Livro vol 2_caminho da palavra escrita_paulosergio_2011
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    Livro vol 2_caminho da palavra escrita_paulosergio_2011 Livro vol 2_caminho da palavra escrita_paulosergio_2011 Document Transcript

    • 2EXECUÇÃO: Alunos da EJA e Prof. Paulo SérgioUNIDADE ESCOLAR: COL. EST. BARTOLOMEU BUENO DA SILVAPROFESSOR COORDENADOR: PAULO SÉRGIO DE O. SILVACOORDENADORA PEDAGÓGICA: SÍLVIA DE OLIVEIRA SILVADIRETORA: HÉLICA FERNANDA LEMES GONDINVICE-DIRETORA: ELAINE MARIA DE MACEDOCOL. EST. BARTOLOMEU BUENO DA SILVA PARANAIGUARA-GO 2011
    • 3 A COLETÂNEA A EJA NOSCAMINHOS DA PALAVRA ESCRITA:MOSTRANDO QUE A LEITURA TRANSFORMA ANOSSA VIDA É O RESULTADO DO PROJETO DELEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO EXECUTADO NASTURMAS DA EJA (2011), SOB A COORDENAÇÃO EORIENTAÇÃO DO PROF. PAULO SÉRGIO DE O.SILVA, NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA. A EXECUÇÃO DESTE PROJETO, EM CONSONÂNCIA COM ASMATRIZES CURRICULARES, COM A LDB, E A LEI 10639/2003, QUE,SEGUINDO A METODOLOGIA DO LETRAMENTO, OBRIGA O ESTUDO DOSVÁRIOS GÊNEROS TEXTUAIS, INCENTIVANDO E FAZENDO ACONTECER ALEITURA E A ESCRITA, LEVANDO O ALUNO A SE TORNAR AUTOR DE SUASPRÓPRIAS IDEIAS E OPINIÕES, O QUE COLABORA PARA QUE ELE SETORNE TAMBÉM AUTOR DE SUA PRÓPRIA VIDA E PARTICIPAÇÃO NASOCIEDADE, E, EM CONSEQUÊNCIA, CONTRIBUI PARA “TRANSFORMARO MUNDO NUM LUGAR MELHOR DE SE VIVER”. O REFERIDO PROJETO FOI EXECUTADO AO LONGO DO ANOLETIVO DE 2011, DE FEVEREIRO A NOVEMBRO, COM UMA SEQUÊNCIADE AÇÕES QUE INCLUEM A PESQUISA EM TEXTOS (LIVROS, REVISTAS EINTERNET), ANÁLISE DE TEXTOS, LEITURA DE LIVROS, POEMAS, LETRASDE MÚSICAS; PRODUÇÃO DE FRASES, POEMAS, TEXTOS NARRATIVOS,BIOGRÁFICOS E DE OPINIÃO. A FINALIZAÇÃO DOS TRABALHOS FOI A MONTAGEM DECARTAZES, BAINERS, PAINÉIS, LIVRO E PUBLICAÇÃO NO BLOG:http://professorpaulosergionaeja.blogspot.com . PROF. PAULO SÉRGIO.
    • 4Neste ano de 2011, nós,alunos da EJA do Bartolomeu,nas aulas de Língua Portuguesa,com o Professor PAULO SÉRGIO,produzimos textos dos mais variados tipos,sobre vários assuntos, com muitaimaginação e criatividade,expondo ideias e opiniões,mostrando que a leitura e a escritapodem transformar o nosso mundo.Com estes textos, nós procuramosconscientizar a todos de como agirem diversas situações da nossa vida...Afinal, as principais funçõesda leitura e da literatura são divertire mudar os comportamentosde nossos leitores!
    • 5 Desde os tempos remotos,quando o homem começou a se comunicar através de desenhos nas cavernas, depois com a fala,até chegar à escrita e à leitura, uma boa história sempre encanta a todos os ouvintes e leitores... Embarque você também nesta viagem e se encantecom as histórias que os alunos da EJA têm para nos contar.
    • 6 Falar sobre a importância da leitura écomo falar de alimentação, água ou remédio. A leitura éuma necessidade vital, é algo que nos torna livres,capazes de conduzir nossas vidas. A capacidade de lernos dá condições de realizar coisas que, às vezesconsideramos muito simples, mas que são muitoimportantes, como poder pegar um ônibus comsegurança, procurar um endereço, ler a bula doremédio, ler uma receita, ler um jornal, e,principalmente, o hábito da leitura nos dá condições deentendermos o que ouvimos e o que lemos. E isso, éclaro, nos torna pessoas melhores a cada leitura quefazemos. Prof. Paulo Sérgio
    • 7 Leitura é a palavra chave para um futuromelhor. A leitura é para todos, basta estudar. Só quemsabe ler, entende o quanto é importante, porque a chancede conseguir um emprego é maior, porque, por ondepassar, muitas portas abertas encontrará e, pode ter acerteza de que uma é para você, que tem uma boa leitura. A leitura é importante, porque ela é opassaporte para realizar seus sonhos. Você não vai a lugaralgum sozinho. Já quem não sabe ler, encontra muitasdificuldades para conseguir um emprego, para saber qualônibus certo, para ler a receita do remédio, etc. A escrita éo resultado de uma boa leitura. A leitura transforma a nossa vida, porque nosfaz enxergar mais as coisas ao nosso redor. A gente passaa conhecer o que não conhecia. Antes via, mas não sabiao que significava. Isso é muito triste: andarmos e nãosaber por onde estamos passando. É tão legal quandopassamos por um lugar e lemos e que está escrito! Franciely – 6º Sem – 2ª Etapa – EJA (agosto a dezembro)
    • 8 Através da leitura e da escrita, podemos viajarem um mundo mágico, um mundo onde todos nóspodemos ter a felicidade de sabermos ler e escrever, bastasó vocês começarem a leitura. Isso nos dá uma felicidadeque não tem explicação. Tem pessoas que não sabem ler, só escrever.Como deve ser difícil a vida dessas pessoas! Mas nunca étarde para aprender a ler. Comece agora mesmo. Leia umjornal, revistas, livros, ou até mesmo as placas das ruas. Oque não podemos é viver em um mundo onde ninguémtem tempo para a leitura. No mundo de hoje, a leitura e a escrita sãomuito importantes, porque, quem não sabe ler e escrever,não tem muitas oportunidades de trabalho, porque, a cadadia que passa, a leitura se torna mais importante. Por isso seja você também um leitor. Façacomo nós: leia todos os dias! Solange – 6º Sem – 2ª Etapa – EJA (agosto a dezembro)
    • 9 A leitura é uma obra que, por meio dela,transformamos a nossa escrita. Hoje, com a junção dasduas, conseguimos uma obra até mesmo um grandeespetáculo. Se você gosta realmente de leitura, ou daescrita, você está em um caminho que vai trazer um futuromelhor. Eu sou uma pessoa que sou amante da leitura. Éassim que pretendo alcançar meus objetivos. A palavraleitura é uma das coisas que todos devemos incluir emnosso vocabulário, principalmente nos horários quepodemos ocupar a nossa imaginação. Seja você também amante da leitura e daescrita, que vai te trazer um grande futuro. Sandra Rosa dos Santos 6º Sem – 2ª Etapa – EJA (agosto a dezembro)
    • 10 Quem conta um contoaumenta um ponto na vida de seus ouvintes ou leitores... É de conto em conto que criamos encontros e encantos... Encontro com a palavra e encanto pela vida que ela nos traz. Prof. Paulo Sérgio
    • 11 SÓ AGORA ESTOU APRENDENDO A SER FELIZ Estou muito feliz. Depois de vinte anos queconcluí a sétima série, eu voltei a estudar. Em 1985,eu estava muito feliz, pois estava indo bem nosestudos... Porém, eu não estava bem com a minhafamília, e, por isso, fiz a escolha mais errada da minhavida: resolvi me casar. Foi a coisa mais errada eabsurda que já fiz em toda a minha vida. Só conseguipassar essa fase negra, porque Deus me deu oprivilégio de ser mãe de três filhos maravilhosos. Oprimeiro, Lázaro Tadeu, o segundo Marcos Lourenço eo terceiro Navilton Matheus. Tenho também três lindosnetos: Marcos Antônio, Pedro Lucas e Daniel Henrique,e minhas três noras. Tenho ainda uma irmã e doissobrinhos que amo muito... Hoje estou numa faselegal da minha vida. Consegui me divorciar, tenhominha casa própria, tenho o meu trabalho, soufuncionária pública (Serviços Gerais Classe II) e souvendedora autônoma. Amo muito os meus serviços. Como diz o sábio Salomão, personagembíblica, devemos sempre pedir a Deus muitasabedoria. Sabedoria, inclusive, para fazermos asnossas escolhas. É o que eu espero: que de agora emdiante Ele me dê sabedoria para que eu possa semprefazer boas escolhas. Luzia Donizeth de Oliveira 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 12 Minhas lembranças... No meu tempo de criança, eu morava nafazenda. Gostava muito de andar a cavalo e pescar.Na fazenda, tinha um pomar de laranjeiras, uma casamuito bonita, cor de rosa, com um jardim muitobonito, com muitas flores. No período da tarde, eu e meu irmãoestudávamos. Nós íamos para a escola com outroscolegas. No caminho, falávamos sobre muitas coisas.Às vezes, nós íamos a cavalo, mas, na maioria dasvezes, íamos a pé, porque nós morávamos perto daescola. Nossa professora era muito legal. Ela brincava,contava histórias. Na hora do recreio, nósbrincávamos de pique esconde. No final da aula, eusempre ficava brincando com as filhas da professora.Isso aconteceu no ano de 1990. Esse foi um dosmelhores anos da minha vida. Muita coisa aconteceu desde este tempo.Coisas divertidas, coisas tristes, e outras nem tanto.Tomei várias decisões. Segui vários caminhos... Hojeeu estou morando em Paranaiguara-Go, tenho doisfilhos, moro com minha mãe. Voltei a estudar. Soumuito feliz vivendo ao lado da minha família. Solange 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 13 Minha Viagem à Austrália Sexta-feira à noite, entrei no ônibus em NovaAndradina (MS) em direção a Guarulhos (SP), onde iriapegar o voo a outro país. A sensação era estranha e, aomesmo tempo que estava ansiosa, eu também estavatriste, pois não queria deixar minha família. Ao entrar no ônibus, percebi que haviam muitaspessoas que também iriam para o mesmo país queiríamos. Então fiquei mais calma. Como estava de noite,resolvi dormir, pois seria uma longa viagem, mas haviammuitas crianças no ônibus que não paravam de bagunçar eentão não consegui dormir, até que eles dormissem. Chegando ao aeroporto de Guarulhos, todosdescemos do ônibus e fomos diretamente fazer o check-in.Após algumas horas de espera, nosso avião finalmentechegou. Fiquei surpresa, pois nunca havia visto um aviãode tão perto. Nessa hora, fiquei com medo e ansiosa. Ao embarcar no avião, o meu medo aumentou.Eu olhava para meus pais com cara de assustada e elesapenas sorriam, pois já sabiam que eu estava com medo.Minutos depois, o avião começou a subir. Senti um frio nabarriga. Segurei bem a mão da minha mãe e disse: “Mãeestou com medo, não quero morrer!”. E ela apenas sorria.Então me segurei bem. Senti que o avião tinha parado desubir. Parecia que havia parado no ar. Olhei pela janela evi que já estava acima das nuvens. Meu medo passou.Fiquei calma. Depois do medo todo que havia passado, sóqueria aproveitar a viagem. Depois de quatro horas de vôo, chegamos aoChile, onde iríamos pegar um outro avião para NovaZelândia. Esperamos por mais algumas horas, até nossopróximo avião chegar. E depois embarcamos no avião. Masdessa vez, eu já não estava mais com medo e simcansada.
