Um estudo sobre a administração, contabilidade e tecnologia da informação em planos de saúde
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O presente trabalho foi elaborado com o objetivo de compreender o Comportamento Organizacional em relação à administração da Vitallis com foco nas áreas de Tecnologia da Informação, ...

O presente trabalho foi elaborado com o objetivo de compreender o Comportamento Organizacional em relação à administração da Vitallis com foco nas áreas de Tecnologia da Informação, Contabilidade no ramo de Planos de Saúde. Para tal, foram revistos artigos científicos, livros com temas relacionais e pesquisas em sítios da internet.
Para vivenciar o tema proposto foram realizadas visitas para observação na empresa VITALLIS SAÚDE S/A.
A necessidade do trabalho surgiu como disciplina obrigatória do curso de Administração de Empresas do Instituto Belo Horizonte de Ensino Superior.
Um dos maiores desafios para a Vitallis foi à criação do plano de saúde para os idosos, pois a maioria dos planos de saúde cobram valores exorbitantes devido ao alto custo que os mesmos causam para os planos de saúdes com o uso freqüente.

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Um estudo sobre a administração, contabilidade e tecnologia da informação em planos de saúde Document Transcript

  • 1. 1IBHES – INSTITUTO BELO HORIZONTE DE ENSINO SUPERIOR CURSO DE ADMINISTRAÇÃO ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS Trabalho Integrado de Administração BELO HORIZONTE 2011
  • 2. 2 Autores:Barbara Rafaela Rodrigues Silva.............................................................01500001230Carina Marques........................................................................................01500001232Daniel Victor Froes...................................................................................01500001279Kelly Cristina da Costa Araujo..................................................................02430001220Naiara da Silva Baldiiotti Coelho..............................................................01500001440Nayara Duarte Silva.................................................................................01500001275Shirley da Costa Resende........................................................................01500001301Valéria Aparecida Paiva Soares...............................................................01500001415Vanessa Guerra de Faria.........................................................................01500001278Vinicius Fernando Galvão Otaviano.........................................................01500001439 PERFIL DA ORGANIZAÇÃO VITALLIS SAÚDE S/A. Um estudo sobre a Administração, Contabilidade e Tecnologia da Informação em planos de saúde. Programa de Iniciação às Práticas Administrativas – trabalho apresentado como exigência para a avaliação do primeiro semestre, do curso de Administração da IBHES – Instituto Belo Horizonte de Ensino Superior, sob orientação do professor Jailton de Souza. BELO HORIZONTE 2011
  • 3. 3Neste trabalho estudaremos como éo funcionamento de planos de saúdeatravés da empresa Vitallis SaúdeS/A e seus processosadministrativos, contábeis e atecnologia da informação.
  • 4. 4 AGRADECIMENTOS Agradecemos primeiramente a Deus, depois aos nossos pais, esposos (as),namorados (as) e filhos (as), que demonstraram dedicação, paciência e carinho, aosnossos colegas de equipe, que demonstraram entusiasmo e interesse aaprendizagem, à instituição IBHES, que nos proporciona todos os ensinamentosnecessários para a evolução intelectual e profissional, ao Sr.Ely Manoel RosaMachado, gerente da empresa Vitallis Saúde S/A pelo apoio dado aodesenvolvimento desta pesquisa. Por último, não podíamos deixar de agradecer aoSr. Prof. Jailton de Souza o apoio, a orientação, e o interesse que sempredemonstrou, além de todo o carinho, respeito e a compreensão dedicados durantetodo o nosso trabalho.
  • 5. 5 SUMÁRIOIntrodução ........................................................................................................... 07Abstract ............................................................................................................... 081 – Cobertura de Plano de Saúde Segundo o Tipo de Adesão ao Plano....... 09 1.1 – Conceitos de Planos de Saúde ......................................................... 10 1.2 – Quem tem Plano de Saúde no Brasil ................................................ 11 1.3 – Principais Mudanças dos Planos de Saúde por Adesão................... 142 – Evolução dos Planos de Saúde .................................................................. 15 2.1 – Evolução dos Planos médicos segundo a contratação ..................... 15 2.2 – Evolução dos aspectos econômicos nos planos de assist. Médica .. 16 2.3 – Evolução de Preços .......................................................................... 16 2.4 – Evolução de Custos .......................................................................... 213 – A empresa pesquisada ................................................................................ 28 3.1 – Missão da Empresa .......................................................................... 28 3.2 – Pontos de atuação ............................................................................ 28 3.3 – Ambiente competitivo ........................................................................ 29 3.4 – Perfil Gerencial ................................................................................. 29 3.5 – Tipos de planos................................................................................. 29 3.6 – Tecnologia utilizada .......................................................................... 31 3.7 – Sugestões de Melhoria ..................................................................... 314 - Conclusões .................................................................................................... 32Referências Bibliográficas ................................................................................ 33
  • 6. 6 INSTITUTO BELO HORIZONTE DE ENSINO SUPERIOR - CURSO DE ADMINISTRAÇÃO APS – AULAS PRATICAS SUPERVISIONADAS – 2011 FICHA DE AVALIAÇÃOTURMA/SEMESTRE: AD1Q44-0244 / 2º SEMESTREPROF. ORIENTADOR: JAILTON DE SOUZAEMPRESA: VITALLIS SAÚDE S/A. TEMA: Um estudo sobre a Administração, Contabilidade e Tecnologia da Informação em planos de saúde. TRABALHO ESCRITO ASPECTOS AVALIADOS PONTUAÇÃOFormatação e cuidado na apresentação do 0,0 0.1 0,2 0,3 0,4 0,5relatórioElementos Pré-Textuais 0,0 0.1 0,2 0,3 0,4 0,5Elementos Pós-Textuais 0,0 0.1 0,2 0,3 0,4 0,5Ortografia, Clareza e Coerência 0,0 0.1 0,2 0,3 0,4 0,5Discurso imparcial e não promocional 0,0 0.1 0,2 0,3 0,4 0,5 CONTEÚDO PONTUAÇÃOIntrodução 0,0 0.1 0,2 0,3 0,4 0,5Descrição do Perfil da Organização 0,0 0.1 0,2 0,3 0,4 0,5Roteiro Específico 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0Fundamentação Teórica 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0Conclusão 0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 Nota do Trabalho Escrito:
  • 7. 7 Introdução O presente trabalho foi elaborado com o objetivo de compreender oComportamento Organizacional em relação à administração da Vitallis com foco nasáreas de Tecnologia da Informação, Contabilidade no ramo de Planos de Saúde.Para tal, foram revistos artigos científicos, livros com temas relacionais e pesquisasem sítios da internet. Para vivenciar o tema proposto foram realizadas visitas para observação naempresa VITALLIS SAÚDE S/A. A necessidade do trabalho surgiu como disciplina obrigatória do curso deAdministração de Empresas do Instituto Belo Horizonte de Ensino Superior. Um dos maiores desafios para a Vitallis foi à criação do plano de saúde paraos idosos, pois a maioria dos planos de saúde cobram valores exorbitantes devidoao alto custo que os mesmos causam para os planos de saúdes com o usofreqüente.
