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Representação social dos profissionais da Unidade de Pronto Atendimento acerca do SAMU
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Representação social dos profissionais da Unidade de Pronto Atendimento acerca do SAMU

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Este artigo é uma parte da minha dissertação de mestrado e foi publico na Revista Texto e Contexto na integra.

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  • 1. - 156 - Artigo Original REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE PROFISSIONAIS DE UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO SOBRE O SERVIÇO MÓVEL DE URGÊNCIA1 Meiriele Tavares Araújo2, Marília Alves3, Maria Flávia Carvalho Gazzinelli4, Thais Batista da Rocha51 Artigo extraído da dissertação - Representações Sociais dos Profissionais de Saúde das Unidades de Pronto Atendimento sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2010.2 Doutoranda em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da UFMG. Enfermeira da Prefeitura Municipal de Betim-MG. Docente do Curso de Enfermagem da Faculdade de Pará de Minas. Minas Gerais, Brasil. E-mail: enfaraujo@gmail.com3 Doutora em Enfermagem. Professora Titular do Departamento de Enfermagem Aplicada da Escola de Enfermagem da UFMG. Pesquisador CNPq. Minas Gerais, Brasil. E-mail: marilix@enf.ufmg.br4 Doutora em Enfermagem. Professor Adjunto do Departamento de Enfermagem da UFMG. Minas Gerais, Brasil. E-mail: flavia@enf.ufmg.br5 Mestranda em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da UFMG. Minas Gerais, Brasil. E-mail: thayslalinha@hotmail.comRESUMO: Este artigo objetivou analisar as representações sociais dos profissionais de saúde das Unidades de Pronto Atendimentosobre Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, utilizando Teoria das Representações Sociais e Teoria do Núcleo Central. Foramsujeitos 274 profissionais, de quatro Unidades de Pronto Atendimento de Belo Horizonte-MG, sendo os dados coletados por meio dequestionário. No núcleo central, os termos emergência, etilista, rapidez, resgate, transporte e urgência refletem uma visão positiva efuncional do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Na primeira periferia, as palavras “casos graves” e “trauma” reforçam essenúcleo. Na terceira periferia, agilidade, atendimento, conflito, equipe despreparada, pré-hospitalar e salvar vidas revelam tensões econflitos existentes. Na segunda periferia, habilidade, humanização, precária e regulação mostram o serviço como hábil, humanizadore, ao mesmo tempo, precário e falho na regulação. Conclui-se que as representações sociais desse serviço, embora em maior parte,positivas, possuem aspectos que afetam as práticas e o funcionamento desse serviço. DESCRITORES: Serviços médicos de emergência. Pessoal de saúde. Atenção secundária a saúde. Transporte de pacientes. Ambulâncias. SOCIAL REPRESENTATIONS OF Emergency Care Unit PROFESSIONALS ON EMERGENCY MOBILE SERVICESABSTRACT: This article aims to analyze social representations about Emergency Mobile Services from health professionals whowork in Emergency Care Units using the Social Representations Theory and the Central Nucleus Theory. The subjects were 274 healthprofessionals from four Emergency Care Units in Belo Horizonte, MG, Brazil. The data was collected through questionnaire application.At the core, the terms emergency, alcoholic, speed, rescue, transportation, and emergency reflect a positive and functional perceptionof emergency mobile service care. In the first periphery, the words “severe cases” and “trauma” reinforce these core elements. In thethird periphery, agility, customer service, conflict, unprepared-team, pre-hospital, and saving lives reveal existing tensions and conflicts.In the second periphery, ability, humanization, precarious, and regulation show the service as skillful, humanizing, and at the sametime precarious and flawed in its regulation. We conclude that social representations of this service, while positive in their majority,possess aspects which affect the practices and functioning of this service.DESCRIPTORS: Emergency medical services. Health professional. Secondary health care. Transportation of patients. Ambulances REPRESENTACIONES SOCIALES DE LOS PROFESIONALES DE LAS UNIDADES DE EMERGENCIA ACERCA DEL SERVICIO MÓVIL DE URGENCIARESUMEN: En este artículo se pretende analizar las representaciones sociales de los profesionales de salud de Unidades de Emergenciaacerca del Servicio de Atención Móvil de Urgencia con base en la Teoría de las Representaciones Sociales y la Teoría del Núcleo Central.Los sujetos del estudio son 274 profesionales de salud de cuatro Unidades de Emergencia de Belo Horizonte-MG. La recolecciónde los datos se hizo por medio de una encuesta. En el núcleo central del cuadro las palabras: emergencia, alcohol, rapidez, rescate,transporte y urgencia reflejan una visión positiva y funcional del Servicio de Atención Móvil de Urgencia. En la primera periferiase encuentran las palabras casos graves y trauma que refuerzan los elementos del núcleo. En la tercera periferia, agilidad, atención,conflicto, equipo sin preparación, prehospitalario y salvar vidas revelan las tensiones y conflictos existentes. En la segunda periferia:habilidad, humanización, precariedad y falla en la regulación muestran el Servicio Móvil de Urgencia como ágil y humano, y al mismotiempo, deficiente y con fallas en la Regulación. Se concluye que las representaciones sociales del Servicio Móvil de Urgencia, aunqueen su mayoría son positivas, presentan obstáculos para sus prácticas y funcionamiento de ese servicio.DESCRIPTORES: Servicios médicos de urgencia. Personal de salud. Atención secundaria a la salud. Transporte de pacientes.Ambulancias. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2011; 20 (Esp): 156-63.
