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A usabilidade na Sociedade em Rede

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Comunicação apresentada nas V Jornadas da Licenciatura em Ciência da Informação, no Porto.

Comunicação apresentada nas V Jornadas da Licenciatura em Ciência da Informação, no Porto.

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  • 1. Paulo Jorge Sousa Biblioteca da Faculdade de Engenharia da UP E-mail: pjsousa@fe.up.pt
  • 2. SUMÁRIO
    • Objectivos
    • As várias “camadas” da sociedade em rede
      • O “utilizador”
      • A Informação “social”
      • A ubiquidade das redes
    • O trinómio:
      • Arquitectura de Informação
      • Usabilidade
      • Experiência de Utilização
    • Uma visão sobre o futuro…
    • Conclusões
  • 3.
    • Apresentação de algumas noções e exemplos práticos do que é a Arquitectura de Informação, Usabilidade e Experiência de Utilização;
    • Demonstrar como o profissional da informação pode ter um papel activo e fundamental nas equipas de desenvolvimento (I&D) neste âmbito;
  • 4. As várias “camadas” da sociedade em rede > O “UTILIZADOR” Todos somos diferentes (a aprender, a comunicar, etc.) e mudamos ao longo do tempo ...
  • 5. As várias “camadas” da sociedade em rede > O “UTILIZADOR”
    • Aquando da interacção do utilizador com o website, ocorrem as seguintes ocorrências clássicas:
      • Os modelos mentais relativos a uma interface correspondem a um conjunto de conhecimentos semânticos (conceitos) e de procedimentos que são particulares a cada utilizador;
      • Os modelos mentais desenvolvidos pelos “gestores do website” e pelos utilizadores diferenciam-se muito;
      • Os modelos mentais desenvolvidos pelos novos utilizadores ou por experientes também se diferenciam muito.
    • LABIUTIL – Modelos mentais. [em linha]. [s.l.: s.n., s.d.]. http://www.labiutil.inf.ufsc.br.html
  • 6. As várias “camadas” da sociedade em rede > O “UTILIZADOR”
    • O crescimento do consumo da Internet “deve-se, sobretudo, à transferência do consumo do offline para o online ”, dado comprovado pelo facto de “cerca de 30% da amostra ter referido que passou a consumir rádio e jornais online”.
    • A Internet foi o único meio que “nos últimos três anos cresceu em utilizadores”, sendo já o segundo “meio mais utilizado em número de horas”, isto apesar de “ainda só recolher 1,5% do investimento publicitário”.
    • O estudo conclui que “os media precisam de adaptar os seus modelos de negócio às oportunidades que ainda estão por criar na integração dos conteúdos, do e-commerce e da publicidade”.
    Os Portugueses já dedicam 25% do seu tempo à Internet Estudo sobre Hábitos e Comportamentos dos Portugueses face ao Consumo de Meios, no ano de 2006, realizado pela Media Contacts.
  • 7. As várias “camadas” da sociedade em rede > A INFORMAÇÃO “SOCIAL” definição [1] – SILVA, Armando Malheiro da - A Informação: da compreensão do fenómeno e construção do objecto científico. Porto: Edições Afrontamento, 2006. ISBN: 978-972-36-0859-5 Mentefactos - “ ADN” neurobiológico singular a cada ser humano Contexto informacional / Situação Suportes Digitais e Analógicos “ Modalidades” de comunicação Informação Social fenómeno info-comunicacional
  • 8. As várias “camadas” da sociedade em rede > A INFORMAÇÃO “SOCIAL”
    • A grande quantidade de informação digital disponibilizada na Internet coloca ao utilizador a difícil tarefa de separar o joio do trigo no acesso e uso de informação “útil”.
    • Basicamente, existem duas características da Internet que dificultam o acesso à informação “útil”, específica e relevante:
      • O volume;
      • Falta de definição semântica precisa, interpretável por programas e sistemas, para a informação disponibilizada nos websites.
