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Matosinhos Valoriza - biodiversidade
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  • 1. osinho at s• •m BIODIVERSIDADE • • va a! loriz • biodiversidade • RESUMO NÃO TÉCNICO VALORIZ AÇ ÃO E QUALIFIC AÇ ÃO AMBIENTAL E TERRITORIAL DOS ESPAÇOS CLASSIFIC ADOS DO CONCELHO DE MATOSINHOS F O R M ATO V E R D E
  • 2. M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE MATOSINHOS, 2013 • matosinhos valoriza! • VALORIZAÇ ÃO E QUALIFIC AÇ ÃO AMBIENTAL E TERRITORIAL DOS ESPAÇOS CLASSIFIC ADOS DO CONCELHO DE MATOSINHOS COMPONENTE BIODIVERSIDADE Faculdade de Ciências da Universidade do Porto Equipa Técnica Paulo Santos (coordenação) João Honrado (coordenação) Nuno Formigo Paulo Célio Alves David Gonçalves C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 3. M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S 1. 2. 3. 4. INTRODUÇÃO ÍNDICE METODOLOGIAS PRINCIPAIS RESULTADOS ÍNDICE BIOLÓGICO GLOBAL E CONCLUSÕES F O R M ATO V E R D E
  • 4. M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE INTRODUÇÃO / 7 1. INTRODUÇÃO Com o Projeto “Valorização e qualificação ambiental e territorial - Sistema de gestão e informação ambiental dos espaços classificados do concelho de Matosinhos Componente Biodiversidade”, pretendeu a autarquia dotar-se de um instrumento pioneiro de apoio à gestão do território baseado em conhecimento científico, bem como promover a divulgação desse conhecimento aos cidadãos e na comunidade científica e técnica. O trabalho de campo, efetuado em compromisso com os apertados prazos de execução, permitiu atingir os objetivos almejados. A informação produzida lançou as bases para uma avaliação constante do território em termos de Biodiversidade e estabeleceu as linhas orientadoras metodológicas para que o conhecimento obtido seja periodicamente atualizado. Na área metropolitana em que Matosinhos se insere, em que algumas autarquias começaram já a reconhecer a importância da Biodiversidade e dos serviços prestados pelas suas componentes, é importante afirmar a liderança técnica e científica no apoio à decisão, pelo que o trabalho agora desenvolvido, bem como a observância das implicações que dele resultam e a continuidade dos trabalhos de base, constituem uma demonstração de inteligência. C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 5. M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE METODOLOGIAS / 9 2. METODOLOGIAS Para efeitos de amostragem e prospeção de biodiversidade em ecossistemas terrestres, foi utilizada uma grelha regular com quadrículas de 0,25km2 representada sobre fotografia aérea. A seleção das quadrículas baseou-se num esquema de amostragem aleatório estratificado, considerando também as áreas de RAN e REN identificadas no território. Como tema estratificador principal foi utilizado um indicador sintético de pressão humana previamente calculado para o concelho de Matosinhos. Foram selecionadas no total 20 células da grelha, sendo o número de células por classe de pressão humana proporcional à representatividade dessa classe no concelho, e assegurando também que todas as classes de pressão humana estariam representadas por pelo menos três células da grelha. Foram excluídas as células correspondentes ao nível mínimo de pressão humana, por incluírem maioritariamente áreas marinhas. Complementarmente, foi ainda calculada para cada uma destas a percentagem de área ocupada por cada classe de ocupação do solo, com base na cartografia de ocupação do solo produzida para o concelho de Matosinhos. A estratégia amostral para a zona intertidal considerou como unidade de paisagem C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 6. METODOLOGIAS / M AT O S I N H O S VA L O R I Z A 10 BIODIVERSIDADE METODOLOGIAS / 11 e compartimento ecológico contínuo toda a faixa de praias rochosas e arenosas desde o Rio Onda até à praia de Matosinhos. Nesta estratégia pretendeu-se complementar a informação recolhida em trabalhos anteriores realizados por esta equipa bem como complementar a informação recolhida na bibliografia. A estratégia amostral para os cursos de água consistiu em dividir os rios em troços que permitissem avaliar a integridade do ecossistema, de montante para jusante. No caso do rio Leça, definiram-se 3 troços de amostragem, tendo sido escolhido, em cada um, um ponto de amostragem para recolha da informação físico-química e biológica, que seria depois extrapolada para o troço. No caso do rio