  • 2. Representações sociais de profissionais de unidades de pronto... - 157 -INTRODUÇÃO integral às urgências, como peças interligadas da trama de manutenção da vida, organizadas nos A sociedade moderna caracteriza-se por esti- componentes: pré-hospitalar fixo, pré-hospitalarlos de vida diferentes dos observados no passado móvel, hospitalar e pós-hospitalar1.e que, frequentemente, dão origem a problemas desaúde. Entre esses problemas, encontra-se a alta O Atendimento Pré-Hospitalar (APH) fixo émortalidade por causas externas, que se tornam composto pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS),cada vez mais alarmantes. A mudança no perfil Unidades de Saúde da Família (USF), ambulatóriosde morbimortalidade fez com que as causas ex- especializados, serviços de diagnóstico e terapiasternas, destacando-se os acidentes e violências, e unidades não hospitalares de atendimento àspassassem a ser considerados problemas de saúde urgências. Essas unidades são responsáveis pelopública, demandando ações governamentais para atendimento a casos de urgência por demandasua redução.1 Essa mudança fez com que a área de espontânea, referenciados pelas UBS e Unidadesurgência e emergência se destacasse no Sistema de atendimento pré-hospitalar móvel. A PortariaÚnico de Saúde (SUS). n° 1.864/GM regulamentou o componente Pré- -Hospitalar Móvel, definindo sua estruturação, De acordo com a Classificação Internacional por meio da implantação do Serviço de Atendi-de Doenças (CID), causas externas são um conjun- mento Móvel de Urgência (SAMU) e dos serviçosto de eventos como acidentes devidos ao trânsito, associados de salvamento e resgate, em todo otrabalho, quedas, envenenamentos, afogamentos, território nacional com as Centrais de Regulaçãoferimentos, fraturas, queimaduras, intoxicações, Médica acessadas pelo número 192 e os Núcleosviolências e as causas intencionais (agressões e de Educação em Urgência.1lesões autoprovocadas), podendo ou não levar aóbito.2 No Brasil, atualmente, as causas externas O SAMU possui responsabilidades e diretri-ocupam o quarto lugar entre todas as causas de zes que contemplam medidas de promoção da saú-morte. Dos 1.031.691 óbitos ocorridos em 2006, de e prevenção de doenças mediante a articulação13,6% foram por causas externas, sendo que o coe- de diferentes segmentos sociais. Nesse contexto,ficiente de mortalidade nesse ano também revelou o atendimento a urgências e emergências foi im-que 19,9% desses óbitos foram devidos a acidentes plantado em todo o território nacional mediantede trânsito e 26,3% a agressões.3 parcerias do MS com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. A atenção às urgências é O aumento dos acidentes e da violência ur- realizada por meio da articulação dos diversos ní-bana, associado à insuficiente estruturação da rede veis de atenção, estando presente desde a atençãode serviços de saúde, para atender as urgências e básica até a hospitalar.5 Essa articulação torna-seemergências, contribui para aumentar a sobrecar- importante pois, quando ocorre um dano a saúde,ga de trabalho e a precariedade das Unidades de o socorro adequado contribui para minimizar asSaúde que fazem esse tipo de atendimento. No sequelas e melhorar o prognóstico da vítima.entanto, as demandas de atenção às urgências nãosão somente decorrentes de causas externas, mas Assim, o SAMU é considerado um com-também de outros agravos relacionados à mudan- ponente organizador da assistência, capaz deça do padrão demográfico, ao envelhecimento da responder a demandas de urgências no domicílio,população e ao aumento das doenças crônicas não no local de trabalho, em vias públicas e onde otransmissíveis ou de quadros agudos que exigem usuário do SUS precisar, com recursos necessáriosabordagens diferenciadas.4 e adequados para a complexidade de sua condi- ção.5 O Serviço é responsável por atendimentos a As demandas por atendimentos de urgência usuários com demandas clínicas, obstétricas e psi-e emergência pressionam os Serviços de saúde no quiátricas, tendo como retaguarda outros Serviçossentido de se organizarem para atender pacientes de urgência e emergência como as Unidades degraves que necessitam de maior aporte tecnológico Pronto Atendimento (UPA) e os Hospitais de altae maior habilidade profissional. Em resposta a complexidade. Entretanto, essas Unidades de reta-essas necessidades, o Ministério da Saúde (MS) guarda geralmente trabalham com sua capacidadeinstituiu o Regulamento Técnico dos Sistemas de produção acima do previsto no planejamentoEstaduais de Urgência e Emergência com a Porta- anterior à criação do SAMU.6ria nº 2.048 GM/MS de 2002 e a Política Nacionalde Atenção às Urgências com a Portaria n° 1.863 Mas os profissionais das UBS ainda não reco-GM/MS de 2003. Essas Portarias determinam a nhecem sua responsabilidade no atendimento àsorganização de redes loco regionais de atenção urgências. Ressaltam como fatores dificultadores, aTexto Contexto Enferm, Florianópolis, 2011; 20 (Esp): 156-63.
