Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor1 | P á g i n aÍndiceINTRODUÇÃO.....................................
Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor2 | P á g i n aINTRODUÇÃOO presente trabalho insere-se na discipl...
Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor3 | P á g i n aPARA QUÊ CALIBRAR?Imagine o seguinte cenário, você...
Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor4 | P á g i n aO QUE É A CALIBRAÇÃO?O grande objetivo de uma boa ...
Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor5 | P á g i n a2. Luz ambiente onde a impressora funciona, a corp...
Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor6 | P á g i n aCALIBRAÇÃOComo foi referido anteriormente, cada ca...
Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor7 | P á g i n aNa impressora deverá estar o material para o qual ...
Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor8 | P á g i n aFigura 6 - Exemplo de faixas de controlo das densi...
Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor9 | P á g i n aPara quê fazer a linearização?O principal benefíci...
Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor10 | P á g i n aresto e cria o perfil de impressão que será utili...
Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor11 | P á g i n aCuidados a terQuando imprimir a tabela de cores d...
Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor12 | P á g i n aCONCLUSÕESApesar de ter ficado bem patente que um...
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Calibração de impressoras digitais   trabalho
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Calibração de impressoras digitais trabalho

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  1. 1. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor1 | P á g i n aÍndiceINTRODUÇÃO............................................................................................................................... 2PARA QUÊ CALIBRAR? .............................................................................................................. 3O QUE É A CALIBRAÇÃO? ....................................................................................................... 4CALIBRAÇÃO................................................................................................................................. 6Antes de Calibrar .......................................................................................................................... 6O que é necessário para calibrar? ............................................................................................... 6Calibrar........................................................................................................................................... 7Determinação dos limites de tinta - LINEARIZAÇÃO .................................................... 7Para quê fazer a linearização?.................................................................................................. 9Criando o perfil de cores......................................................................................................... 9Cuidados a ter.......................................................................................................................... 11CONCLUSÕES.............................................................................................................................. 12BIBLIOGRAFIA & REFERÊNCIAS ONLINE..................................................................... 13
  2. 2. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor2 | P á g i n aINTRODUÇÃOO presente trabalho insere-se na disciplina de Teoria da Cor e tem como objetivo explicarde forma sucinta a correta calibração das impressoras digitais de grande formato assim comoevidenciar a sua importância.Logo a seguir à qualidade da impressão em si, muito provavelmente a fiel reprodução dascores será o aspeto mais importante para os clientes, esse é também um dos problemas maisfrequentes e de difícil resolução por parte dos impressores.Este trabalho visa então clarificar e explicar como conseguir impressões consistentes aolongo do tempo do ponto de vista da reprodução das cores. Sendo uma apresentação sumária dacalibração de uma impressora de grande formato, este trabalho pressupõe um conhecimento prévioda Teoria da Cor, nomeadamente de modelos e espaços de cor, o espaço aditivo RGB e osubtrativo CMYK, a compreensão e boa utilização de perfis ICC e para que servem. Além desseconhecimento, está também subjacente o conhecimento do ponto de vista do utilizador dofuncionamento de softwares de RIP1.1 RIP – Raster Image Processor
