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Anuário Brasileiro do Café 2012
 

Anuário Brasileiro do Café 2012

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    Anuário Brasileiro do Café 2012 Anuário Brasileiro do Café 2012 Document Transcript

    • Anuário Brasileiro do Café Brazilian Coffee yearbook 2012ISSN 1808-3439 997718083439122
    • Obtenha mais produtividade com o Kit de Café Husqvarna. Atomizador Motosserra Soprador Podador de 362D28 para T435 para poda 570BTS para cerca-viva pulverização e recepa varrição e limpeza 226HD60S para esqueletamento226RJ Husqvarna. Mais um estímulo à alta produtividade do seu café. Todas as fotos são meramente ilustrativasAlcance um melhor desempenho com o novo Aparador 226RJ. Mais conforto, mobilidade e versatilidade ao seu trabalho, com a qualidade e tecnologiada marca Husqvarna. Pode ser utilizado tanto para derriça, quanto para roçada. 0800 77 323 77 www.husqvarna.com.br
    • Expediente PUBLISHERS AND EDITORS EDITORA GAZETA SANTA CRUZ LTDA. Rua Ramiro Barcelos, 1.224, CEP: 96.810-900,Sílvio Ávila CNPJ 04.439.157/0001-79 Santa Cruz do Sul, RS Diretor-presidente: André Luís Jungblut Telefone: 0 55 (xx) 51 3715 7940 Diretor de Conteúdo: Romeu Inacio Neumann Fax: 0 55 (xx) 51 3715 7944 Diretor Comercial: Raul José Dreyer E-mail: redacao@editoragazeta.com.br Diretor-administrativo: Jones Alei da Silva comercial@editoragazeta.com.br Diretor Industrial: Paulo Roberto Treib Site: www.editoragazeta.com.br ANUÁRIO BRASILEIRO DO CAFÉ 2012 Editor: Romar Rudolfo Beling; textos: Erna Regina Reetz, Benno Bernardo Kist, Cleiton Evandro dos Santos, Cleonice de Carvalho e Heloísa Poll; colaboração: Angela Zamberlan Vencato; supervisão: Romeu Inacio Neumann; tradução: Guido Jungblut; fotografia: Sílvio Ávila, Inor Assmann (Agência Assmann) e divulgação de empresas e entidades; projeto gráfico e diagramação: Márcio Oliveira Machado; arte de capa: Márcio Oliveira Machado, sobre fotografia de Sílvio Ávila; edição de fotografia e arte-final: Márcio Oliveira Machado e Henrique Scherer; marketing: Maira Trojan Bugs, Tainara Bugs, Danielle de Almeida e Rafaela Jungblut; supervisão gráfica: Márcio Oliveira Machado; distribuição: Simone de Moraes; impressão: Gráfica Serafinense, Serafina Corrêa (RS). ISSN 1808-3439 É permitida a reprodução de informações desta revista, desde que citada a fonte. Reproduction of any part of this magazine is allowed, provided the source is cited. Ficha A636 Anuário brasileiro do café 2012 / Erna Regina Reetz ... [et al.]. – Santa Cruz do Sul: Editora Gazeta Santa Cruz, 2012. 136 p. : il. ISSN 1808-3439 1. Café - Brasil. I. Reetz, Erna Regina. CDD : 633.730981 CDU : 633.73(81) Catalogação: Edi Focking CRB-10/1197 2
    • Sumário SUMMARY Cenário 12 . SCENARIOSílvio Ávila Estados 40 . STATES Perfil 66 . PROFILE Tecnologia 84 . TECHNOLOGY Indústria 92 . INDUSTRY Consumo 100 . CONSUMPTION Especial 108 . SPECIAL Eventos 132 . EVENTS PARCERIA: Águas 4 do Rio Doce
    • Acorda!Sílvio Ávila Quem acompanhou o noticiário na policiais rodoviários o reconhecem. mídia brasileira em meados de 2012 É bem provável que a maioria dos pode conhecer iniciativa do policia- insights, das descobertas, das intuições mento rodoviário junto a vias urba- importantes que um ser humano vier nas e interurbanas nas quais ocorre a ter em sua vida sejam acompanhados intenso fluxo noturno de veículos. de uma xícara de café, bem visível ali Os agentes, ao abordarem motoris- do lado daquela pessoa, na mesa de tas, fazem uma série de perguntas a trabalho, na mesa de centro da sala, no fim de descobrir se o condutor não restaurante ou na cafeteria. estaria cansado, ou sonolento. Então, Por isso, quando se reconhece e enquanto este ainda receia por uma homenageia a presença ativa e sutil possível multa, o policial surpreende dessa bebida, em favor do desenvolvi- e convida: “Não aceitaria um café?” mento, do avanço mental e das técni- O impacto positivo da novidade cas à disposição de nossa sociedade, é logo é sentido. O motorista, mais fundamental, igualmente, enaltecer o confiante e sentindo-se acolhido, de- esforço e a competência dos agentes da sembarca do veículo, muitos deles cadeia produtiva que permitem a esse caminhões que cumprem longos per- café chegar em nossas mãos. cursos, e se dirige até o local onde se Na safra 2012, o Brasil, maior pro- encontra estacionada a viatura. Ali, um dutor, maior exportador e segundo simpático profissional serve um café, maior consumidor de café do mundo, quentinho, a fim de colaborar para deve protagonizar a maior colheita da que o cidadão permaneça desperto, história. Pela primeira vez, obterá mais para que possa seguir a viagem com de 50 milhões de sacas numa única mais segurança, para que possa zelar temporada. Se à primeira vista o de- por sua vida e pela dos demais. sempenho sugere comemorações, logo Que bela contribuição dessa bebida, vem a constatação: é pouco! Diante já de tão longa data prezada e admirada do ritmo de incremento no consumo por brasileiros e por adeptos no mundo mundial, dentro de bem poucos anos inteiro. Na verdade, é apenas mais uma esse volume precisará ser bem maior. de suas façanhas, um aproveitamento E mais do que colher muito café, sutil, que até escaparia à atenção da o que os brasileiros querem é colher maioria. Bebe-se café pela manhã, para grão cada vez melhor, até como forma despertar; bebe-se nos encontros com de agregar mais valor, assim como já amigos e familiares; quando se está feliz agregam produtividade por área. e animado; quando se está envolvido em Café faz bem em todos os sentidos. atividades culturais, quando se reserva No bolso, na economia regional e na- tempo para aprender, ou apreciar artes; cional, na saúde humana. A quem ainda quando se está em viagem; enquanto não conhecia essa formidável realida- dedica tempo a reflexões; quando se de, seria o caso de, seguindo o exem- está só ou acompanhado. E bebe-se café plo dos policiais ao abordar motoristas para garantir uma viagem segura. Até os junto às rodovias, dizer: acorda! 6 7
    • up!Inor Ag. Assmann Wake Those who have kept abreast of the escapes the attention of most people. In the In the 2012 crop year, Brazil, the lead- news in Brazil midway through 2012 have morning, coffee wakes us up; coffee is sipped ing producer and exporter of coffee in probably learned about the initiative of the at family reunions, with friends, leaving all of the world, will be the protagonist of the Traffic Police in urban and intercity roads them in high spirits; when cultural activi- largest coffee crop on record. For the first where there is always heavy night traffic. ties are taking up our time, when it is time time, the 50-million-sack mark will be ex- The agents, upon approaching drivers, ask to learn, or enjoy art works; while on travel; ceeded in one crop year. a series of questions to find out if they are when time is devoted to meditation; when If, at first sight, the performance in- tired or drowsy. And then, while still fear- alone or with somebody else. And coffee is vites celebrations, soon an ascertainment ing any possible traffic ticket, the officer taken to ensure a safe trip. Even Traffic Police surfaces: It is not much. In light of the ev- surprises them with a gentle suggestion: never neglect the benefits of this beverage. er-increasing consumption rates around “How about a cup of coffee?” It is very likely that most insights, dis- the globe, within a few years, this volume A positive reaction from this novelty is im- coveries, and meaningful intuitions people needs to go up considerably. mediately felt. The driver, now greatly at ease, might experience during the course of their And more than just harvesting huge gets out of the vehicle, in many cases a big lives, come in the company of a steamy cup amounts of coffee, the Brazilian farmers truck on long-distance hauls, and walks to of coffee, right there on the table, in the com- are in for better quality, so as to add more the police car, where he is served a hot cup of pany of a friend, on the desk in the office, in value to the bean, just like yields per area coffee by a gentle officer. The coffee is meant the restaurant or cafeteria. that have risen considerably. to keep the driver awake, so as to make him That is why, when one pays homage to Coffee is good in every sense. For the arrive safely at the destination, looking after the presence of this active and subtle bev- pocket, for our regional and national himself and after other drivers as well. erage, on behalf of development, mental economy, and for human health. For This is really a good side of this beverage, fitness, and techniques available to our so- those who are still unaware of this formi- which has been for centuries highly appreci- ciety, it is equally of paramount importance dable reality, it might be the case, follow- ated and admired by all Brazilians and aficio- to celebrate the efforts and competence ing on the heels of the Traffic Police of- nados worldwide. In fact, it is just one of cof- of the agents in the production chain that ficers, upon approaching drowsy drivers, fee’s good deeds, a subtle advantage, which make this coffee reach our hands. to speak out loud: Wake up! 8
    • QUANDO A GE NTE SE UNE ,O BRASIL FIC A MAIS FORTE . TRABALHANDO JUNTOS, CONSTRUÍMOS UM FUTURO MELHOR. ISSO É COOPERATIVISMO. Com os esforços somados de milhares de agricultores cooperativados, o Brasil fica ainda mais forte no campo. O cooperativismo gera trabalho, emprego e renda e assim contribui para a redução da pobreza. Por isso, o Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa, incentiva os produtores rurais a participarem desse modelo de organização social. Para saber mais sobre cooperativismo rural e conhecer os programas desenvolvidos pelo Mapa, acesse www.agricultura.gov.br e fique por dentro de todas as novidades. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
    • Cenário SCENARIO ESTADOS DO CAFÉ Minas Gerais segue na maior liderança do plantio de café no Brasil, com 52,8% da produção na safra 2011. Na sequência apare- ce o Espírito Santo, maior produtor de conilon, que colheu 24,2% na tempora- da. Os demais estados com A Fotos: Sílvio Ávila participação importante são: São Paulo (10%), Bahia (4,3%), Pa- raná (3,4%) e Rondônia (3,2%). No ciclo 2012 alguns importantes esta- de todas dos deverão ter substancial incremento na pro- dução. O destaque fica com São Paulo, onde se prevê avanço de 62% na quantidade de café ob- tida na colheita. O resultado é creditado ao bom regime de chuvas e ao eficiente pacote tecnoló- gico usado pelos produtores para recuperar as Brasil deverá bater novo recorde na produção de café, plantas após o longo período de estiagem ocor- rido em 2011. Minas Gerais deverá colher 20,1% com previsão de 50,45 milhões de sacas, mais do que em 2011; Rondônia, 14,7%; e Espírito confirmando assim a maior safra da história Santo, 5,5%. Paraná e Bahia tendem a apresentar redução de 7,7% e 5,3%, respectivamente. Na avaliação do consultor Carlos Henri- O Brasil se prepara para a colheita de mais uma safra re- quatro safras de bienalidade positiva, a produção tem registrado que Brando, da P&A Marketing, o produtor corde de café. O total a ser produzido em 2012 deve atingir crescimento constante. A explicação para esse bom resultado está deve planejar a sua safra tendo em mente os a marca de 50,45 milhões de sacas de 60 quilos do produ- na modernização da cafeicultura brasileira, com a maior utiliza- grandes desafios que se apresentam para a cafeicultura. Um deles está nas mudanças cli- to beneficiado, conforme relatório da Companhia Nacional ção da mecanização, as inovações tecnológicas, as exigências do máticas, que provocam secas esporádicas im- de Abastecimento (Conab), divulgado em maio. O resultado mercado pela qualidade do produto e a boa gestão da atividade. previsíveis. “O cafeicultor precisa estar ligado esperado supera a temporada 2002/03, até agora a maior re- Com o maior cuidado na condução das tarefas, o produ- e se preparar com irrigação e mecanização da gistrada no País, que contabilizou 48,48 milhões de sacas. Se tor tem evitado aumentar a área plantada. Para a safra 2012 lavoura, usando variedades que apresentem condições de resistir a essas adversidades”, a previsão se confirmar, o aumento será de 16% sobre a safra está previsto incremento de 3,02% no plantio, ou seja, apenas aconselha. Na opinião de Brando, existe uma 2011, quando foram colhidas 43,48 milhões de sacas. 68.378 hectares num universo de 2,34 milhões de hectares. falha na difusão da tecnologia no Brasil. “É O período 2012 será de produção mais alta, dentro do ciclo Desse total, 1,81 milhão (77,32%) são da espécie arábica e caro disseminar e determinadas regiões não bienal da cultura. Conforme os técnicos da Conab, nas últimas 532.107 hectares (22,68%) de café conilon. dão atenção a isso”, observa. Colheita tende a crescer 16%, enquanto a área aumentou apenas 3,02%12 13
    • The biggest of all Brazil is poised to harvest a new record coffee crop, estimated at 50.45 million sacks, confirming an all-time record volume Brazil is getting ready to harvest another record coffee crop. volumes have been constantly rising. The explanation for this The total to be produced in 2012 is bound to reach the mark good result lies in the modernization process Brazil’s coffee of 50.45 million 60-kg sacks of processed coffee, according to a farming operations are going through, with more mechaniza- report by the National Supply Company (Conab), disclosed in tion, technological innovations, all market requirements for May. The expected result outstrips the size of the 2002/03 crop, quality and good management of the activity. the biggest ever harvested in the Country, which totaled 48.48 By conducting their tasks more carefully, the growers have million sacks. If the forecast confirms, it will be up 16% from avoided unnecessary area increases. For the 2012 crop the es- 2011, when the crop totaled 43.48 million sacks. timated area increase remains at only 3.02%, that is to say, The 2012 cycle is marked by higher productivity, within the only 68,378 hectares in a universe of 2.34 million hectares. so-called coffee’s biannual cycles. According to Conab techni- Of this total, 1.81 million (77.32%) are Arábica coffee and cians, in the past four crops of the high yield cycles, coffee 532,107 hectares (22.68%) conilon coffee. EM ALTA . On The Rise COFFEE FARMING STATES Produção brasileira de café (2011 e 2012 *) Minas Gerais is leading coffee plantations in Brazil, with Em mil sacas beneficiadas 52.8% of the volume in 2011. In the sequence, there is the 2011 2012 State of Espírito Santo, biggest conilon producer, with 24.2% Estado of the total. Other states with a relevant share are: São Paulo Arábica Conilon Arábica Conilon (10%), Bahia (4.3%), Paraná (3.4%) and Rondônia (3.2%). Minas Gerais 21.882,0 299,0 26.340,0 299,0 In the 2012 cycle some important states are poised to Espírito Santo 3.079,0 8.494,0 2.860,0 9.355,0 have a substantially bigger share. The highlight is São Pau- São Paulo 3.111,5 - 5.040,7 - lo, where the forecast is for a rise of 62% in the amount of coffee to be harvested. The timely rainfalls are credited Paraná 1.842,0 - 1.700,0 - with the good results, along with the efficient technologi- Bahia 1.548,9 741,1 1.430,3 738,0 cal package utilized by the growers to recover the trees Rondônia - 1.428,3 - 1.638,8 after a long period of drought conditions in 2011. Minas Mato Grosso 11,0 126,8 2,6 115,8 Gerais is likely to harvest 20.1% more than in 2011; Rondô- nia, 14.7%; and Espírito Santo, 5.5%. Paraná and Bahia tend Pará - 184,0 - 165,3 to suffer reductions of 7.7% and 5.3%, respectively. Rio de Janeiro 247,0 13,0 261,7 - In the evaluation of consultant Carlos Henrique Bran- Outros 467,1 9,5 497,4 2,8 do, of P&A Marketing, all producers should plan their Total 32.188,5 11.295,7 38.132,7 12.314,7 crops keeping in mind the huge challenges posed by coffee farming. One of them has to do with climate changes, such Total geral 43.484,2 50.447,4 is unpredictable droughts from time to time. “A coffee * Estimativa - Fonte: Conab farmer must remain focused and brace for field irrigation and mechanization, plant varieties capable of enduring all Inor Ag. Assmann these adversities”, he advises. In Brando’s opinion, there is something wrong with the spreading of technology in Brazil. “Dissemination takes time and money, but certain regions just seem not to be interested”, he observes. Harvest tends to soar 16%, while the planted area went up only 3.02%14
    • Fotos: Inor Ag. Assmann Brazil braces for meeting demand for coffee Much more efficient with minor variations in planted area but significant strides in yields Coffee has won over aficionados in all continents and is now one of the most appreciated beverages in the world. Nonethe- Muito mais less, production has been lagging behind rising consumption trends. The challenge from now onward consists in adjusting the supply and demand picture. In Brazil, leading producer and eficiente exporter of this commodity, the focus is on strategies aimed at boosting yields per hectare. The past decade has attested to the higher yields of our coffee fields, thanks to technology and best agricultural practices. His- torical report published by the National Supply Company (Conab) shows that from the 2001/02 to the 2011/112 seasons the area cultivated with coffee remained practically stable at 2 million hect- ares, with minor variations, depending on the rate of extinction, renewal and establishment of new plantations. Brasil se prepara a fim de atender à demanda de In the meantime, average yields soared 47.28%, from 14.36 café com pouca variação na área plantada mas sacks to 21.15 sacks per hectare. This result was achieved in a 5.3-percent lower planted area. In the 2001/02 cycle, it was 2.17 com aumento significativo na produtividade million hectares, while in the 2011/12 crop year, 2.05 million hectares were cultivated. A comparison to the 2002/03 period, when Brazil harvested an all-time record coffee crop, with 48.8 million sacks, illustrates this situation perfectly. The planted area O café conquistou admiradores em todos os continentes e previsão de novo recorde, com 50,4 milhões de sacas, ilustra bem from one crop to the next went down 10.36% and yields per hect- hoje já é uma das bebidas mais apreciadas do mundo. O cresci- essa situação. A área entre uma safra e outra decresceu 10,36% e o are are expected to soar 16.11%. mento do consumo, no entanto, não vem sendo acompanhado rendimento por hectare deve subir 16,11%. In spite of the excellent performance of the fields over the past pelo aumento de produção, que tem ocorrido em menor escala. Mesmo com o bom rendimento das lavouras na última década, decade, productivity rates must go up even further, if supply is to O desafio a partir de agora é ajustar o quadro de oferta e deman- é necessário que haja crescimento ainda maior na produtividade, be adjusted to global demand for coffee. The Ministry of Agricul- OS CAFEZAIS . The Coffee Fields da. No Brasil, maior produtor e exportador do grão, o foco do para que a oferta possa suprir a demanda de café no mundo. O ture, Livestock and Food Supply (MAPA), along with the National Safra brasileira de café (2011 e 2012*) setor está voltado para o incremento da produtividade na lavoura. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), jun- Coffee Council (CNC, in the Portuguese acronym), is now debat- Área de produção (ha) Estado Na última década já se pode observar a alta no rendimento dos to com o Conselho Nacional do Café (CNC), está discutindo as ing the guidelines for the Pluriannual Coffee Farming Plan for the 2011 2012 cafezais, graças ao emprego de tecnologia e de boas práticas agrí- diretrizes do Plano Plurianual da Cafeicultura para o período 2012-2015 period, where higher yields is the main concern. Minas Gerais 1.000.869 1.032.530 colas. Série histórica publicada pela Companhia Nacional de Abas- 2012/2015, onde o aumento da produtividade é o ponto principal. According to the Director of the Coffee Department of the Espírito Santo 452.527 451.157 tecimento (Conab) mostra que entre as safras 2001/02 e 2011/12 Conforme o diretor do Departamento do Café do Mapa, Edil- Mapa, Edilson Alcântara, some studies suggest Brazil should São Paulo 169.538 169.538 a área cultivada com café se manteve praticamente estabilizada em son Alcântara, alguns estudos indicam que o Brasil precisará am- expand its production volumes to 106 million sacks per crop Paraná 74.752 69.489 2 milhões de hectares, com pequenas variações, dependendo do pliar sua produção para 106 milhões de sacas por safra, entre 2015 year, from 2015 to 2020, if its share in the global market is to Bahia 138.834 138.213 índice de extinção, renovação e implantação de novas plantas. e 2020, se quiser manter a sua participação no mercado mundial, be maintained, now ranging at 30% of the total production. “I Rondônia 153.391 143.126 Nesse mesmo intervalo de tempo, a produtividade média nas que se situa em cerca de 30% do total produzido. “Não vejo que do not see this could happen by expanding the production vol- lavouras de café subiu 47,28%, passando de 14,36 sacas para 21,15 isso possa ocorrer com a ampliação da produção pelo número de umes through a bigger number of coffee trees”, he observes. Mato Grosso 19.899 20.828 sacas por hectare. Esse resultado foi obtido em área em produção plantas”, observa. Alcântara entende que os produtores têm plenas Alcântara understands that the farmers stand every chance to Pará 10.448 10.185 5,63% menor. No ciclo 2001/02 eram 2,17 milhões de hectares, condições de aumentar a produtividade, com o uso de técnicas produce more per hectare, through the use of sustainable tech- Rio de Janeiro 12.864 13.242 enquanto na safra 2011/12 havia 2,05 milhões de hectares. A com- sustentáveis e melhorando os tratos culturais. Em seu entender, niques and cultural practices. In his view, the route to achieve Outros 23.300 22.883 paração entre o período 2002/03, quando houve a maior colheita o caminho para atingir o objetivo passa pelas boas práticas, pela this objective is linked to best practices, rural extension services Total 2.056.422 2.071.191 da história, com 48,8 milhões de sacas, e o ciclo 2012/13, que tem extensão rural e pelo processo de certificação. and the certification process. * Estimativa - Fonte: Conab16 17
    • Inor Ag. Assmann O ano de 2012 promete ser bom para os cafeicultores. Com os estoques CAFÉ COM em baixa, e com o consumo em alta, as cotações devem se manter remunerado- ras. Pelo menos até o mês de maio elas Ajudinha EXCELÊNCIA. estavam acima dos valores dos custos de produção, que variam de R$ 250,00 a R$ que vem 400,00 por saca, dependendo da região MAIS UMA e do sistema produtivo. Para que os pre- ços se mantivessem compensadores, o governo anunciou, em abril, a liberação DE NOSSAS de recursos para estocagem. bem No total, os produtores terão à disposi- ção R$ 4,5 bilhões, mais que o dobro dos ESPECIALIDADES. R$ 2 bilhões disponibilizados em 2011. Desse total, R$ 2,5 bilhões virão do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e o restante dos bancos privados. O dire- tor do Departamento do Café do Ministé- Tecnologia e inovação. Esses são alguns dos diferenciais que fazem da IHARA uma referência rio da Agricultura, Pecuária e Abastecimen- na cultura do café, disponibilizando aos produtores soluções consagradas para o controle to (Mapa), Edilson Alcântara, explica que o objetivo é organizar o fluxo de comercia- de plantas daninhas e doenças na pré e pós florada. Tudo isso para que você possa colher Governo federal anuncia lização e, assim, evitar a depreciação dos maiores e melhores resultados, e produzir um café com a excelência que o mundo inteiro a liberação de R$ 4,5 preços. “Não significa não vender o café, reconhece ser a nossa especialidade. mas ter produto para abastecer o mercado bilhões para estocagem durante o ano todo”, observa. do café, como forma A expectativa era que os recursos, de regular o fluxo da aprovados pelo Conselho Deliberativo de Política Cafeeira (CDPC), estivessem comercialização disponíveis nos bancos na primeira quinzena de junho. Conforme Edilson Alcântara, o dinheiro seria suficiente para evitar que 11 milhões de sacas de café fossem despejadas no mercado, o equivalente a 25% do total da produção brasileira de arábica. “Essa é a forma de não derrubar os preços”, acredita. O diretor do Departamento de Café lembra que o Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café. Por isso, en- fatiza ele, não faz sentido o País provocar a queda das cotações. “O produtor tem que aprender a não especular. É um aprendi- zado”, assinala, enfatizando que muitos www.ihara.com.br cafeicultores deixaram de vender café a R$ 540,00 pela saca, esperando para ver se a cotação chegaria a R$ 1.000,00. 18
    • Timely help Federal government announces R$ 4.5 TRATORES BF65 E BF75 billion grant for storing coffee, as a ALTO DESEMPENHO NA LAVOURA COM BAIXO CUSTO OPERACIONAL. manner the adjust the trade flow The year 2012 has it all to please the coffee farmers. With stocks low and consumption on the rise, prices should continue remunerating. At least up to the end of May, they were above production costs, which vary from R$ 250 to R$ 400 per sack, depending on the region and on the production system. For the prices to keep remunerating, the government an- nounced, in early April, huge financial grants for warehousing purposes. In all, the farmers will have access to a total of R$ 4.5 billion, more than twice as much as the R$ 2 billion available in 2011. Of this total, R$ 2.5 billion will come from the Coffee Economy De- fense Fund (Funcafé) and the rest from private banks. The Director of the Coffee Department at the Ministry of Agriculture, Livestock and Food Supply (MAPA), Edilson Alcântara, explains that the objective is to regulate the flow trade and, therefore, to prevent prices from plummeting. “It does not mean to refrain from selling coffee, because the idea is to keep the market supplied year round”, he observes. The expectation was for the grants approved by the Coffee Policy Deliberative Council (CDPC) to be available in the banks in the first weeks of June. According to Edilson Alcântara, it is enough money to prevent 11 million sacks of coffee from being dumped into the market, equivalent to 25% of the total Arabica coffee produced in Brazil. “This is how prices can be prevented from plummeting”, he believes. The Director of the Coffee Department re- A produção cafeeira do Brasil pode contar com a robustez e durabilidade calls that Brazil is the biggest coffee producer dos tratores Valtra BF65 e BF75. Equipamentos de grande confiabilidade and exporter in the world. This is why, he in- e baixo custo operacional que oferecem configurações diferentes, de sists, it makes no sense for the Country to press acordo com as necessidades do produtor. É possível escolher desde down prices. “Coffee farmers must learn how as 3 opções de caixa de câmbio, até os acessórios para melhorarInor Ag. Assmann not to speculate. It is a learning process”, he seu rendimento no campo. points out, emphasizing that lots of coffee farm- O nosso jeito é fazer do seu jeito. ers refused to sell their coffee for R$ 540 a sack in the hope to sell it for R$ 1,000. 20
    • Mais xícaras por dia Consumo de café aumenta a cada ano e registra novo recorde no Brasil, ao mesmoInor Ag. Assmann tempo em que cresce a qualidade do produto EXPRESSÃO As pesquisas existentes reforçam, da mesma for- ma, outros dados reveladores da expressão do pro- O consumo per capita de café no País apresentou novo recorde em duto na pauta de consumo do País. O café, por exem- 2011, mantendo uma linha ascendente de crescimento na demanda plo, é o alimento mais usado por 78% da população interna do produto, observada em fase mais recente. Em média, cada acima de 10 anos, conforme dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro habitante utilizou no ano 6,10 quilos de café em grão cru ou 4,88 qui- de Geografia e Estatística (IBGE), com índices mais los de café torrado, o que corresponde a quase 82 litros. Verificou-se in- elevados no Nordeste e no Sudeste. É também a se- cremento de 1,45% neste ítem, na comparação com o período anterior, gunda bebida com maior penetração no público aci- enquanto o consumo interno geral na área cresceu 3,11%. ma de 15 anos (Instituto Ivan Rossi). Fica atrás ape- O patamar mais elevado que havia sido alcançado até agora era o nas da água e coloca-se à frente dos refrigerantes. de 2011 (4,81 kg/h/a) e, antes, o de 1965 (4,72 kg/h/a). Houve um pe- O aumento da presença do café no dia a dia do con- ríodo de decréscimo no consumo, que voltou a reagir nos últimos 15 sumidor brasileiro é atribuído pela Abic à melhoria contí- anos, principalmente a partir da introdução de programas de qualifica- nua da qualidade do produto oferecido ao mercado, área onde a entidade tem vários programas. Além disso, num ção produtiva na última década; desde então, o crescimento tem sido campo onde a instituição também desenvolve ações de ininterrupto. De qualquer modo, ainda fica a uma boa distância dos divulgação, é entendida como importante a maior per- países campeões neste quesito (Finlândia, Noruega, Dinamarca), onde cepção dos seus benefícios para a saúde, ao ser tomado se chega próximo dos 13 kg/h/a. diariamente em doses moderadas (três a quatro xícaras A Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) constata que o brasi- ao dia). Tudo leva a valorizar cada vez mais o grão que há leiro passou novamente a tomar mais xícaras de café por dia, especialmen- muito tempo se identifica com o País. te fora do lar, onde o consumo cresceu 307% em oito anos, particularmen- te em padarias e ainda cafeterias, segmento em forte expansão. Também Em 2011, o brasileiro passou a diversificar a forma de saborear a bebida, incluindo os chamados espressos, cappucinos e outras combinações com leite. O segmento de consumiu em média perto de cafés finos e diferenciados vem apresentando taxas de crescimento entre cinco quilos de café torrado 15% e 20% ao ano. 22
    • cups Sílvio Ávila More Consumption of coffee per capita in the Country hit a new record in 2011, in line with a rising trend in domestic demand EXPRESSION for the product, which had its beginning in a recent period. On All existing research works strengthen, in turn, other re- a day vealing facts that attest to the expressive relevance of this average, every Brazilian citizen consumed 6.10 kilos of Green product on the Country’s consumption agenda. Coffee, for coffee beans, or 4.88 kilos of roasted coffee, which correspond example, is the most used beverage by 78% of the over-10- to almost 82 liters. It represents an increase of 1.45% on that year-olds, according to data from the Households Budget score, compared to the previous period, whilst domestic con- Surveys (HBS) of the Brazilian Institute of Geography and sumption in general soared 3.11%. Statistics (IBGE), with higher indices in the North and South- The highest average consumption level that has so far been east. It also ranks second as the most popular beverage with achieved was in 2011 (4.81 kg/person/year) and, in the past, it people over the age of 15 (Ivan Rossi Institute). It comes only was in 1965 (4.72 kg/person/year). Then came a period of fall- behind water, but is more consumed than soft drinks. The credit of the ever-increasing presence of coffee in ing consumption, but over the past 15 years the sector reacted the daily life of the Brazilian consumers goes to the continu- Consumption of coffee has been rising year after considerably, particularly after the introduction of production qualification programs over the past decade; since then, growth ous improvement of the quality of the beverage available year and hits new record in Brazil and, in the meantime, the has never been interrupted. Anyway, Brazil is still a long way in the market, an area where the entity is running several programs. Furthermore, in a field where the institution is quality of the beverage has also been enhancing from countries that are leaders on that score (Finland, Norway, Denmark), where it is close to 13 kg/person/year. also running publicity initiatives, the perception of its health related benefits is also a relevant ascertainment, if taken on The Brazilian Association of Coffee Industries (Abic) has as- a daily basis at moderate doses (three to four cups a day). certained that people in Brazil have again resumed their habits Everything seems to be adding more value to the bean that Inglês for years has been identified with the Country. of having several cups of coffee a day, especially when not at home, where consumption soared 307% in eight years, more precisely in baker’s shops and cafeterias, a segment now on In 2011, Brazilians the rise. The manner to savor the beverage has also changed, including the so-called espressos, cappuccinos and other com- consumed five kilos of binations with milk. The segment of fine and discerning coffees roasted coffee, on average has been expanding at a rate of 15% to 20% a year. EVOLUÇÃO PER CAPITA . Evolution Per Capita (Consumo café kg/hab/ano – Brasil) 2004 4,01 2005 4,11 2006 4,27 2007 4,42 2008 4,51 2009 4,65 2010 4,81 2011 4,88 Fonte: Abic24 25
