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Caderno Especial Fórum Desafios para o Trânsito do Amanhã - Parte 2 (22 de maio)

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  • SILVINO/DPCADERNOESPECIALDOMINGORecife, 22 de maio de 2011 DIARIOdeP E R N A M B U C OIntegração é senhapara a mobilidadeNenhum tipo de mobilidade é capaz de funcionar de forma isolada. São rodovias que se integram ao cotidiano das cidades. São cidades que também dependem de sua própriacapacidade de se integrar, movimentar ou parar. Não são apenas os transportes de massa que são essenciais. Todas as formas de mobilidade são bem-vindas. A rodovia que divideespaço com o ciclista de forma segura. O ciclista que sabe o seu lugar e o pedestre, até então sem vez, sem passeios, que descobre que tem direito ao seu espaço. O trânsito que teremosamanhã depende de cada um de nós, mas também das políticas públicas. Na segunda edição do Fórum Desafios para o Trânsito do Amanhã, promovido pelos Diários Associados,mostramos que a mudança do olhar redesenha um novo mapa viário para o estado e recria possibilidades. Descobrimos também que a iniciativa privada tem um papel fundamental nodesenvolvimento por meio das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e, sobretudo, que a Copa do Mundo não se resumirá a três jogos, mas deixará para nós um dos maiores legados nainfraestrutura viária. Nunca se investiu tanto na mobilidade de uma única vez. Lições que caminham juntas: investimentos, políticas públicas e cidadania. Já não era sem tempo. EXPEDIENTE : Diretora de redação: Vera Ogando.Textos: Daniel Leal e Tânia Passos Edição: Lydia Barros Edição de fotografia: Heitor Cunha. Design: Moacyr Campelo
  • 2 especial DIARIOd e P E R N A M B U C O - Recife, domingo, 22 de maio de 2011 d desafios para o trânsito do amanhã BR EDITORIA DE ARTE/DP BR 101 316 BR AFOGADOS DA AFOGADOS DA BR INGAZEIRA INGAZEIRA 116 104 BR PE- 320 PE- 320 PE- 292 PE- 292 408 CARPINA BR OURICURI SALGUEIRO ALGUEIRO PE- PE- 390 PE- PE- 280 232 SERRA TALHADA TALHADA RECIFE RECIFE PE- PE- 265 PE- PE- 604 2 CARUARU ARUARU VITÓRIA DE SANTO ANTÃO ANTO 3 1 ARC ARCOVERDE PE- PE- 360 PE- PE- 126 PALMARES ALMARES PE- 177 PE- 177 PE- PE- 555 GARANHUNS BR 428 BR PETROLINA PETROLINA polos econômicos Confecção Confecção e turismo 423 Apicultura ges Apicultura e gesso Terciário moderno erciário modernopolígonos viários e artesanato art sanato Zona da Mata/Agr Agreste Agreste/Sertão Agr S Sertão/Sertão S C aprinoovinocultura aprinoovinocultura 1 Formado pelas PEs 126,177 e as 2 Formado pelas PEs 265,280, 292, 320 e 360, 3 Formado pelas PE- 390, BR -116, PE- 604, PE- e turismo Madeira móveis Madeira e móveis BRs 101, 232 e 423, cria alternativas de possibilita a integração dos polos entre 555 e BR- 428, faz a integração dos polos entre Fruticultura irrigada ruticultura irrigada Tecnologia da tráfego para desafogar a BR- 232. Arcoverde, Afogados da Ingazeira, Serra os sertões do Pajeú, Araripe e São Francisco. e turismo informação inf Integra os polos de engenhos, Talhada e Floresta. Integra os polos da Integra os polos da caprinovinocultura, Leite e derivados, e turismo Turismo confecções e turismo no litoral Sul caprinovinocultura, turismo e bacia leiteira gesseiro, fruticultura e roteiro do vinho PEs nas rotas TERESA MAIA/DP/D.A. PRESS da produção U Governo aposta m olhar ao contrário. E há uma razão para isso. Não De Leste a Oeste, do é preciso ir muito longe para em sistema viário Sul ao Norte. A nova perceber que o litoral é onde se alternativo pela estratégia para o de- concentra a maior malha viária rodovias estaduais, senvolvimento das rodovias esta- do estado e mesmo assim em co- duais obedece a lógica não apenas