Parte IParte I
01 – Vestígios na antiguidade
02 – Passe na Bíblia
03 – Magnetismo
04 – Os fluidos: conceito e qualidades
0...
Vestígios na
antiguidade
“[…] no Egito dos Ramsés,
velho papiro trazido aos
nossos dias já preceituava
quanto ao magnetismo cu-
rativo:
– 'Pousa a ...
'O papiro mágico, chamado de Harris, conserva-
do em Londres, escrito em língua hierática, cer-
ca de 3.000 anos antes de ...
Passe na Bíblia
(imposição de mãos)
Deuteronômio 34,9: “Josué, filho de Num,
estava cheio do espírito de sabedoria, por-
quanto Moisés impôs sobre ele as mãos...
Marcos 5,22-23:
“Chegou um dos
chefes da sinagoga,
chamado Jairo e, logo
que viu a Jesus,
lançou-se-lhe aos pés,
e lhe rog...
Mateus 8,2-3: “E eis
que um leproso, tendo-
se aproximado, adorou-
o, dizendo: 'Senhor, se
quiseres, pode
purificar-me'. E...
Marcos 8,22-25: “[…] trouxeram um cego, ro-
gando-lhe que o tocasse. Jesus, tomando o ce-
go pela mão, […] e impondo-lhe a...
Marcos 16,14-18: “Finalmente, apareceu
Jesus aos onze, quando estavam à mesa,
[…] disse-lhes: 'Ide por todo mundo e pregai...
Atos 8,14-19: “[…] enviaram-lhe Pedro e
João; os quais, descendo para lá, oraram por
eles para que recebessem o Espírito S...
Magnetismo
Franz Anton Mesmer
(1734-1815), médico
alemão responsável pela
codificação e demonstração
prática do magnetismo.
(MELO, 20...
Mesmer
formou-se
em
“Medicina,
e
em
1766,
aos
32
anos,
obteve
o
Doutorado
com
a
tese
[…]
onde
falava
da
influência
dos
pla...
“[...] sua tese defendia a ideia de um Univer-
so preenchido por um fluido invisível e de
na-tureza magnética, emanado das...
“Por volta de 1773, Mesmer começou a tratar
pacientes usando placas metálicas magneti-
zadas, cujo método de fabricação in...
“[…] o grande número de curas que inegavel-
mente conseguiu e o apoio de pessoas alta-
mente colocadas, não foram suficien...
a) da prática do magnetismo, com o método
de imposição das mãos, surgiram, ainda que
indiretamente, três novos campos do c...
“Em
1843, o médico
escocês James Braid
propôs o termo
hipnose para uma
técnica derivada do
magnetismo animal,
hoje isso é ...
“[…] nas célebres experiência
do Hospital de La Salpêtrière,
no período de 1880 a 1890,
quando a hipnose estava sen-
do ap...
“Merece ressaltar, que naque-
las experiências de Charcot,
entre os anos 1885 a 1887,
esteve presente Sigmund
Freud.
Freud...
“Freud iniciou seus estudos pela utilização da
técnica da hipnose como forma de acesso
aos conteúdos mentais no tratamento...
“Sigmund Freud não foi o 'descobridor' do in-
consciente. Já durante o Iluminismo, no século
18, se discutia a existência ...
“No campo do magnetismo e do
espiritismo, estudou a polarida-
de, contribuiu para a atual clas-
sificação das fases do est...
Eugène Auguste
Albert de Rochas
d'Aiglun (1837-1914)
Engenheiro militar,
historiador da ciência,
pesquisador de
fenômenos ...
b) A relação íntima do magnetismo com o
Espiritismo:
Interessante é o que se encontra na Revista
Espírita, mês junho de 1858, num do artigo
assinado por Kardec:
“No dia 26 de ...
Na obra intitulada Instruções práticas sobre
as manifestações espíritas (1858) [1], lemos
esta explicação:
“O magnetismo a...
Eis o que nos informa José Herculano Pires
(1914-1979):
“Quando a Academia de França reconheceu a
realidade do magnetismo ...
O mesmo acontece agora com o Espiritismo,
que, sendo batizado na universidade de Duke
com o nome de Parapsicologia, teve e...
“O magnetismo preparou o caminho do Espi-
ritismo, e os rápidos progressos desta última
doutrina são incontestavelmente de...
“O Espiritismo e o magnetismo nos dão a
chave de uma imensidade de fenômenos
sobre os quais a ignorância teceu um sem-
núm...
Do discurso de Camille Flammarion (1842-
1925), astrônomo francês, junto ao túmulo de
Kardec, publicado na Revista Espírit...
“Sonambulismo (do lat. somnus, sono, e am-
bulare, marchar, passear) – estado de emanci-
pação da alma mais completo do qu...
Sonambulismo natural – o que é espontâ-
neo e se produz sem provocação e sem influ-
ência de nenhum agente exterior.
Sonam...
Kardec, em A Gênese, cap. I, “Caráter da
revelação espírita”, afirma:
“O estudo das propriedades do perispírito,
dos fluid...
Tais são, entre muitos, os fenômenos da vis-
ta dupla, da visão a distância, do sonambu-
lismo natural e artificial, dos e...
Do material sobre Passe de Astolfo Olegário
(1944), transcrevemos:
“Tendo vivido em uma época anterior ao
advento do Espir...

A vontade, que existe no homem em dife-
rentes graus de desenvolvimento, tanto de-
senvolve o fluido animal quanto o esp...

Deus lhes envia, então, poderosos socorros,
porque sempre recompensa o humilde sin-
cero, elevando-o, ao passo que rebai...
Os fluidos:
conceito e qualidades
“[…] Sendo esses fluidos [espirituais] o veí-
culo do pensamento e podendo este modifi-
car-lhes as propriedades, é eviden...
“[…] Como os odores, eles [os fluídos] são
designados pelas suas propriedades, seus
efeitos e tipos originais. Sob o ponto...
O quadro dos fluidos seria, pois, o de todas
as paixões, das virtudes e dos vícios da
Humanidade e das propriedades da mat...
“Os fluidos espirituais atuam sobre o perispí-
rito e este, por sua vez, reage sobre o orga-
nismo material com que se ach...
Perispírito
Em O Livro dos Médiuns, Capítulo XXXII –
“Vocabulário Espírita” (p. 514), encontra-se
a seguinte definição:
“perispírito (...
Kardec:
“O perispírito é o traço de união entre a vida
corpórea e a vida espiritual. É por seu inter-
médio que o Espírito...
O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito,
por meio do qual este percebe coisas espiri-
tuais que escapam aos sentidos...
Os Centros de Força
(chacras)
“Chacras: em certas formas de hinduísmo e
no budismo, cada um dos centros de acumu-
lação de energia espiritual distribuíd...
Que se deve pensar da opinião dos que
situam a alma num centro vital?
“Quer isso dizer que o Espírito habita de
preferênci...
Léon Denis (1846-1927), o continuador da
divulgação do Espiritismo, após o desencarne
de Kardec, em O grande enigma, disse...
Mais especificamente, nas obras ditadas por
André Luiz, encontramos referência a eles:
“– Como não desconhecem, o nosso co...
“[…] Analisando a fisiologia do perispírito,
classifiquemos os seus centros de força,
aproveitando a lembrança das regiões...
[…] Logo após, anotamos o 'centro cerebral',
contíguo ao 'centro coronário', que ordena as
percepções de variada espécie, ...
Em seguida, temos o 'centro laríngeo', que
preside aos fenômenos vocais, inclusive às
atividades do timo, da tireoide e da...
Continuando, identificamos o 'centro gástri-
co', que se responsabiliza pela penetração de
alimentos e fluidos em nossa or...
Energias
Coronário
Frontal
Laríngeo
Cardíaco
Esplênico
Gástrico
Genésico
Centros vitais
Centro Coronário
Localizado na parte superior da
cabeça, mantendo
relacionamento com os órgãos
situados no interior do crâ...
Centro Frontal
Localizado na região situada
entre as sobrancelhas, atua
sobre o córtex cerebral, com
ação predominante sob...
Centro laríngeo
Localizado na região anterior do
pescoço é ele que exerce
controle sobre a respiração e
fonação, estando t...
Centro cardíaco
Localizado na região do
coração, dirige a emotividade
e a distribuição das energias
vitalizantes no organi...
Centro esplênico
Localizado na região anterior
esquerda do organismo, onde
se localiza a última costela, ele
controla o eq...
Centro gástrico
Também conhecido como solar,
está localizado um pouco
acima do umbigo. Age
fundamentalmente sobre os
órgão...
Centro genésico
Também conhecido como
sagrado, está localizado na
região do baixo ventre. Suas
energias agem sobre os
órgã...
“É através desses centros de força, ou cha-
kras, que se estabelece a ligação com o
plano espiritual.
Conforme a atuação d...
A respeito dos Centros de Força (Centros Vitais ou
Chacras) além dos autores Espirituais André Luiz e
Joanna de Ângelis e ...
Parte IIParte II
01 – O que é passe?
02 – Finalidade do passe
03 – Tipos de passe
04 – Mecanismo do passe
05 – Passista: u...
O que é
passe?
Com essa frase de Herculano Pires: “O passe
espírita é simplesmente a imposição das mãos,
usada e ensinada por Jesus, como...
“Passe é uma transmissão conjunta, ou mis-
ta, de fluidos magnéticos – provenientes do
encarnado – e de fluidos espirituai...
Em Jacob Melo (1952), lemos:
“[…] o passe nada mais é do que a trans-
missão ou a manipulação de um fluido, de
uma energét...
“Como atua o passe?
De diversas maneiras e em diversas frentes.
Em tese, podemos dizer que o passe atua di-
retamente sobr...
De uma forma ou de outra, ele atua como
revitalizador, compondo ou repondo os cam-
pos fluídicos perdidos e ou descompensa...
Do site Aracati em Foco, Na reportagem “O
passe como terapia alternativa”, lemos:
“Todo o processo de desenvolvimento dess...
