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Teatro brasileiro

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Resumo esquemático para fins didáticos.

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  • 1. TEATRO BRASILEIRO Universidade Federal de Pelotas Material para fins didáticos Professora Taís Ferreira
  • 2. Teatro no Brasil colonial:
    • Autos catequéticos jesuíticos do padre José de Anchieta (1534-1597), com fins didáticos de catequização dos índios, escritos em espanhol, português e tupi. Baseados nos autos vicentinos e nos milagres medievais.
    • Manifestações dramáticas indígenas.
    • Manifestações dramáticas negras.
    • Vazio de registros nos séculos XVII e XVIII.
  • 3. O advento do Romantismo:
    • 1808 – corte portuguesa se instala no Brasil, constrói-se no Rio de Janeiro o Teatro São Pedro de Alcântara, hoje Teatro João Caetano.
    • Cias familiares portuguesas encenam no Brasil, a mais importante é a de Ludovina Soares da Costa (1802-1868).
    • Dramas românticos: “Leonor de Mendonça” (1846), por Gonçalves Dias e “Macário”, de Álvares de Azevedo (1831-1852). Ambas não foram encenadas em seu tempo.
  • 4. João Caetano (1808-1863)
    • O grande homem do teatro brasileiro no século XIX, foi um ator reconhecido em vários estilos, principalmente em suas interpretações trágicas.
    • Ele acaba com o monopólio dos atores portugueses no Brasil.
    • Encena, em 1838, o que considera-se as primeiras tragédia e comédia brasileiras, respectivamente “Antonio José ou o Poeta e a Inquisição” de Gonçalves de Magalhães (1811-1882) e “O Juiz de Paz na Roça”, de Martins Penna (1815-1848).
  • 5. O nascimento da comédia:
    • Surge a partir da prática do entremez , pequenas peças cômicas entre um ato e outro dos dramas ou melodramas.
    • Martins Penna é o primeiro dramaturgo cômico, baseia-se nas técnicas do teatro farsesco popular, adicionando-lhes o toque local da crítica aos costumes. Suas comédias de costumes satirizavam a vida na corte do RJ, centro do país na época. Não foi romântico na forma de suas comédias, mas no gosto pelo nacional e pelo pitoresco.
  • 6. A evolução da comédia:
    • Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) escreve “O Macaco do Vizinho”, um vaudeville com couplets (cenas cantadas pelos atores).
    • França Júnior (1838-1890), escreve breves comédias folhetinescas, que ironizam a política brasileira e fazem crítica social.
  • 7. O drama histórico nacional:
    • Estas peças foram escritas louvando a Independência do Brasil, proclamada em 1822, e só foram encenadas décadas depois de terem sido escritas.
    • “ Calabar” (1858, Bahia), por Agrário Menezes.
    • “ O Jesuíta” (1861, Rio de Janeiro), por José de Alencar.
    • “ Sangue Limpo” (1861, São Paulo), por Paulo Eiró.
    • “ Gonzaga ou A Revolução de Minas” (encenada em 1867 na Bahia), escrita por Castro Alves, acusada de ser demasiadamente poética.
  • 8. O Realismo no teatro:
    • Os melodramas e as farsas imperavam na cena teatral brasileira da segunda metade do século XIX.
    • O realismo traz peças de tese , que além de retratar a realidade cotidiana devem julgá-la, moralizar.
    • A moral burguesa vem a tona, se antes o núcleo do drama era a nação, passa a ser a família burguesa. ‘Literatura séria’.
    • Quintino Bocaiúva (1832-1877)
    • José de Alencar (1836-1912), escreve sobre a temática da escravidão em peças suas como “O Demônio Familiar” (1857) e “Mãe” (1860).
  • 9. Os três gêneros do teatro musicado:
    • 1) OPERETAS CÔMICAS francesas dominam a cena brasileira no final do século XIX.
    • Foram inventadas por Jacques Offenbach em Paris, em 1858, com “Orfeu nos Infernos”.