Onda, apenas se considerou um troço e um ponto de amostragem, face à sua reduzida extensão. C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 7. M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / F L O R A VA S C U L A R E H A B I TAT S D O A N E X O I D A D I R E T I VA / 13 3. PRINCIPAIS RESULTADOS Flora vascular e Habitats do Anexo I da Diretiva Durante as amostragens realizadas nas 20 quadrículas definidas pela metodologia foram contabilizados cerca de 418 táxones de flora vascular, sendo que destes, 74 são táxones alóctones e 344 são táxones autóctones, que corresponde a quase um quinto de espécies não nativas. Esse valor é muito elevado mas é explicado pelo grau de artificialização do território e pelos fenómenos de perturbação de origem antrópica que favorecem a colonização por espécies exóticas de carácter invasor. Desses 418 táxones, apenas nove foram classificados como RELAPE (Raras, Endémicas, Localmente Ameaçadas ou em Perigo de Extinção), um valor relativamente baixo e que normalmente é inversamente proporcional ao número de espécies não nativas. No que respeita à flora vascular, o valor médio do valor final obtido para todas as quadrículas é de 3 (“Médio”) (Figura 1). As quadrículas com valor “Bom” a “Excelente” correspondem a áreas com elevado número de habitats e/ou elevada cobertura de florestas e meios naturais ou seminaturais. As quadrículas com valor “Mau” a “Muito Mau” correspondem a áreas com elevada pressão urbana e/ou uma grande percentagem de área com agricultura intensiva. C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 8. P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / F L O R A VA S C U L A R E H A B I TAT S D O A N E X O I D A D I R E T I VA / M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / F L O R A VA S C U L A R E H A B I TAT S D O A N E X O I D A D I R E T I VA / 14 15 Carta de Valoração Global da Flora Vascular N No que respeita aos habitats, o valor médio do valor final obtido para os Habitats em todas as quadrículas é de 3 (“Médio”), que corresponde igualmente ao valor mais frequente (maior número de quadrículas) no território (Figura 2). As quadrículas de maior valor correspondem a zonas com elevada percentagem de florestas e meios naturais e seminaturais e percentagens mais baixas de zonas com agricultura intensiva. As zonas com maior pressão humana (grande percentagem de áreas agrícolas e áreas artificiais) possuem um número de habitats do Anexo I relativamente reduzido, e portanto um menor valor global. 0 0,5 1 2 km Legenda Valoração Global Flora Vascular 1 2 3 4 5 Figura 1 - Mapa de valoração global da flora vascular do concelho de Matosinhos. C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 9. P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / F L O R A VA S C U L A R E H A B I TAT S D O A N E X O I D A D I R E T I VA / M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / 17 16 Fauna terrestre Carta de Valoração Global dos Habitats N // AVES Durante as contagens efetuadas nos 40 pontos de amostragem foram contabilizados 1355 indivíduos, pertencentes a 37 espécies diferentes (21 famílias). A ordem mais representada foi a dos Passeriformes, com cerca de 69,37% das observações e 72,97% das espécies. O valor médio do número de aves registado por minuto de contagem foi de 3,42 indivíduos, com o número de indivíduos avistados em cada ponto de contagem, durante os 10 minutos, a variar entre os 10 (categoria “Florestas de folhosas”) e os 158 (“Territórios artificializados”). O valor médio da valoração global de avifauna nidificante obtido para o conjunto de pontos de observação das categorias de paisagem amostradas no concelho de Matosinhos é de 3. Este valor foi obtido para a grande maioria das categorias de paisagem amostradas, com a exceção da categoria “Praias, dunas e areais”, na qual os dois pontos de observação registaram um valor médio de 2. Em relação aos 0 0,5 1 2 km valores não arredondados à unidade do cálculo da valoração, estes variaram entre 1,5 (obtido para um ponto de observação na categoria “Territórios artificializados”) Legenda Valoração Global Habitats 1 2 3 4 5 e 3,2 (calculados para um conjunto de sete pontos de observação nas categorias “Culturas temporárias de regadio”, “Floresta de folhosas”, “Matos”, “Territórios artificializados” e “Vegetação esparsa”). Estes resultados sugerem uma grande Figura 2 - Mapa de valoração global dos habitats para o concelho de