A CENSURA E A REGULAMENTAÇÃO NA PUBLICIDADE<br />Artur Welerson, Bianca Salim, Dione Petterson, Gabriela Barbosa, Gustavo ...
Censura x Regulamentação<br />Censura: Restrição à publicação de informações, pontos de vista ou produções artísticas; com...
A Censura no Brasil<br />Ditadura Militar.<br />Todo tipo de informação era avaliada pelos órgãos de controle do governo.<...
O Conar<br />Criado no final da década de 1970.<br />Responsável por combater os abusos da ditadura sobre o setor.<br />Cr...
A MULHER NAPUBLICIDADE<br />
BEBIDASALCOÓLICAS<br />
Como é feita a regulamentação?<br /><ul><li>Todo anúncio, qualquer que seja o meio empregado para sua veiculação, conterá ...
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Todo anúncio deve ser estruturado de maneira socialmente responsável, sem se afastar da finalidade precípua de difundir ma...
Não terá crianças e adolescentes como público-alvo;
A publicidade não deverá induzir, de qualquer forma, ao consumo exagerado ou irresponsável;
Todo anúncio deve ser estruturado de maneira socialmente responsável, sem se afastar da finalidade precípua de difundir ma...
Integrada ao anúncio, a “cláusula de advertência” não invadirá o conteúdo editorial do Veículo; será comunicada com correç...
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Princípio do consumo com responsabilidade social<br />Nos anúncios de bebidas alcoólicas:<br />• eventuais apelos à sensua...
• não se admitirá que sejam elas recomendadas em razão do teor alcoólico ou de seus efeitos sobre os sentidos;<br />• não ...
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Vídeo “Kaiser - Balé”<br />
Princípio da proteção a crianças e adolescentes<br />Não terá crianças e adolescentes como público-alvo. Diante deste prin...
• o planejamento de mídia levará em consideração este princípio, devendo, portanto, refletir as restrições e os cuidados t...
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Restrição de publicidade só em 2011<br />Lei n. 9.294, de 1996.<br /><ul><li> Bebida alcoólica é somente aquela com mais d...
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Estudos e Pesquisas<br />14% dos jovens que bebem começaram a ingerir álcool com menos de 17 anos;<br />Jovens de 10 a 17 ...
Alguns fatores influenciadores<br />• Agressiva utilização da sexualidade nas propagandas;<br />• Jovens como alvos das pr...
Vídeos “Ronaldo Brahmeiro”<br />
Segundo Dalton Pastore, presidente da Abap:<br />&quot;sem a publicidade, não se lançam novas marcas, acaba a concorrência...
Vídeo “Abap”<br />Contra a restrição de propagandas de cervejas <br />
O VILÃO MAIS FAMOSO:O CIGARRO<br />
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O que está acontecendo?<br />As crianças têm apresentado um amadurecimento precoce, causado por influências externas. Não ...
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Interdisciplinar - Censura e Regulamentação na Publicidade

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Trabalho interdisciplinar das disciplinas História da Comunicação (Prof. Écio Marques), Filosofia (Prof. Luiz Henrique Vieira Magalhães e Maurílio Santiago) e Comunicação e Sociedade (Prof. Rodney Souza Pereira).

Alunos: Artur Welerson, Bianca Salim, Dione Petterson, Gabriela Barbosa, Gustavo Souza, Pedro Godoy, Pedro Terra, Ramon de Lima.

1º Período de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Newton Paiva, de Belo Horizonte, Minas Gerais.

