Biodiversidade e Cooperação na União Europeia
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A Biodiversidade nas políticas de Cooperação da União Europeia - Apresentação feita nas Jornadas da Universidade de Évora ...

A Biodiversidade nas políticas de Cooperação da União Europeia - Apresentação feita nas Jornadas da Universidade de Évora
Biodiversity and Cooperation Policies in EU - Presentation made at Evora University

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Biodiversidade e Cooperação na União Europeia Biodiversidade e Cooperação na União Europeia Presentation Transcript

  • Paula Lopes da Silva Secretária da Direcção Nacional Biodiversidade e Relações Internacionais Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza A Biodiversidade nas políticas de Cooperação da União Europeia
  • Biodiversidade: alguns conceitos Biodiversidade : A diversidade biológica é o número, variedade e variabilidade de organismos vivos. O conceito inclui diversidade intra-específica ou dentro da espécie (diversidade genética), inter-específica ou entre espécies (riqueza de espécies), e entre ecossistemas. Serviços dos Ecossistemas: benefícios locais e globais que as pessoas obtêm dos ecossistemas. Serviços essenciais para o bem-estar humano: alimentos, combustíveis, materiais de construção e medicinais, etc. Serviços reguladores : criação de solos férteis, fixação de carbono, purificação do ar e água, polinização ou controle de cheias e erosão. Estudos recentes mostram que as espécies se estão a extinguir a uma taxa 1000 vezes superior ao normal
  • Estado da Biodiversidade no Mundo
      • A Análise do Milénio sobre Ecossistemas
      • Decorreu de uma ideia lançada a nível mundial pelo Secretário Geral das Nações Unidas, Koffi Annan, em 2001
      • Objectivo geral: responder à necessidade de informação científica sobre a condição actual e as consequências das mudanças nos ecossistemas para o bem estar humano, especialmente a informação necessária para a implementação da Convenção da Biodiversidade, da Convenção do Combate à Desertificação e da Convenção das Zonas Húmidas.
      • De 2001 a 2005 mais de 1360 especialistas em todo o mundo trabalharam nesta iniciativa internacional, que forneceu uma avaliação multi-escala, isto é, avaliações interligadas aos níveis global, sub-global e locais dos ecossistemas e sua capacidade de fornecer serviços dos quais o Homem depende.
  • Estado da Biodiversidade no Mundo A Análise do Milénio sobre Ecossistemas (MA) – Biodiversidade
      • De acordo com a Análise do Milénio sobre Ecossistemas dois terços dos chamados “serviços prestados pelos ecossistemas” estão em declínio em todo o mundo, comprometidos pelo uso excessivo e perda de riqueza em espécies, que assegura a sua estabilidade.
      • Enquanto o enfoque principal da cooperação para o desenvolvimento é a redução da pobreza , é agora amplamente aceite que uma melhor condução e entrosamento dos assuntos ambientais não é um luxo, mas uma necessidade absoluta para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
  • Estado da Biodiversidade no Mundo A Análise do Milénio sobre Ecossistemas (MA) – Biodiversidade
      • A Biodiversidade beneficia os povos para além da contribuição para o bem-estar e meios de subsistência materiais. A Biodiversidade contribui para segurança, a resiliência, as relações sociais, a saúde, etc.
      • As alterações na biodiversidade devido a actividades humanas sucederam mais rapidamente nos últimos 50 anos do que em qualquer altura da história humana. Os factores de mudança que causam a perda da biodiversidade e conduzem a alterações nos serviços dos ecossistemas mantêm-se ou constantes, ou sem abrandamento ao longo do tempo, ou a aumentar de intensidade.
      • No último século muitas pessoas beneficiaram da conversão de ecosistemas naturais e exploração da biodiversidade. Mas esses ganhos foram conseguidos graças a custos crescentes sob a forma de perda de biodiversidade, degradação de serviços dos ecosistemas, e aumento de pobreza para outros povos.
  • Estado da Biodiversidade no Mundo A Análise do Milénio sobre Ecossistemas (MA) – Biodiversidade
      • FACTORES MAIS IMPORTANTES DE PERDA DE BIODIVERSIDADE E ALTERAÇÃO DOS SERVIÇOS DOS ECOSSISTEMAS: Alterações no habitat (tais como alterações no uso da terra, modificação física e drenagem de água dos rios, perda dos recifes de corais, e danos aos fundos marinhos devido a arrastões) Alterações climáticas Espécies exóticas invasoras Sobre-exploração Poluição
      • Mesmo nos casos em que o conhecimento sobre os custos e benefícios é incompleto, o uso do princípio de precaução pode aplicar-se quando os custos associados às alterações do ecossistema são per se elevados ou as mudanças irreversíveis.
