1|   Apostila – Evangelismo                           EVANGELISMOCristão alerta é o cristão que trabalha, buscando zelosam...
A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o |2Uma vez que o pastor tem de ir em busca da ovelha perdida, nãohá de manifestar a...
3|   Apostila – Evangelismo                        Amor e CompaixãoO Senhor quer que os homens se esqueçam a si mesmos no ...
A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o |4em atos de bondade e consideração, em expressar mansidão, pureza eamor. Assim re...
5|   Apostila – EvangelismoA enternecedora, subjugante influência do amor de Deus comunicada àvida prática, produzirá sobr...
A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o |6cada passo de avanço. Os obreiros devem sair da provação purificadose refinados ...
7|   Apostila – Evangelismonegando a Cristo. Se não são bondosos, brandos de coração,longânimos, não são semelhantes a Jes...
A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o |8                  Mal Irreparável aos CoobreirosNinguém seja severo e ditatorial...
9|   Apostila – EvangelismoNão necessitamos de obreiros que precisem ser apoiados e conduzidospelos que já se acham há mui...
A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 10preparados e disciplinados, seremos como pedras que não serãolavradas nem poli...
11 |   Apostila – Evangelismoalma do obreiro; são as palavras agradáveis, de simpatia, amanifestação de desinteressado amo...
A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 12        Tato e Bom Discernimento Abrandam CoraçõesO tato e o critério centupli...
13 |   Apostila – Evangelismotrabalho, nem ação vagarosa e tardia, pois isto poria em risco nossaprópria alma e a dos outr...
A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 14preciosos hábitos de ordem são desfeitos; e os momentos assimociosamente gasto...
15 |   Apostila – Evangelismose tornam tão cansados da vida, que se suicidam. Danças, bebedices eo vício de fumar, a satis...
A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 16enche-lhe as mãos de dificuldades. Começa imediatamente a criarproblemas domés...
17 |   Apostila – Evangelismoautoridade piedosa, de mistura com mansidão, eis o que devecaracterizar o porte daquele que é...
A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 18um modelo perfeito, e devemos imitar-Lhe o exemplo. Um cristão é amais elevada...
19 |   Apostila – Evangelismoresultado seria derrota e desastre. Um momento de demora, e avantagem que se poderia obter fi...
A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 20                Organizar Nosso Trabalho DiárioAs pessoas que não adquiriram h...
21 |   Apostila – Evangelismomaiorais de cinqüenta, e maiorais de dez". Os escolhidos deviam ser"homens capazes, tementes ...
A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 22capazes para agir como oficiais, os apóstolos se orientaram pelas altasnormas ...
23 |   Apostila – Evangelismotinha sido movido pelos ensinos de Jesus. Ao testemunhar asmaravilhosas obras de Cristo, a co...
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25. evangelismo

  1. 1. 1| Apostila – Evangelismo EVANGELISMOCristão alerta é o cristão que trabalha, buscando zelosamente fazertudo que está em suas forças para o avançamento do evangelho. Àproporção que aumenta o seu amor pelo Redentor, também aumentapor seus semelhantes. Como seu Mestre, experimenta ele severasprovas, mas não permite que a aflição lhe irrite o temperamento oudestrua a paz de espírito. Sabe que as provações, se bem aceitas, orefinarão e purificarão, pondo-o em íntima comunhão com Cristo. Osque são participantes das aflições de Cristo também participarão de Suaconsolação e por fim de Sua glória. (AA, 261)A razão por que o povo de Deus não é mentalmente mais espiritual,e não tem mais fé, é porque, foi-me mostrado, está estreitado peloegoísmo. O profeta está-se dirigindo aos guardadores do sábado, e nãoaos pecadores, não aos incrédulos, mas aos que fazem grandeprofissão de piedade. Não é a abundância de vossas reuniões que Deusaceita. Não as numerosas orações, mas a prática do bem, o fazer ascoisas certas no tempo certo. É o ser menos egoísta e maisbenevolente. Nossas almas precisam expandir-se. Então Deus fará quesejam como um jardim regado, cujas águas não faltam. Testimonies,vol. 2, págs. 35 e 36.Pensam apenas em sua própria vida e vivem só para si mesmas.Sacrificar-se para fazer bem aos outros, prejudicar-se para beneficiaroutros, para elas está fora de cogitação. Não têm a mínima idéia de queDeus requer isso delas. O "eu" é seu ídolo. Preciosas semanas, mesese anos passam para a eternidade, mas não têm no Céu nenhum registrode atos bondosos, de sacrificarem-se pelo bem de outros, dealimentarem o faminto, vestirem o nu ou acolherem o estrangeiro. Sesoubessem serem dignos todos quantos procuram partilhar Sualiberalidade, então talvez fossem induzidos a fazer alguma coisa nessesentido. Mas há virtude em aventurar alguma coisa. Talvez hospedemosanjos. Testimonies, vol. 2, pág. 24.
