Your SlideShare is downloading. ×
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Tcc   versão completa v7
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

Tcc versão completa v7

582

Published on

Published in: Education
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
582
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
13
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULOESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA “LUIZ DE QUEIROZ” DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DO SOLO Pedro Ernesto RonzaniPROJETO DE EXPLORAÇÃO DE FAZENDA NA REGIÃO SUL DO PIAUÍ 0111000 - Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Agronômica PIRACICABA - SP 2012
  • 2. PEDRO ERNESTO RONZANIPROJETO DE EXPLORAÇÃO DE FAZENDA NA REGIÃO SUL DO PIAUÍ Monografia apresentada ao Departamento de Ciências do Solo como parte das exigências da disciplina 0111000 - Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Agronômica da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – Universidade de São Paulo. Orientador: Prof. Dr. José Alexandre Melo Demattê PIRACICABA - SP 2012 ii
  • 3. PEDRO ERNESTO RONZANI PROJETO DE EXPLORAÇÃO DE FAZENDA NA REGIÃO SUL DO PIAUÍ _________________________________ Pedro Ernesto RonzaniOrientador: _________________________________ Prof. Dr. José Alexandre Melo Demattê Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Universidade de São Paulo PIRACICABA - SP Dezembro de 2012 iii
  • 4. AGRADECIMENTOS: À minha família, em especial meus pais, Hélio e Bernadete, que sempre mederam todo o apoio e base necessários à minha formação pessoal e profissional. Porserem um modelo de honestidade e perseverança que eu sempre seguirei e admirarei. Aos meus irmãos, João e Estêvão, que sempre me suportaram nos quesitosmais “tecnológicos”, assim como são parte integrante da minha formação pessoal. Foicom eles que comecei a aprender como conviver com as diferenças, ainda muito novo. À minha namorada Priscila que durante a minha graduação e meu estágioem São Paulo esteve ao meu lado, dando sempre conforto e incentivo nos momentosmais difíceis, me auxiliando e sempre me instigando a buscar mais e fazer melhor. A todos os meus amigos de universidade, em especial à minha segundafamília, a República Vira-Latas, com quem amadureci e me tornei quem sou hoje.Muito obrigado pelas intermináveis horas de estudo e diversão, pelo suporte, e porsuprirem a ausência que sentia da minha família. À ESALQ, por me proporcionar uma graduação, vivência e oportunidadesmuito maiores do que eu esperava, bem como ao seu corpo docente muito bemqualificado e, na maioria das vezes, extremamente prestativo às minhas solicitações. Ao professor Demattê, que me proporcionou o mais breve, porém maisconstrutivo estágio dentro da ESALQ durante a minha graduação, agradeço por toda apaciência e tempo confiados em mim, pelo treinamento recebido no uso das ferramentasutilizadas durante o estágio, e todo o suporte e prestatividade durante meu estágioprofissionalizante e também na elaboração deste trabalho. Ao Guilherme Asai, que deu todo o suporte necessário para o meudesenvolvimento profissional nesses meses de convivência e aprendizado que tive aoseu lado em São Paulo, na TibaAgro. iv
  • 5. RESUMO A agricultura provê ao mundo não só a maior parcela do alimento e boa parceladas fibras consumidas, como inúmerous outro produtos, como energia e está cada vezmais gerando produtos industrias capazes de competir com os vindos de fontes fósseisnão renováveis. Nesse contexto, a agricultura, mais especificamente a sojicultura,assume papel essencial, uma vez que a demanda por esse produto vêm crescendo a taxasaltas, independentemente de crises econômicas, e a produção tem que acompanhar essecrescimento. A produção agrícola no Brasil é reconhecida como uma das melhores domundo, e ainda temos áreas inexploradas ou sub-exploradas em nosso território. Essetrabalho tem como objetivo fazer uma revisão sobre o status da agricultura numa dasúltimas frentes de desenvolvimento disponíveis no Brasil, a região sul do Piauí, usandoferramentas de SIG no mapeamento do uso do solo, bem como conhecimentosagronômicos em geral para visualizar a questão da sojicultura na região e a prosperidadee perspectivas econômicas da atividade no sul do Piauí. A revisão e o mapeamentoapresentaram resultados esperados como, por exemplo, a oferta considerável de áreasainda não exploradas na região e também a rentabilidade que essas terras podemproporcionar a investidores individuais ou fundos. Além disso, o modelo de exploraçãoadotado, embora não seja democrático, provê benefícios ambientais a sociaisincontestáveis.Palavras-chave: uso do solo, Sul do Piauí, mercado de terras, cerrado. v
  • 6. ÍndiceLISTA DE FIGURAS.....................................................................................................vii1. Introdução.................................................................................................................. 12. Objetivo ..................................................................................................................... 73. Análise externa .......................................................................................................... 7 3.1. Infraestrutura disponível .................................................................................... 7 3.2. Logística............................................................................................................. 7 3.3. Comportamento e expectativas para os mercados de Soja e de terras – contextualização geral ................................................................................................... 94. Caracterização Geral Da Base Física Agrícola ....................................................... 12 4.1. Climática e balanço hídrico ............................................................................. 12 4.2. Relevo .............................................................................................................. 20 4.3. Solos................................................................................................................. 21 4.4. A cultura da Soja .............................................................................................. 24 a. Classificação botânica e variedade(s) .............................................................. 24 b. Justificativas técnicas e de comercialização .................................................... 25 c. Recomendações Agronômicas ......................................................................... 255. Mapeamento a Nível Regional ................................................................................ 36 5.1. Material e Métodos .......................................................................................... 37 5.2. Resultados e Discussão .................................................................................... 406. Descrição da Fazenda .............................................................................................. 47 6.1. Solos................................................................................................................. 47 6.2. Produção .......................................................................................................... 497. Conclusão ................................................................................................................ 528. Referências Bibliográficas ...................................................................................... 53 vi
  • 7. Lista de FigurasFigura 1 – Distribuição da Produção Nacional de Soja entre 1976 e 2011. Fonte:CONAB, elaboração própria. ........................................................................................... 3Figura 2 - Distribuição da Área Nacional plantada com Soja entre 1990 e 2011. Fonte:IBGE, elaboração própria ................................................................................................. 4Figura 3 - Distribuição da produção municipal de soja no Piauí. Fonte: IBGE ............... 6Figura 4 - Área plantada, produção e produtividade de soja no estado do Piauí. Fonte:CONAB ............................................................................................................................ 6Figura 5 - Preços médios da soja no Paraná. Fonte: CEPEA. ........................................ 10Figura 6 – Comportamento do mercado internacional e regional de soja, e do Dólar.Fonte: CBOT, BM&F, Safras e Mercado e Banco central do Brasil ............................. 10Figura 7 - Valorização anual de terras – CAGR – Bom Jesus ....................................... 11Figura 8 - Evolução do Preços de terras – região de Bom Jesus .................................... 12Figura 9 - Balanço hídrico climatológico de Bom Jesus, PI. INMET. ........................... 13Figura 10 - Cidades do Piauí, biomas e isoietas da região. ............................................ 15Figura 11 - Distribuição de chuvas da 4 estações meteorológicas disponíveis no bancode dados da ANA............................................................................................................ 16Figura 12 - Comportamento climático em Bom Jesus x ocorrência e intensidade de el-noños e la-niñas. Fonte: NOAA, ANA e INPE. Elaboração própria.............................. 19Figura 13 - Relevo na região da Fazenda São João. ....................................................... 20Figura 14- Mapa de solos do Brasil. Fonte: Projeto SomaBrasil ................................... 22Figura 15 - Mapa exploratório de Solos de Bom Jesus. ................................................. 22Figura 16 - Coloração do latossolo da região. ................................................................ 23Figura 17 - Exemplo de afloramento de petroplintita nas proximidades das escarpas... 24Figura 18 - Renda líquida esperada para diferentes intervalos de semeadura emPiracicaba, SP ................................................................................................................. 26Figura 19 - Curvas espectrais dos horizontes A e B de de um Latossolo Amarelo ácricotípico. Adaptado de Dalmolin et al., 2005 ...................................................................... 37Figura 20 - Extraída de < http://www.life.illinois.edu/govindjee/paper/fig5.gif> ......... 38Figura 21 - Mapeamento da elevação do terreno, destacando as áreas "potencias",circundadas em amarelo. ................................................................................................ 41Figura 22 - Fonte: INPE, ResourceSat. Órbita 329, ponto 82. 27/08/2012. ................... 42Figura 23 - Imagem temática da região após a classificação ......................................... 45Figura 24- Distrubuição espacial das áreas classificadas no sul do Piauí. ..................... 46 vii
