ICT and Innovation

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Presentation at Public Statistics Laboratory-LEP_IBGE_2007 (in portuguese)

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ICT and Innovation

  1. 1. Tema Traços da integração das TIC’s ao processo de inovação no Brasil Alessandro Maia Pinheiro Doutorando IE/UFRJ Economista/IBGE Atenção ! Tráfego precário na estrada digital!
  2. 2. Estrutura da apresentação <ul><li>Introdução </li></ul><ul><li>Aspectos conceituais e teóricos </li></ul><ul><li>Método </li></ul><ul><li>Análise de indicadores </li></ul><ul><li>Considerações finais </li></ul><ul><li>Referências </li></ul>
  3. 3. 1. Introdução <ul><li>Algumas marcas fundamentais (e interligadas) que consubstanciam a “Nova Era”, do ponto de vista econômico : </li></ul><ul><li>intensificação do uso de informação e conhecimento nos processos produtivos (a partir dos anos 70 e 80); </li></ul><ul><li>a inovação adquire centralidade na dinâmica capitalista; e </li></ul><ul><li>as TIC’s imprimem velocidade brutal aos processos de codificação do conhecimento e circulação da informação, permitem a fusão de diferentes tecnologias e guardam relação cada vez mais estreita com a inovação. </li></ul>
  4. 4. Leitura da atual dinâmica As TIC’s têm grande potencial de intensificar o processo de inovação, todavia há fortes assimetrias entre países no que tange aos resultados alcançados. No Brasil, as estatísticas permitem observar que o uso das TIC’s tem se ampliado consideravelmente (temporal e espacialmente), tanto no âmbito das empresas, quanto dos domicílios, mas, por outro lado , as taxas de inovação não têm seguido a mesma tendência. Com base nisso, pergunta-se :
  5. 5. Problema <ul><li>Quais as principais características que permeiam a integração das TIC’s ao processo de inovação no Brasil? </li></ul><ul><li>Os indicadores atuais permitem uma identificação acurada dos entraves para a materialização do potencial das TIC’s? </li></ul><ul><li>Quais são seriam as melhores diretrizes de política, para o enfrentamento das dificuldades? </li></ul>
  6. 6. Objetivos <ul><li>Geral </li></ul><ul><li>Investigar alguns aspectos-chave subjacentes à modalidade de integração das TIC’s ao processo de inovação no Brasil </li></ul><ul><li>Específicos </li></ul><ul><li>Mostrar a relação das TIC’s com o processo de inovação; </li></ul><ul><li>Identificar elementos que possam estar obstaculizando as TIC’s no seu potencial de intensificar a inovação; </li></ul><ul><li>Verificar se os referenciais teórico-analíticos usuais e a produção de estatísticas deles derivadas permitem apreender o problema com acuidade; e </li></ul><ul><li>Apontar direções para a produção e uso de estatísticas, e propor políticas julgadas mais eficazes para o enfrentamento da questão em tela. </li></ul>
  7. 7. Motivação Atualmente, é lugar comum colocar as TIC’s e a inovação no âmago das discussões sobre desenvolvimento, sobretudo por serem consideradas fios condutores para a apropriação/internalização de excedentes econômicos. Entretanto, as leituras mais influentes sobre o fenômeno, em particular no escopo da Ciência Econômica, têm sido condicionadas por modelos teóricos anacrônicos e descontextualizados. Desse razoado, argumenta-se pelo imperativo de se refletir para além das tradicionais leis de mercado , as quais regem a produção das estatísticas econômicas oficiais, e buscar compreender melhor a chamada “ Economia Invisível ”, onde lugar de destaque é reservado às TIC’s .
  8. 8. Hipóteses centrais <ul><li>Apenas o acesso ao conhecimento codificado não é condição suficiente para intensificar o processo de inovação, a partir da introdução das TIC’s. Deve-se remeter a investigação à questão do aprendizado ; </li></ul><ul><li>Os indicadores da “Sociedade da Informação e do Conhecimento”, não obstante os avanços conquistados, não dão conta de capturar com acuidade o processo de aprendizado, mobilização e uso de capacitações produtivas e inovativas e de construção de capital social entre os atores econômicos, políticos e sociais (importante limitação: ausência de visão sistêmica). </li></ul><ul><li>Estatísticas educacionais podem fornecer indícios de que há no Brasil escassez de capacidade de seleção, uso, acumulação, difusão e geração de conhecimentos. Esse pode ser o calcanhar-de-aquiles da integração TIC-INOVAÇÃO no Brasil; </li></ul>
  9. 9. 2. Aspectos conceituais e teóricos TIC’s facilitam a integração estratégica e tecnológica da inovação Fonte: elaboração própria, com base em DODGSON, GANN & SALTER, 2001; e LASTRES, LEGEY & ALBAGLI, 2003.