  • Estado da Biodiversidade no Mundo
      • Objectivos e metas de curto prazo não são suficientes para a conservação e uso sustentável da biodiversidade e ecossistemas. Dados os tempos de resposta característicos para os sistemas político, sócio-económico e ecológico, são necessários objectivos e metas de longo prazo (ex. 2050) para guiar políticas e acções.
      • A ciência pode ajudar a assegurar que as decisões são tomadas com a mais melhor informação disponível, mas em última análise o futuro da biodiversidade depende da própria sociedade. É necessário um esforço sem precedentes para conseguir em 2010 uma redução significativa na perda da biodiversidade a todos os níveis. http://www.millenniumassessment.org/
  • MOVIMENTO COUNTDOWN 2010
    • O Objectivo Biodiversidade 2010: Mais de uma década após a implementação da Convenção da Diversidade Biológica (CBD), a consciência e o reconhecimento da perda de biodiversidade ganharam uma elevada relevância política ao nível global, nacional e regional.
    • Isto resultou em compromissos mais ambiciosos a partir de 2001 na UE. Enquanto que a nível global, o objectivo é ‘conseguir uma diminuição significativa da taxa actual de perda de biodiversidade’, o objectivo da UE é ainda mais ambicioso: ‘travar a perda de biodiversidade até 2010”. Este é o primeiro grande objectivo de conservação, e foi acompanhado por uma decisão semelhante pelos países europeus fora da UE.
    • Countdown 2010: Rede internacional de parceiros activos trabalhando em conjunto para informar e envolver o público na meta biodiversidade 2010, apoiar os governos e administrações na implementação desta meta e monitorizar e avaliar os progressos feitos pelos Governos Europeus numa base anual.
    www.countdown2010.net www.iucn.org
  • TRAVAR A PERDA DE BIODIVERSIDADE alguns marcos importantes
        • 1992, Rio de Janeiro CONVENÇÃO DIVERSIDADE BIOLÓGICA Assinada por 150 líderes do governo na cimeira da Terra em 1992, a Convenção da Diversidade Biológica foi concebida como uma ferramenta prática para traduzir os princípios da Agenda 21 na realidade, reconhecendo que a diversidade biológica é sobre algo mais do que plantas, animais e micro organismos e seus ecossistemas - é sobre os povos e sua necessidade de segurança alimentar, produtos medicinais, ar e água doce, abrigo, e um ambiente limpo e saudável onde possamos viver.
  • TRAVAR A PERDA DE BIODIVERSIDADE alguns marcos importantes
        • 16 Junho 2001, Gotemburgo, Suécia “ O declínio da biodiversidade deverá ser travado, devendo este objectivo ser atingido até 2010” Sob a Presidência da Suécia, os Chefes de Estado da UE acordaram na estratégia da EU para o desenvolvimento sustentável . Mencionado pela primeira vez, o objectivo de 2010, tornou-se “headline” para gerir e conservar os recursos naturais.
    • 19 Abril 2002, Haia, Holanda “ Atingir em 2010 uma redução significativa da taxa actual de perda de biodiversidade” As 188 partes da Convenção da Diversidade Biológica fizeram do objectivo de 2010 a missão-chave para atingir a conservação da biodiversidade; o uso sustentável da mesma; a partilha justa e equitativa dos benefícios gerados pelos recursos genéticos.
    • 4 Setembro 2002, Joanesburgo, África do Sul “ Atingir até 2010 uma redução significativa da taxa actual de perda de diversidade biológica” A Cimeira Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável , assumiu o papel crítico da biodiversidade e subscreveu a meta de biodiversidade 2010.
  • TRAVAR A PERDA DE BIODIVERSIDADE alguns marcos importantes
        • 23 Maio 2003, Kiev, Ucrânia “Reforçar o nosso objectivo no sentido de travar a perda de diversidade biológica a todos os níveis no ano de 2010” Ministros de Ambiente e Chefes de delegação de 51 países adoptaram a Resolução de Kiev sobre Biodiversidade na 5ª Conf.ª Ministerial “Ambiente para a Europa” e definiram objectivos para atingir a meta Biodiversidade.
