Do livro impresso ao e book
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    Do livro impresso ao e book Do livro impresso ao e book Document Transcript

    • 1 CHRISTINE DANTAS BENÍCIO DO LIVRO IMPRESSO AO E-BOOK:o paradigma do suporte na Biblioteca Eletrônica JOÃO PESSOA – PB 2003
    • 2 CHRISTINE DANTAS BENÍCIO DO LIVRO IMPRESSO AO E-BOOK:o paradigma do suporte na Biblioteca Eletrônica Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba do Centro de Ciências Sociais Aplicadas, em cumprimento às exigências para obtenção do grau de Bacharel. Orientadora: Profª Ms. Alzira Karla Araújo da Silva João Pessoa - PB 2003
    • 3 CHRISTINE DANTAS BENÍCIO DO LIVRO IMPRESSO AO E-BOOK:o paradigma do suporte na Biblioteca Eletrônica Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba do Centro de Ciências Sociais Aplicadas, em cumprimento às exigências para obtenção do grau de Bacharel.Aprovado em: 15/10/2003. BANCA EXAMINADORA ____________________________________________ Profª. Alzira Karla Araújo da Silva Ms. em Ciência da Informação, UFPB Orientadora ____________________________________________ Profª. Marynice de Medeiros Matos Autran Ms. em Biblioteconomia e Documentação, UFPB Examinadora ___________________________________________ Profª. Edna Gomes Pinheiro Ms. Em Biblioteconomia e Documentação, UFPB Examinadora
    • 4Aos meus pais, que meensinaram a perseguir meusideais com dedicação ecoragem. Dedico.
    • 5 AGRADECIMENTOSAgradeço a Deus pelo dom da vida, pela sua infinita misericórdia, peloseu amor, por dar-me serenidade para aceitar minhas limitações, forçapara vencer os obstáculos, garra para lutar pelos meus ideais ebrandura para compreender a sua vontade.Aos meus pais pela vida, pelo amor, dedicação e pelos ensinamentosque foram fundamentais para minha formação.Ao meu noivo Renato Lima, pelo seu apoio e companheirismo, junto asminhas dificuldades em chegar a esta etapa final da graduação, estandosempre ao meu lado nas horas em que mais precisava.A minha orientadora Alzira Karla Araújo da Silva que acreditou naminha capacidade de realizar este trabalho, orientando-me de maneirasábia, carinhosa e atenciosa. Muito obrigada pela confiança depositadaem minha pessoa.A Ana Úrsula, bibliotecária responsável pela Biblioteca da FACENE, porme acolher de forma amigável para a realização do estágiosupervisionado, proporcionando um maior entendimento eengrandecimento frente aos serviços bibliotecários, que servirá desubsídio na minha vida profissional.Aos funcionários do Tribunal de Contas da União, em especial AnaBeatriz, Ismênia, Magaly, Goretti, Severino (Biu), Luiz (Lula) e Queiroz,pela confiança depositada, por acreditarem na minha competênciadurante o estágio na área de arquivo e pelos constantes incentivos naluta pela estabilidade profissional.
    • 6Aos funcionários da Biblioteca Central e Setorial, em especial a Oneide(Serviço de Referência), Rosa (Divisão de Processos Técnicos), ElianeBezerra Paiva (Seção de Periódicos) e Tony, pela disponibilidade eatenção.Aos funcionários do Departamento, em especial Sr. Pedro e aLourdinha.A todos os professores que fazem o Departamento de Biblioteconomia,por me ajudarem a cumprir cada etapa proposta, com críticas econtribuições acadêmicas, em especial a Roza Zuleide, ElianyAlvarenga, Alzira Karla, Francisca Arruda Ramalho, Marynice deMedeiros, Mirian de Albuquerque Aquino, Denise Cavalcanti, EdnaGomes Pinheiro, Eliane Bezerra Paiva, Maria Elizabeth e BernardinaFreire.Aos amigos da graduação pela solidariedade e apoio, especialmentepara Cybelle, Ana Roberta, Cristiane Maria, Cléa e Fernanda.A Cristiane Kelly Fernandes, ex-aluna do curso de Biblioteconomia, peloapoio e incentivo na escolha do curso.A todos aqueles que, de uma forma direta ou indireta, contribuírampara que concluíssemos esse trabalho.
    • 7“Na era da comunicação eletrônicao livro não morrerá, mas sua almase libertará do seu corpo”. (MACLUHAN, 1977)
    • 8 RESUMOO acesso à informação e a tecnologia são alguns privilégios que ahumanidade já conquistou. Por meio delas as pessoas absorvem e re-elaboram conhecimento, podendo transformar suas vidas. Nesteprisma, discute-se sobre as Novas Tecnologias da Informação eComunicação, especificamente no que se refere a discussão geradaacerca da informação impressa e da digital e a sua influência naevolução das bibliotecas eletrônicas. Apresenta a evolução dos suportesde informação, partindo do papiro até o livro eletrônico (e-book).Analisa a questão do novo papel do bibliotecário e o surgimento dabiblioteca eletrônica, decorrente da inclusão das novas tecnologias deinformação. Enfoca a polêmica questão do livro impresso versus odigital. A metodologia caracteriza-se por uma pesquisa qualitativa, queutiliza como instrumento de coleta a observação e o questionário. Ocampo de pesquisa definido após análise exploratória e atendendo aoscritérios estabelecidos envolve um ambiente eletrônico, composto pelossites ebookcult, hotbook e parnanet. A coleta de dados realizada nosmeses de Junho e Julho de 2003 consiste na análise de bibliotecaseletrônicas e na recuperação dos e-books mais significativos de cadasite na área de literatura brasileira. Os procedimentos permitem afirmarque as bibliotecas estudadas apresentam um crescente número dee-books, organizados por área do conhecimento e disponibilizados aogrande público da Internet; de forma que acredita-se que o bibliotecárioprecisa interagir com a realidade virtual-polimídia. Como resultadoprático, temos a formação de um catálogo de e-books especializado naárea de literatura, disponibilizando um instrumento de pesquisa quepermite que outras bibliotecas eletrônicas compartilhem seus acervosdigitais, aumentando e facilitando o acesso/uso da informação digitalpor bibliotecários e usuários. Assim, concluí-se que, a exemplo dosdemais veículos de expressão da cultura, a informação impressa e adigital devem conviver harmoniosamente como opções diferentes ecomplementares na aquisição de informação e conhecimento,caracterizando assim uma biblioteca híbrida; terminologia maisadequada para conceituar a fase de transição pela qual as bibliotecastradicionais vêm passando.Palavras-chaves: Livro impresso; Livro eletrônico; Biblioteca eletrônica; Bibliotecário; Novas tecnologias de Informação e Comunicação.
    • 9 ABSTRACTThe access to the information and the technology is some privilegesthat the humanity already conquered. Through them the people absorband they reverse-elaborate knowledge and with that they can transformtheir lives. In this prism, it is discussed about the New Technologies ofthe Information and Communication, specifically in what refers herinfluence in the evolution of the electronic libraries, in the digitalinformation and in the discussion generated concerning the printedpaper and of the virtual. Presents the evolution of the supports ofinformation, leaving from the papyrus to the electronic book (e-book).It analyzes the subject of the librarians new paper and the appearanceof the electronic library, due to the inclusion of the new technologies ofinformation. Focuses the controversy subject of the information printedversus the digital. The methodology is characterized by a qualitativeresearch, that it uses as collection instrument the observation and thequestionnaire. The research field defined after exploratory analysis andassisting to the established criteria involves an electronic atmosphere,composed by the sites ebookcult, hotbook and parnanet. The collectionof data accomplished in the months of June and July of 2003 consists ofthe analysis of electronic libraries and in the recovery of the e-booksmore significant of each site in the area of Brazilian literature. Theprocedures allow to affirm that the studied libraries present a crescentnumber of e-books, organized for area of the knowledge and madeavailable the great public of the Internet; so that it is believed that thelibrarian needs to interact with the reality virtual-polimídia. As practicalresult, we have the formation of a specialized catalog in the literaturearea, making available a research instrument that allows otherelectronic libraries to share their digital collections, increasing andfacilitating the access/use of the digital information for librarians andusers. Like this, I was ended that, to example of the other vehicles ofexpression of the culture, the information printed and the digital shouldlive together harmoniously as different and complemental options in theacquisition of information and knowledge, characterizing like this ahybrid library; more appropriate terminology to consider the transitionperiod for the which the traditional libraries are passing.word-keys: Book printed; Electronic book; Electronic library; Librarian; New technologies of Information and Communication.
    • 10 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURASBD - Biblioteca DigitalBE - Biblioteca EletrônicaBE’s - Bibliotecas EletrônicasBH - Biblioteca HíbridaBV - Biblioteca VirtualCRT - Tubos de Raios CatódicosHTML - Hypertext Markup LanguagemJUL. - JulhoJUN. - JunhoLCD - Liquid Crystal DisplayLIT – LiteraturaMS READER - Microsoft ReaderNTI - Novas Tecnologias da InformaçãoNTIC’s - Novas Tecnologias de Informação e ComunicaçãoONGs - Organizações Não-GovernamentaisOPF - Open eBook Package FileOSCIP’s - Organização da Sociedade Civil de Interesse PúblicoPDF - Portable Document FormatRB - Rocket eBookSI - Sociedade da InformaçãoUFPB - Universidade Federal da ParaíbaURL - Uniform Resource LocatorWWW - World Wide Web
    • 11XHTML - Extensible HyperText Markup LanguageXML - Extensible Markup Language
    • 12 LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 - Biblioteca digital pessoal no Acrobat eBook Reader ... 51Figura 2 - Biblioteca digital pessoal no MS Reader ................... 52Figura 3 - eRocket .............................................................. 54Figura 4 - Site EbookCult ..................................................... 76Figura 5 - Site Parnanet ....................................................... 79Figura 6 - Site Hotbook ........................................................ 81Quadro 1 - Principais características da biblioteca virtual ............ 41Quadro 2 - Características da biblioteca tradicional e da biblioteca eletrônica ............................................................ 42Quadro 3 - Livro eletrônico – grupos de estudo em andamento ... 46Quadro 4 - Dispositivos portáteis mais significativos .................. 55Quadro 5 - Catálogo geral de e-books existentes nas bibliotecas eletrônicas pesquisadas ......................................... 92Quadro 6 - Sub-áreas de literatura que formam o catálogo especializado com e-books existentes nas BE’s pesquisadas ......................................................... 94
    • 13 SUMÁRIORESUMOABSTRACTLISTA DE SIGLAS E ABREVIATURASLISTA DE ILUSTRAÇÕES1 INTRODUÇÃO ............................................................. 142 OBJETIVOS ................................................................. 202.1 OBJETIVO GERAL .......................................................... 202.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................... 203 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ....................................... 213.1 DO PAPIRO AO E-BOOK: A EVOLUÇÃO DOS SUPORTES DE INFORMAÇÃO ............................................................... 213.1.1 O papiro e o pergaminho ................................................ 233.1.2 O papel, a imprensa e o livro .......................................... 283.1.3 A Internet e o sistema de informação eletrônico ................ 313.1.4 A informação digital e o e-book ....................................... 443.2 BIBLIOTECA ELETRÔNICA E BIBLIOTECÁRIO: NOVAS NECESSIDADES E PAPÉIS NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 583.3 INFORMAÇÃO IMPRESSA X INFORMAÇÃO DIGITAL: REALIDADES ANTAGÔNICAS OU SINCRÔNICAS?................ 614 METODOLOGIA DE PESQUISA ..................................... 714.1 ABORDAGEM QUALITATIVA ............................................ 714.2 CORPUS PESQUISADO ................................................... 724.3 COLETA DE DADOS ....................................................... 835 ANÁLISE DOS DADOS E RESULTADOS ......................... 865.1 BIBLIOTECAS ELETRÔNICAS: ESTRUTURAS E IDEOLOGIAS 865.2 E-BOOK: A FORMAÇÃO DO CATÁLOGO DE LITERATURA BRASILEIRA ............................................... 916 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................... 128 REFERÊNCIAS ............................................................. 133 APÊNDICE .................................................................. 139
    • 141 INTRODUÇÃO Como aluna concluinte do Curso de Biblioteconomia daUniversidade Federal da Paraíba - UFPB, período 2003.1, temos aincumbência de desenvolver uma monografia para obtenção do título deBacharel. Sendo assim, resolvemos efetuar um trabalho de pesquisasobre um tema bastante discutido, atualmente, em nosso meioacadêmico, AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO ECOMUNICAÇÃO (NTIC’s), especificamente no que se refere a discussãogerada acerca da informação impressa e da digital e sua influência naevolução das BIBLIOTECAS ELETRÔNICAS. O interesse por essa temática surgiu no curso deBiblioteconomia/UFPB, a partir das discussões nas disciplinas Históriados Livros e das Bibliotecas, Disseminação da Informação I e II, quandoos primeiros questionamentos acerca do tema nos fez perceber anecessidade de pesquisas que abordassem essa questão. Dessa forma,esperamos contribuir para a literatura da área e oferecer subsídios parafuturos projetos que poderão aprofundar este estudo. A nossa proposta é discutir o paradigma do suporte nasbibliotecas eletrônicas e de seu acervo formado por informação digital,em especial os e-books, percebendo o papel do bibliotecário comofacilitador ao acesso a esse novo suporte informacional, assim como a
    • 15influência das novas tecnologias no contexto da sociedade dainformação. Em outras palavras, fazemos uma reflexão teórica e práticaacerca das mudanças ocorridas na Sociedade da Informação emdecorrência das Novas Tecnologias no que se refere ao acesso àinformação através das bibliotecas na Internet. Nossas discussões circulam o contexto dessa sociedadeinformacional e tecnológica na qual percebemos que a utilizaçãocrescente das novas tecnologias pelos serviços de informação indicauma tendência de transformar o profissional bibliotecário em um agenteou gerente de informação, atuando como um profissional moderno,receptivo e disposto a aplicar os seus conhecimentos de forma crítica eobjetiva. Este profissional deve estar atento aos novos papéis que estãosendo exigidos na Sociedade da Informação, levando a umreposicionamento de atitudes e atividades referentes à questão daorganização, acesso, uso e disseminação da informação desenvolvidosem prol dos usuários, relacionados a sistemas de informação tradicionale/ou virtual. Nesse contexto de mudanças, em que surgem as NTIC’s e háuma aceleração de seu crescimento na sociedade, surgem as BibliotecasVirtuais (BV), as Bibliotecas Digitais (BD), as Bibliotecas Eletrônicas(BE) e as Bibliotecas Híbridas (BH), das quais destacamos o papel deconstituir-se um novo veículo que possibilita o acesso a informaçõesdigitais. As mesmas disponibilizam uma vasta quantidade de
    • 16informações, através da Internet, podendo ser consultada de formagratuita. Dentre as denominações citadas, consideramos o conceito debiblioteca eletrônica por acreditarmos que reúne características dasdemais denominações e por fazer parte de um contexto maior que,atualmente, vem evoluindo para a consolidação das bibliotecas híbridas,agregando o impresso e o virtual. Assim, utilizamos o termo “bibliotecaeletrônica” para se referir ao novo conceito para a armazenagem edisseminação da informação, que utiliza a forma eletrônica,independentemente de sua localização física, geográfica ou temporal.Nessa perspectiva conceitual, o processo de organização da informaçãona biblioteca eletrônica se dá sob a forma digital, podendo ou nãotransferir para uma cópia em papel, de modo que o documento passa aser uma fonte digitalizada e o papel um estado transitório. Considerando esse panorama e a crescente aplicação dasNTIC’s no contexto das bibliotecas eletrônicas, acreditamos que“é tempo de parar de pensar somente em termos de fontes impressas edisponibilidade dos documentos, mesmo que esses tipos de fontes aindasejam predominantes em nossas coleções” (CUNHA, 1999, p.260).Nesse cenário eletrônico, Cunha (1999) aponta algumas modificaçõesque poderão ocorrer no ambiente bibliotecário e que consideramospontos de reflexão, são elas: a variedade de formatos; a biblioteca
    • 17como conceito abstrato; o pagamento da informação; os esforçoscooperativos e; as novas mídias e equipamentos. Todos estes elementos geram um certo impacto na vida daspessoas, seja como indivíduos ou como profissional da informação, ouainda como usuários ou leitores. É preciso adaptar-se aos novostempos. Nesse estudo, teremos a oportunidade de discutir acercadessas mudanças que emergem através de um novo suporte, o e-book,uma nova forma de disponibilizar e acessar a informação - a digital - eum novo canal de informação - a biblioteca eletrônica. Diante dos paradigmas propostos pela biblioteca eletrônica,defendemos que para a sua construção, é preciso primeiro selecionar asinformações mais pertinentes para que sua formação esteja de acordocom as necessidades dos usuários reais e potenciais. É considerandoesse aspecto que acreditamos estar contribuindo com uma forma de“triagem” entre alguns sites da Internet, no sentido de analisar eidentificar os livros eletrônicos (e-books) constantes em seu acervodigital, formando um catálogo na área de literatura brasileira. Para atender nossas expectativas, o objetivo geral definidonesse estudo é examinar bibliotecas eletrônicas quedisponibilizam e-books gratuitos, identificando a formação deacervos virtuais na área de literatura brasileira.
    • 18 Tendo em vista o objetivo citado, desenvolvemos umapesquisa que figura-se num ambiente virtual, composto por bibliotecaseletrônicas que disponibilizam e-books gratuitos, recuperados atravésdo buscador Google. Dentre eles, o nosso corpus é formado peloebookcult, o hotbook e o parnanet, por atenderem aos critériospreviamente estabelecidos. Para a coleta de dados utilizamos apesquisa exploratória de caráter qualitativo, a observação dos sites e oquestionário enviado por e-mail aos responsáveis pelas BE’s. Esta, foidesenvolvida durante os meses de junho e julho de 2003, tendo comoproduto final a formação de um catálogo especializado na área deliteratura. O estudo está organizado em 6 (seis) capítulos. O capítulo umé a Introdução e no capítulo dois os Objetivos propostos. No capítulotrês apresentamos uma Fundamentação Teórica, discutindo aevolução dos suportes de informação, partindo do papiro, até o livroeletrônico (e-book); o novo papel do bibliotecário e o surgimento dabiblioteca eletrônica, decorrente da inclusão das novas tecnologias deinformação e comunicação e; a polêmica questão da informaçãoimpressa versus a digital. No capítulo quatro consta a Metodologia,descrevendo o tipo de abordagem, o universo pesquisado e a coleta dedados. O capítulo cinco é a Análise dos dados e resultadosalcançados, com destaque para o catálogo de e-books. E por fim, no
    • 19capítulo seis enfatizamos as considerações finais e apresentamos naseqüência as referências que embasaram o estudo.
    • 202 OBJETIVOS2.1 OBJETIVO GERAL Examinar bibliotecas eletrônicas que disponibilizam e-books gratuitos, identificando a formação de acervos virtuais na área de literatura brasileira.2.2 – OBJETIVOS ESPECIFÍCOS Discutir acerca da (r)evolução dos novos suportes informacionais em sua relação com o novo perfil do bibliotecário; Identificar a Biblioteca Eletrônica como uma ferramenta de pesquisa que disponibiliza um canal de disseminação e compartilhamento da informação; Analisar bibliotecas eletrônicas que disponibilizam e-books gratuitos na área de literatura brasileira; Formar um catálogo com os principais e-books brasileiros gratuitos, na área de literatura, existentes nas bibliotecas eletrônicas; Reconhecer que a informação impressa (livro) e a informação digital (e-book) não competem entre si, mas se complementam.