    • Atrizes francesas, polacas e argentinas vêm ao Brasil representá-las.
    • “ Alcazar Lírico” é a principal casa de shows.
    • O ator Vasquez (1829-1892) foi quem transpôs as operetas para o português, com “Orfeu na Roça.
    • Os outros dois generos do teatro musicado são as 2) REVISTAS DE ANO , que atingem seu auge co Arthur de Azevedo (1855-1908) e as 3) MÁGICAS , derivadas das féerie francesas, nas quais predominavam os truques cênicos e as maquinarias elaboradas, efeitos visuais e roteiros sempre iguais.
  • 10. O Teatro de Revista
    • Arthur de Azevedo (1855-1908) foi o grande revisteiro, dramaturgo, produtor e encenador, que promulgou e desenvolveu o gênero no Brasil, até este se tornar o mais importante no país, reinando das últimas décadas do século XIX até meados dos anos 60.
    • Neste tempo, desenvolveu-se, modificou-se e atravessou o que podem ser consideradas três distintas fases:
    • Período das revistas de ano, calcado na critica política e social.
    • Período da nacionalização e do luxo e da fantasia; música, mulheres e visualidade do espetáculo tornam-se centrais.
    • Décadas de 40 a 50 é período das vedetes. Após os anos 60, com a ditadura militar e a popularização da televisão, a revista entra em decadência e extingue-se.
    • Estrutura da revista: em dois ou três atos, contava com diversos quadros distintos, que eram ligados por uma narrativa frágil, levada a cena pelas figuras do comparè e da comerè .
    • As partes eram fundamentalmente o prólogo , números de cortina , o quadro de comédia , os quadros de fantasia , os monólogos/ sentimentos ou cançonetas e a apoteose final.
    • Os personagens-tipo brasileiros aprecem pela primeira vez na cena teatral: o malandro , a mulata , o caipira e o português estavam sempre presentes.
    • Além da figura do comperè , as caricaturas vivas de importantes personalidades da época, bem como as alegorias , também faziam parte da galeria de personagens da revista,
    • O coro formado por girls (que cantavam e dançavam), passa ter muita importância a partir da década de 30.
    • Números de coplas eram fundamentais.
  • 11. Procópio Ferreira e o ‘Gênero Trianon’
    • Da última década do século XIX até a decada de 40, os palcos brasileiros (e picadeiros) foram ocupados por grupos de comediantes que montavam espetáculos de caráter popular, comédias de costumes de fácil entendimento, mas com algumas pretensões de um ‘humor de idéias’.
    • Baseadas na declamação e na figura central do primeiro ator da companhia. Foram, ao lado do Teatro de Revista, contemporâneas das chanchadas cinematográficas e do período de ouro do rádio.
    • Ocupavam o Teatro Trianon do Rio de Janeiro, daí a nomeação do gênero como Trianon.
    • As companhias mais importantes da época foram a de Procópio Ferreira, Jaime Costa e Dulcina de Moraes e seu marido Odilon.
    • Procópio Ferreira (1898-1979) é considerado o maior comediante que os palcos brasileiros conheceram. Atuo interpretando cerca de 500 personagens, em 426 peças encenadas pela sua companhia. Seu maior sucesso foi “ Deus lhe pague ”(1932) de Joracy Camargo, que apresentou até sua morte, em todo Brasil e no exterior.
  • 12. A elitização e erudição do teatro brasileiro no século XX
    • O Modernismo e o teatro.
    • A crítica de Antônio de Alcântara Machado.
    • As experiências e performances de Flávio de Carvalho (1899-1973).
    • O Teatro de Brinquedo (1927): fundado por Álvaro e Eugenia Moreyra , foi a primeira tentativa de se montar uma dramaturgia contemporânea, trazendo ao Brasil o conceito de teatro intelectual/’de arte’. Eram amadores da classe alta.