  • 8. 1. Introdução A região sul do Piauí é descrita como a última fronteira agrícola do Brasil.Pertence ao mesmo eixo de expansão do oeste baiano e sul maranhense, na medida emque os grupos econômicos são os mesmos e adotam mecanismos semelhantes deterritorialização do capital (Alves, 2005). O cerrado piauiense possui 11,86 milhões de hectares, correspondente a 46% daárea do estado (5,9% do cerrado braisleiro). Este bioma faz limite com a caatinga, tantoque Aguiar & Monteiro, 2005, calculam uma área de 3,5 milhões de hectares no estadocomposta pelo ecótono cerrado-caatinga. Segundo Sano et al. (2008), em 2002 a áreacom agricultura correspondia a menos de 2% dos 11,86 milhões de ha. De fato, a concentração de áreas de cerrado agrícola ainda não exploradas no suldo Piauí é a maior do país, caracterizando essa região como uma recente fronteiraagrícola. Um fator intrínseco a esse tipo de área é a carência de infraestrutura. Essacarência freia o desenvolvimento, não só do agronegócio, como dos demais setores daeconomia. Com a superação desse tipo de desafio, a atividade agrícola pode ser muitorentável, devido principalmente ao baixo valor comparativo das áreas disponíveis. O Instituto Desert (1998, p. 125), apud Reydon & Cornelio (2006), define ocerrado do Piauí como: [...] geomorfologicamente o que se chama de “cerrados” piauienses são, na verdade, estruturas tabulares em forma de chapadões, caracterizados por uma superfície plana ou levemente ondulada, com inclinação para noroeste da ordem de 2 m a 3 m/km, encontrandose limitadas por escarpas abruptas que chegam a atingir mais de 100 metros de altura. Essas estruturas tabulares ou chapadões possuem altitudes em torno de 600 metros e recebem a denominação de “serras” (Uruçuí, Mundo Novo, do Gongo, Calhaus, etc.), sendo resultantes do processo erosivo de esculturação do relevo devido, principalmente, aos diferentes graus de resistência e inclinação dos sedimentos, aliados ao trabalho erosivo dos rios. A ocupação da região se deu, historicamente, pelos bandeirantes, quecomeçaram a colonização do estado no sentido do interior para o litoral, caso único noNordeste. Desde esses tempos, a exploração do potencial agropecuário da região se deunum sistema extremamente primitivo, onde as áreas “colonizadas” se concentravam nosarredores dos cursos d’água, e o cerrado era explorado para a pecuária no período daságuas, através da queima da vegetação durante o período seco, para que o gado se 1
  • 9. alimentasse das brotções de cerrado nas águas. Estas vastas fazendas de Gado foramformadas por colonos vindos de lugares como, pricipalmente, a Bahia, São Paulo, alémde bandeirantes e sesmeiros. A partir da década de 70 o governo estadual passou a promover a colonização daregião sudoeste do Piauí tendo em vista grandes empresas que levassemdesenvolvimento agrário à região.Esse arcabouço institucional provido pelo governoestadual atraiu empresas e investidores individuais para a região. Esses empreendedoresvieram principalmente, segundo Reydon & Cornelio (2006), do Rio Grande do Sul,Pernambuco, São Paulo e Mato Grosso. A análise do cerrado como um sistema estratégico para a produçaõa agrícola doBrasil se deu na mesma época, entre as décadas de 60 e 70. A inserção da agricultura nacontexto’ de desenvolvimento geral do Brasil começou no governo de JuscelinoKibitschek, no seu conhecido “Plano de Metas” (SILVA, 2000). Porém, a intervençãodo estado na região dos cerrados (mais especificamente em MS e GO) começou aindano governo Vargas, através do Projeto De Colonização Dos Cerrados. A intervenção institucional só foi realmente efetiva e eficaz quando se traduziuna facilitação de aquisição de terras e criação de planos de financiamento paraempreendimentos com projetos para o Cerrado. Os principais programas levantados porSilva, 2000, foram: o Programa de Assentamento Dirigido do Alto Paranaíba - PADAP;o Programa de Desenvolvimento dos Cerrados - POLOCENTRO; e o Programa deCooperação Nipo-Brasileira de Desenvolvimento dos Cerrados – PRODECER. A agricultura, mais especificamente a sojicultura, para ser contextualizada noestado do Piauí, deve primeiramente ser abordada no contexto nacional. Há númerosimportantes, disponibilizados pela CONAB, que devem ser aqui citados. A áreaplantada no Brasil com a cultura, desde a safra 1976/77 aumenta, em média, 4% ao ano,saindo de 6,9 milhões de hectares na safra supracitada, para uma projeção de 27 milhõesde hectares na safra 2012/13. A produção também aumentou, no período, em média 7%ao ano, porém a sua variabilidade é muito alta. O desvio padrão dos números deprodução são da ordem de 16%. 2
  • 10. Figura 1 – Distribuição da Produção Nacional de Soja entre 1976 e 2011. Fonte: CONAB, elaboração própria. 3
  • 11. Figura 2 - Distribuição da Área Nacional plantada com Soja entre 1990 e 2011. Fonte: IBGE, elaboração própria 4
  • 12. Nas páginas anteriores é possivel ver a evolução não só da produção nacionalde soja, como também a distribuição reginal dessa produção. Fica evidente o ganhode expressividade da região Centro-Oeste, que, a partir da safra 1998/99 passou a sera região com a maior produção do grão no país, e desde então se mantém nessaposição de líder nacional. Porém, em termos relativos, o crescimento anual daprodução no CO no período analisado foi de 14%, com um CAGR (Compoundannual growth rate – indicador que homogeneiza o crescimento de uma série aoprimeiro e último valor, excluindo a variabilidade) 13%, enquanto no nordestetivemos números da ordem de 78% de crescimento médio anual, e um CAGR de28%, numa série que começou na safra 1979/80, ano em que há o registro daprimeira colheita de soja na região. Trazendo esses dados para a realidade do estado do Piauí, o primeiro registrode colheita foi na safra 1993/94. Esse tipo de dados evidencia a recente exploraçãoda região para fins agrícolas no modelo já usado nos cerrado do CO, BA e MA hámais tempo. Os principais municípios produtores de grão são: Uruçuí, Baixa Grande doRibeiro, Santa Filomena, Ribeiro Gonçalves e Bom Jesus. Todos esses municípiosestão no extremo oeste do estado, fazendo divisa ou muito próximos do Maranhão,com excessão de Bom Jesus. Segundo os dados da Produção Agrícola Municipal(PAM), disponibilizados pelo IBGE, a distribuição da produção no PI fica daseguinte forma: 5
  • 13. Distribuição da Produção do Soja no PI 1400 1200 milhares de toneladas 1000 800 600 400 200 0 Uruçuí Baixa Grande do Ribeiro Ribeiro Gonçalves Santa Filomena Outros Bom JesusFigura 3 - Distribuição da produção municipal de soja no Piauí. Fonte: IBGEFigura 4 - Área plantada, produção e produtividade de soja no estado do Piauí. Fonte: CONAB 6
  • 14. 2. Objetivo Determinar a viabilidade de produção agropecuária em uma real fazendalocalizada no sul do Piauí, descrita como Fazenda São João, bem como descrever asetapas envolvidas na conversão dessa área em terra produtiva, destacando aspectospositivos e negativos do modelo de exploração adotado e da região escolhida.3. Análise externa 3.1. Infraestrutura disponível O local conta com estrutura deficitária em termos agrícolas e sociais. Oscentros de distribuição já consolidados para compra de implementos, máquinas einsumos estão localizados nos municípios de Barreiras, BA, e Balsas, MA. Osmunicipios ficam distantes, respectivamente, 450 e 520 km de Bom Jesus, PI. Entretanto, a localidade está em franca expansão agrícola, e toda amovimentação gerada atrai empreendimentos que visam sanar essa carência emtodos os setores. Já há varias revendas de insumos e máquinas no município, emboraos centros de distribuição se localizem geralmente nos outros municípios citados. Odestino da produção agropecuária, em especial da soja, é essencialmente o municípiode Uruçuí. Lá está instalada uma esmagadora do grão pertencente à Bunge. Na cidade existem duas universidades públicas, a UFPI e a Universidade doEstado do Piauí. O público atraído pelas universidades e pela dinamização daeconomia regional é mais exigente e demanda maiores esforços públicos para sanaras carências de habitação, saúde, transporte, comércio, etc. existentes. 3.2. Logística Como citado anteriormente, os polos agrícolas regionais são Balsas eBarreiras. No estado do Piauí, os municipios de Uruçuí e Bom Jesus são os destaquena região sudoeste em relação ao desenvolvimento agrário. 7
  • 15. O escoamento da soja em grão destinada ao consumo interno é feito para a cidade de Uruçuí, e o restante da produção é exportada através do Porto de Itaqui. Segundo reportagem publicada no site http://imirante.globo.com/1, a Vale assinou contrato de longo prazo com a Ceagro Agronegócios - empresa sediada em Balsas (MA) que atua no chamado Corredor Norte de Exportação e que recentemente iniciou suas operações internacionais, com a exportação de grãos - para transporte e embarque marítimo de 240 mil toneladas de grãos por ano, pela Estrada de Ferro Carajás (EFC) e Ferrovia Norte-Sul (FNS). Esse contrato é um indício não só da maior abertura do porto de Itaqui à exportação de grãos, bem como da própria ferrovia de Carajás ao seu transporte. Como a exportação de grãos pelo porto ainda é relativamente incipiente, em comparação a todo o potencial que a região tem, essas rotas não estão consolidadas. A consolidação depende da ampliação da capacidade do porto e também sua tecnificação para exportação de grãos. Esse crescimento deve acontecer muito em breve, já que as obras da ferrovia norte-sul estão ocorrendo, e haverá uma área produtora de grãos muito grande englobada pelo empreendimento. Regiões que hoje exportam sua produção por Santos e Paranaguá, deverão usar a ferrovia. Ela beneficiará as áreas produtoras do vale do araguaia no MT, e os estados do TO, BA, GO, MA e PI assim que sua estrutura estiver pronta para tal. As opções de transporte no NE, porém, não se limitam apenas ao porto de Itaqui. Há ainda grandes portos como o de Suape, em Pernambuco, e o de Pecém, no Ceará. Esses dois portos estão contemplados no plano de expansão da ferrovia transnordestina, que, embora esteja atrasado, deverá ser concluído ainda nessa década. A princípio, a ferrovia ligará os dois portos ao município de Eliseu Martins, no Piauí, distante 147 km de Bom Jesus. As principais distâncias das rotas de escoamento citadas anteriormente , tanto da fazenda quanto de Bom Jesus, estão resumidas na tabela 1.1 Disponível em: http://imirante.globo.com/noticias/pagina226094.shtml 82 Disponível em: http://www.ceagro.net/home.htm
  • 16. Tabela 1 - Matriz de distâncias da fazenda e de Bom Jesus, PI. Faz. São João Bom Jesus Eliseu Martins Faz. São João - - - Bom Jesus 48 Km - - Eliseu Martins 195 Km 147 Km - Itaqui 1.588 Km 1.540 Km - Suape 1.326 Km 1.278 Km 1.131 Km Pecém 1.098 Km 1.050 Km 903 Km Além dos destinos de importação, o mercado interno consome grande partedo grão produzido na região sul do Piauí, por isso, um dos principais destinos da sojaregional é a esmagadora localizada em Uruçuí, como citado anteriormente.Enfatizam essa informação os dados divulgados pelo IBGE no estudo “Destino daProdução Agropecuária”, onde constatam-se mais de 10 municípios onde o destinoda soja é Uruçuí. O acesso para a cidade, em rota vinda do centro sul, pode ser por Brasília –Barreiras, de carro, ou, no caso de transporte aéreo, as cidades mais próximas comaeroportos e vôos comerciais são Teresina (600km) e Barreiras (450km). 3.3. Comportamento e expectativas para os mercados de Soja e de terras – contextualização geral O mercado de grãos, mais especificamente o de soja e o de milho, atingiucotações recordes esse ano, tanto para venda futura quanto para o mercado spot,como podemos ver no gráfico a seguir, elaborado com dados do CEPEA. 9
  • 17. Soja Spot Paraná R$90 R$80 R$70 R$60 R$50 R$40 R$30 R$20 R$10 R$- 07/97 04/98 01/99 10/99 07/00 04/01 01/02 10/02 07/03 04/04 01/05 10/05 07/06 04/07 01/08 10/08 07/09 04/10 01/11 10/11 07/12Figura 5 - Preços médios da soja no Paraná. Fonte: CEPEA. Já para o mercado reginal (Uruçuí), é visível certa variabilidade de preçosque, em certos momentos, se descola do mercado internacional. Isso se deve avariações regionais de oferta e demanda de soja. Soja Futura - Vencimento em 05/13 2,1 39 2,05 37Cotação (US$/sc) 35 2 Dólar 33 1,95 31 1,9 29 1,85 27 25 1,8 1/4 1/5 1/6 1/7 1/8 1/9 1/10 CBOT BM&F Uruçuí - Spot DólarFigura 6 – Comportamento do mercado internacional e regional de soja, e do Dólar. Fonte: CBOT, BM&F, Safrase Mercado e Banco central do Brasil. A tendência é, como pode-se observar no gráfico relativo aos preços futuros,que o mercado de soja se mantenha estável em altos patamares até a colheita dapróxima safra norte americana que, caso seja dentro dos padrões esperados, devepromover a normalização da relação estoque/consumo mundial de soja. Por outro lado, o mercado de terras, indexado ao preço da saca de soja, tambémse beneficiou da valorização do grão. Na região do sul do Piauí, onde a presença de 10