    • 213 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA3.1 DO PAPIRO AO E-BOOK: A EVOLUÇÃO DOS SUPORTES DEINFORMAÇÃO No contexto da Sociedade da Informação - SI, as NovasTecnologias da Informação - NTI surgem devido ao fenômeno daexplosão informacional verificado a partir do início da segunda metadedo século XX, servindo de suporte para a criação das redes decomputadores e das bases de dados on-line, que se difundiram pelomundo a ponto de hoje a Internet estar tão popular quanto a televisãoou o rádio. Assim, concordamos com Amat I Nogueira (1990), quandodefine as NTI como sendo os novos suportes e canais para dar forma,registrar, armazenar, processar e disseminar conteúdos informacionais.Objetiva assim, proporcionar um acesso à informação de forma maisrápida e criativa possível. O Impacto da Internet nessa sociedade é, sem dúvida,inquestionável. Em termos de sistema de informação, a mesma provêacesso imediato a uma grande quantidade de informações científicas,culturais, artísticas, de lazer, em tempo real, de forma direta, abrindopara o usuário possibilidades antes inimagináveis. No entanto, o acessoà rede, no Brasil, está restrito a um número ainda limitado e restrito dasociedade. Em nosso país, existem várias categorias de excluídos: os daterra, da educação, do emprego, da saúde, da moradia, entre outros e
    • 22agora, mesmo com o avanço tecnológico, estamos convivendo com umnovo tipo de exclusão: a digital. Como bem conceitua Silveira (2001, p. 1), em entrevistadivulgada na Internet, a exclusão digital é [...] o não acesso da maior parte da população do mundo hoje às tecnologias de informação, principalmente a comunicação mediada, em rede, que atualmente é feita através de um computador, de uma linha telefônica e de um provedor de acesso. Assim, concebemos a questão da exclusão digital eacreditamos que se a Internet continuar sendo limitada a poucos, elatende a aprofundar ainda mais as diferenças sociais. Outra questão bastante discutida é o fato de que a revoluçãonos processos de transferência de informações e nos novos suportesinformacionais tem proporcionado modificações no perfil dobibliotecário. É preciso mudar a mentalidade de que o bibliotecárioutiliza apenas o livro como instrumento de disseminação da informação.O mesmo lida com a informação, independente do suporte que elaesteja. Ao resgatarmos na história a evolução tecnológica e dossuportes informacionais, verificamos que desde os primeiros tempos ohomem procurou registrar suas impressões sobre o mundo no interiordas cavernas. Na Antigüidade, o homem experimentou vários suportesencontrados na natureza como forma de registro, utilizando para isso
    • 23pedra, materiais inorgânicos e orgânicos à base de tintas vegetais eminerais, como a argila, ossos, conchas, marfim, folhas de palmeiras,bambu, metal, cascas de árvores, madeira, couro, papiro, velino,pergaminho, seda, o papel e mais recentemente, o meio digital. A informação registrada como conhecemos hoje passou pordiversas "transformações" até a sua consolidação como objeto símboloda existência humana, responsável pelo registro da história da nossacivilização através dos milênios. Assim, descrevemos, a seguir, aevolução dos suportes de informação, do papiro ao e-book, buscandoresgatar e compreender essa transformação tecnológica e suaimportância para a humanidade como um veículo que contribui para aera da Sociedade da Informação. Para tanto, nos apoiamos nos estudosde Chartier (1994, 1999), Cunha (1994), Febre e Martim (1992),Garcez e Rados (2002), Lévy (1993), Machado et. al. (1999), Marchiori(1997), Martins (1996), McLuhan (1977), Milanesi (2002), Ueharo(2001), Ventura (2003), Venturi (2002), entre outros.3.1.1 O papiro e o pergaminho O papiro é uma planta-aquática, cujo talo era cortado na parteinterior onde se encontravam as fibras muito resistentes e que, unidasem lâmina, serviam de superfície própria para escrever, transformando-se num primitivo papel. Essa planta era encontrada às margens do Rio
    • 24Nilo, no Egito, e representou para os egípcios o suporte da escritahieroglífica, veículo de transmissão de conhecimento e da sensibilidadedo homem da época. Para tanto, era conservado em rolos de 15 a 18metros e mesmo que um texto não fosse muito longo, pedia váriosrolos. Constituía-se um monopólio do Estado e era obtido através deatividade extrativista baseada em uma única espécie de vegetal. O rolo de papiro denominava-se volumen, de modo que umaobra poderia ser apresentada em vários volumes. Assim como essesuporte determinou a forma de rolo como única maneira de ser usado,exigiu, também, uma pena especial, uma vez que sua superfície nãosuportava outra que não fosse a de junco. O copista, responsável pelo registro nesse suporte, escreviaem retângulos, porque era impossível fazê-lo acompanhando ocomprimento do rolo, de várias dezenas de metros. Esta era a únicamaneira de utilizar o papiro, porque a sua fragilidade não permitiadobrá-lo, dificultando o manuseio e a leitura. Para a leitura, tornava-senecessário uma certa habilidade física do leitor: enrolar umaextremidade e desenrolar a outra. Nas bibliotecas da Roma Antiga, os papiros eram colocadossobre estantes, tendo uma etiqueta para identificar o conteúdo sem quefosse necessário desenrolá-lo. O número de volumes exigia umadeterminada organização, sobre a qual muito pouco se sabe.
    • 25 Uma vasta coleção de rolos de papiro existiu na maisconhecida biblioteca da Antiguidade: a de Alexandria, no Egito. Suafamosa Biblioteca continha praticamente todo o saber da Antiguidadeem cerca de 700.000 rolos de papiro e pergaminho e era freqüentadapelos mais conspícuos sábios, poetas e matemáticos. Sua destruiçãotalvez tenha representado o maior crime contra o saber em toda ahistória da humanidade (VENTURI, 2002). O papiro foi à base de registros que mais se desenvolveu naAntiguidade Clássica. Atravessou séculos, levando a cultura do Egito aoutros povos, oferecendo ao homem a oportunidade de realizar o seumaior desejo: comunicação e diálogo. Permitiu não só a preservação damemória cultural, mas serviu também de testemunho da história dosmateriais usados pelo homem. Foi nesse rústico suporte que osegípcios, gregos e, depois, romanos, registraram as primeiras obrasconsideradas literárias. No papiro ficaram registros fundamentais parase entender o tempo e o espaço, os fatos e a cultura das regiões onde,durante séculos, foram fabricados e cobertos por hieróglifos e outrascategorias de escrita. No entanto, mesmo diante dessa evolução, para a época, eimportância para a cultura de várias civilizações, a produção do papiroera muito limitada, seu custo elevado e seu volume de produção nãoatendia a todas as necessidades de suporte para escrita que existiam naépoca. Como muitas das mudanças nas técnicas e nos processos de
    • 26produção ocorridas ao longo de nossa história, o que gera a alteraçãodo suporte para escrita é o fator econômico e esse fato acarretou namudança para um novo suporte: o pergaminho. Por questões econômicas, os habitantes de Pérgamoimpossibilitados de obter o papiro egípcio, passaram a usar a pelecurtida de alguns animais (a ovelha, o carneiro ou cordeiro) comosuportes da escrita. A pele recebia um tratamento especial deraspagem, banhos de soda e secagem em bastidores, o que lhesconferiam propriedade de boa durabilidade, características para torná-los flexíveis e apropriados para a escrita. O processo para obtenção deste novo suporte – o pergaminho– se difundiu por todo o território europeu. Rapidamente a suaprodução se populariza e durante séculos ele passou a ser o suportemais utilizado para feitura de manuscritos, pois se caracterizava comonão tão delgado, mais flexível como o papiro, porém, menosdependente das cheias e secas do Rio Nilo, ou das necessidadeseconômicas e/ou das alianças comercias com o povo egípcio. O pergaminho, quase sempre produzido nos mosteiros, apesarde caro, por cerca de mil anos foi o material mais utilizado para aescrita. Aos poucos esses livros artesanais foram se impondo, inclusivecomo bens preciosos da realeza. Nos monastérios, onde monges
    • 27calígrafos, principalmente os beneditinos, rezavam, copiavam eilustravam textos, preservavam-se as grandes coleções de códices. O surgimento do pergaminho, por volta do século III a.C.,modificou definitivamente a forma dos livros. Cem anos antes decomeçar a Idade Média ele já substituía o papiro, quase queinteiramente, dando origem ao códex. Esta forma manteve-se até osdias atuais. Explicitando essa mudança de suporte informacional para oregistro da escrita e analisando a sua estrutura, Martins (1996, p. 68),afirma que o pergaminho foi escrito, como o papiro, de um lado só, até que se descobriu ser perfeitamente possível fazê-lo nas duas faces. Enquanto a escrita era realizada apenas no reto, o pergaminho era enrolado, como o papiro, para constituir o volumen. A escrita no reto e no verso vai dar nascimento ao códex, isto é, ao antepassado imediato do livro. Com ele revoluciona-se o aspecto da matéria escrita e o das bibliotecas. A substituição do rolo de papiro, pelo códex de pergaminhoocasionou uma grande mudança, pois ao optar por um material maisbarato e um formato de transporte mais fácil, foi promovida umarevolução na postura do leitor: folheável, e não mais desenrolável, olivro se tornava mais acessível, incentivando a pesquisa e podendo atéser feita anotações em sua estrutura. Assim, o pergaminho foi à ponteentre o papiro e a imprensa, transportando para séculos mais recentesparte do que gregos e romanos produziram no campo do pensamento.
    • 283.1.2 O papel, a imprensa e o livro Depois do papiro e do pergaminho, o papel se fixou como onovo suporte para a escrita e o registro da informação. O preço elevadodo pergaminho, causado pela produção limitada, diante de um mercadoem crescente aumento, se tornou um obstáculo que restringia adivulgação da cultura. Esta, não podia continuar como privilégio dosricos e poderosos, dos mosteiros e das dinastias. Assim, a procura pelopergaminho – que não era atendida pelos produtores – precipitou oaparecimento do papel. Quando a Idade Média vai terminando surge na Europa o papelfabricado de pasta de madeira, trazido pelos árabes para substituir opergaminho e atender às novas necessidades, já que a produção dopergaminho não satisfazia as crescentes exigências das cidadeseuropéias mais importantes. O papel, mais barato que o pergaminho, permitiu a ampliaçãodo uso da escrita deixando a exclusividade monástica e passando a serusado por outras categorias sociais que produziam a sua própria cópiade textos. Em menos de um século o papel era fabricado em todaEuropa, abrindo uma imensa perspectiva para a invenção da Imprensaque, aliada ao O papel, mais barato que o pergaminho, permitiu aampliação do uso da escrita deixando a exclusividade monástica epassando a ser usado por outras categorias sociais que produziam a sua
    • 29própria cópia de textos. Os primeiros livros impressos por meio daxilografia - gravura em madeira - apareceram no século XV. Noentanto, coube ao alemão Johanes Gensfleisch von Guttenberg, ser oprecursor das modernidades técnicas gráficas. A prensa de Gutenbergutilizava tipos móveis metálicos, nos quais eram gravadas as letras, ossinais de pontuação e os números que, ao contrário dos tipos demadeira, podiam ser utilizados inúmeras vezes. A pressão era feita pormeio de uma prensa que foi inspirada na prensa de vinhateiro, utilizadapara espremer uvas. O método de Gutenberg, além de revelar-se muitomais flexível do que a xilogravura, produzia impressos de melhorqualidade, permitia imprimir ambos os lados de uma folha, alcançandouma produção em massa das obras e o barateio do custo, econseqüentemente, aumentando e facilitando o acesso à informação. No entanto, a tipografia – arte para impressão de textos - foidesde o início recusada pela nobreza e pelos indivíduos de grandepoder. Eles achavam que o livro deveria continuar como privilégioapenas das dinastias e da Igreja, pois pressentiam que o mesmo seriamuito perigoso, por permitir uma divulgação maior de idéias, podendoameaçar seus interesses. Na fase do manuscrito o livro não causoupreocupação pelo fato do seu uso ser restrito. Mas diante dapossibilidade de incontrolável divulgação pela impressão em série, olivro começou a preocupar a classe dominante, pois a imprensaprovocou uma grande transformação, propiciando a democratização do
    • 30conhecimento com a impressão em grande escala e conferindo aohomem o seu primeiro grande meio de comunicação. A invenção da imprensa e a utilização do papel geraram umanova situação de acessibilidade: o livro, tornando-o um estímulo aoconhecimento das letras e a geração de novas informações,configurando-se numa tecnologia revolucionária ao viabilizar um maioracesso e disseminação da informação. Em decorrência dessa mudança, o fator ignorância comocondição de domínio foi sendo alterado, assim como a exclusãoinformacional existente em grande escala. O quase monopólio do saberdeixou de ser patrimônio exclusivo dos nobres e religiosos para atingiruma grande população. Assim, na medida em que aumentava o númerode autores também crescia o número de leitores face à maioracessibilidade desse suporte (MILANESI, 2002). Nesse contexto, o livro como fonte de registro e transmissãodo conhecimento adquiriu grande representatividade enquantoelemento de preservação e difusão da cultura, popularizando-a.Determinou novos paradigmas que marcaram a história do pensamentohumano. A circulação de idéias espalhou-se definitivamente, atingindoum grande número de pessoas. O livro impresso foi considerado comoum instrumento de libertação do homem, por favorecer as classesmenos favorecidas o acesso ao conhecimento.
    • 31 A revolução tecnológica causada pela imprensa possibilitouuma ampla difusão de materiais escritos. Essa revolução chega ao livroaprimorando e agilizando a sua produção e disseminação e isso resultounum aumento significativo do número de publicações, tanto dos livroscomo dos periódicos, ocasionando uma “explosão da informação”. Nomesmo sentido, as novas tecnologias da informação e comunicação -NTIC’s possibilitaram novos suportes e novas formas de acesso ainformação, gerando a informação digital, como por exemplo, asbibliotecas virtuais e os livros eletrônicos. Assim, os avançostecnológicos do século XX, favoreceram o surgimento de uma novarevolução na Sociedade da Informação. Segundo Castells (2003, p.1), estamos diante de um novo paradigma tecnológico: a revolução tecnológica da informação, a revolução informacional. A diferença dessa revolução para com as outras é a sua matéria prima: o conhecimento. Venturi (2002, p. 2) afirma que, “se vivemos hoje a Era doConhecimento é porque alçamo-nos em ombros de gigantes dopassado”. Nesse contexto, “a internet representa um poderoso agentede transformação do nosso modus vivendi et operandi”, por representarum grande instrumento de disseminação do conhecimento.3.1.3 A Internet e o sistema de informação eletrônico Nos últimos anos, as NTIC’s tem exercido um papeltransformador na sociedade moderna, contribuindo de forma
    • 32significativa para o desenvolvimento de tecnologias como a informática,que associada às telecomunicações, deu origem a uma das maisrevolucionárias invenções de nossa época, a Internet. A mesma vempermitindo o rompimento de barreiras geográficas e a livre circulaçãode informação e conhecimento. Referindo-se as novas tecnologias da informação, Lévy (1993apud Marcondes 2003, p.62, grifo do autor) as considera como umaferramenta que possibilita a geração de novas aprendizagens, [...] da mesma forma que a invenção da escrita por volta de 3000 a.C. e da imprensa por Gutenberg, no século XV, são tecnologias da inteligência, no sentido de se constituírem em novas ferramentas cognitivas. Na medida que viabilizam novas possibilidades cognitivas, possibilitam um salto qualitativo em nossas possibilidades de raciocínio e apreensão de conhecimento. Nessa perspectiva, destacamos a Internet como um veículoque pode ser enquadrado no conceito de “tecnologia da inteligência” porauxiliar na comunicação, na elaboração de nossos conhecimentos e naestruturação de nosso pensamento (LÉVY, 1993), e também pordisponibilizar ao usuário uma quantidade infinita de informações,oferecendo a liberdade de selecioná-la e usá-la, permitindo a geraçãode novas possibilidades cognitivas. Definimos a Internet como um conjunto de redes decomputadores interligadas que tem em comum um conjunto deprotocolos e serviços, de uma forma que os usuários conectadospossam usufruir de serviços de informação e comunicação de alcance
    • 33mundial. Assim, a compreendemos como um sistema de informaçãoque nos possibilita acesso imediato a uma vasta quantidade deinformações culturais, artísticas, científicas, em tempo real e de formadireta, sem intermediários. É um meio de disseminação de informaçõesque abrange todo o planeta, muito embora não atinja todas as pessoas,devido a diversos fatores sócio-econômicos-culturais. Ao considerarmos a Internet enquanto sistema de informaçãoeletrônico estamos definindo sistema de informação como“o espaço no qual se desenvolvem ações informacionais [...] mediadospor canais informacionais [...] e pela interação entre sujeitos,articulando atitudes participativas, democráticas e criativas” (SILVA,2003, p.19). Dito em outras palavras, por sistema de informação compreendemos um conjunto de unidades, formal ou informal, que objetivam um fim comum, trabalhando a informação (geração, produção, recepção, transmissão) para seu uso e disseminação (SILVA, 2003, p.22). Nesse sistema de informação, a Internet como suporte deinformação é uma ferramenta poderosa, que torna mais rápida e eficaza comunicação entre as pessoas, favorecendo uma maior disseminaçãoda informação e, portanto, geração de conhecimento. A mesma vemproporcionar facilidades que extrapolam o conceito tradicional deinformação (o impresso), disponibilizando novos suportesinformacionais (o eletrônico).
    • 34 Por outro lado, devido à imensa quantidade de informaçõesdisponíveis na Internet, muitas vezes ficamos perdidos sem saber ondelocalizar determinada informação. Para facilitar essa busca, existemsites especializados, em que o usuário digita a palavra ou conjunto depalavras que está procurando e o mesmo recupera as páginas quecontemplem as palavras informadas. No entanto, ainda assim, ficamosimersos em uma diversidade de sites e de informações. Acerca dessanova realidade, Milanesi (2002, p. 51) afirma que não é mais o indivíduo que persegue a informação, mas as informações que soterram o indivíduo quando ele ousa acionar uma ferramenta de busca na internet. A nosso ver, mesmo com a desordem da Internet, nãopodemos negar que os sites de pesquisa têm despontado como um dosprincipais serviços disponibilizados pela Internet, por favorecer o acessoà informação e a disseminação do conhecimento. Como podemos observar, a inserção das NTCI’s vem alterandoo processamento da informação, no que diz respeito ao seuarmazenamento, seleção, recuperação e disseminação. Tudo isso, vemcausando uma grande revolução pois, estas transformações criamnovas necessidades e alteram velhos e sólidos paradigmas. Dentreessas mudanças, destacamos o surgimento de um novo sistema deinformação, que no contexto da Biblioteconomia desponta como umanova realidade de disseminação, acesso e uso da informação em rede.Estamos nos referindo as bibliotecas virtuais, eletrônicas e digitais, que
    • 35reúnem suportes não-convencionais e facilitam a disseminação dainformação em tempo real, de forma que uma mesma informação podeser acessada por vários usuários ao mesmo tempo. Diante desseparadigma, observamos que a convergência dos avanços na computação e nas tecnologias de comunicação tem tido um impacto significativo na maneira como os sistemas de informação estão sendo criados, administrados e utilizados. As bibliotecas, especificamente, estão incorporando novas políticas de desenvolvimento de suas coleções e disponibilizando novos produtos e serviços de informação na Internet (FERREIRA,2003, p.1). Nessa perspectiva, as bibliotecas não tradicionais consistemnuma adaptação das bibliotecas atuais com a aplicação das novastecnologias de mercado, a fim de construir uma biblioteca atuante, emque as informações impressas e digitais convivam juntas para um maiorfortalecimento dos acervos de modo que sejam disponibilizadas paratodos, formando a biblioteca do futuro, que segundo Cunha (1994, p.187), [...] é sem paredes, por possibilitar o acesso à distância a seus catálogos, sem a necessidade de se estar fisicamente nela. É eletrônica, pois seu acervo, catálogos e serviços são desenvolvidos com suporte eletrônico. E é virtual, porque é potencialmente capaz de materializar-se via ferramentas que a moderna tecnologia da informação e de redes coloca à disposição de seus organizadores e usuários. Esses novos sistemas de informação eletrônica sãoclassificados, geralmente em 04 (quatro) categorias: bibliotecaeletrônica, digital, virtual e híbrida, vejamos cada uma delas.
