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    19. a personalidade do espírito santo 19. a personalidade do espírito santo Document Transcript

    • 1| Apostila –A Personalidade do Espírito Santo A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTOConsideremos agora o caráter do Espírito Santo. Ele é “outroconsolador”. Isto identifica o prometido Espírito com o Senhor que Oprometeu – em natureza, caráter, propósito e atividade. É por assimdizer, o outro eu de Cristo, identifico em natureza e caráter. Se nospermitem uma tosca comparação, diremos que Eles se assemelham ádois lados de um triângulo – semelhantes e relacionados, masdiferentes. Notemos a seguinte citação: O Desejado de Todas as Nações ed. Popular, pág. 769. (outra ed. pág. 805). “O Espírito Santo não se manifestara ainda plenamente; pois Cristo ainda não fora glorificado. A mais abundante comunicação do espírito não se verificou senão depois da ascensão de Cristo. Enquanto não houvesse sido recebido, os discípulos não podiam cumprir a missão de pregar o evangelho ao mundo. Mas o Espírito foi agora dado para um fim especial. Antes de os discípulos poderem cumprir seus deveres oficiais em relação com a Igreja, Cristo soprou sobre eles Seu Espírito. Estava-lhes confiando um santíssimo legado, e desejava impressioná-los com o fato de que, sem o Espírito Santo, não se podia realizar esta obra”. “O Espírito Santo é o sopro da vida espiritual na alma. A comunicação do Espírito é a transmissão da vida de Cristo. Reveste o que O recebe com os atributos de Cristo.”Jesus disse de Si mesmo: “O Espírito do Senhor está sobre Mim, peloque Me ungiu para evangelizar aos pobres; enviou-Me a curar osquebrantados de coração; para proclamar libertação aos cativos erestauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, eapregoar o ano aceitável do Senhor.” Lucas 4:18 e 19. Ninguém podecurar os quebrantados de coração sem o Consolador, Aquele que estáao seu lado para ajudar. Os discípulos teriam que ficar sem Ele, oprimeiro Consolador, para que Ele pudesse enviar outro. EnquantoCristo viver, perdurará essa garantia.
    • A p o s t i l a – A P er s o n al i d ad e d o E s p í r i t o S an t o |2Consolador, todavia, é uma tradução inadequada do termo gregoParakletos, a nova designação do novo ministério que o Espírito estavapara iniciar. Segundo a maioria dos eruditos. A melhor tradução deParakletos é Advogado, que significa também representante,intercessor, suplicante e consolador. É realmente um termo intraduzível,o mesmo usado com respeito a Cristo sobre Sua obra perante o Pai:“Filhinhos Meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se,todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, ojusto.” I João 2:1Um advogado ajuda seus clientes de duas maneiras: ás vezesrepresentava-o perante o tribunal, pleiteando sua causa; outras vezes,meramente prepara discurso para que o cliente mesmo fale.Semelhantemente, Cristo é nosso Advogado perante o Pai, e o EspíritoSanto é o Advogado de Cristo conosco.Havemos, nós, que honramos os representantes dos governosterrestres, de ser culpados de desrespeito e indiferença para com oAdvogado do Rei do Céu, o representante de Cristo perante a Igreja e omundo?Ao estudarmos o caráter do Espírito Santo, somos levados diretamenteá consideração de Sua personalidade. É fácil imaginar o Pai e Jesuscomo Pessoas. É como se pudéssemos até visualizá-los. Mas o Espíritoé considerado tão misterioso, invisível, secreto, e seus atos tão fora doalcance de nossa percepção, que Sua personalidade é questionada aocontrastar-se com as outras Pessoas da Divindade.Ele tem, naturalmente, aparecido de modo visível aos sentidoshumanos; em certa ocasião, em forma de pomba (Mateus 3: 16). Daímuito se dizer sobre Sua influência, graças, poder e dons. Somos assiminclinados a considerá-lo simplesmente como influência, poder,energia—consideração reforçada pelos símbolos de fogo, vento, óleo eágua.Além disso, muito contribui para esse conceito popular o fato de que otermo Espírito, em grego, é neutro; e seguindo as estritas normasgramaticais em inglês, usa-se em Romanos 8:16 e 26, o pronomeneutro itself na Authorized Version (Versão Autoriza).—“O próprio (itself)Espírito testifica com o nosso espírito que somo filhos de Deus.”“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza;porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo (itself) Espíritointercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis.” Isto,
