• Share
  • Email
  • Embed
  • Like
  • Save
  • Private Content
Aula cinesio coluna 2013
 

Aula cinesio coluna 2013

on

  • 9,731 views

 

Statistics

Views

Total Views
9,731
Views on SlideShare
9,731
Embed Views
0

Actions

Likes
1
Downloads
102
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Microsoft PowerPoint

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    Aula cinesio coluna 2013 Aula cinesio coluna 2013 Presentation Transcript

    • Coluna Vertebral • As vértebras tornam-se pouco a pouco maiores até o sacro, decrescendo sucessivamente a partir deste ponto. O mesmo ocorre com o disco intervertebral, com a única exceção do disco entre L5-S1, que é menor em altura do que o L4-L5. Figura A, B e C
    • • A coluna vertebral encerra e protege a medula espinhal (sistema nervoso central), que se inicia com a medula oblonga do cérebro, atravessa o forame magno do crânio e continua até a última vértebra torácica ou primeira lombar, onde afila-se formando a cauda eqüina (sistema nervoso periférico), sendo responsável pela distribuição da inervação sensitiva e motora.
    • Coluna cervical • As vértebras cervicais, em número de sete, se localizam entre o crânio e a base do tórax. Elas formam uma curvatura no plano sagital com concavidade posterior. São facilmente identificadas pela presença do forame transverso
    • Coluna torácica • As vértebras torácicas, em número de 12, apresentam curvatura no plano sagital de concavidade anterior (cifose). Elas se articulam com as costelas e em decorrência permitem pouca mobilidade, estando menos suscetível a lesões por esforço de repetição do que a coluna cervical e lombar, que são mais móveis.
    • MEGA-APÓFISE TRANSVERSA Em geral ocorre ao nível de L5, quando a apófise transversa é maior do que a imediatamente acima, bilateral ou unilateral, e às vezes se articula com o sacro. Figura 10.6 Pode ocorrer na coluna cervical ao nível de C7 e estar associada à costela cervical e à síndrome interescalênica (compressão do plexo braquial e vasos sangüíneos na região cervical).
    • ESPINHA BÍFIDA Ocorre em qualquer segmento da coluna vertebral, em geral L5, pode ser isolada ou encontrada em várias vértebras, sendo freqüentemente assintomática. Tem como característica a ausência do processo espinhoso da vértebra acometida, com abertura do canal vertebral em sua parte posterior, já que as lâminas não se unem formando a apófise espinhosa. Figura 10.7
    • SACRALIZAÇÃO DE L5 Malformação em transição lombosacra. Quando existem apenas quatro vértebras lombares, a quinta sofre processo de sacralização. Figura 10.8
    • LOMBALIZAÇÃO DE S1 Malformação em transição lombosacra. Quando existem seis vértebras lombares, sendo que a primeira vértebra sacra sofre processo de lombalização. Figura 10.9
    • ESPONDILÓLISE É a falta de junção do arco posterior com o corpo vertebral ao nível do ístimo, entre o processo articular superior e o processo articular inferior, havendo uma separação do corpo vertebral do arco posterior. Figura 10.10
    • ESPONDILOLISTESE O mesmo processo da espondilólise, porém, com escorregamento do corpo vertebral de L5 sobre o sacro ou mais raramente do corpo de L4 sobre L5, para a frente. O arco posterior permanece sempre em sua posição anatômica, ocorrendo o deslizamento apenas do corpo vertebral, na parte anterior.
    • Espondiloartrose Lesão degenerativa que acomete a coluna vertebral, mais precisamente o corpo vertebral, articulação interapofisária e o disco intervertebral. Ocorre principalmente em pacientes que efetuam trabalhos pesados e/ou relacionados a esforço repetitivo, podendo desenvolver sintomatologia dolorosa. Radiograficamente, se caracteriza por diminuição do disco intervertebral (pinçamento), esclerose marginal, presença de osteófito e irregularidades na superfície articular das interapofisárias. Figura A e B
    • Sacro O sacro, à direita e à esquerda, se articula com o ilíaco através da articulação sacroilíaca. Esta junção é local de patologias, como as sacroileítes. Em acidentes de grande impacto, principalmente automobilísticos, pode ocorrer disjunções das sacroilíacas. Se não forem convenientemente tratadas tornam-se altamente incapacitantes.
