JORNAL DO MUNICIPIO AGOSTO 2013
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JORNAL DO MUNICIPIO AGOSTO 2013

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Edição de agosto do JORNAL DO MUNICIPIO

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  • 1. ANO X - AGOSTO 2013 Diretor Responsável: Jornalista EDISON TORRES JORNAL DO MUNICÍPIO MARICÁ www.obarao.blogspot.com jornal.domunicipio@yahoo.com.br VOTO DISTRITAL MISTOFACILITA ELEIÇÃODEUM DEPUTADODEMARICÁ As manifestações de rua fizeram com que o governo se apressasse e mandasse para o Congresso Nacional um pacote com várias questões a serem debatidas e votadas. O advogado Julio Carolino, procurado pela reportagem do JM expressa seu pensamento em uma entrevista exclusiva ao jornal. Páginas 4 e 5 PREFEITO TRANSFORMA SECRETARIAS EM CAPITANIAS HEREDITÁRIAS Como D. João III em 1532, o prefeito Washington Quaquá decidiu com propósitos políticos entregar algumas secretarias aos nobres da Câmara Municipal transformando-as em capitanias hereditárias. Página 3 AS MANIFESTAÇÕES DE RUA NO BRASIL Artigo de autoria do comandante Nardim diz que “política é a ciência do conchavo e da mentira e que vivemos num país do faz de contas”. Páginas 7 e 8 Papa foi embora, mas deixou uma mensagem de fé pedindo aos políticos que sejam menos egoístas. Página 4 O triunfo da verdade sobre o império da mentira. Página 5 DESTAQUES DO REPÓRTER ET Se o voto é obrigatório não vivemos numa democracia plena. Em baixa nas pesquisas Cabral não elege seu sucessor. Projeto que cria novos municípios sai da gaveta no Congresso Nacional. Página 2 Moradores de Meriti discutem plano de redução de risco. Página 3 REFORMA POLÍTICA JÁ!
  • 2. 2 - JORNAL DO MUNICÍPIO AGOSTO 2013 Repórter ET Expediente: JORNAL DO MUNICÍPIO de Maricá Editora JC - Av. Rio Branco, 14 - 18º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ Diretor Executivo: Tiago Salles - Editor Responsável: Edison Torres, RP 385-DRT-PA Redação: jornalismopr@hotmail.com / jornal.domunicipio@yahoo.com.br Digitação: Pery Salgado e Stephanie Dalliany Programação Visual: PR PRODUÇÕES www.obarao.blogspot.com Representante:TRÁFEGO PUBLICIDADE Distribuição: Central de Jornalismo - Rua Barão de Inohan 233 - Centro - Maricá > Tel.: 2637-4170 Impressão: A TRIBUNA Fotos: Pery Salgado e Rosemery Oliveira Os artigos assinados e opiniões são de responsabilidade de seus autores EMANCIPAÇÃO Com o desengavetamento do projeto que cria novos municípios, volta a ordem do dia, a questão da emancipação de alguns. Maricá que por duas vezes viu essa vontade de emancipar os 3º e 4º distritos ser derrotada, volta agora a se movimentar com o objetivo de tirar Itaipuaçu e Inoã, de Maricá. Rodovaldo Coutinho é um dos entusiastas da ideia que já defende há vários anos. ADEUS PEZÃO Se a eleição for hoje ou no anos que vem, não faz a menor diferença, o governador Sérgio Cabral não elegerá o seu sucessor, o vice-governador Luís Fernando Pezão. A impopularidade de Cabral é muito grande, chega a doze porcento, segundo o IBOPE. O governador tem sido o alvo principal das manifestações de rua contra a sua administração. Com isso, o cargo fica em aberto para Lindenberg, Garotinho, Marcelo Crivela e Sandro Matos, este do PDT e atual prefeito de São João de Meriti. CAROLINO Amigo do repórter, o médico Carolino Gomes dos Santos presidente do diretório municipal do PDT está na cidade de Bordeaux na França onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica. Ele passa bem, está em franca recuperação e deve retornar à Maricá no final deste mês de agosto. Sua esposa Kátia e seu filho Julio o acompanharam na viagem. MUDANÇAS RADICAIS A revolta popular que aconteceu em grande proporção no mês de Junho passado, trouxe à tona a realidade da situação em que o povo vive. No mês da realização da chamada Copa das Confederações esse mesmo povo, sufocado, oprimido, chantageado pela classe política, resolveu dar um basta e dar um grito de alerta contra a roubalheira e a corrupção que impera no país. Os gastos com a construção de estádios monumentais, (vide o Maracanã com mais de 1 bilhão) enquanto a educação e a saúde sofrem com a falta de verbas, foi o estopim para a revolta que tomou conta do Brasil. O povo foi para as ruas e deu um ultimato aos deputados que até hoje não fizeram outra coisa senão legislar em proveito próprio. Que chegue logo a eleição de 2014 para que todos nós vá as urnas expurgar de uma vez por todas os maus políticos hoje em grande maioria. Que o povo tome vergonha e aprenda a votar. VOTO FACULTATIVO Dizem que vivemos numa democracia plena. Pura mentira. Como se vive numa democracia plena se o voto é obrigatório? Quem não vota é punido com multa e os servidores públicos impedidos de receberem seus salários e ainda, sujeitos a outras penalidades. O voto facultativo é um dos itens inseridos na reforma política que o povo deseja. SINAL DE ALERTA Confidenciaram ao repórter que Marcelo Delarolli, segundo colocado nas eleições de Outubro passado, já está com a sua equipe pronta para assumir a prefeitura diante da iminente cassação do prefeito Washington Quaquá que nas últimas semanas de Julho teria passado alguns dias na Suíça. Dizem que não ficará pedra sobre pedra. Vamos aguardar a decisão do TSE. EXIGÊNCIA O colunista Gilberto Barbosa que assina artigos publicados nesse jornal, sugere que alguém que queira se candidatar a um cargo político, terá que ter no mínimo o segundo grau completo, além de um passado e um presente limpíssimo, sem mancha social por menor que seja. Com certeza, diz o repórter, iria sobrar muita gente. ANIVERSÁRIO Essa coluna registra o aniversário do companheiro Daklen Macedo, ocorrido no dia 22 de Julho. Daklen, quando em atividade como fiscal do trânsito era querido por todos pelo modo como trabalhava. Aliás, trabalhava e não atrapalhava como fazem hoje muitos guardas de trânsito. VONTADE POLÍTICA A proposta de reforma política apresentada pela presidente Dilma não passa de uma medida para enganar a população que está nas ruas. A declaração é do analista político Ricardo Ismael. Por outro lado, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Carlos Veloso, disse que o “que está faltando é vontade política de se fazer a reforma política”. Aí ficam jogando para o futuro, reclamou o ministro. TERCEIRA IDADE Um grupo da terceira idade vai comemorar o dia dos pais neste sábado 10 de agosto no salão social do Iate Clube de Ramos na capital. Na organização do evento de um lado a Secretária do Idoso Lesirée de Figueiredo e do outro a diretora social do Iate Clube de Ramos Dalva Torres. Um ônibus e duas vans fretados levarão os convidados até o Iate. PERGUNTAR NÃO OFENDE O que faz o secretário de segurança do município, na prática? É homem de gabinete ou está nas ruas cuidando da segurança da população?
