencial ou totalmente mediado por tecnologias‖. Os Ava’s são sistemas computacionais disponíveis na Internet, com afinalidade de desenvolver atividades mediadas pelas tecnologias de informação ecomunicação – TIC’s. Com o avanço da Internet, essas formas de sistemas tiveram grandeaplicação na Educação a Distância, utilizando esses ambientes virtuais comoparte do processo de aprendizagem dos alunos, provocando a interação e acolaboração entre os participantes. Um AVA integra diversas ferramentas decomunicação e interação, potencializando a comunicação entre seus usuários epromovendo a troca entre aluno-aluno e aluno-professor. Vale lembrar que Lévy trata a cibercultura e cultura digital como sinônimosde um mesmo período cultural. Segundo Lévy (1999, p.17), ―Ciberculturaespecifica aqui o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, deatitudes de modos de pensamentos e valores que se desenvolvem juntamentecom o crescimento do ciberespaço‖. Ainda, segundo Lévy (1999, p.17), é ―o novo meio de comunicação quesurge da interconexão mundial dos computadores‖. Para este autor, o termo3 Profa. Cristina Haguenauer da Escola de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em LinguísticaAplicada da Faculdade de Letras da UFRJ. Pesquisadora na área de Tecnologias da Informação e daComunicação aplicadas à Educação e à Gestão do Conhecimento. Artigo publicado na revista Mídia eEducação em 7/08/2003 disponível no site: http://www.latec.ufrj.br/01sobre-o-latec/noticias/tve2.htm 15
  15. 15. especifica ―não apenas a infraestrutura material da comunicação digital, mastambém o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os sereshumanos que navegam e alimentam esse universo.‖ Assim, um AVA vai além das paredes de uma escola, proporcionando oaprender de forma simples e transparente, onde se cria uma nova forma de leituradas informações e relacionamento entre aqueles que trabalham na área daeducação. Segundo Preece (2005, p.35), as ferramentas são uteis para odesenvolvimento de um ambiente em seu processo de aprendizagem, comobjetivos menores e cita: 1) O sistema deve ser eficaz no uso; 2) Deve ser eficiente no uso; 3) Deve possuir um bom nível de segurança; 4) Ser útil e funcional; 5) Deve ser fácil de aprender; 6) E deve ser fácil de lembrar como se usa. A aprendizagem mediada por um AVA pode permitir que através dosrecursos possam ser digitalizados várias fontes de informação e conhecimentos,criados e apresentados de forma hipertextual, com a utilização de multimídia esimuladores. Essa ―cultura digital‖ leva seus usuários a novos conhecimentos enovas habilidades para o século XXI. Nielsen (2000 apud ALVES FILHO, 2006), destaca que um AVA deve terum design de interação de fácil entendimento e interação. Destaca os 10princípios de usabilidade que podem ser seguidas na elaboração de um AVA. Visibilidade O sistema deve sempre manter os usuários informados sobre o que está acontecendo, através de feedback apropriado dentro de um tempo razoável. 16
  16. 16. Casar sistema e mundo real O sistema deve falar a língua do usuário, com palavras, frase, e conceitos familiares ao usuário, de preferência a termos técnicos. Seguir convenções do mundo real, fazendo a informação aparecer em uma ordem natural e lógica. Controle do usuário e liberdade Os usuários frequentemente escolhem erradamente algumas funções do sistema, e necessitarão de uma clara ―saída de emergência‖ para sair da situação indesejada sem enfrentar um extenso ―diálogo‖. Deve suportar ―desfazer‖ e ―refazer‖. Consistência e padrões Usuários não são obrigados a se questionar se diferentes palavras, situações ou ações significam a mesma coisa. Siga convenções. Prevenção de erros Bem melhor que boas mensagens de erro é um design que previne em primeiro lugar a ocorrência de um problema. Elimine qualquer condição propensa a erro ou procure-as e apresente aos usuários uma opção de confirmar antes de eles executarem alguma ação. Reconhecimento de preferência à lembrança Minimize o uso da memória do usuário colocando objetos, ações e opções à vista. O usuário não deve ter que lembrar das informações de uma parte do diálogo na outra. Instruções de uso do sistema devem ser visíveis ou facilmente acessíveis quanto apropriado. Flexibilidade e Eficiência de uso Aceleradores — invisíveis ao novo usuário — podem freqüentemente acelerar a interação do usuário experiente de modo que o sistema pode atender tanto a usuários inexperientes ou experientes. Permita ao usuário unir ações freqüentes. Design estético e minimalista Os diálogos não devem conter informações irrelevantes ou raramente necessárias. Cada unidade extra de informação em um diálogo compete com as unidades pertinentes de informação e diminui sua visibilidade relativa. Ajude os usuários a reconhecer, diagnosticar e se recuperar de erros. Mensagens de erro devem ser expressas em linguagem clara (sem códigos), indicar precisamente o problema e construtivamente sugerir uma solução. Ajuda e documentação Embora seja melhor que o sistema possa ser usado sem documentação, pode ser necessário providenciar ajuda e documentação. Qualquer tipo de informação deve ser fácil de procurar, focada na tarefa do usuário, listar passos concretos para ser levada a cabo e não ser muito grande. (NIELSEN apud ALVES FILHO, 2006, p.17) Assim, as TIC’s estão disponíveis para a exploração e os Ava’s são umcaminho que, se bem construído, pode levar seus usuários à construção do 17
  17. 17. conhecimento, podendo ser explorado e utilizado nos processos deaprendizagem. O ThinkQuest foi escolhido por apresentar uma plataforma deaprendizagem on-line, que atende às características de usabilidade, ele ajudaseus usuários a desenvolver habilidades do século XXI, incluindo habilidades decomunicação, pensamento crítico e tecnologia. A pesquisa realizada com osusuários do ambiente vai verificar se esses objetivos são alcançados e sefacilitam a aprendizagem dos alunos do ensino fundamental. A pesquisa desenvolvida com os usuários do ThinkQuest, envolveuprofessores e alunos que utilizam o ambiente das atividades. Para a realização dapesquisa foi utilizado a própria plataforma de aprendizagem e as ferramentasdisponíveis no ambiente. O questionário4 foi aplicado para alguns usuários do ambiente e o númerode participantes foi superior ao número de convites, mostrando que houve umcompartilhamento de informação, o que fez com que outras pessoas tivessemacesso às perguntas. 2 Tecnologias na Educação - Aprendizagem no Século XXI No final do século XX e início do século XXI temos o início da revolução doconhecimento, marcada pela velocidade do crescimento da tecnologia nocotidiano de seus usuários. O conhecimento humano, a globalização e avelocidade dessas mudanças implicam numa nova aprendizagem para o séculoXXI.4 O questionário foi aplicado no ambiente de aprendizagem Thinkquest, que ficou disponível paraparticipação a partir de 29/09/10 - http://www.thinkquest.org/pls/html/think.page?p=629986771&m=EDIT 18
  18. 18. Segundo uma frase de Alvin Toffler5 (1995, p.95),―O analfabeto do séculoXXI não será aquele que não sabe ler e escrever, mas aquele que não consegueaprender, desaprender e reaprender‖. A tecnologia pode ser compreendida como um conjunto de ferramentasaplicadas a um determinado ramo da atividade humana. Neste caso, o estudoserá na aplicação da tecnologia no processo da aprendizagem. Segundo Moran (2007, p.89), ―as tecnologias caminham para aconvergência, a integração, a mobilidade e a multifuncionalidade, isto é, pararealização de atividades diferentes num mesmo aparelho (...)‖. A utilização das tecnologias ampliam o conhecimento. E com esse usoexiste a possibilidade da produção e interação dessas informações. Prossegue Moran (2007, p.90), sobre as tecnologias, para quem elas são―meio, apoio, mas, com o avanço das redes, da comunicação em tempo real edos portais de pesquisa, transformaram-se em instrumentos fundamentais para amudança na educação‖. Assim, a tecnologia não é apenas a utilização de equipamentos, mas apossibilidade de transformação, servindo como um mecanismo pelo qual épossível apropriar-se de um novo saber, construindo o conhecimento eproduzindo uma nova didática de aprendizagem. A capacidade de aprender e aplicar seus conhecimentos e competênciasestá ligado ao processo de aprendizagem, alfabetização visual, midiática,tecnológica numérica, dirigida e centrada no aluno com ênfase em como saber. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs, 2000), indicam as diretrizesde como utilizar a informática na escola, destacando as competências ehabilidades: - Reconhecer o papel da informática na organização da vida sócio cultural e na compreensão da realidade, relacionando o manuseio do computador a casos reais, ligados ao cotidiano do estudante, seja no mundo do trabalho, no mundo da educação ou na vida privada.5 Escritor e futurista norte-americano doutorado em Letras, Leis e Ciência, é conhecido pelos seus escritossobre a revolução digital, a revolução das comunicações e a singularidade tecnológica. 19