  10. 10. As TIC’S e a intensificação da inovação (papel potencial) TIC’s INOVAÇÃO Principais canais Redução de custos de desenvolvimento Redução de lead-times Aumento da previsibilidade de resultados Melhor integração organizacional TIC’s permitem – automação de: desenho ; manufatura e coordenação (DOGSON, GANN & SALTER, 2001; TIGRE, 2006) Steinmuller (2000): as TIC’s alteraram tanto a natureza quanto a extensão da “eletronificação” da inovação aos mudar características de performance em termos de velocidade, transmissão e troca, controle e visualização de informação.
  11. 11. Informação  conhecimento CONHECIMENTO (mais fundamental): todo conhecimento tem origem no conhecimento tácito, na prática INFORMAÇÃO (conhecimento explícito): parca representação do conhecimento incorporado pelas pessoas A distinção se faz mister ao entendimento do novo padrão de tecno-econômico, baseado no conhecimento. Este é um recurso com raízes tácitas. O uso das TIC’s, para a intensificação do processo de inovação, pressupõe capacidade de uso, difusão e criação de conhecimento. A construção de capacitações, para isso, pressupõe o processo de aprendizado . Um item de informação é uma mensagem contendo dados estruturados. O recebimento desta provoca alguma ação por parte do agente recebedor, sem implicar que a natureza dessa ação seja determinada apenas e unicamente pela mensagem per se . Em vez disso, é o contexto cognitivo fornecido pelo recebedor que dá significado à mensagem informacional, e, deste significado, segue a natureza específica da ação induzida. O termo conhecimento é simplesmente um rótulo afixado ao contexto geral cognitivo do agente (COWAN, DAVID & FORAY, 2000, p. 6)*. * Tradução do autor
  12. 12. Desafios do novo padrão– centralidade do aprendizado para a inovação (processo interativo) ( approach neo-schumpeteriano) <ul><li>Âmbito da firma (micro) </li></ul><ul><li>Estratégias precisam encampar : </li></ul><ul><li>as respostas às mudanças no ambiente competitivo, tal como novas tecnologias e novos competidores (e a forma como as firmas influenciam seus ambientes); </li></ul><ul><li>construção produtiva de capacitações internas e combinações de recursos, e os fatores que as encorajam e restringem (integração organizacional interna); </li></ul><ul><li>capacidade de operar em redes (fornecedores, clientes, instituições e outras redes) (integração organizacional externa). </li></ul><ul><li>(TEECE & PISANO, 1994 – Dynamic Capability Theory ) </li></ul>
  13. 13. Desafios do novo padrão– centralidade do aprendizado para a inovação (cont.) <ul><li>Âmbito macro </li></ul><ul><li>Estratégias precisam encampar a consolidação de um Sistema Nacional de Inovação (SNI) – abordagem envolve: </li></ul><ul><li>interesse em trajetórias históricas e nacionais e na mudança técnica; </li></ul><ul><li>produção baseada na criatividade humana; </li></ul><ul><li>inovação e aprendizado como processos interativos; </li></ul><ul><li>empresa como organização inserida em ambientes sócio-econômicos e políticos; </li></ul><ul><li>complementariedade entre inovações radicais e incrementais; </li></ul><ul><li>caráter localizado e nacional da geração, assimilação e difusão da inovação; </li></ul><ul><li>natureza sistêmica da inovação; </li></ul><ul><li>(LASTRES, CASSIOLATO & ARROIO, 2005; FREEMAN, 2005) </li></ul>
  14. 14. 3. Material e método <ul><li>Levantamento: secundário </li></ul><ul><li>Foco das delimitações: </li></ul><ul><li>temporal: 1990-2006 </li></ul><ul><li>espacial: Brasil </li></ul><ul><li>Método: compilação e análise de indicadores da “Sociedade da Informação e do Conhecimento” e indicadores educacionais </li></ul><ul><li>Principais fontes de dados: IBGE, CGI e INEP </li></ul>
  15. 15. 4. Análise de indicadores Lógica das leis de oferta, demanda e equilíbrio S = D Fonte: elaboração própria, com base em LASTRES, LEGEY & ALBAGLI, 2003; PORCARO, 2003 e 2006; e TIGRE, 2002. Indicadores da Sociedade da Informação foco: produção e difusão Infra-estrutura de telecom e conectividade à internet Infra-estrutura de informática Outros: gov., saúde, transp., educ., emprego, cidadania, contas nac., bal. comercial, etc. Indicadores de internet e comércio eletrônico
  16. 16. 4. Análise de indicadores (cont.) Lógica de uma função de produção Y = f(x,z,...,n) Fonte: elaboração própria, com base em LASTRES, LEGEY & ALBAGLI, 2003. Indicadores da Economia e Sociedade do Conhecimento (CT&I) Gastos em educação e P&D Publicações Patentes INPUT OUTPUT
  17. 17. TIC domicílio Percentual de pessoas que utilizaram internet nos últimos três meses, e de pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal na população de 10 anos ou mais de idade, por grupos de anos de estudo – Brasil, 2005 Fonte: PNAD – Suplemento TIC/IBGE.