        • 22 Maio 2006, Bruxelas, Bélgica “Promover a meta 2010 e colocar a biodiversidade no caminho da recuperação” A Comunicação da Comissão Europeia “Travar a perda de Biodiversidade até 2010 – e mais além” operacionaliza a meta biodiversidade 2010 com 10 objectivos prioritários e um plano de acção detalhado. No início de 2007 também o Conselho de Ministros Europeus adoptou a Comunicação e plano de acção, que inclui também assistência aos países em vias de desenvolvimento por forma a implementarem os seus próprios planos de acção para travar a perda de biodiversidade
  • Biodiversidade e Cooperação para o Desenvolvimento
    • O objectivo primário e transversal da Cooperação para o Desenvolvimento na EU é a erradicação da pobreza no contexto do desenvolvimento sustentável.
    • Para atingir este objectivo, os Estados Membros da UE acordaram aumentar o seu nível de Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD) para 0.56% do produto nacional bruto (PNB) até 2010.
    • Juntamente com os restantes países comprometidos em atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, os Estados Membros da UE prometeram atingir um nível de AOD de 0.7% do seu PNB em 2015.
    • A Comunidade Europeia e seus EM contribuem com mais de metade do global da AOD no total de 43 biliões de dólares.
    • Facto: Os “Países e Territórios Ultramarinos”* da União Europeia abrigam 15% dos recifes de coral do mundo e florestas tropicais do tamanho de Portugal. *Angola não faz parte, é um ACT
  • Porquê e como é que a Comissão Europeia presta assistência aos países em vias de desenvolvimento?
    • Anteriormente já havia compromissos e planos de acção, como é exemplo Plano de Acção para a Biodiversidade para a Cooperação Económica e Desenvolvimento (2001).
    • A Comissão melhorou a integração dos assuntos relativos à Biodiversidade nos seus documentos estratégicos de âmbito nacional e regional.
    • É usado um conjunto de instrumentos para assegurar que os programas de cooperação para o desenvolvimento não têm impacto ambiental negativo inclusive na biodiversidade: Avaliações Ambientais Estratégicas, Avaliações de Impacte Ambiental e análises ambientais que incluem recomendações sobre como enfrentar desafios ambientais nos programas de cooperação.
    • Previstos fundos destinados aos países em vias de desenvolvimento no sentido de apoiar o objectivo de travar a perda de biodiversidade.
  • Porquê e como é que a Comissão Europeia presta assistência aos países em vias de desenvolvimento? RELAÇÕES EXTERNAS DA UNIÃO EUROPEIA DG Desenvolvimento DG Alargamento Serviço Cooperação EuropeAid (Office)‏ DG Relações Externas Departamento de Ajuda Humanitária (ECHO)‏ DG Comércio
  • Porquê e como é que a Comissão Europeia presta assistência aos países em vias de desenvolvimento?
        • Exemplos de actividades apoiadas pela Comissão Europeia  Em Setembro de 2006, o IUCN organizou em Paris a Conferência “Biodiversidade na Cooperação para o Desenvolvimento da EU” apoiada pela Comissão Europeia e governos da Bélgica, Finlândia França e Suécia.
    • CONFERÊNCIA “Biodiversidade na Cooperação para o Desenvolvimento da EU
    • Objectivo principal: transformar os compromissos políticos em acções concretas apresentando recomendações para a Comissão Europeia e Estados Membros sobre como integrar de forma pro-activa a biodiversidade nos programas e políticas de cooperação.
    • O resultado desta Conferência foi a “Mensagem de Paris”.