  • 18. fundos de investimento e grandes investidores individuais é marcante, a especulaçãogerada pelo mercado de soja deve se somar à especulação “natural” observada naregião, alavancando exponencialmente os preços das terras agrícolas. O mercado de terras tem ficado em grande visibilidade nos últimos tempos,devido à sua valorização constante e progressiva, mesmo com a crise internacional.No Brasil, mais especificamente na região de Bom Jesus, PI, temos a seguintesituação:Figura 7 - Valorização anual de terras – CAGR – Bom Jesus. Fonte: Relatório anual de terras, FNP. Elaboraçãoprópria. O mercado de terras na região de Bom Jesus apresenta, dentro da sérieanalisada (2002 – 2012) , uma média anual de valorização na ordem de 25%. Asterras agrícolas valorizaram, na média, cerca de 22% a.a., e o cerrado agrícola teveganhos anuais médios da ordem de 34%. Em termos absolutos, é graficamentevisível o salto de preços ocorrido entre 2007 e 2008, especialmente nas terrasagrícolas de alta produtividade, onde a valorização foi de cerca de R$2.000/ha noperíodo. Hoje vivenciamos outra fase de escalada dos preços de terras agrícolas,devido à alta cotação da soja e do milho. 11
  • 19. Figura 8 - Evolução do Preços de terras – região de Bom Jesus. Fonte: Relatório anual de terras, FNP. Elaboraçãoprópria. As perspectivas são de que a valorização continue no mesmo ritmo ou seacelere, uma vez que a franca expansão da região traz facilidades e infraestrutura queantes não haviam. Terras de alta produtividade em em Balsas, MA, chegam a valerR$8.000 ha-1, e em Luíz Eduardo Magalhães (LEM) passam dos R$14.000 ha-1.Embora a região do sul do Piauí apresente menor pluviometria do que Balsas e LEM,e não tenha potencial de irrigação nas chapadas, como em LEM, está claro que aindahá um bom espaço para a valorização das terras em questão. Além disso, o ganho com a transformação do cerrado em terra agrícola éconsiderável, além de proporcionar ganhos com a produção agrícola em si.4. Caracterização Geral Da Base Física Agrícola 4.1. Climática e balanço hídrico Segundo a classificação climática de Köppen (KÖPPEN E GEIGER, 1928), oclima de Bom Jesus é o Aw, ou seja, clima de savanas, com inverno seco e chuvasmáximas no verão, presente nas regiões N, CO e parte do SE. A cidade está, assimcomo 99% do estado do Piauí (ANA, 2012), inserida na bacia hidrográfica do rioParnaíba. A bacia ocupa mais de 344 mil km², ou 3,9% do território nacional. 12
  • 20. Porém, do ponto de vista agrometeorológico, Burgos (apud Rolim et al. 2007)diz que classificações descritivas, tal qual a de a de Köppen, são mais voltadas aestudos geográficos e climatológicos, pois ela necessita de poucos parâmetros,omitindo situações complexas da relação do clima com as culturas agrícolas. A partir disso, podemos concluir que os sistemas agrícolas demandam umaclassificação mais detalhada do clima, que explicite a influência do clima sobre asculturas. Hoje, o sistema mais adotado é o que foi proposto por Thornthwaite &Mather (1955) onde o balanço hídrico pode ser utilizado para caracterização dadisponibilidade hídrica e da distribuição de chuvas ao longo do ano. Abaixo segue figura com o balanço hídrico relativo à normal climatológica de1961-90, de Bom Jesus, PI.Figura 9 - Balanço hídrico climatológico de Bom Jesus, PI. Fonte: INMET. Os dados usados na confecção desse balanço hídrico normal foram os queconstam na tablea 2, e estão disponíveis na Embrapa monitormento por satélite: 13
  • 21. Tabela 2 - Balanço Hídrico normal de Bom Jesus - PI Mês T P ETP ARM ETR DEF EXC (°C) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm) Jan 25,8 173 127 93 127 0 0 Fev 25,6 175 114 100 114 0 55 Mar 25,5 182 122 100 122 0 60 Abr 25,7 138 119 100 119 0 19 Mai 26,1 26 127 36 90 38 0 Jun 25,7 5 115 12 29 86 0 Jul 25,9 6 122 4 14 107 0 Ago 27,7 5 158 1 8 150 0 Set 28,9 20 183 0 21 162 0 Out 28,2 99 176 0 99 77 0 Nov 26,8 146 144 2 144 0 0 Dez 26,1 181 136 47 136 0 0 TOTAIS 318,0 1.156 1.641 496 1.022 620 134 MÉDIAS 26,5 96 137 41 85 52 11 De maneira geral, fica evidente que a disponibilidade de água no solo vai dosmeses de Novembro até Abril, sendo o restante do ano muito seco, com déficithídrico no mês mais seco (setembro) passando dos 150mm. Dados que corroboram com a Figura 9 podem ser obtidos na base de dados daAgência Nacional de Águas (Hidroweb – ANA), e estão resumidos na figura 11.Com relação aos demais municípios da região sudoeste do Piauí, é facilmenteidentificável a faixa onde a precipitação anual de 1.000mm anuais acaba e começa adecair, conforme a figura 10. Nela constam a divisão mesorreginal do Piauí e outrosestados vizinhos, feita pelo IBGE, e as isoietas de precipitação do Brasil,disponibilizadas pelo CPRM (Serviço Geológico do Brasil). Além disso o mapacontém as divisões de biomas na região, onde se evidencia que Bom Jesus está bempróximo da divisa oficial entre os biomas caatinga e cerrado. Como sabemos que osbiomas não se dividem numa linha, mas sim em uma faixa de transição (ecótono),portanto, o município em questão já apresenta regiões onde a Caatinga é a vegetaçãopredominante, principalmente em áreas de solos rasos, frequentes nos “baixões”. 14
  • 22. Figura 10 - Cidades do Piauí, biomas e isoietas da região. Fonte: IBGE e CPRM. Elaboração própria. 15
  • 23. Fazenda São JoãoFigura 11 - Distribuição de chuvas da 4 estações meteorológicas disponíveis no banco de dados da ANA 16
  • 24.  Risco Climático em Bom Jesus A análise de risco climático visa apenas avaliar a ocorrência de veranicos naregião em questão. Estudos sobre o zoneamento de risco já foram realizados, eapresentam conclusão bastante clara, principalmente sobre a época de semeadura para asoja. Segundo Andrade Júnior et al. (2001), a região do cerrado piauiense é favorávelpara o cultivo de milho e de soja em diferentes combinações entre municípios, épocasde semeadura e tipo de solo. O autor estimou diversos índices e usou como base oÍndice de Satisfação da Necessidade de Água (ISNA) observado entre as fases defloração e enchimento de graõs (estádios R1 até R5-R6), período em que o coeficientede cultura (Kc) está mais alto, ou seja, a planta tem o máximo de IAF e,consequentemente, alta demanda de água. Portanto, essa é a época em que a espécie estána sua fase mais sensível ao déficit hídrico, e é um bom indicativo para a visualizaçãodo risco climático associado à data de semeadura. Doss et al., 1974 (apud Farias, 2001, p. 417), reitera os argumentos expostosanteriormente afirmando que quando o déficit hídrico ocorre nos primeiros estádios dedesenvolvimento vegetativo, a soja recupera-se melhor do que outras culturas. Ela podetolerar curtos períodos de déficit pois tem sistema radicular profundo e período deflorescimento relativamente longo (MOTA, 1983). O ISNA é calculado como a razão entre a evapotranspiração máxima (ETm -independe do teor de água no solo, usa apenas variáveis atmosféricas e geográficas) e aevapotranspiração real (ETr - estimada com base no teor de água no solo), portanto: Segundo STEINMETZ et al. (1985), há três classes de ISNA para a cultura dasoja, que são: ISNA ≥ 0,65 – Região agroclimática favorável, com pequeno risco climático; ISNA ≥ 0,55 e < 0,65 – Região agroclimática intermediária, com médio risco climático; ISNA < 0,55 – Região agroclimática desfavorável, com alto risco climático. 17
  • 25. Para o zoneamento de risco feito pelo Ministério da Agricultura (MAPA),relativo às épocas de semeadura de soja e outras culturas anuais, é usado um ISNAsuperior a 0,55 em 80% dos anos estudados. A forma mais correta para se avaliar o riscoclimático de certa cultura em determinada região é efetuar a modelagem daprodutividade da cultura com base no efeito do déficit hídrico. Dentre as séries de dados usadas no estudo climático, três têm mais de 30 anos,porém há anos com falhas, sendo que as séries mais extensas têm 28, 27 e 29 anos semfalhas (Conceição, Barra Verde e Bom Jesus, respectivamente). Para a análise dos dados da ANA foi feito um balanço hídrico sequencial com oregistro de chuvas mantido pela fazenda, relativo à safra 2011/12, onde e possívelobservar que, para um solo fértil de textura média (CAD = 0,8mm/cm e Z = 40cm), operíodo sem precipitação necessário para que o ISNA, com a soja em fase reprodutiva,caia para menos de 0,55 é de cerca de 7 dias. Esse valor de ISNA durante os estádios R 1(florescimento) até o início de R6 (grãos cheios ou completos) impacta diretamente naprodutividade, é é um ótimo indicador de risco. Para cultivares de ciclo médio, operíodo citado, com semeadura ocorrendo em novembro, vai do último terço dedezembro até o primeiro terço de abril. Esse foi o período em que a ocorrência de 7 oumais dias consecutivos sem chuva foi avaliado. Nas três séries a frequência de veranicos de 7 ou mais dias na época citada ficouentre 1,8 e 2,4 por ano-safra. Portanto, fica evidente que a região apresenta comaltíssima frequência esse tipo de evento adverso ao desenvolvimento da cultura. Como osuprimento de água via irrigação não é possível, o único método de aumentar o períodoem que a cultura pode ficar sem precipitação é o aumento da profundidade do sistemaradicular (Z). Fica claro que um perfil de 40cm é insuficiente para mitigar os riscosclimáticos implicitos à região. Um perfil de 60cm já eleva a estimativa do período emque o ISNA fica superior a 0,55 para 10 dias consecutivos sem reposição hídrica. Além disso, o fenômeno el-niño tem, geralmente, impactos diretos sobre asprecipitações da região. O el-niño causa mudanças na circulação atmosférica global que,via de regra, ocasionam secas severas na região nordeste, incluido o sul do Piauí. O seuefeito antagônico, conhecido como la niña, geralmente interfere de maneira oposta oregime hídrico da região, aumentando-o. O que causa essas mudanças é o deslocamentodas células de circulação atmosféricas do semi-árido e da amazônia. A figura 12 retrata 18
  • 26. essa relação entre a temperatura superficial do Oceano Pacífico e a pluviometria deBom Jesus.Figura 12 - Comportamento climático em Bom Jesus x ocorrência e intensidade de el-niños e la-niñas. Fonte: NOAA,ANA e INPE. Elaboração própria. O Niño 3.4 é um idicador usado pelo NOAA (national oceanic and atmosfericadministration – EUA) para se referir à temperatura superficial média da água de umadeterminada fração do oceano pacífico, situada nas proximidades da Oceania, dentro dedeterminado mês. Esse índice é usado para compor o ONI - oscilation niño index - queconsiste na média móvel de três meses do Niño 3.4. O índice ENOS, divulgado pelo INMET, é a classificação da intensidade comque o fenômeno ocorreu em determinados anos (-3 a 3, de la niñas intensos a el niñosintensos). Na figura 12 estão representadas as anomalias de precipitação mensal de cadauma das 4 estações em questão em relação à normal climatológica de 1961-1990 deBom Jesus (BJ, BJ2, BJ3 e BJ4). As séries estudadas apresentaram correlação de Pearson bem fraca (<19%) comas anomalias de temperatura no Pacífico, usando-se tanto o Niño 3.4 quanto o ENOS.Porém, verificou-se que essas correlações são negativas, o que nos induz a pensar que,de modo geral, quanto mais alto o Niño 3.4, mais negativas tendem a ser as anomaliasde precipitação em Bom Jesus. Ao mesmo tempo, a correlação de Pearson encontradausando-se as precipitações de cada talhão da fazenda ficou, na média, em -18%.Portanto, seria necessário fazer um estudo com outras sérias, de preferência sem falhas elongas, com outros indicadores relacionados às anomalias da temperatura superficial do 19