  • 3. AGOSTO 2013 JORNAL DO MUNICÍPIO ----- 3 REPORTAGEM Foi em Março de 1532 quando MartinAfonso de Souza ainda estava em S. Vicente, que o Rei D. João III decidiu empregar no Brasil o mesmo sistema de colonização que já havia dado certo nos Açores, na Ilha da Madeira e nas Canárias. Apesar da experiência bem sucedida nas ilhas, o império ultramarino português estava mais preparado em descobrir, conquistar, comercializar e eventualmente em pilhar do que em colonizar. Com a ameaça francesa, D. João III entendeu que a única maneira de preservar o Brasil era dando inicio a sua povoação. Como a coroa já despendura fortunas na conquista da Índia, o Rei optou por dividir as terras brasileiras em quatorze capitanias hereditárias totalizando quinze lotes, doadas a figuras importantes da corte que seriam responsáveis pela sua colonização. LEGISLAR E CONTROLAR TUDO Pela absoluta falta de interesse da nobreza lusitana, as capitanias brasileiras acabaram sendo concedidas a membros da burocracia estatal a militares e navegadores ligados à conquista da Índia. Além das vastas porções de terras – cada lote tinha em média duzentos e cinquenta quilômetros de largura, os donatários receberam também poderes verdadeiramente majestáticos. Podiam legislar e controlar tudo em suas terras – menos a arrecadação de impostos reais. Os lotes foram repartidos aleatoriamente e dos doze donatários, quatro jamais estiveram no Brasil. Dos oito que vieram, três morreram em circunstâncias dramáticas; um outro – Pero de Campos Tourinho foi acusado de heresia, preso e enviado para os tribunais de inquisição de Portugal. Três pouco se interessaram por suas propriedades e apenas Duarte Coelho que fora o primeiro navegador europeu a chegar na China realizou uma administração brilhante em Pernambuco. NO BRASIL COLÔNIANO BRASIL COLÔNIANO BRASIL COLÔNIANO BRASIL COLÔNIANO BRASIL COLÔNIA AS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS (SECRETARIAS MUNICIPAIS) E SEUS DONATÁRIOS MERITIRECEBE PROGRAMABRASILPRÓXIMO Projeto “Desenrolo.com/baixada” trará atividades culturais voltadas para a juventude e apresentação de artistas locais Chegou a vez do Programa Brasil Próximo, do Governo Federal, chegar a São João de Meriti. A iniciativa tem como objetivo construir uma rede de intercâmbio de ações entre Brasil e Itália, a fim de fortalecer o desenvolvimento de ambos os países. No dia 18 de julho, o programa apresentou o projeto “Desenrolo.com/baixada”, que trará atividades culturais para os jovens da cidade. O projeto irá unir a juventude meritiense para relato de experiências, oficinas artísticas, cortejos de rua e debates sobre políticas públicas. Tais ações levarão a sociedade a conhecer e reconhecer a produção cultural e a juventude da região. Todas as apresentações artísticas programadas contarão com a apresentação de artistas locais. As atividades começaram com as oficinas “Corpo, Prazer e Riscos”, com aulas gratuitas de dança, hip hop, circo e maracatu, no Centro Cultural Kennedi Jaime. Na Praça do Skate, houve a concentração para caminhada do “Cortejo Cultural”, que contou ainda com intervenções artísticas. Para finalizar, o talk show “Desenrolos da Juventude e da Cultura na Baixada” contou com vários artistas, produtores culturais, DJs, vídeos, raps e performances, também no Centro Cultural, localizado na Avenida Automóvel Clube 206, Centro. diretores de defesa civil locais. “Queremos fazer um plano que seja discutido com a sociedade e para a sociedade. Temos hoje cerca de 9 mil voluntários na defesa civil, um dos maiores números do Brasil. E nossa secretaria tem técnicos qualificados, contribuindo para a construção de um bom plano”, destacou Sandro Matos. O Plano Municipal de Redução de Risco tem como objetivo buscar soluções de redução de desastres, estabelecendo prioridades, estimulando a participação social e a integração de políticas. Durante o evento a história, objetivos, modelos e obrigatoriedades do Plano foram apresentadas pelo geólogo e consultor do Regea – Geologia e Estudos Ambientais, Luiz Antônio Bonjovani. O esquema que loteou o Brasil na época em que era colônia transformando-o em capitanias hereditárias pelo Rei D. João III, está sendo copiado em pleno século XXI na cidade de Maricá, interior do Rio de Janeiro. É que o prefeito do município Washington Quaquá decidiu com propósitos exclusivamente políticos, lotear as secretarias municipais as nobres integrantes da Câmara que passaram a ser seus donatários com plenos poderes para nomear e exonerar. D. João III entendia, na época, que a única maneira de preservar o Brasil era dando inicio a sua povoação. Dividiu o Brasil em quatorze capitanias hereditárias distribuindo-as para figuras importantes da corte que seriam responsáveis pela sua colonização. Mas a nobreza da época não se interessou e as capitanias acabaram nas mãos de membros da burocracia estatal e as militares e navegadores ligados à conquista da Índia. Aqui aconteceu o contrário. Os nobres da Câmara aceitaram o presente comandam suas capitanias (secretarias) com poder total sobre elas. Mas como toda esmola grande o santo desconfia, eles assumiram o compromisso de pagar dando em troca os votos de seus eleitores para eleger em 2014, a esposa do prefeito, Rosângela Zeidan, deputada estadual. No total são 20.347 votos e mais três mil que ele espera receber da terceira idade. A DISTRIBUIÇÃO A capitania (Secretaria) do Trabalho tem como donatário o presidente da Câmara, o nobre Fabiano Horta. A capitania (Secretaria) da Saúde o donatário é o nobre Chiquinho. O nobre Robson Dutra é o donatário da capitania (Secretaria) de Esportes. O nobre Filipe Bittencourt é o donatário da capitania (Secretaria) da Habitação. O nobre Bubute é o donatário da capitania (Secretaria) de Agricultura e Pesca. O nobre Tatai e o donatário da capitania (Secretaria) do Idoso. O nobre Aldair de Linda é o donatário da capitania (Secretaria) de