  3. 3. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor3 | P á g i n aPARA QUÊ CALIBRAR?Imagine o seguinte cenário, você recebe a arte final de um trabalho para imprimir na suaimpressora, o designer avisa que todo o trabalho foi feito em RGB e apenas convertido paraCMYK quando gravou a arte final. O designer diz-lhe ainda qual o perfil ICC que usou para fazeressa conversão e ainda lhe fornece uma prova de cor. Visualizando o ficheiro no seu monitor aimagem até parece estar com as cores corretas (tonalidades, contrastes, luminosidade, etc.) entãoprovavelmente irá sair bem na impressão.Primeira impressão a sair da máquina e logo se apercebe que afinal as cores estão todasmal, vermelhos demasiado escuros, azuis e verdes incorretos e pior ainda, nas zonas de maiorconcentração de tinta (cores mais escuras ou sombras) a impressora claramente usou muito maistinta do que o necessário, tanto até que está a escorrer do suporte, em resumo, a impressão não estánada como previsto.Só para confirmar que o problema é da impressora e não da arte final socorre-se de umcatálogo de cores, como por exemplo da Pantone® onde pode consultar as cores impressas e osrespetivos valores em CMYK que representam essas cores. Desenha um quadrado no seu programade edição preferido, atribui os valores de CMYK de uma cor Pantone® cuja representação emquadricromia2 é bastante aproximada à cor sólida apresentada no catálogo, isto é, tem uma base decomparação entre os valores enviados para a impressora e o que a impressora efetivamenteimprime.Os seus receios confirmam-se, a impressora não está a imprimir as cores de formaadequada!O mais certo é a impressora não estar devidamente calibrada e caracterizada para o materialem que está a imprimir, ou por outro lado, pode também estar a imprimir utilizando um perfil quenão se adequa ou às propriedades específicas do material ou ao tipo de imagem que está a tentarimprimir, pode nem ser o perfil adequado para ambas essas situações.Portanto é muito importante ter a(s) sua(s) impressora(s) bem calibrada(s) e caracterizada(s)para os materiais em que imprime. Esta caracterização tendo em conta os materiais é tambémmuito importante pois cada material (P. Ex. Vinil, Papel fotográfico, Papel matte, Tela, etc.)apresenta as suas próprias características, quer ao nível da absorção de tinta quer ao nível da sua“brancura” ou grau de branco que vão influenciar a forma como a cor é reproduzida epercecionada.2 Processo de impressão que utiliza o sistema de cores básicas compostas pelo Cião, Magenta, Amarelo e Preto – CMYK – parareproduzir uma gama alargada de cores.Figura 1 – Impressora não calibradaFigura 2 – Impressora calibrada
  4. 4. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor4 | P á g i n aO QUE É A CALIBRAÇÃO?O grande objetivo de uma boa calibração é conseguir-se uma boa reprodução das cores porparte da impressora de forma consistente, isto é, que a impressora imprima as mesmas coressempre da mesma forma. Uma impressão consistente das cores significa também poupançassignificativas. Uma impressora bem calibrada gastará menos tinta para reproduzir corretamente ascores, por outro lado terá menos desperdícios de tempo e material pois os erros de impressão serãobem menores e consequentemente as reimpressões serão menores.Ao mesmo tempo que se procura a consistência na reprodução de cor, também se procuraa precisão na reprodução, ou seja, a capacidade de reproduzir (imprimir) cores de forma precisa.Esta precisão faz-se notar particularmente ao imprimir-se logotipos de marcas conhecidas.A capacidade e conhecimento de calibrar corretamente uma impressora vão de certo modosubstituir a “arte” de fazer-se ajustes diretamente às imagens ou ficheiros a imprimir de modo acompensar os desvios na impressão. A manipulação das artes finais é de todo indesejável pordiversos motivos, quanto mais não seja para evitar-se o tempo gasto em fazer provas de impressãoe subsequentes ajustes nos ficheiros cada vez que se tem de imprimir.Ao receber um dado ficheiro para imprimir, normalmente esse ficheiro vem com um perfilde cor (ICC) associado, esse perfil define o espaço de cor dessa imagem, o espaço de cor de origemou de entrada. Ao mandar essa imagem para a impressora, será utilizado um perfil de impressão oude saída, que define o espaço de cor da impressora. A conversão de um espaço para outro deveráser feita de forma conveniente e controlada, tendo também em conta as propriedades do materialem que se está a imprimir. A calibração correta vai definir de que forma essa conversão será feita.No fim de uma calibração e caracterização do material irá ser criado um espaço de cor de saída,com informações de conversão de cores contidas num ficheiro de extensão *.ICC ou *.ICM,informações essas que serão geradas contemplando diversos fatores como iremos ver adiante.De uma forma simples podemos dizer que a calibração e caracterização de uma impressorairá fazer compensações entre as cores que foram enviadas para a impressora e a forma como aimpressora efetivamente usa as suas tintas para reproduzir essas cores enviadas. As compensaçõestêm como função garantir que as cores enviadas são corretamente impressas pela impressoranaquele dado material.A calibração depende de vários fatores, entre os quais podemos enumerar os seguintes:1. Cores de base utilizadas na impressora, isto é, se a impressora recorre ao sistemamais usual da conjugação de tintas base composta pelo CMYK. Atualmenteexistem impressoras que utilizam além das tintas CMYK tintas Light Cyan (Lc) e oLight Magenta (Lm) existem ainda outras combinações de tintas bases disponíveisno mercado, estas variações têm como função aumentar a gama de cores que aimpressora será capaz de reproduzir.