    • Coccix • O cóccix pode ser sede de um estado doloroso conhecido como coccigodínia Freqüentemente, sucede a um traumatismo agudo ou de repetição, sendo mais comum em mulheres. O tratamento é essencialmente conservador, incluindo antiinflamatórios não hormonais, orientação para não sentar em superfícies duras, eventual infiltração com cortisona e fisioterapia. Em determinadas situações, pode haver indicação de cirurgia com a ressecção do cóccix, procedimento conhecido como coccigectomia.
    • Algias da coluna vertebral • São definidas como sendo a presença de dor em qualquer segmento ou em toda a coluna vertebral. Assim, a sintomatologia álgica pode se localizar na coluna cervical (cervicalgia, braquialgia e cervicobraquialgia), dorsal (dorsalgia), lombar (lombalgia, ciatalgia e lombociatalgia), região sacra (sacralgia) e região coccígea (coccigodínea e cisto pilonidal). A sintomatologia pode atingir toda a coluna vertebral, situação chamada de raquialgia.
    • • • • • • • • • I - Quadro clínico - coluna cervical Dor na região cervical. Dor irradiada pelo membro superior, em geral unilateral, nas cervicobraquialgias. Atitude antálgica. Desvio postural na coluna cervical. Rigidez com contratura muscular. Crepitação aos movimentos da coluna cervical. Spurling positivo. Dor ou intensificação álgica à compressão da coluna cervical, entre a cabeça e o tórax. Alívio da dor à tração da coluna cervical.
    • Irradiação da dor e eventual parestesias na cervicobraquialgia • C4-C5 - dor irradiada para região escapular, ombro e peitoral. • C5-C6 - dor irradiada para o polegar. • C6-C7 - dor irradiada para o 2º, 3º, e borda radial do 4º dedo. • C7-C8 - dor irradiada para o 5º e borda ulnar do 4º dedo.
    • • • • • • • II - Quadro clínico - coluna lombar Dor em região lombar. Dor irradiada pelo membro inferior, em geral unilateral, nas lombociatalgias. Atitude antálgica. Desvio postural em coluna lombar. Rigidez com contratura muscular. Crepitação. Delitala ou sinal da campainha positivo Percussão no espaço intervertebral em região posterior, com irradiação álgica pelo membro inferior acometido.
    • • Lasègue positivo a 45º. Dor no membro inferior acometido, ao se promover a flexão do quadril a 45º, com o joelho em extensão, estando o paciente em decúbito dorsal. Figura 10.15 • Contra-Lasègue positivo. Intensificação da dor no membro acometido que se encontra em extensão, ao se elevar o membro inferior contra-lateral. Figura 10.15
    • Irradiação da dor e eventual parestesias na lombociatalgia • L4-L5 - dor irradiada pela região ânterolateral da coxa e perna atingindo o hálux. • L5-S1 - dor irradiada pela região pósterolateral de coxa e perna, atingindo 4º e 5º dedo do pé.
    • III - Quadro clínico - coluna dorsal • Dor em região dorsal. • Atitude antálgica. Desvio postural em coluna dorsal. • Rigidez com contratura muscular. • Crepitação. • Intensificação álgica aos movimentos.
    • IV - Quadro clínico – sacroilíaca • Dor localizada em sacroilíaca, isolada ou bilateral. • Manobra de Volkmann positiva. Dor em sacroilíaca à pressão das cristas ilíacas, forçando a abertura da pelve. • Manobra de Lewin positiva. Dor em sacroilíaca à pressão das cristas ilíacas promovendo a sua aproximação.
    • V - Quadro clínico - cóccix (coccigodínea) • Dor na projeção, pressão e apoio sobre o cóccix. • Aumento de volume local. • Edema.
    • VI - Quadro clínico do cisto pilonidal. • Dor na projeção, pressão e apoio sobre o cóccix. • Aumento de volume e temperatura local. • Calor e rubor. • Estado geral febril. • Hemograma infeccioso.
    • • Cisto pilonidal. Observar ao nível da projeção cutânea do cóccix as características clínicas do cisto (aumento de volume e rubor. A palpação evidencia dor, calor e flutuação). Neste estágio a indicação é de drenagem e antibioticoterapia. Na evolução após regressão do processo infeccioso, pode haver indicação de fisioterapia.
