• Share
  • Email
  • Embed
  • Like
  • Save
  • Private Content
42. a oração
 

42. a oração

on

  • 1,375 views

 

Statistics

Views

Total Views
1,375
Views on SlideShare
1,373
Embed Views
2

Actions

Likes
0
Downloads
20
Comments
0

1 Embed 2

http://remanescentedelaodiceia4.blogspot.com.br 2

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    42. a oração 42. a oração Document Transcript

    • 1| Apostila–A Oração A ORAÇÃO Ás vezes fica uma interrogação a respeito da oração, e de comodevemos orar, e até mesmo, qual o efeito da oração. Vamos deixar que a Bíblia e o Espírito de Profecia respondam: “Aoração não é uma expiação pelo pecado; não possui em si mesmanenhuma virtude ou mérito. Todas as palavras floreadas de quepossamos dispor não equivalem a um único desejo santo. As maiseloqüentes orações não passam de palavras ociosas, se nãoexprimirem os reais sentimentos do coração. Mas à oração que provémde um coração sincero, quando se exprimem as simples necessidadesda alma, da mesma maneira que pediríamos um favor a um amigoterrestre, esperando que o mesmo nos fosse concedido, eis a oração dafé. Deus não deseja nossos cumprimentos cerimoniais; mas oinarticulado grito de um coração quebrantado e rendido pelo senso deseu pecado e indizível fraqueza, esse alcançará o Pai de toda amisericórdia.” “O Senhor é misericordioso e piedoso.” S. Tiago 5: 11. Ele aguardacom incansável amor ouvir as confissões do extraviado, e aceitar-lhe oarrependimento. Ele nota qualquer resposta de gratidão de nossa parte,assim como uma mãe observa o sorriso de reconhecimento de seuamado filho. Ele desejaria que levássemos nossas provações a Suacompaixão, nossas dores ao Seu amor, nossas feridas á Sua cura,nossa fraqueza á Sua força, nosso vazio á Sua plenitude. Jamais foidecepcionado alguém que fosse ter com Ele. “Olharam para Ele e foramiluminados; e os seus rostos não ficarão confundidos.” Sal 34: 5. Em Jô 33: 26 nos diz: que devemos orar a Deus, que nosresponderá segundo o que Lhe aprover. Mas a Bíblia também nos dizque o pecado faz separação entre nós e Deus (Isaías 59: 1 e2; Prov. 28:9-10; 15: 29; Isaias 1: 15)
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o |2Uma das condições para que a oração seja atendida é a fé A fé é a confiança em Deus, ou seja, a crença de que Ele nos ama econhece perfeitamente o que é para o nosso bem. Assim ela nos leva aescolher o Seu caminho em vez de o nosso próprio. Em lugar da nossaignorância, ela aceita a Sua sabedoria; em lugar de nossa fraqueza,aceita a Sua força; em lugar de nossa pecaminosidade, Sua justiça.Nossa vida e nós mesmos somos seus; a fé reconhece essa posse eaceita as bênçãos dela. A verdade, a correção e a pureza, têm sidodesignadas como segredos do êxito da vida. É a fé que nos põe naposse destes princípios. Todo o bom impulso ou aspiração é um dom de Deus; a fé recebede Deus aquela vida que, somente, pode produzir o verdadeirocrescimento e eficiência. Deve-se explicar bem como exercer a fé. Para toda promessa deDeus há condições. Se estamos dispostos a fazer a Sua vontade, toda aSua força é nossa. Qualquer dom que Ele prometa, está na própriapromessa. "A semente é a Palavra de Deus." Luc. 8:11. Tão certo comoo carvalho está no seu fruto, o dom de Deus está em Sua promessa. Serecebemos a promessa, temos o dom. A fé que nos habilita a receber os dons de Deus é em si mesma umdom, do qual certa medida é comunicada a todo ser humano. Ela crescequando exercitada no apropriar-se da Palavra de Deus. A fim defortalecer a fé devemos frequentemente trazê-la em contato com aPalavra. No estudo da Bíblia, o estudante deve ser levado a ver o poderda Palavra de Deus. Necessita-se de fé nas pequenas coisas da vida, tanto como nasgrandes. Em todos os nossos interesses e ocupações diários, a forçaamparadora de Deus se nos torna real por meio de uma confiançaperseverante. Encarada em seu lado humano, a vida é para todos um caminhoainda não experimentado. É uma senda em que, no que respeita àsnossas mais profundas experiências, cada qual tem de andar sozinho.Nenhum outro ser humano pode penetrar completamente em nossavida íntima. Ao iniciar a criança aquela jornada em que, mais cedo oumais tarde, deverá escolher seu procedimento, por si decidindo para a
    • 3| Apostila–A Oraçãoeternidade os lances da vida, quão ardoroso deve ser o esforço paraencaminhar sua confiança para o seguro Guia e Auxiliador! Como anteparo à tentação, e inspiração à pureza e à verdade,nenhuma influência pode igualar à intuição da presença de Deus."Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos dAquele com quemtemos de tratar." Heb. 4:13. "Tu és tão puro de olhos, que não podes vero mal e a vexação não podes contemplar." Hab. 1:13. Este conceito foi aproteção de José entre as corrupções do Egito. Às seduções datentação era constante sua resposta: "Como, pois, faria eu estetamanho mal e pecaria contra Deus?" Gên. 39:9. Tal proteção será a féa toda pessoa que a abrigue. Unicamente essa percepção da presença de Deus poderá baniraquele receio que faria da vida um peso à tímida criança. Fixe ela emsua memória esta promessa: "O anjo do Senhor acampa-se ao redordos que O temem, e os livra." Sal. 34:7. Que leia a maravilhosa históriade Eliseu na cidade montesina e, entre ele e os exércitos de inimigosarmados, uma poderosa multidão circunjacente de anjos celestiais. Leiacomo a Pedro, na prisão condenado a morte, apareceu o anjo de Deus,como, depois de passarem pelos guardas armados, pelas portasmaciças e grandes portões de ferro com seus ferrolhos e travessas, oanjo guiou o servo de Deus em segurança. Estas coisas não foram escritas meramente para que aspudéssemos ler e admirar, mas para que a mesma fé que naantiguidade operava nos servos de Deus, possa operar em nós. Demaneira não menos assinalada do que Ele operava naquele tempo, faráhoje onde quer que haja corações de fé, que sejam os condutores deSeu poder. Ensine-se a confiança em Deus aos que desconfiam de si próprios,e que são, por isso, levados a fugir dos cuidados e responsabilidades.Assim, muitos que aliás não seriam senão nulidades no mundo, outalvez apenas um fardo indefeso, habilitar-se-ão a dizer com o apóstoloPaulo: "Posso todas as coisas nAquele que me fortalece." Filip. 4:13. Também para a criança ligeira em ressentir-se de injúrias, a fécontém preciosas lições. A disposição para resistir ao mal ou vingá-lo émuitas vezes devida a um veemente senso de justiça e um espírito ativoe enérgico. Ensine-se a tal criança que Deus é o defensor eterno do
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o |4direito. Ele tem terno cuidado pelos seres que amou a ponto de dar,para salvá-los, Aquele que Lhe era diletíssimo. Ele tratará com todomalfeitor. "Porque aquele que tocar em vós toca na menina do Seu olho." Zac.2:8. "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nEle, e Ele tudo fará. ...Ele fará sobressair a tua justiça como a luz; e o teu juízo, como o meio-dia." Sal. 37:5 e 6. "O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um altorefúgio em tempo de angústia. E em Ti confiarão os que conhecem oTeu nome; porque Tu, Senhor, nunca desamparaste os que Tebuscam." Sal. 9:9 e 10. A compaixão que Deus manifesta para conosco, Ele nos ordenaque manifestemos para com os outros. Que os que são impulsivos,pretensiosos e vingativos contemplem Aquele que, meigo e humilde, foilevado como um cordeiro ao matadouro, e não retribuiu o mal,semelhantemente à ovelha silenciosa diante dos que a tosquiam. Olhempara Aquele a quem nossos pecados feriram e nossas tristezassobrecarregaram, e aprenderão a suportar, relevar e perdoar. Por meio da fé em Cristo, toda deficiência de caráter pode sersuprida, toda contaminação removida, corrigida toda falta, e toda boaqualidade desenvolvida. "Estais perfeitos nEle." Col. 2:10. A oração e a fé são aliadas íntimas, e necessitam de serestudadas juntas. Na oração da fé há uma ciência divina; é umaciência que tem de compreender todo aquele que deseja fazer dotrabalho um êxito. Diz Cristo: "Tudo o que pedirdes, orando, credeque o recebereis, e tê-lo-eis.” S. Marcos 11:24. Ele deixa bem esclarecido que o nosso pedido deve estar de acordocom a vontade de Deus; devemos pedir as coisas que Ele prometeu, e oque quer que recebamos deve ser empregado no fazer a Sua vontade.Satisfeitas as condições, a promessa é certa.
    • 5| Apostila–A Oração Podemos pedir o perdão do pecado, o Espírito Santo, umtemperamento cristão, sabedoria e força para fazer Sua obra, ouqualquer dom que Ele haja prometido; então devemos crer querecebemos, e agradecer a Deus por havermos recebido. Não precisamos esperar por qualquer evidência exterior da bênção.O dom acha-se na promessa. Podemos empenhar-nos em nossotrabalho certos de que o que Deus prometeu Ele pode realizar, e de queo dom, que nós já possuímos, se efetivará quando dele maisnecessitarmos. Viver assim pela Palavra de Deus significa a entrega a Ele de toda anossa vida. Ter-se-á um contínuo senso de necessidade e dependência,uma atração do coração a Deus. A oração é uma necessidade, pois é avida da alma. A oração particular e em público tem o seu lugar; é,porém, a comunhão secreta com Deus que sustenta a vida da alma. Foi no monte, com Deus, que Moisés contemplou o modelo daquelaconstrução maravilhosa que devia ser a morada de Sua glória. É nomonte, com Deus - o lugar secreto da comunhão com Ele - quedevemos contemplar Seu glorioso ideal para com a humanidade. Assimhabilitar-nos-emos a moldar de tal maneira a formação de nosso caráterque se possa cumprir para nós esta promessa: "Neles habitarei e entreeles andarei; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo." II Cor.6:16. Era nas horas de oração solitária que Jesus, em Sua vida terrestre,recebia sabedoria e poder. Sigam os jovens o Seu exemplo,procurando, na aurora e ao crepúsculo, uns momentos tranqüilos para acomunhão com seu Pai celestial. E durante o dia todo levantem eles ocoração a Deus. A cada passo em nosso caminho, diz Ele: "Eu, oSenhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita. ... Não temas, que Eu teajudo." Isa. 41:13. Aprendessem nossos filhos estas lições na manhã deseus anos, e que vigor e poder, que alegria e doçura lhes penetrariam avida! Tais são lições que apenas aquele que as aprendeu por si mesmopoderá ensinar. O fato de que o ensino das Escrituras não tem maiorefeito sobre a juventude, é devido a que tantos pais e mestresprofessem crer na Palavra de Deus, enquanto sua vida nega o poderdela. Às vezes os jovens são levados a sentir o poder da Palavra. Vêem
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o |6a preciosidade do amor de Cristo. Vêem a beleza de Seu caráter, aspossibilidades de uma vida dada a Seu serviço. Mas, em contraste,vêem eles a vida dos que professam reverenciar os preceitos de Deus.Em relação a quantos deles são verdadeiras as palavras proferidas aoprofeta Ezequiel: Teu povo "fala um com o outro, cada um a seu irmão, dizendo:Vinde, peço-vos, e ouvi qual seja a palavra que procede do Senhor. Eeles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti comoMeu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obras; poislisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza. Eeis que tu és para eles como uma canção de amores, canção de quemtem voz suave e que bem que tange; porque ouvem as tuas palavras,mas não as põem por obra.” Eze. 33: 30-32. Uma coisa é considerar a Bíblia como um livro de boa instruçãomoral, a que se deva atender tanto quanto seja compatível com oespírito do tempo e nossa posição no mundo; outra coisa é considerá-lacomo realmente é: a palavra do Deus vivo, palavra que é a nossa vida,que deve modelar nossas ações, palavras e pensamentos. Ter aPalavra de Deus na conta de qualquer coisa inferior a isto, é rejeitá-la. Eesta rejeição por parte dos que professam crer nela, é a causapreeminente do ceticismo e incredulidade entre os jovens. Parece estar-se apoderando do mundo, em muitos sentidos, umaintensidade qual nunca antes se viu. Nos divertimentos, no ganhardinheiro, nas lutas pelo poderio, na própria luta pela existência, há umaforça terrível que absorve o corpo, o espírito e a alma. Em meio dessacorrida louca, Deus fala. Ele nos ordena que fiquemos à parte etenhamos comunhão com Ele. "Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus."Sal. 46:10. Muitos, mesmo nas horas de devoção, deixam de receber a bênçãoda comunhão real com Deus. Estão com demasiada pressa. Compassos precipitados apertam-se ao atravessar o grupo dos que têm aadorável presença de Cristo, detendo-se possivelmente um momento norecinto sagrado, mas não para esperar conselho. Não têm tempo deficar com o Mestre divino. E com seus fardos voltam eles a seustrabalhos.
    • 7| Apostila–A Oração Estes trabalhadores nunca poderão alcançar o maior êxito antesque aprendam o segredo da força. Devem dar a si mesmos tempo parapensar, orar e esperar de Deus a renovação da força física, mental eespiritual. Precisam da influência enobrecedora de Seu Espírito.Recebendo-a, animar-se-ão de uma nova vida. O corpo exausto e océrebro cansado refrigerar-se-ão, e o coração oprimido aliviar-se-á. Nada de uma parada momentânea em Sua presença, mas umcontato pessoal com Cristo, sentando-nos em Sua companhia - tal é anossa necessidade. Felizes serão os filhos de nossos lares e estudantesde nossas escolas quando pais e professores aprenderem em suaprópria vida a preciosa experiência descrita nestas palavras dosCantares de Salomão: "Qual a macieira entre as árvores do bosque, Tal é o meu Amado entre os filhos; Desejo muito a Sua sombra e debaixo dela me assento; E o Seu fruto é doce ao meu paladar. Levou-me à sala do banquete, E o Seu estandarte em mim era o amor." Cant. 2:3 e 4. (Educaçãopágs. 253-261) Sinto-me penalizada ao ver quão pouco apreciado é o dom dalinguagem. Na leitura da Bíblia, nas orações, ao dar testemunhosnas reuniões, quão necessária é a dicção clara, distinta! E quantose perde, no culto de família, quando o que faz a oração curva acabeça e fala em voz baixa e fraca! Assim, porém, que o culto defamília terminou, os que na oração não podiam falar alto bastantepara se fazerem ouvir, falam em geral em tons claros, distintos, nãohavendo dificuldade em ouvir o que dizem. A oração feita assim,será apropriada para o aposento particular, mas não é edificante noculto familiar ou público; pois a menos que as pessoas reunidas ouçamo que se diz, não podem dizer "Amém". Quase todos são capazes defalar suficientemente alto para ser ouvidos na conversação comum, epor que não hão de falar do mesmo modo quando chamados a dartestemunho ou a fazer oração?