  • A MENSAGEM DE PARIS Integração da Biodiversidade na Cooperação para o Desenvolvimento
    • A "Mensagem de Paris" identifica quatro conjuntos de desafios para uma acção comum de integração da Biodiversidade nas políticas europeias de cooperação para o desenvolvimento:
    • Apoiar a integração da Biodiversidade nas políticas dos países parceiros;
    • Melhorar os mecanismos de governação e participação para a redução da pobreza e uso sustentável da biodiversidade;
    • Reforçar instrumentos e coerência política
    • Reconhecer a importância da biodiversidade nos Países e Territórios Ultramarinos (OCTs). http://ec.europa.eu/development/ICenter/Pdf/MessageEN.pdf
  • PROGRAMAS DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE EM ÁFRICA
          • Nos últimos decénios, a Comissão Europeia financiou alguns programas de conservação da biodiversidade em países em vias de desenvolvimento:
    • ECOFAC (Ecossistemas Florestais da África Central – programa regional que opera no Congo-Brazaville, Gabão, Camarões, Guiné Equatorial, República Centro Africana, São Tomé e Príncipe) RAPAC (Rede de Áreas Protegidas da África Central) GRASP ( The Great Apes Survival Project ) MIKE ( Monitoring the Illegal Killing of Elephants )
    GRASP – Chimpanzés Órfãos © Ian Redmond
  • PROGRAMAS DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE EM ÁFRICA
    • O Instrumento de Cooperação e Desenvolvimento
    • O novo acto base que enquadra actividades nestes sectores é o Instrumento de Cooperação e Desenvolvimento , que entrou em vigor a 1 Janeiro de 2007.  Integra as várias estratégias geográficas e temáticas num só instrumento.
    • Áreas temáticas:
    • Investimento em RH;
    • Ambiente e uso e gestão sustentável de recursos naturais;
    • Actores não estatais e autoridades;
    • Melhoria da segurança alimentar;
    • Cooperação na área das migração e asilo.
    • ANEXO II (Ocde/DAC LISTA DOS RECEPTORESDE ODA): Inclui Angola
  • Programa Temático de Ambiente e Gestão Sustentável de Recursos Naturais, incluindo Energia (ENRTP)
        • Inserido no âmbito do Instrumento de Cooperação e Desenvolvimento , este programa irá cobrir a dimensão ambiental do desenvolvimento e outras políticas externas promovendo as políticas ambientais e energéticas da União Europeia para além das suas fronteiras.
    • € 804 milhões de euros para 7 anos entre 2007 e 2013. No período 2007-2010: incluirá €85.5 milhões para duas novas iniciativas relacionadas com alterações climáticas e energias renováveis .
    • Programa adoptado a 25 Janeiro de 2006 pela Comissão Europeia após um processo consultivo com os interessados principais. Substitui anteriores linhas de financiamento.
    http://ec.europa.eu/development/ICenter/Pdf/Environment/ENRTP/COM_(2006)_20_FR.pdf
  • Programa Temático de Ambiente e Gestão Sustentável de Recursos Naturais, incluindo Energia (ENRTP)
        • PRIORIDADES
    • Contribuir para atingir os objectivos de Desenvolvimento do Milénio (assegurar a Sustentabilidade Ambiental), principalmente construindo capacidade interna ( capacity building ) para integrar o ambiente nos países em vias de desenvolvimento, apoiar os actores da sociedade civil, monitorizar e avaliar e preparar soluções inovadoras;
    • Promover a implementação de iniciativas e compromissos da UE a nível internacional, nomeadamente nas áreas do desenvolvimento sustentável, alterações climáticas, biodiversidade, desertificação, florestas e sua governação, recursos marinhos, resíduos e produtos químicos, etc.;
    • Melhorar a integração das questões ambientais, particularmente no que respeita ao combate à pobreza, expandindo as responsabilidades da UE e através de ajuda de cooperação e de especialistas;
  • Programa Temático de Ambiente e Gestão Sustentável de Recursos Naturais, incluindo Energia (ENRTP) Melhorar a governança* internacional no que respeita o ambiente e o papel de liderança da EU, particularmente prestando assistência em monitorização e avaliação aos níveis regional e internacional, ajuda à implementação de acordos multilaterais sobre ambiente e apoio para organizações internacionais e processos relacionados com ambiente e energia; Promover opções para energias renováveis , particularmente através de apoio institucional e assistência técnica, a criação de um quadro legislativo e administrativo propício ao investimento , desenvolvimento de negócios e encorajamento à cooperação regional. * A governança refere-se às normas, processos e condutas através dos quais se articulam interesses, se gerem recursos e se exerce o poder na sociedade.