Em nov/2008, Ricardo Rodrigues Garé apre-
senta na Faculdade de Medicina Veterinária e
Zootecnia da USP, São Paulo, a diss...
Finalidade do passe
“A aplicação do passe tem como finalidade
auxiliar a recuperação de desarmonias físicas
e psíquicas, substituindo os fluid...
“Para que é necessário o passe?
Para várias coisas: restabelecimento da saú-
de física, psíquica, perispiritual e espiritu...
Tipos de passe
“A ação magnética pode produzir-se de mui-
tas maneiras:
1º pelo próprio fluido do magnetizador; é o
magnetismo propriamen...
3º pelos fluidos que os Espíritos derramam
sobre o magnetizador, que serve de veículo
para esse derramamento. É o magnetis...
Da Apostila Curso de Espiritismo e Evangelho
do CEAC, transcrevemos:
“O passe ainda pode ser classificado sob o as
pecto d...
(MARTINS PERALVA, Estudando a mediunidade).
(MARTINS PERALVA, Estudando a mediunidade).
Marcos 5,25-34: “Ora, certa mulher que havia
doze anos tinha um fluxo de sangue e que mui-
to sofrera nas mãos de vários m...
“Há criaturas que oferecem extraordinária
re-ceptividade aos fluidos magnéticos. São
aque las que possuem fé robusta e sin...
(MARTINS PERALVA, Estudando a mediunidade).
Mecanismo do passe
“O mecanismo do passe baseia-se na trans-
missão do fluido vital:
– O fluido vital se transmite de um indivíduo
a outro. A...
“Quanto ao mecanismo do passe, os fatos
mais importante são: o pensamento (fazendo
a sintonia com a espiritualidade encarr...
Além do preparo por parte de ambos, tem de
haver um clima de confiança entre os dois,
formando assim um elo, onde o auxíli...
Passista:
uma variedade de
médium?
Voltando ao companheiro Astolfo Olegário:
“Em sua obra 'O Livro dos Médiuns', cap.
XIV, item 176, Kardec reproduziu o segu...
2ª Entretanto, o médium é um intermediário
entre os Espíritos e o homem; ora, o magne-
tizador, haurindo em si mesmo a for...
Qualidades e
requisitos do
tarefeiro do passe
Do artigo “Mediunidade Curadora”, publicado
na Revista Espírita, setembro 1865, transcre-
vemos:
“O fluido humano é sempre...
Daí, para todo verdadeiro médium curador, a
necessidade absoluta de trabalhar em sua de
puração, quer dizer, em sua melhor...
Do Seminário “Passes e passistas” ministrado
pelo confrade Astolfo Olegário:
“1. O tarefeiro do passe, na esfera espiritua...
2. O êxito do trabalho reclama experiência,
horário, segurança e responsabilidade do ser
vidor fiel aos compromissos assum...
3. Alexandre ressalva, em “Missionários da
Luz”, cap. 19, que, na Crosta, a boa vontade
sincera, em muitos casos, pode sup...
“[…] O orgulho e o egoísmo sendo as princi-
pais fontes das imperfeições humanas, disso
resulta que aqueles que se gabam d...
“[…] As qualidades morais do magnetizador,
quer dizer, a pureza de intenção e de senti-
mento, o desejo ardente e desinter...
Três recomendações
aos passistas
“A primeira recomendação aos passistas é,
portanto, libertar-se dos vícios arraigados,
tais como o fumo, o álcool e as dro...
A segunda é abster-se de aplicar o passe
quando estiverem enfermos, fracos ou intoxi-
cados por excessos de alimentação e ...
A terceira é procurar renovar os hábitos para
que, através da mudança de pensamentos,
sentimentos e atos, sua atmosfera in...
Postura física e
mental no
momento do passe
Ainda do Seminário “Passes e Passistas”:
“1. O valor da oração e do pensamento ele-
vado é uma coisa bem conhecida no meio...
2. Emmanuel (Caminho, Verdade e Vida, cap.
153) ensina: 'Onde exista sincera atitude men-
tal do bem, pode estender-se o s...
3. Compreende-se, então, que a postura físi-
ca não é relevante: não existe posição con-
vencionada para que o beneficiado...
Em Cure-se e cure pelos passes, temos:
“Fisicamente, como ficar na cabine?
[…]
Pernas e braços cruzados, assim como contra...
A escritora Therezinha Oliveira (1930-2013),
na obra Fluidos e passes, diz o seguinte:
“Deve-se ou não cruzar braços e per...
Resultados do passe
“Nem todos os homens são sensíveis à ação
magnética, e, entre os que o são, pode haver
maior ou menor receptividade, o que...
Seminário “Passe e passistas”:
“Os resultados do passe, dependendo das
condições do trabalho e do passista, podem
então se...
b) nulos: quando, na hipótese descrita na
letra "a", o paciente possui defesas positivas
diante da torrente de energias ne...
c) benéficos: quando o passista apresenta
estado de saúde equilibrado e equilíbrio espi-
ritual e o paciente apresenta rec...
Sete conselhos para
o serviço do passe
“Em sua obra intitulada Conduta Espírita,
cap. 28, André Luiz nos propõe sete conse-
lhos, que adiante resumimos:
a) Quand...
c) Esclarecer sobre a inconveniência da peti-
ção de passes todos os dias, sem que haja
necessidade real. É falta de carid...
f) Interditar, se necessário, a presença de
enfermos portadores de moléstias contagio-
sas nas sessões de assistência em g...
“Aos conselhos de André Luiz poderíamos adi-
tar mais um, fundamental a um bom trabalho
na atividade do passe: o passista ...
– Cale-se! meditemos no trabalho a fazer. No arrependimen-
to verdadeiro é preciso saber falar, para construir de novo.
Em...
Água fluidificada
Transcrevemos do site “Espíritas na Net”:
“A água fluidificada surgiu inicialmente com
as experiências dos magnetizadores ...
“Em geral, são os Espíritos desencarnados
que, durante as sessões de fluidoterapia, flui
dificam a água, mas a água pode s...
“Esta teoria nos fornece a solução de um fato
bem conhecido em magnetismo, mas inexpli-
cado até hoje: o da mudança das pr...
Os animais podem
receber passe?
Aqui temos a opinião de Jacob Melo numa
entrevista concedida ao site “A Jornada”, em
17.07.2001:
A Jornada: – O passe tem ...
Aqui temos a opinião de Jacob Melo numa
entrevista concedida ao site “A Jornada”, em
17.07.2001:
A Jornada: – O passe tem ...
Leiamos esse trecho do estudo efetuado pe-
los integrantes do NUVET – Núcleo de
Medici-na Veterinária e Espiritualidade da...
...não mediunizamos diretamente nem os ani-
mais nem a matéria inerte. […] O Sr. T., di-
zem, magnetizou o seu cão. A que ...
No artigo sobre a propagação da mediunidade
curadora, Kardec, a certa altura, diz o seguinte:
“É preciso, além disto, leva...
Herculano Pires, que segundo Emmanuel foi
o “melhor metro que mediu Kardec”, ao
tecer explicações sobre “Mediunidade
Zooló...
“No socorro aos animais doentes, usar os re-
cursos terapêuticos possíveis, sem desprezar
mesmo aqueles de natureza mediún...
Referências bibliográficas:
DENIS, L. O grande enigma. Rio de Janeiro: FEB, 1988.
FARJADO, C. (Cood). Curso de Espiritismo...
Internet:
AME-SP, Assistência espiritual a animais: http://www.amesaopaulo.org.br/#!
assistencia-espiritual-em-animais/cr0...
Imagens:
Capa: http://www.neas.org.br/wp-content/uploads/2014/09/passe.jpg
Jesus cura criança:
http://files.ajoradecaruaru...
Espírito, perispírito e corpo: http://www.febnet.org.br/blog/geral/bancode-
aulas-fundamental-i-mod-i/
Jesus curando cego:...
Site:
www.paulosnetos.net
E-mail:
paulosnetos@gmail.com
Versão 10
O Passe Magnético
O Passe Magnético
O Passe Magnético
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Estudo sobre o passe magnético, dividido em duas partes, que podem ser apresentadas separadamente. versão 10.

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O Passe Magnético

  1. 1. Parte IParte I 01 – Vestígios na antiguidade 02 – Passe na Bíblia 03 – Magnetismo 04 – Os fluidos: conceito e qualidades 05 – Perispírito 06 - Os centros de força (chacras)
  2. 2. Vestígios na antiguidade
  3. 3. “[…] no Egito dos Ramsés, velho papiro trazido aos nossos dias já preceituava quanto ao magnetismo cu- rativo: – 'Pousa a tua mão sobre o doente e acalma a dor, afir-mando que a dor desapare-ce'.” (EMMANUEL, Religião dos Espíritos, cap. “Fenômeno Magnético”).
  4. 4. 'O papiro mágico, chamado de Harris, conserva- do em Londres, escrito em língua hierática, cer- ca de 3.000 anos antes de Cristo, e traduzido em 1860 por Chabas, registra nitidamente o processo dessas curas'.” (CARLOS IMBASSAHY, As re- ligiões e as curas). [1 ] dr. Édouard Bertholet (1883-1965). Hierática: relativo a qualquer língua de uso restrito, como, p. ex., uma língua reservada a cultos religiosos. (HOUAISS). “O mais notável historiador [1 ], em matéria de Psiquis- mo, refere o seguinte, ao tratar das curas no antigo Egito:
  5. 5. Passe na Bíblia (imposição de mãos)
  6. 6. Deuteronômio 34,9: “Josué, filho de Num, estava cheio do espírito de sabedoria, por- quanto Moisés impôs sobre ele as mãos; assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés.” Em nota: “A imposição das mãos simbolizava a transferên- cia de poderes ou qualidades de um indivíduo para outro (cf Lv 16,21; Gn 48,14; At 6,6; 8,17; 1Tm 4,14).” (BÍBLIA SAGRADA SHEDD).