Matosinhos. C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 10. P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / 18 19 Carta de Valoração Global de Avifauna Nidificante N homogeneidade na capacidade de suporte de comunidades de avifauna nas várias categorias de paisagem, com valores não muito elevados de diversidade e outros indicadores no concelho de Matosinhos, fruto provavelmente das várias fontes de pressão humana que se estendem de forma regular pela área do concelho. Espacialmente (Figura 3), verifica-se que as quadrículas pertencentes à classe de valoração global 2 (5 quadrículas em 20), se concentram próximas da zona litoral do concelho, refletindo o que se obteve na maioria dos indicadores individuais. As restantes quadrículas pertencem todas à classe 3. O litoral do concelho apresenta muitas fontes de pressão antrópica, com extensas áreas urbanizadas, industriais e de agricultura intensiva, o que poderá explicar a concentração de quadrículas com piores resultados nessa zona. 0 0,5 1 2 km Legenda Valoração 1 2 3 4 5 Figura 3 - Mapa de valoração global de avifauna nidificante no concelho de Matosinhos. C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 11. P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / 20 21 Carta de Valoração Global de Mamíferos N // MAMÍFEROS Nas armadilhas foi capturado um total de 45 indivíduos, pertencentes a seis espécies de micromamíferos. A espécie mais frequentemente capturada foi o musaranho-grande-dedentes-brancos (Crocidura russula), capturado em 13 das 20 quadrículas. Esta espécie é generalista, podendo ocorrer numa grande variedade de habitats. Outras espécies mais capturadas foram o rato-das-hortas (Mus spretus) e o rato-cego (Microtus lusitanicus). Uma espécie detetada com frequência pelos indícios foi o esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris), e será ainda de destacar a presença da toupeira (Talpa occidentalis) e do coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus). A primeira é uma espécie endémica da Península Ibérica, com estatuto de conservação “pouco preocupante” (LC) em Portugal. A segunda é uma espécie considerada “quase ameaçada”(NT) em Portugal continental. Com base nos indícios de presença foi possível identificar três espécies de carnívoros (raposa - Vulpes vulpes; geneta - Genetta genetta; doninha - Mustela nivalis) num total de 4 quadrículas. Através das emissões sonoras registadas durante o período de amostragem foram distinguidas duas espécies de quirópteros, Morcego-anão 0 0,5 (Pipistrellus pipistrellus) e Morcego-arborícola-pequeno (Nyctalus leisleri) e foram constituídos três grupos de espécies, P. pygmaeus/M. schreibersii, Nyctalus spp. e Eptesicus spp. O valor médio da valoração global de mamíferos obtido para o conjunto das quadrículas em que foi possível estimar todos os indicadores (n=18) é de 2,383 (valores variam entre 1,6 e 3,2) (Figura 4). C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S 1 2 km Legenda 1 2 3 4 5 Figura 4 - Mapa de valoração global de mamíferos no concelho de Matosinhos para as 20 quadrículas amostradas. F O R M ATO V E R D E
  • 12. P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / 22 23 Carta de Valoração Global de Herptofauna N // HERPETOFAUNA (RÉPTEIS E ANFÍBIOS) Por observação direta ou indireta, no total da amostragem foram registadas oito espécies de herpetofauna em 19 das 20 quadrículas: duas de anfíbio (ordem Anura) e seis de réptil (quatro da Família Lacertidae e duas das Família Colubridae). A espécie mais comum foi a lagartixa de Bocage (Podarcis bocagei), presente em 16 quadrículas. Esta espécie é abundante no norte do país e está presente na maior parte dos habitats, inclusive habitats dunares. Será também de destacar a presença do lagarto-de-água (Lacerta schreiberi), espécie endémica da Península Ibérica, tendo em Portugal o estatuto de conservação de “pouco preocupante”. O número de espécies de anfíbios registados foi baixo para o que seria de esperar nesta época do ano. Só foi possível encontrar rã-verde (Pelophylax perezi) em dois charcos, enquanto o sapo-comum (Bufo bufo) foi observado em zona rurais, associadas a campos húmidos. A baixa abundância de anfíbios pode dever-se às alterações bruscas das condições meteorológicas observadas antes e durante o 0 0,5 período de inventariação, com períodos de frentes frias com ou sem pluviosidade, alternados por dias de elevado calor e baixa humidade. O valor médio da valoração global de herpetofauna obtido para o conjunto de quadrículas em que foi possível calcular todos os indicadores (n=8) é de 2,45 (valores variam entre 2,3 e 2,6) (Figura 5). C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S 1 2 km Legenda 1 2 3 4 5 Figura 5 - Mapa de valoração global de herpetofauna no concelho de Matosinhos para as 20 quadrículas amostradas. F O R M ATO V E R D E