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Interdisciplinar - Censura e Regulamentação na Publicidade

  1. 1. A CENSURA E A REGULAMENTAÇÃO NA PUBLICIDADE<br />Artur Welerson, Bianca Salim, Dione Petterson, Gabriela Barbosa, Gustavo Souza, Pedro Godoy, Pedro Terra, Ramon de Lima.<br />
  2. 2. Censura x Regulamentação<br />Censura: Restrição à publicação de informações, pontos de vista ou produções artísticas; com base em critérios de caráter moral ou político para decidir sobre a conveniência de serem ou não liberados para apresentação ou exibição ao público geral. Característica de governos totalitários.<br />Regulamentação: Conjunto de medidas legais ou regulamentais que regem um assunto, uma instituição ou um instituto. Uma instrução que prescreve o que deve ser feito.<br />
  3. 3. A Censura no Brasil<br />Ditadura Militar.<br />Todo tipo de informação era avaliada pelos órgãos de controle do governo.<br />No Estado Novo, em 1939, foi criado o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP).<br />Além do controle, o DIP exaltava os valores do regime e disseminava o sentimento nacionalista.<br />Possuía ainda a poder de encerrar as atividades de empresas de comunicação que pudessem ferir os princípios do governo.<br />O que sobrou: “A Hora Do Brasil”<br />
  4. 4. O Conar<br />Criado no final da década de 1970.<br />Responsável por combater os abusos da ditadura sobre o setor.<br />Criou as normas da área, zelando pela liberdade de expressão de livre concorrência, além de mostrar ao governo que a profissão tinha a capacidade de se autorregulamentar.<br />De acordo com o site do Conar –www.conar.org.br– sua missão é impedir que a publicidade enganosa ou abusiva, cause constrangimento ao consumidor ou a empresas.<br />Atende denúncias de consumidores, autoridades, associados ou formuladas pelos integrantes da própria diretoria.<br />É uma instituição privada criada por publicitários.<br />
  5. 5. A MULHER NAPUBLICIDADE<br />
  6. 6. BEBIDASALCOÓLICAS<br />
  7. 7. Como é feita a regulamentação?<br /><ul><li>Todo anúncio, qualquer que seja o meio empregado para sua veiculação, conterá “cláusula de advertência”;
  8. 8.
  9. 9. Todo anúncio deve ser estruturado de maneira socialmente responsável, sem se afastar da finalidade precípua de difundir marca e características;
  10. 10. Não terá crianças e adolescentes como público-alvo;
  11. 11. A publicidade não deverá induzir, de qualquer forma, ao consumo exagerado ou irresponsável;
  12. 12. Todo anúncio deve ser estruturado de maneira socialmente responsável, sem se afastar da finalidade precípua de difundir marca e características.</li></li></ul><li>Cláusulas de advertência<br />“BEBA COM MODERAÇÃO”<br />“A VENDA E O CONSUMO DE BEBIDA ALCOÓLICA SÃO PROIBIDOS PARA MENORES”<br />“ESTE PRODUTO É DESTINADO A ADULTOS”<br />“EVITE O CONSUMO EXCESSIVO DE ÁLCOOL”<br />“NÃO EXAGERE NO CONSUMO”<br />“QUEM BEBE MENOS, SE DIVERTE MAIS”<br />“SE FOR DIRIGIR NÃO BEBA”<br />“SERVIR BEBIDA ALCOÓLICA A MENOR DE 18 É CRIME”<br />Obs.: As frases acima não excluem outras, que atendam à finalidade e sejam capazes de refletir a responsabilidade social da publicidade.<br />
  13. 13. Integrada ao anúncio, a “cláusula de advertência” não invadirá o conteúdo editorial do Veículo; será comunicada com correção, de maneira ostensiva e enunciada de forma legível e destacada.<br />Veículos de circulação<br />Rádio<br />- Deverá ser inserida como encerramento da mensagem publicitária;<br />TV<br /><ul><li> Deverá ser inserida em áudio e vídeo como encerramento da mensagem publicitária (também em cinema, tv por assinatura, teatros, casa de espetáculos e congêneres);</li></ul>Jornais, Revistas, painéis e cartazes e nas peças publicitárias pela internet<br />- Deverá ser escrita na forma adotada em resolução;<br />