    • 3| Apostila –A Personalidade do Espírito Santoporém, foi corrigido na Revised Version (Versão Revisada), paraharmonizar com a Sua personalidade.Não se trata de mera questão técnica, acadêmica ou simplesmenteteórica. É de suprema importância e do mais elevado valor prático. SeEle é uma pessoa divina e O consideramos como influência impessoal,então estamos roubando dessa Pessoa divina à deferência, honra eamor que Lhe são devidos. E mais: Se o Espírito é mera influência oupoder, podemos então procurar apropriar-nos dEle e usá-Lo.Se julgarmos possuir o Espírito Santo podemos inclinar-nos para apresunção e ostentação própria; mas se mantemos o outro conceito, overdadeiro, então seremos inclinados á renuncia, abnegação ehumilhação de nosso próprio eu. Nada há, além disso, para lançar porterra a glória do homem. A este respeito vejamos outra citação doEspírito de Profecia: Obreiros Evangélicos, pág. 285 “Nós não podemos servir-nos do Espírito Santo; Ele é que nos há de usar a nós. Mediante o Espírito, Deus opera em Seu povo ‘tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade’. Filip.2:13. Mas muitos não se querem submeter a ser guiados. Querem dirigir-se a si mesmo. Eis por que não recebem o dom celestial. Apenas aqueles que esperam humildemente em Deus, que estão atentos a Sua guia e graça, é o Espírito concedido. Esta prometida bênção, reclamada pela a fé, traz consigo todas as demais bênçãos. Ela é concedida segundo as riquezas da graça de Cristo e Ele está pronto a suprir cada alma, de acordo com sua capacidade de receber.”Não, o Espírito Santo não é uma tênue, nebulosa influência emanentedo Pai. Não é algo impessoal, vagamente reconhecido, apenas uminvisível principio de vida. Na mente de multidões, o Espírito Santo temsido despojado de personalidade e tornado irreal, inacessível, oculto pordensa neblina e envolto pela irrealidade. No entanto, a maior realidadeinvisível no mundo hoje é o Espírito Santo. Ele é uma santapersonalidade.Jesus foi à personalidade mais influente e marcante neste velho mundo,e o Espírito Santo foi designado para preencher a sua vaga. Nada a nãoser uma Pessoa. Nenhuma simples influência seria suficiente.
    • A p o s t i l a – A P er s o n al i d ad e d o E s p í r i t o S an t o |4Há o perigo de limitarmos nossa idéia de personalidade a manifestaçõesfísicas. Parece difícil concebermos a idéia de personalidade separadade uma tangível forma humana corporal, uma existência assim limitada.Mas personalidade e tal corporalidade devem ser nitidamente distintas,embora freqüentemente se confundam. A personalidade não exige aslimitações da humanidade. Quanto a isso, fala-nos novamente o Espíritode Profecia: Desejado de Todas as Nações pág. 644. ed. popular (669 no grande) “O Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da personalidade humana, e dela independente. Limitado com a humanidade, Cristo, não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interesse deles que fosse para o Pai, e enviasse o espírito como Seu sucessor na terra. Ninguém poderia ter então vantagem devido a sua situação ou seu contato pessoal com Cristo. Pelo Espírito Santo, o Salvador seria acessível a todos. Nesse sentido, estaria mais perto deles do que se não subisse ao alto.”Deus o Espírito não deve ser medido por padrões humanos. Nãopodemos expressar o infinito em termos finitos. Não se pode definir demaneira concisa e cabal o Espírito Santo. Não nos é necessário resolvero mistério de Sua natureza, e contra isso somos especificamenteadvertidos: Atos dos Apóstolos, págs. 51 e 52 “Não é essencial que sejamos capazes de definir exatamente o que seja o Espírito Santo. Cristo nos diz que o Espírito é o Consolador, o ‘Espírito de verdade, que procede do Pai’. Declara-se positivamente, a respeito do Espírito Santo, que em sua obra de guiar os homens em toda verdade, ‘não falará de Si mesmo’, S. João 15:26; 16:13. “A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não lho revelou. Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a igreja. Com relação a tais mistério – demasiado profundos para o entendimento humano – o silêncio é ouro.”