  5. 5. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor5 | P á g i n a2. Luz ambiente onde a impressora funciona, a corpercecionada numa impressão é formada de formarefletiva, ou seja, as ondas de luz embatem nasuperfície da impressão e as tintas funcionam comofiltros, absorvendo comprimentos de onda da luzincidente e refletindo comprimentos de onda damesma luz incidente. Por exemplo a tinta ciãofunciona como filtro do vermelho da luz incidente,absorvendo os comprimentos de onda do vermelho erefletindo os comprimentos de onda do verde e azul. Portanto as corespercecionadas pela observação de uma dada impressão dependem diretamente daluz ambiente onde essa impressão é visionada.3. As características do material ou suporte de impressão, como sabemos a imagemde impressão é formada pelo depósito de tinta sobre a superfície do suporte (P.Ex. Vinil ou Papel fotográfico), essa tinta será absorvida pelo suporte e portanto acapacidade de absorção do material terá influência nas cores refletidas pelomaterial. Esta característica é também importante se considerarmos que as coresserão formadas por diferentes combinações ou percentagens das tintas existentesna impressora (P. Ex. Um laranja poderá ser formada por 0%C+100%M+70%Y e0%K) e como tal se a capacidade de absorção de um determinado material formuito baixa, a carga total de tinta terá também de ser muito baixa o que poderáafetar a gama de cores que podemos reproduzir naquele dado matéria.Por outro lado, a tonalidade da superfície do suporte é também um fator muitoimportante para a calibração de cores. A grande maioria das impressoras de grandeformato não têm a capacidade de imprimir o branco, não têm tinta branca, obranco é dado pela cor do suporte (os materiais de impressão são na sua grandemaioria brancos) mas a tonalidade desse branco varia de material para material eportanto o modo como a cor é percecionada também varia. A caracterização domaterial e calibração irá ajustar as compensações tendo em conta a tonalidade domaterial conseguindo assim, na medida do possível, uma reprodução de corconsistente independentemente do material em que se está a imprimir. Umvermelho composto por 0%C+100%M+100%Y e 0%K será igual se impresso emvinil ou lona.Temos portanto que a calibração vai depender de fatores inerentes à impressora, ao meioambiente e ao material em que se está a imprimir. Assim uma dada calibração só será eficaz e sódeverá ser usada na impressora calibrada, nas condições de luminosidade e para o material que foifeita.Como referido anteriormente, a calibração em termos práticos, irá gerar um ficheiro *.ICCou *.ICM que mais não é do que uma tabela de conversão de cores. Essa tabela, que tem em contaos aspetos já referidos, contém a forma como as cores enviadas para a impressora são impressas efaz a devida conversão.Em termos práticos e no âmbito do software de RIP, designamos o ato de se utilizar umadada calibração de impressão, a aplicação de um Perfil de Impressão.Figura 3 - Filtro Ciano
  6. 6. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor6 | P á g i n aCALIBRAÇÃOComo foi referido anteriormente, cada calibração feita só deverá ser utilizada na impressoraonde foi feita a referida calibração. Cada material de impressão deverá ser alvo de uma calibração ecaracterização, ou seja, cada vinil que utilize regularmente, como vinil matte e brilho, deverá ter asua própria calibração e essa calibração deverá ser utilizada apenas quando imprime nesse material.Por outras palavras, não deverá imprimir em tela utilizando uma calibração e caracterização feitapara um vinil brilho.Os passos e procedimentos descritos a seguir podem variar dependendo do RIP utilizado,do equipamento e softwares de calibração utilizados. De um modo geral o conjunto deespetrofotómetro+software de calibração segue os mesmos passos. Ao nível do RIP os passos,funcionamento dos menus e nomenclatura podem variar, apesar disso será sempre necessário darum nome único e facilmente identificável ao perfil que irá criar.Antes de CalibrarAntes de começar a calibração deve ajustar convenientemente a impressora. Deve seguir asrecomendações no manual da impressora. Esses ajustes variam conforme a impressora. Podemincluir ajustes de avanço do material, altura das cabeças de impressão, espessura do material, omodo de impressão (unidirecional ou bidirecional) a resolução de impressão (P. Ex. 720x720 DPI’s,720x540 DPI’s ou 360x360 DPI’s) e qualquer outro ajuste referido no manual.O que é necessário para