  2. 2. A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o |2Uma vez que o pastor tem de ir em busca da ovelha perdida, nãohá de manifestar apenas um interesse casual, mas verdadeirasdores de parto pelas almas. Isto requer o mais sincero exame decoração, o mais sincero buscar a Deus com orações, de modo apodermos conhecê-Lo e ao poder de Sua graça, "para mostrar nosséculos vindouros as abundantes riquezas da Sua graça, pela Suabenignidade para conosco em Cristo Jesus". Efés. 2:7. Carta 8, 1895. Compaixão Pelos InconversosMas quão poucos de nós consideram a salvação de pecadores segundoela é vista pelo universo celeste - como um plano ideado desde aeternidade na mente de Deus! Quão poucos dentre nós têm o coraçãoligado com o Redentor nesta obra, solene e final! Mal existe uma décimaparte da compaixão que deve haver pelas almas por salvar. Tantos há aserem advertidos, e todavia quão poucos há que se compadeçamjuntamente com Deus o suficiente para ser alguma coisa ou não sernada, contanto que vejam almas salvas para Cristo! (ObreirosEvangélicos, págs. 116) Consagração, Amor e RenúnciaO obreiro de Deus deve desenvolver no mais alto grau as faculdadesmentais e morais com que a natureza, o cultivo e a graça de Deus odotaram; mas seu êxito será proporcional ao grau de consagração eabnegação com que o serviço for feito, de preferência aos dotes naturaisou adquiridos. Fervoroso e constante esforço para adquirir habilitações éuma coisa necessária; mas a menos que Deus coopere com ahumanidade, nada de bom se pode realizar. A graça divina, eis o grandeelemento do poder salvador; sem ela, todo esforço humano é inútil.(Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 537 e 538)
  3. 3. 3| Apostila – Evangelismo Amor e CompaixãoO Senhor quer que os homens se esqueçam a si mesmos no esforço desalvar almas. Nossa vida é pior que um fracasso se por ela passamossem deixar pelo caminho os marcos do amor e da compaixão. Deus nãocoopera com um homem áspero, obstinado, destituído de amor. Umhomem assim estraga o modelo que Cristo deseja que Seus obreirosrevelem ao mundo. Os obreiros de Deus, seja qual for o ramo de serviçoem que se achem empenhados, devem pôr em seus esforços abondade e a beneficência e o amor de Cristo.Deus chama portadores de luz que encham o mundo da claridade, paze alegria que provêm de Cristo. Deus Se servirá de homens humildes,compenetrados de sua fraqueza que não julguem depender deles aobra de Deus. Esses homens se lembrarão do que o serviço divinodeles requer - a propriedade da palavra e ação que o Senhor delespede. Revelarão que Cristo lhes habita no coração, comunicandopureza a todo o ser. Carta 197, 1902. A Simplicidade das CriançasTrabalhemos com todas as nossas faculdades, procurando tornar averdade para este tempo clara aos que a não compreendem. A bênçãodo Senhor repousará sobre toda alma que lançar mão de Sua obrainteligentemente. ...Cultivemos a simplicidade das crianças. A preciosa Bíblia, o Livro deDeus, eis nosso instrutor. A todos quantos andarem humildementediante de Deus, Ele dará Seu Santo Espírito e ministrar-lhes-á porintermédio dos santos anjos, a fim de produzirem a devida impressão noespírito humano. Manuscrito 77, 1909. Sem LouvorPrecisamos fazer nossa obra pura e fielmente, mesmo que não hajaninguém no mundo para dizer: "Está bem feito." Nossa vida precisa serexatamente aquilo que Deus designa que ela seja - fiel em boas obras,
  4. 4. A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o |4em atos de bondade e consideração, em expressar mansidão, pureza eamor. Assim representamos Cristo perante o mundo. ...Os homens gastos pela labuta, que são agora os primeiros e maispreeminentes na grande obra de salvar almas, são aqueles a quemDeus há de honrar. Carta 120, 1898. O Perigo da LisonjaMantende os olhos fixos em Cristo. Não concentreis a atenção emalgum pastor predileto, copiando-lhe o exemplo e imitando-lhe osgestos; tornando-vos, em suma, sua sombra. Não permitais que algumvos imprima seu molde. ...Não elogieis nenhum homem; não lisonjeeis homem algum; nempermitais que ninguém vos elogie ou lisonjeie. Satanás fará bastantedisso. Perdei de vista o instrumento, e pensai em Jesus. Louvai aoSenhor. Dai glória a Deus. Fazei melodia a Deus em vosso coração.Falai acerca da verdade. Falai acerca da esperança cristã, do Céu docristão. Manuscrito 8a, 1888. Não Facilmente Ferida a SensibilidadeNão permitamos que nossa sensibilidade seja facilmente ferida.Devemos viver, não para vigiar sobre nossa suscetibilidade oureputação, mas para salvar almas. Quando estamos interessados nasalvação das almas, deixamos de pensar nas pequenas diferenças quepossam levantar-se entre uns e outros na associação mútua. Dequalquer sorte que os outros pensem de nós ou conosco procedem,nunca será necessário que perturbemos nossa comunhão com Cristo,nossa companhia com o Espírito. A Ciência do Bom Viver, pág. 485. Um Espírito Satisfeito, AlegreQuando possuirmos certeza clara e evidente de nossa salvação,manifestaremos a satisfação e alegria, próprias de todo seguidor deJesus Cristo.