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o |8 Quando falardes de coisas divinas, por que não usar tons distintos,e de maneira a manifestar que sabeis aquilo de que falais, e não vosenvergonhais de mostrar a bandeira a que servis? Por que não oraiscomo quem tem a consciência livre de ofensa, e se pode chegar aotrono da graça humildemente, não obstante com santa ousadia,erguendo mãos santas, sem ira nem contenda? Não vos curveis,cobrindo o rosto como se algo houvesse que desejais ocultar.Erguei, porém, os olhos para o santuário celeste, onde Cristo,vosso Mediador, Se acha perante o Pai para apresentar as vossassúplicas, de mistura com Seus próprios méritos e imaculadajustiça, qual agradável incenso. Deus nos concedeu o dom da linguagem a fim de podermos contaraos outros Seu trato para conosco, para que Seu amor e compaixãopossam tocar a outros corações, e de outras almas também ascendamlouvores Àquele que os chamou das trevas para Sua maravilhosa luz.Disse o Senhor: "Vós sois as Minhas testemunhas." Isa. 43:10. Mastodos quantos são chamados a ser testemunhas de Cristo precisamaprender dEle, a fim de ser testemunhas eficientes. Como filhos doceleste Rei, devem educar-se a dar testemunho em voz clara e distinta,e de tal maneira que ninguém tenha a impressão de que estãorelutantes para contar as misericórdias do Senhor. Nas reuniões sociais, a oração deve ser feita de maneira quetodos sejam edificados; os que tomam parte nesse serviço, devemseguir o exemplo dado na bela oração do Senhor para o mundo.Essa oração é simples, clara, compreensiva, e todavia não é longanem sem vida, como são por vezes as orações feitas em público.Orações assim, destituídas de vida, seria melhor que não fossemproferidas; pois são mera forma, sem poder vital, e deixam debeneficiar ou produzir edificação. Em todos os nossos cultos, devemos conduzir-nos de maneira aedificar os outros, trabalhando o quanto esteja ao nosso alcance para aperfeição da Igreja. "Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que apossa interpretar. Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espíritoora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois?Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento. ...Doutra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o queocupa o lugar de indouto o Amém sobre a tua ação de graças, visto que
    • 9| Apostila–A Oraçãonão sabe o que dizes? Porque realmente tu dás bem as graças, mas ooutro não é edificado. (CPPE pág. 240-247) Por meio de fervorosa oração e diligente esforço havemos de obteraptidão para falar. Esta aptidão inclui a pronuncia clara de cada silaba,pondo a acentuação nos lugares que a requerem. Falai devagar. Muitoso fazem rapidamente, amontoando com precipitação as palavras umassobre as outras, de modo que fica perdido o efeito do que dizem. Pondeno que dizeis o espírito e a vida de Cristo. (CPPE pág. 254) Vivemos em uma atmosfera de satânico encantamento. O inimigotecerá uma fascinação de licenciosidade em torno de toda alma que nãose ache entrincheirada na graça de Cristo. Tentações virão; sevigiarmos contra o inimigo, porém, e mantivermos o equilíbrio dodomínio próprio e pureza, os espíritos sedutores não exercerãoinfluência sobre nós. Os que nada fazem para animar a tentação terãoforças para resistir-lhe quando ela vier. Aqueles, porém, que se mantêmna atmosfera do mal só terão que se censurar a si mesmos, caso sejamvencidos e caiam de sua firmeza. Hão de ver-se, futuramente, boasrazões para as advertências dadas contra os espíritos sedutores. Então,o poder das palavras de Cristo será visto: "Sede vós, pois, perfeitos,como é perfeito o vosso Pai, que está nos Céus." Mat. 5:48. Precisamos ser guiados pela genuína teologia e o bom senso.Nossa alma necessita estar rodeada pela atmosfera do Céu. Homens emulheres devem vigiar a si mesmos; estar de contínuo em guarda, nãopermitindo palavra ou ação que dê margem a alguém censurar suasboas intenções. O que professa ser seguidor de Cristo tem de vigiar a simesmo, conservando-se puro e incontaminado em pensamento, palavrae ação. Sua influência sobre os outros deve ser de molde a elevar. Suavida deve refletir os brilhantes raios do Sol da Justiça. Necessário é passar-se muito tempo em oração particular, emíntima comunhão com Deus. Unicamente assim se podem obter vitórias.Eterna vigilância, eis o preço da segurança. O concerto do Senhor é com Seus santos. Cada um deve discerniros próprios pontos fracos de caráter, guardando-se contra eles comvigor. Os que foram sepultados com Cristo no batismo, sendoressuscitados com Ele na semelhança de Sua ressurreição,comprometeram-se a viver em novidade de vida. "Portanto, se já
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 10ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, ondeCristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são decima e não nas que são da Terra; porque já estais mortos, e a vossavida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossavida, Se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele emglória.” Col 3: 1-4. (CPPE pág. 257-258). Na igreja do lar devem as crianças aprender a orar e confiar emDeus. Ensinai-as repetir a lei de Deus. Com referencia aosmandamentos, ensinou-se aos israelitas: “E as intimaras a teus filhos, edelas falarás assentado na tua casa, e andando pelo caminho, edeitando-te e levantando-te.” Deut 6: 7. Vinde humildemente com ocoração cheio de ternura, e com intuição das tentações e perigos queestão diante de vós e de vossos filhos; pela fé ligai-os ao altar, rogandopara eles o cuidado do Senhor. Ensinai as crianças a proferirem suassimples palavras de oração. Dizei-lhes que Deus Se deleita em que elasclamam a Ele. (CPPE pág. 110) Hoje é dia de vossa incumbência, o dia de vossa responsabilidade eoportunidade. Breve chegará o dia de vossa prestação de contas.Assumi o vosso trabalho com oração fervorosa e fiel esforço. Ensinaivossos filhos que têm o privilégio de receber cada dia o batismo doEspírito Santo. Que Cristo ache em vós Sua mão auxiliadora, a fim deexecutar os Seus propósitos. Pela oração podeis adquirir umaexperiência que faça de vosso ministério em prol de vossos filhos umperfeito êxito. (CPPE pág. 131) Quando o professor confiar em Deus, e orar, o Espírito Santo virásobre ele, e por meio dele Deus atuará, pelo Seu Espírito Santo, namente do estudante. O Espírito Santo enche a mente e o coração deesperança, coragem e pensamentos da Bíblia, que serão comunicadosao estudante. As palavras de verdade crescerão em importância,assumindo uma extensão e plenitude de sentido, em que ele jamaissonhou. (CPPE. Pág. 172) A humildade de Salomão ao tempo em que começou a levar acarga do Estado, quando ele reconheceu perante Deus: "Sou aindamenino pequeno" (I Reis 3:7); seu marcado amor a Deus, profundareverência pelas coisas divinas, sua desconfiança de si mesmo eexaltação do infinito Criador de tudo - todos esses traços de caráter tãodignos de emulação, foram revelados durante os serviços relacionados
    • 11 | Apostila–A Oraçãocom a conclusão do templo, quando durante sua oração dedicatória elese ajoelhou, postando-se na humilde posição de suplicante. Osseguidores de Cristo hoje devem guardar-se da tendência de perder oespírito de reverência e piedoso temor. As Escrituras ensinam comodevem os homens aproximar-se de seu Criador: com humildade etemor, mediante a fé num mediador divino. O salmista declarou: "O Senhor é Deus grande, E Rei grande acima de todos os deuses. ... Ó, vinde, adoremos, e prostremo-nos; Ajoelhemos diante do Senhor que nos criou." Sal. 95:3 e 6. Tanto no culto particular como no público, é nosso privilégio dobraros joelhos perante Deus, quando a Ele oferecemos nossas petições.Jesus, nosso exemplo, "pondo-Se de joelhos, orava". Luc. 22:41. DeSeus discípulos, falando de Pedro, se relata que também "pôs-se dejoelhos e orou". Atos 9:40. Paulo declarou: "Ponho-me de joelhosperante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” Efés. 3:14. Quandoconfessava perante Deus os pecados de Israel, Esdras se ajoelhou.Esd. 9:5. Daniel "se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante deseu Deus". Dan. 6:10. A verdadeira reverência a Deus é inspirada pelo senso de Suainfinita grandeza e a noção de Sua presença. Com este senso doinvisível, todo coração deve sentir-se profundamente impressionado. Aocasião e o lugar de oração são sagrados, porque Deus está ali. E aoser a reverência manifestada em atitude e comportamento, o sentimentoque a inspira será aprofundado. "Santo e tremendo é o Seu nome" (Sal.111:9), declara o salmista. Os anjos, quando pronunciam este nomevelam o rosto. Com que reverência, então, não devemos nós, quesomos pecadores e caídos, tomá-lo em nossos lábios! Bem fariam velhos e jovens em ponderar as palavras das Escriturasque mostram como deve ser considerado o lugar assinalado pelaespecial presença de Deus. "Tira os teus sapatos", ordenou Ele aMoisés junto à sarça ardente, "porque o lugar em que tu estás é terrasanta." Êxo. 3:5. Jacó, havendo contemplado a visão do anjo, exclamou:"O Senhor está neste lugar; e eu não o sabia. ... Este não é outro lugarsenão a casa de Deus; e esta é a porta dos Céus." Gên. 28:16 e 17.
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 12 Naquilo que fora dito durante a cerimônia de dedicação, Salomãotinha procurado remover do espírito dos presentes as superstições emrelação com o Criador, as quais haviam obscurecido a mente dospagãos. O Deus dos Céus não está, como os deuses dos pagãos,confinado em templos feitos por mãos; todavia Ele Se encontraria comSeu povo por meio de Seu Espírito, quando se reunissem na casadedicada a Sua adoração. Séculos mais tarde Paulo ensinou a mesma verdade nas palavras:"O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do Céu eda Terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tãopouco é servido por mãos de homens, como que necessitando dealguma coisa; pois Ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração,e todas as coisas; ... para que buscassem ao Senhor, se porventuratateando, O pudessem achar; ainda que não está longe de cada um denós; porque nEle vivemos, e nos movemos, e existimos." Atos 17:24-28. "Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, E o povo queEle escolheu para Sua herança. O Senhor olha desde os Céus E estávendo a todos os filhos dos homens; Da Sua morada contempla todosos moradores da Terra." Sal. 33:12-14. "O Senhor tem estabelecido oSeu trono nos Céus, E o Seu reino domina sobre tudo." Sal. 103:19. "OTeu caminho, ó Deus, está no santuário. Que deus é tão grande como onosso Deus? Tu és o Deus que fazes maravilhas; Tu fizeste notória aTua força entre os povos." Sal. 77:13 e 14. Embora Deus não habite em templos feitos por mãos humanas,honra, não obstante, com Sua presença, as assembléias de Seu povo.Ele prometeu que quando se reunissem para buscá-Lo, reconhecendoseus pecados, e para orarem uns pelos outros, Ele Se reuniria com elespor meio de Seu Espírito. Mas os que se reúnem para adorá-Lo devemafastar de si toda coisa má. A menos que O adorem em espírito e emverdade e na beleza da Sua santidade, seu ajuntamento será denenhum valor. Destes o Senhor declara: "Este povo honra-Me com osseus lábios, mas o seu coração está longe de Mim. Mas em vão Meadoram." Mat. 15:8 e 9. Os que adoram a Deus devem adorá-Lo em"espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim Oadorem". João 4:23. "O Senhor está no Seu santo templo; cale-se diante dEle toda aTerra." Hab. 2:20.
    • 13 | Apostila–A Oração Com a exterminação dos profetas de Baal, estava aberto o caminhopara uma poderosa reforma espiritual entre as dez tribos do reino donorte. Elias havia exposto ao povo a sua apostasia; tinha-os convidado ahumilhar o coração e tornar-se para o Senhor. Os juízos do Céu tinhamsido executados; o povo havia confessado seus pecados e reconhecidoo Deus de seus pais como o Deus vivo; e agora a maldição do Céudevia ser retirada e renovadas as bênçãos temporais de vida. A terradevia ser refrescada com chuva. "Sobe, come e bebe", disse Elias aAcabe, "porque ruído há de uma abundante chuva". I Reis 18:41. Entãoo profeta se dirigiu ao alto do monte para entregar-se a oração. Não foi porque houvesse qualquer evidência externa de que águasestavam para desabar, que Elias tão confiantemente mandou queAcabe se preparasse para a chuva. O profeta não viu nenhuma nuvemnos céus; ele não ouvira nenhum trovão. Simplesmente proferira apalavra que o Espírito do Senhor o havia movido a falar em resposta asua firme fé. Resolutamente havia ele feito a vontade de Deus atravésdo dia, e havia manifestado implícita confiança nas profecias da Palavrade Deus; e agora, havendo feito tudo que estava em seu poder, sabiaque o Céu outorgaria livremente as bênçãos preditas. O mesmo Deusque havia enviado a estiagem tinha prometido abundância de chuvascomo recompensa do reto proceder; e agora Elias esperava peloderramamento prometido. Em atitude de humildade, "o seu rosto entreos seus joelhos" (I Reis 18:42), intercedeu com Deus em favor dopenitente Israel. Uma e outra vez Elias enviou seu servo a observar de um ponto quedominava o Mediterrâneo, a fim de verificar se havia qualquer sinalvisível de que Deus tivesse ouvido sua oração. A cada vez o servoretornava com a resposta: "Não há nada". O profeta não se impacientouou perdeu a fé, mas continuou sua fervente petição. Seis vezes o servoretornou com a declaração de que não havia nenhum sinal de chuvanos céus de bronze. Confiante, Elias enviou-o uma vez mais; e agora oservo retornou com a declaração: "Eis aqui uma pequena nuvem, comoa mão dum homem, subindo do mar". Isto bastou. Elias não esperou que os céus escurecessem. Napequena nuvem ele contemplou pela fé uma abundância de chuva;e agiu em harmonia com sua fé, enviando depressa seu servo a
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 14Acabe com esta mensagem: "Aparelha o teu carro, e desce, paraque a chuva te não apanhe". I Reis 18:43 e 44. Foi porque Elias era um homem de grande fé que Deus pôde usá-lonesta grave crise na história de Israel. A fé é um elemento essencial da oração perseverante. "Énecessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, eque é galardoador dos que O buscam." Heb. 11:6. "Se pedirmos algumacoisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nosouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petiçõesque Lhe fazemos.” Heb. 11: 6; I João 5: 14 e 15. Com a perseverante féde Jacó com inquebrantável persistência de Elias, podemos apresentarnossas petições ao Pai, reclamando tudo o que nos tem prometido. Ahonra de Seu trono está comprometida no cumprimento de Sua palavra.Enquanto orava, sua fé alcançou as promessas do Céu e agarrou-as; eperseverou na oração até que suas petições fossem respondidas. Elenão esperou pela inteira evidência de que Deus o ouvira, mas se dispôsa aventurar tudo ante o mais leve sinal do divino favor. E, no entanto,tudo que ele foi habilitado a fazer sob a orientação de Deus, todospodem fazer em sua esfera de atividade no serviço de Deus; pois doprofeta das montanhas de Gileade está escrito: "Elias era homem sujeitoàs mesmas paixões que nós, e, orando, pediu que não chovesse, e, portrês anos e seis meses, não choveu sobre a terra." Tia. 5:17. Fé semelhante é necessária no mundo hoje - fé que descansenas promessas da Palavra de Deus, e recuse desistir até que o Céuouça. Fé semelhante a esta liga-nos intimamente com o Céu, e traz-nos força para batalhar com os poderes das trevas. Pela fé os filhosde Deus "venceram reinos, praticaram a justiça, alcançarampromessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo,escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalhase esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos." Heb.11:33 e 34. E pela fé devemos alcançar hoje os mais altos propósitosde Deus para nós. "Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê."Mar. 9:23. (PR pág. 155-159) "Então Daniel foi para a sua casa, e fez saber o caso a Hananias,Misael e Azarias, seus companheiros." Dan. 2:10-17. Juntos buscaramsabedoria da Fonte de luz e conhecimento. Sua fé era forte na certezade que Deus tinha-os colocado onde estavam, que eles estavam
    • 15 | Apostila–A Oraçãofazendo a Sua obra e cumprindo os reclamos do dever. Em tempos deperplexidade e perigo tinham-se voltado sempre para Ele em busca deguia e proteção, e Ele Se mostrara um auxílio sempre presente. Agoracom coração contrito submetiam-se de novo ao Juiz da Terra,implorando que lhes desse livramento neste tempo de especialnecessidade. E eles não suplicaram em vão. O Deus a quem tinhamhonrado, honrava-os agora. O Espírito do Senhor repousou sobre eles,e a Daniel, “numa visão da noite”, foi revelado o sonho do rei e seusignificado. (PR pág. 493-494). Daniel e seus companheiros haviam muitas vezes recorrido a essase outras profecias que esboçavam o propósito de Deus para Seu povo.E agora, ao indicar o rápido curso dos acontecimentos a poderosa mãode Deus em operação entre as nações, Daniel dedicou especial atençãoàs promessas feitas a Israel. Sua fé na palavra profética levou-o aofundo das experiências preditas pelos escritores sagrados. "Certamenteque passados setenta anos em Babilônia", o Senhor havia declarado,"vos visitarei, e cumprirei sobre vós a Minha boa palavra, tornando-vos atrazer a este lugar. Porque Eu bem sei os pensamentos que penso devós, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar ofim que esperais. Então Me invocareis, e ireis, e orareis a Mim, e Eu vosouvirei. E buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes de todoo vosso coração." Jer. 29:10-13. Pouco antes da queda de Babilônia, quando Daniel estavameditando nessas profecias, e buscando a Deus a fim de compreenderos tempos, foi-lhe dada uma série de visões concernentes aosurgimento e queda de reinos. Com a primeira visão, segundo se acharegistrada no sétimo capítulo do livro de Daniel, foi-lhe dada ainterpretação, mas nem tudo ficou claro para o profeta. "Os meuspensamentos muito me espantavam", ele escreveu de sua experiêncianesse tempo, "e mudou-se em mim o meu semblante; mas guardeiestas coisas no meu coração." Dan. 7:28. Mediante outra visão foi derramada luz adicional sobre osacontecimentos do futuro; e foi ao final desta visão que Daniel ouviu "umsanto que falava; e disse a outro santo aquele que falava: Até quandodurará a visão?" Dan. 8:13. A resposta: "Até duas mil e trezentas tardese manhãs; e o santuário será purificado" (Dan. 8:14), encheu-o deperplexidade. Ferventemente procurou entender o significado da visão.
