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Resumo de otávio luiz machado no congreso internacional ciencias, tecnologías y culturas
 

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    Resumo de otávio luiz machado no congreso internacional ciencias, tecnologías y culturas Resumo de otávio luiz machado no congreso internacional ciencias, tecnologías y culturas Document Transcript

    • 1 CONGRESO INTERNACIONAL CIENCIAS, TECNOLOGÍAS Y CULTURASDIÁLOGO ENTRE LAS DISCIPLINAS DEL CONOCIMIENTOMIRANDO AL FUTURO DE AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE 30 OCTUBRE 2 NOVIEMBRE 2008 Universidad de Santiago de Chile Resumes de las Mesas 1 a 25
    • 2 MESA 1 FINANCIAMIENTO Y GESTIÓN EN SALUDMaría Crojethovic mcroje@gmail.com, Daniel Maceira danielmaceira@cedes.orgEL FINANCIAMIENTO DE LA SALUD EN BRASIL: EN BUSCA DE LA EQUIDADAldira Guimarães Duarte Domínguezaldira_guimaraes@yahoo.com.brEl sistema de salud brasileño es constituido por dos sectores: uno público, que atiende a 75% de lapoblación; y otro privado, responsable por el 25% restante. El sistema público es representado por el llamadoSistema Único de Saúde (SUS), que es descentralizado y universal. El SUS garantiza la asistencia de baja,media y alta complejidad para toda la población. Los recursos para financiar tales servicios provienen de lastres esferas de gobierno vigentes en el país: la federal, la estatal o provincial, y la municipal. Paralelamente,el sector privado aparece como complementario, y siendo regulado y controlado por el gobierno federal.El sector público se presenta como la única de las opciones de uso para las personas de bajo ingreso. Laspersonas de estratos sociales más altos solo procuran los servicios públicos para las acciones de atenciónbásica como las campañas de vacunación o en casos de servicios de alta complejidad no cubiertos por losplanes de seguro privados.Así, el presente estudio tiene como propósito analizar si la forma como se presenta hoy las políticas definanciamiento del sistema de salud brasileño está contribuyendo de hecho para la resolución de lasinequidades en las acciones y servicios de salud, o si – por el contrario – las tendencias vigentes lo tornanmás inequitivativo e ineficiente.En consecuencia, se busca aquí hacer un levantamiento sobre esa temática, intentándose contribuir para laelaboración de medidas y procedimientos que favorezcan la constitución de una justa igualdad deoportunidades para todos.OS DIREITOS SÃO QUANTIFICÁVEIS? DESAFIOS PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDEDIANTE DA ESCASSEZ DE RECURSOS ESTATAISCristina Danielle Pinto Lobato, Felipe Dutra Asensi, Roseni Pinheirofelipedml@yahoo.com.brNo cenário contemporâneo, observa-se uma tendência de, embora reconhecendo a existência de direitosprevistos constitucionalmente, condicionar a sua efetivação à possibilidade econômica do Estado de custearo seu regular exercício. Uma vez inserido num contexto de governamentalidade, o Estado deve gerir osrecursos que lhes são disponíveis diante de uma situação de escassez para a efetivação plena de direitos.Tanto na gestão quanto no próprio âmbito dos tribunais, o debate acerca da relação entre direitos e custoseconômicos tem crescido e, inclusive, tem sido objeto de defesa do Estado em diversas ações judiciais. Porisso, a intenção é discutir a associação entre cidadania e consumo a partir de dois eixos: a) o debate sobreEstado e governo sob a ótica dos Governmentality Studies; b) o debate sobre o direito (ou não) dos cidadãosà efetivação de seus próprios direitos sob a ótica da Law and Economics. Compreende-se que ambos os eixosse referem a elementos estruturais, porém também se busca pensar os contextos e situações específicas deinteração em que os indivíduos mobilizam recursos e estratégias para travar tensões, desafios e soluções naefetivação de direitos. Objetivo. O objetivo geral deste estudo consiste em analisar as práticas e as estratégias
    • 3de ação que permeiam as instituições governamentais e as jurídicas no que concerne à efetivação de direitos,com enfoque especial para o uso do argumento dos custos dos direitos e dos recursos escassos. Neste sentido,se adotará como foco a efetivação do direito à saúde a partir da atuação do Ministério Público e da Gestãogovernamental sob uma perspectiva diagnóstica, que procura estabelecer um panorama do arcabouçojurídico-institucional no Brasil e seus limites e desafios do ponto de vista econômico, e uma genealógica,que visa reconstituir as condições de emergência associadas ao crescimento no Brasil do argumento sobre oscustos dos direitos. Metodologia. Serão utilizados como referenciais empíricos os dados obtidos numapesquisa desenvolvida entre os anos de 2005 a 2007 no Laboratório de Pesquisas sobre Práticas deIntegralidade em Saúde (LAPPIS/UERJ). Trata-se de pesquisa qualitativa multicêntrica (Porto Alegre, BeloHorizonte, Piraí e Aracaju.) que utiliza conteúdos da sociologia e antropologia jurídica e se operacionalizamediante um estudo com diversos atores que compõem o processo de produção, fiscalização e execução dedireitos (Ministério Público, Gestores, Profissionais de saúde, Conselheiros de saúde e Usuários).Resultados. Os desafios para a efetivação de direitos no âmbito das práticas de governo têm se debruçado naconstatação do hiato entre os avanços formais previstos na Constituição e os desafios materiais de cunhoeconômico no tocante à sua efetivação. Em geral, as reflexões sobre os custos dos direitos incorporam asseguintes tendências: a) pensam os titulares de direitos como consumidores; b) associam os direitos à meraprestação de serviços; c) associam o dever jurídico do Estado em implementar direitos como um devercontratual (e privado); d) admitem que os direitos têm custos e, por isso, seria possível a sua restrição.Conclusões. O campo da saúde envolve relações de poder que influenciam decisivamente a subjetividade dosatores sociais e a positividade que estes atores adquirem frente ao direito, ensejando contradições eambigüidades. Exemplo disso é a própria associação que alguns usuários do sistema de saúde entre direito epagamento de impostos ou o desenvolvimento no âmbito dos juristas de doutrinas que enfatizam termoscomo reserva do possível e mínimo existencial. Neste sentido, a conquista do direito à saúde não se dá maisna forma da lei ou nos limites da legalidade, uma vez que os avanços jurídico-institucionais realizados nocampo da saúde nas últimas décadas, de certa forma, ainda não foram plenamente incorporados comodireitos pelos usuários do sistema e encontram desafios no próprio âmbito do governo e da justiça.AÇÃO INTERSETORIAL: SAÍDA PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE COLETIVADoralice Inocênciodora@mackenzie.brO estudo tece sobre alguns aspectos que permeiam as ações intersetoriais ou intersetorialidade, poispermitem que se possam vislumbrar investigações, desenvolvimento de projetos e parcerias entre diversossetores que tenham por princípio fins de saúde. Faz ainda menção aos poucos trabalhos que se têm sidopublicados na América Latina - o que torna o campo vasto e merecedor de pesquisas e ações na atualidade.As ações intersetoriais enquanto proposta e foco de preocupação da Organização Mundial de Saúde (OMS) eOrganização Panamericana da Saúde (OPAS), já apontadas em seus documentos (há pouco ou por volta dedez anos), são enfocadas nesta sucinta revisão com objetivo de apresentar teoricamente as discussõesocorridas e documentadas, mas que não vieram a alterar de forma significativa o contexto da saúde dapopulação nos últimos anos. Outros documentos e enfoques convergentes aos da OMS e OPAS se somam,como as Recomendações de Adelaide (Austrália), Declaração de Sundsvall (Suécia) que reforçam a visãointersetorial como forma de promoção e educação em saúde. Conceituações e exemplos concretos sãocontextualizados, pois subsidiam a compreensão e dimensionam o campo de ação intersetorial, além defornecer elementos conceituais básicos para que, a partir daí, se possa suscitar reflexões e ações.LA RECONFIGURACION IDENTITARIA EN TERMINOS ESTIGMATIZADOS DE LOS PACIENTESY EX PACIENTES DE SECTORES SOCIALES VULNERABILIZADOS DEL HOSPITAL
    • 4NEUROPSIQUIATRICO PÚBLICO JOSE TIBURCIO BORDA EN EL AREA METROPOLITANA DEBUENOS AIRES, ARGENTINA.Gimena Lorenzogimenalorenzo@yahoo.com.arCon la mutación histórica ocurrida en los últimos 25 años, (particularmente en Argentina, profundizándose apartir de la década del 90), las políticas neoliberales impulsoras de la privatización de los servicios públicos(salud, educación, entre otros) y el consecuente achicamiento de los roles estatales, el clima cultural conllevóel desplazamiento de lo público a lo privado, cuya consecuencia principal fue el deterioro paulatino no solode los servicios públicos, sino asimismo de la percepción cultural en términos positivos respecto a lautilización de los mismos. Paralelamente: “ Se instituyen nuevas líneas de división social y con ellas figurasmarginales que aunque no sean absolutamente novedosas lo son en sus funciones sociales, lo son en lo queevocan en el imaginario colectivo, lo son en la forma en que son miradas y enunciadas por parte de los quedetentan el poder científico” (Murillo,1996:173)De lo antedicho se desprende, que el siguiente trabajo pretenda abordar la situación de los denominadossocialmente “enfermos mentales” en tanto esta categoría es producida con el fin de establecer parámetros denormalidad generalizados, teniendo como resultado el establecimiento de normas de acción. Es decir, a partirde la construcción de la “anormalidad” se construye la definición de “normalidad”, lo que conlleva laexclusión de la diferencia, en términos foucaultianos.Dentro de este contexto, el objetivo de esta investigación es describir, caracterizar y analizar elprocedimiento de despojo del “Yo civil” y los derechos humanos inherentes al mismo de sujetos quepertenecen a sectores sociales vulnerabilizados que se ven obligados a utilizar un modelo de gestiónhospitalaria público en decadencia. La unidad de observación son cada uno de los pacientes y ex-pacientesdel hospital Neuropsiquiátrico José Tiburcio Borda situado dentro del área Metropolitana de la ciudadAutónoma de Buenos Aires, Argentina durante el período 2007-2009, con quienes establecemos lazossignificativos, constituyéndose como informantes clave en nuestra investigación.El propósito de éste trabajo es contribuir a la desestigmatización de los rotulados “enfermos mentales” porparte de la sociedad mayor, para lograr su reinserción en la misma, como ciudadanos con derechos y deberes.La metodología empleada será la realización de análisis documentales, convivencia regular e irregular conlos internos, entrevistas semi estructuradas con el método etnográfico, que permitirá conocer el circuito deproducción de sentido, tanto como el universo de referencia compartido y racional que subyace y articula elconjunto de prácticas, nociones y sentidos organizados por la interpretación y actividades de los sujetossociales. De este modo: “creyendo con Max Weber que el hombre es un animal inserto en tramas designificación que él mismo ha tejido, considero que (…) el análisis de la cultura es una ciencia interpretativaen busca de significaciones” (Geertz,2003,229).De lo anterior se desprenden las siguientes preguntas/problema:¿La institución hospitalaria psiquiátrica en su devenir histórico preserva los derechos individuales, sociales yhumanos de acuerdo a los cánones establecidos por las disposiciones jurídicas Internacionales para losciudadanos de una comunidad?¿Podríamos decir que el proceso de admisión, internación y hospitalizaciónde un sujeto al interior de una institución psiquiátrica pública constituye para el mismo una enajenación ydespojo de las facultades inherentes al yo civil constituidas en la sociedad más amplia? ¿En términos de quénormativas y lazos se reconstituye y configura una nueva identidad enmarcada en el contexto hospitalariopúblico en decadencia?Situándonos dentro de este marco, nuestra hipótesis central refiere al despojo del yo civil, producto de lainstitucionalización de sujetos rotulados como enfermos mentales desde el discurso psiquiátrico, y sureconfiguración identitaria de forma estigmatizada insertos en un modelo de gestión hospitalaria de recursosestatales escasos.
    • 5DE ‘CONDICIONES’ Y ‘ESTRATEGIAS’: REFLEXIONES EN TORNO A LA COPARTICIPACIÓNPROVINCIAL POR SALUD Y LA POLÍTICA LOCAL EN LOS MUNICIPIOS DEL GRAN BUENOSAIRES (2000/2005)Magdalena Chiara, María Mercedes Di Virgiliomagdachiara@fibertel.com.ar, mdivirgilio@fibertel.com.arLa descentralización en la región estuvo influida por las reformas de ajuste estructural que caracterizaron suderrotero y condicionaron sus resultados. En el campo de la política social, se dieron en un contexto defuertes transformaciones en los modos como concebir las responsabilidades estatales y el alcance de lopúblico. Como resultado, en los sectores de políticas organizados bajo la forma de sistemas y muyparticularmente en contextos federales como es el caso de salud en Argentina, los modos como gestionar latensión fragmentación/integración están en el centro mismo de la dinámica que asumen las reformas.Si bien las competencias en el campo de salud permanecen bajo la órbita provincial, en las últimas décadas elsector sufrió en la provincia de Buenos Aires un agudo proceso de descentralización de servicios hacia losmunicipios que no estuvo acompañado por la definición de un modelo prestacional que instituyera losniveles a ser garantizados por cada una de las unidades territoriales menores.Este proceso no se dio en el vacío sino en una trama de reglas de juego (las denominadas condiciones delrégimen de implementación) que, por acción u omisión, constituyen incentivos o restricciones para la políticade salud en el nivel local.Este trabajo pone el foco en las consecuencias que han tenido en la política local durante la crisis y en susalida, los criterios de distribución secundaria de los fondos de coparticipación desde el Estado provincialhacia los municipios en lo referido al componente “salud” que, al operar como financiamiento del gastoejecutado, se realiza en función de la producción del sistema. Interesa comprender los modos como estoscriterios incentivan, restringen y orientan la política sanitaria local dando lugar a una fragmentación quegenera condiciones diferentes de ejercicio del derecho a la salud en cada espacio local.RELACIÓN ENTRE BIOMEDICINA Y CONOCIMIENTO LOCAL: EXPERIENCIAS Y ESTRATEGIASDEL CENTRO DE SALUD JAMBI HUASI, EN ECUADORMaría de los Ángeles Erazomaerazo@gmail.comEsta ponencia se sustenta en una investigación desarrollada a mediados del presente año en Otavalo,Ecuador, con respaldo del “Programa Avanzado de Master en Antropología Médica” de la Universidad deÁmsterdam, Holanda. Su objetivo es analizar la relación de conocimientos y prácticas que caracterizan a labiomedicina y a la medicina tradicional indígena, en los servicios de atención primaria de la salud que ofreceel centro de salud Jambi Huasi (término Kichwa que significa “Casa de la Salud”). Este centro de salud estáubicado en la ciudad de Otavalo, en la provincia de Imbabura, al norte del Ecuador.Debido a diferencias culturales y a razones históricas, algunos indígenas han preferido no recibir atenciónsanitaria en hospitales, clínicas u otros centros de salud del sistema oficial. Para satisfacer la demanda deestas personas, la Federación Indígena y Campesina de Imbabura (FICI), creó el proyecto de salud JambiHuasi hace más de 24 años atrás. Con el tiempo, este proyecto se convirtió en una Fundación de medicinaalternativa.A través de la investigación desarrollada en Jambi Huasi se pudo constatar claras diferencias de opinión conrespecto a la forma en que la biomedicina y la medicina tradicional indígena están relacionadas. El procesode “referencia y contra-referencia” es una de las prácticas más promovidas por el personal de salud de JambiHuasi, para fomentar puntos de encuentro, diálogo, respeto mutuo y reconocimiento entre los profesionalesbiomédicos y los representantes de la medicina tradicional indígena. En la práctica, este proceso ha sido máseficiente en la implementación de la práctica del parto vertical a nivel institucional.
    • 6Para sustentar el análisis de datos, se destaca el aporte de la Antropología Médica Crítica, porque esteenfoque considera los aspectos políticos y económicos (del ámbito institucional, nacional y mundial) queinfluyen en problemas de salud.Al comienzo del trabajo de campo, una de las principales preguntas de investigación fue analizar cómo labiomedicina y los conocimientos locales están relacionados en los servicios de atención primaria que ofreceel centro de salud Jambi Huasi.Luego del análisis de los datos obtenidos durante el trabajo de campo, se propuso reformular la pregunta deinvestigación principal. La interrogante que destaca en este trabajo es: ¿De qué manera el concepto de “saludintercultural” permite comprender la forma en que diferentes conocimientos y prácticas de la biomedicina yla medicina tradicional indígena se relacionan en el centro de salud Jambi Huasi?A partir del análisis que genera la respuesta a esta pregunta, se plantea otra interrogante: ¿La relación entre labiomedicina y la medicina tradicional indígena ha generado acaso un “híbrido cultural”, en la práctica de laatención primaria de salud que ofrece Jambi Huasi?SISTEMA DE SALUD DE LA CIUDAD DE MÉXICO EN EL MARCO DE UNA NUEVA DICTADURA:“LA DICTADURA NEOLIBERAL”Nashielly Cortés Hernándeznayeleona@yahoo.comEste documento es un requisito académico para la evaluación del aprovechamiento escolar personalalcanzado en el tercer módulo de la Maestría en Medicina Social, correspondiente al segundo Objeto deEstudio de la Medicina Social (La Respuesta Social Organizada a los procesos de Salud- Enfermedad-Atención de una población dada). En él, pretendí identificar los elementos de determinación política queenmarcan el desarrollo de un Sistema de Salud propio de la Ciudad de México en los últimos once años, conénfasis en el sexenio 2000-2006, por ser el inicio de una marcada diferencia, en cuanto a política sanitaria,del Gobierno Capitalino de centro izquierda con el Gobierno Federal de derecha.Este es un ejercicio reflexivo y analítico dode se parte de los conceptos de determinación social del procesosalud-enfermedad-atención, Estado, régimen político, política en salud, “autonomía relativa” y actoressociales, como elementos explicativos de los logros alcanzados en materia de políticas sociales a nivel local,así como de los obstáculos crecientes a enfrentar por parte de la población capitalina para defender susderechos sociales ante una realidad nacional de regímenes cada vez más autoritarios, represores y cerrados ala participación organizada de actores sociales previamente reconocidos y cuyas implicaciones a nivel depolítica sanitaria tienen gran trascendencia.La metodología del estudio incluyó hacer una búsqueda documental de la conformación histórica de laCiudad de México –que le da ciertas características identitarias que hacen particular y complejo sufuncionamiento- y la lucha por que tal identidad sea traducida en derechos económicos, políticos e incluso deexpresión ideológica.Un alcance del ensayo es que muestra que el reciente poder de los ciudadanos del Distrito Federal paradefinir el rumbo político de su historia, sus políticas públicas y, particularmente, sus políticas sanitarias –alpermitírseles elegir por voto universal y directo a sus gobernantes (Jefe de Gobierno y Jefes Delegacionales),significó la inaugural posibilidad de hacer gestión pública con cierta independencia del Estado Nacional y supolítica Federal. Este estudio permite valorar que el reconocimiento institucional del ciudadano como actorpolítico con derechos sociales, tuvo repercusión en el cambio de rumbo en las políticas sanitarias delGobierno del Distrito Federal (GDF) ya que, hasta antes de 1997, la Ciudad de México –pese a ser elterritorio donde se concentra la mayor cantidad de recursos y personal en salud- encarnaba los resultados deuna política sanitaria nacional desigual, fragmentada y prolongadamente en crisis financiera, reflejada en lapolarización de las condiciones de salud de la población, situación que no ha cambiado sustancialmente a lafecha; la diferencia radica en las estrategias para combatir la polarización en salud parten de una lógicadistinta a la política nacional (basada en las necesidades del capital), para centrarse en las necesidades de una
    • 7población cuya emergencia como actor político ha sido fundamental y pudiera ser efimera en la neo-dictadura neoliberal.CONSELHOS DE SAÚDE: UMA FORMA DEMOCRÁTICA DE PENSAR A GESTÃO DO SISTEMAÚNICO DE SAÚDE NO BRASILRenato Eliseu Costarenatoeliseu@gmail.comO artigo “Conselhos de Saúde: uma forma democrática de pensar a gestão do Sistema Único de Saúde noBrasil” discute os conselhos de saúde como uma forma de gestão da saúde pública mais democrática eequitativa. Faz uma releitura histórica dos conselhos desde sua concepção – com o surgimento dopensamento de uma democracia participativa, devido à crise da representação política no país – passandopela sua criação - através da luta dos movimentos sociais, mais especificamente o movimento sanitarista – esua regulação na Constituição Brasileira de 1988 e posteriormente na lei do SUS 8142/1990, fatosfundamentais para caracterizar o diferencial desta modalidade de gestão.O artigo ressalta a criação e consolidação dos Conselhos de Saúde em todos os seus níveis: municipal,estadual e federal, tomando para si o fato de que surgem para além de um "simples e novo espaçodemocrático", mas torna a discussão da "coisa pública" mais inclusiva, assim como auxiliam em um aspectoprimordial para as políticas públicas, uma nova forma de dar transparência às ações do Estado e realizar ocontrole o social, garantindo o uso do dinheiro público de forma eficaz, eficiente e efetiva como determina amesma constituição.Discute a atual forma de atuação dos Conselhos de Saúde, através da analise de dados coletados emaplicação de questionários semi-estruturados elaborados sob a luz da metodologia da Polis, onde a atuaçãodo conselheiro, membro eleito pela comunidade para representá-la no espaço dos conselhos, e suas ações temmaior relevância sobre outros aspectos. Também faz um levantamento dos problemas estruturais do conselhoatravés da comparação com a legislação atual e com o ideário estabelecido pela literatura. Os resultadosapontam para erros estruturais no conselho de saúde, como exemplo, a falta de suporte administrativo efinanceiros, assim como problemas de ordem política como falta de apoio da gestores públicos que utilizamo conselho somente como uma forma de legitimação de suas ações através da cooptação dos conselheiros eoutros problemas como a não cumprimento da legislação e Conferências Nacionais de Saúde e não opreparo para os conselheiros.O artigo encerra acenando para possibilidades de reformulação destes conselhos para que funcionem deforma mais efetiva e democrática cumprindo assim o seu papel transformador.
    • 8 MESA 2 Impactos socioeconômicos e geopolíticos das relações entre a América do Sul e a República Popular da China no Século XXIZhou Shixiu shixiaz@126.com, Luis A. Paulino lapaulino@marilia.unesp.br, Marcos Cordeiro Piresmcp@marilia.unesp.brTHE CHALLENGES FACED BY LATIN AMERICAN STATES WHO MAINLY EXPORT PRIMARYCOMMODITIES TO CHINABento Delgado Kardos e Gabriela Cunha Limabdk@noronhaadvogados.com.brBrazil has been one of the Latin American states who have overall gained from their interactions with Chinabecause they has been able to export primary commodities such as steel and soya that China increasinglyneeds. Nevertheless, Brazil and states in a similar position have been ingenuous in dealing with China in thelast decade and still face the challenge of reshaping their economic goals and policies to remain competitivebefore China’s extraordinary growth. These states may remain competitive by diversifying their exports anddistributing the gains of these exports to larger sections of society while keeping in mind the economic andecologic sustainability of the type of commodity it exports.EL DRAGÓN Y EL JAGUAR: UN ESTUDIO DE LAS RELACIONES SINO-BRASILEÑAS ENPERSPECTIVACarlos Federico Domínguez Ávilacdominguez_unieuro@yahoo.com.brO artigo aborda as relações econômicas e políticas vigentes entre o Brasil e a China. Verifica-se que asrelações econômicas são muito intensas, especialmente em termos comerciais e recentemente deinvestimentos produtivos – isto é, investimentos estrangeiros diretos. O diálogo político entre as partes éconstrutivo, relevante e cada vez mais significativo; ainda que também existam certas divergências. No finaldo artigo se apresentam três cenários plausíveis para o futuro das relações sino-brasileiras.ANÁLISE DA CHINA COMO MERCADO MONOPSÔNICO DA SOJA BRASILEIRACícero Péricles de Oliveira Carvalho e Júlio Gomes da Silva Netocicerocarvalho@uol.com.br, gomesnt@ccsa.ufal.brCom o ritmo do crescimento econômico chinês nos últimos anos, destacando-se o aumento da atividadeindustrial e a conseqüente transferência de recursos humanos de seu setor agrícola, a necessidade deabastecimento interno daquele país vem exigindo uma crescente e acelerada demanda por bens de consumobásico, destacadamente gêneros alimentícios. A este comportamento interno da economia chinesa, os paísesprodutores de matérias-primas e commodities vêm procurando redirecionar sua oferta no sentido de valer-seda oportunidade gerada pelo “gingante oriental”. No caso da América do Sul, região vinculada,
    • 9tradicionalmente, ao comércio com os Estados Unidos e a área de influência do dólar norte americano, asexportações de bens primários para china cresceram mais de 10 vezes no último decênio, credenciando o“Império do Centro” como segundo principal destino das exportações da Argentina e do Brasil. Esteconsumo crescente possibilitou ainda o aumento e/ou a estabilidade dos preços das commodites destes países,servindo como motivação final para a expansão de suas fronteiras agrícolas. No caso particular do Brasil, oprincipal produto de exportação caracterizado por este comportamento foi a soja.Não obstante, a expansão da produção de soja em terras agricultáveis brasileiras comprometeu, também nosúltimos dez anos, boa parte dos investimentos e da produção agrícola brasileira, vinculando, fortemente, odesempenho econômico deste setor aos humores do consumo chinês. Esta dependência mostrou toda a suaface em episódios recentes (2003/2004) de embargos ao comércio de soja brasileira, por parte do governo dePequim.Neste sentido, o presente texto apresenta uma análise do comportamento do mercado da soja brasileira, detendência monopsônica em relação ao comércio com a China. Insere-se nesta discussão a questão a tendênciados preços internacionais do produto, observada a partir da variação da demanda chinesa, bem como, ovolume de investimentos e a rentabilidade do setor no Brasil.A IMIGRAÇÃO CHINESA EM SÃO PAULO: IMPORTANTE PONTO DE CONTATO ENTRE BRASILE CHINADaniel Bicudo Verasd_veras@hotmail.comCalcula-se haver cerca de 35 milhões de chineses ultramarinos vivendo em quase 150 países. O Brasil é o larde cerca de 200.000, metade dos quais se encontram na região metropolitana de São Paulo. Isto permiteidentificar processos de globalização e relações deste quadro mundial com a conformação da sociedadebrasileira. Levantam-se, assim, três hipóteses básicas: 1) A China apresenta internamente fatoreseconômicos, políticos, além de culturais e demográficos, que expulsam parte de sua população; 2) O Brasil,pelo desenvolvimento de seu mercado e determinados fatores, torna-se um polo de atração de populações domundo, inclusive a chinesa; 3) Pensar a diáspora dos chineses e sua presença em São Paulo ajuda a entendera complexidade da sociedade brasileira, e as modificações que aqui se operam por novas influências. Ametodologia consistiu em pesquisa bibliográfica histórica e teórica, além de documental (dados estatísticossecundários, como os do IBGE, e outros) e informações da imprensa escrita. Outrossim foram consultados osarquivos do Museu da Imigração (de 1997 a 2003) contendo depoimentos de chineses no Brasil. Ademais,realizamos cinco entrevistas em profundidade com imigrantes chineses em São Paulo, em 2006. Entre osresultados obtidos, verifica-se a confirmação das hipóteses de pesquisa e da importância dos sino-brasileirosna aproximação entre os dois países.WOMEN IN MANAGEMENT: A CHALLENGE FOR THE 21ST CENTURY IN BRAZIL AND CHINAErika Zoeller Veraserikazoeller@gmail.comAround the world the growing presence of women in the labour market makes it important to discuss thebusiness impact of gender diversity. The increasing of participation of women in the workplace isremarkable although one may not overlook the fact that, in spite of the reaching of lower and middle levelsof management positions, the women seldom reach top management positions. With the rapid pace ofadvancement and the changing world of the twenty-first century this paper discusses some of the aspects ofthe presence of women in management, highlighting the Brazilian and the Chinese situations.
    • 10CAPITALISMO GLOBAL: BOLHAS ESPECULATIVAS E CRISEFrancisco Luiz Corsiflcorsi@uol.com.brA crise aberta em 2007 reafirma o domínio do capital financeiro, a incapacidade de regular a economia e ainstabilidade crônica do capitalismo na atual fase. A partir da década de 1980 o capitalismo globalizadobaseou-se em um padrão de acumulação de capital comandado por bolhas especulativas. O seu movimentocíclico só pode ser entendido sob a ótica da dinâmica dessas bolhas especulativas, que se constituem em umadas expressões do predomínio do capital financeiro na atual fase de mundialização do capital. Este padrão deacumulação dominado pela valorização fictícia do capital é intrinsecamente instável, como demonstram asrecorrentes crises que varreram a economia mundial desde aquela época. O predomínio da lógica do capitalfinanceiro não pode ser entendido como algo separado do processo de acumulação de capital, pois em últimainstância dele depende para garantir sua valorização. A própria existência e o desenvolvimento de umapletora de capital fictício, que se valoriza de maneira febril na esfera financeira, significam uma crônicadificuldade de fazê-lo na esfera produtiva em virtude de problemas crônicos de sobreacumulação de capital,que se manifestam não só na abundancia de capital fictício, mas também no excesso de capacidade ociosa nosetor manufatureiro em escala mundial. Não por acaso o período entre 1974 e 2003 caracteriza-se por umatendência de baixo crescimento relativo, embora sendo um processo muito desigual, onde o Leste asiáticoapresentou um crescimento impressionante e o resto do sistema um nível de acumulação sofrível, comalgumas exceções, dentre elas os EUA na segunda metade dos anos 1990. Os EUA constituem-se noepicentro desse padrão de acumulação. A ação do Estado norte-americano é decisiva para sua manutenção.Estado e capital atuam de forma entrelaçada para a sustentação desse padrão de acumulação.Um padrão de acumulação sustentado por bolhas especulativas denota o entrelaçamento entre as formas docapital, não só presente na absorção da lógica do capital financeiro pelas grandes corporações multinacionaisque dominam a produção mundial, mas também na própria expansão do sistema com a abertura de novasfronteiras de acumulação, cujo núcleo se encontra, hoje, na China. Porém, a ela não se reduz, abarcandovastas áreas, em especial da Ásia. Indícios sugerem que a nova fronteira centra-se, em boa medida, nasregiões nas quais fracassaram as tentativas de construir o socialismo tipo soviético. Observa-se nessas áreasvárias experiências de construção de vias específicas de desenvolvimento capitalista. A China, um dos pólosdinâmicos da economia mundial, constitui-se na experiência mais exitosa de desenvolvimento até omomento. O êxito da China, apesar vários outros aspectos, deve-se sobretudo a capacidade de preservar aautonomia de seu Estado nacional e ao poder de gravitação de seu imenso mercado interno. Esta experiênciasugere que a mundialização do capital não implica necessariamente crise dos espaços nacionais. Crise vividapela esmagadora maioria dos países periféricos. A centralidade do Estado norte-americano na determinaçãoda dinâmica do capitalismo globalizado reforça essa hipótese. A abertura de novas fronteiras de acumulaçãodo capital alterou, mas não anulou o padrão de acumulação centrado em bolhas especulativas, como mostra aatual crise. Tornou-o bem mais complexo. Indicativo dessas mudanças foi o forte crescimento entre 2003 e2004, que sugere o fim da fase de lento crescimento iniciada nos anos 1970 e da da situação de super-produção crônica. Parece que está em curso a formação de uma economia mundial com vários pólosdinâmicos. Um deles parece ser um conjunto de países em desenvolvimento, cujo principal representante é aChina. Nesse contexto, pode acontecer um relativo deslocamento desses países em relação à crise no núcleodo sistema, dependendo de sua profundidade.CHINA EN AMÉRICA LATINA: ¿INFLUENCIA, HEGEMONÍA O COOPERACIÓN SUR-SUR? UNABORDAJE A TRAVÉS DEL ESTUDIO DEL COMERCIO BILATERAL CHINO – ARGENTINOGustavo Santillángussant@hotmail.com
    • 11Uno de los datos insoslayables de las relaciones internacionales en las últimas dos décadas es la crecienteintegración comercial entre Latinoamérica y la República Popular China (RPCh), a partir de la ReformaEconómica y la apertura ensayadas por el país asiático. El volumen e intensidad creciente de estosintercambios, junto a la reformulación estratégica del proceso de integración del MERCOSUR, han vuelto aponer en el centro de la escena el carácter de la inserción de los países latinoamericanos en el conciertoglobal. Nuestra intervención intenta contribuir a esta discusión, acerca de ciertas categorías enunciadas porespecialistas y agencias gubernamentales, que apuntan a caracterizar las relaciones bilaterales entre nuestrospaíses y la RPCh. A partir del relevamiento de las prioridades estratégicas de política exterior de la RPCh,del perfil exportador y la estructura productiva de la Argentina, y del carácter de sus intercambios con laRPCh a partir de 1991, intentaremos aproximarnos a la mejor conceptualización para abordar estasrelaciones, buscando a la vez establecer y diferenciar aquéllas categorías enunciadas por grupos de interés yEstados nacionales, realizando un análisis crítico de sus motivaciones.RELAÇÕES CHINA X AMÉRICA DO SUL: CONTESTAÇÃO DA HEGEMONIA NORTE-AMERICANA NA REGIÃO?Hermes Moreira Jr. e Marcos Dementev Alves Filhohermes.moreira@marilia.unesp.br, dementevfilho@gmail.comEste artigo tem como objetivo verificar em que medida a presença chinesa na América Latina, através defluxos comerciais e canais de investimentos, pode constituir uma forma de contestação da hegemonia norte-americana na região, uma vez que dentro do sistema internacional contemporâneo esta tem sido uma regiãosob a proteção do guarda-chuva político, militar e econômico estadunidense.INVESTIGACIÓN INTRODUCTORIA: EL TRATADO DE LIBRE COMERCIO ENTRE LAREPÚBLICA DE CHILE Y LA REPÚBLICA POPULAR CHINAJosé Luis Valenzuela Álvarezjlvale@gmail.comChina es un enorme mercado, con una población que supera los mil trescientos millones de personas. Es unade las mayores potencias industriales en el sector de manufacturas intensivas en mano de obra, un mercadode creciente importancia para otras economías a través de complementariedad comercial, logrado mediante laliberalización y facilitación del comercio y de la inversión. Se está convirtiendo rápidamente en el mayorexportador de la región Asia-Pacífico y del mundo en el armado completo de productos de alta tecnología,está relocalizando etapas de sus procesos productivos en otras economías, convirtiéndose así en un agenteactivo de integración productiva y financiera.El paper analiza los siguientes aspectos:1-Introducción: Breve recopilación de la historia de las relaciones bilaterales y análisis del origen de lasnegociaciones.2-Comercio e Inversiones al inicio de las conversaciones (1994-2003): Análisis estadístico del comercio einversión bilateral en los últimos diez años, incorporando una perspectiva global3-Estudio de factibilidad de Chile: Análisis del estudio desarrollado por el Gobierno de Chile paradeterminar la conveniencia de iniciar negociaciones, y definir objetivos y estrategias.4-Progresión de las negociaciones (2004-2005): Análisis de las cinco rondas de negociaciones sostenidas enBeijing, Santiago y Wuxi entre el 25 de enero del 2005 y el 28 de octubre de 20055-El Tratado de Libre Comercio: Análisis del documento6-Breve comparación con otros TLC suscritos con la región: Japón, Corea del Sur.
    • 127-Resultados en el comercio y la inversión bilaterales en el período de negociaciones (2004 a 2006), y en elprimer año de plena vigencia (2007)8-ConclusionesA CONCORRÊNCIA ENTRE BRASIL E CHINA EM TERCEIROS MERCADOS: O CASO DASEMPREITEIRAS BRASILEIRAS NA ÁFRICA PORTUGUESAJúlio Gomes da Silva Netogomesnt@ccsa.ufal.brCom o espantoso crescimento da economia chinesa no último decênio, se fez natural o aumento, igualmenteespantoso, de suas necessidades por recursos naturais, responsáveis pela sustentação de sua Indústria deBase. Regiões tradicionalmente envolvidas com a produção e o comércio de produtos primários vêm então,intensificando suas relações econômicas com a República Popular da China (RPC). Neste sentido, ocontinente africano, por se tratar de uma das últimas regiões de predomínio de recursos naturais ainda nãoexplorados, tem recebido atenção especial dos chineses. A contra-partida às exportações africanas para Chinase dá pelo financiamento chinês na implantação de redes de infra-estrutura (estradas, escolas, centraishidroelétricas, redes de saneamento básico, redes de telefonia, plataformas de petróleo, etc.), edificada porempresas chinesas de construção civil, extração de petróleo ou minério e de prestação de serviços públicos.Diante deste quadro observa-se uma reorientação de vínculos econômicos entre o continente africano e seustradicionais parceiros comerciais como Europa e Estados Unidos. Depois destes – porém não muito longe –,a China já ocupa a terceira posição entre os mercados de exportáveis africanos, sendo que o volume denegócios entre eles quadriplicou entre 2002 e 2006, atingindo US$ 55,5 bilhões de dólares. As estimativassão de que esse valor alcance os US$ 100 bilhões em 2010.Debruçando-se agora sobre o objeto deste trabalho, considera-se também, que a presença chinesa nocontinente africano implica na perspectiva mudanças quanto a vinculação econômica da região com o Brasil,particularmente no que tange a presença de empresas de grande porte no continente, em operações deconstrução civil, prospecção de petróleo e minério e produção de bens de capital. Na esteira do desinteressedos países centrais nestes setores da economia africana, estas empresas brasileiras buscaram, durante asdécadas de 19(80) e 19(90), processar sua internacionalização no continente.No caso da África Portuguesa, Angola se mostra como elemento exemplar da análise proposta por este texto.Independente em 1975, o país de governo comunista teve como primeiro país estrangeiro a reconhecer a suaindependência o Brasil, que vivia então sob um regime ditatorial de direita. Logo em seguida, a Petrobráspassou a atuar no país e, já em 1980, também a Odebrecht, para construir hidrelétricas, estradas e sistemas deabastecimento de água, contando hoje com quase 11 mil funcionários no país. No entanto, o país ultrapassoua Arábia Saudita como maior fornecedor de petróleo para a China e, no presente, é responsável pelosuprimento de mais de 30% da demanda do país. Em troca, o governo de Pequim financia a juros módicosobras de infra-estrutura em Angola.O MERCADO DE CAPITAIS COMO FONTE DO FINANCIAMENTOEMPRESARIAL:COMPARAÇÃO DO MERCADO BRASILEIRO COM O CHINÊS (2003-07)Lucy Sousalasousa@faap.brA inserção dos países em desenvolvimento na globalização financeira no período 1990-2007 deu-se demaneira diferenciada, predominando em cada região um tipo financiamento (empréstimos bancários,investimentos em carteira e investimentos diretos), sendo que na América Latina predominaram osinvestimentos em carteira, enquanto na China predominou o investimento estrangeiro direto. Contudo, em
    • 13anos mais recentes(2003-07) observou-se o crescimento do mercado de capitais chinês, com considerávelnúmero de companhias abrindo o capital e levantando recursos nesse mercado.O objetivo do trabalho é entender as razões para o recente desenvolvimento do mercado de capitais chinês,particularmente focando no seu papel como padrão de financiamento empresarial e fazer uma comparaçãocom o desenvolvimento também verificado no mercado brasileiro. Serão feitas comparações dos respectivosmarcos regulatórios, das dimensões quantitativas relativas ao tamanho das economias,da profundidade dearticulação dois mercados com a globalização financeira e da capacidade de blindagem contra crisesinternacionais.OS IMPACTOS DO COMÉRCIO DA CHINA NOS MERCADOS EMERGENTES DA AMÉRICALATINALuís António Paulinolapaulino@marilia.unesp.brO debate a respeito do papel da China atual no mundo é intenso e polarizado. Onde uns só vêem vícios,outros só vêem virtudes. Afinal, qual é o impacto do comércio da China nos mercados emergentes daAmérica Latina? Seria a China, o “anjo comercial” que oferece um amplo mercado para as commodities daregião ou uma ameaça para a indústria local em seus próprios e em terceiros mercados? Qual o papel daChina na dinâmica econômica atual dos países da região? É na busca de respostas para algumas dessasperguntas que este ensaio se propõe a rever parte da literatura recente sobre o tema, cujo foco seja as relaçõesde comércio entre a China e a América Latina. A grande questão política que se coloca para os países daregião é como continuar a tirar vantagem do rápido crescimento chinês e, ao mesmo tempo, não serempurrado para o córner de mero exportador de matérias primas, ao invés de aprofundar a integração daregião na cadeia global de valor.RELAÇÕES COMERCIAIS ENTRE CHINA E ARGENTINA: 1991-2005Luiz Eduardo Simões de Souzaluizedu@hotmail.comEste texto busca apresentar alguns elementos das relações de comércio exterior entre China e Argentina noperíodo 1991 – 2005. Algumas evidências resultantes da análise empírica mostram que, no período: (1) ocomércio exterior entre os dois países evoluiu a taxas inferiores ao crescimento de seus produtos, (2) existeum potencial de crescimento nas relações comerciais que suplanta os papéis tradicionais de comércioexterior assumidos pelos dois países; e (3) o aumento relativo do comércio exterior entre Argentina e Chinafaz-se acompanhar pelo crescimento do produto de ambos os países.Palavras-Chave: Argentina; China; Comércio Exterior; Balança Comercial; Vantagens Comparativas.A INSERÇÃO DE BRASIL E CHINA NO PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO -1980-2002Marcos Cordeiro Piresmcp@marilia.unesp.brO objetivo deste artigo é o de analisar as estratégias de inserção internacional de Brasil e República Popularda China no contexto da globalização, entre 1980-2002. A hipótese defendida é a de que, a despeito deenfrentarem um mesmo ambiente político, econômico e ideológico, as opções nacionais de Brasil e Chinalevaram a caminhos opostos. A trajetória do primeiro foi marcada pela estagnação. A trajetória do segundo
    • 14foi coroada de êxito no sentido de garantir taxas de crescimento acumuladas de em torno de 1.000% nesseperíodo, além de estruturar um competitivo setor industrial.CHINA Y TAIWÁN EN AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE: LA LUCHA POR EL RECONOCIMIENTOMario Esteban Rodríguezmario.esteban@uam.esLa mitad de los 23 países que mantienen relaciones diplomáticas oficiales con Taiwán están en América.Uno de los principales objetivos de la creciente presencia de China en esa región es conseguir elreconocimiento diplomático de estos países. En esta ponencia se examinan los factores que manejan lospaíses latinoamericanos y caribeños a la hora de decidir si mantienen relaciones diplomáticas oficiales conChina o con Taiwán. A la luz de este análisis, se sostiene que no se va a producir en breve un rápido y bruscodescenso del número de aliados políticos de Taiwán en la zona, a pesar de que Costa Rica decidieseestablecer relaciones diplomáticas con Pekín en junio de 2007 y la derrota del Partido Colorado en Paraguay.AS RELAÇÕES BRASIL CHINA E OS DESAFIOS DO SÉCULO XXISeverino Cabralscabral@uol.com.brUma analise do sistema internacional no inicio de século e de milênio que se encontra demarcado pelaascensão dos dois maiores paises do mundo em desenvolvimento: o Brasil e a China. A partir de algumasmacrotendências dominantes pretende-se descortinar o ambiente politico-estratégico que dominará a cenamundial nas próximas décadas e que vem de ser antecipado com a projeção de poder mundial do conjuntoformado pelo Brasil, Rússia, Índia e China. Tratar-se-á de avaliar a tendência de mudança do sistemainternacional impulsionado pela emergência de dois países que se situaram fora do sistema dominante nosdois últimos séculos.O PAPEL ESTRATÉGICO DA AMAZÔNIA NAS RELAÇÕES COMERCIAIS ENTRE BRASIL EREPÚBLICA POPULAR DA CHINASylvio Mário Puga Ferreiraspuga@ufam.edu.br, shixianz@126.comA Amazônia representa 60% do território brasileiro, é a segunda marca mais conhecida mundialmente. Nestesentido a Bioindústria, desponta como uma grande oportunidade. A Portaria Interministerial MDIC/MCT nº842, de 27.12.2007, que definiu o Processo Produtivo Básico(PPB) para produtos de Higiene Pessoal,Perfumarias e Cosmésticos, ao tornar factível a utilização de insumos locais, pois reduziu o índice de peso deuso da matéria-prima regional na composição dos produtos e estabeleceu percentuais mínimos em valordestes insumos, permite novas oportunidades de negócios.Quanto a utilização racional da BiodiversidadeAmazônica foi criado em 2002, o Centro de Biotecnologia da Amazônia(CBA), se configurando umcomplexo de 26 Laboratórios, para desenvolver novas tecnologias aplicáveis à industrialização de produtosda biodiversidade amazônica. A transformação do bem natural em bem econômico,com a Bioindústria,coloca a Amazônia em posição estratégica nas relações sócioeconômicas e geopolíticas do Brasil com aRepública Popular da China,cujo aprofundamento está posto como um desafio futuro.
    • 15HIERARQUIA DE PODERES, HEGEMONISMO E LIDERANÇA NA NOVA GEOPOLÍTICA DAAMÉRICA LATINA: PROPOSTA ANALÍTICAS POR MEIO DA FÓRMULA DO PODERINTERNACIONAL (PI)Thales Castrotccastro@hotmail.comDiante das recorrentes transformações do cenário internacional marcado pela entropia, pelo hobbesianismo epela desigualdade das relações de "força-poder-interesse" dos Estados é que um amplo diálogo precisa sertraçado, com base na transdisciplinariedade, acerca da nova geopolítica na América Latina. Antes, contudo,convém salientar o atual estágio de divisão, especialmente no campo doutrinário e ideológico, vivenciadapela região. De fato, a profunda (e quase inconciliável) fenda entre o revolucionarismo bolivariano e opragmatismo liberal de associação com os EUA tem provocado abalos nas relações intra-Améria Latina. Nos(des)caminhos das relações políticas latino-americanas, há desencontros e há miopias. Os desencontros sereferem ao racha cada vez mais profundo e inconciliável na América do Sul entre o chavismo (revoluçãobolivariana com uma esquerda estatizante e – ao nosso ver - anacrônica) e o capitalismo liberal globalizado.As miopias também existem – e são muitas. Elas se mostram na incapacidade coletiva de enxergar os perigospotenciais com as fragilidades democráticas adiante. O tabuleiro do jogo de poder na região precisa seravaliado de forma mais crítica e reflexiva, mostrando o sistema de alianças e de lealdades existentes entre osprincipais atores políticos. Neste contexto, no esboço temático e teórico reforça a antinomia existente entreos atores internacionais, em particular, a República Popular da China (RPC).AS DIFERENTES RELAÇÕES FINANCEIRAS E COMERCIAIS DE CHINA E AMÉRICA LATINACOM OS ESTADOS UNIDOS: DUAS TRAJETÓRIAS MUITO DISCREPANTESVítor Eduardo Schincariolveschincariol@gmail.comMediante uma investigação dos agregados fornecidos pelo Bureau of Economic Analysis e pelo Bureau ofLabor Statistics dos Estados Unidos, além de órgãos como a Organização Mundial do Comércio, FundoMonetário Internacional, dentre outros, o artigo pretende abordar as diferentes relações que a China e ospaíses latino-americanos têm tido com os Estados Unidos nos últimos anos (2000-2008). Basicamente,pretende-se mostrar como as exportações dos Estados Unidos têm na América Latina uma penetração muitomais extensa do que na China [WINDOWS-1252?]– isto é, a América Latina continua muito dependente dasexportações norte-americanas. Em segundo lugar, tenta-se mostrar como o rápido crescimento chinêshodierno, baseado em parte na rápida taxa de crescimento de suas exportações aos Estados Unidos, reflete-sepor sua vez numa elevação das importações dos Estados Unidos. Isto culmina no fato de que a taxa decrescimento do comércio entre China e Estados Unidos tem sido muito mais rápida e diversificada do queentre Estados Unidos e América Latina. Em terceiro lugar, mostra-se como os Estados Unidos têm ainda naAmérica Latina um reduto específico e muito liberal de exportação de capital e repatriação de lucros,diferentemente da China, que tem recebido muito menos investimento estrangeiro direto e por conseqüênciatêm exportado muito menos recursos em forma de lucros e dividendos, de um ponto de vista absoluto erelativo. Por fim, mostra-se como a própria economia latino-americana tem exportado capital para os EstadosUnidos, ao passo que as relações financeiras da China com os Estados Unidos têm se concentrado menos naexportação de capital em forma de investimentos diretos e mais na compra de papéis norte-americanos. Deposse destes dados, o artigo tenta desenvolver inferências sobre os diferentes tipos de opções de acumulaçãode capital presentes nas três regiões citadas. A China desenvolve-se rumo a cada vez mais autonomianacional e crescimento produtivo, com menor dependência de capital externo para seu grande esforço deacumulação doméstica, e crescente complementaridade com a economia norte-americana. Por outro lado,enquanto que os Estados Unidos têm para com a China tal relação de complementaridade, e em muitos
    • 16aspectos até mesmo de dependência, mantêm com a América Latina uma relação de manutenção e mesmoaprofundamento da situação neocolonial. A América Latina continua mercado cativo para exportações norte-americanas e para venda de bens tradicionais; suas elites continuam exportando capital produtivo quepreferem não investir domesticamente, concedendo ao mesmo tempo às multinacionais norte-americanasgrande liberalidade de atuação, quanto à remessa de lucros e dividendos.A POLÍTICA EXTERIOR DA CHINA E A RELAÇÃO SINO-AMÉRICA LATINAZhou Shixiushixianz@126.comDesde a fundação da Nova China, a China aplica sua política externa de cinco princípios. Esta política temcomo os objetivos fundamentais salvaguardar a independência, soberania e a integridade territorial da China,criar uma ótima conjuntura internacional para a construção moderna da China, defender a paz mundial epromover o desenvolvimento conjunto especialmente junto com os países em desenvolvimento. A China dágrande importância na sua relação com os países latino-americanos, pois a China considera que tanto elaquanto a América Latina têm passados semelhantes na História Moderna do Mundo, tendo sofridoigualmente o roubo e a invasão dos países imperialistas. A velha ordem internacional é motivo fundamentalde pobreza e do atraso econômico nos países em desenvolvimento. Para construir uma nova ordem justa erazoável, a China se empenha na cooperação política e econômica com os países latino-americanosestabelecendo, por exemplo, relação estratégica com o Brasil, maior país da América Latina. Acredito quepor meio da unidade e da cooperação dos países em desenvolvimento, o futuro da Humanidade poderá serbrilhante e maravilhoso.
    • 17 MESA 3PENSAMIENTO LATINOAMERICANO DE LOS SIGLOS XIX Y XXJ. Pinedo jpinedo@utalca.cl, Adriana Arpini aarpini@lab.cricyt.edu.ar, María Emilia Pradoemiprado@gmail.com, Claudia Wasserman claudia.wasserman@ufrgs.brEL SURGIMIENTO DE LA FILOSOFÍA DE LA LIBERACIÓN A TRAVÉS DE LAS PÁGINASDE LA REVISTA DE FILOSOFÍA LATINOAMERICANAAdriana Arpiniaarpini@lab.cricyt.edu.arEn 1975 aparece el primer número de la Revista de Filosofía Latinoamericana. Desde esa fechahasta 1979 la Editorial Castañeda publica seis volúmenes en los que predomina el análisis acercadel sentido y función de la filosofía en América Latina y se afirma el nacimiento de un nuevo estilode hacer filosofía, denominado "Filosofía de la liberación", cuya especificidad se determina porcontraposición a los rasgos característicos de la filosofía europea moderna. En el presente trabajonos ocupamos de deslindar posiciones teóricas y realizar un recuento reflexivo de los inicios delmovimiento de la Filosofía de la Liberación, que aún no ha sido realizado entre nosotros consuficiente objetividad. Dicho análisis nos permite mostrar que el movimiento de filosofía de laliberación fue, desde sus orígenes, un conjunto heterogéneo, poco orgánico y con importantesdiscrepancias en la teoría y en las prácticas desplegadas por sus participantes. No obstante presentancomo rasgo común el hacerse problema de su propia condición de discurso situado y del carácterpreformativo de su proyección como liberación.LA REVUELTA Y LA DICOTOMÍA IDEOLOGÍA/UTOPÍA.Alejandra Cáceres Martínez.La globalización la interculturalidad, el avance agitador y descargador de los medios decomunicación, el avance avasallador de la tecnología, la posibilidad de comprar todo y endeudarnosy endeudar a nuestros futuros hijos, nietos, etc. La liquidez invisible, la hipoteca segura, el avanceinevitable de Internet…resultados nefastos como la cosificación, la alineación de las personas, laindividualidad, la disgregación social, lo que les queda es la fe (sólo como algo en que afirmarse,como debilidad humana). Dentro de este complejo mundo, planeta llamado Tierra, aún persiste yresisten las utopía e ideologías. Emblemas de lucha constante, parangón de sueños, de idealeshumanos, de modelos viables, de realidades en un espejo, Alicia en el país de las maravillas,aludiendo a otra realidad o el mundo de Sofía cuando observa a través del espejo, y ve otrarealidad…la falsa conciencia, deformación de la realidad según Marx. Es aquí en pleno siglo XXdonde surge una idea que llama la atención no sólo desde los ciberpunk sino también de lossoñadores, de los libertarios, de los utópicos (como tantas otras, dependiendo de los interesesideológicos), la idea de las Zonas temporalmente Autónomas (TAZ), como pequeños enclaves de
    • 18libertad, de utopías en plenos siglo XXI, de la toma de decisiones, de la vuelta a la asociación,secreta o no, de la idea de a través de un momento fugaz, de una revuelta (lo fundamental de larevuelta es que genere subjetividad contra normativa, de no hacerlo sólo será un espejismo parareproducir el orden existente), la insurrección puede llevar a cabo a la anhelada libertad, alhorizonte utópico, a la propiedad colectiva, la igualdad de condiciones, de medios, la sobrevivenciacomo fin no de sufrimientos, sino trabajar de acuerdo a sus necesidades, a sus capacidades, elretorno a lo natural, a lo primitivo, para organizar algo más puro, el caos como orden de las cosas.La armonía y el equilibrio perfecto entre hombre y la naturaleza. Es posible la TAZ, para HakimBey si lo es, aquí y ahora, es algo físico y terrenal. La TAZ es un arte de la vida en continuoalzamiento, salvaje pero dulce –un seductor no un violador, un contrabandista más que un piratasangriento, un bailarín más que un escatólogo. Admitamos que por una breve noche una repúblicade deseos se vio gratificada (…)Estudiemos la invisibilidad, el tramaje, el nomadismo psíquico; y¿quién sabe lo que hemos de conseguir?PENSAMENTO SOBRE A UNIÃO LATINO-AMERICANA.Alessandra Prado Marchiorialemarchiori@gmail.comO debate sobre a forma de tornar viável uma união entre os países americanos tem sido umaconstante desde o século XIX. Experiências de organizações latino-americanas foram tentadas taiscomo: OEA, ALAC, MERCOSUL, etc...Mais recentemente esta questão tem sido recolocada emvirtude da necessidade imposta pelo processo de globalização e em decorrência da formação deblocos econômicos e políticos regionais. Analisar as concepções feitas por intelectuais acerca daproposta de uma união latino-americana é um dos objetivos deste trabalho voltado maisespecificamente para análise das propostas acerca da criação de uma Comunidade Sul-Americanadas Nações.COLONIALISMO INTERNO Y DESCOLONIZACIÓN: TEORÍAS, PROYECTOS Y PRAXISPOLÍTICA EN EL CONTEXTO DEL ESTADO BOLIVIANOAlice Soares Guimarãesaguimaraes@iuperj.brLa ponencia analiza la trayectoria de los conceptos de colonialismo interno y descolonización en losámbitos intelectuales y políticos bolivianos. Los conceptos has sido incorporados por losacadémicos en el fin de los años 1970s; se trasladaran a los discursos y proyectos políticos de lasclases subalternas, principalmente en lo que se refiere a los movimientos sociales campesino-indígenas; y actualmente ocupan un lugar central en el proyecto político de “refundar” el Estadoboliviano, a través de la descolonización de sus estructuras sociales y políticas, llevado adelantepor el gobierno de Evo Morales y su partido político, el Movimiento al Socialismo (MAS), desde elaño de 2006. Adoptando la perspectiva de que los conceptos están en permanente construcción,siendo los actores y sujetos los que van dotando las palabras de contenidos cambiantes; y quedebemos tomar en cuenta los contextos sociales y políticos más amplios en los cuales talesconstrucciones se dan, el trabajo buscó identificar los significados que adquirieron los conceptos en
    • 19cuestión, en los diferentes ámbitos de la sociedad boliviana y en contextos sociopolíticosespecíficos, a través de la apropiación y reelaboración hecha por parte de los distintos actoressociales y políticos. Por otro lado, las definiciones y redefiniciones por las cuales han pasado losconceptos no se han dado de modo aislado en cada uno de los ámbitos y momentos, habiendo unintercambio constante de ideas, percepciones y significaciones entre los diferentes actoresinvolucrados, intercambio este que es igualmente analizado. La trayectoria de la noción decolonialismo interno y de la concepción de cómo realizar la descolonización del Estado boliviano,en el escenario intelectual; en el ámbito de los movimientos sociales; y su institucionalización en lapolítica estatal del actual gobierno; así como las interacciones entre los diferentes actores en lo quese refiere a la construcción permanente de estos conceptos, son los objetos de análisis de laponencia.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ESCRITORES (1942-1949): REPENSANDO O PAPEL DOESCRITOR EM FACE DA POLÍTICAAna Amélia M.C. Meloanameliademelo@gmail.comA postura de engajamento de uma certa literatura já se vislumbra na geração de 30 como uma dasmarcas essenciais de escritores como Graciliano Ramos, Jorge Amado, Raquel de Queiroz, JoséLins do Rego, etc. A prisão de alguns deles durante o Estado Novo e as vinculações com o PartidoComunista revelam um comprometimento com as causas da democracia. A realização em 1945 do ICongresso de escritores brasileiros e a elaboração de um manifesto contra a falta de liberdadescoloca explicitamente o tema do ativismo político. Neste trabalho buscar-se-á refletir, a partir daAssociação Brasileira de Escritores fundada em 1942 e da realização do Congresso de 1945, sobre atensão entre o ideário estético destes escritores e sua atuação política.INTELECTUAIS MARXISTAS BRASILEIROS E A QUESTÃO NACIONAL NA REVISTABRASILIENSEClaudia Wassermanclaudia.wasserman@ufrgs.brMeu objetivo principal com essa comunicação é analisar o percurso intelectual de um grupocapitaneado por Caio Prado Junior a partir da fundação da Revista Brasiliense, em 1955, e oconceito de “revolução social” em autores da esquerda brasileira, especialmente os marxistas, e arelação que esses estabelecem entre o conceito de “revolução social” e a “questão nacional”.Pretendo realizar uma análise crítica da obra desses intelectuais marxistas dentro de um conjuntoarticulado de outros estudos sobre o mesmo tema, o da “revolução social” e da “questão nacional”.Simultaneamente, o estudo dos intelectuais marxistas dos anos 1950/1970 na América Latinapermitirá expor os problemas enfrentados na época, não apenas no que diz respeito às disputaspolítico-ideológicas sobre o Partido, o caráter da revolução, a questão nacional, etc, mas tambémremeterá ao problema do lugar de enunciação do discurso intelectual, do grau de autoridadeadquirido por instituições universitárias na época e o problema do engajamento versus as exigênciasde neutralidade das ciências sociais. As principais perguntas dessa investigação referem-se ao
    • 20contexto de produção do tema da revolução social e sua relação com a questão nacional, quaissejam: - Quais eram os conceitos de revolução presentes no debate intelectual marxista latino-americano dos anos 1950-1970? - Que condições políticas, sociais e intelectuais propiciaram aconstituição dessas perspectivas teóricas a respeito da revolução? (influências externas, condiçõesconcretas, etc.); - Como os intelectuais latino-americanos debatiam com os documentos oficiaislançados pelos Partidos Comunistas (seções locais da III Internacional) e qual era o debate quefaziam com os documentos lançados pelos soviéticos, chineses e entre os Partidos latino-americanos? - Quais as divergências entre os marxistas latino-americanos a respeito da revoluçãosocial? - Qual a mudança no conceito de revolução operada pelos marxistas a partir da RevoluçãoCubana e a partir dos golpes de Segurança Nacional? E, como os intelectuais marxistas lidavamcom a questão da objetividade, do engajamento e da pretensa higienização das ciências sociaismarcadas pelo paradigma estruturalista hegemônico nos meios universitários, que tipo depreconceito sofriam de seus pares na academia e que tipo de desconfiança eram alvos no âmbito dosPartidos Comunistas? O pêndulo que levou intelectuais dos anos 1950-1970 a assumirem posiçõespolares como nacionalismo/internacionalismo;originalidade/adaptação;desenvolvimentismo/dependentismo; neutralidade/engajamento revoluçãoburguesa/revolução socialista; ou revolução por etapas/revolução social, eram reflexo de umasituação de combate político no campo da construção de conhecimentos acerca da realidade.LA NOCIÓN DE CRISIS CULTURAL EN GINO GERMANI Y JOSÉ LUIS ROMERODamián Canalidamicanali@gmail.com.La primera mitad de la década de 1950 presenta a un sector del campo intelectual argentino, reunidoen torno a lo que se conoce como el progresismo liberal antiperonista. En su seno, José LuisRomero y Gino Germani contribuirán paulatinamente a una profunda transformación de las cienciassociales argentinas. Generalmente asociados, a veces de manera acrítica, a la figura de “padresfundadores” de sus respectivas disciplinas (la historia social en el caso de Romero, la sociologíacientífica en el caso de Germani), resulta interesante pensar los momentos previos a su emergenciay consolidación institucional en 1956, luego del proceso de reforma desarrollado en la Universidadde Buenos Aires. A la hora de analizar el contexto cultural de los primeros 50, ambos autoresrecurren a la noción de crisis.Este trabajo se propone indagar acerca de las cercanías y las distancias entre los significados queambos autores atribuyen a la noción de crisis cultural, así como las posibles salidas que cada unobrinda. Para ello, tendremos en cuenta los derroteros de Romero y Germani dentro del campointelectual (sus contactos y recorridos dentro de diferentes ámbitos institucionales), así como lastradiciones intelectuales en las que ambos se inscriben y desde las cuales piensan tanto susrespectivas disciplinas como un abordaje del presente a partir de ellas.A INFÂNCIA EM CHEQUE: OS PRIMEIROS CONGRESOS PANAMERICANOS DEL NIÑO EA AMÉRICA LATINA: 1916, 1919, 1922, 1924.Eduardo Silveira Netto Nunesedunettonunes@yahoo.com.br
    • 21Os Congresos Americanos del Niño, posteriormente chamados de Congresos Panamericanos delNiño, iniciados no ano de 1916, tinham como objetivo criar um espaço inter-regional propicio aodebate, troca de experiências, intercâmbio, integração e cooperação entre os países do continenteamericano, em especial os latino-americanos, com o enfoque de problematizar a vida infantil sobdiferentes perspectivas e conhecimentos, congregando inúmeros personagens vinculados ouinteressados às questões da infância como médicos, juristas, publicistas, intelectuais, pessoa ligadasà assistência social, à caridade, à filantropia e à sociologia. Este trabalho procura acompanhar odesenvolvimento dos quatro primeiros congressos realizados na Argentina, em 1916, no Uruguai,em 1919, no Brasil, em 1922, no Chile, em 1924, todos no Cone Sul; analisar a estruturação, adinâmica, os temas centrais com suas ênfases em dados assuntos, a representatividade por áreas deconhecimento, a adesão dos países, os participantes (gênero, tema de seus trabalhos), as proposiçõesaprovadas, respectivamente em cada um dos congressos. Esses Congresos e a articulação contínuade alguns de seus participantes permitiram o desenvolvimento de um concreto movimento latino-americano e americano cujo o foco era o universo infantil e sua potencial existência futura comocidadão, trabalhador e adulto, útil, capacitado e saudável. Um pouco desse processo observamosneste trabalho.O BRASIL ENTRE A NOVIDADE DA REPÚBLICA E O ESTADO NOVO - PINTURAHISTÓRICA E PROJETO NACIONAL.Eliane Garcindo de Sáelianesa@elianesa.comNo Brasil, a pintura histórica, marcada no Império pela mecenato de Pedro II, consagrou grandesbatalhas em telas de Vitor Meireles e Pedro Américo. Dissidente na Academia, Antonio Parreirasatua entre o final da monarquia, o curto período da Republica Velha, e alcança a implantação doEstado Novo (morre em 1938). A despeito de ter produzido o mais significativo conjunto de telasde pintura histórica, disperso em sedes de governo e edifícios públicos estaduais, Parreiras naposteridade não alcança reconhecimento como protagonista na construção das representações danação. Sob o Estado Novo a escolha de um pintor vinculado ao projeto nacional, novo e moderno,recai sobre Cândido Portinari, em que pese sua ligação com o PCB. Embora tenham cruzadotempos e espaços, Parreiras e Portinari, ambos declaradamente produtores de arte engajada,referenciada à expressão de um caráter nacional, pertenciam a universos deferentes. Nosso objetivoé refletir sobre as relações entre essas coevas, distintas e divergentes produções de representaçõesda nação e o referencial político, ideológico, ético e estético em que se constituem. Particularatenção será prestada às contingências das relações entre os campos artístico/intelectual e o políticona construção de projetos e atores.NACIONALISMO Y LATINOAMERICANISMO EN EL PENSAMIENTO DE JOSÉ CARLOSMARIÁTEGUI.Felipe A. Lagos Rojasfelipe.lagos.r@gmail.com
    • 22La ponencia se propone presentar la obra del socialista peruano José Carlos Mariátegui a través dela tensión que se presenta en ella entre peruanismo (nacionalismo) y latinoamericanismo. Surevisión a partir de estos ejes –cruzados tanto por la discusión del marxismo como por las ideasnacionalistas alternativas a la propuesta socialista durante la década del ‘20– permiten replantearalgunos tópicos de actual importancia en los debates acerca de la homogeneidad o heterogeneidadidentitaria de nuestro sub-continente, a la vez que ofrece una dimensión histórica de larga datarespecto a importantes conflictos culturales del presente, y el abordaje que se planteó desde lavanguardoa político-cultural de comienzos del siglo XX.PENSAMENTO SOCIAL E CONSTRUÇÃO DE NO BRASIL: NOTAS SOBRE QUEM IRÁCORTAR A CABEÇA DO REI.Felipe Dutra Asensifelipedml@yahoo.com.brO debate sobre a cidadania no Brasil enseja múltiplas discussões, as quais remetem não somente ànossa formação sociológica como também ao próprio processo de reivindicação de direitos exercidopelos seus titulares no cotidiano das práticas sociais. A temática da cidadania, no Brasil, enseja umadiscussão que extrapola seus aspectos contemporâneos, o que implica refletir sobre a própria culturapolítica e cívica que, a seu modo, se constituiu na sociedade brasileira e pensar de que forma seuslimites e possibilidades de exercício de direitos influem diretamente na concepção de Estado,sociedade civil, instituições jurídicas, etc. Neste texto, o que se procura identificar é justamente emque sentido as características presentes em nossa origem se desenvolveram e foram recriadas nocenário contemporâneo, interferindo diretamente na efetivação e compreensão das pessoas sobreseus próprios direitos. Por isso, será realizada uma análise de algumas questões de nosso passadoque, direta ou indiretamente, estão presentes no cenário contemporâneo, sob a perspectiva de quenem todo direito objetivamente garantido é efetivamente exercido pelos seus titulares. Assim, aproposta consiste em realizar uma discussão das questões atinentes à nossa origem a fim desubsidiar uma análise sobre o desenvolvimento na prática dos direitos, principalmente tomandocomo norte a Constituição de 1988 e o debate sobre democracia participativa no Brasil. Palavras-chave: Direito, Cidadania, Modernidade, Constituição de 1988, Democracia participativa.PANFLETO MANUSCRITO : ANÁLISE DA “NOVELA POLÍTICA E SENTIMENTAL”.Francisca Nogueira de Azevedofranciscazevedo@uol.com.brNa seção de manuscritos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro há um documento intitulado“Novela política e sentimental” (BN I-28, 24,9), composta por 51 páginas totalmente manuscritas.Não há informação sobre o autor nem a data de sua produção. A novela narra o romance de umportuguês, de passagem pela província Cisplatina, com a filha de um inglês que vive emMontevidéu. Os personagens transitam entre quatro espaços e tempos bem definidos seguindocronologicamente o desenrolar da crise do Antigo Regime no mundo ibérico, sacudido pela invasãoNapoleônica. A novela inicia-se 1810 e termina em 1823. Um narrador conduz a história queentrelaça o romance com situações conjunturais da sociedade ibérica e, particularmente, com o
    • 23debate político revelando claramente o propósito de divulgação das novas idéias que se alastravampelas colônias americanas. A presença de manuscritos na vida cultural do século XVIII na penínsulaibérica é bem conhecida pela historiografia. No entanto, os textos manuscritos, ou libros de manoeram considerados obras com características opostas às impressas, pois se entendia que os textosmanuscritos não eram criados para serem difundidos, papel reservado às tipografias. Estudosrecentes sobre o livro e a leitura registram uma paulatina transformação da análise do tema combase nas diretrizes epistemológicas de uma história cultural da comunicação. É neste contexto quese pretende analisar a “Novela política e sentimental”. O pressuposto principal do trabalho é de quea “novela” seria um desses libros de mano que circulavam como pasquins, ou seja, através do usopolítico do manuscrito novelesco se pretendia criticar as condições sociais e política das colônias edivulgar uma nova ordem política.BRIZOLA EM PANFLETO – AS IDÉIAS DE LEONEL BRIZOLA NOS 40 DIAS QUEANTECEDERAM O GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964Jorge Ferreirajorge-fer@uol.com.brQuando João Goulart tomou posse na presidência da República em setembro de 1961, importantessetores das esquerdas marxistas, trabalhistas, socialistas e cristãs, bem como as organizações detrabalhadores urbanos e rurais, de estudantes e de subalternos das Forças Armadas, reconheceramLeonel Brizola como liderança do movimento nacionalista e reformista. Seu nome congregavaidéias e crenças de grupos esquerdistas heterogêneos. Em janeiro de 1963, Brizola fundou a Frentede Mobilização Popular (FMP), reunindo as principais organizações de esquerda que lutavam peladecretação imediata da reforma agrária e pela instauração de um governo nacionalista cuja base desustentação política fosse exclusivamente a FMP. Como é comum em organizações de esquerda, osmilitantes que seguiam a liderança de Leonel Brizola tinham o seu jornal: Panfleto, o jornal dohomem da rua. Mas Panfleto também era porta-voz da FMP. Por meio de um veículo próprio decomunicação, as esquerdas expressavam suas crenças e estratégias. O objetivo da minha pesquisa éanalisar as idéias e os projetos políticos defendidos por Leonel Brizola nos 40 dias que antecederamo golpe militar que depôs João Goulart do poder. Aqueles dias foram decisivos para a crise políticaque desestabilizou o governo, com o acirramento do processo de radicalização das esquerdas quelutavam pelas reformas e das direitas que resistiam em sua implementação. A fonte privilegiada é asérie de editoriais publicados por Brizola em Panfleto, entre os dias 17 de fevereiro de 1964, data daprimeira edição do jornal, e 30 de março do mesmo ano, quando foi publicado o último número.DIALOGO CIENCIA AGRICOLA -SABERES TRADICIONALESJosé Antonio Gómez Espinozagomez@buzon.uaem.mxCon el arribo de la ciencia agrícola moderna cuyo desarrollo se basa en la manipulación de las leyesde la física y la química, el Saber Agrícola Tradicional, sustentado en la observación continua ysistemática de la naturaleza y la convivencia armónica con ésta, dejó de ser relevante, incluso, sellegó a considerar como un factor de atraso en el desarrollo agrícola del país. “el paradigma
    • 24científico occidental, desprecia los conocimientos tradicionales de culturas no occidentales y losclasifica de superstición e ignorancia” (Ruiz, 2004) La ciencia positivista, no confiere la categoríade conocimientos a los SAT En este contexto surge el siguiente cuestionamiento: ¿cómo se puedenidentificar posibles correlaciones entre dos sistemas de conocimientos: el de los saberes agrícolastradicionales y la ciencia occidental, toda vez que parten de diferentes sustentos epistemológicos yobjetivos? El debate sobre si el saber tradicional es científico o no, continúa. En este trabajo, sepretende sugerir un dialogo intercultural bajo el paradigma de equidad y se propone unametodología para identificar posibles correspondencias entre saberes tradicionales y el sistema deconocimientos de la ciencia agrícola moderna desde las perspectivas propias de cada uno de estossistemas de conocimientos. La intención, no es estandarizar los dos sistemas de conocimientos osólo compararlos. El objetivo es proponer su mutua fertilización y en su caso su complementariedada través de un dialogo intercultural (Carrillo, 2002)) para mejorar las estrategias de supervivencia delas comunidades indígenas y campesinas marginadas. La metodología, parte de un criterio decomparación y análisis a partir de dos componentes: 1) un conocimiento amplio de leyes, teorías dela ciencia tradicional y 2) un conocimiento claro y sistematizado del Saber Agrícola Tradicional. Sepropone, como ejemplo del uso de esta metodología, el estudio de las correspondencias del SATsobre “El conocimiento del comportamiento de los vientos” con el sistema de conocimientos de laCiencia Agrícola Moderna. En base a la metodología propuesta, se reconoció una ampliacorrespondencia del SAT estudiado con el Conocimiento Científico, teniendo como base, por unlado, el marco teórico de las leyes de los vientos y dos premisas y por otro, los datos etnográficosrecabados, sistematizados e interpretados bajo una lógica de supervivencia. Se sugiere lafertilización mutua de los dos sistemas de conocimientos y que esta fertilización se reflexione ydesarrolle en los espacios académicos de las instituciones de Enseñanza Agrícola Superior a travésde su incorporación en los programas de estudios.A DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA: TEORIAS, IDEOLOGIAS E PERSPECTIVASJosé Deocleciano de Siqueira Silva Júnior808@mail.unieuro.edu.brUm dos grandes debates contemporâneos na América Latina é o caráter da democracia estabelecidaem vários países após o fim das ditaduras militares nas décadas de 1980 e 1990. A democratizaçãono continente teve como paradigma inicial a democracia representativa liberal que é caracterizadapelo seu aspecto procedimental. No início do século XXI, percebe-se que o modelo democráticoliberal não é capaz de atender as aspirações de vários estratos sociais que compõem as naçõeslatino-americanas. Diante disso surge a necessidade de se pensar uma alternativa democrática queincorpore as singularidades políticas e sociais do continente. Para isso é necessário resgatar autorese pensadores latino-americanos que de certa forma oferecem pontos de partida para a construção deuma nova proposta democrática para o continente. Dessa forma a proposta do presente ensaio éfazer o resgate de alguns autores latino-americanos que discutem aspectos importantes da dinâmicasocial e política do continente nos séculos XIX e XX e que são usados como ponto de partida para aconstrução de uma proposta alternativa para a democracia liberalUNA CONTROVERSIA ENTRE LAS IDEAS POLÍTICAS DE LA CLASE DIRIGENTENACIONAL DE FINES DEL SIGLO XIX EN LA ARGENTINA Y LA PEQUEÑA
    • 25OLIGARQUÍA LOCAL DEL SUR DE LA PROVINCIA DE CÓRDOBA DESDE LABIOGRAFÍA DE DIÓGENES HERNÁNDEZ.Leonora Silvia Hernándezlhernan@ciudad.com.arDentro del marco de la Argentina Conservadora de fines del siglo XIX, planteamos si: ¿Existe unaidentidad en las ideas políticas entre la oligarquía gobernante y las pequeñas oligarquías del interiordel país? Y si ¿es posible que dentro de homogeneidad liberal y positivista se hayan mantenidoideas políticas arraigadas en la tradición o, por el contrario, las ideas vinculadas al Krausismo sehayan extendido entre algunos intelectuales cercanos a Hipólito Yrigoyen? El análisis se llevará acabo desde un estudio biográfico de un miembro de la llamada oligarquía paternalista de laprovincia de Córdoba. La hipótesis provisoria considerada es que por clase, época y relacionesdebería haber coincidido con las ideas del positivismo y el liberalismo. Pero si tenemos en cuentaalgunas de sus acciones, lecturas, afirmaciones, la amistad con Yrigoyen y su fuerte adhesión alpartido radical se percibe una cierta ruptura con ellas. Es por ello que planteo la posibilidad depreguntar si no existe en él una posible adhesión a las doctrinas del movimiento krausista, quesustentaron los principios e intervenciones públicas de sus principales dirigentes.DISCURSOS DE UNA SOCIEDAD DESLUMBRADA POR LA IDEA DE PROGRESO YCIVILIZACIÓNLuis Carlos Toro Tamayokarlostoro@hotmail.comAntes del siglo XX, denominado por algunos historiadores “el siglo corto”, y que comprende lossucesos acaecidos desde la primera guerra mundial en 1914, hasta la caída del Muro de Berlín en1989 y el hundimiento definitivo del socialismo soviético en 1990; existió un lapso de la historiaque estuvo marcado por el capitalismo económico y el liberalismo jurídico y constitucional de unaclase dominante que instauró un nuevo modelo de bienestar, ascenso social mediante la educación,y avances científicos en la industria y el comercio internacional. Este periodo, que va de 1875 a1914 y que Hobsbawm denominó la Era del Imperio (2005), comprende el momento en el que lasclases medias liberales alcanzan una sorprendente estabilidad social y económica, situación que seve interrumpida por uno de los acontecimientos más devastadores del siglo XX, la Primera GuerraMundial, y con él la ruptura de sus ideales de progreso y civilización. Frente a este inquietante lapsode cuarenta años de modernización, América Latina en su conjunto logra articularse al procesomediante una serie de políticas estatales que desatan grandes tensiones sociales y culturales entre lapoblación. Para Julio Pinto (2002:96), la modernización en América Latina estuvo marcada por lacoyuntura de los procesos de independencia, producto de la ruptura con el “obscurantismo” ibérico,e inspirada por la Revolución Francesa y la Independencia de los Estados Unidos. No obstante, loque para las elites y sus partidarios era un proyecto que permitía superar los rezagos coloniales, parael grueso de la población significaba una imposición y una ruptura de los modos de producciónbasados en las tradiciones heredadas de sus ancestros. A este respecto, el nuevo modelo económico,fundamentado en una lógica cientificista que permeaba a las clases dominantes y a los intelectuales,plantearía una experiencia de mercado desconocida hasta entonces, en las que los imperativos eranel “trabajo intensivo”, “la racionalidad instrumental”, “la especialización de las funciones”, “ladisciplina personal”, el “horario estructurado y el éxito medido en términos de recompensamaterial” (Pinto, 2002:97). Esta ponencia intenta hacer un primer esbozo de la manera en la que los
    • 26modernistas concibieron la modernidad y cómo estas ideas fueron plasmadas en medios masivos decomunicación tales como la prensa escrita. Del mismo modo, intentaremos hacer un análisis decómo inciden los medios de comunicación en la sociedad y como las ideologías, en este caso lasque nos transmiten estos intelectuales mediante sus escritos, comienzan a moldear las conductas yformas de vida de las personas. Otro de los aspectos que analizaremos será la metáfora, consideradala figura primordial de la retórica y la forma fundamental del entendimiento humano. Según Lakoffy Johnson (1980) las metáforas están muy presentes en la vida cotidiana de los hablantes, no solo enel lenguaje, sino en el pensamiento y la acción. Esperamos, mediante el análisis de algunas piezaspublicitarias y las crónicas escritas por Rubén Darío y José Martí, advertir los cambios y lascontinuidades de una época marcada por el cambio de siglo y por la necesidad inminente demodernización que exigía el mercado internacional.LITERATURA LATINO AMERICANA E HISTÓRIA: CONSIDERAÇÕES ACERCA DOHUMANO, DA HISTÓRIA E UMA FILOSOFIA DA HISTÓRIA EM PABLO NERUDAMakchwell Coimbra Narcizomakch01@hotmail.comAlguns literatos latino-americanos nas entrelinhas de suas obras esboçam uma história inerente àhistória oficial. No presente trabalho, analiso a concepção de história do poeta chileno Pablo Nerudae sua contribuição a essa, entrelaçando nessa sua concepção de humano, tempo e uma filosofia dahistória.SALVADOR ALLENDE EN EL CENTENARIO DE SU NACIMIENTO: MEMORIA, OLVIDOY PROYECTOS DE PAÍS.Maria Chiara Bianchinichiarabiank@hotmail.comLa ponencia que proponemos analiza la herencia en el imaginario colectivo de la sociedad chilenade la figura de Salvador Allende y del trienio de su gobierno, a partir de algunas reflexiones entorno a los debates y las prácticas conmemorativas que se están desarrollando este año en el marcode la conmemoración del centenario del nacimiento del ex mandatario (1908 – 2008). El trienio delgobierno de Salvador Allende representa el estallido de un conflicto entre distintos proyectos dedemocracia y de país, conflicto que no ha encontrado cauces para ser reelaborado colectivamentebajo la censura del régimen militar y de las políticas transicionales y que ha constituido una dificilherencia para el nuevo sistema democrático y para la “reconciliación” de la comunidad nacional.Sin embargo, en los últimos años se asiste a una recuperación de esa etapa de la historia del país porparte de personas vinculadas a los más distintos ámbitos: desde la academia, a los círculos artísticosy culturales, a los protagonistas de la política de ese entonces, a los grupos juveniles, a las instanciasdel Estado. Queremos reflexionar sobre las caracteristicas de este nuevo Allende público y sobre losmitos y los olvidos implícitos en la instalación reciente de este personaje histórico, para interpretarla relación entre memoria colectiva, identidad nacional y proyección política que emerge en ocasiónde esta efeméride.