  19. 19. - Construir, mediante experiências práticas, protótipos de sistemas automatizados em diferentes áreas, ligadas à realidade do estudante, utilizando-se, para isso, de conhecimentos interdisciplinares. - Reconhecer a informática como ferramenta para novas estratégias de aprendizagem, capaz de contribuir de forma significativa para o processo de construção do conhecimento, nas diversas áreas. - Identificar os principais equipamentos de informática, reconhecendo-os de acordo com suas características, funções e modelos. - Dominar as funções básicas dos principais produtos de automoção da microinformática, tais como sistemas operacionais, interfaces gráficas, editores de textos, planilhas de cálculos e aplicativos de apresentação. - Conhecer o conceito de rede, diferenciando as globais, como a Internet – que teriam a finalidade de incentivar a pesquisa e a investigação graças às formas digitais e possibilitar o conhecimento de outras realidades, experiências e culturas – das locais ou corporativas, como as Intranets – que teriam a finalidade de agilizar ações ligadas a atividades profissionais, dando ênfase a trabalhos em equipe. - Dominar conceitos computacionais, que facilitem a incorporação de ferramentas específicas nas atividades profissionais. (BRASIL, PCNs 2000) Essas orientações servem para que as tecnologias sejam inseridas nosambientes escolares, criando ambientes interativos com novas possibilidades deensino e aprendizagem, ligando seus usuários com um mundo externo einserindo-os na sociedade. O ritmo acelerado de inovações tecnológicas exige que um sistema educacional capaz de estimular nos estudantes o interesse pela aprendizagem. E que esse interesse diante de novos conhecimentos e técnicas seja mantido ao longo da sua vida profissional, que, provavelmente, tenderá a se realizar em áreas diversas de uma atividade produtiva cada vez mais sujeita ao impacto das novas tecnologias. (SANCHO, 1998, p.41) A aprendizagem no século XXI requer dos educadores uma diferenteabordagem de aprendizados por projetos, engajando os estudantes em tarefascomplexas, incluindo design e planejamento, resolução de problemas, tomada dedecisões, criação, produção e comunicação de resultados. Segundo Marco Silva (2003, p.329), ―as organizações contemporâneasexigem um novo tipo de individuo e de trabalhador, um sujeito dotado decompetências técnicas múltiplas, capacidade para trabalhar em equipe, aprendere se adaptar a situações novas‖. 20
  20. 20. Conforme Valente (2002), a presença da informática na escola não garantepor si só, uma maior qualidade de ensino e pode mascarar um ensino tradicional,baseado na memorização de informações. Para Marques e Caetano (2002, p. 136), ―a informática deve servir paraenriquecer o ambiente educacional, propiciando a construção de conhecimentospor meio de uma atuação ativa, crítica e criativa por parte de alunos eprofessores‖. Assim, a Fundação Educacional Oracle acredita que os estudantesprecisam aprender e enfrentar os desafios que são apresentados, propõe umespaço virtual de aprendizagem, de maneira criativa e com iniciativas próprias,fazendo com que os estudantes utilizem cada vez mais a tecnologia, envolvendoo trabalho colaborativo e de compreensão intercultural. Contribuições possíveis das novas tecnologias para a aprendizagem: - estimulam os alunos a desenvolverem habilidades intelectuais; - muitos alunos mostram mais interesse em aprender e se concentram mais; - estimulam a busca de mais informação sobre determinado assunto e um maior número de relações entre informações; - promove cooperação entre aos estudantes [...] (MARQUES e CAETANO, 2002, p.151) Pensando nesses desafios propõe o ―Instituto para a Aprendizagem doSéculo XXI‖6, que tem o objetivo de formar professores através do uso daaprendizagem por projetos, dando a oportunidade de encontrar e colaborar comseus pares, preparando para ajudar os alunos e melhorando sua prática com ouso das ferramentas. A transição de uma educação é uma formação estritamente institucionalizada (a escola, a universidade) para uma situação de troca generalizada de saberes, o ensino da sociedade por ela mesma, de reconhecimento auto-gerenciado, móvel e contextual das competências. (LÉVY, 1999: p. 172).6 Instituto para a Aprendizagem do século XXI – projeto desenvolvido pela Oracle com a finalidade deformar professores – disponível em http://www.thinkquest.org/pls/html/think.go?c=250866504. 21
  21. 21. Para facilitar esse processo, a fundação oferece um ambiente virtual com afinalidade colaborar com o desenvolvimento da aprendizagem, aberto às escolasde todo o mundo, de forma gratuita e sem conter propagandas. O ThinkQuest éesse espaço que pretende ajudar professores e alunos a desenvolver os projetose conseguir atingir os objetivos propostos. É um ambiente protegido, comferramentas de publicação e interação, utilizadas para alavancar a aprendizagemde qualquer área do conhecimento e/ou seu componente curricular, criando umarede de professores e alunos do mundo todo, desenvolvendo a compreensãointercultural. Para Marques e Caetano (2002, p.162) existem cinco tipos depossibilidades de utilização das TIC na sala de aula: - Recurso Educacional: para tornar a aprendizagem mais motivadora e ainformação mais abrangente. Qualquer tema que for proposto em sala de aulaterá uma grande quantidade de informações na Internet, basta saber filtrá-las. - Instrumento de Comunicação: continuará sendo um dos pilares daInternet, pois as pessoas sentem a necessidade de se comunicarem com seuspares. Em sala de aula será uma ferramenta de grande interação entre todos. - Realização de Projetos: quando as atividades são compartilhadas entreaulas em diferentes escolas, são organizados projetos de colaboração dos quaismuitas vezes participam inúmeros alunos e professores. - Transmissão de Conteúdos: a Internet com a sua facilidade de apresentarconteúdos e estimular a interação, criou um espaço de desenvolvimento doensino através dos computadores. - Auxílio à pesquisa e ao desenvolvimento profissional dos professores:todo profissional de ensino precisa estar informado sobre o que acontece na suaárea de conhecimento e para buscar informações. Portanto, acredita-se que os alunos, desenvolvendo os projetos propostose orientados por seus professores, desenvolverão habilidades importantes parasua inserção no mundo globalizado, como o pensamento crítico, criatividade, 22