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 16Ele não podia compreender a relação dos setenta anos do cativeirocomo preditos por Jeremias, para com os dois mil e trezentos anos quenessa visão ouvira o visitante declarar que medeariam até a purificaçãodo santuário. O anjo Gabriel lhe deu uma interpretação parcial; masquando o profeta ouviu as palavras: "Só daqui a muitos dias secumprirá", ele desmaiou. "Eu, Daniel, enfraqueci", escreveu ele sobreesta experiência, "e estive enfermo alguns dias; então levantei-me, etratei do negócio do rei. E espantei-me acerca da visão, e não haviaquem a entendesse.” Dan 8: 26 e 27. Levando ainda o fardo pelo bem de Israel, Daniel estudou de novoas profecias de Jeremias. Elas eram muito claras - tão claras que elecompreendeu por esses testemunhos registrados em livros "que onúmero de anos de que falou o Senhor ao profeta Jeremias, em quehaviam de acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos".Dan. 9:2. Com fé fundada na segura palavra da profecia, Daniel pleiteou doSenhor o imediato cumprimento dessas promessas. Suplicou que ahonra de Deus fosse preservada. Em sua petição ele se identificouplenamente com os que não tinham correspondido ao propósito divino,confessando os pecados deles como seus próprios. "Eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus", declarou o profeta, "para Obuscar com oração e rogos, com jejum, e saco e cinza. E orei ao Senhormeu Deus, e confessei." Dan. 9:3 e 4. Embora Daniel estivesse haviamuito na obra de Deus, e dele tivesse sido dito que era "mui amado",agora se apresentava ante Deus como um pecador, expondoveementemente a grande necessidade do povo que amava. Sua oraçãoera eloqüente em sua simplicidade, e intensamente fervorosa. Escutai-lhe a súplica: "Ah Senhor Deus grande e tremendo, que guardas o concerto e a misericórdia para com os que Te amam e guardam os Teus mandamentos; pecamos, e cometemos iniqüidade, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos Teus mandamentos e dos Teus juízos; e não demos ouvidos aos Teus servos, os profetas, que em Teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes, e nossos pais, como também a todo o povo da terra.
    • 17 | Apostila–A Oração "A Ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós a confusão de rosto, como se vê neste dia; aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, e a todo o Israel; aos de perto e aos de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa da sua prevaricação, com que prevaricaram contra Ti. ... "Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão; pois nos rebelamos contra Ele." "Ó Senhor, segundo todas as Tuas justiças, aparte-se a Tua ira e o Teu furor da Tua cidade de Jerusalém, e do Teu santo monte; porquanto por causa dos nossos pecados, e por causa das iniqüidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o Teu povo um opróbrio para todos os que estão ao redor de nós. "Agora, pois, ó Senhor nosso Deus, ouve a oração do Teu servo, e as suas súplicas, e sobre o Teu santuário assolado faze resplandecer o Teu rosto, por amor do Senhor. Inclina, ó Deus meu, os Teus ouvidos, e ouve; abre os Teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo Teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a Tua face fiados em nossas justiças, mas em Tuas muitas misericórdias. "Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e opera sem tardar; por amor de Ti mesmo, ó Deus meu, porque a Tua cidade e o Teu povo se chamam pelo Teu nome.” Dan 9: 4-9 e 16- 19. O Céu se curvou para ouvir a fervente súplica do profeta. Antesmesmo que ele tivesse terminado a sua súplica por perdão erestauração, o poderoso Gabriel apareceu-lhe outra vez, e chamou asua atenção para a visão que ele tivera antes da queda de Babilônia eda morte de Belsazar. E então o anjo esboçou-lhe em pormenores operíodo das setenta semanas, que devia começar com "a ordem pararestaurar e para edificar Jerusalém". Dan. 9:25. A oração de Daniel tinha sido proferida "no ano primeiro deDario" (Dan. 9:1), o rei medo cujo general, Ciro, tinha arrebatado deBabilônia o cetro do governo universal. O reinado de Dario foihonrado por Deus. A ele foi enviado o anjo Gabriel, "para o animar efortalecer". Dan. 11:1. Após sua morte, cerca de dois anos depois daqueda de Babilônia, Ciro o sucedeu no trono, e o início do seureinado marcou o fim dos setenta anos desde que o primeiro grupo
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 18de hebreus tinha sido levado cativo por Nabucodonosor, de suapátria judaica para Babilônia. (PR pág. 553-557). Em seu estudo das causas que levaram ao cativeiro babilônico,Esdras havia verificado que a apostasia de Israel se devia em grandeparte a sua mistura com nações pagãs. Ele notara que se eles tivessemobedecido à ordem de Jeová de se conservarem separados das naçõesque os cercavam, teriam sido poupados de muitas experiências tristes ehumilhantes. Agora ao compreender que não obstante as lições dopassado, homens preeminentes ousavam transgredir as leis dadascomo salvaguarda contra a apostasia, seu coração se confrangeu. Elese lembrou da bondade de Deus em outra vez dar a Seu povopermanência em sua terra nativa, e sentiu-se presa de justa indignaçãoe aborrecido com a ingratidão deles. "Ouvindo eu tal coisa", ele diz,"rasguei o meu vestido e o meu manto, e arranquei os cabelos da minhacabeça e da minha barba, e me assentei atônito. "Então se ajuntaram a mim todos os que tremiam das palavras doDeus de Israel por causa da transgressão dos do cativeiro; porém eu mefiquei assentado atônito até ao sacrifício da tarde." Esd. 9:3 e 4. Ao tempo do sacrifício da tarde, Esdras se levantou, e uma vez maisrasgou os seus vestidos e o seu manto, e se pôs de joelhos, esvaziandosua alma em súplica ao Céu. Estendendo as mãos para o Senhor, eleexclamou: "Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar aTi a minha face, meu Deus; porque as nossas iniqüidades semultiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido atéaos céus. "Desde os dias de nossos pais", o suplicante prosseguiu, "até ao diade hoje, estamos em grande culpa, e por causa das nossas iniqüidadesfomos entregues, nós, os nossos reis, e os nossos sacerdotes, na mãodos reis das terras, à espada, ao cativeiro, e ao roubo, e à confusão dorosto, como hoje se vê. E agora, como por um pequeno momento, senos fez graça da parte do Senhor, nosso Deus, para nos deixar algunsque escapem, e para dar-nos uma estaca no Seu santo lugar, para nosalumiar os olhos, ó Deus nosso, e para nos dar uma pouca de vida nanossa servidão; porque servos somos; porém na nossa servidão nãonos desamparou o nosso Deus, antes estendeu sobre nós beneficênciaperante os reis da Pérsia, para revivermos, para levantarmos a casa do
    • 19 | Apostila–A OraçãoSenhor nosso Deus, e para restaurarmos as suas assolações, e paraque nos desse uma parede em Judá e em Jerusalém. "Agora, pois, ó nosso Deus, que diremos depois disto? Poisdeixamos os Teus mandamentos, os quais mandaste pelo ministério deTeus servos, os profetas. ... E depois de tudo o que nos tem sucedidopor causa das nossas más obras, e da nossa grande culpa, ainda assimTu, ó nosso Deus, estorvaste que fôssemos destruídos, por causa danossa iniqüidade, e ainda nos deste livramento como este; tornaremos,pois, agora a violar os Teus mandamentos, e a aparentar-nos com ospovos destas abominações? Não Te indignarias Tu assim contra nósaté de todo nos consumires, até que não ficasse resto nem quemescapasse? Ah Senhor Deus de Israel, justo és, pois ficamos escapos,como hoje se vê. Eis que estamos diante de Ti no nosso delito; porqueninguém há que possa estar na Tua presença por causa disto." Esd.9:6-15. A tristeza de Esdras e seus associados com respeito aos males quetraiçoeiramente haviam penetrado no próprio coração da obra doSenhor, produziu arrependimento. Muitos dos que haviam pecado,foram profundamente tocados. "O povo chorava com grande choro."Esd. 10:1. Em grau limitado começaram a sentir a odiosidade dopecado, e o horror com que Deus o considera. Eles viram a santidadeda lei anunciada no Sinai, e muitos tremeram ao pensamento datransgressão da mesma. Um dos presentes, de nome Secanias, reconheceu como justastodas as palavras de Esdras: "Nós temos transgredido contra o nossoDeus", ele confessou, "e casamos com mulheres estranhas do povo daterra; mas no tocante a isso, ainda há esperança para Israel." Secaniaspropôs que todos os que tinham transgredido fizessem um concertocom Deus de renunciar ao pecado, e que isto fosse adjudicado"conforme a lei." "Levanta-te", ele impôs a Esdras, "porque te pertenceeste negócio, e nós seremos contigo; esforça-te, e faze assim." "EntãoEsdras se levantou, e ajuramentou os maiorais dos sacerdotes e doslevitas, e a todo o Israel, de que fariam conforme a esta palavra." Esd.10:2-5. Este foi o início de uma reforma maravilhosa. Com infinita paciênciae tato, e com cuidadosa consideração pelos direitos e bem-estar decada pessoa envolvida, Esdras e seus associados lutaram por levar os
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 20penitentes de Israel ao caminho reto. Esdras era sobretudo umensinador da lei; e ao dar atenção pessoal ao exame de cada caso, eleprocurou impressionar o povo com a santidade desta lei, e a bênção aser alcançada pela obediência. Onde quer que Esdras atuasse, aí se suscitava um reavivamento noestudo das Santas Escrituras. Mestres eram apontados para instruir opovo; a lei do Senhor era exaltada e honrada. Os livros dos profetaseram examinados, e as passagens que prediziam a vinda do Messiaslevavam esperança e conforto a muito coração triste e cansado. Mais de dois mil anos se passaram desde que Esdras preparou "oseu coração para buscar a lei do Senhor e para a cumprir" (Esd. 7:10),mas o lapso de tempo não diminuiu a influência do seu piedosoexemplo. Através dos séculos, o registro de sua vida de consagraçãotem inspirado a muitos com a determinação de "buscar a lei do Senhor,e para a cumprir." Os propósitos de Esdras eram altos e santos; em tudo que fizerafora movido por um profundo amor pelas almas. A compaixão ebondade que revelava para com os que haviam pecado, fosse em plenafunção da vontade, fosse por ignorância, deveria ser uma lição objetivaa todos os que procurassem promover reformas. Os servos de Deusdevem ser tão firmes como a rocha onde retos princípios estiveremenvolvidos; mas do mesmo modo devem manifestar simpatia elonganimidade. Como Esdras, devem ensinar aos transgressores ocaminho da vida, inculcando-lhes princípios que são o fundamento detodo o reto proceder. Nesta fase do mundo, quando Satanás está procurando, mediantemúltiplas formas, cegar os olhos de homens e mulheres para com osimpostergáveis reclamos da lei de Deus, há necessidade de homensque possam levar muitos a tremerem "ao mandado do nosso Deus."Esd. 10:3. Há necessidade de verdadeiros reformadores, que indiquemaos transgressores o grande Doador da lei, e lhes ensinem que "a lei doSenhor é perfeita e refrigera a alma”. Sal. 19:7. Há necessidade dehomens poderosos nas Escrituras; homens dos quais cada palavra ecada ato exaltem os estatutos de Jeová; homens que procuremfortalecer a fé. São necessários mestres, e tanto que inspirem oscorações com reverência e amor pelas Escrituras.