    • FATORES PREDISPONENTES DAS ALGIAS NA COLUNA VERTEBRAL • Obesidade. • Atividades de impacto atingindo a coluna vertebral. • Musculatura deficiente.
    • Etiologia 1. Lesões discais: • A principal causa das dores na coluna vertebral é a lesão discal. Entre 70% e 80% das lombalgias e 95% das lombociatalgias são determinadas por lesão discal. Figura 10.18 - A e B 2. Lesões ao nível de articulação interapofisária (sinovite, artrose, etc.)
    • 3. Defeitos posturais: • Escoliose • Hipercifose • Hiperlordose • Retificação da lordose e cifose 4. Espondilólise 5. Espondilolistese 6. Anomalias vertebrais: • Mega-apófise • Hemivértebra
    • 7. Doença de Paget 8. Doenças reumáticas: • Espondilite anquilosante • Artrite reumatóide 9. Visceropatias: • Úlcera perfurante do estômago e duodeno • Aneurisma dissecante de aorta 10. Osteoporose
    • 11. Tumores ou neoplasias da coluna: • Primitivo (origem nos próprios tecidos da coluna vertebral) • Por contigüidade (invasão por tumores localizados próximos à coluna) • Metastático (por dissiminação hematogênica), sendo os principais: próstata, pulmão, tireóide e mama
    • Diagnóstico pela imagem • • • • • Estudo radiológico Tomografia computadorizada Ressonância magnética Mielografia Cintilografia
    • Na suspeita de hérnia de disco a mielografia, a ressonância magnética e a tomografia computadorizada esclarecem o diagnóstico. A ressonância magnética evidencia com maior clareza as lesões de partes moles, mostrando as de origem traumática, degenerativa e tumoral. Já, a cintilografia tem a sua indicação principal nas lesões metastáticas da coluna vertebral.
    • Tratamento • Repouso. • Medicamentos (antiinflamatórios não hormonais, analgésicos e miorrelaxantes). • Eventual imobilização. • Orientação ortopédica. • Evitar atividades de esforço, ou seja, de impacto. • Controle do peso. • Melhora da musculatura. • Fisioterapia. De ação analgésica e antiinflamatória, ainda, • Reforço muscular (musculatura hipotrófica) e alongamento (musculatura retraída).
    • Orientação ortopédica. Coluna dorsal, lombar e cervical. • A postura incorreta é importante causa de dor na coluna. • Andar o mais ereto possível. Endireitar o corpo. Olhar acima do horizonte. • Utilizar calçados com solado macio e salto entre 1cm e 3cm. Evitar o uso de salto alto, por estimular a lordose. • Evitar dobrar o corpo estando em pé. Ao realizar um serviço sobre uma prancha ou mesa manter um joelho em semi-flexão com o pé sobre um banco, o que auxilia na correção da lordose. Os móveis e equipamentos devem se adaptar à altura de quem está trabalhando (ergonomia).
    • • Quando sentar, não cruzar as pernas, manter as costas eretas e com apoio. • Quando sentado, evitar dobrar o corpo sobre a mesa para escrever ou digitar. Os braços se posicionam ao longo do corpo e o antebraço apóia sobre a mesa ou teclado. A cabeça permanece ereta. • Dormir em decúbito lateral, com as pernas encolhidas, travesseiro na altura do ombro e almofada entre os joelhos ou em decúbito dorsal, joelhos em flexão com auxílio de almofada ou travesseiro (embaixo dos joelhos). Colchão firme (semi-ortopédico) para o paciente com menor peso corporal e ortopédico para o obeso. Evitar decúbito ventral.
    • • Evitar levantar objetos do chão com peso acima de 20% do peso corporal. • Abaixar-se sempre com a coluna ereta, flexionando os joelhos. • Não colocar peso acima da cabeça, em prateleiras altas. Não carregar bolsas pesadas inutilmente, e quando possível repartir o peso entre os membros superiores. • Evitar torções do pescoço ou tronco. Fazer uso do espelho retrovisor em vez de de girar a cabeça para trás durante a marcha-ré. Utilizar cadeiras giratórias que não dificulta a torção da coluna vertebral durante as atividades. • Evitar assistir TV e ler na cama.
