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Programação Intercom

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Confira a programação completa do Intercom 2011, com todos os detalhes e participantes

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  • 1. SíntesePrograma _DIA 2 _DIA 3 >>Manhã >>Manhã 9h-12h | III COLÓQUIO BRASIL-ARGENTINA 9h | RECEPÇÃO AOS CONGRESSISTAS Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo V Unicap - (DGE) - Bloco R (Térreo) e STAND - térreo bloco G 9h-12h | ATIVIDADES PARALELAS DAS SOCIEDADES CIENTÍFICAS EM COMUNICAÇÃO 9h | ABERTURA DA EXPOSIÇÃO DE CHARGES Unicap - Bloco G - Salão Receptivo* Fórum EPTIC Unicap - Bloco A - Sala 510 11h | ABERTURA DA EXPOSIÇÃO 50 ANOS DO CURSO DE JORNALISMO DA UNICAP I Colóquio de Professores, Pesquisadores e Unicap - Biblioteca* Estudantes de Educomunicação V OFICINAS E II MINI-CURSOS INTERCOM Unicap - Bloco G4 - Sala 309 (An teatro) Unicap - Blocos A, G e G4 >>Tarde 9h-12h | III COLÓQUIO BRASIL-ARGENTINA 14h-18h | III COLÓQUIO BRASIL-ARGENTINA Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo V Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo V 9h-12h | COLÓQUIO ACADÊMICO 14h-18h | ATIVIDADES PARALELAS DAS Unicap - Bloco B - Sala 110 (Auditório) SOCIEDADES CIENTÍFICAS EM COMUNICAÇÃO 9h-12h | FÓRUM DOS COORDENADORES DOS GPS Prêmio RP Brasil (reunião restrita) Campus da Unicap - Bloco A - Sala 510 Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo I e III FOCORP - Fórum de Coordenadores 9h-12h | REUNIÃO DOS COORDENDORES DO de Relações Públicas INTERCOM JR (reunião restrita) Campus da Unicap - Bloco G4 - Sala 005 Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo II e IV I Colóquio de Professores, Pesquisadores e >>Tarde RECEPÇÃO AOS CONGRESSISTAS Estudantes de Educomunicação Unicap - (DGE) - Bloco R (Térreo) e Unicap - Bloco G4 - Salas 401 e 402 STAND - Térreo Bloco G Reunião Diretoria da SOCICOM ABERTURA DA EXPOSIÇÃO DE CHARGES Unicap - Bloco G4 - Sala 403 Unicap - Bloco G - Salão Receptivo Reunião Diretoria da ALCAR 14h-18h | III COLÓQUIO BRASIL-ARGENTINA Unicap - Bloco G4 - Sala de seminários - 7º andar Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo V 15h-18h | MESA REDONDA CINEMA E CULTURAS URBANAS Unicap - Bloco B - Sala 110 (Auditório) 14h-18h | V OFICINAS E II MINI-CURSOS INTERCOM Unicap - Blocos A, G e G4 14h-16h | REUNIÃO DA DIRETORIA, DOS CONSELHOS CURADOR, FISCAL E CONSULTIVO (reunião restrita) Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo I e III 16h-17h | REUNIÃO DA DIRETORIA 2008-2011 E DA NOVA DIRETORIA DA INTERCOM Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo I e III >>Noite 19h | SOLENIDADE DE ABERTURA DO CONGRESSO Campus da Unicap - Auditório G2 ABERTURA OFICIAL DO EVENTO SOLENIDADE DE ENTREGA DE TROFÉUS AOS VENCEDORES DOS PRÊMIOS ESTUDANTIS 21 h | SHOW ORQUESTRA SPOK FREVO Campus da Unicap - Jardins Internos - Térreo Bloco G *A exposição cará aberta durante todo o Congresso
  • 2. _DIA 4 _DIA 5 _DIA 6>>Manhã >>Manhã >>Manhã9h-11h | CONFERÊNCIA DE ABERTURA 9h-13h | XXXIV CECOM 9h-12h | REUNIÃO COORDENADORESQuem tem medo da pesquisa empírica? CONGRESSOS REGIONAIS DE 2011/2012Unicap - Bloco G - Auditório G2 9h-11h | PN 3 - A PESQUISA EM COMUNICAÇÃO (reunião restrita) NO BRASIL, NA ÍNDIA E NA ÁFRICA Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo II e IV11h-13h | XXXIV CECOM Unicap Bloco G - Auditório G2PN 1 - COMUNICAÇÃO, PESQUISA E 9h-12h | A PESQUISA EMPIRICA NAEXPERIÊNCIAS INTERDISCIPLINARES 11h-13h | PN 4 - METODOLOGIA E PESQUISA PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO -Unicap - Bloco G - Auditório G2 EMPÍRICA EM COMUNICAÇÃO Diagnóstico e Perspectivas Unicap - Bloco G - Auditório G2 Unicap - Bloco G4 - Sala 30711h-13h | PAINEL: MERCADO JORNALÍSTICOREGIONAL: EM FOCO O NORDESTE 11-13h | MESA PANORAMA DA COMUNICAÇÃO 9h-12h | JORNADAS AUTORAIS PARADIGMASUnicap - Bloco G - Auditório G1 NO BRASIL BRASILEIROS DA COMUNICAÇÃO9h-12h | VI INTERCOM JUNIOR Unicap - Bloco G4 - Sala 307 JA 1 - Homenagem a Luiz BeltrãoUnicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco A Unicap - Bloco G - Auditório G1 9h-12h | VI INTERCOM JUNIOR9h-12h | XVIII EXPOCOM Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco A 9h-12h | XI ENCONTRO DOS GRUPOS DE PESQUISAUnicap - Bloco B e Laboratórios Bloco A DE PESQUISA DA INTERCOM - Sessão III 9h-12h | XVIII EXPOCOM Unicap - Blocos G e G4>>Tarde Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco A14h-18h | XI ENCONTRO DOS GRUPOS DE 9h-12h | V OFICINAS E II MINI-CURSOS INTERCOMPESQUISA DE PESQUISA DA INTERCOM - Sessão I >>Tarde Unicap - Blocos A, G e G4Unicap - Blocos G e G4 14h-16h | CICLO A GALAXIA DE MCLUHAN MESA 2 - HAROLD INNIS E MCLUHAN: 9h-12h | VI INTERCOM JUNIOR14h-16h | XXXIV CECOM DIÁLOGOS POSSÍVEIS Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco APN 2 - QUEM TEM MEDO DA PESQUISA Unicap - Bloco G - Auditório G1EMPÍRICA? QUESTÕES TEÓRICAS 9h-12h | XVIII EXPOCOMUnicap - Bloco G - Auditório G2 14h-17h | PALESTRA ZILEIDE SILVA - TV GLOBO JORNADA DA PESQUISA EXPERIMENTAL14h-16h | CICLO A GALÁXIA DE MCLUHAN Unicap - Bloco G - Auditório G2 EM COMUNICAÇÃOMESA 1 - MCLUHAN: O LEGADO TEÓRICO Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco AUnicap - Bloco G - Auditório G1 14h-18h | XI ENCONTRO DOS GRUPOS DE PESQUISA DE PESQUISA DA INTERCOM - Sessão II >>Tarde14h-16h | A INTERCOM E A MEMÓRIA DAS Unicap - Blocos G e G4 14h-16h | JA 2 - Centenário de NelsonCIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO Werneck SodréHOMENAGEM A GAUDÊNCIO TORQUATO 14h-18h | VI INTERCOM JUNIOR Unicap - Bloco G4 - Sala 307Unicap - Bloco G4 - Sala 307 Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco A 14h-16h | MESA CHARGE E HUMOR16h-18h | MESA 50 ANOS DE 14h-18h | XVIII EXPOCOM Unicap - Bloco G - Auditório G1JORNALISMO NA UNICAP Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco AUnicap - Bloco G - Auditório G1 ENTREGA PRÊMIO I CONCURSO >>Noite LUSO-BRASILEIRO DE CARTUM UNIVERSITÁRIO14h-18h | VI INTERCOM JUNIOR 18h | VI PUBLICOMUnicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco A Unicap - Bloco G - Salão Receptivo 14h-18h | XI ENCONTRO DOS GRUPOS DE PESQUISA DE PESQUISA14h-18h | XVIII EXPOCOM 20h | BELTRÃO 2011 DA INTERCOM - Sessão IVUnicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco A Solenidade de Entrega de Troféus aos Vencedores Unicap - Blocos G e G4 Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação>>Noite Unicap - Bloco G - Auditório G2 14h-18h | VI INTERCOM JUNIOR19h | ASSEMBLECOM //Apoio: Globo Universidade Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco AAssembleia Geral dos SóciosPosse da Diretoria da INTERCOM (2012 -2014) 16h | PRÊMIO EXPOCOM, RESULTADO EXPOCOMHotel Atlante Plaza - Auditório Gilberto Freyre E SOLENIDADE DE PREMIAÇÃO21h | Assembleia Geral Extraordinária Unicap - Bloco G - Auditório G2Hotel Atlante Plaza - Auditório Gilberto Freyre >>Noite 18h | FESTA DE ENCERRAMENTO DO INTERCOM 2011 (manifestações culturas) - Festa de Rua Praça do Arsenal - Recife Antigo, Recife-PE
  • 3. XXXIV Congresso Brasileiro de Ciênciasda ComunicaçãoQuem tem medoda Pesquisa Empírica?De 2 a 6 de setembro de 2011Campus da Universidade Católica de PernambucoPromoçãoINTERCOM - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da ComunicaçãoRealizaçãoUniversidade Católica de Pernambuco – UnicapPatrocínioConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq/Financiadora Nacional de Estudos e Projetos – FINEPFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESPFundação de Aperfeiçoamento para o Pessoal de Ensino Superior – CAPESInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEAFundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco – FACEPEBanco do Nordeste do Brasil S.A. – BNBEmpresa de Turismo de Pernambuco – EMPETURPetróleo Brasileiro S. A. – PETROBRAS
  • 4. ApoioÁgua Mineral Crystal TropicalAssembléia LegislativaBugalooCátedra Unesco/Metodista de Comunicação para o Desenvolvimento RegionalCompanhia Editora de Pernambuco – CEPEConfederação Nacional do Transporte – CNTElevamedia Publicidade Recife Ltda.Engefrio Industrial LtdaFacform Impressos LtdaFASA GráficaGARRANET - Conectividade e Instalações de Equipamentos de Informática LtdaGlobo UniversidadeGoverno do Estado de PernambucoInfosolution Comércio Ltda. MeItaú CulturalLivraria Internacional SBSMAC Agência de Viagens e Turismo LtdaMarco Zero Jogos & NegóciosPrefeitura do RecifeRecife Convention & Visitors BureauRede Globo NordesteRestaurante PastabellaSecretaria Municipal da Ação Cultural de PiracicabaShopping TacarunaUniversidade de São Paulo – USPParceriasFENAJItaú CulturalRevista Imprensa Ficha Catalográfica Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (34: 2011: Recife). Programa do XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2 a 6 de setembro de 2011, Recife : Quem tem medo da pesquisa empírica? / organizado por Marialva Carlos Barbosa, Maria do Carmo Silva Barbosa e Aline Grego. [realização Intercom e UNICAP]. - São Paulo: Intercom, 2011. 388p. : il. ; ...cm. ISSN 2175-5701 1. Ciências da Comunicação - Congresso – Brasil. 2. Pesquisa em Comunicação - Congresso. I. Barbosa, Marialva Carlos, org. II. Barbosa, Maria do Carmo Silva, org. III. Grego, Aline, org. IV. Título: Quem tem medo da pesquisa empírica?
  • 5. Sejam bem-vindosEstamos agradecidos, antes de tudo, pela realização do XXXIV CongressoBrasileiro de Ciências da Comunicação, em nossa cidade, sobretudo nesteano em que celebramos 60 anos de fundação da Universidade Católica dePernambuco e 50 anos do nosso curso de Jornalismo.A Unicap nasceu de um sonho coletivo, conjugando a tradição educativajesuíta com o pioneirismo pernambucano. A escolha do Recife, cidade das“rebeliões libertárias”, não foi obra do acaso; da mesma forma, a aberturado curso de Jornalismo é indissociável de um projeto universitário voltadopara a nossa região, inserindo-a nos contextos nacional e internacional.Genuinamente pernambucana, a Unicap é, igualmente, parte de uma redeinternacional de mais de 200 universidades católicas. De inspiração cristãe pedagogia jesuíta, nossa maior tradição é formar pessoas capazes detransformar sonhos em realidade, utopias em projetos, verdade em vida. Já sãomais de 70.000 egressos, dos quais milhares foram formados nos cursos deComunicação: Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade e Propaganda,Fotografia, e os de caráter interdisciplinar, a exemplo de Eventos, Turismo eJogos Digitais.Essa história não poderia ser diferente. Somente o nosso curso deJornalismo é responsável por quase 70% dos profissionais que atuam emPernambuco como jornalistas, professores, pesquisadores ou gestoresde comunicação. Esse curso, o mais antigo em funcionamento no Nortee Nordeste do Brasil e o pioneiro em Pernambuco, foi fundado pelopernambucano Luiz Beltrão – aquele que dá nome ao prêmio concedidopela Intercom para pesquisadores e instituições que se destacam pelaqualidade do trabalho acadêmico. Luiz Beltrão inaugurou formalmente apesquisa científica sobre fenômenos comunicacionais, ao criar,na Unicap, em 1963, o primeiro centro acadêmico nacional de estudosmidiáticos – o Instituto de Ciências da Informação, Incinfor; e, em 1965,professor na UnB, editou a primeira revista brasileira de ciências dacomunicação – Comunicações & Problemas.
  • 6. Temos muito a agradecer e a orgulhar-nos pelos pioneirismos do passado, mas este Congresso éuma manifestação eloquente do protagonismo atual de nossas instituições bem como um apelode construirmos juntos um futuro melhor. Cabe celebrar este momento, primeiro com um gestode profunda gratidão às equipes de organização, às instituições parceiras e aos participantes,reconhecendo o esforço de todos e de cada um. Em segundo lugar, importa celebrar o encontropresente vislumbrando o futuro, com sonho e responsabilidade. É inegável que o mundo estáinterconectado e o Brasil vive um tempo em que prevalecem as boas notícias. Isso, porém,nos chama a um compromisso ainda maior, pois sabemos que sem uma comunicação crítica eresponsável – missão específica dos comunicadores profissionais – e uma articulação inteligentedos saberes – missão própria de uma universidade –, nossos sonhos correm o risco de nãopassarem de ilusões ou caírem em meras lamentações. Mas, como diz o Apóstolo Paulo, “aesperança não decepciona”; ou, como reza o samba de Ivan Lins, “desesperar jamais”.Gostaria de dar as boas vindas, evocando grandes ícones pernambucanos, como tão bemelencou José Marques de Melo, ao receber o título de cidadão pernambucano (2010): sejambem-vindos e bem-vindas ao lugar onde ecoou “o heroísmo republicano de Frei Caneca, oabolicionismo diplomático de Joaquim Nabuco e o civismo nacionalista de Barbosa LimaSobrinho”; “a geografia da fome de Josué de Castro, a pedagogia do oprimido de Paulo Freiree a sociologia do cotidiano de Gilberto Freyre; a poesia de Manuel Bandeira ou de João Cabralde Melo Neto, a pintura de Vicente do Rego Monteiro e João Câmara, a escultura de FranciscoBrennand e de Abelardo da Hora”; sem esquecer o “frevo de Capiba, o baião de Luiz Gonzagae a cerâmica de Vitalino”. Concluo, enfim, com a máxima do poeta recifense Pena Filho: “é dossonhos dos homens que uma cidade se inventa”. Acontecimentos como este reavivam em nós acapacidade de sonhar juntos com a reinvenção das cidades, das universidades e, sobretudo, danossa Sociedade, para que ela seja, de fato, sinônimo de Humanidade.Pedro Rubens(Reitor Unicap)
  • 7. A pesquisa empírica que nos ocupa neste congressoNum país com tradição escravagista, além de profundamentepreconceituoso, socialmente falando, em que qualquer trabalho manual –mecânico – é desconsiderado e desclassificado, não deve surpreender quea pesquisa empírica seja considerada de menor importância e significadona academia. Por isso mesmo, o tema escolhido para o foco deste novocongresso da INTERCOM é importante. Mas esta é a tarefa-desafio que cabea uma entidade como a nossa: discutir temas que, por vezes, são deixadosà margem. A pesquisa empírica é um deles. O que não deixa de ser umacontradição, já que o campo da Comunicação Social está catalogadoenquanto “ciências sociais aplicadas”, ou seja: temos um pé na teoria e umpé na prática.O tema escolhido neste ano, acolhido a partir de uma sugestão do Prof. Dr.José Marques de Melo, nosso Presidente maior e fundador da INTERCOM,foi explorado ao longo dos cinco congressos regionais, coordenados pelaProfa. Dra. Nélia Del Bianco. Aprofundado no seminário de inverno realizadoem conjunto com a TV Globo, chega, enfim, espero que, maduro, a estecongresso nacional.Pela iniciativa da Diretora Científica, Profa. Dra. Marialva Barbosa, quecoordenou o livro temático do congresso, tornou-se também temaobrigatório da própria diretoria da Intercom, na medida em que, para alémde convidados específicos, que abordarão a questão, fomos desafiados a,enquanto pesquisadores e membros dessa diretoria, pensar a questão. Comisso, a INTERCOM evidencia que não se mantém distante do tema proposto,mas o interioriza, de forma a explicitar seu compromisso com a questão.O Congresso deste ano tem alguns referenciais extremamente significativos:ocorre em Recife, na Universidade Católica de Pernambuco, berçode Luiz Beltrão e do próprio José Marques de Melo. Beltrão foi nossoprimeiro Doutor em Comunicação; Beltrão foi o criador do primeiro
  • 8. curso de Jornalismo; Beltrão idealizou a primeira instituição a realizar pesquisas em tornoda Comunicação Social, o INCIFORM; Beltrão editou a primeira revista, justamente ligadaàquela instituição, de que a INTERCOM está providenciando uma reedição histórica, na formade e-book, a cargo do Prof. Dr. Osvando Morais, nosso Diretor Editorial. E foi Luiz Beltrão,igualmente, quem iniciou a pesquisa empírica, com seus alunos, no campo da ComunicaçãoSocial.Neste ano temos, igualmente, as comemorações do centenário de nascimento de MarshallMcLuhan. Todo o mundo universitário o festeja. Barcelona tornou-se o centro desses debates,e a INTERCOM, humildemente, graças à colaboração do professor canadense Dr. GaëtanTremblay, de Montréal, e do professor brasileiro Dr. Luiz Martino, da UNB, também se junta a taiscomemorações. Duas mesas específicas sobre o tema estão no programa do Congresso, com aparticipação de pesquisadores internacionais e nacionais. Também aqui a questão envolvendoa pesquisa empírica ganha realce, pois McLuhan não foi apenas um teórico: foi um profeta,antecipando questões que só hoje, diante das virtualidades das TICs, começamos a avaliarmais concretamente. Mas além de McLuhan, teremos o lançamento oficial, através da EditoraVozes, do livro de Harold Innis The bias of communication. A obra, da década de 1950, jamaisapresentada no Brasil, antecipa McLuhan e engloba todos os nossos desafios na tensionadasimbiose de global-local, outro elemento importante para o trabalho de pesquisa empírica.Sobretudo, evidencia o poder da Comunicação.Somamos a isso uma mesa que vai discutir o jornalismo pernambucano, com a participação daRevista Imprensa. Vamos, também, abordar a charge jornalística, a partir dos profissionais desteestado, contando mais uma vez com a parceria do Museu da Imprensa do Porto e do Salão deHumor de Piracicaba, entidades com quem formalizamos parcerias.A TV Globo propicia debates a partir de suas práticas, sob o mesmo viés, enquanto o projetoItaú Cultural nos amplia as oficinas que vêm se tornando atração cada dia maior, em nossoscongressos.Em síntese, tenho certeza que este será um grande momento, com atividades de interesse paratodos e cada um dos nossos milhares de participantes.Prof. Dr. Antonio Hohlfeldt(Presidente da INTERCOM no triênio 2008-2011)
  • 9. Organização do CongressoCoordenação Antonio Carlos Hohlfeldt (INTERCOM/PUC-RS) Geral Marialva Carlos Barbosa (INTERCOM/UTP) Aline Grego (Unicap)Coordenação Adriana Xavier Dória Matos (Unicap) Local Alexandre Figueirôa Ferreira (Unicap) Alfredo Sotero Alves Rodrigues (Unicap) Aline Maria Grego Lins (Unicap) Ana Maria da Conceição Veloso (Unicap) Breno José Andrade de Carvalho (Unicap) Cláudio Roberto de A. Bezerra (Unicap) Dario Brito Rocha Junior (Unicap) Fabíola Mendonça de Vasconcelos (Unicap) Felipe Casado (Unicap) Fernando Israel Fontanella (Unicap) Flávio Henrique Souza Santos (Unicap) Janaína de Holanda C. Calazans (Unicap) Juliano Mendonça Domingues da Silva (Unicap) Lucinalva Alves Mesquita de Oliveira (Unicap) Maria Letícia do Amaral Guimarães (Unicap) Maria Paula de Miranda Losada (Unicap) Paulo César Nunes Fradique (Unicap) Renata Maria Victor de Carvalho (Unicap) Rodrigo Duguay da Hora Pimenta (Unicap) Rosilei Montenegro Vieira (Unicap) Stella Maris Saldanha (Unicap) Verônica Maria Brayner de Oliveira (Unicap) Comissão Marialva Carlos Barbosa (INTERCOM/UTP)Organizadora Fernando Ferreira de Almeida (INTERCOM/METODISTA) Genio Nascimento (INTERCOM) Antonio Carlos Hohlfeldt (INTERCOM/PUC-RS) Maria do Carmo Silva Barbosa (INTERCOM) Mariana Beltramini (INTERCOM) Osvando José de Morais (INTERCOM/UNISO) Comissão Anamaria Fadul (INTERCOM) Científica Adolpho Queiroz (INTERCOM/METODISTA) Antonio Hohlfeldt (INTERCOM/PUC-RS) Maria Immacolata Vassalo de Lopes (INTERCOM/USP) Margarida Kroling Kunsch (INTERCOM/USP) Cicilia Maria Krohling Peruzzo (INTERCOM/METODISTA) Edgar Rebouças (INTERCOM/UFES) Fernando Ferreira de Almeida (INTERCOM/METODISTA) José Marques de Melo (INTERCOM/USP/METODISTA) Maria Cristina Gobbi (INTERCOM/UNESP) Marialva Carlos Barbosa (INTERCOM/UTP) Nelia Rodrigues Del Bianco (INTERCOM/UNB) José Carlos Marques (INTERCOM/UNESP) Osvando José de Morais (INTERCOM/UNISO) Paula Casari Cundari (INTERCOM/FEEVALE) Raquel Paiva (UFRJ) Rosa Maria Dalla Costa (INTERCOM/UFPR) Sonia Virgínia Moreira (INTERCOM/UERJ)
  • 10. Secretaria Genio de Paulo Alves Nascimento (INTERCOM) Executiva Maria do Carmo Silva Barbosa (INTERCOM) Mariana Beltramini (INTERCOM) Apoio Marcia Aparecida Simões (EXPOCOM) Cristiane Parnaiba (INTERCOM) Secretaria Maria Letícia Guimarães (Unicap) Executiva Nadjanara Rodrigues de Araújo (Unicap) LocalApoio Local Alexandre Peretti (Unicap) Altamir Soares de Paula (Unicap) Ana Patrícia de Assis Roma (Unicap) Cláudia Cristina Negreiros Barros (Unicap) Cristiano Deschamps (Unicap) Danile França (Unicap) Darlane de Oliveira Macêdo (Unicap) Elano Lorenzatto (Unicap) Fernando Castim Pimentel (Unicap) Pe. Francisco Sechim, SJ (Unicap) Hélio Pereira Lima (Unicap) Katya Paes de Lyra (Unicap) Leandro Tabosa (Unicap) Pe. Lúcio Flávio Ribeiro, SJ (Unicap) Luciano Pinheiro Barros (Unicap) Maria Teresa Barreto de Melo Peretti (Unicap) Pedro Adolfo Rodrigues Maciel (Unicap) Roberta do Nascimento Souto (Unicap) Sérgio de Araújo Wandereley (Unicap) Teresa Cristina Guimarães Faria (Unicap) Ubiratan Costa, SJ (Unicap) Equipe de MAC Viagens e Turismo Ltda Apoio
  • 11. INTERCOM Diretoria Executiva (2008-2011) Presidente Antonio Carlos Hohlfeldt Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Vice-Presidente Nélia Rodrigues Del Bianco Universidade de Brasília Diretor Fernando Ferreira de Almeida Financeiro Universidade Metodista de São Paulo Diretor José Carlos Marques Administrativo Universidade Estadual Paulista Diretora Marialva Carlos Barbosa Científica Universidade Tuiuti do ParanáDiretora Cultural Rosa Maria Cardoso Dalla Costa Universidade Federal do Paraná Diretor Editorial Osvando José de Morais Universidade de Sorocaba Diretora de Maria Cristina Gobbi Documentação Universidade Estadual Paulista e Universidade de Sorocaba Diretora de Paula Casari Cundari Projetos Universidade Feevale Diretor de Edgar Rebouças Relações Universidade Federal de Espírito Santo Internacionais Conselho José Marques de Melo (Presidente) Curador Margarida Kunsch (Vice-Presidente) Sonia Virgínia Moreira (Secretária) Adolpho Carlos Françoso Queiroz (Conselheiro) Anamaria Fadul (Conselheira) Cicilia Peruzzo (Conselheira) Gaudêncio Torquato (Conselheiro) Manuel Carlos Chaparro (Conselheiro) Maria Immacolata Vassallo de Lopes (Conselheira)Conselho Fiscal Ada de Freitas Maneti Dencker Eduardo Barreto Viana Meditsch Giovandro Marcus Ferreira José Luiz Proença Maria Salett Tauk Santos
  • 12. Conselho Representantes por regiões Maria Ataíde Malcher (Norte) Moacir Barbosa de Sousa (Nordeste) Ana Carolina Rocha Pessoa Temer (Centro-Oeste) Iluska Maria da Silva Coutinho (Sudeste) Valério Cruz Brittos (Sul) Consultivo Maria Adísia de Barros SáRepresentantes de Carlos Eduardo Lins da Silva pesquisadores André Barbosa Filho Gustavo Adolfo León Duarte Luis Humberto Marcos Manuel Peres i Maicas Equipe Maria do Carmo Silva Barbosa (Intercom) Administrativa Genio de Paulo Alves Nascimento (Intercom)  Mariana Beltramini (Intercom) Programa Edição do Programa Intercom 2011 Marialva Carlos Barbosa (Intercom/UTP) Gênio de Paulo Alves Nascimento (Intercom) Capa Breno Carvalho (Unicap) Projeto Gráfico Breno Carvalho (Unicap) Diagramação Breno Carvalho (Unicap) Flávio Henrique (Unicap)
  • 13. SUMÁRIO13 Apresentação do tema central15 Intercampus - Unicap16 Síntese Programa19 ATIVIDADES PARALELAS DAS SOCIEDADES CIENTÍFICAS EM COMUNICAÇÃO21 IV Fórum Eptic23 I Colóquio de Professores, Pesquisadores e Estudante de Educomunicação29 BRASIL – ARGENTINA III Colóquio Bi-nacional Brasil - Argentina de Estudos da Comunicação35 FÓRUM INTERCOM37 COLÓQUIO ACADÊMICO39 CONGRESSO41 V OFICINAS e II MINICURSOS INTERCOM DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA47 ABERTURA DO CONGRESSO49 XXXIV CECOM - Ciclo de Estudos Interdisciplinares da Comunicação57 CICLO A GALÁXIA DE MCLUHAN61 OUTRAS ATIVIDADES63 JORNADAS AUTORAIS - Paradigmas Brasileiros da Comunicação65 VI PUBLICOM - Sessão de lançamento de livros e outros produtos editoriais69 XI ENCONTRO DOS GRUPOS DE PESQUISA DA INTERCOM71 DIVISÃO TEMÁTICA 1 | JORNALISMO71 GP GÊNEROS JORNALÍSTICOS77 GP HISTÓRIA DO JORNALISMO83 GP JORNALISMO IMPRESSO89 GP TELEJORNALISMO96 GP TEORIA DO JORNALISMO106 DIVISÃO TEMÁTICA 2 | PUBLICIDADE E PROPAGANDA106 GP PUBLICIDADE E PROPAGANDA127 DIVISÃO TEMÁTICA 3 | RELAÇÕES PÚBLICAS E COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL127 GP RELAÇÕES PÚBLICAS E COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL141 DIVISÃO TEMÁTICA 4 | COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL141 GP CINEMA152 GP TELEVISÃO E VÍDEO159 GP FICÇÃO SERIADA166 GP RÁDIO E MIDIA SONORA181 GP FOTOGRAFIA189 DIVISÃO TEMÁTICA 5 | MULTIMÍDIA189 GP CONTEÚDOS DIGITAIS E CONVERGÊNCIAS TECNOLÓGICAS203 GP CIBERCULTURA215 DIVISÃO TEMÁTICA 6 | INTERFACES COMUNICACIONAIS215 GP COMUNICAÇÃO E CULTURAS URBANAS230 GP COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO243 GP COMUNICAÇÃO E ESPORTE250 GP FOLKCOMUNICAÇÃO255 GP PRODUÇÃO EDITORIAL263 DIVISÃO TEMÁTICA 7 | COMUNICAÇÃO, ESPAÇO E CIDADANIA263 GP COMUNICAÇÃO PARA A CIDADANIA273 GP COMUNICAÇÃO e DESENVOLVIMENTO REGIONAL E LOCAL287 GP MÍDIA, CULTURA E TECNOLOGIAS DIGITAIS NA AMÉRICA LATINA294 DIVISÃO TEMÁTICA 8 | ESTUDOS INTERDISCIPLINARES294 GP COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA, MEIO AAMBIENTE E SOCIEDADE305 GP COMUNICAÇÃO, TURISMO E HOSPITALIDADE310 GP POLÍTICAS E ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO317 GP ECONOMIA POLÍTICA DA INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO E CULTURA321 GP SEMIÓTICA DA COMUNICAÇÃO328 GP TEORIAS DA COMUNICAÇÃO
  • 14. 337 VI INTERCOM JÚNIOR – SESSÃO DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA338 DT1 – INTERCOM JÚNIOR – JORNALISMO346 DT2 – INTERCOM JÚNIOR – PUBLICIDADE E PROPAGANDA350 DT3 – INTERCOM JÚNIOR – RELAÇÕES PÚBLICAS E COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL353 DT4 – INTERCOM JÚNIOR – COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL357 DT5 – INTERCOM JÚNIOR – COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA361 DT6 – INTERCOM JÚNIOR – INTERFACES COMUNICACIONAIS365 DT7 – INTERCOM JÚNIOR – COMUNICAÇÃO, ESPAÇO E CIDADANIA368 DT8 – INTERCOM JÚNIOR – ESTUDOS INTERDISCIPLINARES DA COMUNICAÇÃO377 XVIII EXPOCOM – JORNADA DA PESQUISA EXPERIMENTAL EM COMUNICAÇÃO374 1 - CATEGORIA CINEMA E AUDIOVISUAL375 2 - CATEGORIA JORNALISMO378 3- CATEGORIA PRODUÇÃO EDITORIAL E PRODUÇÃO TRANSDISCIPLINAR EM COMUNICAÇÃO381 4 - CATEGORIA PUBLICIDADE E PROPAGANDA383 5 - CATEGORIA RELAÇÕES PÚBLICAS385 XIV Simpósio de Pesquisa Avançada em Comunicação e Solenidade de entrega do Premio Luiz Beltrão 2011386 PRÊMIO EXPOCOM386 Solenidade de encerramento do INTERCOM 2011386 Festa de encerramento do INTERCOM 2011
  • 15. Apresentação do tema centralQuem tem medo da pesquisa empírica?A pesquisa em comunicação emerge, no panorama das ciências humanas,no ramo dos estudos empíricos, situando-se como área do conhecimentoaplicado. Sua natureza fenomenológica, servindo como fonte de referênciapara a tomada de decisões estratégicas, na retórica de Aristóteles ou nanova retórica de Schramm, não deixa dúvidas quanto à identidade aquiridana árvore mundial do saber.Trata-se de acervo cognitivo acumulado seletivamente pela práxis,legitimado historicamente pelas corporações de artes e ofícios, edemocraticamente transmitido às novas gerações, através da oralidade,típica da era artesanal. Tornou-se artefato impresso, na idade industrial,abrigando a teoria sistematizada pelos mestres dos ofícios respectivos.Socializado através de manuais destinados ao aprendizado dos novos 13profissionais, o saber comunicacional manteve-se circunscrito ao empirismohegemônico no período que antecede sua apropriação pela universidade. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PEIsso ocorre efetivamente durante o século XX, quando as disciplinasque correspondem ao conhecimento vigente em cada uma das profissõessocialmente estabelecidas – jornalismo, propaganda, cinematografia,relações públicas e outras - são reunidas em espaços contíguos –faculdades, escolas, departamentos – que constituem o campo emergentede ciências da comunicação.Essa transição do saber fragmentado, enraizado na práxis, para oconhecimento holístico, demandado pelo campus, tem se caracterizadopela convivência, nem sempre harmônica, entre seus protagonistas,gerando idiossincrasias e nutrindo preconceitos mútuos. Esse conflitolatente entre “pragmáticos” e “teóricos”, ou seja, entre os praticantes dosofícios comunicacionais e seus pesquisadores acadêmicos, vem produzindoequívocos semânticos, como, por exemplo, a desqualificação do adjetivo“empírico”, convertido em antônimo de “teórico”.
  • 16. Assim sendo, a pesquisa em comunicação, genuinamente instituída no universo empírico do fazer jornalístico, publicitário, cinematográfico, etc., passa a ser estigmatizada, desassistida e até mesmo obstaculizada. Rotulada como anacrônica, instrumental, mecanicista por seus antagonistas, adquire significado equivalente ao discurso do senso comum. Empírico resume-se, para tais exegetas, em conhecimento baseado apenas na experiência, destituído de caráter científico. Seus praticantes são anatematizados como charlatães, forjados pela prática e indexados como inimigos do racionalismo porque desprovidos de bagagem teórica. Reagindo ao patrulhamento, os pesquisadores dos campos profissionais desqualificam as contribuições oriundas das disciplinas conexas, julgando-as inapropriadas porque eivadas de abstracionismo e classificando seus autores como “teóricos” incapazes de por os pés na terra, meros fabricantes de conhecimento inútil. Desde a sua fundação, a INTERCOM tem procurado instituir uma “terceira via”, promovendo o diálogo entre “empíricos” e “teóricos”, na tentativa de superar essa falsa dicotomia. Este é o desafio que os atuais dirigentes da nossa comunidade científica14 decidiram enfrentar. Através de uma manchete provocativa, pretendem criar uma espécie de glassnost acadêmica. Ensejando oportunidades, duranteXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação o XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, para desarmar os espíritos, ambicionam chegar a soluções de compromisso capazes de integrar teoria e práxis. Se desse debate pluralista resultar a superação de preconceitos e a produção de estudos compartilhados, a INTERCOM sairá engrandecida. Pois estará colhendo os frutos da árvore utopicamente plantada pelos seus fundadores em terreno fértil, diligentemente irrigado pela sua vanguarda para beneficiar as novas gerações de pesquisadores. José Marques de Melo Fundador e Presidente de Honra da INTERCOM
  • 17. Intercampus - Unicap 15 Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE 1. Bloco A 9. Jardim 2. Centro Cultural 10. Biblioteca Central 3. Bloco G 11. Quadra de Esportes 4. Bloco G4 12. Fasa Grá ca 5. Bloco B 13. Residência dos Jesuítas 6. Bloco D 14. Capela 7. Bloco R (Reitoria) 15. Posto Médico 8. Salão Receptivo 16. Quadra Poliesportiva
  • 18. SíntesePrograma _DIA 2 _DIA 3 >>Manhã >>Manhã 9h-12h | III COLÓQUIO BRASIL-ARGENTINA 9h | RECEPÇÃO AOS CONGRESSISTAS Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo V Unicap - (DGE) - Bloco R (Térreo) e STAND - térreo bloco G 9h-12h | ATIVIDADES PARALELAS DAS SOCIEDADES CIENTÍFICAS EM COMUNICAÇÃO 9h | ABERTURA DA EXPOSIÇÃO DE CHARGES Unicap - Bloco G - Salão Receptivo* Fórum EPTIC Unicap - Bloco A - Sala 510 11h | ABERTURA DA EXPOSIÇÃO 50 ANOS DO CURSO DE JORNALISMO DA UNICAP I Colóquio de Professores, Pesquisadores e Unicap - Biblioteca* Estudantes de Educomunicação V OFICINAS E II MINI-CURSOS INTERCOM Unicap - Bloco G4 - Sala 309 (An teatro) Unicap - Blocos A, G e G4 >>Tarde 9h-12h | III COLÓQUIO BRASIL-ARGENTINA 14h-18h | III COLÓQUIO BRASIL-ARGENTINA Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo V Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo V 9h-12h | COLÓQUIO ACADÊMICO 14h-18h | ATIVIDADES PARALELAS DAS Unicap - Bloco B - Sala 110 (Auditório) SOCIEDADES CIENTÍFICAS EM COMUNICAÇÃO 9h-12h | FÓRUM DOS COORDENADORES DOS GPS Prêmio RP Brasil (reunião restrita) Campus da Unicap - Bloco A - Sala 510 Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo I e III FOCORP - Fórum de Coordenadores 9h-12h | REUNIÃO DOS COORDENDORES DO de Relações Públicas INTERCOM JR (reunião restrita) Campus da Unicap - Bloco G4 - Sala 005 Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo II e IV I Colóquio de Professores, Pesquisadores e >>Tarde RECEPÇÃO AOS CONGRESSISTAS Estudantes de Educomunicação Unicap - (DGE) - Bloco R (Térreo) e Unicap - Bloco G4 - Salas 401 e 402 STAND - Térreo Bloco G Reunião Diretoria da SOCICOM ABERTURA DA EXPOSIÇÃO DE CHARGES Unicap - Bloco G4 - Sala 403 Unicap - Bloco G - Salão Receptivo Reunião Diretoria da ALCAR 14h-18h | III COLÓQUIO BRASIL-ARGENTINA Unicap - Bloco G4 - Sala de seminários - 7º andar Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo V 15h-18h | MESA REDONDA CINEMA E CULTURAS URBANAS Unicap - Bloco B - Sala 110 (Auditório) 14h-18h | V OFICINAS E II MINI-CURSOS INTERCOM Unicap - Blocos A, G e G4 14h-16h | REUNIÃO DA DIRETORIA, DOS CONSELHOS CURADOR, FISCAL E CONSULTIVO (reunião restrita) Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo I e III 16h-17h | REUNIÃO DA DIRETORIA 2008-2011 E DA NOVA DIRETORIA DA INTERCOM Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo I e III >>Noite 19h | SOLENIDADE DE ABERTURA DO CONGRESSO Campus da Unicap - Auditório G2 ABERTURA OFICIAL DO EVENTO SOLENIDADE DE ENTREGA DE TROFÉUS AOS VENCEDORES DOS PRÊMIOS ESTUDANTIS 21 h | SHOW ORQUESTRA SPOK FREVO Campus da Unicap - Jardins Internos - Térreo Bloco G *A exposição cará aberta durante todo o Congresso
  • 19. _DIA 4 _DIA 5 _DIA 6>>Manhã >>Manhã >>Manhã9h-11h | CONFERÊNCIA DE ABERTURA 9h-13h | XXXIV CECOM 9h-12h | REUNIÃO COORDENADORESQuem tem medo da pesquisa empírica? CONGRESSOS REGIONAIS DE 2011/2012Unicap - Bloco G - Auditório G2 9h-11h | PN 3 - A PESQUISA EM COMUNICAÇÃO (reunião restrita) NO BRASIL, NA ÍNDIA E NA ÁFRICA Hotel Atlante Plaza - Sala Mário Melo II e IV11h-13h | XXXIV CECOM Unicap Bloco G - Auditório G2PN 1 - COMUNICAÇÃO, PESQUISA E 9h-12h | A PESQUISA EMPIRICA NAEXPERIÊNCIAS INTERDISCIPLINARES 11h-13h | PN 4 - METODOLOGIA E PESQUISA PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO -Unicap - Bloco G - Auditório G2 EMPÍRICA EM COMUNICAÇÃO Diagnóstico e Perspectivas Unicap - Bloco G - Auditório G2 Unicap - Bloco G4 - Sala 30711h-13h | PAINEL: MERCADO JORNALÍSTICOREGIONAL: EM FOCO O NORDESTE 11-13h | MESA PANORAMA DA COMUNICAÇÃO 9h-12h | JORNADAS AUTORAIS PARADIGMASUnicap - Bloco G - Auditório G1 NO BRASIL BRASILEIROS DA COMUNICAÇÃO9h-12h | VI INTERCOM JUNIOR Unicap - Bloco G4 - Sala 307 JA 1 - Homenagem a Luiz BeltrãoUnicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco A Unicap - Bloco G - Auditório G1 9h-12h | VI INTERCOM JUNIOR9h-12h | XVIII EXPOCOM Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco A 9h-12h | XI ENCONTRO DOS GRUPOS DE PESQUISAUnicap - Bloco B e Laboratórios Bloco A DE PESQUISA DA INTERCOM - Sessão III 9h-12h | XVIII EXPOCOM Unicap - Blocos G e G4>>Tarde Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco A14h-18h | XI ENCONTRO DOS GRUPOS DE 9h-12h | V OFICINAS E II MINI-CURSOS INTERCOMPESQUISA DE PESQUISA DA INTERCOM - Sessão I >>Tarde Unicap - Blocos A, G e G4Unicap - Blocos G e G4 14h-16h | CICLO A GALAXIA DE MCLUHAN MESA 2 - HAROLD INNIS E MCLUHAN: 9h-12h | VI INTERCOM JUNIOR14h-16h | XXXIV CECOM DIÁLOGOS POSSÍVEIS Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco APN 2 - QUEM TEM MEDO DA PESQUISA Unicap - Bloco G - Auditório G1EMPÍRICA? QUESTÕES TEÓRICAS 9h-12h | XVIII EXPOCOMUnicap - Bloco G - Auditório G2 14h-17h | PALESTRA ZILEIDE SILVA - TV GLOBO JORNADA DA PESQUISA EXPERIMENTAL14h-16h | CICLO A GALÁXIA DE MCLUHAN Unicap - Bloco G - Auditório G2 EM COMUNICAÇÃOMESA 1 - MCLUHAN: O LEGADO TEÓRICO Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco AUnicap - Bloco G - Auditório G1 14h-18h | XI ENCONTRO DOS GRUPOS DE PESQUISA DE PESQUISA DA INTERCOM - Sessão II >>Tarde14h-16h | A INTERCOM E A MEMÓRIA DAS Unicap - Blocos G e G4 14h-16h | JA 2 - Centenário de NelsonCIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO Werneck SodréHOMENAGEM A GAUDÊNCIO TORQUATO 14h-18h | VI INTERCOM JUNIOR Unicap - Bloco G4 - Sala 307Unicap - Bloco G4 - Sala 307 Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco A 14h-16h | MESA CHARGE E HUMOR16h-18h | MESA 50 ANOS DE 14h-18h | XVIII EXPOCOM Unicap - Bloco G - Auditório G1JORNALISMO NA UNICAP Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco AUnicap - Bloco G - Auditório G1 ENTREGA PRÊMIO I CONCURSO >>Noite LUSO-BRASILEIRO DE CARTUM UNIVERSITÁRIO14h-18h | VI INTERCOM JUNIOR 18h | VI PUBLICOMUnicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco A Unicap - Bloco G - Salão Receptivo 14h-18h | XI ENCONTRO DOS GRUPOS DE PESQUISA DE PESQUISA14h-18h | XVIII EXPOCOM 20h | BELTRÃO 2011 DA INTERCOM - Sessão IVUnicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco A Solenidade de Entrega de Troféus aos Vencedores Unicap - Blocos G e G4 Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação>>Noite Unicap - Bloco G - Auditório G2 14h-18h | VI INTERCOM JUNIOR19h | ASSEMBLECOM //Apoio: Globo Universidade Unicap - Bloco B e Laboratórios do Bloco AAssembleia Geral dos SóciosPosse da Diretoria da INTERCOM (2012 -2014) 16h | PRÊMIO EXPOCOM, RESULTADO EXPOCOMHotel Atlante Plaza - Auditório Gilberto Freyre E SOLENIDADE DE PREMIAÇÃO21h | Assembleia Geral Extraordinária Unicap - Bloco G - Auditório G2Hotel Atlante Plaza - Auditório Gilberto Freyre >>Noite 18h | FESTA DE ENCERRAMENTO DO INTERCOM 2011 (manifestações culturas) - Festa de Rua Praça do Arsenal - Recife Antigo, Recife-PE
  • 20. ATIVIDADES PARALELAS DASSOCIEDADES CIENTÍFICAS EMCOMUNICAÇÃO Ů IV Fórum Eptic Ů I Colóquio de Professores, Pesquisadores e Estudante de Educomunicação Ů BRASIL – ARGENTINA III Colóquio Bi-nacional Brasil - Argentina de Estudos da Comunicação Ů FÓRUM INTERCOM Ů COLÓQUIO ACADÊMICO Ů CONGRESSO Ů V OFICINAS e II MINICURSOS INTERCOM DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA Ů ABERTURA DO CONGRESSO
  • 21. IV Fórum Eptic 9h - 12h IV Fórum Eptic Local:Bloco G4 2 de setembro CAMPUS DA UNICAPSala 307 Tema: Comunicação Alternativa Coordenação: Valério Brittos (Unisinos) e Cesar Bolaño (UFS) Mediação: Ruy Sardinha (USP) Participantes: Valério Brittos (Unisinos); Cicília Maria Krohling Peruzzo (Umesp); Bruno Fuser (UFJF); Adilson Cabral (UFF); Maria Luiza Cardinale Baptista (UCS) e César Bolaño (UFS) Digitalização, alternativas e direito à comunicação Valério Cruz Brittos (Unisinos) O trabalho discute a comunicação alternativa, no âmbito das dinâmicas de digitalização contemporânea e de reconfiguração capitalista. Concebe-se comunicação alternativa como aquela que efetivamente contrapõe-se ao sistema, posicionando-se de forma contra-hegemônica e, por isso, comprometida com a construção do direito à comunicação. Como forma de construção de processos midiáticos libertadores, propõe-se a necessidade de aproximação dos projetos de comunicação alternativa das ideias de Paulo Freire, assumidas no âmbito da Economia Política da Comunicação, eixo teórico-metodológico de análise do fenômeno em questão. É neste circuito que se projetam os esforços de um padrão tecno-estético alternativo, o que passa pela socialização das formas de produção e distribuição cultural, estimuladas pelo barateamento de custos trazidos pela digitalização. Comunicação alternativa 21 Cicília M. Krohling Peruzzo (Umesp) Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Conceitos de comunicação alternativa, das origens às novas configurações. Especificidades do jornalismo alternativo e suas feições no universo das tecnologias da informação e comunicação. Proximidades e interfaces com outras vertentes ou denominações da comunicação do “povo”, tais como a comunicação popular, comunicação comunitária e comunicação cidadã. Comunicação não-hegemônica: (in)coerências entre práticas e conceito? Comunicação “alternativa” hoje: diversidade, possibilidades, limites e avanços. Prosumidores ou neoconsumidores? Bruno Fuser (UFJF) As tecnologias digitais trouxeram (e a cada dia trazem mais) novas possibilidades de produção no contexto comunicacional, a ponto de muitos pesquisadores apontarem sermos todos prosumidores: não apenas consumidores, mas também produtores de informação e comunicação. Tal perspectiva, se encontra respaldo no cotidiano de muitíssimas pessoas, é apenas uma promessa para um número ainda maior de cidadãos, seja porque são excluídos do acesso à internet, seja porque têm acesso a uma internet de segunda categoria (lenta, incapaz de acompanhar as inovações das tecnologias digitais que permitem a utilização de determinadas dimensões da produção de informação), seja, finalmente, porque não dominam e/ ou não têm interesse em dominar as técnicas de produção de informação. Pesquisas como do Observatório Nacional de Inclusão Digital e do IBGE mostram como a perspectiva de produção de informação, essencial para uma inclusão sociodigital, ainda está longe de ocorrer no Brasil.