    • 36 A primeira chama-se Biblioteca Eletrônica - BE, queapresenta um sistema cujo processo básico da biblioteca é a eletrônica,ou seja, ampla utilização de máquinas, principalmente,microcomputadores, facilitando como cita Marchiori (1997, p. 123), "naconstrução de índices on-line, na busca de textos completos e narecuperação e armazenagem de registros”. A biblioteca eletrônica sedirecionará para ampliar o uso de computadores na armazenagem,recuperação e disponibilidade da informação, podendo envolver-se emprojetos para a digitalização de livros. A construção dessas bibliotecasfoi acontecendo aos poucos, à medida que a evolução da tecnologiadisponibilizava novas ferramentas que podiam ser utilizadas para estefim. A segunda é a Biblioteca Digital - BD, que se diferencia dasdemais por constituir-se de um acervo estritamente digital (discosmagnéticos e óticos). Dispõe de todos os recursos de uma bibliotecaeletrônica, oferecendo pesquisa e visualização dos documentos (textocompleto, vídeo etc.) tanto local como por meio de redes decomputadores. De acordo com Ferreira (2003, p.2), a maioria dos autores é unânime em afirmar que o que define uma biblioteca como sendo digital é o fato de consistir em várias bibliotecas e não em uma universal e suas tarefas básicas serem as responsáveis por seu caráter transformador.
    • 37 Para Steele (1993, tradução nossa), a biblioteca digital éclaramente o paradigma da "sociedade da informação" e uma respostadas bibliotecas ao fenômeno da explosão informacional. Segundo Marchiori (1997, p. 123), a biblioteca digital difere-se das demais porque a informação que ela contém existe apenas na forma digital, podendo residir em meios diferentes de armazenagem, como as memórias eletrônicas. Desta forma, a biblioteca digital não contém livros na forma convencional e a informação pode ser acessada, em locais específicos e remotamente, por meio de redes de computadores. A grande vantagem da informação digitalizada é que ela pode ser compartilhada instantaneamente e facilmente, com um custo relativamente baixo. A terceira categoria é a Biblioteca Virtual – BV, tambémchamada de biblioteca de realidade virtual ou “ciberteca”. Ela éconceituada como um tipo de biblioteca que, para existir, depende datecnologia da realidade virtual, que criaria o ambiente de uma bibliotecacom salas, estantes etc (MARCHIORI, 1997). A BV é a soma total de informações acessíveis disponíveis emqualquer lugar e, portanto, podendo ser implantada também emqualquer lugar - na biblioteca, nos centros de informação, nos centrosde documentação, no trabalho e em casa. Na verdade, o ponto chavenão é a tecnologia, mas o acesso à informação e o atendimento àsnecessidades do usuário. A quarta categoria de sistema de informação é a BibliotecaHíbrida – BH, que caracteriza-se por agregar diferentes tecnologias,
    • 38apresentando coleções impressas, digitais e acessos via rede eletrônica,refletindo o estado atual das bibliotecas, que hoje não é completamentedigital, nem completamente impressa. Dessa forma, utiliza tecnologiasdisponíveis para unir, em uma só biblioteca, o melhor dos dois mundos(o impresso e o digital). O conceito de biblioteca híbrida tem sidoconsiderado o mais adequado para retratar a fase de transição pelasquais as bibliotecas convencionais vêm passando (GARCEZ; RADOS,2002). Ao buscarmos compreender esses novos sistemas deinformação eletrônica, observamos que o ritmo acelerado da produçãodo conhecimento e as transformações da sociedade exigiram que asbibliotecas implantassem infra-estrutura compatível com a demandacrescente, incorporando novos processos que proporcionassem o acessomais rápido à informação. Houve assim, uma redefinição das formas degerenciamento dos recursos materiais/humanos e também dasatividades a serem desempenhadas. Nesse contexto, a BibliotecaEletrônica, foco da nossa pesquisa, tem se destacado das demais porapresentar características inerentes as virtuais e digitais. Para Marchiori (1997, p. 123), biblioteca eletrônica é o termo que se refere ao sistema no qual os processos básicos da biblioteca são de natureza eletrônica, o que implica ampla utilização de computadores e de suas facilidades na construção de índices on-line, na busca de textos completos e na recuperação e armazenagem de registros.
    • 39 Machado et.al. (1999, p. 217), afirma que “bibliotecaeletrônica é aquela que está totalmente automatizada, disponibilizandoos seus serviços aos usuários de forma on-line”. Complementando,Cunha (1994, p. 187), refere-se à biblioteca eletrônica como “aquelaque o seu acervo, catálogo e serviços são desenvolvidos em suporteeletrônico”. Analisando os diversos termos que nomeiam a bibliotecaeletrônica, Cunha (1999, p.258) enfatiza que a biblioteca digital é também conhecida como biblioteca eletrônica (termo preferido dos britânicos), biblioteca virtual (quando utiliza os recursos da realidade virtual), biblioteca sem paredes e biblioteca conectada a uma rede. Analisando os conceitos de Cunha (1994, 1999), Machado et al(1999) e Marchiori (1997), convencionamos usar o termo “bibliotecaeletrônica” por acreditarmos que reúne características das demaisdenominações, definindo-o como o novo conceito para a armazenageme disseminação da informação, que utiliza a forma eletrônica,independente de sua localização física, geográfica ou temporal. Nessaperspectiva conceitual, o processo de organização da informação nabiblioteca eletrônica se dá sob a forma digital, podendo ou nãotransferir para uma cópia em papel. Nessa biblioteca, o documento éuma fonte digitalizadora e o papel é um estado transitório (CUNHA,1999).
    • 40 A partir desses conceitos, podemos observar que os autoresconcordam que a biblioteca eletrônica caracteriza-se pelo uso docomputador para acessá-la e na disponibilidade de seu acervo na formaeletrônica, podendo co-existir também na forma impressa. Trata-se,pois, de bibliotecas eletrônicas, apesar de serem rotuladasnormalmente de bibliotecas virtuais. Neste sentido, Macedo e Modesto(1999) assinalam que, nas bibliotecas eletrônicas, informação impressae digital coexistem, sendo a mesma uma réplica eletrônica da bibliotecatradicional. Complementamos ainda que a biblioteca eletrônicaproporciona ao usuário um acesso muito mais amplo e ágil àsinformações mundialmente disponíveis. A biblioteca eletrônica possui características especiais, que sãodestacadas por Cunha (1999, p.258) em seu artigo “Desafios naconstrução de uma biblioteca digital”, conforme podemos observar aseguir: a) acesso remoto pelo usuário, por meio de um computador conectado a uma rede; b) utilização simultânea do mesmo documento por duas ou mais pessoas; c) inclusão de produtos e serviços de uma biblioteca ou centro de informação; d) existência de coleções de documentos correntes onde se pode acessar não-somente a referência bibliográfica, mas também o seu texto completo. O percentual de documentos retrospectivos tenderá a aumentar à medida que novos textos forem sendo digitalizados pelos diversos projetos em andamento; e) provisão de acesso em linha a outras fontes externas de informação (bibliotecas, museus, bancos de dados, instituições públicas e privadas); f) utilização de maneira que a biblioteca local não necessite ser proprietária do documento solicitado pelo usuário; g) utilização de diversos suportes de registro da informação tais como texto, som, imagem e números;
    • 41 h) existência de unidade de gerenciamento do conhecimento, que inclui sistema inteligente ou especialista para ajudar na recuperação de informação mais relevante. Para melhor compreensão sobre a biblioteca eletrônica e suascaracterísticas, apresentamos a seguir o QUADRO 1 com ascaracterísticas da biblioteca virtual destacadas por Diniz, Targino eRamalho (2003) que, do nosso ponto de vista, aplicam-se à bibliotecaeletrônica.• Acesso somente através de redes eletrônicas de informação;• Acesso a todo tipo de informação;• Conjunção harmônica entre impressos e eletrônicos – possibilidade de conversão de eletrônico para o impresso;• Ênfase na liberdade intelectual – todos tem direito de publicar suas idéias;• Manutenção de catálogos eletrônicos on-line;• Possibilidade de maior fluxo de comunicação entre bibliotecários e entre as demais categorias profissionais;• Possibilidade ilimitada de navegação via links por diferentes bibliotecas, instituições, textos, etc;• Disseminação mais abrangente de informações;• Utilização simultânea da mesma informação por múltiplos usuários;• Aproveitamento de todas as potencialidades do espaço virtual;• Uso de ferramentas que agilizam a recuperação de informações;• Inexistência de intermediação no processo de acesso à informação;• Acesso Global;• Maximização dos processos de produção e atualização dos estoques de informação;• Aperfeiçoamento no planejamento e gerenciamento dos recursos informacionais.QUADRO 1- Principais Características da Biblioteca VirtualFonte: Diniz citado por Diniz, Targino, Ramalho (2003, p. 11) O QUADRO 1 demonstra de forma clara a utilização deartefatos eletrônicos na armazenagem, recuperação e disponibilizaçãoda informação, acentuando a idéia de uma biblioteca eletrônica. Todas essas mudanças ocorridas no sistema de informação, ouseja, nas bibliotecas, são decorrentes da inclusão das NTIC’s, onde
    • 42vemos as tradicionais unidades de informação passarem por uma novaconfiguração, resultando em um novo modo de tratamento earmazenamento da informação. O QUADRO 2 demonstra de formasucinta essas mudanças, visualizadas acentuadamente nas principaisatividades de uma biblioteca. Atividades Biblioteca Tradicional Biblioteca Eletrônica• Administração de - seleção do material para - seleção do materialcoleções adicionar na biblioteca apropriado para a conversão - arquivamento eletrônica e para adição na - manutenção do acervo biblioteca - encadernação e - controle da versão das preservação bases de dados - manutenção do sistema• Aquisição - solicitação do material - solicitação eletrônica do - acompanhamento da material distribuição - conversão do material - aprovação dos existente para a forma pagamentos eletrônica - administração do copyright - transferência eletrônica de fundos• Catalogação - indexação manual - indexação automática• Empréstimo - reserva - provisão temporária de - circulação cópias (expiração eletrônica) - cobrança - fornecimento de cópias - SDI gratuitas - distribuição automática - troca de material entre bibliotecas conectadas - interface para os serviços tradicionais de bibliotecas• Serviços aos usuários - assistência para - metabiblioteca (diretório localização e recuperação de recursos) do material - ajuda on-line - perfil do usuário - perfis de usuários on-line - cursos para instrução do uso da bibliotecaQUADRO 2 - Características da biblioteca tradicional e da biblioteca eletrônicaFonte: Landoni; Catenazzi (1993) citado por Rosetto (1997, p. 57)
    • 43 Analisando o quadro acima, visualizamos que as novastecnologias foram, paulatinamente, incorporadas às atividades dabiblioteca, provocando mudanças internas e na maneira de proverprodutos e serviços aos usuários. Nos últimos anos, a mudançatecnológica tem sido cada vez maior num espaço temporal cada vezmenor, fazendo com que a realidade das bibliotecas brasileirasnecessitem de uma interação entre o tradicional, o digital, o virtual e oeletrônico. Assim, as mesmas ficarão fortalecidas nesse novo contextoda Sociedade da Informação e do Conhecimento, dispondo informaçõesem todos os campos, em suportes tradicionais e virtuais, onde quer queela esteja, para todas as pessoas, em qualquer local e a qualquertempo. A esse respeito, segundo Milanesi (2002, p. 51), com a Internet, muitas barreiras que se antepunham ao conhecimento ruíram – ainda que se levantassem outras. Ela possibilita, na prática, mesmo com obstáculos a serem superados, o acesso ao conhecimento de forma menos onerosa e mais ampla. Nesse contexto, encontramos inseridas as bibliotecas virtuais,eletrônicas, digitais e híbridas, com sua multiplicidade de acervos emformatos distintos dos tradicionais, entre eles: o formato pdf e html,cada vez mais dominado pelos usuários/internautas, o que nos fazconcordar com Mandel (2003, p.3) ao afirmar que “à medida que ainformação vai se tornando digital, o usuário vai também adquirindodestreza no seu uso e preferência pelo meio”.
    • 443.1.4 A informação digital e o e-book A Sociedade da Informação e o campo da Informática estãoem constante evolução, e é nesse contexto de transformações, dachamada “era da informação automática” (SANTOS, 2003b), que surgeum novo paradigma quanto à forma de registrar e disseminar ainformação: o livro eletrônico (e-book), juntamente com a polêmicasobre o fim do livro. Entre a cultura do manuscrito e a do texto impresso, o livropassou por diversas transformações, mas em toda sua história nada écomparado a revolução dos e-books. O que o diferencia de um livro éque, ao invés de ser impresso, ele é disponibilizado em formato digital,vendido, baixado ou recebido via e-mail. Acreditamos que talvez nãohaja nenhuma ruptura e que talvez tudo isto seja apenas a continuidadenatural que deveria existir na evolução entre o texto manuscrito,impresso até o eletrônico. Porém, não podemos deixar de observar que há algum tempo, o livro vinha sofrendo interferências no modo de ser e de se mostrar ao leitor. Muito de sua mudança física já vinha se configurando com o avanço das tecnologias de impressão e diagramação de páginas. Hoje, vemos o livro mudar de suporte ou mídia, e transformar-se em um novo corpo (SANTOS, 2003b, p. 2). Passamos um século na era Gutenberg com o desenvolvimentoda imprensa e o uso do livro impresso. Hoje, as mudanças com ainfluência da Internet, da World Wide Web – www e das tecnologiasexistentes, permitem o estabelecimento de um novo padrão para a
    • 45apresentação do livro. Chegamos aos e-books, que simplesmente estãotransformando o modo de ler os livros no mundo. É o texto eletrônicodando forma nova às histórias, com imagens, sons e viagens paralelas,fazendo surgir a multimídia, ou seja, uma junção de várias mídias. Isto,segundo Santos (2003b), possibilitou um avanço extraordinário nomundo da comunicação e do entretenimento. O termo e-book (Electronic Book) está sendo utilizado paranomear o livro em formato eletrônico, podendo ser baixado via Internet(por meio de download) e para o aparelho que permite a sua leiturafora do computador, possibilitando uma maneira mais simples decompor e disponibilizar um livro para o leitor. Na tentativa de encontraruma definição para o e-book Landoni (1993 apud Rosetto, 1997)apresenta, resumidamente, em forma de tabela, algumas análisesconceituais advindas de grupos de estudo sobre o livro eletrônico, comopodemos observar no QUADRO 3, a seguir:
    • 46 Tipos de projetos em Critérios usados na elaboração do livro andamento eletrônico1° Grupo de Estudos . meio pelo qual é publicado(Taxonomia de Baker & . funções de performanceCollins) . tipo de informação e serviços oferecidos . livros de referência . livros de textos2° Grupo de Estudos . preservação da estrutura lógica (capítulos, seções,(Projetos: Dynatext e etc.) e física do livroSuperbook) . fornecimento de texto completo indexado, linkados e navegação por tabelas de conteúdo3° Grupo de Estudos . utilização dos aspectos físicos e lógicos do livro(Projetos: Benet & Duric; . apresentação de vários livros, como estivessem emBurril & Ogden - "VORTEXT") estantes de biblioteca (biblioteca eletrônica) . exemplos oriundos dessas pesquisas são Grolier Encyclopedia, Comptons Multimedia Enc. etc.4° Grupo de Estudos . utilização dos aspectos citados no 3° Grupo(Projetos: Landoni & . propiciar a consulta ao livro, da mesma forma doCatenazzi) impresso . desenvolver dois tipos de livros eletrônicos: . conversão de textos eletrônicos já existentes em livro eletrônico (Hyper-Book) . conversão de livros em papel para versão eletrônica (Visual-Book)QUADRO 3 - Livro Eletrônico - grupos de estudos em andamentoFonte: Landoni; Catenazzi (1993) apud Rosetto (1997, p.56) Refletindo acerca desses critérios que caracterizam o livroeletrônico, o concebemos como um recurso informacional que usatecnologia moderna para registrar e permitir o acesso e o uso dainformação. Portanto, o caracterizamos como aquele que preserva aestrutura lógica e física do livro, fornecendo um texto completo epropiciando a sua consulta, havendo a possibilidade de conversão daversão eletrônica em papel e vice-versa. Entendemos por e-book não sóos livros eletrônicos, que usam tecnologia de ponta e são lidos emminicomputadores portáteis, mas também os arquivos de livros quepodem ser acessados pela Internet, disponíveis em sites de Bibliotecas
    • 47Eletrônicas, livrarias e lojas virtuais. Assim e-books são “[...] arquivosque chegam ao consumidor pela própria rede, por meio de download”(UEHARO, 2001). Os livros eletrônicos, embora fossem experimentados desde acriação dos computadores, uma vez que alguns autores chegaram alançar disquetes-livros, utilizando como ferramenta de leitura o bloco denotas, estes só tiveram seu “boom” a partir do ano de 2000, com olançamento de “Riding the Bullet” de Stephen King, considerado ogrande pioneiro do e-book e um dos autores mais conhecidos no mundoda literatura de suspense. A história de 66 páginas de King sobre um homem que pegauma carona com um fantasma foi lançada exclusivamente pela Internete distribuída pelos sites “Amazon” (cobrava U$ 2,50) e “Barnes&Noble”(enviava gratuitamente aos seus visitantes). O resultado foi umcongestionamento que tirou as páginas do ar. Estima-se que milhões deleitores em todo o mundo tenham tido contato com a obra (OLIVEIRA,2003). No Brasil o fenômeno chegou ainda em 2000, ano que foilançado no site “Submarino” o livro “Miséria e grandeza do amor deBenedita” de João Ubaldo Ribeiro, sendo vendido nas três primeirassemanas quatro mil cópias. Outra experiência, no mesmo ano, foi deMário Prata, pago pelo portal “Terra” para escrever e publicar no site o
    • 48livro “Anjos de Badaró”, cujos capítulos eram publicados na medida emque eram escritos. Ainda em 2000 começaram a surgir as principais editorasvirtuais (e-editora) da Net brasileira, interessadas em capitalizar ocrescente interesse pelos e-books. Sem grande capital para pagarescritores famosos, esses sites investiram primeiramente em obrasclássicas, cujos direitos autorais já haviam expirado, passando ainvestir em novos autores num segundo momento. Com relação à sua estrutura, para melhor compreensão,dividiremos o e-book em duas partes: o reader/leitor, aplicativo queauxilia na leitura do livro na tela e o dispositivo de leitura, recipiente ousuporte dos livros, vejamos: a) Reader O Reader, de acordo com Santos (2003c), é um software ouaplicativo desenvolvido para auxiliar na leitura de livros nas telas decomputadores de mesa, computadores portáteis ou de bolso, ou dedispositivos dedicados1. Precisa ser instalado no computador para quea leitura do e-book seja possível logo após o seu download. Entre osprincipais Readers estão: o Adobe Acrobat eBook Reader, o MS Reader,o eRocket, o MobiPocket Reader, o PeanutPress Reader etc.1 Aparelho semelhante a um livro.