    • • • • • • • • B - Cirúrgico Laminectomia e discectomia. Hérnia de disco. Microdiscectomia. Hérnia de disco. Estenose vertebral. Descompressão e estabilização. Artrodese posterior. Instabilidade. Artrodese anterior. Instabilidade. Após as cirurgias, os pacientes continuam com os mesmos cuidados que fazem parte do tratamento conservador, envolvendo principalmente orientação ortopédica, evitar as atividades de esforço e manter massa muscular apropriada. Nos períodos de retorno das algias, indicam-se ainda medicamentos e fisioterapia de alívio dos sintomas.
    • Escoliose • O termo escoliose provém do grego e significa curvatura. É definida como uma deformidade que atinge a coluna vertebral e que apresenta desvios no plano sagital, coronal e transverso.
    • Classificação das escolioses, WINTER (1994) 1. Quanto à localização: • Cervical - Cervicotorácica - Torácica - Toracolombar Lombar - Lombo-sacra. 2. Quanto à importância da curva: • Primária • Secundária • A primária é a curva principal, de maior amplitude e alteração estrutural (inclinação e rotação do corpo vertebral). • A secundária é a curva de compensação. Figura 11.2
    • 3. Quanto à etiologia: • Idiopática - Paralítica - Congênita - Secundária à neurofibromatose – Pós-traumática • Postural - Antálgica - e outras.
    • 1. Escoliose idiopática É a mais comum, em 80% dos casos, sem causa definida. Está relacionada ao desenvolvimento musculoesquelético. Habitualmente, não determina dor, exceto na idade adulta (associada à artrose vertebral). Apresenta-se geralmente em forma de “S”, com uma curva primária e outra secundária, de compensação.
    • Classificação das escolioses idiopáticas de acordo com a idade: • Infantil. Encontrada a partir do nascimento até os três anos de idade. Incide na mesma proporção em ambos os sexos e a maioria apresenta regressão espontânea, sem tratamento. • Juvenil. Entre três e dez anos. Com incidência maior no sexo feminino na proporção de cinco para um, sendo que muitas apresentam tendência à progressão. • Adolescente. Acima dos dez anos. Com maior incidência no sexo feminino na proporção de dez para um, com tendência à progressão.
    • 2. Escoliose paralítica Está relacionada a patologias de origem neuromuscular, tais como, poliomielite, paralisia cerebral (encefalopatia) e a lesões traumáticas do sistema nervoso central atingindo encéfalo, meninges ou medula. Pela paralisia ocorre predomínio de um grupo muscular, levando ao aparecimento do desvio da coluna vertebral no plano sagital, coronal e transverso. Estas escolioses seguem o curso da doença original e progridem à medida que avança a paralisia da musculatura que mantém a posição anatômica da coluna.
    • 3. Escoliose congênita Está relacionada à malformação das vértebras, sendo facilmente identificada nas radiografias. Estes defeitos ocorrem entre a segunda e quarta semana de vida embrionária, aparecendo as espinhas bífidas, espondilólises, espondilolisteses e as duas principais causas de escoliose congênita, ou seja, as hemivértebras e as barras ósseas. Figura 11.4 - A , B e C
    • 4. Escoliose secundária à neurofibromatose A localização do processo no corpo vertebral (neurofibroma) leva ao seu enfraquecimento e à conseqüente perda de altura do corpo vertebral na área acometida, com o aparecimento da escoliose. A maioria delas é de tratamento cirúrgico.
    • 5. Escoliose traumática Está relacionada ao achatamento vertebral decorrente de traumatismos. Quando o acunhamento for considerável e não corrigido em gesso, dispositivo especial de imobilização ou através de cirurgia, a deformidade manter-se-á.
    • 6. Escoliose postural A escoliose postural é determinada pela presença de um membro inferior mais longo do que o contra-lateral. O tratamento está relacionado à sua equalização com elevação do salto ou utilização de palmilha de compensação. Quando o encurtamento for maior que 3cm, pode haver indicação de cirurgia de alongamento ósseo.