  • 3. - 158 - Araújo MT, Alves M, Gazzinelli MFC, Rocha TBinadequação da estrutura física, a falta de materiais questão: quais são as representações sociais dose de tecnologias, além do despreparo da equipe. O profissionais das UPA sobre o SAMU?SAMU, por outro lado, possui critérios específicos O estudo teve por objetivo analisar as re-de atendimento às urgências, pessoal especializado presentações sociais dos profissionais de saúdee grande autonomia, o que faz com que, em algumas das Unidades de Pronto Atendimento sobre osituações, se recuse a atender à solicitação da UBS, SAMU, por meio da abordagem estrutural dasmotivo de conflitos entre os dois Serviços e de di- representações.ficuldade para a realização da assistência integral.7 Em relação às UPA, observa-se que os PERCURSO METODOLÓGICOprofissionais trabalham com grande demandaespontânea e uma percepção de prestação de as- Este estudo fundamentou-se na Teoria dassistência negativa da população, principalmente Representações Sociais9 e na Teoria do Núcleo Cen-pela demora no atendimento.6 Além disso, os tral10, na perspectiva da Psicologia Social, utilizan-profissionais das UPA apresentam dificuldades do-se do software Ensemble de programmes permettantpara estabelecer parcerias e reconhecer a legiti- l´analyse des evocations – versão 2003 (EVOC 2003)midade do SAMU no julgamento das situações de como método para a análise dos dados.urgência que devem atender e que são semelhan- Foi desenvolvido em quatro UPA da SMSAtes às observadas na UBS. Assim, a forma como de Belo Horizonte, sendo selecionados de acordoos profissionais das UPA representam o SAMU com a realização de atendimento dos usuáriosrelacionam-se intimamente a seu contexto de provenientes do SAMU. Os sujeitos da pesquisatrabalho especifico. Em determinadas situações, foram 274 profissionais de saúde das UPA quepercebe-se que representam o trabalho do SAMU recebem usuários encaminhados pelo SAMU, sen-como bom e essencial para o funcionamento da do 89 médicos, 31 enfermeiros e 154 profissionaisrede de Serviços de saúde; em outras, como aquele de enfermagem (auxiliares e técnicos). O númeroque traz sobrecarga de trabalho, comprometendo de sujeitos foi considerado suficiente quando osa organização do processo de atendimento. São dados foram coletados nos três plantões, duranteas chamadas representações sociais ligadas a o dia e à noite, considerando a carga horária desistemas de pensamento social, que perduram no trabalho de 12 por 60 horas de descanso da equipetempo e possuem estabilidade de enfermagem. A opção por acompanhar a escala A representação social é um sistema de valo- dos profissionais de enfermagem deveu-se ao fatores, de noções e de práticas que possuem uma du- de que somente esses profissionais tinham umapla tendência. Uma tendência seria a de instaurar lógica de intervalos de trabalho que possibilitava auma ordem que dá aos indivíduos a possibilidade coleta de dados sistematizados. Os sujeitos foramde se orientarem no ambiente social e material, de escolhidos aleatoriamente, de acordo com o plantão.dominá-lo. A outra tendência seria a de assegurar O projeto de pesquisa foi avaliado e aprova-a comunicação entre os membros de uma comuni- do pela Câmara do Departamento de Enfermagemdade propondo-lhes um código para suas trocas.8 Aplicada da Escola de Enfermagem (ENA/EE) da As representações sociais dos profissionais Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)das UPA sobre o SAMU podem ter algumas par- e pelos Comitês de Ética em Pesquisa da UFMGticularidades, se comparadas às de profissionais (Parecer nº 215/08) e da Secretaria Municipal dede outros Serviços, em decorrência das condições Saúde de Belo Horizonte (Parecer nº 14/2008),locais de trabalho e de como se dão as relações. En- de acordo com a Resolução 196/96 do Conselhotre essas condições, encontram-se o atendimento Nacional de Saúde.11de grande demanda espontânea de pacientes em A coleta de dados foi realizada por meiosituação de urgência ou não, a oscilação no quadro de questionário, com itens que identificavam ode profissionais e a falta de leitos de retaguarda perfil dos entrevistados e as evocações livres so-em hospitais para receber os pacientes graves que bre o termo indutor SAMU. Foram coletados 274permanecem em observação na Unidade por tem- questionários, totalizando 1338 palavras diferentespo maior que o previsto. Além disso, as UPA são evocadas que foram agrupadas em 85 palavrasobrigadas a receber usuários encaminhados pelo padronizadas. Os dados correspondentes ao per-SAMU, o que lhes acrescenta novos casos graves fil dos sujeitos foram organizados num banco dee problemas ao cotidiano de trabalho. Assim, este dados no Microsoft Excel que permitiu a análise porestudo teve como finalidade responder à seguinte meio de frequências simples das variáveis. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2011; 20 (Esp): 156-63.