  • 8. 8 ABSTRACT: This work was done in order to understand organizational behavior in relationto the administration of Vitallis focused in the areas of Information Technology,Accounting in the field of Health Plans To this end, we reviewed scientific articles,books and research on issues related in websites. To experience the theme proposed for observation visits were made in thecompany Vitallis HEALTH S / A. The necessity of work emerged as a compulsory course in BusinessAdministration from the IBHES - Belo Horizonte Institute of Higher Education. One of the biggest challenges for Vitallis was the creation of health insurancefor the elderly, because most health plans charge exorbitant prices due to high coststhat they cause to health plans with the frequent use
  • 9. 9 Capítulo 1 COBERTURA DE PLANO DE SAÚDE SEGUNDO O TIPO DE ADESÃO AO PLANO Esta subseção apresenta as modalidades de adesão ao plano de saúdeprivado: planos de adesão coletiva e planos de adesão voluntária ou individual. Osplanos de adesão coletiva são aqueles adquiridos através do vínculo empregatício eos planos de adesão voluntária são aqueles onde o indivíduo tem seu planocomprado diretamente da seguradora. Para separar os dois tipos de adesão aoplano de saúde utilizamos a variável da PNAD sobre “Quem paga a mensalidadedeste plano de saúde?”14. Como essa variável se refere apenas aos titulares doplano de saúde, associamos a resposta do titular para os dependentes do plano.Dessa forma, nosso pressuposto é que pessoas da mesma família que sãodependentes no plano de saúde têm o mesmo tipo de adesão que a do chefe defamília. A separação entre planos de adesão coletiva e individual se justifica umavez que o contexto da escolha é diferente e pode ser determinante da existência edo tipo de cobertura. Planos de adesão coletiva são ofertados pelo empregador queem geral subsidia o pagamento do prêmio, estabelece as regras de contrato com asseguradoras e tem maior poder de barganha junto às seguradoras, o que resulta emprêmios mais reduzidos. No caso dos planos de adesão individual a escolha é feitadiretamente pelos indivíduos e o desenho de cobertura não tem nenhuma restriçãode oferta a priori. Essas modalidades de adesão também podem se diferenciar pelosistema de tarifação. A literatura propõe dois sistemas principais de tarifação (Van de Vem, 2000).O primeiro, denominado experience rating, considera o risco individual, ou seja, ocálculo do prêmio é realizado com base no gasto esperado de cada indivíduo. Nosegundo sistema, denominado community rating, o prêmio é calculado com base norisco médio do grupo de indivíduos que compõem a carteira da seguradora. Osplanos de adesão individual seguem o sistema de tarifação pelo risco enquanto que
  • 10. 10os planos de adesão coletiva tem a opção de adotar o sistema de taxação pelo riscomédio da carteira. Os planos de saúde individuais cobrem cerca 8% da população. Nos anos de1998 e 2003 ocorreu um discreto aumento da participação desses planos no total dapopulação com plano (de 32,69% para 35,52%). Os planos coletivos cobrem cercade 16% da população. Comparando a cobertura de planos individuais e coletivossegundo grupos etários, observamos que a cobertura de planos coletivos tende adiminuir com a idade enquanto que a cobertura por planos individuais tende aaumentar. Em relação à cobertura segundo sexo, a proporção de mulheres nosplanos individuais é maior que nos planos de adesão coletiva, 56 contra 2% em2003. 1.1 – Conceito de Planos de Saúde O Plano de Saúde nasceu da necessidade do homem em controlar os riscosa que está exposto, tais como doenças, acidentes e eventos naturais. Todo risco éincerto, já que não podemos afirmar se ele ocorrerá. Caso aconteça, é preciso termeios para restabelecer a normalidade. Um dos meios encontrados foi à formaçãode um grupo de pessoas que colaboram financeiramente para se proteger desserisco. Ao contratar um Plano de Saúde, os valores pagos individualmente não sãosuficientes para cobrir despesas médicas como consultas, exames ou internações.Mas quando as mensalidades de um grupo de clientes formam uma reserva forte osuficiente, a operadora de saúde tem condições de arcar com os custos daassistência prestada. Este princípio chama-se mutualismo. Plano de Saúde é um produto oferecido para pessoas que buscam proteçãopara sua saúde. São comercializados por Operadoras de saúde, devidamentehabilitadas pela ANS que fiscaliza e regulamenta o setor. Você pode consultar osdados da sua operadora e do seu plano no Portal Bio Saúde, que disponibiliza umcanal de comunicação com todos os usuários de planos de saúde. Ao contratar um plano de saúde o beneficiário passa a ter direito A certascoberturas. O seu plano lhe oferecerá em sua rede credenciada Hospitais,
  • 11. 11Laboratórios e Clínicas pagos através de uma mensalidade sem adicionais por usode acordo com o Plano Escolhido. Você também pode escolher profissionais ouinstituições de saúde de sua preferência que não fazem parte da rede. Neste caso,você deve efetuar o pagamento diretamente ao prestador de serviço e depoissolicitar o reembolso à sua operadora mediante apresentação da documentaçãonecessária, sempre respeitando as coberturas, limites e exclusões contratadas emseu Plano de Saúde. 1.2 – Quem tem Plano de Saúde no Brasil? Os dados da PNAD (Pesquisa Nacional por amostra de domicílios) de 1998 e2003 indicam que cerca de 25% da população possui plano de saúde privado noBrasil. Entre os indivíduos com plano de saúde, a maioria é de mulheres, cerca de54%. A literatura empírica mostra que os homens têm, na média, um risco menorque mulheres, mas esse risco varia dependendo do grupo etário (Van de Vem,2000). Nas faixas etárias mais elevadas os homens passam a ter um risco maior oque das mulheres. Uma forma de mensurar esse risco é através do gasto médio. Ogasto médio para homens é inferior ao observado para mulheres, mas essa relaçãose inverte nos grupos etários mais elevados. Para o Brasil as evidências empíricascorroboram esse fato estilizado tanto no setor público como no setor privado (Brito2005). A presença maior de mulheres na carteira de segurados no Brasil é, portantouma evidência de seleção de risco (Maia, 2004). A análise da proporção de pessoas com plano de saúde segundo a idadesimples mostra que no Brasil não temos uma concentração em nenhuma idadeespecífica. Ressalta-se que a partir dos trinta anos de idade, a proporção depessoas com plano de saúde tem um discreto aumento. Esse aumento deve estarassociado às adesões de plano de saúde coletivo, visto que esta faixa etáriacompreende a parcela da população em idade ativa que já completou o cicloescolar. Para analisar como os grupos etários se distribuem na composição dacarteira, segmentamos a população segundo os mesmos 10 grupos propostos naregulamentação13: 0 a 17; 18 a 29; 30 a 39; 40 a 49; 50 a 59; 60 a 69 e acima de 70anos. A regulamentação brasileira só permite a discriminação dos indivíduos pelo
