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MODERNISMO PROFESSOR :  José Palmito Rocha
O MODERNISMO <ul><li>Século XX:   estado  de  insatisfação  do  homem  em  </li></ul><ul><li>relação  à  civilização  (=ca...
POÉTICA Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto expedi...
Estou farto do lirismo namorador Político Raquítico Sifilítico De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de s...
<ul><li>Quero antes o lirismo dos loucos </li></ul><ul><li>O lirismo dos bêbados </li></ul><ul><li>O lirismo difícil e pun...
CARACTERÍSTICAS DA LINGUAGEM MODERNISTA <ul><li>No poema de Manuel Bandeira, percebemos algumas características da linguag...
Conheça outras características tanto da poesia quanto da prosa modernista:  Fragmentação e flashs cinematográficos: influ...
 A busca de uma língua brasileira: desprezando o rigor das regras gramaticais, aproximam a língua literária escrita da lí...
senhor feudal Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia  Temas extraídos do cotidiano: os modernistas...
 Urbanismo: nas duas primeiras décadas do século XX, os modernistas, influenciados pelo Futurismo, apreciaram os temas re...
A  SEMANA DE ARTE MODERNA 1922 -   Marco do Modernismo   no Brasil.   Movimento:   artístico   político   social Intenção ...
A SEMANA DE ARTE MODERNA Não se conhece ao certo de quem partiu a idéia de realizar uma mostra de artes modernas em São Pa...
OS SAPOS Enfunando os papos, Saem da penumbra,  Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o sapo...
O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: -”Meu cancioneiro É bem martelado. Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! ...
Vai por cinqüenta anos Que lhes dei a norma: Reduzi sem danos A formas a forma. Clame a saparia Em críticas céticas: Não h...
<ul><li>Brada em um assomo </li></ul><ul><li>O sapo-tanoeiro: </li></ul><ul><li>“ A grande arte é como </li></ul><ul><li>L...
Longe dessa grita, Lá onde mais densa A noite infinita Verte a sombra imensa; Lá, fugido ao mundo, Sem glória, sem fé, No ...
A IMPORTÂNCIA DA SEMANA A Semana de Arte Moderna, vista isoladamente, não deve merecer tanta atenção. Os jornais da época,...
Apesar disso, a Semana foi aos poucos ganhando uma enorme importância histórica: 1º - Representou a confluência das várias...
1922 a 1930 - 1ª Fase Modernista  Tentativa de definir e marcar posições CARACTERÍSTICAS <ul><li>Rompimento  com  todas  a...
REVISTAS E MANIFESTOS KLAXON  - 1923 A REVISTA - 1925 MANIFESTO DA POESIA PAU-BRASIL - 1924 Fruto  das  agitações  do  ano...
MANIFESTO REGIONALISTA DE 1926 REVISTA DA ANTROPOFAGIA - 1928 / 1929 Através  do  Centro  Regionalista  do  Nordeste,  lan...
MÁRIO DE ANDRADE - 1893 / 1945 Há uma gota de sangue em cada poema  => obra de estréia => influências de escolas anteriore...
OSWALD DE ANDRADE  <ul><li>Trouxe idéias do Futurismo para o Brasil. </li></ul><ul><li>Idealizador dos principais manifest...
MANUEL BANDEIRA - 1886 / 1968 As  fatalidades  da  vida  deixam  em  sua  obra  cicatrizes profundas (morte do pai, da mãe...
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M O D E R N I S M

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Apresentação prof. José Palmito Rocha falando sobre o Modernismo

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  1. 1. MODERNISMO PROFESSOR : José Palmito Rocha
  2. 2. O MODERNISMO <ul><li>Século XX: estado de insatisfação do homem em </li></ul><ul><li>relação à civilização (=caminho traçado pelo homem, pela humanidade); </li></ul><ul><li>Ruptura com o passado para levá-lo de volta às origens primitivas, a sua formação pura; </li></ul><ul><li>Estado de insegurança em relação aos aconteci- mentos dos últimos anos do século XIX: expansão e/ou industrialização dos países europeus; </li></ul><ul><li>Primeira Guerra Mundial - início do século XX => </li></ul><ul><li>transformações na maneira de pensar do homem </li></ul><ul><li>moderno (idéia de nacionalismo / nazismo, fascismo e </li></ul><ul><li>comunismo => intensas agitações; </li></ul><ul><li>1939-1945: Segunda Guerra Mundial / (EUA x URSS). </li></ul>
  3. 3. POÉTICA Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente [protocolo e manifestações de apreço ao sr. Diretor. Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o [cunho vernáculo de um vocábulo. Abaixo os puristas Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
  4. 4. Estou farto do lirismo namorador Político Raquítico Sifilítico De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si [mesmo. De resto não é lirismo. Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante [exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes [maneiras de agradar às mulheres, etc.