calibrar?De forma a fazer-se uma calibração ou perfil de impressão deverá ter, além do software deRIP, equipamento e software específicos para a calibração, ou seja, um espetrofotómetro e umsoftware de calibração. Existem no mercado várias soluções de calibração que têm pacotes comsoftwares e espectrofotómetros. Estas soluções permitem calibrar não só impressoras comotambém monitores e scanners.Espetrofotómetro: Instrumento utilizado para medir a intensidade dos comprimentos deonda de um espectro de luz em comparação com a intensidade de luz a partir de uma fonte padrão.Dispositivo para medir a luminosidade das várias porções do espetro3.3 http://www.spectrophotometer.com/FAQ.htmFigura 4 – Exemplos de espetrofotómetroFigura 5 – Funcionamento do espetrofotómetro
  7. 7. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor7 | P á g i n aNa impressora deverá estar o material para o qual deseja fazer o perfil de impressão.Alguns exemplos de soluções de calibração incluem o X-Rite4 ou o SpyderPRINT5CalibrarDeterminação dos limites de tinta - LINEARIZAÇÃONeste passo irá determinar o limite de tinta que o material escolhido poderá suportar semafetar a reprodução das cores, normalmente esta operação designa-se por LINEARIZAÇÃO. Oprocesso de linearização vai caracterizar a combinação de tintas+material. Na maioria dos casos, àmedida que se vai adicionando tinta num mesmo ponto do material a densidade de tinta torna-setanta que o material já não consegue absorver mais tinta, atinge-se o limite tal que a intensidade edensidade da cor desejada será prejudicada.O processo de linearização vai permitir a impressão de cada cor, ou canal de cor, de umaforma suave e linear, sobre o material. Neste passo ainda não estamos a misturar os canais paracriar as diversas cores mas sim a determinar, para cada canal de cor base da sua impressora, o limitede densidade de tinta que o material aguenta, desde o branco sem tinta do material até ao máximode densidade admitida pelo material, em incrementos contínuos e sem aumentos abruptos dedensidade.De modo a conseguir linearizar terá de ser capaz de controlar os canais de tinta da suaimpressora individualmente, este controlo será feito no menu adequado do seu RIP.O primeiro objetivo de uma impressão linear será definir, por exemplo, que 40% de umatinta depositada sobre o material corresponde ao dobro da densidade de 20% da mesma tinta. Osegundo objetivo será determinar o ponto a partir do qual a densidade máxima é atingida. Esteponto é importante pois a partir deste ponto cargas de tinta adicional implica na realidadedensidades menores. De referir que este processo terá de ser feito para cada canal de cor (P. Ex.Cião, magenta, amarelo e preto no caso da impressora apenas usar essas tintas de base).Durante o processo de linearização, são enviados comandos para a impressora para que oscanais de tinta sejam impressos de forma sequencial, irão ser impressas faixas formadas porquadrados de densidades de tintas sucessivamente maiores. Esta série de faixas será lida peloespetrofotómetro e as medições efetuadas serão enviadas para o software de calibração. O softwarede calibração irá então efetuar os ajustamentos necessários de modo a obter-se densidades linearesassim como determinar as densidades máximas apropriadas.4 http://www.xrite.com/home.aspx5 http://spyder.datacolor.com/portfolio-view/spyderprint/
  8. 8. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor8 | P á g i n aFigura 6 - Exemplo de faixas de controlo das densidades
  9. 9. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor9 | P á g i n aPara quê fazer a linearização?O principal benefício que se obtém através da linearização é conseguir que todos os canaisde tinta imprimam de forma adequada ao material onde se está a imprimir. Uma vez atingida alinearização, o processo de misturar as cores base de forma a produzir os milhões de cores possíveis(através da combinação das cores base) será muito mais fácil, eficiente e precisa.Criando o perfil de coresApós o processo de linearização, a impressora está pronta a que seja criado um perfil decores adequado. A criação de um perfil de cores é feita antes de mais imprimindo um catálogo decores “alvo” ou de referência cujos valores, que as traduzem no espaço de cores, são conhecidos.No processo de calibração de impressoras o espaço de cor de referência utilizado é o espaço L*a*b.O espaço L*a*b é um espaço de cor independente do aparelho ou método de reprodução dascores, isto é, não depende do