    • 5| Apostila –A Personalidade do Espírito SantoEis outro importante conselho: Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 336 “Íntima ligação com Deus deve ser mantida por todos os nossos professores. Se Deus enviasse seu Santo Espírito a nossas escolas para moldar corações, elevar o intelecto, e dar aos estudantes sabedoria divina, pessoas há que, em seu estado atual, se interporiam entre Deus e os que necessitam de luz. Não compreenderiam a obra do Espírito Santo; jamais a compreenderam; ela lhes foi, no passado, um tão grande mistério como eram as lições de Cristo para os judeus. A operação do Santo Espírito de Deus não é criar curiosidade. Não compete aos homens decidir se porão as mãos nas manifestações do Espírito de Deus. Devemos deixar o Senhor operar.”A mesma instrução inspirada estabelece uma vez por todas as verdadesquanto a Sua personalidade. Ele é a “Terceira Pessoa da Divindade.”“O mal se vinha acumulando por séculos e só poderia ser restringido eresistido pelo eficaz poder do Espírito Santo, a terceira Pessoa daDivindade, que viria com não modificada energia, mas na plenitude dopoder divino.”—Testemunhos para Ministros, pág. 392.Há “três pessoas viventes” no trio celestial:“O Pai é toda a plenitude da Divindade corporalmente, e invisível aosolhos mortais.“O Filho é toda a plenitude da divindade manifestada. A Palavra deDeus declara que Ele é a ‘expressa imagem de Sua pessoa’. ‘Deusamou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para quetodo aquele que nEle crê não pereça mais tenha a vida eterna.’ Aí semanifesta a personalidade do Pai.“O Consolador que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu,é o Espírito em toda a plenitude da Divindade, tornando manifesto opoder da graça divina a todos quantos recebem e crêem em cristo comoum Salvador pessoal. Há três pessoas; em nome destes três grandespoderes—o Pai, o Filho e o Espírito Santo—os que recebem a Cristo porfé viva são batizados, e esses poderes cooperarão com os súditosobedientes do Céu em seus esforços para viver a nova vida emCristo.”—Evangelismo, pág. 614 e 615.