  5. 5. 5| Apostila – EvangelismoA enternecedora, subjugante influência do amor de Deus comunicada àvida prática, produzirá sobre o espírito de outros impressões que serãoum cheiro de vida para vida. Mas caso seja manifestado um espíritoáspero, acusador, desviará muitas almas da verdade para as fileiras doinimigo. Solene pensamento! Lidar pacientemente com o tentado requerque combatamos contra o próprio eu. Carta 1a, 1894. Manso e Humilde de CoraçãoO valor de nossa obra não consiste em fazer grande barulho no mundo,em ser zeloso, ansioso e ativo em nossa própria força. O valor de nossaobra é proporcional à comunicação do Espírito Santo. O valor de nossaobra vem da confiança em Deus, que traz mais santas qualidades deespírito, de modo que, na paciência, possuamos nossas almas.Devemos orar continuamente a Deus a fim de que nos aumente aresistência, nos faça fortes em Sua força, ateie em nosso coração achama do divino amor. A causa de Deus será mais eficazmentepromovida pelos que são mansos e humildes de coração. Manuscrito38, 1895. A Obra é de Deus, Não NossaOra, aí está justamente o que precisamos compreender, que ela não é anossa obra, mas a de Deus, e que somos simples instrumentos emSuas mãos, para realizá-la. Precisamos buscar ao Senhor de todo ocoração, e o Senhor trabalhará em nosso favor. Review and Herald, 10de maio de 1887. Sacrifício a Todo PassoAproximamo-nos do fim da história terrestre, e os vários departamentosda obra de Deus devem ser levados avante com muito mais abnegaçãodo que já foi feito até agora. A obra para estes últimos dias é uma obramissionária. A verdade presente, da primeira à última letra de seualfabeto, significa esforço missionário. A obra a realizar pede sacrifício a
  6. 6. A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o |6cada passo de avanço. Os obreiros devem sair da provação purificadose refinados como ouro provado no fogo. Review and Herald, 18 denovembro de 1902. Ensinar e Viver as DoutrinasOs servos de Deus têm de empregar o máximo cuidado com relação àsdoutrinas que ensinam, ao exemplo que dão e à influência que exercemnos que se associam com eles. O grande apóstolo apela para a igreja epara Deus a fim de que testifiquem da verdade e sinceridade de suaprofissão de fé. "Vós e Deus sois testemunhas", diz ele, "de quão santa,justa e irrepreensivelmente nos houvemos para convosco." I Tess. 2:10.Review and Herald, 11 de dezembro de 1900. Evitar Enredar-se com NegóciosDevemos ser coobreiros Seus. Os que se acham em Seu serviçoprecisam separar-se de todo embaraço de negócios que lhes manchemo caráter cristão. Os pescadores chamados pelo Salvador, deixaramimediatamente suas redes. Os que se entregam à obra do ministérionão se devem enredar com ramos de negócios que venham a trazeraspereza a sua vida, e sejam detrimentos a seu progresso espiritual naobra que o Senhor lhes deu a fazer. Carta 53, 1905. É Fatal a InsinceridadeImporta que não haja na vida do obreiro nenhuma duplicidade, nenhumcaminho tortuoso. Conquanto o erro, mesmo nutrido em sinceridade,seja perigoso para quem quer que seja, a insinceridade no que respeitaà verdade, é fatal. Medical Missionary, janeiro de 1891. Um Espírito Áspero Nega a CristoOs homens podem falar fluentemente sobre doutrinas, e podem exprimirvigorosa fé em teorias; possuem eles, porém, mansidão e amorsemelhantes a Cristo? Caso revelem um espírito áspero, crítico, estão
  7. 7. 7| Apostila – Evangelismonegando a Cristo. Se não são bondosos, brandos de coração,longânimos, não são semelhantes a Jesus; enganam sua própria alma.Um espírito contrário ao amor, à humildade, à mansidão e àbenignidade de Cristo, nega-O, seja qual for a profissão de fé. Reviewand Herald, 9 de fevereiro de 1892. Falar de Fé e de AnimaçãoCuidemos de nossas palavras. Falemos de fé, e teremos fé. Não deisnunca lugar a um pensamento de desânimo na obra de Deus. Nuncadeixeis escapar uma palavra de dúvida. Isto é qual semente semeada,tanto no coração do que a profere, como no dos ouvintes, para produziruma colheita de desânimo e incredulidade. Carta 77, 1895. A Crítica aos Coobreiros DeprimeCabe-nos o privilégio de proferir palavras que animem nossoscompanheiros de trabalho e os que se nos associam; não, de dizeraquilo que deprime. Não é sábio comparar-nos com outros obreiros,falando de suas falhas, e suscitando objeções a seus métodos detrabalho. Não seria de surpreender se os que trabalham sob sériasresponsabilidades, e que têm muitas provas a enfrentar, errassem porvezes. ...Familiarizemo-nos com o bem que está sendo realizado por nossoirmãos, e falemos sobre isto. Carta 204, 1907. O Ciúme e a Suspeita Produzem DesuniãoCoisa alguma retarda e entrava tanto a obra em seus vários ramos,como o ciúme e as suspeitas e desconfianças. Isto revela dominar adesunião entre os obreiros de Deus. O egoísmo, eis a raiz de todo mal.Carta 113a, 1897.
  8. 8. A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o |8 Mal Irreparável aos CoobreirosNinguém seja severo e ditatorial em seu trato com os obreiros de Deus.Aqueles que são propensos a criticar, lembrem-se de que têm cometidoerros tão prejudiciais como os que eles condenam nos outros. Dobrem-se eles em contrição diante de Deus, pedindo perdão pelas coisasríspidas que têm falado, e o espírito não controlado que têmmanifestado. Lembrai-vos de que Deus ouve toda palavra que proferis eque, como julgais, sereis julgados. ...Não remediaremos as dificuldades existentes esforçando-nos pararestaurar os feridos, em vez de decepar-lhes os membros, deixando-osaleijados para o resto da vida, sua utilidade prejudicada, quandopoderiam haver sido restaurados? Manuscrito 143, 1902.A Crítica Feita aos Outros, Prejudica o Próprio TrabalhoOs planos e métodos dos obreiros de Deus devem ser inteiramenteexpurgados dos métodos mundanos. Sua obra deve ser levada a cabocom simplicidade cristã. Lembrai-vos de que o que toma a posição decrítico, enfraquece grandemente as próprias mãos. Deus não constituiudever de nenhum homem, de mulher alguma, criticar seus coobreiros.Review and Herald, 2 de setembro de 1902. A Tentação Especial de SatanásCaso os homens queiram colocar-se em posição onde possam serusados por Deus, não devem criticar outros, exporem-lhes os defeitos.Esta é a tentação especial de Satanás, com a qual se esforça porentravar a obra. Manuscrito 152, 1898. A Presunção Afeta a ObraPrecisamos homens que fortaleçam e edifiquem a obra, não quederribem e procurem destruir o que os outros estão buscando realizar.Precisamos de homens e mulheres em quem Deus possa atuar, cujoterreno do coração tenha sido lavrado e desterroado.