  • 12. 12critério de grupos de idade e impõe através do mecanismo de determinação deprêmios proposto, uma relação de risco entre os grupos. Esse tipo de política poderesultar em perdas de bem estar na medida em que pode ocorrer seleção adversa.(Andrade, 2000) Quanto menos concentrada fora carteira maior o pool de risco quesociedade está realizando. Em relação aos grupos etários vigentes na regulamentação de 98, a figura 3mostra que a distribuição da população coberta segundo esses grupos é crescentecom a idade. A computação de 1998 com 2003 já evidencia a saída de indivíduosmais jovens da cobertura privada e ampliação da participação da população idosa. O sistema de saúde no Brasil tem como formas de acesso o sistema público eos serviços privados. Os serviços públicos são financiados pelo Sistema Único deSaúde (SUS), criado com a Constituição de 1988, tendo sua regulação seconsolidado a partir de 1990. O SUS tem como finalidade precípua a garantia de acesso universal em todosos níveis de atenção. Os serviços privados, por sua vez, são financiados por meiodo sistema de desembolso direto (out of pocket), que se trata do pagamento diretoaos prestadores privados na ocasião da utilização, e pelo sistema de saúdesuplementar. O sistema de saúde suplementar é baseado na contratação privada de planosou seguros (doravante planos) de saúde. Dentre as diferentes formas decombinação entre as instâncias pública e privada1, no Brasil a estrutura que se crioufoi à combinação de um sistema único e universal, o SUS, com o sistemasuplementar, no qual a cobertura privada é usada como uma alternativa ao sistemapúblico. Essa modalidade de contratação se constitui numa importante via deatendimento ao cidadão. Hoje no Brasil, praticamente a quarta parte da populaçãoesta associada a algum tipo de plano. A regulação desse setor se consolidou a partirde 1998, com a Lei 9.656/98, que regulamenta os planos, e especialmente a partirde 2000, com a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (doravanteANS). Atualmente a regulação tem evoluído no sentido de consolidar os avançosrealizados na área da regulação das empresas e fortalecer os aspectos técnico-assistenciais.
  • 13. 13 Ao longo desses anos o número de beneficiários de planos de saúde cresceusignificativamente, apresentando uma distinção marcante quanto ao tipo decontratação, que pode ser individual/familiar (doravante individual) ou coletiva. Acontratação coletiva em geral está relacionada ao mercado de trabalho pelo fato deser o segmento no qual o contratante são pessoas jurídicas, diferente do mercadoindividual, no qual o contratante são pessoas físicas. Os dois tipos de contratação também apresentam diferenciação relevante naregulação econômica dos planos de saúde2. Existe uma dinâmica diferenciada emcada um desses mercados. No universo dos planos individuais, há uma tendênciade que o poder de barganha dos beneficiários seja inferior ao dos planos coletivos,no qual a negociação é feita por meio de uma pessoa jurídica contratante. Assim, éque se justifica uma regulação menos intensa por parte do poder público para osplanos coletivos. Uma das características dessa regulação menos rígida são osreajustes de preços, totalmente livres no mercado coletivo. Essa diferenciação de amplitude e intensidade de regulação, bem como daevolução de beneficiários, suscita a importância da avaliação comparativa entre osdois tipos de contratação. Nesse contexto, o estudo pretende contribuir com areflexão sobre a evolução dos aspectos sócio-econômicos deste mercado.1 Os planos e seguros privados de saúde podem prover cobertura para a população sob diferentescombinações com o sistema público. MAIA et al (2006) informam que a literatura internacionaldestaca três formas principais: complementar, substitutiva e suplementar. A forma complementar éaquela em que o seguro ou plano privado de saúde promove cobertura de serviços de saúde que nãosão cobertos pelo sistema público. Na forma substitutiva, esses seguros promovem cobertura agrupos populacionais excluídos da cobertura do sistema público. Por fim, a suplementar é aquelaonde a cobertura privada por plano ou seguro de saúde é usada como uma alternativa ao sistemapúblico.2 Convém registrar que o diferencial regulatório nem sempre é caracterizado especificamente pelosrecortes coletivo e individual. Por exemplo, os reajustes de planos coletivos de Autogestão não-patrocinada e com número de vidas inferior a 50 apresentam regulamentação igual ou muito próximados individuais.
  • 14. 14 No Brasil, o sistema público de saúde foi regulamentado em 1988determinando acesso universal, integral e gratuito para toda a população epermitindo a livre atuação do setor privado. O sistema de saúde suplementar cobrecerca de 25% da população e essa participação tem se mantido praticamenteestável nos últimos 08 anos. Essa opção de sistema institucional embora sejademocrática gera iniqüidades no acesso aos serviços de saúde. Os grupos de statussócio-econômico mais elevado têm duplo acesso ao sistema. Apesar dessainiqüidade a ampliação da população coberta por seguro privado é uma alternativainteressante do ponto de vista de bem estar social na medida em que pode minoraro problema de congestão no provimento dos serviços públicos de saúde. 1.3 – Principais Mudanças dos Planos de Saúde por Adesão Os planos de Saúde por Adesão são idealizados para os associados deentidades como sindicatos e associações oferecendo a mesma rede deatendimento e benefícios dos contratos tradicionais de pessoas físicas e jurídicasfirmados com as operadoras de planos de saúde. Planos de saúde de Adesão ou Coletivos são os planos feitos por intermédiode associações. As principais mudanças são:  Só poderão ter reajuste uma vez por ano;  Não poderá haver reajustes diferenciados para beneficiários de um mesmo contrato;  Não poderá haver distinção entre o valor cobrado dos beneficiários que já fazem parte do plano e os que vierem a ser incluídos;  A rescisão, que antes podia ocorrer a qualquer momento, só será feita depois de um ano de contrato e tem de ser comunicada com 60 dias de antecedência;
  • 15. 15  Não podem mais exigir carência do beneficiário que entrar no plano no mesmo mês em que o contrato entre a associação e a operadora de saúde foi fechado; Capítulo 2 EVOLUÇÃO DOS PLANOS DE SAÚDE 2.1 – Evolução dos planos de médicos segundo o tipo de contratação Os planos de saúde apresentam dois tipos de contratação, que são oindividual/familiar, no qual o contratante é uma pessoa física, ou o coletivo, aquelefirmado por intermédio de uma pessoa jurídica (empresa, associação, fundação ousindicato). Em relação à evolução de beneficiários de planos médicos, observa-se naque também há uma significativa distinção entre os dois tipos de contratação, noperíodo de mar/2000 a dez/2006, sendo o crescimento mais intenso para o mercadocoletivo (9 para 26 milhões), em relação ao individual (4 para 8 milhões).Complementarmente, registra-se que a parcela a ser somada aos dois tipos decontratação supracitados para atingir o total de beneficiários é o tipo de contratação“não informado”, que não foi objeto da análise, mas ilustra a melhora da qualidadeda informação, pois o respectivo número de beneficiários evoluiu de cerca de 18milhões em mar/2000 para 3 milhões em dez/2006 (redução na participação no totalde beneficiários de 58,3% para 8,5%).
