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História da cultura portuguesa
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História da cultura portuguesa

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  • 1. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 Aula 1 Origens e Nascimento do País A configuração geográfica de Portugal foi um processo dereconquista.Tudo começou com a existência do Homem à 1 milhão de anos atrás, emque os principais locais de relevo eram o Minho, a Estremadura e os Trás-os-Montes.Assim sendo, a Península Ibérica foi desde cedo palco de invasões e decolonizações que originaram: nos Pré-Celtas ou Celtas, de seguida nasinvasões Fenícias, nas invasões Gregas, nos Cartagineses (por volta do anos237/238 a.C), nos Romanos (em 218 a.C), nos Bárbaros (que se dividirampor Visigodos, Alanos, Povos Germânicos, vandâlos) que invadiram aPeninsula Ibérica por volta do ano de 409/416 d.C, e por último as invasõesdos Muçulmanos (por volta do ano 711 a.C). Relativamente à origem da língua na Peninsula Ibérica, falava-seIndo-Europeu, que depois veio ser substituída pelo Latim, que foi eactualmente continua a ser, a marca de Portugal que nos foi deixada pelosRomanos não só na Península Ibérica como também na Península Itálica(Sul da Itália) pelos colonos e os militares em 218 a.C. Assim, o Latim divide-se em duas partes. A primeira que é falada de uma maneira erudita, ou seja éescrita, utilizada pela Alta Administração. A segunda forma de Latim,designa-se por ser um latim Popular ou seja é somente falado, é vulgar.Assim, em Portugal poder-se-à verificar uma diferenciação na língua.No Douro era falado o Galaico-Português, já no Sul do Douro era o Lusitano-Moçárabe.Isto deve-se à invasão/colonização dos Muçulamnos em Portugal, pois acolonização árabe foi permanente no território Português. Esta foi feita denorte (Rio Mondego) para o sul de Portugal. O que resultou numamiscelanização, pois teve não só influência gótica como também visigota. A Divisão Judicial e também a Divisão Admnistrativa do paísresultou numa irradicalização do Cristianismo aos Muçulmanos, devido àreconquista de D.Afonso Henriques por causa das adopções de duasdivisões admnistrativas. Acerca da Colonização Romana, esta foi importante sobretudo nodesenvolvimento da comunicação, devido à construção de estradas, pontes,etc., o que posteriormente levou a uma maior interacção entre o Norte e oSul. A isto deu origem a Atlantização do Povoamento, isto é, a ligação dafaixa costeira ocidental. A conquista do território Português depressa se tornou numaReconquista, isto porque antes dos Muçuçamanos a religião praticada era oCristianismo, depois da invasão dos Muçulmanos a religião Cristã foi 1
  • 2. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911islamizada, o que depois levou à reposição da civilização Cristã. Istoaconteceu na Dinastia Asturiana (das Astúrias) de Leão a Castela. De seguida, a invasão dos Franceses (nomeadamente de Borgonha) ,onde ajudaram na reconquista Cristã da Península, o filho Raimundo deBorgonha foi o quarto filho de Guilherme I, Conde de Borgonha. Veio pela primeira vez à Península Ibérica (1086 ou 1087)acompanhando o duque Eudo I de Borgonha, e, pela segunda vez (1090)para casar com D.Urraca, única filha legítima e herdeira de Afonso VI deCastela, imperador de Leão e Castela e D.Constança de Borgonha. Vinha acompanhado por seu primo D.Henrique, que recebeu comomulher a outra filha de Afonso VI, D.Teresa. Pelo seu casamento D.Raimundo recebeu vários privilégios: o Condado da Galiza Portucale (entreos Rios Minho e Douro) e o Condado de Coimbra, os dois últimos passandoao senhorio de D.Henrique (1096). As Cruzadas do Oriente, que na sua maioria eram constituídos porNobres Franceses, que procuravam terras, glória e riqueza, tambémajudaram na origem da formação de Portugal. A origem do nome Portugal, deriva de Portus e Calem o nome latinode duas localidades nomeadamente do Porto e de Vila Nova de Gaia, quedariam também o nome ao Condado Portucalense. Outra origem do nomeprocede do latim “Portus”, “porto” e o nome do porto romano de Cale (hoje acidade do Porto), situado no local da antiga colónia grega de “Calle” (“lindo”em grego). O nome composto “Portugal” deriva do nome do “Portus Cale”.Somente no séc. IX, se deu a primeira referência num documento escrito donome Portucale. Relativamente ao Condado de Coimbra, este foi alvo da colonizaçãoromana, com o aumento da sua importância substituiu a cidade romana deConímbriga, de onde derivou o seu novo nome, Coimbra.Em 871 torna-se o Condado de Coimbra, mas apenas em 1064 a cidade édefinitivamente reconquistada por Fernando Magno de Leão. O Conde D.Henrique (de Coimbra) foi uma figura importante para aformação do Condado Portucalense, pois defendeu a autonomia das lutaspolíticas entre Galiza e o Reino de Leão, que mais tarde se une. A mãe de D.Afonso Henriques, D.Teresa envolve-se nas questõesterritoriais entre a Galiza e D.Afonso VII (que era de origem Galega),confronta-se com Afonso VII em Guimarães.Sendo assim, D.Afonso Henriques está contra a política de sua mãe,D.Teresa, que deu início em 1128 à Batalha de S. Mamede que originou aIndependência do Reino de Portugal. 2
  • 3. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 Já Fernão de Guedes foi o responsável pela renegocião da autonomiade Portugal. E no ano de 1127/28, aconteceu uma guerra entre D.AfonsoHenriques (que já era vassalo) e seu primo. De seguida, foi na Batalha de Zamora, no ano de 1143 que se solidoua formação de Portugal. Aula 2 O Reinado de D. Afonso Henriques O reinado de D.Afonso Henriques durou cerca de 60 anos, foi caracterizadocomo um reinado contínuo. Este teve três vertentes: a Política Externa, aReconquista e o Início da Administração (que teve o concentimento do Papa,que por sua vez, este representava a autoridade máxima).Assim formou-se a República Cristã, ou seja, o conjunto dos países que seencontravam na Europa.A figura do Papa era importante para o reconhecimento dos Reis de Portugal,neste caso, o reconhecimento de D.Afonso Henriques como Rei.No entanto, o desejo de D.Afonso se tornar Rei foi por causa da Santa Séque não favorecia o nascimento de pequenos Reinos, embora Portugal fosseindependente.No ano de 1179, o Papa reconhece a realeza de D.Afonso Henriques e oReino da Independência de Portugal, segundo um documento a BulaManifestis Probatum. Sendo que o tempo de espera de D.Afonso tenha sidoentre 1043 e 1059.Relativamente à internacionalização da Dinastia de Portugal, os meiosutilizados para tal objectivo eram os casamentos, nomeadamente deD.Afonso Henriques, que casa na família do pai, Rei de Borgonha e Saboja.A isto se deu o Eixo Renano (inc.) mas também os casamentos dos seusfilhos nos Reinos Peninsulares (Reino de Leão e de Castela).Os Reinos Muçulamanos uniam-se com os Reinos Islâmicos para combaterAragão, o que nunca se viu acontecer com o Reino de Portugal.O território do sul do Mondego foi ocupado pelo Islão.D.Afonso Henriques vai edificar um Castelo em Leiria, posteriormentechamado de Castelo de Leiria, que vai marcar a progressão para sul, em quea sua missão é abençoada na Batalha de Ourique.Em 1135, Leiria é conquistada e em 1147 Santarém foi fundamental naprogressão para o sul.Posteriormente D.Afonso Henriques vai pedir ajuda aos Cruzados qe vãopara a Palestina, para Santarém com o intuito de consolidarem posiçõesadquiridas. 3
  • 4. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Assim foram conquistadas as cidades: • Alcácer do Sal (1158) • Beja (1162) • Serpa (1165) • Ataque a Badajoz (1168)No entanto, estas conquistas não são definitivas.Relativamente ao Algarve, foi conquistada por D.Afonso Henriques no sul dePortugal que se vai unir ao Reino dos Muçulamanos.No ano de 1168/70, o herdeiro do trono português, D. Sancho irá passar acomandar as expedições militares.Relativamente à administração da fixação do território, houve umadistribuição dos vários territórios existentes para a Actividade Régia, ou seja,a Igreja, para a Nobreza e para a Coroa. Aqui a Igreja teve um papelfundamental devido à grande valorização que esta atribuiu aos territóriosconquistados até então.Igreja, Nobreza e Coroa, foram então as bases do Reinado do territórioPortuguês.Os Bispados foram um dos aliados de D.Afonso Henriques (Toledo e Braga).Em Inglaterra, as igrejas tornaram-se independentes do Reino, o que levou aconfusões entre as mesmas.Após a morte de D. Afonso Henriques, no ano de 1185, seguiram-se osherdeiros: • D.Sancho I • D.Afonso II • D.Sancho IIO tempo destes reinados tem o mesmo tempo de D.Afonso Henriques.Política Externaà D.Sancho I • O Fortalecimento do Estado Português (1179) • A consolidação internacional • Uma relação mais estreita com Aragão, para evitar uma aproximação de Leão e Castela • E uma diversificação das relaçõesà Afonso II • Descentralização do poder régio (Santa Sé) • Racionalidade na Administração 4
  • 5. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911à Sancho II • Conflito com a Igreja Aula 3 Reinado Portucalense após morte de D.Afonso Henriques Reinado de D.Sancho Ià D. Sancho IPolítica Externa: • Fortalecimento do Estado Português com casamentos com o Reinado de Aragão, o que deu origem a uma contenção da política expansionista de Leão e Castela • Diversificação da expansão peninsular, nomeadamente de Flandres na Europa, o que levou à consolidação do Estado Português. • As relações com o Papado relativamente à política Interna de D.Afonso II, levou à centralização do poder da Coroa.A Reconquista, depois do acidente de D.Afonso Henriques em Badajoz, foiconduzida por D.Sancho I. D.Afonso encontrava-se em Badajoz para efectuarcampanhas militares para ocupar territórios que são importantes até à linhado Tejo.Na governação de D.Sancho, este vai ter uma ajuda das ordens militares queentraram em Portugal no século XII. Estas ordens militares eram constiuídaspor monges Militares e Cruzados, os mais importantes os Templários eHospitalares, as ordens militares nacionais de Catalavra (Avis) e de Santiago,que pretendiam defender o territorio ate entao conquistado em 1170.Os territórios conquistados eram valorizados pelas ordens religiosaseconomicamente, um desses exemplos era o Mosteiro de Alcobaça.Relativamente ao 3º Monarca, D.Afonso II fez com que houvesse umainversão das políticas anteriores, ou seja, uma política de centralização dopoder régio.De seguida, as várias ordens vão ser constituídas pelos vários territórios: • Templários (Beira Baixa) • Hospitalares (Alto Alentejo) 5
  • 6. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 • Avis (Alto Alentejo) • Santiago (Península de Setúbal e no Algarve) • Nobreza (Estremadura: maioritariamente o sul do Rio Tejo)Política Interna:à D. Sancho IO Reinado de D.Sancho I, foi uma política de continuidade. Ele teve umapreocupação de povoamento do território que estava a ser conquistado.à Afonso IIJá Afonso II, preocupou-se numa centralização do poder régio , que vaideplorar uma guerra entre a Nobreza e a Igreja.Em 1(inc.) as normas legislativas vão iniciar um processo de contenção.Em 1216, houve uma política de confirmações e de Inquisições. Nestemesmo ano surgiu uma nova legitimidade da posse dos novos fundiários.Assim, a Nobreza e a Igreja tendem a alargar os territórios, é precisoconformar ou não a posse dos territórios que foram atribuídos pela Coroa.Os Sistema Feudal, sistema implementado em toda a Europa exceptoPortugal, pois não existia o poder feudal. Por exemplo, em França. A ordemReligiosa tinha mais poder do que a Coroa.Assim, D.Afonso II teve de gerir as resistências, nomeadamnete a D.Mafaldae Teresa, até ocasionou uma intenção do Rei de Leão.A ex-comungação de um Papa, colocava o Rei na posição de ex-comungado,e daí não havia festas e o povo era temente a Deus. O que levava aodescontentamento dos povos, o que poderia dar origem a problemas noReino.D.Afonso II, vai obter a confirmação da Bula manifestis Probatum, o quesignificava a legislação de todo o território.Com o reinado de D.Sancho II, as coisas entram em degradação. No entanto,este trouxe aspectos positivos para o Reino tais como: • A Finalização da Reconquista (até 1245) • Consolidação do Território e sua Expansão • No ano de 1149, juntou-se ao Reino de Portugal o AlgarveNa Administração Interna: • Não se consegue resolver as questões com o Clero 6