  9. 9. 9| Apostila – EvangelismoNão necessitamos de obreiros que precisem ser apoiados e conduzidospelos que já se acham há muito na fé, que se consideram um todoperfeito. A esses, diríamos: "Ficai onde estais." Temos tido bastante quefazer com essa espécie de obreiros. Precisamos obreiros que não seachem absorvidos no egoísmo, que não sejam presunçosos. Manuscrito173, 1898. Complicar o Progresso da MensagemOs atributos do inimigo de Deus e do homem exprimem-se muitas vezesno espírito e atitude de uns para com os outros. Eles se ferem uns aosoutros, porque não partilham da natureza divina; e assim trabalhamcontra a perfeição de seu caráter. Trazem sobre si mesmos aflições, etornam a obra árdua e penosa, porque consideram seu espírito edefeitos de caráter preciosas virtudes, a que se devem apegar, e quedevem fomentar. ...Os homens tornam a obra de promover a verdade dez vezes mais difícildo que na realidade é, buscando tomar a obra de Deus de Suas mãospara as suas próprias mãos finitas. Pensam que devem estarconstantemente inventando alguma coisa para levar os homens afazerem aquilo que eles julgam que essas pessoas devem fazer. Otempo assim gasto faz sempre a obra mais complicada; pois o grandeObreiro Mestre é deixado fora da questão no cuidado de Sua própriaherança. Os homens empreendem a tarefa de assoalhar o caráterdefeituoso dos outros, e só conseguem tornar os defeitos muito piores.Melhor seria que deixassem a Deus o realizar a Sua própria obra; poisEle não os considera capazes de reformar o caráter. GeneralConference Bulletin, 25 de fevereiro de 1895. Lavrado e Polido no ServiçoOs que são deficientes no caráter, na conduta, em hábitos e práticas,devem dar ouvidos ao conselho e à reprovação. Este mundo é a oficinade Deus, e toda pedra que pode ser usada no templo celeste, deve serlavrada e polida, até que seja uma pedra provada e preciosa, apropriadapara seu lugar no edifício do Senhor. Caso, porém, nos recusemos a ser
  10. 10. A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 10preparados e disciplinados, seremos como pedras que não serãolavradas nem polidas, e que serão afinal rejeitadas como inúteis. TheYouths Instructor, 31 de agosto de 1893. As Graças da Cultura e da Bondade Nosso Grande ExemploCristo exemplificou na própria vida Seus ensinos divinos. Seu zelonunca O levou a ficar arrebatado. Manifestava coerência semobstinação, benevolência sem fraqueza, ternura e simpatia semsentimentalismo. Era altamente sociável; no entanto, possuía modestadignidade que não animava indevida familiaridade. Sua temperançanunca induzia à austeridade ou farisaísmo. Ele não se conformava comeste mundo; todavia não era indiferente às necessidades do menordentre os homens. Estava alerta às necessidades de todos. Manuscrito132, 1902. O Modelo PerfeitoDesde Seus tenros anos até à varonilidade, Cristo viveu uma vida queera um modelo perfeito de humildade, diligência e obediência. Erasempre cuidadoso e considerado para com os outros, sempreabnegado. Ele trouxe o zelo celeste, não para ser servido, mas paraservir. ...A vida abnegada de Cristo é um exemplo a todos. Seu caráter é ummodelo do caráter que podemos formar, caso Lhe sigamos as pisadas.Manuscrito 108, 1903. Dignidade, Cortesia, RefinamentoCertificai-vos de manter a dignidade da obra mediante uma vida bemordenada e pia conversação. Não temais nunca elevar demasiado alto anorma. As famílias que se empenham na obra missionária devemaproximar-se bem dos corações. O espírito de Jesus deve penetrar a
  11. 11. 11 | Apostila – Evangelismoalma do obreiro; são as palavras agradáveis, de simpatia, amanifestação de desinteressado amor pela alma deles, que derribam asbarreiras do orgulho e do egoísmo, e mostram aos incrédulos quepossuímos o amor de Cristo; e então a verdade encontrará acesso aocoração. Tal é nossa obra, e o cumprimento do plano de Deus.Afastemos de nós toda vulgaridade, tudo quanto é rústico. Cultivemos acortesia, o refinamento, a polidez cristã. Guardai-vos de ser abruptos egrosseiros. Não considereis tais peculiaridades como virtudes; poisDeus não as olha como tais. Esforçai-vos por não ofender quem querque seja desnecessariamente. Review and Herald, 25 de novembro de1890. Cristo, Nosso Modelo de EtiquetaO verdadeiro requinte nos pensamentos e maneiras aprende-se melhorna escola do divino Mestre do que por qualquer observância de regrasestabelecidas. Seu amor, penetrando no coração, dá ao caráter aquelecontato purificador que o modela à semelhança do Seu. Esta educaçãocomunica uma dignidade inspirada pelo Céu e um senso dasverdadeiras conveniências. Proporciona uma doçura de índole egentileza de maneiras que nunca poderão ser igualadas pelo vernizsuperficial dos costumes da sociedade. Educação, pág. 241. A Verdadeira Etiqueta - Ampla Simpatia e BondadeMuitos que dão grande valor à etiqueta, mostram pouco respeito a tudoque, apesar de excelente, deixe de corresponder à sua norma artificial.Isto significa educação falsa. Alimenta um orgulho crítico e umexclusivismo tacanho.A essência da verdadeira polidez é a consideração para com os outros.A educação essencial e duradoura é a que alarga a simpatia, favorece aafabilidade universal. Educação, pág. 241.
  12. 12. A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 12 Tato e Bom Discernimento Abrandam CoraçõesO tato e o critério centuplicam a utilidade do obreiro. Se profere aspalavras convenientes no tempo oportuno, e manifesta o devido espírito,isso terá no coração daquele que ele está procurando ajudar, umainfluência capaz de o comover. Obreiros Evangélicos, pág. 119 Brandura e BondadeNecessitais de mais suavidade no contato com os outros. Vossaspalavras devem produzir um efeito calmante, não hostilizar. Encha-se-vos o coração de amor pelas almas. Trabalhai pelos que vos rodeiamcom profundo e terno interesse. Se vedes alguém cometer um erro, ideter com ele na maneira indicada por Cristo em Sua Palavra, e vede senão vos é possível considerar o assunto com brandura cristã. Orai comele, e crede que o Salvador vos mostrará o caminho para sair dadificuldade.Os pastores necessitam muito da graça de Deus de modo a fazeraceitavelmente seu trabalho. Quando um pastor encontra os membrosde uma igreja arregimentados uns contra os outros, solicite uma trégua,e procure promover entendimento e harmonia. Não dê nunca ordens eadvertência de maneira ríspida e autoritária. Isto não é necessário. Étrabalho mais que perdido. ...O Senhor vos convida a exercer influência enobrecedora. Recebei nocoração as verdades da Palavra de Deus. Unicamente assim podeis tera mente de Deus. Colocai-vos sob a modeladora influência do EspíritoSanto. Exercereis então muito maior força no sentido do bem. ...Onde quer que reine o amor de Jesus, há paz e descanso. Onde esseamor é acalentado, há como que uma refrigerante corrente em umdeserto, transformando a aridez em fertilidade. Manuscrito 105, 1902.