    • 27O PROJETO DESENVOLVIMENTISTA E OS CADERNOS DO NOSSO TEMPOMaria Emilia Pradoemiacp@gmail.comEste trabalho tem como objetivo contribuir para a discussão a respeito do papel dos intelectuais naesfera pública e na política no Brasil a partir da análise do trabalho desenvolvido no InstitutoSuperior de Estudos Brasileiros e no seu antecessor o Instituto Brasileiro de Economia, Sociologia ePolítica. Nesse sentido será importante a compreensão do significado das propostasdesenvolvimentistas aí desenvolvidas, o papel exercido pelos intelectuais que integraram os doisinstitutos bem como o significado da revista Cadernos do Nosso Tempo editada pelo IBESP. Estaanálise será feita adotando-se uma abordagem metodológica onde os escritos serão compreendidos apartir do tempo histórico em que foram produzidos, buscando inseri-los tanto na tradição intelectualbrasileira.EL MARXISMO ACADÉMICO DE SÃO PAULO Y LA CRÍTICA AL NACIONAL-DESARROLLISMO: DEL RIGOR INTELECTUAL A LA ACCIÓN POLÍTICA.Milton Lahuertalahuerta@fclar.unesp.brEl texto analiza la trayectoria de la llamada "escuela de sociología de la USP" y la crítica realizadapor sus miembros al nacional-desarrollismo. Esos intelectuales hicieron una lectura bastanteoriginal de la obra de Marx al final de los años 1950 y pretendieron afirmar una "interpretación”,que se proponía estar a la izquierda de las concepciones vigentes sobre el país y sobre la AméricaLatina. El foco principal, pero no exclusivo, de la ponencia es la obra de Fernando HenriqueCardoso, elaborada en las décadas de 1960 e 1970. En sus textos del período ya están presentes: lacrítica a la idea de burguesía nacional y la proposición de la imposibilidad del proyecto nacionalautónomo, cuando afirma que en el contexto de la dependencia estructural no es posible desarrollarninguna política hegemónica, pero solamente reacciones de adaptación. Tal interpretación vafundamentar su defensa, hecha durante los años setenta, de la necesidad de se hacer política. Laprincipal idea que organiza el trabajo es la de que ha sido la victoria de tal "interpretación delBrasil" (y de su lugar en el mundo) que ha garantizado a Cardoso la condición de un "intelectualque lidera intelectuales", permitiéndole se afirmar como político y dándole, mas tarde, ya comopresidente del Brasil, la legitimidad para realizar un programa centrado en el derrumbe delnacional-desarrollismo.ROSE MARIE MURARO: UMA PENSADORA CRISTÃ EM BUSCA DE UMA TEOLOGIAFEMINISTA E LIBERTADORANatalia Pietra Méndeznpmendez@ucs.br
    • 28Na década de 1960 o feminismo, enquanto movimento social, não estava articulado no cenáriopolítico brasileiro. Isto não impediu que algumas intelectuais, sensíveis à situação da populaçãofeminina, passassem a escrever sobre a condição social da mulher a partir dos seus espaços deatuação. Assim, é possível constar a existência de pensadoras importantes atuando na imprensaescrita, nos meios acadêmicos e, também, por dentro da Igreja Católica. Uma das mais relevantesfoi Rose Marie Muraro, que, em reconhecimento ao seu trabalho e atuação social, recebeu, em2006, o título de “pioneira do feminismo no Brasil” e consta de uma lista da ONU como uma dasmulheres mais importantes do século XX, ao lado de figuras como Simone de Beauvoir. RoseMarie Muraro pertenceu nos anos de 1940 à Juventude Universitária Católica (JUC) e,posteriormente, passou a atuar junto a um grupo intitulado Ação Católica.Foi uma das fundadorasdo movimento de contestação que consistia em uma opção da Igreja Católica pelos pobres e quedaria origem, mais tarde, à Teologia da Libertação. Sua obra é ainda pouco estudada. Porém, nestetrabalho pretendo analisar seu protagonismo em produzir o que se pode chamar de uma TeologiaFeminista. Embora Rose Marie Muraro fosse uma leiga, contribui de modo significativo para odesenvolvimento de um pensamento cristão feminista dentro da Teologia da Libertação, correnteinovadora da Igreja Católica e que teve um papel significativo para o pensamento religioso, políticoe filosófico na América Latina no século XX. Neste trabalho, analiso o livro “A Mulher naConstrução do Mundo Futuro”, publicado pela Editora Vozes em 1966, no qual Rose MarieMuraro estuda a ascensão da mulher no século XX e a necessidade de ruptura com uma ordem dedominação que impediria a própria sobrevivência da espécie humana. No livro, ela mescla idéias doPapa João XXIII, Karl Marx e Padre Lebret, importante teólogo dominicano, antecipando osincretismo intelectual que viria a compor a base do pensamento da Teologia da Libertação. Alémda análise do livro, o presente trabalho toma como fonte material biográfico já publicado sobre aautora e dados de uma entrevista concedida pela escritora para a finalidade deste estudo. O examede sua obra é basilar para compreender a proliferação dos ideais feministas na América Latina e osseus diálogos com a Igreja Católica que, a partir do final da década de 1970 insurgiria em umateologia feminista capaz de abalar as estruturas de poder desta importante instituição.APROXIMACIÓN A UNA IDEOLOGIA ECONÓMICA SOLIDARIA ANDINA. DEL AYNI ALA REVOLUCIÓN DEL RETORNO.Roberto Berrios Lópezrberrios7@gmail.comEl “estatus quo” de la permanencia, la presencia del neoliberalismo en nuestra sociedad postmoderna, donde impera el sarcasmo de la ideología del imperio de la democracia de mercado (laimposición del poder del mercado). El triunfo la anhelada democracia occidental; la imposición dela ideología globalizadota capitalista, con la consecuencia de una famélica sensación de libertad.Incitan a revisar alguna alternativa, buscar un desarrollo mas amigable o sustentable con nuestroentorno y nuestro futuro, decidí entonces hacer un viaje a una realidad que nos es muy próximapara mayor exactitud una realidad vecina, la relación de el mundo indígena americano desde lascivilizaciones mas clásicas, que mostraron un desarrollo coherente en temas agrícolas y deaprovechamiento del medioambiente, y como los mismos descendientes de esas civilizaciones hanreaccionado en contra del actual modelo, revisar su desarrollo histórico y su actual propuesta, bajola búsqueda de la existencia de una ideología económica indo-americana (contraposición de laideología de la globalización) con un sustrato colectivista y económicamente mas solidaria. Los
    • 29romanos de quien occidente es fiel reflejo decían Nihil nobis sub sole nada nuevo bajo el sol, eneste discreto trabajo podemos ver que en lo alto de los andes si hay algo que quizás no es nuevopero que si esta justo bajo el sol, buscando encontre el Ayni el apoyo mutuo que nace justo dedonde el sol se hace Inti. En las calles de la Paz encontre a Guillermo Carnero Hocke en unperiódico, en la acera de una desbordada urbe que solo ahora comienzo a entender.A CONTRIBUIÇÃO LATINO AMERICANA PARA A TEORIA DA COMUNICAÇÃO.Rosa Maria Cardoso Dalla Costarmdcosta@uol.com.brO texto apresenta uma análise das principais influências teóricas recebidas por pesquisadores latino-americanos da área de Comunicação Social e procura estabelecer de que maneira tal herançacontribuiu para a construção de uma identidade própria nesta área de conhecimento. Dandocontinuidade ao livro publicado em 2006, sob o tema, o presente trabalho mostra de que forma opensamento comunicacional do continente conquistou autonomia no cenário internacional. Partindodo pressuposto de que as teorias se constroem por sujeitos inseridos em contextos que osdeterminam e por eles são determinados, procura-se, num primeiro momento, identificar ascaracterísticas sociais, culturais e acadêmicas que interferiram na formação desse pensamento aponto de lhe conferir uma identidade peculiar. Em seguida, apresenta uma análise de como talpensamento aparece na formação de novos profissionais e acadêmicos dos cursos de comunicaçãosocial. Para isso, faz o relato de uma análise do conteúdo programático e das referênciasbibliográficas da disciplina de Teoria da Comunicação, ministrada nos cursos de graduação emcomunicação das instituições de ensino superior do estado do Paraná. Como conclusão, aponta poruma lado uma autonomia cada vez maior do pensamento comunicacional latino americano emrelação às influências externas e por, outro, constata, que contraditoriamente, tal autonomia nãochega aos cursos de graduação, nos quais os principais autores estudados ainda são os clássicospensadores norte americanos e europeus.URBANIZACIÓN Y REVOLUCIÓN. EL SIGNIFICADO POLÍTICO DE LAS MASASURBANAS EN EL DEBATE CIENTÍFICO SOCIAL (1950-1982Óscar Iván Calvo Isazaocalvo@colmex.mxEn el contexto de la Guerra Fría, el cuestionamiento sobre la masificación de las ciudades tuvocomo eje el debate sobre la relación entre urbanización y revolución, en el cual participaronacadémicos de Estados Unidos, Francia y América Latina. ¿Era la urbanización un procesodisruptivo y políticamente peligroso? ¿Constituían los inmigrantes un grupo social específico,radical, desorganizado e inestable? ¿Eran los colonos o pobladores urbanos sujetos revolucionarios?Esta ponencia constituye un balance de las diversas tentativas del pensamiento científico social paracomprender el significado político de la emergencia de las masas urbanas en América Latina.
    • 30 MESA 4 TRABAJO SOCIAL LATINO AMERICANO: DESAFÍOS Y PROYECCIONES DE LA ACCIÓN PROFESIONAL Y CIENTÍFICACecilia Aguayo caguayo@utem.cl María Angélica Illanes angelicaillanes@hotmail.com Ricardo Rubiorihorubio@yahoo.com.arLA DIVERSIDAD CULTURAL COMO DESAFÍO ÉTICO DEL TRABAJO SOCIALLATINOAMERICANO.Adriana Arpiniarpini@lab.cricyt.edu.arEn sentido amplio, se habla de diversidad cultural para hacer referencia a la coexistencia de agentesculturales diferentes, muchas veces opuestos, en el seno de una realidad socio-política. En el contexto de lateoría política, suele usarse el término pluralismo para designar una concepción de la democracia liberal quesurge como alternativa a las teorías elitistas y que resalta el papel de los grupos en la defensa de sus interesesespecializados influyendo en la toma de decisiones políticas. Desde el punto de vista de los estudios de lacultura, cuando se habla de diversidad cultural y/o de pluralismo cultural se sostiene la inalienabilidad de lapersonalidad y su determinación por la tradición ancestral, de modo que la diversidad étnica y cultural esconsiderada un atributo positivo y deseable en la medida que cada cultura es una expresión particular de louniversal y realiza una aportación distintiva a la humanidad. Consideramos que la presición de los términosen los que se entabla la discusión constituye un desafío para la ética profesional del trabajo social enAmérica latina, pues, desde una perspectiva crítica es pertinente revisar las concepciones socio – políticas yculturales del pluralismo, señalando, al mismo tiempo, la especificidad de la mirada socio-ética.Especificidad que está dada por la pluralidad de saberes involucrados y de posiciones ideológicas ycosmovisionales que intervienen en los análisis y decisiones. Asimismo, conviene considerar laproblematicidad y el dinamismo de las cuestiones socio-éticas, el modo en que influyen las condicionescontextuales en la emergencia de nuevas necesidades y en los cambios de los medios para su satisfacción, asícomo la renovación, convergencia y/o divergencia de los saberes y de las prácticas.PALABRAS Y COSAS PARA EL TRABAJO SOCIAL EXPLORANDO LAS ESTRATEGIAS DEINTERVENCIÓN DE LOS TRABAJADORES Y TRABAJADORAS SOCIALES CHILENOSAlejandra Gonzáles Celis y Lorena Pérez Roaalgonzal@uahurtado.cl - loperez@uahurtado.clLa recuperación del rango universitario del Trabajo Social después de más de 10 años de liberalización de laenseñanza, ha generado una serie de impactos invisibles a la hora de observar el quehacer profesional,expresado visiblemente tanto en la amplia variedad de mallas curriculares de las escuelas de Trabajo Socialcomo en la diversificación de los espacios de ejercicio profesional, producidos a su vez por los cambios en elcontexto chileno de los últimos 20 años.Es por ello que surge la necesidad de poder generar un estudio que permita observar en las propiasestrategias de intervención utilizadas por los Trabajadores Sociales, opciones conceptuales, éticas yepistémicas permite comprender el estado de situación de forma de intencionar procesos de formación que
    • 31permitan generar esta doble vinculación, lo cual se vuelve sustancial para incentivar una discusión académicasobre el quehacer de Trabajo Social en la actualidad.De esta manera, la presente investigación busca desentrañar los discursos a través de los cuales se articulanla construcción simbólica y cultural de las estrategias de intervención utilizadas por los TrabajadoresSociales que actualmente se encuentran ejerciendo en nuestro país.Para la consecución de dicho objetivo, se planteo el desarrollo de una metodología de carácter cualitativabasada en dos momentos centrales. El primer momento busco reconocer a través de una muestraintencionada de 10 Trabajadores Sociales, a la cual se le desarrollo una entrevista en profundidad, lascategorías y esquemas explicativos que integran los entrevistados articulan de las hipótesis iniciales delpresente estudio, para luego, en un segundo momento, aplicar la técnica Delphi, que consistió en uncuestionario construido a partir de las categorías recogidas aplicado a una muestra de más de 30Trabajadores Sociales a fin de validar y profundizar las categorías construidas.Las principales conclusiones de esta investigación, permiten esclarecer ciertos mapas de abordaje paracomprender la situación del ejercicio profesional chileno en relación a tres ejes centrales: intervención social,el rol del Trabajo Social y estrategias de intervención. Ejes que nos permiten comprender como los cambioscontextuales, la diversificación de los espacios formativos, las definiciones conceptuales, las matricesepistémicos y el espacio de desarrollo laboral de los Trabajadores Sociales, han configurado una labordistinta, diferenciada y de mayor complejidad, que desafía y exige a la academia en su rol formador.SUJETO Y RESISTENCIAS: UN NUEVO PARADIGMA PARA LA ACCION POLÍTICAAlejandro Hernándezalehernand@yahoo.com¿Cuál es el centro de la actividad política?, ¿Qué es lo que define en si mismo a lo político?. Por cierto,ambas preguntas se presentan como una constante en las reflexiones en torno al sentido de la actividadpolítica, sus motivaciones, métodos y perspectivas; preguntas que adquieren una peculiar complejidad en elescenario de crisis y deslegitimación de lo político, especialmente desde la mirada del fin de la historia y lapretensión de incontrarrestabilidad con que se asumen los diseños neoliberales. En tal sentido, se pretendeconstruir una mirada desde la crisis de la modernidad y sus paradigmas, centrando el análisis en los procesosde resignificación de sujetos sociales, desde discursos y prácticas de resistencias a la Biopolítica neoliberal.Esta mirada pretende construir una reflexión de las crisis y sus salidas, desde una dimensión ético-política,desde una mirada del poder y sus resistencias, desde la emergencia de un nuevo sujeto cargado de contenidoscivilizatorios y de nuevas formas de comprender y transformar el mundo.POLÍTICAS SOCIALES, CIUDADANÍA Y RELACIONES DE PODERAndrés Roldán Tonioniaroldan@uct.clEl presente documento tiene por finalidad exponer una reflexión teórica de las políticas sociales y, por tanto,de las diferentes formas en que se establecen las relaciones entre el estado y la ciudadanía, según los distintosproyectos políticos que las han diseñado y ejecutado. Se propone un modelo conceptual para lainterpretación de las distintas relaciones de poder que se establecen entre actores en el espacio de interfaz(Robert, 2001).Partimos de la base, con evidencia empírica, respecto a los procesos de marginalidad y exclusión quecaracteriza el panorama social en la Región. Las distintas formas de asumir el desarrollo han dado forma alas distintas maneras de entender lo social estableciendo relaciones asimétricas entre quienes ejecutan laspolíticas y sus beneficiarios.
    • 32La relevancia de esta presentación radica en continuar el análisis conceptual respecto de las políticas socialesy en repensar las nuevas formas de ciudadanía en un contexto de nuevas relaciones entre el estado y estaúltima. Lo anterior pensando en cimentar el camino hacia democracias de alta intensidad (De Soussa, 2005).“HACIA UN MODELO COMUNAL DE PLANIFICACIÓN ESTRATÉGICA PARA EL DESARROLLOBARRIAL DE CONJUNTOS HABITACIONALES CONFORMADOS POR VIVIENDAS SOCIALES”Angélica Castro Saavedraangecastro24@yahoo.esFrente a las problemáticas de exclusión social, violencia vecinal, desarraigo, falta de pertenencia e identidadentre los habitantes de un barrio conformado por viviendas sociales debido a lamentables consecuencias de laimplementación histórica de la política de vivienda en Chile, se presenta una investigación que propone laelaboración y diseño de un modelo participativo comunal de Planificación Estratégica para el desarrollobarrial de conjuntos habitacionales constituidos por viviendas sociales con el fin de mejorar la gestión de losmunicipios en el área de vivienda y habitabilidad de las comunas, donde el barrio se transforma en unespacio físico y social de desarrollo local y mejoramiento de las relaciones vecinales de los habitantes deviviendas sociales.ACERCA DEL ‘MODO Y PODER DE HABITAR’ LA TIERRA: INTERRELACIÓN DISCIPLINARIAENTRE LA HISTORIA, LA MEMORIA Y EL TRABAJO SOCIAL EN TORNO A LA VIDA Y MUNDORURAL. APROXIMACIONES AL CASO DE MARIQUINAMaría. Angélica Illanesmariangelicaillanes@gmail.comLa presentación tiene como objetivo central efectuar una reflexión en torno al entrecruzamiento de trescampos, lenguajes y prácticas disciplinarias específicas, a saber, la historia, la memoria y el trabajo social,dado a nivel local, en vista de la construcción de un determinado discurso y práctica acerca de los modos dehabitar una comuna rural en ChileSur.Al respecto, nos atrevemos tentativamente a plantear que la conjunción de estas tres disciplinas en torno a unlenguaje tradicional e institucionalizado, tiende a construir y reforzar un modo de habitar y una identidadlocal receptiva y pasiva en la población, entrando en disputa con otras memorias y prácticas en resistencia,en el marco y escenario de un acelerado proceso de aculturación mercantil y apropiación-explotacióncapitalista en el territorio, fenómeno que induce tensiones y conflictos en el pasado y presente. Se trabajaráespecialmente en torno a la comuna de Mariquina, Región de los Ríos, ChileSur.INTERVENÇÕES URBANAS E O TRABALHO SOCIAL NA CONTEMPORANEIDADE: AEXPERIÊNCIA DE TERESINA, CAPITAL DO ESTADO DO PIAUÍ, NORDESTE DO BRASILAntônia Jesuíta de Limaa.je.l@uol.com.brO trabalho apresenta resultados de uma pesquisa desenvolvida, no período de 1997 a 2004, na cidade deTeresina, capital do estado do Piauí, nordeste do Brasil, a qual contou com o auxílio financeiro do CNPq eobjetivou analisar o impacto de políticas urbanas no processo de segregação socioespacial. Assim, o textodiscute a atuação do Estado no espaço urbano, especialmente dos governos municipais, focalizando aschamadas boas práticas de gestão que se destacaram a partir dos anos de 1990, no país, por incluírem, em seuescopo, o compromisso com políticas sociais de caráter redistributivo e com a inclusão da participação
    • 33popular no processo decisório. Põe-se em evidência o debate sobre a gestão urbana, a ação do poder públicolocal e o lugar que ocupa o trabalho social, com efeito, os novos desafios postos aos técnicos sociais.LOS MUNDOS DE VIDA EN LA EDUCACIÓN FORMAL RURAL EN CHILE; ALGUNOS DESAFÍOSDESDE LA EDUCACIÓN INTERCULTURAL PARA AMERICA LATINACarlos Aguayoepistola39@gmail.comLa situación de América Latina, en los umbrales del bicentenario, presenta grandes reto. Por cierto, existe uncomplejo mosaico de antiguos y nuevos problemas aún no resueltos, como la pobreza, la delincuencia, ladrogadicción, o temas relacionados con la salud, la educación, los derechos humanos y los derechosindígenas; Hasta enfrentar los grandes retos y temas emergentes de estos últimos años como es el impactode los medios de comunicación y el proceso de globalización, que hoy preocupan a América Latina.Por lo tanto se pretende elucidar las inéditas problemáticas de la educación formal rural, desde lainterculturalidad (como instrumento racional), en la practicidad que surge con los mundos de vida y elconflicto en paralelo con el conocimiento formal y burocrático.PROYECTOS DE VIDA EN JOVENES ESTUDIANTES UNIVERSITARIOS URBANOS ESTUDIO DECASOSCarlos Oyarce Díaz, Paula Leiva Sandoval, Nelson Segovia Nuñez,oyarce_53@yahoo.esLos diversos estudios e investigaciones actuales acerca de la juventud latinoamericana, y chilenaespecíficamente, dan cuenta de una juventud que no es homogénea, es decir estamos aludiendo a diversasjuventudes, que a su vez son estudiadas desde diversos enfoques, mayormente desde la perspectivacuantitativa y en menor medida cualitativa. Entendemos entonces la necesidad de generar nuevasaproximaciones que generadas en el Sentido de Vida, la Psicología Social, y los Mundos de la Vida, nospermitan conocer más profundamente a ese sujeto joven, que frente a los profundos cambios sociales,culturales y económicos globales y expuesto a la presión de las expectativas y dificultades del diario vivir, serepliega a su espacio más íntimo para ir construyendo el rumbo de su vida. En consecuencia, hemos definidocomo el objetivo principal de esta investigación, comprender los discursos de los proyectos de vida dejóvenes universitarios urbanos, para relevar los elementos tanto comunes como infrecuentes que se integran ala construcción de éstos, es decir, relevar desde la propia experiencia juvenil lo que señalan como Proyectode Vida. En otras palabras, indagaremos en sus aspiraciones, en sus formas de ser, sus formas de pensar y enlas formas que vivencian la etapa vital en que se encuentran como horizonte existencial, entre el ser jovencomo presente y hacerse adulto como futuro.POLÍTICAS PÚBLICAS Y TRABAJO SOCIAL. RETO DE LA RESPONSABILIDAD SOCIALCarmen Barranco y Natividad de la Redredvega@trs.uva.esHoy en día se mira a la responsabilidad social y a la ética profesional como un valor que es preciso añadir alas políticas sociales, organizaciones públicas y al conjunto de organizaciones que concurren en elpluralismo del bienestar social para que las personas, las propias organizaciones, el medio ambiente y lacomunidad salgan fortalecidas.
    • 34Desde su origen hasta la actualidad la responsabilidad social organizacional tiene mayor calado en lasorganizaciones del mercado dedicadas al mundo empresarial, evidenciándose una menor presencia en lasorganizaciones públicas de bienestar social y del tercer sector.En nuestra era planetaria la responsabilidad social emerge como una filosofía y estrategia para hacervisible un nuevo estilo de gestión, el cuál va introduciéndose a nivel mundial, siendo relevante en los paísesde América Latina y del Caribe. En esta comunicación se propone que desde el trabajo social se asuma elreto de potenciar la responsabilidad social organizacional, engarzada con la ética profesional, en las políticaspúblicas del Estado y en las organizaciones donde está presente la disciplina y la profesión, debido a losbeneficios que aporta a la propia organización, ciudadanía, grupos de interés, sociedad, economía y al medioambiente.El trabajo social tiene potencial de desarrollo para hacer efectivos los resultados de la RS a través de laadecuada evolución de los impactos sociales, ambientales, económicos y los procesos participativos en unosy otros; particular interés tiene en este proceso la visibilidad de resultados para demostrar lo que se estáhaciendo, para qué, con quiénes, cómo y cuáles son las contribuciones que se realizan en la mejorara de lacalidad de vida, en el fortalecimiento de las potencialidades sociales, en las interdependencias, en lasrelaciones de convivencia y también a través de las aportaciones en los procesos que activan los recursosociosos comunitarios y ambientales.“MIGRACIÓN, VIDA JORNALERA E INTERCULTURALIDAD: UNA EXPERIENCIA DEINTERVENCIÓN SOCIOEDUCATIVA EN SAN QUINTÍN, BAJA CALIFORNIA, MÉXICO”Carolina Mata Mirandamata_miranda@yahoo.com.mxA partir de la década de los ochenta en México, han surgido flujos migratorios realizados por minifundistas ycampesinos sin tierra originarios de los estados de Guerrero y Oaxaca, dos de los entidades con mayor gradode marginación. Hombres, mujeres y niños se dirigen hacia empresas agrícolas para emplearse portemporadas en el cuidado y cosecha de diversos productos, por ello se les ha nombrado; jornaleros agrícolasmigrantes, quienes actualmente se desplazan por 21 estados de la república realizando esta actividad.Este tema se sitúa en un ámbito estratégico de la (re)producción de la vida de la población infantil jornaleraagrícola migrante y la educación intercultural que se les proporciona, las problemáticas emergentes en losespacios educativos, las interrogantes en relación con el contexto sociocultural, así como las propuestasdesde la perspectiva de la intervención socioeducativa.BASES FILOSÓFICAS PARA LA ÉTICA APLICADA A PARTIR DE LA ETICA COMUNICATIVA ENK-O APEL, A CORTINA Y MAILANDI. DESAFÍOS DE LA ÉTICA APLICADA A LASPROFESIONES DE CARÁCTER SOCIALCecilia Aguayo C.caguayo85@yahoo.esEl presente trabajo es un intento de sistematizar los aportes que han entregado la teoría ética del discurso nosólo para una fundamentación de las normas éticas, sino para elaborar una ética filosófica posible de seraplicada al ámbito de la acción humana, en especial que oriente las decisiones de los profesionales de laacción responsables de la aplicación de políticas sociales en sociedades tecnocientíficas, donde tiende apredominar una racionalidad instrumental definida en una articulación de medios y fines, y en donde losvalores y normas se vuelven particularmente difíciles de fundarse. Siguiendo el aporte de la teoría de laracionalidad de Max Weber, que hemos estudiado en un libro anterior (Aguayo 2006), se trata de desplegarlas dimensiones éticas de la racionalidad a partir de una configuración diferente de la racionalidad, que lleve
    • 35a articular la ética de la responsabilidad (Verantwortungsthik) con una ética de la convicción(Gesinnungsethik), en la búsqueda de instituciones justas. Nos situaremos a partir de los aportes de K.O.Apel y de dos de sus discípulos iberoamericanos, R. Maliandi y A. Cortina, para comprender la inherentedimensión normativa que contiene la acción humana y social situada en instituciones , para ello deberemosdesentrañar la problemática de la razón practica y la función critica que ella tiene frente a las formas deracionalidad predominantes. En este sentido analizar la implementación de las políticas sociales desde unaética aplicada requiere dar cuanta de las contradicciones morales e institucionales y profesionales en queestas se sitúan.CONFLICTOS CULTURALES: EL DESAFIO DEL TRABAJO SOCIAL EN LA REINVENCIONCIUDADANAClaudia Garrido Carrascocgarrido@santotomas.clExisten ciertas constataciones que dan cuenta de la relevancia de la esfera cultural en las manifestacionescontemporáneas de convivencia social, una de ellas es que el ámbito político se encuentre cuestionado entanto desoye la emergencia de nuevas formas de participación ciudadana; otra constatación es la existenciade sectores que cuestionan su inclusión a ese espacio de convivencia social a partir de formas de ser y actuardistintos o a la cristalización de imaginarios excluyentes. Si entendemos lo anterior como fuente de conflictocultural, cabe preguntarse cómo el Trabajo Social no sólo comprende estos procesos desde clavesinterculturales, sino más bien qué función cumple –desde su acervo teórico metodológico-en elprocesamiento simbólico de los conflictos culturales (cómo moviliza sus nudos) y como ello interpela ydefine desafíos para la reinvención ciudadana.MODELO EDUCATIVO MONTESSORIConsuelo Salazarconsuesa@gmail.comSi bien como hemos planteado, el Modelo Montessori, presenta una serie de ventajas comparativas con losactuales modelos educativos en el país, en tanto supera visiones de procesos de instrucción y entrega un rolmás activo al sujeto mismo y a su entorno familiar, de manera que aplicado logitudinalmente el modelo,debería tener como resultados sujetos más empoderados, con mayores niveles de autonomía, la realidad hoynos dice que el modelo queda trunco y no deja ser más que una buena declaración de intenciones.La aplicabilidad del modelo Montessori, en el actual paradigma educativo chileno, que es de marcado acentovertical y a nivel de instrucción, en el que escasamente se considera a los niños y niños en proceso deeducación, adolece de una serie de aspectos importantes a considerar, tales como:-Carencia de profesionales capacitados en la metodología.-Falta de capacitación constante al personal docente.-Es un modelo cuyo impacto es de mediano a largo plazo, que lo hace un poco más oneroso en relación almodelo de instrucción en el que sus resultados son fácilmente medibles y justificables ante las institucionessubvencionadoras.Desde la perspectiva de las familias, en que en este modelo adquieren una connotación también puedentener resistencias, pues hemos integrado que la educación, en tanto instrucción es una función de la escuela yde los docentes y nos resulta complejo comprender el cambio de paradigma y que más aún se exija mayoresgrados de participación. Esto es coincidente con las lógicas asistencialistas a las que estamos acostumbrados,pues nos resulta más conveniente ser receptores de beneficios, que ser gestores de nuestros procesos.
    • 36Parte de las resistencias familiares, que dificultarían el modelo, no es menor señalar que debido a lascondiciones de exclusión social y de deprivación en que se encontrarían las familias a las que se dirige elprograma educativo, este podría tener dificultades en su implementación y seguimiento.Las incoherencias que hoy tiene con la educación formal, es sin duda un conflicto que esperamosproduzca un debate social y imprescindible para generar los cambios que sean necesarios parareflexionar respecto de lo que realmente hace falta para mejorar nuestros actuales sistemaseducativos.Pensando en la práctica educativa de los trabajadores sociales desde el pensamiento de Ana Harendt.NÚCLEO ÉTICO MÍTICO, CONFLICTO Y CONSTRUCCIÓN DE IDENTIDADES NARRATIVAS,INTERPRETACIÓN PARA UNA IDENTIDAD NARRATIVA DESDE EL CONFLICTO Y EL MITO.Francisca Salas Aguayo.fnsalas@gmail.comLa presente investigación tiene la finalidad desarrollar y conectar dos conceptos relevantes para elpensamiento latinoamericano, conflicto y mito. A partir de la reflexión llevada a cabo sobre el papel denúcleo mítico en el pensamiento latinoamericano, por Pinotti, revelaremos como dentro de los discursos desus pensadores el mito constituye uno de los grandes ejes sobre los que se erige la identidad (malinche,canibalismo, huacho). El recurso del lenguaje mítico será explicado por la necesidad de dar cuenta del“conflicto” primigenio, que expone una decisión ética implícita, no como término fundamental para laidentidad solamente, sino como visión exigida por la estructura del espacio latinoamericano que impide elanálisis armónico. Se profundizará, además, la diferencia que existe entre la concepción mítica de europea yLatinoamérica para graficar mejor lo anterior.CONVIVENCIA VECINAL Y DESARROLLO LOCAL EN LA COMUNA DE CHIGUAYANTEGerardo Escobargescobar@udec.clLa Comuna de Chiguayante en la búsqueda de su desarrollo desde su reciente nacimiento se ha encontradocon diversas respuestas surgidas desde la comunidad. La preocupación desde la autoridad municipal es, enesta línea, el crecimiento de la delincuencia y la agresividad en la población. Se han identificado los focos demayor agresividad desde el número de denuncias registradas en la Sub Comisaría de la comuna. Con estainformación se realizó un diagnóstico que abarca cinco sectores, estos son: La Leonera, Villa Futuro, VillaLos Presidentes, Chiguayante Sur y Los Boldos.Dentro de la diversidad de relaciones conflictivas que se generan en los sectores estudiados se ha realizadouna caracterización de ellas según la participación de los actores involucrados, en donde los jóvenes sonvistos como culpables importantes de los conflictos y perjuicios dentro de la comunidad.Los altos niveles de agresividad y de violencia intrafamiliar generan el marco para que la conducta agresivasurja desde el hogar hacia el resto de la comunidad.Los conflictos en las organizaciones comunitarias son además el resultado de luchas de poder que en lamayoría de los casos justifican políticamente intereses personales.El desprestigio de las instituciones de orden y justicia favorecen la expresión de conductas violentas y almargen de la ley, con esto se institucionaliza la inutilidad de la denuncia y peor aún, la inconveniencia dedenunciar por temor a represalias. Surge por lo tanto la naturalización de la violencia.La convivencia vecinal surge como el medio para mejorar las condiciones de comunicación de la población.Dentro de la comunidad se reconocen instituciones dedicadas al trabajo en esta para conservar o mejorar lascondiciones de convivencia vecinal pero con ciertas aprehensiones, donde encontramos a carabineros, tierrade esperanza (ONG), municipalidad, Previene, Comuna Segura, consultorios, y DAEM.
    • 37UN INTRUSO EN EL AULA, ESTAMOS CONECTADOS...EDUCACIÓN: CALIDAD EN LADOCENCIAHugo Covarrubiashugocovarrubiasv@hotmail.comUno de los cambios fundamentales para el desarrollo social de Chile refiere a la necesidad de invertir encalidad y equidad en la educación, sea ésta primaria o superior. Se habla de perfeccionamiento de formaciónacadémica de los docentes, quienes deben tener un postgrado o doctorado, sin embargo, desde unaperspectiva crítica, no alcanza sólo el hecho de tener estudios, sino que también hay que saber enseñar.El docente debe estar preparado para la nueva juventud que llega a las aulas, ésta es sin duda una nuevaespecie que en el artículo se denomina los ciber-parlantes-red, ya que están conectados a un mundo lleno deimágenes y tecnologías. Hoy, al parecer, google lo sabe todo para el estudiante. La universidad es un agenteno sólo socializador, sino también un agente mediatizador con la sociedad y los acontecimientos queinforman los medios de comunicación. Este es el desafío de los nuevos docentes; educar para la vida,orientar y por sobre todo generar personas con autonomía y pensamiento crítico, ¿Los docentes están o noconectados a estas nuevas plataformas? ¿Cuentan con la didáctica suficiente para entregar losconocimientos? Estas preguntas corresponden a las respuestas esbozadas en este artículo, sin dejar de lado unnuevo proceso metodológico.EL AUTOCUIDADO PROFESIONAL DEL TRABAJADOR SOCIAL DESDE UNA MIRADAHOLISTICAIda Molina Varelaimolina@utem.clPara el Trabajador Social el ser humano está en el centro de sus preocupaciones y en su vida laboral seenfrenta a diferentes problemáticas que tienen que ver muchas veces con situa-ciones límites que puedentener un alto costo personal si no está preparado para enfrentarlas ade-cuadamente.Para enfrentar de mejor manera las tensiones propias de su vida laboral y cumplir sus objetivosprofesionales, debe tener un desarrollo personal y social que tiene que ver con la valo-ración y el desplieguede todos los potenciales que posee, lo cual abarca el desarrollo tanto de lo cognitivo, lo corporal, loemocional afectivo y lo espiritual.El Trabajador Social para desarrollar estrategias de autocuidado pone en juego necesa-riamente sucoherencia y desarrollo armónico e integral como persona.El objetivo del autocuidado profesional es que la persona vivencie un proceso de trans-formación personalque implique desarrollar tanto procesos intrapersonales como procesos in-terpersonales y transpersonales,que dicen relación con una serie de potencialidades, habilidades y capacidades como parte de un proceso decrecimiento y desarrollo en pro de un mejor estilo y calidad de vida.Por lo tanto entendemos el autocuidado como una práctica transformadora integral que desarrolla elpotencial curativo de la persona y que favorece el desarrollo de una visión trascen-dente de la salud personaly social.Desde esta mirada el desafío es incorporar como Trabajadores Sociales una visión holís-tica que nos permitecomprender la existencia de una manera integradora, unitiva y trascendente para generar nuevoscomportamientos a nivel socioprofesional.COSMOVISIÓN, INTERCULTURALIDAD Y TRABAJO SOCIAL
    • 38Ildaura Fernández Baca Barrio de Mendozaurinsaya@hotmail.comLas culturas originarias del Perú, quechuas, aymaras y otras de la amazonía, hoy aún vigentes, son resultadode un largo y complejo proceso histórico cuya dinámica se aprecia en la interrelación con diferentesproyectos de desarrollo económico por sus potencialidades agropecuarias pero, desarticuladas de un realdesarrollo integral. En las culturas andinas predominan los principios de solidaridad, reciprocidad, respeto ytotalidad en el que se considera al hombre, la naturaleza y la Pachamama como un todo que tiene vida,sentimientos, el hombre no pretende ni domina a la naturaleza convive con ella. Desde el Trabajo Social, sedebe revalorizar las culturas originarias respetando las etnías y las manifestaciones culturales de los pueblosdel ande, este fortalecimiento se combina con los conocimientos académicos adquiridos y el saber popularque no siempre son comprendidos y que tienen que ver con las subjetividades, su dimensión cultural,espiritual y percepciones imaginativas de los individuos y de las colectividades descubriendo el sentido ylos significados culturales y sus formas de percibir el mundo y explicar la realidad las que deben serentendidas e interpretadas e incorporadas a partir de sus convicciones y prácticas rituales las mismas queson reproducidas en las ciudades y constituyen elementos importantes del capital sociales este mundoglobalizado.AS EXPRESSÕES IDEO-CULTURAIS DA CRISE CAPITALISTA NA ATUALIDADE E SUAINFLUÊNCIA NO SERVIÇO SOCIALIvete Simionattoivete.simionatto@pq.cnpq.brApreender a real dimensão da crise capitalista na atualidade pressupõe discutir suas principais manifestaçõesnão apenas na esfera da economia e da política, mas, também, as repercussões nos campos do conhecimento,das idéias e dos valores. Com o objetivo de discutir tal temática, o texto apresenta, inicialmente, osurgimento e a crise da razão moderna e suas conseqüências na realidade contemporânea. Parte depensadores clássicos entre os séculos XVI e XVII, a transição entre os séculos XVIII e XIX, destacando-seas intensas mudanças e contradições que marcam esse período e que estão na base de duas grandes matrizesteóricas da razão moderna: o positivismo de Comte e a teoria social de Marx. Aborda a seguir o cenário doséculo XX e as transformações societárias a partir dos anos 1970 onde ganha centralidade, no âmbito dasciências humanas e sociais, a chamada “crise dos paradigmas”, relacionada, principalmente, aos modelosclássicos de conhecimento da realidade. Ampliou-se, a partir de então, o embate entre modernidade e pós-modernidade, destacando-se a novidade dos chamados “novos paradigmas” como caminhos analíticosalternativos para se fazer ciência e se conhecer a realidade social. Num segundo momento, aborda o adventoe a efetivação do pós-modernismo em suas dimensões teóricas, políticas e culturais através de seus principaisrepresentantes. Como conseqüência no plano do conhecimento, discute a crise dos paradigmas totalizantes eas novas tendências teóricas na análise dos processos sociais; finalmente, o terceiro tópico oferece algumasindicações para a reflexão sobre a relação do Serviço Social com os paradigmas da modernidade e da pós-modernidade e suas implicações no exercício profissional. Tematiza o Serviço Social a partir de duasgrandes tendências teóricas: uma vinculada ao fortalecimento do neoconservadorismo inspirado nastendências pós-modernas, que compreende a ação profissional como um campo de fragmentos, restrita àsdemandas do mercado de trabalho, cuja apreensão requer a mobilização de um corpo de conhecimentos etécnicas que não permite extrapolar a aparência dos fenômenos sociais; e outra relacionada à tradiçãomarxista, que compreende o exercício profissional a partir de uma perspectiva de totalidade, de caráterhistórico-ontológico, remetendo o particular ao universal e incluindo as determinações objetivas e subjetivasdos processos sociais. O fortalecimento de uma ou outra dessas perspectivas depende, dentre outros fatores,da qualificação teórico-metodológica e prático-operativa dos profissionais e de suas opções ético-políticas,
    • 39no sentido de compreender o significado e as implicações dessas propostas para o futuro da profissão diantedos complexos desafios postos pelo século XXI.FAMILIAS INMIGRANTES: UN ANÁLISIS INTERCULTURAL PARA EL TRABAJO SOCIALJeannette Puertasjpuertas@utem.clLa globalización ha impactado en nuestra sociedad, generando trasformaciones en todos los ámbitos; en lascomunicaciones, adelantos tecnológicos y migración entre otros; dando paso a una nueva realidad social.En este nuevo escenario social, hoy el fenómeno migratorio es un hecho objetivo, constatado en el aumentode familias peruanas inmigrantes en Chile. Si bien este fenómeno no es nuevo, se ha intensificado a partir dela segunda mitad de los años noventa, caracterizándose por su dinamismo y manifestación de la mayor omenor estabilidad económica y social del país, motivando a las familias en la búsqueda de mejoras laboralesy estabilidad económica. El proceso de adaptación de las familias peruanas inmigrantes a una nueva realidadno está exento de tensión, conjugándose historias, modos de vida, tradiciones y cultura, impactando en ellosy permeando a nivel social.En esta búsqueda de espacios de integración y desarrollo, como las de estrategias de sobre vivencia a las quedeben recurrir estas familias, nace el por qué de nuestro interés como investigadoras.Nos interesa describir y analizar “Como las familias inmigrantes peruanas pobres de Santiago, se beneficiande los espacios que permiten las Políticas Sociales”Ante la vulneración social que presentan las familias inmigrantes peruanas, deben acceder a los beneficiosde la Política Social vigente, en los espacios que son permitidos; ¿Las políticas sociales responden a estanueva realidad y nuevas problemáticas?, o más bien, ¿la no pertinencia cultural de éstas colabora en lasituación de precariedad económica y extrema pobreza que vive un grupo importante de inmigrantesperuanos?, claro ejemplo, aquellos que residen en la comuna de Santiago. ¿Cómo afecta la comprensión deesta nueva realidad a la discriminación y falta de visibilización de una nueva comunidad peruana?Por otro lado, desde la acción social cotidiana de los Trabajadores Sociales, las familias inmigrantes no sonuna realidad ajena, por el contrario, adquieren relevancia, ya que se manifiestan en el día a día, por cuantoson familias beneficiarias de los programas sociales que desde nuestro quehacer profesional ejecutamos. Porello, consideramos que los Trabajadores Sociales se encuentran ante el desafío de anticiparse y contribuir a lageneración de nuevos modelos de acción, que incluyan enfoques de trabajo que permitan aportar en laintegración y resolución de problemáticas a las que están expuestos estos grupos de inmigrantes.A nuestro entender, se constituye en un imperativo ético y social, por cuanto debemos sensibilizar y aportar ala visibilización de este problema social, articular y facilitar el acceso digno de este grupo a las PolíticasSociales; mejorar nuestra intervención social y contribuir desde la acción social a generar políticas socialespertinentes, que den respuesta a las demandas de una sociedad moderna.EL MÉTODO DE JOSÉ CARLOS MARIÁTEGUI EN EL DEBATE EPISTEMOLÓGICO Y ELPARADIGMA UTILIZADO EN LA INVESTIGACIÓN SOBRE LA REALIDAD SOCIALJosé Escobedo Riveraescobedo_10@ yahoo.comEl presente trabajo tiene como propósito estudiar a Mariátegui como investigador dentro de una dimensiónepistemológica; es decir, desde una determinada cosmovisión: el paradigma; y poner en discusión el métodoutilizado en la interpretación social de la realidad nacional. El trabajo responde a ejes argumentativosespecíficos con los que se hace inteligible su metodología, no para poner fin a la controversia generada entorno a este tema, sino como una propuesta para su discusión. Se determina, en primer lugar, las influencias
    • 40que moldearon su pensamiento marxista, ya que esta tradición epistemológica históricamente ha presentadocontroversias internas entre las que tuvo que escoger, esto con la finalidad de explicitar el métodopropiamente dicho dentro de la tradición marxista de interpretación hermenéutica. Así mismo, se hacereferencia al estilo de trabajo de Mariátegui en cuanto a las fuentes orales y escritas que mantuvo con susinformantes –como experiencia del otro- que le sirvieron de insumos para sus investigaciones. Se analiza elensayo como el género argumentativo que marcó toda su producción como investigador. También se resaltasu actitud ética como parte fundamental en su vida y obra. Finalmente, a manera de colofón, se revalora laimportancia que tuvo para Mariátegui su estadía en Europa; el conocimiento del Italiano, el Francés y elAlemán como idiomas permitiéndole acceder a autores y teorías de manera directa fortaleciendo su marcoteórico; así como el hecho de desposar a una mujer Anna Chiappe quien apoyó y facilitó el trabajo deinvestigación de José Carlos.SERVICIO SOCIAL, TRABAJO Y FORMACIÓN PROFESIONAL: DESAFÍOS CONTEMPORÁNEOSJosé Fernando Siqueira da Silva y Maria Ângela Rodrigues Alves de Andradejfernandoss@terra.com.br, angela@franca.unesp.brLa crisis del capital y sus más recientes estrategias de reproducción ampliada – sentidas en Latino Américaen la década del 90 del siglo XX -, ha generado enormes impactos en la cuestión social contemporánea(MARX, 1984, p. 187). La consecuencia de este escenario es visible y repercute directamente en el día a díade los asistentes sociales: la reorganización de los estados nacionales, el énfasis en políticas socialespuntuales circunscritas a la pobreza absoluta, los densos cambios en el mundo laboral en la era de la pos-reestructuración productiva (que, evidentemente, penalizan la labor a favor del capital) y la profundizaciónde la desigualdad social y de sus múltiplas expresiones marcadas por la concentración de la propiedad(considerando la particularización del capitalismo en los diferentes países latinoamericanos). Evidentementeque todo esto se repone, al mismo tiempo con mecanismos de estabilidad y de instabilidad en el ordenburgués, esta contradicción inherente al metabolismo del capitalismo y a la necesaria reproducciónpermanente del capital. En otras palabras, no estamos delante de “una nueva cuestión social” (como creeROSANVALLON, 1995) o de “metamorfosis” que crean espacios para cuestiones y luchas sociales que sefragmentan entre si (CASTEL, 1998). Lidiamos, en realidad, con una cuestión social que se particulariza,esto quiere decir que posee una historia marcada por contradicciones que hacen parte de la naturaleza de lapropiedad privada (la apropiación privada de la producción social) y de una determinada historicidad queimpone alteraciones a lo social para que puedan ser reconstruidas (como “concreto pensado” - MARX apudFERNANDES – org, 1989) y enfrentadas colectivamente por las fuerzas sociales comprometidas con laemancipación humana (MARX, 2005-1).DEMOCRACIA Y LEGITIMACIÓN DE LAS NUEVAS POLÍTICAS: DESDE ARRIBA (TOP-DOWN) YDESDE ABAJO (BOTTOM-UP)Jovino Pizzijovinopiz@bol.com.brActualmente, es imposible ignorar las consecuencias de la liberalización de los mercados y de la integracióncomercial. Ese proceso es denominado de globalización, que evidencia una serie de fenómenos vinculados ala economía, como la construcción de redes económicas mundiales, la primacía del aspecto financiero, lahegemonía de las empresas multinacionales en la producción y en la comercialización de bienes y servicios,de la integración de la producción en escala mundial, en la busca de precios únicos, etc.Hablar de la sociedad civil significa comprender que existe una esfera pública, un ámbito de la acción comúna cualquier persona, porque afecta apenas a un grupo, sino a los demás (presentes y futuros). La expresión
    • 41esfera pública puede ser considerada como sinónimo de un conjunto de palabras como: ámbito público,dimensión social e, incluso, presenta un vínculo muy estrecho con las distintas esferas de la sociedad civil.Aunque haya muchísimas divergencias en sus connotaciones, hay actualmente, en todos los niveles, unrenovado interés con ese horizonte público de la acción humana, un valor. La cuestión gana aun más énfasisante el proceso de globalización. Ese proceso significa una nueva división de tareas entre el estado y lasociedad civil, asegurando, todavía, un destacado protagonismo para la racionalidad pública.En efecto, las cuestiones están puestas, pero no deseamos profundizar aquí el tema y los efectos paranuestros países. Se trata solamente de entender el escenario y poder, de este modo, comprender no solamentela reaparición de la sociedad civil, sino también divisar como la democracia, el Estado, el poder y la propiaética van adquiriendo otros matices. Al fin y al cabo, para los países de Europa Central y del Este, se trata dereclamar una esfera pública autónoma no estatal en contra de los regímenes socialistas estatales autoritarios.Pero, en Occidente, las organizaciones de la sociedad civil no cuestiona ni el régimen político (democracialiberal), ni el modelo económico (capitalismo neoliberal), sino que se preocupan por las “víctimas” de estemodelo. Con eso, surgen los “nuevos movimientos sociales” que defienden una democracia participativa,algunos de ellos rechazan la idea de que sea necesario luchar por cambios, mientras otros buscan modelosalternativos de desarrollo o alternativos al desarrollo.De hecho, al hablar de democracia, la idea involucra no sólo el aspecto de la gobernabilidad, sino también lademocratización de las instituciones y empresas mismas. De ahí que se pueda hablar de democratizarsignifica tener presente el doble aspecto de las políticas sociales. Nuestra idea señala hacia dos aspectos de lademocracia: la exigencia normativa, que se impone desde arriba (top-down) – no porque sea más importante,sino porque indica la dirección hacia donde deseamos mirar –, y el aspecto que se consolida desde abajo(bottom-up) – no porque sea menos importante, sino porque representa la base (movimientos sociales,asociaciones, sindicatos, partidos políticos, ONGs, etc.). Así, cuando miramos los principios de lademocracia, entendemos que tanto el modelo liberal como el republicano tienen sus virtudes, pero tambiénalgunas debilidades. Pero lo básico está en entender su dinámica y sus exigencias normativas. En primerlugar, eso significa que la toma de decisiones no pertenece al Estado, sino al conjunto de la sociedad (esdecir, la base, que son los movimientos sociales, sindicatos, asociaciones, partidos políticos, ONGs, etc.),que posee el poder comunicativo. Con eso, se establece una distinción entre el poder del Estado(administrativo) y el poder de la esfera pública, o sea, de todos.Tratase, pues, de un aspecto imprescindible para la dialéctica de las políticas sociaales, y no solo para lademocracia. Esta exigencia viene de los movimientos sociales y de las organizaciones de la sociedad civil,que despliegan una lucha contra todas las formas de opresión y pueden además consolidar los vínculossimultáneamente locales y globales. Las características de esa matriz bottom-up (desde abajo) indica que ladirigencia admite que haya participación voluntaria, horizontalidad, autonomía, coordinación, asociación,autorregulación, etc., lo cual requiere, como dice Souza Santos (2002) la “articulación y la coordinación deuna inmensa variedad de movimiento sociales y organizaciones de la sociedad civil con el propósito decombinar estrategias y tácticas, definir programas políticos y planear y llevar a cabo acciones colectivas.”A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO BRASIL, OS MECANISMOS DE CONTROLE SOCIAL EOS PROGRAMAS PARA INCLUSÃO SOCIAL E REDUÇÃO DA POBREZAKátia Maria Araújo Souzakmas51@ig.com.brEl texto se refiere a la concepción de la política de asistencia social en Brasil, creado por la ConstituciónFederal de 1988, y en marzo de lógica como la Ley Orgánica de Bienestar Social - cartas de asignación, dediciembre de 1993, las Normas de funcionamiento del sistema único de Base de Bienestar Social -- Nob SU-2005 y la VI Conferencia (municipal, estatal y Nacional de Asistencia Social), con el foco en la familiasituación de vulnerabilidad y riesgo social. Para efectuar este modelo, se describen maneras, tales como: lamunicipalización de las acciones y el ejercicio del control social, como un instrumento de gestión
    • 42democrática y participativa.O Sistema Único de Asistencia Social - SU proporciona la protección socialbásica, especial y Medio Alto complejidad, además de articular la red socioassistencial, de equipos talescomo los Centros de Referencia de Bienestar Social - CRAS, responsable del mantenimiento de los vínculossociales y la comunidad. El control social es realizar un seguimiento, supervisar, evaluar y decidir sobre unapolítica de asistencia social se centraron en la inclusión social y reducción de la pobreza. Para decidir si espolíticamente necesario estar preparado técnicamente y científicamente. Este es el papel del Estado y laAcademia.LA EVALUACIÓN SOCIAL DE LOS ALUMNOS Y ALUMNAS DE COLEGIOS PARTICULARESQUE POSTULAN A BENEFICIOS SOCIALES.Loreto ZamoranoLoreto.zamorano@gmail.comLa inquietud nace del requerimiento solicitado por el Director del Colegio, el cual debe cumplir con loestipulado en la misión del establecimiento, referida alApoyo y promoción social de los alumnos que califican, para recibir beneficios de beca o rebaja en elarancel mensual.Realizada la evaluación social completa ( incluyendo la entrevista preliminar con el alumno, visitadomiciliaria y finalmente entrevista con el apoderado o tutores), se presentan los documentos respectivos aldirector de finanzas con el fin de intercambiar las apreciaciones profesionales para distribuir los recursosfinancieros de forma eficiente y justa.Sin embargo y a pesar de que se realiza un diagnóstico acucioso, detallado, en base a variables sociales ,económicas y académicas de los potenciales beneficiarios sociales; en la decisión final pesan los criteriosnúmericos y financieros por sobre lo social. Provocándose situaciones sesgadas e injustas entre losbeneficiarios.La pregunta para la acción profesional:¿Por qué dada una acción profesional acuciosa y responsable, no es posible apuntar a la justicia y eficaciarespecto del otorgamiento de los beneficios sociales a quienes realmente le corresponden?Hipótesis de trabajo:Hay elementos de la política educacional y sistémicos ( visión y misión educativa del Colegio y su aplicaciónen la vida cotidiana) que obstaculizan la acción profesional, supeditando la calificación profesional alcriterio mercantil y capitalista.Es necesario que el trabajador social adquiera otras herramientas técnicas que validen el diagnóstico socialindividual, otorgándole una prestancia profesional indiscutible.LIMITES E DESAFIOS POLÍTICOS DO TRABALHO SOCIAL NO BRASIL EM FACE AO PROJETONEOLIBERAL.Lucí Faria Pinheirofarialuci@uol.com.brO objetivo de minha “ponencia” é apresentar algumas reflexões resultantes de uma pesquisa, onde o trabalhosocial no Brasil foi apreendido como uma profissão conscientemente orientada por um projeto político decrítica e resistência ao projeto neoliberal. A pesquisa propõe-se justamente levantar no espaço sócio-ocupacional os limites e desafios enfrentados por esta profissão e as conseqüentes estratégias elaboradas nocampo político. Para melhor compreender e explicar as relações objetivas desta profissão com as lutassociais, a pesquisa adotou como objeto os movimentos sociais, limitando-se a algumas experiências que semantém em ascensão no Brasil nos dias atuais. Isto porque, o processo de resistência à conjuntura de redução
    • 43do Estado e conseqüentes perdas de direitos sociais, é herdeiro de uma construção coletiva, em cujos sujeitosestá o movimento dos trabalhadores sociais. As novas configurações do Estado e do trabalho abalamsensivelmente o espaço sócio-ocupacional do trabalhador social, que por sua vez constitui-se das formas deenfrentamento da burguesia e do Estado às manifestações da contradição entre capital e trabalho. Nestesentido, o projeto profissional enfrenta uma crise muito significativa, da mesma forma que as organizaçõesdos trabalhadores. Algumas conclusões que se pode antecipar é que o reforço mútuo – trabalho social emovimentos sociais – de uma afinidade ética e política depende não somente de um aprofundamento dacapacidade de interpretar e aprofundar o método crítico de origem marxiana sobre os desdobramentos daquestão social na conjuntura atual, como também, de conhecer as formas de manifestação referidas sobre asdemais organizações dos trabalhadores. Em síntese, uma das estratégias de aprofundamento do métodocrítico e do próprio projeto profissional têm sido incorporar a realidade em suas múltiplas determinações. Sehá um deslocamento das demandas sociais para o setor privado, significa que as manifestações daquela estãocada vez mais isoladas das intervenções do Estado, de modo a aprofundar as necessidades. Assim, as lutassociais não podem ser apreendidas somente do ponto de vista de sua negatividade enquanto esferasesvaziadas. É necessário que politicamente o trabalho social apreenda e se engaje nas lutas sociais,diferentemente do passado, de modo a contribuir poder realmente contribuir com o processo de emancipaçãosocial. A realidade mostra que uma das tendências convergentes entre o projeto profissional e os movimentossociais é a abordagem da América Latina, através de uma unificação das lutas e dos intercâmbios crescentes.Há, entretanto, uma tendência política ancorada na crítica à lógica de aprofundamento do Capital, como aquestão ambiental, que ainda não marca as preocupações dos trabalhadores sociais. No entanto, um dosmovimentos mais importantes hoje no Brasil é o Movimento Sem Terra, para o qual não é possível pensaruma nova sociedade sem que se tenha uma visão de totalidade entre as lutas ambientais e um novo projetosocietário sobre bases socialistas.LA COMUNICACIÓN ASERTIVA EN LA PERCEPCIÓN DE LAS MUJERES, QUE CUMPLEN UNADOBLE JORNADA DE TRABAJO.Luis Antonio Serrano Guerrasega4507@hotmail.comEl trabajo que presentamos tiene una realidad basada en la superestructura y la otra en el plano de losuprasensible, el movimiento y desplazamiento de ambos aspectos filosóficos, se da en el plano interno yexterno del sujeto que cumple una doble función en un espacio y en un tiempo determinado, el cual se narradesde las perspectivas de las madres trabajadoras que cubren una doble jornada, vista y observada desde supercepción.Lo que pretendemos resaltar, son las descripciones y conjeturas de las madres trabajadoras, que se valoran asi mismas, desde una doble actividad de producción en su contexto de construcción social, su rol de madres ysu codee pendencia en su núcleo familiar, determina en cierta manera su percepción de lo que está fuera desu entorno, claro todo esto visto desde la comunicación asertiva y estudiado en base a las narraciones,anecdotas y diálogos que se llevaron a cabo con un grupo de mujeres.El plantear su percepción de cómo se sienten y se visualizan como madres que desempeñan un doble rol ensu hogar, sirve como base, para tener una información más concreta de su estado de ánimo, físico y mentalen relación a la cultura que las conforma, y a su vez, ellas mismas son formadoras de futuros sujetos que seinsertan en la sociedad, pero con un cúmulo de conflictos, resentimientos e impotencia, que se crearon apartir de una idea de ausencia materna.El estudio que se realizó, tiende a abordar la problemática de las mujeres que cumplen una doble función, lade ser madre y la de ser proveedora del sustento al hogar, precisamente aquí es donde hacemos el análisis delas descripciones que ellas mismas se hacen como personas que desarrollan este doble rol; la investigacióncualitativa se enfoca en las construcciones sociales a partir de las narraciones que se recabaron de cada unade las madres que vivenciaron y viven este caso.
    • 44Los términos clave de dicha tesis se pueden observar en nuestro estudio como: “realidad familiar” y“autoconocimiento situacional de la doble jornada laboral”. Para nuestro propósito y entendimiento derealidad, retomaremos la frase de Peter L. Berger y Thomas Luckmann, en donde señalan que:…definir la “realidad” como una cualidad propia de los fenómenos que reconocemos como independientesde nuestra propia volición (no podemos “hacerlos desaparecer”) y definir el “conocimiento” como lacertidumbre de que los fenómenos son reales y de que poseen características específicas. En este sentido(reconocidamente simplista) dichos términos tienen relevancia tanto para el hombre de la calle como para elfilósofo (Meter, L. y T. Luckmann, 2006: 11).De esta manera, la madre que vive en este mundo, para ella esta “realidad” se vivencia en grados diferentes ytal vez, “sabe” que ese mundo tiene diferentes grados de certeza, que posee tales o cuales características,pero no las hace concientes como el filósofo, que se puede plantear ¿Qué es lo real? ¿Cómo conocerlo?Por lo que, nuestro estudio, va oscilar entre lo que representa la vida como ellas lo ven y una interpretacióncualitativa de su situación como madres trabajadoras que se enfrentan a problemáticas sociales que repercutetanto en ellas como en los miembros de la familia.LA EVALUACIÓN DE POLITICAS SOCIALES: LA RELACIÓN DE EQUIDAD ENTRE EL ESTADO YLA CIUDADANÍA.Luis de la Vegaluisfelipe.delavega@mineduc.clSe resume la experiencia de un estudio de caso de la evaluación de una política social gubernamental enChile, el Programa de Reinserción Laboral en medio libre, perteneciente al Ministerio de Justicia chileno.En este estudio, nos preguntamos sobre la forma y contenidos de la evaluación de este programa de parte delpropio estado (a la que denominamos perspectiva institucional) y su contraste con lo que de él analizaban susbeneficiarios (perspectiva no institucional).Para ello, se realizó un estudio de caso, en el que se trianguló información proveniente de la evaluacióninstitucional, así como de los actores participantes (quien evaluó, el programa evaluado y los beneficiarios)Los resultados de este estudio evidenciaron las diferencias entre ambas perspectivas. Estas diferenciascorresponden a aquella mirada que aportan los sujetos que viven la experiencia del programa estudiado, yque no pueden ser observados ni previstos por una evaluación que busca describir si los resultados esperadosse producen o no.Las conclusiones del estudio, exhiben que en la evaluación de políticas sociales se pueden observarinequidades de poder en cada fuente de información, evidenciando el menor “peso específico” que en ellatienen los usuarios, que finalmente son quienes reciben los productos de una determinada política social.Por último se proponen metodologías específicas que permitirían al estado incorporar la perspectiva noinstitucional.REPRESENTACIONES SOCIALES: IMPLICANCIAS SOBRE EL VÍNCULO ENTRE ELTRABAJADOR SOCIAL Y EL SUJETO DE ATENCIÓNMacarena Currín Leteliermacarenac@rodelillo.clEl punto de partida que motiva esta tesis es mi experiencia de trabajo personal en distintas instituciones y enlos últimos años en Fundación Rodelillo. Esta experiencia me ha llevado a la conclusión que para eltrabajador social no es lo mismo llamar a la persona que busca apoyo o con la cual debe trabajar como:sujeto de atención, beneficiario, cliente, asistido, el público, la gente, los pobres, sujetos de derecho, o sujetosocial. Cada una de estas formas de nominar al “otro” refiere a una significación social profunda, en cada
    • 45trabajador social (TS). Por ejemplo, desde mi experiencia, expresiones como “mijita”, o “linda”, o “lo que túnecesitas es…”, o “Sra. Silvia ¿cómo está usted?”; son de algún modo expresiones o palabras bucle conondas y oscilaciones de amplificación que impactan directamente en el cara a cara con las personas, en elreconocimiento de a su legitimidad y a la integralidad de la expansión de sus capacidades deemprendimiento. Al mismo tiempo, cada una de estas expresiones refleja una concepción del mundo y dellugar en que se ubica el trabajador social en el ejercicio de su profesión, como también cada una de estasexpresiones y palabras generan mundo en el “otro”.Así, el planteamiento del problema para esta tesis significa comprender desde el centro del Trabajo Social, esdecir, desde la construcción fina de los cambios sociales quién es para el trabajador social la persona quebusca su apoyo. Desde el nivel microsocial es primordial comprender, por ejemplo, como se generan las“expresiones o palabras bucle”; su significación; y el impacto en la calidad del trato, y del vínculoprofesional. De esta forma, el problema a investigar se ubica en las representaciones sociales, que originanen el trabajador social la forma de concebir y relacionarse cara a cara con las personas que solicitan suapoyo. Como también, la forma en que este profesional construye la historia social del país, generandooportunidades, y potenciando el protagonismo y la autonomía de las personas.Hay entonces otras articulaciones sociales con gran percusión para las personas, especialmente cuando elTrabajo Social conversa con otras disciplinas. Son momentos en que el trabajador social al hablar construyemundo para los destinatarios de apoyo social, rescatando o anulando su dignidad, expandiendo o ignorandosus capacidades. De esta forma, el impacto de las expresiones o palabras bucle no sólo cae sobre los mismosindividuos y sus familias, sino también sobre los sistemas sociales de las organizaciones y de los programaspúblicos.Un ejemplo del impacto de las formas de nominar o de la concepción del mundo social desde Rodelillo, loconstituye el momento en que, a partir la voz de las familias, se fortalecieron las expresiones que a ellas lasreflejara de mejor manera y eso fue pasar de ser familias en condiciones de pobreza a familiasemprendedoras luchando por sus propios cambios. Esta variación modificó la posición de todos losintegrantes de la organización, partiendo por el Directorio que se comprometió con las capacidadesemprendedoras de las familias y sus comunidades. Hecho ha potenciado las semejanzas y ha disminuido laactitud mesiánica de preocupación por “los pobres”. Al mismo tiempo, en el equipo profesional el cambio hapotenciado la práctica y el concepto de la co-construcción. Tomó fuerza la comprensión de que todo procesosocial de emprendimiento humano, parte por ser dominio de sus protagonistas, y que solo en la co-construcción social, los aportes profesionales cobran sentido y se validan.Sin embargo, desde mi experiencia, no siempre es así, hay diversidad de formas de ser trabajador social.Como también es cierto que más allá de la diversidad de campos y culturas laborales, más allá de la misióno propósito de la organización o programa social, o del marco ético y valórico, los trabajadores socialestienen el poder para declaran o clasificar a las personas como beneficiarias o sujetos sociales, determinando ala vez, el acceso a oportunidades y soluciones que potencian o limitan su autonomía y libertad.Lo anterior sugiere que el lenguaje y, con éste las representaciones sociales que conforman el pensamientodel trabajador social, logran plasmar la forma en que cada profesional se sitúa y se concibe a sí mismo frentea los sujetos con los cuales trabaja. En consecuencia, definen quien es el sujeto de atención, determinando ala vez, el trato y el vínculo que los trabajadores sociales establecen con las personas que buscan apoyoprofesional.La importancia del trato y del vínculo es que fundan de manera particular el recorrido social del cambiomarcando diferencias en la calidad de la atención que reciben las personas en situación de vulnerabilidad, elacceso a oportunidades, logro de objetivos propios, el nivel de respeto y autoestima, y el éxito de losproyectos de superación de la pobreza y de las misiones organizacionales.En apoyo a esta conclusión personal, diversos estudios realizados en Chile y otros países, han verificadoque la “interfaz microsocial”, el encuentro de el o los destinatarios con el encargado local de un programa,sea este público o privado, nacional o local, es lo que en importante medida define los resultados que obtieneel programa. Un estudio reciente en Chile analizó ocho programas sociales distintos concluyendo que “elvínculo profesional clave sobre el que se juegan los resultados de los programas es el encuentro directo delos destinatarios con el programa.
    • 46ÉTICA E INTERVENCIÓN EN TRABAJO SOCIALMaria Cristina González Campos- Patricia Ramírez Lazopatricia.ramirez@uda.clDado que el T. Social está orientado a intervenir en la realidad social, el abordar los aspectos éticos pasa aser un imperativo en la actualidad, en especial si se consideran factores que contribuyen a un estado más omenos generalizado en que pareciera que éstos no tienen mayor relevancia o que perfectamente se puedeejercer al margen de ellos, siempre y cuando se responda a las demandas y exigencias del medio laboral. Demodo que la profesión fácilmente puede ser instrumentalizada o limitada al desarrollo de tareas cada vezmás urgentes y extensas, llevadas a cabo sin conciencia crítica, formación u otros elementos que sustenten lareflexión ética, presente desde la génesis de TS en Chile.Por tanto, se busca “resignificar“ o “revitalizar” el papel de la ética en la intervención profesional, enAtacama, a partir de procesos reflexivos y debate. Esto supone: a) Determinar los principales conflictosligados a la ética en el desempeño profesional, en el contexto local actual. b) Indagar en factores que puedencondicionar positiva o negativamente en el quehacer profesional, desde la ética. c) Visualizar líneas deacción a futuro, para fortalecer este importante aspecto de la formación profesional.COMPETENCIAS E INDICADORES DE DESEMPEÑO EN TRABAJO SOCIAL: ESTUDIO DE CASOSMODERNIZACION DEL ESTADO EN SENAMEMargarita Rojasmargaritarojasla@yahoo.esLa motivación para realizar una investigación acerca cómo un Servicio Público del área social implementa lamodernización de la gestión del estado, radica en descubrir cómo se aplica la lógica de control de calidad delas empresas al estado.La Modernización del Estado implica incorporar una lógica de empresa al funcionamiento del Estado, ya queAmerica Latina está a la búsqueda de legitimar su acción gubernamental, de acuerdo a las directrices delBanco Monetario Internacional, para esto desea demostrar eficiencia en la gestión gubernamental, de modoque se afiance la democracia. Por lo cual, se busca que los países se responsabilicen de su Gestión Pública,a esto se le conoce como accountability, partiendo desde el modelo más básico para llegar al másparticipativo Los mecanismos de accountability deben evitar la confirmación de la célebre frase deRousseau: el pueblo es soberano en el momento de la votación y deja de serlo al día siguiente. Lafiscalización de los gobiernos debe ser ininterrumpida, con controles burocráticos, políticos, sociales y, másrecientemente, mediante la transparencia y la evaluación de los resultados de las políticas gubernamentales.CRÍTICA DE LAS IDEOLOGÍAS Y TEORÍA DE LA PRÁCTICAMaría del Pilar Rodríguezprodriguez@lab.cricyt.edu.arPartimos de entender que trabajo social es una práctica sin teoría. Afirmación que requiere ser aclarada, enparticular si pensamos que contamos con una formación de grado rica en sociologías, filosofías y psicologíasy que, además, hemos avanzado de manera importante en la producción de bibliografía. Sin embargo, ciertos‘síntomas’ persisten, llamando la atención. Las habituales quejas acerca de la fragmentación del saber en laformación académica y la distancia entre teoría y práctica. La tendencia, en una mayoritaria parte de labibliografía, a pensar el horizonte de la profesión, su deber ser, lo que conviene y no hacer en función de una
    • 47determinada posición teórica, ética y política que el profesional asume. Persiste la difícil convivencia en lasinstituciones entre profesionales preocupados por su formación y profesionales que confían plena ysolamente en la experiencia acumulada durante años de ejercicio. Persiste el cotidiano esfuerzo por dejar deser ‘agentes prácticos’, que ‘resuelven’ problemas ‘concretos’ de la población vía inclusión en programassociales o vía utilización de una gruesa guía de recursos institucionales, que mezcla antiguos y nuevos datos.Persiste la insistencia en conformar ‘equipos interdisciplinarios’ conviviendo con la sensación de que nadiesabe para qué está el trabajador social y debiendo dedicar mucho tiempo, esfuerzo y angustia a delimitar elpropio espacio y a buscar formas de responder a las posiciones hegemónicas de otras profesiones. Tambiénpersiste la angustia; la angustia por pensar que deberíamos actuar en tal dirección, realizar tales acciones yno lograrlo… la angustia del cansancio… la angustia de ya no querer intentar nada nuevo, angustia y culpase entremezclan o desaparecen tras racionalizaciones del tipo: ‘ya intentamos y no se pudo’, ‘demasiadohago para lo poco que me pagan’ (todo lo cual es, sin duda, también cierto). Angustia que a la vez impidereconocer lo que sí se hace, lo que sí se logra, los avances alcanzados en el reconocimiento y fortalecimientode la profesión y en el estrechamiento de la distancia que habitualmente separa lo institucional de la vida ydemandas de los sujetos con los que trabajamos.Persiste un ir y venir, entre esperanzado y desilusionado, de ‘la teoría’ a ‘la práctica’. Así los profesionales,cada tanto, nos acercamos a la academia o nos compramos un libro esperanzados de encontrar en sus páginascierto reflejo de lo que nos sucede y, sin embargo, lo descartamos porque era ‘demasiado teórico’ o tomamosalguna idea aislada de una experiencia realizada en otro lugar, pero sabiendo que no podemos replicarlaporque las condiciones de partida nunca son las mismas. Y volvemos a tomar distancia… hasta que locotidiano nos desborda y otra vez intentamos confiar en la tabla salvadora. Y así la problemática continúa…los profesionales convivimos con nuestras angustias, nuestro cansancio, nuestras terapias individuales,nuestros logros… continúan prevaleciendo las intervenciones poco comprendidas y fundamentadas…demasiado ajenas a los efectos que producen (sin que esto suponga un pre-juicio negativo sobre ellos).Por todo lo anterior y sin negar los avances alcanzados por la profesión, sostenemos la existencia de undéficit de ‘teoría de la práctica’, esto es, de una visión de conjunto, una visión unificadora y argumentadaacerca de lo que los profesionales ‘realmente hacemos en nuestra intervención’. No ya de qué deberíamoshacer, de qué estrategias seguir, de cuál teoría da mejor cuenta de tal problemática o de cuáles estrategias sonmás o menos innovadoras, sino de lo que hacemos cotidianamente y sus efectos sobre nosotros mismos,sobre los sujetos e instituciones con los que trabajamos.Este es a nuestro entender el nudo del problema: la existencia de un profesional que ‘algo hace’, que poralgún motivo el estado sigue formando y necesitando, y que desarrolla una práctica de la cual ‘da pocacuenta’ y ‘se da poco cuenta’ (por jugar un poco con las palabras). Intentaremos argumentar que la crítica dela ideología es un camino de alta potencialidad para acercarse paulatinamente a una teoría de la práctica, unateoría, insistamos, de lo que real y no idealmente realizamos los trabajadores sociales. Teoría que puedahacer más visibles las posibilidades y límites de un profesional que no puede dejar de moverse en losaparatos del estado, pero que puede hacerlo de diversas maneras.PERCEPCIÓN DE GESTIÓN TERRITORIAL EN TRABAJADORES SOCIALES DE COMUNAS DE LAREGIÓN METROPOLITANA DE CHILE. ESCENARIOS PROFESIONALES ACTUALES YPERSPECTIVAS FUTURASMaría Gladys Olivo Viana.mgolivo@ucentral.cl , magolivo@hotmail.comEn la actualidad, existe un desafío que deberá ser sustentado por el potencial humano que representan losprofesionales de las Ciencias Sociales en nuestro país. Este desafío, deberá fundamentarse en potenciar elcapital humano existente en los profesionales en formación y en ejercicio, procurando que dispongan deopciones reales para el desarrollo de sus capacidades para actuar profesionalmente en la integración social
    • 48del territorio, asumiendo la complejidad social del mismo y la orientación hacia la producción deconocimientos, como ejes de la acción de Trabajo Social.La Escuela de Trabajo Social de la Universidad Central de Chile, consciente de su posición estratégica comoinstancia académica, en los temas de Promoción Social y Desarrollo Humano y en concordancia con losactuales desafíos de la Sociedad Chilena en los temas sociales, procura iniciar una propuesta de gestiónorientada hacia Trabajo Social para la Intervención Territorial, basada en las inquietudes surgidas de lasdinámicas que aporta la práctica social, básicamente en dos ámbitos:El quehacer Académico, en que tanto alumnos como docentes en el proceso de Aprendizaje, buscan nuevasformas y estilos para el quehacer de Trabajo Social como eje estratégico en la integración activa al procesode Desarrollo local y al Fortalecimiento de las Capacidades de la Sociedad Civil, en un contexto socio -político de país, donde cada vez más los temas del desarrollo se orientan hacia el Territorio.El quehacer Profesional, en que se hace necesaria una revisión compartida, orientada hacia la superación dela actual experiencia del hacer en Trabajo Social, donde se presenta una profunda dicotomía, en que seconcibe como formas diferentes el hacer del pensar y la producción de nuevos conocimientos.Esta presentación busca vincular a la propuesta académica actuales nuevas perspectivas para TrabajoSocial a partir de la percepción que tienen los propios Trabajadores Sociales en el actual ejercicioprofesional respecto al tema, contribuyendo con ello a la comprensión y apropiación de los actuales y futurosescenarios.EL TRABAJO SOCIAL Y LAS POLÍTICAS SOCIALES ENTRE LA CARIDAD Y LAPROFESIONALIZACIÓN.Ma. Teresa Ortiz Rodríguezgzalpa@correo.uaa.mx, mtortiz@correo.uaa.mxPartiendo de los datos históricos del desarrollo de las políticas sociales y del trabajo social en el estado deAguascalientes, México, el presente trabajo plantea una reflexión acerca de la problemática que representapara la profesionalización del quehacer de las trabajadoras sociales (con esta connotación de género), laconcepción caritativa del apoyo a los más necesitados. Esta concepción ha hecho, por una parte, que laspolíticas sociales se conciban como un quehacer al alcance de cualquier persona de “buena voluntad”,particularmente de las mujeres, lo que ha hecho que las esposas de los funcionarios públicos se organicen en“voluntariados”, o presidan los organismos públicos de asistencia social. Por otra parte, el trabajo profesionalde las trabajadoras sociales se ha limitado al quehacer de asistentes y, al concebirse como un trabajocaritativo propio de las mujeres, no se remunera al mismo nivel que otras profesiones, lo que contrasta con elaumento de las exigencias académicas de su formación profesional.¿INTERVENCIONES PRESCRIPTIVAS VS. INTERVENCIONES PROCEDIMENTALES?REFLEXIONES DESDE EL FENÓMENO DEL MALTRATO INFANTO-JUVENILMaría Valeria Pérez Chacavaleperezchaca@yahoo.com.arEl presente trabajo intenta poner en cuestión aspectos acerca de las posiciones frente a la intervenciónprofesional, específicamente en lo concerniente a situaciones de maltrato infanto-juvenil intrafamiliar, desdeel Trabajo Social. A partir de la ´discusión` con diferentes autores y teorías, se apunta a demostrar que lasintervenciones de tipo prescriptivas no son necesariamente contradictorias u opuestas a las intervencionesprocedimentales, sino que, por el contrario, en ciertas circunstancias o ante determinados fenómenos, pueden(y deberían) ser parte del mismo proceso.