Turismo. O nobre Frank Costa é o donatário da capitania (Secretaria) de Desenvolvimento Econômico e Petróleo e o nobre Adelso Pereira é o donatário da capitania (Secretaria) Energia e Iluminação Pública. A fonte ficou de informar quais capitanias (secretarias) foram dados aos nobres Bidi e Helter Ferreira. Além destes, o ex-nobre Jorge Castor é donatário das Capitanias (secretarias) de Ação Social, Comunicação Social, Ouvidoria, e o ISSM (Instituto de Seguridade Social de Maricá) e marca o seu prestígio com o Rei D. João III, ou melhor com o prefeito Quaquá. O BRASIL NO SÉCULO XXIO BRASIL NO SÉCULO XXIO BRASIL NO SÉCULO XXIO BRASIL NO SÉCULO XXIO BRASIL NO SÉCULO XXI Moradores de Meriti discutem Plano de Redução de Risco Em audiência pública, prefeitura apresenta mapeamento realizado no município. Foto: Reunião na Câmara Municipal de Meriti Moradores de São João de Meriti participaram, de audiência pública sobre redução de risco. O encontro, que aconteceu na Câmara de Vereadores, fez parte de uma das últimas etapas para finalização do Plano Municipal de Redução de Risco, instrumento técnico necessário para contratação de obras que minimizem riscos de deslizamento e inundação, por exemplo. Participaram da cerimônia o prefeito Sandro Matos, o secretário municipal de Ambiente e Defesa Civil, Zilto Bernardi Freitas, outros secretários municipais, representantes da secretaria de Estado de Defesa Civil e das coordenadorias regionais da Baixada. Também participaram agentes juvenis de defesa civil, representantes dos conselhos municipais e dos núcleos de defesa civil, além de
  • 4. 4 - JORNAL DO MUNICÍPIO AGOSTO 2013 JULIOCAROLINO:VOTODISTRITALMISTOFAC assim acabar por inviabilizar, uma vez que do modo que se encontra temos um sistema arcaico, ineficiente, não igualitário e por que não dizer tendencioso. 2 – Fim do voto obrigatório. A favor ou contra? Explique por quê. Em uma democracia plena e no estado democrático de direito em que vivemos, falar em voto obrigatório é uma incoerência. Acredito que ninguém discorde disso, porém acredito que por termos uma democracia ainda jovem, se faz necessário mecanismo como o do voto obrigatório. Em nosso pais e mais especificamente ainda ocorre a compra de votos, e com a fidelidade imensa do eleitor que vende seu voto e faz questão de entregar, caso deixe de ter a obrigação legal de votar, o eleitor coerente e honesto, pode deixar por algum motivo de cumprir seu dever como cidadão, sendo que o outro eleitor que vendeu o voto, que tem obrigação de entregar a quem o pagou por ele, não deixará de comparecer às urnas, e assim deixará em cheque a legitimidade dos eleitos. Em outros países berço da democracia e da republica como é o caso da França, o voto já não é mais obrigatório, acredito que em breve será possível também em nosso pais, mas ainda precisamos de uma maturidade política maior. 3 – Financiamento de campanha. Atualmente ele é misto feito tanto por empresas particulares como pelo governo. A OAB é contra o financiamento privado. Fale sobre o assunto. O sistema atual de financiamento de campanha, é totalmente inviável. Na verdade o financiamento é privado oficialmente e legalmente falando, porém o que ocorre na pratica é o financiamento privado com dinheiro publico, pois as empresas que financiam as campanhas depois são as mesmas que prestarão serviços aos governos, que ajudaram a eleger. Então a melhor forma e o financiamento publico direto. Deste modo se torna mais transparente a fonte de recursos, o processo eleitoral se torna mais equilibrado O clamor do povo é por uma reforma política já para eliminar os vícios no processo eleitoral vigente. Plebiscito ou referendo, fim do voto obrigatório, financiamento de campanha, coligações partidárias, voto distrital misto, são algumas das questões que o governo quer submeter ao Congresso Nacional. Para fazer uma análise do assunto, o Jornal do Município ouviu com exclusividade o advogado Julio Carolino que aspira uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições do próximo ano. 1 – O povo clama por uma reforma política e o governo acena com um plebiscito. Qual sua opinião? A reforma política já e uma reivindicação antiga da população. Vários parlamentares foram eleitos defendendo esta bandeira, sendo que após eleitos acabaram esquecendo. No congresso nacional vários projetos tramitam neste sentido, porém se não tem um desfecho. O plebiscito é um mecanismo mais que legitimo, para expressar a vontade do povo, claro que não precisaria esperar um momento como este, para apresentar tal proposta, uma vez que todos sabem que o sistema político atual esta totalmente arcaico, e, não atende a vontade popular. E de grande importância uma reforma política ampla, modificando pontos específicos e importantes, como o voto distrital, o financiamento publico de campanha, as eleições proporcionais. No caso da nossa cidade, caso houvesse o voto distrital, Maricá seria muito beneficiado, ficaria muito mais fácil elegermos um representante para a Alerj ou até mesmo para o Congresso Nacional. Na ultima eleição de 2010, quase 800 candidatos a deputado estadual tiveram votos em nossa cidade, sendo que com isso houve uma grande pulverização dos votos, não sendo eleito nenhum do nosso município. A reforma política tem que ser feito, com a máxima urgência, a única coisa que temos é que se ela for feita através de plebiscito, pode vir de uma forma muito superficial, e assim não atingir os verdadeiros anseios da população, o que não se pode e criar um impasse entre a forma de fazer a reforma, e dando chances iguais a todos os candidatos. Todos sabem que a forca econômica, vem pesando e influenciando em muito no resultado final das campanhas e não resta duvida que no primeiro momento falar em financiamento publico de campanha assusta, nosso povo que não tem o mínimo nem mesmo na saúde, onde hospitais faltam até itens básicos como