    • 49 O aplicativo Reader traz todas as facilidades dos navegadoresda Internet e algumas ferramentas mais específicas para livroseletrônicos. Estas são mecanismos que tornam a leitura mais eficiente eprazerosa. Dentre as vantagens decorrentes do uso do reader, Santos(2003d) destaca: • Possibilidade de criação de biblioteca pessoal; • Acesso às livrarias e bibliotecas virtuais, com a possibilidade de aquisição de obras gratuitas; • Marcadores de página e busca rápida dessas marcações; • Compatibilidade com níveis de segurança [encripturação] exigido pelos detentores de conteúdo; • Busca por palavras e frases nos textos; • Alteração de fonte, para melhor leitura; • Ferramenta para sublinhar trechos; • Dicionário relacionado; • Adicionadores de notas. De acordo com Santos (2003d), os melhores readers, sãoaqueles que permitem a leitura de arquivos de livros eletrônicosbaseados em formatos padrões compatíveis como HTML ou XML, ouseja, em formatos baseados em especificações abertas. A esse fator,acrescentamos que para o reader ser considerado bom é preciso queele seja passível de instalação nos aparelhos mais utilizados pelousuário, como: desktop, notebook, laptop, pocket pcs e palm.
    • 50 Pelos motivos supracitados, optamos por delimitar nossoestudo acerca dos e-books com o formato HTML e XML, dentre os quaisdestacamos três aplicativos para leitura: o Adobe Acrobat eBookReader, o MS Reader e o eRocket. Os mesmos foram instalados emnosso computador para melhor conhecimento. Assim, mais adiante,quando destacamos alguns e-books localizados na WWW, apresentamosaqueles que possam ser lidos nesses softwares. Para melhor compreensão do Adobe Acrobat eBook Reader, doMS Reader e do eRocket, vejamos o que significa e o que possibilitacada um deles: Adobe Acrobat eBook Reader O Adobe Acrobat eBook Reader é um aplicativo desenvolvidopela empresa americana Adobe Systems, utilizado para leitura dearquivos digitais no formato PDF (Portable Document Format,traduzindo, "arquivo em formato portátil"). Tecnicamente, PDF é umatecnologia universal, e portanto independente de plataforma. Trata-sede um formato baseado em arquivos de linguagem postscript. Os livros eletrônicos no formato PDF são muito semelhantes oumuito próximos a um livro de papel em termos de diagramação. Essesoftware é disponibilizado gratuitamente na Web e permite a leitura dearquivos de livros eletrônicos nos formatos: HTML e derivados e PDF.
    • 51 Segundo Santos (2003c), trata-se do melhor leitor de livroeletrônico disponível, e o que tem a apresentação e os recursos maisrecomendáveis para a leitura, tais como: marcador de texto, sistema denotas, impressão do arquivo, marcador de páginas, lupa, que permiteaproximar a tela e visualização de páginas duplas. Além de ser um dospoucos que permite, de forma segura, o sistema de criptografia e aleitura de qualquer documento em PDF estando encriptados ou não.Além disso, apresenta um sistema de livraria pessoal que permiteguardar e organizar e-books numa biblioteca virtual. O Acrobat eBook Reader "roda" nos seguintes hardwares esistemas: Palm OS, Windows CE, Pocket PC, Desktop [PC, MAC, Linux]etc. Vejamos a seguir uma ilustração desse software: FIGURA 1 - Biblioteca Digital Pessoal no Acrobat eBook Reader Fonte: Santos (2003c)
    • 52 MS Reader O MS Reader foi desenvolvido pela empresa americanaMicrosoft Corp. Esse software é disponibilizado gratuitamente na Web epermite a leitura de arquivos de livros eletrônicos no formato *.LIT2,baseado em HTML, XHTML, XML e OPF. Traz junto do software umprograma que pretende fazer com que a leitura de fontes na tela, sejaela qual for, se torne mais prazerosa. Trata-se de uma tecnologiachamada ClearTypeTM que tenta fazer com que os olhos do leitor não secansem após horas de leitura. O MS Reader "roda" nos seguintes hardwares e sistemas:MyFriend3, Windows CE, Pocket PC, Desktop (Windows 95, 98, 2000,XP, Me). Vejamos abaixo uma ilustração desse software: Figura 2 - Biblioteca Digital Pessoal no MS Reader Fonte: Santos (2003c)2 LIT é a contração de literatura.3 Dispositivo portátil fabricado na Itália.
    • 53 eRocket O eRocket é um programa, desenvolvido pela empresa norte-americana Nuvomedia, disponibilizado gratuitamente na Web paradownload. Esse software simula o Rocket eBook (dispositivo dedicado aleitura) na tela do computador, proporcionado a leitura de livros emformato digital e permitindo a exibição de arquivos de livros eletrônicosno formato RB (Rocket eBook). O eRocket “roda” nos seguinteshardwares e sistemas: PC IBM-compatível, 486 ou mais alto, com oWindows 95, 98 ou NT 4.0 e no Macintosh (Powerpc 601 ou mais alto),com o Mac OS 8.5 ou mais alto (EBOOKSBRASIL, 2003). Quando o eRocket é instalado, a sua tela apresenta 4 (quatro)ícones que são ativados ao clique do mouse. O Rocket eBook real possuiuma tela sensível, onde os ícones são ativados ao serem tocados. Osícones e suas funcionalidades são as seguintes:· Ícone Bookshelf (estante) - acessa uma lista decaracterísticas que se aplicam ao conteúdo existente no e-book e seusajustes.· Ícone Book (livro) - apresenta tarefas que podem serrealizadas enquanto lê-se um e-book específico, tais como, fazer
    • 54anotações, colocar marcadores, sublinhar o texto que está sendo lido,procurar um texto específico ou consultar palavras no dicionário.· Ícone de Orientação da Página (Girar) - permite que sejamudada a orientação da página do ponto de vista da área de leitura,usando quatro setas direcionais.· Ícone de Atalho (Rocket) - estabelece um atalho para umadas opções disponíveis nos menus Bookshelf ou Book, ou para VoltarPágina (página anterior) ou Seguir Página (página seguinte). Vejamos uma ilustração desse software: Figura 3 - eRocket Fonte: EbooksBrasil (2003) b) Dispositivo de leitura Quanto ao dispositivo de leitura, os readers poderão serinstalados a escolha do leitor nos computadores de mesa (desktop),
    • 55computadores portáteis (laptops, notebooks) e também noscomputadores de bolso (Pocket PCs, HandHelds ou Palm Tops). Os livros eletrônicos poderão ser lidos também emequipamentos desenvolvidos especialmente para leitura. São osconhecidos Reading Devices ou eBooks Devices, aparelhos portáteis dotamanho e peso de um livro normal de papel. Os Readers já veminstalados de fábrica nestes aparelhos. Abaixo listamos os maissignificativos dispositivos portáteis. Rocket eBook Pro Dispositivo pioneiro desenvolvido pela Nuvomedia. Compatível com PCs e MACs. Características: base giratória (orientação), dicionário relacionado, notas de margens, bateria duradoura (de 20 a 40 horas), busca por palavras e frases nos textos, alteração de fonte para melhor leitura e grande capacidade de armazenamento. SoftBook Reader Desenvolvido pela SoftBook Press. Características: display LCD color, modem embutido (33.6kbps), 8 MB de memória, capacidade para 50.000 páginas, bateria de 5 horas, compatível com EeB e HTML. REB 1100 Sucessor do Rocket eBook. Novo design pela empresa RCA. Características: Modem embutido (33.6Kbps), display (LCD) monocromático, dimensões 5”x7”x1.5”, resolução 320x480 pixel, 8.000 páginas, USB, habilitado para reproduzir MP3, bateria carregável e duração de 30 horas em média.QUADRO 4 - Dispositivos portáteis mais significativos (Continua)
    • 56 Myfriend E-book italiano. Desenhado pela IPM-NET. Características: Especial com MS Reader, alta resolução, conexão com a Internet, resolução 640x960, touch Screen Color. REB 1200 Sucessor do SoftBook. Novo design pela empresa RCA. Características: Display de alta-resolução 480x640 pixel, dimensões 7”x9”x1.2”, modem embutido (56Kbps), bateria carregável, duração de 8 horas em média. CyBOOK EBook francês, desenhado pela empresa Cytale. Características: permite acesso à internet, Touch Screen Color, display 600x800 pixel (LCD), 16 MB de RAM, 30 livros médios (500 páginas), roda em Windows CE.QUADRO 4 - Dispositivos portáteis mais significativos (Conclusão)Fonte: Santos (2003e). Estes dispositivos portáteis são máquinas leves, comdimensões de um livro comum, que podem ser transportados paraqualquer lugar. Há modelos que permitem ainda, que o leitor faça"anotações" com o dedo ou com uma caneta especial, como se fossenum livro de papel. A tela de cristal líquido (Liquid Crystal Display –LCD) é retro - iluminada, o que assegura um bom contraste entre otexto e o fundo da tela, ou seja, uma tentativa de proporcionar confortoao leitor. Isso permite que possa ser lido no escuro. É possível aindamelhorar a visão, mudando a orientação do texto e o tamanho dasletras, avançar ou regredir no texto e fazer uma busca no textointegral, para saber em que parte está uma determinada palavra ou
    • 57frase. A idéia é realmente a de imitar o livro e dar algum conforto amais ao leitor. Mas o aparelho leitor de livros eletrônicos deixa umpouco a desejar; é inegável que o livro têm uma certa magia. Além das características imprescindíveis dos Readers, os eBookDevices trazem outras características: • Capacidade de grande armazenamento; • Tela de LCD touchscreeen (sensível a toque); • Luminosidade ajustável; • Baterias duradouras; • Base giratória; • Peso mínimo para garantir portabilidade; • Possibilidade de expansão da memória. Diante dessas mudanças não podemos deixar de observar quea revolução dos livros eletrônicos será também a revolução da leitura,haja visto que, ler sobre uma tela não é ler um códex. Essa nova formade suporte permite novas possibilidades de compreensão. SegundoChartier (1994, p. 100), “a representação eletrônica dos textos modificatotalmente a sua condição: ela substitui a materialidade do livro pelaimaterialidade de textos sem lugar específico”. Os livros virtuais certamente não alcançaram o seu ponto maisimportante de desenvolvimento. Da mesma forma que o livro passoupor várias alterações (códice, papiro, pergaminho) até chegar à sua
    • 58forma atual, os e-books parecem estar em evolução. Várias inovaçõestecnológicas, como a popularização de aparelhos portáteis e afabricação de telas que tornam menos cansativa a leitura podem ajudarnesse processo. É difícil prever exatamente o que resultará dessa (r)evolução,mas certamente os e-books terão lugar garantido na história; e isso nãona qualidade de substituto dos livros convencionais. Ao conhecer essessoftwares, independente das peculiaridades de cada um, ousuário/leitor, ao utilizá-los, vai perceber que são tecnologias diferentese com propósitos distintos, sendo que ele é quem pode decidir qualdeverá ser o formato de livro que deverá predominar (SANTOS, 2003f).3.2 BIBLIOTECA ELETRÔNICA E BIBLIOTECÁRIO: NOVASNECESSIDADES E PAPÉIS NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO A definição da função do bibliotecário sempre esteve vinculadaa biblioteca em sua forma ‘‘física’’. Tinham sua imagem associada aosedifícios de bibliotecas, servindo a sociedade apenas para adquirir,organizar, e preservar coleções. Atuavam como “guardiões de papéis”ou ainda “guardiões da memória documental”, sem perspectivasprofissionais e sem reconhecimento pela sociedade. Com a explosãoinformacional na década de 80, juntamente com o advento da Internet,na década de 90, esse profissional começou a se preocupar com ofuturo de sua profissão. No tocante a necessidade de acompanhar o
    • 59crescimento informacional, assim como atender satisfatoriamente aosusuários, as NTIC’s surgiram como um grande auxílio nas atividadesbibliotecárias, favorecendo mudanças na função e no perfil desseprofissional na Sociedade da Informação. As transformações decorrentes da inserção das NTIC’s têmfavorecido ao bibliotecário, fornecendo condições para o aprimoramentodos seus conhecimentos com rapidez e eficácia, ao mesmo tempo emque os auxilia na execução de suas atividades profissionais. Agora o seutrabalho não é mais restrito aos limites físicos de uma biblioteca ou deuma coleção, pois o uso difundido da tecnologia a serviço da informaçãotem ultrapassado as barreiras físicas e institucionais. As novas tecnologias têm permitido a valorização doprofissional bibliotecário, no entanto, tem exigido do mesmo um perfilque atenda as necessidades advindas da Sociedade da Informação.Assim, ele precisa empenhar-se em agregar valor à informação e nãoapenas em organizar para preservar, mas organizar para facilitar seuacesso e uso, disseminando-a. Nesse sentido, o papel do bibliotecárioda SI será o de gateway (guia) ou gatekkeper (orientador) do usuário,uma vez que será o interprete dos meios e das formas de acesso àinformação e aos portais do conhecimento, organizando, refinando,pesquisando a informação desejada através dos novos recursostecnológicos tornando-se o elo entre informação-usuário-tecnologia.Além disso, ressaltamos que
    • 60 os bibliotecários, profissionais que privilegiam a informação no seu fazer cotidiano, têm um papel importante a cumprir na sociedade do conhecimento. Incutir a consciência da importância deste papel juntamente com princípios como ética, solidariedade humana, capacidade crítica e de questionamento pode fazer o diferencial necessário na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada (SILVA; CUNHA, 2002, p. 81). Na Sociedade da Informação, as bibliotecas como instituiçõessociais, assim como os bibliotecários em seu papel social, devem atuarcomo agentes democratizadores do uso da Internet e de seus recursos,com criatividade e qualidade, potencializando e multiplicando o acesso ainformação com precisão e eqüidade, evitando o crescimento daexclusão digital e facilitando o uso da informação a um número maiorde pessoas. Esse profissional criativo, segundo Amaral (1995, p.225), [...] conseguirá adaptar-se às novas demandas informacionais dos usuários e do mercado de trabalho, pois, no futuro, o único elemento não disponível por meio de computadores, por mais inteligente que esses venham a ser, será a criatividade, essencial para a sobrevivência do profissional da informação. Nesse sentido, acreditamos que a criatividade, o interesse e aparticipação nas mudanças políticas e sociais levarão o bibliotecário adespertar o seu usuário para a importância, o acesso e o uso dainformação no contexto da Sociedade da Informação – atual e futura –através de recursos tecnológicos cada vez mais modernos ecomplementares ao desenvolvimento das atividades bibliotecárias. Diante dessas considerações, destacamos que as NTIC’s e aatuação do bibliotecário na Web têm permitido o rompimento debarreiras geográficas e a livre circulação da informação e do
    • 61conhecimento. Por outro lado, por ser o Brasil um país subdesenvolvidoonde as questões básicas como alimentação, saúde, moradia eeducação ainda não foram sanadas, estamos distantes de incluir todosnesse mundo tecnológico e informacional uma vez que, grande parte dapopulação não conhece ou não sabe manusear as ferramentastecnológicas. Assim sendo, verificamos que mesmo num cenário deavanços e mudanças através dos meios eletrônicos, da Internet e deoutros suportes, a presença do bibliotecário e dos sistemas deinformação (biblioteca) serão fundamentais para a democratização dainformação, facilitando seu acesso, uso e geração de novasinformações. Todavia as mudanças que caracterizam a pós-modernidadeexigirão um profissional com novas habilidades e novo perfil,considerando as seguintes características: a) dedicar-se menos aos processos técnicos e mais ao usuário; b) adotar estratégias de marketing no seu trabalho; c) desenvolver ‘visão econômica’; d) trabalhar com grupos interdisciplinares; e) saber manipular as novas tecnologias; f) atuar na gerência da informação. Além disso, a intuição, a criatividade e a flexibilidade, seriam qualidades essenciais (DIAS, 1995, p.199).3.3 INFORMAÇÃO IMPRESSA X INFORMAÇÃO DIGITAL: REALIDADESANTAGÔNICAS OU SINCRÔNICAS? A informação impressa, com destaque para o livro é um dosmaiores bens que a humanidade já conquistou. Por meio dela as
    • 62pessoas absorvem conhecimento e com isso podem transformar suasvidas, caracterizando-a num papel social de extrema relevância. Olivro, por sua vez, acompanha o homem tanto como objeto de umaleitura coletiva, ritualizada nas sociedades patriarcais, quanto comoparticipante da intimidade de um leitor em diálogo silencioso com aspróprias inquietações. No entanto, vivemos atualmente na era dainformatização, onde quase todas as funções e atividades humanasacabam sendo incorporadas ao computador. Sendo assim, é provávelque a informação impressa, assim como o livro tenham de se adaptar aesse contexto e satisfazerem suas decorrentes necessidades. A princípioparece assustadora, e até mesmo absurda, a idéia de que o livro, talqual o conhecemos, seja extinto, principalmente porque ele ainda fazparte da nossa cultura, do nosso cotidiano, sendo impensável a suatotal substituição pela informação digital e, portanto, pelo livro digital. A questão polêmica causada pela possibilidade do fim do livropode bem ser o resultado de uma percepção equivocada do significadohistórico do livro enquanto tecnologia adaptável e resistente amudanças, inclusive às gigantescas mudanças motivadas pela presençado computador. A possibilidade do fim do livro é traumática porque elenão pode jamais ser visto apenas como material inerte ou simplesobjeto de consumo. É antes um objeto simbólico e uma instituição aoqual a cultura pós-Gutenberg confiou a tarefa de armazenar e fazercircular praticamente todo o conhecimento considerado relevante.
    • 63 O sociólogo canadense Marshall McLuhan (1977) profetizouque a era do livro havia terminado. No entanto, para anunciar aomundo que o livro tinha chegado ao fim, ele escreveu “A Galáxia deGutenberg”, cuja primeira edição foi publicada em 1962, revelando seuencantamento com a nova era, a da comunicação audiovisual. Estranhoé o fato de que, o autor precisou de um livro para defender o fim domesmo. Dessa forma, acreditamos que isso já seria o suficiente paranegar sua tese. Ao contrário do que ele previa, as novas tecnologiasaudiovisuais vêm proporcionando um renascimento permanente do livroe inegáveis reforços à palavra escrita. A Internet é hoje um grandeexemplo de novos caminhos abertos na Galáxia Gutenberg. O leitor jánão depende exclusivamente das livrarias, pois a Internet abriu-lhenovo caminho: a conexão com editoras e livrarias e o compartilhamentoatravés das bibliotecas eletrônicas, desempenhando o papel dedemocratizadores da informação. A Internet também tem contribuído na educação escolar, poiso acesso à rede proporciona a professores, alunos e comunidade oacesso e a partilha de jornais, revistas e visitas a livrarias. Talmodernidade é de importância decisiva na democratização do saber.Portanto, o mundo eletrônico da Internet não substitui a biblioteca, nãodispensa o livro, antes estimula a busca por informação, livros eleituras.