  22. 22. trabalho em equipe, compreensão intercultural, comunicação, tecnologias eautodireção. 3 Conhecendo o ThinkQuest Em 1998, a Oracle Corporation7 criou um serviço de e-mail e web paraescolas do Reino Unido e dos Estados Unidos, denominado ―Think.com‖, com ofoco na aprendizagem por projetos. O ThinkQuest surge como uma única marca,com a transferência para a Oracle Education Foundation – OEF, em 2008 e aparticipação da competição desenvolvida pela OEF. Entre os anos de 1999 e 2006 o ambiente foi lançado nos países: Irlanda,País de Gales, Estados Unidos, Chile, Nova Zelândia, China, Índia, Tailândia,Austrália, Canadá, Dinamarca, Itália, Egito, Alemanha, Hungria, Holanda,Romênia, África do Sul, República Tcheca, Gana, Lesoto, Quênia, Filipinas, PortoRico, Sri Lanka, Argentina, Bélgica, Bulgária, Croácia, Espanha, Finlândia,França, Gabão, Indonésia, Luxemburgo, Malásia, Mali, Moçambique, Namíbia,Paquistão, Portugal, Polônia, Quatar, Singapura, Suiça, Turquia e, em 2007 oBrasil, juntamente com Macedônia e Agências das Nações Unidas para oTrabalho e Ajuda Humanitária (UNRWA), começa a fazer parte do ambiente. Hoje o ThinkQuest está em 48 países e mais 12 UNRWA, envolvendo22.701 escolas e 61.071 projetos. No Brasil existem 1050 escolas cadastradas. A psicóloga Rosa Maria Farah8, coordenadora do Núcleo de Pesquisas emPsicologia e Informática da PUC-SP, questiona a utilização saudável da Internet ediz ser imprescindível a conversa transparente entre pais, filhos e escola,incluindo limite de uso, assim como qualquer outro controle.7 Histórico baseado nas informações encontradas no ambiente Thinkquest – http://www.thinkquest.org/acessado em dez/2010.8 GIRO IBOPE – Edição 13 – abr/mai/jun de 2009 – acessado em 05/02/2011 no site:http://www.ibope.com.br/giroibope/13edicao/jovens.html 23
  23. 23. Assim, a OEF e o ambiente ThinkQuest contribuem com a segurança dascrianças, apoiando e prevenindo a publicação ou divulgação de informaçõespessoais, com a orientação da utilização do ambiente se mantendo em um bomnível, restringindo as palavras que podem ofender seus usuários, não permitindoa linguagem imprópria e que façam apologia à violência e/ou racismo. Toda a imagem que o aluno queira publicar existe a necessidade daaprovação de um professor da escola, que pode permitir ou não sua publicaçãoexistindo a possibilidade de deixar a orientação na página do seu aluno. O ThinkQuest apresenta atividades que trabalham a segurança e o uso dasnetiquetas, podendo serem apresentadas como uma atividade inicial em suaapresentação e início de utilização do ambiente. Assim, o ThinkQuest surge com a finalidade de incorporar nas lições dequalquer área curricular por meio de projetos, tarefas, revisão de colegas,publicação de pesquisas, de participação na competição, utilizando o processoon-line para o desenvolvimento das atividades.4 A Página Inicial e suas ferramentas O primeiro acesso ao ThinkQuest nos leva a uma página inicial, de fácilcompreensão e entendimento. Sendo os alunos participantes de diversascomunidades virtuais, conseguem utilizá-la de maneira prática, desenvolvendo asatividades que são solicitadas por seus professores orientadores. Cada usuário possui um login e senha para o acesso, que é necessária autilização na página de acesso ao ambiente. 24
  24. 24. Figura 1: Página para digitar o usuário e senha de acesso ao ambiente ThinkQuest. Acessado, o ambiente mostra as possibilidades de publicação e interação,onde existem as possibilidades de criar novas páginas e associar-se aos projetosdisponíveis. A interação pode acontecer com os alunos e professores da mesmaescola ou com alunos e professores de outras escolas, cidades, estados e países. LEMOS (2002, p.16) afirma que a ―cultura digital solta as amarras edesenvolve-se de forma onipresente, fazendo com que não seja mais o usuárioque se desloque até a rede, mas a rede que passa a envolver os usuários e osobjetos numa conexão generalizada‖. O aluno pode visitar as páginas de projetos desenvolvidos nas escolas eacessar a biblioteca de projetos, onde se encontram publicados os trabalhosdesenvolvidos por alunos, sob a orientação de seus professores, que noThinkQuest são denominados treinadores. 25
  25. 25. Figura 2: Ambiente acessado e visualização da página inicial. Existe um limite de publicação em cada página (dez), incluindo textos,imagens e interação, e cada usuário pode criar 25 páginas em seu ambiente detrabalho. Utiliza-se o lápis para todas as atividades de publicação e interação. Figura 3: Utilização do lápis nas publicações. O usuário pode publicar um texto através do lápis ―escrever‖ ou uma lista,com a inserção de hiperlinks em ambas as publicações. Pode-se inserir umarquivo, uma mídia ou uma foto, em várias extensões, utilizando o ―Fazer Upload‖e a interação acontece com a utilização do ―Interagir‖. 26
  26. 26. 5 Espaço para Projeto Para o desenvolvimento das competências do século XXI existe,principalmente, a necessidade de autonomia em aprender ―sozinho‖. Os espaçosvirtuais de aprendizagem necessitam que seus usuários precisem de autonomiana construção de seu conhecimento, possibilitando a aprendizagem através dacolaboração entre seus pares. Os desafios apresentados para acontecer essa formação podem serorientados através de projetos, que é uma atividade própria do ser humano. Ohomem projeta seu futuro e é responsável para seu desenvolvimento e de suasatividades, com a pretensão de atingir seus objetivos. A aprendizagem por projetos deve ser uma oportunidade para que os alunos possam pensar e julgar por si, desenvolvendo o pensamento, a autonomia e o senso criativo. Em consequência o problema proposto deverá ser resolvido por eles, ainda que possam e devam ser orientados por um educador. (Andrade, 2003, p.76) No ambiente ThinkQuest é encontrado um espaço que proporciona aformação do conhecimento de seus usuários. Os projetos são elaborados porprofessores em espaços específicos, que permitem o desenvolvimento,organização e orientação das atividades, com a utilização e compartilhamentoentre todos os membros do projeto. O professor convida cada membro paraparticipar e acessar o ambiente do projeto, podendo interagir, editar e publicar suaparticipação, desde que a permissão seja dada pelo professor. Durante o desenvolvimento do trabalho serão apresentados algumasexperiências de projetos significativos que foram ou estão em andamento noThinkQuest. 27
  27. 27. 6 Metodologia da Pesquisa A pesquisa desenvolvida foi participante, com a interação entre opesquisador e os membros da situação investigada. Este trabalho teve a intençãode verificar se o ambiente ThinkQuest, juntamente com as ferramentasdisponíveis e as atividades desenvolvidas, com a orientação e acompanhamentodos professores, são facilitadoras e permitam a aprendizagem dos alunos. A pesquisa procurou, através das informações coletadas, desenvolver oconhecimento para responder ao problema levantado, tentando confirmar se osobjetivos propostos estão sendo alcançados. Segundo Gil (1991, p.17), ―pode-se definir uma pesquisa como oprocedimento racional e sistemático que tem o objetivo de proporcionar respostasaos problemas que são propostos.‖ Assim, essa pesquisa teve a intenção de verificar se existia uma respostapara o problema proposto, e para verificar esse questionamento foi desenvolvidoum processo de pesquisa que aconteceu com o envolvimento de professores doEnsino Fundamental de duas escolas, uma pública e outra particular, onde foramquestionados sobre a utilização do ambiente e suas ferramentas, quais foram ascolaborações que as atividades deram no desenvolvimento da aprendizagem dosalunos, quem utilizava e qual a periodicidade de acesso ao espaço, e suasexperiências. Ainda, segundo Gil (1991, p.55), ―A pesquisa participante, assim como apesquisa-ação, caracteriza-se pela interação entre pesquisadores e membros dassituações investigadas. Há autores que empregam as duas expressões comosinônimas‖. Nesse processo, o pesquisador foi envolvido como parte da pesquisa,participando com sua experiência no ambiente Thinkquest e comparando-a comde outros usuários. 28