  • 4. Representações sociais de profissionais de unidades de pronto... - 159 - A organização dos dados referentes à Repre- possui mais de 25 anos (93%), casada (45,6%) se-sentação Social foi realizada por meio do software guidos de 37,6% de solteiros, 11,3% de divorciados,EVOC 2003. Este programa calcula e informa a 1,8% viúvos e 3,7% não especificaram situaçãofrequência simples de ocorrência de cada palavra civil. Em relação às categorias profissionais, 56,2%evocada, a média ponderada de ocorrência de eram auxiliares e técnicos de enfermagem, 32,5%cada palavra e a média das ordens médias pon- médicos e 11,3% enfermeiros.deradas do conjunto dos termos evocados, o que Considerando o tempo de formado, 74,4%possibilita estratificar essas evocações em núcleo mais de cinco anos de formados, 18,7% tinham entrecentral e periférico. um e quatro anos, 5,5% tinham menos de um ano O quadro de quatro casas criado discrimina e 1,5% não declararam. Entre os profissionais deo núcleo central (elementos mais frequentes e nível superior, 62,5% possuem pós-graduação, 25%mais importantes situados no quadrante supe- não possuem pós-gradução e 10% estão cursando arior esquerdo), os elementos intermediários ou 1ª pós-graduação. Em relação ao tempo de trabalho naperiferia (elementos periféricos mais importantes UPA 39,2% tinham mais cinco anos, 23,4% estavamsituados no quadrante superior direito), os ele- entre um e quatro anos, 36,3% tinham menos dementos de contraste (com baixa frequência, mas um ano e 1,1% não souberam responder, existindoconsiderados importantes pelos sujeitos, situados equilíbrio entre os considerados novatos no serviçono quadrante inferior esquerdo) e os elementos e aqueles já com maior experiência.periféricos da representação ou 2ª periferia (menos O corpus para a análise das Representaçõesfrequentes e menos importantes, localizados no Sociais foi formado por 1338 palavras. Dessas 1338quadrante inferior direito).12 Para a interpretação apenas 108 foram diferentes e foram agrupadas emdos dados, realizou-se a leitura das características 85 palavras padronizadas. A média das Ordensrepresentacionais do conjunto da população para Médias de Evocação (OME) foi igual a 2.95, sendoo termo indutor SAMU. arredondada para três. A frequência média foi 44 e a mínima 23. Dessas palavras evocadas, 28 foramAPRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS ditas apenas uma vez e a palavra “casos-graves”, deRESULTADOS maior freqüência de evocação, foi dita 74 vezes. No quadro de quatro casas, tabela 1, construído a partir Os dados de caracterização do perfil dos do EVOC 2003 com as evocações ao termo indutorsujeitos da pesquisa mostram que 67% dos profis- SAMU, pode-se observar o conteúdo das represen-sionais são do feminino, 31,1% do sexo masculino, tações sociais, bem como a estrutura e a hierarquiae 1,9% não declararam. A maioria dos profissionais dos elementos de seus sistemas cognitivos.Tabela 1 - Quadro de quatro casas relativo à estrutura representacional de profissionais de saúdeacerca do SAMU. Belo Horizonte-MG, 2009 <3 >= 3Freq.média Termo evocado Freq OME Termo evocado Freq OME Quadrante superior esquerdo Quadrante superior direito Núcleo central 1ª periferia Emergência 48 2,104 Casos-graves 74 3,108 Etilista 65 2,200 Trauma 49 3,245>= 44 Rapidez 57 2,842 Resgate 46 2,261 Transporte 69 2,826 Urgência 62 2,145 Quadrante inferior esquerdo Quadrante inferior direito Elementos constrastante ou intermediários 2ª Periferia Agilidade 31 2,677 Habilidade 35 3,486 Atendimento 36 2,361 Humanização 43 3,233< 44 Conflito 23 2,957 Precário 26 3,269 Equipe-despreparada 41 2,878 Regulação 27 3,333 Pré-hospitalar 30 2,833 Salvar-vidas 28 2,964Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2011; 20 (Esp): 156-63.