    • 64 Em resumo, McLuhan (1977) tinha razão, mas por outroscaminhos. Ao pregar o fim do livro, ele nos abriu os olhos para seurenascimento. Um fato que merece destaque, é que a Internet estáservindo para vender cada vez mais livros em papel. As livrarias on-linejá são um enorme sucesso. Há claros sinais de que o audiovisual, narede e fora dela, vem dando novos impulsos ao livro, à palavra escrita.Acreditamos que o século XXI verá a convivência entre três formas detextos: o manuscrito, o impresso e o eletrônico. A relação homem e livro, por tão antiga, tão tradicional, nãoserá modificada pela concorrência das novas tecnologias. A televisãonão substituiu o rádio, o vídeo cassete não substituiu o cinema. Nestaperspectiva, o livro jamais vai ser substituído, principalmente pela suapraticidade. O livro e a mídia impressa são e ainda continuarão sendoimportantes, mesmo tendo que se renovar e adaptar para enfrentar osdesafios impostos pelas NTI, na busca de um novo equilíbrio no sistemacultural contemporâneo. Segundo Ventura (2003, p. 1) somente o suporte mudará, permanecendo o conteúdo. Considerando o livro como um veículo, podemos dizer que ele deixará de viajar por terra e seguirá sua viagem pelo ar. Na verdade, a impressão nunca teve um adversário de fato.Desde sua invenção e ao longo da Renascença e da Reforma, da eraindustrial e da informação, difundida por canais alternativos tais como orádio, o cinema, a televisão, e até mesmo as redes de computadores, acomunicação por meio do papel tem sempre dominado nossa sociedade
    • 65e nossa cultura. Sabemos que a humanidade tem avançado muito natecnologia, mas que nenhuma invenção de forma alguma anulou aoutra (ROMANO, 2003). Vergueiro (1997, p. 96), salienta ainda “que as tecnologiascomputacionais, ao invés de prejudicar a produção de livros, tornou-sepelo contrário, mais eficiente”. Assim sendo, podemos constatar que aconvivência com o impresso e o virtual/digital, é perfeitamentecoerente, visto que existem preferências às duas formas de acesso, semcontar que grande parte da informação que as pessoas buscam nas bibliotecas, [...] ainda não está disponível por via eletrônica ou talvez jamais venha a ser considerada como prioritária para realização dessa transferência. Por exemplo, informação histórica, [...] de interesse local, ainda está disponível, em sua maioria, apenas em formato impresso. (VERGUEIRO, 1997, p. 97). Partindo dos pressupostos acima, consideramos que o adventoda Internet fez surgir novas, avançadas e cômodas formas detecnologia, entre as quais um avanço que tem merecido destaque nomundo literário é, sem dúvida, à criação dos livros eletrônicos ou comosão mais popularmente conhecidos, e-books. Há diversas opiniões a respeito dos e-books e se estespoderiam ser os responsáveis pela morte do livro impresso. Muitosdizem que está próximo o dia em que não iremos mais a livrarias, esim, buscaremos nossas leituras através de distribuidores eletrônicos.Em contrapartida, os defensores do livro impresso afirmam que está
    • 66longe de ocorrer uma crise no ramo, afirmando que a comercializaçãodos livros está em constante crescimento e expansão. Há ainda uma terceira corrente que sustenta a idéia de que ose-books vieram para completar - e não aniquilar - o livro tradicional.Esta, segue o pensamento de que, assim como foi afirmado que osurgimento da televisão acabaria com a era do rádio, os e-books e oslivros sobreviverão na mais harmoniosa paz. O que tem ocorrido comrelação à implementação de novas tecnologias, sejam elas no meiobiblioteconômico, ou até mesmo no nosso dia-a-dia, é que a existênciade novas tecnologias não significa que devam ser abolidas asanteriores. Não existe uma competição com a versão tradicional, masum complemento Com o e-book a mudança é mais radical porque altera oformato do livro tal como o conhecemos. Além do que, a leitura diantedo computador implica transformações muito profundas da relação coma cultura escrita. Diante da evolução do suporte livro, podemos dizerque na época de Gutenberg, tivemos uma revolução da técnica dereprodução. Com o advento das novas tecnologias, temos umarevolução da materialidade, da forma material da inscrição do texto. Deacordo com Chartier (1994, p. 100), a revolução do texto eletrônico será também uma revolução da leitura. Ler sobre uma tela não é ler um códice. Se abre possibilidades novas e intensas, a representação eletrônica dos textos modifica totalmente a sua condição: ela substitui a
    • 67 materialidade do livro pela imaterialidade de textos sem lugar específico. O e-book é uma novidade eletrônica, uma outra opção desuporte. Uma forma, portanto, não exclui a outra. O mesmo destaca-sepor apresentar vantagens como: poder ser baixado instantaneamente pelos usuários num “clique” de mouse (por meio de download) em qualquer lugar do mundo, a preços inferiores ao do livro em papel; poder transportar para qualquer lugar uma enorme quantidade de livros com comodidade; fazer anotações ao longo do texto, recursos de pesquisa de palavras, marcar páginas, sublinhar, ampliar o tamanho de letra e ainda efetuar pesquisas; proporcionar proteção ao meio ambiente, haja visto que milhares de árvores não serão desmatadas; poder ser lido no escuro; apresentar grande benefício para algumas pessoas, como por exemplo, os alérgicos, que terão no aparelho um grande aliado ao evitar o manuseio de obras muito antigas e empoeiradas. Em contrapartida, citaremos algumas desvantagens, taiscomo: o livro digital é um fenômeno recente, desta forma os equipamentos que nos permitirão ler sem recurso de um
    • 68 computador ainda estão em fase de aperfeiçoamento, e o preço ainda não é acessível, favorecendo apenas uma pequena parcela da população; a resolução, a dimensão e o reflexo da luz no monitor influência a qualidade de leitura e torna mais cansativa a leitura num monitor do que no papel, principalmente se o monitor for de tubos de raios catódicos (CRT). Os monitores de cristal líquido (LCD) ainda são muito caros, aproximadamente três vezes mais que os CRT; os livros de papel não consomem energia, ao contrário dos livros eletrônicos; a pirataria inerente ao mundo informático, uma vez que o e-book não passa de um conjunto de ficheiros eletrônicos, tornando fácil a sua cópia e conseqüente violação dos direitos do autor; a questão da dificuldade de uso, pois muitas pessoas têm sérios problemas ao lidar com dispositivos eletrônicos; a perda da sensação física do livro. Por outro lado, Vergueiro (1997, p. 96), aponta alguns fatoresrelevantes para a permanência das fontes de informação impressa emgeral, quais sejam: adequabilidade do livro : o livro é extremamente adequado ao objetivo para o qual foi originalmente criado. [...] Pode ser utilizado das mais diversas formas, de acordo com os interesses e objetivos do indivíduo. [...] Possui, em geral, preço acessível para as camadas médias da população. custo do livro : [...] livros de tiragem média começam a empatar, em termos de custo de produção, com aqueles
    • 69 necessários para a edição de materiais de informação em formato eletrônico. contexto social: [...] diz respeito à confiabilidade da informação. Ainda não existem indicadores que garantam que o texto recebido via Internet em um computador pessoal é exatamente aquele produzido por seu autor. O livro impresso tem na sua perenidade de registro da históriada humanidade uma das suas vantagens sobre o livro eletrônico, poisos documentos produzidos em meio digital, ainda não garantem alongevidade de sua utilização, bem como, a perda de dados nesse tipode mídia é muito maior que na mídia impressa. Diante dessas realidades, ora antagônicas, ora sincrônicas,hoje em dia, muitas pessoas vêem o livro e o e-book comoconcorrentes. Questionam sobre a permanência do meio impresso e aexistência do meio digital. Acreditamos que a imprensa não vai morrer.Poderá mudar de qualidade, mas sobreviverá. O livro, como parte doprocesso de desenvolvimento do homem e da descoberta dascaracterísticas de sua própria natureza também vai resistir ao avançoda tecnologia. A esse respeito, Drabenstott e Burman (1997, p. 184)ressaltam que autores visualizam um futuro em que documentos impressos existam lado a lado com artefatos digitais, apontando que o princípio orientador é usar a tecnologia apropriada para cada propósito particular. O livro irá continuar, pois como outras invenções essa não irásobrepor o impresso, e por isso não terá um fim. As realidades
    • 70impressas, virtuais e digitais, deverão conviver simultaneamente, nãohavendo um parâmetro de que essa ou aquela forma de acesso seja amelhor ou pior. Existem facilidades, como também restrições, mas oque realmente importa é o desempenho e a contribuição de cada umdesses formatos no desenvolvimento do conhecimento humano. Deacordo com Drabenstott e Burman (1997, p. 184), livro e produções computadorizadas coexistirão por muito anos. Bibliotecas continuação a acrescentar novos processos tecnológicos, sem entretanto substituí-los completamente pelos existentes. O grande problema será o gerenciamento simultâneo dos formatos informacionais com os das novas tecnologias. Teremos a convivência dos dois instrumentos de representaçãodo conhecimento humano por longos anos e a supremacia de um sobreo outro caberá ao tempo determinar. Consideramos o livro como umadas grandes invenções da humanidade, podendo conviver lado a lado otradicional e o futurístico, ou seja, o impresso e o digital. Para nós, pormais que progridam e se aperfeiçoem os tipos de suportes eletrônicos,eles nunca serão capazes de substituir o livro impresso. A exemplo dosdemais veículos de expressão da cultura, o livro impresso e o e-bookdevem conviver harmoniosamente, ainda por muito tempo, comoopções diferentes e complementares na aquisição de informação econhecimento.
    • 714 METODOLOGIA DE PESQUISA4.1 ABORDAGEM QUALITATIVA A abordagem utilizada para a realização da pesquisa e a coletade dados consiste de uma abordagem qualitativa de caráter exploratóriouma vez que, não envolve manipulação de variáveis, nem tratamentoexperimental, mais possibilita a análise de informações de cunhoqualitativo. Para selecionarmos os sites que atendessem aos nossosobjetivos, utilizamos a técnica da observação não participante, que deacordo com Richardson (1999, p. 260) “é uma técnica indicada paraestudos exploratórios, considerando que ela pode sugerir diferentesmetodologias de trabalho, bem como levantar novos problemas”.Complementando, recorremos a um questionário composto de cincoquestões abertas, diante do qual os sujeitos participantes(coordenadores dos sites) podem emitir opiniões de forma livre e seminterferência externa. A primeira técnica utilizada possibilitaexploramos, virtualmente, todos os recursos e serviços oferecidos porcada biblioteca eletrônica que compõe o nosso corpus, enquanto que oinstrumento, permite obtermos informações que não constam nos sitespesquisados e são relevantes para a escolha da amostra a seranalisada.
    • 72 Diante dessa abordagem exploratória qualitativa pudemosselecionar e restringir nosso universo a uma amostra representativaque permite a localização de e-books na área de literatura, escritos porautores e/ou entidades brasileiras em língua portuguesa, podendoapresentar uma versão original na forma impressa e serem passíveis dedownload gratuito para futura impressão.4.2 CORPUS PESQUISADO O universo pesquisado figura-se num ambiente eletrônico, eportanto virtual, composto por todos os sites brasileiros quedisponibilizam e-books através da Internet, recuperados na versãobrasileira do buscador Google (http://www.google.com.br). Para a escolha do instrumento de pesquisa virtual,consideramos que a enorme quantidade de informações na web requerum excelente serviço de busca para tornar essa informação acessível eútil, de modo que o Google destaca-se por oferecer uma das melhoresopções de busca na Internet fornecendo os resultados mais relevantes eapresentando todos os termos pesquisados. Além disso, prioriza osresultados de acordo com a proximidade dos termos pesquisados e issofaz com que percamos menos tempo lendo resultados irrelevantes. Atualmente, o Google é o desenvolvedor do maior mecanismode busca do mundo, com acesso a 1,3 bilhões de páginas, oferecendo
    • 73um caminho mais rápido e fácil de recuperar informações na web eresponde a mais de 100 milhões de consultas por dia. O Google foiescolhido por ser um buscador de destaque na comunidade científica epor apresentar serviços que o diferenciam da maioria dos outrosbuscadores brasileiros, dentre os quais destacamos: pesquisa deimagem, tradução da página web, arquivos PDF, links em cachê,páginas similares, outros links etc. Assim, dentre as bibliotecas eletrônicas (sites) recuperadaspelo buscador Google brasileiro, o universo atende aos seguintescritérios: • Ser uma biblioteca eletrônica brasileira; • Possuir uma “estante digital4” organizada por área do conhecimento; • Disponibilizar para download e-books escritos por autores e/ou entidades brasileiras em língua portuguesa na área de literatura brasileira; • Apresentar uma versão original na forma impressa ou/e serem passíveis de download gratuito, para futura impressão. O estabelecimento desses critérios possibilita uma limitaçãodentre os inúmeros sites encontrados no Google, de forma que é4 Estante digital é o acervo de livros eletrônicos (e-books) disponível em um site.
    • 74possível realizar uma seleção que atenda ao nosso objetivo geral que éexaminar bibliotecas eletrônicas que disponibilizam e-books gratuitos,identificando a formação de acervos virtuais na área de literaturabrasileira. Nesse sentido, o universo da pesquisa consta de 118 (cento edezoito) resultados recuperados pelo Google. Diante dessa expressivaquantidade, fizemos uma análise dos mesmos, considerando os nossosobjetivos e selecionando aqueles mais significativos para a pesquisauma vez que, embora o Google seja um buscador que recupere ainformação pela palavra desejada, ainda não temos uma redeorganizada de maneira a recuperar a informação com precisão. Diante desse universo, consideramos uma amostra de 5% ouseja, 6 sites, entre os quais realizamos uma pesquisa exploratória eidentificamos os que atendiam a todos os critérios determinadospreviamente em nosso estudo. Os sites selecionados foram: Supervirtual (www.supervirtual.com.br); Ebooksbrasil (www.ebooksbrasil.com); Virtual Books (http://virtualbooks.terra.com.br); EBookCult (www.ebookcult.com.br); Parnanet (www.parnanet.com/livros/livros.asp); Hotbook (www.hotbook.com.br).
    • 75 Pelas observações feitas nesses 6 (seis) sites, obtivemos umaamostra de três bibliotecas eletrônicas: eBookCult, parnanet e hotbook,por representarem os mais completos e estruturados sites quedisponibilizam e-books dentre os recuperados no buscador Google.Assim, nossa pesquisa exploratória restringiu-se a essas três últimasbibliotecas eletrônicas, representando uma amostra de 2,5% do totaldos resultados recuperados. Considerando que cada site disponibilizainúmeros livros eletrônicos, acreditamos que os mesmos representamde forma significativa a categoria das bibliotecas eletrônicas queoferecem esses e-books. Abaixo, apresentamos cada BE selecionada:BE:URL: http://www.ebookcult.com.br/E-mail: ebookcult@ebookcult.com.brEquipe: Alexandre Batistela (Design, Programação e Conteúdo) e porEdnei dos Santos (Idealização, Coordenação e Conteúdo)Acesso nos dias: 19, 21, 22, 28 e 29 de junho e 13, 19, 20, 26 e 27de julho de 2003
    • 76Figura 4 – Site EbookCultFonte: Ebookcult (2003) O eBookCult é uma Biblioteca Digital, e portanto eletrônica,cujo projeto busca contribuir com o fortalecimento da educação e daidentidade cultural brasileira. Procura oferecer um alto nível dequalidade e tecnologia nos serviços prestados à comunidade (escolas,infocentros, faculdades, OSCIP’s, universidades, telecentros, ONGs,bibliotecas, instituições sociais etc) (EBOOKCULT, 2003). O site apresenta um vasto acervo de títulos para downloadgratuito, disponibilizando para o usuário além dos livros e seusresumos, os readers para os diversos formatos. De acordo com o siteEbookCult (2003), seus princípios orientadores são a universalização de
    • 77acesso, o aprendizado digital e o exercício da cidadania. Sua missãoserá alcançada por meio de: • Conhecimento, informação, tecnologia, interação; • Significativa quantidade de títulos eletrônicos (e-books) disponíveis gratuitamente em acervo virtual; • Incentivo ao hábito de leitura; • Parcerias com provedores de acesso livre à cultura; • Qualidade na prestação de serviços. O alcance da missão pretende prover: educação e cidadania, entretenimento e cultura, formação de novos leitores e ferramenta de auxílio à alfabetização. Nesses termos, ao explorarmos a “Estante Digital” do siteeBookCult, nos deparamos com inúmeros livros das mais diversas áreasdo conhecimento, assim representadas: animais de estimação,antiguidades e coleções, arte, artes performáticas, artesanatos ehobbies, atualidades, auto-ajuda, biografia, casa e lar, ciência, ciênciapolítica, ciências sociais, coleções, comunicação, crítica literária,culinária, direito, educação , esoterismo, esportes e lazer, ficção, ficçãoinfanto-juvenil, filosofia, história, humor, infanto-juvenil (não ficção),informática, jogos, línguas estrangeiras, livros didáticos, livros raros,medicina, música, negócios e economia, poesia, psicologia e psiquiatria,
    • 78referência, relacionamentos e família, religião – crenças, saúde e belezae técnicos. Diante desse panorama e considerando as áreas de literaturaapresentadas na estante digital do EbookCult, selecionamos: biografia,coleções, crítica literária, ficção, ficção infanto-juvenil, infanto-juvenil(não ficção), poesia. Assim, essas áreas são contempladas na formaçãode nosso catálogo especializado em literatura brasileira.BE:URL: http://www.parnanet.com/livrosE-mails: comercial@parnanet.com.br, sos@parnanet.com.br ewebmaster@parnanet.com.brEquipe: Renato (Webdesigner), Isaias Mulatinho (webdesigner),Wallace Moura (WebMaster) e Rawlysson Diniz (marketing)Acesso nos dias: 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de julho de 2003
    • 79 Figura 5 – Site Parnanet Fonte: Parnanet (2003) A parnanet, registrada em 04 de novembro de 2000, é aprimeira comunidade de desenvolvedores do Rio Grande do Norte,sendo a biblioteca eletrônica que representa a região Nordeste nessapesquisa. É uma empresa especializada em marketing através daInternet, reunindo profissionais de ambas as áreas. Entre os serviços prestados por essa empresa consta:construção de sites e manutenção, marketing e consultoria. A mesmatambém promove patrocínios e convênios, sendo responsável pela única
    • 80biblioteca particular de informática do Estado do Rio Grande do Norte(PARNANET, 2003). A parnanet tem hoje atualização semanal, com novas notícias,enquetes e novidades da web. Suas seções dinâmicas, como osclassificados, permitem que o conteúdo seja automaticamenterenovado, fazendo com que o usuário tenha sempre novas informaçõesdisponíveis. A BE também oferece a área de serviços sociais, comempregos, e-mail e orientação sexual, cumprindo o objetivo de ser umsite realmente útil a sociedade. As seções de Lazer oferecem jogos, cartões postais e livrosinteiramente grátis. Nessa seção encontramos o foco de nossapesquisa, pois nela é disponibilizada uma Biblioteca Digital contendo e-books totalmente gratuitos, nacionais e internacionais, relacionados deacordo com as seguintes categorias: técnicos, romance, religião,regional, literatura, informática, infantil, importados, ficção, cursos,clássicos e adulto. Tendo em vista essas informações acerca da bibliotecaeletrônica Parnanet e considerando sua estante digital como campos depesquisa para a seleção dos e-books na área de literatura brasileira,selecionamos para nossa pesquisa as seguintes áreas: romance,literatura, infantil, ficção e clássico.