  18. 18. TIC domicílio Percentual de pessoas que utilizaram internet nos últimos três meses, na população de 10 anos ou mais de idade – Brasil e Grandes Regiões, 2005 Fonte: PNAD – Suplemento TIC/IBGE. (1) Exclusive os domicílios da área rural de Rondônia, Acre, Roraima, Pará e Amapá.
  19. 19. TIC domicílio Percentual de domicílios dotados de microcomputador no total de domicílios particulares permanentes – Brasil e Grandes Regiões, 2005 Fonte: PNAD/IBGE. (1) Exclusive os domicílios da área rural de Rondônia, Acre, Roraima, Pará e Amapá.
  20. 20. TIC domicílio Percentual de domicílios dotados de microcomputador com acesso à internet no total de domicílios particulares permanentes – Brasil e Grandes Regiões Fonte: PNAD/IBGE. (1) Exclusive os domicílios da área rural de Rondônia, Acre, Roraima, Pará e Amapá.
  21. 21. TIC domicílio Proporção de domicílios que usam equipamentos de TIC – Brasil, 2006 Fonte: CGI, 2007
  22. 22. TIC domicílio Propósito das atividades realizadas na internet por Grandes Regiões, 2006 Fonte: CGI, 2007
  23. 23. TIC domicílio Habilidades relacionadas ao uso do computador por Grande Região, 2006 Fonte: CGI, 2007
  24. 24. TIC domicílio Habilidades com computador suficientes para o mercado de trabalho por Grande Região, 2006 Fonte: CGI, 2007
  25. 25. TIC empresa Proporção de empresas com redes de computador – Brasil, 2006 Fonte: CGI, 2007
  26. 26. TIC empresa Conexão automática dos sistemas de TI para gerenciamento de pedidos Fonte: CGI, 2007
  27. 27. TIC empresa Proporção de empresas que usam a internet - Brasil e Grandes Regiões, 2006 Fonte: CGI, 2007
  28. 28. TIC empresa Proporção de empresas usando internet segundo o tipo de atividade – Brasil, 2006 Fonte: CGI, 2007
  29. 29. TIC empresa Proporção de empresas fazendo e recebendo pedidos pela internet – Brasil, 2006 Fonte: CGI, 2007
  30. 30. TIC empresa Dificuldades encontradas para contratação de especialistas em TI – Brasil, 2006 Fonte: CGI, 2007
  31. 31. Inovação tecnológica Participação percentual do número de empresas que implementaram inovações – Brasil, 2001-2003
  32. 32. Inovação tecnológica: comparação internacional Proporção de inovadoras e não-inovadoras entre as empresas industriais – Brasil e Países Europeus Selecionados, 1998-2000 Fonte: EUROSTAT, 2004 e IBGE, 2004 apud. Viotti e Baessa (2005)
  33. 33. Inovação estratégica e organizacional Fonte: PINTEC/IBGE, 2000 e 2003
  34. 34. Inovação: fontes de informação Fonte: PINTEC/IBGE
  35. 35. Problemas e obstáculos apontados pelas empresas que implementaram inovações – Brasil Fonte: PINTEC/IBGE Inovação: problemas e obstáculos
  36. 36. TIC - Inovação FOCO NO APRENDIZADO INADEQUAÇÃO DOS INDICADORES TIC INOVAÇÃO Eletronification of O aprendizado é um processo interativo e dinâmico, que leva ao acúmulo de competências (substantivo candidato a sinônimo de conhecimento) (SVEIBY, 1998). Fonte: elaboração própria
  37. 37. TIC - Inovação Os indicadores da Sociedade da Informação e do Conhecimento não dão subsídios para uma avaliação da relação TIC-INOVAÇÃO, nas suas múltiplas dimensões (como a política, a social, a territorial e a institucional); uma análise dos indicadores educacionais pode permitir avanços, sobretudo no âmbito desta última.