    • A p o s t i l a – A P er s o n al i d ad e d o E s p í r i t o S an t o |6Peço ao que estão vivendo no próprio coração da obra que recapitule,as experiências de anos e vejam se o “bem estar”(Mat. 25: 21) podecom justiça ser dito a seu respeito. Convido os professores em nossasescolas a considerarem cuidadosamente e com oração: Tenhoindividualmente vigiado minha própria vida como quem está cooperandocom Deus para a purificação de todos os seus pecados e de sua inteirasantificação? Pode você, por preceito e exemplo, ensinar aos jovens asantificação, por meio da verdade, que resulta de fato em santidade?Ou você tem medo do Espírito de Deus? Ás vezes esse Espírito temvindo com a mais completa e penetrante influencia á escola de BattleCreek e de outros lugares. Já percebeu isso? Atribuiu-Lhe a honradevida a um mensageiro celestial? Quando parecia estar o Espíritolutando com os jovens, sugeriu você: “Ponhamos de lado todo estudo,pois é evidente que temos entre nós um Hospede celestial. Vamos darglórias a Deus”? Com o coração contrito, inclinou-se você em oraçãocom seus estudantes, suplicando as bênçãos que o Senhor lhe estavaapresentando?O Grande Mestre em Pessoa estava entre vocês. Vocês Ohonraram? Ou era Ele um estranho para alguns dos educadores?Houve necessidade de mandar buscar alguém supostamente autorizadopara saudar ou repelir esse mensageiro do Céu? Embora invisível, Suapresença podia ser percebida ente vocês. Ou será que foi expresso opensamento de que na escola o tempo deve ser dedicado ao estudo, eque para tudo há o momento oportuno, como se as horas dedicadas aoestudo comum fossem demasiado preciosas para serem abandonadasem favor da operação do mensageiro celestial?Quando o Espírito Santo revela Sua presença nas salas de aula, digamaos estudantes: “O Senhor indica que tem para nós hoje uma lição deorigem celestial, de mais valor do que nossas lições comuns”.Ouçamos: curvemo-nos diante de Deus e busquemo-Lo de todocoração.”O mensageiro do Senhor veio para convencer do pedado eabrandar os corações endurecidos pelo longo afastamento deDeus. (8 T pág. 61-62).Deus não é um homem magnificado ou sublimado. Somente Deus temperfeita personalidade, existente desde os dias da eternidade, muitoantes que um único ser humano, com suas limitações, viesse a existir.Há quatro predicados que caracterizam a personalidade: (1) vontade, (2)
    • 7| Apostila –A Personalidade do Espírito Santointeligência, (3) poder, (4) capacidade de amar. A personalidade,portanto, envolve a consciência de si mesmo, o conhecimento próprio, avontade própria e a autodeterminação.Uma pessoa é um ser acessível, no qual se pode confiar ou não, e quepode ser amado ou odiado, adorado ou insultado. Tais característicasessenciais da personalidade são limitadas e imperfeitas no homem, masilimitadas e perfeitas em Deus. Não se pode, portanto, confinar apersonalidade do Espírito Santo a comparações com a personalidadehumana.Far-nos-á bem ouvir o que Jesus diz sobre este assunto nos capítulos14 e 16 de S. João. Nenhuma de Suas palavras indica que o EspíritoSanto seja simplesmente uma influência. Cristo Se dirige a Ele e O tratacomo pessoa. Chama-O Paracleto, título cabível somente a umapessoa.A idéia de personalidade domina a construção gramatical das sentençasde Cristo. Nos capítulos 14, 15 e 16 de S. João, cerca de vinte e quatrovezes, aparecem pronomes pessoais aplicados ao Espírito Santo.(Note-se, por exemplo, S. João 15:26 e 16:13.) Não que as pessoas daDivindade sejam masculinas e não femininas, mas sim pessoais e nãoimpessoais. Em certos textos mantém-se subordinada a personalidadedo Espírito a fim de que sejam postas em evidência outras de Suascaracterísticas. Cristo apresenta o Espírito como alguém que ensina,fala, dá testemunho, guia, escuta e declara. Isto implica inteligência,discriminação e, portanto, personalidade.Qualidades, ações e referências pessoais Lhes são atribuídas. Não sãomãos e pés que constituem as marcas da personalidade, mas simconhecimento, sentimento, vontade e amor. 1 CONHECIMENTO “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está assim também as coisas de Deus ninguém as conhece senão o Espírito de Deus.” I Cor.2:11. O Espírito Santo é a Pessoa qualificada para lidar com seres pessoais de modo consciente e inteligente, fazendo-os conhecer o que há no coração de Deus para eles, e também o que há em seus próprios corações. É absurdo atribuir a uma energia, influência ou força tal entendimento.