    • O Teatro do Estudante do Brasil : iniciativa de Paschoal Carlos Magno que iniciou em São paulo e logo atingiria todo Brasil, promulgando jovens atores, diretores e interessados em teatro, bem como promovendo os famosos festivais de teatro estudantil e autores internacionalmente consagrados, alem de jovens talentos nacionais como Ariano Suassuna.
    • Os Comediantes ; grupo fundado por Alfredo Mesquita, junto ao Palace Hotel do Rio de Janeiro, também formado por jovens de classe alta, em caráter amador, trazendo novos dramaturgos internacionais ao público.
  • 13. Ziembinski e Nelson Rodrigues: “Vestido de Noiva”
    • Ziembinski (1908-1978) foi o primeiro dos diretores estrangeiros imigrados para o Brasil com ao advento da Segunda Grande Guerra a inovar o teatro nacional. O polonês é convidado, depois de algumas direções e trabalhos de iluminação realizados no país, pelo grupo Os Comediantes, junto ao qual dirige e concebe a montagemdaquilo que se considera a primeira encenação do teatro brasileiro moderno, “Vestido de Noiva” (1942).
    • Nelson Rodrigues (1913-1980) lança-se então no cenário teatral como grande dramaturgo brasileiro. Depois do retumbante sucesso de Vestido de Noiva, tantas outras peças suas consagram a dramaturgia brasileira no país e no exterior.
    • A encenação de Ziembinski e a dramaturgia cortante e coloquial de Nelson incitaram a uma encenação inovadora, na qual os três planos vividos pela personagem principal dividem-se horizontal e verticalmente na cenografia não-realista de Santarosa, o uso dos contrastes preto/branco na iluminação causa um efeito expressionista e a interpretação dos atores também surpreende ao ser realista no plano da realidade e expressionista nos planos da memória e da alucinação de Alaíde.
  • 14. TBC: Teatro Brasileiro de Comédia
    • Fundado em 1948 em São Paulo pelo empresário Franco Zampari, foi a primeira iniciativa de um teatro profissional com pretensões artísticas e intelectuais elevadas.
    • Ao caráter empresarial e profissional, juntou-se a preocupação com a encenação de textos consagrados e a contratação de encenadores (diretores) estrangeiros, além da existência de uma elenco fixo contratado.
    • Paralelamente ao textocentrismo das montagens, os atores desenvolviam seu trabalho como intérpretes através do treinamento com os diretores, buscando uma interpretação de estilo mais naturalista e intimista, fugindo dos exageros e estereótipos.
    • Cacilda Becker (1921-1969) foi, ao lado de nomes como Sergio Cardoso, Nidia Lycia, Walmor Chagas, e Cleide Yaconis, a grande atriz da primeira fase do TBC. O prestígio que alcançou junto ao TBC tornou-a a atriz mais reconhecida e aclamada do Brasil até os dias de hoje.
    • Nomes como Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Leonardo Villar, Ítalo Rossi, Sergio Britto, Dirce e Flavio Migliaccio, Tonia Carrero, Paulo Autran,Natalia Timberg, Elias Gleiser, Juca de Oliveira, Stenio Garcia, Sergio Dantas, Carmem Silva, Raul Cortez, Guarnieri e muitos outros tiveram nas experiências com o TBC sua grande escola enquanto atores.
  • 15. O Teatro de Arena de São Paulo
    • Surgido a partir da iniciativa de estudantes da escola de teatro da USP em 1951, no início tenta montar espetáculos no espaço de arena, de forma menos onerosa do que acontecia no TBC.
    • Com a união de um grupo de teatro estudantil amador e a entrada de nomes como Gianfrancesco Guarnieri, Flavio Rangel e Oduvaldo Vianna Filho, toma um caráter político e social que caracterizaria a história das encenações e da dramaturgia do grupo .
    • Fase da nacionalização dos clássicos e fase das oficinas de dramaturgia, lançando diversos jovens dramaturgos e explorando personagens e temáticas nacionais realistas.
    • Augusto Boal foi um dos grandes idealizadores do projeto artístico e intelectual do Arena de São Paulo.