    • 21 | Apostila–A Oração A abundante iniqüidade prevalecente hoje pode ser atribuída emgrande medida à deficiência no estudo e obediência às Escrituras; poisquando a Palavra de Deus é posta de lado, é rejeitado o seu poder pararestringir as más paixões do coração natural. Os homens semeiam nacarne, e da carne ceifam corrupção. Com o abandono da Bíblia tem vindo o abandono da lei de Deus. Adoutrina segundo a qual os homens estão livres da obediência aosdivinos preceitos, tem enfraquecido a força da obrigação moral, e abertoas comportas da iniqüidade sobre o mundo. A ilegalidade, dissipação ecorrupção estão arrasando à semelhança de um irresistível dilúvio. Emtodos os lugares se vêem inveja, suspeita, hipocrisia, indisposição,rivalidade, atritos, traição de sagrados encargos, condescendência paracom a paixão sensual. Todo o sistema de princípios religiosos edoutrinas, que devia formar o fundamento e a estrutura da vida social,assemelha-se a uma massa vacilante, pronta para cair em ruínas. Nos últimos dias da história da Terra, a voz que falou do Sinaiestá ainda declarando: "Não terás outros deuses diante de Mim."Êxo. 20:3. O homem tem posto sua vontade contra a vontade deDeus, mas não pode silenciar a palavra de ordem. A mente humananão pode fugir a suas obrigações para com um poder mais alto. Podehaver domínios das teorias e especulações; os homens podem opora ciência à revelação, e assim arredar a lei de Deus; mas a ordemvem cada vez mais forte: “Ao Senhor Teu Deus adorarás, e só a Eleservirás.” Mat. 4: 10. Não existe o que se possa chamar enfraquecimento oufortalecimento da lei de Jeová. Ela é como tem sido. Tem sido, e serásempre santa, justa e boa, completa em si mesma. Não pode serrevogada ou mudada. "Honrá-la", ou "desonrá-la", é apenas a maneirade dizer dos homens. Entre as leis de homens e os preceitos de Jeová, travar-se-á amaior batalha da controvérsia entre a verdade e o erro. Nesta batalhaestamos agora entrando - não uma batalha entre igrejas rivais lutandopela supremacia, mas entre a religião da Bíblia e as religiões de fábulase tradição. As forças que se têm unido contra a verdade estão agoraativamente em operação. A santa Palavra de Deus, que tem chegadoaté nós ao preço tão alto de sofrimento e derramamento de sangue, étida em pouco valor. Poucos há que realmente a aceitam como regra da
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 22vida. A infidelidade prevalece em medida alarmante, não apenas nomundo, mas na igreja. Muitos têm chegado a negar doutrinas que sãocolunas da fé cristã. Os grandes fatos da criação como apresentadospelos escritores inspirados; a queda do homem, a expiação, aperpetuidade da lei - eis aí doutrinas praticamente rejeitadas por grandeparte do professo mundo cristão. Milhares que se orgulham de seuconhecimento, consideram uma evidência de fraqueza a implícitaconfiança na Bíblia, e uma prova de erudição sofismar das Escrituras, ealegorizar e atenuar suas mais importantes verdades. Os cristãos devem estar-se preparando para aquilo que logo irá cairsobre o mundo como terrível surpresa, e esta preparação deve ser feitamediante diligente estudo da Palavra de Deus e pelo levar a vida naconformidade com os seus preceitos. As tremendas questões deeternidade demandam de nossa parte algo mais que uma religião depensamento, uma religião de palavras e formas, onde a verdade émantida no recinto exterior. Deus pede um reavivamento e uma reforma.As palavras da Bíblia, e a Bíblia somente, deviam ser ouvidas do púlpito.Mas a Bíblia tem sido roubada em seu poder, e o resultado é visto norebaixamento do tono da vida espiritual. Em muitos sermões de hojenão existe aquela divina manifestação que desperta a consciência eleva vida à alma. Os ouvintes não podem dizer: "Porventura não ardiaem nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quandonos abria as Escrituras?" Luc. 24:32. Há muitos que estão clamandopelo Deus vivo, ansiando pela divina presença. Permiti que a Palavra deDeus lhes fale ao coração. Deixai que os que têm ouvido apenastradição e teorias e máximas humanas ouçam a voz dAquele que poderenovar a alma para a vida eterna. Grande luz jorrou dos patriarcas e profetas. Gloriosas coisas foramditas de Sião, a cidade de Deus. Assim o Senhor deseja que a luz brilheatravés dos Seus seguidores hoje. Se os santos do Antigo Testamentoderam tão exaltado testemunho de lealdade, não deviam aqueles sobrequem está brilhando a luz acumulada de séculos, dar mais assinaladotestemunho do poder da verdade? A glória das profecias derrama sualuz sobre nosso caminho. O tipo encontrou o antítipo na morte do Filho de Deus. Cristoressuscitou dos mortos, proclamando sobre o sepulcro rompido: "Eu soua ressurreição e a vida." João 11:25. Ele enviou o Seu Espírito ao
    • 23 | Apostila–A Oraçãomundo, para trazer todas as coisas à nossa lembrança. Por um milagrede poder Ele tem preservado Sua Palavra escrita através dos séculos. Os reformadores cujo protesto nos deu o nome de protestantes,sentiram que Deus os havia chamado para levar a luz do evangelho aomundo; e no esforço para fazer isto, estiveram prontos para sacrificarsuas posses, sua liberdade e a própria vida. Em face de perseguição emorte, o evangelho foi proclamado longe e perto. A Palavra de Deus foilevada ao povo; e todas as classes, altos e baixos, ricos e pobres, cultose ignorantes, avidamente estudaram-na por si mesmos. Estamos nós,nesta batalha final do grande conflito, tão fiéis ao nosso encargo comoos primeiros reformadores o foram ao seu? "Tocai a buzina em Sião, santificai um jejum, proclamai um dia deproibição; congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai osanciãos, congregai os filhinhos. ... Chorem os sacerdotes, ministros doSenhor, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa a Teu povo, óSenhor, e não entregues a Tua herança ao opróbrio." "Convertei-vos aMim de todo o vosso coração, e isso com jejuns, e com choro, e compranto. E rasgai o vosso coração, e não os vossos vestidos, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque Ele é misericordioso, e compassivo,e tardio em irar-Se, e grande em beneficência, e Se arrepende do mal.Quem sabe se Se voltará e Se arrependerá, e deixará após Si umabênção?" Joel 2:15-17 e 12-14. (PR pág. 620-627) Quando o rei de Judá recebeu as insultuosas cartas, levou-as aotemplo, e "as estendeu perante o Senhor" (II Reis 19:14), e orou comforte fé pelo auxílio do Céu, para que as nações da Terra soubessemque o Deus dos hebreus ainda vivia e reinava. A honra de Jeová estavaem jogo; Ele somente poderia trazer livramento. "Ó Senhor Deus de Israel, que habitas entre os querubins", suplicouEzequias, "Tu mesmo, só Tu és Deus de todos os reinos da Terra; Tufizeste os Céus e a Terra. Inclina, Senhor, o Teu ouvido, e ouve; abre,Senhor, os Teus olhos, e olha; e ouve as palavras de Senaqueribe, queenviou a este, para afrontar ao Deus vivo. Verdade é, ó Senhor, que osreis da Assíria assolaram as nações e as suas terras, e lançaram osseus deuses no fogo, porquanto deuses não eram, mas obra de mãosde homens, madeira e pedra; por isso os destruíram. Agora, pois, óSenhor nosso Deus, sê servido de nos livrar da sua mão; e assim
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 24saberão todos os reinos da Terra que só Tu és o Senhor Deus." II Reis19:15-19. "Ó Pastor de Israel, dá ouvidos; Tu que guias a José como a um rebanho, Que Te assentas entre os querubins, resplandece. Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o Teu poder, E vem salvar-nos. Faze-nos voltar, ó Deus; Faze resplandecer o Teu rosto, e seremos salvos. "Ó Senhor Deus dos Exércitos, Até quando Te indignarás contra a oração do Teu povo? Tu os sustentas com pão de lágrimas, E lhes dás a beber lágrimas em abundância. Tu nos pões por objeto de contenção entre os nossos vizinhos; E os nossos inimigos zombam de nós entre si. Faze-nos voltar, ó Deus dos Exércitos; Faze resplandecer o Teu rosto, e seremos salvos. "Trouxeste uma vinha do Egito; Lançaste fora as nações, e a plantaste. Preparaste-lhe lugar, E fizeste com que ela profundasse raízes, e assim encheu a Terra. Os montes cobriram-se com a sua sombra, E como os cedros de Deus se tornaram os seus ramos. Ela estendeu a sua ramagem até ao mar, E os seus ramos até ao rio". "Por que quebraste então os seus valados, De modo que todos os que passam por ela a vindimam? O javali da selva a devasta, E as feras do campo a devoram. Ó Deus dos Exércitos, volta-Te, nós Te rogamos,
    • 25 | Apostila–A Oração Atende os Céus, e vê, e visita esta vinha; E a videira que a Tua destra plantou, E o sarmento que fortificaste para Ti. ... "Guarda-nos em vida, e invocaremos o Teu nome. Faze-nos voltar, Senhor dos Exércitos; Faze resplandecer o Teu rosto, e seremos salvos." Sal. 80 A súplica de Ezequias em favor de Judá e da honra do seuSupremo Rei, estava em harmonia com a mente de Deus. Salomão, emsua oração de gratidão quando da dedicação do templo, havia oradopara que o Senhor executasse "o juízo do Seu povo Israel, a cada qualno seu dia, para que todos os povos da Terra saibam que o Senhor éDeus, e que não há outro". I Reis 8:59 e 60. Especialmente devia oSenhor mostrar favor quando, em tempos de guerra ou de opressão poralgum exército, os chefes de Israel entrassem na casa de oração esuplicassem livramento. I Reis 8: 33 e 34. Ezequias não foi deixado sem esperança. Isaías mandou-lhe dizer:"Assim diz o Senhor Deus de Israel: O que Me pediste acerca deSenaqueribe, rei da Assíria, Eu o ouvi. Esta é a palavra que o Senhorfalou dele: "A virgem a filha de Sião, te despreza, de ti zomba; a filha deJerusalém meneia a cabeça por detrás de ti. "A quem afrontaste e blasfemaste? E contra quem alçaste a voz, eergueste os teus olhos ao alto? Contra o Santo de Israel? “(PR pág.355- 360) Perplexo em espírito, subjugado pela tristeza em virtude dossofrimentos dos que se haviam recusado a arrepender-se de seuspecados, o profeta apelou a Deus por mais luz sobre o propósito divinopara a humanidade. "Ah Senhor Jeová" ele orou. "eis que Tu fizeste os céus e a Terracom o Teu grande poder, e com o Teu braço estendido; não Te émaravilhosa coisa alguma; Tu usas de benignidade com milhares etornas a maldade dos pais ao seio dos filhos depois deles; o grande epoderoso Deus cujo nome é o Senhor dos Exércitos, grande emconselho, e magnífico em obras; porque os Teus olhos estão abertos
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 26sobre todos os caminhos dos filhos dos homens, para dar a cada umsegundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas obras. Tupuseste sinais e maravilhas na terra do Egito até ao dia de hoje, tantoem Israel, como entre os outros homens, e Te criaste um nome, qual é oque tens neste dia. E tiraste o Teu povo Israel da terra do Egito, comsinais e com maravilhas, e com mão forte e com braço estendido, e comgrande espanto; e lhes deste esta terra, que juraste a seus pais que lheshavia de dar; terra que mana leite e mel. leite e mel. E entraram nela, e apossuíram, mas não obedeceram a Tua voz, nem andaram na Tua lei;tudo o que lhes mandaste que fizessem, eles não o fizeram; pelo queordenaste lhes sucedesse todo este mal." Jer. 32:17-23. A oração do profeta foi graciosamente respondida. "A palavra doSenhor a Jeremias", nessa hora de prova, quando a fé do mensageiroda verdade estava sendo provada pelo fogo, foi: "Eu sou o Senhor, oDeus de toda a carne; seria qualquer coisa maravilhosa para Mim?" Jer.32:26 e 27. A cidade deveria logo cair nas mãos dos caldeus; suasportas e palácios deviam ser queimados a fogo; mas não obstante o fatode que a destruição estava iminente, e os habitantes de Jerusalémdevessem ser levados cativos, contudo o eterno propósito de Jeovápara Israel devia ser cumprido. Em resposta posterior à oração de Seu servo, o Senhor declaroucom respeito àqueles sobre quem Seus castigos estavam caindo: "Eis que Eu os congregarei de todas as terras, para onde os houverlançado na Minha ira, e no Meu furor, e na Minha grande indignação; eos tornarei a trazer a este lugar, e farei que habitem nele seguramente.E eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus. E lhes darei ummesmo coração, e um mesmo caminho, para que Me temam todos osdias, para seu bem e bem de seus filhos, depois deles. E farei com elesum concerto eterno, que não se desviará deles, para lhes fazer bem; eporei o Meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de Mim.E alegrar-Me-ei por cauda deles, fazendo-lhes bem; e os plantarei nestaterra certamente, com todo o Meu coração e com toda a Minha alma.(PR pág. 470-472) Oprimido pela tristeza, Neemias não pôde comer nem beber;"chorei, e lamentei por alguns dias", diz ele. Em sua dor ele tornou parao divino Ajudador. "Estive jejuando", ele disse, "e orando perante o Deusdos Céus." Nee. 1:4. Fielmente ele fez confissão dos seus pecados e
    • 27 | Apostila–A Oraçãodos pecados do seu povo. Ele suplicou que Deus sustentasse a causade Israel, restaurasse sua coragem e força, e os ajudasse a reconstruiros lugares devastados de Judá. Orando Neemias, sua fé e coragem se fortaleceram. Sua boca seencheu de santos argumentos. Ele falou da desonra que seria lançadasobre Deus, se Seu povo, agora que tinha retornado para Ele, fossedeixado em fraqueza e opressão; e se empenhou com o Senhor paraque tornasse realidade a Sua promessa: "Vós vos convertereis a Mim, eguardareis os Meus mandamentos, e os fareis; então ainda que osvossos rejeitados estejam no cabo do céu, de lá os ajuntarei e os trareiao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o Meu nome." Deut.4:29-31. Esta promessa tinha sido dada a Israel através de Moisésantes que tivessem entrado em Canaã; e durante os séculos tinhapermanecido imutável. O povo de Deus tinha agora retornado para Eleem penitência e fé, e Sua promessa não faltaria. Neemias tinha freqüentemente derramado a sua alma em favor doseu povo. Mas ao orar agora, um santo propósito formou-se em suamente. Ele decidiu que se lograsse obter o consentimento do rei, e onecessário auxílio na aquisição de implementos e material, ele própriotomaria a si a tarefa de reconstruir os muros de Jerusalém, e restaurar aforça nacional de Israel. E ele suplicou ao Senhor que lhe permitissealcançar favor aos olhos do rei, a fim de que este plano pudesse serlevado avante. "Faze prosperar hoje o Teu servo", ele suplicou, "e dá-lhegraça perante este homem." Nee. 1:11. Neemias esperara quatro meses por uma oportunidade favorável deapresentar seu pedido ao rei. Durante este tempo, embora o seucoração estivesse carregado de dor, ele procurou mostrar-se alegre napresença real. Nas salas de luxo e esplendor, todos deviam pareceralegres e felizes. A tristeza não devia lançar sua sombra sobre a face dequalquer assistente da realeza. Mas no período de retraimento deNeemias, ocultas da vista dos homens, muitas foram as orações, asconfissões, as lágrimas, ouvidas e testemunhadas por Deus e os anjos. Finalmente a tristeza que oprimia o coração patriota não pôde maisser oculta. Noites indormidas e dias cheios de cuidados deixaram suamarca em seu rosto. O rei, cioso de sua própria segurança, estavaacostumado a ler fisionomias e a penetrar dissimulações, e viu quealguma perturbação secreta estava possuindo seu copeiro. "Por que
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 28está triste o teu rosto", ele inquiriu, "pois não estás doente? Isto não ésenão tristeza de coração." Nee. 2:2. A interrogação encheu Neemias de apreensão. Não ficaria o reiirado ao saber que enquanto aparentemente em seu serviço, ospensamentos do cortesão estavam longe com o seu aflito povo? Oofensor não perderia a vida? Seu acariciado plano de restaurar efortificar Jerusalém - estaria esse plano prestes a ser subvertido?"Então", ele escreve, "temi muito em grande maneira." Com lábiostrêmulos e lágrimas nos olhos, ele revelou a causa de sua tristeza. "Vivao rei para sempre", ele respondeu. "Como não estaria triste o meu rosto,estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, etendo sido consumidas as suas portas a fogo?" A exposição das condições de Jerusalém despertou a simpatia domonarca sem suscitar os seus preconceitos. Outra pergunta deu aNeemias a oportunidade por que tanto ansiava: "Que me pedes agora?"Mas o homem de Deus não se aventurou a responder enquanto nãotivesse buscado a direção de Alguém mais alto que Artaxerxes. Eletinha uma sagrada tarefa a cumprir, e esta requeria auxílio do rei; esentiu que muito dependia de apresentar o assunto de tal maneira quelhe ganhasse a aprovação e garantisse o auxílio. "Então", diz ele, "oreiao Deus do Céu." Nee. 2:2-4. Nessa breve oração, Neemias seintroduziu na presença do Rei dos reis, e teve do seu lado um podercapaz de mudar os corações como são desviados os cursos de água. Orar como Neemias orou nessa hora de necessidade é um recursoà disposição do cristão, em circunstâncias em que outras formas deoração podem ser impossíveis. Os que labutam nas absorventesatividades da vida, assoberbados e quase subjugados pelasperplexidades, podem enviar uma petição a Deus, suplicando guiadivina. Os que viajam por mar e por terra, quando ameaçados comalgum grande perigo, podem-se encomendar à proteção do Céu. Emtempos de súbita dificuldade ou perigo, o coração pode enviar seu gritode socorro a Alguém que Se comprometeu a vir em auxilio de Seus fieise crentes, quando quer que chamem por Ele. Sob todas ascircunstâncias, em cada condição, a alma carregada de dor e cuidado,ou ferozmente assaltada pela tentação, pode encontrar segurança,sustento e socorro no infalível amor e poder de um Deus que guardaconserto.