  • 22. A digitalização das iniciativas de comunicação comunitária: apropriação dos processos regulatório e tecnológico Adilson Cabral (UFF) A adoção do Sistema Brasileiro de TV Digital e o debate sobre o sistema brasileiro de rádio digital evidenciam uma mobilização hercúlea por parte das iniciativas de comunicação comunitária, se submetendo a orçamentos limitados ou mesmo inexistentes e sem condições profissionais de manutenção de suas atividades. A proposta dessa palestra é apresentar perspectivas relacionadas às demandas de apropriação do processo regulatório, que incidem na formulação ampla de políticas que atendam às necessidades socioculturais e político-econômicas desses grupos, bem como às demandas de apropriação do processo tecnológico, que dizem respeito às definições sobre faixas de frequência, infraestrutura e gestão, além de áreas relacionadas a conteúdo, como programação, produção e elaboração de formatos e narrativas capazes de engajar a sociedade em geral nos processos de afirmação dessas iniciativas. Faço Parte! Territórios de afeto e investimentos desejantes da comunicação sindical no cenário da acumulação via espoliação Maria Luiza Cardinale Baptista (UCS) O texto apresenta a reflexão sobre a comunicação sindical contemporânea, a partir da experiência de consultoria e produção do livro “Faço Parte: 30 Anos - Histórias e Personagens do Sindicato dos Comerciários de Carazinho e Região”, no Rio Grande do Sul. Atualiza a discussão sobre a comunicação sindical, realizada em pesquisa anterior, pela autora, junto aos metalúrgicos de Porto Alegre e apresentada à ECA/USP. O referencial teórico é transdisciplinar, envolvendo a Comunicação; a Esquizonálise, para aspectos da subjetividade maquínica e dispositivos de subjetivação, bem como a noção de territórios de afeto – neste caso, associada à Geografia contemporânea. A proposição alia-se, ainda, à Economia Política, na medida em que discute a Comunicação Sindical e a necessidade de um novo padrão tecnoestético, no contexto do capitalismo de acumulação via espoliação.22 Os novos movimentos sociais e a utilização da Internet César Bolaño (UFS)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação O trabalho propõe uma discussão sobre a mudança estrutural do capitalismo e o impacto deste fenômeno sobre os movimentos sociais, considerando deslocamentos transcorridos a partir dos anos 2000. Compreende-se que os novos movimentos sociais surgem no final do século XX e seguem reproduzindo-se até o momento, tendo por característica a organização da juventude através de redes sociais e da Internet em geral. Trata-se de uma incógnita, de algo ainda definido, pois se afasta muito do velho movimento operário e da organização classista. Este estudo, então, pretende analisar os caminhos desta realidade, debatendo flashes do que está acontecendo, o que foge dos instrumentos clássicos da política, ao mesmo tempo em que o funcionamento das redes coloca desafios intelectuais para o pensamento de esquerda e a Economia Política.
  • 23. I Colóquio de Professores, Pesquisadores e Estudantes de Educomunicação 9h - 12h I Colóquio de Professores, Local: Bloco G4 Pesquisadores e Estudante de Sala 309 Educomunicação (ANFITEATRO) Coordenação: Ismar Soares (USP) e Daniele Andrade (UFPE) Coordenação Local: Patrícia Horta (CEAD/UFPE) 14h - 18h Local: Bloco G4Salas 401 e 402 PROGRAMA Manhã | 8h30 - 10h45 | Mesa Redonda 1 Local: Anfiteatro – Sala 309 – G4 Tema: “Fundamentos teórico-metodológicos que dão sustentação às  propostas pioneiras de formação do educomunicador em nível de graduação e de especialização”            Palestrantes: Ismar de Oliveira Soares – Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP Sonia Sette – Comissão de Educação a Distancia – CEAD/UFPE Ademilde Sartori – Coordenadora do GP Comunicação e Educação - Intercom                         Manhã | 10h45 - 12h | Mesa Redonda 2 Local: Anfiteatro – Sala 309 – G4 Tema: Especificidades pedagógicas da Licenciatura em Educomunicação (USP), 23 do Bacharelado em Educomunicação (UFCG) e do curso Mídias na Educação Palestrantes: Roseli Fígaro – Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Danielle Andrade – Bacharelado em Educomunicação da UFCG Patrícia Horta – Mídias na Educação – MEC / CEAD/UFPE / NCE-USP Tarde | 14h - 16h45 Painel 1 – Educomunicação na Sociedade Civil e nas Políticas Públicas Local: Bloco G4 - Sala 401 O potencial das ONGs no trabalho educomunicativo Maria das Graças Amaro da Silva (UFCG) MAPEAMENTO DAS ONGS E ESCOLAS DE CAMPINA GRANDE: OLHAR VOLTADO PARA ATUAÇÃO DA EDUCOMUNICAÇÃO A presente pesquisa tem a intenção de realizar um mapeamento das Organizações Não-Governamentais (ONGs) e das escolas municipais da cidade de Campina Grande, com o objetivo de perceber e detectar problemas, desejos, necessidades e dificuldades que tanto as escolas quanto as ONGs vivenciam, no que diz respeito à atuação de processos educomunicativos com a utilização dos meios de comunicação: rádio, televisão, jornal, internet (redes sociais), como ferramentas que fomentam a leitura crítica da mídia eletrônica ou impressa. Percebemos, através de uma pesquisa preliminar em escolas, que algumas dispõem de ferramentas, mas há ausência de profissionais capacitados para mediar o processo de aprendizagem, pela falta de metodologias condizentes com a proposta de se estimular
  • 24. o conhecimento através da leitura dos meios de comunicação. Também há o enfoque de algumas ONGs, com um trabalho educativo na área, que também necessitam de profissionais especializados. Atualmente, o município de Campina Grande tem catalogadas 87 escolas. A partir das constatações supracitadas, buscaremos apresentar alternativas para atuar enquanto educomunicadores, como uma forma de contribuir com a possível mudança de paradigma da realidade que se apresenta diante de nós. Portanto, o mapeamento faz-se necessário para que possamos nos situar, uma vez que estamos em fase embrionária do Curso de Educomunicação (bacharelado). A pesquisa na interface comunicação/educação Rosa Maria Cardoso Dalla Costa (UFPR) A PESQUISA EM COMUNICAÇÃO E OS DESAFIOS DA INTERFACE COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO O paper apresenta um balanço das pesquisas orientadas no Programa de Pós- Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná no período de 2000 a 2010 e faz uma análise dos principais desafios teórico-metodológicos da pesquisa em uma das interfaces da comunicação, no caso, a Educação. Apresenta um breve histórico do interesse pela temática no referido programa de mestrado e descreve os principais títulos abordados. Em seguida, identifica de que forma os sujeitos ligados à escola – professores e alunos – são relacionados e investigados pelas pesquisas feitas no período. Aborda as dificuldades da pesquisa no cotidiano escolar e seus entraves institucionais e sócio-econômico-culturais. Finalmente, apresenta as principais metodologias e técnicas de pesquisa utilizadas e suas implicações, apontando as dificuldades, avanços e tendências constatadas. Gestão da educomunicação no espaço escolar: os grêmios estudantis Daniele Próspero (NCE-USP)24 OS GRÊMIOS ESTUDANTIS E O ECOSSISTEMA COMUNICATIVO ESCOLAR: NOVAS POSSIBILIDADES DE RELAÇÃO E DE AÇÃO NA EDUCAÇÃOXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Os novos desafios postos à educação, graças aos modos singulares como a informação e o conhecimento são elaborados, distribuídos e socialmente intercambiados, precisam ser vistos em função do cenário que podemos designar de “ecossistema comunicativo”. Preocupar-se com ecossistemas comunicativos em espaços educacionais é levar em conta que a escola é um espaço complexo de comunicações, no qual o educador deve considerar o entorno cultural do aluno e seus pares de diálogo – colegas, família, mídia – para planejar ações que possibilitem a participação e troca de sentidos. Garantir esse sentido aos estudantes é algo urgente a ser colocado em prática na educação, tendo em vista que hoje, a falta de interesse pela escola é o principal motivo que leva o jovem a evadir. A comunicação presente neste ecossistema, sendo ela essencialmente dialógica e participativa, mediada pela gestão compartilhada (professor/aluno/comunidade escolar) dos recursos e processos da informação, contribui, segundo Soares (2011), essencialmente para a prática educativa, cuja especificidade é o aumento do grau de motivação por parte dos estudantes, e para o adequado relacionamento no convívio professor/aluno, maximizando as possibilidades de aprendizagem, de tomada de consciência e de mobilização para a ação. Essa precondição denominamos de educomunicação. A educomunicação convida, então, as escolas a identificar e, se necessário, a rever as práticas comunicativas que caracterizam e norteiam as relações entre a direção, os professores e os alunos no ambiente educativo. E é nesta perspectiva que o presente artigo buscará discutir como os grêmios estudantis que, sendo espaço privilegiado de participação e engajamento juvenil, se tornam peças-chave num processo que busca construir um ecossistema comunicativo escolar baseado em novas relações. O grêmio é a organização para que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de ação, tanto no próprio ambiente escolar como na comunidade. Neste espaço,
  • 25. I Colóquio de Professores, Pesquisadores e Estudantes de Educomunicaçãoos alunos têm a possibilidade de se expressar e de “pronunciar o mundo” (Freire)de modo participativo e transformador, propostas estas da educomunicação.Apresentaremos também experiências educomunicativas, como a proposta daSecretaria Estadual do Rio de Janeiro para o fortalecimento dos grêmios, assimcomo práticas desenvolvidas por escolas em que a comunicação dialógica, apartir da atuação dos grêmios, transformou as relações entre alunos, direção ecomunidade escolar.Avaliação de práticas educomunicativas em redes de ensinoSilene de Araujo Gomes Lourenço (NCE-USP)EDUCOMUNICAÇÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS: CONSTRUINDO UM MODELO DEAVALIAÇÃO EM ESPAÇOS DE EDUCAÇÃO FORMALO presente trabalho tem por objetivo apresentar um modelo de avaliação paraações e projetos educomunicativos em espaços de educação formal, a partir danossa experiência como integrante da equipe de assessores do Programa NasOndas do Rádio – nome atual da política pública de Educomunicação da cidade deSão Paulo (SMESP), cuja origem foi o Projeto Educom. Rádio (2001-2004). Sabemosque a avaliação processual e participativa é um princípio da Educomunicaçãoe que, em pequenos espaços de educação não-formal, o exercício de auto-avaliação em grupo, a partir de produções midiáticas, tem ajudado os indivíduosa construírem noções de democracia e a exercitarem o direito à liberdade deexpressão. Não obstante, no âmbito da educação formal, impõe-se a necessidadede ampliação e sistematização dos processos avaliativos, bem como a formulaçãode instrumentos de acompanhamento e avaliação, por, ao menos, três razões: 1)as escolas, ao fazerem suas opções pedagógicas, são cobradas pelo poder públicoe pela sociedade em geral, por resultados, isto é, por dados comprobatórios emrelação ao desenvolvimento social, emocional e cognitivo dos alunos; 2) ao setransformar em política pública, a Educomunicação passa a ser financiada pormeio de projetos e programas de governo, o que exige acompanhamento eavaliação dos investimentos do dinheiro público; 3) as autoridades responsáveispela manutenção das políticas públicas não estão diretamente envolvidas com as 25práticas educomunicativas nas escolas e com os momentos de avaliação em grupo,mas precisam acompanhar esses processos e, para tanto, valem-se de relatórios e Intercom 2011 | Unicap | Recife - PEde instrumentos de avaliação que permitam, ao menos em parte, quantificar essesresultados. Nesse sentido, temos trabalhado na elaboração e proposição de ummodelo de avaliação que atenda, ao mesmo tempo, as necessidades da rede e osprincípios da Educomunicação. Na sequência, explicaremos como o modelo foiconcebido desde a identificação dos indicadores de resultados a partir das áreas deintervenção da Educomunicação descritas pelo Prof. Dr. Ismar de Oliveira Soares.Educom no documento sobre comunicação da CNBBHelena Corazza (SEPAC-SP)COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO: POLÍTICAS DE COMUNICAÇÃODA IGREJA CATÓLICAO objetivo deste trabalho é analisar a proposta que uma instituição como a Igrejacatólica faz e assume na linha da Educação para a Comunicação, tanto na formaçãode suas lideranças quanto nas audiências das mídias. O projeto também recomendao planejamento da produção e ação educativa para a instituição em todos os níveis.O foco centra-se numa publicação intitulada “A comunicação na vida e missão daIgreja no Brasil”, Estudos da CNBB 101 (2011). O capítulo IV intitula-se “A mídia e aurgência educativa” e trata da necessidade da educação para a mídia e através damídia, a formação dos receptores, destacando a família, os jovens. Pretende-se fazeruma retrospectiva que evidencie a recorrente postura da instituição tendo em vistaa educação para a comunicação.
  • 26. Painel 2 – Experiências educomunicativas Local: Bloco G4 - Sala 402 Educom no ensino formal Helen Campos Barbosa (Faculdade 2 de Julho, Salvador) PROJETO NO MEIO – TV E MÍDIAS INTERATIVAS NA ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA EDUCOMUNICATIVA EM COLÉGIO PÚBLICO DE SALVADOR-BA O paper pretende pontuar a implantação do projeto No meio – TV e mídias interativas na escola, que objetiva elaborar um programa televisivo educomunicativo com alunos do Colégio Estadual Senhor do Bonfim, em Salvador (BA), e tem o público juvenil como alvo. O projeto começou no mês de março de 2011, e foi viabilizado a partir da parceria entre o Colégio Estadual Senhor do Bonfim, a Faculdade 2 de Julho, Espaço Cultural Xisto Bahia e a TV Universitária da Universidade Federal da Bahia – Web TV UFBA. O projeto é um Trabalho de Conclusão de Curso do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo Cultural, e propõe criar uma produção cultural televisiva a partir do protagonismo juvenil e dos princípios educomunicativos. Busca fomentar no espaço escolar o fortalecimento dos ecossistemas comunicativos e obter como resultado final uma produção audiovisual focada no jornalismo cultural. Para possibilitar o protagonismo juvenil na mídia, têm sido promovidas oficinas de capacitação para manuseio de aparatos tecnológicos que permitem produzir registros imagéticos. O projeto atua em sintonia com o tema de trabalho anual do Colégio Estadual Senhor do Bonfim, em 2011, que é Resignificando o espaço escolar. Assim, a comunicação começa a atuar como canal de produção e divulgação de conteúdos transformadores de realidades, aliando-se a isso o uso das novas tecnologias para mobilização social. A proposta parte de uma ação conjunta e parceira entre as instituições citadas e vai viabilizar experiências de produção de mensagens de autoria dos jovens, com o aprendizado do manuseio de equipamentos midiáticos, a exemplo de câmeras filmadoras e fotográficas, bem como ensinar como se dá o processo de construção da notícia, mais especificamente, na televisão. Como diário de bordo tem sido mantido pelos alunos o blog, no qual eles postam suas26 produções e notícias diversas da comunidade escolar. Além disso, a coordenação do projeto, para compartilhar o registro processual das atividades, criou blog em queXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação está postada a sistematização das atividades educomunicativas. Educom e práticas de recepção Vania Beatriz Vasconcelos de Oliveira (Embrapa-RO) USO DE MÚSICA AMAZÔNICA NA EDUCOMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E AMBIENTAL Tendo o campo Comunicação/Educação como mediador do processo, o trabalho aborda a produção e recepção de dois videoclipes ambientais, por estudantes e professores da Escola Marcelo Cândia em Porto Velho, RO. Discute-se, à luz da teoria do dialogismo de Bakhtin, de que forma os estudantes (enunciatários) interpretaram o discurso literário (letra da música), transformado em discurso de vulgarização científica (no videoclipe) pelos interlocutores (os alunos e professores participantes da Oficina). Para isso, fez-se a análise textual das letras das músicas e uma discussão teórica dos conceitos relacionados ao objeto de análise (diálogo, enunciação, discurso, recepção). O trabalho tem por objetivo validar a produção e uso de videoclipes com música amazônica como recurso didático de educomunicação científica e ambiental na educação formal. Foram sistematizadas informações que contribuem para a validação proposta, bem como identificou- se os argumentos do discurso literário e do discurso científico que colaboraram para a sensibilização em relação as questões ambientais. A metodologia de análise permitiu também observar a ocorrência de interações dialógicas em ambas as etapas do processo (produção e recepção) que tornaram possível sensibilizar os estudantes para as questões ambientais (desmatamento e degradação dos solos) temas dos videoclipes. Recomenda-se o uso da metodologia por professores, como recurso didático para a educação ambiental como questão transversal;
  • 27. I Colóquio de Professores, Pesquisadores e Estudantes de Educomunicaçãoressalvando-se a necessidade de estudos adicionais e incremento na proposta paraque se possa apresentar soluções que aumentem o nível de evidência do papel daCiência, quando do uso da metodologia na educomunicação cientifica no ambienteeducacional.Educação para os MeiosRaija Maria Vanderlei de Almeida (UFCG)MÍDIAS E EDUCAÇÃO INFANTIL – MEIÉ um projeto, em fase de elaboração, que tem como área temática principala Comunicação e sua interface com a Educação, que surge a partir das novasnecessidades de se ter um espaço onde se possa pesquisar essa relação mídia-infância-educação. O objetivo é compreender a relevância do ambiente midiáticocomo vetor educativo e suas implicações para o universo infantil, colocando àdisposição dos educadores e educandos, uma multiplicidade de meios para ajudarno processo educativo. Sendo a cultura midiática a primeira cultura do aluno, opapel da escola é fazer a transição para uma cultura elaborada. Hoje, tal é o poderda mídia, que precisamos formar cidadãos críticos através de uma pedagogia dacomunicação e dos meios, estimulando a participação das crianças, através daprodução midiática com a criança como protagonista, resignificando o mundo,lhe dando vez e voz e reencantando o ambiente escolar. Existe uma necessidadede diálogo entre linguagens e conteúdo das mídias e as práticas educacionaiscríticas. A escola como mediadora e espaço de leitura crítica é também um local deprodução e endereçamento de respostas às mídias. Percebemos que existe umanecessidade desta discussão devido a um despreparo dos professores para lidaremcom a interface educação/comunicação nas escolas públicas e privadas. Os cursosde pedagogia não oferecem nenhuma disciplina que trate do tema. No entanto,a discussão está cada vez mais presente em congressos, encontros e simpósios,bem como em um aumento significativo de publicações de livros e blogs. Os pais,por sua vez, também são despreparados para lidar com a relação mídia-criança-consumo. Diante disso, faz-se também necessário estimular a leitura crítica paraque as crianças, os pais e os educadores, compreendendo o contexto social, 27transformem a informação fragmentada recebida em conhecimento, tornando-oscidadãos cada vez mais críticos. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PEEducom e Ação CulturalDaniele Andrade Souza (UFCG) e Luis Adriano Mendes Costa (UEPB)FOLKCOMUNICAÇÃO E EDUCOMUNICAÇÃO: SIMILARIDADES NO TRABALHO DEANTONIO CARLOS NÓBREGAEsse artigo procura identificar, a partir da atuação/obra do artista brasileiro,Antonio Carlos Nóbrega, a dimensão da expressão comunicativa através das artesenquanto área de intervenção social defendida pela Educomunicação. Pretendeainda apontar alguns aspectos advindos da folkcomunicação, que se assemelhama outros referentes pertencentes ao campo da educomunicação, sinalizandocaminhos para o estabelecimento de possíveis relações entre essas áreas doestudo da comunicação. A relação que se estabelece entre educação e culturaestá bem presente nos estudos da Folkcomunicação e da Educomunicação. AFolkcomunicação é uma teoria que estabelece o processo de comunicação mediadopor agentes que amplificam o processo de reverberação das informações, ideias eopiniões de forma mais direta, atingindo e influenciando um público consideradoà margem da sociedade. A educomunicação, por sua vez, surge dos embates daluta social por novos espaços de comunicação e expressão, visa uma espécie depromoção de suas próprias formas de expressão (especialmente, a partir da tradiçãolatino-americana), empreende espaços de cidadania através do uso democráticoe participativo de recursos da comunicação e de informação. Portanto, ambossistemas subsidiam toda condição de expressão do indivíduo, sendo capaz depromover espaços de construção da coletividade, de lugar da fala, de autonomia,de vez e de voz. E na medida em que se configuram espaços fomentados cada
  • 28. vez mais por estes sistemas, especialmente através da arte, estamos criando, promovendo condições que apontam para a emergência de uma nova ambiência cultural, na qual nos faz refletir acerca de possibilidades de aproximação e/ou semelhanças follkcomunicacionais e educomunicativas na grande, e, interdisciplinar por natureza, área das ciências da comunicação. Educom e meio ambiente Felipe Gustavo Guimarães Saldanha; Dayane Nogueira de Almeida; Adriana Cristina Omena dos Santos; Mirna Tonus (UFUB) MEIOS: EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO A SERVIÇO DA SOCIEDADE E DO MEIO AMBIENTE O presente artigo mostra como foi idealizado e tem sido implantado o Programa de Extensão Educomunicação e Meio Ambiente (Meios) no Curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia. O texto apresenta um rápido histórico sobre os contextos socioambiental e educacional, que justificam a sua relevância. Faz também uma breve apresentação dos estudos sobre a Educomunicação, uma nova área do saber que permite a disseminação de conhecimento para a sociedade de forma eficiente. Na sequência, aborda a criação do programa e a parceria com um projeto de educação socioambiental já desenvolvido por uma ONG local. Apresenta o processo de definição dos objetivos e primeiras iniciativas – a continuidade do projeto supracitado, um curso de formação de líderes multiplicadores e um programa para a televisão – e a realização do seu evento de abertura, um fórum sobre meio ambiente e cidadania. Em seguida, o artigo aponta quais foram os principais desafios enfrentados para a realização dos Meios e como têm sido enfrentados. Por fim, mostra as considerações sobre as ações já realizadas e os resultados esperados. 17h – 18h | Reuniões de Articulação28 Local: Sala 401 – G4 Reunião dos professores e pesquisadores de EducomunicaçãoXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Reunião dos alunos de graduação e de especialização em Educomunicação 14h - 18h | FOCORP - Forum de Coordenadores de Relações  Públicas Local: Bloco G4 – Sala 005 - Térreo Coordenação: Gustavo Becker (ULBRA)  14h – 18h | Prêmio RP Brasil | Local: Bloco G4 – Sala 307 Coordenação: Marcelo Chamusca e Márcia Carvalhal 14h – 18h | Reunião Diretoria da SOCICOM Local: Bloco G4 – Sala 403 - 4º andar Coordenação: Anita Simis (SOCICOM) Participantes: Presidentes das Entidades Filiadas 14h – 16h | Reunião Diretoria da ALCAR Local: Bloco G4 - Sala de Seminários – 7º andar Coordenação: Maria Berenice Machado (UFRGS)
  • 29. Colóquio Brasil - Argentina 8h - 12h30 BRASIL – ARGENTINA Local: Hotel III Colóquio Bi-nacional Brasil - ArgentinaAtlante Plaza de Estudos da Comunicação Sala Mário Melo V 2 e 3 de setembro Promoção: INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação FADECCOS – Federación Argentina de Carreras de Comunicación Social Realização Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) Apoio Capes, CNPq, Fapesp, Finep, FADECCOS, Universidad Nacional de Río Cuarto Coordenação Internacional Edgard Rebouças (Diretor de Relações Internacionais da INTERCOM) Mónica Cohendoz (Presidente da FADECCOS) Coordenação Brasil - Doris Fagundes Haussen (PUCRS) Argentina - Gustavo Cimadevilla (UNRC) Comitê Científico - Brasil Marialva Barbosa (UTP); Nélia Del Bianco (UNB); Luiz Artur Ferraretto (UFRGS); Sonia Virginia Moreira (UERJ) e Nilda Jacks (UFRGS) Comitê Científico - Argentina Mónica Cohendoz (UNCPBA); Lucrecia Reta (UNCO); Erica Walter (USAL); Edgardo Carniglia (UNRC) e Daniela Monje (UNC) 29 Coordenação Local Aline Grego (Unicap) Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Idiomas Português e espanhol 2 de setembro 8h30m Abertura: Antônio Hohlfeldt – Presidente da Intercom Coordenação: Doris Fagundes Haussen (PUCRS) e Gustavo Cimadevilla (UNRC) 8h45 - 12h30 Sessão 1 – Pesquisa, Poder e Política na Comunicação Coordenação: Edgard Rebouças - Diretor de Relações Internacionais da Intercom La investigación de la Comunicación en Argentina Gustavo Cimadevilla (Universidad Nacional de Río Cuarto) Reflexões da crítica pós-colonial e a América Latina: a proposta do pensamento comunicacional de Eliseo Verón Celso Francisco Gayoso (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Este artigo propõe uma reflexão acerca da crítica colonial e sua articulação na perspectiva de existência de outros modos de racionalidade na América Latina, com base empírica para a formulação de uma corrente teórica chamada pensamento
  • 30. latino-americano em Comunicação. Neste sentido, a ênfase dada é para o autor argentino Eliseo Verón que reflete criticamente sobre a ditadura científica, em especial ao funcionalismo norte-americano e propõe a sistematização de um pensamento próprio a partir da realidade da América Latina. Comunicación, Ciudadania y Poder Maria Cristina Mata (Universidad Nacional de Córdoba) O campo da Comunicação Política no cenário democrático brasileiro e argentino: comparações e peculiaridades Roberto Gondo Macedo (Universidade Prebisteriana Mackenzie, SP) Paulo Cezar Rosa (UMESP) Adolpho Carlos Queiroz (UMESP) O profissionalismo dos atores envolvidos no ambiente político é notório tanto no cenário argentino como no brasileiro, apesar de um processo de redemocratização relativamente recente comparado a países com viés democráticos tradicionais europeus. Ações e planejamentos de comunicação política envolvem diversas áreas do conhecimento e se tornam mais estratégicas a cada pleito eleitoral. É objetivo do artigo a apresentação de um estudo comparativo das estruturas eleitorais dos dois países, com foco nas articulações das campanhas, na visão da comunicação política eleitoral e pós-eleitoral, bem como entidades acadêmicas e mercadológicas que promovem o debate e aperfeiçoamento do tema nos dois países. A pesquisa é fruto do grupo científico brasileiro POLITICOM que busca a promoção de análises comparativas binacionais na égide da comunicação política. Elecciones presidenciales: análisis comparativo de las agendas periodística, pública y política en las elecciones presidenciales de Brasil y Argentina 2010-2011 Josuel Mariano da Silva Hebenbrock (Universitat Pompeu Fabra, Barcelona)30 14h30 – 18h30XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Sessão 2 – Comunicação e Espaço Público Coordenação: Doris Fagundes Haussen De lo alternativo a lo público. La sociedad civil en las disputas por democratizar las comunicaciones (Argentina, 2001-2009) Soledad Segura (Universidad Nacional de Córdoba) O rádio público no Brasil: construindo um modelo nacional pela programação Valci Regina Mousquer Zuculoto (Universidade Federal de Santa Catarina) Este artigo propõe apresentar, analisar e atualizar o resgate da história das rádios educativas, estatais, culturais e universitárias brasileiras, especialmente quanto às suas linhas de programação. Resume e dá continuidade à minha pesquisa de doutorado sobre “A Construção histórica da programação de rádios públicas brasileiras” (ZUCULOTO, 2010). Estas emissoras operam há mais de 70 anos e hoje já são centenas em todo o país. Até os anos 90, quando somava aproximadamente 100 estações, este segmento não comercial da radiodifusão era conhecido como sistema educativo de rádio. Mas a partir daquela época e com mais força desde o início deste século 21, a maior parte destas rádios passa a se autoproclamar pública. E vem tentando, pela programação, construir um modelo público de rádio para o Brasil.
  • 31. Colóquio Brasil - Argentina Acción de la Comisión de los Derechos a la Comunicación e Información en el marco del Observatório de Derechos Humanos Corrientes-Chaco Mara Sesmero (Universidad Nacional del Nordeste) Perspectiva sociocultural dos gêneros de programação da TV pública: análise comparada Brasil-Argentina Antônio Teixeira de Barros (PPG do Centro de Formação da Câmara dos Deputados) Estudo comparativo sobre os gêneros de programação predominantes na TV Pública da Argentina e do Brasil, ambas mantidas pelo Poder Executivo de cada país. O foco é o perfil geral da programação e os gêneros predominantes, com o objetivo de avaliar os pontos de convergência e/ou divergência entre ambas. Parte-se das seguintes questões: a programação atual, dos dois canais, ainda reflete o caráter educativo e político que norteou sua criação? Até que ponto os conteúdos representam a diversidade cultural e política desses países ou continuam atrelados a finalidades políticas? Conclui que o caráter educativo e político que norteou a criação dessas emissoras mantém-se até hoje, o que pode servir aos governos de ambos os países como uma forma de controle dos conteúdos veiculados. O Brasil na imprensa argentina: a teia noticiosa do periódico Clarín – do futebol à produção de sentido da notícia Marcelo da Silva (Universidade do Sagrado Coração, Bauru) Brasil enunciado no Clarín carrega uma série de estereótipos, formações discursivas reificadoras e legitimadores de uma “face” imagem negativa que pode produzir no imaginário coletivo argentino e em diferentes mediações sócio-culturais uma concepção de Brasil vincada muito mais em critérios de noticiabilidade e de audiência, que em explicações plausíveis dos acontecimentos brutos que erigem no Brasil e são levados às páginas do Clarín. No afã de organizar e deter o caos - esse caldo amorfo que serve de cultura à confusão, ao inusitado e ao inesperado - o jornal Clarín, ao construir acontecimentos nas notícias, parece 31 intoxicar e fazer perder a noção de funcionamento do mundo e de Brasil, ao mesmo tempo em que busca informar e esclarecer sobre o que ocorre no ventre da sociedade brasileira, neste artigo no enquadramento noticioso acerca do futebol. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE 8h - 12h30 3 de setembro Local: 8h30 – 12h30 Hotel Sessão 3 – Comunicação, circulação e recepçãoAtlante Plaza Coordenação: Gustavo Cimadevilla Sala Mário Melo V Medios de Comunicación y redes interpersonales. Sesenta años despues de Lazarsfeld Mabel Grillo (Universidad Nacional de Rio Cuarto) Informações como commodities: conceitos de fidelidade aos meios on-line e a personalização na recepção de informações Maria José Baldessar e Pedro Henrique Vieira Dellagnello (Universidade Federal de Santa Catarina) O artigo explora as particularidades de estruturação das informações na internet e seus impactos nos conceitos de fidelidade aos veículos jornalísticos, a partir da premissa de que a notícia factual se tornou um bem comum a todos os meios e de difícil monetização. Aborda, também, a tendência – impulsionada pelos mecanismos de filtragem de conteúdo e pelas redes sociais – à personalização da experiência on-line e seus possíveis impactos na pluralidade informativa.
  • 32. Migraciones. Reconfiguración de las políticas del audiovisual en la transición analógico-digital Daniela Monje ( Universidad Nacional de Córdoba) Informação e interatividade no rádio do Brasil, Argentina e Uruguai Doris Fagundes Haussen (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) O artigo analisa a produção e a circulação da informação em três emissoras sul-americanas na web: CBN (Brasil), Mitre (Argentina) e El Espectador (Uruguai) com o objetivo de verificar se a presença das mesmas na rede altera os procedimentos jornalísticos e a interatividade. O trabalho apóia-se no suporte teórico de autores como Castells, Cebrián Herreros e Meditsch, entre outros. Conclui-se que o avanço tecnológico nas emissoras radiofônicas analisadas, embora traga inúmeras possibilidades para uma aproximação mais efetiva da região, ainda não produziu resultados diferenciados na interação com os ouvintes, assim como na produção e na circulação de informações. Imágenes de performances de cuerpos disidentes. Dimensiones estéticas de la comunicación Monica Cohendoz (Universidad Nacional del Centro de la Província de Buenos Aires) 14h30 – 17h30 Sessão 4 – Comunicação e fronteiras Coordenação: Valci Zuculoto Portal de ingreso y configuración territorial. Tránsito, comunicación y identidad Maria Rosa Carbonari (Universidad Nacional de Rio Cuarto) Emissoras de TV do Brasil e da Argentina: um estudo preliminar sobre os32 canais televisivos presentes na fronteira Flavi Ferreira Lisbôa Filho (Universidade Federal de Santa Maria)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Este estudo tem o propósito de analisar como se dá a produção e a cobertura televisiva nos espaços fronteiriços do Brasil (mais especificamente no RS) com a Argentina. Partimos do pressuposto de que a produção televisiva é pautada por inúmeros recursos técnicos e estéticos, que são perpassados por aspectos culturais, econômicos, sociais e tecnológicos. Este processo investigativo caracteriza-se como qualitativo, pelo estudo da produção dos sentidos e dos conteúdos da programação televisiva. Por outro lado, é também quantitativo. Até o momento, podemos perceber que todos os canais possuem uma parte da programação produzida localmente, mas, a grande maioria, dos espaços televisivos é ocupada por programas nacionais ou produtos audiovisuais importados pelos grupos de comunicação, que controlam as redes televisivas tanto no Brasil quanto na Argentina. Rurbanidad y sistema de objectos. De sus (in)visibilidades en la prensa y la política pública Silvina Galimberti (Universidad Nacional de Rio Cuarto) Produção cultural na mídia fronteiriça Brasil-Argentina Vera Lúcia Spacil Raddatz (UNIJUÍ) O artigo traz a discussão sobre comunicação e produção cultural na mídia de fronteira e tem como contexto de análise a fronteira Brasil-Argentina nos limites do Rio Grande do Sul com Corrientes e Misiones. O estudo está focado nas marcas culturais presentes nas emissoras de rádio e jornais dessa região. A fronteira é
  • 33. Colóquio Brasil - Argentinaolhada aqui na sua dimensão cultural e não como um espaço geopolítico dedemarcação de limites. A música, a história, a língua e as relações de vizinhançaestabelecidas neste espaço são elementos importantes e estão presentes na mídialocal, abrindo o debate para o tipo de cultura que por ali é produzida e circula, quaisas fontes de origem e os traços que a caracterizam como cultura de fronteira.Las TIC en el campo moderno. Los espacios críticosdel desarollo ruralEdgardo Carniglia (Universidad Nacional de Rio Cuarto).17h30 – 18h30Sessão Plenária de EncerramentoCoordenação: Doris Fagundes Haussen , Gustavo Cimadevilla e Sonia Virgínia Moreira 33 Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE
  • 34. XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 34
  • 35. Fórum Intercom 9h-12h e FÓRUM INTERCOM 14h - 17h Coordenação Local: Aline Grego (Unicap) Local: Hotel 3 de setembroAtlante Plaza 9h-12h e 14h - 17h Salas Mário Hotel Atlante Plaza Melo I, II, III e IV 9h - 12h Local: Hotel Atlante Plaza Sala Mário Melo I e III Fórum dos Coordenadores dos Grupos de Pesquisas Reunião de Avaliação com os Coordenadores dos Grupos de Pesquisas Coordenadores: Sonia Virgínia Moreira (UERJ) e Marialva Barbosa (UTP) Participantes: Coordenadores de GP e Diretoria 9h - 12h Local: Hotel Atlante Plaza – Sala Mário Melo II e IV Reunião dos Coordenadores do Intercom Jr Coordenadores: José Carlos Marques (UNESP - Baurú) Participantes: Coordenadores do Intercom Jr 14h - 16h Local: Hotel Atlante Plaza – Sala Mário Melo I e III Reunião da Diretoria, dos Conselhos Curador, Fiscal e Consultivo Apreciação dos Relatórios 2010-2011 Coordenação: Antonio Hohlfeldt (PUCRS) e Fernando Almeida (UMESP) 35 16h - 17h Local: Hotel Atlante Plaza Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Sala Mário Melo I e III Reunião da Diretoria 2008-2011 e da Diretoria da Intercom 2011-2014 Participantes: Diretores do Triênio (2008-2011) e Diretores do Triênio (2011-2014) 6 de setembro 9h - 12h Local: Hotel Atlante Plaza Sala Mário Melo II e IV Reunião com coordenadores dos Congressos Regionais 2011/2012 Participantes: Nélia Del Bianco (vice-presidente da Intercom), Coordenadores dos Congressos Regionais de 2011, Coordenadores dos Congressos Regionais de 2012 e Representantes Regionais.
