Curso de Tintas e Vernizes

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Este curso destina-se a todos os profissionais envolvidos direto ou indiretamente com pintura protetiva e decorativa dos mais variados substratos.

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Curso de Tintas e Vernizes

  1. 1. AERO F LEX TINTAS E PRODUTOS QUÍMICOS PARA AVIAÇÃO
  2. 2. TREINAMENTO Tintas e Vernizes
  3. 3. ...não entendi bem esta parte. Poderia me explicar melhor? Ora, é muito simples. Preste atenção:  ENTENDEU?!
  4. 4. TINTAS E VERNIZES <ul><li>CONCEITOS BÁSICOS </li></ul><ul><li>Verniz é uma solução de resina em um determinado solvente. </li></ul><ul><li>Uma vez aplicado o verniz, o solvente evapora, deixando uma camada de resina. </li></ul><ul><li>As características do verniz são determinadas pela qualidade da resina </li></ul><ul><li>O solvente uma função meramente aplicativa. </li></ul><ul><li>O verniz é transparente por definição. </li></ul><ul><li>Deixa ver através de seu filme o substrato onde foi aplicado. </li></ul>AEROPORTO TOM JOBIM SISTEMA VIDROTEX PARA CONCRETO APARENTE DETALHE AEROPORTO TOM JOBIM
  5. 5. Se a um verniz adicionarmos um pigmento, de forma a lhe comunicar uma coloração qualquer, e eliminar sua transparência, teremos uma tinta. A diferença entre verniz e tinta é que um verniz é sempre transparente, enquanto que uma tinta possui o chamado &quot;poder de cobertura&quot;. COLOR ANALYSIS SISTEM
  6. 6. COMPONENTES BÁSICOS DE UMA TINTA <ul><li>Resina </li></ul><ul><li>Normalmente a resina é o componente mais importante de uma tinta. </li></ul><ul><li>É ela que vai determinar sua denominação </li></ul><ul><li>(se epóxi, se poliuretano, se acrílica, etc.). </li></ul>RESINA SÓLIDA RESINA LÍQUIDA
  7. 7. RESINA - continuação Comparador de cores GARDNER - a tonalidade de uma resina interfere na cor da tinta <ul><ul><ul><li>A nível técnico, a resina componente de uma tinta recebe, também, outras denominações: </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Veículo não volátil </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Agente filmógeno </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ligante não volátil </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Aglutinante </li></ul></ul></ul>REATOR PARA PRODUÇÃO DE RESINAS
  8. 8. <ul><li>Pigmentos </li></ul><ul><ul><li>Os pigmentos são normalmente materiais em forma de pó finamente divididos, em cores específicas, tendo por função comunicar alguma cor à resina, a fim de lhe eliminar a transparência. Alguns pigmentos possuem, também, características anticorrosivas, isto é, melhoram o desempenho da resina na sua proteção a metais. </li></ul></ul>Pigmento em pó (forma bruta)
  9. 9. Cargas Por cargas, entendem-se pigmentos de baixo custo, com poder tintorial ou não, destinados a reduzir o custo de uma tinta, ou a lhe alterar algumas características físicas (tais como brilho, aderência, e outros). Para atingir a fineza necessária, os pigmentos e as cargas são processados em moinhos de esfera de vidro.
  10. 10. Solventes Os solventes são líquidos voláteis (que evaporam), e têm por função reduzir a viscosidade das resinas, de forma a permitir sua aplicabilidade pelos meios convencionais de pintura (pincel, rolo ou pistola). TANQUE PETROBRÁS BARUERI ( Em tanques desse tipo são Armazenados solventes)
  11. 11. <ul><li>CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DE UMA TINTA </li></ul><ul><li>Resistência Química </li></ul><ul><ul><li>A resistência química é dada quase sempre pela resina. </li></ul></ul><ul><ul><li>Cada resina tem um comportamento específico em relação a um determinado produto químico. </li></ul></ul><ul><ul><li>Este comportamento pode ser fortemente influenciado, para melhor ou para pior, pela classe dos pigmentos usados em sua combinação. </li></ul></ul>A pintura interna de um tanque para armazenagem de solventes, por exemplo, é de altíssima responsabilidade técnica, devido à agressão química sofrida pela tinta. TANQUE PETROBRÁS - LINHA ANTICORROSIVA DE NORMA
  12. 12. <ul><li>Resistência Mecânica </li></ul><ul><ul><li>É normalmente determinada pela resina. </li></ul></ul><ul><ul><li>A adição de determinados pigmentos ou cargas (p.ex. quartzo em pó), podem ter uma influência decisiva sobre a resistência mecânica da tinta. </li></ul></ul>DUREZA LÁPIS TESTE DE RESISTÊNCIA AO RISCO EMBUTIMENTO TESTE DE RESISTÊNCIA AO EMBUTIMENTO POR ESFERA
  13. 13. IMPACTO TESTE DE RESISTÊNCIA AO IMPACTO MANDRIL CÔNICO TESTE DE RESISTÊNCIA AO DOBRAMENTO
  14. 14. SUBSTRATO SUBSTRATO VERNIZ VERNIZ + PIGMENTO RADIAÇÃO UV RADIAÇÃO UV Resistência às Intempéries O grande inimigo de tintas e vernizes é o sol. A radiação ultravioleta contida na luz solar catalisa a ação do oxigênio do ar sobre a resina, causando sua oxidação (decomposição). No caso de um verniz este processo é muito mais rápido, por causa de sua transparência, que permite uma penetração em profundidade da radiação UV . LEMBRETE Os pigmentos, devido à sua opacidade, possuem a faculdade de retardar este processo. Cada tipo de resina e cada tipo de pigmento possui um comportamento específico neste sentido.