    • To go down Em quase 300 anos de história do café no Brasil, de 128,31% na quantidade exportada e de 214,47% no foram somente os aperfeiçoamentos genéticos que pro- nunca o produto foi tão valorizado no mercado mundial faturamento. Já o arábica teve embarques 4,01% meno- porcionam aumentos consideráveis de produtividade, como em 2011. As exportações da commodity bateram res, mas com as cotações igualmente em alta, atingindo mas também a melhoria no manejo. inhistory recordes em volume e receita, com a comercialização de receita 52,78% maior sobre o desempenho de 2010. O Outro aspecto importante citado por Guilherme 33,45 milhões de sacas de 60 quilos, que resultaram em café industrializado (torrado e solúvel) teve pequeno Braga é a redução de custos e a maior eficiência na ex- faturamento de US$ 8,7 bilhões. Os números, divulgados aumento de 2,26% no volume enviado ao exterior, com portação, pois em torno de 50% das vendas estão sendo pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Ce- crescimento de 25,66% no faturamento. feitas a granel. Os contêineres saem do armazém de ori- Café), confirmam aumento respectivo de 1,29% e 53,6% O bom resultado obtido em 2011 não foi um mero gem no Brasil e são entregues diretamente nos silos das em relação a 2010. O grão teve participação de 3,4% no golpe de sorte. Ele vem sendo preparado e buscado pelo indústrias no exterior. “As melhorias na logística são um total das vendas externas brasileiras e de 9,4% se for con- setor há vários anos. O diretor-geral do CeCafé, Guilher- fator que contribui para permitir que os preços internos, siderado apenas o comércio relativo ao agronegócio. me Braga, destaca que vêm ocorrendo muitos avanços recebidos pelo produtor brasileiro, exibam a mais alta Chama a atenção no relatório do CeCafé a grande na tecnologia de produção no Brasil, em grande parte porcentagem entre os demais cafeicultores, em relação valorização do conilon. A espécie registrou incremento em virtude da atuação da Embrapa Café. Lembra que não ao preço externo”, observa. Brazil hit a new record in exports Para ficar in 2011, a consequence of production efficiency, quality and logistics nahistória In a history of almost 300 years in Brazil, never has coffee been so highly valued as in 2011. Exports of the commodity hit records in volume and revenue, with a total of 33.45 million 60-kg sacks shipped abroad, bringing in revenue of US$ 8.7 billion. The numbers, released by the Brazilian Coffee Exporters Council (CeCafé), confirm the respective increase of 1.29% and 53.60%, compared to 2010. The share of the bean in all Brazilian shipments abroad reached 3.4% and 9.4% if only the agribusiness trade is considered. The high value fetched by conilon coffees is of note. This type of coffee increased its exports by 128.3% in quantity and 214.47% in revenue. Arabica coffee shipments were 4.01% down from the previous year, but its prices remained high, resulting into revenue up 52.78% from the performance in 2010. Industrialized coffee (roasted and soluble) went up slightly, by 2.26% in volume of shipments abroad, while revenue soared 25.66%. The good performance in 2010 was not just a stroke of luck. It has been prepared and sought after by the sector for years. The general director of CeCafé, Guilherme Braga, mentions that strides have been made towards production technologies in Brazil, mostly due to the efforts by Embrapa Coffee. He recalls that genetic enhancements cannot be credited as the only Brasil bateu o recorde nas exportações responsible factors for the considerable productivity rises, but management em 2011, patamar conquistado com eficiência practices had their participation too. Another important aspect cited by Guilherme Braga has to with the re- na produção, na qualidade e na logística duction of production costs and improved efficiency in export operations,Inor Ag. Assmann as 50% of all sales are now done in bulk. The containers leave the regions where coffee is produced for the silos and warehouses of the industries abroad. “Logistic improvements have given their contribution towards the good domestic prices, the highest among all other coffee producing coun- tries, compared to external prices”, he observes. O PAPEL DA QUALIDADE QUALITY’S ROLE Uma preocupação a mais dos produtores tem sido primar pela qualidade do grão vendido ao exterior. “O produto brasilei- An extra concern of the growers has been with regard to the quality of the beans sent abroad. “The Brazilian commodity ro vem ganhando participação crescente no comércio de cafés de alta qualidade, agregando valor e renda aos cafeicultores has been constantly increasing its share in the trade of high quality coffees, adding value and income to the product, and e permitindo acesso a todos os mercados, em benefício do volume e dos preços obtidos”, analisa o diretor-geral do CeCafé, paving the way for all markets, with bigger volumes and better prices”, analyzes CeCafé general director, Guilherme Braga. Guilherme Braga. Conforme ele, a estimativa é de que em 2011 cerca de 24% das exportações de café em grão, que totalizaram According to him, it is taken for granted that in 2011, 24% of all bean exports, totaling 30 million sacks, were discerning and 30 milhões de sacas, tenham sido de cafés diferenciados. high quality coffees. 26 27
    • Crise econômica deve fazer com que as exportações brasileiras encolham em 2012, mas nadaSílvio Ávila que abale a supremacia nesse mercado A crise econômica persiste e atinge justamente grandes merca- dita que ele deva continuar crescendo, mesmo em taxas mais dos consumidores de café, como os países da Europa, os Estados moderadas, ficando em cerca de 1,5% ao ano, o que significa Só um Unidos e o Japão. Por esse motivo, explica o diretor-geral do Conse- incremento de 3 milhões de sacas. Para ele, o mercado continua pouco lho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), Guilherme Braga, receptivo ao grão brasileiro. O Brasil exporta para 152 países, em 2012 as cotações internacionais do grão já recuaram 30% até nos quais se encontra em primeiro ou segundo lugares entre os abril e deve haver encolhimento do comércio, em relação a 2011. fornecedores. “A circunstância de que o Brasil é reconhecido, As estatísticas da entidade mostram bem esse cenário. Nos cada vez mais, como um país que produz em condições de sus- quatro primeiros meses de 2012 houve queda de 22% nos em- tentabilidade abre novas oportunidades de vendas”, evidencia. barques e de 14% na receita, em comparação com o mesmo A perspectiva de que o consumo atinja índices que a produção período de 2011. Já o preço médio pago pela saca, mesmo com não possa atender não preocupa o diretor-geral do CeCafé. Ele morno a queda em relação a dezembro de 2011, apresentou-se 10,2% lembra que os avanços conquistados nos últimos anos se deram superior ao praticado no mesmo intervalo de tempo no ano por aumento de produtividade na lavoura. “A média brasileira gira anterior, fechando em US$ 257,02. entre 22 e 26 sacas por hectare. Chegar a 30 sacas nas próximas Com relação ao consumo mundial, Guilherme Braga acre- safras me parece perfeitamente possível”, entende. Somewhat lukewarm Economic crisis is bound to press slightly down Brazilian coffee exports in 2012, but nothing to affect its leading position on that score The economic crisis persists, and hits mostly huge coffee con- maining at 1.5% a year, which translates into an extra three mil- sumer markets, like the countries in Europe, the United States and lion sacks. In his view, the market continues very favorable to the Japan. For this reason, explains the general director of the Brazil- Brazilian beans. Brazil exports to 152 countries, and in all of them ian Coffee Exporters Council (CeCafé), Guilherme Braga, in 2012 the Country ranks as first or second-biggest supplier. “The circum- the international prices of the bean had already receded 30% up stance that makes Brazil earn an ever-increasing recognition as a to April, while new trade shrinking is expected compared to 2011. country that produces coffee in compliance with sustainability The statistical figures of the entity present a good overview principles, paves the way for sales”, he comments. of this scenario. Over the first four months in 2012, shipments The perspective pointing to consumption rates that production abroad fell 22%, revenue went down 14%, from the same period volumes are unable to meet, does not worry the general director in 2011. The average price fetched by a sack of coffee, although of CeCafé. He recalls that the advances conquered over the past lower compared to December 2012, was up 10.2% from the same years stem from higher productivity rates at field level. The average period the previous year, reaching a total of US$ 257.02. in Brazil ranges at about 22 to 26 sacks per hectare. To reach 30 With regard to global consumption, Guilherme Braga believes sacks over the coming years seems to be perfectly possible”, he it will continue on the rise, although at more moderate rates, re- argues. 28 29
    • Sílvio Ávila Colhefort, tecnologia que revoluciona a colheita do café Eficiência que dá lucro Produtores de países que investem mais MELHOR EQUIPADOS A análise deixa claro que o preço elevado da commodity não é suficiente para bene- ficiar uniformemente todos os agricultores. “Um pequeno grupo de países produtores de arábica foi responsável pela maior parte na cafeicultura têm retorno maior dos recentes aumentos na produção, apesar de ter diferenciais de preço menores para na receita das exportações, e podem os seus cafés”, observa Carlos Henrique modernizar suas estruturas Brando. Entre as nações estudadas, Costa Rica apresentou a melhor relação entre os A transferência dos valores obtidos com as vendas externas de café para os preços médios e a produtividade, fazendo com que seus produtores tivessem a maior produtores não ocorre da mesma maneira nos principais fornecedores mun- renda bruta. diais do grão. A conclusão é de uma análise realizada pelo consultor Carlos O consultor destaca que os brasileiros ga- Henrique Brando, da P&A Marketing. Ele mostrou que a remuneração tem nham mais por hectare do que os produtores sido maior nos países que estão melhor posicionados no mercado e recente- da Colômbia e do Quênia, por exemplo, que mente tiveram aumentos de produção. têm preços de exportação mais elevados. A ARRUADOR CF-100 RECOLHEDORA CF-2000 No topo da lista estão Brasil e Vietnã, nações onde os produtores de café rece- explicação está na transferência de receita Excelente na preparação da colheita. O Arrua- Excelência na colheita de grãos do chão. A recolhedora bem entre 85% e 90% dos valores FOB das exportações. Os dois também possuem FOB. Brando enfatiza ainda que no Brasil dor CF - 100 recolhe de forma eficiente folhas, CF – 2000 possui um sistema de trilha do tipo FABI (Fluxo Axial a maior produtividade média na lavoura, em torno de 24 sacas por hectare. Nos de- as propriedades de cultivo de café chegam galhos e grãos juntos aos pés do cafeeiro. Os de Baixo Impacto) que reduz o atrito mecânico com o grão. As a ser de cinco a 10 vezes maiores do que grãos são arruados para colheita. folhas e galhos são devolvidos como adubo ao solo. mais, que possuem média de rendimento de 9 sacas por hectare, a transferência de as dos países citados. “Assim, eles ganham receita situa-se entre 25% e 30%. Na média mundial, essa relação entre o comércio muito mais e estão melhor equipados para internacional e a remuneração dos cafeicultores fica entre 65% e 70%. Brando lem- lidar com o aumento dos custos”, conclui. bra que alguns governos investiram na atividade, o que pode ter contribuído para De acordo com Carlos Brando, a maioria o aumento da renda do produtor. É o caso de Honduras, Peru, Etiópia e Indonésia. dos países terá que realizar iniciativas con- Criada em 2005 em Goiânia, a Colhefort é detentora de um elevado conhe- O consultor acredita que existe grande espaço para melhorar as condi- juntas e dividir esses custos, além de atin- cimento na fabricação de colheitadeiras por saber quais são as principais ções de vida dos cafeicultores em vários países. Para isso, é necessário que gir economias de escala, utilizando modelos necessidades do produtor rural e a realidade das lavouras. Hoje a Colhefort algumas barreiras sejam vencidas, tais como regulação do setor, tributação, existentes, como a formação de cooperativas se destaca por ser uma empresa voltada a fabricar e comercializar equipa- e associações. “Este é mais um desafio para ineficiência da cadeia, falta de conhecimento dos produtores sobre o preço e mentos agrícolas, aplicando alta tecnologia e inovação no atendimento de Estrada - C s/n Qd. 20 Lt. 17 Bairro Delta Village o agronegócio café”, prevê. a qualidade do grão cultivado e a infraestrutura inadequada. mercados tradicionais e inexplorados, satisfazendo produtores que investem Goiânia-GO / Fone: (62) 3573-6260 na busca de maior lucratividade no campo. www.colhefort.com.br 30
    • Sílvio Ávila Efficiency translates into profits Producers in countries that invest high in coffee farming yield bigger returns from exports, and can modernize their structures The transference of values obtained from coffee sales abroad to the producers does not occur in the same manner in the major global suppliers of the bean. The conclusion is drawn from an analysis conducted by consultant Carlos Henrique Brando, of P&A Market- ing. He showed that remuneration is higher in countries that are well positioned in the market and, recently, celebrated production increases. Brazil and Vietnam are on the top of the list, countries where coffee growers are entitled to 85% and 90% of the export FOB values. These two countries are also leaders in average productivity rates, about 24 sacks per hectare. In all other countries, revenue transference ranges from 25% to 30%. In terms of global average, this relation between international trade and coffee grower remuneration lies somewhere between 65% and 70%. Brando recalls that some countries have invested in the activity, which might have contributed towards better profits for the growers. This is the case of Honduras, Peru, Ethiopia and Indonesia. The consultant believes that there is much room for improving the living conditions of the coffee farmers in several countries. To this end, there is need to surmount some barri- ers, such as, regulation of the sector, taxation, the chain’s lack of efficiency, ignorance of the growers regarding prices and bean quality questions and inadequate infrastructure. PROPERLY EQUIPPED The analysis leaves it clear that higher prices for the commodity is not enough for benefiting the growers uniformly. “A small number of Arabica coffee producing countries was responsible for most of the recent higher production volumes, although fetching smaller prices for their coffees”, observes Carlos Henrique Brando. Among the nations studied, Costa Rica presented the best relation between average prices and productivity, providing higher remuneration to the growers of that country. The consultant also stresses that the Brazilian farmers make more money per hectare compared to the farmers in Colombia and Kenya, for example, where export prices are higher. The explanation lies in the FOB value transfer- ence. Brando also refers to the fact that in Brazil most coffee farms are up to ten times bigger than in the above mentioned countries. “Therefore, they rake in more Money and are better equipped to deal with rising production costs”, he concludes. According to Carlos Brando, most of these countries will have to conduct joint initiatives and split these costs, besides going for economies of scale, resorting to existing models, like the cooperative and association systems. “This is just one more challenge for the coffee agribusiness”, he comments. 32
    • Estabilidade LENDO O FUTURO Diante de uma produção que não tem registrado acréscimos significa- que preocupa tivos, a preocupação da OIC está na falta de produto no futuro, em função de um consumo crescente (aumento de aproximadamente 1,7% em 2011, na comparação com 2010). O diretor-executivo da entidade, o brasileiro Robé- rio Silva, avalia que a quantidade de café colhido no mundo dentro de 10 anos terá que ser 32% superior ao produzido atualmente, para dar conta das necessidades mundiais, avaliadas em 173,5 milhões de sacas. A evolução maior do consumo do que da produção de café é associada à ascensão do hábito de ingerir essa bebida nos países emergentes. Confor- me Robério Silva, a entidade tem papel crucial no planejamento futuro da produção mundial ao promover a transparência do setor, por meio de esta- A produção mundial de café recuou 2,1% na safra 2011/12, tísticas e estudos sobre o mercado. Ele aponta ainda como pontos impor- tantes a difusão de conhecimentos e o apoio a projetos de desenvolvimento enquanto o consumo tem se mantido em ritmo crescente em países produtores. READING THE FUTURE In light of a crop that has not shown any significant increases, ICO is concerned about supplies in the future, mostly because consumption is on the rise, approximately 1.7% in 2011, compared to 2010. The chief-executive director of the entity, Robério Silva, from Brazil, reckons that the amount of coffee to be harvested in the world over the next 10 years will have to increase by 32% over the present volumes, and should therefore amount to 173.5 million sacks, if global needs are to be met. The persistent model of consumption outstripping production is asso- ciated with the introduction of the habit of taking coffee in the emergent countries. In Robério Silva’s view, it is the entity’s responsibility to plan the future coffee crops in the world. This can be done by promoting total causes transparency of the sector, through statistical figures and market studies. He also cites as important topics knowledge spreading and support to de- velopment projects in coffee producing countries. StabilityInor Ag. Assmann O café é uma planta conhecida há pelo menos 12 séculos. Mesmo assim, a bebida não cansa de surpreender e a cada ano ganha mais adeptos, o que tem levado a aumentos sucessivos de produção. O Brasil, por exemplo, que lidera o ranking dos maiores produtores, anunciou em maio de 2012 a previsão de uma colheita recorde, de Peru, com 36,6% a mais do que no ciclo anterior, e cultivo de 5,44 milhões de sacas. A Etiópia também apresentou crescimento de 10,8%, passando a 8,31 milhões de sacas. Importantes produto- res registraram queda na colheita: Brasil e Indonésia, ambos com 9,6% a menos; Vietnã, com redução de 6%; Colômbia, com queda Global coffee production decreased by 2.1% in the 2011/12 crop year, whilst consumption concern come to a close with a total of 131.4 million sacks around the globe. The result is down 2.1% from the 2010/11 period, and 50,4 milhões de sacas, na safra 2012. Em termos mundiais, em mea- de 8,5%; e México, com recuo de 11,3%. has continued soaring the crop size was up 9.05% over the previous year. The report dos do ano ainda era cedo para dimensionar o resultado dos cafezais also mentions that of the 15 coffee exporting countries, respon- no período, pois os demais países produtores ainda não possuíam PARA AQUECER . Heating Up Coffee has been known for at least 12 centuries. Even so, sible for 90% of total production in the world, eight registered previsões sobre suas lavouras. Consumo mundial de café (em milhares de sacas) the beverage is conquering new aficionados year after year, declines in volume, and seven countries showed increases. Conforme análise da Organização Internacional do Café (OIC), pu- País 2010 2011* which has resulted into successive increases in production. Bra- Based on the numbers surveyed by the ICO, among the blicada em abril de 2012, o ciclo 2011/12 fechará em 131,4 milhões de Estados Unidos 21.783 22.043 zil, for example, worldwide leader in production volumes, in major producers, the country that experienced the biggest sacas no mundo. O resultado representa queda de 2,1% sobre o período Brasil 19.070 19.573 May 2012, announced the harvest of a record crop of 50.4 mil- increase was Peru, up 36.6% from the previous cycle, reach- 2010/11, quando foi registrado aumento de 9,05% na colheita, no com- lion tons this year. In global terms, at midyear it was still early ing an amount of 5.44 million sacks of coffee. Ethiopia also Alemanha 9.292 9.460 parativo com o período anterior. O relatório aponta ainda que dos 15 to have a grasp of the real result of the coffee fields over the produced 10.8% more, totaling 8.31 million sacks. Relevant Japão 7.192 7.015 maiores países exportadores do grão, responsáveis por 90% da produção period, as most other coffee producing countries had not yet producers registered declines in their total production vol- França 5.713 5.958 mundial, oito apresentaram baixa na produção e sete, incremento. released any statistical figures about their crops. umes: Brazil and Indonesia, both down 9.6%; Vietnam, with Pelos números levantados pela OIC, entre os principais pro- Itália 5.781 5.678 a reduction of 6%; Colombia, 8.5%; and Mexico, where vol- According to an analysis by the International Coffee Orga- dutores, o país que teve o maior aumento na safra 2011/12 foi o Mundo 135.667 137.921 nization (ICO), published in April 2012, the 2011/12 cycle will umes receded 11.3%. * Preliminar - Fonte: OIC 34 35
    • A balança Reaching an se equilibra appropriate balance Quadro de oferta e demanda de café no mundo está extremamente Picture of supply and demand in the world is extremely tight, a fact apertado, o que deixa produtores e consumidores na expectativa that leaves coffee producers and consumers apprehensive The world of coffee is going through a delicate moment. MAPA MÚNDI . Global Map Supply and demand are extremely tight, a reflection of soaring Produção mundial de café (em milhares de sacas) consumption, but more moderately, and production volumes País 2010 2011 that have not kept pace with this growth. In May 2012, esti- mates were reckoning global coffee stocks at 20 million sacks, Brasil 48.095 43.484 against an annual demand for 140 million sacks. Vietnã 19.467 18.300 In May, stocks in Brazil were ranging from 5 to 6 million Etiópia 7.500 8.312 sacks, for an annual consumption of 20 million sacks, accord- Indonésia 9.129 8.250 ing to the Director of the Coffee Department at the Ministry Colômbia 8.523 7.800 of Agriculture, Livestock and Food Supply (MAPA), Edilson Al- Peru 3.986 5.443 cântara. He warned that this amount would fill the needs for Índia 5.033 5.333 less than two months and a half. Mundo 134.241 131.382Sílvio Ávila However, the report by the United States Department of Fonte: OIC Agriculture (USDA) had it that in late May Brazilian coffee DO LADO DO CONSUMO stocks were no bigger than 2.93 million sacks. “The 2012 Em seu relatório, a OIC apresentou os dados crop has been estimated at 50.4 million sacks, whilst exports SABOR PARA O MUNDO . Taste for the World O mundo cafeeiro está vivendo um momento delicado. A oferta e a deman- preliminares do consumo de café no mundo. Os amounted to 33 million sacks in 2011. As things are, the cur- Exportações brasileiras de café (2011) da do grão mostram-se extremamente apertadas, o que é reflexo do consumo números mostram que em 2011 foram utiliza- rent harvest is not that big, although having hit a new record”, Volume Receita das 137,9 milhões de sacas, aumento de 1,7% em Alcântara argues. Tipo em alta, porém mais moderado, e de uma produção que não tem acompanha- (em sc 60 kg) (em US$ mil) relação ao ano anterior. Nos 12 últimos anos, o According to a report by the International coffee Organiza- do esse crescimento. Em maio de 2012, a estimativa era de que os estoques Conilon 2.668.631 327.835 crescimento foi de 2,5% ao ano, em média. Esse tion (ICO), published in April 2012, the initial stocks of the mundiais de café estivessem em 20 milhões de sacas, diante de uma necessi- desempenho é avaliado como resultante do Arábica 27.425.845 7.659.861 dade anual de aproximadamente 140 milhões de sacas. coffee exporting countries amounted to 17.6 million sacks maior consumo interno no países exportadores Torrado 60.195 22.190 No Brasil, os estoques em maio situavam-se entre 5 e 6 milhões de sacas, in the 2011/12 crop year, little below the 18.7 million in the e nos mercados emergentes. Solúvel 3.301.012 651.896 previous period. Considering the average volumes of the 11 para consumo anual de 20 milhões de sacas, conforme o diretor do Departa- Entre os grandes fornecedores do grão, o Total 33.455.683 8.706.782 Vietnã foi o que teve o maior incremento no previous seasons, starting in 2001, initial stocks averaged 36.6 mento do Café do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fonte: CeCafé consumo, de 21,6%. No Brasil, o crescimento foi million sacks. Edilson Alcântara. Ele alertava que essa quantidade cobriria a necessidade de menos de dois meses e meio de abastecimento. de 2,6%, ficando em 19,5 milhões de sacas. Com No entanto, relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos esse desempenho, o País se mantém como o se- ON THE CONSUMER SIDE gundo maior mercado consumidor do mundo, In its report, the ICO presented preliminary data on the consumption of coffee in the world. The numbers show that (USDA) avaliava que no final de maio os estoques brasileiros não passavam de atrás apenas dos Estados Unidos, onde houve in 2011a total of 137.9 million sacks were consumed, up 1.7% from the previous year. Over the past 12 months, consumption 2,93 milhões de sacas. “A safra 2012 está estimada em 50,4 milhões de sacas e aumento de 1,2% em 2011. increased by 2.5% a year, on average. This performance is linked to rising domestic consumption in the exporting countries as exportações foram de 33 milhões de sacas em 2011. Sendo assim, a colheita Por outro lado, em alguns mercados tradi- and in the emergent countries. não é tão abundante, mesmo sendo recorde”, observa Alcântara. cionais as vendas perderam fôlego. É o caso Of all huge coffee suppliers, Vietnam experienced the biggest increase in consumption, 21.6%. In Brazil, consumption was Conforme relatório da Organização Internacional do Café (OIC), publica- da Espanha, onde houve redução de 2,6%, e da up 2.6%, totaling 19.5 million sacks. Such performance ranks Brazil as second biggest consumer in the world, coming only do em abril de 2012, os estoques iniciais dos países exportadores no ano safra Itália, com queda de 1,8%. Segundo análise da after the United States, where consumption was up 1.2% in 2011. OIC, nessas nações o preço do produto subiu no On the other hand, in some traditional markets, coffee sales have lost their allure. It is the case of Spain, where they 2011/12 estavam em 17,6 milhões de sacas, pouco abaixo dos 18,7 milhões varejo (30% em um ano) e acabou afugentando dropped 2.6%, and Italy, with a reduction of 1.8%. According to an analysis by the ICO, in these countries retail prices went up do período anterior. Na média das 11 safras anteriores, desde a temporada considerably (30% a year) keeping consumers at bay. os consumidores. 2000/01, os estoques no início do período eram de 36,6 milhões de sacas. 36 37
    • In a very Brazil displays its special coffees in international exhibitions specialSílvio Ávila throughout the world and earns respect from real aficionados way The dedication to a discerning product, with higher added val- ue, could yield good results. This is attested by the ever-increasing interest of the global market for Brazil’s specialty coffees, which, over a period of five years, increased their share in the foreign sales of the sector from 1% to 10%, according to numbers released by Brazil’s Coffee Exporters Council (CeCafé). The presence in international events is mandatory for coffee farmers and industries willing to work their way into the interna- tional market. In April 2012, the 24th Annual Fair of the North American Specialty Coffees Association yielded good results for De um jeito Brazil. The exhibition, the biggest global showcase of the coffee sector, is held in itinerant form, through the United States. Port- land, on the western coast, was the venue for the last edition, city especial viewed as the cradle of coffee farming in the United States. According to the chief-executive director of Brazil’s Specialty Coffees Association (BSCA), Vanusia Nogueira, in 2012, for the first time, Brazilian participants managed to close business deals at the fair. She has it that the date the event is held is not very favorable, as the crop in Brazil has not come to a close at that time. Contrary to Colombia and Central America countries, with their crops en- tirely harvested. “I believe it was a lucky coincidence, since Port- Brasil leva seus cafés especiais a land is a much mature region in terms of coffee”, she emphasizes. The American exhibition was attended by a Brazilian delega- importantes feiras internacionais tion of around 100 people, including producers, businessmen, pelo mundo e começa a granjear o exporters and cooperative officials. According to Vanusia, about 20 people closed business deals in Portland. “Many of them just went respeito dos maiores apreciadores there to get a grasp of the event and to get familiarized with the process”, she emphasizes. Businesses carried out by members of the Brazilian delegations amounted to US$ 3 million. The chief- A dedicação a um produto diferenciado, com maior valor agre- Conforme a diretora-executiva da Associação Brasileira de Ca- cios realizados pelos brasileiros somaram aproximadamente US$ 3 executive believes that business deals closed at the fair could, in gado, pode trazer bons frutos. Prova disso está no interesse cres- fés Especiais (BSCA), Vanusia Nogueira, em 2012, pela primeira milhões. A diretora-executiva estima que transações alinhavadas na turn, generate another US$ 10 million. cente do mercado mundial pelos cafés especiais brasileiros, que vez, os participantes brasileiros conseguiram fechar negócios na feira possam render outros US$ 10 milhões. Attendance at global events is an integral part of the agreement em cinco anos passaram de 1% para 10% de participação no total feira. Ela explica que a data do evento não é muito favorável, pois A visita a eventos mundiais faz parte do convênio assinado pela signed by the BSCA with the Investments and Exports Promotion das vendas externas do setor, conforme levantamento do Conse- a safra ainda não está colhida no Brasil, enquanto a Colômbia BSCA com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos Agency (Apex Brasil) to give publicity to our specialty coffees. Be- lho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé). e países da América Central, concorrentes diretos do grão bra- (Apex Brasil) para divulgar os cafés especiais. Ainda em 2012 pro- fore 2012 comes to a close, producers and industries are going to A presença em eventos internacionais é pauta obrigatória para sileiro, já têm produto para mostrar. “Acredito que foi uma feliz dutores e industriais irão participar em junho do World of Coffee, mark their presence at the World of Coffee event, in Vienna, Aus- produtores e industriais que querem chegar ao mercado externo. coincidência, pois Portland é uma região muito madura em café”, promovido pela associação europeia, em Viena, na Áustria, cujo tria, promoted by the European Association, focused on Brazil. In Em abril de 2012, a 24ª Feira Anual da Associação Americana de enfatiza. tema será o Brasil. Em setembro acontece o World Specialty Coffee September, the World Specialty Coffee Conference and Exhibition Cafés Especiais trouxe bons resultados ao Brasil. A exposição, que Em torno de 100 participantes do setor no Brasil estiveram na Conference and Exhibition, em Tóquio, no Japão; e o Café Show, will be held in Tokyo, Japan; and the Coffee Show, in Seoul, South é a maior vitrine mundial do setor cafeeiro, ocorre de forma itine- feira americana, entre produtores, empresários, exportadores e em novembro, em Seul, na Coreia do Sul. Korea, in November. rante, pelos Estados Unidos. Portland, na costa Oeste, foi o local executivos de cooperativas. De acordo com Vanusia, em torno de A BSCA firmou acordo de cooperação também com o Instituto BSCA has also entered into an agreement with the Brazilian da última edição, cidade considerada o berço da atividade em solo 20 pessoas fecharam contratos em Portland. “Muitos foram conhe- Brasileiro de Turismo (Embratur) para realização de ações de pro- Tourist Institute (Embratur) for the promotion of specialty coffees americano. cer o evento e se familiarizar com o processo”, enfatiza. Os negó- moção dos cafés especiais em feiras de turismo. in tourist-oriented fairs. 38 39
    • Estados STATES Fotos: Inor Ag. Assmann Bão demais O PANORAMA No Cerrado Mineiro, se- gundo a Conab, espera-se 44,12% de crescimento produtivo em relação à colheita de 2011. A área em produção aumentou da conta 5,71% e a produtividade, 36,34%, passando de 24,84 sacas/ha para 33,86 sacas/ ha. O salto produtivo do Cer- rado é atribuído à bienalidade alta da cultura na região, em especial Minas Gerais, com safra recorde, puxa a produção de café do Brasil, nas lavouras de sequeiro, e à incorporação de cafezais que estavam em formação e em re- como uma locomotiva que alavanca o progresso em diversas regiões novação. Com melhores preços, observa-se a instalação de novas áreas plantadas. Um mineirinho tradicional, lá do tecimento (Conab) prevê a produção tifica o investimento na produção. Mi- Na região Sul de Minas, adversidades climáti- interior, diria que a safra de café que de 26,64 milhões de sacas (60 kg) em nas Gerais, em 2012, colherá 52,8% do cas ao longo do ciclo produtivo das lavouras, como está sendo colhida em 2012 em Mi- Minas Gerais. Assim, o Estado supera volume nacional, segundo o cenário di- atraso no início das chuvas, amplitude térmica nas Gerais é um “trem bão demais da os recordes de 2002 e 2010, quando vulgado pela Conab em maio. A estima- acentuada, geadas nos meses de julho e agosto de conta”. Recorde de produção, bons produziu 25,1 milhões de sacas. Em tiva mostra que o Estado ampliará em 2011 e estiagem em fevereiro e março de 2012, con- correram para a redução produtiva das lavouras, preços, avanço em produtividade. relação a 2011, a colheita crescerá 20,4% a safra de café arábica, passando mesmo em safra de bienalidade alta. A produção Ah, se todos os anos fossem assim... 20,1%. Elmiro Nascimento, secretário de 21,88 milhões de sacas para 26,344 estimada para 2012 é de 13,49 milhões de sacas de Minas Gerais consolida na temporada de Estado de Agricultura, Pecuária e milhões de sacas. A do conilon perma- café, 29,19% superior à da safra anterior e 6,93% a sua posição de locomotiva que leva Abastecimento, considera que a expec- necerá nas 299 mil sacas. Minas Gerais maior quando comparada ao ciclo de 2010. a cafeicultura brasileira rumo às altas tativa de uma safra recorde é o resulta- ampliará a produtividade média para A Zona da Mata Mineira, que obteve na safra produtividades, à qualidade, ao avanço do do leve aumento da área, da melho- 25,9 sacas/ha, contra as 22,2 sacas/ha 2011 produção considerada extraordinária, terá tecnológico e à liderança, em volume, ria dos tratos culturais nas lavouras e do ciclo de baixa bienalidade em 2011. redução em 2012. Mas há uma explicação para no mercado mundial. da bienalidade alta da cultura. O aumento será de 21,3%, e só não foi isso: a região vive uma inversão da “bienalida- de” em vários municípios e em propriedades di- A segunda estimativa da safra de O cenário de preços remuneradores maior por conta das adversidades climá- ferentes de um mesmo município, o que a coloca café da Companhia Nacional de Abas- nos mercados doméstico e mundial jus- ticas observadas em algumas regiões. em situação inversa quando comparada ao res- tante do Estado. Apesar das boas floradas e dos investimentos em tratos culturais, fatores como o clima desfavorável, com excesso de chuvas, e as baixas temperaturas no mês de outubro de 2011, bem como a forte estiagem, contribuíram para a redução da produtividade. Nas regiões Leste, Mucuri, Norte de Minas e Jequitinhonha, a estiagem ocorrida a partir de janeiro de 2012 pode gerar granação deficitária de frutos. A produção estimada ainda é positiva quando comparada à da safra anterior, pelo alto percentual de lavouras irrigadas e graças aos bons tratos culturais motivados pelos preços e pela safra de alta em 2012. Tecnologia e qualidade compensaram as perdas climáticas no Estado40 41
