Um Pouco De HistóRia Das Ce Bs No Brasil
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    Um Pouco De HistóRia Das Ce Bs No Brasil Um Pouco De HistóRia Das Ce Bs No Brasil Presentation Transcript

        • Gestação: 1950-1960.
        • Nascimento: 1957-1960.
        • Batismo: 1968.
        • Confirmação: 1979.
        • Maturidade: 1982.
        • - “Um novo modo de ser Igreja” (CNBB, Doc. 25).
        • - “Um modo novo de toda a Igreja ser” (6º. Intereclesial das CEBs – Trindade –Go – 1986).
        • - “O modo normal de toda a Igreja ser” (D. Pedro Casaldáliga –2000).
      • Um pouco de história das CEB s no Brasil.
        • 1.1. Gênese das CEBs.
        • 1.2. Encontros intereclesiais das CEBs no Brasil.
      I - 1975 – Vitória-ES - Uma Igreja que nasce do Povo pelo Espírito de Deus. II - 1976 – Vitória-ES - Igreja, Povo que caminha. III - 1978 – João Pessoa-PR - Igreja, Povo que se liberta. IV - 1981 – Itaici-Indaiatuba-SP - Igreja, Povo oprimido que se organiza para a libertação. V - 1983 – Canindé-CE - Igreja, Povo unido, semente de uma nova sociedade. VI - 1986 – Trindade-GO - Cebs, Povo de Deus em busca da Terra Prometida. Os Encontros Intereclesiais de CEBs mostram a caminhada das CEBs e seus temas mostram como elas se inserem na realidade da vida do povo.
        • 1.2. Encontros intereclesiais das CEBs no Brasil.
      Os Encontros Intereclesiais de CEBs mostram a caminhada das CEBs e seus temas mostram como elas se inserem na realidade da vida do povo. VII - 1989 – Duque de Caxias-RJ - Cebs, Povo de Deus na América Latina a caminho da libertação. VIII- 1992 – Santa Maria RS - Cebs, Povo de Deus renascendo das culturas oprimidas. IX - 1996 – São Luís-MA - Cebs, Vida e Esperança nas massas. X - 2000 – Ilhéus-BA - Cebs, Povo de Deus, 2000 anos de caminhada. XI - 2005 – Ipatinga-MG - Cebs, espiritualidade libertadora: Seguir Jesus no compromisso com os excluídos. XII – 2009 – Porto Velho-Ro – CEBs: Ecologia e Missão – Do ventre da terra, o grito que vem da Amazônia.
    • 2. Questões sobre a Eclesialidade das CEBs. As CEBs nascem no Brasil e em toda a América Latina e Caribe impulsionadas pelo espírito do Vaticano II. Em Medellín (1968), elas são reconhecidas como “ primeiro e fundamental núcleo eclesial, que deve, em seu próprio nível, responsabilizar-se pela riqueza e expansão da fé, como também pelo culto que é sua expressão. É ela, portanto, célula inicial de estruturação eclesial e foco de evangelização e atualmente fator primordial de promoção humana e desenvolvimento ” ( Medellín, 15. Pastoral de Conjunto, nº.10 ).
    • As CEBs são Igreja a partir da base. Buscam responder as questões vindas do cotidiano. São Igreja em nosso tempo. Por isso, muitas vezes, foram e são incompreendidas, como o próprio Jesus e as primeiras comunidades cristãs em seu tempo. Isto aconteceu e acontece com as CEBs do Brasil, quer do ponto de vista sócio-político, como também do ponto de vista eclesial. Queremos mostrar como acontecem essas tensões pelo fato das CEBs buscarem estar presentes em seu tempo. 2. Questões sobre a Eclesialidade das CEBs.
        • 2.1. Na década dos 70: As CEBs são eclesiais?
        • 2.2. Na década dos 80: Perigo da
        • politização.
      Notamos uma dupla problemática: De um lado, as comunidades da contestação que buscam autonomia e independência e, de outro lado, as comunidades de comunhão . A problemática girava em torno das comunidades comprometidas com o social. Afirmava-se o perigo da politização, da manipulação, da radicalização ideológica.
        • 2.3. Década dos 90: Questão do diálogo ecumênico e inter-religioso.
