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  • 1. MANUAL DE METODOLOGIA CIENTÍFICA ILES ITUMBIARA/GO - ULBRAOrganizadoras:Auriluce Pereira CastilhoNara Rúbia Martins BorgesVânia Tanús Pereira Revisora: Marlene Ribeiro da S. Graciano Colaboradores: Carlos André Gonçalves Cristiane Martins Cotrim Kátia Dias Ferreira Ribeiro Kátia Eliane Barbosa Margarete Araújo Mota Narcisa Silva Soares Terezinha Aparecida de F. Castro Piedade Sílvia Costa Pasenike Zélia Clair Martins de Lima Itumbiara, fevereiro de 2011. 1Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 2. MISSÃOConstruir, com excelência, o conhecimento e o saber, por meio doensino, pesquisa e extensão, formando indivíduos e profissionaiscapazes de promover a transformação e o desenvolvimento docontexto em que estão inseridos. VISÃOSer referência em educação de qualidade e serviços prestadosbuscando, com base em princípios humanísticos, a integração entrecomunidade e Instituição. 2Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 3. ADMINISTRAÇÃO AGRONOMIA BIOLOGIA CIÊNCIAS CONTÁBEIS DIREITO EDUCAÇÃO FÍSICA LETRAS MATEMÁTICA PEDAGOGIA PSICOLOGIA QUÍMICA SISTEMAS DE INFORMAÇÃO. Onde o futuro já começou! 3Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 4. MANUAL DE METODOLOGIA CIENTÍFICA 1ª Edição 2011Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) M294 Manual de metodologia científica do ILES Itumbiara/GO / Auriluce Pereira Castilho, Nara Rúbia Martins Borges e Vânia Tanús Pereira. (orgs.) – Itumbiara: ILES/ULBRA, 2011. 81 f. il. Vários Colaboradores. 1. Trabalhos Científicos - Normalização 2. Metodologia Científica – Trabalhos Acadêmicos 3. Trabalhos Acadêmicos – Redação 4. Projeto de Pesquisa 5. Referências Bibliográficas – Normas ABNT 6. Comitê de Ética em Pesquisa Bibliotecária Responsável: Terezinha Aparecida de Freitas Castro Piedade CRB/1 - 1384 4Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 5. SUMÁRIO1- CONCEITOS E DEFINIÇÕES EM PEQUISA. 081.1 Importância das pesquisas científicas e das tecnologias 081.2 O que é ciência ? 081.2.1 Existe diferença entre a Ciência básica e aplicada? 081.3 - Conhecimentos e seus níveis 091.3.1 Níveis de conhecimentos 091.4 O que é Pesquisa? 091.4.1 Classificação da pesquisa: 101.4.1.1 Finalidade: Pesquisa básica x Pesquisa aplicada 101.4.1.2 Quanto aos objetivos 101.4.1.3 Tipos de pesquisa, Métodos de Procedimentos e Técnicas de Pesquisa 111.4.1.3.1 Tipos de pesquisa 111.4.1.3.2 - Métodos de procedimentos 121.4.1.3.3 – Técnicas de Pesquisa 121.4.1.4 - Métodos de coleta 132. PROJETO DE PESQUISA 153. MONOGRAFIA/TCC - FORMATAÇÃO 233.1 Estrutura 233.2 Elementos pré-textuais 243.3. Elementos textuais 313.3.1 Seções e alíneas 333.4. Elementos pós-textuais 364. NORMAS PARA APRESENTAÇÃO GRÁFICA DE TRABALHOS CIENTÍFICOS 38SEGUNDOA ABNT4.1 Citação 384.2 Sistemas de nota de rodapé 404.3. Abreviaturas; siglas 404.4. Coesão textual 425. TRABALHOS ACADÊMICOS 445.1 Resenha 445.2 Fichamento 455.3 Resumo 485.4 Relatórios 505.5 Artigo 535.6 Painel 555.7 Seminário 575.8 Mesa redonda 586. REFERÊNCIAS /BIBLIOGRAFIAS 607. COMITÊ DE ÉTICA 788. REFERÊNCIA 80 5Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 6. LISTA DE FIGURASFig. 1 - Modelo da capa do projeto 16Fig. 2 - Modelo da folha de rosto 17Fig. 3 - Modelo de introdução 17Fig. 4 - Modelo de cronograma 20Fig. 5 - Modelo de referências 21Fig. 6 - Modelo de capa de monografia 24Fig. 7 - Modelo de folha de rosto 24Fig. 8 - Modelo de ficha catalográfica 25Fig. 9 - Modelo de folha de aprovação 25Fig. 10 - Modelo de dedicatória 26Fig. 11 - Modelo de agradecimento 26Fig. 12 - Modelo de epígrafe 27Fig. 13 - Modelo de resumo monografia 27Fig. 14 - Modelo de Abstract 28Fig. 15 - Modelo de lista de figuras 29Fig. 16 – Modelo de lista de tabelas 30Fig. 17 - Modelo de sumário 31Fig. 18 - Modelo de introdução 32Fig. 19 - Modelo de início de capítulo 35Fig. 20 - Modelo de conclusão 36Fig. 21 - Modelo de referências 36Fig. 22 - Modelo de ficha para fichamento 46Fig. 23 - Modelo de fichamento de esboço 46Fig. 24 - Modelo de fichamento de citação com cortes 47Fig. 25 - Modelo de fichamento de resumo 48Fig. 26 - Modelo de resumo científico 49Fig. 27 - Modelo de relatório 51Fig. 28 - Modelo de artigo cientifico 55Fig. 29 - Modelo de painel 57 6Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 7. APRESENTAÇÃO A construção deste manual, elaborada por professores de MetodologiaCientífica dos diferentes cursos desta Instituição buscou sistematizar e simplificar osinstrumentos da comunicação científica e acadêmica, uma vez que no Instituto Luterano deEnsino Superior de Itumbiara os princípios educacionais pautam-se na trilogia ensino,pesquisa e extensão. Neste sentido, a intenção da elaboração deste manual não foi interferir, nemtampouco mudar o pensamento escrito dos autores. Na realidade, a finalidade pautou-se embuscar esclarecer e orientar alunos e professores para uma linguagem comum e orientadadentro das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Dentre os momentos de discussão, aceitação e prevalência da ponderação dosorganizadores, houve a definição das regras para a elaboração dos trabalhos científicos eacadêmicos dentro da Instituição. Pautou-se, portanto, todo tempo de estudo em colocar asnecessidades evidenciadas de cada curso existente no Instituto Luterano de EnsinoSuperior e assim utilizar-se de apenas uma linguagem para orientação e correção dostrabalhos acadêmicos elaborados nos níveis de graduação e pós-graduação. Vale ressaltar que além das normas descritas nesta obra, é indispensável autilização/avaliação do Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos, para que ostrabalhos científicos sejam aprovados, conforme disposições acrescidas no final desta obra. 7Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 8. 1. CONCEITOS E DEFINIÇÕES EM PESQUISA1.1 Importância das pesquisas científicas e das tecnologias Pesquisar é uma necessidade de todos os indivíduos. Tem como sinônimo abusca, a indagação. Para alcançar a qualificação como um processo de investigaçãocientífica, requer emprego de metodologia científica. As pesquisas geram as ciências, e por sua vez, as tecnologias. Abrangem todasas áreas onde atua o homem, desde a produção de utensílios domésticos, passa pelaprodução industrial, agricultura, telecomunicação, informática, até a biotecnologia. Pormeio dela, tem o homem explorado de forma mais rápida e eficiente o meio ambiente, oespaço, a melhoria do setor agropecuário e da qualidade da educação, além de novasdescobertas nas áreas médica, farmacêutica, informática, entre outras. Assim, os estudos científicos vêem produzindo conhecimentos, ciências etecnologias, por meio da geração de procedimentos, produtos, métodos para proporcionarqualidade de vida a todos.1.2 O que é Ciência? Entende-se como ciência um acervo de conhecimentos científicos que serenova com a pesquisa para cada vez mais resolver problemas, desenvolver procedimentos,equipamentos, produtos e responder a questões. Ainda pode-se definir que a ciência é todoum conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento, comobjetivo limitado, capaz de ser submetido à verificação. A ciência caracteriza-se pelo conhecimento racional, sistemático, exato,verificável, falível, certo e real; pela investigação rigorosa, controlada, baseada emmetodologia, proporcionando obtenção das conclusões científicas, desenvolvimento deteorias que serão aplicadas na prática.1.2.1 Existe diferença entre a Ciência básica e aplicada? É um erro dividir as ciências em básica e aplicada, pois ambas originam-se domesmo conceito. A diferença entre ambas está em termos de prazo, prioridade em relação à 8Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 9. demanda do cliente, disponibilidade de recursos humanos, financeiros, mas não em termosqualitativos e de importância, pois ambas testam hipóteses, a partir de método científico. Toda ciência é básica, pois os conhecimentos científicos gerados através deseus métodos devem servir de base para a aplicação em beneficio da humanidade, por istotoda ciência é aplicada.1.3 Conhecimentos e seus níveis Saber e conhecer significam ter a posse de informações, ter a noção da idéia dealgo que se relaciona com o mundo envolvido, o conhecimento significa prática da vida,consciência de si mesmo e ato ou efeito de saber e conhecer de forma metódica eorganizada. Etimologicamente, a palavra conhecimento, que deriva do latim cognoscere, ésinônimo de “procurar entender” ou “conhecer junto” (MAGALHÃES, 2005, p. 13).Define-se conhecer como uma relação entre a pessoa e o objeto a ser conhecido. Noprocesso de conhecimento, a pessoa se apropria, de certo modo, do objeto a ser conhecido(FERRÃO, 2003, p. 39). Através do conhecimento, o homem entra nas diversas áreas, tomando posse,sabendo da sua natureza, significado, função, origem, finalidade, enfim, de sua estruturafundamental com todas as implicações resultantes.1.3.1 Níveis de conhecimento De acordo com a profundidade do conhecimento e a sua aproximação daverdade, Ruiz (1997); Mezzaroba e Monteiro (2008) distinguem e caracterizam, de formageral, seis níveis de conhecimento: empírico, científico, filosófico, teológico, sociológico ejurídico. – Conhecimento empírico: refere-se ao conhecimento prático, obtido ao acaso, apósinúmeras tentativas; é adquirido e acumulado através de terceiros, da vivência e dosproblemas do dia-a-dia. É obtido por qualquer ser humano e baseia-se na experiênciapessoal. É o modo comum, espontâneo e pré-crítico que o homem tem de conhecer tudo oque acontece ao seu redor. Não exige comprovação científica. Nos estudos sócio-jurídicosé baseado na realidade social da época em estudo.– Conhecimento científico: refere-se ao conhecimento obtido por experimentação,utilizando a metodologia científica. Caracteriza-se pela sua capacidade de analisar, deexplicar, de desdobrar, de justificar, de induzir, de aplicar leis e de predizer com segurançaeventos similares futuros. Assim, ao contrário do empírico, o conhecimento científicosurge não apenas da necessidade de se encontrar soluções para problemas de ordem práticada vida diária, como também do desejo de fornecer explicações sistemáticas que possamser testadas e criticadas. O conhecimento científico diferencia-se do empírico não pelaveracidade nem pela natureza do objeto conhecido, mas sim pela forma, modo ou método eos instrumentos utilizados no ato de conhecer. Exige comprovação científica.– Conhecimento filosófico: baseia-se na experiência e não na experimentação. É umconhecimento que busca constantemente o sentido da justificação, da possibilidade deinterpretações a respeito de tudo aquilo que envolve o homem. Pauta-se em ideias,conceitos, observações, reflexões e experiências. Apesar de não exigir experimentação,trabalha-se através da coerência lógica, indaga e assume posições. Não exige comprovaçãocientífica justamente porque se baseia em conhecimentos explicativos da vida, do mundo,da morte, etc., sem a obrigação da comprovação prática. 9Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 10. – Conhecimento teológico: apoia-se em doutrinas e no conhecimento revelado (exemplos: Bíblia, Alcorão). Os conhecimentos são originados e seguidos como obra de Deus. Suas evidências não são verificadas, mas regidas pela fé, ou seja, dogmático. Não exige comprovação científica. - Conhecimento Sócio-jurídico: baseia-se na relação dos fatores sociais e políticos com a ordem normativa, ou seja, o liame entre a ordem jurídica e ordem sociopolítica. Exemplo: o exercício dos direitos e deveres decorrentes da cidadania frente ao ordenamento jurídico. Exige comprovação científica no âmbito das ciências sociais. Segundo Lakatos e Marconi (2003), mesmo existindo uma separação metodológica entre os níveis de conhecimentos, o sujeito conhecedor pode penetrar nas diversas áreas ao mesmo tempo. Por exemplo, ao estudar o ser humano podem-se extrair várias conclusões: • O seu modo de atuar na sociedade, baseado no senso comum ou na experiência do dia- a-dia (conhecimento empírico); • O seu modo de viver como um ser biológico, verificando o seu comportamento mediante a investigação experimental, as reações existentes entre determinados órgãos e as suas funções (conhecimento científico); • Questionar quanto a sua origem e destino, quanto à sua liberdade e sua existência, suas incertezas (conhecimento filosófico), • Observá-lo como um ser criado pela divindade, à sua imagem e semelhança, e ainda meditar sobre o que dele dizem os textos sagrados (conhecimento teológico)• Observa as conseqüências legais do exercício da cidadania (conhecimento sócio- jurídico).1.4 O que é Pesquisa? Pesquisa é o conjunto de procedimentos sistematizados, baseados emraciocínio lógico, na busca de soluções para os problemas nas diversas áreas, utilizandometodologia científica. É o desenvolvimento efetivo de uma investigação bem planejada,feita e redigida seguindo as normas metodológicas provenientes da ciência. Usualmente, apesquisa surge de uma dúvida, que por sua vez leva à formulação de um problema quedeverá ser resolvido por meio da utilização de um método científico.1.4.1 Classificação da pesquisa:1.4.1.1 Finalidade: Pesquisa básica x Pesquisa aplicada O objetivo da pesquisa básica é intelectual, procura alcançar o saber parasatisfação do desejo de adquirir conhecimentos e proporcionar informações possíveis deaplicações práticas, sendo desvinculada de finalidades utilitárias imediatas, não sofrendolimitação de tempo. É dirigida à geração do conhecimento científico não aplicável,imediatamente à solução de demandas tecnológicas específicas. Ela amplia generalizações,define leis, estruturas, sistemas e teorias. A pesquisa aplicada visa aplicações práticas, com o objetivo de solucionarproblemas que surgem no dia-a-dia, que resultam na descoberta de princípios científicosque promovem o avanço do conhecimento nas diferentes áreas. Ela se empenha emdesenvolver, testar e avaliar produtos e processos, encontrando fundamentos nos princípiosestabelecidos pela pesquisa básica e desenvolvendo uma tecnologia de natureza utilitária efinalidade imediata. 10Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 11. 1.4.1.2 Quanto aos objetivos A pesquisa divide-se em formal e factual. A Formal ocupa-se da Lógica e daMatemática, enquanto que a Factual se subdivide em Natural: Física, Química, Biologia,Psicologia; e em Cultural: Psicologia Social, Sociologia, Economia, Política e História. Quanto aos objetivos, ela pode ser dividida em exploratória, descritiva,explicativa e prescritiva: a) exploratória: é o primeiro passo do trabalho científico. Geralmente é a bibliográfica, pois se avalia a possibilidade de desenvolver uma pesquisa sobre determinado assunto. Na ciência jurídica abrange também as legislações e as jurisprudências. Visa oferecer informações sobre o assunto, definir os objetivos da pesquisa e orientar a formulação da hipótese; b) descritiva: promove estudo, análise, registro e interpretação dos fatos do mundo físico, sem a interferência do pesquisador. Geralmente os dados são coletados pela aplicação de entrevista, questionário e observação; c) explicativa: esse tipo de pesquisa é a mais complexa pois registra, analisa, interpreta os fatos e identifica as suas causas. A maioria das pesquisas explicativas é experimental, em que se manipula e se controla as variáveis. d) prescritiva: promove não apenas a descrição do que é objetivado na pesquisa científica, mas sim estabelece num plano ideal, a melhor solução para o caso estudado. Exemplo: no caso da existência de uma situação não prevista no ordenamento jurídico propõe-se após o estudo científico a solução ideal.1.4.1.3 Tipos de pesquisa, Métodos de Procedimentos e Técnicas de Pesquisa1.4.1.3.1 Tipos de pesquisa- Pesquisa bibliográfica - é baseada na consulta de todas as fontes secundárias relativas aotema que foi escolhido para realização do trabalho. Abrange todas as bibliografiasencontradas em domínio público como: livros, revistas, monografias, teses, artigos deInternet.- Pesquisa documental - é a pesquisa que se baseia na coleta de dados, de documentosescritos ou não, através das fontes primárias, realizadas em bibliotecas, institutos e centrosde pesquisa, museus, acervos particulares (igrejas, escolas, bancos, postos de saúde,cartórios, hospitais) e públicos (documentos de órgãos oficiais como ofícios, leis,escrituras) e outros como fontes estatísticas, fontes do direito, livros de apuração ICMS,balancetes contábeis e financeiros e comunicações realizadas pelos meios de comunicaçãoorais e audiovisuais (rádio, televisão, filmes, mapas).- Pesquisa de campo - é utilizada para gerar conhecimentos relativos a um problema,testar uma hipótese, ou provocar novas descobertas em uma determinada área. Baseia-seem projetos de pesquisa que determina as hipóteses, os objetivos e a metodologia utilizadapara efetuar as observações controladas, as variáveis a serem observadas e analisadas, aamostragem, a técnica de coleta de dados, a preparação das informações e a análiseestatística.- Pesquisa de laboratório - é uma investigação em que o pesquisador manipula asvariáveis e faz os seus controles. A pesquisa é realizada em ambientes fechados, reais ouartificiais, geralmente controlados. A maioria dessas pesquisas é experimental, feitas compessoas, animais, vegetais e minerais. 11Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 12. 1.4.1.3.2 Métodos de procedimentos De acordo com Lakatos (2009) métodos se situam em níveis claramentedistintos, que se referem à sua inspiração filosófica, ao seu grau de abstração e à suafinalidade mais ou menos explicativa. Podemos assim classificar os vários tipos demétodos: • Métodos de abordagens: a) Método indutivo: parte de constatações mais particulares à formulação de leis e teorias (do particular para o geral). b) Método dedutivo: parte-se de teorias e leis para a análise e explicação de fenômenos particulares (geral para o particular) c) Hipotético - dedutivo: formula-se uma hipótese, testando a ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese. São as variáveis que persistem como válidas resistindo as tentativas de falseamento, d) Método dialético: A dialética é conhecida como a arte da dialogo que aos poucos se transforma na arte de demonstrar uma tese capaz de definir, atingir com a clareza os conceitos envolvidos na discussão. Ação recíproca, contradição inerente ao fenômeno e da mudança dialética que ocorre na natureza. • Método Histórico: Investigar os acontecimentos, processos e instituições do passado para verificar a sua influência na sociedade de hoje, pois as instituições alcançaram sua forma atual através de alterações de suas partes componentes. • Método Comparativo: estudo das semelhanças e diferenças entre os diversos tipos de grupos, sociedades ou povos. Contribui para uma melhor compreensão do comportamento humano. Este método realiza comparações com a finalidade de verificar similitudes e divergências. • Método Monográfico: estudo de determinados indivíduos, profissões, condições, instituições, grupos ou comunidades, com a finalidade de obter generalizações. A investigação deve examinar o tema escolhido, observando todos os fatores que influenciaram e analisando-o em todos os seus aspectos.