lapso. Com o processo de dupli-que funcionarão como de reduzir distâncias e tirar do cação de vias estruturadoras, a eixos de integração isolamento comunidades quase exemplo das BRs 101, 104, 408 e esquecidas. Isso também, mas 423 e a promessa de mais um principalmente fazer a interliga- trecho da 232, de São Caetano a ção dos polos produtivos nos qua- Cruzeiro do Nordeste, o passo tro cantos do estado. O desafio agora é melhorar as condições “ tem pela frente um universo de de rodovias estaduais também O secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, apresentou plano para as rodovias 142 estradas estaduais, hoje pre- estratégicas na interligação dos cárias. A meta é transformar essas polos produtivos. Entre elas PEs desenvolvimento. “A expansão ferrovia Transnordestina será es- ção das PEs 177 e 126 será possí- vias, mal pavimentadas, em ver- 90, 120, 126, 127, 177, 275, 292, dos polos industriais no interior tratégica porque ela segue para- vel chegar ao mesmo destino dadeiros eixos de integração em 360, 390 e 320. A reestruturação do estado aumentará a circula- lela à BR-232, mas além disso, o acessando também a BR-101, sem A expansão dos três anos. E, nessa perspectiva, a das rodovias tem como propósi- ção de cargas e a pressão sobre a estado está apostando em um sis- utilizar a 232. “Para atrair o trá- espinha dorsal é a BR-232, que to criar pelo menos três polígo- BR-232. Basta olhar o que está tema viário de rotas alternativas fego nesse sentido precisamospolos industriais atravessa praticamente todo o es- nos viários nas zonas da Mata, acontecendo em Suape, Caruaru potencializando as PEs”. de rodovias em condições per- aumentará a tado. No tema rodovias estaduais, Agreste e Sertão. e Salgueiro. É uma questão de Um exemplo do plano B, pre- feitas com boa pavimentação, da 2ª edição do Fórum Desafios Os polígonos viários irão fun- tempo e a gente precisa se ante- visto no cronograma da Secreta- acostamento e sinalização. Elas circulação e a para o Trânsito do Amanhã, pro- cionar não apenas como rotas de cipar”, afirmou o presidente da ria de Transportes, pode ser vis- não vão ser duplicadas, mas em movido pelos Diários Associados, desenvolvimento, mas também Agência Condepe/Fidem, Antô- to no município de Garanhuns, alguns casos serão alargadas”, gente precisa se a Secretaria de Transportes apre- como alternativas de corredores nio Alexandre. Segundo ele, os no Agreste Meridional. Para detalhou o secretário de Trans- antecipar” sentou o redesenho de traçados já para desafogar a BR-232. A Agên- estudos sobre os impactos na ma- quem viaja hoje de Garanhuns portes, Isaltino Nascimento. existentes e de outros que ainda cia Condepe/Fidem já faz proje- lha viária dos transportes de car- para o Recife, a lógica é pegar a Está prevista ainda a pavimen- não existem, tendo como foco o ções de estrangulamento dessa ga ainda não foram concluídos, BR-423 e acessar a BR-232 até che- tação também de vias vicinais Isaltino Nascimento, secretário prolongamento do olhar, do lito- rodovia em até cinco anos em mas é preciso planejar alternati- gar à capital. Com a proposta do para interligar comunidades e de Transportes de Pernambuco ral para o interior. função da demanda dos polos de vas para atender a demanda. “A polígono, depois da requalifica- dos acessos aos estados vizinhos. FOTOS: ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS PE- 60 ainda é um nó a ser desatado Uma das principais rodovias es- Logística de Transportes (PNLT), taduais no litoral Sul já não com- não há ainda um cronograma de porta mais o tráfego. A proposta implantação. Pelo plano, a esti- de federalização da via ainda não mativa é até 2015. Orçado em cer- foi aprovada no