    • 49Pensar la intervención profesional hoy es para el Trabajo Social (TS) una prioridad y todo undesafío teórico y práctico que debe trasladarse no sólo a los ámbitos académicos sino en todos losespacios donde la profesión tenga algo que decir, algo que aportar, algo que cambiar.El objetivo entonces de este trabajo es analizar si las intervenciones prescriptivas y las intervencionesprocedimentales son factibles o si son antagónicas en el accionar profesional. En un momento en que laprofesión se encuentra mirándose críticamente a sí misma, definiendo y redefiniendo aspectos sustancialescomo su especificidad, sus prácticas, etc. nos parece que se hace necesario hacer aportes a los distintosdebates que se suscitan a los fines de contribuir con el replanteo y ulterior crecimiento de la profesión.Maricela González MoyaLa noción de “sujeto” ha sido utilizada por el trabajo social aproximadamente desde los años ’70 en adelante,llegando a adquirir un rol central a nivel de la formación de los profesionales y como referente para la acciónsocial. La Ponencia, fruto de una investigación empírica, muestra cómo se ha conceptualizado al sujeto desdela academia y qué posibilidades disciplinarias y profesionales se plantean a partir de esta comprensión de lasubjetividad.INTERCULTURALIDAD Y TRABAJO SOCIAL: NUEVAS REALIDADES, NUEVOS RETOS.Montserrat Feumfeu@wanadoo.esEl estado español se ha visto confrontado a transformaciones económicas, políticas y sociales que se hanproducido en el país paralelamente al proceso de desarrollo del sistema democrático. En los últimos años yen relación a los procesos de globalización y de desigualdad existentes a nivel mundial, se produce unimportante movimiento migratorio procedente en especial de países de América Latina y del norte i centro deÁfrica. Ante esta nueva realidad, las estructuras del sistema de protección social –aún en desarrollo- tienendificultades para hacer frente a múltiples problemas en relación a los procesos de integración y a la necesariacohesión social.Los trabajadores sociales se ven pues confrontados a la nueva realidad y a la necesidad de unreplanteamiento de sus métodos de intervención, planteándose la necesidad de redefinición de lasespecificidades disciplinarias junto con las otras profesiones implicadas a nivel social. Las teorías de lacomplejidad y del trabajo en redes, nos aportan elementos de comprensión acerca de nuestras sociedades quepermitan un trabajo más “transversal”, más “integral”, en los procesos de nuestra sociedad ya consideradacomo “multicultural” hacia la “interculturalidad”.EL TRABAJO SOCIAL EN LA CONTEMPORANEIDAD: DESAFÍOS Y PERSPECTIVASNeide Aparecida de Souza LehfeldPara que podamos hablar sobre el Trabajo Social Brasileño en la contemporaneidad, debemos recordar que,en su origen como profesión, inscrita en la división social del trabajo para garantizar acciones competentes,se evidenciaba solamente su dimensión técnica; actualmente sabemos que estamos en pleno período de“madurez académica y profesional del Trabajo Social” (Neto, 1996)El Movimiento de Reconceituación nos llevó, a partir de las distintas vertientes filosóficas y políticas queactuaron em su interior, a un proceso de rompimiento con las visiones conservadoras, y para eso se buscó umestatuto científico y la preocupación profesional em construir uma identidad com horizontes más anchos,
    • 50volcados para la historia de la sociedad brasileña, com un conocimiento crítico de la nueva etapa delcapitalismo y de la realidad social.Entramos em un periodo en que necesitamos sintonizar la formación profesional con el mercado de trabajo,pero con una cierta distancia crítica, comprendiendo las contradiciones y obstáculos de las luchas de declase; de la exclusión social; de los movimientos populares, de las políticas públicas y de los sistemas y redesde proteción socialAl mismo tiempo en que nos encontramos con esos y otros nuevos desafios, se nota que tambien vamosconsiguiendo criar y antever perspectivas de la práctica profesional, colocando el Trabajo Social en un lugarde destaque y legitimidad, sea en nivel de las instituciones y organizaciones públicas y privadas.El ideario neoliberal se mantiene hegemonicamente en el país, cambiando la configuración institucional dela educación superior brasileña que flexibiliza y acelera la formación profesionalLa formación profesional del Trabajador Social debe incorporar las dimensiones relativas al preparo ético-politico-metodológico y técnico-operativo (Iamamoto, 2004), de manera articulada, en un proceso decualificación continuada para la supervivencia y suceso em el mercado de trabajo.TRABAJO SOCIAL Y GÉNERO EN LA FORMACIÓN PARA LA EVALUACIÒN DE POLÍTICASSOCIALESOlga Barrios Belangerobarrios@ulagos.clEn cada sociedad se le da un significado, culturalmente compartido, al hecho de tener un cuerposexuado femenino o masculino, y sobre estas características sexuales se construye el género. Elgénero se puede conceptuar como la red de símbolos culturales, conceptos normativos, patronesinstitucionales y elementos de identidad subjetivos que a través de un proceso de construcciónsocial, diferencia los sexos al mismo tiempo que los articula dentro de las relaciones de poder sobrelos recursos. Chile no escapa a esto, de hecho nuestra sociedad se construyó desde las imágenes degénero elaboradas por el imaginario de los conquistadores eminentemente patriarcales. Desde allínuestra propia historia ha sido la historia de la invisibilidad de la mujer por un lado y la historia delhombre público, pensador y proveedor por el otro.El avance civilizatorio a través de la industrialización de la sociedad fue permitiendo a la mujer a ingresar altrabajo fuera de la casa, sin embargo, esta situación no cambió las imágenes respecto a su rol .La mujer sóloha sido validada en nuestra cultura, en tanto reproductora de vida.; el espacio legitimado para ella ha sido elhogar y la crianza de los hijos, para el hombre lo público y lo activo social fuera del hogar.Sobre la base de estas ideas los roles acerca de lo femenino y lo masculino se fue históricamente instalandoen las diferentes esferas de lo social, y es aquí donde las representaciones mentales de hombres y mujeresreproducen de mejor manera lo que la misma sociedad enuncia como significado. La Universidad como formadora de las futuras generaciones que asumirán roles importantes al interior de lasociedad (“elite intelectual”) no puede estar ajena a la tarea de reconstrucción y modificación de conceptosque retardan el desarrollo humano y con mas responsabilidad una profesión que se define a nivel mundialsegún la FITS : Trabajo Social promueve la resolución de problemas en las relaciones humanas, el cambiosocial, el poder de las personas mediante el ejercicio de sus derechos y su liberación y la mejora de lasociedad. Mediante la utilización de teorías sobre el comportamiento humano y los sistemas sociales, elTrabajo Social interviene en los puntos en los que las personas interactúan con su entorno. Los principios delos Derechos Humanos y la Justicia Social son esenciales para el Trabajo social".A nivel Latinoamericano se especifica aun más; Trabajo social es una disciplina de las ciencias socialeshistóricamente situada y políticamente comprometida. Tiene una identidad que surge de la cultura delpueblo latinoamericano, que se enriquece con los avances logrados en la construcción de ciudadanía, en el
    • 51marco de una democracia pluralista y participativa.(Carlos Eroles en Direccionalidad ético política delTrabajo Social)Existe hoy mayor conciencia publica sobre el trato no igualitario que la sociedad tiene con las mujeres, peroel tema de género y el feminismo es un tema controvertido en las universidades y que estimamos aun no estapresente en la formación del Trabajador social. Se considera además, que el desarrollo de masa crítica frenteal tema es aún incipiente para que pueda ser incorporado transversalizando las asignaturas como debiera ser.Lo que pretendo compartir en este evento, es la experiencia sistematizada de la formación en la Escuela deTrabajo Social de la Universidad de Los Lagos Osorno, para el desarrollo de competencias en los y lasalumnas para un trabajo social critico y propositivo, no funcional al sistema neoliberal imperante .Además,como se puede entregar la perspectiva de género en la formación , a pesar de no estar ello en los planes yprogramas ,las estrategias para ello y dentro de ellas ,practicas concretas de evaluación a las políticassociales tradicionalmente verticalistas y poco participativas. Específicamente, se entrega, la experienciaconcreta de apoyo desde los y las alumnas a la Mesa Provincial de mujeres por el control ciudadano queademás de ser una colaboración de la Universidad al SERNAM, permite abordar el desarrollo y las políticassociales, desde una óptica crítica creativa, que permita la amplia incorporación de las comunidades localespara fortalecer la democratización de la sociedad chilena.EL TRABAJO SOCIAL ANTE LOS NUEVOS RETOS DE LAS POLÍTICAS PÚBLICAS EN LASTRANSFORMACIONES SOCIOCULTURALES CONTEMPORÁNEAS.Patricio MirandaPmirandr@uc.clEl debate por las bases normativas de las políticas públicas recoge en su campo específico una crecientedemanda de ética en la sociedad. La ética como espacio reflexivo del actuar con otros, se hace tanto másnecesaria porque en un mundo postconvencional, el mundo mismo ya no entrega garantía de validez, sinomás bien el problema de la validez (Luhmann 1971). Parece posible sostener entonces que la “discusiónsobre la ética ha vuelto impulsada por la ciudadanía para quedarse y expandirse después de lapreponderancia en la últimas décadas de un pensamiento economicista reduccionista que consideraba el temaeconómico un mero tema técnico” (Klisksberg, 2005). La colonización de la imagen científica de mundo(Heidegger) ha sido reconocible también en el campo de las políticas. Como ha sostenido Jobert, en laconcepción tecnocrática de las políticas públicas, las elites en alianza con una ciencia sacralizada condenanal profano a inclinarse, “aprender, si él lo desea pero por ningún motivo a discutir” (2004: 104). En uncontexto signado por la hegemonía de una racionalidad instrumental, expresión ella de la expansión de laimagen naturalista de mundo (Habermas, 2006), se levantan desde múltiples dominios y problemas vocesque apelan –aun a riesgo de tener que contar con decepciones (Luhmann, 2007)- a una dimensión olvidada(Kliksberg, 2005): la ética. Ahora bien, lo que se busca mostrar es que la renovada demanda de ética no sóloes observable a nivel disciplinario en el campo de la filosofía y las ciencias sociales, sino también en elespacio público y societal, proyectándose al nivel de las políticas públicas (Jobert, 2004, Kliksberg, 2005;Salvat, 2002). Como expresión de los “nuevos campos de cuestionamiento ético en el seno de la sociedad”(Parizeau, 2001: 581), se puede observar el creciente interés en América Latina, y a nivel internacional, porintegrar las dimensiones éticas a los debates sobre el desarrollo y a las decisiones sobre políticas y programasque se implementan. Vastos sectores de la ciudadanía están demandando activamente que se analicen ytengan en cuenta los desafíos y dilemas éticos; y también que los diversos actores sociales asuman lasresponsabilidades éticas que les corresponden (BID, 2006). Es así que se plantea como imprescindible el“contar con un debate ético sobre las políticas sociales, aún cuando se argumente con la falta de recursospara estas consideraciones, pues precisamente es este debate el que afectará los resultados de las políticas yprogramas en términos de prioridades adecuadas y beneficios sociales efectivos” (Kliksberg, 2001:157).Por otra parte si se considera que para la International Federation of Social Workers, la conciencia ética esparte necesaria de la práctica profesional de cualquier trabajador social, de tal modo que su habilidad (o no)
    • 52para actuar éticamente es un aspecto esencial de la calidad del servicio ofrecido a los sujetos de intervención(1995:2661), se comprende que el trabajo social no puede quedar ausente de estos debates ético-socialescontemporáneos, tanto menos en un campo con el cual ha sido prácticamente co-extensivo como lo son laspolíticas sociales. Proyectar las cuestiones ético-profesionales a este meso-nivel (Apel) permiteproblematizar la tendencia de reducir estascuestiones al nivle micro-ético (Apel) que junto con los dilemasprofesionales se complace en la cuestión de la adecuación y coherencia de los trabajadores sociales con losestándares que tipifican en un momento dado el ethos profesional. De ahí la desmesurada importancia queadquieren los Códigos de ética Profesional. No es trivial que se haya podido decir que una evidencia de quela dimensión ética es algo nebulosa y poco trabajada, es la constatación que los profesionales solamente searticulan en términos nacionales (en referencia al caso de Brasil) para discutir la ética cuando se tornanecesaria la reformulación del Código de Ética (Silva Barroco, 1996: 81). La larga historia de compromisocon la justicia social y con el trato justo a los sujetos vulnerados, exige una ampliación de perspectivas quepermita discutir en el presente de las políticas públicas la articulación entre el referencial normativo de ellasen sociedades normativamente diferenciadas y el referencial cognitivo en sociedades que transitan desdeconfiguraciones monocéntricas a configuraciones policéntricas.DESAFÍOS EPISTEMOLÓGICOS DEL TRABAJO SOCIAL EN LA ACTUALIDADPaulina Morales Aguilerapaulina.morales@santotomas.clLa ponencia a presentar pretende abordar algunos de los desafíos epistemológicos que emergen en laactualidad para la profesión. Ello, tendiendo como puntos de referencia elementos contextuales –históricos yconyunturales especialmente- como también disciplinares, por cierto. En este sentido, se aborda lainconclusa discusión entre teoría y práctica, las posibilidades de un abordaje no traumático de aquélla, elsustento epistémicos actual de la disciplina, partiendo de su consideración de tal, entre otros.Asimismo, se hará referencia a la recuperación del rango universitario de la carrera en Chile, y losconsecuentes desafíos que emergen de este hecho, especialmente en lo epistemológico.EL CONFLICTO EN EL CENTRO DE LAS POSIBILIDADES DE LA CRÍTICA Y DELCONOCIMIENTO SOCIAL. UNA MIRADA DESDE EL PENSAMIENTO DE BOAVENTURA DESOUSA SANTOSRuth Noemí Parolapruthy@hotmail.com¿En qué radican las dificultades actualmente para construir pensamiento social crítico, cuando hay tantaindignación, sufrimiento, explotación y marginalidad; cuando las grandes promesas de igualdad, progreso ylibertad de la modernidad no se han concretado? ¿Se puede construir un pensamiento que recupere esaspromesas y vaya más allá del desencanto y la frustración? ¿Cómo construir un pensamiento que se rebeleante el pensamiento único que intenta construir una globalización homogeneizadora e intente construirestrategias de integración basadas en un respeto por las diferencias, en donde el otro no represente unenemigo, un peligro?Estas son preguntas muy profundas que hacen al meollo de las posibilidades de emancipación de la sociedady la construcción de una vida en común más justa, más inclusiva, en donde la diferencia sea potencializadorade la inclusión y no el motivo de la exclusión. El pensamiento de Boaventura de Sousa Santos aparece comouno de los pensamientos más creativos en esta línea en el campo intelectual actual, que remueve certezas, yposee una gran capacidad de innovación en el conocer y en el hacer.En consecuencia hemos tomado su pensamiento para intentar discutir acerca del conflicto y su lugar en lasposibilidades de generar un pensamiento crítico y una acción transformadora y liberadora de las prácticas y
    • 53saberes emergentes, que han sido invisibilizados por la globalización hegemónica y su modelo neoliberalcomo el único posible a desarrollar en la actualidad.POLÍTICA DE CONVIVENCIA FAMILIAR. UN ESTUDIO DE CASO.Sandra Milena Franco Patiñoprodefamiliar@ucaldas.edu.coLas problemáticas familiares que presentan las familias son de diverso orden. Las más conocidas son lasreferidas a formas de maltrato y al uso de la violencia entre los miembros de las familias. El maltrato y laviolencia que ocurre en el ámbito familiar, están estrechamente ligadas a la violencia social que vive el país,como resultado de una organización social fundada en relaciones de poder inequitativas.Ante la magnitud de la problemática de violencia social y familiar presente en las ciudades, lasinstituciones y los gobiernos han formulado políticas orientadas a la atención y ‘mitigación’ deldaño entre las víctimas. Esta ponencia analiza la política pública de “Convivencia Familiar” delmunicipio de Santiago de Cali, formulada en el año 2.006. Los datos del estudio se soportan en larevisión de fuentes orales y escritas de instituciones gubernamentales, académicas y Ong,encargadas de diseñar, formular o ejecutar políticas de familia.El análisis de la política se realiza alrededor de dos componentes: a) las concepciones de familia y b) losénfasis de la acción gubernamental e institucional, privilegiados para resolver el problema de violencia socialy familiar en el municipio.Sobre las concepciones de familia, la política pública de convivencia enfatiza en las relaciones familiarescuyo carácter “violento” afecta el desarrollo humano de los integrantes de la familia y de ella en su totalidad.Pese a este reconocimiento, el análisis de las formas violentas de relación se circunscribe a la díada conyugaly paterna y materna filial, particularmente en la relación con los hijos e hijas que pasan por el curso de vidade la infancia. Tal visión resulta excluyente, al dejar de lado las relaciones entre las díadas: fraternales,parentales e intergeneracionales, presentes en la convivencia y prácticas de vida de los grupos familiares.Aunque por razones históricas y socio culturales las mujeres y los niños se han constituido en la poblaciónvíctima de violación de los derechos humanos al interior de la familia, una política pública orientada a lasuperación de esta vulnerabilidad debe tener en cuenta las múltiples interrelaciones e implicaciones de todoslos actores que configuran el escenario familiar y que establecen formas de relación particular.El énfasis de la acción gubernamental e institucional se centra en: Prevención, vigilancia y deteccióntemprana y atención. Se busca superar la acción centrada en la atención que tradicionalmente ha soportado laintervención en salud. Las acciones planteadas en los planes y programas se circunscriben a las víctimas dela violencia (mujeres y niños) y se otorga un papel protagónico a las instituciones y los agentes comunitarios,desconociendo el papel que cumplen las familias frente a la posibilidad de cambio y transformación en suinterior. Prevalece –inconscientemente- una mirada asistencialista y jerárquica sobre familia, razón por lacual la acción institucional se centra en los agentes externos que ‘conocen’ cómo y de qué manera actuar,para que las familias respondan a ellas y puedan superar la condición de vulnerabilidad presente en suinterior.EL TRABAJO SOCIAL FRENTE A LA CADUCIDAD DE LOS VALORES DOMINANTES Y ELTEATRO DE LA CRISIS POLÍTICASilvia América Mansillasamansi@speedy.com.arEl Trabajo Social otrora considerada como “inmutable” a las tendencias de las peripecias del mundo, estuvosostenida por el funcionalismo teórico, legislaciones que crearon organizaciones nucleantes de sus
    • 54profesionales, la presencia de los códigos de ética y de los principios rectores de la profesión, la amplitud delcampo ocupacional por la diferenciación de las políticas sociales y los valores dominantes de la época.Hoy, envuelta en abruptas encrucijadas por la degradación y los conflictos sociales y las decisiones de losEstados se le presenta la obligación política, social y ética de develar y explicar teóricamente la corrosión dela base ideológica y material de la sociedad capitalista, inherente a su decadencia y con ella el colapsamientosocial Pues, el trabajo humano y la inmensidad del desarrollo de las capacidades universales y carenciasuniversales -ambas al mismo tiempo- del capitalismo, manifiestan una barrera absoluta para el desarrollo dela humanidad y de las profesiones.Por ello, el teatro de la crisis política, es la conjugación del agotamiento histórico del capital, y así, esnecesario el desciframiento a partir de una perspectiva de clase que contribuya a nuestra acción profesional auna alianza estratégica con la clase oprimida.INTERCULTURALIDAD Y TRABAJO SOCIAL: SISTEMATIZAR DESDE LA EXPERIENCIA DEALTERIDAD.Solange Cárcamo Landero.scarcamo@uct.clEsta ponencia tiene como objetivo analizar la propuesta de un lenguaje de contrastes sutiles, elaborada porle filósofo canadiense Charles Taylor. Desde los aportes de este autor se reflexiona acerca de lasposibilidades que tienen las ciencias humanas para comprender la alteridad. Específicamente, se analiza elaporte que, en este sentido, el Trabajo Social puede desarrollar, al sistematizar sus prácticas comoexperiencias de alteridad. De este modo, se problematiza el lugar que ocupa la sistematización en el marcode nuestra disciplina y de las ciencias humanas en general. Siguiendo los aportes de Taylor, lasistematización podría entenderse como una experiencia de generación de conocimiento en Trabajo Socialque se constituye ineludiblemente a partir de un diálogo auténtico, cuyo contenido es la significaciónexperiencial de los otros y la nuestra. La sistematización como experiencia que nos remite a la historicidadde nuestra existencia humana y profesional permite abrir las ciencias humanas a la auto-crítica y al hétero-conocimiento. La conflictividad intercultural aparece aquí como paradigma del conocimiento humano y lacomunicación intercultural como “metodología” que exige una alta implicancia personal que puede llevar ala transformación intercultural de quien sistematiza.APROXIMACIÓN A LOS PROBLEMAS DE EJERCICIO PROFESIONAL DE TRABAJADORESSOCIALES EN LA ACTUALIDADSonia Zapata Donososonia.zapata@unap.clLa profesión de Trabajo Social es una de las más proclives a contraer el Síndrome de Burnout, debido a ladirecta e intensa relación con las personas que atiende, a tener que conciliar permanentemente los interesesinstitucionales y las necesidades e intereses de personas y comunidades, a la aplicación de Políticas socialesfragmentadas que no atienden la integralidad de los problemas, la falta permanente de recursos, la crecienteburocratización,Elementos determinantes son la globalización preocupada del crecimiento económico, sobre el desarrollohumano y social, las condiciones de trabajo, los bajos salarios, climas laborales, lo que influye para eldesarrollo del Síndrome.El problema se contextualizar en estudio realizado en 9 Municipios del sector Sur de la región Metropolitana,en Trabajadores Sociales de los departamentos Sociales y Programa Puente respectivamente.
    • 55IDENTIDAD, GÉNERO Y TRABAJO SOCIAL ORDENAMIENTO DE GÉNERO E IDENTIDADESPROFESIONALEStsanhueza@udec.clTatiana Sanhueza MoralesDesde el año 2003 imparto un curso electivo “Introducción a los Estudios de Género” como parte delcurriculum de la carrera de Trabajo Social de la Universidad de Concepción-Chile (curso abierto a otrascarreras, existiendo mayor participación de estudiantes de las ciencias sociales). Y dentro del Programa; laidentidad como construcción social y la identidad de género -en particular- resultan ser contenidosfundamentales a impartir a les alumnes, entendiendo que el proceso identitario influye profundamente en elejercicio profesional, en la cosmovisión y construcción de la realidad, en la generación de conocimientos, enlas relaciones que se establecen y en las posiciones sociales que ocupamos en la estructura material ysimbólica.Mi experiencia -no sólo en las clases impartidas sino producto de otras acciones académicas y decapacitación a jóvenes estudiantes de diversas Universidades- me revela la continuidad respecto de algunosestereotipos de género que sostienen posiciones desiguales entre mujeres y hombres, al mismo tiempo de lacoexistencia de prácticas y discursos modernos, en donde la igualdad de género resulta -aparentemente- lacualidad de las relaciones de éstes jóvenes.El ordenamiento de género -en donde una de las expresiones es la elección de carreras- está estrechamenterelacionado con la elaboración que les sujetes hacen de si mismes y la construcción que realizan de laprofesión que están estudiando. Resulta interesante reflexionar en torno a la carrera de Trabajo social, queha sido históricamente una profesión en donde ha existido una mayor participación de mujeres y por ende seha asociado a valores, conductas, prácticas y discursos relacionados tradicionalmente al género femenino(vocación de servicio, valores como la solidaridad, empatía, capacidad de escucha, bondad, etc.). Lo queimpacta profundamente en el estatus del Trabajo social al interior del orden disciplinario como de lavaloración y prestigio de quienes la ejercen.A continuación se presentan avances de un estudio mayor que dice relación con indagar respecto de larelación existente entre identidades de género e identidad profesional, en la perspectiva de lastransformaciones que han ocurrido en las generaciones egresadas y entrantes en la carrera de Trabajo Socialde la Universidad de Concepción (han egresado 50 generaciones a la fecha). Y en la invisibilización yreproducción de la inequidad de género en la formación profesional al no contemplar estos aspectos.Es así como se presentarán los datos recogidos en base a un cuestionario autoaplicado a 61 estudiantes deprimer año de Trabajo Social (2008) (85.9%) de la Universidad de Concepción, que arroja luces respecto delas construcciones en identidad de genero y la representación sobre la disciplina y les trabajadores sociales.El instrumento constó de 4 partes, una caracterización general de les sujetes de investigación, estereotipos degénero; relaciones de género y preguntas abiertas en torno al Trabajo Social.SUBSÍDIOS ESTRUTURANTES DA AÇÃO PROFISSIONAL EM REGIÕES DE FRONTEIRAVera Maria Ribeiro Nogueira.vera.nogueira@cnpq.brO discurso do Serviço Social no Brasil, relacionado às políticas públicas, apresenta, quase como uma“palavra de ordem” os termos de garantia da cidadania, a cidadania social, o sujeito de direitos e o direito ater direitos, influenciado por dois fatos completamente díspares. O primeiro foi o processo deredemocratização do país após longo período ditatorial, sendo o retorno democrático uma conquista quepromoveu a idéia da cidadania participativa nas diversas esferas de poder e da importância da organizaçãopolítica. O outro foi a ameaça da redução de direitos sociais, com a restrição da cidadania, devido à crise do
    • 56capital, nas décadas de 1980 e 1990. Em ambos o discurso sobre a cidadania e a garantia de direitos orientouo ideário profissional, mobilizando os organismos acadêmicos, profissionais e estudantis. Entretanto,percebe-se, atualmente, um hiato entre os dispositivos discursivos e as respostas profissionais no campo desua competência, as quais ficam muito aquém da sua intencionalidade finalistica, contida no Código deÉtica e documentos normativos do campo profissional. Sendo uma atribuição intrínseca do assistente social aoperacionalização das políticas sociais, estas têm centralidade na ação profissional, sendo um dos vetoresestruturantes da mesma ao lado de elementos próprios e específicos do campo do Serviço Social. Partindodessa constatação, este texto debate alguns elementos que colaboram para a efetividade na ação em linhas defronteira, espaços onde, tradicionalmente, os direitos, sejam os considerados fundamentais e positivados nalegislação de cada país ou os decorrentes de acordos internacionais, são constantemente postos em cheque.É por este ângulo que se pode resgatar as competências e possibilidades dos acordos internacionais comoinstrumentos favoráveis à estruturação da intervenção, especialmente no campo da saúde. Fundamental ésuperar uma apreensão formalista sobre os tratados, entendendo que qualquer que seja a sua denominação(acordo, protocolo, tratado, convenção, ajuste, convênio), o ato internacional tem teor definido, por escrito,regido pelo Direito Internacional e que as partes contratantes são necessariamente pessoas jurídicas deDireito Internacional Público. A incorporação destes instrumentos na ação cotidiana permite: ampliar oreconhecimento efetivo dos direitos garantidos; encaminhar com maior rigor e segurança as demandas dosusuários, especialmente as relacionadas à saúde; subsidiar os atores políticos de traços democráticosfortalecendo a participação e inserção das demandas em agendas públicas; organizar redes locais de atençãoincorporando profissionais de saúde dos países limítrofes e instituir uma nova ordem institucional.UMA ANÁLISE SOBRE A APROXIMAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL À ARTE.Vera Núbia Santosvenus_se@uol.com.brÉ cada vez mais corrente a instrumentalização da arte como forma de "acesso" à cidadania. Essainstrumentalização dá-se em vários espaços ocupacionais onde se insere o profissional do Serviço Social. Aarte aponta caminhos para o trabalho do assistente social, na perspectiva de um projeto de sociedade quesupere o modelo vigente?As relações de trabalho a partir do final do século XX 1980 atende às determinações do modelo neoliberal,que se dominou o mundo ocidentalizado e de forma predatória nas democracias latino-americanas. Asmudanças inerentes às crises do capital levaram a uma exacerbação do controle do mercado sobre o Estadocom reflexos significativos para a população trabalhadora, donde a perda gradual dos direitos sociaisconfigura-se uma das expressões mais recorrentes.Cabe considerar, ainda, a degradação sócio-política-econômica de trabalhadores inseridos ou não nomercado de trabalho. Para estes, as políticas sociais, ainda que remetam ao princípio da universalidade, nãoatendem aos seus anseios, mas, antes, às regras de mercado. É no campo da política social que o ServiçoSocial tem uma importante inserção, portanto se faz mister apontar os caminhos para essa discussão.ESTUDIO COMPARATIVO DE LOS VALORES EN LA CIENCIA DESDE LA ÉTICA DESCRIPTIVAY LA ÉTICA NORMATIVA: CASO IPNVirginia Morales Sánchez , Leticia A. Morales Sánchez.mvicky@avantel.net , mslety@avantel.netEl presente trabajo expone un estudio comparativo entre los valores objetivos identificados en lascomunidades de investigadores del área de computación en el Instituto Politécnico Nacional (IPN), y losvalores dictados desde la ética normativa científica. Los valores objetivos que utilizamos como base de la
    • 57comparación son el resultado de una investigación empírica previamente realizada que forma parte de lapropuesta de investigación 20080797 registrada en el IPN.La comparación se planteo sólo para dos de las formas de actividad de la empresa científica: la educacióncientífica y el proceso de investigación científica.En el caso de la investigación desde la ética descriptiva, se formuló una investigación empírica, para la cualse realizaron 14 entrevistas a investigadores de dos centros de investigación en computación pertenecientesal IPN. Las entrevistas fueron capturadas a manera de texto electrónico digital, construyendo un corpuselectrónico de datos, mismo que fue procesado con un programa de cómputo para el análisis del discurso porfrases, a fin de obtener las tendencias valorativas, en las tres preguntas que se hicieron a los entrevistados. Elresultado de dicho procesamiento fue una lista de frases con sus respectivas frecuencias, las cuales seagruparon formando categorías valorativas en torno a cada pregunta. Estas categorías constituyen los gruposde valores detectados en las comunidades en torno a las actividades de formación científica y lainvestigación científica.Para la investigación de los valores desde la ética normativa se realizó una revisión bibliográfica sobre losvalores de la ciencia que son considerados como los que deben constituir el código ético de la comunidadcientífica. Los autores incluidos pertenecen tanto a la visión internalista como externalista de la filosofía dela ciencia, la tecnociencia y la sociología de la ciencia.De la comparación se derivan resultados y conclusiones.EL TRABAJO SOCIAL CHILENO FRENTE AL DESAFIÓ DE LA INTERCULTURALIDADWalter Manuel Molina Chávezwmmolina@uc.clLa sociedad chilena enfrenta el Siglo XXI con grandes y variados desafíos. Uno de los más urgentes ytransversales es posibilitar mayores niveles de equidad y justicia social. Junto con esta demanda, se configurala necesidad de reconocimiento y valoración de las distintas formas de vida que constituyen a nuestro país.Se trata de encontrar formas complejas de relación intercultural que permitan la construcción de unasociedad más humana, más justa y más diversa del punto de vista cultural, social y político.Se trata de un imperativo ético-político que surge abiertamente en nuestro país a partir de la dictación de laLey Indígena (19.253/ 05-10-1993) y que formaliza el reconocimiento de que nuestra sociedad tiene unorigen multicultural el que determina un marco jurídico que reconoce la diversidad de identidades culturalesen Chile. De esta realidad, deriva uno de los desafíos claves para la educación y la formación profesional enTrabajo social en la época actual. Desde nuestro punto de vista, esta urgente tarea de promover una ética dela interculturalidad, comienza con una aceptación y defensa radical del pluralismo, tanto en la sociedad comoen los procesos formativos de los nuevos profesionales.RELATOS DEL ENCUENTRO” EVALUACIÓN PROYECTO CONSERVACIÓN MANEJOSUSTENTABLE DEL BOSQUE NATIVO, XI REGIÓN DE AYSÉNXimena Ponce O.jimenaponce@hotmail.comEn el marco del Programa Servicio País y bajo la Alianza estratégica con el Proyecto Conservación yManejo Sustentable del Bosque Nativo (PCMSBN); el presente documento presenta la evaluación del trabajodesarrollado durante los cuatro años de intervención social, reconociendo y revisando la labor realizada entrela comunidad del sector del Área Piloto (Comuna de Coyhaique) y la Alianza.Los roles, los apoyos y los tipos de organizaciones con las que se dialogó fueron diversos, planteado unescenario que dificultó el desarrollo del PCMSBN, así como el trabajo de los profesionales Servicio País.
    • 58Fue a partir de la problematización socio-cultural desde donde se construyo la crítica, pero es de la mismadesde donde se pueden identificar ciertos elementos que hacen complejo el dialogo entre la iniciativa y losindividuos, y algunos caminos donde se pueden encontrar senderos interesantes de recorrer.PARTICIPACIÓN SOCIAL EN CONTEXTOS DE POBREZA DURAYanny Figueroa Ayalajanny.figueroa@gmail.comSomos testigos inmutables de un tiempo de acelerados, profundos y peligrosos cambios que afectanindudablemente, los más diversos ámbitos de la vida en sociedad. Bajo el impulso de grandes fuerzaseconómicas y políticas, la influencia de la revolución tecnológica y el desarrollo masivo de los medios decomunicación, el mundo en que vivimos se está transformando en forma tan rápida, que nos cuesta captaresta dinámica en toda su dimensión.Estas transformaciones no sólo modifican el medio en que vivimos, sino además alteran la vida social de losindividuos, afectando hábitos de vida, valores, costumbres, formas de relacionarse y de convivir; transmutanen definitiva los contenidos culturales de nuestra sociedad.En este contexto de cambios y mutaciones, la participación social se ha visto seriamente debilitada. A ellocontribuye el hecho, que los esfuerzos gubernamentales, tanto en la práctica como en la oferta institucional,son aún extremadamente limitados. Estamos muy lejos de constituir una ciudadanía fuerte y con realpresencia y protagonismo de las personas en los distintos ámbitos del quehacer social.La participación constituye, desde muchos aspectos un tema de interés general para la sociedad,especialmente hoy cuando se la reconoce como una necesidad fundamental para el desarrollo y la superaciónde las condiciones de pobreza de vastos sectores de población. En este sentido, un Estado moderno, unasociedad moderna, requieren de un marco de responsabilidad y compromiso que sea asumido por todos losactores sociales involucrados en las tareas del progreso.La participación social en el espacio comunitario tiene, sin lugar a dudas, un peso fundamental en laconstrucción de un sentido de ciudadanía que sea capaz de hacer frente a esta sociedad modernizada.También es el camino para construir y fortalecer la identidad y el desarrollo de actores sociales que puedanproponer y negociar sus propias soluciones a los problemas que surgen en el nuevo contexto que se nosimpone.Los antecedentes descritos y una serie de otras interrogantes, fueron lo que, en definitiva, me motivó a hacerun estudio orientado fundamentalmente a conocer los factores culturales y sociales que posibilitan ydificultan la materialización de la participación en los espacios comunitarios, privilegiando por sobre todo elsignificado que los propios involucrados otorgan al tema.El presente estudio está referido a una experiencia concreta. En este recorrido, abordaremos aquel tipo departicipación vinculado a las organizaciones sociales comunitarias, pues a mi juicio este es el ámbito quemayor desafío plantea a las definiciones que el Estado debe hacer, para contribuir al desarrollo de un realprotagonismo de las bases en la toma de decisiones.Se trata de un estudio de caso, por consiguiente no pretende que las conclusiones sean generalizables alconjunto de experiencias de participación. Más bien se intenta, desde una mirada cualitativa, entregaralgunos elementos de reflexión y rescatar las tensiones de la participación en el espacio cotidiano, pudiendocon ello contribuir, como muchos otros estudios, a la entrega de herramientas para la promoción y elfortalecimiento del protagonismo social.REPRESENTACIONES SOCIALES DE LA VIOLENCIA ESCOLAR EN LICEOS VULNERABLES:UNA MIRADA DESDE LOS DOCENTES, PARADOCENTES Y JÓVENESYanny Figueroa Ayala
    • 59janny.figueroa@gmail.comLa violencia en los centros educativos es un fenómeno que ha adquirido, desde los años setenta, unamagnitud apreciable en países como EEUU, Suecia, Noruega y Reino Unido. En nuestro país,parece ser que su incidencia es menor, pero empiezan a detectarse, cada vez más, manifestacionespreocupantes que son, sin lugar a dudas consecuencias de la crisis social, cultural y familiargenerada por el modelo.El reconocimiento de la complejidad de la violencia es un punto partida que se admite. La violencia escolarno pueda ser considerada un átomo o una expresión independiente al margen de la violencia que en generalse produce y da cuenta una sociedad determinada. Al contrario, como expresión particular de esta violenciageneral está enraizada en esta última, sin embargo, obviar su particularidad invisibilizaría aspectosconstituyentes de la singular dinámica, estructuración y manifestación propios de este contexto.La escuela cristaliza el malestar social, en tanto debe ser entendida como un campo de interacción dediferentes actores sociales, al cual todos concurren sintetizando su existencia en el mundo y su historicidad.Entonces, no se puede pensar una escuela que esté libre de las problemáticas que existen en el resto de lasociedad, la violencia por tanto no puede ser concebida como un fenómeno en sí, ella es resultante demúltiples tensiones, que a la inversa de lo que se desea, se han ido acrecentando, es decir, a las tensiones dela modernidad se han acoplado aquellas nacidas en época que algunos denominan post-modernidad.La violencia, particularmente en Chile, comienza a adquirir presencia en tanto tema de investigación a partirde la década de los ochenta asociado al desarrollo de los temas juventud, pobreza y al análisis acerca de lasconsecuencias perversas del proceso de modernización. No obstante, la investigación y el análisis sobre elfenómeno son aun muy precarios y las respuestas educativas son igualmente distintas. No se puede afirmarque exista un buen paradigma conceptual desde el cual interpretar, en toda su dimensión, la naturalezapsicológica y social del problema.La falta de datos concretos por parte de las instituciones formales de educación a pesar del reconocimientoque muchos de éstas hacen sobre la magnitud y relevancia del tema, nos abrió camino a la búsqueda denuevos conocimientos que permitieran dar respuestas adecuadas a una de las más importantespreocupaciones que hoy por hoy tiene la escuela.Reconociendo que dicho fenómeno no ha sido suficientemente analizado, en particular desde la perspectivacualitativa, un equipo multidisciplinario de investigación conformado por profesionales y alumnos deTrabajo Social, Psicología y Educación se propuso realizar un estudio tendiente a conocer el tema desde lamirada de los actores.De esta manera, nuestro núcleo temático surgió entonces con el interés de estudiar el fenómeno de laviolencia escolar, buscando conocer las representaciones sociales que sobre violencia elaboran estudiantes,paradocentes y docentes de un sector educativo indicado como vulnerable, eligiéndose para ello algunos delos sistemas educativos intervenidos por el Programa Liceo Para Todos, experiencia en cual nuestrauniversidad ha participado desde el año 2001, en calidad de institución asesora.Creemos de esta manera, estar contribuyendo a generar conocimientos que hagan posible avanzar en losámbitos más complejos de la realidad educacional, sin embargo, sostenemos que el verdadero cambio pasapor superar las profundas inequidades del sistema y la capacidad de avanzar en la generación de visiones másintegrales de la realidad en general y la educativa en particular, fundamentalmente considerando que laeducación constituye para el Trabajo Social un escenario prioritario para las grandes transformaciones que serequieren en el siglo XXI.
    • 60 MESA Nº 5 SEGURIDAD Y DEFENSACristián Garay Vera, Leonardo Arquimino do Carvalho, Juan Cayón Pena, Rafael Rincón UrdanetaZerpaRELACIONES BOLIVIANO-VENEZOLANASAna Soliz LandivarLas relaciones boliviano-venezolanas adquieren una nueva dinámica en la confluencia ideológica de losgobiernos de Chávez y Morales Aima, que tiene una característica de clara asimetría a favor de Caracas. Estase sustenta en la cooperación directa, y en la estrategia de alianza política y militar que tiene de parte deVenezuela hacia Bolivia.EXILIADOS, REPRESENTANTES Y COMERCIANTES. EL ROL DE LA PRENSA CHILENA EN LACONSTITUCIÓN DE LA EXPEDICIÓN RESTAURADORA DEL PERÚ. 1835 – 1837Andrés ARAVENAEn el preludio de la guerra entre Chile y los estados confederados de Bolivia y Perú en 1837, conocida por lahistoriografía chilena como la Guerra contra la Confederación Perú – boliviana, aconteció en nuestro paísuna prolongada e interesante discusión entre los enviados diplomáticos del presidente boliviano, Andrés deSanta Cruz, los exiliados políticos y militares peruanos y de algunas autoridades y personajes políticos ycomerciantes chilenos, que fue seguido con gran atención a través de la prensa local de la época. Elpropósito de nuestra presentación es analizar y comprobar el papel jugado por dichos actores en pro de susobjetivos y el rol de los medios de prensa como vía para lograrlo. Además se pretende observar hasta quegrado las autoridades locales adscribieron a estos discursos en la toma de sus decisiones, y si esto inclinó algobierno chileno para emprender la Expedición Restauradora del Perú.PREMIOS, RECOMPENSAS Y PESAS: SISTEMAS APLICADOS EN CHILE, TRAS LA GUERRA DELPACÍFICOCarlos MENDEZ NotariEl incentivo a las tropas terrestres y navales tuvo una serie de evoluciones conforme la ley de presas yrecompensas de 1887 constituyó un ordenamiento legal preciso acerca de las condiciones en que soldados yoficiales eran recompensados por determinadas presas o en las formas determinadas de premios yrecompensas que exceden el marco, como normalmente se ha dicho, del ámbito naval. El estudio de estasformulas no ha sido estudiado por la historiografía, aunque si tiene una larga tradición en Reino Unido, y eneste trabajo, de una manera novedosa se precisa las magnitud de este fenómeno y su incidencia.NUEVAS AMENAZAS NO CONVENCIONALES: UN APROXIMACIÓN. IMPACTO EN LOSDISEÑOS DE SEGURIDAD Y DEFENSA
    • 61Cristián Garay VeraEl ponente describe la evolución argumentativa del concepto de seguridad ampliada como un incentivo parala inclusión de las Fuerzas Armada de diversos países latinoamericanos en aspectos no militares que estabandentro de las misiones latentes de las mismas, y a las que han sido llamadas por la debilidad estructural losEstados latinoamericanos, más que por la convocatoria de “la guerra contra el terrorismo”.Este cambio se da dentro de una tenencia a promover medidas de confianza mutua, trasparentar las políticasde defensa, convertirlas en políticas públicas, esto dentro de un marco de restructuración de las relacionescivil-militar.Finalmente se trata de describir un panorama regional de los impactos e las nuevas amenazas en lasplanificaciones de seguridad y defensa.EL ATRIBUTO AMAZONICO DEL PERU. LA CONSTRUCCIÓN DE UNA SOBERANÍA 1903-1942”.Cristián Garay VeraPartiendo de la premisa que las fronteras se construyen y no están dadas por la historia, el autor describe elproceso que posterior a la Guerra del Pacífico volcó a los actores civiles y gubernamentales peruanos en lareivindicación de un espacio propio en el Amazonas, disputando territorios con Bolivia, Brasil, Colombia yEcuador sucesivamente y que en un balance final aparece como un proceso exitoso. Para el autor no solo esun proceso complejo sino que además evidencia como Perú desecha la tesis del Utis possidetis iuris que dijoen algún defender por una concepción más pragmática del espacio como una resultante de la ocupaciónhumana (fait accompli).ZONA DE TENSÃO PERMANENTE: A RELAÇÃO ENTRE A CIDADE E OS MEDOS DE ONTEM EDE HOJEDaniel Mandur THOMAZA cidade do Rio de Janeiro está em constante diálogo com o medo, diálogo esse que sensibiliza as relaçõesde sociabilidade, erigindo monumentos. O medo está nas esquinas, na arquitetura, nos becos, assim como nastáticas de ação do Estado e nas estratégias de sobrevivência dos habitantes da urbis. O medo possui umageografia urbana, étnica, social? Os medos sociais parecem estar, sobretudo, ligados ao temor damaterialização de contradições sociais, que não deixam de se manifestar na construção do espaço urbano.O Rio de Janeiro, na atualidade, tem sido caracterizado pelo constante sentimento de insegurança dapopulação frente aos problemas da violência urbana. A cidade tem ganhado ares de guerra declarada entre aviolência institucionalizada do Estado e as atividades para-militares dos narcotraficantes.Noutra temporalidade (mais especificamente no conturbado período da década de 1830) o medo de levantese revoltas, por parte da elite política, orientava as discussões sobre a ordem na cidade, sobretudodemonstrando grande preocupação com a escravidão urbana. A articulação desses dois tempos históricos,guardadas as devidas precauções metodológicas para evitar anacronismos, pode suscitar questões relevantessobre os medos sociais e as políticas públicas de combate a violência urbana no Brasil.A CONSTRUÇÃO DE UM REGIME INTERNACIONAL PARA AS ARMAS PEQUENAS E ARMAMENTOS LEVESDiego Rafael CANABARROdiego.canabarro@ufrgs.br.
    • 62Tradicionalmente, a segurança internacional é estudada (e/ou enfrentada caso seja analisada a conduta detomadores de decisão na política internacional) tendo como substrato a premissa de que os Estados têm afunção precípua de proteger: proteger a vida em sentido amplo dentro de suas fronteiras de agressõesexternas e proteção da vida dentro de suas fronteiras a partir da manutenção da ordem nas relações sociais. Apartir da década de 1990, entretanto, a agenda internacional da segurança sofreu uma ampliaçãoconsiderável, com a incorporação de tópicos que no período da Guerra Fria não integravam o rol de temas desegurança. Um desses tópicos é o controle da circulação e da proliferação excessiva de Armas Pequenas eArmamentos Leves (SALW, do acrônimo em língua inglesa), chamadas por Kofi Annan no ano de 2000 de‘as novas armas de destruição em massa’. Alertados dos perigos inerentes à falta de controle do comérciointernacional de SALW por uma corrente expressiva da comunidade epistêmica dedicada ao comércio dearmas em geral, atores estatais e não-estatais erigiram tais perigos como questão segurança internacional,incluindo-o na grande agenda do desarmamento e do controle de armamentos da ONU. No ano de 2001,especificamente, a comunidade internacional adotou um acordo politicamente vinculante que representa oprimeiro instrumento normativo global aceito pelos Estados e que prevê medidas a serem, nacional, regionale internacionalmente, adotadas pelos países signatários, inaugurando os esforços para criação de um regimeinternacional específico para o controle das SALW. Pode-se esboçar sumariamente uma lista dos cincoprincipais problemas que são objeto de debate e ação da comunidade internacional desde meados da décadade 1990: o primeiro deles é o excesso no número de armas em circulação; o segundo é a existência de umnúmero incalculável de lacunas nos mecanismos de controle hoje existentes; o terceiro diz respeito àdeficiência do registro e compartilhamento de informações acerca de armas produzidas e comercializadas; oquarto diz respeito à participação de atores não-estatais no comércio e seus canais de acesso às SALW; e, porúltimo, o quinto diz respeito às diferentes capacidades entre Estados mais e menos desenvolvidos em lidarcom os efeitos gerados pelos demais problemas. Estes cinco principais problemas podem ser desdobrados emuma série de frentes de ação nas quais vem progredindo e retrocedendo a comunidade internacional para queavance a construção do regime anunciado. O trabalho a ser apresentado pretende descrever o caminhopercorrido até a incorporação do tema das SALW à agenda internacional da segurança, apresentando dados efatos relacionados à produção e à comercialização de SALW pelo planeta como forma de corroborar anecessidade do tratamento especial da matéria, para, por fim, apresentar os principais avanços, retrocessos egargalos no processo de normatização da questão.DESAFÍO Y PERSPECTIVAS DE UNIDADES COMBINADAS EN LOS PROCESOS DEINTEGRACIÓNFelipe ARANCIBIA Clavelfelipearancibiaclavel@gmail.comEl propósito de este trabajo es presentar a la comunidad académica una vertiente de los procesos deintegración, específicamente el relativo a la cooperación militar focalizado a la creciente tendencia deconformar fuerzas combinadas, examinando sus probables fines, alcances y sus probables efectos, que en elcaso concreto de Chile y Argentina ha permitido, en el ámbito de la seguridad y la defensa, superar lasmedidas de confianza para alcanzar interesantes signos de integración, aspectos que podrían superar el carizbilateral para pasar a la multilateralidad, con consecuencias atrayentes en los procesos de cooperación eintegración regional.LOS DESAFÍOS DE LA SEGURIDAD EN LA (POS)GLOBALIZACIÓN. EL CASO DE AMÉRICA DELSURGuillermo HOLZMANN
    • 63Los países de América del Sur enfrentan por un lado la necesidad de enfrentar las cuestiones no resueltas yque tienen un fundamento histórico y, a la vez, hacerse cargo de la dinámica mundial en un contexto deposglobalización, donde las exigencias políticas, económicas, sociales y tecnológicas generan nuevosdesafíos, riesgos oportunidades y amenazas para los países, por la vía de plantear nuevas variables quedelimitan un nuevo escenario estratégico en las dimensiones de seguridad y defensa.LAS MARAS ¿UNA AMENAZA REGIONAL? APROXIMACIÓN CRÍTICA A UN FENÓMENOJUVENIL DE NUESTRO TIEMPOGuillermo Padilla Benítezghpbenitez@yahoo.comEste trabajo surge de la inquietud en relación con la supuesta trasnacionalización de las maras salvadoreñas ycentroamericanas (MS y M18) y, con ella, de los problemas sociales y de seguridad pública que acarrean:delincuencia, violencia, asesinatos, etc. En el marco de esa pretendida trasnacionalización, Tapachula juntocon otros territorios chiapanecos, aparecen como los nuevos “focos de infección” de esa “plaga pandillera”,por la proximidad con la región de procedencia de dicha plaga y por ser territorio de paso de migrantesilegales -centroamericanos y de otras latitudes.La hipótesis que subyace a este trabajo es que detrás de la pretendida transnacionalización de las marascentroamericanas existe una pretensión norteamericana de poner en marcha mecanismos de control de lamigración hacia sus fronteras, así como un interés de fomentar las políticas de seguridad "cero tolerancia" anivel regional. Tomo como eje de exposición la relación que a mi juicio se establece entre el surgimiento delas maras con la migración centroamericana, así como la importancia que las políticas migratorias y dedefensa norteamericana, conjuntamente con la forma en que los medios de comunicación han abordado elfenómeno en cuestión, han tenido en el ulterior desarrollo y tratamiento de las mismas.CHANGE IN THE INTERNATIONAL SYSTEM. A SYSTEM APPROACH.Hernán VILLAGRÁNhernanl_villagran@yahoo.comThe observations about the nature of inquiry in international relations points directly to a fundamentaldimension of all international theory. It is the problem of change. Despite its critical importance, it remainsunder-theorized. Currently, the field is in the throes of a major theoretical reorganization precisely becausechange, whether in speed, organizational types, or processes, seems to be ubiquitous in the contemporaryworld. But, from a theoretical viewpoint, difficulties arise because there is no consensus on what we mean bychange, there are no any benchmarks with which to evaluate change claims, not to mention how to identifyworkable observables of change.Indeed, one can make the case that the great debates among theorists of international relations have beenimplicit arguments about the nature of change, its possibilities, and its consequences. Along with otherdimensions that distinguish the various schools and strains of international theory, mutability has been amajor area of disagreement. As the global international systems get more complex, the aforementionedsituation can not be kept that longer.Realists believe that anarchy creates a realm, which predisposes states and their policy-makers to behave incertain ways irrespective of national attributes and policy-makers’ wishes. Above all, they are skepticalabout the possibilities of transcending the consequences of anarchy through international governancesystems, common security frames, correct appraisal of threats and technological changes at the unit ortransnational levels. Realists, in this sense, are pessimists and whatever else their differences, change ininternational relations is limited to narrow parameters such as alterations in the balance of power, the poles
    • 64of power, or the cast of great power characters. This paper examines different conceptions of change, howthey are used and misused, and why it is therefore appropriate to infuse inquiry with some disciplinedresearch. The paper point out the lack of a systemic approach to set up change observables, and analyzesstrategic challenges to be faced under current change conditions in the international system.UNA MIRADA NACIONAL A LAS NOCIONES DE SEGURIDAD Y DEFENSA REGIONALES:DESAFÍOS DE CHILE ANTE ESCENARIO DE SEGURIDAD CONTINENTALJohn GRIFFITHS Spielmangriffiths61@gmail.comLa ponencia revisará las diversas posturas regionales en relación a la conceptualización de las nociones deseguridad y defensa, para a partir de allí materializar una propuesta teórica de la forma de abordar larelación entre estos dos ámbitos a objeto de enfrentar los desafíos nacionales en el actual escenario deseguridad regional. Interesa precisar los ámbitos de acción de la seguridad y la defensa, pero especialmenteinteresa fijar el área en donde confluyen, estos dos conceptos, para proponer una forma de abordar desde elámbito estatal la formulación de políticas nacionales y su coherencia con los esfuerzos de cooperaciónregionales para enfrentar amenazas comunes. Al materializar la presente propuesta se pretende precisar enmejor forma la utilización de la fuerza militar tanto en el propio ámbito de la defensa, como el papel yénfasis de la defensa en el contexto político de la seguridad.SEGURIDAD INFORMÁTICA Y DERECHOJuan CAYÓN Peña.La seguridad informática constituye uno de los estándares emergentes en las relaciones internacionales, queha sido abordado más sistemáticamente por el derecho. En esta perspectiva el ponente, experto en derecho ala intimidad, examina la construcción comunitaria acerca de la seguridad y como ella constituye un umbralde la sociedad global.FEMINIZACIÓN DE LAS FUERZAS ARMADAS: TÓPICOS TRASCENDENTES PARA EL ESTUDIOY COMPRENSIÓN DE LOS PROCESOS DE INTEGRACIÓN DE MUJERES A LAS FUERZASARMADASKarina DOÑALa participación de las mujeres en las fuerzas militares de los Estados es de antigua data. Registros, relatos ydocumentos históricos dan cuenta de la presencia de figuras femeninas en escenarios de conflicto bélico, y amenudo éstos se citan como prueba irrefutable de que la presencia de las mujeres en el mundo militar ha sidouna constante en la historia.Si bien es cierto, podemos estar de acuerdo con que las mujeres han estado presentes en las fuerzas militaresa través del tiempo, no es menos cierto que esta presencia ha sido fortuita. Es sólo en el siglo XX cuando seadvierten procesos formales, institucionales y estructurados de incorporación de las mujeres a las fuerzasarmadas.La feminización de las fuerzas armadas es un fenómeno de nuestro tiempo, pues está directamenterelacionada con la existencia de estos procesos de incorporación de mujeres al aparato militar de los Estados,como producto de una decisión gubernamental y de Estado y de políticas tendientes a situar y definir el rol,posición y nivel de participación de las mujeres en la estructura militar de cada Estado.
    • 65La feminización de las fuerzas armadas es un fenómeno que se presenta con distintos alcances, pues obedecea distintas consideraciones respecto a cómo cada Estado, y sus fuerzas armadas, han visualizado y dispuestoel lugar de las mujeres en su fuerza militar.¿Por qué los Estados deciden incorporar mujeres a las fuerzas armadas?, ¿cuál es el rol que las mujerescumplen en la estructura militar?, ¿qué nivel de participación tienen las mujeres en los puestos y estructurasde decisiones de las fuerzas armadas?Éstas son algunas de las preguntas que orientan este trabajo que tiene por objetivo identificar los tópicos másrelevantes para entender y comprender el lugar que desempeñan las mujeres en las fuerzas militares de losEstados.NATURALEZA POLÍTICO SOCIAL DEL CONFLICTO ARMADO COLOMBIANOLuis Fernando TREJOSLuifer_385@hotmail.comEl presente trabajo tiene como objetivo central hacer una pormenorizada caracterización del conflictoarmado colombiano, teniendo en cuenta las dinámicas políticas y militares desplegadas por cada uno de losactores enfrentados, esto desde la visión teórica de Karl Von Clausewitz y el Protocolo II adicional a loscuatro Convenios de Ginebra, para de este modo conocer la naturaleza de la guerra en Colombia y demostrarque en este país se esta desarrollando desde hace mas de cuarenta años un conflicto armado interno, decarácter irregular, con profundas raíces sociales, políticas y económicas. En contravía de lo que afirmainsistentemente a nivel nacional pero de manera mas categórica en el escenario internacional el gobierno delactual presidente Álvaro Uribe Vélez, de que en Colombia se esta frente a una amenaza terrorista, sin ningúntipo de argumentos políticos, que se encentra en su fase Terminal y que solo será sometida a través de lafuerza de las armas. Lo importante de tener claras las causas y naturaleza del conflicto armado colombiano,es que esto nos permitirá formular políticas reales y estructurales que permitan superar las razones(marginación política y desigual distribución de la tierra) por las cuales se han alzado en armas contra elEstado colombiano una gran cantidad de ciudadanos durante los últimos cuarenta años, produciendo unacrisis humanitaria de grandes magnitudes, llevando a Colombia a ser según el Comité Internacional de laCruz Roja el segundo país del mundo hasta el 2007, con mayor número de desplazados internos y uno de loscuatro con mayor número de minas antipersonales sembradas, estos hechos y otros mas generan una cadenade problemas sociales y económicos como el aumento de la pobreza, la inseguridad urbana y lainvisibilizaciòn social y jurídica de las victimas del conflicto, problemas que no serán resueltos hasta que seencuentre una salida política negociada con todos los actores armados irregulares.O HAITI E A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (2004-2007)Mariana Dalalana CORBELLINImariana.corbellini@gmail.com A história haitiana sempre foi conturbada. Ex-colônia francesa, o Haiti sofreu revoltas populares, ditaduras e intervenções constantes. No momento, é ocupado militarmente, com o aval da Organização das Nações Unidas (ONU) e a liderança brasileira: a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), estabelecida em 30 de abril de 2004 – através da Resolução 1542 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) – iniciou seus trabalhos no país caribenho em 1º de junho desse mesmo ano, tendo por objetivo responder à evolução da crise política, social e econômica pela qual passava o Haiti desde a saída de Jean-Bertrand Aristide da presidência do país, alguns meses antes, em 29 de fevereiro.
    • 66A instabilidade política, bem como suas conseqüências para o desenvolvimento econômico e social, nãoconstituem, no entanto, problemas recentes no Haiti; na realidade, estiveram presentes ao longo de toda suahistória como país independente. Foi apenas nos últimos anos, porém, que a crise do Estado haitiano passoua ser considerada em toda sua gravidade pela comunidade internacional. Isso porque, desde o fim da guerrafria, o sistema internacional assistiu à emergência de conflitos que, mesmo sendo intra-estatais, possuemconseqüências negativas que transcendem as fronteiras nacionais. Nesse contexto, o conflito haitiano passoua ser considerado uma ameaça à paz e à segurança internacionais, justificando-se as quatro missões de pazenviadas pela ONU ao Haiti durante a década de 1990, bem como a operação que se encontra neste momentono país.A crise haitiana que deu origem à MINUSTAH tornou-se mais aguda em 2000, ano em que ocorrerameleições para presidente da república e para representantes junto ao poder legislativo. A eleição, marcadapelo retorno de Aristide – que já havia sido presidente na primeira metade da década de 1990 – ao poder, foitida como fraudulenta tanto por observadores internacionais quanto por setores da sociedade civil haitiana. Oque se seguiu, então, foi o escalonamento da violência no país, perpetrada tanto por grupos contrários aAristide quanto favoráveis ao presidente. Nesse momento, a situação do país – já assolado pela fome, pela miséria e pela carência de infra-estrutura – voltou a ser debatida em foros internacionais. Face à dificuldade dos atores nacionais haitianos de encontrarem soluções negociadas para superar uma crise de tamanha profundidade, coube à ONU enviar uma nova missão de paz ao país, com o objetivo de contribuir para a estabilização política do Haiti, bem como auxiliar na reconstrução do país caribenho. Entretanto, tal ocupação dá margem a certos questionamentos, uma vez que a MINUSTAH aparece como um elemento necessário à melhoria das condições de vida no país, porém ineficaz ao não alcançar os objetivos propostos pela Organização. O objetivo do presente trabalho é, portanto, analisar os sucessos e insucessos da missão, através de pesquisa bibliográfica e documental e de coleta de dados empíricos, dessa forma: descrevendo as principais iniciativas da ONU no Haiti entre o período de 2004 e 2007; demonstrando como se dão as relações entre a MINUSTAH e os atores diretamente envolvidos na crise, e suas conseqüências para a sociedade haitiana e para a reconstrução do país; apresentando aspectos operacionais da missão, bem como as problemáticas deles resultantes; e levantando considerações a respeito dos sucessos e dos insucessos da missão no período de 2004 a 2007.LAS FUERZAS ARMADAS DE MÉXICO Y LAS AMENAZAS NO CONVENCIONALESMiguel ORTIZ SarkisDentro de las Fuerzas Armadas latinoamericanas México ocupa un caso especial ya que por definición, trasla Revolución Mexicana, las instituciones de la defensa tienen un rol puramente defensivo, en partecondicionada por su situación de vecinos de una superpotencia, y dedicado a la estabilización del régimenpolítico interior. llega a su paroxismo al definir que la misión de la Fuerza Aérea es el apoyo estrecho a lafuerza terrestre.Dentro de este panorama aparece como consecuencia lógica que el Gobierno del Presidente Calderón hayallamado a fuerzas federales para contener la ola de crimines en diversos estados de su país y redefinió lasprioridades en equipamiento, armas y operaciones para las mismas.LA COMPRA DE ARMAMENTOS POR PARTE DE VENEZUELA Y SUS CONSECUENCIAS EN LAREGIÓNOscar MATROPIERROoscarmas@speedy.com.ar
    • 67En los últimos años, el gobierno de Venezuela ha comprado gran cantidad de armamentos con la finalidad,según los comunicados oficiales, de reponer y renovar el obsoleto material militar con el que el país cuenta.La adquisición de armamento incluye material para las fuerzas terrestres, navales y aéreas, teniendo comoabastecedores principales a Rusia y otros países de la ex URSS.Dada la situación actual de la región, se debe considerar la posición de Colombia frente a estas accionesvenezolanas y también el papel de Estados Unidos, dada la relación particular que mantiene con el gobiernode Chávez. Teniendo en cuenta lo anteriormente expresado, el trabajo tiene como objetivo analizar el tipo dematerial incorporado por las FAN, los motivos que han llevado a Venezuela a este tipo de compras y susconsecuencias para el país en particular y Sudamérica en general.LA IDEA DE PATRIA GRANDE EN LA REVOLUCIÓN BOLIVARIANARafael RINCÓNUna idea de enorme relevancia en el discurso de la Revolución Bolivariana es la de “Patria Grande” o“Bloque Grannacional”. El presidente venezolano Hugo Chávez la ha presentado como aquel “Sueño deBolívar” que debe ser hecho realidad y como el fin más grande de su proyecto. Pero, exactamente, ¿qué es laPatria Grande y cuánto pesa en el accionar político de La Revolución Bolivariana? ¿Cuál es su naturaleza?¿Cuáles son sus elementos? A estas preguntas responderá la ponencia “La Idea de Patria Grande en laRevolución Bolivariana”.21. “Seguridad y desarrollo desde la perspectiva de los recursos naturales”. Magíster en Historia, LuisROTKHEGEL Santiago, Coronel de Ejército, Doctorando en Estudios Americanos USACH, Director delCentro de Estudios e Investigaciones Militares (CESIM).Una de las perspectivas de estudio que ha concitado la atención de expertos a nivel mundial, se refiere a laimportancia estratégica adquirida por los recursos naturales debido a la demanda en los mercadosinternacionales como los alimentos, minerales y recursos enérgicos, entre otros. Allí se podría hallar tambiénun factor que explica porqué los Estados han aceptado la necesidad de propender al desarrollo sustentable,privilegiándose la explotación de los recursos con la protección medioambiental. Desde aquí, los recursos ysu correlación con el medioambiente sumado el fenómeno del calentamiento global, han estado agudizandolas tradicionales disputas por la producción de alimentos, multiplicándose los riesgos ya conocidos, sobretodo y sin ser la única, debido a la creciente demanda del agua dulce. Por ello, numerosos análisis convergenen señalar que con el cambio climático se han valorizado los recursos naturales, y profundizada lacompetencia y eventuales conflictos por el control de los mismos.En esta línea, la presentación intenta desarrollar a modo de ensayo una aproximación teórica describiendo losposibles roles que el sector Defensa podría desempeñar en la protección de los recursos y delmedioambiente.ESCENARIO DE CONFLICTO SOCIAL Y POLÍTICO ARMADO. EL CASO ACTUAL DELDEPARTAMENTO DEL CAUCA, EN EL SUR DE COLOMBIASergio Gustavo Astorgasergioastorg@yahoo.comEn la presente exposición se intenta describir el escenario de conflicto social y político armado en una regiónde Colombia donde ha reinado y sigue reinando la indiferencia gubernamental y la ausencia de políticassociales efectivas para el conjunto de la población. Existe una alta presencia de población campesina,afrosdecendientes e indígenas, cada uno con su cosmovisión, que han soportado por bastante tiempo larespuesta militarizada a las reivindicaciones de justicia social, derechos humanos y desarrollo económico. La
    • 68integración es posible en tanto se arbitren mecanismos humanos y se resuelvan los problemas de la pobreza,la desigualdad y la miseria.En los últimos años se evidencia la emergencia de procesos de resistencia en diversos sectores sociales conpropuestas alternativas. Se hace una breve descripción de actores sociales y políticos en la región delsuroccidente colombiano. La ponencia es una breve exposición en base a los aportes de diálogos con loscolombianos y las colombianas que habitan éstas tierras en el Sur del país, revisión de documentos, análisisdel discurso y participación en eventos relacionados durante la estancia de intercambio académico enColombia.
    • 69 MESA 6 REDES POLÍTICAS Y MILITANCIASOlga Ulianova oulianov@usach.cl; Gerardo Leibner leibner@post.tau.ac.il; Horacio Tarcushtarcus@cedinci.org; Ricardo Melgar melgarr@gmail.comSUBJETIVIDAD E IDENTIDAD POLÍTICA Y SOCIAL DE LA MUJER EN PRENSAANARQUISTA DE COMIENZOS DEL SIGLO XXAdriana Palomera ValenzuelaApalomera37@gmail.comEn esta investigación se pretende el rescate de la presencia de la mujer en la prensa anarquista de fines delsiglo XIX y principios del XX. Discurso femenino alejado y olvidado por la historiografía tradicional y porel discurso político militante. Con la idea de visualizarlas, se intenta sacar a flote este cuerpo de ideaslibertarias en pro del reconocimiento de la subjetividad de estas mujeres como actora/es política/os y socialesde nuestra historia. El estudio tiene su origen en la recopilación de textos de prensa anarquista destinados alas mujeres y se basa principalmente en los periódicos Acción Directa, Verba Roja, El rebelde, El grito delPueblo, El proletario, El siglo XX, El ácrata, Acción Directa, La agitación de Santiago, La Agitación deEstación Dolores de Tarapacá, El Arrendatario, El Boletín Oficial de la U.I.O de Gath y Chaves, Germinal,El Marítimo, la Federación Cosmopolita de Obreras, Pluma Rebelde, El Productor, El Proletario, Laprotesta, La Tromba, Verba Roja y La voz del MarinoITALIA Y CHILE: PROPUESTAS PARA LA HISTORIA DE UNA RELACIÓN POLÍTICAPARTICULARAlessandro Santonialesantoni75@gmail.comLa ponencia propone argumentaciones para abordar la investigación de las interrelaciones políticas que apartir de los Sesenta interesaron Italia y Chile, con la contestual presencia de colectividades llamadasDemocracia Cristiana, Partido Socialista, Partido Comunista y con fuertes analogías en la compleja dinámicade encuentro-desencuentro que caracterizó sus trayectorias. Se adelantará una periodización en tres fases,con relativas problemáticas:1) Los Sesenta, que ven la afirmación en Chile, con variante progresista, de un modelo “centrista”demócrata-cristiano que encuentra el respaldo financiero y ideológico de la DC europea e italiana.2) La experiencia de la UP y su trágico final, el profundo impacto que estos acontecimientos tuvieron enItalia, con respecto a la estrategia de la izquierda comunista y socialista, basada sobre la hipótesis deconstruir una sociedad socialista en democracia (propuesta del compromesso storico).3) La época del exilio, en que en Roma actuó el comité Chile Democrático y los tres mayores partidositalianos respaldaron activamente la causa de los exiliados chilenos, bajo la fuerte valorización delsignificado político que tenia para la situación interna italiana (valorización del ethos antifascista de laRepublica frente al riesgo eversivo).ANTROPONIMIA LENINISTA: LA ADOPCIÓN DE UN REFERENTE REVOLUCIONARIOSOVIÉTICO EN SANTIAGO DE CHILE, 1917-1973
    • 70Alfonso Salgadoasalgad@uc.clEsta investigación argumenta que los nombres de pila nos pueden ofrecer un indicador válido para analizar larecepción de la ideología soviética en Santiago de Chile. En términos más estrictos, se sostiene que unaaproximación antroponímica sistemática como la que aquí se desarrolla nos entrega una visión panorámicabastante precisa de los sujetos que se sintieron identificados con la figura de Vladimir Lenin. Fruto de unaexhaustiva pesquisa de los individuos que tienen (o tuvieron) nombres relacionados con el revolucionarioruso, en esta ponencia se presentan los resultados que arroja la revisión de sus actas de nacimiento y, en lamedida de lo posible, las entrevistas con algunos de ellos.JOAQUÍN V. GONZÁLEZ/ RAFAEL ALTAMIRA/ RICARDO ROJAS: ITINERARIOS ARGENTINOSDEL INSTITUCIONISMO HISPANOAMERICANISTAAndrea Pasquaré.apasquare@yahoo.comEl viaje del español Rafael Altamira a la Argentina en 1909, se encuentra enmarcado en una expedicióntransatlántica que abarcaba también Uruguay, Chile, Perú, México, Cuba y Estados Unidos. Su empresa,concebida como una misión de propaganda pedagógica sirvió para iniciar los canales formales deacercamiento intelectual entre las universidades de Oviedo y La Plata, como así también a fundar un centrocultural dependiente de la Junta de Ampliación de Estudios en Buenos Aires: la Institución CulturalEspañola.Si bien la formación de una “confederación hispanoamericana” comenzó a articularse con el IV Centenariodel Descubrimiento fue la pérdida española de las colonias americanas en 1898 lo que reactivó elhermanamiento de aquellos países con un pasado colonial en común. Al percibido peligro del Calibánanglosajón se sumaría un intento de compensar las pérdidas territoriales con un diálogo durable entre loscírculos progresistas de ambos España y América. Altamira no hacía más traducir y llevar a la acción lasvoluntades enunciadas la Universidad de Oviedo, donde miembros de la Institución Libre de Enseñanzahabían ganado cátedras de Derecho, Sociología e Historia.Ricardo Rojas que en 1908 había viajado a Europa enviado por el Ministerio de Justicia e Instrucción Públicade la República Argentina, para conocer y analizar comparativamente los avances de la educación histórica yhumanista en ese continente, continuaría la experiencia de Rafael Altamira quien en 1890 había realizado elmismo recorrido por las aulas europeas. Su traducción de la obra de Fichte, como así también la publicaciónde La Enseñanza de la Historia permitieron a Rojas tomar un compendio de fuentes que venían a afirmar elvalor de esta disciplina como escuela de patriotismo. El viaje de Altamira, la lectura previa de su obra, y suencuentro en España, con otros miembros del círculo institucionista marcan una inflexión en la definición desu “filosofía de la argentinidad”. Desde este recorrido, Rojas se mantendrá fiel receptor y difusor delregeneracionismo español, en su vertiente pedagógica y liberal representada por Altamira, y como éste, alevaluar los componentes raigales de la nación argentina, se orientaría hacia el hispanismo, como banderacontra el imperialismo anglosajón.UN RELATO DE VIDA MILITANTE FRENTE AL IMAGINARIO NERUDIANO. HUELGA DEHAMBRE POR EL ESPOSO PRISIONERO Y LA “LEY MALDITA” (1947-1948)Augusto Samaniegoaugusto.samaniego@usach.cl
    • 71El relato de Don Carlos Pozo, obrero minero, dirigente sindical y militante del Partido Comunista de Chile,ofrece un ángulo de mirada para pensar:-Militancia (en contextos acotados) y elementos de la subjetividad individual/grupal.-Considerar la referencia poética (poema de Pablo Neruda sobre Margarita Naranjo) en la construcción deimaginario emblemático de un “modo de ser” en la izquierda.LA MILITANCIA FEMENINA EN EL PARTIDO COMUNISTA DE CHILE. TENSIONES ENTRE LATEORÍA Y LA PRÁCTICA. 1963-1973Carolina Fernández-Niño Moralesescandalosa@gmail.comLa ponencia presentará una primera aproximación al tema de la militancia femenina en el Partido Comunistade Chile durante el periodo 1963-1973, que constituye parte de la investigación que la autora realiza para sutesis de pregrado. Se aprovechará la instancia para mostrar una panorámica respecto al tema de estudio juntocon preguntas de investigación e hipótesis.RECONFIGURACIÓN MILITANTE Y ORGANIZACIÓN ÉTNICA. EL CASO DE LA FUNDACIÓNDEL CONSEJO DE TODAS LAS TIERRAS.Christian Martinez Neirachristian.martinez@usach.clLa ponencia tiene por objeto analizar las tensiones que se producen entre las militancias partidarias y lasmilitancias étnicas y su incidencia en la fundación de una nueva organización. Para este efecto se revisa elcaso de la fundación de la organización mapuche Consejo de Todas las Tierras, a comienzos de la década de1990. Se describe brevemente el contexto de la transición a la democracia en Chile, el reordenamientopolítico de la dirigencia mapuche y las negociaciones por una nueva política indígena. Como hipótesispreliminar, se sostiene que la fundación del Consejo de Todas las Tierras no sólo debe ser entendido en elmarco del reordenamiento de las militancias mapuche que se produce en este período, sino como un cambiomás radical en la naturaleza misma de éstas.¿MILITANTES EXILIADOS O EXILIO MILITANTE?Claudia Fedora Rojas Miraclaudiafedora@gmail.comEl exilio chileno en México se puede afirmar fue, primordialmente, un exilio político; es decir, un exilio demilitantes, que incluyó a miembros de todos o casi todos los partidos de la Unidad Popular y, además, aintegrantes del MIR. Respecto de su presencia en México, resulta interesante preguntarse e intentarresponder si acaso ¿fue posible ejercer una militancia en el exilio y, de ser así, qué carácter adquirió esta?LA EXPERIENCIA MILITANTE-INTERNACIONALISTA EN NICARAGUA Y SU INFLUENCIA ENEL FRENTE PATRIÓTICO MANUEL RODRÍGUEZ Y EL DESARROLLO DE LA LUCHA ARMADAEN CHILEClaudio Pérez Silva. Mail:
    • 72claupere73@yahoo.comPor una parte, este trabajo busca caracterizar el papel que jugaron los combatientes internacionalistaschilenos en el desenlace de la Revolución Sandinista y, por otra, calibrar la influencia que ejercieron estosinternacionalistas en el desarrollo posterior de la lucha armada contra la dictadura de Pinochet.A nuestro juicio, el proceso y la dinámica política centroamericana y la experiencia de militantes comunistaschilenos en el proceso revolucionario nicaragüense, particularmente en la victoria Sandinista, incide yexplica en parte, la discusión y la decisión posterior tomada por el Partido Comunista de Chile, de crear ydesarrollar una fuerza militar propia para enfrentar a la dictadura. Nos referimos al Frente Patriótico ManuelRodríguez.Consideramos que la experiencia histórica acumulada por estos militantes comunistas en el desarrollo de larevolución nicaragüense, incidió notablemente en el diseño táctico y estratégico de esta organización, en lasformas y las apuestas políticas que fue adquiriendo y desarrollando, como también en las características desu accionar, en la producción de símbolos, disciplina, mística y moral de sus militantes.MEMORIAS MILITANTES: ASPECTOS METODOLÓGICOS PARA CONSTRUIR UN ANÁLISIS DELAS REDES MILITANTES EN LA IZQUIERDA CHILENA DURANTE LA DICTADURA MILITARCristina MoyanoC76moyano@gmail.comMarco metodológico para usar las memorias de militantes como fuentes para el estudio de las redes de laizquierda chilena durante la dictadura.Dicho marco propone una matriz de análisis de redes tanto del relato de los militantes, asociados a marcos,nodos, puentes y entornos, así como una propuesta de construcción de grafos para determinar las conexionesentre los líderes de los distintos partidos y la influencia reconocible entre los mismos.Permite también construir algunas reflexiones en torno a las distintas culturas políticas partidarias,mecanismos de selección de liderazgos, influencias y contactos, así como los marcos enunciativos en los queinscriben sus prácticas militantes.En la perspectiva de avanzar en la producción de una nueva historia política, este tipo de aportesmetodológicos permite incorporar elementos de la sociología de redes al trabajo historiográfico, permitiendoconstruir análisis históricos más profundos y con más elementos que permitan complejizar los ya realizadoshasta ahora.MILITANCIAS COMUNISTAS: EL CASO DE ARTISTAS E INTELECTUALESLATINOAMERICANOSElvira Concheiro Bórquezelvira.concheiro@gmail.comPoco se ha estudiado la influencia e impacto que tuvieron los comunistas en el mundo cultural y artístico deeste siglo, pese a la gran relevancia que reviste y la amplitud que realmente tuvo el fenómeno. En efecto, unenorme número de trabajadores del arte y la cultura estuvieron en todos los países vinculados directamente alos partidos comunistas (algunos de ellos aguerridos militantes y otros, incluso, destacados dirigentes) y, másaún, la cantidad de aquellos que de diferentes formas fueron influenciados por los acontecimientosprotagonizados por los comunistas.América Latina no fue la excepción. En el subcontinente encontramos, desde la generación a la que larevolución rusa atrajo en forma determinante, pasando por aquellos que participaron en cada una de lasgestas populares que durante todo el siglo XX sacudieron a los países latinoamericanos, a un número
    • 73considerable de exponentes del mundo artístico e intelectual que llevaron a cabo una militancia comunista.Tratándose de un sector particularmente sensible a los cambios sociales, quienes en no pocas ocasiones son,en el terreno mismo de su creación artística e intelectual, anunciadores de lo que aún no es visible en otrosterrenos sociales o políticos, su estudio nos permite un acercamiento a las formas diversas de la militanciapolítica.PROTESTANTISMO MISIONERO NORTEAMERICANO EN LA SOCIEDAD Y POLÍTICA DE CHILE,1945-2000.Evguenia FediakovaEvguenia.fediakova@usach.clEn la historia de las misiones protestantes en América Latina, Chile constituye un caso singular. Durante laGuerra Fría se puede visualizar curiosas repercusiones entre las ideologías seculares y la espiritualidadprotestante, lo que determinó una interesante contradicción: el recalcado apoliticismo de las misionesextranjeras y su implícita participación en la política chilena. La delineación maniquea que enfatiza lapresencia del bien y la amenaza del mal en el fundamentalismo protestante de EE.UU., también está reflejaday reproducida en diversas confrontaciones sociales, políticas, religiosas en el contexto nacional. En lascondiciones de polarización política del siglo XX, esta influencia estaba fuertemente marcada por la lógicainternacional global, cuando los actores religiosos se convirtieron en actores políticos de la “guerra fría”.RECEPCIÓN Y SOCIALIZACIÓN DE LAS IDEAS DEL ECOLOGISMO POLÍTICO EN EL PC DECHILE. UN ESTUDIO SOBRE FUENTES DE PRENSA EN LA DÉCADA DE LOS NOVENTA.Fernando Estenssorojfestenssoro@gmail.comEn la década de los noventa del siglo XX, Chile reinicia un proceso político democrático que se habíainterrumpido por un período de casi de 17 años. En este contexto, las ideas del ecologismo y ambientalismopolítico, que ya estaban muy presentes y desarrolladas en los países primermundistas, irrumpen en elespacio político chileno con inusitada relevancia y novedad. La recepción, discusión y asimilación de estasnuevas ideas será un fenómeno complejo e interesante, particularmente para aquellos partidos pertenecientesa la izquierda tradicional (vale decir, que se habían formado con anterioridad al 11 de septiembre de 1973)como es el caso del partido Comunista chileno, ya que, desde sus tradicionales códigos de un socialismomarxista para interpretar la realidad política y social, deberán plantearse el tema ecológico y/o ambientalcomo un fenómeno inédito y emergente. De aquí entonces, se iniciará un interesante proceso de recepción ydiscusión de éstas ideas que dará origen a un novedoso diálogo teórico entre socialismo y ecologismo.COMUNISMO Y MOVIMIENTO OBRERO EN LA ARGENTINA DURANTE EL PERÍODO DEENTREGUERRAS. ANÁLISIS DE LA EXPERIENCIA MILITANTEHernán Camarerohernancamarero@ciudad.com.arEl Partido Comunista (PC) ocupó un capítulo en la historia del movimiento obrero de la Argentina durante elperíodo de entreguerras, en especial, desde mediados de la década de 1920 hasta 1943. Con la implantaciónmolecular de sus células fabriles y sus agrupaciones gremiales, el PC se convirtió en un impulsor principalde la movilización de los trabajadores. Durante esos años, logró agrupar a miles de militantes, montó unadensa red de agitación y propaganda, lideró varios conflictos y organizaciones sindicales, en especial, dentrodel proletariado industrial y animó diversas experiencias socioculturales. Nuestra ponencia analizará algunasde las características que asumió la militancia comunista durante ese período en cuatro ámbitos específicos
    • 74del movimiento obrero: el sitio de trabajo, el espacio de la lucha y la organización sindical, la sociabilidadcultural y el asociacionismo inmigrante. El objetivo es examinar, desde la perspectiva de una historia social,política y cultural, el modo en que se entrecruzaron estas cuatro dimensiones en las prácticas cotidianas delos afiliados del PC, así como explorar la modalidad específica de dicha intervención, en un análisiscomparativo a las efectuadas por las otras corrientes actuantes en el mundo del trabajo (socialistas,anarquistas, sindicalistas).¿EN QUÉ CREEN Y COMO PIENSAN LOS ELECTORES DEL PARTIDO DE LOS TRABAJADORES?Helcimara de Souza Tellesmara-telles@uol.com.brEl PT, fundado en 1979, surgió expresando clivajes socioeconómicas como la defensa de la propiedadpublica de los medios de producción; una más grande ingerencia y control del Estado en el mercado; elapoyo a las políticas de redistribución de renta y el énfasis en programas de inclusión social. El PT construyósu capital electoral a través de la adopción de una política de divulgación de su sigla, un apelo clasista y lacohesión interna de sus adeptos. Así, pudo superar las dificultades institucionales y políticas presentes en elcontexto de su fundación y mantenerse electoralmente viable en la década de los 80. A partir de los años 90,la doctrina socialista gradualmente es alejada del horizonte del partido y emerge el proyecto de “revolucióndemocrática”. El PT llegó a la presidencia del país en 2002, con modificaciones en su discurso electoral ymás cercano al centro. ¿Las modificaciones en la ideología del PT repercutieron el los valores y creencias delos electores del PT? ¿Quien son y cómo piensan los electores del PT? ¿Ellos son distintos de los electoresvolátiles? Las creencias y los valores de los electores fueron examinados bajo focus group, realizados enabril/mayo de 2008 y complementados con otras técnicas.PARA UN DICCIONARIO BIOGRÁFICO DE LA IZQUIERDA LATINOAMERICANAHoracio Tarcushtarcus@cedinci.orgA diferencia de los estados unidos y de la mayor parte de los países europeos, américa latina no cuenta aúncon un diccionario biográfico de sus militantes de izquierda. para llevar a cabo semejante obra colectiva ycontinental, es necesario partir de un estado de la cuestión acerca de los estudios sobre las izquierdas en laregión así como abordar toda una serie de problemas que hacen a los repositorios archivísticos en américalatina, a los alcances y límites de la noción de izquierdas, a la productividad de la noción de generación paraestudiar las sucesivas oleadas militantes, a los criterios de selección de los militantes a considerar en cadaexperiencia nacional o a la elaboración misma de una narrativa biográfica que logre escapar tanto delpanegírico como de la diatriba. al mismo tiempo, es necesario atender al entramado de redes políticaslatinoamericanas, de modo que el producto no sea una mera suma de biografías individuales, sino una obrade biografía colectiva de las generaciones militantes latinoamericanasMILITANTES IBAÑISTAS: NOTAS PARA UN ANÁLISIS DE LAS IDENTIDADES YTRAYECTORIAS DE LA DIRIGENCIA DE LOS MOVIMIENTOS IBAÑISTAS(1937-1952)Joaquín Fernández Abarajrfernan@uc.cl
    • 75Los movimientos políticos ibañistas surgidos antes de la elección de 1952 han sido vistos como agrupacionesde ciudadanos “independientes”, reunidos de manera exclusiva en torno al liderazgo personalista de uncaudillo carismático. Sin embargo, el análisis del origen y la trayectoria de los cuadros dirigentes de losmovimientos ibañistas existentes en el período comprendido entre 1937 y 1952 nos muestra una realidad máscompleja, en la que confluyeron elementos con discursos político-ideológicos definidos y tradiciones demilitancia.En esta ponencia, sostenemos que es posible distinguir una “militancia ibañista” cuyas principales vertientesfueron el militarismo reformista y autoritario de los años 20, el nacionalismo fascista de los años 30 y 40tempranos y, en menor medida, el socialismo. Al mismo tiempo analizaremos como dichas diferenciasideológicas se diluyeron en aras de un discurso nacional-populista, con una fuerte influencia del peronismo.UN EMISARIO COMINTERNIANO EN EL SOCIALISMO PERUANO DE 1928Juan Zenón Gutierrez GutierrezJgutierrez950@yahoo.esEn las coordenadas de las redes políticas del Siglo XX, se trata de bosquejar el perfil político de la estadíasudamericana de un personaje cuya condición de emisario del Comintern emerge de nuevos hallazgos, y apartir de esta entrada reexaminar el contexto y los eventos conducentes a la formación del Comité Socialistaperuano en octubre de 1928, a cuya constitución concurrieron un núcleo cominterniano, el nacionalismogonzalespradista y el socialismo antiimperialista de José Carlos Mariátegui.APROXIMACIONES AL ESTUDIO DEL ANTICOMUNISMO EN CHILE. REDES Y PROPAGANDAEN LAS ELECCIONES PRESIDENCIALES DE 1964Marcelo Casals Arayamacasals@uc.clEntendiendo el concepto de “redes” no solamente como el contacto directo entre agentes locales einternacionales afines, sino que también como la inscripción de discursos y prácticas político-ideológicas endinámicas globales de conflicto, la ponencia se centrará en la circulación de imágenes, símbolos y contenidosde corte anticomunista en el Chile del tercer cuarto del siglo XX, particularmente durante las eleccionespresidenciales de 1964. De ese proceso se enfatizarán dos cosas. En primer lugar, se darán algunas lucessobre los contactos establecidos entre distintos actores chilenos con gobiernos, organismos, instituciones ypartidos internacionales en pos de la instalación de la así llamada “campaña del terror” de 1964,principalmente a partir de documentación norteamericana. A continuación, en segundo término, se analizaránbrevemente los principales tópicos del anticomunismo de esta coyuntura, destacando el esfuerzo concientepor inscribir esos discursos tanto en la realidad social chilena como en la situación política regional ymundial de entonces. Del análisis saldrán a la luz tanto las distintas vetas del anticomunismo de la época(liberal-político, liberal-económico, católico y nacionalista, principalmente), como las relaciones explícitas eimplícitas entre esas realidades locales y el sistema internacional de Guerra Fría.1917, RECABARREN EN BUENOS AIRES: ASPECTOS DE SU QUEHACER IDEO-POLÍTICOManuel Loyolamanuel.loyola@gmail.com
    • 761917 importó un año decisivo para el socialismo imternacional: la Revolución de Octubre repercutiódefinitivamente en los modos de concebir y practicar la actuación de las fuerzas obreras y susrepresentaciones políticas a nivel mundial. En este escenario, América Latina no quedó al margen de talescambios, suscitándose disputas y definiciones orgánicas de largo alcance.En su segunda estadía en la capital bonaerense y en medio de los citados impactos de la experienciasoviética, el chileno L.E. Recabarren incursionará en una profundización intelectual y organizacional cuyoescenario inmediato tuvo que ver con las tensiones y rupturas que se produjeron al interior del PartidoSocialista Argentino. En nuestra ponencia daremos cuenta de algunos de los datos más sobresalientes querevistió la actuación de nuestro líder obrero, circunstancias que no sólo incidirían en el plano de la izquierdatrasandina, sino también, en los avatares del propio POS chileno.EL BINOMIO DEGENERACIÓN - REGENERACIÓN EN LAS CORRIENTES POSITIVISTAS,RACIALISTAS Y ESPIRITUALISTAS DE PRINCIPIOS DEL SIGLO XXMarta Casáusm.casaus@terra.esEl concepto de degeneración y regeneración figura en el Diccionario de la Real Academia de la LenguaEspañola, desde 1772, aparece vinculado a un decaimiento o declinación de alguna cosa o a la alteración dela estructura de una parte del cuerpo o de una semilla. Durante los siglos XVIII y XIX surge asociado a:“decaer alguno de la antigua nobleza de sus antepasados o a desfigurar alguna cosa pasando a parecerotra”.Desde 1803 hasta 1970, los significados del vocablo apenas han variado y en ningún caso han hechoreferencia a la raza o a las cualidades mentales o hereditarias. Es en el siglo XIX, cuando se modifica elsignificado y se añade otro de carácter biológico: “alteración de los tejidos o de los elementos anatómicoscon cambios de la sustancia constituyente y pérdida de sus caracteres funcionales”. En su sentido metafóricose añade la “pérdida progresiva de la normalidad psíquica o moral de las reacciones nerviosas de unindividuo a consecuencia de las enfermedades adquiridas o hereditarias”. Este significado se conserva en elDiccionario de 1992 y en la edición de 2001. Sin embargo desaparece en estos dos últimos diccionarios elsignificado de “decaimiento de la antigua nobleza”.El binomio degeneración –regeneración es uno de los más empleados a lo largo del siglo XIX y principiosdel XX, pero sus significados son ambivalente y se resemantizan y adquireren nuevas acepciones a lo largodel siglo, produciéndose un quiebre muy fuerte a principios del siglo XX, con la proyección delregeneracionismo hispano, a través del Krausismo y del Krauspositivismo, tanto en España como enAmérica Latina.Nos interesa comparar dos momentos y rastrear nuevas entradas o significantes del concepto que no vienende la mano del positivismo y que adquieren nuevas connotaciones; sino que proceden de las teoríasespiritualistas, vitalistas y teosóficas y que modifican gradualmente la genealogía del concepto, así como suacepción política y ética, para convertirse en conceptos esenciales para la construcción de las naciones y lasociedad de principios del siglo XX en América Central.LUCHA, IDENTIDAD Y MEMORIA MILITANTE EN EL PROCESO DE TRANSICIÓN CHILENA,1990-2004Pedro Rosas Aravenaprosarave@yahoo.es, prosas@uarcis.clUna remirada a la transición política chilena centrada en las organizaciones rebeldes que permanecieronpolíticamente activas en su accionar propagandístico y militar luego del retiro del régimen militar. Cómo yporque la coalición gobernante les negó su condición de actores políticos y porqué se les sindicó, persiguió y
    • 77juzgó como delincuentes subversivos o terroristas, diseñándose un modelo llamado de "pacificación” quecontempló el encuadre, captura y aniquilamiento de los insurgentes.¿Qué elementos históricos explicaban este proceso y cómo habían surgido y que base política, social eincluso ética sustentaba la acción rebelde? ¿Existía una perspectiva sociocultural específica que les dierajustificación y coherencia interna a sus acciones? ¿Cómo se habían formado estos militantes, susorganizaciones y cuáles eran sus estrategias de lucha y proyecto político? ¿Cómo se había enfrentado lapersecución, la tortura y la cárcel durante más de una década y como se significó a nivel subjetivo el procesode “pacificación”? Preguntas de esta naturaleza interrogan a una subjetividad popular, joven ycontestataria desandando su pensamiento y acción, su praxis historicista revolucionaria y constituyen lamatriz de arranque de este trabajo que rastrea la socialización rebelde, la construcción de la subjetividadmilitante y su historicidad.INSERCION INTERNACIONAL DEL SOCIALISMO CHILENO. 1933-1973Olga UlianovaOlga.ulianova@usach.clEl socialismo chileno, en cuanto partido, así como sensibilidad y cultura política constituye uno de losactores políticos claves de la historia chilena del siglo XX. A lo largo de casi siete décadas de su historia hasido protagonista heterodoxo, multifacético y controvertido de los procesos claves de búsquedas de caminosde modernización, de disputa y ejercicio del poder en interrelación compleja con la intención de representardiversos grupos de los gobernados.La inserción internacional del socialismo chileno presenta una serie de particularidades en comparación conotras corrientes políticas chilenas del siglo XX. Mientras varias de ellas poseían como parte fundamental desu identidad y cultura política el ser parte de un movimiento global, ideológicamente consolidado y llamadoa resolver y ser redentor de los más urgentes problemas sociales y políticos de la humanidad (comunismo,social-cristianismo, neoliberalismo económico, entre otros), el socialismo chileno desde sus orígenes y a lolargo de su historia se ha caracterizado por un eclectismo ideológico, gran diversidad de posturas y opinionesy fuerte apelación al particularismo latinoamericano.Cabe recordar que a diferencia de la mayoría de los partidos que llevan este nombre en el mundo occidental,en Chile el Partido Socialista no proviene del tronco histórico de la social-democracia de la SegundaInternacional de fines del siglo XIX, sino que nace, en medio de la crisis mundial de fines de los veinte –principios de los treinta, a partir de una amalgama de corrientes y personalidades muy diversas. Desdeanarquismo y corrientes disidentes del comunismo, hasta nacionalismo y populismo modernizador. Estadiversidad interna del socialismo chileno se mantuvo a lo largo del siglo, si bien conspirando en contra de suunidad orgánica, permitiendo a esta corriente política tanto, a veces, lecturas más creativas de la realidadnacional, como una adaptación más fácil a la cambiante realidad nacional y mundial, en comparación con lascorrientes más rígidas ideológicamente.La particularidad del socialismo chileno no pudo no reflejarse en las formas y carácter de su insercióninternacional, uno de los aspectos menos estudiados tanto de la trayectoria de este relevante actor políticonacional, como de la historia internacional de Chile del siglo XX. Postulamos en este artículo unainterrelación estrecha entre la actividad política en el escenario nacional del socialismo chileno y susvinculaciones internacionales. Por un lado, las búsquedas de las contrapartes internacionales, su abanico yformas de relacionarse con ellos, dependen de las visiones que los socialistas chilenos tienen de su derroteropolítico nacional, así como de las particularidades de sus articulaciones como partido. Pero al mismotiempo, su involucramiento internacional repercute en su acción interna, influye en la modificación de sucosmovisión e incluso en las formas de hacer política.
