Abuso sexual contra crianças e adolescentes
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Abuso sexual contra crianças e adolescentes

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Abuso sexual contra crianças e adolescentes Document Transcript

  • 1. Acha em PsiqWeb . |||||||||| Home Temas Dicionário .. | Infância ... Problemas sexuais no ABUSO SEXUAL INFANTIL DSM.IV Disfunções Sexuais Seja qual for o número de abusos sexuais em crianças Desejo Sexual Hipoativo que se vê nas estatísticas, seja quantos milhares forem, Aversão Sexual devemos ter em mente que, de fato, esse número pode ser Transtornos da Excitação bem maior. A maioria desses casos não é reportada, tendo Sexual em vista que as crianças têm medo de dizer a alguém o que Transtornos Orgásmicos se passou com elas. E o dano emocional e psicológico, em Ejaculação Precoce longo prazo, decorrente dessas experiências pode ser Transtornos de Dor devastador. Sexual Dispareunia Vaginismo O abuso sexual às crianças pode ocorrer na família, Parafilias através do pai, do padrasto, do irmão ou outro parente Exibicionismo qualquer. Outras vezes ocorre fora de casa, como por Pedofilia exemplo, na casa de um amigo da família, na casa da Transvéstico pessoa que toma conta da criança, na casa do vizinho, de Transtornos da Identidade um professor ou mesmo por um desconhecido. de Gênero Em tese, define-se Abuso Sexual como qualquer Problemas sexuais no conduta sexual com uma criança levada a cabo por um CID.10 adulto ou por outra criança mais velha. Isto pode significar, Disfunção Sexual Não- além da penetração vaginal ou anal na criança, também Orgânica tocar seus genitais ou fazer com que a criança toque os Disfunção Orgásmica genitais do adulto ou de outra criança mais velha, ou o contacto oral-genital ou, ainda, roçar os genitais do adulto com a criança. Às vezes ocorrem outros tipos de abuso sexual que chamam menos atenção, como por exemplo, mostrar os genitais de um adulto a um criança, incitar a criança a ver revistas ou filmes pornográficos, ou utilizar a criança para elaborar material pornográfico ou obsceno...... Veja um trecho da página A Criança Abusada
  • 2. de André Salame Seabrasobre abuso sexual:"O abuso sexual infantil Devido ao fato da criança muito nova não ser preparada psicologicamente(ASI) é definido como a para o estímulo sexual, e mesmo que não possa saber da conotação ética eexposição de uma criança moral da atividade sexual, quase invariavelmente acaba desenvolvendoa estímulos sexuais problemas emocionais depois da violência sexual, exatamente por não terimpróprios para sua idade, habilidade diante desse tipo de estimulação.seu nível dedesenvolvimento A criança de cinco anos ou pouco mais, mesmo conhecendo e apreciando apsicossocial e seu papel nafamília. A vítima é forçada pessoa que o abusa, se sente profundamente conflitante entre a lealdade parafisicamente ou coagida com essa pessoa e a percepção de que essas atividades sexuais estão sendoverbalmente a participar da terrivelmente más. Para aumentar ainda mais esse conflito, pode experimentarrelação sem ter, profunda sensação de solidão e abandono.necessariamente, acapacidade emocional ou Quando os abusos sexuais ocorrem na família, a criança pode ter muito medocognitiva para consentir ou da ira do parente abusador, medo das possibilidades de vingança ou dajulgar o que está vergonha dos outros membros da família ou, pior ainda, pode temer que aacontecendo. família se desintegre ao descobrir seu segredo.The American HumaneAssociation, em seus mais A criança que é vítima de abuso sexual prolongado, usualmente desenvolverecentes estudos, estima o uma perda violenta da auto-estima, tem a sensação de que não vale nada eabuso sexual de crianças e adquire uma representação anormal da sexualidade. A criança pode tornar-seadoslecentes nos Estados muito retraída, perder a confiaça em todos adultos e pode até chegar aUnidos em 450 mil casos considerar o suicídio, principalmente quando existe a possibilidade da pessoapor ano. Apesar desses que abusa ameaçar de violência se a criança negar-se aos seus desejos.números serem altos, éconsenso que o número decasos não relatados seja Algumas crianças abusadas sexualmente podem ter dificuldades paramaior que o número de estabelecer relações harmônicas com outras pessoas, podem se transformar emcasos notificados, devido adultos que também abusam de outras crianças, podem se inclinar para aao segredo e vergonha que prostituição ou podem ter outros problemas sérios quando adultos.são inerentes ao ASI.Estima-se que uma em Comumente as crianças abusadas estão aterrorizadas, confusas e muitocada três mulheres e um temerosas de contar