Congresso Nacio- ca de R$ 1,3 bilhão, não há ainda nal. Principal acesso às praias do projeto e tampouco a definição litoral Sul e ao Complexo de Sua- dos recursos. “Essa via é impor- pe, mesmo se a duplicação já es- tante porque ela irá tirar todo o tivesse concluída já estaria satu- tráfego pesado que hoje passa por rada com um f luxo atual de qua- flux dentro dos centros urbanos do se 50 mil veículos/dia, sendo mais nosso litoral e vai desafogar tam- de 30% de tráfego comercial. bém a 101. O arco é uma das prio- De acordo com o secretário de ridades do governo do estado”, Uma das principais rodovias do Litoral Sul, a PE-60 já está com o trânsito saturado Transportes, Isaltino Nascimen- afirmou o secretário. to, a principal alternativa para de- Enquanto o arco não vem, o acesso a Suape. Do km 13,3 até aguarda o termo de referência complexo de Suape está execu- safogar o tráfego da PE- 60 e da BR- estado dividiu a recuperação da o km 21, o projeto de duplica- para elaboração do projeto. “Nós tando uma autoestrada paralela 101 será a implantação do arco PE- 60 em quatro segmentos: Do ção foi licitado e está orçado em estávamos aguardando a federa- a PE -60, por meio de uma Par- metropolitano. Ele saírá de Suape quilômetro 0 ao km 10, já é du- R$ 59 milhões. Aguarda a au- lização para os recursos serem ceria Pública- Privada (PPP). É margeando o litoral até Itamar- plicado. Do km 10 ao 13,3, o tre- diência pública do Ei-Rima e de do governo federal. Mas o proje- uma via de 12 km que já existiaSecretário das Cidades, cá. Tem cerca de 140km e corta- cho se encontra em obras de du- alguns ajustes solicitados pela to ainda não passou. Por enquan- e faz parte do sistema viário deDanilo Cabral, fez rá sete municípios. Apesar de fa- plicação. É o que contorna a re- Prefeitura de Ipojuca. Do km 21 to, vamos executar os projetos Suape, que vai possibilitar o es-palestra no fórum zer parte do Plano Nacional de finaria e serve também de 2º ao 86,6 na divisa de Alagoas, licitados”, revelou o secretário. O coamento do Norte e do Sul.
  • DIARIOd e P E R N A M B U C O - Recife, domingo, 22 de maio de 2011 d especial 3 desafios para o trânsito do amanhã ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESSNão basta tapar + saibamais Malha viária em Pernambuco os buracos 9.978 km é o total de rodovias estaduais 4.897 km H Empreiteiras terão istoricamente, as ro- será entregue à Secretária de (50%) estão pavimentadas dovias pernambuca- Transportes a análise de 588 qui- que cumprir nas são sinônimos de lômetros, em 18 rodovias. Os de- parâmetros básicos estradas esburacadas mais estudos serão entregues em 1 mil km de qualidade e problemáticas. Dos cinco mil quatro meses. “Nosso objetivo é pavimentados estão quilômetros de estradas estaduais universalizar o padrão de atendi- em péssimo estado nas rodovias pavimentadas, pelo menos 20% mento para toda a rede. Além dis- de conservação estão em péssimas condições. As so, queremos restringir a manu- chuvas, aliadas a um sistema de drenagem falho e um mau servi- tenção dos pavimentos a interven- ções emergenciais e improduti- 5.081 km estão em leito natural ou em ço de recapeamento, só ajudam a vas. Vamos otimizar a aplicação processo de terraplanagem manter a má fama. Para mudar es- dos recursos disponibilizados”, (não pavimentados) sa realidade, a Secretaria de Trans- afirmou o secretário da pasta, Isal- afir portes promete inverter a lógica tino Nascimento. da manutenção das estradas es- Dos dez mil quilômetros de es- Idade média das taduais visando requalificar as ro- ualificar tradas estaduais, cerca de 50% são rodovias estaduais dovias pavimentadas no estado. pavimentadas. A outra metade é pavimentadas O processo é