    • 78CONVERGENCIA POLÍTICA Y RENOVACIÓN IDEOLÓGICA EN EL EXILIO: LA REVISTA CHILE-AMÉRICA Y SU CONTRIBUCIÓN AL PROCESO DE RECUPERACIÓN DEMOCRÁTICA CHILENO(1974-1983).Paulina Orregoporrego@uahurtado.clPara comprender la contribución de la revista Chile-América a la renovación ideológica y la convergenciapolítica de la izquierda y la democracia cristiana chilenas, es indispensable analizar las identidades políticasde quienes componían su equipo de redacción y la influencia que ejerció el ambiente político italiano.Cabe destacar que los miembros del comité editorial de la revista Chile-América pertenecían a dos grupospolíticos principales. El primer sector, compuesto por Bernardo Leighton y Esteban Tomic, pertenecía al alaizquierda de la Democracia Cristiana, representando a sectores que habían sustentado un programa deprofundización de las reformas estructurales. Si bien habían sido opositores a la Unidad Popular, buscaron eldiálogo para terminar con la crisis vivida en el período y se opusieron a la dictadura desde un primermomento, pasando al exilio. El segundo sector, compuesto por Julio Silva Solar y José Antonio Viera Gallo,representaba a miembros de partidos de izquierda de inspiración cristiana, pertenecientes a la UnidadPopular, como eran el sector “reformista” de la Izquierda Cristiana y el MAPU-OC. Se trataba de sectoresdel ala moderada de la Unidad Popular, cuyas tesis podrían asimilarse a las del “Frente de LiberaciónNacional” y la “Vía Chilena al Socialismo”. Estas podrían resumirse en los siguientes puntos: profundizaciónde las reformas económico-sociales de carácter estructural; una alianza con los sectores de la denominada“burguesía progresista”, representados por los partidos de centro, principalmente el Partido DemócrataCristiano; y una transición al socialismo respetando los mecanismos electorales democráticos y las garantíasindividuales aseguradas por la Constitución. Podemos observar que se trata de sectores con una identidadrelativamente común, dada por un pasado compartido en las filas de la Democracia Cristiana, por unainspiración política de carácter cristiano y por la pertenencia a redes sociales similares. Eran sectores que enel pasado reciente se habían manifestado partidarios de la convergencia entre la Izquierda y la DemocraciaCristiana, y sustentaban propuestas programáticas similares, sobre todo en lo referente a las políticaseconómicas y sociales. En este sentido, puede llegar a sostenerse que el afán de convergencia representadopor Chile-América no es una novedad radical, si no que por el contrario, es la cristalización de la trayectoriade grupos que ya habían pugnado por una alianza de centroizquierda en un pasado reciente.LA HISTORIOGRAFIA FRANCESA DEL MILITANTISMO Y LOS ESTUDIOS RECIENTES DEHISTORIA POLITICA EN AMERICA LATINARolando Alvarezrolandoalvarezv@gmail.comLa ponencia hace un recorrido por una de las corrientes de la historiografía reciente francesa abocada a losestudios de la historia política del siglo XX y se propone a reflexionar acerca de las posibilidades y posiblesaportes de la incorporación de sus enfoques en la historiografía latinoamericana.EL MACHETE: REDES, PALABRAS, IMÁGENES Y SÍMBOLOS. 1924-1938Ricardo Melgar Baomelgarr@gmail.comEl auge de los estudios sobre revistas culturales en América Latina sigue a la alza, habiendo alcanzado porextensión el análisis de los periódicos políticos y suplementos culturales. En esa dirección recuperar la
    • 79lectura de El Machete, tiene actualidad y pertinencia, al filo de haberse cumplido setenta años de sudesaparición. El Machete, periódico mexicano, en el panorama accidentado de las publicaciones de su géneroeditadas por la izquierda latinoamericana, sin lugar a dudas, tuvo una vida prolongada y ocupa un lugardestacado en la primera mitad del siglo XX. Catorce años de existencia no son poca cosa. No olvidemos quelos parámetros de longevidad y modos de edición y circulación de la prensa política, y en lo particular en elcaso de las izquierdas latinoamericanas, no pueden ser homologables a los que se aplican al estudio de losdiarios o periódicos editados empresarialmente o por entidades estatales. El Machete desde sus orígenes salióa contracorriente del mercado editorial y de los vientos políticos hegemónicos y/o dominantesDIRIGENCIA JUDÍA EN EL PERIODO DE LA DICTADURA MILITAR CHILEValeria Navarro Rosenblattvalerian@uc.clLa presentación busca interpretar la participación política de los judíos en Chile. Tanto como organizacióncomo participación individual en la política nacional, eso incluye el quehacer militante en el contexto de suidentidad judía. El análisis pone énfasis en el periodo que se inicia tras el golpe militar de 1973, donde elquiebre político y la fractura social son una ‘prueba critica’ –y en ocasiones límite- para los rolestradicionales de las instituciones y formulas de socialización judías.En particular, se analizará la posición política de la “Comunidad Judía Organizada”, es decir, los organismostechos a través de los cuales la comunidad se siente representada frente al poder nacional, y se presentará suactitud frente al régimen de Pinochet.Al mismo tiempo, se contrapondrá está labor institucional con la actividad política individual. Se incluye laexposición y análisis crítico de una experiencia individual, un ejemplo modélico que permitirá reconocer laformación personal y motivación que llevó a la activa militancia política de muchos judíos chilenos, insertotodo esto en el contexto internacional de confrontación bipolar en el siglo de las ideologías, y en particular,en el momento de la dictadura de Pinochet en Chile.HISTORIA Y POLÍTICA: NACIONALES Y GREMIALISTASVerónica Valdivia Ortiz de Zárateveronica.valdivia@udp.cl, veronicavaldiviaoz@gmail.comEsta ponencia versará acerca del estudio de la derecha política chilena nacida en los años sesenta,representada por el Partido Nacional y el Movimiento Gremial de la Universidad Católica y su herederapartidaria, la Unión Demócrata Independiente, UDI. La comunicación tiene como propósito reflexionaracerca de los posibles enfoques con los cuales abordar el análisis de dicha corriente política. En ese sentido,se propone abandonar las tendencias “autorreferenciales” que caracterizan los estudios de la izquierda –y queen alguna medida han afectado también a ciertos trabajos de la derecha-, los que generalmente se concentranen su propio proceso. Desde ese punto de vista, se apuesta por enfatizar el carácter interdependiente deizquierdas y derechas –y su relación con la coyuntura-, de modo de hacer un análisis más integrado y podersituar históricamente su desenvolvimiento. Asimismo, se propone un estudio que involucre no solo eldevenir en el plano de las ideas, sino también en el de la práctica política, rescatando la importancia del“estilo”. Ambos planos, nos parece, facilitarían una mejor comprensión de la derecha que se estudia.REDES DE PODER EN EL SENO DE LA ELITE POLITICA CHILENA DESDE EL RETORNO DE LADEMOCRACIA. EL CASO DE LOS DIPUTADOS (1990-2005)
    • 80Vicente Espinoza,vespinoz@usach.clEstudiar una élite se refiere siempre a verificar empíricamente las razones asociadas con la preeminencia deuna minoría, así como a los mecanismos que explican su reproducción. Para el caso de la élite política, supreeminencia dice directa relación con el ejercicio del poder y la calidad de la representación política endemocracia. En Chile, esta preocupación se vincula estrechamente con el intento por caracterizar al grupoque en las últimas dos décadas ha logrado consolidarse en posiciones de poder e influencia sin conocer hastael momento alternancia o grandes cambios en sus formas de gestión. De hecho, la coalición gobernante seencarga de remarcar con frecuencia, que se trata de la alianza política más estable en la historia de Chile.¿Un grupo de privilegiados que mantienen su posición gracias a la capacidad para excluir al resto? ¿O suestabilidad dice relación con la capacidad para incorporar en su seno a los mejores, renovando sucomposición?La constitución de la élite política en tanto que objeto de investigación requiere un trabajo sistemático delsistema de relaciones establecido entre los diferentes actores del campo político, vale decir, las redes socialesque les vinculan. Este trabajo no se ha realizado aún de forma sistemática en Chile, pues la mayor parte delos estudios sobre élites políticas las asimilan con posiciones de autoridad formal. En realidad, ganar unaposición en la élite constituye el punto culminante de una trayectoria individual al interior de una red social --un procesos de movilidad vertical- en el cual el aspirante al poder acumula experiencia, clientelas, mentoresy otros recursos, los cuales gestiona relacionalmente.La ponencia presenta los resultados de una investigación desarrollada en Chile en el marco del ProyectoFondecyt N°1070199, sobre una muestra representativa de diputados electos entre 1989 y 2005. El objetivodel proyecto consiste en elaborar un mapa social de la política, que tome en consideración no sólo sus lazosinternos, sino también las relaciones con personas de otros círculos sociales y que no ocupan necesariamenteposiciones formales de poder, pero que resultan clave para asegurar la posición de los representantesformales. Este mapa presentará el conjunto de vínculos entre 820 contactos identificados a partir de unaencuesta de redes. La configuración obtenida permite distinguir homogeneidad generacionales en laconformación de los vínculos, traspasando fronteras ideológicas. Se aprecia una clara diferenciación entre lasgeneraciones políticas del momento transicional (fines de los años 80) y la actual generación política. Dentrode cada generación se identifica un centro que se vincula con opuestos políticos, y una periferia que sevincula exclusivamente con políticos del mismo signo ideológico (operadores). La estabilidad del régimenpolítico chileno estaría asociada íntimamente con esta configuración.
    • 81 MESA 7 CONCEPTOS DE PENSAMIENTO ALTERNATIVOS Y CRÍTICO EN AMÉRICA LATINA.Ricardo Salas Astrain, Gloria HintzePIRATERÍAAgustín BertiQueremos hacer un trabajo acerca de la entrada “Piratería”. La discusión en torno al acceso al arte y alconocimiento desde la difusión de las nuevas tecnologías en contextos culturales no occidentales yperiféricos abre posibilidades políticas a partir de las prácticas de apropiación de los sujetos. Estas prácticasgeneran disputas en los campos de la economía y el derecho, especialmente en torno a categorías como“consumo”, “acceso” y “propiedad intelectual”. Si bien, corrientemente aplicado a la circulación de bienesde consumo asociados a la reproducción audiovisual (CDs, DVDs, MP3) la discusión abarca otros ámbitosde la cultura popular contemporánea.Por citar algunos ejemplos: fármacos, logos de vestimenta, semillas transgénicas. La posibilidad de unaprivatización del conocimiento y no sólo su soporte material resulta por ello central en toda discusión sobrela dimensión política del conocimiento. La discusión comienza con la aparición de la imprenta y se extiendehasta hoy acelerado aún más por las nuevas tecnologías digitales.El concepto de “piratería” funciona como contracara del de “mercado” y ofrece por ello un espacio deresistencia pero a riesgo de quedar subsumido por organizaciones delictivas paraestatales que se apropian delfenómeno y lo explotan en aras de un beneficio económico que repite por fuera del ámbito del derecho, lalógica del mercado. La definición del término puede contribuir a fijar límites entre ambas prácticas (culturaly delictiva), establecer sus múltiples zonas grises y reivindicar las posibilidades de acceso a la cultura y laeducación que dichas prácticas implican (desde el camelô y el mantero al hacker y el dealer).TEORÍA DE LAS ZONAS TEMPORALMENTE AUTÓNOMAS (TAZ) DE HAKIM BEYAlejandra Cáceres MartínezAlejandra.caceres.martinez@gmail.comLa globalización la interculturalidad, el avance agitador y descargador de los medios de comunicación, elavance avasallador de la tecnología, la posibilidad de comprar todo y endeudarnos y endeudar a nuestrosfuturos hijos, nietos, etc. La liquidez invisible, la hipoteca segura, el avance inevitable deInternet…resultados nefastos como la cosificación, la alineación de las personas, la individualidad, ladisgregación social, lo que les queda es la fe (sólo como algo en que afirmarse, como debilidad humana).Dentro de este complejo mundo, planeta llamado Tierra, aún persiste y resisten las utopía e ideologías.Emblemas de lucha constante, parangón de sueños, de ideales humanos, de modelos viables, de realidades enun espejo, Alicia en el país de las maravillas, aludiendo a otra realidad o el mundo de Sofía cuando observa através del espejo, y ve otra realidad…la falsa conciencia, deformación de la realidad según Marx.Es aquí en pleno siglo XX donde surge una idea que llama la atención no sólo desde los ciberpunk sinotambién de los soñadores, de los libertarios, de los utópicos (como tantas otras, dependiendo de los interesesideológicos), la idea de las Zonas temporalmente Autónomas (TAZ), como pequeños enclaves de libertad, deutopías en plenos siglo XXI, de la toma de decisiones, de la vuelta a la asociación, secreta o no, de la idea de
    • 82a través de un momento fugaz, de una revuelta (lo fundamental de la revuelta es que genere subjetividadcontra normativa, de no hacerlo sólo será un espejismo para reproducir el orden existente), la insurrecciónpuede llevar a cabo a la anhelada libertad, al horizonte utópico, a la propiedad colectiva, la igualdad decondiciones, de medios, la sobrevivencia como fin no de sufrimientos, sino trabajar de acuerdo a susnecesidades, a sus capacidades, el retorno a lo natural, a lo primitivo, para organizar algo más puro, el caoscomo orden de las cosas. La armonía y el equilibrio perfecto entre hombre y la naturaleza.Es posible la TAZ, para Hakim Bey si lo es, aquí y ahora, es algo físico y terrenal. La TAZ es un arte de lavida en continuo alzamiento, salvaje pero dulce –un seductor no un violador, un contrabandista más que unpirata sangriento, un bailarín más que un escatólogo. Admitamos que por una breve noche una república dedeseos se vio gratificada (…)Estudiemos la invisibilidad, el tramaje, el nomadismo psíquico; y ¿quién sabelo que hemos de conseguir?HACIA UNA EPISTEMOLOGÍA LATINOAMERICANA PARA EL ESTUDIO DE LO ACTUALCarlos E. Massé Narváezcarmasse@gmail.comPara identificar lo actual, haremos una propuesta basada en la relación triádica de la gnosis, el tiempo y larealidad, donde cada uno de esos elementos es frontal e inseparablemente interactuante con los otros. Creemosque cualquier proposición puede ser coincidente con otras que tienen una similar perspectiva; y de las queconocemos, encontramos una gran afinidad con las ideas que propone Hugo Zemelman, especialmente en susescritos orientados a la reflexión cognoscitiva, pero asimismo, hay en algunas aseveraciones, elementoscoincidentes con proposiciones que se desprenden del pensamiento de otros escritores como Eli de Gortari,Mario Bunge y Sergio Bagú, quienes de manera explícita o velada en la descripción de algunas ideas, exponensus planteamientos. Pero por nuestra gran coincidencia con la estructuración de su perspectiva, seguiremosalgunos de los planteamientos teórico-conceptuales de Zemelman. No obstante, cabe aclarar, que ello pareceríaindicar que por la afinidad existente los vamos a asumir de una manera acrítica y lineal, contra lo que él mismosugiere, para avanzar en el conocimiento, por eso retomaremos algunos de sus conceptos básicos, como se podrápercibir en lo expondremos, y les imprimiremos la connotación que consideramos consecuente con nuestrosobjetivos. Los conceptos relevantes que se intenta articular para el objetivo, son: Tiempo, o lo actual o presente,gnosis y realidad.A ALTERIDADE EM ENRIQUE DUSSELCarmen Gasparettocarmengaspa@hotmail.comO presente trabalho consiste desenvolver uma análise da alteridade deEnrique Dussel. O autor parte do pressuposto que o ponto de partida doprocesso de libertação privilegia o negado pelo sistema, o oprimido “ooutro enquanto outro”. A alteridade consiste na explicitação desse além-ser (meta-fisico) que nos vem como o grito do Outro (alteridade). Porisso é uma “metafísica da alteridade”. Dussel usa o termo “alteridade”para dizer que o “outro” tem uma constituição e um estatuto meta-fisicopróprio. Todo discurso deve partir da periferia, a partir dos oprimidos.Este seria um novo discurso na historia da filosofia mundial. A lógica daalteridade estabelece seu discurso a partir do abismo da liberdade dooutro. É histórica e não meramente cósmica ou físico-vigente. O outro éalteridade. Segundo Dussel os povos latino-americanos foram considerados
    • 83não-ser: não tem história, não tem cultura, sua alteridade não foirespeitada, não se lhes permitiu serem outros.PENSAMIENTO MAPUCHEDaniel Quilaqueo y Segundo Quintriqueodquilaq@uct.cl, squintri@uct.clEsta presentación tiene como objetivo desarrollar una reflexión crítica sobre el pensamiento mapuche. Estacategoría se desarrollará en relación a la formación de persona y a los conocimientos educativos mapuches.El pensamiento mapuche en la formación de persona implica reconocer el conocimiento que existe en lamemoria individual y social, para proponer una idea (zuam) vinculada a una reflexión, con la necesidad decategorizar los contenidos conceptuales, procedimentales y actitudinales, para construir un nuevoconocimiento. Estos conocimientos en contextos de relaciones interculturales pueden fundamentar unenfoque pedagógico intercultural para la formación de alumnos de origen mapuche y no mapuche sobre labase del conocimiento educativo mapuche y el conocimiento escolar. El problema que se presenta en laeducación escolar actual es el desconocimiento del pensamiento mapuche desde la lógica y racionalidad delos discursos educativos mapuches para la formación de persona, por parte de profesores del sistema escolaren el nivel de Enseñanza Básica. La metodología que se utiliza en este trabajo es el método de reflexiónmapuche rakizuam y el análisis crítico del discurso. La muestra está constituida por discursos educativos de60 kimches (personas sabias), hombres y mujeres, que desarrollan una educación sustentada en la memoriaindividual y social. Los resultados dan cuenta de una lógica de organización y desarrollo del pensamientomapuche desde el rakizuam. El rakizuam considera el desarrollo de una idea inicial zuam, incorporando lossaberes y conocimientos que están a la base en la experiencia personal como el tukulpazugu y los saberes queexisten en la memoria individual y social konünpazugu, permitiéndole a la persona generar unametacognición günezuam, para lograr la construcción de un nuevo conocimiento kimün.PENSAMIENTO PERIFÉRICOEduardo Devés-Valdésedeves@usach.clAnte la necesidad de formular un concepto que de cuenta del pensamiento aparecido en la larga épocacontemporánea en América latina, Asia y África, así como en otros lugares, aparece la noción “pensamientoperiférico”.“Pensamiento periférico” se usa en dos sentidos; el “coyuntural”: aquel pensamiento que se genera en laperiferia, y el “propiamente tal”: aquel pensamiento que expresa la disyuntiva, ser como el centro versus sernosotros mismos.El pensamiento periférico propiamente tal aparece frecuentemente de manera espontánea (no por influencia otrasplante) en aquellos lugares en que la intelectualidad realiza una comparación de su región con el centro,asumiendo la diferencia y preguntándose tanto por las causas de ésta como por los caminos a seguir. Lainvasión colonialista, los viajes, el conocimiento de las técnicas, hacen que las elites de algunas regiones delmundo se conciban cómo “atrasadas” y/o “diferentes”, preguntándose por las opciones frente a esto. Unaparte opta por el camino de “ser-como-el-centro”, postulando la necesidad de un proceso dehomogeneización; otra parte opta por el camino propio “ser-nosotros-mismos”, postulando la profundizaciónen la identidad para desde allí extraer alternativas. El sentido de esta ponencia es avanzar en la constituciónde este concepto, con el fin de incorporarlo al acervo que manejan los estudios eidéticos en América Latina.
    • 84NÚCLEO ÉTICO MÍTICO, REPENSANDO CONFLICTO Y CONSTRUCCIÓN DE IDENTIDADESNARRATIVAS.Francisca Salas Aguayofnsalas@uc.clLa presente investigación tiene la finalidad desarrollar y conectar dos conceptos relevantes para elpensamiento latinoamericano actual, conflicto y mito. A partir de la reflexión llevada a cabo sobre el papelde núcleo mítico en el pensamiento latinoamericano, por Pinotti, revelaremos como dentro de los discursosde sus pensadores el mito constituye uno de los grandes ejes sobre los que se erige la identidad (malinche,canibalismo, huacho). El recurso del lenguaje mítico será explicado por la necesidad de dar cuenta del“conflicto” primigenio, que expone una decisión ética implícita, no como término fundamental para laidentidad solamente, sino como visión exigida por la estructura del espacio latinoamericano que impide elanálisis armónico. Se profundizará, además, la diferencia que existe entre la concepción mítica de europea yLatinoamérica para graficar mejor lo anterior.LAS TEORÍAS EDUCATIVAS; RETOS Y CONSECUENCIAS PARA LA UNIVERSIDADLATINOAMERICANA.Gustavo Toledo Laragustavotoledolara@gmail.comAmérica Latina comprende un conjunto de países con dinámicas sociales de historia reciente. La juventud desu vida republicana da pie, a que sea proclive a una evolución social permanente, en constante cambio. Lasteorías educativas exportadas de otras latitudes, han traído como consecuencia que dentro de las políticaseducativas nacionales, se evoque la necesidad de una educación superior socialmente pertinente, y queademás, se asegure que es posible el nacimiento de teorías socioeducativas latinoamericanas. El debatepolítico venezolano cambia a partir de la instauración de la democracia representativa en enero de 1958. Sehabla de reforma en momentos políticos álgidos, como por ejemplo la reforma universitaria dada para 1970.Esta acción fue criticada y rechazada por la comunidad universitaria, y el gobierno de entonces, decidecensurar, allanar y cerrar la Universidad Central de Venezuela. La universidad no puede mantenerseincólume ante los cambios que ocurren fuera de sus aulas.HACIA UNA COMPRENSIÓN PRÁXEOLÓGICA E INTERCULTURAL DEL VÍNCULO SOCIALIván Canalesicanales@ucm.clEste artículo tiene por objetivo reflexionar críticamente sobre la integración social de los pueblos originariosen el contexto de la globalización sistémica y de la mundialización de los vínculos sociales. Para ello serealiza un análisis crítico respecto de la teoría social de la modernidad, la cual hoy no provee de lascategorías necesarias y suficientes para realizar la reflexión crítica señalada. Se propone como alternativa unmarco categorial praxeológico que nos permite acceder a una comprensión del vínculo social no etnocéntricapara desde ella articular una breve reflexión sobre la conceptualización de los actuales problemas deintegración social, cultural y política del pueblo Mapuche.ÉTICAS APLICADAS
    • 85Jovino Pizzijovinopiz@bol.com.brLa expresión ética aplicada comprende los distintos ámbitos de la filosofía moral. El término apareció en ladécada de los 60 y su ampliación ocurre en los años 70, y hoy encuentra un gran espacio en los EstadosUnidos y en Europa, pero que se ha ido ampliando a otros países y continentes, incluso en Sudamérica. Sucomprensión supone distinguirla de otras ramas de la ética, aunque con otros nombres. Jean-Louis Baudouinla denominó ética de la situación (McDonal et alii, 1988: 9). Para Marie-Helène Parizeau, su denominaciónpodría muy bien ser ética sectorial, cuya neutralidad elogia en tanto refiere al ámbito concreto deinvestigación (McDonald et alii 8), pero si bien la mirada prescriptiva constituye el lazo o constante entre lossectores que distingue (bioética, Business Ethics y ética ambiental), nada se dice acerca de los problemasepistemológicos, metodológicos y de fundamentación y/o justificación más sustantivos; antes bien, se lossolapa u oculta (Bonilla, 2008). Büscher, García-Marzá y De Geer (2005) la denominan ética integrativa, unaperspectiva que conlleva una metodología, estudio de casos, niveles en los negocios y en la administraciónde empresas.El ethical turn indica otra dirección para la filosofía y, al mismo tiempo, una reconfiguración del ámbitomoral. El nuevo diseño señala tres campos para la ética: la fundamentación, la aplicación y las éticasprofesionales. Así, tenemos el ámbito de la fundamentación, es decir, como diferentes tentativas defundamentar los principios y normas, como, por ejemplo, el universalismo, el contractualismo, elutilitarismo, el etcnocentrismo, el comunitarismo, o, entonces, como distintas concepciones de ética, seanellas de carácter naturalistas y no-naturalistas, cognitivistas y no-cognitivistas, de fines y éticas del bien,materiales y formales, sustancialistas y procedimentalistas, teleológicas y deontológicas, de la intención y dela responsabilidad, etc. En efecto, el actual resurgimiento de la ética se vincula a la aparición de ladenominada ética aplicada que también produjo un cambio incluso en el procedimiento deliberativo.En el plural, la expresión abarca los diferentes campos de aplicación. Actualmente, algunos de ellos congrandes contribuciones, como la bioética, la ética y medio ambiente, ética de los negocios, ética y media, etc.Esa exigencia se amplia y empieza a ser tema tanto em el ámbito académico como en las prácticashospitalarias, empresariales, institucionales, en la investigación y hasta mismo en el desarrollo. Por eso,además de la fundamentación, la ética debe responder al tema de la aplicación, dos ámbitos igualmenteimportantes. El divorcio entre fundamentación y aplicación significa, por supuesto, la extinción de las éticasaplicadas, o sea, su desaparecimiento. Entre las cuestiones mayores que las éticas filosóficas contemporáneastratan, aparte de dilucidar la especificidad de la disciplina, su lenguaje y sus modos argumentativos, así comosus vinculaciones con el derecho, las ciencias sociales, otras ciencias, etc., está la de la acción moral, a partirde los planteos clásicos, pero sobre todo insistiendo cada vez más en la centralidad de un concepto novedosode responsabilidad (Bonilla, 2008).NORMAS, TRANSGRESIÓN Y CAMBIO: PERSPECTIVAS ACTUALES EN MÉXICO Y AMERICALATINALidia Girolalgirola@yahoo.comLa preocupación por la regulación de la vida colectiva, el pensamiento y la voluntad ha sido tema frecuenteen la reflexión occidental. La sociología desde sus orígenes como disciplina a fines del siglo XIX, se haocupado sistemáticamente de las normas, porque una pregunta crucial con respecto a la sociedad humana escómo los seres humanos pueden vivir juntos, a pesar de que los intereses, los deseos y las ambiciones, lashabilidades, las conductas y las visiones del mundo de las personas son a veces tan diferentes que puedenresultar incluso contradictorias o antagónicas. La existencia de un orden normativo se presenta como la únicavía que garantiza un mínimo de estabilidad y acuerdo, como el factor que hace posible la convivencia.
    • 86Pero, además, los sociólogos y otros cientistas sociales han descubierto diferentes e importantes dimensionescon respecto a la normatividad.Por una parte, existe acuerdo con respecto a que las normas son producto de la socialidad humana y sucontenido, forma y carácter pueden variar de una sociedad a otra.Son prescripciones de variado tipo que pretenden guiar la acción, estableciendo formas convencionalmentecorrectas o incorrectas de hacer las cosas.PENSAR-TEORIZAR DESDE EL SUR; UN TRASLAPE DE LOS APORTES DE WALTER MIGNOLOY BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS PARA LOS CONCEPTOS DE DEMOCRACIA YDESARROLLO, CON Y DESDE AMÉRICA LATINALuis Manuel Laragensocial2048@yahoo.com.mxHoy día se acusa el debilitamiento de conceptos otrora “exitosos” para el análisis de los procesos sociales.Evidenciando un desfase entre lo teorizado -y no renovado- respecto a contextos sociales que acusanprocesos emergentes, heterogéneos y complejos, como el caso de América Latina. Dicho “diagnóstico”responde a una diversidad de síntomas. Pero uno de ellos es, por un lado, el pecado moderno de olvidar queun proceso social -como así mismo se refiere- es movible, nunca estático; y por el otro, la bizarra penitenciaposmoderna de llevar al extremo la consigna de “todo vale,” no atendiendo el compromiso de re-configuración de un pensamiento analítico profundo y racional (que las problemáticas sociales demandan –yque por cierto- no conocen de modernidad o posmodernidad). Consideramos que esta es la paradoja queprovoca y sugiere un pensamiento crítico; que desde las particularidades y generalidades latinoamericanas,así como desde el quehacer intelectual desde el Sur, posibilitan un/otro puerto de partida (o mejor dicho, unpuerto de recuperación) de lo excluido históricamente y de critica a lo configurado desde un eurocentrismo.Siendo lo anterior, una empresa ardua, lo tomamos como pretexto para en este trabajo ensayar; a partir depropuestas conceptuales/referenciales como paradigma otro y pensamiento de frontera por parte de WalterMignolo; y de posmodernismo de oposición, sociología de las ausencias y sociología de las emergencias porparte de Boaventura de Sousa Santos, un acercamiento problematizador a dos conceptos de vital importanciapara el contexto latinoamericano, como lo son democracia y desarrollo. Justificamos el ejercicio ante lanecesidad de una teoría sociológica con recuperación de lo excluido históricamente y lo enunciado desdeámbitos de poder. Lo cual no puede eludir –académicamente- a ser parte de una lucha político-teórica, conbasamento epistemológico con y desde el Sur.IDENTIDAD EN OBJETOS Y PALABRASMaría Loreto Torres Coñuepanmloretoc122@hotmail.comEl presente trabajo pretender ser una síntesis teórica y reflexiva en torno a los principales aspectospresentados en la cátedra “Antropología de las Cosas que hacen Palabras” (2008). En este artículo seincorporan las principales visiones sociológicas, antropológicas, filosóficas e histórico-cognitivas discutidas,las cuales se articulan con la revisión bibliográfica de autores tales como; Eduardo Devés Valdés, EduardoCarrasco, Michael Focault, Clifford Geertz, Mary Douglas, Marcel Gauss y Martin Heidegger. Integrandoademás la percepción y aprendizaje personal y reflexivo en torno a ideas esenciales del: ser, identidad social,la representación de los objetos y las cosas, memoria, historia y temporalidad, para finalmente reflexionaracerca del concepto de discurso como medio de expresión y reproducción histórica.La construcción de mundo social y del “yo individual” se realizan en una dinámica sistémico-funcional quefavorece la construcción de identidad, identidad que se proyecta en el entorno inmediato, a través la
    • 87vinculación de lo colectivo con lo individual, vinculación que se hace acción en el mundo tangible omundo de las cosas. Esta diversidad de objetos reales existentes en los medios culturales y sociales estándeterminados por factores físicos, geográficos, culturales, biológicos, e intelectuales.Los cuales son asimilados, comprendidos, interpretados, representados y expresados en un proceso creador yconfigurador tanto a nivel cognitivo como espiritual, expresión que se genera en la condición deexistencialidad y la capacidad de trascendencia por sobre los acontecimientos inmediatos, con laconsecuente elaboración de significados a través del lenguaje. Se elaboran entonces un sistema derepresentaciones en torno objetos y cosas como elementos significativos y de existencia, las cuales en eladvenir del ser humano construyen una memoria histórico-cultural de los pueblos, producción que seexpresa como discurso.NORMALIDAD FILOSÓFICA: INSTITUCIONALIZACIÓN Y PROFESIONALIZACIÓN DE LAFILOSOFÍA LATINOAMERICANAMatías Silva Rojasmatiazsilva@gmail.comEn el presente texto quisiera mostrar cómo en el concepto de “normalidad filosófica” se hace necesario paraFrancisco Romero, quien propusiera este concepto, una creciente institucionalización y profesionalización dela filosofía latinoamericana. Mostraré en primer lugar cómo en el concepto de “normalidad filosófica” existeun criterio para decidir sobre lo que sería y lo que no sería una “correcta” filosofía, es decir, la asunción deun modelo de filosofía “normal”. En segundo lugar me referiré a cómo, en la descripción de lascaracterísticas de la “normalidad filosófica”, Romero está desplazando el criterio para decidir sobre lo que esfilosofía y lo que no, hacia las prácticas de la filosofía, remeciendo la primacía de un criterio teórico paradecidir qué es filosofía. Lo que interesa a Romero en definitiva es la forma de producción de la filosofía. Alfinal me detendré en mostrar cómo en la idea de “normalidad” se va haciendo cada vez más necesaria paraRomero una profesionalización e institucionalización, tanto de los estudios como del quehacer filosóficomismo, o como el dirá, una creciente “coordinación” de la “vida filosófica” en nuestros países. Una ideacentral aquí será la necesidad implícita de lo que puede llamarse la “academia”, que tendrá la función de serel núcleo de dicha coordinación.PENSAMIENTO CRÍTICO LATINOAMERICANORicardo Salas Astrainrsalas@uct.clAunque muchos conceptos aludidos en el pensamiento latinoamericano pueden contener rasgos propios delpensar “crítico”, todos ellos son problemáticos, si se entiende precisamente que ello es parte de la propiaconstitución de un pensar cuestionador de la realidad socio-cultural e histórico. No se trata así de considerarlos significados que mentemos efectivamente por cada una de estas categorías, sino que se requiereresponder por su funcionalidad política y axiológica en medio de los mundos de vida que son mundoshistóricos, cargados de tensiones sociales, económicas y políticas; ello permite responder acerca de laexistencia compleja y variada del pensamiento crítico latinoamericano actual. La cuestión central de laponencia es avanzar en la crítica de categorías pertinentes para los contextos latinoamericanos de vida, peroque no es exclusiva de la sola filosofía, y se podría ampliarse al conjunto del pensamiento latinoamericano,lo que incluye a todas las ciencias sociales y humanas, que de un modo u otro, han intentado reflexionarcríticamente acerca del paradigma de la modernización, de la modernidad y de la identidad cultural, pormencionar tres temas relevantes de estos últimos años. En este sentido, el presupuesto de la crítica de lascategorías de la filosofía latinoamericana, es que se debe responder a las relaciones profundas que tienen las
    • 88categorías del pensar filosófico con las categorías de las ciencias sociales, en especial, las formuladas por lasociología, la economía, la teoría política, la teoría del discurso y actualmente la teoría de la comunicación.UMA ANÁLISE CRÍTICA DA NOÇÃO DE PERIFERIA A PARTIR DAS CONTRIBUIÇÕES DE JOSÉDE SOUZA MARTINS E HENRI LEFEBVREWilliam Héctor Gómez Sotowilliam.hector@gmail.comO trabalho proposto pretende discutir o papel metodológico que cumprem os conceitos de subúrbio eperiferia na perspectiva teórica de José de Souza Martins, um dos mais importantes sociólogos brasileiros. Aanálise desses dois conceitos permite construir um novo olhar da espacialidade e, sobretudo um novo modode pensar a cidade. Influenciado por Henri Lefebvre, um dos mais destacados sociólogos urbanos. Martinsparte do que está na margem, do que aparece despercebido, oculto, é o caso do subúrbio, esquecido esubstituído pela noção de periferia.A noção de subúrbio contém uma nova concepção de espaço, uma nova sociabilidade, onde ocorre a rupturae a transição para a modernidade da cidade. O subúrbio representa o ser dividido entre o urbano e opropriamente rural. Um conceito que não teve até hoje relevância no mundo acadêmico e pelo contrário, foisubstituído pela noção de periferia que é seu contrário. Na periferia se concretiza a subordinação da cidade eda urbanização à renda da terra. Como disse Martins “a periferia é a negação das promessastransformadoras, emancipadoras, civilizadoras e até revolucionárias do urbano, do modo de vida urbano e daurbanização”.
    • 89 MESA 10 CREDITO AGRICOLA- COOPERATIVISMO Y ECONOMIA SOCIAL EN AMERICA LATINA SIGLOS XIX y XXCelia Gladys López celialopez50@yahoo.com.arFORMAS ALTERNATIVAS DE ECONOMIA SOLIDÁRIA: ALGUNAS EVIDENCIAS DE LASRESTRICCIONES IMPUESTAS POR LA CONCURRENCIA DEL MERCADOCarlos Nelson dos Reis, Aline Fátima do Nascimentocnelson@pucrs.br, alinenascimento4@gmail.com.brO contexto das relações societárias nos níveis mundial, nacional e regional vem, nos últimos anos,caracterizando um vigoroso conjunto de transformações que se efetivam tanto nos meios políticos quanto noseconômicos, perpassando todos os segmentos sociais. Um dos principais problemas, muitas vezes originadoe em algumas outras fortalecido por essas mudanças, é o desemprego de longo prazo que recrudesce emescala global, pois a substituição do processo de gestão do trabalho de cunho taylorista-fordista pelo flexívelestá fazendo com que grandes contingentes de trabalhadores, por falta de qualificação ou oportunidade,fiquem à margem do mercado de trabalho. É nessa perspectiva que diferentes formas de organizaçãoeconômica retornam ao debate tanto no meio acadêmico como na sociedade em geral. O presente texto tem opropósito de, primeiro, sistematizar as diferentes formas de organização econômica e suas definições,observando as implicações e as composições em seus desdobramentos ao longo do tempo, e, depois, o deanalisar a trajetória dessas alternativas gestadas no âmbito do sistema capitalista de produção e,principalmente, o de destacar algumas evidências das diferentes restrições impostas pela concorrência nalógica da realização no mercado.El COOPERATIVISMO ENTRERRIANO EN LA ENCRUCIJADA: LAS DECISIVAS DECADAS DEL’60 y ’70 EN LA MEMORIA INSTITUCIONAL Y LA PRAXIS COOPERATIVA.Celia Gladys Lópezcelialopez50@yahoo.com.ar“La especificidad de las cooperativas no está en discusión, tampoco la necesidad de constituirlas e impulsarsus impactos socioeconómicos, por ello su estudio por las universidades y otros entes formativos que tienenla responsabilidad social de contribuir a enfrentar la crisis, tiene plena vigencia. Las cooperativas son víasidóneas para que personas, grupos o comunidades enfrenten problemas comunes a través del esfuerzocolectivo….”Es en este marco de análisis y estudio profundo del tema cooperativo por parte de los representantes dediversas universidades argentinas, hecho que recién comenzó a gestarse en septiembre 2005 en el ámbito decongresos y jornadas importantes, que ponemos a consideración uno más de nuestros estudios relativos alaccionar cooperativo de una provincia toda, Entre Ríos, caracterizada por especialistas y gobernantes comoPROVINCIA COOPERATIVA POR EXCELENCIA. En esta ocasión, nos detendremos, como el título de laponencia lo dice, en los aspectos singulares que llevaron a la declinación parcial de la praxis y a cambios nodeseados en lo atinente a la doctrina.
    • 90Promediando la década del 50, las entidades cooperativas entrerrianas, firmemente lideradas por doscooperativas de segundo grado: Federación Entrerriana de Cooperativas y Fraternidad Agraria,comenzarán a mostrar hacia fuera los cambios que lentamente fueran socavando las estructurasdoctrinarias y desgastando las estrategias que tan exitosamente desarrollaran durante más de cuatrodécadas. La desaparición de varios dirigentes de primera línea, cuya prolongada orientacióncontribuyó a ese éxito, será uno de los factores de mayor incidencia en esta etapa, demostrativo deque, como lo aseverara un conocido estudioso de estos temas, la agremiación estaba aún en pañalesen el movimiento cooperativo. (B.Menajem/1945). La fortaleza institucional y la vasta experienciaaquilatada conseguirán prolongar por más de veinte años un desenlace que terminará con el cierrede varias cooperativas, la subsistencia de otras y la permanencia en plenitud de unas pocas,herederas de aquel rico legado europeo afianzado en campos entrerrianos y proyectado con vigor alplano nacional. Para la concreción de este trabajo se han consultado las memorias institucionales,los libros borradores de actas, la documentación emanada del gobierno provincial para este aspecto,las numerosas publicaciones periodísticas del sector, así como los libros recordatorios deaniversarios importantes, sumados a los no menos interesantes testimonios de la dirigencia y masasocietaria de las entidades.LOS NUEVOS DESAFIOS DEL COOPERATIVISMO AGRARIO: UN ESTUDIO DE CASOSEN LA PAMPAEdith E. Alvarellos, Silvia O. Canterajuanlell@cpenet.com.ar, silviacantera@yahoo.com.arEn la segunda mitad del siglo XX, las cooperativas agrarias fueron creciendo en complejidad yprotagonismo; enmarcadas en los postulados doctrinarios originarios, para atender las demandas de lacomunidad en la que habían surgido.Sin embargo, hacia finales del siglo sobrevinieron cambios significativos en la dinámica económicainternacional, que exigieron el replanteo de algunos de aquellos supuestos históricos y de prácticasinstrumentadas, para superar las dificultades que el nuevo escenario les planteaba, y que las colocaba enriesgo de desaparición.En ese contexto, las entidades buscaron adecuarse a los desafíos de las nuevas reglas de juego, a partir deestrategias que –más allá de la diversidad- se enmarcaran en un intento de reforzar los lazos de unión entrelos distintos actores. Esta concurrencia permitiría, a su vez, delinear proyectos sustentables de promoción dela economía social, para ampliar su ámbito de acción y confluir en una intercooperación regional.Este trabajo es parte de un proyecto de investigación que analiza el nuevo cometido cooperativo, a partir delestudio de diferentes entidades solidarias de la provincia de La Pampa (Argentina), ubicadas en la zona deproducción agroganadera, por excelencia. Se trata de instituciones, cuya existencia data de varias décadasatrás, cuando imperaba un arraigado espíritu solidario en la sociedad pampeana, como instrumento dedesarrollo económico local.En esta oportunidad se ha abordado el estudio de la “Sociedad Cooperativa Agrícola Limitada” de lalocalidad de General San Martín. Las fuentes utilizadas fueron –fundamentalmente- las Memorias yBalances de la Cooperativa y los expedientes de la Subsecretaría de Cooperativas del Gobierno de laProvincia, en los que se encuentran las actas de las Asambleas Ordinarias y Extraordinarias de la Entidad,como así también los informes anuales de Auditoría.
    • 91EL COOPERATIVISMO AGRARIO EN ECUADOR- PRINCIPALES ASPECTOS DE SUDESARROLLO EN EL SIGLO XXGiuseppina Sara Da Rossdaros53@yahoo.esEl trabajo que se presenta tiene por objetivo caracterizar, desde una visión socio-económica, el fenómeno delcooperativismo agrario en Ecuador, poniendo en evidencia los factores que determinaron su surgimiento ylos momentos cruciales de su desarrollo durante el siglo XX; además, pretende determinar los diferentespromotores, el componente social de sus integrantes, las finalidades perseguidas y, por último, establecer lasespecificidades del movimiento cooperativo en las diferentes etapas de la historia económica ecuatoriana. Alanalizar esos aspectos, se pondrá particular énfasis en la problemática de la canalización de recursosfinancieros hacia el sector como eje articulador del devenir histórico del cooperativismo agrario en Ecuador.Se podrá comprender mejor ese fenómeno si se toma en consideración los diferentes modelos de desarrolloadoptados en Ecuador a lo largo del siglo XX y que reflejan las modalidades de acumulación y las relacionessociales y políticas dominantes. Desde esa perspectiva, el cooperativismo debería ser interpretado como unproceso socio-económico en permanente transformación y no simplemente como una serie deacontecimientos; en efecto, los vaivenes del movimiento cooperativo ecuatoriano están relacionados con losciclos del capitalismo mundial. La interrelación entre los vínculos comerciales y financieros y las formascapitalistas y comunitarias de producción son algunos aspectos que deberían ser estudiados con profundidad;en este trabajo sólo se esbozan algunos elementos históricos en la búsqueda de un hilo conductor que podríaservir de base, a su vez, para abordar un análisis comparativo de la realidad latinoamericana.EDUCACION NO FORMAL EN UN AMBITO RURAL. LA PRAXIS COOPERATIVA EN LOSPRIMEROS TIEMPOS: ENTRE RIOS – ARGENTINA- 1900-1930-Javier Patrício Borchejavepo@yahoo.com.arLa tarea concientizadora realizada por los líderes europeos en los primeros tiempos cooperativos abarcodiversas facetas, todas ellas de gran singularidad, dado el medio y los destinatarios. Impulsados por elvigoroso afán de conseguir adeptos y solidarizar lãs prácticas agrarias, la dirigencia cooperativa, aún enformación, adapto su discurso, su modelo ejecutivo y sobre todo su vida cotidiana a demostrar com elejemplo diario em qué consistia la vida cooperativa, el âmbito institucional y cuáles eran los derechos yobligaciones de los asociados y sus famílias, ya que ni siquiera los niños fueron olvidados, muy por elcontrario, la mayoría de lãs acciones emprendidas los tenia como directos destinatários. Para la concresión deeste trabajo hemos consultado lãs memórias institucionales de las tres primeras cooperativas agrariasentrerrianas, los libros borradores de actas, lãs revistas y boletines cooperativos locales y regionales y elARCHIVO GENERAL DE ENTRE RIOS, que guarda la copiosa documentación oficial de la Dirección deCooperativas creada a efectos de promocionar el cooperativismo em la província.PERSPECTIVAS DE GESTION DEL MICROCREDITO. UN DEBATE PARA PROFUNDIZAR LOSALCANCES DE LA ECONOMIA SOCIALMarcelo Romeromarceloromero70@hotmail.com
    • 92Durante las últimas décadas las políticas de microfinanzas fueron ganando espacio en el sector informal conel otorgamiento de pequeños préstamos que permitieron que un gran número de microempresas puedancapitalizarse y, en menor medida, adquirir algún grado de formalidad o de inserción en cadenas productivas.El fin humanitario perseguido por numerosas instituciones de microcrédito de carácter privado, fue la basesobre la cual se estructuraron sus servicios crediticios para cubrir las demandas del numeroso sectormicroempresario con fondos provenientes del sector estatal o privado con una aplicación de tasa y costosfinancieros regulados por las mismas instituciones.El nuevo milenio nos presenta un contexto de fusión entre algunas de las anteriores instituciones (otras no) yel estado como corresponsables de la aplicación de políticas de microfinanzas. Con la sanción de la Ley Nº26117 de Promoción del Microcrédito para el Desarrollo de la Economía Social, el estado intervienedirectamente en el otorgamiento financiero de microcrédito, a través de las instituciones con una tasasubvencionada del 6%.Esto genera un debate con importantes posturas ideológicas acerca de quien debe administrar o conducir losfondos y las políticas específicas para microcrédito: si las instituciones que solo ven ésta operatoria con finesfinancieros o bien, un estado que aún no rompe sus relaciones de clientelismo político, el cual, si demicrofinanzas se habla resulta un enemigo implacable.LA POLITICA DE CREDITO RURAL Y EL CAMPESINADO EN MEXICO (1986-1993)María del Carmen Cebada Contrerascebada@quijote.ugto.mxEl objetivo de este trabajo es presentar los resultados de una investigación que tuvo como objetivocomprender cómo se modifica el tipo de relación que se establece entre los campesinos y el Estado, a raíz delos cambios que a partir de 1982 se dieron en la agricultura y en la forma de intervención del Estadomexicano. Enfoco la atención en el periodo comprendido entre los años de 1986 y 1993, durante el cual sedieron cambios drásticos y se presentaron procesos económicos y políticos que influyeron de manera másprofunda en las políticas y acciones estatales dirigidas hacia el sector rural y en el que, también, se vivieronsituaciones críticas que afectaron la situación social, económica y política del campesinado. Preguntándomesi estos cambios que se han venido dando, han alterado la relación corporativista Estado-campesinado, quehabía caracterizado al régimen político mexicano desde la década de 1930, cuando la representación de losintereses de los sectores campesino, obrero y popular fueron incorporados como organizaciones sectoriales -no de clase- al partido oficial.Para percibir cómo se ha trastocado esta relación he considerado la política de crédito rural como el eje rectorde mi estudio, porque pienso que, además de que ha sido uno de los principales medios a través del cual loscampesinos habían venido accediendo a los recursos productivos, necesarios para llevar a cabo su proceso deproducción, también es hacer referencia a un instrumento económico que se implantó en el agro y que, en lapráctica, se había convertido en un mecanismo de mediación y control social y político del Estado sobre loscampesinos, al ser utilizado como un instrumento, o de apoyo económico o de cooptación o de represión, enciertos grupos campesinos.Hasta principios de los años ochenta, el Estado mexicano había intervenido fuertemente en la agricultura, laspolíticas aplicadas a este sector estaban vinculadas directamente con los programas de fomento productivo yde modernización económica en el campo: tecnología, riego, mecanización, crédito, asistencia técnica. Entreellas, la de financiamiento rural jugaba un papel importante a través de la cual se buscaba incorporar a loscampesinos a los procesos de transformación de la agricultura.Se dieron varios cambios derivados por los procesos económicos tanto en el ámbito nacional comointernacional y que se manifestaron en las modificaciones de política económica dirigida al sectoragropecuario, entre las que se encuentran los cambios que se introdujeron, en 1989, en la política financieray de crédito hacia el agro, que afectaron negativamente al sector campesino, por lo que este sector fueperdiendo fuerza política, representatividad y presencia en las decisiones de política pública.
    • 93Se presta atención a las prácticas institucionales y el contexto económico (y político) que acompañó a lasmodificaciones de la política de crédito, y en la manera como los grupos campesinos gestionaban ygeneraban alianzas que los llevarían o no a desarrollar cierta relación de fuerza y presencia local y regional;de cómo fueron logrando o no una mayor capacidad de negociación.RED DE COOPERATIVAS DE AHORRO Y CRÉDITO PARA EL SECTORMICROMPRESARIALPedro Antonio Narvarte Arreguipnar var t@usach.clEn Chile, el sector cooperativo de ahorro y crédito ha logrado una alta consolidación empresarial. Sucrecimiento promedio es de 20% anual durante la última década, con un 1,17% de las colocaciones totalesdel sistema financiero para el año 2006. Actualmente existen 69 organizaciones, con cerca de 700.000asociados que representan el 65% del total de cooperativistas nacionales.Este trabajo muestra la sistematización de un estudio que a lo largo de dos años se realizó con cincocooperativas de ahorro y crédito. Su propósito fue viabilizar la iniciativa de dichas entidades que, con unrespaldo inicial del Estado, decidieron aunar esfuerzos para enfrentar con efectividad las crecientesdemandas del segmento microempresarial, conformando una Red de colaboración mutua.El trabajo consta de dos etapas. En la primera se reseña el estudio de factibilidad, entregando los resultadosdel diagnóstico participativo en cada institución. Luego se da cuenta de un análisis de fortalezas,oportunidades, debilidades y amenazas, que permitió establecer los lineamientos estratégicos básicos ydiseñar la estructura de la Red, dando sustentabilidad a los procesos de colaboración, en conformidad con elmarco estratégico establecido.La metodología aplicada en el modelamiento de la Red se sitúa en la teoría de sistemas, apoyándose en unmodelo organizacional que gatilla procesos de aprendizaje donde el cambio actúa como estrategia dedesarrollo.Este diseño ha sido validado por las cooperativas participantes, encontrándose en espera de co-financiamiento, desde agencias de desarrollo públicas o privadas, para su implementación.ECONOMIA SOLIDARIA EN BRASIL. TEORIA Y PRAXISTereza Cristina Pamponet Ribeiro Dantas ..tinapamponet@hotmail.comO objetivo do texto consiste em apresentar reflexões de caráter teórico e prático acerca da economiasolidária, a partir da sua origem e contexto, na Europa e na América Latina, tendo como foco central atrajetória da economia solidária no Brasil. Busca-se retratar a relação das dinâmicas estabelecidas pelasiniciativas produtivas populares e solidárias no Brasil com as dimensões da sustentabilidade. Sua abordagemé extremamente ampla, se forem considerados os tipos de organizações envolvidas no processo e ahibridização da sua dinâmica de gestão. Além disso, a temática da economia solidária é inovadora e está emprocesso de construção, enquanto realidade, teoria e projeto. Ressalta-se o crescente desenvolvimento dessaspráticas exercidas pelo grande número de pessoas excluídas do mercado formal de trabalho. A base teóricadesse estudo origina-se do conceito de economia plural de Karl Polanyi que propõe uma visão ampliada daeconomia, em que recupera princípios econômicos e formas de regulação praticadas em períodos históricosdistintos e caracteriza quatro princípios econômicos relacionados aos princípios da ação humana –domesticidade, reciprocidade, redistribuição, economia mercantil. Como desdobramento do trabalho de
    • 94Polanyi, o texto abordará como princípios do fenômeno do comportamento econômico as relaçõeseconômicas não monetária, não mercantil e a mercantil, apresentadas por França Filho e Laville.
    • 95 MESA 11 PARADIGMAS CULTURALES, ENSEÑANZA E INTERPRETACIÓN DEL ARTE Y DE LA LITERATURAClaudio Maiz, Bernardo Subercaseaux, José de la FuenteLA LITERATURA MIRADA DESDE LA CIENCIA HISTÓRICA: EL CASO DE LA NOVELA MARTÍNRIVAS DE A. B. GANAÁlvaro Vivancoalvaro.Vivanco@gmail.comEl propósito es analizar una obra literaria –Martín Rivas de Alberto Blest Gana- desde la historiografía. Lanovela mencionada se vincula con una etapa importante de la historia de Chile del siglo XIX, mitad decamino entre la sociedad poscolonial y la república burguesa que comienza a imponerse a manos de laderrota ideológica y luego política de la oligarquía terrateniente, representada en la vida de un joven formadoen el iluminismo letrado. La novela contiene una aparente e ingenua historia de amor que se convierte enconflicto social y político, lugar común de controversia ideológica en la cultura oficial chilena.O CAPITALISMO E SEUS IMPACTOS NOS GRUPOS CULTURAISAna Maria de Paris Passamai y Marcela Ferreira MarinhoLos aspectos económicos permean el universo capitalista actual, sea en bienes o servicios. Dentro de esteuniverso, surge tímidamente la cuestión cultural, su importancia para las comunidades y su relación directacon las actividades económicas. De acuerdo a cómo ven los artistas la esfera económica, es el modo devincularse con el mercado. Aquí se analiza el vínculo que existe entre la actividad económica y la cultural.PODER POLÍTICO, SABER ACADÉMICOBernardo Subercaseauxbesuberc@uchile.clEn agosto de 1987, se realizó en Santiago de Chile, convocado por la dictadura de Pinochet en la entoncesintervenida Universidad de Chile, un seminario con el título “Latinoamérica frente al terrorismo”.En laocasión, participaron el General peruano Luis Cisneros, el ministro Francisco Morales Bermudes, el chilenoMinistro de Justicia Hugo Rosende, el periodista Tomás Mac Hale y el cientista político Andrés Benavente.En esta ponencia se reseñan las ideas fundamentales y las concepciones sobre el terrorismo y extremismo, yse discuten las diferencias y los puntos de vista en el ideario de los participantes ¿De qué estamos hablandoen América Latina cuando nos referimos a extremismo y terrorismo en el siglo XX? ¿Son acaso las ideasoperantes entonces las mismas que manejamos o que debiéramos manejar en el siglo XXI? ¿Es el terrorismoun fenómeno histórico, cambiante y hasta camaleónico? ¿Cuándo es y cuándo no es legítimo el discursosobre el extremismo?
    • 96HEROÍSMO, IDENTIDAD, NACIÓN: MONTAJES Y DESMONTAJES EN LA NOVELA HISTÓRICACONTEMPORÁNEAClaudio Maizcmaiz@logos.uncu.edu.arEn este trabajo se pone en funcionamiento las nociones de heroísmo, identidad y nación -en tanto unprofundo descontento con el presente- que ha experimentado la novela histórica contemporánea. Se buscaevidenciar el carácter estructurante que estas concepciones alcanzaron en un determinado lote de novelasrealistas hasta mediados del siglo XX. La propiedad edificante con la cual fue concebida dicha novelística,despertó toda la fuerza inconoclasta y/o desconstructiva de la nueva novela histórica, a través de variantesperiódicas, irónicas y humorísticas.USO DE MULTIMEDIAL EN LA ENSEÑANZA DE LA LITERATURACristina Gelves y Andrea Campañacristina.gelves@usach.clEl propósito es incursionar el uso de la multimedia en la enseñanza de la literatura; de modo especial, en lacontribución del cine para ingresar a la comprensión de la literatura ¿El uso de la multimedia y del cinedebilita al lenguaje literario? ¿Distancia a estudiantes y profesores e impersonaliza el vínculo maestro-discípulo? Se ha seleccionado Un tranvía llamado deseo como ejemplo de lo que llamamos “adaptaciónfidedigna”. Esta creación de Elia Kazan recaptura la obra literaria y se transforma en una cuidadosatraducción de su original que respeta la factura de los personajes, la trama y los sucesos más importantes.Los temas cuestionables son la sexualidad exacerbada, la incapacidad para enfrentar la realidad y el desordenmental del protagonista Blanche.ELABORACIÓN DE ANTOLOGÍAS POÉTICAS: NUEVOS SENDEROS PARA ABORDAR LAPALABRA POÉTICA EN LA CÁTEDRA LITERARIACruz M. Braca y Maritza Torres C.La carencia de una conciencia poética de los adolescentes afecta a la cátedra de literatura. Para los docenteses un desafío cambiar las representaciones sociales que tienen los estudiantes acerca del discurso lírico. Paracambiar esta situación se realizó un estudio bajo la metodología de Investigación Participante, cuyo objetivoes promover la escritura y lectura de poesía. Para la recolección de datos, se empleó la entrevistasemiestructurada y los testimonios focalizados. El resultado del estudió demostró que los estudiantes sehicieran conscientes de la función socio-estética de la literatura y redescubrieran sus valores desde una visiónendógena, dialógica y creativa.PRÁCTICAS CULTURAIS E A LEI 10.639/03: QUEBRA DE PARADIGMAS PARA FALARNOS DOSORIXÁSEliana Alameida de Souzanegrasim2004@yahoo.com.brLa ley 10.639/03 sobre políticas publicas en Brasil propone acciones afirmativas, disciplinas y cambioscurriculares en la educación escolar y genera dificultades en el proceso de implementación y en la formación
    • 97de profesores. No está incorporada, por ejemplo, la comunidad negra africana, la cual sigue discriminada ynegada sin reconocer sus importantes manifestaciones histórico-culturales. Urge revisar esta situación sobreel pueblo negro brasileño, uno de los pilares de la nacionalidad (identidad) del país, quien ha contribuido conlas Orixás, sincretismo religioso que le da una fuerza vital (fundamento) a la integración socio-religiosa.LA CULTURA EN EL MARCO DE UNA TEORÍA GENERAL DE LA ACCIÓN SOCIALGenaro Zalpa Ramírezgzalpa@correo.uaa.mxEl objetivo es proponer una teoría de la cultura en el marco de una teoría general de la acción social .Adoptola siguiente definición de cultura: “el significado social de la realidad” que, sin ser novedosa, encaja enconcepciones semióticas. La aportación consiste en situarla en el marco de una teoría de la acción social quebusca resolver el problema de relaciones entre las estructuras y las prácticas de significación por medio de unesquema conceptual que permita pensar de una forma no mecánica la determinación de las prácticas por lasestructuras, y también las estructuras como resultado no voluntarista de las practicas. Esta propuesta es un“bricolage”, sus elementos se toman de otras teorías y se organizan en una nueva totalidad que da comoresultado una teoría de la acción social.. La perspectiva general se plantea a partir de los aportes del pensadormexicano Carlos Pereyra; los elementos de la teoría se toman principalmente de Pierre Bourdieu y la teoríade juegos.LO PARADÓJICA LEVEDAD DE LA TEORÍA LITERARIAHerminio Muñoz Villavicencioherminio25446@yahoo.com.mxAnte los especialista de este mundo, el hombre compón tiene los ojos vendados ¿Qué entendemos porrealidad? Solemos tomar la parte por el todo, y a pesar de lo que ampliamente se supone, en ciertos ámbitosacadémicos se llega a diferentes y hasta contrastantes explicaciones sobre lo que se estudia. En los estudiosliterarios se suele tomar la parte por el todo cuando las teorías entran en boga y en el trabajo se aula se les vecomo la explicación de la literatura. Esta práctica tiende a magnificar las visiones teóricas. Toda teoría tienealcances limitados, no sólo porque abarca parte del objeto, sino también porque se desarrolla endeterminadas coordenadas espacio-temporales. La imaginación se rebela ante la exaltación de las teorías.LA EDUCACIÓN ARTÍSTICA EN MÉXICO: UN ANÁLISIS DE LAS PRINCIPALES POLÍTICASEDUCATIVAS Y CULTURALES EN EL SIGLO XXIvonne Lujano Vilchesilujano@cmq.edu.mxLa educación artística en México ha carecido de estudios y fundamentos dentro del proyecto educativonacional-escolar, media y superior. En este trabajo se anlizan las principales acciones del estado (políticaspúblicas en educación y cultura) durante mel siglo XX para el impulso de la educación artística en un intentopor abrir el diálogo en torno a este tipo de educación.LA ENSEÑANZA DE LA LITERATURA COMO EXPERIENCIA DIALÓGICA: UNA PROPUESTA
    • 98Jorge Ruedajorge.rueda@usach.clMediante el reconocimiento de la forma cómo opera el discurso literario, la enseñanza de la literatura comoexperiencia dialógica que permite activar la dinámica lectora desde una base social. La propuestametodológica se inscribe en el marco de que la producción de significación, en cuanto eje de la experiencialectira, se vuelve significativa en la interacción sociocultural evocada en y por el texto.EL DISCURSO CRÍTICO-POÉTICO EN LA OBRA DE AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNAJosé de la Fuentejdelafuente@ucsh.clDialogando con la obra del poeta Affonso Romano de Sant’Anna, riojaneirense, vinculado a las expresionesartísticas y literarias que conforman una nueva expresión a partir del Modernismo, se concibe la ejecuciónde un “proyecto poético pensante” arraigado en los mejores logros de la antropofagia, la influencia de CarlosDrummond de Andrade, la música popular y la diversidad de motivos que se cruzan en la percepción que setiene de Brasil en el siglo XX. Vestigios es un libro de síntesis teórico-crítica que da señales de madurez porcambiar las condiciones existenciales del mundo de hoy y de un país-continente en la convergencia de sustres culturas. Sin duda que la nueva mirada poética abre un debate epistemológico sobre la función de lapoesía en el campo de las ideas y proyecta la literatura brasileña más allá de sus fronteras.UN EMIGRANTE ESCRITOR. PARIS Y LA LITERATURA LATINOAMERICANA, UNA LECTURADE LA NOVELA “EL SÍNDROME DE ULISES” DE SANTIAGO GAMBOAMaría Angélica Franken Osoriomafranke@uc.clEn la novela El síndrome de Ulises (2005) del escritor colombiano Santiago Gamboa, se asume el conflictodel emigrante latinoamericano en la ciudad de Paris (incluidos europeos del Este, musulmanes y africanos);sin excepción, todos ellos buscan una respuesta o solución a la crisis personal y vocacional que los afecta. Lanovela permite una serie de entradas: sociológicas, espirituales, imaginarias, afectivas, etc.LA LITERATURA CANARIA Y SU VALOR EN EL MUNDO HISPÁNICOMaría Mayra Rodrígueznrodriguez@dfe.ulpgc.esLa literatura mantiene de forma perenne los valores culturas de un pueblo.. Las canarias, antesala de laconquista de América, exporta simbólicamente las huellas del ideario colectivo del mundo insular hacia elcosmos americano. Las Endechas a Guillén Peraza, la Crónica de Viana –hipotexto de La Araucana- hastael testimonio actual de Luis Junco o de Luis León Barreto (año 2008) evidencian la forma peculiar que tieneel hombre isleño de ver el mundo con el cosmopolitismo, con la presencia del mar, con la creatividadestética, con el aislamiento. A través de fragmentos de textos isleños, se indaga en esos rasgos definitorios dela escritura canaria que contribuyeron a configurar parte del acervo cultural hispánico.
    • 99HISTÓRIA CULTURAL COMO ESPAÇO DE TRABALHAOMaria Teresa Toribio B. Lemosmolemos@uol.com.brConcibe el lugar propio de los autores por las condiciones de recepción escrita como un juego de removergeneraciones. Contextualiza un ambiente en el cual la Historia Cultural se hace presente como espacio detrabajo que facilita y dinamiza la continuidad de diálogos en la producción del conocimiento, apelando a lainterdisciplinariedad. La Historia Cultural es un discurso que sin perder los ejes de la historia, se abre aconvergencias y entrecruzamientos con otras áreas del saber. Desde el pensamiento complejo, los soportesempíricos de la Historia Cultural se ofrecen al investigador como repertorio de múltiples lugares derepresentación.LA FIESTA COMO MANIFESTACIÓN SOCIOCULTURAL. ANÁLISIS CRÍTICO DEL DISCURSO DELA OBRA DE GEORGES BALANDIERNatalia Soazo Ahumadansoazo@yahoo.comLa experiencia de vivir en sociedad supone entrar a un escenario que dramatiza el actuar de los sujetos en elcontexto de sus relaciones sociales. La fiesta puede considerarse en este sentido de escenificación social. Eneste trabajo se intenta mostrar una mirada crítica del discurso en torno a las manifestaciones festivas, tratadasen la obvra de Georges Balandier. Metodológicamente se toma el análisis crítico del discurso basado en laobra de Teun Van Dijk (“Ideología, un enfoque multidisciplinario”). Sed toman en consideración losmodelos mentales y sociales que inciden en la construcción del discurso festivo en los mecanismos delespectáculo como poder ideológico.EL MODERNISMO COMO PROCESO LITERARIORicardo Ferrada A.jferrada@ucsh.clLa amplia bibliografía existente sobre el modernismo, abre múltiples vías de estudio y de análisis, las cualesmanifiestan su condición de pluralidad en formas expresivas y simultaneísmo con que emerge en el espaciogeográfico de habla hispana. El estudio implica asumir una doble modalidad al establecer un diálogo entrehistoria literaria e historia cultural. Esta ponencia examina la forma canonizada de un movimiento que, en sudimensión dual, ofrece distintas lecturas en su recepción ¿discurso alterado o ajeno a América Latina?REPUBLICANISMO, DERECHOS DEL HOMBRE Y EL BICENTENARIO HACIA UN NUEVOCONCEPTO DE EQUIDADRogelio Álvarez Mirandaalvarezvicente2@hotmail.comLas tesis republicanas han sido desarrolladas buscando la solución frente a los abusos de poder y decorrupción en que habían caído las respectivas comunidades culturales y políticas (Julio César en Roma; losMédicis en Florencia; los Estuardo en Inglaterra y los Borbones en Francia). Estas experiencias demuestran
    • 100que se propugnaron regímenes que preservan, proyectan y salvaguardan la libertad y la justicia regulada porley. En la actualidad, el republicanismo está vigente en la defensa de los derechos económicos, políticos,interculturales, sociales, etc. Es una opción que se muestra atractiva una vez que han caído los socialismosreales y se está derrumbando el liberalismo que conocemos y vivimos en la actualidad neoliberal.EL LUGAR DE LA LITERATURA LATINOAMERICANA EN EL CONTEXTO DE LOS ESTUDIOSCULTURALESVerónica Vergara Silvavvergara@hma.clAquí se indaga sobre el lugar en que se ubica la literatura latinoamericana y el contextosociocultural que se caracteriza por la presencia de un culturalismo que desplaza, cuestiona y criticael valor estético y la función letrada de lo literario. Mabel Moraña, en su libro Crítica impura,analiza la situación cultural de la literatura, acompañada del bagaje teórico que surge desde los“cultural studies” norteamericanos
    • 101 MESA 12 MOVIMIENTOS ESTUDIANTILES EN AMÉRICA LATINA. SIGLO XX.Alberto del Castillo T. adelcastillo@institutomora.edu.mx Silvia González Marín, Fabio Moragafabiohis@yahoo.com.mx Antonio Torres M. antoniomontenegr@hotmail.comLA FOTOGRAFÍA Y EL MOVIMIENTO ESTUDIANTIL DE 1968 EN LA CIUDAD DE MÉXICOAlberto del Castillo Troncosoadelcastillo@institutomora.edu.mxLos estudios historiográficos sobre el movimiento estudiantil de 1968 en México han omitido el importantepapel desempeñado por las fotografías y sus respectivos usos editoriales en la construcción de un imaginariocolectivo en torno a estos sucesos. En esta ponencia se incorpora una propuesta de lectura de algunas de lasimágenes más representativas del 68 mexicano, las cuales se han reciclado en distintas publicaciones a lolargo de estas cuatro décadas y se han convertido en iconos de este capítulo clave de la historia políticacontemporánea de México.EL 68 EN MÉXICO Y FRANCIA: UN ESTUDIO COMPARATIVO A TRAVÉS DE LA IMAGEN.Alcira Soleralsodu@yahoo.com.mxEl trabajo consiste en un estudio comparativo de los acontecimientos estudiantiles sucedidos en 1968 enMéxico y Francia a través de imágenes. Se divide en cuatro partes:1. los estudiantes en sus diferentes manifestaciones. 2. la represión en sus diversas formas. 3. Los graffitis ysus expresiones. 4. La gráfica alternativa y la caricatura.La fotografía presenta una realidad similar de las acciones de las imágenes que se presentan en pares en estetrabajo. Evidencia maneras análogas del ejercicio del poder sobre los manifestantes y se resalta de formaespecial, la respuesta gestual y gráfica de los reprimidos. Se testimonian hechos sociales ocurridos en lascalles en estos dos países. Los mexicanos y los franceses se manifiestan en espacios abiertos, como lascalles y las plazas. La fotografía como documento histórico y estético permite reconocer elementos quediferencian aspectos de la vida cotidiana y la idiosincrasia de estas dos culturas. La representación gráficamarcada en los muros y pancartas resume la historia y la fuerza de un acontecimiento imperecedero. Lagráfica alternativa alusiva a personajes de la política y a militares afirman la similitud en la presencia de unEstado autoritario en el 68 en estos dos países.Este artículo pretende mostrar la parte gráfica acompañada de una interpretación en el contexto social ehistórico en el que tuvo lugar el movimiento estudiantil marcando de manera particular la similitudmanifiesta en las imágenes presentadas en los países de interés.DE LA DICTADURA MILITAR A LA DEMOCRACIA PACTADA DE LA CONCERTACIÓN Y LADERECHA. EL MODELO DE LA UNIVERSIDAD- EMPRESA EN CHILE (1973-2008)Ana Lópezanalopezdietz@gmail.com
    • 102El artículo analiza las profundas transformaciones que la dictadura militar chilena (1973-1989) impuso en laeducación superior; pasando de un primer periodo basado en la represión directa y masiva, con la destrucciónde las organizaciones del movimiento estudiantil, la persecución de estudiantes, profesores, funcionarios, y eldesmembramiento del proceso de reforma universitaria iniciado a mediados de los años sesenta, a unsegundo momento que implica cambios radicales en la estructura universitaria -junto a una represión másselectiva- que implicarán una profunda transformación en la educación superior, desarrollando el modelo quellamaremos de universidad- empresa.Llegaremos así al año 1981, donde se dictan las principales leyes que abren las puertas a la privatización dela universidad y al negocio de la educación privada, destruyendo la universidad pública y abriendo el caminoa la crisis en que ésta se encuentra en la actualidad. Este modelo instaura un modelo que ha sidoperfeccionado con las nuevas políticas y leyes que vienen implementando los partidos políticos de laConcertación y de la derecha (Alianza por Chile). Se analizará también en este artículo la situación actual dela universidad, y las luchas que viene desarrollando el movimiento estudiantil en Chile los últimos años.ESPACIOS ALTERADOS Y CONTESTATARIOS: SALONES INDEPENDIENTES (1968-1970)Ana María Torres Arroyotoarana@yahoo.com.mxEn esta ponencia me propongo realizar un análisis estético y político de los Salones Independientes queorganizaron los pintores mexicanos entre 1968 y 1970. Estos eventos se presentaron como espaciosalternativos en donde se cuestionaban los modelos tradicionales de representación; los lenguajesexperimentales, como el arte abstracto y las instalaciones se convirtieron en propuestas vanguardistas ycontestatarias.Aunque no expresaban sus ideas mediante lenguajes figurativos, los artistas visuales tuvieron una concienciacrítica frente al poder y al Estado represor, se opusieron a participar en eventos oficiales, realizaron un muralcolectivo en Ciudad Universitaria y como respuesta al cerco informativo elaboraron carteles y hojas volantesen linotipo que eran distribuidos en las brigadas del Consejo Nacional de Huelga (CNH), en suma realizaronun trabajo colectivo que formó parte de las transformaciones culturales de aquellos años. Desde estaperspectiva, la ponencia tiene como objetivo realizar una deconstrucción de dicha producción colectiva comoparte de una postura política que provocó cambios importantes no sólo en las relaciones entre arte ysociedad, si no también en las políticas culturales del Estado mexicano.RAÍZ HISTÓRICA DEL MOVIMIENTO ESTUDIANTIL DE 1968 EN MÉXICO.Cuauhtémoc Domínguez Navadominguezcuauh@hotmail.comLa ponencia sobre el movimiento estudiantil de 1968 en México, pretende concentrarse en tres tesisfundamentales de evento. Las cuales hemos desarrollado en diferentes trabajos de investigación.1-Una tesis fundamental del movimiento estudiantil de 1968, es que ocurrió de forma simultánea en todo elmundo, durante cuatro años, aproximadamente. Es decir, entre 1966 y 1969, los estudiantes se manifestaronabiertamente, algunas veces como detonadores de movimientos más amplios y otras como verdaderosvanguardistas del cambio que requería su sociedad.2-Una segunda tesis del movimiento estudiantil dentro de la perspectiva planetaria, es que fue una verdaderarevolución cultural. La revolución cultural cambió la estructura de la forma de adquirir la cultura en lasociedad contemporánea, es decir, en los medios masivos de comunicación, en la familia y en la escuela, lostres tienen un antes y un después con la revolución del 68.