  38. 38. Indicadores educacionais – dimensão quantitativa Fonte: PNAD/IBGE, 1981-2003 apud . INEP/CEDEPLAR, 2005 Taxa de analfabetismo para a população de 15 anos ou mais – Brasil, 1981-2003
  39. 39. Indicadores educacionais – dimensão quantitativa Taxa de analfabetismo para a população de 15 anos ou mais – diferentes países, 2000 Fonte: PNUD e UNESCO apud INEP/CEDEPLAR, 2005
  40. 40. Indicadores educacionais – dimensão quantitativa Taxa de analfabetismo para a população de 15 anos ou mais – UF’s, 2000 Fonte: PNUD e UNESCO apud INEP/CEDEPLAR, 2005
  41. 41. Indicadores educacionais – dimensão quantitativa Taxa de atendimento no Ensino Fundamental e Médio - Brasil, 1981-2003 Fonte: PNAD/IBGE apud INEP/CEDEPLAR, 2005
  42. 42. Indicadores educacionais – dimensão quantitativa Anos médios de estudo da população de 15 anos ou mais – Brasil, 1981-2000 Fonte: CENSOS DEMOGRÁFICOS/IBGE apud INEP/CEDEPLAR, 2005
  43. 43. Indicadores educacionais – dimensão quantitativa Porcentagem das pessoas entre 25 e 64 anos de idade com educação superior completa – Brasil e Países da OCDE, 2000 Fonte: CARVALHO & NUNES, 2006
  44. 44. Evolução do número de IES por dependência administrativa Fonte: MEC/INEP Indicadores educacionais – dimensão quantitativa
  45. 45. Indicadores educacionais – dimensão qualitativa ENADE 2006 – Avaliação dos cursos e alunos Fonte: INEP/MEC 100,0 100,0 Total 6,4 5,0 5 24,6 17,9 4 40,4 49,2 3 23,8 25,5 2 4,8 2,4 1 % Alunos % Cursos Conceito
  46. 46. Indicadores educacionais – dimensão qualitativa Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2005 e projeções para o Brasil Fonte: Saeb 2005 e Censo Escolar 2005 e 2006. 7,0 5,6 7,3 5,8 7,5 5,9 Privada 4,8 2,9 5,1 3,1 5,7 3,4 Municipal 4,9 3,0 5,3 3,3 6,1 3,9 Estadual 7,0 5,6 7,6 6,3 7,8 6,4 Federal 4,9 3,1 5,2 3,2 5,8 3,6 Pública Dependência Administrativa - - - - 4,9 2,7 Rural - - - - 6,2 4,0 Urbana Localização 5,2 3,4 5,5 3,5 6,0 3,8 TOTAL 2021 2005 2021 2005 2021 2005 Ensino Médio Anos Finais do Ensino Fundamental Anos Iniciais do Ensino Fundamental  
  47. 47. Indicadores educacionais – incongruência entre profissão e ocupação Pessoas com 23 anos ou mais de idade com graduação como nível mais elevado concluído e a taxa de correspondência entre diploma e ocupação, segundo o curso de graduação concluído – Brasil, 2000 Fonte: Censo 2000/IBGE apud . Nunes e Carvalho, 2006.