  • 16. 16 Beneficiários de planos médicos segundo tipo de contratação–mar/2000 a dez/2006 Tendo em vista a distinção na evolução de beneficiários entre os planosindividuais e coletivos, e a possível associação desse resultado com a diferenciaçãona regulação do produto, este trabalho adota como recorte metodológico acaracterização segundo tipo de contratação, ao sistematizar a regulação econômicados planos de saúde médicos, para em seguida avaliar os seus resultados e discutiras possibilidades de aperfeiçoamento. 2.2 Evolução dos aspectos econômicos dos planos deassistência médica. Esta seção trata da análise da evolução de indicadores socioeconômicos taiscomo receitas (ou preços), despesas e perfil etário de beneficiários dos planos desaúde de assistência médica (planos médicos) no Brasil, considerando asegmentação segundo tipo de contratação. 2.3 - Evolução de preços Os reajustes de planos médicos novos são livres apenas para os planoscoletivos, exceto aqueles sem patrocínio operados por autogestões semmantenedor. O restante dos planos médicos novos, especialmente os planosindividuais, pode reajustar seus preços no máximo no nível do índice da ANS,calculado a partir do comportamento médio do mercado coletivo (exclusive planoscom até 50 beneficiários e os que não têm patrocínio). A evolução do índice de reajuste da ANS é ilustrada na Tabela 1, que mostratambém a evolução de diversos índices para comparação, conforme já realizado na 12literatura nacional . Uma contribuição relevante do presente trabalho é a estimativa
  • 17. 17da importância, no mercado individual, da variação de preços por motivo demudança de faixa etária13, fato este impacta os valores finais das contraprestaçõespagas pelos consumidores. Essa estimativa de variação por faixa etária foi acrescidaao índice de reajuste da ANS, conforme apresentado na Tabela 1, com o objetivo deilustrar a variação global de valores no mercado individual. A variação global dosvalores no mercado coletivo é ilustrada pelo próprio índice da ANS, conformeexplicado inicialmente. Tabela 1: Evolução das tarifas e dos índices de preços e PIBnominal Acumulado 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2000 a 2007 IPCA 5,97% 7,67% 12,53% 9,30% 7,60% 5,69% 3,14% 3,62% 70,58% Índices de IPCA - Planos de Saúde 5,42% 4,28% 8,42% 8,66% 10,51% 12,03% 12,29% 10,72% 99,34% Preços IGP-M 9,95% 10,38% 25,31% 8,71% 12,41% 1,21% 3,83% 3,47% 102,80% Reajuste Autorizado pela ANS 5,42% 8,71% 7,69% 9,27% 11,75% 11,69% 8,89% 5,76% 93,84% Reajuste ANS acrescido do impacto da variação de Faixa 8,28% 11,65% 10,61% 12,29% 14,88% 14,82% 12,05% 8,60% 141,02% Etária Produto interno Bruto Nominal 10,75% 10,40% 13,49% 15,03% 14,21% 10,63% 8,14% 8,42% 136,47%Fonte: Elaboração própria, com dados do BACEN e TABNET-ANS. Previsão de Crescimentoreal do PIB de 4,3% em 2007 (estimativa do IPEA de Jun/2007) Para análises da evolução de reajustes de diversos setores regulados comparados aos índices depreços ver SAINTIVE e CHACUR (2006). Além disso, há estudos específicos sobre a evolução dosreajustes da ANS, como OCKÉ-REIS e CARDOSO (2006), TEIXEIRA (2006), IDEC (2006) e IESS(2006). Esse último estudo aponta críticas aos índices de preços e discute algumas dasespecificidades dos planos de saúde que não são capturadas nos índices, como aumento dafreqüência de uso, envelhecimento médio da população e aceleração da introdução de novastecnologias. 13 Este cálculo foi obtido com estimativas a partir da pirâmide etária dos beneficiários de planos desaúde. A simplificação adotada é a de que todos os planos individuais têm suas variações de faixaetária no limite estabelecido pela RN Nº 63. Assim, foi utilizada a distribuição de beneficiáriossegundo os intervalos de faixas etárias, com a hipótese de distribuição proporcional por cada anocompreendido neste intervalo.Sendo assim, foi estimada a população das idades limítrofes em cada uma das faixas etárias, e daíaplicado o reajuste ao qual estaria submetida. Por fim, foi calculado o impacto médio anual dessesreajustes sobre o conjunto dos beneficiários de planos individuais.
  • 18. 18 Essa comparação evidencia que os índices de preços têm de um modo gerale, especificamente nos anos mais recentes, evolução em ritmo inferior ao dosreajustes concedidos pela ANS. Essa diferença fica mais acentuada quando seobserva os reajustes acrescidos da estimativa da variação de faixas etárias. Contudo, os reajustes concedidos pela ANS não são de natureza de preçosstrictu sensu posto que consideram variações de preços e de quantidades(conjuntamente (Impregnadas de efeitos de variações de aumento de preços, freqüência deutilização, introdução de novas tecnologias e mudança de faixas etárias). Trata-sede um índice de valor (preço multiplicado por quantidade, portanto) cuja comparaçãomais adequada é com outros índices da mesma natureza, tais como o PIB Nominal(que leva em consideração o crescimento físico do Produto acrescido da variação depreços). Assim, é importante destacar a proximidade que os índices de reajustes dosplanos individuais da ANS apresentaram com a evolução do PIB Nominal, refletindouma relativa estabilidade dos gastos com planos de saúde em relação ao PIB,conforme pode ser constatado na Figura 3. Figura 3 - Evolução dos reajustes autorizados pela ANS* e do PIB nominal 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Reajuste ANS + Fx Et 8,28 20,89 33,72 50,15 72,49 98,06 121,93 141,02 PIB Nominal 10,75 22,27 38,76 59,62 82,30 101,86 118,10 136,47Fonte: Elaboração própria, com dados da ANS e BACEN.