  • 27. oceano Pacífico (Niño 1+2, Niño 3 e Niño 4), para inferirmos sobre a relação entreprecipitações em Bom Jesus e o fenômeno el niño. 4.2. Relevo O relevo da região foi determinado em função das imagens obtidas pelo radarSRTM (Shuttle Radar Topography Mission) e tratadas pela Embrapa Monitoramentopor Satélite. A resolução espacial original das imagens é de 90 metros. A partir delas foram gerados mapas de elevação e declividade. O mapeamento dorelevo é essencial para a agricultura de alta tecnologia, já que a mecanização éintimamente relacionada a esse fator. Ele é usado na determinação das classes deaptidão agrícola, que, por sua vez, têm papel direto na tomada de decisão com relaçãoao uso do solo em cada área.Figura 13 - Relevo na região da Fazenda São João. 20
  • 28. Foram determinadas sete classes de declividade para a área, baseadas no que foiproposto por Ramalho Filho & Beek (1995), associado com o relevo apto para colheitamecanizada da cana, cultura muito afetada por relevos desfavoráveis à sua mecanização. Tabela 3 - Graus de limitação por susceptibilidade à erosão conforme Ramalho Filho & Beek (1995). Níveis de declive Grau de limitação 0 a 3% Plano/praticamente plano 3 a 8% Suave ondulado 8 a 13% Moderadamente ondulado 13 a 20% Ondulado 20 a 45% Forte ondulado 45 a 100% Montanhoso >100% Escarpado Fonte: Filho & Beek (1995) apud Fink et al. A declividade da região foi estimada no software QuantumGis através de ummodelo numérico de terreno (MNT) gerado pera a área analisada. Na região, os locaisde chapada possuem declividade média inferior a 3%, apenas nas proximidades dasescarpas as declividades ultrapassam esse limite, mas não chegam a mais de 8%. 4.3. Solos Os solos predominantes na região das chapadas são os latossolos amarelosdistróficos, podendo ocorrer associações com neossolos quartzarênicos. Esses solos semodificam conforme a proximidade com as escarpas, evoluindo, muitas vezes, paraplintossolos. As concreções litoplínticas abundantes caracterizam esses solos, de acordocom o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, como Plintossolos pétricosconcrecionários, sem uso agrícola. Nas porções chamadas de “baixões”, há ocorrênciade Argissolos, Cambissolos e Neossolos litólicos, além de manchas com neossolosquartzarênicos e outros tipos de solos, muitas vezes com presença de salinidade elevada. 21
  • 29. Figura 14- Mapa de solos do Brasil. Extraído do Projeto SomaBrasil. E, mais especificamente, o mapa de solos de Bom Jesus, PI:Figura 15 - Mapa exploratório de Solos de Bom Jesus. 22
  • 30. Na figura a seguir podemos ver um Latossolo amarelo típico, com horizonte Aem tonalidade mais escura devido à presença de matéria orgânica, e a fração maisprofunda em tonalidade amarela. Embora não houvesse uma carta de Munsell à ocasiãodas visitas, acredita-se que o matiz do horizonte B inteiro seja igual ou maior do que7,5YR.Figura 16 - Coloração do latossolo da região. 23
  • 31. Figura 17 - Exemplo de afloramento de petroplintita nas proximidades das escarpas. 4.4. A cultura da Soja a. Classificação botânica e variedade(s) A soja é uma espécie originária de uma região da China denominada deManchúria, sendo considerada uma das culturas mais antigas a serem cultivadas(EMBRAPA 2003). No decorrer do tempo, o cultivo da soja foi sendo disseminado pelomundo por intermédio dos viajantes ingleses e por imigrantes japoneses e chineses. A soja pertence à classe das dicotiledôneas, família Leguminoseae e subfamíliaPapilionoides. A espécie cultivada é designada com o nome científico de Glycine max(L.) Merr.. A soja apresenta um sistema radicular do tipo pivotante, com uma raizprincipal bem desenvolvida e raízes secundárias em grande número, capazes de seassociar simbioticamente a bactérias fixadoras de nitrogênio atmosférico formandopequenas protuberâncias nas superfícies dessas raízes, que são conhecidos comonódulos. Essas bactérias são, via de regra, estirpes da espécie Bradyrhizobiumjaponicum. 24
  • 32. O caule é herbáceo, ereto e com porte variável de 0,60 cm a 1,50 m, pubescentesde pelos brancos, pardacentos ou tostados. O caule ainda é bastante ramificado, com osramos inferiores mais alongados e todos os ramos formando ângulos variáveis comhaste principal. b. Justificativas técnicas e de comercialização A soja é a principal cultura produzida pela agricultura brasileira, com a maioriada produção destinada à alimentação animal por ser uma alimento proteíco. O estado doPiauí produz mais de 400 mil hectares de soja e está se consolidando no cultivo daoleaginosa. Para a região de Bom Jesus a comercialização pode ser feita por meio de duasprincipais tradings, que são a Bunge, localizada na serra do quilombo, e a Ceagro,localizada em frente à Bunge. Como o Nordeste é o segundo maior mercadoconsumidor do país, boa parte do grão é processada na região para consumo interno, euma parte é exportada pelo porto de Itaqui, em São Luís, no Maranhão. O porto citadoserve principalmente à Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), que escoa o minério deferro extraído da serra de Carajás através dele para os principais centros consumidoresmundiais. A Ceagro Agronegócios firmou contrato para transporte e embarque marítmode cerca de 240 mil toneladas anuais de grãos. Esse assunto será abordado novamentono tópico Logística. c. Recomendações Agronômicas Época de Semeadura Os fatores mais importantes para determinação da data de plantio são: fotoperíodo, temperatura e a precipitação. Para o estado o Piauí o período mais viável para a semeadura da soja situa-se,segundo Andrade Júnior et al. (2001), entre os dias 10 de novembro e 20 de dezembro,para solos de textura média a arenosa, com uma janela útil de aproximadamente 40 diaspara efetuar o plantio. Esse período e importante, pois segundo BALASTREIRE (1987),a inadequação da capacidade das máquinas em realizar a operação dentro dos prazosestá associada ao conceito de pontualidade definido pela "capacidade de efetuar asoperações na época em que a qualidade e/ou quantidade de um produto são otimizadas”. 25
  • 33. Nesse contexto, recomenda-se que o dimensionamento do parque de máquinasseja feito com base na estimativa de produtividade da cultura conforme a data de suasemeadura. Ao isolar o fator “data de semadura” na composição da produtividade dasoja, podemos inferir os ganhos intrinsecos às melhores épocas de semeadura. Issopossibilita estimar um volume de maquinário que maximize os ganhos do produtor,onde se tenha noção do limite em que os ganhos de produtividade não jusitificariam oincremento do parque de máquinas. Um exemplo dessa modelagem pode ser visto na figura 18, realizado para aregião de Piracicaba, São Paulo. Figura 18 - Renda líquida esperada em função de diferentes intervalos de semeadura em Piracicaba, SP. Essa estimativa demanda uma série de dados sobre a área semeada e osconjuntos mecanizados (trator + semeadora) disponíveis, como: área semeada (ha);textura do solo; preço do trator em função da potência demandada; preço da semeadora;espaçamento entre linhas; vida útil das máquinas; capacidade operacional das máquinas;custo da mão de obra; preço do combustível; preço da saca de soja, etc. População de Plantas Para a região de Bom Jesus, é recomendada uma população de 10 a 12 plantas -1m , o que deverá totalizar algo entre 220 e 260 mil plantas.ha-¹, dependendo dascaracterísticas de cada cultivar, época de semeadura, fertilidade e textura do solo efinalidade da cultura. Para cultivares de ciclo tardio, com maior intensidade de ramificação que osprecoces, é recomendada a semeadura em espaçamentos maiores, com menor 26
  • 34. distribuição de plantas por metro, já para plantas precoces é recomendado o plantio maisadensado. De um modo geral, quando um espaçamento é reduzido, deve-se diminuir onúmero de plantas por metro de sulco e, com isso, podemos favorecer o plantio emvelocidades pouco maiores que o recomendado para espaçamentos maiores, visto que alinha da semeadora irá trabalhar em menor rotação no disco em caso de diminuição donumero de sementes. Fertilização A adubação nitrogenada não é recomendada para a soja já que se faz inoculaçãodas sementes. A simbiose e a mineralização da materia orgânica conseguem suprir anecessidade de nitrogênio da cultura, a adubação só seria justificada em solos ácidoscom baixo teor de material orgânico. A adubação de fósforo é necessária especialmente nos nossos solos de cerrado,onde os teores de fósforo disponível são baixos. Uma medida muito tomada naatualidade é a adubação de fósforo à lanço e realização da semeadura apenas comsementes, não necessitando da caixa adubadora, aumentando assim a eficiência daoperação de plantio. Uma das principais características do fósforo usado comofertilizante é sua alta reatividade com as argilas intemperizadas, tais como a caulinita eos óxidos de ferro e alumínio, que resulta na fixação desse nutriente pelos minerais deargila e indisponibilidade da maioria do fósforo às plantas. Portanto, a prática citada, conhecida como fosfatagem, é extremamenteineficiente, além de ser feita em solos naturalmente pobres neste elemento, o que agravaainda mais aa perdas de produtividade devidas à operação de adubação fosfatada empré-semeadura a lanço. O potássio é elemento importante na soja e deve ser fornecido no sulco deplantio e em solos arenosos ou para altas doses deve-se utilizar adubação de coberturaem V4 ou potassagem em pré-plantio. 27
  • 35. Tabela 4 - Extração dos principais macronutrientes para a soja. Vitti (2010)Parte da Planta N P2O5 K2O Ca Mg S kg/tGrãos 51 10 20 3 2 5.4Restos Culturais 32 5.4 18 9.2 4.7 10Total 83 15.4 38 12.2 6.7 15.4% Exportada 61 65 53 25 30 35 Preparo do solo A semente de soja, com germinação epígea e com teor de umidade próximo a50%, exige um bom preparo de solo para garantir a emergência da plântula. O preparodo solo deve adequar o terreno para que haja a garantia do contato solo - semente. Casona análise de solo obtida da área a saturação por bases (V%) esteja menor que 50%,recomenda-se a aplicação de calcário. Onde: Nc = Necessidade de calagem Vd = Saturação por bases desejada Va = Saturação por bases atual PRNT = Poder de reatividade do calcário. O sistema adotado de preparo será o convenrcional, com uma araçãorelativamente profunda (15-20 cm) seguida por duas gradagens niveladoras efetuadaspróximas a semeadura com o objetivo de destorroar o solo, eliminar as sementes deplantas daninhas, uniformizar o terreno e incorporar o calcário aplicado. A princípio, toma-se a V% de 50% como a desejada, embora níveis entre 60 e70% sejam os mais recomendados, devido aos altos custos de correção do solo que umaumento dessa magnitude na saturação por bases imporia. 28
  • 36. Semeadura É a prática agrícola que consiste em distribuir uma quantidade determinada desementes na superfície do solo, em sulcos, com o objetivo de proporcionar boascondições para a germinação e estabelecimento de uma lavoura. A base para uma boa produção está na distribuição de quantidades adequada desementes, profundidade uniforme e específica, para aproveitamento máximo dascaracterísticas do ambiente. Sementes A utilização de boas sementes é fundamental para o estabelecimento da cultura ecolheita de produções elevadas, deve-se adquirir sementes certificadas ou fiscalizadas,com produção efetuada sob normas rígidas. O tratamento das sementes com fungicidas, inseticidas e micronutrientes deveser realizado antes do plantio, não tratar e armazenar o produto. Os produtos devemusados podem interferir na próxima etapa, a inoculação das sementes, por isso deve-sedar preferência aos produtos que menos prejudiquem a bactéria. Inoculação A Fixação biológica do nitrogênio (FBN) é a principal fonte de N para a culturada soja. Bactérias do gênero Bradyrhizobium (mais especificamente B. Japonicum),quando em contato com as raízes da soja, infectam as raízes, via pelos radiculares,formando os nódulos. A FBN pode, dependendo de sua eficiência, fornecer todo o Nque a soja necessita. Para tal deve-se tomar alguns cuidados como fazer a inoculação àsombra e efetuar a semeadura no mesmo dia, especialmente se a semente for tratadacom fungicidas e micronutrientes, mantendo a semente inoculada protegida do sol e docalor excessivo; evitar o aquecimento das sementes durante o processo. Semeadura propriamente dita As semeadora devem distribuir uniformemente as sementes no sulco, que devepossuir profundidade média de 5 cm, (pode-se aprofundar a semeadura em caso de 29