  7. 7. Marcos 5,22-23: “Chegou um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo e, logo que viu a Jesus, lançou-se-lhe aos pés, e lhe rogava com instância, dizendo: 'Minha filhinha está nas últimas; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva”.”
  8. 8. Mateus 8,2-3: “E eis que um leproso, tendo- se aproximado, adorou- o, dizendo: 'Senhor, se quiseres, pode purificar-me'. E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: 'Quero, fica limpo!' E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra.”
  9. 9. Marcos 8,22-25: “[…] trouxeram um cego, ro- gando-lhe que o tocasse. Jesus, tomando o ce- go pela mão, […] e impondo-lhe as mãos, per- guntou-lhe: Vês alguma coisa? […] respondeu: Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando. Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito.”
  10. 10. Marcos 16,14-18: “Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, […] disse-lhes: 'Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura. […] sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome expelirão demônios, falarão novas lín- guas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados'.”
  11. 11. Atos 8,14-19: “[…] enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo, porquanto não havia ainda descido sobre ne- nhum deles, […] Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo. Vendo, porém, Simão que, pelo fato de impo rem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito [Santo], ofereceu-lhe dinheiro, pro- pondo: 'Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impu- ser as mãos receba o Espírito Santo'.”
  12. 12. Magnetismo
  13. 13. Franz Anton Mesmer (1734-1815), médico alemão responsável pela codificação e demonstração prática do magnetismo. (MELO, 2003). Paulo Henrique de Figueiredo, “Mesmer e a ciência negada e os textos desconhecidos”.
  14. 14. Mesmer formou-se em “Medicina, e em 1766, aos 32 anos, obteve o Doutorado com a tese […] onde falava da influência dos planetas e da gravidade sobre a saúde.” (SITE CONHECIMENTO HOJE). Planetarum influxu in corpus humanum
  15. 15. “[...] sua tese defendia a ideia de um Univer- so preenchido por um fluido invisível e de na-tureza magnética, emanado das estrelas, e que influenciaria os fenômenos físicos e or- ganismos vivos. Esse fluido também seria produzido pelos ímãs (magnetismo mineral) e pelos seres vivos (magnetismo animal). Um enfraquecimento ou distúrbio no fluxo deste fluido vital (ou magnetismo animal) no organismo humano, o colocaria fora de har- monia com o ritmo universal, produzindo do- enças nervosas e mentais.” (SITE CONHECIMENTO HOJE).
  16. 16. “Por volta de 1773, Mesmer começou a tratar pacientes usando placas metálicas magneti- zadas, cujo método de fabricação infelizmen- te se perdeu. Mas abandonou seu uso ao con cluir que o magnetismo animal transmitido através de passes era perfeitamente capaz de curar os pacientes. Mesmer conhecia as curas efetuadas pelo padre jesuíta Maximilian Hell pela imposição de magnetos, e do padre Jean-Joseph Gassner, pela imposição de mãos e toques de um grande crucifixo de metal. […] A teoria de Mesmer do magne- tismo animal explicava essas curas.” (SITE CONHECIMENTO HOJE).
  17. 17. “[…] o grande número de curas que inegavel- mente conseguiu e o apoio de pessoas alta- mente colocadas, não foram suficientes para sustentar sua posição. A hostilidade da classe médica crescia incontrolavelmente por várias razões: - Pelo fato de Mesmer ser estrangeiro, os mé- dicos franceses o encaravam com má vontade. - Pura inveja profissional, pois Mesmer curava pacientes que já haviam sido atendidos inutil- mente por outros médicos. - Mesmer dava consultas gratuitas, e além dis- so, o seu estilo de atender às multidões, pro- duzindo espetáculos quase circenses, devia desagradar profundamente aos acadêmicos da época. […].” (SITE CONHECIMENTO HOJE).
  18. 18. a) da prática do magnetismo, com o método de imposição das mãos, surgiram, ainda que indiretamente, três novos campos do conhe- cimento: 1º – hipnotismo 2º – psicanálise (provavelmente) 3º – TVP
  19. 19. “Em 1843, o médico escocês James Braid propôs o termo hipnose para uma técnica derivada do magnetismo animal, hoje isso é o significado usual de mesmerismo.” (WIKIPÉDIA).
  20. 20. “[…] nas célebres experiência do Hospital de La Salpêtrière, no período de 1880 a 1890, quando a hipnose estava sen- do aplicada pelo eminente pa- tologista, para poder penetrar em área desconhecida da me- mória. Não se sabendo exatamente onde ficava localizada essa área, o professor Charcot de- nominou-a como subconscien- te, […].” (FEP, Conversando com Di- valdo Pereira Franco). (1825-1893)
  21. 21. “Merece ressaltar, que naque- las experiências de Charcot, entre os anos 1885 a 1887, esteve presente Sigmund Freud. Freud procurava entender a razão por que determinadas enfermidades físicas não pos- suíam qualquer gênese de na- tureza física e porque deter- minados transtornos de natu- reza psicológica afetavam o organismo. […].” (FEP, Conver- sando com Divaldo Pereira Franco). Sigmund Schlomo Freud (1856- 1939), mais conhecido como Sigmund Freud, foi um médico neurologista e criador da Psicanálise.
  22. 22. “Freud iniciou seus estudos pela utilização da técnica da hipnose como forma de acesso aos conteúdos mentais no tratamento de pa- cientes com histeria. Ao observar a melhoria de pacientes de Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, não orgânica.” (WIKIPÉDIA).
  23. 23. “Sigmund Freud não foi o 'descobridor' do in- consciente. Já durante o Iluminismo, no século 18, se discutia a existência dele – entendido como um pedaço da mente dotado de vonta- des que escapavam ao controle consciente. A contribuição específica (e enorme) de Freud foi transformar uma noção vaga num conjunto de ideias, teorias e técnicas: a psicanálise. Como explica o biógrafo Peter Gay em Freud - Uma Vida para Nosso Tempo (Companhia das Le- tras, 2012), Freud acreditava que o inconsci- ente era 'uma prisão de segurança máxima' na qual os traumas sofridos na infância ficavam aprisionados, e nisso estaria a raiz das infelici- dades humanas.” (revista SUPERINTERESSANTE).
  24. 24. “No campo do magnetismo e do espiritismo, estudou a polarida- de, contribuiu para a atual clas- sificação das fases do estado sonambúlico, observou sistema- ticamente os fenômenos espíri- tas, pesquisou a exteriorização da sensibilidade [1] e mostrou o mecanismo do desdobramento fí- sico. Por meio de passes longitu- dinais, aplicados em alguns sen- sitivos, conseguia provocar neles a regressão da memória.” (WIKI- PÉDIA). [1] Entre 1903 e 1910 (SITE MENSAGEM ESPÍRITA). Eugène Auguste Albert de Rochas d'Aiglun (1837-1914) Engenheiro militar, historiador da ciência, pesquisador de fenômenos espíritas, escritor, tradutor e administrador da Escola Politécnica de Paris.
  25. 25. Eugène Auguste Albert de Rochas d'Aiglun (1837-1914) Engenheiro militar, historiador da ciência, pesquisador de fenômenos espíritas, escritor, tradutor e administrador da Escola Politécnica de Paris.
  26. 26. b) A relação íntima do magnetismo com o Espiritismo:
  27. 27. Interessante é o que se encontra na Revista Espírita, mês junho de 1858, num do artigo assinado por Kardec: “No dia 26 de maio, aniversário do nascimento de Mesmer, ocorreram dois banquetes anuais que a elite dos magnetizadores de Paris, e aqueles adeptos estrangeiros que querem a eles se juntarem. […]. Deram-nos a honra de convidarem para as duas reuniões; […] não pudemos atender se- não a um desses dois graciosos convites, o que era presidido pelo doutor Duplanty. […]. Em nossa opinião, a ciência magnética, ciência que nós mesmos professamos há 35 anos, […].” (KARDEC, Revista Espírita 1858).
  28. 28. Na obra intitulada Instruções práticas sobre as manifestações espíritas (1858) [1], lemos esta explicação: “O magnetismo animal pode ser assim defini- do: ação recíproca de dois seres vivos por intermédio de um agente especial chamado fluido magnético.” (KARDEC, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas). [1] Kardec informa que, em agosto de 1860, essa obra já estava esgotada e que seria substituída por uma outra, cuja publicação ocorreu em janeiro de 1861, com o título de O Livro dos Médiuns.
  29. 29. Eis o que nos informa José Herculano Pires (1914-1979): “Quando a Academia de França reconheceu a realidade do magnetismo e seu interesse científico, mas mudando-lhe o nome para hipnotismo, Kardec escreveu um artigo sobre o fato na Revista Espírita, lembrando que o magnetismo cansara de bater à porta da Academia, sendo sempre enxotado. Por fim resolvera mudar de nome e entrar na casa pela porta dos fundos, sendo então recebido e aclamado pelos cientistas. ==>
  30. 30. O mesmo acontece agora com o Espiritismo, que, sendo batizado na universidade de Duke com o nome de Parapsicologia, teve entrada franca e entusiástica na URSS e no Vaticano. Na verdade, a Parapsicologia, com roupa no- va, linguagem grega e seguindo as pegadas de Kardec, para atingir os seus mesmos ob- jetivos, nada ofereceu de novo ao mundo atual além de sua roupagem tecnológica.” (HERCULANO PIRES, Ciência Espírita).
  31. 31. “O magnetismo preparou o caminho do Espi- ritismo, e os rápidos progressos desta última doutrina são incontestavelmente devidos à vulgarização das ideias sobre a primeira. Dos fenômenos magnéticos, do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas há ape- nas um passo: sua conexão é tal que, por assim dizer, é impossível falar de um sem falar de outro. […]. “(…) A ele (o magnetismo) não nos referi- mos, pois, senão acessoriamente, mas de maneira suficiente para mostrar as relações íntimas das duas Ciências que, na verdade, não passam de uma.” (KARDEC citado por Jacob Melo, Cure-se e cure pelos passes).