    • 81BE:URL: www.hotbook.com.brE-mails: webmaster@hotbook.com.br e contato@hotbook.com.brEquipe do site: Roberta Rizzo (Coordenadora)Acesso nos dias: 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de julho de 2003 Figura 6 – Site Hotbook Fonte: Hotbook (2003) O Hotbook foi fundado em fevereiro de 2000 por um analistade sistemas e uma escritora que já havia publicado um livro impressopor uma editora convencional. A empresa desenvolveu-se graças aoempreendedorismo de seus fundadores e ao entusiasmo de seus
    • 82escritores, que acreditaram na literatura em forma digital, em soluçõesmodernas e inovadoras. Eles são pioneiros na publicação de e-books noBrasil. O Hotbook é um site que prima pela divulgação da tecnologiade publicação digital, disponibilizando e-books de forma gratuita oupagas, visando proporcionar aos escritores um meio moderno, veloz eeficiente para publicar suas obras, a um custo acessível e com suportepersonalizado. Sua meta consiste na inserção de autores no mercadoeditorial, pela divulgação intensiva junto a mais de 3000 jornalistas,além de editoras convencionais (HOTBOOK, 2003). Os e-books estão relacionados de acordo com as seguintescategorias: romance, poesia, contos, crônicas, auto-ajuda, reflexões,esportes, infantil, espiritualidade, mistério, esoterismo, didáticos, ficçãocientífica, político filosófico, on line, religião, ecologia, ensaio, interativo,roteiro, policial, monografia, infanto juvenil, vida real, folclore e técnico. Diante desse panorama e ressaltando as áreas disseminadasno Hotbook através da disponibilização de e-books, destacamos na áreade literatura: romance, poesia, contos, crônicas, infantil, ficçãocientífica, infanto juvenil. Essas sub-áreas, juntamente com assub-áreas das outras duas bibliotecas eletrônicas que compõem a nossapesquisa, totalizando 15 (quinze) sub-áreas permitindo a seleção entre
    • 83um total de 730 (setecentos e trinta) e-books para a formação de umcatálogo especializado em literatura brasileira.4.3 COLETA DE DADOS Para fins de coleta e análise dos e-books na área de literaturabrasileira nas BE’s, selecionamos o Google como buscador padrão paraa nossa pesquisa exploratória. Esta foi realizada partindo darecuperação do assunto desejado na caixa de diálogo apresentada peloGoogle, em que digitamos, entre aspas5, as palavras “e-booksgratuitos”, e selecionamos o tópico “pesquisar páginas em português”. A pesquisa recuperou 118 (cento e dezoito) resultados, dentreas quais foram selecionadas 6 (seis) BE e, finalmente, as 3 (três) querepresentariam a amostra a ser estudada. Recuperou também 1.238(mil duzentos e trinta e oito) e-books, dos quais 82 (oitenta e dois)foram selecionados. Para conhecermos detalhes a cerca da estrutura eideologias dessas bibliotecas e de seu acervo digital, coletamosinformações a partir de um questionário enviando para os seusresponsáveis. A coleta de dados foi desenvolvida nos seguintes períodos: 19a 30 de junho e 1 a 27 de julho de 2003 para a exploração dos sites e;de 1 a 15 de agosto de 2003 para o envio e recebimento dos5 As aspas foram utilizadas no termo da pesquisa, com o objetivo de obter resultadosmais precisos.
    • 84questionários. O turno para a coleta6 foi o noturno, exceto nos finais desemana, que eram diurno. O turno foi estabelecido em virtude dautilização da rede Internet, que nesses horários tem o custo menoselevado, uma vez que a pesquisa foi desenvolvida na residência dapesquisadora. Representando em tópicos o nosso percurso metodológico,temos a seguinte seqüência: 1) Selecionar o buscador que oferece a melhor opção de busca na Internet e os resultados mais relevantes; 2) Recuperar no buscador Google as BE’s que disponibilizam “e-books gratuitos” na área de literatura brasileira; 3) Selecionar a amostra de BE’s que atendam aos critérios pré- estabelecidos; 4) Coletar informações adicionais, por questionário, aos responsáveis pelas bibliotecas selecionadas; 5) Analisar a amostra de BE’s; 6) Identificar nas BE’s as sub-áreas de literatura brasileira; 7) Selecionar nas BE’s os e-books que atendam aos critérios pré- estabelecidos – bem como sua capa e resumo;6 Este turno não se refere ao recebimento das respostas do questionário, uma vez queseu envio por e-mail possibilita o seu recebimento a qualquer hora, mesmo sem apesquisadora estar conectada à Internet.
    • 85 8) Formar um catálogo de e-books com arquivos no formato HTML, XML ou PDF, que sejam lidos nos aplicativos Adobe Acrobat Ebook Reader, MS Reader e/ou eRocket. Tendo em vista esses procedimentos metodológicos, passamosa apresentar a seguir a análise dos resultados.
    • 865 ANÁLISE DOS DADOS E RESULTADOS5.1 BIBLIOTECAS ELETRÔNICAS: ESTRUTURAS E IDEOLOGIAS A partir das 3 (três) bibliotecas eletrônicas pesquisadas –ebookCult, parnanet e hotbook – e considerando as respostas obtidascom o questionário enviado aos responsáveis pelas BE’s, passamos aanalisar e comentar as caracterizações dessas bibliotecas quanto arelação entre o livro impresso e o digital, o(s) critérios(s) de seleçãopara disponibilização dos e-books, questões sobre os direitos autorais eo tipo de público que acessa/usa acervos virtuais, bem como os pontosde vista dos coordenadores das BE’s quanto a possibilidade do livroeletrônico substituir o livro impresso. Assim, complementamos asinformações obtidas com a observação dos sites e passamos acompreender o funcionamento, a manutenção e a ideologia das BE’s naInternet. De acordo com informações obtidas através do questionárioconstante no Apêndice A, emitidas por um dos responsáveis pela BEebookCult, nem todos os e-books disponibilizados no acervo eletrônicoestão disponíveis em papel. Segundo ele, esse fato é “simplesmenteimpossível, uma vez que as editoras não imprimem literatura
    • 87underground7 e alguns livros disponíveis serem tão antigos que não sãomais disponibilizados nem na Biblioteca Nacional”. Segundo o WebMaster Wallace Moura, responsável pelaparnanet, fomos informados de que nessa BE também nem todos oslivros disponibilizados existem na forma impressa pois, “alguns títulosforam escritos exclusivamente para a mídia digital”. Por outro lado a coordenadora do site hotbook, Roberta Rizzo,informou que “apenas alguns livros disponibilizados pelo site existem naforma impressa”. Porém, “livros que existem apenas na forma digital,estão sendo analisados por editoras convencionais, devido o sucessoque estão tendo na Internet”. Com relação aos critérios de seleção para a disponibilização dee-books, fomos informados pelo ebookCult de que o critérioestabelecido é a “democratização da informação”, consistindo em“dispor para o leitor o máximo de conhecimento possível”. Segundo informações da biblioteca parnanet, a mesma procuraoferecer um acervo “o mais diversificado possível”. Não hánecessariamente eliminação de títulos, mas classificação “para queatendam às diferentes necessidades dos internautas”. O objetivo é“disponibilizar primeiramente autores e títulos mais procurados”, haja7 Literatura alternativa
    • 88visto que o site disponibiliza um “formulário em que o internauta podesugerir o título que deseja e não encontrou”. Roberta Rizzo, da Hotbook, afirma que “é feita uma pré-seleção de originais cujo critério único é o conteúdo do texto, visandonão publicar aqueles com conteúdo considerado impróprio para criançase adolescentes”. O site se reserva ao “direito de, eventualmente,recusar alguma obra que contenha material moralmente condenável,considerando os padrões do povo brasileiro”. Ao seu ver, essa atitudereforça a idéia de respeito pelo leitor. Questionados sobre direitos autorais, fomos informadas peloEbookcult que os mesmos “são liberados pelo autor”, e que “acomunidade de e-books no Brasil é muito responsável neste sentido”. Já a Parnanet comenta que “grande parte dos livros são dedireito público. Outra parte é liberada pelo autor, após contato com omesmo”. Um dado interessante é o fato de que “alguns autores tomama iniciativa de disponibilizar a sua obra, enviando para a biblioteca seustítulos com a liberação por escrito”. A coordenadora do Hotbook tem um outro ponto de vista eafirma que, “neste momento, o que a Internet traz de melhor para oautor é a divulgação. Através da visibilidade ele forma o seu público.Não basta apenas publicar”. De acordo com a mesma, é feito um“trabalho de assessoria de imprensa para o autor e, com essa
    • 89divulgação, ele vai se tornando conhecido”. O autor libera os direitosautorais para poder “abranger o maior número de pessoas possível”Segundo ela, “as obras são registradas na Biblioteca Nacional e noEscritório de Direitos Autorais, para proteger a autoria, para emseguida, o autor liberar para o leitor”. Com relação ao tipo de público que acessa a BE, a ebookcultdefiniu apenas como “leitores”, devido à inexistência de pesquisa nessesentido. Quanto a parnanet, não foi apresentado um específico, vistoque "além de e-books o site oferece diversos outros serviços gratuitospara adultos e crianças. Por essa razão é disponibilizado também e-books infantis”. Já Roberta Rizzo lamenta afirmando que “não há dadoscientíficos para essa classificação, porque não há nenhum tipo depesquisa sobre o leitor”. Há apenas um “relatório que apresenta osnúmeros de acessos às páginas e downloads das obras, ou seja, dadosquantitativos e não qualitativos”. No entanto, ressalta que “em brevehaverá uma pesquisa nesse sentido”. Apesar de demonstrar incerteza, acoordenadora acredita que “não existe uma segmentação de público” eclassifica-os apenas como “leitores da rede e leitores do papel (ou seja)um grupo que convive bem com a Internet e um grupo que reluta emdeixar a Internet fazer parte de suas vidas”.
    • 90 Quanto à polêmica questão da substituição do livro impressopelo eletrônico, a equipe responsável pelo Ebookcult, acredita que “oprocesso de impressão em papel é capaz de acabar consigo próprioporque não tem sustentabilidade nenhuma”. No entanto, sãoveementes em afirmar que não querem competir com o papel. Já para a Parnanet, a resposta foi negativa. Um dos fatoresque justificaram essa afirmativa foi a “baixa renda da população”.Discorrendo sobre essa realidade, Wallace Moura afirma que “nem todospodem adquirir computadores, e muito menos podem adquirir os palmtops, sistema mais indicado à leitura de e-books, por sua mobilidade”.Além do mais, segundo ele, “a leitura em tela desgasta mais a visão egera desconforto”. Devido a essas circunstâncias, conclui que, “ostradicionais livros sempre estarão presentes em nossa sociedade”. A coordenadora do Hotbook declara que, à medida que crescem crianças da geração Internet, o livro tende a tornar-se peça de museu. [No entanto], durante um bom tempo, papel e mídia digital deverão conviver pacificamente, assim como o rádio e a TV. Um com mais recursos que o outro, mas sem necessariamente haver uma exclusão. Ela defende a mídia digital, pois acredita que dessa formaestará “fazendo um bem a humanidade, através da preservação doverde”. Esses pontos de vista nos fazem concluir que apesar das BE’sestarem, ainda, se consolidando, urge a necessidade de padrões e
    • 91critérios para a seleção, armazenamento e organização da informaçãodigital, com destaque para os e-books, bem como para os direitosautorais e o estudo de usuários para definir perfil e identificarnecessidades. Para tanto, o bibliotecário, entre outros profissionais dainformação, precisa ocupar seu espaço de gateway e gatekeeper noespaço virtual, enquanto gestor da informação. Com relação a substituição do livro impresso pelo digital,apesar de algumas afirmações, os representantes das BE’s pesquisadasforam unânimes em desconsiderar, pelo menos a curto prazo, essapossibilidade. Portanto, reafirmamos a convivência paralela de ambosos suportes, assim como o reconhecimento dessa situação pelosprofissionais que atuam na Web com a informação digital.5.2 E-BOOK: A FORMAÇÃO DO CATÁLOGO DE LITERATURA BRASILEIRA Diante da observação da “estante digital” das 3 (três)bibliotecas eletrônicas, obtemos um total de 1.238 (mil duzentos etrinta e oito) e-books de diversas áreas do conhecimento, como mostrao QUADRO 5 a seguir:
    • 92 CATÁLOGO GERAL DE E-BOOKS EXISTENTES NAS BIBLIOTECAS ELETRÔNICAS PESQUISADAS Áreas do conhecimento Biblioteca Eletrônica/E-books Total EBookCult Hotbook ParnanetAdulto 05 - - 05Animais de estimação - Z - -Antiguidades e coleções 08 08 - -Arte 06 06 - -Artes performáticas 02 02 - -Artesanatos e hobbies 01 01 - -Atualidades 19 19 - -Auto-ajuda 25 18 07 -Biografia 03 03 - -Casa e lar 02 02 - -Ciência 11 11 - -Ciência política 44 44 - -Ciências Sociais 44 44 - -Clássicos 14 - - 14Coleções 219 219 - -Comunicação 09 09 - -Contos 11 - 11 -Crítica literária - - - -Crônicas 38 33 05 -Culinária 01 01 - -Cursos - - - ZDidático - - (pago) -Direito 27 27 - -Ecologia - - Z -Educação 10 10 - -Ensaio - - Z -Esoterismo 11 11 ZEspiritualidade 04 - 04 -Esportes e Lazer 03 03 (pago) -Ficção 288 274 02 12Ficção cientifica 02 - 02 -Ficção infanto-juvenil - - - -Filosofia 67 67 - -Folclore 01 - 01 -História 28 28 - -Humor 05 05 - -Importados (autores - - - Zestrangeiros)Infantil 15 - 02 13Infanto-juvenil (não ficção) 11 10 01 -Informática 09 09 - ZInterativo 02 - 02 -Jogos 01 01 - -QUADRO 5 - Catálogo geral de e-books existentes nas bibliotecas eletrônicaspesquisadas (Continua)
    • 93 CATÁLOGO GERAL DE E-BOOKS EXISTENTES NAS BIBLIOTECAS ELETRÔNICAS PESQUISADAS Áreas do conhecimento Biblioteca Eletrônica/E-books Total EBookCult Hotbook ParnanetLínguas estrangeiras 04 04 - -Literatura 15 - - 15Livros didáticos 01 01 (pago) -Livros raros 06 06 - -Medicina 05 05 - -Mistério 01 - 01 -Monografia 01 - 01 -Música 04 04 - -Negócios e economia 14 14 - -On line 06 - 06 -Poesia 63 55 08 -Policial 06 - 06 -Político filosófico 02 - 02 -Psicologia e psiquiatria 03 03 - -Referência 11 11 - -Reflexões 01 - 01 -Regional - - - ZRelacionamentos e família 04 04 - -Religião 87 70 02 15Romance 35 - 20 15Roteiro - - Z -Saúde e beleza 02 02 - -Técnicos 23 06 02 15Vida real - - Z -Total (e-books) .................. 1238 1050 84 104QUADRO 5 - Catálogo geral de e-books existentes nas bibliotecas eletrônicaspesquisadas (Conclusão)Fonte: Pesquisa realizada em 2003 nos sites EbookCult, Hotbook e ParnanetNota: Convencionamos utilizar o símbolo “Z” para representar o dado zero e o símbolo “-” que o dado inexistente. Observando o QUADRO 5, concluímos que enfrentaríamosalgumas dificuldades em formar um catálogo de caráter geral, dentreessas a grande quantidade de áreas (66 (sessenta e seis))apresentadas e os diversos e-books disponibilizados (1238 (milduzentos e trinta e oito)), sendo necessário uma grande disponibilidadede tempo para selecioná-los de acordo com os critérios estabelecidosnessa pesquisa, acarretando, provavelmente, o não cumprimento docronograma estabelecido. Diante destes fatos optamos pela formação
    • 94de um catálogo especializado. A área escolhida foi a de Literatura, emvirtude da sua relevância e pensando em contribuirmos para o acesso avárias obras literárias por meio do download gratuito. Desse modo,agrupamos as áreas co-relatas e demos nomeação única. Diante do exposto, das 66 (sessenta e seis) áreas disponíveisnas três bibliotecas eletrônicas pesquisadas, nossa amostra perfaz umtotal de 14 (quatorze) áreas a serem exploradas, conformedemonstrado no QUADRO 6 abaixo: SUB-ÁREAS DE LITERATURA QUE FORMAM O CATÁLOGO ESPECIALIZADO COM E-BOOKS EXISTENTES NAS BE’s PESQUISADAS Áreas do conhecimento Biblioteca Eletrônica/E-books (Literatura) Total EBookCult Hotbook ParnanetBiografia 03 03 - -Clássicos 14 - - 14Coleções8 219 219 - -Contos 11 - 11 -Crítica Literária 34 34 - -Crônicas 05 - 05 -Ficção 286 274 - 12Ficção científica 02 - 02 -Ficção infanto-juvenil 11 11 - -Infantil 15 - 02 13Infanto-juvenil (não-ficção) 11 10 01 -Literatura 15 - - 15Poesia 63 55 08 -Policial 06 - 06 -Romance 35 - 20 15Total (e-books) .................. 730 606 55 69QUADRO 6 - Sub-áreas de literatura que formam o catálogo especializado come-books existentes nas BE’s pesquisadasFonte: Pesquisa realizada em 2003 nos sites EbookCult, Hotbook e ParnanetNota: Na formação do catálogo as áreas “ficção infanto-juvenil”, “infantil” e “infanto- juvenil” foram agrupadas na área “literatura infanto-juvenil” e a área “literatura” foi distribuída entre as sub-áreas apresentadas no QUADRO 6.8 A área Coleções contém uma subdivisão que inclui a área Clássicos. Em nossocatálogo, convencionamos utilizar Clássicos para se referir a ambas as áreas.
    • 95 Diante das etapas alcançadas em nossa pesquisa,selecionamos nos sites eBookCult, Parnanet e Hotbook os e-books maisrepresentativos, disponíveis nos formatos MS Reader , AcrobateBook Reader e Rocket eBook , considerando a sua existênciana forma impressa e/ou a possibilidade de impressão após o download.De cada sub-área de literatura correspondente, foram coletados ose-books mais significativos, perfazendo um total de 82 (oitenta e dois)e-books. A seguir, passamos a apresentar o “catálogo de e-booksbrasileiros especializado na área de literatura”.
    • 96 CÁTALOGO DE E-BOOKSEM LI ERAT T URA BRASI RA LEI
    • 97 APRESENTAÇÃO Estamos no tempo de grandes transformações na forma comoa informação é armazenada e transmitida. A inserção das NTIC’s temdado um novo sentido à biblioteca, acentuando ainda mais os seuspropósitos, tornando o conhecimento mais livre e eficientementeacessível aos usuários, integrando múltiplas tecnologias disponíveis.Nesse sentido a biblioteca eletrônica tem se destacado por favorecer ademocratização do conhecimento, disponibilizando informações noformato digital. Objetivando contribuir para a evolução dessa nova realidadedigital, desenvolvemos uma pesquisa em que examinamos bibliotecaseletrônicas, identificando a formação de acervos virtuais na área deliteratura brasileira, a fim de formar um catálogo de e-books quepossam ser acessados e disponibilizados por outras bibliotecas. Omesmo está organizado por ordem alfabética de acordo com as áreasdo conhecimento e os e-books inseridos em cada área, estão listadosem ordem alfabética de títulos. Ao final do catálogo, consta o ÍndiceOnomástico, apresentando em ordem alfabética, à relação dos autorese as respectivas páginas onde constam suas obras. Esse catálogo contribui para as bibliotecas eletrônicas e seusrespectivos usuários, facilitando o compartilhamento da informaçãodigital, bem como o acesso e uso da informação “gratuita”.