  • 5. - 160 - Araújo MT, Alves M, Gazzinelli MFC, Rocha TB No quadrante superior esquerdo, encon- visibilidade social e apontam que eles podem virtram-se os possíveis elementos do núcleo central a se caracterizar como um quadro de urgência.14da representação deste estudo, as palavras que Segundo os profissionais do SAMU, muitospossuem maiores frequências e menores OME, cidadãos acionam a Central de Regulação ao see que correspondem àqueles elementos mais im- depararem com uma pessoa caída na rua e, quandoportantes. As palavras do núcleo central refletem a unidade do SAMU chega ao local, seus profissio-uma imagem do SAMU em sua maior parte po- nais verificam a presença de etilismo, associado ousitiva e de reconhecimento de seu trabalho. Esses não a alguma outra comorbidade.14 Em algumaselementos destacam o caráter funcional do SAMU, dessas situações, os profissionais se veem “obri-referindo-se às características descritivas e à ins- gados” ou “intimidados” pela população a levarcrição do objeto nas práticas sociais dos sujeitos o paciente para o serviço de saúde de referência, adeste estudo. O SAMU é entendido como um tipo UPA. Dessa forma, o SAMU adquiriu a conotaçãode assistência pré-hospitalar móvel caracterizado de serviço descaracterizado.pelo atendimento rápido, ou seja de resgate ou O elemento urgência apresenta-se com umatransporte, de pacientes com quadros de urgência frequência de 62 e OME de 2,145 seguido da emer-ou emergência declarados. O elemento etilista gência com frequência de 48 e OME de 2,104. Essesaparece como fator inesperado e destoante. elementos estão intimamente ligados ao papel de- O elemento com maior destaque entre os sempenhado pelo SAMU, bem como aos elementoscentrais é transporte, esta ideia está ligada ao seguintes da sequência do núcleo central resgate eatendimento pré-hospitalar que se iniciou com a rapidez que preveem um primeiro atendimentoconcepção inicial de transporte dos pacientes para com um tempo limite para que a vida seja preser-um local onde pudessem receber o atendimento vada ou ocorra minimização de danos ou sequelas.necessário para garantir-lhes a vida.13 No entanto, A proximidade da frequência entre os elemen-essa ideia deve ir além do transporte da vítima, tos urgência e emergência deve-se à imprecisão, àde acordo com seu status, de forma segura, para confusão e à polêmica em torno dos conceitos dea Unidade de referência adequada deve incluir, urgência e emergência.15 Define-se Urgência comodurante o percurso, a garantia dos cuidados ne- situação clínica aguda, com ou sem risco potencialcessários, preconizados pelo protocolo de atendi- de vida, enquanto Emergência seria uma situaçãomento pré-hospitalar a fim de garantir-lhes a vida com risco iminente de vida ou que cause intenso so-ou minimizar-lhes os danos. frimento ao paciente.16 Mas considera-se importante Dentro da padronização do termo trans- destacar que tanto profissionais quanto usuáriosporte, também foram evocados os termos caro- possuem percepções únicas e muitas vezes ligadas ana, entrega, ótimo transportador, taxi e ônibus vivencia sobre o conceito de urgência e emergênciaque, dentre outros, representam uma forma de que diferem dessas concepções teóricas.15,22 A Po-questionamento dos profissionais da UPA acerca lítica Nacional da Atenção ás Urgências1 reafirmada qualidade e do tipo de atendimento prestado essa dificuldade conceitual e técnica que existe nopelo SAMU. Assim, uma mesma ideia de trans- cotidiano dos serviços de saúde em classificar o queporte abriga uma perspectiva positiva e negativa é urgência e emergência sugerindo que os termosdo serviço. Há discordâncias com relação aos sejam usados como sinônimos de forma a garantirjulgamentos clínicos feitos pelo SAMU por parte um atendimento de qualidade em ambos os casos. dos profissionais da UPA, bem como a critica aos No quadrante superior direito, ou seja,casos que o SAMU encaminha como sendo casos- primeira periferia, estão as palavras que também-graves.14 Os profissionais de saúde da UPA ainda tiveram alta frequência, mas cuja posição médiarelatam que o SAMU é mal aproveitado por parte na ordem de evocação não foi suficiente para queda população que o utiliza como “taxi”, deman- fizessem parte do núcleo central. Nesse espaçodando um atendimento que não seria necessário.14 encontram-se as palavras casos-graves e trauma O segundo elemento em destaque no núcleo que reafirmam e reforçam o papel do SAMU comocentral foi etilista, de acordo com o julgamento um serviço de atendimento pré-hospitalar que visadesses profissionais, os pacientes alcoolizados não realizar atendimento de urgência e emergência,se caracterizam como urgência ou emergência. como traumas e casos-graves. Na prática, existe eEm relação a esse fato, os profissionais do SAMU se concretiza a seguinte equivalência: emergênciaargumentam que os pacientes etilistas sempre e casos traumáticos, isto é, casos que levam à sus-constituíram uma demanda reprimida que ganhou peita da necessidade de uma intervenção rápida.17 Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2011; 20 (Esp): 156-63.
