TEATRO MEDIEVAL Universidade Federal de Pelotas Material para fins didáticos Professora Taís Ferreira
RESUMO TEATRO MEDIEVAL A igreja católica, com a ascensão da religião cristã na Europa, proíbe a existência dos mimos, just...
RESUMO TEATRO MEDIEVAL DRAMA LITÚRGICO Surge na França dos séculos X aos XII com a representação de textos sagrados durant...
RESUMO TEATRO MEDIEVAL JEU Forma dramática dos séculos XII e XIII, que designa representações litúrgicas que dramatizam ce...
RESUMO TEATRO MEDIEVAL MISTÉRIO Drama medieval religioso do século XIV ao XVI, que encena episódios da Bíblia e a vida dos...
As mansões: cenários múltiplos e simultâneos
RESUMO TEATRO MEDIEVAL MORALIDADE Obra dramática medieval a partir de 1400, de inspiração religiosa e com intenção didátic...
Desenho da época com as orientações para a encenação de uma moralidade, O CASTELO DA PERSEVERANÇA, de 1425.
Encenação de uma Moralidade
Moralidade medieval encenada em 1460.
Detalhe: palcos móveis
RESUMO TEATRO MEDIEVAL AUTO SACRAMENTAL Peças religiosas alegóricas representadas na Espanha e em Portugal por ocasião de ...
RESUMO TEATRO MEDIEVAL FARSA A farsa, em sua origem, foi um gênero surgido na Idade Média, espaço em que se intercalava no...
Encenações de  Farsa e Sotie
RESUMO TEATRO MEDIEVAL JOGRAL Ator e instrumentista que canta baladas, conta histórias nas feiras e também nos salões dos ...
Menestréis: sempre cantando suas canções de amor, de amigo, etc, acompanhados pelo alaúde  (instrumento precursor do violã...
La Foire paysanne, par Pieter Balten, v. 1525-v. 1598  (Musée du théâtre d'Amsterdam).
David Vinckboons (1576-1629), Kermesse.
Palcos seqüenciais: carroções
Trajes do período medieval
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  1. 1. TEATRO MEDIEVAL Universidade Federal de Pelotas Material para fins didáticos Professora Taís Ferreira
  2. 2. RESUMO TEATRO MEDIEVAL A igreja católica, com a ascensão da religião cristã na Europa, proíbe a existência dos mimos, justamente por estes satirizarem-na e a seus cultos. Assim, do século V ao século IX não há registros de atividades teatrais no Ocidente, a não ser apresentações de trupes itinerantes herdeiras dos ambulantes mimos e pantomimos que tanto prestígio e sucesso tiveram na Roma Imperial. Não há dramaturgia neste período. O teatro ressurge na metade do período da Idade Média, a partir de fontes: religiosa (dramas litúrgicos, mistérios, milagres, moralidades, autos sacramentais) e erudita (estudo dos clássicos nos mosteiros); popular e profana (farsa, sotie , jograis, autos profanos). Ironicamente, após condenar e banir os artistas teatrais, é dentro da própria igreja que o teatro ressurgirá e a partir dela tornar-se-á novamente popular e tomará as ruas dos feudos, burgos e povoados medievais nas grandiosas e festivas encenações dos mistérios.
  3. 3. RESUMO TEATRO MEDIEVAL DRAMA LITÚRGICO Surge na França dos séculos X aos XII com a representação de textos sagrados durante as missas, em forma de salmos cantados e recitados pelos monges. Os fiéis intervêm e aos poucos são incluídos gestos e também cenas do Velho e do Novo Testamento. Quando o drama litúrgico sai dos altares e vai para o átrio das igreja e passa ser encenado em francês e não mais em latim, passa a chamar-se de drama semi-litúrgico. Ciclo da Páscoa e ciclo do Natal.