    • A p o s t i l a – A P er s o n al i d ad e d o E s p í r i t o S an t o |82 VONTADE“Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas,repartindo particularmente a cada um como quer.” I Cor. 12:11(Almeida antiga). Eis aqui a maior prova de personalidade. Avontade é o elemento que mais distingue uma personalidade.3 MENTE“E Aquele que sonda os corações sabe qual é a mente doEspírito, porque segundo a vontade de Deus é que Eleintercede pelos santos.”Romanos 8:27. Em grego isto implicapensamento e propósito. Atos 15:28 esclarece: “Pois pareceubem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargoalém destas coisas essenciais.” Lemos: “Mediante o poder doEspírito Santo, toda obra designada por Deus deve ser elevadae enobrecida e levada a testificar em favor do Senhor. Deve ohomem colocar-se sob o controle da mente infinita, cujosditames lhe cumpre obedecer em todo particular.”—ConselhosSobre Saúde pág. 524.4 AMOR“Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo etambém pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigonas orações a Deus a meu favor.” Rom. 15:30. O Espírito Santonão é uma força cega, mas uma Pessoa que ama com a maisterna afeição.5 COMUNHÃO“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e acomunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” II Cor.13:13. Ele é aqui ligado ás supremas personalidades, o Pai e oFilho, na benção apostólica. E só se pode conceber a comunhãocom o Espírito Santo numa base de personalidade, que implicaparceria e reciprocidade.6 TRISTEZA“E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual foste seladospara o dia da redenção.” Efe. 4:30. Como a compreensão destepensamento, referindo-se a essa santíssima Pessoa, moldará avida inteira!.7 PODE-SE INSULTÁ-LO, TENTÁ-LO E MENTIR-LHENotem-se estes textos: “De quanto mais severo castigo julgaisvós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho
    • 9| Apostila –A Personalidade do Espírito Santo de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da Graça?” Heb. 10:29. Tornou-lhe Pedro: “Por que entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí á porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e eles também te levarão.” Atos 5:9. “Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?... Não mentiste ao homem, mas a Deus.” Atos 5:3 e 4. Vemos assim que ele é suscetível a ofensa pessoal.A mais solene advertência de Cristo ouvida pelos homens, registradanos quatro evangelhos, declara que aquele que rejeitar o Senhor ou asSuas palavras será perdoado; mas se ofender o Espírito Santo, pecandocontra Ele e finalmente recusando seus ensinos, não será perdoado. Éinconcebível que alguém peque contra uma influência, força ou energiae assim incorra no perigo do pecado imperdoável.Repassemos a seguir alguns feitos atribuídos a Ele, os quais somenteuma pessoa poderia realizar. Ele inspirou as Escrituras Sagradas, ditouordens e proibições, designou pastores, fez intercessões e orações, deuensinos e relevantes atos de uma personalidade inteligente, e quejamais poderiam ser realizadas por uma influência.O Espírito Santo, porém, é mais do que uma simples personalidade. Eleé uma pessoa divina. É chamado Deus(Atos 5:3 e 4), a “terceira pessoada Divindade”. Possui atributos divinos: onipotência (S. Lucas 1:35);onipresença (Salmo 139:7-10); vida eterna (Heb. 9:14). Estes atributosque pertencem somente a Deus, são também atributos do Espírito. Ele émaior do que os anjos porque, como representantes de Cristo, dirigetodos os anjos na Terra, na luta contra as legiões das trevas.“Todos os espíritos celestes se acham nesse exército. E mais que anjosestão nas fileiras. O Espírito Santo, o representante do Capitão doexército do Senhor, desce para dirigir a batalha.”—Desejado de Todasas Nações, ed. popular, pág. 334. outro pág. 352.Além disso, são-lhe atribuídas obras divinas: a criação (Jó 33:4), aregeneração (S. João 3:5-8), a ressurreição (I Ped. 3:18), a autoria dasprofecias (II Ped. 1:21). Tais obras só poderiam ser realizadas por Deus.Portanto, o Espírito Santo não é simplesmente pessoa, mas umaPessoa divina. No plano de deus o ministério do Espírito inclui criação,