  14. 14. Vídeos veiculados na internet e na telefonia<br />- Deverá observar as mesmas prescrições adotadas para o meio TV;<br />Nas embalagens e nos rótulos<br /><ul><li> Deverá reiterar que a venda e o consumo do produto são indicados apenas para maiores de 18 anos.</li></ul>Exceções<br />Estarão desobrigados da inserção de “cláusula de advertência” os formatos abaixo especificados que não contiverem apelo de consumo do produto:<br />a. a publicidade estática em estádios, sambódromos, ginásios e outras arenas desportivas, desde que apenas identifique o produto, sua marca ou slogan;b. a simples expressão da marca, seu slogan ou a exposição do produto que se utiliza de veículos de competição como suporte;c. as “chamadas” para programação patrocinada em rádio e TV, inclusive por assinatura, bem como as caracterizações de patrocínio desses programas;d. os textos-foguete, vinhetas de passagem e assemelhados.<br />
  15. 15. Princípio do consumo com responsabilidade social<br />Nos anúncios de bebidas alcoólicas:<br />• eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem;<br />• não conterão cena, ilustração, áudio ou vídeo que apresente ou sugira a ingestão do produto;<br />• não serão utilizadas imagens, linguagem ou argumentos que sugiram ser o consumo do produto sinal de maturidade ou que ele contribua para maior coragem pessoal, êxito profissional ou social, ou que proporcione ao consumidor maior poder de sedução;<br />• não serão empregados argumentos ou apresentadas situações que tornem o consumo do produto um desafio nem tampouco desvalorizem aqueles que não bebam;<br />
  16. 16. • não se admitirá que sejam elas recomendadas em razão do teor alcoólico ou de seus efeitos sobre os sentidos;<br />• não se associará positivamente o consumo do produto à condução de veículos;<br />• não se encorajará o consumo em situações impróprias, ilegais, perigosas ou socialmente condenáveis;<br />• não se associará o consumo do produto ao desempenho de qualquer atividade profissional;<br />• não se associará o produto a situação que sugira agressividade, uso de armas e alteração de equilíbrio emocional;<br />• não se utilizará uniforme de esporte olímpico como suporte à divulgação da marca.<br />
  17. 17. Decisões e Casos<br />“Kaiser – Balé”<br />Autor: Conar, a partir de queixa do consumidorAnunciante e agência: Kaiser e Fischer América Decisão: Arquivamento<br />Fundamento: Artigos 1º, 3º, 6º, 19 e 50, letra “b” do Código e seu Anexo “P”<br />Consumidora enviou e-mail ao Conar, questionando sensualidade em anúncio de TV da Kaiser, onde aparecem várias dançarinas apresentando cenas de balé clássico usando trajes curtos.<br />Em defesa conjunta, anunciante e agência afirmaram que o filme se integra à campanha da Kaiser, sendo ao mesmo tempo leve e bem-humorado, atributos considerados indispensáveis nos anúncios de cerveja, e que o balé é um ícone feminino, sem apelo sensual. Considerou ainda que as dançarinas aparecem em cenas rápidas e distantes, sem o uso de trajes provocantes, não se constituindo o principal objeto da mensagem. Por isso, propôs o arquivamento da recurso, voto aceito por maioria.<br />
  18. 18. Vídeo “Kaiser - Balé”<br />
  19. 19. Princípio da proteção a crianças e adolescentes<br />Não terá crianças e adolescentes como público-alvo. Diante deste princípio, os Anunciantes e suas Agências adotarão cuidados especiais na elaboração de suas estratégias mercadológicas e na estruturação de suas mensagens publicitárias. Assim:<br />• crianças e adolescentes não figurarão, de qualquer forma, em anúncios; qualquer pessoa que neles apareça deverá ser e parecer maior de 25 anos de idade;<br />• o conteúdo dos anúncios deixará claro tratar-se de produto de consumo impróprio para menores; <br />• não empregará linguagem, expressões, recursos gráficos e audiovisuais reconhecidamente pertencentes ao universo infanto-juvenil, tais como animais “humanizados”, bonecos ou animações que possam despertar a curiosidade ou a atenção de menores;<br />
