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Apresentação bullying

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  • Eu amo o gay do Marcio
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  • I hope that a lot more campaign keep coming to help these youngsters stand up against bullying. This article serves as a message to everyone especially to the parents that we must take action in making sure that are kids don't get bullied or worse become bullies themselves.As a way of helping everyone especially the parents, who still find it quite hard to manage issues like this, I found this great application which featured a safety app which gets me connected to a Safety Network or escalate my call to the nearest 911 when needed, it has other cool features that are helpful for your kids with just a press of a Panic Button. #SafekidZone, Check it here: http://bit.ly/ZjYchC
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  • Parabéns, ótimo material, tem como você disponibilizar as referências? pois achei seus slides ricos em informação
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  • Excelente material, vou usá-lo em uma de sociologia se encaixa perfeitamente com o tema que esta sendo abordado, parabéns Sr. José Pedro, se poder envie mais algum material de esteja disponível para o E-mail: correajorgejc@bol.com.br.......
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  • 1. José Pedro de Oliveira Eckert Juiz de Direito Julho de 2010
  • 2. <ul><li>Bullying </li></ul>
  • 3. I - TERMINOLOGIA <ul><li>O termo bullying não possui tradução literal para o português. </li></ul><ul><li>Bully é a expressão, em inglês, para “valentão”, e bullying pode ser traduzido por “intimidação”. </li></ul><ul><li>Na língua portuguesa, os termos utilizados para referir-se ao bullying são maus tratos entre pares ou vitimização entre partes . </li></ul>
  • 4. II - CONCEITO <ul><li>Bullying é o fenômeno pelo qual uma criança ou um adolescente é sistematicamente exposta (o) a um conjunto de atos agressivos (diretos ou indiretos), que ocorrem sem motivação aparente , mas de forma intencional , protagonizados por um(a) ou mais agressor(es). Essa interação grupal é caracterizada por desequilíbrio de poder e ausência de reciprocidade ; nela, a vítima possui pouco ou quase nenhum recurso para evitar e/ou se defender da agressão. </li></ul>
  • 5. O que basicamente distingue esse processo de outras formas de agressão é o caráter repetitivo e sistemático e a intencionalidade de causar dano ou prejudicar alguém que normalmente é percebido como mais frágil e que dificilmente consegue se defender ou reverter a situação .
  • 6. III – CARACTERÍSTICAS <ul><li>As principais características que distinguem o bullying de outras formas de outras formas de brincadeiras ou agressões praticadas na etapa infanto-juvenil são: </li></ul>
  • 7. <ul><li>INTENCIONALIDADE DO COMPORTAMENTO; </li></ul><ul><li>REPETIÇÃO AO LONGO DO TEMPO; </li></ul><ul><li>DESEQUILÍBRIO DE PODER ENTRE AGRESSOR E VÍTIMA; </li></ul>
  • 8. O desequilíbrio de poder relacionado ao bullying pode ser explicado pelas diferenças físicas (estatura, peso, raça, entre outras) emocionais e sociais percebidas entre agressores e vítimas. Aspectos econômicos e culturais, bem como características de personalidade e temperamento, também constituem fatores de risco para a manifestação do bullying e para a escolha das vítimas dos ataques agressivos .
  • 9.  
  • 10. O bullying é um fator de risco para a violência institucional e social , bem como para comportamentos antissociais individuais e pode significar uma forma de afirmação de poder interpessoal por meio da agressão.
  • 11. Não pode ser confundido com brincadeirinhas de crianças, nem admitido como uma situação corriqueira e natural. A diferença, para observadores externos ao grupo de pares, entre o bullying e as brincadeiras de crianças, às vezes, é muito tênue; pode ser sutil ou imperceptível, mas não menos grave. No entanto, quando há sofrimento, de qualquer um dos envolvidos, não é mais uma brincadeira entre amigos.
  • 12. É necessário, portanto, que os professores e demais profissionais vinculados à instituição escola estejam atentos à situação e busquem a interrupção desse processo.
  • 13. IV - CENÁRIO <ul><li>O contexto social, que é palco da maior prevalência de bullying , é o ambiente escolar, o que não significa que o fenômeno não ocorra em outros ambientes. A maioria dos episódios de bullying são identificados na escola, talvez porque esse é o principal microssistema em que se dão as interações entre pares. </li></ul>
  • 14.  
  • 15. V - FORMAS <ul><li>O processo de bullying , entendido como uma subcategoria do conceito de violência , pode se classificado, de forma não excludente, da maneira que segue: </li></ul>
  • 16. BULLYING DIRETO - caracterizado por agressões físicas - como chutar, empurrar, bater, destruição de objetos pessoais, entre outros; e agressões verbais , como gozações, atribuição de apelidos pejorativos, ameaças, acusações injustas e indiretas, como subtração de dinheiro e pertences, difamações sutis, degradação de imagem social que podem resultar na discriminação ou exclusão de um ou mais jovens do grupo; e
  • 17.  
  • 18.  
  • 19.  