  48. 48. 5. Considerações finais <ul><li>Algumas premissas fundamentais para as políticas de integração TIC-INOVAÇÃO: </li></ul><ul><li>o processo de inovação é interativo e cumulativo, depende de capacidades endógenas e se baseia em conhecimentos tácitos; </li></ul><ul><li>a capacidade inovativa deriva do capital social, refletindo condições culturais e institucionais historicamente definidas; </li></ul><ul><li>a geração de conhecimentos e tecnologias é fundamentalmente localizada; </li></ul><ul><li>o sistema TIC dá à economia baseada no conhecimento uma base tecnológica diferente, a qual radicalmente muda as condições para a produção e distribuição do conhecimento, assim como se integra ao sistema de produção. É, entretanto, necessário diferenciar os impactos de médio e longo prazos da difusão de TIC. </li></ul><ul><ul><li>Longo prazo: novo potencial de ganhos de produtividade. </li></ul></ul><ul><ul><li>Médio prazo: problemas de adaptação, relacionados principalmente à ausência de capacitação; </li></ul></ul><ul><li>os indicadores disponíveis não capturam a essência do novo padrão: aprendizado – conhecimento. Informação é importante, mas não suficiente; e </li></ul><ul><li>o sistema educacional brasileiro está evoluindo apenas em termos quantitativos. A dimensão qualitativa está sendo ignorada; </li></ul>
  49. 49. Algumas diretrizes para a produção de estatísticas: <ul><li>ponderação das especificidades locais e nacionais (países em desenvolvimento precisam superar a barreira do aprendizado para, então, tornarem-se inovadores incrementais e radicais); </li></ul><ul><li>a observação do acervo de tecnologias (de design, manufatura e coordenação), dos canais TIC-INOVAÇÃO, dos processos de aprendizado e da maneira como se estabelecem os fluxos de conhecimento entre os diversos atores (visão sistêmica e contextualizada) podem fornecer importantes subsídios para a produção de estatísticas, que permitam avaliar o potencial das TIC’s para a inovação; </li></ul><ul><li>o enfrentamento das limitações, no âmbito da produção de estatísticas, para o entendimento da chamada “Economia Invisível”, e em particular, da relação TIC-INOVAÇÃO, requer um enfoque multidisciplinar. É importante conjugar esforços de especialistas em áreas como Educação, TIC, Economia da Tecnologia, Sociologia, etc. (ex: interação IBGE-INEP nessa matéria). </li></ul>
  50. 50. Primeiras idéias para um survey <ul><li>Observar o esforço para inovar: pesquisa satélite consideraria tecnologias de design, manufatura e coordenação. Isso poderia informar sobre as principais áreas de penetração das TIC’s, objetivando a inovação (importante registrar o avanço da PINTEC 2005, quando cria uma questão sobre software ). </li></ul>Fonte: DOGSON, GANN & SALTER (2001)
  51. 51. Primeiras idéias/ilações para um survey (cont.) <ul><li>Investigar impactos das TIC’s, com vistas à inovação: reduziram custos de desenvolvimento, lead-time ; permitiram maior integração organizacional, etc.; </li></ul><ul><li>Aprendizado: uma boa orientação para a formatação de um quesito poderia ser dada a partir da observação da tipologia de aprendizados: learning-by-doing; learning-by-interacting; learning-by-using , etc.; </li></ul><ul><li>Conhecimento: da mesma forma, considerar a tipologia de conhecimentos que estão fluindo: </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>Know-what e know-why : vem da informação; </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Know-how : vem tipicamente da prática; </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Know-who : vem das interações (prática social e ambientes especializados de educação). </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>O mote é capturar algo da dimensão tácita dentro do processo de integração TIC-INOVAÇÃO </li></ul>
  52. 52. Principais insights <ul><li>O trabalho mostrou que o provável calcanhar-de-aquiles da integração TIC-INOVAÇÃO no Brasil é a questão do aprendizado-capacitação. Quando estes componentes passaram a constituir o foco de análise, um aspecto veio à tona: </li></ul><ul><li>a inadequação dos indicadores disponíveis, os quais procuram atualmente refletir sobre a Sociedade da Informação e do Conhecimento; </li></ul><ul><li>A necessidade de se buscar proxies mais aderentes à realidade subjacente ao novo padrão conduziu a análise aos indicadores educacionais, a partir do que três constatações foram extraídas: </li></ul><ul><li>não obstante à evolução dos indicadores educacionais, ainda nos encontramos muito distantes do patamar