• Método Estatístico: redução de fenômenos sociológicos, políticos, econômicos a termos quantitativos e à manipulação estatística, que permite comprovar as relações dos fenômenos entre si. Importante: Vide Marconi; Lakatos (2009) outros métodos de procedimentos e aprofundamento sobre o assunto - vide referência bibliográfica.1.4.1.3.3 Técnicas de Pesquisa Para a realização de uma pesquisa científica há necessidade de levantamentodos dados e coleta por meio das técnicas de pesquisa. De acordo com Marconi; Lakatos(2009, p.176) este procedimento pode ocorrer de diferentes formas, tais como:a) documentação indireta: pesquisa documental e pesquisa bibliográfica;b) documentação direta: pesquisa de campo, experimental e de laboratório;c) observação direta intensiva: observação e entrevista; 12Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 13. d) observação direta extensiva: aplicação de questionário. - Entrevista - é o encontro de duas pessoas com o objetivo de obter informações arespeito de determinado assunto, mediante uma conversa natural ou programada de formaprofissional (estruturada ou semi-estruturada que intercala perguntas do roteiro e outrasque surgem com o desenvolver da entrevista). A conversa é efetuada frente a frente comentrevistado e entrevistador, de forma sistemática e metódica, possibilitando assim, obterinformações necessárias do entrevistado para realização do trabalho. Para ter sucesso nacoleta de dados é importante ter: um roteiro de perguntas através de formulários, umconhecimento prévio do entrevistado, marcar dia, hora e local da entrevista, proporcionarconfiança ao entrevistado, garantir sigilo ao informante em relação às suas respostas.- Questionário - é uma técnica de coleta de dados através de uma série ordenada deperguntas, que devem ser respondidas por escrito, sem a presença do entrevistador. Asperguntas são encaminhadas aos informantes em formulários próprios contendo comoanexo uma carta explicando o objetivo, a natureza e a importância da pesquisa. Quanto àforma, o questionário poderá ter perguntas nas categorias: abertas (dissertativas) e fechadas(de múltipla escolha).- Pesquisa de campo - utilizada com o objetivo de conseguir informações ouconhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma resposta que se queiracomprovar, podendo ser:a) quantitativo-descritivo: investigações de pesquisa empírica cuja finalidade principal éo delineamento ou análise das características de fatos ou fenômenos, avaliação deprogramas, ou o isolamento de variáveis principais;b) qualitativa: é basicamente aquela que busca entender um fenômeno específico emprofundidade. Ao invés de estatísticas, regras e outras generalizações, a qualitativatrabalha com descrições, comparações e interpretações.c) exploratório: investigação de pesquisa empírica, cujo objetivo é a formulação dequestões ou de um problema, com finalidade de desenvolver hipóteses, aumentar afamiliaridade do pesquisador com um ambiente, fato ou fenômeno, para a realização deuma pesquisa futura mais precisa.- Observação - É a técnica de coleta de dados para conseguir informações. Utiliza-se dossentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade, ou seja, examinar fatos oufenômenos que se deseja estudar.1.4.1.4 - Métodos de coleta: 1- Entrevista: a. Estruturada b. Semi-estruturada c. Não estruturada d. Painel 2- Questionário a. Aberto b. Fechado c. Semi-estruturado d. Múltipla escolha 3- Observação direta 13Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 14. a. Pelo próprio observador (assistemática) b. Por equipamentos (sistemática) c. Participante ou vivência 4- Delineamento experimental a. Delineamento entre grupos b. Delineamento de caso único.Importante: Maior aprofundamento quanto às diferentes técnicas de pesquisa, pode ser obtido emconsultas a:GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007. 208p.LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia científica. 6. ed. SãoPaulo: Atlas, 2009. 315p.MEZZAROBA, O.; MONTEIRO, C. S. Manual de metodologia da pesquisa no Direito. 4. ed.São Paulo: Saraiva, 2008. 344p. 14Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 15. 2. PROJETO DE PESQUISAO QUE É? É o planejamento de todas as etapas da pesquisa que se pretende realizar. Umprojeto de pesquisa bem elaborado desempenha várias funções, tais como: define e planejao caminho a ser seguido no trabalho de pesquisa; atende as exigências das instituições deensino, tendo em vista a discussão/exposição dos projetos de pesquisa em seminários;permite aos orientadores discutirem todas as etapas com o orientando, avaliandopossibilidades, perspectivas e eventuais desvios; condiciona a discussão e a avaliação doprojeto elaborado mediante o exame da banca examinadora (em cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado); serve de base para solicitar bolsas de estudos e/oufinanciamentos para o desenvolvimento da pesquisa junto a órgãos públicos ou privados;atende as inovações científicas e tecnológicas almejadas por empresas de desenvolvimentoe órgãos públicos. A pesquisa, qualquer que seja ela, tem a priori três fases que se integram einteragem: planejamento, a execução e a apresentação. Toda pesquisa se inicia quando opesquisador é tomado por uma perplexidade em torno de um problema e surge anecessidade, de fazer conjecturas para dar tratamento ou resposta a questão. Nessemomento começa a elaboração do projeto, quando são formuladas as seguintes indagações:quem? O que quero descobrir ou o que quero fazer? Por que? Para que e para quem fazer?Onde? Com quanto? Quando fazer? Como fazer?ESTRUTURA • Capa • Folha de rosto • Introdução (deverá conter: tema, problema, objetivos, justificativa da investigaçãopor meio de revisão bibliográfica, hipóteses) • Quadro teórico / Referencial teórico/ Revisão da literatura 15Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 16. • Metodologia/ Material e Métodos • Cronograma • Orçamento (opcional) • Referências • Anexo ou apêndice (opcional)OBS: todos os itens e subitens deverão ser numerados em seções progressivas, emnumerais arábicos, no canto superior direito da folha, conforme a ABNT NBR 15287. A seguir, tem-se a explicação de cada etapa do projeto:Capa: Devem constar na capa doprojeto os seguintes elementos:nome da instituição, nome docurso; nome do autor, título dotrabalho, cidade, mês e ano. Taiselementos devem ser apresentadosna ordem em que foram citados. Fig. 1 – modelo de capa de projeto 16Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 17. Folha de Rosto: A folha de rostodeve conter o nome do aluno (a), otítulo do trabalho, a finalidade,curso, o período e a turma, e ainda onome do (a) professor (a) orientador(a). Fig. 2 modelo de folha de rosto • Introdução: Observem que a introdução consiste de um texto “corrido”, ou seja, de uma única redação dissertativa em que deverão ser apresentados os elementos citados (tema, problema, objetivos justificativa, por meio de revisão bibliográfica, hipóteses, etc.) utilizando-se de parágrafos coesos. Fig. 3 – modelo de introdução 17Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 18. O tema da pesquisa define o assunto a ser tratado. Pode equivaler ou não aotítulo do projeto ou da pesquisa. Deve ter um significado preciso. Já o problema deve ser ainda mais específico que o tema. Formulado comoindagação, deve ser associada ao marco teórico da investigação a ser feita e as demandasinstitucionais e sociais. Além disso, deve ser completo, ou seja, conter as variáveisnecessárias e esclarecedoras da investigação. Contextualiza-se o tema e o problema de pesquisa, segundo o marco teóricoque sustentará o desenvolvimento da pesquisa. Há que se esclarecer os limites para o seudesenvolvimento. Os objetivos são as metas a serem alcançadas com a realização do trabalho, pormeio de verbos no infinitivo, como: demonstrar, identificar, observar, analisar, comparar.A melhor forma de destacá-los é dividi-los em geral e específicos. O geral deve se referirao produto que se deseja obter com a investigação. Já objetivos específicos (devem conter, no mínimo, três) possuem naturezaoperacional, isto é, referem-se a procedimentos que deverão ser cumpridos para que oobjetivo geral seja atingido, confirmando ou não a hipótese enunciada. A justificativa dainvestigação por meio de uma revisão bibliográfica, em que se faz referência a estudos epesquisas já realizados ou correlacionados sobre o assunto em questão. A revisão bibliográfica, para justificar a pesquisa, pode ser feita, optando-se por umdos seguintes argumentos: 1. O pesquisador demonstra a análise incompleta ou insuficiente acerca do objetode estudo; 2. Por meio da literatura selecionada, o estudioso demonstra contradições entre osautores em relação ao problema enunciado; 3. O estudioso deseja colocar em xeque as conclusões encontradas sobre o objeto deestudo; 4. o pesquisador necessita reafirmar os resultados já obtidos em outrasinvestigações. A justificativa abordará além da relevância bibliográfica (acadêmica) tendopor base o marco teórico da pesquisa, devendo assim enfatizar também a relevância social,cultural, econômica e jurídica se houver. A hipótese é a tentativa de explicação ou solução do problema enunciado,expressa na forma de sentença afirmativa. Deve também estar de acordo com o marcoteórico definido. Trata-se de um ato criativo. Deve possuir clareza conceitual, referir-se aconceitos passíveis de verificação (empírica). • Quadro Teórico / Referencial Teórico / Revisão da Literatura: Indica-se a fundamentação, o marco teórico, o estado da arte, ou seja, o que háde melhor, dentre as produções científicas mais significativas e criativas da área o estadodo debate que orienta o estudo1. Este referencial é considerado como um elemento decontrole de toda a pesquisa, desde a problematização inicial. O pesquisador irá interpretar seu objeto de estudo de acordo com a concepçãoteórica de uma ou toda a obra de um autor, ou seja, o marco teórico previamentedeterminado. Todas as etapas do projeto são definidas conforme esta escolha. Apresenta-se1 Como, por exemplo, a Teoria do Discurso de Jürgen Habermas, o materialismo histórico dialético de Karl Marx, opositivismo de August Comte, o enfoque experimental segundo a corrente de pensamento empirista, o estruturalismoconforme a obra de Claude Lévi-Strauss, entre outros. 18Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 19. de modo aprofundado, respondendo quais os princípios, categorias, conceitos ou teoriasque fundamentam a pesquisa. Deve estar de acordo com a problemática formulada e o raciocíniodesenvolvido nas fases anteriores. Cabe alertar que caso o marco teórico seja mudadodurante a pesquisa, todos os demais elementos, como problema, hipótese, objetivos (geral /específicos), caem por terra, o que significa que o estudo será outro e terá um novocomeço. • Metodologia / Material e Métodos: Indicam-se as técnicas, procedimentos e material a serem utilizados napesquisa, bem como a dimensão teórica da investigação, de acordo com o problemaenunciado e os objetivos pretendidos pelo pesquisador. Os seguintes pontos deverão ser introduzidos na exposição: - a apresentação breve do marco teórico, ou seja, do autor cujas idéias ou concepçãoteórica mais sustentam a formação do pesquisador (que deve ser o mesmo das seçõesanteriores do projeto, como no problema e na hipótese); - o tipo ou técnicas de pesquisa (teórica, empírica, laboratorial, ou quantitativa,qualitativa, estudo de caso), relatando o porquê da escolha e todas as minúcias de materiale métodos empregados; - o setor do conhecimento em que se insere o objeto de estudo (multi, inter outransdisciplinar), quais as disciplinas, áreas, ou institutos envolvidos na pesquisa; - o método de abordagem, como: método indutivo, dedutivo, dialético ouhipotético-dedutivo (sendo obrigatório a indicação de um dos métodos indicadosanteriormente). Fica a critério do pesquisador enfatizar os outros métodos de pesquisasexistentes. - a natureza dos dados operacionalizados (primários, secundários). As fontesprimárias são os documentos oficiais ou não, as entrevistas, a jurisprudência, os arquivos, alegislação, os dados estatísticos. Já as fontes secundárias baseiam-se em estudos járealizados por outros pesquisadores, como livros de qualquer espécie, artigos deperiódicos, legislações interpretadas; - os procedimentos que auxiliarão o exame de dados como definição de conceitos,levantamento estatístico, aplicação de questionário, entrevista, observação, análise deconteúdo ou de documentos, legislações e jurisprudências por meio de resumos,fichamentos e resenhas. 19Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 20. • Cronograma: É a previsão do tempo que será gasto na realização de todo otrabalho de pesquisa. Define também as etapas de cada processo dentro de um espaçode tempo. Fig.4 – Modelo de Cronograma 20Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 21. • Referências: Deve-seapresentar as publicações(livros, periódicos, leis,dissertações, teses, sites), emordem alfabética, que são ouserão utilizadas na elaboraçãoda pesquisa. Fig. 5 – modelo de referências • FORMATAÇÃO O trabalho deverá ser apresentado em papel branco, formato A4 (21 cm x 29,7cm). As folhas deverão conter margem esquerda e superior de 3 cm; direita e inferior de 2cm. Utiliza-se, para a digitação, times new roman, 12 para texto e 10 para citações de maisde três linhas, rodapé e legendas de ilustrações e tabelas. Nas citações com mais de 03linhas o recuo deve ser de 04 cm. Os títulos das partes devem ser centralizados, maiúsculo e em negrito.Formalmente, o parágrafo se apresenta a 2 cm da margem esquerda. Utiliza-se espaço 1,5 para o corpo do texto e espaço simples para notas derodapé, citações de mais de três linhas, natureza do trabalho, finalidade, nome dainstituição ou da universidade a que é submetida e a área de conhecimento. Na bibliografia,ao final do trabalho, utiliza-se espaço simples dentro da citação da mesma obra, e doisespaços simples entre uma obra e outra. Em toda folha nova, ou seja, em todo início das páginas do trabalho quecontêm títulos como introdução, referencial teórico, metodologia, referência bibliográfica,inicia-se o texto em aproximadamente 8 cm da borda superior. Estes títulos devem serseparados do texto que os sucede por dois espaços 1,5, entrelinhas. As folhas devem sercontadas seqüencialmente a partir da folha de rosto, mas não numeradas. A numeração, em algarismos arábicos, deve aparecer na borda superior direitadas páginas textuais que não possuem o recuo de 8 cm da borda superior. As notas de 21Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 22. rodapé, ou o sistema autor-data (em que se indica no corpo do texto a fonte pelosobrenome do autor, seguido da data de publicação do documento e da página), devemaparecer em sequência. 22Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 23. 3. MONOGRAFIA OU TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) FORMATAÇÃO Documento acadêmico em que se apresenta o resultado final de umapesquisa. A redação do trabalho deve ser o reflexo de um processo de investigaçãosistemática e metodologicamente desenvolvida. Ela é a síntese dos resultados obtidos apartir das leituras, observações, críticas e reflexões feitas pelo educando sobre umdeterminado tema ou assunto específico de cada área. Ressalta-se que não se caracterizacomo uma compilação de textos, mas exige rigor na coleta e análise dos dados,oportunizando o avanço no campo do conhecimento científico e na proposta dealternativas. Deve ser elaborado sob a coordenação de um orientador.3.1Estrutura Capa (obrigatória) Folha de rosto (obrigatória) Folha de aprovação (obrigatória) Dedicatória (opcional) Agradecimento(s) (opcional) Epígrafe (opcional) Elementos pré-textuais Resumo na língua vernácula (obrigatório) Resumo em língua estrangeira (obrigatório) Listas de figuras e tabelas (opcionais) Listas de abreviaturas e siglas (opcionais) Lista de símbolos (opcional) Sumário (obrigatório) Introdução Elementos textuais Desenvolvimento Conclusão Referências Apêndice(s) (opcional) Elementos pós-textuais Anexo(s) (opcional)Todo trabalho científico deverá ser apresentado em papel branco, formato A4 (21 cm x29,7 cm). As folhas deverão conter margem esquerda e superior de 3 cm; direita e inferiorde 2 cm. O trabalho deve ser impresso em apenas uma lauda. 23Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 24. 3.2 Elementos pré-textuais: • Capa: um elementoobrigatório onde deve serimpresso informaçõesimportantes para a identificaçãodo trabalho. Deve conter nomeda instituição, nome do autor,título e subtítulo do trabalho,local e ano de entrega.Cabe informar que a utilização dalogomarca não é permitida paratrabalhos acadêmicos. A capadeve ser em espaço simples,centralizado, negrito, fonte TimesNew Roman, 12, caixa alta.Apenas local e ano de entregadevem vir com a letra inicialmaiúscula. Fig. 6 - Modelo de capa 24Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 25. • Folha de rosto:elemento obrigatório onde deveser impresso informaçõesimportantes à identificação dotrabalho. • Deve conter nome doautor, título e subtítulo dotrabalho, nota constando anatureza do trabalho(monografia, dissertação, etc.),objetivo do trabalho (aprovação,formação ou grau pretendido),nome da instituição a que ésubmetido o trabalho, área deconcentração (disciplina oumatéria), nome do orientador,local e ano de entrega. • A titulação do orientadordeve constar apenas na folha deaprovação. Fig. 7 - Modelo de folha de rostoOBS.: Mesmo padrão da capa e da folha de rosto para trabalho interdisciplinar. • Ficha catalográfica:elemento obrigatório no verso dafolha de rosto, elaborado por umabibliotecária, conforme o Código deCatalogação Anglo-Americano emCCAA2, em vigor. • No caso de trabalho entregueno formato digital em PDF ela virána terceira folha, não devendo sercontada. Fig. 8 - Modelo de ficha catalográfica 25Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 26. • Folha de aprovação: deve conter o nome do autor do trabalho, título e subtítulo (quando houver), natureza do trabalho, data de aprovação, nome e assinatura dos componentes da banca examinadora.Atenção: Colocar aqui, no localapropriado, o nome do orientador eavaliadores com suas respectivastitulações. Todos devem assinar eesta página deverá ser escaneadapara posteriormente para ser anexadaao trabalho. Fig. 9- Modelo de folha de aprovação• Dedicatória: folha em queo(a) autor (a) dedica o trabalho oupresta uma homenagem a algumapessoa ou grupo de pessoas. Insere-se na parte inferior à direita dapágina, devendo ser concisa. Fig. 10 - Modelo de dedicatória 26Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 27. • Agradecimento(s): folha em queo(a) autor (a) indica o apoio pessoale/ou financeiro recebido durante aconfecção do trabalho. Deve ser breve.Insere-se na parte inferior à direita dapágina. Fig. 11 - Modelo de agradecimento • Epígrafe: folha em que o autorapresenta uma citação, com indicaçãode autoria, relacionada com a temáticadesenvolvida no trabalho apresentado.Pode estar presente no início de cadacapítulo ou seção do trabalho. O autorcitado deve constar na lista dereferências do trabalho. Fig. 12 - Modelo de epígrafe 27Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 28. • Resumo na línguavernácula: elaborado em folhaseparada, deve indicar,concisamente, os pontos relevantesdo trabalho: objetivos, metodologia,resultados esperados ou obtidos, ovalor científico do trabalho e suaoriginalidade, contendo, no máximo400 palavras e no mínimo 200 paraas monografias. Deve ser compostode uma sequência de frases concisase não deve ser elaborado na forma detópicos. Fig. 13 - Modelo de resumo na monografiaDeve ser seguido das palavras-chave ou descritores, precedido de dois espaços simples,tendo no mínimo de 3 e no máximo de 5 palavras, isto é, inserir palavras que maisrepresentam o conteúdo do trabalho, ressaltando que as mesmas devem vir separadas porponto.O resumo deve ser em texto corrido e sem parágrafo, digitado em espaço simples. 28Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 29. • Abstract (Resumo na línguaestrangeira): contém as orientaçõesdo resumo em língua vernácula,digitado em folha separada. Por serelaborado em idioma decomunicação internacional (inglês –Abstract). Deve, também, serseguido das palavras-chave (inglês -Keywords) Fig. 14 - Modelo de abstract • Listas de ilustrações(opcional): qualquer que seja seutipo (desenhos, esquemas,fluxogramas, fotografias, gráficos,mapas, organogramas, plantas,quadros, retratos e outros) suaidentificação aparece na parteinferior, precedida da palavradesignativa seguida do seu númerode ordem de ocorrência no texto,em algarismos arábicos (exemplo:1, 2, 3 etc.), do respectivo título elegenda explicativa de forma brevee clara, dispensando consulta aotexto e da fonte (a qual deveráconstar no texto do trabalho). Fig. 15 - Modelo de Lista de figurasA ilustração deve estar inserida o mais próximo possível do texto a que ser refere. 29Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 30. Devem ser apresentadas conforme a ordem no texto, seguidos dos números das páginas. Atabela deve ter o número inscrito no seu topo sempre que o documento apresentar duas oumais tabelas, para identificá-la, permitindo assim sua localização. Sua identificação deveser feita em algarismos arábicos de forma crescente, precedidos da palavra tabela, podendoser subordinada ou não a capítulos ou seções de um documento. • Lista de tabela (opcional): Toda tabela deve ter o título inscrito no topo, para indicar a natureza e as abrangências geográficas e temporais dos dados numéricos (ex: descrever de forma separada locais, períodos, afinal, todas as divisões necessárias).A tabela deve ter moldura, inscritano centro da página para estruturaros dados numéricos e termosnecessários para sua compreensão.Sua estruturação dos dados deve serde 3 traços horizontais, paralelos,sendo que: o primeiro para separaro topo, o segundo o cabeçalho e oterceiro para fechar a tabela. Fig. 16 – modelo de lista de tabelaA moldura não deve ter traços verticais que delimitem o fechamento da esquerda e direita.Exemplo:Tabela 1 – Comparação de custos versus quilometragem FONTE: IBGE (2009) 30Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 31. NOTA: Quando o trabalho contiver ilustrações na quantidade superior a 10, sugere-se quesejam colocadas todas na lista de ilustrações, na ordem do texto, independente da suanumeração. Se a quantidade for superior a 11, sugere-se que seja feita lista separada paracada categoria.• Sumário: tem por finalidade proporcionar uma visão geral do trabalho, facilitando a localização dos assuntos. Enumeram-se as partes do trabalho, na ordem em que aparecem no corpo do mesmo. Devem-se apresentar somente as seções primárias, secundárias e terciárias. Deve ainda conter indicativo numérico de cada seção, título da seção e paginação separadas por uma linha pontilhada. Fig. 17- Modelo de SumárioEntre as linhas do sumário, o espaçamento deve ser simples e entre um título e outro, oespaço duplo. Os títulos dos capítulos (seções primárias) devem ser escritos em letrasmaiúsculas sem negrito. Todas as demais seções em letras minúsculas. O Sumário fecha aestrutura dos elementos pré-textuais do trabalho acadêmico. 3.3 Elementos textuais: • Introdução Pede-se atenção a esta parte do trabalho já que seu conteúdo deverá evidenciarao leitor as partes essenciais do que está sendo apresentado, por esta razão a introduçãodeve ser escrita somente após o trabalho estar concluído. Tem a função de anunciar acontextualização do assunto ou sujeito da pesquisa, delimitando o tema, evidenciando suaimportância. Sequencialmente ao tema, indica-se o objeto de pesquisa e o seu campo deconhecimento, o problema e a hipótese apontados no projeto, os objetivos básicos e asjustificativas do estudo que foram elaborados, a metodologia utilizada e as reformulaçõesque se fizeram necessárias devido as condições e/ou fatos não esperados. 31Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 32. Em seguida, deve demonstrarcomo foi desenvolvido otrabalho, idéias e argumentosprincipais discutidos no interiorde cada capítulo ou seções paraque se tenha uma visão globaldo mesmo, deve-se, entretantoevitar citação direta. Finalizando, apresentam-se impressões do próprio autor da monografia sobre o que foi escrito: dúvidas a serem esclarecidas, inclusive por outros pesquisadores da área, ou dificuldades encontradas no decorrer da pesquisa ou resultados encontrados que apresentam importância social e/ou científica. Fig. 18- Modelo de introdução• Desenvolvimento: é onde se expõe detalhadamente o assunto pesquisado. Pode ser dividido em seções, onde se pode constar material e método, bem como resultado e discussão, ou em capítulos confirmando as orientações abaixo citadas, conforme a formatação geral da ABNT, que devem situar: A argumentação crítica sobre a investigação realizada, tendo em vista os resultados obtidos, tais como: os procedimentos metodológicos, o marco teórico (expondo opiniões de autores relevantes para o trabalho), os obstáculos; O relato sobre a coleta de dados, a descrição clara sobre os métodos e técnicas adotados de forma que seja possível a reprodutibilidade que é uma característica pertinente às áreas de ciências exatas; A organização e as dificuldades ou entraves em torno da bibliografia, jurisprudências e legislações sobre o objeto de pesquisa; Análise e interpretação das informações e dados coletados por meio de entrevistas, questionários, arquivos, jurisprudências e legislações, entre outros, diante do marco teórico escolhido para a fundamentação da pesquisa; Análise do problema, localizando as partes que foram ou não solucionadas a partir dos dados coletados da pesquisa e a comprovação/refutação da(s) hipótese(s) a partir do cruzamento com os dados e observações levantados, bem como com o marco teórico e a revisão da literatura, demonstrando, por exemplo, que: a) se a comprovação e ou a refutação da hipótese produz novo conhecimento ou não para a compreensão de determinado tema na área de conhecimento em questão; b) se a comprovação e ou a refutação da hipótese nega ou não afirmações ou teorias já aceitas na área; CIENTÍFICA. 32Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 33. c) se a comprovação e ou a refutação da hipótese confirma teoria em voga que vem sendo negada por pesquisadores ou teóricos reconhecidos, na área de concentração. Chama-se a atenção para evitar cópias de partes de obras sem a correspondentereferenciação. A banca examinadora é geralmente especialista na área do trabalhoanalisado, portanto, conhece os autores sobre o assunto e ainda as falas do autor dotrabalho em questão. Vale ainda ressaltar que a cópia de obras se configura um plágio,sendo passível a abertura de um processo contra o plagiador.Obs: A revisão de literatura e os dados históricos alcançados sobre o tema-problema nãodevem estar situados em um único capítulo ou parte específica do trabalho monográfico, esim em todas as partes do relato servindo como sustentação dos raciocínios desenvolvidos.Cabe ao orientador designar quantos capítulos e em que local os autores devem sercolocados para fundamentar com maior profundidade o assunto trabalhado.3.3.1 Seções e alíneasCabe nesse momento explicar o que são seções e alíneas elencadas no início deste item.Seções Os capítulos de um trabalho científico são chamados pela ABNT de seçõesprimárias e podem ser divididos e subdivididos em seções secundárias, terciárias, etc.,tomando-se o cuidado de não ultrapassar a quinária. Adota-se a numeração progressiva –sistema numérico para dispor hierarquicamente as partes do trabalho – para as seções dotexto. Cada divisão recebe um grupo de números chamado indicativo de seção. Sãosempre utilizados números arábicos. Para a numeração dos capítulos (seção primária)segue-se a ordem natural dos números inteiros (1, 2, 3, 4,...). O indicativo da seçãosecundária será formado pelo número do capítulo, mais o número de cada parte separadapor ponto, aplicando-se o mesmo processo às terciárias, quaternárias e quinárias (1.1;1.1.1;...). Os títulos das seções primárias (Títulos dos capítulos), que recebem indicaçãonumérica, são sempre iniciados em página nova, alinhado à esquerda, separados donumeral por um espaço e a 3 cm da borda superior. Já os títulos que não recebem indicaçãonumérica (Errata, Agradecimentos, Lista de figuras, Lista de abreviaturas e siglas, Lista desímbolos, Sumário, Introdução, Conclusão, referências, Apêndice, Anexo, Glossário)devem ser centralizados, a 8cm de distância da borda superior e em nova página. Os títulos das subseções são alinhados à esquerda e destacados gradativamente,separados do texto anterior por um espaço duplo. O texto a seguir deve ser iniciado logo napróxima linha. Devem-se deixar dois espaços duplos entre os títulos das seções e o textoanterior. Para destacar as seções deve-se utilizar o negrito, itálico ou caixa alta.O título primário sempre vem em maiúsculo e negrito. Os títulos das seções secundáriasdevem ser em maiúsculo e negrito, podendo ou não se itálico.O título das seções terciárias em diante deve seguir as seguintes regras: • Quando o título possuir verbo, pontuação intermediária ou entonação final é considerada oração, com isso somente a inicial da primeira palavra será maiúscula e terá ponto final, exceção para nomes próprios; Exemplo: 1.2.1 Que fim levou o menino? 33Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 34. • Quando o título não possuir verbo, pontuação intermediária ou entonação final é considerada uma frase, com isso a inicial de cada palavra será maiúscula e não terá ponto final. Exemplo: 2.3.1 O Aliciamento de MenoresNo sumário todas as seções devem ser relacionadas alinhadas à esquerda comoespecificado no exemplo, na página relativa a ele.Alíneas As seções podem ainda ser subdivididas em alíneas que são ordenadasalfabeticamente, por letras minúsculas seguidas de parênteses separadas entre si por umalinha em branco. As alíneas servem para itens do conteúdo que não são extensos. Deve-seobservar os seguintes itens na disposição gráficas das alíneas: a) o trecho anterior à alínea termina por dois pontos; a b) as alíneas são reentradas em relação à margem esquerda como se fossem um parágrafo; c) a matéria da alínea começa por letra minúscula e termina por ponto-e- vírgula. A última alínea termina por ponto; d) a segunda linha e seguintes da alínea começam sob a primeira letra do texto da própria alínea.Obs.: a trecho acima pode ser observado como exemplo de disposição gráfica de alíneas.É possível também que o texto tenha subalíneas que sao indicadas por hífen colocado sob aprimeira letra do texto da alínea correspondente. A linha do texto da subalínea começa umespaço após o hífen; a pontuação é igual ao das alíneas.Exemplo: Os continentes são cinco: a) Europa; b) Ásia; c) África; d) América: -do norte; -Central; -do Sul; e) Oceania IMPORTANTE: Apresentação gráfica dos aspectos iniciais dos capítulos 34Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 35. Apresentação gráfica do trabalhoindica que em toda folha nova, ouseja, em todo início de capítulo oude seções que integram o contextodo trabalho que contêm títuloscomo introdução, capítulos,conclusão, bibliografia, inicia-se otexto em aproximadamente 8 cmda borda superior. A numeraçãodos capítulos deve ser apresentadaem números romanos em ordemsequencial. Fig. 19 - Modelo de início de CapítuloEstes títulos devem ser separados do texto que os sucede por dois espaços 1,5, entrelinhas.O mesmo ocorre com os títulos das subseções que devem ser separados do texto que osprecede e que os sucede por dois espaços 1,5.• Conclusão Deve ser construída com base nos objetivos propostos e nos dadoscomprovados no trabalho. Em consequência, apresentam–se os argumentos mais relevantesexpostos no desenvolvimento do trabalho, uma síntese-crítica dos resultados obtidos e ousugestões para novos estudos ou ainda a possível contribuição do estudo efetivado. Se oestudo feito não esgotou o tema-problema investigado, cabe apontar esses “vazios” e aspossíveis formas diversas de preenchê-los. Há ainda que se indicar as correções metodológicas em novas pesquisassemelhantes, demonstrando que tais indicações estão ou não relacionadas com o fato dapesquisa ser trans, inter ou multidisciplinar. 35Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 36. A conclusão não deve ser pessoale deve rematar o trabalhodesenvolvido. Não é permitidocolocar citações diretas. Atentarpara que não sejam apresentadosresultados que não estãoevidenciados no trabalho. Fig. 20- Modelo de conclusão3.4 Elementos pós-textuais:• Referências: permite aidentificação de obras consultadaspara a elaboração do trabalho,devendo constar somente aquelasque foram referenciadas notrabalho na forma de citação direta,citação de informações ou citaçõesindiretas.Deve ser redigido em ordemalfabética, espaço simples entrelinhas e dois espaços simples paraseparar as próprias obras.Para sua elaboração deve-seconsultar e ficar atento para àsindicações das normas técnicas –(ver como apresentá-las emReferencias na pagina 52 ). Fig. 21 – Modelo de referências• Anexo(s): Não é obrigatório, porém, considera-se que é um item importante para fazeresclarecimentos ou comprovações e ou ainda dar suporte para fundamentação do assunto 36Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 37. que foi desenvolvido no trabalho. Deve ser apresentado no final, após a referênciabibliográfica, e identificados por letras maiúsculas, seguidas de seu título.Trata-se de assuntos não elaborados pelo autor do trabalho. Pode conter explicaçõestécnicas de equipamentos, modelos de questionários, leis ou decretos, entre outros.Se constar mais de três, deve-se fazer um sumário de anexos.• Apêndice(s): constitui-se de matéria elaborada pelo próprio autor da monografia,como roteiros para entrevistas, questionários, planos de aulas, etc. Destina-se acomplementar as idéias desenvolvidas no trabalho e ainda fazer esclarecimentos oucomprovações. Deve ser identificado por letras maiúsculas consecutivas e apresentar o seutítulo.FORMATAÇÃOO trabalho deverá ser apresentado em papel branco, formato A4 (21 cm x 29,7 cm). Aconfiguração deverá ter margem esquerda e superior de 3 cm; direita e inferior de 2 cm.Utiliza-se, para a digitação, times new roman 12 para texto e 10 para citações de mais detrês linhas, para o rodapé e para as legendas de ilustrações e ou tabelas.Os títulos das partes ou capítulos devem ser centralizados e em negrito. Formalmente, oparágrafo se apresenta a 2 cm da margem esquerda.Há que se utilizar espaço 1,5 para o corpo do texto e espaço simples para notas de rodapé,nas citações de mais de três linhas, na natureza do trabalho e objetivo como também onome da instituição ou da universidade a que é submetida e a área de conhecimento (folhade rosto).Nas Referências bibliográficas, ao final do trabalho, utiliza-se espaço simples dentro dacitação da mesma obra e dois espaços simples entre uma obra e outra. a) SiglaA sigla, ao aparecer pela primeira vez no texto, deve ser precedida pela forma completa donome e inserida entre parênteses. Exemplo: Ministério da Educação e Cultura (MEC). b) Numeração da página:As folhas devem ser contadas sequencialmente a partir da folha de rosto, mas não devemser numeradas. Inicia-se a colocação dos números arábicos a partir da folha seguinte daIntrodução. Explica-se que a numeração, dever ser feita em algarismos arábicos, colocadasno canto superior direito das folhas de todo o texto que não possuem o recuo de 8 cm daborda superior. c) Notas de rodapé:As notas de rodapé ou o sistema autor-data (em que se indica no corpo do texto a fontepelo sobrenome do autor, seguido da data de publicação do documento e da página) devemaparecer em seqüência. 37Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 38. 4. NORMAS PARA APRESENTAÇÃO GRÁFICA DE TRABALHOS CIENTÍFICOS SEGUNDO A ABNT4.1 Citação– O que é uma citação? As citações (referente às várias fontes bibliográficas consultadas) são defundamental importância no enriquecimento da pesquisa, pois expõem o posicionamentode diferentes autoridades com experiência no assunto. O que não pode, de forma alguma, étranscrever integralmente, ou parcialmente um conteúdo de outro autor, sem fazer a devidareferência. De acordo com a NBR 10520 da ABNT (2002), a citação é “menção no textode uma informação colhida em outra fonte. Pode ser uma transcrição ou paráfrase, diretaou indireta, de fonte escrita ou oral”.