  • 19. 19Nota: O índice de reajuste autorizado pela ANS foi acrescido dos efeitos das variações defaixas etárias Uma segunda fonte para a avaliação dos impactos da evolução dos preçosem saúde é a informação da receita das operadoras, que também se trata de umíndice de valor, Não foi identificada, nas informações divulgadas pela ANS dasoperadoras médico-hospitalares, desagregação desta informação segundo o tipo decontratação, mas ainda assim, foi calculado o indicador de receita por beneficiário,pertinente para a presente análise, pois considera a evolução dos preços dos planosda operadora em geral, incluindo os preços de venda, bem como os reajustes dequaisquer planos. É possível inferir, a partir das informações da Tabela 2 e de novos cálculoscom os dados da Tabela 1, no período de 2001 a 2006, que a variação acumuladada receita por beneficiários para as operadoras médico-hospitalares (58,17%) émenor do que a variação acumulada do índice de reajuste da ANS (73,86%),entendido como representativo do mercado coletivo, e do índice da ANS acrescidoda mudança de faixa etária (104,96%), entendido como representativo do mercadoindividual 14. Tal conclusão surpreende à primeira vista, mas sua explicação pode terrelação com a própria especificidade dos dados de receita, que pelo fato de nãoapresentarem maior desagregação não contemplam uma análise maispormenorizada das hipóteses explicativas.
  • 20. 20 Tabela 2: Evolução das receitas das operadoras médico-hospitalares Receita por benefício - Receita de Beneficiários - R$ INFORMAÇÃO contraprestações (2) (1) - R$ Anual Mensal 2001 21.563.879.788 31.287.966 689 57 2002 25.201.453.836 31.368.085 803 67 2003 27.880.517.964 31.893.487 874 73 Período 2004 31.513.411.501 33.583.357 938 78 2005 35.195.664.573 35.335.258 996 83 2006 40.734.512.174 37.366.085 1.090 91 Valor Médio 30.348.239.973 33.472.373 899 75 Desvio Padrão 6.963.818.543 2.463.177 142 12Indicador Coeficiente de 22,9% 7,4% 15,8% 15,8% Variação Variação 88,90% 19,43% 58,17% 58,17% AcumuladaFonte: Elaboração própria, com dados de ANS (2007c), originados do SIB (06/2007) e doDiops/FIP (04/06/2007).Nota:(1) Não são incluídas as Autogestões patrocinadas.(2) Informações correspondentes aos meses de dezembro.Mesmo ao se considerar as variações dos reajustes da ANS no conceito de fluxo (somatório de árearelacionado com somatório de área, mais comparável, portanto com as variações das despesas) osresultados obtidos (59,36% no lugar de 73,86 e 82,80% no lugar de 104,96%) confirmam asconclusões anteriormente apontadas. Numa análise preliminar, esses resultados podem refletir fatores tais como: i)aumento da participação de beneficiários nas faixas etárias com menor preço; ii)aumento da participação dos planos odontológicos dentre os planos ofertados pelasoperadoras médicas; iii) variação menos intensa dos preços de venda em função dacompetição no mercado; e iv) variação menos intensa dos preços dos planosantigos.
  • 21. 21 2.4 - Evolução de custos A estrutura das despesas dos planos de saúde pode ser separada, de formasimplificada, entre as despesas assistenciais, que são relacionadas diretamente àutilização dos serviços de saúde, e as despesas não-assistenciais, como asdespesas de comercialização, administrativas e outras. Em primeiro lugar, analisa-se os dados das despesas assistenciais dasoperadoras, um indicador de valor, e não de preços, Não foi identificada, nasinformações divulgadas pela ANS das operadoras médico-hospitalares,desagregação desta informação segundo o tipo de contratação, mas ainda assim, foicalculado o indicador de despesa assistencial 14 Mesmo ao se considerar asvariações dos reajustes da ANS no conceito de fluxo (somatório de área relacionadocom somatório de área, mais comparável portanto com as variações das despesas)os resultados obtidos (59,36% no lugar de 73,86 e 82,80% no lugar de 104,96%)confirmam as conclusões anteriormente apontadas, por beneficiário, pertinente paraa presente análise, pois considera a evolução das despesas dos planos daoperadora em geral. Como ressalva, registra-se que não foi identificada nas diversasfontes de informações divulgadas pela ANS série temporal para a variável despesadas operadoras médico-hospitalares, impossibilitando a análise de sua evolução. Tallimitação não invalida a presente análise, que tem foco nas especificidades doscustos em saúde segundo tipo de contratação, e utilizará outras informações paraeste fim.