  5. 5. <ul><li>Quero antes o lirismo dos loucos </li></ul><ul><li>O lirismo dos bêbados </li></ul><ul><li>O lirismo difícil e pungente dos bêbados </li></ul><ul><li>O lirismo dos clowns de Shakespeare </li></ul><ul><li>Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. </li></ul><ul><li>(Manuel Bandeira) </li></ul>
  6. 6. CARACTERÍSTICAS DA LINGUAGEM MODERNISTA <ul><li>No poema de Manuel Bandeira, percebemos algumas características da linguagem da poesia modernistas. Tais como: </li></ul><ul><li>Emprego do verso livre; </li></ul><ul><li>As palavras em liberdade; </li></ul><ul><li>A ausência de pontuação; </li></ul><ul><li>A irreverência; </li></ul><ul><li>O antipassadismo cultural; </li></ul><ul><li>A influência das correntes vanguardistas; </li></ul><ul><li>A liberdade de criação </li></ul><ul><li>A exaltação de estados inconscientes </li></ul>
  7. 7. Conheça outras características tanto da poesia quanto da prosa modernista:  Fragmentação e flashs cinematográficos: influência da vida moderna. <ul><li>O CAPOEIRA </li></ul><ul><li>Qué apanhá sordado? </li></ul><ul><li>O quê? </li></ul><ul><li>Qué apanhá? </li></ul><ul><li>Pernas e cabeças na calçada </li></ul> Síntese: a busca de frase curta. AMOR Humor
  8. 8.  A busca de uma língua brasileira: desprezando o rigor das regras gramaticais, aproximam a língua literária escrita da língua falada pelo povo brasileiro. A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros Vinha da boca do povo na língua errada do povo Língua certa do povo Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil  Nacionalismo: os primeiros modernistas se interessam por temas brasileiros, buscando valorizar nossas tradições e cultura.  Ironia, humor, piada, paródia: os modernistas procuravam ser críticos e bem-humorados.
  9. 9. senhor feudal Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia  Temas extraídos do cotidiano: os modernistas acreditavam na possibilidade de a arte ser extraída das coisas simples da vida e não apenas dos grandes temas universais. Então me levantei, Bebi o café que eu mesmo preparei, Depois me deitei novamente, acendi o cigarro e fiquei pensando...
  10. 10.  Urbanismo: nas duas primeiras décadas do século XX, os modernistas, influenciados pelo Futurismo, apreciaram os temas relacionados à cidade e suas modernidades. Os caminhões rodando, as carroças rodando, Rápidas as ruas se desenrolando, Rumor surdo e rouco, estrépitos, estalidos... E o largo coro de ouro das sacas de café!...
  11. 11. A SEMANA DE ARTE MODERNA 1922 - Marco do Modernismo no Brasil. Movimento: artístico político social Intenção de colocar a cultura brasileira a par das correntes de vanguarda do pensamento europeu e pregava a tomada de consciência da realidade brasileira.
  12. 12. A SEMANA DE ARTE MODERNA Não se conhece ao certo de quem partiu a idéia de realizar uma mostra de artes modernas em São Paulo. Contudo, sabe-se que, já em 1920, Oswald de Andrade prometera para 1922 – ano do centenário da Independência – uma ação dos artistas novos “que fizesse valer o Centenário!”. Em 1921 o grupo modernista que realizaria a Semana estava completamente organizado e amadurecido para o evento. A Semana de Arte Moderna ocorreu entre 13 e 18 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, com a participação de artistas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
  13. 13. OS SAPOS Enfunando os papos, Saem da penumbra, Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o sapo-boi: - “Meu pai foi à guerra!” - “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”
  14. 14. O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: -”Meu cancioneiro É bem martelado. Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos. O meu verso é bom Frumento sem joio. Faço rimas com Consoantes de apoio.
