Caindo Nas Redes VI Redes - Presentation Transcript
Caindo nas redes: conversas sobre redes, tecnologias e formação de docentes - o jornal eletrônico e muitas possibilidades de uso Perseu Silva Rafael Martins
Nenhum aquário é maior do que o mar [...]
Eu caio na rede
Não tem quem não caia[...]
Nenhuma rede é maior do que o mar
Nem quando ultrapassa o tamanho da Terra
Nem quando ela acerta, nem quando ela erra
Nem quando ela envolve todo o planeta (A rede, Lenine e Lula Queiroga)
Teoria da cultura da convergência
Entrevista publicada na Revista Super Interessante (março/2009) com Henry Jenkins, professor do Instituto de Tecnologia de Massachussets –MIT
Idéia de que todas as histórias contadas pelas pessoas passam por distintos veículos - televisão, cinema, internet, celulares. É isso que acontece hoje, com as novelas, seriados, talk-shows.
C ultura participativa : muitos das personagens que teriam acabado com o fim de suas histórias, permanecem existindo. Não são os artefatos tecnológicos que tornam essa mudança verdadeira, mas sim, os usos (Certeau, 1994).
Os usos
O que são tecnologias ?
O que são tecnologias ?
São os usos que os praticantes fazem daquilo que está disponível ao seu consumo.
Exemplos:
pinturas rupestres nas paredes das cavernas
Bíblia impressa primeiramente por Gutenberg em meados de 1400
blogs e perfis de Orkut
Artefatos tecnológicos
Artefatos tecnológicos
A parede, o papel, a tinta à óleo, colares e anéis, o computador
Escolas: O quadro-negro, a palmatória, o giz, o pilot, a cartolina, o caderno, o livro, o retroprojetor
Corpo (cotidiano escolar): O olhar ‘distraído’ do estudante que cola, o silêncio docente a espera do silêncio da turma, chegar à sala e abrir o diário de classe para começar a chamada como quem sinaliza o início da aula
Segundo Alves (2006), as professoras são, desde sempre, usuárias de artefatos culturais, ou seja, criadoras de tecnologias, conhecimentos e valores (p.225).
Diante de tantos fatos, fica evidente, que não podemos negar à formação de docentes as questões relativas à criação e os usos das tecnologias. Já que encontramos esta, em diversos dos fios que tecem as nossas redes de conhecimentos e significados. Fios que fazem a tessitura das redes e muitas vezes podem causar choques ou nós, mas que são os responsáveis pelas resistências e soluções cotidianas que apresentamos as questões presentes nos diversos contextos onde nos colocamos. No caso da formação de docentes,
a apropriação, o uso e a criação de multimeios pela professora [...] durante a sua formação acadêmica, estão inseridos entre os direitos de posse e utilização do patrimônio cultural produzido pela humanidade (Alves, 2000, p.34).
Jornal Eletrônico Redes Educativas e Culturas Locais
Criado a partir do Edital da Faperj ‘Prioridades do Estado do Rio de Janeiro’, grupos de pesquisa pertencentes à linha Cultura e Cotidiano Escolar e outras [1] , reunidas no Laboratório Educação e Imagem e ligadas ao Programa de Pós-graduação e ligadas ao Programa de Pós-graduação e Pesquisa em Educação
[1] São 10 grupos, dos quais 7 já atuam juntos no Laboratório Educação e Imagem coordenados por: Nilda Alves, Inês Barbosa de Oliveira, Raquel Goulart Barreto, Rita Ribes, Maria Luiza Oswald, Mailsa Passos e Paulo Sgarbi. E mais 3 que, junto com alguns dos já citados, atuam em conjunto na Linha Cotidiano e Cultura Escolar, do ProPEd, coordenados por: Alice Casimiro Lopes, Elizabeth Macedo e Maria de Lourdes Tura.