sobre o incidente. Com freqüência elas permanecemde cada seis homens silenciosas por não desejarem prejudicar o abusador ou provocar umapassem por um episódio deabuso sexual. desagregação familiar ou por receio de serem consideradas culpadas ou castigadas. Crianças maiores podem sentir-se envergonhadas com o incidente,Estudos têm revelado que principalmente se o abusador é alguém da família.os homens se abstêm denotificar o abuso sexual, Mudanças bruscas no comportamento, apetite ou no sono pode ser um indíciodevido ao medo e à de que alguma coisa está acontecendo, principalmente se a criança se mostrarvergonha de serem curiosamente isolada, muito perturbada quando deixada só ou quando orotulados como abusador estiver perto.homossexuais. Sabe-se,também, que 80% dasvítimas de ASI conhecem O comportamento das crianças abusadas sexualmente pode incluir:seus abusadores. Dessegrupo, aproximadamente 1.Interesse excessivo ou evitação de natureza sexual;68% é membro da própria 2.Problemas com o sono ou pesadelos;família. 80% dos 3.Depressão ou isolamento de seus amigos e da família;abusadores são homens e 4.Achar que têm o corpo sujo ou contaminado;20% mulheres. A média de 5.Ter medo de que haja algo de mal com seus genitais;idade do início do ASI é de 6.Negar-se a ir à escola,9,2 anos para as mulherese 7,8 a 9,7 para os 7.Rebeldia e Delinqüência;homens. 8.Agressividade excessiva; 9.Comportamento suicida;Dos casos de ASI 10. Terror e medo de algumas pessoas ou alguns lugares;intrafamiliar, 75% é pai-filha 11. Retirar-se ou não querer participar de esportes;(incluindo padrastos, 12. Respostas ilógicas (para-respostas) quando perguntamosnamorados da genitora sobre alguma ferida em seus genitais;
  • 3. 13. Temor irracional diante do exame físico;morando na mesma casa, 14. Mudanças súbitas de conduta.ou outros que tenham Algumas vezes, entretanto, crianças ou adolescentes portadores depapel paternal), enquanto25% dos casos são de Transtorno de Conduta severo fantasiam e criam falsas informações em relaçãomulheres-criança ou irmã- ao abuso sexual.irmã. Quem é o Agressor SexualEsses estudos indicam quemeninas são maisabusadas sexualmente Mais comumente quem abusa sexualmente de crianças são pessoas que adentro do ambiente criança conhece e que, de alguma forma, podem controla-la. De cada 10 casosfamiliar, enquanto garotos registrados, em 8 o abusador é conhecido da vítima. Esta pessoa, em geral, ée crianças maiores são alguma figura de quem a criança gosta e em quem confia. Por isso, quasemais abusados fora da sempre acaba convencendo a criança a participar desses tipos de atos por meiofamília. de persuasão, recompensas ou ameaças.No Brasil, O Serviço deAdvocacia da Criança(SAC), entidade ligada à Mas, quando o perigo não está dentro de casa, nem na casa do amiguinho,Ordem dos Advogados do ele pode rondar a creche, o transporte escolar, as aulas de natação do clube, oBrasil, fez uma pesquisa a consultório do pediatra de confiança e, quase impossível acreditar, pode estarpartir de processos nas aulas de catecismos da paróquia. Portanto, o mais sensato será acreditarregistrados em 1988,1991 que não há lugar absolutamente seguro contra o abuso sexual infantil.e 1992 para chegar àseguinte cifra: das 20.400 Segundo a Dra. Miriam Tetelbom, o incesto pode ocorrer em até 10% dasdenúncias de maus-tratos famílias. Os adultos conhecidos e familiares próximos, como por exemplo o pai,`a criança que chegamanualmente ao padrasto ou irmão mais velho são os agressores sexuais mais freqüentes e maisconhecimento da Justiça, desafiadores. Embora a maioria dos abusadores seja do sexo masculino, as13% referem-se a mulheres também abusam sexualmente de crianças e adolescentes.situações de abuso sexual,o que resulta em 2.700 Esses casos começam lentamente através de sedução sutil, passando anovos casos a cada 12 prática de "carinhos" que raramente deixam lesões físicas. É nesse ponto que ameses. criança se pergunta como alguém em quem ela confia, de quem ela gosta, que cuida e se preocupa com ela, pode ter atitudes tão desagradáveis.O ASI pode ser intrafamiliarou extrafamiliar; este, porsua vez, pode ser com A Família da Criança Abusada Sexualmenteadultos conhecidos oudesconhecidos. Menção A primeira reação da família diante da notícia de abuso sexual pode ser deespecial deve ser feito aos incredulidade. Como pode ser comum crianças inventarem histórias, de fato elasabusos sexuaisinstitucionais, os quais são podem informar relações sexuais imaginárias com adultos, mas isso não é aperpetrados em instituições regra. De modo geral, mesmo que o suposto abusador seja alguém em quem seencarregadas de zelar pelo vinha confiando, em tese a denúncia