  • 6. Representações sociais de profissionais de unidades de pronto... - 161 - Os elementos agilidade, atendimento, ao preparo e à qualificação dos profissionais doconflito, equipe-despreparada, pré-hospitalar e SAMU para lidar com os casos atendidos e comsalvar-vidas encontram-se dentro do quadrante as relações estabelecidas com outros profissionais.dos elementos contrastantes ou intermediários, ou Entretanto, observa-se que os elementosseja, complementam e discutem o núcleo central “conflitos” e “equipe-despreparada” são um sub-e, ao mesmo tempo, representam elementos de grupo dentro das representações que explicitam astensão nas relações entre os serviços estudados. dificuldades nas relações e no processo de trabalhoEsses elementos ainda podem se caracterizar como dos dois Serviços e, ao mesmo tempo, destacamum novo sub-grupo que começa a ter um olhar uma falta de compreensão e de aceitação dos pa-mais crítico para o objeto SAMU podendo causar péis dos profissionais na rede de serviços de saúde.modificações no núcleo central identificado. Apesar de ser um serviço recente, os profissionais O elemento agilidade reforça e influencia o têm maior autoridade, conferida pelo Ministériotermo rapidez presente no núcleo central, caracte- da Saúde por meio da Portarias GM/MS nº 20481riza o reconhecimento, por parte dos profissionais e GM/MS nº 18641, de permear todos os serviçosda UPA, da eficiência do SAMU em atender as de saúde com certa autonomia e ainda gerar maiorsituações de urgência/emergência que demandam sobrecarga de trabalho nas UPA7, ao referenciar osrapidez e habilidade. usuários com demandas simples. Já o termo atendimento liga-se a todos os ter- Os elementos pré-hospitalar e salvar-vidasmos presentes no núcleo central de forma positiva, aparecem com alta frequência e baixa ordem deconsiderando-se que transporte e resgate preveem evocação média. O elemento pré-hospitalar reforçauma forma de atendimento. A palavra evocada os elementos resgate e transporte, presentes noconflito possui vários termos padronizados, que núcleo central enquanto salvar-vidas reafirmamostram as dificuldades dos profissionais das UPA todos os elementos do núcleo central como funçãoem lidar com o SAMU. Tais dificuldades talvez precípua a ser desenvolvida pelo SAMU.decorram dos processos de trabalho “engessados” As palavras localizadas no quadrante inferiorde ambos, considerando-se o contexto de tensão e direito são aquelas com menores frequências decobrança em que desenvolvem seus papéis. evocação e evocadas mais tardiamente, compondo As evocações falta de educação, pepino, pro- os elementos da segunda periferia da represen-blemático, rabo de foguete, divergência SAMU/ tação. Nessa periferia, encontram-se as palavrasbombeiro, discórdia da equipe remetem a aspectos habilidade, humanização, precário e regulação.relacionados à central de regulação, tendo em vista Nesse espaço da representação do SAMU, observa-que o contato prévio para a comunicação de casos -se atitude positiva frente a esse serviço, reconhe-e a designação da Unidade que deverá receber cido pelos profissionais da UPA como instância deos pacientes, ou seja, qual UPA, cabe ao médico humanização do atendimento. Ao mesmo tempo,regulador que pode utilizar sua prerrogativa de atributos negativos são imputados ao SAMU vistoautonomia e autoridade na rede de serviços para como precário em sua estruturação e nas relaçõesreferenciar os pacientes. e atendimentos que realiza. Todos os elementos Na relação com outras áreas no contexto desse quadrante reforçam os que estão presentes nados serviços de saúde, é necessário aprimorar o zona de contraste e direcionam questionamentos dadiálogo, buscando uma integração que rompa as função do SAMU até os anteriormente reconhecidosbarreiras estabelecidas pela dificuldade de se tra- como eficientes no núcleo central. Com relação aobalhar em uma lógica fundamentada em relações termo habilidade, entendido como capacidade dehorizontais, com pactuação e compromisso com executar intervenções prontamente, esse é citadoa sociedade.19 Outros autores buscam justificar a como uma importante competência para o atendi-falta de comunicação verbal pela própria carac- mento em situações de urgência além do raciocínioterística dos serviços de urgência: foco nas ações clínico para a tomada de decisão.20cuja base é a condição da vítima, tempo escasso O elemento humanização influencia maise necessidade de se evitar o risco imediato para a claramente o termo atendimento presente namanutenção da vida.19,22 zona de contraste e isso se deve à Política Nacio- O elemento equipe-despreparada questiona nal de Humanização (PNH) presente na rede dea postura ética e a capacidade técnica dos pro- Serviços de saúde do SUS. O Serviço de urgênciafissionais do SAMU. Percebe-se que existe um é caracterizado pela não formação de vínculo jádescrédito dos profissionais da UPA em relação que todos os usuários estão de passagem naquelaTexto Contexto Enferm, Florianópolis, 2011; 20 (Esp): 156-63.