  28. 28. Para justificar essa pesquisa realizou-se um levantamento bibliográfico, parasustentar as afirmações publicadas e permitir que a pesquisa não fossecomprometida.7 A Pesquisa Em virtude da necessidade de saber se o ThinkQuest pode serconsiderado um ambiente virtual de aprendizagem, houve a realização de doismomentos, na pesquisa, para poder avaliar se as ferramentas do ambiente sãofacilitadores no processo de aprendizagem de seus usuários, em especial, se osalunos do Ensino Fundamental adquirem novos conhecimentos através de suautilização. Esses dois momentos aconteceram com uma pesquisa bibliográficasobre os ambientes virtuais de aprendizagem e uma pesquisa com os usuários doambiente. A pesquisa aconteceu no próprio ambiente ThinkQuest, com a participação134 usuários, incluindo professores e alunos, que responderam ao questionárioque encontra-se no anexo deste trabalho. O questionário ficou disponível para a participação dos usuários no períodoentre os meses de setembro e novembro de 2010, sendo que após este períodocontinuou recebendo contribuições, mas que não foram aqui analisadas. A amostra constou de professores e alunos de duas escolas, uma escolapública localizada na cidade de Ubatuba – SP e, uma escola particular localizadana cidade de São Paulo – SP, onde o pesquisador deste trabalho desenvolveatividades no ambiente pesquisado. Sendo o ThinkQuest um ambiente aberto para as escolas inscritas, oconvite para participar do questionário foi destinado para alguns participantesmas, extrapolou as ―paredes virtuais‖ do ambiente e professores e alunos deoutras escolas também colaboraram com suas experiências e expectativas sobreo ambiente. 29
  29. 29. Dentre os participantes foi possível notar a presença, principalmente, devários professores e alunos de escolas públicas e privadas, da cidade de SãoPaulo, Ubatuba, Indaiatuba e Tatuí no estado de São Paulo, das escolasestaduais do estado do Ceará e de escolas da Itália, Porto Rico, Peru e México. Essa interação é um bom indicador de que o ambiente é um espaço quepossibilita a colaboração e o envolvimento entre os usuários, estandocolaborando para novos conhecimentos. Na sequência observam-se algumas respostas que foram destacadas,encontrando das demais participações nos anexos.7.1 Os Usuários do ThinkQuest A utilização do ThinkQuest é realizada por professores e alunos assim, oprimeiro questionamento teve a intenção de verificar quem estava respondendo apesquisa. O resultado apresentado nesta pergunta teve a participação de 134usuários. A participação no primeiro questionamento está representada no gráfico 1. Gráfico 1: Respondendo ao questionamento: Quem é você? A participação mostrou que dois terços das respostas foram dadas porprofessores e, o restante, por alunos que utilizam o ambiente. Esse questionáriofoi encaminhado para professores, mas por ser um ambiente aberto, alunos 30
  30. 30. também acessaram e decidiram participar, colocando suas opiniões e seuscomentários. Posteriormente, serão apresentados os relatos de alguns dos professores ealunos sobre a utilização das ferramentas, se tiveram alguma transformação nodesenvolvimento das atividades e das experiências que tem com o ThinkQuest.7.2 As Escolas dos Usuários A segunda pergunta teve a finalidade de saber a origem das escolas dosprofessores e alunos, se eram públicas ou privadas. O ThinkQuest se apresentoupredominantemente de escolas públicas e com uma participação mais baixa deescolas privadas. Foi apresentado um pequeno grupo de professores quetrabalham nas duas redes de ensino. O gráfico 2 mostra esse resultado: Gráfico 2: Respondendo ao questionamento da origem da escola 31
  31. 31. 7.3 Frequência nos acessos A frequência dos usuários é uma ação que mostra o envolvimento nasatividades propostas e nos projetos desenvolvidos. A pesquisa mostrou quemetade os usuários acessam o ambiente diariamente e que um terço dos demaisusuários acessam, pelo menos, uma vez por semana. Veja no gráfico 3. Gráfico 3: Frequência no acesso ao ambiente ThinkQuest. Essa resposta indica que existe um envolvimento grande e que aparticipação é essencial para o sucesso das atividades propostas. É claro queprecisa haver uma discussão sobre a qualidade das atividades, mas o primeiropasso é estar presente no ambiente, participando das discussões e interagindocom os demais usuários.7.4 Onde acontecem os acessos? A grande parte dos usuários do ThinkQuest utilizam o ambiente acessandoda própria escola, apresentando claramente que este acesso acontece durante asaulas desenvolvidas no laboratório de informática e que é a grande maioria dospesquisado, como já foi identificado anteriormente. Também é possível notar um 32
  32. 32. grande número de acesso no ambiente particular, possivelmente na preparação eacompanhamento das atividades que estão sendo desenvolvidas. O gráfico 4 apresenta essas respostas: Gráfico 4: Respostas sobre a utilização do ambiente ThinkQuest.7.5 As ferramentas que auxiliam no processo Conforme já citado anteriormente, as ferramentas apresentadas noambiente fazem parte do processo de aprendizagem dos seus usuários. Ospesquisados foram questionados sobre essas ferramentas e solicitado quejustificassem suas respostas. Foi utilizada a ferramenta do próprio ambiente―Publicar uma Mensagem‖ para que os usuários justificassem suas respostas. A seguir é possível ler algumas respostas de professores e alunos queforam selecionadas9: Prof. Hirata Todas as ferramentas deste ambiente, se utilizadas com objetivos pedagógicos, podem facilitar a aprendizagem. Faz-se necessário um acompanhamento dos professores para orientar a utilização dessas ferramentas, de modo que os alunos consigam utilizá-las de forma correta e produtiva.9 Comentários acessado no ambiente ThinkQuest, em 19/01/2011http://www.thinkquest.org/pls/html/think.page?p=629986771&m=EDIT. 33
  33. 33. 29/9/2010 Sra Oliveira Eu diria que todas as ferramentas contribuem e muito para o processo de ensino aprendizagem, pois instiga o aluno a pensar, questionar, interagir com outros alunos, prfessores, enfim é uma infinidade de opções que sendo bem utilizadas só trazem benefícios. 28/9/2010 Profª Valeria Colabora com a elaboração de projetos, questionamentos e pesquisas em todas as disciplinas, colaborando também com a criatividade de professores e alunos. 25/9/2010 Os comentários de vários professores e alunos destacam a possibilidadede interagir com outras pessoas, envolvendo-se nos projetos e atividades. Essapossibilidade de interação entre seus pares mostra o desenvolvimento daaprendizagem de várias competências do século XXI, destacando-se o trabalhoem equipe, com o envolvimento de um grupo na discussão, propondo soluçõespara os desafios que surgem durante o trabalho. Nesse processo existe otrabalho de aprender entre iguais e aprender juntos. Filatro (2004) afirma que um ambiente virtual é um espaço de significação,onde a interação potencializa a construção do conhecimento e da aprendizagem.Um AVA deve ser capaz de proporcionar o aprender enquanto se faz; deve sersimples e transparente; um sistema fácil de operar. A palavra mais importante deum AVA é a aprendizagem. No livro ―Tutoria‖, é possível estudar a aprendizagem entre iguais,respeitando a diversidade dos alunos: (...) o estabelecimento de relações cooperativas entre iguais nos contextos escolares mostra-se extremamente relevante, não só como mecanismo de desenvolvimento e aprendizagem, mas também como estratégia de ensino que permite celebrar a diversidade e adquirir habilidades e atitudes sociais básicas e funcionais para o funcionamento democrático e para a sociedade do conhecimento (Duran e Vidal, 2007, p.18) 34
  34. 34. Assim, o ambiente ThinkQuest propõe o espaço onde é possível oferecer aaprendizagem através do conhecimento, que é adquirido com a colaboração deseus usuários, interferindo e interagindo nos espaços de discussão e construção.O fundamental é a utilização das diversas ferramentas e a reflexão de suautilização.7.6 O usuário avaliando se a ferramenta facilita a aprendizagem Foi também solicitado que cada um dos usuários realizassem umaavaliação sobre o ThinkQuest como um ambiente virtual que facilita aaprendizagem no Ensino Fundamental. Os professores e alunos discutiram este questionamento. Algumasrespostas foram selecionadas e descritas abaixo10: Sra. Sena Sim, com certeza o Thinkquest facilitará bastante o processo de ensino aprendizagem dos aluno x professor.Principalmente porque está oferecendo essa possibilidade ao professor de se capacitar para atender melhor nossos docentes do Ensino fundamental e Médio também. 26/10/2010 OPE Andrea Com certeza. Temos um trabalho em nossa escola com os pequenos de 6 e 7 anos, que ainda estão em processo de alfabetização e eles se desenvolvem muito quando veem sua escrita tornar-se pública. 10/10/2010 Professora Cristina O Thinkquest dispõe de ferramentas interessantes para estimular o pensamento crítico e a autonomia de escrita e leitura entre alunos de qualquer faixa etária. Também penso que seu maior benefício é iniciar a educação dos alunos para uso de ambientes virtuais com segurança e bom senso. 1/10/201010 Avaliação dos usuários. Acessado no ambiente ThinkQuest, em 19/01/2011http://www.thinkquest.org/pls/html/think.page?p=629986771&m=EDIT 35