    • 98 SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO 97Biografia .......................................................................... 99Clássicos .......................................................................... 100Contos ............................................................................. 107Crítica Literária ................................................................. 108Crônicas ........................................................................... 110Ficção .............................................................................. 111Literatura Infanto-juvenil ................................................... 115Poesia .............................................................................. 119Policial ............................................................................. 121Romance .......................................................................... 123ÍNDICE ONOMÁSTICO ........................................................ 126
    • 99CATÁLOGO DE E-BOOKS DE LITERATURA BRASILEIRA BIOGRAFIA Biografia de Allan Kardec - Federação Espírita Brasileira (FEB)Biografia que permite que o leitor conheça a vida docodificador da Doutrina Espírita.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: FEB - Federação Espírita BrasileiraTamanho: 100 KbDownload para ler no Acrobat Biografia de Papus - Sociedade das Ciências AntigasQuem foi Papus? A obra descreve a história desse autor. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: S.C.A. - Sociedade das Ciências Antigas Tamanho: 127 Kb Download para ler no MS Reader Traços Biográficos de Chico Xavier - Federação Espírita Brasileira (FEB)Biografia de um dos maiores médiuns psicógrafos domundo em todos os tempos, publicada anterior a data deseu desencarne. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: FEB - Federação Espírita Brasileira Tamanho: 80 Kb Download para ler no Acrobat
    • 100 CLÁSSICOS A Dama das Camélias - Alexandre Dumas Filho Não apresenta resumo. Figura não Onde encontrar: ebookcultdisponível Fonte digital: BibVirt Tamanho: 443 Kb Download para ler no Acrobat A Luneta Mágica – Joaquim Manuel de Macedo Simplício, homem míope, recebe de um Mago armênio, sucessivamente, três lunetas: a do Mal, a do Bem e, finalmente, a do bom senso. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 190 Kb Download para ler no Rocket eBook A Mão e a Luva - Machado de Assis Não apresenta resumo. Figura não Onde encontrar: parnanetdisponível Fonte digital: não disponível Tamanho: não disponível Download para ler no MS Reader
    • 101 A Moreninha – Joaquim Manuel de Macedo"O mundo de Filipe, de Augusto, da moreninha, é o mundoda festa, do lazer despreocupado com a sobrevivência,como se a maior propriedade destas pessoas fosse o tempo,sobre o qual derramam seus conflitos juvenis e suasingenuidades de adolescentes”.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 161 KbDownload para ler no Rocket eBook A Viuvinha – José de AlencarUm clássico da literatura romântica brasileira.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 66 KbDownload para ler no Rocket eBook Casa de Pensão – Aluízio AzevedoRomance realista.Onde encontrar: parnanet; ebookcultFonte digital: não disponível; eBooksBrasilTamanho: não disponível; 356 KbDownload para ler no MS Reader ; Rocket eBook Cinco Minutos – José de AlencarNão apresenta resumo.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 58 KbDownload para ler no Rocket eBook
    • 102 Dom Casmurro – Machado de AssisDom Casmurro conta à história de Bento de AlbuquerqueSantiago, filho de uma família abastada do Brasil do séculoXIX. A história é contada por Bento adulto, quando járecebera o apelido de "dom casmurro", por viver de modorecluso, quase sem amigos. Bento conta a história a partirda sua infância, estabelecendo uma retrospectiva paraentender acontecimentos importantes de sua vida.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 214 KbDownload para ler no Rocket eBook Guerra dos Mascates – José de AlencarHistória dos chapins que fala sobre os costumes dos reis dePortugal, o casamento da infanta D. Catarina em 1661 comCarlos II da Inglaterra e as possessões do ultramar tendoque fornecer à noiva aos chapins. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 302 Kb Download para ler no MS Reader Iracema – José de AlencarIracema: prosa-poema de José de Alencar. ReediçãoOnde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 115 KbDownload para ler no Rocket eBook
    • 103 Lucíola - José de Alencar Não apresenta resumo. Figura não Onde encontrar: parnanetdisponível Fonte digital: não disponível Tamanho: não disponível Download para ler no MS Reader Marília de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga Não apresenta resumo. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 92 Kb Download para ler no Rocket eBook Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis Figura Não apresenta resumo. nãodisponível Onde encontrar: parnanet Fonte digital: não disponível Tamanho: não disponível Download para ler no MS Reader Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida Lançado entre 27 de junho de 1852 e 31 de julho de 1853 em folhetim, no suplemento Pacotilha do jornal Correio Mercantil, o livro Memórias de Um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida é um retrato do Brasil dos tempos do Segundo Império. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 195 Kb Download para ler no Rocket eBook
    • 104 Meu Sertão - Catulo da Paixão CearenseMeu Sertão não é o sertanejo fotografado; é o sertão noque tem de poético, simples e selvagem, compreendido,sentido, evocado pela alma de seu filho, que se educou noRio. É uma saudade posta em verso; saudade que se deleitaem ir pintando as cenas mortas, refazendo gentes, vistas,costumes interessantes, usanças particulares, pondo emtudo certa nostalgia bem real, muito emotiva. (José Oiticica)Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 195 KbDownload para ler no MS Reader Morte e Vida Severina – João Cabral de Melo NetoNão apresenta resumo.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 25 KbDownload para ler no Rocket eBook O Ateneu – Raul PompéiaNão apresenta resumo.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 237 KbDownload para ler no Rocket eBook O Cortiço – Aluízio AzevedoEste romance de um dos fundadores do realismo literário noBrasil retrata as condições de vida no Rio de Janeiro nocomeço do século XX.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 284 KbDownload para ler no Rocket eBook
    • 105 O Crime do Padre Amaro - Eça de Queirós Conta a história do Padre Amaro, um reverendo piedoso mas que comete um crime. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: Ciberfil Tamanho: 223 Kb Download para ler no MS Reader O Guarani – José de AlencarOs amores de Peri e Ceci. Este romance foi utilizado como olibretto para a ópera de Carlos Gomes, Il Guarany.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 379 KbDownload para ler no Rocket eBook O Navio Negreiro – Castro AlvesUm libelo poético de Castro Alves contra a escravidão noBrasil.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 26 KbDownload para ler no Rocket eBook O Primo Basílio – Eça de QueirozNão apresenta resumo.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: CiberfilTamanho: 432 Kb; 416 KbDownload para ler no Rocket eBook ; MS Reader
    • 106 Os Lusíadas - Luís de Camões Não apresenta resumo. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: Ciberfil Tamanho: 223 Kb Download para ler no MS Reader Os Maias – Eça de Queiroz Não apresenta resumo. Figura não Onde encontrar: parnanetdisponível Fonte digital: não disponível Tamanho: não disponível Download para ler no MS Reader Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto Nesta tragicomédia, escrita em 1915, Lima Barreto conta a história de um patriota ingênuo, empenhado em uma luta solitária para salvar seu país de políticos corruptos. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 230 Kb Download para ler no Rocket eBook Ubirajara – José de Alencar Romance com temática indígena. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 124 Kb Download para ler no Rocket eBook
    • 107 CONTOS Coletânea Fantasias - Renato Alonso AzevedoNão apresenta resumo.Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: 549 KbLançamento: 15/10/2002Download para ler no Acrobat Contos Sem Fim - Sinomar RicardoNão apresenta resumo.Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: não disponívelLançamento: 09/05/2003Download para ler no Acrobat Meu Mestre é Meu Mundo – Jerônimo Mendes“Este livro representa uma parcela da minha vida, ao longode trinta e poucos anos e cada vez me convenço mais deque há muito que se fazer neste mundo-cão. Não bastasermos bons e honestos durante a existência. É necessáriotranscender, atropelar a razão e a lógica, fazer acontecere, ao mesmo tempo, não descuidar do que poderá ser feitode cada um de nós, após a vida na Terra”. (JerônimoMendes)Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: 235 KbLançamento: 03/04/2000Download para ler no Acrobat
    • 108 Um Gênio Adolescente - Elzymar Vieira Ricardo Livro inspirado no conto "Aladim e a Lâmpada Mágica", escrita numa versão moderna e atual, com mais tecnologia, retratando problemas dos adolescentes dos dias de hoje. Onde encontrar: hotbook Fonte digital: --- Tamanho: 48 Kb Lançamento: 01/01/2003 Download para ler no Acrobat CRÍTICA LITERÁRIA A Fala e o Rio - Priscilla Carla Silveira MenezesLivro infantil, que estabelece uma analogia entre o rio e omovimento da linguagem e entre os troncos e as restriçõesda fala, a disfluência, desmistificando a dicotomia fluência xdisfluência. Destinado a crianças de todas as idades,profissionais e estudantes de Fonoaudiologia e Letras, bemcomo ao público em geral.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 1.102 Kb; 690 KBDownload para ler no Acrobat e/ou MS Reader Histórias Sem Pé Nem Cabeça - Mauro Gonçalves Rueda"Era uma vez uma história sem pé nem cabeça. Não tinhainício, meio ou fim”. E assim como a história, o escritor nãosabia quem era, o que era, porque escrevia e o que iriaescrever quando iniciou a história.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 116 KbDownload para ler no MS Reader
    • 109 Natureza Morta – Floriano Martins e Hélio Rola“O homem já se chamou eu, nós, nenhum. Perdeu-se entresi e os demais. Julgou sempre o outro. Qual nome teráagora? [...] A arte quando muito pintará a si mesma: umanatureza morta."Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasil / AgulhaTamanho: 220 KbDownload para ler no MS Reader O Eu-Inatingido - Mauro Gonçalves RuedaO EU são “achados”, “retalhos”, “apanhados”, ao longo dosanos, em meio às gentes, na solidão das madrugadas. Sãopensamentos populares, mesclados e amalgamados poralguns conceitos do autor.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 133 KbDownload para ler no MS Reader Porque Me Ufano do Meu País – Afonso CelsoSegundo Afonso Celso, os “maus elementos poderãoretardar; nunca impedir a predestinação do Brasil a grandescousas." É nessa perspectiva, que ele escreve essa criticaliterária sobre o Brasil.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 208 KbDownload para ler no MS Reader
    • 110 CRÔNICAS Crônicas da Vida - Sinomar RicardoNão apresenta resumo.Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: não disponívelLançamento: 09/05/2003Download para ler no Acrobat Crônicas da Vida de um Médico - Sinomar RicardoNão apresenta resumo.Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: 211 KbLançamento: 09/05/2003Download para ler no Acrobat Histórias que a Vida nos Conta - Alfredo Ciuffi Neto Apresenta pequenas histórias retratando fatos que aconteceram no cotidiano. São crônicas do dia-a-dia, coletadas da memória, transcritas com saudosismo pelo autor. Onde encontrar: hotbook Fonte digital: --- Tamanho: 435 Kb Lançamento: 25/01/2001 Download para ler no Acrobat
    • 111 Maré Vazante - Esther Tourinho"São trinta e seis crônicas sobre os mais variados assuntosdo cotidiano, em um verdadeiro convite à observação defatos corriqueiros e ao mesmo tempo repletos depossibilidades, de contradições, de nuances que passamtantas vezes despercebidas.”Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: 531 KbLançamento: 04/01/2002Download para ler no Acrobat Muito Além do Cotidiano - Jerônimo MendesColetânea de crônicas que foram história na vida do autornos tempos de infância e adolescência. A grande maioriapossui trechos de humor e a intenção é divertir o públicocom a desgraça alheia, ou seja, histórias reaistransformadas em crônicas.Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: 99 KbLançamento: 23/03/2001Download para ler no Acrobat FICÇÃO A Cega Que "via" – Cleusa SarzêdasLivro de ficção que narra a história de uma cega queenxerga com os olhos da alma. A personagem dessa históriaacredita que “Para a alma não existem fronteiras. Cegos,são os olhos do meu corpo. E passe é energia transmitida.Os espíritos fizeram todo o serviço. Eu sou apenas oveículo”.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 102 KbDownload para ler no MS Reader
    • 112 A Escrava Isaura – Bernardo Guimarães Os sofrimentos e desventuras de Isaura, uma escrava branca, com bons sentimentos e bem educada em uma sociedade escravocrata. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 176 Kb Download para ler no Rocket eBook A Máscara do Tempo - Lira Vargas Conta a história de um casal de velhinhos que em todos os Figura sábados atravessavam a rua e iam para o bar da esquina. nãodisponível Onde encontrar: parnanet Fonte digital: não disponível Tamanho: não disponível Download para ler no MS Reader A Normalista – Adolfo Caminha "O romance relata as muitas tristezas e poucas alegrias de uma jovem que é entregue por seu pai ao padrinho, para criá-la. Ela é uma menina normal, que estuda, que tem uma amiga confidente, um pretenso namorado de nível muito superior ao seu e, desgraçadamente, é engravidada pelo padrinho e acaba casando-se com um alferes da polícia. O pano de fundo é uma cidade provinciana do século passado, repleta de preconceitos e maledicências." (Cláudio Murilo Leal) Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 205 Kb Download para ler no MS Reader
    • 113 Amor Assassino – L. P. BaçanJuliet estava decidida a manter seu casamento, mesmo queisso lhe custasse a felicidade. Apaixonara-se pelo melhoramigo de seu marido e abdicaria desse amor para manter apromessa feita no altar. Uma fatalidade, no entanto, deu-lhe a chance de conhecer a verdadeira felicidade. A mortede seu marido libertava-a para entregar-se àquele que elajulgara ser o amor de sua vida. Ao invés do paraíso, noentanto, ela conheceu o inferno, ao descobrir que o homemgentil que ela julgava amar era, na verdade, um psicopataassassino.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: CiberfilTamanho: 150 KbDownload para ler no MS Reader Brida – Paulo CoelhoBrida é a história real de uma das mais jovens Mestras daTradição das Feiticeiras. No estilo que o consagrou como umdos escritores mais vendidos do país, PAULO COELHO contaos primeiros passos da então menina de 21 anos que,decidiu que seu destino estava profundamente ligado aosmistérios da magia.Onde encontrar: ebookcultFonte digital: www.paulocoelho.com.brAno de Lançamento: 1990Tamanho: 600 KbDownload para ler no Acrobat
    • 114 Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei – Paulo Coelho Narra uma história de amor entre Pilar e seu companheiro que, conheceram-se na infância, afastaram-se na adolescência, e - onze anos depois - tornam a se encontrar. Os dois estão unidos pela vontade de mudar, de seguir os próprios sonhos, de encontrar um caminho diferente. Para isto, é preciso vencer muitos obstáculos interiores: o medo da entrega, a culpa, os preconceitos. Pilar e seu companheiro resolvem viajar até uma pequena aldeia nas montanhas - e trilhar o difícil caminho de reencontro com a própria verdade. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: www.paulocoelho.com.br Ano de Lançamento: 1994 Tamanho: 365 Kb Download para ler no Acrobat O Diário de Um Mago – Paulo Coelho Sentado em um jardim de uma cidade no sul da França. Água mineral. Café. Temperatura de 27º C na tarde de 1 de junho de 2002. Pessoas que conversam, pessoas que caminham. Pessoas que também tomam seu café e sua água mineral. Nesse cenário Paulo Coelho apresenta sua obra. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: www.paulocoelho.com.br Ano de Lançamento: 1987 Tamanho: 600 Kb Download para ler no Acrobat The Box Man - Josiel Vieira Há quanto tempo ele estava ali? Talvez uma eternidade. Figura Porém, o mais importante: há quanto tempo tinha não consciência disso?disponível Onde encontrar: parnanet Fonte digital: não disponível Tamanho: não disponível Download para ler no MS Reader
    • 115 Um Anjo Nas Nuvens - Lira Vargas “Conheci Orlando numa feira de automóveis, trabalhando Figura como recepcionista, ficamos numa paquera gostosa por não muito tempo”. Assim começa a histórica “Um anjo nasdisponível nuvens”. Onde encontrar: parnanet Fonte digital: não disponível Tamanho: não disponível Download para ler no MS Reader LITERATURA INFANTO JUVENIL A Bruxa Adriana - Tarcisio Lage Obra de ficção infanto-juvenil, discorre acerca de uma rebelião de crianças contra uma bruxa. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 152 Kb Download para ler no MS Reader A Classe Média Agradece - André Diniz Ficção infanto-juvenil que narra a história de Marcelo Cabeça, um poderoso traficante das favelas cariocas, pela visão muito particular de alguém que se envolveu com ele mais do que devia. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: Nona Arte Tamanho: 2.952 Kb Download para ler no Acrobat
    • 116 A Locomotiva na Era Virtual - Vera Carvalho AssumpçãoCamila, a protagonista deste livro, gostava de ouvir ashistórias que a avó contava sobre seus antepassados. Maisdo que as palavras da avó, através do seu coração, elacaptava a emoção das pessoas diante de acontecimentosfantásticos. Utilizando os recursos da realidade virtual, asduas viveram uma grande aventura, mergulharam notempo.Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: 696 KbLançamento: 15/10/2001Download para ler no Acrobat Fawcett – André Diniz e Flávio ColinHistória em quadrinho que fala sobre o coronel britânicoPercy Harrison Fawcett, que em 1925 veio ao Brasil paraencontrar a lendária cidade de Muribeca. Após penetrar nasmatas do Mato Grosso, nunca mais foi visto. Veio desvendarum enigma e acabou se tornando um outro!Onde encontrar: ebookcultFonte digital: Nona ArteTamanho: 4.516 KbDownload para ler no Acrobat Mafaldinha A Minhoca - Mauro Gonçalves RuedaConta a história de Mafaldinha e o gravetinho. "Mafaldinha aminhoca já não regulava bem paquerava um gravetinho quechamava de meu bem. Todo dia bem cedinho Mafaldinha nailusão, saia de um buraquinho num canteiro de agrião”.Onde encontrar: ebookcult; parnanetFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 129 KbDownload para ler no MS Reader
    • 117 O Corpo Humano é Engraçado – Daniel Walker O autor faz comparações hilárias, mas verdadeiras sobre o Figura corpo humano. nãodisponível Onde encontrar: parnanet Fonte digital: não disponível Tamanho: não disponível Download para ler no MS Reader O Encontro das Estrelas - Jerônimo Mendes Em sua estréia na literatura infantil, o escritor Jerônimo Mendes conta à história da estrelinha Pipoca, que vaga pelo Universo em busca de seus pais. O final é surpreendente. Onde encontrar: hotbook Fonte digital: --- Tamanho: 254 Kb Lançamento: 07/07/2003 Download para ler no Acrobat O Poeminha Camarada - Mauro Gonçalves Rueda "Bem, acho que nosso poeminha camarada é de fato, um grande exemplo. Mas ai, haja energia para acompanhar o pique que ele tem! Eu já me sinto cansado embora admita: como é bom estudar, ler e aprender. A leitura, os bons livros são espelhos da sabedoria." Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 90 Kb Download para ler no MS Reader
    • 118 O Reino Encantado - Mauro Gonçalves Rueda"Às vezes, a própria natureza acaba cansando-se daintempérie. Não do tempo, mas sim, daquelas que lhes sãoimpingidas pelo homem moderno. Um dia, quando todo omundo já começava a sentir-se cansado dos comércios,intrigas, guerras, politicalhas, misérias e tristezas... quandoaté mesmo os animaizinhos sentiam-se inseguros,temerosos pela natureza cada vez mais depredada edebilitada, uma menininha, preocupada com tudo isso, teveum sonho..." (Mauro Gonçalves Rueda)Onde encontrar: ebookcult; parnanetFonte digital: eBooksBrasilTamanho: 101 KbDownload para ler no MS ReaderO Sumiço dos Gatos do Parque Trianon - Oriza Martins PintoNo Parque Trianon, em São Paulo, alguns gatos moradoresdo local começam a desaparecer misteriosamente, deixandointrigado um grupo de jovens amigos, estudantes de umaescola próxima, que cuidam dos bichanos. A galera começaa investigar os misteriosos desaparecimentos, quandopercebe que fatos estranhos ocorrem em um velho casarãovizinho da escola. A obra contém como substrato temáticouma mensagem ecológica e de reflexão sobre a questão dosanimais abandonados.Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: 353 KbLançamento: 12/01/2003Download para ler no Acrobat
    • 119 Olha Só Quem Está Falando - Priscilla Carla Silveira Menezes A autora conta a história de Ítalo, um garotinho que está Figura começando a falar. São tantas palavrinhas que já conhece, não que é normal se ele errar.disponível Onde encontrar: parnanet Fonte digital: não disponível Tamanho: não disponível Download para ler no MS Reader Totó, o Maior Cão do Mundo - Cinthya Nunes Vieira da Silva Um cão, uma menina, uma história real. Emocione-se com a trajetória dessa amizade. Conheça a vida de Totó, suas aventuras, seus amigos e principalmente o imenso amor que inspirou em sua dona. Onde encontrar: hotbook Fonte digital: --- Tamanho: 42 Kb Lançamento: 19/11/2000 Download para ler no Acrobat POESIA A Torre de Babel – Mauro Gonçalves Rueda Poemas inspirados e escritos após várias sessões do filme THE DOORS com as letras de Jim Morrison, entre suas lambadas metafóricas, a fragmentação das figuras de linguagem e todos os conceitos convencionais da época. O poeta utiliza uma vasta gama de recursos no seu fazer poético enriquecido por canções irreverentes e sombrias. Um longo passeio pelo tempo. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 55 Kb; 135 Kb Download para ler no Rocket eBook ; MS Reader
    • 120 Cantos da Solidão – Bernardo Guimarães O primeiro livro de Guimarães, o autor de "A Escrava Isaura". Publicado pela primeira vez em 1852. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 59 Kb Download para ler no Rocket eBook Crisálidas – Machado de Assis O primeiro livro publicado pelo poeta Machado de Assis. A primeira edição foi em 1864. Até hoje, não foi reeditado em papel. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 71 Kb Download para ler no Rocket eBook Espumas Flutuantes – Castro Alves Poesias de Castro Alves. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 93 Kb Download para ler no Rocket eBook Poesias – Cecília Meireles Não apresenta resumo. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 28 Kb Download para ler no Rocket eBookObs.: Essa obra consta na área Clássicos do site Ebookcult.