    • A p o s t i l a – A P e r s o n a l i d a d e d o E s p í r i t o S a n t o | 10inspiração, convicção, regeneração, santificação e preparo para oserviço eficiente.Isto nos induz a um breve exame da relação do Espírito Santo com asoutras Pessoas da Divindade. Em nossa concepção da Trindade,tendemos a pensar em três deuses em vez de um. Nosso Deus ésomente um (Deut. 6:4); mas há três Pessoas em uma única Divindade.A nossa dificuldade consiste em procurar conceber seres espirituais emtermos de ordem física. Talvez aqui seja interessante uma ilustraçãomuito simples. O triângulo é uma figura, mas com três lados. Assim aDivindade, sendo uma, manifesta-Se como Pai, Filho e Espírito Santo.Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” S. João 10:30.Eis uma citação bem ao ponto: “ ‘Se vós Me conhecêsseis a Mim’,‘também conheceríeis a Meu Pai; e já desde agora O conheceis e Otendes visto.’ Mas nem então os discípulos compreenderam.’Senhor,mostra-nos o Pai’. Exclamou Filipe, ‘o que nos basta.’“Admirado de sua falta de compreensão, Cristo perguntou com dolorosasurpresa: ‘Estou há tanto tempo convosco e não Me tendes conhecido,Filipe?’ Será possível que não vejas o Pai nas obras que Ele faz porMeu intermédio? Não crês que vim testificar do Pai? ‘Como dizes tu:Mostra-nos o Pai? Quem Me vê a Mim vê o Pai.’ Cristo não deixara deser Deus ao tornar-Se homem. Conquanto Se houvesse humilhado atéá humanidade, pertencia-Lhe ainda a divindade.”—O Desejado deTodas as Nações, ed. popular pág. 639-640. Outra ed. 663-664.E mais uma vez, ao falar sobre a vinda do Espírito Santo, Cristo disse:“E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador. ... O Espírito daverdade. .. Não vos deixaria órfãos, voltarei para vós outros.” S. João14:16-18. “Meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nelemorada.”Verso 23.Assim a presença do Espírito Santo envolve a presença de Jesus e doPai. Em outras palavras, é mediante o Espírito Santo que a plenitude daDivindade, nesta dispensação, está presente e opera no mundo. OEspírito Santo é, por assim dizer, o outro eu de Jesus. E é assim queJesus faz sua morada permanente e universal em todo o Seuverdadeiro caráter, e O recebem no coração, têm vida eterna. É pormeio do Espírito que Cristo habita em nós; e o Espírito de Deus,recebido no coração pela fé, é o princípio da vida eterna. ”— Idem, pág.370 (no outro pág. 388)
    • 11 | Apostila –A Personalidade do Espírito SantoAntes de Cristo vir como homem, o Pai era a Pessoa mais notável nohorizonte da Divindade; quando Jesus veio, a segunda Pessoa ocupouo horizonte; e nesta dispensação do Espírito, a terceira Pessoa é quemo ocupa, culminando assim as progressivas provisões de Deus.Na dispensação do Pai, destacava-se o padrão da lei; na dispensaçãodo Filho, adiciona-se a reconciliação; na dispensação do Espírito,acrescenta-se poder santificante e habilitador. Essas dispensações são,portanto, cumulativas, cada uma reforçando e suplementando a outra.Em cada dispensação a espiritualidade da Igreja tem sido condicionadaa sua adesão á principal verdade revelada para o seu tempo. O padrãode justiça foi erguido, foram manifestos os meios de reconciliação eexpiação, por último, o agente que aplica esses benefícios ao homemsalienta-se agora de maneira notável.Os três grandes testes históricos da fé em relação com a divindade são:Primeiro no período anterior á encarnação, o teste de “um Deus” versuspoliteísmo, e o direito de Deus de governar tendo a lei como padrão osábado como sinal; segundo, se, no primeiro advento de Cristo, aquelesque passaram no primeiro teste aceitariam Jesus como Filho de Deus eRedentor; terceiro, tendo passado nos dois primeiros testes, submeter-nos-íamos plenamente ao Espírito Santo para que torne eficaz em nóstudo o que foi feito por nós.Estes fundamentos são amplos e abarcam tudo que é vital ao divinoplano da salvação.Encontra-se em Gênesis 1:26 a primeira indicação da pluralidade daDivindade. Deus disse: “Façamos o homem á nossa imagem”. O Pai é afonte, o filho é o intermediário, e o Espírito Santo é o meio pelo qual acriação veio á