        • 2.4. Hoje – 2000-2003: Qual o lugar das CEBs na estrutura de Igreja?
      Há preocupação com a autonomia. Não há mais preocupação com a manipulação política , pois mesmo havendo ligação com o PT, o MST, não há fusão ideológica . Percebe - se uma catolicidade ecumênica. A grande questão se relacionava com a vivência ecumênica e o diálogo inter-religioso. A questão era a relação entre eclesialidade e confessionalidade: como manter a identidade católica e, ao mesmo tempo , relacionar - se com as outras Igrejas e religiões?
    • 3 . CEB s : Elementos fundamentais. São evangélicas PASTORES Catolicidade MUNDO SOCIEDADE Compromisso social CEBs Ligação canônica Eclesialidade IGREJA UNIVERSAL JESUS CRISTO
        • 3.1. Auto - definição de eclesiais.
      São eclesiais, porque são comunidades. Igreja é essencialmente comunidade. Na América Latina, envolvem os pobres e reinventam a Igreja. Há uma centralidade dos pobres. Gustavo Gutiérrez fala em irrupção dos pobres na Igreja e na sociedade.
        • 3.1.1. Ligação fé-vida : A grande novidade da(s) Igreja(s) na América Latina é a entrada de cristãos/ãs na luta política de libertação dos pobres/excluídos.
      • Entrada nos movimentos populares de reivindicações.
        • 3.1.1. Ligação fé-vida : A grande novidade da(s) Igreja(s) na América Latina é a entrada de cristãos/ãs na luta política de libertação dos pobres/excluídos.
      • Entrada nos movimentos populares de reivindicações.
      • b) Entrada e participação nos movimentos específicos:
      • - Luta pela Terra: ocupações com a participação ativa das CEBs.
      • - Luta das mulheres: Grupo de mulheres da periferia.
      • - Luta dos negros.
      • - Luta pela defesa da natureza (ecologia).
      • Entrada no movimento sindical: a grande questão da luta ideológica e a primazia do trabalho sobre o capital.
      • Entrada nos partidos políticos com proposta popular.
        • 3.1.2. Novidades a partir da experiência das CEBs: A mística e a Espiritualidade da Libertação.
      Com a entrada dos cristãos e cristãs na luta política de libertação dos pobres e excluídos na América Latina e Caribe, o Espírito suscitou uma nova experiência eclesial, definida pela ligação fé-vida e que gerou:
      • Um novo modo de viver a fé : A Igreja assume os novos desafios do mundo de hoje. Os cristãos e cristãs, movidos/as pelo Espírito do Ressuscitado, abrem-se para os problemas do mundo.
      • Um novo modo de viver a fé : A Igreja assume os novos desafios do mundo de hoje. Os cristãos e cristãs, movidos/as pelo Espírito do Ressuscitado, abrem-se para os problemas do mundo.
      b) Um novo modo de transmitir a fé : Uma nova leitura da Bíblia a partir do pobre-excluído (classe), a partir da mulher (gênero), a partir das diferentes culturas (etnias), a partir dos idosos, jovens, crianças (geração) e a partir da defesa da natureza (ecologia). Encontramos também no interior de todo esse processo uma nova forma de fazer teologia e uma nova catequese, fazendo a ligação fé-vida e muito mais martirial. c) Um novo modo de celebrar a fé : A partir da ligação fé - vida , a liturgia expressa-se a partir das diferentes culturas (inculturação) e celebra as lutas em defesa da vida, com grande respeito pela alteridade.
    • “ O que é uma CEB”? O que é preciso para se ter uma CEB?
    • 1º. Elementos materiais (corpo). 1) Grupo de fiéis batizados (suficientemente desen- volvido) e que celebra ( celebração ou culto regular , semanalmente, quinzenalmente) com ou sem eucaristia. 2) Integrado por gente das classes populares (pobres), tendo pessoas de outras classes , mas não majoritariamente. A CEB tem sua identidade histórica nos pobres em sentido sociológico e, desta forma, o sentido de “ base ” veicula as seguintes características em sua constituição: pobre popular (rosto do povo), celular, leiga, de luta, cristológica. 3) Em torno da Palavra de Deus (Bíblia): a Palavra faz parte constituinte de uma comunidade de base. A Bíblia é a companheira da CEB.