  32. 32. “O Espiritismo e o magnetismo nos dão a chave de uma imensidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu um sem- número de fábulas, em que os fatos se apresentam exagerados pela imaginação. O conhecimento lúcido dessas duas ciências que, a bem dizer, formam uma única, mos- trando a realidade das coisas e suas verda- deiras causas, constitui o melhor preservati- vo contra as ideias supersticiosas, porque revela o que é possível e o que é impossível, o que está nas leis da Natureza e o que não passa de ridícula crendice.” (KARDEC, O Livro dos Espíritos, questão 555).
  33. 33. Do discurso de Camille Flammarion (1842- 1925), astrônomo francês, junto ao túmulo de Kardec, publicado na Revista Espírita, mês de maio de 1869, transcrevemos o seguinte: “[…] As manifestações obtidas por intermédio dos médiuns, como as do magnetismo e do sonambulismo, são da ordem natural e devem ser severamente submetidas à verificação da experiência. Não há mais milagres. […].”
  34. 34. “Sonambulismo (do lat. somnus, sono, e am- bulare, marchar, passear) – estado de emanci- pação da alma mais completo do que no sonho (v. Sonho). O sonho é um sonambulismo imperfeito. No sonambulismo a lucidez da alma, isto é, a faculdade de ver, que é um dos atributos de sua natureza, é mais desenvolvida. Ela vê as coisas com mais precisão e nitidez, o corpo pode agir sob o impulso da vontade da alma. O esquecimento absoluto no momento do des- pertar é um dos sinais característicos do ver- dadeiro sonambulismo, visto que a indepen- dência da alma e do corpo é mais completa do que no sonho. ==>
  35. 35. Sonambulismo natural – o que é espontâ- neo e se produz sem provocação e sem influ- ência de nenhum agente exterior. Sonambulismo magnético ou artificial – o que é provocado pela ação que uma pessoa exerce sobre outra, por meio do fluido mag- nético que esta derrama sobre aquela.” (KARDEC, Instruções práticas sobre as manifestações espí- ritas).
  36. 36. Kardec, em A Gênese, cap. I, “Caráter da revelação espírita”, afirma: “O estudo das propriedades do perispírito, dos fluidos espirituais e dos atributos fisioló- gicos da alma abre novos horizontes à Ciên- cia e dá a chave de uma multidão de fenô- menos incompreendidos até então, por falta de conhecimento da lei que os rege – fenô- menos negados pelo materialismo, por se prenderem à espiritualidade, e qualificados como milagres ou sortilégios por outras cren- ças. ==>
  37. 37. Tais são, entre muitos, os fenômenos da vis- ta dupla, da visão a distância, do sonambu- lismo natural e artificial, dos efeitos psíquicos da catalepsia e da letargia, da presciência, dos pressentimentos, das aparições, das transfigurações, da transmissão do pensa- mento, da fascinação, das curas instantâ- neas, das obsessões e possessões, etc. […].” (KARDEC, A Gênese).
  38. 38. Do material sobre Passe de Astolfo Olegário (1944), transcrevemos: “Tendo vivido em uma época anterior ao advento do Espiritismo, Mesmer participou, como Espírito, da obra da codificação da doutrina espírita. Uma de suas comunicações na Sociedade Espírita de Paris ocorreu no dia 18/12/1863. Nela, o Espírito de Mesmer explica qual é o mecanismo das curas obtidas pela imposição de mãos. A mensagem foi publicada na Revista Espírita de 1864 – Edicel, pp. 7 e 8. Eis as infor- mações transmitidas nessa comunicação:
  39. 39.  A vontade, que existe no homem em dife- rentes graus de desenvolvimento, tanto de- senvolve o fluido animal quanto o espiritual.  Há vários gêneros de magnetismo, em cujo número estão o magnetismo animal e o magnetismo espiritual, que, conforme o caso, pode pedir apoio ao primeiro.  Um outro gênero de magnetismo, muito mais poderoso ainda, é a prece que uma alma pura e desinteressada dirige a Deus.  Os médiuns curadores começam por elevar sua alma a Deus e a reconhecer que, por si mesmos, nada podem, realizando dessa forma um ato de humildade, de abnegação.
  40. 40.  Deus lhes envia, então, poderosos socorros, porque sempre recompensa o humilde sin- cero, elevando-o, ao passo que rebaixa o orgulhoso.  Esse socorro enviado por Deus são os bons Espíritos que vêm penetrar o médium do seu fluido benéfico, que é transmitido ao doente.  É por isso que o magnetismo empregado pe los médiuns curadores é tão potente e pro- duz essas curas qualificadas de miraculosas e que são devidas simplesmente à natureza do fluido derramado sobre o médium.” (AS- TOLFO OLEGÁRIO, O passe segundo a Doutrina Espírita).
  41. 41. Os fluidos: conceito e qualidades
  42. 42. “[…] Sendo esses fluidos [espirituais] o veí- culo do pensamento e podendo este modifi- car-lhes as propriedades, é evidente que eles devem achar-se impregnados das qualidades boas ou más dos pensamentos que os fazem vibrar, modificando-se pela pureza ou impu- reza dos sentimentos. Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirá- vel.” (KARDEC, A Gênese, Cap. XIV, item 16).
  43. 43. “[…] Como os odores, eles [os fluídos] são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos originais. Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia, de bon- dade, de benevolência, de amor, de caridade, de doçura, etc. Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes penetrantes, adstrin- gentes, irritantes, dulcificantes, soporíficos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se força de transmissão, de propul- são, etc. ==> Adstringente: diz-se de ou substância que provoca cons- trição [aperto, compressão] (HOUAISS).
  44. 44. O quadro dos fluidos seria, pois, o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da Humanidade e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produ- zem.” (KARDEC, A Gênese, Cap. XIV, item 16).
  45. 45. “Os fluidos espirituais atuam sobre o perispí- rito e este, por sua vez, reage sobre o orga- nismo material com que se acha em contacto molecular. Se os eflúvios são de boa nature- za, o corpo ressente uma impressão salutar; se forem maus, a impressão será penosa. Se os eflúvios maus forem permanentes e enér- gicos, poderão ocasionar desordens físicas; certas enfermidades não têm outra causa.” (KARDEC, A Gênese, Cap. XIV, item 18). Eflúvio: 1 emanação imperceptível exalada de um fluido; efluência; 2 emanação sutil que se desprende dos corpos organizados; miasma, perfume; 3 ocultismo: emissão de energia ou de matéria (HOUAISS).
  46. 46. Perispírito
  47. 47. Em O Livro dos Médiuns, Capítulo XXXII – “Vocabulário Espírita” (p. 514), encontra-se a seguinte definição: “perispírito (Do grego – peri – em torno). – Envoltório semimaterial do Espírito. Nos en- carnados, serve de intermediário entre o Es- pírito e a matéria; nos Espíritos errantes, constitui o corpo fluídico do Espírito.”
  48. 48. Kardec: “O perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual. É por seu inter- médio que o Espírito encarnado se acha em relação contínua com os desencarnados; é, em suma, por seu intermédio, que se ope- ram no homem fenômenos especiais, cuja causa fundamental não se encontra na ma- téria tangível e que, por essa razão, pare- cem sobrenaturais. […] ==>
  49. 49. O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebe coisas espiri- tuais que escapam aos sentidos corpóreos. Pelos órgãos do corpo, a visão, a audição e as diversas sensações são localizadas e limi- tadas à percepção das coisas materiais; pelo sentido espiritual, ou psíquico, elas se gene- ralizam o Espírito vê, ouve e sente, por todo o seu ser, tudo o que se encontra na esfera de irradiação do seu fluido perispirítico.” (KARDEC, A Gênese).
  50. 50. Os Centros de Força (chacras)
  51. 51. “Chacras: em certas formas de hinduísmo e no budismo, cada um dos centros de acumu- lação de energia espiritual distribuídos pelo corpo; xacra [Os chacras principais, situados ao longo do eixo vertical que perpassa o cen- tro do corpo, são em número de sete para a ioga e o tantrismo, e quatro para o budismo; são supostamente ativados através de medi- tação, ássanas, recitação de mantras etc.]. etim sânsc. chakra 'roda, círculo'.” (HOUAISS). Ássana: 1. na filosofia indiana, o exercício de posturas físicas, o terceiro dos oito estádios que conduzem o praticante à libertação da alma 2. no ioga, cada uma das posições corporais que procuram conduzir ao bem- estar físico e mental; postura. (HOUAISS).
  52. 52. Que se deve pensar da opinião dos que situam a alma num centro vital? “Quer isso dizer que o Espírito habita de preferência essa parte do vosso organismo, por ser aí o ponto de convergência de todas as sensações. Os que a situam no que consideram o centro da vitalidade, esses a confundem com o fluido ou princípio vital. Pode, todavia, dizer-se que a sede da alma se encontra especialmente nos órgãos que servem para as manifestações intelectuais e morais.” (KARDEC, O Livro dos Espíritos, q. 146-a).
  53. 53. Léon Denis (1846-1927), o continuador da divulgação do Espiritismo, após o desencarne de Kardec, em O grande enigma, disse: “A física atual nos demonstra que a matéria se dissocia pela análise, se resolve em cen- tros de forças, e que a força se reabsorve no éter universal.” (LÉON DENIS, O grande enigma, p. 19).
  54. 54. Mais especificamente, nas obras ditadas por André Luiz, encontramos referência a eles: “– Como não desconhecem, o nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado. […].” (CLARÊNCIO, Entre a terra e o céu).