(Evangelismo 638 / 639) Diligência - Fidelidade - Obediência ao ComandoOs interesses do reino de Cristo pedem diligência e fidelidade em grautanto maior quanto as coisas espirituais e eternas são de maiorimportância do que as coisas temporais. Não deve haver frouxidão no
  13. 13. 13 | Apostila – Evangelismotrabalho, nem ação vagarosa e tardia, pois isto poria em risco nossaprópria alma e a dos outros. ...Que general assumiria o comando de um exército quando os oficiais soba sua liderança se recusam a obedecer até que se achem capacitadosde que suas ordens sejam razoáveis? Tal atitude significaria ruína paratodo o exército. Enfraqueceria as mãos dos soldados. Surgiria em seuespírito a pergunta: Não haverá um meio melhor? Mas mesmo que hajaum meio melhor, as ordens devem ser obedecidas, do contrário oresultado seria derrota e desastre. Um momento de demora, e avantagem que se poderia obter ficaria perdida.Todo bom soldado obedece implícita e prontamente as ordens de seucapitão. A vontade do comandante tem de ser a vontade do soldado.Por vezes ele se surpreenderá com a ordem dada, mas não deve sedeter para indagar o porquê. Quando a ordem do capitão contraria osdesejos do soldado, não lhe cabe hesitar nem queixar-se, dizendo: Nãovejo coerência nesses planos. Não deve formular desculpas e deixarseu trabalho por fazer. Soldados dessa espécie não seriam aceitoscomo aptos para se empenharem em batalhas terrenas, e muito menosserão eles aceitos no exército de Cristo. Quando Cristo ordena, Seussoldados devem obedecer sem hesitação. Precisam ser soldados fiéis,do contrário Ele os não pode aceitar. A toda alma é concedida liberdadede escolha, mas depois que o homem se alistou, requer-se que seja tãoverdadeiro como o aço, quer para a vida, quer para a morte. Manuscrito71/2, 1900. (Ev, 648) Levantar-se a Horas RegularesAlguns jovens são muitos contrários à ordem e disciplina. Não respeitamos regulamentos do lar, levantando-se a uma hora certa. Ficam na camapor horas depois do amanhecer, quando todos devem estar emmovimento. Queimam a lâmpada da meia-noite, dependendo de luzartificial para suprir a luz provida pela natureza em horas convenientes.Assim fazendo, não somente desperdiçam preciosas oportunidades,como causam despesas extras. Em quase todos os casos, porém, aalegação é: "Não posso terminar o serviço; tenho alguma coisa a fazer;não posso deitar cedo." Assim ficam profundamente sonolentos quandodeviam estar despertos com a natureza e as aves madrugadoras. Os
  14. 14. A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 14preciosos hábitos de ordem são desfeitos; e os momentos assimociosamente gastos de manhã cedo descontrolam o andamento doserviço para todo o dia.Nosso Deus é um Deus de ordem, e deseja que Seus filhos queirampôr-se em ordem, e sob Sua disciplina. Não seria melhor, portanto,romper com esse hábito de transformar a noite em dia, e as frescashoras matinais em noite? The Youths Instructor, 28 de janeiro de 1897. Não Depender de MilagresDeus geralmente não opera milagres para promover Sua verdade. Se olavrador negligencia cultivar o solo depois da semeadura, Deus nãoopera nenhum milagre para impedir o seguro resultado da negligência.Na colheita, ele achará seu campo infrutífero. Deus opera segundograndes princípios apresentados por Ele à família humana, e a nós cabeelaborar planos sábios, e pôr em operação os meios pelos quais Deusproduzirá determinados resultados.Os que não fazem esforços decididos, mas esperam apenas que oEspírito Santo os impulsione à ação, perecerão nas trevas. Gostaríamosde perguntar aos que estão esperando por um milagre: Quais dos meiospostos por Deus ao vosso alcance foram experimentados?Perguntaríamos aos que estão à espera de que se realize alguma obrasobrenatural, que dizem simplesmente: "Crê, crê": Tende-vos submetidoà revelada ordem de Deus? O Senhor disse: "Farás" e "Não farás".Estudem todos a parábola dos talentos, e compreendam que Deus deua cada um a sua obra - a todo homem Ele confiou seus talentos, paraque, exercitando sua capacidade, aumente a própria eficiência. Nãodeveis sentar-vos quietamente, sem nada fazer na obra de Deus.Review and Herald, 28 de setembro de 1897. ( Idem, 653) Na "Marcha Para a Morte"O mundo que age como se não houvesse Deus, absorto emempreendimentos egoístas, cedo sofrerá repentina destruição, e nãoescapará. Muitos continuam na descuidada satisfação própria, até que
  15. 15. 15 | Apostila – Evangelismose tornam tão cansados da vida, que se suicidam. Danças, bebedices eo vício de fumar, a satisfação das paixões sensuais, levam os homenscomo bois para o matadouro. Satanás opera com toda a sua arte e comseus enganos, para manter os homens marchando, como cegos, para afrente, até que o Senhor Se erga de Seu lugar, para castigar oshabitantes da Terra, por causa de suas iniqüidades, quando a Terraexporá seu sangue e não mais enterrará os seus mortos. O mundointeiro parece estar em marcha para a morte. Manuscrito 139, 1903.Tenho ordem de declarar a mensagem, dizendo que as cidades ondereina a transgressão, extremamente pecadoras, serão destruídas porterremotos, pelo fogo e por dilúvio. Todo o mundo será advertido de queexiste um Deus que demonstrará Sua autoridade divina. Seus invisíveisinstrumentos ocasionarão destruição, devastação e morte. Todas asriquezas acumuladas serão como nada. ...Nas nossas grandes cidades deve ser feito um decidido esforço nosentido de trabalhar em harmonia. No espírito e no temor de Deus, osobreiros devem unir-se como um só