    • Inor Ag. Assmann THE PANORAMA In the Minas Gerais Cerrado, according to Zona da Mata Mineira, which harvested an Conab sources, yields are expected to be up extraordinary crop in 2011, will suffer reduc- 44.12% from the 2011 season. The area under tions in 2012. The reason lies in the inverted production went up 5.71%, while yields soared bi-annual cycle in several municipalities and in 36.34%, from 24.84 sacks per hectare to 33.86 different plantations within the same counties, sacks/ha. The productive leap is attributed to exactly the opposite of what is happening in the the biannual cycle of high yields in the region, rest of the State. In spite of lush blossoming and especially in dryland cultivations, and to the in- investment in cultural practices, factors like un- corporation of fields under formation schemes favorable climate conditions, characterized by and field under renewal. With better prices, the excessive precipitation and low temperatures establishment of new planted areas has be- in the month of October 2011, as well as the se- come common practice. vere drought in February and March 2012, are In the South Minas Gerais region, erratic blamed for the lower productivity rates. Too climate conditions during the production cycle, In such regions as the East, Murici, North goodto be true like the delay of the rainy season, frost condi- Minas and Jequitinhonha, the drought condi- tions in the months of July and August 2011, tions that started in January 2012, could result dry spells in February and March 2012, were a into flawed, hollow, pulpy and deformed cher- factor in the sharp decline of the productivity ries. The estimated production is still positive if rates, despite the biannual cycle of high yields. compared to the previous crop, because of the Estimated production for 2012 is 13.49 million high percentage of irrigated fields and thanks sacks of coffee, up 29.19% from the previous to the good cultural practices motivated by the crop and up 6.93% from the 2010 season. prices and the high biannual cycle in 2012.. Technology and quality made up for climate-induced losses throughout the State A traditional yokel in Minas Gerais, from a remote corner in the countryside, would say that the coffee crop harvested in Minas Gerais in 2012 “goes way beyond expectation”. Record pro- duction volume, enticing prices, productivity strides. Oh yeah, .. wish all years were like this... Minas Gerais is consolidating in the current season its status as locomotive that is leading Brazil- ian coffee farming operations to high productivity rates, enviable quality standards, technological strides and leadership in volume in the global market. The second estimate of the coffee crop by the National Supply Company (Conab) projects the crop at 26.64 million sacks (60 kg) in Minas Gerais. It means, the State outstrips the record crops in 2002 and 2010, when 25.1 million sacks were produced. With regard to 2011, harvest is projected to rise 20.1%. Elmiro Nascimento, State Secretary of Agriculture, Livestock and Sup- ply, has it that the perspective for a record crop is the result of a slight increase in planted area, improved cultural practices on the fields and the biannual cycle of high yields. The scenario of remunerating prices at home and abroad justifies the investment in produc- tion considerations. Minas Gerais will harvest 52.8% of the entire national volume, according to projections released by Conab in May. The estimate points to the intention of the State to expand by 20.4% its area devoted to coffee Arabica, from 21.88 million sacks to 26.344 million. The co- nilon crop will remain at 299 thousand sacks. Minas Gerais will expand its average productivity rates to 25.9 sacks per hectare, against the 22.2 sacks per hectare in the biannual cycle of low yields in 2011. The volume will be up 21.3%, but it could be much bigger had it not been for the erratic climate conditions in some regions. Minas Gerais, with a record crop, sets the tune to coffee farming operations in Brazil, like a locomotive that drives the progress in different regions 42
    • UM GRÃO ESSENCIAL O título de principal produtor de conilon não é o único que o Espírito Santo ostenta. O Estado é, igualmente, o segundo maior produtor de café no Brasil. De acordo com o secretário estadual da Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Enio Bergoli, a cafeicultura é a principal atividade socioe- conômica entre os capixabas. Somente em 2011, a cadeia produtiva gerou R$ 3,3 bilhões de renda anual para os cafeicultores, sendo 73% da atividade realiza- da por produtores de base familiar. Nesse contexto, a produção de conilon responde por mais de 30% da renda rural e está presente em 40 mil propriedades agrícolas. Para Bergoli, o sucesso do café entre os capixabas é reflexo de esforços realizados em diversas áreas. Conforme aponta, especialistas, lideranças e produ- O café alturas tores conseguiram, juntos, aliar a prática ao conhecimento e proporcionar bons resul- tados a toda a sociedade. Por isso, a cada safra o otimismo toma conta do Espírito Santo. Com o apoio da pes- quisa, o incentivo da indústria e o trabalho sério dos produtores, o cenário se mantém próspero. Avançar na busca da qualidade, tanto do arábica quanto do conilon, aumentar o consumo e conquistar novos mercados são alguns dos desafios que os capixabas têm pela nas frente. E gente para produzir bons resultados o Estado tem de sobra. Café está presente em nada menosFotos: Sílvio Ávila que 65 dos 78 municípios capixabas Maior produtor de conilon e segundo maior de café em geral do Brasil, Espírito Santo une a força dos pequenos com tecnologia e qualidade Os sabores e aromas do Conilon Capixaba O ar no Espírito Santo tem cheiro e tem gosto. Nesse Estado, que contempla cional de Abastecimento (Conab), publi- cada em maio. O volume é 5,5% supe- DESTAQUE MERECIDO A grande produção de robusta, por sinal, dá ao conquistando novos horizontes. parte do Sudeste brasileiro, os capixabas rior ao da safra anterior, quando foram Espírito Santo o título de maior produ- respiram café o dia todo, o tempo inteiro. contabilizadas 11,5 milhões de sacas. tor brasileiro da espécie, respondendo Nos escritórios, nas casas e no coração de Do montante, 23,4% são da espécie ará- por mais de 75% da safra nacional. No Fronteiras não são limites quando acreditamos na qualidade de nossos produtos. cada um, o café ocupa lugar especial. É bica (2,86 milhões de sacas) e 76,6% (12,2 total, o Brasil deve somar 12,3 milhões A Coopeavi Café é uma coopera�va pioneira na exportação de Robustas finos, o produto querido que rende orgulho a milhões de sacas) são de conilon. Calcula-se de sacas. Conforme dados da Secretaria que busca através da transparência, compromisso e ousadia, levar para o mundo os sabores e aromas únicos dos cafés produzidos pelos nossos cooperados. todos. Nem a imponência dos coqueirais que a produção de robusta chegue a 9,3 mi- da Agricultura, Abastecimento, Aquicul- Estamos lado a lado com o cafeicultor e sua família, fomentando a produção do é capaz de minimizar os pés de café que lhões de sacas, volume superior em 10,1% tura e Pesca (Seag), no Espírito Santo o Conilon com qualidade e levando para novos horizontes todo o trabalho, carinho e constituem belas paisagens pelo interior. ao da temporada anterior, que foi de 8,4 mi- cultivo está presente em 65 municípios paixão dedicados a esta cultura. É o cenário de uma região fundamental lhões. Já a colheita de arábica é estimada em (o Estado todo tem 78) e emprega em O Conilon Capixaba Especial agora é um café do MUNDO. para a produção cafeeira no País. 2,86 milhões de sacas, número que repre- torno de 250 mil capixabas. A contar pelos números de produção senta redução de 7,1% em relação à safra A redução do tipo arábica, por sua e de produtividade, o povo do Espírito anterior, que foi de 3,07 milhões de sacas. vez, é decorrência de diversos fatores, Santo tem ainda mais motivos para estu- De acordo com a Conab, a boa produ- como déficit hídrico, atraso de chuvas e far o peito. Hoje, o Estado é considera- ção de conilon no ciclo atual é resultado de baixas temperaturas, com frentes frias e do o segundo maior produtor de café do tratos culturais envolvendo adubação, poda, baixa insolação, principalmente nos perí- País, correspondendo a quase 25% da desbrota e combate adequado de ervas da- odos de floração, fertilização, pegamento colheita nacional. Em 2012, seus cafei- ninhas. Igualmente tem papel fundamental e enchimento de frutos. Mesmo em um cultores devem produzir 12,2 milhões a renovação das lavouras, com materiais ge- ano em que a previsão era de safra alta, de sacas de café beneficiado, conforme néticos de maior potencial, além do uso de os aspectos foram determinantes para a a segunda estimativa da Companhia Na- novas tecnologias, entre outros fatores. redução registrada no ciclo atual. /CoopeaviAgronegocios 44 Café
    • Coffee in the heights Biggest conilon producer and second biggest general coffee producer in Brazil, Espírito Santo adds technology and quality to small-scale operations The air in Espírito Santo has smell and taste. In this State, that played by field renewal initiatives, genetic materials with higher po- comprises part of the Brazilian Southeast, people smell coffee all day tential, besides the use of new technologies, among other factors. long, all the time, in the offices, in households and in the heart of everyone, coffee occupies a special place. It is a cherished beverage IN THE LIMELIGHT The huge Robusta crop, by the way, endows that that makes everybody proud. Not even the imposing groves of the State of Espírito Santo with the distinction as leading Brazilian nut palmtrees manage to overshadow the coffee trees that give rise to Robusta producer, responsible for 75% of the national volumes. In beautiful sceneries in the interior. It is the scenario of a fundamental all, Brazil should produce 12.3 million sacks. According to data fur- region for the production of coffee in the Country. nished by the Secretariat of Agriculture, Supply, Aquaculture and If production and productivity figures are considered, the peo- Fisheries (Seag), in Espírito Santo coffee is grown in 65 municipalities ple in Espírito Santo have even more reasons to feel enormously (the entire state comprises 78 municipalities) and employs about 250 proud. Now, the State ranks as second biggest producer of coffee thousand people. in the Country, corresponding to nearly 25% of the entire na- The reduction in the Arabica crop, in turn, stems from such fac- tional harvest. In 2012, its coffee farmers are expected to produce tors as water deficit, delayed rainfalls and low temperatures, fre- 12.2 million sacks of processed coffee, according to the second quent cold fronts and lack of sunshine, particularly in the blossom- survey conducted by the National Supply Company (Conab), ing, fertilization, bean formation and filling stages. Even in a year of published in May. The volume is up 5.5% from the previous crop, a biannual cycle of high yields, these aspects were relevant in the when 11.5 million sacks were harvested. reductions of the crop. Of this amount, 23.4% is Arabica (2.86 million sacks) and 76.6% PERFIL CAPIXABA . Capixaba Profile (12.2 million sacks) conilon. The Size of the Robusta crop is estimated at 9.3 million sacks, up 10.1% from the previous year, when it was 8.4 Safra 2011 Safra 2012 million. The Arabica crop is estimated at 2.86 millions sacks, 7.1% Área em produção (mil ha) 452.527 451.157 down from last year’s 3.07 million sacks.  Produção arábica 3.079,0 2.860,0 According to Conab, the lush conilon production in the pres- Produção conilon 8.494,0 9.355,0 ent cycle results from such cultural practices as fertilization, prun- Produção total 11.573,0 12.215,0 ing, sucker killing and control over weeds. An important role is also Fonte: Conab, segunda estimativa, de maio de 2012. AN ESSENTIAL BEAN The distinction as biggest producer is not the only one that the State of Espírito Santo boasts. The State is equally the second biggest coffee producer in Brazil. According to the State Secretariat of Agriculture, Supply, Aquaculture and Fisheries (Seag), Enio Bergoli, coffee farming is the leading socioeconomic activity in Espírito Santo. In 2011 alone, the production chain generated R$ 3.3 billion in annual income for the growers, and 73% of them are small- scale producers. Within this context, the production of conilon accounts for more than 30% of rural income and is present in 40 thousand holdings. In Bergoli’s view, the successful story of coffee in the State reflects the efforts carried out in different areas. He maintains that specialists, leaderships and producers, managed to link practice to knowledge, thus providing good for society as a whole. That is why, crop after crop, a feeling of optimism pervades the State of Espírito Santo. Relying on support from research, industry incentive serious endeavor by the producers, the scenario continues promising. To make strides in quality, both for the Arabica and conilon, increase consumption and conquer new markets are some of the challenges faced by the people of the State. And people to produce good results abound in the State. Coffee is present in no less than 65 of the 78 municipalities across the State.46
    • Fotos: Sílvio Ávila As conquistas Bahia sente os efeitos da estiagem, mas segue do Oeste determinada a avançar na qualidade e na ESTÍMULO AOS PEQUENOS produtividade, com atenção especial aos pequenos O 13º Agrocafé, realizado pela As- sociação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), destacou em 2012 “os cafés do Brasil”, enfatizando a variedade de sabores, aromas e cor- pos, onde se inserem as três áreas produtoras da Bahia, com suas carac- terísticas específicas. “A preocupação tem sido salientar e divulgar a quali- dade do café baiano e brasileiro, assim como os seus constantes avanços”, afirma o presidente da entidade, João Lopes Araújo. O juiz internacional do setor, Silvio Leite, por sua vez, observa que a Bahia se consolida como fornecedora de cafés especiais, com ótimos resultados em competições, o que é buscado também para os naturais. No evento, foi assinado termo de cooperação técnica entre a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), através da Empresa Baiana de Desen- volvimento Agrícola (EBDA); o Ministério do Desenvol- vimento Agrário (MDA) e a Assocafé voltado ao aumento de produtividade e de qualidade na cafeicultura familiar. A Bahia conquistou nos últimos anos a quarta posição en- passando a 100 mil hectares, conforme a Conab. A sua produtividade cipação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento De acordo com o secretário Eduardo Salles, que reforçou tre os maiores produtores de café do Brasil. Na safra 2012, so- é menor (perto de 11 sacas por ha em 2011 e 8,59 sacas/ha em 2012, (Mapa), a certificação de procedência do seu produto de alto a questão no 6º Encontro Nacional do Café, realizado em freu com os efeitos da estiagem na cultura, especialmente na devido à longa seca), mas obtém produto qualificado, que resulta em padrão, em grande parte exportado. maio, em Vitória da Conquista, a iniciativa resultará em con- região produtora do Planalto, provocando queda nos números cafés finos. Produz o tipo arábica e tem tradição no despolpado. No Sul da Bahia localiza-se a outra área de destaque, dedicada vênio para oferecer, nos próximos anos, recursos destinados da atividade. Pela estimativa de maio da Companhia Nacional Também voltada ao arábica, a região do Cerrado, no Oeste baia- ao tipo conilon, mais usado no produto solúvel. A região, identifi- a tratos culturais, equipamentos de pós-colheita, assistência de Abastecimento (Conab), a produção estadual deve ficar em no, onde atuam grandes produtores e se utiliza irrigação, é a área cada como Atlântico, está com mais de 24 mil hectares em produ- técnica e organização de cooperativas. Direciona-se aos pe- 2,168 milhões de sacas, 5,3% a menos do que na temporada an- mais recente, porém a mais produtiva no Estado e inclusive no ção e quase 4 mil hectares em formação (liderando neste ítem em quenos produtores, que somam bem mais de 90% do total no terior. Mas o Estado prossegue firme no propósito da constante País. Em 2012, deve alcançar a 43,66 sacas/ha, em 13 mil hectares. 2012). Em maio projetava-se a manutenção de sua produtividade Estado, calculado por diagnóstico local em 23 mil agriculto- res, mas que, segundo o MDA, incluindo os miniplantadores, evolução na cultura, avançando sempre mais na já destacada Pelos dados da Conab, a área de cafezais em produção fica um em cerca de 30 sacas/ha na atual safra, embora estivesse sendo con- chega a 28 mil, os quais têm no café a principal renda. qualidade e na produtividade, onde se sobressai nacionalmente pouco abaixo deste patamar; já pelos levantamentos do Conselho siderada alguma perda em virtude da redução no número de pés com as lavouras irrigadas do Oeste e passa a incrementar ações Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), em colheita. Para a região, foi assinado em março de 2012, no 13º tecnológicas junto aos pequenos produtores. situa-se um pouco acima. Simpósio Nacional do Agronegócio Café (Agrocafé), em Salvador, Lavouras irrigadas do Oeste Três pólos concentram a produção cafeeira baiana, que nos úl- timos dois anos vem sendo colhida em mais de 138 mil hectares. A Foi a que mais incorporou novos pés em produção e é a única que deve aumentar volume no Estado em 2012, índice um convênio entre governo do Estado, Federação da Agricultura (Faeb) e Instituto Capixaba de Pesquisas, Assistência Técnica e Ex- baiano já registram o maior tradicional área do Planalto, que engloba municípios da Chapada calculado em 4%. Está encaminhando também, pela Associação tensão Rural (Incaper), visando instalar uma estação experimental rendimento por área no País Diamantina, além de Brejões e Vitória da Conquista, é a maior, ultra- dos Produtores de Café do Oeste da Bahia (Abacafé), com parti- em Itabela, beneficiando 2.500 produtores.48 49
    • The conquests of the West Bahia is grappling with the effects of drought conditions, but continues determined to make strides in quality and productivity, whilst bestowing special attention on small-scale farmers Over the past years, Bahia has climbed wards of 100 thousand hectares, according of high quality standards, exported almost to the position as major coffee producer in to Conab. The productivity rates are smaller in their entirety. The application for the cer- Brazil. In the 2012 season, the drought took in the current crop (nearly 11 sacks/hectare tificate is now going through the channels of a heavy toll on the crop, especially in the in 2011 and 8.59 sacks/hectare in 2012, due Western Bahia Association of Coffee Produc- Plateau region, resulting into much lower to a prolonged drought), but bean quality ers (Abacafé), jointly with the Ministry of Ag- harvest volume. According to an estimate makes a difference, resulting into fine cof- riculture, Livestock and Food Supply (MAPA). by the National Supply Company (Conab), fees. Arabica is the most cultivated variety and A very special area is located in South released in May, the coffee crop in the has tradition in depulped coffee. Bahia, devoted to Conilon coffee, specific for State should remain at 2.168 million sacks, Also focused on Arabica, the Cerrado soluble coffees. The region, known as Atlantic, down 5.3% from the previous year. None- region in Western Bahia, known for its big is home to upwards of 24 thousand hectares theless, the State continues determined to commercial farmers, with irrigated fields, is of coffee in full production and another 4 constantly invest in the crop, making even the most recent area, but also the most pro- thousand hectares in the growing stage (a C further strides in its outstanding quality and ductive in the entire State and Country. In leader throughout the Country in 2012 on productivity standards, where the highlight 2012, yields are estimated at 43.66 sacks per that score). In May, projections for the current M are the nationally famous irrigated coffee hectare, in 13 thousand hectares. In Conab’s crop were for the usual 30 sacks per hectare, Y fields in the western region, where now the estimation, the coffee area in full production although some losses were considered by CM small-scale farmers are increasingly getting should be somewhat smaller; but the surveys virtue of a reduction in the number of trees MY acquainted with new technologies. conducted by the Technical Council of the being harvested. In the 13th National Cof- CY Three hubs concentrate Bahia’s coffee Bahia State Farmers and Irrigators Associa- fee Agribusiness Symposium (Agrocafé), in farming operations, where the planted area tion (Aiba), show a little bigger area. Salvador, held in March 2012, an agreement CMY has surpassed 138 thousand hectares in the It was the one that increased its produc- was signed with the State Government, the K two past crop years. The largest hub is the tion area the most and the only one to har- Agriculture Federation (Faeb) and the Capix- traditional Plateau area, which comprises vest a bigger volume in 2012, up 4% from aba Research Institute (Incaper), with an eye the municipalities of Chapada Diamantina, the other areas. The region is also applying towards setting up an experiment station in Brejões and Vitória da Conquista, with up- for the certificate of origin for its products Itabela, benefiting 2,500 coffee farmers. ENCOURAGING THE SMALLER ONES The 3rd Agrocafé, held by the Bahia State Coffee Growers Association (Assocafé), highlighted the “Brazil Coffees” in 2012, giving emphasis to the variety of colors, flavors and full body coffees, which include the three areas in Bahia, with their specific characteristics. “The focus consisted in highlighting the quality of the coffees produced in Bahia, and in Brazil in general, as well as their continuous improvements”, says the president of the entity, João Lopes Araújo. The interna- tional judge of the sector, Silvio Leite, in turn, observes that Bahia is consolidating as a supplier of Premium coffees, with excellent results in contests, and the same goes for natural coffees. At the event, a term of cooperation was signed by the Secretariat of Agriculture, Irrigation and Agrarian Reform (Seagri), through the Bahia State Agricultural Development Corporation (EBDA); the Ministry of Agrarian development (MDA) and geared towards higher productivity rates and better quality coffees produced by small-scale farmers. According to secretary Eduardo Salles, who gave emphasis to the question at the 6th National Coffee Meeting, held in May, in Vitória da Conquista, the initiative will generate an agreement which, over the coming years, is to provide for resources destined for cultural practices, post-harvest equipment, technical assistance and the organization of cooperatives. It is geared toward small-scale farmers, who represent over 90% of the total in the State, which, from a local diagnosis, amount to 23 thou- sand, but, according to the MDA, including the mini-farmers, reaches 28 thousand, whose major cash crop is coffee. Irrigated fields in Western Bahia boast the largest yields per area throughout the Country52
    • Inor Ag. Assmann CONJUNTO DE FATORES Conforme Paulo Sérgio Fran- zini, responsável pelo Setor de Café do Departamento de Economia Agrícola (Deral), Sílvio Ávila da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, a redução produtiva e de área acontece por um conjunto de fa- tores, entre eles o clima. “Houve estiagem em setembro e registro de amplitude térmica muito acentuada em novembro – temperaturas altas duran- te o dia e baixas na madrugada –, que afetaram a floração”, enfatiza. “Não bastando, em dezembro de 2011 e em janeiro de 2012 ocorreu nova estiagem”. Ainda segundo Franzini, a baixa produtividade em lavouras velhas e o aumento do custo de produção con- tribuíram para uma safra menor. “O rendimento médio é praticamente o mesmo, o que confirma a influência climática e a redução de área, motivada principalmente pelos baixos preços do mercado nos últimos oito anos, além do aumento no custo de produção”, destaca. Na lis- ta também entra o baixo potencial de produtividade das lavouras mais velhas, ou malconduzidas, que, por isso, sofreram de forma mais severa o estio. Igualmente são citadas as dificuldades do produ- Baixa na alta tor paranaense em administrar uma atividade com extrema dependência de mão de obra, especialmente devido à legislação e ao alto custo. “A concorrência com o cultivo de lavouras mecanizadas, a exemplo da cana-de-açúcar em regiões próximas às usinas de açúcar e álcool, e ainda da soja, também são deter- minantes para este resultado de safra”, cita Franzini. EQUILÍBRIO Na avaliação de Paulo Sérgio Franzini, do Deral, em virtude das técnicas de manejo adotadas, a expectativa é que ocorra menor oscilação entre os volumes das safras de 74.752 hectares para 69.489, segun- de alta e de baixa bienalidade. A poda de esqueletamento Clima afeta a produção cafeeira do Paraná, tradicional polo dessa atividade, do a Conab. A produção de café arábica e a renovação de áreas têm contribuído para isso, bem que implementa medidas para recuperar as perdas registradas cairá 7,7% em 2012, para 1,7 milhão de sacas de 60 quilos, com média de 24,46 como o sistema de cultivo adensado e superadensado. “Entretanto, a expectativa é de que a produtividade au- Quando a Companhia Nacional de de clima já apontava nesta direção. A redução sobre a expectativa inicial é sacas por hectare. Em 2011 a colheita mente para até 40 sacas, em média, nos próximos qua- Abastecimento (Conab) divulgou, em maio A Conab, que usa a base de dados do de 2,2%. Já a área efetivamente em pro- gerou 1,84 milhão de sacas, com média tro anos, com a adoção de novas práticas”, avisa. de 2012, a segunda estimativa de acom- Departamento de Economia Rural do Pa- dução recuou 4,8%, passando de 72.989 de 24,64 sacas ha. A diferença é que, ao panhamento da safra brasileira do café, raná (Deral), calcula a área total plantada hectares em dezembro para 69.489 ha no contrário da atual, a temporada de 2011, Fatores estruturais e não houve surpresa com a redução de área e de produção registrada no Paraná. com café na temporada 2012 em 87.095 hectares, sendo 1.930 ha a menos do que levantamento de maio. A queda no parque cafeeiro em pro- apesar da baixa bienalidade, foi muito boa. O Paraná representará 3,4% de todo conjunturais igualmente Embora o ano seja de bienalidade alta, a os 89.025 indicados no primeiro levanta- dução, num comparativo do ciclo de o café produzido no Brasil. Em café arábi- interferiram na safra soma de fatores estruturais, conjunturais e mento, realizado em dezembro de 2011. 2011 com o de 2012, é de 7%, passando ca, detém 4,5% da safra brasileira.54 55
    • Low in AN ARRAY OF FACTORS Paulo Sérgio Franzini, responsible for the Coffee from the drought conditions. Other factors that are mentioned refer to the difficul- high cycle sector at the Department of Agricultural Economy ties the State of Paraná is experiencing with regard to a (Deral), of the Paraná State Secretariat of Agriculture crop that is very labor intensive, especially because of and Supply, maintains that the reduction in volume legislation concerns and high costs. “The competition and area stems from two sets of factors, among them from mechanized fields, following on the heels of sugar the climate. “The month of September experienced cane plantations located near the sugar and alcohol mills, drought conditions, whilst in November temperatures and also competition posed by soybean crops, are factors rose considerably – very warm by day and cool by that also play a relevant role towards the result of the night -, greatly affecting the blossoming stage”, he coffee crop”, Franzini comments. says. “As if that were not enough, a prolonged drought hit the region November 2011 through January 2012”. BALANCE Still according to Franzini, the low productivity In the evaluation of Paulo Sérgio Franzini, of Deral, by rates in old plantations and rising production costs virtue of the management practices, the expectation were also a factor in the smaller than expected crop. is for smaller oscillations between the biannual cycles “Average yields suffer no changes, which confirms of high productivity and low productivity. The skeleton the influence of the climate and the lower planted pruning method and area renewal have contributed area, induced particularly by the low market prices towards this result, and so have the high and super over the past eight years, not to mention the higher high density planting systems. “Nevertheless, the ex- production costs”, he notes. The list also includes pectation is for yields to reach 40 sacks per hectare, the low yields in the older plantations, or badly on average, over the four coming years, with the adop- managed fields, which, as a result, suffered the most tion of the new practices”, he argues. Structural and local factors equally interfere with the cropInor Ag. Assmann Climate is affecting the coffee crop in Paraná, traditional hub of this commodity, and steps are underway to recover losses When in May 2012 the National Supply Company (Conab) December to 69,489/ha in the May survey. disclosed the second follow-up estimate of the Brazilian coffee In a comparison, the smaller volumes harvested in 2012 com- crop, the area and crop size reduction in the State of Paraná pared to 2011, amount to 7%, receding from 74,752 hectares came as no surprise. Although being a biannual cycle of high to 69,489, according to Conab. The Arabica coffee volumes are yields, the sum of structural and local factors, along with climate bound to drop 7.7% in 2012, to 1.7million 60-kg sacks, with an conditions, were pointing to this direction. average yield of 24.46 sacks per hectare. In 2011, the harvest Conab, an entity that uses the database of the Paraná State Ru- reached 1.84 million sacks, with an average of 24.64 sacks per ral Economy Department (Deral), estimates the total area planted hectare. The difference lies in the fact that, contrary to the cur- to coffee in the 2012 season at 87,095 hectares, 1,930 hectares rent season, the 2011 season, in spite of the biannual cycle of less than the 89,025 indicated in the first survey, held in Decem- low yields, was very good. Paraná will represent 3.4% of the ber 2011. The reduction from the first estimate is 2.2%. The area entire coffee volumes produced in Brazil. The State accounts for effectively in production receded 4.8%, from 72,989 hectares in 4.5% of all Arabica coffee produced in Brazil. 56
    • Fotos: Inor Ag. Assmann Confirmado A estiagem bem que assustou até o tempo de propiciar uma recuperação cafezais em formação no Estado. Em mês de outubro, mas um regime de chu- vegetativa nas plantas, com boa resposta café arábica, São Paulo é o segundo vas satisfatório entre novembro de 2011 das tecnologias empregadas pelos cafei- maior produtor brasileiro, atrás apenas e março de 2012 fez toda a diferença cultores para a alta produtividade”, reve- de Minas Gerais. e a safra 2012 do Estado de São Paulo la o engenheiro agrônomo Celso Vegro, Uma tecnologia importante agregada alcançará volume de 5,040 milhões de pesquisador do Instituto de Economia à cafeicultura em São Paulo é a mecani- sacas de 60 quilos de café beneficiado. Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricul- zação do manejo. Em algumas regiões, Estado de São Paulo fará jus à tecnologia empregada e colherá uma Esse montante, de acordo com a segun- da estimativa da avaliação safra agrícola tura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Entre as técnicas de manejo desta- como a Alta Mogiana, a cobertura das lavouras com mecanização beira os 60%. safra de alta produtividade e produção, com ânimo renovado cafeeira, divulgada pela Companhia Na- cam-se o cultivo adensado e as podas. A Em todo o Estado, cerca de 50% das la- cional de Abastecimento (Conab) em resposta atende à expectativa dos produ- vouras já são colhidas mecanicamente. maio de 2012, é 4,4% maior do que o tores em virtude da alta bienalidade. “A “Os custos e a falta de mão de obra qua- previsto na primeira estimativa, de 4,828 produtividade média deve superar a 29 lificada justificam os investimentos, con- milhões de sacas, ainda sob o impacto sacas por hectare”, comemora. forme apuraram estudos do IEA”, atesta da deficiência hídrica. A temporada de Segundo a Conab, São Paulo dispõe Celso Vegro. A tendência é a ampliação alta bienalidade e os preços do mercado nesta safra de 169.538 hectares desti- do uso de sistemas mecanizados nas fa- do café trazem expectativa de um ano nados à produção de café arábica, que ses de manejo da cultura. A velocidade positivo para o setor. devem alcançar rendimento médio de destes investimentos dependerá da ren- “A chuva chegou mais tarde, mas a 29,73 sacas/ha. Há 13.238 hectares de da do produtor e da topografia. ROBUSTA Até 2011, era esperada a introdução de áreas de cultivo de café conilon no Estado de São Paulo, mas esta tendência ain- da não se confirmou. “Há expectativa latente, mas se percebe que os investi- dores aguardam um cenário mais propício”, assinala Celso Vegro, do IEA. Tecnicamente, o investimento é viável, tanto pelas tec- nologias disponíveis quanto pela qualidade das variedades lançadas pelo Instituto Agronô- mico (IAC), ou pela disponibilidade de água e terras próprias para o manejo irrigado, similar ao que ocorre no Espírito Santo. “Estudos apon- tam para uma qualidade diferencial do conilon cultivado em São Paulo, que tem ‘bebida’, uma característica diferente do robusta produzido no resto do Brasil”, finaliza Vegro. A alta bienalidade e os preços do mercado do café trazem expectativa de ano positivo58 59