  55. 55. “[…] Analisando a fisiologia do perispírito, classifiquemos os seus centros de força, aproveitando a lembrança das regiões mais importantes do corpo terrestre. Temos, as- sim, por expressão máxima do veículo que nos serve presentemente, o 'centro coroná- rio' que, na Terra, é considerado pela filosofia hindu como sendo o lótus de mil pétalas, por ser o mais significativo em razão do seu alto potencial de radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. […]. ==>
  56. 56. […] Logo após, anotamos o 'centro cerebral', contíguo ao 'centro coronário', que ordena as percepções de variada espécie, percepções essas que, na vestimenta carnal, constituem a visão, a audição, o tato e a vasta rede de processos da inteligência que dizem respeito à palavra, à cultura, à arte, ao saber. É no 'centro cerebral' que possuímos o comando do núcleo endocrínico, referente aos poderes psíquicos. ==> Centro cerebral = centro frontal
  57. 57. Em seguida, temos o 'centro laríngeo', que preside aos fenômenos vocais, inclusive às atividades do timo, da tireoide e das parati- reoides. Logo após, identificamos o 'centro cardíaco', que sustenta os serviços da emo- ção e do equilíbrio geral. Prosseguindo em nossas observações, assinalamos o 'centro esplênico' que, no corpo denso, está sediado no baço, regulando a distribuição e a circula- ção adequada dos recursos vitais em todos os escaninhos do veículo de que nos servi- mos. ==>
  58. 58. Continuando, identificamos o 'centro gástri- co', que se responsabiliza pela penetração de alimentos e fluidos em nossa organização e, por fim, temos o 'centro genésico', em que se localiza o santuário do sexo, como templo modelador de formas e estímulos.” (CLARÊNCIO, Entre a terra e o céu, cap. XX – Conflitos da alma).
  59. 59. Energias Coronário Frontal Laríngeo Cardíaco Esplênico Gástrico Genésico Centros vitais
  60. 60. Centro Coronário Localizado na parte superior da cabeça, mantendo relacionamento com os órgãos situados no interior do crânio, principalmente a epífise. Constitui-se no principal ponto de assimilação dos estímulos provenientes do plano espiritual. Ele coordena os funcionamentos dos demais centros e torna-se assim responsável pela estabilidade de todo o metabolismo orgânico, sendo ainda o mais significativo dos pontos de conexão entre o corpo físico e o perispírito.
  61. 61. Centro Frontal Localizado na região situada entre as sobrancelhas, atua sobre o córtex cerebral, com ação predominante sobre o funcionamento global do sistema nervoso. Exerce forte ação sobre a hipófise, controlando, por esse meio, todo o sistema endócrino. Está ligado às atividades intelectuais e à vidência mediúnica.
  62. 62. Centro laríngeo Localizado na região anterior do pescoço é ele que exerce controle sobre a respiração e fonação, estando também ligado ao mecanismo da audição. É um centro muito importante, pois a materialização das ideias através da palavra reforça, em muito, a precisão das formas que estão sendo plasmadas por ação do pensamento. Também tem ligações com a audição mediúnica.
  63. 63. Centro cardíaco Localizado na região do coração, dirige a emotividade e a distribuição das energias vitalizantes no organismo. Em virtude das tensões características do mundo moderno, e da dificuldade que ainda temos em controlar as nossas emoções, é hoje um dos centros que, no adulto, comumente apresenta desequilíbrios.
  64. 64. Centro esplênico Localizado na região anterior esquerda do organismo, onde se localiza a última costela, ele controla o equilíbrio hemático, sendo o principal elemento de captação das energias do plano espiritual, principalmente do fluido cósmico universal, daí sua grande influência sobre a vitalidade do indivíduo.
  65. 65. Centro gástrico Também conhecido como solar, está localizado um pouco acima do umbigo. Age fundamentalmente sobre os órgãos da digestão e apresenta, também, certa ligação com o estado emocional do indivíduo.
  66. 66. Centro genésico Também conhecido como sagrado, está localizado na região do baixo ventre. Suas energias agem sobre os órgãos ligados à reprodução, às atividades sexuais e ainda sobre os estímulos referentes ao trabalho intelectual.
  67. 67. “É através desses centros de força, ou cha- kras, que se estabelece a ligação com o plano espiritual. Conforme a atuação das entidades espirituais se faça neste ou naquele chakra, ocorrerá determinado mecanismo de mediunidade. Por exemplo, se o Espírito “toma” o centro laríngeo – que atua sobre o plexo faríngeo – gera uma manifestação psicofônica. Se faz a ligação eletromagnética pelo chakra umeral, atuando indiretamente no plexo braquial – que inerva o braço, a mão e os dedos – a comunicação far-se-á por psicografia mecâ- nica.” (JOSÉ NÁUFEL, Do ABC ao infinito, p. 52).
  68. 68. A respeito dos Centros de Força (Centros Vitais ou Chacras) além dos autores Espirituais André Luiz e Joanna de Ângelis e os encarnados aqui mencio- nados, listamos estas obras, onde são citados:  Astolfo Olegário de Oliveira Filho, Seminário “Passes e Passistas”.  Carlos A. Torres Pastorino, Técnica da Mediunidade.  FEB – Estudo e Prática da Mediunidade, Programa I..  Jacob Melo, O passe e Cure-se e cure pelos passes.  João Sérgio Sell, Perispírito.  José Náufel, Do ABC ao infinito, Vol. 4.  Luiz Gonzaga Pinheiro, O perispírito e suas mode-lações.  Salvador Gentile, O passe magnético: seus funda- mentos e sua aplicação.  Zalmiro Zimmermann, Perispírito.  Paulo Neto, A aura e os chacras no Espiritismo.
  69. 69. Parte IIParte II 01 – O que é passe? 02 – Finalidade do passe 03 – Tipos de passe 04 – Mecanismo do passe 05 – Passista: uma variedade de médium? 06 – Qualidades e requisitos do tarefeiro do passe 07 – Três recomendações aos passistas 08 – Postura física e mental no momento do passe 09 – Resultados do passe 10 – Sete conselhos para o serviço do passe 11 – Água fluidificada 12 – Os animais podem receber passe?
  70. 70. O que é passe?
  71. 71. Com essa frase de Herculano Pires: “O passe espírita é simplesmente a imposição das mãos, usada e ensinada por Jesus, como se vê nos Evangelhos.”, o confrade Astolfo Olegário inicia sua resposta aos que acham ser o passe um sortilégio. Completa explicando que: “[…] o passe adotado nas instituições espíritas desde os seus primórdios é, em verdade, um recurso terapêutico que se assemelha em tudo ao que Jesus e seus apóstolos praticavam. Quando alguém, seja por ignorância, seja por preconceito, disser que o passe espírita é tão somente um sortilégio, pergunte-lhe se já leu Atos dos Apóstolos e, caso a resposta seja afir- mativa, indague-lhe se Paulo de Tarso e Jesus foram também feitores de sortilégios.” (ASTOLFO OLEGÁRIO, site O CONSOLADOR).
  72. 72. “Passe é uma transmissão conjunta, ou mis- ta, de fluidos magnéticos – provenientes do encarnado – e de fluidos espirituais – oriun- dos dos benfeitores espirituais, não devendo ser considerada uma simples transmissão de energia animal (magnetização). […]. O passe é, usualmente, transmitido pelas mãos, mas também pode ser feito pelo olhar, pelo sopro ou, à distância, por intermédio das irradiações mentais.” (MARTA A. MOURA, O que é passe? - site FEB).
  73. 73. Em Jacob Melo (1952), lemos: “[…] o passe nada mais é do que a trans- missão ou a manipulação de um fluido, de uma energética curadora, de quem a possui para quem a necessita. […]. […] entendemos por fluidos as emanações sutis do organismo humano (também cha- mado de fluidos anímicos, magnetismo ani- mal, magnetismo humano; isso tudo reali- zado pelas estruturas do e no perispírito), do mundo espiritual ou da união dos dois mundos (físico e espiritual).” (JACOB MELO, Cure- se e cure pelos passes).
  74. 74. “Como atua o passe? De diversas maneiras e em diversas frentes. Em tese, podemos dizer que o passe atua di- retamente sobre o corpo espiritual, através dos campos vitais, diretamente sobre o corpo orgânico, propiciando interações intermole- culares de refazimento e recomposição, e di- retamente sobre a mente, ensejando refrigé- rios psíquicos e/ou atenuando envolvimentos espirituais negativos. ==>
  75. 75. De uma forma ou de outra, ele atua como revitalizador, compondo ou repondo os cam- pos fluídicos perdidos e ou descompensados; dispersando (refinamento, distribuindo, eli- minando ou sintetizando, pelo menos) fluidos negativos contraídos, assimilados e/ou culti- vados; e auxiliando na cura das enfermida- des de toda ordem, a partir do reequilíbrio geral.” (JACOB MELO, Cure-se e cure pelo passe).
  76. 76. Do site Aracati em Foco, Na reportagem “O passe como terapia alternativa”, lemos: “Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a ini- ciativa de investigar quais seriam os possí- veis efeitos da prática de imposição das mãos. 'Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão', afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.” Vejamos o início dessa reportagem:
  77. 77. Em nov/2008, Ricardo Rodrigues Garé apre- senta na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, São Paulo, a dissertação de mestrado, intitulada: “Efeitos do reiki na evolução do granuloma induzido através da inoculação do BCG em hamsters e do tumor ascítico de Ehrlich induzido em camundon- gos”. (BIBLIOTECA DIGITAL USP, Teses e Mestrados). “Granuloma, em patologia, são pequenos nódulos de cará- ter inflamatório produtivo formados especialmente por ma- crófagos, mas que também podem conter outros leucócitos, e servem para isolar bactérias, fungos ou substâncias estra- nhas insolúveis que o organismo foi incapaz de expulsar.” (WIKIPÉDIA).
  78. 78. Finalidade do passe
  79. 79. “A aplicação do passe tem como finalidade auxiliar a recuperação de desarmonias físicas e psíquicas, substituindo os fluidos deletérios por fluidos benéficos; equilibrar o funciona- mento de células e tecidos lesados; promo- ver a harmonização do funcionamento de estrutura neurológicas que garantem o esta- do de lucidez mental e intelectual do indiví- duo.” (MARTA A. MOURA, O que é passe? - site FEB).