    • 14 Mais Doze horas se passaram e finalmentechegamos a Nova Zelândia. Eu já não aguentava mais ficarem um avião, mas sabia que ainda haviam mais 4 horas devoo para chegarmos à Austrália. Esperamos mais algumashoras e nosso outro avião chegou. Estava cansada, mastambém feliz em saber que aquele seria nosso últimoavião. Quatro horas se passaram. Olhei pela janela. Jáavistei a cidade. Estava feliz, pois finalmente estávamoschegando à Austrália. Quando descemos do avião, percebique já havia um homem nos esperando. Ele se aproximoude todos nós. Estávamos entre mais de 30 brasileiros.Então ele se apresentou como nosso intérprete. Felizes, todos fomos em direção do ônibus quenos esperava para nos levar até nossas casas. Meu pai,como já morava lá há algum tempo, já sabia o caminho,mas eu apenas observava por onde passávamos. Ao chegar em casa, estava muito cansada. Entãoresolvi tomar um banho. Após sair do banheiro, meu paime chamou para ir ao shop para comprar algumas coisaspara casa. Eu aceitei. Foi então que percebi que meu pai estavadirigindo em direção errada na rua, e que também ovolante do carro estava no lugar errado. Então ele meexplicou que ali era tudo ao contrário do Brasil. Ao chegarao shop, fomos ao mercado. Percebi que não podiaentender nada do que as pessoas falavam. Muitas coisaseram diferentes ali. Foi então que percebi que minha vidairia mudar completamente naquele lugar. Jéssica Nascimento de Melo 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 15 O ENCONTRO Era dia 09 de dezembro de 2009, um dianormal de trabalho na pizzaria, onde eu trabalhava.Eu estava desanimada e muito triste, pois já fazia ummês que eu havia descoberto que estava sendo traídapelo pai do meu filho, com o qual eu havia vivido porquatro anos. Enquanto eu organizava as mesas, os copose os talheres, e, ao mesmo tempo, pensava no quehavia acontecido, minha patroa Solange chegou eperguntou: −Priscila, você já abriu o caixa? E eu, imediatamente, respondi: −Sim senhora, já abri o caixa. Voltei aos meus pensamentos distantes,com meus olhos vazios, sem nenhuma animação...quando, de repente, percebo que alguém chegou namesa 16. Corri logo para atender o primeiro e solitáriofreguês que havia acabado de chegar. − Boa noite, senhor! Posso ajudá-lo? − Sim! Por favor! Uma cerveja. − Um copo? − Sim. A não ser que você queira meacompanhar! Eu dei um sorriso amarelo, mas, semperder o foco, continuei o meu trabalho e falei: −Senhor, quando precisar de alguma coisa,é só chamar! Continuei o meu trabalho, sem me esquecerdo moço da mesa 16, solitário como eu.
    • 16 Mais tarde, começou a ficar maiscansativo. A pizzaria começou a encher de gente, maseu continuava sem me esquecer do moço da mesa 16.Ele já havia tomado quatro cervejas, quando mechamou novamente: −Garçonete, posso te fazer uma pergunta? −Sim! É claro! −Você tem namorado? Novamente o sorriso amarelo apareceu nomeu rosto, mas, ainda assim, respondi: −Não senhor! Por quê? −Porque eu estou em suas mãos. −Como assim? −Se eu ficasse aqui até a pizzaria fecharpara te levar para sua casa, você aceitaria? Apenas sorri e voltei ao meu trabalho. Jáera tarde, as pessoas já estavam indo embora, menoso moço da mesa 16. Não me contive. Fui até ele eperguntei: −Moço, você não vai embora? −Não. Eu, muito sem graça, mas também curiosapara saber se era por minha causa que ele estavaesperando, continuei o meu trabalho. O rapaz mechamou novamente e pediu a conta. Naquelemomento, desanimei. Mas fui somar sua conta. Elepagou e saiu do estabelecimento. Já estava no fim daminha longa noite de trabalho. Quando estava játrancando as portas da pizzaria, olhei para o lado e láestava ele: o moço, que ainda só o conhecia como omoço da mesa 16, sentado em um banco, ainda
    • 17sozinho. Decidi fingir que não o havia visto, quandoele me chamou: −Garçonete! Olhei e disse: −Ainda aí? −Estava te esperando. −Me esperando por quê? −Porque eu não poderia ir embora semsaber o seu nome. −Meu nome? Por quê? −Porque tenho que saber o nome damulher que ganhou o meu coração. Fiquei sem reação, mas falei: −Meu nome é Priscila. Ficamos em silêncio. Mas eu tambémestava ansiosa para saber o nome do moço da mesa16. Mas não perguntei. Nos sentamos e ficamos anoite inteira conversando. Quando o sol começou anascer, criei coragem e perguntei: −Moço, qual é o seu nome? E ele me respondeu com um sorriso: −Marsol. Priscila F. Quintino 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 18 UMA NOITE DE TERROR Em uma noite de quinta-feira, de lua cheia.Resolvi assistir a um programa que passava na TVchamado “Linha Direta”, que só mostrava assuntos decrime ou de assombração. E foi por um desses programasque resolvi ficar até mais tarde acordada, apesar de estarcom muito medo, porque o marido não estava. Até então, tudo estava normal, quando ouviuns passos... Achava que era algo sobrenatural, tipo umaassombração. Mas, neste momento, não tinha ninguémque tivesse coragem de abrir a porta para ver o que era. Ovento soprava forte. As pisadas aumentavam. Eu ouviaestrondos muito estranhos. Com certeza, era umaassombração. Era uma junção de pisadas e estrondos, quefaziam sons muito estranhos, que se repetiaminsistentemente... Quase me enfartei de tanto medo. Omedo era tanto, que não consegui dormir a noite toda. Ao amanhecer, fui rápido ao quintal para ver oque tinha acontecido. Só vi rastos de cavalo e umalavadeira quebrada. Percebi que, por ironia do destino,justo naquela noite, eu esqueci uma lavadeira de plásticoem cima de uma mesa na lavanderia da casa. E, paracompletar, alguém deixou a porteira aberta, o que permitiuque o cavalo entrasse no quintal... De assombração não tinha nada... Mas tudo eraverdade, principalmente o meu medo. “Ah! Que noite deterror!!! Sandra Rosa dos Santos 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 19 O BÊBADO QUE NÃO É FORMIGA Há uns cinco meses, estava eu em umarodoviária esperando um ônibus. Observei todo oambiente, as pessoas, os comerciantes, muitos quevinham, outros que iam. Olhei para o balcão de um bar. Algo mechamou a atenção. Resolvi que queria comer um doce.Pedi ao garçom. Então eu vi que uma pessoa seaproximou de mim. Ele estava com evidentes sinais deembriaguês, além de sujo e malvestido. O pobrehomem virou-se para mim e disse: _ Você pode me pagar uma pinga? Eu respondi: _ Uma pinga, não posso pagar, mas umpedaço de doce, sim! O bêbado saiu, em silêncio, em direção aosseus colegas. Eu já observei que, nestas situações deexcesso de bebida, eles sempre andam em grupos. Elevirou-se para os companheiros e disse: _ Eu pedi uma pinga pra aquele rapaz e eleme disse que uma pinga não pode, mas um pedaço dedoce, sim... Acham que ia aceitar? Eu não sou formigapra gostar de doce!!! Rosenildo Sousa dos Santos 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 20 A FELICIDADE DE CASSANDRA Cassandra era de uma família pobre. Tinha doisirmãos. Seus pais se separaram quando ela tinha 11 anos.Seus irmãos ficaram com seu pai e ela ficou com sua mãe. Asduas foram morar na casa de sua avó materna. A avó não gostava muito de Cassandra, quepedia sempre sua mãe para ir embora, mas sua mãe semprese lamentava por não ter para onde ir. Passaram-se quatroanos da luta dela e da mãe na casa da avó. Cassandracompletou 15 anos e foi passar o carnaval na cidade, na casade usa tia. Lá conheceu um rapaz. Namoraram por três dias.No quarto dia, ela iria para a casa no sítio, mas, antes dapartida, fugiu com o namorado. Saíram às três da manhã, emdireção à casa da tia dele. Naquela madrugada, o moçodescobriu que Cassandra não era mais virgem. Foi horrívelpara ela. Ele disse que iria devolvê-la para a mãe dela.Desesperada, a garota suplicou, aos seus pés, que não alevasse de volta para a mãe, porque lá ninguém sabia de suahistória. Não teve acordo. O moço a levou e contou tudo oque estava acontecendo. A mãe, muito nervosa, perguntouquando e com quem aconteceu a sua primeira vez. A meninacalou-se por cinco minutos, depois disse que foi com oprimo... Então chegou a noite. Todos já haviam seacalmado. A mãe, Cassandra e o namorado se sentaram paraconversar. Depois de tudo esclarecido, chegaram a umaconclusão: o moço resolveu continuar seu namoro comCassandra, já que percebeu que estava gostando dela,mesmo com todos os acontecimentos... Ela, hoje, tem 18 anos e viajou com seu futuroesposo para outro estado e estão muito felizes... Franciely dos Santos 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 21 A MENINA DO ESCURO Quando a minha família morava noMaranhão, minha mãe morava numa casinha simples,de barro e coberta com palha... Minha irmã mais nova,que tinha cabelos curtos e adorava um vestido branco,tinha muito medo de escuro. Num belo dia, já noite, ela saiu na portaque dava para o quintal da casa... De repente, voltoucorrendo e chamou minha mãe e falou: _ Mãe, olhe lá, uma menina com uma velana mão! Minha mãe perguntou: _ Onde, minha filha? Não vendo nada! Minha irmã insistia, apontando a direção: _ Lá fora, mãe! Minha mãe, desapontada, repetiu: _ Não estou vendo nada, filha! Vamosdormir. Não tem nada aqui. Minha irmã insistia que viu a menina. Entãominha mãe disse: _ Vamos dormir! Quando clarear, a gentevê o que aconteceu. Quando amanheceu o dia, não tinha nemrasto de qualquer pessoa... Lucilene de Sousa Marques 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 22 O MENINO QUE FOI REJEITADO PELO PAI No dia 28/06/1987, nasceu um menino. Logoapós o nascimento, seu pai falou que aquele não era seufilho, porque, quando olhou para a criança, viu que eramuito diferente do pai, tanto na cor da pele, quanto naaparência do rosto. Por da ignorância daquele homem, elemaltratava a mãe da criança, gritava, xingava, batia,chutava... Quando nasceram mais dois filhos, o pai nãofalou nada, porque as crianças eram da mesma cor dele.Quando os filhos já estavam grandes, os dois maisnovos, que o pai sempre defendeu, não quiseram saberdele, foram embora cuidar de suas vidas. Só o filhorejeitado, apesar disso, se preocupou em cuidar do pai. Enfim, o filho rejeitado se tornou o filhoabençoado! José Cícero de Alexandre 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 23 A PEDINTE Um dia, uma pessoa chegou lá em casapedindo um pouco de comida. Eu falei para ela: _ Tudo bem, mas primeiro ajude a minhaesposa no serviço da casa, depois eu te pago peloserviço. A mulher disse que não queria e foi embora.Eu pensei que ela não voltaria mais em minha casa.Mas, no outro dia, ela estava novamente pedindocomida. Eu percebi que ela era uma pessoa muitosofrida. Então eu perguntei se ela não gostaria detrabalhar em minha casa e ter o seu salário. E ela falou: _ Eu não quero trabalhar. Eu prefiro viverpedindo na rua. Eu ganhar o meu dinheiro e comida,assim, é muito melhor. José Fábio Teodosio 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 24 TRAVESSURAS QUE ME FIZERAM CRESCER Nós morávamos na fazenda: eu, meus paise meus irmãos. Nós trabalhávamos na roça, mas eramuito bom. Quando nós chegávamos, tomávamos umbanho, jantávamos e íamos descansar. Meu pai,nestas horas, gostava de forrar uma esteira no chãoda cozinha para deitar. Um dia, num momento destes, minha mãetinha posto feijão para cozinhar e nós deitamos,assim, perto do fogão a lenha, porque estava fazendofrio. Estávamos todos deitados ali, conversando e meupai nos contando uma história. Estávamos todostranquilos, quando, de repente, aquela panela dofeijão deu um estouro. No susto, saímos todoscorrendo. Esfolamos meu pai na parede, que rançouaté o couro do braço dele. Minha irmã, que estava nomeio, foi correr, não se lembrou de que a parede eraripada com taboca, e enroscou a sai na parede e arasgou. Ela saiu correndo sem saia. O susto foitamanho que ela nem percebeu que estava semroupa. Foi realmente um susto daqueles!!! Masninguém se machucou. Depois de tudo, todos caímosna gargalhada. Muitas histórias aconteceram comigo emeus irmãos quando eu era criança. Nós gostávamosmuito de brincar e fazer travessuras. Nósesperávamos meus pais dormirem e saíamos paraandar a cavalo, à noite, para apostarmos corrida. Eramuito bom, mas era perigoso. Mas, você sabe como écriança, não pensa nessas coisas! Nós corríamos na