  • 7. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 • Liderança FracaQue vai levar a uma anarquia Interna.Em 1248, assiste-se a uma Pacificação do Reino e à morte do irmão e em1249 D.Sancho II, intitula-se Rei.Afonso II • Inicia uma nova era em Portugal • Ele vai edificar o estado • Os seus objectivos perante o seu reinado eram: • A Pacificação da Coroa com a Nobreza e o Clero • A consolidação da Reconquista, devido à Pirataria Muçulmana nas Costas Portuguesas e do Algarve (1249) • Consolidação da Dinastia tanto Peninsular como InternacionalmenteEm 1245, dá-se a regência de Afonso III. Em que na actualidade seencontravam 3 nações, resultantes da Reconquista: • Cristã • Moçárabe (Reconquistas e investidas dos Muçulmanos) • Muçulmana (A sul conquistada pela Reconquista)O que se leva a uma homogeneização da população portuguesa.Então no Reinado de D.Afonso II encontra-se: • Uma linha de continuidade • Centralização do poder régio • Subordinação da Nobreza (Inquisições em 1258) • Levantamento da Posse Fundiária (Entre Douro e Minho, Trás-os- Montes e Beira)Assiste-se a uma inovação no Reino, que se procede num aumento deCartas de Foral (muitas localidades): • Fortalecem os Concelhos • Promovem a presença nas Cortes de Leiria (1254) • Procura de um Parceiro que o ajude a conter o poder da Nobreza e da IgrejaHouve então uma linha de continuidade, o que levou à sedentarização(Criação de um Estado e Administração Pública) da Corte de Lisboa, quemais tarde se transformou na Capital do Reino.Os funcionários desse Estado passam a ser técnico-administrativos: ANobreza Palatina, ou seja, altos funcionários do Palácio da Coroa.A seguir, assistiu-se a uma produção de legislação para todo o país e toda aNação. As seguintes medidas foram: 7
  • 8. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 • Estabilidade Governativa • Transitaram no Reinado D.Sancho III (Nova Fase)Já no século XIV, Portugal foi posto à prova com uma grande crise.GLOSSÁRIO:Sistema FeudalForma de organização económica, social e política com base na terra.Na economia feudal, a produção agrícola e artesanal tinha que atendersomente ao consumo local. Não eram produzidos bens para a venda.O proprietário da terra era o senhor feudal. Ele exercia também um controlomuito grande sobre os homens que trabalhavam em sua propriedade: osservos.Os senhores feudais dependiam do trabalho de seus servos. Sem eles nãohaveria comida para o senhor e para sua família. Os servos não eramconsiderados escravos, pois não poderiam ser vendidos ou expulsos dapropriedade, no entanto não podiam deixar as terras do senhor.Cartas de ForalA carta foral era um documento jurídico, autêntico, outorgado por umaidentidade legítima e que tinha por fim regular a vida colectiva de umapovoação formada por homens livres. Funcionando ao mesmo tempo comolei escrita e lei orgânica, orientava e regulava a sociedade. Por outro lado,servia também para demarcar os limites territoriais ao mesmo tempo queestabelecia relações económicas e sociais entre as entidades outorgadas eoutorgantes, definindo os tributos a pagar pelos primeiros. 8
  • 9. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 Aula 4 Reinados de D.Dinis e de D.Afonso IVà Reinado de D.DinisFoi no ano de 1279 que D.Dinis chegou ao trono português.O Monarca teve de enfrentar alguns problemas, entre os quais a continuidadeda política de centralização do poder régio; teve de enfrentar problemas comos seus irmãos, nomeadamente D.Afonso IV que tinha a ver com a sua saídado reino devido à não criação de uma união feudal. Para além disso, teve deenfrentar problemas com o Clero, pois estes perderam privilégios que lhesforam concedidos. Já a nível internacional, ele teve de negociar com a SantaSé, ou seja o Papado, para encontrar o modus operandis vivendis medidaspara impôr ao país.No ano de 1049, D.Dinis obteve a Concordata entre a Santa Sé e Portugalpor acordo diplomático após a qual os litígios passaram a ser resolvidos pelorei a os seus prelados.Política ExternaA política externa de D.Dinis foi uma acção importante para a definição doterritório.D.Dinis vai casar com a princesa de Aragão, a Rainha D.Isabel, o que defacto foi uma união útil, pois dessa forma estava dada a união com Castela.Desta forma, sendo este casamento frutuoso, o envolvimento entre Castela eLeão deu origem no Tratado de Alcanizes no ano de 1297, que definia afronteira portuguesa na Beira Baixa e Alta e na longa faixa do território paraalém do rio Côa até à Fronteira. As fronteiras terrestres entre Portugal eEspanha são as mais antigas da Europa.Administração 9
  • 10. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911D.Dinis começou pela fomentação do comércio interno, através das FeirasFrancas. Depois, relativamente à educação fundou-se a Universidade deLisboa com o apoio do Papa no ano de 1309 (deu-se origem ao MovimentoGeral das Universidades e aos Quadros Superiores para uma maiorcomplexidade da Admnistração Portuguesa).De seguida, incrementou a adopção da Língua Portuguesa como línguaoficial na Corte, o que de facto foi importante para uma maior coesãolinguística da nacionalidade.Defesa e Segurança do ReinoPromoveu a construção dos Castelos, a edificação de muralhas queprecisavam de ser restauradas, construiu a Marinha de Guerra, que visava asegurança dos portos do Algarve e a protecção das relações marinhascomerciais. Para isso contratava capitães Genoveses, nomeadamente oAlmirante Peçanha.D.Dinis irá obter do Papa a Nacionalização da Ordem de Santiagointeiramente Portuguesa.De seguida, ele irá criar a Ordem de Cristo , no ano de 1317, onde irátransferir os bens dos Templários, que terá sido extinta à cinco anos atrás.O Monarca será uma figura importante nos Descobrimentos.No ano de 1325, dá-se o final do seu Reinado, por causa de uma guerra civildesencadeada pelo seu sucessor.Nesse mesmo ano, D.Dinis morre e D.Afonso vai sucedê-lo. O seu reinadonão vai ser liberal, pois vai retomar a política de seu pai.D.Afonso declarava-se mais à Literatura do que à política. Este deixou o Livrode Linhagens de D.pedro de Barcelos , uma grande compilação da suafamília nos meados do séculos XV, que demonstra a Literatura Portuguesa.à Reinado de D.Afonso IVPolítica ExternaRelativamente à política de D.Afonso IV, este juntou-se ao Clero, pois daíviriam as Inquirições entre o Douro e Minho.Política InternacionalD.Afonso mantinha relações com Castela e Leão, e que posteriormente sevai envolver nas suas questões políticas. Também houve os casamentoscruzados com D.Pedro e a filha de D.Afonso IV. 10
  • 11. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911A Batalha do Salado foi a vitória da Cristandade face aos Mouros.AdministraçãoD.Afonso IV deita mãos à regulamentação pelas áreas da sociedade.Relativamente à Justiça, o Monarca institui os Juízes de fora, osCorregedores e da Admnistração Principal.Em 1340 (…) a pragmática de 1240.A Peste Negra de 1348/49 expande-se pela Europa, principalmenteconhecida pela Pesta Bubónica, que se transmitia através das relaçõesmarítimas o que vai afectar a população portuguesa fazendo com que estanão só demograficamente diminuisse drasticamente como também a nívelsocial e económico (a Agricultura) permaneçam prejudicadas.D.Afonso IV vai promolgar (inc…)Ele vai afixar os salários, o emprego, e afixar a pontualidade do recebimentodos salários.D.Afonso irá também criar o primeiro esboço de Expansão Marítima, isto é, aprotecção dos Descobrimentos autonómicos da Marinha Comercial (Privado)e o aumento das relações comerciais Britânicas, da Flandres e da Alemanha.No entanto as principais negociações com Portugal pertenciam à Grã-Bretanha e a França. Os governos portugueses vão obter mercês pelosMonarca Inglês e Francês.Afonso IV vai financiar exportações portuguesas às Canárias em 1336 e em1340, procurando que o Papa reconhecesse a soberania portuguesa. AsCanárias foram um assunto pendente até ao século XV.História entre D.Inês de Castro e D.Pedro I. Aula 5 O Reinado de D. Pedro I e de D. Fernandoà Reinado de D. PedroD. Pedro I de Portugal (Coimbra, 8 de Abril de 1320 - Estremoz, 18 deJaneiro de 1367) foi o oitavo Rei de Portugal, pela afeição que dedicou àDama Galega. Era filho do rei Afonso IV e sua mulher, a princesa Beatriz deCastela. Pedro I sucedeu a seu pai em 1357.Relativamente ao seu reinado, este encontrava-se numa era de crise naEuropa que teve influência no seu reinado. 11
  • 12. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911O Reinado de D.Pedro durou cerca de dez anos, caracterizado por umagovernação de estabilidade interna.No ano de 1361, instituiu-se o Beneplácito Régio, ou seja, as normas papais,entre outras.O Beneplácito Régio, constituía-se por duas questões: a primeira devido àautenticidade da documentação divulgada e a segunda pela norma doPapado. • Administração:Esta era uma administração populista, ou seja, D. Pedro era adorado pelopovo, era caracerizado por fazer justiça pelas suas próprias mãos .à Reinado de D. FernandoEste foi um Reinado longo entre os anos de 1387-1393, ou seja, um reinadoque durou 16 anos.Este envolve-se em guerras com Castela e envolve-se nas questõeseuropeias.As medidas de grande importância que tomou foram: • Administração: o Grande produção legislativa para fazer face à crise na Agricultura portuguesa (Lei das Sesmarias, ou seja, o aproveitamento das terrras da população) o Preocupação na defesa do país, e por isso, construíram-se muralhas e castelos • Política Externa: o Deixa de se envolver nas questões Castelhanas e Continentais o Faixa da Beira que D. Fernando obteve o Alargaram-se as relações mercantis com os estrangeiroA Política Externa de D. Fernando foi marcada por três GuerrasFernandinas.Estas caracterizaram-se pela disputa do trono de Castela entre Fernando I dePortugal e Henrique II de Castela (e depois, com o filho deste, João I deCastela), na sequência do assassinato de Pedro I de Castela por Henrique,seu meio-irmão. 12
  • 13. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 • 1ª Guerra:Entre 1369-1370Acabou com o Tratado de Alcoutim (1371)O início do reinado de D. Fernando I ficou marcado pelo conflito. Quando, em1369, morreu o rei de Castela D. Pedro I sem deixar herdeiros directos,D.Fernando, autoproclama-se herdeiro do trono de Castela.A questão sucessória conduziu os contendentes a duas campanhas militarescom resultados pouco claros até que, finalmente, foi o Papa Gregório XIquem mediou a sucessão, colocando em acordo todas as partes.As condições do Tratado de 1371, pelo qual se restabeleceu a questãosucessória de D. Pedro I, incluíram o matrimónio entre Fernando e Leonor deCastela (Filha de Henrique); Porém, antes da celebração se consumar,D.Fernando enamorou-se apaixonadamente por Leonor Teles de Menezes. • 2ª Guerra:1372-1373Acabou com o Tratado de Santarém (1373)A paz acordada seria rapidamente colocada em perigo devido às intrigas doDuque de Lancaster, que convenceu D. Fernando para que participasse numacordo secreto em que ambos alinhavam na expulsão de Henrique do tronode Castela. A guerra que se seguiu a este acordo tão pouco teria êxito e, denovo, a paz entre Castela e Portugal restabelecer-se-ia em 1373. • 3ª Guerra:1381-1382Acabou com o Tratado de Elvas (Agosto de 1382)Com a morte de Henrique, em 1379, o duque de Lancaster reclamanovamente os seus direitos e, de novo, encontra em D. Fernando um aliado.Porém, segundo alguns historiadores, o inglês mostrou-se tão ofensivo comFernando como com os seus inimigos e, finalmente, D. Fernando acordou apaz para Portugal com o Tratado de Elvas, em 1382, onde ficara estipuladoque Beatriz, a herdeira de Fernando, casaria com o filho do rei João I deCastela — embora, na verdade, tenha sido casada com o próprio rei D. JoãoI. Esta união traduzia-se, de facto, na anexação de Portugal pela coroa deCastela não sendo, portanto, bem recebida pela nobreza portuguesa.Respondendo aos apelos de grande parte dos portugueses de manter umreino independente de Castela, o Grão-Mestre da Ordem de Avis, D. João,meio-irmão de D. Fernando, seria chamado a reclamar o trono, rompendo oque estava estipulado no Tratado de 1382, e conduzindo Portugal a um novoperíodo de guerra e caos político-social que ficaria conhecido como a Crisede 1383-1385, que culminaria finalmente na coroação de D. João, dandoinício à dinastia de Avis. 13