existência.A trindade da divindade é várias vezes inferida no Velho Testamento.Em Números 6:24-27 lemos: “Assim porão o Meu nome sobre os filhosde Israel”(v.27). Antes a expressão “O Senhor.. o Senhor.. “O Senhor..”aparece três vezes, não quatro nem duas. “O Senhor te abençoe e teguarde; o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenhamisericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o Seu rosto, e te dê a paz.”Esta tríplice repetição assemelha-se precisamente á benção apostólicado Novo Testamento em II Coríntios 13:13: “A graça do senhor JesusCristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com
    • A p o s t i l a – A P e r s o n a l i d a d e d o E s p í r i t o S a n t o | 12todos vós.” Em Números o nome do Espírito é associado com o Pai e oFilho no único nome de Deis.Além disso, lemos em Isaias 6: 1-3:“No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um altoe sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafinsestavam por cima dEle; cada um tinha seis asas: com duas cobria orosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam unspara os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos;toda a Terra está cheia da Sua glória.”Encontramos assim outra tríplice atribuição de louvor a uma só Pessoa.E novamente em Isaias 48:16:“Chegai-vos a Mim, ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio;desde o tempo em que isso vem acontecendo tenho estado lá. Agora oSenhor Deus Me enviou a Mim e o Seu “Espírito.”Aqui encontramos o “Senhor”, e o “Espírito”, e “Me” – Aquele que viria.Tão logo Jesus andou na Terra, como um indivídou entre os homens,tornou-se inevitável que as distinções na Divindade fossem nitidamentereconhecidas. Não há razão bíblica para aceitar a deidade epersonalidade do Pai e do filho, que não estabeleça igualmente essasmesmas características do Espírito Santo.Quando Jesus foi batizado (S. Mateus 3:16 e 17), a voz do Pai anunciouo seu prazer no filho, e este foi então ungido pelo Espírito Santo. Aquivemos uma nítida distinção entre os três na mesma ocasião. Tambémna grande comissão evangélica ( S. Marcos 28:19)a fórmula batismalcontém o nome do Espírito no mesmo nível de igualdade com o do Pai eo Filho. Em seu sermão pentecostal, Pedro declarou:“Exaltado, pois, á destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa doEspírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis.”Lemos ainda nos capítulos em consideração: “E Eu rogarei ao Pai, e elevos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco.”“Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em Meunome, Este vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo oque vos tenho dito.” S. João 14:16 e 26.“Quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda averdade; porque não falará por Si mesmo, mas dirá tudo o que tiverouvido, e vos anunciará as coisas que hão de ver. Ele Me glorificará
    • 13 | Apostila –A Personalidade do Espírito Santoporque há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar. Tudoquanto o Pai tem é Meu; por isso é que vos disse que há de receber doque é Meu e vo-lo há de anunciar.” S. João 16:13-15.A isto deve-se acrescentar a afirmação de S. Paulo: “Porque por Ele,ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.” Efe. 2:18. e em Hebreus10:9-15 vemos que a vontade é do Pai, o Filho executa e o Espíritotestifica. A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e oEspírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano daredenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse plano, foi decididoque Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo e ofertapelo pecado. Que linha pode medir a profundidade deste amor? (CSSpág. 