– Citação direta ou literal É a transcrição exata de palavras e trechos de um autor, seguindo integralmentea redação, a ortografia, a acentuação, e a pontuação. Neste caso, a citação deverá conter onome do autor ou da instituição responsável ou do título de entrada, seguida do ano depublicação e da página consultada. Quando as transcrições no texto atingem até três linhas devem estar encerradaentre aspas duplas. Exemplo: Segundo Gil (1999, p. 13) “pesquisa é um procedimentoracional e sistemático que tem como objetivo, proporcionar respostas aos problemas quesão propostos”. Quando a citação direta for composta por mais de três linhas, deve serapresentada num parágrafo independente, recuado a 4 cm da margem esquerda, com letramenor (tamanho 10), sem parágrafo na primeira linha da citação e em espaço simples (1,0).Exemplo: O objetivo da metodologia científica é tomar os meios universitários pela mão e caminhar ao seu lado, acompanhando-os em seus primeiros passos de vida universitária, indicando o caminho certo na procura do saber superior, iluminando problemas para que melhor possam vê-los, ajudando-os a assumir e a desenvolver hábitos de estudo e técnicas de trabalho que tornem realmente produtivos os anos de vida universitárias, tão preciosos e, não raro, tão mal aproveitados (RUIZ, 1997, p. 27) As obras utilizadas deverão ser referenciadas no corpo do texto de acordo como sistema de citação adotado, sob pena de serem consideradas plágio, demonstrando assima credibilidade da pesquisa realizada, seguindo as regras da ABNT.– Citação indireta 38Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 39. Consiste na transcrição não literal do que diz o autor, a partir da interpretaçãode um texto consultado, do qual se quer retirar o trecho mais importante, faz-se um resumocom as próprias palavras ( paráfrase) , respeitando a idéia do autor. Nesse caso não se usaas aspas e a citação da página se usa quando consultou apenas determinado trecho; quandose utiliza de toda a obra ou várias páginas de um autor para a citação não é necessário citara página no corpo do texto. Exemplo 1 (uso de um determinado trecho): Os graduandos não devem serestringir apenas às atividades acadêmicas desenvolvidas dentro da sala de aula. Aparticipação em eventos científicos é importante para promoção e divulgação dos trabalhosde pesquisa (FERRÃO, 2003, p. 213). Exemplo 2 (uso de toda a obra): Uma obra sobre metodologia científicacontribui no planejamento e execução das pesquisas dos alunos durante sua vidaacadêmica, porém a garantia de um bom trabalho está no exercício do aluno em aplicar asnormas em suas pesquisas (FERRÃO, 2003).• Tipos de citações- Sistema Autor Data O sistema autor-data, conforme NBR 10520/2002 da ABNT, no corpo do texto,indica-se a fonte pelo sobrenome do autor em caixa alta e baixa, seguida da data depublicação do documento entre parênteses. As citações devem ser feitas através do sistema autor-data, em que se devecolocar o sobrenome do autor ou da instituição responsável ou título de entrada, seguido dadata de publicação do documento, separado por vírgula. Se indicar apenas um trecho daobra, depois do ano coloca-se a vírgula, a abreviatura de página (p.) e finalmente o númeroda página. Exemplos: (IBGE, 2009) ou (OLIVEIRA, 2009, p. 23). Nas citações autor-data, as entradas pelo sobrenome do autor, pela instituiçãoresponsável ou título que façam parte da sentença dever ser a primeira letra maiúscula edemais minúsculas, e, quando estiverem entre parênteses todas as em letras devem sermaiúsculas.Exemplos: 1. Citação no corpo do texto: Rodrigues (2008, p. 10) expõe que a cultura brasileira... ; 2. Indicação de autor dentro de parênteses: A cultura brasileira é rica em sua diversidade regional (RODRIGUES, 2008, p. 10). 3. Obras de até três autores: (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2004) (CHANDOR; GRAHAN; WILLIANSON, 1970); 4. Citação com mais de três autores: (MIRANDA et al., 1997, p.30) 5. Citação de citação de um autor: (RORTY, 2000, p.46 apud GUSTIN; DIAS, 2006, p. 140). 6. Citação de várias obras de um mesmo autor publicadas no mesmo ano: (CHAUI, 2001a, p.35) (CHAUI, 2001b, p.60) (CHAUI, 2001c, p. 550) 39Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 40. 4.2 Sistema de nota de rodapé O sistema de nota de rodapé vem através da seqüência numérica para aindicação do autor da obra citada, podendo ter algumas variáveis. Se o autor é citado várias vezes no texto, na primeira nota, coloca-se a citação da obra comreferência completa. a) Na segunda, insere-se a expressão latina ibidem ou ibid. (= na mesma obra), que indica que a obra citada é a mesma imediatamente anterior. Deve ser indicada na mesma página ou folha de citação a que se refere, como abaixo: ¹ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. São Paulo: José Olympio, 1985, p. 65. ²Ibid., p. 70. b) A expressão idem ou id. aponta obras do mesmo autor anteriormente citado. Indica-se na mesma página ou folha de citação a que se refere. ¹MEDEIROS, João Bosco. Português instrumental. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1996, p. 60. ²Id., Redação científica. São Paulo: Atlas, 1998, p. 76. c) A expressão op. cit. ( = obra citada) é usada no caso de ocorrerem citações que se repetem, mas intermediadas por outros autores. Indica-se na mesma página ou folha da citação a que se refere. ¹GARCIA, Othon. Comunicação em prosa moderna. 2. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1978, p. 20. ²MEDEIROS, João Bosco. Português instrumental. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1996, p. 60. ³GARCIA, op. cit., p. 21. d) A expressão apud (= citado por, segundo, conforme) indica um autor citado por outro autor. ¹BARROS, 1983 apud SILVA, 1992, p.194.3 Abreviaturas/siglas- Abreviaturas/Expressões latinasap. ou apud. Citado por; citação de citaçãoart. Artigocap. Capítulocf confira, confrontecolab. colaboradorcolor. colorido (a)comp. Compiladorcoord. Coordenadored. Ediçãoet. alli (et al.) E outrosEd. Editorf. FolhaIbid. Indica que a citação foi extraída da mesma obra e autor já referidos em nota imediatamente anteriorId. ou idem Quando se utilizam varias obras de um mesmo autor substitui o nome do autorinfra Abaixo, linhas ou paginas adianteil. Ilustração 40Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 41. loc. cit. no lugar citadomeses Jan. Fev. Mar. Abr. Maio,. Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.n. Númeroorg. Organizadorop. cit. Emprega na obra citada, para indicar que a citação foi extraída de obra citada anteriormente, mas entre esta e a nova citaçãop. Páginapass. ( passim) Para se fazer referência a citação de uma ideia contida em várias páginas, substitui o numero de paginass.d Sem datas.l. Sem locals.n. Sem autor, sem editor ou editorasequentia e et seguinte ou que se segueseg.Sic Assim mesmo, tal qual se encontra-se na fontesupra Acima, linhas ou paginas atrásv. Volumev.o. Ver o original • SiglasABNT Associação Brasileira de Normas TécnicasACS Assessoria de Comunicação SocialCBF Confederação Brasileira de FutebolCC Código Civil BrasileiroCEPES Comissão Especial p/ Execução do Plano de Melhoria do Ensino SuperiorCF/88 Constituição Federal de 1988CFA Conselho Federal de AdministraçãoCFC Conselho Federal de ContabilidadeCFE Conselho Nacional de EducaçãoCNPq Conselho Nacional de PesquisasCP Código PenalCPC Código de Processo CivilCPP Código de Processo PenalCRA Conselho Regional de AdministraçãoCRB Conselho Regional de BiologiaCRC Conselho Regional de ContabilidadeCREA Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e AgronomiaCREF Conselho Regional de Educação FísicaCRQ Conselho Regional de QuímicaCTB Código de Transito BrasileiroCTN Código Tributário NacionalEMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuáriaFGV Fundação Getulio VargasIBAMA Instituto do Meio Ambiente e Recursos RenováveisIES Instituto de Ensino SuperiorILES Instituto Luterano de Ensino Superior 41Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 42. INEP Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio TeixeiraLEP Lei de Execução PenalM.P. Medida ProvisóriaMP Ministério PúblicoMEC Ministério de Educação e CulturaNAE Núcleo de Apoio ao EstudanteNAP Núcleo de Apoio PedagógicoNBR Norma de Procedimento registradaOAB Ordem dos Advogados do BrasilOEA Organização dos Estados AmericanosONU Organização das Nações UnidasSTF Supremo Tribunal FederalSTJ Superior Tribunal de JustiçaTJ Tribunal de JustiçaULBRA Universidade Luterana do BrasilUNESCO United Nations Educational, Scientific and cultural Organization4.4 Coesão textual A coesão textual é um elemento de sintaxe e seu papel é garantir a organização das frases,orações, períodos e mesmo parágrafos. Um elemento coesivo é basicamente umcontinuador textual que indicam várias circunstâncias: 1- Indicadores (termos que indicam) de oposição, contraste: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, embora, contra, apesar de, não obstante, ao contrário, etc. 2- Indicadores (termos que indicam) de causa e consequência: porque, visto que, em virtude de, uma vez que, devido a, por motivo de, graças a, em razão de, em decorrência de, por causa de, etc. 3- Indicadores (termos que indicam) de finalidade: a fim de, a fim de que, com intuito de, para, para a, tanto quanto, tanto mais, a menos que, etc. 4- Indicadores (termos que indicam) de esclarecimento: vale dizer, ou seja, quer dizer, isto é, etc. 5- Indicadores (termos que indicam) de proporção: à medida que, à proporção que, ao passo que, tanto quanto, tanto mais, a menos que, etc. 6- Indicadores (termos que indicam) de tempo: em pouco tempo, logo que, assim que, antes que, depois que, em vista disso, etc. 7- Indicadores (termos que indicam) de condição: se, caso, contanto que, a não ser que, a menos que, etc. 8- Indicadores (termos que indicam) de conclusão: portanto, então, logo, por isso, por conseguinte, pois, de modo que, em vista disso, etc. Na Língua Portuguesa existem algumas expressões que são características de textoscientíficos. Veja alguns exemplos e onde e como podem ser utilizadas: a) Citação na construção do texto: Beuren (2004, p.65) conceitua... 42Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 43. Magalhães (2005, p.13) aponta que... Silva (2003) apresenta pontos para reflexão sobre a... A avaliação na concepção de Romão (1998, p. 88) envolve... Perrenot (1999, p.78) afirma que... De acordo com Nóvoa (1993)... b) Introdução referente à discussão dos resultados da pesquisa: De acordo com os dados obtidos no questionário... Conforme as estatísticas... É o que se pode verificar, por exemplo, no gráfico... Com base nos autores consultados... Nos depoimentos, observa-se que são inúmeras as dificuldades... Confrontando a visão dos autores (A, B, C) com o depoimento do grupo, observa-seque... Os dados de observação e os depoimentos permitem afirmar que... c) Início do desenvolvimento: Em um primeiro momento é importante ressaltar... Dentro desse raciocínio, faz-se interessante saber... Como reflexo desta situação, é possível mostrar algumas causas relacionadas com... De acordo com esse quadro, torna-se necessário evidenciar alguns fatores relacionadoscom... d) Meio do desenvolvimento: Posteriormente... Por outro lado... De outro modo... De modo adverso... Em outro sentido... De outra forma... Não obstante... e) Final do desenvolvimento: Salientando-se ainda, que... É importante ainda destacar... Ainda é importante considerar que... Apesar de tudo, deve-se ainda ressaltar que... Entretanto, a situação precisa ainda ser analisada... Apesar da complexidade do assunto, é necessário reforçar... Outro fator existente... Cumpre evidenciar que... Considerando ainda... Em termos relativos... f) Conclusão: Faz-se oportuno, portanto,... Torna-se necessário... É absolutamente prioritário... Faz-se necessário... Torna-se fundamental... Em virtude dos fatos mencionados... Levando-se em consideração estes aspectos... Tendo em vista os aspectos observados... 43Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 44. 5. TRABALHOS ACADÊMICOS5.1 Resenha Resenha é um relato minucioso das propriedades de um objeto ou de partes que ocompõem. É um tipo de redação técnica que inclui variadas modalidades de textos:descrição, narração e dissertação. (MEDEIROS, 2003)Sua estrutura é formada: (Descrição física da obra) 1- Relata as credenciais do autor, 2- Resume a obra, 3- Apresenta suas conclusões, 4- Metodologia empregada e ainda indica quais foram os autores que o autor do texto utilizou para o trabalho (narração). 5- Apresenta uma avaliação da obra evidenciando se é fácil seu entendimento, se foi proveitosa sua leitura e indica a quem ou qual a área seria importante o conteúdo/as idéias presentes na obra (dissertação).- Apresentação Gráfica de uma Resenha. 1- Bibliografia dentro das Normas da ABNT; 2- Credenciais do autor (informações sobre o autor, sua nacionalidade, formação universitária, títulos, livros já publicados, etc.) 3- Resumo da obra. - Para se fazer uma análise do texto indicado para leitura deve-se levantar algumas questões: a. De que trata a obra? b. De que trata o texto? (obtém-se daí o assunto tratado nele). c. Qual foi o problema focalizado? Como o assunto foi problematizado? d. Como o autor soluciona o problema? Que posição ele assume? (assim fica evidenciada a tese defendida pelo autor) e. Como o autor demonstra seu raciocínio? Quais são seus argumentos? f. Existem outros assuntos paralelos à idéia central? 4- Quais as conclusões a que o autor chegou? ⇒ Relate aqui o que o autor considerou importante em suas conclusões. 5- Quadro de referência do autor ⇒ Quem basicamente serviu de modelo teórico para o autor? 6- Crítica do resenhista (apreciação e crítica): ⇒ O autor consegue colocar o valor do assunto tratado no texto? ⇒ O texto demonstra ser original? ⇒ Qual é a validade de suas idéias? ⇒ Elas são importantes pra quem? 44Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 45. ⇒ Que tipo de contribuições são apresentadas por ele? ⇒ O autor apóia suas conclusões em fatos? 7- Indicações do resenhista. ⇒ A quem é dirigida essa obra? ⇒ A obra é endereçada a uma determinada disciplina? ⇒ Pode ser adotada em algum curso? ⇒ Qual?5.2 Fichamento O fichamento é uma forma de investigação que se caracteriza pelo ato defichar (registrar) todo o material necessário à compreensão de um texto ou tema. Paraisso, é preciso usar fichas que facilitam a documentação e preparam a execução dotrabalho. Não só, mas é também uma forma de estudar/assimilar criticamente oconteúdo relacionado à sua formação acadêmico-profissional. Enquanto recurso-didáticoseu propósito é auxiliar estudantes/pesquisadores na construção do seu próprioconhecimento. Alguns professores solicitam dos seus alunos fichamento de livros ou textos,com o objetivo do estudante melhor desenvolver sua capacidade de leitura e apreensãodas idéias propostas nos textos lidos. Faz-se necessário, portanto que ao ser solicitadoum fichamento se defina que tipo se deseja. A ficha é um instrumento de trabalho indispensável para o universitário e oprofessor. Segundo Medeiros, (2000) pede-se ao estudioso que para a realização de umtrabalho de alto rigor científico, se faça um levantamento bibliográfico sobre o assunto,em seguida, seleciona-se a bibliografia para leitura e fichamento. Para isso, utiliza-se dasfichas para armazenar o conteúdo, identificar as obras, fazer citações, análise e elaborarcríticas. Seu uso é o mais diversificado possível e, seu tamanho fica a critério de cadaum, podendo ser escrita à mão ou digitada. Seguem algumas dicas de como as fichas são comumente usadas. Toda fichadeve ter um cabeçalho, uma bibliografia, um corpo, que vai determinar a finalidade;citações, resumo, esboço, ou outro modelo e o local onde os dados foram encontrados.Nas fichas elaboradas à mão, ao usar o reverso, fazê-lo no sentido inverso de cabeçapara baixo. Ainda ressalta-se que nas fichas podem-se usar códigos, tais como: (“...”)aspas para citação, (*) asterisco para resumo, (||) duas barras quando se tratar idéiaspessoais. Aconselha-se a utilizar vários tipos de fichas de documentação para seefetuar um trabalho acadêmico: fichas de citações, fichas de resumo, fichas de anotaçõespessoais, fichas de esboço. O (a) pesquisador (a) deve ser criativo para organizar adocumentação pessoal. Percebe-se que hoje, o uso do computador facilita a elaboraçãodo fichamento. Completando esta elaboração, Medeiros (2000) indica que todo fichamentotem por base uma leitura atenta do texto que está sendo estudado. Logo, é importanteque o pesquisador leia e compreenda se a leitura será aproveitada em seu trabalho ounão. 45Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 46. Seguem alguns modelos de fichas, que compreendem em sua formatação:cabeçalho, referências bibliográficas, corpo da ficha e local onde se encontra a obra.Modelo de apresentação de Fichamento Título da obra: Título específico estudado: Reservado no caso das fichas serem várias: colocar A, B, etc. Referência bibliográfica: Colocar aqui o texto Local onde se encontra a obra Fonte: Medeiros ( 2000.) Fig. 22 – modelo de ficha para fichamentoFaz-se necessário apresentar mais alguns modelos de fichamentos, buscando elucidar parao estudante sua forma de apresentação.Exemplo de Fichamento de Esboço: Demonstra-se aqui em qual página se encontraramdeterminados assuntos que poderão ser necessários à pesquisa. Fundamentos de Metodologia Científica LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Metodologia A Científica. 3. ed. rev. ampl. São Paulo: Atlas, 1991. 155 A pesquisa é um processo de reflexão. 157 O desenvolvimento de uma pesquisa compreende seis passos. 159 Os objetivos podem definir a natureza da Pesquisa. Definir o problema é especificá-lo em detalhes. 161 Hipótese é uma proposição para verificar a validade de resposta ao problema. Biblioteca da ILES/ULBRA. Fonte: Medeiros (2000) Fig.23 – modelo de fichamento de esboço- Fichamento de citação: Demonstra-se aqui como fazer um fichamento de citação,explicitando seus componentes principais. É o tipo de fichamento que deve ser compostode citações do próprio autor da obra lida. É a transcrição literal do texto. Após leiturasistemática da obra, o estudante/pesquisador sublinha frases, parágrafos, partes queexpressam a idéia principal do autor. Partes estas que podem ser transcritas no seu trabalhode pesquisa (artigo, monografia, ensaio...). Tendo o cuidado de abrir e encerrar a citaçãocom aspas, e indicar a página da qual se fez à transcrição. Quando se fizer supressão dealguma parte da obra, deve se indicar tal supressão com reticências entre colchetes [...]Quando houver supressão de parágrafos entre as partes citadas, deve-se utilizar de umalinha pontilhada separando as falas escolhidas. 46Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 47. Exemplo de fichamento de Citação: após ler o texto, selecionar citações que se encaixemmelhor ao trabalho que está sendo efetuado, tendo cuidado para não deturpar a idéia doautor. Como fazer uma monografia SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 9. ed. rev. São Paulo: A Martins Fontes, 1999. “A primeira fase no processo de elaboração de uma monografia é a determinação do assunto a tratar.” p. 271. “a) preferir de acordo com as próprias inclinações e possibilidades (...)” p. 271. Biblioteca da Iles Ulbra. Fonte: Medeiros (2000) Fig. 24 - Modelo de fichamento de citação com cortes.