  • 14. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911à Guerra dos 100 AnosA Guerra dos 100 anos envolveu países como a Grã-Bretanha e a Françaalém dos Reinos Peninsulares.O Tratado de paz, assinado em Salvaterra de Magos, tem como objectivocontratar um casamento com D. João de Castela e sua filha, o que poderialevar a uma ameaça do país.Também consagra a hipótese de uma longa regência casada com D.Beatriz,que teve como obrigação a existência de um Papa em Roma e logo a seguirum papa em Avignon.Com a morte de D.Fernando em 1383, Portugal enfrenta uma crise nacional.Assim, sucede-lhe o filho primogénito varão, no entanto é a filha que osucede, por estar casada com o Rei de Castela, que automaticamente ficaRei de Portugal e por isso, diz-se que nesta momento Portugal perdeu a suaIndependência. Com isto enfrenta-se vários problemas: o conceito delegislação legitimista e a Identidade Nacional, ou seja, a sua independência.O que fará levar Portugal a uma outra crise. A crise de 1333-1335.Relativamente, a esta Crise Nacional, a sucessora do trono, a filha deD.Fernando, D.Beatriz, com o problema do casamento, terá de ficar comofilha regente a sua filha, D.Leonor de Teles.O que levanta uma grande oposição por parte do povo, pois o país ficavadividido entre a condução dinástica e a independência e o problema sobre aRainha Leonor Teles, devido ao facto de não ser bem amada pelo povo e doseu comportamento pouco aceitável para a época.Depois do assassinato do Conde de Rainha de Teles, sucede-lhe D.Joãod’Avis.à Reinado de D.João d’AvisD’Avis era meio-irmão de D.Fernando que tinha 3 filhos de Inês de Castro,era por isso considerado bastardo.Este, como dizem, não foi completamente abandonado à nascença, poisD.Pedro entregou-o ao mestre da Ordem de Santiago, da ordem militar.Ele também foi o responsável pela nacionalização das ordens militares: AOrdem de Cristo (Coroa) e a Ordem de Santiago.Foi com d’Avis que Portugal entrou em Guerra com Castela. • Em Dezembro de 1333 a Outubro de 1334 (com a entrada na Beira Alta) sendo o comandante D.Nuno Álvares Pereira das Ordens Portuguesas. Nesta época a Peste Negra atacou as tropas Castelhanas. 14
  • 15. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 • De Outubro a Maio: Castela invade Portugal através da entrada na Beira Alta, que travam a primeira batalha e Troncoso, no entanto vão para o Sul para perder a decisiva Batalha de Aljubarrota no ano de 1375. Aqui D.Nunes Álvares Pereira, em Mérida consegue expulsar os Espanhóis. • De Julho de 1376 a Novembro de 1377: Os espanhóis estão fora do Território Nacional.Após este ser proclamado Mestre d’Avis, este tem o objectivo de lutar pelaindependência, ou seja, pela Legitimidade Dinástica.Assim, as medidas a que este vai ocorrer, são: o Defender o conceito de independência Nacional e a o Legitimação, pois ele vai decidir-se pela Convocação das Cortes em 1375 Aula 6 Aspectos Culturais do Séc. XIII e XIVà Origem da Língua PortuguesaO Português veio do latim, mais propriamente do latim vulgar, que deuorigem a dois tipos de falas: o Galaico-Português e o Galaico-Lusitano.Aquando da Colonização árabe perto do rio douro, deu origem ao Moçárabe.No século XII, com a Reconquista verificou-se uma mistura entre o rio Douroe a sul do Douro, o que deu na origem do Português Medieval. Com D.Dinisno século XIII, a língua Portuguesa tornou-se a língua oficial de Portugal.Assim, no final do século XIII, passa-se a utilizar o português.Os documentos não literários que o comprovam, são: • Testamento de D.Afonso II (1114); • Notícia de Torto (1214-1216)A Língua Portuguesa tinha como objectivo fundamental, formar uma coesãonacional. Era portanto um instrumento da centralização do poder régio, umaforma de Identidade Nacional. 15
  • 16. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911à LiteraturaA primeira poesia do tipo Provencial (Poesia Trovadoresca) tem influênciafrancesa. Onde se designam três cancioneiros (canções) importantes: • Da Ajuda; • Da Vaticana; • Da Biblioteca Nacional.Relativamente às canções existem três tipos de Cantigas: • Amor • Amigo • Escárnio e Mal DizerOs Trovadores mais importantes situam-se na Biblioteca do Vaticano,especialmente mais de 100 autores diferentes. No entanto, em Portugal ocancioneiro mais importante foi identificado como o Monarca D.Dinis, que foipromotor da cultura literária portuguesa.A prosa do século XII, XIII e XIV, caracterizava-se como sendo rude eincipiente.Existem 4 tipos de Literatura: • Literatura Religiosa (Traduções em latim) • Literatura Historiográfica (Crónicas) • Mobiliários (Livros de Linhagens) • Romances de CavalariaLiteratura Historiográfica: • Crónica do Mouro Rasis • Crónica Geral de Espanha de Afonso X • Crónica Geral de Espanha de 1344Mobiliários: • Livro de Linhagens do Conde de Barcelos, elaborado em 1380-1354Romances de Cavalaria: • Amadis de Gaula, de João de Loubeiroà Instituições promotoras de Ensino e de CulturaO ensino só era ministrado nas escolas eclesiásticas, por isso o Clero era aclasse mais culta e alfabetizada da Idade Média.Escolas Eclesiásticas: • Catedrais, que funcionavam na Sé ou eram edifícios adjuntos, onde se formavam Sacerdotes; 16
  • 17. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 • Monásticas, ou seja, os Mosteiros (Ex: Mosteiro de Alcobaça, que foi fundado em 1269) • Colegiada, de Guimarães, fundada no ano de 1228 • Colégios particulares (de Lisboa, fundado em 1291 à Colégio dos Santos Eloi e Clemente) • Escolas Paroquiais (Paróqueas, Localidades populosas, que obtinham um ensino rudimentar)Conjunto de Matérias: • Trivium: Gramática, Retórica, Dialéctica; • Quadrivium: Aritmética, Geometria, Música e Astronomia; • Teologia: Escolas Eclesiásticas.Com o objectivo de cultura nacional, D.Dinis fundou a UniversidadePortuguesa do Estudo Geral de Lisboa. Onde teve de pedir autorização àSanta Sé pela Bula Direcção Estudo Geral dada pelo Papa Nicolau IV.à ArtesEm artes inseriam-se o Direito e a Medicina e o estudo da Teologia, noentanto a Teologia só era estudada pela Classes Eclesiásticas, nos MosteirosDominicanos, alojados em Portugal principalmente nas cidades de Lisboa eLeiria.No século XVIII, foi fundada a primeira Universidade Portuguesa devido aoMovimento Geral do Século XIII. Esta Universidade Portuguesa foi a 18º daEuropa a ser fundada.A primeira Universidade fundada foi em Bolonha, onde depois se seguiramoutras Universidades em Inglaterra, França, Itália, etc.A Universidade Portuguesa mudou sete vezes de lugar entre Lisboa eCoimbra:1º- Coimbra (1308)2º- Lisboa (1338)3º- Coimbra (1354)4º- Lisboa (1377), com D.Fernando5º- Coimbra (1537), com D.João III6º-7º- A Universidade Portuguesa é encerrada (1577)BibliotecasNa sua maioria eram bibliotecas Régias e Monásticas.Local em que os Copistas (aqueles que copiavam os livros à mão)demoravam longos anos a fazê-lo e que acompanham nos seus livrosdesenhos que se chamavam de Iluminaduras consideradas como obras dearte. Podem-se ver exemplos destas Iluminadoras na Livraria do Mosteiro do 17
  • 18. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Marvão, na Santa Cruz de Coimbra, mas principalmente na Livraria doMosteiro de Alcobaça.Livrarias RégiasAs livrarias Régias foram construídas a mando de D.Dinis. Estas encontram-se na Biblioteca da Ajuda, na Torre do Tombo, no Convento de Mafra e aindana Bblioteca da Economia das Ciências.Nas Livrarias mencionadas em cima podemos encontrar autores portuguesesde renome internacional. • Santo António de Lisboa (século XIII e XIV)- “ Os sermões de Santo António” • Pedro Julião – ” Pedro Españo Portucalense” • João XXI (no mundo Ocidental teve fama) • Frei Álvaro Pais (nasceu na Galiza e foi Bispo de Silves, desde 1333 até à sua morte em 1349)- “De statu et planctu Ecclesiæ (Do estado e do pranto da Igreja)à ArquitecturaNo século XII e XIV, na Arquitectura, Portugal sofreu um enorme impactosocial.A arquitectura portuguesa caracterizava-se por ter um estilo românico, queveio para a Península por influência francesa.Características da Arquitectura Românica: • Coberturas de Templos em Abóboda; • Arcos inteiros de volta redonda; • Estruturas pesadas, no entanto estas convidam à oração.Exemplos desses Templos Religiosos, podem-se identificar: • Sé Velha de Coimbra • Sé de LisboaEstes Templos religiosos caracterizam-se como sendo templos maciços erobustos do século XII.Relativamente às Características da Arquitectura Militar, didtinguem-se: • Torres • Muralhas • Castelo de AlmorolCultura Românica Civil • Domus Monicipalis de Bragança 18
  • 19. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Localiza-se na cidade de Bragança. Destaca-se por ser o único exemplar dearquitetura civil em estilo Românico na península Ibérica.Foi construído no século XII.A designação porque é hoje conhecida (em latim "Domus Municipalis", emlíngua portuguesa "Casa Municipal") deve-se a que foi utilizado como Paçosdo Concelho pela Administração Municipal de Bragança. Aula 7 Reinados de D.João I e de D.Duarte & Início da Expansão Marítima PortuguesaBreve Biografia de D.João ID.João I de Portugal nasceu em Lisboa a 11 de Abril de 1357 e faleceu a 14de Agosto de 1433.Foi o décimo Rei de Portugal e o primeiro da Dinastia de Avis, cognominadoO de Boa Memória pelo legado que deixou.Filho ilegítimo do rei D. Pedro I e 3º Mestre da Ordem de Avis (com sede emAvis), foi aclamado rei na sequência da crise de 1383-1385 que ameaçava aindependência de Portugal.Com o apoio do condestável do reino Nuno Álvares Pereira e aliados inglesestravou a batalha de Aljubarrota contra o Reino de Castela, que invadira opaís. A vitória foi decisiva: Castela retirou-se, acabando bastantes anos maistarde por o reconhecer oficialmente como rei. Para selar a aliança Luso-Britânica casou com D. Filipa de Lencastre, filha de João de Gaunt,dedicando-se desde então ao desenvolvimento do reino.Em 1415 conquistou Ceuta, praça estratégica para a navegação no norte deÁfrica, o que iniciaria a expansão portuguesa. Aí foram armados cavaleirosos seus filhos D. Duarte, D. Pedro e o Infante D. Henrique, irmãos dachamada ínclita geração.Breve Biografia de D.DuarteD. Duarte I de Portugal nasceu em Viseu a 31 de Outubro de 1391 e faleceuem Tomar a 9 de Setembro de 1438.Foi o décimo-primeiro Rei de Portugal, cognominado o Eloquente ou o Rei-Filósofo pelo seu interesse pela cultura e pelas obras que escreveu. 19
  • 20. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Filho de D. João I de Portugal e D. Filipa de Lencastre, desde cedo foipreparado para reinar como primogénito da ínclita geração.Em 1433 sucedeu a seu pai. Num curto reinado de cinco anos deucontinuidade à política exploração marítima e de conquistas em África.O seu irmão Henrique estabeleceu-se em Sagres, de onde dirigiu asprimeiras navegações e, em 1434, Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador. Numacampanha mal sucedida a Tânger o seu irmão D. Fernando foi capturado emorreu em cativeiro. D. Duarte interessou-se pela cultura e escreveu váriasobras, como o Leal Conselheiro e o Livro da Ensinança de Bem CavalgarToda Sela.Preparava uma revisão da legislação portuguesa quando morreu, vitimadopela peste.à Reinado de D.João ID.João I começa o reinado no mito de um determinado número depressupostos fundamentais: • A Aliança com a Inglaterra, que terá sido assinada no Tratado de 1336 e que depois foi reforçada pelo próprio casamento do Rei com a D.Filipa de Lencastre em 1337; • D.João havia também por parte do Papa o seu próprio reconhecimento como Rei e ainda mais do que isso esse reconhecimento tinha inclusivamente apagado aquela Bastardia que D.João tinha pelo seu próprio nascimento o reconhecimento feito pelo Papa da Realeza apagava essa situação que poderia ser ultrapassada.Para o início do seu Reinado D.João tem duas medidas fundamentais: • A Consolidação da Dinastia • Encontrar um novo desígnio Nacional, um novo projecto político para a Nação que acabava por sair de uma crise.Para alcançar tal objectivo D.João vai ter de governar dentro de novasRealidades Sociais (Medidas): 1. Vai rodear-se de uma série de Legistas Experimentados 2. Vai recrutar quem era absolutamente necessário: Burocratas competentes para dar azo a uma nova Arquitectura Político- Administrativa que a Nação necessitava. 3. Vai promover um determinado número de Nobres a cargos importantes, sobretudo porque agora D.João tem uma nova Nobreza (Aquela que não acompanhou a vinculação Dinástica e que optou por apoiá-lo dentro daquela perspectiva que foi a Identidade Nacional da Independência de Portugal.Esta nova Nobreza que é constituída fundamentalmente por filhos desegundos e terceiros que é a Nobreza que não é (...) precisamente porque aAlta nobreza seguiu o Rei de Castela e por lá ficou. 20