  • 37. semeadura em épocas de menor disponibilidade de água). A distribuição deve garantiras condições idéias de germinação à semente de soja, com uma cobertura de terra de 2 a3cm, uma boa semeadora não causa danos à semente e aplica o adubo de modo que nãohaja contato entre adubo e semente. A estimativa da quantidade necessária de sementes pode ser efetuada de acordocom a seguinte formula: Onde: Q = Quantidade de sementes (Kg) P = peso de 100 sementes (g) A = Area cultivada (ha) D = Numero desejável de plantas por metro de sulco G = Germinação E = Espaçamento O consumo médio de sementes é em torno de 35 a 50 kg.ha-¹. Cultivares Há uma série de cultivares disponíveis e já testados na região. Empresas como aMonsanto, Pioneer, e a próprie Embrapa já tem recomendações de cultivares específicospara o Sul do Piauí. Cultivo O controle de plantas daninhas é uma prática de elevada importância para aobtenção de altos rendimentos em qualquer exploração agrícola e tão antiga quanto aprópria agricultura. As plantas daninhas constituem grande problema para a cultura da soja e anecessidade de controlá-las é um imperativo. Conforme a espécie, a densidade e adistribuição da invasora na lavoura, as perdas são significativas. A invasora prejudica acultura, porque com ela compete pela luz solar, pela água e pelos nutrientes podendo, adepender do nível de infestação e da espécie, dificultar a operação de colheita e 30
  • 38. comprometer a qualidade do grão, resultando em deságio no momento dacomercialização. Os métodos normalmente utilizados para controlar as invasoras são o mecânico,o químico e o cultural. É sempre aconselhável utilizar a combinação de dois ou maismétodos. O controle cultural consiste na utilização de técnicas de manejo da cultura(época de semeadura, espaçamento, densidade, adubação, cultivar, etc.) que propiciem odesenvolvimento da soja, em detrimento ao da planta daninha. O método mais utilizado para controlar as invasoras é o químico, isto é, o uso deherbicidas. Suas vantagens são a economia de mão de obra e a rapidez na aplicação.Para que a aplicação dos herbicidas seja segura, eficiente e econômica, exigem-setécnicas apropriadas. A eficiência dos herbicidas aumenta quando aplicados em condições favoráveis.É fundamental que se conheçam as especificações do produto antes de sua utilização eque se regule corretamente o equipamento de pulverização para evitar riscos detoxicidade ao homem e à cultura. O manejo de entressafra das invasoras requer a utilização de produtos a base deparaquat, paraquat + diuron, glyphosate, 2-4-D, chlorimuron e carfentrazone. O númerode aplicações e as doses a serem utilizadas irão variar, em função da comunidadepresente na área e seu estádio de desenvolvimento. O Paraquat requer a mistura comsurfactante não iônico na base de 0,1% a 0,2% v/v. No caso de espécies perenizadas, como o capim-amargoso e o capim-brachiaria,a dose de glyphosate poderá chegar a 5 L ha-1. Nessa situação, recomenda-seinicialmente o manejo mecânico (roçadeira, triturador) visando remover a folhagemvelha e forçar a rebrota intensa, que deverá ter pelo menos 30 cm de altura no momentoda dessecação. O 2,4-D, indicado para o controle de plantas com folhas largas (dicotiledôneas),deve ser utilizado na formulação amina, com carência de 10 dias entre a aplicação e asemeadura da soja. Aplicações que não obedeçam às recomendações técnicas podemprovocar danos às culturas suscetíveis, como videira, algodão, feijão, café e a própriasoja. A utilização de espécies que propiciem cobertura morta é uma alternativa que tempossibilitado a substituição ou a redução no uso de herbicidas em semeadura direta. Em semeadura direta sobre pastagem, na integração lavoura-pecuária, o períodoentre a dessecação e a semeadura da soja irá variar de 30 a 60 dias. Para espécies como 31
  • 39. Brachiaria decumbens e Brachiaria brizanta, 30 dias de antecedência poderão sersuficientes. Para Paspalum notatum, conhecida como grama-batatais, o período irávariar de 40 a 60 dias. A dose variará entre 5 e 6 litros de glyphosate ou de sulfosate. Tem sido constatada a resistência de certas plantas daninhas como Buva, CapimAmargoso, Brachiaria plantaginea, Bidens pilosa, Bidens subalternans a herbicidasutilizados em algumas lavouras de soja, especialmente os dois primeiros nas lavouras desoja RR. Há ainda espécies com tolerância ao herbicida citado, dentre as quais sedestacam a corda de viola (Ipomoea spp.) e o leiteiro (Euphorbia heterofila). Prevenir a disseminação e a seleção de espécies resistentes são estratégiasfundamentais para evitar-se esse tipo de problema. A utilização e a rotação de produtoscom diferentes mecanismos de ação, além da adoção do manejo integrado (rotação deculturas, uso de vários métodos de controle, etc) fazem parte do conjunto de indicaçõespara um eficiente controle das invasoras. Tratamento Fitossanitário A cultura da soja está sujeita, durante todo o seu ciclo, ao ataque de diferentesespécies de insetos. Embora esses insetos tenham suas populações reduzidas porpredadores, parasitóides e doenças, em níveis dependentes das condições ambientais edo manejo de pragas que se pratica, quando atingem populações elevadas, capazes decausar perdas significativas no rendimento da cultura, precisam ser controlados. O controle das principais pragas da soja deve ser feito com base nos princípiosdo "Manejo Integrado de Pragas". Ele consiste em tomadas de decisão de controle combase no nível de ataque, no número e tamanho dos insetos-pragas e no estádio dedesenvolvimento da soja, informações essas obtidas em inspeções regulares na lavouracom esse fim. Nos casos das lagartas desfolhadoras e dos percevejos, as amostragensdevem ser realizadas com um pano-de-batida. As plantas das duas fileiras devem ser sacudidas vigorosamente sobre o mesmo,promovendo a queda dos insetos, que deverão ser contados. Esse procedimento deve serrepetido em vários pontos da lavoura, considerando, como resultado, a média de todosos pontos amostrados. Dependendo do tamanho da lavoura, esse monitoramento e omanejo deve ser feito por talhão. Especificamente para os percevejos, as amostragens devem seguir as seguintesindicações: a) ser realizadas nos períodos mais frescos do dia, quando os percevejos se 32
  • 40. movimentam menos; b) ser feitas com maior intensidade nas bordas da lavoura, onde,em geral, os percevejos iniciam seu ataque; c) ser repetidas, de preferência, todas assemanas, do início da formação de vagens (R3) até a maturação fisiológica (R7); e d) emlavouras com espaçamento reduzido entre as linhas, bater sobre o pano apenas asplantas de uma fileira (nesse caso, reduzir a população crítica para a metade. A simplesobservação visual sobre as plantas não expressa a população real presente na lavoura,especialmente dos percevejos. Principais espécies de insetos que atacam a soja e seu controle. Lagartas desfolhadoras (A. gemmatalis e P. includens) - Devem sercontroladas quando forem encontradas, em média, 40 lagartas grandes (>1,5 cm) porpano-de-batida (duas fileiras de plantas), ou com menor número se a desfolha atingir30%, antes da floração, e 15% tão logo apareçam as primeiras flores. Para controle comBaculovírus anticarsia, considerar como limites máximos 40 lagartas pequenas (no fio)ou 30 lagartas pequenas e 10 lagartas grandes por pano-de-batida. Em condição de secaprolongada e com plantas menores de 50 cm de altura, reduzir esses níveis para ametade, para a aplicação de Baculovírus (ver Folder nº 02/2001 "Controle da lagarta dasoja com Baculovírus, um inseticida biológico"). Percevejos - O controle deve ser iniciado quando forem encontrados quatropercevejos adultos ou ninfas com mais de 0,5 cm por pano-de-batida. Em campos deprodução de sementes, o nível deve ser reduzido para dois percevejos por pano-de-batida. Se forem contados os insetos das plantas de apenas um metro de fileira, reduzir apopulação crítica para a metade (dois e um percevejos, respectivamente). Broca das axilas - Controlar quando a lavoura apresentar em torno de 25% a30% de plantas com ponteiros atacados. Para escolha do produto, levar em consideraçãoa toxicidade, o efeito sobre inimigos naturais e o custo por hectare. Atentar para asdoses indicadas, utilizar EPI (equipamento de proteção individual) durante o preparo e aaplicação dos defensivos e dar o destino correto às embalagens, conforme legislaçãovigente. "Tamanduá-da-soja" - É um gorgulho de aproximadamente 8 mm decomprimento, de cor preta com listras amarelas no dorso da cabeça e nas asas. Os danossão causados tanto pelos adultos, que raspam o caule e desfiam os tecidos, como pelaslarvas, brocando e provocando o surgimento de galha. 33
  • 41. Controle - A rotação de culturas é a técnica mais eficiente para o seu manejo,mas sempre associada a outras estratégias, como plantas-iscas e controle químico nabordadura da lavoura e/ou na lavoura inteira. Colheita A colheita é a operação de retirar do campo o produto desejado, representaparcela considerável dos custos de produção e exerce influencia significativa sobre aqualidade do produto. É recomendado a colheita da soja quando as semente atingirem teor de umidadeem torno de 14-16%, sendo que injurias aos grãos aumentam com umidade superior a18% ou inferior a 13%. No momento indicado para a colheita, a planta apresenta-se semfolhas e com as vagens secas. Uma alternativa para acelerar a época de colheita,diminuir perdas e dispensar a secagem artificial é a aplicação de desecantes, porem suaaplicação deve ser feita com cautela, pois se feita antes do ponto de maturidadefisiológica pode causar perdas significativas de produção. Perdas anteriores à colheita Ocorre antes de iniciar qualquer operação relacionada com a colheitapropriamente dita. Em geral devem-se a deiscência natural das vagens, retardamento doinicio da colheita, hastes soltas, em geral são minimizadas pela condição adequada dacultura e momento de colheita adequado. Perdas na plataforma de corte Devem-se a falha de ação do molinete e lamina de corte, a baixa adaptação dalavoura para a colheita mecânica, ao momento inadequado para a colheita e teor deumidade dos grãos. É possível a utilização de uma barra de corte flexível e flutuante, que trabalhajunto ao solo e acompanha os desníveis do terreno. Dentre as características da planta de soja que afetam a colheita mecânica estão:a altura das plantas e da inserção das primeiras vagens; numero de ramificações, poisquanto maior o numero de ramificações maior a quantidade de perdas e acamamento,onde plantas deitadas não são recolhidas pela máquina. 34