    Information Overload (excesso de informação)
  • 9. As várias “camadas” da sociedade em rede > A INFORMAÇÃO “SOCIAL” Será que conseguimos assimilar toda a informação que precisamos? Síndrome do Excesso de Informação Tensão, irritabilidade e sentimento de abandono causado pelo excesso de informação a que o ser humano está exposto. (Lewis, 1998)
  • 10. As várias “camadas” da sociedade em rede > A UBIQUIDADE DAS REDES Informação Social Protocolos, Software, etc. Informação Social (canal digital) Hipertexto
  • 11. As várias “camadas” da sociedade em rede > A UBIQUIDADE DAS REDES
    • As várias “tipologias” de sistemas de Informação formam redes de informação complexa, de difícil de delimitação, especialmente na Internet.
    Outros Sistemas de Informação…
  • 12.
    • A partir de 2004 temos vindo a assistir ao surgimento de um grande conjunto de ferramentas de colaboração/publicação de informação:
      • Ferramentas de escrita colaborativa (blogues, wikis, Google Document and Spredsheets, etc.);
      • Ferramentas de publicação de vídeos on-line (Youtube, Google Vídeos, Yahoo Vídeos, etc.);
      • Ferramentas de publicação de fotografias online (Flirck, etc.);
      • Ferramentas de social bookmarking (del.icio.us, etc.);
      • Plataformas de ensino (Moodle, Blackbord, etc.);
      • Ferramentas de pesquisa e posicionamento geográfico (Google Maps, etc.)
      • Ambientes de realidade/interacção virtual (Second Life, etc.)
    As várias “camadas” da sociedade em rede > A UBIQUIDADE DAS REDES
  • 13. As várias “camadas” da sociedade em rede > A UBIQUIDADE DAS REDES
    • O My Web 2.0 do Yahoo é um motor de pesquisa experimental, personalizável, que permite aos utilizadores indexar e comentarem as páginas web, e compartilhá-las com os amigos.
    • A Amazon incentiva os clientes a contribuir com comentários e recomendações, potenciando uma interacção personalizada entre cliente e fornecedor.
    • Com a tecnologia actual está potenciada a conversação bidireccional, a qual permite um feedback instantâneo ao utilizador.
    • As TIC existem para melhorar a nossa vida e o trabalho, ou seja, o enfoque da rede não está nos suportes tecnológicos de informação que a suporta, mas sim, nas pessoas/utilizadores da rede e do fenómeno info-comunicacional intrínseco à sua interacção social.
    Novo rumo da Internet – a personalização
  • 14. As várias “camadas” da sociedade em rede > A UBIQUIDADE DAS REDES
  • 15. As várias “camadas” da sociedade em rede > A UBIQUIDADE DAS REDES
  • 16. O TRINÓMIO Utilizador Arquitectura de Informação Usabilidade Experiência de Utilização ?
  • 17. O TRINÓMIO Ciência da Informação Interacção Pessoa-Computador Design Centrado no Utilizador Estas dois campos dispõem de fundamentos teórico-metodológicos e técnicas próprias para estudar o utilizador (necessidades, comportamentos e as tarefas que desempenham ao interagir com os sistemas, etc.)
  • 18.
    • A Interacção Pessoa-Computador preocupa-se com o “design, avaliação e implementação de sistemas computacionais para uso humano, assim como o estudo dos fenómenos que  envolvem esta interacção” [Greenberg, 1998]. Um dos aspectos chave para a IPC é que cada utilizador possui um modelo mental ou conceito de interactividade próprio, dependente de factores tão diversos como a cognição, cultura, ambiente socio-económico ou nacionalidade.
    • No campo da Ciência da Informação, os estudos sobre os utilizadores, as suas necessidades e o uso da informação (comportamento informacional) tiveram início na década de 1940.
    • Ao longo das últimas décadas a abordagem destes estudos evoluiu de uma perspectiva centrada no sistema de informação, para uma abordagem centrada no utilizador.
  • 19.
    • No campo da Ciência da Informação pretende-se compreender o contexto, a situação e o comportamento do utilizador no seu objectivo de procura de informação – antes, durante e depois da sua interacção com o sistema/website.