    • 25lama. Voava barro para todos os lados. Um dia, eu emeu irmão estávamos andando a cavalo. Andamosmuito. Quando nós paramos, meu irmão foi apear docavalo e não observou que eu estava na garupa,passou o pé no meu pescoço e eu caí em cima de unscavacos de pau que meu pai tinha lavrado e estavamali, amontoados. Eu bati com o nariz naqueles cavacose começou a sangrar. Eu comecei a chorar. Nestemomento, meu irmão falava assim: _ Chora baixinho, para nossos pais nãoescutarem! Agora, como é que ele queria que euchorasse baixinho, se estava doendo muito. Não temjeito de chorar baixinho numa hora dessas. Depois,tudo terminou bem. Por sorte, ninguém descobriu operigo que passamos! Lá na fazenda, era muito bom e divertido.Tinham muitos vizinhos. Eu ia para a casa de umaamiga, do outro lado do córrego. Para ir lá, tinha quepassar por uma pinguela. Era muito difícil, mas,mesmo assim, eu ia. Nós duas éramos muito amigas.Com o passar dos anos, eu me casei e me mudei delá. Nós nos separamos. Hoje, quase não nos vemosmais. Foram muitas travessuras, perigos eaventuras. Momentos de diversão, de medo, de susto.Mas, com certeza, todos esses momentos foram demuito aprendizado, que me fizeram crescer. Odete Lemes Cabral 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 26 A MUDANÇA E A MOTO Uma vez, eu estava arrumando as coisaspara me mudar de casa, para uma casa bem longedaquele lugar onde eu morava. Eu pensava sempreque não iria sentir falta daquele lugar... Mas era aí que eu estava enganada, porquetudo ali era muito especial para mim. Só que eu aindanão sabia disso. Aquela rua lembrava a minhainfância, apesar de não ter sido boa, mas lembrava.Cada detalhe formava a minha vida. Mas, como tudona vida, a gente não pode escolher o futuro. Não dápara conservar algo para sempre. Tivemos que nosmudar de lá. Afinal, a casa era de aluguel. Então,tínhamos que encontrar um outro lugar. Mas eupensava que, se tivesse um jeito, eu queria morar alipara sempre. Se não mesmo saída, fomosencaixotando tudo. Roupas sendo dobradas, móveis sedesmontando, sacos e caixas de coisas. Eu semprepensei que mudança era triste, uma bagunça só. Mastinha um lado que era bom. Para onde nós íamos, acasa era melhor... essas coisas assim. Chegou ocaminhão. Fomos carregando as coisas para fora. Emminutos, o caminhão ficou lotado. Enfim, estávamosindo. Todos foram no carro, menos eu e minha irmã.Nós duas fomos de moto. Saímos de nossa antiga casapara nos encontrar com o caminhão de mudança e ocarro, que levava meu marido e minhas filhas. Fomosbem, até certa altura. Já tínhamos andado uns 3 km,quando passamos por uma lombada. Um senhor já de
    • 27idade atravessou em nossa frente sem olhar.Quando percebemos, estávamos lá, nós duas caídasno chão e o velhinho com o pé todo ensanguentado.Nós duas, raladas. Veio o resgate e nos acudiu.Acabamos no hospital. O resultado? Minha irmã com aclavícula quebrada e eu, com o joelho perfurado. Ovelhinho, coitado! Com o pé arrancado. Estavagrudado apenas pelo couro. Foi tudo muito triste!!! E a mudança??? Nem sei direito, até hoje,quem a descarregou, quem arrumou tudo na novacasa... Ana Flávia de Sousa 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 28 AS MADRUGADAS DO SÍTIO Eu me lembro, quando eu era criança, quecomecei a estudar, o meu pai comprou um sítio àbeira da cidade, a 1 Km. A compra do sítio foi uma alegria muitogrande para minha mãe. Mas, enquanto ela estavacontente, eu estava, do outro lado, chorando detristeza, porque gostava muito de brincar dequeimada, na rua, com as coleguinhas. E, lá no sítio,não tinha com quem brincar. Nos primeiros dias, euqueria morrer. Me sentia sozinha, e, ainda, tinha queme levantar uma hora mais cedo para chegar a tempona escola. Minha mãe nos acordava, eu e meus doisirmãos, sempre cantando: “Acorda, acorda, molecada! É hora de ir para a escola. Se não levantar mais cedo, Não irá brincar de bola!” E, com muita tristeza, lá estávamos nós, eue meus irmãos, com 1 Km para percorrer para chegarà escola. Mas, quando chegava lá, era tudo maravilha.Estudava, brincava e me divertia. No final da aula,mais 1 Km de volta para o maldito sítio. E, assim, se passaram três anos e nuncame acostumei. Até que, um dia, ouvi meu pai dizendopara minha mãe que tinha vendido o sítio. E vocês,como pensam que eu fiquei? FELIZ! Neide Aparecida Alves 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 29 Encontro, desencontro e reencontro Meu nome é Iolanda. Sou natural do estadode Goiás. Nasci em uma cidadezinha da região. Soufilha de um casal humilde, mas honestos e muitotrabalhadores, que deram suas vidas para educar-nos:eu e minhas irmãs. Sempre com aquela vida tãohumilde, fomos crescendo até pegarmos a maioridade. Assim como os pássaros criam suas penas etomam voo, nós também batemos asas pelo mundoafora. Cada um tomou um rumo em sua vida. Eu só pensava em trabalhar. Não tivetempo para deixar o laço do amor amarrar meucoração. Só que, um dia, tudo mudou. Mudei-me paraoutra cidade. Ainda não estava com minha vida muitobem organizada, pois tinha acabado de chegarnaquele lugar. Não tinha amigos. Eu morava sozinha.Sempre que podia, chegava mais cedo. Ao lado dacasa que fui morar, tinha um barzinho bemfrequentado. Depois de um bom banho para refrescaraquele calor miserável que estava fazendo naquelatarde, coloquei uma roupinha bem à vontade e fui atéo barzinho da vizinha. Ao ocupar uma mesa, pedi,para o garçom, uma cerveja gelada. Foi nestemomento que eu percebi que, numa mesa ao lado,estava sentado um jovem lindo me observando. Derepente vem aquele garçom vestido de smoking,muito simpático, aproximou-se de mim e entregou-meum bilhete que aquele moço mandou para mim. Elequeria me oferecer uma bebida e também permissão
    • 30para sentar-se comigo. Aceite, pois era muito bonitoaquele rapaz. Ele veio. Fomos conversando. Ele me fezmuitas perguntas. E me falou também de sua vida. Efomos nos conhecendo. Trocamos telefone. Pagamosas despesas e fomos embora. Depois disso, ficamosnos encontrando com frequência no mesmo barzinho.E cada vez mais nos aproximávamos mais. Quando medei conta, já estávamos completamente apaixonados.Ele ia todos os dias onde eu estava. Me ligava sempree se mostrava muito prestativo. E, eu, sempreprocurando corresponder a seus carinhos. Como eu morava numa cidade e ele emoutra, em alguns fins de semana, me levava parapassar com ele. Eu me hospedava em uma pensão, amelhor daquela cidade. Lá nós dormíamos, nosalimentávamos e, de lá, íamos para as festas dacidade. E, assim, se passaram meses. Estava tudobom demais. Tinha momentos em que ele meconvidava para ir até lá no meio da semana, emarcava um lugar na estrada, onde eu descia doônibus, nas terras de seu pai. E lá vinha o bonitãomontado em seu cavalo castanho com crinas bemaparadas, arreado com um belo arreio de couro. E, nagarupa do seu cavalo, bem forrada com chenil de pelode carneiro, eu montava. E nós saíamos passeandopelos pastos afora, até chegarmos em uma belarepresa que havia entre matas e muitos coqueirosburiti. Neste lugar, meu amor descia de seu cavalo eme pegava em seus braços. Tudo estava perfeito. Alimesmo, ficávamos bem à vontade, e, em cima de suacapa de chuva, nos amávamos a tarde toda. Depois,ele me levava de volta à estrada e eu pegava
    • 31novamente o ônibus de volta para casa. E, assim, sepassaram mais alguns meses, até que não dava maispara ficarmos nestes encontros. Então, achamos que ocasamento seria o melhor para duas pessoas que seamam loucamente. Fomos felizes. Tivemos filhos.Estávamos com a nossa vida bem sucedida. Num mês de férias, fomos a uma viagem.Mas não sabíamos que o nosso destino estava traçadopara sofrermos um acidente que viria a nos separar,não para sempre, pois o poder de Deus é muito maiorque qualquer problema sobre a Terra. Quandoaconteceu o acidente, o socorro, por algum motivo,me mandou para um lado, e ele para outro. Durantedois anos, não tivemos nenhuma notícia. Eu quasemorri de saudades do meu amor. Eu já estava bemrecuperada. Fui à procura de Olávio. Procurei pro todolado. Depois soube que ele também estava meprocurando. Tão grande foi a nossa felicidade... Umdia, ao pegar o metrô, nos encontramos bem naentrada. Eu não tinha palavras para descrever atamanha alegria e felicidade. Eu e Olávio voltamospara casa e fomos matar a saudade. Depois disso,nunca mais nos separamos. Ozanete Medeiros dos Santos 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 32 QUE SEJA BOM ENQUANTO DURAR Tudo aconteceu na noite de sábado, quandoresolvi sair com as amigas. Arrumei meus cabelos.Fiquei bonita e fomos para o baile. Chegando lá, fiquei encantada ao ver umrapaz alto, de cabelos pretos e lisos, de pele clara...Muito bonito! Fiquei observando-o e ele também meolhava a toda hora. Até que, de repente se aproximoue convidou-me para dançar. Eu aceitei. Começamos aconversar. Ele contou-me que estava separado egostaria de namorar comigo. Mas, na hora, eu nãoaceitei. Fiquei confusa. Então, trocamos telefone emantivemos contato. Assim aconteceu, até nos encontrarmosnovamente. Foi então que começou uma história linda.Viajamos muito. Estávamos muito bem. Mas, um dia,sua ex-mulher começou a nos perseguir, fazendoameaças e chantagens. Percebi que eles ainda tinhamalgo em comum. Morávamos longe um do outro. Euestava em desvantagem. Não tinha como continuar.Foi assim que eu resolvi pôr um ponto final nestahistória, que foi linda, mas acabou. Como dizem os sábios: “Tudo o que é bomdura pouco, mas foi bom enquanto durou”. Luzia Aparecida de Oliveira 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 33 O GAROTO FELIZ Era um garoto que vivia na fazenda. Nãouma qualquer, mas uma fazenda muito grande. Látinha muito verde, uma casa amarela grande, onde ogaroto morava com seus pais e seus irmãos. Na casaao lado da amarela, moravam todos os quetrabalhavam na roça de arroz, plantando, olhando ogado e cuidando das plantações. A mãe cuidava da casa e o pai cuidava dosafazeres da fazenda. O garoto adorava cuidar dasvacas pintadas, dos bezerrinhos pintadinhos, doscavalos pretos, das galinhas cinza e dos passarinhos. O garoto cresceu e foi para a cidadeestudar. Além de estudar, começou a trabalhar paraganhar seu dinheiro e levar os seus irmãos paraestudarem também. Na escola, o garoto conheceuuma garota. Começaram a namorar. Com o passar dostempos, os dois se casaram. Vieram os filhos e setornaram uma família feliz. Em todas as férias eles iam passear nafazenda dos avós. Era aquela festa, quando todos seencontravam. Numa daquelas noites, o garoto, que játinha se tornado um pai de família, resolveu contarpara as crianças a sua história. A felicidade foicompleta, na noite em que o pai contou tudo o quetinha passado naquela fazenda. E, para completar, anoite estava clara e a lua muito linda naquela noite nafazenda. Teobaldo Nascimento Borges 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 34 A PESCARIA Eu e meu irmão fomos pescar no rio Alegre.Nós fomos de barco e levamos uma lona para fazeruma barraca. Também levamos fogão a gás e panelapara cozinhar. Eu e meu irmão fizemos uma grandebarraca, depois, fizemos o jantar lá dentro. Nósjantamos, e fomos pescar. À noite, quando chegamosda pescaria, dentro da nossa barraca tinha muitasformigas. O meu irmão teve uma ideia: _ Vou matar as formigas com gás! Ele espalhou gás no chão, onde as formigasestavam. Depois disso, ele falou: _ Vou ver se agora elas morrem. Ele riscou o isqueiro dentro da barraca. Láde fora, eu só escutei o barulho da explosão. Tudo foipelos ares. Ele saiu do meio de tudo aquilo com asobrancelha e a cabeça sapecada. Eu não meaguentei: comecei