homem, trabalhando com vigor ecom zelo fervoroso. Não deve haver esforços sensacionais nemcontenda. É necessário que haja arrependimento prático, genuínasimpatia, cooperação voluntária, e sincera emulação mútua no grande efervoroso esforço para aprenderem lições de renúncia, de sacrifíciopróprio pela salvação da morte, de almas que perecem. Manuscrito 128,1901. (Ev, 42) Visar Unicamente à Glória de DeusA constante ocupação de Satanás é entravar a obra de Deus, etrabalhar para destruição da humanidade. Freqüentemente, quando ointeresse em uma localidade se acha no auge, ele faz parecer aoespírito do obreiro que algum assunto insignificante em casa é degrande importância, exigindo-lhe a imediata presença. Se o obreiro nãovisa unicamente a glória de Deus, deixa o serviço por terminar, e correpara casa. Talvez seja ali detido por dias e mesmo semanas, e otrabalho anterior fica atrapalhado e se perde.Perde-se malha após malha, para nunca mais serem retomadas. Istoagrada o inimigo. E ao ver ele que é bem-sucedido em tornar osassuntos seculares de primeira importância no espírito dessa pessoa,
  16. 16. A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 16enche-lhe as mãos de dificuldades. Começa imediatamente a criarproblemas domésticos, de modo a embaraçar-lhe a mente, e sepossível, mantê-lo afastado do trabalho. ...Ao tempo em que as almas estão no ponto de decidir pró ou contra averdade, não consintais, eu vos rogo, em ser afastado de vosso campode labor. Não o abandoneis ao inimigo, eu diria, ainda que alguémesteja morto em vossa casa. Cristo disse: "Segue-Me. ... Deixa aosmortos o enterrar os seus mortos." Luc. 9:60. Se tão-somentepudésseis ver a importância da obra segundo ela me foi apresentada,seria sacudida para longe a paralisia de que muitos estão possuídos, ehaveria uma ressurreição e reavivamento mediante Jesus Cristo. ...Caso assumamos firmemente nossa posição como obreiros de Deus,dizendo: "O Senhor nos deu uma mensagem, e não podemos ser fiéisvigias a menos que estejamos em nosso posto de dever; levaremos aobra avante através de todos os perigos", então verificaremos que anjosde Deus ministrarão à nossa família no lar, e dirão ao inimigo: "Paratrás." Historical Sketches, págs. 127 e 128. ( Evangelismo, 655/ 56) Não Atores, mas Mestres da PalavraVejo que deve ocorrer no ministério grande reforma antes que ele sejaaquilo que Deus quer que seja. Os pastores no púlpito não têmpermissão de comportar-se como representantes de teatro, tomandoatitudes e expressões calculadas a causar efeito. Eles não ocupam opúlpito sagrado como atores, mas como mestres de verdades solenes.Há também pastores fanáticos que, tentando pregar a Cristo, atacam,gritam, saltam para cima e para baixo, esmurram o púlpito, como seesse exercício corporal servisse para alguma coisa. Tais momices nãoemprestam força alguma às verdades proferidas, antes, ao contrário,desgostam os homens e mulheres de pensar sereno e vistas elevadas.É dever dos que se entregam ao ministério deixar toda rudeza e todaconduta tempestuosa, no púlpito pelo menos.Gestos desalinhados e grosseiros não se devem tolerar nas profissõescomuns da vida; quanto menos, então, deverão eles ser tolerados nasacratíssima obra do ministério evangélico! O pastor deve cultivar graça,cortesia e refinamento de maneiras. Deve conduzir-se com a calmadignidade condicente com sua elevada vocação. Solenidade, uma certa
  17. 17. 17 | Apostila – Evangelismoautoridade piedosa, de mistura com mansidão, eis o que devecaracterizar o porte daquele que é mestre da verdade de Deus.Os pastores não devem formar hábito de contar anedotas no púlpito;isto prejudica o poder e a solenidade da verdade que apresentam. Anarração de anedotas ou incidentes que produzam riso ou umpensamento leviano no espírito dos ouvintes, é severamentecensurável. As verdades devem ser revestidas de linguagem pura echeia de dignidade; e as ilustrações devem ser de caráter semelhante.Fosse o ministério evangélico o que ele deve e poderia ser; e osmestres da verdade de Cristo estariam trabalhando em harmonia comos anjos; seriam colaboradores de seu grande Mestre. Há demasiadopouca oração entre os ministros de Cristo, e demasiada exaltaçãoprópria. Há demasiado pouco chorar entre o pórtico e o altar, clamando:"Poupa o Teu povo, ó Senhor, e não entregues a Tua herança aoopróbrio." Joel 2:17. Há demasia de longos sermões doutrinais, semuma centelha de fervor espiritual e do amor de Deus. Há demasia degesticulações e narração de anedotas humorísticas no púlpito, edemasiado pouco se diz acerca do amor e da compaixão de JesusCristo.Não basta pregar aos homens; cumpre-nos orar com eles e por eles;importa não nos mantermos friamente afastados deles, mas nosaproximarmos com simpatia das almas que desejamos salvar, visitá-lase conversar com elas. O pastor que dirige a obra fora do púlpito demaneira apropriada, realizará dez vezes mais do que aquele que limitaseu labor ao púlpito. Review and Herald, 8 de agosto de 1878. (Ev, 641) Evitar Gracejos e PilhériasEste espírito de gracejos e pilhérias, de leviandade e frivolidade, é umapedra de tropeço para os pecadores e ainda pior pedra de tropeço paraos que dão lugar à inclinação do coração não santificado. O fato de quealguns têm permitido esse traço desenvolver-se a ponto de gracejar serneles tão natural como a respiração, não diminui seus maus efeitos.Quando alguém puder apontar a uma palavra frívola proferida por nossoSenhor, ou a qualquer leviandade vista em Seu caráter, ele pode sentirque a leviandade e os gracejos são desculpáveis nele próprio. Esteespírito não é cristão; pois ser cristão é ser semelhante a Cristo. Jesus é