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  • 37. Colóquio Acadêmico 9h - 12h30 COLÓQUIO ACADÊMICO Local: Coordenação: Rosa Maria Dalla Costa (UFPR) e Alexandre Figueroa (Unicap) Bloco B Membros do Júri: Rosa Maria Cardoso Dalla Costa (UFPR); Giovandro Marcus Ferreira Sala 110 (UFBA), Maria Salett Tauk Santos (UFRPE), Mônica Cristine Fort (PUCPR)(AUDITÓRIO) 3 de setembro 9h - 12h PROGRAMA Prêmio Vera Giagrande 9h - Amanda Jansson Breitsameter, Ana Cláudia Grusznski (UFRGS) O design e a comunicação na Revista Madrugada (1926) 9h20 - Ana Kelson Batinga de Mendonça, Rita de Cássia Alves Oliveira (PUC-SP) Novas práticas políticas: os coletivos juvenis e as tecnologias digitais 9h40 - Gustavo Menegusso, Josiane Aparecida Canterle, Morgana Fischer, Rosceli Koechhann, Débora Cristina Lopes (UFSM) Rádio e Tecnologias: panorama da utilização da multimidialidade, hipertextualidade e interatividade nos sites de emissoras da Grande Porto Alegre Prêmio Francisco Morel 10h – Elisangela Lasta (UFSM) Comunicação Organizacional na Mídia Digital: a Cauda Longa da Informação gerada após o lançamento do Blog Corporativo Fatos e Dados da Petrobrás 37 10h20 - Luiz Paulo Gomes Neves A pornochanchada: uma revolução sexual à brasileira Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE 10h40 – Reuben da Cunha Rocha Junior (USP) A pornochanchada: uma revolução sexual à brasileira 11h – Thaiane Moreira de Oliveira (UFF) Cognição e percepção nos Alternate Reality Games Prêmio Freitas Nobre 11h20 – Igor Sacramento (UFRJ), Katia Lerner (FIOCRUZ) O senso comum e o conhecimento científico nos discursos midiáticos: análise do primeiro mês da campanha de vacinação contra a Influenza H1N1 11h40 - Nadja Vladi Cardoso Gumes (UFBA) O negócio da música – como os gêneros musicais articulam estratégias de comunicação para o consumo cultural 12h – Rebeca da Cunha Recuero Rebs (UNISINOS) As dinâmicas do social game Farmville e o processo de identificação 12h30 – Reunião do Juri para apuração do resultado e da classificação final
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  • 39. Congresso CONGRESSO 3 de setembro 9h Local: EXPOSIÇÂO Bloco G ABERTURA DA EXPOSIÇÃO DE CHARGE 1º andar Exposição permanente durante todo o Congresso (SALÃO (A exposição ficará aberta durante todo o Congresso) RECEPTIVO) 11h Local: ABERTURA DA EXPOSIÇÃO 50 ANOS Biblioteca DO CURSO DE JORNALISMO DA Unicap Unicap (A exposição ficará aberta durante todo o Congresso) 9h - 17h Local: RECEPÇÃO AOS CONGRESSITASBloco R - Térreo CAMPUS DA UNICAP – Diretoria de Gestão Escolar (DGE) STANDBloco G - Térreo 39 Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE
  • 40. XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 40
  • 41. V Oficinas e II Minicursos Intercom de Divulgação Científica V OFICINAS e II MINICURSOS INTERCOM DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA Coordenadores: Marialva Barbosa (UTP) e Ana Veloso (Unicap) 9h - 12h e 3 de setembro 14h - 18h CAMPUS DA UNICAP Local:Blocos A, G e G4 Oficina 1 | 14h - 18 h Oficina 9 | 9h - 12h BLOCO G4 – SALA 401 BLOCO A – SALA 506 MÍDIA E ELEIÇÕES: ANÁLISE DE PUBLICAÇÕES HIPERMÍDIA COBERTURAS JORNALÍSTICAS SOBRE Daniele Brasiliense (UFF) PROCESSOS ELEITORAIS Luiz Ademir de Oliveira (UFSJ) Oficina 11 | 9h - 12h BLOCO A – SALA 508 Oficina 2 | 14h - 18 h DESVENDANDO CAPITÃES DA BLOCO G4 – SALA 402 AREIA. COMO CRIAR PROJETOS DE MIDIA TRAINING PARA COMUNICAÇÃO COM ÊNFASE EM COMUNICADORES JOGOS ELETRÔNICOS Valquíria Kneipp (UFRN) Luiz Adolfo de Andrade (UFBA) Oficina 3 |14h - 18h Oficina 12 | 14h - 18h BLOCO G4 – SALA 403 BLOCO G4 – SALA 503 PLANEJAMENTO, GESTÃO, REDES SOCIAIS ONLINE: DEFINIÇÕES, ORGANIZAÇÃO E EXECUÇÃO DE VALORES E APROPRIAÇÕES EVENTOS Beatriz Brandão Polivanov (UFF) Afrânio Motta Filho (UFMT) Oficina 13 | 14h - 18h Oficina 4 | 14h - 18h BLOCO A – SALA 510 (MULTIUSO) BLOCO G4 – SALA 305 PRODUÇÃO DE CRÍTICA DE CINEMA EM PRODUÇÃO E ROTEIRO DE JORNALISMO VIDEO-MINUTO Francismar Formentão (UNICENTRO) 41 Edileuson Almeida (UFRR/UTP) Oficina 14 | 14h - 18h BLOCO G4 – SALA 501 Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Oficina 5 | 14h - 18h BLOCO G4 – SALA 306 MEDIA TRAINING E ASSESSORIA DE LEITURA FOTOGRÁFICA IMPRENSA  Maria Zaclis Veiga Ferreira (UNICENP) Francisca Selidonio Pereira da Silva (UVV) Oficina 6 | 14h - 18h BLOCO G – SALA 001 (Lab. Tratamento Oficina 15 | 9h - 12h Imagem) BLOCO G4 – SALA 305 FOTOJORNALISMO JORNALISMO REGIONAL Silvana Louzada (UFF/UNESA) Filomena Bomfim (UFSJ) Oficina 7 |14h - 18h Oficina 16 | 9h - 12h BLOCO A – SALA 509 BLOCO A – SALA 509 MONITORAMENTO E AÇÕES DE OFICINA DE TEXTOS JORNALÍSTICOS MARKETING NAS REDES SOCIAIS Márcio Castilho (UFRJ/UFF) Tyciane Cronemberger Viana Vaz (UMESP) Oficina 17 | 14h - 18h BLOCO G4 – SALA 307 Oficina 8 | 14h - 18h ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS BLOCO G4 – SALA 502 E CAPTAÇÃO DE RECURSOS  PRODUÇÃO DE PLANO DE Ivana Esteves (UVV) COMUNICAÇÃO PARA ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR Oficina 18 | 9h - 12h Talitha Ferraz (UFRJ) BLOCO A – Sala 510 (MULTIUSO) PRODUÇÃO DE DOCUMENTÁRIO A PARTIR DE MATERIAL DE ARQUIVO.  Paulo B. C. Schettino (UNISO)
  • 42. Oficina 19 | 14h - 18h Oficina 30 | 14h - 18h BLOCO G4 – SALA 504 BLOCO G - sala 002 térreo (STUDIO O CRIME NA MÍDIA: JORNALISMO FOTO) POLICIAL E IMPRENSA MARGINAL EM PINHOLE E LIGHTPAINT DISPUTA Germana de A. Lucena Soares e Niedja Flora Daemon (UFF) Ferreira Melo (Unicap) Oficina 20 | 14h - 18h Oficina 31 | 9h - 12h BLOCO A – SALA 405 BLOCO G4 - SALA 605 - VJ - VIDEO-JOCKEY 1ª PARTE DA OFICINA Luiz Eduardo Cerquinho Cajueiro BLOCO G4 – SALA 001 (LAB. ÁUDIO) - (Unicap) 2ª PARTE DA OFICINA PRODUÇÃO DE SPOTS Oficina 23 | 9h - 12h Elisa de Araújo Barreto Neta (Unicap) BLOCO G – SALA 001 (Lab. Tratamento Imagem) Oficina 32 | 9h - 12h INTRODUÇÃO AO ADOBE PHOTOSHOP BLOCO G – SALA 002 (STUDIO FOTO) LIGHTROOM 3 STOP MOTION Ricardo Augusto de Azevedo Marcelino Ana Farache (Unicap) (Unicap) Nara Normande Oficina 24 | 9h - 12h Oficina 33 | 14h - 18h BLOCO A – SALA 405 BLOCO G4 – SALA 002 - Térreo JOGOS E ANIMAÇÃO INTERATIVA COM TV DIGITAL: NOÇÕES BÁSICAS, BLENDER DESAFIOS E RECONFIGURAÇÃO DO Allan Brito (Unicap) TELEJORNALISMO Lívia Cirne (UFPE) e Jorge Fonseca (CIn/ Oficina 26 | 9h - 12h PPGCC) BLOCO G4 – SALA 004 - Térreo MARKETING CINEMATOGRÁFICO: DA Oficina 36 | 14h - 18h IDEIA AO LANÇAMENTO ! BLOCO G4 – SALA 004 Andrea Mota & Silvana Marpoara ASCOM NA CIBERCULTURA (Faculdade Maurício de Nassau) Andrea Trigueiro (TV CULTURA/ Faculdade Boa Viagem)42 Oficina 27 | 14h - 18h BLOCO A – SALA 504 (LAB TV) Oficina 37 | 14h - 18h MONTAGEM: A IMPORTANCIA DO CORTE BLOCO A – SALA 508XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação E DA COLAGEM DE IMAGENS BLOGS NO JORNALISMO DIÁRIO: NA HISTORIA DO CINEMA COBERTURA, NOTÍCIA E OPINIÃO Bernardo Queiroz (UFPE) Paulo Floro (Revista O Grito!/JC Online) Oficina 28 | 9h - 12h Oficina 38 | 14h - 18h BLOCO A – SALA 504 (LAB TV) BLOCO R – 1º andar (AÊ / ASSECOM) NA TELINHA: A EXPERIENCIA PRÁTICA COMO LER SUAS PRÓPRIAS NA TV PERNAMBUCANA, FOTOGRAFIAS: A CONSTRUÇÃO DE DA PRODUÇÃO AO REPÓRTER IMAGENS COMO PERCURSO AUTORAL Andrea Trigueiro (UFPE), Washington Georgia Quintas (FAAP) Gurgel (SBT), Marjones Pinheiro (GLOBO NORDESTE) Oficina 40 | 9h - 12h BLOCO G4 - SALA 005 - Térreo Oficina 29 | 9h - 12h CRIATIVIDADE EM PROPAGANDA: BLOCO R – 1º andar - AÊ / ASSECOM APRENDENDO COM CASOS DE O DIA A DIA DA AGENCIA PUBLICITARIA: MERCADO TODAS AS ETAPAS DO PROFISSIONAL Daniel da Hora (UFPE) DE PP Amélia Souto Mior (Faculdade Maurício Oficina 41 | 9h - 12h de Nassau), Gabriela Rocha e Roberta BLOCO G4 – SALA 604 Almeida (publicitárias) GAME DESIGN Luiz Eduardo Cerquinho Cajueiro (Unicap)
  • 43. V Oficinas e II Minicursos Intercom de Divulgação CientíficaOficina 42 | 14h - 18h MINICURSOSBLOCO G4 – SALA 601NARRATIVA TRANSMÍDIA: Minicurso 1 (46) | 14h - 18hCONCEITUAÇÕES E PRÁTICAS BLOCO A – SALA 506Vicente Gosciola (Universidade ANÁLISE DOS GÊNEROS TELEVISIVOSAnhembi Morumbi), Denis Renó Igor Sacramento (UFRJ)(Universidade Complutense deMadri), Marcela Costa (UFPE), Nathan Minicurso 2 (47) | 9h - 12hNascimento Cirino (UFPE) BLOCO G4 – SALA 306 EXPERIÊNCIA TELEVISUAL E TV DIGITALOficina 43 | 14h - 18h INTERATIVA: UMA ANÁLISEBLOCO G4 – SALA 605 CULTURAL E TÉCNICAASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO Carlos Eduardo Marquioni (UTP)Michele Cruz Vieira (UGF/UFF) Minicurso 3 (48) | 9h - 12hOficina 44 | 14h - 18h BLOCO G4 – SALA 309 (ANFITEATRO)BLOCO G4 – SALA 309 (ANFITEATRO) PANORâMICA DO CINEMA LATINO-INTRODUÇÃO À MONTAGEM AMERICANO CONTEMPORâNEOCINEMATOGRÁFICA: AS FORMAS E Sebastião Guilherme Albano da CostaOS SENTIDOS DO FILME (UFRN)Anderson Costa (UNICENTRO) Minicurso 4 (49) | 14h - 18h BLOCO G4 – SALA 602 HISTÓRIA DA MÍDIA DO SURFE NO BRASIL Rafael Fortes Soares (UNIRIO) Minicurso 5 (50) | 9h - 12h BLOCO G4 - SALA 502 METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA INDICIÁRIA Francisca Selidonio Pereira da Silva (UVV) Minicurso 6 (51) | 9h - 12h 43 BLOCO G4 – SALA 401 JORNALISMO ESPORTIVO E A COBERTURA DAS COPAS DO MUNDO Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE DE FUTEBOL: 1930 E 1950 Alvaro Vicente Graça Truppel Pereira do Cabo (UERJ) Minicurso 7 (52) | 14h - 18h BLOCO G4 – SALA 603 DONOS DA MÍDIA, MÍDIA SEM DONO Monica Mourão (UFC) Minicurso 9 (54) | 9h - 12h BLOCO G4 - SALA 606 METODOLOGIA DE LINGüÍSTICA DE CORPUS PARA ANÁLISE DO DISCURSO POLÍTICO NA MÍDIA IMPRESSA Paulo Henrique Caetano (UFSJ) Minicurso 10 (55) | 9h - 12h BLOCO G4 - SALA 307 MÍDIA REGIONAL: CONCEITO, GRUPOS MIDIÁTICOS E MERCADO Maria Érica de Oliveira Lima (UFRN)
  • 44. Minicurso 11 (56) | 9h - 12h Minicurso 30 (73) | 14h - 18h BLOCO G4- SALA 002 Térreo BLOCO G4 – SALA 005 MÚSICA COMO OBJETO DE ESTUDO (Teleconferência – Térreo) DA COMUNICAÇÃO SOCIAL: ADAPTAÇÕES NO ROTEIRO UMA INTRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICO Pablo Laignier (UFRJ) LEO FALCÃO (Unicap) Minicurso 12 (57) | 9h - 12h Minicurso 36 (79) | 14h - 18h BLOCO G4 – SALA 601 BLOCO G4 – SALA 604 ANTROPOLOGIA VISUAL: APORTES A “NOVA” LINGUAGEM DOS METODOLÓGICOS PARA PESQUISA EM TELEJORNAIS – (RE) PENSANDO A COMUNICAÇÃO INTERATIVIDADE Zuleica Dantas Pereira Campos (Unicap) Ariane Carla (UNICENTRO) Minicurso 13 (58) | 9h - 12h Minicurso 37 (80) | 9h - 12h BLOCO G4 – SALA 503 BLOCO G4 – SALA 504 CERIMONIAL NA COMUNICAÇÃO LEITURAS DE JORNALISMO CIENTÍFICO ORGANIZACIONAL Ricardo Henrique Almeida Dias Francklin Santos (Unicap/Assembléia (UNICAMP) Legislativa de Pernambuco) Minicurso 38 (81) | 9h - 12h Minicurso 18 (63) | 9h - 12h BLOCO G4 – SALA 501 BLOCO G4 – SALA 402 PLANEJAMENTO DE CAMPANHA GARANTIA DE MENOR PREÇO OU O PUBLICITÁRIA SEU DINHEIRO DE VOLTA: TÉCNICAS DE Patrícia Saldanha (UFF) ARGUMENTAÇÃO EM PUBLICIDADE Janaina de Holanda Costa Calazans (Unicap/Faculdade Boa Viagem) Minicurso 21 (64) | 9h - 12h BLOCO G4 – SALA 403 LINGUAGEM JORNALÍSTICA X INTERATIVIDADE Talita Rampazzo Diniz (UFPE)44 Minicurso 22 (65) | 9h - 12h BLOCO G4 – SALA 602XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação MARKETING POLÍTICO COM FOCO NO MARKETING ELEITORAL Thelma Guerra Minicurso 24 (67) | 9h - 12h BLOCO G4 – SALA 603 PLANEJAMENTO DE MÍDIA Maria Giselda da Costa Vilaça (Unicap) Minicurso 26 (69) | 14h - 18h BLOCO A – SALA 507 REDES SOCIAIS: HISTORICIDADE E CONTEÚDO Rodrigo Pires Minicurso 29 (72) | 9h - 12h BLOCO A – SALA 406 UMA BREVÍSSIMA INTRODUÇÃO AO AFTER EFFECTS Marcos Buccini Pio Ribeiro (UFPE)
  • 45. V Oficinas e II Minicursos Intercom de Divulgação Científica 9h - 12h e 6 de setembro 13h30 - 17h30 CAMPUS DA UNICAP Local:Blocos A, G e G4 Oficina 21 | 9h - 12h MINICURSOS BLOCO G – SALA 002 (ESTÚDIO FOTO) ILUMINAÇÃO DE ESTÚDIO FOTOGRÁFICO Minicurso 8 (53) | 9h - 12h Renata Maria Victor de Araújo (Unicap) BLOCO G – SALA 211 MÍDIA, MEDO E VIOLÊNCIA Oficina 22 | 9h - 12h Letícia Cantarela Matheus (UNIPLI) BLOCO A – SALA 406 INTRODUÇÃO À EDIÇÃO Minicurso 14 (59) | 9h - 12h NÃO LINEAR EM ÁUDIO BLOCO A – SALA 510 (MULTIUSO) Marcos André Francisco de Albuquerque DESAFIOS PARA O TELEJORNALISMO (Unicap) NA TV DIGITAL Jô Mazarollo (Diretora de Jornalismo Oficina 25 | 9h - 12h Globo Nordeste) BLOCO G – SALA 001 (LAB. TRATAMENTO DE IMAGEM) Minicurso 15 (60) | 9h - 12h JORNALISMO ESPORTIVO BLOCO G – SALA 306 NA ERA DIGITAL DO TRANSDISCIPLINAR Breno Lemos Pires (JC Online) AO AUDIOVISUAL Luis Carlos de Lima Pacheco Oficina 34 | 9h - 12h (Luca Pacheco - Unicap) BLOCO A – SALA 509 ADVERGAMES Minicurso 16 (61) | 9h - 12h Fred Vasconcelos (Jynx Playware) BLOCO G – SALA 207 EMPREENDEDORISMO E Oficina 39 | 9h - 12h COMUNICAÇÃO: PLANO DE NEGÓCIOS BLOCO G – SALA 209 Zaidiana Lemos Zaidan (FIS) COMUNICAÇÃO PARA O TERCEIRO SETOR 45 Mariana Ferreira Reis (UFRPE e UFPE) Minicurso 17 (62) | 9h - 12h BLOCO G – SALA 208 Oficina 40 | 13h30 - 17h30 EVENTOS PARA O TERCEIRO SETOR Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE BLOCO A – SALA 504 (Lab. TV) Elisa de Araújo Barreto Neta (Unicap) APRESENTAÇÃO DE PROGRAMAS DE TV Renata Rezende (UFES) Minicurso 23 (66) | 9h - 12h BLOCO G – SALA 307 MODA E MEMÓRIA: A CULTURA VISUAL E A SUA REFLEXÃO CONTEMPORâNEA Teresa Lopes (Unicap) Minicurso 25 (67) | 9h - 12h BLOCO G – SALA 308 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA MÍDIAS DIGITAIS Karla Patriota Bronsztein (UFPE) Minicurso 27 (70) | 9h - 12h BLOCO A – SALA 508 REINVENTANDO A CRÔNICA ESPORTIVA Álvaro Filho (Unicap) Minicurso 28 (71) | 9h - 12h BLOCO G – SALA 309 STORYBOARD: DO TEXTO À IMAGEM Marcos Buccini Pio Ribeiro (UFPE)
  • 46. Minicurso 31 (74) | 9h - 12h BLOCO A – SALA 405 ANIMAÇÃO 3D COM BLENDER Allan Brito (Unicap) Minicurso 32 (75) | 9h - 12h BLOCO G – SALA 305 COMUNICAÇÃO, CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS Ana Maria da Conceição Veloso (Unicap) e Aline Lucena Gomes (UFRN/UFPE) Minicurso 33 (76) | 9h - 12h BLOCO A – SALA 505 DESCONSTRUÇÃO DO OLHAR Ivan Alecrim e Leonardo Ariel Minicurso 34 (77) | 9h - 12h BLOCO G – SALA 210 GESTÃO DE RELACIONAMENTO EM OUVIDORIA Chussely Souza Lima (Escola Superior de Relações Públicas) Minicurso 35 (78) | 9h - 12h BLOCO G – SALA 206 RELAÇÕES PÚBLICAS COMUNITÁRIAS: MUDANÇA DE VIDA? Manuela Callou (Escola Superior de Relações Públicas) 2Minicurso 39 (82) | 9h - 12h BLOCO G – SALA 205 FOLKCOMUNICAÇÃO NO TEXTO46 LITERÁRIO DE LUIZ BELTRÃO - A IMPORTâNCIA DA LINGUAGEM NA CULTURA POPULARXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Eliane Penha Mergulhão Dias (Umesp)
  • 47. Abertura Congresso 19h - 22h ABERTURA DO CONGRESSO Local: Campus da Unicap 3 de setembro CAMPUS DA UNICAP 19 h Local: SOLENIDADE DE ABERTURA DO CONGRESSO Bloco G(AUDITÓRIO G2) SOLENIDADE DE ENTREGA DE TROFÉUS AOS VENCEDORES DOS PRÊMIOS ESTUDANTIS Prêmios Estudantis Freitas Nobre (Doutorando) Francisco Morel (Mestrando) Vera Giangrande (Graduando) 21 h Local: SHOW SPOK FREVO ORQUESTRAJardins Internos da Unicap 22 h (TÉRREO DO COQUETEL DE BOAS VINDAS BLOCO G) 47 Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE
  • 48. XXXIV CECOMCiclo de EstudosInterdisciplinaresda Comunicação Ů CICLO A GALÁXIA DE MCLUHAN Ů OUTRAS ATIVIDADES Ů JORNADAS AUTORAIS Ů VI PUBLICOM
  • 49. XXXIV CECOM 9h - 13h XXXIV CECOM Local: Bloco G Ciclo de Estudos Interdisciplinares 1º andar da Comunicação(AUDITÓRIO G2) Coordenadores: Marialva Carlos Barbosa (UTP) e Dario Brito (Unicap) 4 de setembro 9h - 13h Local: Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) 9h - 11h Tema: Quem tem medo da pesquisa empírica? CONFERÊNCIA DE ABERTURA Conferencista: Rosental Calmon Alves (Universidade do Texas - Austin) Mediador: Antonio Holhfeldt (PUCRS) Quem tem medo da pesquisa empírica? “Novo ecossistema midiatico torna pesquisa em jornalismo e comunicacão mais importante que nunca para as empresas e para a sociedade”. A conferência aborda o que estamos denominando “ecossistema midiático”, isto é, um sistema que domina o mundo como um todo, trazendo consequências em vários níveis e que transforma a pesquisa em jornalismo e em comunicação de tal forma tão importante neste cenário, seja para as empresas, seja para a sociedade, já que nesse novo mundo e nesse novo ecossistema nada escapa ao processo de midiatização. Diante deste cenário, a realização da pesquisa em comunicação torna-se chave para a compreensão e o entendimento; e a dimensão empírica dessa pesquisa apresenta-se como inadiável. A conferência divide-se em três fases: na 51 primeira apresentamos o ecossistema midiático; na segunda fazemos um balanço das pesquisas em jornalismo e comunicação e na terceira e última apresentamos um panorama das pesquisas empiricas realizadas hoje no campo da comunicação Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE nos EUA. 11h – 13h PN 1 – Comunicação, Pesquisa e Experiências Interdisciplinares Mediador: Cicilia Peruzzo (UMESP) Palestrantes: Michel Maffesoli (IUF), Juremir Machado (PUCRS) e Octávio Islas (Universidade de Monterrey – México) Communication postmoderne et expérience traditionnelle Michel Maffesoli (IUF) As ciências sociais como narrativas do imaginário Juremir Machado (PUCRS) Uma visão transdisciplinar das ciências sociais, espaço também da Comunicação, enfocadas como cruzamentos de pontos de vista, de imaginários e de narrativas. Os caminhos da pesquisa empírica em comunicação no México Octávio Islas (Universidade de Monterrey – México)
  • 50. 14h - 16h 4 de setembro Local: Bloco G 1º andar PN 2 – Quem tem medo da Pesquisa Empírica? Questões Teóricas Mediador: Anamaria Fadul (INTERCOM) (AUDITÓRIO G2) Palestrantes: François Cooren (Presidente da ICA), Salvato Trigo (Universidade Fernando Pessoa), Luiz Martino (UNB – Brasil) Empirie et ventriloquie: À la recherche des voix qui nous habitent et nous animent François Cooren (Presidente da ICA/Universidade de Montreal) Dans cette présentation, je propose, dans un premier temps, de concevoir métaphoriquement la communication comme une activité de ventriloquie. Selon une telle conception, parler, c’est faire parler beaucoup de choses, que ces choses soient des institutions, des identités, des principes, des valeurs, des réalités, des sentiments, des passions, etc. autant de figures qui viennent peupler nos conversations, ajoutant le poids de leurs voix à la nôtre. Par ailleurs, nous verrons que si nous animons toutes ces figures dans nos discussions, c’est aussi parce qu’elles nous animent, nous habitent ou nous hantent, faisant aussi parler celui qui est censé les faire parler. Dans un deuxième temps, je tâcherai de montrer en quoi l’analyse de données interactionnelles peut venir non seulement illustrer, mais aussi et surtout informer une telle conception plurivoque de la communication. Étudier empiriquement les phénomènes de ventriloquie, c’est en effet rechercher toutes les voix qui animent, habitent et/ou hantent nos conversations, faisant de toute situation interactionnelle, ce lieu disloqué où de multiples figures se mettent à constituer, délimiter et définir une situation. Donner la chance à l’empirie, c’est donc se donner les chances de montrer la nature hybride et toujours en mouvement des situations que nous analysons. Ciências empíricas: método, mutabilidade teórica e nova gramática da52 comunicação científica Salvato Trigo (Universidade Fernando Pessoa)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação É sobretudo no meio das ciências empíricas que se movem e se alimentam as designadas ciências da informação e da comunicação, das quais o jornalismo é expressão socialmente mais valorizada, desde que alicerçada numa gramática da comunicação que combine na perfeição a ética com a estética, numa interpretação adequada dos fatos que são seu objeto. A minha comunicação procurará, então, resgatar a importância das ciências empíricas para a construção duma nova gramática da comunicação que seja capaz de conciliar o jornalismo clássico da Galáxia de Guttenberg com as novas formas discursivas de informação e de comunicação da Galáxia Internet, nas suas diferentes tipologias, dessacralizando, ao mesmo tempo, o discurso científico, não raras vezes afetado e infetado por modismos e sobrancerias intoleráveis. A Interpretação dos Dados Empíricos no Contexto das Grandes Correntes Teóricas em Comunicação Luiz Claudio Martino (Universidade de Brasília) Uma série de questões se abre no momento em que o pesquisador necessita dar um sentido às informações empíricas que recolheu e sistematizou. Mas seriam questões comuns a todas as ciências sociais? Dito de outra forma, haveria alguma especificidade do saber comunicacional frente aos dados empíricos, visto a natureza de seu objeto? Enfim, qual a materialidade do processo comunicacional e o que haveria de empírico nisto? Levando em conta a diversidade intrínseca ao campo da comunicação, o presente trabalho procura analisar algumas respostas a esta questão fundamental (por exemplo, a redução do processo comunicacional ao comportamento ou sua transposição para instâncias mais amplas, como o
  • 51. XXXIV CECOM capitalismo) articulando-as com as grandes correntes teóricas de nossa área de conhecimento. Com isso procura traçar um quadro geral da interpretação dos dados empíricos em Comunicação, mostrando o posicionamento de cada corrente. 9h - 11h 5 de setembro Local: Bloco G 1º andar PN 3 – A Pesquisa em Comunicação no Brasil, na Índia e na África Mediador: Raquel Paiva (UFRJ)(AUDITÓRIO G2) Palestrantes: Joseph Calstas-Chittilappilly (Instituto de Imprensa e Comunicação – Genebra), Eduardo Namburete (Universidade Eduardo Mondlane - Moçambique), Maria Immacolata Vassalo Lopes (USP) Empirical Research in Communication in different continents: Findings, challenges and Perspectives Joseph Calstas-Chittilappilly (Instituto de Imprensa e Comunicação – Genebra) This paper intends to shed light on the media realities in different parts of the world especially in parts of the world (for example India and Asia) where empirical research, data and evidence are everyday norms. Journalism and media realities based on experiences shows that (1) the profession of the journalist and communicators are unique not like that of an advocate, medicine doctor or soldier; (2) journalism and media are power that is regulated by conscience; (3) Journalists and communicators needs to work against time; (4) Freedom in its all senses and depth is the most important pre-requisite for journalists and communicators. The paper will make a comparative analysis of journalism and communication in different continents: influence of governments, business, religion, economy, cultures and so on. 53 O ensino e a pesquisa em comunicação na África Lusófona Eduardo Namburete (Universidade Eduardo Mondlane - Moçambique) Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Este artigo discute o estado do ensino e da pesquisa em comunicação na África Lusófona, analisando o seu desenvolvimento no contexto das grandes tranfromações sócio-económicas, políticas e tecnológicas dos últimos tempos. O artigo procura identificar os assuntos mais abordados na pesquisa em comunicação na África Lusófona, e as formas como os pesquisadores Africanos dos paises de língua Portuguesa podem influenciar os paradigmas que tem dominado a pesquisa neste sector. O nosso argumento, baseado na revisão da literatura e verificação empírica, é de que apesar do aumento do número de pesquisadores Africanos, na sua maioria formados em escolas Européias e Americanas, seguem os mesmos paradigmas estabelecidos nessas escolas, inibindo o surgimento de novos modelos e teorias com perspectivas eminentemente africanos. Rupturas metodológicas na pesquisa empírica de Comunicação Maria Immacolata Vassallo de Lopes (ECA-USP) No presente texto, pretendo tratar de um dos erros metodológicos mais graves que se notam nas pesquisas empíricas de Comunicação e que são as sucessivas rupturas entre as fases do objeto, da observação e da análise. Uma primeira ruptura se dá no momento da construção do objeto (que geralmente toma o capítulo inicial da pesquisa), quando é montado um quadro teórico de referência (pelo menos através de um grande número de citações bibliográficas), que pouco ou nada remete ao momento da pesquisa de campo (cujas técnicas, sabemos, instrumentalizam os dados e conformam-nos). Outra ruptura costuma acontecer no momento da análise, quando dificilmente se volta à problemática teórica do primeiro capítulo.
  • 52. O objetivo é, portanto, marcar o lugar da teoria integrada na pesquisa e criticar com isso toda visão dicotômica que dissocia o nível teórico da pesquisa, do nível metódico-técnico, e as etapas da definição do objeto, da observação e da explicação, na pesquisa empírica de Comunicação. 11h - 13h PN 4 – Metodologia e Pesquisa Empírica em Comunicação Local: Mediador: Erotilde Honório (UNIFOR) Palestrantes: José Rebelo (Instituto Universitário de Lisboa), Jorge Pedro Sousa Bloco G (Universidade Fernando Pessoa), João Miguel (Universidade Eduardo Mondlane) e 1º andar Margarida Kunsch (USP) (AUDITÓRIO G2) A nova geração de jornalistas em portugal José Rebelo (Instituto Universitário de Lisboa) Cerca de 4.000 jornalistas entraram na profissão depois do ano 2.000. Trata-se de uma geração que se desenvolveu em plena crise económica e financeira. Que se confronta com um mercado de trabalho em recessão permanente: empresas que encerram, que se associam, que são integradas em grupos multimédia, com a inerente redução de efectivos. Neste grupo de jornalistas, onde avultam os eternos estagiários, ou seja, aqueles que acumulam estágios e mais estágios sem jamais conseguirem regularizar a sua situação profissional, grassa, à semelhança do que se observa noutros países europeus, o pessimismo e a amargura. Grassa, enfim, o desencanto face a uma profissão que, no espaço público, sempre se caracterizou por um estatuto de privilégio. Quem tem medo da pesquisa empírica? Seguramente, não os pesquisadores portugueses em jornalismo Jorge Pedro Sousa (Universidade Fernando Pessoa) Neste trabalho, procurou apurar-se até que ponto os pesquisadores portugueses em jornalismo recorrem a métodos empíricos e não empíricos de pesquisa. Para o54 efeito, adotou-se uma metodologia que combinou a pesquisa bibliográfica de uma amostra de estudos jornalísticos portugueses (os publicados em livro) com uma emulação da análise de conteúdo, para apuramento de dados quantitativos sobreXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação o recurso aos diversos métodos de pesquisa. Concluiu-se que, tendo a amostra em consideração, os pesquisadores portugueses em jornalismo tendem a socorrer-se mais de métodos empíricos do que de métodos não empíricos. É particularmente relevante o recurso à análise (qualitativa) do discurso e à análise (quantitativa) de conteúdo, embora a entrevista também seja significativamente usada na pesquisa empírica em jornalismo realizada em Portugal. Digitalização da televisão em moçambique: estruturações, políticas e estratégias João Miguel (Universidade Eduardo Mondlane – Moçambique) Neste artigo faz-se uma reflexão sobre a digitalização da televisão em Moçambique, processo que vem se desenhando desde 2006, quando o governo de Moçambique anunciou a migração tecnológica na radiodifusão do país até 2015. Em 2011, o conselho de ministros deliberou e decidiu adotar o modelo europeu de televisão digital. Assim sendo, é imprescindível verificar, desde já, as lógicas, as políticas e as estratégias que orientam esse processo e avaliar a forma como as novas plataformas serão moldadas, de modo a garantir maior participação cidadã, não estando apenas a serviço dos interesses dos poderes econômico e político.
  • 53. XXXIV CECOMA pesquisa empírica em Comunicação Organizacional e em Relações Públicasno Brasil: conquistas, tendências e desafios.Margarida M.Krohling Kunsch (USP)Este artigo faz um estudo analítico sobre a pesquisa empírica em ComunicaçãoOrganizacional e Relações Públicas no Brasil com destaque para a produçãocientífica gerada em centros de pós-graduação em Comunicação no Brasil noperíodo de 2000 a 2010. Verificou-se, na medida do possível, como foi desenvolvidaa pesquisa empírica nas dissertações de mestrado e teses de doutorado produzidasnos programas de pós-graduação em Comunicação que possuem nas suas áreasde concentração e linhas de pesquisa os campos de Comunicação Organizacional eRelações Públicas.A partir do conjunto relacionado de dissertações de mestrado ede doutorado no período mencionado, analisou-se quatro aspectos: volume, fontegeradora, gênero dos autores e a temática tratada. Considera-se por fim que osestudos dessas áreas no Brasil conseguiram grandes avanços na última década e asperspectivas de crescimento e consolidação são promissoras. 55 Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE
  • 54. XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 56
  • 55. Ciclo a Galáxia de McLuhan 14h - 16h CICLO A GALÁXIA DE MCLUHAN Local: Bloco G 1º andar 4 de setembro(AUDITÓRIO G1) Mesa 1 – McLuhan: o legado teórico Mediador: Edgard Rebouças (UFES) Palestrantes: Carlos Collado (Universidade de Oviedo), Oumar Kane (UQAM) e Filomena Bonfim (UFSJ). Marshall McLuhan, de la torre de marfil a la torre de control Carlos Collado (Universidade de Oviedo - Espanha) A comunicação reproduz o título do livro que publiquei em 2004 sobre as principais questões teóricas presentes na obra de Marshall McLuhan. Procura-se mostrar igualmente a trajetória de vida e acadêmica de McLuhan, seus estudos em Cambridge, as principais idéias contidas na sua tese de doutorado, defendida naquela instituição (The place of Thomas Nashe in the learning of his time), os postos que assumiu a seguir nas universidades e seus primeiros escritos sobre os meios de comunicação e a tecnologia. Debateremos, por fim, as principais influências teóricas do pensador canadense. Marshall McLuhan et la théorie médiatique: dettes et critiques Oumar Kane (Université du Québec à Montréal – Canadá) L’objet du présent papier n’est par conséquent pas de répéter ce qui a été dit sur McLuhan mais plutôt d’évoquer succinctement certains de ses travaux et, avec le recul temporel dont nous disposons aujourd’hui, de considérer la postérité de ses idées sur les études en communication à l’heure actuelle. Dans un premier temps nous évoquerons brièvement quelques-unes de sources d’inspiration de McLuhan 57 (ses dettes) Ensuite nous reviendrons sur sa théorie des médias, les critiques qui lui ont été faites et sa postérité épistémique. Nous terminerons notre propos par l’évocation de ses relations avec la communication comme interdiscipline, comme Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE champ de recherche et comme lieu de lutte symbolique. Marshall McLuhan - ode à transdisciplinaridade Filomena Bonfim (Universidade Federal de São João del Rey) Mais que uma estratégia pedagógica, a interdisciplinaridade constitui uma atitude de vida. Partindo dessa premissa, falar da vida de Marshall McLuhan e de sua formação pode ser uma forma de se perceber como toda a sua existência e incursões academicas, enquanto educador, podem conduzir a uma  reflexão sobre o que e fazer  interdisciplinaridade no campo da Comunicação Social.
  • 56. 14h - 16h 5 de setembro Local: Bloco G 1º andar Mesa 2 – Harold Innis e McLuhan: Diálogos Possíveis Mediador: Antonio Hohlfeldt (INTERCOM) (AUDITÓRIO G1) Palestrantes: Gaetan Tremblay (UQAM), William Buxton (Concordia University), Octavio Islas (Universidade de Monterrey), Luiz Martino (UNB) TIC et système d’éducation. Les craintes d’Innis, les espoirs de McLuhan Gaëtan Tremblay (Université du Québec à Montréal) Dans un article d’abord publié au Brésil en portugais dans la Revista FAMECOS, j’ai déjà reconnu ma dette intellectuelle envers Innis et McLuhan. Je ne reprendrai évidemment pas ici ce que j’ai déjà écrit dans cette publication que vous pouvez facilement consulter en ligne. Ma communication comportera trois étapes. La première portera sur la méthode, les deux suivantes sur une question de fond, les TIC en éducation. En premier lieu, j’exposerai comment McLuhan percevait l’œuvre d’Innis et en quoi il l’avait inspiré. En me basant sur l’avant-propos qu’il a signé pour la ré-édition de Empire and Communication en 1972, je tenterai de montrer comment McLuhan a voulu faire d’Innis, a posteriori, un mcluhanien. Dans un deuxième et un troisième point, j’exposerai successivement l’analyse respective qu’Innis et McLuhan ont fait du secteur de l’éducation, de ses problèmes, de ses défis et de son avenir, face au développement des techniques de communication. Pour la pensée d’Innis, je me servirai de son texte intitulé « A Plea for Time », présenté initialement à l’Université du Nouveau-Brunswick le 30 mars 1950 et publié dans The Bias of Communication en 1951 Pour la perspective mcluhannienne, j’utiliserai un article, « The future of education: The class of 1989 », qu’il a publié en collaboration avec G. B. Leonard, en 1967, dans la revue Look, aujourd’hui disparue. Ce cas précis, celui de l’éducation et des TIC, qui nous concerne tous directement, me permettra de faire voir de grandes divergences de vue entre les deux hommes. Je conclurai cette communication en dégageant les points communs et les différences dans l’œuvre de chacun de ces deux auteurs canadiens58 qui ont l’un et l’autre grandement contribué au développement des sciences de la communication.XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação The Rise of McLuhanism, The Loss of Innis-sense: Probing the Emergence of The Toronto School of Communication William J. Buxton (Concordia University) While Innis and McLuhan are commonly referred to as a tandem, relatively little attention has been given to the relationship between them in the late 1940’s and the early 1950’s. Moreover, the interplay between their respective trajectories in this period has largely gone unexamined. This paper will address these issues, with particular attention given to why Innis’s substantial work in communications (undertaken in the last dozen years of his life) was virtually ignored until relatively recently, whereas McLuhan’s much more speculative venture into the field gained early recognition (as evident in support from the University of Toronto, from prominent thinkers, as well as from the Ford Foundation). I will argue that this disparity cannot be attributed to the relative merits of their contributions to the study of communications, but rather to their respective communication practices. McLuhan was not only adept at building a textually based network of like-minded theorists and practitioners of communication, but had a keen sense of how interdisciplinarity – with particular reference to the study of communication -- could be achieved. Innis, by contrast, by virtue of his focus on communicating orally with a series of widely dispersed audiences in order to help mitigate civilizational disorders, was not able to translate his impressive body of research on communications history into a sustainable, institutionalized form. Finally, I will examine the role played by funding agencies, university organizations, and editorial boards in promoting the communication thought of McLuhan on the one hand, and suppressing that of Innis on the other.
  • 57. Ciclo a Galáxia de McLuhanLa comprensión del tránsito de la Blogósfera a la Twittósfera a través deMcLuhanOctavio Islas (Universidade de Monterrey - México)Cuando los actores comunicativos que se han apropiado de un determinadoambiente mediático llegan a un momento en el cual enfrentan graves limitacionesa su creatividad y expresividad, entonces paulatinamente trascenderán los límitesde ese ambiente mediático, hasta gestar un nuevo ambiente, que responda mejora sus necesidades expresivas -sin necesariamente abandonar por completo elambiente mediático precedente-. Ese fenómeno – designado en la Ecología de losMedios como remediación- ha ocurrido con todos los medios y con cada una de lastecnologías a lo largo de la historia. Siempre sobrevivirán mejor, por más tiempo,aquellos ambientes comunicativos que efectivamente consigan adaptarse mejora las necesidades expresivas del hombre. Siempre sobrevivirán mejor aquellosmedios que logren parecerse más al hombre. Ello ha ocurrido en el tránsito de laBlogósfera a la Twittósfera y, ese es el tema de este breve ensayo.O conceito de Viés (Bias) da Comunicação em Harold Innis: perspectivaepistemológica e ação dos meios de comunicação.Luiz C. Martino (Universidade de Brasília/CNPq)Pouco conhecido no Brasil, os trabalhos de Harold Innis tiveram profunda influêncianos círculos de estudo da comunicação de língua inglesa. Nesta apresentaçãodesenvolvemos a análise de seu principal conceito, o viés da comunicação (bias ofcommunication). De uma parte, abordamos sua contribuição epistemológica para aárea da comunicação, procurando mostrar os equívocos de interpretações da obrainnisiana como determinista tecnológico ou como interdisciplinar. De outra parte,analisamos a abordagem dos bias enquanto tendências dos meios de comunicação,ao tempo ou ao espaço, decorrentes de suas características materiais. Sugerimosque a questão do tempo, em Innis, é a tensão que se estabelece entre passado epresente, tradição e atualidade, enquanto que o bias espaço desdobra o mesmoproblema da influência e reatividade (de um indivíduo, cultura ou império) noplano da polarização entre o local e o global. Destacamos, por fim, a preocupação 59do autor com o equilíbrio entre a tradição oral e o uso dos meios como agentes darelação tempo e espaço e suas repercussões nas formações culturais e políticas. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE
  • 58. XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 60
  • 59. Outras Atividades 9h - 12h e OUTRAS ATIVIDADES 14h - 16h Local: Blocos G e G4 4 de setembro 11h - 13h Painel Mercado Jornalístico Regional: em foco o Nordeste Local: Moderador: Sinval Itacarambi Leão (Revista Imprensa) Participantes: Adísia de Sá (O Povo/Revista Imprensa), Ivanildo Sampaio (Jornal do Bloco G Commercio – PE), Ricardo Melo (Unicap) Valdeck Santiago (Diário de Pernambuco) e 1º andar Henrique Barbosa (Folha de Pernambuco)(AUDITÓRIO G1) 14h - 16h A INTERCOM E A MEMÓRIA DAS CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO HOMENAGEM A GAUDÊNCIO TORQUATO Local: Bloco G4 O Pioneirismo nas Pesquisas sobre Comunicação Organizacional Sala 307 e Marketing Político Coordenação: Adolfo Queiroz (UMESP) e Margarida Kroling Kunsch (USP) Mediadora: Ada Dencker (Anhembi-Morumbi) Palestrantes: Margarida Kunsch (USP); Gaudêncio Torquato (ex-presidente da INTERCOM); Ivanildo Sampaio (Diretor de Redação do Jornal do Commercio), Manoel Carlos Chaparro (USP), Suzi Garcia Hantke, José Marques de Melo (presidente emérito da INTERCOM) e Antonio Hohlfeldt (presidente da INTERCOM) Apresentação do vídeo do homenageado Lançamento de livro sobre a obra da Profa. Dra. Anamaria Fadul, homenageada em 2010 16h - 18h MESA 50 ANOS DE JORNALISMO NA Unicap 61 Local: Coordenador: Alexandre Figueirôa Palestrantes: José Marques de Melo (UMESP); Evaldo Costa (Secretaria de Imprensa de Bloco G Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Pernambuco); Maria Salette Tauk (UFRPE); Eric Carrazzoni (Secretário de Comunicação 1º andar da Prefeitura do Recife); Maria Luiza Nóbrega (UFPE) e Cláudia Eloi (Sinjor/PE)(AUDITÓRIO G1) Homenagem da INTERCOM a Roberto Benjamin 19h 19h - 21h ASSEMBLÉIA GERAL DOS SÓCIOS Local: POSSE DA DIRETORIA 2012-2014 Hotel Coordenadores: José Carlos Marques (UNESP-Bauru) e Fernando Almeida (UMESP) Atlante PlazaGilberto Freyre 21h (AUDITÓRIO) ASSEMBLÉIA EXTRADORDINÁRIA Coordenadores: Antonio Holfeldht (INTERCOM) e José Carlos Marques (UNESP-Bauru)
  • 60. 5 de setembro 11h - 13h MESA: PANORAMA DA COMUNICAÇÃO NO BRASIL Local: Coordenador: Maria Cristina Gobbi (UNESP) Palestrantes: Marcio Pochmann (Presidente do IPEA), José Marques de Melo Bloco G4 (Presidente da SOCICOM), Daniel Castro (IPEA), Maria Cristina Gobbi (UNESP) Sala 307 14h - 17h PALESTRA ZILEIDE SILVA - TV GLOBO Local: Mediadora: Marliva Gonçalves (UCS) Bloco G 1º andar (AUDITÓRIO G2) 6 de setembro 9h - 12h A PESQUISA EMPIRICA NA PÓS-GRADUAÇÃO Local: EM COMUNICAÇÃO – Diagnóstico e Perspectivas Bloco G4 Mediador: Eduardo Medischt (UFSC) Palestrantes: André Lemos (UFBA), Maria Helena Weber (UFRGS), Julio Pinto (UFMG), Sala 307 Norval Baitello (FAPESP) 14h - 16h MESA CHARGE E HUMOR Local: Mediador: Adolpho Queiroz Bloco G Palestrantes: Luis Humberto Marcos (AssIBERCOM / ISMAI), Paulo Caruso (Chargista), Samuca (Associação dos Cartunistas de Pernambuco), Humberto Araújo (Jornal 1º andar Commercio Recife), Marcelo Briseno Marques de Melo (UMESP) e Antonio Clériston de (AUDITÓRIO G1) Andrade (DECOM, UFPE)62 I CONCURSO LUSO-BRASILEIRO DE CARTUM UNIVERSITÁRIOXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Premiação aos vencedores
  • 61. Jornadas Autorais 9h - 12h e JORNADAS AUTORAIS 14h - 16h Local: Paradigmas Brasileiros da Comunicação Blocos G e G4 6 de setembro 9h - 12h JA 1 – Homenagem a Luiz Beltrão Local: Mediadora: Tassiara Camatti (UCS) Palestrantes: José Marques de Melo (UMESP), Luis Maranhão (Maurício de Nassau) Bloco G Roberto Benjamin, Alfredo Vizeu (UFPE), Juliano Domingues (Unicap) 1º andar(AUDITÓRIO G2) 14h - 16h JA 2 – Centenário de Nelson Werneck Sodré Local: Mediadora: Ana Paula Goulart Ribeiro (UFRJ) Palestrantes: José Marques de Melo (UMESP/INTERCOM), Olga Sodré (UERJ), Luitgarde Bloco G4 Cavalcanti Barros (UERJ), Gisely Hime (FAAP) Sala 307 63 Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE
  • 62. XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 64
  • 63. VI Publicom 18h VI PUBLICOM Local: Bloco G Sessão de lançamento de livros e outros 1º andar produtos editoriais (SALÃO Coordenação: Osvando Morais (Uniso) e Adriana Dória e Paulo Fradique (Unicap)RECEPTIVO) 5 de setembro JORNALISMO Ů O Poder Cultural Desconhecido - Otto Groth - Coleção Clássicos da Comunicação Social Editora Vozes Coordenação: Antonio Hohlfedt Ů História da Imprensa Brasileira – Nelson Werneck Sodré – INTERCOM / EDIPUCRS – Reedição da clássica obra de Nelson Werneck Sodré em comemoração ao centenário do autor Apresentação: Olga Sodré Ů Webjornalismo Magaly Prado (FCL) Ů Narrativa Hipertextual Multimídia: um modelo de análise Marcelo Freire Pereira de Souza (UFSM) Ů Revista Comunicação & Sociedade Elizabeth Moraes Gonçalves (Umesp) Ů Rota 66 em revista - as resistências no discurso do livro-reportagem Ariane Carla Pereira Fernades (Unicentro) Ů De Gutenberg à Rede Globo: a nova cara do Jornal Nacional Cláudia Maria Arantes de Assis (Unifap) Ů Tom Regional – a voz dos filhos da terra Filomena Maria Avelina Bomfim (UFSJ) Ů 70 anos de Radiojornalismo no Brasil 65 Sonia Virgínia Moreira (UERJ), org. Ů Panorama do rádio no Brasil - Vol.1 Nair Prata (Ufop), org. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Ů Repórter Esso - Edição comemorativa dos 70 anos Luciano Klöckner Ů Mídia Sonora em 4 Dimensões - (textos do grupo de Rádio e Mídia Sonora do VIII Encontro Nacional de História da Mídia - Guarapuava) Organizadores: Luciano Klöckner e Nair Prata. E-book PUBLICIDADE E PROPAGANDA Ů Lula do sindicalismo à reeleição: um caso de comunicação, política e discurso Luciana Panke (UFPR) Ů Publicidade no plural - análises e reflexões Elizabeth Moraes Gonçalves (Umesp) Ů Duas faces da publicidade: campanhas sociais e mercadológicas Ana Marusia Pinheiro Lima Meneguin (UnB) Ů Século XXI: A Publicidade sem fronteiras? Rogério Luiz Covaleski (UFPE) RELAÇÕES PÚBLICAS E COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL Ů Relações Públicas: teoria, contexto e relacionamentos (2ª edição revisada e ampliada) James E. Grunig, Maria Aparecida Ferrari e Fábio França Ů Eventos – Estratégias de planejamento e execução Mariângela Benine Ramos Silva e Waldyr Gutierrez Fortes (UEL)
  • 64. Ů Relações Públicas Digitais 2.01 (e-book de livre acesso e distribuição através da internet) Marcello Chamusca (IFBA) e Márcia Carvalhal (Organizadores) Ů Práticas Acadêmicas em Relações Públicas: processos, pesquisas e aplicações Claudia Peixoto de Moura (PUCRS) Ů Integração entre Ensino e Extensão: Aprendizagem e Conhecimento Ana Maria Strohschoen (UNISC) e Elisio Rodrigues de FREITAS (UNISC) COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL Ů Fotografia e Jornalismo: a informação pela imagem Dulcília Helena Schroeder Buitoni (FCL) Ů OBITEL 2011 - Qualidade na Ficção Televisiva e Participação Transmidiática das Audiências Maria Immacolata Vassallo de Lopes (USP) e Guillermo Orozco Gómez (Universidade de Guadalajara) INTERFACES COMUNICACIONAIS Ů Revista Poéticas Visuais (UNESP-Bauru) Ricardo Luís Nicola (Unesp) Ů MATRIZes Vol. 4, No 2, 2011 (Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo) Maria Immacolata Vassallo de Lopes (ECA-USP) Ů Crianças, Cinema e Educação: além do arco-íris Monica Fantin (UFSC) Ů LIVRO – Revista do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição, n. 1 - NELE Núcleo de Estudos do Livro e da Edição Plinio Martins Filho (ed.); Marisa Midori Deaecto (ed.) – (USP) Ů PAULA BRITO: Editor, Poeta e Artífice das Letras org.: Ramos Jr., José de Paula; Deaecto, Marisa Midori; Martins Filho, Plinio (USP) Ů Estratégias e identidades midiáticas: matizes da comunicação contemporânea66 Daiana Stasiak (UFG) e Vilso Junior SANTI (PUCRS) Ů Pensando em Marketing EsportivoXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Jefferson Ferreira Saar (Unifap) Ů Olhares urbanos: estudos sobre a metrópole comunicacional Ricardo Ferreira Freitas (UERJ) e Vania Oliveira Fortuna (UVA) Ů O Surfe nas Ondas da Mídia: Esporte, Juventude e Cultura Rafael Fortes Soares (Unirio) Ů Depois da Revolução, a Televisão: Cineastas de Esquerda no Jornalismo Televisivo dos anos 1970 Igor SACRAMENTO (UFRJ) COMUNICAÇÃO, ESPAÇO E CIDADANIA Ů Trazos de una otra Comunicación en América Latina: prácticas comunitarias, teorías y demandas sociales Organizadores: Cicilia M. Krohling Peruzzo, Thomas Tufte e Jair Veja Ů Casanova Editora: Ediciones UNINORTE - Universidad del Norte (Colômbia)/ ALAIC-Sergipe (Brasil) Formatos: impresso e digital Ů Recortes brasileiros de ativismo midiático Sonia Maria Kurchaidt (Unicentro; Ariane Carla Pereira (UNICENTRO); Iris Tomita (UNICENTRO); Marcio Fernandes (Unicentro) Ů I Fórum Paraibano de TVs Públicas na Era Digital. Contribuições da sociedade para a construção de uma televisão interativa e de qualidade Diolinda Madrilena Feitosa Silva (UFPB) Ů Mídia, cidadania, manifestações culturais e questões de gênero Ariane Carla Pereira Fernandes (Unicentro)
  • 65. VI PublicomŮ Para que serve a TV Legislativa no Brasil e no mundo Carlos Jorge Barros Monteiro (Cruzeiro do Sul)ESTUDOS INTERDISCIPLINARES DA COMUNICAÇÃOŮ O Viés da Comunicação – Harold Innis (tradução de Luiz Martino – UNB) Coleção Clássicos da Comunicação Social Coordenação Antonio HohlfedtŮ Comunicação e História: partilhas teóricas Marialva Barbosa (UTP) e Ana Paula Goulart Ribeiro (UFRJ) – org.Ů Série Poéticas Visuais – Arte & Tecnologia (vol. 1) e Arte & Liguagem (vol. 1) Ricardo Luís Nicola (Unesp)Ů Design de Jóias: do Projeto ao Produto - Coleção Gauchidade Maria da Graça Portela Lisbôa (Unifra)Ů O modo de Vida do Caipira em obras de Almeida Junior Durce Gonçalves Sanches (Uniso)Ů Interação Legislativa on-line: Canais digitais da CLP para sociedade civil Tenaflae da Silva Lordêlo (UFPE)Ů Vozes da distensão e transição: o debate político na sociedade (Coleção Memória - INTERCOM) José Marques de Melo (Umesp) e Osvando Morais (Uniso), org.Ů Vozes da democratização e cidadania: A polêmica global-local (Coleção Memória INTERCOM) José Marques de Melo (Umesp) e Osvando Morais (Uniso), org.Ů Luiz Beltrão – (Coleção Memória Intercom) Osvando Morais (Uniso) e Rosa Maria Dalla Costa (UFPR) – org.Ů Cultura Popular Osvando Morais (Uniso) e Cicília Peruzzo (Umesp), org.Ů Quem tem medo de pesquisa empírica? - Livro do XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - INTERCOM 2011 Osvando Morais (Uniso) e Marialva Barbosa (UTP), org.Ů Metamorfose da Comunicação José Marques de Melo (INTERCOM) 67Ů De Bello Media Paulo Schettino (Uniso)Ů Turismo Cultural e Patrimônio Imaterial no Brasil Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Edson LeiteŮ O Grotesco nos Quadrinhos Fábio Luiz Carneiro M SilvaŮ Autópsias do Horror: A personagem de terror no Brasil Marcelo Briseno Marques de Melo (Umesp)Ů Revista Intercom - Revista Brasileira de Ciências da Comunicação
  • 66. XI ENCONTRO DOS GRUPOS DEPESQUISA DA INTERCOM(Divisões Temáticas) Ů DIVISÃO TEMÁTICA 1 | JORNALISMO Ů DIVISÃO TEMÁTICA 2 | PUBLICIDADE E PROPAGANDA Ů DIVISÃO TEMÁTICA 4 | COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL Ů DIVISÃO TEMÁTICA 5 | MULTIMÍDIA Ů DIVISÃO TEMÁTICA 6 | INTERFACES COMUNICACIONAIS Ů DIVISÃO TEMÁTICA 7 | COMUNICAÇÃO, ESPAÇO E CIDADANIA Ů DIVISÃO TEMÁTICA 8 | ESTUDOS INTERDISCIPLINARES
  • 67. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom 9h - 12h e XI ENCONTRO DOS GRUPOS 14h - 18h Local: DE PESQUISA DA INTERCOMBlocos G e G4 (Divisões Temáticas) Coordenação Geral: Sonia Virginia Moreira (Uerj) Coordenação Local: Alexandre Figueirôa (Unicap) Dias 4, 5 e 6 de setembro Dia 4 (Sessão 1) – 14h - 18h Dia 5 (Sessão 2) – 14h - 18h Dia 6 (Sessões 3 e 4) – 9h - 12h e 14h - 18h DIVISÃO TEMÁTICA 1 | JORNALISMO GP GÊNEROS JORNALÍSTICOS Coordenador: José Marques de Melo (Umesp) Vice-coordenador: Francisco de Assis (Umesp) DIA 4 Sessão 1 – Teoria, técnica e prática dos gêneros jornalísticos Coordenador(a): Roseméri Laurindo (Furb) 14h - 18h Local: Gêneros jornalísticos sob a ótica beltraniana   Bloco G4 Eduardo Amaral Gurgel (Umesp) Sala 605 Este ensaio tem como objetivo realizar uma revisão de literatura das obras de Luiz Beltrão para analisar como o autor conceitua o gênero jornalístico. O artigo se aterá às obras gerais: “Iniciação à filosofia do jornalismo” e “Teoria e prática do jornalismo”, e suas obras específicas: “A imprensa informativa – técnica da notícia e da reportagem no jornal diário”, “Jornalismo interpretativo – filosofia e técnica” e 71 “Jornalismo opinativo”. Para contextualização, valemo-nos do referencial teórico de Marques de Melo e Francisco de Assis. Acerca da metodologia, trata-se de cunho estrito qualitativo com observação das técnicas de pesquisa bibliográfica. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE O estudo conclui que muitos dos conceitos de Beltrão vigoram até hoje. Outros mudaram com a evolução tecnológica dos meios de comunicação. Ainda assim, há a necessidade de outros estudos sobre gêneros jornalísticos. Entre a teoria e a prática dos gêneros jornalísticos: o que dizem os manuais de redação   Francisco de Assis (Umesp) Este trabalho busca comparar o que os principais manuais de redação de impressos brasileiros – da “Folha de S.Paulo”, de “O Estado de S. Paulo” e de “O Globo” – definem ou esclarecem sobre os gêneros jornalísticos. O objetivo é entender o que a técnica do jornalismo orienta sobre os conteúdos que podem e/ou devem figurar nas páginas que chegam às mãos do leitor. Um aspecto interessante que esta leitura nos mostra reside no reducionismo que os guias costumam conferir aos gêneros, limitando explicações a itens que não dão conta de todo o processo e de todos os formatos publicados pelos periódicos; além disso, também percebemos a falta de uma definição pontual sobre o que os gêneros representam para tais jornais. A crítica-crônica de Apicius: um gênero híbrido na gênese do jornalismo gastronômico brasileiro   Renata Maria do Amaral (UFPE) Este artigo trata de um pioneiro do jornalismo gastronômico no Brasil, Apicius, que escreveu para o “Jornal do Brasil” durante mais de duas décadas, dos anos 1970 aos
  • 68. anos 1990. Identificado apenas pelo pseudônimo, o jornalista Roberto Marinho de Azevedo usufruía as vantagens do anonimato e escrevia sem sofrer pressões dos donos dos restaurantes. Seu estilo se utilizava de uma mistura dos gêneros jornalísticos opinativos crítica e crônica pois, ao mesmo tempo em que avaliava os pratos, também comentava fatos do cotidiano e narrava sua experiência de forma bastante pessoal. Aqui, discutimos a questão desse gênero híbrido e apresentamos exemplos tomados da obra apiciana. Cultura e mídia: hiatos e possibilidades nos jornais de Natal Maria Stella Galvão Santos (UnP) Problematizar a noção de cultura como recorte editorial, evidenciando as perspectivas culturais reveladas pelo jornalismo, investigar os desdobramentos dessas informações sobre o cotidiano da população, e na formação (ou não) de um leitor com um repertório cultural mais amplo. Estes, os objetivos fundamentais de uma pesquisa que se propõe a recortar o tipo de informação cultural mais comumente circulante nos jornais diários de Natal. Baile de máscaras: estilo e ethos na revista “Capricho”   Leticia Nassar Matos Mesquita (Ufes) A revista “Capricho” é uma publicação da Editora Abril direcionada ao leitor feminino dos 12 aos 18 anos. Em média, a revista, que circula quinzenalmente, possui 100 páginas, tem seis seções fixas e, dentre elas, uma que se destaca pelo tom de voz irônico: a “Coluna do Jerri”. Considerando um exemplar da revista como um único texto (e aqui examinaremos as edições de janeiro a novembro de 2010), este artigo se propõe a analisar como a “Coluna do Jerri” constrói seu estilo e como este corrobora na construção do ethos da revista “Capricho”. O perfil jornalístico e o interacionismo simbólico goffmaniano   Amanda Tenório Pontes da Silva (UFPB)72 Neste artigo pretendemos explorar o conceito de perfil jornalístico, formato revelador da identidade da personagem, através da exposição de passagens deXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação sua vida, mas tendo um acontecimento no presente que o motive. O perfil será compreendido a partir do interacionismo simbólico de vertente goffmaniana. Essa corrente de estudo do cotidiano tem forte amparo teórico em Simmel e influencia o entendimento da vida cotidiana sob a lógica das interações sociais na ótica dos atores. Escolhemos o interacionismo pois o mesmo trata de temas pertinentes à nossa pesquisa como: personagem, dramaturgia, representação e entrevista face to face. Narrativas literárias no jornalismo impresso diário: o caso dos jornais “Zero Hora” e “Gazeta do Sul”   Demétrio de Azeredo Soster (Unisc), Fabiana Piccinin (Unisc), Joel Haas (Unisc), Pedro Picolli Garcia (Unisc), Vanessa Kannenberg (Unisc) Este artigo observa resultados de pesquisa empírica realizada por 30 dias – de 1º a 30 de setembro de 2010 – em dois dos principais jornais diários do Rio Grande do Sul: “Zero Hora”, de Porto Alegre, e “Gazeta do Sul”, de Santa Cruz do Sul. Parte-se do pressuposto, na pesquisa, que a presença de determinadas categorias narrativas jornalísticas em jornais diários – diversional e interpretativo –, e o uso, por esses, de elementos da narrativa literária, representam uma estratégia por meio da qual os dispositivos reforçam seus vínculos identitários, viabilizando suas operações mercadológicas. Ao fazê-lo, provocam diferenças que geram diferenças, em que pese circunstâncias que primam no sentido contrário em um cenário de profunda imersão tecnológica, como aceleração dos processos e textos concisos.