  • 22. 22 Tabela 3: Evolução da despesa assistencial das operadoras médico-hospitalares Despesa assistencial Despesa Beneficiários - por beneficiário - R$ INFORMAÇÃO assistencial (1) - (2) R$ Anual Mensal 2001 17.151.926.014 31.287.966 548 46 2002 19.949.211.972 31.368.085 636 53 2003 22.680.579.881 31.893.487 711 59 Período 2004 25.665.291.661 33.583.357 764 64 2005 28.668.306.523 35.335.258 811 68 2006 32.461.699.143 37.366.085 869 72 Valor Médio 24.429.502.532 33.472.373 723 60 Desvio Padrão 5.658.721.947 2.463.177 117 10Indicador Coeficiente de 23,2% 7,4% 16,2% 16,2% Variação Variação 89,26% 19,43% 58,47% 58,47% AcumuladaFonte: Elaboração do autor, com dados de ANS (2007c), originados do SIB (06/2007) e doDiops/FIP (04/06/2007).Nota:(1) Não são incluídas as Autogestões patrocinadas.(2) Informações correspondentes aos meses de dezembro. Ao comparar, no conjunto de operadoras médico-hospitalares, as informaçõesdas despesas assistenciais (Tabela 3), com as de receitas (Tabela 2), observa-seque, conforme esperado, as despesas assistenciais apresentam valores inferiores àsreceitas em todos os períodos. Ao calcular o indicador receita / despesa assistencial(índice de sinistralidade), constata-se que tem comportamento relativamente estávelno período, em torno de 80%, com oscilação de apenas cerca de 1pp. Nesseperíodo, a variação acumulada das duas variáveis foi bastante próxima, sutilmentesuperior para as despesas (58,47%), em relação às receitas (58,17%). Esses dadosconduzem à conclusão de que, não obstante o controle de reajustes de preços eelevação das despesas assistenciais houve, no geral, tênue recuperação dasmargens econômicas das operadoras. Em segundo lugar, cabe registrar que o nível das despesas assistenciais éafetado diretamente por dois componentes, a evolução da quantidade utilizada e a
  • 23. 23evolução dos custos médios com os procedimentos médicos. No contexto da saúdesuplementar, são utilizados principalmente dois indicadores que refletem essescomponentes (ANS, 2007c, pg. 31). O primeiro é o custo médio dos eventos (CmEv),que é a relação entre a despesa nos eventos (DeEv) e o número de eventos (Ev), ereflete, em tese, a evolução da inflação médica, inclusive da variação tecnológica,relacionada aos custos dos procedimentos, isolando o aumento do impacto daquantidade utilizada. O segundo é a freqüência média de utilização (FrUt), que é arelação entre o número de eventos (Ev) e o número de expostos (Ex), e reflete, emalguma medida, o aumento do grau de utilização dos usuários que têm direito àutilização dos serviços médicos. Em resumo, os dois indicadores são calculadosdessa forma:1- CmEv = DeEv Ev2- FrUt = Ev Ex Esses dois indicadores são calculados com as informações dos Sistema deInformações de Produtos, e divulgadas pela ANS (2007c) segundo tipo decontratação (individual, coletivo com patrocinador e coletivo sem patrocinador) esegundo o tipo de evento (para os planos médicos, são as consultas médicas, asinternações, os exames complementares, as terapias e os outros atendimentosambulatoriais), conforme apresentado no Anexo 1 e no Anexo 2. Há também um terceiro indicador, o custo médio por exposto (CmEx), que é arelação entre a despesa nos eventos (DeEv) e o número de expostos (Ex), ou seja,visa representar a despesa média dos usuários que têm direito à utilização dosserviços médicos. Dentre os indicadores analisados, este é o mais próximo dadespesa por beneficiário, e, nesse contexto, pode ser comparado com a evolução dareceita média por beneficiário, ou preço, dos planos de saúde. Em termosalgébricos, é possível calcular o Custo médio por exposto por meio da multiplicaçãoda freqüência de utilização pelo custo médio por evento, conforme demonstrado aseguir:
  • 24. 243- DeEv = Ev x DeEv Ex Ex Ev4- CmEx = FrUt x CmEv De acordo com essa fórmula, calculou-se o custo médio por exposto, paracada um dos tipos de procedimentos, e em seguida, estimou-se o custo médio porexposto em todos os procedimentos, por meio da simples soma dos valores paracada um dos cinco tipos de procedimentos. Tais estimativas são apresentadas naTabela 4. Ao analisar os dados em nível segundo o tipo de contratação, observa-seque, em todos os períodos, a despesa por exposto dos planos coletivos compatrocinador é a que apresenta menores níveis, seguida pelos planos individuais,enquanto os planos coletivos sem patrocinados apresentam os maiores níveis dedespesa por exposto. Observando os dados segundo tipo de procedimento,percebe-se que os menores níveis de despesa por exposto para os planos coletivoscom patrocinados são verdadeiros para todos os cinco tipos de procedimentos. Já na análise da variação acumulada, observa-se que, em termos de despesapor exposto geral, foi bastante próxima para os três tipos de contratação. Ao avaliaras informações segundo tipo de procedimento, destaca-se que a maior diferenciaçãofoi identificada nos outros atendimentos ambulatoriais, que representam uma parcelareduzida do total da despesa. Para os três tipos de contratação, foi mais significativaa variação acumulada das terapias. A menor variação acumulada, por sua vez, foiidentificada em exames complementares, para os planos sem patrocínio, e emoutros atendimentos ambulatoriais, para os planos individuais e para os coletivoscom patrocínio.
  • 25. 25 Tabela 4: Custo médio por exposto, segundo o tipo de evento de assistência médica e o tipo de contrataçãodo plano Coef. Var. Desvio Tipo de evento 2002 2003 2004 2005 2006 Média de Acumulada padrão variaçãoConsultas médicasIndividual e Familiar 133 134 146 162 179 34,9% 151 20 13,0%Colet. com patrocin. 102 104 112 128 142 39,5% 118 17 14,5%Colet. sem patrocin. 129 137 152 163 174 34,8% 151 18 12,2%InternaçõesIndividual e Familiar 271 294 330 326 407 50,5% 326 52 15,9%Colet. com patrocin. 203 235 245 256 300 47,4% 348 35 14,1%Colet. sem patrocin. 301 334 377 390 435 44,6% 367 52 14,1%Exames complem.Individual e Familiar 182 184 201 223 234 28,5% 204 23 11,3%Colet. com patrocin. 133 140 150 165 181 36,1% 154 19 12,6%Colet. sem patrocin. 203 223 231 249 261 28,6% 234 23 9,7%TerapiasIndividual e Familiar 39 51 55 74 72 82,7% 58 15 25,4%Colet. com patrocin. 26 32 38 46 50 94,2% 38 10 25,8%Colet. sem patrocin. 49 59 62 84 83 67,4% 67 15 22,7%Outros at. ambulat.Individual e Familiar 55 59 68 57 70 27,2% 62 7 10,8%Colet. com patrocin. 42 44 48 48 51 21,8% 47 4 7,9%Colet. sem patrocin. 53 53 61 66 75 41,4% 61 9 15,0%GeralIndividual e Familiar 679 723 799 843 961 41,5% 801 110 13,7%Colet. com patrocin. 506 556 593 643 724 43,1% 604 84 13,8%Colet. sem patrocin. 735 806 884 952 1.027 39,8% 881 116 13,1%Fonte: Elaboração própria, com dados de ANS (2007c), baseados no Sistema de Informaçõesde Produtos - SIP- ANS/MS - 04/2007. Ao comparar com a evolução das despesas assistenciais das informaçõescontábeis das operadoras, analisadas anteriormente, observa-se que os níveis dedespesas assistenciais por beneficiário (ao ano) não apresentam distinção marcantecom os níveis de custo geral por exposto para os planos individuais e coletivos compatrocinador, o que é positivo para a validade desse conjunto de dados. Quanto à
  • 26. 26variação acumulada, de 2002 a 2006, foi superior para a despesa assistencialcontábil por beneficiário (36,6%), em relação ao custo geral médio por exposto paraqualquer um dos três tipos de contratação. Com o objetivo de aprofundar a presente análise utilizando as informações defreqüência de utilização e custo médio por evento, foram calculados os índices devariação para os diversos tipos de procedimentos médicos, bem como o índice devariação agregado, considerando para a ponderação o peso do custo médio porexposto daquele procedimento em relação à soma do custo médio por exposto, querepresenta o peso de cada procedimento nos gastos do usuário médio. Desse modo,foram obtidos os resultados das Tabelas 5 e 6, a seguir. As informações da Tabela 5 indicam que a freqüência de utilizaçãoapresentou crescimento mais significativo para os planos coletivos compatrocinados, especialmente em 2005 e 2006, em relação aos outros dois tipos deplanos. Ao avaliar as informações para os tipos de procedimento, infere-se que ostrês tipos de contratação obtiveram variação relativamente próxima, resultando nosmesmo destaques, que são as terapias, como maior variação, e outros atendimentosambulatoriais, como diminuição mais intensa.