    • 29 | Apostila–A Oração Neemias, nesse breve momento de oração ao Rei dos reis, reuniucoragem para falar a Artaxerxes do seu desejo de ser dispensado poralgum tempo dos seus deveres na corte; e pediu autoridade parareconstruir os lugares devastados de Jerusalém, e torná-la uma vezmais uma cidade forte e defensável. Momentosos resultados para anação judaica estavam na dependência desta solicitação. "E o rei masdeu", declara Neemias, "segundo a boa mão de Deus sobre mim." Nee.2:8. Havendo conseguido o auxílio que desejava, Neemias comprudência e reflexão procedeu aos arranjos necessários para se garantiro sucesso da empresa. Ele não negligenciou nenhuma precaução quepoderia ser útil ao resultado. Nem mesmo aos seus própriosconcidadãos ele revelou o seu propósito. Conquanto soubesse quemuitos se alegrariam com o seu sucesso, temeu que alguns, por atos deindiscrição, pudessem despertar os ciúmes dos seus inimigos, e talvezpôr em risco a empreitada. Seu pedido ao rei havia sido tão favoravelmente recebido queNeemias foi encorajado a solicitar ainda assistência adicional. Para dardignidade e autoridade a sua missão, bem como para prover proteçãona viagem, ele pediu e foi-lhe garantida uma escolta militar. Obtevecartas régias para os governadores das províncias além do Eufrates,território através do qual ele devia passar em sua viagem para a Judéia;e obteve também uma carta para o guarda da floresta real nasmontanhas do Líbano, ordenando-lhe que fornecesse tanta madeiraquanta fosse necessária. Para que não pudesse haver ocasião dequeixa de que ele excedera sua missão, Neemias teve o cuidado de queos privilégios e autoridade que lhe eram conferidos estivessemclaramente definidos. Este exemplo de sábia previdência e ação resoluta deve ser umalição a todos os cristãos. Os filhos de Deus não devem apenas orar comfé, mas trabalhar com diligência e providente cuidado. Eles enfrentammuitas dificuldades, e não raro embaraçam a operação da Providênciaem seu favor, porque consideram que prudência e penoso esforçopouco têm que ver com religião. Neemias não considerou cumprido oseu dever depois de haver orado e chorado perante o Senhor. Ele uniusua petição com os mais fervorosos, santos e piedosos esforços para osucesso do empreendimento em que estava empenhado. Cuidadosaconsideração e bem meditados planos são tão essenciais para o êxito
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 30de empreendimentos sagrados hoje como o foram no tempo dareconstrução dos muros de Jerusalém. Neemias não se deixou ficar na dependência da incerteza. Osmeios que lhe faltavam ele os solicitou dos que lho podiam fornecer. E oSenhor está ainda desejando mover o coração dos que têm a posse dosSeus bens, em favor da causa da verdade. Os que trabalham para Ele,devem servir-se do auxílio que Ele move os homens a dar. Esses donspodem abrir caminhos pelos quais a luz da verdade irá a muitas terrasentenebrecidas. Os doadores podem não ter fé em Cristo, nemfamiliaridade com Sua Palavra; mas os seus dons não estão nestemesmo caso para serem recusados. (PR pág. 629-634). Toda família deve construir seu altar de oração, reconhecendo queo temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Se alguma pessoa nomundo necessita da força e do encorajamento que a religião dá, são osresponsáveis pela educação e ensino das crianças. Não poderãorealizar sua obra de maneira aceitável a Deus, enquanto seu exemplodiário ensine aos que para eles olham em busca de orientação quepodem viver sem Deus. Se educarem os filhos para viverem apenaspara esta vida, estes não farão nenhum preparo para a eternidade.Morrerão como viveram, sem Deus, e os pais serão chamados para darcontas pela perda de sua alma. Pais e mães, precisais buscar a Deusde manhã e à tarde no altar da família, para que possais aprender aensinar vossos filhos sábia, terna e amoravelmente. Review and Herald,27 de junho de 1899.A Oração Formal não é Aceitável Em muitos casos, os cultos matutino e vespertino pouco mais sãoque uma mera forma, uma insípida e monótona repetição de frasesestabelecidas em que o espírito de gratidão ou o senso da necessidadenão se expressam. O Senhor não aceita tal culto. Mas as petições deum coração humilde e de um espírito contrito não desprezará. O abrir docoração a nosso Pai celestial, o reconhecimento de nossa inteiradependência, a expressão de nossas necessidades, a homenagem degrato amor, isso é verdadeira oração. Signs of the Times, 1º de julho de1886.
    • 31 | Apostila–A OraçãoAnjos Guardam os Filhos Dedicados a Deus Antes de sair de casa para o trabalho, toda a família deve serreunida; e o pai, ou a mãe na ausência dele, deve rogarfervorosamente a Deus que os guarde durante o dia. Ide comhumildade, coração cheio de ternura, e com o senso das tentações eperigos que se acham diante de vós e de vossos filhos; pela fé, atai-os ao altar, suplicando para eles o cuidado do Senhor. Anjosministradores hão de guardar as crianças assim consagradas aDeus. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 147 e 148 Os primeiros pensamentos do cristão pela manhã devem ser paraDeus. Os trabalhos seculares e os interesses próprios devem vir emsegundo lugar. Os filhos devem ser ensinados a respeitar e reverenciara hora de oração. ... É dever dos pais cristãos, de manhã e à tarde, pelafervorosa oração e fé perseverante, porem um muro em torno de seusfilhos. Cumpre-lhes instruí-los pacientemente - bondosa einfatigavelmente ensinar-lhes a viver de maneira a agradar a Deus.Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 147 e 148. Em cada família deve haver um tempo determinado para os cultosmatutino e vespertino. Que apropriado é os pais reunirem os filhos emredor de si, antes de quebrar o jejum, agradecer ao Pai celeste Suaproteção durante a noite e pedir-Lhe auxílio, guia e proteção para o dia!Que adequado, também, em chegando a noite, é reunirem-se uma vezmais em Sua presença, pais e filhos, para agradecer as bênçãos do diafindo? Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 92. O culto familiar não deve ser governado pelas circunstâncias. Nãodeveis orar ocasionalmente e, quando tendes um grande dia de trabalhoà vossa frente, negligenciar a oração. Assim fazendo, levais os filhos aconsiderar a oração sem importância especial. Muito significa a oraçãopara os filhos de Deus, e as ofertas de gratidão devem ascender diantede Deus de manhã e à tarde. Diz o salmista: "Vinde, cantemos aoSenhor! Cantemos com júbilo à Rocha da nossa salvação!Apresentemo-nos ante a Sua face com louvores e celebremo-Lo comsalmos." Sal. 95:1 e 2. Manuscrito 12, 1898. Pais e mães, por mais urgentes que sejam vossos afazeres, nãodeixeis de reunir vossa família em torno do altar de Deus. Pedi a guarda
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 32dos santos anjos, em vosso lar. Lembrai-vos de que vossos queridosestão sujeitos a tentações. A Ciência do Bom Viver, pág. 393. Em nossos esforços pelo conforto e felicidade dos hóspedes, nãoesqueçamos nossas obrigações para com Deus. A hora de oração nãodeve ser negligenciada por consideração nenhuma. Não converseisnem vos divirtais até que fiqueis demasiado cansados para fruir operíodo de devoção. Fazer isso é apresentar a Deus uma ofertadefeituosa. Cedo ainda ao anoitecer, quando podemos orar, sematropelamento e de maneira inteligente, devemos apresentar nossassúplicas, erguendo a voz em feliz e grato louvor. Que todos quantos visitam os cristãos vejam que a hora de oração éa mais preciosa, a mais sagrada e feliz hora do dia. Essas horas dedevoção exercem uma influência enobrecedora em todos quantos delaparticipam. Trazem uma paz e um sossego agradáveis ao espírito.Mensagens aos Jovens, pág. 342. Pelo vosso próprio exemplo, ensinai vossos filhos a orar com vozclara e distinta. Ensinai-lhes a levantar a cabeça da cadeira e a nuncacobrir o rosto com as mãos. Assim poderão fazer suas orações simples,repetindo em conjunto a oração do Senhor. Manuscrito 12, 1898. Devemos orar a Deus muito mais do que fazemos. Há grande forçae bênção em orar em conjunto em nossa família, com os filhos e poreles. Quando meus filhos cometem um erro, tenho conversadobondosamente com eles e então com eles orado; depois disso, jamaisachei necessário puni-los. Seu coração se desmanchava em ternuradiante do Espírito Santo, que veio em resposta à oração. Manuscrito 47,1908. Era nas horas de oração solitária que Jesus, em Sua vida terrestre,recebia sabedoria e poder. Sigam os jovens o Seu exemplo,procurando, na aurora e ao crepúsculo, uns momentos tranqüilos para acomunhão com seu Pai celestial. E durante o dia todo levantem eles ocoração a Deus. A cada passo em nosso caminho, diz Ele: "Eu, oSenhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita: ... não temas, que Eu teajudo." Isa. 41:13. Aprendessem nossos filhos essas lições na manhãde seus anos, e que vigor e poder, que alegria e doçura lhespenetrariam a vida! Educação, pág. 259.
    • 33 | Apostila–A Oração Quando Cristo Se curvou às margens do Jordão, depois de Seubatismo, e ofereceu uma oração em favor da humanidade, os céus seabriram; e o Espírito de Deus, como uma pomba de ouro polido, rodeouo Salvador; e veio do Céu uma voz que dizia: "Este é o Meu Filhoamado, em quem Me comprazo." Mat. 3:17. Que significado tem isso para vós? Diz que o Céu está aberto àsvossas orações. Diz que sois aceitos no Amado. As portas estãoabertas para toda mãe que lançar seu fardo aos pés do Salvador. Dizque Cristo rodeou a raça com Seu braço humano, e com o braço divinoapegou-Se ao trono do Infinito, unindo o homem com Deus, e a Terra aoCéu. Signs of the Times, 22 de julho de 1889. As orações das mães cristãs não são desatendidas pelo Pai detodos, que enviou Seu Filho à Terra para resgatar um povo para Simesmo. Ele não Se desviará de vossas petições, deixando a vós e aosvossos como brinquedo de Satanás, no grande dia do conflito final. Évossa parte trabalhar com simplicidade e fidelidade, e Deusestabelecerá a obra de vossas mãos. Review and Herald, 23 de abril de1889. Em todo lar cristão, Deus deve ser honrado pelo sacrifício de oraçãoe louvor, de manhã e à noite. As crianças devem ser ensinadas arespeitar e reverenciar a hora da oração. Conselhos aos Pais,Professores e Estudantes, pág. 110. Deve-se ensiná-la [a criança] a considerar como sagrados a hora eo lugar das orações e cerimônias do culto público, porque Deus está ali.E ao manifestar-se reverência na atitude e no porte, aprofundar-se-á osentimento que a inspira. Educação, págs. 242 e 243. Temos a esperança de que nossos irmãos não manifestarão menosreverência e respeito ao aproximarem-se do único Deus vivo everdadeiro do que os pagãos manifestam para com suas divindadesidólatras, ou estes povos serão nossos juízes no dia da decisão final.Falo a todos os que ocupam os lugares de professores em nossasescolas. Homens e mulheres, não desonreis a Deus pela vossairreverência e imponência. Não vos ponhais eretos em vosso farisaísmoao fazerdes vossas orações a Deus. Desconfiai de vossa própria força.Não confieis nela; mas prostrai-vos freqüentemente de joelhos diante deDeus, e adorai-O. (Mensagens Escolhidas II, pág. 314)
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 34Prostrado de joelhos E quando vos reunis para adorar a Deus, não deixeis de vosprostrar de joelhos diante dEle. Que esta ação testifique de que toda aalma, e corpo e espírito estão em sujeição ao Espírito de verdade.Quem tem examinado a Palavra diligentemente à procura de exemplose orientação neste respeito? Em quem podemos confiar comoprofessores de nossas escolas nos Estados Unidos e nos outrospaíses? Deverão os alunos voltar às suas pátrias depois de anos deestudos, com idéias pervertidas acerca do respeito, da honra e dareverência que deviam ser dados a Deus, e sem se sentirem sob odever de honrarem os homens de cabelos brancos, os homens deexperiência, os escolhidos servos de Deus que têm estado relacionadoscom a obra de Deus durante quase todos os anos de sua vida?Aconselho a todos os que freqüentam escolas na América do Norte ouem qualquer outro lugar a que não absorvam o espírito de irreverência.Compreendei ao certo por vós mesmos que espécie de educaçãonecessitais para que possais ensinar outros a obter aptidão de caráterque suportará a prova que em breve sobrevirá a todos que vivem nestemundo. Convivei com os mais sólidos cristãos. Não escolhais osprofessores ou alunos pretensiosos, mas aqueles que mostram a maisprofunda piedade, aqueles que têm um espírito de inteligência dascoisas de Deus. Estamos a viver em tempos perigosos. Os adventistas do sétimo diafazem a profissão de ser o povo que guarda os mandamentos de Deus;mas estão a perder o seu espírito devocional. Este espírito dereverência para com Deus ensina aos homens a maneira de seaproximarem do seu Criador - com consagração e reverência pela fé,não em si mesmos, mas num Mediador. Assim o homem está segurosob todas as circunstâncias em que se encontre. O homem deve vir aoescabelo da misericórdia de joelhos prostrados, como um súdito dagraça, um suplicante. E ao receber benefícios diariamente da mão deDeus, deve sempre acalentar gratidão em seu coração, e expressá-lapor palavras de agradecimentos e louvor por esses favoresdesmerecidos. Os anjos têm estado a guardar o seu caminho durantetoda a sua vida, não tendo ele visto muitas das ciladas das quais olivraram. E por esta proteção e vigilância feita por olhos que jamaiscochilam e nunca dormem, deve ele reconhecer em cada oração, oserviço que Deus lhe presta.