    • 1033-Una tercera tesis central que permite comprender las dos anteriores y vincularlas al caso mexicano es laque sostiene que la raíz histórica del 68 se explica a partir de una nueva periodización. Tres periodos sonfundamentales para comprender la década histórica de los años sesenta. Primero, entre 1958 y 1964 se diouna movilización estudiantil producto de la influencia política y social del movimiento obrero y de larevolución cubana, entre otros. Segundo, entre 1964 y 1967 hay una nueva periodización, donde losestudiantes se concentran en las tareas y problemas de la Universidad y de la educación en general, productode ello la huelga del 66 en la UNAM. Y tercero, se reactiva la participación de los estudiantes hacia lopolítico y social durante los tres meses del 68.REVOLUCIÓN PINGÜINA EN EL SUR DE CHILE: EL FENÓMENOS EN REGIONESDiego Gerter, Catalina Ramosdgerter@gmail.comEl movimiento estudiantil que sacudió Chile en 2006 es, sin lugar a dudas, la movilización social másimportante que se haya registrado en este país desde la vuelta a la democracia, tanto por su extensiónterritorial como por la masiva participación. Sin embargo, pese a tratarse de un fenómeno que se manifestóen todo el país, aún no se ha estudiado desde el punto de vista de las regiones. El presente trabajo, analiza enprofundidad la “Revolución Pingüina” en el sur de Chile, a partir de las voces de sus protagonistas, develasus estrategias de organización a nivel regional apoyados en las TICS, su estrecha relación con la ciudadaníay su dispar interacción con medios de comunicación locales y cadenas nacionales.HACIA UN ANÁLISIS GLOBAL Y COMPARATIVO DE LOS MOVIMIENTOS ESTUDIANTILESLATINOAMERICANOS, ALGUNAS PERSPECTIVAS DE ESTUDIO, PERIODIFICACIONES EINTENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOSFabio Moraga Vallefmoraga@colmex.mx, fabiohis@yahoo.com.mxEste trabajo es el inicio de un intento interpretativo mayor que trata de comprender a los movimientosestudiantiles bajo los siguientes parámetros. Primero, un intento de interpretarlos más allá de los análisistradicionales, a menudo plagados de localismos y chauvinismos, que ponen como ejemplo las realidadespropias y las proyectan al análisis de las realidades los movimientos estudiantiles de otros países osociedades. Segundo, una interpretación más libre de ideologías y de análisis “esencialistas”, que ven a losjóvenes y a los estudiantes necesariamente como biológicamente impulsados al cambio y más aún al cambiorevolucionario. Tercero, y derivado de lo anterior: el desarrollo de nuevos conceptos, nuevasperiodificaciones y nuevas formas de abordar el estudio de los movimientos estudiantiles.MOVIMIENTO ESTUDIANTIL EN EL CHILE CONTEMPORÁNEO. UN ANÁLISIS DE LAREVOLUCIÓN DE LOS PINGÜINOSFernando de la Cuadrafmdelacuadra@gmail.comLa comunicación que será expuesta en el encuentro pretende realizar un examen analítico del movimientoestudiantil secundario en Chile, durante o el gobierno socialista de Michelle Bachelet (autodenominadogobierno de la ciudadanía) y su relación con los temas del conflicto social y la gobernabilidad. Para elloescogimos un caso emblemático de este vínculo que ha sido bautizado por la prensa como la “rebelión de lospingüinos”. Una hipótesis sustentada por el autor, considera que la lucha y las movilizaciones de los
    • 104estudiantes secundarios puede representar una interesante perspectiva para abordar la emergencia de unmovimiento contra-hegemónico, en el cual las formas de la sociedad civil organizada como aparatosprivados de hegemonía se asumen como constructoras de mayores espacios de debate y ampliacióndemocrática en el marco de un modelo socio-político que ha privilegiado el imperio de la gobernabilidad porsobre la participación ciudadana y las demandas de diversos sectores la sociedad chilena.UNA REFORMA QUE INTEGRA Y REVOLUCIONA.Francisco Javier Gárate V.fjgarate@uc.clMediante este trabajo, se pretende plantear la integración latinoamericana mediante las luchas estudiantiles,para lo cual tomaré el hito del “Grito de Córdoba”, este proceso de Reforma Universitaria que fue ejemplo deorganización y lucha de los estudiantes y sirvió como canal de comunicación constante en la creación de unaeducación acorde a las necesidades de Latinoamérica. Hoy estamos a portas de cumplir 90 años de estehecho, se puede afirmar que se alcanzaron la mayoría de las reivindicaciones planteadas. Sin embargo, otrashan sido mediatizadas y algunas han sido agotadas.Una importante gama de “cuestiones” a nivel educacional que habrían de incorporarse al ideariolatinoamericano, fueron las que instauradas y sostenidas con diferentes matices por el movimiento estudiantilen los comienzos del siglo XX, particularmente durante los Congresos Internacionales de EstudiantesAmericanos.El revisar de manera diacrónica este hecho y su influencia hace pensar que todavía tenemos tiempo paraimplementar el legado del “Grito de Córdoba”. Debemos ponernos desde ahora, manos a la obra, inspiradosen el ejemplo de los cordobeses del año 1918.ESTUDANTES E A BUSCA PELA LIBERDADE: A INFLUÊNCIA DO MOVIMENTO ESTUDANTILNO PROCESSO DE TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA BRASILEIRA (1975-1985)Gislene Edwiges de Lacerdagisleneel@yahoo.com.brO Brasil, assim como em outros países latinos americanos na segunda metade do século XX, vivia ummomento de intensa ação política pela democracia. Diversos foram os atores na luta pelo fim do Regime deDitadura Militar no país, dentre os quais podemos destacar o Movimento Estudantil que obteve uma grandeexpressividade destacando-se dentre os demais movimentos sociais desse período. O Movimento Estudantilbrasileiro atuou com mobilizações em todo o país, resistiu à repressão da Ditadura Militar vigente desde1964 e contribuiu destacadamente no processo de transição democrática. A cultura foi utilizada comoartefato político pelos estudantes. Teatros de rua tornaram-se comuns neste período, levando uma mensagempolítica aos cidadãos brasileiros. Nas universidades do país, eventos com apresentações musicais, peçasteatrais, exposições de fotografias, entre outros, eram utilizados pelo Movimento Estudantil no intuito deaglutinar os estudantes e chegar com uma mensagem política de liberdade a todos. Desta forma, o presentetrabalho, tem como objetivo analisar o Movimento Estudantil brasileiro no período de transição democrática,apresentando sua importância como agente combativo à Ditadura Militar. Analisaremos suas formas demobilização, apresentando as peculiaridades na utilização da cultura como artifício político, ligando políticae cultura e observando a influência desse movimento na área cultural brasileira. Atemo-nos ao período quevai da segunda metade da década de 1970, momento que o regime ditatorial brasileiro sinalizava umaabertura política, ao ano de 1985, data que marca o retorno à democracia no país. Além da bibliografia edocumentos escritos existentes, damos destaque à utilização da metodologia da História Oral, utilizando daanalise de entrevistas com ex-militantes, na busca de preencher as lacunas quanto às fontes históricas.
    • 105CODIFICACIÓN Y DECODIFICACIÓN: LA IRRUPCIÓN PINGÜINA Y LA DISPUTA DE LOSMEDIOSIván Pincheira Torresivanpincheira@gmail.comLos acontecimientos por sí mismos no pueden significar: hay que interpretarlos, hacerlos inteligibles. Es eneste lugar donde se inscribe el papel desempeñado por los medios de comunicación, quienes participan deestos mecanismos de traducción de los acontecimientos a una forma simbólica. Se trata del procesodenominado “codificación”, el cual está referido al tratamiento efectuado sobre los acontecimientos a fin dehacerlos inteligibles, lo cual apunta a obtener el consentimiento del público, y, por tanto, estructuran lamanera en que el receptor de esos signos “decodificará” el mensaje. Pero los públicos, cuyasdecodificaciones reflejan sus propias condiciones sociales y materiales, no decodificarán necesariamente losacontecimientos dentro de las mismas estructuras ideológicas en que han sido codificados.Será, pues, a partir de las nociones de codificación y decodificación que se trazan los objetivos de nuestrotrabajo. Describir la producción mass-mediática como un campo de dominación, resignificación y disputa.Dominación en tanto se reconoce al capitalismo, sobre todo visto en su especificidad latinoamericana, comoel escenario donde se desenvuelven relaciones sociales de poder y control, siendo los medios decomunicación quienes juegan un rol fundamental en su reproducción. En segundo lugar, espacio deresignificación desde el momento en que se constata la no existencia de una relación unilineal, que va desdela producción del mensaje a un consumo pasivo por parte de los públicos. La recepción es una experienciasiempre situada, expresión de sus propias condiciones sociales y materiales. Por último, y aquí nuestrahipótesis central, los medios de comunicación son campos en disputa en tanto no es sólo en la resignificaciónde los códigos mass-mediáticos donde participan los públicos, sino que se constituyen en figuras centrales dela oferta programática.A pesar que los medios de comunicación generan su propia operatoria de resignificación, de apropiación, delmismo modo podemos constatar cómo las irrupciones de “otros” sujetos generan un espacio de tensiónconstante, redireccionando la trayectoria de los medios. Será en estas claves que leeremos la interrupciónque ha significado el movimiento estudiantil de los “pinguinos”. De este modo, nuestro recorrido se iniciaen aquellos códigos que se buscaron instalar en el chile post-dictatorial. Desde acá reconocer, entonces,cuáles fueron las decodificaciones realizadas por los sujetos juveniles en este escenario, de qué materiales senutrieron, en que experiencias se sostuvieron. Luego, siguiendo la literatura producida en el contexto de lamovilización del año 2006, buscaremos apreciar las modalidades de irrupción, las perfomáticas maneras deaparición. Continuidad de una dialéctica sin síntesis. Junto con lo anterior debemos abocarnos a lasestrategias utilizadas por los medios para dar cuenta de la emergencia de los sujetos movilizados, en quéforma fueron incorporados a las lógicas internas de codificación. Por último, y poniendo en juego nuestrahipótesis de trabajo, nos interrogaremos por si la disrupción pingüino fue plenamente fagocitada por estaslógicas internas de codificación o, por el contrario, existe algún lugar irreductible, inexpugnable a todaapropiación.EL MOVIMIENTO POLITÉCNICO DE 1956: LA PRIMERA REVUELTA ESTUDIANTIL EN MÉXICODE LOS SESENTASJaime Pensadojpensado@nd.eduEl movimiento estudiantil de 1956 en el Instituto Politécnico Nacional marca un importante parteaguas cuyovalor no ha sido reconocido en la inmensa historiografía que existe sobre resistencia estudiantil en México.Por un lado, este momento señala la última expresión estudiantil en defensa de la educación popular que
    • 106caracterizó la época cardenista. Por otro lado, esta importante huelga representa el primer desafío directo yorganizado por parte de los estudiantes en contra del estado posrevolucionario. Junto con las revueltassociales de 1958 y el impacto internacional de la revolución cubana un año más tarde, el movimientoestudiantil de 1956 sembró algunos de los gérmenes que dieron fruto a una nueva cultura de protestaestudiantil y violencia política por parte de las autoridades que caracterizaron la turbulenta década de lossesentas en MéxicoPara examinar las particularidades de la nueva cultura de protesta y violencia política que caracterizaron elmovimiento estudiantil de 1956 en particular y los sesentas en México en general he dividido este ensayo endos secciones. La primera sección describe en detalle el origen y transcurso de la huelga politécnica de 1956con un enfoque especial en las tácticas que fueron empleadas por los estudiantes para avanzar sus demandas.La segunda sección describe las diferentes maneras en que las autoridades del Politécnico, del gobierno, ydel sector privado respondieron en contra de los estudiantes para controlar y ultimadamente eliminar elmovimiento estudiantil.ALGUNAS INTERPRETACIONES SOBRE LA REFORMA UNIVERSITARIA CORDOBESA DE 1918.UNA CONTRIBUCIÓN AL DEBATEJavier Moyanojaviermoyano@cea.unc.edu.arEn esta ponencia analizaré tres interpretaciones generalizadas sobre las motivaciones ideológicas yconsecuencias políticas de la reforma universitaria cordobesa de 1918. La primera de ellas vincula, en elcontexto del acceso de Hipólito Yrigoyen a la presidencia argentina en 1916, al movimiento reformista conaspiraciones de las clases medias por obtener un lugar en los centros de poder intelectual, entoncescontrolados por camarillas oligárquicas. La segunda concentra su atención en disputas ideológicas entreclericales y liberales que enfrentaban a las elites cordobesas. La tercera ubica a la reforma como el punto deinicio de un movimiento juvenil de dimensiones latinoamericanas, portador de un programa políticoantiimperialista.En lo relativo a la explicación de las causas de la reforma, argumentaré que las interpretacionesmencionadas, aunque contribuyen a la comprensión del movimiento reformista, deben ser matizadas con laconsideración de otros factores que moderaban los efectos, tanto del ascenso de las clases medias como delos enfrentamientos entre católicos y “librepensadores”. Respecto a las consecuencias continentales delmovimiento, postularé la necesidad de distinguir entre la explicación causal del proceso y la construcciónposterior de la memoria de tales movimientos.BELICE Y EL NACIONALISMO ESTUDIANTIL EN GUATEMALA, 1962José Domingo Carrillojose.carrillo@uaslp.mxEsta ponencia reinterpreta las revueltas estudiantiles de marzo y abril del año 1962 en Guatemala y tiene undoble propósito: el primero, ubicarlas en el marco del sentimiento nacionalista imperante en la sociedadguatemalteca en aquellos años, y el segundo, realizar un diálogo crítico con los autores que han escrito sobreel tema. Tradicionalmente se ha considerado que la desobediencia estudiantil sucedida en los meses demarzo y abril de 1962 fue ante todo una expresión más del descontento generalizado hacia la administraciónde Miguel Ramón Ydígoras Fuentes (1958-1963) sin embargo, al realizar una lectura detenida de la prensade la época se puede apreciar que aquellas protestas se iniciaron por la presencia británica en Belice.La historiografía escrita sobre éste episodio establece un vínculo ideológico entre las protestas socialesencabezadas por los estudiantes en marzo y abril de 1962 y los movimientos insurgentes que desde el año de
    • 1071960 accionaron sus armas para derrocar al gobierno ydigorista. A su vez, dichas interpretaciones prescindende considerar las expresiones de oposición interna de la sociedad beliceña hacia los afanes anexionistas deGuatemala. Reinterpretar aquellos acontecimientos forma parte del esfuerzo por conocer desde nuevasperspectivas la historia reciente de Guatemala.1968: PUNTO DE PARTIDA DE LA PARTICIPACIÓN CIUDADANA EN MÉXICOJosé Francisco Gómez Mc Donoughfrancisco_gomez@uabc.mxEn México, a raíz de los acontecimientos sucedidos del 2 de octubre de 1968, se obtuvieron nuevas formasde participación política y social de ciudadanos que hasta la fecha habían sido de alguna forma maniatadospor regímenes autoritarios, que en aras de una supuesta tranquilidad social, sofocaban a como diera lugarcualquier manifestación que pusiera en entredicho a los malos gobiernos, fueran estos, locales o nacionales.Si bien tuvo que correr la sangre de mucha gente inocente y la de los jóvenes mártires de la época, es que lasociedad mexicana pudo despertar de un largo sueño en el que no se discutían las políticas públicas y menospermitían la participación ciudadana.Aunque es de reconocer, que esta participación política y social de los mexicanos ha sido algo lenta, a iniciosdel Siglo XXI ya nadie puede negar, ni siquiera el gobierno, que organizaciones de la sociedad civil (OSC)como: estudiantes, sindicatos, comerciantes, obreros, etc., ha encontrado los caminos para expresar susinconformidades ante los intentos de sus gobiernos de poner en práctica métodos antidemocráticos paraimponer su voluntad a pesar de la inconformidad y para no permitir la participación ciudadana en la toma dedecisiones.Actualmente, existen en los estados de la Republica Mexicana mecanismos, que aunque incipientes, hanpermitido la participación en los asuntos que antes eran exclusivos del gobierno.LOS CONGRESOS INTERNACIONALES DE ESTUDIANTES AMERICANOS. PRIMERAS FORMASDE ORGANIZACIÓN DEL MOVIMIENTO ESTUDIANTIL LATINOAMERICANOJosé Ignacio Gomeza Gómezignaciogomeza@hotmail.comSe abordará el estudio de los Congresos Internacionales de Estudiantes Americanos que tuvieron lugar entre1908 y 1912 en Montevideo, Buenos Aires y Lima. Estos congresos forman parte de un movimiento de ideasy de acción que podríamos enmarcar en el denominado “movimiento reformista” en alusión a su obra másconcreta: la Reforma Universitaria de Córdoba de 1918.Asimismo, el siglo XX irrumpe, en el ámbito del pensamiento, con el latinoamericanismo o arielismo, enreferencia al Ariel de Rodó, obra publicada en 1900. Este movimiento de ideas referido, tiene por primeravez, como sujeto y objeto a pensadores y realidades latinoamericanas, y es de alcance continental. Cortatransversalmente a toda la América Latina y se proyecta, con intensidad variable, a lo largo de todo el sigloXX.Sin duda, el movimiento estudiantil latinoamericano se ve atravesado por este clima intelectual, como por laincipiente democratización de las sociedades latinoamericanas. Los Congresos Internacionales deEstudiantes Americanos (CIEA) constituyen la primera representación de este movimiento de ideas y elprimer termómetro de esta realidad social en gestación; y sobre todas las cosas, el primer síntoma delsurgimiento de un nuevo sujeto político – social en el continente.El foco serán las actas de los tres CIEA que tuvieron lugar en Montevideo (1908), Buenos Aires (1910) yLima (1912). Se procurará vincular estas primeras manifestaciones estudiantiles con el clima delpensamiento y la fuerza de los procesos sociales que lo contextualizan.
    • 108NUEVAS PROPUESTAS CULTURALES EN LOS ESPACIOS DE LAS LUCHAS ESTUDIANTILES ENMÉXICO: DOCUMENTOS DE LA DIRECCIÓN GENERAL DE INVESTIGACIONES POLÍTICAS YSOCIALES (DGIPS)Laura Beatriz Moreno Rodriguezmariazurco@yahoo.com.mxMi interés es presentar, los diferentes motivos que llevaron a los movimientos estudiantiles de los 60s y 70sdel siglo XX, a crear nuevas estrategias culturales, para la identificación de sus participantes con las luchasque emprendieron los distintos grupos estudiantiles en México y, sobre todo en el Distrito Federal.Debido a su temporalidad y su amplio espacio histórico, mi presentación está basada en el análisis de losdiferentes documentos que posee el fondo de la Dirección General de Investigaciones Políticas y Sociales(DGIPS), para explicar la relación que se estableció entre estas nuevas manifestaciones culturales –música,caricaturas, cine, entre otras- y la política.Por lo que, primeramente iniciare esta exposición con el antecedente histórico de la DGIPS, para podercontextualizar su función durante esos años, pues fungió como centro de espionaje gubernamental; segundo,explicaré la riqueza de este fondo, como herramienta para la investigación de temas culturales -institucionesnacionales e internacionales, centros, actividades y grupos artísticos, entre otros-, y para concluir explicaréla importancia y finalidad de estas manifestaciones culturales durante los movimientos estudiantiles.EL MOVIMIENTO UNIVERSITARIO DE PUEBLA (1970-1973). UNA APROXIMACIÓN DESDE LAPERSPECTIVA DE LAS OPORTUNIDADES POLÍTICAS.Lorena Martínez ZavalaCorreo: caramelo108@hotmail.comEn la década de los setenta, la Universidad Autónoma de Puebla (UAP) se convirtió en un espaciogerminador de movimientos populares. Entre los años de 1970 a 1973, los universitarios llevaron a cabo unaserie de luchas sociales, con la finalidad de construir una institución autónoma y con compromiso ante losproblemas de la sociedad poblana. El movimiento universitario -constituido por grupos comunistas yliberales- a la par que luchaba por consolidar una universidad desligada de los intereses de las elitesdominantes, se movilizaba junto con otros sectores de la población, para exigir reformas que beneficiaran alos trabajadores, a las amas de casa, a los obreros, campesinos y al pueblo en general.En este trabajo se retoma la teoría de la Estructura de Oportunidades Políticas (EOP), para analizar losfactores que posibilitaron y potencializaron al movimiento universitario de Puebla, para derrocar a losgrupos hegemónicos de ultraderecha que dominaban la Universidad y gobernaban en el estado de Puebla.Dicho movimiento fue capaz de vislumbrar las crisis que sufrió la colación gobernante de la localidad, esdecir, lograron echar mano de aquellas oportunidades políticas que se crearon en los setentas para derrocar aesta elite dominante, conocida por los historiadores como el cacicazgo avilacamachista.EL REFORMISMO UNIVERSITARIO LATINOAMERICANO Y LOS RITUALES DECONSTRUCCIÓN DE UNA CULTURA COMPARTIDA: EL VIAJE DE HAYA DE LA TORRE POR ELCONO SUR DE 1922Martín BergelCorreo: martin73@infovia.com.ar
    • 109Es sabido que el movimiento de Reforma Universitaria surgido en la ciudad argentina de Córdoba en 1918tuvo una rápida y vertiginosa expansión en toda América Latina, al punto que sus ecos contaminaron enalgún grado virtualmente a todos los países del continente. En un trabajo anterior, proponíamos una miradaglobal que ensayaba una explicación de los motivos de esa exitosa expansión a partir de tres órdenes deprácticas de alcance trasnacional llevados a cabo profusamente por los representantes estudiantiles deentonces: la correspondencia, las revistas y los viajes continentales. Esta ponencia, en cambio, se proponeobservar más de cerca un viaje en particular especialmente significativo: el que el líder estudiantil peruanoVíctor Raúl Haya de la Torre desarrolló por varios meses en 1922 a través de Argentina, Uruguay y Chile.Sirviéndose de recursos provistos por la historia cultural y la etnografía, este estudio de caso se proponereconstruir las alternativas de ese viaje en función de iluminar las escenas y rituales de producción de unsentido común juvenilista-latinoamericanista –conferencias, visitas a lugares simbólicos como la tumba deRodó en Uruguay o la Universidad de Córdoba en Argentina, etc.-. La hipótesis del texto es que esas escenaspermiten observar tanto como en ese viaje Haya de la Torre comienza a proyectarse como líder americano,como, más en general, los modos en que en ellas se teje una cultura compartida y una verdadera “comunidadimaginada” de estudiantes a escala continental.CONSECUENCIAS POLÍTICAS DEL MOVIMIENTO ESTUDIANTIL DEL 68 EN MÉXICOMiguel Herrera Morenomiguelherrera@uabc.mxComo consecuencia del movimiento estudiantil del 68, México ha ido encontrando nuevas formas de pensary de hacer la política del país. El despertar de la conciencia nacional dió paso a una democracia incipienteque no hubiera posible con un gobierno caciquil, con un partido hegemónico, una corrupción galopante atodos los niveles de gobierno, con una sociedad civil apaciguada corporativamente y coactivamente, peroesperando que surgiera alguna forma de dar cohesión y vía a sus demandas.Se pretende argumentar que cambios políticos son producto del movimiento estudiantil y sin los cuales nosería a cabalidad entender el México de hoy. Entre ellos:La nueva democracia. Camino de consolidación democrática que ha dado hasta nuestros días, problemas quese han ido resolviendo y rezagos por resolver, como es el caso de las relaciones ente los partidos políticos, elgobierno, el poder legislativo que no se ponen de acuerdo en las demandas sociales y cambios estructuralesque necesita el país.Las reforma estructurales. El acceso a una democracia “a la mexicana” y crisis recurrentes en la situacióneconómica, dieron origen a modificaciones a la constitución política.El fin del presidencialismo. Incluye el fin de los regímenes autoritarios y los cambio necesarios para evitarinstitucionalmente su regreso. Tal es el caso de las ciudadanización de las elecciones en los tres órdenes degobierno que permitió llevar a cabo la alternancia política en el año 2000.LA “CORDA FRATES” Y LA REFORMA UNIVERSITARIA EN CÓRDOBA EN 1918”Mina Alejandra Navarro Trujillomina.navarro@gmail.comAcerca de la Corda Frates, los trabajos en torno a esta agrupación son escasos. Los autores citanrecurrentemente la nota del diario porteño LA NACIÓN, en la que se describen algunos detalles de lanaturaleza de esta “misteriosa” congregación. ¿Qué es la Corda? “Es una tertulia de doce caballeros,católicos -este es su más fuerte vínculo espiritual- y de edades aproximadas, muy unidos entre sí por lazos deamistad y aun de parentesco, que se reúnen en comidas y almuerzos periódicos, ya en un hotel, ya en casaparticular de alguno de ellos” (La Nación, 16/6/1917).
    • 110El carácter estratégico de esta agrupación selecta, aristocrática y significativamente católica —advierto—radica en la intervención y procedencia de sus miembros en los asuntos medulares de la ciudad: en la banca,el gobierno, los partidos políticos, la Universidad.Esta ponencia la he diseñado a partir de cuatro aspectos. En el primero me ocupo de ubicar política, social yculturalmente a la “Corda Frates” en su papel opositor de la Reforma Universitaria, causa que engrosó lacausa anticlerical del movimiento. En seguida me centró en el recuento histórico de esta agrupación paraentender su valor y significado en el matizado proceso de modernización de Córdoba en el contexto liberalnacional de inicios del siglo XX. Este punto resulta fundamental para comprender los “procedimientosoperarios” sociales, políticos y culturales en la ciudad mediterránea.A partir de esta ubicación histórica, el tercer punto de este trabajo lo he dedicado a la percepción socialcultural de la “Corda Frates” entre los intelectuales y los estudiantes, a partir de la visión uno de losprotagonistas del movimiento de la Reforma Universitaria, Arturo Capdevila. Este joven intelectual publicóuna serie de críticas en contra de la “Corda Frates” en 1913, como consecuencia de su participación en el VIIICongreso Internacional de Estudiantes en Ithaca, Nueva York, organizado por la Federación Internacional deEstudiantes (FIDE). Cinco años después Capdevila dictó una conferencia sobre los incas, en el marco delciclo de las conferencias de la Biblioteca Córdoba, en la que comparaba los ritos de esta cultura con los de lareligión católica. Esto levantó revuelo en la Iglesia y ocasionó la censura del ciclo de las conferencias. Comoúltimo punto, considero importante hacer un seguimiento hemerográfico de la época con el objeto de contarcon la percepción de esta congregación a partir de la prensa católica cordobesa.Estos cuatro puntos, en el contexto temporal de la segunda década del siglo XX, representan una contribuciónsignificativa para el estudio de una congregación católica cordobesa, fundamental en las formas y fondosoperarios de índole político, social y cultural de la ciudad de Córdoba. Asimismo, esta indagación nospermitirá dilucidar con mayor claridad el tono anticlerical del movimiento estudiantil cordobés en 1918.1968 NO SE OLVIDA.Norma Huizar Hernándezhuizar_norma@hotmail.com1968 fue un parteaguas en la historia, y lo ocurrido en México no fue excepción. “La imaginación al poder”,“Prohibido prohibir” y otras consignas surcaban el cielo, en México; Tlatelolco feneció en octubre.Hoy se vive un simulacro pedagógico y la crisis en el sistema educativo mexicano es patente. Existe uncrecimiento de escuelas particulares en todos los niveles, mientras las escuelas públicas han modificado losplanes de estudio minimizando hechos históricos y trascendentales como lo fue el movimiento estudiantil del68.Las autoridades han fracasado en las políticas culturales para acercar a los jóvenes a los libros y su lectura.La televisión e Internet acaparan la atención de los ciudadanos.Por ello, en Radio Universidad Juárez del Estado de Durango hemos propuesto recuperar la radionovelacomo género de arraigo popular, para hablar sobre temas como el movimiento del 68 de una manera sencillay directa; con el objetivo de que la adaptación radiofónica de “Armablanca” novela del escritor José Agustín(Acapulco, México, 1944), llegue al mayor número de público.Radio Universidad se ha unido con el Instituto de Cultura del Estado de Durango, y el Programa Nacional deSalas de Lectura/CONACULTA; para llevar a cabo tal fin.MOVIMENTOS ESTUDANTIS E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: MOBILIDADE COLETIVA EPROJETOS FUTUROS DOS ESTUDANTES (1958-75)Otávio Luiz Machadootaviomachado3@yahoo.com.br
    • 111Sempre tivemos um interesse enorme em compreender alguns momentos singulares da realidade socialbrasileira, principalmente quando houve uma tentativa significativa da classe média de ascender socialmentevia ensino superior, ao considerar que seus anseios de alguma forma estavam ligados a uma pretensão departicipar no processo de transformação em curso naquele período estudado (1958-75). Por meio do estudosobre o tema a partir do movimento estudantil, no qual buscamos fazer a análise de uma questão dessarealidade social, ao analisarmos instituições educativas, seus sujeitos e buscando apreender a dinâmicainterna dos mecanismos de acesso, de socialização e de futuro uso de conhecimentos e saberes disponíveis eacumulados ao longo de sua existência pelos atores que por ela passaram, também consideramos que taisprocessos sociais também são produzidos e constituídos na relação que instituições e sujeitos travamsocialmente, pois conforme analisou Florestan Fernandes, foram criadas condições materiais e intelectuaispara o florescimento de um movimento estudantil renovado e importante para a quebra da “acomodaçãoconservadora” e muito pautado em termos de renovação cultural. No panorama geral do estudo, procuramosos elementos que dotaram o movimento estudantil como um ator social importante no debate sobre aUniversidade, a formulação de um ideário sobre a carreira do engenheiro, a reprodução de novas relaçõessociais no interior de uma instituição de ensino superior e a construção de uma articulação entreUniversidade e Sociedade. O movimento estudantil se constituiu em décadas passadas como uns dosfenômenos sociais por excelência. Os atores sociais envolvidos construíram novos sentidos sobre o espaçouniversitário, ao articularem interesses acadêmicos e políticos para atender a uma expectativa coletiva.Assim, o que se pretende questionar é até que ponto a experiência universitária de grupos juvenisuniversitários em torno do movimento estudantil possibilitou a construção de um discurso focado naconstrução de novos desenhos formativos que antecipava questões do próprio campo profissional em que osatores ainda não estavam inseridos. Não se pode pensar a questão sem nos remetermos à categoria analíticade grupos juvenis para analisar o movimento estudantil. Para analisar alguns aspectos estudados, tambémnão podemos deixar de nos determos em conceitos como juventude universitária, profissionalização emobilidade coletiva. Como unidade empírica, temos o discurso do movimento estudantil, que é reproduzidotanto dos depoimentos de ex-militantes da UFPE, como dos documentos produzidos pelas entidadesestudantis. Para tanto, ao aprofundar o conhecimento sobre a experiência universitária a partir do DiretórioAcadêmico (D.A.) da Escola de Engenharia de Pernambuco (EEP), pretendemos analisar como os discursosforam construídos e quais dimensões foram fundamentais para a constituição dos múltiplos aspectos queenvolvem a aproximação e a participação efetiva no movimento estudantil. O papel do Diretório Acadêmicode Engenharia será fundamental para a análise, pois era o espaço de concentração de todos os debates domovimento estudantil (dentro e fora da universidade), de aglutinação das idéias dos estudantes deEngenharia, de sociabilidades que homogeneizava as relações sociais no interior da universidade e tambémcomo espaço de unidade de uma memória discursiva da própria UFPE.DÉBILES CHISPAZOS EN MEDIO DEL APAGÓN CULTURAL: INICIATIVAS ARTÍSTICAS YLITERARIAS Y PROPUESTA CULTURAL DEL ESTUDIANTE OFICIALISTA EN LA UNIVERSIDADDE CHILE (1978-1984)Pablo Toro BlancoComo parte de la intervención militar en la Universidad de Chile bajo el régimen de Pinochet se generó en1978 la instancia representativa estudiantil de la FECECH, basada en designaciones iniciales y posterioreselecciones indirectas con subvención permanente a los estudiantes gobiernistas. Dentro de las instancias deapelación de FECECH al estudiantado buscando legitimidad como forma alternativa a la histórica y proscritaFECH (fundada en 1906), puede encontrarse una amplia gama de iniciativas culturales y de comunicación,que debieron ser ejecutadas en un contexto de fuerte crítica estudiantil opositora y bajo una situación en quese percibía una crisis en el ámbito de la cultura, particularmente en los últimos años de la década de 1970,época rotulada como de “apagón cultural”. Nuestra ponencia explora en estas iniciativas, su contexto, susformas de implementación, el discurso que estaba tras ellas y la concepción de los estudiantes oficialistas
    • 112acerca de la cultura como un campo en disputa con el movimiento estudiantil opositor. Prensa estudiantil,música y arte fueron vistos como escenarios de choque entre el capital acumulado por la tradición de laizquierda juvenil universitaria y, en el otro extremo, una cultura “objetiva” e “imparcial”, aspiración de losgrupos estudiantiles oficialistas.EL MOVIMIENTO ESTUDIANTIL DEL ´99 EN LA UNAM. UN ANÁLISIS DESDE LA PERSPECTIVADE LOS MOVIMIENTOS ANTI-SISTÉMICOSRafael de la Garza Talaverardelagarza@correo.unam.mxLa ponencia tiene como objetivo describir los resultados del análisis del movimiento estudiantil en la UNAMentre 1999-200, utilizando el concepto de movimientos anti-sistémicos, propuesto por EmmanuellWallerstein, en el marco de su teoría del sistema-mundo.La pregunta que se quiere responder es si el movimiento estudiantil en cuestión puede ser considerado comoun movimiento anti-sistémico y porqué. Para ello analizaremos al movimiento a partir de sus demandas, suforma de organización y sus acciones, utilizando una propuesta de periodización que ilustre los cambiosexperimentados a lo largo de los nueve meses que duró la huelga estudiantil.Con lo anterior me interesa poner a discusión la idea de que el movimiento del ‘99 en la UNAM inició y semantuvo a lo largo de varios meses como un movimiento antisistémico pero que, poco a poco, fue perdiendodicha condición debido a la creciente hegemonía de un sector que se distinguió por la imposición y elautoritarismo, característico de la vieja izquierda, entendida como la izquierda anterior al surgimiento delneozapatismo y centrada en el culto a la vanguardia y el verticalismo en la toma de decisiones.MOVIMENTO ESTUDANTIL DE 1968: O CASO BRASILEIRORegina Maria Michelottormmiche@uol.com.brDesde os primórdios da história da Universidade, no mundo ocidental, a presença dos estudantes tem sidomarcante no que se refere a reivindicações, pressões e participação. Ações e movimentos estudantispermeiam essa história. No entanto, um dos períodos mais marcantes nesse sentido foi o que ocorreu a partirdo final da segunda guerra mundial, percorrendo a década de 50 do século XX, e chegando ao apogeu em1968. Hoje, passados quarenta anos desse acontecimento que teve um âmbito praticamente mundial, caberetomar as análises das especificidades que ele apresentou nas diversas realidades nacionais. Embora o moteprincipal do chamado “Movimento Estudantil de 68”, em todos os países, tenha sido a reforma dauniversidade, considerada elitista e fechada à maioria da população, constata-se que a amplitude dasreivindicações aumentou no decorrer dos fatos e tomou, em cada lugar, conotação diversa, relativa aocontexto. O presente artigo aborda o caso brasileiro, a partir da criação da União Nacional dos Estudantes(UNE), que, junto a outros movimentos reivindicatórios, teve um papel importante no desenrolar dos fatosdesse período. O contexto abrange as gestões presidenciais democráticas de Juscelino Kubitschek de Oliveirae de Jânio Quadros, esta interrompida por um ato de renúncia, além do conturbado tempo de governo dovice-presidente eleito, João Goulart e o golpe desferido pelos militares, aliados ao capital internacional, de1964. Essas condições deram ao caso brasileiro uma conotação especial, que aqui será abordada com o fimde respaldar o movimento dos estudantes.UNA TAREA INTERDISCIPLINARIA Y COMPARATIVA: LA HISTORIA DE LOS MOVIMIENTOSESTUDIANTILES EN AMÉRICA LATINA
    • 113Renate Marsiskemarsiske@servidor.unam.mxEl análisis de la historia de los movimientos estudiantiles en América Latina debe ser necesariamenteinterdisciplinario, especialmente entre historia y ciencias sociales, con diferentes enfoques y manejos defuentes dentro del campo del saber, que es la historia de la educación. Debe ser parte de la historia social deAmérica Latina. Por otro lado y dentro de los límites geográficos del continente latinoamericano el enfoquecomparativo nos permite identificar, elementos comunes a los movimientos estudiantiles, como son, porejemplo, las formas de lucha y de demostrar a su vez las diferencias entre unos y otros, según el contexto, elpaís y la época histórica. A partir de este marco, en el que es posible registrar acontecimientos diversosunidos por un escenario común, la investigación parece demostrar la existencia de formas propias deidentidad en América Latina, las cuales diferencian su desarrollo de aquel que diera lugar a las experienciaseuropeas.MÉXICO A CUARENTA AÑOS DE LA NOCHE DE TLATELOLCORené Rivas Ontiveroselpozoleunam@hotmail.comTeniendo como objetivo central el respeto a las libertades democráticas para la sociedad mexicana, hace 40años, en 1968, tuvo lugar en México la rebelión urbana más importante e impactante de la historia nacional.La protagonizaron los sectores medios fundamentalmente estudiantiles y académicos de las principalesinstituciones públicas y aún privadas de enseñanza media y superior del país.Y aunque aparentemente derrotado por toda la represión con que el gobierno mexicano lo enfrentó durantelos 134 días en que éste duró, dejándole un alto número de muertos, heridos y desaparecidos, amen de losdetenidos y liberados en su momento, a mediano y largo plazo el del 68 resultó un movimiento triunfante alponer en la palestra de discusión una serie de añejos y nuevos problemas nacionales de distinto tipo.Hoy, a 40 años de aquel acontecimiento, México es un país totalmente distinto del que era antes de ese añoaxial. En efecto, a partir del 26 de julio, fecha en que se inició el 68 mexicano, todo cambió, todos somosotros. Hay un México, antes del Movimiento Estudiantil y otro después de 1968. Tlatelolco es la escisiónentre los dos Méxicos.MOVIMIENTO ESTUDIANTIL Y REFORMA UNIVERSITARIA DURANTE LA DÉCADA DE 1920.LA PERCEPCIÓN DE LOS ALUMNOS DE LA UNIVERSIDAD DE CHILE EN LA REVISTACLARIDAD, ÓRGANO OFICIAL DE LA FEDERACIÓN DE ESTUDIANTES (FECH)Santiago Aránguiz Pintosantiago.aranguiz@udp.clEn esta ocasión se estudiará el movimiento estudiantil chileno durante la primera mitad de la década de 1920abordando la Reforma Universitaria y sus alcances socio-culturales como el aspecto principal de lasdemandas auspiciadas por los alumnos de la Universidad de Chile, que desafiará la reglamentacióninstitucional y abogará a su vez por el establecimiento de un centro educacional de excelencia que fomente lainvestigación, la capacitación de sus docentes y una activa participación del estudiantado en el gobiernouniversitaria con capacidad para decidir sobre las políticas impulsada por las autoridades académicascorrespondientes. El movimiento estudiantil y la Reforma Universitaria llevado adelante por los alumnos dela Universidad de Chile en un contexto de cambios sociales y políticos significativos a partir del triunfo deArturo Alessandri Palma en las elecciones presidenciales de 1920, adquieren una relevancia única y vital
    • 114para la comprensión de los movimientos estudiantiles en América Latina durante el siglo XX, cuyo punto departido lo representó el “Grito de Córdoba” de 1918, que implicó un compromiso no antes visto de parte dela juventud universitaria argentina en la instalación en el debate público de temas de interés general referidosa problemáticas culturales, políticas y sociales de alcance continental.Utilizaremos como única fuente de estudio la revista Claridad de la Federación de Estudiantes de Chile,publicada entre octubre de 1920 y noviembre de 1926, en tanto ésta representa el órgano oficial de laFederación de Estudiantes -que aglutinaba a los alumnos federados que representaban a sus correspondientesEscuelas y Facultades- donde alumnos, profesores, artistas, obreros, intelectuales y escritores convergieronpara discutir sobre las más diversas materias de interés nacional, tanto aspectos referidos a la política,doctrinas e ideologías, Fuerzas Armadas, patriotismo y militarismo, como así también materias artísticas,literarias y académicas, todas ellas vinculadas con las reivindicaciones estudiantiles que apuntaban a mejorarla educación y el sistema de enseñanza universitario.LA CULTURA POLÍTICA DEL MOVIMIENTO ESTUDIANTIL UNIVERSITARIO SINALOENSE. DELA REFORMA UNIVERSITARIA AL RADICALISMO ARMADO: 1966-1978Sergio Arturo Sánchez Parrasanchez_parra@hotmail.comFue parte de la historia del movimiento estudiantil universitario sinaloense, perteneciente a la UniversidadAutónoma de Sinaloa ubicada en el noroeste de México. Dos épocas plenamente diferenciadas dadas lassemánticas utilizadas por aquellos jóvenes integrados en la Federación de Estudiantes UniversitariosSinaloenses (FEUS).Un primer momento la autonomía, la reforma universitaria y la participación de los estudiantes en elgobierno de la institución. Una segunda etapa donde la transformación radical de la sociedad es prioritariopara un segmento estudiantil conocidos como "Los Enfermos" que se asume a través de la violencia física ysimbólica.De sus ejercicios de sociabilidad a lo largo del periodo de estudio, surgen un universo de formas deintervención-apropiación del espacio público local haciendo del "problema" universitario un asunto deinterés público o vía éste demandar la solución a sus requerimientos.La música, poesía, todo tipo de documentación escrita (periódicos, volantes, panfletos), el uso del graffiti yla movilización o el combate callejero, son las modalidades de intervención-apropiación del citado espacio.Si bien, esta historia es importante a describir, lo que nos interesa acorde con los objetivos señalados en laConvocatoria, es investigar utilizando y analizando las fuentes empíricas disponibles, la Cultura Política quedurante casi una década los estudiantes universitarios sinaloenses crearon tanto en el periodo de la reformauniversitaria como del radicalismo armado.UNA MIRADA RETROSPECTIVA AL CARTEL: 1968Silvia González Marínmarins@servidor.unam.mxEl cartel estudiantil tuvo un papel muy importante en la difusión de las demandas del movimiento del 68. Laponencia trata de rescatar el trabajo del artista gráfico Checo Valdés, autor de un número importante decarteles, entre uno de los más conocidos está el cartel de "granaderos asesinos" firmado por Poder Popular.Es precisamente sobre este cartel y las experiencias que vivimos para hacerlo el día 26 de julio en lamadrugada, que tratará la presente ponencia.
    • 115 MESA 14 INTEGRACIÓN EN AMÉRICA LATINA. NACIONES Y REGIONES: VISIONES DESDE LA HISTORIA, LA ECONOMÍA Y EL DERECHOElian Araújo elianpa@yahoo.com.br, José Ramón Sánchez Galán jrsanchez@ucjc.edu, Marcio Pimentamarpimenta@mac.com, Jaime Rosenblitt jaime.rosenblitt@bndechile.clDIREITO AUTORAL E CIDADANIAAlexandre Negreirosalexandrenegreiros@yahoo.com.brHistória recente da gestão coletiva de direitos autorais no Brasil. Volume de recursos e realidadepróxima. Indicativos, beneficiários do sistema e perspectivas para o futuro. Análise crítica do marcolegal contemporâneo. As principais controvérsias da estrutura estabelecida e os maiores desafiospara uma nova realidade. O fogo inimigo e fogo amigo na consolidação do direito.Projeções macroeconômicas, hipóteses de cenários principalmente em perspectiva com a revoluçãodigital. O alcance e a acessibilidade como ferramentas concretas para o desenvolvimento social.SOBRE CACHORROS E ANTEPAROS: FRONTEIRAS E PROJEÇÃO ESPACIAL DAPOLÍTICA NA AMÉRICA PORTUGUESA.Ana Maria da Silva Mouraana.m.moura@br.inter.netNossa comunicação é fruto de pesquisa e, literalmente debate, do Prof. Dr. Carlos Lima, daUniversidade Federal do Paraná, específica sobre a América Espanhola, e meus estudos sobre acrise política do século XVII e a questão das “fronteiras” na América Portuguesa: as tentativas decristalização burocrática, mais intensas, a partir do setecentos, conduziam cada vez mais à ênfasenos grandes blocos e suas fronteiras agora políticas, incluindo a integração entre regiões a bem dacriação, manutenção e gestão daquelas fronteiras. Incluía também a busca de desligamento relativoentre as regiões pertencentes a “grandes blocos” diferentes. Núcleos fronteiriços deixavam de sercabeças de ponte para “soltar os seus cachorros” na direção do que a outros pertencia (casoantológico da Colônia do Sacramento) e passavam a ser anteparos, projetos de muralha. Essacombinação entre endurecimento dos limites e incremento da articulação entre os “pequenosmundos” internos não se fazia, contudo, sem conflitos e limitações, conforme se pode notarlembrando, rapidamente e para concluir, que o pombalismo viria a julgar necessário, para o dado deintegração acima mencionado, o incremento de um processo de mestiçagem que deitava raíz empráticas e concepções muito antigas, aliás, centradas no atravessar de fronteiras para estabelecerdomínio.
    • 116BARREIRAS SANITÁRIAS E FITOSSANITÁRIAS: QUESTÕES DE COMÉRCIOINTERNACIONAL E SAÚDE PÚBLICAAnderson De Oliveira Pereiraaealangos@ig.com.brAs questões relacionadas às barreiras sanitárias e fitossanitárias, bastante discutidas no âmbito doComércio Internacional, que trazem a discussão para o plano das negociações multilaterais, doprotecionismo, e ainda, apontam para o conceito de normas e padrões sanitários e técnicos, combases científicas fundamentadas, mas pouco focada em relação à saúde e proteção humana nosaspectos da Saúde Pública, que por diversas vezes, parece não ser matéria de discussão. Estetrabalho tem como objetivo de analisar esses impasses, uma vez que o objetivo final será destacar asaúde humana como principal alvo das formas de proteção ou protecionismo, dependendo dointeresse real da discussão.LA CONSTRUCCIÓN DE LA COMUNIDAD LATINOAMERICANA DE NACIONESBruno Wanderley Júnior, Silvestre Eustáquio Rossi Pachecorossi_droit@yahoo.frSe trata de un artículo que va a ser presentado en el Gran Congreso del Conocimiento. Mesa 14 alcongreso Ciencias, tecnologías y culturas. Diálogo entre las disciplinas del conocimiento. Mirandoal futuro de América Latina y el Caribe, que se propone a estudiar la relación dialéctica entre losprocesos de la globalización, con su discurso de la racionalidad instrumental, y de la integración,con su respuesta más allá del Estado Democrático de Derecho, en la búsqueda de la construcción deun espacio comunitario.Serán también objeto de análisis la reingeniería de la integración latinoamericana con sufundamento en la identidad latinoamericana y la propuesta de integración con la UniónSudamericana de Naciones para la constitución de este espacio comunitario en América Latina, laidentidad latino-americana como presupuesto de la integración y la constitución de una comunidadlatino-americana de naciones para la superación del paradigma de subdesarrollo y delencubrimiento político-económico de esta región, en la perspectiva de que América Latina debaconstituirse en poder político-económico autónomo y dinámico en las relaciones internacionais porintermedio de políticas comunitarias objetivas y concretas para lograr a realización de sus objetivosno marco de construcción de interese común entre los Estados involucrados.Por intermedio de la comprensión de la identidad latinoamericana, como presupuesto de laconstitución de la comunidad latinoamericana de naciones a partir de la integración, no sólo políticae económica, pero también social y cultural de la región, podrá América Latina afirmar o sudesarrollo regional en la búsqueda de superación del encubrimiento económico y la condición desubdesarrollo. Por lo tanto, la construcción de un espacio comunitario en América Latina debeconstituirse, a través de la integración regional en la perspectiva de instrumento de desarrollo y deunidad latinoamericana, aproximando de nuestras metas de superación de dependencia en elcontexto de globalización y del neocolonialismo.
    • 117ENTRE O MARAÑON E O AMAZONAS: TRÂNSITO DE MERCADORIAS E SUJEITOS NAFRONTEIRA PERUANO-BRASILEIRA (1840-1870)Carlos Augusto Bastoscengemann@bol.com.brAs relações econômicas articulando as áreas amazônicas de Brasil e Peru ganharam importância nodecorrer do século XIX, envolvendo trocas de diferentes produtos bem como o deslocamento deagentes comerciais de ambos os países. Tais relações iriam passar por um incremento considerávela partir da década de 1870, por conta do “boom” da produção gomífera na região amazônica. Poroutro lado, as rotas comerciais poderiam funcionar igualmente como rotas de fugas de escravos,desertores militares e outros fugitivos, o que ocasionava atritos entre as autoridades peruanas ebrasileiras. Neste trabalho, será estudada a ação das autoridades brasileiras em relação aodesenvolvimento do comércio com o Peru e ao controle sobre as fugas na região de fronteira,buscando-se analisar como tais questões eram abordadas pelos agentes do Estado. O recortecronológico compreende as décadas de 1840 a 1870, período intermediário entre a reorganizaçãoeconômico-política na Amazônia brasileira após os conflitos militares da década de 1830, e os anosde crescimento da produção/exportação de borracha. A documentação analisada consiste em ofíciosproduzidos por autoridades militares e diplomáticas brasileiras sobre a fronteira peruano-brasileira.GOVERNO DAS GENTES: POLÍTICAS ADMINISTRATIVAS DA CIA. DE JESUS E SEUIMPACTO POPULACIONAL NAS ESCRAVARIAS, SÉCULOS XVII-XVIIICarlos EngemannO presente trabalho busca desenvolver uma análise comparativa entre os padrões demográficos defazendas administradas – ou que tenham passado pela administração – dos jesuítas, objetivandoavaliar o impacto das políticas administrativas sobre essas populações. O que se pretende éinventariar possíveis conseqüências da cosmogonia inaciana na conformação de padrõespopulacionais, singularizando estes plantéis pelo tipo de relação estabelecido entre o clero inacianoe seus cativos. Como metodologia, tomamos as fazendas Santiago de Estero, San Miguel deTucuman e La Rioja (Argentina), Chuao (Chile) e SantaCruz (Brasil) como amostras a sereminvestigadas do ponto de vista populacional e quantitativo, comparando-as com plantéis laicos, afimde sacar-lhes as especificidades. Num segundo momento, tomamos os escritos de clérigos jesuítasou formados na tradição inaciana em busca de um projeto de trato administrativo, baseado nasconcepções desses pensadores acerca do que seja o Império, a colonização e a escravidão.A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA NOÇÃO DE DIREITO NOS MOVIMENTOS RURAIS EMPERSPECTIVA COMPARADACaroline Araújo Bordalocaroline_tato@yahoo.com.br
    • 118O trabalho analisa a conformação de concepções específicas da noção de direitos sociais a partir daatuação dos movimentos sociais rurais no Brasil. Historicamente o meio rural tem caracterizadopelas suas “ausências”, sobretudo de direitos sociais. Nesse sentido, parte significativa dos estudossobre os movimentos sociais no campo brasileiro tem ressaltado como importante conseqüência dosmovimentos sociais a garantia e a conquista de direitos sociais aos trabalhadores rurais. A partir deuma perspectiva que considera quadros amplos de análise, e apesar da diversidade de conflitos,podemos observar um processo ambíguo no meio rural brasileiro no qual a própria organização dostrabalhadores engajados tanto nos sindicatos quanto nos movimentos sociais têm um papelfundamental na construção da noção de Estado e, por conseqüência, de direitos sociais no campobrasileiro. Este trabalho analisa este processo sócio-histórico a partir das principais característicasde formação da organização dos trabalhadores rurais em dois contextos distintos- o Sul e oNordeste- que, comparados, nos indicam diferenças fundamentais em suas concepções de direitos.A RE-REGULAMENTAÇÃO DO TRABALHO: CLÁUSULA SOCIALDaniela Bertottidnbertotti@gmail.comO Direito Internacional encontra-se em um período de aprofundamento das relações entre osEstados, para os quais as resoluções puramente normativas mostram-se insatisfatórias. Efetivando-se, assim, o desenvolvimento de normas de mútua colaboração entre os Estados, que mantêm fortesligações de mercado e, conseqüentemente, de capital. Inicialmente, apresentaremos o tema combase nas mudanças significativas no campo do trabalho e do mercado, que ensejam a discussão daadoção de padrões trabalhistas internacionais, dentro da perspectiva dos direitos fundamentais.Sendo necessário para tanto uma análise da noção efetiva do Direito Internacional do Trabalhodentro de um mundo globalizado no campo da informação, da economia e dos direitos hojereivindicados socialmente, levando a reflexão à importância da tutela de relações laborais no campointernacional. Assim, necessário se mostra um pensamento crítico acerca da idéia de trabalhodecente, sua análise e seus instrumentos capazes de tutelar, de forma efetiva, o desenvolvimento deatividades laborais, sem que se perca de vista a dignidade do ser humano e seus limites. Nesteraciocínio, a análise das cláusulas sociais como forma de tutela é de extrema importância, numarealidade em que parece ter-se preterido os elementos formadores do cerne e do conceito dosdireitos fundamentais e da dignidade humana em detrimento da idéia de mercado. Criticando-se,pois, a idéia pura e simples de “mercantilização” do trabalho em que apenas há a valorização dolucro e do desenvolvimento financeiro abdicando-se as garantias conquistadas ao longo de umahistória de evolução dos direitos sociais.REPERCUSSÕES DO IDEÁRIO MAZZINIANO NA REGIÃO PLATINAEduardo Scheidtescheidt@ig.com.brO presente trabalho consiste numa análise sobre repercussões do nacionalismo mazziniano entre osintelectuais rio-platenses da Geração de 1837 e os farroupilhas rio-grandenses. Eles tiveramcontatos com as idéias de Giuseppe Mazzini através de imigrantes políticos italianos, especialmente
    • 119Giuseppe Garibaldi, Gian Battista Cuneo e Luigi Rossetti. Concluímos que tanto os “jovens de 37”quanto os farroupilhas selecionaram, incorporaram e ainda rejeitaram parte do ideário mazziniano,na elaboração de pensamentos originais na Região Platina.ESTUDO DE UMA DINÂMICA INSTITUCIONAL: ESTADO E CINEMA NO BRASILFábio Kobol Fornazarifabio.fornazari@minc.gov.brProcuraremos, neste trabalho, demonstrar, por intermédio da descrição e análise historiográfica, as relaçõesentre o campo cinematográfico e o poder público no Brasil, consubstanciadas numa trajetória de sucessivacriação e diferenciação institucional, obedecendo aos ditames do contexto histórico e às relações de forçaentre os agentes interessados no desenvolvimento sistêmico do setor. Conforme aponta Théret (1998a), omodo de regulação e sua expressão institucional são dinâmicos, diferindo fortemente no tempo, segundo aépoca histórica, e no espaço, conforme o ambiente nacional específico e a conformação do campo setorialem tal contexto.Dentre as áreas afeitas à área cultural, sob responsabilidade do Governo brasileiro, o cinema tem sido, desdea criação do Ministério da Cultura, nos anos 80, o foco central e prioritário das políticas públicas e dadestinação de verbas de fomento. A área é servida, atualmente, não apenas pela Lei Rouanet, mas por outralei específica de benefícios fiscais, exclusiva para o audiovisual, além de outros mecanismos e fundosgeridos pela ANCINE (Agência Nacional de Cinema), arrecadados por meio de taxas e distribuídos por meiode editais e prêmios. É sabido que nos países em desenvolvimento, como o Brasil, a diminuta poupançaprivada requer a intervenção do poder público como fomentador e financiador de atividades que necessitamde investimentos altos para padrões esperados de retorno sustentável e de permanente atualizaçãotecnológica, como no caso do audiovisual. A disputa pela distribuição dos fundos públicos, subsídios eincentivo, além do perfil do marco regulatório setorial refletem, especialmente, os interesses econômicos, aforte penetração social e o papel relevante na formação da opinião pública por parte dos atores envolvidos naindústria do cinema. Tal fato ocorre em contraste com a fragilidade que as políticas públicas de cultura,vistas em seu todo, apresentam historicamente no país e no continente.Palavras chave: estado; cinema; institucionalNEOCONSTITUCIONALISMO E METODOLOGIAS DE PESQUISA: AS EXPERIÊNCIASLATINOAMERICANAS E SUAS REFORMAS CONSTITUCIONAISFelipe Dutra Asensifelipedml@yahoo.com.brA temática do neoconstitucionalismo está relacionada às transformações que têm ocorrido nocenário atual da América Latina, pois se observa uma tendência dos diversos Estados areproduzirem os modelos de reforma constitucional sob o prisma neoliberal. Tal padronizaçãoconstitucional envolve tanto uma constitucionalização abrangente de cunho econômico-liberal,quanto uma desconstitucionalização dos conteúdos de tipo econômico-social. Neste trabalho, que éfruto de uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal Fluminense, será realizada umareflexão sobre os desafios e impasses no Brasil, Argentina e México no que concerne a estatemática, tomando como perspectiva a influência do neoliberalismo nas respectivas constituições eas diversas abordagens metodológicas sobre o tema. Para tal, será realizada uma análise dascontradições e resistências à influência neoliberal, partindo da constatação de que tal influênciaencontra-se em permanente tensão com perspectivas sociais, o que enseja legislações abrangentes
    • 120que visam dar conta da complexidade do cenário latino-americano no século XXI. Esta pesquisacontou com o apoio do CNPq e FAPERJ.BRASIL, ARGENTINA Y FMI: LA CONSTITUCIONALIDAD DE LA DEUDA EXTERNAFernanda Pimentel da Silvaferpimentel123@hotmail.comLa integración de Latinoamérica exige esfuerzos conjuntos. Cuando el tema es la deuda externa, en especialen Brasil y Argentina la situación es muy parecida: el Fondo monetario internacional es siempre el culpablede los males económicos y sociales, mientras nadie se ocupa de evaluar las condiciones en las que sedesarrollan los acuerdos de giro con el órgano. De esa manera, las normas aplicables para la ejecución dedichos acuerdos, en los dos países, son abandonadas, dejando sitio para un procedimiento único del Fondo.Como consecuencia surge políticas superficiales, basadas en acuerdos con parámetros que están de acuerdocon las normas constitucionales. En Brasil la participación del Legislativo es obligatoria, mientras que enArgentina es permitido que el Ejecutivo utilice “superpoderes” legislando, solamente en situacionesespeciales. En la práctica, notamos que en los dos países el Legislativo nunca se hizo presente, sea en lanegociación o desarrollo del pacto, comprobando la violación de las reglas legales y determinando lainconstitucionalidad de esos acuerdos.LINEAMENTOS SOBRE DIREITOS FUNDAMENTAIS SOCIAIS: SAÚDE E EDUCAÇÃO- ANÁLISEDE JURISPRUDÊNCIA DE CORTES SUPREMAS NA AMÉRICA LATINAFrancisco Mourafalmoura@globo.comO tema dos direitos fundamentais sociais se reveste de importância extraordinária no contexto das sociedadeslatino-americanas marcadas por avanços e retrocessos institucionais. O trabalho examina ‘em passant’ aTeoria dos Direitos Sociais focalizando especialmente os Direitos à saúde e à educação. Nesse iter, busca-se:reconhecer nas constituições examinadas, como a brasileira, a existência do princípio da proibição deretrocesso social; perquirir sobre a efetividade dos direitos sociais; e enfatizar casos em que mesmo quandose considerou tais direitos como programáticos em uma economia social de mercado, uma CorteConstitucional sul-americana, em 1992, referindo-se à saúde, reconheceu em um princípio a existência de umdireito público subjetivo de aplicabilidade imediata. Tais direitos, a nosso sentir, se constituem nos melhoresindicadores de um Estado social de direito, eis que o direito à vida é inquestionável e chega a ser um truísmoafirmar-se que o nível educacional de uma sociedade constitui um pressuposto de efetividade dos direitosfundamentais. A seguir, busca-se ressaltar no presente estudo, o aspecto da contribuição efetiva do Judiciárioprivilegiando a interpretação criativa na atividade jurisprudencial com destaque para as mais altas instânciasdo Poder Judiciário: as Cortes Constitucionais. Reconhece-se que as constituições contemporâneas contêmum sentido propositivo em termos de direitos sociais e um sentido compromissório para garantia efetiva dosdireitos fundamentais. Por tudo isso, fica demonstrado um papel ativo dos tribunais na criação do direito. Porfim, apresenta-se um esboço de análise de casos paradigmáticos ilustrativos desses direitos e julgados pelassupremas cortes dos países examinados. Essa análise mostra em que âmbitos a intervenção da justiça
    • 121constitucional se manifesta como a definição desses direitos, seus beneficiários e seu alcance. À guisa deconclusão, comentam-se pontos de aproximação entre os ordenamentos jurídicos analisados.A INTEGRAÇÃO SUL AMERICANA E A ATUALIDADE DO MANIFESTO ANTROPÓFAGODO MEDERNISMO BRASILEIROGiuseppe Coccobeppo@terra.com.brUm dos elementos mais inovadores do contexto político dentro do qual se aprofunda e atualiza oprocesso de integração sul-americano diz respeito à constituição política de sujeitos de tipo novo.Os novos governos sul-americanos têm como bases e referencias -inclusive contraditórias- osmovimentos indígenas da Bolívia e do Equador, os piqueteiros argentinos bem como osmovimentos indígenas e de luta ao racismo no Brasil. A integração continental adquire umadimensão extremamente inovadora e aberta e define um horizonte pos-soberano e ao mesmo tempoconstituinte. Esses deslocamentos colocam questões de tipo novo no que diz respeito os direitos, asoberania e os próprios processos de emancipação. E o que constatamos com o conturbado processoboliviano onde os temas das autonomias indígenas enfrentam os da "balcanização" separatista. Masé também o caso do debate brasileiro sobre as reserva indígenas da Raposa Serra do Sol ou, maisem geral, das políticas de cotas raciais no ensino publico superior.Nossa palestra discutira desses temas mobilizando os trabalhos da antropologia contemporânea e omanifesto político de Oswald de Andrade sobre antropofagia cultural.FRONTEIRAS EM TEMPO DE GUERRA: OS INTERCÂMBIOS ENTRE A BANDAORIENTAL E O RIO GRANDE DO SUL NOS INÍCIOS DO SÉCULO XIXHeloisa Jochims Reichelhreichel@unisinos.brO movimento de independência no Vice-Reinado Rio da Prata repercutiu de forma bastante intensana recém instituída Capitania de São Pedro, localizada ao sul do Brasil, junto às linhas de fronteiracom as terras de domínio espanhol e/ou platense. Temos defendido, em estudos anteriores, queparte desses territórios formam a Região Platina, espaço supra-nacional que se organizou ao longodo período colonial a partir de fundamentos econômicos, sociais e culturais comuns. Nessacomunicação, nosso objetivo é analisar as repercussões, na Capitania, das invasões portuguesas naBanda Oriental, a fim de demonstrar a importância dos intercâmbios e alianças existentes entrediferentes grupos da sociedade oriental e da sul-riograndense, bem como avaliar o quanto essesacontecimentos contribuíram para o desenvolvimento do nacionalismo entre eles.BASE ECONÓMICA Y FLUJOS COMERCIALES EN UNA REGIÓN CENTRAL-PERIFÉRICA.TACNA Y ARICA, 1776-1840Jaime Rosenblitt B.jaime.rosenblitt@bndechile.cl
    • 122El antiguo partido de Arica del Virreinto del Perú ostenta la singularidad de ocupar una posición decentralidad geográfica, pero alejada, a lo largo de los períodos colonial y republicano, alejada de losprincipales centros de poder políticos y económicos. El objetivo de esta presentación es examinarcómo, a lo largo de 64 años, los atributos espaciales permiten a esta región atraer parte importantede los flujos comerciales que circulan por el continente, pero cómo a la vez a partir de ellos nosurge una élite económica capaz consolidarse como un poder singular y autónomo, y representarpolíticamente sus intereses. El análisis que sigue se organiza en función de las principales etapas dela economía regional.LAS JURISDICCIONES Y LA FORMACIÓN DEL TERRITORIO EN MÉXICO SIGLO XVIII-XXJorge Silva Riquerjsilva@zeus.umich.mxEn este trabajo se abordará la problemática en torno a los espacios territoriales con base en lacreación, justificación y legitimación de las jurisdicciones en México en el tiempo mencionado.Desde la estrategia establecida por la corona española a través de la aplicación de las Intendencias,que abrió una discusión en torno a los elementos que deberían componer la llamada “región” y elterritorio del estado absoluto, primeramente, y moderno, posteriormente; la definición del espacio yde sus actores son elementos sustanciales que se tuvieron que replantear para justificar la creaciónde una nueva división política del mismo. Asunto que llevó a los actores a la construcción ydifusión de una legitimación que permitiera su reconocimiento y, por lo tanto, su apropiación; locual se tuvo que edificar a lo largo de esos siglos. Para poder reflexionar en este asunto el análisis yreflexión girarán en torno a asuntos fundamentales del estado moderno, como son soberanía yautonomía, mismos que dan paso a las definiciones concretas de las funciones jurisdiccionalesestatales contemporáneas.AS RECOMENDAÇÕES DO BANCO MUNDIAL E O ACESSO À JUSTIÇA NA AMÉRICALATINA E CARIBE: O FINANCIAMENTO DE UM MODELO DE JUSTIÇAJúlia Pinto Ferreira Portojuliaporto@gmail.comO acesso à justiça é tema que vem interessando não só os estudiosos do direito, mas tambémdiversos outros cientistas sociais. O interesse denota a preocupação atual de aperfeiçoar as relaçõesque envolvem a justiça e a sociedade, e a busca por entender por que não se acessa livremente àjustiça.Tem-se como marco histórico ao interesse pelo tema o surgimento dos chamados direitos sociais, queconfiguram espécie de direito humano cronologicamente situado na segunda dimensão. Essa esfera dedireitos caracteriza-se classicamente pelo dever de prestação material por parte do Estado de Bem-EstarSocial. Tendo sido posteriores à declaração formal dos direitos de primeira dimensão, os direitos sociaistrazem à tona a noção não mais de individualidade como trouxera o Estado Liberal, mas a idéia decoletividade.Diante do tema do acesso à justiça, é preciso fazer referência à então inovadora pesquisa empírica feita nadécada de 60 sobre o funcionamento do Poder Judiciário de diversos países, quase todos europeus, chamado
    • 123Projeto Florença. Esses dados resultaram o famoso relatório geral, que assumiu espaço de verdadeiro estudopioneiro sobre o acesso à justiça.Tal movimento, encabeçado por Mauro Cappelletti, trouxe importantes diagnósticos sobre as deficiências dajustiça nos países que participaram da pesquisa de campo do Projeto Florença. A grande problemática, nestaárea, é quando se tenta transplantar as soluções tidas como desejáveis nos casos dos países de economiacentral – os de primeiro mundo – para os países periféricos, terceiromundistas, em processo diverso: oprocesso de subdesenvolvimento.Questiona-se, com tal, a compatibilidade de transpor-se uma teoria européia para a América Latina. Comisso deseja-se pesquisar os inúmeros investimentos ou mesmo a tendência de instituições financeirasinternacionais, especificamente o Banco Mundial, em financiar reformas judiciais com base em seusrelatórios e diagnósticos. Questiona-se até que ponto as iniciativas de um banco desejam democratizar ajustiça, promover a ampliação do acesso à justiça e não imbuir os sistemas judiciais de diretrizes econômicas básicas que facilitem a livre economia internacional da formacomo se dá atualmente, isto é, na roupagem do neoliberalismo.Tais reformas são geralmente baseadas no Documento Técnico número 319 do Banco Mundial, onde aautora, Maria Dakolias, elenca e desenvolve quais são os elementos para reforma no setor judiciário naAmérica Latina e no Caribe. Até que ponto vai a clareza com que o Banco Mundial investe e financiareformas judiciais nesses países em prol da reorganização democratizante de recursos e da promoção demeios de redistribuição de renda é o que se deseja ter como objeto de estudo.Assim, vê-se que não é possível unificar com grau de certeza a perspectiva de estudo do acesso à justiça. Nosditos países desenvolvidos, os direitos decorrentes do princípio da liberdade, os civis e políticos de primeiradimensão, são exauridos e efetivados, enfocando-se a denegação na terceira dimensão.Palavras chave: acesso à justiça; direitos humanos; subdesenvolvimento; neoliberalismo, reformajudicialFUSÕES E AQUISIÇÕES TRANSFRONTEIRIÇAS NA AMÉRCIA LATINAJuliana Santos Pinheiro, Victor Prochnikjsp.vix@terra.com.brAs fusões e aquisições transfronteiriças são o mais importante método de entrada de empresasmultinacionais na economia Latino-Americana. Por exemplo, entre os investimentos diretosbrasileiros no exterior em instalações fabris, a maioria dos quais realizados em outros países daAmérica Latina, cerca de 90% são através de fusões ou aquisições. Ao estudar fusões e aquisiçõestransfronteiriças na América Latina, este trabalho destaca, por um lado, as características própriasdo ambiente institucional do continente (organizações, legislações e grupos de interesses) e, poroutro, os condicionantes e resultados das decisões empresariais, isto é, as estratégias adotadas e oprocesso de aprendizagem da cultura estrangeira resultante. Resulta uma discussão de como asfusões e aquisições transfronteiriças tornam-se um importante vetor de integração continental.A EMERGÊNCIA DO URBANISMO NAS CIDADES DO RIO DE JANEIRO E BUENOSAIRES: TRANSFORMAÇÕES URBANASLúcia Silvalrentesilva@ig.com.br
    • 124O Urbanismo tal como definido por CHOAY (1998) e enquanto campo de conhecimento eprofissional (BOURDIEU, 1993), emergiu na cidade do Rio de Janeiro na década de 20 do séculoXX. As idéias urbanísticas que circularam entre os profissionais da cidade de Buenos Aires,principalmente depois do Primeiro Congresso da Habitação realizado em 1920, encontramsimilitude com as discutidas no Rio. Recuperar o diálogo entre os profissionais que lidavam comsuas respectivas cidades e buscar as matrizes de pensamento utilizadas por eles é o objetivo destetrabalho.PODER, IMAGENS E IDEOLOGIA: CONTRIBUIÇÕES PARA UMA ANÁLISECOMPARATIVA DA CONSTRUÇÃO DO ESTADO NO CONE SUL A PARTIR DE FONTESICONOGRÁFICASLuciano Mendes Cabrallmendescabral@uol.com.brO presente trabalho pretende fornecer subsídios para um estudo comparativo da construção doEstado Nacional, no Cone Sul, a partir das imagens produzidas por esses mesmos Estados. Paratanto enfocamos os casos do Brasil e da Argentina, utilizando como fio condutor de nossas análisesos padrões de imagem contidos nos selos postais emitidos por esses países, a partir dos anos 40 e 50do século XIX. Observamos que, guardadas as particularidades históricas, a existência de ummesmo discurso ideológico possibilita a formação de um mesmo padrão imagético. Tais imagenssão produzidas por grupos de operatores que, embora engajados em contextos distintos, formam-sea partir de uma mesma lógica e procuram referendar em suas respectivas formações sócio-espaciaisum mesmo modelo de nação.Para tanto utilizamos o conceito de ideologia, conforme teorizado porTerry Eagleton e Raymond Williams, assim como as ferramentas metodológicas produzidas porRoland Barthes e Philipe Dubois para o estudo das imagens fotográficas.RESPONSABILIDAD DE LA EMPRESA ANTE LOS DERECHOS DE LOS CONSUMIDORESY SOLUCION ARBITRAL A LOS CONFLICTOSLuis Gutierrez Sanjuantrinid9@hotmail.com / kensis8@hotmail.comEl ponente pretende con esta asistencia y tema continuar con la línea de investigación y trabajo demi grupo de investigación Sistema legal del consumidor y del Master en Derecho societarioconsumidores y arbitraje, con lo cual se continua con la línea periódica de encuentros de este grupode investigación constituido por doctores de ULPGC, de Universidad de Guadalajara México yRumania, con la posibilidad también de incorporar a instituciones universitarias chilenas y de otrossitios. Habiendo realizado 2 congresos en ULPGC, un aporte al Congreso en México Guadalajaraen junio 2006 y a los congresos en Rumania como en febrero en 2006.La importancia de las Universidades participantes de diversos paises como Argentina, Brasil,Colombia, Mexico y España, ademas de Chile, hacen que este evento sea muy importante paracontinuar con la labor investigadora del grupo.
    • 125El tema de la ponencia se va centrar en un repaso de la evolucion historica de los derechos de losconsumidores y de los sistemas de arbitraje aplicados a ellos y en general a la resolucion deconflictos juridicos, tanto civile como mercantiles, como alternativa a la via judicial.En este sentido a nivel de la Union Europea, en su desarrollo historico, se han ido aprobandomultiples directivas regulando una mejor proteccion de los derechos de los consumidores, creandouna situacion nueva en el derecho europeo desde la ultima parte del siglo XX hasta el momento. LaCarta Europea de los Consumidores y el libro verde de los consumidores son instrumentos deavance y consolidacion de estos derechos de tercera generacion.Un hito ha sido la Constitucion Española de 1978 que contiene el articulo 51 donde se establece laproteccion de los consumidores como un principio rector de la politica social y economica delEstado. Este articulo sera expuesto y explicado en todo su contenido por su transcendencia. Laproclamacion del derecho a la salud y a la seguridad de consumidores/as y el derecho al productoseguro en todo momento. El derecho a la proteccion de sus intereses sociales y economicos, tantoen temas de vivienda, prestamos, arrendamientos, compraventa de bienes muebles, etc. aparececomo un nuevo derecho que se configura en especialidad. La regulacion de la publicidad paraproteger los derechos de los consumidores y por tanto deslindar la publicidad licita de la que atentaa los valores democratico, de la que es desleal, engañosa y subliminal y por tanto ilicita yperseguible por las asociaciones de consumidores.Tambien destacar en este articulo 51 la necesidad de la existencia de procedimienots eficaces parapoder accionar en la proteccion de los consumidores. En este sentido se ha potenciado con éxitocreciente la via alternativa a la judicial que es la via de arbitraje de consumo. Este sistemaextrajudicial se ha implantado posibilitando un sistema rapido, gratuidoy efectivo para atender lasreclamaciones de los consumidores.Paralelamente los derechos nacionales han ido aprobando leyes propias para aplicar la normativaeuropea, que a traves de innumerables directivas ha regulado gran cantidad de materias propias delos consumidores.Paralelamente ha habido un creciente interes por las formulas extrajudiciales de resolucion deconflictos en el campo empresarail, civil y con los consumidores, que se manifiesta en la recienteaprobacion de la Ley 60/2003 de arbitraje, que regula tanto el arbitraje internacional como elnacional. Como novedad y dentro de esta nueva cultura que se esta creando el arbitraje de consumose ha implantado con creciente éxito por las diferentes administraciones de comunidadesautonomicas. El sistema general del arbitraje, el estatus del arbitro, el papel de las garantias de unproceso justo de la prueba, de la eficacacia de cosa juzgada material y formal del laudo arbitral,crean una situacion nueva caracterizada por el impulso decisivo de todas las administraciones a estaforma complementaria de administracion de justicia. La Ley 60/2003 es norma general para todoarbitraje pero se aplica como supletoria para los arbitrajes especiales, creando un marco masfavorable para el desarrollo de este instituto juridico.El estudio comparado e investigador con la evolucion de estos derechos en la Republica de Chileayudara a profundizar en esta campo de investigacion multidisciplinario e interuniversitario.UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE AS POLÍTICAS GLOBAIS E QUESTÃO AMBIENTALManoel Gonçalves Rodrigues e José Eduardo Pereira Filhomanoel.rodrigues@terra.com.br / eduard_filho@uol.com.br
    • 126A globalização é um fenômeno que comporta uma série de interpretações que incluem desde asabordagens que a reconhecem enquanto fenômeno real nos sentidos tecnológicos e econômicos atéas análises que destacam preferencialmente seus componentes políticos e ideológicos. No campo domeio ambiente algo semelhante parece ocorrer, na medida em que há todo um campo político deenfretamento sobre o seu significado e o seu papel. Este artigo identifica que há uma estreita relaçãoentre a políticas de caráter global e a questão ambiental. De um lado há uma proximidade históricano surgimento de tais questões na agenda de discussão acadêmica e política em âmbito mundial,mais precisamente as duas problemáticas ganharam força nas últimas décadas do século passado.De outro lado, há o reconhecimento da dinâmica local-global, está presente tanto no que se refere àchamada globalização, como no que diz respeito à questão ambiental. Uma questão que emergedessa dicotomia intrínseca é que as políticas econômicas e sociais engendradas pelos Estados epelos Organismos Multilaterais de nível regional e global reproduzem uma lógica de dominaçãoequivocadaO TROPEIRO E A INTEGRAÇÃO DOS PAÍSES DO PRATAMaria Neli Ferreira Borgesmnfborge@ucs.brO tropeiro, e seu movimento chamado hoje de tropeirismo,foi de vital importâncisa para a Américado Sul e o Brasil,pois vão participar da ocupação ,exploração e integração do continente sul-americano.A economia na América Espanhola girava na época da colonização em torno dos metaisprecisoso, provenientes do Alto Peru, em especial a Prata.Para sua exploraçaõ era necessárioanimais de carga e transporte, com grande resistência.A mula que já havia sido usada na Europa eem outras regiões, apresentou-se como solução.Os olhos dos colonizadores espanhóis do Alto Perú, Santiago,Salta e até Tucumán,dirigem-se para aregião onde os burros eram criados de forma natural entre manadas de éguas.A região era aspradarias verdes da América do Sul, e o litoral pratense ou argentino.Cria-se com isto uma ligaçãoentre estas regiões e os Andes, em especial através de Salta e sua Invernada de Mulas,onde se faziatodo o comércio com a região andina.Junto com o caminho das mulas desenvolve-se um comerciode integração, entre as diferentes regiões da América Espanhola.Enquanto isto acontecia, no Brasil houve a descoberta das riquezas minerais e instalou-se ochamado Ciclo do Ouro,que também trouxe a necessidade do transporte ser feito por animaisresistentes.O Brasil volta-se para a América Espanhola , e para sua região criadora de mulas.Apartir de então vai ter o início do primeiro ciclo do tropeirismo,o das mulas,que se estende até oséculo XX,com o ciclo dos carreteiros.Para facilitar seu trabalho, o tropeiro brasileiro também criou caminhos que lhe facilitaram odeslocamento. Estes caminhos ligaram o Brasil com o Uruguai, a Argentina e os Andes, já que osmesmos partiam de Mendonza ou Salta, passavam por Santa Fé e chegavam até a região do atualUruguai, para a partir daí penetrarem no Brasil pelo atual Rio Grande do Sul.Devido a atividadeque exerciam,os tropeiros além do transporte de animais e mercadorias,foram os Responsáveisdiretos por levarem notícias para os locais por onde transitavam,carregando consigo também cartase recados entre um lugar e outro.Eles vão integrar e humanizar a paisagem platina.