- Fichamento de resumo (de conteúdo) É a apresentação sintética, clara e precisa do pensamento do autor. Aapresentação das idéias principais defendidas. Não é uma cópia dos tópicos, nem aexposição abreviada das idéias o autor, bem como também não é a transcrição literal dotexto ou de partes da obra em análise. Trata-se de uma ficha não muito longa, mas traz todos os elementosnecessários para a compreensão do texto. Nela, o autor da ficha vai expor a suacompreensão do texto, usando seu próprio estilo. Não se afastando jamais das tesesoriginais. Já que um resumo é uma condensação fiel das idéias contidas em um texto, éuma redução do original. Salienta-se para que fique atento ao fato de que não cabem no resumocomentários ou julgamentos pessoais a respeito do que está sendo resumido. Muitaspessoas fazem o resumo de maneira errada, apenas produzindo partes ou frases do textooriginal, elaborando-o à medida que lêem. Para elaborar um bom resumo é necessário compreender antes todo oconteúdo do texto. Não é possível resumir um texto à medida que se faz a primeiraleitura. A reprodução de frases do texto, em geral, indica que ele não foicompreendido. Quem resume apresenta, com as próprias palavras, os pontos relevantesde um texto, procurando expressar suas idéias essenciais na progressão e noencadeamento em que aparecem. Logo, presume-se que ao fazer um resumo é importante não perder devista três elementos: a. As partes essenciais do texto b. A progressão em que elas se sucedem c. A correlação entre cada uma dessas partes 47Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 48. Exemplo de fichamento de resumo: aqui se determina o resumo do assunto estudado, sua bibliografia e onde encontrá-la. Trabalhos Científicos Espécies de trabalhos científicos A SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 9.ed. rev. São Paulo: Martins Fontes, 1999. p. 182-3. Ao apresentarmos os resultados de uma investigação ou comunicação de um projeto de pesquisa, são muitos os rótulos na sua classificação. Constatamos: livro; obra; ensaio; tratado; tese; monografia; recensão; resenha; sinopse; resumo; estudo; teoria; artigo; relatório; informe; dissertação; comunicado; memória científica. Há outros nomes que não mencionaremos. Biblioteca da ILES ULBRA. Fonte: Medeiros (2000) Fig. 25- Modelo de ficha de resumoImportante: Atenção com as fichas durante a pesquisa. Incluir somente um texto (ou tema) em cada ficha e, se as notas são extensas,usar várias fichas numeradas consecutivamente. Antes de guardá-las, ter a certeza de queas fichas estão completas e são compreendidas com facilidade. Copiar cuidadosamente asnotas da primeira vez, sem fazer projeto de passar a limpo e nem de tornar a copiar, poisisto é perda de tempo e dá a possibilidade a erros e confusões. Para onde for, levar consigoalguma ficha, já que pode surgir alguma idéia de repente. Cuidado para não perder asfichas. Procurar guardar as fichas sempre em ordem (o uso de fichas eletrônicas facilitaisso). As clássicas fichas de cartolina têm perdido espaço para programas de computadorque garantem economia de trabalho e tempo, entretanto, ainda continuam em uso.- Fichamento Digitado A vantagem de se fichar o conteúdo em computador é a facilidade detransposição delas para o texto. Basta digitar o dado a ser anotado para um arquivo dedocumento e copiá-lo e colá-lo (o famoso CTRL + C / CTRL + V) ao texto do pesquisador,quando for conveniente. Além disso, qualquer arquivo de documento pode ser impresso ecatalogado como se fosse uma ficha comum. Mas mesmo no computador é preciso saberorganizar as fichas. Com o uso do computador, a confecção de fichas ficou mais simples.Sugerimos um modelo que é básico e pode ser adaptado tanto para os meios eletrônicos,como no uso tradicional das fichas de cartolina. Estas são apenas ferramentas, dicas para auxiliar você nos estudos. Textos bemfichados favorecem a elaboração de qualquer trabalho. Após estas “dicas”, vamos aotrabalho propriamente dito. Só se ficha o que se lê. Não adianta querer estudar apenas comresumos e fichamentos de terceiros. Por isso: faça você mesmo seus fichamentos!5.3 Resumo 48Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 49. O resumo consiste na apresentação concisa dos pontos relevantes de umdocumento, ou seja, de uma publicação científica, como livro, artigo, monografia,dissertações e teses. O texto do resumo deve ser redigido com o verbo na voz ativa e na terceirapessoa do singular, usando-se de frases curtas, não mencionando opiniões próprias,discussões, exemplos e inclusões de ilustrações e bibliografias. Deve-se evitar o uso de símbolos que não sejam de utilização corrente,fórmulas, equações e diagramas que não sejam absolutamente necessárias. • Como resumir Plano geral da obra e seu desenvolvimento • Questões principais: a) De que se trata o texto? b) O que pretende demonstrar? c) Identificar a idéia central e o propósito que norteiam o autor • Compreensão das idéias • Relação entre as partes essenciais • Anotações das palavras- chave Fig. 26 – modelo de resumo científico Tipos de resumos: o Resumo crítico: resumo redigido por especialistas com análise crítica de um documento. Também chamado de resenha. o Resumo indicativo: indica apenas os pontos principais do documento ou trabalho científico, não apresentando dados qualitativos, quantitativos etc. o Resumo informativo: informa ao leitor finalidades, metodologia, resultados e conclusões do documento, de tal forma que possa, inclusive, dispensar a consulta ao original. O resumo deve conter o título - apresentando o termo resumo. Sua estrutura écomposta de uma sequência de frases concisas, afirmativas, e não de enumeração detópicos, sendo redigido em parágrafo único. Quanto a extensão do resumo: 49Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 50. 1. de 50 a 100 palavras para notas e comunicações científicas (indicações breves) 2. de 100 a 250 palavras os artigos de periódicos 3. de 150 a 500 palavras os de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros) e relatórios técnico-científicosPalavras-chave: Palavras representativas do conteúdo do documento/resumo, escolhidas,preferencialmente, em vocabulário controlado. Logo abaixo do resumo, deve-se colocar aspalavras-chave vindas posteriormente da expressão palavras-chave:, separadas entre sipor ponto, iniciadas por letra maiúscula e finalizadas também por ponto.5.4 Relatório Relatório consiste na exposição escrita, na qual se descrevem fatos verificadosmediante pesquisas ou se relata a execução de serviços ou de experiências. Normalmente éacompanhado de documentos demonstrativos tais como tabelas, gráficos e outros. Deve ser impessoal, objetivo, claro e conciso; Trata de um instrumento de comunicação que tem por finalidade expor fatos, atividades ou resultados de uma pesquisa científica; Nele o relator poderá apresentar conclusões, sugestões ou normas de ação consideradas pertinentes.Tipos de relatórios • Relatório técnico - científico: documento que relata formalmente os resultados ou progressos obtidos em uma investigação de pesquisa e desenvolvimento, ou que descreve a situação de uma questão técnica ou científica. Um relatório técnico científico é um documento pelo qual se faz a difusão da informação corrente, sendo ainda um registro das informações obtidas. É elaborado principalmente para descrever experiências, investigações, processos, métodos, análises e etc. O relatório é dividido em: elementos pré-textuais, texto e elementos pós-textuais; • Relatório administrativo: deve relatar fatos ou ocorrências de ordem puramente administrativa. Pode ser: a) Informativo (objetiva transmitir informações ao destinatário de forma clara e simples) b) Analítico: pressupõe análise, pesquisa, investigação e apresentação de conclusões e/ou recomendações ao solicitante. Assinatura ao final do relator. • Relatório de atividade: sugere-se para as atividades que não exijam maiores aprofundamentos, como uma palestra, um curso, uma aula prática, uma visita técnica, uma viagem, etc. 50Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 51. Fig. 27- modelo de relatório- Elementos pré-textuais a) Capa A capa deve conter os elementos necessários para identificação de um trabalhotécnico-científico como: nome da instituição; nomes dos autores; título; subtítulo (sehouver); local; data. b) Folha de Rosto É a principal fonte de identificação do relatório, devendo conter as seguintesinformações: nomes dos autores; título; subtítulo (se houver); natureza do trabalhoacadêmico; área de concentração; nome completo dos orientadores; local e data.- Elementos textuais A redação deve ter um tratamento objetivo e impessoal, empregando,preferencialmente os verbos na conjugação da terceira pessoa, evitando-se referênciapessoal. Deve ser mantida a uniformidade de tratamento em todo o trabalho. É importanteque haja consistência na apresentação, mantendo-se um padrão uniforme em todas asfrases do trabalho. A objetividade e clareza são características dos trabalhos científicos. Isso éconseguido empregando-se frases curtas que incluem apenas um pensamento. Por outrolado, frases que tratam de um mesmo aspecto devem ser reunidas em um único parágrafo. 51Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 52. a) IntroduçãoParte inicial do texto, em que devem constar a delimitação do assunto tratado, objetivos dapesquisa, justificativa e outros elementos necessários para situar o tema do trabalho e ahipótese.b) DesenvolvimentoParte do texto que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Divide-se emseções e subseções, que variam em função da abordagem do tema. Como todos ostrabalhos científicos, a organização do texto deve obedecer a uma seqüência. Utiliza-secomumente a seguinte estrutura: Revisão de Literatura: Deve demonstrar conhecimento da literatura básica sobre o assunto, interpretando os trabalhos feitos por outros autores. Refere-se somente aos assuntos que tenham relação direta e específica com o trabalho. Deve ser apresentada preferencialmente em ordem cronológica, em blocos de assunto, mostrando a evolução do tema de maneira integrada. Todo material citado deve constar nas referências. Material e Métodos (procedimentos) utilizados na pesquisa: As observações ou dados coletados, bem como o método utilizado, são os principais elementos para a execução de um trabalho. Os procedimentos metodológicos devem ser apresentados de forma breve, porém completa e clara, na seqüência cronológica em que o trabalho foi conduzido. Resultados e Discussão: A apresentação mais adequada dos resultados deve seguir a seqüência da abordagem usada nos objetivos, material e métodos (procedimento experimental). Os resultados podem ser apresentados em forma de tabelas ou gráficos, sendo numerados seqüencialmente e discutidos antes de serem colocados. Uma boa discussão necessita de bases teóricas (deve-se utilizar referências bibliográficas) e necessitam ser relacionadas aos resultados obtidos, avaliando a prática com relação aos objetivos propostos. Quando possível, os resultados experimentais obtidos devem ser comparados com dados de literatura e suas diferenças (quando houver) discutidas. OBS: os itens Resultados e Discussão poderão ser abordados separadamente.c) ConclusãoÉ apropriado elaborar a conclusão de modo claro e sucinto. Os resultados devem serrelacionados aos objetivos propostos como também à teoria, ou mesmo conclusõespróprias, desde que haja embasamento técnico científico para isto. Quando o trabalho nãopermitir conclusões, deve-se fazer apenas considerações finais.d) Considerações finaisPerspectivas de continuidade ou desdobramento do trabalho, ou justificativa no atraso docronograma apresentado. • Elementos pós-textuais 1. Referencia bibliográfica - dados completos das obras utilizadas no trabalho. 2. Anexos e/ou apêndices (opcional) 52Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 53. 5.5 Artigo Científico O artigo científico é definido segundo a NBR 6022 da ABNT como “texto comautoria declarada, que apresenta e discute idéias, métodos, técnicas, processos e resultadosnas diversas áreas do conhecimento.” Portanto, é uma contribuição original para a ciência,sendo um trabalho composto de dados e resultados inéditos sobre um determinado assunto.Suas informações devem ser claras para que um outro pesquisador possa chegar aosmesmos resultados e conclusões. Dessa forma, o artigo científico tem como finalidade expor, analisar,interpretar e discutir assuntos polêmicos, divulgando os resultados de uma pesquisacientífica, bem como, abordar inovações sobre temas já pesquisados.- Estrutura do Artigo Científico Um artigo científico segue as normas de redação dos trabalhos acadêmicosapresentando três partes fundamentais: introdução, desenvolvimento e conclusão. Sendoestruturado sinteticamente, como demonstrado a seguir:Título: deve definir e identificar o artigo de forma breve, clara e objetiva, sendorecomendável não usar caracteres como vírgulas, aspas e ponto no meio do título.Autoria: são os autores que participaram da pesquisa, sendo colocados na ordemalfabética do primeiro nome. De acordo com o periódico, a formatação dos nomes dos autores pode variar,sendo apresentado de forma completa (nome seguido de sobrenome), abreviada na ordemcorreta ou invertida. (Exemplos: José Maria Silva ou J. M. Silva ou Silva, J. M.). Emalgumas publicações após a autoria é necessário identificar a filiação dos autores(instituições em que trabalham e endereços).Nota de rodapé: pode ser utilizada tanto para identificar os autores sobre sua formação,instituições em que trabalham e endereços, quanto para esclarecer determinados tópicos dotexto, ou também para apresentar a referência bibliográfica de uma citação. Caso apesquisa seja financiada é necessário fazer referência ao órgão de fomento.Resumo na língua vernácula: redigido de forma objetiva e concisa, incluindo as razõesda investigação, seus objetivos, metodologia, resultados e conclusões mais relevantes. Estetexto deve ser escrito na língua em que se apresentará o trabalho completo. Cabe ressaltarque as normas específicas podem variar de acordo com os padrões definidos pelo editorda obra. (Verificar o item resumo desta obra). Deverá conter de 100 a 250 palavras.Resumo em língua estrangeira: as mesmas características do resumo em línguavernácula, sendo, em inglês Abstract, ou em espanhol Resumen, ou em francês Résumé.Palavras-chave: Palavra representativa do conteúdo do documento/resumo, escolhida,preferencialmente, em vocabulário controlado. Recomenda-se que não estejam contidas notitulo e sejam apresentadas na língua vernácula e em língua estrangeira. 53Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 54. Logo abaixo do resumo, deve-se colocar as palavras-chave vindasposteriormente da expressão palavras-chave:, separadas entre si por ponto, iniciadas porletra maiúscula e finalizadas também por ponto.Introdução: expõe os principais enfoques que a pesquisa aborda, apresentando o objeto deestudo, o problema, a área de conhecimento, o histórico, os objetivos e a justificativa. Emtrabalhos que envolvam experimentação devem incluir citações de autores que estudaram oassunto.Desenvolvimento: corresponde ao corpo do artigo, podendo conter subtítulos, subdivisõesou seções, dependendo da necessidade ou especificidade de cada área do conhecimento.Deve fundamentar o tema e expor detalhadamente como a pesquisa foi realizada, poderáabarcar a revisão bibliográfica, os resultados, discussões e a metodologia. Quanto à metodologia, pode ser colocada na introdução ou nodesenvolvimento (também obedecendo à especificidade de cada área). Deve apresentar omaterial, o método e/ou as técnicas utilizadas para obtenção e análise dos dados, o local, operíodo e os equipamentos de acordo com o enfoque de cada pesquisa. Deve ser apresentada de forma direta a qual permita a repetição do trabalho poroutros pesquisadores interessados na área. Recomenda-se na redação o uso de verbos notempo passado e em terceira pessoa do singular. Em alguns periódicos a metodologia seapresenta pela expressão de Material e métodos, podendo ser subdividido em seções.Conclusão: consiste na exposição dos resultados mais relevantes com suas respectivassínteses interpretativas, as quais respondem aos objetivos propostos no trabalho. Deve serapresentada de forma objetiva, clara e concisa. Recomenda-se o uso do verbo no tempopresente. Podem-se apresentar, dependendo da especialização do periódico, as conclusões nofinal das discussões, seja na seção Resultados e Discussão ou Discussões.Resultados: expor os resultados do trabalho de forma objetiva, por meio de tabelas,quadros, gráficos, fotos e análises estatísticas, de acordo com o que mostra a pesquisa.Discussões: “confrontar” os resultados obtidos na pesquisa com os dados publicados naliteratura, efetuando interpretações e comparações críticas. Alguns periódicos apresentam os resultados e as discussões numa mesma seção,sendo formatado com a expressão Resultados e discussão. 54Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 55. Referências Bibliográficas: citar todas as bibliografias contidas no artigo, que foram referenciadas no texto do trabalho, seguindo as normas da ABNT ou de acordo com as normas estabelecidas pelos periódicos especializados de cada área do conhecimento. Agradecimentos: item opcional em que devem ser citadas pessoas ou instituições que colaboraram na realização da pesquisa. Fig. 28 – modelo de Artigo CientificoQuanto à redação do artigo, deve ser sempre objetiva e concisa, evitando-se adjetivosinúteis, supérfluos, repetições, rodeios e explicações desnecessárias. Além disso, espera-seuma linguagem gramaticalmente correta, precisa, coerente e simples.Formatação: O artigo científico deve ser redigido em português e em formato de papel A4, comespaçamento de 1,5 para o corpo do texto, e simples para as citações com mais de 3 linhase mesmo as notas de rodapé. O artigo científico não possui capa e muito menos contracapa.Os espaços entre os tópicos ou seções e o corpo do texto são de dois espaços de 1,5. Amargem da página superior e esquerda deve ser de 3 cm e direita e inferior de 2 cm. Afonte de ser Times New Roman, tamanho 12. As seções e subseções devem estar alinhadasà esquerda do trabalho, em negrito e em numeração arábica (ex: 1; 1.1; 1.1.1, etc.). Asreferências bibliográficas devem estar dispostas em ordem alfabética, com espaço simplesna indicação da obra e dois espaços entre uma obra e a próxima subsequente.Curiosidades:Não há como fazer um trabalho científico sem indicar autores que também estudaram oassunto, para que possa servir de referência, ou mesmo fortalecer os argumentos usadosdurante a pesquisa. De acordo com Chinazzo e Mattos (2008, 177p.) “citar outros autoresnão consiste em demérito para quem faz, desde que isso seja feito com critério e cuidado,citando apenas componentes relevantes, para aprofundar e explicar as exposiçõestemáticas”. Toda citação deve identificar o autor das idéias, sob pena de ser consideradoplágio. A qualidade básica da redação científica é a impessoalidade, a clareza, a precisão, aconcisão, a modéstia e o vocabulário comum.5.6 Painel 55Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 56. O painel é um dos formatos de trabalho mais utilizados em eventos acadêmicos decomunicação e outros campos do conhecimento. Cada comissão organizadora adotanormas próprias, mas a estrutura do painel, em geral, varia pouco. Confira uma formataçãorecorrente:Orientações gerais: 1. O painel é um banner (pôster) com 1m x 1,20m. 2. O texto deve ser redigido na língua oficial do evento. 