Jornal Eletrônico Redes Educativas e Culturas Locais
Dividido em oito sessões além do Editorial: Culturas Locais, Artefatos Tecnológicos, Cultura e Conhecimentos Disciplinares, Políticas Curriculares e Projetos Educacionais, Cotidiano e Redes Educativas, Culturas e Imagens, Lembranças de Escolas e Inventando o Futuro
Objetivo inicial: criar uma rede entre docentes dos municípios Angra dos Reis, Petrópolis e São João de Meriti e docentes da UERJ.
Sessão Culturas Locais
Escola expressar em seu cotidiano, aquilo que acontece dentrofora das escolas em suas especificidades - o multiculturalismo, a diversidade e a pluralidade. Afro-brasileiros, ameríndios, mulheres, a comunidade LGBT, sem-terras, sem-tetos, entre outros.
Muitas são as formas de expressar-se dos praticantes e é preciso, mergulhar nos cotidianos para poder compreender o que realmente acontece, que relações são tecidas etc.
Culturas Locais
Artigo : A escola em ritmo de forró, escrito por Mário Sergio T. de Oliveira
Uma escola com cerca de 80% de nordestino e a Festa Junina – percebe- se os valores, formas de organização, alianças, resistências, rompimentos e confraternização entre os grupos .
Sessão Cotidiano e Redes Educativas
Sobre os múltiplos contextos de formação e as redes educativas e como vamos nos formando com os fios que tecem nossas redes subjetivas de conhecimentos e significados.
Artigo: Formação com o cotidiano ou por uma outra forma-ação de ‘fazer saber’ o cotidiano , de Rita de Cássia Prazeres Frangella.
Discussão do conhecimento em redes e a formação de docentes. Centra-se na forma como tem se entendido formação continuada realizada através de capacitações, reciclagens, atualizações, onde docentes são vistos como ’sujeitos’ que precisam receber ‘novas luzes’ para iluminar sua prática.
Sessão Artefatos Tecnológicos
Ferramentas tecnológicas – criação das tecnologias
4 artigos ( julho à outubro)
Pereira (2008), Fotografia: do papel à tela , onde a questão central está na popularização sem precedentes da fotografia devido ao advento das máquinas digitais .
Silva (2008), a presença dos celulares nas salas de aula
Sacramento (2008), no artigo Sobre blogs, artefatos tecnológicos e usuários - dois grupos de crianças entre 10 e 12 anos da construção de um blog.
Alves (2008), questões sobre tecnologias, artefatos e cotidiano nas escolas
Para continuar em outras redes – conclusão
As ferramentas por si não garantem a educação que almejamos. São os usos que fazemos dessas nos cotidianos - as tecnologias - que nos interessam em suas múltiplas criações e recriações.
Fica evidente pensar uma formação na qual o diálogo, a interação, a solidariedade são centrais. Onde cada docente possa ser ao mesmo tempo formado e formador, num ato coletivo, numa formação mútua. Pois é, desta forma que acreditamos encontrar saídas às tantas questões que enfrentamos cotidianamente.
Vivemos na chamada era da informação em que as pessoas são bombardeadas em alta velocidade. Somos a Sociedade da Informação! É fundamental compreendermos as relações que são estabelecidas com os artefatos tecnológicos pelos usuários nos múltiplos espaçostempos que, com certeza, também estão nas salas de aulas. Ficaremos de braços cruzados? Ou vamos “cair na rede”?
Referências Bibliográficas
‘ É com você, leitor’ por Inara Chayamiti. Revista Super Interessante , Edirora Abril, nº 263, mar / 2009, sessão Super Papo, p.17-19.
ALVES, Nilda. Artefatos culturais na escola - lembranças e usos. In: Jornal Eletrônico Redes Educativas e Culturas Locais, ano 1, nº 5, ago/2008. Disponível em: http://www.lab-eduimagem.pro.br/REDES/ . Acessado em 02/03/2009, às 17:45h.