  • Programa Temático de Ambiente e Gestão Sustentável de Recursos Naturais, incluindo Energia (ENRTP) ANÁLISE DAS ONGS NA CONSULTA PÚBLICA OBJECTIVO 1: “Tornar o enquadramento ambiental internacional justo e correcto” A UE tem um papel crítico para assegurar que as instituições e os sistemas ambientais internacionais de governança são melhorados, por forma a cumprir bem os papéis vitais que lhes são atribuídos. OBJECTIVO 2: “Apoiar melhorias às estruturas ambientais nacionais e regionais” assegurando-se de que os países ou as regiões que são parceiros-chave tenham as ferramentas para gerir eficazmente o seu ambiente. OBJECTIVO 3: “Enfrentar desafios globais imediatos” A UE deve assegurar-se que os compromissos ao lidar com os desafios ambientais globais críticos são efectivos, mesmo quando os processos nacionais ou internacionais são ineficazes. OBJECTIVO 4: “Melhorar o desempenho da UE” Certificando-se de que todas as políticas vão no sentido certo e que o ambiente é tomado a sério em todas as políticas e programas.
  • Programa Temático de Ambiente e Gestão Sustentável de Recursos Naturais, incluindo Energia (ENRTP) Oportunidades de financiamento Os pedidos de propostas (Calls for proposals) serão em princípio abertos em Novembro/Dezembro de 2007 pelos Serviços da Comissão EuropeAid: http://ec.europa.eu/europeaid/index_en.htm
  • ANGOLA- ESTRATÉGIA E PLANO DE ACÇÃO NACIONAIS PARA A BIODIVERSIDADE A Resolução Nº. 42/06 de 26 de Julho do Conselho de Ministros do Governo Angolano aprovou a ESTRATÉGIA E PLANO DE ACÇÃO NACIONAIS PARA A BIODIVERSIDADE Elaboração da Estratégia: Governo de Angola, instituições governamentais responsáveis pelos sectores do agricultura e desenvolvimento rural, ambiente, energia e águas, geologia e minas, pescas e petróleos. Apoio de: Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto, Rede Ambiental Maiombe; Governos Provinciais, sector privado e instituições doadoras para a realização dos vários workshops regionais, com várias instituições responsáveis pela gestão da biodiversidade; consultores diversos. Financiamento: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Fundo Mundial para o Ambiente (GEF), Agência Norueguesa para o Desenvolvimento Internacional (NORAD). Apoio do Comité da Indústria Petrolífera em Angola para o Ambiente, Saúde e Segurança.
  • ANGOLA- ESTRATÉGIA E PLANO DE ACÇÃO NACIONAIS PARA A BIODIVERSIDADE A Estratégia e o Plano de Acção estão interligados através de oito Áreas Estratégicas que foram definidas através de um processo de consulta pública que envolveu representantes de instituições governamentais, autoridades locais e tradicionais, associações de defesa do ambiente, sector de ensino, sector privado e imprensa. OBJECTIVO GLOBAL DA ESTRATÉGIA Incorporar nas políticas e programas de desenvolvimento medidas para a conservação e o uso sustentável da diversidade biológica e a distribuição justa e equitativa dos recursos biológicos em benefício de todos os Angolanos.
  • ANGOLA- ESTRATÉGIA E PLANO DE ACÇÃO NACIONAIS PARA A BIODIVERSIDADE ÁREAS ESTRATÉGICAS: A: Investigação e Divulgação de Informação B: Educação para o Desenvolvimento Sustentável C: Gestão da Biodiversidade nas Áreas de Protecção Ambiental D: Uso Sustentável das Componentes da Biodiversidade E: O Papel das Comunidades na Gestão da Biodiversidade F: Reforço Institucional G: Legislação e Sua Implementação H: Gestão, Coordenação e Monitorização
  • ANGOLA- ESTRATÉGIA E PLANO DE ACÇÃO NACIONAIS PARA A BIODIVERSIDADE Projecto “Support for Capacity Building to Improve Environmental Planning and Biodiversity Conservation in Angola” – 1st Phase (Project 000111111 – ANG/02/005). Financiado pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas Recomendações: (…)‏ 7.7 International cooperation initiatives for environmental protection in Angola • Not remain restricted to partnership with MINUA for developing environmental protection projects in Angola. Involve other actors (universities, sectoral ministries, NGOs , provincial governments, research centers) in environmental projects.