a sorrir!!! Huender Nogueira Rodrigues 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 35 A MALETA Eu tenho um tio por parte de minha mãe. Oúnico que nos contava algumas histórias. Ele já éfalecido. Isso foi há uns cinco meses. Ele era umbeato. Nunca se casou, nem namorou. Ele sótrabalhava na fazenda e juntava seu dinheiro numamaleta. Ele contava que, um vez, conheceu umamoça bonita na fazenda, mas, como era muito tímido,e o pai dela, muito bravo, não teve coragem de seaproximar. Então ficou solteiro mesmo. Nunca tevemulher, nem filhos. Ele era realmente muito tímido,mas o melhor tio que tive. O dinheiro que meu tiojuntou em sua maleta perdeu o valor. Como ele eramuito sistemático, quase não se comunicava comoutras pessoas. Ele não sabia que o dinheiro tinhaperdido o valor. Achava que valia. Não se orientoucom ninguém, cada vez que mudou a moeda nacional. Achamos o dinheiro guardado após suamorte. Nada mais valia tanto papel. Tanta coisa quepoderia ter feito. Tanta coisa que poderia ter vivido. Oseu nome é Idelfonso Bernardo Lourena. É só isso querestou de sua vida tão prejudicada pelo excesso detimidez. Assim como o seu dinheiro, guardou tambéma si mesmo numa maleta, quando se fechou em seupróprio mundo. Adriana Aparecida Lourena Dantas 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 36 A MOTO, A NAMORADA E O PÉ Eu trabalhava numa oficina. Fui almoçar.Depois que almocei, saí para ver minha namorada naporta da escola. Mas, antes, tinha que buscar meuprimo para ele também encontrar a namorada dele. No caminho, eu avancei um PARE e batinuma perua escolar. Minha moto ficou presa embaixoda perua. Eu levantei do chão e puxei a moto. Operueiro falou que ia chamar a polícia. Eu nãoconsegui ligar a moto. Eu pedi um garoto que estavapor lá pra ligar. Ele ligou a moto e eu saí “vasado”.Cheguei na casa do meu primo e caí da moto. Eu tinhaquebrado o pé. Eles me pegaram, me puseram dentrodo carro e me levaram para o hospital. Chegando lá,cuidaram de mim. Passaram-se poucos minutos, foichegando gente para me ver. Quando me viram, começaram a rir, porqueo garoto que ligou a minha moto falou na escola queeu tinha quase morrido. Disse que eu havia quebradoas duas pernas, um braço e estava em coma. Todos sedesesperaram. Quando me viram e perceberam quenão passava de um pé quebrado, caíram na risada!!! Ea namorada??? Ficou para uma outra hora! Raphael Martins de Oliveira 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 37 O ACIDENTE No ano de 2004, eu trabalhava na fazenda,que está situada no município de Paranaiguara-Goiás,a doze Km da cidade. Esta fazenda chama-se Mateira5. O seu proprietário é o Sr. José Vicente, que é o meuex-patrão. Eu trabalhei nesta fazenda durante quatroanos. Fui contratado para trabalhar com máquinas egerais. Num certo dia, o meu patrão estava nocurral mostrando uns marrucos de corte para outrofazendeiro. Neste mesmo momento, pediu-me quetirasse o esterco do curral para adubar as hortaliças.Enquanto eu estava tirando o esterco de uma parte docurral, de costas para a porteira, que dava para orepartimento em que estavam os marrucos, osmesmos começaram a brigar, vindo a se jogar contraa porteira, o que a soltou e a atirou contra mim,jogando-me de rosto contra a vigota, o que provocouum corte profundo no rosto e sério esgotamento desangue. No momento em que eu passei a mão norosto e vi tanto sangue, desmaiei. Só acordei duashoras depois do acidente, quando já estava na cidade,no hospital. Depois, os enfermeiros me informaramque eu levei dezoito pontos no rosto e eu tive sorte denão quebrar o nariz, com a batida na vigota. Graças a Deus foi possível me recuperarsem muitas dificuldades, sem consequências maisgraves para minha saúde. Marcos Antônio de Souza 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 38 UM BEIJO, UM ABORTO E UMA LIÇÃO Certo dia, estava na fazenda trabalhando.Logo veio o fim da tarde. Então resolvemos ir parauma venda ali perto beber algumas cervejas. Logochegou uma garota muito bonita. E, é claro, eu meinteressei por ela. Cheguei na garota e pedi-lhe umbeijo. Ela me disse: _ Só se for agora! Nesse dia, comecei a ficar com ela, masnão me lembrei de me perguntar se ela já tinhanamorado. Passaram-se uns dez dias, e ela me disse: _ Me leve para a cidade! Então eu disse: _ Amanhã eu te levo. Como o prometido, no outro dia, eu a leveiembora. Quando chegamos na cidade, ela me disse: _Preciso te dizer uma coisa: tenho outronamorado. Então eu disse para ela: _Fique com ele e me esqueça! Neste momento. Ela apeou da moto e eu fuide volta para a fazenda. Chegando lá, já fui diretopara o meu quarto. Fiquei muito mal com estahistória. Passaram-se mais dez dias, eu me mudeipara a cidade, Paranaiguara-Go. Lá, eu a encontreivárias vezes. Ela me disse que queria ficar comigo,mas, como eu estava muito chateado, a ignorei edisse:
    • 39 _Não quero! Você me magoou muito! No mesmo dia, ela me ligou e nósconversamos. Ela sempre insistindo na ideia de voltar.Mas, como ela tinha me magoado muito, continueidizendo não. Depois de uns dois dias, eu encontreicom um velho amigo meu. Ele disse que queria mebater por causa de sua namorada. Eu conversei comele e disse que não precisava daquilo. Ele me deu umempurrão e foi embora. Eu também fui. À noite, fui auma festa numa boate da cidade. Lá nos encontramosnovamente e, aí sim, nós brigamos. Os segurançastiraram a gente dali e fomos embora, cada um parasua casa. Passaram-se uns cinco dias, nosencontramos na rua e ele me pediu desculpas.Voltamos a ser amigos. Passou-se mais um mês... A garota me ligou novamente dizendo queestava grávida. Ela falava que era meu e eu negava.Ela insistia. Ficou um bom tempo falando isso. Eucontinuei firme em não querer assumir. Não tendosaída, ela abortou a criança e se mudou para Itarumã-Go. O meu amigo também não quis ficar com ela. Lá,ela se casou com outra pessoa. Aqui, eu arrumei outranamorada, mas não deu muito certo. Terminamos. Agora eu já aprendi a lição. Encontrei umaoutra pessoa. Estou namorando a três meses e esperoque dure por muitos e muitos anos. Aniceto Rozales da Costa 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 40 A HERANÇA DO PAI O pai foi um senhor por nome Teodoro,nascido no ano de 1.930. Uma grande riqueza eleformou no prazo de trinta anos. Oito filhos criou,sendo eles, cinco homens e três mulheres. Mas umdeles se destacou na fazenda do seu pai: o Antônio.Este nunca se distanciou. Enquanto os outros para acidade grande se mudaram. O Antônio, com seus vinte anos, viu ariqueza do seu pai se acabar. A herança para os oitofilhos foram oito vacas e um carro de boi. O pai,olhando para os seu filho Antônio, se lamentou: _ Filho, a tua vida ao meu lado ficou. Parati eu deixo a vaca mais preciosa. De tudo aquilo que tuviste, filho, restou a Mimosa. Esta é a esperança quete dou. Abraçando seu pai, Antônio chorou. O paiabençoou-o e falou: _ Onde tu estiveres, contigo estarei! Antônio logo partiu. A herança Esperança,com ele seguiu. Chegando em Goiás, numa fazenda foitrabalhar. Com três anos de trabalho, conseguiudinheiro para comprar três alqueires de terra. Aesperança fruto lhe deu. Agora, ele tem a Esperança,a Malhada, a Pintada e o Mimoso. Logo se viu que doconhecimento que o pai lhe deu, a herança cresceu.No prazo de dez anos, sua herança aumentou aindamais, pois pastos em sua fazenda formaram. Com lágrimas nos olhos, hoje ele podecontar os mil bois que acabou de comprar. Viunovamente toda a riqueza do seu pai. Na Fazenda
    • 41Esperança ele agora está. Com seus 68 anos, estesonho pôde realizar, pois com ele, o conhecimento doseu pai sempre esteve. E o Estado de Goiás pode seorgulhar. O Antônio aqui está e aqui vai ficar. O Antônio nos ensina que não importa oquanto você tem, o quanto você pode fazer. Hoje vocêpode ter um, mas amanhã pode ter um milhão. Edvaldo Vicente de Paula 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 42 A AMADA INESQUECÍVEL 1966, nasce Rosário, uma linda bebê, perfeita,com suas bochechinhas cor de rosa. Foi muito bemrecebida por seus pais e seus irmãos. Isso, por serem seismeninos, e, agora, veio a tão esperada filha! Foi muitobem criada, com todo amor que merecia. O tempo foi passando. E, como tudo muda,Rosário também mudou. E mudou muito. Tornou-se umalinda moça, muito vaidosa. Estava sempre muito bemarrumada. Chamava a atenção das pessoas que por elapassavam. Com seu andado elegante, os quadrisrebolando, “pra lá e pra cá”, muito graciosa, muitocharmosa. Linda moça! Os rapazes da região até aprocuravam para namoro, mas ela nunca estava preparadapara este tipo de sentimento. Não sei se ela realmente nãoestava preparada, ou ainda não havia encontrado seupretendente preferido. Ela, em conversa com sua mãe,dizia que ainda não encontrara ninguém que fizesse seucoração balançar. Então a mãe lhe dizia que não sepreocupasse, que, um dia, tudo iria mudar, que, um dia, oseu amor iria chegar. Rosário continuava sua vida demulher. Vida que uma bela moça pode ter. Um dia, suas amigas convidaram-na para ir auma festa. Rosário se aprontou. Ficou linda! Deslumbrante!Foi à festa com suas amigas. Então, logo que chegaram,procuraram uma mesa que estava arrumada especialmentepara ela. Sentou-se ali com as amigas, sem imaginar que,nesse exato momento, seu destino seria mudado parasempre. Quando ela olhou para mesa ao lado, ali estavasentado Otávio, um belo rapaz. Ela não resistiu sem olharpara o moço e sentiu-se encantada. Pela primeira vez,seus olhos olharam realmente para alguém. Mas ela ficouquieta. Porém, Otávio também estava encantado com sua
    • 43beleza. Logo deu um jeitinho de convidá-la para dançar.Com suas mãos transpirando, seus olhos brilhando, frentea frente. Aos poucos, seus lábios foram se aproximando ese beijaram. Aconteceu o primeiro beijo de Rosário. Elaestava loucamente apaixonada. E estava sendocorrespondida. Começaram a namorar. Após algum tempo, ficaram noivos e secasaram. Seu pai fez aquela festa, com direito a tudo!Rosário sentia-se muito feliz. Na noite de núpcias, Otávio,como sempre, muito carinhoso o tempo todo com suanoiva, agora, sua esposa. Tiveram cinco filhos. Uma famíliafeliz e muito bonita. Viviam uma vida perfeita de um belocasal com belas crianças, sendo dois meninos e trêsmeninas. Mas, como nem tudo que é bom dura parasempre, Rosário contraiu uma doença fatal, transmitida porum mosquito. Sofreu muito com a doença hemorrágica emorreu, em vinte e quatro horas. Deixou seu esposo comas crianças. O tempo passou. Otávio sofreu muito com afalta de sua amada. Tentou criar seus filhos sozinho, masfoi muito difícil. Ele trabalhava muito. As crianças aindapequenas, não podiam ficar sozinhas em casa. Otávio resolve se casar novamente. ConheceuMargarida, uma ruiva que veio morar na terceira casa aolado. Ela tem dois filhos. Eles se casam. Juntam asfamílias. Otávio tenta ser feliz novamente com Margarida.Mas, na verdade, nunca esqueceu sua amada, Rosário. Ozanete Medeiros dos Santos 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 44 MINHA VIDA E MINHA ESCOLASe juntarmos mil pessoas e pedirmos para falar da vida,teremos mil formas de expressar.Hoje eu quero falar da vida e a escola.Aos meus 38 anos, tenho o prazer de estar na sala de aula,na EJA, para ser mais preciso.A vida é uma grande históriaque podemos contar de várias formas: do nascimentoaté o descobrimento do prazer que ela nos dá.As Ciências vêm para completar a História,que eu estou a rezar. Nela, adquirimos o conhecimentodo nosso corpo, que nos faz andar.A Geografia, não podemos nos esquecer.Ela registra o lugar onde nascemos e, também,onde podemos viver, mostrando os seus oceanos,planaltos, montanhas e serrados inesquecíveis.Eu não posso me esquecer de que o Inglês vem nosenvolver, uma outra língua a aprender.Com o Português venho expressar a grandeza da vidaque vem nos ensinar. Sem ler não posso escrever.Sem a palavra, fica difícil viver.