  18. 18. A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 18um modelo perfeito, e devemos imitar-Lhe o exemplo. Um cristão é amais elevada espécie de homem, um representante de Cristo.Alguns que são dados a gracejar, e a fazer observações levianas efrívolas, podem aparecer no púlpito sagrado com apropriada dignidade.Podem ser capazes de passar imediatamente à contemplação deassuntos sérios, e apresentar a seus ouvintes as mais importantes edecisivas verdades já confiadas a mortais; mas talvez seuscompanheiros de trabalho, a quem eles influenciaram, e que se lhesuniram nos descuidosos gracejos, não possam mudar tão depressa ocurso de seus pensamentos. Sentem-se condenados, a mente fica-lheconfundida; e acham-se incapazes de entrar na contemplação dostemas celestes e pregar a Cristo e Cristo crucificado.A disposição de dizer coisas espirituosas que provoquem riso, quandose acham em consideração as necessidades da causa, seja em umareunião de comissão, ou da mesa, seja em qualquer outra reunião denegócios, não é de Cristo. Essa inoportuna hilaridade tem umatendência desmoralizante. Deus não é honrado quando levamos tudopara o ridículo num dia, e no dia seguinte estamos desanimados equase destituídos de esperança, sem luz da parte de Cristo, e prontos acriticar e murmurar. Ele Se agrada quando Seu povo manifesta solidez,resistência e firmeza de caráter, e quando possui disposição animada,contente e esperançosa. ...(Idem, 642) Diligência - Fidelidade - Obediência ao ComandoOs interesses do reino de Cristo pedem diligência e fidelidade em grautanto maior quanto as coisas espirituais e eternas são de maiorimportância do que as coisas temporais. Não deve haver frouxidão notrabalho, nem ação vagarosa e tardia, pois isto poria em risco nossaprópria alma e a dos outros. ...Que general assumiria o comando de um exército quando os oficiais soba sua liderança se recusam a obedecer até que se achem capacitadosde que suas ordens sejam razoáveis? Tal atitude significaria ruína paratodo o exército. Enfraqueceria as mãos dos soldados. Surgiria em seuespírito a pergunta: Não haverá um meio melhor? Mas mesmo que hajaum meio melhor, as ordens devem ser obedecidas, do contrário o
  19. 19. 19 | Apostila – Evangelismoresultado seria derrota e desastre. Um momento de demora, e avantagem que se poderia obter ficaria perdida.Todo bom soldado obedece implícita e prontamente as ordens de seucapitão. A vontade do comandante tem de ser a vontade do soldado.Por vezes ele se surpreenderá com a ordem dada, mas não deve sedeter para indagar o porquê. Quando a ordem do capitão contraria osdesejos do soldado, não lhe cabe hesitar nem queixar-se, dizendo: Nãovejo coerência nesses planos. Não deve formular desculpas e deixarseu trabalho por fazer. Soldados dessa espécie não seriam aceitoscomo aptos para se empenharem em batalhas terrenas, e muito menosserão eles aceitos no exército de Cristo. Quando Cristo ordena, Seussoldados devem obedecer sem hesitação. Precisam ser soldados fiéis,do contrário Ele os não pode aceitar. A toda alma é concedida liberdadede escolha, mas depois que o homem se alistou, requer-se que seja tãoverdadeiro como o aço, quer para a vida, quer para a morte. Manuscrito71/2, 1900. (Idem, 648) Método e Prontidão Poupam TempoPrecisa haver homens que comecem uma obra na devida maneira, e seatenham a ela e vão avante com firmeza. Tudo deve ser feito segundoum plano bem elaborado, e com método. Deus confiou a homens Suasagrada obra, e pede que a façam cuidadosamente. É essencial aregularidade em tudo. Nunca chegueis tarde a um encontro marcado.Em nenhum departamento ou escritório se deve perder tempo comconversas desnecessárias. A obra de Deus requer coisas que nãorecebe porque os homens não aprendem do Deus da sabedoria. Elesforçam em sua vida demasiadas coisas, adiam para amanhã aquilo quelhes exige a atenção hoje, e perde-se muito tempo em ajuntarpenosamente as malhas perdidas. ...Alguns obreiros devem abandonar os vagarosos métodos de trabalhopredominantes, e aprender a ser rápidos. A presteza é necessária damesma maneira que a diligência. Se desejarmos executar a obra deacordo com a vontade de Deus, ela deve ser feita de maneira expedita,mas não sem reflexão e cuidado. Manuscrito 24, 1887 ( Idem, 650)
  20. 20. A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 20 Organizar Nosso Trabalho DiárioAs pessoas que não adquiriram hábitos de estrita operosidade eeconomia de tempo, devem ter regras estabelecidas para as estimular àregularidade e à presteza. George Washington foi habilitado a realizargrande quantidade de negócios, porque era exato em conservar aordem e a regularidade. Cada papel tinha sua data e seu lugar, e tempoalgum era perdido em procurar o que não estava no lugar designado.Obreiros Evangélicos, pág. 277 e 278. MOISÉSDesde o princípio tem Deus operado por Seu Espírito Santo, medianteagentes humanos, para a realização de Seu propósito em benefício daraça caída. Isto se manifestou na vida dos patriarcas. À igreja nodeserto, no tempo de Moisés, também deu Deus Seu "bom Espírito,para os ensinar". Nee. 9:20. E nos dias dos apóstolos Ele atuoupoderosamente por Sua igreja através do Espírito Santo. O mesmopoder que susteve os patriarcas, que a Calebe e Josué deu fé ecoragem, e eficiência à obra da igreja apostólica, tem sustido os fiéisfilhos de Deus nos séculos sucessivos. Foi mediante o poder do EspíritoSanto que na idade escura os cristãos valdenses ajudaram a preparar ocaminho para a Reforma. Foi o mesmo poder que deu êxito aosesforços de nobres homens e mulheres que abriram o caminho para oestabelecimento das modernas missões, e para a tradução da Bíbliapara as línguas e dialetos de todas as nações e povos. (AA, 53)Solenes são as responsabilidades impendentes sobre os que sãochamados a agir como dirigentes na igreja de Deus na Terra. Nos diasda teocracia, quando Moisés estava procurando levar sozinho fardos tãopesados que logo sucumbiria sob eles, foi ele aconselhado por Jetro afazer planos para uma sábia distribuição de responsabilidades. "Sê tupelo povo diante de Deus," aconselhou Jetro, "e leva tu as coisas aDeus; e declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes saber o caminhoem que devem andar, e a obra que devem fazer." Jetro sugeriu maisque fossem escolhidos homens como "maiorais de mil, maiorais de cem,
