Redação. Elementos da narrativa. ExercíciosDocument Transcript
Redação – 1/2012Fixação de ConteúdosElementos da Narrativa Redação – 1/2012, Professor Bruno Pilastre.01 - Nos fragmentos a seguir, reconheça a modalidade (tipologia) de redação dos textos ejustifique sua resposta.a) “O relógio era uma enorme cebola de ouro, suíço, pedras preciosas nos ponteiros, o tampo emfiligranas, uma jóia, uma antigüidade, uma relíquia uma preciosidade.” (Ribeiro Lester)b) “Tinha seis ou sete anos, nunca se lembrou bem. Foi até o criado-mudo, a pedido do pai,apanhar o relógio. Relógio do avô... No ato de pegar, deixou-o cair. Relógio quebrado. Surra.Uma surra violentíssima, inesquecível.” (Ribeiro Lester)c) “O homem ocidental civilizado vive num mundo que gira de acordo com os símbolosmecânicos e matemáticos das horas marcadas pelo relógio. É ele que vai determinar seusmovimentos e dificultar suas ações. O relógio transformou o tempo, transformando-o de umprocesso natural em uma mercadoria que pode ser comprada, vendida e medida como umsabonete ou um punhado de passas de uvas. E, pelo simples fato de que, se não houvesse ummeio para marcar as horas com exatidão, o capitalismo industrial nunca poderia ter sedesenvolvido, nem teria continuado a explorar os trabalhadores, o relógio representa umelemento de ditadura mecânica na vida do homem moderno, mais poderoso do que qualqueroutro explorador isolado, de que qualquer outra máquina.” (George Woodcock)02 - Leia o texto abaixo e, a seguir, identifique o que se pede.“D. Alzira bateu palmas.— Venham comer ligeiro, senão a bóia esfria!Sentaram-se todos em torno da mesa. No centro dela fumegava a travessa de arroz com guisadode charque.Começaram a comer em silêncio. Quem falou primeiro foi Ernesto:— No colégio hoje deram uma vaia no Eugênio porque ele estava de calça furada atrás.Encolheu-se todo, reprimindo o riso, e seus olhinhos brilhavam de malícia. Eugênio ficou com orosto em fogo.D. Alzira sacudiu a cabeça, vagarosamente, e olhou para o filho mais velho.— Eu não te disse que não botasse aquela calça de riscado? Por que não botou a preta?Eugênio baixou os olhos para o prato e ficou calado.Ângelo serviu-se de mais arroz e disse com ar reflexivo:— Parece mentira... Filho de alfaiate e com as calças rasgadas.Quando o silêncio se fez de novo, eles ouviram o minuano uivando lá fora.— Coisa triste o inverno! — suspirou D. Alzira.Eugênio olhou para a mãe. Ela era bonita, sim, muito mais bonita que muitas mulheres ricas queele conhecia. Dizia sempre que eles haviam de ser felizes, e de viver com todo conforto.“Ninguém foge ao destino — eram as suas palavras: acho que se eles nos tem trazido tanta coisaruim, um dia pode nos trazer coisas boas.Ângelo havia cruzado os talheres, quando bateram à porta. Marido e mulher se entreolharam.— Deve ser o Florismal — disse ela.— Vá abrir, meu filho — pediu D. Alzira a Eugênio. Mas logo em seguidaacrescentou: Deixa que eu vou, você é capaz de receber um golpe de ar e pegar uma pulmonia.” (Érico Veríssimo, Olhai os Lírios do Campo)a) Por que o texto é narrativo? Justifique.b) Informe que tipo de narrador conta a história. Justifique sua resposta.Professor Bruno Pilastre.