  • 13. P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / 24 25 Carta de Valoração Global dos Macroinvertebrados Bentónicos Dulciaquícolas N // FAUNA DULCIAQUÍCOLA A comunidade de macroinvertebrados bentónicos no rio Leça e rio Onda é dominada por duas ou três famílias resistentes à poluição (anelídeos, quironomídeos e gasterópodes), estando as restantes famílias representadas por muito poucos indivíduos. Os grupos sensíveis à poluição estão praticamente ausentes. O facto de a valoração global da comunidade de macroinvertebrados bentónicos ser medíocre em todos os troços estudados (Figura 6) reflete a baixa qualidade ecológica desta comunidade. 0 0,5 1 2 km Legenda 1 2 3 4 5 Não aplicável Rio Leça Rio Onda ou Calvelhe Figura 6 - Carta de valoração global da comunidade de macroinvertebrados bentónicos dos rios Leça e Onda – EQR. C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 14. P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / 26 27 Para a comunidade piscícola dos rios Leça e Onda foram encontrados indivíduos das Comparativamente a outros cursos de água do norte de Portugal, a fauna piscícola seguintes espécies: do rio Leça é bastante pobre. Tendo em conta o que foi referido relativamente à // Enguia (Anguilla anguilla) qualidade da água do rio, tal como aferida pelos resultados físico-químicos e pela // Góbio (Gobio lozanoi) comunidade de macroinvertebrados bentónicos, não é de estranhar que as poucas // Escalo do norte (Squalius carolitertii) espécies que aparecem sejam espécies bastante resistentes à poluição. // Ruivaco (Achondrostoma oligolepis) // Perca-sol (Lepomis gibbosus) A valoração global desta comunidade, obtida através do cálculo do índice de // Taínha (Mugil cephalus) integridade biótica, classifica como razoável o troço inicial do rio Leça e o troço do rio Onda que foram estudados (Figura 7). Este facto deve-se essencialmente à ausência Destas, as espécies perca-sol e Góbio são espécies exóticas, sendo a perca-sol um de espécies exóticas (no caso do ponto 1 do rio Leça a enguia é a única espécie que predador de ovos e juvenis de outras espécies. foi capturada). Escalos e ruivacos são espécies autóctones que apenas foram encontradas no rio Onda. A sua presença é um indicador indireto de que, apesar de má, a qualidade da água deste rio não se encontra tão degrada como a do Rio Leça (conforme já foi referido, o principal problema é a eutrofização: ora estas duas espécies costumam usar a vegetação aquática como zona de refúgio, o que explica, pelo menos em parte, a sua presença). Outra causa possível para a sua presença pode ser a ausência de predadores, ao contrário do que acontece com o rio Leça. C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 15. P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / 28 29 Carta de Valoração Global da Fauna Piscícola Dulciaquícola N // FAUNA INTERTIDAL Reunindo a informação disponível, considerando praias rochosas, praias arenosas e fozes de rios e ribeiras, estão contabilizados 312 taxa de fauna intertidal do litoral de Matosinhos. 113 taxa pertencem ao filo Arthropoda, 101 ao filo Anellida, 57 ao filo Mollusca, 18 ao filo Cnidaria, 6 ao filo Porifera, 6 ao filo Echinodermata, 6 ao filo Chordata, 1 ao filo Bryozoa, 1 ao filo Nematoda, 1 ao filo Nemertea, 1 ao filo Sipuncula e 1 ao filo Platyhelminthes. Nas praias rochosas contabilizaram-se 301 taxa e nas arenosas 25. O valor médio da valoração final obtido para todas as praias é de 2. Considerando todas as praias rochosas do concelho de Matosinhos, a valoração final variou entre 2 nas praias de Agudela, Marreco e Cabo do Mundo e 3 nas praias de Angeiras Norte, Angeiras Sul, Pedras do Corgo, Boa Nova e Fuzelhas. A valoração nas praias arenosas e fozes de rios e ribeiras variou entre 2 na foz do Rio Onda, Praia Pedras Brancas + 0 0,5 1 2 km Praia Funtão, Praia Quebrada + Praia Agudela + Praia Pedras do Corgo, Foz Ribeira da Agudela e Praia de Matosinhos e 3 na Praia Angeiras Sul + Praia Angeiras Norte, Legenda Foz da Ribeira da Carreira/Certagem, Praia da Memória, Foz Ribeira da Guarda, Praia 1 2 3 4 5 Não