  • 69. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom O jornalismo sensacionalista na imprensa sul-rio-grandense: uma proposta de codificação de gênero Fábio Antônio Flores Rausch (PUCRS) Este trabalho resulta da dissertação de mestrado do pesquisador (RAUSCH, 2011), defendida em março de 2011, e tenciona propor formas de codificação do gênero jornalismo sensacionalista. Orientado pela análise do discurso das mídias, de Patrick Charaudeau, e por revisão bibliográfica, entre autores brasileiros que se dedicaram à temática do sensacionalismo, este artigo traz um quadro codificador, com 19 verbetes e as correspondentes significações semânticas. Apresentam-se, ainda, quatro categorias, para verificar, de forma alegórica, níveis de sensacionalização, em narrativas sensacionais. Para esta oportunidade, destaca-se o Caso Daudt, crime impactante da história política sul-rio-grandense. Na dissertação, também foram trabalhados os casos Kliemann e Eliseu, totalizando 12 matérias de seis periódicos gaúchos. DIA 5 Sessão 2 – Gêneros jornalísticos: autoria e vestígios na história Coordenador(a): Ana Carolina Rocha Pessoa Temer (UFG)14h - 18h Local: A práxis inventiva dos gêneros e formatos no jornalismo de Arnon de MelloBloco G4 José Marques de Melo (Umesp) Sala 605 O jornalista alagoano Arnon de Mello destacou-se no cenário nacional como repórter inventivo, experimentando formas de expressão que antecipariam os contemporâneos gêneros jornalísticos e seus formatos. Focalizaremos aqui seus exercícios de criatividade no âmbito dos gêneros diversional, utilitário e interpretativo, exemplificando a práxis inovadora dos gêneros convencionais: informativo e opinativo. Características jornalísticas do polemismo de Nelson Rodrigues 73 na obra “Asfalto Selvagem” Roseméri Laurindo (Furb) Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Este trabalho verifica características jornalísticas do polemismo na obra “Asfalto Selvagem”, do escritor e jornalista brasileiro Nelson Rodrigues, livro que levantou questões a partir da história de Engraçadinha, personagem popular da literatura brasileira. Com a análise, discute-se aspectos da polêmica relacionados com a construção do polemismo enquanto gênero jornalístico. Realizou-se pesquisa exploratória para compreender as principais marcas do polemismo enquanto partícipe do discurso jornalístico e descritiva da obra de Nelson Rodrigues como importante brasileiro representante do estilo. Observou-se alguns elementos estruturadores da polêmica como enunciação, heterogeneidade, ethos e ironia. O autor nunca é neutro: a crítica na obra “Da seara do Booz”, do Cronista Humberto de Campos   Roberta Scheibe (Unifap) Neste artigo será averiguada a presença da crítica política na obra “Da seara do Booz” (1918), do cronista, poeta, jornalista e ensaísta Humberto de Campos. O artigo pretende exemplificar a temática através da análise de duas crônicas do livro. Além disso, será verificado o tipo de crônica predominante na obra pesquisada. A crítica deste tema diz respeito a temáticas e estilos postos em prática pelo autor. A análise será fundamentada nas classificações de crônica propostas por Antonio Candido, Luiz Beltrão e Afrânio Coutinho. A investigação utiliza o método analítico.
  • 70. A importância da crônica de Rubem Braga na representação do Rio de Janeiro da década de 1950   Alysson Bruno Martins Assunção (Uerj) Esse trabalho trata da importância do gênero crônica para a representação do Rio de Janeiro na década 1950, a partir de crônicas de Rubem Braga, publicadas em jornais nessa década. O percurso de análise aborda a crônica como gênero ligado ao jornalismo, que se define em relação a outros gêneros, como o literário e historiográfico. Além disso, busca delinear a figura do cronista em sua relação com a paisagem urbana e com o leitor. A relação de Braga com a cidade permite observar o contexto da época e as consequências da modernização do espaço urbano. A experiência é coletivizada e busca inserir o leitor como testemunha da dinâmica da paisagem. Conclui-se que as crônicas atuam na construção de representações contrárias aos discursos hegemônicos sobre a cidade, sendo importante instrumento de conservação da memória social. Os gêneros discursivos na “Carta do Descobrimento”   Fábio Gonçalves Ferreira (Umesp) O presente artigo tem o propósito de refletir a confluência de gêneros discursivos na carta inaugural do descobrimento do Brasil, redigida pelo escrivão Pero Vaz de Caminha e dirigida ao rei de Portugal, Dom Manuel, em 1º de maio de 1500. Para discutir essa temática, partiremos das noções de gênero em Bakhtin (1997) e Maingueneau (2001) e de concepções de linguagem em Koch (1995), descortinando o ambiente no qual o escrivão viu o Brasil depois de chegar a bordo do navio português. Percebe-se no documento um hibridismo entre os gêneros discursivos cuja mesclagem se apresenta de forma explícita, ora como uma carta pessoal, na qual o enunciador revela detalhes da intimidade dos nativos e pede favores, ora como relatório administrativo, no qual apresenta as possibilidades de riquezas da nova terra e, finalmente, como discurso publicitário, ao vender a imagem de uma terra rica e sedutora.74 Gêneros jornalísticos na revista “O Cruzeiro”   Ranielle Leal Moura (Umesp)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Este trabalho apresenta um estudo da revista “O Cruzeiro”, tendo como foco principal os gêneros jornalísticos praticados por essa publicação ao longo dos 47 anos em que pertenceu a Assis Chateaubriand/ Diários Associados. Com dois objetivos principais, procurou-se identificar, primeiramente, os gêneros, formatos e tipos de textos jornalísticos presentes na revista entre 1928 e 1975, além de definir as peculiaridades do jornalismo informativo do periódico. Por outro lado, procurou- se descobrir quais as principais temáticas abordadas pela mesma. Ambos os esforços foram realizados com o intuito de definir o perfil de “O Cruzeiro”. Não é elementar, caro Pierce: fragmentos de uma cobertura sobre o Caso Celso Daniel na “Folha de S. Paulo” Eduardo Luiz Correia (UnB), Liziane Guazina (UnB) A proposta deste artigo, resultado de um estudo ainda exploratório, é demonstrar que o modelo de construção da notícia do chamado jornalismo investigativo (enquanto subgênero) pode ser influenciado, em grande parte, pelo método inferencial da abdução do filósofo norte-americano Charles Sanders Pierce. A partir de um episódio da cobertura da “Folha de S. Paulo” sobre o caso Celso Daniel – amplamente divulgado pela mídia - pretende-se aqui analisar esta influência – e consequentes limitações decorrentes desta escolha -, com as imbricações narrativas de tal (sub)gênero jornalístico com a estrutura dos romances policiais, em particular, com os do escritor Sir Arthur Conan Doyle, criador do personagem estereotípico do detetive moderno: Sherlock Holmes.
  • 71. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da IntercomDIA 6 Sessão 3 – Gêneros jornalísticos na TV e na internet Coordenador(a): Demétrio de Azeredo Soster (Unisc) 9h - 12h Local: Notícias do Carnaval ou carnaval de notícias – um estudo sobre gêneros naBloco G4 cobertura telejornalística do Carnaval   Ana Carolina Rocha Pessoa Temer (UFG)Sala 605 No cenário atual da cultura e da economia nacional, o Carnaval é uma festa de mobilização popular e motor da indústria do turismo; elemento responsável por uma grande movimentação de recursos e pela mobilidade de um grande número de indivíduos, pauta obrigatória para o telejornalismo. Neste sentido, o objetivo deste trabalho é fazer uma análise do telejornalismo da Rede Globo de Televisão durante a semana que antecede o Carnaval e no decorrer da festa, buscando identificar o modelo de telejornalismo que se desenvolve nesse período. A análise irá se fundamentar no conceito de jornalismo diversional e do jornalismo de serviço, e da própria caracterização do conceito de cobertura jornalística. Violência e tradição: os líderes de opinião midiáticos no telejornalismo opinativo regional   Hendryo Anderson André (UFPR) É possível que âncoras de telejornais – tidos como formadores de opinião nos estudos funcionalistas – adquiram características de líderes de opinião no contexto proposto pelo sistema da folkcomunicação? Ao trabalhar com o gênero opinativo regional, por divergir da padronização imposta pelo telejornalismo polifônico, este trabalho busca, a partir de apropriações da sociologia do conhecimento, levantar algumas hipóteses sobre como o interlocutor utiliza-se da temática da violência urbana e da tradição para estabelecer um processo de confiança com o público. “Via Brasil” e identidade nacional – um estudo sobre o jornalismo diversional no Canal Globo News   Jose Eduardo Mendonça Umbelino Filho (UFG), Ana Carolina Rocha Pêssoa Temer (UFG) 75 A televisão brasileira vem passando por uma série de mudanças que alteram o cenário da produção e da recepção do jornalismo. Entre estas mudanças Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE está o crescimento das emissoras voltadas para a divulgação de informações jornalísticas, ou, no senso comum, emissoras com 24 horas de jornalismo. No entanto, na programação das emissoras se destacam alguns programas que fogem do jornalismo factual e se integram em outros modelos de jornalismo, opinativo, em alguns casos, diversional, em outros. Neste trabalho observamos um destes programas, o “Via Brasil”, com o objetivo de entender como ele se insere na programação da Globo News e quais características do seu conteúdo. A partir da observação deste conteúdo é feita também uma reflexão sobre a construção da identidade brasileira, e se esta construção está vinculada a aspectos ligados à cidadania e à inclusão dos cidadãos retratados no consumo. Sócrates vai ao programa de entrevista na TV: análise de técnicas de diálogo no “Roda Viva”   Raul Mourão Ruela (UFJF) Na análise do programa “Roda Viva”, da TV Cultura, verificamos como a possibilidade do emprego de técnicas do diálogo socrático pode favorecer a relação entre mídia, sociedade e política. Da antiga ágora à nova praça pública dos meios eletrônicos, questiona-se se a televisão, acusada de ofertar pouco espaço a assuntos de interesse público, mas marcada pela oralidade, pode favorecer o debate político e a democracia. O modelo de Sócrates emprega técnicas como a síncrise e a anácrise, as quais, entre outros fatores, caracterizam-se pela evocação de diferentes pontos de vistas, contradições das ideias em discussão e o estímulo ao interlocutor para externar suas opiniões. Para tanto, este trabalho analisa duas entrevistas do programa com o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, um
  • 72. diplomata cuja profissão tem o diálogo como uma das principais ferramentas para o jogo político. Gênero utilitário na internet: o jornalismo de serviço praticado no Brasil e Portugal   Tyciane Cronemberger Viana Vaz (Umesp) Este artigo tem como objetivo analisar o jornalismo de serviço praticado na editoria de saúde dos portais de notícia: Terra (Brasil) e Sapo (Portugal). Inicialmente, partimos da classificação dos gêneros jornalísticos, com foco na espécie utilitária, que denominamos também de jornalismo de serviço. Para a análise, foram selecionadas unidades de informação, correspondentes a matérias jornalísticas publicadas pelos sites mencionados. Ao final, verificamos que as editorias de saúde de ambos os portais publicam reportagens que acrescentam vestígios de informações utilitárias, instigando o leitor a uma possibilidade de ação e reação. Notamos que a editoria de saúde do Sapo tem uma tendência a postar mais informações de serviço, se comparado ao portal Terra. Também destacamos alguns tipos de jornalismo de serviço. A influência das assessorias de imprensa na publicação de notícias on-line da editoria de economia   Luana Cristina de Lima Magalhães (FCL) O artigo é fruto de uma pesquisa em andamento sobre a produção de notícias on-line no jornalismo econômico, tomando como objeto de estudos a relação entre assessores de imprensa e jornalistas. Levando em conta que os profissionais, nas redações, enfrentam vários desafios - publicar a quase todo momento, contar com um quadro de jornalistas reduzidos, discute-se o uso ipsis litteris dos releases, bem como as características do texto on-line, os critérios de noticiabilidade, a atuação das assessorias de imprensa e a forma como alguns releases foram veiculados nos portais de notícias na editoria de economia. Até agora, os resultados parciais apontam que: os jornalistas utilizaram praticamente os releases na íntegra, não76 entrevistaram as fontes sugeridas e não colocaram crédito para a assessoria de imprensa.XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Barragens, caos e mentira - a falsa credibilidade das mensagens do Twitter como fonte de informação durante o boato de alagamento no Recife em maio de 2011   Dario Brito Rocha Júnior (Unicap) Um espaço de 36 anos (1975 – 2011) separa dois grandes boatos ocorridos no Recife sobre um gigantesco alagamento que avançaria pela cidade em poucas horas. No mais recente, em vez do contato presencial, a mediação foi feita, com superior agilidade, por meio de redes sociais virtuais, notadamente o Twitter, causando, mais uma vez, quase quatro décadas depois, pânico, trânsito caótico e incertezas. O que torna-se interessante, na breve reflexão aqui proposta, com base em autores como Prado (2011), Primo (2008) e Chaparro (2007), é que as instituições oficiais a quem caberia esclarecer e divulgar que tudo se tratava de mentira, no caso o governo e a mídia tradicional, falharam na missão, subestimando o tempo e a baixa credibilidade que aparentemente possuem na rede de microblogs e demais suportes em meios tradicionais (sites oficiais, rádio e TV).
  • 73. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom GP HISTÓRIA DO JORNALISMO Coordenador: Aline do Amaral Garcia Strelow (UFRGS) DIA 4 Sessão 1 - O jornalismo e o jornalista no Brasil e em Portugal Coordenação: Antonio Hohlfeldt (PPGCOM-PUCRS)14h - 18h Local: Olhares sobre o universo dos jornalistas em Portugal e no Brasil: Bloco G uma perspectiva comparada   Sala 404 Fernanda Lima Lopes (UFRJ) Este artigo parte do cruzamento entre duas investigações sobre a identidade do jornalista - uma de viés mais sociológico, realizada em Portugal por uma equipe do CIES-ISCTE/IUL, e outra, integrada no doutorado de Comunicação da UFRJ, com o foco sobre o Brasil, - e procura identificar pontos de convergência e dispersão da profissão entre os dois países. Ao fazer isso, apresenta olhares e dados ainda inéditos. Levou-se em conta aspectos como a evolução do número de jornalistas ao longo do tempo, a formação superior enquanto veículo de acesso à profissão, a sindicalização, as referências derivadas da atuação prática etc. O trabalho também procura tecer críticas às metodologias quantitativas, apontando possíveis lacunas que precisam ser abordadas em olhares cuidadosos sobre o universo jornalístico. A imprensa angolana no âmbito da história da imprensa colonial de expressão portuguesa   Antonio Carlos Hohlfeldt (PPGCOM-PUCRS), Caroline Corso de Carvalho (PUCRS) O artigo busca compilar dados variados sobre a história de Angola, desde sua condição de colônia portuguesa, a partir do século XV, até o momento presente, para contextualizar a história do desenvolvimento da imprensa naquele território. Surgida no século XIX, como consequência de uma decisão do governo colonial que, até então, sempre interditara tal iniciativa, a imprensa se concretizou a partir de um boletim oficial que logo abriu caminho para publicações ditas independentes. Se a primeira geração de jornalistas em Angola era constituída de homens europeus 77 brancos, funcionários públicos deslocados para a colônia ou exilados politicamente, a segunda geração já é formada por homens naturais de Angola, o que possibilita Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE as primeiras manifestações independentistas. A síntese histórica que pretendemos encerra-se com a imposição da ditadura salazarista. O Brasil no “Mercúrio Português” (1663-1667): entre a esperança e o empolgamento   João Lourival da Rocha Oliveira e Silva (UFP), Jorge Pedro Almeida Silva Sousa (UFP) Através de uma análise qualitativa do discurso, descrevem-se, aqui, os conteúdos respeitantes ao Brasil do “Mercúrio Português” (1663-1667), segundo periódico a ser publicado em Portugal. Concluiu-se que as notícias sobre o Brasil publicadas no “Mercúrio” dizem respeito quase exclusivamente ao comércio entre a metrópole e o Brasil Colônia e à construção naval. No entanto, intui-se que António de Sousa de Macedo, redactor do “Mercúrio”, olhou para o Brasil com esperança e empolgamento. Esperança porque do Brasil afluíam os recursos de que Portugal necessitava para manter a guerra pela sua independência que travava com Castela; empolgamento porque se percebia que o Brasil oferecia ao Reino enormes possibilidades de exploração e uma retaguarda estratégica particularmente útil numa guerra – o que, aliás, se tornou visível em 1808. Histórias de jornalistas: a narrativa da memória de profissionais como possibilidade de construção do conhecimento sobre a história do jornalismo   Cicélia Pincer Batista (UPM), Vanderlei Dias de Souza (UPM) O trabalho pretende discutir a narrativa de jornalistas brasileiros que atuam e/ ou atuaram nas últimas cinco décadas, sobre a sua trajetória profissional, como
  • 74. possibilidade de construção do conhecimento sobre a história recente do jornalismo brasileiro. Para tanto, apoia-se num revisão bibliográfica sobre as interações entre memória, narrativa, história e profissão jornalística, bem como na experiência da atividade complementar de pesquisa e ensino “Memórias de Jornalistas”, desenvolvida, desde o segundo semestre de 2010, por professores e alunos do Curso de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.   Os “consagradores”: a atuação das comissões julgadoras do Prêmio Esso de Jornalismo (1964-1978)   Marcio de Souza Castilho (UFRJ) O artigo tem o objetivo de examinar o trabalho dos jornalistas que compunham o júri do Prêmio Esso de Jornalismo, tradicional programa em reconhecimento ao trabalho dos profissionais de imprensa no Brasil. Procuramos verificar a composição dessas comissões e o conjunto de valores que orientavam os jornalistas julgadores na seleção das reportagens vencedoras. A análise se restringe ao período 1964- 1978, da instauração do regime militar no país até o início do processo de abertura política, com a extinção do Ato Institucional nº 5. Partimos do pressuposto de que o exame dessas questões, na perspectiva dos julgadores, complementa outros estudos sobre os processos identitários no campo jornalístico. DIA 5 Sessão 2 - História da imprensa brasileira: métodos de pesquisa, 14h - 18h tecnologias e personagens Coordenador(a): Marialva Carlos Barbosa (UTP) Local: Bloco G História e modos de comunicação do século XIX: leituras (e escrita) dos escravos Sala 404 brasileiros Marialva Carlos Barbosa (UTP)78 O texto apresenta os primeiros resultados da pesquisa “História, testemunho e valores: práticas de comunicação dos escravos brasileiros do século XIX”, desenvolvida com o auxílio do CNPq. Mostra algumas práticas de leitura dosXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação escravos no século XIX, enfatizando as leituras de primeira, de segunda e de terceira natureza realizadas. Detém-se especialmente no caso do escravo Romão, que, com sua letra firme, assinou o processo em que solicitava sua própria carta de alforria. Análise da “História cultural da imprensa”, de Marialva Barbosa   Hérica Lene Oliveira Brito (Ufes), Francisca Selidonha (UVV/ES) Este artigo tem como objetivo analisar a obra “História cultural da imprensa Brasil – 1800-1900” (2010), de autoria da pesquisadora Marialva Barbosa, na perspectiva do método científico de estudos indiciários, criado pelo historiador italiano Carlo Ginzburg, com base na obra “Mitos, emblemas e sinais” (2009), na qual o historiador apresenta o paradigma do saber indiciário, inspirado em Sigmund Freud, Sherlock Holmes, no crítico de arte Morelli e muitos outros. Pretendemos apresentar as marcas indiciaristas da obra de Marialva Barbosa, de relevância para o ensino da História da Imprensa Brasileira e, ao mesmo tempo, apresentar a pesquisa indiciária como proposta científica nos estudos da comunicação, pela proximidade de campo. Desenvolvimentos técnicos, jornalistas, mulheres e escravos: revistando os princípios da história da imprensa brasileira   Camila Mozzini (UFRGS) Desenvolvimentos técnicos progressivos? Público feminino passivo? Escravos e escravidão apartados dos debates da imprensa? Em meio a um contexto jornalístico ainda artesanal, é interessante revisitar algumas movimentações desta época de
  • 75. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom profundas transformações no modo de reportar e informar os fatos históricos e cotidianos. Por esta razão, o presente artigo realiza um breve voo acerca do desenrolar deste período com o intuito de aprofundar alguns aspectos da história dos primórdios da surpreendente imprensa brasileira. Correio, telegrafia e o circuito das notícias no século XIX   Leticia Cantarela Matheus (Unipli) O trabalho questiona a utilidade do marco da instalação da agência Havas no Brasil como parâmetro para a adoção do telégrafo pelo jornalismo. Para isso, percorre alguns circuitos noticiosos entre Europa e Brasil e, dentro do território nacional, via correspondência marítima e por telegrafia, tentando avaliar o papel da Havas no processo de aceleração da produção jornalística. O artigo investiga o impacto, ou não, do telégrafo no ritmo de atualização da notícia, no tipo de informação e na sensação de aceleração. Apresenta um estudo comparativo entre exemplares de alguns dos principais diários que circularam no Rio de Janeiro e na Província de Niterói, entre 1870 e 1900 (“Jornal do Commercio”, “O Fluminense”, “Jornal do Brasil’, “Gazeta de Notícias”, “Diário do Rio de Janeiro’; “Gazeta da Tarde”; “O Paiz”; “A Pátria” e “A Notícia”). Oliveira Paiva e o pensamento de uma época: imprensa científica e abolicionista no Ceará de 1880  Tiago Coutinho Parente (UFC) O presente artigo traz um perfil intelectual do cearense Oliveira Paiva. Escritor e jornalista, Paiva viveu no período da segunda metade do século XIX. Integrante dos redutos intelectuais dos anos de 1880, ele participou de dois órgãos de imprensa: o jornal “Libertador” e a revista “A Quinzena”. Abolicionista e republicano, utilizou a palavra escrita como principal veículo para difundir suas ideias políticas. Na literatura, contribuiu para a difusão das discussões teóricas sobre o naturalismo no Brasil. Além do trabalho de crítico, deixou um legado de dois romances. Ao percorrer os rastros de Oliveira Paiva, procura-se apresentar também a lógica 79 de funcionamento e as intenções da imprensa cearense na segunda metade do século XIX. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PEDIA 6 Sessão 3 - Práticas jornalísticas nas regiões brasileiras9h - 12h Coordenador(a): Aline do Amaral Garcia Strelow (Umesp) Local: Mapeamento dos periódicos de Juazeiro-BA e Petrolina-PE (1901-1999)   Bloco G Andréa Cristiana Santos (Uneb)Sala 404 Este artigo tem como finalidade fazer um mapeamento dos periódicos que circularam nas cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), no período de 1901 a 1999, com a finalidade de fazer um inventário dos veículos, documentar aspectos da cultura e dos modos de produção do fazer jornalístico. A pesquisa, de natureza quantitativa e qualitativa, se baseou na metodologia da História da Imprensa, da História Oral e da pesquisa documental em livros memorialísticos, com consultas aos arquivos públicos e pessoais. A partir dessa catalogação, foi possível construir um banco de dados sobre a imprensa na região, no qual é possível ter acesso aos materiais referentes aos meios de comunicação e mapear os tipos de imprensa existentes, enfatizando o lugar de inserção destes periódicos e relação com a política local.
  • 76. Imprensa literária no Rio Grande do Sul no século XIX – textos e contextos Aline do Amaral Garcia Strelow (Umesp) Este trabalho é fruto de pesquisa ainda em estágio inicial, que propõe o estudo da imprensa literária do Rio Grande do Sul na segunda metade do século XIX. No período, nasceram e morreram inúmeros jornais de cunho literário no estado. Foram cerca de 70 publicações inspiradas e atuantes que, com sua presença, animaram a vida intelectual da província. O surgimento de tais periódicos está relacionado ao desenvolvimento da literatura gaúcha, ao aparecimento dos primeiros grupos literários na região e à formação de um novo público leitor. Nesta pesquisa, que tem como base a História Cultural, pretendemos analisar a imprensa literária que teve lugar nessa época, através do estudo de seus textos e contextos, tanto de produção, quanto de recepção pelos leitores. O jornalismo e a cidade   Célio José Losnak (Unesp) Este texto busca explicitar a vinculação entre jornal e cidade. Para isso, analisa um diário produzido no interior do estado de São Paulo nos anos 1920. Um viés da produção editorial do veículo é apresentar o real a partir do recorte temático da cidade. A sociedade é reportada, discutida e delineada também na dimensão da vida urbana estabelecendo estreitos vínculos entre redatores e leitores. No caso específico do jornal analisado, “Diário da Noroeste”, ele também atua em nível regional, abarcando um elenco de urbes e reforçando as ligações em rede existente entre elas. Jornalismo cultural: a produção de Patrícia Galvão no jornal “A Tribuna” (Santos)   Márcia Rodrigues da Costa (Umesp) O artigo aborda o ofício de Patrícia Galvão como jornalista cultural em Santos entre 1957 e 1961, por meio de uma análise de conteúdo qualitativa (análise crítica) da coluna “Literatura”, produzida pela jornalista ao longo de quatro anos no jornal80 “A Tribuna”. O resgate da atuação de Patrícia passa pela abordagem do seu duplo papel tanto como intelectual presente na redação do jornal quanto como ativista cultural, práticas complementares às quais se dedicou após abandonar a militânciaXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação político-partidária. O jornalista Álvaro Moreyra e a amizade Joëlle Rachel Rouchou (FCRB/CUC) O texto visa compreender como se dão as relações de amizade do escritor Álvaro Moreyra e seus amigos, tanto os poetas simbolistas como os jornalistas que o frequentam. Os simbolistas formaram o Grupo dos Sete, mantinham relações estreitas se escreviam, publicavam em revistas. Num segundo momento de sua vida, por volta dos anos 30/40, seus novos amigos escritores iam à sua casa para um tipo de salão literário. Nos interessa perceber a construção de si a partir do outro, no entendimento da identidade de Moreyra enquanto jornalista. Suas companhias, seus amigos, merecem vários relatos e crônicas com referências generosas a seus colegas de redação. Se há pouca correspondência trocada entre eles, nos parece que a arena escolhida para a troca de relações de afeto tenha sido as publicações: em revistas, livros e artigos.
  • 77. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom DIA 6 Sessão 4 - Jornalismo especializado: cobertura internacional,14h - 18h policial, de guerra e política Coordenador(a): Aline do Amaral Garcia Strelow (Umesp) Local: Bloco G Imprensa em tempos de guerra: a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial Sala 404 vista através do “Correio da Manhã” Aline Andrade Pereira (UFF) Este artigo investigará a cobertura da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial pelo jornal “Correio da Manhã”. Interessa-nos pensar o papel ativo da imprensa em um regime ditatorial de traços fascistas. O foco é pensar a lógica da cobertura, que buscava justificar os esforços de guerra a partir dos ideais liberais capitaneados pelos Aliados. Pretendemos contribuir para a formulação de uma metodologia de estudos da história do jornalismo onde a perspectiva historicista contribua para o entendimento da lógica da produção de notícias, sem perder de vista as especificidades do campo jornalístico. Entre a lei e a execução: uma genealogia dos grupos de extermínio na imprensa carioca  Flora Côrtes Daemon (UFF), Kleber Mendonça (UFF) Propomos, neste artigo, a realização de uma genealogia que tem início nos anos cinquenta, com os grupos de extermínio, e que nos permite observar, a partir de uma perspectiva histórica, fenômenos recentes como a criação de milícias urbanas. Para tanto, analisaremos as coberturas de imprensa a respeito destas organizações, com vistas aos momentos de aproximação e incentivo tanto quanto aos movimentos de ruptura, a partir de um olhar sobre os deslizamentos de enfoques (explícita ou silenciosamente). Desta forma, serão destacadas reportagens emblemáticas, como as protagonizadas pelos Esquadrões da Morte, nos anos 70 e 80, de modo a investigarmos as consequências, para o debate da violência hoje, da falta de complexificação histórica das notícias, que pecam por não perceber a relação entre tais grupos de extermínio e os grupos milicianos contemporâneos. 81 Imagens de um caso de polícia: a cobertura fotográfica do “Crime do Simca” Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE pela “Folha de Londrina” (1963-1964)   Bruna Mayara Komarchesqui (UEL) Este trabalho tem como objetivo analisar a cobertura imagética feita pela “Folha de Londrina” durante as investigações do que ficou conhecido na cidade como “Crime do Simca”. No período de dezembro de 1963 a setembro de 1964, o jornal dedicou grande espaço para textos e imagens sobre o caso, dando voz aos advogados de acusação e defesa da ré Maria Neusa Ferreira, acusada de matar o amásio e tentar levar o corpo para outra cidade. Conclui que as fotografias publicadas em cada edição do jornal eram escolhidas de maneira a corroborar a tese criada pelo advogado que aparecia como fonte da matéria – ora o de defesa, ora o de acusação. Apesar disso, as imagens hoje são de fundamental importância para a recuperação de um momento da história de Londrina e podem ser consideradas o retrato do pensamento de uma época. Mediação jornalística, conservadorismo político e transição negociada: a “Coluna do Castello” e os limites da anistia no Brasil (1979)   Layanna Cristina Lourenço de Azevedo (UFF) Este trabalho visa a analisar a coluna do jornalista Carlos Castello Branco no “Jornal do Brasil”, conhecida como “Coluna do Castello”. Tal análise será feita sobre o ano de 1979, mais especificamente em relação ao papel exercido pelo jornalista na discussão sobre anistia política no Brasil. Parte-se do pressuposto de que o colunista foi um agente de relevo na mediação entre Estado e elites políticas, tendo sido a “Coluna do Castello” um espaço de interlocução fundamental para a conciliação da sociedade brasileira após o anúncio da abertura política do regime militar brasileiro (1964-1985).
  • 78. História do jornalismo internacional on-line no Brasil: análise da versão virtual da editoria mundo do jornal “Folha de S.Paulo” Marina Muniz Mendes (UFG) Este trabalho analisa a evolução do jornalismo internacional brasileiro, no suporte internet. Para acompanhar o desenvolvimento, foi estudada a editoria Mundo da “Folha Online”, desde sua primeira interface, em 2001, seguida pelas interfaces de 2005 e a atual, compreendendo um total de três fases analisadas. A partir da análise foi traçada uma comparação entre as fases, para traçar a evolução on-line do jornalismo internacional.82XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação
  • 79. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom DIA 4 GP JORNALISMO IMPRESSO Coordenadora: Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP)14h - 18h Local: Bloco G Sessão 1 - Jornais de referência, populares e popularescos: Sala 402 múltiplas abordagens Coordenador(a): Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP) A representatividade da Polícia Militar de Minas Gerais na narrativa do “Super Notícia” Marise Baesso Tristão (UFJF), Christina Ferraz Musse (UFJF) Este artigo tem o objetivo de mostrar, por meio da análise de conteúdo, como a narrativa do “Super Notícia”, jornal mais vendido entre os mineiros, e com a maior tiragem hoje no país, faz a representação da Polícia Militar de Minas Gerais na seção “Notícia do Dia”, principal reportagem do tabloide. A representação dos fatos no jornal popular e os valores-notícia dos assuntos relacionados com o crime neste tipo de mídia também serão tratados aqui. O jornalismo popular e as práticas publicitárias   Mirian Martins da Motta Magalhães (Unisuam), Alexandre Carlos Madruga (Unisuam) Desde seus primórdios, o jornal impresso luta pela sua permanência buscando formas de atrair cada vez mais leitores, seja pela natureza de suas informações – no início majoritariamente referentes à política e à economia, seja pela veiculação de um conteúdo mais emocional, as chamadas fait divers – com a fórmula sexo, sangue e violência estampando e clamando pela curiosidade popular. Entretanto, com a inserção da publicidade nas páginas dos jornais, a atividade passou a ter que lidar também com estratégias comerciais (estratégias de marketing), unidas às práticas jornalísticas já fundamentadas na atividade. Atualmente, o denominado jornalismo popular tem crescido, arrebatando mais leitores diariamente. Esta pesquisa visa refletir sobre o aumento desta preferência, porém relacionando-a também ao 83 crescimento da inserção publicitária nestes periódicos. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE A variedade lexical no jornal “Aqui PE”   Felipe Casado de Lucena (Unicap) Este artigo aborda a variedade lexical presente nas notícias do jornal “Aqui PE”, considerando que a utilização de determinadas expressões está diretamente ligada à variante linguística de cunho social (diastrática) utilizada pelo seu público-alvo (classes C, D e E). Para entender melhor esse fenômeno, esta pesquisa se fundamentou nos estudos de Ilari (2007) a respeito do léxico e da variação diastrática. Também foram utilizadas como base Amaral (2006), Pedroso (2001) e Dias (1996) e seus estudos a respeito da concepção de jornalismo popular, a fim de compreender o processo de construção das notícias. O comunicacional na capa do jornal popularesco: uma reflexão sobre a experiência de leitura Ricardo Duarte Gomes da Silva (UFMG) No cenário de desafios de sobrevivência dos veículos impressos na atualidade, este artigo tenta apresentar a existência do comunicacional constituído na capa dos jornais impressos popularescos. A partir das experiências empíricas desenvolvidas em pesquisas sobre os jornais “Super Notícias”/MG e “Meia Hora de Notícias”/RJ, produzimos uma reflexão sobre a experiência de leitura da capa do jornal tabloide. Indícios nas capas apresentam sintomas dessa tentativa de formação de um espaço de conversação dos sujeitos em/na comunicação, que organizam sentidos nessa experiência. A vinculação da realidade com o subjetivo, da forma com o sentido, constituem o mundo social das pessoas, seus engajamentos, sua mobilidade,
  • 80. suas atividades organizantes, desenhando a função expressiva e constitutiva do comunicacional na capa do jornal.   A cobertura esportiva do “Jornal do Commercio”: o discurso religioso do jornalismo profano Patrícia Paixão de Oliveira Leite (UFPE) A proposta deste artigo é elaborar uma reflexão acerca do discurso religioso adotado pelo “Jornal do Commercio” na cobertura da vitória do Santa Cruz no Campeonato Pernambucano de Futebol 2011. Ao abordar a conquista do time tricolor na sua capa e nas páginas do caderno especial, o periódico ressignifica o discurso do sagrado, que pode ser observado em fotos, títulos e matérias. Interessa aqui verificar, para além da materialidade linguística, o que faz o jornalismo retomar discursos de campos de conhecimento diferentes. O aparato teórico escolhido para nortear a investigação do corpus foi a Análise do Discurso, em especial as teorias sobre interdiscursividade, que oferecem arcabouços teóricos eficientes para tal observação. Para cada leitor, uma gripe sob medida: construção de sentidos sobre a epidemia de influenza H1N1, em 2009, nos jornais “O Globo”, “Extra” e “Expresso”   Tania Regina Neves da Silva (Fiocruz) A epidemia de influenza H1N1, que eclodiu no México em março de 2009 e nos meses seguintes espalhou-se pelo mundo, ganhou corpo na imprensa brasileira como um dos mais importantes fenômenos midiáticos sobre um tema de saúde dos últimos tempos, numa cobertura jornalística que se estendeu por mais de quatro meses consecutivos. A fim de observar como foram construídos os sentidos sobre aquela epidemia no Rio de Janeiro – onde uma mesma empresa de mídia controla 69% do mercado de jornais, com três títulos voltados para públicos diferentes – este trabalho analisa a cobertura do dia em que foram noticiados os primeiros casos suspeitos da doença no país, comparando os discursos produzidos pelos jornais “O Globo”, “Extra” e “Expresso da Informação’.84 A inocência em matizes gris: a abordagem do “Correio Braziliense” sobre o abusoXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação sexual infanto-juvenil   Aldenora Moraes de Oliveira Paula (UCB) Nosso objetivo é analisar as matrizes discursivas sobre o abuso sexual infanto-juvenil presentes na cobertura do jornal diário “Correio Braziliense”. A partir da premissa de que as notícias são uma construção social, investigamos as representações sociais acerca do tema no espaço público midiático, bem como o papel do imaginário na produção dos sentidos sobre violência sexual contra crianças e adolescentes. Neste trabalho, concentramo-nos em uma chamada de capa e uma reportagem sobre o assunto. Por meio da Análise de Discurso de vertente francesa, destacamos as matrizes encontradas referentes à representação do abusador sexual, o anseio da sociedade em se obter uma justificativa para a violência e a necessidade de se encontrar um culpado. Constata-se que a imprensa necessita ampliar a discussão sobre o tema e aprofundar sua cobertura.
  • 81. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom DIA 5 Sessão 2 - Análises de caráter político/ideológico14h - 18h no jornalismo impresso Coordenador(a): Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP) Local: Bloco G Baton na primeira página: a vitória de Dilma Rousseff noticiada pelos jornais Sala 402 impressos brasileiros   Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP), Lennita Oliveira Ruggi (UFPR) O artigo apresenta uma pesquisa acerca das manchetes jornalísticas noticiando a vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2010. Utilizando aporte das teorias feministas, o planejamento gráfico e a construção do discurso são objetos de análise que possibilitam refletir sobre a mobilização de estereótipos de gênero para divulgar a eleição da “primeira mulher” à chefia do executivo. A pesquisa abarca duas dezenas dos principais jornais diários brasileiros, das várias regiões do país. Conjunto heterogêneo de representações - que num dos extremos inclui uma assinatura de baton de Dilma -, algumas características compartilhadas pelas coberturas permitem acessar a linha editorial hegemônica utilizada pelos jornais nacionais para publicizar o resultado das eleições. O enquadramento na cobertura do período pré-campanha: uma análise comparativa de “Veja” e “IstoÉ” sobre os presidenciáveis das Eleições de 2010   Michele da Silva Tavares (UFBA) O presente artigo tem como objetivo colaborar com a continuidade da discussão sobre os estudos do enquadramento, ao analisar como se deu a cobertura das duas revistas semanais de informação, “Veja” e “IstoÉ”, durante o período de pré-campanha das eleições 2010, no que se refere ao enquadramento dos três principais candidatos à presidência da República. Utilizando a análise do conteúdo de editoriais e reportagens publicados durante os meses de maio e junho do referido ano, é possível reconhecer os tipos de enquadramentos empregados na cobertura das revistas em relação a esta disputa eleitoral. O referencial teórico que guia esta investigação está moldado nas contribuições de Robert Entman, entre outros autores que ampliaram os estudos sobre o enquadramento. 85 Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Reflexões sobre o sistema midiático brasileiro e seus vínculos políticos: um escândalo nas páginas de “O Globo” e de “O Estado do Maranhão”   Pâmela Araujo Pinto (UFF) Este artigo discute as relações entre o centro e as margens da comunicação no Brasil e seus vínculos com a política. Trabalhou-se com a ideia de uma geopolítica da imprensa brasileira, na qual a diferença entre o jornalismo produzido na região Sudeste e o jornalismo regional diz respeito à distribuição de poder entre as esferas de centro e margem. Realizou-se um estudo comparado acerca do enquadramento adotado na cobertura do caso Lunus em “O Globo” e “O Estado do Maranhão”. Estudou-se uma síntese do corpus de 297 matérias, utilizadas na pesquisa do mestrado. Mostrou-se que os limites entre o jornalismo nacional e regional são flexíveis e que estes conceitos podem ser invertidos de acordo com o contexto no qual os veículos estão inseridos. A produção jornalística sob um viés dialógico  Élida de Lima Ferreira (UCPel) O trabalho proposto tem como objetivo central discorrer sobre a produção jornalística, considerando os pressupostos da teoria dialógica do discurso (Bakhtin, 1952-1953/2003), especialmente o princípio de dialogismo e a noção de enunciado, em interlocução com estudos sobre a mídia (Charaudeau, 2006; Rodrigues, 1994; Traquina, 2005), os quais permitem vislumbrar, mesmo que em parte, os efeitos de sentido produzidos na cena discursiva construída pelos jornais, principalmente no que se refere às pretensas “imparcialidade”, “objetividade” e “veracidade” das informações eleitas para figurar na capa dos jornais impressos.