    • 35 | Apostila–A Oração Todos devem apoiar-se em Deus em seu desamparo e em suanecessidade cotidiana. Devem mostrar-se humildes, vigilantes epiedosos. Louvor e ação de graças devem fluir em agradecimento esincero amor a Deus. Eles devem louvar ao Deus Altíssimo na assembléia dos justos e nacongregação. Todos os que têm uma noção de sua vital ligação comDeus devem estar diante do Senhor como Suas testemunhas, relatandoo amor, as misericórdias e a bondade de Deus. Que as palavras sejamsinceras, simples, fervorosas, inteligentes, o coração inflamado com oamor de Deus, os lábios santificados para Sua glória não somente paraanunciar as beneficências de Deus na assembléia dos santos, mas paraserem Suas testemunhas em todo lugar. Os habitantes da Terra devemsaber que Ele é Deus, o único Deus verdadeiro e vivo. Deve haver um conhecimento inteligente de como aproximar-se deDeus em reverência e piedoso temor com amor devocional. Há umacrescente falta de reverência para com o nosso Criador, um crescentedesrespeito pela Sua grandeza e majestade. Mas Deus nos fala nestesúltimos dias. Ouvimos Sua voz na tempestade, no ribombar do trovão.Ouvimos das calamidades que Ele permite nos terremotos, dasinundações e dos elementos destruidores que levam tudo à sua frente.Ouvimos de navios que naufragam no oceano tempestuoso. As famíliasque tem recusado reconhece-Lo, as vezes Deus fala no turbilhão e natempestade, ás vezes face a face como Ele falou com Moises. Ousegreda Seu amor á confiante criancinha e ao decrépito e encanecidoancião. E a sabedoria terrestre torna-se sabia ao contemplar. O invisível. Cubram todos a face quando se ouve a voz mansa e delicada quesucede ao turbilhão e à tempestade que deslocam as rochas, porqueDeus está muito perto. Que se escondam em Jesus Cristo; porque Ele é oseu esconderijo. Sua mão ferida cobrirá a fenda na rocha enquanto ohumilde suplicante prostrado espera para ouvir o que o Senhor diz ao Seuservo. Manuscrito 84b, 1897. (Mensagens Escolhidas II, pág. 314-316)Não Há Lugar Impróprio Para a Oração Não há tempo nem lugar impróprios para se erguer a Deus umaoração... Entre as turbas de transeuntes na rua, em meio de umatransação comercial, podemos elevar a Deus um pedido, rogando a
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 36direção divina, como fez Neemias quando apresentou seu pedido,perante o rei Artaxerxes. Caminho a Cristo, pág. 99. Podemos falar com Jesus no caminho e Ele diz: Estou a tua mãodireita. Podemos comunicar com Deus em nosso coração: andar nacompanhia de Cristo. Quando empenhados em nossos trabalhosdiários, podemos exaltar o desejo de nosso coração, de maneirainaudível aos ouvidos humanos; mas essas palavras não amortecerãoem silêncio, nem serão perdidas. Coisa alguma pode sufocar o desejoda alma. Ele se ergue acima do burburinho das ruas, acima do barulhodas máquinas. É a Deus que estamos falando, e nossa oração é ouvida.Obreiros Evangélicos, pág. 258. Para orar não é necessário que estejais sempre prostrados dejoelhos. Cultivai o hábito de falar com o Salvador quando sós, quandoestais caminhando e quando ocupados com os trabalhos diários. (ACiência do Bom Viver, págs. 510 e 511) "Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhorque nos criou." Sal. 95:6. "Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nossoSenhor Jesus Cristo." Efés. 3:14. E todo este capítulo, se o coração forreceptivo, será uma lição preciosa como a que mais o seja. Quando em oração a Deus a posição indicada é prostrado dejoelhos. Este ato de culto foi exigido dos três hebreus cativos naBabilônia. ... Mas tal ato era preito que só devia ser prestado a Deus - oSoberano do mundo, o Dominador do Universo; e esses três hebreusrecusaram-se a dar essa honra a qualquer ídolo, mesmo que fosse deouro puro. Ao fazer assim, estariam, para todos os efeitos, a prostrar-seao rei da Babilônia. Recusando-se a fazer como o rei ordenara,sofreram o castigo, e foram lançados na fornalha de fogo ardente. MasCristo veio pessoalmente e andou com eles no meio do fogo e nada demal lhes sucedeu. Tanto no culto público como no particular é nosso dever prostrar-nos de joelhos diante de Deus quando Lhe dirigimos nossas petições.Este procedimento mostra nossa dependência de Deus. Na dedicação do Templo, Salomão estava em pé a olhar para oaltar. No átrio do templo havia uma base de metal, e depois de subi-la
    • 37 | Apostila–A Oraçãoele ficou em pé e levantou as mãos ao céu, e abençoou a enormecongregação de Israel, e toda a congregação de Israel estava em pé. ... "Porque Salomão tinha feito uma base de metal, de cinco côvadosde comprimento, e de cinco côvados de largura, e de três côvados dealtura, e a tinha posto no meio do pátio, e pôs-se nela em pé, eajoelhou-se em presença de toda a congregação de Israel, e estendeuas suas mãos para o céu." II Crôn. 6:13. A longa oração que ele fez então era apropriada para a ocasião. Foiinspirada por Deus, respirando os sentimentos da mais elevada piedadecombinada com a mais profunda humildade. (II ME pág. 312-316) O culto cotidiano consistia no holocausto da manhã e da tarde, naoferta de incenso suave no altar de ouro, e nas ofertas especiais pelospecados individuais. E também havia ofertas para os sábados, luasnovas e solenidades especiais. Toda manhã e tarde, um cordeiro de um ano era queimado sobre oaltar, com sua apropriada oferta de manjares, simbolizando assim aconsagração diária da nação a Jeová, e sua constante necessidade dosangue expiatório de Cristo. Deus ordenara expressamente que todaoferta apresentada para o ritual do santuário fosse "sem mácula". Êxo.12:5. Os sacerdotes deviam examinar todos os animais levados parasacrifício, e rejeitar todo aquele em que se descobrisse algum defeito.Apenas uma oferta "sem mácula" poderia ser um símbolo da perfeitapureza dAquele que Se ofereceria como "um cordeiro imaculado eincontaminado". I Ped. 1:19. O apóstolo Paulo aponta para essessacrifícios como uma ilustração do que os seguidores de Cristo devemtornar-se. Diz ele: "Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, queapresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável aDeus, que é o vosso culto racional." Rom. 12:1. Devemos entregar-nosao serviço de Deus e procurar que a oferta se aproxime o máximopossível da perfeição. Deus não Se agradará de coisa alguma inferiorao melhor que podemos oferecer. Aqueles que O amam de todo o coração, desejarão dar-Lhe omelhor serviço de sua vida, e estarão constantemente procurando pôrtoda a faculdade de seu ser em harmonia com as leis que promoverãosua habilidade para fazerem a Sua vontade.
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 38 Na oferta do incenso o sacerdote era levado mais diretamente àpresença de Deus do que em qualquer outro ato do ministério diário.Como o véu interno do santuário não se estendia até ao alto do edifício,a glória de Deus, manifestada por cima do propiciatório, eraparcialmente visível no primeiro compartimento. Quando o sacerdoteoferecia incenso perante o Senhor, olhava em direção à arca; e, subindoa nuvem de incenso, a glória divina descia sobre o propiciatório e enchiao lugar santíssimo, e muitas vezes ambos os compartimentos, de talmaneira que o sacerdote era obrigado a afastar-se para a porta dosantuário. Como naquele cerimonial típico o sacerdote olhava pela fé aopropiciatório que não podia ver, assim o povo de Deus deve hoje dirigirsuas orações a Cristo, seu grande Sumo Sacerdote que, invisível aosolhares humanos, pleiteia em seu favor no santuário celestial. O incenso que subia com as orações de Israel, representa osméritos e intercessão de Cristo. Sua perfeita justiça, que pela fé éatribuída ao Seu povo, e que unicamente pode tornar aceitável a Deus oculto de seres pecadores. Diante do véu do lugar santíssimo, estava umaltar de intercessão perpétua; diante do lugar santo, um altar deexpiação contínua. Pelo sangue e pelo incenso deveriam aproximar-sede Deus - símbolos aqueles que apontam para o grande Mediador, porintermédio de quem os pecadores podem aproximar-se de Jeová, e pormeio de quem unicamente, a misericórdia e a salvação podem serconcedidas à alma arrependida e crente. Quando os sacerdotes, pela manhã e à tardinha, entravam no lugarsanto à hora do incenso, o sacrifício diário estava pronto para seroferecido sobre o altar, fora, no pátio. Esta era uma ocasião de intensointeresse para os adoradores que se reuniam junto ao tabernáculo.Antes de entrarem à presença de Deus pelo ministério do sacerdote,deviam empenhar-se em ardoroso exame de coração e confissão depecado. Uniam-se em oração silenciosa, com o rosto voltado para olugar santo. Assim ascendiam suas petições com a nuvem de incenso,enquanto a fé se apoderava dos méritos do Salvador prometidoprefigurado pelo sacrifício expiatório. As horas designadas para osacrifício da manhã e da tardinha eram consideradas sagradas, e, portoda a nação judaica, vieram a ser observadas como um temporeservado para a adoração. E, quando, em tempos posteriores, osjudeus foram espalhados como cativos em países distantes, aindanaquela hora designada voltavam o rosto para Jerusalém e proferiam
    • 39 | Apostila–A Oraçãosuas petições ao Deus de Israel. Neste costume têm os cristãos umexemplo para a oração da manhã e da noite. Conquanto Deus condeneum mero ciclo de cerimônias, sem o espírito de adoração, olha comgrande prazer àqueles que O amam, prostrando-se de manhã e à noite,a fim de buscar o perdão dos pecados cometidos e apresentar seuspedidos de bênçãos necessitadas. Os pães da proposição eram conservados sempre perante oSenhor como uma oferta perpétua. Assim, era isto uma parte dosacrifício cotidiano. Era chamado o pão da proposição, ou "pão dapresença", porque estava sempre diante da face do Senhor. Êxo. 25:30.Era um reconhecimento de que o homem depende de Deus, tanto parao pão temporal como o espiritual, e de que este é recebido apenas pelamediação de Cristo. Deus alimentara Israel no deserto com pão do Céue ainda dependiam eles de Sua generosidade tanto para o pão temporalcomo para as bênçãos espirituais. Tanto o maná como o pão daproposição apontavam para Cristo, o pão vivo, que sempre está napresença de Deus por nós. Ele mesmo disse: "Eu sou o pão vivo quedesceu do Céu." João 6:48-51. O incenso era posto sobre os pães.Quando o pão era retirado cada sábado, para ser substituído por outro,fresco, o incenso era queimado sobre o altar, em memória, peranteDeus. A parte mais importante do ministério diário era a oferta efetuada emprol do indivíduo. O pecador arrependido trazia a sua oferta à porta dotabernáculo e, colocando a mão sobre a cabeça da vítima, confessavaseus pecados, transferindo-os assim, figuradamente, de si para osacrifício inocente. Pela sua própria mão era então morto o animal, e osangue era levado pelo sacerdote ao lugar santo e aspergido diante dovéu, atrás do qual estava a arca que continha a lei que o pecadortransgredira. Por esta cerimônia, mediante o sangue, o pecado erafiguradamente transferido para o santuário. Nalguns casos o sanguenão era levado ao lugar santo; mas a carne deveria então ser comidapelo sacerdote, conforme instruiu Moisés aos filhos de Arão, dizendo: "OSenhor a deu a vós, para que levásseis a iniqüidade da congregação."Lev. 10:17. Ambas as cerimônias simbolizavam semelhantemente atransferência do pecado, do penitente para o santuário. Tal era a obra que dia após dia continuava, durante o ano todo. Ospecados de Israel, sendo assim transferidos para o santuário, ficavam
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 40contaminados os lugares santos, e uma obra especial se tornavanecessária para sua remoção. Deus ordenara que se fizesse expiaçãopor cada um dos compartimentos sagrados, assim como pelo altar, parao purificar "das imundícias dos filhos de Israel", e o santificar. Lev. 16:19. Uma vez ao ano, no grande dia da expiação, o sacerdote entrava nolugar santíssimo para a purificação do santuário. O cerimonial aliefetuado completava o ciclo anual do ministério. No dia da expiação dois bodes eram trazidos à porta dotabernáculo, e lançavam-se sortes sobre eles, "uma sorte pelo Senhor, ea outra sorte pelo bode emissário". O bode sobre o qual caía a primeirasorte deveria ser morto como oferta pelos pecados do povo. E osacerdote deveria levar seu sangue para dentro do véu, e aspergi-losobre o propiciatório. "Assim fará expiação pelo santuário por causa dasimundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, segundo todosos seus pecados; e assim fará para a tenda da congregação que moracom eles no meio das suas imundícias." Lev. 16:16. "E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, esobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todasas suas transgressões, segundo todos os seus pecados; e os porásobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de umhomem designado para isso. Assim aquele bode levará sobre si todasas iniqüidades deles à terra solitária." Lev. 16:21 e 22. Antes que o bodetivesse desta maneira sido enviado não se considerava o povo livre dofardo de seus pecados. Cada homem deveria afligir sua alma, enquantoprosseguia a obra da expiação. Toda ocupação era posta de lado, etoda a congregação de Israel passava o dia em humilhação soleneperante Deus, com oração, jejum e profundo exame de coração. Importantes verdades concernentes à obra expiatória eramensinadas ao povo por meio deste serviço anual. Nas ofertas para opecado apresentadas durante o ano, havia sido aceito um substituto emlugar do pecador; mas o sangue da vítima não fizera completa expiaçãopelo pecado. Apenas provera o meio pelo qual este fora transferido parao santuário. Pela oferta do sangue, o pecador reconhecia a autoridadeda lei, confessava a culpa de sua transgressão, e exprimia sua fénAquele que tiraria o pecado do mundo; mas não estava inteiramentelivre da condenação da lei. No dia da expiação, o sumo sacerdote,havendo tomado uma oferta para a congregação, ia ao lugar santíssimo
    • 41 | Apostila–A Oraçãocom o sangue e o aspergia sobre o propiciatório, em cima das tábuas dalei. Assim se satisfaziam os reclamos da lei, que exigia a vida dopecador. Então, em seu caráter de mediador, o sacerdote tomava sobresi os pecados e, saindo do santuário, levava consigo o fardo das culpasde Israel. À porta do tabernáculo colocava as mãos sobre a cabeça dobode emissário e confessava sobre ele "todas as iniqüidades dos filhosde Israel, e todas as suas transgressões, segundo todos os seuspecados", pondo-as sobre a cabeça do bode. E, assim como o bodeque levava esses pecados era enviado dali; tais pecados, juntamentecom o bode, eram considerados separados do povo para sempre. Esteera o cerimonial efetuado como "exemplar e sombra das coisascelestiais". Heb. 8:5. Como foi declarado, o santuário terrestre fora construído porMoisés, conforme o modelo a ele mostrado no monte. Era uma figurapara o tempo então presente, no qual se ofereciam tanto dons comosacrifícios; seus dois lugares santos eram "figuras das coisas que estãono Céu" (Heb. 9:9 e 23); Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote, é"ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhorfundou, e não o homem". Heb. 8:2. Sendo em visão concedida a Joãouma vista do templo de Deus no Céu, contemplou ele ali "sete lâmpadasde fogo" (Apoc. 4:5) que ardiam diante do trono. Viu um anjo, "tendo umincensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com asorações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante dotrono". Apoc. 8:3. Com isto permitiu-se ao profeta ver o primeirocompartimento do santuário celestial; e viu ali as "sete lâmpadas defogo" e o "altar de ouro" representados pelo castiçal de ouro e o altar deincenso no santuário terrestre. Novamente, "abriu-se no Céu o templode Deus" (Apoc. 11:19), e ele olhou para dentro do véu interno, no santodos santos. Ali viu a "arca do Seu concerto", representada pelo escríniosagrado construído por Moisés a fim de conter a lei de Deus. Moisésfizera o santuário terrestre "segundo o modelo que tinha visto". (Atos7:44) Paulo declara que "o tabernáculo e todos os vasos do ministério",quando se acharam completos, eram "figuras das coisas que estão noCéu". Heb. 9:21 e 23. E João diz que viu o santuário no Céu. Aquelesantuário em que Jesus ministra em nosso favor, é o grande original, deque o santuário construído por Moisés era uma cópia. Do templo celestial, morada do Rei dos reis, onde milhares demilhares O servem, e milhões de milhões estão diante dEle (Dan. 7:10),