3. O design do pôster deve permitir a leitura a cerca de 1,5 m de distância. 4. O planejamento gráfico deve privilegiar a leitura do conteúdo. Portanto, as cores de fundo devem ser, preferencialmente, em tons claros, contrastantes com as cores das letras; as imagens devem ocupar no mínimo 50% do espaço total; e as fontes e corpos devem ser agradáveis e de fácil leitura. - Conteúdo de painel referente à pesquisa: • Título do trabalho; • Nome do autor, seguido da menção à instituição a qual está vinculado e à agência financiadora do trabalho entre parênteses; • Palavras-chaves separadas por hífens; • Descrição: Apresentação resumida da pesquisa e sua justificativa, realçando a relevância social e acadêmica do estudo; • Objetivos: Indicação daquilo que o pesquisador almeja descobrir com a pesquisa; • Metodologia: Síntese da metodologia (análise do discurso, análise de conteúdo etc.) e dos procedimentos metodológicos (pesquisa em periódicos, observação, entrevista etc.) adotados pelo pesquisador; • Análise dos resultados: Indicação dos resultados alcançados, com breve análise de como eles foram obtidos e quais as suas implicações; • Conclusões: Breve resgate das hipóteses, relacionando-as aos resultados de maior destaque e indicação de perspectivas para abordagem do tema; • Referências: Indicação da bibliografia, dos periódicos e de demais fontes efetivamente utilizadas pelo autor.Conteúdo do painel referente a relato de experiência: • Título do trabalho; • Nome do autor, seguido da menção à instituição a qual está vinculado, entre parênteses • Palavras-chaves, separadas por ponto; • Descrição: Apresentação resumida de experiência profissional ou científica, contextualização dos fatos e justificativa para tal relato; • Interpretação e análise da experiência, remetendo às causas e conseqüências e indicando sua contribuição para o campo estudado; • Conclusões: Breve resgate do relato e menção às perspectivas para a abordagem do tema; • Referências: Indicação da bibliografia, dos periódicos e de demais fontes efetivamente utilizadas pelo autor. 56Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 57. A fixação do pôster deve ocorrer meia hora antes do início da sessão. No mínimo um dosautores do trabalho deve permanecer junto ao painel durante todo o tempo estabelecidopelo evento para responder as questões dos interessados. É proibida a apresentação de não-autores. Sugere-se preparar cópias do resumo do trabalho ou cópias reduzidas do pôster,com inclusão de nomes e endereços dos autores, deixando-as disponíveis aos interessados.OBS: O modelo apresentado pode ser elaborado conforme as instruções do evento.Modelo: UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL INSTITUTO LUTERANO DE ENSINO SUPERIOR DE ITUMBIARA-GO EDUCAÇÃO E CULTURA-AFRO NO ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO EM ESCOLAS DE ITUMBIARA-GO GIBRAIL, Mathilde dos Santos Dias1; PEREIRA, Vânia Tanús1; MARTINS, Anne Michely Ribeiro2; SILVA, Lorena Samira Costa e2; SEBASTIÃO, Patrícia Faria Teixeira2; CUBA Príscila Dantas de2; 1 Professoras do Curso de Pedagogia do Instituto Luterano Superior de Itumbiara, GO; 2 Graduandas do Curso de Pedagogia do Instituto Luterano Superior de Itumbiara, Itumbiara, GO, Brasil INTRODUÇÃO Tabela 4 - Os professores receberam alguma formação para trabalhar esse tema? Respostas em porcentagem (%): Nosso interesse na realização desta pesquisa embasa-se em razões de ordem acadêmica, prática e intelectual. A pesquisa realizada representou um aprofundamento dos nossos conhecimentos adquiridos na Instituição de Ensino através do referencial teórico. Visou investir na reflexão sobre nossa prática enquanto cidadãos e futuros professores, quanto à temática proposta. É com a prática que refletimos sobre a teoria e os melhores caminhos a serem seguidos para se alcançar o êxito no trabalho proposto. Nossa pesquisa buscou De acordo com as respostas analisadas na Tabela 4, percebeu-se que os professores não receberam perceber mais claramente o quanto a Lei nº. 10.639 vêm sendo implantadas no município de Itumbiara/GO, quais formação para o trabalho com a nova lei, inserindo em suas competências o estudo sobre a Cultura Afro. as dificuldades enfrentadas e o quanto ainda é possível aprimorar a forma como está sendo desenvolvido o tema Demonstraram grande desânimo em relação às perspectivas futuras de quando essa orientação irá acontecer em sala de aula. propiciando uma formação para se trabalhar o tema. Os mesmos não descartaram o trabalho, nem foram contra, Essa pesquisa teve como hipóteses as seguintes argüições: Os professores têm conhecimento da Lei nº. porém, confrontando as respostas da Tabela 3 com as da Tabela 4, conclui-se que não trabalham de forma 10.639? Sabem trabalhá-la dentro e fora da sala de aula e na comunidade? Estão tendo respaldo e preparo, da satisfatória ou mesmo na realidade sobre o tema permanecem como trabalhavam antes da referida lei. escola ou de algum órgão, com algum tipo de instrução para trabalhar o tema em sala de aula e na comunidade? Tabela 5 - Se você já trabalhou o tema, como as crianças reagiram no primeiro momento? Respostas em Possui material didático apropriado para trabalhar o tema em sala de aula? A partir dessas indagações, partiu-se porcentagem (%): para a delimitação do problema dessa pesquisa que foi aplicada com professores de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental de 3 escolas sendo 1 Particular, 1 Estadual e 1 Municipal, todas na cidade de Itumbiara/GO. A coleta de dados foi efetuada por meio de um questionário semi-estruturado. Seu objetivo geral foi observar e verificar se o conhecimento e cumprimento da Lei nº. 10.639 que inclui no currículo oficial das Escolas Públicas e Privadas do Ensino Básico a obrigatoriedade do Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Especificamente buscou verificar nas escolas pesquisadas se existe informação sobre o tema, como está Na Tabela 5, pode ser observado que a grande maioria das respostas demonstra que as crianças ainda não se sendo trabalhado em sala de aula e na comunidade, detectar se os professores estão tendo algum tipo de formação, interessam pelo tema. Os professores entendem que para elas não vale a pena estudar sobre a raça negra. Porém, da escola ou de algum órgão específico, e qual o tipo de material didático os professores estão tendo acesso para entende-se que se os professores não estão preparados para elaborarem um trabalho significativo, como foi trabalhar o tema em sala de aula. demonstrado anteriormente, a criança negra, continuará não se impondo perante si mesma e aos outros, nem as Buscou-se como embasamento teórico, o livro “O Negro no Brasil: da senzala à abolição”, de Chiavenato crianças brancas saberão o tamanho de seu valor cultural em nossa sociedade. Avalia-se com toda essa pesquisa que (1999) e as leituras complementares: “Almanaque Pedagógico Afro-brasileiro”, de Rocha, (2004), a Lei nº. as professoras não conseguem desenvolver o senso crítico de todos acerca do tema. 10.639 das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de Questionou-se se as crianças levam para suas casas e discutem com seus pais sobre essa temática. A História e Cultura Afro-brasileira, as revistas Educação com o artigo de Mazzolenis - África: bem mais perto, observação das respostas foi contundente, tudo o que já foi discutido, mesmo que sem profundidade sobre o tema, História Viva e a Nova Escola trazem orientações para se trabalhar em sala de aula, o Observatório da Educação e ainda não alcançou a comunidade. Arguiu-se também se a escola já abordou o tema com os pais, e as repostas dos o Projeto “A Cor da Cultura”, que auxiliam o professor quanto ao tema. professores demonstraram que a escola não trabalha o tema com os pais em reuniões ou encontros na escola. Os mesmos também não se manifestam favor ou contra, permanecendo alheios à nova realidade escolar. METODOLOGIA Tabela 6 – A escola disponibiliza material específico para se trabalhar o tema em sala de aula? Qual? Respostas em A metodologia aplicada nesse trabalho se utilizou de três tipos de pesquisas. A bibliográfica, para o estudo porcentagem (%): do tema proposto. A de campo, de caráter quantitativo e qualitativo, feita por meio de um questionário semi- estruturado, para a obtenção dos dados relevantes ao que se propõe observar. Por amostragem quantitativa, para organização, análise e conclusão. Na apresentação dos resultados procurou-se apresentar os mesmos em forma de tabelas, indicando porcentagem obtida. Entretanto, também se pautará em uma análise qualitativa, observando as respostas obtidas dos professores em consonância ou discordância com as suas relações numéricas. Tabela 1 - Você está a par da lei que inclui a obrigatoriedade da temática “história e cultura afro-brasileira” no 3 mm Apenas uma escola respondeu positivamente sobre a existência de material de estudo sobre a Cultura Afro. currículo oficial da rede de ensino? Respostas em porcentagem (%): Essa resposta foi dada pela Escola Particular, como se pode verificar na Tabela 6, indica que possuem material para se trabalhar o tema, novos e adequados, porém em número reduzido de opções. RESULTADO De acordo com as indicações dos professores e a observação feita pelas pesquisadoras, conclui-se que a Lei nº. 10.639 ainda não é aplicada. Falta maior divulgação, orientação e material didático apropriados para que o Como se pode observar na tabela 1, os professores apesar de compreenderem a importância da lei e de sua professor se sinta seguro para desenvolver uma aula significativa do assunto com seus alunos. inserção no dia-a-dia da escola, a sua grande maioria, participantes dessa pesquisa, demonstram não conhecer a A observação de que a grande maioria das professoras apenas ouviu falar da lei indica que não a conhecem intensamente a referida lei. a fundo, pois foi demonstrado em presença das pesquisadoras que apenas uma das professoras da rede estadual se Tabela 2 - Como você tomou conhecimento da lei? Respostas em porcentagem (%): mostrou realmente conhecedora da lei e de seu conteúdo como um todo. No que diz respeito à escola e o trabalho desenvolvido com o tema, todas desenvolvem o tema muito superficialmente, utilizando apenas o livro didático adotado pela escola. O tema para as crianças ainda é tão “insignificantes” que, quando abordadas sobre o assunto, se mostram passivas, sem interesse algum em conhecer os benefícios que os negros legaram ao povo brasileiro. A escola por sua vez, também não tem interesse em A Lei nº. 10.639 ainda não está devidamente divulgada, pois as maiorias dos entrevistados afirmaram que colocar o tema em evidência, pois cabe salientar que não se preocupa em trabalhar a temática junto aos pais a não tiveram conhecimento da mesma pela TV, principalmente por meio de flash nos intervalos da programação. ser que surja algum problema oriundo de racismo em sala de aula. Não existe material didático apropriado que Alguns ainda, pela direção das respectivas escolas. Não demonstraram, entretanto, como se pode observar na possa servir para o trabalho com a temática em sala, somente a escola particular disponibiliza material, isso Tabela 2, que esse conhecimento está devidamente trabalhado em sala de aula com bastante ênfase. Demonstrou- porque faz parte de uma Instituição de Ensino Superior e conta com uma ampla biblioteca. se saber que era importante a lei, porém, não sabiam como trabalha-la. Sabe-se que esse trabalho não pode ser feito de qualquer jeito, mas sim deve estar buscando resgatar a Tabela 3 - Na sua escola já se trabalha o tema em sala de aula? Respostas em porcentagem (%): auto-estima, valores e crenças africanas. Isso é uma verdade tão evidente que os professores precisam resgatar essa memória em sala de aula, mesmo se não existisse uma lei que a privilegie. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHIAVENATO, Júlio José. O Negro no Brasil: da senzala à abolição. São Paulo: Moderna, 1999. GENTILE, Paola. África de todos nós. Nova Escola. São Paulo. Nº. 187, p. 42-49, novembro, 2005. Mensal. História Viva – Temas Brasileiros – Presença Negra. Temática Nº. 3. São Paulo: Duetto, il. O resultado apresentado na Tabela 3 nos informa que 66% dos entrevistados de escola municipal, LEAL, Priscilla. O lado rebelde da princesa Isabel. Nossa História. Nº. 31, p. 68-74, maio, 2006. il. Mensal. FORTES, Nadabe Cardoso de Oliveira Alves e et al. 2. ed. atual. Manual de Metodologia Científica: uma orientação para trabalhos acadêmicos. Itumbiara-GO: responderam que trabalham com o tema em suas aulas, 87% da escola estadual e 100% na escola particular Terra, 2004. 66p. il. também responderam afirmativamente. Entretanto, apesar da grande maioria dos entrevistados afirmarem que MAZZOLENIS, Sheila. África: bem mais perto. Educação. Segmento, Nº. 108, p. 36-42, Ano 9. il. Mensal. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC; SEPPIR; SECAD; INEP. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino trabalham o tema em sala de aula, percebeu-se pelas suas argumentações ao responder os questionários na de História e Cultura Afro-Brasileira. Esplanada dos Ministérios, Bloco L. Brasília, DF, outubro, 2005. presença das pesquisadoras, que este é feito de forma deturpada, pois ainda possuem a mentalidade arcaica da OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO. Programa da ONG Ação Educativa. Disponível no site: <http://www.cidadania.org.br>. Acesso em: 07/02/2006. ROCHA, Rosa Margarida de Carvalho et al. Almanaque Pedagógico Afrobrasileiro. Belo Horizonte, NZINCA, 2004. il. época da escravidão. Percebeu-se que o tema só é acolhido em sala de aula quando é abordado nos livros. SANT’ANNA, Wania. Projeto “A Cor da Cultura”, Marco conceitual, fevereiro 2005. Disponível no site: <http://www.acordacultura.org.br >. Acesso em: 22/04/2006. Observamos ainda, que na prática apesar de se divulgar ser o trabalho com cultura afro em sala sistemático, a SILVA, Maria Aparecida da. Multiculturalismo e Educação. Deficiências: a diversidade faz parte da vida. Ed. 5, Ano I, p.10. Mensal. SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e et al. Parecer sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de realidade é diferente, pois o assunto ainda é muito difícil de ser trabalhado, não existindo orientação concisa para o História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Março 2004. p. 5). desenvolvimento do mesmo. Fig.29- Modelo de Painel5.7 Seminário O nome da técnica vem da palavra “semente”, que indica o sentido de semearidéias ou de favorecer a sua germinação. Por essa razão, o seminário constitui, em geral,não uma ocasião de mera informação, mas uma fonte de pesquisa e de novas soluções paraos problemas, pois procura investigar diversos aspectos de uma mesma questão ouproblema.Objetivo educativo: O seminário, em sala de aula, tem como principal objetivo estimularo(a) aluno(a) a ser agente ativo(a) de sua própria aprendizagem. São também objetivos doseminário: identificar problemas e examinar seus diversos aspectos; apresentarinformações e críticas pertinentes ao tema; propor pesquisa necessária para resolver osproblemas; acompanhar o progresso das pesquisas; apresentar os resultados aos demaismembros do grupo. 57Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 58. Procedimentos metodológicos: O professor apresenta o tema desafiador e justifica suaimportância. Ajuda então os participantes a selecionar subtemas específicos para ostrabalhos de pesquisa, que poderão ser do tipo: bibliográfica, de campo ou de laboratório.Depois de escolhidos os temas, os alunos pesquisam e estudam seus respectivos assuntos.O professor elabora, juntamente com a turma, um calendário para as apresentações dostrabalhos e orienta na procura de fontes de consulta, bem como na coordenação das idéiasencontradas para apresentá-las ao grupo.No dia do seminário, o professor deve intervir e pontuar a discussão, comentando edirigindo a sessão de críticas ao final de cada exposição do grupo.Todos os alunos devem participar ativamente das sessões apresentação, problematizar asquestões, expressar pontos de vista e fornecer informações. O trabalho deve serapresentado por escrito, com cópias suficientes para distribuí-las a todos os participantesdo seminário.- Seminário-RelâmpagoToda a preparação para esta dinâmica ocorre em sala de aula.Objetivo educativo: Os principais objetivos do seminário relâmpago são: despertar aatenção dos alunos, desenvolver a capacidade de assimilar conteúdos, melhorar acomunicação verbal, promover a socialização e a cooperação entre os membros do grupo,desenvolvendo atitudes formais perante um plenário.Também é útil para verificar se houve compreensão do conteúdo imediatamente exposto,intercalando o seminário relâmpago com a exposição de conteúdos. Sempre quenecessário, o (a) professor(a) pode usar o seminário relâmpago como forma de avaliaçãodiagnóstica.Procedimentos metodológicos: Após ter exposto determinado assunto, divide-se a turmaem grupos, sendo que cada grupo deve ter um (a) coordenador (a) (organiza o trabalho),um relator(a) (relata as idéias e questões do grupo), um(a) secretário(a) (anota as idéias equestões do grupo) e um(a) mediador(a) (chama atenção para distribuição de tempodurante a discussão).Assim organizado, distribui um pequeno roteiro com questões que evidenciarão tópicos,tais como: o que pareceu importante aos alunos, o que não ficou claro (pergunta doexpositor do grupo), o que é discordante com o conhecimento intuitivo, questionamentosacerca do tema, esclarecimento de idéias, contribuições deste tema para a vida pessoal esocial.Cada aluno deverá fazer seu registro, mas são os (as) relatores (as) dos grupos que expõemas questões anteriormente registradas pelo grupo. Durante as apresentações, os expositorese o grande grupo poderão fazer perguntas que serão esclarecidas pelo professor ou pelogrupo.5.8 Mesa redondaMesa-redonda consiste em reunir um grupo seleto de cinco a oito pessoas para, em comumesforço, debater ou deliberar sobre um assunto controvertido, problema ou mesmo umassunto de um livro. A discussão, informal, se dá perante um auditório, no qual cada umdos membros da mesa fala cerca de dez minutos, coordenados por um mediador.Objetivo EducativoA mesa redonda tem como principal objetivo instigar a elaboração intelectual do aluno aoestimular a verbalização e a atenção à escuta.Procedimentos metodológicos 58Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 59. O mediador anuncia o tema da discussão e o tempo destinado a cada participante. Sendouma discussão informal, permite que ao final da exposição dos membros da mesa, omediador apresente o resumo da discussão para, em seguida, convidar as pessoas doplenário a formular perguntas que são respondidas pelos componentes da mesa ou pelomediador.