  35. 35. Sra Cristina Gosto muito de utilizar o ambiente para que os participantes registrem seu conhecimento inicial acerca de um tema, discutam, troquem informações, refinem ideias e avaliem o que aprenderam. O portfólio fica completo. 29/9/2010 Os relatos dos usuários destacam que o ambiente é um facilitador deaprendizagem, principalmente na inclusão digital; na possibilidade de interagircom outros usuários, de outras localidades; que auxilia na alfabetização e naleitura dos alunos; a segurança no acesso e nas suas publicações. Tambémdestacaram que o ambiente sozinho não representa uma mudança nesseprocesso. Existe a necessidade da intervenção dos professores, na preparação eorientação das atividades. ―A avaliação é sempre uma atribuição de qualidade a alguma coisa,experiência, situação, ação, vale dizer, o ato de avaliar incide sempre sobrealguma coisa que existe extensiva e quantitativamente. Para proceder a umaavaliação sobre atos humanos e, em especial, à aprendizagem, devemosconsiderar a contagem de frequência e, a partir dela, emitimos nosso juízo dequalidade (...)‖ (Luckesi, 2002)11.7.7 Quais ferramentas facilitam o processo de aprendizagem segundo seus usuários Sobre a utilização das ferramentas do ThinkQuest, os usuários foramquestionados sobre quais dessas ferramentas facilitavam o processo deaprendizagem dos alunos. Os professores relatam que as ferramentas deinteração, que possibilitam uma comunicação segura e com intervenções dosprofessores, são as principais ferramentas que facilitam o processo da11 Artigo publicado na EccoS revista científica, acessada em 20/01/2011, emhttp://www.luckesi.com.br/textos/art_avaliacao/art_avaliacao_eccos_1.pdf 36
  36. 36. aprendizagem. Veja algumas respostas dadas pelos usuários que foramselecionadas para justificar esta afirmação: Prof. Renata Ikeda Todas as ferramentas se utilizadas com um bom planejamento são facilitadoras no processo de aprendizagem, mas acredito que aquelas que possibilitam o olhar para o processo de uma discussão(debate/brainstorm/pergunta) ajudam os alunos a perceber o quanto a argumentação pode ser um meio de esclarecer e aprender mais sobre diversos conteúdos e assuntos. 1/10/2010 Professora Lina Na verdade, a oportunidade de dar opinião e argumentar sobre as ideias, pode desenvolver no aluno pensamentos mais organizados e com isso ele tem a oportunidade de relacionar conteúdos, pesquisar sobre assuntos, criar soluções para situações desconhecidas e assim desenvolver sua autonomia na forma de aprender. Todas as ferramentas colaboram com esse processo. 29/9/2010 Professora Juliana Possui uma interface bastante fácil e permite ao professor elaborar projetos com diversos recursos como enquetes e tempestades de ideias. Além de permitir ao aluno o uso de sua criatividade através da criação de suas próprias páginas. 25/9/2010 Segundo SANTAELLA (2004, p.181), ―a grande marca identificatória doleitor imersivo está, sem dúvida, na interatividade‖. Essa interatividade, paraLEMOS (2002, p.112), ocorre através dos ―processos de comunicação baseadosem manipulações de informações‖, encontrando a informação no ciberespaço,num processo simples de comunicação, onde exista um emissor e um receptor demensagens. As ferramentas, bem utilizadas e com boa orientação, caminha para apossibilidade de desenvolver a aprendizagem de forma gradativa, com novosconhecimentos, envolvendo as habilidades necessárias para o século XXI. 37
  37. 37. 7.8 Os usuários e suas experiências Questionados sobre as experiências que considerava importante na suaaprendizagem ou na aprendizagem de seus alunos, os professores relataramalgumas atividades que podem ser exploradas como uma nova ferramenta deconhecimento. Os relatos foram: Profª Denique Eles puderam criar conhecimento a partir de ações simples e despertar o interesse pela história regional, preenchendo a lacuna que existe sobre o assunto. Ficaram mais confiante para debater os rumos do bairro e pensar em novos projetos. 7/10/2010 Profª Eliana Estamos com um projeto muito interessante e quem quiser participar fique á vontade precisamos de muita divulgação. Trata-se do projeto "A Corrente do Bem" para incentivar a prática da solidariedade resgatando os valores humanos, existem algumas atividades no thinkquest e depois faremos apresentações de dança e música na rua e em alguns eventos da cidade de Ubatuba onde moramos, para divulgar o projeto e mostrar o trabalho das crianças. 4/10/2010 DANIELLE - 1MIT P Quando participei das competições de 2007 e 2008 criando websites tive que ir busca do conhecimento aprendendo sobre informática, sobre a língua inglesa e em vários momentos no desenrolar dos projetos fui um pouco repórter, desenhista, escritora, pesquisadora. E alem de todas essas ações tive que usar minha criatividade para transformar os conhecimentos adquiridos em um bom projeto. 25/9/2010 38
  38. 38. 7.9 Transformando os alunos Um dos principais pontos notados é que as atividades e o ambientepropõem projetos que envolvam a interdisciplinaridade com a participação devárias áreas do conhecimento, num mesmo projeto. A afirmação de Filatro (2004), ―ambiente virtual é um espaço fecundo designificação onde seres humanos e objetos técnicos interagem potencializando aconstrução do conhecimento‖, mostra que o ambiente ThinkQuest produz umatransformação nas atividades escolares. Na pesquisa, os usuários foram questionados sobre essa transformação eos relatos foram: Prof. Daniel Uma verdadeira revolução: além de melhorar a relação com os alunos e a motivação para o trabalho, mudou a direção da minha carreira de professor. 17/11/2010 Prof. Renata Ikeda Sim, houve diversas transformações, mas acredito que a maior foi encontrar uma maneira de visualizar instantaneamente o que os alunos produzem e assim poder junto com eles mapear seu processo de aprendizagem. A visualização desse processo é importantíssima. Também considero transformação a oportunidade de desenvolver projetos em que podem colaborar, realmente, uns com os outros de forma dinâmica e eficiente. 1/10/2010 Prof. Emerson O nosso maior desafio, como professor, é conseguir superar os grandes obstáculos vivenciados no dia a dia da sala de aula. Temos muitos alunos e com realidades distintas, mas só conseguiremos resultados positivos quando fizermos um trabalho diferenciado. Os resultados práticos são visíveis no ambiente escolar. Melhora a interatividade e o relacionamento entre alunos e professores, a socialização das ideias, a participação nos projetos e atividades escolares. 29/9/2010 Essas transformações são notadas na postura dos alunos, nodesenvolvimento das atividades, na pesquisa, na interação entre alunos-alunos, 39