  • 21. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Uma outra questão importante é o de dar voz às vilas e as cidades. Dar vozaos homens bons e aos Concelhos e dar a voz à Burguesia e nesse sentidoD.João vai convocar Cortes com uma grande assiduidade.D.João convocou 26 vezes as cortes entre 1335 e 1418. Ou seja, quase umavez por ano.Depois em 1418 e 1433 continuou a convocar Cortes mas com umaassiduidade menor.No início do seu Reinado existe uma responsabilização da participação davilas, das cidades, ou seja dos concelhos e da Burguesia na gestão dopaís. Isto reflectia um novo peso desta parte da sociedade portuguesa enesse sentido seria um grande aliado de D.joão relativamente à nobreza etambém do Clero e portanto a Convocação de cortes é a expressão de umanova realidade social, pois é o peso destas classes emergentes que ajudamna condução e na gestão do País.Esta participação foi um aliado bastante grande na contenção da Nobreza.Esta Nobreza que era uma Nobreza emergente, ela própria tinha comocabeça a sua identidade mais importante: o próprio contestável do reinoD.Nuno Álvares Pereira que obviamente, precisamente pelos serviçosprestados à Coroa e pelo pelo apoio que lhe tinha dado com a consolidaçãodo seu poder e na Guerra com Castela, D.João tinha-lhe dado imensos títulose imensas propriedades.Esta Nobreza que tinha combatido na Guerra com Castela, foi uma Nobrezarecompensada. No entanto, estas compensações criam um problema: opoder que detêm face aos territórios que possuem e aos rendimentos queesses territórios possuem.Nesse aspecto, houve uma alteração entre D.João e o contestável, D.NunoÁlvares Pereira, mas ambos acabam por solucionar esta tensão através deuma solução que é vantajosa para ambos, ou seja, o casamento entre umafilha de D.João I e um filho de D.Álvares Pereira. Nesse sentido D.NunoÁlvares Pereira vai atribuir em dote à filha uma série de propriedades etambém de títulos que obviamente vão acabar por ficar na posse de um dosfilhos de D.João I, embora um filho bastardo, o Infante D.Afonso. Destecasamento vai dar origem à Casa de Bragança, ou seja o regresso à Coroapor via de um filho de D.João I e uma série de propriedades que a Coroatinha dado a D.Nunes Álvares Pereira.Quando a paz ficou assente com Castela, já fora do território Nacional (3ºFase da Guerra), assinaram-se tréguas já em 1402 e assinou-se uma pazdefinitiva em 1411, abriu-se a possibilidade de encontrar a solução para ooutro objectivo fundamental com que D.João I se vai empenhar que é: a deencontrar um desígnio novo para a Nação, para Portugal e assim anecessidade desse objectivo resultava desta crise 1333/1335. 21
  • 22. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911à Início da Expansão Portuguesa Marítima:Portugal era um pequeno país, estava confinado a uma faixa costeiraOcidental da Península Ibérica e portanto era preciso encontrar umaalternativa que deriva deste facto, ou seja, de que na Península não haviapossibilidades de Expansão e D.Fernando tinha ensaiado essa situação,envolvendo-se numa Guerra com Castela, para posteriormente se servircomo candidato ao trono de Castela, mas ao envolver-se nos assuntosContinentais, nos assuntos Castelhanos nao tinha sido muito feliz e portantoera preciso procurar uma nova alternativa precisamente a este confinamentoà faixa costeira continental de que Portugal é.Na procura desse desígnio fundamental, a alternativa só é uma: aExpansão Marítima.A retoma do espírito de cruzada vai servir para esta expansão, pois temdesde o início duas componentes: a Reconquista, ou seja o espírito deCruzada, ou seja, o combate ao Islão e portanto uma cruzada contra osMouros que agora se encontram não no território nacional mas ainda naPenínsula Ibérica e no Norte de África e a hipótese de dar início a uma fasede Reconquista na Península Ibérica pode ser concretizada, mas issosignifica novamente um risco e esse risco é de entrar em conflito comCastela.Naturalmente que na Penísula ainda há uma presença árabe significativa,designadamente o Reino Mouro de Granada, mas o que é de facto é queeste se encontra na linha de expansão de Castela e portanto procura umaCruzada contra Granada, o que significa que se poderá comprar uma Guerracom Castela e portanto a Reconquista vai dar-se relativamente no Norte deÁfrica.Mas para além da componente Reconquista tem outro componente,desigando por Descobrimento do Mar Oceano, ou seja, daquilo que não seconhece, de que se pressente mas nao se conhece. Portanto na expansãomarítima há sempre duas componentes. A Reconquista em Marrocos e umDescobrimento no Mar Oceano.A procura deste desígnio nacional, tem uma vertente de cruzada, nãopodemos esquecer que este nome de desígnio nacional tem desígnios queestão para além do mero espírito de cruzada, para procurar mercados dematérias-primas, de consumidores.Esta questão prosaica, ou seja a busca pela riqueza, está como uma dascausas fundamentais da expansão.E nesse sentido, a busca por novos territórios tem muito a ver com esteespírito de Cruzada e de uma busca de matérias-primas.Expedição a Ceuta: 22
  • 23. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Nesse sentido, e escolhida a alternativa, começa-se a preparar umaexpedição a Marrocos que se vai dirigir a Ceuta. Ceuta é escolhida e apartir de 1412 começa-se a preparar a expedição para Ceuta.E porque Ceuta? Ceuta era naquela altura um terminus de uma série decorrentes de comércio, era o terminus de rotas de caravanas que vinhamquer do Leste quer do Sul de Marrocos, e em relação ao Sul de Marrocos éaquele que se extende até aonde o Islão penetrou e que efectivamente vairegressar ao reino de Tombucto e nesse sentido quase em direcção ao Golfoda Guiné.Como era uma cidade rica, uma cidade terminus dessas correntes marítimas,foi definida como um objectivo.Essa expedição começa a ser preparada em 1412 e em finais de Julho de1415 parte do Tejo, uma poderosa armada com mais de 200 naviostransporta 20 000 combatentes. Esta expedição é comandada pelo próprioMonarca e nele seguem uma série de filhos do Monarca: D.Duarte (oherdeiro do Trono), o Infante D.Pedro e depois D.Henrique assim como oContestável D.Nuno Álvares Pereira e uma parte significativa da grandeNobreza, que tinha sido criada pelo D.João I.A cidade foi conquistada sem grandes dificuldades, em Agosto de 1415, dadaa dimensão da expedição foi praticamente uma conquista sem granderesistência, imediatamente no dia à chegada a Ceuta e portanto depois dealcançados os despojos e as riquezas dessa cidade trazidos para Portugal, aexpedição deixa apenas uma guarnição e portanto Ceuta está conquistada.De facto, Ceuta tinha sido escolhida sob um ponto de vista da riqueza e osdespojos trazidos para Portugal levaram o acerto dessa escolha.Todavia, cedo se vai chegar à conclusão que a conquista de Ceuta, só por sinão é para além dos resultados imediatos não é propriamente uma soluçãodefinitiva, uma vez que é fácil de perceber que a partir do momento em queCeuta é conquistada pelos Portugueses, Ceuta deixa de ser terminus dequaisquer rotas comerciais, pois obviamente elas vão dirigir-se para outrascidades Marroquinas e deixam de ir para Ceuta, portanto Ceuta passa a serum encargo grande para aquilo que são as finanças nacionais, pois Ceuta sópor si não garante mais rendimentos para além dos que deu com a suaconquista.Nesse sentido, começa-se a gerar na Corte uma discussão acerca de Ceuta,ou seja, dado que a sua manutenção é extraordinariamente cara e também asua defesa, ou se abandona Ceuta ou se promove uma série de outrasexpedições pendentes a conquistar outras cidades e outros territórios,criando um espaço significativo de Portugal que possa controlar o comércioem Marrocos. D.João devido à idade que tinha, às dificuldades de promoveroutras expedições e à dimensão do que seria conquistar uma partesignificativa de Marrocos, ele não promove mais nenhuma expedição.É claro que todos aqueles que na Corte defendiam a expansão marítimaficam de certo modo frustrados. Um deles grande defensor da expansão é 23
  • 24. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911D.Infante Henrique, contrariamente ao seu irmão D.Pedro que acha que aexpansão traz muitos riscos,. Então é nesse sentido que a expansãomarítima vai ficar a conhecer a outra vertente, a vertente da Descoberta e éaqui que o Infante D.Henrique vai ter um papel muito importante nodesenvolvimento e na implementação da expansão que vai ser a outravertente, o Descobrimento.Para esse efeito D.Henrique conta com os rendimentos e o financiamentoque está disponível na Ordem de Cristo, de quem ele é Mestre, e é comesses fundos da Ordem de Cristo que ele vai financiar o Descobrimento doMar Oceano, ou seja, do mar desconhecido.E assim em 1419/1420 foram descobertas as Ilhas da Madeira e do PortoSanto, designadamente por João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira eBartolomeu Perestrelo promovendo-se a partir de 1425 o seu povoamento.Logo imediatamente a seguir, em 1424/25, há novas expedições àsCanárias, tentando-se obter o reconhecimento da soberania portuguesa nãoé a primeira que os portugueses vão às Canárias, relembrando que asexpedições que foram denunciadas por D.João IV foi uma expressãoprecoce, sendo que a expedição às Ilhas do Arquipélago das Canárias, é umarquipélago que vai ser disputado vários anos por Castela.Em 1427, descobrem-se as Ilhas dos Açores designadamente as Ilhas dogrupo Oriental (São Miguel e Santa Maria) e do grupo Central (SãoJorge, Pico, Faial, Graciosa e Terceira) e o grupo Ocidental (Flores eCorvo).Estas ilhas foram descobertas, designadamente as do grupo Oriental eCentral foram descobertas por Diogo Silves e quatro anos depois começa oseu povoamento.Em 1434, também um escudeiro da casa do Infante vai dobrar o célebreCabo Bojador, na Costa Ocidental Africana, e o Cabo Bojador representa ummomento importante na medida em que representa fundamentalmente apassagem da fronteira do medo pelo desconhecido, pois não se conhecianada para além do Cabo Bojador.Nos dois anos seguintes este Gil Eanes e um outro descobridor AfonsoGonçalves Baldaia chega a Angras dos Reis (Brasil) em 1435 e depoisultrapassa o rio do Ouro (Costa Ocidental do Sara) em 1436. No entanto,D.João tinha falecido em 1433 e naturalmente quem sobe ao trono éD.Duarte vai abrir uma nova possibilidade para os defensores da Cruzada,para voltarem em insistir em conquistas em Marrocos e é nesse sentido quevai ter um papel muito importante D.Henrique que vai insistir com o irmãoD.Duarte para organizar uma expedição a Marrocos. Esta expedição aMarrocos é controversa, não vai ter o mesmo apoio da generalidade, dasforças vivas da nação, não obstante ter haver uma opinião maioritária nestesentido. O que é de facto é que D.Duarte teve de aceitar, depois de muita 24
  • 25. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911pressão com esta nova expedição que se vai dirigir para Tânger. A expediçãonão vai ter a mesma composição de que Ceuta, no entanto ela vai ser votadaem Cortes, as Cortes votam no seu financiamento e em 1437 a expediçãoparte em Julho de 1437 para conquistar Tânger que é comandada porD.Infante Henrique e que é acompanhado pelo seu irmão mais novoD.Infante Fernando. São sobretudo estes Infantes os mais entusiastas poresta expedição.Contrariamente ao que tinha acontecido em Ceuta, esta expedição vai-senotar pelo seu enorme fracasso, de tal modo que os portugueses ficamcercados em Tânger e só conseguem romper a necessidade de voltar aPortugal, com o compromisso da devolução da cidade de Ceuta e o InfanteD.Henrique compromete-se como garantia para o cumprimento dessapromessa, fica em Marrocos com o Infante D.Fernando.É evidente que quando D.Henrique regressa a Portugal tem um problema,pois a questão é de devolver Ceuta para reaver D.Infante Fernando oumanter Ceuta perdendo o Infante D.Fernando.D.Duarte chega a convocar as Cortes para decidir esta questão, as Cortesnão tomam uma decisão, remetem essa decisão para o próprio Monarca ecomo D.Duarte vai morrer nesse ano, a questão está decidida. No entanto,D.Fernando morre em Marrocos, Ceuta permaneceu na posse dosportugueses.Todavia esta questão de Marrocos, apesar do desastre de Tânger, não acabaaqui.Relativamente à segunda questão, ou seja, a estabilização da Dinastia, paraestabilizar a Dinastia era absolutamente necessário também tomar umdeterminado número de medidas de reconhecimeto externo da Dinastia. Epor isso D.João contava à partida com a aliança da Grã-Bretanha, com oTratado de Winston de 1336 mas não chega, e portanto é necessáriotomar medidas tanto externas como internas para a consolidação destamesma Dinastia.Medidas Internas: • Dimiuir os Bens Fundiários desta Nobreza emergente; • Criar novos títulos (de duque) que vai conferir aos seus filhos e portanto colocá-los no topo dessa nobreza; • Nacionalizar os bens das Ordens Militares- (Ordem de Cristoà D.Henrique, mas há outras ordens onde vai pôr à frente os seus filhos D.Fernando- ou seja os dois potenciados económicos que estão na Coroa através dos Infantes)Medidas Externas: • Casamento externos de D.Duarte que casa com a Infanta D.Leonor de Aragão em 1428 e em 1429 o Infante D.Pedro vai casar na mesma casa de Aragão; • Em 1430 a filha de D.João, a Infanta de D.Isabel vai casar com Filipe O Bom- Duque da Flandres e da Borgonha, ou seja, D.João casa os 25