    • 7. Escoliose antálgica Está relacionada a um mecanismo de proteção. O desvio da coluna vertebral é secundário a uma patologia principal, geralmente, encontrada nas lombalgias ou lombociatalgias por hérnia de disco. O tratamento da causa desencadeante promove a regressão total da escoliose antálgica. Figura 11. 7
    • Exame clínico das escolioses Paciente de frente para o examinador Figura 11.8 Assim, para observar se existe assimetria facial, deformidades da coluna vertebral e do tórax (tórax infundibuliforme, tórax em quilha, gradil costal maior que o lado oposto, etc.), assimetria mamaria e elevação de um ombro em relação ao outro, considerados sinais indiretos de escoliose.
    • Paciente em perfil para o examinador. Figura 11.9 Para avaliação das curvaturas vertebrais, aumento da cifose ou lordose nos diferentes segmentos da coluna vertebral, anteversão do ombro, protrusão do abdome, etc.
    • Paciente de costas para o examinador. Figura 11.10 Para avaliar o nivelamento dos ombros, observar se a escápula é saliente e apresenta a mesma elevação da contralateral, e se há deformidade torácica ou lombar. Avaliação se o triângulo de Tallis é simétrico (espaço triangular entre o flanco e o membro superior - bilateral). Observação de eventual deformidade dos quadris.
    • Exame radiográfico As radiografias em AP e perfil são realizadas em posição ortostática, pois, sob a ação da gravidade os desvios se apresentam em seu grau máximo. A radiografia deve ser panorâmica, de preferência incluindo toda a coluna vertebral, desde a primeira vértebra torácica até a primeira sacral.
    • • Elas devem ser analisadas e, eventualmente, mensuradas (método de Cobb) no negatoscópio como se o paciente estivesse de costas para o examinador, ou seja, a imagem cardíaca e a bolha gástrica devem estar à esquerda e a imagem hepática à direita do examinador
    • As radiografias em AP permitem a graduação dos desvios laterais, enquanto que a incidência em perfil permite a avaliação do grau de cifose e lordose. Figura 11.12 - A e B O exame radiográfico se completa com as inclinações à direita e à esquerda, feitas com o paciente em decúbito dorsal. Na realização das radiografias, a coluna é inclinada totalmente para um lado e a seguir para o outro, de tal maneira, a tornar possível a avaliação do grau de flexibilidade das curvas, para se programar o tratamento adequado. Figura 11.13 - A, B e C
    • Mensuração do grau da escoliose Método de Cobb 1. Localiza-se a vértebra limite inferior na radiografia em ântero-posterior. Éa última caudal, cuja borda inferior mais se orienta para a concavidade da curva. • Traça-se uma linha paralela à sua borda inferior (I). • Desta linha tira-se uma perpendicular, na concavidade da curva (II).
    • 1. Localiza-se a vértebra limite superior também na radiografia em anteroposterior. • É a primeira no sentido cefálico, cuja borda superior mais se orienta para a concavidade da curva. • Traça-se uma linha paralela à sua borda superior (III). • Desta linha tira-se uma perpendicular, na concavidade da curva (IV). 3. O ângulo de intersecção entre as duas perpendiculares identifica o grau da escoliose.
    • Tratamento 1. Para as escolioses com até 20 graus Cobb e os pacientes em crescimento, o tratamento é conservador, com os seguintes cuidados: • Observação periódica, com eventuais controles radiográficos, para identificar a possibilidade de progressão da curva. • Orientação ortopédica. • Tratamento fisioterápico.
    • 2. Para as escolioses entre 20 e 40 graus Cobb, com o paciente em crescimento (sinal de Risser menor que 4) e a curva flexível, o tratamento mais adequado consta de: • Observação periódica • Orientação ortopédica • Colete ortopédico, com utilização disciplinada (23 horas por dia) Colete de Milwaukee nas escolioses altas (dorsal, dorsolombar). Órtese tóraco lombo-sacra (O.T.L.S.) nas escolioses baixas (lombosacral). Tratamento fisioterápico
    • Sinal de Risser O núcleo epifisário da crista ilíaca, cujo fechamento se processa da espinha ilíaca antero-superior, progride posteriormente para a espinha ilíaca postero-superior. RISSER (1958) dividiu este crescimento em quatro partes:
    • O Risser 1 equivale a até 25% de excursão, 2 até 50%, 3 até 75%, 4 até 100% e 5 à fusãodo ílio. O Risser 4 em 100% ou 5 estão relacionados à parada de crescimento da coluna. Já ANDERSON et al. (1982) demonstraram que o sinal de Risser 5 se relaciona com a cessação do aumento da estatura. Figura 11.18 - A e B
    • 3. O tratamento cirúrgico está indicado em pelo menos duas eventualidades: Para as escolioses com potencial de crescimento, angulação maior do que 40 graus Cobb, que não respondem ao tratamento conservador e que são progressivas
    • Para os pacientes sem potencial de crescimento, portadores de curvas acentuadas (associadas a grave comprometimento estético ou alterações vasculares, respiratórias e/ou nervosas por compressão). Os pacientes com indicação cirúrgica (artrodese), em geral, previamente, são submetidos à tração esquelética do tipo halofemoral (entre o crânio e a região supracondiliana do fêmur, bilateral), com o objetivo de diminuir as curvas e avaliar eventuais alterações neurológicas durante a correção.