  • 7. - 162 - Araújo MT, Alves M, Gazzinelli MFC, Rocha TBinstância para atendimentos pontuais. Destaca-se e contra-referência. Nesse contexto, recebem osainda que os hospitais de urgência e emergência pacientes trazidos pelas Unidades do SAMU,constituem-se como um lócus privilegiado para a os quais muitas vezes não são avaliados com osmanifestação dos intensos processos de exclusão, mesmos critérios adotados pelos profissionais dasviolência social, e brutal banalização do sofrimento UPA, o que gera conflitos e discussões entre asalheio, especialmente de indiferença em relação equipes dificultando o reconhecimento do trabalhoaos desfavorecidos, que marcam nossa sociedade do SAMU como importante e funcional.e os profissionais.21-22 O SAMU é, então, representado por profis- O termo precário parece ser na realidade, sionais da UPA como um Serviço de transporte deuma visão projetada da UPA sobre o SAMU con- casos de urgência e emergência que preveem açõessiderando que as USB e Unidade de Suporte Avan- rápidas e de resgate. O etilista é trazido como umçado de Vida (USA), Unidades de atendimento questionamento à demanda que esse Serviço vemdo SAMU, são reconhecidamente bem equipadas atendendo. Os elementos casos-graves e traumase seus profissionais treinados. Outro ponto é a reforçam o que esses profissionais de saúde en-dificuldade de compreensão sobre a regulação dos tendem como urgência e emergência. Os termoscasos o que justifica a utilização do SAMU para agilidade, atendimento, pré-hospitalar e salvar-alguns casos e, para outros, não. -vidas influenciam todo o núcleo central de forma O elemento regulação, presente na segunda positiva e reforça as funções do SAMU. Os termosperiferia, leva-nos a uma discussão atual sobre o equipe-despreparada e conflito surgem como umServiço de atendimento pré-hospitalar, que seria a subgrupo. Esse subgrupo traz uma visão mais críticaorganização do fluxo e da demanda a serem encami- e questionadora do SAMU do que aquela trazidanhados para os Serviços da rede. Após o acolhimen- pelos demais elementos, podendo ser um pontoto e a identificação das chamadas, as solicitações inicial de mudança do núcleo central estabelecido.são analisadas pelo médico regulador que classifica O elemento humanização vem discutir o tipo deo nível de urgência e define o recurso necessário atendimento prestado, enquanto o termo precárioao seu adequado atendimento. Sua decisão pode reforça a visão critica colocada por meio dos ele-envolver desde um simples conselho médico até o mentos equipe-despreparada e conflito. E, por fim, oenvio de uma USA ao local ou o acionamento de elemento regulação reforça o elemento atendimentooutros meios de apoio, se julgar necessário.1 e vem a ser um ponto-chave para a atuação das criticas apresentadas nos outros elementos. Essa discussão traz à tona a sobrecarga dosServiços de urgência que ainda são utilizados Cabe destacar que os profissionais de enfer-como porta de entrada. Nesse sentido, as Unidades magem tanto no cotidiano de atendimento das ur-de Urgência e Emergencia, enquanto um serviço gências quanto sujeitos desse estudo representamde portas abertas 24 horas, tornam-se espaços a maior parte dos profissionais de saúde e pode-seprivilegiados de manifestação da exclusão social inferir que boa parte dessa representação social ex-e da violência.21-22 plicitada condiz com a representação das equipes de enfermagem da UPA. Ressalta-se também que a prática de enfermagem nos serviços de urgên-CONSIDERAÇÕES FINAIS cias ainda é pouco abordada pela literatura e o O SAMU constitui uma proposta viável para mesmo também acontece nesses lócus de trabalhoa melhoria dos atendimentos de primeiros socorros devendo ser analisado de forma mais aprofundadae transporte de pacientes para os Serviços de refe- principalmente quando se discute precarização erência adequados. Por trazer a melhoria no atendi- sobrecarga de trabalho de enfermagem nesses ser-mento e facilitar o acesso, o SAMU ganhou “fama” viços bem como na qualidade e responsabilidadee reconhecimento o seio da população usuária. ética da assistência prestada. Em contrapartida, essa mesma “melhoria Acredita-se que o SAMU, enquanto umano acesso da população” vem servindo de ele- nova forma de atendimento e serviço de urgênciamento conflitante para os profissionais das UPA deve ser aprimorado e, para isso, faz-se importan-que trabalham com sobrecarga de atendimentos te considerarmos a discussão do funcionamentoda demanda espontânea desvinculada das UBS, das redes de referência e contra-referência e suaequipes desfalcadas, processo de trabalho desar- organização, de forma a melhorar as relações entreticulado, sucateamento da estrutura física, poucos os profissionais dos dois Serviços, bem como asrecursos diagnósticos e dificuldades de referência formas de regulação do SAMU. Assim, o SAMU é Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2011; 20 (Esp): 156-63.