É importante que previamente estejam preparados e distribuídos papéis onde o públicopossa anotar seus questionamentos para entregá-los à mesa. 59Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 60. 6. REFERÊNCIAS / BIBLIOGRAFIASConsiderações gerais Título e subtítuloO título e o subtítulo devem ser reproduzidos tal como figuram no documento, separadopor dois pontos, sendo que só o título aparece em negrito. EdiçãoQuando houver indicação de edição, esta deve ser transcrita, em algarismos arábicos,seguidos da palavra "edição" abreviada, ambas na forma adotada na língua da publicação.Exemplo: 9.ed. 6 th. ed. 2 nd. ed.Quando houver acréscimo à edição, esta deve ser apresentada de forma abreviada.Exemplos: revista = rev. Ampliada = ampl. ImprentaA imprenta é composta pelo local da publicação (cidade), nome da casa publicadora(editora) e data (ano) de publicação. LocalO nome do local (cidade) de publicação deve ser indicado tal como figura no documento.Quando houver mais de um local para a mesma editora, indica-se o primeiro ou o maisdestacado.Quando o documento não tiver local de publicação, usar [S.l.] (sine loco) entre colchetes. EditoraEditora é a casa publicadora, pessoa (s) ou instituição responsável pela produção editorial.Não se deve indicar o nome do editor quando este também for o autor.Se a editora não for mencionada na publicação e não puder ser identificada, usar [s.n.](sine nomine), entre colchetes. A data do documento é transcrita sempre em algarismos arábicos, semespaçamento ou pontuação entre os respectivos algarismos. Registra-se a data de 60Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 61. copyright, quando esta for a única data encontrada no documento, devendo ser indicado oano, precedido da letra "c". No caso de ausência da data ou data de copyright, a dataaproximada é a que deve ser registrada, entre colchetes, das seguintes formas: Exemplo: [1971 ou 1972] = um ano ou outro [1969?] = data provável [entre 1906 a 1912]= use somente para data com menos de 20 anos de diferença [ca. 1960] = data aproximada [197-] = década aproximada [197-?] = década possível [18--] = século certo [18--?] = século aproximado Paginação A paginação deve ser indicada, das seguintes formas:Exemplo: p. = documento com volume único (frente/verso) f. = documento com volume único (frente) v. = mais de um volume, registra-se o total em algarismos arábicos Paginação irregular = documento com paginação irregular Não paginado = documento não paginado Ilustrações Podem-se indicar ilustrações de qualquer natureza pela abreviatura il. e, quando forem coloridas, usar il. color. Séries e coleções Após todas as indicações sobre aspectos físicos, podem ser incluídas as notas relativas a séries e/ou coleções. Indicam-se entre parênteses, os títulos das séries e coleções, separados por vírgula, da numeração em algarismos arábicos, se houver.Exemplo: AMARAL SOBRINHO, J. Ensino Fundamental. Brasília, DF: IPEA, 1994. 8p.(Texto para discussão, n.31)6.1 Documentos convencionais conforme a NBR 6023 (ABNT, ago. 2002)6.1.1 Monografia no todo com autoria inclui LIVRO E/OU FOLHETO, MANUAL,GUIA, CATÁLOGO, ENCICLOPÉDIA, DICIONÁRIO. ETC., trabalhosacadêmicos (TCC, DISSERTAÇÕES, TESES) e outros. a) Pessoa física: 61Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 62. Estrutura: AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Número de páginas ou volumes. (Coleção ou Série) Um autor: Exemplo: FORTES, Nadabe Cardoso de Oliveira Alves. Salas numerosas: espaço de conhecimento ou informação? Campinas: Alínea, 2000. 120p. Um a três autores: Referencia-se todos separados por ponto e vírgula. Exemplo: MARTIN, Kenneth; SPERLING, Abraham P. Introdução à psicologia. São Paulo: Pioneira, 1999. 110p. Mais de três autores: referencia-se o primeiro seguido da expressão latina et . Exemplo: COLL, César et al. Desenvolvimento psicológico e educação. 2.ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. 3v. Organizador, compilador, coordenador: quando não há autor, e sim o responsável intelectual, referencia-se este, seguido da abreviação que o caracterize, entre parênteses. Exemplo: NALINI, José Renato (Coord.). GUARESCHI, Pedrinho A (Org.). MATARAZZO, Gabriel (Comp.). Autor com nome espanhol e hispano-americano: referencia-se pelo penúltimo sobrenome. Exemplo: ARIAS LÓPEZ, Mercedes. Centro cirúrgico. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2002. Autor com sobrenome unido por hífen: referencia-se da forma como se apresenta. Exemplo: VILLA-LOBOS, Heitor. Plano de saúde. São Paulo: Atlas, 2000. Autor com obra publicada sob pseudônimo: referencia-se desde que esta seja a forma adotada pelo mesmo. Exemplo: DINIZ, Julio. As pupilas do senhor reitor. 15. ed. São Paulo: Ática, 1994. 263p. (Série Bom Livro). Autor desconhecido (Anônimo): referencia-se pelo título. Exemplo: AS NOVIDADES do direito comercial. São Paulo: Plausi, 1997. 200p. Autor com sobrenome que indica parentesco: referencia pelo nome de família. Exemplo: MOREIRA FILHO, Alonso Augusto. Psicoterapias de inspiração psicanalíticas. Rio de Janeiro: D&PA, 1999. 2v.6.1.2 Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referênciapara melhor identificar o documento.GOMES, Mário L. Novela e sociedade no Brasil. Niterói: EDUFF, 1998. 137 p., (ColeçãoAntropologia e Ciência Política, 15). Bibliografia: p. 131-132. ISBN85-228-0268-8 62Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 63. NOTA: Observar que além de autor, título, local de publicação, editora e ano. ( Foiacrescentado: paginação no todo ou em parte, Se a obra faz parte de uma Coleção e seapresenta bibliografia ; assim como ISBN.b) Entidades coletivas (órgãos governamentais, empresas, instituições, etc.): Denominação genérica: entra-se pelo órgão superior em letras maiúsculas. Exemplo: BRASIL. Código Civil. Organização de textos, notas remissivas e índices por Juarez de Oliveira. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 1995. Denominação específica: entra-se pelo seu nome em letras maiúsculas. Nota: Em caso de duplicidade de nomes, deve-se acrescentar no final a unidade geográfica que identifica a jurisdição, entre parênteses. Exemplo: BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Relatório da Diretoria Geral: 1984. Rio de janeiro, 1985. 40p. c) Eventos (congressos, conferências, encontros, etc.) Estrutura: NOME DO EVENTO, número, ano, local. [Título...] Local de publicação: Editora, data de publicação. Número de páginas ou volumes. Exemplo: SIMPOSIO BRASILEIRO DE AQUICULTURA. 1, 1978. Recife. [Trabalhos Apresentados]. Rio de janeiro: Academia Brasileira de Ciências, 1980, 412p. d) Dissertações e teses Estrutura: AUTOR. Título. Ano da defesa. Número de folhas ou volumes. Tipo de documento (Grau) - Vinculação Acadêmica, Local, Ano de defesa. Exemplo: AGUIAR, Paulo Antônio de. Análise dialética entre cultivares de algodoeiro herbáceo. 2003. 64f. Tese (Doutorado em Genética e Bioquímica) - Instituto de Genética e Bioquímica, UFU, Uberlândia, 2003. 6.1.3 Monografia no todo sem autoria Estrutura: TÍTULO. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Número de páginas ou volumes. (Coleção ou Série) OBS: primeira palavra além dos artigos em letras maiúsculas. Exemplo: PSICOLOGIA social contemporânea: livro texto. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2001. 262p. (Coleção Psicologia Social, n.3). 63Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 64. 6.1.4 Parte de Monografia ( capítulos, volumes, páginas, etc. ) Parte com autoria própria: quando o autor da parte é diferente do todo. Estrutura: AUTOR DA PARTE. Título do capítulo. In: AUTOR DA OBRA. Título da obra. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Número de páginas ou volumes. Número do(s) volume(s), capítulo(s), ou página(s) consultadas. Exemplo: MARQUES, João Carlos. A organização do turismo no Brasil. In: SILVA, Marcos (Org.). O turismo na América do Sul. São Paulo: Atlas, 2001. 3v., cap.2, p.75-89 Trabalhos apresentados em eventos Estrutura: AUTOR DA PARTE. Título. In: NOME DO EVENTO, número, ano, local de realização. Título...Local de publicação: Editora, da de publicação. Número de Páginas ou volumes. Número da(s) página(s) ou volume(s) consultados. Exemplo: MAESTRI, M. Implantação da disciplina de psicologia no ensino médio. In: CONGRESSO NACIONAL DE PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCACIONAL, 5, 2000, Itajaí. Anais do Congresso de Psicologia Escolar e Educacional. Itajaí: UNIVALI, 2000. p. 36.6.1.5 Periódicos como um todo Sem autoria: Estrutura: TÍTULO DA REVISTA. Local: Editora ou entidade responsável, data do primeiro volume - . Periodicidade. Exemplo: MEMÓRIAS DO INSTITUTO OSWALDO CRUZ. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 1909-. Trimestral.6.1.6 Periódico considerado em parte Sem autoria: Fascículos e suplementos: Estrutura: TÍTULO DA COLEÇÃO. Local de publicação: Editora, numeração do volume, numeração do fascículo, data. Número de páginas. Tipo de fascículo. Exemplo: REVISTA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO. Brasília: Conselho Federal de Administração, v.13, n.43, dez. 2003. 69p. 64Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 65. Artigos em revistas: Estrutura: AUTOR DO ARTIGO. Título do artigo. Título da revista, local de publicação, volume, número, página inicial e final do artigo, mês e ano. Exemplo: PANEGALLI, José Carlos. Perfil de uma organização bem-sucedida. Revista Brasileira de Administração, Brasília, v.13, n.43, p.6-15, dez.2003. Artigo em jornais: Estrutura: AUTOR DO ARTIGO. Título do artigo. Título do jornal, local de publicação, dia, mês e ano. Título do caderno, seção, páginas do artigo e coluna. Exemplo: ASSUNÇÃO, Marília. Começa replantio no Areião. O Popular, Goiânia, 21 mar. 2004. Cidades, p.3, c. 1.6.1.7 Documento jurídicoInclui legislação, jurisprudência ( decisões judiciais) e doutrina ( interpretação dos textoslegais6.1.7.1 LegislaçãoCompreende a Constituição, as emendas constitucionais e os textos legaisinfraconstitucionais ( lei complementar e ordinária, medida provisória, decreto em todasas suas formas, resolução do Senado Federal) e normas emanadas das entidades públicase privadas (ato normativo, portaria, resolução, ordem de serviço, instrução normativa,comunicado, aviso, circular, decisão administrativas, entre outros ).6.1.7.2 Os elementos essenciais são: jurisdição ( ou cabeçalho da entidade, no caso dese tratar de normas), título, numeração, data e dados da publicação.No caso de Constituições e suas emendas, entre o nome da jurisdição e o título,acrescenta-se a palavra Constituição, seguida do ano de promulgação, entre parênteses. Decreto: Exemplo: SÃO PAULO (Estado). Decreto nº.42.822, de 20 de janeiro de 1998. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v.62, n.3, p. 217-220, 1998. Medida provisória: Exemplo: BRASIL. Medida provisória nº. 1.569-9, de 11 de dezembro de 1997. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 14 dez. 1997. Seção1, p. 29514. 65Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 66. Decreto-lei : Exemplo: BRASIL. Decreto-lei nº.5.452, de 1 de maio de 1943. Lex: coletânea de legislação: edição federal, São Paulo, v.7, 1943. Suplemento. Código: Exemplo: BRASIL. Código civil. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 2000. Resolução do Senado Federal: Exemplo: BRASIL. Congresso. Senado. Resolução nº. 17, de 1991. Coleção de Leis da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, v.183, p. 1156-1157, maio/jun. 1991. Emenda constitucional: Exemplo: BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº. 9, de 9 de novembr0 de 1995. Lex: legislação federal e marginalia, São Paulo, v.59, p. 1966, out./dez. 1995.6.1.7.4 Quando necessário acrescentam-se elementos complementares à referênciapara melhor identificar o documento. Exemplos: (Decreto, Medida Provisória, Decreto-lei, Código e Resolução do Senado). SÃO PAULO (Estado). Decreto nº. 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Dispõe sobre a desativação de unidades administrativas de órgãos da administração indireta e das autarquias do Estado e dá providências correlatas. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v.62, n.3, p. 133-134, 1998. BRASIL. Medida provisória nº. 1.569-9, de 11 de dezembro de 1997. Estabelece multa em operações de importação, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 14 de dez. 1997. Seção 1, p.29514. BRASIL. Decreto-lei nº. 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a consolidação das do trabalho. Lex: coletânea de legislação: edição federal, São Paulo, v.7, 1943. Suplemento. BRASIL. Código civil. Organização dos textos, notas remissivas e índices por Juarez de Oliveira. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 1995. 66Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 67. BRASIL. Congresso. Senado. Resolução nº. 17, de 17 de 1991. Autoriza o desbloqueio de Letras Financeiras do Tesouro do Estado do Rio Grande do Sul, através de revogação do parágrafo 2º., do artigo 1º. Da resolução nº. 72, de 1990. Coleção de leis da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, v.183, p. 11156-1157, maio/jun. 1991. BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº. 9, de 9 de novembro de 1956. Dá nova redação ao art. 117 da Constituição Federal, alterando e inserindo parágrafos. Lex: legislação federal e marginalia, São Paulo, v.59, p. 1966, out./dez. 1995. BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº. 9, de 9 de novembro de 1956. Dá nova redação ao art. 117 da Constituição Federal, alterando e inserindo parágrafos. Lex: legislação federal e marginalia, São Paulo, v.59, p. 1966, out./dez. 1995.6.1.8 Jurisprudência (decisões judiciais)Compreende súmulas, enunciados, acórdãos, sentenças e demais decisões judiciais.6.1.8.1 Os elementos essenciais são: jurisdição e órgão judiciário competente, título(natureza da decisão ou ementa) e número, partes envolvidas (se houver), relator,local, data e dados da publicação. Exemplos: BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº.14. In:_____. Súmulas. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil, 1994. p. 16. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Habeas-corpus nº.181.636.1, da 6ª. Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de 1994. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v.10, n. 103, p.236-240. mar. 1998. BRASIL. Tribunal Regional Federal (5. Região). Apelação cível nº. 42.441-PE (94.05.01629-6). Apelante: Edilene Mamede dos Santos e outros. Apelada: Escola Técnica Federal de Pernambuco. Relator: Juiz Nereu Santos. Recife, 4 de março de 1997. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v.10, n.103, 0. 558-562, mar. 1998.6.1.8.2 Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referênciapara melhor identificar o documento. 67Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 68. Exemplos: BRASIL. Supremo Tribunal federal. Súmula nº.14. Não é admissível por ato administrativo restringir, em razão da idade, inscrição em concurso para cargo público. In:_____. Súmulas. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil, 1994. p.16. BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Processo Penal. Habeas-corpus. Constrangimento ilegal. Habeas-corpus nº. 181.636-1, da 6ª. Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de 1994. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v.10, n. 103, p. 236-240, mar. 1998. BRASIL. Tribunal Federal Regional (5.Região). Administrativo. Escola Técnica Federal de Pernambuco. Pagamento de diferenças referente a enquadramento de servidor decorrente da implantação de Plano Único de Classificação e Distribuição de Cargos e Empregos, instituído pela Lei nº.8.270/91. Predominância da lei sobre a portaria. Apelação cível nº.42.441-PE (94.05.01629-6). Apelante: Edilene Mamede dos Santos e outros. Apelada: Escola Técnica Federal de Pernambuco. Relator: Juiz Nereu Santos, Recife, 4 de março de 1997. Lex: Jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v.10, n.103, p. 558-562, mar. 1998.6.1.9 DoutrinaInclui toda e qualquer discussão técnica sobre questões legais (monografias, artigos eperiódicos, papers, etc.), referenciada conforme o tipo de publicação.Exemplo: BARROS, Raimundo Gomes de. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados, São Paulo, v.18, n. 139, p. 53-72, ago. 1995.6.1.10 Documento Jurídico em meio eletrônicoAs referências devem obedecer aos padrões indicados para documento jurídico, de acordocom 7.5.1 a 7.5.2, acrescidas das informações relativas à descrição física do meioeletrônico ( disquetes, CR-ROM, online, etc.). Quando se tratar de obras consultadasonline, proceder-se-á conforme 7.5.3. Exemplos: LEGISLAÇÃO brasileira: normas jurídicas federais, bibliografia brasileira de direito. 7.ed. Brasília, DF: Senado Federal, 1999. 1 CD-ROM. Inclui resumos padronizados das normas jurídicas editadas entre janeiro de 1946 e agosto de 1999, assim como textos integrais de diversas normas. BRASIL. Regulamento dos benefícios da previdência social. In: SIXLEX: Sistema 68Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 69. de Legislação, Jurisprudência e Pareceres da Previdência e Assistência Social. [S.I.]: DATAPREV, 1999. 1 CD-ROM. BRASIL. Lei nº. 9.887, de 7 de dezembro de 1999. Altera a legislação tributária federal. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 8 dez. 1999. Disponível em: <http://www.in.gov.br/mp_leis/leis_texto.asp?Id=LEI%2 09887>. Acesso em: 22 dez. 1999. BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº14. Não é admissível, por ato administrativo, restringir, em razão da idade, inscrição em concurso para cargo público. Disponível em: <http://www.truenetm.com.br/jurisnet/sumusSTF.html>. Acesso em: 29 nov. 1998.6.1.11 Documentos eletrônicos conforme NBR 6023 ( ABNT ago.2000)6.1.11.1 CD-ROM e Disquete Estrutura: Referência do documento. Descrição física do meio eletrônico. Exemplo: RAMALHO, José Antônio. Oracle 8i. 5. ed. São Paulo: Berkeley Brasil, 2001. 1 CD-ROM. MATARAZZO, Dante Carmine. Análise financeira de balanço: abordagem básica e gerencial. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 1 disquete.6.1.11.2 Documentos Online Estrutura: Referência do documento. Disponível em:<endereço eletrônico>. Acesso em, hora, minutos e segundos. Exemplo: SILVA, Marcos Vinicíus. Pena de morte para crimes hediondos. Folha de S.Paulo, 28 out. 2000. Disponível em: <http://www.monografia.com.br>. Acesso em: 10 out. 2000. Obs: Para documentos jurídicos, científicos, iconográficos, patentes, partituras etc. Consultar a mesma norma.6.1.11.3 E-mail Estrutura: Nome do remetente. Assunto [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <endereço eletrônico>em “data de recebimento”. 69Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 70. Exemplo: TONDING, Fabiana John. Levantamento bibliográfico [mensagem pessoal]. Recebida por < biblioteca.itb@ulbra.br>em 22 mar. 2004. 6.1.11.5 Programa de computador Estrutura: AUTOR. Nome do programa. Versão. Local: Editora, ano de publicação. Descrição física do meio eletrônico. Exemplo: MICROSOFT Project for Windows 95. Versão 4.1 [S.I.]: Microsoft Corporation, 1996. 1 CD-ROM. 6.1.11.6 Evento como um todoInclui o conjunto dos documentos reunidos num produto final do próprio evento (atas,anais, resultados, entre outras denominações). Sem autoria: Estrutura: NOME DO EVENTO, número, ano, local do evento. Anais... Local de publicação: Editora, ano de publicação. Exemplo: CONGRESSO NACIONAL DE PSICOLOGIA ESCOLAR, 2., 1994. Campinas Anais do 2º Congresso de Psicologia Escolar. Campinas: UNICAMP, 1994.6.1.12 Evento como um todo em meio eletrônicoAs referências devem obedecer aos padrões indicados para evento como um todo,acrescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico ( disquete, CD-ROM, online etc.) CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996, Recife. Anais eletrônicos do 4º Congresso de Iniciação Científica da UFPe. Recife: UFPe, 1996. Disponível em: < http://www.propesq.ufpe.br/anais.html>. Acesso em: 21 jan. 1997.6.1.13 Trabalho apresentado em evento Estrutura: 70Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 71. AUTOR(S), título do trabalho apresentado. In: NOME DO EVENTO, numeração do evento (se houver), ano e local (cidade) de realização, título do documento (anais, atas etc.), local, editora, data de publicação e página inicial e final da parte referenciada. Exemplo: BRAYNER, Ângelo; MADEIROS, Joaquim. Incorporação do tempo em SGBD orientado a objetos. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE BANCO DE DADOS, 9, 1994., São Paulo. Anais do 9º Simpósio Brasileiro de Banco de Dados. São Paulo: USP, 1994. p. 16-29. 6.1.14 Patente Estrutura: ENTIDADE RESPONSÁVEL, autor, título da patente, número da patente e datas (do período de registro). Exemplo: EMBRAPA. Entidade de Apoio, Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agrícola (São Carlos, SP). Paulo Estevão Cruvinel. Medidor digital multissensor de temperatura de solos. BR n. PI 8903105-9, 26 jun. 1998, 30 de maio de 1995. 6.1.16Outros tipos de materiais6.1.16.1 Imagem em movimento ( videocassete, filme de longa metragem em VHS eDVD ) Videocassete: Estrutura: TÍTULO. Diretor. Produtor. Local. Produtora, ano, descrição física ( duração), sistema de reprodução, indicadores de som, cor. OS PERIGOS do uso de tóxicos. Produção de Jorge Ramos de Andrade, Coordenação de Maria Izabel Azevedo. São Paulo: CERAVI, 1983, 1 fita de vídeo ( 30 min.), VHS, son., color. 1 videocassete. Filme de longa metragem em VHS Estrutura: TÍTULO. Diretor. Produtor. Roteiro. Elenco. Local: Produtora, ano. Especificação do suporte em unidades físicas (duração), sistema de reprodução, indicadores de som, cor. Exemplo: CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de Clermont-Tonnere e Arthur Cohn. Roteiro: Marcos Bernstein, João Emanuel Carneiro e Walter Salles Júnior. Intérpretes: Fernanda Montenegro; Marília Pêra; Vinicius de Oliveira; Sônia Lira; Othon Bastos; Matheus Nachtergaele e outros. [S.I.]: Lê Studio Canal; Riofilme; MACTP Productions, 1998. 1 bobina 71Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 72. cinematográfica ( 106 min.), son. Color, 35mm. Filme de longa metragem em DVD Estrutura: TÍTULO. Direção. Produção. Intérpretes. Roteiro. Música. Local: Produtora, data. Descrição física (duração), cor., produzido por. Baseado em. Autor. Exemplo: BLADE Runner. Direção: Ridley Scott. Produção: Michel Deeley. Intépretes: Harrison Ford; Rutger Hauer; Sena Young; Edward James Olmos e outros. Roteiro: Hampton Fancher e David Peoples. Música: Vangelis. Los Angeles: Warner Brothers, c1991. 1DVD (117min.), widescreen, color. Produzido por Warner Video Home. Baseado na novella “Do androis dreams of electric sheep?” de Philip K. Dick.6.1.17 Documento iconográficoInclui pintura, gravura, ilustração, fotografia, desenho técnico, diapositivo, diafilme,material estereográfico, transparência, cartaz entre outros. Estrutura: AUTOR, Título (quando não existir deve-se atribuir uma denominação ou a indicação Sem título, entra colchetes), data e especificação do suporte. Tamanho. Exemplos: KOBAIASHI, H. Doença dos xavantes. 1980. 1 fotografia, color., 16 cm x 56 cm. FRAIPONT, E. Amílcar. O Estado de São Paulo, São Paulo, 30 nov. 1998. Caderno 2, Visuais. P. D2. 1 fotografia, p&b. Foto apresentada no Projeto ABRA/Coca-cola. O QUE acreditar em relação à maconha. São Paulo: CERAVI, 1985. 22 transparências, color., 25 com x 20 cm. O DESCOBRIMENTO do Brasil. Fotografia de Carmem Souza. Gravação de Marcos Lourenço. São Paulo: CERAVI, 1985. 31 diapositivos, color., + 1 cassete sonoro ( 15 min.), mono. SAMÚ, R. Vitória, 18,35 horas. 1997. 1 gravura. Serigraf. Color., 46 cm x 63 cm. Coleção particular. MATTOS, M. D. Paisagem-Quatro Barras. 1987. 1 original de arte. Óleo sobre tela, 40cm x 50cm. Coleção particular.6.1.18 Documento iconográfico em meio eletrônico 72Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 73. As referências devem obedecer aos padrões indicados para documento iconográfico,acrescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico. Exemplo: GUEDES, Anne. Geddes 135. jpg. 2000. Altura: 432 pixels. Largura: 376 pixels. 51 Kb Formato JPEG. 1 disquete, 51/2 pol.6.1.19 Documento cartográfico ( atlas, mapas, globo, fotografia aérea e outros ) Atlas: Estrutura: TÍTULO. Local: editora, data. Descrição física. Escala. ATLAS Mirador Internacional. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil, 1981. 1 atlas. Escalas variam. Mapa: Estrutura: AUTOR (S). Título. Local: editora, ano de publicação, especificação do material, cor, medidas. Escala. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Mapa rodoviário do Rio Grande do Sul. Brasília, DF, 2000, 1 mapa, color., 80 cm x 120 cm. Escala 1:200.000. Fotografia aérea: Estrutura: AUTOR(S). Título. Local: editora, data, especificação do material, cor, medidas. Escala. Exemplo: INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo, SP). Projeto Lins Tupã: foto aérea. São Paulo, 1986. 1 fotografia aérea. Escala 1:35.000. Fx 28, n.15.6.1.20 Documentos sonoros no todo ( disco, CD, cassete, rolo, entre outros ) 73Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 74. Estrutura: COMPOSITOR(ES) ou Intérprete(s). Título. Local: Gravadora (ou equivalente), data. Especificação do suporte. Exemplos: Disco: ALCIONE,. Ouro e cobre. Direção artística: Miguel Propschi. São Paulo: RCA Victor, p1998. 1 disco sonoro (45min.), 33 1/3 rpm, estéreo., 12 pol. CD: SIMONE. Face a face. [S.I]: Emi-Odeon Brasil, p1977. 1 CD (ca 40 min.) Remasterizado em digital. Cassete: SILVA, Luiz Inácio Lula da. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento [abr. 1991]. Entrevistadores: V. Tremel e M. Garcia, São Paulo: SENAI-SP, 1991. 2 cassetes sonoros. Entrevista concedida ao Projeto Memória do SENAI-SP. 6.1.20 Documentos não previstos na NBR 6023 ( ABNT ago.2000 )Resumo de artigo publicado em abstracts Estrutura: AUTOR DO ARTIGO. Título do artigo. Título do periódico que publica o resumo, local da publicação, número do volume, número do fascículo, número da página, data de publicação. Nota indicando em que periódico o artigo é publicado integralmente, local de publicação, volume, fascículo, página inicial e final, ano de publicação. Exemplo: STEWART, J. Origem das infecções viróticas. Medicina atual. Rio de Janeiro, v.10, n.7 p.355, out. 1998. Resumo do artigo publicado em: Cadernos de Medicina, Rio de Janeiro, v.31, n.6, p. 47-53, nov. 1997.6.1.22 Anais de evento publicados em periódicos Estrutura: AUTOR DO ARTIGO. Título do artigo. Título do periódico, local de publicação, volume, fascículo, página inicial e final, data de publicação. Nota indicando em qual evento foi apresentado. Exemplo: MAHONEY, M. Fitoterapia: avanços da medicina. Revista Brasileira de Medicina, São Paulo, v.8, n.3, p. 158-167, out. 1993. Trabalho apresentado no Encontro Internacional de Farmacologia, 2., 1992, São Paulo.6.1.23 Entrevistas 74Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 75. Estrutura: ENTREVISTADO. Assunto ou título do programa. Local da entrevista, entidade onde ocorreu o pronunciamento, data em que a entrevista foi concedida. Nota indicando o nome do entrevistador. Exemplo: CARDOSO, Ângelo. Traços de Porto Alegre. Porto Alegre, Televisão Guaíba, 21 ago. 1998. Entrevista à Carlos Alberto Tavares.6.1.24 Informação verbal Estrutura: AUTOR DO DEPOIMENTO. Assunto ou título. Local do depoimento, instituição (se houver), data em que a informação foi proferida. Nota indicando o tipo de depoimento (conferência, discurso, anotação de aula). Exemplo: NOGUEIRA, Flávio. A economia em crise e suas conseqüências. Campinas, UNICAMP, 12 nov. 1996. Palestra proferida aos alunos de economia da UNICAMP.6.1.25 Correspondências (carta, bilhetes, telegrama, fax) Estrutura: REMETENTE. [Tipo de correspondência] data, local e emissão [para] destinatário, local a que se destina. Número de páginas. Assunto em forma de nota. Exemplo: AGUIAR, Salomão. [Carta] 5 set. 1989, Porto Alegre [para] Marlene de Oliveira, Canoas. 2p. Reivindica posse de imóvel.6.1.26 Portarias não publicadas Estrutura: ENTIDADE COLETIVA RESPONSÁVEL. Tipo de documento. Número do documento data. Ementa original ou elaborada. Número de folhas ou páginas. Exemplo: BRASIL. Ministério da Agricultura. Resolução n.320 de 5 jul. 1993. Regula o uso de agrotóxicos em propriedades latifundiárias. 2f. 75Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 76. 6.1.27 Programa de televisão e rádio Estrutura: TEMA. Nome do programa, cidade: nome da TV ou rádio, data da apresentação do programa. Nota especificamente o tipo de programa (rádio ou TV). Exemplo: EQUINOS. Globo Rural, Rio de Janeiro: Rede Globo, 21 ago. 1998.6.1.28 Referência obtida via Base de Dados Estrutura: Referência do documento. Notas de via de acesso: Nome da entidade responsável, ano de obtenção. Exemplo: SOUZA, Wladimir. Poluição do ar. Energia & Conservação, v.7, n.5, p.39-46, 1995. Referência obtida via base de dados Lilacs: BIREME, 1996.6.1.29 Referência obtida via Base de Dados em rede eletrônica Estrutura: Referência do documento. Nota de via de acesso: Nome da entidade responsável, ano de obtenção. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia, mês, ano. Exemplo: SOUZA, Wladimir. Poluição do ar. Energia & Conservação, v.7, n.5, p. 39-47, 1995. Referência obtida via base de dados Lilacs: BIREME, 1996. Disponível em: < http://www.ulbranet.com.br/virtual/home.html>. Acesso em: 17 jan. 2001.NOTA:1 – Repetição de Entrada(s): quando você vai referenciar duas obras do mesmo autornuma Bibliografia, não repete o nome do autor da segunda obra, o nome do autor ésubstituído por um travessão equivalente a cinco espaços.Exemplo 01:AGUIAR, Paulo Antônio. Análise de cultivares de feijão. Brasília: EMBRAPA, [s.d.]______. A cultura do feijão. Brasília: EMBRAPA, 2001.Exemplo 02: 76Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 77. ROMANO, Giovani. Imagens da juventude na era moderna. In: LEVI, G.; SCHIMIDT, J.(Org.) Historia dos Jovens 2. São Paulo: Companhia das letras, 1996, p. 7-16SANTOS, F. R. dos. A colonização da terra do Tucujus. In: ______. Historia do Amapá,1º grau. 2. ed. Macapa: Valcan, 1994, cap.03 77Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 78. 7. COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISAORIENTAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO A SER AVALIADO PELOCOMITE DE ETICA EM PESQUISA DO ILES/ULBRA:Art. 45º - Os protocolos de pesquisa com seres humanos serão encaminhados à SecretariaExecutiva do Comitê, em português e em 3 (três) vias impressas e 1 (uma) cópia do projetodigitalizado em formato word, instruídos, quando aplicável, com os seguintes documentos:I - Folha de rosto: Título do projeto, nome, número da carteira de identidade, CPF,telefone e endereço para correspondência do pesquisador responsável.II - Descrição da pesquisa, compreendendo os seguintes itens:a) Descrição dos objetivos e hipóteses a serem testadas;b) Antecedentes científicos e dados que justifiquem a pesquisa;c) Descrição detalhada e ordenada do projeto de pesquisa (material e métodos, casuística,resultados esperados e bibliografia);d) Análise crítica de riscos e benefícios;e) Duração total da pesquisa, a partir da aprovação;f) Explicação das responsabilidades do pesquisador, do orientador, da Instituição, dopromotor e do patrocinador;g) Explicitação de critérios para suspender ou encerrar a pesquisa;h) Local da pesquisa;i)Demonstrativo da existência de infra-estrutura necessária ao desenvolvimento dapesquisa para atender eventuais problemas dela resultantes;i) Orçamento financeiro detalhado da pesquisa: recursos, fontes e destinação, bem como aforma e o valor da remuneração do pesquisador;j) Explicação de acordo preexistente quanto à propriedade das informações geradas;l) Declaração de que os resultados da pesquisa serão tomados públicos, sejam elesfavoráveis ou não;k) Declaração sobre o uso e destinação do material e/ou dados coletados.III - Informações relativas ao sujeito da pesquisa:a) Descrição das características da população a estudar;b) Descrição dos métodos que atinjam diretamente os sujeitos da pesquisa;c) Identificação das fontes de material de pesquisa;d) descrição dos planos para recrutamento de indivíduos e os procedimentos a seremseguidos, com critérios de inclusão e exclusão; 78Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 79. e) Apresentação do termo de consentimento esclarecido para a pesquisa, incluindoinformações sobre as circunstâncias sob as quais o consentimento será obtido, quem irátratar de obtê-lo e a natureza da informação a ser fornecida aos sujeitos da pesquisa;f) Descrição de qualquer risco, avaliando sua probabilidade e gravidade;g) descrição das medidas para proteção ou minimização de qualquer risco eventual;h) Apresentação da previsão de ressarcimento de gastos aos sujeitos da pesquisa; 79Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 80. 8. REFERÊNCIASASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: referências eelaboração. Rio de Janeiro, agosto/2002.______. NBR 6024: numeração progressiva das sessões de um documento. Rio deJaneiro, 2003.______. NBR 6027: sumário e apresentação. Rio de Janeiro, maio/2003..______. NBR 6028: resumo e apresentação. Rio de Janeiro, novembro/2003.______. NBR 6034: preparação de índice de publicação. Rio de Janeiro, 1989.______. NBR 10520: apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro, 2002.______. NBR 10522: abreviação na descrição bibliográfica. Rio de Janeiro, outubro/1998.______. NBR 10719: apresentação de relatórios técnico-científicos. Rio de Janeiro,1989.______. NBR 14724: trabalhos acadêmicos, apresentação. Rio de Janeiro, 2002.CAMILLO, Carlos Eduardo Nicoletti; FERRON, Fabiana. Monografia jurídica: umaabordagem didática. Belo Horizonte: DelRey, 2001.CHAUÍ, M. Convite à filosofia. 12. ed. São Paulo: Àtica, 2001.CÓDIGO de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed. São Paulo: FEBAB, 1983-1985.FEIJÓ, R. Metodologia e filosofia da ciência. São Paulo: Atlas, 2003.FEYERABEND, P. K. Contra o método. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1977.GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas,2002.______. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 1999.GUSTIN, M. B. S.; DIAS, M. T. F. (Re)pensando a pesquisa jurídica. 2. ed. BeloHorizonte: Del Rey, 2006.LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade e. Fundamentos demetodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003. 80Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA
  • 81. ______. Metodologia do trabalho científico. 6. Ed. Revista e ampliada. São Paulo:Atlas, 2001.LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A Construção do Saber. Manual de Metodologiada Pesquisa em Ciências Humanas. Adaptação da obra: Lana Mara Siman. São Paulo:Artmed; Belo Horizonte: UFMG, 1999.MAGALHÃES, G. Introdução à metodologia da pesquisa: Caminhos da ciência etecnologia. São Paulo: Ática, 2005.MARCONI, M. de A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed.São Paulo: Atlas, 2003.MEDEIROS, João Bosco. Redação científica - a prática de fichamentos, resumos,resenhas. 5. ed. São Paulo: Atlas 2003.MEZZAROBA, O.; MONTEIRO, C. S. Manual de metodologia da pesquisa emdireito. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2004.MINICUCCI, Agostinho. Dinâmica de grupo: teorias e sistemas. 5.ed. São Paulo: Atlas,2001.POPPER, K. R. A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Cultrix, 1975.______. Conjecturas e refutações. Brasília: Universidade de Brasília, s.d.______. Autobiografia. São Paulo: Cultrix, 1977.SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 22. ed. São Paulo:Cortez Editora, 2003.SILVA, Rebeca Peixoto da; KNIES, Clarice; MORENO, Cláudio et al. Redação Técnica.2.ed. Porto Alegre: Formação, s.d.RUIZ, J. Álvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 4. ed. SãoPaulo: Atlas, 1996.TRIVIÑOS, Augusto Nibaldo da Silva. Introdução à pesquisa em ciências sociais: apesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1995.VANOYE, Francis. Usos de linguagem: problemas e técnicas na produção oral e escrita.São Paulo: Martins Fontes, 1985. 81Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO - ULBRA