simples: antes, composta por leito natural (de ter- quando o governo contratava uma ra batida) ou terraplenagem pron- 31 anos “ empresa para restaurar um tre- cho de uma estrada, a empreitei- ta, que ainda irá ser finalizada. “Apesar desse número de rodo- 1,2 mil km Ex: PE-507 (Salgueiro-Serrita) ra só ficava responsável por tapar vias não pavimentadas, a nossa os buracos. Como muitos desses preocupação atual é recuperar as e PE-090 (Carpina-Limoeiro- Surubim) serviços eram realizados e, pela estradas já construídas”, afirmou Serão baixa qualidade, logo apresenta- o secretário executivo de Trans- vam falhas, o governo resolveu portes, Carlos Júnior. Segundo ele, 21 anos analisados mudar: agora só irá contratar as empresas por pacotes onde esta- esse novo modelo proposto tem uma peculiaridade: só concluirá 1,8 mil km indicadores rão incluídos tanto a restauração o pagamento à empresa contra- Ex: PE-089 (Limoeiro-Sirigi- Timbaúba) e PE-062 (Goiana- como bom quanto a manutenção. Ambos tada caso os parâmetros básicos Condado-Aliança) agregados em um contrato de três de qualidade sejam cumpridos. acostamento, anos, que só será totalmente pa- “Indicadores como bom acosta- 11 anos go após o fim dos serviços cum- mento, sinalização horizontal, sinalização e pridos e devidamente realizados. Para iniciar o processo de mu- drenagem e ausência de buracos serão devidamente analisados”. 1,9 mil km buracos” dança, uma empresa foi contrata- Esta metodologia de conserva- Ex: PE-585 (Araripina- Serrolândia) e PE-300 da este ano para fazer um raio x ção das estradas já é utilizada (Inajá-Manari) Carlos Júnior, secretário das 142 rodovias estaduais pavi- em Minas Gerais, Paraná e Mato Fonte: Secretaria de Transporte de executivo de Transportes mentadas. Nos próximos 30 dias, Grosso do Sul. Recuperação das vias é prioridade, mas contratos mudarão Pernambuco View slide
  • 4 especial DIARIOd e P E R N A M B U C O - Recife, domingo, 22 de maio de 2011 d desafios para o trânsito do amanhã ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESSEmpreendimento da Ponte do Paiva é o único exemplo no estado de uma PPP no sistema viário. O fluxo de veículos já superou as expectativas em apenas dois anos ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESSAlternativa entrevista >> Ilo Leite “No mundo, apenasviável e lucrativa 3% das parceriasEspecialistas ceria como um meio seguro e Arquitetura e Engenharia do deram errado”defendem Parceria viável para o estado mudar a estado (Sinaenco-PE), Ilo Leite. péssima realidade das estradas. O objetivo das parcerias é Um dos maiores especialistas em PPPs do Brasil, o engenhei-Público-Privada (PPP) “As dez melhores rodovias do atingir o melhor atendimento ro Ilo Leite foi um dos palestrantes da segunda edição do Fó-como meio rápido Brasil estão em São Paulo e to- de uma determinada deman- rum Desafios para o Trânsito do Amanhã. Com experiência in- ternacional em consultoria a várias empresas europeias, é o atualpara mudar a péssima das são frutos de PPPs. Não ve- da social. Como contrapresta- vice-presidente do Sinaenco-PE e foi contratado como con-realidade das estradas jo como não se pensar nisso. ção, o setor público paga ou Algumas pessoas podem ques- contribui financeiramente, no sultor de PPPs pelo governo de Pernambuco. Segundo ele,“em tionar o fato de ter que passar decorrer do contrato, com os qualquer área pública, você sempre vai encontrar alguma pos-S ão aproximadamente a pagar pelo serviço. Mas é jus- serviços já prestados à popula- sibilidade de fazer uma PPP”. dez mil quilômetros to: só paga quem usa. No pú- ção, dentro do melhor padrão de rodovias estaduais. blico, mesmo quem não usa, de qualidade aferido pelo po- As PPPs