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Pesquisa Midia fachada

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Pesquisa desenvolvida como parte da conclusão da curso Design e Arquitetura da Efemeridade, do curso Design e Tecnologia Digital - Para o Desenvolvimento de Produtos e Serviços.

Pesquisa desenvolvida como parte da conclusão da curso Design e Arquitetura da Efemeridade, do curso Design e Tecnologia Digital - Para o Desenvolvimento de Produtos e Serviços.

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  • 1. Dez perguntas que quero responder com meu trabalho: 1. Qual o conceito de Mídia Fachada? 2. De que maneira ela pode ser empregada? 3. Qual seu impacto no contexto urbano/arquitetônico da cidade? 4. Quais os tipos de tecnologias/técnicas empregadas? 5. Como cada uma delas é determinante para o resultado esperado? 6. Quais os níveis de interação entre as pessoas, e a mídia? 7. Quais exemplos podem ser citados como referências em mídia fachadas? 8. Quais as técnicas empregadas em cada uma delas? 9. Quais as motivações para o seu desenvolvimento 10. Que mudança esse tipo de linguagem causa na percepção humana da arquitetura?
  • 2. Tema: As Mídias Fachadas, sua relação com o espaço urbano e arquitetônico das cidades. Seu Potencial artístico e comercial numa nova maneira de comunicar e interagir com as pessoas. Objetivo: Analisar através de uma pesquisa teoria/prática, os conceitos empregados do desenvolvimento de Mídias Fachadas, bem como as técnicas utilizadas para a realização das mesmas e ainda como ela altera a percepção das pessoas com relação ao objeto/edifício e os níveis de interação que podem surgir deste tipo de comunicação.
  • 3. Tópicos a Serem Desenvolvidos 1.Introdução e problematização 2.Conceito e Motivação 3.Tecnologias 4.Níveis de Interação 5.Análise de exemplos 6.Conclusão 7.Bibliografia
  • 4. Introdução e Problematização: O constante refinamento no emprego das tecnologias digitais proporcionou a criação de uma série de novas possibilidades de narrativas no ambiente urbano. Este trabalho tem por objetivo fazer uma análise sobre essas novas narrativas, de como elas alteram a percepção do observador sobre o espaço urbano, expandindo a realidade deste espaço, trazendo características dinâmicas e efêmeras para a arquitetura antes estática. Analisando o contexto a que foram propostos, as diferentes técnicas empregadas no seu desenvolvimento, determinando assim seus níveis de interação com o espaço e o observador. Não se pretende questionar aqui a legibilidade funcional das mídias fachadas, nem discutir os méritos da sua utilização artística ou comercial e sim entender o seu funcionamento e seu impacto em uma diferente maneira de nos relacionados com a cidade.
  • 5. Conceito e Motivação As Mídias Fachadas propõem uma exploração das possibilidades de reconstrução do espaço arquitetônico urbano através da interação entre observador e objetos que compõem o sistema. Focando seus trabalhos justamente na potencialização da experiência sensorial do observador, tornando a relação do homem com a máquina, mais fluida, ou seja, desassociando-a dos paradigmas existentes das relações de input e output, tornando o corpo, o movimento, a voz, por exemplo, gatilhos para a materialização dos elementos envolvidos. Quanto às motivações para o emprego deste tipo de linguagem, podemos relacionar a expressão artística ou a vontade do artista em explorar diferentes possibilidades, como sendo das mais recorrentes utilizações das mídias fachadas. Como dito anteriormente não entraremos nos méritos das suas utilizações, mas vale ressaltar que como em outras mídias a sua popularização, ou seja, o conhecimento desta, pelo grande público acontece pelas vias publicitárias, que como nas artes se apropriam dessas novas narrativas para desenvolver novas linguagens que chamem a atenção do público para uma determinada campanha ou produto.
  • 6. Tecnologias De acordo com as pesquisas feitas, salvo algumas adaptações para resultados específicos, a maior parte das Mídias Fachadas já empregadas utilizam-se de dois sistemas: LEDS e Lâmpadas: Os sistemas que utilizam a luz ou pontos de luz para a criação de diferentes padrões controlados posteriormente por um sistema computacional onde se define as relações de input e output á controlar as ações. Essa luz pode ser produzida com a utilização de Leds que é a sigla em inglês para Light Emitting Diode, um dispositivo semicondutor emissor de luz. Mas como visto em alguns exemplos pode-se utilizar diferentes emissores de luz como lâmpadas fluorescentes, controlando seu efeito com a cobertura a ser utilizada o edifício, como acrílico translúcido.