  20. 20. • o planejamento de mídia levará em consideração este princípio, devendo, portanto, refletir as restrições e os cuidados técnica e eticamente adequados. Assim, o anúncio somente será inserido em programação, publicação ou website dirigidos predominantemente a maiores de idade. Diante de eventual dificuldade para aferição do público predominante, adotar-se-á programação que melhor atenda ao propósito de proteger crianças e adolescentes;<br />
  21. 21. Vídeos “Brahma”<br />Brahma - Tartaruga Driblando <br />Brahma - Tartaruga e Mulheres<br />Brahma - Torcedor Apaixonado <br />
  22. 22. Restrição de publicidade só em 2011<br />Lei n. 9.294, de 1996.<br /><ul><li> Bebida alcoólica é somente aquela com mais de 13 GL (Gay-Lussac), ou seja, exclui cervejas e vinhos;
  23. 23. Campanhas de publicidade de bebidas alcoólicas em mídia entre às 21:00 e 6:00 horas.</li></ul>Projeto de Lei 2733/2008, que pretende alterar a Lei nº 9.294<br />- Passará a considerar &apos;bebida alcoólica&apos; todo líquido com teor alcoólico a partir de meio grau Gay-Lussac. Assim, cervejas, bebidas &apos;ice&apos; e vinhos entram no mesmo patamar de bebidas destiladas, e só poderão ter campanhas de publicidade em mídia entre às 21:00 e 6:00 horas, além de ser também vedada a publicidade em estádios de futebol e ginásios de esportes.<br />- Nova Lei entra em vigor somente em 2011, de modo a aumentar o prazo de adaptação dos veículos de comunicação, agências de publicidade e anunciantes.<br />
  24. 24. Estudos e Pesquisas<br />14% dos jovens que bebem começaram a ingerir álcool com menos de 17 anos;<br />Jovens de 10 a 17 anos<br />“Gostar da propaganda e assistir propagandas com maior freqüência associou-se com a expectativa de beber mais no futuro”;<br />Jovens de 10 a 13 anos<br />“Sentiram que as propagandas de álcool os encorajavam a beber”. <br />Fonte: www.propagandasembebida.org.br/artigos<br />
  25. 25. Alguns fatores influenciadores<br />• Agressiva utilização da sexualidade nas propagandas;<br />• Jovens como alvos das propagandas, com temas evidentemente voltados a eles (ex: desenhos animados, festas rave, etc.);<br />• Produtos voltados a essa faixa etária (os produtos “ice”, destilados misturados com refrigerantes ou sucos);<br />• Patrocínio oferecido a festas exclusivamente desse público-alvo (ex.: Skol Bits);<br />• Utilização do Brasil e de símbolos nacionais para a venda de álcool (ex.: Ronaldo Brahmeiro).<br />
  26. 26. Vídeos “Ronaldo Brahmeiro”<br />
  27. 27. Segundo Dalton Pastore, presidente da Abap:<br />&quot;sem a publicidade, não se lançam novas marcas, acaba a concorrência de preços e a necessidade de se desenvolver novos e melhores produtos&quot;.<br />&quot;Podemos, ao lado do Conar, alterar as regras sempre que for necessário. O importante é que a publicidade seja uma ferramenta a serviço do marketing das empresas e também seja uma ferramenta que esteja à disposição do consumidor“.<br />&quot;Quem tem feito mais pela educação do consumo de bebida alcoólica do que a publicidade? Na verdade, queremos que os órgãos competentes, o legislativo, outros setores sociais, venham pro debate - como é que podemos ajudar? É de um cinismo muito grande querer apenas proibir&quot;.<br />Restringir a propaganda de álcool é uma estratégia importante?<br />
  28. 28. Vídeo “Abap”<br />Contra a restrição de propagandas de cervejas <br />
  29. 29. O VILÃO MAIS FAMOSO:O CIGARRO<br />
  30. 30. PUBLICIDADEINFANTIL<br />
  31. 31. Questões Iniciais<br />A mídia tem influência sobre o comportamento do público infantil?<br />Querer vender um produto para uma criança é justo?<br />Será que a criança realmente sabe o que quer?<br />Por que elas sentem tanta necessidade de consumir um produto que, de fato, não terá utilidade daqui alguns dias?<br />