    • Sílvio Ávila ROBUSTA Up to 2011, there was expectation for the in- troduction of conilon coffee plantations in the State of São Paulo, but this trend has not yet con- firmed. “There is latent expectation, but it seems to be clear that most investors are still waiting for a more favorable moment”, comments Celso Vegro, of IEA. Technically, the investment seems to be viable, both for the available technologies and the varieties launched by the Campinas Agronomic Institute (IAC). There is also water enough available for irrigation systems, the soil is appropriate, just like what occurs in the State of Espírito Santo. “Studies point to a discerning trait of conilon coffees cultivated in São Paulo, producing a beverage that imparts a different Confirmed flavor compared to Robusta coffees produced elsewhere in Brazil”, Vegro concludes. The biannual cycle of high yields and market prices raise hopes for a good season State of São Paulo lives up to its high technological standards and is bound to harvest a highly productive crop, harboring great expectations The drought posed a big threat until October, but timely 29 sacks per hectare’, he celebrates. rainfalls November 2011 through March 2012 made all the According to Conab sources, for the current crop in São difference, and the 2012/13 coffee crop in São Paulo is esti- Paulo the area planted to coffee Arabica reaches 169,538 mated at 5.040 million 60-kg sacks of processed beans. This hectares, which should translate into average yields of amount, according to the second estimate released by the 29.73 sacks/ha. There are 13,238 hectares of coffee fields 2011 Agricultural Crops Assessment, published by the Na- in the growing stage throughout the State. São Paulo is the tional Supply Company (Conab) in May 2012, is 4.4% bigger second-biggest producer of coffee Arabica, coming only af- than the first estimation, totaling 4.828 million sacks, still ter Minas Gerais. under the impact of the dry spell. The biannual cycle of high Mechanized management is an important tool recently yields and market prices raise hopes for a good crop year. introduced in the coffee farms in São Paulo. In some re- “Rains came later, but in time to promote a vegetative gions, like Alta Mogiana, 60% of all farms are mechanized. recovery of the plants, where the technologies employed All over the State, about 50% of all coffee plantations are are responding satisfactorily in terms of high productiv- mechanically harvested. “High labor costs and the lack of ity rates”, comments agronomic engineer Celso Vegro, re- qualified workers have justified the investments in mecha- searcher with the Agricultural Economy Institute (IEA), of nization, according to studies conducted by the IEA”, says the São Paulo State Secretariat of Agriculture and Supply. Celso Vegro. The trend is for the coffee farmers to increas- Among the management techniques, the most important ingly resort to mechanization during the management stag- are dense planting and pruning. The response meets the es of this important crop. The speed of these investments expectations of the farmers by virtue of the biannual cycle depends a lot on the profits reaped by these farmers and of high yields. “Average productivity is expected to surpass on topographic features. 60
    • Inor Ag. Assmann Ainda sob o impacto dos baixos preços de comercializa- ção ao longo de 11 temporadas, a cafeicultura de Rondônia, A HORA DA ALTA Para a safra a ser colhida em 2013, onde predomina o cultivo de café conilon, busca o último o técnico Milton Messias dos Santos fôlego para retomar seu crescimento na safra 2013. Em 2012, acredita numa alta de produção por apesar dos melhores preços de mercado e de uma safra ganho no rendimento por área. “Com maior, o cenário não projeta grandes resultados. os preços mais altos, o produtor vai Chegou a “A cafeicultura de Rondônia é centrada na propriedade Sílvio Ávila investir mais e algumas áreas culti- familiar e sente o desestímulo pelo histórico de baixos vadas com clones entrarão em produ- preços, o que afeta tratos culturais e o resultado econômi- ção”, cita. Conforme Milton, a expec- hora co do produtor”, diz Milton Messias dos Santos, técnico tativa é que Rondônia colha entre 1,6 e 1,88 milhão de sacas de café. A área deve da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que se manter. “Tudo caminha para isso”, revela. atua na Secretaria de Agricultura de Rondônia. Ele lembra Segundo ele, esta perspectiva otimista é base- que em 2000 foram colhidas 4,26 milhões de sacas. “Hoje, ada nos bons preços de comercialização de 2012, aliada há uma nova realidade”, acrescenta. à adoção de tecnologias mais modernas nas propriedades e A Conab prevê que em 2012 serão colhidas 1,64 milhão no apoio do governo do Estado ao setor. “Em 2012, o cafei- de sacas em Rondônia, com acréscimo de 14,7% sobre a tem- cultor terá maior acesso às tecnologias e, assim, vai buscar porada anterior, em virtude da alta bienalidade. A produtivi- mais produtividade na mesma área”, menciona. dade média é de 11,45 sacas por hectare, contra 9,31 sacas da safra 2011. A área total estimada pelo organismo é de 148,8 Rondônia é o segundo maior mil hectares, contra 160 mil ha na temporada passada, com queda de 6,75%, ou 10,8 mil hectares. produtor de café conilon do País A estimativa da avaliação da safra agrícola cafeeira, pu- blicada em maio, refere que o mau desempenho do Estado amazônico se deve ao uso de sistema de cultivo pouco ra- cional, práticas inadequadas, elevados custos de insumos e Cafeicultura de Rondônia busca mão de obra, baixa fertilidade do solo, indisponibilidade de crédito, ocorrência de veranicos e cafezais decadentes. “Alia- um novo fôlego para reagir dos à baixa qualidade do produto, com muitos defeitos, estes fatores fazem com que os cafeicultores sejam pouco competi- em produção e produtividade, tivos frente aos demais estados”, diz o relatório. dando a volta por cima Milton Messias dos Santos reconhece que os preços da última década refletiram-se na redução da área e dos depois de uma década investimentos em manejo e tecnologia. Os cafeicultores passaram a se dedicar mais a outras atividades, principal- mente pecuária de leite e de corte, que exigem menor emprego de mão de obra. Por seu acompanhamento da cafeicultura de Rondô- nia, o técnico discorda da previsão da Conab. Segundo ele, a produção estadual ficará perto de 1,5 milhão de sa- cas de café conilon, numa área de 80 mil hectares. “Não passa disso. A Conab usa uma base de dados antiga, que, por isso, não reflete a realidade atual. Muitos produtores abandonaram os cafezais”, adverte. “E os veranicos tam- bém prejudicaram a safra”, completa. Entende, porém, que o valor da saca do café conilon, dentro do tipo 7-8, alcançando a média de R$ 210,00 na última semana de maio, é um incentivo. “Na safra de 2000 para 2001, os preços locais despencaram de R$ 150,00 para R$ 38,00 de média anual. E só foram superar os R$ 150,00 de novo em 2008. Isso afeta até hoje a produção de Rondônia”, revela Santos.62 63
    • Sílvio Ávila The time summers and coffee plantations on the decline. “Along with the has come low quality of the beans, with several defects, these factors account for the fact that the coffee farmers in Rondônia are very little com- TIME FOR HIGHER PRICES For the crop to be harvested in 2013, the technician petitive compared to other states”, says the report. believes in higher production volumes from higher per- Milton Messias dos Santos recognizes that the prices of the formance per area. “With prices running high, the farm- past crop had reflections on area reductions, lower investments ers are going to invest more and some areas cultivated in management and technology. The coffee farmers started with clones are expected to start producing”, he cites. shifting to other activities, especially dairy operations and beef According to Milton Messias dos Santos, estimates point cattle farming, which are not so labor intensive. to a crop of 1.6 million to 1.88 million sacks of coffee. The Coffee farming in Rondônia is seeking stamina to react in As he follows all coffee farming operations very closely in planted area should keep stable. “There is every reason to believe this will happen”, he comments. production and productivity starting over again after a decade Rondônia, the technician disagrees with Conab’s estimate. Ac- cording to him, the production volume in the state will reach According to him, this rather optimistic perspec- tive stems from the good prices fetched by the crop in about 1.5 million sacks of conilon coffee, in a planted area of 2012, associated with more modern technologies on the 80 thousand hectares. “It will not be more than this. Conab re- farms and on the support from the state government to lies on data that are not based on reality, which, therefore, do the sector. In 2012, coffee farmers will have access to not reflect the present situation. Many farmers have quit coffee technology and, therefore, they will go in search of higher growing”, he warns. “And the Indian summers also jeopardized productivity rates in the same areas”, he mentions. the crop”, he completes. Nonetheless, he understands that the price of a sack of co- Rondônia is the second-biggest nilon, type 7-8, which fetched R$ 210 in the last week of May, is an incentive. “In the 2000/01 crop, local prices plummeted conilon coffee producer from R$ 150 to an annual average of R$ 38, and only outstripped in the Country the R$ 150 per sack in 2008. This has been affecting coffee farm- ing in Rondônia over all those years”, Santos reveals. Still under the spell of low sales prices over 11 crop years, cof- “Now, there is a new reality”, he adds. fee farming in Rondônia, where the cultivation of conilon coffee Conab estimates the 2012 crop at 1.64 million sacks in Rondô- predominates, is now seeking stamina to start over again in the nia, up 14.7% from the previous year, by virtue of the biannual 2013 season. In 2012, in spite of the better prices in the market cycle of high yields. Average productivity rates reach 11.45 sacks and a bigger crop, the scenario is not suggesting great results. per hectare, against 9.31 sacks at the 2011 crop. The total area, “Coffee growing in Rondônia is mostly a family farming opera- according to the organ, is 148.8 thousand hectares, against 160 tion and the discouragement caused by the history of low prices, thousand hectares in the previous season, down 6.75%, or 10.8 which affects cultural practices and economic results, is still thousand hectares. a lingering feeling among the farmers”, says Milton Messias The 2011 Coffee Crop Survey, published in May, blames the dos Santos, a technician with the National Supply Company bad performance of the Amazon State on the little rational culti- (Conab), now at the Rondônia Secretariat of Agriculture. He re- vation system, improper cultural practices, high input and labor calls that in 2012, a total of 4.26 million sacks were harvested. costs, low soil fertility, lack of credit lines, the occurrence of Indian 64
    • Perfil PROFILE Fotos: Inor Ag. Assmann INTERAGINDO Atualmente, 192 membros constituem a página do grupo no Facebook, número que anima a presidente. Pela rede social As mulheres são combinados encontros onde as mulheres analisam questões voltadas à cafeicultura, além de discutirem outros aspectos. marcam As integrantes ainda se reúnem em feiras, congressos e outros eventos realizados ao longo dos anos, assim como estabelecem contatos com os outros oito capítulos, como os de Guatemala, Costa Rica e Honduras. Por meio dos comitês criados, como os de relações internacionais, marketing e de projetos, entre outros, representados por mulheres ligadas à cafeicultura, a IWCA Brasil visa dar mais visibilidade à mulher. Além disso, pretende criar condições para que o trabalho seja reconhecido, realizar consultorias e treinamentos e ensinar o que for preciso para que a produção do grão seja aperfeiçoada. Reduzir as diferenças entre os gêneros também é um dos objetivos da aliança, afirma presença Josiane. Conforme ela, “investir na mulher é certeza de lucro”; por isso, é grande a importância de intercâmbio de ideias e ações. Fortalecer o sexo feminino, explorar e direcionar sua participação são pontos cruciais para o sucesso. “São mulheres ensinando mulheres em busca de mais qualidade de vida”, conclui. Aliança Internacional das Mulheres do Café evidencia as contribuições Em diferentes regiões do País e do mundo, mulheres da cadeia cafeeira se organizam em busca de valorização e aperfeiçoamento “Sozinhas, invisíveis; juntas, inven- Filha de cafeicultores, jornalista e à adesão de cada nação) é fundamental, cíveis”. A frase, citada pela presiden- produtora de café em Manhumirim, na uma vez que há carência de espaços es- te do comitê organizador da Aliança região das Matas de Minas, em Minas Ge- pecíficos para a mulher revelar seu po- Internacional das Mulheres do Café rais, Josiane acompanha desde a infância tencial junto ao mercado do café. (IWCA, em inglês) no Brasil, Josiane as etapas do café, fato que lhe rendeu a O primeiro encontro da IWCA Brasil Cotrim Macieira, dá uma ideia da par- paixão pela cultura. Hoje, consuela do foi realizado em outubro de 2011, duran- ticipação “delas” no universo cafeeiro. Brasil na Nicarágua, lidera o grupo de te o 6º Espaço Café Brasil. Nele, Josiane Do cafezal na propriedade familiar até mulheres que sente orgulho em fazer conta que eram aguardadas em torno de a tomada de decisões quanto a novas parte do cenário cafeeiro, além de ter vinte participantes. O resultado, no en- ações ou em processos de comerciali- se empenhado pela sua legalização, que tanto, surpreendeu. Para conferir a ini- zação, a força da mulher fica explícita ocorreu em maio de 2012. ciativa de perto compareceram mais de em cada grão. São flores que permitem Foi em 2010, na América Central, que 70 mulheres de diferentes regiões nacio- colheitas fartas à cafeicultura nacional a brasileira conheceu o trabalho reali- nais. Na ocasião também foi assinada a e que necessitam de espaço para mos- zado pela aliança. Para ela, a criação do carta de intenção para a criação da alian- trar suas belas conquistas. capítulo brasileiro (denominação dada ça no País, além do debate das diretrizes.66 67
    • Women Seu portal para fazer mark their presence negócios com o Brasil! In different regions throughout Brazil and the world, women in the production chain get organized in search of value and improvementInor Ag. Assmann INTERACTING Currently, 192 members appear on the page of the group “Alone, invisible, together, invincible”. The statement cited by the on the Facebook, a number that encourages the president. president of the organizing committee of the International Women’s All meetings are arranged through the social network, a Coffee Alliance (IWCA) in Brazil, Josiane Cotrim Macieira, is a clear ref- time for the women to analyze questions focused on coffee erence to the extent these women take part in the universe of coffee. farming, and other matters. The members also meet in fairs, From the family coffee field to decision taking regarding new initiatives congresses and other events that take place over the years, or trade operations, the strength of the women shows in every coffee and they equally keep contact with the eight other chap- bean. They are flowers that lead to lush coffee harvests throughout the Country but need a chance to display their conquests. ters, like the ones in Guatemala, Costa Rica and Honduras. Through the committees that are set up, comprising in- www.brasilglobalnet.gov.br ternational affairs, marketing and projects, among others, Daughter of coffee farmers, journalist and coffee grower in Manhu- represented by women linked to coffee farming, the IWCA mirim, in the Matas de Minas region, State of Minas Gerais, Josiane has Brasil wants to provide more visibility to the women. Fur- followed all coffee farming stages since her childhood, and she fell in love thermore, the intention is to create conditions for getting Ÿ Informações sobre 8.700 empresas exportadoras brasileiras; with the crop. Now, Brazilian Consul in Nicaragua, she leads a group of recognition of the work, carry out consultancies, conduct women who feel proud of being a part of the coffee scenario, whilst work- training sessions, and teach whatever necessary for im- Ÿ Dados sobre 2.700 produtos relacionados a comércio exterior; ing towards legalizing the association, expected for May 2012. proving the production of coffee. It was in 2010, in Central America, that the journalist came to know To reduce the differences between the genders is also Ÿ Indicadores econômicos, tabelas e gráficos sobre comércio exterior; an objective of the alliance, Josiane admits. According to about the work carried out by the alliance. In her opinion, the creation of the Brazilian chapter (name given to the adhesion of every country) her, “To invest in women is to ensure profits”; this makes Ÿ Mais de 300 feiras comerciais a serem realizadas no Brasil em 2011; it really important to exchange ideas and initiatives. To em- is of fundamental importance, since there is a shortage of chances for power the women, explore and guide their participation in women to reveal their potential in the coffee market. crucial points leading to success. In short, “Women teach- Ÿ Oportunidades de investimento em infraestrutura, energia, indústria The first meeting of the IWCA Brasil was held in October 2011, ing women in search of quality of life”, she concludes. pesada e megaeventos esportivos. during the 6th Brazil Coffee Space. According to Josiane, they had expected some 20 women, but, surprisingly, upwards of 70, from different regions in Brazil, showed up. On that occasion, the letter International of intention was signed, for the creation of the alliance in the Coun- Women’s Coffee Alliance try, and the guidelines were also debated. Ministério das Relações Exteriores Subsecretaria-Geral de Cooperação, Cultura e Promoção Comercial Departamento de Promoção Comercial e Investimentos 68
    • Para cooperar Com participação mais ativa PRESENÇA FORTE nas diversas instâncias, as De acordo com o presi- dente da Cooxupé, Carlos mulheres fazem a diferença Alberto Paulino da Costa, a presença das mulheres e contribuem para que a em todos os segmentos cafeicultura brasileira cresça de produção é cada dia maior e na cafeicultura não é diferente. Hoje, são Nas agendas de eventos da cadeia produtiva do café as 1.170 cooperadas, número mulheres têm lugar garantido, e consolidado. Associações, que cresce constantemente. empresas públicas e privadas, cooperativas, sindicatos, en- Paulino da Costa salienta que a entidade percebeu uma presença tre outras instituições, reservam cada vez mais espaços ao muito forte das mulheres nas decisões e longo dos anos para que a voz feminina possa soar e pro- nos controles das atividades administrativas mover desenvolvimento à cafeicultura nacional. das propriedades rurais. Dessa forma, há par- Foi isso que fez a Cooperativa Regional dos Cafeiculto- ceria muito produtiva, visto que o homem foca res de Guaxupé (Cooxupé), no Sul de Minas Gerais, em no operacional da propriedade. “Além disso, março de 2012. Na ocasião, a maior cooperativa de café do elas têm contribuído muito para a conscientiza-Fotos: Inor Ag. Assmann mundo promoveu encontro entre produtoras, com partici- ção das ações de sustentabilidade, hoje o gran- pação de cerca de 200 cooperadas. de desafio da sociedade”, conclui. Atualmente, as mulheres representam cerca Mais do que aproveitar o momento de crescimento de 10% do número de cooperados da Cooxupé, da atuação feminina no campo, a entidade procurou de 12 mil no total. Em 2011, entregaram mais de apresentar a elas novas possibilidades para o café, com 230 mil sacas do grão, aproximadamente 7% do palestras técnicas, análise de mercado e oportunidades volume total de café recebido, movimentando de negócio. Entre os palestrantes, por sinal, estava Josia- R$ 4,16 milhões. Na oportunidade, a Cooxupé ne Cotrim, presidente da IWCA Brasil. completou 80 anos de cooperativismo e 55 anos Para a produtora Elisandra Rosa Rodrigues de Souza, em atividades de recebimento, processamento de Nova Rezende, a participação no encontro foi bastan- e comercialização de café. Com 1.900 colaboradores, a cooperativa rece- te satisfatória. Conforme ela, a mulher precisa se sentir be grãos produzidos em mais de 200 municípios valorizada, incentivada a continuar no campo. “Hoje, localizados nas regiões Sul de Minas, Alto Para- muitas ainda sentem vergonha, pois há aqueles que con- naíba (Cerrado Mineiro) e Vale do Rio Pardo, no sideram ou que enxergam o trabalho no campo como Estado de São Paulo. De acordo com o Ministério serviço de homem”, frisa. do Desenvolvimento Agrário (MDA), na atualida- Ao participar de ações como estas, a mulher sente que de 23% das famílias ligadas a alguma atividade no pode fazer a diferença. “Além disso, aprende que a organi- agronegócio são lideradas por mulheres. zação é fundamental para trabalhos mais efetivos”, acredita Elisandra. Atualmente, ela ajuda a manter a propriedade Cooxupé, no Sul de familiar, com produção de 1,5 mil sacas (previsão para a safra 2012) em área de 40 hectares. No dia a dia, divide o Minas, realizou encontro tempo entre a lida na lavoura e os cuidados com as duas entre produtoras de café filhas, uma de 12 anos e a outra de nove. 70 71
    • Poised to cooperate POWERFUL PRESENCE According to the president of Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa, the presence of the women in all segments of the production cycle is getting increasing more intense, and it is not different with coffee farming. Currently, there are 1,170 cooperatives, and lots more are on the way. Paulino da Costa stresses that the entity has already come to grips with the powerful presence of the women when it comes to taking decisions, and equally in matters related to the control of the administrative side of a farm. This leads to a very productive partnership, once men tend to focus on the operational side of a farm. “In ad- dition, women have provided a great contribution towards creating awareness of the need to go for sustainability, a huge challenge faced by society at the moment”, he concludes. Currently, women represent about 10% of the Cooxupé cooperative members, of a total of 12 thousand. In 2011, these members delivered upwards of 230 thousand sacks of coffee, approximately 7% of the total volume already received, involving revenue of R$ 4.16 million. At the opportunity, Cooxupé turned 80. All those years were devoted cooperative matters, while coffee delivery, processing and trading started 55 years ago. Relying on 1,900 collaborators, the cooperative is the destination for coffee produced in upwards of 200 municipalities, located in South Minas, Alto Paranaíba (Cerrado Mineiro) and Vale do Rio Pardo, in the Stae of São Paulo. According to the Ministry of Agrarian Development (MDA), at the moment, 23% of the families linked to agribusiness operations, are under the control of women. Cooxupé, in South Minas, hosted a meeting of coffee producersDivulgação By more actively participating in different instances, women make a difference and impart strength to Brazil’s coffee farming business On the events agenda of the coffee pro- cooperative members. ashamed, as agriculture-related work is still duction chain there is always guaranteed and More than taking the occasion for pro- viewed by many people as a typical task for consolidated room for the women. Associa- moting more intensive female participation men”, she says. tions, private and public companies, cooper- at field level, the entity tried to make them By taking part in initiatives like this atives, unions, among other institutions, are aware of the new possibilities offered by cof- one, a woman feels she can make a differ- increasingly empowering the women, and fee, through technical lectures, market analy- ence. “Furthermore, she comes to grips so, over the years, they are getting more and sis and business opportunities. One of the with the fact that organization is funda- more involved in developing and promoting attendees, by the way, was no one else than mental for the effectiveness of any work”, our national coffee farming operations. Josiane Cotrim, president of IWCA Brasil. Elisandra believes. Currently she helps This is exactly what the Guaxupé Coffee Coffee grower Elisandra Rosa Rodrigues look after her family’s 40-hectare farm, Growers’ Regional Cooperative (Cooxupé), de Souza, from Nova Rezende, views the with a production of 1.5 thousand sacks in South Minas Gerais, did in March 2012. participation of the women in the meeting as of coffee (estimate for the 2012 crop). Her On that occasion, the largest coffee coopera- very satisfactory. According to her, all women daily routine is split between the tasks on tive in the world promoted a meeting of the need to feel valuable and motivated to stay the farm and her two daughters, one 12 growers, with the participation of about 200 on the farms. “Nowadays, many of them feel and the other, 9 years old. 72
    • FAZENDO HISTÓRIA Para compro- var as teorias oti- mistas de líderes e pesquisadores, Sílvio Ávila basta conferir o resultado da competição. Das 38 amostras clas- sificadas para a fase internacional, 19 man- tiveram notas superiores a 85 pontos e se consagraram como Já vem raiz vencedoras. Para não deixar dúvidas quanto à qualidade dos cafés naturais brasileiros, entretanto, a realização do Natural Late Harvest elevou a nota de corte na fase internacional. de O vencedor, por sua vez, foi o café natural produzido por Luiz Flávio Pe- reira de Carvalho, cuja propriedade está localizada na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Com 91,656 pontos, o produtor do municí- pio de Carmo de Minas fez história no Primeiro concurso de primeiro Cup of Excellence - Natural qualidade destinado aos Late Harvest. A nota dá ao café, oriun- do do Sítio Colinas, uma denominação cafés naturais surpreende bem peculiar. Conforme a tabela mun- dial de classificação dos concursos o mundo e revela mais Cup of Excellence, cafés que obtêm notas superiores a 90 pontos são cha- um braço forte da mados de presidenciais.Inor Ag. Assmann cafeicultura nacional No leilão dos lotes vencedores, re- alizado pela internet, o lance médio foi de US$ 8,36 por libra peso, equi- valente (na ocasião) a US$ 1.105,82 por saca de 60 kg. Todos os cafés foram O diferencial do café brasileiro mais uma diretora-executiva da Associação Brasileira de no entanto, mostram que não é bem assim. compradoras de café do mundo, originá- Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), os grãos negociados, gerando receita total da vez mostra-se irresistível. Diante da alta qua- Cafés Especiais (BSCA, em inglês), Vanusia Há cafés naturais de excelente qualidade no rios da Europa, América do Norte, Ásia e são de alta qualidade, produzidos de modo ordem de US$ 368.794,25. Os de Luiz lidade dos cafés naturais, a China caiu em Nogueira. Assim, em janeiro de 2012 a BSCA, Brasil, até melhores que os produzidos em Oceania. Por isso, pode-se dizer que a doçu- seco, naturalmente, e sem a utilização de Flávio foram vendidos a uma empresa tentação pela primeira vez na história mun- a Agência de Promoção de Exportações e outros países, como a Colômbia”, afirma. ra acentuada e a maior sensação de corpo à água no processamento. chinesa pelo maior lance registrado, dial dos leilões do Cup of Excellence. Em Investimentos (Apex Brasil) e a Alliance for A competição, por sua vez, permite que bebida, proporcionados pelos naturais bra- Além disso, para participar do concurso ou seja, US$ 19,10 por libra peso, o que certame realizado pela internet, os asiáticos Coffee Excellence (ACE) colocaram a vonta- o mundo inteiro, inclusive o produtor bra- sileiros, têm o poder de conquistar os mais os produtores devem integrar qualquer um equivale a US$ 2.526,55 pagos por arremataram um dos 19 lotes vencedores do de em prática. sileiro, perceba as vantagens competitivas diversos paladares. dos processos de certificação e programas cada uma das 18 sacas. O lote minei- 1º Cup of Excellence – Natural Late Harvest, Conforme Vanusia, a necessidade de rea- do Brasil no quesito café. Mais do que isso, de agricultura familiar e comércio justo vi- ro rendeu ao produtor total de US$ 45.476,91, mais de R$ 80 mil. competição inédita realizada para cafés natu- lizar a competição ficava cada vez mais explí- a repercussão internacional traz a abertura DE TRADIÇÃO Criado no Brasil em gentes no País. O requisito para participação rais. Muita novidade para o primeiro parágra- cita. Da mesma forma que os importadores de novos mercados. O primeiro indício, por 1999, o Cup of Excellence busca reconhecer demonstra a responsabilidade do cafeicul- fo? As surpresas não param por aí. de café conheceram a qualidade do cereja exemplo, está na compra histórica realizada a mais alta qualidade entre todos os cafés tor com a preservação do meio ambiente e, Cup of Excellence “A determinação em revelar o potencial descascado e despolpado por meio de con- pelos chineses durante o leilão do Cup of produzidos em um país, e atualmente é re- também, com fatores econômicos e sociais. – Natural Late do café natural (colhido e secado com casca), obtido pelo produtor brasileiro, foi o que cursos, eles também precisavam perceber o diferencial dos grãos naturais de qualidade. Excellence. O júri internacional do concurso tam- alizado em nove nações produtoras. No Bra- sil, os cafés naturais têm grande importância Hoje, os cafés naturais representam 90% da produção nacional. “Por isso, buscar reco- Harvest foi realizado motivou a realização do primeiro concurso “O mundo inteiro sempre associou café es- bém foi constituído por degustadores e para a sustentabilidade das propriedades. nhecimento para sua qualidade é fundamen- em janeiro de 2012 de qualidade voltado a esse grão”, afirma a pecial aos despolpados. Muitas pesquisas, classificadores das principais empresas Conforme Vanusia Nogueira, da Associação tal”, salienta Vanusia. 74 75
    • Sílvio Ávila Deeply Divulgação rooted First quality contest for natural coffees surprises the world and reveals a strong segment in our national coffee farming operations MAKING HISTORY It is the result in the contest that corroborates the opti- mistic theories of leaders and researchers. Of the 38 sam- ples classified for the international phase, 19 of them got marks equivalent to 85 points and came out winners. So as to leave no doubt about the quality of the Brazilian natural coffees, the organizers of the Natural Late Harvest raised the minimal mark at the international phase. The winner, in turn, was the coffee produced by Luiz Flávio Pereira de Carvalho, whose farm is located in the Serra da Mantiqueira region, in Minas Gerais. With 91.656 points, the coffee farmer of the municipality of Carmo de Minas made history in the first Cup of Excellence - Natu- ral Late Harvest. The mark gives the coffee, from Sítio Colinas, a very peculiar denomination. According to the The unique characteristics of Brazilian coffee are irresistible. In also need to perceive the unique characteristics of natural quality TRADITIONAL First staged in Brazil in 1999, the Cup of Ex- global grading table for the Cup of Excellence contests, view of the high quality of the natural coffees, for the first time in beans. “The entire world has always associated specialty coffees cellence seeks the highest quality traits of all coffees produced coffees that score upwards of 90 points are referred to the global history of Cup of Excellence auctions, China yielded to with depulped cherries. Lots of research works, nonetheless, at- in a country, and is currently conducted in nine coffee growing as “Presidential Coffees”. At the auction of the winning batches, conducted on temptation. In a contest conducted on the internet, the Asian country test that things are not like that. There are natural coffees of ex- countries. In Brazil, natural coffees are very important in that they the internet, the average BID reached US$ 8.36 per pound, bought one of the 19 winning batches of the 1st Cup of Excellence cellent quality in Brazil, and some are even superior to the ones add to farm sustainability. According to Vanusia Nogueira, of the equivalent (on that occasion) to US$ 1,105.82 per 60 kg sack. - Natural Late Harvest, unique contest of natural coffees. Surprising produced abroad, in Colombia, for example”, she argues. Brazilian Specialty Coffee Association (BSCA), the cherries are of All the coffees were negotiated, bringing in revenue of US$ news for the first paragraph? Surprises do not stop there. The contest, in turn, gives the whole world, even the Brazilian high quality, produced under dry conditions and naturally, with- 368,794.25. Luiz Flávio sold his coffees to a Chinese com- “The determination to reveal the potential of the natural cof- producers, a chance to come to grips with the competitive edge of out any use of water in the processing operation. pany for the highest bid at the auction, that is to say, US$ fees (harvested and dried unhulled), gave origin to the first qual- Brazil with regard to this item. More than that, international repercus- Furthermore, to take part in the contest, the coffee farmers 19.10 per pound, equivalent to US$ 2,526.55 paid for each ity contest involving this type of bean”, says the executive direc- sion paves the way for new markets. The first suggestion, for example, must be involved in certification processes, family farming opera- one of the 18 sacks. The Minas Gerais batch fetched a total tor of the Brazilian Specialty Coffee Association (BSCA), Vanusia comes from the historical purchase made by China at the auction tions and Fair Trade practices in force in the Country. The requi- of US$ 45,476.91, upwards of R$ 80 thousand. Nogueira. Therefore, in January 2012, BSCA, Investments and The international jury panel of the contest consisted of tasters sites for the inclusion in the process attest to the responsibility Exports Promotion Agency (Apex Brasil) and Alliance for Coffee and graders of the major coffee buying companies in the world: of the farmers regarding such matters as environment preserva- Cup of Excellence – Natural Excellence (ACE) put this decision into practice. According to Vanusia, the need to conduct this contest got Europe, North America, Asia and Australia. This allows us to con- clude that the deep sweetness and the sensation of a full-bodied tion and social and economic concerns. Currently, natural coffees represent 90% of the national production volumes. “This makes Late Harvest was held in increasingly explicit. Just like the importers, who came to know beverage, imparted by the Brazilian naturals, have the power to it of paramount importance to seek recognition of their quality January 2012 about the quality of our depulped cherries through contests, they conquer the most discerning palates. standards”, Vanusia concludes. 76 77