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 42templo repleto da glória do trono eterno, onde serafins, seus guardasresplandecentes, velam o rosto em adoração; sim, desse templo,nenhuma estrutura terrestre poderia representar a vastidão e glória.Todavia, importantes verdades relativas ao santuário celestial e àgrande obra ali prosseguida em prol da redenção do homem, deveriamser ensinadas pelo santuário terrestre e seu cerimonial. Depois de Sua ascensão, nosso Salvador iniciaria Sua obra comonosso Sumo Sacerdote. Diz Paulo: "Cristo não entrou num santuáriofeito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para agoracomparecer por nós perante a face de Deus." Heb. 9:24. Assim como oministério de Cristo devia consistir em duas grandes divisões, ocupandocada uma delas um período de tempo e tendo um lugar distinto nosantuário celeste, semelhantemente o ministério típico consistia emduas divisões - o serviço diário e o anual - e a cada um deles eradedicado um compartimento do tabernáculo. Assim como Cristo, por ocasião de Sua ascensão, compareceu àpresença de Deus, a fim de pleitear com Seu sangue em favor doscrentes arrependidos, assim o sacerdote, no ministério diário, aspergia osangue do sacrifício no lugar santo em favor do pecador. O sangue de Cristo, ao mesmo tempo que livraria da condenaçãoda lei o pecador arrependido, não cancelaria o pecado; este ficariaregistrado no santuário até à expiação final; assim, no cerimonial típico,o sangue da oferta pelo pecado removia do penitente o pecado, maseste permanecia no santuário até ao dia da expiação. No grande dia da paga final, os mortos devem ser "julgados pelascoisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras". Apoc.20:12. Então, pela virtude do sangue expiatório de Cristo, os pecados detodo o verdadeiro arrependido serão eliminados dos livros do Céu. serãoeliminados dos livros do Céu. Assim o santuário estará livre oupurificado, do registro de pecado. No tipo, esta grande obra de expiação,ou cancelamento de pecados, era representada pelas cerimônias do diada expiação, a saber, pela purificação do santuário terrestre, a qual serealizava pela remoção dos pecados com que ele ficara contaminado,remoção efetuada pela virtude do sangue da oferta para o pecado. Assim como na expiação final os pecados dos verdadeirosarrependidos serão apagados dos registros do Céu, para não mais
    • 43 | Apostila–A Oraçãoserem lembrados nem virem à mente, assim no serviço típico eramlevados ao deserto, para sempre separados da congregação. Visto que Satanás é o originador do pecado, o instigador direto detodos os pecados que ocasionaram a morte do Filho de Deus, exige ajustiça que Satanás sofra a punição final. A obra de Cristo para aredenção dos homens e purificação do Universo da contaminação dopecado, encerrar-se-á pela remoção dos pecados do santuário celestiale deposição dos mesmos sobre Satanás, que cumprirá a pena final.Assim no cerimonial típico, o ciclo anual do ministério encerrava-se coma purificação do santuário e confissão dos pecados sobre a cabeça dobode emissário. Em tais condições, no ministério do tabernáculo e dotemplo que mais tarde tomou o seu lugar, ensinavam-se ao povo cadadia as grandes verdades relativas à morte e ministério de Cristo, e umavez ao ano sua mente era transportada para os acontecimentos finaisdo grande conflito entre Cristo e Satanás, e para a final purificação doUniverso, de pecado e pecadores. (PP pág. 352-358) A rocha ferida era uma figura de Cristo, e por meio deste símbolosão-nos ensinadas as mais preciosas verdades espirituais. Assim comoas águas vivificadoras brotavam da rocha ferida, assim de Cristo, "feridode Deus", "ferido pelas nossas transgressões", "quebrantado pelasnossas iniqüidades" (Isa. 53:4 e 5), a torrente de salvação flui para umaraça perdida. Assim como a rocha foi ferida uma vez, semelhantementeCristo deveria ser oferecido "uma vez para tirar os pecados de muitos".Heb. 9:28. Nosso Salvador não deveria ser sacrificado segunda vez; e étão-somente necessário àqueles que buscam as bênçãos de Sua graçapedi-las em nome de Jesus, derramando o desejo de seu coração emuma prece feita no espírito de arrependimento. Tal oração levaráperante o Senhor dos exércitos os ferimentos de Jesus, e então de novofluirá o sangue doador de vida, simbolizado pelo fluir da água viva paraIsrael. (PP pág. 411) Não bastava que a arca e o santuário estivessem no meio de Israel.Não bastava que os sacerdotes oferecessem sacrifícios, e que o povofosse chamado filhos de Deus. O Senhor não toma em consideração opedido daqueles que acariciam a iniqüidade no coração; está escritoque “o que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração seráabominável”. Provérbios 28: 9. (PP pág. 584)
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 44 Jacó prevaleceu porque foi perseverante e resoluto, sua experiênciatestifica do poder da oração importuna. É agora que devemos aprenderesta lição de oração que prevalece, de uma fé que não cede. Asmaiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não sãoas que são ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor doshomens. São as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quandouma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço forte do Todo-Poderoso. (PP pág. 203) Cada igreja deve trabalhar em favor dos que perecem dentro dassuas próprias fronteiras, e pelos que estão fora delas. Devem osmembros reluzir como pedras vivas no templo de Deus, refletindo a luzcelestial. Trabalho algum deve ser feito a esmo, descuidadamente esem método. Manter segura as almas prestes a perecer, significa maisque orar em favor de um ébrio e, depois, porque ele chora e confessa adegradação de sua alma, declará-lo salvo. Repetidas vezes, deve-serecomeçar a batalha. Quando os redimidos estiverem perante Deus, responderão aochamado preciosas almas que ali estão por causa dos fervorosos eperseverantes esforços feitos em seu beneficio, e das suplicas eintensa persuasão para que fujam para a Fortaleza. Dessa forma, osque neste mundo têm estado a cooperar com Deus, receberão a suarecompensa. (CS, Pág. 356-357).O Poder da Oração nas Tentações Quão benigna e ternamente trata o Pai celeste a Seus filhos!Guarda-os de mil perigos que lhes são ocultos, preserva-os das artessutis de Satanás, para que não sejam destruídos. Como o protetorcuidado de Seus anjos não é manifesto a nossa imperfeita visão, nãoprocuramos considerar e apreciar o sempre vigilante interesse nutridopor nosso bondoso e benévolo Criador para com a obra de Suas mãos;e não somos gratos pela multidão de Suas misericórdias, a nós dia a diaconcedidas. Os jovens ignoram os muitos perigos a que se acham diariamenteexpostos. Jamais os poderão conhecer a todos; se são vigilantes,porém, se oram sempre, Deus lhes conservará sensível a consciência ea percepção clara para poderem discernir a operação do inimigo, eserem fortalecidos contra seus ataques. Muitos dos jovens, todavia, têm
    • 45 | Apostila–A Oraçãopor tanto tempo seguido as próprias inclinações, que dever é para elespalavra sem significação. Não compreendem os elevados e santosdeveres que têm a cumprir para benefício de outros e para glória deDeus; e negligenciam por completo esses deveres. Caso os jovens tão-somente despertassem para sentirprofundamente sua necessidade de forças vindas de Deus pararesistirem às tentações de Satanás, obteriam preciosas vitórias, bemcomo valiosa experiência na luta cristã. Quão poucos jovens pensam naexortação do inspirado apóstolo Pedro: "Sede sóbrios; vigiai; porque odiabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão,buscando a quem possa tragar. Ao qual resisti firmes na fé." I Ped. 5:8 e9. Na visão dada a João ele viu o poder de Satanás sobre os homens, eexclamou: "Ai dos que habitam na Terra e no mar; porque o diabo desceu avós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo." Apoc. 12:12. A única segurança para os jovens é incessante vigilância e humildeoração. Não se devem lisonjear de que podem ser cristãos sem isso.Satanás oculta suas tentações e seus ardis sob uma cobertura de luz,como quando se aproximou de Cristo no deserto. Então, eraaparentemente como um anjo celeste. O adversário de nossas almasaproximar-se-á de nós como um hóspede celeste; e o apóstolorecomenda sobriedade e vigilância como nossa única salvaguarda. Osjovens que condescendem com uma atitude descuidosa e leviana, enegligenciam os deveres cristãos, estão continuamente caindo sob astentações do inimigo, em vez de vencerem como Cristo venceu. O serviço de Cristo não é penosa labuta para a almacompletamente consagrada. A obediência a nosso Salvador nãoprejudica nossa felicidade e o verdadeiro prazer nesta vida, mas possuiuma força refinadora sobre o caráter, elevando-o. O estudo diário daspreciosas palavras de vida encontradas nas Escrituras, revigora ointelecto, promovendo o conhecimento das grandes e gloriosas obras deDeus na natureza. Mediante o estudo da Bíblia aprendemos a viver demaneira a fruir a maior soma de pura felicidade. O estudioso da Bíbliaacha-se também provido de argumentos escriturísticos de modo a poderenfrentar as dúvidas dos incrédulos, removendo-as pela brilhante luz daverdade. Os que pesquisam as Escrituras podem estar semprefortalecidos contra as tentações de Satanás; é-lhes possível estar
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 46cabalmente preparados para toda boa obra, e apercebidos para dar aquem quer que os interrogue, a razão da esperança que os possui. ... Ao orardes, queridos jovens, para que não sejais induzidos àtentação, lembrai- vos de que vossa parte não se limita a orar.Cumpre-vos então responder o mais possível a vossa oração, como resistir às tentações, e deixai ao cuidado de Jesus o que não vosé possível fazer em vosso benefício. Não podeis guardar-vosdemasiado em palavras e comportamento, de modo a nãoconvidardes o inimigo a tentar-vos. Muitos de nossos jovens,devido a sua descuidosa desconsideração para com asadvertências e reprovações que lhes são feitas, abrem de par empar a porta a Satanás. Tendo a Palavra de Deus como nosso guia,e Jesus como nosso Mestre divino, não precisamos ignorar-Lhe asreivindicações nem os ardis do inimigo, sendo vencidos por suastentações. Não será desagradável a tarefa de obedecer à vontadede Deus, quando nos entregamos inteiramente a direção de SeuEspírito. (I TS pág. 356).A Oração Particular A oração de família, e em público, tem o seu lugar; mas é acomunhão particular com Deus que sustém a vida da alma. Foi nomonte, com Deus, que Moisés contemplou o modelo daquelamaravilhosa construção que devia ser o lugar permanente de Sua glória.É com Deus no monte - o lugar particular de comunhão - que havemosde contemplar Seu glorioso ideal para a humanidade. Assim seremoshabilitados a moldar a construção de nosso caráter de tal maneira, quese possa cumprir em nós a promessa: "Neles habitarei e entre elesandarei; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo." II Cor. 6:16. Enquanto empenhados em nosso trabalho diário, devemos erguer aalma ao Céu em oração. Essas silenciosas petições ascendem comoincenso perante o trono da graça; e o inimigo é confundido. O cristãocujo coração é assim firmado em Deus, não pode ser vencido.Nenhuma arte maligna pode destruir-lhe a paz. Todas as promessas daPalavra de Deus, todo o poder da graça divina, todos os recursos deJeová, estão empenhados em garantir-lhe o livramento. Foi assim queEnoque andou com Deus. E Deus era com ele, um socorro bempresente em todas as ocasiões de necessidade.
    • 47 | Apostila–A Oração Os ministros de Cristo devem vigiar em oração. Eles podem ir comousadia ao trono da graça, levantando mãos santas, sem ira nemcontenda. Podem, com fé, suplicar do Pai celestial sabedoria e graça, afim de que possam saber trabalhar e lidar com o espírito das pessoas. A oração é a respiração da alma. É o segredo do poder espiritual.Nenhum outro meio de graça a pode substituir, e a saúde da alma serconservada. A oração põe a alma em imediato contato com a Fonte davida, e fortalece os nervos e músculos da vida religiosa. Negligenciai oexercício da oração, ou a ela vos dediqueis de quando em quando, comintermitências, segundo pareça conveniente, e perdereis vossa firmezaem Deus. As faculdades espirituais perdem sua vitalidade, a experiênciareligiosa carece de saúde e vigor. É unicamente no altar de Deus que podemos acender nossos círioscom fogo divino. É unicamente a luz divina que revelará a pequenez, aincompetência das habilidades humanas, e dará uma clara visão daperfeição e pureza de Cristo. É somente ao contemplarmos Jesus quedesejamos ser-Lhe semelhantes, somente ao vermos Sua justiça, quetemos fome e sede de a possuir; e é só ao pedirmos em oraçãofervorosa, que Deus nos assegurará o desejo de nosso coração. Os mensageiros de Deus devem demorar-se longamente com Ele,se querem ter êxito em sua obra. Conta-se a história de uma velhasenhora de Lancashire, que escutava as razões que os vizinhosapresentavam para o sucesso de seu pastor. Falavam de seus dotes,de seu estilo na linguagem, de suas maneiras. "Não", lhes disse a velhasenhora, "eu lhes direi o que é. Vosso homem está muito unido com oTodo-poderoso." Quando os homens forem tão devotos como Elias, e possuírem a féque ele tinha, Deus Se revelará como o fez então. Quando os homenslutarem com o Senhor como Jacó, ver-se-ão novamente os resultadosque se viram então. De Deus virá poder em resposta à oração da fé. Como a vida de Jesus foi de contínua confiança, sustida porcontínua comunhão, em Seu serviço para o Céu, Ele não falhou nemvacilou. Diariamente assediado pela tentação, tendo a constanteoposição dos guias do povo, Cristo sabia que devia fortalecer Suahumanidade mediante a oração. Para que fosse uma bênção aos
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 48homens, precisava comungar com Deus, dEle obtendo energia,perseverança e firmeza. O Salvador amava a solidão das montanhas para aí comungar comSeu Pai. Durante o dia trabalhava ativamente para salvar homens dadestruição. Curava o enfermo, confortava o triste, ressuscitava o morto,e levava esperança e ânimo ao abatido. Terminado o trabalho do dia ianoite após noite, para fora da confusão da cidade, e curvava-Se emoração ao Pai. Freqüentemente alongava-Se em Suas súplicas por todanoite; mas voltava desses períodos de comunhão revigorado erefrigerado, preparado para o dever e a provação. São os ministros de Cristo tentados e cruelmente esbofeteados porSatanás? Assim também o foi Aquele que não conhecia pecado. Nahora da aflição, Ele Se voltava para Seu Pai. Sendo Ele próprio a fontede bênçãos e força, podia curar os doentes e levantar os mortos; podiadar ordens à tempestade, e ela Lhe obedecia; todavia orava, muitasvezes com grande clamor e lágrimas. Ele orava por Seus discípulos, epor Si mesmo, identificando-Se assim com as criaturas humanas. Eraum poderoso suplicante. Como Príncipe da vida, tinha poder com Deus,e prevalecia. Os pastores que forem verdadeiros representantes de Cristo, serãohomens de oração. Com um fervor e fé a que se não pode negar, hãode lutar com Deus para que os fortaleça e fortifique para o serviço, elhes santifique os lábios com um toque da brasa viva, a fim de quesaibam falar Suas palavras ao povo. A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Os olhosda fé hão de distinguir a Deus bem próximo, e o suplicante poderá obterpreciosa prova do Seu divino amor e cuidado por ele. A oração feita porNatanael saiu de um coração sincero e foi ouvida e atendida peloMestre. O Senhor lê o coração de todos, e "a oração dos retos é o Seucontentamento". Prov. 15:8. Ele não será tardio para ouvir os que Lheabrem o coração, não exaltando o próprio eu, mas sentindosinceramente sua fraqueza e indignidade. Há necessidade de oração, sincera, fervorosa e angustiosa oração,como a que fez Davi quando exclamou: "Como o cervo brama pelascorrentes das águas, assim suspira a minha alma por Ti, ó Deus!" Sal.42:1. "Eis que tenho desejado os Teus preceitos; vivifica-me por Tua
    • 49 | Apostila–A Oraçãojustiça. Tenho desejado a Tua salvação." Sal. 119:40 e 174. "A minhaalma está anelante e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração ea minha carne clamam pelo Deus vivo." Sal. 84:2. Os que mais eficazmente ensinam e pregam, são os quehumildemente esperam em Deus, e aguardam ansiosamente Sua guia egraça. Vigiar, orar e trabalhar - eis a divisa do cristão. A vida de umverdadeiro cristão, é de oração constante. Ele sabe que a luz e as forçasde hoje, não bastam para as provas e conflitos de amanhã. Satanásestá continuamente mudando suas tentações. Cada dia seremoscolocados em circunstâncias diversas; e, nas novas cenas que nosesperam, ver-nos-emos rodeados de novos perigos, e constantementeassaltados por novas e inesperadas tentações. É unicamente mediantea resistência e a graça obtidas do Céu que podemos esperar fazerfrente às tentações, e cumprir os deveres que se acham diante de nós. Coisa maravilhosa é podermos orar com eficácia; indignos efaltosos mortais possuírem o poder de apresentar a Deus os seuspedidos! Que mais alto poder pode o homem desejar do que este - estarligado ao infinito Deus? O homem fraco e pecador tem o privilégio defalar a seu Criador. Podemos proferir palavras que cheguem ao trono doRei do Universo. Podemos falar com Jesus ao caminhar, e Ele diz:Acho-Me à tua mão direita. Sal. 16:8. Podemos ter comunhão com Deus em nosso coração; andar nacompanhia de Cristo. Quando empenhados em nossos trabalhosdiários, podemos exalar o desejo de nosso coração, de maneirainaudível aos ouvidos humanos; mas essas palavras não amortecerãoem silêncio, nem serão perdidas. Coisa alguma pode sufocar o desejoda alma. Ele se ergue acima do burburinho das ruas, acima do barulhodas máquinas. É a Deus que estamos falando, e nossa oração é ouvida. Pedi, portanto; pedi, e recebereis. Pedi humildade, sabedoria,ânimo, maior proporção de fé. A toda oração sincera há de vir aresposta. Talvez não venha exatamente como desejais, ou ao tempo emque a esperais; mas virá pela maneira e na ocasião em que melhor háde satisfazer à vossa necessidade. Às orações que em particular dirigis,em cansaço, em provação, Deus responde, nem sempre segundo avossa expectativa, mas sempre para o vosso bem.