seringas e esparadrapos. Mais tudo isso já e um reflexo, de que o político teve que se sujeitar ao empresário que pratica o capitalismo selvagem, para conseguir recursos para sua campanhas. Todos sabem que as empresas investem nas campanhas, já de olho em áreas da administração publica que tem interesse, seja ela na área de limpeza, saúde, educação e varias outras. Apesar do bom humor que conquistou os brasileiros, o Papa Francisco não deixou de falar de assuntos sérios. Ele fez referência aos recentes protestos da população em todo o país e pediu que os mais ricos e as classes políticas sejam menos egoístas e mais solidárias. O Papa lembrou, também, que o processo de pacificação das comunidades não será duradouro se houver abandono da periferia. E foi mais contundente em uma de suas falar quando pediu aos jovens que não fiquem desiludidos com a corrupção. Ele foi embora depois de uma semana entre nós. Mas deixou para todo o povo brasileiro uma mensagem de fé, de esperança e de amor incentivando os jovens a não desistirem de lutar pelo que desejam e pregando a solidariedade aos mais pobres ele afirmou que sempre se pode colocar mais “água no feijão”. O PO PO PO PO PAPAPAPAPAPA NO BRASILA NO BRASILA NO BRASILA NO BRASILA NO BRASIL
  • 5. AGOSTO 2013 JORNAL DO MUNICÍPIO ----- 5 CILITAELEIÇÃODEUMDEPUTADODEMARICÁ que elegeu 12 cadeiras, e na ocasião o PDT não tinha candidatura própria ao governo do Estado. Todos sabem que quando o partido tem candidatura própria ao executivo favorece os candidatos do legislativo, ou seja, em 2014 teremos candidato próprio ao governo do Estado e o nome forte dentro do partido é do companheiro Sandro Matos, atual prefeito de São João de Meriti, reeleito no primeiro turno, com grande liderança na baixada, ajudou a eleger varias outras prefeituras. É irmão do Deputado Federal Marcelo Matos, mais votado do partido, um os parlamentares mais atuantes em Brasília, tudo isso o credencia para ser o candidato a governador pelo partido, com grandes chances de ser eleito, e ainda ajudar e muito as bancadas estadual e federal. O PDT através do nosso presidente nacional e ex ministro Carlos Lupi, pediu para que o nosso partido em Maricá indicasse um pré candidato a deputado estadual, em reunião interna no nosso diretório municipal os companheiros decidiram por meu nome, e isso me deixou muito contente, porém com uma responsabilidade muito grande, uma vez que tenho que caminhar ao lado de companheiros valorosos como o prefeito Sandro Matos e o Deputado Marcelo Matos, tenho que empunhar a bandeira do legado de Brizola, e ainda não deixar que nada venha manchar a carreira política do meu grande herói, líder político, que é meu pai Dr Carolino, que tenho orgulho de dizer que foi prefeito e que não respondeu a nenhum processo por improbidade administrativa. 5 – O vencimento ou salário pago aos políticos de qualquer instância governamental não poderá ultrapassar de cinquenta salários mínimos, uma vez que os mesmos já têm direito a moradia de graça, além de transportes e outros benefícios essenciais para o bom desempenho de seus mandatos. Estas medidas aqui preconizadas evitariam em boa parte, que oportunistas e espertalhões se infiltrassem na política para roubar e legislar em benefício próprio. Gilberto Barbosa PONTO DE VISTA reforma eleitoral, sendo que a meu ver para o legislativo as eleições deveriam ser como a do executivo seriam eleitos os mais votados. Na eleição, no caso do nosso município iria compor a Câmara Municipal os 11 candidatos mais votados no processo eleitoral, sendo que não é o que ocorre atualmente. 5 – Voto distrital misto. O que acha? Como já disse anteriormente sou altamente a favor do voto distrital, em especial porque o nosso município seria muito beneficiado, tornando assim uma realidade o nosso sonho de termos um deputado de Maricá. Não podemos imaginar que Saquarema nosso município vizinho com a metade do eleitorado consiga ter o presidente da Alerj, e Maricá não ter um representante naquela casa de leis. O voto distrital iria favorecer e muito para essa tão importante conquista. 6 – A transformação da corrupção em crime hediondo tem razão de ser? Crime hediondo ou não, não faz grande diferença. O que realmente eu acredito que seria uma forma mais coerente de coibir a corrupção seria uma forma mais enérgica e rápida na aplicação da pena. A questão de tornar crime hediondo é mais para ludibriar o leigo, uma vez que não se fala em colocar grandes penas, ou seja, as penas continuarão sendo modestas, o processo sujeito a vários recursos, e assim inviabilizando o cumprimento da pena, pois o que ocorre na pratica e que após anos de tramitação dos processos nos tribunais, na hora do cumprimento das penas os crimes já estão prescritos. 7 – Acha que o PDT tem condições de eleger uma boa bancada nas eleições do próximo ano? Não tenho duvida que o PDT fará novamente uma grande bancada, basta lembrar que nas eleições de 2010 o partido elegeu a segunda maior bancada, com 11 cadeiras, ficando atrás apenas do partido do governador O TRIUNFO DA VERDADE SOBRE O IMPÉRIO DA MENTIRA A verdade demorou, custou a aparecer, mas finalmente surgiu para satisfação e alegria de toda a sociedade e desespero e apreensão de toda a classe de malfeitores e demagogos que são esses políticos que fingem e brincam de governar esse país. O povo cansado e desesperado de tantas mentiras e desmandos resolveu ir para as ruas a fim de protestar e mostrar a sua indignação contra essa série de desmandos, vandalismo e roubo aos cofres públicos. Tudo praticado por aqueles que deveriam governar essa nação. Porém, com a devida ressalva de quem nem todos são assim. Enfim, chegou a hora de acabarmos com essa verdadeira farra do boi. Por isso, aproveito a oportunidade para sugerir o que deverá ser feito para pôr fim a essa orgia diabólica desses pseudos governantes: 1 – Acabar com a obrigatoriedade do voto (vota