  • 42. Perdas na debulha A velocidade de deslocamento da maquina e a velocidade do cilindro debulhadorestão intimamente relacionadas no que diz respeito a trilhagem dos grãos. Velocidadesbaixas de deslocamento da colhedora podem ocasionar quebras dos grãos, pois não háum acolchoamento normal, e velocidades maiores fazem com que haja quantidade dematerial superior a capacidade de trabalho do cilindro batedor e muita vagens não sãodebulhadas. A abertura excessiva da distancia cilindro-concavo e a roatação lenta do cilindrotambém provocam trilhagem incompleta e a abertura pequena e velocidade excessivacausam injurias as sementes e obstrução dos orifícios das peneiras de limpeza. Perdas na separação e limpeza As quantidades perdidas sobre o saca-palhas são devidas a sua velocidadeexcessiva, à sobrecarga de palha e a velocidade exagerada de cilindro-debulhador. A regulagem inadequada das peneiras e do ventilador também provoca perdas degrãos, que são eliminados juntamente com a palha. Redução das perdas na colheita A redução de perdas na colheita compreende o manejo da lavoura, comespaçamento adequado para que não ocorram plantas muito pequenas e nemacamamento de plantas. Assim como o manejo da fertilidade e a época de semeadura. A regulagem das maquinas é de fundamental importância, adequando velocidadede deslocamento, molinete, barra de corte, cilindro batedor, saca palhas, peneiras eventilador. A dessecação da soja é uma prática que pode ser utilizada somente em área deprodução de grãos, com o objetivo de controlar as plantas daninhas ou uniformizar asplantas com problemas de haste verde/retenção foliar. Sendo necessária a dessecação em pré-colheita, é importante observar a épocaapropriada para executá-la. Aplicações realizadas antes da cultura atingir o estádioreprodutivo R7 provocam perdas no rendimento. Esse estádio é caracterizado pelo inícioda maturação (apresenta uma vagem amarronzada ou bronzeada na haste principal -Fehr & Caviness, 1981). Os produtos utilizados são o paraquat (Gramoxone, na dose de1,5-2,0 L ha-1 do produto comercial, classe toxicológica II) ou diquat (Reglone, na dose 35
  • 43. de 1,5-2,0 L ha-1 do produto comercial, classe toxicológica II). Doses mais elevadasdevem ser utilizadas em áreas com maior massa foliar. No caso de predominância degramíneas, utilizar o Gramoxone. Quando houver predominância de folhas largas,principalmente corda-de-viola (Ipomoea spp.), utilizar o Reglone. Para evitar que ocorram resíduos no grão colhido, deve-se observar o intervalomínimo de sete dias entre a aplicação do produto e a colheita.5. Mapeamento a Nível Regional A classificação do uso do solo na região é informação de suma importância, umavez que esse tipo de dado permite a tomada de decisões com embasamento técnico paratal. A relação entre o valor da terra na região com o seu nível de exploração permiteprever, quando num contexto histórico, a evolução dos valores da terra no local. Comoos baixos preços iniciais se devem, entre outro fatores, à incipiência dodesenvolvimento econômico e social observados no sul do Piauí, a provisão desse tipode carência deve estar diretamente relacionada com a valorização dos imóveis rurais,entre outros imóveis, serviços, etc. Foram citados os benefícios que instituições e investidores privados podem tercom esse tipo de informação, porém, é provável que ela seja tão útil quanto ou até maispara orgãos públicos responsáveis pelo monitoramento da atividade agrícola, dodesmatamento e também de planejamento reginal. O ritmo de crescimento, aliado aolevantamento do perfil dos produtores, permite a definição das diretrizes públicas aserem seguidas para os próximos anos. É possível estimar, acima de tudo, o volume deprodução que será escoado pelas rotas disponíveis, bem como a movimentação e ademanda dos insumos necessários à produção agropecuária na região, o volume dedinheiro necessário para viabilizar a exploração das atividades agrícola e pecuária e,consequentemente, a arrecadação pública pública a nível estadual e federal. Com a consolidação dos proprietários das terras da região, é possível também achecagem do passivo/ativo ambiental de cada produtor, bem como desmates irregulares,tudo isso com uma frequência mensal, a nível de fazenda. 36
  • 44. 5.1. Material e Métodos A classificação do uso do solo na região sul do Piauí foi feita através desoftwares especializados para o tratamento das imagens e sua posterior classificação. As imagens utilizadas foram retiradas do site do INPE, e captadas pelo sensorLISS 3 IRS do satélite indiano ResourceSat 1. A escolha desse satélite se deu em funçãode: disponibilidade de imagens gratuitas; média resolução espacial (23,5m); altafrequência temporal (~30 dias) e resolução espectral compreendendo as bandas 2, 3, 4 e5, indo respectivamente do comprimento de onda verde até o infra-vermelho médio. Essas imagens foram compostas de tal modo que se pudesse avaliar a melhorcombinação de bandas para fins de classificação supervisionada. De maneira geral acomposição de bandas 432 (RGB) é tida como a que melhor evidencia a cobertura dosolo, devido à grande reflectância da banda 2 (verde) pela cobertura vegetal associadacom a alta absorbância da banda 3 (vermelha). Além disso, os solos da região(predominancia absoluta de latossolos amarelos associados a neossolos quartzarênicos)apresentam comportamento espectral de alta reflectância nas bandas do vermelho einfra-vermelho próximo. Foram testadas, além dessa composição, as composições debandas 453 – RGB, uma composição modificada das bandas 4 e 2, que foramtrabalhadas de maneira a gerar uma tonalidade em “falso azul” e “falso verde”, e aclassificação com as quatro bandas.Figura 19 - Curvas espectrais dos horizontes A e B de de um Latossolo Amarelo ácrico típico. Adaptado de Dalmolinet al., 2005. 37
  • 45. A composição em cores naturais através da geração de bandas sintéticas,especialmente a azul (0,45 – 0,52 nm), foi feita por meio de um algoritmo que relacionaas bandas verde e infra-vermelha para estimar o que seria o comportamento espectralpara o comporimento de onda do azul na imagem. Foram encontradas descrições de doisalgoritmos para a criação e realce de bandas. Essa metodologia foi utilizada para asimagens vindas do satélite Spot-5, com resolução espectral semelhante à da cameraLISS 3 IRS do ResourceSat 1, fonte das imagens utilizadas nesse estudo.Figura 20 - Extraída de < http://www.life.illinois.edu/govindjee/paper/fig5.gif>. Os algoritmos propostos são os seguintes, considerando as Bandas Azul, Verde,Vermelho e Infra-vermelho próximo como, respectivamente, B1, B2, B3 e B4. Os 38
  • 46. cálculos para a banda verde –B21 – são de realce, e para a banda azul – B1 – para aestimativa da banda: Algoritmo 1: Algoritmo 2: Dentre as duas opções, foi usada apenas a segunda no teste, uma vez que foramencontradas referências e exemplos de seu uso para o ResourceSat1. A diferença visual entre as composições é bastante grande. Após as combinações de bandas serem feitas conforme descrito acima, asimagens compostas foram georreferenciadas no software QuantumGis, plataforma livrecom todas as funcionalidades básicas demandadas de um Sistema de InformaçõesGeográficas (SIG), usando como base o Google Earth. O próximo passo foi a definição das localidades a serem analisadas. Ametodologia foi bastante simples. Foram determinados os limites das chapadas, onde sepratica a agricultura intensiva na região, e esse foi considerado como o limite máximode área com potencial para agricultura intensiva. Com esses perímetros definidos, as imagens em questão foram recortadas demodo que apenas a área classificada como potencial fosse posteriormente classificada. A classificação dessa área foi feita em outro software livre, o MultiSpec® versão1.0.0.1., através do algoritmo de Máxima Verossimilhança Gaussiana (MAXVER).Segundo Erbert, 2001, esse algoritmo é o mais utilizado em sensoriamento remoto, nocontexto estatístico. O método é considerado paramétrico, uma vez que envolveparâmetros como o vetor média e matriz de covariância da distribuição gaussianamultivariada e também é supervisionado, uma vez que depende de amostragem feita 39
  • 47. pelo classificador para a estimativa desses parâmetros. Porém, o algoritmo nãoconsidera a distribuição espacial dos pixels, parâmetro considerado por outrosmecanismos mais sofisticados de classificação supervisionada, tais como os de redesneurais. 5.2. Resultados e Discussão O resultado do Maxver é tanto melhor quanto maior o número de pixels numaamostra de treinamento para implementá-los na matriz de covariância (PREVIDELLI,2004). Corroborando com isso, CRÓSTA (1993), argumenta que o método Maxverdeve ser aplicado quando o analista conhece bem a imagem a ser classificada, para quepossa definir classes que sejam representativas. O programa gera indicadores de qualidade da classificação como: Índice Kappa,Matriz de Confusão e Acurácia por classe e global. A região foi sub-dividida em outras 7 áreas, e dentro de cada qual foi delimitadoum perímetro tido como de área potencial para a agricultura intensiva. Essa marcação deperímetro foi feita com base no Google Earth, devido à alta resolução de suas imagens. 40
  • 48. Uruçuí Leste Baixa Grande Cotrirosa Pirajá Santa Filomena QuilomboFigura 21 - Mapeamento da elevação do terreno, destacando as áreas "potencias", circundadas em amarelo. A seguir segue um exemplo de área classificada, com composição realçada 543,a delimitação da área do “cluster” Baixa Grande do Ribeiro (em vermelho) e áreapotencial (em amarelo): 41
  • 49. Figura 22 - Fonte: INPE, ResourceSat. Órbita 329, ponto 82. 27/08/2012. Para termos uma idéia da qualidade da classificação através do algoritmo demáxima verossimilhança, num comparativo entre diferentes composições de bandas (além de classificação usando uma imagem criada através de NDVI - Normalizeddifference vegetation index - e outro através da criação de uma banda azul e uma banda 42
  • 50. verde sintética, conforme descrito pelo algitmo “b”, citado anteriormente), a tabela 5resume os indicadores de qualidade para cada composição..Tabela 5 - Estatística Kappa e OCP (overall class performance) para as diferentes composições de bandas analisadas. Composição Kappa (%) OCP (%) 543 98 99,2 321 96,1 98,4 432 96,1 98,5 NDVI 8,2 16,1 5432 98,1 99,2 A matriz de confusão gerada pela classificação, assim como os demaisindicadores de desempenho estão tabulados a seguir: Tabela 6 - Matriz de confusão. 543TRAINING CLASS PERFORMANCE (Resubstitution Method) Project Reference Number of Samples in Class Class Class Accuracy+ Number 1 2 3 4 5 6 7 Name Number (%) Samples Lavoura Milheto Solo Exposto Queimada Fundo Desmate Cerrado Lavoura 1 98.0 16327 15999 202 126 0 0 0 0 Milheto 2 99.7 9315 27 9286 0 0 0 2 0 Solo Exposto 3 99.6 2051 9 0 2042 0 0 0 0 Queimada 4 98.6 663 0 7 0 654 0 2 0 Fundo 5 100.0 145905 0 0 0 0 145905 0 0 Desmate 6 92.5 13844 21 165 0 0 0 12801 857 Cerrado 7 96.9 5640 0 0 0 0 0 175 5465 TOTAL 193745 16056 9660 2168 654 145905 12980 6322 Reliability Accuracy (%)* 99.6 96.1 94.2 100.0 100.0 98.6 86.4 OVERALL CLASS PERFORMANCE (192152 / 193745 ) = 99.2% Kappa Statistic (X100) = 98.0%. Kappa Variance = 0.000000. Por fim, usando a composição 543, obtivemos a seguinte distribuição de áreas nafigura analisada: 43
  • 51. Tabela 7 - Distribuiçao das áreas classificadas na imagem. 543 CLASS DISTRIBUTION FOR SELECTED AREA Number Class Samples Percent Area (Hectares) 1 Lavoura 1.635.929 7.34 96.959,13 2 Milheto 1.840.309 8.25 109.072,44 3 Solo Exposto 665.660 2.99 39.452,70 4 Queimada 113.314 0.51 6.715,96 5 Fundo 12.605.459 56.54 747.107,22 6 Desmate 2.482.217 11.13 147.117,39 7 Cerrado 2.950.520 13.23 174.873,03 Total 22.293.408 100.00 1.321.297,86 A tabela 7 contem a classificação do uso do solo na área determinada comopotencial, para a região de Baixa Grande do Ribeiro. A área descrita como “fundo” énada mais do que os pixels sem valor na imagem, representados pela área recortada. Portanto, de uma área total de aproximadamente 575 mil hectares classificadacomo potencial para a agricultura, o uso do solo que conota esse tipo de exploração(Solo Exposto, Milheto e Palhada) é de aproximadamente 245 mil hectares, segundo aclassificação supervisionada gerada. A área em vias de exploração agrícola ou pecuáriaé de pouco mais que 150 mil hectares (desmatada e queimadas), e a de cerrado bruto éde 174,9 mil hectares. Fica evidente que, apesar haverem confusões, como entre área desmatada e áreade cerrado, a classificação geral ficou muito boa, com índices superando os 95% deconfiabilidade. 44