aparelho utilizado para reproduzir as cores (P. Ex. Impressora) e é oespaço de cores que mais se aproxima ao modo como os nossos olhos percecionam as cores. Ascores “alvo” têm valores conhecidos, pois no processo de calibração, é criado um ficheiro de textoque contém os valores objetivos dessas cores no espaço L*a*b. Esses valores descrevem de formaúnica e objetiva cada cor “alvo” que servirá de comparação com as cores impressas.Estes valores das cores “alvo” serão enviados para a impressora sem qualquer tipo demanipulação ou alteração. O conjunto de cores “alvo”, ou em inglês target color patches, são entãoenviadas para a impressora com os valores L*a*b exatos que constam no ficheiro de texto e sãoimpressas. As cores impressas pela impressora serão posteriormente lidas pelo espetrofotómetro eanalisadas automaticamente pelo software de calibração. O objetivo é comparar os valores L*a*bdas cores de referência com os valores L*a*b efetivamente impressas pela impressora. Logicamenteque nesta fase os valores obtidos não serão exatamente iguais, isso será quase impossível. Osoftware de calibração irá calcular o desvio entre o que foi enviado para a máquina e o que foiimpresso. O perfil resultante descreve como a impressora se comporta na impressão de cores dereferência cujos valores são absolutamente conhecidos.No futuro fluxo de trabalho, este perfil e a informação nele contido, será então usado paratraduzir ou converter os valores das cores das imagens a imprimir para os valores que a impressorautiliza para criar as cores, naquele material, de forma precisa.Imagine que os valores de uma dada cor de referência, definem essa cor como sendo“vermelho-alaranjado”, é muito provável que na calibração a sua impressora imprima esses mesmosvalores, ou seja, aquela mesma cor de referência como um “vermelho-magenta”, então estecomportamento, este desvio é anotado e ajustado no perfil. Cada vez que este perfil é usado sãofeitas as correções aos desvios anotados na reprodução das cores de referência, essas correções sãofeitas convertendo os valores das cores de referência para outros valores que garantirão que aimpressora imprima as cores desejadas.Os cálculos envolvidos na conversão dos valores das cores são efetuados recorrendo aalgoritmos complexos que podem variar com o software de calibração utilizado. Como umaimpressora é capaz de reproduzir milhões de cores, sendo que esse número depende do conjuntode tintas base utilizado, e no processo de calibração se imprimem apenas algumas cores dereferência, são utilizados ainda algoritmos que “extrapolam” a forma como a impressora iráimprimir todas as outras cores.O nosso papel na calibração resume-se a mandar para a impressora um conjunto de coresde referência e medir os resultados da impressão com o espetrofotómetro. O software irá fazer o
  10. 10. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor10 | P á g i n aresto e cria o perfil de impressão que será utilizado com a mesma combinaçãoimpressora+material+tintas+ambiente em que o perfil foi criado.Figura 8 - Figura 9 - Exemplo de ficheirotexto (*.txt) de valores de cores dereferênciaFigura 7 - Espaço de cores L*a*b
  11. 11. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor11 | P á g i n aCuidados a terQuando imprimir a tabela de cores de referência (cores alvo) é muito importante, nãoexistir qualquer tipo de conversão de cores, isto é, não deve estar aplicado qualquer perfil ICC. Porexemplo no Adobe® Photoshop significa selecionar “Sem Gerência de Cor” ou em inglês “NoColor Management”.Quando imprimir trabalhos utilizando o perfil criado, a impressora deverá estarconfigurada exatamente da mesma forma que estava aquando da criação do perfil, nomeadamente aimpressora deverá estar com as mesmas configurações com as quais imprimiu as cores dereferência. Relembrar que o perfil foi criado para um determinado tipo de material e deverá serutilizado apenas quando imprimir sobre esse material.Com o passar do tempo poderão ocorrer alterações na impressora, nas tintas ou nosmateriais e portanto os perfis criados poderão deixar de ser fiáveis. É portanto aconselhávelcaracterizar e calibrar novamente a sua impressora e materiais em intervalos mais ou menosregulares ou sempre que detete desvios na impressão das cores.Figura 10 - Exemplos de tabelas de cores de referência