    • A artrodese da coluna vertebral deve ser sólida e consta basicamente de: • Acesso posterior à coluna vertebral com exposição meticulosa das apófises espinhosas, lâminas vertebrais e articulações interapofisárias do segmento a ser artrodesado. • Alinhamento da coluna vertebral com utilização de material de implante tipo haste de Harrington, haste em “L”, etc.
    • • Enxerto ósseo abundante. • Imobilização pós-operatória em gesso ou dispositivo especial, dependendo do tipo de implante e da estabilidade obtida na cirurgia.
    • Em alguns pacientes com escoliose idiopática entre 40 e 60º Cobb, quando não for possível o tratamento cirúrgico ou da não aceitação desse procedimento pelo paciente, tem-se como alternativa o tratamento conservador com gesso tipo Risser (mais utilizado) ou até mesmo o colete ortopédico.
    • Deformidades do tórax 1. Tórax infundibuliforme, do sapateiro, ou peito escavado (“pectus excavatum”) é uma deformidade do tórax que se caracteriza pelo afundamento ou retração intratorácica do esterno. Figura 11.19 - A e B 2. Tórax em quilha, de pombo, (“pectus carinatum”) é uma deformidade do tórax que se caracteriza pela protusão anterior do esterno. Figura 11.20
    • • Tórax em quilha ou “pectus carenatum”. Observar a protusão anterior da parte distal do esterno
    • 3. Tórax com deformidade mista. A depressão ou a protusão do tórax pode coexistir ou apresentar lateralização da deformidade. O diagnóstico é firmado pela deformidade predominante. Figura 11.21
    • Tratamento I - Órtese 1. “Pectus carinatum” . Aparelho ou órtese com almofada anterior apoiada no ápice da deformidade (compressor dinâmico do tórax CDT). Figura 11.22 - A e B 2. “Pectus excavatum” . CDT com duas almofadas anteriores apoiadas sobre o rebordo costal direito e esquerdo. Figura 11.23 - A, B e C
    • • A órtese é utilizada por um tempo que varia entre 8 meses e 2 anos. Nos primeiros 2 a 6 meses em tempo integral, com a retirada apenas para o banho e eventual natação.
    • Cifose • É o termo que define uma curva da coluna vertebral, no plano sagital, com ângulo de abertura anterior (convexidade posterior - concavidade anterior).
    • CAUSAS MAIS FREQÜENTES DE CIFOSE TORÁCICA • Dorso curvo juvenil. • Dorso curvo senil. Encontrado no paciente de idade avançada, em decorrência de microfraturas e achatamento de corpo vertebrais provocados pela osteoporose. Figura 12.2 - A, B e C • Dorso curvo congênito. Por malformação vertebral, tal como, hemivértebra e barra óssea. Figura 12.3
    • • Dorso curvo traumático. Em decorrência de fraturas, promovendo achatamento de um ou mais corpos vertebrais. Figura 12.4 - A e B • Dorso curvo por processo tumoral benigno ou maligno (do próprio corpo vertebral, metastático ou proveniente de invasão por contigüidade), que ao acometerem o corpo vertebral determinam o seu achatamento.
    • • Dorso curvo por processo infeccioso, específico (tuberculose) ou não (osteomielite). O processo infeccioso se localiza no corpo vertebral, e com a perda da resistência óssea ocorre o achatamento. Quando determinado por processo específico, o dorso curvo é conhecido como mal de Pott.