  • A Quercus e o objectivo Parar a perda de biodiversidade
    • Seminário Sociedade Civil, Empresas e Biodiversidade
    • Fundação Calouste Gulbenkian, 26 Setembro 2007
    • Workshop Business and Biodiversidade e as ONGs
    • Lisboa, 27 Setembro
    • Lançamento do “Condomínio da Terra”
    • Semana 8-11 Outubro - Curitiba, Brasil
    • Programa Quercus Biodiversidade
    • Reservas e Micro-reservas Quercus
    • Centros de Recuperação de Animais Selvagens
    • Projectos de reflorestação e adensamento florestal
    • Conservação de bosques
    • Projecto “De Olhos na Floresta”
    • Combate a espécies invasoras
    • Recuperação de zonas húmidas, linhas de água e espécies piscícolas
    • Avifauna e Linhas Eléctricas
    • Promover a protecção de Cetáceos
    • Projecto Empresas e Biodiversidade
    • Condomínio da Terra
  • A Quercus e o objectivo Parar a perda de biodiversidade RELAÇÕES INTERNACIONAIS EEB – European Environmental Bureau Integra a Comissão Executiva, participa em vários grupos de trabalho, incluindo o grupo de trabalho “Biodiversidade” Membro da rede Countdown 2010 Membro de: Pesticides Action Network (PAN), FSC Relações institucionais com: CAN, T&E, outras Parcerias e colaboração com Greenpeace
  • QUERCUS-ANCN 22 ANOS EM DEFESA DA BIODIVERSIDADE Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza. Fundada a 31 de Outubro de 1985. A designação Quercus assume a designação genérica em latim dos carvalhos, azinheiras e sobreiros. O símbolo: uma folha e bolota de carvalho-negral Expressam a preocupação e empenhamento na conservação da Natureza que marcaram desde o início a actividade da associação.
  • FUNDO QUERCUS PARA A CONSERVAÇÃO DA NATUREZA Instrumento de enquadramento dos projectos de Conservação da Natureza e Biodiversidade, garantindo fundos para a sua concretização. O Fundo Quercus para a Conservação da Natureza
  • RESERVAS QUERCUS
    • TEJO INTERNACIONAL
    • Monte Barata
    • Casa do Rosmaninhal
    • Monte da Cubeira
    • Casa-abrigo do Cabeço da Pinhelva
    • Observatório de Aves
    • Alimentador de Abutres
  • TEJO INTERNACIONAL - ROSMANINHAL TEJO INTERNACIONAL - ROSMANINHAL
  • MONTE BARATA
  • REDE DE MICRO-RESERVAS BIOLÓGICAS
    • Micro-reservas: pequenas áreas para conservação de habitats, fauna, comunidades vegetais e endemismos botânicos raros ou ameaçados.
    7 Micro-Reservas + outras em estudo e negociação
  • REDE DE MICRO-RESERVAS BIOLÓGICAS
    • Duas parcelas com 10 hectares em zonas declivosas nas margens do Tejo e de alguns barrancos afluentes. Além de alguns zambujeiros e azinheiras, estas parcelas possuem manchas de matagal mediterrânico e afloramentos rochosos importantes para a nidificação de espécies raras da nossa avifauna: bufo-real, cegonha-preta, abutre-do-egipto e águia-de-bonnelli entre outras.
    Cegonha-preta Escarpas com nidificação de aves rupícolas do Tejo Internacional
  • REDE DE MICRO-RESERVAS BIOLÓGICAS
    • Um dos mais importantes abrigos de morcegos em Portugal, numa área do vale do rio Nabão (aprox. 1 ha).
    • Populações de espécies, raras ou em perigo de extinção. Colónia com mais de 2500 Morcegos-de-peluche ( Miniopterus schreibersii ); colónia com algum significado de Morcego-rato-grande ( Myotis myotis ) com perto de 1000 indivíduos e centenas de indivíduos de Morcego-de-franja ( Myotis nattererii ).
    Colónia de morcego-rato-grande
    • Abrigo de Morcegos do Sítio “Sicó-Alvaiázere”
      • Localização: Sítio da Rede Natura do Sicó Alvaiázere
  • REDE DE MICRO-RESERVAS BIOLÓGICAS
    • Turfeira na Serra da Freita
    • Contratualizada a gestão duma área de 2,4 ha. As turfeiras de altitude ocorrem em biótopos permanentemente encharcados, em fisiografias planálticas, nas serras de maior altitude do Norte e Centro de Portugal.