  • 26. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 filhos com ‘tratados internacionais’ e inimigos de Castela e amiga da Grã-Bretanha, porque também inimigos da França, que normalmente tinham uma ligação com Castela, pois isto era fundamental, estas ligações patrimoniais que não tem nada a ver com gestão de afectos mas com política internacional.Estas medidas foram continuadas por D.Duarte a partir de 1433 e nestesentido D.Duarte vai promulgar no sentido da centralização do poder régio etambém da diminuição do peso desta nobreza, vai promulgar uma lei muitoimportante: a Lei Mental (Conjunto de legislações que vai fazer regressar àCoroa o património fundiário que tivesse sido dado pelo rei D.João e que sópoderia continuar nos descendesntes daqueles que D.João tivessse dadoesses patrimónios fundiários através de filhos varões legítimos.Porque o nome de Lei mental?Diz-se que já andava na ideia de D.João, que já fazia parte da sua mente.Esra era uma lei fundamental para fazer regressar à Coroa os bens que lhepertenciam, confinando esta Nobreza emergente a diminuir os bens que lhesforam dados.D.Durte vai proceder a uma Ordem de Legislação que virá a ser tratada nasordenações Afonsinas, porque foram ordenadas por D.Duarte forampublicadas e promulgadas no reinado do seu filho e por isso ficaram comesse nome. Aula 8 Reinado de D.Afonso VO Reinado de D.Afonso V foi um reinado de transição de tempos. Este reitem o cognome de “O Africano”.Este reinado caracteriza-se por ser um reinado com carácter feudal, quedurou cerca de 40 anos.O tio do Rei, apoiado pelos irmãos, contestam essa regência. D.Pedro obtémda convocação das Cortes, a nomeação como Rei de Portugal.O Rei liderava por um irmão que morreu que era um filho bastardo deIsto, fez com que a sociedade se dividisse entreo que é moderno e aquilo queapoia D.Afonso. Ora, assim surgiu uma disputa entre duas casas feudaisimportantes tal como o Condado de Barcelos. O que origina uma disputaentre casas, entre os filhos de D.Pedro.Posteriormente, D.Pedro consegue o apoio das Cortes.D.Afonso V quando atinge a maioridade, dispensa D.Afonso e consegue quese deixe de. Assim, trava-se a Batalha da Alfarroeira. 26
  • 27. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Este reino está apoiado em duas questões: A primeira é da regência do reinoentre irmãos e o desígnio nacional. A segunda rege-se pela Conquista deTânger e os Descobrimentos Atlânticos.No reino de D.Afonso V não há conquistas em Marrocos. Mas assiste-seassim a um impulso na corrente dos Descobrimentos.Aqui também está presente uma segunda fase da expansão, ou seja, noperíodo de 1439-1460.Relativamente aos Descobrimentos Marítimos, D.Afonso V tem comomedidas principais o povoamento das Ilhas.Aqui se seguem as características dos povoamentos e suas datas:à Povoamento das Ilhas dos Açores: • Santa Maria • 1440- Ilhas do Arquipélago das Canárias, numa expediçãoà Povoamento das Ilhas da Madeira: • 1441- Aparecimento de um novo tipo de Navio (Caravela) •Sendo assim possível assistir-se a novas navegações atlânticas a CaboBranco (Gonçalo Dinis) que conquistou Sintra • 1442- Rio Douro • 1443- Arguim • 1444/45- Cabo Verde, Senegal (Diogo Afonso e Dinis Dias) • 1446- Fôz do Rio Gâmbia (Nuno Tristão) Guiné-Bissau (Álvaro Fernandes) Capitania de Monsanto (Bartolomeu Perestrelo)Relativamente ao povoamento da Ilha da Madeira, quando D.Afonso V atingea maioridade o aumento da expansão marítima não vai acontecer, ainda quea tentativa da posse do Arquipélago das Canárias continuam nosDescobrimentos. • Em 1452, as Ilhas Flores e Corvo, era a viagem que ele fazia à Terra Nova por Diogo • 1459- Capitania do Funchal (João Gonçalves Zarco) • 1460- Santa Maria dos Açores (Gonçalo velho Cabral)A Torre de Infante D.Henrique, quando se terminaram as descobertas dasIlhas de Cabo Verde por Diogo Homem, Alcize Cabo Mosto e António deAnólio (Genoveses).Quando D.Afonso V assume o poder na sua maioritariedade, não houve umamudança de política.Ligados à Ordem de Cristo, nos Descobrimentos: • A Caravela à bolina, ou seja, contra o vento 27
  • 28. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 • A partir de uma barreira de alízios, mobilidade dosNeste reinado D.Afonso V retoma as expedições a Marrocos.No ano de 1453, os Turcos auto-manos tomam Constantinopla, o que vaicausar um enorme impacto político e religioso, sendo assim uma novaameaça do Islão.Constantinopla que situa-se geograficamente na actual Istambul, foiameaçada pelos islâmicos nos Balcãs. Assim, esta situação vai dar alento anovas hipóteses de Cruzada, que originará o avanço na Europa.à Projecto de Cruzada/ Combate ao IslãoD.Afonso V vai necessitar de Bulas Papais com privilégios, para retomar aconquista a Marrocos, nos Balcãs e no Leste Europeu.D.Afonso V também se lança no Norte de África , nomeadamente na cidadede Tânger.O Rei organiza expedições a Tânger, no entanto não consegue alcançar esseobjectivo em 1464 de conquistar esta cidade.No ano de 1471, preparada a expedição foi vitória de Alzila e assim foipossível conquistaram Tânger (Norte de Marrocos). Passa a existir umconjunto de localidades e dão um ar territorial aos Portugueses.à Modernidades de Portugal/ EuropeiaEstas modernidades portuguesas relacionam-se com a deslocação dosPortugueses, ou seja, da Expansão Marítima. Pois Portugal deu um enormecontributo para a Modernidade da Europa.D.Afonso vai-se deixar tentar pelas tentações continentais (que se envolvemnas questões de Castela) daqueles que se envolveram.O Rei tem uma filha do Rei de Castela que era proclamada herdeira deEspanha, a herdeira do Reino era a Infanta D.Isabel, no entanto aparaeceuuma criança cujo desígnio parental se desconhecia. Essa criança chamadaD.Joana conhecida como a Deltraneja.D.João V assim defende a honra da irmã e casa com a sobrinha.De seguida, D.Joana candidata-se ao trono e obtém apoios em Castela.Esta candidatura ao reino, vai ter uma solução através da via militar:D.Afonso V perde as hipóteses de perder o reino. Esta tentativa foi uma“antiguidade” de se envolver nas questões de Castela, o que provocou algunsatrasos nos Descobrimentos Marítimos. 28
  • 29. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Com a morte de D.Henrique de Castela, D.Isabel de Castela e Fernando deAragão de Espanha, reis Católicos quando conquistam o Rei Mouro deCastela, dão origem à Espanha, sendo estes os primeiros Reis de Espanha.à “Antiguidades”/ Liberdades Nobiliárquicas de Fernando V • Atribuição de títulos, rendimentos e territóriosCausas: • Premeia os Nobres que o apoiaram contra o tio (Títulos) • Premeia os que o apoiaram no Condado de Castela (Títulos)Esta atribuição de títulos, que correspondia a uma política antiquada, vaicontrariar a centralização do poder régio, pois neste caso está-se a perderpoder. Então, ele vai assim atribuir 27 títulos, que se vai originar numaalianação do património régio.No final do seu reinado, concentrava cerca de 180% das suas riquezas. Aula 9 Reinado de D. ManuelBreve BiografiaD. Manuel I ascendeu inesperadamente ao trono em 1495, em circunstânciasexcepcionais, sucedendo ao seu primo direito João II de Portugal, de quemse tornara protegido. Prosseguiu as explorações portuguesas iniciadas pelosseus antecessores, o que levou à descoberta do caminho marítimo para aÍndia, do Brasil e das ambicionadas "ilhas das especiarias", as Molucas,determinantes para a expansão do império português. Foi o primeiro rei aassumir o título de Senhor do Comércio, da Conquista e da Navegação daArábia, Pérsia e Índia. Em 1521, promulgou uma revisão da legislaçãoconhecida como Ordenações Manuelinas, que divulgou com ajuda da recenteimprensa. No seu reinado, apesar da sua resistência inicial, cumprindo ascláusulas do seu casamento com Dona Maria de Aragão, viria a autorizar ainstalação da inquisição em Portugal. Com a prosperidade resultante docomércio, em particular o de especiarias, realizou numerosas obras cujoestilo arquitectónico ficou conhecido como manuelino.Relativamente à Administração do Reinado de D.Manuel designava-seuma sociedade pacificada.O seu filho legítimo morreu.No seu reinado tomou as seguintes medidas: • Foi ele que introduziu reformas importantes: 29
  • 30. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 ü Forais ü Tribunais Superiores ü Casas dos Condes e da Índia (Chamadas de Ultramar ou Fazenda) • Restaurou as Casas de Bragança (Que são um acto pacificador da Nobreza e não de Censura) • Deu continuidade à legislação do anterior sucessor • No ano de 1521 instaurou as Ordens Manuelinas que por acaso foi a última medida que tomou no último ano do seu reinado.Problemas Sociais: • JudaísmoD.Manuel recebe a elite espanhola Judaica que participam nosDescobrimentos e para isso recorre a um pedido importante para financiar osDescobrimentos.Foram recebidos em Portugal cerca de 50 000 Judeus em Portugal, o que anível social se criou um sentimento de xenofobia. D.Manuel resolve estaquestão, no entanto não da melhor maneira.No ano de 1496 casa-se com D.Isabel de Espanha, pois este foi o motivopelo qual os Judeus foram expulsos de Portugal. Desta maneira, perde o talcontributo intelectual e para os Descobrimentos a médio e a longo prazo.Expansão/ Descobrimentos MarítimosA expansão Marítima foi uma acção determinante no seu reinado.Durante o seu reinado em 1488 D.João tinha dobrado o Cabo da BoaEsperança.Com estes 10 anos de intervalo, as razões para não seguirem o mesmoobjectivo foram: • 1ª Razão: No ano de 1492/93 foi a viagem de Cristóvão Colombo. Viagem esta que acaba na Descoberta da América, de um Novo Mundo, porém Cristóvão Colombo pensava que tinha descoberto o caminho para a índia, daí o nome das Caraíbas de chamarem Índias Ocidentais. Entre elas: Cuba, Haiti, Norte Litoral locais da América Latina que se julgava ser a índia. • 2ª Razão: A expedição enviada por D.João III, encarregues de descobrir (?)Marrocos(?) situado no Noroeste de África. Também ponderou um atraso na concretização da chegada à Índia para fazer uma aliança Cristã ao Islão. • 3ª Razão: No Ocidente vitimou o filho herdeiro, D.Afonso que influenciou a pausa de 10 anos. 30
  • 31. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 • 4ª Razão: As expedições ocorrem no Atlântico Sul Ocidental. Pachuco Pereira conhecido por Esmeraldo do Tecito Orbis que foi um importante testemunho das expedições ao Norte Ocidental. Orbis foi o responsável pelo Brasil.Caminho para a índia: • No ano de 1495 D.João morre e o seu sucessor é D.Manuel. • Em 1494 é assinado o Tratado de Tordesilhas. • No ano de 1948 Vasco da Gama chega à índia. • Em Dezembro de 1498 Vasco da Gama dobra o Sul de África na época do Natal, daí uma cidade se chamar Natal. • Em 1498 chegam ao actual Quénia, ou seja, a Mombaça e Melinde. • Em Maio de 1498 chegam a Calecute.Sendo assim foi descoberto o caminho para a Índia.A chegada à índia teve como objectivos religiosos, comerciais e políticos.Quando Vasco da Gama chegou à índia, os portugueses chegaram lá masninguém lhes tinha pedido esse objectivo, os portugueses eram os arautos(mensageiros) de uma civilização Cristã. Os Portugueses depararam-se comum choque entre culturas, pois obviamente a civilização ocidental eradiferente da cultura oriental. Foi então que eles se depararam com umaquestão importante: Na Índia a cultura era Islâmica, a religião era o Islamismoonde dominava o comércio das especiarias através do Mar Índico e do MarVermelho.Os venezianos tinham uma aliança com o Islão em relação às especiariasdevido à sua localização geográfica perto da água.Vasco da Gama não é bem recebido na Índia. Onde posteriormenteregressará em Agosto de 1498 e no ano seguinte, em 1499 com navioscarregados de especiarias.Porém segue-se um programa de fixação à índia, onde estabelecem pontosde fixação.Em Março no ano de 1500 seguem para Lisboa. Seguem a rota de Vasco daGama e acham o Brasil a 22 de Abril de 1500. Está escrito numa Carta dePêro Vaz de Caminha na medida em que os Portugueses poderiamconsiderar o Paraíso. E do Brasil prosseguem a viagem e chegam à índia em1500.Condições para as Feitorias: 31