_________. Educação e mídia: as tantas faces da professora 'usuária' dos artefatos tecnológicos. In: GARCIA, R. & ZACCUR, E. (orgs). Cotidiano e diferentes saberes. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
_________. A formação da professora e o uso de multimeios como direito. In: FILÉ, Valter(org.). Batuques, fragmentações e fluxos : zapeando pela linguagem audiovisual no cotidiano escolar. Rio de Janeiro: DP&A, 2000, p.25-40.
BARRETO, Raquel G. & MAGALHÃES, Ligia K. C. de. Modos de incorporação das múltiplas linguagens na formação de professores. In: OLIVEIRA, Inês B. de; ALVES, Nilda; BARRETO, Raquel G.(orgs). Pesquisa em educação : métodos, temas e linguagens. Rio de Janeiro: DP&A, 2005.
CERTEAU, Michel. de. A invenção do cotidiano - artes de fazer . Petrópolis: Vozes, 1994.
FRANGELLA, Rita de Cássia Prazeres. Formação com o cotidiano ou por uma outra forma-ação de ‘fazer saber’ o cotidiano. In: Jornal Eletrônico Redes Educativas e Culturas Locais, ano 1, nº 3, jun/2008. Disponível em: http://www.lab-eduimagem.pro.br/REDES/ . Acessado em 02/03/2009, às 17:20h.
IMENES, Carla. Os espaços/tempos do cotidiano escolar e os usos cotidianos das tecnologias. In: LEITE, Márcia e FILÉ, Valter (orgs). Subjetividades, tecnologias e escolas . Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p.115-128.
LEITE, Márcia. A tecnologia no/do curso de pedagogia. In: LEITE, Márcia e FILÉ, Valter (orgs). Subjetividades, tecnologias e escolas . Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p.103-114.
MANHÃES, Luiz Carlos Siqueira. Redes e formação de educadores. In: AZEVEDO, Joanir Gomes de, ALVES, Neila Guimarães (orgs). Formação de professores : possibilidades do imprevisível. Rio de Janeiro: DP&A, 2004, p.99-120.
OLIVEIRA, Inês Barbosa de. A rebeldia do/no cotidiano: regras de consumo e usos transgressores das tecnologias na tessitura da emancipação. In: LEITE, Márcia e FILÉ, Valter (orgs). Subjetividades, tecnologias e escolas . Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p.27-42.
OLIVEIRA, Mário Sergio T. de. Escola em ritmo de forró. In: Jornal Eletrônico Redes Educativas e Culturas Locais, ano 1, nº 3, jun/2008. Disponível em: http://www.lab-eduimagem.pro.br/REDES/ . Acessado em 02/03/2009, às 18:10h.
PEREIRA, Sílvio da Costa. Fotografia: do papel à tela. In: Jornal Eletrônico Redes Educativas e Culturas Locais, ano 1, nº 4, jul/2008. Disponível em: http://www.lab-eduimagem.pro.br/REDES/ . Acessado em 02/03/2009, às 17:35h.
SACRAMENTO, Winston. Sobre blogs, artefatos tecnológicos e usuários. In: Jornal Eletrônico Redes Educativas e Culturas Locais, ano 1, nº 6, set/2008. Disponível em: http://www.lab-eduimagem.pro.br/REDES/ . Acessado em 02/03/2009, às 17:05h.
SANTOS, Boaventura de S. Pela mão de Alice : o social e o político na pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 1996.
SILVA, Denys Brasil R. da. Permitindo o telefone celular em sala de aula. In: Jornal Eletrônico Redes Educativas e Culturas Locais, ano 1, nº 7, out/2008. Disponível em: http://www.lab-eduimagem.pro.br/REDES/ . Acessado em 02/03/2009, às 17:05h.
Esta apresentação foi utilizada no "VI Seminário more
Esta apresentação foi utilizada no "VI Seminário Internacional As Redes de Conhecimento e As Tecnologia: os outros como legítimo Outro" realizado entre 01 e 04 de junho de 2009, na UERJ. less
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