    • 127PROPRIEDADE INDUSTRIAL, INTERESSE PÚBLICO E A INTERSECÇÃO COM ODIREITO CONCORRENC I AMauro Sodré Maiamaurosm@inpi.gov.brApesar de verificarmos que o Brasil sempre esteve presente no marcos jurídicos do Sistema daPropriedade Industrial, a exemplo da Convenção da União de Paris de 1883, nota-se que a cultura e ocorreto conhecimento desse Sistema não restara devidamente conhecido e utilizado pelos segmentosacadêmicos, de indústria, comércio e governo.Todavia, percebe-se, hoje, que trabalhos dedisseminação do Sistema de PI têm produzido uma correção desse rumo, notadamente com apercepção de que a propriedade industrial não é um fim em si mesma, não é um direito natural, o queimplica dizer que deve estar sempre condicionado ao desenvolvimento industrial, econômico e socialdo país. As patentes farmacêuticas são um bom exemplo da necessidade do Sistema de PI ter umacalibragem que permita não só o desenvolvimento do país, como também o atendimento ao interessepúblico, sendo esse, portanto, o ponto inicial e principal que se pretende discutir na referida Mesa doCongresso.Ainda com relação às patentes farmacêuticas, se mostra relevante dar conhecimento dasquestões mais sensíveis que hoje se apresentam no cenário nacional, notadamente em relação àsdemandas judiciais que estão sendo levadas aos tribunais com o objeto de ter estendidas suasvigências. Ademais, a intersecção da propriedade industrial com o direito concorrencial se apresentacomo um tema interessante para igualmente ser levado à referida Mesa, porquanto poderemos ter aoportunidade de demonstrar como um ambiente de monopólio legal e temporário produzido a partirda concessão de uma patente pode repercutir no mercado.PODER FAMILIAR X OBRIGAÇÃO ALIMENTAR NA AMÉRICA LATINA: ASPECTOSCONTROVERTIDOSMichelle Costa de Andrade e Pinheiro e Sayury Silva de Otonistellaemerysantana@gmail.comO presente artigo trata da relação paradoxal entre o termo do poder familiar, estabelecido pelamaioridade, e o princípio da solidariedade familiar que impõe aos pais o sustento dos filhosenquanto perdure a necessidade econômica destes, ainda que por toda a vida, em países como oBrasil, por exemplo, ou condicione a obrigação ao atingimento máximo de 21(vinte e um anos),como regra, ou 28 (vinte e oito) anos, em outros países da América Latina, desde que o filho estejana condição de aprendiz, estudante de ofício ou profissão. Esta preocupação foi exposta namensagem do executivo, quando da recomendação da aprovação do Código Civil da República doChile. O paradoxo consiste na obrigação imposta por lei quando não mais existe o dever deobediência dos filhos em relação aos pais, consagrado na mesma legislação, e nem mesmo aresponsabilidade civil dos pais pelos atos dos filhos, já maiores ou mesmo emancipados. Tal fatogera polêmicas de toda sorte, limitando ou impedindo o acesso a informações sobre a vida do filhoainda que requeridas por aquele que o sustenta, espontaneamente, ou por imposição judicial depagamento de pensão alimentícia. Discutir sobre a prevalência do princípio da inviolabilidade davida privada quando extensivo o princípio da solidariedade familiar ao filho maior é o objetivo do
    • 128estudo, que aponta a necessidade de adaptação legislativa à realidade latino-americana, na qual osfilhos permanecem sob a dependência econômica dos pais por um período maior do que 18(dezoito) anos, marco para a capacidade civil no Brasil, por exemplo. A vida sob o mesmo teto esob dependência econômica trás, implícita, a solidariedade fática dos pais sobre os atos dos filhos,fato não respaldado na lei. A escolha legislativa pela responsabilização do devedor através do seupatrimônio impõe à sociedade a execução vazia, quando se trata de ato praticado por indivíduomaior que viva sob a dependência econômica dos pais. Cria-se, com a legislação atual, uma lacunatemporal, na qual o indivíduo, que se enquadre na situação sob estudo, não tem o dever deobediência, mas tem o direito ao sustento, prejudicando terceiros que, por ausência de previsãolegal não podem responsabilizar civilmente a quem quer que seja: os pais não podem serresponsabilizados porque não há de ser presumir a solidariedade; os filhos, por não perceberemrenda e não terem patrimônio que possa responder pelas faltas civis cometidas. Assim, entendemosque, na realidade latino-americana, mister estender a solidariedade dos pais pelos atos dos filhosmenores aos filhos maiores que estiverem sob sua dependência econômica, garantindo aos pais odireito, em contrapartida, à obediência dos filhos, e a fiscalização de seus atos.A FALÊNCIA DO SISTEMA VARSÓVIA DE RESPONSABILIDADE CIVILINTERNACIONAL DO TRANSPORTADOR AERONÁUTICOPaulo Neves Sotostellaemerysantana@gmail.comO presente artigo tem como objetivo principal investigar o atual sistema legal de responsabilidadecivil no transporte aeronáutico internacional à luz de sua aparente superação perante os documentose experiência constitucional americana e de sua legislação infraconstitucional, herdeiras de umainfluência direta do direito continental europeu, tendo como referência principal a orientaçãoexistencialista definida pela opção da dignidade da pessoa humana como fundamento da própriaforma de organização dos Estados latinos em repúblicas democráticas pluralistas.Pretende abordar tanto o aspecto da dificuldade de tais convenções internacionais multilaterais seaperfeiçoarem, ou se adaptarem, a rápida evolução social, e as conseqüentes novas formas de danos;quanto à insuficiência do valor designado a título de reparação civil por danos decorrentes daatividade de transporte aeronáutico, diante das diferenças econômicas que caracterizam a região sulamericana, com a presença de ciclos inflacionários e características sociais só perceptíveis asensibilidade mais imediata do legislador nacional.Toma-se como ponto de partida as mudanças na dogmática jurídica decorrente de mais de umséculo de história marcada pela transição de uma Era Moderna, caracterizada pelo Estado Liberal epelo pensamento individualista; para uma nova era, inicialmente de cunho solidarista eposteriormente, por obra do refluxo das correntes de pensamento, neoliberal, dita Pós-Moderna ecaracterizada pelo confronto de uma pretensa globalização econômica com os paradoxos e desafiosdo localismo e regionalismo.O estudo se valeu das informações históricas reveladas pela análise da legislação sobreresponsabilidade civil e aeronáutica, bem como dos comentários na doutrina nacional e comparada,nos limites e dimensões de seu objeto, internacional.Foram analisadas as circunstâncias e características específicas do Direito Aeronáutico, bem comosuas finalidades e mecanismos especiais, e estudado o possível conflito legislativo que ocorre entrea legislação aeronáutica e a contemporânea legislação de constitucional; e, até mesmo, uma
    • 129eventual antinomia entre as normas de responsabilidade civil aeronáutica e as normas regionais dedefesa do consumidor.A INTRUSA: REPRESENTAÇÕES DO PAMPA NO CINEMA E NA LITERATURARosângela de Oliveira Diaslc.silva1952@uol.com.brO Objetivo desta comunicação é pensar, discutir, analisar através do filme A INTRUSA, oimaginário produzido pela literatura e pelo cinema sobre a planície platina. A paisagem da região,onde predominam os grandes espaços planos, a vegetação com poucas árvores e o vento frio econstante/cortante durante o inverno aparecem na literatura e no cinema como justificativas para asolidão, a desconfiança e a brutalidade da população que aí habita. O filme A INTRUSA, baseado em conto de Jorge Luis Borges e dirigido pelo, também argentino, Carlos Hugo Christensen em 1980, é exemplo desta perspectiva estética e ética. Sua narrativa aborda os temas da solidão e da brutalidade de dois irmãos no final do século XIX na região do pampa gaúcho. A linguagem cinematográfica do filme nos remete a este imaginário. Pensamos o filme como produção coletiva capaz de mostrar, refletir e discutir a mentalidade de determinada sociedade. Faremos isto utilizando A INTRUSA, tanto o filme quanto o conto de Borges, para compreendermos historicamente a produção deste imaginário sobre o pampa gaúcho.DIREITOS HUMANOS E AS RELAÇÕES INTERNACIONAISSidney Guerrascguerra@terra.com.brComo demonstram diversos autores contemporâneos, as sociedades pré-modernas caracterizavam-se por um tecido social bem costurado, com fortes laços estruturais, e.g. família, nação, corporaçõesprofissionais, igreja e etc. O processo de modernização acarretou a diminuição do papel dos laçosno tecido social e, portanto, resultou no aumento significativo da importância do indivíduo. Nadécada de 70, as sociedades industriais avançadas – agora sociedades plurais fragmentadas –passaram a formar-se ao redor de corporações com a criação de grupos sociais que clamavamnovamente a importância do tecido social. Raça, gênero, etnia, nação, tribo, linguagem, religião:todos esses grupos definem uma classe de pertencimento que, na maioria das vezes, impossibilita aconsideração da vontade geral, como pretendia Jean-Jacques Rousseau na teoria democrática.Conseqüentemente, as decisões políticas hoje não são capazes de dar conta de maneira universal esolidária das reivindicações de todo o corpo social.Nesse cenário, os direitos humanos encontram-se fracionados em categorias que reivindicamdireitos específicos. É o processo de multiplicação de direitos a que o falecido jurista italianoNorberto Bobbio faz referência. As teorizações construídas a partir de abstrações conceituais e deteses universalistas entram em contradição com as dinâmicas sociais dos países emdesenvolvimento, caracterizados por sociedades diversificadas culturalmente. As sociedadescontemporâneas, atravessadas por uma ampla diversidade cultural e por agendas políticasdiferenciadas, exigem uma reformulação dos direitos humanos a partir de uma perspectivatranscultural.
    • 130A violência e a violação dos direitos humanos, portanto, quando considerados nesse contexto dedesaparecimento de fortes laços sociais, são condicionados especialmente pela exclusão emarginalização social, cujas causas representam desde carências materiais e afetivas a medidassócio-educativas. O sentimento de insegurança daí decorrente implica conseqüências graves nacapacidade regulatória do Estado. Daí surge a justificativa deste projeto de cooperação acadêmica: anecessidade de a pesquisa e a produção do conhecimento direcionar-se para a avaliação e areorientação de políticas públicas através do incremento dos cursos de pós-graduação responsáveispela formação de futuros governantes e tomadores de decisão.A QUESTÃO DO VOTO NOS SISTEMAS POLÍTICOS DO BRASIL E DA ARGENTINA NASDUAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX : UMA ANÁLISE COMPARATIVASurama Conde Sá Pintosuramaconde@uol.com.brEsta comunicação apresenta como proposta realizar uma análise comparativa sobre o papel do votonos sistemas políticos vigentes no Brasil e na Argentina, nas duas primeiras décadas do século XX,tomando como base a produção acadêmica sobre o tema e os questionamentos levantados por essahistoriografia.TECNOLOGÍAS DE INFORMACIÓN Y COMUNICACIÓN EN ARGENTINA Y BRASIL. LAINTEGRACIÓN, DE LA ASIMETRÍA HISTÓRICA A LA DETERMINACIÓN DE FINESCONJUNTOSSusana Raquel BarbosaCorreo: susanbarbosa@cobrenet.comLa integración subregional del Mercosur y particularmente la de sus dos economías más grandes(Brasil y Argentina) se ha convertido, por la dimensión de su espacio y la diversidad de susrecursos, en un fenómeno de relieve no sólo para su perspectiva intra (para sus países integrantes)sino para el resto del mundo (su perspectiva extra-mercosur).La posición del Mercosur en el escenario global propició la visibilización de problemas asimétricosen su interior. Problemas de antigua data pero, antes del Mercosur irrelevantes, ellos son ahoracapaces de representar impedimentos para agilizar los procesos de integración. El primero enimportancia y a partir del cual se desprenden los otros es el de la asimetría. Los discursos sobre lasuperación de este problema que han proliferado en las últimas décadas coinciden acerca de laimposibilidad de simetrías regionales y proponen en todo caso, un nivel superior donde las políticasesenciales de ambos proyectos de país puedan, a partir de su convergencia relativa, mitigar elalcance de la asimetría estructural. Es la convergencia de políticas públicas la que puede volverproductiva una integración de partes asimétricas, donde la diferencia, la compensación y lacomplementariedad operen como refuerzos de aquellas condiciones.Debido a que una de las dimensiones atravesadas por la asimetría histórica es la de las Tecnologíasde Información y Comunicación, mi propósito es pensar los modos por los cuales la incorporación ala nueva economía del conocimiento por parte de Brasil y Argentina puede volverse más productivadesde una morfogénesis integradora del cambio tecnológico.
    • 131ROTAS DE COMÉRCIO NA FRONTEIRA ENTRE GUIANA FRANCESA E BRASIL (1808-1830)Siméia de Nazaré LopesA região fronteiriça entre Grão-Pará (no Brasil) e Guiana Francesa foi caracterizada por disputasentre autoridades em torno da delimitação de sua fronteira. Ao mesmo tempo, existia uma intensarota de comércio (principalmente ilegal) ligando as praças comerciais das cidades de Caiena eBelém (capitais da Guiana Francesa e do Grão-Pará, respectivamente). O objetivo desse trabalho éanalisar as relações ente negociantes e as rotas de comércio Caiena-Grão-Pará, buscandocompreender as aproximações e disputas entre comerciantes e autoridades das duas áreas.Privilegiou-se para essa pesquisa o período entre 1808 e 1830, marcado pelo acirramento dastensões políticas, culminando com a ocupação militar em Caiena (1809-1816), bem comocaracterizado pelo processo de independência e conflitos dos anos de 1820. O conflito presente naocupação dessas fronteiras foi um fator a mais nesse processo, o qual contou com fugas de escravose contrabandos de mercadorias. Como se estruturou o comércio nessa região diante um período deconflitos foi um dos questionamentos que guiaram essa análise. A documentação utilizadacompreende as fontes do Arquivo Público do Estado do Pará, Arquivo Nacional do Rio de Janeiro eArquivo Histórico do Itamaraty, por apresentarem as disposições e orientações das autoridades ecomerciantes para essa atividade.O DIREITO À SAÚDE NA FRONTEIRA SUL DO MERCOSUL: CONCEPÇÕES E PRÁTICASPOPULARESVera Maria Ribeiro Nogueiravera.nogueira@pq.cnpq.brO discurso sobre o direito à saúde tem alcançado grande protagonismo no Brasil após apromulgação da Constituição de 1988, a qual define a saúde como direito de todos e um dever doEstado a sua garantia, sempre com a cooperação da sociedade. Há um relativo acordo, no planojurídico, da normativa constitucional plasmando a garantia da saúde como um direito humanofundamental, positivado também através das leis 8080 e 8140. Há consenso também na concepçãode proteção à saúde, superando a oferta de bens e serviços sanitários e abarcando setores da vidarelacionados aos seus determinantes sociais, com a previsão da universalidade, integralidade eparticipação comunitária. Entretanto, a sua efetividade implica não unicamente na organizaçãoinstitucional do sistema de saúde, mas exige uma clareza conceitual sobre o próprio significado dodireito à saúde, favorecendo a organização de parcelas da sociedade civil para o exercício docontrole social e constituição de sujeitos políticos. Nessa linha, este estudo resgata a concepção desaúde e de direito à saúde nas regiões fronteiriças do arco sul do MERCOSUL, abrangendo Brasil,Argentina e Uruguai. Explicita a concepção de direito à saúde a partir da população usuária dossistemas de locais e resgata como esta mesma população usuária conceitua as respostas oferecidaspelos municípios da região e as redes de atenção à saúde, reconstruindo a dinâmica dainclusão/exclusão no sistema de saúde. A fronteira é percebida como um território peculiar, comoespaço de transito e não de limite, acompanhando a lógica da territorialidade inclusiva e não o
    • 132limite exclusivo próprio de uma visão mais conservadora e limitada de fronteira. Para obtenção dasinformações foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com os usuários das unidades de saúdereconhecidamente freqüentadas pelos estrangeiros.Os resultados evidenciaram uma posição de ambivalência, situados entre um discurso valorativopautado em ideal de igualdade derivada da dignidade humana e uma concepção pragmática,originária do vetor econômico e da escassez de recursos. Há distinções entre as fronteiras sendo queo discurso da escassez efetivamente ocorre em áreas mais empobrecidas e com sistemas instaladosprecários. Por outro lado, as práticas populares tomam outro rumo, sendo a solidariedade umaconstante e expressa de formas diversas caminhando sempre para o acolhimento do estrangeiro. Osresultados vêm subsidiando os profissionais da saúde no debate sobre ações transfronteiriças, tantono campo do controle social como na ampliação do debate sobre o tema, alargando os patamares decidadania social.
    • 133 MESA15 Migraciones, Nacionalismo y CiudadaníaMartha Ruffini meruffini@gmail.com, Maria Eugenia Cruset mcruset@hotmail.comLAS ASOCIACIONES CATALANAS DE BUENOS AIRES (1850-1930): ESTRATEGIASIDENTITARIAS Y PRÁCTICAS INSTITUCIONALESAlejandro FernándezLa colectividad catalana de Buenos Aires constituyó numerosas asociaciones durante la segunda mitad delsiglo XIX y la primera del XX. Algunas de ellas sólo tuvieron una vida efímera, debido a sus objetivosespecíficos, como por ejemplo las que se conformaron para apoyar a la Generalitat de Catalunya en elesfuerzo bélico de 1936-39. En otros casos se trata de entidades que aún existen, con más de un siglo detrayectoria. El propósito del artículo consiste en reconstruir la historia de tres de ellas, analizando lasestrategias y prácticas a través de las cuales procuraron reclutar a una parte sustancial de la colectividadcatalana de la ciudad –la más importante de América Latina, junto con las de La Habana y Montevideo- yafirmar por diferentes medios su propia identidad étnica, en ciertos momentos de manera complementaria yen otros conflictiva con la identidad pan-hispánica. Las fuentes empleadas, en su mayor parte inéditas,provienen de los archivos de las propias instituciones: el Montepío de Montserrat (1857), el Centre Català(1886) y el Casal Català (1908), además de los periódicos catalanes de Buenos Aires, así como de losespañoles, en momentos en que se produjeron debates entre los mismos. También se analizan las relacionesde las tres entidades con la propia Cataluña, las influencias que llegaban desde esta última y quecontribuyeron a definir el regionalismo y el catalanismo político practicados en Buenos Aires, y los vínculosde cooperación o conflicto con otros centros catalanes que tuvieron activa existencia en el país, como los deRosario, Mendoza y Bahía Blanca.EL PARIA Y EL CIUDADANO EN LA FILOSOFÍA POLÍTICA DE HANNAH ARENDT:Alicia Beatriz PorcelEn este trabajo abordaremos -a partir de Orígenes del totalitarismo y otros textos de Hannah Arendt- laperspectiva del paria entendido como la excepción, como lo políticamente anómalo, y que es utilizado por laautora para explicar el resto de la sociedad. En la obra de Arendt la extensión del concepto de paria abarcaal judío como caso paradigmático, además del nativo colonial, más la innumerable cantidad de “personas sinEstado” que proporcionan una mejor clave para comprender la verdadera naturaleza del Estado-nación que ladeclaración de los Derechos del ciudadano, y también a los esclavos del período previo a la guerra civil y susdescendientes no emancipados del período posterior a la guerra civil norteamericana. Intentaremos luegomostrar la relevancia que en nuestras sociedades contemporáneas pueden tener estos análisis de Arendt.INMIGRACIÓN Y CIUDADANÍA: UN ARGENTINO FRENTE A LOS DILEMAS DE SU TIEMPOAurora RavinaEn la Argentina de la gran inmigración, a la vista de los cambios en la dinámica social, se esperaba de laacción del Estado, que resultara un equilibrio apropiado entre los derechos y obligaciones de todos. Así, la
    • 134ampliación de la participación política a través de la reforma de las leyes de sufragio, fue un recurso decreación de ciudadanía que descubrió una de las dimensiones de esa reconfiguración social –fuertementeasociada con un nacionalismo incipiente– en la que debieron integrarse nativos e inmigrantes.A este respecto interesa dar cuenta en esta presentación del pensamiento de Roque Saenz Peña, presidenteargentino que promovió la ley de reforma electoral de 1912. Desde fuentes primarias: documentos públicos ycorrespondencia de Saenz Peña, se procura el abordaje de toda esta cuestión según el propio testimonio de unreformista que asumió el intento por resolver el dilema entre la defensa de los derechos individuales,emblemática para el liberalismo, y el resguardo del igualitarismo y la democracia implicados en elconservadorismo doctrinario en el que se reconocía. En tendía, además, que el país padecía un profundodeterioro ético que hacía inviable la política, convicción fundamental que atravesaba todos sus desvelosfrente a estas cuestiones centrales.UN APORTE CULTURAL DEL MEZZOGIORNO: LAS FIESTAS PATRONALES DE SANTA MARIADELLA SCALA Y SAN GIORGIO EN EL PUERTO DE MAR DEL PLATABettina FaveroEl barrio del Puerto era en la década del ’50 un espacio singular de la ciudad de Mar del Plata, no sólo por sudinámica económica directamente ligada a la pesca y por su peculiar composición social marcada por lanumerosa presencia de inmigrantes sino también porque fue una zona que se desarrolló en contraposición ala Mar del Plata balnearia que, por muchos años, fue el epicentro turístico de la elite aristocrática porteña.Específicamente, detendremos nuestra atención en los inmigrantes italianos del “mezzogiorno” que estabanasentados en la zona y que sellaron a la misma de un tinte étnico particular. Nos concentraremos en el origeny el desarrollo de dos fiestas patronales: “San Giorgio” (santo patrono de los oriundos de Ischia - Campania)y “Santa Maria della Scala” (santa patrona de los oriundos de Acireale - Sicilia).Consideramos que estas manifestaciones religiosas y culturales fueron básicamente trasplantadas desde ellugar de origen y recreadas en la zona de residencia, adaptándose a las realidades de la misma. Asimismo,intentaremos descubrir en estas prácticas sus posibles continuidades y rupturas en la sociedad receptora. Esdecir: a quiénes estaban dirigidas las fiestas, qué público las frecuentaba, quién las organizaba, cuáles eranlos vínculos con la parroquia del barrio, qué difusión tenían en el resto de la sociedad marplatense, entreotros. Por último, analizaremos la formación de dos asociaciones que se conformaron para la realización deestas fiestas y que llevaban el mismo nombre de los santos: las Comisiones Pro Fiesta de “San Giorgio” y de“Santa Maria della Scala”.‘MUJER INMIGRANTE’: COLONIZACIÓN DEL CUERPO MEDIANTE FRONTERAS CULTURALES,SEXUALES Y REPRODUCTIVASCarmen Gregorio GilEn el contexto de inmigración de la ‘Fortaleza Europa’ se analizan las estrategias de hipervisibilizaciónmediante las que se construye la categoría mujer inmigrante en el contexto del Estado español. Excluidas delcuerpo de la ciudadanía legítima como extranjeras, en las representaciones de las mujeres inmigrantes nocomunitarias, se encarnan retóricas de diferenciación etnoculturales, sexuales y reproductivas comorepresentación de la ‘otredad’, de un otro/otra construido como problema, amenaza, que pone en peligro el‘modelo civilizatorio occidental’ en el que la ‘igualdad de género’ se presenta como una de sus másimportantes conquistas. Paradójicamente junto a ello las políticas públicas de integración reclaman a lasmujeres inmigrantes como mantenedoras de su ‘cultura de origen’, ‘mediadoras entre la sociedad de origen yde acogida’ e integradoras del núcleo familiar en su importante papel en la socialización de las segundasgeneraciones.
    • 135La tendencia a sustancializar la diferencia cultural reclama, desde un enfoque crítico, un análisis másprofundo que se nutra de datos contextuales e históricos y observe la cultura como entramado de prácticassociales, atravesadas por el poder, dentro de las cuales las mujeres no sean representadas como colectivomudo unitario y homogéneo, sino como actoras sociales que “asumen, negocian redefinen, cuestionan yseleccionan los rasgos de diferenciación frente a otros grupos” (Maquieira, 1998:183).DIMENSÕES DA CIDADANIA OU ‘AS CONTROVÉRSIAS DE UM CONCEITO’Caroline Araujo BordaloNos estudos acerca das principais transformações políticas contemporâneas, não raro podemos observar quecategorias analíticas “clássicas” das Ciências Humanas são acionadas como princípio explicativo ondesurgem como uma espécie de Deus ex machina e, portanto, sem qualquer significado sociológico. O conceitode cidadania, a despeito dos debates mais rigorosos e sistemáticos, não é uma exceção uma vez que permeiaos mais variados espaços: universidades, mídia, ongs, governo e etc. O léxico do senso comum, presente emmuitas dessas formulações, acabam por obscurecer processos sociais concretos nos levando a considerar porvezes o arbitrário como um caminho natural, ou melhor, naturalmente ‘positivo’ para a “sociedade” onde aquestão fundamental se traduz na ampliação da cidadania. Contudo, esse processo nem sempre écompreendido a partir dos pressupostos inerentes ao próprio conceito acabando por torná-lo estéril ereificado. Noções correlatas tais como Estado e sociedade civil surgem como um quadro estático, umesquema mecânico que muito pouco condiz com o caráter eminentemente dinâmico das relações sociais.Nesse sentido, o presente trabalho busca resgatar a partir da gênese do conceito de cidadania um olhar críticoque permita compreender os seus usos contemporâneos e as questões políticas correlatas conferindo-lhe umsignificado menos essencialista. Trata-se, portanto, de tomá-la mais como expressão de uma relação social aser questionada, problematizada e compreendida a posteriori do que uma virtude dada a priori.PRIMER CONGRESO AMERICANO DE CENTROS VASCOSCesar ArrondoLa presente investigación tiene por objeto analizar las deliberaciones y propuestas que tuvieron lugar ennoviembre de 1997, en el Congreso Americano de Centros Vascos que tuvo lugar en la ciudad de BuenosAires. En este sentido, es importante tener en cuenta que la Diáspora Vasco-Americana, se constituye a partirde las diferentes oleadas migratorias de vascos al mundo, y tiene en la actualidad gran implicación ydesarrollo en los Estados Unidos de Norteamérica, Argentina y Uruguay, contando además, con unapresencia activa en Chile, México, Venezuela, Perú, Brasil, y Cuba y Canadá. Esta reunión de vascos y susdescendientes en la ciudad de Buenos Aires, constituye la primera experiencia continental, con lo cual, de ladocumentación relevada, se espera poder desentrañar cuales fueron las prioridades del colectivo vasco en losdiferentes países, sus debilidades y fortalezas, como así también, sus perspectivas de cara al futuro.EL CARÁCTER DINÁMICO DE LA MOVILIDAD Y LA INSERCIÓN EN EL MERCADO DELTRABAJO CANADIENSE. EL CASO DE LOS ECUATORIANOS A MONTRÉALChiara Pagnotta CeetumEn el ámbito de los estudios migratorios, frecuentemente se ha sostenido que la identidad del migrante está,de algún modo, predeterminada por los orígenes y no por un proceso dinámico. En este sentido, existe una tendencia a considerar el concepto de “cultura” como algo inmutable, equiparando el término con el de “etnia”. Una perspectiva similar se presenta al abordar el núcleo fundamental de los estudios sobre
    • 136migraciones: esto es, el problema de la producción, la reproducción y la transformación de la identidad de los sujetos migrantes.Siguiendo esa corriente de estudios, en esa conferencia quiero presentar los primeros resultados de mi trabajode campo acerca de la migración ecuatoriana a Montreal (Canadá).Principalmente enfocaré mi análisis sur la creación y la reinscripción de la identidad a través del recorridomigratorio y según las experiencias vividas. Particular énfasis tendrá el análisis sur contesto de llegada, surla inserción en mercado del trabajo canadienses y la exclusión social vivida por parte de los inmigrantesecuatorianos (hombre y mujeres). En ese sentido, quiero mostrar como la identidad de pertenencia sea elfruto de la mezcla entre los ambientes sociales creados con la migración.A JORNADA SOLITÁRIA DO IMIGRANTE NORDESTINO PROLETÁRIO NO CINEMA: UMALEITURA CULTURAL DO APRENDIZADO TÁTICO DA INTEGRAÇÃO NA COMUNIDADE NOFILME ESTÔMAGOCynthia SchneiderO estudo é uma análise do filme Estômago(2007), do cineasta brasileiro Marcos Jorge. A abordagemmetodológica parte dos conceitos teóricos dos estudos culturais para o delineamento do modelo de análisefílmica. O objeto central do estudo é a jornada do personagem principal, um migrante nordestino que semuda para uma metrópole e seu processo de apreensão e aplicação de táticas de integração social, conformeo roteiro do filme. A fundamentação teórica utiliza os conteúdos sociológicos de BAUMAN, de forma aapresentar uma leitura dos aspectos culturais que caracterizam os laços relacionais do personagem numcoletivo de centro urbano brasileiro. A análise fílmica enfatiza a proposta do roteiro (COMPARATO eCASETTI) quanto à descoberta e aplicação de táticas de sobrevivência junto a uma comunidade do centrourbano pelo personagem na aplicação da macro estratégia: integrar-se à comunidade, descobrir as regras deconvivência e reagir aos conflitos pessoais, passionais e de sociabilidade que decorrem disto.LA MIGRACIONES TEMPRANAS VISTAS DESDE LA PERSPECTIVA DEL DIARIO DE VIAJE DEUN EMIGRANTE CATALÁN EN ARGENTINA. LUJÁN, PROVINCIA DE BUENOS AIRES, 1852-1907.Dedier MarquieguiEl uso intensivo de los documentos personales, como la correspondencia los testimonios de viaje, lasmemorias o autobiografías de los inmigrantes, ha recibido un poderoso impulso, en la investigación históricay sociológica contemporánea, a partir de la admisión que lejos de ser como se pensaba fuentes solamentedescriptivas son una vía privilegiada para indagar cuestiones centrales como los conflictos de identidad queexperimentan las personas alguna vez sometidas a procesos como las migraciones ultramarinas, que no sepueden seriamente encarar sin considerar el punto de visto de los protagonistas, Porque son indudablementeesta clase de relatos, dotados de toda la carga de subjetividad que se quiera, pero no seguramente aquellaque surge de los preconceptos implícitos en los sistemas clasificatorios de los científicos que desde susvalores actuales de lo que debiera o no ser considerado aceptablemente los juzgan, los que mejor o demanera distinta nos pueden iluminar en la reconsideración de problemas como el de la convivencia en ellosde distintos niveles de identidad, como el local, el de las nacionalidades de destino o de partida, y el lugardonde habrían de arraigar definitivamente en busca, quizá, de una representatividad no meramente estadísticasi no antes bien explicativa., Es ese el propósito que nos proponemos tratar de alcanzar a través de estaponencia mediante el análisis de uno de esos documentos, en combinación con otros, el Diario de Viaje deJaime Palet cuyo título puede ser engañoso pues, si es cierto, encierra la narración de las numerosasoportunidades que ese inmigrante catalán se movió entre su Barcelona natal y su adoptiva Luján a lo largo
    • 137de casi medio siglo, es sobre too el relato de u viaje por la vida en donde describe ínterin sus vivencias ysensaciones ante cada dilema que en esos dos lugares le plantea su existencia, transcribe correspondencia,publicaciones periódicas y hasta poesías y producción literaria propia, brindándonos una extraordinariaoportunidad de penetrar en ese mundo de conflictos y contradicciones y en el de los modos que intentan sersolucionados en su caso, que es con toda probabilidad el de muchos otros.COMPRENDER AL INMIGRANTE EN EL ESCENARIO METROPOLITANODelia Dutra da SilveiraComprender cómo los inmigrantes se apropian y producen su espacio psicofísico en el escenariometropolitano, es el punto de partida para una investigación actualmente en proceso de construcción. De ellasurgen puntos de reflexiones teóricas que propongo rescatar a través de las proposiciones de pensadores delas ciencias sociales que, ya en el inicio del siglo pasado, problematizaron a respecto del individuometropolitano y del proceso de urbanización y, por lo tanto, no pueden ser descuidados. En articulación conesas proposiciones se levantan cuestiones que buscan aportar conceptos para avanzar en el análisis de laproblemática específica en las prácticas y transformaciones de lo urbano. Algunas consideraciones sonseñaladas como esenciales para dar continuidad al trabajo: que las singularidades manifiestas en lapersonalidad del inmigrante en ese proceso de producción del su espacio deben ser estudiadas en diálogo conla estructura física y las lógicas del sistema en que está; que entre una ciudad de origen y otra de destino elmigrante estaría construyendo formas de existencia metropolitanas a partir de residuos de su memoria y desus cuadros sociales reales; que la comprensión del modo de vida no debe ser reducida a un modo típicopredominante, sino que esa apropiación típica del espacio urbano sirve para proporcionarnos elementos apartir de los cuales se puedan identificar las singularidades del colectivo a ser investigado; y, finalmente, queal hablar de inmigrantes es preciso reconocer que se trata de una categoría construida a partir de una variable(origen geográfico), y no significa que eles formen parte de un grupo homogéneo.MEDIO SIGLO DE MATERNALISMO. LIDERAZGOS ÉTNICOS FEMENINOS, REPERTORIOSORGANIZACIONALES Y PATRIOTISMO EN LA ZONA LITORAL DEL GOLFO SAN JORGE(PATAGONIA, ARGENTINA)Edda CrespoEn los últimos años quienes han estudiado el contradictorio proceso de inclusión de los habitantes de losterritorios nacionales a la ciudadanía política no incorporaron a esa discusión la forma en que los mismosafectaron a varones y mujeres. Si bie algunos aspectos vinculados a prácticas materiales e imaginariascomenzaron a ser abordados en torno a las fiestas patrias, los rituales obreros y las ceremonias de coronaciónde reinas de belleza, otros enfoques priorizaron el peso de la etnicidad en la reconstrucción de las prácticasasociativas, recuperando el protagonismo de españoles, italianos y portugueses y de las asociaciones queellos conformaron. Se han explorado también las pautas matrimoniales sobre todo de los chilenos de lalocalidad, haciéndose referencia a las asociaciones creadas por los mismos. Si bien son aportes importantespara el análisis del mutualismo étnico en la zona, en la medida que estos grupos han desarrollado unacapacidad asociacionista que se destaca por la gran cantidad de entidades creadas en la misma, debenincorporarse perspectivas que permitan valorar la experiencia asociativa en el país de origen y explorar lasvías que permitieron a sus integrantes construir nuevos vínculos con la sociedad local. La noción de grupoétnico tiene particular relevancia dado que permite examinar las formas en que más que reproducir se creanlas identidades étnicas. A nivel local, es escasa la producción que se ha interesado por dar cuenta de estascuestiones, si bien se ha considerado la forma en que las identidades étnica y de clase tuvieron en la
    • 138construcción de las identidades sociales de los trabajadores de las empresas petroleras en el período 1917-1932. Más recientemente, se ha incorporado a estos análisis el estudio de las identidades de género. Creo queno nos alcanza con mencionar que los lazos identitarios se construyen a través de actividades sociales,celebraciones nacionales o reproduciendo la nómina de integrantes femeninas de las comisiones de fiestas.Necesitamos explicar cómo a través de estas prácticas asociativas y la adopción de diversos repertoriosorganizacionales, las mujeres encontraron formas de hacer política a pesar de su exclusión promoviendoasimismo el reconocimiento de otros tipos de derechos (civiles y sociales) para ellas mismas como para otrasmujeres de la zona en estudio. PORTAS DE ENTRADA; PORTAS DE SAÍDA – AS HOSPEDARIAS DOS IMIGRANTES EM SÃO PAULO E BUENOS AIRESEloisa Ramos A comunicação abordará as Hospedarias dos Imigrantes de São Paulo e Buenos Aires como espaços de memória dos imigrantes. Lugares de chegada, as hospedarias eram simbolicamente as “portas de entrada” dos emigrantes em direção a uma nova vida. Sendo um lugar provisório, as hospedarias eram, ao mesmo tempo, as “portas de saída” para o novo mundo que se abria para os agora imigrantes. Transformadas em museus, as hospedarias mostram hoje em exposições permanentes ou temporárias, as muitas esperanças e os poucos pertences que acompanharam estes grupos e, ajudam a construir uma memória para estes personagens e seus descendentes.LOS LÍMITES DEL TERRITORIO DE UNA SOCIEDAD BINACIONAL: RELACIONESINTERÉTNICAS DE LA TRIBU YAQUI.Enriqueta Lerma RodriguezLos yaquis son una sociedad étnica asentada al sur del estado de Sonora, México. Destaca por ser un puebloque ha logrado conservar su autonomía política, jurídica y territorial. Tras dos siglos de guerra con el Estadomexicano, en 1937 el presidente Lázaro Cárdenas les otorgó el reconocimiento de su autogobierno y elrespeto de sus límites territoriales (entonces acordados), así como de su propiedad territorial comunal. Sinembargo, durante “las guerras del yaqui” cientos de miembros de la etnia huyeron a Estados Unidos,asentándose en el estado de Arizona.Desde el acuerdo con Cárdenas la situación del territorio tradicional ha sufrido grandes transformaciones:económicas, productivas, de uso de suelo y principalmente con respecto a la reducción de sus fronteras, puessu territorio ha sido invadido paulatinamente. Ante este panorama circulan distintas versiones de lo qué es elterritorio yaqui y de lo que debería ser, pero además esto se complejiza con la “reproducción de otroterritorio yaqui” en Arizona. Ambas comunidades mantienen relaciones estrechas, principalmente conrespecto al ciclo ritual. Sin embargo, tanto yaquis estadounidenses, como mexicanos, saben que cualquierapuede acceder al territorio tradicional por ser yaqui, ¿esto en el plano discursivo o en el fáctico? Lo primeroque se tiene que señalar es: tras la diáspora, qué es el territorio yaqui, qué relaciones interétnicas hay en tornoa él y cómo se apropian de él los yaquis binacionales.La intensión de esta ponencia es explicar cómo la noción de territorio tradicional se modifica y se presta adistintas interpretaciones tras una diáspora.ALGUNOS ASPECTOS DE LOS IMAGINARIOS SOCIALES EN TORNO AL INMIGRANTEFelipe Aliaga Sáez
    • 139Esta ponencia pretende por medio de una reflexión sociológica, introducir algunos elementos generales sobrela transformación de la cotidianeidad de muchas personas inmigrantes que asumen el desafío de emigrar desus países de origen y establecerse en un nuevo contexto, el cual muchas veces, puede resultar favorable,generándose condiciones de integración adecuadas, pero también puede presentarse como adverso y hostil,en donde, estas personas pueden enfrentar abusos y situaciones conflictivas. Estos procesos de cambio yacomodo, suponen el recambio o el surgimiento de nuevos imaginarios sociales en torno al inmigrante. Se incluyen diversos ámbitos en los cuales es posible identificar imaginarios sociales (familia, trabajo,asociaciones, etc.), sin ser un trabajo en profundidad o exhaustivo sobre todos los aspectos de la inmigración,sino más bien una introducción a la materia, se entregan algunas pautas generales sobre elementos relevantesde transformación social en torno a este fenómeno, cabe mencionar que el análisis lo realizo tomando comoreferencia la realidad española.Este artículo es un escrito teórico que se presenta a modo de ensayo, espera constituirse como un materialpara la discusión, la crítica y el análisis, o servir como base para la introducción a la investigación empíricaen campos específicos.MIGRACIÓN, POLÍTICA Y CIUDADANÍA. EL CASO DE LOS INMIGRANTES RECIENTES ENCHILEFlorencia JensenEl presente trabajo aborda la temática de la migración reciente hacia Chile y su resignificación en términosde “problema social” y cómo ello se traduce en la exclusión social de determinado tipo de migrante. Paraello, se realiza un recorrido por conceptos claves para entender el fenómeno de la migración en el contextode la globalización, al tiempo que se realiza una breve descripción de la migración en Chile.Se discute principalmente el concepto de ciudadanía en relación a la migración, y cómo se construye desde elEstado chileno al ciudadano inmigrante. Para ello, se realiza un análisis de la política migratoria chilena, suLey de extranjería, como así también los procesos de regularización de los inmigrantes que se han llevado acabo a lo largo de la última década.Finalmente se explora cuáles son las consecuencias de la reciente migración en Chile, concluyendo que lallegada de inmigrantes, fundamentalmente de países limítrofes, pone en jaque a las instituciones socialescomo a la sociedad en su conjunto, demostrando que existe una fuerte tendencia a la exclusión, lamarginación y la discriminación.NACIONALISMO Y REFORMA ELECTORAL: RICARDO ROJAS EN EL CLIMA POLITICO-INTELECTUAL DEL DEBATE DE LA LEY SAENZ PEÑAGraciela FerrasEste artículo se propone un breve recorrido por el clima intelectual crítico de la reforma electoral de 1912desde la perspectiva nacionalista de Ricardo Rojas. A la crisis del cosmopolitismo que el pensador anunciaen La Restauración Nacionalista (1909) durante el Centenario se le suma, ahora, la crisis del sufragiouniversal. En 1911 responde a una “encuesta electoral” que realiza el periódico La Nación con una originalpropuesta de repartición geográfica de la función electoral dividiendo al país de acuerdo a su “capacidaddemocrática”. Si la pregunta de Rojas de si puede realizarse en igualdad de condiciones “reales” el ejerciciodel sufragio en la ciudad de Buenos Aires que en las Provincias no ha perdido actualidad, la salida queencuentra, de todos modos, no es muy alentadora: excluir para integrar, será su fórmula. Esta propuesta entraen diálogo con otras obras y discursos que reflexionan sobre la nación y la nacionalidad en una relaciónindisoluble con su idea capacitaria de la ciudadanía. ¿Cómo determinar las medidas pertinentes de la
    • 140representación política? ¿Quién forma parte del pueblo y quien no? ¿Es la “comunidad de ciudadanos” unaparte de la Nación o la Nación toda? Estos son algunos de los interrogantes que dispara la propuesta rojianaponiendo en cuestión no sólo la universalidad del sufragio, sino retrotrayendo el viejo dilema entre la tuteladel pueblo, la soberanía popular y la libertad individual, ante el inevitable advenimiento de la democracia.LA MIGRACIÓN Y SUS CONSECUENCIAS EN TABASCOGuadalupe Vautravers ToscaTabasco es un estado del sureste de México, está situado entre las montañas del norte de Chiapas y el Golfode México. Constituye, junto con los estados de Chiapas, Campeche, Yucatán y Quintan Roo, el sureste de laRepública Mexicana, región que se localiza al este del istmo de Tehuantepec. Algunos autores refieren queesta región corresponde, orográfica, climatológica e hidrográficamente, a la América Central, la cual sitúanen la zona tropical que se extiende, del noroeste al sureste, desde el istmo de Tehuantepec en México, hastael valle del río Atrato en Colombia. Cuenta con una extensión territorial de 24,661 kilómetros cuadrados, lacual representa el 1.3% de la superficie del país. Limita al norte con el Golfo de México; al este con el estadode Campeche y Guatemala (nuestra frontera con El Petén); al sur con el estado de Chiapas y Guatemala y aloeste con Veracruz.En esta ponencia se analizan los cambios recientes que se han presentado en la migración del Estado deTabasco, ya que durante las décadas de los 70,s y 80,s fue un estado de inmigración y en la actualidad es unaentidad de emigración y de una gran parte de la transmigración centroamericana que atraviesa México condestino a los Estados Unidos de América.O TRABALHO DECENTE NA SOCIEDADE DO RISCO: TRABALHO E MIGRAÇÃO NO MERCOSULHelcio Ribeiro, Vivian Silveira Fernandez DiasAs transformações trazidas pela reestruturação produtiva da economia global nas últimas décadas têm trazido novos desafios para a proteção do trabalho neste início de século no mundo todo. Estas mudanças vêmafetando a cidadania do trabalhador que continua um fator de produção ligado ao Estado Nacional, apesar da tendência de mundialização do capital. Com a mundialização aumenta a tendência de migração dotrabalhador, mas seus direitos continuam ligados ao Estado Nacional. Neste contexto o Estado Nacional tem procurado adaptar-se às novas exigências da economia global flexibilizando direitos trabalhistas e desconstitucionalizando outros, sempre seguindo a lógica do mercado. A Organização Internacional do Trabalho vem analisando e se pronunciando sobre estas mudanças tentando oferecer saídas e alternativas para a discussão que vem se travando entre os defensores das reformas flexibilizantes e os defensores das antigas formas de proteção. Uma dessas propostas é a temática do trabalho decente. Trabalho decente é entendido como aquele adequadamente remunerado, produtivo, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, sem quaisquer formas de discriminação e capaz de garantir uma vida digna a todas as pessoas que vivem do seu trabalho, conforme definição da própria OIT. Por outro lado, o que se observa é que, no caso do Mercosul, o processo de integração tem induzido a um aumento da exploração do trabalho em virtude do fato de que o trabalhador migrante normalmente não tem acesso ao trabalho formal, ficando sujeito não apenas ao trabalho precário mas até mesmo a novas formas de escravidão. A precarização do trabalho em um sentido geral encontra seu complemento nas formas mais agudas de exploração do trabalhador migrante e o Estado Nacional tem reforçado esta tendência ao arrepio das propostas da OIT. Oartigo propõe discutir até que ponto a proposta de medidas para a proteção do trabalho decente feita pela OIT é viável e traz alguma inovação na discussão do tema a partir do desenvolvimento da sociologia do risco. O artigo sustentará que novas formas de regulação são necessárias na sociedade do risco. Porém ainda não existem propostas alternativas suficientemente fortes para enfrentar a hegemonia da reestruturação pós- fordista no plano do Estado Nacional e nem mesmo no âmbito do Mercosul. Na atual conjuntura os riscos
    • 141 inerentes ao trabalho e ao desemprego são individualizados ao máximo, fazendo com que o trabalhadorarque com os prejuízos trazidos pela reestruturação produtiva. As propostas alternativas devem, porém, levar em conta que não existem garantias quanto aos resultados de qualquer mecanismo novo de regulação dotrabalho, uma vez que o que está em jogo é a própria capacidade regulatória do direito nacional e dos blocos econômicos frente à mundialização do capital.MIGRACIÓN MEXICANA HACIA ESTADOS UNIDOS: LOS DESAFÍOS DE LA IDENTIDAD Y DELA CIUDADANÍAHernan Salas QuintanalPor la complejidad que representa, la migración no puede entenderse solamente como el movimiento depersonas y grupos de un lugar a otro, ni como el mero desplazamiento de personas que cambian su residenciahabitual. La migración hacia los Estados Unidos ha mostrado ser un fenómeno evidente en la definiciónsocial, cultural, económica y política del México contemporáneo y de su frontera norte, en que la búsquedade una mejor calidad de vida es uno de los motivos primordiales asociados a la expulsión de mano de obramasiva, especialmente, durante las ultimas tres décadas. Hoy la migración de mexicanos hacia EstadosUnidos es un proceso que rebasa un simple cambio de residencia, ya que influye en asuntos laborales tantocomo en la movilización de una extensa red de vínculos sociales y familiares.El fenómeno migratorio tiene antecedentes históricos importantes que se manifiestan desde la segunda mitaddel siglo XIX, y que se generaliza en el siglo XX de manera sostenida, cuyas causas se encuentran en lassucesivas crisis económicas registradas en México, la reestructuración de su modelo económico, lastransformaciones en la estructura económica estadounidense, las contingencias deparadas por launilateralidad de las diversas políticas migratorias norteamericanas, el impacto de los tratados comerciales yun contexto general de globalización.Aquí se centra el interés de esta ponencia, que busca exponer las características actuales de la migraciónmexicana, entre las que destacan: una disminución de los mecanismos de circularidad de la migración ytendencia a aumentar el tiempo de permanencia en Estados Unidos; incremento en la magnitud e intensidadde los flujos y de la cantidad de migrantes permanentes, tanto documentados como indocumentados;ampliación de las regiones de origen y destino, con tendencia a la configuración de un patrón migratorio decarácter internacional y no meramente regional; mayor heterogeneidad del perfil de los migrantes,diversificación ocupacional y sectorial; efectos del flujo migratorio hacia Estados Unidos sobre la dinámicademográfica del país; esto es, la conformación de una comunidad de origen mexicano de magnitudconsiderable.Esta presentación se centrará en un aspecto mucho más significativo. La migración transforma el estatusjurídico o legal de las personas involucradas, factor desencadenante de varios conflictos latentes ymanifiestos que plantean un nuevo reto a la democracia, que es el reconocimiento de la igual dignidad quedeben tener todos los habitantes de un estado, sean o no ciudadanos y tengan o no sus documentos en regla,de tal manera que la discusión es si en estos casos el respeto a los derechos humanos universales tieneprioridad sobre las restricciones nacionales.LOS WAYUU, UNA NACIONALIDAD DIVIDIDA ENTRE DOS NACIONESHumberto Chacon, Elizabeth ManjarresEl desconocimiento de las realidades histórico-culturales, propias y muy marcadas, que desde antaño poseela Península de la Guajira, ha ocasionado un delicado problema socio-cultural que ensombrece la vida de losWayuú, puesto que el límite entre Colombia y Venezuela fue fijado en la península sin tomar en cuenta laubicación de este pueblo, el cual vio repartida la tierra de sus ancestros entre dos Estados que ni siquiera hoydía poseen una ocupación efectiva y plena en la región. Los Wayuú, verdaderos pobladores y dueños de laGuajira, habitan esta árida e indomable península desde tiempos prehispánicos e incluso hoy día continúan
    • 142siendo la mayoría étnica presente en la zona; aun cuando la división fronteriza en la Guajira es conocida porlos Wayuu, para ellos tal arbitrariedad no posee un gran significado y en su imaginario social y cultural losmismos no se identifican con ninguna otra comunidad imaginada que no sea la de su grupo étnico.EL PARIA COMO CATEGORÍA DE IDENTIDAD EN LA OBRA DE HANNAH ARENDTJacqueline Rayas PadillaLa identidad como diferencia en el pensamiento político de Hannah Arendt se contituye en el momento enque respondemos de y a lo que nos ha sido dado. Lo que nos es dado y no hemos elegido reside en una seriede diferencias de orden cultural que configuran el mundo de cada uno de los miembros de una comunidadsocial. No obstante, lo dado no confiere ninguna clase de singularidad. Para Arendt, su condición judía nodetermina su visión del mundo, sino la posición que asume, a través del acción y el discurso, frente a ella.Existen diversos modos de responder ante lo que nos ha sido dado, que Hannah Arendt tematiza a través dediversas figuras de la paridad. La categoría de “paria social” refiere a las condiciones modernas de exclusiónjudía producto del decreto de emancipación de 1812. Frente a la condición judía como diferencia,históricamente se han asumido diversas identidades: la del “advenedizo” (parvenue) que renuncia al donrecibido con el fin de ser reconocido y poder asimilarse a la cultura dominante, y la del “paria consciente”que aceptando el don recibido, lo representa a través de la palabra y la acción frente a los otros, intentandoasí, conquistar un espacio público de apariciónLA INMIGRACIÓN PERUANA EN LA REGIÓN DE ANTOFAGASTA: REDES SOCIALES EIMPACTOS SOCIO-CULTURALES, 1990- 2008.José Antonio González PizarroLa ponencia apunta a establecer el impacto derivado del flujo migratorio peruano en la región de Antofagastay, principalmente, en la capital regional, Antofagasta.Desde el término del ciclo salitrero- en su etapa de la tecnología Shanks- a principios de 1930, no se habíaevidenciado una presencia tan visible en lo demográfico y en lo socio-cultural de peruanos en la zona.Siendo parte esta ponencia de un estudio mayor que compara dos periodos, 1910-1930 y 1990-2008 de lapresencia peruana, expondremos parte del avance en lo que concierne al asentamiento peruano en la región,determinando la presencia de redes sociales en distintos ámbitos y la incidencia de ésta en tres niveles:a) La inserción en el ámbito de la religión católica incorporando determinadas prácticas y santuariosnovedosos en la comunidad creyente nacional.b) La inclusión- derivado de las políticas públicas aplicadas por el gobierno de Chile- en el entornoeducacional planteándose no sólo la convivencia diaria sino el debate en torno al pasado histórico de ambasnaciones.c) La aparición de un “empresariado de oportunidad” en el campo gastronómico y la inserción de una “manode obra de necesidad”, como proyecciones de los móviles económicos del flujo económico.La referida presencia peruana nos lleva al tema de encarar la dicotomía nacionalismo/integración en la vidacotidiana conjuntamente con lo que hemos denominado en otros trabajos como “verdades cívicas” en cuantoal consenso producido ante la divergencias de las historias oficiales sobre acontecimientos bélicos o dedistanciamiento estatal y, a su vez, encarar la emergencia de un multiculturalismo peculiar en el horizontelatinoamericano en cuanto a prácticas religiosas compartidas y recepción de la diversidad gastronómica, queconstituyen soportes sociales para encarar la materia de la ciudadanía, a partir de dos políticas concretas: a)la regularización de las visas de residencias, es decir, la integración formal a la sociedad civil y b) la aperturade los servicios estatales (salud, educación, subsidios, etc) ante la presencia del cambio de rótulo de
    • 143inmigrante sin papeles, a extranjeros residentes con posibilidad de ejercer la “ciudadanía” de primer orden enel país.El trabajo se enmarca en el Núcleo de la Iniciativa Científica Milenio “Ciencia Regional y PolíticasPúblicas” (Mideplan, Chile).MIGRACIONES, FERIAS NUPCIALES Y HOGARES EN RÍO NEGROJose Antonio Gomiz GomizHemos desgajado este tema de una investigación mayor , ya terminada, acerca de la composición de lasfamilias y los hogares en Río Negro y la subsiguiente conformación de un sistema de políticas sociales parala provincia.El presente trabajo intenta una descripción de las características de la migración extranjera en el territoriorionegrino y ha sido realizada con el análisis de las cifras aportadas por los Censos Nacionales de poblacióny de los Censos Territoriales que los complementan.Desde 1869 a 1914 la población extranjera se multiplicó por diez en el Territorio Nacional de Río Negro.Este crecimiento, sin precedentes, obviamente está alimentado por la gran migración del ultramar que anuestro país, como a otras áreas nuevas, llegaron desde mediados de S. XIX y hasta básicamente 1914.Luego, y al contrario de lo que ocurre a nivel de todo el país se constata un ingreso permanente deextranjeros al territorio rionegrino. Así mientras entre 1931 y 1946, la recepción migratoria disminuyedrásticamente a nivel del país, en el caso rionegrino este flujo permanece y se explica por la continuidad dela migración de origen chileno.La relación de masculinidad de los extranjeros en el territorio de Río Negro siempre fue muy alta, contendencia a la baja censo a censo. El aumento de la proporción de mujeres a partir de 1960 está mostrando elcambio en la composición de extranjeros –mayor cantidad de chilenos- y en una migración ya más familiarque la forma típica anterior del hombre solo y soltero.La migración de familias constituidas parece ser más importante, implica ello, una menor proporción devarones y personas adultas y solteras.Hasta 1947 se produce un predominio europeo que refleja –para Río Negro- el mismo fenómeno de la Granmigración de europeos hacia las “áreas nuevas”· de colonización. Es a partir de esta última fecha cuando setorna notorio el flujo de migrantes chilenos que pasan a predominar fuertemente entre la totalidad deextranjeros en la Provincia al punto que para 1980 forman las tres cuartas partes del total de extranjerosestablecidos en la Provincia de Río NegroLuego de 1980, el crecimiento absoluto constante del total de población extranjera que se arrastraba desde elperíodo anterior quiebra su inercia en el reflejo del Censo de 2001, en la Provincia de Río Negro. Porprimera vez disminuye de 59.163 a 48.416 la cantidad de extranjeros. Como pudimos observar, básicamentese trató de un fenómeno asociado al cese de migración desde Chile.Llama la atención la tendencia –casi lograda- a igualar la cantidad de mujeres con la de varones entre losextranjeros.Al haberse frenado la inmigración desde Chile, la mayor antigüedad de la migración ultramarina y el simplepaso de los años, ha llevado la proporción de migrantes de países limítrofes a constituir en la última fecha(2001) casi el 90 por ciento de la población extranjera afincada en la provincia de Río Negro.INSERCIÓN DE LOS MIGRANTES BOLIVIANOS EN EL VALLE INFERIOR DEL RIO NEGRO (REP.ARGENTINA) 1970-2008Jose Luis Abel
    • 144Según Roberto Benencia, la migración boliviana a la Argentina comenzó a cobrar importancia durante ladécada del ‘30 acompañando la demanda de mano de obra de algunas economías regionales.Abarcó, en un primer momento, las provincias de Salta y Jujuy donde estuvo vinculada a la cosecha de lacaña de azúcar y el tabaco; para luego extenderse a la cosecha de la uva en la región cuyana.Hacia fines de los años ‘60 la crisis de la actividad azucarera indujo a los migrantes bolivianos a buscarnuevos horizontes. Así fue como los desplazamientos tuvieron como destino la ciudad de Buenos Aires ylocalidades vecinas donde se dedicaron a actividades urbanas, principalmente la construcción.A mediados de los años ’70, comenzó a producirse otro tipo de migración; esta vez dirigida al ámbito rural,donde los trabajadores bolivianos se insertaron como mano de obra de los establecimientos hortícolas queconforman los distintos cordones verdes de la ciudad de Buenos Aires y de otras localidades del interior.En el contexto de esta expansión horizontal, arribaron a algunos valles irrigados de la Patagonia tales comoel valle inferior del Río Colorado, el valle superior del Río Negro y el Valle Inferior del Río Chubut.Esta inserción en la actividad hortícola se produjo en un primer momento bajo la forma de aparceríafamiliar. Posteriormente, una buena parte de estos aparceros lograron acumular algún capital y pasaron adesempeñarse como arrendatarios. Finalmente, un porcentaje menor logró trepar al escalón de propietarios,culminando así un interesante proceso de ascenso social vertical.Nuestra hipótesis es que el asentamiento de trabajadores bolivianos en el Valle Inferior del Río Negro, encercanías de la ciudad de Viedma, estuvo muy vinculado a esta última variante migratoria.O IMIGRANTE NA PROPOSTA CIVILIZADORA DE AURELIANO CANDIDO TAVARES BASTOS(1861-1873)Josefa SouzaEntre os parlamentares mais destacados do século XIX, encontra-se Aureliano Cândido Tavares Bastos(1839-1875). Representando a província de Alagoas/Brasil em três legislaturas (1861-1868) participou dasdiscussões mais candentes de sua época, tanto na Câmara Legislativa quanto na imprensa ou por meio dospanfletos que lançou entre os anos de 1861-1875. As fontes utilizadas neste artigo, serão os panfletoslançados entre 1861 e 1873, sobretudo, o que foi lançado em 1867, denominado “Memórias sobre aimigração”. Assim, objetiva-se evidenciar a contribuição do imigrante europeu e sobretudo, norte-americano,que somada a outras medidas tornariam o Brasil uma nação civilizada. A trajetória do deputado fornecepistas que devem ser levadas em consideração, pois possibilitam o entendimento da questão. Neste sentido épossível destacar que a formação acadêmica na Faculdade de direito de São Paulo aliada as leituras querealizou, sobretudo, A democracia na América publicada em 1835, pelo francês Aléxis de Tocqueville(2001) o contato com protestantes radicados no Brasil; assim como a participação do autor como deputado éindispensável para a elaboração de suas críticas e a defesa do modelo cultural norte-americano.Desde apublicação de Os males do presente e as esperanças do futuro que as mudanças operadas nos EstadosUnidos da América eram significativas e que era preciso ver com maior atenção a dimensão daqueles fatos.Entendia o autor/parlamentar que, naquele país, estava acontecendo mudanças que deveriam ser vistas eanalisadas pelos representantes do povo. Assim, Tavares Bastos(1862) defendeu que a constituição dasociedade norte-americana deveria ser analisada com muita atenção pelos governantes brasileiros e,conclamava os seus pares para observar que, no Brasil, havia problemas resultantes da nossa colonização eera preciso extirpá-los.Sabia que a Europa, para muitos deles, continuava sendo o lugar para onde asatenções continuavam a ser direcionadas. Contudo, apesar das oposições, insistiu, nos diversos artigos epanfletos que publicou, estar o “novo” se realizando no norte do continente americano. Aquela civilizaçãoconstituída a partir dos valores ingleses havia conseguido superar a metrópole. Nesse sentido, carecia que, noBrasil, a sociedade se libertasse dos valores ultrapassados e constituísse uma nação pautada nos valores doprogresso e da civilização. Para isso, chamava atenção dos que o consideravam pouco patriota por alimentara idéia da proximidade entre o Brasil e os Estados Unidos da América. Segundo o autor, não existia ummodelo mais apropriado do que o daquela sociedade para servir de referente ao povo brasileiro. Nesse
    • 145sentido, acreditava que era conveniente despir das heranças da colonização portuguesas e aproximar-se, cadavez mais, solicitando os auxílios e partilhando os resultados oriundos daquele modo de viver e sentir.MEDIAÇÕES ENTRE OS CAMPOS POLÍTICO E CULTURAL: O INSTITUTO HISTÓRICOGEOGRÁFICO E ETNOGRÁFICO DO PARANÁ E A IDENTIDADE REGIONAL PARANAENSELarissa RosevicsEl Paraná fue una de las últimas provincias del Imperio brasileño a conquistar su autonomía política,teniendo en la producción de yerba mate, en la extracción de madera y en la cria de ganado sus actividadeseconómicas básicas, y a partir de estas actividades descendían los grupos políticos del período. Elfederalismo de la Vieja República brasileña, que fue de 1889 hasta 1930, posibilitó la consolidación de laformación territorial, poblacional e identitária del Paraná. Con la mayor parte del territorio cubierta por unavegetación virgen y por grupos indígenas, una de las principales preocupaciones del grupo políticodominante era el poblamiento de la región que, llena de los ideales positivistas de razón y progreso, eligiócomo estrategia la inmigración europea. Este trabajo procurará deconstruir la idea de nación, para despuéspoder establecer el papel del Instituto Histórico Geográfico e Etnográfico do Paraná como soporte cultural ypolítico para la consolidación de una identidad regional paranaense. Se parte de la idea que, la nación comoes conocida en la modernidad es una comunidad imaginada (ANDERSON, 2005) que surgió con laascensión de la burguesía al poder político en América del Norte y Europa, entre los siglos XVIII y XIX(HOBSBAWN, 2002), y posibilitó incluso procesos de invención de símbolos, mitos y de tradiciones(HOBSBAWN; RANGER, 2002). Insertado en un contexto de investigaciones sobre el Paraná del inicio delsiglo XX (BEGA, 2001; KEINERT, 1978; OLIVEIRA, 2001; PEREIRA, 1998; SALTURI, 2007;SZVARÇA, 2004; TRINDADE, 1997) este es un paso a más para entender como transcurrió la formación dela identidad de un grupo poblacional completamente heterogéneo, con etnias, lenguas, culturas y tradicionesdistintas y, por veces conflictivas. Las únicas semejanzas existentes entre esos hombres eran el espaciogeográfico y la posibilidad de un futuro común. Pero, para haber un proyecto del futuro, a los modelos delsiglo XIX, era necesario construir un pasado.LA MIGRACIÓN EN HIDALGO EN LA ÚLTIMA DÉCADA DEL SIGLO XX.Laura Franco SánchezA partir de los años noventa se observa no solo en México sino en todo el mundo un crecimiento sosteniblede los movimientos migratorios. Este fenómeno es global y se considera como una de las causas principalesde la así llamada globalización. En México aunque históricamente ha existido una permanente migracióninternacional a los Estados Unidos a causa de los convenios existentes entre estos dos países y su cercaníaterritorial, fue solo a inicios de los noventa que la migración a Estados Unidos creció de una forma acelerada.Esto ha llevado aunque con cierto retraso a que la migración se vuelva un tema de suma importancia tanto enla política como en el ámbito académico. El estado Mexicano ha vuelto su mirada a los migrantes,principalmente por el significado que las remesas tienen en la economía mexicana así como se observa en elprograma ‘bienvenido paisano’, la reforma legislativa para el voto en el extranjero y la visita frecuente depolíticos tanto nacionales como locales a comunidades de mexicanos en Estados Unidos. También en losúltimos años se ha incorporado a los migrantes en las políticas públicas estatales como es el caso delprograma gubernamental ‘tres por uno’. Este fenómeno social se puede constatar en Hidalgo, un estado quehasta los años noventa no formaba parte de los estados tradicionales mexicanos expulsores de migrantes a losEstados Unidos. En los últimos 15 años se observa un aumento significativo de la migración al país vecinoprincipalmente del Valle del Mezquital que ha llevado a un cambio fundamental de la sociedad y laeconomía hidalguense.
    • 146Con el aumento de la migración se observan cambios en las formas de migración y en la construcción yreconstrucción de identidades. Actualmente ya no se puede hablar de un migrante que abandona su lugar deorigen para ir a radicar permanentemente a otro país, sino se observa un arraigo en dos espacios territorialesdistintos. En el estado de Hidalgo existen varios ejemplos de comunidades transnacionales cuyos miembrosya no se orientan unicamente a un espacio social como es el caso de Ixmiquilpenses en Clearwater, Florida,Cardonalenses en Carolina del Sur entre otras comunidades que orientan su vida social tanto a su sociedad deprocedencia como también a la sociedad receptora.ESPACIO PÚBLICO Y CIUDADANÍA BAJACALIFORNIANA (1989-2007)Manuel Ortiz MarinEl tema del espacio público representa la oportunidad de reflexionar sobre sus manifestaciones y evolución enla sociedad contemporánea y su relación con la participación ciudadana. En lo particular, el abordar unacontextualidad fronteriza como es el escenario en Baja California de 1989 a 2007, aporta mayores posibilidadesde análisis desde distintos referentes. Espacio público, democracia, ciudadanía y medios de comunicación, sonconceptos que están inmersos en una condición de interdependencia; entre ellos se requieren para sumanifestación, y el desarrollo de cada uno sufre afectaciones que impactan en ocasiones simultánea y en otras adiferentes momentos, su coexistencia.Desde esta perspectiva, el enfoque de espacio público aportado por: Habermas (1986, 2005, 2006), Bourdieu(1996, 2000), Rabotnikof (2000), representa una posibilidad para el análisis del problema de investigación. Portal motivo se pretende: Estudiar el comportamiento de la ciudadanía bajacaliforniana en su interdependenciacon la ocurrencia del fenómeno de cambio político, el actuar de la esfera de gobierno en sus ámbitos jurídico-normativos y el rol desempeñado por la prensa estatal durante los últimos 18 años, y poner a prueba lafacticidad de la ampliación de los espacios públicos como escenarios sociales de debate y discusión de la vidaciudadana como expresión de su mundo de vida.La trascendencia de la investigación que se propone, proviene de si efectivamente la propuesta ideológica y elaccionar de las estrategias políticas de los gobiernos de Baja California identificados por su filiación al PartidoAcción Nacional, han ampliado los cauces de la expresión de la ciudadanía y mejorado los espacios públicos departicipación ciudadana en beneficio de la democracia.El estudio se plantea desde la Teoría Crítica para el avistamiento del constructo social denominado espaciopúblico y su relación con los conceptos de ciudadanía, democracia y medios de comunicación masiva. Para ellose propone analizar: la actuación de los gobernantes en los periodos de 1989 al 2007; la participación de líderessociales, políticos y culturales en la conformación de las agendas públicas, y el estudio de etapas especiales dela prensa bajacaliforniana, en los cuales se refleje el comportamiento de los principales actores de la sociedadbajacaliforniana.EL DEBATE REPUBLICANO EN LA ARGENTINA DEL SIGLO XIX ENTRE LOS INMIGRANTESESPAÑOLESMarcelo GarabedianLa inmigración transoceánica en la Argentina de la segunda mitad del siglo XIX y las primeras décadas delsiglo XX, se constituyó en una referencia ineludible para explicar el desarrollo y el progreso del país.Cualquier ámbito que decidiéramos indagar se encuentra cruzado e influenciado por el aporte inmigratorio yla construcción de un espacio político “moderno” no fue la excepción. Si bien los extranjeros se veíanimposibilitados de participar automáticamente de los procesos electorales (primero debían adoptar laciudadanía argentina) esto no fue un impedimento para las “prácticas” políticas y para el debate en el seno dela sociedad receptora.
    • 147Este período histórico estuvo fuertemente influenciado por la prédica renovadora de la política (tanto enEuropa como en América) y los debates en pos de las grandes transformaciones tuvieron a los republicanosespañoles entre sus principales difusores. Las convulsiones políticas que se vivieron en España con motivode la Primera República (1868 – 1874) tuvo sus coletazos en las colonias de españoles en América.Esta ponencia intentará aportar un poco más sobre el debate republicano español en Argentina y suinfluencia sobre la sociedad local, siguiendo la línea trazada por Angel Duarte en su libro “La República delemigrante”, analizaremos a dos de los principales exponentes del republicanismo rioplatense: Rafael Calzaday Carlos Malagarriga.Para ello, nos valdremos fundamentalmente de los periódicos españoles que se editaban en la ciudad deBuenos Aires: El Correo Español, por unos años Rafael Calzada fue Director propietario, y La RepúblicaEspañola, el periódico de Carlos Malagarriga.POLÍTICA DEL CONOCIMIENTO, PODER Y PARTICIPACIÓNMaria Alejandra PedragosaEl presente trabajo intenta ser un aporte a la reflexión sobre la construcción de ciudadanía, en el ámbitoparticular de la democratización del conocimiento como parte del desarrollo de una democracia sustancial yno meramente formal. El enfoque político elegido para lograr una proyección que supere la limitadaaspiración de “socializar el conocimiento” es el pensamiento de Hanna Arendt. Intentamos definir comopunto de partida los conceptos de poder, espacio público y pluralismo para una política de participaciónciudadana en política científica. Esta perspectiva nos permite pensar el objetivo de la democratización delconocimiento no como un mero reparto del saber “per se”, la intención es la constitución de un ciudadanocapaz de participar en el espacio público, para lo cual se debe asegurar una participación efectiva. Brindar laposibilidad de la expresión, el pensamiento y la acción real en interacción con los otros. Sin poder expresarlo que se piensa, especialmente cuando la vida política se presenta bajo dos formas: discurso y acción, con elcarácter revelador y caracterizador del sujeto sería falso hablar de la igualdad para la participación, solo seentraría en un juego “manipulador” o “colonizador” del pensamiento. Las ideas de Hanna Arendt nospermiten ampliar la perspectiva en cuanto a la democratización del conocimiento en términos de políticacientífica, pudiendo dar origen a un estilo verdaderamente pluralista, donde la construcción del poder sea porun “actuar y hablar juntos” de los diversos actores sociales, no solo de la corporación científico - tecnológica.EL ESPEJO IRLANDÉS: VASCOS E IRLANDESES EN ARGENTINAMaria Eugenia CrusetLas similitudes propias de los nacionalismos identitarios, como son el irlandés y el vasco, son tan grandesque se ha tendido a pensar que uno es el reflejo del otro,- como en un espejo-, sin embargo, debemosempezar a enfrentar sus diferencias para poder comprenderlos plenamente. Y esto hecho desde la periferia,es decir, desde las Diásporas. Lo cual de por si ya marca una diferenciación con las “Madres Patrias” ybrinda una visión original.Ideas como “nacionalismo” e integración y lo que implicaba, papel de la Iglesia y rol de la mujer; lacuestión de la “raza”; la lucha armada como forma de conseguir objetivos políticos; no solo diferenciaban airlandeses y vascos en Argentina, sino que lo hacían entre estos y sus lugares de origen.Asimismo, es interesante estudiar como los vascos,- de acá y de allá-, buscan y estudian el “espejo irlandés”no solo por una “curiosidad intelectual”, sino como un análisis crítico de la praxis política.Nos gustaría estudiar con mayor profundidad que se reflejaba en ese espejo y que se hace con esa imagen.
    • 148LA PRENSA Y LOS DERECHOS POLÍTICOS DE LOS TERRITORIALES. VIEDMA, RÍO NEGRO(1916-1930)María Teresa VarelaEl mantenimiento de una doble ciudadanía en el país, que excluía de la participación política electoral a untercio de su población, creaba una marcada desigualdad que colocaba a los habitantes territoriales en unplano de inferioridad. Si bien en el período analizado la cuestión de los derechos políticos obtuvo ciertoprotagonismo a través de proyectos oficiales no se produjeron las transformaciones que condujeran a laaplicación del texto de la ley. Pero a pesar de que los derechos políticos estaban vedados no podemos dejarde resaltar la activa participación de la ciudadanía local y territorial en variados espacios de sociabilidadpotenciados por el rol dinamizador que ejerció la prensa periódica en estos lugares.En toda sociedad democrática el periódico se instituye como un actor político de existencia necesaria. En losterritorios nacionales la prensa alcanzará una gravitación indiscutible como vocero de los intereses yaspiraciones de sus habitantes. Si bien presentaron diferencias a la hora de tomar partido por los diferentesproyectos e iniciativas sobre derechos políticos para los territorios nacionales, se observó como característicacomún el marcado interés por declarar y responder a dos características periodísticas, la finalidad informativay el principio de independencia, que le dieron un perfil de profesionalismo a esta actividad empresaria eintelectual.Las fuentes analizadas resultaron ser en algunos casos inéditas como las Cajas de Administración deGobierno del Territorio, Libro de Actas del Concejo Municipal de Viedma y prensa escrita.Pretendemos con esta ponencia realizar un aporte actualizado y novedoso a la historiografía rionegrina, quesirva de base para investigaciones futuras y a estudios comparativos con otros territorios nacionales.PATRÓN MIGRATORIO Y CIUDADANÍA EN EL CONTEXTO DE LA MIGRACIÓNMartha Guerrero Ortiz, Eramis Bueno SánchezEl presente trabajo se plantea como objetivo analizar el cambio en el patrón migratorio y la participación dela ciudadanía con respecto al ciudadano naturalizado, el ciudadano por nacimiento de padres americanos ycon status legal de no ciudadano en los Estados Unidos. El concepto de ciudadanía reviste vital importanciaporque hace referencia a la pertenencia de un grupo, a los derechos y deberes, a la identidad, a la razón deser, a la situación legal y, a la participación de sus miembros en la comunidad no sólo en la de destino sinoen la comunidad de origen del migrante.En este sentido, se considera el cambio del patrón migratorio que se ha dado sobre todo a partir de 1986,derivado de los nuevos procesos de la IRCA (Inmigration Reform and Control Act), según el cual, nospresenta varios escenarios: 1) pasa de una migración masculina temporal y circulatoria, a una migracióndefinitiva que tiende ser familiar y con menos regresos a México, 2) una transnacionalización del hogar ycon regresos a México sólo de visita, de diversión y vacaciones y, 3) una migración legal masculina y/ofemenina y en su calidad de trabajador pensionado de los Estados Unidos tiende a retornar a su tierra natal,de manera temporal ya sea de visita o de descanso a México como a los Estados Unidos. Para ello,describimos un caso de estudio que nos ilustra sobre los vínculos que se establecen entre los migrantes conla comunidad de origen que les da status social y pertenencia como miembros de la comunidad.LA LIGA PATRIÓTICA ARGENTINA Y LOS DERECHOS POLÍTICOS .EXPRESIONES YOPINIONES SOBRE POLÍTICA Y CIUDADANÍA EN EL CONGRESO GENERAL DE TERRITORIOSNACIONALES (1927)
    • 149Martha RuffiniLa Liga Patriótica Argentina, expresión política de la derecha argentina, constituyó un grupo de presiónideológico organizado bajo el formato de organización civil paramilitar con fines represivos ypreventivos.Surgida en la Semana Trágica de 1919 , contó con la adhesión de relevantes actores sociales ypolíticos y mantuvo una actividad sostenida en todo el país hasta mediados de la década de 1930.Entre 1920 y 1920 la Liga Patriótica Argentina organizó diez congresos para debatir cuestiones de políticasocial, economía, cultura, educación, temas militares y políticos. En ellos se advierten no sólo las posturas dela liga sobre diferentes problemáticas sino también las variaciones en el lugar que ocupa la Liga patrióticaargentina en el concierto político nacional y sus áreas de interés prioritario.En 1927 y como expresión del interés de la Liga en las cuestiones vinculadas con la Patagonia , la BrigadaRío Gallegos convocó al Primer Congreso General de los Territorios Nacionales, con un temario amplio queincorporó como prioridad la postergada provincialización de los territorios nacionalesLos debates de este Congreso mostrarían la preocupación de la Liga por la argentinización de los territoriosdel sur y las críticas vertidas al gobierno nacional, que no logró subsanar la exclusión política de loshabitantes territoriales y otorgarles el derecho de representación ante el Congreso.Pero las argumentacionesesgrimidas en las sesiones del Congreso pondrían en superficie las divergencias existentes al interior de losterritorios nacionales acerca de la necesidad de provincialización y la articulación de esta cuestión con elproblema de la tierra, la justicia y la cuestión obrera.LA DOBLE CIUDADANÍA MEXICANO AMERICANA EN COMUNIDADES MIGRANTESTRASNACIONALES: TRANSFORMACIÓN DE LAS RELACIONES ENTRE LOS CIUDADANOSBINACIONALES Y SUS COMUNIDADES EN UN PROCESO DE MIGRACIÓN INTERNACIONALPaola Suarez AvilaLa presente ponencia tiene como objetivo analizar cómo la migración internacional ha modificado ytransformado la relación entre el ciudadano y el Estado, replanteando a los migrantes la necesidad dereorganizar dicha relación con el fin de que sea preservado el pacto fundamental de reconocimiento mutuoimplícito en la ciudadanía.Desde el análisis particular de la migración mexicana en la bahía de San Francisco en California y laconformación de organizaciones mexicano-americanas en pro de los derechos humanos, sociales, civiles ypolíticos en esa región, se contextualiza la premisa inicial, con el fin de explicar de qué manera actúan, seorganizan y comunican los migrantes para la consecución de fines comunes que ayuden al desarrollocomunitario en los lugares de origen y de recepción.APROPIACIONES CULTURALES A TRAVÉS DE PRODUCTOS BRASILEROS MEDIÁTICOS Y NOMEDIÁTICOS, POR UN GRUPO DE IMIGRANTES URUGUAYOS EN EL SUR DE BRASIL.Pedro Russi DuarteEn este artículo derivan de los resultados de una investigación con migrantes uruguayos establecidos o encirculación en el sur de Brasil – Mercosur. La dinámica migratoria investigada (a través de secuencias deentrevistas en profundidad) fue el flujo UruguayBrasil articulada en tres movimientos: (1) uruguayos queviven en Rio Grande do Sul (experiencia en el presente); (2) uruguayos que retornaron al Uruguay desdeBrasil (migración de regreso como experiencia registrada en la memoria – retrospección); (3) uruguayos quedesean/manifiestan emigrar para Brasil (experiencia de “proyecto de vida”). Uno de los objetivos de esainvestigación fue entender cómo, a través del contacto con productos mediáticos y no mediáticos brasilerosen el Uruguay, los uruguayos amplían el patrimonio cultural y simbólico partiendo de las apropiaciones de
    • 150tales productos, re-significando sentidos culturales colectivos e individuales. Se entiende que esas instanciasconstituyen la re-localización por la necesidad del individuo de sondear, reconocer, entender el escenario enel cual se encuentra (o va a emigrar). De esa forma, se entiende que los productos son dinamizados por losmigrantes articulando el nuevo espacio social-público a ser vivenciado. Aquí, analizo la interacción de losmigrantes uruguayos con los medios para configurar lo espacial (estar en un determinado lugar) y losimbólico (acciones del individuo) delineando así un escenario diaspóricoMIGRACIONES EN LA ERA GLOBAL. LATINOAMERICANOS HACIA ESTADOS UNIDOS DENORTEAMÉRICARenee Mengola globalización es la pugna por el libre tránsito en las fronteras desde un contexto universal, pero para lamovilidad poblacional, dueños del capital humano, no opera de igual manera, donde la legislación migratoriase vuelve más controladora, severa, selectiva, apelando a una política de seguridad nacional, se da así lacontradicción que encierra la globalización, porque cuando se trata de personas, de seres humanos, quienestambién buscan crecer en lo personal, social y económico, la eliminación de las barreras y la apertura defronteras no opera y son más rígidas e inhumanas.Los migrantes empiezan a ser vulnerables desde antes de migrar. La estructura social y económica en que sedesarrolla un ser humano, le impone una serie de condiciones de subsistencia, pobreza, desempleo, salariosbajos, violencia política, inseguridad ciudadana, desastres naturales y deseos de superación que su país no leofrece, por lo que se ve forzado a emigrar en búsqueda de mejorar su condición de vida y calidad humana.La realidad de los flujos migratorios de centroamericanos que cruzan la frontera sur de México (1.149kilómetros de frontera con Guatemala y Belice) en su intento por llegar a “El Dorado” norteamericano sehace cada vez más preocupante.La migración latina transnacional ha conllevado a un aumento enorme en las remesas que los trabajadores deetnia latina en el extranjero envían a las redes familiares ampliadas en América Latina.Los migrantes son protagonistas de los cambios culturales que no son una parte de las transformacioneseconómicas sino el comportamiento fundamental del tipo de sociedad que esta construyendo.INMIGRACIÓN Y REDES SOCIALES: PERUANOS EN LA CIUDAD DE CÓRDOBA. ARGENTINASonia BanegasEsta propuesta de investigación analiza el caso de un kiosco enclavado en un tradicional barrio de la ciudadde Córdoba, que al estilo “polirubro” funciona como comedor, almacén, verdulería de comidas y productostípicos del Perú. Y ofrece, asimismo, la venta de pasajes aéreos y terrestres entre Córdoba y LimaDesde una perspectiva etnográfica se observará como en este tipo de comercio se entraman las redessociales que operan en el fenómeno migratorio.Este trabajo es parte de uno mayor cuyo objeto es caracterizar la comunidad peruana residente en Córdoba enrelación a su composición demográfica, inserción ocupacional y vinculación con el país de origen a partir delanálisis de redes sociales.IMÁGENES Y PREJUICIOS EN LA CONSTRUCCIÓN DE LAS IDENTIDADES CHILENAS EN LAPATAGONIA CENTRALSusana Torres
    • 151En la Patagonia central los inmigrantes chilenos fueron parte de una "diáspora" en la cual se entrecruzaronmigraciones internas preexistentes en el país de origen y traslados que se realizaron dentro del territorioargentino. Existe la idea que los chilenos llegaron en número significativo a partir de fines de la década del50, sin embargo la radicación en la zona costera del Golfo San Jorge, ha sido un proceso más lento ydinámico vinculado a los lugares de procedencia, a las posibilidades de trabajo que ofrecía la zona receptoray los desastres naturales y cuestiones políticas en la zona expulsora.Los migrantes chilenos trajeron consigo sus diferencias culturales y sociales, sus santos, sus mitos y susfestejos. Llegaron tardíamente a una sociedad multiétnica, en la cual se incorporaron como mano de obra nocalificada. La comunidad receptora y la competencia laboral los convirtió en el blanco de prejuicios. Lamayoría les hizo frente y construyeron identidades chilenas que en distintos momentos históricos superaronel prejuicio, aunque la violencia simbólica siempre ha estado presente.El trabajo es una primera aproximación a los procesos de construcción de las identidades chilenas, las cualeshan implicado una diferenciación de los otros y en situaciones de competencia y contextos culturalesparticulares han generado prejuicios. Este proceso de construcción de la chilenidad no estuvo exento deconflictividad. Junto al prejuicio comenzó a gestarse y se fue definiendo el estereotipo chilote--construido enChile y generalizado por la sociedad receptora. La identidad chilena, tampoco estuvo al margen de una seriede situaciones que condicionaron su dinámica entre ellos los factores propios de la experiencia migratoriapero también las políticas estatales a ambos lados de la cordillera. Así, cinco actores han sido parte de laconstrucción de la chilenidad: los migrantes, la sociedad receptora, los estados chileno y argentino y lasrepresentaciones que cada comunidad nacional y local iba construyendo de los otros; dar cuenta de ellos esnuestra propuesta de indagación.¿UN ESTADO PROVINCIAL SIN CIUDADANOS? HACIA LA CONSTRUCCIÓN DE UNACIUDADANÍA. LA SEGURIDAD SOCIAL EN RÍO NEGROSusana Lopez, Llidia PeñaEl proceso de constitución del Estado en la Provincia de Río Negro, trajo aparejado la creación de unSistema de Seguridad Social. Mediante la Ley Nº 59 del año 1959, de la primera Gobernación Provincial, secreó la Caja de Previsión Social, la que actuó bajo la modalidad de ente autárquico. Entre los objetivospropuestos, además de la función organizadora y administradora del nuevo organismo, se encontraba laorientación de la política de previsión y bienestar de los habitantes en el territorio provincial.En el período analizado, las fuentes consultadas, dan cuenta de un objetivo no explicitado como tal, queapuntaba a atraer población con experiencia laboral de otras juridicciones asi como profesionales, paracubrir las distintas áreas del Estado Provincial recientemente creado.El presente trabajo intenta dar cuenta del rol que la política de Previsión Social de la Provincia de Río Negrotuvo en el período de constitución y consolidación de los distintos organismos estatales. Gracias al augefinanciero en esta primer etapa del organismo previsional, (por el escaso número de beneficiarios y lacantidad de aportantes), se pudo ofrecer prestaciones como, jubilaciones de privilegio, retiros voluntarios oanticipados, préstamos y subsidios, con el fin de atraer población de otras provincias con el fin de ocuparcargo públicos. Luego, a medida que el número de beneficiarios creció, la situación fue cambiando. Cabe señalar que este trabajo surge en el marco de un proyecto de investigación sobre políticas sociales quese viene desarrollando en el Centro Universitario Regional Zona Atlántica de la Universidad Nacional delComahue. El mismo tiene como objetivo “el estudio de las modalidades, institucionales y prácticas, por lasque se da respuesta a los problemas de integración social en el marco de la Provincia de Río Negro,Argentina.En relación a las estrategias de investigación se ha optado por la modalidad de corte cualitativa. Si bien no seenfatizará en la estrategia cuantitativa se utilizarán aquellas herramientas que sean de utilidad para el estudio.