  • 32. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911D.Manuel no ano de 1502 mandou uma expedição à Índia por Vasco daGama com uma esquadra, onde vai estabelecer as primeiras feitorias.No ano de 1505 D.Manuel envia o vice-rei e é D.Francisco de Almeida e vaiconcretizar o estado da Índia.D.Francisco de Almeida vai dominar o Índico e tem batalhas navais edecisivas para o Monopólio islâmico dirigido pelos Turcos Automanos.No ano de 1453 chegam ao Sudoeste da europa em Viena, Áustria.A ameaça do Sudoeste compensada na empresa portuguesa pela Índia, oque significava uma parte significativa do império curto Oriente.Em 1509 D.Manuel é substituído por D.Albuquerque.Neste mesmo ano ele vai criar um Sistema Comercial tendo como objectivoliquidar o comércio. Além disso vai também construir fortes tendo em vista apolítiva naval que era Goa, o centro do Império do Oriente.No índico Oriental tinham em vista conquistar Malaca no ano de 1511, ouseja a Península da Malásia.Os Navegadores Portugueses prosseguem assim para a Indonésia oupossivelmente a Austrália.Em 1513 os Portugueses chegam à China por Jorge Alves. O que dá nafixação de Macau desde 1557 até à sua independência em 1999. Aula 10 Manutenção do Império PortuguêsO império Português é um vasto império que se expande em três continentes:A América, África do Sul e a Ásia.As questões fundamentais acerca deste império são as seguintes: • Marrocos (Início da expansão em 1415)A presença de Portugal em Marrocos não era vantajosa. Apesar dasresistências, D.João III cede e em 1441 abandona várias localidades deMarrocos, tais como Tânger, Maçagão, etc. Isto foi uma medidafinanceira/económica e Humana.O Império começava-se a dilatar e em 1441 chegam ao Japão através deFernão Mendes Pinto, autor da tão conhecida obra Peregrinação. 32
  • 33. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911A expedição de um português ao serviço do Monarca Espanhol, o FernãoMagalhães.Fernão Magalhães vai ser assim o responsável a protagonizar a junção doatlântico e do Índico, o chamado de “Estreito de Magalhães”. Os espanhóisatingem o pacífico e estabelecem---Com esta coesão do Atlântico cria-se o Tratado de Tordesilhas que consistiana divisão do Meridiano para as descobertas entre os Portugueses e osEspanhóis.Fernão Magalhães não termina a viagem, que era uma viagem de círculo---,vai ser vítima de uma pequena refrega com os autótedes das Filipinas porSebastião del Cana.Relativamente às Ilhas das Especiarias, era suposto estarem num teritórioportuguês mas estavam situados em solo espanhol que eles nãoreconheciam. Assim, estabelecem-se negociações. Nasce assim o Tratadode Saragoça no ano de 1529, mediante pagamento de D.João III. • O BrasilO Brasil achado em 1525, com o estabelecimento permanente dosPortugueses na Índia, pode ser comprovado com o célebre relato de PedroÁlvares Caminha.Desde 1500, o Brasil não tinha tido atenção por parte do Império Português.Em 1530, é enviado a D.João III uma expedição ao Brasil com o objectivo dese fazer uma expedição exploratória, tendo em vista o povoamento do Brasil.Este Sistema de Povoamento, também chamado de “Sistema de Capitanias”,relacionava-se com o facto de se dividirem as praias, que eram territóriosdados a indivíduos. Sendo por um isso como um sistema de ensaio depovoamento por doze capitanias.Porém, este ensaio de povoamento não tem vantagens, pois existem umascapitanias qe se desenvolvem e outras não.Sendo assim, o sistema vai ser alterado , ou seja, o Modelo. Em 1549, D.joãodecide-se por enviar---, acabar com as capitanias e introduzir—O novo Modelo Económico vai ser São Salvador- Baía.Para dar início este sistema de povoamento, 1000 colonos vão fazer partedeste objectivo, que serão os primeiros jesuítas, chefiados pelo Padre tendocomo principal acção a envagelização do Brasil.No ano de 1557-1572, o governador Mançá, vai continuar a obra depovoamento e aniquila a presença francesa no governo.Assim, conseguiram fazer uma colónia. 33
  • 34. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 • InquisiçãoA inquisição foi instituída em Portugal presidida pela Igreja.Ao contrário do que é referido, a Inquisição foi um instrumento de combate àreforma e não de indivíduos anti-Cristo. Nasce assim no seio da igrejaCatólica.Nos princípios do século XVI carece de reformas, pois o Papa envolveu-seem poderes temporais em assuntos militares, afirmando assim os seuspoderes.Foi criado assim um Movimento.Uma contestação por Martinho de Lutero, que converte a igreja e abre umadivisão ao---, dando origem à criação Luterana- Calvina ou Jesuíta- que levoua várias seitas protestantes a divisões da Igreja.O Calvinismo alastra em território Europeu o que posteriormente irá diminuira presença dos Cristãos.A Inquisição em Portugal está relacionada com as pretensões de D.João IIIem controlar a sociedade. A Inquisição, ou seja os Tribunais do Ofício,denotam-se espalhados pelo território Português, nomeadamente nascidades de Évora, Goa, Coimbra e Lisboa.A Inquisição vai permanecer até ao Reinado de D.José. Além de que esteveligada a casos verdadeiros de práticas Judaicas.No tempo em que vigorou a Inquisição sob a sociedade portuguesa, esta teveum impacto nefástico que não foi um instrumento da Igreja, mas sim daCoroa.Ela favoreceu muito no que há de mais baixo na sociedade. Sem qualquersustentação real. Os julgados pela inquisição a maior parte deles foraminocentes das práticas de que eram acusados. Isto tudo levou ao medo e auma repressão, eram portanto como uma polícia “pacífica”. • Reinado de D.João III = Nascimento em PortugalNo reinado de D.João III houve uma importação do rejuvenescimento docarácter artístico ou seja o Renascimento.O problema na sucessão de D.João foi um produto em agente designado desuícidio genético de Beja por questões de sanguinidade.D.Manuel casou em Espanha e portanto D.João III vai casar com Catarina deÁuatria, Infanta de Espanha que teve nove filhos, no entanto, estes faleceramtodos. 34
  • 35. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Em 1578 um dos seus filhos, D.Sebastião que morre e não há ninguém parasucede-lo que seja português.Vai ser assim a entrada da Dinastia Filipina no reinado português, isto é, oRei de Espanha Filipe IV vai ser o novo Monarca de Portugal. Aula 11 Ciência, Cultura e Artes do Século XVIA ciência, a Cultura e as Artes foram um agente primordial para Portugal nadescoberta de novos mundos, nomeadamente na Cultura Europeia.Assim, a Participação Portuguesa está ligada a vários campos, entre osquais: Ø A Ciência NáuticaContexto Histórico:Quando os Árabes invadiram a Península Ibérica no século XVIII estesdeixaram-nos legados importantes para o desenvolvimento da ciêncianáutica. Eles cultivaram as ciências geográficas e astronómicas dos autoresgregos, que introduziram estas técnicas de navegação.Assim, a cidade de Toledo transforma-se como no principal centro daPenínsula e traduzem-se os textos árabes e divulgam-se as obras gregas ede Aristóteles, depois de Ptolomeu que forneceu conhecimentos geográficos.Obras de Toledo: • Livro de Saber de Astronomia, de Afonso X (“O Sábio”) no século XIII • Reino da Catalunha: Barcelona e Maiorca- Aqui desenvolvem-se os conhecimentos trazidos pelos Árabes, desta maneira transformam-se principais focos do saber navegar, de Jaime de Maiorca (1º Mestre da Junta de Cartógrafos) • Abrãao Zamento, Judeu, Peninsular, que virá para Portugal e integrará a Junta de Cartógrafos.A Ciência Náutica teve como raízes a cultura Astronómica e Geográfica pelosÁrabes, desenvolve-se a Escola de Sagres, que não era uma escola físicacomo actualmente. Aqui na Escola de Sagres desenvolvem-se saberes queconstituem o grupo que presta assessoria a D.Afonso Henriques. Existiu umsorvedor de Abrantes que eram conhecedores das capacidades náuticas. 35
  • 36. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Foi assim a Escola Sagres a primeira escola dos Descobrimentos e a Juntados Cartógrafos.A primeira construção naval tem origem nos já existentes navios, isto é, aBarca ou também chamado de Barinel, que possuiam velas quadrangularesque se desenvolveu com o alargamento da viagem a sul do Bojador.Posteriormente foi criada a Caravela que possuia dois a três mastros comvelas triangulares, isto devido às condições náuticas que tinham de enfrentar.O que originou uma navegação à bolina, ou seja, contra o vento.Com a viagem de Bartolomeu Dias ao Cabo das Tormentas que mais tardese chamou Cabo da Boa Esperança, os navios utilizados tinham-sedesenvolvido e estes eram mais robustos que podiam enfrentar mares maisbravos. O que deu origem às Naus, que são alteradas tanto nas popa comona coroa, para enfrentar mares tenebrosos e também para transportarmercadorias. Ø A Navegação AstronómicaPara a navegação astronómica é usado o processo mediterrânico denavegação e para calcular a distância percorrida. A navegação caractarizava-se por ser uma navegação de estimativa.Porém este tipo de navegação não era utilizada para navegar no mar largo.Foi então necessário recorrer à navegação astronómica, ou seja, localizar onavio com a latitude geográfica pela Estrela Polar. No entanto este processoera limitado. Por um lado só era possível usar quando fosse de noite e poroutro só era visível até ao Equador.É preciso então criar outra técnica: a Altura Meridiana do Sol. Era precisocriar uma tábua de declinações para a altura do sol. Esta técnica era o centrode toda a navegação astronómica, pode-se dizer que foi utilizada atérecentemente. Somente a partir do século XX, aquando da utilização datecnologia é que esta técnica se tornou obsoleta.Os portugueses foram os primeiros a utilizar estes instrumentos: • Balestilha • Quadrante Náutico • AstrolábioObras relativas à Astronomia: Esmeraldo Vesitu Orvis (Terra), de DuartePacheco Pereira • Livro de Marinharia, de João de Lisboa • Tratado da Esfera • Outros Tratados, de Pedro Nunes • Roteiros, de João de Castro (Século XVI) 36
  • 37. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 Ø A Meteorologia/ Hidrografia • Regime dos ventos • O curso das correntes Marítimas • Sonda dos MaresOs estudos meteorológicos tornaram-se úteis para o conhecimento das rotasmarítimas. Um roteiro importante que deu um enorme desenvolvimento foi ode João de Castro. Ø CartografiaAs Cartas utilizadas nos Descobrimentos aperfeiçoaram este domínio.As Cartas Portuguesas (Meridiano Graduado, por Pacheiro) revelavamaproximação matemática. Muitas destas Cartas representavam miniaturas deanimais e de construções de navios.Entre os principais Cartógrafos Portugueses, destacam-se: • Pedro Reinel • Jorge Reinel • Lapo Homem • Diogo Ribeiro e • Fernão Vaz Dourado.O desenvolvimento destas ciências estiveram relacionadas com osDescobrimentos, pois tiveram um grande impacto na Civilização Europeia,como à pouco referido, na Civilização Mundial. Fez com que estes domíniosfossem universais.Com a descoberta de mares e de oceanos novas realidades foramdesvendadas, arruinando a ciência medieval (Ciência de factos em que osaber feito e a observação eram característicos), estas novas realidades vãodestruir mitos que se referiam na existência de criaturas marinhas quedevoravam homens e de falsas dimensões geográficas, entre outras. Ø Geografia e Ciências NaturaisNa Geografia e nas Ciências Naturais houve impulsos naturais e animais, i.e,terras exóticas que contribuíram para o desenvolvimento da Biologia e daBotânica.A Medicina também foi um domíno bastante desenvolvido através dadescoberta de novos produtos terapêuticos devido ao contacto com outrascivilizações, a Antropologia, a Etnografia e Linguística, isto desde o primeirocontacto com os Portugueses. Ø Literatura 37
  • 38. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Destacam-se obras de Historiografia e Livro de Viagens e Poesia Ética,relacionadas com o entusiasmo de novas descobertas. Ø Artes • Arquitectura • Ourivesaria • Tapeçaria e • Cerâmica. Ø Literatura do século XVIEm princípios do século XVI, a Literatura alarga-se por influência da Corte deParis (?) e pelo impulso que lhe é dado com o seu leal concelheiro econhecido D.Pedro da virtuosa confeitoria.A Prosa atinge a sua maioridade com Fernão Lopes, Guarda Mole da Torredo Tombo.Obras • Crónica de D.Pedro I, D.Fernando e II partes de D.João I, atribuída de uma outra obra ao Contestável de Portugal. • Cronistas Bonzeanos de Zurara, que deixaram a Crónica tomada de Costa (...) • Compilados, de Garcia de Resende (Cancioneiro geral em 1516). Ø ArtesNo século XV, relativamente à Arquitectura o seu estilo era o Gótico, que sesucede ao estilo Românico, i.e, um novo tipo de abóboda: a abóbada ogival(arcos em ogiva ou também chamado arco quebrado).Passam a ter um novo tipo de monumento mais largo e com mais iluminação,inventando-se paredes exteriores que aguentam o peso dessas construções,surgem então os Arcos Botantes, que se utilizavam em edifícios mais leves emais abertos por exemplo as igrejas, edificios estes identificados com umanova visão.Um exemplo de um Mosteiro Gótico é o Mosteiro da Batalha tambémchamado Santa Maria de Vitória, para comemorar a Batalha de Aljusbarrotapor D.João I, sendo o seu arquitecto Afonso Domingues. Com o seu estilopróprio capelas imperfeitas/ inacabadas sendo um acrescento de D.Duarte. Ø EsculturaNa escultura destacam-se os túmulos de D. Pedro I e de Inês de Castro, noMosteiro de Alcobaça (séc XIV), os túmulos reais do Mosteiro da Batalha(século XV), os túmulos da Sé de Lisboa, e das Sés de Braga e Évora (sécsXIV-XV) e muitos outros. 38