podem ser a solu- ter no mínimo 5 e no máximo Como o próprio nome também paga via impostos”, der concedente. Como também ção para a melhoria das es- 35 anos.sugere, essa malha é dependen- disse um dos especialistas con- é consultor do governo do esta- tradas no estado?te das finanças do estado para vidados do Fórum, o chefe do do sobre PPPs, Ilo Leite admitiu Essas parcerias são grande solu- Se não fosse a PPP, tería-se manter em boas condições. Departamento de Arquitetura que Pernambuco tem alguns ções para onde o governo preci- mos condições de realizarTodavia, ao longo das estradas projetos em estudo para possí- Ilo Leite, especialista em sar multiplicar seus recursos. O o projeto da Copa no esta-que pertencem a Pernambuco, veis implantações de novas par- PPP fez palestra no fórum estado tem muitas responsabili- do?cerca de 50% estão sem pavi- A Ponte do Paiva cerias. “Está em gestação um dades: saúde, educação, segu- Não. Os prazos eram muito cur-mentação. Além disso, dos cin- e a Arena da Copa pensando na área de saneamen- rança. E tudo isso necessita prio- tos, os recursos (em torno de R$co mil quilômetros que estão to, interiorização para 13 loca- ritariamente de investimentos 500 milhões) elevados e os níveispavimentados, mais de um mil são modelos lidades do Expresso Cidadão e e muitos recursos. O cobertor é de exigência da Fifa altíssimos.estão em péssima conservação. também está em análise rodo- curto: ou cobre a cabeça e dei- Foi uma via necessária utiliza- “Apesar de o governo apostar positivos de PPPs vias com a questão da mobili- xa os pés do lado de fora ou o da pelo estado e, se não fosse as-em uma mudança radical na dade urbana. Onde se imagi- contrário. sim, certamente não teríamospolítica de manutenção das es- e Engenharia da UFPE, César nar área de serviço publico, ca- Como funciona essa parce- condições de tocar o projeto.tradas, uma tendência, segun- Cavalcanti. be um estudo sobre uma PPP”. ria?do os especialistas, é a Parce- A Ponte do Paiva, no Litoral A boa recepção às PPPs, du- Normalmente, fazemos aqui no Pernambuco possui proje-ria Público-Privada (PPP), que Sul, e a iniciativa para a cons- rante o Fórum, foi quase uma Se não fosse a PPP, estado uma Participação de Ma- tos de PPPs em curso?surge como uma saída rápida, trução da Arena da Copa, em unanimidade, mas o tema foi nifestação de Interesse (PMI). Está em gestação pensamentosde qualidade e, sobretudo, lu- São Lourenço da Mata, são dois tratado de forma mais cautelo- o estado não teria Uma empresa se apresenta para na área de saneamento, interio-crativa tanto para o governo bons exemplos de PPPs em Per- sa pelo secretário de Transportes, condições de o estado e solicita uma autoriza- rização para 13 localidades doquanto para a empresa que ade- nambuco. Essas parcerias acon- Isaltino Nascimento. “Sabemos ção de estudo, que o governo po- Expresso Cidadão, e também es-rir a concessão. tecem quando o setor privado que essas parcerias são uma al- tocar o projeto da de permitir ou não. Se aprova- tão em análise rodovias com a Com a necessidade emergen- projeta, financia, executa e ope- ternativa, mas, atualmente, pa- do, o projeto entra em licitação questão da mobilidade urbana.cial de não só recuperar as ro- ra uma determinada obra/ser- ra as nossas rodovias, estamos Arena da Copa em como PPP. Nesse caso, analisa- Especialmente para as estradas,dovias no estado como também viço. “De todas as PPPs no mun- apostando no novo modelo do tempo hábil” mos sustentabilidade, acompa- essa parceria pode aparecer co-expandi-las em tempo recorde, do, apenas 3% não deram cer- plano de manutenção. Esta estra- nhamos a modelagem da par- mo uma solução viável. Afinal,visando os investimentos para to”, defendeu o palestrante do tégia, inclusive, está sendo apoia- ceria, vendo se está tudo dentro a burocracia para licitar umaa Copa do Mundo, a maioria tema no Fórum, o vice-presi- da e aprovada pelo Banco Mun- Ilo Leite, vice-presidente do da lei, se há equilíbrio econômi- obra de recapeamento, pordos especialistas aponta a par- dente do Sindicato Nacional de dial”, explicou o secretário. Sinaenco - PE e especialista em PPP co-financeiro. A parceria pode exemplo, pode demorar meses. View slide