    • 2º. Elementos formais (alma). 1) Partilha da Palavra em confronto com a vida. Podemos nos perguntar: Como temos lido a Palavra de Deus frente à realidade? Temos feito a leitura orante da Bíblia? 2) Participação nos serviços ( ministérios ) : coordenação, liturgia, catequese, canto. As CEBs são participantes. 3) Compromisso no social: A Palavra de Deus induz à ação. Podemos lembrar aqui a grande novidade da Igreja na América Latina : A entrada ( inserção ) de cristãos e cristãs na luta política de libertação dos pobres e excluídos (Ligação Fé-Vida). Podemos nos perguntar: Como vai nossa fé? Como vai nosso compromisso? Como vão nossas lutas?
        • 3.2. Relação fundante das CEBs – Identidade originária: Jesus Cristo (Puebla, 641).
      - A ligação com Jesus Cristo é a ligação constitutiva: Por causa da palavra de Jesus Cristo. Por causa do Espírito de Jesus Cristo. Por causa do seguimento de Jesus Cristo. Jesus é o fundamento estrutural das CEBs. A realidade fundacional das CEBs é Jesus Cristo. São Paulo fala que não há outro fundamento ! Isto está presente já no 1º. Intereclesial: Igreja que nasce do Povo pelo Espírito de Deus. Por isso, são evangélicas. São realidade mistérica. As Cebs são uma experiência cristã integral.
        • 3.2. Relação fundante das CEBs – Identidade originária: Jesus Cristo (Puebla, 641).
      - Qual a característica específica das CEBs na A m é r i c a L a t i n a ? Primeiramente é ter seu fundamento em J e s u s C r i s t o . Segundo, aprofundar a presença do Espírito e buscar o aprofundamento da Trindade ( já presente no 6º. Intereclesial – Trindade – 1986).
        • 3.3. Compromisso social.
        • Luta pela libertação em todos as dimensões : econômica , política , cultural, erótico-sexual, pedagógica, litúrgica, ecológica.
        • Luta pela justiça.
        • Defesa da vida das pessoas e da natureza. Luta sempre a partir da fé, visando a libertação.
        • É a micro-Igreja na macro-Igreja. As CEBs estão na Igreja Católica mas com abertura para a ecumenicidade.
        • As CEBs em relação com as outras CEBs:
            • Com as paróquias, para transformá-las em redes de comunidades, com formas alternativas de organização (em forma de rede – paróquias sem matriz).
            • Abertura para outros movimentos de Igreja ( como os carismáticos, buscando criar formas de comunhão!).
        • 3.4. Relação com os pastores.
        • 3.5. Ligação com a Igreja Universal.
      As CEBs não devem se preocupar em ser o modo novo de toda a Igreja ser , (no sentido de uma uniformidade), pois isto parece ser impossível do ponto de vista sociológico e não desejável do ponto de vista teológico, pois o pluralismo é saudável! Neste sentido, as CEBs “ devem fortalecer sua catolicidade prática, jamais considerando-se ‘como o destinatário único ou como o único agente de evangelização’, mas sempre abertas à universalidade que requer qualquer tarefa de anúncio do Evangelho ” (FAUSTINO TEIXEIRA).
    • 4. Desafios para o século XXI. Retomamos a palavra de D. Pedro Casaldáliga, o profeta da justiça e da esperança: “ O Século XXI ou será místico ou não será humano. O Século XXI cristão optará pelos excluídos ou não será cristão. O Século XXI cristão ou será ecumênico ou não será eclesial. O Século XXI ou será ecológico ou simplesmente não será ”. Esta afirmação de D. Pedro indica que devemos incorporar ao projeto da nova sociedade e, portanto, de um mundo novo possível, o místico, a opção pelos excluídos, o ecumenismo e o ecológico. São desafios que devemos enfrentar com muita ousadia, criatividade e esperança.
    • V CELAM: DISCÍPULOS/AS E MISSIONARIOS/AS DE JESUS CRISTO, PARA QUE NELE NOSSOS POVOS TENHAM VIDA
      • O lugar das CEBs na Igreja.