quem quiser); 2 – Diminuir o número de partidos que atualmente é de trinta e um, para apenas três; 3 – O candidato que desejar se candidatar a um cargo político, terá que ter no mínimo o 2º grau completo, além de um passado e um presente limpíssimo, sem mancha social por menor que seja; 4 – O político que na vigência de seu mandato for penalizado por qualquer ato de leviandade ou falcatrua, assim como, dirigir embriagado, roubo e outros desvios de conduta terá seu mandato cassado definitivamente, não podendo jamais se candidatar a cargo político algum; 4 – A favor ou contra o fim das coligações partidárias. Sim ou não, explique por quê. As coligações partidárias são importantes no processo democrático e principalmente no sistema, de pluripartidarismo, como o nosso. Porém o que não se deve permitir é a forma eleitoral de eleições proporcionais, onde através das coligações, são eleitos candidatos, que nem sempre são os mais votados, ou seja, candidatos com mais votos não são eleitos dependendo da coligação, e candidatos com percentual menor de votos são eleitos. Esta modalidade acaba deixando de representar a vontade real da população. O fim das coligações também só poderá ocorrer com a NOSSA SENHORA DO AMPARO PROTEJA NOSSA CIDADE E NOS ABENÇOE Julio Santos e Sandro Matos (Prefeito de São João de Meriti em recente encontro)
  • 6. 6 - JORNAL DO MUNICÍPIO AGOSTO 2013 1 – Financiamento de campanha: Ampliação do financiamento público das campanhas eleitorais: atualmente, o sistema é misto, feito tanto por empresas particulares, quanto pelo governo, mas as verbas particulares corresponderam, nas últimas eleições, a 75% do que foi gasto. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem hoje uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) buscando proibir a doação feitas por empresas privadas. 2 – Fim do voto obrigatório: Atualmente, o cidadão brasileiro é obrigado a votar dos 18 aos 70 anos, sendo penalizado caso não o faça ou justifique. 3 – Fim do suplente para o senado: Os senadores têm suplentes que não são votados pelo povo. Quando o senador eleito se afasta, o mandato é assumido por alguém que não teve nenhum voto. 4 – Fim das coligações partidárias: Os partidos políticos podem se unir em coligações, de forma que a opção pela sigla A, que defende um determinado tipo de ideia, pode fazer com que o eleitor beneficie também a sigla B, que tem propostas totalmente opostas. 5 – Lista aberta ou fechada: Discussão sobre a composição de lista de candidatos fechada ou aberta para votações proporcionais. Atualmente, as listas são abertas e o brasileiro vota no candidato que ele escolhe. Com a lista fechada, o eleitor vota no partido, e não conhece a lista. 6 – Corrupção vira crime hediondo: Para transformar corrupção em crime hediondo, o governo teria que criar um Projeto de Lei, que precisaria ser aprovado no Congresso. A corrupção ativa hoje tem pena entre 2 e 12 anos. A pena para os outros crimes considerados hediondos, como homicídio e latrocínio, é de até 30 anos. 7 – Voto distrital misto: Faz com que metade das vagas sejam decididas por eleição metade majoritária, metade proporcional. O eleitor teria dois votos para parlamentares: um no candidato e outro na lista do partido. Não existiriam mais os “puxadores de votos”, como o deputado federal Tiririca, que teve mais de um milhão de votos, em 2010, ajudando a eleger mais três candidatos do seu partido. Dra. Márcia Braz PREFEITO DE MARICÁ QUER SER GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO? Há algum tempo atrás quando todos iniciaram suas apostas que o prefeito de Maricá iria ser candidato a Deputado Federal, eu já alardeava que o mesmo não se contentava com cargos do legislativo, pois sua mania de grandeza só lhe permitia disputar cargos do poder Executivo, pois nosso Governante Municipal quer ser Único, como lula talvez. As pessoas achavam que eu estava louca e que o prefeito não teria tanta insanidade. Mas ele demonstra que está seguindo rumo ao palácio Guanabara, em Lartanjeiras, no Município do Rio de Janeiro. A primeira prova disso, foi a sua primeira tentativa em ser presidente do PT Estadual lá pelo primeiro mandato. Após, teve a idéia de doar três milhões do nosso Município a uma Escola de Samba para, segundo ele, divulgar nossa Cidade e atrair o Turismo. Balela na minha opinião! A verdade é que o prefeito deseja vender a todo o Estado do Rio de Janeiro que Maricá saiu do ostracismo ao Desenvolvimento em apenas oito anos de Governo petista quaquá, segundo assim ele entende, pois esse não é meu entendimento da Administração atual, longe disso. Agora, aproveitando que irá divulgar seu feito heróico na passarela do samba e aliado a isso ainda conseguirá divulgar a campanha de sua candidata ao parlamento Estadual, sua companheira Zeidan, ele segue planejando ser Governador. Não nessa eleição que se aproxima, mas na próxima, depois que sua fiel escudeira Zeidan já estiver empossada no cargo de Deputada Estadual e ele já for Presidente do Diretório Estadual do PT. É claro que ficaria mais fácil articular sua candidatura ao Governo do Estado pelo PT já que o atual prefeito de Maricá tem a experiência de dois mandatos de prefeito, teria uma aliada na Câmara Estadual e se for presidente do Diretório Estadual, tendo acesso a todos os presidentes e lideranças dos diretórios Municipais do PT em Todo o Estado do Rio de Janeiro. O menino pobre da mumbuca não quer só limpar o rio mumbuca para tomar banho e pescar novamente, quer despoluir todo o Estado do Rio de Janeiro e ser o Chefe Maior de nosso Estado. Para isso, o prefeito precisará primeiro controlar os inimigos que tem feito em toda sua trajetória, não só em Maricá mas agora no PT Estadual, que pelo visto possui mais força que os inimigos municipais, pois já iniciaram um processo impiedoso para denegrir a sua imagem no Estado todo, já que plantando matérias no jornal O Globo com