da criança deve ser considerada.bem-estar da criança. Em geral, aqueles que abusam sexualmente de crianças podem fazer comO ASI intrafamiliar é que suas vítimas fiquem extremamente amedrontadas de revelar suas ações,definido como qualquer incutindo nelas uma série de pensamentos torturantes, tais como a culpa, oforma de atividade sexual medo de ser recriminada, de ser punida, etc. Por isso, se a criança diz ter sidoentre uma criança e um molestada sexualmente, os pais devem fazê-la sentir que o que passou não foimembro imediato da família sua culpa, devem buscar ajuda médica e levar a criança para um exame com o( pai, padrasto, irmão ),extensivo ( tio, avô, tia, psiquiatra.primo )ou parentessubstitutos ( um adulto o Os psiquiatras da infância e adolescência podem ajudar crianças abusadas aqual a criança considere recuperar sua auto-estima, a lidar melhor com seus eventuais sentimentos decomo um membro da culpa sobre o abuso e a começar o processo de superação do trauma. O abusofamília ). sexual em crianças é um fato real em nossa sociedade e é mais comum do queO ASI intrafamiliar também muita gente pensa. Alguns trabalhos afirmam que pelo menos uma a cada cincoé conhecido com incesto. mulheres adultas e um a cada 10 homens adultos se lembra de abusos sexuaisExistem cinco tipos derelações incestuosas: pai- durante a infância.filha, irmão-irmã, mãe-filha,pai-filho, mãe-filho. Destes, O tratamento adequado pode reduzir o risco da criança desenvolver sérios
  • 4. problemas no futuro, mas a prevenção ainda continua sendo a melhor atitude.é possível que irmão-irmã Algumas medidas preventivas que os pais podem tomar, fazendo com que essasseja o tipo mais comum. regras de conduta soem tão naturais quanto as orientações para atravessar umaEntretanto, o mais relatadoé entre pai e filha (75% dos rua, afastar-se de animais ferozes, evitar acidentes, etc. Se considerar que acasos ). Mãe-filho é criança ainda não tem idade para compreender com adequação a questãoconsiderado o tipo mais sexual, simplesmente explique que algumas pessoas podem tentar tocar aspatológico, sendo freqüente partes íntimas (apelidadas carinhosamente de acordo com cada família), desua associação com forma que se sintam incomodadas.psicose. Por outro lado, odo tipo irmão-irmã 1.Dizer às crianças que "se alguém tentar tocar-lhes o corpo e fazer coisas que aprovavelmente acarrete façam sentir desconfortável, afaste-se da pessoa e conte em seguida o quemenores seqüelas." veja apágina toda aconteceu." 2.Ensinar às crianças que o respeito aos maiores não quer dizer que têm que obedecer cegamente aos adultos e às figuras de autoridade. Por exemplo, dizer que não têm que fazer tudo o que os professores, médicos ou outros cuidadores mandarem fazer, enfatizando a rejeição daquilo que não as façam sentir-se bem. 3.Ensinar a criança a não aceitar dinheiro ou favores de estranhos. 4.Advertir as crianças para nunca aceitarem convites de quem não conhecem. 5.A atenta supervisão da criança é a melhor proteção contra o abuso sexual pois, muito possivelmente, ela não separa as situações de perigo à sua segurança sexual. 6.Na grande maioria dos casos os agressores são pessoas conhecem bem a criança e a família, podem ser pessoas às quais as crianças foram confiadas. 7.Embora seja difícil proteger as crianças do abuso sexual de membros da família ou amigos íntimos, a vigilância das muitas situações potencialmente perigosas é uma atitude fundamental. 8.Estar sempre ciente de onde está a criança e o que está fazendo. 9.Pedir a outros adultos responsáveis que ajudem a vigiar as crianças quando os pais não puderem cuidar disso intensivamente. 10.Se não for possível uma supervisão intensiva de adultos, pedir às crianças que fiquem o maior tempo possível junto de outras crianças, explicando as vantagens do companheirismo. 11.Conhecer os amigos das crianças, especialmente aqueles que são mais velhos que a criança. 12.Ensinar a criança a zelar de sua própria segurança. 13.Orientar sempre as crianças sobre opções do que fazer caso percebam más intenções de pessoas pouco conhecidas ou mesmo íntimas. 14.Orientar sempre as crianças para buscarem ajuda com outro adulto quando se sentirem incomodadas. 15.Explicar as opções de chamar atenção sem se envergonhar, gritar e correr em situações de perigo. 16.Orientar as crianças que elas não devem estar sempre de acordo com iniciativas para manter contacto físico estreito e desconfortável, mesmo que sejam por parte de parentes próximos e amigos. 17.Valorizar positivamente as partes íntimas do corpo da criança, de forma que o contacto nessas partes chame sua atenção para o fato de algo incomum e estranho estar acontecendo.