    • 45Sem ler não posso expressar a história que estou apassar.Sem ler, como eu vou falar, pois as palavras vão me faltar?Assim como a História, a Ciência, a Geografia,o Inglês, a Língua Portuguesa,a Matemática esquecida não está,pois ela vem nos mostrar que estudando, aprendemos acontar, e os resultados nunca podemos mudar.Quer queira no passado, no presente ou no futuro,ela vai ser sempre igual 1+1=2.Estudar e adquirir conhecimentos.A EJA vem nos abrir as portas para o mundo.Então vamos abraçá-la.Obrigado meus mestres! Edvaldo Vicente de Paula 6º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
    • 46 A nova Branca de Neve Era uma vez uma menina por nome de Branca deNeve. Ela morava com seus pais em um lindo castelo. Elavivia feliz, passeava no bosque... Até que um dia... Suamãe ficou muito doente e acabou morrendo. A meninaficou muito triste. Branca de Neve foi crescendo e se tornou uma moçamuito vaidosa. Gostava de ir a festas com suas amigas:Cinderela, Chapeuzinho Vermelho e a Bela Adormecida.Mas o pai de Branca de Neve estava muito preocupado,porque ela não queria ajudá-lo a cuidar do reino. Então e rei casou-se novamente com uma mulhermuito má. Branca de Neve não estava nem aí para amadrasta. Só que um dia a malvada quis sumir com amenina. Chamou-a para um passeio num bosque muitoassustador. Chegando lá, a malvada disse para Branca deNeve ir na frente, porque ela iria pegar uma cesta comalgumas coisas gostosas. Como Branca de Neve gostava muito de se divertir,foi logo entrando no bosque e não prestou atenção poronde ia passando. A madrasta, que não gostava dela, saiudi bosque correndo para que ela não conseguisse maisvoltar para casa. Quando Branca de Neve olhou para trás, e não viusua madrasta, ficou assustada. Começou a correr paraencontrar a saída, mas não encontrou. Já estava chegandoa noite... Ficou ainda mais assustada, quando ouviu um
    • 47barulho muito sinistro... Ela pensou que era um monstroe começou a correr. Correu tanto que caiu num buraco,onde tinha um coelho gigante. Branca de Neve começou agritar, mas o coelho falou para ela não gritar, porque ela aajudaria a voltar para casa. Quando Branca de Neve chegou em casa, amadrasta ficou furiosa, porque não a queria no castelo.Então o pai de Branca de Neve mandou a malvada embora.No mesmo dia, a Branca de Neve organizou uma festa comtodas as suas amigas para comemorar a sua nova vida...Mas agora ela já tinha aprendido muito sobre a vida, epercebeu que é preciso ter também responsabilidades, enão apenas prazer e diversão... E eles viveram felizes para sempre. Solange. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
    • 48 Uma Noite de Terror Era uma família grande, de seis filhos, que mudarampara uma nova casa, em um sitio, onde diziam serassombrada. Depois de uma tarde chuvosa, veio uma noitefria. - Elza, cuide de seus irmãos enquanto eu e sua mãevamos ali ao vizinho! - Tudo bem! Então, assim eles foram e deixaram seus filhos sósem casa. - Vou fazer a Lu dormir e vocês se comportem! Então, os meninos resolveram brincar e suas outrasirmãs pegaram algumas cadeiras novas para deitaremnelas. Uma deitou nas cadeiras e a outra colocou um panoembaixo e deitou, quando: - Edineuza! Senti algo arranhar em meu ombro! - Deve ser um rato, Nice! Quando Nice olhou e gritou: - Ah! O que é isso? Uma cabeça! Quando todos olharam, realmente era uma cabeçade um paraguaio, que havia sido morto e sua cabeçacortada.
    • 49 E todos começaram a gritar e correram para pertode um fogão de lenha. E a cabeça continuava a persegui-los, quando um dos meninos pegou um pedaço de canaque tinha no fogão e tacou na cabeça. A cabeça subiu nocanto de uma parede e sumiu. Seus pais, ouvindo os gritos, saíram correndo paracasa. Chegando lá: - O que aconteceu aqui? Ninguém conseguia falar. Estavam todos apavorados.Quando conseguiram falar, contaram o que haviaacontecido. Seus pais, não acreditando muito neles, osacalmaram. Mas desconfiavam que era verdade, poissabiam que aquele lugar realmente era assombrado, poissempre viam luzes, que apareciam e sumiam do nada.Coisas estranhas e misteriosas aconteciam por ali. Depois de dois meses, com as crianças ainda commedo, resolveram mudar da casa. - Não se preocupem! Aqui não voltaremos mais! Jéssica Nascimento de Melo. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
    • 50 OS CAVALEIROS DO BASTIÃO Era noite de lua cheia. Há quase vinte anos... Eumorava na fazenda... Eu e meu irmão Leandro fomos noúltimo ônibus para casa. Quando chegamos no ponto, otemporal estava formando. Eu disse ao meu irmão: - Vamos rápido, antes da chuva! Começamos a andar rapidamente. Logo, logo achuva veio e a noite também. Junto chegaram osrelâmpagos. Mas lá para aqueles lugares, andava umhomem que mexia com o mais profundo medo de umacriança, que era chamado de “Bastião Doido”. Logo, logoavistamos uma árvore. Lá debaixo havia um jirau. Quandorelampejou, nós vimos um homem. Quando chamamos, elerespondeu. Era o Bastião todo molhado, de calça e saia porcima. Só queria passar batom. Quando passamos oprimeiro córrego, ele não queria ir mais. - Por que parou, Bastião? – Perguntei. Ele disse que lá havia assombração. Que o compadreda minha mãe havia contado a ele. Naquela hora o meucabelo arrepiou... - Vamos! Vamos! Estamos quase chegando! – Eudisse.
    • 51 - Não! Vamos esperar os cavaleiros. – Disse oBastião. - Vamos correr? - Meu irmão disse. - Só se for agora! – Eu falei. Quando ouvimos um barulho de cavalo galopando,meu irmão disse: - São os cavalos do Bastião! Subimos numa árvore, quase caindo de medo,quando uma pessoa gritou: - Leandro! Sandra! Onde estão vocês? - Aqui, papai! - Nós respondemos. - Aqui, onde? – Meu pai perguntou. - Em cima da árvore! - Por que vocês estão aí, meninos? – Perguntou meupai. - Pensamos que fosse os cavaleiros do Bastião... - Meninos, isso não existe! Fomos embora. Nunca mais passei por lá à noite,nem só e nem com o meu irmão. Sandra Rosa dos Santos. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
    • 52 A INOCÊNCIA E A REALIDADE Luana, uma menina, ao mesmo tempo observadora einocente. Pensava que seus pais eram felizes. Ela via seus pais sempre felizes e unidos. Sua mãeera do lar e seu pai trabalhava de cobrador de ônibus. Elesaía às 06 da manhã e voltava às 17 horas. Ele semprechegava, tomava banho e sentava na mesa para jantarjunto a família. Luana prestava atenção na convivência das colegascom a família e via que era muito diferente da sua. Esentia muito orgulho em ter uma família unida e amadapor igual. Em todas as festas, lá esta o casal. Até quechegou o carnaval. Luana e seus pais foram e sedivertiram. Passaram-se as horas e Luana e sua mãeforam chamar o pai, que tinha saído para cumprimentar osamigos. Chegando lá, as duas o encontraram beijandooutra mulher. Naquele dia Luana descobriu que estava sendoenganada. Por ela mesma, descobriu que estava vivendouma farsa. Franciely dos Santos. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
    • 53 O chapéu de veludo Quando eu era pequeno, eu gostava de um chapéu de veludo. Eu não gostava que mexessem nele. Quando alguém punha a mão nele, eu começava a brigar... Mas eu era muito danado! Quando eu chegava nas festas, as meninas pegavam o chapéu e o colocavam na cabeça. Quando eu via, já estava com alguma mulher que eu nem conhecia antes. Eu arrumei uma namorada e ela deu fim no chapéu de veludo. Eu não liguei, porque eu não queria mais o chapéu, já que ele estava velho e porque todo mundo queria usá-lo. Por isso eu deixei minha namorada dar um fim no chapéu. Eu comprei outro para mim. E as pessoas sempre perguntavam:- Cadê aquele seu chapéu? Eu respondia:- Eu dei um fim nele, por causa de vocês! José Fábio Teodósio. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
    • 54 O Chupa Cabra Era uma vez, um fazendeiro que tinha um rebanhode cabras na sua fazenda. Nela tinha uma mata muitogrande. Um dia seu vizinho falou pra ele que tinha um tal deChupa Cabra, que estava comendo as cabritas dele. MasSeu Juca, que não era muito de acreditar na conversa doseu vizinho, não acreditou que ele tinha perdido as cabras. Um dia, Seu Juca foi dormir e as cabras ficaram nocerrado. Quando ele acordou, três das suas cabras tinhamsumido. Quando foi uma noite, ele falou para o seuempregado vigiar as cabras, com uma arma na mão.Quando deu, mais ou menos, meia-noite, chegou o tal deChupa Cabra. O empregado atirou e matou o bicho. Depois disso, Seu Juca percebeu que seu vizinhoestava certo: realmente tinha um Chupa Cabra por lá. José Cícero de Alexandre. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
    • 55 O MENINO JOÃOZINHO Joãozinho foi um menino criado sem pai e sem mãe. Porisso era muito custoso. Ele foi criado por um senhor chamadoJoaquim, que morava à beira de um rio. Senhor Joaquim achou Joãozinho jogado dentro de umtambor de lixo, em frente a uma igreja da cidade. Ele pegou omenino e depois o levou para seu barraco, à beira do rio. Deubanho, comida, roupa, e levou o menino para ser batizado. O tempo foi se passando... O menino foi crescendo.Quando ele fez sete anos, Sr. Joaquim o colocou para estudar.Joãozinho estudou até conseguir se formar para advogado. Trêsanos depois de sua formatura, um fazendeiro muito ricocomprou as terras em volta da terra do Sr. Joaquim. Ofazendeiro queria tomar aquela terra. Joãozinho ficou sabendo efoi falar com aquele fazendeiro. Ele chegou na fazenda e chamouo fazendeiro para conversar, e perguntou: _ Por que o senhor quer tomar a terrinha do meu pai? O fazendeiro respondeu: _ Porque eu quero plantar lavoura. Joãozinho disse: _ Mas a terra de meu pai é muito pequena. Ele só temuma vaquinha lá. Não vai dar para plantar nada. O fazendeiro falou: _ Mas eu não quero nem saber. Quero aquela terra e voutomá-la. Neste momento, Joãozinho falou: _ Se o senhor insistir em tomar as terras de meu pai, eu éque irei tomar as suas. O fazendeiro respondeu: _ Então veremos. Eu vou contratar o melhor advogado dacidade. Joãozinho disse: _ Veremos quem terá o melhor advogado! O fazendeiro, então, foi para a cidade contratar oadvogado. Quando chegou no escritório de outro advogado quetinha na cidade, foi logo falando:
    • 56 _ Vim aqui para falar com o Dr. Renato. Então ele entrou para falar com o advogado. _ Estou aqui porque quero tomar as terras do meuvizinho. O advogado perguntou: _ Quem é seu vizinho? _ O Joaquim. _ Mas o senhor sabe quem é o filho dele? _ Sim. Ele foi falar comigo. _ Pois então. O filho dele é o melhor advogado da cidadee do estado. E é por isso que é perda de tempo bater de frentecom ele. É melhor o senhor deixar isso quieto. Deixe o pai delelá. Ele não está atrapalhando o senhor. Afinal de contas, a terradele é do tamanho de um ovo. O fazendeiro voltou para a fazenda. Depois de um mês,foi intimado para uma audiência. Lá, o juiz disse: _ O senhor está nesta audiência, por que quer tomar aterra do senhor Joaquim? Joãozinho falou: _ É verdade. Sr. Juiz. E por isso, eu quero umaindenização, por abusar de meu pai, que já está bem velhinho. O fazendeiro falou: _ Eu não quero mais a terra dele, não, senhor juiz. Como o juiz já conhecia Joãozinho, falou: _ Mas agora o senhor vai ter que pagar um milhão dereais para ele. _ Mas senhor juiz, eu não tenho esse dinheiro! _ Então o senhor vai ter dar dez alqueires para ele. E assim foi feito. Joãozinho foi logo dar a notícia para seu pai. Sr. Joaquimficou muito alegre. Depois disso, o fazendeiro vendeu o resto dafazenda e foi embora da região. Joãozinho e seu pai continuaram com suas vidas simples efelizes. Jean Carlos. 6º Semestre – 2ª Etapa – EJA – CEBBS – 2011 (agosto a dezembro)
    • 57Histórias de vida que nos fazem crescer...