    • Comando Brazilian brasileiro command Robério Silva is the chief-executive officer of the International Coffee Organization (ICO) based in London, since 1st November 2011 Robério Silva está na direção executiva da Brazilian economist Robério Oliveira Silva is now the chairman of the International Coffee Association (ICA) and his term in office started on 1st November 2011. He ran for the chief- Organização Internacional executive officer position with Rodolfo Taubert, from Mexico. Brazil had been holding the chief- executive officer position for 40 years, since its foundation, but in 2002 the position was taken do Café (OIC), sediada em up by Nestor Osório, from Colombia. Osório resigned in 2011, to represent his country at the Londres, desde o dia 1º de United Nations Organization (UNO), in New York, and then Brazilian José Sette became interim Divulgação chief-executive of the entity. novembro de 2011 Before taking up his position at the ICO, Silva was the Director of the Coffee Division at the Ministry of Agriculture, Livestock and Food Supply (MAPA). He was also the general secretary of O economista brasileiro Robério Oliveira to (Mapa). Também exerceu, por oito anos, vez, foram baseadas no Acordo Internacional the Association of Coffee Producing Countries, in London, for eight years, from 1994 to 2002. Silva está à frente da Organização Interna- entre 1994 e 2002, o cargo de secretário- do Café (AIC), de 2007. O AIC entrou em vi- The ICO comprises all major coffee producers and consumers around the world. Currently, cional do Café (OIC) desde o dia 1º de no- -geral da Associação dos Países Produtores de gor em 2 de fevereiro de 2011. Seu objetivo there are 77 member countries that represent 97% of the total production and about 80% of vembro de 2011. Ele concorreu ao cargo Café, em Londres. A OIC integra os maiores principal é fortalecer o setor cafeeiro global total global consumption. At the moment, Brazil is the biggest producer and exporter of coffee de diretor executivo da entidade com o países produtores e consumidores mundiais num contexto de mercado, promovendo sua in the world, and the second-biggest consumer, and is also the leading source of ICO’s financial mexicano Rodolfo Taubert. O Brasil esteve de café. Atualmente, reúne 77 países, que re- expansão sustentável em benefício de todos fees. no comando da OIC por 40 anos, desde a presentam 97% da produção e cerca de 80% os participantes do setor. The Brazilian officer, born in Minas Gerais, ran for the position promising to bring coffee sua fundação, mas deixou de ocupá-lo em do consumo de café do mundo. O Brasil é, Neste sentido, Silva defendeu em seu farming operations under the umbrella of sustainability. His work plan was devised in line with 2002, quando o colombiano Nestor Osó- atualmente, o maior produtor e exportador programa de trabalho que “os produtores ICO’s action strategies, debated and approved in 2010. These strategies, in turn, were based on rio assumiu a vaga. Com o pedido de afas- mundial de café e o segundo maior consu- precisam ter preços remunerativos para the International Coffee Agreement (ICA), in 2007. The ICA entered into force on 2nd February tamento de Osório, em 2011, para repre- midor. Também é o maior contribuinte das fazer frente à demanda do mercado; os 2011. Its major objective is to strengthen the coffee business through a global market context, sentar seu país na Organização das Nações receitas financeiras da OIC. traders viabilizarem a logística e o abaste- promoting its expansion in sustainable manner on behalf of all the players of the sector. Unidas (ONU), em Nova York, o brasileiro O brasileiro, natural de Minas Gerais, cimento do setor; os industriais precisam Within this context, Silva’s work program states that “all producers must receive remunerat- José Sette passou a ser, interinamente, o concorreu ao cargo defendendo o desenvol- de rentabilidade para investir no cresci- ing prices if market demand is to be met; traders should make logistics and supplies viable; diretor executivo da entidade. vimento do café com sustentabilidade. Seu mento da demanda; e os consumidores industry owners need profitable margins in order to invest in line with rising demand; and Antes de assumir o cargo na OIC, Silva era plano de trabalho foi elaborado a partir das não devem ser expostos a flutuação de consumers should not be exposed to fluctuating prices, which could make them shift to other diretor do Departamento do Café do Minis- estratégias de ação da OIC, que foram dis- preços que levem a alterar seus hábitos beverages”. tério da Agricultura, Pecuária e Abastecimen- cutidas e aprovadas em 2010. Estas, por sua de consumo para outras bebidas”. EM AÇÃO IN ACTION Em maio de 2012, o diretor executivo da OIC, Robério Silva, entregou uma comunicação ao embaixador mexicano, In May 2012, ICO chief-executive officer, Robério Silva, forwarded an informative document to Mexican Ambassador, Eduardo Medina Mora. Além de solicitar o seu envio ao presidente do México, também pedia que a mesma seja apre- Eduardo Medina Mora. Besides asking him to forward it to the president of Mexico, he also suggested the document sentada na Reunião da Cúpula do G20, que ocorrerá entre os dias 18 e 19 de junho de 2012, em Los Cabos, no México. O should be disclosed at the G20 World Summit, scheduled for 18 - 19 June 2012, in Los Cabos, in Mexico. The document documento destaca a importância de abordar os riscos associados às negociações de café e de outras commodities. O highlights the importance of approaching the risks associated with coffee negotiations and other commodities. The documento pode ser conferido na íntegra no site da OIC. document is available in its entirety on the ICO site. Silva destaca no comunicado que o café é um dos mais importantes produtos agrícolas globais. “Cento e vinte milhões Silva’s document refers to coffee as one of the most important agricultural products in the world. “A hundred and de pessoas dependem do café para a sua subsistência em todo o mundo, a grande maioria dos quais são pequenos agri- twenty million people depend on coffee for their sustenance all over the world, most of them are small-scale farmers, cultores, que vivem em países em desenvolvimento”, enfatiza. Explica ainda que a OIC é o principal organismo intergo- who live in developing countries”, he emphasizes. The document also makes it clear that the ICO is the main intergo- vernamental para café e sua missão é fortalecer o setor cafeeiro e promover a sua expansão sustentável em um ambiente vernmental organism for coffee related matters and its mission is to strengthen the global coffee sector and promote its baseado no mercado para a melhoria de todas as partes interessadas. sustainable expansion based on the market for the benefit of all interested parties.78 79
    • Estudo elaborado pela Emater-MG aponta que municípios cuja base PARA POTENCIALIZAR A cafeicultura hoje é a principal atividade agrícola da pauta de exportações de Minas Gerais. O Estado é o líder UM BOM TEMA econômica está na produção de café possuem melhor IDH na produção nacional de café. Para a safra 2012, conforme a segunda O técnico Leonardo Kalil, da Emater-MG, acredita que a tendência de melhor IDH na área cafeeira é um bom estimativa publicada em maio pela Companhia Nacional de Abasteci- tema a ser aprofundado por meio de estudos e pesquisas Pode ser que a intenção não seja necessariamente apontar pa- e longevidade. Segundo o gerente da divisão de programas es- mento (Conab), os mineiros devem produzir 26,6 milhões de sacas. a serem realizados por órgãos de pesquisa. “Neles devem raísos para se viver. Mas ao constatar cenários prósperos em deter- peciais da Emater-MG, Leonardo Brumano Kalil, “para que um A prática agrícola é fonte de renda para mais de 100 mil famílias. Por ser acrescentadas, entretanto, questões de distribuição minadas localidades, estudos podem sugerir que aquela história de município apresente bons indicadores, é preciso que tenha um isso, se estabelece como importante fator de inclusão social. de renda e interferência da cadeia produtiva em outras áreas da economia local, entre outros pontos”, assinala o “um amanhã melhor” é possível. No início de 2012, por exemplo, histórico de atuação nas áreas de saúde, educação e segurança, “Atualmente, o café configura-se como uma cultura capaz de po- gerente de programas especiais. a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de dentre outros; ou seja, não é construído como resultado de ações tencializar ainda mais o desenvolvimento das regiões onde é cultiva- O café arábica, de maior expressão econômica em Minas Minas Gerais (Emater-MG) constatou que o Índice de Desenvolvi- recentes”. Afirma que, da mesma forma, a cultura do café não se do e, por perspectiva, de todo o Estado”, afirma Leonardo Kalil, da Gerais, tem bom desempenho em municípios de maior alti- mento Humano (IDH) é maior em municípios que se mantêm pela estabelece rapidamente num município. Portanto, sua represen- Emater-MG. Com a pesquisa realizada, o setor pode constatar que, tude. Por isso, as áreas expressivas estão localizadas no Sul cafeicultura em relação à média do Estado. tatividade na economia local está associada à história e à cultura quanto maior a área plantada, maior o IDH do município. de Minas, na Zona da Mata e em partes do Cerrado, onde Com dados do IDH 2000 e previsão de área plantada em 2011, de cada uma das regiões. Conforme o levantamento, os cinco municípios com maior área predominam essas características, lembra o especialista. Hoje, em Minas Gerais, aproximadamente 620 muni- a entidade realizou o estudo, que abrangeu 100 municípios minei- De acordo com Kalil, três fatores característicos da cafeicultura plantada de café em Minas Gerais em 2011 têm índice superior à cípios produzem café, sendo a atividade muito expressiva ros com área plantada acima de 5 mil hectares. As análises indicam contribuem para dinamizar a economia dos municípios produtores média de todo o Estado. Patrocínio, com 29,9 mil hectares, lidera o em mais de 400 deles. No entanto, os 50 maiores pro- que o IDH médio dos municípios tradicionais na produção cafeeira do grão: o elevado emprego de mão de obra, não apenas na lavoura, ranking, com 0,799. O segundo e o terceiro lugares são ocupados dutores são responsáveis por 52% da produção, segundo está acima de 0,756, enquanto o IDH médio de Minas Gerais é de mas em toda cadeia produtiva; o uso coerente de insumos agrícolas, por Três Pontas (0,733) e Manhaçu (0,776). Entre os cinco melho- Kalil. O consumo, por sua vez, conforme o Ministério da 0,726, com base nos dados divulgados pelo Programa das Nações e o valor por área obtido com a comercialização do produto, que se res ainda surgem Monte Carmelo (0,768) e Nepomuceno (0,747). Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), está esti- Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). mostra superior à maioria das culturas perenes. Por isso, os municí- mado em 6,4 milhões de sacas. Durante a elaboração do documento, foram considerados as- pios que têm o café como uma das principais atividades econômicas O IDH pectos de renda, educação geralmente apresentam melhores indicadores sociais. Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma me- dida comparativa usada para classificar os países ou determinada região pelo seu grau de desenvolvimento Quilômetros humano, tendo como critérios de avaliação os índices de educação, longevidade e renda per capita. É utlizado no Inor Ag. Assmann Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seus valores variam de 0,499 (baixo), 0,5 a 0,799 à frente (médio) e acima de 0,8 (alto). Quanto mais próximo de 1,0, melhor é o IDH de determinada região ou País. A cultura tem como mérito ainda a presença perene em um ambiente80 81
    • Kilometers ahead while the average HDI in Minas Gerais is wards making the economy of the munici- evance as a social inclusion factor. 0.726, based on data released by the Unit- palities more dynamic: intense use of labor, “Nowadays, coffee comes as an ag- ed Nations Development Program (UNDP). not only on the fields, but in every produc- ricultural crop capable of potentiating The document takes into consideration tive step; the use of agricultural inputs; and even further the development of the re- such variables as income, education and the income per area obtained from trading gions where it is cultivated and, by per- longevity. According to the manager of the crop, which outstrips most perennial spective, of the entire State”, says Leon- the special programs division at Emater- crops. That is why the municipalities where ardo Kalil, of Emater-MG. As the survey MG, Leonardo Brumano Kalil, “for a mu- coffee farming is a major economic activity shows, the sector is now in a position to nicipality to show excellent indicators normally have the best social indicators. realize that the bigger the planted area, it must have a history of great action in the higher the municipality’s HDI. Study conducted by Emater-MG suggests that municipalities the areas of health, education and secu- rity, among other requirements; that is HIGH POTENTIAL Coffee farming ranks first on the agricultural exports According to the survey, the five mu- nicipalities with the biggest areas planted that rely mostly on the production of coffee have a better HDI to say, the document is not the summary agenda in Minas Gerais. The State is the to coffee in Minas Gerais in 2011 boast an of recent events”. He says that, coffee, leading coffee producer in Brazil. For the index superior to the average in the State. The intention might not necessarily State Rural Extension and Technical As- on the estimated planted area for 2011, for example, is not a crop that settles in 2012 crop, according to the second crop Patrocínio, with 29.9 thousand hectares, consist in indicating paradises to live in. sistance Corporation (Emater-MG) real- the entity conducted the study in February a municipality overnight. Therefore, its estimate published in May by the Nation- is the leader, with 0.799. The second and But by ascertaining prosperous scenarios ized that the Human Development Index and surveyed 100 municipalities in Minas representativeness in the local economy al Supply Company (Conab), the farmers third places are occupied by Três Pontas in certain remote places, studies could (HDI) is higher in municipalities whose Gerais with a planted area exceeding 5 is associated with the history and culture in Minas Gerais are expected to produce (0.733) and Manhaçu (0.776). Other mu- suggest that the story “of a better tomor- economies are based on coffee farming, thousand hectares. All analyses suggest that of every different region. 26.6 million sacks. This agricultural activ- nicipalities included in the five best ones row” is not totally out of the question. In compared to the average in the State. the average HDI of the municipalities with According to Kalil, three characteristic ity is the main cash crop for 100 thousand are Monte Carmelo (0.768) and Nepomu- early 2012, for example, the Minas Gerais Based on data from the HDI 2000 and tradition in coffee farming is above 0.756, factors of coffee farming contribute to- families. This is what accounts for its rel- ceno (0.747). A GOOD THEME Technician Leonardo Kalil, of Emater-MG, believes that the trend to improve the HDI in the coffee farming regions is a good theme to be stud- ied deeply through initiatives carried out by research organs. “These re- search works, nevertheless, should include questions related to income, interference of the production chain with other local economy areas, among other topics”, says the manager of special programs. Coffee Arabica, with the biggest economic expression in Minas Gerais, performs well in higher altitude municipalities. This explains why the production areas are located in South Minas Gerais, in Zona da Mata and in parts of the Cerrado, where these characteristics pre- dominate, the specialist notes. Currently, approximately 620 municipalities produce coffee in Minas Gerais, and the crop is very expressive in 400 of them. Nonetheless, the 50 biggest producers are responsible for 52% of the total volume, says Kalil. Consumption, in turn, according to the Ministry of Agriculture, Livestock and Food Supply (Mapa), is estimated at 6.4 million sacks. THE HDI Human Development Index (HDI) is a comparative measure usedFotos: Inor Ag. Assmann for classifying the countries or certain regions in accordance with their human development, where evaluation criteria include educa- tional indices, longevity and per capita income. It is used in the United Nations Development Program (UNDP). Its values range from 0.499 (low), 0.5 to 0.799 (medium) and above 0.8 (high). The closer to 1.0, the better the HDI of a certain region or country. One of the merits of the crop lies in its perennial presence in a specific environment 82 83
    • Tecnologia TECHNOLOGY Fotos: Sílvio Ávila A multiplicação do cafeeiro Desempenho das mudas clonadas de café arábica está em fase de observação em experimentos em municípios de Minas Gerais DUAS FRENTES A pesquisa engloba dois projetos. Um é o desenvolvimento de cultiva- res clonais de café arábica, que bus- cou a seleção de plantas matrizes, a produção de clones (mudas) por embriogênese somática e o plantio no campo para a avaliação do com- portamento agronômico dos clones. Este contou com a participação da Embrapa Café e da Fundação de Apoio à Tecnologia Cafeeira (Fundação Procafé). Esta última também contribuiu com o financia- mento, em conjunto com o Consórcio Pesquisa Café. Foi iniciado há 12 anos e envolveu os pesquisadores Carlos Henrique S. Carvalho, José Braz Matiello, Saulo Roque de Almeida, José Edgard Pinto Paiva, Ana Caroli- na Ramia S. Paiva e Iran Bueno Ferreira. O outro projeto prospecta para a produção de mu- das clonais de café via embriogênese somática, tendo começado em 2004. Deste participam Fundação Proca- fé, com os pesquisadores Ana Carolina Ramia S. Paiva, José Edgard Pinto Paiva e Iran Bueno Ferreira; a Embrapa Café, com o pesquisador Carlos Henrique S. Carvalho; a A desenvoltura produtiva das mudas clonadas de café arábica está Carmo de Minas, Boa Esperança, Coromandel e Pirapora, onde as Para o pesquisador, um dos grandes benefícios deste traba- Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, com o sendo avaliada em plantios experimentais em municípios de Minas temperaturas são mais elevadas. É nesta etapa que se encontra a pes- lho é a perspectiva de produção de plantas de alto valor agro- pesquisador João Batista Teixeira; e o Cirad, órgão de Gerais. “Os resultados obtidos até o momento são muito bons, mas quisa de produção de mudas clonais em larga escala de café arábica nômico, conferindo maior competitividade para o café brasileiro pesquisa da França, com o pesquisador Marc Berthou- ly. O projeto recebeu recursos financeiros do Consórcio ainda é cedo para a recomendação comercial”, relata o pesquisador com resistência ao bicho-mineiro do cafeeiro (Leucoptera coffeella) e nos mercados nacional e internacional. “Ao se produzir cafeeiros Pesquisa Café, da Fundação Procafé, do Instituto Nacio- Carlos Henrique Siqueira de Carvalho, da Embrapa Café, com sede à ferrugem (Hemileia vastatrix), coordenada por Carvalho. resistentes a pragas e doenças, o uso de agroquímicos diminui nal de Ciência e Tecnologia(INCT/Café); e da Fundação em Brasília (DF). A área experimental com mais tempo de observa- O pesquisador explica que o processo de clonagem come- expressivamente, o que tem implicações positivas no equilíbrio de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fape- ção está na terceira produção e se situa no município de Varginha. ça com a seleção, em campo, das plantas com as características do meio ambiente e na saúde do consumidor”, destaca. mig), por solicitação do Polo de Excelência do Café. Segundo Carvalho, em final de maio de 2012 os resultados obser- desejadas. Depois, são coletadas algumas folhas e levadas para Outra vantagem da tecnologia, citada por ele, é a redução para vados seriam apresentados em um dia de campo. “O desempenho o laboratório, onde passam por limpeza para retirar possíveis um terço do tempo convencional no processo de desenvolvimen- Produção de mudas vem está bom, demonstrando resistência ao bicho-mineiro e à ferrugem contaminantes. Em seguida, as folhas são cortadas em pequenos to de cultivares de café arábica, que, por outras técnicas, chega e alguns clones responderam com produtividade maior que a obtida pedacinhos, que são colocados em uma gelatina com nutrientes a atingir cerca de 30 anos até chegar ao campo. “A reprodução por cultivares tradicionais plantadas na região”, destaca. O plantio mais recente, com o mesmo objetivo, foi implantado necessários para induzir o crescimento de um pequeno calo no pedaço foliar. Ali serão formados minúsculos embriões, muito se- por clonagem é considerada a mais adequada alternativa para a multiplicação de plantas híbridas em larga escala”, salienta. “Em apresentando resistência ao em janeiro de 2012 na Cooperativa Agropecuária de Araxá Ltda. (Ca- melhantes aos vistos nas sementes de café. “Uma única folha de pouco tempo, com a validação em larga escala, a multiplicação bicho-mineiro e à ferrugem pal). Também existem experimentos nos municípios mineiros de café pode fornecer até 5 mil mudas”, afirma. do material poderá ser feita em biofábricas ou em cooperativas.”84 85
    • Sílvio Ávila Performance of cloned Arabica seedlings is under observation in experiments conducted in some cities in Minas Gerais The lush performance of the cloned coffee Arabica some leaves are collected and taken to the laboratory, seedlings is now under observation in trial fields in dif- where they are submitted to a cleaning process to re- ferent municipalities in Minas Gerais. “All results achieved move possible contaminants. Afterwards, the leaves are so far are very promising, but it is still too early for com- cut into tiny pieces, which are placed in gelatin with the mercial recommendation”, says researcher Carlos Hen- necessary nutrients to trigger the growing process of rique Siqueira de Carvalho, of Embrapa Coffee, based in a small bud on the foliar portion. This will give rise to Brasília (DF). The trial area now the longest time under minute embryos, very similar to the embryos in coffee observation has reached its third production cycle and beans. “One coffee leaf alone can produce up to 5 thou- is located in the municipality of Varginha. According to sand seedlings”, he says. Carvalho, in late May 2012 the results up to that time To researcher has it that one of the huge benefits from observed are supposed to be presented during a field this work is the perspective for coming up with plants of day. “Performance is satisfactory, with resistance to high agronomic value, conferring more competitiveness bicho-mineiro (Leucoptera Coffeella) and to rust, while to Brazilian coffee at home and abroad. “By producing some clones responded with higher productivity rates coffee plants resistant to pests and diseases, the need for than traditional plants in the region”, he comments. agrochemicals decreases considerably, which has posi- The most recent plantation, with the same objective, tive implications as far as the environment and consum- was established in January 2012 at the Araxá Agricul- ers’ health are concerned”, he mentions. tural Cooperative Ltda (Capal). There are also experi- Another advantage of the technology, cited by him, ments going on in municipalities like Carmo de Minas, lies in the reduction by one third of the time needed Boa Esperança, Coromandel and Pirapora, all located in the conventional coffee Arabica seedling develop- in Minas Gerais, where temperatures are warmer. The ment process, which, through other techniques, could production of cloned coffee Arabica seedlings, resistant take up to 30 years to reach the fields. “The cloning to bicho-mineiro and to rust (Hemileia vastatrix), coor- propagation process is viewed as the most appropri- dinated by Carvalho, has come as far as that. ate alternative for the multiplication of hybrid plants The researcher maintains that the cloning process on a large scale”, he points out. “In a few years, once starts with the selection of the plants at field level, and the large scale process has been validated, the material they must bear the desired characteristics. After this, could be propagated in bio-factories or by cooperatives.” TWO FRONTS Research works comprise two projects. One is the development of clonal Arabica coffee cultivars, based on selected parent plants with the production of clones through the somatic embryogenesis process, followed by on-field trials, so as to evaluate the agronomic performance of the clones. This process has relied on the participation of Embrapa Coffee and the Coffee Technology Support Foundation (Pro-Coffee Foundation). The latter has also contributed to the project through financial grants, jointly with the Coffee Research Consortium. It started 12 years ago and involved researchers Carlos Henrique S. Carvalho, José Braz Matiello, Saulo Roque de Almeida, José Edgard Pinto Paiva, Ana Carolina Ramia S. Paiva and Iran Bueno Ferreira. Coffee tree The other project prospects technology for the production of clonal coffee seedlings via somatic embryogenesis, which started in 2004. The latter counts on the participation of the Pro-Coffee Foundation, along with researchers Ana Carolina Ramia S. Paiva, José Edgard Pinto Paiva e Iran Bueno Ferreira; a Embrapa Coffee, with researcher Carlos propagation Henrique S. Carvalho; Embrapa Genetic Resources and Biotechnology, with researcher João Batista Teixeira; and Cirad, french research organ, with researcher Marc Berthouly. The project was granted financial resources by the Coffee Re- search Consortium, Pro-Coffee Fouondation, National Technology and Science Institute (INCT/Coffee); and the Minas Gerais State Research Support Foundation (Fapemig), by request of the Coffee Excellence Hub. Production has shown resistance to bicho-mineiro (Leucoptera Coffeella) and to rust conditions 86 87
    • Inor Ag. Assmann Estresse ÁGUA POUPADA Os resultados foram obtidos com o pro- hídrico dutor suspendendo na lavoura as aplicações de água em 24 de junho e acompanhando o desenvolvimento das gemas reprodutivas. Quando mais de 85% das gemas reprodutivas atingirem o estágio de desenvolvimento deno- minado E4, gemas completamente desenvolvi- das, o cafeicultor deve retornar as irrigações com uma lâmina de retorno de pelo menos 40 rentável milímetros para que haja completa floração. “O produtor deve ficar atento para que o retorno das irrigações ocorra até a data limite de 4 de setembro para não correr o risco de queima da florada, devido as altas temperaturas que nor- malmente são observadas no final de setem- Tecnologia proporciona economia de mais de três milhões de litros bro”, orienta o pesquisador Antônio Guerra. de água por hectare de café irrigado, com benefícios ambientais A economia de água que essa prática pro- porciona é admirável. A área total da cafeicul- Um projeto de pesquisa multidiscipli- lho é financiado pelo Consórcio Café. regiões cafeeiras para refinar e transferir o tura nacional é superior a 2,3 milhões de hec- tares. Cerca de 10% da área total de produção nar para aprimorar o sistema produtivo de Conforme Guerra, em 2005, já com modelo para o setor produtivo.” é cultivada com irrigação, contribuindo com café irrigado foi implantado em 2000 em resultados robustos em relação ao uso do Até o momento, enfatiza Guerra, vários 25% do volume produzido. “Se considerarmos área experimental da Embrapa Cerrados, estresse hídrico controlado para sincroni- benefícios foram observados, como eco- apenas a suspensão das irrigações durante 70 em Planaltina (DF). “Até hoje estão sendo zar o desenvolvimento das gemas reprodu- nomia de água e de energia na irrigação dias no período mais seco do ano para subme- conduzidos os experimentos de manejo tivas e, consequentemente, obter floração superior a 35%; redução dos eventos de ter os cafeeiros ao estresse hídrico controlado, de irrigação com o uso de estresse hídrico e maturação uniformes, a tecnologia foi floração de três a quatro para apenas a economia de água será superior a 300 litros controlado, nutrição de plantas, introdu- apresentada a produtores, integrantes de uma floração intensa e uniforme, sendo por metro quadrado”, calcula. Acrescenta que em um hectare a economia do recurso natu- ção e avaliação de cultivares e espaçamen- assistência técnica e extensão rural e da possível induzir a floração em período ral é superior a três milhões de litros anuais. to de plantas”, explica o pesquisador An- iniciativa privada de várias regiões cafeei- com condições climáticas adequadas “Essa redução é representativa porque ocorre tônio Guerra, da entidade. ras do Brasil, em dois dias de campo, um para um bom pegamento da florada; no período mais seco do ano, quando outras Ele destaca que a inovação já está em na floração e outro na época de colheita. aumento do percentual de frutos ce- culturas irrigadas apresentam suas máximas uso em várias regiões onde predomina “Nesses eventos, produtores e técnicos rejas no momento da colheita de 30% exigências e as fontes de água estão na condi- a cafeicultura irrigada, especialmente no puderam verificar in loco o resultado dessa para mais de 85%; e redução de grãos ção mais crítica”, ressalta. Cerrado brasileiro. Além disso, vem tendo tecnologia na obtenção de floração intensa defeituosos (chatos e conchas) de 20% alto potencial de uso junto a produtores e uniforme dos cafeeiros e de mais de 80% para 10%. “Para os produtores, o mais O sistema reduz em de café irrigado de outros países, com ênfase naqueles onde ocorre uma estação de frutos cerejas no momento da colheita”, ressalta. “Foi a partir desse ponto que se impactante foi a redução de cerca de 40% do número de horas/máquina na cerca de 40% o tempo seca bem definida antes do período ade- começou a conduzir unidades de valida- colheita, o que representa alto percen- com máquina na colheita quado de floração dos cafeeiros. O traba- ção em parceria com produtores de várias tual do custo de produção”, assinala.88 89
    • Fotos: Inor Ag. Assmann WATER SAVED The results were achieved with the growers interrupting the water applications on 24th June while watching closely the development of the reproductive buds. When more than 85% of the reproductive buds reached the development stage, known as E4, fully grown buds, coffee farmers must resume the irrigations and apply at least a 40-mm layer of water for full flowering. “The farmers must keep in mind that the re- sumption of irrigations must take place until the deadline, 4th Septem- ber, to avoid the risk of burning the blossoms, because in late September the temperatures tend to be very high”, Antônio Guerra warns. Water saving provided by this practice is admirable. The total coffee farming area in Brazil is superior to 2.3 million hectares. About 10% of this total area is cultivated under irrigation, accounting for 25% of the entire volume. “If we just consider the interruption of the irrigations dur- ing 70 days in the earlier stage of the year, to submit the coffee fields to the controlled water stress, water savings will amount to upwards of 300 liters per square meter”, he reckons. He adds that in one hectare the saving of this natural resource amounts to three million liters a year. “This reduction is very representative because it takes place in the dry Profitable period of the year, when other irrigated crops are extremely demanding of water and most water sources have reached their critical condition”, water stress he emphasizes. The system reduces by about 40% the time the machine is used at harvest Technology provides for water savings of upwards of three million liters per hectare of irrigated coffee, generating environmental benefits A multidisciplinary research project to According to Guerra, in 2005, when growing regions in order to refine and improve the production system of irrigated solid results had already been achieved transfer the model to the production sector. coffee was implemented in the year 2000 with regard to the use of the water stress Up to the moment, Guerra emphasizes, on an experimental area of Embrapa Cer- controlled system for synchronizing the several benefits have been observed, like rados, in Planaltina (DF). “The irrigation development of the reproductive buds and, 35% water and energy savings at irrigation; management trials, based on controlled wa- consequently, achieve uniform flowering reduction of flowering events from three or ter stress, plant nutrition, introduction and and maturation. The technology was intro- four to one intense and uniform blossom- assessment of cultivars and plant spacing duced to growers, members of technical ing stage, with the possibility to induce the have been in use to date”, says researcher assistance teams, rural extension workers, blossoming step in periods when climate Antônio Guerra, of the entity. private initiative in several coffee farming conditions are more appropriate, for a He notes that the innovation has already regions in Brazil, in two fields days, one at good start of the flowering period; a bigger been put to use in various regions where blossoming time and the other at harvest. percentage of cherry beans at harvest from irrigated coffee farming predominates, “In these events, producers and technicians 30% to upwards of 85%; reduction in the especially in the Brazilian Cerrado. Fur- had the opportunity to check on the spot number of flawed beans (flat and concave) thermore, irrigated coffee farmers in other the result of this technology with regard to from 20% to 10%. “For the growers, the countries have also adhered to this practice, intense and uniform flowering of the coffee most impacting factor was the reduction especially in countries where there are well fields and upwards of 80% of the cherries at of about 40% of the number of hours/ma- defined dry periods before the appropriate harvest”, he clarifies. “It was based on this chine at harvest, once machines account for blossoming stage of the coffee plants. All the point that validation units were conducted a high percentage of the production costs”, work is financed by the Coffee Consortium. jointly with producers of different coffee he notes.90