  • 5. ABUSO SEXUAL INTRAFAMILIAR AGRESSOR No. %PAI 77 52PADRASTO 47 32TIO 10 8MÃE 4 4AVÔ 3 2PRIMO 2 1CUNHADO
  • 6. Que fazer Ilana Casoy em seu livro Serial Killer: louco Uma falsa crença é esperar que a criança abusada avise sempre sobre o que ou cruel? relata queestá acontecendo. Entretanto, na grande maioria das vezes, as vítimas de abuso tradicionalmente, osão convencidas pelo abusador de que não devem dizer nada a ninguém. A comportamento doprimeira intenção da criança é, de fato, avisar a alguém sobre seu drama mas, em adulto psicopata podegeral, nem sempre ela consegue fazer isso com facilidade, apresentando um ser conseqüência dediscurso confuso e incompleto. Por isso os pais precisam estar conscientes de que abusos sofridos naas mudanças na conduta, no humor e nas atitudes da criança podem indicar que infância, abusos sexuais, físicos ouela é vítima de abuso sexual. emocionais ou, ainda, conseqüência de Muitos pais se sentem totalmente despreparados e pegos de surpresa quando traumas relacionadossua criança é abusada, mas sempre devemos ter em mente que as reações ao abandono infantil.emocionais da família serão muito importante na recuperação da criança. Estudando matadores seriais, Ilana reconhece Quando uma criança confia a um adulto que sofreu abuso sexual, o adulto pode serem raros os casossentir-se muito incomodado e não saber o que dizer ou fazer. Vejamos algumas que não tenham umasugestões (American Academy of Child and Adolescent Psychiatry): história de abuso ou negligência dos pais, 1.Incentivar a criança a falar livremente o que se passou, sem porém, ressalta que externar comentários de juízo. isso não significa que 2.Demonstrar que estamos compreendendo a angústia da toda criança com criança e levando muito a sério o que esta dizendo. As crianças e história de algum tipo adolescentes que encontram quem os escuta com atenção e de abuso seja um compreensão, reagem melhor do que aquelas que não encontram matador em potencial. esse tipo de apoio. 3.Assegurar à criança que fez muito bem em contar o ocorrido pois, se ela tiver uma relação muito próxima com quem a abusa, normalmente se sentirá culpada por revelar o segredo ou com muito medo de que sua família a castigue por divulgar o fato. 4.Dizer enfaticamente à criança que ela não tem culpa pelo abuso sexual. A maioria das crianças vítimas de abuso pensa que elas foram a causa do ocorrido ou podem imaginar que isso é um castigo por alguma coisa má que tenham feito. Finalmente, oferecer proteção à criança, e prometer que fará de imediato tudo oque for necessário para que o abuso termine. No momento em que esse incidente vem à tona, devemos considerar que o bemestar da criança é a prioridade. Se os familiares estão emocionalmente muitoperturbados nesse momento, o assunto deve ser interrompido para que asemoções e idéias possam ser mais bem organizadas. Depois disso, deve-se voltara tratar do assunto com a criança, explicando sempre que as emoções negativassão dirigidas ao agressor e nunca contra a criança. Não devemos apressar insensivelmente a criança para relatar tudo de uma sóvez, principalmente se ela estiver muito emocionada. Mas, por outro lado, devemosencorajá-la a falar com liberdade tudo o que tenha acontecido, escutando-acarinhosamente para que se sinta confiante. Responda a qualquer pergunta que aesteja angustiando e esclareça qualquer mal entendido, enfatizando sempre que éo abusador e não a criança o responsável por tudo. Se o abusador é um familiar a situação é bastante difícil para a criança e parademais membros da família. Embora possam existir fortes conflitos e sentimentossobre o abusador, a proteção da criança deve continuar sendo a prioridade.Abaixo, algumas condutas que devem ser pensadas nos casos de violência sexualcontra crianças.