    • 58 Eu morava no município de Ituiutaba-MG. Soude 1965, de 26 de outubro. Quando eu era criança, minha mãe não davatempo para gente brincar, porque tinha que trabalhar.Quando a gente ia brincar, ela já pegava uma vara parabater. Mas o tempo foi passando, fui crescendo e comeceia estudar numa linda escola, que se chama Canaã. Nessetempo, eu morava em Quirinópolis-GO. Mais alguns anosse passaram, e as coisas foram se complicando. Quando fiz12 anos, minha mãe já não me deixou estudar mais. Eladisse para o meu pai que tínhamos que nos mudar para afazenda para a gente trabalhar. Eles não pensavam nofuturo dos filhos. Assim, quando eu fiz 21 anos, me casei e tiveduas filhas, que são o orgulho da minha vida. O meuesposo era muito ciumento. Ele saía de madrugada todosos dias e dava muito serviço para gente. Nos faziatrabalhar igual escravos. Mas o tempo foi passando e elecolocou as meninas contra mim. Então, eu me revolteimuito com ele, porque não teve consideração por mim. Eusó faltava adivinhar o que ele queria. Dava-lhe tudo nasmãos, porque eu gostava demais dele. Mas ele foi mepisando muito, até que, um dia, o amor se acabou. Assim,veio a separação. Foi quando eu sofri mais ainda... Mais um tempo se passou, e eu fui pensando naminha vida, que eu tinha que viver sozinha. As coisasforam melhorando para mim, porque eu voltei a estudar ecomecei a trabalhar e a fazer o curso de costura, já queesse era o meu sonho: ser costureira. Hoje eu sou muitofeliz. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 59 Eu nasci no estado do Paraná, no ano de 1966.Mas meus pais mudaram-se quando eu era ainda muitocriança. Me lembro ainda da cidade onde fomos morar... Tenho na lembrança que a casa era grande e meupai bebia muito e chegava brigando e quebrava todos osmóveis. Lembro-me também que meu pai falava que nãose lembrava de nada do que tinha acontecido. Tenho nalembrança que ouvia minha mãe falar com meu pai que eleprecisava parar com a vida de viajar, que as meninastinham que estudar, que nós estávamos crescendo e nãopodia ficar entrando e saindo da escola. Foi quando meupai tomou a decisão de ir morar na cidade de Promissão.Lembro-me que meu pai foi trabalhar na barragem queestava começando a ser construída e ficamos na casa deum amigo de meu pai, até que ele conseguisse alugar umacasa. Logo conseguimos. Mas ainda demorou algum tempopara eu e minha irmã começarmos a estudar, porqueminha mãe tinha de conseguir tirar o nosso registro denascimento. Naquele tempo, era muita burocracia edemorou bastante tempo para que ela conseguisse. Então,quando minha mãe conseguiu, começamos a estudar. Maseu já tinha 13 anos e minha irmã, 12 anos. Minha mãeficou muito feliz, porque eu e minha irmã estávamosestudando. Era visível a felicidade dela em nos mandarpara a escola. Eu não senti muita dificuldade, porque eusoletrava muito as letras em jornais e revistas velhos.Minha professora do primário, Eloiza, sempre me elogiavapara minha mãe e ela ficava muito feliz. Ela dizia que euera muito caprichosa com meus cadernos e que minhaletra era muito bonita. Eu sentia alguma dificuldade paraescrever, mas logo superei.
    • 60 Parei de estudar, porque me casei e logo meengravidei do meu primeiro filho, Eduardo. Depois de trêsanos e meio, veio o segundo filho, João Eduardo e, porúltimo, minha filha Ana Paula, que se encontra com 20anos. Graças a Deus, meus três filhos conseguiram oEnsino Médio e chegaram até a faculdade. Meu filhoEduardo termina a faculdade de Ciências da Computação,na UNIP de Araçatuba, nesse semestre. Sou muitoorgulhosa por mais essa vitória. E também, meu filho JoãoEduardo está no segundo semestre de Administração deEmpresas na faculdade de Quirinópolis-Go. Minha filhapretende estudar a faculdade de Matemática, no próximoano. Meus filhos são meus maiores incentivadores paraque eu voltasse para a escola. E é esse incentivo que fez adiferença para que eu voltasse a estudar. E, por isso, eupude relatar essa história. Meu grande tesouro é minhafamília. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 61 Eu nasci em 29 de dezembro de 1979, na cidadede Oriente, em Minas Gerais. Minha mãe faleceu quando eutinha 05 anos. A perda dela foi muito difícil para mim. Daíem diante, eu ajudei o meu pai a criar meus irmãos. Eu emeus irmãos brincávamos muito. Como não tinhacondições de comprar um brinquedo, a gente inventavabrincadeiras. Quando eu tive o meu primeiro namorado, eutinha 13 anos. A gente morava numa fazenda. Cada um denós tinha uma obrigação. Eu não estudei, porque meu paibebia muito naquela época. Os pais não incentivavam osfilhos a irem para a escola. Mas agora eu tenho aoportunidade de estudar. Quando eu era adolescente, umaamiga me levou para morar em Belo Horizonte-MG, paratrabalhar de pajear um menino. Foi nesse tempo que eu conheci meu amor. Agente namorou e nos casamos. Hoje eu sou casada e tenhodois filhos. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 62 Nasci numa fazenda, depois me mudei para umacidade chamada Mateira-Go. Depois, fui para outrafazenda. Foi quando minha mãe foi embora. Eu tinha 03anos de idade. Fui morar com minha avó, na fazenda, onde eumorei até a idade de 07 anos, quando fui morar com meupai, para estudar na escola Educandário Municipal OscarBernardes, de Paranaiguara-Go. Fiz da 1ª à 4ª série. Foinesse tempo que a minha vida se transformou. Eu era adona da casa, mas, nas minhas horas vagas, minhadiversão era jogar bete, queimada, esconde-esconde...Ainda muito jovem, arrumei o meu primeiro emprego,como babá. Depois, como doméstica. Foi quandorealmente aprendi a ser uma dona de casa. Com 16 anos,fui para outra cidade, onde comecei a trabalhar e estudar oSupletivo da 5ª à 8ª série. Mas não concluí, porque conhecium rapaz, que eu pensei que seria “uma boa”. Quando eufui morar com ele, era uma “beleza”. Mas, quando veio aprimeira filha, começaram os problemas. Veio a bebida.Vieram as brigas. Com essas brigas, a família delecomeçou a implicar comigo. Acreditavam que eu era ruim,que eu é que não “valia nada”. Depois da segunda filha, as
    • 63coisas pioraram. Meu marido nos deixava passar fome.Assim, veio a separação, quando a minha filha tinha 02anos. Então, voltei para a casa de meu pai. Foi quando euconheci um outro rapaz. Fui morar com ele. Mas, por eleser muito jovem, veio a segunda separação. Voltei paraAraçatuba com minhas filhas. Fui trabalhar. Consegui umacasa. Coloquei minhas filhas. Mas não foi como euesperava. Como estávamos passando fome em Araçatuba,fui tentar a sorte em São Paulo. Lá também passei muitafome, mas venci, trabalhando como faxineira e manicure.Foi quando arrumei um serviço numa firma. Aluguei umacasa. Busquei minhas filhas, que estavam na casa da avódelas. Nesse tempo, as coisas foram se ajustando. Namesma casa, moramos durante 03 anos. Depois disso,voltei para Paranaiguara-Go para cuidar do meu pai, ondeestou até hoje. Eu, meu novo marido e minhas filhas. Hoje, voltei a estudar com um propósito firme dechegar até a faculdade e ser alguém na vida. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 64 Nasci na cidade de Paranaiguara no dia 03/06/82.Graças a Deus e a meus pais, fui privilegiado de vir aomundo. O meu sorriso foi a alegria de meus pais e a minhainfância foi muito boa. Mas o tempo me trouxe, com a idade de vinteanos, uma dor que não passou. Já fazem nove anos queperdi meu pai. Com a idade de vinte e sete anos, tambémfoi uma transformação na minha vida, porque encontreiuma pessoa que veio de mais de dois mil e quinhentosquilômetros de distância. Nos conhecemos e nos casamos. E o destino metrouxe a tão sonhada felicidade. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 65 Na minha infância, eu brincava de boneca e deesconder. Brincava também de banhar no rio com asminhas irmãs. Depois fiquei moça. Não tinha escola paraeu estudar. Assim, não tive oportunidade para estudar.Depois minha mãe adoeceu e veio a falecer. Depois que elafaleceu, eu mudei para o estado de Goiás e vim morar aquipor um tempo. Mas resolvi me casar e estou morando aqui eestou muito feliz. Estou estudando e prendendo terminaros meus estudos. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 66 Eu nasci em João Pinheiro, Minas Gerais, noHospital e Maternidade Santana, em 29/04/1976. Hoje,tenho 35 anos. Quando criança, eu gostava de brincar decarrinho, de bola, pique esconde, salve salve, amarelinha ecaiu no poço. Quando eu tinha meus sete anos de idade,comecei a estudar na Escola Municipal Santos Dumont.Fiquei lá, estudando, até meus 12 anos de idade. Tendopassado para a 5ª série, parei de estudar, pois, na roça,não tinha condição de estudar mais, pois era a última sérieda escola. Com 15 anos, comecei a trabalhar, ajudandomeu pai a fazer rapaduras e a fabricar pinga, numalambique, lá da pequena fazenda do meu pai. Com 16anos, fui trabalhar numa fábrica de queijo. Fiquei láaproximadamente 2 anos, trabalhando. Com 18 anos,voltei para a fazenda para trabalhar com meu pai. Com 21anos de idade, me mudei para Uberlândia, no TriânguloMineiro, à procura de serviço, devido eu ter poucaescolaridade. Cheguei em Uberlândia em 1997. Três mesesdepois, arrumei um serviço num sacolão, ficando lá por 03meses. Depois, entrei no Refrigerantes do Triângulo,ficando lá por 06 anos e 04 meses. Depois disso, me mudei para São Simão, noestado de Goiás. Fiquei fazendo “bicos” durante 03 meses,até que apareceu um serviço na Energética São Simão,onde estou até hoje, 29/08/2011. Mudei-me paraParanaiguara-Go em maio de 2008 e voltei a estudar noColégio Estadual Bartolomeu Bueno da Silva. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 67 Tudo começou em 1975, quando minha se casou.Em 1977, eu nasci. Não foi uma infância boa, pois, logo emseguida, tive meus irmãos, com diferença uns dos outrosde um ano e nove meses. Minha mãe teve que trabalhar e eu, como a maisvelha, tive que olhar meus irmãos. Eu, com 07 anos,cuidava e arrumava a casa para minha mãe. Com 10 anos,nos mudamos para Goiânia-Go. Foi muito difícil. Uma totalmiséria. Meu pai vendeu a casa para virmos paraParanaiguara-Go. Chegamos aqui em 1984. As coisas nãomudaram muito. A diferença é que eu comecei a trabalharna casa do Sr. Sebastião Pasteleiro. Não tinha experiênciade nada, mas sua esposa me ajudou muito. Eu aprendi acozinhar, pois arrumar uma casa eu já sabia. Com 15 anos, me casei, achando que tudo iriamelhorar, mas foi muito difícil também. Levantava às03:00 da manhã para tirar leite. Às 10:00 cozinhava para75 peões na fazenda. Quando terminava, tinha que tratardas criações. Tive minha filha. As coisas ficaram aindapiores, mas eu consegui. Trabalhava, cuidava de uma sedena fazenda vizinha e cozinha para os peões. Passado um tempo, não consegui mais continuarnessa correria. Vim embora para a cidade e me casei denovo. Comecei a trabalhar na roça (da usina) e a estudar.Minha vida, hoje, é na correria, mas eu gosto, porquetenho um sonho: de terminar os estudos e depois, navelhice, descansar. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 68 Eu nasci em São Simão-Go, em 1982. Morei 02anos na Fazenda Santa Luzia. Depois, mudamos para outrafazenda. Nessa, passei parte de minha infância. Eu e minha irmã brincávamos muito de váriasbrincadeiras, pois, naquele tempo, não tínhamos muitoconforto, mas a vida simples era, para nós, muitodivertida, pois criança de diverte com qualquer coisa.Durante o dia, ajudávamos nossa mãe. Depois, eu e minhairmã íamos brincar na beira de um córrego. Quandovoltávamos para casa, eu tomava banho, enquanto minhamãe ensinava minha irmã a cozinhar. Depois do jantar,minha mãe sentava conosco no terreiro e, com o céu todoestrelado, ela contava várias histórias, até sentirmos sono.O tempo passou muito rápido. Fomos morar na cidade deParanaiguara-Go, porque nós tínhamos que estudar. Meupai continuou na fazenda e minha mãe, como uma mulhermuito guerreira que é, batalhou muito para que nósestudássemos. Com nove anos de idade, comecei atrabalhar como babá. Daí por diante, não mais parei. Omeu segundo emprego foi como babá novamente. Eucuidava de duas meninas. Foi nessa época, com doze anos,que arrumei o meu primeiro namorado. Era um sentimentolindo e muito inocente. Mas a vida é cheia decontratempos. Então, terminei com ele. E, como a vida nãopara, segui em frente. Com dezesseis anos, arrumei outronamorado. Mas, com esse, as coisas não foram como euimaginei, pois com ele parei minha vida, parei de estudar ede trabalhar, pois ele não gostava que eu saísse de casa.Ainda assim, fiquei com ele doze anos. Terminei com ele,porque não aguentava mais. Ele me sufocava. Foi em vintee cinco d e dezembro de 2010, que eu quase perdi minha