tamanha intensidade, quer mesmo é colocar o ex-menino pobre da mumbuca pra ficar só na pescaria no rio mumbuca mesmo. Se o prefeito conseguir se livrar desses novos inimigos, que já demonstram muito poder, e conseguir chegar a presidência do PT Estadual, com a consequente disputa ao Governo do Estado e, lograr êxito em Ser Governador, sua próxima parada será rumo a Presidência da República, já que sempre demonstrou sua imensa vontade de seguir os passos de seu maior inspirador, o General Luis Inácio da Silva. Não, general não, desculpem-me a falha, ex-presidente Lula. Assim nosso futuro Presidente do Brasil quaqua, que não quer mais ser intitulado dessa forma, agora responde pela alcunha de Sr. Washington Quaquá, quer mostrar ao Brasil e ao Mundo que ele é o salvador da Pátria. Mas será que não vimos isso antes? Espero realmente que Deus seja Brasileiro, pois já estou rezando por um milagre que não permita um desatino desses. Convoco a todos os leitores para uma corrente de orações para a nossa proteção. Amém. POPOPOPOPOVVVVVO EXIGE UMA REFORMA POLÍTICAO EXIGE UMA REFORMA POLÍTICAO EXIGE UMA REFORMA POLÍTICAO EXIGE UMA REFORMA POLÍTICAO EXIGE UMA REFORMA POLÍTICA VALIDADE PARA 2016 O povo está querendo uma reforma já inclusive com a realização de um plebiscito e a validade para o próximo ano, mas a Câmara apesar de pressionada já afastou essa ideia e vai propor um referendo em 2014 para valer a partir de 2016. Alegando falta de prazo útil, os deputados vão empurrar com a barriga a validade das novas regras. O que ocorre é o seguinte: “nenhum Congresso votará reforma política que possa alterar-lhe a composição. O parlamentar não se disporá a modificar o sistema pelo qual se elegeu. Haverá sempre a dolorosa interrogação: eleger- me-ei em um novo sistema? E a resposta o voto sim ou não, na dúvida, não como a previsão não é, em geral, possível, sobretudo um regime político como o em que vivemos, há grande possibilidade de a maioria preferir o não confirmando o deixa como está para ver como fica”. Essa afirmação é do professor Oscar Dias Correa, Ministro aposentado do STF que há mais de 40 anos se dedica aos estudo das reformas sobretudo a política. Inclusive, ele quando deputado federal apresentou um projeto instituindo o voto distrital misto no Brasil que chegou a ser aprovado na comissão de constituição e justiça da Câmara dos deputados, mas o projeto foi arquivado. PRESSÃO POPULAR Mas o que está valendo agora são as vozes das ruas e os deputados estão com medo. Esse negócio de dizer deixa como está para ver como é que fica será coisa do passado, embora não se vá ter uma reforma já com validade para as eleições do ano que vem, como o povo queria. O Superior Tribunal Eleitoral, pediu um prazo de setenta dias para organizar o plebiscito. Era tudo o que os parlamentares queriam, isto é se elegerem em 2014, valendo as regras atuais. E, ainda são do professor Oscar Dias Correa as seguintes palavras: “O mais grave, porém, é que o Brasil tem pressa de concretizar seus anseios de reforma, para conquistar o futuro. Qual prometido, há muito tarda demais”, Só que agora com a revolta do povo que acordou e foi para as ruas protestar, o Brasil está perto de concretizar esses anseios com a aprovação de uma reforma política de verdade. Aguardemos. JornaldoMunicípio 10anosdebonsserviçosprestadosàpopulaçãodeMaricá. Jornal do Município antecipa as mudanças que estarão em discussão depois dos vários protestos de rua em todo o Brasil: Veja também as notícias do Jornal do Município acessando o Barão On Line www.obarao.blogspot.com
  • 7. AGOSTO 2013 JORNAL DO MUNICÍPIO - 7- 7- 7- 7- 7 AS MANIFESTAÇÕES DE RUA NO BRASIL Comandante Nardim Relutei durante anos, não entrar no mérito das m a n i f e s t a ç õ e s políticas. Minha profissão não permitia estar atualizado com as constantes mudanças que sempre ocorreram no nosso país, devido os meios de comunicações serem ainda precários . Como oficial da Marinha Mercante, estava sempre longe do meu endereço eleitoral quando as eleições se realizavam o que me obrigava a justificar o meu voto desperdiçado. Reconheço que fuiuma espécie de cidadão sem cidadania porque não era como não é até hoje permitido o voto a bordo dos navios mercantes, em viagem. Uma injustiça que se perpetua até os nossos dias. Assim, tinha que engolir a política como ela se me apresentava porque estava sempre defasado no tempo e na realidade dos fatos. Isso me inibia à discussão política, fazendo de mim um ignorante no assunto e mero espectador das barbáries que eram cometidas no Brasil. Ainda hoje sinto os resquícios dessa demência que me foi imposta, razão pela qual costumo dizer que sou apolítico e que as matérias que escrevo nada têm a ver com apolítica partidária que se pratica no Brasil. Enganei-me. Hoje me sinto possuidor da cidadania porque desde que me aposentei em 1978, não deixo de votar uma eleição sequer. Embora votando errado várias vezes, reconheço, sinto hoje em dia o sabor salutar da cidadania e jamais desperdicei meu voto, por mais equivocado que seja. Os equívocos que cometi estiveram sempre ligados à minha ignorância política. O que mais embaraçavam meus neurônios era o que conhecemos como “Jogo político” que está ligado a uma citação assistida em uma novela: - “Política” é a ciência do conchavo e da mentirae nela sobrevive quemcom ela se identifica com razoável conhecimento do processo do “faz de contas”. Faz de contas que vivemos numa democracia plena; Faz de contas que os políticos são representantes do povo; Faz de contas que o povo está satisfeito com seus representantes; E faz de contas, faz de contas, faz de contas... Comecei a perceber que os sistemas políticos são elaborados com a intenção precípua de atender aos anseios do ator principal – O cidadão - mas, os responsáveis pela execução dossistemas políticos deturpam os princípios básicos transformando-os num “Tratado de Corrupção