  • 52. Figura 23 - Imagem temática da região após a classificação A figura acima retrata como o programa classificou cada pixel da área analisada.É possível ver que, de maneira geral, a qualidade ficou fiel à realidade, porém háinúmeros pixels, principalmente entre os Grupos “cerrado” e “desmate” que estão comclassificação errada. Isso se dá pelo fato de o algoritmo usado não levar em conta adistribuição espacial desses pixels, portanto, caso fosse usado um software com soportea algoritmos de redes neurais, esse tipo de problema seria drásticamente minimizado. 45
  • 53. De maneira geral, foram delimitadas 7 grandes regiões geográficas compotencial agropecuário intensivo, denominadas como:  Baixa Grande do Ribeiro (exemplo usado); Cotrirosa; Leste; Uruçuí; Serra do Pirajá; Serra do Quilombo; e Santa Filomena. A seguir segue uma tabela com os resultados da classificação supervisionadarealizada em cada um destes agrupamentos, classificação esta que contempla: área delavoura; área em processo de conversão à lavoura; e área bruta, seja de cerrado ou decaatinga arbórea: Tabela 8 - Distribuição de áreas conforme os agrupamentos regionais feitos no sul do Piauí. Área em Área Área OCP Kappa Área bruta sistematização consolidada Potencial Baixa Grande 99,2% 98,0% 174.873 ha 153.833 ha 245.484 ha 574.191 ha Cotrirosa 99,7% 98,5% 139.883 ha 78.146 ha 106.496 ha 324.524 ha Leste 98,4% 97,5% 100.488 ha 89.778 ha 29.609 ha 219.875 ha Pirajá 96,8% 95,7% 86.611 ha 47.638 ha 58.616 ha 192.865 ha Santa Filomena 99,3% 99,0% 120.130 ha 30.317 ha 114.180 ha 264.627 ha Quilombo 98,8% 98,4% 53.523 ha 98.132 ha 114.537 ha 266.193 ha Uruçuí 99,0% 95,3% 87.660 ha 91.229 ha 118.235 ha 297.124 ha Total 98,7% 97,5% 763.169 ha 589.073 ha 787.158 ha 2.139.400 ha % - - 36% 28% 37% 100% Distribuidas espacialmente conforme a figura 24: Figura 24- Distrubuição espacial das áreas classificadas no sul do Piauí. 46
  • 54. Portanto, conclui-se que a região apresenta uma grande área com potencialagrícola, de topografia plana a suave ondulada, regime pluviométrico que permite pelomenos uma safra por ano, com alta probabilidade de ocorrência de veranicos, além decerta relação entre a ocorrência de secas severas e o fenômeno el niño. A região sul doPiauí possui cerca de 2,14 milhões de hectares de chapadas com as característicasdescritas acima, dentre as quais a porção “leste” é a que tem maiores restrições hídricas,e a região da Baixa Grande do Ribeiro conta com a maior área agrícola. Em termosproporcionais, as regiões da Serra do Quilombo, Santa Filomena e Baixa Grande doRibeiro possuem a maior área explorada, cerca de 43% cada, porém se considerarmosjunto com esse número a área em sistematização, a Serra do Quilombo está em vias deexplorar 80% de seu potencial.6. Descrição da Fazenda A área em questão é real, e é denominada como Fazenda São João. A fazendapossui pouco menos de 30 mil hectares, dos quais, entre reserva legal, APP’s e áreasnão aproveitáveis, a área máxima estimada para exploração é de 17 mil hectares. 6.1. Solos A fertilidade dos solos agrícolas da fazenda é típica de solos tropicais, maisespecificamente latossolos, caracterizando-se como fortemente ácidos, altamentesaturados por alumínio e com baixo porcentual de bases na CTC (distróficos), baixoteor de argila, sendo, geralmente, de textura arenosa a média, teor muito baixo defósforo disponível, comumente girando em torno de 1 ppm. São solos profundos emuito bem drenados, de maneira geral, são ótimos do ponto de vista físico, e limitantessob a ótica química, quando em seu estado natural. Há diversos tipos de solos na região,sendo que os solos agrícolas encontrados nas chapadas são os latossolos (vermelho-amarelos e amarelos) e neossolos quartzarênicos. Como o teor de argila é baixo, e composto por argilas de baixa atividade, comocaulinita e óxidos de Fe e Al, a matéria orgânica (MO), encontrada naturalmente empequenos teores nesses solos, torna-se essencial para a manutenção de sua fertilidade. 47
  • 55. Matias et al. (2009) observaram os benefícios que um sistema de manejoconservacionista pode trazer para esse solos, uma vez que os teores de MO observadosem um latossolo amarelo da região de Uruçuí revelam que o sistema de plantio diretoacumula, em profundidades variando entre 5 e 40cm, mais MO do que o próprio cerrado(vegetação nativa), diferença ainda maior é observada quando se comparam os sistemasde plantio convencional e direto. Portanto, antes da exploração agrícola, e, se possível, concomitantemente àsoperações de abertura e preparo das áreas de cerrado, deve-se promover a correçãoquímica desses solos, visando o aumento do pH, da saturação por bases, e diminuiçãodos teores de Al tóxico às raízes. Isso é feito através da aplicação de calcário sobre asáreas, sendo que a correção em subsuperfície deve ser feita com gesso agrícola (sulfatode cálcio dihidratado). As fontes de calcário e gesso mais próxima evidenciam umaqualidade baixa dos produtos. O calcário extraído nas proximidades de Bom Jesus tembaixa PRNT e é calcítico, com teor de Mg inferior a 5%. Já as fontes de gesso sãorestritas ao gesso mineral, proveniente de gipsita extraída do estado de Pernambuco. Abaixa reatividade de ambos os corretivos exige maiores dosagens para a correção efetivado perfil do solo, além de maior tempo para sua reação com o solo. O manejo agrícolado solo deve ser o mais conservacionista possível, de modo a preservar e, se possível,incrementar o teor de matéria orgânica das áreas exploradas. 48
  • 56. Tabela 9 - Situação dos Solos na área produtiva da fazenda São João. Situação Química Situação Física Talhão Área V% P pH Comp. (MPa) Text. 00-10 10-20 20-40 00-10 10-20 20-40 00-10 10-20 20-40 00-10 10-20 20-40 1 248,3 47 26 19 31 14 <2 4,8 4,3 4,2 - - - 125 2 212,0 38 26 16 25 6 <2 5,1 4,3 4,2 1,1 1,1 0,8 150 3 245,4 46 40 19 32 13 2 4,7 4,6 4,2 - - - 161 4 230,1 34 30 7 26 7 2 4,7 4,4 3,9 0,7 0,7 0,7 201 5 224,2 43 23 10 22 8 3 4,6 4,2 3,9 0,7 0,7 0,7 291 6 219,1 31 22 8 18 8 <2 4,4 4,1 4,2 0,6 0,5 0,6 302 7 213,2 34 24 8 24 13 2 4,5 4,1 3,9 0,4 0,5 0,6 277 8 226,4 52 32 14 27 8 3 4,8 4,4 4,1 0,5 0,8 0,6 250 9 177,6 45 23 10 27 7 3 4,7 4,2 3,9 0,6 1,0 0,8 201 10 211,4 54 28 15 26 6 <2 5 4,2 4 1,1 1,4 0,9 215 11 223,2 55 37 14 24 7 <2 4,6 4,5 4 0,8 0,9 0,8 279 12 273,1 52 38 13 29 7 <2 5 4,5 4,1 1,1 0,9 0,8 266 13 269,8 56 34 13 34 5 <2 4,9 4,3 3,9 0,5 0,6 0,6 253 14 304,1 51 29 6 28 3 <2 4,9 4,3 4,1 0,5 0,6 0,6 281 15 294,0 54 34 10 34 10 <2 5 4,4 4 0,8 0,7 0,6 279 16 313,8 63 39 15 30 10 <2 5,1 4,6 4 0,5 0,8 0,7 241 17 377,5 52 38 20 27 8 <2 4,9 4,6 4,2 - - - 151 18 322,3 49 26 20 22 6 <2 4,9 4,3 4,1 - - - 150 19 383,4 63 22 25 16 4 2 5,1 4,2 4 - - - 175 24 301,9 61 37 13 32 9 <2 5 4,6 4,2 0,4 0,5 0,6 202 25 301,4 46 33 10 27 9 <2 4,8 4,5 4,1 0,5 0,7 0,6 189 26 280,1 43 46 13 17 6 <2 4,7 4,6 4,2 0,4 0,5 0,6 164 27 262,3 34 31 9 25 6 <2 4,5 4,2 4,1 0,5 0,6 0,6 175 28 198,1 59 42 11 25 4 <2 4,9 4,6 4,1 1,0 1,0 0,7 227 29 202,2 49 41 15 11 3 <2 4,7 4,6 4 0,4 0,8 0,8 228 30 150,6 71 46 11 11 <2 <2 4,9 4,5 4 0,6 0,9 0,9 252 Atualmente a fazenda possui 6.700 hectares produtivos, com problemas defertilidade em profundidade, que devem ser corrigidos com gesso agrícola o mais rápidopossível. Isso se deve ao risco climático inerente à área, já demonstrado anteriormente. 6.2. Produção A fazenda conta com potencial produtivo, seguindo o modelo de estimativaagrometeorológica de produtividade de RAO, SARMA e CHANDER (1988), de poucomenos de 90 sacas de soja ha-1, ou seja, cerca de 5.400 kg ha-1. Esse modelo de cálculo de produtividade potencial usa indicadores gerados pelobalanço hídrico sequencial de THORNTHWAITE e MATHER (1955), além de umasérie de indicadores fisiológicos da cultura para a estimativa da produtividade potenciale também da produtividade real. 49
  • 57. O modelo é descrito como o a produtividade potencial da cultura multiplicadopelo produtório de um coeficiente de correção, descrito pela equação abaixo: Onde Yr é a produtividade real, Yp a produtividade potencial, e Ky é o fator desensibilidade ao déficit hídrico conforme a fase da cultura. O ciclo foi subdividido emcinco fases, correspondendo ao estabelecimento, desenvolvimento vegetativo,florescimento, granação (enchimento de grão) e maturação. O escopo desse trabalho não contempla maiores discussoes sobre a metodologiade estimativa de produtividade. Porém, para a safra 2011/2012, o modelo supracitadoestimou a produção média da fazenda em 94% do que foi aferido em campo,mostrando-se bastante fiel à realidade. Analisando a estimativa talhão por talhão, essamédia foi composta por 26 amostras, e o desvio padrão foi alto, cerca de ±35%. Segundo dados da CONAB, o custo de produção de um hectare de soja na regiãode Balsas, MA, será de R$1.552,81 ha-1 (produtividade esperada de 2.750 kg/ha), e o demilho será de R$1.912,11 (produtividade esperada de 5.250 kg ha-1), na safra 2012/13.Em Barreiras, para as duas cultura já citadas, os custos são de R$ 1.945 ha-1 e R$3.850ha-1, com produtividades esperadas de, respectivamente, 2.880 kg e 6.600 kg ha -1.Todos os custos são feitos usando o sistema de plantio convencional como base. Considerando os preços atuais de soja e milho, é totalmente plausível que sefechem negócios futuros para essa culturas em altos patamares. As cotações atuais paraas duas commodities gira em torno de R$30/sc de milho em Barreiras, assim como acotação futura da BM&F para maio. Para a soja, a cotação está em torno de R$58, emUruçuí, e R$60 em Balsas. Em Barreiras, a saca de soja está sendo negociada a R$71/sc.A cotação futura, com vencimento em maio de 2012, está em torno de US$30 sc-1. Portanto, é plausível que o ganho obtido com lavouras de soja e de milho nasduas regiãos fique próximo do descrito na tabela 10: 50
  • 58. Tabela 10 - Estimativa de fluxo de caixa em operações de produção de soja. Fonte: CONAB e Safras&Mercado. Produt. Cotação Lucro Bruto Custo (C) LB - C (sc/ha) (R$/sc) (LB) Soja 48,0 55 R$ 2.640,00 R$ 1.945,00 R$ 695,00 Barreiras Milho 110,0 25 R$ 2.750,00 R$ 3.850,00 -R$ 1.100,00 Soja 45,8 55 R$ 2.520,83 R$ 1.552,81 R$ 968,02 Balsas Milho 87,5 25 R$ 2.187,50 R$ 1.912,11 R$ 275,39 Acredita-se que a rentabilidade pode ser, na realidade, maior, uma vez que aCONAB divulga custos com base em sistema de plantio convencional, e soma a issocustos financeiros e o custo de oportunidade da terra, além de estimar produtividadesrelativamente médias para as duas culturas, que podem ser facilmente ultrapassadas emsistemas de alta tecnologia. Supondo que a rentabilidade na região de Bom Jesus se assemelhe à esperada emBalsas, e somando a isso a valorização esperada para a terra dentro do ano safra (16%),partindo de um preço de R$4.600, teríamos, na realidade, um ganho de R$968 + R$736,totalizando, entre produção agrícola e valorização da terra nua, de R$1.704 por hectare. Se considerarmos as altas cotações dos grãos, é totalmente plausível que avalorização dentro do ano das terras agrícolas de alta produtividade em Bom Jesussupere os 16%, uma vez que o valor da terra é fortemente indexado ao valor do grãonela produzido. Concomitantemente à produção agrícola e à valorização da terra, temos tambémnegócios envolvendo a transformação do uso do solo de maneira a agregar valor aonegócio. Portanto se, por exemplo, um projeto fosse implantado na safra 2006/07, paraconversão de uma determinada área em Bom Jesus, PI em lavoura de soja, haveria umganho com a transformação do uso da terra, a sua valorização natural e o ganho com aprodução agrícola. Se no exemplo acima o negócio terminasse no ano de 2013 com avenda da área transformada e produtiva, o projeto apresentaria um valor presentelíquido (VPL) no ano de 2006 (época de aquisição das terras) de pouco mais deR$1.600, caso a taxa usada (custo de oportunidade do capital) fosse 8%. A taxa internade retorno giraria em torno dos 17%. Como no fluxo de caixa consta, em 2006, aaquisição da terra e sua conversão em terra agrícola a um custo total de R$2.100, seria 51