  80. 80. “Para que é necessário o passe? Para várias coisas: restabelecimento da saú- de física, psíquica, perispiritual e espiritual; para renovação de nosso campo fluídico; pa- ra reforço fluídico (energético); para fazer- mos o bem através dele e para melhor per- mutarmos vibrações.” (JACOB MELO, Cure-se e cure pelos passes).
  81. 81. Tipos de passe
  82. 82. “A ação magnética pode produzir-se de mui- tas maneiras: 1º pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito, ou magne- tismo humano, cuja ação se acha adstrita à força e, sobretudo, à qualidade do fluido; 2º pelo fluido dos Espíritos, atuando direta- mente e sem intermediário sobre um encar- nado, seja para o curar ou acalmar um so- frimento, seja para provocar o sono sonam- búlico espontâneo, seja para exercer sobre o indivíduo uma influência física ou moral qual- quer. É o magnetismo espiritual, cuja quali- dade está na razão direta das qualidades do Espírito;
  83. 83. 3º pelos fluidos que os Espíritos derramam sobre o magnetizador, que serve de veículo para esse derramamento. É o magnetismo misto, semiespiritual, ou, se o preferirem, humano-espiritual. Combinado com o fluido humano, o fluido espiritual lhe imprime qua- lidades de que ele carece. Em tais circuns- tâncias, o concurso dos Espíritos é amiúde espontâneo, porém, as mais das vezes, pro- vocado por um apelo do magnetizador.” (KAR- DEC, A Gênese, cap. XIV, “Fluidos”, tópico: As curas).
  84. 84. Da Apostila Curso de Espiritismo e Evangelho do CEAC, transcrevemos: “O passe ainda pode ser classificado sob o as pecto da presença ou ausência do paciente: • Direto, o passe dado na presença física da- quele que recebe. • À distância, situação em que o enfermo es- tá ausente. O médium, neste caso, ora e pe- de o passe em favor da pessoa que está dis- tante, e a espiritualidade, conforme a von- tade do Pai, aplica-o.” (CENTRO ESPÍRITA AMOR E CARIDADE, Curso de Espiritis- mo e Evangelho).
  85. 85. (MARTINS PERALVA, Estudando a mediunidade).
  86. 86. (MARTINS PERALVA, Estudando a mediunidade).
  87. 87. Marcos 5,25-34: “Ora, certa mulher que havia doze anos tinha um fluxo de sangue e que mui- to sofrera nas mãos de vários médicos, tendo gasto tudo o que possuía sem nenhum resulta- do, mas cada vez piorando mais, tinha ouvido falar de Jesus. Aproximou-se dEle, por detrás, no meio da multidão, e tocou-lhe a roupa. Por- que dizia: 'Se ao menos tocar as suas roupas, serei salva'. E logo […] sentiu no corpo que esta va curada de sua enfermidade. […] Jesus, tendo consciência da força que dEle saíra, […] olhava em torno de si para ver quem havia feito aquilo. Então a mulher, amedrontada e trêmula, […] caiu-lhe aos pés e contou-lhe toda a verdade. E Ele disse a ela: 'Minha filha, a tua fé te salvou; vai em paz e esteja curada desse teu mal'.”
  88. 88. “Há criaturas que oferecem extraordinária re-ceptividade aos fluidos magnéticos. São aque las que possuem fé robusta e sincera, recolhi mento e respeito ante o trabalho, que, a seu e a favor de outrem, se realiza. Na criatura de fé, no momento em que rece- be o passe, a sua mente e o seu coração fun-cionam à maneira de poderoso ímã, atraindo e aglutinando as forças curativas. Já com o descrente, o irônico e o duro de co- ração o fenômeno é naturalmente oposto. Re pele ele os jorros de fluidos que o médium ca naliza para o seu organismo.” (MARTINS PERALVA, Estudando a mediunidade).
  89. 89. (MARTINS PERALVA, Estudando a mediunidade).
  90. 90. Mecanismo do passe
  91. 91. “O mecanismo do passe baseia-se na trans- missão do fluido vital: – O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tiver em maior porção pode dá-lo a um que o tenha de menos e, em certos casos, prolongar a vida prestes a extinguir-se. (KARDEC, O Livro dos médiuns). – A energia transmitida pelo passe atua no perispírito do paciente e deste sobre o corpo físico. O perispírito recebe a energia através de pontos determinados que André Luiz chama de centros de força e certas escolas espiritualistas chamam de chacras. (SALVA- DOR GENTILE, O passe magnético).” (FEB, Estudo e Prática de Mediunidade).
  92. 92. “Quanto ao mecanismo do passe, os fatos mais importante são: o pensamento (fazendo a sintonia com a espiritualidade encarregada do trabalho), a vontade e a condição recepti- va tanto do passista, quanto do paciente. Através do pensamento e da vontade, o pas- sista capta os fluidos e os direciona para o assistido. Mas, se esse não estiver preparado no que diz respeito a uma boa condição rece- ptiva, o passe torna-se sem efeito. ==>
  93. 93. Além do preparo por parte de ambos, tem de haver um clima de confiança entre os dois, formando assim um elo, onde o auxílio possa se fazer na proporção do crédito de cada um. Quanto à forma de se aplicar o passe, o fator externo pouco importa, o que vale mais, como já dissemos, é a sintonia, a vontade e a condição receptiva dos envolvidos no pro- cesso.” (CENTRO ESPÍRITA AMOR E CARIDADE, Curso de Espiritismo e Evangelho).
  94. 94. Passista: uma variedade de médium?
  95. 95. Voltando ao companheiro Astolfo Olegário: “Em sua obra 'O Livro dos Médiuns', cap. XIV, item 176, Kardec reproduziu o seguinte diálogo entre ele e um benfeitor espiritual: 1ª Podem considerar-se as pessoas dotadas de força magnética como formando uma variedade de médiuns? "Não há que duvidar."
  96. 96. 2ª Entretanto, o médium é um intermediário entre os Espíritos e o homem; ora, o magne- tizador, haurindo em si mesmo a força de que se utiliza, não parece que seja interme- diário de nenhuma potência estranha. "É um erro; a força magnética reside, sem dúvida, no homem, mas é aumentada pela ação dos Espíritos que ele chama em seu auxilio. Se magnetizas com o propósito de curar, por exemplo, e invocas um bom Espí- rito que se interessa por ti e pelo teu doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade, dirige o teu fluido e lhe dá as qualidades necessárias." (ASTOLFO OLEGÁRIO, Passe segundo a Doutrina Espírita).
  97. 97. Qualidades e requisitos do tarefeiro do passe
  98. 98. Do artigo “Mediunidade Curadora”, publicado na Revista Espírita, setembro 1865, transcre- vemos: “O fluido humano é sempre mais ou menos impregnado das impurezas físicas e morais do encarnado; o dos bons Espíritos é neces- sariamente mais puro e, por isto mesmo, tem propriedades mais ativas que levam a uma cura mais rápida. Mas, passando por in- termédio do encarnado, pode-se alterar co- mo uma água límpida passando por um vaso impuro, como todo remédio se altera se per- manece em um vaso impróprio, e perde em parte suas propriedades benfazejas. ==>
  99. 99. Daí, para todo verdadeiro médium curador, a necessidade absoluta de trabalhar em sua de puração, quer dizer, em sua melhoria moral, segundo este princípio vulgar: limpai o vaso antes de vos servir dele, se quereis ter algu- ma coisa de bom. Só isto basta para mostrar que o primeiro que chega não poderia ser mé dium curador, na verdadeira acepção da pala vra.” (KARDEC, Revista Espírita 1865).
  100. 100. Do Seminário “Passes e passistas” ministrado pelo confrade Astolfo Olegário: “1. O tarefeiro do passe, na esfera espiritual, precisa revelar determinadas qualidades de ordem superior e certos conhecimentos espe cializados. Não lhe basta a boa vontade: ele não pode satisfazer em semelhante serviço, se ainda não conseguiu manter um padrão superior de elevação mental contínua, condi- ção indispensável à exteriorização das facul- dades radiantes (Missionários da Luz, cap. 19, pp. 321 e seguintes). ==>
  101. 101. 2. O êxito do trabalho reclama experiência, horário, segurança e responsabilidade do ser vidor fiel aos compromissos assumidos. A ora ção é prodigioso banho de forças. O missio- nário do auxílio magnético, na Crosta ou na esfera espiritual, necessita ter grande domí- nio sobre si mesmo, espontâneo equilíbrio de sentimentos, acendrado amor aos semelhan- tes, alta compreensão da vida, fé vigorosa e profunda confiança em Deus. ==> Acendrado: 1 livre de impurezas (ouro e outros metais preciosos); limpo, puro, purificado, acrisolado; 2 p.ext. fig. que se purificou; depurado, aperfeiçoado, acrisolado, apura- do. (HOUAISS).
  102. 102. 3. Alexandre ressalva, em “Missionários da Luz”, cap. 19, que, na Crosta, a boa vontade sincera, em muitos casos, pode suprir essa ou aquela deficiência, devido a que o passis- ta é, na verdade, um instrumento da ajuda, mas não a fonte exclusiva dessa ajuda. Adqui rida a vontade de servir, os passos seguintes, para o servidor encarnado, serão: elevação, equilíbrio do campo das emoções, alimenta-ção equilibrada, libertação do álcool e de ou-tras substâncias tóxicas, seguidos do aperfei-çoamento moral contínuo.” (ASTOLFO OLEGÁRIO, Seminário “Passes e Passistas”).
  103. 103. “[…] O orgulho e o egoísmo sendo as princi- pais fontes das imperfeições humanas, disso resulta que aqueles que se gabam de possuir esse dom, que vão por toda a parte enalte- cendo as curas maravilhosas que fizeram, ou que dizem ter feito, que procuram a glória, a reputação ou o proveito, estão nas piores condições para obtê-la, porque esta faculda- de é o privilégio exclusivo da modéstia, da humildade, do devotamento e do desinteres- se. Jesus dizia àqueles que tinha curado: Ide dar graças a Deus, e não o digais a nin- guém.” (KARDEC, Revista Espírita 1865).