    • Indústria INDUSTRY MOTOR As informações, conforme o dirigente da Abic, Takamitsu Sato, reforçam que a melhora da qualidade é o motor do consumo e desafia a indústria de café em geral para a inovação e para a reto- mada de índices de crescimento maio- res, o que pode ocorrer com a oferta de cafés de melhor qualidade, diferen- ciados e certificados. Neste sentido, di- recionam-se as iniciativas da organização, estimulando, por exemplo, a adesão a seus diversos programas na área. Aliado à evolução da Fotos: Sílvio Ávila economia e do consumo nas diversas classes sociais, o quadro esperado para 2012 é de avanço um pouco superior ao de 2011, na ordem de 3,5%. Para tanto, a indústria conti- nua investindo cerca de R$ 80 milhões anuais em infraes- trutura e perto de R$ 60 milhões em marketing. Em relação ao resultado financeiro, a expectativa é de que as vendas possam alcançar a R$ 7,7 bilhões em 2012. A torra segue No anterior, teriam ficado em cerca de R$ 7 bilhões. Após quatro anos de estabilidade, a entidade verificou no último em alta ano aumento de 19,2% nos preços do café junto aos super- mercados paulistas, enquanto em grão subiram mais de 70%. Os valores, na sua avaliação, continuarão pressionados em 2012 com a perda na produção de cafés arábicas em pa- íses importantes, redução de estoques mundiais e no Brasil, junto com o consumo mundial crescente. Mas a entidade considera que o produto continua sendo acessível aos con- sumidores, mesmo nas categorias de maior valor agregado. Estas representam cerca de 4% do volume industrializa- Mesmo aquém do nível esperado, crescimento na industrialização do ção no País, mas perto de 7% do faturamento. Das cerca de 1,2 mil torrefadoras brasileiras, em torno de 450 atuam no café brasileiro prossegue, para acompanhar o aumento do consumo mercado de cafés finos. O setor como um todo aumentou a concentração na última década, mas há oportunidades para pequenos empreendimentos. No Estado líder da produção A indústria brasileira do café registrou em um ano (entre no- méstico, verificada em pesquisas da Kantar Worldpanel (caso do os consumidores, fazendo com que seu resultado seja melhor”. nacional, Minas Gerais, por exemplo, ocorre esforço para vembro de 2010 e outubro de 2011) produção de 19,7 milhões suco pronto e de bebidas à base de soja). Outra constatação é que Inclusive, conforme estimativas colhidas no mercado, muitas fortalecer o processamento de cafés de qualidade superior. de sacas de café (18,6 milhões de torrado e moído e 1,1 milhão se consome mais café extra forte nos últimos anos (o índice au- empresas não associadas e sem essa certificação não cresceram Como constata o vice-presidente do Sindicato da In- de solúvel) para atender ao consumo interno, segundo a asso- mentou de 15% para 19,6% entre 2007 e 2010), com o que dimi- em volumes; até diminuíram, em cerca de 0,5% no total. dústria do Café (Sindicafé-MG), Almir José da Silva Filho, as empresas que trabalham com volumes pequenos, mas ciação do setor, a Abic. Esse volume representa crescimento de nui o uso de pó no preparo do café filtrado. CAFÉ INDUSTRIALIZADO . Industrialized Coffee de alta qualidade, têm conseguido bons resultados em ni- 3,11% na demanda do produto processado, um pouco abaixo A Abic observa também, em levantamento no mesmo perío- chos de mercado. do que o setor estava estimando; confirma, porém, a evolução do junto a 415 empresas associadas, uma evolução maior em sua Produção e consumo no Brasil no consumo de café no País, paralelamente a avanços qualitati- produção do que a alcançada no cômputo geral. O índice nesta (em milhões de sacas) vos em toda cadeia produtiva. apuração chegou a 6,32% e, no entendimento do presidente Tipo 2010 2011 Volume processado A entidade projetava inicialmente um acréscimo de 5% na quantidade beneficiada. Uma das razões para ter ficado aquém Takamitsu Sato, indicaria que estas indústrias estão oferecendo produtos mais diferenciados, de melhor qualidade. Muitas tra- Torrado e moído Solúvel 18,1 1,0 18,6 1,1 para o mercado interno do esperado, conforme análise da Abic, pode estar relacionada à zem o símbolo de certificação de qualidade, o Selo de Pureza Total 19,1 19,7 aumentou 3,11% em 2011 maior presença de produtos concorrentes no café da manhã do- Abic ou o Selo de Qualidade PQC, “o que parece atrair mais Fonte: Abic92 93
    • Coffee roasting DRIVING FORCE The above information, says the Abic official, Takamitsu Sato, attests that quality improvement is the driving force behind consumption and chal- lenges the coffee industry, as a whole, to innovate and resume higher growth rates, which could hap- on the rise pen through the supply of better quality, discerning and certified coffees. The initiatives of the organiza- tion are geared towards this end, encouraging, for example, the adhesion of the farmers to its differ- ent area programs. In line with the evolution of the economy and with the consumption levels in the Although lagging behind various social classes, the picture for 2012 suggests bigger strides than in 2011, something like 3.5%. To the expected level, coffee this end, the industry is carrying on with its plan to industrialization in Brazil is invest R$ 80 million annually in infrastructure and approximately R$ 60 million in marketing. making strides and keeping With regard to the financial result, the expecta- tion is for sales to amount to about R$ 7.7 billion in pace with consumption 2012. In the previous year, they allegedly reached about R$ 7 billion. After four stable years, last year In one year (November 2010 to October 2011), the Brazilian coffee the entity ascertained an increase of 19.2% in the industry processed 19.7 million sacks of coffee (18.6 million sacks of prices of coffee in the São Paulo supermarkets, roasted and ground coffee and 1.1 million sacks of soluble coffee) just while coffee berries rose by upwards of 70%. The values, in his evaluation, will continue under pres- to meet domestic consumption, according to Abic, the association of sure in 2012 because of frustrations in Arabica crops the sector. This volume represents a growth of 3.11% in demand for in important producing countries, lower global and processed coffee, somewhat below the volume previously estimated Brazilian stocks, along with rising global consump- by the sector; nonetheless, it confirms the evolution in the consump- tion. Nonetheless, the entity maintains that cof- tion of coffee in Brazil, in line with qualitative steps throughout the fee continues affordable to consumers, even in the entire production chain. higher added value categories. The entity had initially projected a 5-percent increase in the processed These categories account for about 4% of the industrialized volume in the Country, but close amount. One of the reasons that made projections fall behind, according to 7% of the revenue. Of the nearly 1.2 thousand to an analysis conducted by Abic, could be related to the presence of industrial coffee roasters in Brazil, approximately products that are competing with coffee in morning breakfasts, ascer- 450 operate in the market of fine coffees. As a tained in surveys by Kantar Worldpanel (the case of ready-to-drink juices whole, the sector got more concentrated over the and soybean-based beverages). Another finding suggests that more extra past decade, but there is still room for small-scale strong coffee has been consumed over the past years (the rate increased enterprises. In the State that leads the national from 15% to 19.6% from 2007 to 2010, which pressed down the use of production volumes, Minas Gerais, for example, soluble coffees in the preparation of filtered coffees. much effort is being done towards processing pre- mium coffees. The vice-president of the Coffee In- At a survey conducted in the same period, involving 415 associated dustry Union (Sindicafé-MG), Almir José da Silva companies, Abic also observes a bigger evolution in its production, com- Filho, understands that the companies operating pared to the general coffee business. This survey has ascertained a rate with small volumes, but of high quality, have man- of 6.32% and, in the words of president Takamitsu Sato, it would suggest aged to reap good results in niche markets. that the industries are now offering more discerning products, obviously better in terms of quality. Many of the brands bear quality certificates, Volume processed for the Abic Purety Label or the PQC Quality Label, “which seem to allure a bigger number of consumers, generating better results”. There are even the domestic market non-associated companies, without any certification, according to mar- soared 3.11% in 2011 ket estimates, suffering a reduction of 0.5% in their overall businesses.94
    • Fotos: Sílvio Ávila Solução NOVOS CAMINHOS sadores de mercado, por outro lado, tando US$ 3,2 milhões, segundo dados do verificam que o uso de café está sendo Ministério do Desenvolvimento, Indústria externa Quanto ao solúvel, a associação bra- sileira da indústria do setor (Abics) des- introduzido em mercados não tradi- e Comércio Exterior (MDIC), divulgados taca que ele responde por mais de 60% cionais, mais acostumados ao chá, por pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e do exportado pelos países produtores. meio do solúvel, uma vez que a forma de Abastecimento (Seapa). Sua capacidade instalada é superior a 4 preparo é a mesma, mudando apenas o A Superintendência de Política e Eco- milhões de sacas anuais, apresenta perfil sabor final. Nesses países, justamente, nomia Agrícola da Seapa, por meio da as- moderno e sofisticado, molda-se às ne- de acordo com a Abics, tem se registrado sessora Márcia Aparecida de Paiva Silva, cessidades do mercado e produz todas as maiores taxas de crescimento do con- ressalta a maior agregação de valor obtida as opções demandadas pelos clientes sumo, colocando-se a praticidade deste pelo café solúvel, incrementado em nível externos. Assim, chega a muitos países, tipo de café como fator fundamental no internacional em 2012, com média de US$ abre novos mercados e conquista novos processo de expansão externa. 5,5 mil pela tonelada nos primeiros meses, Vendas da indústria brasileira consumidores, tanto no exterior como no Este aspecto é confirmado pelo gover- no de Minas Gerais, Estado tradicional ex- um acréscimo de 19,9% sobre o mesmo pe- ríodo anterior. As exportações do produto para mercados no exterior Brasil, onde o consumo também vem au- mentando. portador de café em grãos e que está veri- pelo Estado dirigiram-se principalmente a ficando abertura de mercado, com novas Finlândia, Rússia e Malásia. A Rússia foi continuam ganhando espaços Pes- qui- perspectivas para o setor, no café solúvel quem mais aumentou a compra; é tam- estratégicos com os cafés solúveis descafeinado. As exportações mineiras deste tipo de produto cresceram 55,1% no bém a que mais consome o produto em nível mundial, onde o total utilizado na sa- primeiro trimestre de 2012, em relação ao fra 2011 alcançou a 14,8 milhões de sacas, mesmo período do ano anterior, represen- 11% dos cafés em geral. Exportação do produto em 2011 aumentou 26%, chegando a US$ 674 milhões O Brasil se destaca principalmente nas Desde 2002, igualmente o País vende ao relação ao ano antecedente, a receita au- (71%), destacando-se ainda como im- exportações do café verde, mas também exterior com regularidade cafés torrados mentou 17,72%, enquanto a quantidade portadores Coreia do Sul, Rússia e Ale- DA INDÚSTRIA AO EXTERIOR . From Industry to Overseas já tem presença marcante e tradicional em em grão e torrados/moídos, por meio do vendida foi 15,67% menor, no que teria manha. No torrado e moído, os Estados produto industrial, com o solúvel. Em 2011, Projeto Setorial Integrado de Promoção à influído a crise europeia. Unidos representam metade do valor das 2010 2011 Tipo de produto este ítem voltou a ter incremento nas vendas Exportação de Cafés Industrializados, um Registra-se ainda a exportação de ou- aquisições externas, sendo importante Volume (t) Receita (US$ mil) Volume (t) Receita (US$ mil) externas, em índice de 3,78% no volume, convênio entre a Associação Brasileira da tros extratos de café pelo Brasil. O valor ainda a Itália, além de Japão, Argentina, Solúvel 77.156 535.038 80.076 674.477 com 3,469 milhões de sacas de 60 quilos, e Indústria do Café (Abic) e a Agência de obtido neste ítem em 2011 atingiu per- Chile e Bolívia. Os destinos do solúvel 26,06% na receita, que alcançou a US$ 674 Promoção de Exportações e Investimen- to de US$ 32 milhões, 25,49% a mais do também começam pelos EUA, seguidos Torrado e moído 4.264 22.070 3.596 25.980 milhões. Há 10 anos, em 2002, os números tos (Apex Brasil). O valor exportado, que que no exercício anterior. A quantidade da Rússia e da Ucrânia, e incluindo nova- Outros extratos 4.949 25.470 4.965 31.962 correspondiam, respectivamente, a 2,445 naquele ano ficava em US$ 2 milhões, já direcionada ao exterior foi equivalente mente os mercados argentino e japonês, Fonte: Abic com MDIC/Secex milhões de sacas e US$ 167 milhões, qua- chegou a superar US$ 30 milhões e si- a 4.965 toneladas, no mesmo nível de mas o crescimento maior ocorre com a Obs.: Conversão em saca 60 kg: solúvel e outros extratos – peso líquido * 2,60/60; torrado e moído – peso líquido * 1,19/60. druplicando o faturamento neste período. tuou-se em US$ 26 milhões em 2011. Em 2010. O maior comprador foi o Japão Finlândia (146% a mais em 2011).96 97
    • Solution from abroad Sales of Brazilian industries abroad continue conquering strategic markets with soluble coffees Brazil stands out for its green coffee exports, but has already conquered a remarkable and traditional position with its industrialized soluble coffees. In 2011, sales of this item began soar- ing considerably and went up 3.78% in volume, with 3.469 million 60-kilo sacks, whilst revenues soared 26.06%, totaling $ 674 million. Ten years ago, in 2002, these numbers corresponded to 2.445 million sacks and US$ 167 million, and revenue went up fourfold over the period. Since 2002, the Country has equally been sending abroad, on a regular basis, roasted/ground coffee beans, through the Integrated Sectorial Project for the Promotion of Industrialized Coffee Exports, an agreement between the Brazilian Coffee Industry Association (Abic) and the Invest- ments and Export Promotion Agency (Apex Brasil). Revenue from exports, which amounted to US$ 2 million back then, even exceeded US$ 30 million in some years, and in 2011 remained at US$ 26 million. Compared to the previous year, revenue was up 17.72%, while sales decreased by 15.67%, and on that score, the blame goes to the European crisis. Other coffee extracts are also exported by Brazil. And revenue derived from this item reached close to US$ 32 million in 2011, up 25.49% from the previous year. The amount destined for foreign clients was equivalent to 4,965 tons, on a par with the 2010 levels. The leading buyer was Japan (71%), followed by such relevant buyers as South Korea, Russia and Germany. With regard to ground and roasted coffee, the United States accounts for half of all acquisitions by foreign countries, while other important players are Italy, Japan Argentina, Chile and Bolivia. The destinations of the soluble coffees also start with the United States, followed by Russia and Ukraine, and again including the markets of Argentina and Japan, but the biggest increase occurs with Finland (up 146% in 2011). NEW ROUTES Minas Gerais, a traditional coffee bean exporter, which is With regard to soluble coffees, the numbers of the Bra- now witnessing the opportunity to conquer new markets, zilian Industry Association of the Sector (Abics) reveal that paving the way for soluble and decaffeinated coffee sales. they account for upwards of 60% of all exports by the coffee In Minas Gerais, exports of this type of coffee increased producing countries. The installed capacity for soluble cof- by 55.1% over the first half of 2012, compared to the previ- fees exceeds 4 million sacks a year, characterized by a mod- ous year, representing US$ 3.2 million, according to data ern and sophisticated profile, in line with market require- by the Ministry of Development, Industry and Foreign ments, and supplies all options demanded by our foreign Trade (MDIC), disclosed by the Secretariat of Agriculture, clients. Soluble coffees make it to several countries, work Livestock and Supply (Seapa). their way into new markets and conquer new consumers Seapa’s Department of Agricultural Policies and Econ- both at home and abroad, and consumption has been rising. omy, through its advisor Márcia Aparecida de Paiva Silva, Market researchers, on the other hand, have ascertained emphasizes the higher added value of soluble coffees, which that coffee is working its way into non-traditional markets, rose at international level in 2012, at an average of US$ 5.5 where the consumption of tea is more popular, through thousand per ton over the first months, representing an in- soluble preparations, as teas are prepared in similar form, crease of 19.9% from the same period in the previous year. changing just the final flavor. It is these countries that, ac- Exports of the State were for the most part destined for Fin- cording to Abic sources, have registered the biggest rise in land, Russia and Malaysia. Russia’s purchases went up the consumption, where the practicality of this type of coffee most. This country is also the largest consumer of soluble plays a relevant role in the foreign expansion process. coffees at global level, where the total in 2011 reached 14.8 This peculiarity is confirmed by the Government of million sacks, 11% of all coffees, in general. Exports of the product in 2011 increased by 26%, reaching US$ 674 million98
    • Consumo CONSUMPTION Sabor NOVO CONCEITO Entre 2008 e 2011, o disseminado número de casas de ca- fés dobrou no Brasil e o consumo do tipo especial acompanhou este cresci- mento. Em São Paulo, por dia, são servidas em torno de 400 mil xícaras de café espresso. Deste volume, 30 Arte da preparar cafés já levou à formação Fotos: Inor Ag. Assmann mil já são de cafés especiais, de mais de 2 mil profissionais pela Associação servidos em hotéis, restaurantes e cafeterias gourmets. “O concei- Brasileira de Café e Barista (ACBB) to de gourmet evoluiu e hoje, com quase 4 milhões de lares compondo a nova classe C, A atuação de um barista torna-se abso- téria-prima dos preparos elaborados pelos é mais do que natural que existam novos con- lutamente necessária a fim de que alguém baristas. No Brasil, o produto recebe a mes- sumidores ávidos para apurar o paladar e mais exigentes nas suas escolhas, inclusive na hora possa saborear uma xícara de café com ex- ma classificação mundial. São chamados de de decidir o que vai na sua xícara de café”, sa- celente qualidade. Este profissional é um especiais os cafés tradicional (100% grãos lienta Franco, diretora de marketing da Associa- expert no preparo da bebida e é fundamen- robustas), superior (blend de cafés robusta ção Brasileira de Café e Barista (ACBB). tal para divulgar um produto diferenciado e arábica), gourmet (100% grãos arábica) Sobre a aceitação do produto nacional no ex- junto ao consumidor final. Além de domi- e especial. Este último é um gourmet d.o.c, terior, Gelma diz que antes de 2009 o País era nar o preparo, ele também precisa enten- com rastreabilidade comprovada, notas de sa- conhecido tão somente como produtor de com- der a história do café, do seu cultivo, dos bor acima de 80 pontos, café com qualidade modities. “Agora, voltaram os olhares para nós. tipos de grãos e das suas origens. sensorial excelente, plantados acima de 1.000 Estão descobrindo que também temos excelen- Ele tem a capacidade de criar novas e ori- metros de altitude e com selos de certifica- tes cafés, com terroirs diferentes e profissionais ginais receitas e apresentações tanto de café ções. De acordo com a diretora, desde 2007, habilidosos e capacitados para transformar al- espresso quanto de cappuccinos e outros o consumo de cafés gourmets no mundo vem guns grãos em uma xícara perfeita”, define. drinques ou coquetéis à base de espresso. Em crescendo em média 15% a 20% ao ano. uma década dos esforços para a qualificação destes profissionais, já foram formados mais De acordo com Gelma, 32% dos consumi- dores brasileiros da bebida já adquirem mar- 400.000 xícaras de café de 2.000 mil, conforme Gelma Franco, dire- cas premium de cafés. O sabor é o principal espresso são servidas num tora de marketing da Associação Brasileira de fator para a compra (76%) e o preço menor único dia em São Paulo Café e Barista (ACBB). “A demanda pela capa- motiva apenas 40% da decisão pelo tipo. No citação é crescente, indicando que o barista é País existem mais de 200 pontos de coffee uma profissão em ascensão”, observa. shops, locais onde a venda do produto repre- A ACBB oferece cursos, wokshops, certi- senta mais de 55% da receita do negócio. A ficações e promove campeonatos. No País, é maioria está concentrada no eixo Sul-Sudeste, responsável pelo Campeonato Brasileiro de com predomínio nos grandes centros, como Barista e pelas competições de Latte Art, Co- São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. ffee in Good Spirits, Cup Tasters, de Torra e de Brewer. É a única representante autorizada a aplicar as provas e certificar baristas e juízes para campeonatos internacionais, através do International Education Partnership Li- censing Program (a Associação Ameri- cana de Cafés Especiais). Também é a “national body” do World Barista Championship (WBC). A asso- ciação reúne hoje 120 mem- bros, entre pessoas físicas e empresas do setor. O café especial é a ma-100 101
    • Fotos: Inor Ag. Assmann A NEW CONCEPT From 2008 to 2011, the number of coffee houses dou- bled in Brazil and the consumption of special types has kept pace with this soaring trend. In São Paulo, some 400 thousand cups of espresso coffee are served every day. Of this total, 30 thousand fall into the category of special cof- fees, served in hotels, restaurants and gourmet cafeterias. “The gourmet concept has progressed and, nowadays, with almost 4 million households making up the C class, it is more than natural to see new consumers eager for Disseminated sharpening their palate and more discerning in their op- flavor tions, even when it comes to deciding what kind of coffee to choose”, stresses Gelma Franco, marketing director of the Brazilian Barista and Coffee Association (ACBB). With regard to the popularity of the national product abroad, Gelma says that before 2009 Brazil was only known as a producer of commodities. “Now, they are looking at us. They are coming to grips with our excel- lent coffees, with different terroirs and qualified pro- fessionals able to transform some beans into an excel- lent cup of coffee”, she declares. 400,000 cups of espresso coffee are served in São Paulo every day Upwards of two thousand professionals have been qualified in the art of preparing coffee by the Brazilian Barista and Coffee Association (ACBB) The art of a barista is absolutely necessary for anyone who ing that the job is picking up steam”, she observes. Arabica coffees), gourmet (100% Arabica beans) and premium. wants to savor a cup of coffee of excellent quality. This profes- ACBB offers courses, workshops, certifications and promotes The latter is a gourmet d.o.c, with uncontested traceability, taste sional is an expert in the preparation of the beverage and plays contests. In the Country it is responsible for the Brazilian Barista marks above 80 points, coffee with excellent sensorial quality, a fundamental role when it comes to giving publicity to a dis- Championship and for such contests as Latte art, Coffee in Good grown on altitudes of over 1,000 meters, and bearing a certifica- cerning product to be enjoyed by the final consumer. Besides Spirits, Cup Tasters, Roast and Brewer. It is the only representa- tion label. According to the director, since 2007, the consumption mastering their art of preparing coffee, they also need to have tive organ to give exams and certify baristas and judges for the in- of gourmets in the world has been rising at 15% to 20% a year. good knowledge of the history of coffee, its cultivation, types of ternational contests, through the International Education Partner- According to Gelma, 32% of the Brazilian consumers of the beans and its origin. ship Licensing Program (American Special Coffees Association). beverage have already opted for premium coffees. The flavor They have the capacity to create new and original recipes It is also the “national body” of the World Barista Championship is the leading factor when it comes to buying coffee (76%) and both for espresso coffees and cappuccinos and other espresso- (WBC). The association now comprises 120 members, including lower prices only hold for 40% of the different types of coffee. based beverages or cocktails. In one decade of lots of efforts natural persons and legal entities of the sector. Throughout the Country, there are upwards of 200 coffee shops, spent on the qualification of these professionals, more than Special coffee is the raw material in the preparations served stores where the sales of the product represent over 55% of the 2,000 have already graduated in this art, says Gelma Franco, by the baristas. In Brazil, the product is granted the same global revenue from the business. Most of these shops are located in the marketing director at the Brazilian Barista and Coffee Associa- classification. The so-called special coffees are traditional coffees South-Southeast hub, and the prevalence is in huge city centers, tion (ACBB). “Demand for qualification is on the rise, indicat- (100% Robusta beans), superior blend (blend of Robusta and like São Paulo, Rio de Janeiro and Porto Alegre.102 103
    • sojaInor Ag. Assmann Coffee with The alternatives to savor a good coffee are get- Café com ting more creative and promising year after year, particularly with regard to health related benefits. soybean After testing 18 formulations, researcher Ilana Fel- berg, of Embrapa Agroindustry and Foods, based in Rio de Janeiro (RJ), came up with a delicious and nutritive beverage, made from soluble coffee, soy- bean extract and sugar. The preparation boils down Bebida formulada à base de café solúvel e extrato de soja to the removal of the powder from the bag, and then add either hot or cold water. The consumption of poderá ser produzida em agroindústria incubada pela UFRJ soy-based products has been linked to the preven- tion of several chronic diseases, and recent studies As alternativas para saborear um bom café estão ficando a Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro have attested to health related benefits, attributed to cada ano mais inventivas e promissoras no que diz respeito aos (UFRJ). O trabalho contou com apoio financeiro do Consórcio moderate consumption of coffee. benefícios à saúde. Depois de testar 18 formulações, a pesqui- Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela According to Ilana, besides its flavor, the mixed sadora Ilana Felberg, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Embrapa Café, de Brasília (DF). beverage contains bioactive compounds, like soy- sediada no Rio de Janeiro (RJ), chegou a uma bebida saborosa bean isoflavones, which have been linked to ben- e nutritiva, feita a partir de café solúvel, extrato de soja e açúcar. efits related to warding off such diseases as some O preparo resume-se a tirar o pó do saquinho e adicionar água types of cancer and osteoporosis, besides prevent- quente ou fria. O consumo de produtos à base de soja tem ing menopause-induced ailments. What also must sido relacionado à redução de risco de várias doenças crô- be included are coffee’s chlorogenic acids, also as- nicas e estudos recentes têm demonstrado os efeitos be- sociated with health benefits, particularly because néficos à saúde atribuídos ao consumo moderado de café. of their antioxidant properties. Segundo Ilana, além do sabor, a bebida mista contém The option for soybean as one of the ingredients compostos bioativos, como isoflavonas da soja, que vêm stems from the fact that, in the market, there are sendo relacionadas a benefícios no combate a diversas only few options for lactose intolerant people (aller- doenças, tais como alguns tipos de câncer e osteoporose, gic to dairy products), or people who have opted for além de sintomas da menopausa. Inclui-se ainda os ácidos the consumption of 100% vegetable foods. “It is very clorogênicos do café, também associados à saúde, princi- palmente por sua capacidade antioxidante. difficult to find beverages of the coffee and milk type A opção pela soja como um dos ingredientes deve-se ao that do not contain milk or any byproduct of animal fato de que, no mercado, ainda são poucas as opções para origin’, he comments. “What accounts for the popu- pessoas com intolerância à lactose (alergia a produtos lác- larity of our product with the consumers are its or- ganoleptic properties, related to health benefits”. teos) ou que tenham por opção consumir alimentos de ori- gem 100% vegetais. “É difícil encontrar bebidas do tipo café Beverage made from This research is the fruit of a PhD thesis written com leite que não contenham leite ou derivados de origem soluble coffee and by Ilana, under the guidance of Carmem Donan- animal”, refere. “Dessa forma, conseguimos um produto bem gelo and Adriana Farah, at the Chemical Institute aceito pelo consumidor devido a propriedades organolépticas soybean extract could be of the Federal University in Rio de Janeiro (UFRJ). e com agregação de benefícios à saúde.” produced in agroindustry The work relied on the financial support granted by the Coffee Research Consortium, whose re- A pesquisa é fruto de um doutorado desenvolvido por Ilana, sob orientação de Carmem Donangelo e Adriana Farah, junto ao incubated by the UFRJ search program is coordinated by Embrapa Cof- fee, based in Brasília (DF). PLANO DE NEGÓCIOS BUSINESS PLANS A tecnologia para a produção dessa bebida mista faz parte do projeto Incubação de Agroindústrias e é uma das seis The technology to produce this mixed beverage is part of the Agroindustries Incubation Project and is one of the six tech- ofertadas para incubação. O edital para seleção de candidatos ficou aberto até 15 de janeiro de 2012. O objetivo da incubação nologies offered for incubation. The applicants selecting edict remained effective until 15th January 2012. The objective of the é incentivar a criação e o desenvolvimento de agroindústrias de alimentos com apoio técnico e mercadológico. A primeira incubation is to encourage the creation and the development of food agroindustries with technical and market support. The etapa do processo é chamada de pré-incubação e tem duração de até quatro meses. first stage of the process is called pre-incubation and lasts for four months. Nesta etapa, o empreendedor selecionado terá acesso às informações tecnológicas e será orientado por técnicos During this stage, the selected entrepreneur will be granted access to technological information and will be guided by e pesquisadores da Embrapa. Em parceria com a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da UFRRJ (Ineagro), Embrapa technicians and researchers. In partnership with the Technology-Based Company Incubator of UFRRJ (Inea- ligada à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, a empresa incubada terá acesso a informações necessárias para gro), linked to the Federal University of Rio de Janeiro, the incubator company will have access to all necessary informa- a elaboração de um plano de negócios. tion for coming up with a business plan. 104 105
    • Inor Ag. Assmann viver Para Estudo confirma os benefícios do uso moderado do café em favor da saúde humana, diminuindo a mortalidade por diversas causas O papel do café na saúde das pessoas vem sendo ciosas. O resultado foi verificado tanto entre os con- enfocado com frequência nos últimos anos e novas pes- sumidores de café com cafeína ou descafeinado. quisas surgem com resultados interessantes para a plan- Além da cafeína, lembra o pesquisador, o grão ta. A mais recente, e que teria sido a maior já feita nesta possui uma enorme quantidade de outras substân- mais área, associa o café a menor risco de morte. Foi realiza- cias e compostos, e, de modo especial, de polifenóis da nos Estados Unidos, com mais de 400 mil homens e antioxidantes, que o transformam numa bebida na- mulheres com idades entre 50 e 71 anos, e publicada tural e saudável. O mesmo é destacado pelo médico, na respeitada revista New England Journal of Medicine. escritor e professor Darcy Roberto Lima, coordena- De acordo com o estudo, divulgado pelo médico dor científico do Programa Café e Saúde da Associa- pesquisador da Unidade Café e Coração do Institu- ção Brasileira da Indústria de Café (Abic). to do Coração de São Paulo, Bruno Mahler Mioto, A comunidade médico-científica, observa o coordena- o consumo de café pode estar inversamente rela- dor, já considera a planta como funcional (previne doen- cionado à mortalidade total. Observou-se entre os ças) ou mesmo nutracêutica (nutricional e farmacêutica). tomadores de café menor mortalidade por causas Levando sempre em conta a necessidade de moderação, cardíacas, doenças respiratórias, acidente vascular indica que três a quatro xícaras de café ao dia trazem não cerebral, causas externas, diabetes e doenças infec- só prazer como também saúde às pessoas. To live longer Study confirms the health benefits from moderate coffee intakes, reducing mortality rates of different causes Coffee’s role in people’s health has been fre- tes and infectious diseases. The same result holds for quently referred to over the past years, while new decaffeinated and caffeine coffee aficionados alike. research works come up with results that attest to Besides caffeine, the researcher recalls, the bean the plant’s traits. The most recent one, which is the carries a variety of other substances and compounds supposed to be the most relevant ever conducted in and, particularly, antioxidant polyphenols, which this area, associates coffee to smaller risks of death. transform it into a natural and healthy beverage. The This research was conducted in the United States, same conclusion is reached by the renowned doctor, with upwards of 400 thousand men and women, writer and professor Darcy Roberto Lima, scientific aged 50 to 71, and published in the renowned New coordinator of the Coffee and Health Program at the England Journal of Medicine. Brazilian Coffee Industry Association (Abic). According to this study, published by doctor and The medical and scientific establishment, the co- researcher with the Coffee and Heart Unit at the São ordinator notes, consider coffee a functional plant Paulo Heart Institute, Bruno Mahler Mioto, the con- (one that prevents diseases) or even neutraceuti- sumption of coffee could be inversely linked to total cal (nutritional and pharmaceutical). The need to mortality. It was observed that heavy coffee drinkers take the beverage moderately must never be over- were less affected by such diseases as heart conditions, looked, hence 3 to 4 cups a day are not only plea- respiratory problems, strokes, external causes, diabe- surable but also good to people’s health. 106 107