  15. 15. A pintura de uma aeronave, por exemplo, deve resistir a agressões químicas e mecânicas fortíssimas. Além do Skydrol, fluido altamente agressivo, devemos lembrar que um avião atinge velocidade de 950 km/h em temperaturas que variam de +40 ºC a -50 ºC. Além disso, na altitude de cruzeiro, a incidência de radiação UV, devido à menor densidade atmosférica, é muito mais intensa do que no solo.
  16. 16. <ul><ul><ul><li>Poder de Cobertura </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>É a capacidade que uma determinada tinta apresenta de &quot;cobrir&quot; opticamente o substrato. Esta característica é determinada pela quantidade e qualidade de pigmentos contidos pela resina, assim como pela espessura da camada de tinta. </li></ul></ul><ul><ul><li>O aparelho para dimensionamento laboratorial do poder de cobertura, é o Criptômetro de Phund. </li></ul></ul>MICRÔMETRO Aparelho utilizado para medir a camada de tinta aplicada.
  17. 17. <ul><li>Brilho </li></ul><ul><li>O grau de brilho é determinado pela rugosidade da superfície de uma tinta. Quanto mais lisa for a superfície de uma pintura, tanto maior será seu brilho. O grau de brilho é fortemente influenciado pela qualidade e quantidade de pigmentos contidos pela resina. </li></ul><ul><ul><ul><li>Uma tinta pouco pigmentada será em princípio mais brilhante do que uma tinta muito pigmentada . </li></ul></ul></ul>Detalhe faixa helicóptero - AEROFLEX VERNIZ PRISMAX
  18. 18. <ul><li>Aderência </li></ul><ul><li>A aderência é a propriedade que uma tinta tem de se unir firmemente a um determinado substrato . </li></ul><ul><li>No caso de substratos porosos (como por ex. alvenaria), uma tinta penetra nos poros, ancorando-se mecanicamente, e resultando em uma aderência extremamente elevada (chamada “aderência mecânica”). </li></ul><ul><li>No caso de substratos não porosos (como por ex. metais e plásticos), a aderência é muito mais crítica, sendo necessária a aplicação de tintas primárias (&quot;fundos ou &quot;primers&quot;), às vezes específicas para cada tipo de metal. </li></ul>
  19. 19. Teor de Sólidos por Volume (SPV) É o percentual de não voláteis de uma tinta (basicamente pigmentos + resina), expressa em volume. Este dado é extremamente importante para se calcular o rendimento de uma tinta, e é totalmente indispensável na ocasião de uma tomada de preço entre diferentes fornecedores. Não devemos esquecer que uma pintura é a aplicação de uma camada de uma determinada espessura, devendo-se, portanto, pensar sempre em termos volumétricos. <ul><li>Somente a partir da informação de teor de sólidos por volume é que se pode comparar o orçamento de tintas e vernizes entre dois fabricantes diferentes. </li></ul>
  20. 20. Rendimento A unidade de venda para tintas, no Brasil, é normalmente o galão de 3,6 litros, sendo o rendimento expresso em m 2 /galão. O rendimento estará em função da espessura da camada de tinta, que é expressa em micrometros (µm) ou &quot;mils&quot;. Um micrometro é um milésimo de milímetro, enquanto que um &quot;mil&quot; é um milésimo de polegada, representando, portanto, cerca de 25 m. O rendimento de uma tinta em função dos seus sólidos por volume e da espessura da camada que desejamos aplicar, é calculado pela seguinte fórmula: M 2 /galão = Essa equação resulta no RENDIMENTO TEÓRICO. Para cálculo de RENDIMENTO PRÁTICO, convencionou-se retirar 20% do total. SPV X 10 µm µm X 3,6
  21. 21. Famílias de Tintas Divisão por tipo de secagem. Borracha clorada Acrílicas termoplásticas a) Secagem física Vinílicas (simples evaporação de solventes) Nitrocelulose - Nitrossintéticos Dispersões aquosas (látex)
  22. 22. B) Secagem Química (cura - polimerização) Secagem oxidativa Cura térmica Bicomponentes Óleo Alquídicos Melamínicas Uréia - formol Epóxies Poliuretanos
  23. 23. Reversibilidade: vantagens e desvantagens. Dizemos que uma tinta é reversível quando, mesmo depois de seca ela continua solúvel em solventes. Enquadram-se nessa categoria praticamente todas as tintas de secagem física. DESVANTAGEM Menor resistência a solventes e a todos os produtos que ajam como tal, por exemplo: óleos e plastificantes. VANTAGEM Maior facilidade de repintura: a camada de tinta aplicada na repintura irá se unir com a camada de pintura anterior.