  • 82. A comemoração do fato histórico no jornal   Lidiane Santos de Lima Pinheiro (UFBA e Uneb) O presente é supervalorizado no jornalismo contemporâneo, pois este visa cobrir acontecimentos atuais e relevantes para o público. Porém, a imprensa não deixa de atribuir relevância e atualidade a determinados eventos do passado. Ainda assim, pouco se estuda sobre tal atribuição de valor a fatos históricos pela mídia. Visando investigar as ocasiões em que o fato histórico é celebrado pelo jornal, estudaremos um caso em particular: o resgate da Guerra de Canudos por “O Estado de S. Paulo” ao longo de um século. Para isso, pesquisaremos as matérias deste veículo sobre o tema, de 1896 a 2009, e nos fundamentaremos em estudos teóricos sobre as funções da comemoração e o uso do passado no jornalismo.   O céu, a água, o sol e o mar. Representações do Nordeste turístico   Luis Celestino de França Júnior (UFC) Dando continuidade à pesquisa desenvolvida no âmbito do Grupo de Pesquisa CNPq Mídia, Imagem e Representaçoes da Universidade Federal do Ceará (UFC), que busca estudar diferentes representações da região Nordeste na mídia, o trabalho apresenta um levantamento quantitativo da presença do Nordeste no caderno de Turismo da “Folha de S. Paulo”, bem como uma análise do discurso das reportagens em que a região aparece. O artigo tem como objetivo mostrar que as tradicionais imagens do sertão seco não esgotam as referências sobre a região, costumeiramente tratada como paraíso de sol e praias, tudo bem moldado e construído dentro de uma estratégia de consumo. Do impresso aos blogs: a busca de jornalistas pela liberdade de expressão em novos métodos e processos produtivos Cláudia do Carmo Nonato Lima (USP) Este artigo apresenta uma discussão baseada em duas hipóteses de pesquisa: a primeira aponta que os jornalistas com vasta experiência na profissão estão86 migrando dos impressos e da televisão para blogs independentes; a segunda pontua que os profissionais tomam essa atitude porque buscam maior autonomia, liberdadeXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação de expressão e realização profissional, o que encontram nessa nova mídia e gênero jornalístico. Toma-se o conceito clássico de jornalismo e de sua deontologia e analisa- se seu desenvolvimento ao longo dos séculos XX e XXI, à luz das mudanças ocorridas no mundo do trabalho do jornalista e da organização das empresas de comunicação na contemporaneidade. O referencial teórico conceitua o trabalho e a comunicação como atividade humana (Schwartz), constitutiva da ontologia social (Marx). DIA 6 Sessão 3 - Narrativas em revistas e colunas; reflexão sobre a 9h - 12h narrativa jornalística Coordenador(a): Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP) Local: Bloco G Vidas ordinárias, eventos extraordinários: estudo de caso da coluna Esquina, da Sala 402 revista “Piauí”  Rogério Martins de Souza (UniFOA) O presente trabalho tem o objetivo de analisar a coluna “Esquina”, da revista de jornalismo “Piauí”. Trata-se de uma coluna não assinada e que contém, a cada mês, pequenas reportagens e perfis de personagens, anônimos ou não, envolvidos em eventos singulares. São textos que seguem o estilo dos antigos fait divers, contextualizando-os de forma mais rebuscada e irônica para os dias de hoje. A análise compreende textos da coluna de janeiro a junho de 2011, ano em que a revista completa cinco anos. Pretende-se desta forma considerar como o jornalismo impresso busca hoje renovar-se e adaptar-se à contemporaneidade.
  • 83. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da IntercomA revista “Piauí” e os caminhos para a apuração jornalística  Géssica Gabrieli Valentini (UFSC)A revista “Piauí” foi lançada em 2006 e, desde então, surgiram muitas suposições ehipóteses sobre sua classificação, seja de profissionais de comunicação, do públicoou de pesquisadores. Seria jornalismo literário ou new journalism? Herança darevista “Realidade’ ou paródia da americana “The New Yorker”? Ao lançar um olharsobre a publicação, percebe-se que, mais importante do que buscar aproximaçõesou enquadrá-la em categorias existentes, é identificar contribuições relevantescomo, por exemplo, seu esforço por uma apuração minuciosa. Assim, através dosprocedimentos metodológicos do estudo de caso e da revisão bibliográfica, a partirde uma amostra de três reportagens, buscou-se refletir sobre a importância dessaetapa do processo jornalístico. Os resultados visam motivar a discussão e a buscados caminhos possíveis para a construção de cada realidade.Um espetáculo de corpo: representações de Kate Middleton na passarela da mídia  Vanessa de Moraes Ribeiro (Uerj)O presente artigo visa debater a dimensão simbólica dos corpos na sociedadecontemporânea, tomando como exemplo a exposição de Kate Middleton rumo aocasamento com William, neto da rainha Elisabeth. De cerimônia inglesa a um eventoglobal assistido por mais de 2 bilhões de espectadores de todo o mundo, graçasàs transmissões midiáticas em 29 de abril de 2011, identificamos que as narrativassobre o evento e seus preparativos valorizavam o corpo, nas vestes, nos protocolose na etiqueta principalmente da noiva, exaltando-o como um fato social na medidada importância da monarquia britânica na esfera política. Neste breve estudo,iremos analisar as representações de Kate Middleton na edição 2214 da revistasemanal “Veja” - a jovem plebeia que já é um marco na tradição da família real.Sentidos em circulação: Como as revistas “Veja”, “IstoÉ” e “Época” atualizam seuscontratos de leitura a partir de temas relacionados à internet  Paulo Fernando de Carvalho Lopes (UFPI), Maria de Lourdes Pereira Sousa (UFPI) 87Analisa como as revistas semanais de informação “Veja”, “Época” e “IstoÉ” fazem ossentidos circularem ao trabalhar com temas ligados à internet. Parte-se da hipótese Intercom 2011 | Unicap | Recife - PEque o objetivo das revistas é atualizar o contrato de leitura (VERÓN, 2004). O corpuscompreende amostras dos três suportes, coletadas nas três primeiras semanas domês de agosto de 2010, somando nove edições. O referencial teórico-metodológicoadotado é a Teoria dos Discursos Sociais (PINTO, 1999). No processo de análise,investigamos as marcas enunciativas deixadas na superfície dos textos a fim deidentificar os modos e as estratégias utilizadas por cada revista na abordagem deassuntos relacionados ao mundo virtual, com o objetivo de manter-se fiel e atual aoredefinir sua contratualidade com o público leitor.Clarice ficcionista e jornalista - o feminino nas colunas escritas por ClariceLispector e por suas Máscaras  Luana Silva Borges (UFG)Clarice Lispector, em obra ficcional, consagrou-se por revelar o mundo dadesordem, o coração selvagem da vida que pulsa atônito. A mesma autora, deestilo poético e indagador, se dedicou, nas décadas de 1950 e 1960, ao feitio decolunas femininas para páginas de jornal. Na imprensa voltada a mulheres, escreveuconselhos que ajudavam suas leitoras nas lides do lar, na conquista do homemamado, na escolha de vestuários. Aqui, busca-se avaliar, a partir de aporte teóricocalcado em Marilena Chauí, os personagens femininos escritos por Clarice em seuscontos e nas páginas de jornal. Por meio da comparação entre textos ficcionais (“Amenor mulher do mundo”, “O búfalo” e “A imitação da rosa”) e colunas nos jornais(“Comício”, “Correio da Manhã” e “Diário da Noite”), o leitor se depara com umaClarice que nunca abandonou, mesmo na estanque página de jornal, o gosto pelointerdito e pelo jogo de disfarces.
  • 84. Narrativas fragmentadas ou Os efeitos da aceleração do tempo no noticiário impresso  Gabriela de Resende Nóra Pacheco (UFRJ) Pensar que a narrativa jornalística serve de âncora em meio à fragmentação do mundo consiste mesmo em uma ilusão. A narrativa, também ela fragmentada, não dá conta do ordenamento do mundo e, por isso, não deve ser encarada como único lugar de referência num mundo desordenado. Tendo por base a contribuição de autores como N. Elias e P. Ricoeur, o trabalho parte da relação entre tempo e narrativa para, refletindo sobre o jornalismo impresso, discutir a problemática da tendência à fragmentação e à efemeridade nos dias de hoje. Isto é, os modos de apropriação do real e de marcação dos fluxos temporais que afetam e definem de maneira intensa as relações, conteúdos e experiências sociais da contemporaneidade. DIA 6 Encerramento 12h - 13h Sessão 4 - Avaliação dos trabalhos da Divisão Temática Coordenador(a): Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP) Local: Bloco G Sala 40288XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação
  • 85. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom DIA 4 GP TELEJORNALISMO Coordenador: Iluska Maria da Silva Coutinho (UFJF)14h - 16h15 Vice-Coordenadora: Christina Ferraz Musse (UFJF) Local: Bloco G4 Sala 503 Telejornalismo, Cultura e Imagens Coordenador(a): Iluska Maria da Silva Coutinho (UFJF) Mediadores públicos: as imagens em destaque   Fabiana Cardoso de Siqueira (UFPE), Alfredo Eurico Vizeu Pereira Júnior(UFPE) O presente estudo busca compreender as novas relações que se estabelecem entre os jornalistas e os mediadores públicos. Os mediadores públicos são definidos como integrantes da audiência comunicativa e coprodutores das notícias, pois captam e enviam, eventualmente, imagens aos programas de TV. Para se realizar este artigo, foi feito um estudo de caso do “Jornal Hoje” (JH), da Rede Globo. O objetivo foi compreender, em que contexto (formato, temática, destaque) os jornalistas do JH exibem essas imagens dentro do telejornal. O período escolhido para gravação e análise dos programas foi de 30 de maio de 2011 a 04 de junho de 2011. Entre o real e o virtual: novas configurações imagéticas no telejornalismo Edna de Mello Silva (UFT) O objetivo do artigo é discutir como as novas tecnologias e o ciberespaço influenciam o jornalismo televisivo brasileiro, com o intuito de perceber as alterações na produção de notícias e as implicações nos conteúdos. O estudo revela ainda as inovações despertadas pela sociedade em rede e as mudanças conceituais na linguagem, bem como as articulações no processo da produção e veiculação da informação no telejornalismo, com enfoque na inserção de cenários virtuais e as implicações decorrentes deste processo na notícia televisiva. Imagens, jornalismo e trauma: a memória do 11 de setembro e a narrativa do 89 terrorismo na reportagem televisiva   Jorge Carlos Felz Ferreira (UFJF), Iluska Maria da Silva Coutinho (UFJF) Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Veiculadas por emissoras de televisão e jornais de todo o mundo, as imagens do atentado terrorista de 11 de setembro carregaram duas potências e funções aparentemente contraditórias: noticiar e comover. Mais do que se constituírem em registro de um momento indiscutivelmente relevante, elas foram capazes de instaurar a memória do trauma e, simultaneamente, em espécie de antídoto para ele. Além disso, o modelo de registro fotográfico e televisivo experimentado na cobertura do choque dos aviões com as torres gêmeas e seus desdobramentos estabelece também uma forma diferenciada de narrar a guerra, ao terror. O anúncio da morte de Osama Bin Laden, em maio de 2011, se constitui em um acontecimento midiático para a memória do atentado, e capítulo final do trauma. Dessa vez, contudo, é a ausência das imagens, comprovação, que marcam a narrativa. Estabilidade em fluxo: uma análise cultural do “Jornal Nacional”, da Rede Globo   Itania Maria Mota Gomes (UFBA) A partir da adoção do conceito de gênero televisivo como uma categoria de análise cultural, argumentamos que o “Jornal Nacional” constitui-se como ‘estabilidade em fluxo’: ou seja, representa o conjunto mais bem acabado de marcas que caracterizam um telejornal no Brasil, o que faz com que características que são do JN acabem por se confundir com elementos do subgênero telejornal, e configura-se como um produto da cultura e, como tal, contingente e transitório, um produto que se transforma ao longo do tempo e assume novos e diferentes sentidos em distintos momentos históricos.
  • 86. DIA 4 Representação e memória em um telejornal de referência Coordenador(a): Alfredo Eurico Vizeu Pereira Junior (UFPE) 16h30 - 18h Local: O sentido da política no “Jornal Nacional” no período eleitoral de 2010   Bloco G4 Fernanda Nalon Sanglard (UFJF), Paulo Roberto Figueira Leal (UFJF) Sala 503 O artigo aponta, por meio de análise de conteúdo, os significados de política que foram acionados na cobertura realizada pelo “Jornal Nacional”, da Rede Globo, durante as eleições presidenciais brasileiras de 2010. A intenção é verificar se houve algum tipo de abordagem predominante, não sobre os candidatos, mas sobre o próprio sentido do que seria a política – se as valências das notícias em relação ao fenômeno político entendido de forma ampla, e não meramente eleitoral, foram mais positivas, neutras ou negativas. Pretende-se verificar também qual foi o espaço diário destinado ao tema no telejornal e quais foram os enquadramentos jornalísticos preferenciais. JN alta performance: edição de primeiro de janeiro de 2011   Lilian Carla Muneiro (UFRN) A edição de primeiro de janeiro de 2011 do “Jornal Nacional” foi considerada histórica por dois grandes motivos: a celebração do novo ano e, principalmente, pela posse de Dilma Rousseff à presidência do Brasil. Nesse sentido, o telejornal explorou, em consonância ao projeto editorial adotado, o ingresso da primeira mulher ao cargo político mais expressivo e disputado do País, a despedida do ex- presidente Luis Inácio Lula da Silva - e, ao mesmo tempo, a própria mecânica do jornalismo em realizar seu trabalho, em cobrir o fato político. Este artigo tem sua investigação centrada na narratividade apresentada pelo jornal, diante da tentativa de (re)contar ao telespectador como foi a posse de Dilma e na performance jornalística, anunciada pelo próprio telejornal em torno da presença dos profissionais da televisão para que tal cobertura pudesse ser realizada. Telejornalismo e narrativas de identificação: as relações entre TV Globo Brasília,90 capital federal e história   Renata Venise Vargas Pereira (UFJF), Gilze Freitas Bara (UFJF)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Uma cidade e uma emissora de televisão fundadas no mesmo dia, em anos diferentes. A partir disso foi estruturada a reportagem exibida no “Jornal Nacional”, em 21 de abril de 2011, e que serve de objeto empírico para a análise. A matéria (re) constrói os fatos passados na capital federal nos últimos 40 anos, testemunhados pelos jornalistas da TV Globo Brasília. Profissionais com um papel ativo na história. A “parceria” comunicação e desenvolvimento está presente na matéria, numa demonstração de que o crescimento da emissora está ligado ao amadurecimento da capital. O artigo faz uma análise da reportagem, os processos de apropriação, configuração de identidades nacionais e locais, a partir da representação e da evocação da memória no telejornalismo. Tem como suporte reflexões dos processos de identificação e sua relação com a mídia. DIA 5 Reunião do Grupo de Pesquisa 13h - 14h Local: Bloco G4 Sala 503
  • 87. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom DIA 5 Telejornais e convergência digital Coordenação: Christina Musse14h - 16h15 Local: Crossmedia e transmedia: desafios do telejornalismo na era da Bloco G4 convergência digital   Cristiane Finger Costa (PUCRS) Sala 503 O sistema de TV digital, em implantação no Brasil, prevê a transmissão de imagens em alta definição, mobilidade, portabilidade e interatividade. A expectativa é que os conteúdos hoje veiculados na televisão possam não apenas ser recebidos em aparelhos como laptops, tablets e celulares, mas também ser complementados ou até reinventados. O objetivo deste trabalho é discutir as expectativas de mudanças na produção do jornalismo audiovisual frente aos desafios da convergência e de fenômenos como a crossmedia e a transmedia, estudados, entre outros autores, por Jenkins(2009). Convergência e diálogo de sentidos no telejornalismo da TV digital Águeda Miranda Cabral (UFPE), Alfredo Vizeu (UFPE), Giovana Mesquita (UFPE), Lívia Cirne (UFPE) A mudança de base tecnológica, com a imposição do padrão digital, a apropriação da edição não linear e os novos processos de produção e consumo simultâneos de mídias, por meio do fenômeno da convergência, entre outros, têm impulsionado efeitos de sentido no telejornalismo diferentes do que presenciávamos no padrão anterior. Com base nisto, o presente trabalho tem o intuito de apresentar um cenário marcado pela alteração das lógicas produtiva e de consumo e pelo diálogo de sentidos no telejornalismo. Projeta-se também que o jornalismo de TV deverá sofrer mudanças de maneira mais incisiva perante a emergência e a consolidação do sistema de televisão digital. A utilização do Ginga na construção do processo de interatividade no telejornalismo brasileiro  91 Valquíria Aparecida Passos Kneipp (UFRN), Sonia Regina Soares da Cunha (UFRN) Este artigo trata de um estudo de caso a respeito da experiência realizada pela TV Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Integração, afiliada da Rede Globo em Uberlândia (MG) e pela TV Bandeirantes, com o middleware Ginga, nas edições locais do MGTV (“Minas Gerais TV”) e no “Jornal da Band”, como ferramenta de interatividade. O objetivo foi conhecer e acompanhar a implantação de uma nova perspectiva de participação para o telespectador. Partiu-se do questionamento a respeito de como pode se dar a interatividade no telejornalismo? Por que o telejornalismo vem em busca de proximidade com o telespectador? Contribuíram para este trabalho alguns conceitos e teorias a respeito da interatividade midiática. Foi possível considerar que a interatividade no telejornalismo é um fenômeno contemporâneo, que ainda precisa ser melhor adaptado ao telespectador brasileiro para poder ser efetivado. Ferramentas digitais para editores de imagem e produtores de mídias sociais   Ed Porto Bezerra (UFPPB), Sheila Mendes Accioly (UFPB) Com o crescente uso das novas tecnologias de informação e comunicação, principalmente a internet e os dispositivos móveis, as redações de telejornais e as agências de notícias estão passando por transformações profundas, que incluem deslocamentos de sentidos e reengenharia. As mudanças continuam e ganham uma dimensão maior com o crescimento tanto do número de usuários da internet, que traz no seu bojo uma maior participação destes na produção e disseminação de conteúdo digital, quanto do número de aparelhos digitais (gadgets) para a produção de vídeos. Analisando os papéis dos novos editores de imagem e produtores de mídias sociais, este artigo discute algumas ferramentas digitais que potencializarão o trabalho destes profissionais, tanto em agências de notícias quanto em redações de televisão.
  • 88. DIA 5 Pesquisa empírica em Telejornalismo Coordenador(a): Cristiane Finger Costa (PUCRS) 16h30 - 18h Local: A edição na reportagem telejornalistica: um estudo comparativo do processo de Bloco G4 edição linear e digital   Florentina das Neves Souza (UEL) Sala 503 Este artigo faz um estudo comparativo da edição de telejornais nos períodos da fita magnética e sistema de edição digital identificando as consequentes mudanças na linguagem imagética. Discute de que maneira este percurso da edição vem sendo feito e como a tecnologia interfere no processo de construção do discurso. O presente trabalho considera que uma das principais mudanças proporcionadas pela evolução da edição foi a velocidade da imagem que provocou alteração da linguagem e do conteúdo informativo. A metodologia buscou apoio nos estudos bibliográficos sobre imagem, cinema, televisão e na experiência de profissionais que trabalharam com os dois sistemas de edição. Coberturas em telejornalismo   Carlida Emerim Jacinto Pereira (UFSC) Desde o surgimento da televisão no Brasil, as grandes coberturas fazem parte da rotina desta mídia. Mas poucos estudos se dedicam a propor uma discussão e teorização sobre este tema. Está-se diante de dificuldades conceituais, de definições mais operacionais, alicerçadas pela prática cotidiana da produção televisiva. Afinal, o que caracteriza ou distingue a “grande” cobertura telejornalística das coberturas “regulares” ou “cotidianas”? O presente artigo propõe apresentar as primeiras discussões dos autores acerca do tema, examinando as especificidades deste tipo de produção na estruturação do telejornalismo brasileiro. A produção social do telejornalismo: um olhar sobre os estudos acerca da oferta de conhecimento nos noticiários de TV   Iluska Maria da Silva Coutinho (UFJF)92 São apresentadas no artigo as principais tendências observadas nas investigações sobre telejornalismo no Brasil, a partir dos trabalhos apresentadas nos últimos dezXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação anos nos congressos da Intercom. Em um recorte local, são descritas as pesquisas desenvolvidas no âmbito programa em pós-graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora que têm os noticiários de TV como objeto preferencial. O artigo insere-se em uma investigação mais ampla sobre a existência de uma epistemologia do telejornalismo brasileiro, ou seja, acerca do conjunto de regras, rotinas e procedimentos institucionalizados que estruturam os noticiários de TV além da busca por caracterizar o conhecimento da realidade ofertado via tela de televisão. DIA 6 Os telejornais e os laços de pertencimento Coordenador(a): Carlida Emerim Jacinto Pereira (UFSC) 9h - 10h30 Local: A construção simbólica da identidade mineira no telejornal da Rede Minas   Bloco G4 Christina Ferraz Musse (UFJF), Mila Barbosa Pernisa (UFJF) Sala 503 O objetivo deste trabalho é investigar qual é a representação do mineiro construída nas reportagens, entrevistas e notas do telejornal “Jornal Minas”, da Rede Minas de Televisão, uma emissora pública de comunicação. Pretende-se saber se a identidade narrada no telejornal é influenciada pela tradição, em especial da literatura, ou se é uma identidade que desqualifica o caráter regional, privilegiando o perfil pasteurizado do cidadão global, ou ainda, numa terceira possibilidade, se o jornalismo da emissora pública opta pela construção de uma identidade que incorpora a diversidade de Minas, o estado que tem o maior número de municípios no Brasil. Também se procura identificar a influência do projeto político partidário
  • 89. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom de governo na construção da identidade e na representação do espaço público. Factualidade e serviço no telejornalismo da TV Guairacá   Ariane Carla Pereira Fernandes (Unicentro) A TV Guairacá é a única emissora aberta do município de Guarapuava e existe há mais de 10 anos. Ela pertence à  maior empresa de Comunicação do Paraná (RPC) que é afiliada da maior rede de televisão do país (a TV Globo). Além disso, essa emissora é a menor e mais nova das filiais da RPC. Esse artigo tem por objetivo fazer uma análise quantitativa e qualitativa das notícias veiculadas em oito telejornais produzidos pela TV Guairacá, classificando-as em softnews, hardnews, factuais, não factuais e de serviço, a fim de delinear a linha editorial e a identidade desse telejornal perante o público ao qual se destina. Notícia com afeto: a televisão universitária como agente de construção das identidades   Paula Regina Puhl (Feevale), Aline Streck Donato (Feevale), Jeferson Saldanha Ramos (Feevale) O objetivo desse artigo é verificar de que forma a televisão universitária pode ser agente na construção de identidades a partir da veiculação das notícias sobre a comunidade em que atua. O objeto de estudo será o canal universitário TV Feevale, vinculado a Universidade de mesmo nome, localizada na cidade de Novo Hamburgo/RS. O foco é o telejornal diário, o “TV Feevale Notícias” e a análise compreendeu cinco edições. São analisadas a produção da notícia, considerando a relação entre o repórter e a fonte, por intermédio da análise das sonoras. O estudo tem como hipótese que a aproximação entre repórter e fonte colabora na construção das identidades da comunidade, ou seja, nota-se a manifestação de um jornalismo mais afetivo, que, de acordo com Puhl (2010), a proximidade do repórter das fontes, faz com que elas manifestem os problemas da sua comunidade. 93 DIA 6 Informação e hibridismo na TV Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Coordenador(a): Edna de Mello Silva (UFT)10h45 - 12h Local: Jornalismo cultural na televisão: o caso do programa “Metrópolis”, da TV Cultura   Bloco G4 Bruna Vieira Guimarães (Umesp) Sala 503 Este artigo aborda a temática do Jornalismo Cultural, tendo como enfoque o “Metrópolis”, programa jornalístico cultural que está há mais tempo no ar na TV brasileira, exatos 23 anos, exibido pela TV Cultura. A base teórica do artigo une três correntes comunicacionais que dialogam entre si: o Estruturalismo de Levi-Strauss, a Semiologia de Roland Barthes e a Teoria da Informação de Décio Pignatari. O principal objetivo deste artigo é analisar a mensagem, os elementos verbais e não verbais, os discursos, os cortes, os ruídos, as redundâncias e as informações de uma edição do programa “Metrópolis”, segundo análise proposta por Pignatari. Foi feita uma análise - quantitativa e qualitativa - do programa veiculado no dia 9 de julho de 2010, agregada a entrevista semi-estruturada com o diretor de cena. Um estudo do quadro “Medida Certa”: um novo momento ao reality show e ao jornalismo na TV?   Talita Rampazzo Diniz (UFPE) Neste trabalho será descrito e analisado o quadro “Medida Certa – 90 dias para reprogramar o corpo”, exibido pelo “Fantástico”, entre 3 de abril e 26 de junho de 2010. O material chamou a atenção por ter feito os jornalistas Zeca Camargo e Renata Ceribelli participarem do desafio para perder medidas e melhorar o condicionamento físico em uma produção televisiva que possuía traços de reality
  • 90. show e de jornalismo. Por se constituir em uma inovação, o quadro merece ser discutido para que se possa dar conta também de outras produções televisivas futuras. O “peso” do corpo no telejornal: uma análise do quadro “Medida Certa” do “Fantástico”   Patricia Monteiro Cruz Mendes (UFPB) O objetivo deste trabalho é refletir como o telejornalismo promove um modelo de perfeição estética, centrado na padronização do corpo. Para isso, o produto analisado é o programa “Fantástico”, da Rede Globo, e os modos como opera a produção de notícias sobre “boa forma”, por meio do quadro “Medida Certa”. Tendo em vista que jornalistas, e não pessoas comuns, aparecem como fontes e personagens da série, os procedimentos teóricos da Sociologia do Cotidiano e da Análise do Discurso de linha francesa oferecem suporte para este estudo ao lançarem luz sobre as relações entre mídia, cotidiano e a construção de um saber específico sobre o corpo. DIA 6 Telejornalismo, discurso e violência Coordenador(a): Florentina das Neves Souza (UEL) 14h - 16h15 Local: O maniqueísmo no telejornalismo: reflexões sobre os discursos do “Jornal Bloco G4 Nacional” e do “Jornal da Band”   Michele Negrini (UFPel) Sala 503 Este artigo tem como objetivo refletir sobre a forma como os criminosos e as vítimas são apresentados em reportagens sobre a morte levadas ao ar no “Jornal Nacional” e no “Jornal da Band”. Como objeto, analisamos seis edições do JN e seis edições do JB, que foram ao ar nos dias 20, 21, 22, 23, 24 e 25 de outubro de 2008. São focos deste estudo todos os casos de morte apresentados nos telejornais que compõem94 o corpus. As edições têm como caso principal a cobertura do desfecho do sequestro de Santo André, interior de São Paulo, onde Lindemberg Alves, 22 anos, manteve a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, como sua refém por mais de 100 horas.XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Tomamos como suporte metodológico a Análise do Discurso de Linha Francesa. Cidadania e violência no telejornalismo sensacionalista: uma análise de conteúdo do programa “Chumbo Grosso” Núbia da Cunha Simao (UFG), Ana Carolina Pessôa Temer (UFG) Análise exploratória dos diferentes aspectos do telejornalismo sensacionalista, modelo que difere do telejornalismo clássico pelo apelo à violência, uso de termos chulos e valorização de temas ligados ao dia a dia da população de baixa renda. O trabalho dá uma ênfase aos limites que envolvem o jornalismo sensacionalista para a televisão, por meio dos fatos noticiados e como eles são tratados no programa “Chumbo Grosso”, veiculado pela TV Goiânia/ Band; a ordem interna da narrativa, a redundância, a fragmentação do conteúdo e o tempo total da narrativa, além das questões referentes às transmissões ao vivo e aos recursos retóricos ou técnicos. O objetivo é compreender se as informações transmitidas pelo programa mencionado contribuem para a consolidação da cidadania. O telejornalismo, a representação identitária e a construção da imagem pública das vítimas de violência no Rio de Janeiro nos conflitos do Complexo do Alemão   Luciano Teixeira de Paula (UFJF) O artigo discute como o telejornalismo influencia na construção de identidades, especificamente no retrato das vítimas de violência no Rio de Janeiro. Ele analisa como o que é dito nos telejornais brasileiros ajuda a construir um imaginário
  • 91. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom da periferia carioca. E como esses noticiários influenciaram na formação de estigmas e na construção social relacionada a essas comunidades. Nossa análise são os conflitos na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, em novembro e dezembro de 2010. Nosso recorte serão três matérias do “Jornal Nacional”, de 27/11/10, 29/11/10 e 28/12/10, que discutem especificamente a situação dos moradores neste conflito. Todas têm a palavra “moradores” na manchete. Mas, apesar dessa palavra no título, será que as vozes dessas pessoas foram realmente escutadas na reportagem? DIA 6 Identidade e diferença na informação televisiva16h30 - 18h Coordenador(a): Valquíria Aparecida Passos Kneipp (UFRN) Local: Local:  Bloco G4 – Sala 503   Horário: 16h30 – 18h    Bloco G4 Repetição e diferença na construção do acontecimento nos telejornais   Sala 503 Jocélia da Silva Bortoli (Unisinos) O trabalho aborda a compreensão das relações técnico-discursivas do acontecimento nos telejornais. Em estudo empírico, observamos as incidências da repetição e da diferença no discurso dos telejornais de cinco emissoras do canal aberto de televisão sobre o “Caso Isabella”. Para este trabalho, traçamos um quadro geral das operações técnicas nos telejornais, porém, analisamos com mais precisão apenas o “Jornal Nacional”. A metodologia consistiu em pesquisa teórica acerca da repetição ou redundância e da diferença e análise técnico-discursiva. “Jornal Nacional” narrando a nação: uma comunidade imaginada   Renata Echeverria Martins (UFPE) Este artigo pretende analisar o telejornal mais visto do País, o “Jornal Nacional” da Rede Globo, para depois argumentar que o noticiário televisivo apresentado por William Bonner e Fátima Bernardes possui uma forte influência no cotidiano da população Brasileira. Para nós, o “Jornal Nacional” contribui para a formação 95 de uma “comunidade imaginada”, de que fala o pesquisador Benedict Anderson, quando narra os principais fatos ocorridos no Brasil e no mundo, congregando grande parte da nação brasileira a participar de uma espécie de “cerimônia de Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE massa”. Comunidade que compartilha simultaneamente, mesmo que distante, dos acontecimentos. Vamos defender, neste trabalho, a ideia de televisão ainda como “laço social”, de que fala Dominique Wolton. Deficientes visuais no “Jornal Nacional”: uma análise sobre a representação telejornalística desse público   Marcello Pereira Machado (UFJF) Este artigo aproxima os estudos de comunicação e identidades ao analisar a representação midiática de pessoas com deficiência visual no principal noticiário televisivo brasileiro. Foram avaliadas seis matérias exibidas pelo “Jornal Nacional” (TV Globo), entre fevereiro e junho de 2011, contendo referência à cegueira e/ou a cegos. Apresentam-se assuntos como deficiência visual, identidades, estigma, marginalização e telejornalismo. Verificou-se o destaque a “cegos vencedores”, que superaram a deficiência e já parecem estar incluídos, quase sempre com o apoio de videntes (não cegos). Notou-se que o telejornal traz contribuições, embora silencie outras questões, podendo avançar na consolidação da inclusão. Por fim, ressalta-se a importância da audiodescrição em telejornais, em prol da cidadania e do direito à informação por cegos.
  • 92. 14h - 18h GP TEORIA DO JORNALISMO Local: Coordenador: Felipe Pena de Oliveira (UFF) Bloco G4 Salas 606 e 607 DIA 4 O jornalismo e a construção social da realidade Coordenador(a): Leonel Azevedo de Aguiar (PUC-Rio) 14h - 18h Local: A teorias do jornalismo impresso e a construção do cotidiano urbano   Bloco G4 Wellington José de olivbeira Pereira (UFPB) Sala 606 Em tempos nos quais o jornalismo é questionado quanto às formatações técnicas, este texto propõe uma análise sobre a construção e leitura do cotidiano a partir das Teorias do Jornalismo Impresso. Se, na prática, existem opiniões consensuais que condenam o jornalismo à incapacidade de representar o mundo conforme ele se movimenta dia a dia, procuramos identificar se o aparato teórico que envolve o jornalismo impresso é condizente com a realidade jornalística. Para tal averiguação, utilizamos as seguintes teorias: Teoria Organizacional, Teoria do Espelho e Gatekeeper, em confronto com a construção do cotidiano urbano. O Brasil na imprensa argentina – alguns sentidos pregnantes no discurso do “Clarín” sobre a violência   Marcelo da Silva (USC) A linguagem possui como característica imanente a opacidade, enquanto o discurso é produção de sentido entre enunciador e enunciatário; o discurso jornalístico - considerado como um dos irrefutáveis na sociedade coeva - constrói verdades e efeitos de sentido por meio de certos enquadramentos, em um movimento dialógico que busca legitimidade e que ao mesmo tempo pode bloquear a consciência mediante uma satisfação falseada em estereótipos, generalizações e ironia; na coxia de tentativas quixotescas produzidas pelos sujeitos96 jornalistas, que ao contarem certas estórias imaginam que estão dando consciência, disseminam, às vezes de forma tácita, seus tóxicos ideológicos em diferentes formasXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação de discurso. O pensamento jornalístico português nos alvores dos anos quarenta: o contributo do “Boletim do Sindicato Nacional dos Jornalistas” (1941-1945)   Jorge Pedro Almeida Silva Sousa (UFP), Liliana Mesquita Machado (UFP) Este trabalho teve por objectivo descrever, através de uma análise qualitativa do discurso, os conteúdos do “Boletim do Sindicato Nacional dos Jornalistas”, publicado entre 1941-1945, em plena ditadura salazarista do Estado Novo, determinando: (1) quais os assuntos abordados pelo Boletim quando em questão estavam os jornalistas e as condições do exercício profissional do jornalismo em Portugal; e (2) quais os enquadramentos simbólicos construídos discursivamente. Concluiu- se que os redactores desse periódico sindical se preocuparam com a delimitação conceptual da profissão de jornalista, num tempo em que as fronteiras da mesma eram indefinidas, e com a sua dignificação, quer como forma de reforço da identidade da classe, quer como eventual base para a reivindicação (sindical) de melhores condições para o exercício profissional. As notícias vistas pelo avesso: os homicídios femininos sob o olhar dos newsmaking   Sandra Raquew dos Santos Azevêdo (UFCG), Roberta Kelly de Sousa Ramos (UFCG) O presente artigo reflete sobre a de produção social das notícias que tratam dos homicídios femininos, através do trabalho dos jornalistas paraibanos na cobertura
  • 93. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom dos crimes contra mulheres. Para isto, tomamos como ponto de partida a realização de um estudo de caso sobre dois acontecimentos midiáticos amplamente divulgados nos jornais impressos paraibanos (“Diário da Borborema”, “Correio da Paraíba” e “Jornal da Paraíba”), a saber, os assassinatos das jovens paraibanas Aryane Thaís Carneiro e Íris Bezerra de Freitas, ocorridos,, respectivamente em abril e maio de 2010. Analisamos as percepções e representações sociais dos mesmos sobre os crimes contra mulheres e a construção da narrativa jornalística sobre estes acontecimentos. A grande imprensa e o poder: a construção social da realidade no embate Globo X Record   Lauro Almeida de Moraes (Uesc) Nos últimos anos, acirrou-se o embate entre as duas maiores redes de televisão do Brasil: a Rede Globo e a Rede Record. O conflito tem se manifestado especialmente por meio do jornalismo. Este artigo, então, contextualiza historicamente a questão e, recorrendo à Sociologia da Comunicação e à metodologia da Análise de Conteúdo, explora os frequentes ataques entre as emissoras nos seus principais telejornais – “Jornal Nacional” e “Jornal da Record”. Observou-se que a contraposição está muito mais ligada a aspectos na esfera do poder – seja político, econômico ou no campo comunicação – do que a uma busca pela democratização da informação, conforme propagado por ambas. A construção discursiva dos “fatos” pela mídia: um estudo enunciativo sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) de Lula   Rafaela Queiroz Ferreira Cordeiro (UFPE), José Ricardo Rodrigues de Mello Filho (Unicap) Este artigo pretende discutir a construção discursiva dos “fatos” pela mídia, pois os acontecimentos não são dados a priori: o jornalista, antes de “divulgar” um evento, opera recortes, convoca vozes, enquadra-as em seus textos, retoma discursos em circulação etc., representando-o, enfim, para o público a partir de uma imagem/verdade (aparentemente) incontestável. Assim, baseando-nos na 97 teoria enunciativa de Bakhtin (1993) e Bakhtin/Voloshinov (2006), nos trabalhos sobre mídia desenvolvidos por Lage (2006a) e Neveu (2006), entre outros teóricos, apresentamos como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foi construído Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE discursivamente pela “Folha de S. Paulo” (SP) e pelo “Jornal do Commercio” (PE), um dia depois do anúncio oficial do programa pelo ex-presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva. DIA 4 Cobertura política, espaço público e humanização do jornalismo Coordenador(a): Felipe Pena (UFF)16h - 18h Local: Humanização e desumanização no jornalismo: algumas saídas  Bloco G4 Jorge Kanehide Ijuim (UFSC) Sala 607 O presente trabalho visa contribuir com a reflexão sobre o que humaniza e o que desumaniza o jornalismo. Para este intento, apresento um panorama sobre algumas correntes humanistas, desde o humanismo clássico, a partir do século XV, até o humanismo universalista, amadurecido na segunda metade do século XX. Deste panorama extraio os aspectos que considero fundamentais para a caracterização do meu entendimento de humanização do jornalismo. De outro lado, foi necessário identificar alguns aspectos do pensamento moderno que operaram na construção do jornalismo contemporâneo. Ao considerar esta noção como uma postura diante do mundo e uma abordagem no fazer jornalístico, apresento, à luz desta perspectiva universalista, uma alternativa que pode colaborar para compreensão do jornalismo e, por conseguinte, sobre a atuação do jornalista.
  • 94. Quando Lasswell encontra a cobertura eleitoral da FSP: uso do “coeficiente de desequilíbrio” na análise empírica da produção jornalística da FSP em coberturas de campanhas presidenciais do PT e PSDB   Emerson Urizzi Cervi (UEPG) O trabalho insere-se no campo das pesquisas empíricas sobre jornalismo. Trata- se de análise quantitativa da produção noticiosa da “Folha de S.Paulo” sobre os dois principais partidos políticos que disputaram as eleições presidenciais brasileiras entre 2002 e 2010, o PT e o PSDB. O objetivo é aplicar o “coeficiente de desequilíbrio”, proposto por H. Lasswell para a análise de conteúdos sobre a Segunda Guerra Mundial. Aqui, o coeficiente é adaptado para o estudo de textos positivos e negativos sobre os candidatos do PT e PSDB nas três últimas eleições presidenciais. Foram incluídos os textos publicados entre fevereiro e outubro dos anos eleitorais que citavam pelo menos um dos dois candidatos. Ao todo, são quase 22 mil textos para a análise quantitativa. Os resultados indicam que a cobertura informativa, opinativa e chamadas de primeira página apresentam uma tendência de negatividade. As teorias do jornalismo e a leitura do espaço público   Tarcineide Mesquita Galdino (UFPB), Wellington José de Oliveira Pereira (UFPB) A mídia contemporânea, incontestavelmente, organiza o debate em sociedade. Para tanto, ela se utiliza de um conjunto de critérios, filtros, operações e instrumentos que irão demarcar, de uma gama infinita de fatos, o que será informação pública. As teorias do jornalismo explicam, com propriedade, este processo, acrescentando os pormenores da profissão e da cultura jornalística. Este trabalho busca refletir sobre as teorias do jornalismo como possibilidades de leitura do espaço público. Jornalismo: identidade e contribuição ao agir político   Gabriel Nogueira Linhares Marquim (UFPE), Heitor Costa Lima da Rocha (UFPE) Este trabalho pretende discutir a crise de identidade pela qual o jornalismo98 passa. Pautado, hoje, por uma lógica “rápida, breve e barata”, segundo Ignacio Ramonet (2005), a comunicação perde seu caráter emancipatório, tornando-se mera reprodutora de fatos consumados. Mais do que simplesmente informar,XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação o jornalismo tem como função favorecer o debate, a análise, aquilo que Luiz Beltrão (1960) explica como o caráter argumentativo do jornalismo. Para isso, a comunicação deve oferecer chaves de leitura que tornem o “homem da rua” um “cidadão bem informado”, fundamental, como explica Serra (2003), para o agir político e o aprofundamento da democracia. Jornalismo, ética e humanização: reflexões sobre a tríplice tessitura   Criselli Maria Montipó (UFSC) A atualidade complexa da vida humana tem atribuído novos sentidos ao fazer jornalístico. Desta forma, os jornalistas passaram a ser mediadores de um cotidiano cada vez mais diversificado e mutável. Como aproximar o público desta realidade em constante transformação? Afinal, com o desenvolvimento e a mercantilização do jornalismo, ocorreu o distanciamento daquela que é a motivadora de toda informação: a vivência humana, objetiva e subjetiva. Este trabalho sugere algumas reflexões acerca da humanização na narrativa jornalística, para que, embasada na ética profissional, possa oferecer um jornalismo mais próximo da realidade humana. Direitos humanos? A uma parte da imprensa brasileira, depende...   Wagner Barge Belmonte (Fapcom) Na madrugada do dia 1º de maio de 2011, uma operação sigilosa sob o comando especializado da Marinha dos EUA invadiu uma casa na cidade de Abbotabad, próximo a Islamabad, capital paquistanesa e matou três pessoas: Bin Laden, sua
  • 95. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom esposa e seu filho. Este artigo discute a forma como as duas maiores revistas semanais de informação noticiaram a morte de Osama Bin Laden. Como foi tratada a operação militar norte-americana no Paquistão. Apresenta-se a cobertura em edições especiais e pretende-se mostrar certo alinhamento no tom da cobertura de parte da imprensa brasileira ao que fez a mídia norte-americana. DIA 5 O jornalismo literário e as novas possibilidades14h - 16h de carreira para os jornalistas Coordenador(a): Monica Martinez (FiamFaam), Coordenador(a): Felipe Pena de Local: Oliveira (UFF)Bloco G4 Sala 606 O perfil dos jornalistas freelancers da cidade de São Paulo: mudanças no mundo do trabalho do jornalista   Rafael do Nascimento Grohmann (USP) Com as mudanças do mundo do trabalho dos jornalistas, onde “flexibilidade” é palavra de ordem e os “projetos” são mais importantes do que “fazer carreira”, o jornalista freelancer é figura central para a compreensão do mundo dos trabalhos jornalistas. O artigo apresenta os resultados de pesquisa quantitativa aplicada a jornalistas freelancers da cidade de São Paulo sobre o seu perfil, formação, consumo cultural e seus discursos sobre o trabalho. Possibilidades de aplicação do conceito de carreiras profissionais nos estudos sobre jornalismo   Fábio Henrique Pereira (UnB) O artigo discute a aplicação do conceito de carreiras profissional nos estudos de sociologia dos jornalistas. Carreiras são sequências típicas de estatutos, papéis e honrarias na qual uma profissão é cronologicamente definida. Uma análise exploratória da trajetória de cinco assessores de imprensa é apresentada. Ela 99 permite entender como atores sociais organizam seus percursos para antecipar as formas de engajamento possíveis em um mundo social. A seguir, discute-se Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE a questão da objetivação e validação dos dados gerados por meio da análise de carreiras profissionais. Sugere-se a utilização de mecanismos de agregação qualitativa, produção de categorias pela comparação de diferentes trabalhos de campo e a conexão dos estudos sobre carreiras com as interações coletivas produzidas no mundo social. O webjornalismo e a sociedade da informação: os impactos sobre o fazer jornalístico e as empresas de comunicação  Ivo Henrique França de Andrade Dantas Cavalcanti (UFPE) Apontada como a maior revolução nas comunicações desde a prensa de Gutenberg, a internet está redefinindo práticas e rotinas sacramentadas ao longo dos mais de 200 anos da imprensa no Brasil. O novo contexto da sociedade da informação e a evolução das redes sociais criam uma nova realidade com profundos impactos na empresa jornalística. O que antes era estático, uma via de mão única com o leitor, e com modelos definidos de produção e financiamento, passa a ser colocado em cheque. Tendo como pano de fundo a relação entre os portais e as ferramentas sociais (às vezes aliadas, outras concorrentes), a velocidade como fetiche, o aumento da participação do leitor e as potencialidades da webnotícia, o presente trabalho tem como objetivo analisar quais os impactos dessas mudanças sobre o fazer jornalístico.