  • DIARIOd e P E R N A M B U C O - Recife, domingo, 22 de maio de 2011 d especial 5 desafios para o trânsito do amanhã FOTOS: MARCELO SOARES/ESP DP/D. A PRESSEstado promete dobrarnúmero de cicloviasnos corredoresmetropolitanosO caminho da melhoria na mobilidade não passa apenas pela re- qualificação das rodo-vias e vias urbanas. A integraçãode diversos modelos de mobilida-de são essenciais dentro da estru-tura de deslocamentos. Entre eles,a bicicleta. Isso mesmo. Muitostrabalhadores usam a bicicleta co-mo meio de transporte, mas esbar-ram na falta de condições ou au-sência de ciclovias ou ciclofaixas.A PE-15, uma rodovia estadual queinterliga os municípios de Igaras-su, Paulista, Olinda e Recife temapenas 11 quilômetros de ciclo-via e mesmo assim em situaçãoprecária. Falta sinalização e o es-paço destinado às bicicletas, emalguns trechos, é ocupado pelocomércio informal. Em outros, a Na PE-15, os 11 quilômetros de ciclovia estão em péssimo estado de conservação. Lixo, entulho e até comércio tomam conta da faixapista é usada para depósito de li-xo e de entulhos. Ciclistas sem mobilidade Apesar das condições precárias,a ciclovia da PE-15 ainda é utiliza-da. No Fórum Desafios para o Trân- Desafiossito do Amanhã, o secretário dasCidades, Danilo Cabral, anunciouque o estado vai ampliar a quilo-metragem das ciclovias da RMR 11km da PE-15 vão ser requalifi- usuário. Segundo o plano muni- uso das bicicletas como um ti- ma, que atualmente tem 13 ter- bus é que cerca de um terço dade 73,4 km para 143,4 km. A pro- cados. “O espaço da ciclovia na PE- cipal de mobilidade do Recife, po de modal de integração, o se- minais integrados em operação, população da Região Metropoli-posta é integrar as faixas nos qua- 15 já existe, mas vem sendo mau apresentado em fevereiro deste cretário das Cidades anunciou terá 22 quando as obras forem tana do Recife (RMR) está foratro corredores de tráfego previstos utilizado, inclusive com a presen- ano, o município estima aumen- também que os terminais do Sis- concluídas em dezembro de do sistema e se desloca a pé. Ano PAC da mobilidade: os eixos ça de comerciantes na faixa”, tar o sistema cicloviário para 424 tema Estrutural Integrado (SEI) 2012. Segundo o secretário, os melhoria da mobilidade das ro-Norte/Sul, Leste/Oeste, Avenida apontou o secretário. km, mas o plano não define em vão receber bicicletários. “A pes- terminais novos já estarão equi- dovias precisa vir acompanhadaNorte e ainda a quarta perimetral Dos municípios que dispõem quanto tempo. Já o município de soa vai poder chegar de bicicle- pados com os bicicletários e os das condições do pavimento, dana BR-101, que corresponde ao con- de ciclovia, a capital pernambu- Jaboatão dos Guararapes é o que ta no terminal, deixar o equipa- antigos terão que ser adaptados. sinalização, da oferta de ciclo-torno Recife. “A gente espera do- cana tem a maior malha cicloviá- tem a menor média cicloviária da mento, pegar o ônibus ou me- Se para o ciclista a realidade do vias, dos passeios em condiçõesbrar o número de ciclovias nesses ria. Ainda assim, os 27 km são em RMR, com apenas 900 metros de trô e quando voltar pegar a bici- trânsito ainda é ingrata, imagi- adequadas e da