    • 69mãe em um acidente doméstico. Ela se queimou. Foi ador mais triste que senti em toda minha vida. Foi nessemomento de minha vida, que decidi acabar com meunamoro, pois na hora em que mais precisei de apoio, elenão me ajudou. Mas a vida é surpreendente. Minha mãe serecuperou, com a Graça de Deus, então, tive umreencontro inesperado com o meu primeiro namorado.Então voltamos a namorar. Ele me deu muita força e meincentivou a voltar a estudar e a trabalhar. Hoje estoufazendo até curso de informática. Ele é uma pessoa muitoespecial. Com isso, pretendo chegar o mais longe que eupuder. Essa é a minha história até agora. Quem sabe,daqui a alguns anos, eu escreva outra redação contandominhas novas conquistas e vitórias. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 70 Eu nasci em Ourana, na fazenda do senhor Ouro,o fundador da cidade, em 06 de março de 1977. O nomedo meu pai é Luiz Pedro Sobrinho e da minha mãe é MariaNazaré de Andrade. Quando eu completei 04 para 05 anos, começou omeu sofrimento. Meus pais se separaram. Deixaram eu emeus 04 irmãos sozinhos trancados em casa. Minha mãefoi para Bahia. Eu e meus irmãos fomos separados. Meusirmãos foram para outras pessoas que não eram parentes.Fiquei longe deles. Eu fui criada por uma senhora chamadaMaria das Graças, que também não era minha parenta. Eucompletei 06 anos e fui para a escola. Só fiz até a 3ª sérieprimária. Daquele tempo pra cá, não mais frequentei aescola, porque eu fui embora para a fazenda trabalhar naroça. Desde esse tempo, eu sofri com a minha madrasta,na fazenda. Ela fazia faxina toda vez para o meu pai ficarcontra mim e me mandar embora de casa. Naquele tempo,eu não tinha ajuda de ninguém. Só tinha aqueles quefaziam mal em minha vida. Sofri e chorei demais. Desdeque eu completei 16 anos, em 1993, foi que começou amudar a minha vida. Conheci pessoas que me deramapoio, que me falaram da coisa mais preciosa, que é Jesus.
    • 71Ele mudou o meu sofrimento. Vi a felicidade morar emmeu coração, no ano de 1993, dia 30 de julho. Passei parauma nova vida em meu caminho. Tudo começou a fazersentido em minha vida. Tive pessoas que estavam ali, aomeu lado, para me ajudar. Algum tempo depois da minha decisão, conhecimeu querido marido, aos 19 anos. Hoje, o pai de meusfilhos lindos, que Deus me deu. Há 14 anos que estamosjuntos. Agora, nós vamos nos casar para a união e afelicidade ficarem completas. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 72 Tudo começou em 17/06/1979. Foi o dia que eunasci. Minha história é cheia de altos e baixos. Tive umamãe que me deu amor e carinho. Tenho duas irmãs. Nóséramos uma família normal. Mas, com o passar dostempos, meu pai começou a dar muito trabalho para aminha mãe. Quando eu tinha dois anos, o meu pai foi embora.Nós não tivemos notícias por anos. Quando eu tinha dezanos, ele voltou para a cidade de Quirinópolis-Go. O tempopassou. Eu nunca tive contato com meu pai. Eu tinha trezeanos, perdi meu pai. Depois de quatro anos, perdi minhamãe. Foi a parte mais difícil da minha vida. Foi quandotudo o que eu mais amava foi embora, para nunca maisvoltar. Foi quando minha irmã veio morar comigo. Euvendia coxinhas para ganhar nosso sustento. Quando tivea idade de quinze anos, comecei a trabalhar de garçom. Euficava até tarde acordado e, de manhã, ia para a escola,com tanta dificuldade em trabalhar e estudarão mesmotempo. Assim, tive que parar de estudar. Com dezesseisanos, comecei a viajar e vender cosméticos. Fiqueiviajando por dez anos. Com dezoito anos, fui pai. Foi asensação mais maravilhosa que eu tive. Com o passar dotempo, aos vinte anos, fui pai novamente. Comecei atrabalhar na usina, como motorista. Depois de um ano,passei a ser operador de máquinas. Hoje voltei para aescola. Se Deus abençoar, vou até o fim. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 73 Tenho 19 anos. Nasci em Cafelândia, no estadodo Paraná. Morei lá até os 11 anos. Aprontava muito. Batianos meninos e meninas do colégio. Quase entro no mundo das drogas, porque meuscolegas eram todos traficantes de drogas. Viviam fugindoda polícia e eu, feito burra, no meio, atirava contra osprofessores. Um teve que ser internado, porque acertouem sua perna. Quantas vezes meus amigos ofereciamdrogas para mim e eu disse não, porque eu sabia o que asdrogas faziam. E eu também não queria ver meus paischorarem no dia de amanhã. Eu não tive infância na minhavida, porque era só briga daqui e polícia dali. Enquanto euestava nas ruas, fazendo o que não devia, meus paisestavam trabalhando. Eu quase me envolvi demais commeus falsos amigos. Foi na hora que eu parei e pensei emtomar juízo na cabeça e estudar, porque sem o estudo nãosomos nada. E se Deus não estivesse comigo, eu estaria hojenas drogas, ou, às vezes, até morta. Amigos, nunca usemdrogas em suas vidas. Não queira ver seus pais chorandono dia de amanhã! 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 74 Quando eu nasci, eu era um bebê muitobonitinho. Nós somos de uma família de cinco irmãos. Meupai e minha mãe sofreram muito para criar eu e meusirmãos. Fomos criados em fazenda. Tivemos uma infânciamuito boa, principalmente, eu, por ser a caçula. Viemospra cidade. Me tornei moça. Me casei. Tive dois filhoslindos. Mas o casamento não deu muito certo. Me separei.Depois de alguns anos, me casei de novo. Também nãodeu certo. Hoje, moro com minha mãe. Meus filhos secasaram. Trabalho e estudo. Sou feliz, pois tenho saúde enão me falta nada. Tenho 43 anos muito bem vividos, naesperança de chegar aos 70 anos assim: com saúde e feliz. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 75 Minha vida difícil começou com a idade de 01 anoe maio. Não é uma história bonita, mas é a realidade.Meus pais se separaram. Eu tive 13 madrastas até os meus05 anos. Brinquei muito, mas sofri muito mais. Desdeviolência sexual a tentativa de assassinato, pela minhamadrasta e meu pai. Mas resisti. Quando pensei que osofrimento iria ter fim, veio a fome. Tinha vezes que sótínhamos mandioca cozida com sal para comer. E, para nãover os filhos passarem fome, meu pai me mandou pramorar com outra família. A nova família era de umvereador e a mulher, professora. Aos 11 anos, ele meviolentou. Fecho os olhos e ainda vejo eu naquela dispensae aquele monstro me segurando. Eu era só uma criançacheia de sonhos e ele me tirou tudo isso. Quando saí de lá,contei para meus pais, mas não fizeram nada, pois era apalavra dele contra a de uma criança. Quando completei16 anos, tive meu primeiro beijo por amor. Ele era bemmais velho, mas gostava de mim e eu dele. Mas nãopodíamos ficar juntos, pois ele tinha que se casar com umamoça que ele não gostava, mas que estava grávida. Depoisnos separamos e eu saí de casa. Sofri ainda mais. Passeifome. Dormi na rua, em banco de praça. Mas nunca me deipor vencida. Lutei e consegui encontrar uma pessoa boaque me ajudou a superar tudo, que é o pai dos meusfilhos. Não estamos juntos, mas agradeço todo dia pelosmeus filhos. Ainda não cheguei onde quero, mas eu chego lá.Acredito em mim e uso o meu sofrimento para crescer enão para me fazer de “coitadinha”. 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 76 A minha história de vida não foi lá estas coisas, poisa minha infância foi muito sofrida. Quando eu nasci, perdimeu pai com 01 mês de vida. Minha mãe não pode me criar eme deu para minha avó, que me criou com todo amor ecarinho, como se fosse minha própria mãe. Nós morávamos na fazenda. Era muito bom, poisminha avó fazia todos os meus gostos. Quando eu estavacom uns cinco para seis anos, minha avó adotou um menino.Foi maravilhoso, pois eu tinha um irmãozinho que poderiabrincar, correr, dividir minhas alegrias. Mas tudo o que é bomdura pouco. Quando eu estava com quase 08 anos, minhaavó faleceu. Fiquei muito triste. Depois disso, tive que mudarpara a cidade, pois tinha que estudar. Já estava muitoatrasada. Fui morar com minha madrinha. Foi aí que começouo sofrimento. Ela me tratava bem, me dava roupas, comida,sapato, estudo, mas, o mais importante, não tinha, que era ocarinho de alguém. Minha madrinha tinha dois filhospequenos. Nesse tempo, já era uma criança triste, pois tudoo que acontecia lá onde eu morava, era culpa minha. Minhamadrinha me batia muito. Com o passar do tempo, fuicrescendo revoltada. Mas, mesmo assim, era uma criançaesforçada. Nunca bombei. Nunca fiquei de recuperação naescola, apesar de não ter ninguém para me dar apoio. Todosos domingos ia para a igreja. Era bom, pois quando estava lá,tinha paz, tinha alegria e não ficava escutando coisas que nãome agradavam. Depois, cheguei na minha adolescência. Já estavacom 13 anos e muito revoltada com a vida, parei de estudar.Com 15 anos, conheci um rapaz e me engravidei. Com 16anos, tive meu filho. Quando meu filho nasceu, fui morar como pai dele. Mas não durou muito tempo. Nós dois largamos.Tive que fazer o mesmo que minha mãe: deixar o meu filhocom o pai dele, porque era muito nova e não tinha condiçõesde criar meu filho, pois nunca tive apoio de minha família.Para eles, eu era uma ovelha negra. Foi assim que meu
    • 77mundo desabou. Caí no mundo das drogas. Sofri muito.Depois de tanto sofrimento, comecei a me recuperar, commuita garra e força de vontade de vencer na vida. Depois dequatorze anos sem estudar, resolvi voltar. Fui morar em RioVerde-Go. Lá, arrumei trabalho e comecei a estudar. Nocomeço, pensei que não conseguiria. Tive que fazer umprovão, porque não tinha nenhum comprovante de minhaescolaridade. Apesar de tanto tempo sem estudar, tirei umanota ótima. Quando tudo estava bom, tive outra recaída. Caíde novo no mundo das drogas. Perdi o meu emprego. Parei,de novo, de estudar. Cheguei no fundo do poço. Nunca tivecoragem de falar para a minha família e pedir ajuda, poistinha medo de eles me discriminarem. Depois de tudo, pensei em me internar numa clínicade recuperação. Mas, graças a Deus, com minha força devontade, não precisei... É nessas horas que vemos que quemsão nossos amigos é quem nos dá apoio. Tinha uma amigaque morava aqui, em Paranaiguara-Go. Sabendo da minhasituação, me ligou e falou para eu passear na casa dela, parame dar um tempo. Eu não pensei duas vezes. Vim, poisestava precisando de ajuda. Chegando em Paranaiguara,gostei da cidade, fiz novos amigos. Conheci uma pessoa e mecasei. Estou muito bem, graças a Deus. Estou em fase derecuperação. Vai fazer um ano que estou aqui e nunca maisusei drogas. Isso é só um pouco da minha história de vida. Hojeestou com 28 anos e digo que isto só prova o quanto somoscapazes de conseguir realizar tudo o que quisermos fazer navida. Até o impossível! Aqui termino dizendo: nunca é tarde para correratrás do tempo perdido. Tudo depende de nós mesmos! 2º Sem-2ª Etapa-EJA-CEBBS-2011 (agosto a dezembro)