  • 96. Ensino de jornalismo: lições da história para além do empirismo   Alice Mitika Koshiyama (ECA-USP) A partir do conhecimento da história e das condições atuais de trabalho, interrogamos sobre a prática e o ensino de jornalismo no presente. Reconhecemos que a convergência digital é um problema da civilização ocidental e não apenas da comunicação ou do jornalismo (CEBRIAN, 2010), com efeitos no trabalho dos jornalistas e no ensino da profissão. Ao mesmo tempo, verificamos na história da imprensa que os momentos de grandes transformações na sociedade abrem espaços para novas propostas e mudanças no mundo do trabalho (EMERY, E. & M. Emery, 1084). Para os que atuam como jornalistas e como professores de jornalismo, surgem questões teóricas e organizacionais (ALVES, R. C., 2011), mas devem permanecer a ética, a cidadania e as lições da história (CUNHA, L. C., 2011). Jornalismo literário em ambientes digitais: estudo de caso da produção da jornalista Eliane Brum  Monica Martinez (FiamFaam) Este artigo parte de duas perguntas. Há produção com características do jornalismo literário nos ambientes digitais? E um jornalista literário que escrevesse para a plataforma impressa manteria estas características na digital? Para investigar estas questões foram selecionadas 51 colunas da jornalista Eliane Brum, publicadas no portal da revista “Época”, no ano de 2010. Nesse corpus foi identificada a ocorrência de cinco gêneros. Três do jornalismo convencional (crônicas, resenhas e entrevistas – 43 colunas ou 84% do total) e duas do literário (ensaios pessoais e perfis – oito colunas ou 16% do total). O resultado sugere que houve produção em estilo jornalístico-literário, ainda que não predominante. A hipótese é a de que seriam necessários deadlines (a coluna é semanal) e aporte de recursos maiores para produzir material para a internet com as características desta modalidade jornalística.100 DIA 5 Discursos jornalísticos e estudos etnográficos Coordenador(a): Leonel Azevedo de Aguiar (PUC-Rio)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 14h - 16h Local: O etnógrafo e o jornalista: o olhar e a escuta como ferramentas de trabalho   Bloco G4 Karina Galli Fraga da Silva (UFMT) Sala 607 O presente artigo apresenta uma reflexão acerca da semelhança entre os trabalhos dos profissionais jornalista e etnógrafo.Partindo da antropologia, principalmente do trabalho de Clifford Geertz, faz-se uma analogia entre a descrição densa, método etnográfico de que fala o autor, e a reportagem, forma de narrativa jornalística que se diferencia do simples relato noticioso pelo tratamento mais criativo e elaborado do texto. A questão da interpretação e da subjetividade, próprias da etnografia e portanto do trabalho antropológico, visa a construção de uma leitura do que acontece. Do mesmo modo, na reportagem reinterpreta-se a realidade percebida, ao captar o real sob múltiplos ângulos e observações. Em ambas as atividades, o que se vê é um constante ir e vir entre observador e o observado. Credibilidade e capital social no jornalismo: aproximações entre conceitos de Tobias Peucer e Pierre Bourdieu Cândida de Oliveira (UFSC) O artigo objetiva ampliar conhecimentos sobre o que chamamos de credibilidade no jornalismo, levando em conta o contexto atual. Discute, assim, aproximações possíveis entre os conceitos de credibilidade e de capital social, de Tobias Peucer (século XVII) e Pierre Bourdieu (século XX). O primeiro é um dos primeiros autores a sistematizar conceitos importantes, hoje centrais para a Teoria do Jornalismo; o segundo é relacionado aos estudos mais contemporâneos da sociedade, em geral,
  • 97. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom e do jornalismo, em particular. Observa-se, no fim, que os conceitos se relacionam estreitamente e se forem trabalhados juntos podem ajudar o jornalismo a enfrentar um de seus grandes desafios históricos: o de estabelecer uma relação de confiança com o público. O discurso jornalístico como dispositivo de subjetivação   Carolina Pompeo Grando (UFSC) Este artigo parte do pressuposto de que o jornalismo é uma forma de discurso validado e legitimado socialmente e, enquanto agente construtor da arena simbólica e do imaginário coletivo, é um dos dispositivos de subjetivação da sociedade moderna. Após uma breve revisão da instituição do jornalismo enquanto discurso social, a hipótese aqui defendida é a de que, em excesso, o discurso jornalístico provoca o processo de dessubjetivação dos indivíduos. A criança leitora imaginada por “Zero Hora”   Thais Helena Furtado (UFRGS) Este artigo parte da premissa de que o jornalista sempre “constrói” um receptor quando realiza seu trabalho. O objetivo das reflexões aqui propostas é desvendar, por meio de marcas discursivas, qual é o leitor imaginado pelos jornalistas que escrevem os textos para a seção “Para o seu filho ler”, do jornal “Zero Hora”, de Porto Alegre. A seção é direcionada para crianças de oito a 11 anos e apresenta características diferentes daquelas normalmente encontradas no jornalismo infantil. Serão mobilizados conceitos de imaginário, relacionados à Análise do Discurso francesa (AD) – especialmente à noção de formações imaginárias – associados a estudos específicos da área do jornalismo. A contribuição de metodologias de construção do discurso histórico à prática do jornalismo   Andréa Moreira Gonçalves de Albuquerque (Ufal) 101 Neste trabalho, ressaltamos a importância de praticar o Jornalismo lançando mão de algumas das metodologias do discurso histórico, entre as quais: formulação de Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE suposições; classificação de fontes; análise da credibilidade das mesmas, extração de todas as informações possíveis e, por último, a consciência de que a história não é composta por fatos isolados, mesmo se significativos, mas de processos complexos, muitos destes de longa duração. Todos esses procedimentos, aliados aos já consagrados nos manuais de redação, são úteis na prática jornalística ética e responsável, além de contribuir com a profundidade da interpretação e evitar a mera e indesejável reprodução das informações. Nosso interesse por esse tema emergiu de uma experiência de ensino conjunto de História dos Meios de Comunicação Social realizada em 2007.2 junto aos alunos do segundo período do curso de Jornalismo da Unicap. DIA 5 O jornalismo investigativo e a construção das fontes Coordenador(a): Monica Martinez (FiamFaam)16h - 18h Local: Jornalismo sem investigação: flertes com o “homem cordial”  Bloco G4 Adriana Maria Andrade de Santana (UFPE) Sala 606 Este artigo se propõe a discutir uma prática jornalística assentada sob outros pilares que não os da investigação, realizada de maneira menos combativa, sem compromisso prévio com a apuração. As marcas deste “jornalismo cordial” são descritas e relacionadas com a deontologia jornalística brasileira e internacional. A apropriação do conceito de ‘homem cordial’, proposto na década de 1930, se embasa no entendimento de Sérgio Buarque de Holanda (2003) sobre um dos
  • 98. traços da cordialidade, que seria o embaçamento da fronteira entre o público e o privado. O paralelo com o jornalismo refletiria na sobreposição dos comportamentos individuais dos repórteres ‘cordiais’ a um objetivo de dimensões públicas. As fontes de informação e a construção social da realidade: aproximando conceitos   Marina Chiari Lima Mendes (Unama) O que propomos nesse artigo é uma aproximação teórica dos conceitos e teorias da notícia com a teoria da Construção Social da realidade, proposta por Berger e Luckman. À luz desta aproximação, propomos considerar a importância da pluralidade das fontes de informação no discurso jornalístico através de revisão bibliográfica, em que foi possivel encontrar relação as diversas teorias discutidas. Além da correlação entre os conceitos de rotina de trabalho, campo jornalístico e fontes de informação, correlacionamos a identidade profissional do jornalista com as situações de socialização dentro do campo profissional e padronização dos métodos de trabalho.  Jornalismo local: a ética da convicção e a ética da responsabilidade na proximidade com as fontes   Carla Algeri (UFSC) O objetivo desse artigo é refletir sobre conceitos éticos e deontológicos da prática jornalística no jornalismo local, ou seja, veículos de comunicação de caráter empresarial e de circulação restrita a um território geográfico. Partiu-se da discussão suscitada por Weber (2008) e retomada por Cornu (1999) sobre a ética da convicção e a ética da responsabilidade, refletindo sobre esses conceitos a partir da problemática do relacionamento com as fontes. Foram entrevistados jornalistas de dois jornais locais catarinenses, o “Diário do Oeste Catarinense”, de Concórdia, e o “Diário do Iguaçu”, de Chapecó.102 Vazamentos e vulnerabilidades: o caso Wikileaks à luz do direito à informação   Paula Casari Cundari (Feevale)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Este artigo tem como tema o caso WikiLeaks, considerado o maior vazamento de conversas confidenciais entre diplomatas dos EUA. A divulgação de 250.000 despachos confidenciais requer a análise sobre o seu significado, além de possibilitar reflexões sobre os princípios do direito de informar e ser informado. Interessa a este estudo examinar o caso à luz do direito à informação. Seguindo pesquisas anteriores, busca relacionar teorias da área do Direito e do campo da Comunicação, com base em Cundari (2007), Cundari e Bragança (2008, 2010), Leyser (1999), Traquina (2001), Karam (2004) e Leclerc e Théolleyre (2007). Defende-se que o cruzamento de olhares entre as duas áreas pode trazer novos aportes ao exame de questões relacionadas à liberdade de expressão e de imprensa e ao direito constitucional à informação no contexto do compartilhamento instantâneo da informação via internet. Jornalismo investigativo: desafios, impasses e oportunidades na era digital Samuel Pantoja Lima (UFSC) O jornalismo investigativo passa por um momento de profunda transição sob a égide do novo ecossistema midiático, baseado nos processos de digitalização da informação, de alcance global. Resistem ainda, à cata de um novo nicho socioeconômico e cultural, os jornais em papel, como símbolos da era industrial analógica. Este artigo pretende refletir sobre essa modalidade de jornalismo, cujo paradigma contemporâneo é o chamado “Caso Watergate”, observando desafios, impasses e oportunidades que a era da “revolução digital” oferece. No âmago da crise nasce uma nova forma de jornalismo investigativo: usando novas ferramentas de pesquisa na web, associada a um modelo de negócios sem fins de lucro que tem no processo colaborativo seu combustível principal.
  • 99. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom DIA 5 Jornalismo digital e os estudos culturais na Teoria do Jornalismo Coordenador(a): Leonel Azevedo de Aguiar (PUC-Rio)16h - 18h Local: Jornalismo cultural e o fandom  Bloco G4 Cristiane Henriques Costa (UFRJ), Diana Damasceno (UFRJ) Sala 607 Pensar a reformatação do jornalismo cultural tendo por base um conceito de cultura expandida pelas mídias digitais. Com a democratização das ferramentas de comunicação, o papel do jornalismo e da crítica cultural tradicionalmente ocupado pela imprensa vem sendo fragilizado pela emergência de novas formas de produção, distribuição, divulgação, comercialização e viabilização econômica. Gatekeeper por excelência, o crítico perde seu reinado para o fandom, o domínio dos fãs. O infotenimento no webjornalismo: uma reinterpretação dos critérios de noticiabilidade   Carlysângela Silva Falcão (UFPE) Este artigo estuda o uso do webjornalismo como palco para a cultura do entretenimento. A relação do portal pernambucano JC Online (atual NE10) com estruturas divertidas de texto, foto ou materiais audiovisuais e de assuntos curiosos visando chamar a atenção de seu público é um dos focos deste trabalho, assim como a observação da mudança na interpretação e na hierarquização de alguns critérios de noticiabilidade, decorrente desse infotenimento. Jornalismo e conhecimento sob a perspectiva da participação de leitores on-line   Vanessa Hauser (UFSC) Buscando refletir sobre as aproximações entre jornalismo e conhecimento para observar como essa perspectiva teórica se adapta às mudanças trazidas pela internet ao jornalismo, a pesquisa parte da análise das intervenções dos leitores 103 (comentários) nas notícias do portal Estadão.com.br (Brasil). A reflexão discute os conceitos de senso comum e senso crítico e tem como referência o pensamento dialético no que diz respeito ao problema do conhecimento. A pesquisa explora duas dimensões do jornalismo: como produção de conhecimento e manifestação Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE de uma prática comunicacional e informativa na web. Jornalismo amador: proposta para definir as práticas jornalísticas exercidas pelo público em ambientes interativos  Leonel Azevedo de Aguiar (PUC-Rio), Adriana Barsotti (PUC-Rio) O artigo apresenta uma proposta para definir as práticas jornalísticas que são exercidas pelo público nos ambientes interativos proporcionados pelos meios de comunicação. Para apresentar uma nova conceituação para essas práticas, realiza uma pesquisa bibliográfica em relação aos termos que qualificam o jornalismo como participativo, colaborativo, cidadão e cívico, além de open source. Também analisa algumas experiências em curso de produção jornalística feita por quem não exerce a profissão de jornalista, vinculando essa análise ao campo das teorias do jornalismo, especialmente ao estudo da problemática do jornalismo como profissão. Conclui demonstrando que a melhor denominação para as práticas jornalísticas realizadas pelos jornalistas não-profissionais pode ser jornalismo amador. “ffwMag!” em: uma articulação teórica em torno das materialidades da comunicação   Nayana Gurgel de Moura (UFRN) Este artigo pretende discutir, a partir de algumas teorias da comunicação, apresentadas na disciplina Teorias da Comunicação Midiática, do Programa de Pós-graduação em Estudos da Mídia da UFRN; o problema de pesquisa, que se
  • 100. relaciona diretamente com o campo das materialidades e da produção de sentido. Este tensionamento tem por objetivo identificar as possíveis relações entre as teorias apresentadas e a situação problema da pesquisa, que tem como objeto a revista “ffwMag!”. DIA 6 Jornalismo e conhecimento Coordenador(a): Monica Martinez (FiamFaam) 10h - 12h Local: O jornal como notícia: vozes da comunidade interpretativa   Bloco G4 Bruno Souza Leal (UFMG) Sala 606 Este artigo busca observar algumas relações importantes que envolvem os veículos jornalísticos como parte da comunidade interpretativa do jornalismo, tendo em vista um fenômeno cada vez mais recorrente: a presença de jornais, revistas e outras mídias noticiosas como protagonistas de acontecimentos. O ponto de reflexão, neste momento, dada a complexidade da questão e do fenômeno estudado, é da apreensão da voz, da fala do veículo jornalístico como um ator social, como um sujeito semiótico. Em outras palavras, busca-se aproximar-se desse problema através da observação e da sugestão de relações que indicam como, através de notícias protagonizadas por jornais é possível reconhecer elementos para a configuração da voz de um veículo noticioso e sua inserção na comunidade interpretativa jornalística Laboratório: espaço de pesquisa empírica em jornalismo   Márcia Marques (UnB) Este artigo propõe uma reflexão sobre o papel do laboratório na pesquisa empírica em jornalismo. Narra as experiências e experimentações deste processo no laboratório Campus, da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília,104 onde são produzidos jornais impresso e on-line, revistas eletrônica e impressa. Estas experimentações se dão em torno de conceitos de jornalismo de comunicação e nas teorias do newsmaking, do ponto de vista do jornalismo, e de autonomia e pesquisa, de Freire e Demo (1999 e 2005).XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Narrativa jornalística e memória: a cobertura noticiosa dos 30 anos de aparição pública da aids Carlos Alberto de Carvalho (UFMG) Desde que surgiu como acontecimento problemático para a área da saúde e para as relações sociais, pelos preconceitos nela envolvidos, a aids tem sido desafiadora para as coberturas jornalísticas. Identificar alguns indícios de memória em narrativas que marcaram os 30 anos do HIV/aids é o objetivo central deste artigo, que se debruça sobre textos publicados nos jornais “Folha de S.Paulo”, “O Globo” e “Estado de Minas”, a partir de noções como acontecimento, narrativa e memória. Interessa-nos apreender como se articula a noção de memória, como proposta por Paul Ricouer, como recurso que nos permita aproximações com as estratégias narrativas adotadas pelo jornalismo. A opinião pública e o assassinato da empresária Marcela Montenegro   Luana Amorim Gomes(UFC) O presente artigo se propõe a investigar, sob a ótica da análise de conteúdo, a opinião pública expressa por meio de artigos de opinião e cartas publicados nos jornais “O Povo” e “Diário do Nordeste” acerca do assassinato da empresária cearense Marcela Montenegro. O artigo busca responder ao seguinte questionamento: como a opinião pública refletida nos artigos de opinião e cartas dos dois jornais de maior publicação na cidade se posicionou com relação a um crime cometido por
  • 101. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercomadolescentes? Para a análise, foi levado em consideração o material publicado apartir do dia 9 de março de 2010, um dia após o assassinato, até o final do mês domesmo ano. Foram feitas abordagens teóricas no que diz respeito ao jornalismoopinativo, enquadramento e opinião pública. Como aparato metodológico,utilizamos a análise de conteúdo.Dinâmica do texto jornalístico: montagem das imagens fotojornalísticas ediscursos de poder  Laís Santoyo Lopes (PUC-SP)Neste trabalho, propõe-se investigar se a montagem fotojornalística pode alteraros parâmetros de compreensão do texto jornalístico e se, por meio da naturezaambivalente do seus regimes de sentido, é capaz de desencadear um processocognitivo relacional no receptor que buscaria construir visibilidades alternativas apartir de uma visualidade dada, questionando a própria natureza do conhecimento.“A alegoria da caverna” de Platão: a comunicação social contemporânea  Shirley Araujo de Oliveira (Unef)Este artigo científico, com abordagem fenomenológica, apresenta um paraleloentre a ética e a comunicação social na atualidade. Conceitua o Bem como entendiaPlatão, o atual termo “Cultura de Paz”, além do que, preconiza as divulgações daética, das ações de bem e da própria cultura de paz, como uma possibilidadede propagar a eles mesmos e, assim, incentivar os consumidores da notícia amodificarem seus próprios comportamentos, o que terá como consequência, amudança da própria matriz da notícia. 105 Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE
  • 102. 14h - 15h30 DIVISÃO TEMÁTICA 2 | PUBLICIDADE E Local: Bloco G4 PROPAGANDA Salas 601, GP PUBLICIDADE E PROPAGANDA 602 e 603 Coordenadora: Maria Lilia Dias de Castro (UFSM) Vice-Coordenadora: Clotilde Perez (USP) PP – Epistemologia e Linguagem | Bloco G4 - sala 602 PP – Marcas e Estratégias | Bloco G4 - sala 601 PP – Propaganda Política | Bloco G4 - sala 603 DIA 4 14h-14h30min 14h - 15h30 Sessão plenária de abertura do GP Publicidade e Propaganda: Local: detalhamento sobre a composição dos GTs e sobre a organização Bloco G4 do encontro Coordenadora: Maria Lília Dias de Castro (UFSM) Sala 601 Vice-coordenadora: Maria Clotilde Perez (USP) 14h30min-15h Situação da Associação Brasileira de Pesquisadores em Publicidade (ABP2) Expositores: Eneus Trindade Barreto Filho (USP) e Maria Clotilde Perez (USP) Coordenadora: Maria Lília Dias de Castro (UFSM) 15-15h30min Assembleia da Associação Internacional de Investigadores de Branding Observatório de Marcas106 Expositora: Elizete de Azevedo Kreutz (UNIVATES) Coordenadora: Maria Lília Dias de Castro (UFSM)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação DIA 4 Identidade e expressões da marca Coordenador(a): Maria Clotilde Perez Rodrigues Bairon Sa (USP) 16h - 18h Local: Natura: sensações e emoções humanizando a identidade da marca   Bloco G4 Andrea Meneghel Alves (PUC-SP) Sala 601 O presente artigo busca refletir sobre as mudanças ocorridas na sociedade contemporânea e sua influencia na comunicação de marca. Pode-se observar que essas mudanças fizeram com que as marcas adotassem uma identidade humanizada, fazendo uso principalmente das sensações e emoções em suas comunicações e identidade. Utilizando como suporte os conceitos da pós- modernidade dos autores Canevacci (2009, 2008), Bauman (2008, 2001) e Lipovetsky (2007, 2005, 2004) e os conceitos sobre marcas de Aaker (1998, 2000,2007) e de Semprimi (2010), foi realizada uma análise, a partir do mix de identidade proposto por Lencastre e Côrte-Real (2007), da identidade visual da marca institucional Natura, empresa brasileira de cosméticos, com o objetivo de demonstrar a humanização da identidade das marcas.
  • 103. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da IntercomExpressividades marcárias: manifesto do espírito do tempo e tendênciassocioculturais.  Janiene dos Santos e Silva (USP), Bruno Pompeu (USP), Silvio Sato (USP)A investigação das tendências comportamentais e das suas possíveis manifestaçõesnos cenários de consumo é fundamental para as marcas definirem suasestratégias mercadológicas. Mas, além de constituírem um campo de aplicaçãopara as tendências, a comunicação e as expressividades marcárias tambémsão fundamentais na identificação dos comportamentos emergentes e valoressocioculturais em trânsito nas dinâmicas sociais, por manifestarem o zeitgeist ouespírito do tempo, e é este o ponto principal que o presente artigo visa a discutir, oque inevitavelmente traz à tona a discussão sobre o consumo como fomentador depráticas culturais que significam e re-significam o cotidiano das pessoas.Pontos de contatos das marcas com os públicos: eventos Skol  Gabriela Ayer de Oliveira (PUC-SP), Clotilde Perez (ECA-USP)Refletindo sobre a sociedade contemporânea, percebe-se um cenário deconsumo cada vez mais fragmentado e complexo no qual as Marcas procuramnovas dinâmicas e estratégias discursivas focadas na interação com os sistemassociais, sendo criador de percepções e símbolos, como sugereo conceito dosMeeting Points de Di Nallo (1999). Neste contexto, Eventos podem ser relevantesaparatos para criação de vínculos com os públicos, já que geram experiênciaque trabalha direcionadamente a sensorialidade e a emocionalidade permeadapela discursividade da Marca. Apresenta-se pesquisa exploratória qualitativa doseventos Skol Beats e Skol Sensation, com análise de conteúdo de sites institucionaise artigos na mídia, entrevista com consultor da empresa, questionários online eobservação participante.As legítimas que todo mundo usa. A mudança sígnica da marca Havaianas e seureflexo nas propagandas.  Alhen Rubens Silveira Damasceno (USP) 107A marca de uma empresa representa uma conexão simbólica importantíssimaentre o produto e seus clientes. Esse atrativo é marcado pelo modo como a marca Intercom 2011 | Unicap | Recife - PEé vista, sentida e, principalmente, vivenciada pelos consumidores. Através dessaperspectiva simbólica que a marca exerce, esse trabalho tem como objetivo estudara ressignificação da produção simbólica da marca de sandálias Havaianas. Como elatransferiu uma carga simbólica tão expressiva que fez com que o produto, sandália,deixasse de ser um produto popular para ganhar um status elitista, da moda. Osuporte teórico será pela concepção de marca da autora Perez e das semióticaspeirciana e greimasiana.As interações da Apple pelos geeks de “The Big Bang Theory”: uma análise doproduct placement da marca  Rafael Jose Bona (FURB)A tradicional indústria publicitária audiovisual vem perdendo forças e precisandoinovar na maneira de comunicar-se com público que está cada vez mais apto a“escapar” dos intervalos comerciais devido a interação do consumidor com osmeios de comunicação e as diferentes plataformas midiáticas. Uma das alternativasdas marcas e redes de TV, mediante a estas mudanças, vem sendo a utilização deProduct Placement em suas estratégias de comunicação. Nesta pesquisa analisou-se a maneira como a marca Apple intermediou sua imagem dentro da sitcom TheBig Bang Theory . Considera-se que a Apple procurou durante todos os episódiosligar sua imagem às personagens, que estão incluídas num dos estilos de vida maispopulares do momento: o geek. Presente em uma sitcom que trabalha em diversasplataformas midiáticas, a Apple conseguiu, por meio disso grande visibilidade einteração na narrativa.
  • 104. DIA 4 Reflexões epistemológicas em torno da publicidade Coordenadores(a): Maria Lilia Dias de Castro (UFSM), Vander Casaqui (PPGCOM 16h - 18h ESPM-SP) Local: Bloco G4 Pro-movere: o discurso para o mercado   Maria Lilia Dias de Castro (UFSM) Sala 602 Este artigo, dando continuidade às reflexões desenvolvidas em pesquisas anteriores, discute o fenômeno da promoção, no âmbito da mídia televisual, como um gênero que não apenas perpassa o fazer televisual, como se constitui em elemento fundante de uma gramática do promocional, regido por determinadas regras e configurações. E é nessa dimensão que busca articular as noções de gênero, subgênero e formato. Esse entendimento situa o gênero no plano da abstração, que, depois, é atualizado em uma série de categorias (nível do subgênero), as quais, combinadas, são responsáveis pela manifestação em textos de concretudes específicas (nível dos formatos). Discurso tecnológico e práticas sociais contemporâneas: reflexões a partir da publicidade   Flávia Mayer dos Santos Souza (UVV), Maria Nazareth Bis Pirola (UVV) Presencia-se, na contemporaneidade, a um grande desfile de anúncios publicitários ao qual a sociedade não somente assiste, mas, do qual, também, participa. Em face desta intensa presença, ganha relevo o estudo do discurso publicitário. Esta pesquisa objetiva analisar os sujeitos instaurados em campanha publicitária da Vivo. O corpus do trabalho são anúncios veiculados na revista Veja, no início do ano de 2011. Tem como arcabouço teórico-metodológico as discussões da sociossemiótica, a partir de Greimas, Landowski e Floch. A análise em foco aponta a estratégia do enunciador de instaurar os diversos perfis de públicos nos anúncios. Demonstra, ainda, o discurso da Vivo que, ao trazer uma promessa transformadora figurativizada em um coração tecnológico, sinaliza a urgência de estudos que se voltem para os discursos e os produtos midiáticos.108 Por uma teoria da publicização: transformações no processo publicitário   Vander Casaqui (PPGCOM ESPM-SP)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Este artigo tem como enfoque a análise das transformações do processo publicitário, influenciado que é pelo cenário atual, onde se combinam novas tecnicidades, socialidades, ritualidades e institucionalidades - configuradas em pontos de encontro de consumidores, produtores, mercadorias e fluxos de comunicação. A estrutura de nossa reflexão é organizada em torno do modelo proposto por Martín-Barbero: partimos da discussão sobre as Matrizes Culturais da publicidade, para chegar às questões dos contratos comunicacionais atualizados pelas formas contemporâneas da comunicação vinculada ao consumo. Este percurso teórico objetiva sinalizar os focos de interesse dos estudos da publicização – conceito que abrange as mutações das estratégias que envolvem a comunicação persuasivo-sedutora de corporações, marcas e mercadorias.
  • 105. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom DIA 4 Considerações no âmbito da propaganda política Coordenador(a): Roberto Gondo Macedo (UPM / Umesp)16h - 18h Local: Marketing político e as eleições proporcionais: uma análise do custo do voto emBloco G4 uma eleição proporcional para a vereança em São José dos Campos/SP   Margarete Salles Iwanikow (UMESP) Sala 603 As eleições às Câmaras Municipais é a principal forma utilizada pelos políticos para iniciarem sua vida política eletiva, entretanto como essas eleições ocorrem junto com as eleições para Prefeituras Municipais, elas acabam tendo pouco destaque da mídia e do meio acadêmico. Pretende se com esta pesquisa verificar algumas características acerca na candidatura às Câmaras Municipais realizando o levantamento de custos da campanha dos vereadores eleitos em São José dos Campos e realizando a análise com o número de votos alcançados por cada um deles, tentando traçar um “custo do voto” como um dos fatores de planejamento de campanha. Censura e política: eleições 2010 no Tocantins e o controle da informação   Rose Mara Vidal de Souza (UMESP), Malena Araujo Mota (Umesp) Este trabalho tem como objetivo enfocar a questão da censura nas eleições. Será analisado o caso do pleito de 2010 para governador do Estado do Tocantins. Usaremos como referencial teórico autores como Sergei Tchakotine, Sérgio Mattos, Adolpho Queiroz, Alexis de Tocqueville, A. Costela, entre outros. A metodologia usada foi qualitativa, utilizando as técnicas do estudo de caso. Concluímos que a censura no Tocantins resgata a má utilização do poder político frente a campanhas eleitorais, onde a informação dos cidadãos e denúncia dos meios de comunicação emerge como ferramenta de combate a esta chaga social. Estratégias de propaganda política com foco no reposicionamento partidário: um novo modelo do PMDB no Estado de São Paulo com o fim do “quercismo”   109 Roberto Gondo Macedo (UPM / UMESP) O processo de redemocratização brasileira foi conquistado pela mobilização nacional e por centenas de atores políticos dos mais diversos estados da federação Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE que fomentaram o sentimento de luta pelo sufrágio eleitoral. Muitos desses políticos da década de 70 e 80 do século passado foram eleitos e criaram um domínio político em muitos estados brasileiros, tendo por anos a predominância do poder entre duas ou três famílias envolvidas no universo político regional. O objetivo do artigo é demonstrar como que a propaganda política partidária atual está modificando esse cenário, com a saída do poder de atores políticos mais antigos, por fatores diversos e o posicionamento de novas lideranças. O recorte é direcionado ao estado de São Paulo, no Partido do Movimento Democrático Brasileiro, PMDB e na atuação de Orestes Quércia nas últimas décadas. Propaganda partidária gratuita: seus dilemas e implicações sobre os partidos políticos e a comunicação política brasileira   Giliard Gomes Tenório (IESP-UERJ) O trabalho procura destacar brevemente as características da Propaganda Partidária Gratuita (PPG), espaço concedido aos partidos brasileiros em cadeia nacional de rádio e televisão fora do período eleitoral. Trata-se de um objeto de caráter originariamente partidário, que busca oferecer às siglas uma oportunidade de visibilidade de sua identidade e programa junto à população. Por outro lado, a PPG também pode ser definida como propaganda, cuja aplicação ao mundo da política (notadamente por meio das campanhas políticas e eleitorais) tem sido definida pelas práticas de valorização da imagem dos candidatos em detrimento de elementos coletivos. Disso emergem debates sobre declínio partidário, individualização das candidaturas, profissionalização da política, etc., questões que orientam o estudo desenvolvido aqui.
  • 106. DIA 5 Observações acerca de lógicas, recursos e 14h - 15h45 métodos em propaganda Coordenador(a): Eneus Trindade Barreto Filho (USP) Local: Bloco G4 Métodos de avaliação da propaganda: pressupostos teóricos para a elaboração Sala 601 de um novo modelo   Luís Roberto Rossi Del Carratore (UFRN), Lucimara Rett (UFRN), Lilian Carla Muneiro (UFRN) Neste estudo, o interesse se volta para os elementos estruturais indispensáveis dos modelos de mensuração da eficácia publicitária. É oportuno, no entanto, apontar quais são os indicadores constituintes dos modelos atuais, bem como o peso ou importância relativa de seus parâmetros. A partir de então, o artigo se propõe a comparar e discutir tais indicadores e modelos, assumindo como método a pesquisa documental por meio da revisão bibliográfica sobre o tema, analisando aspectos de funcionalidade e atualidade destes modelos no atual contexto da comunicação mercadológica. Da articulação entre o referencial teórico e as questões práticas e metodológicas, resultam as bases que fundamentam e justificam a proposição de um novo modelo, cuja estrutura e essência se assentam na perspectiva da contribuição da comunicação na construção da marca. Marca 3.0: um conceito integrado e convergente ao marketing 3.0   Silvio Koiti Sato (ECA USP), Janiene Santos Silva (ECA-USP), Bruno Pompeu Marques Filho (ECA-USP) Este artigo trata da evolução das marcas contemporâneas. A reflexão tem como ponto de partida o conceito de Marketing 3.0 proposto em livro homônimo, escrito em 2010 por Philip Kotler, Herman Kartajaya e Iwan Setiawan. Na obra, os autores propõem uma atuação de marketing mais responsável e que transforme a sociedade, chamada de Marketing 3.0. Traçamos um paralelo entre este conceito e as reflexões de autores contemporâneos de Marca e Branding. Com essa articulação, encontramos pontos em comum e desdobramentos para uma visão integrada e110 convergente de Marca 3.0.XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação A lógica privada na gestão de marca-país   Maria Cecilia Andreucci Cury (USP) Este trabalho busca investigar as principais referências teóricas sobre a construção de uma marca-país, assim como discutir alguns de seus conceitos basais. Referimo- nos à estratégia que diversas nações vêm adotando, em especial aquelas chamadas de branding, para promover-se internacionalmente e definir seus diferenciais perante os demais países. Outros termos apresentam significado semelhante ou correlatos ao conceito, tais como, country-branding, nation-branding, place- branding e destination-branding, e intencionamos confrontá-los. Das campanhas publicitárias globais ao discurso local   Rodney de Souza Nascimento (FACASPER) As campanhas publicitárias de empresas globais esbarram em barreiras culturais ao tentar transmitir a mesma mensagem para diferentes países. O cuidado e o respeito com o nome das marcas e com a à linguagem utilizada em determinados países devem-se principalmente às características regionais de cada um. Assim, uniformizar a linguagem mundialmente é o grande desafio das grandes corporações e, principalmente, das agências de publicidade. Em muitos casos, a saída encontrada foi pensar globalmente e agir localmente. Para tanto, as empresas, por meio de suas agências de publicidade, passaram a desenvolver campanhas capazes de interagir com essa nova ordem. Esta pesquisa justifica-se a partir da necessidade de conhecer como as campanhas publicitárias vêm conquistando, por meio do alinhamento global de comunicação, mercados de maneira uniforme, com linguagem padronizada em diversos mercados.
  • 107. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom DIA 5 Publicidade, ensino e novas tecnologias Coordenador(a): Dirceu Tavares de Carvalho Lima Filho (UFPE)14h - 15h45 Local: Racionalização no ensino da publicidade digital   Bloco G4 Dirceu Tavares de Carvalho Lima Filho (UFPE) Sala 602 Os professores de publicidade geralmente solicitam o uso de meios digitais nos trabalhos universitários. O mesmo modismo ocorre no mercado publicitário. Baseiam-se na estratégia “bala de prata”, concebendo os meios digitais como a única e mágica formulação de um diferencial publicitário. Deveriam analisar a história da construção da marca do produto e planejar qual o feedback que deverá ser atingido por esses meios digitais. Analisamos a estratégia de construção de marcas através dos conceitos de Bourdieu (2008) de habitus, capital simbólico, e campo de poder simbólico. Demonstrando no case da Macdonald’s versus Burguer King, que o uso dos meios digitais como modismo não basta para crescer o seu capital simbólico e dar visibilidade às fragilidades da marca, gerando a perda de valor simbólico e econômico. O ensino de criação publicitária e a sua relação com o mercado publicitário   Fabio Hansen (ESPM) Este trabalho apresenta uma reflexão sobre o ensino da criação publicitária na perspectiva teórica da linguagem, a partir da análise de discurso. Nossa intenção incide em examinar como o mundo profissional se insere na prática docente e dinâmica de sala aula, em disciplinas da área de criação publicitária. O objetivo deste artigo é analisar de que modo o discurso publicitário é construído na prática acadêmica da sala de aula. Para cumprir tal objetivo, recortamos sequências discursivas produzidas a partir da gravação de aulas das disciplinas de direção de arte e redação publicitária na Universidade de Santa Cruz do Sul. Assim, evidenciamos o funcionamento discursivo do mercado publicitário como subsídio ao ensino de criação publicitária. 111 Consumo: grito pelas grades da graduação   Bruno Pompeu Marques Filho (ECA-USP), Silvio Koiti Sato (ECA-USP), Janiene Santos Silva (ECA-USP) Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Este texto tem como principal propósito defender a ideia da presença e propor uma reflexão acerca da ausência do assunto consumo nas grades curriculares dos cursos de graduação de publicidade. Sua primeira parte é dedicada a um breve panorama sobre como estão essas grades atualmente e, para tanto, foram levantadas as grades de algumas importantes instituições de São Paulo. Na sequência, passa-se a discutir e comentar a centralidade e a relevância que o tema do consumo vem adquirindo nos dias de hoje dentro do campo da Comunicação. Por fim, o trabalho propõe a inclusão do tema consumo regularmente nas grades curriculares de graduação em Publicidade como possibilidade de elemento articulador entre as disciplinas técnicas e as teóricas. Publicidade, interface e imersão mediática   Wilson Roberto Bekesas (PUC - SP) O artigo discute as relações entre a publicidade, interface e imersão mediática, frente à emergência das novas mídias. A análise faz parte de um processo ontológico em que a interface deixa de ser o espaço onde superfícies tecnológicas diferentes podem ser postas em contato, dispostas a partilharem uma mesma tomada de decisão; e que, parece-nos, mostra-se insuficiente para dar conta do fluxo imersivo de informações que nos faz perceber “superfície” e “contato”, ou “emissores / mensagem / receptores”, ou “enunciador / enunciado / enunciatários” de nós mesmos, num exercício de subjetividade e reflexibilidade como uma das características do momento presente, em que a publicidade guarda importante papel como seu espelho, mas também como sua porta voz.
  • 108. DIA 5 Relações entre política, imagem, discurso e humor Coordenador(a): Adolpho Carlos Françoso Queiroz (Mackenzie) 14h - 15h45 Local: Humor e contrapropaganda política: a contribuição histórica do Salão de Bloco G4 Piracicaba  Adolpho Carlos Françoso Queiroz (MACKENZIE) Sala 603 Este artigo pretende apresentar as contribuições e provocações realizadas a partir do Salão Internacional de Piracicaba, criado em 1974 e que funcionou como um dos grandes espaços de discussão contra a ditadura militar que se instalou no Brasil em 1964. Nele procuro discutir alguns dos principais trabalhos premiados e de que forma suas versões foram apresentadas à sociedade local e a imprensa para atuarem como instrumentos de contrapropaganda do regime militar que governava o país naquele período. Naquele período de intensa politização, o Salão atuou como um instrumento poderoso de desafio ao regime e de contrapropaganda contra ele.   As imagens e a política: as imagens subjetiva e objetiva   Dulce Adélia Adorno Silva (PUC-Campinas) Afirma que se tornou senso comum, a idéia de que se vive na sociedade da imagem. Questiona constatando que a imagem foi importante para a evolução humana e social, desde os povos primitivos. Observa que esse signo não é apenas exterior ao homem - representação icônica -, mas alicerça o desenvolvimento cerebral, por lembranças, sonhos etc. Assim, na evolução, o homem assimila a realidade, a qual também expressa. Logo, analisa a propaganda política que se faz pela imagem objetiva (signo icônico), para se fazer imagem subjetiva. Cita exemplos de políticos famosos, para comprovar a interrelação e a importância dos dois tipos de imagens. Para o estudo, utiliza o método complexo (Morin), pois se fundamenta em diferentes áreas do conhecimento e o empírico, porque os fatos citados partem da observação da realidade histórica vivenciada. Porque rimos: um estudo do funcionamento do humor na publicidade112 Celso Figueiredo Neto (UPM)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação O objetivo do presente trabalho é apresentar as principais teorias que explicam a mecânica do humor, quais sejam, a teoria da superioridade, na qual o humor é um mecanismo de afirmação social de um individuo sobre outro, ou de um grupo sobre outro; a teoria do humor por alívio que explica o humor como uma espécie de válvula de escape para a tensão das relações humanas; a teoria da incongruência, na qual o humor surge de uma dissonância cognitiva resultado de uma incongruência entre o esperado e o efetivo e a teoria conceitual na qual o humor nasce da solução, ou não de um paradoxo. Neste estudo, iremos verificar de que maneira as teorias do humor se correlacionam com as práticas da criação publicitária para verificar que existe um tipo preferencial de um humor utilizado no contexto da comunicação publicitária
  • 109. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom DIA 5 Publicidade em inter-relação com as agências Coordenador(a): Flailda Brito Garboggini Siqueira (PUC-Campinas)16h - 18h Local: O Atendimento enquanto agente atuante no mercado publicitário de SantaBloco G4 Maria/RS   Janderle Rabaiolli (UFSM), Milena Carvalho Bezerra Freire de Oliveira-Cruz (UFSM), Sala 601 Fernanda Scherer (UFSM) O objetivo deste artigo é apresentar uma análise do Atendimento das Agências de Publicidade certificadas pelo CENP na cidade de Santa Maria/RS, tanto os profissionais quanto a função, observando desde as informações gerais como formação e tempo de atividade, perfil, prática da atividade de atendimento e visão/ atuação estratégica do profissional na função. O estudo partiu de uma pesquisa realizada com os profissionais envolvidos no cotidiano publicitário local, analisando as práticas de agências na interação com os clientes, com destaque para os agentes atuantes no mercado local. Observando o mercado com o olhar acadêmico: os caminhos que tensionam teoria e práticas publicitárias em Santa Maria/RS   Milena Carvalho Bezerra Freire (UFSM), Janderle Rabaiolli (UFSM) Este artigo apresenta resultados de um mapeamento realizado entre as agências de publicidade filiadas ao CENP localizadas na cidade de Santa Maria/RS. Utilizando como recursos metodológicos a observação participante e a entrevista semi- estruturada, procurou-se analisar a organização e os fluxos de trabalho das agências, para identificar as práticas e a configuração da atividade publicitária neste mercado. Tensionando conceitos teóricos e a prática observada nos setores de atendimento, planejamento, criação e mídia, o texto procura ainda refletir sobre as restrições e potencialidades percebidas em um mercado publicitário de pequeno porte. Impactos das tecnologias digitais. Adaptações necessárias na comunicação integrada de marketing 113 Flailda Brito Garboggini Siqueira(PUC-Campinas) Com a revolução da tecnologia da informação, as empresas se deparam com Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE transformações intensas e surpreendentes do consumidor e de todo o ambiente. Procuramos observar o percurso histórico e os desdobramentos dos fatos com os avanços dessa era em que novas formas de comunicação tornam-se cada vez mais realidade. Apontamos algumas perspectivas apresentadas nesse cenário como desafio para as empresas anunciantes e suas agências de publicidade, nem sempre preparadas e com dificuldades de adaptação ao novo panorama vigente. Consideramos que o planejamento de comunicação de marketing deve ser repensado pelas empresas com base nas novas exigências e comportamentos do consumidor, decorrentes da introdução das ferramentas tecnológicas mais recentes. O planejador. Algumas considerações práticas Sônia Aparecida Martins Lazzarini (NP) O planejamento de comunicação ganha várias concepções no mundo corporativo, mas nas agências de propaganda deve ser aquele departamento que mantem um profundo relacionamento com os consumidores. Neste artigo apresento como o planejamento de contas foi concebido, quando surgiu como disciplina no Brasil, descrevo as características e atribuições do planner. Além disso, demonstro que a essência da conexão com o consumidor vai além de fazer pesquisa.
  • 110. DIA 5 Linguagem publicitária e possibilidades interpretativas Coordenador(a): João Luiz Anzanello Carrascoza (ESPM) 16h - 18h Local: Modernização no Brasil dos anos 1950: os não ditos nos auto-anúncios de Bloco G4 agências De Propaganda   Tânia Márcia Cezar Hoff (ESPM-SP), João Anzanello Carrascoza (ESPM) Sala 602 Este artigo é parte do projeto de pesquisa “Ditos e não-ditos da narrativa publicitária: modernização e consumo no Brasil dos anos 1950”, que os autores vem desenvolvendo, com o apoio do CAEPM – Centro de Altos Estudos da ESPM. Inicialmente, contextualiza as linhas de força do projeto e sintetiza o primeiro movimento de análise de discurso da investigação – os “ditos” mais freqüentes nos anúncios das agências de propaganda veiculados na revista Publicidade e Negócios ao longo da década de 1950. Na sequência, núcleo central do texto, apresenta o segundo movimento de análise – os “não- ditos” perceptíveis à margem do que foi dito nesses mesmos anúncios em relação ao desenvolvimento econômico do país e às práticas de consumo da época. Os caminhos da persuasão: um estudo sobre o uso de rotas centrais e periféricas em anúncios impressosPublicados entre 1968 e 2008.   Josmar Andrade (EACH/USP) O presente estudo usa a fundamentação teórica do Modelo de Probabilidade de Elaboração (ELM), de grande relevância para estudos sobre persuasão, para analisar a evolução dos elementos de título, corpo de texto e imagens utilizados na composição de anúncios publicados na revista Veja entre 1968 e 2008. Segundo o modelo, existem duas rotas para o processamento cognitivo: a central, mais racional e objetiva, e a periférica, acionada por elementos estéticos, emocionais e subjetivos. Os resultados mostram que, ao longo do tempo, o corpo do texto sempre foi utilizado para acionar rotas centrais, enquanto que a imagem vem evoluindo, em direção ao aumento da rota periférica. O título está se transformando, com maior acionamento de rotas centrais nas últimas décadas, em comparação à predominância periférica dos primeiros anos.114 Linguagens tabu e eufemismos na publicidade  XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Maria Giselda da Costa Vilaça (Unicap) Este artigo se propõe a analisar as linguagens tabu e eufemismos usados nos anúncios publicitários publicados na revista Nova. O objetivo foi identificar os diversos tipos de tabu de cada campanha. São explicitados os conceitos sobre tabu e eufemismo, como também o contexto sócio-histórico temporal que envolve as campanhas. O estudo foi baseado nas teorias de Ulmann e Guérios sobre tabu, Kröll sobre eufemismo e Carvalho sobre publicidade. A análise foi realizada pelo método qualitativo sobre o discurso publicitário e os temas tabu de cada campanha. O tempo da desaparição   ana renata baltazar da penha (UFRJ) O intuito deste ensaio é problematizar a possibilidade de se definir um conceito de performance, a partir da leitura do vídeo proveniente de uma campanha da Samsung, Realistic Projection 3D on a Building, filmado por um passante que captura essas imagens ao vivo, durante o processo de sua realização e o apresenta no youtube- à luz da teoria de Bergson a propósito do tempo da duração; refletindo-se sobre se caberia à própria arte, viabilizada pela mídia, em diálogo com diferentes linguagens artísticas e tecnológicas, contar como pode ser uma apresentação performática. Considerando-se também as possibilidades que esta forma de expressão que reconhece o corpo como seu objeto privilegiado tem de ser registrada, sem perder seu potencial transformador.