  • 27. 27 Tabela 5 - Variação da freqüência média de utilização, segundo o tipo de evento de assistência médica e otipo de contratação do plano. Var. Tipo de evento 2003 2004 2005 2006 AcumuladaConsultas médicasIndividual e Familiar -4,2% 1,2% 0,9% 2,7% 0,4%Colet. com patrocin. -2,3% 0,2% 3,5% 4,0% 5,3%Colet. sem patrocin. 0,3% 3,6% -1,5% 0,2% 2,6%InternaçõesIndividual e Familiar -8,7% -1,6% -8,0% 7,0% -11,6%Colet. com patrocin. -0,9% -8,3% -5,0% 4,0% -10,2%Colet. sem patrocin. -2,7% -5,2% -10,4% 4,2% -14,0%Exames complem.Individual e Familiar -4,8% 3,8% 19,8% 2,7% 21,6%Colet. com patrocin. 2,5% 5,2% 19,3% 3,4% 33,1%Colet. sem patrocin. 2,8% 0,8% 20,4% 4,2% 29,9%TerapiasIndividual e Familiar 14,3% 11,2% 24,3% 13,3% 79,0%Colet. com patrocin. 20,1% 17,9% 21,3% 14,4% -18,8%Colet. sem patrocin. 6,1% 12,6% 13,0% 22,6% -22,0%Outros at. ambulat.Individual e Familiar -0,06% 0,00% -0,25% 0,09% -23,3%Colet. com patrocin. -0,05% -0,03% -0,16% 0,05% -18,8%Colet. sem patrocin. -0,13% -0,03% -0,14% 0,07% -22,0%GeralIndividual e Familiar -5,0% 1,2% 2,8% 5,7% 4,5%Colet. com patrocin. 0,6% -1,2% 4,0% 4,6% 8,1%Colet. sem patrocin. -0,7% -0,7% 1,0% 5,2% 4,7%Fonte: Elaboração própria, com dados de ANS (2007c), baseados no Sistema de Informaçõesde Produtos - SIP- ANS/MS - 04/2007.
  • 28. 28 Capítulo 3 A EMPRESA PESQUISADA A Vitallis é uma empresa no segmento de plano de saúde que atua em todo oestado de Minas Gerais, com forte atuação na grande BH tendo dois hospitaispróprios, sendo um no Barreiro e o outro no cetro de Belo Horizonte contandotambém com dois centros clínicos. É sinônimo de saúde inteligente, qualidade de vida e prestação de serviço.Atua no mercado há mais de 12 anos , contando com os mais capacitadosprofissionais da área médica. Além de ser de uma operadora moderna, ágil, pronta para oferecer aosfuncionários da sua empresa o melhor produto saúde com adequada relação custobenefício e alto padrão de atendimento. 3.1 – Missão da Empresa Fornecer excelente assistência médica e contribuir para a melhoria daqualidade e expectativa de vida de cada um de nossos clientes. 3.2 – Pontos de atuação A maior rede de minas com projetos ousados para credenciamento, a VitallisSaúde possui a melhor rede de atendimento no interior de Minas Gerais, inclusiveatendendo repasses de grandes operadoras de outros Estados.
  • 29. 29 3.3 – Ambiente competitivo Hoje a Vitallis é considerada a segunda maior operadora de Minas Gerais, e anível Brasil está classificada entre as maiores. 3.4 – Perfil Gerencial Trabalha com hospitais, laboratórios, clinicas, consultórios parceiros etambém com sua rede própria em algumas localidades, o fator de ter um soluçãomais rápida das patologias traz um alto grau de satisfação ao seus clientes além docontrole de sinistros, mantendo um equilíbrio técnico com clientes. 3.5 – Tipos de planos A capacidade em criar produtos flexíveis e customizados foi desenvolvida nosúltimos 13 anos de atuação, contando com a gestão de mais de 150.000 vidasdistribuídas em cerca de 5.000 clientes empresariais nos mais diversos segmentosde mercado, tais como mineração, alimentos, logística, comércio, indústria,transporte, entre outros. A VITALLIS tem como objetivo a pessoalidade no seu atendimento. Criamosuma vasta rede de escritórios de relacionamento para sempre estar perto dosbeneficiários. O foco na qualidade de vida dos seus clientes é um diferencial obtido com aagilidade no atendimento, a satisfação dos beneficiários e na consolidação deprojetos preventivos e sociais.
  • 30. 30 Com esse perfil empreendedor, a VITALLIS cria planos sob medida, tornando-se uma parceira estratégica para gestão de Recursos Humanos de sua empresa.  Programa Bebê Vitallis: Curso onde são abordados temas sobre os cuidados materno infantil e as relações inter-familiares;  PAD Vitallis: Visa a promoção, manutenção e/ou restauração da saúde e o desenvolvimento e adaptação de suas funções de maneira a restabelecimento da independência e a preservação da autonomia do indivíduo no domicílio;  Grupo Leve Saúde: Visando proporcionar melhor condição de vida para os usuários, a Vitallis criou um grupo de acompanhamento nutricional e psicológico, que tem como objetivo, oferecer orientações para uma dieta saudável, ou seja, reeducação alimentar;  Gato (Grupo de acompanhamento e tratamento a obesidade): Para este grupo são encaminhados, pacientes obesos em grau III, que tem indicação do médico endocrinologista, para realizar cirurgia bariátrica;  Cuidar (grupo de apoio aos cuidadores de pessoas portadoras de necessidades especiais): Visando maior interação social, a Vitallis proporcional um encontro mensal entre os cuidadores, onde é estimulada a integração da saúde física, emocional e social dos familiares;  Programa de saúde da melhor idade (PSMI): É o primeiro projeto em Minas Gerais disposto a trabalhar com a promoção e prevenção da saúde das pessoas idosas. O programa é composto por equipe multiprofissional especializada em saúde do idoso, trabalhando com idéias inovadoras para incentivar o envelhecimento ativo e integração social.  Grupo acolher: O Grupo Acolher nasceu da necessidade de orientação aos parentes, conjugues e todos aqueles que cuidam de pessoas acamadas e impossibilitadas de realizarem o auto-cuidado. Em algum ponto de nossas vidas, a maioria de nós vamos nos deparar com a necessidade de cuidar de alguém ou até mesmo de sermos cuidados. E quem irá nos dar suporte para realização deste trabalho? Está é uma reflexão que não podemos nos furtar a fazê-la. A relação família/paciente/cuidador na verdade precisa ser trabalhada no âmbito do cuidado.