    • De certo modo, pode-se dizer que a CI apresenta uma perspectiva mais holística do utilizador, das suas necessidades e características psicossomáticas.
    • Estas duas áreas permitem obter grandes contributos para a área da Arquitectura da Informação, da usabilidade e da experiência de utilização.
  • 20.
    • A arquitectura da informação é definida por Louis Rosenfeld e Peter Morville (1) de vários modos, nomeadamente:
      • a combinação entre esquemas de organização, nomenclaturas e navegação dentro de um sistema de informação;
      • é o design estrutural de um espaço de informação a fim de facilitar a realização de tarefas (tasks) e o acesso intuitivo à informação;
      • é a arte e a ciência de estruturar e classificar os websites e intranets com o objectivo de ajudar os utilizadores a encontrar e a gerir a informação;
      • é uma disciplina emergente e uma comunidade de prática (community of practice), que tenta trazer para o contexto digital os princípios de design e arquitectura.
      • (1) MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis  -  Information architecture for the World Wide Web . Beijing [etc]: O'Reilly, cop. 1998. ISBN 1-56592-282-4.
      • O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 21.
    • Rosenfeld e Morville(1) dividem a arquitectura de informação de um website em quatro áreas distintas, cada qual com regras e aplicações próprias.
      • Sistema de Organização – Define os conjuntos (blocos) e a categorização de todo o conteúdo informacional;
      • Sistema de Navegação – Especifica as estruturas de navegação, os caminhos que podem ser percorridos pelos utilizadores no espaço informacional e hipertextual;
      • Sistema de Nomenclatura – Estabelece as formas de representação, de apresentação da informação definindo os signos para cada elemento de informação;
      • Sistema de Procura – Determina as perguntas que o utilizador pode efectuar e a estrutura das respostas que poderá obter.
    • (1) – MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis  -  Information architecture for the World Wide Web . Beijing: O'Reilly, cop. 1998. ISBN 1-56592-282-4.
      • O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 22.
    • Metodologia do projecto de Arquitectura de Informação de websites de Rosenfeld e Morville (1).
    • (1) – MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis  -  Information architecture for the World Wide Web . Beijing: O'Reilly, cop. 1998. ISBN 1-56592-282-4
      • O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 23.
    • Metodologia do projecto de Arquitectura de Informação de websites de SAPIENT (apresentado por Morrogh – 2003) (1)
      • O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
    (1) MORROGH, E. – Information Architecture: An emerging 21st century profession. New Jersey: Prentice Hall, 2003.
  • 24.
    • Metodologia do projecto de Arquitectura de Informação de websites de BUSTAMANTE (2004) (1)
      • O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
    (1) BUSTAMANTE, A. – Arquitectura de Información y usabilidad: nociones básicas para los professionales de la información. 2004.
  • 25. Distribuição dos blocos de informação do website do SDI
      • O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 26. Teoria da Facetas de Ranganathan
      • O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 27. Classificação híbrida: TagSorting Folksonomias + Card Sorting
      • O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 28.
    • Testes semióticos recorrendo ao card sorting.
    • - Catálogo da Biblioteca
    • Bases de Dados Bibliográficas
    • Bases de Dados em
    • Texto Integral
    • - Revistas Científicas
    • - Ebooks
    • Dissertações
    • - Dicionários
    • - Patentes
    • - Dados Estatísticos
    • - Normas
    • - Legislação
    Designações a validar:
      • O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 29. Utilizadores Os utilizadores não conseguem aceder à informação que necessitam Toda a informação do website Docentes Alunos Funcionários Toda a informação do website Os utilizadores acedem à informação certa no momento certo
      • O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 30.
    • A ISO 9241-11, de 1998, refere que a “usabilidade é a eficiência, eficácia e satisfação com que determinados utilizadores atingem os seus objectivos em ambientes específicos”.
    • Segundo Jakob Nielsen, um dos grandes investigadores da área, a “ usabilidade é um atributo de qualidade que avalia quão fácil uma interface é de usar. A palavra usabilidade refere-se também aos métodos de melhoramento da facilidade de utilização durante o processo de criação ”.