  • 8. Representações sociais de profissionais de unidades de pronto... - 163 -reconhecido como um serviço de excelente compe- Resolução No 196 de 10 de outubro de 1996:tência técnica e de grande alcance, mas que ainda diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisanecessita de aperfeiçoamento de sua capacidade envolvendo seres humanos. Brasília (DF): MS; 1996.gerencial e organizacional, elementos que poderão 12. Wachelke JFR, Camargo BV. Representações sociais,ser objetos de novas pesquisas. representações individuais e comportamento. Interam J. Psychol. 2007 Dez; 41(3):379-90. 13. Martins PPS. Atendimento pré-hospitalar: atribuiçãoREFERÊNCIAS e responsabilidade de quem? Uma reflexão1. Ministério da Saúde (BR). Política Nacional de crítica a partir do serviço do corpo de bombeiros Atenção às Urgências. 3ª ed.ampl. Brasília (DF): e das políticas de saúde “para” o Brasil à luz da MS; 2006. filosofia da práxis [dissertação]. Florianópolis (SC): Universidade Federal de Santa Catarina. Programa2. Organização Mundial da Saúde. CID-10 Classificação de Pós-graduação; 2004. . estatística internacional de doenças e problemas relacionados à saúde. São Paulo (SP): USP; 1997. 14. Araujo MT, Alves M, Velloso ISC, Rocha TB, Gomes GG. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência3. Ministério da Saúde (BR).  Banco de dados do de Belo Horizonte na percepção dos Enfermeiros. In: Sistema Único de Saúde-DATASUS [online]. Brasília Anais do 61º Congresso Brasileiro de Enfermagem, (DF): MS; 2008 [acesso 2009 Ago 10]. Disponível em 2009 Dez 07-10; Fortaleza, Brasil. Fortaleza (CE): http://www.datasus.gov.br/idb CBEN; 2009.4. Carvalho BKL de. A rede de urgência em Belo 15. Magalhães HM. Urgência e emergência: a Horizonte-MG-Brasil. Rev Médica Minas Gerais. participação do município. In: Reis, AT. Sistema 2008 Out-Dez;18(4):275-8. Único de Saúde de Belo Horizonte: reescrevendo o5. Vieira CMS, Mussi FC. A implantação do projeto público. São Paulo (SP): Xamã, 1998. p. 265-86. de atendimento Móvel de Urgência em Salvador/ 16. Conselho Federal de Medicina. Resolução n.° BA: panorama e desafios. Rev Esc Enferm USP. 2008 1.451, de 10 de março de 1995. Define os conceitos Dez; 42(4):793-7. de urgência e emergência e equipe médica e6. Rocha AFS. Determinantes da procura de equipamentos para os pronto-socorros. Diário atendimento de urgência pelos usuários nas Oficial da União, Brasília, DF, 17 mar. 1995. unidades de pronto atendimento da Secretaria 17. Jacquemot GA. Urgências e emergências em saúde: Municipal de Saúde de Belo Horizonte [dissertação]. perspectivas de profissionais e usuários. Rio de Belo Horizonte (MG): Universidade Federal de Janeiro (RJ): Editora Fiocruz; 2005. Minas Gerais, Programa de Pós-graduação em Enfermagem; 2005. 18. Pereira WAP, Lima MADS. O trabalho em equipe no atendimento pré-hospitalar à vítima de acidente de7. Rocha RLP. Percepções dos profissionais da trânsito. Rev Esc Enferm. USP. 2009 Jun; 43(2):320-7. atenção básica sobre o serviço de atendimento móvel de urgência de Belo Horizonte [dissertação]. 19. Azevedo TMVE, Silva MJP. Relacionamento Belo Horizonte (MG): Universidade Federal de interpessoal no atendimento pré-hospitalar: uma Minas Gerais, Programa de Pós-graduação em revisão bibliográfica. Revista Nursing. 2008; enfermagem; 2009. 11(125):455-60.8. Nóbrega SM. Sobre a teoria das representações 20. Gentil RC, Ramos LH, Whitaker IY. Capacitação de sociais. In: Moreira, ASP, Jesuíno, JC. Representações enfermeiros em atendimento pré-hospitalar. Rev Sociais: teoria e prática. João Pessoa (PB): Latino-am Enfermagem. 2008 Abr; 16(2):192-7. Universitária; 2003. p.57-87. 21. Sá MC, Carreteiro TC, Fernandes, MIA. Limites do9. Moscovici S. A representação social da psicanálise. cuidado: representações e processos inconscientes Rio de Janeiro (RJ): Zahar, 1978. sobre a população na porta de entrada de um hospital de emergência. Cad Saúde Pública. 200810. Abric JC. A abordagem estrutural das representações Jun; 24(6):1334-43. sociais. In: Moreira, ASP, Oliveira DC, organizadores. Estudos interdisciplinares de representação social. 22. Garlet ER, Lima MAD, Santos JLG, Marques GQ. Goiânia (GO): AB Editora, 1998. p.271-283. Organização do trabalho de uma equipe de saúde no atendimento ao usuário em situações de urgência11. Ministério da Saúde (BR), Conselho Nacional de e emergência. Texto Contexto Enfermagem. 2009 Saúde, Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. Abr-Jun; 18(2):266-72.Correspondência: Meiriele Tavares AraújoRua Antunes, 10, ap 304, bl 130535-014 - Dom Cabral, Belo Horizonte, MG, BrasilE-mail: enfaraujo@gmail.comTexto Contexto Enferm, Florianópolis, 2011; 20 (Esp): 156-63.

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