    • Especial SPECIAL Fotos: Sílvio Ávila INCENTIVO Mais do que in- centivar o plantio do conilon, era necessário apre- sentar seguran- ça de mercado para os produto- res. Frente a isso, sem financiamento e apoio do governo, Jônice Tristão decidiu utilizar o produto como matéria-prima para a indústria do café solúvel, cujo consumo crescia na Europa e nos Estados Unidos. Em 1971 foi inaugurada a Realcafé Solúvel do Brasil, em Viana, na re- Espírito gião da Grande Vitória. A iniciativa teve importância no contexto indus- trial capixaba, visto que a tendência empreendedor do governo federal, no período, era de autorizar a instalação de indús- trias desse porte somente em São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Neste mesmo ano foram implanta- das as primeiras lavouras tecnificadas de café conilon no município de São Gabriel da Palha, onde Glazar e Mar- Em 2012, o café conilon tinelli realizaram um trabalho intenso, e de onde se expandiram para todas completa um século de as regiões do Espírito Santo. A instala- ção da Realcafé, por sua vez, garantiu presença no Espírito Santo, a compra de toda a produção, que na época era de 100 mil sacas de café. como elemento fundamental Nos anos seguintes, especialmente para a socioeconomia do Estado em 1979, foram realizadas as primei- ras exportações significativas do grão. Esse crescimento da indústria, bem Heloísa Poll Conforme consta no livro Café coni- café, o ‘conilon’, estando todas elas já dades e apresentava sérios problemas de renovação do parque cafeeiro brasileiro, como o emprego da espécie em mis- Enviada Especial lon, publicado pelo Instituto Capixaba de distribuídas”. A frase consta no relató- resistência a pragas e doenças e à seca. implementado pelo Instituto Brasileiro turas com o arábica, foi um dos prin- cipais fatores responsáveis pelo de- Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão rio final do governo de Monteiro, que Para isso, porém, três personalida- do Café (IBC), o trio estimulou uma senvolvimento da cultura no Espírito Cem anos para comemorar em grande Rural (Incaper), a cafeicultura dessa es- dirigiu o Espírito Santo de 1908 a 1912. des tiveram grande papel para o de- campanha para o novo tipo de grão. Santo. E a previsão de 9,3 milhões de estilo.Em 2012, o café conilon completa pécie teve início em terras capixabas em Mesmo sem poder prever o futuro, no senvolvimento do conilon. Na época, o Conforme Romário Gava Ferrão, do Ins- sacas produzidas em 2012 no Estado um século de introdução no Espírito San- 1912. Naquele ano, o então governador singelo ato começava a ganhar forma empresário Jônice Tristão, proprietário tituto Capixaba de Pesquisa, Assistência deixa explícito tão somente o primeiro to. Hoje, o Estado é o maior produtor Jerônimo Monteiro trouxe as primeiras uma grande história de sucesso. da Realcafé (antiga Casa Misael), e os Técnica e Extensão Rural (Incaper), o final feliz dessa história. brasileiro do grão. A julgar pelo passado, mudas e sementes para Cachoeiro do Ita- Em 1965, o governo federal adotou ex-prefeitos de São Gabriel da Palha, conilon se adequava bastante às con- poucos poderiam imaginar tamanho su- pemirim, na região Sul do Estado. a política de erradicação do café. Com Eduardo Glazar e Dário Martinelli, se dições do Espírito Santo devido a sua Empresários e cesso. Afinal, até o início da década de 1960, era o arábica que se mostrava sobe- “Ainda há pouco, quando estive no Rio de Janeiro, fiz aquisição de duas isso, a economia capixaba se viu abalada. A partir deste momento, o cultivo do co- uniram e implementaram uma verdadei- ra cruzada para estimular a produção de rusticidade, com resistência à seca e a pragas e doenças. Este motivo também lideranças uniram-se rano em meio às propriedades agrícolas, mil mudas e cincoenta litros de se- nilon apresentou grande expansão, visto conilon no Espírito Santo. permitia que fosse plantado em regiões em torno do conilon ocupando mais de 500 mil hectares. mentes de uma excelente qualidade de que o arábica predominava nas proprie- Em 1969, tendo por base o plano de mais quentes, próximas ao litoral.108 109
    • Pioneering spirit In 2012, conilon coffee completes a century in the State of EspíritoSílvio Ávila Santo, as a basic element for the State’s socioeconomic variables INCENTIVE A hundred years to celebrate in great style and poise. In 2012, conilon More than just encouraging the cultivation of co- coffee completes a century in Espírito Santo. Now, the State is the leading nilon, it was necessary to provide the farmers with producer of this type of coffee in Brazil. Judging from the past, one could market security. In view of this, without any govern- hardly imagine such a success. After all, until the early 1960s it was Arabica ment support or credit lines, Jônice Tristão decided to coffee that predominated in all agricultural operations, occupying upwards utilize the bean as raw material for the production of of 500 thousand hectares. soluble coffee, whose consumption was on a rising As specified in the book, Café conilon, published by the Espírito Santo trend in the United States and Europe. State Institute of Rural Extension and Technical Assistance (Incaper), this In 1971, Realcafé Solúvel do Brasil, was inaugurat- type of coffee had its beginning in the State in 1912. In that year, the then- ed in Viana, in Greater Vitória. The initiative became governor Jerônimo Monteiro brought the first seeds and seedlings to Ca- very important in the State’s industrial context, see- choeiro do Itapemirim, in the southern portion of the State. ing that at that time the federal government was only “Not so long ago, when I was in Rio de Janeiro, I purchased two thou- authorizing the installation of industries of that size sand seedlings and 50 liters of seed of an excellent coffee cultivar, the “co- in São Paulo, Paraná and Minas Gerais. nilon”, and they have all been handed out”. This statement is from the final The same year, the first technically-oriented co- report of the Monteiro government, whose term in office was from 1908 nilon farms were established in the municipality of to 1912. Without any intention of foreseeing the future, this single gesture São Gabriel da Palha, where Glazar and Martinelli marked the beginning of a great history of success. were intensely involved with the activity, and the In 1965, the federal government introduced the coffee eradication technology started spreading throughout all regions program. This caused jitters to the economy of Espírito Santo. From that in Espírito Santo. Real Café, in turn, ensured the pur- moment onward, conilon coffee began to make strides, as Arabica was chase of the entire production volumes, 100 thou- predominating in the farms and was beginning to show little resistance to sand sacks at that time. pests, diseases and drought conditions. Over the following years, particularly in 1979, the Within this context, however, three eminent citizens played a very im- first significant bean exports began. The growth of portant role towards the development of conilon plantations. Back then, the industry, as well as the use of conilon with Ara- entrepreneur Jônice Tristão, owner of Realcafé (former Casa Misael), and bica blends, was one of the major factors that explain the former mayors of São Gabriel da Palha, Eduardo Glazar and Dário Mar- the success of this type of coffee in Espírito Santo. tinelli, joint efforts and started a real crusade to encourage the farmers to And the forecast for the production of 9.3 million cultivate conilon coffee throughout the State. sacks in 2012, explicitly displays only the first happy In 1969, based on the plan for the renewal of the Brazilian coffee park, ending of this tory. implemented by the Brazilian Coffee Institute (BCI), the three of them start- ed a campaign promoting the new type of coffee. According to Romário Gava Ferrão, of the Espírito Santo State Institute of Rural Extension and Entrepreneurs and political Technical Assistance l (Incaper), the conilon adjusted well to the conditions in Espírito Santo due to its rusticity, resistance to drought conditions, pests leaderships have embraced and diseases. These traits made it also possible to cultivate this coffee near the cause of conilon coffee warm coastal regions. 110
    • Fotos: Sílvio Ávila Berço de ouro Vila Valério, um dos principais municípios produtores de conilon no Espírito Santo, ainda TRAJETÓRIA A história de vida do produtor Agui- naldo Colombi, 42 anos, se confun- de com a do café conilon no Espíri- to Santo. A com- pra das terras por parte do pai ocor- reu próximo do seu nascimento. Assim, abriga os primeiros pés cultivados no Estado ao lado dos oito irmãos, aprendeu a lidar com o cul- tivo do grão e, ao mesmo tempo, a se apaixonar por essa atividade. Hoje, com olhar alegre e satisfeito, se diz orgulhoso da profissão que exer- ce. Agora, como proprietário, enxerga em cada planta a possibilidade de um futuro melhor para o casal de filhos, um de 16 anos e a outra de 14. Em 2012 tem planos de ampliar a lavoura em 25 mil pés (atualmente cultiva 70 mil, em 22 hectares) e de diversificar com o plantio de cacau. Além disso, para 2013 planeja ampliar a área de produção em seis hectares, aproximadamente. Em termos de produção, na safra 2012 espera colher 1,5 mil sacas de café conilon, com média de 70 sacas por hectare, no sítio denominado Vitalina. Nesses números também são contabi- lizados os históricos pés de conilon. Os projetos não param por aí. In- vestir em grãos de qualidade e poder participar dos concursos de excelência promovidos pela Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Coo- abriel) está na lista de intenções para os próximos anos. Enquanto isso, Aguinaldo curte os momentos na lavoura e na casa históri- ca restaurada, que pertenceu a Ernes- to Catani. Na residência, ele colhe, dia a Como se fosse uma viagem de volta ao Com mais de 40 anos, e ainda produtivos, meira lavoura de café conilon no Espírito abriel). Anos mais tarde, em 1998, a pro- ao local onde estão fixados para removê- dia, o sucesso de ser cafeicultor, além passado, as curvas sinuosas do asfalto levam são a prova viva de que o grão e o Estado Santo, que marca a revolução comercial da priedade foi herdada pelo filho Aguinaldo -los. Sorte para a história do conilon, e, de mostrar ao filho, que deseja ser en- genheiro agrônomo, as virtudes e ale- o visitante a um outro tempo. Sem que mui- têm muito o que comemorar. atividade agrícola. De posse de Ernesto Ca- Colombi, que mantém o plantio até hoje. também, para o produtor que desconhecia grias possibilitadas pela vida no campo. tos saibam, os caminhos representam mais “Um terreno no Municipio de Collati- tani, a aquisição ocorreu em 27 de agosto Diante do processo de renovação de tamanha importância. do que a divisa entre São Gabriel da Palha e Vila Valério, no Noroeste do Espírito Santo. na, medindo a área de 298.500m2,00 e o perímetro de 2.595 ms,0 – limitando-se: de 1932 e deu vida à mais importante cul- tura agrícola capixaba. lavouras, técnica adotada por muitos cafei- cultores capixabas, visando melhor produ- Do mesmo local foram originadas as primeiras sementes enviadas ao viveiro Os pés de conilon Eles levam ao lugar onde tudo começou. Na ao Norte, com o córrego do Ouro; ao Sul, Na década de 1970, no entanto, o lote ção e produtividade, é de se admirar que municipal de São Gabriel Palha. De lá, os pioneiros ainda descida do morro, rodeados por uma natu- reza exuberante, ainda repousam remanes- com devoluto; a Leste, com o lóte nº. 4 e a Oeste, com o lóte nº. 2”. Assim, em trans- de terras foi adquirido por João Colombi, um dos primeiros produtores do Estado e as plantas ainda existam. Conforme conta Aguinaldo, obra do destino ou não, os pés ex-prefeitos de São Gabriel da Palha, Dario Martinelli e Eduardo Glazar, as enviaram permanecem entre centes dos primeiros pés de café conilon crição literal, consta na escritura pública a que ajudou a erguer a Cooperativa Agrária pioneiros ainda permanecem entre os mais para outros municípios, fato que fez pros- os mais novos plantados na região Noroeste capixaba. compra do terreno que daria forma à pri- dos Cafeicultores de São Gabriel (Coo- novos, pois o trator não conseguiu chegar perar o cultivo do conilon no Estado.112 113
    • Sílvio Ávila Gold cradle agricultural crop throughout the entire State. In the 1970s, however, the lot was acquired by João Co- TRAJECTORY The story of 42-year-old Aguinaldo Colombi’s life mingles lombi, one of the pioneer growers in the State and the man with the story of conilon coffee in Espírito Santo. The acquisi- who contributed towards the creation of the São Gabriel Cof- tion of the holding by his father took place around the days he fee Growers’ Agrarian Cooperative (Cooabriel). Years later, in was born. And, in the company of eight brothers, he learned 1998, the holding was inherited by his son Aguinaldo Colombi, how to deal with the precious bean and, at the same time, he who has maintained it to date. fell in love with this crop. In light of the field renewal process, a technology now very Now, looking happy and satisfied, he says he is proud of his activity. As the owner of the land, he spots in every plant a Vila Valério, a major conilon producer municipality in Espírito popular with the coffee producers in the State, aimed at higher yield and better quality, it is really surprising that such old cof- chance for a better future for his two children, one 16 and the Santo, is still home to the first trees planted in the State fee trees still exist. In the words of Aguinaldo, whether or not other 14. In 2012 his plans include an extra 25-thousand tree field (currently he cultivates 70 thousand plants in 22 hect- fate, the first coffee plants still stand amidst the new ones, be- ares) and also diversification into cocoa fields. Furthermore, As if it were a trip back to the past, the winding paved road “A lot in the city of Collatina, 298,500 square meters big, and cause the tractor that was supposed to eradicate them has not for 2013, his plans are for expanding his production area by 6 takes the visitor back to another era. Although unknown to a perimeter of 2,595 meters, being its limits to the North, with managed to reach the place where they are standing. A stroke hectares, approximately. most people, the roads represent more than the boundaries the Ouro brook; to the South, with a barren lot; to the East, of luck for the history of conilon and, equally, for the farmer In terms of production, in the 2012 crop year he hopes to between São Gabriel da Palha and Vila Valério, in the North- with lot nº4 and to the West, with lot nº2”. This is how, in lit- who was unaware of their importance. harvest 1.5 thousand sacks of conilon, with 70 sacks per hect- west region of Espírito Santo. They lead to the place where eral transcription, the property deed describes the purchase This place is also the origin of the first seeds sent to the are, on average, in the vicinity known as Vitalina. These num- bers, however, also factor in his historical conilon coffee trees. everything started. Down the hill, surrounded by exuberant of the lot that gave origin and shape to the first conilon cof- municipal nursery in São Gabriel Palha. And from that nurs- His projects do not stop there. To invest in quality beans vegetation, there still are remnants of the first coffee trees fee farm in the State of Espírito Santo, which triggered the ery, former mayors of São Gabriel da Palha, Dario Martinelli and take part in the excellence contests promoted by the São grown in the northwestern portion of the State. Now more commercial revolution of this agricultural activity. In the and Eduardo Glazar, spread them to other municipalities, Gabriel Coffee Growers’ Agrarian Cooperative (Cooabriel) are than 40 years old, and still productive, they are living proof possession of Ernesto Catani, the acquisition occurred on and the cultivations of conilon have never stopped through- on his list of intentions for the coming years. that the bean has a lot to celebrate in the State. 27 August 1932 and brought into being the most important out the state ever since. In the meantime, Aguinaldo spends his time on the farm and in the completely refurbished historical home, which belonged to Ernesto Catani. At this household, he enjoys his successful life as a coffee farmer, and to his son, who is thinking of becoming an agronomic engineer, he tries to impart the virtues, happiness and great chances life in the countryside offers.114 115
    • Fotos: Sílvio Ávila Realeza CONTRIBUIÇÃO A empresa Tristão teve origem na Casa Misael, uma loja de secos e molhados, fundada em 1935 por José capixaba Ribeiro Tristão, pai de Jônice Tristão, no município de Afonso Cláudio, no Espírito Santo. No início, o bazar chegou a ter oito estabelecimentos no interior do Es- tado. Naquela época, aceitava o café como moeda de tro- ca. No entanto, a partir da década de 1950 o produto tor- nou-se o principal negócio da empresa. Já sob o comando de Jônice, anos mais tarde, em 1960, a Tristão iniciou-se no ramo de exportação de café. O primeiro embarque ocorreu no mês de abril a partir do Porto de Vitória. O destino? O porto francês Le Havre, para onde foram enviadas 250 sacas de café. Quando a cafeicultura capixaba entrou em decadência, em 1962, e a crise se acentuou com o elevado êxodo rural, nos anos de 1966/67, o Estado come- çou a buscar soluções para reverter o quadro. Foi a partir daí que a Realcafé, inaugurada em 1971, permitiu novos horizontes ao café capixaba. Hoje, o visionário, que apostou no empreendimento considerado de risco por muitos comerciantes, é lembrado como um dos maiores exportadores de café solúvel do mundo. De acordo com Sérgio Tristão, a iniciativa do pai foi fundamental, na época, para reerguer o Estado. Ao apostar no conilon, o em- presário consolidou e incentivou os cafeicultores a construir um novo cenário próspero para a economia capixaba. Conforme Tristão, com localização privilegiada, amparada pela logística portuária, e sediada no mesmo Estado de onde provém sua matéria-prima, a Realcafé é a prova do sucesso do robusta capixaba. Hoje, 15% de suas vendas são destinadas ao mercado interno. “Para os próximos anos, no entanto, o ob- jetivo é direcionar 30%, sendo os outros 70% para o externo”, conta o herdeiro. Estes planos são apenas alguns de muitos idealizados pela família, que tem no sangue a trajetória viva do conilon. Realcafé Solúvel Brasil está entre as principais indústrias de solúvel do mundo Precursora na atividade cafeeira no Estado, Realcafé reafirma ao até hoje, uma vez que o Estado é o maior produtor brasileiro da espécie. ganhou o mundo e tornou a bebida co- nhecida”, conta. anual do café conilon na região. Além das marcas próprias “Realcafé longo dos anos a sua importância na história do café solúvel Com grande participação nacional e Atualmente, a Realcafé Solúvel Brasil - Solúvel” e “Cafuso - Torrado Moído”, internacional, para não se perder nos está entre as principais indústrias de so- direcionadas tanto para o mercado ex- Impossível não se render ao cheiro de Inaugurada em 1971, a Realcafé inte- café conilon no Espírito Santo. Afinal, foi negócios, o presidente Sérgio Tristão, lúvel do mundo, com capacidade para terno quanto para o interno, a empresa café quando se entra no escritório da Re- gra as empresas Tristão, um dos maiores Jônice que apostou na cultura e propor- filho de Jônice, trabalha sob os olha- industrialização de 450 mil sacas por também oferece seus produtos a clientes alcafé Solúvel do Brasil, em Viana, muni- e mais tradicionais grupos brasileiros do cionou, desde então, garantia de merca- res de um enorme mapa múndi. Fren- ano, como salienta Tristão. O montante é com marcas próprias, como é o caso da cípio da região metropolitana de Vitória setor de café, com mais de 77 anos de ex- do aos produtores do grão. te a ele, mais do que visualizar novos transformado em mais de 10 mil tonela- Melitta e do Pilão. Para a comercialização, (ES). Na cafeteria, instalada logo na entra- periência e ramificações em Londres, na Além disso, a indústria estimulou e mercados e oportunidades, consegue das de café solúvel, extrato de café, óleo no entanto, utiliza estrutura própria e da, é possível observar no alto da prate- Inglaterra, e Nova York, nos Estados Uni- consolidou a vocação capixaba para a exemplificar, também, a trajetória global de café e café torrado e moído. De iní- com o apoio de 400 colaboradores divi- leira uma série de produtos que consoli- dos. Idealizada pelo empresário Jônice produção do café conilon, importante do solúvel. “Afinal, foi durante a Segun- cio, a empresa estava dimensionada para didos em quatro turnos de trabalho. A daram a empresa como uma das maiores Tristão, desempenhou papel importante matéria-prima na industrialização do so- da Guerra Mundial que o consumo do processar 100 mil sacas de café verde em exportação, por sua vez, ocorre princi- exportadoras de solúvel do mundo. para a permanência e para o sucesso do lúvel. O resultado pode ser observado Nescafé, lançado pela Nestlé em 1938, grãos, número que correspondia à safra palmente pelo Porto de Vitória. 116 117
    • KingFotos: Sílvio Ávila It is impossible not to yield to the smell of coffee when one enters the office at Realcafé Solúvel do Bra- sil, in Viana, municipality in the metropolitan region of CONTRIBUTION Vitória (ES). In the coffee house, right at the entrance, The Tristão company had there is a shelf that displays a series of products that its origin at Casa Misael, a raised the company to the status as one of the biggest grocery store, founded in 1935 by José Ribeiro Tristão, soluble coffee exporters in the world. father of Jônice Tristão, in Inaugurated in 1971, Realcafé comprises such com- in his State the municipality of Afonso panies as Tristão, one of the largest and most traditional Cláudio, in Espírito Santo. Brazilian groups in the sector of coffee, with an expe- At the beginning, the bazaar rience of over 77 years, subsidiaries in London, Britain comprised eight enterprises in and in New York in the United States. Idealized by entre- the interior of the State. preneur Jônice Tristão, it played an important role to- Back then, the company used to Precursor of coffee farming in the wards the permanence and success of conilon coffee in deal with coffee as a barter currency. Nonetheless, in the 1950s the product turned the State of Espírito Santo. After all, it was Jônice that bet State, Realcafé has over the years been on the crop and has ever since provided market guaran- into the company’s leading business. Years later, under the coordination of Jônice, in 1960, Tristão en- reaffirming its historical importance in tee to the producers of the beans. tered the coffee export segment. The first shipment Furthermore, the industry encouraged and consoli- occurred in the month of April, through the Port of the history of soluble coffee dated the vocation of the people of Espírito Santo for Vitória. The destination? The French Port of Lavre, the production of conilon coffee, relevant ingredient in which received the amount of 250 sacks of coffee. When coffee farming in Espírito Santo began the industrialization of soluble coffees. The result still to experience a huge decline in 1962, with the cri- holds clearly nowadays, once the State is the leading sis getting more serious because of intense rural- producer of this type of coffee. -urban drift movements in 1966/67, the State went With a great national and international share, so as after solutions in order to reverse the picture. It was not to lose track of the businesses, president Sérgio then that Realcafé, inaugurated in 1971, pointed to Tristão, fson of Jônice, works under the umbrella of a new horizons for the State’s coffee. big world map. In front of it, more than just spotting Now, the visionary, who bet on an enterprise viewed as a great risk, is remembered as a major new markets and opportunities, he equally manages to soluble coffee exporter around the globe. According exemplify the trajectory of soluble coffees around the to Sérgio Tristão, his father’s initiative was of pa- globe. “After all, it was during the Second World War ramount importance, at that time, towards revitali- that the consumption of Nescafé, launched by Nestlé in zing the State. By betting on conilon coffee, the bu- 1938, conquered the world and became widely known”, sinessman consolidated and stimulated the coffee he recalls. farmers to build a new and prosperous scenario for Currently, Realcafé Solúvel Brasil ranks as one of the the economy in Espírito Santo. According to Tristão, with a privileged location, main soluble coffee industries in the world, with the ca- supported by port logistics, and based in the same pacity to industrialize 450 thousand sacks a year, Tristão State where the raw material is produced, Realcafé explains. This amount is transformed into upwards of is living proof of the success of the Robusta in the 10 thousand tons of soluble coffee, coffee extract, cof- State. Currently, 15% of all its sales are destined for fee oil and roasted and ground coffee. Initially, the com- the domestic market. “For the coming years, howe- pany had been dimensioned to process 100 thousand ver, the objective is to direct 30% to the domestic sacks of green beans, number that corresponded to an- market and 70% to the international scenario”, the heir explains. These plans, however, are just some nual conilon coffee harvests in the region. of the initiatives idealized by the family in whose Besides its own brands “Realcafé - Solúvel” and “Ca- blood the living trajectory of conilon coffee conti- fuso - Torrado Moído”, destined for both the domestic nuous flowing. and international market, the company also offers its products to the clients under its own brands, like the ones known as Melitta and Pilão. For marketing the cof- Realcafé Solúvel Brasil fee, nonetheless, the company utilizes its own structure, is a major soluble coffee comprising 400 collaborators split into four work shifts. industry in the world Most exports go through the Port of Vitória. 118 119
    • Sílvio Ávila Sweet Works developed by Incaper promoted the evolution and qualification home of conilon coffee throughout the State, as an ally of the chain If this type of coffee was to be given a surname, Incaper would be the first suggestion. Like caring parents, researchers and leaderships of the Espírito San- ENTREPRENEURS Besides the support from research works, In- to State Institute for Rural Extension, Technical Assistance (Incaper) prepared caper president Evair Vieira de Melo believes that a brilliant future for the bean. With special attention and full dedication, they the entrepreneurial spirit of the people in Espí- embraced the cause and promoted the State of Espírito Santo to the status as lar rito Santo played a major role for the success of biggest Robusta producer in the Country. A happy ending to a story that was coffee farming. In a period when conilon coffee born in a golden cradle and lived in a great, sweet home. suffered discriminations, the growers believed in Doce Although no coffee is produced in Vitória, the headquarters of the Institute its potential and changed the trajectory of an en- promote good ideas that leave the capital city for the municipalities where cof- tire State. In search of new routes, supported by Incaper, they found in this bean reason for pride fee is produced. The good initiatives have become part of the farmers’ daily and satisfaction. life almost 30 years ago. According to researcher Romário Gava Ferrão, in the In Melo’s opinion, challenges for the coming 1980s, Incaper started doing research on conilon and Arabica coffees. Over the years include qualification works geared towards period, by the way, great conquests were achieved. conilon coffee. He has it that the world has not In response to demands, the institute devised and executed several projects – yet discovered the secrets of this bean. That is nowadays, in the two types of coffee (Conilon and Arabica) there are 38 underway, why several entities, just like the institute itself, besides 153 research works – covering different areas of knowledge, like genetic en- should promote discerning initiatives to encoura- ge the growers to invest in this unique crop. hancement, pruning systems, dense planting, fertilization and nutrition, pest and dis- The consolidation and the attraction of new ease management, forest management and soil conservation, irrigation and quality. markets are major objectives in the State for the Trabalhos desenvolvidos pelo According to Incaper president director Evair Vieira de Melo, the scientific coming years. He warns, however, these enhance- and technological basis made available to the growers is credited with the suc- ments should not be restricted to sensorial traits, Incaper possibilitaram a evolução cess of conilon coffee in the State. Under its umbrella, farmers with little school- they should cover the entire matter. “Coffee is life, sweat, and health. It is taken with emotion. e a qualificação do café conilon no ing and hardly any knowledge of the market were given a unique opportunity to improve their main source of income. And we are poised to enchant the world”. Estado, como um aliado da cadeia Se a espécie de café conilon devesse ganhar um sobrenome, um grande candidato seria Incaper. Como pais zelosos, pesquisadores e lideranças do EMPREENDEDORES Além do apoio da pesquisa, o diretor presi- Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Inca- dente do Incaper, Evair Vieira de Melo, acredita per) oportunizaram futuro brilhante para o grão. Com atenção especial e que o espírito empreendedor do capixaba teve total dedicação, abraçaram a causa e fizeram com que, hoje, o Espírito Santo grande papel para o sucesso da cafeicultura. seja lembrado como o maior produtor de robusta do País. Um final feliz de Num período em que o conilon era discrimina- uma história nascida em berço de ouro e vivida em um grande e doce lar. do, os produtores acreditaram no seu potencial, Mesmo que não haja produção de café em Vitória, a sede do instituto fizeram história e mudaram a trajetória de todo permite que boas ideias saiam da capital para ganhar os municípios cafeicul- um Estado. Na busca por novos caminhos, com tores. As boas iniciativas inclusive começaram a fazer parte do cotidiano capi- apoio do Incaper, encontraram no grão orgulho e satisfação. xaba há quase 30 anos. Segundo o pesquisador Romário Gava Ferrão, a partir Como desafios para os próximos anos, Melo da década de 1980 o Incaper iniciou um programa de pesquisas com os cafés cita o trabalho de qualificação do café conilon. arábica e conilon. O período, por sinal, já rendeu grandes conquistas. Para ele, o mundo ainda não conhece os segre- Diante do levantamento de demandas, o instituto elaborou e executou dos do grão. Por isso, diversas entidades, assim diversos projetos – atualmente, nos dois tipos de café (conilon e arábica) como o instituto, deverão promover ações dife- são 38, além de 153 ações de pesquisa – em diferentes áreas de conhe- renciadas a fim de incentivar os produtores a cimento, como melhoramento genético, poda, adensamento, adubação e investir nessa divulgação. nutrição, manejo de pragas e doenças, manejo do mato e conservação do Consolidar e atrair novos mercados consti- solo, irrigação e qualidade. tuem grandes objetivos dos capixabas para os Conforme o diretor presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, a grande próximos anos. Ele alerta, no entanto, que a me- lhoria não pode ser apenas sensorial, mas, sim, razão do sucesso do conilon no Estado foi a base tecnológica e científica em todo o conjunto. “Café é vida, suor, saúde. É disponibilizada aos produtores. Com ela, agricultores de baixa escolaridade tomado com emoção. E nós ainda vamos encan- e pouca vivência de mercado tiveram oportunidades únicas para aprimorar tar o mundo”, conclui. sua principal fonte de renda. 120
    • Solo fértil Transferência das tecnologias Estima-se que cerca de 50% de suas la- vouras (140 mil hectares) já foram renovadas pode chegar a produtividades que vão de 80 a até150 sacas por hectare. tos de novas variedades de conilon (até hoje, já foram lançadas seis da espécie), como afir- prospectadas pelo Incaper sobre novas bases tecnológicas. Associadas a Das dezenas de projetos e centenas de ex- ma Ferrão. Entre as características estão alta promoveu saltos grandes na um amplo programa de transferência, plane- jamento e boa gestão, as novidades promo- perimentos, atualmente o Incaper coordena cinco projetos em nível nacional. São 25 mil produtividade, ampla adaptação, estabilidade de produção, uniformidade de maturação e produtividade e ampliou a veram, de 1993 a 2012, aumento de mais de cafeicultores assistidos pela equipe por ano, tolerância a doenças, entre outros aspectos. 280% na produção e 260% na produtividade sendo realizadas mais de 1,4 mil ações de as- Antes disso, porém, a entidade promove a qualidade do grão média. Nos primeiros anos, os produtores sistência técnica e extensão rural no mesmo Conferência Internacional de Coffea canepho- colhiam em torno de 9,2 sacas por hectare. período. Entre as atividades, promove dias de ra, de 11 a 15 de junho, em Vitória (ES). O Da teoria à prática, a aplicação, junto aos envolvendo principalmente novas variedades do. Conforme salienta Romário Gava Ferrão, Hoje, o rendimento do conilon capixaba campo, encontros de cafeicultores, cursos e momento será para comemorar os 100 anos cafeicultores, dos resultados obtidos nas pes- e mudas clonais, transformou as tecnologias nos últimos 18 anos houve uma grande trans- gira em cerca de 33,37 sacas por hectare, visitas técnicas, entre outras. de história e evolução do conilon no Estado. quisas do Instituto Capixaba de Pesquisa, As- em inovações de extrema importância para o formação na produção e na produtividade do ressalta Ferrão. Caso o produtor siga corre- As contribuições do Incaper não param Para o evento são esperados cerca de 700 par- sistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), desenvolvimento da cultura agrícola no Esta- conilon capixaba. tamente as técnicas propostas pela pesquisa, por aí. Para 2013 estão previstos os lançamen- ticipantes oriundos de mais de 20 países. Transference of technologies Fertile soil prospected by Incaper promoted huge leaps in productivity and enhanced the quality of the beans From theory to practice, the farmers putting into practice the results achieved by the research works conducted by the Espírito Santo State In- stitute for Rural Extension, Technical Assistance (Incaper), mainly focused on new varieties and clonal seedlings, have transformed the technologies into innovations extremely important for the development of this crop throughout the State. Romário Gava Ferrão insists that over the past 18 years, great transformation occurred in the production volumes and pro- ductivity rates of conilon coffee in the State.Sílvio Ávila It is estimated that about 50% of the fields devoted to this coffee (140 thousand hectares) have already been renewed under new technological bases. Associated with an ample transference, planning and management program, from 1993 to 2012, the novelties were responsible for an increase by upwards of 280% in production and 260% in average yields. During the first years, the farmers used to harvest about 9.2 sacks per hectare. At pres- ent, the conilon productivity rates reach 33.37 sacks per hectare, Ferrão stresses. In case the grower follows correctly the pratices recommended by research, productivity may range from 80 to a 150 sacks per hectare. Of the tens of projects and hundreds of experiments, five of them are coordinated by Incaper at national level. In all, 25 thousand coffee farm- ers are assisted by the team a year, whilst technical assistances amount to upwards of 1.4 thousand a year, which also include rural extension works over the same period. The activities include field days, meetings with cof- fee farmers, courses and technical visits, among other initiatives. Incaper’s contributions do not stop there. For 2013, new conilon vari- eties will be launched (so far, six varieties have been placed in the market). The traits of the new varieties include high yields, adaptation, production stability, uniform maturation, tolerance to diseases, and others. Furthermore, the entity promotes the Coffea canephora International Conference, 11- 15 June, in Vitória (ES). It celebrates the 100-year history and evolution of conilon coffee in the State. The event is expected to at- tract 700 participants from over 20 countries. 122 123