  • 111. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom DIA 5 Propaganda política e suas repercussões Coordenador(a): Sérgio Roberto Trein (UNISINOS)16h - 18h Local: Discurso e propaganda eleitoral: conceitos e técnicas  Bloco G4 Luciana Panke (UFPR) Sala 603 O texto é um ensaio sobre conceitos pertinentes à área de propaganda eleitoral: marketing político e eleitoral, publicidade e propaganda, discurso político e eleitoral visando condensar as principais características encontradas nos discursos eleitorais veiculados no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral. Com base em uma vasta literatura e em dados coletados durante anos de pesquisa empírica, traçamos técnicas e pontos em comum encontrados nos discursos eleitorais veiculados desde as eleições de 1989. A decisão eleitoral na era das redes sociais: a perspectiva da lógica social do voto  Patricia Gonçalves da Conceição Rossini (UFJF), Paulo Roberto Figueira Leal (UFJF) As campanhas eleitorais contemporâneas têm apostado nas redes sociais da Internet como canal alternativo para veiculação de informações políticas. Isso promove a inserção dos atores políticos em ambientes relacionais não-hierárquicos e modifica a experiência de campanha, dando visibilidade a ideias e opiniões políticas que emergem das interações sociais virtuais. A proposta do artigo é discutir as relações entre as redes sociais da web e os processos de decisão eleitoral, com base nas hipóteses da teoria social do voto. Política a 140: um olhar exploratório no Twitter na campanha presidencial de 2010  César Steffen (UNISC) neste trabalho apresentamos os resultados de uma pesquisa exploratória sobe o uso do Twitter como elemento de campanha eleitoral. Efetuando um debate sobre a tecnologia e a mídia, inserimos o Twitter no contexto das midiatizações tecnológicas da contemporaneidade, mostramos através de exemplos analisados 115 como estes recursos foi utilizado pelos candidatos a presidência no pleito presidencial Brasileiro de 2010. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Tão perto e tão distante: a comunicação política da Prefeitura Municipal de Porto Alegre através das placas de obras Sérgio Roberto Trein (UNISINOS) O objetivo desta pesquisa é o de compreender a estrutura das mensagens verbais e visuais das placas de obras e de que forma uma administração pública municipal utiliza este tipo de publicidade como um instrumento de comunicação política e persuasiva. O estudo foi aplicado junto à Prefeitura de Porto Alegre, em especial, em relação às placas de obras do Projeto Integrado Socioambiental (PISA), programa de maior investimento da atual gestão municipal. A partir de um corpus formado por três placas de obras do PISA, procuramos interpretar as tipologias visuais encontradas nas publicidades, com base nos estudos de Georges Pèninou, e a estrutura linguageira das mensagens, conforme a proposta de Análise de Discurso desenvolvida por Patrick Charaudeau. Breve revisão histórica do conceito de marketing político.   Maria Claudia Setti de Gouvêa Franco (UMESP-SP) O presente artigo faz uma revisão histórica do conceito de Marketing Político com objetivo de mostrar uma cronologia contextualizada, como a propaganda ideológica influenciou os meios de comunicação no Brasil e de que forma os veículos de comunicação evoluíram e seguiram um caminho paralelo até a contemporaneidade; ciente que existe uma linha tênue entre reconstruir períodos da história e captar a essência de um período. O material faz parte da tese de
  • 112. doutorado “Propaganda ideológica e hospitalidade na campanha para presidência da república nas eleições de Marina Silva, PV e está contida no projeto desenvolvido pelo Prof. Adolpho Queiroz na disciplina “Marketing Político” dentro do programa de Pós-graduação em Comunicação Social que investiga a História das Eleições Presidenciais na UMESP. A escolha das eleições de 2010 coincidem com cronograma do doutorado. DIA 6 Publicidade, consumo & identidade Coordenador(a): Sérgio Bairon (USP) e Pedro Hellin (Universidad de Murcia) 9h - 12h Local: A cultura do consumo e o entretenimento como linguagem multissensorial   Bloco G4 José Cláudio Siqueira Castanheira (UFSC), Joyce Ajuz Coelho (ESPM) Sala 601 Este trabalho propõe uma análise sobre as relações entre as práticas de consumo e a produção de bens culturais. A partir de uma revisão de conceitos como os de Sociedade de Consumo e do Espetáculo, entende-se que, hoje, tanto obra de arte mais tradicional quanto os produtos culturais tidos como descartáveis partilham das mesmas estratégias de circulação. Especial atenção é dedicada ao papel das práticas sonoras nesses novos ambientes que se apresentam. O consumo, o gosto, a ponte e a cerca: um estudo exploratório sobre gosto e referências estéticas em propagandas dirigidas à baixa renda   Jôse Rocha Fogaça Martins (ECA USP) Desde a última década, o mercado emergente de baixa renda tem atraído a atenção de marcas e empresas, por seu grande potencial e pela ausência de conhecimento sobre essa parcela da população. A entrada desse contingente no mundo do consumo trouxe transformações de todas as ordens para diversos setores da sociedade e novos desafios e questionamentos para as marcas e para a116 publicidade. Este trabalho reflete sobre este fenômeno, dando foco à questão das particularidades culturais e da existência de demandas específicas desse mercado, especialmente no tocante às propagandas destinadas a esse público. O percurso inicia com a discussão do consumo como elemento definidor do pertencimentoXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação social, passa pelo tema do gosto estético de classes e termina com um exercício exploratório de análise de propagandas. Criam-se, nesse decorrer, os conceitos de consumo de inserção e consumo de ascensão. Imaginario occidental y formación en valores publicitarios. Visiones de la sociedad de consumo en Marruecos.   Sérgio Bairon Blanco SanTAnna (USP), Maria Clotilde Perez Rodrigues Bairon Sa (USP) Este trabajo explora en los imaginarios que el discurso publicitario ofrece a la sociedad marroquí y su influencia en los procesos de emigración. A través del análisis de avisos publicados en medios de comunicación y publicidad exterior en diversos soportes, el texto profundiza en las estrategias y representaciones que las grandes marcas internacionales proponen en el país como representación de Occidente, así como en los modelos de realidad que estas ofrecen para el consumo local. Esta visión es puesta en relación con las (auto)representaciones que, a su vez, promueven las marcas autóctonas, y con los tipos de discursos y las figuras a través de los cuales estas despliegan sus propios modelos. Marcas e publicidade de alimentos: vínculos de sentidos no consumo da vida doméstica e nos ambientes públicos de São Paulo   Maria Clotilde Perez Rodrigues Bairon Sa (USP), Eneus Trindade (USP) Este texto constitui-se na síntese dos resultados da pesquisa A produção de sentido na recepção da publicidade e nas práticas de consumo de alimentos na cidade de
  • 113. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom São Paulo (financiada pelo CNPq). Os objetivos do trabalho foram verificar pelas práticas discursivas e culturais de três famílias paulistanas e pela fotoetonografia do consumo alimentar em ambientes públicos de São Paulo, a produção de sentido midiatizada sobre os consumos de marcas e publicidades de alimentos na vida cotidiana. Busca-se aqui confrontar tais discursos com as práticas sociais hegemônicas emanadas dos consumos alimentares das famílias e nos ambientes públicos investigados, como modo de compreender os vínculos de sentidos da recepção-consumo da atividade material em estudo, a alimentação. Identidade corporativa. Aspectos básicos para a criação de identidades visuais.   Alexandre Mota da Silva (PUC MInas) O artigo discute alguns aspectos básicos que devem ser levados em consideração no planejamento visual de uma marca, traçando um paralelo entre a identificação de pessoas e empresas. As informações constantes nas Carteiras de Identidade (RG - Registro Geral) e usadas na identificação civil dos brasileiros são aplicadas, em analogia, aos procedimentos iniciais usados na criação de identidades corporativas.DIA 6 Publicidade em diálogo com outras áreas Coordenador(a): Goiamérico Felício Carneiro dos Santos (UFG) 9h - 12h Local: Intersecções artístico-comunicativas: o rompimento de fronteiras entre artes eBloco G4 comunicação Sala 602 Rogério Luiz Covaleski (UFPE) O presente artigo busca observar aproximações e intersecções entre obras artísticas e ações comunicativas, a partir das confluências entre a cultura de massa, os produtos midiáticos de entretenimento e as formas de expressões em diferentes artes, que de alguma forma se relacionam e colaboram na constituição da 117 comunicação publicitária contemporânea. O texto se propõe a verificar confluências e a seguir um percurso associativo, buscando apontar elementos constituintes de um processo de evolução da linguagem publicitária. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Era uma vez... A comunicação publicitária e o conto maravilhoso   Livia Silva de Souza (USP) Os primeiros anos da publicidade no Brasil foram marcados pela atuação de escritores literários como redatores de anúncios, formando um campo de intersecção entre Literatura e Publicidade. Ainda hoje, anúncios publicitários frequentemente se apresentam inseridos nesse campo, considerando-se ou não a autoria dos anúncios ou o intercâmbio explícito com o discurso literário. Nesse sentido, este trabalho visa analisar a presença da narrativa literária em anúncios publicitários, ao traçar um breve panorama histórico destas ocorrências, finalizando com a análise de um anúncio brasileiro contemporâneo. Esta análise é realizada segundo ferramentas próprias dos Estudos Literários, particularmente da análise da narrativa e dos contos mágicos populares estruturada por Vladimir Propp, em sua “Morfologia do Conto Maravilhoso”. Carpe diem: publicidade, promessa de paraíso terrestre  Goiamérico Felício Carneiro dos Santos (UFG) Na sociedade midiatizada a publicidade encontra um locus privilegiado para que as suas enunciações discursivas, sob a inspiração de Proteu, se disseminem, afetando os campos sociais, modulando as suas práticas e as suas interações. Assim, nessa ambiência, com sua capacidade protéica e proteiforme, a publicidade se estrutura em novas zonas de pregnâncias, estabelecendo interações com os diversos campos (políticos, econômicos, culturais, dentre outros), provocando transformações de
  • 114. suas práticas discursivas ao mesmo tempo em que neles se mimetiza, pactuando novos vínculos, novas afetividades, novas cognições. Nesse novo sistema social, a publicidade cria realidades, afasta de si verdades (Luhmann, 2005) e potencializa o consumo sob o primado do Carpe diem.   Conto de fadas “Cinderela” e “The Royal Wedding”: os textos interpelam os sujeitos   Danielle Cândido da Silva Nascimento (CESMAC) Qual a sensação do internauta ao se deparar com imagens de tempos distintos (conto de fadas Cinderela e o acontecimento The Royal Wedding) dispostas sob uma óptica comparativa? Barthes chama esse efeito de naturalização, quando os elementos conectados tratam os espectadores como sujeitos que farão uma leitura além do significado identificável no mundo, e sim fundamentada nas possibilidades de significação, por meio da conotação. A partir desses efeitos, a publicidade utiliza-se de histórias de conhecimento comum (o conto de fadas) para vender produtos/serviços a partir da intertextualidade com ideias já conhecidas e sonhadas pelo consumidor. Língua materna: refletindo as implicações do ethos na poesia popular e no discurso publicitário   Elisa de Araujo Barreto Neta (Unicap) Este artigo tem por objetivo refletir a língua materna nas implicações do ethos na poesia popular e no discurso publicitário. O corpus analisado é uma poesia intitulada “O Erro da Vendedora”, do cantador Chico Pedrosa. As análises foram realizadas através dos versos enumerados para promover mais facilidade na compreensão dos dados. Acreditamos que o ethos é parte constitutiva do falante na língua materna e como tal, está presente uma prática social com o propósito de gerar uma ação comunicativa, promovendo nas práticas discursivas a força da argumentação para fazer valer ao auditório, o efeito de sentido desejado – a persuasão.118XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação DIA 6 Publicidade e público infantil Coordenadores(a): Ana Paula Bragaglia (UFF) e Adilson Vaz Cabral Filho (UFF) 9h - 12h Local: Criança e Consumo: A Publicidade em Televisão para o Dia das Crianças   Bloco G4 Patricia Oliveira de Freitas (UFRRJ) Sala 603 O presente trabalho apresenta parte de um estudo sobre papéis de gênero transmitidos pelos filmes publicitários direcionados para crianças. Esse aspecto será investigado em diferentes etapas. O universo de análise foi constituído pela publicidade exibida por ocasião do “dia das crianças”, em 2010. O corpus da análise foi obtido a partir da gravação da programação matinal da Rede Globo e do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). No primeiro momento do estudo foram realizadas a gravação e a análise quantitativa do conjunto de comerciais. Na segunda etapa os comerciais foram classificados e investigados de forma mais ampla. Na terceira etapa estamos realizando análises de caráter qualitativo (análise de conteúdo). Como última etapa será realizado um estudo de recepção junto ao público infantil em uma escola pública. A regulação da publicidade infantil: uma arena de debates entre as organizações sociais e do mercado Ana Paula Bragaglia (UFF), Adilson Cabral (UFF), Ingrid Seabra (UFF) Este artigo se propõe a realizar uma análise da arena de debates em torno da regulação da publicidade infantil, a partir das organizações sociais e de mercado. As
  • 115. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercomorganizações sociais são compreendidas aqui como diferenciando-se das empresas(organizações e corporações comerciais), bem como do governo e parlamentares,visto que se referenciam desta forma em suas articulações e posicionamentos juntoao setor empresarial da cadeia publicitária. Por meio da pesquisa bibliográfica edocumental busca-se compreender a publicidade dirigida à criança, o consumodo complexo sistema midiático no qual este público se insere e as argumentaçõesque embasam os referidos debates. A pesquisa é um dos produtos do projeto“Publicidade e criança: diálogos possíveis sob o marco ético-legal”, em andamentodesde 2010 (Edital PIBIC/CNPq de 2010-2011).Consumo de moda do público infantil: o comportamento da nova geraçãoAndréa Firmino de Sá (FMU/ FIAM FAM)A indústria têxtil no Brasil apresenta crescimento e observa-se a importância dosegmento infantil para este setor. Isso ocorre devido à mudança de comportamentodo público infantil no consumo de moda. Vale ressaltar que as crianças daatualidade são decisoras no processo de consumo e em alguns casos escolhempor determinadas marcas. Assim, este artigo tem o intuito de refletir sobre ocomportamento do público infantil no consumo de moda e como eles sãoinfluenciados. Para isso foram realizadas entrevistas em profundidade com criançascom faixa etária compreendida entre 8 e 12 anos, denominadas Posh Tweens, peloautor Francesco Morace, além de entrevistas com as respectivas mães. Concluiu-seque mesmo com sua inocência pueril trata-se de um público exigente e que podeinfluenciar o processo de compra de moda e demais produtos que envolvem oconsumo familiar.A persuasão da comunicação publicitária para o público infantil a partir dasembalagens de produtos alimentíciosSérgio Arreguy Soares (Fumec); Admir Roberto Borges (Fumec); Debora Persilva Soares(Fumec); Alexandre Coelho Rodrigues Gomes (Fumec)O artigo visa a apresentar o resultado de uma pesquisa qualitativa que teve 119como objetivo investigar as técnicas de comunicação publicitária utilizadas naconcepção das embalagens de produtos alimentícios dirigidos ao público infantil,com o propósito de influenciar as decisões de compra. Para tanto, buscou-se Intercom 2011 | Unicap | Recife - PEanalisar alguns dos elementos da embalagem que contribuem para a escolha dascrianças por determinados produtos, a fim de entender a importância de cada umdesses elementos. Além disso, buscou-se ainda investigar o comportamento doconsumidor infantil, fundamentado na psicologia do consumidor.A embalagem sedutora na gôndola do supermercado: uma mídia para atrair eaguçar o desejo de consumo nas criançasAdmir Roberto Borges (Fumec); Sergio Arreguy Soares (Fumec); Debora Persilva Soares(Fumec)A proposta deste artigo é mostrar a utilização da embalagem como recurso decomunicação persuasiva e motivadora da decisão de compra no público infantil.Nesse contexto, a gôndola do supermercado funciona como uma espécie de mídia,onde a exposição dos produtos é planejada para atrair a atenção e vender. Assim, aembalagem deixa de ser apenas uma proteção para se transformar em veículo, commensagens impactantes. De acordo com os dados primários coletados, percebe-seque a criança consumidora faz suas escolhas influenciada pelos elementos visuaise a oferta de brindes. O estudo partiu de uma base teórica seguido da aplicaçãode pesquisa de dados primários, envolvendo pais e filhos, em conformidadecom os critérios e a devida aprovação do CEP – Comitê de Ética de Pesquisa - daUniversidade Fumec.
  • 116. Tweens: identificando os ideais para as marcas do futuro Bianca Moura dos Reis Sittoni (FGV) Este artigo se dedica ao estudo do comportamento dos tweens, identificando hábitos e valores a serem contemplados pelas marcas. A pesquisa realizada entre março e agosto de 2010 teve como corpus crianças entre 8 e 13 anos das classes A,B,C, estudantes de colégios maristas de Porto Alegre. Ao todo foram questionadas 295 crianças. Os resultados da pesquisa foram interpretados através de cruzamento de dados com teorias sobre o comportamento deste consumidor. Durante estudo identificaram-se como principais ideais para os tweens os conceitos de respeito, pertencimento, honestidade, tecnologia e felicidade. DIA 6 Marcas mutantes Coordenador(a): Elizete de Azevedo Kreutz (Univates) 14h - 15h45 Local: O discurso multimodal das marcas mutantes   Bloco G4 Elizete de Azevedo Kreutz (Univates) Sala 601 As Marcas Mutantes estão sendo estudadas desde 2000, no princípio enquanto identidade visual corporativa e, nos últimos anos, enquanto comportamento de marca. Para isso, foi necessário ampliar as pesquisas do campo do design gráfico ao discurso multimodal da marca. Com base na Hermenêutica de Profundidade (THOMPSON, 1995), ancorada pelo Discurso Multimodal da Marca (SILVESTRE et al 2009), o presente artigo busca refletir sobre o Discurso Multimodal das Marcas Mutantes, posto que estas são tendências nas estratégias comunicacionais e de branding, a partir de pesquisas comparativas de algumas marcas dos mercados brasileiro e chileno. Esperamos que este estudo possa contribuir para a compreensão dos comportamentos de marcas não convencionais que buscam adaptar-se ao atual contexto sócio-histórico.120 Marcas e transmedia storytelling: a estratégia de contar histórias em multiplataformas para envolver os novos consumidores.   Marcela Costa da Cunha Chacel (UFPE)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação O mundo mudou, o consumidor mudou, o consumo de informação mudou e as marcas parecem empregar as velhas regras como estratégias de comunicação entre os consumidores. Neste sentido, o presente trabalho visa refletir sobre o que entendemos como uma tendência, a utilização de transmedia storytelling, ou narrativas transmidiáticas na tentativa de dialogar com os novos consumidores, através de uma abordagem que reflete a conjuntura atual e a mudança de comportamento de tais consumidores. Construcción y desarrollo de una posible marca mutante. El caso de Los Jaivas Manuel Alejandro Pinto Grunfeld (UMAYOR) Definiendo identidad e imagen como unidades centrales del reconocimiento social, y marca mutante como elemento fundamental en el diálogo y la conexión flexible y permanente entre una entidad y sus consumidores, se evaluó el caso del grupo musical chileno Los Jaivas y las carátulas de sus discos como elementos constitutivos en la construcción de una posible marca mutante. A través de la investigación bibliográfica y del estudio semiótico, se tratarán los conceptos de identidad e imagen; y de marca mutante y relación sociocultural entre marca y públicos. Finalmente se revisará la trayectoria de Los Jaivas a partir de fuentes directas, y del registro visual en las portadas de sus discos, como ejes del análisis evaluativo en el desarrollo estratégico comunicacional de construcción de esta posible marca mutante.
  • 117. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom Doodle: a comunicação imersa no design da marca Breno José Andrade de Carvalho (Unicap); Flávio Henrique Souza Santos (Unicap) Este artigo explora a utilização das marcas mutantes interativas do Google como estratégia de comunicação da cibercultura. O objetivo é analisar o uso dos logotipos denominados Doodles que, além de comunicar cognitivamente informações sobre acontecimentos sócio-político e culturais, reafirma o poder que uma marca pode desenvolver ainda mais no ambiente hipermidiático, criando interatividade, não a partir de um diálogo mediado por uma peça de comunicação em que a própria marca apenas assina, mas levando o cliente/internauta a imergir numa interação com os caracteres que compõem a própria identidade visual da instituição: seu logotipo. DIA 6 Publicidade na perspectiva do público-alvo Coordenador(a): Marcia Perencin Tondato (ESPM)14h - 15h45 Local: Beleza feminina e publicidade: um estudo sobre as campanhas da marca Dove   Bloco G4 Marislei da Silveira Ribeiro (Unipampa) Sala 602 Ao situar os debates sobre a beleza feminina e o culto ao corpo, relacionados à publicidade e ao consumo, este artigo demonstra que a mulher, vem ocupando um espaço cada vez mais amplo. Ao seguir os padrões estéticos, muitas mulheres pagam um alto preço, submetendo-se a procedimentos capazes de tornar-se uma espécie de rito religioso. Ciente desse fato, a publicidade utiliza-se do ideal do corpo perfeito para indicar modos de viver melhor mediante o consumo de produtos embelezadores. A partir da realidade observada, investigaram-se peças publicitárias da marca Dove, destinada, sobretudo, às mulheres. A análise das campanhas publicitárias da marca constitui-se no corpus do presente estudo, que busca analisar a trajetória, a estrutura e os apelos das campanhas de Dove no Brasil, desde sua origem (1992) até a atualidade. 121 A publicização e as vozes das consultoras: a memória das comunidades Natura do Museu da Pessoa   Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Sílvia Góis Dantas (ESPM) Este artigo desenvolve um estudo sobre publicização, tomando como objeto as narrativas da Memória das Comunidades Natura do portal Museu da Pessoa. A partir de três momentos marcantes da evolução social da mulher apresentados por Lipovetsky (2000), pretendemos demonstrar como o fator profissional tornou- se fundamental para a constituição da identidade feminina. Nesse contexto, a apresentação de histórias de vida com narrativas sobre o trabalho surge como estratégia de publicização, conceito que vai além da publicidade tradicional para abranger novos pontos de contato com o discurso da empresa. Amparado pela análise de discurso de linha francesa, o artigo busca perceber os significados do trabalho e consumo presentes nas narrativas das consultoras. A mulher na publicidade do prime-time televisivo: reflexões sobre o consumo em um estudo comparativo Brasil-Portugal   Marcia Perencin Tondato (ESPM) Entendendo que as mulheres têm papel preponderante na definição e disseminação de práticas de consumo familiar, apresento aqui análise de inserções publicitárias no prime-time no Brasil e em Portugal. A publicidade é entendida como um novo ato de fala, que ressignifica os signos existentes, com outra sintaxe, sendo reconhecido como mito apenas o que for identificado já entre os mitos existentes e que circulam na sociedade ou uma determinada cultura. A análise realizada busca, nas mensagens, pistas sobre a identidade da mulher, pensando o consumo como algo que começa com o uso que os indivíduos fazem
  • 118. das mercadorias na definição de posições nas relações sociais, e a linguagem um elemento essencial desse processo. O que será consumido torna-se um signo, resultando que consumimos como um processo de pertencimento.   Publicidade e a terceira idade: uma análise da imagem do idoso nos anúncios de mídia impressa.   Marco Antonio Cirillo (Umesp) A participação do idoso na economia brasileira vem se destacando, pois grande parcela da população brasileira atual está nessa faixa de idade avançada, portanto seu poder de compra tem incentivado a comunicação de diversos produtos e serviços desenvolvidos especialmente para atingir esse público. O contato com os meios de comunicação atrai o idoso para o consumo de bens e serviços, o que nos leva a refletir sobre a imagem que os anúncios de mídia impressa querem construir para seus leitores, por entre a criação de imagens que a publicidade produz como sinônimo de bem-estar, alegria e felicidade. Diante deste cenário, pretende-se neste artigo, através da estratégia metodológica constituída pela análise do discurso identificar qual a imagem retratada pelos idosos e a sua relação com o texto nos anúncios publicados nas revistas Época e Veja. DIA 6 Campanhas públicas e redes sociais Coordenador(a): Rodrigo Duguay da Hora Pimenta (Unicap) 14h - 15h45 Local: Redes sociais baseadas em localização: um novo princípio para mídia publicitária  Bloco G4 Rodrigo Duguay da Hora Pimenta (Unicap), Karla Regina Macena Patriota Bronzstein Sala 603 (UFPE) Em todos os tempos as atividades desenvolvidas pelos homens sempre estiveram relacionadas aos locais onde estes estavam. Hoje, um grande número122 de dispositivos tecnológicos móveis e pessoais ressalta isso, pois tem, entre suas funções, a identificação geográfica de seus usuários. Nesse cenário, o uso da geolocalização e de suas camadas digitais de dados sociais, presentes nesses aparelhos, desponta como uma peculiar ferramenta publicitária – oXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação que enriquece as ações estratégicas da contemporaneidade. Pensando em tal contexto mercadológico, o presente trabalho promove uma reflexão sobre esta realidade e analisa as redes sociais baseadas em localização: Foursquare, Foodspotting e Google Places – que, ao usarem a convergência dos aparelhos modernos, promovem publicidade, interatividade e compartilhamento entre seus participantes. A polêmica nas redes sociais digitais como propagadora dos discursos do terceiro setor Gabriela Bezerra Lima (UFPE) O Terceiro Setor tem investido na sua inserção nas Redes Sociais Digitais para propagar seus discursos socioambientais. Apesar de defender o emprego de meios dialógicos, os resultados em geral demonstram um apego à lógica do discurso monológico. Para compreender como é possível que o Terceiro Setor potencialize a comunicação bi-direcional com o público alvo, será analisado como são estruturados os discursos que estimularam uma intensificação de trocas comunicativas. Foram analisados os discursos de comunidades do Orkut que geraram uma dinâmica troca de informações, pelos conceitos de ‘polêmica’ definido por Maingueneau e de ‘polifonia’ de Bakhtin, com o objetivo de evidenciar como eles geram um contrato comunicativo, na acepção de Charedeau, para instaurar um diálogo constante com o indivíduo globalizado.
  • 119. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom Efeitos de desvio no discurso e estratégia da propaganda em três exemplos em análise: Tim, Omo e CET Renato Lacastagneratte de Figueiredo (ECA-USP) Este artigo apresenta a hipótese dos Efeitos Secundários na Publicidade através de três exemplos retirados de aspectos da comunicação de marcas. Acredita-se que a Propaganda apresente uma lógica própria na recepção de suas mensagens, na qual muitos elementos secundários a sua mensagem central poderiam ter papel importante em sua eficácia. Em Tim aponta-se a “lógica de leitura do texto como imagem” através da terminologia Peirceana. Em Omo, apresenta-se o contraponto ao Efeito Secundário, mostrando como o slogan “Porque se sujar faz bem” pode apresentar um “Conteúdo Expressivo” para o receptor. Já em “CET” expõe-se como uma estratégia sujeita a falhas pode, devido aos Efeitos Secundários, resultar numa campanha ainda eficiente. DIA 6 Análise de campanhas Coordenador(a): Aryovaldo de Castro Azevedo Júnior (UFRN)16h - 18h Local: A publicidade e o brand content como geradores de capital emocional: análiseBloco G4 do “The Coca-Cola Village”   Sala 601 Karla Regina Macena Pereira Patriota (UFPE), Juliana da Silva Souto (UFPE) Este artigo propõe observar de que forma a publicidade atrelada ao entretenimento contribui para uma nova relação com as marcas, na qual interatividade e experiência compartilhadas estão gerando um consumidor cada vez mais engajado. Promovemos, neste texto, uma reflexão acerca do “The Coca-Cola Village”, estratégia de Brand Content, aparada pelas plataformas digitais, que nos evidenciou uma nova forma de diálogo entre a marca e o consumidor, com um forte envolvimento emocional. O objeto aqui explorado servirá como ponto de partida para a investigação de outros estudos de brand content que pretendam refletir acerca 123 da contribuição do atual cenário digital para a formação de um capital emocional muito valioso para as empresas.   Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE A utilização das ferramentas da comunicação integrada de marketing no campo da moda: estudo da empresa Dimy   Roberta Del-Vechio de Oliveira e Silva (FURB), Rafael José Bona (FURB) Este artigo aborda conceitos sobre Comunicação Integrada de Marketing, suas ferramentas e aplicações, bem como ressalta sua importância. O principal objetivo é investigar as ferramentas da comunicação integrada de marketing no campo da moda, visto que o uso destas ferramentas proporciona à empresa reconhecimento e fortalecimento da marca perante o mercado, apresentando um estudo das ações da empresa Dimy. Esta pesquisa exploratória utilizou-se do método qualitativo, que permitiu maior aprofundamento sobre o tema. Para atender os objetivos do trabalho foi utilizado o estudo de caso, com a coleta de dados realizada por meio de múltiplas fontes de evidência, bem como entrevista. Como resultado, percebe-se a aplicação da comunicação integrada de marketing nas ações de comunicação da empresa Dimy . Futebol e a Marca Brasil: paixão nacional, reconhecimento internacional.   Aryovaldo de Castro Azevedo Júnior (UFRN), Luís Roberto Rossi Del Carratore (UFRN) O presente artigo relaciona o binômio Futebol e Marca Brasil, enfatizando o modo pelo qual este esporte conseguiu se enraizar na cultura brasileira e, em seguida, levou consigo a identidade brasileira para o resto do mundo. Um breve histórico do esporte, relatando suas origens e sua chegada em território nacional, os fatores responsáveis por transformá-lo numa grande paixão nacional e tornar-se sinônimo da brasilidade, com enfoque na influência dos mass media na formação da opinião
  • 120. pública nacional. Posteriormente, uma digressão sobre como o futebol se tornou um grande negócio e sua utilização pelo marketing, concluindo com um breve estudo de caso sobre a marca Penalty que, valendo-se do conceito de brasilidade, busca seu reposicionamento no mercado. Príncipe ou sapo? Uma comparação entre estereótipos masculinos na publicidade brasileira e portuguesa.  Simone Freitas de Araújo Fernandes (UM) O artigo analisa o uso de estereótipos masculinos na publicidade televisiva brasileira e portuguesa. Durante muito tempo, os estereótipos do homem dominador e conquistador foram designados como padrões ideais pela publicidade, mas nas últimas décadas vêm ocorrendo uma significativa mudança nos valores sociais contemporâneos. Através da metodologia de Análise de Conteúdo, foi realizado um estudo com gravações de spots televisivos, durante o horário nobre (20 às 23h), no canal de televisão líder de audiência, durante o mês que corresponde ao Dia dos Pais em cada país. Na grelha de análise, foram verificados itens como o uso de estereótipos, a natureza do anúncio, categoria do produto, apelo publicitário, estratégia criativa, voz off, entre outros. Os dados analisados fazem parte do conteúdo de doutoramento da autora sobre o tema estereótipos de género. DIA 6 Publicidade contemporânea e outras mídias 16h - 18h Coordenador(a): Lucilene dos Santos Gonzales (Unesp - Bauru) Local: Formatos de propagandas sociais radiofônicas: teoria e prática   Bloco G4 Lucilene dos Santos Gonzales (Unesp - Bauru) Sala 602 Refletir sobre os formatos de propagandas sociais radiofônicas é o objetivo deste124 artigo que propõe um estudo teórico e posterior análise da prática de produção das propagandas do Minuto Consciente e outras propagandas sociais. O escopo bibliográfico baseia-se em Reis (2008), Gonzales (2003), Ferrareto (2000) e Silva (1999). Trata-se de uma pesquisa exploratória e empírica já que associa uma baseXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação teórica à experiência de produção de propagandas sociais radiofônicas, no projeto de extensão Agência Propagação. As conclusões da pesquisa visam a uma produção mais consciente e fundamentada das propagandas sociais radiofônicas do Minuto Consciente. Publicidade contemporânea: modos de ver, modos de fazer Maria Cristina Dias Alves (ECA-USP) O processo criativo das agências tem incorporado diversas competências para dar conta do relacionamento das marcas com os consumidores. Neste trabalho discutimos alguns dos novos formatos que a publicidade tem adquirido na contemporaneidade, decorrentes da multiplicidade de suportes midiáticos, que fazem do consumidor audiência ativa, protagonista e propagador de narrativas publicitárias, dialogando com seus construtos identitários. Cinema, entretenimento e publicidade Marcelo Eduardo Ribaric (UTP) Este ensaio é uma reflexão sobre as origens do cinema e da publicidade audiovisual em um momento social que podemos chamar de entrada da sociedade na modernidade. Essa ruptura de valores passados e esperanças futuras, transformaram a sociedade na sua forma de pensar e de vivenciar o mundo, criando nas pessoas um novo sensorium sobre os valores sociais e a forma de se apropriar destes, no que viria a ser chamado de sociedade de consumo, onde a publicidade
  • 121. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom não cria nem desencadeia novos hábitos de consumo, apenas reflete e refrata hábitos culturais destas mesmas sociedades. Produtos em cartaz: o discurso publicitário nos roteiros cinematográficos Beatriz Braga Bezerra (UFPE) A publicidade tem como objetivo principal persuadir o consumidor sobre determinado produto ou serviço. Com a constante mudança desse consumidor, nada mais coerente do que a transformação das mensagens publicitárias. Diversas são as estratégias utilizadas para alcançar o novo público: merchandising, jogos de realidades alternativas, filmes, marketing viral, imagens-sintoma, entre outras. Diante das inovações propostas pelo discurso publicitário é válido observar a pertinência de roteiros fílmicos integrados a produtos, marcas e empresas, bem como o desenvolvimento de obras cinematográficas a partir desses produtos. DIA 6 Publicidade e sustentabilidade Coordenador(a): Ricardo Zagallo Camargo (ESPM)16h - 18h Local: Indicadores de sustentabilidade para agências de comunicação: relato deBloco G4 experiência   Sala 603 Ricardo Zagallo Camargo (ESPM) Este texto relata o processo de elaboração de um conjunto de Indicadores de sustentabilidade para agências de comunicação. Do ponto de vista metodológico se aproxima da concepção de observador participante, nos termos de Haguette (1992), uma vez que o observador participou formalmente da equipe que desenvolveu o projeto conduzido pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP) com o apoio acadêmico da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). O texto apresenta uma reflexão sobre as responsabilidades 125 e possibilidades do fazer publicitário e delineia a experiência de construção dos Indicadores, inserida no âmbito da responsabilidade socioambiental e da sustentabilidade das empresas. Finalmente apresenta considerações sobre o processo, limitações e potencilidades desse tipo de iniciativa. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Um Fenômeno sócio-cultural: por que a publicidade fala tanto sobre sustentabilidade?   Renata Barreto Malta (UMESP), Rodrigo Follis (UMESP) Este artigo tem como objetivo entender de que forma o discurso publicitário utiliza de estratégias que associem a imagem da empresa, produto ou serviço anunciado a valores simbólicos que expressem imagens positivas e atitudes politicamente corretas. Para tanto, será realizada a análise de um vídeo de uma peça publicitária, deliberadamente selecionado. Como base teórica, faremos uso dos Estudos Culturais, centrando-nos no conceito de “Estrutura do Sentimento” de Raymond Williams. Mais especificamente, pretendemos demonstrar que a sustentabilidade do planeta é uma estrutura de sentimento que envolve grupos sociais e por isso, elemento discursivo da publicidade na atualidade. Através das análises, pretendemos demonstrar que as narrativas construídas pela publicidade vão diretamente ao encontro da lógica dominante na atual Sociedade. Sustentabilidade? Tá na moda, né? Um estudo sobre o discurso sustentável de uma companhia de energia elétrica. Fabiane da Silva Verissimo (UFSM), Fernanda Sagrilo Andres (UFSM) Este estudo tem como objetivo analisar as estratégias discursivas e comunicativas adotadas pelas empresas ao abordar o conceito da sustentabilidade em suas campanhas publicitárias. Para tanto, foi construído um marco conceitual da
  • 122. sustentabilidade para embasar o estudo analítico, na perspectiva da semiótica discursiva, da última campanha publicitária da Eletrobras veiculada em 2011 em rede nacional que tem como foco a sustentabilidade. Desta forma, observa-se que o conceito é trabalhado na campanha não apenas na perspectiva ambiental, como também social, econômica e cultural corroborando com o discurso institucional que reforça outras políticas e práticas da organização. Sustentabilidade e responsabilidade socioambiental: as práticas e a mensagem publicitária Kleber Nogueira Carrilho (UMESP) Recentemente, as mensagens sobre sustentabilidade e responsabilidade socioambiental se tornaram muito presentes na publicidade brasileira. Várias marcas e produtos passaram a incluir em suas mensagens a preocupação com questões como o meio ambiente, o consumo responsável e a preocupação social. Porém, nem sempre as mensagens se refletem nas práticas das empresas. O objetivo deste artigo é apresentar uma tipologia das empresas e das suas relações com as práticas sustentáveis, a partir da presença dos temas nas campanhas publicitárias. Com isso, as categorias campanhas de oportunidade, produtos conceituais e empresas militantes são apresentadas como uma possível classificação para estudos posteriores sobre o tema.126XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação
  • 123. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom 14h - 18h DIVISÃO TEMÁTICA 3 | RELAÇÕES PÚBLICAS E Local: Bloco G COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONALSalas 405, GP RELAÇÕES PÚBLICAS E COMUNICAÇÃO406 e 407 ORGANIZACIONAL Coordenador: André Queiroga Sandi (UFSM) DIA 4 Mesa 1 - Comunicação Organizacional Coordenador(a): André Quiroga Sandi (UFSM/Cesnors)14h - 18h Local: As cercas da comunicação: outros lugares na comunicação interna nas Bloco G organizações   Sala 405 Luiz Carlos Assis Iasbeck (UCB), Jacqueline C. Bueno (UCB) O artigo discute o confinamento da comunicação das organizações a setores e áreas especializadas, enquanto defende que os fenômenos comunicativos extrapolam as tarefas comumente rotuladas como “de comunicação”. Para tanto, considera o fenômeno da fofoca, dos boatos, dos rumores como situações francamente comunicativas e que não constam como responsabilidade de nenhuma área gestora, mormente da comunicação. Mostra, ao final, que “comunicação”, mais que tarefa técnica, é atitude que perpassa ocupações e preocupações de todas a Organização. Sem interação, proporcionada por fluxos informacionais de toda ordem, não se pode dizer que há “algo em comum” que sustente o tecido organizacional. E nessa “rede”, o que está dentro precisa dialogar com o que está fora. Práticas discursivas, interação e diálogo: um olhar sob a comunicação interna nas 150 Melhores empresas para se trabalhar Marlene Regina Marchiori(UEL), Regiane Regina Ribeiro (UFPR) 127 O artigo tem como objetivo refletir sobre a prática da comunicação interna nas 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. A pesquisa, de cunho exploratório quantitativo avaliou os meios de comunicação, o processo de comunicação e a característica comunicacional predominante nessas organizações. Os resultados Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE demonstram que a comunicação além de contribuir para um melhor ambiente de trabalho, está sendo construída através de um pensamento mais estratégico. O estudo discute que a prática da comunicação interna vem superando a visão de um modelo redutor, o qual coloca o emissor como propositor de mensagens fechadas e o receptor passivo diante delas. Essa visão redimensiona a comunicação como espaço de interação ao modificar os papéis de emissores e receptores, para uma dinâmica relacional co-autores/criadores. As manifestações simbólicas nas relações organizacionais   Maria Lúcia Bettega (UCS) Estabelecer uma discussão sobre cultura organizacional ressaltando as manifestações simbólicas usadas para representar o imperceptível e o indescritível não é tarefa fácil. Essas representações, muitas vezes arbitrárias, participam da construção do universo de significados inerentes ao individuo. A construção do simbólico pode ser vista como uma das principais características do universo organizacional. As reflexões sobre o tema, neste trabalho, se deram pelo método bibliográfico. Inicia-se com uma breve definição de comunicação e sua importância no meio organizacional. A seguir, apresenta-se a comunicação feita por símbolos, a partir da cultura e sua complexidade. O que emerge do entendimento da cultura organizacional se volta à proposição de que a mesma se dá pela compreensão dos elementos simbólicos e dos saberes organizacionais.
  • 124. As habilidades de geração de conhecimento do jovem trabalhador do século XXI e os fluxos da comunicação interna nas organizações   Fernanda Terezinha de Almeida (Unesp), Maximiliano Martin Vicente (Unesp) As organizações possuem à sua disposição diferentes opções de ferramentas de comunicação digital, as quais permitiriam criar um ambiente de interatividade entre seus trabalhadores. No entanto, na maioria dos casos, as ferramentas de comunicação digital não são aplicadas com este objetivo, mas apenas para agilizar o processo de comunicação; porém o processo em si, não é repensado à luz das características destas tecnologias, entre as quais destacamos a interatividade e a geração de conhecimento colaborativo. O propósito deste artigo é fazer uma reflexão sobre este tema e analisar como essa postura em relação à comunicação digital afeta as expectativas destes trabalhadores quanto ao seu relacionamento com as organizações, em especial aqueles que representam a denominada Geração Y. O conhecimento como ativo das organizações contemporâneas   Amanda de Cássia Campos Reis Bezerra Filgueira (URSA / UESPI) Este artigo busca ressaltar a importância do conhecimento na contemporaneidade concebendo-o como um ativo corporativo indispensável no âmbito organizacional. Apresenta resultados de uma pesquisa bibliográfica baseada nas idéias de autores como Figueiredo (2005), Zabot e Silva (2002), Goulart (2008) e outros. A gestão do conhecimento é uma prática essencial nas organizações, pois incentiva a criatividade e inovação dos colaboradores, otimizando a qualidade dos produtos e serviços oferecidos. As organizações que focalizam o capital intelectual criam condições eficientes e eficazes, para atingirem seus objetivos, daí a necessidade da presença dos profissionais das Relações Públicas para harmonizar os relacionamentos nas instituições tornando o ambiente organizacional propício para a aquisição e disseminação do conhecimento. A produção de efeito de sentido de imagem via discursivização da cultura organizacional  128 Lutiana Casaroli (UFG) Teoriza-se acerca da prática enunciativa da organização midiática Zero Hora (ZH)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação em decorrência dos efeitos da própria midiatização da sociedade. Analisam-se as operações de auto-referencialidade pelas quais a enunciação discursiviza valores da cultura organizacional com o intuito de produção de efeito de sentido de imagem. Toma-se como estudo fragmentos textuais da coluna “Cartas do Editor”, do Jornal impresso Zero Hora (ZH), nos quais buscam-se os valores utópicos e valores práticos, dentro da perspectiva da semiótica narrativa, característica da linha Greimasiana e desenvolvida especialmente por Floch (1993) e Semprini (1995). A reflexão conta ainda com princípios norteadores encontrados em autores como Peruzzolo (2006), Fausto Neto (2006), Verón (2004) e Thompson (2007). Análise das relações comunicacionais em uma organização hospitalar à luz da autopoiese   Michelle Maia Paris (UCB) A Comunicação Organizacional, em muitas organizações, encontra-se apenas a serviço das necessidades organizacionais, voltada primordialmente para a promoção de interesses políticos e econômicos, bem como para a gestão das relações entre as organizações e seus diversos públicos. Entretanto, a Comunicação Organizacional precisa ser compreendida de forma mais ampla, a fim de contemplar os processos comunicativos, os elementos constitutivos e a construção de sentido dos indivíduos envolvidos no processo comunicativo, reconhecendo-os como sistemas autônomos, autoprodutores e autorreferentes, capazes de influenciar a Comunicação Organizacional.
  • 125. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom DIA 5 Mesa 2 - Relações Públicas Coordenador(a): Claudia Peixoto de Moura (PUCRS)14h - 18h Local: Aspectos práticos e metodológicos da pesquisa em relações públicas: da coleta a Bloco G análise de dados via Internet   Josilene Ribeiro de Oliveira (UFPB), Jamile Miriã Fernandes Paiva (UFPB) Sala 405 Este estudo discute a pesquisa online e sua contribuição às Relações Públicas, a partir do estudo dos aplicativos: Google docs e Sua pesquisa, que disponibilizam ferramentas gratuitas para desenvolvimento de instrumentos, coleta, tabulação e análise de dados via Internet. Adotando o método hipotético-dedutivo, a metodologia compreende três etapas: pesquisa exploratória, para reconhecimento das ferramentas disponíveis e suas características; pesquisa empírica, quando utilizamos e testamos as ferramentas selecionadas; análise dedutiva, quando tiramos conclusões a luz das hipóteses elencadas. Os resultados da pesquisa mostram a relação entre os softwares, suas vantagens e desvantagens para uso em pesquisas de opinião, considerando-se os objetivos e as técnicas de relações públicas. Estratégias de relações públicas em nível discursivo utilizadas pela Petrobras no blog corporativo “Fatos & Dados”   Elisangela Lasta (UFSM) Este artigo discute três estratégias de Relações Públicas: via de mão dupla, política de portas abertas e casa de vidro (SIMÕES, 1987; 1995), evidenciadas em nível discursivo pela Petrobras no blog corporativo Fatos & Dados. O blog é aqui entendido como mídia, ou seja, como uma ambiência com estrutura de códigos próprios acoplada a um dispositivo técnico (SODRÉ, 2009) um espaço de práticas comunicativas institucionais digitais (BARICHELLO, 2008). Como metodologia para o estudo, optou-se pela análise de conteúdo (BARDIN, 1977) dos posts referentes ao mês de junho de 2009. 129 Grupos de pesquisa em relações públicas e comunicação organizacional: uma proposta metodológica para análise das práticas acadêmicas   Claudia Peixoto de Moura (PUCRS) Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE O artigo apresenta uma proposta metodológica para análise das práticas acadêmicas dos grupos de pesquisa brasileiros, registrados no CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, nas áreas de Relações Públicas e de Comunicação Organizacional. Estas práticas são realizadas em instituições de ensino superior, contribuindo para uma formação acadêmica com a inserção da pesquisa científica e para a constituição de um capital cultural, produzido nas relações existentes entre cursos de graduação e de pós-graduação. Os procedimentos metodológicos adotados para o trabalho envolveram uma pesquisa bibliográfica, que possibilitou o estabelecimento dos pressupostos teóricos, e uma pesquisa documental realizada no portal do CNPq, que contém informações em uma base de dados, onde há o registro das práticas acadêmicas desenvolvidas nos referidos grupos de pesquisa. Psicossociologia das relações públicas: enfoque teórico comunicacional   Sandro Takeshi Munakata da Silva (USCS) Este artigo tem como objetivo identificar na contribuição teórica do Prof. Cândido Teobaldo, a teoria da comunicação predominante em seu discurso sobre as relações públicas. A intenção não é rotular o pensamento de Andrade diante de determinada corrente teórica, e sim apontar que a sua tese apresenta uma aproximação de uma determinada corrente teórica, e dessa forma, sinalizar que novos conteúdos e conceitos podem ser construídos a partir de outras teorias. Os resultados demonstraram que a psicossociologia das relações públicas tem forte aproximação com a corrente funcionalista da comunicação.