  • 39. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Monumentos Góticos • Mosteiro da Batalha • Igraja da Graça em Santarém (Gótico Flamejante) • Mosteiro da Alcobaça: Escultura Gótico Primitiva (Escultura Tumular de D.Inês de Castro e de D.Pedro). Ø PinturaDistinguiu-se a Pintura a Painéis de S. Vicente (cerca de 1450), que tem sidoobjecto de estudos intensivos. É um conjunto de Nuno Gonçalves querepresenta uma determinada linguagem. • 1º Painel: Painel dos Frades • 2º Painel: Painel do Pescador • 3º Painel: Painel do Infante • 4º Painel: Painel do Arcepispo • 5º Painel: Painel do Cavaleiro • 6º Painel: Painel da RelíquiaEsta pintura pode ser encontrada no Museu Nacional de Arte Antiga tambémchamado de museu das Janelas Verdes.Mundo RenascentistaRelativamente ao Mundo Renascentista houve uma completa inovação, poispor toda a cultura europeia sofreu uma profunda transformação.O mundo renascentista teve duas formas: a primeira foi uma incorporação daciência, da arte e da cultura Clássica e a segunda foi o alargamento dehorizonte conhecidos.O primeiro elemento importante do Renascimento foi Itália que possuia ostais valores da cultura clássica, cujo o principal autor de incorporação foiPortugal através dos Descobrimentos e contribuições científicas.Com o Renascimento outras correntes filosoficas surgiram, uma delas foi oHumanismo que foi o criador do Movimento de Literatura Clássica e deEstudos Greco-Roamanos.No século XVI, eram intensas as relações de Portugal.A partir de D.João II foram importantes bolseiros portugueses ao centros doRenascimento, tais como: Florença (Itália), Paris e Oxford, entre muitosoutros centros importantes. Aula 12 39
  • 40. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 Reinado de D.João VO Reinado de D.João V caracterizou-se pela sua actividade política.A intervenção de Portugal nas guerras europeias no século XVII e XVIII forama favor de Inglaterra, sendo assim recebidos em Portugal 50 anos de paz.Porém, com uma excepção, D.João V intervém em duas expedições para oMeditterâneo, a pedido da Santa Sé. Com uma vitória dos Turcos em 1517ao lado da Costa Grega.Estas expedições devem-se simplesmente aos interesses de segurança dePortugal, não é que tenha havido ameaça pela parte dos Turcos mas foi umaquestão de prestígio e afirmação da política e do Estado Português quepretendiam afirmar-se na Europa.No ano de 1640 e de 1668, foi travada uma guerra com Espanha.O Rei D.João era capaz de intervir numa ameaça de Portugal para a Europa.O objectivo era demonstrar que Portugal recuperou a sua independência eque se poderia equiparar às outras potências eurpeias importantes.Assim, D.João V vai ter um cuidado especial nas relações europeias, com osseguintes países: Ø Império Românico-Germânico: • D.João V aproveita a oportunidade em estabelecer relações importantes com o Império para contrariar o Império Austríaco. Ø França: • As relações de Portugal com França sempre foram conhecidas por serem problemáticas. • França constituía uma alternativa de mudança, para além de que não tinha vantagens com a Grã-Bretanha- Embora esta seja uma das duas potências que se vão afirmar, a Grã-Bretanha vai ter uma influência maior em Portugal. • A Grã-Bretanha tem uma hegemonia marítima e naval que de facto se tornavam dados importantes para Portugal. • Resultou o Tratado de Aliança em 1661. • D.João V tentou estabelecer ligações com a França, para que pudesse resolver problemas de carácter político. Ø Inglaterra: • Com a existência de guerras na Europa, sobretudo nos séculos XVII e XVIII, Potugal desde sempre foi um seguidor da Grã-Bretanha. 40
  • 41. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 • Entre Portugal e Iglaterra celebraram-se os tratados de Mitween. Este tratado visava a venda exclusiva dos vinhos portugueses para a Ingleterra, substituindo assim automativcamente os vinhos Franceses. Ø Espanha: • Espanha sempre foi um vizinho terrestre para Portugal. • Desde a independência que ou Portugal está em paz ou em guerra com Espanha. • Com a Espanha conseguiu-se fazer ligações através dos casamentos que serviam como alianças entre países, sendo o casamento mais importante o de D.José I e de Mariana de Espanha. Assegurando um clima que consagra um título de Espanha. Ø Santa Sé: • D.João V deu muita importância às relações com a Santa Sé como também a França e a Inglaterra. • Aconteceram uma série de concessões simbólicas que permitiram dar uma grande importância ao prestígio de Portugal na Europa. • Dos vários títulos que eram doados a outros Monarcas Europeus, D.João não podia ficar excluído, sendo então lhe atribuído o título de Majestade Honorífica, que colocou Portugal num patamar de equivalência das outras potências. Desta maneira, a Europa reconhece Portugal.O Brasil e o ouro no reinado de D.João VO Brasil foi achado por volta de 1500 por Álvaro Cabral, num desvio depropósito para encontra-lo.No tempo de reinado de D.João V foi encontrado ouro nas reservas mineirasdo Brasil que enriqueceram o reinado de D.João V e também desenvolveu oBrasil de certa forma.Em meados do século XVII a população do Brasil chegou aos 150 000habitantes, enquanto que por volta de 1777, ou seja, cento e trinta anosdepois, o Brasil tinha uma população de 1 000 000 de habitantes!Mais tarde, mas na América também foi encontrado ouro.O ouro do Brasil foi em direcção aos cofres no ano de 1699.No ano de 1701, foram descobertos 2 000 kilos de ouro que duraram vinteanos. A entrada do ouro anda nos 25 kilos por ano. No próximo já foram vintemil kilos. 41
  • 42. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Bibliotecas PortuguesasRelativamente às Bibliotecas Portuguesas, a maioria dos livros foramadquiridos na Europa. Aula 13 A Dinastia de BragançaCom 60 anos de união podemos dizer que os primeiros anos foram benéficospara Portugal. Já os terceiros anos foram desastrosos por razões que seprendem com as regras europeias.Os inimigos de Espanha passam a ser os inimigos de Portugal.O Império Português e Espanhol foi atacado. Portugal no seu conjunto vêuma série de ataques, mais concretamente dos Holandeses e do Atlânticosul.Os últimos anos são problemáticos para Portugal.O golpe de Estado vai ter lugar neste dia. Vai ter um ataque por uma série devasconcelos e sua benefrustação, ou seja, depois de morto ele é atirado pelajanela fora.D.João IV- A Restauração da IndependênciaCom D.João IV conseguiu-se manter a independência proclamada de 1640 a1668, ou seja, 38 anos de guerra.Esta manutenção na Independência trouxe: • Uma intensa actividade diplomática • Que a independência seja apoiada por dependências militares.Nestes 38 anos de de guerra, estiveram duas actividades ligadas para aManutenção da Conquista recém-conquistada.Tentou-se e conseguiu-se a restauração da aliança com a Grã-Bretanha, como Tratado de Windson de 1372 e de 1386.União RealD.João IV irá negociar um tratado que renove uma aliança com Inglaterra queimplicava o casamento com D.Catarina de Bragança e Carlos II. Estecasamento fixava a renovação de aliança constituída em 1671, mas vai terconsequências negativas, pois não basta a celebração do casamento masdá-lhe uma aliança com Portugal. Será uma enorme quantia de dinheiro eTânger de Marrocos, cedidas em Inglaterra. Este processo é longo. 42
  • 43. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911A segunda questão esta directamente ligada com o processo deindependência. Na medida em que a Espanha não deixará de tentar oterritório português.D.João IV morreu em 1646.Com Afonso VI verificam-se as batalhas: • Ameixal (1663) • Montes Claros (1665)Estas batalhas ganhas por portugueses, depois de uma profundaorganização das forças portuguesas.Proclamação da IndependênciaProfunda organização política da Europa. Tudo depende da conjuntura e darenovação de Grã-Bretanha.Os inimigos de Espanha, se se tornassem inimigos de Portugal-independência Portuguesa (?)D.Afonso VI, o partido francês , todos os que defendem a França, assiste-sea uma tentativa de aliança com a França.D.Afonso VI- A proposta de CasamentoO casamento vem a concretizar-se em 1667. D.Afonso VI vai casar-se comD.Maria Francisca de Sabóia. Este casamento foi um completo desastre. Foiatingido por uma doença que não o possibilitaram de governar. D.João VInão era apto para procriar.Sabóia não vai ter um casamento que vai ser consumado. A única soluçãopossível é o monarca ser nomeado regente. Sendo assim o seu irmão,D.Pedro vai assumir o cargo de regente de Portugal.As Cortes de Janeiro de 1628, vão ter como função definir a capacidade paragovernar e assegurar o reino.D.Ana Francisca de Sabóia tem o casamento anulado com D.Afonso VI.D.Pedro II- O RegenteO Monarca faz regressar o irmão em Lisboa, onde em Sintra virá a falecer.No ano de 1683 morre D.Afonso VI vai assumir o cargo D.Afonso II quegoverna até 1706. 43
  • 44. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Com a morte de 1683, D.Pedro sucede como Rei de Portugal. Nesse ano aRainha D.Maria Francisca de Sabóia, havia também de falecer e falecendo,D.Pedro II decide-se por vir a casar novamente, nesta conjuntura em que aEuropa se encontra em conflito de modo a que vão (...)Em 1687 realizou-se o casamento de Maria de Noiburgo. Este casamentogerou oito filhos que vão assegurar a Dinastia de Bragança que começoucom D.João IV . Agora é necessário que se consolide a sua posição.D.João V- A Dinastia de Bragança aumentaO envolvimento de Portugal nos conflitos europeus e naquilo que vai ser aGuerra de Sucessão de Espanha.Suicídio genético através da consanguinidade, verificar-se-à umaidentificação idêntica. Quando se enfraquece pelas mesmas razões, o tronode Espanha vai ficar vago e assim existem duas candidaturas para a suaocupação: • Francesa: Louis XIV de Bourbon • Austríacos: Onde Portugal vai ser envolvidoVamos assistir ao envolvimento e uma guerra que se vai prolongar, queacaba por triunfar a candidatura francesa, fazendo com que se determineuma paz na Europa.Portugal vai assinar o Tratado de Mitween em 1703 da Grã-Bretanha: • Aliança militar à Grã-Bretanha • Tratado comercial que é significativo para a economia portuguesaEste Tratado possui somente dois artigos: • 1º Artigo: Portugal compromete-se a comprar a Inglaterra lanifícios a Inglaterra; • 2º Artigo: Inglaterra compromete-se a comprar os vinhos de Portugal.Desvantagens: • Portugal sendo obrigado a comprar os lanifícios a Inglaterra vai ficar dependente e por sua vez irá destruir a indústria lanificadora de PortugalVantagens: • Portugal é o único vendedor de vinhos a Portugal, substituindo o vendedor Francês • Assiste-se ao desenvolvimento da Viticultura PortuguesaEste tratado caracteriza-se como custo-benefício. Com este tratado vai-secriar o tão famoso Vinho do Porto. 44
  • 45. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 Aula 14 Reinado de Marquês de PombalJesuítas em PortugalAs aldeias índias protegidas pelos jesuítas, ficam marcadas por Marquês dePombal.O Terramoto de 1755O terramoto de 1755 em Lisboa teve um grande impacto não só em Portugal,como também na Europa. Voltaire terá feito um poema alusivo a esteterramoto.Este deu-se a 1 de Novembro de 1755, que teve a conjugação de doisfenómenos devastadores.Lisboa com 200 mil habitantes foi uma das maiores cidades do mundo, sendoesta a 8º cidade maior do mundo. Esta perdeu 5% da população, 2/3 dapopulação ficou sem habitação, ficaram desalojados e causou caos nasactividades urbanas.2/3 dos Mosteiros e igrejas ficaram destruídas , mais de 30 paláciosdestruídos, peças de mobiliário, livrarias, bibliotecas, pintura, ourivesaria,entre outras.Perderam-se também mercadorias, globalmente 75% do PIB perdeu-se nestacatástrofe.Após esta catástrofe, contou-se com a acção decisiva de Sebastião de JoséCarvalho e Melo à Marquês de Pombal.Ele mostrou ter capacidades de liderança e de decisão. Neste momentoconsegue obter um poder político enorme: “Enterrar os mortos e cuidar dosvivos”.Cerca de um mês depois, apresentava projectos de construção urbanísticaafectada pelo terramoto. Um desses projectos era a Baixa Pombalina.A Baixa PombalinaA Baixa Pombalina apresentava traços de D.Manuel de Maia, foi umaarquitectura revolucionária para a época. Caracteriza-se por possuir umtraçado rectilínio com uma arquitectura característica pombalina e ruaslargas. A Baixa Pombalina está sob estacas de madeira para criar um solopermeável, que permite o facto de serem mais resistentes a futurosterramotos.Poder Político de Marquês de Pombal 45