  • 59. um negócio melhor ainda comprar a terra agrícola de alta produtividade, negociada àépoca por cerca de R$1.700. Isso resultaria num VPL e num TIR ainda maiores. Portanto, do ponto de vista econômico, o investimento se mostra muito rentável,quando inclui as três diferentes fontes de renda sobre a terra. O payback doinvestimento é algo arriscado de se calcular, uma vez que o mercado tende a ser muitovolátil a longo prazo, e dentro da série analisada, que inclui dois fluxos de caixa anuaisnegativos e outros muito positivos, fica evidente essa variabilidade.Tabela 11 - Estimativa de VPL e TIR em série de 8 anos em Bom Jesus. Valor Médio Lucro Bruto Valor da Custo LB - C FC Maio (45,8 sc/ha) Terra06/07 R$ 1.270,57 R$ 21,49 R$ 644,73 R$ - R$ 600,00 -R$ 2.100,0007/08 R$ 1.312,48 R$ 26,16 R$ 1.198,09 -R$ 114,39 -R$ 114,3908/09 R$ 1.954,58 R$ 39,88 R$ 1.826,28 -R$ 128,31 -R$ 128,3109/10 R$ 1.664,60 R$ 42,18 R$ 1.931,62 R$ 267,02 R$ 267,0210/11 R$ 1.396,21 R$ 31,08 R$ 1.423,29 R$ 27,08 R$ 27,0811/12 R$ 1.474,51 R$ 40,28 R$ 1.844,70 R$ 370,19 R$ 4.200,00 R$ 370,1912/13 R$ 1.552,81 R$ 52,59 R$ 2.408,46 R$ 855,65 R$ 4.876,20 R$ 855,6513/14 R$ 4.876,20 R$ 4.876,20Custo de conversão do uso da terra R$ 1.500,00 Taxa 8% VPL R$ 1.552,31 TIR 17,1% Cabe ressaltar que, no exemplo acima, é considerada uma produtividadeconstante ao longo dos anos. Os custos e os preços de venda tem como base Balsas, noMaranhão. Geralmente os preços praticados em Uruçuí são superiores aos de Balsas, eem Bom Jesus há equivalencia.7. Conclusão A agricultura no estado do Piauí se mostra extremamente promissora, devido aoalto nível tecnológico utilizado, e à alta concentração de terras ainda não exploradassendo comercializadas a preços relativamente baixos. A expectativa de valorizaçãodessas terras gira em torno da melhoria da infraestrutura regional, bem como dalogística do sul do Piauí. Além de o Nordeste ser o segundo maior mercado consumidordo Brasil, a logística regional é beneficiada pela proximidade terrestre em relação ao 52
  • 60. mar, bem como a proximidade marítima em relação aos principais portoscomercializadores de soja do mundo, a exemplo de Roterdã, na Holanda. Além disso, fica evidente a necessidade de se trabalhar, na região dos cerradosde chapada piauienses, com agricultura de alta tecnologia e numa escala considerável, jáque a produção de inúmeras culturas de subsistência se mostra inviável devido aogrande déficit hídrico que ocorre no inverno e à ausência de rios perenes. Os benefícios sociais são incontestáveis uma vez que a mão de obra local éprontamente absorvida, quando dispõe de certo nível de formação, sendo que os polosagrícolas regionais, tais como Bom Jesus e Uruçuí empregam parte da população deinúmeros municípios da região. Em termos ambientais, o modelo agrícola utilizado, especialmente por grandesinvestidores, visa, em primeira instância, o cumprimento das leis, já que seriam alvosfáceis de fiscalização ambiental. Portanto, a ocorrência de desmates ilegais passa a serminimizada, bem como os módulo de reserva legal, geralmente contígua às APP’s,apresentam grandes áreas, que podem suportar inúmeros animais da macrofauna reginalque necessitam de áreas extensas, tais como a Onça parda (Puma concolor L. ) e a Onçapintada (Panthera onca).8. Referências BibliográficasANA, Agência Nacional De Águas, disponível em : <http://www2.ana.gov.br/Paginas/portais/bacias/Parnaiba.aspx>. Acesso em 13/10/2012.AGUIAR, T. J. A.; MONTEIRO, M. S. L. Modelo agrícola e desenvolvimentosustentável: a ocupação do Cerrado piauiense. Ambiente e Sociedade, São Paulo, v.8, nº 2, p. 1-18, 2005.ALVES, V. E. L. A mobilidade sulista e a expansão da fronteira agrícola brasileiraIn: Revista Agrária nº. 2, São Paulo, 2005.ANDRADE JÚNIOR, A. S.; SENTELHAS, P. C.; LIMA, M. G.; AGUIAR, M. J. N.;LEITE, D. A. S. R. Zoneamento agroclimático para as culturas de milho e de sojano estado do Piauí. Revista Brasileira de Agrometeorologia, Santa Maria, v.9 n.3, p.544-550, 2001. 53
  • 61. ANDRADE JÚNIOR, A.S. de, SENTELHAS, P.C., LIMA, M.G. Zoneamentoagroclimático para as culturas de milho e de soja no estado do Piauí. RevistaBrasileira de Agrometeorologia, Passo Fundo, v.9, n.3, p.543-549, 2001. NúmeroEspecial – Zoneamento Agrícola.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação edocumentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002.______________________________________________. NBR 14724: informação edocumentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2011.______________________________________________. NBR 6023: informação edocumentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002.Banco de dados Climáticos do Brasil. Embrapa Monitoramento por satélite. Disponívelem: < http://www.bdclima.cnpm.embrapa.br/resultados/balanco.php?UF=&COD=148>.Acessado em 05/10/2012.BURGOS, J.J. Agroclimatic classifications and representations: report of theapplications value of climatic and agroclimatic classification for agriculturalpurposes. Varsovia: WMO, Comission for Agricultural Meteorology, 1958. (CaMII/Doc.18).CAMARA, G.M.S., GODOY, O.P., MARCOS FILHO, J., DARCE, M.A.B.R. Soja:produção, pré-processamento e transformação agroindustrial. São Paulo: Secretariada Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia, 1983.COMPANHIA DE PESQUISA E RECURSOS MINERAIS (CPRM). AtlasPluviométrico do Brasil. Isoietas Anuais na escala 1:5.000.000. Disponível em: <http://www.cprm.gov.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1351&sid=9>.Acesso em 22 out. 2012.DALMOLIN, R. S. D., GONÇALVES, C. N., KLAMT, E., DICK, D. P. Relação entreos constituintes do solo e seu comportamento espectral. Santa Maria: Ciência Rural,v.35, n.2, 2005.DEVORE, J. L. Probabilidade e estatística para engenharia e ciência. São Paulo:Thomson Pioneira, p. 706, 2006.EMBRAPA MONITORAMENTO POR SATÉLITE. SOMABRASIL: Sistema deObservação e Monitoramento da Agricultura no Brasil. Disponível em:<http://www.cnpm.embrapa.br/projetos/somabrasil/index.html>. Acesso em: 5 nov.2012.EMBRAPA SOJA. Recomendações técnicas para a cultura da soja no Paraná1999/2000. Londrina, 1999. p.103, 109. (Embrapa Soja. Documentos, 131).EMBRAPA SOJA. Tecnologia de Pordução de Soja para a Região Central doBrasil. Versão eletrônica, Jan. 2003. 54
  • 62. EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Soja. Recomendações técnicas para acultura da soja no Paraná 1993/94. Londrina: EMBRAPA-CNPSo / OCEPAR, 1993.p.28 (EMBRAPA-CNPSo. Documentos, 62; OCEPAR. Boletim Tecnico, 34).ERBERT, M., 2001. Introdução ao Sensoriamento Remoto. Master Tesis,Universidade Federal do Rio Grande do Sul. In:. QUEIROZ, R. B.; RODRIGUES,A. G.; GÓMEZ, A. T. Estudo comparativo entre as técnicas máximaverossimilhança gaussiana e redes neurais na classificação de imagens IR-MSSCBERS 1, WORKCOMP 2004, 2004.FAÇANHA, Antonio; LEAL, Manuela. Transformações no urbano do Piauí: o casode Bom Jesus. In: BERNARDES, Júlia (Org.). Geografia da soja II: aterritorialidade do capital. Rio de Janeiro: Arquimedes, 2009. 137 p.FARIAS, J. R. B. et al. Caracterização do risco de déficit hídrico nas regiõesprodutoras de soja no Brasil. Revista Brasileira de Agrometeorologia, v. 9, n. 3, p.415-421, 2001.FEHR, W.R.; CAVINESS, C.E. Stage of soybean development. Ames: Iowa StateUniversity, 1981. 12p. (Iowa Cooperative Extensive Service. Special Report, 80).GALLO, D.; NAKANO, O.; WIENDEL, F. M.; SILVEIRA NETO, S.; CARVALHO,R. P. L; Batista, G. C. de; Berti Filho, E.; Para, J. R. P.; Zucchi, R. A.; Alves, S. B.;Vendramin, J. D. Manual de entomologia agrícola. São Paulo: Agronômica Ceres,1988. 649 p.HidroWeb – ANA, Sistema de informações Hidrológicas, Agência Nacional De Águas,disponível em : < http://hidroweb.ana.gov.br/> Acesso em 13/10/2012.IBGE. Banco de Dados Agregados. Sistema IBGE de Recuperação Automática -SIDRA. Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 22 out. 2012.INSTITUTO DESERT. Estudo das potencialidades econômicas dos cerrados e doVale do Gurguéia no Piauí. Teresina, 1998. 228 p. In:. REYDON, B. P., CORNÉLIO,F.N.M..Mercado de Terras no Brasil: Estrutura e Dinâmica. NEAD, MDA. Brasília,2006, 446p.KIMATI, H.; AMORIM, L.; BERGAMIM FILHO, A.; CAMARGO, L. E. A. &REZENDE, J.A.M. Manual de Fitopatologia, volume 2: Doenças das plantascultivadas, Ed. Agronômica Ceres, São Paulo, cap. 13, p. 112-136, 1997.KÖPPEN, W.; GEIGER, R. Klimate der Erde. Gotha: Verlag Justus Perthes. 1928.Wall-map 150cmx200cm.MATIAS, M. da C.B.; SALVIANO, A.A.C.; LEITE, L.F.C.; GALVÃO, S.R. da S.Propriedades químicas em Latossolo Amarelo de Cerrado do Piauí sob diferentessistemas de manejo. Revista Ciência Agronômica, v.40, p.356-362, 2009. 55
  • 63. MIRANDA, E. E. de; (Coord.). Brasil em Relevo. Campinas: EmbrapaMonitoramento por Satélite, 2005. Disponível em:<http://www.relevobr.cnpm.embrapa.br>. Acesso em: 5 nov. 2012.MOTA, F.S. Condições climáticas e produção de soja no sul do Brasil. In:VERNETTI, F.J. (Coord.) Soja: planta, clima, pragas, moléstias e invasoras.Campinas: Fundação Cargill, 1983. v.1, p.93-126.NANNI AS, DESCOVI FILHO L, VIRTUOSO MA, MONTENEGRO D, WILLRICHG, MACHADO PH, SPERB R, DANTAS GS, CALAZANS Y. Quantum GIS – Guiado Usuário, Versão 1.8.0 “Lisboa”.PREVIDELLI, I.T.S. Estimadores de maxima verossimilhança corrigidos paramodelos superdispersados nãolineares. São Carlos: UFSC. Tese de Doutorado emEconomia. 2004.QUANTUM GIS Development Team (2012). Quantum GIS Geographic InformationSystem. Open Source Geospatial Foundation Project. http://qgis.osgeo.org.RAO, N. H.; SARMA, P. B. S.; CHANDER, S. A simple dated water-productionfunction for use in irrigated agriculture. Agricultural Water Management,Amsterdam, v. 13, p. 25-32, 1988.RAMALHO FILHO, A; BEEK, K. J. 1995. Sistema de avaliação da aptidão agrícoladas terras. 3. ed. Rio de Janeiro: EMBRAPA-CNPS, In: FINK, J.; POELKING, E. L.;CLAUDINO, A. E.; DALMOLIN, R. S. 2007. Uso da Terra em Função das Classesde Declividade no Município de Itaara, RS. XXXI Congresso Brasileiro de Ciênciado Solo, Gramado – RS.REYDON, B. P., CORNÉLIO, F.N.M. Mercado de Terras no Brasil: Estrutura eDinâmica. NEAD, MDA. Brasília, 2006, 446p.ROLIM, Glauco de Souza et al . Classificação climática de Köppen e deThornthwaite e sua aplicabilidade na determinação de zonas agroclimáticas para oestado de São Paulo. Bragantia, Campinas, v. 66, n. 4, 2007 . Disponível em<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0006-87052007000400022&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 02 nov. 2012.http://dx.doi.org/10.1590/S0006-87052007000400022.SANO, E. E.; ROSA, R.; BRITO, J. L. S.; FERREIRA, L. G. Mapeamentosemidetalhado do uso da terra do Bioma Cerrado. Pesquisa Agropecuária Brasileira,vol. 43, n. 1, p. 153-156, 2008.SILVA, L. L O Papel do Estado no processo de ocupação das áreas de cerrado entreas décadas de 60 e 80. Revista Sociedade & Natureza. V. 2 N.2, 2001. Instituto deGeografia.Universidade Federal de Uberlândia.STEINMETZ, S, REYNIERS FN, FOREST F. 1985. Evaluation of the climatic riskon upland rice in Brazil. In: Colloque “Resistance a la recherches en millieu 56
  • 64. intertropical: quelles recherches pour le moyenterme?” 1984, Dakar. Proceedings.Paris (France): CIRAD. p 43-54.THORNTHWAITE, C.W., MATHER, J.R. The water balance. Ceterton, DrexelInstituto of Technology-Laboratory of Climatology. Ceterton, N.J. 1955. 104p.(Publications in Climatology, v.8, n.1). 57

×