  • 7. Projeção em Vídeo: Os sistemas que utilizam projeção em vídeo, em que se preparam conjuntos de imagens e sons que interagem com a superfície do edifício, relacionando-se com a proposta e contexto existentes. O tipo de projeção, a qualidade da imagem e o tipo de efeito pretendido, tem relação direta com o espaço que servirá de pano de fundo a intervenção. A ainda mídias fachadas que mesclam elementos de luz com a módulos móveis, em que se cria uma fachada com deslocamento físico além de luminosos. Como visto os tipos de projeções ou efeitos propostos nas mídias fachadas podem surgir de diferentes maneiras, ou seja, por projeções de filmes pré-determinados que tenham somente a função de expandir a realidade do edifício, ou movimentos e efeitos que são criados a partir da interação do público, presente no local, com o sistema, bem como dispositivos que possibilitem a participação não somente dos presentes no local da projeção, como de diferentes observadores em várias locais do mundo através de um sistema online que possibilite a manipulação do sistema, para a definição de novos parâmetros a servirem com imput no sistema.
  • 8. Níveis de Interação Como discutido anteriormente as interações com o sistema podem surgir de diferentes processos e proporcionar diferentes resultados ao trabalho. Entende-se por interação a relação do usuário com o sistema em que o imput e output se desenvolvem de maneira mais complexa e a resposta do sistema também evolui. Cito aqui dois processo relacionados á interação com o usuário ou observador: Sistema Autônomo: Processo independente caracterizado por uma interação simples. Sistema Reativo: Processo mais interativo, disposto sobre um conjunto mais complexo de regras hierárquicas de comando. Para se obter o máximo da interação usuário e sistema, deve-se haver a conversação, ou seja, o sistema se torna independente, onde ele se auto programa de acordo com a percepção do comportamento do usuário e o objetivo do sistema se altera com relação ao primeiro objetivo colocado. Os dois usuário e sistema processam e evoluem, e ambos saem “modificados” desta conversação.
  • 9. Análise de Exemplos Mídia Fachadas com sistemas de Projeção em Vídeo: Sydney Opera House – Sydney, Austrália Esta instalação sobre o Sydney Opera House foi projetada para o Luminous – parte do Vivid Sydney Festival e SmartLight Sydney. Pinturas selecionadas a partir de um conjunto significativo de trabalhos artísticos foram projetadas, sem repetir, para sobre o Opera House por 21 dias, utilizando tecnologias de projeção de vídeo.
  • 10. Análise de Exemplos Mídia Fachadas com sistemas de Projeção em Vídeo: 555 KUBIK Facade Projection – Hamburdo - Alemanhã Este é um projeto da UrbanScreem (empresa alemã especializada em mídias fachadas) que ao desenvolver essa instalação com as projeções de vídeo sobre a fachada do Museu de Arte de Hamburdo, propôs a ruptura visual da arquitetura rígida e estática do prédio.
  • 11. Análise de Exemplos Mídia Fachadas com Sistemas de Projeção por Luz: Greenpix – Pequim, China Uma parede de mídia de energia zero que apresenta o maior monitor de LED colorido de todo o mundo e tem o primeiro sistema fotovoltaico que já foi integrado em um muro de vidro. Coleta energia solar diariamente, utilizando-a para iluminar a tela ao escurecer. É constituída por mais de 2.000 luzes LED, resultando em uma tela de mídia dinâmica.
  • 12. Análise de Exemplos Mídia Fachadas com Sistemas de Projeção por Luz: Kunsthaus Art Museum – Graz, Austria Uma matriz de 930 lâmpadas fluorescentes, integradas na fachada de acrílico oriental do Kunsthaus Art Museum em Graz, na Áustria. Cada lâmpada é individual e infinitamente ajustável. A luminosidade pode variar entre 0% e 100%. Animações, gráficos e alfabetos podem ser exibidos em uma velocidade de 20 quadros por segundo através de um sistema de controle digital.
  • 13. Conclusão A partir da análise feita dos exemplos e do estudo da utilização das mídias fachadas, pode-se perceber que essa nova linguagem, apropria-se de diferentes técnicas, mas a cerne da criação ou da motivação está em propor a ruptura do convencional, da estética sólida dos edifícios, mudando a dinâmica urbana no nível da cidade. Tendo nessas novas técnicas somente o meio para se alcançar esse objetivo maior.
  • 14. Bibliografia: Livros, Artigos e Sites ANSHUMAN, Sachin; KUMAR, Bimal. Architecture and HCI: a review of trends towards an integrative approach to designing responsive space. International Journal of IT in Architecture, Engineering and Construction. Vol.2. Issue 4. December 2004. STRALEN, Mateus de Sousa Van. Instalação 2048. Arquitetura relacional Um experimento de projeção e interface tangível. Julho 2008.

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