  • 7. 1. Informe as autoridades qualquer suspeita séria de abuso sexual. 2.Consultar imediatamente um pediatra ou médico de família para atestar a veracidade da agressão (quando houver sido concretizada). O exame médico pode avaliar as condições físicas e emocionais da criança e indicar um tratamento adequado. 3.A criança abusada sexualmente deve submeter-se a uma avaliação psiquiátrica por ou outro profissional de saúde mental qualificado, para determinar os efeitos emocionais da agressão sexual, bem como avaliar a necessidade de ajuda profissional para superar o trauma do abuso. 4. Ainda que a maior parte das acusações de abuso sejam verdadeiras, pode haver falsas acusações em casos de disputas sobre a custódia infantil ou em outras situações familiares complicadas. 5. Quando a criança tem que testemunhar sobre a identidade de seu agressor, deve-se preferir métodos indiretos e especiais sempre que possível, tais como o uso de vídeo, afastamento de expectadores dispensáveis ou qualquer outra opção de não ter que encarar o acusado. 6.Quando a criança faz uma confidência a alguém sobre abuso sexual, é importante dar-lhe apoio e carinho; este é o primeiro passo para ajudar no restabelecimento de sua autoconfiança, na confiança nos outros adultos e na melhoria de sua auto-estima. 7.Normalmente, devido ao grande incômodo emocional que os pais experimentam quando ficam sabendo do abuso sexual em seus filhos, estes podem pensar, erroneamente, que a raiva é contra eles. Por isso, deve ficar muito claro que a raiva manifestada não é contra a criança abusada. Seqüelas Felizmente, os danos físicos permanentes como conseqüência do abuso sexualsão muito raros. A recuperação emocional dependerá, em grande parte, daresposta familiar ao incidente (Embarazada.Com). As reações das crianças aoabuso sexual diferem com a idade e com a personalidade de cada uma, bem comocom a natureza da agressão sofrida. Um fato curioso é que, algumas (raras) vezes,as crianças não são tão perturbadas por situações que parecem muito sérias paraseus pais. O período de readaptação depois do abuso pode ser difícil para os pais e para acriança. Muitos jovens abusados continuam atemorizados e perturbados por váriassemanas, podendo ter dificuldades para comer e dormir, sentindo ansiedade eevitando voltar à escola. As principais seqüelas do abuso sexual são de ordem psíquica, sendo umrelevante fator na história da vida emocional de homens e mulheres comproblemas conjugais, psicossociais e transtornos psiquiátricos. Antecedentes de abuso sexual na infância estão fortemente relacionados acomportamento sexual inapropriado para idade e nível de desenvolvimento,quando comparado com a média das crianças e adolescentes da mesma faixaetária e do mesmo meio sócio-cultural sem história de abuso. Em nível de traços no desenvolvimento da personalidade, o abuso sexual infantilpode estar relacionado a futuros sentimentos de traição, desconfiança, hostilidadee dificuldades nos relacionamentos, sensação de vergonha, culpa e auto-desvalorização, à baixa autoestima à distorção da imagem corporal, Transtorno
  • 8. Borderline de Personalidade e Transtorno de Conduta. Em relação a quadros psiquiátricos francos, o abuso sexual infantil se relacionacom o Transtorno do Estresse Pós-traumático, com a depressão, disfunçõessexuais (aversão a sexo), quadros dissociativos ou conversivos (histéricos),dificuldade de aprendizagem, transtornos do sono (insônia, medo de dormir), daalimentação, como por exemplo, obesidade, anorexia e bulimia, ansiedade efobias. Para referir:Ballone GJ - Abuso Sexual Infantil, in. PsiqWeb, Internet, disponível em<http://www.virtualpsy.org/infantil/abuso.html> 2003 Copyright © G.J.Ballone