  39. 39. alunos-professores e professores-professores, provocando a troca deconhecimento e a colaboração no processo da aprendizagem. É importante lembrar que a pesquisa12 foi realizada com alunos eprofessores usuários do ambiente ThinkQuest, que trabalham com atividades deaplicação e interação, sendo desenvolvidas entre os meses de setembro enovembro de 2010.8 Experiências na utilização do ThinkQuest8.1 Projeto: Kindness Kids Um professor de escola pública localizada na cidade de Ubatuba – SP,aceitou o desafio e convidou um grupo de alunos para participar da competiçãoThinkQuest – 2008. Na equipe estavam presentes 4 alunos que estudavam naescola americana do Alabama – EUA, e 2 alunas da escola municipal de Ubatuba,ambas com 12 anos de idade, iniciaram o projeto sob a orientação dos seusprofessores. A proposta era a criação de um site educacional para participar de umacompetição internacional, onde a preparação, o desenvolvimento, as discussões,as atividades, seriam desenvolvidas dentro do ambiente virtual do ThinkQuest. Noprimeiro momento aconteceu a discussão sobre o tema do trabalho e, apósalgumas conversas, decidiram que o tema seria sobre ―Gentileza‖. O tema foidesenvolvido no ambiente ThinkQuest com o título: Kindness Kids13. No primeiro momento, os alunos definiram o papel de cada componente dogrupo e qual seria a pesquisa que fariam. Existia uma dificuldade, a língua12 A pesquisa, na sua íntegra, está disponível emhttp://www.thinkquest.org/pls/html/think.page?p=629986771&o=629992675&m=EDIT&n=1, lembrandoque somente os usuários do ambiente podem acessá-la.13 Registro das atividades desenvolvidas pelas alunas, registrado no ThinkQuest, acessado em 12 defevereiro de 2010 e disponível emhttp://www.thinkquest.org/pls/html/f?p=projects:100:184563556::::P100_ID:221652650 40
  40. 40. estrangeira que separavam os componentes da equipe brasileira e americana.Eles utilizaram os recursos tecnológicos para minimizar a dificuldade e, com oauxílio dos professores, o projeto foi desenvolvido. A equipe realizou as pesquisas, enquetes com a comunidade escolar,trabalharam com imagens, livros, revistas, artigos, músicas e vídeos que falavamsobre o tema. As alunas brasileiras foram ao campo, entrevistando pessoas dacidade, a polícia ambiental, os moradores da cidade de Ubatuba. O trabalho final foi apresentado com o título ―Color our world withkindness”14 e foi um dos premiados na competição Internacional Thinkquest de2008.8.2 Projeto: Corrente do Bem Um segundo projeto desenvolvido pela mesma escola teve o título de―Corrente do Bem‖15, inspirado no filme: Pay It Forward, dirigido por Mimi Leder eno livro escrito por Catherine Ryan Hyde. O projeto teve o objetivo principal emincentivar os alunos a refletir sobre a vida e semear o sentimento desolidariedade. O trabalho discutiu outros temas, como valores humanos, explorandomúsicas, outros filmes, textos em revistas e livros, com a intenção de incentivarações sociais e solidárias, provocando uma mudança na qualidade de vida dosalunos. Os alunos desenvolveram o panfleto abaixo, com o objetivo de divulgar oprojeto e convidar as pessoas a mudarem suas atitudes:14 Trabalho final apresentado para a competição ThinkQuest Internacional na versão em inglês disponívelem http://www.bibbed.org/wbes/kindness215 Projeto Corrente do Bem, disponível emhttp://www.thinkquest.org/pls/html/f?p=projects:100:184563556::::P100_ID:616469311 41
  41. 41. Figura 4: Panfleto de divulgação do projeto. Após assistir ao filme, os alunos realizaram enquetes sobre o tema –utilizando as ferramentas do ThinkQuest – analisando e registrando as pesquisase transformando as informações em gráficos de barras e ―pizzas‖, para umamelhor interpretação dos dados. A aprendizagem durante o processo foi além doesperado pelos professores. A comunidade escolar conseguiu arrecadar alimentos e envolver acomunidade escolar na discussão do projeto 42
  42. 42. Figura 5: Alimentos arrecadados após a participação da gincana da solidariedade O projeto recebeu o prêmio Ciccilo Matarazzo 16, que visa incentivar asboas práticas pedagógicas. Segundo os professores do projeto, o trabalho provocou mudança nopensamento, valores e atitudes, resgatando os valores humanos e diminuindo aviolência e a agressividade dos alunos presentes no cotidiano da escola, além deincentivar o exercício da solidariedade. O ThinkQuest foi fundamental no processode desenvolvimento, discussão, interação e colaboração do projeto. Com oambiente foi possível a participação da comunidade escolar.16 Informações no site O Noticiado, disponível em http://www.onoticiado.com.br/noticias-de-ubatuba-e-caraguatatuba/noticias-de-ubatuba/6852-ubatuba-premio-ciccillo-matarazzo.html e acessado em 12 demarço de 2011. 43
  43. 43. 8.3 Projeto: Sala de Aula Virtual Uma terceira experiência é um projeto desenvolvido no colégio Unisa, dacidade de São Paulo, SP, com a orientação do professor pesquisador destetrabalho. Foram criados espaços no ThinkQuest denominados ―Sala de AulaVirtual‖17 para cada turma, alunos do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental, queparticipa das aulas de Informática Educativa. Este espaço visava desenvolver as habilidades do século XXI, em que osalunos são protagonistas de seus trabalhos, divulgando suas experiências comtodos os usuários do ambiente. O projeto foi classificado no ThinkQuest como ―Ciência e Tecnologia –Educação‖. No espaço do projeto, as atividades desenvolvidas foram trabalhadasatravés da discussão de temas diversos, envolvendo os problemas brasileiros,como, por exemplo, a desigualdade social, a saúde pública, a violência, opreconceito, e vários outros. Os alunos foram convidados a discutir os diversosproblemas e, após essa discussão, escolhessem um tema para desenvolver apesquisa, registrando as informações em páginas criadas no ThinkQuest, com aprodução de texto, publicação de imagens, interação através de perguntas ondeos alunos convidam os usuários de outras escolas a participarem da discussãosobre o tema. Após a recepção das respostas, os alunos realizaram a análise dasinformações colhidas, registrando seus comentários e avaliando a participação,tanto das respostas como da participação do grupo em que esteve envolvido.Esses registros foram publicados na sala de aula virtual e nas páginas pessoaisdos alunos.17 Projeto “Sala de Aula Virtual” da turma 9º B – Colégio Unisa, disponível emhttp://www.thinkquest.org/pls/html/f?p=projects:100:184563556::::P100_ID:586240877 44
  44. 44. Na atividade proposta para o início de 2011, os professores solicitaram queos alunos criassem uma página com o título: ―autobiografia‖ e escrevessem umpouco de sua história. Após a conclusão da primeira atividade, os alunosutilizaram o ―tradutor online‖ para traduzir a autobiografia para o inglês e oespanhol e, em seguida os alunos deveriam apresentar suas publicações para osprofessores de inglês e espanhol para as devidas correções. Também deveriampublicar uma foto e criar um espaço para a interação chamado de ―livro devisitas‖, para os colegas deixarem seus recados após a leitura das autobiografiasdos colegas. Um exemplo da página do aluno18, aqui denominada de Julia: Figura 6: Exemplo da atividade desenvolvida na sala de aula virtual – Parte 1.18 Página de uma aluna do 9º ano do Ensino Fundamental, disponível emhttp://www.thinkquest.org/pls/html/think.go?u=464369937 45
  45. 45. Figura 7: Exemplo da atividade desenvolvida na sala de aula virtual – Parte 2. 46
  46. 46. E nessa mesma turma, os professores estão discutindo a segurança nouso das tecnologias, com o título: Rede Segura19. Figura 8: Orientações da atividade Rede Segura.19 Atividade Rede Segura, disponível emhttp://www.thinkquest.org/pls/html/think.page?p=679847627&m= 47
  47. 47. Figura 9: Comentários registrados pelos alunos na atividade: Rede Segura. Assim, os usuários que desenvolveram ou desenvolvem os projetospropostos, orientados por seus professores, desenvolveram ou estãodesenvolvendo habilidades importantes para sua inserção no mundo globalizado,com o pensamento crítico, criatividade, trabalho em equipe, compreensãointercultural, comunicação, tecnologias e autodireção. 48