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 50A Oração Pública A oração feita em público deve ser breve, e ir diretamente ao ponto.Deus não requer que tornemos fastidioso o período do culto, mediantelongas petições. Cristo não impõe a Seus discípulos fatigantescerimônias e longas orações. "Quando orares," disse Ele, "não sejascomo os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas eàs esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens." Mat. 6:5. Os fariseus tinham horas estabelecidas para oração; e quando,como acontecia muitas vezes, eles se achavam fora na hora marcada,paravam, onde quer que estivessem - talvez na rua ou na praça, entre aturba movimentada dos homens - e aí, em alta voz, recitavam suasorações formais. Tal culto, prestado apenas para glorificação própria,provocou franca censura de Jesus. Todavia Ele não desencorajava aoração pública; pois Ele próprio orava com os discípulos e com amultidão. Mas queria incutir em Seus discípulos o pensamento de quesuas orações públicas deviam ser breves. Alguns minutos são o bastante para qualquer oração pública, emgeral. Pode haver casos em que as súplicas sejam de modo especialditadas pelo Espírito de Deus. A alma suplicante fica angustiada, egeme em busca de Deus. O espírito luta, como fez Jacó, e não ficarásossegado sem a manifestação especial do poder de Deus. Em taisocasiões pode ser justo que a petição se prolongue mais. Há muitas orações enfadonhas, que parecem mais uma preleçãofeita ao Senhor, do que o apresentar-Lhe um pedido. Seria melhor se os que assim procedem se limitassem à preceensinada por Cristo a Seus discípulos. Orações longas são fatigantespara os que as escutam, e não preparam o povo para escutar asinstruções que se devem seguir. É muitas vezes devido à negligência da oração particular, que empúblico elas são longas e fastidiosas. Não ponham os pastores em suaspetições uma semana de negligenciados deveres, esperando expiaressa falta e tranqüilizar a consciência. Tais orações dão freqüentementeem resultado o enfraquecer a espiritualidade de outros. Antes de subir ao púlpito, o pastor deve buscar a Deus em seuaposento, e pôr-se em íntima comunhão com Ele. Aí pode ele erguer
    • 51 | Apostila–A Oraçãopara Deus a alma sedenta, e ser refrigerado com o orvalho da graça.Então, tendo sobre si a unção do Espírito Santo, fazendo-lhe sentir ocuidado das almas, ele não despedirá uma congregação sem lhe haverapresentado a Jesus Cristo, o único refúgio do pecador. Sentindo quetalvez nunca mais se encontre com esses ouvintes, dirigir-lhes-á apelosque lhes hão de tocar o coração. E o Mestre, que conhece o coraçãodos homens, lhe dará expressões, ajudando-o a proferir as palavras queconvêm no momento oportuno, e com poder.Reverência na Oração Alguns consideram ser sinal de humildade orar a Deus de maneiracomum, como se estivessem falando com um ser humano. Elesprofanam Seu nome misturando desnecessária e irreverentemente emsuas orações as palavras - "Deus, todo-poderoso" - tremendas esagradas palavras, que nunca deveriam passar pelos lábios senão emtom submisso, e com sentimento de respeito. A linguagem floreada é inadequada à oração, seja a petição feita nopúlpito, no círculo da família, ou em particular. Especialmente o que oraem público deve servir-se de linguagem simples, para que os outrospossam entender o que diz, e unir-se à petição. É a oração de fé, que vem do coração, que é ouvida no Céu, eatendida na Terra. Deus compreende as necessidades humanas. Sabeo que desejamos antes de Lho pedirmos. Ele vê o conflito da alma coma dúvida e a tentação. Observa a sinceridade do suplicante. Aceita ahumilhação da alma e sua aflição. "Mas eis para quem olharei", declaraEle, "para o pobre e abatido de espírito e que treme diante da Minhapalavra." Isa. 66:2. Temos o privilégio de orar com confiança, ditando o Espírito nossaspetições. Devemos declarar com simplicidade nossas necessidades aoSenhor, e requerer Sua promessa com tal fé, que os que se acham nacongregação conheçam que temos aprendido a prevalecer com oSenhor em oração. Serão animados a crer que a presença do Senhorse acha na reunião, e hão de abrir o coração para receber-Lhe asbênçãos. Sua fé em nossa sinceridade aumentará, e ouvirãoatentamente as instruções dadas.
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 52 Nossas orações devem ser repassadas de ternura e amor. Ao nosafligirmos por uma compreensão mais profunda e vasta do amor doSalvador, clamaremos a Deus por mais sabedoria. Se jamais houvenecessidade de orações e sermões que comovessem a alma, ela existeagora. Acha-se às portas o fim de todas as coisas. Oh! se pudéssemos,como devemos, ver a necessidade de buscar ao Senhor de todo ocoração! Então O haveríamos de achar. Que Deus ensine Seu povo a orar. Aprendam os mestres emnossas escolas, e os pastores em nossas igrejas, diariamente, naescola de Cristo. Então eles hão de orar fervorosamente, e seuspedidos serão ouvidos e satisfeitos. Então a Palavra será proclamadacom poder.Nossa Atitude em Oração Tanto no culto público, como no particular, temos o privilégio decurvar os joelhos perante o Senhor ao fazer-Lhe nossas petições.Jesus, nosso exemplo, "pondo-Se de joelhos, orava". Luc. 22:41. Acercade Seus discípulos acha-se registrado que também se punham dejoelhos e oravam. Atos 9:40; Atos 20:36; Atos 21:5. Paulo declarou: "...me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo." Efés.3:14. Ao confessar perante Deus os pecados de Israel, Esdras ajoelhou-se. Esd. 9:5. Daniel "três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, edava graças, diante de seu Deus". Dan. 6:10. A verdadeira reverência para com Deus é inspirada por umsentimento de Sua infinita grandeza, e de Sua presença. Com essesentimento do Invisível, todo coração deve ser profundamenteimpressionado. A hora e o lugar da oração são sagrados, porque DeusSe encontra ali, e, ao manifestar-se reverência em atitude e maneiras, osentimento que inspira essa reverência se tornará mais profundo. "Santoe tremendo é o Seu nome" (Sal. 111:9), declara o salmista. Aoproferirem esse nome, os anjos cobrem o rosto. Com que reverência,pois, devemos nós, caídos e pecadores, tomá-lo nos lábios! Bom seria, para velhos e jovens, ponderarem as palavras daEscritura que mostram como o lugar assinalado pela presença especialde Deus deve ser considerado. "Tira os teus sapatos de teus pés",ordenou Ele junto à sarça ardente, "porque o lugar em que tu estás éterra santa." Êxo. 3:5. Jacó, depois de contemplar a visão dos anjos,
    • 53 | Apostila–A Oraçãoexclamou: "O Senhor está neste lugar, e eu não o sabia." Gên. 28:16. ...Obreiros Evangélicos, págs. 178 e 179. "O Senhor está no Seu santo templo; cale-se diante dEle toda aTerra." Hab. 2:20. Não se exigem orações verbosas, com caráter de sermão, e quesão fora de lugar em público. Uma oração breve, feita com fervor e fé,abrandará o coração dos ouvintes; mas durante as orações longas, elesesperam impacientemente, como se desejassem que cada palavrafosse o final da mesma. Houvesse o pastor que faz tal oração lutadocom Deus no seu aposento, até sentir que sua fé podia ater-se àpromessa: "Pedi, e dar-se-vos-á", e ele havia de ter chegadodiretamente ao ponto em sua oração pública, pedindo com fervor e fégraça para si mesmo e seus ouvintes. Mat. 7:7.( O.B págs 175-179)A Oração, Nossa Fortaleza Entre os perigos destes últimos dias, a única segurança dos jovensreside numa crescente vigilância e oração. O jovem que encontra seuprazer em ler a Palavra de Deus, e na hora de oração, serácontinuamente refrigerado pela fonte da vida. Atingirá um nível deexcelência moral e uma amplitude de idéias que outros não podemconceber. A comunhão com Deus estimula os bons pensamentos,aspirações nobres, claras percepções da verdade, e elevados desígniosde ação. Os que assim se ligam a Deus, são por Ele reconhecidos comoSeus filhos e filhas. Estão continuamente chegando mais alto, mais altoainda, obtendo mais claras visões de Deus e da eternidade, até que oSenhor os torna condutos de luz e sabedoria para o mundo.A Maneira de Orar Mas a oração não é compreendida como devia ser. Nossa oraçãonão deve ter o fim de informar a Deus de qualquer coisa que Ele nãosabe. O Senhor conhece os segredos de cada alma. Nossas súplicasnão necessitam ser longas e em voz alta. Deus lê os pensamentosocultos. Podemos orar em segredo, e Aquele que vê secretamenteouvirá, recompensando-nos publicamente.
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 54 As orações feitas a Deus para falar-Lhe de toda a nossaindignidade, quando não nos sentimos absolutamente indignos, sãoorações hipócritas. É a oração contrita que o Senhor atende. "Porque assim diz o Alto e o Sublime que habita na eternidade, ecujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com ocontrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, epara vivificar o coração dos contritos." Isa. 57:15. A oração não tem o fim de operar qualquer mudança em Deus; elanos põe em harmonia com Ele. Não ocupa o lugar do dever. Por maisfreqüentes e fervorosas que sejam as orações feitas, jamais serãoaceitas por Deus em lugar de nosso dízimo. A oração não paga nossasdívidas para com o Senhor. ...A Oração Traz Poder A força adquirida em oração a Deus, nos preparará para os deveresdiários. As tentações a que estamos diariamente expostos tornam aoração uma necessidade. Para sermos guardados pelo poder de Deusmediante a fé, os desejos do espírito devem estar continuamenteascendendo em silenciosa oração. Quando nos achamos circundadosde influências de molde a nos desviar de Deus, nossas petições deauxílio devem ser infatigáveis. A menos que assim seja, não seremosjamais bem-sucedidos em vencer o orgulho e o poder da tentaçãoquanto a pecaminosas condescendências que nos separam doSalvador. A luz da verdade, santificando a vida, descobrirá ao que arecebe as pecaminosas paixões de seu coração, em luta pelapredominância, e que lhe tornam necessários a distensão de cadanervo, o exercício de todas as suas forças para resistir a Satanás, a fimde poder vencer mediante os méritos de Cristo. The Youths Instructor,18 de agosto de 1898.O Poder da Oração Foi no monte, com Deus, que Moisés contemplou o modelo daquelamaravilhosa construção que devia ser o lugar permanente de Sua glória.É com Deus no monte - o lugar particular de comunhão - que havemosde contemplar Seu glorioso ideal para a humanidade. Assim seremoshabilitados a moldar a construção de nosso caráter de tal maneira, que
    • 55 | Apostila–A Oraçãose possa cumprir em nós a promessa: "Neles habitarei e entre elesandarei; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo." II Cor. 6:16. Enquanto empenhados em nosso trabalho diário, devemos erguer aalma ao Céu em oração. Essas silenciosas petições ascendem comoincenso perante o trono da graça; e o inimigo é confundido. O cristãocujo coração é assim firmado em Deus, não pode ser vencido.Nenhuma arte maligna pode destruir-lhe a paz. Todas as promessas daPalavra de Deus, todo o poder da graça divina, todos os recursos deJeová, estão empenhados em garantir-lhe o livramento. Foi assim queEnoque andou com Deus. E Deus era com ele, um socorro presente emtodas as ocasiões de necessidade. ...Em Contato com o Infinito A oração é a respiração da alma. É o segredo do poder espiritual.Nenhum outro meio de graça a pode substituir, e a saúde da alma serconservada. A oração põe a alma em imediato contato com a Fonte davida, e fortalece os nervos e músculos da vida religiosa. Negligenciai oexercício da oração, ou a ela vos dediqueis de quando em quando, comintermitências, segundo pareça conveniente, e perdereis vossa firmezaem Deus. As faculdades espirituais perdem sua vitalidade, a experiênciareligiosa carece de saúde e vigor. ... Coisa maravilhosa é podermos orar com eficácia; indignos efaltosos mortais possuírem o poder de apresentar a Deus os seuspedidos! Que mais alto poder pode o homem desejar do que este - estarligado ao infinito Deus? O homem fraco e pecador tem o privilégio defalar a seu Criador. Podemos proferir palavras que cheguem ao trono doRei do Universo. Podemos falar com Jesus ao caminhar, e Ele diz:Acho-Me à tua mão direita. Sal. 16:8.Toda Oração Sincera é Atendida Podemos ter comunhão com Deus em nosso coração; andar nacompanhia de Cristo. Quando empenhados em nossos trabalhosdiários, podemos exalar o desejo de nosso coração, de maneirainaudível aos ouvidos humanos; mas essas palavras não amortecerãoem silêncio, nem serão perdidas. Coisa alguma pode sufocar o desejo
    • A p o s t i l a – A O r a ç ã o | 56da alma. Ele se ergue acima do burburinho das ruas, acima do barulhodas máquinas. É a Deus que estamos falando, e nossa oração é ouvida. Pedi, portanto; pedi, e recebereis. Pedi humildade, sabedoria,ânimo, maior proporção de fé. A toda oração sincera há de vir aresposta. Talvez não venha exatamente como desejais, ou ao tempo emque a esperais; mas virá pela maneira e na ocasião em que melhor háde satisfazer à vossa necessidade. Às orações que em solidão dirigis,em cansaço, em provação, Deus responde, nem sempre segundo avossa expectativa, mas sempre para o vosso bem. ObreirosEvangélicos, págs. 254, 255 e 258.Fé e Oração Por meio da fé em Cristo, toda deficiência de caráter pode sersuprida, toda contaminação removida, corrigida toda falta, e toda boaqualidade desenvolvida. "Estais perfeitos nEle." Col. 2:10. A oração e a fé são aliadas íntimas, e necessitam de ser estudadasjuntas. Na oração da fé há uma ciência divina; é uma ciência que tem decompreender todo aquele que deseja fazer do trabalho um êxito. DizCristo: "Tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis." Mar. 11:24. Ele deixa bem esclarecido que o nosso pedido deve estar de acordocom a vontade de Deus; devemos pedir as coisas que Ele prometeu, e oque quer que recebamos deve ser empregado no fazer a Sua vontade.Satisfeitas as condições, a promessa é certa. Podemos pedir o perdão do pecado, o Espírito Santo, umtemperamento cristão, sabedoria e força para fazer Sua obra, ouqualquer dom que Ele haja prometido; então devemos crer querecebemos, e agradecer a Deus por havermos recebido. Não precisamos esperar por qualquer evidência exterior da bênção.O dom acha-se na promessa. Podemos empenhar-nos em nossotrabalho certos de que o que Deus prometeu Ele pode realizar, e de queo dom, que nós já possuímos, se efetivará quando dele maisnecessitarmos. Educação, págs. 257 e 258 (MJ, 247-252)