aplicável Rio Leça Rio Onda ou Calvelhe Aterro + Praia Azul Conchinha e Praia de Leça da Palmeira. Os valores representados por este indicador revelam uma maior diversidade nas praias rochosas em relação às Figura 7 - Carta de valoração global da comunidade piscícola dos rios Leça e Onda – IIB. C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 16. P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE P R I N C I PA I S R E S U L TA D O S / FAUNA TERRESTRE / 30 31 Carta de Valoração Global da Fauna do Intertidal N praias arenosas e fozes de rios e ribeiras. A Carta de Valoração Global de Fauna do Intertidal permite concluir a inexistência de um padrão global para a variação deste indicador ao longo do litoral do concelho de Matosinhos (Figura 8). 0 0,5 1 2 km Legenda Valoração Global Fauna Intertidal 1 2 3 4 5 Não aplicável Figura 8 - Mapa da Valoração Global da Fauna do Intertidal utilizando uma média ponderada da valoração da Riqueza Específica, Índice de Equitabilidade de Pielou, Índice de Diversidade de Shannon-Wiener, presença de Espécies com Estatuto de Conservação“Ameaçado”e presença de Espécies Exóticas para as praias rochosas e praias arenosas e fozes de rios e ribeiras do intertidal do litoral de Matosinhos. C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 17. M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE ÍNDICE BIOLÓGICO GLOBAL E CONCLUSÕES / 33 4. ÍNDICE BIOLÓGICO GLOBAL E CONCLUSÕES O valor do Índice Biológico Global obtido para as quadrículas do concelho de Matosinhos está ilustrado na Figura 9. O valor modal do Índice Biológico Global obtido para o conjunto das quadrículas do concelho de Matosinhos é 3, numa escala de 1 a 5. Esta avaliação mostra um valor intermédio predominante no concelho, que resulta de uma forte pressão humana e de uma grande fragmentação dos habitats. Deve salientar-se que o valor deste índice para cada quadrícula corresponde ao valor mais frequente obtido para os diversos indicadores usados: // Valoração Global da Flora // Valoração Global dos Habitats // Valoração Global de Aves // Valoração Global de Mamíferos // Valoração Global de Herpetofauna // Valoração Global de Fauna Piscícola Dulciaquícola // Valoração Global de Macroinvertebrados Bentónicos: IPTIN // Valoração Global de Fauna do Intertidal Assim, o mesmo valor do índice global, para duas quadrículas diferentes, pode resultar de combinações distintas de valores para os indicadores elementares. C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S F O R M ATO V E R D E
  • 18. ÍNDICE BIOLÓGICO GLOBAL E CONCLUSÕES / M AT O S I N H O S VA L O R I Z A BIODIVERSIDADE ÍNDICE BIOLÓGICO GLOBAL E CONCLUSÕES / 34 35 Carta de Valoração do Índice Biológico Global no Concelho de Matosinhos N A variação espacial do Índice Biológico Global mostra uma separação entre a zona norte, mais agroflorestal, com maior valor global, e uma zona sul, mais urbana, com um valor menor do índice biológico global. Assim, o tipo de coberto florestal, e a flora associada, acabam por se revelar como os indicadores que mais influência têm sobre o valor biológico global. O vale do rio Leça constitui também um corredor local de valor biológico mais elevado, não devido às espécies associadas ao ecossistema dulciaquícola, que se demonstrou estar bastante degradado, mas ao carácter agroflorestal da matriz paisagística, e à vegetação marginal bem como à sua importância por funcionar como um corredor ligando diferentes elementos da paisagem. No que se refere à zona costeira, deve referir-se que grande parte da mesma tem um valor elevado (4), o que deve ser encarado como um reforço das pretensões da autarquia para a criação de uma área protegida na faixa costeira. 0 0,5 1 2 km Sintetizando, o acervo de informação obtido com o presente trabalho só será plenamente Legenda Valoração 1 2 3 4 explorado se houver uma continuidade na monitorização dos indicadores utilizados, 5 preferencialmente alargando, dentro do possível, o esforço amostral. Se isso for feito, a informação recolhida configura um sistema de apoio à decisão que permitirá otimizar, Figura 9 - Mapa de valoração do Índice Biológico Global no concelho de Matosinhos. C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S significativamente, a relação custo-benefício das decisões de intervenção nesta área. F O R M ATO V E R D E
  • 19. M AT O S I N H O S VA L O R I Z A • matosinhos valoriza! • Cofinanciamento C Â M A R A M U N I C I PA L D E M ATO S I N H O S