  15. 15. Vai por cinqüenta anos Que lhes dei a norma: Reduzi sem danos A formas a forma. Clame a saparia Em críticas céticas: Não há mais poesia, Mas há artes poéticas... Urra o sapo-boi: - “Meu pai foi rei” – “Foi!” - “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”.
  16. 16. <ul><li>Brada em um assomo </li></ul><ul><li>O sapo-tanoeiro: </li></ul><ul><li>“ A grande arte é como </li></ul><ul><li>Lavor de Joalheiro. </li></ul><ul><li>Ou bem de estatuário. </li></ul><ul><li>Tudo quanto é belo, </li></ul><ul><li>Tudo quanto é vário, </li></ul><ul><li>Canta no martelo.” </li></ul><ul><li>Outros, sapos-pipas </li></ul><ul><li>(Um mal em si cabe), </li></ul><ul><li>Falam pelas tripas: </li></ul><ul><li>- “Sei!” – “Não sabe!” – “Sabe!”. </li></ul>
  17. 17. Longe dessa grita, Lá onde mais densa A noite infinita Verte a sombra imensa; Lá, fugido ao mundo, Sem glória, sem fé, No perau profundo E solitário, é Que soluças tu, Transido de frio, Sapo-cururu Da beira do rio... (Manuel Bandeira)
  18. 18. A IMPORTÂNCIA DA SEMANA A Semana de Arte Moderna, vista isoladamente, não deve merecer tanta atenção. Os jornais da época, por exemplo, não lhe dedicaram mais do que algumas poucas colunas e a opinião pública ficou distante. Seus participantes não tinham sequer um projeto artístico comum; unia-os apenas o sentimento de liberdade de criação e o desejo de romper com a cultura tradicional. Foi, portanto, um acontecimento bastante restrito aos meios artísticos, principalmente em São Paulo.
  19. 19. Apesar disso, a Semana foi aos poucos ganhando uma enorme importância histórica: 1º - Representou a confluência das várias tendências de renovação que vinham ocorrendo na arte e na cultura brasileira antes de 22 e cujo objetivo era combater a arte tradicional. 2º - Conseguiu chamar a atenção dos meios artísticos de todo o país e, ao mesmo tempo, aproximar os artistas com idéias modernistas que até então se encontravam dispersos. 3º - Permitiu a troca de idéias e de técnicas, o que ampliaria os diversos ramos artísticos e os atualizaria em relação ao que se fazia na Europa.
  20. 20. 1922 a 1930 - 1ª Fase Modernista Tentativa de definir e marcar posições CARACTERÍSTICAS <ul><li>Rompimento com todas as estruturas do passado, </li></ul><ul><li>necessidade de definição. </li></ul><ul><li>Caráter anárquico => sentido destruidor. </li></ul><ul><li>Manifestação do nacionalismo => volta às origens, à </li></ul><ul><li>pesquisas de fontes quinhentistas, procura de uma </li></ul><ul><li>“ língua brasileira”, as paródias, valorização do índio </li></ul><ul><li>verdadeiramente brasileiro. </li></ul><ul><li>Final da década de 20 - postura que apresenta duas </li></ul><ul><li>vertentes distintas: </li></ul><ul><li>Nacionalismo crítico (denúncia da realidade brasileira/ </li></ul><ul><li>frente da esquerda) </li></ul><ul><li>Nacionalismo ufanista (utópico e exagerado - extrema </li></ul><ul><li>direita). </li></ul>
  21. 21. REVISTAS E MANIFESTOS KLAXON - 1923 A REVISTA - 1925 MANIFESTO DA POESIA PAU-BRASIL - 1924 Fruto das agitações do ano de 1921 e da Semana de Arte Moderna. Tinha como proposta uma concepção estilística diferente, que anunciava a modernidade, o século XX, “buzinando”, pedindo passagem. Escrito por Oswald de Andrade e tinha como proposta uma literatura vinculada à realidade brasileira, a partir de uma redescoberta do Brasil. Publicação responsável pela divulgação do movimento modernista em Minas Gerais e tinha como um dos redatores Carlos Drummond de Andrade.