e Insensatez”. A partir desse ponto o cidadão de bem deixa de acreditar na política, nos seus executores e se engaja ao grupo dos insatisfeitos que só tende a crescere ameaçar a segurança da própria sociedade. Democracia é um regime ainda cheio de defeitos, mas, devemos reconhecer que ainda não surgiu outro melhor. Se praticássemos a democracia na sua essência, as convulsões sociais seriam mínimas ou talvez nem existissem. Senão vejamos: Os países que praticam com dignidade a Democracia e a obediência às leis vigentes, como os países nórdicos, por exemplo, vivem no anonimato dasconvulsões do mundo globalizado. Nesses países há respeito ao cidadão, respeito às leis e à carta magna; Nesses países não há privilégios,todos são iguais perante as leis; não existem foros especiais para julgar determinados seguimentos da sociedade; Nesses países não existe pobreza extremos nem bilionários, mas, todos vivem felizes porque sabem que seus filhos estão com seus estudos garantidos do jardim da infância à Universidade; Que os Hospitais estão preparados para atender gratuitamente os cidadãos em quaisquer circunstâncias de enfermidades; Que seu país oferece transporte público da melhor qualidade; Paísesaonde o cidadão chega a pagar de imposto 45% do que ganha, mas, sabe que o retorno é garantido. “É por isso que esses países vivem no anonimato do mundo globalizado”. Que bom seria que o nosso país tivesse ao menos a caricatura de uma democracia bem praticada; Que precisássemos minimamente das leis para julgar o cidadão; Que as instâncias jurídicas tivessem credibilidade para bater o martelo e decretar definitivamente o final de um julgamento; Que os recursos jurídicos servissem tão somente para patrulhar os equívocos das leis a serem aplicadas. Façamos uma analogia: Que resultado veria se, em um museu de arte, onde cada frequentador resolvesse corrigir traços técnicos nos quadros de Monet, de Salvador Dali, de Picasso?...Sem dúvidas teríamos como resultado a transformaçãodo Museu de Arte num muro de pichações, onde os pichadores de quinta categoria se sentiriam realizados com suas psicopatias. É essa prática que infelizmente ocorre no Brasil. Sabemos como desfrutar das benesses que o país nos oferece, mas, desvirtuamos os processos que nos levam à felicidade em troca do individualismo, do corporativismo. Aí passamos a ser regidos pelas corruptelas sociais: A demagogia, aganância, a inveja, a vaidade, o orgulho etc... Substitui o bom senso, o caráter, a dignidade, o humanismo, o altruísmo, transformando nossas leis numa colcha de retalhos que só beneficiam os seus executores. Os políticos sabem como levar a felicidade plena ao povo, sabem que temos recursos para fazê-lo, sabem que teriam a ajuda inequívoca dos cidadãos de bem, mas reconhecem que são possuidores de uma covardia exacerbada que os impede a levantar suas vozes no congresso, porque lá encontrarão os vigilantes da anarquia prontos a se opor aos políticosde boa fé que desejam mudar o curso da história em prol do bem comum. Ao invés de trilhar o caminho certo, continuam seguindo por caminhos tortuosos construindo um sistema paralelo ao estado de direito que somente os políticos corruptos e tendenciosos tiram proveito da situação. Mas, como nos conduzir num sistema como esse? Aprendendo as artimanhas usadas pelas velhas raposas políticas que nada mais fazem a não ser aperfeiçoar os métodos escusos que mantém o povo no ostracismo? O povo brasileiro éde boa índole, só levanta sua voz quando se vê sufocado e prestes a sucumbir diante das barbáries que o levam a exaustão. Aí surgem os movimentos populares que vão às ruas reivindicar o óbvio, aquilo que é fundamental à sua segurança e sobrevivência. E os políticos, acostumados ao sistema paralelo que construíram, teimosamente ignoram o movimento, como se nada de anormal estivesse acontecendo: Se não, vejamos: No auge das manifestações de rua os políticos acenaram com ações paliativas para contornar a crise. Prenderam um deputado federal, condenado há treze anos, em pleno exercício do seu mandato;se dispõem, de uma hora para outra, a debater projetos engavetados há anos, como a reforma política, mas dando prioridade ao financiamento de campanha. O movimento popular que tomou conta das ruas de norte ao sul do Brasil surgiu como um brado de alertapreconizando a exaustão. O povo não aguenta mais assistir passivamente a prática desse jogo político que tende mais para ser chamado de “jogo sujo” ameaçando movimentos constitucionais que vão às ruassem coloração partidária e com a intenção precípua de reivindicar o óbvio – a dignidade e o respeito às instituições. Mas os políticos avançam no sentido contrário aperfeiçoando o “jogo sujo” ignorando o sentimento popular, nitidamente com o propósito de abafar o movimento de rua, ou tirar proveito dele. O recente movimento de rua é condição constitucional que tem o povo de mudar o curso desse sistema vigente, que há anos sobrevive, graças ao poder paralelo criado e mantido pelas velhas raposas políticas. Transcrevemos uma dessas barbáries que agridem o povo e fazem com que surjam os movimentos de rua: “De autoria do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), a PEC 37 acrescenta um parágrafo ao artigo 144 da Constituição Federal, para estabelecer que a apuração das infrações penais será competência privativa das polícias Federal e Civil que supostamente podem ser manipuladas. Atualmente, por determinação constitucional, o Ministério Público e outras instituições também exercem, em casos específicos, a atividade de investigação criminal.” Se a PEC 37 fosse aprovada,vislumbraríamos o início de um movimento para centralizar o poder, justo nas mãos dos políticos corruptos que vivem incomodados com a ação do Ministério Público que representa uma constante ameaça às suas ações satânicas. “Acorda Brasil!” A campanha Brasil Contra a Impunidade é coordenada pela Associação