  24. 24. <ul><li>Descrição </li></ul><ul><ul><li>Devido à grande importância que adquiriram nos últimos anos, as tintas bicomponentes (reativas), merecem um enfoque à parte. </li></ul></ul>TINTAS BICOMPONENTES <ul><ul><ul><li>É fornecida em 2 componentes separados. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A mistura deve obedecer a orientação do fabricante. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A mistura provoca uma reação química. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O produto resultante da mistura tem características diferentes dos dois primeiros. </li></ul></ul></ul>O que é uma tinta bicomponente ?
  25. 25. EPÓXIES <ul><li>AMINA </li></ul><ul><li>Maior resistência química </li></ul><ul><li>Maior resistência a altas temperaturas </li></ul><ul><li>Maior resistência a solventes </li></ul><ul><li>AMIDA </li></ul><ul><li>Maior flexibilidade </li></ul><ul><li>Maior aderência </li></ul><ul><li>Melhor umectação do substrato </li></ul><ul><li>Melhor passivação em materiais ferrosos </li></ul><ul><li>” Pot-life” mais longo </li></ul><ul><li>Maior compatibilidade com substratos úmidos. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>AROMÁTICO </li></ul><ul><li>Custo mais reduzido </li></ul><ul><li>Forte tendência ao amarelamento e </li></ul><ul><li>à oxidação superficial em pinturas externas </li></ul><ul><li>ALIFÁTICO </li></ul><ul><li>Custo elevado </li></ul><ul><li>Ótima resistência ao intemperismo </li></ul><ul><li>Pouca tendência ao amarelamento </li></ul>POLIURETANOS
  27. 27. A reação química entre dois componentes é às vezes exotérmica (libera calor), o que faz com que ela se auto-acelere. Antes de proceder à mistura, procure ter informações a respeito. A T E N Ç Ã O ! Ao contrário do que muita gente acredita, a resistência ao intemperismo dos epóxies em geral e dos poliuretanos aromáticos é pequena. Estes produtos não devem ser utilizados externamente sob forma de vernizes.
  28. 28. <ul><ul><ul><li>Vida Útil da Mistura </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A vida útil da mistura (&quot;Pot-life&quot;) depende de uma série de fatores tais como: </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li> natureza química dos componentes </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li> temperatura ambiente </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li> nível de diluição </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li> quantidade de mistura </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li> tipo de recipiente utilizado </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>É indicado que se prepare apenas a quantidade de </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>tinta a ser utilizada dentro do tempo de vida útil previsto. </li></ul></ul></ul>
  29. 29. Intervalos entre as Demãos Na aplicação de tintas reativas, é de vital importância que os intervalos entre as diversas demãos estejam rigorosamente dentro dos parâmetros indicados pelo fabricante de tinta. <ul><ul><ul><li>Caso o intervalo mínimo não seja observado, </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>pode acontecer que a camada que está sendo aplicada </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>se misture com a camada inferior, </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>resultando em espessuras irregulares. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Caso o intervalo máximo não seja observado, </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>haverá falha na aderência entre demãos. </li></ul></ul></ul>
  30. 30. CONSELHOS ÚTEIS NA UTILIZAÇÃO DE TINTAS BICOMPONENTES Caso o intervalo mínimo não seja respeitado pode acontecer que a camada aplicada se misture com a inferior, resultando em espessuras irregulares. Caso o intervalo máximo seja excedido, pode haver falha na aderência entre as diversas camadas. Observar sempre a proporção de mistura indicada pelo fabricante Nunca deixar tintas catalisadas ao sol ou perto de uma fonte de calor Lavar cuidadosamente os apetrechos de pintura com o solvente indicado após cada aplicação
  31. 31. Misturar somente a quantidade de tinta a ser utilizada dentro da vida útil da mistura. Utilizar sempre o diluente indicado pelo fabricante. Particularmente no caso de poliuretano, a utilização de um solvente inadequado pode ser desastrosa. Estabelecer um cronograma de pintura compatível com o intervalo entre demãos indicado pelo fabricante.
  32. 32. Como consultar o fabricante de tintas sobre o produto mais indicado ? <ul><li>Caso já esteja utilizando um produto específico, encaminhar amostra líquida e boletim técnico. </li></ul><ul><li>Informe detalhes sobre o substrato - lembre-se que, se o objeto já estiver pintado, a tinta aplicada passa a ser o substrato. </li></ul><ul><li>Especifique quais tipos de agressão a tinta deverá suportar. </li></ul><ul><li>É muito comum existir uma norma pré-estabelecida. Se for o caso, informe o fabricante. </li></ul><ul><li>Dê informações precisas sobre o sistema de pintura ou estabeleça um sistema em parceria com o fabricante. </li></ul><ul><li>Especifique o tipo de tratamento de superfície a ser aplicado. </li></ul><ul><li>Informe as condições de cura. </li></ul><ul><li>Apresente padrão de cor ou busque a informação nos padrões internacionais. </li></ul>

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