  32. 32. Quando o assunto é “Educação e Mídia”, o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos da Secretaria de Educação em Direitos Humanos, diz que:<br />A publicidade vai acabar com a infância? Não, mas tem importante influência no comportamento de qualquer indivíduo que vive em nosso grupo de consumo. Então é preciso ter responsabilidade.<br />“A contemporaneidade é caracterizada pela sociedade do conhecimento e da comunicação, tornando a mídia um instrumento indispensável para o processo educativo. Por meio da mídia são difundidos conteúdos éticos e valores solidários, que contribuem para processos pedagógicos libertadores, complementando a educação formal e não-formal”.<br />
  33. 33. O que está acontecendo?<br />As crianças têm apresentado um amadurecimento precoce, causado por influências externas. Não é nada genético e nem um tipo de seleção natural.<br />É mais fácil convencer uma criança a um adulto.<br />Enquanto os pais conversam com os filhos apenas nos finais de semana, depois que chegam do serviço ou na hora do almoço, a publicidade está “falando” com essas crianças todos os dias, por meio da televisão.<br />Criança precoce = Consumidor = $$$<br />A criança brasileira é a que mais assiste TV no mundo.Média de 4 horas 51 minutos e 19 segundos.Fonte: IBGE<br />
  34. 34. As crianças se espelham nos comerciais assistidos. <br />Exemplo: Boneca Barbie.Aspecto maternal dá lugar a uma “projeção”.<br />
  35. 35. O conteúdo comunicacional para crianças de até 7 anos de idade não é racional, e sim emotivo. Logo os desejos de consumo não são reais.<br />Não é apenas a TV que influência as crianças.<br />Os grupos de amizades têm papel fundamental. <br />Competição do “TER E NÃO TER”.<br />A publicidade promete mais do que alegria da posse. Ela promete a alegria da inscrição na sociedade.<br />Muitas vezes, o grupo social no qual ela está inserida, não permite que acompanhe a obtenção de valores que são lhe passados como necessários.<br />
  36. 36. Além do consumismo infantil, as publicidades não têm sido saudáveis para as crianças.<br />Descaracterizado como caso jurídico ou moral, para ser tratado como um problema de saúde para as crianças brasileiras.<br />80% da publicidade de alimentos dirigidas às crianças são de alimentos calóricos, com alto teor de açúcar e gordura e pobres em nutrientes.<br />30% da população infantil brasileira já está com sobrepeso e 15% obesa. <br />Fonte: Anvisa (2006)<br />
  37. 37. Documentário “Criança – A Alma do Negócio”:00:33:58 – 00:35:05 00:35:38 – 00:35:48<br />
  38. 38. Outro problema é a erotização de conteúdos que não deveriam ser expostos de tal maneira.<br />Importante:As emissoras de TV também expõem assuntos relacionados à sexualidade de maneira irresponsável.<br />O número de jovens que têm a primeira relação sexual aos 15 anos aumentou de 11% para 32%.<br />Fonte: Jornal O Globo<br />
  39. 39. Documentário “Criança – A Alma do Negócio”:00:30:44 – 00:31:06 00:31:22 – 00:32:57<br />
  40. 40.
  41. 41.
  42. 42.
  43. 43. A regulamentação desse tipo de publicidade é um tema discutido com seriedade em vários países, seja proibindo qualquer tipo de mensagem publicitária, seja restringindo em demasiado o espaço.<br />A regulamentação da publicidade infantil no Brasil, é um tema de debate atual. <br />O debate diz respeito a necessidade de garantir a proteção dos direitos humanos das crianças frente a lógica do consumo dominante em nossa sociedade. <br />Várias campanhas já foram suspensas pelo Conar, pois há em seu Código (Seção 11 do Capítulo II), os Princípios Gerais para lidar com Crianças e Jovens.<br />
  44. 44. Filme publicitário “Children see. Children do.”<br />

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