222)No terceiro século, época do florescimento das apostasias, Paulo deSamotrácia apresentou uma teoria que negava a personalidade doEspírito Santo e O considerava simplesmente uma influência, umaexpressão de energia e poder divinos, uma influência emanada de Deuse exercida no homem. Quando veio a Reforma Protestante, doishomens, Laelus Socinus e seu sobrinho Fausto Socinus, reacenderamessa teoria e muitos a aceitaram.Essa influência, que faz baixar a temperatura espiritual, foi sentida emtodas as igrejas protestantes. Na Versão Autorizada de 1611(em inglês)o pronome pessoal aplicado por Cristo ao Espírito Santo, em Romanos8:16 e 26, é traduzido para o neutro it ou itself, o que indica a atitude depessoas cristãs naquele tempo, referindo-se ao Espírito como coisa(it).Não somente foi a personalidade do Espírito Santo atacada naquelestempos, mas também Sua divindade foi posta em dúvida no quartoséculo por Ário, presbítero de Alexandria. Ensinava ele que Deus erauma Pessoa eterna, infinitamente superior aos anjos, e que Seuunigênito Filho exerceu poder sobrenatural na criação da terceiraPessoa, o Espírito Santo.A diferença entre essas duas heresias, o socinianismo e o arianismo,consiste em que esta última reconhece a personalidade do EspíritoSanto ao passo que nega sua própria divindade. De acordo com Ário, oEspírito Santo é uma pessoa criada. Se é criada, então não é adivindade.
    • A p o s t i l a – A P e r s o n a l i d a d e d o E s p í r i t o S a n t o | 14Reza a Escritura: “Tudo isto disse Jesus por parábolas á multidão.. paraque se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei emparábolas a Minha boca. Publicarei coisas ocultas desde a fundação domundo”. Mat. 13: 34-35. As coisas naturais eram veículos para asespirituais, cenas da Natureza e dá experiência diária de seus ouvinteseram relacionadas com as verdades das Escrituras Sagradas. Guiandoassim do reino natural para o espiritual, sãos as parábolas de Cristo,elos na cadeia da verdade que une o homem a Deus, e a Terra ao Céu.(Parábolas de Jesus, pág. 17)Oseías 12: 10 diz: E falarei aos profetas, e multiplicarei a visão, e peloministério dos profetas proporei símiles. Os símbolos possibilitamcomparações que tornam as verdades representadas vividas e reaispara nós. De fato a Bíblia é um livro constituído em grande parte dediferentes metáforas, símiles, tipos, símbolos, parábolas, alegorias eemblemas. Palavras desprovidas de símbolos são freqüentementefracos transmissores da verdade, com palavras, porém, revestidas desímbolos – essas figuras de linguagem humana e imaginação terrena –a verdade se tora impressionante e real.I Cor 2: 14 e 7-9 veja o diz a Bíblia: 14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 7 Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; 8 A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. 9 Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.Por natureza Deus é: Pessoal, mas presente em toda parte (onipresente) de Seu universo criado Sl 139: 7-12 7 Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?
    • 15 | Apostila –A Personalidade do Espírito Santo 8 Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. 9 Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, 10 Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. 11 Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. 12 Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa; Conhecedor de todas as coisas (onisciente) Sl 139: 1-4. 1 SENHOR, tu me sondaste, e me conheces. 2 Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. 3 Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. 4 Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces. Todo-Poderoso (onipotente). Mat. 19: 26. 26 E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível. (Eterno) existente de eternidade em eternidade Sl 90: 2. 2 Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus. Imutável – imutável em Sua natureza e caráter. Mat 3: 6 6 E eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. Bondoso – totalmente justiça e bondade. Salmos 145: 9 O SENHOR é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras. Salmos 19 7 A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices. 8 Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos.
    • A p o s t i l a – A P e r s o n a l i d a d e d o E s p í r i t o S a n t o | 169 O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente;os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente.Um ser de amor – amor perfeito desinteressadoI João 4: 88 Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus éamor.