  4. 4. RESUMO TEATRO MEDIEVAL JEU Forma dramática dos séculos XII e XIII, que designa representações litúrgicas que dramatizam cenas bíblicas. A partir do século XIII passa tratar de temas profanos. MILAGRE Gênero teatral medieval do século XI ao século XIV, que conta a vida de um santo sob forma narrativa e dramática. Foram aos poucos suplantados pelos mistérios e pelas paixões. Representados por confrarias e estudantes.
  5. 5. RESUMO TEATRO MEDIEVAL MISTÉRIO Drama medieval religioso do século XIV ao XVI, que encena episódios da Bíblia e a vida dos santos, representado por atores amadores nas mansões (cenários simultâneos), dirigidos por um condutor de cenas. Dura vários dias e é representado em todos os estilos numa seqüência de quadros, envolvendo toda a cidade . PAIXÃO Forma dramática medieval inspirada nos Evangelhos que representava a Paixão de Cristo nos mistérios. Perdura como tradição teatral até os dias de hoje.
  6. 6. As mansões: cenários múltiplos e simultâneos
  7. 7. RESUMO TEATRO MEDIEVAL MORALIDADE Obra dramática medieval a partir de 1400, de inspiração religiosa e com intenção didática e moralizante. As personagens são alegorias e a intriga insignificante, vícios versus virtudes, bem contra o mal. São utilizados elementos cômicos e farsescos. Já é uma forma teatral literária. Vai inspirar, assim como os mistérios, os autos sacramentais da Península Ibérica. ALEGORIA Personificação no teatro de um princípio ou de uma idéia abstrata, como a Morte, a Paz, etc...
  8. 8. Desenho da época com as orientações para a encenação de uma moralidade, O CASTELO DA PERSEVERANÇA, de 1425.
  9. 9. Encenação de uma Moralidade
  10. 10. Moralidade medieval encenada em 1460.
  11. 11. Detalhe: palcos móveis
  12. 12. RESUMO TEATRO MEDIEVAL AUTO SACRAMENTAL Peças religiosas alegóricas representadas na Espanha e em Portugal por ocasião de Corpus Christi, apresentadas sobre carroças, mesclando farsa e dança, atraindo o público popular durante toda a Idade Média e atingindo seu apogeu no Século de Ouro Espanhol, até sua proibição em 1765. Gil Vicente, Lope de Vega, Tirso de Molina, Calderon de la Barca.
  13. 13. RESUMO TEATRO MEDIEVAL FARSA A farsa, em sua origem, foi um gênero surgido na Idade Média, espaço em que se intercalava nos mistério medievais alguns momentos de relaxamento e riso. Associada ao cômico e aos bufões. Forma grosseira, popular e primitiva de provocar o riso, ligada fundamentalmente à corporeidade. Exemplos que chegaram a nós: O Pastelão e a Torta, A Farsa do Advogado Pathelin, etc. SOTIE Peça cômica medieval dos séculos XIV e XV, peça dos loucos, que debaixo da máscara da loucura atacam os poderosos e os costumes. Bufões.
  14. 14. Encenações de Farsa e Sotie
  15. 15. RESUMO TEATRO MEDIEVAL JOGRAL Ator e instrumentista que canta baladas, conta histórias nas feiras e também nos salões dos senhores. Surge nas cortes feudais, herdeiro dos mimos e pantomimos pelas virtuoses corporais e artísticas que executa (malabarismo, prestidigitação, etc.). Sua arte tem caráter profano e de cultura de tradição oral, diverte e divulga histórias de conhecimento popular, romances, histórias de guerras, histórias cômicas, etc. Os trovadores e/ou menestréis declamam poemas e improvisos de sua própria autoria, a forma dialogada surge com o progressos dramáticos de suas atividades, também ao som do alaúde.
  16. 16. Menestréis: sempre cantando suas canções de amor, de amigo, etc, acompanhados pelo alaúde (instrumento precursor do violão).
  17. 17. La Foire paysanne, par Pieter Balten, v. 1525-v. 1598 (Musée du théâtre d'Amsterdam).
  18. 18. David Vinckboons (1576-1629), Kermesse.
  19. 19. Palcos seqüenciais: carroções
  20. 20. Trajes do período medieval
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