  104. 104. “[…] As qualidades morais do magnetizador, quer dizer, a pureza de intenção e de senti- mento, o desejo ardente e desinteressado de aliviar seu semelhante, unido à saúde do cor- po, dão ao fluido um poder reparador que pode, em certos indivíduos se aproximar das qualidades do fluido espiritual.” (KARDEC, Revista Espírita 1865).
  105. 105. Três recomendações aos passistas
  106. 106. “A primeira recomendação aos passistas é, portanto, libertar-se dos vícios arraigados, tais como o fumo, o álcool e as drogas, para não transferirem aos pacientes, junto com seus fluidos, as emanações naturais desses vícios. ==>
  107. 107. A segunda é abster-se de aplicar o passe quando estiverem enfermos, fracos ou intoxi- cados por excessos de alimentação e medi- camentos, ou quando se encontrarem pertur- bados espiritualmente, por encostos ou obsessões, visto que pelo passe se transmi- tem fluidos perniciosos decorrentes desses estados. ==>
  108. 108. A terceira é procurar renovar os hábitos para que, através da mudança de pensamentos, sentimentos e atos, sua atmosfera individual seja cada vez mais elevada.” (ASTOLFO OLEGÁ- RIO, Seminário “Passes e Passistas”).
  109. 109. Postura física e mental no momento do passe
  110. 110. Ainda do Seminário “Passes e Passistas”: “1. O valor da oração e do pensamento ele- vado é uma coisa bem conhecida no meio espírita. Ensina André Luiz (Missionários da Luz, cap. 5): 'A prece, a meditação elevada, o pensamento edificante refundem a atmos- fera, purificando-a'. Na mesma obra, André anota: 'O pensamento elevado santifica a atmosfera em torno e possui propriedades elétricas que o homem comum está longe de imaginar'.
  111. 111. 2. Emmanuel (Caminho, Verdade e Vida, cap. 153) ensina: 'Onde exista sincera atitude men- tal do bem, pode estender-se o serviço provi- dencial de Jesus. Não importa a fórmula exte- rior'. Em outra obra (Pensamento e Vida, cap. 2 e 26), Emmanuel nos diz que o pensamento é força eletromagnética e a vontade, 'o impac- to determinante': 'A prece impulsiona as recôn ditas [ocultas] energias do coração, libertando- as com as imagens de nosso desejo, por intermédio da força viva e plasticizante do pensamento, imagens essas que, ascendendo às Esferas Superiores, tocam as inteligências visíveis ou invisíveis que nos rodeiam, pelas quais comumente recebemos as respostas do Plano Divino'.
  112. 112. 3. Compreende-se, então, que a postura físi- ca não é relevante: não existe posição con- vencionada para que o beneficiado receba as energias. Pernas descruzadas, mãos em con cha voltadas para o alto etc. são convenções sem fundamento doutrinário: o importante é a disposição mental de quem aplica e de quem recebe o passe, e não a posição do cor po ou a técnica adotada pelo passista. Quan- to a esta, já vimos que a imposição de mãos, tal como utilizada por Jesus e pelos apósto- los, é a mais recomendada por sua simplici- dade e por estar ao alcance do entendimento de qualquer pessoa.” (ASTOLFO OLEGÁRIO, Seminá- rio “Passes e Passistas”).
  113. 113. Em Cure-se e cure pelos passes, temos: “Fisicamente, como ficar na cabine? […] Pernas e braços cruzados, assim como contra ções musculares e tensões em geral, são de- saconselháveis por “travar” os sistemas mus- cular e nervoso, dificultando a corrente san- guínea no paciente. Como os fluidos, quando somatizados, circulam no corpo do paciente pela corrente sanguínea e pelo sistema nervo so, havendo contrações e tensões os alcan- ces dos fluidos vão diminuídos, o que não é vantagem para ninguém.” (JACOB MELO, Cure-se e cure pelos passes).
  114. 114. A escritora Therezinha Oliveira (1930-2013), na obra Fluidos e passes, diz o seguinte: “Deve-se ou não cruzar braços e pernas? Wenefledo de Toledo, em 'Passes e Curas Es- pirituais', diz que, ao nos concentrarmos ou nos colocarmos em “estado receptivo”, não devemos cruzar braços e pernas, porque isso interrompe a marcha das correntes fluídicas (centrífugas e centrípetas). De nosso parte, porém, o que podemos dizer é que, não cru- zando braços, pernas ou mãos, o corpo fica melhor acomodado e a circulação sanguínea se faz livre e perfeitamente.” (THEREZINHA OLI- VEIRA, Fluidos e passes).
  115. 115. Resultados do passe
  116. 116. “Nem todos os homens são sensíveis à ação magnética, e, entre os que o são, pode haver maior ou menor receptividade, o que depen- de de diversas condições, umas que dizem respeito ao magnetizador e outras ao próprio magnetizado, além de circunstâncias ocasio- nais oriundas de diversos fatores. Comumen- te, o magnetismo não exerce nenhuma ação sobre as pessoas que gozam de uma saúde perfeita. (Michaelus, Magnetismo Espiritual).” (FEB, Estudo e Prática da Mediunidade).
  117. 117. Seminário “Passe e passistas”: “Os resultados do passe, dependendo das condições do trabalho e do passista, podem então ser maléficos, nulos ou benéficos: a) maléficos: quando o passista está com estado de saúde precário, com o organismo intoxicado por excesso de alimentação ou vícios (como fumo, álcool, drogas) e quando esteja em estado de desequilíbrio espiritual (revolta, raiva, orgulho etc.) e, nesses casos, o paciente esteja com suas defesas nulas; ==>
  118. 118. b) nulos: quando, na hipótese descrita na letra "a", o paciente possui defesas positivas diante da torrente de energias negativas transmitidas pelo passista, o que se dá nos casos de merecimento individual e por ação dos protetores desencarnados; e quando, apesar de receber um recurso favorável, o paciente mantém posição refratária com re- lação ao passe (descrença, aversão, sarcas- mo); ==>
  119. 119. c) benéficos: quando o passista apresenta estado de saúde equilibrado e equilíbrio espi- ritual e o paciente apresenta receptividade ao recurso espiritual, bem como disposição de melhora efetiva.” (ASTOLFO OLEGÁRIO, Seminário “Passes e Passistas”).
  120. 120. Sete conselhos para o serviço do passe
  121. 121. “Em sua obra intitulada Conduta Espírita, cap. 28, André Luiz nos propõe sete conse- lhos, que adiante resumimos: a) Quando da aplicação de passes, fugir à indagação sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas. O bem ajuda sem perguntar; b) Lembrar que na aplicação de passes não há necessidade da gesticulação violenta, da respiração ofegante ou do bocejo costumeiro, nem do toque direto no paciente. O passe dispensa qualquer recurso espetacular;
  122. 122. c) Esclarecer sobre a inconveniência da peti- ção de passes todos os dias, sem que haja necessidade real. É falta de caridade abusar da bondade alheia; d) Proibir ruídos, o fumo, o álcool e o ajunta- mento de pessoas, ou a presença de criatu- ras sarcásticas ou irreverentes no recinto da assistência e do tratamento espiritual. De ambiente poluído, nada de bom se pode esperar; e) Interromper as manifestações mediúnicas no horário do passe. Disciplina é a alma da eficiência;
  123. 123. f) Interditar, se necessário, a presença de enfermos portadores de moléstias contagio- sas nas sessões de assistência em grupo, situando-os em regime de separação para o socorro previsto. A fé não exclui a previdên- cia; g) Quando for oportuno, adicionar o sopro cu rativo aos serviços do passe magnético, bem como o uso da água fluidificada ou do atendi- mento a distância, através da oração. O Bem Eterno é bênção de Deus à disposição de to- dos.” (ASTOLFO OLEGÁRIO, Seminário “Passes e Passis- tas”).
  124. 124. “Aos conselhos de André Luiz poderíamos adi- tar mais um, fundamental a um bom trabalho na atividade do passe: o passista deve prepa- rar-se convenientemente para a tarefa, atra- vés da elevação espiritual, da prece, da medi- tação e do estudo contínuo, entendendo que a transmissão do passe é um ato eminentemen- te fraterno, pelo qual doamos o que melhor podemos ter em sentimentos e vibrações. Em depoimento acerca do tema, Divaldo P. Franco nos diz que o que vamos transmitir 'é uma ra- diação que fomenta no paciente uma reativa- ção dos seus fulcros energéticos para restabe- lecer-lhe o equilíbrio'. 'O passe é, antes de tu- do, uma transfusão de amor'.” (ASTOLFO OLEGÁ- RIO, Seminário “Passes e Passistas”).
  125. 125. – Cale-se! meditemos no trabalho a fazer. No arrependimen- to verdadeiro é preciso saber falar, para construir de novo. Em seguida, aplicou-me passes magnéticos, atenciosamen- te. Fazendo os curativos na zona intestinal, esclareceu: – Não observa o tratamento especializado da zona cancero- sa? Pois note bem: toda medicina honesta é serviço de amor, atividade de socorro justo; mas o trabalho de cura é peculiar a cada espírito. Meu irmão será tratado carinhosa- mente, sentir-se-á forte como nos tempos mais belos da sua juventude terrena, trabalhará muito e, creio, será um dos melhores colaboradores em 'Nosso Lar' […].” Lísias, Nosso lar “Contudo, antes que me alongasse noutras excla- mações, o visitador colo- cou a destra carinhosa em meus lábios, murmu- rando: Passe no mundo espiritual
  126. 126. Água fluidificada
  127. 127. Transcrevemos do site “Espíritas na Net”: “A água fluidificada surgiu inicialmente com as experiências dos magnetizadores e depois passou a ser utilizada na prática espírita. Allan Kardec, no livro A Gênese, afirma: 'as mais insignificantes substâncias, como a água, por exemplo, podem adquirir qualida- des poderosas e efetivas, sob a ação do flui- do espiritual ou magnético, ao qual elas ser- vem de veículo, ou, se quiserem, de reserva- tório'”. ==>
  128. 128. “Em geral, são os Espíritos desencarnados que, durante as sessões de fluidoterapia, flui dificam a água, mas a água pode ser magne- tizada tanto pelos fluidos espirituais quanto pelos fluidos dos homens encarnados, assim como ocorre com os passes, sendo necessá- rio, para isso, da parte do indivíduo que irá realizar a fluidificação, a realização de preces e a imposição das mãos, a fim de direcionar os fluidos para o recipiente em que se encon- trar a água.” (SITE ESPÍRITAS NA NET).