    • Sílvio Ávila De portas Open abertas gates FAZENDO HISTÓRIA Entre o fim da década de 1960 e o início da de 1970, o Es- pírito Santo enfrentou diversas dificuldades. Com a erradica- ção das lavouras de café – na época predominava o arábica –, a economia estadual se viu abalada. Com a Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel) não foi diferente. A superação veio somente com a persistência e a coragem de muitos dos sócios e diretores da época. “Por volta de 1970, a cooperativa começou a trabalhar efe- Com 49 anos de existência, Cooabriel desempenha tivamente com o café, sendo que antes negociava milho e out- importante papel para o desenvolvimento do café no Existing for 49 years, Cooabriel ros produtos”, lembra o vice-presidente José Colombi Filho. Foi no início da década, também, que o então prefeito Dario Espírito Santo, em especial do conilon peforms a relevant role Martinelli incentivou o plantio do conilon em São Gabriel da Palha. Para Colombi, a espécie foi a “mola-mestra” do desen- in coffee farming in Espírito volvimento de toda a região. Com o início do recebimento de grãos e da comercializa- Santo, particularly in conilon ção, a cooperativa estabeleceu parcerias importantes com o governo, por meio do Instituto Capixaba de Pesquisa, As- sistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). “Ali se iniciaram Those who happen to go to São Gabriel da Palha, in Northwest as pesquisas necessárias para realizar a produção de mudas Espírito Santo, immediately realize that coffee occupies a special clonais de café”, conta o membro da diretoria. place in the everyday life of the people in the State. Right down- Em 2012, as sete filiais da cooperativa (duas baianas e town, at the Plaza that shelters a monument dedicated to the cinco capixabas) devem receber 1,2 milhão de sacas de café. No entender de Colombi, os números representam uma tra- “Coffee Grower”, there are people circulating and they depend jetória de sucesso. Com o apoio da Cooabriel, o produtor on coffee farming for their sustenance. After passing by a baker’s desenvolve sua produção, aplica e movimenta seus recursos shop, known as Conilon, and walking from one street to the next, de forma segura. Além da garantia de valorização, ambas as one arrives at the head office of the biggest Conilon Coffee Coop- partes crescem dentro da cadeia produtiva. erative in Brazil, Cooabriel –São Gabriel Coffee Growers’ Agrar- ian Cooperative. MAKING HISTORY Under the protection of Archangel St Gabriel, an imposing Between the late 1960s and early 1970s, the State of Es- picture on the church that borders frontally with the unit, leader- pírito Santo faced an array of difficulties. With the eradi- ships, growers and collaborators meet in order to trade the cof- cation of the coffee fields – back then it was Arabica that predominated – the state economy began to feel jittery. fee in the town, state and world. It is in this corner building that With the São Gabriel Coffee Growers’ Agrarian Coopera- everything shapes up, and where hands eager for development tive (Cooabriel) things were not different. The problems harbor dreams of good businesses. This is exactly what happens were surmounted only through the persistence and cour- to the upwards of three thousand members spread across 24 mu- age of the associate members of that time. “At some time in the 1970s, the cooperative got effec- nicipalities in Espírito Santo and 21 in Bahia. tively involved with coffee, leaving behind corn and other Quem chega a São da Gabriel da Palha, o café no município, no Estado e no mun- contabilizados hoje pela entidade de- More than just being a next-door neighbor, religion is also a crops”, recalls vice-president José Colombi Filho. It was no Noroeste do Espírito Santo, logo per- do. É no prédio de esquina que tudo ganha monstram que a iniciativa foi uma grande part in the history of the cooperative. Founded on 13th September also at the beginning of the decade that mayor Dario Mar- cebe que, por lá, o café tem lugar especial forma, e que mãos ávidas por desenvolvi- bênção para a cafeicultura. 1963, Cooabriel had in its first president, father Simão Civalero, tinelli promoted the conilon coffee in São Gabriel da Palha. Colombi views this type of coffee as the “driving force” no dia a dia dos capixabas. No centro da mento gesticulam sonhos e bons negócios. Em 2011, o quadro de sócios da coo- vicar of the parish, its great motivator and driving force. It was in behind the region’s development. cidade, na praça que abriga um monumen- Pelo menos é assim para os mais de 3 mil perativa aumentou 30%; ou seja, houve cooperative work that the father spotted the solutions for the cof- As soon as the cooperative began receiving the beans to ao produtor de café, circulam pessoas sócios que a entidade mantém em 24 mu- adesão de 833 novos sócios. Com isso, fee farmers which, back then, were tending to their coffee park of and taking them to the market, important partnerships que dependem da cafeicultura para sua nicípios capixabas e em 21 na Bahia. são aproximadamente 3,7 mil cooperados. the Arabica species. The numbers available today attest that the were established with the government, through the Espíri- to Santo State Rural Extension, Technical Assistance and sobrevivência. Depois de passar em frente Mais do que ser vizinha de porta, a A comercialização também registrou alta initiative turned out to be a real blessing for coffee farming. Research Institute (Incaper). “This marked the beginning a uma paneteria denominada Conilon, e de religião também faz parte da história da de 60%. Em 2011 foram comercializadas In 2011, the number of cooperative members rose 30%; in oth- of research works geared towards the production of clonal trafegar entre uma rua e outra, chega-se ao cooperativa. Fundada em 13 de setembro mais de 888 mil sacas, enquanto em 2010 er words, a total of 833 new members adhered to the cooperative, coffee seedlings”, says the member of the board. escritório da maior cooperativa de café co- de 1963, a Cooabriel teve como grande o montante ficou em 58.988 mil sacas. Os raising the number of members to 3.7 thousand. Coffee sales also In 2012, the seven subsidiaries of the cooperative (two in Bahia and five in Espírito Santo) are supposed to receive nilon do Brasil, a Cooabriel – Cooperativa incentivador e primeiro presidente o números de recepção de café mantiveram went up 60%, and in 2011, they amounted to 888 thousand sacks, 1.2 million sacks of coffee. Colombi understands that the Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel. padre Simão Civalero, pároco do municí- a linha do otimismo, com 907 mil sacas while in 2010 the total had reached 58,988 thousand sacks. Coffee numbers suggest a story of success. With support from Sob proteção de São Gabriel Arcanjo, pio. No cooperativismo, ele viu a solução recebidas, aumento de 50%. Consequente- deliveries at the cooperative also continued high, with a total of Cooabriel, the farmers carry on with their productions, in- imponente na igreja que faz divisa frontal para dificuldades dos cafeicultores que, mente, o faturamento cresceu 82%, o que 907 thousand sacks delivered, up 50%. As a result, revenue went vest and use their resources in safe manner. Besides the assurance of good remuneration, both parties make strides com a unidade, lideranças, colaboradores e na época, já detinham grande parque representa mais serviços aos cafeicultores e up 82%, representing more work for the coffee farmers and more within the production chain. produtores se encontram para movimentar cafeeiro da espécie arábica. Os números mais desenvolvimento na cadeia produtiva. development for the production chain 124 125
    • Sílvio Ávila By a large De goleada margin Production of coffee in all major municipalities in Espírito Santo involved with the crop varies from 300 thousand to 800 thousand sacks Brazil, the fantastic country of football. Espírito Santo, the State of Conilon. What is the rela- Produção de café conilon nos maiores tionship? In the best Brazilian way, in Jaguaré, North of Espírito Santo, a footbal team changed the name to pay homage to the bean. The municipality, of approximately 25 thousand people, is home municípios envolvidos com a atividade no to the Conilon Futebol Clube. While the team, previously known as Botafogo Futebol Clube of Espírito Santo varia de 300 mil a 800 mil sacas Jaguaré, came second in the final Capixabão 2012, the town shares the first place in annual conilon production volumes with Vila Valério. According to an estimate by the Espírito Santo State Institute for Rural Extension, Technical Assistance (Incaper), Jaguaré produces around 750 thousand sacks of conilon a year, in an area of 21.5 thousand hectares. The same number is shared with Vila Valério, a nearby town. The potential MODELO of both is the result of intense work on the farms, from where whole families derive their livelihood. Na pacata Vila Valério, com 15 mil habitan- tes, em época de safra de café tem até engarra- Coffee farmer Marconi Backer Casagrande is one of these characters that help drive the eco- Brasil, o País do futebol. Espírito Santo, o Estado do café conilon. Mas que relação famento. Nas ruas estreitas, caminhões carre- nomic scenario in Jaguaré. Single, 26 years old, he maintains a 70-hectare farm (50 devoted to isso pode ter? Do melhor jeitinho brasileiro, em Jaguaré, no Norte capixaba, tem gados com o grão exercem malabarismos para coffee) with the help of his parents, Ana Hilda and Dejalma Casagrande and brother Diego Backer time que até mudou de nome para homenagear o grão. No município, de aproxi- trafegar. As reclamações, no entanto, quase Casagrande. Besides tending to the coffee fields, which are expected to yield 3.5 thousand sacks madamente 25 mil habitantes, fica o estádio do Conilon Futebol Clube. Enquanto não existem. Afinal, todos sabem que é na ca- in 2012, the group also grow pepper and papaya, and make charcoal, all destined for commercial o time, conhecido anteriormente como Botafogo Futebol Clube de Jaguaré, ficou çamba que o conilon vai ganhar o mundo. purposes. Os cafezais brilham mais na zona rural. Den- em segundo lugar na final do Capixabão 2012, a cidade divide o primeiro lugar na Just like most coffee farmers throughout the State, Casagrande views research works as allies in tre as mais de 1,3 mil propriedades, distante do produção estadual do conilon capixaba com Vila Valério. movimento da cidade, José Bento Brumatti, de 55 promoting the crop and its yields. Examples of this include the constant renewals of the fields, now Segundo estimativa do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e anos, cuida de seu sítio, considerado modelo na for the seventh year. Furthermore, he also relies on the help from technicians, who keep a close Extensão Rural (Incaper), Jaguaré produz em torno de 750 mil sacas de conilon região. Para ele, que sempre acompanhou o pai watch on the entire production process, recommend the best management practices, fertilization por ano, em área de 21,5 mil hectares. O mesmo número é registrado em Vila nas lavouras, o café tem gosto de sonho. and irrigation, among other cultural practices. Valério, município vizinho. O potencial de ambos é resultado de trabalho inten- Para o agricultor, que preside a Associação dos Moradores e Produtores de Café de sua co- so realizado nas propriedades agrícolas, onde famílias inteiras encontram sua munidade, a propriedade bem planejada é um principal fonte de renda. MODEL sonho. Resultado de muito trabalho (dos quatro In the quaint town of Vila Valério, with a population of 15 thousand people, even traffic jams occur during the coffee O cafeicultor Marconi Backer Casagrande é uma dessas figuras que ajudam filhos, dois ajudam nas lidas agrícolas, além da season. Through its narrow streets, trucks loaded with the bean, have a hard time reaching the outskirts of the town. None- a impulsionar o cenário econômico em Jaguaré. Solteiro, com 26 anos, mantém esposa), o sucesso de Brumatti pode ser refle- theless, there is no protest against it. a propriedade de 70 hectares (50 destinados ao café) com a ajuda dos pais Ana xo ainda da vontade de aprender todos os dias, Nevertheless, the coffee fields shine brilliantly in the rural zone. In a total of 1.3 thousand holdings, away from the hustle como mesmo afirma. Hilda e Dejalma Casagrande e o irmão Diego Backer Casagrande. Entre os cui- and bustle of the town, José Bento Brumatti, 55, tends to his holding, viewed as a model in the region. To him, who always A participação ativa do produtor, sempre dados com o plantio de café, que deve render 3,5 mil sacas em 2012, o grupo amparado pela pesquisa e aberto a novidades, accompanied his father in the fields, coffee tastes like a dream. ainda divide o tempo com os plantios de mamão e pimenta do reino e com a reflete-se nas colheitas fartas que fez ao longo The grower, who presides over the Coffee Producers and Dwellers Association of his community, understands that his produção de carvão, sendo todos os produtos destinados a fins comerciais. da vida. E elas não aconteceram somente nos well planned farm is a dream. The result of hard work (of his four children, 2 work on the farm, and so does his wife), Bru- Assim como a maioria dos cafeicultores capixabas, Casagrande vê na pesquisa cinco hectares de sua propriedade. A força do matti’s success story might be the result of the willingness to learn more every day, as he himself confirms. café, presente no espírito empreendedor de The active participation of the grower, always under the umbrella of research works and open to novelties, has been uma grande aliada para alavancar sua produção e a produtividade. Exemplo disso é Brumatti, faz com que ele não pare e ajude o reflecting on the lush harvest over all those years. And they do not take place only on the five hectares of his farm. The a constante renovação de lavouras, que pratica há sete anos. Além disso, recebe au- strength of coffee, an integral part in Brumatti’s entrepreneurial spirit, never let him stop, and he turns out to be a good help Espírito Santo a conquistar o setor cafeeiro, xílio de técnicos que acompanham todo o processo de plantio e indicam melhores tanto do Brasil quanto do mundo. for the State of Espírito Santo to lead the coffee sector in Brazil and the world. formas de manejo, adubação e irrigação, entre outras práticas culturais. 126 127
    • INICIATIVA Aos 28 anos, o produtor Marcos Calegari entende que qualidade é a certe- za de um futuro promissor para o café capixaba. “Para produzir não tem mais mistério. Agora, tem que buscar qualidade”, afirma. Formado em Agronomia, acredita que investir em qualificação é a certeza de poder colher bons frutos nos próximos anos. Em 2012 deve produzir 7 mil sacas de café, sendo 20% destinadas à produção de qualidade. Quem já sentiu de perto os reflexos de optar por qualidade foi Luís Carlos da Silva Gomes, de Santa Teresa, região serrana do Espírito Santo. O café produzido por ele, e por outros produtores da Associação dos Produtores Rurais de Rio Perdido, representou a primeira exportação de café robusta especial do Estado. Os embarques, realizados pela Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi), ocorreram no início de 2012 e representaram um marco para a cafei- cultura estadual e, também, nacional. Os dois contêineres, com 320 sacas, foram comercializados para a Rússia e para a Alemanha. A primeira carga foi embarca- da em abril, com cafés da safra 2011. Os outros seis serão exportados no início do segundo semestre com produto da safra 2012. Segundo o gerente executivo de marketing da Coopeavi, Daniel Piazzini, as vendas externas só foram possíveis devido à aposta da cooperativa no Para selar diferencial do conilon capixaba. Com isso, novos nichos de mercado come- çam a se abrir. O destaque, em todo o processo, é a venda do produto em substituição a cafés de países que tradicionalmente já produzem robusta de a qualidade alta qualidade, como é o caso de Índia, Ruanda e Uganda, dentre outros. No total, em 2012 devem ser enviados contêineres de 320 sacas cada de café conilon cereja descascado, produzido no Espírito Santo, para Europa e Ásia. O conilon cereja descascado colhido no Estado já conquista o planeta Iniciativas de empresas públicas e privadas têm por meta incentivar cada vez mais a produção de conilon de qualidade O assunto cafeeiro do momento no volvimento de soluções para a cadeia do Valério já foram instaladas mais de trinta Fotos: Sílvio Ávila Espírito Santo é qualidade. Do secretário café conilon – executa o projeto Conilon estufas para a produção do conilon des- estadual da Agricultura, Abastecimento, Especial, em parceria com outras entida- cascado. Os números otimistas represen- Aquicultura e Pesca (Seag), Enio Bergoli, des, como a Cooperativa Agropecuária tam uma certeza: o incentivo não pode ao produtor de café conilon, os discursos Centro Serrana (Coopeavi). Ele visa, entre parar. Por isso, a empresa, com sede em parecem ter sido ensaiados. Em todas as outros objetivos, aumentar a renda dos Vitória (ES), realiza eventos, palestras e falas, o processo de qualificação do grão é cafeicultores e, consequentemente, gerar visitas ténicas, entre outras ações. lembrado. E não é para menos. Ao produzir qualidade de vida no meio rural. Como estratégia de marketing, a Co- diferenciais nas propriedades, os cafeiculto- De acordo com o engenheiro agrônomo nilon Brasil ainda visa apresentar o café res poderão contar com novas opções de Gustavo Martins Sturm, no momento o tra- produzido em Jaguaré nas principais fei- ESPECIAL mercado e maior valorização do produto, balho é realizado somente nos dois princi- ras do Brasil e do mundo. Um exemplo Em breve, o Espírito Santo vai ter mais um motivo para comemorar. O primeiro café sem falar no possível aumento de renda. pais produtores de conilon no Estado. A in- foi a participação na 24ª Feira da Associa- especial com o conilon produzido no Estado será lançado oficialmente na Conferência E foi nos municípios de Vila Valério e tenção, no entanto, é que as ações possam ção Americana de Cafés Especiais (SCAA, Internacional de Coffea canephora, que acontece de 11 a 15 de junho de 2012, em Vitória. Jaguaré que os produtores deram os pri- ser realizadas em outras cidades. Enquanto em inglês), realizada em abril de 2012 O novo produto será da torrefadora mineira Santo Antonio Estate Coffee, da cidade de meiros passos em busca de uma nova re- isso, os técnicos observam resultados satis- nos Estados Unidos. Ao longo do ano, a Santo Antônio do Amparo, membro da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, em alidade. Nas cidades, também, a Conilon fatórios entre os produtores. entidade promove cursos de degustado- inglês). O novo produto será um blend do café arábica produzido pela Santo Antonio com Brasil - empresa especializada em desen- Conforme Sturm, somente em Vila res de café em seus laboratórios. o conilon cereja descascado de um produtor do município de Santa Teresa.128 129
    • Fotos: Sílvio Ávila Seeking a The target of initiatives by quality public and private companies is to promote the production of quality conilon coffee in Espírito Santo seal At the moment, the coffee business in Espírito Santo is focused on quality. From the State Secretary of Agriculture, Supply, Aquaculture and Fisheries (Seag), Enio Bergoli, to the conilon coffee producers, the discourses seem to have been rehearsed. In every talk, the bean qualification process is mentioned. And it makes sense. By producing discerning INITIATIVE beans on their farms, the coffee growers can count on new At the age of 28, producer Marcos Calegari understands that market options and on better remuneration for the prod- quality will ensure a promising future for coffee in Espírito Santo. uct, not to mention possible profit increases. “There is no longer any mystery in producing coffee. Now, the ques- And it was in the municipalities of Vila Valério and Jag- tion is quality”, he says. With a degree in Agronomy, he believes that uaré that the farmers took the first steps in search of a new any investment in qualification will certainly yield good fruit over the reality. In these towns, equally Conilon Brasil –a company coming years. In 2012, he is supposed to harvest 7 thousand sacks of coffee, 20% of this total is entirely focused on quality. specialized in developing solutions for the conilon coffee The reflections coming from quality-oriented productions have chain – is executing the Specialty Conilon project, jointly already been experienced by Luís Carlos da Silva Gomes, of Santa Te- with other entities, like the Centro Serrana Agriculture Co- resa, sierra region in Espírito Santo. The coffee produced by him, and operative (Coopeavi). The idea, among other objectives, by other members of the Rio Perdido Rural Producers Association, is to boost the profits of the growers and, consequently, was the first specialty Robusta coffee that was exported by the State. generate quality of life in the rural setting. The shipments conducted by the Centro Serrana Agriculture According to agronomic engineer Gustavo Martins Cooperative (Coopeavi), occurred in early 2012 and represented Sturm, at the moment the work is carried out in the two a landmark for the coffee farming operations in the State and in municipalities that lead the production of conilon in the the Country. The two containers, with 320 sacks, were shipped to State. The intention, nevertheless, is to conduct these Russia and Germany. The first cargo was shipped in April, with initiatives in other cities, too. In the meantime, however, coffees from the 2011/12 crop. The two others will be shipped at most technicians have been ascertaining satisfactory re- the beginning of the second half of the year, containing coffee from the 2012/13 crop. sults among the growers. According to the marketing manager at Coopeavi, Daniel Piazzini, According to Sturm, only in Vila Valério more than thir- the foreign sales were only possible due to a bet of the cooperative on ty greenhouses have been installed for the production of the discerning qualities of conilon coffee produced in Espírito Santo. depulped conilon beans. These optimistic numbers trans- This will pave the way for new market niches. What is important to late into one certainty: Incentive cannot stop. That is why note in this entire process is the fact that the coffee sales of the State the company, based in Vitória (ES), holds events, lectures are replacing the coffees of countries that have been traditional Ro- and technical visits, among other actions. busta producers, like India, Rwanda, Uganda, among others. In all, in In line with marketing strategies, Conilon Brasil is also 2012, a total of eight 320-sack containers of depulped conilon beans, going to exhibit coffee produced in Jaguaré in all major produced in Espírito Santo, are to be shipped to Europe and Asia. exhibitions held in Brazil and in the world. An example was the participation in the 24th Annual Specialty Coffee Exhibition & Conference (SSCA), held in April 2012, in the Depulped conilon cherries harvested United States. Over the year, the entity stages coffee tasting in the State are conquering the planet classes in its laboratories. VERY SPECIAL Soon, Espírito Santo will have another reason to celebrate. The first specialty conilon coffee produced in the State will be officially launched at the Coffea canephora International Conference, 11-15 June 2012, in Vitória. The new product will come from the coffee roasting company Santo Antonio Estate Coffee, based in the town of Santo Antônio do Amparo, a member of the Brazilian Specialty Coffees Association (BSCA). The new product will be a blend of coffee Arabica, produced by Santo Antonio, with depulped conilon cherry from a producer in the municipality of Santa Teresa.130 131
    • Eventos EVENTS Sílvio Ávila Uma conferência robusta HOMENAGEM “O evento representa justa homenagem à com- petência do cafeicultor Inor Ag. Assmann capixaba e das institui- ções de pesquisa e as- sistência técnica do Es- Centenário da presença do conilon no Espírito tado, responsáveis pela formação do mais impor- Santo será marcado com o maior evento tante polo de produção da internacional sobre a espécie variedade no Brasil”, salienta o diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Ce- Café), Guilherme Braga. “O Estado do Es- pírito Santo está de parabéns pela evidência que dá ao produto, de grande importância mundial”, destaca ainda Antonio Joaquim de Souza Neto, da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), de São Gabriel da Pa- lha (ES), maior cooperativa de café conilon do Brasil. Na ocasião, a entidade divulgará o café de terreiro, processo diferenciado de secagem, além de apresentar o conilon cereja descascado e oferecer degustação do café robusta. A abertura da conferência acontece no dia 11 de junho, uma segunda-feira, à noite, no Centro de Convenções de Vitória. Na terça, quarta e quinta-feiras, no mesmo local, ocor- rem painéis e conferências específicas sobre os diversos pontos em destaque no encontro. Para sexta-feira, dia 15, último dia da progra- “Cem anos de história e de evolução do conilon no Estado tas técnicas estarão cenário da produção em diversos países, mação, estão previstas as visitas técnicas para do Espírito Santo” será o tema da Conferência Internacional de conjuntura de pesquisa e de produção, inovação científica e unidades de café conilon em Fundão, Marilân- Coffea canephora, que será realizada de 11 a 15 de junho de tecnológica, biotecnologia, mercado, qualidade, organização, dia, São Gabriel da Palha e Viana. 2012, no Centro de Convenções de Vitória, capital do Estado competitividade e sustentabilidade do segmento. que é o maior produtor brasileiro desta espécie de café. Consi- derado o maior evento internacional sobre café conilon que A promoção é do governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abasteci- Dezenas de instituições já se realizou no País, deverá reunir cerca de 700 participan- mento, Aquicultura e Pesca (Seag); do Instituto Capixaba nacionais e mundiais tes e pelo menos 26 instituições brasileiras e mundiais. Entre de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper); os países produtores e exportadores, além do Brasil, estarão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa estarão presentes no representados Vietnã, Uganda, Índia e Costa do Marfim. Coni- lon é a designação comum no Brasil para a espécie Coffea cane- Café), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); e do Consórcio Pesquisa Café, com encontro em Vitória phora, genericamente conhecida como café robusta. instituições parceiras. Será também excelente oportunida- Resultado de um diálogo internacional que acontece na de para divulgar a importância do café conilon/robusta no atividade, o evento atrairá público especializado e interessado mercado brasileiro e internacional, como matéria-prima na em discutir o que há de mais atual em pesquisa e tecnologias produção do café solúvel e na composição dos blends do tor- na área, além de definir perspectivas futuras. Entre as questões rado e do moído, destaca o presidente da comissão executiva a serem enfocadas nos debates, nas conferências e nas visi- da conferência, Romário Gava Ferrão, do Incaper.132 133
    • Agenda - AGENDA A robust “A hundred years of history and evolution of conilon cof- fee in the State of Espírito Santo” will be the theme of the International Coffea canephora Conference, scheduled for Sílvio Ávila June 11 – 15, in the Vitória Convention Center, located in the conference capital city of the leading Conilon coffee producer in Brazil. Viewed as the biggest international event on Conilon coffee ever held in the Country, it is expected to attract 700 par- ticipants from at least 26 national and foreign institutions. Other coffee producing countries, besides Brazil, expected to send delegations, are Vietnam, Uganda, India and the Centenary of the presence of Ivory Coast. Conilon is the common name given in Brazil to conilon in the State of Espírito Coffea canephora, generically known as Robusta coffee. The result of an international dialog that is common in Santo will be marked by the biggest the activity, the event will attract specialized target groups, international event on the variety interested in debating on the most advanced technologies and research works related to this crop, besides defining future perspectives. The matters to be focused on in the de- bates, conferences and technical visits include the produc- tion scenario in different countries, the status of research Conferência Internacional de Coffea ( fase internacional) works and production, scientific and technological innova- canephora – Café Conilon Locais: Varginha - MG ( fase nacional) tions, biotechnology, market, quality, organization and the Data: 11 a 15 de junho de 2012 e Londrina - PR (internacional) segment’s competitiveness and sustainability. Local: Centro de Convenções – Vitória (ES) Contato: (35) 3212-4705 – info@bsca.com.br The event is promoted by the Government of the State of Contato: (27) 3636-9888 – incaper@incaper.es.gov.br – – www.bsca.com.br Espírito Santo, through the State Secretariat of Agriculture, Sup- www.conferenciaconilon.com.br ply and Fisheries (Seag); the Capixaba Rural Extension, Techni- 24nd International Conference on Coffee Science – Asic cal Assistance and Research Institute (Incaper); the Brazilian Ag- Expocafé 2012 Data: 11 a 16 de novembro de 2012 riculture Research Corporation (Embrapa Coffee), a division of Data: 19 a 22 de junho Local: Ranada Plaza Herradura Golf Resort the Ministry of Agriculture, Livestock and Food Supply (MAPA); Local: Fazenda Experimental da Epamig – San Jose – Costa Rica and through the Coffee Research Consortium, with partner in- – Rodovia MG 167 – Três Pontas (MG) Contato: (506) 2222-6411 – asic2012costarica.org stitutions. It will also be an excellent opportunity to emphasize Contatos: (31) 3489-5001 – expocafe@epamig.br – www.expocafe.com.br 20º Encafé – Encontro Nacional das Indústrias do CaféInor Ag. Assmann the importance of Conilon/Robusta coffee in the domestic mar- Data: 28 de novembro a 02 de dezembro de 2012 ket and abroad, as an excellent ingredient for the production Fispal Café – Feira de Negócios para o Setor Cafeeiro Local: Hotel Iberostar Bahia – Salvador (BA) of soluble coffees and as a component of roasted and ground Data: 25 a 28 de junho de 2012 Contato: encafe@abic.com.br – www.abic.com.br coffees, says the president of the conference’s executive com- Local: Expo Center Norte – São Paulo (SP) mittee, Romário Gava Ferrão, of Incaper. Contato: (11) 3598-7880 - Fenicafé 2013 – Feira Nacional da Cafeicultura Irrigada visitante.fc@btsmedia.biz – www.fispalcafe.com.br Data: 20 a 22 de março HOMAGE Local: Pica-pau Country Club -Araguari (MG) “The event represents a much deserved homage to the competence of all Capixaba coffee farmers and to the research and 7º Espaço Café Brasil – Feira Internacional do Café Contato: (34) 3242-8888 – fenicafe@hotmail.com. technical assistance institutions of the State, responsible for the establishment of the most important Conilon producer hub Data: 4 a 6 de outubro de 2012 - www.fenicafe.com in Brazil”, comments the general director of the Council of Brazil’s Coffee Exporters (Cecafé), Guilherme Braga. “The State of Espírito Santo deserves praise for putting the product, of great global relevance, into the limelight”, adds Antonio Joaquim de Local: Expocenter Norte – Pavilhão A zul – São Paulo (SP) Souza Neto, of the São Gabriel Farmers’ Agrarian Cooperative (Cooabiel), based in São Gabriel da Palha (ES), largest Conilon Contato: (11) 3586-2233 – contato@espaçocafebrasil. 14º Agrocafé – Simpósio Nacional do Agronegócio Café coffee cooperative in Brazil. On the occasion, the entity is going to make publicity of terrace coffee, which is submitted to a com.br – www.espacocafebrasil.com.br Data: 11, 12 e 13 de março de 2013 different drying process, besides presenting the depulped Conilon coffee cherries and Robusta coffee tasting sessions. Local: Salvador (BA) The opening ceremony of the conference has been scheduled for Monday evening, June 11, in the Vitória Conference Cen- 11º Concurso de Qualidade Cafés da Bahia Contato: (71) 3241-4494 – assocafe@terra.com.br ter. Tuesday, Wednesday and Thursday, on the same venue, have been reserved for panels and lectures on specific aspects Data: 25 e 26 de outubro de 2012 – www.assocafe.com.br regarding the conference. For Friday, June 15, final day of the event, the program includes technical visits to the Conilon coffee Local: Vitória da Conquista (BA) units in Fundão, Marilândia, São Gabriel da Palha and Viana. Contato: (71) 3241-4494 – assocafe@terra.com.br 7º Encontro Nacional do Café Tens of national and global institutions are – www.assocafe.com.br Data: maio de 2013 Local: Vitória da Conquista (BA) expected to attend the conference in Vitória 13º Cup of Excellence – Early Harvest – Brasil 2012 Contato: (71) 3241-4494 – assocafe@terra.com.br Datas: 29/10 a 02/11 ( fase nacional) e 05/11 a 09/11 – www.assocafe.com.br 134 135
    • Arte ART Título: Café Mundial * Artista: Valéria Vidigal * Técnica: acrílica sobre Painel * Dimensão: 80 x 70 cm * Data: 2011 * Contato: www.valeriavidigal.com.br136 137
    • Pé-de-café pede vigor. Pé-de-café pede Premier Plus. Premier Plus, o fungicida- inseticida líquido da Bayer CropScience que veio para facilitar o manejo de doenças e pragas no café, oferecendo maior vigor e produtividade à sua lavoura. • Controle da ferrugem, bicho-mineiro e cigarra • Age desde a raiz, contribui para maior vigor da lavoura • Fungicida-inseticida com registro para gotejo • Fácil aplicação • É da Bayer CropScience Mais que um fungicida-inseticida, uma dobradinha em proteção.www.bayercropscience.com.br