    • A maior parte são atapetadas por musgos do género Sphagnum , onde coexistem também as urzes ( Calluna vulgaris ), os tojos ( Ulex minor ) e plantas insectívoras como a orvalhinha ( Drosera rotundifolia ) e diversas ciperáceas (plantas vasculares associadas a estas comunidades).
    Turfeira na Serra da Freita
  • REDE DE MICRO-RESERVAS BIOLÓGICAS
    • Localização: Região de Beja Adquirido um terreno com cerca de 1 ha para protecção e fomento desta espécie, endemismo lusitano muito raro.
    • Os poucos núcleos populacionais conhecidos incluem usualmente algumas centenas de exemplares. O terreno será vedado e procurar-se-á conhecer quais as melhores condições para o desenvolvimento desta pequena planta anual.
    Linaria ricardoi Monte do Outeiro: protecção de Linaria ricardoi
  • REDE DE MICRO-RESERVAS BIOLÓGICAS
    • Em colaboração com o ICN – proprietário deste espaço - foi criada esta micro-reserva com cerca de 10 ha
    • Objectivo: protecção de diversas espécies botânicas de onde se destacam Armeria pseudarmeria (cravo romano) e Dianthus cintranus spp. Cintranus (cravo de Sintra). Medidas de gestão principais: controle de acessos, de pisoteio e de exóticas infestantes, colocação de informação.
    Serra de Sintra – zona da Peninha
  • REDE DE MICRO-RESERVAS BIOLÓGICAS
    • Localização: Serra da Estrela Uma das populações mais numerosas desta espécie em Portugal. Algumas espécies de narcisos, entre as quais o narciso-de-trombeta, estão muito ameaçados pela colheita de bolbos e pela mobilização dos solos nos seus habitats.
    Narcissus pseudonarcissus subsp. nobilis Sítio dos Prados: protecção de Narcissus pseudonarcissus subsp. nobilis
  • REDE DE MICRO-RESERVAS BIOLÓGICAS
    • Localização: Sítio da Rede Natura 2000 “Sicó-Alvaiázere”
    • Adquirida com base em compensação por apuramento de responsabilidade ambiental.
    • Deverá vir a atingir os 9 ha visando proteger um habitat prioritário no âmbito da Directiva Habitats:
    • Prados secos seminaturais e facies arbustivos em substracto calcário com a presença de várias espécies de orquídeas.
    Ophrys scolopax Micro-reserva biológica do Sitio dos Chãos: prados de orquídeas
  • PROJECTO DE RECUPERAÇÃPO DO BOSQUE AUTÓCOTNE
    • Reserva biológica do Cabeço Santo Localização: Serra do Caramulo Terreno de 7 ha Eliminação da área de eucaliptos e de diversas espécies invasoras. Sementeira e plantação de árvores e arbustos autóctones. Objectivo: recuperar o bosque natural num projecto demonstrativo prosseguindo este trabalho para terrenos vizinhos de outros proprietários.
  • CENTROS DE RECUPERAÇÃO DE ANIMAIS SELVAGENS
    • CRASSA–Centro de Recuperação de Animais de Selvagens de St. André
    • CERAS–Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco
    • CRAS-Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto
  • CRASSA–Centro de Recuperação de Animais Selvagens de St. André
  • CERAS–Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco
  • CRAS - Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto
  • LIBERTAÇÃO DE AVES APÓS A RECUPERAÇÃO
  • ALIMENTADORES DE AVES NECRÓFAGAS
    • Vale do Guadiana / Beja
    • Tejo Internacional /Rosmaninhal
    Abutre-do-egipto Abutre-negro
  • Bando de grifos em voo
  • ALIMENTADOR DE ABUTRES TEJO INTERNACIONAL
  • IMPACTE DAS LINHAS ELÉCTRICAS NA AVIFAUNA
    • AVALIAÇÃO DE IMPACTES
    • MONITORIZAÇÃO DE LINHAS ELÉCTRICAS
    • APLICAÇÃO DE MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO PELA EDP E REN
  • COLOCAÇÃO DE DISPOSITIVOS PARA MINIMIZAÇÃO DE IMPACTE
  • PROGRAMA ANTÍDOTO
  • 22 ANOS DE ACTIVIDADES EM DEFESA DA BIODIVERSIDADE
  • Agradecimento: José Paulo Martins Contactos: www.quercus.pt [email_address] Obrigada