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Barroco   Contexto Europeu E Correntes EstéTicas
 

Barroco Contexto Europeu E Correntes EstéTicas

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    Barroco   Contexto Europeu E Correntes EstéTicas Barroco Contexto Europeu E Correntes EstéTicas Presentation Transcript

    • Barroco Portugal: 1580 - 1756 Brasil: 1601 - 1768
    • Contexto histórico português
      • Falecimento de Camões e do rei D. Sebastião;
      • Sebastianismo;
      • Absolutismo;
      • Decadência de Portugal;
      • Acirramento da Contra-Reforma na Espanha e em Portugal.
    • Contexto histórico europeu
      • Perseguição aos cristãos-novos e patrulhamento ideológico;
      • Embargo económico contra a Holanda;
      • Reconquista da autonomia portuguesa;
      • Decadência política e económica de Portugal;
      • Inauguração da primeira arcádia portuguesa.
    • Contexto histórico brasileiro
      • Ciclo da cana-de-açúcar;
      • Pólo político-económico na Bahia;
      • Exploração indiscriminada dos bens da colónia;
      • Invasões holandesas no nordeste.
    • O Barroco procura solucionar os dilemas de um homem que perdeu sua confiança ilimitada na razão e na harmonia, através da volta a uma intensa religiosidade medieval e da eliminação dos conceitos renascentistas de vida e arte. Em parte, isso não é atingido e as contradições prosseguiriam.
    • Temas e características gerais
      • O homem tenta conciliar a glória e o valor humano despertados pelo Renascimento com as ideias de submissão e pequenez diante de Deus e a igreja;
      • Tensão entre os pólos opostos que marcam a existência humana: céu vs inferno; juventude vs velhice; desejo vs recato; pecado vs salvação; corpo vs espírito; vida mundana vs vida espiritual; efémero vs eterno; vida vs morte.
      • Culto do contraste:
        • Com antíteses e paradoxos;
        • Com metáforas de momentos de transição (aurora e crepúsculo) ‏ ;
        • Oxímoros;
        • Zeugmas…
      • Pessimismo;
      • Feísmo (fascinação pelo grotesco, pelo bizarro) ‏ ;
      • Consciência da efemeridade das coisas;
      • Consciência da fragilidade humana;
      • Refinamento formal;
      • Busca pela agudeza e engenho;
      • Angústia.
    • Correntes estéticas
      • Cultismo ou Gongorismo:
        • Culto da forma:
          • Jogos de palavras;
          • Grande número de figuras de linguagem;
          • Vocabulário sofisticado;
          • Imagens violentas (imprevisíveis) e fantasiosas.
    • Velasquez, As meninas Tela em óleo
    • Características cultistas na tela
      • Detalhismo;
      • Superposição de temas;
        • As meninas (princesa, no centro, de branco, e damas de companhia, fazendo reverência à sua esquerda e direita);
        • Feísmo (anã velha no canto direito inferior);
        • O poder da igreja (padre e freira atrás da anã e da dama da direita);
        • Conspiração pelo poder (mordomo, no fundo, no centro);
        • Metalinguagem (Velasquez pintando outro quadro, à esquerda, do casal refletido no espelho, ao fundo, à esquerda do mordomo).
    • Ao braço do menino Jesus de Nossa Senhora das Maravilhas, a quem infiéis despedaçaram
      • O todo sem a parte não é todo;
      • A parte sem o todo não é parte;
      • Mas a parte o faz todo, sendo parte,
      • Não se diga que é parte, sendo o todo.
      • Em todo Sacramento está Deus todo,
      • E todo assiste inteiro em qualquer parte,
      • E feito em partes todo em toda a parte
      • Em qualquer parte sempre fica o todo
      • O braço do menino Jesus não seja parte,
      • Pois feito Jesus em partes todo,
      • Assiste cada parte em sua parte.
      • Não se sabendo parte deste todo,
      • Um braço que lhe acharam, sendo parte,
      • Nos diz as partes todas desse todo
    • Correntes estéticas
      • Conceptismo (jogo de ideias):
        • Analogias;
        • Histórias ilustrativas (alegorias) ‏ ;
        • Interrogações retóricas;
        • Metáforas;
        • Antíteses;
        • Paradoxos;
        • Hipérbatos;
        • Gradações;
        • Metonímias…
    • “ A Jesus Cristo Nosso Senhor
      • Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
      • Da vossa alta clemência me despido:
      • Porque, quanto mais tenho delinqüido,
      • Vos tenho a perdoar mais empenhado.
      • Se basta a vos irar tanto pecado,
      • A abrandar-vos sobeja um só gemido:
      • Que a mesma culpa, que vos há ofendido,
      • Vos tem para o perdão lisonjeado.
      • Se uma ovelha perdida e já cobrada
      • Glória tal e prazer tão repentino
      • Vos deus, como afirmais na Sacra História:
      • Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,
      • Cobrai-a; e não queirais, Pastor Divino,
      • Perder na Vossa ovelha a Vossa glória.
      • Gregório de Matos
    • Desafio
      • As palavras são as estrelas, os sermões são a composição, a ordem, a harmonia e o curso delas. O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte está branco, de outra há de estar negro; se de uma parte está dia, de outra há de estar noite? Se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma
      • parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu. Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário?
      • Mas dir-me-eis: Padre, os pregadores de hoje não pregam do Evangelho, não pregam das Sagradas Escrituras? Pois como não pregam a palavra de Deus? – Esse é o mal. Pregam palavras de Deus, mas não pregam a Palavra de Deus.
      • Pe. Vieira
      • Ardor em firme coração nascido!
      • Pranto por belos olhos derramado!
      • Incêndio por mares de água disfarçado!
      • Rio de neve em fogo convertido!
      • Tu, que em um peito abrasas escondido,
      • Tu, que em um rosto corres desatado,
      • Quando fogo em cristais aprisionado,
      • Quando cristal em chamas derretido.
      • Se és fogo como passas brandamente?
      • Se és neve, como queimas com porfia?
      • Mas ai! Que andou Amor em ti prudente!
      • Pois para temperar a tirania,
      • Como quis que aqui fosse a neve ardente,
      • Permitiu parecesse a chama fria