  129. 129. “Esta teoria nos fornece a solução de um fato bem conhecido em magnetismo, mas inexpli- cado até hoje: o da mudança das proprieda- des da água, por obra da vontade. O Espírito atuante é o do magnetizador, quase sempre assistido por outro Espírito. Ele opera uma transmutação por meio do fluido magnético que, como atrás dissemos, e a substância que mais se aproxima da matéria cósmica, ou elemento universal.” (KARDEC, O Livro dos Mé- diuns, cap. VIII, item 131).
  130. 130. Os animais podem receber passe?
  131. 131. Aqui temos a opinião de Jacob Melo numa entrevista concedida ao site “A Jornada”, em 17.07.2001: A Jornada: – O passe tem o mesmo efeito nos animais? Jacob Melo: Não. Dependendo do fluido que se aplica, pode o passe no animal chegar a matá-lo. O próprio Allan Kardec fulminou um cachorro dele. (JACOB MELO, site Batuira.net)
  132. 132. Aqui temos a opinião de Jacob Melo numa entrevista concedida ao site “A Jornada”, em 17.07.2001: A Jornada: – O passe tem o mesmo efeito nos animais? Jacob Melo: Não. Dependendo do fluido que se aplica, pode o passe no animal chegar a matá-lo. O próprio Allan Kardec fulminou um cachorro dele. (JACOB MELO, site Batuira.net)
  133. 133. Leiamos esse trecho do estudo efetuado pe- los integrantes do NUVET – Núcleo de Medici-na Veterinária e Espiritualidade da AME – SP (Associação Médico-Espírita de São Paulo), sobre questões relativas à assistência espiri-tual a animais: “Algumas Questões: 1. 'O Sr. T. magnetizou o seu cão e com isso o matou.' Em O Livro dos Médiuns, cap. XXII – Da Me- diunidade nos Animais, item 236, o Espírito Erasto relata:
  134. 134. ...não mediunizamos diretamente nem os ani- mais nem a matéria inerte. […] O Sr. T., di- zem, magnetizou o seu cão. A que resultado chegou? Matou-o. Porque esse infeliz animal morreu depois de haver caído numa espécie de atonia, de langor, consequência de sua mag netização. Com efeito, infiltrando-lhe um fluido haurido numa essência superior à essência es-pecial de sua natureza, ele o esmagou, agindo sobre ele, embora mais lentamente, à seme-lhança de um raio. Assim, não havendo nenhu ma possibilidade de assimilação entre o nosso perispírito e o envotório fluídico dos animais propriamente ditos, nós os esmagaríamos ime diatamente ao mediunizá-los.” (SITE AME-SP).
  135. 135. No artigo sobre a propagação da mediunidade curadora, Kardec, a certa altura, diz o seguinte: “É preciso, além disto, levar em conta a varie- dade das nuanças que esta faculdade apresen- ta, que está longe de ser uniforme em todos aqueles que a possuem. Ela se apresenta sob aspectos muito diferentes. Em razão do grau de desenvolvimento da força, a ação mais ou me- nos rápida, extensa ou circunscrita. Tal médium triunfa de certas enfermidades, sobre certas pessoas e em circunstâncias dadas, que fracas- sa completamente nos casos em aparência idên ticos. Parece mesmo que, em alguns, a facul- dade curadora se estende aos animais.” (KARDEC, Revista Espírita 18665, p. 347).
  136. 136. Herculano Pires, que segundo Emmanuel foi o “melhor metro que mediu Kardec”, ao tecer explicações sobre “Mediunidade Zoológica”, faz a seguinte consideração: “A assistência mediúnica aos animais é possí-vel e grandemente proveitosa. O animal do-ente pode ser socorrido por passes e preces e até mesmo com os recursos da água fluidi-ficada.” (HERCULANO PIRES, Mediunidade – Vida e comu-nicação).
  137. 137. “No socorro aos animais doentes, usar os re- cursos terapêuticos possíveis, sem desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica que aplique a seu próprio favor. A luz do bem de- ve fulgir em todos os planos.” (ANDRÉ LUIZ, Con- duta Espírita, por Waldo Vieira) “[…] recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Esten- dei até eles a vossa concepção de solidarie- dade […].” (EMMANUEL, Emmanuel, por Chico Xavier).
  138. 138. Referências bibliográficas: DENIS, L. O grande enigma. Rio de Janeiro: FEB, 1988. FARJADO, C. (Cood). Curso de Espiritismo e Evangelho. CEAC, 2007, em pdf. Estudo e Prática da Mediunidade. Programa I, Brasília: FEB, 2010. FIGUEIREDO, P. H. Mesmer: a ciência negada e os textos escondidos. São Paulo: Lachâtre, 2007. KARDEC, A. A Gênese. Rio de Janeiro: FEB, 2007. KARDEC, A. Instruções Práticas sobre as manifestações espíritas. Matão, SP: O Clarim, s/d. KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2006. KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. Rio de Janeiro: FEB, 2007. KARDEC, A. Revista Espírita 1858. Araras, SP: IDE, 2001. KARDEC, A. Revista Espírita 1865. Araras, SP: IDE, 2000. KARDEC, A. Revista Espírita 1866. Araras, SP: IDE, 1993. KARDEC, A. Revista Espírita 1869. Araras, SP: IDE, 2001 MELO, J. Cure-se e cure pelos passes. Natal, RN: Vida & Saber, 2003. NÁUFEL, J. Do ABC ao infinito. Vol. 4. Rio de Janeiro: FEB, 1999. OLIVEIRA, A. O. Seminário “Passe e Passistas”. Londrina, PR, 2005. OLIVEIRA, A. O. Passe segundo a Doutrina Espírita, 2014. OLIVEIRA, T. Fluidos e passes. Capivari, SP: EME, 1995. PERALVA, M. Estudando a Mediunidade. Rio de Janeiro: FEB, 1987. PIRES, J. H. Ciência Espírita. São Paulo: Paideia, 1988. PIRES, J. H. Mediunidade (Vida e Comunicação). São Paulo: Edicel, 1987. Revista Superinteressante no. 315. São Paulo: Abril, fev/2013. VIEIRA, W. Conduta Espírita. Rio de Janeiro: FEB, 1986. XAVIER, F. C. Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1987. XAVIER, F. C. Entre a terra e o céu. Rio de Janeiro: FEB, 1986. XAVIER, F. C. Nosso Lar. Rio de Janeiro: FEB, 1995. XAVIER, F. C. Religião dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 1988.
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  140. 140. Imagens: Capa: http://www.neas.org.br/wp-content/uploads/2014/09/passe.jpg Jesus cura criança: http://files.ajoradecaruaru.webnode.pt/system_preview_detail_200000065- 08b030912f-public/Cristo%20Curador.jpg Jesus cura leproso: http://daitompson.files.wordpress.com/2012/05/23curaciones18leprosos.jpg Frase Chico: https://scontent-b-mia.xx.fbcdn.net/hphotos- ash3/t1/1962697_652832174763944_429350786_n.jpg Papiro Harris: http://www.britishmuseum.org/images/ps343100_l.jpg Egípcio aplicando passe: http://www.oconsolador.com.br/ano3/136/edgard1.jpg Mesmer: http://images.fineartamerica.com/images-medium-large-5/2-franz-mesmer- 1734-1815-granger.jpg Tese Mesmer: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/de/De_planetarum_in fluxu_in_corpus_humanum_manuscript.jpg/492px- De_planetarum_influxu_in_corpus_humanum_manuscript.jpg Magnetismo: http://www.renaissance-psychotherapy.com/Mesmer-a.jpg Albert de Rochas: http://www.buenosbooks.fr/images/Rochas300.jpg Vidas sucessivas: http://skoob.s3.amazonaws.com/livros/24967/AS_VIDAS_SUCESSIVAS_124036 4377P.jpg
  141. 141. Espírito, perispírito e corpo: http://www.febnet.org.br/blog/geral/bancode- aulas-fundamental-i-mod-i/ Jesus curando cego: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images? q=tbn:ANd9GcTsAvebvvY838Xe18xbio9oHcV-ib0SPB-GWVuCxQzdG1VzZrUr Centros de força: http://duplavista.com.br/wp-content/uploads/2009/01/centros-de-forca.jpg; http://www.grupodocanto.org/albumimagens/images/27_jpg.jpg e http://dc161.4shared.com/doc/hnVJd57k/preview003.png Água fluidificada: http://bp3.blogger.com/_7U7wqOuGicg/R4IxHEh_WII/AAAAAAAAAfI/HzD3o3IC5 io/s320/Fluidifica%C3%A7%C3%A3o_%C3%A1gua.jpg Acarati em Foco: http://www.aracatiemfoco.com.br/2013/02/passe- magnetico-como-terapia-alternativa.html Cure e cure-se pelos passes: http://jacobmelo.webs.com/Curesesmall.jpg Linha do tempo: http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRnDPW- tCg6Zkkr_VD12Py4-acjuipdogE627qFIIHcNY0Uw4dnzA
  142. 142. Site: www.paulosnetos.net E-mail: paulosnetos@gmail.com Versão 10
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