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Fevereiro de 2004 - A sétima reunião ministerial da Conferência sobre Diversidade Biológica foi
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1o Ano Ecologia Humana

  1. 1. O ramo científico da ecologia humana tem como objecto de estudo a relação do ser humano com o seu ambiente natural. De constituição física bastante desvantajosa, o ser humano (Homo sapiens sapiens), por meio da cultura, adotou, e levou às últimas conseqüências, a estratégia de adaptar o meio ambiente ao seu corpo. Logrou, assim, sobreviver, até agora e em todos os ambientes terrestres do planeta, sem adaptações corporais que levassem sequer à formação de outras sub-espécies ou mesmo de raças.
  2. 2. O meio ambiente humano combina, assim, tanto os elementos naturais Os elementos do meio (orgânicos e inorgânicos) ambiente original assim quanto os culturais que manipulados passaram dão suporte à vida então também a integrar humana nos diversos o meio ambiente dos ambientes em que ela se seres humanos e dos desenvolve e pode ser outros elementos sujeitos observado em diferentes aos efeitos da escalas espaciais: do manipulação. quintal de uma casa até à biosfera como um todo.
  3. 3. Há, contudo, um limite O meio ambiente humano mínimo de salubridade que pode ser mais ou menos é aquele que possibilita a favorável à manutenção sobrevivência de uma da saúde humana, ou seja, quantidade mínima de à normalidade das funções indivíduos até a idade orgânicas, físicas ou reprodutiva e a sua mentais necessárias para a reprodução numa taxa sobrevivência e reprodução suficiente para repôr os dos indivíduos. indivíduos mortos. A questão intergeracional impõe, contudo, um limite Abaixo desse limite mínimo máximo ao conforto de salubridade, a espécie usufruído por uma dada está fadada à extinção. geração humana, pois este Esse limite mínimo é não pode ser obtido às bastante inferior aos custas dos meios padrões de conforto necessários para a (entendido como bem- manutenção de um meio estar material) atualmente ambiente sadio para as considerados civilizados. gerações futuras.
  4. 4. Podemos assim definir o Essa definição inclui meio ambiente humano tanto a dimensão física saudável como aquele (o limite mínimo físico de que permite a salubridade e máximo de sobrevivência por tempo conforto), quanto a indeterminado da cultural (a necessidade espécie humana e, ao de respeito a cada mesmo tempo, satisfaz, indivíduo humano, no maior grau possível, evitando um cinismo as necessidades de cada estatístico, e a indivíduo humano, concepção de bem de proporcionando-lhe a cada cultura) de um meio oportunidade de viver ambiente saudável. uma vida digna.
  5. 5. • A biologia, com o estudo das cadeias tróficas e o ser humano • A geografia humana, com as disperções populacionais e os estudos migratórios • A sociologia, através da pesquisa social-metabólica das comunidades humanas • A antropologia, com os estudos adaptativos-culturais da raça humana • A psicologia através das pesquisas que relacionam o meio-ambiente e o comportamento humano. • De fato a ecologia humana é uma ciência transdisciplinar, que toca todos esses campos e exige, para uma pesquisa Várias ciências séria, uma cuidadosa escolha do objeto de estudo e a reivindicam escolha da, ou das, metodologias e disciplinas envolvidas na pesquisa. propriedade sobre a • Sem dúvida, a ecologia humana é uma ciência nova, que ecologia humana. tem ainda, como uma caixa de pandora, muito a dar para evolução da ciência humana, contribuindo com as bases teóricas do desenvolvimento sustentável e apontando limites e perspectivas que o homem precisa ter no seu processo evolutivo no planeta Terra.
  6. 6. O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração actual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais. O campo do desenvolvimento sustentável pode ser conceptualmente dividido em três componentes: a sustentabilidade ambiental, sustentabilidade económica e sustentabilidade sócio-política.
  7. 7. Ao longo das ultimas décadas, vários têm sido os acontecimentos que marcam a evolução do conceito de desenvolvimento sustentável, de acordo com os progressos tecnológicos, assim como do aumento da consciencialização das populações para o mesmo.