atingido por vários países; </li></ul><ul><li>há grande negligência com a dimensão qualitativa do ensino no Brasil; e </li></ul><ul><li>os indicadores educacionais fornecem importantes subsídios para as políticas, todavia há que se avançar bastante no provimento de informações, em especial no contexto que vincula TIC-INOVAÇÃO. Essas lacunas, per se , constituem elementos de precariedade do tráfego na estrada digital. </li></ul><ul><li>Para uma reflexão prospectiva sobre TIC-INOVAÇÃO: </li></ul><ul><li>[...] a simulação de produtos tem sido focalizada em áreas relativamente simples de melhoria de performance. Quando as tentativas envolverem o uso de ferramentas em áreas mais complicadas, tácitas e criativas do processo de inovação, qualquer benefício potencial se tornará mais difícil de se concretizar. Os processos de inovação continuarão a se basear em imaginações não estruturadas de tecnologistas treinados, onde não há solução mágica a ser alcançada através da automação (DODGSON, GANN & SALTER, 2001, p. 13)*. </li></ul><ul><li>*Tradução do autor </li></ul>
  53. 53. 6. Principais referências <ul><li>CGI. Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informação e comunicação no Brasil: TIC domicílios e TIC empresas , 2006. São Paulo, 2007. </li></ul><ul><li>COWAN, R.; DAVID, P.; FORAY, D. The explicit economics of knowledge codification and tacitness . Industrial and Corporate Change , n.2 (9), 2000. </li></ul><ul><li>DAVID, P.; FORAY, D. Economic Fundamentals of the Knowledge Society . Mimeo, feb., 2002. </li></ul><ul><li>DODGSON, M.; GANN, D.; SALTER, A. The intensification of innovation . SPRU Electronic Working Paper Series , n. 65, apr., 2001. </li></ul><ul><li>FORAY, D.; LUNDVALL, B-A. The knowledge-based economy: from Economics of Knowledge to the Learning Economy . In: FORAY, D.; LUNDVALL, B-A. (eds.). Employment and growth in the knowledge-based economy . OECD Documents. Paris: OECD, 1996. </li></ul><ul><li>FREEMAN, C. The national system of innovation in historical perspective . Cambridge Journal of Economics , n.1 (19), 1995, p. 5-24. </li></ul><ul><li>______. Um pouso forçado para a “nova economia”? A tecnologia de informação e o sistema nacional de inovação dos Estados Unidos. In: LASTRES, H. ; CASSIOLATO, J.; ARROIO, A. Conhecimento, sistema de inovação e desenvolvimento . Rio de Janeiro: Editora UFRJ e Contraponto, 2005. </li></ul><ul><li>IBGE. Pesquisa de Inovação Tecnológica (PINTEC), 2000 e 2003. </li></ul><ul><li>LASTRES, H.; LEGEY, L.; ALBAGLI, S.; Indicadores da economia e sociedade da informação, conhecimento e aprendizado . In: VIOTTI, E.; MACEDO, M. (org.). Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil, Campinas: Unicamp, 2003, p. 533-578. </li></ul><ul><li>______.; CASSIOLATO, J.; ARROIO, A. Sistemas de inovação e desenvolvimento: mitos e realidade da economia do conhecimento. In:;. LASTRES, H.; CASSIOLATO, J.; ARROIO, A . Conhecimento, sistema de inovação e desenvolvimento . Rio de Janeiro: Editora UFRJ e Contraponto, 2005. </li></ul><ul><li>NIGHTINGALE, P. A cognitive model of innovation . Research Policy , 27, 1998, p. 689-709. </li></ul><ul><li>NUNES, E.; CARVALHO, M. Ensino superior público e privado no Brasil: expansão, evasão e perfil dos concluintes. Observatório Universitário, Série Educação em números, Documento de Trabalho n. 35 , set., 2004. </li></ul><ul><li>PINHEIRO, A. Ampliando os benefícios da disseminação de informações: reflexões prospectivas sobre o papel do IBGE. Anais do II Encontro Nacional de Produtores e Usuários de Estatísticas , IBGE, Rio de Janeiro, ago. 2006. </li></ul><ul><li>POLANYI, M. The tacit dimension . Yale: Gloucester, Mass. Peter Smith, 1967. </li></ul><ul><li>ROTHWELL, R. Successful industrial innovation: critical factors for the 90’s . R&D Management , 22 (3), 1992, p. 221-239. </li></ul><ul><li>STEINMUELLER, W.E. Will new information and communication technologies improve the “codification of knowledge” ? Industrial and Corporate Change , n. 9, 2000, p.361-376. </li></ul><ul><li>SVEIBY, K. A nova riqueza das organizações: gerenciando e avaliando patrimônios de conhecimento . Rio de Janeiro: Campus, 1998. </li></ul><ul><li>TEECE, D.; PISANO, G. The dynamic capabilities of firms: an introduction. Industrial and corporate change (3), 1994, p. 537-556. </li></ul><ul><li>TIGRE, P. Gestão da inovação: a economia da tecnologia no Brasil . Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. </li></ul>
  54. 54. Obrigado !

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