    • 152PLANO DE AÇÃO DO MÉXICO: UMA POLÍTICA LATINO-AMERICANA PARA A QUESTÃO DOSREFUGIADOSStefania Barichello, Jania Lopez SaldanhaO presente artigo objetiva analisar como os países da América Latina vêm tratando a problemática dosrefugiados nos dias atuais, por meio do Plano de Ação do México(PAM). O PAM define as linhas de umaação regional em matéria de proteção e propõe a adoção de medidas duradouras para a questão dosrefugiados, em particular para fazer face às duas situações que necessitam urgente resposta: o crescente fluxode refugiados assentados nos grandes núcleos urbanos da América Latina e a situação do grande número decolombianos nas zonas de fronteira com o Equador, Panamá e Venezuela. Tais soluções incluem a adoção detrês programas: “Cidades Solidárias”, “Fronteiras Solidárias” e “Reassentamento Solidário”. O PAM é umaresposta regional aos desafios relativos à proteção dos refugiados e principalmente aos efeitos da crisehumanitária na Colômbia, considerada pela comunidade internacional como uma das mais graves no mundo.ENFOQUES EN LOS ESTUDIOS SOBRE MIGRACIÓN Y CIUDADANÍATeresa Perez CosgayaEl presente trabajo busca establecer el estado de la investigación en los análisis sobre la relación entremigración, desde la última década del siglo XX y en lo que va del siglo XXI. El principal aporte del trabajoes que establece una tipología de los enfoques que han abordado el análisis de esta relación, distinguiendotres perspectivas de análisis: Enfoque de la ciudadanía sustantiva, el enfoque de la identidad transnacionaly el Enfoque relacional.El enfoque de la ciudadanía sustantiva trabaja en torno a las dificultades de la Estado democrático liberalpara sostener las definiciones jurídicas y filosóficas de ciudadanía contenidas en sus diseños institucionales.El enfoque de la identidad transnacional ubicándose desde la óptica del migrante se preocupa, por un lado,por la posibilidad de una ciudadanía que permita la pertenencia a más de una identidad nacional. Por otrolado, también se ocupa de la posibilidad de una ciudadanía transnacional o binacional y su aceptaciónjurídica.El Enfoque relacional se pregunta sobre las condiciones de posibilidad de la identidad trasnacional, es decir,sin darla como un hecho por sus signos, y se pregunta, ¿qué puede hacer que una persona sienta pertenenciaa más de un Estado-naciónLOS ÁRABES EN MÉXICO: INTEGRACIÓN NACIONAL E IDENTIDAD COMUNITARIAZidane ZeraouiLa presencia árabe en México tiene más de un siglo y el día de hoy, la comunidad mexicana de origen meso-oriental está totalmente insertada en los procesos políticos, económicos, artísticos o sociales del país. Dehecho, en la política han destacado gobernadores o secretarios, en el sector artístico o académico, variosmiembros de la comunidad han dejado su huella como Héctor Azar o Sabinés. Pero es en la economía quelos árabes se han destacado. El hombre más rico del país y tercero a escala mundial según Fortune es eldueño de Teléfonos de México (Telmex), Carlos Slim Helú. A pesar de la fuerte integración en la sociedadreceptora, los mexicanos de origen árabe han conservado sus valores culturales como la gastronomía o suidentidad comunitaria con el país del Cedro.
    • 153 MESA 16 LITERATURA, POLÍTICA Y GÉNEROAdriana Sáenz asvaladez@prodigy.net.mx, Alicia Salomone aliciasalomone@yahoo.com, Gilda Walkmanwaldman99@yahoo.comCOLABORADORA EN LA COORDINACION: Vanessa Tessada vanessatessada@yahoo.esLAS CUATRO CARAS DE LA LUNA. ALGUNAS FORMAS DE SER MUJER EN ROSARIOCASTELLANOSAdriana Sáenzasaenz@itesm.mxLa filósofa y escritora mexicana Rosario Castellanos publicó en 1971 Álbum de familia, libro de cuentos,donde a través de los diálogos, de los personajes y los narradores, retrató varias formas de ser mujer en elámbito de lo patriarcal.La madre avergonzada por su ligereza ante la sexualidad de la juventud, castra su ser sexuado y vive laviudez como el estado perfecto de lo patriarcal. Goza de la protección del nombre del marido, “sin lasobligaciones inherentes” de la esposa.El hijo afrenta del padre, asume la dualidad de las exigencias masculinas. Homosexual no manifiesto, vive lavida pública a través de la negación y el conflicto. Ante las hermanas y con pronta ausencia del padre, espatriarca en la casa nuclear, hijo – hija ante la madre.Las hijas complementan esta forma de ser mujer, otras caras de la luna, claroscuros del sin sentido y de laausencia de las formas de ser cautivas en los espacios de la propios de ellas de los años 60s del siglo pasado.Son los aspectos que se abordaran para explicar el complejo rol de la mujer, de los hijos, del patriarca, de lafamilia en sí en ese momento de construcción del mexicano.CUERPOS FEMENINOS ENTRE EL SACRIFICIO Y LA AUTODESTRUCCIÓN: UNA LECTURA DELA NOVELA LAS FLORES DE DENISE PHÉ-FUNCHALAinhoa Vásquez Mejíasainhoavasquezm@gmail.comEn la novela Las Flores (2007), de la escritora guatemalteca Denise Phé-Funchal, los sacrificios voluntariosque realizan las mujeres en pos de la reproducción de los cánones patriarcales de dominación, podríandevenir en auto-sacrificios corporales, en el que el cuerpo femenino responde a dicho sacrificioautodestruyéndose, con el fin de sublimar el “deber ser”. En la obra de Phé-Funchal, el personaje principal, Madre (escrito en mayúsculas en el original), deberesponder a los códigos masculinos dominantes, otorgando a su hija en matrimonio a un hombre que no ama. Si bien, Madre vive atormentada por el futuro que le espera a su hija junto a su marido, ha introyectado laresponsabilidad de la mujer de sacrificarse voluntariamente por el bien de la sociedad patriarcal, a la vez que ha formado a su propia hija en dicha conciencia. Por esta razón, “la Nena”, acepta feliz la voluntad de Madre, puesto que con ese sacrificio se convertirá en una “verdadera mujer”.El quiebre ocurrirá, sin embargo, en el momento en que Madre se inmiscuya en el territorio privado de suhija: sus dibujos. Madre, robará las pinturas de “la Nena” para plasmarlos en las sábanas nupciales,provocando así, la desolación de la futura novia, quien enfermará inexplicablemente a raíz del suceso. A
    • 154pesar de ello, Madre logrará convencer a su hija de que el matrimonio es la única vía posible para unaseñorita de sociedad, recordándole la importancia del sacrificio femenino; de esta forma, “la Nena” decidirárealizar su boda a pesar de todo.Su cuerpo, por el contrario, será quien desista del matrimonio impuesto. El cuerpo femenino reaccionará antela imposición patriarcal, autodestruyéndose mediante una enfermedad médicamente inexplicable. Así, elcuerpo de “la Nena” se “auto-sacrificará”, concluyendo con su muerte en el altar. Desde esta lectura, seresaltará entonces, la contradicción mente-cuerpo, por cuanto la mente está dispuesta al sacrificio por el bienmasculino, a la vez que el cuerpo se resiste a ello mediante la autodestrucción. De la misma manera, resultafundamental el contraste entre el sacrificio que se plantea como voluntario, aunque es impuesto por unasociedad patriarcal y el auto-sacrificio del cuerpo femenino, que logra sublimar las imposiciones,desapareciendo.LOS DONES PREVISIBLES O LA FRACTURA ENTRE EL LENGUAJE Y LA EXPERIENCIA. UNAAPROXIMACIÓN CRPITICA A LA POESÍA DE SETELLA DÍAZ VARÍNAlejandro Alasevicalejandroalasevic@vtr.netStella Díaz Varín pensó por un momento que la palabra podía cambiar al mundo, y este fue el sino queatravesó a muchos de los/las poetas de su generación, la del 50. Su respuesta fue una derrota feroz del ánimo,un tránsito desde un tiempo político esperanzador hacia la indigencia del sentido, hacia la más profundaderrota de todos los proyectos políticos en los que Stella creyó y escribió.Esta fórmula de que “el tiempo pasado fue mejor” va a condicionar radicalmente su escritura e instalará,desde el lenguaje, a una sujeto cuya experiencia es irrepresentable, he aquí el infierno, donde suicidio se haceforma de escritura.La hipótesis central del presente ensayo, es que habría un momento fundamental en la vida de Stella DíazVarín que va a condicionar la escritura de “Los dones previsibles”: la pérdida de la infancia asociada a lamuerte del padre y a un abrupto cambio de la situación familiar. La relación tortuosa entre los binomiosmuerte/literatura, escritura/silencio y la imposibilidad de restituir en el lenguaje la pérdida de aquel tiempofeliz, va a ser el hilo conductor y la arquitectura discursiva de “Los dones previsibles” (publicado en 1986).Esta experiencia íntima vivida en la infancia se va a trasladar dialécticamente a la esfera pública, al terrenopolítico y sus grandes marcos de representación; con la gran traición de González Videla, la renovación de laesperanza en el proyecto político allendista y la inmediata derrota tras la irrupción brutal de la dictadura dePinochet. Esto obliga a replantear la mirada crítica sobre los textos de Díaz Varín, que hasta ahora se halimitado sólo a inscribirla en los amplios salones de la “gran tradición” de la poesía chilena, reduciendo lacrítica a un anecdotario jocoso, obviando las diferencias y especificidades que se levantan desde sus propiostextosPOSIBILIDADES DE LECTURAS DE LA OBRA DE UNA MUJER LLAMADA MARÍA LUISABOMBAL.Alex Ibarra Peñaaibarra@utalca.clLa idea principal es ofrecer algunas reflexiones que permitan redefinir un campo de estudios para abordar laobra completa de la Bombal, entendiendo que la recepción crítica de esta obra merece un lugar de mayordifusión en nuestro quehacer cultural-intelectual. Aquí proponemos algunas temáticas culturales que podríanestablecer nuevos criterios de interpretación para la obra de esta autora.
    • 155POESÍA, POÉTICAS Y POLÍTICAS DE GÉNERO EN LA DICHA (2004) DE IRENE GRUSSAlicia Salomonealiciasalomone@yahoo.comEl objetivo de esta ponencia es hacer un análisis del poemario La dicha de la escritora argentina Irene Gruss,publicado en 2004 en Buenos Aires, desde un enfoque que vincula dos problemáticas presentes en el texto,tanto a nivel de la enunciación como del enunciado. Por una parte, la configuración de una subjetividadfemenina crítica frente al ordenamiento sexogenérico tradicional y, por otra, el diseño de una política de laescritura que es acorde con la modalidad que asume la voz poética. En este marco, me interesa indagarespecialmente en ciertas estrategias enunciativas que posibilitan inscribir una palabra femenina polémica,recurriendo, por un lado, a un juego tensionado entre discursividades analógicas e irónicas, y, por otro, amúltiples referencias intertextuales, las que abren el texto al diálogo con diversos discursos, literarios yculturales, apoyando la instalación de la voz que enuncia. Desde esas estrategias, y ésa es la hipótesis queguía el estudio, el texto puede dar curso a una propuesta que se despliega como una “poética/política de lopolifónico”.SALIDAS DE MADRE, (DES)ENCUENTROS (A)SIMÉTRICOS. ANÁLISIS DE LA RELACIÓNMADRE-HIJA EN LA CONFIGURACIÓN DE LA IDENTIDAD FEMENINAÁngela Pérezangela.c.perez.a@gmail.comLa mayor parte de las culturas, como organizaciones patriarcales, identifican la feminidad con la maternidad,cercándola y limitando el ser mujer a la función materna que el discurso patriarcal convino que se instalaraen pro y defensa de su hegemonía. En la literatura, el tema de la maternidad ha sido un tema poco trabajado,tal vez por la gran diversidad y divergencia teórica que gira en torno a esta y más específicamente al enigmaque encierra la relación madre-hija. En los años ochenta, la teoría feminista celebraba tanto las ambigüedadescomo la intensidad del vinculo “madre-hija”, y el paradigma de la “política especular” de Irigarayrepresentaban el epítome de esta tendencia. En cambio, hacia fines de la década de los noventa el paradigmamaternal femenino anterior fue profundamente cuestionado, respondiendo a un particular contexto históricosocio-político.Es precisamente en ese cambio de paradigma donde se sitúa mi reflexión, observando cómo se desarrolladentro del campo de la literatura latinoamericana, particularmente en la escritura de mujeres de los años 90’en Chile y Argentina. Para ello, examinaré un conjunto de cuentos de escritoras, extraídos de la antologíaSalidas de Madre (1996) y del libro Simetrías (1993), en los cuales analizaré, en un nivel simbólico, larepresentación literaria de la relación madre-hija como un canal de transmisión y un punto de(auto)configuración de la identidad femenina.LO SIGNIFICANTE EN EL VIAJE URBANI: LECTURA DE LA NAVE DE LOS LOCOS DE CRISTINAPERI ROSSICamila Mardonescammarones@gmail.com“¿Cómo debo distinguir lo significante de lo insignificante?” se cuestiona Equis, al inicio de La nave de loslocos de Peri Rossi. Equis no puede mezclar la paja con el grano ya que no concibe la belleza sin loordinario. De igual forma es esta novela, mezcla de diarios de viaje, sueños, experiencias urbanas
    • 156fragmentarias, retazos del “tapiz de la creación”, exilios, referencias a la historia marginal, poemas,encuestas, etc. Entonces, vuelvo al principio, ¿en qué debemos centrar nuestra atención?Aquí entra el cuestionamiento de las relaciones entre la realidad de una época contemporánea más ambiguaque compleja y la mirada de quien la interpreta, en este caso una mujer, Peri Rossi, con los ojos de unhombre, Equis. Podemos hablar de una doble otredad, el “otro” en posición de su propio “otro”, generandoun mayor grado de marginalidad.La lectura de una ciudad caótica a través del fragmento se abre a un sentido en tanto hay un sujeto en buscade apropiación del espacio que le ha sido negado por la historia. Lo significante, por lo tanto, además deabarcar aquello que la tradición ha rechazado, requerirá una postura crítica ante la sociedad contemporánea.Esta ponencia será una búsqueda para proponer nuevos códigos de interpretación del espacio urbanomediante nuevos parámetros de “lo significante”.“LUISA VALENZUELA. ESCRITURA, POLÍTICA Y EROTISMODina Grijalva Monteverdedina_grijalva@hotmail.comHay una literatura de mujer que está hecha para tranquilizar el status quo, ésta es la que más sevende; y otra que remueve el piso y, desde luego, a ésta se le exige más, se le ponen más exámenes, mástrabas. La gran marca del siglo XX es la voz de la mujer, que surgió y empezó a tomar fuerza, a tener unarealidad.LUISA VALENZUELAMi ponencia es un acercamiento a una de las claves para leer la literatura de Luisa Valenzuela: su talentosacapacidad para amalgamar erotismo, política y escritura. La autora, en varios de sus ensayos –como“Peligrosas palabras”, “La mala palabra”, “Pequeño manifiesto”, “Mis brujas favoritas”- y en la mayor partede su obra narrativa, permite leer un profundo y lúcido cuestionamiento del patriarcado y la recuperación deuna dimensión asociada con lo femenino y con la figura de la madre. La transgresión del orden instauradopor el patriarcado es una constante en la praxis escritural de Valenzuela. Es una autora que ha reflexionado sobre la especificidad del lenguaje de la mujer, a pregunta de González Jordán sobre si cree ella que existe una literatura masculina y una femenina, Luisa Valenzuela responde: “Quizá no tan contundentemente pero la literatura de la mujer es distinta; si hay una literatura viril, también hay una literatura hémbrica. Creo que sí, que hay una literatura femenina y otra masculina, pero no comocosas igual de buenas o de malas, hay buena y mala literatura femenina y buena y mala literatura masculina”. A partir del lenguaje de la mujer, y de la atmósfera ominosa donde el terror vivido por los habitantes de Buenos Aires pretendía ocultarse, permanecía subterráneo, en un ámbito donde existía la prohibición de verbalizar la violencia, de nombrar a los desaparecidos, de hablar del horror, Luisa Valenzuela escribe en la Argentina los treinta cuentos de Aquí pasan cosas raras, durante los años del pre-golpe, y la nouvelle “Cambio de armas”, en los primeros sombríos años del régimen militar.TRES MODALIDADES TEXTUALES EN MONA, DE REINALDO ARENAS: IRONÍA, PARODIA,SÁTIRAHéctor Vizcarraaramis_oliveira@hotmail.comLa propuesta que me interesa presentar toma como base textual una novela corta del autor cubano ReinaldoArenas, y, como sustento teórico, las investigaciones hechas por la profesora canadiense Linda Hutcheon apropósito de la parodia en tanto modalidad narrativa diferenciada y complementaria de la ironía y la sátira.
    • 157La pertinencia de mi ensayo dentro de esta mesa de trabajo se funda en el estudio de la crítica al régimencastrista que Reinaldo Arenas despliega, sin recurrir al panfleto político, en el corpus de su obra. Mi ensayoestá enfocado en sólo un texto del escritor y no en el corpus de su obra completa, justamente para traer adiscusión ejemplos concretos que bien pueden ser aplicables al resto de su novelística.En la primera parte del ensayo, expongo de manera breve el uso del registro del género fantástico en laliteratura de Arenas como un recurso que le permite abordar temas de la política y de la sociedad cubana sinacudir a la señalización directa; por otro lado, presento un acercamiento simplificado a la noción de parodia-ironía-sátira estudiada por Hutcheon. Una sinopsis del relato en cuestión me permite contextualizar lasituación de Arenas, su disidencia peculiar y las características de su exilio en Nueva York, poniendo derelieve la utilización de la modalidad híbrida llamada «parodia satírica». Mediante la incorporación deregistros de distintos géneros literario, señalo el ethos lúdico de «Mona». Este mismo texto de Arenas nospermite aplicar la propuesta de Hutcheon en torno a «la ironía», cuyo ethos burlón alcanza desde a lasociedad reaccionaria del exilio cubano hasta el hermetismo de los círculos «intelectuales» proyanquis. Elrelato al que nos referimos también arroja luces sobre la estigmatización del desterrado: en la ponencia quehe preparado, me valgo de la noción de «sátira» para analizar cómo el escritor cubano hace patente el ethosridiculizante para criticar, siempre desde dentro, los dos modos de producción económica (el capitalismoestadunidense y el socialismo cubano) que, a su parecer, han llevado a la locura al protagonista de suhistoria. Por último, y a manera de conclusión, incluyo un pequeño apartado llamado «Sobre una posiblelectura de “Mona” dentro del neofantástico», en donde, recuperando las nociones de Hutcheon aplicadas alrelato de Arenas, propongo una lectura que haga sobresalir el intertexto crítico y político del autor sobre lapersecución, la fuga y la potencia creativa, extendidas hacia su propia experiencia.MEMORIAS DE BANDERA HUECA. OSADÍA DE NOMBRARGilda Luongogildaluongo@gmail.com“Memorias de Bandera hueca: osadía de nombrar”, desea hacer una trama posible entre memoria, política ydiferencia sexual. Esta emerge de la lectura del texto de Víctor Hugo Robles Bandera hueca, publicado acomienzos del presente año, que escenifica por primera vez una historia posible, en fragmentos, de losavatares del movimiento homosexual en Chile. El soporte que sustenta esta lectura analítica posicionada esla teoría crítica feminista y los estudios de género. La propuesta textual de Robles provoca hoy una lecturaque obliga a repensar la resistencia cultural como memoria decible y como presente crítico. El punto departida para armar este ensayo se quiere en el cruce entre la discursividad social en Chile, lo político/lapolítica y la diferencia sexual, por ello la teoría crítica feminista como carta de ciudadanía, se convierte enherramienta fundamental de esta lectura.NUEVA NOVELA HISTÓRICA: MUJERES QUE ESCRIBEN SOBRE MUJERESGilda Waldmanwaldman99@yahoo.com La creciente convergencia entre Historia y Literatura la confluencia entre realidad y ficción se ha traducido en América Latina en una extensa producción de novelas históricas, que si bien conservan algunas convenciones propias del género, se acercan mediante estrategias narrativas experimentales a las nuevascorrientes historiográficas que, sustentadas en modelos teóricos y conceptuales, cuestionan radicalmente lasverdades canonizadas y re-leen de manera diferente la historia latinoamericana demitificando, por ejemplo, a personajes históricos fundacionales e incorporando temas y sujetos silenciadas por la reflexión histórica tradicional a la luz de problemas contemporáneos. El renovado interés por el pasado así como la reiterada
    • 158 ficcionalización de la historiografía tradicional responden, a nuestro juicio, al imperativo de preguntarse, de nueva cuenta, sobre el verdadero rostro de la identidad –nacional y cultural- del continente.En Chile, el debate en torno a la identidad nacional tiene una larga data, pero adquirió una relevanciaparticular al calor de los grandes cambios socio-históricos que, desde finales de la década de los ’80,recorrían al país. En este sentido, pensar proyectos políticos futuros suponía necesariamente re-leer elpasado, y la reactivación sobre el debate de la historia constituyó uno de los retos más controvertidos en elproceso de transición. En esta línea, el trabajo historiográfico reciente en Chile se avocó a la tarea de pensar“otras” formas de hacer historia, recuperando los espacios olvidados y los nombres de vencidos ymarginados, al tiempo que una interesante corriente narrativa daba paso a la publicación de un vasto númerode novelas históricas las cuales, desde la clave del presente, revisaban diversos episodios de la historia delpaís, reconstruyendo las huellas perdidas de las voces que perturbaban la “línea única” de la historia oficial,y privilegiando a las figuras históricas inadvertidas por el gran relato épico de la novela histórica tradicional.Uno de los rasgos esenciales de la renovación de la novela histórica ha sido el énfasis en los momentoshistóricos fundacionales de la historia chilena: la Conquista, el período colonial y la Independencia. El otro,el desplazamiento de la mirada hacia las figuras femeninas -enriqueciendo y complejizando la presencia dequienes, mudas y ausentes, no aparecían en las grandes “narrativas” históricas- haciendo visible la fuerza delmundo femenino en una sociedad como la chilena en la que, al igual que el resto de Latinoamérica, desde lostiempos de la Conquista la presencia de la madre dejó hondas huellas en una estructura social y familiar. Porotra parte, gran parte de esta nueva novela histórica -centrada en figuras femeninas- ha sido escrita pormujeres. El objetivo de esta ponencia será explorar esta doble dimensión: mujeres de la historia nacional(Inés de Suárez, “La Quintrala”, Javiera Carrera, Constanza Nordenflych, entre otras) recreadasliterariamente por escritoras contemporáneas (Isabel Allende, Mercedes Valdivieso, Virginia Vidal, MartaBlanco, entre otras).CANSADO YA DEL SOL, LA CULEBRA MEMORIOSA. (RE)CREACIÓN IDENTITARIA A TRAVÉSDE LA MEMORIA Y EL DUELOJaviera Figueroajavileta@hotmail.comEn un contexto postdictatorial latinoamericano y en particular en Chile, donde la utopía socialista hafracasado, se impone un sistema democrático neoliberal que continúa con los principios de las dictaduras,intentando borrar la huella del trauma. Es a partir de este contexto donde se inserta una escritura femeninaque aborda la temática de la memoria traumática y el trabajo del duelo, aspectos que cruzan a la sujeto pues,a partir de una reconstrucción memoriosa que asume la pérdida, se configura una identidad trizada ydolorida. Ejemplo de ello es la novela Cansado ya del sol, de Alejandra Costamagna (2002). Este trabajotiene como propósito analizar la (re)creación identitaria de la protagonista a partir de la reconstitución de lamemoria y el trabajo del duelo. Ésta identidad sólo se forja a partir de la muerte del padre y eldescubrimiento sexual/memorioso de la protagonista, asumiendo así una doble pérdida que le permitiráescarbar en el pasado por tanto tiempo silenciado.LA MUJER Y EL DISCURSO NACIONALISTA 1900-1950Karem Pintokarempinto@yahoo.comUna de las fuerzas discursivas hegemónicas de la primera mitad del siglo XIX fue el nacionalismo, queentendió la concepción de identidad como un soporte inmutable en conexión con las tradiciones particulares,ello produjo la exclusión de la mujer del escenario político, limitando su actividad pública. A esa difusión de
    • 159discursos del nacionalismo la mujer respondió con una profunda reflexión sobre su situación de marginalidady sobre todo con la organización de diversos grupos “feministas” que produjeron un gran avance en eltratamiento igualitario de géneros.A partir de este contexto es posible identificar el lugar de enunciación crítico de la conformación nacional delas escritoras que produjeron sus textos en esta época.SLAVENKA DRAKULIC: EL CUERPO Y LA SUBVERSIÓN DE LAS DICOTOMÍAS SIMBÓLICASLionel Ricardo Brossilionelbrossi@uach.clEl presente artículo propone sumarse a la discusión en torno al cuerpo femenino a partir de la novela Elsabor de un hombre de la escritora croata Slavenka Drakulic, considerando para su desarrollo las nociones dedeglución simbólica, performatividad de género, subversión, locura y muerte.Alejándose del estupor que pueda producirnos el tema de la práctica antropofágica carnal, la cual es uno delos temas que se desprenden del texto, podemos encontrar en este relato una propuesta de subversión a lanormativa clásica y heterosexista de género y a la condición a la que es relegada la mujer en las sociedadesactuales. En analogía con una propuesta de Deleuze (1989), esta obra tiene un Sade-adquirido, es decir,busca una estructura, una forma de poblar el relato y las descripciones, en la que lo perverso no es otra cosaque la potencia de duda objetiva sobre el cuerpo. El cuerpo, como silogismo disyuntivo, cubre o encubre unlenguaje escondido y como el razonamiento, se bifurca en cada nivel.La articulación propuesta del trabajo consiste en un breve resumen de la historia, el desarrollo del conceptode antropofagia simbólica como productora de sentido (en contraposición con la idea negativa y carnívoradel canibalismo), una mirada sobre la idea de la muerte del cuerpo, el sacrificio y la locura a partir de unanoción foucaulteana y por último, la idea de subversión contra el poder panóptico, el género normado y lamisma muerte.EL DISCURSO AUTOBIOGRÁFICO DE MARÍA FLORA YÁÑEZ: LA ESCRITURA COMO DESEODE ‘AFUERA’Lorena Amarolamaro@puc.clEntre 1891 y 1925 tiene lugar en Chile la transición desde una cultura tradicional de élites a una moderna, demasas, en que nuevos actores comenzarán a tener una participación importante, como lo es el caso de lasclases medias y las mujeres. Ellas se incorporan al campo literario y sus colegas las reciben con indiferencia,frialdad e incluso con ironía y desprecio. A partir del estudio de sus textos autobiográficos, se puede darcuenta de las tensiones en su discurso, particularmente porque forman parte de las escasas familias de éliteque gobiernan al país, pero al interior del hogar juegan, en la mayoría de los casos, un rol subordinado. Laconfiguración espacial de sus relatos responde a su deseo de trascender los papeles asignados a ellas alinterior del hogar, desvinculadas de un “afuera” público, político y cultural que perciben lejano y atrayente.Esto incide en su autopercepción como escritoras, papel en el que incursionan como interviniendo en unespacio ajeno. Analizaremos particularmente el caso la novelista María Flora Yáñez, quien deja entreverestas tensiones en dos textos de gran interés para la construcción de una historia de la literaturaautobiográfica en Chile: Historia de mi vida (1980) y Visiones de infancia (1947).MUJERES Y CIUDAD EN LA POESÍA CHILENA: MARINA ARRATE Y NADIA PRADO.Magda Sepúlveda
    • 160msepulvu@uc.clEn un inicio, la polis era un terreno exclusivamente masculino, las mujeres vivían de espaldas a ella,recluidas en el terreno doméstico. Sin embargo, esta repartición de espacios según géneros está cada vez máscuestionada en la escena cultural. Las mujeres poetas chilenas han simbolizado la calle y la urbe a partir de ladictadura. Pensemos en Eugenia Brito, Carmen Berenguer y Elvira Hernández, entre otras. Con la‘transición’, la urbe se vuelve, en la escritura hecha por mujeres, una ciudad cementerio, tal como sucede enMarina Arrate y Nadia Prado, por nombrar algunas. Actualmente, la ciudad de los flujos o posciudad ha dadopaso a nuevas metáforas que tienen que ver con la continuidad y el derrame, retórica en la cual destaca PaulaIlabaca. Esta ponencia pretende abordar cómo dialogan estas representaciones de la ciudad efectuadas en lapoesía chilena escrita por mujeres.NO LLORO YO POR LLORAR, SINO POR HALLAR SOSIEGO. LA MEMORIA COMO VERDADCONSTITUTIVA DEL SUJETO TESTIMONIAL EN EL PALACIO DE LA RIDA DE GERMÁN MARÍNMilena Gallardomilenanoquiereveniradormir@gmail.comEl trabajo tiene por objetivo analizar la constitución de un argumento o juicio histórico en la novela Elpalacio de la risa, del escritor chileno Germán Marín. La elaboración de este argumento buscará participardel debate cultural postdictatorial en Chile, incluyendo esta novela en una suerte de categoría que agruparáun nuevo tipo de relato testimonial diferente al testimonio-denuncia que lidera con creces la producción delos años ’80. Este nuevo testimonio, por su parte, estará caracterizado por la reelaboración de la experienciamediante la subjetivación de la misma; hecho que redundará en la consideración de las memorias en torno alos duros hechos acaecidos, por parte de cierta literatura escrita en Chile, como memorias que, si biensiempre serán parciales y subjetivas, pueden ser de tal modo planteadas como verdades legitimas.La hipótesis de este trabajo sostiene que, en la novela, esto se concretará mediante la conformación del sujetotestimonial (sujeto de la enunciación), cuya identidad surge al rendir testimonio de su particular experienciaen la legendaria mansión aristocrática de Peñalolén, conocida por nosotros como Villa Grimaldi. Para efectosde observación de la construcción de esta identidad por parte del narrador protagonista, partiré delentendimiento de esta elaboración como un acto fundacional en el cual el sujeto dota de contenido personalun espacio que ha sido, en este caso, invadido y vaciado de su sustancia original. En función de estepropósito, revisaré y pondré en diálogo distintas perspectivas que circundan el tema de la memoria.POLÍTICAS DEL AMOR EN JAMÁS EL FUEGO NUNCA DE DIAMELA ELTITRubí Carreñorcarrenb@uc.clJamás el fuego nunca (Planeta, 2007) de Diamela Eltit ha sido leída como la historia de las batallas perdidasdel siglo XX. Desde un formato vanguardista y elitista, la novela cantaría la derrota de la revolución, de laizquierda, de la pareja, del cuerpo y del deseo como instancias de emancipación. Invitamos a leer la noveladesde otro lugar; "Jamás el fuego nunca" dialoga con las poéticas de la nueva canción chilena y con lasacciones políticas callejeras de Mujeres por la Vida y de la Asociación de Detenidos Desaparecidos,atrayendo hacia nuestros días una tradición que promete una liberación política, estética y erótica, o almenos, su esperanza.Su reescritura de la Nueva Canción Chilena, en especial de las poéticas de Victor Jara, establece un puentecon una tradicion aurática chilena anterior a la dictadura. Su diálogo con las acciones políticas de las mujeresque lucharon contra la dictadura resignifica el amor maternal y de pareja otorgándoles a estos vínculos una
    • 161dimensión macropolítica. En Diamela Eltit, en Víctor Jara y en las Mujeres por la Vida, las retóricas delamor se desarman y productivizan permitiendo repensar las micropolíticas de género y de clase así comotambien, las macropolíticas partidistas. Desde nuestra lectura, lejos de promover la derrota, la novelapropone una vuelta a los deseos colectivos a partir de un retorno a las mujeres y su deseo de subvertir todototalitarismo.ESCRITURA DE MUJERES EN LA GENERACIÓN DEL 50: ENTRE LA TRANSGRESIÓN Y ELAPADRINAJESandra Navarretesandra.navarrete.b@gmail.comLa escritura de mujeres ha delineado su historia a partir de las relaciones entre el género y sus construccionessociales, la política y la literatura como institución. Dentro de este contexto, apreciamos que la literaturaproducida por sujetos femeninos se ha visto silenciada por las relaciones de poder ejercidasfundamentalmente por la crítica masculina, fortaleciendo redes de silenciamientos de la voz y de la palabrade la mujer.En la historia literaria de Chile apreciamos un claro ejemplo de este fenómeno dentro de lo que se hadenominado la Generación del 50, en donde nos encontramos con un conjunto copioso de produccionesliterarias que aportan una nueva imagen femenina a través de una narrativa directa, sencilla y con unautilización del lenguaje que demuestra una apropiación de un discurso que comienza a ser propio. Unaconstante es el enfoque de género en las obras, en donde se muestra a la mujer como un ser que lucha porganarse un espacio que le es muy restringido. En ellas las instituciones como el matrimonio, la iglesia, lafamilia, sufren un quiebre al ser puestas en crisis por la focalización femenina, que cuestiona su validez ylegitimidad. Aquí emergen nombres como el de Mercedes Valdivieso, María Elena Gertner y Elisa Serrana,entre otras.El presente artículo pretende generar una reflexión sobre la producción literaria de mujeres pertenecientes ala generación del 50 centrándose, por un lado, en el aspecto trasgresor de ésta, y por otro, en su recepcióncrítica, para analizar las correspondencias entre ambas dimensiones. Esta reflexión se desarrollará a partir dela articulación de los conceptos de parricidio- o lucha contra el padre- y apadrinaje o mimetismo.LO ESPECTRAL EN LA NOVELA ANTES DE CARMEN BOULLOSASaraí Trejo Garcíasaraikitty@hotmail.comAntes (1989) de Carmen Boullosa es una narración instalada en las memorias de una niña que cuenta sobresu infancia. Lo interesante de la narración es que en ella irrumpe un cuerpo que solo tiene presencia a travésde sus sonidos, de sus pasos principalmente, y a esto se le podría apreciar como un espectro. El espectrodescrito por el doctor Gabriel Weisz guarda una gran similitud a lo que sucede en el texto narrativo queanalizo: “El espectro es como una imagen previa que se le asigna al texto. Esto invita al lector a entablar unaserie de analogías para explicar la imagen a través del texto” (“Estética de lo invisible”, Cuerpos y espectros,p.145). El espectro crea territorios en los que la niña se sumerge y que la llevan a vivir diversas situacioneshasta ser testigo de la muerte de su madre. El aspecto lúdico es un elemento importante en la narración quecontribuye a la creación de un universo de fantasía. Finalmente la niña parece fundirse con el espectro y creaun territorio narrativo desde la muerte. De algún modo, en palabras de Weisz, el espectro tiene unapedagogía en la narración, llevar a la niña a su muerte.
    • 162LA GÉNESIS ANTROPOLÓGICO-JURÍDICA DE LA VIOLENCIA CONTRA LA MUJER EN ELPANORAMA BRASILEÑO: UN ESTUDIO A LA LUZ DE LOS DERECHOS HUMANOS Y DE LASDECLARACIONES Y DE LAS RELACIONES DE GÉNEROValneda Cassia Santos Carneirocassia.carneiro@gmail.comLa mujer, en el contexto de la sociedad latinoamericana, aún es portadora de diversos rasgos que marcan sufragilidad factual ante los hombres, bien sea bajo el aspecto físico, bien sea bajo la óptica familiar yeconómica.Por otro lado, los países del continente americano vienen presentando significativos avances en el combatede dicha condición, a través de políticas públicas de orden legal y administrativo, que reconocen la realidadvivida por la mujer y demuestran el compromiso institucional de modificársela. En este contexto, Brasilpresentó avances en el escenario, teniendo como más reciente la promulgación de la ley Maria da Penha,pero sin que fueran olvidados otros marcos, más remotos, como la promulgación de la Constitución Federalde 1988 y del Código Civil de 2002. El objetivo de presente artículo es de presentar para la comunidadcientífica el retrato de estos avances y su impacto a través de resultados sensibles sobre la realidad jurídico-social en Brasil. Para ello, fue realizado un estudio histórico de la condición femenina desde los primordiosde la colonización hasta el presente momento. Se ha verificado, en definitiva, que la superación de ladesigualdad femenina se encuentra más ubicada en el prisma cultural que propiamente jurídico – si bien estesea de la más alta relevancia – posible de ser alcanzada por la difusión de la consciencia sobres los derechoshumanos y de la mujer en este contexto.LA EPOPEYA DE LAS OLLAS VACÍAS. REPRESENTACIONES DEL ROL FEMENINO EN ELPROYECTO DICTATORIAL CHILENO (1973-1980)Vanessa Tessadavanessatessada@yahoo.esEl período dictatorial en Chile se intentó construir sobre el proyecto de Refundación Nacional, el cual hasido caracterizado como de “modernización conservadora” pues pretendía la modernización neoliberal de lasestructuras económicas del país a la vez que quería resituar valores de corte tradicional-conservadores comoel nacionalismo, la moral cristiana, entre otros; en pos de construir un nuevo Chile. Naturalizar este proyectorequería que aquellas ideas re-significadas se transformaran en un “horizonte discursivo” desde donde lossujetos pudieran significar su vida cotidiana.Particularmente esta investigación se enfoca en el análisis de revistas femeninas durante la primera etapa dela dictadura de Pinochet, caracterizada por la violencia y represión, pues estos medios estarían controladospara producir aquel efecto ideológico de naturalización que se buscaba. Las revistas que se analizan, Amiga yContigo, presentan y representan un deber ser de la mujer para este proyecto.Los discursos en torno a la representación de la mujer se mueven en cuatro líneas complementarias: La mujermadre, la mujer esposa-ama de casa, la mujer patriótica y la mujer voluntaria. Cuatro representaciones de lamujer que se ajustaban perfectamente al proyecto nacional y que, en el espacio de la vida privada, buscabanreproducir simbólica y materialmente el disciplinamiento y el orden impuestos por la ideología dictatorial.
    • 163 MESA 17 DERECHOS HUMANOS: EN CRUCE CON LA RELIGIÓN, LA ÉTICA Y LA EDUCACIÓNLuisa Ripa luisa@unq.edu.ar, Fortunato Mallimaci fmallimaci@gmail.com, Rita Laura Segatorsegato@terra.com.br, Ana María Rodino arodino@iidh.ed.crUNA PERSPECTIVA FILOSÓFICA-JURÍDICA ACERCA DE LA BIOÉTICA.Adriana Ribeiro Alvesadriribeiro@udec.clSegún Potter la bioética es “el estudio sistemático de la conducta humana en el área de las ciencias humanasy de la atención de salud, en cuanto se examina esta conducta a la luz de valores y principios morales”.Esta es una alternativa de pensamiento que surge ante las nuevas posibilidades de intervención sobre la vidahumana y la biosfera y que además, tiene características interdisciplinar y plural, cuyo objetivo es asegurar ladignidad del hombre y su entorno ante dichas innovaciones resultantes de los avances científicos-tecnológicos.Resta al propio hombre realizar el análisis racional de los problemas morales ligados a estos avances y labiosfera y su vinculación con el ámbito del Derecho y de las ciencias humanas, como temas acerca delaborto, la eutanasia, transplantes de órganos y tejidos, reproducción asistida, clonamiento, alimentostransgénicos, ecología y sustentabilidad ambiental o informática, entre otros que constituyen un desafíoporque no hay un consenso mundial sobre estas grandes cuestiones.Considerando los actuales avances científicos e innovaciones tecnológicas que permiten mejorar la calidadde vida humana, propongo abordar el tema de la bioética desde la perspectiva filosófica-jurídica utilizando ladialógica como una eficaz herramienta que permita lograr el respeto, sobre la base de la ética, a los derechosfundamentales del hombre.IMPOSIBILIDADES DISCURSIVAS EN LA CONSTRUCCION DEL “SUJETO EN SITUACION DEPOBREZA” DESDE EL CURRICULUM DE FORMACION DE PROFESORESAna Luisa Muñoz Garcíaaumunoz@uc.clDesde el año 1997, en los procesos de formación pedagógica, se inician en nuestro país prácticasprofesionales tempranas. Muchas de las Universidad, deciden enviar a sus estudiantes, a sectoresconsiderados de alta vulnerabilidad socioeconómica. De acuerdo a lo anterior, el propósito de esta ponencia,es discutir en base a los resultados de una investigación, la construcción del sujeto en situación de pobreza,desde el curriculum de formación de profesores. Lo anterior, posicionado desde nuevas perspectivas deanálisis, que nos posibilita presentarlo desde las voces de estudiantes que realizan sus prácticas pedagógicasprofesionales en sectores de pobreza.La relevancia de esta investigación radica en primer lugar, en el enfoque discursivo conceptual en el cual seposiciona, pues no sólo sitúa los análisis de la investigación en perspectivas postestructuralistas ypostcolonialistas, sino que también, esta investigación es un aporte para complejizar los procesos deformación de profesionales de la educación, específicamente de educación de párvulos, en un momento enque las políticas oficiales, se encuentran en un fuerte énfasis hacia esa área especifica de la educación.
    • 164PLURALIDAD RELIGIOSA, LAICIDAD Y DERECHOS HUMANOSDaniel Solís Domínguezdaniel.solis@uaslp.mx; danielsolis18@yahoo.com.mxEn la actualidad, en América Latina y particularmente en México, se experimenta una transformación delcampo religioso que se expresa en el tránsito de una estructura centrada y vertebrada en el predominio de laIglesia católica, hacia una estructura en donde cada vez más se acentúa y se manifiesta la pluralidadreligiosa. Es decir, si bien la hegemonía tanto simbólica como numérica en sus diversas manifestaciones delcatolicismo es aún contundente e influyente en la vida social, se ha venido configurando en las últimasdécadas un amplio abanico multicultural religioso no católico. Transformación que ha permitido que Iglesiasno católicas entren en las polémicas públicas relacionadas con asuntos que atañen a intereses perseguidos porlas Iglesias, tales como la libertad de creencias. Este hecho plantea un escenario permeabilizado por elconflicto de posiciones entre Iglesias. Posiciones derivadas en la manifestación de prácticas, en acciones deconducta ética-religiosa encaminadas a “ganar” espacios públicos e influir en áreas clave de la vida social:educación, política, economía y particularmente en la construcción de valores sustentados en la doctrinareligiosa. A partir de esto, el presente texto plantea revisar este nuevo escenario religioso a través de lalaicidad, principio legal al que el Estados Mexicano se alinea y los Derechos Humanos, marco igualmentelegal de carácter universalista. ¿Cuáles son los problemas que plantea la pluralidad religiosa en un Estadalaico pero con un predominio de la Iglesia católica? Así mismo, ¿cuáles son los problemas que plantea ladiversidad religiosa a los Derechos Humanos? Cuestiones que se responden a lo largo del escrito.DEFENDER Y PROTEGER LOS DERECHOS HUMANOS EN LA ERA DE LA GUERRA CONTRA ELTERRORISMODavid Velasco Yáñezdvelasco@iteso.mxHay un consenso, relativamente generalizado, en torno a un efecto del 11-S, en particular, sobre elmovimiento pacifista en los países desarrollados, pero también en los movimientos de los países del sur, enparticular, los que tienen como eje fundamental y explícito, la defensa y protección de los derechos humanos.Sin embargo, habemos muchos que creemos que el problema es anterior al 2001 y se origina desde los años’70 cuando se implementan en todo el mundo, y no sólo en el continente americano, las llamadas políticas deajuste estructural o neoliberalismo, o globalización que, en último término son términos que ocultan larealidad de la unificación del campo económico mundial, dominado por las grandes sociedades de inversión,el capital financiero especulativo que castiga incluso al propio mercado.Reconstruir la historia del movimiento en defensa de los derechos humanos es una tarea pendiente, a escalainternacional, pero sobre todo en cada país. El hecho de que actualmente se haya consentido y consensadoque las diversas ONG y diferentes colectivos que luchan por determinados derechos humanos, representanun movimiento, diferente, plural, poco organizado y articulado, pero movimiento, al fin y al cabo, es unavance importante. Sin embargo, hay por lo menos tres fuertes críticas que se le hacen desde fuera y tambiéndesde dentro del movimiento.La primera es su dificultad para tomar distancia del carácter “estatocéntrico” del discurso, la perspectiva ytodo el capital jurídico que constituye el derecho internacional de los derechos humanos. Si hay algo que havenido destruyendo el neoliberalismo o la ley del libre mercado es, justamente, las estructuras y lasinstituciones del Estado social y su capacidad para garantizar y proteger todos los derechos humanos, tantolos civiles y políticos – que viola sistemáticamente, pues los escombros del actual Estado Nación, es la de unEstado policiaco – como los económicos, sociales, culturales y ambientales, pues justamente una de lasestrategias fundamentales del neoliberalismo es la privatización de todos los bienes y servicios que,
    • 165tradicionalmente ofrecía el Estado, con limitaciones, pero los ofrecía. Ahora, la educación, la salud y aun laseguridad pública, se están privatizando con todos los efectos de desastre, dolor y sufrimiento sociales.La segunda crítica al movimiento de los derechos humanos, es un ejercicio autocrítico de algunas ONG ycolectivos que han venido reflexionando y actuando en torno al impacto que los tratados de libre comerciohan tenido en las violaciones sistemáticas y estructurales a los derechos humanos. Aquí conviene destacar lacontradicción, sistemática y estructural, entre los tribunales comerciales de los organismos internacionales,en particular del Banco Mundial y de la Organización Mundial del Comercio y, por otro lado, losmecanismos e instrumentos del derecho internacional de los derechos humanos.La tercera crítica, finalmente, proviene de otros movimientos sociales y organizaciones políticas, perotambién de algunas ONG de derechos humanos y tiene que ver con la necesaria amplitud de miras paradesarrollar no sólo el litigio estratégico internacional, sino en particular, establecer estrategias jurídicas dedefensa ante la represión del Estado y, en especial, ante la creciente criminalización de las luchas sociales.De la manera de responder a estas tres críticas viene la posibilidad de fortalecer al movimiento de losderechos humanos, como discurso ético en particular, pero sobre todo, como educación y cultura necesariaspara construir una nueva humanidad.EL NACIMIENTO: LA INCOMODIDAD DE LA FILOSOFÍA EN EL ORIGEN DE LOS DERECHOSHUMANOSFrancisco Díez Fischerfranciscodiezfischer@gmail.comEl nacimiento constituye el acontecimiento primario en el que se plantean muchas de las cuestiones sobrederechos humanos bajo la expresión de “bioética”. La novedad de este término contrasta con el aparenteatraso con el que la filosofía llega a pensar este primer suelo. Es, por lo menos, curioso que los filósofossiempre hayan mirado de reojo el hecho de venir al mundo. Stanislas Breton ha dado razones para estainclinación tanática de la filosofía por la que ha meditado más sobre el final de la vida que sobre su origen.Una de las causas probables es, tal vez, que el sujeto humano de este acontecimiento es el niño y no elhombre adulto, consciente y bien organizado frente al mundo a quien fácilmente se le otorgan sus derechos.Y, en segundo lugar, porque la referencia del adulto a la muerte funda una clausura del existir que satisfacela demanda filosófica de un pensamiento del todo; por el contrario, el nacimiento y la infancia constituyenuna abertura indefinida que mortifica cualquier exigencia de totalización. Incomodar a la filosofía en terrenosque no le son queridos sera el intento de guiar los primeros pasos de esta marcha a tientas hasta donde seaposible pensar ese suelo de lo naciente sobre el que se fundan los derechos humanos.EL DESPOJO DEL YO CIVIL Y LOS DERECHOS HUMANOS EN LA INTERNACIÓN DE LOSDENOMINADOS ENFERMOS MENTALES: EL CASO DE LOS PACIENTES INTERNADOS EN ELHOSPITAL NEUROPSIQUIÁTRICO J.TIBURCIO BORDAGimena Lorenzogimenalorenzo@yahoo.com.arEl siguiente trabajo propone abordar el ingreso de los denominados enfermos mentales a un hospitalpsiquiátrico, entendiendo al mismo como institución total-que en términos de Goffman : “puede definirsecomo un lugar de residencia y trabajo, donde un gran número de individuos en igual situación, aislados de lasociedad en un período apreciable de tiempo, comparten su encierro en una rutina diaria, administradaformalmente” (Goffman,2001:13)- y las etapas atravesadas por los mismos, en tanto despojo del yo civil ,ysus respectivas implicancias.
    • 166Es decir, si los derechos humanos inherentes al yo civil de una persona se constituyen tanto subjetiva,como objetivamente, en términos de posesiones, que los sistemas de normas adscriben a un sujeto en formabeneficiosa, para su protección y resguardo, confiriendo facultades, imponiendo deberes y estableciendoinmunidades, siendo universales, inalienables e irrenunciables, tendiendo a salvaguardar la dignidad humana– como los derechos instituidos positivamente, los relativos a la vida e integridad física, al ejercicio de untrabajo, a la vivienda, a la libertad de expresión y política-, el despojo de los mismos se vinculan al ingreso yhospitalización en una Institución Psiquiátrica. La metodología utilizada en el presente estudio es cualitativa, utilizando el método etnográfico, permitiendoconocer el circuito de producción de sentido donde las prácticas revelan más que los enunciados; así como eluniverso de referencia compartido y racional que subyace y articula el conjunto de prácticas y nocionesorganizadas por la interpretación y actividades de los sujetos sociales. (Guber 2004)Sustentamos que el destino social de una persona se ve alterado de por vida al ser internado, y denominadopor la institución como “paciente psiquiátrico” o “enfermo mental”, y que ese rótulo institucionaliza laestigmatización de la otredad y lo diferente, contribuyendo a deteriorar los lazos sociales y familiares de lospacientes, denegando su igualdad ante la ley, vale decir, violando los derechos constitucionales queresguardan la libertad universal de los sujetos, y su autonomía.La locura es considerada desde nuestra óptica, un emergente y hecho social que depende del contexto social,histórico y político, y cuyo carácter reside en constituirse como un modo de anormalidad en relación a lasnormas del momento histórico, variando su contenido y su modo de conceptualización médico- psiquiátrica,pero no el efecto de su nominación: la exclusión y aislamiento de aquellos considerados “locos”, y suconsecuente medicalización , estigmatización, y despojo de su autonomía individual y de los derechoshumanos que le son propios.TEOLOGIA DESDE EL PACO. LOS NIÑOS ADICTOS EN CONFLICTO CON LA LEYLeonardo Belderrainleonardobelderrain@ciudad.com.ar"Si no reclamamos para nosotros el poder del alma, nos convertiremos en sus víctimas, sufrimos nuestrasemociones en vez de sentir que trabajan para nosotros" – St. Thomas Moore En estos días se comienza con Norma Aleandro a filmar la película de Rafeca sobre la nueva problemáticadel Paco. Una vez mas este director se centra en las búsquedas de sentido religioso desde el sufrimiento demuchos niños.Creo que la grandeza que ha tenido el movimiento scout, es no sólo haber dado contención ainfinidad de niños. Sí no, hacer que muchos de ellos cuidando a otros niños, recompongan suvínculo con lo paterno.ANÁLISIS ÉTICO EN EL EJERCICIO DE LA MEDICINALiliana Gabriela Méndez González Rubiolilianagmg@hotmail.comLos significativos avances que ha alcanzado la medicina actual, gracias a la expansión del conocimiento y ala disponibilidad de recursos de alta tecnología para el diagnóstico y tratamiento de las enfermedades, hanpuesto a disposición de la humanidad nuevas y más amplias posibilidades de resolver problemas físicos queantaño parecían incurables. Sin embargo, dicho progreso ha planteado nuevos dilemas éticos para el ejerciciode la profesión médica. El juramento hipocrático, que sirvió durante siglos como norma ha sido rebasado,por lo que se ha hecho necesario reflexionar sobre el inexplorado panorama que se extiende ante los ojos defacultativos, autoridades de la salud de usuarios y pacientes.
    • 167Es necesario abordar desde muy diversas perspectivas, los temas que le atañen y que van desde la definiciónprecisa del concepto de ética diferenciado del de moral, pasando por la exploración de la relación médico-paciente, el consumismo de medicamentos promovidos por los laboratorios que los fabrican y hasta laparticipación de las aseguradoras que han distorsionado y encarecido los servicios de salud, lo que hallevado, en síntesis, a una deshumanización de esta actividad. Hablar de Ética en el ejercicio de la Medicinaconlleva la obligación de hacernos meditar sobre los cambios que han provocado los adelantos científicos yel predominio de un capitalismo desmedido que ha llevado tal vez a la despersonalización ydeshumanización de esta disciplina, cuya finalidad inicial se plasmo para aliviar o atenuar el sufrimiento delhombre.En esta ponencia pues se trata de realizar reflexiones y críticas al respecto, para llegar a algunas conclusionesque no buscan sino proporcionar un poco de luminosidad en el problema existente. LOS DERECHOS HUMANOS COMO ESPACIO PRIVILEGIADO PARA UNA VERDADERA INDEPENDENCIA DE SENTIDO EN NUESTRA REGIÓN Luisa Ripa luisa@unq.edu.arEsta ponencia propone ver a los “derechos humanos” tanto como tema cuanto como fenómeno histórico consus facticidades políticas y sociales como un lugar privilegiado donde se cumple la posibilidad de pensar elsentido y proponer la vida con una independencia creciente, en vista de la celebraciones de los bicentenariosde las declaraciones de la independencia que se producen en nuestra región.Intentaré mostrar esta posibilidad en los siguientes puntos: Los derechos humanos como lugar de confluencia interdisciplinar1) La novedad discursiva que suponen2) Las tensiones que los distienden, por ejemplo:a. La tensión universal-particularb. La tensión exigibilidad jurídica-cultura de los derechos humanosc. La tensión voluntad que decide-irrenunciabilidad de los derechos3) La ética del reconocimiento como marco teórico de los derechos y oferta de superación de tensionesEN LOS UMBRALES DE LA MUERTE. HACIA UNA REFLEXIÓN INTERDISCIPLINARIA SOBRELA EUTANASIAMarta Isaura Trotta Lagos.marta_trotta@yahoo.com.ar.El objetivo del presente trabajo consiste en examinar el modo en que el fenómeno de la eutanasia es captadoy categorizado por diversas disciplinas, a fin de determinar en qué medida se desdibuja su especificidad yproponer, de ser posible, vivir humana y cristianamente la muerte, tal como surge de la Carta de losAgentes de la Salud del año 1994 de S.S. el Padre Juan Pablo II y en su Carta Apostólica Salvífica Doloresdel año 1984, en las cuales trata sobre el sentido cristiano del sufrimiento humano.La problemática planteada en torno a los procedimientos eutanásicos no son nuevos, y la biotecnología, alevolucionar libremente, se la percibe como un fuerte impedimento a la libertad personal puesto que vulnerael respeto por la vida y la dignidad del hombre.La Convención Americana del Respeto por la Vida, más conocido en nuestro medio como Pacto de San Joséde Costa Rica –OEA, 1969- y los documentos episcopales ut supra mencionados, enlazan susconsideraciones crítico-objetivas con las acciones de la Dives in Misericordia, ayudando al enfermo en sus
    • 168últimos momentos mediante el empleo de terapias alternativas y medicinas paliativas, con el fin de mitigar sudolor y asistirlo en su tránsito hacia la muerte.Abordar cuestiones éticas y morales generadas ante tal fenómeno, junto con las categorías generales quedeberían delimitar la norma kantiana de la libertad de elección, plantea una extensa gama de hipótesis, centroy cruce de un problema que llevaría a enmascarar el número de casos. De no tenerse en cuenta estasconductas, existe la posibilidad de que el actual sistema médico específico paralice, enmascare, e inclusoniegue el encarnecimiento de una ciencia terapéutica que se muestra agorera y alejada cada vez más de lagrandeza del misterio del sufrimiento y la compasión.DEMOCRACIA E LIDERANÇA COMUNITÁRIAMary Rosane Ceroni, Lindberg Clemente de Morais, Sérgio de Souza Zocrattolindbergmorais@hotmail.comA pesquisa trata da formação de líderes comunitários, fundamentada em princípios e valores de gestão dapessoa humana que acredita na necessidade das transformações sociais, priorizando a preparação de agentesmultiplicadores, com a finalidade de propor um curso de formação de líderes comunitários. Estuda questõesrelacionadas ao modo de atuar dos atores sociais diante das dificuldades e ambigüidades do cotidiano,articuladas com as limitações identificadas na percepção das ações que estejam comprometidas com atransformação social e o fortalecimento de instituições focadas no desenvolvimento de cidadãos conscientes,aptos para viver numa sociedade livre. O objetivo geral da pesquisa é criar subsídios teóricos e condiçõespara práticas educativas que garantam mudanças sociais efetivas, inicialmente no Brasil, em regiões queapresentam baixos índices de IDH e elevado percentual da população em situação de risco sócio-ético-político-econômico. Trata-se assim, de uma proposta pedagógica que orienta as pessoas para o compromissocom o pensamento do dever-ser como garantia de uma práxis consciente, o que significa preparar os atorescomunitários para a prática da intervenção concreta, sem admitir em hipótese alguma a violência ou qualqueroutra ação que coloque o ser vivo em riscoBALANCES Y PERSPECTIVAS EN TORNO A LA 3ª EDICION DEL MODELO UNIVERSITARIO DENACIONES UNIDAS DE LA UNIVERSIDAD NACIONAL DE QUILMES (MONUUNQ/08)Matías Penhosmatpen@ciudad.com.arLa puesta en marcha de la 3ª edición del Modelo Universitario de Naciones Unidas de la UniversidadNacional de Quilmes (MONUUNQ-2008) durante los pasados 14, 15 y 16 de Agosto, culminó laplanificación de nueve meses de trabajo, siendo el proyecto organizado y financiado íntegramente por unaUniversidad Pública por tercer año consecutivo. Del encuentro intervinieron un total de 120 estudiantes denivel universitario y/o terciarios provenientes de diferentes instituciones del país y de zonas aledañas a laciudad de Quilmes (Tucumán, Córdoba, Paraná, Rosario, Mar del Plata, GBA y CABA), así comoestudiantes extranjeros de los países de Venezuela, Estados Unidos y Chile.Tomando en cuenta uno de los temas de la mesa relacionado con Los derechos humanos y la prácticaeducativa, considero sumamente pertinente difundir y alentar este tipo de experiencias que se articulan en elsegundo y tercer ejes del Congreso.Las simulaciones en base a la reproducción de los Modelos de Naciones Unidas permiten construir unaperspectiva cognitiva y cultural innovadoras, puesto que nos obligan a posicionarnos frente a los actualesdesafíos internacionales desde un nuevo lugar: el del Otro. El mayor desafío pasa por representar fielmente lapolítica exterior de aquel país que se representa, y este ejercicio abre ventanas –la mayoría de las veces– amundos desconocidos: que no están atravesados por valores y costumbres occidentales; o que rompen con
    • 169estructuras mentales e imaginarios colectivos sobre los que se asientan el prejuicio y la discriminaciónnegativa. A ello debemos sumar el enfoque interdisciplinario sobre el que se construye la práctica: lassituaciones a problematizar exigen un esfuerzo conceptual complementario y totalizante para obtener unapropuesta superadora. Es esta otra de las grandes claves por donde pasa el aprendizaje pedagógico.Por último, debe resaltarse que esta mediación normativa sucede en el espacio público, lugar desde donde sedebe luchar por ser reconocido por los pares, con y desde los otros, puesto que para obtener una negociaciónactiva y un liderazgo fructífero que se plasme en el documento escrito final, el estudiante deberá mantenerseen el margen de los códigos de la diplomacia internacional: la oratoria, el respeto al protocolo, elconocimiento de los procedimientos, así como la defensa irrenunciable a los valores constituyentes de laOrganización de las Naciones Unidas (cooperación internacional, paz y seguridad, protección de losderechos humanos).Algunos de estos objetivos fueron alcanzados por los asistentes del 3º MONUUNQ y además de prometer unexamen más exhaustivo de lo acontecido, nuestra intención es difundir la experiencia en las redesuniversitarias y potenciar sus efectos en el futuroÉTICA DEL RECONOCIMIENTO, EDUCACIÓN EN DERECHOS HUMANOS Y FILOSO-FÍA DE LAVOLUNTAD. ENTRE LA AUTORIDAD Y LA LIBERTAD.Mónica Fernándezmbfernandez@unq.edu.arDesde lo formal, en las políticas de infancia y adolescencia, como también en las leyes de educación, se haproducido un quiebre. Nuevas leyes de educación y protección integral, enmarcadas en las propuestascontenidas en documentos de protección internacional de los derechos humanos, por ejemplo la Convenciónsobre los Derechos de Niños, Niñas y Adolescentes (CDN) salvaguardan a este grupo de personas.Dado que de suyo la educación en derechos humanos (EDH) es un campo interdisciplinario, que además estáen plena construcción y por tanto precisa del permanente diálogo entre distintas disciplinas del conocimiento,el presente trabajo propone realizar un sintético y tímido análisis de algunos trabajos de Paul Ricoeur,principalmente sobre “ética del reconocimiento” y “filosofía de la voluntad”, con el fin de buscarfundamentos teóricos para abordar problemas de convivencia en los difíciles contextos educativos del sigloXXI.Entonces, con el fin de encontrar medios que permitan achicar la brecha entre el discurso y la práctica, esdecir como recurso para abordar el acontecimiento normativo (lo escrito) y su traslado a los espacios de lapráctica cotidiana, la propuesta es presentar un posible marco filosófico con el apoyo de trabajos de Ricoeursobre la voluntad y el reconocimiento, como medio para abordar las difíciles relaciones sociales que seentablan a diario en las instituciones educativas en particular y en la sociedad en general, que dejan comoresultado un complicado entramado de problemas de convivencia, ya no sólo entre docentes y estudiantes,sino también entre pares, y en las relaciones familiares. Se trata de reflexionar sobre la posibilidad deencontrar espacios de prevención de conflictos a través del análisis de “…la sabiduría trágica capaz deorientar una sabiduría práctica…” (Ricoeur, 1996: 263)VIGENCIA E INFLUENCIA DE IMPERATIVO CATEGÓRICO EN LOS DERECHOS HUMANOSPedro Antonio García Jorgepedroangar@hotmail.com¿Cuál es la influencia, y sobre todo la pertinencia para América Latina, de la postura kantiana en el discursosobre los Derechos Humanos? Lo que se pretende, con base en la respuesta a la pregunta anterior, es haceruna reflexión sobre la realidad latinoamericana y sus presupuestos ético-deontológicos en la aplicación e
    • 170interpretación de los Derechos Humanos, como fenómeno histórico, haciendo un rescate y una crítica de lapropuesta kantiana en el ámbito de la ética y el derecho.REFLEXIONES FILOSÓFICAS ENTORNO AL BINOMIO VIDA-MUERTE.María Raquel Fischerdiezfischer@ciudad.com.arCon todos sus padecimientos la experiencia histórica vuelve su mirada hacia la puerta, para econtrar entresus vecinos una respuesta a la interrogación fundamental de la vida: ¿cuál es su sentido si conlleva siemprela amenaza de la muerte? Ciertamente tal situación constituye una perturbación permanente a la objetividadtécnica y una herida al positivismo de la razón. Pero no se puede negar que transmiten una “inquietud” queviene de más lejos y una “exigencia de respuesta” para la cual no hay lenguaje.Queda así diseñado un suelo temático que nos permitirá ofrecer cuestiones de vocabulario, signos de estainquietud existencial y finalmente plantearnos si frente a las prácticas de las ciencias médicas es posiblecomponer un discurso “tranquilizador”.Así por ejemplo abordaremos la “elección de la muerte” en el contexto del ser humano sujeto del lenguaje.En un segundo momento haremos referencia a esta inquietud del vivir y del morir teniendo en cuenta algunasapoyaturas literarias como “La Muerte de Iván Iliich” de León Tolstoi. La recapitulación de varios temascomo eutanasia voluntaria, suicidio asistido, etc, nos permitirán tal vez afirmar que después de tantainfluencia sobre su intimidad, “es ya el tiempo de sostener de nuevo su velo y mostrar temor”.EL EFECTO LUCIFERRicardo O. Díezdiezfischer@ciudad.com.arHay algunos experimentos que muestran la influencia del medio sobre los comportamientos humanos. Unode ellos es el realizado por Philip Zimbrago y expuesto en su libro The Lucifer Effect: Understanding HowGood People Turn Evil.Frente a este efecto una cuestión surge: ¿qué sustenta los derechos humanos? ¿qué hace que unos los valoreny otros los violen? Si se cree que valen más que una mera declaración de palabras hay que decir en qué sebasa esa valoración.A partir del experimento y buscando el sustento del derecho hay que pasar por las condiciones sociales paraver qué motiva la violencia humana y cuáles son los modos de, al menos, calmarla. Se deberá mostrartambién si alcanza la educación y la ética para contenerla y encausarla.Por otro lado, si el ser humano es responsable de sus actos individualmente se deberá buscar más allá delmedio que habita aquello que sustenta los derechos. Solo pensando el lugar de dónde surge el mal y el bien,podrá decirse en qué se sostienen las palabras que enuncian y exponen lo que corresponde a la dignidad delhombre. Teniendo en cuenta que lo que se declara depende de la buena o mala voluntad de los que realizan laexposición habrá que descender hasta el núcleo volitivo para encontrar el sustento que hace posible unadeclaración de los derechos humanos con sólidas bases.¿“PRESOS CRISTIANOS” O “CRISTIANOS PRESOS”?Rodolfo Luis Brardinellirbrardi@unq.edu.ar
    • 171La expansión del Evangelismo, especialmente en su vertiente Pentecostal, en las cárceles de la RepúblicaArgentina no es un fenómeno desconocido. Tampoco es un fenómeno restringido al ámbito nacional. Por elcontrario, aunque con diferencias de magnitud y forma, la expansión del pentecostalismo se registra tambiénen todo el ámbito carcelario latinoamericano.Hay sin embargo una manifestación del fenómeno que resulta, al menos hasta el momento, propia de laArgentina.Se trata de la existencia de una “unidad penitenciaria evangélica”, es decir una unidad que además de habersido creada para alojar exclusivamente a creyentes evangelistas fue dirigida, desde su creación hasta haceunos pocos meses, por oficiales penitenciarios que no solo adherían al pentecostalismo sino que eransimultáneamente “pastores” pentecostales.La existencia de esta unidad carcelaria, la número 25 del Servicio Penitenciario de la Provincia de BuenosAires, orgullosamente citada por los “penitenciarios-pastores” como “La primera cárcel evangélica delmundo”, plantea una cantidad de cuestiones que modifican y exceden el marco conocido; una dependenciaestatal que alberga personas de distintas confesiones y de alguna manera les facilita la práctica de su fe.Ahora se trata de una dependencia estatal que es también una iglesia. Una cárcel que está inscripta en elRegistro Nacional de Cultos como una iglesia denominada “Cristo la única esperanza”. Una Iglesia a la queel Estado le entrega personas que están bajo su responsabilidad.La sola existencia, en una cárcel común, de grupos de presos segregados por razones religiosas plantea unaserie de cuestiones e interrogantes. La existencia de una unidad carcelaria segregada del conjunto complejizaesas cuestiones. Pero la existencia de una Iglesia-cárcel en la que los roles y las funciones están yuxtapuestasy confundidas conlleva cuestiones e interrogantes nuevos y cualitativamente diferentes.La intención del trabajo es describir los rasgos más salientes del fenómeno, enunciar algunas de lascuestiones que plantea y esbozar sus posibles consecuencias, en orden a contribuir, o no, a que los presosconsigan rediseñar sus trayectorias de vida.MANIFESTACIONES DE DISCRIMINACIÓN EN LA CANCIÓN POPULAR. EL CASO DELCORRIDO MEXICANORogerio Ramírez Gilrogerio@prodigy.net.mxLa discriminación afecta a todas las sociedades y es contraria a la igualdad, la libertad y la convivenciaarmónica. Sus formas de manifestarse son variadas e incluyen expresiones sutiles, elaboradas y artísticascomo la producción musical popular. El corrido mexicano, género musical épico-lírico-narrativo, contienemanifestaciones discriminatorias basadas en motivos de ideología política, xenofobia, clase, etnia, sexo yreligión. En su mayoría, la intensidad y las causas de esas manifestaciones están vinculadas directamente conel momento histórico en que fueron creados los corridos o del hecho que narran, al grado de que sirven paraalentar la lucha contra el enemigo, sea extranjero u opositor político. Esta ponencia analiza la relación de lasmanifestaciones discriminatorias contenidas en los corridos creados entre 1810 y 1950 y las diferentes etapashistóricas de México.RETOS DE LA EDUCACIÓN PARA UNA CIUDADANÍA AMBIENTALRosana Góngora, Néstor Manchinirgongora@unq.edu.ar, nmanchini@unq.edu.arLos problemas ambientales que no cesan en su creciente complejización modificaron la vida de millones dehombres y mujeres en numerosos lugares del mundo. Panorama que se observa fácilmente en amplias franjaspoblacionales que asumen con distintos grados de conciencia y responsabilidad social el derecho a un
    • 172ambiente sano y diverso que constituye la vida de cada uno de sus integrantes.En este sentido, la presente propuesta registra la necesidad de internalizar la exigibilidad de este derechocomo estrategia primordial en defensa de otros igualmente importantes como el derecho a la vida.Garantizar el desarrollo social en forma sostenible permitirá que este presente abrigue esperanzas en nuestrocontinente y que las próximas generaciones gocen de una calidad de vida. En esta responsabilidad que noscabe a todos desde el rol que jugamos en la vida cotidiana tiene un rol imperativo la educación para repensarla configuración de nuevas representaciones ciudadanas donde lo ambiental adquiera una presencia másplena.Numerosas experiencias de grupos, redes, movimientos sociales consolidan el convencimiento de que laeducación juega un papel ineludible en este empoderamiento que permea a niños, jóvenes y adultos quebuscan una nueva credencial de “ciudadanía ambiental”. No por reiterada disminuye su valor la necesidad departicipar activamente en la generación de estrategias, prácticas y herramientas que permitan abrigar mejoreschances en este presente degradado y devaluado que no logran diluir las utopías por otro mundo posible. PRÁTICAS LOCAIS DE ENSINO: PERSPECTIVAS COMTEMPORÂNEAS SOBRE A INTERAÇÃO EDUCAÇÃO-SERVIÇO NA EFETIVAÇÃO DO DIREITO HUMANO À SAÚDE - BRASIL Roseni Pinheiro, Francini Lube Guizardi rosenisaude@uol.com.br Neste trabalho abordaremos a relação entre os processos formativos nos cursos de graduação em saúde e a institucionalização do SUS, em especial no que diz respeito às repercussões desses cursos na construção de modelos tecnoassistenciais inovadores e transformadores das características historicamente hegemônicas no setor saúde. Nesse sentido este trabalho se propõe a analisar as evidências de novas práticas, a partir das quais são produzidas outras possibilidades de concretização da interação entre os mundos da formação e do trabalho. Foram analisadas dez experiências selecionadas a partir da convocatória de práticas locais de ensino na formação de profissionais voltadas para o direito humano à saúde, lançada pelo MS/LAPPIS. As técnicas de pesquisa utilizadas foram: entrevistas semi-estruturadas (140); observação direta do cotidiano do ensino em seus múltiplos cenários de aprendizagem; grupos focais com estudantes, docentes e usuários de diversos períodos da graduação (15). As interferências entre formação e trabalho aqui analisadas têm como particular evidência o fato de que se articulam nas relações moleculares, ou seja, na forma como os atores vivenciam e refletem suas práticas. É essa dimensão, não prevista como dispositivo institucional ou como desenho de políticas, que propicia campos de visibilidade do “novo”, em que ambas as instituições revelam transformações em sua organização. Observamos em algumas experiências que as transformações moleculares repercutem na atuação dos profissionais gerando efeitos na própria rede de atenção, ao mesmo tempo em que reorganiza fluxos da cadeia de cuidado. É possível dizer que a idéia de inovação na formação dos profissionais de saúde caracteriza-se pela sua capacidade em dar visibilidade à contradição entre fragmentação e integralidade, propiciando que os sujeitos transformem o campo de práticas e instituições da saúde e sejam nessa experiência transformados. Analisando os dados da pesquisa constatamos que nesse plano das relações moleculares ocorre o agenciamento de um outro modo de “ser profissional de saúde”, marcado por uma implicação ético-política que requer que outras práticas e saberes se articulem no cotidiano desse encontro, desenhando novos modelos tecnoassistenciais coerentes com o projeto ético-político que o SUS expressa. Experiências que têm a potencialidade de transformar tanto a Universidade, como o Sistema de Saúde, justamente a partir de suas diferenças. Este projeto conta com apoio da OPAS, CNPq e FAPERJ.
    • 173EL RECONOCIMIENTO DEL OTRO Y LA ÉTICA DE LA RESPONSABILIDAD, UN APORTE A LAEDUCACIÓN Y A LA ENSEÑANZA DE LOS DERECHOS HUMANOS.Teresa Driollet de Vedoya, Pedro Sabrozo, Elisa Goyenechea y Martha Haurettdriollet@hotmail.com, pedrotomios@yahoo.com.ar, alelisa@fibertel.com.ar, marthahauret@yahoo.com.arLa educación no es ajena al movimiento de especialización y complejización de las instituciones quecomponen el mundo del hombre. Surgen para ello modelos y métodos de enseñanza que responden a losrequerimientos actuales. En este contexto, en muchos de nuestros países de Latinoamérica, se propone en elámbito educativo un modelo de identidad basado en ponderar objetivos pragmáticos utilitarios (llámenseestos inserción laboral, aumento del alumnado, crecimiento profesional o económico). Se disminuye de estamanera la importancia de fines formativos que aportan tanto al enriquecimiento individual como aldesarrollo de la capacidad de interactuar en común.La Declaración de los Derechos Humanos dice en su artículo 26 que la educación tendrá por objeto el plenodesarrollo de la personalidad humana y el fortalecimiento del respeto a los derechos humanos y a laslibertades fundamentales. La enseñanza, siguiendo este espíritu, deberá insistir en la implementación de laeducación integral, deberá capacitar a la persona a plasmar y a actualizar lo recibido, algo muy distinto asólo instruirla, de lo contrario, toda intención de la DDH podría quedar en un mero discurso formal.Sólo desde el concepto de reconocimiento del otro y de responsabilidad de toda institución de enseñanzapueden llevarse a la práctica los derechos antes citados. Llegamos al punto donde la educación se vinculacon la ética. El presente artículo estudia el sentido profundo del concepto de reconocimiento, elaborado en elúltimo libro de Paul Ricoeur. Desde él, se intentará construir el cimiento teórico para introducir el tema de laética de la responsabilidad aplicado a la institución educativa. Se analizará también cómo ésta lleva a cabo larelación con los métodos pedagógicos, además, se estudiará la coherencia del accionar de la institucióneducativa con lo expresado en la Declaración de los Derechos Humanos.