  8. 8. 1968 - Criação do Clube de Roma, reunindo pessoas em cargos de relativa importância em seus respectivos países e visa promover um crescimento económico estável e sustentável da humanidade. O Clube de Roma tem, entre seus membros principais cientistas, inclusive alguns prémios Nobel, economistas, políticos, chefes de estado e até mesmo associações internacionais. 1972 - O Clube de Roma publicou o relatório Os limites do crescimento, preparada a seu pedido por uma equipa de pesquisadores doMassachusetts Institute of Technology. Este relatório apresenta os resultados da simulação em computador, da evolução da população humana com base na exploração dos recursos naturais, com projecções para 2100. Mostra que, devido à prossecução do crescimento económico durante o século XXI é de prever uma redução drástica da população devido à poluição, a perda de terras aráveis e da escassez de recursos energéticos. 16 de Junho de 1972 - Conferência sobre o Ambiente Humano das Nações Unidas (Estocolmo). É a primeira Cimeira da Terra. Ocorre pela primeira vez a nível mundial preocupação com as questões ambientais globais. 1979: o filósofo Hans Jonas exprime a sua preocupação no livro Princípio responsabilidade. 1980: A União Internacional para a Conservação da Natureza publicou um relatório intitulado "A Estratégia Global para a conservação, onde surge pela primeira vez o conceito de" desenvolvimento sustentável ". 1987 - Relatório Brundtland, Our Common Future, preparado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, onde foi pela primeira vez formalizado o conceito de desenvolvimento sustentável.
  9. 9. De 3 a 14 de Junho de 1992 - Realiza-se a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente eo Desenvolvimento (segunda "Cimeira da Terra"), onde nasce a Agenda 21, e são aprovadas a Convenção sobre Alterações Climáticas, Convenção sobre Diversidade Biológica (Declaração do Rio), bem como a Declaração de Princípios sobre Florestas. 1993 - V Programa Acção Ambiente da União Europeia: Rumo a um desenvolvimento sustentável. Apresentação da nova estratégia da UE em matéria de ambiente e as acções a serem tomadas para alcançar um desenvolvimento sustentável para o período 1992-2000. 27 de maio de 1994 - Primeira Conferência sobre Cidades Europeias Sustentáveis. Aalborg (Dinamarca), de onde surgiu a Carta de Aalborg. 8 de Outubro de 1996 - Segunda Conferência sobre Cidades Europeias Sustentáveis. Plano de Acção de Lisboa: da Carta à acção. 1997 - 3 ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, em Quioto, onde s estabelece o Protocolo de Quioto. 8 de Setembro de 2000 - Após os três dia da Cimeira do Milénio de líderes mundiais na sede das Nações Unidas, a Assembleia Geral aprovou a Declaração do Milénio. 2000 - Terceira Conferência Europeia sobre Cidades Sustentáveis. De 26 a 4 de Setembro de 2002 - Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio +10), em Joanesburgo, onde reafirmou o desenvolvimento sustentável como o elemento central da agenda internacional e se deu um novo impulso à acção mundial para combater a pobreza assim como a protecção do ambiente.
  10. 10. Fevereiro de 2004 - A sétima reunião ministerial da Conferência sobre Diversidade Biológica foi celebrado com a Declaração Kuala Lumpur, o que gerou descontentamento entre os pobres e as nações que não satisfaz plenamente os ricos. Kuala Lumpur 2004 - Conferência Aalborg +10 - Inspiração para o futuro. Apelo a todos os governos locais e regionais da Europa para participar na assinatura do compromisso de Aalborg e fazerem parte da Campanha Europeia das Cidades Sustentáveis e Cidades. 11 de Janeiro de 2006 - Comunicação da Comissão Europeia ao Parlamento Europeu sobre a Estratégia temática sobre o ambiente urbano. É uma das sete estratégias do Sexto Programa de Acção Ambiental para o Ambiente da União Europeia, desenvolvido com o objetivo de contribuir para uma melhor qualidade de vida através de uma abordagem integrada e centrada nas zonas urbanas e para tornar possível um elevado nível de qualidade de vida e bem-estar social para os cidadãos, proporcionando um ambiente em que níveis da poluição não têm efeitos adversos sobre a saúde humana e o ambiente assim como promover o desenvolvimento urbano sustentável. 2007 - Carta de Leipzig sobre as cidades europeias sustentáveis. 2007 - Cimeira de Bali, com o intuito de criar um sucessor do Protocolo de Quioto, com metas mais ambiciosas e mais exigente no que diz respeito às alterações climáticas. Julho de 2009 - Declaração de Gaia, que implanta o Condomínio da Terra no I Fórum Internacional do Condomínio da Terra.
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