  48. 48. 9 Conclusão O processo de ensino-aprendizagem possui historicamente a característicade interação presencial, com as discussões, análises, trocas de experiências eavaliação em tempo e local definido, ou seja, na sala de aula. Com o avanço dastecnologias aplicadas na aprendizagem existe a possibilidade de o trabalhoocorrer de forma virtual, com as interações acontecendo em momentos diversos,podendo ser esclarecidas e comentadas por pessoas do ―mundo‖ presente narede. O século XXI caminha para uma transformação na educação, destruindo asbarreiras do século passado, onde o acesso às informações estão disponíveis emtempo real, com a possibilidade de acessá-las através de vários recursostecnológicos. É fundamental a importância na qualidade do trabalho desenvolvido nessesambientes virtuais de aprendizagem, analisando e avaliando se os objetivos estãosendo alcançados com as atividades e projetos propostos, sendo retomado a todoo momento e, quando necessário, replanejado e reestruturado para novosmomentos ou novas aplicações. Nossos alunos são nativos tecnológicos. Brincam com a tecnologia. Onosso papel é utilizar essa ―brincadeira‖ para transformá-la em aprendizagem. As experiências mostradas no ambiente ThinkQuest, suas ferramentas depublicação e interação, as atividades e projetos desenvolvidos, indicam que estãocontribuindo para a aprendizagem, não só dos alunos, mas dos professores que autilizam. É de conhecimento de todos que é difícil ―avaliar‖ o processo deaprendizagem, mas é possível reconhecer quando os alunos estão adquirindonovos conhecimentos e aplicando-os nos suas atividades e trabalhos. O ambiente virtual ThinkQuest apresentou na pesquisa realizada,envolvendo alunos da escola pública e particular, que está contribuindo para aaquisição desses novos conhecimentos, desenvolvendo em vários momentos ashabilidades do século XXI. No desenvolvimento das atividades envolvidas noprojeto, sob as orientações, mediação e avaliação dos professores, é notório queos alunos estão adquirindo e incorporando algumas das habilidades: 49
  49. 49.  Trabalho em equipe;  Pensamento crítico;  Criatividade;  Compreensão intercultural;  Comunicação;  Tecnologia e autodireção. Quando um grupo de alunos demonstra a preocupação com algumproblema brasileiro ou mundial, e estão dispostos em discutir esse tema, realizarpesquisas, criar seus textos e publicá-los, abrir uma discussão e convidar outraspessoas a interagir com esse tema, temos a convicção que estamos no caminhocerto, e que as ferramentas disponíveis no ThinkQuest, objeto de estudo destetrabalho, têm contribuído para esse desenvolvimento. A análise bibliográfica e a pesquisa do ambiente também mostrou serfundamental a mediação do professor, sendo um bom ―perguntador‖, propondo eorientando os projetos propostos, sabendo a necessidade de qual ferramenta serutilizada em alguns momentos do trabalho e, em todos os momentos, retomandoo processo e avaliando se os objetivos estão sendo alcançados. Novamente, ostrabalhos e projetos apresentados nesta pesquisa demonstraram que essesobjetivos estão sendo alcançados. Também é certo que esta foi uma primeira pesquisa sobre o ambiente eexiste a necessidade de novos conhecimentos, de novos estudos e de novasinformações para que ―todos‖ os objetivos sejam alcançados. Dado o cenárioglobalizado, o ambiente virtual ThinkQuest e seus recursos estão colaborandopara que diversas escolas públicas e particulares, possibilitem a seus alunos eusuários a construção de novos conhecimentos. Isso permite o ―compartilhar‖desse conhecimento adquirido, transformando o uso das tecnologias em umaferramenta essencial no processo ensino-aprendizagem. 50
  50. 50. REFERÊNCIASALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Educação a distância na Internet:Abordagens e Contribuições dos Ambientes Digitais de Aprendizagem. Educaçãoe Pesquisa: Revista da Faculdade de Educação da USP, São Paulo: v. 29, n.2, p. 327-340, jul./dez., 2003.ALVES FILHO, Noberto. Usabilidade e Acessibilidade no site do Governo doEstado do Paraná. Monografia (Especialização em Desenvolvimento deAplicações para Web) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2006.Disponível em: http://www2.dc.uel.br/nourau/document/?code=520ANDRADE, Pedro F. Aprender por projetos, formar educadores. In VALENTE,J.A. (Org.) Formação de professores para o uso da informática na escola.Campinas: Nied/Unicamp, 2003.BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. ParâmetrosCurriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: MEC, 2000. Acessado em 11fev. 2011 e disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/blegais.pdfDURAN, David; VIDAL, Vinyet. Tutoria: aprendizagem entre iguais: da teoria àprática. Tradução Ernani Rosa. – Porto Alegre: Artmed, 2007.FILATRO, Andrea. Design instrucional contextualizado: educação etecnologia, São Paulo, SP: Edtora SENAC São Paulo, 2004.GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. São Paulo: Atlas,1991GIRO IBOPE – Edição 13 – abr/mai/jun de 2009 – acessado em 05/02/2011 nosite: http://www.ibope.com.br/giroibope/13edicao/jovens.htmlHAGUENAUER, Cristina. O Ambiente Colaborativo na Internet. Revista Mídia eEducação, UFRJ, 2003, disponível:http://www.latec.ufrj.br/01sobre-o-latec/noticias/tve2.htm 51
  51. 51. LEMOS, André. Cibercultura: tecnologia e vida social na culturacontemporânea. Porto Alegre, RS: Editora Sulina, 2002.LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo. Ed. 34, 1999.LEVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência. Editora 34. Rio de Janeiro, 2004.LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da Aprendizagem na Escola e Questão DasRepresentações Sociais1. EccoS revista científica, acessada em 20/01/2011,Disponível emhttp://www.luckesi.com.br/textos/art_avaliacao/art_avaliacao_eccos_1.pdfMARQUES, Adriana Cavalcante; CAETANO, Josineide da Silva. Utilização daInformática na Escola. In: MERCADO, Luís Paulo Leopoldo (org.). Novastecnologias na educação: reflexões sobre a prática. Maceió, AL: EDUFAL,2002, p. 131-168.MORAN, José Manuel. A Educação que desejamos: Novos desafios e comochegar lá, Campinas: Ed. Papirus, 2007, p.89-90.MORAN, José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologiasaudiovisuais e telemáticas; In: MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.;BEHERENS, Marilda Aparecida. Novas Tecnologias e mediação pedagógica.8ª. Ed. Campinas, SP: Papirus, 2000, p.11-65.NIELSEN, Jakob. Projetando Websites; tradução de Ana Gibson. Rio de Janeiro:Elsevier, 2000.ORACLE, Education Foundation – Plataforma de Aprendizagem on-line -ThinkQuest, em http://www.thinkquest.org/pt_br/, acessado no período de agostode 2010 à março de 2011.PREECE, Jennifer. Design de interação: além da interação homem-computador. Tradução Viviane Possamai. Porto Alegre: Bookman, 2005. 52
  52. 52. SANCHO, Juan M. Para uma tecnologia educacional. Porto Alegre, ArtMed,1998, p.41.SANTAELLA, Lucia. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitorimersivo. São Paulo, SP: Editora Paulus, 2004.SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23 ed. SãoPaulo: Cortez Editora, 2007.SILVA, Marcos (Org.). Educação On-line: teorias, práticas, legislação,formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003.TOFFLER, Alvin. A Terceira Onda. Ed.Record, 21. Ed., 1995.VALENTE, José Armando (org.). O computador na sociedade doconhecimento. NIED - Universidade Estatual de Campinas. Campinas, SP:Unicamp/NIED, 2002. 53
  53. 53. ANEXOSEsquema utilizado para a criação da pesquisa: 54
  54. 54. Questionário aplicado aos usuários do ThinkQuest, fornecendo dadospara o desenvolvimento da pesquisa. 55
  55. 55. 56
  56. 56. Respostas dos usuários quando questionados sobre quaisferramentas auxiliam no processo de aprendizagem:Prof. DanielPrincipalmente o conjunto de ferramentas do "Interagir".17/11/2010Prof.ssa CapriniTodas as ferramentas de Think é útil para comunicar com todo o mundo(mensagens, voto e etc.)Tutti gli strumenti di think sono utili per comunicare con tutti (messaggi, voto,ecc)10/11/2010Sra. SenaConcordo com a colega Eliana, essa interação com alunos e profor. de váriaspartes do mundo é uma forma de desenvolver diversas formas de aprendizagem,conhecer outras culturas acadêmicas e etc.26/10/2010Prof. HirataTodas as ferramentas deste ambiente, se utilizadas com objetivos pedagógicos,podem facilitar a aprendizagem. Faz-se necessário um acompanhamento dosprofessores para orientar a utilização dessas ferramentas, de modo que os alunosconsigam utilizá-las de forma correta e produtiva.29/9/2010Professora HevaldaDependendo da criatividade e dinamismo do professor, todas as ferramentas doThinkQuest facilitam o processo de aprendizagem e desenvolvimento doprotagonismo e autonomia do alunado.28/9/2010Sra OliveiraEu diria que todas as ferramentas contribuem e muito para o processo de ensinoaprendizagem, pois instiga o aluno a pensar, questionar, interagir com outros 57