  21. 21. 21 | Apostila – Evangelismomaiorais de cinqüenta, e maiorais de dez". Os escolhidos deviam ser"homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, queaborreçam a avareza". Deviam ser estabelecidos "para que julguemeste povo em todo o tempo", aliviando assim Moisés da exaustivaresponsabilidade de atender a muitos assuntos de menor importância,que podiam ser solucionados com habilidade por auxiliaresconsagrados. Êxo. 18:19-22.O tempo e a força dos que, na providência de Deus, foram colocadosem posições de mando e responsabilidade na igreja, devem ser gastosno trato com assuntos de maior importância, que demandemcapacidade especial e largueza de coração. Não é o plano de Deus quetais homens sejam solicitados na solução de assuntos de pequenaconsideração, que outros são bem qualificados para manejar. "Seja quetodo o negócio grave tragam a ti," aconselhou Jetro a Moisés, "mas todoo negócio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarás dacarga, e eles a levarão contigo. Se isto fizeres, e Deus to mandar,poderás então subsistir: assim também todo este povo em paz virá aoseu lugar." Êxo. 18:22 e 23.Em harmonia com este plano, "escolheu Moisés homens capazes, detodo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo: maiorais de mil emaiorais de cem, maiorais de cinqüenta, e maiorais de dez. E elesjulgaram o povo em todo o tempo; o negócio árduo trouxeram a Moisés,e todo o negócio pequeno julgaram eles". Êxo. 18:25 e 26.Mais tarde, ao escolher setenta anciãos para com eles repartir asresponsabilidades da liderança, Moisés foi cuidadoso em selecionarpara seus auxiliares homens que possuíssem dignidade, são juízo eexperiência. Em suas instruções a esses anciãos ao tempo em queforam ordenados, ele esboçou algumas das qualificações que habilitamum homem a ser dirigente sábio na igreja. "Ouvi a causa entre vossosirmãos," disse Moisés, "e julgai justamente entre o homem e seu irmão,e entre o estrangeiro que está com ele. Não atentareis para pessoaalguma em juízo, ouvireis assim o pequeno como o grande: Nãotemereis a face de ninguém, porque o juízo é de Deus." Deut. 1:16 e 17.Os mesmos princípios de piedade e justiça que deviam orientar oslíderes entre o povo de Deus nos dias de Moisés e de Davi, deviam serigualmente seguidos por aqueles a quem foi entregue o cuidado darecém-organizada igreja de Deus na dispensação evangélica. Na obrade ordenar as coisas em todas as igrejas, e na ordenação de homens
  22. 22. A p o s t i l a – E v a n g e l i s m o | 22capazes para agir como oficiais, os apóstolos se orientaram pelas altasnormas de governo esboçadas no Antigo Testamento. Mantiveram oprincípio de que aquele que é chamado para ocupar posição de maiorresponsabilidade na igreja, "seja irrepreensível, como despenseiro dacasa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nemespancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas dado àhospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante;retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que sejapoderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como paraconvencer os contradizentes". Tito 1:7-9.proferir palavras blasfemas contra o templo e a lei. "Nós lhe ouvimosdizer", declararam essas testemunhas, "que esse Jesus Nazareno há dedestruir este lugar e mudar os costumes que Moisés deu." Atos 6:14.Quando Estêvão se colocou face a face com seus juízes, pararesponder à acusação de blasfêmia, um santo brilho resplandeceu emseu rosto, e "todos os que estavam assentados no conselho, fixando osolhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo". Atos 6:15.Muitos que contemplaram esta luz tremeram e velaram o rosto, mas apertinaz incredulidade e preconceito dos príncipes não se abalaram.Sendo interrogado quanto à verdade das acusações contra ele feitas,Estêvão começou sua defesa com voz clara, penetrante, que repercutiapelo recinto do conselho. Com palavras que mantinham a assembléiaabsorta, prosseguiu ele relatando a história do povo escolhido de Deus.Mostrou completo conhecimento da economia judaica, e interpretaçãoespiritual da mesma, agora manifesta por meio de Cristo. Repetiu aspalavras de Moisés que prediziam o Messias: "O Senhor vosso Deuslevantará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim: a Eleouvireis." Atos 3:22. Patenteou sua própria lealdade para com Deus epara com a fé judaica, enquanto mostrava que a lei na qual os judeusconfiavam para a salvação não fora capaz de salvar Israel da idolatria.Ligava Jesus Cristo com toda a história judaica. Referiu-se à construçãodo templo por Salomão, e às palavras deste, bem como de Isaías: "Maso Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como dizo profeta: O Céu é o Meu trono, e a Terra o estrado de Meus pés. (AA,92 – 100)Nesse tempo de perigo, Nicodemos veio destemerosamente confessarsua fé no Salvador. Nicodemos era membro do Sinédrio, e com outros
  23. 23. 23 | Apostila – Evangelismotinha sido movido pelos ensinos de Jesus. Ao testemunhar asmaravilhosas obras de Cristo, a convicção de que Este era o enviado deDeus tomou posse de sua mente. Demasiado orgulhoso para se mostrarabertamente simpático ao Mestre galileu, havia procurado umaentrevista secreta. Nesta entrevista, Jesus desdobrara perante ele oplano da salvação e de Sua missão ao mundo; entretanto Nicodemoshesitava ainda. Tinha a verdade no coração, e por três anos houvepouco fruto aparente. Mas, conquanto não tivesse publicamentereconhecido a Cristo, repetidamente havia ele no concílio do Sinédrioimpedido os desígnios dos sacerdotes para destruí-Lo. Quando afinalCristo foi levantado na cruz, Nicodemos se lembrou das palavras queEle dissera na noite da entrevista no Monte das Oliveiras: "Como Moiséslevantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homemseja levantado" (João 3:14); e ele viu em Jesus o Redentor do mundo.(AA, 104)Foi no monte com Deus que Moisés contemplou o modelo damaravilhosa construção que devia ser o lugar de habitação da glória doSenhor. É no monte com Deus - no lugar secreto da comunhão - quedevemos contemplar Seu glorioso ideal para a humanidade. Em todasas eras, por meio de comunicação com o Céu, Deus tem realizado Seupropósito por Seus filhos pelo gradual desdobrar em seu espírito dasdoutrinas da graça. Sua maneira de repartir a verdade é ilustrada naspalavras: "Como a alva será a Sua saída." Osé. 6:3. Aquele que secoloca onde Deus o pode iluminar, avança, por assim dizer, daobscuridade parcial da aurora para o pleno brilho do meio-dia. (AA, 564) Sl. 74: 9; Zac 13: 5; I Cor. 14: 32; Prov 29: 18

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