  • 20. BULLYING INDIRETO - envolve uma forma mais sutil de vitimização, pois engloba atitudes como indiferença, isolamento, exclusão, difamação, provocações relacionadas a uma deficiência, também de uma forma racista e sexual – que, em geral, pode ser muito doloroso para a vítima.
  • 21.  
  • 22.  
  • 23.  
  • 24. Existem estudos que revelam uma associação entre os meninos e o bullying do tipo direto , enquanto as meninas denotam maior propensão a assumir atitudes de bullying indireto .
  • 25. VI – FIGURANTES <ul><li>No bullying, identificam-se claramente os seguintes protagonistas: </li></ul><ul><li>1) o AGRESSOR (LÍDER, BULLY ) – quem capitaneia o grupo; </li></ul><ul><li>2) os SEGUIDORES – que reforçam o bullying e estimulam o comportamento do agressor; </li></ul><ul><li>3) as TESTEMUNHAS (ESPECTADORES) – que apenas observam o bullying ; </li></ul><ul><li>4) os DEFENSORES – aqueles que ajudam as vítimas; </li></ul><ul><li>5) as VÍTIMAS – são objeto das agressões; </li></ul><ul><li>6) as BULLY-VICTIMS (AGRESSORAS-VÍTIMAS) - são crianças e/ou adolescentes que atuam tanto como vítimas quanto como agressores </li></ul>
  • 26. PERFIL DAS VÍTIMAS <ul><li>As vítimas do bullying são crianças ou adolescentes que geralmente apresentam características físicas ou psicológicas que as diferenciam dos demais colegas, tais como: obesidade, sardas, baixa estatura, uso de óculos, dificuldade de aprendizagem e/ou relacionamento com o grupo, dentre outras causas. </li></ul><ul><li>Via de regra, as vítimas são pouco sociáveis e inseguras, possuindo poucos amigos e baixa auto-estima, sendo, frequentemente, crianças/adolescentes passivos e quietos, não dispondo de recursos ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos de agressividade sofridos. </li></ul>
  • 27. VII – CONSEQUÊNCIAS As consequências do bullying para a vítima são muitas, dentre as quais se destacam: <ul><li>baixa auto-estima, </li></ul><ul><li>medo, </li></ul><ul><li>angústia, </li></ul><ul><li>pesadelos, </li></ul><ul><li>falta de vontade de ir à escola e rejeição da mesma, </li></ul><ul><li>ansiedade, dificuldades de relacionamento interpessoal, </li></ul><ul><li>dificuldade de concentração, diminuição do rendimento escolar, </li></ul><ul><li>falta de apetite ou apetite voraz, </li></ul><ul><li>choro, </li></ul><ul><li>insônia, </li></ul><ul><li>medo do escuro, </li></ul><ul><li>ataques de pânico sem motivo, </li></ul><ul><li>sensação de aperto no coração, </li></ul><ul><li>abuso de álcool e/ou estupefacientes, </li></ul><ul><li>auto-mutilação, </li></ul><ul><li>stress, </li></ul><ul><li>depressão </li></ul><ul><li>suicídio </li></ul>
  • 28. Os agressores , longe de não se verem afetados pelas consequências dos seus atos, desenvolvem, ao longo dos anos, várias tendências, que podemos caracterizar como comportamentos de risco . Dentre os comportamentos de risco identificados, destacamos os seguintes: <ul><li>consumo de álcool e de drogas; </li></ul><ul><li>fraco envolvimento escolar e familiar; </li></ul><ul><li>abandono escolar; </li></ul><ul><li>comportamentos que coloquem a sua integridade física em risco e a dos outros, como são o caso da condução com excesso de velocidade ou manobras consideradas perigosas e atividades desportivas de risco; </li></ul><ul><li>suicídio. </li></ul>
  • 29. Para além destas consequências, os agressores tendem , igualmente, a desenvolver comportamentos anti-sociais e a praticar violência doméstica , ou mesmo no âmbito do trabalho. Os riscos destes jovens se converterem em criminosos é alto.
  • 30. As principais consequências do bullying no meio escolar são: <ul><li>ansiedade e medo; </li></ul><ul><li>níveis elevados de evasão escolar; </li></ul><ul><li>alta rotatividade do quadro de pessoal; desrespeito pelos professores (e agressões); </li></ul><ul><li>grande número de faltas por motivos menores; </li></ul><ul><li>porte de arma por parte dos alunos visando proteção pessoal; </li></ul><ul><li>ações judiciais contra a escola ou outro responsável (professor, auxiliar de ação educativa, entre outros), assim como contra a família do agressor . </li></ul>
  • 31. VIII - CYBERBULLYING <ul><li>O cyberbullying envolve o uso da informação e da comunicação tecnológicas para exercer comportamentos deliberados, repetidos e hostis por um indivíduo ou grupo, com a intenção de prejudicar os outros. </li></ul><ul><li>Trata-se de expressões de bullying que ocorre por meio da internet (e-mails , chats , sites de racionamentos, jogos virtuais, orkut , dentre outros) e de telefones celulares (torpedos, ligações, fotos digitais). </li></ul><ul><li>Esse tipo de recurso digital pode facilitar ainda mais a ocorrência da vitimização, pois o anonimato que a internet possibilita pode encorajar os agressores a ameaçar, intimidar e humilhar os outros. O aumento desse tipo específico de bullying está relacionado ao crescente desenvolvimento da tecnologia da informação e da comunicação digital. </li></ul>
  • 32. <ul><li>As ferramentas disponíveis na internet permitem a propagação de comportamentos típicos de bullying : maus tratos, ameaças, chantagens e discriminações, só que, nesse contexto, podem acontecer de forma anônima e não restrita à interação direta e social ou a determinado espaço de tempo. </li></ul><ul><li>O cyberbullying pode ser uma continuação do bullying que já ocorre em outros contextos (escola, recreios) ou iniciar somente mediante o uso das tecnologias de comunicação sem antecedentes previamente verificados. </li></ul>
  • 33.  