  57. 57. alunos, prfessores, enfim é uma infinidade de opções que sendo bem utilizadassó trazem benefícios.28/9/2010Profa. SantinLas de intercambio de ideas, debates, votaciones, paneles de mensajes. Laposibilidad de subir y editar materiales como textos e imágenes fomenta sucreatividad y el trabajo colaborativo.26/9/2010Profª ValeriaColabora com a elaboração de projetos, questionamentos e pesquisas em todasas disciplinas, colaborando também com a criatividade de professores e alunos.25/9/2010 58
  58. 58. Respostas dos usuários quando questionados para avaliar asferramentas que auxiliam no processo de aprendizagem:Profª MarianaSim, porque é um ambiente diferente da sala de aula tradicional, e dá aoportunidade de interação com estudantes de outros países.17/11/2010Prof.ssa CapriniSim porque é criativo e alarga a "escola de tempo" com uma formalidade que osalunos gostam.Sì perchè è creativo ed amplia il "tempo scuola" con una modalità che piace aglialunni.10/11/2010Bruna - 8C ASim, porque é um meio de aprendizagem muito legal, é bem divertido eeducativo.10/11/2010Sra. SenaSim, com certeza o Thinkquest facilitará bastante o processo de ensinoaprendizagem dos aluno x professor.Principalmente porque está oferecendo essapossibilidade ao professor de se capacitar para atender melhor nossos docentesdo Ensino fundamental e Médio também.26/10/2010Profª ElianaSim, com certeza é um ótimo ambiente de aprendizagem para todas as séries daeducação básica, pena que ainda pouco explorado pelos professores. Acreditoque uma das principais funções do thinkquest é o desenvolvimento da linguagemdos alunos.15/10/2010 59
  59. 59. Profª. SantosSim, pois acredito que esta ferramenta desenvolve em nossos alunos acuriosidade, e isso estimula neles o pensamento e principalmente o senso crítico.11/10/2010OPE AndreaCom certeza. Temos um trabalho em nossa escola com os pequenos de 6 e 7anos, que ainda estão em processo de alfabetização e eles se desenvolvem muitoquando veem sua escrita tornar-se pública.10/10/2010Profª Marcia OliveiraOs alunos aprendem a usar as ferramentas trabalhadas, interagir, participar dasatividades de outras pessoas e adquirem informações importantes para ampliarseu conhecimento.9/10/2010Jader QPois a gente conhece pessoas de outro lugar, faz trabalhos em inglês e temcompetições que influenciam a gente a aprender!!!É muito legal!!!8/10/2010Srta. Alves dos ResO ambiente é interativo, incentivador e o mais importante, propicípio para oaprendiz investigador, questionador e produtor do conhecimento. Independentedo seu grau cognitivo todos têm como colaborar.8/10/2010Professora CristinaO Thinkquest dispõe de ferramentas interessantes para estimular o pensamentocrítico e a autonomia de escrita e leitura entre alunos de qualquer faixa etária.Também penso que seu maior benefício é iniciar a educação dos alunos para usode ambientes virtuais com segurança e bom senso.1/10/2010 60
  60. 60. Sr. Moura NobreTodo e qualquer ambiente de aprendizagem, virtual ou não, pode trazerbenefícios para o crescimento intelectual de todos, mas, isto só vai acontecer seas aulas forem preparadas e desenvolvidas de uma forma séria e comprometidacom o processo de construção e socialização de sabes. Se não houver um efetivoplanejamento, o ambiente thinkquest será somente mais uma ferramenta que nãoserá utilizada corretamente.30/9/2010Sra CristinaGosto muito de utilizar o ambiente para que os participantes registrem seuconhecimento inicial acerca de um tema, discutam, troquem informações, refinemideias e avaliem o que aprenderam. O portfólio fica completo.29/9/2010Prof. HirataO ThinkQuest é um ambiente virtual que pode facilitar a aprendizagem, desde queseja usado de forma adequada, em conjunto com outras estratégias deaprendizagem.O papel do professor é fundamental para obter-se uma aprendizagem comqualidade.29/9/2010Professora LinaPenso que o ambiente pode apoiar a aprendizagem do aluno, mas ele nãodetermina essa aprendizagem.O direcionamento do professor apoiado aos novos ambientes de aprendizagempoderão definir melhor a aprendizagem do aluno.29/9/2010Prof. EmersonAqui na Escola onde eu sou professor, percebe-se claramente que os alunosgostam e fazem uso desse Portal de Aprendizagem, chamado Thinkquest.Fato que pode ser comprovado pelo grande registro de acesso ao site, onde elesinteragem com outros alunos e professores, participam de projetos e deatividades desenvolvidas pelos professores.29/9/2010 61
  61. 61. Sra StalbergSim. É um ambiente diferente e interessante para a aprendizagem, além deconectar o aluno com o mundo todo. A interação professor/aluno é dinâmica.29/9/2010Sra. DE RIVERAsi claro que si por que se puede lograr que los pequeños trabajen en equipo consus papitos y eso es una buena base e importante para su aprendizaje ok26/9/2010Profa. SantinSi.Primero porque desarrolla sus habilidades comunicadoras. Le permiterelacionarse en un ámbito seguro con sus pares de todo el mudo. Además,participa y se involucra en actividades creativas y educativas, a travérs de unaherramienta que le resulta atractiva. Mejora su competencia de lecto-escritura.26/9/2010Srta. Laura ChaconSi, porque primeramente los motiva a hacer las cosas, la plataforma es facil deusar. Desarrolla la creatividad,el trabajo colaborativo, refuerzan sus competenciasdigitales. Ayuda tambien a mejorar la convivencia y reforzar y en algunos casos aformar valores como la solidariad, tolerancia y otros.26/9/2010DANIELLE - 1MIT PO TQ e uma excelente ferramenta de aprendizagem, pois adquirimosconhecimento nos divertindo, porem a maioria dos professores não o utiliza comoum método auxiliar de ensino.25/9/2010 62
  62. 62. Respostas dos usuários quando questionados quais ferramentasfacilitam a aprendizagem, segundo seus usuários:Profª ElianaA interatividade com a possibilidade de comunicação segura com pessoas domundo todo amplia horizontes.15/10/2010Profª DeniqueTodas são muito boas. Mas verifiquei que as mensagens que eles trocam entre sidespertam muito o senso crítico e a curiosidade por saber novos fatos paracompartilhar com os amigos.7/10/2010Profª LoideTodas as ferramentas possibilitam o processo de aprendizagem. Desde a escrita,argumentação e reflexão, além de aprender a usar o computador como umaferramenta de trabalho.5/10/2010Profª ElianaAs ferramentas debate, brainstorm, voto, painel de mensagens, publicação,upload.Temos várias ferramentas para criar nossas aulas e para que os alunos tambémpossam criar, isso é importante para treinarmos a capacidade de criatividade einovação.4/10/2010Prof. Renata IkedaTodas as ferramentas se utilizadas com um bom planejamento são facilitadorasno processo de aprendizagem, mas acredito que aquelas que possibilitam o olharpara o processo de uma discussão(debate/brainstorm/pergunta) ajudam os alunosa perceber o quanto a argumentação pode ser um meio de esclarecer e aprendermais sobre diversos conteúdos e assuntos.1/10/2010 63
  63. 63. Professora LinaNa verdade, a oportunidade de dar opinião e argumentar sobre as ideias, podedesenvolver no aluno pensamentos mais organizados e com isso ele tem aoportunidade de relacionar conteúdos, pesquisar sobre assuntos, criar soluçõespara situações desconhecidas e assim desenvolver sua autonomia na forma deaprender.Todas as ferramentas colaboram com esse processo.29/9/2010Profª ClaudiaAcredito que as ferramentas que incentivam a leitura e a escrita. Que em minhaopinião é o publicar uma mensagem e o voto, isso para os alunos do primeirociclo e para o segundo ciclo é rico pois, podem explorar todas as ferramentas.25/9/2010Professora JulianaPossui uma interface bastante fácil e permite ao professor elaborar projetos comdiversos recursos como enquetes e tempestades de ideias. Além de permitir aoaluno o uso de sua criatividade através da criação de suas próprias páginas.25/9/2010DANIELLE - 1MIT PAcho que todas são importantes, desde a criação da sua primeira pagina até aelaboração de projetos e criação de web sites.25/9/2010 64

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