  • 126. Código de ética como instrumento na gestão da ética nas organizações   Zilda Aparecida de Freitas Andrade (UEL) Caracteriza-se a ética organizacional, por meio de definições de vários autores, mostra os benefícios para a organização e os seus públicos. Demonstra-se a relevância e a utilização do código de ética, principal instrumento da implantação e da gestão da ética organizacional, além de propostas de sugestões de conteúdos. Enfatiza-se a cultura como base para o desenvolvimento de um ambiente propício à gestão da ética organizacional. Insere-se o profissional de relações públicas e de comunicação organizacional nesse processo. Relações públicas comunitárias, capital social e comunicação pública nos movimentos sociais   Celsi Bronstup Silverstrim (UFPR), Denner Mariano de Almeida (UFPR), Tássia Valente Viana Arouche Patrício (UFPR) Os conceitos de capital social e comunicação pública, como valores norteadores e como práticas a serem adotadas, podem contribuir para a atuação das relações públicas comunitárias, especialmente em movimentos sociais. Com isto em vista, este trabalho busca articular perspectivas teóricas das relações públicas comunitárias, do capital social, da comunicação pública e dos movimentos sociais. Na sequência, buscamos ilustrar empiricamente como tais conceitos se aplicam no cotidiano de um movimento social. Relações públicas internacionais entre Brasil e Uruguai: o caso da adoção do sistema brasileiro de televisão digital   Belisa Zoehler Giorgis (Unisinos) A adoção do Sistema Brasileiro de TV Digital pelo Uruguai foi o resultado de um processo de lobby, como parte de um processo de Relações Públicas Internacionais, a partir de ações do governo brasileiro em relação ao governo uruguaio. Isso ocorre em um contexto globalizado, diante da ascensão do Brasil em termos130 sociais e econômicos, e de sua emergência como referência de desenvolvimento e tecnologia no Mercosul e na UNASUL. O objetivo desse estudo foi identificar os detalhes do processo, a partir da relação de poder estabelecida entre os dois países,XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação buscando compreendê-lo. DIA 5 Mesa 3 - As organizações e as novas tecnologias Coordenador(a): André Quiroga Sandi (UFSM/Cesnors) 14h - 18h Local: Os desafios da comunicação organizacional na era das mídias digitais   Bloco G Tiago Mainieri de Oliveira (UFG) Sala 406 O artigo propõe a discussão acerca dos desafios da comunicação organizacional no contexto das mídias sociais. A presença cada vez mais ostensiva das organizações nas mídias sociais dá novos contornos para a comunicação organizacional, refletindo as transformações da sociedade. Com as mídias sociais abrem-se discussões sobre uma nova lógica comunicacional em um ambiente organizacional. Para tanto, cabe entendermos e refletirmos sobre o que significam essas novas formas de pensar e fazer a comunicação nesse contexto. As redes de comunicação e o empoderamento do consumidor atual nas organizações contemporâneas  Viviane Fushimi Velloso (Unitau), Flávia Cristina Martins Mendes (USP) Diante das alterações constantes e ágeis da sociedade a partir da revolução tecnológica do final do século XX, as organizações vêm revendo suas práticas de
  • 127. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercomcomunicação. O presente artigo apresenta uma reflexão sobre as redes tecnológicase a comunicação nas organizações. Tendo como principal objeto da ser observadoo público consumidor, em virtude da significativa relevância da internet para acomunicação entre empresa e públicos. Com um levantamento bibliográfico sobrecomunicação, consumidor e as influências que este sofre na atualidade, forampossíveis destacar o empoderamento do público como peça significativa para asdiscussões sobre a comunicação organizacional frente às novas tecnologias. Assimsendo, cria-se um ambiente organizacional virtual que deve ser capaz de Construirum cenário de credibilidade e confiança e de forma a reafirmar sua reputação daorganização.WebRP: uma análise comparativa  Daiana Stasiak (UFG)O desenvolvimento das tecnologias de comunicação é considerado a base doprocesso de midiatização em que se encontra a sociedade. Nesse contexto, torna-senecessário pensar o uso da internet pelas organizações em busca de novos modosde visibilidade institucional e interação com seus públicos. O artigo apresentao estudo comparativo de doze portais analisados em pesquisa de dissertaçãonos anos de 2008/09 e que foram revisitados em meados de 2011 com objetivode identificar como as organizações continuam utilizando esse dispositivo, osresultados demonstram portais com mais estratégias de comunicação dirigida eque remetem suas informações e interatividade aos diversos tipos de mídias sociais.A comunicação institucional digital turística (CIDTUR): uma metodologia paraportais turísticos  Ana Isaia Barretto (PUCRS)A Comunicação Digital apropriada no fenômeno turístico origina processos ecompreensões distintos aos antes praticados. Os portais turísticos podem serconsiderados como relevantes fontes de divulgação da atividade. Neste sentido,analisando os principais itens da Usabilidade (NIELSEN E TAHIR, 2002) e da 131WEBRP (STASIAK, 2009), apresenta-se uma metodologia de análise, a CIDTUR -Comunicação Institucional Digital Turística - englobando 15 dimensões estratégicaspara a construção e avaliação de portais turísticos. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PEGestão da comunicação em organizações do sul e sudeste do Brasil  Elizabeth Pazito Brandão (FSB), Andréia Silveira Athaydes (Ulbra)Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa aplicada em unidades deComunicação das Federações das Indústrias das regiões Sul e Sudeste do Brasil.O objetivo foi elaborar um mapa descritivo da comunicação, com informaçõessobre a estrutura administrativa, os produtos, os estilos de gestão e a apreensãodo conceito de comunicação organizacional pelos gestores. A pesquisa utilizou ametodologia de entrevista em profundidade, foi aplicada pelas autoras in loco ea mostra foi composta por dois integrantes em cada Federação, um deles o chefeda unidade. Os resultados da pesquisa apontam para a adoção de modelos decomunicação diversos, com foco no mercado e na imagem das instituições.Redes sociais: ‘novas’ modalidades de ‘ouvidorias’ virtuais  Cleusa Maria Andrade Scroferneker (PUCRS), Diego Wander Santos da Silva (PUCRS),Lidiane Ramirez de Amorim (PUCRS)Estamos presenciando a crescente expansão do que denominamos de ‘ouvidorias’virtuais, entendidas como as diferentes modalidades comunicacionais dasorganizações disponibilizadas em seus sites e portais. De maneira crescente,também as redes sociais têm figurado dentre esses meios/canais de comunicação/interlocução utilizados pelas organizações para se relacionarem com seus públicosde interesse. Diante desse cenário, o objetivo do presente artigo é propor reflexões
  • 128. sobre essas ‘novas’ possibilidades de ‘ouvidorias’ virtuais que se configuram como tentativas das organizações em efetivar espaços de interlocução, como lugar de comunicação, de construção e fortalecimento de vínculos. Em busca de uma compreensão sobre as conexões fast food da Internet   Cintia da Silva Carvalho (Feevale) Considerando que as possibilidades de interação e conexão permitidas pela internet e sites de redes sociais superam as distâncias físicas e sociais e estão mudando a forma de relacionamento das pessoas dentro e fora do meio virtual, este trabalho tem como propósito, a partir dos sites de redes sociais Facebook e Orkut , estudar padrões de conexão expressos na Internet e refletir sobre como estes podem auxiliar na gestão dos relacionamentos digitais. Essa pesquisa se valeu de pesquisa bibliográfica, pesquisa quantitativa, através de aplicação de questionário, e qualitativa, através da técnica de pesquisa netnográfica. Os resultados apontaram a necessidade da otimização da utilização dos sites de redes sociais por parte das organizações, a partir de um estudo dos padrões de conexões expressos na Internet. As práticas comunicativas nas organizações em tempos de comunicação em rede e narrativas transmidiáticas: desafios e oportunidades   José Antonio Martinuzzo (Ufes) Considerando as organizações como sistemas dinâmicos e porosos quanto à sua inarredável condição de copartícipe da tessitura socioeconômica, política e cultural, influenciando e sofrendo influências em seus âmbitos internos e externos, propõe- se, neste artigo, uma reflexão acerca das práticas e estratégias da comunicação organizacional frente à mudança de paradigma comunicacional que se experimenta nos marcos da sociedade em rede nestes anos iniciais do século XXI. A comunicação em rede, marcada pela constelação de mídias à disposição dos usuários emissores e receptores, originando novos protocolos comunicacionais, apresenta renovados desafios às práticas comunicativas que pretendem estabelecer, potencializar e132 ampliar interfaces entre organizações e seus públicos-alvo. Como estudo de caso, apresenta-se a experiência de comunicação transmidiática em rede do Detran-ES.XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação DIA 5 Mesa 4 - Comunicação na Esfera Pública Coordenador(a): Tiago Mainieri de Oliveira (UFG) 14h - 18h Local: Comunicação pública: nova embalagem para a comunicação organizacional? Bloco G Antonio Teixeira Barros (Cefor) Sala 407 Este ensaio tem como objetivo discutir como se deu a passagem do conceito de comunicação organizacional para o de comunicação pública pelas instituições públicas brasileiras, a partir da década de 1990. A hipótese que orienta a reflexão é a de que, embora tenha sido apresentado como novidade, o conceito em questão deve ser analisado como uma redefinição de termos anteriormente utilizados, especialmente o de comunicação organizacional. Contextualiza-se o debate com uma breve apresentação do panorama internacional, especialmente a partir das experiências de comunicação empresarial nos Estados Unidos, as quais serviram de base para os projetos na área de comunicação no setor público em vários países europeus e no Brasil. A comunicação pública em uma instituição de ensino federal   Ana Carolina de Araujo Abiahy (IFPB) Esse texto apresenta algumas reflexões em torno da Comunicação Pública em uma instituição federal de ensino, fruto de uma pesquisa em andamento
  • 129. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercomdesde o ano de 2009. A pesquisa leva em conta a relação dos gestores com asferramentas de comunicação e as estratégias que a instituição desenvolve para seaproximar dos diversos públicos atendidos. Esse texto se apóia, principalmente,na produção teórica de Elisabeth Brandão e Jorge Duarte. O pensamento na áreamostra a confluência da Comunicação Pública com os estudos de ComunicaçãoOrganizacional.A importância da comunicação interna e administrativa: estudo de caso na Fiepe,Recife, Brasil  Manuela Rau de Almeida Callou (Esurp)Neste trabalho, pretendemos entender como são desenvolvidas a comunicaçãointerna e administrativa na Federação das Indústrias de Pernambuco. Esses doiscomponentes da comunicação organizacional vêm se estruturando cada vezmais nas organizações, demonstrando a importância de que sejam planejadosestrategicamente para alcançar os objetivos propostos. Desse modo, discutimos osconceitos e apresentamos uma análise prática através de um estudo de caso, comentrevistas que revelam dados qualitativos com relação ao tema proposto.Construção de relacionamentos com públicos de interesse no pantanal brasileiro:diagnóstico em estudantes de jornalismo de MT e MS  Ana Maria Dantas de Maio (Embrapa)Estabelecer relacionamentos com públicos de interesse de forma sistematizadae contínua é um desafio para a equipe de comunicação da Embrapa Pantanal. Oobjetivo deste trabalho é compartilhar um case da organização, com resultadospreliminares de um projeto que envolve os profissionais do recém-criado Núcleo deComunicação Organizacional. Para conhecer melhor o stakeholder selecionado, foiaplicado um diagnóstico em estudantes de jornalismo de duas universidades. Osresultados indicam o conhecimento restrito dos futuros comunicadores a respeitodo Pantanal e do ambiente rural. As informações coletadas são matéria-prima paraque a comunicação organizacional estabeleça ações de aproximação com esse 133público. O processo revela a busca pela profissionalização do setor. Intercom 2011 | Unicap | Recife - PECampanha “Mulher Embrapa”: a comunicação interna na valorização dadiversidade  Aline Bastos (UFRJ)A comunicação interna pode ser um valioso intrumento de reforço dos valoresorganizacionais e do papel da comunicação nos processos de gestão participativa.As estratégias de comunicação interna não podem mais ser a expressão únicae autoritária dos interesses da organização, mas, efetivamente, incluir o públicointerno como autor, como protagonista das ações. A campanha Mulher Embraparepresenta uma esforço corporativo que concedeu voz às mulheres, às empregadas,criando oportunidade para que elas próprias contassem suas experiênciaspessoais e profissionais. Dessa forma, o trabalho utilizou histórias reais, no sentidode storytelling, para valorizar a presença e a participação feminina dentro daEmpresa, reforçando um processo de comunicação que abre canais para diálogoe participação dos empregados e fortalece, na cultura organizacional, o respeito àdiversidade. Análise e melhoria do processo de organização e gestão de eventos: a experiênciada Embrapa com feiras e exposições  Maria da Graça MF Monteiro (Embrapa)O artigo descreve o trabalho de análise e melhoria do processo de organização egestão de eventos numa empresa pública de ciência e tecnologia agropecuária.Durante três meses mais de trinta profissionais que atuam em eventos nas áreasde comunicação mapearam todas as atividades que envolvem a participação da
  • 130. empresa em uma feira ou em uma exposição, identificaram os principais problemas encontrados e propuseram soluções para saná-los, utilizando-se da metodologia de Análise e Melhoria de Processos (AMP). O resultado foi a elaboração de um plano de melhorias atualmente em implantação. DIA 6 Mesa 5 - Comunicação, Poder e Crise Coordenador(a): Cintia da Silva Carvalho (Feevale) 9h - 12h Local: Crises organizacionais no contexto das redes sociais   Bloco G Anelisa Maradei (Umesp) Sala 405 O artigo busca analisar o impacto da Crise do Parque Playcenter, que aconteceu em abril de 2011, no cotidiano dos internautas que acompanharam o episódio através do Twitter. Utilizaremos o Estudo de Caso para demonstrar como o fato repercutiu nesta rede social entre os dias 03, data da ocorrência da tragédia, e 10 de abril. O objetivo do trabalho é demonstrar que o cotidiano é um território com nexos causais e que o dia a dia das pessoas, também por meio das redes sociais, nos dá explicações do que são culturalmente e da percepção que têm do mundo e de uma tragédia como essa. O artigo pretende demonstrar que o desenvolvimento tecnológico tem feito as redes sociais se tornarem essenciais para que os atores sociais anônimos ganhem vozes e representatividade na sociedade, especialmente junto às organizações.   Novo cenário da comunicação organizacional: gestão e gerenciamento de crise nas redes sociais. Uma análise retórica da crise nas redes sociais da marca Arezzo   Patricia Brito Teixeira (FCL) Este artigo tem como objetivo mostrar como as organizações estão mais suscetíveis as crises no mundo composto pela sociedade do risco e sociedade de rede, na134 qual a velocidade da informação possui o poder de eclodir uma crise com grandes danos à reputação da marca, oriundas de ameaças não calculadas e previstas. Neste artigo foi realizado um estudo da crise da Arezzo nas redes sociais, utilizando a metodologia de análise de retórica e de conteúdo. Para finalizar, como base naXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação metodologia de cunho exploratória bibliográfica – mesclando conceitos de crises e comunicação digital –, o texto traz uma contribuição às organizações, e gestores de comunicação, de como realizar a gestão e gerenciamento nas redes sociais. O Protesto nas mídias digitais e a falta de gerenciamento de crise: imagens da UFPB   Patricia Morais de Azevedo (UFPB) O presente trabalho tem como objetivo compreender um fenômeno comunicacional de grande repercussão na internet, promovido pelos alunos do Curso de Mídias Digitais da UFPB e, consequentemente, a falta de gerenciamento de crise da referida instituição. O método utilizado foi o indutivo, com abordagem qualitativa, por meio de pesquisa bibliográfica e de observação. Os dados foram coletados nas principais mídias digitais como as ferramentas de busca e de mensuração como google insights, scup, estatíticas do youtube e buscas no site google e yahoo. De acordo com os resultados e posicionamento da UFPB diante dos fatos, verificamos que a mesma não possui um planejamento estratégico para gerenciamento de crises de imagem, principalmente, no que diz respeito ao seu posicionamento nas mídias digitais.
  • 131. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da IntercomA comunicação intercultural nas organizações como modelo de resposta àvulnerabilidade em tempos de globalização  Maria Aparecida Ferrari (USP)Atualmente a gestão da comunicação intercultural emerge como um desafio naagenda das organizações que, cada vez mais estão buscando novos olhares paralidar com os complexos problemas e conflitos contemporâneos. O estudo dainterculturalidade nas organizações, principalmente quando se internacionalizamexige a adoção de uma perspectiva sistêmica, pois a análise da comunicaçãointercultural precisa ir além da simples comparação entre culturas e dolevantamento de semelhanças e diferenças. A presente reflexão faz parte de umestudo mais amplo que analisará o comportamento comunicacional de algumasorganizações brasileiras no processo de internacionalização. Aqui apresentamosum resgate da literatura especializada sobre interculturalidade, gestão dasmultinacionais, cultura organizacional e comunicação, com o objetivo principal debuscar pontos de intersecção entre elementos vitais nosEstratégias Organizacionais na Noticiabilidade de Eventos Críticos: umacontribuição teórico empírica aos estudos de comunicação midiática  Patrícia Milano Pérsigo (UFSM), Maria Ivete Trevisan Fossá (UFSM)Reflete-se sobre as estratégias organizacionais na ocorrência de um evento críticoe sua contribuição na elaboração das notícias. Busca-se estudar a repercussão deum evento crítico a partir da análise de conteúdo de notícias publicadas na mídiaimpressa. Observou-se que as estratégias organizacionais estão presentes na cenamidiática, assim como as manifestações dos demais atores sociais. A organizaçãoanalisada adotou posicionamento conciso o que desencadeou outro tipo derelacionamento com a mídia.As comunidades de prática enfocadas através da comunicação e da culturaorganizacionais  Silvana Padilha Flores (UCS) 135A finalidade do presente artigo é discorrer sobre as comunidades de prática (CdP)nos processos comunicacionais, em relação às práticas socioculturais e as relações Intercom 2011 | Unicap | Recife - PEde poder envolvidas no ambiente organizacional. O termo “comunidades deprática” ganhou visibilidade principalmente pelos trabalhos de Etienne Wenger eJean Lave, em 1991. As CdP envolvem um agrupamento de pessoas que trabalhamjuntas e têm o mesmo interesse para achar meios para melhorarem o que fazem,na resolução de um problema da comunidade, ou no aprendizado diário, atravésde uma interação regular. O artigo analisa, ainda, os fundamentos, as dimensõese interfaces da comunicação em torno das delicadas relações de cultura e poder,no ambiente organizacional, compreendido com base na visão sistêmica dasorganizações, enfatizando as comunidades de prática.As organizações e as metáforas: análise sobre discursos institucionais deagências brasileiras de comunicação  Boanerges Balbino Lopes Filho (UFJF), Raphael Silva Souza Oliveira Carvalho (UFJF)As metáforas organizacionais se constituem na base de estudo do presente artigo,amparadas nas obras de autores como Morgan, Casula, Pinker, Edvinsson, Nuñes,Putnam, Tomasi, Medeiros, Panzarani, Capra, Sardinha, Draaisma, Wood Jr., Black,entre outros e diretamente relacionadas aos discursos institucionais de onzeagências de comunicação brasileiras, destacadas pelo Prêmio Aberje 2010. Perceberos elementos discursivos referentes às categorias metafóricas descritas pelosautores nos discursos empresariais e entender de que maneira a utilização destesrecursos impactam na forma como as organizações se representam discursivamentesão alguns dos objetivos do respectivo artigo, parte do resultado do projeto depesquisa desenvolvido por alunos de mestrado do Programa de Pós-graduação emComunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora-MG
  • 132. DIA 6 Mesa 6 - As organizações e as novas tecnologias Coordenador(a): Cleusa Maria Andrade Scroferneker (PUCRS) 9h - 12h Local: Dispositivos de crença: bases do reconhecimento organizacional   Bloco G André Quiroga Sandi (UFSM/Cesnors) Sala 406 As organizações têm vivido um desafio constante de atualização e entendimento das dinâmicas que se fazem presentes nas possibilidades da “experimentação numérica” enquanto um dispositivo sócio-técnico que compartilha da “redefinição cultural de uma fórmula de crença” (WEISSBERG, 2008). Os dispositivos, suas combinações e inovações, viabilizados pela construção de imagens de síntese, adquirem um significado de influentes instrumentos a serviço da construção da credibilidade, do convencimento. Buscar o entendimento destes conceitos – dispositivos e crença, a partir de teóricos, auxilia a compreensão do panorama que se vislumbra com a emergência e expansão das tecnologias da informação. Memória institucional no ambiente virtual: possibilidade de comunicação organizacional na era do instante   Andréia Arruda Barbosa (PUCRS) As Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação instituíram uma nova lógica no modo de sentir, pensar e se relacionar, gerando inúmeras implicações no contexto organizacional e motivando um (re) pensar sobre possibilidades de comunicação que propiciem o senso de pertencimento aos sujeitos. O presente artigo tem por objetivo refletir sobre a Memória Institucional no ambiente virtual, utilizando como referência o site “Conversando com a Reserva”, produzido pelo Exército Brasileiro. Buscamos evidenciar a memória como um lugar onde os indivíduos podem encontrar sentido nas práticas organizacionais, face à perda de referências da atualidade. Relações públicas e mobilidade informacional digital no contexto das136 organizações contemporâneas   Marcello Raimundo Chamusca Pimentel (IFBA) O presente artigo pretende realizar uma reflexão sobre o processo de comunicaçãoXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação e relações públicas sobre a influência do advento da mobilidade informacional digital no contexto das organizações contemporâneas. Parte-se do princípio de que as relações estratégicas das organizações com os seus públicos são sendo significativamente afetados pela possibilidade de comunicação em movimento proporcionada pelas tecnologias móveis digitais. As análises se dão a partir de princípios e conceitos sistematizados por pensadores do ambiente contemporâneo e por referenciais obtidos a partir de estudos dos autores na área. Tipos de informações orgânicas trocadas através de dispositivos digitais entre o público essencial de sustentação primário - primeiras constatações   Enoí Dagô Liedke (UP) Na busca da defesa do conceito de informação orgânica espontânea digital iniciou-se pesquisa para verificar como os componentes do público essencial de sustentação primário tem se comportado em relação as trocas informacionais orgânicas efetuadas através das Tecnologias da Informação e Comunicação. Devido ao caráter inicial do estudo este paper apresenta alguns dos aspectos e indicações, relacionadas ao tema, detectadas nos dois primeiros casos analisados. Defendendo, porém, que a nova conceituação se faz necessária para caracterizar a informação orgânica que circula de maneira espontânea, através das plataformas digitais, entre os integrantes do público essencial de sustentação das organizações, complementando o conceito de comunicação informal defendido pela área de Comunicação Organizacional.
  • 133. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom ONGs e redes sociais: vitrine institucional ou engajamento social?   Ana Carollina Campos Leitão (ESPM) Tendo em vista o papel do Terceiro Setor e a potencialidade contida no uso das redes sociais, este artigo pretende investigar se o esforço comunicacional das ONGs tem sido prioritariamente no sentido da mobilização social ou da divulgação institucional. Para tanto, serão analisados os conteúdos publicados pelas ONGs Greenpeace e WWF no Facebook e no Twitter. Os conceitos de Terceiro Setor, sociedade em rede, cibercultura e web 2.0 serão trabalhados com o objetivo de explorar a questão proposta pela pergunta-título. DIA 6 Mesa 7 - Comunicação Organizacional Coordenador(a): André Quiroga Sandi (UFSM/Cesnors)14h - 18h Local: Comunicação organizacional e endomarketing: um estudo no âmbito de uma Bloco G universidade privada   Vanessa Matos dos Santos (Unesp / USC) Sala 405 O endomarketing, ainda que relativamente novo e pouco abordado, configura-se como uma ferramenta importante e eficiente que auxilia no processo de gestão das organizações. Este estudo tem como objeto de estudo uma instituição de ensino superior (IES) privada. Busca-se, primeiramente, apresentar um panorama do ensino superior no Brasil e caracterizar os principais aspectos da organização estudada. Em seguida, apresenta-se os principais aspectos e fundamentos dos processos de endomarketing e comunicação organizacional. Ao mesmo tempo, destaca-se o resultado de uma pesquisa qualitativa aplicada com o propósito de conhecer as opiniões de coordenadores de curso em relação à importância do endomarketing no contexto da instituição estudada. 137 Projeção da imagem corporativa por meio dos eventos culturais   Ethel Shiraishi Pereira (FCL) Desde a década de 80, observa-se uma série de transformações no processo de Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE realização e promoção dos eventos culturais no Brasil. Cada vez mais, as grandes empresas investem no universo cultural com intuito de projetar uma imagem positiva aos diversos públicos de relacionamento e os eventos passam a ser utilizados como instrumentos de comunicação e de marketing que transformam a cultura em mercadoria e colaboram para a obtenção de resultados favoráveis aos negócios. Tal estratégia, no entanto, torna-se possível graças às condições criadas pelo Estado, seja por meio de uma governança urbana favorável às ações das empresas ou pelos incentivos fiscais destinados à cultura. Cooperativas de economia solidária: organizações que comunicam com solidariedade?   Caroline Delevati Colpo (Feevale) Esta reflexão desenvolve-se com base no Paradigma da Complexidade proposto por Morin para que se compreenda as partes e o todo sem distingui-los. Aborda- se a economia solidária (parte) como uma forma alternativa de se fazer economia integrada ao processo capitalista vigente (todo), apoiando-se no contexto da economia social. Assume-se as cooperativas de economia solidária como organizações capazes de realizar a sua autogestão. Os grupos que compõem as cooperativas efetivam um processo de comunicação entre si (parte) e com outros sistemas organizacionais que os rodeiam (todo). O processo de comunicação é compreendido pelos conceitos de Wolton (2004, 2010) que permitem entender a comunicação realizada pelos laços sociais, podendo ou não, comunicar o principio da solidariedade.
  • 134. Revista UCPel 50 Anos: memória ou marketing educacional?   Cleiton Bierhals Decker (UCPel), Margareth Michel (UCPel) Este artigo, que se caracteriza por ser um estudo exploratório, busca compreender estratégias e instrumentos ou mídias de comunicação que as organizações usam para manter um bom relacionamento com seus públicos, utilizando a comunicação, a memória e o marketing educacional como ferramentas de interatividade.No entanto, os instrumentos podem conter diferentes estratégias, tais como o resgate e a preservação da memória institucional ou colocar-se a serviço do marketing. O objeto de estudo neste trabalho,é a Revista UCPel 50 Anos, o qual é analisado a partir do referencial teórico, buscando responder se esta se caracteriza como resgate e preservação da memória institucional ou como marketing educacional. Os principais autores que dão sustentação ao trabalho são Bosi(1994), Candau(2003), Cobra, Braga,(2004), Kotler, Keller(2006), Kotler, Fox(1994), Las Casas(2000), Pollak(1992) e Nora(1993). Revistas institucionais e as customizadas: a identidade e a marca na comunicação organizacional   Margareth de Oliveira Michel (UCPel), Jerusa de Oliveira Michel (UFPEL) Este trabalho propõe-se analisar duas publicações organizacionais: as revistas customizadas e as revistas institucionais, verificando qual a relação que possuem com a identidade, a marca e a memória das organizações a que se vinculam. As revistas são produtos do jornalismo empresarial, constituem publicações de circulação direcionada, que tem como objetivo principal cativar o público interno e externo (principalmente clientes e consumidores) de uma marca ou organização, reforçando a identidade agregando valor à marca e muitas vezes funcionando como elemento de memória institucional. Proporcionam uma proximidade fundamental com o leitor ao ofertar conteúdos informativos e de entretenimento, sem apelar ostensivamente para a divulgação da empresa, seus produtos ou serviços Marcas históricas e prescritivas de discursos balizadores da atividade de138 comunicação em organizações no Brasil   Claudia Nociolini Rebechi (USP)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação A proposta deste artigo é apresentar e discutir possíveis enunciados representativos de discursos formuladores da atividade de comunicação em organizações no Brasil. Nosso interesse versa especialmente sobre as prescrições difundidas pelo Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT). A partir dos princípios da racionalização do trabalho, os discursos produzidos por este Instituto tiveram significante papel histórico na constituição de políticas de comunicação para organizações no país, na primeira metade do século XX. Tratam-se de reflexões preliminares que integram o nosso estudo de doutorado em desenvolvimento. Comunicação e a formação da consciência na gestão das empresas   Rosinei Aparecida Naves (Mackenzie) A comunicação e a informação se transformaram em ferramentas estratégicas de gestão nas empresas privadas a partir das últimas décadas do século XX e início do XXI. A gênese desse cenário é, contudo, contraditória. Mesmo que possam encontrar pontos concordantes com seus públicos, as empresas precisarão sempre buscar maximizar seus lucros. Já os públicos buscarão sempre maximizar seus benefícios em detrimento dos lucros das organizações privadas. Tabagismo em diálogo: olhares sobre o discurso do Ministério da Saúde.   Raphael Silva Souza Oliveira Carvalho (UFJF), Boanerges Balbino Lopes Filho (UFJF) O tabagismo é atualmente um dos grandes temas em discussão no mundo. Um debate que envolve uma série de atores sociais, entre os quais encontramos as
  • 135. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercomorganizações, que se posicionam discursivamente como forma de representar aprópria identidade e construir a realidade na qual vivemos. Por meio dos estudossobre identidade enquanto discurso socialmente construído, das relaçõesestabelecidas pelas estratégias de comunicação organizacional (enquantoarticuladoras discursivas) e pelas revisões históricas sobre o tabagismo pudemostraçar uma contextualização para a análise dos discursos dos atores envolvidosna questão. O trabalho busca traçar novos olhares sobre os textos institucionaisdo Ministério da Saúde, em uma investigação pelos meandros das expressõesdiscursivas. 139 Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE
  • 136. XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 140
  • 137. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom 14h30 - 18h DIVISÃO TEMÁTICA 4 | COMUNICAÇÃO Local: Bloco G4 AUDIOVISUALSalas 004 e 005 GP CINEMA (TÉRREO) Coordenador: Samuel José Holanda de Paiva (UFSCar) DIA 3 Mesa “Cinema e Culturas Urbanas” 15h - 18h Coordenação: Samuel Paiva (UFSCar) e Rose de Melo Rocha (ESPM-SP) Participantes: Angela Prysthon (UFPE) e Moacir dos Anjos (Fundação Joaquim Nabuco) Local: Mediação: Alexandre Barbalho (UFC) Bloco B 1º ANDAR (AUDITÓRIO) DIA 4 Sessão 1: O cinema e o Nordeste do Brasil Coordenador(a): Samuel José Holanda de Paiva (UFSCar) 14h30 - 16h Local: Concepções artísticas de Guel Arraes na construção da trilha sonora e do Bloco G4 Nordeste no filme “Lisbela e o prisioneiro”   Sala 004 Afonso Manoel da Silva Barbosa (UFPB) O presente artigo pretende analisar a maneira como o diretor pernambucano Guel Arraes desenvolve a construção do real no filme “Lisbela e o prisioneiro”, destacando a produção de sentidos empreendida na obra a partir da trilha sonora e da estruturação metonímica do Nordeste brasileiro, dentro do texto fílmico. Objetivamos ainda observar como se desenvolve a subjetividade do diretor diante das escolhas estéticas exploradas no filme (FIGUEIRÔA e FECHINE, 2008), investigando os elementos artísticos da linguagem cinematográfica (BRITO, 1995; GAUDREAULT e JOST, 2009), sem deixar de lado o seu contexto de produção (CANDIDO, 1980; BRAGA, 2001; PINTO, 2002). 141 Documentário no Maranhão: entre memórias, lembranças e esquecimentos   Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Larissa Leda Fonseca Rocha (UFMA) Este trabalho é o resultado parcial dos estudos desenvolvidos no projeto de pesquisa “Documentário no Maranhão: realização, linguagem audiovisual e memória”, coordenado pela autora na UFMA com apoio financeiro da FAPEMA. Buscamos, a partir do contato com a obra do cineasta Murilo Santos, compreender o documentário como “lugar de memória” e observar como funciona o “enquadramento de memória” em quatro filmes do diretor, contextualizando sua obra no cenário de produção cinematográfica do Maranhão a partir dos anos 70. Para além de uma questão identitária: o cinema cearense contemporâneo na produção do coletivo Alumbramento   Rodrigo Capistrano Camurça (UFF) O estado do Ceará vem consolidando nos últimos anos um grupo de realizadores em audiovisual imbuídos de um sentimento de colaboração mútua e diálogo constante, que tem demarcado um importante espaço na produção cinematográfica nacional. Tendo como base algumas realizações do coletivo Alumbramento, percebemos a opção em se desvencilhar das questões marcadamente identitárias e dos ícones de uma representação regional. Pensando especialmente nas suas escolhas temáticas e estéticas, discutiremos em que medida essa produção tem contribuído para exercer a percepção de um novo olhar sobre o mundo e novas condições de existência.
  • 138. DIA 4 Sessão 2: Experiências de encenação Coordenador(a): Gustavo Souza da Silva (USP) 14h30 - 16h Local: A mise-en-scène da cidade em “Memórias de Xangai”, de Jia Zhang-ke   Bloco G4 Isaac Pipano Alcantarilla (UFF) Sala 005 Neste artigo pretendemos refletir sobre a configuração espacial da cidade a partir da escrita fílmica do documentário “Memórias de Xangai”, de Jia Zhang- ke, e suas operações de montagem. Traça-se inicialmente uma linha da cidade moderna do flâneur e do voyeur estendida às megacidades contemporâneas, apontando para a cena fílmica e a inscrição dos sujeitos no espaço e na tela. Assim, visamos à compreensão dos modos de estar no mundo e as diferentes forças de agenciamento comportados pela imagem e a representação como formas de perceber a cidade e as relações que se estabelecem. O jogo da encenação no cinema de Eduardo Coutinho   Felipe Maciel Xavier Diniz (UFRGS) O cinema de Eduardo Coutinho estimula o pesquisador. As ambigüidades de suas formas de criação deslocam os conceitos usualmente fechados de verdade e mentira e os tornam indiscerníveis. O jogo da encenação opera nessas instâncias e é importante para a compreensão da linguagem e estética da obra. Este artigo lança um olhar sobre os elementos técnicos e discursivos que modelam a cena e compõem a encenação em seus filmes. Mise-en-scène, movimento e interpretação em animações baseadas no estilo da xilogravura de cordel   Marcos Buccini Pio Ribeiro (UFPE), Rosângela Vieira de Souza (UFPE), Christiane Quaresma (UFPE) O presente artigo propõe analisar como se dá a transferência do estilo da xilogravura142 de cordel para um suporte como o cinema de animação, trazendo um novo elemento para a representação – o movimento; e como este é representado no intuito de se adaptar criativa e conceitualmente à simplicidade gráfica e estilística da xilogravura de cordel. A pesquisa encontra fundamento nos estudos de FurnissXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (2009) sobre a representação do movimento, e especificamente suas considerações a respeito do recurso conhecido como ‘animação limitada’. Representações limitadas do movimento foram amplamente utilizadas com vista a facilitar e baratear a produção, porém também podem ser empregadas como recurso artístico e estilístico, como foi verificado no estudo das animações analisadas. DIA 4 Sessão 3: Gêneros na interseção entre cinema e sexualidade Coordenador(a): Laura Loguercio Cánepa (UAM) 16h30 - 18h Local: Considerações sobre o masculino no cinema neopolicial: Bogart, Mikael Bloco G4 Blomkvist e Capitão Nascimento Sala 004 Luiza Cristina Lusvarghi (Uninove SP) O texto investiga um gênero que vai se firmando na América Latina, denominado por muitos como neopolicial ou novela negra, ou noir, em que se destacam autores como Dashiell Hammett., cujo livro “O falcão maltês” seria adaptado para o cinema por John Huston. Esse conceito, que influenciara produções cinematográficas da época, e continua inspirando autores e diretores tão diversos quanto Polansky, Tarantino, e até o franco-vietnamita Tran Anh Hung. O tough guy, o masculino, desempenha papel fundamental e arquetípico naquelas produções, tão essencial para o gênero quanto a femme fatale. O objetivo é estabelecer uma comparação entre esse herói durão, personificado por Humphrey Bogart, e outros personagens masculinos em filmes como “Tropa de elite”, a trilogia Millenium, e “Fugindo do inferno” (I come with the rain).
  • 139. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom Pedro Almodóvar e a cultura sem nome: a reconstrução do melodrama e da mulher na era dos sentimentos de plástico Caroline Anielle Souza Batista Pires (UFG)Trata-se da problematização da mulher no cinema de Pedro Almodóvar a partir do filme “Mulheres à beira de um ataque de nervos” (1988). Serão considerados aspectos como as transformações causadas pela invenção do cinema para a mulher inserida nos deslocamentos e reposicionamentos, inclusive psíquicos, que a modernidade trouxe. O melodrama se coloca como um gênero que, carregado de enredos que lembram os quase insondáveis conflitos edipianos, lançam o espectador para um espaço de insegurança de um momento histórico onde os sentimentos se confundem cada vez mais com um apelo para a emoção do público que encontra no cinema uma válvula de escape para suas contradições, de certa maneira partilhadas. A estrada das mulheres em filmes brasileiros dos anos 1970   Samuel José Holanda de Paiva (UFSCar) O objetivo da comunicação é refletir sobre filmes de estrada produzidos nos anos 1970 no Brasil, mais precisamente “Iracema, uma transa amazônica” (Jorge Bodansky, Orlando Senna, 1974) e “Mar de rosas” (Ana Carolina, 1977), de modo a abordá-los comparativamente com referenciais provenientes da teoria dos gêneros audiovisuais, especificamente dos estudos sobre road movies. A ideia é perceber como os filmes em questão podem definir “linhas de coerência” para o conhecimento sobre o road movie na perspectiva de um gênero cinematográfico que tem na questão do gênero enquanto construção sociocultural das identidades sexuais um dos seus aspectos fundamentais. DIA 4 Sessão 4: Cinema e política Coordenador(a): Gustavo Souza da Silva (USP)16h30 - 18h 143 Local: O cinema de Philippe Garrel: estética e política   Bloco G4 André Antônio Barbosa (UFPE) Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Sala 005 A seguinte questão se impõe ao presente trabalho: quando e como a imagem pode ser política? Para tentar respondê-la, ele recorre, primeiramente, à noção de “imagem” tal qual a teorizou Henri Bergson, para depois explorar duas configurações dessa ideia de imagem: a configuração estética e a configuração política. Tal exploração se dá tanto pelo diálogo entre o estético e o político que alguns autores estabelecem: Kant, Schiller, Rancière; quanto por conexões com o projeto cinematográfico do cineasta francês Philippe Garrel, que sempre forjou dissidências e heterogeneidades sensíveis dentro do próprio trabalho com a matéria imagética. Robert Bresson e o Marxismo   Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ) Analisamos, na obra do cineasta francês Robert Bresson, os aspectos que a aproximam da teoria marxista, como a ênfase nas imagens dos meios de produção e o fetichismo dos objetos, em especial nos dois últimos filmes, “O dinheiro” (1983) e “O diabo provavelmente” (1977). Levamos em conta também as escolhas literárias de Bresson, muito concentradas na literatura Russa pré-revolucionária de Dostoievski e Tolstói. Finalmente, observamos que a forma como o diretor utiliza a música em seus filmes não se opõe às ideias do filósofo marxista Theodor Adorno.
  • 140. Indústria cultural e alienação, engajamento político e carnavalização na Trilogia della vita, de Pier Paolo Pasolini   Mariana Andrade Gomes (UFPE) Este trabalho pretende analisar como o diretor e roteirista Pier Paolo Pasolini, em sua Trilogia della vita (Trilogia da Vida), trabalha e articula os conceitos de intelectual orgânico e nacional-popular na leitura de Antonio Gramsci com os pressupostos de Theodor Adorno de indústria cultural e alienação, bem como a análise da cultura popular cômica presentes na Trilogia pela ótica de Mikhail Bakhtin. Esta Trilogia, composta pelos filmes “Il Decameron” (1971), “I racconti di Canterbury” (1972) e “Il fiore delle mille e una notte” (1974), enaltece a licensiodade e a jocosidade da cultura medieval popular em oposição à sociedade contemporânea, industrializada e reprimida pela moral cristã, e representa a exaltação do corpo, ainda não utilizado como mercadoria pela sociedade consumista. DIA 5 Sessão 5: Documentário Coordenador(a): Leila Beatriz Ribeiro (Unirio) 14h30 - 16h Local: O documentário (periférico) como um gênero do discurso   Bloco G4 Gustavo Souza da Silva (USP) Sala 004 O fim dos anos 90 foi um período em que subúrbios e periferias começaram a contar suas histórias a partir do cinema. Este aspecto solicita releituras tanto da produção, quanto da reflexão sobre o documentário, que não podem mais ser vistas sob o prisma de conceituações que engessam possibilidades enunciativas. Por essa via, recorreremos aos estudos de Mikhail Bakhtin sobre os gêneros do discurso, para percebermos em que medidas esta noção pode ser útil para pensarmos o documentário brasileiro contemporâneo.144 Ator social e personagem e suas implicações no documentário   João Nunes da Silva (UFBA), Anderson de Souza Alves (UFT-Unitins)XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação A partir do conceito de realidade nas ciências sociais e sua referencia com os documentários, questiona-se como a linguagem cinematográfica tenta se aproximar da complexidade do mundo real. Discute-se ainda as possíveis limitações que a obra terá em relação a sua matéria prima, a realidade histórica, a partir dos conceitos de ator social e personagem no filme documentário e suas implicações para a representação ou interpretação da realidade. A questão central que orienta este estudo é: em que medida ator social e personagem interferem ou garantem veracidade à obra. Imagens no tempo presente de um olhar construído no passado no documentário “O samba que mora em mim”   Maria Angela Pavan (UFRN), Maria do Socorro Furtado Veloso (UFRN) Este artigo pretende mostrar o olhar afetivo da cineasta Geórgia Guerra Peixe em relação ao samba no documentário “O samba que mora em mim”. Sua escolha ao subir o Morro da Mangueira é destacar a percepção poética que resiste em seu imaginário a partir das informações que ouvia de seu pai. Para realizar o estudo entrevistamos a cineasta, coletamos informações publicadas na imprensa no período de lançamento do documentário, em fevereiro de 2011, e procedemos a uma análise fílmica. Foi possível perceber que o processo de construção das imagens seguiu o olhar reflexivo da cineasta. Ela nos oferece, a partir desta reflexão, um documento que justifica o uso da primeira pessoa, tão valorizado na contemporaneidade. Mesmo que parcialmente, este artigo tenta mostrar que as lembranças e o afeto nos conduzem ao tempo/espaço diante das imagens que são construídas ao longo de nossas vidas.
  • 141. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom DIA 5 Sessão 6: Perspectivas locais e globais Coordenador(a): Luiza Cristina Lusvarghi (Uninove SP)14h30 - 16h Local: “A Cilada com cinco morenos”: local e global no cinema matogrossense dos anos Bloco G4 1990   Diego Baraldi de Lima (UFMT) Sala 005 No final da década de 1990, a partir de política pública de estímulo, curtas- metragens e vídeos produzidos em Mato Grosso constroem modos de mostrar a região de Cuiabá e arredores. Este artigo apresenta descrição e análise de alguns procedimentos estético-narrativos do curta-metragem “A Cilada com cinco morenos” (Luiz Borges; Mato Grosso; 1999; 35mm, 15’), de modo a apontar como o filme articula elementos que se referem ao local e a aspectos da cultura regional com elementos que transcendem a região e promovem um diálogo com o culturalmente mundializado. Coprodução: um recurso privilegiado no campo audiovisual contemporâneo   Lia Bahia Cesário (UFF) A coprodução se torna uma política de progressivo destaque no mundo contemporâneo. Coproduções internacionais e nacionais são cada vez mais acionadas pelos países da América Latina como estratégia de entrada dos cinemas nacionais no mundo globalizado, mas também como instrumento de sobrevivência em um universo transnacional desigual e perverso. No Brasil, o movimento de interseções entre nacional e global, culto, popular e massivo se insere cada vez mais no planejamento das políticas culturais (públicas e privadas) e gera novas possibilidades e contradições para o campo audiovisual nacional. Este artigo tem por objetivo refletir sobre as singularidades do recurso da coprodução na cinematografia brasileira contemporânea. Aos clichês: o cinema na cultura midiática e de consumo   145 Julio Carlos Bezerra (UFF) Vivemos hoje em um arranjo social em que os meios de comunicação e a cultura de consumo não podem mais ser pensados em separado, em que as imagens Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE midiáticas são consumidas e usadas de forma crescente como fontes para construir e expressar certas identidades. O cinema nos ajuda a ampliar os contornos deste cenário. Filmar hoje é mergulhar num turbilhão de clichês, de imagens prontas, num fluxo midiático ininterrupto. O objetivo deste artigo é pensar esta temática através de análises de três obras: “Apenas o fim” (2008), de Matheus Souza, “Pacific” (2009), de Marcelo Pedroso, e a série “Eastbound & Down” (2009-2011), de David Gordon Green e Jody Hill. DIA 5 Sessão 7: Gêneros do discurso cinematográfico Coordenador(a): Samuel José Holanda de Paiva (UFSCar)16h30 - 18h Local: O cinema de bordas e a estética trash   Bloco G4 Laura Loguercio Cánepa (UAM) Sala 004 Esta comunicação deseja debater o conceito de Cinema de Bordas (LYRA; SANTANA, 2006) a partir de outros conceitos atualmente discutidos nacional e internacionalmente, como os de paracinema (SCONCE, 1995; HAWKINS, 2002), cultura trash (LA GUARDIA, 2008 e outros) e resistência cultural (FREIRE FILHO, 2007 e outros). Para isso, propõe a aplicação desses conceitos à análise de alguns filmes brasileiros apontados como “de bordas”. O objetivo é inserir essa discussão num contexto mais amplo dos estudos de cinemas periféricos.
  • 142. A figura do herói em três westerns de Sergio Leone   Rodrigo Octávio D’ Azevedo Carreiro (UFPE) Pretendemos analisar neste artigo o surgimento e a evolução de um herói com caracterização amoral, violenta e individualista, dentro do escopo de três filmes dirigidos por Sergio Leone em meados da década de 1960. Tencionamos identificar os contextos sócio-culturais que impulsionaram Leone a adotar esse novo perfil de herói, que está ligado diretamente a outro recurso de estilo típico na obra do diretor: uma representação mais realista da violência. Tentaremos mostrar, ainda, como o herói de moralidade ambígua extrapolou os filmes de Leone, ajudando a influenciar toda uma linhagem de filmes de ação contemporâneos. O roteirista cinematográfico: uma jornada para a conexão universal Fernando José Biscalchin (Unimep) Contar uma história, escrever um roteiro visto pelos olhos do roteirista cinematográfico é compreender que ele deve ter o dom de observar o homem. O roteiro não sobrevive somente com sua estrutura ficcional clássica, mas é alimentado e completo quando encontra a essência do mundo: o ser humano. O roteirista deve ser o mago em enxergar o cotidiano tão ignorado por nós e encontrar meios de levar a olhos universais. Ele é capaz de encontrar essa conexão universal (roteiro/espectador) na união entre a estrutura mecânica ficcional, a emoção e o melodrama que, juntos o conduzirão a criar entendimento e assimilação de seu roteiro ao redor do mundo. DIA 5 Sessão 8: Identidades e representações audiovisuais Coordenador(a): Maria Angela Pavan (UFRN) 16h30 - 18h Local: Heroína da resistência: A jornada da quebradeira de coco que rompeu barreiras   Bloco G4 Rosana Alves de Oliveira (UnB)146 Sala 005 O herói está em toda parte, em todas as culturas, em todos os tempos. Para Joseph Campbell (1904-1987) todo ser é um herói, que diariamente enfrenta o chamado à aventura; encontrando pelo caminho tanto obstáculos, quanto auxílios e que na condição de aventureiro é conduzindo a sair da escuridão e encontrar a luz. NesteXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação trabalho propõe-se observar se a angústia, desventura e anseio do herói moderno é construído na narrativa em formato videodocumentário e se esta narrativa preserva os elementos míticos propostos pelo simbolismo de Joseph Campbell. A análise toma como objeto o videodocumentário “Raimunda, a quebradeira” e o ciclo do herói, neste caso representado por uma personagem feminina, que é a todo instante colocada em situações de partida, iniciação e retorno, e que, estimulada pela vontade de encontrar o sentido à sua existência não foge a jornada. O cidadão comum em primeiro plano: como o documentário e a televisão abriram espaço para diversidade   Mariana Ferraz Musse (UFJF) Este trabalho pretende apontar as tendências do gênero documental e televisivo, no Brasil, ao se tratar da representação do cidadão comum nestas mídias. Trabalharemos com as possibilidades de representação no documentário contemporâneo que é feito com entrevistas e depoimentos, comparando-o, em algumas situações, com as representações no telejornal já que ambos têm a realidade como matéria prima, mas a utilizam de maneira algumas vezes distintas em outras, similares; o que nos leva a crer que há uma constante troca entre os dois gêneros quando tratamos de documentários de entrevistas.
  • 143. XI Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom Jornalistas no cinema: imagens e representações   Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff (Umesp) Retratada de forma romântica já no século XIX, o jornalismo contém uma série de elementos que seduzem a câmera do cinema. Do repórter típico dos anos 1950, como Charles Tatum (Kirk Douglas) em “A montanha dos sete abutres” (EUA, 1951 - Direção: Billy Wilder) até os jornalistas que realizam uma grande investigação em busca da verdade, como Carl Bernstein (Dustin Hoffman) e Bob Woodward (Robert Redford) em “Todos os homens do presidente” (EUA, 1976 - Direção: Alan Pakula), o perfil foi se alterando. Hoje o jornalista tem sede em informar de forma rápida como a blogueira Della Frye (Rachel McAdams) em “Intrigas de Estado” (EUA/Inglaterra, 2009 - Direção: Kevin Macdonald). Pois o artigo tem este objetivo: mostrar a mudança na forma como o profissional de imprensa é retratado pela sétima arte. DIA 6 Sessão 9: Sobre a história e a memória do cinema Coordenador(a): Samuel José Holanda de Paiva (UFSCar)9h - 10h30 Local: Experiência, modernidade e tradição nos filmes de família dos anos 1920 e 1930   Bloco G4 Thais Continentino Blank( UFRJ) Sala 004 Nossa proposta é analisar de que forma as prática de filmar a família e a intimidade nos anos 1920 e 1930, momento em que começava a se difundir os equipamentos voltados para o consumo doméstico, se relacionam com as transformações ocorridas na própria estrutura da experiência do sujeito moderno. Ao longo do trabalho tentaremos identificar continuidades e rupturas com entre esses filmes de famílias realizados na primeira metade do século XX e o processo de espetacularização da vida íntima característico do contemporâneo. Identidade e memória: narrativas orais sobre o Cinema da Floresta   Raruza Keara Teixeira Gonçalves (UFJF), Christina Ferraz Musse (UFJF) 147 Ao buscar elementos que esclareçam aspectos da cultura audiovisual, o presente trabalho deparou-se com a metodologia da história oral. Nesse sentido, o Cinema da Floresta, experiência audiovisual realizada na região rural na cidade de Juiz de Intercom 2011 | Unicap | Recife - PE Fora, Minas Gerais, foi trazido à tona graças às narrativas orais. Sem as mesmas, possivelmente, a história do cinema, criado na década de 40, estaria fadada ao esquecimento, uma vez que não há registros documentais sobre sua existência. Ao privilegiar a subjetividade destas falas, situamos o indivíduo como ator da história e a memória como elemento de constituição das identidades. A partir da valorização do patrimônio oral, apresentamos aspectos da história do Cinema da Floresta, a fim de analisar como o mesmo tornou-se um meio para a integração da vida em comunidade. Relações entre a montagem cinematográfica e os efeitos visuais   Roberto Tietzmann( PUCRS) Propomos neste texto uma classificação de diferentes práticas de enunciação fílmica, especificamente as múltiplas relações entre montagem cinematográfica e efeitos visuais. Buscamos identificar as características intrínsecas de cada uma detalhando suas competências em desenhar tempo e espaço do filme. Para isto propomos três períodos históricos pautados por características de tecnologia e linguagem traçando as relações complementares e antagônicas entre as duas práticas.
  • 144. DIA 6 Sessão 10: Abordagens de análise fílmica Coordenador(a): Luis Paulo de Carvalho Piassi (EACH/USP) 9h - 10h30 Local: O kitsch e a crítica social de Pedro Almodóvar: uma análise através do figurino do Bloco G4 filme “Volver”   Ana Paula Kwitko (FCL) Sala 005 A proposta deste artigo é analisar as relações e estratégias comunicacionais desempenhadas pelo elemento kitsch na narrativa cinematográfica do diretor espanhol Pedro Almodóvar. A ideia é tentar compreender como o figurino constrói um sistema que incorpora e comunica significados às obras do cineasta, já que o kitsch, em linhas gerais, é a arte da imitação de comportamentos e gostos burgueses, e essa cópia conota a busca pela igualdade social. A investigação, portanto, tem como foco de interesse as estratégias comunicacionais, estéticas e estilísticas do kitsch no filme “Volver”. Uma análise multiperspectiva de “Avatar”   Antônio Augusto Braighi Andrade (CEFET - MG) Crendo na concepção de que produtos midiático-culturais podem ser veículos de diagnóstico de nossa época, este artigo tem como propósito traçar uma apreciação crítica multiperspectiva do filme “Avatar” (2009), demonstrando como o mesmo, ao passo que se institui enquanto entretenimento fugaz com vistas ao consumo massivo, se embrenha no imaginário coletivo e por meio da fantasia, carregado de concepções ideológicas e políticas, relata questões emergentes na contemporaneidade e problematiza aspectos importantes da vida moderna. A face sombria do fantasma em “Cisne Negro”   Ivana Almeida da Silva (PUCRS) Este artigo busca refletir sobre a representação do imaginário da loucura pelo148 cinema na contemporaneidade, a partir do entendimento da tragédia como narrativa que explora, entre outros aspectos, a questão da mimesis: um processo que trabalha o “impossível verossímil” para dar existência a um ser- no caso o ser de ficção. O psiquismo do cinema, como coloca Morin ( 1956), não é apenas aXXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação percepção do real, mas a percepção de um imaginário. Nosso estudo, desse modo, busca a abordagem do rosto da loucura e sua relação com o fantasma, tendo como objeto de análise o filme “Cisne Negro”, de Darren Aronofsky, 2010. DIA 6 Sessão 11: A propósito da ficção científica Coordenador(a): Samuel José Holanda de Pa