  12. 12. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor12 | P á g i n aCONCLUSÕESApesar de ter ficado bem patente que uma correta calibração das impressoras torna o fluxode trabalho não apenas muito mais eficiente e livre de erros, leva a que os desperdícios, de tempo ematerial, sejam efetivamente menores e portanto uma impressora calibrada para imprimir emmateriais devidamente caracterizados equivale a menos custos de produção.Calibrar uma impressora digital implica o investimento em equipamentos específicos quesejam capazes de “ler” e codificar a cor, no caso o espetrofotómetro, e na instalação de softwarecompatível com esse equipamento de modo a poder interpretar e corrigir os desvios observadosentre as cores que foram enviadas para a impressora e as cores que a impressora de facto imprimiu.Este investimento certamente terá retorno em empresas que decidam seguir o caminho de uma boagestão e reprodução da cor.Apesar de todos os benefícios que uma impressora bem calibrada pode trazer o facto é queem Portugal a grande maioria das empresas de impressão digital de grande formato limita-se a usarperfis fornecidos com a máquina. Tratam-se de perfis genéricos que funcionam na generalidade dosmateriais e sob condições ambientais tidas como médias por quem as fornece, a verdade é que essascondições podem ser completamente distintas das nossas e como vimos essas condiçõesinfluenciam diretamente o modo como as impressoras reproduzem a cor. Por outro lado essesperfis genéricos não contemplam as propriedades específicas dos diversos materiais de impressão.Atentos a estes factos e à importância de uma boa gestão da cor, muitos fabricantes de materiais deimpressão disponibilizam atualmente perfis de cor ICC para os materiais que fabricam. É umasolução longe de ser ótima pois ainda se verificam muitos entraves à aplicação desses perfis, ou porquestões de incompatibilidades entre RIP e o formato como esses perfis são disponibilizados oupor simplesmente não existirem para um dado material ou para um dado RIP.Por outro lado os proprietários de empresas de impressão digital não reconhecem que umaboa gestão da cor no fluxo de trabalho como sendo uma mais-valia ou sequer um bominvestimento e portanto não investem nem em equipamentos nem em formação dos operadoresdas impressoras no sentido de entenderem a gestão da cor e consequentemente no sentido deserem capazes de calibrar. Apenas quando as “coisas não estão a correr bem” é que se perguntam oque se pode fazer e porque a impressora não imprime bem – “o que se vê no monitor”. Como umaformação adequada em gestão da cor não é facultada aos operadores das impressoras,frequentemente estes transformam-se em verdadeiros “artistas” do retoque e ajustes das artes finais,de modo a compensar os desvios verificados em impressoras desajustadas. Com todos osdesperdícios de tempo e material que isso naturalmente implica. Assiste-se a uma confusão ou purodesconhecimento sobre a utilização dos perfis ICC e dos espaços de cor, para mencionar apenasesses aspetos da gestão da cor.Claro que uma boa gestão da cor depende de mais fatores além da calibração deimpressoras e implica algum conhecimento por parte dos operadores, da Teoria da Cor, modelos eespaços de cor, saber distinguir entre espaços RGB, CMYK ou L*a*b, e, por isso mesmo existemprofissionais certificados para “fabricar” perfis de impressão específicos às necessidades de cadaempresa.Penso que um olhar mais atento e cuidado à calibração das impressoras, à criação de perfisde impressão adequados a cada caso será um bom ponto de partida para se começar a olhar deoutra forma para uma gestão da cor eficiente.
  13. 13. Mestrado em Tecnologias Gráficas – IV EdiçãoTeoria da Cor13 | P á g i n aBIBLIOGRAFIA & REFERÊNCIAS ONLINEPractical Colour Management - Rob Griffith; 2010 The Colour Collective Ltd.;O Controle da Cor - Alex Villegas; 2009 Editora Photos;Color Managment Understanding and Using ICC Profiles - Phil Green (Editor); London College ofCommunication, Reino Unido;The Spectral Modeling of Large-Format Ink-Jet Printers - Roy S. Berns, Animesh Bose, Di-YuanTzeng; dezembro 1996;A Guide to Graphic Print Production - Kaj Johansson,Peter Lundberg,Robert Ryberg; 2011;Manual do Utilizador do Wasatch SoftRIP;Manual do Utilizador do Equipamento EyeONE;http://www.keelynet.com/keely/color1.txt;http://blogfiftygreatestphotos.com/2009/04/10/printer-calibration-and-profiling/;http://www.gmgcolor.com/fileadmin/gmgcolor/pHgfBz32/marketing/brochurs/GMG_brochure_Large_format_printing_EN.pdf;http://blogfiftygreatestphotos.com/2009/04/10/printer-calibration-and-profiling/

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