    • 121 Sonetos – Luís de Camões Sonetos de Camões. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: Phoenix-Library Tamanho: 202 Kb Download para ler no MS ReaderObs.: Essa obra consta na área Clássicos do site Ebookcult. Viagem - Cecília Meireles Livro que consagrou Cecília Meireles como a grande poetisa da língua portuguesa. Onde encontrar: ebookcult Fonte digital: eBooksBrasil Tamanho: 347 Kb Download para ler no MS Reader POLICIAL A Feiticeira Redescoberta - Vera Carvalho Assumpção Roberto havia deixado um bilhete de despedida para a mãe e um vidro vazio de veneno na gaveta. Porém, dona Cacilda Costa Medeiros não acredita que seu filho único tenha se suicidado ingerindo cianureto. Um pressentimento contrário a todas as evidências impede-a de acreditar no óbvio. Ela contrata um detetive a fim de provar que o suicídio foi um assassinato. Onde encontrar: hotbook Fonte digital: --- Tamanho: 974 Kb Lançamento: 04/01/2002 Download para ler no Acrobat
    • 122 Enigma - Sinomar RicardoUma história policial onde política, religião e crimes semesclam para produzir um efeito único. O autor leva seusleitores a desejar parar a leitura somente ao final do livro,e, ao terminar, querer começar a ler tudo de novo.Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: 510 KbLançamento: 09/05/2003Download para ler no Acrobat Paisagens Noturnas - Vera Carvalho AssumpçãoPaisagens Noturnas é um romance policial onde o detetiveAlyrio Cobra se vê as voltas com um crime aparentementesolucionado pela polícia e que na realidade é só o fio deuma meada. Até chegar à outra ponta, ele vai ter deenveredar por muitas vidas aparentemente normais eoutros assassinatos decorrentes da investigação. Numacoincidência fantástica, encontra um quadro de uma pintorasua amiga na casa da professora assassinada. E é ela quemretrata as paisagens noturnas!Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: 659 KbLançamento: 02/01/2003Download para ler no Acrobat
    • 123 Virginia e seu Labirinto - Vera Carvalho AssumpçãoNa época em que o Brasil saía da ditadura, em São Paulo,um casal de classe média alta é encontrado assassinado naprópria cama. A família, os amigos, os filhos e a polícia sedirigem ao local do crime e criam um verdadeiro caos ondemuitas provas se perdem. Com os escassos elementos querestaram, ainda há pessoas tentando camuflar as poucasevidências. Em meio às confusões de seu cotidiano detrabalho e vontade imbatível de vencer na vida, Virgínia,uma estilista dona de butique que também era amante domorto, irá enveredar pelos meandros do caso e acabará sedeparando com a solução.Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: 1.069KbLançamento: 19/12/2002Download para ler no Acrobat ROMANCE A Flor do Desejo - Sílvia Marques"Lorena, uma bela e bem-sucedida redatora, envolve-secom os homens apenas no âmbito sexual. Mas, se mantémenigmática e inatingível afetivamente. A explicação parasua atual conduta encontra-se em seu passado, numapequena cidade do interior paulista, onde viveu um loucocaso de amor que modificou toda a sua vida”.Onde encontrar: hotbookFonte digital: ---Tamanho: 373 KbLançamento: 11/04/2002Download para ler no Acrobat
    • 124 Diário Íntimo - Lima Barreto Não apresenta resumo. Figura não Onde encontrar: parnanetdisponível Fonte digital: não disponível Tamanho: não disponível Download para ler no MS Reader Do Virtual ao Real - Lucinea Aparecida de Rezende A obra desperta o leitor para uma nova realidade dos tempos modernos, em que: Viver um grande amor é uma Figura experiência única! Viver um romance que se inicia na não Internet e através dela cria asas, é algo novo!disponível Onde encontrar: parnanet Fonte digital: não disponível Tamanho: não disponível Download para ler no MS Reader ELE Está no Meio de Nós - Silas Correia Leite “Quem ler esse livro, vai pensar duas vezes antes de querer continuar sendo a mesma pessoa. É a história de um homem de poder, realizado financeiramente mas que não é feliz com todo o status que tem. Ao contrário, é infeliz e, secretamente busca um sentido para a vida, para a questão que cantou Caetano Veloso: "Existir, a quê será que se destina?” Onde encontrar: hotbook Fonte digital: --- Tamanho: 1622 Kb Lançamento: 23/04/2001 Download para ler no Acrobat
    • 125 O Início do Fim - Mauro Gonçalves Rueda A vida vivida, sangrada, em faca afiada: — túnel sem saída —. Ferida que não cicatriza é ferida legada. Em meio Figura ao romantismo de Mauro Gonçalves desenrola-se a história não “O início do fim”.disponível Onde encontrar: parnanet Fonte digital: não disponível Tamanho: não disponível Download para ler no MS Reader O Amor na Era da Internet - Roberta Rizzo Giulia e Felipe vivem longe dos grandes centros urbanos, na pacata cidade de Parati. Uma moderna estrutura de comunicação permite que não só trabalhem pela rede, mas também organizem sua vida utilizando as facilidades da Internet: compras on-line etc. Através desse casal, a autora discute temas como novas relações de trabalho (teletrabalho ou telecommuting), nova organização espacial, ensino à distância, vício na Internet, crianças, adolescentes e idosos na rede etc. Onde encontrar: hotbook Fonte digital: --- Tamanho: 329 Kb Lançamento: 25/02/2000 Download para ler no Acrobat
    • 126 ÍNDICE ONOMÁSTICOA-CAlencar, José de, 101,102, 103, 104, 106Almeida, Manuel Antônio de, 103Alves, Castro, 105, 120Assis, Machado de, 100, 102, 103, 120Assumpção, Vera Carvalho, 116, 121, 122, 123Azevedo, Aluízio, 101, 104Azevedo, Renato Alonso, 107Baçan, L. P., 134Barreto, Lima, 106, 124Caminha, Adolfo, 112Camões, Luís de, 106, 121Cearense, Catulo da Paixão, 104Celso, Afonso, 109Ciuffi Neto, Alfredo, 110Coelho, Paulo, 113, 114Colin, Flávio, 116D-FDiniz, André, 115, 116Dumas Filho, Alexandre, 100Federação Espírita Brasileira (FEB), 99G-IGonzaga, Tomás Antônio, 103Guimarães, Bernardo, 112, 120J-LLage, Tarcisio, 115Leite, Silas Correia, 124M-OMacedo, Joaquim Manuel de, 100, 101Marques, Silvia, 123Martins, Floriano, 109
    • 127Meireles, Cecília, 120, 121Melo Neto, João Cabral de, 104Mendes, Jerônimo, 107, 111, 117Menezes, Priscilla Carla Silveira, 108, 119P-RPinto, Oriza Martins, 118Pompéia, Raul, 104Queirós, Eça de, 105, 106Rezende, Lucinea Aparecida de, 124Ricardo, Elzymar Vieira, 108Ricardo, Sinomar, 107, 110, 121Rizzo, Roberta, 125Rola, Hélio, 109Rueda, Mauro Gonçalves, 108, 109, 116, 117, 118, 119, 125S-USarzêdas, Cleusa, 111Silva, Cinthya Nunes Vieira da, 119Sociedade das Ciências Antigas, 99Tourinho, Esther, 111V-ZVargas, Lira, 112, 115Vieira, Josiel, 114Walker, Daniel, 117
    • 1286 CONSIDERAÇÕES FINAIS As atuais tecnologias incorporaram uma nova forma de circulare sistematizar informações. Vivemos atualmente uma transição tãoimportante quanto a invenção da prensa de tipos móveis no Século XV,que revolucionou a produção de livros. Nesse contexto, o e-book tem sedestacado como um surpreendente meio de informação possibilitandodemocratizar o seu acesso a um nível ainda mais alto e de uma maneiranunca antes pensada uma vez que, centenas de livros e documentosestão podendo ser acessados com um simples “clique”. Essa facilidadeem conectar-se com a informação está cada vez mais rápida eautomática trazendo uma enorme contribuição para a educação,fortalecendo a cultura, incentivando o ato de ler e gerando novosparadigmas entre profissões e profissionais, principalmente os quelidam diretamente com a tecnologia e com a informação. No entanto, diante dessa realidade tecnológica e informacional,o livro impresso tem na sua perenidade de registro da história dahumanidade uma das suas vantagens sobre o livro eletrônico, pois osdocumentos produzidos em meio digital ainda não garantem alongevidade de sua utilização, bem como a perda de dados nesse tipode mídia é muito maior que na mídia impressa. Sendo assim, podemosperfeitamente vislumbrar um futuro para bibliotecas tradicionais eeletrônicas, para documentos impressos e digitais.
    • 129 Temos por certo que o papel desempenhado pelosbibliotecários em qualquer um desses ambientes será um só, o defacilitador do acesso à informação. Dessa forma, o bibliotecário deveestar atento às necessidades advindas em decorrência das NTIC’s paraque ele continue tendo um conhecimento privilegiado quanto aoprocessamento e disseminação da informação. Diante daexplosão informacional e da aplicação da tecnologia nesse campo, omesmo precisa atuar como gestor de informação, administrando aquantidade imensurável de dados disponíveis, a fim de transformá-lasem informações relevantes, que possam ser usadas para a produção deum novo conhecimento. Nesse panorama, a biblioteca eletrônica tem se destacadocomo uma importante fonte de disseminação do conhecimentocontribuindo para a democratização da informação e disponibilizandoinformações sem a necessidade de uma instalação física. No entanto,sugerimos o uso do conceito de biblioteca híbrida pois dentre osconceitos estudados, este é, a nosso ver, o que mais retrata a realidadedas bibliotecas atualmente, considerando a existência de materiaisimpressos e digitais. Essa situação é uma conseqüência dos constantesavanços tecnológicos e uma prova de que informações impressas edigitais sempre existirão como formas de acesso à informação. Essas questões ora discutidas são vislumbradas nesse estudo,objetivando examinar bibliotecas eletrônicas, identificar a formação de
    • 130acervos virtuais na área de literatura a fim de facilitar ocompartilhamento e uso da informação digital. Para tanto, temos comouniverso as BE do o ambiente Web, no qual investigamos trêsbibliotecas eletrônicas: ebookcult, hotbook e parnanet, através daobservação de seus sites e da análise de um questionário respondidopelos seus responsáveis. No estudo apresentado, chegamos a alguns resultados,concernentes as bibliotecas eletrônicas e a seus respectivos acervosdigitais de e-books na área de literatura brasileira. A respeito dasbibliotecas eletrônicas verificamos que nem todos os livrosdisponíveis em seus acervos eletrônicos estão disponíveis na formaimpressa, pelo fato de algumas obras serem escritas exclusivamentepara a forma digital. Quanto à seleção dos e-books, as bibliotecasoferecem um acervo bastante diversificado e primam pelademocratização da informação. Um fato que nos chamou atenção foi aquestão dos direitos autorais. Todas as bibliotecas pesquisadas foramunânimes em afirmar que os direitos autorais são liberados pelosautores e que atualmente essa questão tem sido levada muito a sério.Quanto ao tipo de público, as bibliotecas não apresentaram nenhumapesquisa nesse sentido. Algumas os classificam apenas como leitores,enquanto outras como público indefinido. Esse fato em nada contribuipara o crescimento das bibliotecas eletrônicas apresentadas, pois odesconhecimento do público impede que sejam oferecidos serviços de
    • 131acordo com as suas necessidades e exigências. A questão dasubstituição do livro impresso pelo eletrônico estabeleceu diferenteshipóteses, tais como: o processo de impressão em papel não tersustentabilidade e por isso ser capaz de acabar consigo mesmo; o fatoda por outro lado, a baixa renda da população impedir que todos façamparte do progresso tecnológico e; por fim, a convivência pacífica entrepapel e mídia. Concomitante a essas discussões, com relação aos e-booksconsideramos que os mesmos estão bem representados nas BE’sestudadas, haja visto a sua disponibilidade em várias áreas doconhecimento. No entanto, objetivando cumprir o cronogramaestabelecido para essa pesquisa e não disponibilizando de temposuficiente para a criação de um catálogo de caráter geral, delimitamosno nosso catálogo a área de literatura brasileira por considerarmos umaárea de grande relevância para a cultura. Considerando as discussões e os resultados enfocados, tivemosa oportunidade de estudar e pesquisar sobre um tema atual e bastanteenfatizado em nossa área, qual seja as NTIC’s e suas vertentes,biblioteca eletrônica e informação digital, possibilitando-nos uma maiorconsciência da responsabilidade em trabalhar com a informaçãoenquanto bibliotecários. Portanto, concluímos que, as NTIC’s têmproporcionado diversas mudanças, tais como: mudança no papel dobibliotecário, exigindo dele um perfil inovador, com novas competências
    • 132e qualificações técnicas; alteração no conceito de biblioteca, haja visto adisponibilidade de acervos virtuais e; conseqüentemente, a convivênciade impresso e digital como opções diferentes e complementares naaquisição de informação e conhecimento. Com relação ao livro, o consideramos como uma das fontesmais seguras de registro da cultura humana. Mesmo com tantasdiscussões sobre o seu futuro, é inegável que o mesmo tem um papelpreponderante no desenvolvimento das facilidades do mundocontemporâneo. Acreditamos que não existe uma competição com a suaversão tradicional, mas sim, um complemento, onde múltiplastecnologias estão disponíveis, objetivando tornar acessível o acesso àinformação. Sugerimos novas pesquisas, no sentido de estudar e organizara informação digital em catálogos impressos considerando as diversasáreas do conhecimento, que, somados a esse estudo, poderão facilitar aseleção, a organização, a disponibilização e o acesso da informaçãodigital à bibliotecas, bibliotecários e usuários.
    • 133 REFERÊNCIASAMARAL, Sueli Angélica do. Serviços Bibliotecários e DesenvolvimentoSocial: um desafio profissional. Ciência da Informação, Brasília, v.24,n.2, p.221-227, maio/ago. 1995.AMAT I NOGUEIRA, Nuria. La biblioteca eletrónica. Madrid:Fundacion Germãn Sanchez Ruipérez, 1990.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023:informação e documentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro,2002. 24p.__________. NBR 10520: informação e documentação – citações emdocumentos – apresentação. Rio de Janeiro, 2002. 7p.__________. NBR 14724: informação e documentação – trabalhosacadêmicos – apresentação. Rio de Janeiro, 2002. 6p.BARATA, Dulce Fernandes. Os suportes da história escrita dohomem. Disponível em:<http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=42&rv=Literatura>.Acesso em: 08 maio 2003.BARROS, Aidil de Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza.Projeto de Pesquisa: propostas metodológicas. 6.ed. Petrópolis:Vozes, 1990.BEUTTENMÜLLER NETO, Oscar. Internet e Biblioteca Virtual. JoãoPessoa, 2000. 78 f. Monografia (Graduação em Biblioteconomia) –Universidade Federal da Paraíba.CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. Disponível em:<http://www.cidadefutura.com.br/cepat/1999-10/p5.html>. Acesso:18 maio 2003.CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. SãoPaulo: Editora UNESP/Imprensa Oficial do Estado, 1999.______. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europaentre os séculos XVI e XVIII. Brasília: Universidade de Brasília, 1994.CUNHA, Murilo Bastos da. As tecnologias de informação e a integraçãodas Bibliotecas Brasileiras. Ciência da Informação, Brasília, v. 23, n.2, p. 182-188, mar./ago. 1994.
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    • 139APÊNDICE
    • 140 APÊNDICE A – Questionário da pesquisa UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO CURSO DE BIBLIOTECONOMIAPara: Sr(a). responsável pelo site ....................... Estamos desenvolvendo uma pesquisa vinculada ao curso deBiblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba que visa explorarsites que disponibilizam gratuitamente e-books na área de literatura,escrito por autores e/ou entidades brasileiras. Nesse sentido, o site.............. foi um dos selecionados em nossa pesquisa e, portanto,requeremos vossa colaboração para esclarecer nossas dúvidas quantoao serviço oferecido. Para atendermos ao cronograma da pesquisa, solicitamos, porgentileza, o envio da resposta para o e-mailrenach2003@yahoo.com.br, no prazo máximo de cinco dias após orecebimento desse questionário. Agradecemos a sua colaboração Atenciosamente, Alzira Karla Araújo da Silva (Orientadora) Christine Dantas Benício (Orientanda)
    • 141 QUESTIONÁRIO1) Todos os livros disponibilizados nesse site existem também na formaimpressa?2) Qual o critério de seleção para disponibilizar esses e-books?3) Os direitos autorais são liberados pelo autor? Como funciona essaquestão?4) Que tipo de público acessa o site ..................?5) Na sua opinião, o livro eletrônico irá substituir o livro impresso?
    • 142