  22. 22. MANIFESTO REGIONALISTA DE 1926 REVISTA DA ANTROPOFAGIA - 1928 / 1929 Através do Centro Regionalista do Nordeste, lança-se o Manifesto, que procura desenvolver o sentimento de unidade do Nordeste dentro dos valores modernistas. Tinha como proposta trabalhar em prol dos interesses da região nos seus aspectos diversos: sociais, econômicos e culturais. Década de 30 - regionalismo nordestino resulta em brilhantes obras literárias com nomes que vão de Graciliano Ramos, José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Raquel de Queiroz e Jorge Amado (romance) a João Cabral de Melo Neto (poesia). Movimento antropofágico que surgiu como uma nova etapa do nacionalismo Pau-Brasil e como resposta ao grupo verde- amarelista, que criara a Escola da Anta. Miscelânea ideológica em que o movimento modernista se transformara, com artigos que vão de Oswald e Mário de Andrade, Alcântara Machado, Drummond (1ª “dentição”)/ 2ª “dentição”- Fase mais definida ideologicamente, uma vez que se via uma época de definições. Ruptura de Oswald com Mário de Andrade.
  23. 23. MÁRIO DE ANDRADE - 1893 / 1945 Há uma gota de sangue em cada poema => obra de estréia => influências de escolas anteriores (rigor à métrica, rima, vocabulário...) Sua poesia manifesta-se modernista a partir do livro Paulicéia Desvairada (ruptura com os moldes do passado e objetivo de análise e constatação da cidade de São Paulo e seu provincianismo (=cidade multifacetada). Lutou por uma língua brasileira, próxima do povo (cuspe = guspe, quese = quasi). Valorizou, também, o brasileirismo e o folclore brasileiro. Obras: Clã do Jabuti / Remate de males / Amar, Verbo Intransitivo/ Macunaíma (o anti-herói).
  24. 24. OSWALD DE ANDRADE <ul><li>Trouxe idéias do Futurismo para o Brasil. </li></ul><ul><li>Idealizador dos principais manifestos modernistas. </li></ul><ul><li>Foi militante político. </li></ul><ul><li>Características de sua obra : </li></ul><ul><li>nacionalismo que busca as origens sem perder a visão </li></ul><ul><li>crítica da realidade brasileira. </li></ul><ul><li>A paródia como uma forma de repensar a literatura. </li></ul><ul><li>Valorização do falar cotidiano </li></ul><ul><li>Análise crítica da sociedade burguesa capitalista. </li></ul><ul><li>Inovação da poesia no aspecto formal. </li></ul><ul><li>Obras : </li></ul><ul><li>O Rei da Vela </li></ul><ul><li>Serafim Ponte Grande (*) </li></ul><ul><li>Memórias sentimentais de João Miramar (*) </li></ul><ul><li>(*) Há quebra de estrutura dos romances tradicionais: capítulos </li></ul><ul><li>curtíssimos e semi-independentes, num misto de prosa. </li></ul>
  25. 25. MANUEL BANDEIRA - 1886 / 1968 As fatalidades da vida deixam em sua obra cicatrizes profundas (morte do pai, da mãe e da irmã, convivência e sofrimento com sua própria doença). Buscou na própria vida inspiração para os seus grandes temas: de uma lado a família, a morte, a infância no Reci- fe, o rio Capibaribe; de outro, a constante observação da rua por onde transitam os mendigos, as prostitutas, os meninos carvoeiros, os carregadores das feiras, falando o português gostoso do Brasil (humor, ceticismo, ironia, tristeza e alegria dos homens, idealização de um mundo melhor. Obras : A Cinza das Horas (0bra de estréia-influência parn./simb.) Carnaval / O Ritmo Dissoluto (engajamento moderno) Libertinagem (Modernismo)
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