    • 174 Mesa 18 PEQUEÑA Y MEDIANA EMPRESA: INTEGRACIÓN, ECONOMIA Y SOCIEDADVerónica Peñaloza penaloza_veronica@yahoo.com.brIDENTIFICACIÓN DE ESTRATEGIAS PARA EL FORTALECIMIENTO DEL CLUSTER DELMUEBLE Y LA MADERA EN TIJUANA Y ROSARITO, B. C, MÉXICOAlfonso Vega Lopez, Maria Virginia Flores Ortizavega@uabc.mx, vicky.floresortiz@gmail.comEn esta investigación el objetivo que se persiguió fue elaborar un análisis que permitiera conocer que estaocurriendo en el cluster del Mueble y la Madera correspondiente a Tijuana- Rosarito, 2008.El total de empresas encuestadas fue de veinte, a las cuales se les aplicó un cuestionario para determinar elnivel micro, mesa, meta y macro para identificar la competitividad sistémica y proponer estrategias decompetitividad del clúster.Al momento de analizarse la información fue con el uso de Estadística descriptiva y del apoyo de unprograma estadístico denominado SPSS 15.0 for Windows Evaluation Version.Dicho cuestionario esta generado especialmente para analizar cuatro niveles conforme a la Construcción deCompetitividad Sistémica de Tilman Altenburg, Wolfgan Hillebrand y Jörg Meyer Stamer. Dichos niveles sedenominan Nivel Meta relacionado a las variables lentas como estructura sociocultural, el orden básico y laorientación de la economía, y la capacidad de los actores sociales para formular estrategias, Nivel Macrorelacionado con las condiciones económicas genéricas, Nivel Meso relacionado a las instituciones y políticasespecificas, y el Nivel Micro relacionado con la empresa y sus relaciones inter-departamentales.CONSORCIOS DE EXPORTACIÓN Y DESARROLLO LOCAL: ANALIZANDO ESTRATEGIAS DEMARKETING EN CONSORCIOS DE EXPORTACIÓN BRASILEÑOSBreno de Paula Andrade Cruz, Rosane Oliveira, Deborah Morais Zouainbreno.cruz@fgv.br, rosanecrj@terra.com.br, deborah.zouain@fgv.brLas micro y pequeñas empresas son responsables por gran parte de los empleos. No obstante, son muchas lasdificultades para su permanencia en el mercado competitivo. Cuando se aborda el tema de las exportacionesde las pequeñas empresa, se observa que un reducido número tiene capacidad gerencial, tecnológica o deproducción que les permita ser competitivas en el mercado internacional. Una estrategia adoptada para quepequeñas empresas se vuelvan competitivas en el mercado internacional es la formación de consorcios deexportación. Consorcio de Exportación es la unión de micro o pequeñas empresas que apuntan a actuarúnicamente en el mercado internacional. En la mayoría de los casos, estas empresas son competidoras en elmercado interno y ven esta unión como una forma estratégica de inserción en el mercado externo, visto quehay ganancia tanto de escala con proveedores y clientes, como de experiencias gerenciales. Además de losbeneficios para las empresas, la formación de consorcios de exportación contribuye para el desarrollo localde una determinada región, puesto que las exigencias del mercado externo hacen que estas empresas secapaciten para atender a las demandas; el poder de negociación con los proveedores aumenta; y el grado derivalidad entre los competidores tiende a crecer influenciando la búsqueda del desarrollo individual. Esteartículo tiene como objetivo problematizar la formación de consorcios de exportación y el desarrollo local,
    • 175utilizando como objeto de análisis el Polo de Moda Íntima de Nova Friburgo (Rio de Janeiro – Brasil) –región que congrega 9 ciudades y tiene como vocación la producción de productos de moda íntima y modaplaya.A INFLUÊNCIA DA DIVERSIDADE HUMANA NO RESULTADO DA ATUAÇÃO EM REDES DEEMPRESAS: ESTUDO DE CASO DE EMPRESAS DO RAMO MOVELEIROCarla Conte Martini, Fernanda Pimentel da Silvaferpimentel123@hotmail.comAs redes de empresas são organizações compostas por um grupo com objetivos comuns, formalmenterelacionadas, com prazo ilimitado de existência, de escopo múltiplo de atuação, onde cada membro mantémsua individualidade legal, participando diretamente das decisões e dividindo simetricamente com os demaisos benefícios e os ganhos alcançados pelos esforços coletivos. Através de estudo de caso realizado em umarede de empresas da região de Bento Gonçalves, região sul do Brasil, foi possível identificar a distribuição dediferentes tipologias junguianas e relacionar os resultados obtidos por essa parceria com o perfil dos seusintegrantes. A Rede objeto do estudo existe desde 2004, é composta por nove empresas de pequeno e médioporte que atuam no segmento moveleiro e já obteve resultados relacionados à profissionalização, criação deuma visão comum em termos de ameaças e oportunidades e ao desenvolvimento da relação de confiançaentre os integrantes. A obtenção dos dados foi através do Questionário de Avaliação Tipológica QUATIversão II(2003), que é baseado na teoria de Jung e busca identificar aspectos psicológicos numa tentativa dedefinir estilos cognitivos e de comportamento individual. Os resultados da pesquisa também foram utilizadospara avaliações de grupos de forma a obter uma visão global e a possibilidade de análises e intervençõesbaseadas nessas informações. O questionário não é um fim em si mesmo e nem pretende mostrar umindivíduo ou grupo por inteiro, mas sim, uma direção, um suporte teórico para lidar com a grandediversidade humana. Com a análise dos dados é possível perceber que se trata de um grupo heterogêneo ondeo respeito e o aproveitamento das diferenças é fundamental para a manutenção da rede. O exercíciodemonstra que um grupo diversificado, como é o caso da rede estudada, exige maior maturidade de seusparticipantes em termos de ouvir e ponderar, porém propicia uma parceria rica em alternativas e diversasformas de entender uma mesma situação.Tais redes se apresentam como ferramenta de inserção ante ocenário de Comércio internacional, em especial para empresas de pequeno e médio porte que talvez sozinhasnão obtivessem êxito no comércio exterior.INOVAÇÕES E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA EM REDE DE MICRO EMPRESAS EAGROINDÚSTRIAS FAMILIARES NA REGIÃO DE PELOTAS-BRASILDaniel Aquinidaquini@cpact.embrapa.brNas últimas décadas o mundo transformou-se profunda e estruturalmente. A automação e o uso das novastecnologias possibilitaram o aumento da produção gerando, entretanto, uma diminuição brutal da utilizaçãoda mão-de-obra. A concentração das riquezas exacerbou-se, sobretudo nos países periféricos. Nestes mesmospaíses completou-se um processo de intensa urbanização e esvaziamento do campo sendo que, pela primeiravez em toda a história da humanidade, a maior parte da população mundial vive nas cidades e a populaçãorural é minoria. Outra alteração profunda foi a realizada pelas mulheres que saem de casa e se dirigem paraos escritórios e fábricas, constituindo-se este o maior movimento da segunda metade do século XX emdezenas de países. A questão ambiental entrou definitivamente na agenda das nações, já que recursosnaturais rapidamente escasseiam e o modelo de desenvolvimento hegemônico não dá conta dasustentabilidade. O processo econômico, social e cultural que se convencionou chamar de globalização
    • 176realçou o tema das desigualdades sociais e regionais. É visível a existência, por um lado, de grandes bolsõesde miséria e, por outro, de verdadeiras ilhas de prosperidade e produtividade. Os novos e pesadosinvestimentos seguem, no mais das vezes, a lógica do retorno rápido e seguro concentrando-se nas regiões demaior desenvolvimento. Em contraposição a este contexto, a comunicação apresenta uma experiência defomento à inovação efetuada pela Embrapa Clima Temperado em uma região de persistente desenvolvimentodeprimido do Brasil. Trata-se da constituição de uma rede de sete micro empresas e agroindústriasfamiliares para a qual serão transferidas tecnologias constituídas a partir de particularidades culturais locais –vinculadas à tradição doceira – e do processamento de frutas nativas e/ou de materiais introduzidos na regiãoquando da ocupação do território. A proposta, já em execução, prevê o compartilhamento de novosequipamentos; a colaboração entre as empresas via fornecimento mútuo de insumos; o desenvolvimento deprocessos e produtos novos ou significativamente melhorados; viabilizando, assim, a constituição de um loteexperimental de produtos a ser colocado no mercado.COMUNIDADES DE PRÁCTICA Y APRENDIZAJE ORGANIZACIONAL (CPAO) PARA LAPEQUEÑA Y MEDIANA EMPRESA (PYME)Enrique Sepúlveda Donoso, Víctor Valencia PozoEnrique.Sepulveda@uv.cl, VValenci@lauca.usach.clLas PyMEs son las principales generadoras de empleo en la economía, pero tienen un panorama competitivoestrecho, producto de sus restricciones de recursos en donde el financiamiento es generalmente una de lasmayores. Dado que el conocimiento es un recurso que por medio de la construcción e interacción decomunidades, este puede generarse y además compartirse con otras organizaciones o individuos, sin que sepierda, se vuelve deseable la generación de condiciones para que puedan emerger estas comunidades tanto anivel intra como interorganizacional, bajo el formato de CPAO.Las CPAO, son la emergencia de una comunidad que se construye con las interacciones de sus integrantes,produciendo experiencias de cognición situada, que apuntan al aprendizaje significativo, la creación deconocimiento y las acciones para que este se pueda compartir, de tal manera que lo aprendido tengan sentidoen las realidades de los integrantes de la comunidad. Son la respuesta social frente al trabajo aislado,individualista de emprendedores y empleados, y a la cultura celularista de las instancias de capacitaciónempresarial y aprendizaje organizacional.En las CPAO se generan en ambientes tecnológicos, tales como las Plataformas Tecnológicas de E-Learning;los Blogs, Wikis y otras instancias tecnológicas que se asienta en la idea de inteligencia colaborativa, endonde un grupo de personas tomarán mejores y mas inteligentes decisiones que una persona sola, aún cuandoesta sea experta en la materia. Estas herramientas no necesariamente tienen un costo para la PyME, dado queexiste una gran oferta de Software Libre y Recursos de Almacenamiento Gratuitos. Por tanto se hacenecesario el conocer la Oferta Tecnológica de este tipo, el cual es problema a resolver en el que se centra esteestudio, el que además pretende demostrar la existencia de una Oferta Tecnológica Libre de tipo significativapara la PyME.LA TOMA DE DECISIONES ÉTICAS EN LA EMPRESA PRIVADAFrancisco Javier Romero Guerrero.fromerog@itesm.mxLa toma de decisiones es un proceso que ha evolucionado de la mano con el concepto de empresa. Al unirseesto con el tema de la ética, aparecen una serie de variables que habrán de servir como elementos de juiciocrítico desde el punto de vista de la ética para que el directivo pueda tratar de tomar una decisión viable,tomando en cuenta las consecuencias que sus decisiones traerán para la organización.
    • 177Hay varios autores que han tratado el tema de la toma de decisiones éticas y el desarrollo moral cognitivo.De tal forma que se han hecho propuestas que han trabajado los tipos de influencias a lo que se encuentransometidos los tomadores de decisiones, donde se han identificado tanto las características de los individuosasí como las características del medio ambiente como elementos que influyen en el proceso del individuo, asícomo el sistema normativo propio de la organización (códigos de ética, políticas y normas, etc.). En estesentido, las propuestas han evolucionado de manera concreta como la que Linda Treviño ha trabajado en sumodelo interaccionista individual donde el sujeto que realiza este proceso enfrentado ante un dilema ético sesitúa primeramente en una fase del modelo de desarrollo cognitivo de Kohlberg como primer momento y conbase en sus características individuales y las características del medio ambiente (contexto inmediato deltrabajo, cultura organizacional y características del trabajo) realiza el proceso de toma decisiones éticas. O elmodelo descriptivo de estrategias para el manejo de la ética que maneja Rossouw y van Vuuren.Ahora bien, partiendo de la base que los directivos autónomos con un desarrollo moral cognitivo alto (CMDpor sus siglas en inglés) son poco influenciables por el sistema normativo y de recompensas de la empresa(qué es uno de los tipos de directivos identificados por Ashkanasy, Windsor y Treviño).La propuesta del presente trabajo supone que el desarrollo del juicio moral (Moral judgement development)será incrementado significativamente siempre y cuando los gerentes y directores operativos participen enprogramas de entrenamiento ético y cuenten con una cultura organizacional que tenga una fuerte estructuranormativa (códigos éticos, políticas, normas, etc.), dando un sentido de coherencia que ayudará a evitar unacultura débil y la generación de normas subculturales. Lo cual influenciarán significativamente a su vez elcomportamiento de otros reforzando así el círculo virtuoso.LA ADAPTACIÓN TECNOLÓGICA COMO PROCESO DE DESARROLLO EN LASORGANIZACIONESJuan David Sepúlveda Chaverra, Lourdes Meriño Standjsepulveda@tecnologicocomfenalco.edu.co, lmerino@tecnologicocomfenalco.edu.coEl presente artículo trata de analizar los procesos de adaptación de tecnología que se dan en lasorganizaciones debido a los cambios constantes y a las innovaciones que se proponen en el mundo, basadosprincipalmente en la interrelación de los individuos en una organización y en ambiente en el que desarrollansus actividades.Para el desarrollo de este trabajo se explora lo concerniente a los diversos problemas y posibles solucionesque se presentan cuando se cambia la tecnología en una organización desde la fundamentación de las cuatrodimensiones filosóficas estudiadas por Renée Bédard.Este artículo explora el problema de la adaptación de la tecnología como uno de los puntos de interés en lasorganizaciones en la actualidad en general, debido a que no es un problema exclusivo para un tipo deorganización particular sino que todas las empresas se enfrentan con el constante reto de aplicar alguno delos tipos de tecnología que se enuncian en el presente artículo.LA RESPONSABILIDAD SOCIAL COMO VENTAJA COMPETITIVA DE LAS EMPRESAS.Juan Manual Perrusquia, Lisette Salgado Patiñoperusquia@uabc.mx, lisette@tij.cetys.mxTradicionalmente la empresa se ha definido como a una organización cuyo objetivo es la maximización debeneficios. Este tipo de empresa se preocupa por el bienestar y los beneficios de los propietarios de laempresa, los accionistas. Recientemente, sin embargo, ha ganado fuerza la visión de que la empresa debetener un comportamiento Socialmente Responsable.
    • 178Con este término calificaríamos a la empresa, que no se preocupa solamente de la maximización delbeneficio, sino que además tiene en cuenta el impacto de sus decisiones y estrategias sobre otros participesde la propia empresa (stakeholders); como son los trabajadores, los clientes, la comunidad local en la que laempresa actúa, etc.Desde el enfoque de gestión empresarial Socialmente Responsable, la empresa a la hora de diseñar eimplementar sus estrategias debe tener en cuenta los efectos externos de las mismas sobre todos los agentessociales implicados en su actividad, los stakeholders. Desde el punto de vista de la Ventaja Competitiva, estaforma de gestión va a conducir además de a una redistribución del excedente de la empresa, a una mejorasignación final de los recursos globales además de una mayor aceptación y por ende a un mejorposicionamiento.El objetivo de este trabajo no radica en hacer una revisión de la literatura referente a la responsabilidadSocial Corporativa, si no identificar los conceptos claves de la ésta con un enfoque crítico, discutiendo lospros y los contras de este tipo de gestión empresarial, desde el punto de vista de la Ventaja CompetitivaEmpresarial.En este sentido, el trabajo pretende discutir el concepto de la responsabilidad social corporativa tomando encuenta la ventaja competitiva para la propia empresa.EL PROTOCOLO FAMILIAR COMO ELEMENTO CLAVE PARA EL GOBIERNO CORPORATIVODENTRO DE LA EMPRESA FAMILIARLisette Salgado Patiño, Juan Manual Perrusquialisette@tij.cetys.mx, perusquia@uabc.mxEl Concepto de Gobierno Corporativo toma importancia para todas las operaciones del continenteAmericano a partir de los eventos que desencadenaron Enron y WorldCom.En el caso de nuestro país, de acuerdo a estudios realizados por la Universidad de Yale, el 90% de lasempresas en México son de composición familiar (Cruz et.al., 2006).Una de las intenciones de contar con un Gobierno Corporativo en la empresa, es para darle seguridad a losinversionistas sobre la transparencia de las operaciones de la misma, es por ello, que resulta de sumaimportancia que las empresas, incluso las familiares, tengan un protocolo de procedimientos empresariales,ya que al contar con él podemos transmitir seguridad a quienes desean invertir.El presente trabajo sustenta la que una empresa familiar regida bajo el concepto de Gobierno Corporativopuede trascender de manera sólida, pero para ello, es necesario elaborar un Protocolo Familiar, y dichodocumento deberá contar con elementos definidos de tal forma que su interpretación sea clara para todos losinvolucrados.LAS INCUBADORAS DE EMPRESAS EN LATINO AMERICA: RESULTADOS Y DESAFIOSMaria Alice Lahorguelahorgue@ufrgs.brAs incubadoras de empresas não são um fenômeno novo na América Latina. Apesar da dificuldade de se terum histórico desses empreendimentos na região, sabe-se que o movimento teve maior desenvolvimento apartir da segunda metade dos anos 1990. Alguns países, como o Brasil, iniciaram a implantação deincubadoras já na década anterior e algumas fontes dizem que o México criou sua primeira incubadora nadécada de 1950.Conforme o movimento se expande e amadurece, novos formatos de incubação e novas articulaçõeslocais/regionais começam a emergir, alargando o escopo das gerências das incubadoras. Este módulo traz a
    • 179discussão sobre o tamanho do movimento de incubadoras na América Latina e busca chamar a atenção paraas transformações emergentes do processo de incubação.Este artigo busca discutir as tendências atuais dos processos de incubação na América Latina, especialmenteno que se refere aos parceiros, financiamento e papel no desenvolvimento local e regional.EMPREENDEDORES NA ENCRUZILHADA. TRAJETÓRIAS DE INSERÇÃO NO MERCADO DECANDIDATOS NÃO CLASSIFICADOS EM PROCESSOS DE SELEÇÃO DE INCUBADORAS DEBASE TECNOLÓGICA.Maria Soledad Etcheverry, Prof. Bart Landry, Márcio Rosa, Gabriel Bozzanomaria.soledad@terra.com.br, blandry@socy.umd.edu, marciofirst@gmail.com,gabrielbozzano@hotmail.comA tecnologia se mostra cada vez mais importante para o desenvolvimento das economias dos países em todoo mundo, mas no caso dos países emergentes a falta de capital de risco dificulta a montagem, oestimular o desenvolvimento das empresas tecnológicas através do sistema de incubadoras de basetecnológica, de tal forma que até 2006 existiam aproximadamente 377 incubadoras nas várias regiões dopaís, 40 % delas sendo de base tecnológica. Tal fato colocou o Brasil no terceiro lugar dentre os países domundo em número de incubadoras, só depois dos Estados Unidos e Coréia do Sul. Mesmo assim, os espaçosnas incubadoras são limitados em comparação com o número dos empreendedores que se candidatam,representando um obstáculo para os produtos tecnológicos inovadores que poderiam ser desenvolvidos eentrar no mercado do país. Em vista dessa situação foi realizada esta pesquisa em Florianópolis, SC, pararegistrar e analisar as trajetórias de candidatos que não conseguiram entrar numa incubadora, no sentido defornecer dados que possam ajudá-los nos seus encaminhamentos. Até agora há poucas informações sobreestes empreendedores e, através de pesquisa qualitativa realizada neste estudo, foram abordados os seguintespontos: 1) entre aqueles que desistiram de iniciar o empreendimento empresarial desejado, porquêdesistiram, quais foram os maiores obstáculos e desafios e quais são as alternativas seguidas; 2) entre os queconseguiram iniciar uma empresa de base tecnológica, quais foram os maiores desafios enfrentados, como ossuperaram, quais apoios e recursos foram recebidos, quais deles foram os mais importantes, quais redesforam desenvolvidas e quais são as necessidades e obstáculos ainda enfrentados. Tais dados propiciamsistematizar propostas e idéias para auxiliar aqueles que conseguiram criar um negócio e atualmenteenfrentam obstáculos ao seu empreendimento, assim como auxiliar os que não conseguiram implementarseus empreendimentos de base tecnológica, como, também, criar orcandidataram para entrar numa incubadora. Os dados deste trabalho somam com os de uma pesquisa maisampla, já em desenvolvimento, junto a empreendedores de base tecnológica que foram selecionados emprocessos classificatórios de incubadoras de base tecnológica.LA COMPETITIVIDAD DE LAS PEQUEÑAS Y MEDIANAS EMPRESAS FAMILIARES DEFABRICACION DE PRENDAS DE VESTIR EN TIJUANA, B.C. MEXICOMaria Virginia Flores Ortiz, Alfonso Vega Lopez, Robert Zarate Cornejovicky.floresortiz@gmail.com, avega@uabc.mx, rzarate65@hotmail.comLas empresas familiares constituyen el grueso de las pequeñas y medianas empresas que aportan tanto enempleo e ingresos en la economía mexicana. El objetivo del presente trabajo es conocer las estrategias decompetitividad de las pequeñas y medianas empresas familiares dedicadas a la fabricación de prendas devestir en la ciudad de Tijuana.
    • 180Muchas de las pequeñas y medianas empresas familiares no cuentan con planes de sucesión y desconocen lautilidad de los mismos para el futuro de sus empresas, lo que muchas veces perjudica la continuidad y lapreparación estratégica de las empresas.Las empresas familiares son organizaciones que pueden crecer y superar los límites de empresa familiar,para ello tiene que ver con el desarrollo de estrategias de negocio, disponibilidad de recursos, calidad delproducto o servicio, las redes con clientes y proveedores, la administración del negocio y con la prevenciónde posibles conflictos entre los intereses de la empresa relacionados con la familia. Para lograr los resultadosse han realizado 57 encuesta representativa a los propietarios de prendas de vestir afiliados al padrón de laCámara Nacional de la Industria de Transformación (CANACINTRA) delegación Tijuana, en BajaCalifornia.MICROCRÉDITO COMO POLÍTICA DE INDUÇÃO DO DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL E DASAÍDA DA CONDIÇÃO DE POBREZA: O CASO DO CREDIAMIGO DO BANCO DO NORDESTE DOBRASILRosa Cristina Lima Ribeiro, Kélvia Carneiro Fernandes, Verónica Peñalozarosa@bnb.gov.br, kelvia@bnb.gov.br, vpenaloza@uece.brO Brasil possuía, em 2003, mais de 10 milhões de unidades de negócios de pequeno porte em funcionamentona informalidade, gerando uma estimativa de cerca de 42 milhões de brasileiros sobrevivendo das rendasdeste segmento econômico. Dada a importância e a dimensão deste setor o Banco do Nordeste do Brasil,enquanto banco público de fomento ao desenvolvimento, implementou a primeira operação de microcréditoem primeiro piso voltada para o setor produtivo do país – o Programa Crediamigo que completou dez anosde atuação em 2008. O objetivo geral deste artigo é discutir a efetividade da ação de programas demicrocrédito, a partir da experiência do Programa Crediamigo, na sua contribuição ao desenvolvimento dosnegócios de pequeno porte e à superação da condição de pobreza de parte do público assistido. A dimensãodo Programa é demonstrada através da apresentação de seus principais indicadores ao mesmo tempo em quese relatam as condições de outros atores do segmento no contexto da América Latina. A estruturação dadiscussão contempla revisão acerca das principais questões que relacionam microcrédito e desenvolvimento,notadamente desenvolvimento local, micro e pequenos negócios e pobreza. Estudos realizados a partir debases de dados do Programa indicam que o tempo de permanência no Crediamigo, as características doindivíduo e as características do negócio se apresentam como variáveis significativas na explicação dasuperação da linha de pobreza. Da mesma forma, estudos que comparam empreendedores da RegiãoNordeste com as demais regiões do Brasil demonstram que os beneficiários do Crediamigo apresentamcrescimento da renda e das despesas familiares em padrões superiores aos demais empreendedores.LA INNOVACION COMO ESTRATEGIA DE REDUCCION DEL SUBDESARROLLORubén Darío Bonilla Isazardbonillai@udistrital.edu.coEn este artículo se pretende brindar un análisis acerca de la necesidad de incorporar innovaciones en lasempresas como fundamento de mejoramiento continuo, ya sea a través de la modernización del sistemaproductivo en las pymes, o a través de la sustitución de la maquinaria mediante un proceso de compra,intercambio, o automatización de la misma. Se realiza una presentación global de los aciertos y/odesavenencias de las políticas de innovación en las pymes, así mismo la conveniencia de ello, y porconsiguiente, la mejora en la producción. De igual forma un análisis reflexivo acerca de la incidencia de lasmultinacionales en los desarrollos de innovación en los países de Suramérica.
    • 181 MESA Nº 23Movimientos sociales, organizaciones partidarias y de la sociedad civil en América Latina. Historia y perspectivas actualesCelia Basconzuelo cbasconzuelo@hum.unrc.edu.ar, Teresita Morel teresitamorel@fibertel.com.ar, VicenteEspinoza vespinoz@usach.clTEORÍA DE LAS ZONAS TEMPORALMENTE AUTÓNOMAS (TAZ) DE HAKIM BEY. LAREVUELTA Y LA DICOTOMÍA IDEOLOGÍA/UTOPÍAAlejandra Cáceres Martínezalejandra.caceres.martinez@gmail.comLa globalización la interculturalidad, el avance agitador y descargador de los medios de comunicación, elavance avasallador de la tecnología, la posibilidad de comprar todo y endeudarnos y endeudar a nuestrosfuturos hijos, nietos, etc. La liquidez invisible, la hipoteca segura, el avance inevitable deInternet…resultados nefastos como la cosificación, la alineación de las personas, la individualidad, ladisgregación social, lo que les queda es la fe (sólo como algo en que afirmarse, como debilidad humana).Dentro de este complejo mundo, planeta llamado Tierra, aún persiste y resisten las utopías e ideologías.Emblemas de lucha constante, parangón de sueños, de ideales humanos, de modelos viables, de realidades enun espejo, Alicia en el país de las maravillas, aludiendo a otra realidad o el mundo de Sofía cuando observa através del espejo, y ve otra realidad…la falsa conciencia, deformación de la realidad según Marx.Es aquí en pleno siglo XX donde surge una idea que llama la atención no sólo desde los ciberpunk sinotambién de los soñadores, de los libertarios, de los utópicos (como tantas otras, dependiendo de los interesesideológicos), la idea de las Zonas temporalmente Autónomas (TAZ), como pequeños enclaves de libertad, deutopías en plenos siglo XXI, de la toma de decisiones, de la vuelta a la asociación, secreta o no, de la idea dea través de un momento fugaz, de una revuelta (lo fundamental de la revuelta es que genere subjetividadcontra normativa, de no hacerlo sólo será un espejismo para reproducir el orden existente), la insurrecciónpuede llevar a cabo a la anhelada libertad, al horizonte utópico, a la propiedad colectiva, la igualdad decondiciones, de medios, la sobrevivencia como fin no de sufrimientos, sino trabajar de acuerdo a susnecesidades, a sus capacidades, el retorno a lo natural, a lo primitivo, para organizar algo más puro, el caoscomo orden de las cosas. La armonía y el equilibrio perfecto entre hombre y la naturaleza.Es posible la TAZ, para Hakim Bey si lo es, aquí y ahora, es algo físico y terrenal. La TAZ es un arte de lavida en continuo alzamiento, salvaje pero dulce –un seductor no un violador, un contrabandista más que unpirata sangriento, un bailarín más que un escatólogo. Admitamos que por una breve noche una república dedeseos se vio gratificada (…) Estudiemos la invisibilidad, el tramaje, el nomadismo psíquico; y ¿quién sabelo que hemos de conseguir?APORTE TEÓRICO E HISTORIOGRÁFICO A LA INVESTIGACIÓN DE LOS MOVIMIENTOSSOCIALES LATINOAMERICANOSAlicia Lodeserto y Ana María Sánchezalodeserto@yahoo.com.ar; anasanchezprof@yahoo.com,arEste trabajo aborda el análisis del debate teórico que en los últimos años se ha suscitado sobre losmovimientos sociales latinoamericanos, a los fines de aportar a su investigación y contribuir a lasistematización de la producción científica vinculada a la historia social de este continente.
    • 182Tres razones fundamentan esta propuesta: 1. el de los movimientos sociales es un campo de fronterasdifusas, derivación insoslayable de las dificultades para delimitar su objeto de estudio. Ello hace necesario yotorga importancia al abordaje teórico y conceptual de esta producción científica. 2. Este es un campo deconvergencia disciplinar, un lugar ubicado en la encrucijada entre la historia social, la antropología, lasociología y la politología. Este cruce de disciplinas compromete y exige una epistemología de losmovimientos sociales. 3. El “malestar social” que se ubica en el trasfondo de la agitación y los movimientossociales, ha interesado en los últimos años a investigadores de ambos lados del Atlántico, complejizando –pero también exigiendo- la organización de los estudios en un corpus teórico e historiográfico.Este trabajo procura realizar una síntesis comparativa de las principales corrientes teóricas que hanpredominado en el análisis de los “nuevos movimientos sociales” en América Latina, para cuestionarse sobrela naturaleza y el carácter antisistémico que ellos pueden asumir en una época de crisis global delcapitalismo.¿CÓMO PUEDE LA SOCIEDAD CIVIL IMPULSAR EL DESARROLLO EN DEMOCRACIA?Alvaro Caballero Carrizosaacaballero@cird.org.pyLa principal función de la sociedad civil es ponerle límites al estado y al mercado para proteger lademocracia. La democracia es la forma más civilizada de gobierno y es la que puede sustentar un esfuerzo dedesarrollo a largo plazo.Qué es sociedad civil? Para instituir prácticas democráticas se necesita una sociedad civil activa y para teneruna sociedad civil activa, se necesitan buenas organizaciones de la sociedad civil, OSCs. Sin embargo, esnecesario evitar confundir al conjunto de OSCs con la sociedad civil, ya que por su naturaleza misma, lasociedad civil no es una corporación, no es un gremio, no es un conjunto de grupos de interés, ni es una clasesocial, ni un partido político. Las OSCs evolucionan entre el estado y el mercado, pero no son independientesde estos dos sistemas, al contrario, existe un conjunto de relaciones de interés entre las OSC y el estado,sobre todo para poder mantener la comunicación con autoridades, y entre las OSCs y el mercado, paramantener a las OSC como organizaciones sostenibles a mediano y largo plazo. Las OSC muchas veces seven comprometidas en la lucha por el poder o en la competencia por los recursos económicos.Los partidos políticos ven a las OSC como rivales en la lucha por el poder y la influencia, las empresas ven alas OSC como ideologizadas, subvencionadas y poco confiables.El ciudadano es la clave de la sociedad civil, ya que es él quien a través de OSCs, o en forma individual,tiene la misión de proteger la democracia, poniendo límites al estado y al mercadoCómo puede la sociedad civil impulsar el desarrollo? La sociedad civil debe tener la posibilidad de ponerlímites al estado y al mercado mediante acciones de incidencia en políticas públicas, a favor o en contra,esencialmente para mantener un espacio abierto de libertad, igualdad y solidaridad que no sea cooptado porla lucha por el poder o por la competencia por los recursos económicos.El esfuerzo intelectual de la sociedad civil, o , mejor dicho de los ciudadanos organizados debe enfocarse enproducir propuestas, promover políticas y dar la base intelectual para el afianzamiento de una sociedad librey abierta donde la sociedad civil tiene la suficiente fuerza como para que el desarrollo sea un proceso decivilización.Caso del Paraguay. El Programa de Apoyo a las Iniciativas Ciudadanas, desde el año 2000 contribuye alfortalecimiento de las OSC en el Paraguay. Se concentra en el desarrollo de capacidades institucionales delas OSC y realiza anualmente un estudio de la evolución de las OSC en el país. Las conclusiones de estosestudios y de la experiencia de fortalecimiento de más de 70 OSCs nos dan valiosa información sobre el rolde la sociedad civil en el futuro.EL PARTIDO PERONISTA EN LA CIUDAD DE VILLA MARÍA (1983-1999)
    • 183Carolina Cortezcarolinacortez_2hotmail.comEl siguiente trabajo forma parte de un primer avance de tesis de Maestría en Partidos Políticos dictada en elCentro de Estudios Avanzados de la Universidad Nacional de Córdoba. El objetivo de la investigación esanalizar los siguientes ejes: por un lado, las posiciones políticas, sociales y económicas tomadas por elperonismo como partido opositor en la ciudad de Villa María desde 1983 hasta 1999; y por otro lado,estudiar las relaciones que el partido estableció con otros actores políticos y sociales de la ciudad.En este marco es necesario reconocer los tipos de oposición ejercida por el peronismo villamariense,identificar la extracción social de los dirigentes del partido, contrastar los postulados defendidos por estaagrupación con la realidad socioeconómica local y analizar la producción discursiva de los representantes delperonismo de la ciudad para comprender las posturas tomadas en relación con problemáticas locales ynacionales.La investigación se realiza fundamentalmente en base a fuentes orales y a las notas del Partido justicialistavillamariense. Se complementará con bibliografía que analiza al Partido Peronista del período en el escenarioprovincial y nacional.PARTIDOS EN CAMPAÑA. VECINOS EN ACCION. ESTRATEGIAS EN CONTRASTE EN ELDEPARTAMENTO RIO CUARTO. Primeras décadas del siglo XXCelia Basconzuelocbasconzuelo@hum.unrc.edu.arLa vida política argentina en su transcurrir del siglo XIX y XX ha merecido en las últimas décadas unarenovada atención historiográfica, enriqueciéndose así el campo disciplinario de la historia política connuevas miradas. Particularmente, en la indagación de los actores políticos el interés se ha desplazado delconocimiento de las prácticas de las elites al análisis del comportamiento de los representados en elconvencimiento de que éstos también participan de la construcción de la política. Así encontramos por unaparte a los sectores dirigentes y a los representantes adoptando decisiones desde las esferas del poder, y porla otra a los ciudadanos participando mucho más activamente de lo que tradicionalmente se ha supuesto enformas alternativas al campo electoral. No ha sido menor el interés por incorporar a estos renovadosenfoques otro actor partícipe en la construcción del espacio público, cual es la prensa periódica.A la luz de estas perspectivas reformuladas, autores extranjeros y nacionales han sentado líneas teóricas ymetodológicas orientadoras para un debate que se ocupa de dichos actores con sus respectivos repertorios,prácticas políticas y estrategias de acción. Ellas nos permiten abordar el problema del diseño de las políticaspúblicas que se implementaban para el sur cordobés conforme el Estado provincial iba redefiniendo loslímites departamentales desde fines del siglo XIX a la par que esta región se incorporaba al proceso demodernización del espacio pampeano. El objetivo de este trabajo es demostrar cómo en ese diseño no sólocontaron las decisiones políticas instrumentadas por las elites y propuestas por los representanteslegislativos, a la par que la representación política del sur cordobés iba cobrando rasgos diferenciados de laetapa anterior. También cómo la participación de los vecinos en sus diferentes prácticas —peticionaria,derecho a la palabra en la opinión pública— y conocidas no sólo para el caso de Río Cuarto sino inclusive enlos pueblos cercanos, más la resonancia que el problema tenía en la prensa local fueron impulsores por suparte de muchas de esas decisiones adoptadas en los recintos del poder provincial.A DINÂMICA SÓCIO-POLÍTICA E A ATUAÇÃO DA FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTOINTEGRADO DO SÃO FRANCISCO (FUNDIFRAN) NA DIOCESE DE BARRA-BAHIA/BRASIL(1971-1990)
    • 184Ely Souza Estrela*elyestrela@hotmail.comEntidade criada pela Igreja Católica em 1971, a Fundação de Desenvolvimento Integrado do São Francisco(Fundifran ) visava promover políticas nos campos da medicina preventiva, da educação, da comunicaçãosocial e de projetos de cunho comunitário. A concepção geral que nortearia às diretrizes da organização era apromoção de ações conectadas à realidade da população local e que contassem com sua participação. AFundifran implementou na região uma política que combinava ações assistencialistas e de cunhopolítico/formativo.Essa política se dava através da criação de três equipes técnicas sediadas nos municípios de Xique-Xique,Ibotirama e Barra, todos localizados no Vale do Rio São Francisco. A entidade contou com apoio deagências internacionais sediadas em vários países da Europa e também dos Estados Unidos, através de aportefinanceiro. Apesar de ser vista com reservas pelas elites econômicas e políticas dos municípios nos quaisatuava, recebeu também apoio do governo federal, através da assinatura de convênio com o FUNRURAL –Fundação Nacional de Assistência Rural. Em 1976, logo após a morte de um dos seus fundadores — o Bispode Barra Dom Thiago Cloin — a entidade passou por uma crise de identidade. Em 1978, após a ascensão doBispo do D. Orlando Dott à sua presidência, a instituição assumiu nova identidade política. O fato coincidiacom o início do processo de abertura democrática –“lenta, gradual e segura” preconizada pelo GeneralErnesto Geisel.No período, em todo o Brasil, o campesinato sofria expropriação e agressões de toda ordem, em razão dachamada modernização conservadora do campo. Sensível à nova dinâmica, a Fundifran se colocou comoentidade de assessoria ao homem do campo, dando suporte aos camponeses nos inúmeros conflitos nos quaisse envolveram contra “grileiros” e latifundiários, bem como representantes do agronegócio. O propósitodeste trabalho é deslindar o papel da Fundifran na dinâmica dos movimentos sociais e políticos quedespontaram em sua área de atuação e analisar também a oscilação de sua identidade política e social, desdesua fundação até a “Nova República”.LA POLÍTICA EN MINÚSCULA: MODOS DE PARTICIPACIÓN SOCIAL Y POLÍTICA EN JÓVENESCORDOBESESHugo H. Rabbia y Silvina Brussinohugo.rabbia@gmail.com; brussino@psyche.unc.edu.arLos jóvenes son usualmente caracterizados por su apatía y descrédito respecto a la política y los asuntospúblicos en general. Sin embargo, en los últimos años ha surgido una serie de planteamientos que intentanadvertir el carácter eminentemente “político” de esa denegación de la política que practican los jóvenes. Asímismo, en las sociedades latinoamericanas, donde la economía y política formales han denegado una plenaincorporación a numerosos sectores sociales, se evidencia la emergencia de nuevos paradigmas departicipación política y social asociados con una “política en minúscula” (Zarzuri, 2005) donde adquierencentralidad los espacios de interacción e intereses cotidianos de los propios jóvenes.Nuestro estudio busca profundizar en esta emergencia de nuevas formas de participación juvenil, analizandoel repertorio de acciones sociales y políticas realizadas por estudiantes de Córdoba y Marcos Juárez(Argentina). A tal fin, un total de 222 jóvenes de 16 a 29 años (a partir de un muestreo no probabilísticoaccidental) respondió un cuestionario semi-estructurado sobre prácticas sociales y políticas desarrolladas.Los datos fueron sometidos a un análisis jerárquico de clústers de variables, según el método ‘WithinGroup’. De esta forma, se identificaron 3 modos principales en que las nuevas generaciones de ciudadanoscordobeses intervienen en los asuntos públicos: un primer modo identifica formas de participación que losjóvenes consideran como “tradicionalmente políticas”; un segundo modo engloba prácticas“tradicionalmente sociales”, donde las instituciones políticas tradicionales se encuentran ausentes; y, porúltimo, se advierte la existencia de un tercer modo, predominante en el estudio, que engloba prácticas
    • 185desarrolladas en los ámbitos de interacciones cotidianas de los propios jóvenes, e incluye el interveniractivamente en el centro de estudiantes, realizar pinturas o graffitis en espacios públicos y participaractivamente en organizaciones culturales o deportivas, entre otras prácticas.El trabajo de investigación profundiza en las relaciones no excluyentes entre las diversas formas departicipación y en la caracterización de los jóvenes que optan por unos u otros modos en virtud de susrepresentaciones en torno al ideal de ciudadano –liberal vs. participativo, sentidos de pertenencia, statussocioeconómico y otras variables socio-demográficas. A su vez, plantea discusiones en torno a lossignificados con que los participantes del estudio dotan a lo político y la política.DISCUSIÓN SOBRE LA IDEOLOGÍA EN LA REBELIÓN ANDINA DE TÚPAC AMARU, 1780Jorge Canales Urriolajcanalesu@hotmail.comLa rebelión andina de 1780, sin duda, constituyó un evento político de inigualable magnitud para la época, ycon una formidable participación del mundo indígena, un mundo heterogéneo en lo social e integradodiferenciadamente a la Colonia no sólo económica sino también políticamente. Así, resulta de especialinterés internarse en el análisis de los símbolos y significados que orientaron la acción del grupo alzado,símbolos y significados que incorporaron, aunque nunca de manera sistemática, raíces ideológicasprovenientes de las instituciones coloniales, el poder kurakal y la masa indígena, un híbrido que integraba locolonial con lo andino. Esta ponencia sostiene que un análisis de este tipo nos permite postular que lavariedad de significados, y por tanto de las interpretaciones de los símbolos más relevantes de la rebelión,asociado a la cuestión del poder, condujo a una desorientación en su sentido (reivindicación) y, finalmente, alfracaso militar y político del alzamiento.JÓVENES Y PRODUCCIÓN DE SENTIDOS EN POLÍTICAS SOCIALESMaría Cristina Cabralcabralcristina@yahoo.com.arLa ponencia se inscribe en la etapa final de la beca de investigación cuyo proyecto se denomina“Construcción de subjetividad en las prácticas de jóvenes en los programas sociales” de la UniversidadNacional del Comahue de Argentina. Analiza, a partir de estudios de casos, a los y las jóvenes que participanen programas sociales en la ciudad de Viedma (Provincia de Río Negro, Argentina).El trabajo utiliza entrevistas y observaciones participantes y análisis cualitativo, para abordar e interpretar losdiscursos y prácticas juveniles enmarcadas en programas y proyectos estatales y de las Organizaciones NoGubernamentales –ONGs- en esta ciudad, capital de una provincia patagónica. Parte de una perspectivacomunicacional/cultural de las relaciones sociales y los espacios que se constituyen en el marco de estasprácticas.En la ponencia se analizan los sentidos -en disputa- que surgen del estudio de las prácticas y que vinculan alEstado y las ONGs en la gestión de políticas sociales destinadas a los grupos juveniles. Las preguntas querecorren el trabajo son ¿qué sentidos comunicacionales van configurando los jóvenes que transitan porprogramas y proyectos sociales? ¿Qué relaciones se pueden establecer con los sentidos puestos en juego porlos trabajadores (de ONGs y estatales) en esos ámbitos? En el 2005-2006 el proyecto de investigación“Sentidos comunicacionales en las estrategias de comunicación/educación de las ONGs y el Estado en eltrabajo con adolescentes en Viedma” analizó dos sentidos “dialógico” e “instrumental” como dos modelosque implican dos posicionamientos de los trabajadores en relación a los adolescentes. Esos modelos
    • 186comunicacionales se hacen prácticas concretas, que a su vez implican posibilidades y restricciones a laparticipación juvenil en las políticas públicas.El objetivo de la presentación es aportar una perspectiva comunicacional de las prácticas de ONGs y elestado dirigidas a las poblaciones juveniles. Esta perspectiva aporta elementos de análisis para el diseño depolíticas públicas que consideren los universos simbólicos de los grupos juveniles en Latinoamérica.ENTRE LA IRRUPCIÓN POPULAR Y EL DESVÍO DEMOCRÁTICO. DINÁMICA DE CLASES,LUCHA DE PARTIDOS Y DICTADURA DURANTE LAS PROTESTAS POPULARES DE LOS 80S(MARXISMO VERSUS POPULISMO EN LA INTERPRETACIÓN HISTORIOGRÁFICA)Miguel Fuentes M.casilla2009@hotmail.comA continuación, entregaremos algunos elementos para un debate historiográfico en torno al proceso de luchapopular anti-dictatorial de los 80s. Sin pretender realizar una caracterización exhaustiva de la situacióneconómica, política y social por la que atravesó nuestro país durante esos años, abordaremos dicho periodo apartir de una mirada al estallido de las primeras jornadas nacionales de protesta en contra de la Dictadura.Esto último, desde la perspectiva del análisis del desarrollo de la lucha de clases y la acción de los partidospolíticos y el gobierno militar durante a mediados de esta década.A partir de lo anterior, esperamos identificar algunas de las características particulares del desarrollo dedicho proceso, entregando algunas claves para una explicación del cierre particular que tuvo el proceso delucha: el desvío democrático. Se intenta además una discusión en torno a las principales interpretacioneshistoriográficas de este periodo de lucha y organización del movimiento popular en Chile.ESTRATEGIAS PARTIDARIAS EN EL SUR CORDOBÉS (1936-1943). GOBIERNO, OPOSICIÓN Y LAPOLÍTICA DEPARTAMENTALOlga Bonetosaino@hum.unrc.edu.arSe indaga sobre las estrategias de los partidos con representación en la Legislatura provincial, y el grado deimportancia concedido a la elaboración de políticas que contemplaban la realidad departamental del surcordobés.La dimensión de análisis en cuanto al lugar asignado a los departamentos en la constelación del poderprovincial y en el entramado de las alianzas y relaciones políticas se enfoca, además, desde otra instancialigada a las expresiones ciudadanas de los habitantes del sur cordobés, dimensión significativa en eldesarrollo de la sociedad civil. Se ahondará en las manifestaciones derivadas de las movilizaciones,petitorios a las autoridades, movimientos asociativos, etc. es decir, la búsqueda de canales alternativos departicipación por parte de los ciudadanos. Es decir se indaga tanto las organizaciones partidarias, como a lasociedad civil interpretando a estos actores en el papel que juegan en la construcción de la política delperíodo. En cuanto a esta segunda línea de análisis nos interesa subrayar la función de la prensa por su rolvehiculizante de la opinión ciudadana.En este sentido se destaca la contribución de los periódicos cordobeses y riocuartenses como actorespartícipes en la construcción del espacio público. Este eje temático, favorecerá la mirada desde otraperspectiva, un enfoque del mismo problema a partir de las manifestaciones de diversos actores sociales, quedan lugar a la constitución de la esfera pública, interpretando su papel en la construcción del orden políticodel período.
    • 187LA HISTORIA RECIENTE DE LOS MOVIMIENTOS SOCIALES EN AMÉRICA LATINATeresita Morelteresitamorel@fibertel.com.arEn esta exposición, se intentará abordar la dinámica de los movimientos sociales en América Latina desdeuna perspectiva histórica, considerando a ésta como el enfoque de los procesos en el tiempo, sin interesar siel momento es el pasado lejano o reciente, acordando con la metodología de realizar “historia del presente”en cuanto el método histórico pretende explicar, conceptualizar, comprender las sociedades en el tiemposobre la base de datos construidos y confrontados empíricamente en su complejo encadenamiento temporal.De tal manera se intentarán rastrear cambios y continuidades en la aparición de los llamados nuevosmovimientos sociales en América Latina, los debates sobre la necesidad de pasar de contra poder social apoder político y el tránsito a una nueva etapa de complejos vínculos con los gobiernos “progresistas” quecomponen el nuevo escenario político en nuestro subcontinente.A CONTRIBUIÇÃO DA INTERNET PARA OS MOVIMENTOS SOCIAIS E REDES DEMOVIMENTOS SOCIAIS: O CASO DO MOVIMENTO SOFTWARE LIVREViviani Corrêa Teixeiravivi_teixeira@hotmail.com O presente trabalho tenta fazer um resgate de como a Internet tem contribuindo para articulação e potencialização dos movimentos sociais e redes de movimentos sociais, e pega como objeto o Movimento Software Livre, por se tratar de um dos maiores movimentos da atualidade. E por ser um movimento que teve sua divulgação e propagação pela rede Internet. Pois a Internet que até então, apresentava-se apenas como um simples, novo e eficiente meio de comunicação, se transformou em uma necessidade de aderir a uma nova dimensão social, onde a superação dos limites das relações sociais convencionais, que se viam permeadas por uma atmosfera competitiva, muitas vezes hostil e pouco associativa, passa a ser uma possibilidade real. Sendo assim, o feitio da Internet, seria o de transpor fronteiras, fazendo com que a comunicação entre determinados grupos, que seria praticamente impossível de se realizar fora ou dentro desse meio, possa efetivamente encontrar lugar, devido à impessoalidade, anonimato e rapidez na troca das informações. Nesta outra conjuntura, na qual os movimentos organizam-se na luta por causas distintas, uma outra articulação cada vez mais global eclode, uma vez que o desenvolver-se e a transformação das técnicas produtivas, pela expansão e progresso das modernas tecnologias associados à notável extensão do capitalismo, acarretam, entre outros resultados, uma permuta intensa nas relações humanas, sociais e dos grupos, trazendo a tona os vínculos sociais e coletivos quais tiveram sua dinâmica substancialmente alteradas pelas novas formas de se relacionar e comunicar.
    • 188 MESA 25 A Teologia contemporânea na ALCValério Guilherme Schaper valerio@est.edu.br, Kathlen Luana de Oliveira kathlenlua@yahoo.com.brAS IGREJAS EVANGÉLICAS COMO AGÊNCIAS DE NEGOCIAÇÃO COM O MALAdilson Schultzadilson@luteranos.com.brConviver com o Mal, degluti-lo, suportá-lo, administrá-lo; enfim, homeopatizá-lo... Esses termos refletemuma nova tendência de tratamento teológico e sociológico do Mal observado nas Igrejas Evangélicas e nasociedade contemporânea. São minimizadas as táticas de combate e aniquilação do Inimigo, e ganham forçaas estratégias de negociação e convivência. Essa forma de tratamento do Mal não é apenas uma estratégia deadaptação das igrejas evangélicas e movimentos religiosos espiritualizantes, mas revela-se como umasabedoria popular profunda presente em diferentes esferas culturais. Além de descrever essa situação, apresente pesquisa aponta para os caminhos que se abrem para a teologia a partir dessas novas formas deenfrentamento do Mal. Faz isso lançando mão de pesquisa empírica junto a cultos e ritos religiososbrasileiros, especialmente nas igrejas pentecostais, e de pesquisa bibliográfica teológica, sociológica eantropológica, especialmente Michel Maffesoli, Ivone Gebara, Roberto DaMatta e João Guimarães Rosa.TURISMO E RELIGIOSIDADE: CRUZAMENTO DE LATITUDE E LONGITUDEAdriana Weegefrauweege@yahoo.com.brDesde tempos imemoráveis as pessoas têm peregrinado, têm se deslocado de um lugar para outropor motivos diversos: comércio, estudo, trabalho e por motivos religiosos. Desse último, temoscomo exemplo as peregrinações à Jerusalém, feita tanto por cristãos como por muçulmanos, ou aocaminho de Santiago de Compostela, ou, ainda, à Meca . Ainda hoje, existem muitas peregrinaçõese romarias (Romaria da terra, Romaria de Bom Jesus da Lapa, Romaria de Juazeiro do Norte, etc).Mesmo havendo muitas formas de romaria, neste ensaio, trato mais especificamente da Romaria deSalette, em Marcelino Ramos, estado do Rio Grande do Sul. Aqui, faço um pequeno exercíciohistórico enfocando o aspecto turístico religioso em Marcelino Ramos, focando uma expressão dareligiosidade popular expressa através do evento turístico-religioso da Romaria de Nossa Senhorada Salette. A perspectiva vai ao encontro das compreensões de turismo, turismo religioso e romariaa partir do âmbito secular e das propostas da ICAR, de turismo como tempo espaço de atuaçãocristã no mundo.RELIGIÃO, CRISE DE SENTIDO E DESAMPARO ESPIRITUALAnete Roeseanete@luteranos.com.brAs recentes pesquisas sobre religião no contexto brasileiro demonstram um quadro muito dinâmico, com umintenso trânsito de fiéis entre uma igreja, religião e experiência espiritual e outra. Este movimento retrata
    • 189uma imagem de busca. A busca reflete a necessidade de algo, que, por sua vez, estampa um vazio. O vazio éo espaço formado de perguntas e necessidades geradas num ambiente que não dá as respostas às questõesexistenciais básicas. É possível observar uma busca desenfreada por experiências de cunho espiritual ereligioso. Parece haver pressa e ansiedade, desespero e angústia envolvida nesta procura por um lugar queresponda perguntas e resolva crises e frustrações. O ser humano é um ser que tem entre suas necessidadesprimárias estabelecer confiança, esperança, certezas, sentido, valores. Quando estes eixos estão emdesequilíbrio gera-se um sentimento de vazio e uma busca por um restabelecimento. Este vazio é o que seráanalisado aqui como desamparo espiritual contemporâneo, baseado num diálogo entre psicologia e teologia,com Viktor Frankl e Paul Tillich. Ambos nos ajudam a interpretar o atual movimento religioso como umaprofunda crise espiritual, um vazio espiritual, a era da insignificação e da frustração existencial.UMA ENTREGA POR AMOR; DO SACRIFÍCIO EXPIATÓRIO À FÉ VIVIFICANTEÂngela Zitzkeangelazitzke@yahoo.com.brO artigo tem como objetivo analisar o conceito de expiação (hilastérion) em Paulo, mais especificamentecom base na perícope de Rm 3.21-26. Pretende-se, num primeiro momento, fazer um estudo sobre oesquema desta teologia sacrificial, através dos conceitos de sangue e propiciação. Num segundo momento,descorrer-se-á a respeito da interpretação alternativa para expiação com base no antigo ritual judaico. Trêsaspectos importantes serão abordados com relação ao ritual expiatório: o animal sacrificado, como ser sempecado; o sangue, como fluxo de vida, bem como, a imposição de mãos como ato de perdão. A partir daperspectiva da fé, que cumpre as obras de forma espontânea, estes três aspectos serão observados de umanova forma, que não desmereça, de forma alguma, o ritual judaico. O objetivo é ressaltar a validade daentrega a Deus e o vínculo com a sua santidade divina através do coração. Só o amor divino é capaz devalidar esta relação, estendendo ao ser humano uma nova forma de vincular-se a Deus.MEMORIA, HISTÓRIA E AUTOCONHECIMENTO EM AGOSTINHO DE HIPONAAntonio Patativa de Salesapatativa@hotmail.comHá, na Idade Média, uma cristianização da memória e da memotecnica. Essa apropriação não é feita, noentanto, sem um lento e gradual processo. Foi com o advento do cristianismo que o elemento deinterioridade, que faltava aos gregos, na História da Memória, surgiu; e “esse novo princípio é o eixo sobre oqual gira a história universal”, diz Hegel. Até Agostinho, principalmente, esse “elemento da interioridade” –que se volta para o Eu, e daí para o conhecimento do Outro e do Mundo, tendo uma finalidade escatológica –não estava claro, definido. A memória tem lugar especial na filosofia/teologia da interioridade agostiniana.Este artigo trata sobre a inserção do bispo de Hipona na História da Memória, e de como ele a modificou deuma vez por todas.TECNOLOGÍA Y ECOLOGÍA: PROPUESTAS TEOLÓGICAS EN UN MUNDO MODERNOCharles Ludwig Grimmgrimmcharles@gmail.comSe abordará propuestas teológicas posibles a la América Latina a partir del pensamiento del filósofo yteólogo cristiano Francis A. Schaeffer expuestos en su obra Pollution and the Death of the Man. La
    • 190utilización tecnológica y la práctica ecológica en la modernidad podrá ser mejor trabajada desde una visiónmás crítica de algunos de los sistemas de valores que conducen a la mayoría de la sociedad.LA RENOVACIÓN DE LA TEOLOGÍA MORAL DEL CONCILIO EN AMÉRICA LATINADiego Agudelo Grajalesdagudelo@javerianacali.edu.coLa pregunta general que se pretende responder es si ¿la propuesta renovadora del Concilio ya terminó o sigueestando como tarea para la teología y la Iglesia latinoamericana?, pregunta que se desarrolla a su vez en tresinterrogantes orientadores, al que corresponden las tres partes de esta ponencia como avance deinvestigación. Estos son: ¿cuáles son los aportes explícitos que hace el Concilio para trazar esta tarea derenovación?, por tanto lo que interesa es recuperar la identidad teológica de la moral. Segundo, saber ¿cómodesde la Iglesia y desde los teólogos moralistas de América Latina se ha acogido el Concilio? Finalmente,saber si ¿la producción teológica moral de la actualidad reflejan el espíritu de renovación del Concilio, o sipor el contrario, ya están agotados los caminos?, y por tanto, ¿debemos esperan una pos- renovación de lateología moral para que pueda responder a las angustias y expectativas que plantea el hombre y el contextolatinoamericano actual?LITERATURA FICCIONAL E VALORES - UMA APROXIMAÇÃO TEOLÓGICA HERMENÊUTICAEduardo Grosseduardo.gross@uol.com.brEsta comunicação apresenta idéias do teólogo uruguaio Juan Luís Segundo no que diz respeito à apreciaçãode valores presentes em textos literários ficcionais e poéticos. A literatura é na sua obra apresentada comoum espaço não só de representação e de crítica de valores, mas também como um ambiente em que a vidacultural é expressa de modo vívido, confrontando-se o leitor com uma proposta de valores diante da qual éconvidado a se posicionar. Este último aspecto permite a aproximação da proposta teológica de Segundo emrelação à filosofia hermenêutica de Paul Ricoeur. Desta forma, a partir do pensamento de Segundo é possívelalinhavar elementos convergentes entre teologia, literatura e filosofia, assim como perceber a possibilidadede uma elaboração sistemática que transcendelimites confessionalistas estreitos.O ABORTO PUBLICIZADO: RUMO A UMA TEOLOGIA PÚBLICA DA LIBERTAÇÃOEneida Jacobseneneidajacobsen@yahoo.com.brA ilegalidade do aborto provocado tem trazido conseqüências seríssimas para a saúde das mulheres, nãocoibindo, por um lado, a prática do aborto e perpetuando, por outro, a desigualdade social. Nos países emdesenvolvimento, a interrupção voluntária da gravidez é uma importante causa de mortalidade materna.Trata-se de uma questão de saúde pública. A teologia não pode fechar os olhos diante de tal situação. Uma“teologia pública”, nesse sentido, mostra-se como um interessante instrumento no que se refere ao diálogoentre teologia, igrejas e sociedade. Todavia, a história demonstra o quanto uma teologia pública pode sernociva para as pessoas, principalmente para as mais fracas. Propõe-se, por isso, uma “teologia pública dalibertação”, a qual, comprometida principalmente com aquelas vozes ainda não ouvidas em meio ao debatepúblico, faça juz à publicidade do evangelho.
    • 191O PAPEL DA TEOLOGIA NA SUPERAÇÃO DA DOMINAÇÃO MASCULINAEzequiel de Souzaezequiel_souza@yahoo.com.brO interesse pelo estudo da masculinidade tem aumentado significativamente nos últimos anos, sobretudo apartir das ciências humanas e sociais. As críticas oriundas do feminismo demonstraram a existência derelações assimétricas entre homens e mulheres, embora os estudos feministas defendessem que osujeito/objeto dos estudos deveria ser a mulher. Com a emergência da categoria de gênero, abriu-se apossibilidade de novos sujeitos/objetos. É nesse horizonte que surgem os estudos da masculinidade no Brasil.A teologia acadêmica tem estado atenta às críticas advindas das ciências, que demonstram o papel que areligião possui na reprodução e manutenção de uma ordem patriarcal e androcêntrica. A teologia temprocurado dialogar com essas críticas no intuito de contribuir para a promoção de relações mais eqüitativas esimétricas entre os gêneros, inicialmente através da teologia feminista e, atualmente, com respeito àsmasculinidades. Isso contribui para a dessacralização da ordem patriarcal, situando-a histórica eculturalmente.PÓS-MODERNIDADE VERSUS CRISTIANISMO “OUTSIDER”: MATIZES POSSÍVEIS?Fábio Augusto Dariusfdarivs@yahoo.com.brO artigo aborda a questão da pós-modernidade no contexto da cristandade outsider, ou seja, denominaçõesexclusivistas que, na contramão do ecumenismo mantém seu modus vivendi, em alguns casos se expandindoprogressivamente e regredindo em outros. A pretensão do texto é, a partir de exemplos históricos visualizarum possível alinhamento dessas organizações dentro das premissas básicas do cristianismo tradicional ou, deacordo com Stuart Hall, evidenciá-las como diversidade possível dentro de um planeta globalizado.TEOLOGIA E SOCIEDADE: PISTAS PARA UMA APROXIMAÇÃOFelipe Gustavo Koch Buttellifelipebuttelli@yahoo.com.brQuando tratamos de Teologia e contemporaneidade não podemos deixar de levar em conta uma série dedesafios que esta última imputa à primeira, bem como à Igreja, ou à religiosidade a que ela fornece subsídios.O inverso, isto é, a contribuição que a Igreja e a Teologia podem oferecer à sociedade também deve constarnas discussões acerca do que vem a ser a Teologia em tempos hodiernos. A presente comunicação seconcentrará em lançar questionamentos ainda incipientes sobre uma proposta de aproximação da Teologia aoespaço público das discussões universitárias no âmbito das Ciências Humanas. O relato de uma experiênciade aproximação da sociologia de Pierre Bourdieu à discussão teológica sobre o conceito de culto cristão, sobum viés especificamente protestante, procurará respaldar a possibilidade de a Teologia oferecer-se comoanálise pertinente para as relações sociais de dominação existentes na sociedade. A aproximação acadêmicaentre as ciências visará ressaltar a pertinência e a importância da Teologia para as análises sobre a vidasocial, para a qual sua característica própria de fazer científico engajado e prenhe de esperança portransformação possa representar benefício para as discussões acadêmicas e para a busca de uma sociedademais equânime.
    • 192INCORPORAÇÃO OU CONVERSÃO - ESTUDO SOBRE A ESTRATÉGIA DE CONFRONTO E OFUNDAMENTALISMO RELIGIOSO ADOTADO EM RELAÇÃO ÀS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRASFernando Antonio da Silva Alvesproffernando71@uol.com.brUma breve análise sobre o fenômeno dos cultos de origem africana no Brasil sob o olhar de segmentosfundamentalistas da Igreja Cristã, que preferem adotar uma estratégia de confronto com esses cultos, do quepor uma alternativa de incorporação da religiosidade africana, como meio não apenas de atingir um propósitode conversão, mas também como forma de promover a inclusão social da cultura negra no contexto nacional.O texto se vale da contribuição de estudiosos e teólogos como Rubem Alves, Ricardo Gouveia e Peter Nash,no sentido de estabelecer uma análise sobre o fundamentalismo, notadamente aquele se desenvolve dentro dosegmento pentecostal, através da demonização dos cultos de origem africana. O discurso neopentecostal deconfronto com as religiões de matriz africana, associado à teologia da prosperidade, aparece como umaestratégia de branqueamento do povo da raça negra, uma vez que a desigualdade racial e a supostainferioridade dos afro-descendentes permanecem veladas no interior da comunidade evangélica. A ausênciade diálogo e a afirmação de discursos de tolerância, numa perspectiva ecumênica de diálogo religioso, restamprejudicadas no contexto latino-americano, no que tange à integração social do negro.O QUE É A PESSOA HUMANA? UM DILEMA INSTITUCIONAL KARL MARX E MICHAELFOUCAULTGedeon José de Oliveirageday7@msn.comPara Aristóteles o homem é zoon politikon. Se todo homem é um ser político, necessariamente, a condiçãode ser homem está imbricada na instituição política do estado ou da polis. Nesta emblemática e sofisticadaforma de governabilidade, encontra-se o sujeito e o povo que constitui o público alvo, cuja forma deveiculação da administração pública, tem, por sua vez, um impacto na forma das relações pessoais einterpessoais destas pessoas. Ora, refletir a relevância da instituição significa refletir sobre a relevância doser humano, ou melhor, do modelo de ser humano, ou modelo de instituição, de modo que a instituição écorrelativa ao ser humano. Na sociedade moderna cidadão é quem tem o poder de consumir, em detrimentode parcelas consideravelmente empobrecidas, marginalizada, encarcerada, enfim, pessoas cuja existência ébarrada por elementos políticos-instituicionais alienatórios, como algo querido e deseja pela forma em que seencontram as instituições, cujas raízes formam o legado deixado pela cultura ocidental, que forjou umacultura tendo como substrato o individualismo. O individualismo ocidental é a maior expressão de violênciana sociedade moderna. É necessário pensar uma educação a partir de e com o outro, principalmente o outroexcluído violentamente pela estruturas narcisista moderna.SOBRE O SENTIDO, A BELEZA E A IRREVERÊNCIA TRANSGRESSIVA NA RELIGIOSIDADELATINO-AMERICANA: A LEITURA DE RUBEM ALVES DA TEOLOGIAIuri Andréas Reblinreblin_iar@yahoo.com.brEsta exposição tem o objetivo de apresentar três eixos fundamentais na compreensão teológica de RubemAlves: a busca humana incessante por um mundo que faça sentido; a ênfase na beleza e sua função política ea irreverência transgressiva da religiosidade expressa, sobretudo, na intenção mágica, lúdica e utópica da
    • 193imaginação. Para Rubem Alves, a teologia é um discurso humano sobre a vida e suas ambigüidades naperspectiva da esperança de que fatos não-valorativos sejam abolidos. A teologia é um discurso religiosoinundado na sapiência e no amor de um corpo que sofre e clama por libertação. O seu segredo está muitomais num jeito que num dizer propriamente dito. A compreensão de Rubem Alves da teologia traz ecosprofundos da realidade latino-americana: ela emerge das entranhas dos sacrificados pela exploraçãoeconômica e social e, simultaneamente, valoriza as dimensões subjetivas e existenciais da ‘alma latina’,marcada pelo lúdico, pelo erótico e pelo poético. A presente exposição ressaltará a atualidade, a novidade e arelevância de tal perspectiva teológica para o jeito de se fazer teologia na América Latina e no Caribe.HISTÓRIA DA IGREJA ENQUANTO DISCIPLINA TEOLÓGICA E O MÉTODO CIENTÍFICOJoel Haroldo Baadebaadejoel@gmail.comA Teologia "alcançou a cidadania" no Brasil há pouco tempo, e isto tem lhe exigido dar contas de seumétodo e da sua respectiva cientificidade. A História da Igreja, nesse sentido, como disciplina teológica, temsido colocada diante de um duplo desafio. Por um lado, ela precisa dialogar com as demais áreas deconhecimento como a História, a Antropologia, a Sociologia, e comprovar competência no emprego dorespectivo instrumental analítico bem como se certificar dos debates metodológicos mais recentes. Por outrolado, ela não pode esquecer o seu estatuto teológico, o que lhe confere um caráter distinto das disciplinascom as quais dialoga. Assim, o presente artigo reflete a problemática em torno do método em História daIgreja a partir do projeto de pesquisa desenvolvido pelo autor desde março de 2006. Este pergunta pelasimplicações eclesiológicas da caminhada convergente do Sínodo Evangélico Luterano de Santa Catarina,Paraná e Outros Estados (1905) e da Associação Evangélica de Comunidades de Santa Catarina e Paraná(1911), que se fundiram numa única instituição em 1962, e pela relevância desse processo para a formação,inserção no contexto civil e ecumênico nacional e mundial e também pela autocompreensão da IgrejaEvangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) desde a sua fundação em 1949.AMOR, RECONCILIAÇÃO E RESPONSABILIDADE – PROVOCAÇÕES ARENDTIANAS ÀTEOLOGIAKathlen Luana de Oliveirakathlenlua@yahoo.com.brA realidade hodierna apresenta-se como plural e intolerante. Plural, pois cada vez mais são perceptíveis evisíveis as diferenças, desigualdades e injustiças sociais. Intolerante, pois parecem ser justificáveis guerras,discriminações e violências imensuráveis. Todavia, a pluralidade humana não poderia ser fundamento daviolência e opressão. Nesse sentido, Hannah Arendt reflete sobre a convivência, apontando para aimportância da vida pública como construção de um mundo pautado pela liberdade. Porém, como não sepode ignorar as ambigüidades humanas, a reconciliação e o amor serão sempre fundamentais. A convivênciahumana não é, portanto, uma finalidade, mas a própria essência dos seres humanos na medida em quepertencem a este mundo. A teologia pode se aliar a essa discussão e comprometer-se com a vida pública,enquanto um “saber transfigurado pelo amor” (Rubem Alves) ou enquanto “theologia pathetica” (JürgenMoltmann), visando a não-violência na convivência humana.A CRISE CONTEMPORÂNEA DA TEOLOGIA NO BRASILLindomar Rocha Motalrocht@yahoo.com.br
    • 194Os últimos tempos vêm chamando a atenção para um problema pertinente ao fundamento da teologia. Aprópria Comissão Internacional de Teologia, que até 2005 era presidida pelo então Cardeal Josphe Ratzinger,apontou como um dos três temas principais de abordagem o estatuto epistemológico da teologia. As críticasao desenvolvimento de um estatuto sobre a epistemologia da teologia também sofreu suas baixas dentro dopróprio horizonte teológico. O filósofo Kierkegaard era convicto que depois de Santo Tomás a teologiaentrou numa crise profunda justamente por ter se voltado para este horizonte epistemológico, o que estaria àbase do ateísmo moderno e do rompimento com a cultura. Esse efeito foi ressentido no Brasil, que depois deacomodar a teologia com a sociologia, vive a situação atual de disputa com as ciências da religião,instaurando uma crise de identidade no cerne de seu próprio discurso.ALTERIDADE E EDUCAÇÃO: A EPIFANIA DO ROSTO COMO ENSINAMENTOLuís Carlos Dalla Rosairluiscarlos@hotmail.comA partir de uma leitura hermenêutica, pretendo apresentar a antropologia levinasiana como possibilidade depensar uma práxis educativa que assume a tarefa de despertar as pessoas para a alteridade, bem como apontarcriticamente processos pedagógicos que significam a interdição da alteridade. A obra de Emmanuel Lévinas,que passou para a história do pensamento como Ética da Alteridade, toca nas raízes mais profundas dosdesafios que afligem o mundo contemporâneo. Diante de expressões anti-humanistas em que o outro édesprezado, Emmanuel Lévinas é um pensador que ousa questionar o exacerbado individualismo dassociedades ocidentais. Seu questionamento, longe de ser um niilismo, tão presente em muitas correntescríticas, desperta a esperança e a busca pela construção de um mundo pautado pela ética da alteridade. Aalteridade, vivida como expressão ética, é o critério a partir do qual Lévinas faz sua leitura antropológica. Àmedida que o ser humano se abre para o outro e busca, diante desse outro, assumir uma atitude de acolhida ebondade, a vida vai como se revelando em mais vida. O outro que vem a mim e pede acolhida traz uma boanova, uma surpresa, que me desinstala.TEOLOGÍA FEMINISTA LATINOAMERICANA CRÍTICA DE LIBERACIÓN:ITINERARIOS, DIÁLOGOS, DESAFÍOS Y HORIZONTESLuzmila Quezada Barretoluzmilaquezada@yahoo.comUna de las grandes conquistas de este siglo, para las mujeres ha sido su ciudadanía. El ser sujeto de derechosciviles y políticos de todos los bienes del estado, significó, no sólo su auto-compresión crítica de negación deciudadanía, debido al androcentrismo, sino de ser propulsora de cambios epistemológicos de granenvergadura en la ética política, la reflexión bíblica, teológica y pastoral con el fin de obtenerreconocimiento. La finalidad de este ensayo es plantear los itinerarios de la Teología FeministaLatinoamericana Crítica de Liberación, la riqueza de dialogo interdisciplinario y la apertura de un saber queconstantemente se recrea debido a los desafíos que tiene responder. Tener en cuenta la diversidad de saberes,desde la sabiduría de las abuelas, hasta el nomadismo representa no sólo la apertura y la articulación deparadigmas que contribuyen a la crítica cultural, en cuanto a la humanidad plena de las mujeres y ladiversidad de sujetos, sino que sirvió para confrontar los “subterfugios” de la ideología patriarcal aldesnaturalizar las desigualdades y las jerarquías relacionadas a su naturaleza y desacralizar los discursosreligiosos que justificaban la jerarquía, subordinación de la mujer, el sufrimiento, negación y lainvisibilización. La presentación comprende 4 momentos: Inicios de la Teología de la FeministaLatinoamericana; la interrelación con los movimientos sociales latino-americanos y su articulación con losmovimientos feministas; las contribuciones teóricas, los “compañeros/as del camino” desafíos y agendas.
    • 195INTOLERÂNCIA FRENTE AOS JUDEUS E CRISTÃOS-NOVOS NO BRASIL COLONIAL: UMAANÁLISE ABREVIADA E COMENTADA DA OBRA "OS JUDAIZANTES NAS CAPITANIAS DECIMA" DE ELIAS LIPINERMárcio Darlan Rosa Knobelochmdrknobloch@yahoo.com.brA obra "Os judaizantes nas capitanias de cima" aborda a presença de cristãos-novos e judeus na áreabrasileira que hoje representa o Nordeste do país e que pode refletir nas ações e reações culturais dosjudeus,cristãos-novos e seus descendentes noutras regiões brasileiras como o Norte,Minas Gerais e o Sul doBrasil. A partir do achamento do Brasil muitos judeus e seus descendentes se inscreveram comocolonizadores destas terras,procurando escapar,assim,da intolerância dos países ibéricos.Vinhamprincipalmente na condição de fugitivos. Elias Lipiner citando Pietro Rondinelli,sustenta que o rei dePortugal nos primórdio da colônia,havia arrendado a terra a "certos cristãos-novos".Uma vez aqui,ondefuturamente seria o Brasil,viveram em relativa tolerância,contudo a sua liberdade era remota,oportunizando aintolerância,"fenômeno êsse consignado reiteradamente nos livros de ambas as visitações". Para tanto,asvisitações do Santo Ofício no Nordeste brasileiro confirma,entre outras coisas,a evidência de muitasreminiscências da cultura e religião judaicas nesta região,sendo muitos desses também encontrados noutraspartes do Brasil. Estas questões podem nos servir de alerta contra o preconceito e o desrespeito às "minorias"étnicas, religiosas, sociais, etc. Também podemos observar e nos movimentar contra os que detém os poderestiranos e opressores,não respeitando os divergentes,sejam eles de quaisquer natureza.O PRESSUPOSTO DA UTILIDADE NO ESTUDO DA RELIGIÃOMarcos Augusto Armangearmange2001@yahoo.com.brO presente artigo examina as abordagens críticas das ciências sociais e humanas em geral sobre a religião, eda psicanálise em particular. A partir do método materialista, que nega qualquer dimensão metafísica etranscendente do fenômeno religioso, e que considera a priori a religião como criação humana, as ciênciasem geral, sob o viés da antropologia em suas análises, limitam-se ao exame crítico às manifestações eexpressões comportamentais das atitudes religiosas. Nessa ótica, a religião cumpriria importantes funçõessociais e, por isso, deve ser analisada unicamente a partir do pressuposto de sua utilidade. Para exemplificaressa postura o autor examina as idéias do psicanalista Sigmund Freud sobre a religião, que procura explicitaros fatores psicológicos da adesão religiosa. Para o autor, o que as ciências em geral, especialmente aqui apsicanálise, deixam de avaliar é justamente o que é específico para a religião: a relação religiosa é marcadapor um encontro pessoal entre o ser humano e a sua divindade. As ciências avaliam apenas um lado destarelação, as manifestações dos comportamentos humanos, desconsiderando a metafísica e a própria teologia.Para o autor, no entanto, mesmo partindo do método materialista de analise é possível chegar a conclusõesdistintas, pois a relação existente neste acontecimento, que ultrapassa a mera utilidade, revela-se na formaexterna com que a religião se apresenta: ritos, doutrinas e celebrações.TEOLOGIA E EDUCAÇÃO: DIÁLOGO EM BUSCA DA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MAISHUMANIZADO EM SUAS RELAÇÕES - UMA PERSPECTIVA LATINO-AMERICANAMarlon Leandro Schockmarlonschock@hotmail.com
    • 196Vivemos em uma sociedade em processo de globalização que pela visibilidade que promove e oculta é decaráter capitalista, ou, pelo menos segue os ditames do lucro irrefreado em vez e ao invés da partilha. Talsociedade é opressora e preza pela dominação das consciências, impondo aos oprimidos a submissão a umdestino prévia e tiranamente inculcado como insuperável, porque em seu dizer cínico: natural! Aosoprimidos vende-se a idéia de um futuro que nada mais pode ser do que a continuidade do presente, nosentido de um eterno e imutável arranjo: um jogo de cartas marcadas em favor daqueles que detém o poder eque articulam de todas as formas possíveis a sua manutenção. Para a superação da imposição fatídica dosistema opressor o oprimido há de se tornar sujeito de sua própria história. Este processo se inicia quando ooprimido começa a objetivar sua própria existência, descodificando-a através de análise crítica, tendo porresultado a tomada de consciência de sua condição social. Um mundo mais humanizado se faz também apartir da libertação dos oprimidos para que possam ser agentes de seu destino à medida da suaconscientização. Esta tarefa vem sendo delegada à educação e à igreja na América Latina desde 1970 porpensadores como Paulo Freire e Gustavo Gutiérrez. Este texto se propõe a somar esforços na busca destaconstrução.LEORNADO BOFF E A (RE)SIGNIFICAÇÃO DO MODELO MARIANONadia Maria Guarizanadiamguariza@hotmail.comA presente comunicação pretende analisar a representação mariana na Teologia da Libertação brasileira. Paratanto, optamos pelos livros de Leonardo Boff produzidos entre as décadas de 1970 e 1980 que tratavam dafigura de Maria, quais sejam, “O rosto materno de Deus” (1979) e “Ave-Maria” (1980). A representaçãomariana de Leonardo Boff será analisada à luz da especificidade da proposta da Teologia da Libertação noBrasil, comprando-a com a desenvolvida em outros países do continente americano. Assim como, a análiseaqui empreendida tem a finalidade de discernir a visão que este teólogo possuía sobre o feminino.PRODUÇÕES DA FRATERNIDADE TEOLÓGICA LATINOAMERICANA NO NORDESTE DOBRASILOrivaldo Pimentel Lopes Júniororivaldojr@act.psi.brO Nordeste foi no século XX e continua sendo a região mais pobre do Brasil. Os índices sociais sempreforam os mais alarmantes, e de igual forma a presença de igrejas protestantes sempre se manteve muitodiscreta. Nos anos 1980 apenas 3,4% da população nordestina eram evangélicas, enquanto regiões como osul e o Centro Oeste tinham 10,17% e 7,8% respectivamente de evangélicos. Curiosamente, nestes anos 80surgiram no Nordeste uma série de esforços acadêmicos sérios de se pensar a Teologia evangélica de umaforma mais responsável. Os recursos humanos e materiais disponíveis eram poucos, mas a realidade socialdemandava uma reflexão diferenciada, e isso pesou mais. A Teologia produzida no interior dessas igrejasencontrou abrigo institucional na Fraternidade Teológica Latinoamericana. Os encontros promovidos têmpossibilitado a produção de reflexões teológicas de ponta, envolvendo centenas de pastores, professores,seminaristas e membros de igrejas nordestinas. O grande problema dessa atividade é a falta de organizaçãodesse material em publicações que lhe dê visibilidade. Este estudo pretende deixar registrado esse esforço,destacando as peculiaridades de uma forma de fazer Teologia que interage com igrejas muitas vezesconservadoras e um contexto social cheio de desafios. Também registrar as principais contribuiçõesinovadoras trazidos pelos participantes da Fraternidade Teológica Latinoamericana do Nordeste para a
    • 197Teologia na América Latina, um esforço que corre o risco de passar desapercebido caso não hajam estudosque lhe dêem o lugar merecido.EL PENSAMIENTO DE MARTIN LUTHER KING ACERCA DE LA NO-VIOLENCIA UNAORIENTACIÓN PARA LA TEOLOGÍA EN AMÉRICA LATINAPatricio Gómez Muñozpatriciogomez77@gmail.comLa forma de entender la teología por parte de Martin Luther King puede ayudar a los teólogos e iglesiaslatinoamericanos a enfrentar la creciente violencia que azota nuestras sociedades. Su mensaje, centrado enJesús de Nazaret, pretendía llevar justicia a través de una lucha pacífica, por lo cual en este aniversario 40 desu asesinato se considera conveniente re-estudiar su posicionamiento teológico y pastoral. Los grandespilares en que centró su mensaje fueron: la lucha activa por medios no-violentos o pacifistas, la justicia comohorizonte de sentido, la búsqueda incansable de dignidad para toda la sociedad, su cuestionamiento al statuquo en las leyes injustas y la iglesia local como referente vital. A través de estos 5 pilares su mensaje puedetraer una nueva forma de entender y practicar la teología en nuestro continente.CAMINHOS DA TEOLOGIA LATINO-AMERICANA: LIÇÕES DO PASSADO E DESAFIOS ATUAISRogério Mosimann da Silvarogemosilva@hotmail.comA Teologia da Libertação (TdL) inaugurou uma pauta teológica em nosso continente e se impôs ao horizonteteológico mundial. Diversos foram os desdobramentos desse momento fundante. Proclamada morta, asquestões levantadas pela TdL continuam a desafiar a práxis eclesial e o labor teológico. É preciso conciliaros novos acentos com a velha questão dos pobres. Para isso, a própria TdL contribui, ao explicitar o carátercontextual de toda teologia. Se a realidade mudou, mantém-se válido o princípio de auscultar os sinais dostempos. A globalização neoliberal tem alargado o fosso entre ricos e pobres e a exclusão. É preciso, pois,reinventar o profetismo, retomar e atualizar a opção pelos pobres. Qual o papel da teologia nesse processo?O caminho passa por repensar a TdL. Ao lado de uma teologia acadêmica, e em relação de mútuacomplementaridade com ela, abre-se a possibilidade de uma teologia marginal, com teólogos e teólogas quese fazem existencialmente solidários e próximos aos pobres, estreitando os laços entre a teologia e adimensão testemunhal, propondo-se a pensar teologicamente com seriedade e rigor metodológicos ocotidiano das periferias, procurando re-articular importantes questões que a TdL deixou pendentes.TOLERÂNCIA E RECONHECIMENTOValério Guilherme Schapervalerio@est.edu.brNa primeira parte, o conceito de tolerância é revisado criticamente e os limites de sua aplicação no âmbito deuma ética teológica são avaliados do ponto de vista do pluralismo de princípio, considerando, sobretudo, aproposta de M. Walzer. Na segunda parte, partindo da avaliação anterior, o conceito de tolerância éaproximado dos conceitos de solidariedade e respeito. Novamente, percebe-se limites nas possibilidades decompletar o sentido de tolerância a partir destes conceitos. Na terceira parte, o conceito de tolerância écolocado em diálogo com o conceito de reconhecimento como desenvolvido por Axel Honneth. Enfatiza-se,principalmente, a possibilidade de estabelecer uma gramática clara para abordagem dos conflitos sociais.
    • 198Esta aproximação permite elaborar uma compreensão de tolerância que não se baseia numa aceitação pura esimples da diferença (relativismo) nem em formas precárias de convivência (gradualismo). Oreconhecimento, como proposto por Honneth, supõe um regramento da negociação entre as diferenças nomarco da democracia.ECUMENISMO – ENCONTROS E DESENCONTROSZélia Soares de Souzasoareszelia@uol.com.brÉ difícil pensar em história e teologia sem levar em conta a história da própria vida. Primeiro pelo fato dequem se interessa pelos dois temas não consegue dissociá-los do cotidiano e segundo porque a história éconstruída por cada um, mas não de forma independente. Ela faz parte de um conjunto de sistema e valoresque perpassam toda a nossa existência e também a de tudo o que existe. A base deste texto é uma pesquisafeita no Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo. A relação deste material a Teologia na AméricaLatina ocorreu num primeiro momento pelo fato desta pesquisa trazer à mente exatamente a idéia de um“panorama” da época pesquisada. Analisando os temas estudados no decorrer do semestre de 2007/2 percebique esta é uma visão singular de um momento da história do cristianismo no Brasil. Época difícil, deconflitos e fronteiras demarcadas abertamente. Em alguns aspectos, diferentes do que vemos hoje em dia,mas por outro lado, guardada as devidas proporções e fatos, semelhante aos enfrentamentos que ocorrem nocampo religioso atual. Mesmo que o tema ecumenismo não cause tantos conflitos hoje em dia, ele é temarecorrente entre protestantes, católicos, outras confissões religiosas e ainda causa grande desconforto entremuitas pessoas.