    • Assina com Guarnieri a direção e texto dos dois principais espetáculos do grupo: “Arena conta Tiradentes” (1964) e “Arena conta Zumbi” (1965), musicais de cunho político através dos quais desenvolveria seu famoso Sistema Coringa .
    • Atualmente Boal continua seus trabalhos, desenvolvendo desde a década de 70 as técnicas do seu Teatro do Oprimido , o teatro invisível, teatro foro e teatro legislativo. É o teatrólogo brasileiro mais reconhecido e estudado no exterior.
  • 16. O Teatro Oficina
    • Um dos mais importantes grupos na formação do teatro brasileiro, iniciou suas atividades em 1958, que estenderam-se até 1972.
    • Neste período, foi um grupo que marcou presença pela constante pesquisa em diferentes métodos de interpretação, bem como uma crescente preocupação política e social que culminaria na busca de uma linguagem ‘brasileira’ para o teatro, que se dá com a memorável montagem de “O Rei da Vela” (1967), escrito por Oswald de Andrade em 1930.
    • Zé Celso Martinez Correa é um dos fundadores e principal diretor do grupo. Ao lado de Itala Nandi, Fernando Peixoto e Renato Borghi, forma o núcleo permanente do Oficina, que trabalhava em caráter empresarial e profissional, possuindo uma sede própria.
    • As pretensões estética e políticas de Zé Celso levaram op grupo a se dissolver quando este resolve investir em trabalhos baseados na performance e nos conceitos de Artaud do teatro de vivência, muito em voga através de grupos da contracultura como o Living Theater.
    • Principais montagens:
    • “ Pequenos Burgueses” (1963), de Maximo Górki, excelência na interpretação baseada no realismo psicológico stanislavskiano.
    • “ Andorra” (1963), de Max Frisch e “Os Inimigos”( 1964), de Gorki marcam a fase política.
    • “ O Rei da Vela” (1967), no qual aliam elementos da cultura brasileira com uma interpretação brechtiana que mescla vários estilos na encenação, inspirando o início do movimento Tropicalista.
    • “ Roda Viva” (1967), marca a entrada da Ralé e da intervenção direta junto ao público.
    • “ Galileu Galilei” (1968) marca a retomada de Brecht, forte influencia na formação dos integrantes do grupo.
    • “ Na Selva das Cidades” (1969), de Brecht, marca longos processos de ensaios baseados no treinamento grotowskiano dos atores e uma encenação ousada e impactante.
  • 17. Grupo Macunaíma
    • A montagem de “Macunaíma” (1977), inspirada no livro de Mário de Andrade, foi um grande marco do teatro brasileiro, apresentando-se por mais de dez anos e obtendo sucesso em diversos paises de todo mundo, é considerada a mais representativa encenação da história do teatro brasileiro, por sua repercussão e peculiaridades estéticas, trabalhando com os mitos brasileiros e a carnavalização, elementos da cultura popular e erudita.
    • A carreira de pesquisador teatral de Antunes Filho se inicia com “Macunaíma” e irá se consagrar também, com “Nelson2 Rodrigues”, “Romeu e Julieta” e “Augusto Matraga”.
    • Antunes Filho é um dos mais importantes diretores teatrais do Brasil. Iniciou seus trabalhos como assistente de direção do TBC em 1951 e até o ano de 1977 realizou diversas montagens como diretor de teatro profissional, em diferentes companhias. Hoje desenvolve trabalho de formação de atores e encenações junto ao Centro de Pesquisas Teatrais em São Paulo.
  • 18. Grupos teatrais no RS:
    • Teatro do Estudante de PoA e Teatro Universitário (anos 40 e 50)
    • Teatro de Equipe (1959 a 1963)
    • Teatro de Arena de Porto Alegre/Grupo de Teatro Independente (1969)
    • Grupo de Teatro Província (década de 70)
    • Grêmio Dramático Açores(década de 70)
    • Grupo Ven-dê se Sonhos(década de 70)
    • Ói Nóis Aqui Traveiz, etc. (década de 70)