  • 46. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Sendo Ministro de D.José, Marquês de Pombal teve uma centralização dopoder régio.Esta era uma época de disputismo esclarecido, baseadas na razão, tendosurgido o Iluminismo com influênica Francesa. O poder régio é o poderabsoluto do Rei Sol (Louis XIV de Bourbon).Marquês de Pombal recupera reformas: • Criação da Companhia Geral dos Vinhos de Agricultura do Alto Douro (1566/67), majestática.O envolvimento de Jesuítas contestam a autoridade de Marquês de Pombal epor isso Marquês de Pombal irá ser vítima de assassinato, mas não morre.Um exemplo dessa memória foi a construção da Igreja das Memória naAjuda.Marqueses de Távora- Indivíduos das casas Nobres provocou uma injustiçaimplacável e cruel.Em Setembro de 1758, devido ao atentado, houve uma sentença deexecução a Janeiro de 1759. Este atentado teve o envolvimento dos Jesuítasque apareceram a contestar o poder régio.A criação da Companhia Geral do Grau do Comércio, os Jesuítas opõem-senesta companhia majestática. Sendo como consequência a expulsão deJesuítas de Portugal em 1579.Guerra dos 70 anosA Guerra dos 70 anos envolve Portugal nesta guerra europeia (França,Aústria, Inglaterra, etc.) que está relacionada com questões de sucessõesdinásticas.Em 1776, D.José morre sucedendo assim a sua filha (1777-1816). Sendoesta a primeira vez que há uma Rainha em Portugal que reinou, D.Maria I eD.Maria II.D.Maria I casada com o Infante Português, D.Pedro à Alteração da políticanacional. Sucedeu D.José. • Reformas no ensino na Universidade de Coimbra, continuadas por D.Maria I • Reformas Económicas1750- Revolução IndustrialApopção do início da IndustrializaçãoPortugal é dos primeiros países a adoptar esta revolução industrial 46
  • 47. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911 Período D.Maria • Acede ao trono a 1789 (Ano da Revolução Francesa) • Sistema Napoleónico à Invasões Francesas Aula 15 Invasões Francesas em Portugal RESUMO:Nos finais do séc. XVII, houve em França uma grande revolução que pôs fim àmonarquia absoluta (absolutismo),que acabava com os direitos do clero e danobreza, o que os fazia igual a qualquer cidadão. O seu lema era: «Liberdade,Igualdade e Fraternidade». Os manifestantes eram principalmente: o povo e aburguesia.à Ideias da Revolução • Fim do absolutismo do rei • Liberdade de escolher as leis • Lei de igualdade para todos os grupos sociais.à O Bloqueio ContinentalNapoleão Bonaparte, comandante das tropas francesas, conseguiu dominar umagrande parte da Europa.Porem, a Inglaterra demonstrou ser um inimigo muito difícil de vencer, e em 21de Novembro 1806, Napoleão ordenou aos outros países da Europa quefechassem os seus portos aos navios ingleses. A essa ordem chamou-seBloqueio continental. Mas, no entanto, Portugal ainda mantinha relaçõescomerciais com Inglaterra e não aderiu ao Bloqueio. Em resposta a esta atitudeportuguesa, Napoleão ordenou a invasão de Portugal.à A Partida da Corte para o BrasilQuando, em Lisboa, se soube que um exercito francês vinha a caminho, a famíliareal portuguesa e a corte, retiram-se para o Brasil, porque se a rainha D. Maria Iou o príncipe D. João fossem presos ou mortos Portugal corria o risco de perdera independência.à A 1º Invasão 47
  • 48. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Na primeira invasão, as tropas francesas, comandadas pelo general Junot,entraram em Portugal e atingiram rapidamente Lisboa, em 1807.Junot tomou medidas que desagradaram aos portugueses: • Acabou com a “Junta de Regência” e passou ele próprio a governar Portugal, em nome de Napoleão. • Mandou substituir a bandeira portuguesa pela francesa. • Junot mandou os seus soldados destruir povoações, culturas, matar quem resistisse e roubar todos os objectos de valor.Perante esta situação de violência , houve a necessidade de pedir apoio àstropas inglesas. Sob o comando destas, as tropas de Napoleão foram derrotadasnas batalhas de Roliça e do Vimeiro.à A 2º InvasãoNão se conformando, Napoleão ordena a segunda invasão em 1809. Desta vez,com novo exército, comandado pelo General Soult. Entrando pelo norte, edirigindo-se para o Porto, onde encontraram uma forte resistência, que osobrigou a retirar-se.à A 3º InvasãoAinda assim, Napoleão não desiste de submeter Portugal ao seu domínio e em1810 ordena a terceira invasão , desta vez comandada pelo o general Massena,que tinha a fama de nunca ter sido derrotado. As tropas francesas dirigiram-separa Coimbra. Foram derrotados na batalha de Buçaco.Mas, não desistiram, e continuaram até Torres Vedras. Onde encontraramfortificações construídas em linha para defesa da capital. O exército português einglês que as defendia fez recuar os Franceses.à Cronologia1789 - revolução francesa.1806 - Napoleão ordena o bloqueio continental.1807 - 1º invasão francesa. Fuga da família Real e da corte para o Brasil.1809 - 2º invasão francesa.1810 - 3º invasão francesa.1816 - morte de D. Maria I. Inicio do reinado de D. João VI. Aula 16 Liberalismo em Portugal no Reinado de D.João VI D.João VI, terá sido o anterior regente do Brasil, após a morte de sua mãe. 48
  • 49. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911No seu reinado assiste-se à paz concluída na Europa e a ssiste-se também auma insatisfação do povo português, devido à presença de D.João no Brasil.O Brasil estava numa situação de colónia em Portugal. Quem estava emPortugal eram os Britânicos para combater os Franceses, que de certamaneira, visava reorganizar o exército português sendo o General Beresfordao comando.As ideias da Revolução Francesa, estiveram de certa forma influenciado oLiberalismo em Portugal no ano de 1820, pois Portugal encontrava-se numaMonarquia Absoluta. Os ideias Franceses regem-se por “Liberdade,Igualdade e Fraternidade”.Com estas ideologias, o regime encontra-se dividido pois está numaassembleia, sendo assim, encontram-se vários poderes dos quais são dadosaos respectivos responsáveis, a chamada de Triologia dos Poderes criadapor Montesquieu, entre os quais:Poder Legislativo: • Sempre convocado pelo executivo; • Formado por o “corpo dos comuns” à Pessoas da própria sociedade (pessoas do povo); • Formada por o “corpo dos nobres”à Nobres, intelectuais e pessoas influentes que tinham herança hereditária de influência ou poder; • Assembleias independentes que propunham propostas de leis e estatutos que iriam reger a monarquia e o estado, tendo de passar pela aprovação do rei.Poder Executivo: • Regido pelo rei, com o poder de veto sobre as decisões do legislativo que era formado pelo parlamento (ou legislativo).Poder Judicial: • Não deveria ser único; • Os nobres deveriam ser julgados por outros nobres • Para diferentes particularidades de cada caso, existissem diferentes tribunais, todos eles refletindo segundo a constituição do país, a sentença de acordo com o caso.Assiste-se assim a uma divisão do poder, deixando de haver poder absoluto.Após o regresso de D.joão VI a Portugal no ano de 1821, este vai jurar asbases da Constituição e vai promulgá-la. Originado uma divisão de ideiasdentro do Liberalismo, então dividem-se entre Liberais e Absolutistas.Influenciado D.João VI vai proporcionar duas tentativas de regresso aoAbsolutismo. 49
  • 50. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911No ano de 1823, coberto pelo Rei, não regressa ao Absolutismo. Na segundatentativa, D.Miguel vai mandá-lo para o exílio em Viana de Aústria.No ano de 1824, não existe Constituição, o que não altera o poder do regime.D.João morre em 1826, sem a Constituição implementada.Com a sua morte, sucede-lhe no trono dois filhos: D.pedro e D.Miguel.D.Pedro encontrava-se no Brasil a proclamar a sua independência o que éconsiderado crime, pois irá ser considerado traidor à Patria e por isso nãodeverá suceder o trono. Resta assim D.Miguel. D.Miguel encontra-se exilado.Esta situação vai a Conselho de Regência, que por fim, vai caber à InfantaD.Isabel Maria, filha de D.João VI, decidir quem irá suceder no trono.Sendo assim, será D.Pedro o seu legítimo sucessor.D.Pedro irá ter de tomar uma decisão. Este como não que deixar o Brasil, vaiabdicar o trono português a uma filha, a Infanta D.Maria da Glória. Vai proporque a sua filha casa com o seu irmão, D.Miguel para reunir os Liberais e osAbsolutistas.D.Miguel vai autorgar a Carta em 1826, tenta agradar aos dois lados.à D.Miguel e D.Maria da GlóriaD.Miguel aceita casar com a sobrinha e jura a Carta Constitucional. D.Miguelvem para Portugal em 1828.D.Miguel entusiasma-se com a recepção e 4 meses depois está a cpnquistaras Cortes à rebelia dos direitos e restaura o Absolutismo. Já D.Pedro tomauma atitude radical e vai abdicar do trono pela segunda vez e vem para aEuropa defender o seu filho. Ele vai assim estabelecer uma regência nosAçores.Mais tarde, irá assitir-se a uma Guerra Civil entre Liberais (D.Pedro) eAbsolutistas (D.Miguel) que data de 1822 a 1824. Os vencedores são osLiberalistas.Após esta guerra civil, assinam uma convenção e D.Miguel volta o exílio, deonde não volta.à Revolução Liberalista em PortugalNo ano de 1834 assiste-se à Revolução do Liberalismo, a chamada de“Convenção de Évora Monte”.Numa 1º Fase, pretende-se restaurar a Carta Constitucional.Posteriormente, D.Pedro falece e em Setembro de 1834, D.Maria éproclamada Rainha de Portugal, que vai ser directamente responsabilizadapelo Reino. No seu governo ela reflete as ideias políticas francesas e oregime vai ser bicameral. 50
  • 51. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Com os Absolutistas derrotados, o Liberalismo vai se dividir em LiberalistasRadicais e Liberalistas moderados, a lutar pela Constituição de 1820.Relativamente aos Radicais, dois anos mais tarde, dá origem em 1836 a umaRevolução de Setembro em 1836, onde se opõem aos poderes ereconstituem a Constituição de 1828.Os Setembristas negoceiam um compromisso: concedem a capacidade dedissolução da Assembleia do veto. No ano de 1838 nasce assim o 3º textoconstitucional português.Tal situação causa uma situação política agitada causando pressões queeram exercidas por Portugal.No ano de 1815(?), Portugal vai ser alvo de subordinação dos paísesIbéricos. A França assume uma influência em Espanha à Países Ibéricos.As potências Europeias (Aústria, Rússia e Prússia) governam o sistemainternacional.A Corte é restaurada em 1842, o que faz com que abrandem as expressõesinternas em Portugal.Em 1845, determina que os enterros sejam feitos em cemitérios e não nosinteriores da Igreja, como até então se tinham feito, devido a cuidados desaúde pública. Dá oriegm a uma revolução social, a chamada “Revolução daMaria da Fonte”. Para além de ser uma revoluçao social, também terá sidouma Revolução Política, a “Patoleia”, pois vai se assistir a uma intervençãoexterna que apoia o governo português.No ano de 1847-51, Cabral volta ao poder.Os Liberais promulgam a Revolução politica de 1851 a 1890. Este período foide paz em Portugal.O regime mudou e com isso vieram as suas alterações: • Governos de quatro anos; • Alternancia de poderes políticos; • Liberalismo Económico, i.e, o Capitalismo; • Construção de EstradasEstas mudanças fizeram com que houvesse um crescimento económicoportuguês, o que por sua vez, levou aos benefícios da Industrializaçãomultinacional.O responsável destas mudanças na sociedade foi Fontes Pereira de Melo.Ele foi aquele que mais influenciou a circulação de mercadoria em Portugal,pois sem meios de circulação, era impossível a realização do mercadonacional. 51
  • 52. Apontamentos de Patrícia Vitorino 11024911Sendo assim, os Liberalistas vão proporcionar a criação de um terceiroImpério Português.Nos finais do século 50, deu-se a expansão dos povos europeus,nomeadamente em África e no Extremo Oriente, em que por acaso, Portugalpossuía territórios em África, entre os quais Angola e Moçambique.Nesta época assistiu-se a uma corrida a África.No ano de 1884-85 ocorreu uma Conferência de Berlim, que deu origem noMapa Cor-de-Rosa.No ano de 1890, Portugal recebeu um ultimato de Inglaterra, chamado de o“Terramoto político e social”.A 31 de Janeiro de 1891, ocorreu a Revolução Radical Liberal.A 1908, D.Carlos é assassinado tal como a Monarquia.A 1910, deu-se a Proclamação da República, nascendo assim a MonarquiaConstitucional.Em 1917, Portugal entrou para a 1ª Guerra MundialNo ano de 1826, em Portugal estava instalada a Ditadura. 52

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