      • O trinómio: > USABILIDADE
  • 31.
    • Desenvolver produtos utilizáveis (fáceis de aprender, efectivos e que produzam uma experiência agradável).
    • Envolver os utilizadores durante todo o processo; por vezes o projecto de interacção é chamado: desenho centrado nos utilizadores .
      • O trinómio: > USABILIDADE
  • 32.
    • Exemplos de problemas de usabilidade
      • O trinómio: > USABILIDADE
    Principais problemas de usabilidade do website do SDI Dificuldade em agregar uma revista aos recursos da área pessoal; Nunca utilizam as ajudas; A interface do website é pouco ou nada intuitiva; Dificuldade em associar "texto integral" como o link para efectuar o download do objecto digital; Banner de topo do website com falta de visibilidade; O ícon de ajuda é pouco visível no Metalib; Dificuldade em voltar à página inicial no decorrer da pesquisa no Metalib; Dificuldade em encontrar a informação sobre a próxima formação; Dificuldade em efectuar o login no Metalib; Pouca visibilidade do botão de pesquisa avançada do Metalib; Dificuldade em distinguir a pesquisa entre Bases de Dados e Periódicos;
  • 33.
    • A vantagem da estruturação visual
      • O trinómio: > USABILIDADE
    Quantos objectos vê? E agora?
  • 34. Pormenor do wireframe do website do SDI
      • O trinómio: > USABILIDADE
    Atalhos rápidos Autenticação Breadcrumb Localização Subáreas do website Versão em inglês Mapa do website Pesquisa no website
  • 35.
    • O utilizador poderá ter ou não uma boa experiência ao utilizar determinado website.
    • O estudo dessa experiência de interacção é fundamental para a melhoria contínua do website e a correspondente fidelização dos utilizadores.
    • A User eXperience (UX) é o maior desafio encarado por muitas empresas e organizações sem fins lucrativos.
    • Permite a diferenciação de produtos num mercado cada vez mais competitivo e exige um esforço na criação de experiências para além de criação de produtos e serviços.
      • O trinómio: > EXPERIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO
  • 36.
    • Metodologia centrada na experiência do utilizador.
    • Sequência de etapas para orientar o processo de desenvolvimento de interfaces.
      • O trinómio: > EXPERIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO
    Diagrama “ The Elements of user Experience ” de Jesse James Garrett
  • 37.
    • Equipas multidisciplinares.
      • Arquitecto de Informação
      • Programador
      • Engenheiro de requisitos
      • Designer
      • Psicólogo
      • Engenheiro em Usabilidade
      • Especialista em Marketing
      • Profissional da Informação
  • 38. Levantamento de Requisitos: - Arquitectura de Informação - Usabilidade - Experiência de Utilização Organização e estruturação
    • Documentação:
    • - Wireframes
    • Modelos
    • Fluxogramas
    • etc.
    Acompanhamento da implementação
  • 39. UMA VISÃO SOBRE O FUTURO… Porque não estudar o comportamento informacional e de interacção dos utilizadores no Second Life? Porque não criar uma biblioteca no Second Life (experiência) e melhorar a arquitectura de Informação, Usabilidade e Experiência de Utilização a partir dos utilizadores existentes neste contexto? Utopia..?? Ou uma possibilidade a explorar?
  • 40.
    • Seja qual for o sistema de informação (Biblioteca, Arquivo, Centro de Documentação, Empresa, etc.), actualmente, é fundamental que estas actuem neste domínio.
    • Além de disponibilizar grandes volumes de informação a partir do website, é necessário que os utilizadores consigam ter uma boa experiência no acesso e uso da informação.
    • Os profissionais da informação podem e devem ter um papel decisivo nas equipas de desenvolvimentos dos websites, quer ao nível da elicitação de requisitos (recolha de dados a partir da investigação qualitativa) quer emanados de conhecimentos no domínio da lógica, linguística, da metodologia da investigação, etc.
    CONCLUSÕES
  • 41. EPIC Envolving Personalized Information Construct Robin Sloan Museum of Media History