interligação docorredores metropolitanos”, afir- faixas descontínuas, o que não ciclovia na orla de Piedade. cleta e fazer o caminho de volta”, ne então para o pedestre. Uma es- sistema de transportes com osmou o secretário. Segundo ele, os permite uma interligação para o Para incentivar ainda mais o afirmou Danilo Cabral. O siste- timativa das empresas de ôni- terminais integrados. SETRANS/DIVULGACAO + saibamaisCorredores para Na espera dosintervenção na mobilidadeLeste/OesteExtensão: 12,8 km recursos do PACFluxo de pessoas: 180 mil/diaCusto Estimado: R$ 183,6 milhões A PE-15 é a rodovia estadual De acordo com o secretário das que irá receber parte do corredor Cidades, Danilo Cabral, a indefi-Norte/Sul Norte/Sul. O corredor vai iniciar nição é em relação ao trecho queExtensão: 30,5 km no município de Igarassu e se es- vai do Shopping Tacaruna à Zo-Fluxo de pessoas: 182 mil/dia tenderá até Jaboatão dos Guara- na Sul e Avenida Norte. “TantoCusto Estimado: não divulgado rapes. A interligação de rodovias o corredor Leste/Oeste como o estaduais e federais com os cor- contorno Recife, o modal será oAcesso à Cidade da Copa, PE- redores metropolitanos é um ca- BRT. O restante nós temos que05 e TI Cosme e Damião minho sem volta e necessário. A aguardar a definição do governa-Extensão: 8,5 km PE-15, por exemplo, faz ligação dor”, afirmou o secretário.Fluxo de pessoas: não divulgado direta com a Avenida Agamenon Ainda segundo Danilo CabralCusto Estimado: R$ 300,8 Magalhães. Além do Norte/Sul fa- a demora na definição não irámilhões zem parte também o Leste/Oes- trazer atrasos para a licitação.BR-101 te, Avenida Norte e a 4ª perime- “Os projetos estão prontos. Quan-Extensão: 42 km tral (BR-101). Desses, somente a do o governador escolher é só en-Fluxo de pessoas: 143 mil/dia 4ª perimetral está em fase de li- viar para a licitação”, explicou. OCusto Estimado: R$ 480 milhões citação. A estimativa é que até ju- Norte/Sul terá 30,5 km. A primei- nho o governo federal divulgue a ra etapa, no entanto, está previs-AvenidaNorte relação dos projetos aprovados ta até o Terminal Integrado Joa-Descrição: Segue do Terminal pelo PAC da Mobilidade, onde es- na Bezerra, no Recife. O prolon-Integrado da Macaxeira até o tão inseridos os corredores de trá- gamento até o Terminal de Ca-Centro do Recife. fego. Até o fim deste mês, o gover- jueiro Seco, em Prazeres, Jaboa-Extensão: 8,9 km nador Eduardo Campos definirá tão, somente quando a Via Man-Fluxo de pessoas: 143 mil/diaCusto Estimado: não divulgado os modais que vão compor os cor- gue ficar pronta. O projeto da redores: BRT (Transporte Rápido Prefeitura do Recife estima queFonte: Secretaria das Cidades Corredor Norte/Sul na Agamenon Magalhães ainda sem definição de modal por Ônibus) ou monotrilho. em 2013 a via esteja concluída.
  • Nova Estrada da Batalha Tráfego de até 42 mil veículos/dia NOVOCOMPLEXODESALGADINHO ENOVAESTRADADABATALHA. OBRASQUEAVANÇAMPARA SUAVIDAANDARMELHOR. Novo Complexo de Salgadinho Tráfego de 40 mil veículos/diaDuas importantes intervenções do Governo do Estado na Região Metropolitana do Recife estão em andamento para melhorar o trânsito. De um lado, o novoComplexo de Salgadinho, com dois viadutos já entregues para facilitar o fluxo de veículos entre Recife e Olinda. Do outro, a nova Estrada da Batalha, paramelhorar o acesso à Suape e às praias do litoral sul. Seus dois viadutos também já foram liberados e avançam as obras de alargamento das pistas, bem como aconstrução de túnel, centro cultural e praça monumental com serviços públicos. É o Governo do Estadotrabalhando para que a Região Metropolitana do Recife ganhe mais mobilidade e desenvolvimento. E você também. O TRABALHO ACONTECE, O RESULTADO APARECE.