    • • Dorso curvo juvenil É a causa mais comum de cifose e se manifesta durante o crescimento. A incidência na população, de acordo com as características étnicas, varia entre 0,5 e 8%, acometendo o grupo etário de 12 a 17 anos, com predomínio no sexo masculino na proporção de dois para um. Figura 12.5 – A e B
    • • Dorso curvo juvenil por doença de Scheuermann. É determinado pelo encunhamento anterior de uma ou mais vértebras dorsais. Figura 12.6 – A, B, C e D
    • • Quadro clínico Clinicamente, observa-se aumento da cifose torácica, posicionamento anterior dos ombros, protusão abdominal, hiperlordose lombar com retração dos músculos peitorais e isquiotibiais.
    • Tratamento No tratamento da cifose juvenil deve ser considerado o grau da mesma e o potencial de crescimento do paciente. I - Paciente em crescimento com curva menor de 45º Cobb • Orientação ortopédica. • Avaliação periódica. • Fisioterapia.
    • • Espaldeira. Dispositivo especial de imobilização indicado no auxílio da correção do dorso curvo juvenil postural. Embora a conduta não seja de consenso, pelo fato de que ao corrigir a cifose dorsal aumenta a lordose lombar, tem como vantagem promover a retrusão dos ombros. Figura 12.10
    • II - Pacientes em crescimento com curva entre 45 e 60º Cobb e/ou que estão progredindo ao tratamento inicial: • • • • Orientação ortopédica Avaliação periódica Fisioterapia Colete de Milwaukee Figura 12.11
    • III - O tratamento cirúrgico está indicado em pelo menos duas eventualidades: a - Para as cifoses com potencial de crescimento, angulação maior de 60º Cobb e que não respondem ao tratamento conservador, sendo portanto progressivas. b - Para os pacientes sem potencial de crescimento, com curvas acentuadas acima de 60º Cobb e sintomáticos (comprometimento pulmonar, cardíaco e/ou neurológico).
    • Lordose • É o termo que define uma curva, no plano sagital, com ângulo de abertura posterior (convexidade anterior - concavidade posterior).
    • • Lordose lombar típica com aumento de concavidade posterior e abdome proeminente
    • • Os sintomas são determinados por desequilíbrio musculoesquelético ao nível da transição lombo-sacra, com sobrecarga nas articulações interapofisárias e nos discos intervertebrais. Na evolução surge o quadro clínico de espondiloartrose.
    • • • Também, por hiperlordose, pode ocorrer o contato das apófises espinhosas na região lombar. Estado mórbido conhecido por Síndrome de Baastrup ou “kissing spine”, determinando desconforto, entre os quais, contratura muscular, rigidez, desvios posturais e dor, por vezes, incapacitante. Figura 13.2
    • • Fatores predisponentes • Mecânicos Gravidez, obesidade, cifose torácica acima de 40º, utilização de calçados inadequados (salto alto), retração dos músculos isquiotibiais e peitorais, etc. • Patológicos • Espondilólise, espondilolistese, seqüela de fraturas, malformação congênita, neoplasias, processo, infeccioso, etc.
    • A gravidez aumenta o peso corporal, intensifica a lordose pela proeminência do abdome, distende a musculatura abdominal promovendo flacidez; a) orientação ortopédica; b) exercícios de manutenção e reforço muscular; c) evitar o excesso de peso corporal e tão logo possível regredir ao normal; d) não utilizar calçados com salto elevado, por estimular o aumento da lordose.
    • Mensuração da lordose lombar Método de Ferguson • Marcar um ponto na borda posterior e superior do sacro. Marcar outro ponto na borda superior e posterior de L1. Unir estes dois pontos através de uma linha (I). • Traçar outra linha, perpendicular à primeira, de projeção anterior, com início no ponto marcado na borda posterior e superior do sacro (II).
    • • Traçar uma linha tangente à borda superior do sacro de projeção anterior (III). • A intersecção entre as duas linhas de projeção anterior forma o ângulo de Ferguson.
    • Tratamento • A principal causa de lordose é a postural. O tratamento consta de orientação ortopédica, analgésicos, antiinflamatórios não hormonais, eventual imobilização em dispositivos especiais (tipo colete de Putti ou faixa elástica) e fisioterapia, com especial interesse na promoção de hipertrofia da musculatura dominada ou atrófica (abdominais) e alongamento da musculatura dominante ou hipertrófica