  • 31. 31 3.6 – Tecnologia utilizada A Vitallis conta com uma ampla estrutura tecnológica, call Center próprio comatendimento 24hs, trazendo agilidade, qualidade, rapidez e eficácia. Conta também com um moderno sistema de web : Movimentação cadastral,consulta de faturas, relatórios e consulta a rede. Para facilitar a comunicação interna entre os funcionários contam ainda com oapoio da intranet (A Intranet simplifica a interação do usuário, tornando fácil o acesso aaplicações e informações, não importando onde esteja ou qual a plataforma utilizada,também auxilia no processo de descentralização das informações, da distribuição de dadose do desenvolvimento de aplicações, além de permitir maior participação do usuário final nacriação destas aplicações). 3.7 – Sugestões de Melhorias: De acordo com as visitas feitas na empresa Vitallis Saúde S/A e após arealização e o desenvolvimento na empresa, podemos sugerir a mesma uma analisemensal do atendimento prestado aos seus usuários através de pesquisas, pois e desuma importância à avaliação constante da qualidade do atendimento prestado aosusuários.
  • 32. 32 4 – Conclusão O Brasil vem registrando avanços importantes no setor da saúde a partir daimplantação dos planos privados, o que tem favorecido a melhoria das condições dasaúde e contribuindo para a qualidade de vida da população brasileira. A Vitallis Saúde configura-se como um sistema básico de saúde no Brasil. Avitallis e uma operadora moderna, ágil, pronta para oferecer aos usuários o melhorproduto de saúde com adequada relação custo e beneficio e alto padrão deatendimento em toda Minas Gerais.
  • 33. 335 – Referências BibliográficasANDRADE, M. V. LISBOA, M. B. Velhos dilemas no provimento de bens e serviçosde saúde: uma comparação dos casos canadense, inglês e americano. NovaEconomia, v.10, n.2, p.73- 115, dez. 2000.ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar. Home Page. Disponível em:<http://www.ans.gov.br>.FOUBISTER, T.; THOMSON, S.; MOSSIALOS, E.; McGUIRE, A. Private medicalinsurance in the United Kingdom. European Observatory on Health Systems andPolicies, 2006.MAIA, A.C. Seleção Adversa e Risco Moral no Sistema de Saúde SuplementarBrasileiro. Dissertação de mestrado em Economia. CEDEPLAR. UFMG. 2004.MOSSIALOS, E. THOMSON, S. Voluntary health insurance in the Europe Union.European Observatory on Health Care Systems and London School of Economicsand Political Science. Report prepared for Directorate General for Employment andSocial Affairs of the European Commissions, 27 February, 2002.ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT -OECD. Health at a Glance: OECD Indicators 2005.ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT –OECD Private Health Insurance in OECD Countries. The OECD Health Projects,2004 VAN DE VEM, W. P. M. M., ELLIS, R. P. Risk adjustment in competitive healthplan markets. In: CULYER, A. J., NEWHOUSE, J.P. (Eds.) Handbook of healtheconomics. Amsterdam: North-Holland, 2000. v.1A, part.3, p.757-845.WOOLDRIGE, J. M. Econometric analysis of cross section and panel data.Cambridge, Mass.: MIT, 2002. 752p.
  • 34. 34Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Regulação e Saúde: Planosodontológicos: uma abordagem econômica no contexto regulatório. Elisabeth Covree Sandro Leal Alves. Série Regulação e Saúde, v.2. 2002.Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Reajuste de mensalidade:Conceitos básicos, reajuste por variação de custos, reajuste por mudança de faixaetária. 2. ed. rev. ampl., 2005a.Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Carência, doenças e lesõespreexistentes, urgência e emergência: prazos de carência, cheque-caução,preenchimento da declaração de saúde. 3. ed. rev. ampl., 2005b.ALMEIDA, Célia. O mercado privado de serviços de saúde no Brasil: panorama atuale tendências da assistência médica suplementar, Texto para Discussão nº 599,IPEA, Brasília: 1998.BAHIA, Ligia. Private health plans: light and shadow in the 1990s health sectordebate. Ciênc. saúde coletiva., Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, 2001.BAHIA, Ligia; LUIZ, Ronir Raggio. Informações sobre coberturas e preços de planose seguros privados de saúde: as perspectivas da complementaridade entre fontesadministrativas e de base populacional. Ciência & Saúde Coletiva, vol.11, n.4,pp.878- 880, 2006,BAHIA, Ligia; LUIZ, Ronir Raggio; SALM, Cláudio et al. O mercado de planos eseguros de saúde no Brasil: uma abordagem exploratória sobre a estratificação dasdemandas segundo a PNAD 2003. Ciênc. saúde coletiva., Rio de Janeiro, v. 11, n. 4,pp. 951-965 2006.BAUMOL, W. e BLACKMAN, S. “Perfect Markets and Easy Virtue: Business ethicsand the invisible hand”. 1992.
  • 35. 35BRASIL (1998), Lei 9.656, de 03 de junho de 1998 - atualizada até a medidaprovisória n° 2.177-44, de 24 de agosto de 2001 – dispõe sobre os planos e segurosprovados de assistência à saúde.Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). Saúde Suplementar.Coleção Progestores – Para entender a gestão do SUS, vol. 11. Brasília, 2007.Disponível em:http://www.ans.gov.br/portal/upload/biblioteca/11_Saúde%20Suplementar.pdfConselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) e InstitutoBrasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC). Planos de saúde: nove anos após a Lei9.656/98. São Paulo, 2007.GERSCHMAN, S. O setor filantrópico e alguns desafios para as políticas públicasem saúde. Revista de Administração Pública, vol.37. no.2, 2003.Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC). Estudo sobre os reajustesanuais de planos de saúde e a atuação da ANS na regulação dessa questão. SãoPaulo, 2006.Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Inflação, conceitos emetodologia e os limites a sua aplicabilidade nos reajustes de planos de saúde.Série IESS 002/2006. São Paulo. Disponível em:http://www.iess.org.br/html/serie_iess_2006002.pdfInstituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). A nova dinâmica dos planos desaúde. São Paulo, maio de 2007. Disponível em:http://www.iess.org.br/html/SerieIESS200702caderno.pdfMACERA, Andréa Pereira; SAINTIVE, Marcelo Barbosa. O mercado de saúdesuplementar no Brasil. SEAE/MF, Documento de Trabalho n° 31, 2004.
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