Nacional do Ministério Público (Conamp), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação Nacional do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM) e o Conselho Nacional de Procuradores- Gerais (CNPG). No Estado as ações contra a PEC 37 são coordenadas pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) e pela Associação Espírito- Santense do Ministério Público (AESMP). Morei cinco anos em Teresópolis e fui vizinho de um coronel do Exército brasileiro que me dizia em conversa informal: “De 20 em 20 ou de 30 em 30 anos tem que haver uma revolução no Brasil, para consertar o que os políticosdestroem através dos anos”. Palavras sábias. Estamos completando o ciclo de 30 anos e o povo vão às ruas em busca de correção do nosso sistema que foi aviltado através dos últimos 30 anos. A minha citação não se refere à revolução armada, como a de 64. Manifestação popular também revoluciona o sistema que está sendo aplicado erroneamente pela classe política. Não acredito que os políticos não tenham entendido a voz das ruas. Mas, mesmo assim, levarão o sistema atual até aonde der. Tentarão enganar o povo para manter o “status quo” que os beneficia. À medida que a convulsão social vai ameaçando a segurança da sociedade, eles criarão paliativos, e só paliativos, para colocar mais um remendo na democracia que vem sendo aplicada com oscasuísmos que jáconhecemos. Mas, até quando?...Até a mudança de governo? De 1964 para cá já mudamos várias vezes o curso da política no Brasil e os problemas se arrastam do mesmo jeito. Já mudamos da direita para a esquerda, da esquerda para o centro e os problemas Continua na página 08
  • 8. 8 - JORNAL DO MUNICÍPIO AGOSTO 2013 tendência de correção de rumo, com o julgamento dos condenados do mensalão. Se forem para a cadeia surgirá uma esperança de combate à impunidade e o quadro terá um aspecto distinto, se postergarem essa decisão veremos mais uma vez a vitória do continuísmo agredindo a sociedade. Não me arriscaria a emitir uma opinião a respeito do nosso futuro político por me julgar incompetente para fazê-lo. Os analistas políticos que o façam. Perdoem-me pelos equívocos cometidos por razões já mencionadas. Pelo menos,acreditamos tero perfil decomo deveria ser nosso próximo presidente da república: “Joaquim Barbosa”- atualpresidente do Supremo Tribunal de Justiça que, não pretende ser candidato e não pertence a nenhum partido político. Tem dado uma lição de sensatez e probidade moral ao povo brasileiro no desempenho de suas funções,o que falta aos nossos políticos. Tem mostrado que ainda existem homens horados e dignos no Brasil que poderiam ser o paradigma da classe política. Joaquim Barbosa e um exemplo a ser seguido, principalmente pelos políticos que não conseguemse desapegar do corrompido sistema com o qual convivemos há tantos anos. continuam, quando muito, com uma roupagem diferente, para ludibriar o eleitorado. E o que o futuro nos reserva? O que podemos esperar das propostas partidárias para as eleições do ano que vem?... O retorno dos esquerdistas radicais do PT claramente repudiados pelo povo? Os Tucanos com sua política Neoliberal que vendeu a Vale do Rio doce e quase vendeu a Petrobras? A Marina Silva, sem partido, com sua política indigenista que pretende transformar as terras produtivas do Brasil num galpão de repouso onde os índios ficariam em suas redes, deitados em berçosesplêndidos “vendo a banda passar”?... E quem pagaria a conta? Caro leitor, não sou analista político edeixei isso muito claro no início dessa matéria. Estou falando o que sinto e com a identidade que tive com os recentes movimentos de rua. Sinto queo mundo mudou e que os políticos não perceberam. Os ventos não sopram mais favoráveis ao Brasil, já sopraram e me parece que o país perdeu a oportunidade de consolidar a democracia, justo no momento em que a economia mostra seus primeiros sinais de fragilidade e exaustão. O povo clama por nova mensagem, não necessariamente partidária, mas sem corporativismo. Uma mensagem que indique um rumo diante do vendaval que se forma no mundo globalizado e não vejo liderança com competência para mudar esse quadro. Precisamos recompor o que entendemos por democracia plena. Os meios de comunicação avançaram abruptamente e colocou o povo no cimo da pirâmide, de onde percebe todas as nuances políticas atuantes e por isso não aceita mais somente o discurso e sim a ação, sabendo distinguir a ação sincera da sofística. Percebeu que diante da atual conjuntura o seu voto cedeu lugar ao poder dos partidos. Hoje quem elege o presidente é o partido forte. O eleitor tornou-se o poder secundário e por isso quer resgatar sua cidadania. Dizia-se que no Brasil só se pensavaem samba e futebol. Ficou provado o contrário: Na copa das confederações ficou provado que esse discurso é coisa do passado. Enquanto o Brasil goleava a seleção espanholano Maracanã, do lado de fora os movimentos de rua seguiam normalmente seu curso pedindo o fim da corrupção e melhores condições de vida. Vejo o atual quadro político no Brasil nitidamente indefinido. Em Agosto próximo talvez possamos vislumbrar alguma AS MANIFESTAÇÕES DE RUA NO BRASIL Continuação da página 7 THAYNÁ MORAES ÉA MISS MARICÁ 2013/2014 Aconteceu na noite do dia 14 de julho no Espaço Cultural Vovó Bellina o concurso Miss Maricá 2013/2014 (versão Latina, m concurso sério e verdadeiro) e a jovem Thayná Moraes (19) foi a grande vencedora. Em sgundo lugar ficou Tahyza Cassuce (19) quetambémconquistouotítulodeMissFotogenia Maricá 2013. Fernanda Ferrreira (24) foi eleita por voto popularaprimeiraMissMaricáWEBenamesma noite foi coroada a jovem EllenAraújo (11) a Miss Maricá Global Teen. Thaynáestarárepresentandonossomunicípio nafinaldoestadualnodia15desetembronacidade de Petrópolis. O evento foi organizado pela PR Produções. Fernanda Ferreira, Thayná Moraes, Pery Salgado (produtor) e Halana Magalhães Miss Maricá 2012/2013