    • 78RENOVAR (do latim renovare):Recomeçar.Alterar-se para melhor.Efetuar melhoras em.Fazer com que volte a brilhar.Dar novo brilho ou novas forças a.Rejuvenescer.Revigorar-se.Atualizar-se.Colocar-se a par das coisas novas, progredir.Fazer voltar a um estado mais perfeito.E para você, o que significa renovarem sua vida? Propaganda da Revista Veja - 2011
    • 79 O DESENVOLVIMENTO ATRAVÉS DA LEITURA E TRANSFORMAÇÃO Por que pensar em renovação para se teroutras visões da vida e do mundo? Uns dizem que temos que renovar parapodermos acompanhar as mudanças do mundo nosdias de hoje. Outros dizem que isso não é necessário,mas, na verdade, é necessário sim, para quepossamos aprender mais com os jornais, televisão,rádio, os cursos de Inglês, de informática, cursostécnicos e outros. Portanto é importante que se faça todos oscursos possíveis e que se pratique o hábito da leitura,pois o desenvolvimento só é possível com informação. Juliana Neves Resende 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011. (agosto a dezembro)
    • 80 RENOVAR PARA GARANTIR O FUTURO Para se ter novas oportunidades e atingirseus objetivos é preciso se manter bem informado eficar por dentro das notícias. Além de fazer cursos deinformáticas e de conhecimentos gerais, para ficar pordentro dos acontecimentos. A atualização é necessária para se poderobter novas oportunidades, mais conhecimentos, terclareza e metas para se conquistar espaço no mercadode trabalho e assim poder sonhar com um futuropróspero e ter objetivos e metas para com os negóciosde hoje, que vêm surgindo cheios de modernidades. Por isso é importante aproveitar estasoportunidades que o conhecimento nos dá hoje e estarpor dentro da informática, das notícias econhecimentos, para garantirmos a realização dosnossos objetivos e metas no mercado de trabalho e nasociedade. Rodrigo Vieira dos Santos 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011 (agosto a dezembro)
    • 81 RENOVAR SEMPRE: O CAMINHO PARA UMA VIDA MELHOR Deve-se renovar sempre, tanto na vidapessoal como na profissional. Renovar é abrir caminhopara uma vida melhor, porque quem não se atualiza,fica perdido no tempo. Sempre há aqueles que não se abrem parao novo. Dizem que têm medo do desconhecido. Deacordo com pesquisas, essas pessoas acabam ficandopresas ao passado, e não se evoluem, deixando,assim, de aprender coisas novas. Pode-se observarque nem sempre estas pessoas são capazes de deixarde acreditar em velhas crenças. Outros dizem queinovar e abrir-se para o futuro é ser capaz de enxergaro amanhã, de lutar por seus sonhos e fazê-los reais. Então, devemos estar preparados paraaceitar o novo e saber conduzir o futuro para melhor.Para isso, é preciso, fazer cursos de informática, inglêse praticar a leitura para se renovar através dainformação. Ivanildes 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011 (agosto a dezembro)
    • 82 RENOVAÇÃO: MAIS EXPECTATIVAS E MELHORIAS DE VIDA Renovar sempre, por quê? Isso énecessário, pois estão sempre surgindo novastecnologias e, para não ficar parado no tempo, deve-se acompanhá-las. Acompanhar a evolução é estar por dentrode todos os acontecimentos políticos, econômicos, dasavanças tecnológicas, procurar fazer cursos técnicos,ler jornais e revistas com noticiários do mundo todo e,assim, ficar por dentro da evolução do nosso país. Deacordo com pesquisas, pode-se observar quetrabalhadores que não acompanham a evoluçãotecnológica perdem grandes oportunidades deemprego, porque as grandes empresas investem natecnologia e o trabalho que seria feito por várioshomens, é feito por uma máquina. Por isso a necessidade de se estar sempreinovando, buscando novas ideias, novos cursos,investir na tecnologia avançada em busca de novasoportunidades, mais expectativas e melhorias de vida. Juscely 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011 (agosto a dezembro)
    • 83 POR QUE ATUALIZAR-SE? É preciso atualizar-se, através da leitura ecursos profissionalizantes, para o mercado de trabalhoe procurar ter uma qualidade de vida melhor. Pode-se observar que o hábito de ler livros,revistas e jornais torna a pessoa mais atuante, que seacha necessitado de participar de cursos, tais como,informática, línguas. Algumas pessoas procuram atécursos superiores em faculdades ou universidades. Deacordo com as pesquisas, uma pessoa atuante,habituada à leitura e aos cursos profissionalizantes,tem uma boa qualidade de vida e mais oportunidades. Portanto atualizar-se é preciso, através daobtenção do máximo de informações possível, paraestar apto ao mercado de trabalho e garantir o seuespaço na sociedade. Gilberto 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011 (agosto a dezembro)
    • 84 INFORMAÇÃO E OPORTUNIDADES DE TRABALHO No mundo atual em que vivemos,observamos várias mudanças. E, para acompanharessas mudanças, é preciso estar preparado,participando, conhecendo e dialogando com pessoas,trocando ideias e experiências. É necessário se atualizar e acompanharessas mudanças para se obter benefícios. Uns dizemque para alcançar objetivos é necessário seprofissionalizar, outros dizem que através de cursostécnicos, como informática, Inglês e outros, torna-semais fácil entrar no mercado de trabalho e concorrer auma vaga através de conhecimento técnico adquiridonos cursos profissionalizantes. Portanto, oportunidades não faltam. Faltampessoas com disponibilidade, interesse e que estejampreparadas para ocupar cargos disponíveis nomercado. Por isso ter conhecimento e estar preparadoé essencial. Silmara 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011 (agosto a dezembro)
    • 85 INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E OPORTUNIDADES É muito importante sempre se manteratualizado, porque quem não acompanha odesenvolvimento e os avanços da sociedade perde oseu espaço e as oportunidades. Uns dizem que se não temos o hábito deler, perdemos as oportunidades de saber o que estáacontecendo no mundo e na sociedade. Outros dizemque devemos ter conhecimento para não deixarmos asnovas oportunidades passarem despercebido. Istoporque o mercado de trabalho está exigindo pessoascapacitadas na área de informática, línguas e cursostécnicos. Por isso devemos fazer cursos deatualização para não ficarmos por fora dosacontecimentos do mundo e das oportunidades deconhecimento e de trabalho. Débora Silva Garcia 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011 (agosto a dezembro)
    • 86 A INFORMAÇÃO E O FUTURO Acredita-se que renovar a vida significa darum novo rumo a ela. E um dos meios de se conseguirisso é ler sempre e voltar a estudar, dando maiscredibilidade ao futuro. Hoje, no mercado de trabalho, exige-semuitos cursos, como de informática, cursos técnicos eoutros. O avanço da tecnologia está muito grande. Deacordo com pesquisas, o mercado de trabalho estábastante disputado. Pode-se dizer que não basta terexperiência, tem que ter formação técnica e muitomais. Dizem que no futuro será ainda maiscompetitivo. É preciso que sejamos cada vez melhor,que tenhamos cada vez mais informações,pretendendo cada vez mais conquistar um lugar nomercado de trabalho, avançado para um futuromelhor. Portanto, para se obter esse lugar,precisamos ter informações obtidas através de cursos,técnicos, informática e outros. E, é claro, muitaleitura. Rúbia Cristina 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011 (agosto a dezembro)
    • 87 VIVENDO BEM: Por que devemos pensar em renovação? Renovar é o que nos faz pensar emmelhorar, pensar em mudar, em crescer e sempreestar bem informado sobre as atualidades que estãoacontecendo a cada dia, pois a cada minuto surgemcoisas novas. Para estar por dentro dessas informações,devemos sempre procurar fazer cursos, ler bons livros,jornais, noticiários, revistas, assistir a programasculturais e várias outras coisas. Os especialistas dizemque as pessoas que estão sempre atualizadas sempretêm mais chances de passar em concursos, em terbons empregos e, com isso, também têm uma chancemaior de crescer na vida. Também é bom ficarmos pordentro das novas tecnologias, porque a cada diasurgem no mercado coisas novas, produtos ainda maismodernos. Por isso pensar em renovar a cada dia é amelhor coisa que nós devemos fazer, para sermos umser humano melhor, para ajudar a nós mesmos e aopróximo. Paula Salustino 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011 (agosto a dezembro)
    • 88 TECNOLOGIAS DE UMA NOVA ERA Será que tudo o que é novo é o melhorpara nós? Grandes descobertas podem nos trazerdiferentes transformações e isso é muito importanteem nossas vidas. Para melhor entender tudo o que há debom nas novas tecnologias, temos que nos aprofundarem novos conhecimentos, como buscar informaçõesno computador, livros, jornais e revistas. Alguns dizemque quanto mais soubermos melhor é, por isso temosque fazer cursos para um melhor entendimento do queestá acontecendo no mundo. É sempre bom nosmanter atualizados. Por isso todo cidadão deve lutar para abrirnovos horizontes para viver melhor com uma grandesabedoria, através da constante leitura e participaçãoem cursos. Jeise Kênia G. Borba 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011 (agosto a dezembro)
    • 89 A IMPORTÂNCIA DAS ATUALIZAÇÕES Para se atingir os objetivos, para garantir oespaço no mercado de trabalho e na sociedade, émuito importante que o indivíduo esteja em constanteatualização. De acordo com pesquisas de internet, rádio,TV, jornais e revistas, temos que acompanhar asmudanças que têm hoje em dia. Observa-se quealgumas pessoas não acreditam que é necessária aatualização com as notícias; outros dizem que égrande a importância de estarmos atualizados com osacontecimentos do dia. Pode-se dizer que é muitoimportante, para vivermos na sociedade, estarmosatualizados, sempre conhecendo a cada dia mais,tendo novas ideias, novos projetos, etc. Portanto todo cidadão nunca pode desistirde seus objetivos, mas deve estar em constanteestudo, fazer todos os cursos possíveis, para, assim,garantir o seu espaço no mercado de trabalho. Gislaine Paula de Freitas 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011 (agosto a dezembro)
    • 90 A IMPORTÂNCIA DE CURSOS NOS DIAS DE HOJE Todo cidadão necessita de alguns cursos.Por quê? Porque, sem esses cursos não podemosarrumar um emprego digno, pois precisamos estudarpara ultrapassar todas as barreiras e obstáculos parachegarmos aos nossos objetivos. Mas, para chegarmosonde queremos, é preciso uma atitude verdadeira. A importância de estudarmos assuntoscomo informática e vários outros cursos é paraaprendermos mais e saber que um dia necessitaremosde cada um deles para o aumento do currículo. Osespecialistas dizem que, para cumprirmos as nossasmetas do dia-a-dia, temos que perseverar até o fim.Dizem que devemos ficar com nosso pensamentofirme e forte para não errarmos ou desistirmos. Nosdias de hoje tem sempre muitos obstáculos paraenfrentarmos, mas temos que insistir e fazer todos oscursos possíveis para conseguirmos. Portanto devemos nos preparar, ler, nosinformar, estudar, aprender com nossos professorespara garantirmos o nosso espaço no mercado detrabalho; e termos uma vida melhor, com o prazer dosonho realizado. É assim que podemos ser capazes efelizes. Luander Carlos Silva de Araújo 2º Sem_3ª Etapa_EJA – C.E.B.B.S./2011 (agosto a dezembro)