      • Ao longo de 40 anos de processo de discipulado missionário, com suas conquistas e debilidades, testemunhamos que as CEBs têm enriquecido a nossa Igreja latino-americana e caribenha com sua presença comunitária de serviços, ministérios e celebrações.
      • Esta vivência nos move a confirmar que as CEBs são o primeiro e fundamental núcleo inicial de estruturação eclesial (Cf. Medellín 15,10 e Puebla 96, 641 e 643), como indicam o Novo Testamento (Mt 11,25-27; Jo 17,19-23; At 2,42-47) e a eclesiologia de Medellín e Puebla no espírito do Vaticano II: Igreja Povo de Deus e sacramento do Reino (LG 1 e 26).
      • A partir desta visão de Igreja, a paróquia assume uma nova identidade: é Comunidade de Comunidades (Puebla 617,618; Santo Domingo 58) e nível intermediário da Igreja, na unidade da Igreja Particular.
      • As CEBs, por serem células e modelo de Igreja comunitária, profética e martirial, com seu ritmo e processo próprio, marcadas pela realidade social e eclesial de nossos povos, são distintas de outras expressões eclesiais como os Movimentos e grupos pastorais que estão na dimensão carismática ou de serviço.
    • V CELAM: DISCÍPULOS/AS E MISSIONARIOS/AS DE JESUS CRISTO, PARA QUE NELE NOSSOS POVOS TENHAM VIDA
      • Discipulado Missionário nas CEBs.
      • O discipulado missionário não pode ser vivido sem uma comunidade (GS 32, DocPart, 69). Por isto, queremos decididamente reafirmar e dar novo impulso à vida e missão profética e santificadora das CEBs. Estas comunidades, tendo a Palavra de Deus como fonte de sua mística, espiritualidade e força evangelizadora, são um espaço de humanização, gratuidade, acolhida e de misericórdia, sobretudo para aqueles que, por distintos motivos, a sociedade os marginaliza e exclui.
      • Este discipulado missionário tem como raiz e referencial a prática e missão libertadora de Jesus de Nazaré (Lc 4,16-18; 7,18-23), a qual se constitui no espelho de onde nossas comunidades se olham e avaliam como discípulas e missionárias de Jesus ao serviço do Reino de Deus e de sua justiça (Mt 6,33). O sangue derramado dos mártires, gente do povo, das CEBs e da Igreja na América Latina, tem sido a confirmação da validade deste seguimento.
    • V CELAM: DISCÍPULOS/AS E MISSIONARIOS/AS DE JESUS CRISTO, PARA QUE NELE NOSSOS POVOS TENHAM VIDA
      • Para que nossos povos Nele tenham vida.
      • As CEBs têm incentivado seus membros a comprometerem-se nos mais diversos espaços de ação: nas pastorais sociais, movimentos populares, organizações civis e políticas, que contribuem para que haja melhores condições de vida.
      • Por sua fé no projeto de Deus trinitário, tem manifestado a força evangelizadora da comunidade e, em especial, dos pobres, chamando à conversão a Igreja e a sociedade (Puebla 1147) e contribuindo para que nossos povos Nele tenham vida e vida em abundância (Jo 10, 10).
    • 5. Questões para os cochichos.
        • 5.1. Em relação ao uso da Bíblia:
        • 5.2. Em relação à mística e à espirituali-dade:
        • Como usamos a Bíblia em nossas comunidades?
        • Qual a motivação de nossa caminhada? Onde en-contramos forças para enfrentar as dificuldades e obstáculos? Como estamos rezando?
        • 5.3. Em relação à eclesialidade das CEBs:
        • Como está sendo exercido o poder em nossas comunidades? Em nossas paróquias? Em nossas dioceses?
      • Eclesialidade e poder :
        • Nossa Igreja é, toda ela, ministerial? Estamos sendo missionários/as?
      b)Serviço, missão e mística :
        • Como somos vistos pelo povo?
      c) Identidade, diluição e nova afirmação :
    • 5.4. Em relação ao futuro das CEBs na América Latina e Caribe:
      • Como manter o espírito do Vaticano II na compreensão de uma Igreja Povo de Deus?
      • Como incentivar o diálogo ecumênico e inter-religioso, buscando uma comunhão que respeite as diferenças?
      • Como as CEBs podem colaborar na integração da América Latina e do Caribe?