Redação – 1/2012c) Especifique quando os fatos aconteceram. Como apareceu o tempo na narrativa. Justifique sua resposta.d) Especifique onde os fatos aconteceram. Informe como foi dado o espaço físico da narrativa. Justifique sua resposta.e) Quanto aos discursos utilizados na narrativa, informe quais são eles. Justifique sua resposta.f) Quanto às personagens, informe quais são elas e que papel desempenham na história lida.g) Informe qual é o enredo da história lida.03 - De acordo com os trechos narrativos a seguir, preencha os parênteses em branco com onúmero do discurso correspondente.a) Discurso do narrador.b) Discurso direto.c) Discurso indireto.d) Discurso indireto livre.( ) — Eu fiz isto por amor à arte.( ) Ele disse que fizera aquilo por amor à arte.( ) “Ontem de manhã, descendo do jardim, achei a grama, as flores e as folhagenstransidas de frio e pingando. Chovera a noite inteira.” (Machado de Assis)( ) “Fez meia-volta e correu para casa, onde Maneco e Antônio combinavam o quedeviam fazer quando os castelhanos se aproximassem. Recebê-los à bala? Era loucura. Estavamem número muito inferior...” (Érico Veríssimo)( ) “Vamos dormir, meus irmãos. Eu fico aqui. Porque hoje em diante, não sei se vocêssabem, eu vou morar no asilo com vocês...” (Paulo Setúbal)( ) “Eles estava numa rua sombria, parado à calçada, olhando o desfilar dasmeninas dum orfanato. Eram criaturinhas pálidas, apagadas e tristonhas, vestidas de pelúciaxadrez, com grosseiras meias de algodão a cobrir-lhes as pobres pernas magras.”(Érico Veríssimo)( ) “Lima, inconformado, virando o taco na mão. Como não percebera antes? A safadeza jáera velha, os dois funcionando à vontade, engolindo as bolas. Como não flagrara, trinta anos depolícia e um tempão no joguinho... que boa fé fora aquela? Agora não poderia abrir o bico, queos dois não se deixaram pilhar. Os safados.” (João Antônio)04 - Passe do discurso direto para o discurso indireto:a) — Nunca vi um menino tão rude, dizia asperamente a velha Sinhazinha.b) Antônio lançou-lhe um olhar úmido e perguntou-lhe:— Você bebe demais ou comeu pouco?c) Maria, então, disse-lhe com uma voz profunda e grave: “Tomei a decisão de partir.”05 - Passe do discurso indireto para o discurso direto:a) Quando o encontrou, ela lhe disse que não gostava mais dele.b) Maria largou o que estava fazendo e foi atender o telefone. Ricardocomunicou-lhe que tinha a decisão de pegar o trem das onze.c)A secretária telefonou-me. Informou que as cartas haviam chegado.06 - Assinale:a) Narrador participante (1ª Pessoa)b) Narrador observador (3ª Pessoa)c) Narrador onisciente (3ª Pessoa)( ) “Quando me aproximava da casinha encostada ao monte, um vulto pulou na estrada aalguns passos de mim e ganhou os trilhos de Great Western. Adiantei-me para não perdê-lo devista. A escuridão pegajosa em que os postes espaçados abriam clareiras de luz escassa. Passei olenço no rosto molhado. Um suor frio, as orelhas frias e insensíveis. Nem sabia se aquilo erasuor ou orvalho caído dos ramos das árvores.”Professor Bruno Pilastre.
Redação – 1/2012(Graciliano Ramos)( ) “— Naquela ocasião, pensava ele, — bem podia estar na província, à testa dos seusnegócios, ao lado de sua querida mãe, passeando, rindo, gozando, como nos outros tempos!...Era rico, era já tão estimado antes da academia, para que então sofrer semelhantes torturas,passar por aqueles maus quartos de hora, que ali estava curtindo?...”(Aluísio Azevedo)( ) “Subiram por uma das escadinhas que ligam essa rua à praia, e daí a pouco instalavam-seem volta de uma mesa de ferro. Pediram de comer e de beber e puseram-se a conversar em vozsoturna, muito cansados.À uma hora da madrugada o dono do café pô-los fora. Felizmente chovia menos. Os trêstomaram de novo a direção de Botafogo; em caminho Jerônimo perguntou ao Pataca se aindatinha consigo a navalha do Firmo e pediu-lhe, ao que o companheiro cedeu sem objeção.”(Aluísio Azevedo)07 – Associe: a) Tempo cronológico b) Tempo psicológico c) Espaço físico d) Enredo i. ( ) “Fará somente vinte e quatro horas que me deixaram aqui derreado? Soma vinte e quatro, quarenta e oito, setes e duas, isto – setenta e duas horas. Os chinelos desapareceram: ficarei provavelmente um mês, dois meses.” (Graciliano Ramos) ii. ( ) “Gaetaninho saiu correndo. Antes de alcançar a bola, um bonde o pegou. Pegou e matou. No bonde vinha o pai de Gaetaninho.” ( Antônio de Alcântara Machado) iii. ( ) “O ano era de 1840. Naquele dia – uma segunda –feira do mês de maio – deixei-me estar a alguns instantes na Rua da Primavera.” (Machado de Assis) iv. ( ) “Durante os primeiros minutos, Honório não pensou nada; foi andando, andando, andando até o Largo da Carioca. No Largo São Francisco entrou em um café. Pediu alguma coisa e encostou-se à parede,olhando para fora.” (Machado de Assis) v. ( ) “Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava.” (Aluísio Azevedo) vi. ( ) “ Eia, comecemos a evocação por uma célebre tarde de novembro, que nunca me esqueceu. Tive outras muitas, melhores e piores, mas aquela nunca se apagou do meu espírito. É o que vais entender, lendo.” (Machado de Assis)Professor Bruno Pilastre.
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