  • 34.  
  • 35.  
  • 36. IX - BULLYING E A ESCOLA <ul><li>Escassos são os estudos de bullying no Brasil. As pesquisas envolvendo o tema são estrangeiras, dentre as quais se destacam os trabalhos realizados por Olweus, na Noruega. </li></ul><ul><li>Pesquisas efetivadas por Olweus (1993), demonstraram, no bullying escolar , a ocorrência de: </li></ul>
  • 37. <ul><li>OMISSÃO dos professores no sentido de intervirem no processo de bullying; </li></ul><ul><li>AUSÊNCIA DE DIÁLOGO das vítimas com os professores; </li></ul><ul><li>FALTA DE PROXIMIDADE entre professores e alunos, fator de risco para a propulsão do processo de bullying; e </li></ul><ul><li>FALTA DE CONHECIMENTO E DIÁLOGO dos pais das vítimas e agressores sobre bullying. </li></ul>
  • 38. X - SUGESTÕES PARA O ENFRENTAMENTO DO BULLYING
  • 39. <ul><li>TOMADA DE CONSCIÊNCIA DO PROBLEMA E ENGAJAMENTO DO CORPO DOCENTE E TODA A EQUIPE DE TRABALHO DA ESCOLA. </li></ul><ul><li>FORMATAÇÃO DE PLANO DE TRABALHO E ESTABELECIMENTO DE CRONOGRAMA DE IMPLEMENTAÇÃO DE MEDIDAS, ONDE CONSTEM, DENTRE OUTRAS, A SEGUINTES: </li></ul>
  • 40. PLANO COLETIVO : <ul><li>ORIENTAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO – dos alunos, com trabalhos, questionários, leituras, jogos, teatro, filmes, debates sobre o processo de bullying </li></ul><ul><li>FISCALIZAÇÃO – melhora vigilância dos alunos durante o recreio, hora de alimentação, zonas de descanso, etc. </li></ul><ul><li>ENVOLVIMENTO DOS PAIS E COMUNIDADE </li></ul>
  • 41. PLANO INDIVIDUAL : Encaminhamento dos agressores, vítimas e pais para atendimento com pedagogos, psicólogos e/ou psiquiatras.
  • 42. <ul><li>O PROBLEMA DEVE SER RESOLVIDO NO ÂMBIO FAMILIAR E ESCOLAR. </li></ul><ul><li>SOMENTE ESGOTADAS TODAS AS POSSIBILIDADES DE RESOLUÇÃO DEVERÃO SER ACIONADOS O CONSELHO TUTELAR E O MINISTÉRIO PÚBLICO. </li></ul>
  • 43. XI – BULLYNG E A LEI <ul><li>CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 </li></ul><ul><li>ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE </li></ul><ul><li>CÓDIGO PENAL E LEIS ESPECIAIS </li></ul><ul><li>CÓDIGO CIVIL </li></ul><ul><li>LEI ESTADUAL N.º 13.474/2010 </li></ul>
  • 44. Lei Estadual n.º 13.474/2010 <ul><li>- Reduzir a prática de violência dentro e fora das instituições e melhorar o desempenho escolar </li></ul><ul><li>- Promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito aos demais </li></ul><ul><li>- Disseminar conhecimento sobre o fenômeno entre os responsáveis legais pelas crianças e pelos adolescentes </li></ul><ul><li>- Identificar concretamente, em cada instituição, a incidência e a natureza das práticas de bullying </li></ul><ul><li>- Desenvolver planos locais para a prevenção e o combate às práticas de bullying nas instituições de ensino </li></ul><ul><li>- Treinar os docentes e as equipes pedagógicas para o diagnóstico do bullying e para o desenvolvimento de abordagens de caráter preventivo </li></ul><ul><li>- Orientar as vítimas de bullying e seus familiares, oferecendo-lhes os necessários apoios técnico e psicológico, de modo a garantir a recuperação da autoestima das vítimas e a redução dos eventuais prejuízos em seu desenvolvimento escolar </li></ul><ul><li>- Orientar os agressores e seus familiares sobre os valores, as condições e as experiências relacionadas à prática do bullying, de modo a conscientizá-los a respeito das consequências </li></ul><ul><li>- Evitar tanto quanto possível a punição dos agressores, privilegiando mecanismos alternativos a fim de promover sua mudança de comportamento </li></ul>
  • 45.  

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